Prévia do material em texto
Transformadores Transformador - Trafo • Transformador não efetua conversão eletromecânica de energia • Transformador permite alterar níveis de tensões e correntes Bom início para compreender a conversão eletromecânica de energia Utilizações: • Isolar eletricamente os circuitos • Casamento de impedâncias (máxima transferência de potência) • Ajustar a tensão / corrente Roteiro: • Utilizações • Aspectos Construtivos • Princípio de Funcionamento • Modelos Transformador Aspectos Construtivos Transformador Monofásico Apectos Construtivos Enrolamento Primário Enrolamento Secundário Núcleo Ferromagnético Núcleo Ferromagnético Transformador Monofásico Apectos Construtivos Núcleo Ferromagnético: • Laminado • Material Ferromagnético (liga FeSi) • Permeabilidade µ alta (µr > 1000) Enrolamento Primário: • Fio condutor isolado (Cobre) • N1 espiras Enrolamento Secundário: • Fio condutor isolado (Cobre) • N2 espiras Curva B=µH Núcleo laminado: Grandezas envolvidas: v1(t): Tensão no primário, normalmente imposta pela fonte; v2 (t): Tensão no secundário; i1(t): Corrente no primário; i2(t): Corrente no secundário; φ: Fluxo magnético mútuo aos dois enrolamentos. Conceito de Polaridade: “Dois terminais de bobinas distintas, magneticamente acopladas, apresentam mesma polaridade quando correntes elétricas, entrando simultaneamente por esses terminais, produzirem fluxos magnéticos concordantes”. Obs.: terminais de mesma polaridade são ident. pelo mesmo símbolo (ex.: ponto). CIRCUITO MAGNÉTICO DO TRANSFORMADOR O TRANSFORMADOR IDEAL Características: I – Núcleo com permeabilidade magnética infinita Conseqüência: A relutância é nula e portanto todo o fluxo magnético está confinado no núcleo. II – Material condutor das bobinas de condutividade infinita. Conseqüência: As resistências próprias das bobinas são nulas. Destas considerações obtém-se: S LR µ 1 = O TRANSFORMADOR REAL (Ideal + Resistências) POTÊNCIA ELÉTRICA INSTANTÂNEA A potência elétrica instantânea no primário é dada por: p1 = v1 i1 A potência elétrica instantânea no secundário é dada por: p2 = v2 i2 Relação entre as potências elétricas instantâneas: p1 = v1 i1 = (av2) (-i2/a) = - v2 i2 = -p2 CONCLUSÕES: 1. Para os terminais de mesma polaridade de um transformador ideal, os sentidos dos fluxos de correntes são opostos; 2. A quantidade de potência (ou energia) que entra por um dos lados é a mesma que sai pelo outro lado, isto é, o rendimento do transformador ideal é 100%. TRANSFORMADOR EM CARGA Relações Importantes Pode-se escrever: Grandezas envolvidas: v1(t) v1(t): Tensão no primário, normalmente imposta pela fonte; v2(t): Tensão no secundário; i1(t): Corrente no primário; i2(t): Corrente no secundário; iL(t) = - i2(t): Corrente na carga; ZL: Impedância da carga [Ω]. N1 espiras N2 espiras V1(t) V2(t) I1(t) ϕm(t) I2(t) Z ϕd2(t) ϕd1(t) ϕ1(t) = ϕm(t) + ϕd1(t) ϕ2(t) = ϕm(t) + ϕd2(t) Determinação da Indutância Própria L1 (análogo para L2) L1 = N1φ1 I1 L1 = N1 φm +φd1( ) I1 L1 = N1φm I1 + N1φd1 I1 L1 = Lm1 + Ld1 φ1 e I1: valores instantâneos Ld1Lm1 O TRANSFORMADOR REAL (Ideal + Resistências + Fluxos de Dispersão) L1 L2 M Z R1 L1 = Lm1 + Ld1 L2 = Lm2 + Ld 2V1(t) V2(t) I1(t) I2(t) R2 E1(t) E2(t) Lm1 M R1 Lm2 Z R2 Ld2 Ld1 V1(t) I1(t) V2(t) I2(t) E1(t) E2(t) O TRANSFORMADOR REAL (Ideal + Resistências + Fluxos de Dispersão) Perdas no Ferro Perdas Foucault Perdas por Histerese Perdas Foucault ϕ(t) I(t) Núcleo maciço ϕ(t) I'(t) Núcleo laminado Fe FeSi • FeSi: Aumenta a resistividade do núcleo • Laminação: Diminui a corrente induzida por lâmina O TRANSFORMADOR REAL (Ideal + Resistências + Fluxos de Dispersão + Perdas no Ferro) Perdas por Histerese ! H (t) t0 t1 t2 t3 t4 t5 t6 ! H (t) t t0 t1 t2 t3 t4 t5 t6 ! H (t) Perdas no Ferro Perdas Foucault Perdas por Histerese O TRANSFORMADOR REAL (Ideal + Resistências + Fluxos de Dispersão + Perdas no Ferro) Perdas no Ferro Perdas Foucault Perdas Histerese Dependem de Φm Perdas è Watts èResistência Rfe Lm1 Z 'V1(t) R1 Ld1 I1(t) aV2(t) a2R2 a2Ld2 I2(t)/a I1(t)-I2(t)/a Circuito Elétrico Onde alocar Rfe? O TRANSFORMADOR REAL (Ideal + Resistências + Fluxos de Dispersão + Perdas no Ferro) E1(t) Lm1 Z 'V1(t) R1 Ld1 I1(t) aV2(t) a2R2 a2Ld2 I2(t)/a I1(t)-I2(t)/a Circuito Elétrico E1 = 4,44 f ⋅N1 ⋅φm.max Pfe = E1 2 Rfe Onde alocar Rfe? O TRANSFORMADOR REAL (Ideal + Resistências + Fluxos de Dispersão + Perdas no Ferro) Circuito Elétrico E1(t) Lm1 Z 'V1(t) R1 Ld1 I1(t) V'2(t) R'2 L'd2 I'2(t) I1(t)- I'2(t) Rfe Pfe = E1 2 Rfe O TRANSFORMADOR REAL (Ideal + Resistências + Fluxos de Dispersão + Perdas no Ferro) Circuito Elétrico Equivalente Final I0(t ) E1(t) Lm 1 Z 'V1(t) R1 Ld1 I1(t) V'2(t) R'2 L'd2 I'2(t) Rfe Ip(t) Im(t) I0 = Im 2 + I p 2 O TRANSFORMADOR REAL (Ideal + Resistências + Fluxos de Dispersão + Perdas no Ferro) Circuito Elétrico Equivalente Final - RPS Ê Ẑ ' R1 jXd1 R'2 jX'd2 Rfe I0 = Im 2 + I p 2 V̂1 Î1 Î2 ' V̂2 ' Î0 ÎmÎ p jXm O TRANSFORMADOR REAL (Ideal + Resistências + Fluxos de Dispersão + Perdas no Ferro) 6.5. O CIRCUITO EQUIVALENTE DO TRANSFORMADOR REAL 6.5.4. SIMPLIFICAÇÕES DO CIRCUITO EQUIVALENTE 6.5.5. VALORES POR UNIDADE Os principais parâmetros e grandezas de um transformador são freqüentemente representados como uma fração dos seus valores nominais. Ex.: transformador de 100 kVA alimenta carga que absorve 20 kVA => a carga está absorvendo 20% da potência nominal ou 0,2 p.u. (por unidade). Definem-se Grandezas de Base, a partir das quais todas as outras são medidas. Para o primário do transformador são: Potência de base= Potência Nominal, isto é: SB = SNOM Tensão de base= Tensão Nominal do Primário, isto é: VB1 = VNOM1 Para o secundário: Potência de base = Potência Nominal, isto é: SB = SNOM Tensão de Base = Tensão Nominal do Secundário:VB1 = VNOM1 A partir destas grandezas, podemos deduzir as demais grandezas de base que são a corrente e a impedância de base, como seguem: 6.5.5. VALORES POR UNIDADE A partir destas grandezas, podemos deduzir as demais grandezas de base que são a corrente e a impedância de base, como seguem: Para o Primário: Corrente de base: 6.6. ASSOCIAÇÃO DE TRANSFORMADORES 6.6.1. ASSOCIAÇÃO DE TRANSFORMADORES EM PARALELO “Bancos de Transformadores”=> desejável (Rcc e Xcc) iguais em p.u. - Cuidado com as polaridades! 6.6.2. BANCO TRIFÁSICO DE TRANSFORMADORES • Vantagem => Menor custo • Desvantagem => Menor flexibilidade (em caso de defeito: >facilidade de substituição de um monofásico e cargas podem ser parcialmente atendidas em alguns casos) Conexões Estrela e Triângulo 6.6.2.1. Conexão Estrela-Estrela O único cuidado nesta conexão é observar que os terminais da estrela são os terminais de mesma polaridade das unidades monofásicas. Sejam os valores do transformador monofásico: SNOM : Potência nominal; VNOM1 : Tensão nominal do primário; VNOM2 : Tensão nominal do secundário Os valores nominais do banco trifásico de transformadores resultam: Potencia nominal do banco: SBANCO = 3xSNOM Tensão nominal de linha do primário: Tensão nominal de linha do secundário: VB1 = 3 x VNOM1 VB2 = 3 x VNOM2 Conexões Estrela e Triângulo 6.6.2.1. Conexão Triângulo-Triângulo Os valores nominais deste banco trifásico de transformadores resultam: Potencia nominal do banco: SBANCO = 3xSNOM Tensão nominal de linha do primário: VB1 = VNOM1 Tensão nominal de linha do secundário: VB2 = VNOM2 Conexões Estrela e Triângulo 6.6.2.1. Conexão Estrela-Triângulo Os valores nominais deste banco trifásico de transformadores resultam: Potencia nominaldo banco: SBANCO = 3xSNOM Tensão nominal de linha do primário: Tensão nominal de linha do secundário: VB2 = VNOM2 VB1 = 3 x VNOM1 Transformadores Trifásicos Transformadores Trifásicos • Para se chegar ao transformador trifásico como ele é construído, colocam-se os três braços em um único plano. • A pequena diferença de relutância do circuito magnético das três fases não é relevante a ponto de produzir desequilíbrios sensíveis de f.e.m.’s induzidas Exercícios 1) Um transformador ideal com N1 = 500 esp. e N2 = 50 esp. alimenta uma carga com R= 20 Ω no secundário. A tensão de alimentação pelo primário é de 300 V. Pede-se: a) A tensão na carga b) Correntes no primário e secundário c) As potências no primário e secundário. Exercícios 1) Um transformador ideal com N1 = 500 esp. e N2 = 50 esp. alimenta uma carga com R= 20 Ω no secundário. A tensão de alimentação pelo primário é de 300 V. Pede-se: a) A tensão na carga a = N1/N2 = 500/50 =10; V2 = V1/a = 300/10 = 30 V b) Correntes no primário e secundário I2 = V2/R = 30/20 = 1,5 A; I1 = I2/a = 0,15 A c) As potências no primário e secundário. P1 = V1*I1= 300*0,15 = 45 W; P2 = V2 *I2 = 30*1,5 = 45 W Exercícios 2) Determinar o circuito equivalente de um transformador, referido ao primário e ao secundário, desprezando as perdas no ferro e conhecendo os seguintes dados. Lado da alta tensão: X1 = 8 Ω, R1= 1,9 Ω. Lado da baixa tensão: X2 = 0,10 Ω, R2= 0,03 Ω., Reatância de magnetização vista pela alta tensão: Xm = 70 kΩ N1 = 1000 esp., N2 = 50 esp. Exercícios 2) Determinar o circuito equivalente de um transformador, referido ao primário e ao secundário, desprezando as perdas no ferro e conhecendo os seguintes dados. Lado da alta tensão: X1 = 8 Ω, R1= 1,9 Ω. Lado da baixa tensão: X2 = 0,10 Ω, R2= 0,03 Ω., Reatância de magnetização vista pela alta tensão: Xm = 70 kΩ N1 = 1000 esp., N2 = 50 esp. Resp.: a=N1/N2 = 1000/50 = 20 No lado da alta tensão: X2´= a2*X2 = 400*0,10 = 40 Ω R2´= a2*R2 = 400*0,03 = 12 Ω No lado da baixa tensão: X1´= X1/a2 = 8/400 = 0,02 Ω R2´= a2*R2 = 1,9/400 = 0,00475 Ω Xm´ = 70000/400 = 175 Ω Exercícios 3) Um transformador apresenta as seguintes características: Z1 = (1,9 +j23) Ω; Z2 = (0,00144 +j0,01744) Ω Tensões nominais: 13800/ 380 V; Potência nominal : 300 kVA Com uma carga ligada no lado de baixa tensão absorvendo 280 kVA com tensão nominal, fator de potência 0,85 indutivo, calcular: a) as tensões, no primário e no secundário; b) as correntes no primário e no secundário; c) potências no primário e no secundário; d) o rendimento do transformador. Exercícios a= 13800/380 = 36,316 => a2 = 1318,837) Zcc = Z1 + Z1´= Z1 + Z2* a2