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117O feto • Amostragem da vilosidade coriônica: realizada entre a 10ª e a 12ª semanas de gestação, é usada para detectar anormalidades cromossômicas, distúrbios ligados ao cromossomo X e erros inatos do metabolismo. Esse exame é realizado a partir de uma amostra das vilosidades coriônicas e permite obter resultados de análises cromossômicas semanas antes de se poder realizar a amniocentese (Figura 6.11). • Cordocentese: realizada após a 18ª semana de gestação com auxílio de ultrassom para se obter amostras de sangue do cordão umbilical, o qual será usado para diagnosticar alterações cromossômicas numéricas, infecções fetais e anemia fetal (Figura 6.12). Figura 6.11 - Representação esquemática da retirada de uma amostra das vilosidades coriônicas para análise cromossômica das células fetais (Adaptado de: <www. muschealth.com)>. Retirada de uma amostra de sangue do cordão umbilical Cordão umbilical Osso púbico Ultrassom Placenta Feto Útero Medula espinhal materna VaginaFigura 6.12 - Representação esquemática da retirada de uma amostra de sangue do cordão umbilical para análise das células fetais (Adaptado de: <www. muschealth.com>). Ultrassom Útero Placenta Feto Catéter retirando uma amostra das vilosidades coriônicas Catéter 118 Embriologia Humana Resumo Durante o período compreendido entre a 9ª semana e o nas- cimento ocorrem os eventos do período fetal. Dentre os muitos eventos desse período, destacamos o rápido crescimento corporal até a 20ª semana, em virtude das necessidades de espaço para o adequado posicionamento dos órgãos que estão em fase de cres- cimento e maturação. Já o ganho de peso corporal é mais tardio e ocorre de modo mais expressivo entre a 21ª e a 25ª semanas e após a 30ª semana de desenvolvimento. Esse período é caracterizado ainda pela maturação dos sistemas orgânicos, os quais irão confe- rir condições de viabilidade de sobrevivência após o nascimento. Por volta da 24ª semana, os pulmões iniciam a produção de surfac- tante, uma substância que viabilizará a respiração pulmonar. Em torno da 29ª semana, o sistema nervoso começa a apresentar con- dições de controlar os movimentos respiratórios e a temperatura corporal, necessários à sobrevivência pós-natal. Referências ALBERTS, B.; BRAY, D.; LEWIS, J.; RAFF, M.; ROBERTS, K.; WATSON, J. D. Molecular biology of the cell. New York: Garland Science, 2008. 1268 p. CARLSON, B. M. Embriologia humana e biologia do desenvolvimento. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1996. 408 p. MOORE, K. L.; PERSAUD, T. V. N.; SHIOTA, K. Atlas colorido de embriologia clínica. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2002. 284 p. MOORE, K. L.; PERSAUD, T. V. N. Embriologia clínica. Rio de Janeiro: Elsevier, 2008. 600 p. SADLER, T. W. Langman – Embriologia médica. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2010. 324 p. SCHOENWOLF, G. C.; BLEYL, S.B.; BRAUER, P.R.; FRANCIS- WEST, P. H. Larsen – Embriologia humana. Rio de Janeiro: Elsevier, 2009. 472 p.