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Iluminação, som, imagem e segurança
Apresentação
Os sistemas de iluminação, som, imagem e segurança proporcionam funcionalidade e conforto às 
edificações. A iluminação acontece por meios tanto naturais quanto artificiais. Os sistemas de som 
e imagem podem ser empregados para prover conforto e inclusive soluções de segurança 
patrimonial, por meio de sistemas de alarmes e vigilância, por exemplo.
Nesta Unidade de Aprendizagem, você vai aprender a avaliar os tipos de sistemas integrados de 
iluminação aplicados a edificações. Você também vai saber como identificar os elementos de som e 
imagem e reconhecer os sistemas de segurança e os seus espaços.
Bons estudos.
Ao final desta Unidade de Aprendizagem, você deve apresentar os seguintes aprendizados:
Avaliar os tipos de sistemas integrados de iluminação aplicados a edificações.•
Identificar os elementos de som e imagem e os seus espaços nas edificações.•
Reconhecer os sistemas de segurança e os seus espaços nas edificações.•
Desafio
Os sistemas de iluminação, som, imagem e segurança aplicados a residências podem proporcionar 
conforto, durante a utilização dos espaços, e tranquilidade, tanto durante o uso quanto em 
períodos de ausência dos residentes. 
Sabendo que Madalena gostaria de minimizar os custos com energia elétrica, que ela organiza 
eventos diurnos e noturnos e que deixará os equipamentos de áudio e vídeo na casa (tais 
equipamentos têm alto custo), discorra sobre aspectos que você deve considerar em relação a:
a) iluminação para os eventos diurnos ou noturnos;
b) equipamentos de alto custo;
c) sonorização geral dos ambientes;
d) automação.
Infográfico
Os elementos de som e imagem, de segurança e de iluminação podem trabalhar de forma integrada 
por meio de sistemas de automação residencial. Tais sistemas trazem conforto e funcionalidade à 
edificação, como, por exemplo, sonorização do ambiente.
Clique no Infográfico a seguir para ver alguns exemplos de benefícios proporcionados pela 
automação em residências.
Aponte a câmera para o 
código e acesse o link do 
conteúdo ou clique no 
código para acessar.
https://statics-marketplace.plataforma.grupoa.education/sagah/dc942e1d-2dbc-4e2e-8f0b-93201a60079e/290ec096-a8ad-4319-ad27-0cf06db3ae93.png
Conteúdo do livro
Em edificações, a iluminação pode se dar de forma natural, por meio de soluções arquitetônicas, e 
também de forma artificial, por meio de dispositivos como lâmpadas fluorescentes. E você, já 
refletiu sobre o quanto os sistemas de iluminação artificial, compostos por luminárias, lâmpadas e 
equipamentos complementares, impactam até mesmo em questões como produtividade? Segundo 
Barbosa (2010, p. 66), “a luz artificial tem um papel muito importante na adequação ao 
desenvolvimento de tarefas específicas, onde o controle de qualidade constante da luz assegura 
maior conforto luminoso e produtividade”.
Para saber mais sobre esse assunto, leia o capítulo Iluminação, som, imagem e segurança, da obra 
Instalações prediais, no qual você vai estudar os tipos e sistemas integrados de iluminação aplicados 
a edificações, bem como os elementos de som e imagem e os seus espaços nas edificações. Você 
também verá como reconhecer os sistemas de segurança e os seus espaços nas edificações.
INSTALAÇÕES 
PREDIAIS
Fernanda Delmutte 
de Andrade
Iluminação, som, 
imagem e segurança
Objetivos de aprendizagem
Ao final deste texto, você deve apresentar os seguintes aprendizados:
  Avaliar os tipos de sistemas integrados de iluminação aplicados a 
edificações.
  Identificar os elementos de som e imagem e os seus espaços nas 
edificações.
  Reconhecer os sistemas de segurança e os seus espaços nas edificações.
Introdução
Os sistemas de iluminação, som, imagem e segurança trazem funciona-
lidade às edificações. A iluminação se dá por meios naturais e artificiais. 
Quanto aos sistemas de som e imagem, estes podem ser empregados 
tanto para conforto, em sistemas de sonorização, por exemplo, como 
também nas soluções de segurança patrimonial, por meio de sistemas 
de alarmes e vigilância, por exemplo.
Neste capítulo você vai aprender a avaliar os tipos de sistemas inte-
grados de iluminação aplicados a edificações, a identificar os elementos 
de som e imagem e a reconhecer os sistemas de segurança e os seus 
espaços. Ao final, você vai verificar como tais sistemas são integrados 
por meio da automação.
Sistemas integrados de iluminação
Em edifi cações, a iluminação pode se dar de forma natural, por meio de so-
luções arquitetônicas, e também de forma artifi cial, por meio de dispositivos 
como lâmpadas fl uorescentes. Neste capítulo, abordaremos, especialmente, 
a iluminação que utiliza a eletricidade, isto é, a iluminação artifi cial e suas 
diferentes aplicações, que vão desde trazer a luz a ambientes internos e externos 
até auxiliar em sistemas de segurança. Vejamos agora alguns conceitos sobre 
os sistemas de iluminação artifi cial.
Sistemas de iluminação artificial
Compostos por luminárias, lâmpadas e equipamentos complementares, os 
sistemas de iluminação artifi cial levam a luz artifi cial aos ambientes. Segundo 
Barbosa (2010, p. 66): “[...] a luz artifi cial tem um papel muito importante 
na adequação ao desenvolvimento de tarefas específi cas, onde o controle de 
qualidade constante da luz assegura maior conforto luminoso e produtividade”.
Os sistemas artificiais possibilitam a iluminação de ambientes nos quais 
a luz natural não consegue chegar e permitem que as edificações sejam utili-
zadas à noite, conforme Lamberts, Dutra e Pereira (2004). A Figura 1 ilustra 
o emprego de iluminação natural e artificial.
Figura 1. Usos da iluminação natural e da iluminação artificial.
Fonte: Lamberts, Dutra e Pereira (2004, p. 233).
As luminárias e lâmpadas compõem o chamado sistema ótico. O fluxo 
luminoso irradiado por esse sistema classifica-se em direto, semidireto, uni-
forme, semi-indireto e indireto, de acordo com Vianna e Gonçalves (2001 
apud TOLEDO, 2008). A Figura 2 apresenta essas classificações e as curvas 
de distribuição da intensidade luminosa dos diferentes tipos de luminárias, 
com base na norma internacional DIN 5040 e na Comissão Internacional de 
Iluminação (Comission Internationale de l'Eclairage — CIE).
Iluminação, som, imagem e segurança2
Figura 2. Classificação das luminárias e curvas de distribuição da intensidade luminosa.
Fonte: Adaptada de Vianna e Gonçalves (2001); IESNA (2000 apud Toledo, 2008).
Classi�cação DIN 5040 e CIE Muito dirigida
Direta
0-10%
0-10%
0-10%
10-40%
60-90%
40-60%
40-60%
90-100%
90-100%
90-100%
Indireta
Semi-direta
Semi-direta
Uniforme
DifusaExtensivaIntensiva
A CIE para luminárias internas propõe essa classificação considerando 
a proporção do fluxo luminoso dirigido para cima e para baixo em relação 
ao plano horizontal da luminária. Toledo (2008, p. 15–16) traz mais detalhes 
sobre essa classificação:
Direta: quando o Sistema ótico direciona 90% a 100% de seu fluxo lumi-
noso emitido para baixo. A distribuição pode variar de muito espelhado a 
altamente concentrado, dependendo do material do refletor, acabamento e 
controle ótico empregado. 
Semidireta: quando o fluxo luminoso do sistema ótico é emitido predomi-
nantemente para baixo (60% a 90%), mas uma pequena parte é direciona para 
cima, iluminando o teto e a parte superior das paredes;
3Iluminação, som, imagem e segurança
Uniforme ou difusa: quando as porções do fluxo luminoso ascendente e des-
cendente se equivalem, medindo cada uma delas entre 40% e 60%, o sistema 
ótico é dito uniforme ou difuso. Uma outra categoria dentro dessa classificação, 
porém não considerada pela CIE, é chamada de direta-indireta, e ocorre quando 
o Sistema ótico emite muito pouca luz nos ângulos próximos à horizontal;
Semi-indireta: é caracterizada pela distribuição luminosa inversa ao Sistema 
semidireto, ou seja, quando a maior parte do fluxo luminoso é direcionado 
para cima da luminária (60% a 90%), e o restante é direcionado para baixo;Indireta: sistemas óticos classificados como indiretos são aqueles cujo fluxo 
luminoso é predominantemente ascendente (90% a 100%) iluminando o teto 
e a parte superior das paredes.
Além dos sistemas de iluminação, os elementos de som e imagem também 
proporcionam funcionalidade, conforto e segurança às construções. A seguir 
abordaremos tais elementos; veremos, inicialmente, como estes são utilizados 
pelos sistemas de segurança, como em alarmes, comunicação sonora, sistemas 
de CFTV, entre outros, e, posteriormente, os abordaremos sob a perspectiva 
de conforto e funcionalidade, considerando sua participação em sistemas de 
automação.
Elementos de som e imagem 
Os elementos de som podem ser empregados para conforto e funcionalidade, 
como na sonorização de ambientes, e também nos sistemas de monitoramento 
e segurança, como nos centros de controle operacional e segurança (CCOS). 
Conforme Chaves (2012, documento on-line), o CCOS é um: 
[...] espaço especialmente equipado para gerenciar tecnologias utilizadas para 
monitorar câmeras de videovigilância. Estes Centros de Controles reúnem 
informações coletadas das câmeras que permitem intervenção imediata em 
caso de sinistro e oferecem relatórios precisos sobre determinadas situações”
 Nesses sistemas, utilizam-se, dentre outros dispositivos, os sonofl etores 
(Figura 3), que consistem em aparelhos alto-falantes capazes de amplifi car o 
som, segundo Pires (2011).
Iluminação, som, imagem e segurança4
Figura 3. Sistema de alarme e comunicação por voz, composto por um centro de controle 
operacional e segurança (CCOS) com comunicador, microfone e sonofletor, denominado 
gate (inglês para portão).
Fonte: Adaptada de Mega Pixel; JoLin/Shutterstock.com.
Comunicador/Microfone Sono�etor
Elementos de imagem, como câmeras de vigilância e televisores, são 
utilizados em sistemas de circuitos fechados de televisão (CFTV), que, por 
sua vez, são empregados em sistemas de segurança. Os CFTVs podem ser 
analógicos ou digitais, conforme Moreira (2007). A Figura 4 traz um esquema 
de um sistema analógico de CFTV.
Figura 4. Sistema analógico de CFTV.
Fonte: Adaptada de Moreira (2007, p. 144).
Composto por um multiplexador de imagens, um equipamento de video 
cassette recorder (VCR) com a função de time lapse, um monitor e câmeras 
e lentes, um sistema analógico de CFTV se utiliza de itens para gravação 
5Iluminação, som, imagem e segurança
cujo espaço é limitado, como fitas VHS. Esse sistema requer trocas regulares 
de tais itens, já que as fitas se degradam com o passar do tempo, conforme 
explica Moreira (2007).
Por sua vez, o sistema digital de CFTV possui maior praticidade em re-
lação ao analógico, considerando a velocidade da captura de imagens e seu 
armazenamento, e possui melhor qualidade de imagem (Figura 5).
Figura 5. Sistema digital de CFTV.
Fonte: Adaptada de Moreira (2007, p. 145).
Captação
de Imagem
VisualizaçãoProcessamento
de Vídeo
Gravação e
Reprodução
Meio de
Transmissão
Esse sistema digital é constituído por um computador com monitor para 
visualização, uma placa para captura de imagens, um CD-ROM ou HD para 
gravação das imagens capturadas e câmeras e lentes. Para a implantação 
dos sistemas de CFTV, devem ser previstas centrais de controle, nas quais 
usualmente também ficam instaladas a central de combate a incêndio e o 
alarme da edificação. O monitoramento de sistemas de CFTV pode ser rea-
lizado interna ou externamente; no primeiro caso, deve ser prevista uma sala 
de monitoramento dentro da edificação, e, no segundo, o monitoramento é 
realizado por centrais a distância, conforme Moreira (2007).
Iluminação, som, imagem e segurança6
A seguir, abordaremos os sistemas de segurança, considerando o uso de tec-
nologia, o trabalho dos profissionais de vigilância e as soluções arquitetônicas. 
Sistemas de segurança
Criados com o objetivo de prevenir e combater ações de violência, os sistemas 
de segurança patrimonial estão presentes na humanidade desde as civilizações 
antigas, onde eram empregados para combater invasões. Atualmente, a fi m 
O que é multiplexador de imagens e time lapse?
Multiplexador: em um sistema de CFTV, o multiplexador de imagens viabiliza a 
captura simultânea de mais de uma câmera, como podemos observar na imagem a 
seguir. Conforme Ross (2007, p. 38), “a principal vantagem de se utilizar um sistema 
de CFTV multiplexado é a possibilidade de se gravar quase simultaneamente até 16 
câmeras em um único videocassete comum”.
Fonte da imagem: Andrey_Popov/Shutterstock.com.
Time lapse: segundo Beggiora (2014, documento on-line): “[...] time lapse é uma 
técnica de filmagem que consiste em gravar algo com um intervalo maior entre os 
frames (quadros). Dessa forma, ao reproduzir o vídeo, temos a impressão de que o 
movimento está acelerado”.
7Iluminação, som, imagem e segurança
de proteger pessoas e patrimônios, os sistemas de segurança se utilizam de 
medidas integradas à arquitetura e a sistemas complexos com alta tecnologia, 
conforme Moreira (2007). Tais sistemas de segurança, segundo Moreira e Ono 
(2004, p. 6, apud MOREIRA, 2012), podem ser classifi cados em três grupos, 
sendo estes: segurança passiva, segurança ativa e segurança operacional. A 
seguir veremos a defi nição e alguns exemplos dessas medidas. 
Segurança passiva
As medidas de segurança passiva são relacionadas à constituição do edifício 
em si. Dentre elas, podemos considerar a adoção de muros e o uso de grades, 
vegetação e barreiras no acesso de pedestres, conforme exemplifi ca Moreira 
(2012). Estes e outros exemplos são apresentados no Quadro 1.
Medida de segurança Vantagens Desvantagens
Muros  Delimitação entre 
o espaço público e 
privado
  Resistência mecânica
  Impossibilitam a 
visibilidade interna e 
externa
  Altura excessiva 
gera isolamento em 
relação aos espaços 
públicos (ruas, 
passeios, praças, etc.)
Grades  Delimitação entre 
o espaço público e 
privado
  Possibilitam boa 
visibilidade interna e 
externa
  Resistência mecânica
  Quando utilizadas 
em excesso, geram 
aspecto "prisional"
  Quando mal 
projetadas, podem 
auxiliar no acesso ao 
interior
Vegetação  Pode ser utilizada 
como barreira para 
retardamento da 
intrusão
  Quando utilizada 
de forma muito 
densa, pode causar 
obstrução visual e 
limitar a iluminação
 Quadro 1. Medidas de segurança passiva 
(Continua)
Iluminação, som, imagem e segurança8
 Fonte: Adaptado de Moreira (2012). 
Medida de segurança Vantagens Desvantagens
Barreiras no acesso 
de pedestres
  Possibilitam a 
identificação prévia 
antes do acesso 
ao interior do 
condomínio (pátios e 
edifícios)
  Podem apresentar 
falhas de 
identificação 
por falta de 
procedimentos
  Apresentam falhas 
quando o morador 
entra acompanhado 
de terceiros
Barreiras no acesso 
de automóvel
  Possibilitam a 
identificação do 
motorista antes do 
acesso ao interior do 
condomínio (pátios e 
edifícios)
  Podem apresentar 
falhas de operação 
e identificação por 
parte do porteiro
  Apresentam falhas 
quando o morador 
possui o controle de 
abertura
Portarias  Quando próximas 
da rua e bem 
localizadas, 
constituem uma 
boa ferramenta de 
controle de acesso
  Dependem da 
administração de 
pessoal
  Quando não 
implantadas em 
local adequado para 
vigilância, geram 
conflitos pela falta 
de visibilidade
  Apresentam 
falhas de controle 
operacional em 
diversos aspectos
Concertinas  Barreiras inibidoras 
de acesso em 
complementação a 
muros e grades
  Não apresentam 
falhas mecânicas ou 
eletrônicas como 
os equipamentos 
eletrônicos
  Geram aspecto 
agressivo ao 
ambiente
  Mau desempenho 
estético
 Quadro 1. Medidas de segurança passiva 
(Continuação)
9Iluminação, som, imagem e segurança
No Quadro 1, vimos alguns exemplos de medidas de segurança passiva, bem 
como as vantagens e desvantagens de cada medida. Tais medidas influenciam 
na escolha dos materiais empregados no projeto da edificação, na definição e 
distribuiçãodos espaços, na composição da fachada, nas circulações horizontal 
e vertical e na implantação de acessos. Agora veremos alguns exemplos de 
medidas de segurança operacional.
Segurança operacional
As medidas de segurança operacional incluem desde a administração e o 
cumprimento de normas internas até a vigilância e o controle das medidas 
ativas e passivas, segundo Moreira (2012). Dentre tais medidas, podemos citar: 
vigilância própria, vigilância terceirizada e vigilância mista (própria + tercei-
rizada). O Quadro 2 apresenta as vantagens e desvantagens dessas medidas.
 Fonte: Adaptado de Moreira (2012). 
Medida de 
segurança Vantagens Desvantagens
Vigilância 
própria
  Os funcionários possuem 
maior compromisso com 
o condomínio
  Há maior familiarização 
com os moradores, 
visitantes e prestadores 
de serviço
  O quadro pode ser 
composto por pessoas 
não capacitadas para a 
função
Vigilância 
terceirizada
  Quadro composto por 
funcionários capacitados 
para a função
  Pode haver troca 
constante de posto, 
causando falta de 
familiarização com os 
moradores, visitantes 
e terceirizados (alta 
rotatividade)
Vigilância mista  Propicia uma segurança 
equilibrada
  Pode haver conflitos 
com relação a decisões e 
procedimentos
  Pode haver diferenças de 
capacitação
 Quadro 2. Medidas de segurança operacional 
Iluminação, som, imagem e segurança10
Do quadro apresentado, para fins de esclarecimento, destacamos o item 
“segurança equilibrada”, apresentado como uma vantagem da medida de 
segurança mista. O referido item não consiste em um novo conceito, mas sim 
na soma das vigilâncias própria e terceirizada. 
Segurança ativa
Acionadas de forma manual ou automática, as medidas ativas de segurança 
precisam de equipamentos conectados a fontes de energia. Dentre as medidas 
ativas, podemos destacar os sistemas de CFTV, as cercas elétricas e os sen-
sores, como os de detecção de presença, entre outros. O Quadro 3 apresenta 
as vantagens e desvantagens dessas e de outras medidas de segurança ativa.
Medidas de 
segurança Vantagens Desvantagens
Circuito fechado 
de TV (CFTV)
  Detecta o acesso 
de pessoas quando 
o sistema é 
monitorado
  Registro e 
identificação de 
pessoas
  Informações 
facilmente violáveis
  Excesso de 
pontos dificulta o 
monitoramento
  Em condomínios 
residenciais, não 
há pessoal que 
monitore o sistema 
com exclusividade
Cerca elétrica  Inibe e detecta o 
acesso de pessoas ao 
interior do edifício 
pelas divisas do lote
  Necessita de 
manutenção 
periódica
  Possui efeito 
agressivo
  Quando não 
instalada com 
voltagem adequada, 
pode causar 
acidentes
 Quadro 3. Medidas de segurança ativa 
(Continua)
11Iluminação, som, imagem e segurança
Vimos alguns exemplos de medidas de segurança ativa, passiva e ope-
racional e, agora, falaremos sobre os sistemas de automação. Estes, além de 
otimizarem os sistemas de segurança, também promovem funcionalidade e 
conforto às edificações.
Automação
Surgida na indústria, a automação tinha como objetivo a substituição da mão 
de obra humana por máquinas e sistemas de controle, cabendo às máquinas e 
aos sistemas a supervisão e a otimização do controle dos processos, a fi m de 
aumentar a produtividade e, também, a qualidade da produção. Na década de 
1980, a automação passou a ser empregada em edifi cações, trazendo benefícios 
como segurança, conforto pessoal e uso racional de energia, conforme leciona 
Montebeller (2006).
Para entendermos melhor o conceito de automação, vejamos a definição 
proposta por Barbosa (2006, p. 6):
 Fonte: Adaptado de Moreira (2012). 
Medidas de 
segurança Vantagens Desvantagens
Sensores nos 
muros e grades
  Detectam o acesso 
não permitido
  Necessitam de 
manutenção 
periódica
  Próximos à 
vegetação, 
apresentam falhas, 
disparando alarmes 
falsos
  Não impedem a 
intrusão, apenas a 
detectam
Iluminação  Possibilita a 
identificação das 
pessoas no período 
noturno
  Não há
 Quadro 3. Medidas de segurança ativa 
(Continuação)
Iluminação, som, imagem e segurança12
A automação pode ser entendida como a possibilidade da substituição de 
atos e decisões humanas, por atos e decisões efetuadas por computadores, 
devidamente alimentados de informações, no comando de determinados 
dispositivos, geralmente em processos repetitivos, ou que exijam esforços 
físicos, reduzindo a possibilidade de erros nas decisões sujeitas à emoção, 
cansaço, dúvida, tempo e inexperiência, entre outras razões.
Em relação ao conforto e à funcionalidade da edificação, a automação per-
mite, entre outros benefícios, programar a iluminação artificial para funcionar 
de acordo com a quantidade de luz natural incidente, por meio da dimerização 
de ambientes, de modo a fornecer a quantidade de luz necessária para o espaço. 
É possível programar a iluminação de jardim para funcionar somente à noite, 
bem como programar a abertura de portas e janelas. Quanto à sonorização, 
esta pode ter seu funcionamento realizado em conjunto com os sistemas de 
iluminação e de projeção de imagens. Em relação à segurança, a automação 
pode controlar a iluminação de forma que esta não interfira nas câmeras de 
vigilância dos sistemas de CFTV, por exemplo, conforme leciona Castro (2009).
Dimmer e potenciômetro
Para aumentar ou diminuir a intensidade luminosa, pode ser utilizado um dimmer, 
que, segundo Castro (2009, p. 35), consiste em um “dispositivo eletrônico capaz de 
variar a tensão eficaz de uma lâmpada e a potência média gerada de forma gradativa; 
um potenciômetro auxilia nesta operação”. O potenciômetro consiste em um resistor 
variável e pode também ser utilizado para regulagem de sistemas de som, conforme 
leciona Costa (2013).
Neste capítulo, você estudou os tipos de sistemas integrados de iluminação 
aplicados a edificações, os elementos de som e imagem e os sistemas segurança 
e seus respectivos espaços. Viu também como a iluminação, o som e a imagem 
se integram nos sistemas de automação.
13Iluminação, som, imagem e segurança
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MOREIRA, K. B. R. Diretrizes para projeto de segurança patrimonial em edificações. 2007. 
202 f. Dissertação (Mestrado em Arquitetura) – Faculdade de Arquitetura e Urbanismo 
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MOREIRA, K. B. R. O processo de produção e gestão de segurança patrimonial de edifícios 
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São Paulo, 2012.
Iluminação, som, imagem e segurança14
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operações de segurança – CCCOS para os sistemas de segurança portuário. 2011. 157 f. 
Dissertação (Mestrado em Engenharia) – Escola Politécnica da Universidade de São 
Paulo, São Paulo, 2011.
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câmeras, monitores, acessórios e cabeamento para CFTV. Rio de Janeiro: Antenna 
Edições Técnicas Ltda, 2007. 
TOLEDO, B. G. Integração de iluminação natural e artificial: métodos e guia prático para 
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Leituras recomendadas
CORDEIRO, A. C. A. O uso de cobogós como uma segunda pele em edifícios de escritórios: 
análise do desempenho lumínico de diferentes geometrias. 2018. 201 f. Dissertação 
(Mestrado em Arquitetura e Urbanismo) – Programa de Pós-Graduação em Arquitetura 
e Urbanismo, Instituto de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo, São 
Paulo, 2018.
PUPO, A. S. Cidades inteligentes baseadas em tecnologias de informação e comunicação: 
experiências em regiões urbanas sob a ótica da sustentabilidade. 2017. 219 f. Dissertação 
(Mestrado em Ciências) – Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da 
Universidade de São Paulo, São Paulo, 2017.
15Iluminação, som, imagem e segurança
Conteúdo:
Dica do professor
Para a sua concepção, o projeto de iluminação pode ser dividido em sistema principal e sistema 
secundário. Ao principal, cabe resolver as necessidades funcionais e ao secundário, personalizar o 
ambiente por meio da luz, de forma mais criativa, livre e sem o objetivo de ser funcional. 
Veja o vídeo a seguir para saber mais.
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Exercícios
1) Assinale a alternativa que apresenta o sistema pelo qual a sonorização pode ter seu 
funcionamento realizado em conjunto com o sistema de iluminação e projeção de imagens, 
de modo a prover conforto e funcionalidade à edificação.
A) CFTV.
B) Automação.
C) Potenciômetro.
D) Dimmer.
E) Sonorização.
2) O fluxo luminoso irradiado pelo sistema ótico (luminária + lâmpada) pode ser dividido em: 
direto, semidireto, uniforme, semi-indireto e indireto. (VIANNA; GONÇALVES, 2001 apud 
TOLEDO, 2008) Assinale a alternativa que melhor descreve a iluminação direta.
A) Ocorre quando o sistema ótico direciona 90% a 100% de seu fluxo luminoso emitido para 
baixo. A distribuição pode variar de muito espelhado a altamente concentrado, dependendo 
do material do reflector, acabamento e controle ótico empregado.
B) Ocorre quando o fluxo luminoso do sistema ótico é emitido predominantemente para baixo 
(60% a 90%), mas uma pequena parte é direcionada para cima, iluminando o teto e a parte 
superior das paredes.
C) Ocorre quando as porções do fluxo luminoso ascendente e descendente se equivalem, 
medindo cada uma delas entre 40% e 60%.
D) Ocorre quando a maior parte do fluxo luminoso é direcionada para cima da luminária (60% a 
90%) e o restante é direcionado para baixo.
E) Ocorre quando o fluxo luminoso é predominantemente ascendente (90% a 100%), iluminando 
o teto e a parte superior das paredes.
Os sistemas de segurança podem ser classificados em três grupos: segurança passiva, 
segurança ativa e segurança operacional. As medidas de segurança passiva estão 
3) 
relacionadas à construção do edifício. Assinale a alternativa que apresenta somente medidas 
de segurança passiva.
A) Vigilância terceirizada, portarias, muros. 
B) Concertinas, cercas eletrificadas, vigilância terceirizada.
C) Portarias, concertinas, CFTV.
D) Grades, CFTV, concertinas.
E) Muros, grades, portarias.
4) "Dentre suas vantagens, possibilita o registro e a identificação de pessoas. Seu 
monitoramento pode ser realizado interna ou externamente: no primeiro caso, deve ser 
prevista uma sala de monitoramento dentro da edificação, e o segundo é realizado por 
centrais à distância." O texto apresentado refere-se ao sistema de:
A) automação.
B) sonorização.
C) iluminação indireta.
D) segurança operacional.
E) CFTV.
5) Composto por multiplexador de imagens, time-lapse, monitor, câmeras e lentes, um sistema 
analógico de CFTV utiliza-se de itens para gravação como fitas VHS, por exemplo, cujo 
espaço é limitado. Além de requererem trocas regulares, as fitas degradam-se com o passar 
do tempo. (MOREIRA, 2007) Os sistemas de CFTV são considerados medidas de segurança 
ativa. Assinale a alternativa que apresenta duas medidas de segurança ativa e uma de 
segurança operacional, respectivamente.
A) Portaria, CFTV e muro.
B) CFTV, cerca elétrica e muro.
C) Cerca elétrica, iluminação e vigilância particular.
D) Iluminação, vigilância particular e portaria.
E) Portaria, iluminação e cerca elétrica.
Na prática
A segurança de um edifício comercial deve observar uma combinação de medidas que envolvam 
soluções arquitetônicas para segurança patrimonial, uso de materiais resistentes, estratégias de 
controle de acesso de pedestres, veículos e correspondências. (MOREIRA, 2007)
O item a seguir apresenta uma combinação de medidas de segurança em um edifício comercial. 
Clique para saber mais.
Saiba +
Para ampliar o seu conhecimento a respeito desse assunto, veja abaixo as sugestões do professor:
Eficiência Energética na Arquitetura
A obra a seguir aborda a eficiência energética na arquitetura. Leia o Capítulo 8, em especial o item 
8.2, que trata dos sistemas de iluminação artificial: LAMBERTS; PEREIRA; DUTRA. Eficiência 
energética, 1997 (3.ª edição).
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A contribuição da automação residencial na solução de 
problemas de acessibilidade no cotidiano do idoso
Esta dissertação de Sandro Ferreira Souza (Viçosa/MG, 2015) trata de um assunto muito 
importante na arquitetura: A contribuição da automação residencial na solução de problemas de 
acessibilidade no cotidiano do idoso.
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Modelagem de um sistema para auralização musical utilizando 
Wave Field Synthesis
Para saber mais sobre sistemas de sonorização espacial, leia o item 1.3.1 desta dissertação de 
mestrado, de Márcio José da Silva (São Paulo, 2014).
http://www.labeee.ufsc.br/sites/default/files/apostilas/eficiencia_energetica_na_arquitetura.pdf
http://publica.sagah.com.br/publicador/objects/attachment/3720468/AutomacaoResidencialIdoso.pdf?v=1015101177
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http://publica.sagah.com.br/publicador/objects/attachment/431799132/MARCIOJOSEDASILVA.pdf?v=1888763961

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