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Engenharia de Soldagem – EPUSP LABORATÓRIO DE SOLDAGEM E JUNÇÃO EPUSP - PMT 1 PMT 3404 Soldagem e junção de materiais Professor: Sérgio Duarte Brandi ESCOLA POLITÉCNICA DA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO http://www4.usp.br/index.php Engenharia de Soldagem – EPUSP LABORATÓRIO DE SOLDAGEM E JUNÇÃO EPUSP - PMT 2 Sumário da aula: • Diferença entre soldagem/junção e rebitagem. • Diferença entre soldagem e junção. • Engenharia da soldagem:áreas envolvidas e aplicações. • Terminologia: – Diferença entre soldagem e solda. – Poça de fusão. – Cordão de solda, passe, camada. – Diluição. – Penetração. – Posições de soldagem. – Regiões da junta soldada. – Descontinuidades e defeitos. Engenharia de Soldagem – EPUSP LABORATÓRIO DE SOLDAGEM E JUNÇÃO EPUSP - PMT 3 1) INTRODUÇÃO. • rebitagem * soldagem/junção: – rebite: estanqueidade e peso do equipamento. – SOLDAGEM/JUNÇÃO é um processo de fabricação de equipamentos e componentes. (1o navio inteiramente soldado em 1921 produzido na Inglaterra) Engenharia de Soldagem – EPUSP LABORATÓRIO DE SOLDAGEM E JUNÇÃO EPUSP - PMT 4 DIFERENÇA ENTRE SOLDAGEM E JUNÇÃO: SOLDAGEM METAL (OU POLÍMERO) METAL (OU POLÍMERO) * CONTINUIDADE DAS PROPRIEDADES Engenharia de Soldagem – EPUSP LABORATÓRIO DE SOLDAGEM E JUNÇÃO EPUSP - PMT 5 JUNÇÃO: JUNÇÃO MATERIAL MATERIAL METAL/METAL METAL/CERÂMICA METAL/POLÍMERO CERÂMICA/CERÂMICA POLÍMERO/POLÍMERO CERÂMICA/POLÍMERO * CONTINUIDADE DA MATÉRIA Engenharia de Soldagem – EPUSP LABORATÓRIO DE SOLDAGEM E JUNÇÃO EPUSP - PMT 6 ENGENHARIA DA SOLDAGEM/JUNÇÃO: • ENGLOBA AS ÁREAS DE: – engenharia elétrica. – engenharia de estruturas. – engenharia mecânica. – engenharia metalúrgica e de materiais. – engenharia química. – engenharia de produção. – física aplicada. – química aplicada. Engenharia de Soldagem – EPUSP LABORATÓRIO DE SOLDAGEM E JUNÇÃO EPUSP - PMT 7 CAMPO DE APLICAÇÃO: • CONSTRUÇÃO: – Naval – Estruturas civis : pontes, edifícios, etc... – Vasos de pressão – Tubulações – Usina hidroelétrica – Química, petroquímica, papel e celulose – Alimentícia – Automobilística – Aeronáutica e aeroespacial – Eletrônica – Metro e ferrovias – Militar – Nuclear – Utensílios domésticos • REPAROS E MANUTENÇÃO. Engenharia de Soldagem – EPUSP LABORATÓRIO DE SOLDAGEM E JUNÇÃO EPUSP - PMT 8 2) TERMINOLOGIA. • diferença entre soldagem e solda: soldagem é a técnica utilizada para reunir duas ou mais partes de uma estrutura ou componente garantindo a continuidade da matéria. Solda é o resultado da operação de soldagem. SOLDAGEM SOLDA Engenharia de Soldagem – EPUSP LABORATÓRIO DE SOLDAGEM E JUNÇÃO EPUSP - PMT 9 • poça de fusão: material fundido durante a soldagem por fusão. Na soldagem autógena é composta somente do metal de base fundido (não existe metal de adição). Na soldagem com adição a poça é composta do metal de base e do metal de adição fundidos. Engenharia de Soldagem – EPUSP LABORATÓRIO DE SOLDAGEM E JUNÇÃO EPUSP - PMT Soldagem autógena, homogênea (similar), heterogênea e dissimilar 10 A B C Soldagem homogênea (similar): A = B = C Soldagem autógena: A = B , C = 0 Soldagem heterogênea: A = B C ou A B = C Soldagem dissimilar: A B C A, B = metal base C = metal de adição Engenharia de Soldagem – EPUSP LABORATÓRIO DE SOLDAGEM E JUNÇÃO EPUSP - PMT 11 •metal de base: constitui as partes a serem soldadas. •metal de adição: utilizado para a união das partes que serão soldadas: tipos mais comuns de metais de adição: eletrodo revestido, vareta, arame, eletrodo tubular. •metal de solda: resultado da mistura entre o metal de base e o metal de adição que foram fundidos durante a soldagem. •metal depositado: metal de adição fundido ou pedaços de arame. Metal de solda Metal de base Metal de adição Engenharia de Soldagem – EPUSP LABORATÓRIO DE SOLDAGEM E JUNÇÃO EPUSP - PMT 12 • passe: depósito de material obtido pela progressão de uma única poça de fusão. • camada: depósito de um ou mais passes em um mesmo nível. • cordão de solda: material depositado em uma ou mais camadas. Engenharia de Soldagem – EPUSP LABORATÓRIO DE SOLDAGEM E JUNÇÃO EPUSP - PMT 13 • diluição: porção do metal de base no metal de solda. 100% de diluição é equivalente a um cordão de solda realizado sem adição (soldagem autógena); 0% de diluição significa que o metal de base não foi fundido durante a soldagem (brasagem e soldagem branda). BASEDEMETALADIÇÃODEMETAL BASEDEMETAL DILUIÇÃO ..%..% ..% + = 0% de diluição = metal de base não funde. Exemplo: brasagem, soldagem branda e soldabrasagem. 100% diluição = soldagem sem metal de adição (autógena). Exemplo: TIG, plasma, laser, solda a ponto. Engenharia de Soldagem – EPUSP LABORATÓRIO DE SOLDAGEM E JUNÇÃO EPUSP - PMT 14 • Penetração: profundidade final do cordão de solda com relação a espessura da chapa. 100% de penetração (ou penetração total) significa que a totalidade da espessura da chapa foi unida por um cordão de solda, independendo do número de passes e de camadas. Espessura da chapa Profundidade do cordão de solda Engenharia de Soldagem – EPUSP LABORATÓRIO DE SOLDAGEM E JUNÇÃO EPUSP - PMT Tipos de juntas 15 •junta: região onde duas ou mais peças serão soldadas. Tipos de juntas: junta de topo, junta em ângulo, junta de aresta, junta sobreposta. Engenharia de Soldagem – EPUSP LABORATÓRIO DE SOLDAGEM E JUNÇÃO EPUSP - PMT 16 • preparação da junta: operação necessária para tornar a junta apta para soldagem. • chanfro: preparação efetuada nas bordas das chapas. As suas funções são: facilitar o acesso para soldagem, facilitar a soldagem e melhorara a qualidade da junta soldada. Tipos de chanfros: V, X, K, J e U. Engenharia de Soldagem – EPUSP LABORATÓRIO DE SOLDAGEM E JUNÇÃO EPUSP - PMT 17 Terminologia de partes de preparação do chanfro. Engenharia de Soldagem – EPUSP LABORATÓRIO DE SOLDAGEM E JUNÇÃO EPUSP - PMT 18 face da solda margem da raiz passes de acabamento passe de raiz reforço da face margem da solda passes de enchimento reforço da raiz Terminologia de partes do cordão de solda. Engenharia de Soldagem – EPUSP LABORATÓRIO DE SOLDAGEM E JUNÇÃO EPUSP - PMT 19 • posições de soldagem/junção: plana, horizontal, vertical e sobre-cabeça. Teto Chão Horizontal Sobre-cabeça Plana Vertical ascendente Vertical descendente Engenharia de Soldagem – EPUSP LABORATÓRIO DE SOLDAGEM E JUNÇÃO EPUSP - PMT 20 Posição de soldagem e junção em geometria cilíndrica: soldagem/junção longitudinal soldagem/junção circunferencial Engenharia de Soldagem – EPUSP LABORATÓRIO DE SOLDAGEM E JUNÇÃO EPUSP - PMT 21 Posição de soldagem, Solda longitudinal Topo-a-topo Engenharia de Soldagem – EPUSP LABORATÓRIO DE SOLDAGEM E JUNÇÃO EPUSP - PMT 22 Posição de soldagem, Solda longitudinal Junta de ângulo Engenharia de Soldagem – EPUSP LABORATÓRIO DE SOLDAGEM E JUNÇÃO EPUSP - PMT 23 Posições de teste de junta topo-a-topo Engenharia de Soldagem – EPUSP LABORATÓRIO DE SOLDAGEM E JUNÇÃO EPUSP - PMT 24 Posições de teste de junta de ângulo e junta sobreposta Engenharia de Soldagem – EPUSP LABORATÓRIO DE SOLDAGEM E JUNÇÃO EPUSP - PMT 25 Posições de teste de junta de ângulo e junta sobreposta Engenharia de Soldagem – EPUSP LABORATÓRIO DE SOLDAGEM E JUNÇÃO EPUSP - PMT 26 Posição de teste de junta topo-a-topo em tubos Engenharia de Soldagem – EPUSP LABORATÓRIO DE SOLDAGEM E JUNÇÃO EPUSP - PMT Tabela qualificação da posição para AWS D1.1 Especificação Procedimento de Soldagem F = flat = plana H = horizontal = horizontal V = vertical = vertical OH = over-head = sobre-cabeça Engenharia de Soldagem – EPUSP LABORATÓRIO DE SOLDAGEM E JUNÇÃO EPUSP - PMT 28 Tabela qualificação da posição para AWS D1.1 Especificação Procedimento de SoldagemEngenharia de Soldagem – EPUSP LABORATÓRIO DE SOLDAGEM E JUNÇÃO EPUSP - PMT 29 Ângulo de deslocamento (ou de inclinação) e ângulo de trabalho: junta topo-a-topo Ângulo de trabalho (work angle) = ângulo entre uma linha perpendicular à superfície maior da peça e um plano determinado pelo eixo do eletrodo (ER, AT, arame, eletrodo de tungstênio) e o eixo do cordão de solda. Ângulo de deslocamento (travel angle) = ângulo entre o eixo do eletrodo (ER, AT, arame, eletrodo de tungstênio) e uma linha perpendicular ao eixo do cordão de solda, em um plano determinado pelo eixo do eletrodo e o eixo do cordão de solda. Ângulo de deslocamento puxando (push angle) = ângulo de deslocamento quando o eletrodo é direcionado para a direção da progressão da soldagem. Ãngulo de deslocamento empurrando (drag angle) = ângulo de deslocamento quando o eletrodo é direcionado contra a direção da progressão da soldagem. Engenharia de Soldagem – EPUSP LABORATÓRIO DE SOLDAGEM E JUNÇÃO EPUSP - PMT 30 Ângulo de deslocamento (ou de inclinação) e ângulo de trabalho: junta de ângulo puxandoempurrando Engenharia de Soldagem – EPUSP LABORATÓRIO DE SOLDAGEM E JUNÇÃO EPUSP - PMT Ângulo de deslocamento (ou de inclinação) e ângulo de trabalho: junta tubular 31 Ângulo de trabalho (work angle) = ângulo entre uma linha perpendicular à superfície maior da peça e um plano determinado pelo eixo do eletrodo (ER, AT, arame, eletrodo de tungstênio) e o eixo do cordão de solda. Ângulo de deslocamento (travel angle) = ângulo entre o eixo do eletrodo (ER, AT, arame, eletrodo de tungstênio) e uma linha perpendicular ao eixo do cordão de solda, em um plano determinado pelo eixo do eletrodo e uma linha tangente ao tubo no ponto de interesse. Ângulo de deslocamento puxando (push angle) = ângulo de deslocamento quando o eletrodo é direcionado para a direção da progressão da soldagem. Ãngulo de deslocamento empurrando (drag angle) = ângulo de deslocamento quando o eletrodo é direcionado contra a direção da progressão da soldagem. Engenharia de Soldagem – EPUSP LABORATÓRIO DE SOLDAGEM E JUNÇÃO EPUSP - PMT 32 Soldagem com passe a ré Engenharia de Soldagem – EPUSP LABORATÓRIO DE SOLDAGEM E JUNÇÃO EPUSP - PMT 33 Dimensões da solda em ângulo Engenharia de Soldagem – EPUSP LABORATÓRIO DE SOLDAGEM E JUNÇÃO EPUSP - PMT 34 Dimensões da solda em ângulo Engenharia de Soldagem – EPUSP LABORATÓRIO DE SOLDAGEM E JUNÇÃO EPUSP - PMT 35 •macrografia de uma junta soldada: – zona fundida (ZF): região que foi fundida durante a soldagem (metal de solda). – zona de ligação (ZDL): região da transição entre a zona fundida e o metal de base que permaneceu sólido. – zona não misturada (ZNM) (unmixed zone): região muito estreita na zona fundida adjacente à zona de ligação, que solidificou sem que houvesse a mistura com o metal de solda restante. – zona afetada pelo calor (ZAC): região do metal de base que foi aquecida acima de uma temperatura e sofreu mudanças microestruturais e/ou de propriedades mecânicas ou químicas. – zona não afetada (ZNA): metal de base na condição como- recebido. Engenharia de Soldagem – EPUSP LABORATÓRIO DE SOLDAGEM E JUNÇÃO EPUSP - PMT 36 Engenharia de Soldagem – EPUSP LABORATÓRIO DE SOLDAGEM E JUNÇÃO EPUSP - PMT 37 Energia de soldagem: • Energia de soldagem ‘aporte de calor’ • Quantidade de energia por comprimento de cordão de solda (E). • Calculada através do produto da tensão do arco (V) pela corrente de soldagem (I) e dividido pela velocidade de soldagem (v) e da eficiência de transmissão de calor (). • Determina a distribuição de temperatura na peça. v V.I ηE = [E] = J.m -1 Processo de soldagem Eficiência de transmissão de calor() intervalo valor médio Laser e feixe de elétrons 0,02-0,08 0,05 TIG (Argônio, Al) 0,22-0,46 0,40 TIG (Hélio, alumínio) 0,55-0,80 0,60 TIG (Argônio, aço) 0,25-0,75 0,40 MIG/MAG (Argônio, aço) 0,66-0,70 0,70 MIG/MAG (CO2, aço) 0,75-0,93 0,85 Eletrodo revestido (aço) 0,80-0,85 0,80 Arco submerso (aço) 0,91-0,99 0,95 Eficiência errada Engenharia de Soldagem – EPUSP LABORATÓRIO DE SOLDAGEM E JUNÇÃO EPUSP - PMT História térmica representa as condições de aquecimento e resfriamento da chapa durante a soldagem/junção. A história térmica é subdividida em repartição térmica e ciclos térmicos. Quando é realizada a qualificação de um procedimento de soldagem, esta é feita com uma dada história térmica. • Quando se qualifica um procedimento de soldagem, a forma da história térmica é fixada e não deve variar quando da fabricação do componente. Engenharia de Soldagem – EPUSP LABORATÓRIO DE SOLDAGEM E JUNÇÃO EPUSP - PMT Como medir e determinar a história térmica (ciclos térmicos e repartição térmica): •Chapa com dois termopares soldados em duas distâncias diferentes com relação a linha de centro do cordão de solda. •A soldagem é feita com energia de soldagem, temperatura inicial da chapa (temperatura de pré- aquecimento), espessura, processo e parâmetros de soldagem fixos. •A chapa vem sendo aquecida com o deslocamento da fonte de calor e, quando esta estiver alinhada com a linha tracejada (perpendicular à linha de centro do cordão de solda), os termopares em 'a' e 'b' atingem suas temperaturas máximas (na realidade existe um pequeno intervalo de tempo para acontecer este fato). Após a fonte ultrapassar a linha tracejada, as temperaturas nos termopares começam a reduzir. •O registro da temperatura em função do tempo de soldagem nos termopares 'a' e 'b' determinam o ciclo térmico em cada um dos dois termopares. •A temperatura máxima nos dois termopares é diferente. Ela é maior para o termopar mais próximo do centro do cordão de solda. Tomando-se a temperatura máxima em cada ciclo térmico e sabendo-se a distância com relação à linha de centro do cordão, constrói-se a repartição térmica. Engenharia de Soldagem – EPUSP LABORATÓRIO DE SOLDAGEM E JUNÇÃO EPUSP - PMT 40 • ciclo térmico: variação da temperatura em função do tempo em uma dada distância do centro do cordão de solda. Relacionado com as transformações de fase na zona afetada pelo calor. A tangente ao ciclo térmico em uma dada temperatura, representa a velocidade de resfriamento, que vai determinar a microestrutura para o ciclo térmico. Cada ciclo térmico pode determinar uma microestrutura na ZAC. Engenharia de Soldagem – EPUSP LABORATÓRIO DE SOLDAGEM E JUNÇÃO EPUSP - PMT 41 • repartição térmica: variação da temperatura máxima em função da distância ao centro do cordão de solda. Relacionada com a extensão da zona afetada pelo calor. Engenharia de Soldagem – EPUSP LABORATÓRIO DE SOLDAGEM E JUNÇÃO EPUSP - PMT Definições relacionadas com a história térmica: • Pré-aquecimento: aplicação de calor na peça antes de iniciar a soldagem. O pré-aquecimento pode ser em toda a peça ou apenas localizado em uma região determinada da peça. O objetivo principal do pré-aquecimento é reduzir a velocidade de resfriamento. • Temperatura de pré-aquecimento: temperatura da chapa medida imediatamente antes de iniciar a soldagem. • Temperatura interpasse: aplicado somente em soldagem multipasse. É a temperatura mínima ou máxima da região da solda antes de iniciar o passe seguinte. O objetivo principal da temperatura interpasse é evitar o aquecimento exagerado durante a soldagem. • Pós-aquecimento: aplicação de calor na peça imediatamente após a soldagem. O objetivo principal do pós-aquecimento é remover parte do hidrogênio difusível. O pós-aquecimento não substitui o tratamento térmico pós-soldagem. • Temperatura de pós-aquecimento: temperatura de aquecimento da peça após o término da soldagem. Geralmente seu valor é superior a temperatura de pré-aquecimento. Engenharia de Soldagem – EPUSP LABORATÓRIO DE SOLDAGEM E JUNÇÃO EPUSP - PMT Objetivo principal do pré-aquecimento no ciclo térmico: Ciclos térmicos no mesmoponto, mantendo-se a energia de soldagem constante Aumenta a Tmáx e reduz a velocidade de resfriamento na Tcrít. Engenharia de Soldagem – EPUSP LABORATÓRIO DE SOLDAGEM E JUNÇÃO EPUSP - PMT O objetivo da temperatura interpasse: Engenharia de Soldagem – EPUSP LABORATÓRIO DE SOLDAGEM E JUNÇÃO EPUSP - PMT Relação entre ciclo térmico, repartição térmica, diagrama de fases e curva TTT Engenharia de Soldagem – EPUSP LABORATÓRIO DE SOLDAGEM E JUNÇÃO EPUSP - PMT 46 Descontinuidades/Defeitos Engenharia de Soldagem – EPUSP LABORATÓRIO DE SOLDAGEM E JUNÇÃO EPUSP - PMT Descontinuidades 47 Engenharia de Soldagem – EPUSP LABORATÓRIO DE SOLDAGEM E JUNÇÃO EPUSP - PMT 48 Defeitos: junta topo-a-topo Engenharia de Soldagem – EPUSP LABORATÓRIO DE SOLDAGEM E JUNÇÃO EPUSP - PMT Defeitos: junta de ângulo 49 Engenharia de Soldagem – EPUSP LABORATÓRIO DE SOLDAGEM E JUNÇÃO EPUSP - PMT 50 Diferença entre sitckout e extensão do eletrodo TIG MIG/MAG, AT, AS Engenharia de Soldagem – EPUSP LABORATÓRIO DE SOLDAGEM E JUNÇÃO EPUSP - PMT Cobre junta cerâmico (backing) Até 240A de corrente • cerâmico • metálico • gasoso • fita adesiva Engenharia de Soldagem – EPUSP LABORATÓRIO DE SOLDAGEM E JUNÇÃO EPUSP - PMT Cobre junta metálico http://www.gowelding.org/3G_MIG_Welding_Certification.html 3G Removido para testes de qualificação Engenharia de Soldagem – EPUSP LABORATÓRIO DE SOLDAGEM E JUNÇÃO EPUSP - PMT Cobre-junta gasoso Dispositivos para purga em tubos 150 a 900 mm (6 a 36 pol)50 a 300 mm (2 a 12 pol) 200 a 2100 mm (8 a 84 pol) 20m comprimento, 1 m de largura Filme solúvel em água para purga Engenharia de Soldagem – EPUSP LABORATÓRIO DE SOLDAGEM E JUNÇÃO EPUSP - PMT Inserto consumíveis Inserto consumível Inserto consumível Engenharia de Soldagem – EPUSP LABORATÓRIO DE SOLDAGEM E JUNÇÃO EPUSP - PMT Goivagem http://www.twi.co.uk/content/jk12.html Engenharia de Soldagem – EPUSP LABORATÓRIO DE SOLDAGEM E JUNÇÃO EPUSP - PMT 56 3) CLASSIFICAÇÃO DOS PROCESSOS DE SOLDAGEM. REQUISITOS DOS PROCESSOS DE SOLDAGEM/JUNÇÃO: •gerar uma quantidade de energia capaz de unir os dois materiais, similares ou não. •remover ou evitar as contaminações superficiais durante o processo. •promover fenômenos físico-químicos para promover a união das duas partes de tal maneira a propiciar um desempenho adequado da junta. Engenharia de Soldagem – EPUSP LABORATÓRIO DE SOLDAGEM E JUNÇÃO EPUSP - PMT 57 Classificação dos processos de soldagem: tipo de fonte de energia Engenharia de Soldagem – EPUSP LABORATÓRIO DE SOLDAGEM E JUNÇÃO EPUSP - PMT 58 Classificação dos processos de soldagem: natureza da junção Engenharia de Soldagem – EPUSP LABORATÓRIO DE SOLDAGEM E JUNÇÃO EPUSP - PMT 59 Engenharia de Soldagem – EPUSP LABORATÓRIO DE SOLDAGEM E JUNÇÃO EPUSP - PMT 60 Posição de soldagem, Solda circunferencial, Tubulação Engenharia de Soldagem – EPUSP LABORATÓRIO DE SOLDAGEM E JUNÇÃO EPUSP - PMT Como determinar a posição de soldagem? • Medir o ângulo da tubulação com relação à horizontal. • Colocar o ângulo medido no desenho das posições em função do ângulo da tubulação. • Identificar as posições de soldagem para o ângulo medido. • Traçar um segmento de reta para cada posição de soldagem, de maneira a separar as diferentes posições de soldagem. • Transladar a medida do segmento de cada posição para o eixo vertical da semi- circunferência. • Prolongar através de um segmento de reta horizontal as extremidades do segmento na vertical até encontrar a semi-circunferência. • Marcar os pontos de intersecção. • A partir da origem do eixo da semi-circunferência, traçar um segmento de reta que une a origem à intersecção no círculo. • Medir o ângulo de cada segmento que define a posição de soldagem com um transferidor. • Calcular METADE do perímetro do tubo (equivalente ao perímetro da semi-circunferência). • Para cada ângulo calcular o comprimento do arco do círculo na metade do perímetro do tubo. 61 Engenharia de Soldagem – EPUSP LABORATÓRIO DE SOLDAGEM E JUNÇÃO EPUSP - PMT 80º 80º 20º Demonstração do cálculo da posição da tubulação: diâmetro de 10 pol e ângulo de 25º. 62 25º Engenharia de Soldagem – EPUSP LABORATÓRIO DE SOLDAGEM E JUNÇÃO EPUSP - PMT Cálculo dos comprimentos dos arcos em função do diâmetro do tubo: 63 Engenharia de Soldagem – EPUSP LABORATÓRIO DE SOLDAGEM E JUNÇÃO EPUSP - PMT Marcação dos arcos no tubo: 64 80º 80º 160º 40º mm mm mm mm mm Ponto de referência Slide 1: PMT 3404 Soldagem e junção de materiais Slide 2: Sumário da aula: Slide 3: 1) INTRODUÇÃO. Slide 4: DIFERENÇA ENTRE SOLDAGEM E JUNÇÃO: Slide 5: JUNÇÃO: Slide 6: ENGENHARIA DA SOLDAGEM/JUNÇÃO: Slide 7: CAMPO DE APLICAÇÃO: Slide 8: 2) TERMINOLOGIA. Slide 9 Slide 10: Soldagem autógena, homogênea (similar), heterogênea e dissimilar Slide 11 Slide 12 Slide 13 Slide 14 Slide 15: Tipos de juntas Slide 16 Slide 17: Terminologia de partes de preparação do chanfro. Slide 18: Terminologia de partes do cordão de solda. Slide 19 Slide 20: Posição de soldagem e junção em geometria cilíndrica: Slide 21 Slide 22 Slide 23: Posições de teste de junta topo-a-topo Slide 24: Posições de teste de junta de ângulo e junta sobreposta Slide 25: Posições de teste de junta de ângulo e junta sobreposta Slide 26: Posição de teste de junta topo-a-topo em tubos Slide 27: Tabela qualificação da posição para AWS D1.1 Especificação Procedimento de Soldagem Slide 28: Tabela qualificação da posição para AWS D1.1 Especificação Procedimento de Soldagem Slide 29: Ângulo de deslocamento (ou de inclinação) e ângulo de trabalho: junta topo-a-topo Slide 30: Ângulo de deslocamento (ou de inclinação) e ângulo de trabalho: junta de ângulo Slide 31: Ângulo de deslocamento (ou de inclinação) e ângulo de trabalho: junta tubular Slide 32: Soldagem com passe a ré Slide 33: Dimensões da solda em ângulo Slide 34: Dimensões da solda em ângulo Slide 35 Slide 36 Slide 37 Slide 38: História térmica Slide 39: Como medir e determinar a história térmica (ciclos térmicos e repartição térmica): Slide 40 Slide 41 Slide 42: Definições relacionadas com a história térmica: Slide 43: Objetivo principal do pré-aquecimento no ciclo térmico: Slide 44: O objetivo da temperatura interpasse: Slide 45: Relação entre ciclo térmico, repartição térmica, diagrama de fases e curva TTT Slide 46: Descontinuidades/Defeitos Slide 47: Descontinuidades Slide 48: Defeitos: junta topo-a-topo Slide 49: Defeitos: junta de ângulo Slide 50: Diferença entre sitckout e extensão do eletrodo Slide 51: Cobre junta cerâmico (backing) Slide 52: Cobre junta metálico Slide 53: Cobre-junta gasoso Dispositivos para purga em tubos Slide 54: Inserto consumíveis Slide 55: Goivagem Slide 56: 3) CLASSIFICAÇÃO DOS PROCESSOS DE SOLDAGEM. Slide 57: Classificação dos processos de soldagem: tipo de fonte de energia Slide 58: Classificação dos processos de soldagem: natureza da junção Slide 59 Slide 60 Slide 61: Como determinar a posição de soldagem? Slide 62: Demonstração do cálculo da posição da tubulação: diâmetro de 10 pol e ângulo de 25º. Slide 63: Cálculo dos comprimentos dos arcos em função do diâmetro do tubo: Slide 64: Marcação dos arcos no tubo: