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Iluminação, som, imagem e segurança Apresentação Os sistemas de iluminação, som, imagem e segurança proporcionam funcionalidade e conforto às edificações. A iluminação acontece por meios tanto naturais quanto artificiais. Os sistemas de som e imagem podem ser empregados para prover conforto e inclusive soluções de segurança patrimonial, por meio de sistemas de alarmes e vigilância, por exemplo. Nesta Unidade de Aprendizagem, você vai aprender a avaliar os tipos de sistemas integrados de iluminação aplicados a edificações. Você também vai saber como identificar os elementos de som e imagem e reconhecer os sistemas de segurança e os seus espaços. Bons estudos. Ao final desta Unidade de Aprendizagem, você deve apresentar os seguintes aprendizados: Avaliar os tipos de sistemas integrados de iluminação aplicados a edificações.• Identificar os elementos de som e imagem e os seus espaços nas edificações.• Reconhecer os sistemas de segurança e os seus espaços nas edificações.• Desafio Os sistemas de iluminação, som, imagem e segurança aplicados a residências podem proporcionar conforto, durante a utilização dos espaços, e tranquilidade, tanto durante o uso quanto em períodos de ausência dos residentes. Sabendo que Madalena gostaria de minimizar os custos com energia elétrica, que ela organiza eventos diurnos e noturnos e que deixará os equipamentos de áudio e vídeo na casa (tais equipamentos têm alto custo), discorra sobre aspectos que você deve considerar em relação a: a) iluminação para os eventos diurnos ou noturnos; b) equipamentos de alto custo; c) sonorização geral dos ambientes; d) automação. Infográfico Os elementos de som e imagem, de segurança e de iluminação podem trabalhar de forma integrada por meio de sistemas de automação residencial. Tais sistemas trazem conforto e funcionalidade à edificação, como, por exemplo, sonorização do ambiente. Clique no Infográfico a seguir para ver alguns exemplos de benefícios proporcionados pela automação em residências. Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar. https://statics-marketplace.plataforma.grupoa.education/sagah/dc942e1d-2dbc-4e2e-8f0b-93201a60079e/290ec096-a8ad-4319-ad27-0cf06db3ae93.png Conteúdo do livro Em edificações, a iluminação pode se dar de forma natural, por meio de soluções arquitetônicas, e também de forma artificial, por meio de dispositivos como lâmpadas fluorescentes. E você, já refletiu sobre o quanto os sistemas de iluminação artificial, compostos por luminárias, lâmpadas e equipamentos complementares, impactam até mesmo em questões como produtividade? Segundo Barbosa (2010, p. 66), “a luz artificial tem um papel muito importante na adequação ao desenvolvimento de tarefas específicas, onde o controle de qualidade constante da luz assegura maior conforto luminoso e produtividade”. Para saber mais sobre esse assunto, leia o capítulo Iluminação, som, imagem e segurança, da obra Instalações prediais, no qual você vai estudar os tipos e sistemas integrados de iluminação aplicados a edificações, bem como os elementos de som e imagem e os seus espaços nas edificações. Você também verá como reconhecer os sistemas de segurança e os seus espaços nas edificações. INSTALAÇÕES PREDIAIS Fernanda Delmutte de Andrade Iluminação, som, imagem e segurança Objetivos de aprendizagem Ao final deste texto, você deve apresentar os seguintes aprendizados: Avaliar os tipos de sistemas integrados de iluminação aplicados a edificações. Identificar os elementos de som e imagem e os seus espaços nas edificações. Reconhecer os sistemas de segurança e os seus espaços nas edificações. Introdução Os sistemas de iluminação, som, imagem e segurança trazem funciona- lidade às edificações. A iluminação se dá por meios naturais e artificiais. Quanto aos sistemas de som e imagem, estes podem ser empregados tanto para conforto, em sistemas de sonorização, por exemplo, como também nas soluções de segurança patrimonial, por meio de sistemas de alarmes e vigilância, por exemplo. Neste capítulo você vai aprender a avaliar os tipos de sistemas inte- grados de iluminação aplicados a edificações, a identificar os elementos de som e imagem e a reconhecer os sistemas de segurança e os seus espaços. Ao final, você vai verificar como tais sistemas são integrados por meio da automação. Sistemas integrados de iluminação Em edifi cações, a iluminação pode se dar de forma natural, por meio de so- luções arquitetônicas, e também de forma artifi cial, por meio de dispositivos como lâmpadas fl uorescentes. Neste capítulo, abordaremos, especialmente, a iluminação que utiliza a eletricidade, isto é, a iluminação artifi cial e suas diferentes aplicações, que vão desde trazer a luz a ambientes internos e externos até auxiliar em sistemas de segurança. Vejamos agora alguns conceitos sobre os sistemas de iluminação artifi cial. Sistemas de iluminação artificial Compostos por luminárias, lâmpadas e equipamentos complementares, os sistemas de iluminação artifi cial levam a luz artifi cial aos ambientes. Segundo Barbosa (2010, p. 66): “[...] a luz artifi cial tem um papel muito importante na adequação ao desenvolvimento de tarefas específi cas, onde o controle de qualidade constante da luz assegura maior conforto luminoso e produtividade”. Os sistemas artificiais possibilitam a iluminação de ambientes nos quais a luz natural não consegue chegar e permitem que as edificações sejam utili- zadas à noite, conforme Lamberts, Dutra e Pereira (2004). A Figura 1 ilustra o emprego de iluminação natural e artificial. Figura 1. Usos da iluminação natural e da iluminação artificial. Fonte: Lamberts, Dutra e Pereira (2004, p. 233). As luminárias e lâmpadas compõem o chamado sistema ótico. O fluxo luminoso irradiado por esse sistema classifica-se em direto, semidireto, uni- forme, semi-indireto e indireto, de acordo com Vianna e Gonçalves (2001 apud TOLEDO, 2008). A Figura 2 apresenta essas classificações e as curvas de distribuição da intensidade luminosa dos diferentes tipos de luminárias, com base na norma internacional DIN 5040 e na Comissão Internacional de Iluminação (Comission Internationale de l'Eclairage — CIE). Iluminação, som, imagem e segurança2 Figura 2. Classificação das luminárias e curvas de distribuição da intensidade luminosa. Fonte: Adaptada de Vianna e Gonçalves (2001); IESNA (2000 apud Toledo, 2008). Classi�cação DIN 5040 e CIE Muito dirigida Direta 0-10% 0-10% 0-10% 10-40% 60-90% 40-60% 40-60% 90-100% 90-100% 90-100% Indireta Semi-direta Semi-direta Uniforme DifusaExtensivaIntensiva A CIE para luminárias internas propõe essa classificação considerando a proporção do fluxo luminoso dirigido para cima e para baixo em relação ao plano horizontal da luminária. Toledo (2008, p. 15–16) traz mais detalhes sobre essa classificação: Direta: quando o Sistema ótico direciona 90% a 100% de seu fluxo lumi- noso emitido para baixo. A distribuição pode variar de muito espelhado a altamente concentrado, dependendo do material do refletor, acabamento e controle ótico empregado. Semidireta: quando o fluxo luminoso do sistema ótico é emitido predomi- nantemente para baixo (60% a 90%), mas uma pequena parte é direciona para cima, iluminando o teto e a parte superior das paredes; 3Iluminação, som, imagem e segurança Uniforme ou difusa: quando as porções do fluxo luminoso ascendente e des- cendente se equivalem, medindo cada uma delas entre 40% e 60%, o sistema ótico é dito uniforme ou difuso. Uma outra categoria dentro dessa classificação, porém não considerada pela CIE, é chamada de direta-indireta, e ocorre quando o Sistema ótico emite muito pouca luz nos ângulos próximos à horizontal; Semi-indireta: é caracterizada pela distribuição luminosa inversa ao Sistema semidireto, ou seja, quando a maior parte do fluxo luminoso é direcionado para cima da luminária (60% a 90%), e o restante é direcionado para baixo;Indireta: sistemas óticos classificados como indiretos são aqueles cujo fluxo luminoso é predominantemente ascendente (90% a 100%) iluminando o teto e a parte superior das paredes. Além dos sistemas de iluminação, os elementos de som e imagem também proporcionam funcionalidade, conforto e segurança às construções. A seguir abordaremos tais elementos; veremos, inicialmente, como estes são utilizados pelos sistemas de segurança, como em alarmes, comunicação sonora, sistemas de CFTV, entre outros, e, posteriormente, os abordaremos sob a perspectiva de conforto e funcionalidade, considerando sua participação em sistemas de automação. Elementos de som e imagem Os elementos de som podem ser empregados para conforto e funcionalidade, como na sonorização de ambientes, e também nos sistemas de monitoramento e segurança, como nos centros de controle operacional e segurança (CCOS). Conforme Chaves (2012, documento on-line), o CCOS é um: [...] espaço especialmente equipado para gerenciar tecnologias utilizadas para monitorar câmeras de videovigilância. Estes Centros de Controles reúnem informações coletadas das câmeras que permitem intervenção imediata em caso de sinistro e oferecem relatórios precisos sobre determinadas situações” Nesses sistemas, utilizam-se, dentre outros dispositivos, os sonofl etores (Figura 3), que consistem em aparelhos alto-falantes capazes de amplifi car o som, segundo Pires (2011). Iluminação, som, imagem e segurança4 Figura 3. Sistema de alarme e comunicação por voz, composto por um centro de controle operacional e segurança (CCOS) com comunicador, microfone e sonofletor, denominado gate (inglês para portão). Fonte: Adaptada de Mega Pixel; JoLin/Shutterstock.com. Comunicador/Microfone Sono�etor Elementos de imagem, como câmeras de vigilância e televisores, são utilizados em sistemas de circuitos fechados de televisão (CFTV), que, por sua vez, são empregados em sistemas de segurança. Os CFTVs podem ser analógicos ou digitais, conforme Moreira (2007). A Figura 4 traz um esquema de um sistema analógico de CFTV. Figura 4. Sistema analógico de CFTV. Fonte: Adaptada de Moreira (2007, p. 144). Composto por um multiplexador de imagens, um equipamento de video cassette recorder (VCR) com a função de time lapse, um monitor e câmeras e lentes, um sistema analógico de CFTV se utiliza de itens para gravação 5Iluminação, som, imagem e segurança cujo espaço é limitado, como fitas VHS. Esse sistema requer trocas regulares de tais itens, já que as fitas se degradam com o passar do tempo, conforme explica Moreira (2007). Por sua vez, o sistema digital de CFTV possui maior praticidade em re- lação ao analógico, considerando a velocidade da captura de imagens e seu armazenamento, e possui melhor qualidade de imagem (Figura 5). Figura 5. Sistema digital de CFTV. Fonte: Adaptada de Moreira (2007, p. 145). Captação de Imagem VisualizaçãoProcessamento de Vídeo Gravação e Reprodução Meio de Transmissão Esse sistema digital é constituído por um computador com monitor para visualização, uma placa para captura de imagens, um CD-ROM ou HD para gravação das imagens capturadas e câmeras e lentes. Para a implantação dos sistemas de CFTV, devem ser previstas centrais de controle, nas quais usualmente também ficam instaladas a central de combate a incêndio e o alarme da edificação. O monitoramento de sistemas de CFTV pode ser rea- lizado interna ou externamente; no primeiro caso, deve ser prevista uma sala de monitoramento dentro da edificação, e, no segundo, o monitoramento é realizado por centrais a distância, conforme Moreira (2007). Iluminação, som, imagem e segurança6 A seguir, abordaremos os sistemas de segurança, considerando o uso de tec- nologia, o trabalho dos profissionais de vigilância e as soluções arquitetônicas. Sistemas de segurança Criados com o objetivo de prevenir e combater ações de violência, os sistemas de segurança patrimonial estão presentes na humanidade desde as civilizações antigas, onde eram empregados para combater invasões. Atualmente, a fi m O que é multiplexador de imagens e time lapse? Multiplexador: em um sistema de CFTV, o multiplexador de imagens viabiliza a captura simultânea de mais de uma câmera, como podemos observar na imagem a seguir. Conforme Ross (2007, p. 38), “a principal vantagem de se utilizar um sistema de CFTV multiplexado é a possibilidade de se gravar quase simultaneamente até 16 câmeras em um único videocassete comum”. Fonte da imagem: Andrey_Popov/Shutterstock.com. Time lapse: segundo Beggiora (2014, documento on-line): “[...] time lapse é uma técnica de filmagem que consiste em gravar algo com um intervalo maior entre os frames (quadros). Dessa forma, ao reproduzir o vídeo, temos a impressão de que o movimento está acelerado”. 7Iluminação, som, imagem e segurança de proteger pessoas e patrimônios, os sistemas de segurança se utilizam de medidas integradas à arquitetura e a sistemas complexos com alta tecnologia, conforme Moreira (2007). Tais sistemas de segurança, segundo Moreira e Ono (2004, p. 6, apud MOREIRA, 2012), podem ser classifi cados em três grupos, sendo estes: segurança passiva, segurança ativa e segurança operacional. A seguir veremos a defi nição e alguns exemplos dessas medidas. Segurança passiva As medidas de segurança passiva são relacionadas à constituição do edifício em si. Dentre elas, podemos considerar a adoção de muros e o uso de grades, vegetação e barreiras no acesso de pedestres, conforme exemplifi ca Moreira (2012). Estes e outros exemplos são apresentados no Quadro 1. Medida de segurança Vantagens Desvantagens Muros Delimitação entre o espaço público e privado Resistência mecânica Impossibilitam a visibilidade interna e externa Altura excessiva gera isolamento em relação aos espaços públicos (ruas, passeios, praças, etc.) Grades Delimitação entre o espaço público e privado Possibilitam boa visibilidade interna e externa Resistência mecânica Quando utilizadas em excesso, geram aspecto "prisional" Quando mal projetadas, podem auxiliar no acesso ao interior Vegetação Pode ser utilizada como barreira para retardamento da intrusão Quando utilizada de forma muito densa, pode causar obstrução visual e limitar a iluminação Quadro 1. Medidas de segurança passiva (Continua) Iluminação, som, imagem e segurança8 Fonte: Adaptado de Moreira (2012). Medida de segurança Vantagens Desvantagens Barreiras no acesso de pedestres Possibilitam a identificação prévia antes do acesso ao interior do condomínio (pátios e edifícios) Podem apresentar falhas de identificação por falta de procedimentos Apresentam falhas quando o morador entra acompanhado de terceiros Barreiras no acesso de automóvel Possibilitam a identificação do motorista antes do acesso ao interior do condomínio (pátios e edifícios) Podem apresentar falhas de operação e identificação por parte do porteiro Apresentam falhas quando o morador possui o controle de abertura Portarias Quando próximas da rua e bem localizadas, constituem uma boa ferramenta de controle de acesso Dependem da administração de pessoal Quando não implantadas em local adequado para vigilância, geram conflitos pela falta de visibilidade Apresentam falhas de controle operacional em diversos aspectos Concertinas Barreiras inibidoras de acesso em complementação a muros e grades Não apresentam falhas mecânicas ou eletrônicas como os equipamentos eletrônicos Geram aspecto agressivo ao ambiente Mau desempenho estético Quadro 1. Medidas de segurança passiva (Continuação) 9Iluminação, som, imagem e segurança No Quadro 1, vimos alguns exemplos de medidas de segurança passiva, bem como as vantagens e desvantagens de cada medida. Tais medidas influenciam na escolha dos materiais empregados no projeto da edificação, na definição e distribuiçãodos espaços, na composição da fachada, nas circulações horizontal e vertical e na implantação de acessos. Agora veremos alguns exemplos de medidas de segurança operacional. Segurança operacional As medidas de segurança operacional incluem desde a administração e o cumprimento de normas internas até a vigilância e o controle das medidas ativas e passivas, segundo Moreira (2012). Dentre tais medidas, podemos citar: vigilância própria, vigilância terceirizada e vigilância mista (própria + tercei- rizada). O Quadro 2 apresenta as vantagens e desvantagens dessas medidas. Fonte: Adaptado de Moreira (2012). Medida de segurança Vantagens Desvantagens Vigilância própria Os funcionários possuem maior compromisso com o condomínio Há maior familiarização com os moradores, visitantes e prestadores de serviço O quadro pode ser composto por pessoas não capacitadas para a função Vigilância terceirizada Quadro composto por funcionários capacitados para a função Pode haver troca constante de posto, causando falta de familiarização com os moradores, visitantes e terceirizados (alta rotatividade) Vigilância mista Propicia uma segurança equilibrada Pode haver conflitos com relação a decisões e procedimentos Pode haver diferenças de capacitação Quadro 2. Medidas de segurança operacional Iluminação, som, imagem e segurança10 Do quadro apresentado, para fins de esclarecimento, destacamos o item “segurança equilibrada”, apresentado como uma vantagem da medida de segurança mista. O referido item não consiste em um novo conceito, mas sim na soma das vigilâncias própria e terceirizada. Segurança ativa Acionadas de forma manual ou automática, as medidas ativas de segurança precisam de equipamentos conectados a fontes de energia. Dentre as medidas ativas, podemos destacar os sistemas de CFTV, as cercas elétricas e os sen- sores, como os de detecção de presença, entre outros. O Quadro 3 apresenta as vantagens e desvantagens dessas e de outras medidas de segurança ativa. Medidas de segurança Vantagens Desvantagens Circuito fechado de TV (CFTV) Detecta o acesso de pessoas quando o sistema é monitorado Registro e identificação de pessoas Informações facilmente violáveis Excesso de pontos dificulta o monitoramento Em condomínios residenciais, não há pessoal que monitore o sistema com exclusividade Cerca elétrica Inibe e detecta o acesso de pessoas ao interior do edifício pelas divisas do lote Necessita de manutenção periódica Possui efeito agressivo Quando não instalada com voltagem adequada, pode causar acidentes Quadro 3. Medidas de segurança ativa (Continua) 11Iluminação, som, imagem e segurança Vimos alguns exemplos de medidas de segurança ativa, passiva e ope- racional e, agora, falaremos sobre os sistemas de automação. Estes, além de otimizarem os sistemas de segurança, também promovem funcionalidade e conforto às edificações. Automação Surgida na indústria, a automação tinha como objetivo a substituição da mão de obra humana por máquinas e sistemas de controle, cabendo às máquinas e aos sistemas a supervisão e a otimização do controle dos processos, a fi m de aumentar a produtividade e, também, a qualidade da produção. Na década de 1980, a automação passou a ser empregada em edifi cações, trazendo benefícios como segurança, conforto pessoal e uso racional de energia, conforme leciona Montebeller (2006). Para entendermos melhor o conceito de automação, vejamos a definição proposta por Barbosa (2006, p. 6): Fonte: Adaptado de Moreira (2012). Medidas de segurança Vantagens Desvantagens Sensores nos muros e grades Detectam o acesso não permitido Necessitam de manutenção periódica Próximos à vegetação, apresentam falhas, disparando alarmes falsos Não impedem a intrusão, apenas a detectam Iluminação Possibilita a identificação das pessoas no período noturno Não há Quadro 3. Medidas de segurança ativa (Continuação) Iluminação, som, imagem e segurança12 A automação pode ser entendida como a possibilidade da substituição de atos e decisões humanas, por atos e decisões efetuadas por computadores, devidamente alimentados de informações, no comando de determinados dispositivos, geralmente em processos repetitivos, ou que exijam esforços físicos, reduzindo a possibilidade de erros nas decisões sujeitas à emoção, cansaço, dúvida, tempo e inexperiência, entre outras razões. Em relação ao conforto e à funcionalidade da edificação, a automação per- mite, entre outros benefícios, programar a iluminação artificial para funcionar de acordo com a quantidade de luz natural incidente, por meio da dimerização de ambientes, de modo a fornecer a quantidade de luz necessária para o espaço. É possível programar a iluminação de jardim para funcionar somente à noite, bem como programar a abertura de portas e janelas. Quanto à sonorização, esta pode ter seu funcionamento realizado em conjunto com os sistemas de iluminação e de projeção de imagens. Em relação à segurança, a automação pode controlar a iluminação de forma que esta não interfira nas câmeras de vigilância dos sistemas de CFTV, por exemplo, conforme leciona Castro (2009). Dimmer e potenciômetro Para aumentar ou diminuir a intensidade luminosa, pode ser utilizado um dimmer, que, segundo Castro (2009, p. 35), consiste em um “dispositivo eletrônico capaz de variar a tensão eficaz de uma lâmpada e a potência média gerada de forma gradativa; um potenciômetro auxilia nesta operação”. O potenciômetro consiste em um resistor variável e pode também ser utilizado para regulagem de sistemas de som, conforme leciona Costa (2013). Neste capítulo, você estudou os tipos de sistemas integrados de iluminação aplicados a edificações, os elementos de som e imagem e os sistemas segurança e seus respectivos espaços. Viu também como a iluminação, o som e a imagem se integram nos sistemas de automação. 13Iluminação, som, imagem e segurança BARBOSA, C. V. T. Percepção da iluminação no espaço da arquitetura: preferências huma- nas em ambientes de trabalho. 2010. 251 f. Tese (Doutor em Arquitetura e Urbanismo) – Programa de Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2010. BARBOSA, L. A. G. Edificações inteligentes: conceitos e considerações para o projeto de arquitetura. 2006. 129 f. Dissertação (Mestrado em Ciências em Arquitetura) – Programa de Pós-Graduação em Arquitetura, Faculdade de Arquitetura e Urbanismo, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2006. BEGGIORA, H. Como fazer um time-lapse no iOS 8?. 2014. Disponível em: <https://www. techtudo.com.br/dicas-e-tutoriais/noticia/2014/09/como-fazer-um-time-lapse-no-ios-8. html>. Acesso em: 8 out. 2018. CASTRO, M. I. Aplicação de technology readiness index para definição de escopo em projetos de automação residencial. 2009. 125 f. Dissertação (Mestrado em Engenharia Elétrica) – Curso de Mestrado em Engenharia Elétrica e de Computação, Universidade Federal de Goiás, Goiânia, 2009. CHAVES, R. Centro de controle operacional: o coração dos sistemas de videovigilância. 2012. Disponível em: <https://www.tramaweb.com.br/imprensa/centro-de-controle- -operacional-o-coracao-dos-sistemas-de-videovigilancia>. Acesso em: 8 out. 2018. COSTA, N. J. B. O surround e a espacialidade sonora no cinema. 2013. 99 f. Dissertação (Mestrado em Artes Visuais) – Programa de Pós-Graduação em Artes, Escola de Belas Artes, Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, 2013. LAMBERTS, R.; DUTRA, L.; PEREIRA, F. O. R. Eficiência energética na arquitetura. 3. ed. Rio de Janeiro: Eletrobrás; Procel, 2004. Disponível em: <http://www.labeee.ufsc.br/sites/de- fault/files/apostilas/eficiencia_energetica_na_arquitetura.pdf>. Acesso em: 8 out. 2018. MONTEBELLER, S. J. Estudo sobre o emprego de dispositivos sem fios: wireless na auto- mação do ar condicionado e de outros sistemas prediais.2006. Dissertação (Mestrado em Engenharia) – Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, São Paulo, 2006. MOREIRA, K. B. R. Diretrizes para projeto de segurança patrimonial em edificações. 2007. 202 f. Dissertação (Mestrado em Arquitetura) – Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo, São Paulo, 2007. MOREIRA, K. B. R. O processo de produção e gestão de segurança patrimonial de edifícios residenciais verticais na cidade de São Paulo. 2012. 284 f. Tese (Doutorado em Arquitetura e Urbanismo) – Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo, São Paulo, 2012. Iluminação, som, imagem e segurança14 PIRES, F. Metodologias de automação integradas ao centro de controle, comunicação, operações de segurança – CCCOS para os sistemas de segurança portuário. 2011. 157 f. Dissertação (Mestrado em Engenharia) – Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, São Paulo, 2011. ROSS, J. CFTV analógico e digital: técnicas de instalação e manutenção: tudo sobre câmeras, monitores, acessórios e cabeamento para CFTV. Rio de Janeiro: Antenna Edições Técnicas Ltda, 2007. TOLEDO, B. G. Integração de iluminação natural e artificial: métodos e guia prático para projeto luminotécnico. 2008. 190 f. Tese (Mestre em Arquitetura e Urbanismo) – Pro- grama de Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo, Faculdade de Arquitetura e Urbanismo, Universidade de Brasília, Brasília, 2008. Leituras recomendadas CORDEIRO, A. C. A. O uso de cobogós como uma segunda pele em edifícios de escritórios: análise do desempenho lumínico de diferentes geometrias. 2018. 201 f. Dissertação (Mestrado em Arquitetura e Urbanismo) – Programa de Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo, Instituto de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo, São Paulo, 2018. PUPO, A. S. Cidades inteligentes baseadas em tecnologias de informação e comunicação: experiências em regiões urbanas sob a ótica da sustentabilidade. 2017. 219 f. Dissertação (Mestrado em Ciências) – Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo, São Paulo, 2017. 15Iluminação, som, imagem e segurança Conteúdo: Dica do professor Para a sua concepção, o projeto de iluminação pode ser dividido em sistema principal e sistema secundário. Ao principal, cabe resolver as necessidades funcionais e ao secundário, personalizar o ambiente por meio da luz, de forma mais criativa, livre e sem o objetivo de ser funcional. Veja o vídeo a seguir para saber mais. Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar. https://fast.player.liquidplatform.com/pApiv2/embed/cee29914fad5b594d8f5918df1e801fd/197c4bd8e5406edd481481f9e73d90b4 Exercícios 1) Assinale a alternativa que apresenta o sistema pelo qual a sonorização pode ter seu funcionamento realizado em conjunto com o sistema de iluminação e projeção de imagens, de modo a prover conforto e funcionalidade à edificação. A) CFTV. B) Automação. C) Potenciômetro. D) Dimmer. E) Sonorização. 2) O fluxo luminoso irradiado pelo sistema ótico (luminária + lâmpada) pode ser dividido em: direto, semidireto, uniforme, semi-indireto e indireto. (VIANNA; GONÇALVES, 2001 apud TOLEDO, 2008) Assinale a alternativa que melhor descreve a iluminação direta. A) Ocorre quando o sistema ótico direciona 90% a 100% de seu fluxo luminoso emitido para baixo. A distribuição pode variar de muito espelhado a altamente concentrado, dependendo do material do reflector, acabamento e controle ótico empregado. B) Ocorre quando o fluxo luminoso do sistema ótico é emitido predominantemente para baixo (60% a 90%), mas uma pequena parte é direcionada para cima, iluminando o teto e a parte superior das paredes. C) Ocorre quando as porções do fluxo luminoso ascendente e descendente se equivalem, medindo cada uma delas entre 40% e 60%. D) Ocorre quando a maior parte do fluxo luminoso é direcionada para cima da luminária (60% a 90%) e o restante é direcionado para baixo. E) Ocorre quando o fluxo luminoso é predominantemente ascendente (90% a 100%), iluminando o teto e a parte superior das paredes. Os sistemas de segurança podem ser classificados em três grupos: segurança passiva, segurança ativa e segurança operacional. As medidas de segurança passiva estão 3) relacionadas à construção do edifício. Assinale a alternativa que apresenta somente medidas de segurança passiva. A) Vigilância terceirizada, portarias, muros. B) Concertinas, cercas eletrificadas, vigilância terceirizada. C) Portarias, concertinas, CFTV. D) Grades, CFTV, concertinas. E) Muros, grades, portarias. 4) "Dentre suas vantagens, possibilita o registro e a identificação de pessoas. Seu monitoramento pode ser realizado interna ou externamente: no primeiro caso, deve ser prevista uma sala de monitoramento dentro da edificação, e o segundo é realizado por centrais à distância." O texto apresentado refere-se ao sistema de: A) automação. B) sonorização. C) iluminação indireta. D) segurança operacional. E) CFTV. 5) Composto por multiplexador de imagens, time-lapse, monitor, câmeras e lentes, um sistema analógico de CFTV utiliza-se de itens para gravação como fitas VHS, por exemplo, cujo espaço é limitado. Além de requererem trocas regulares, as fitas degradam-se com o passar do tempo. (MOREIRA, 2007) Os sistemas de CFTV são considerados medidas de segurança ativa. Assinale a alternativa que apresenta duas medidas de segurança ativa e uma de segurança operacional, respectivamente. A) Portaria, CFTV e muro. B) CFTV, cerca elétrica e muro. C) Cerca elétrica, iluminação e vigilância particular. D) Iluminação, vigilância particular e portaria. E) Portaria, iluminação e cerca elétrica. Na prática A segurança de um edifício comercial deve observar uma combinação de medidas que envolvam soluções arquitetônicas para segurança patrimonial, uso de materiais resistentes, estratégias de controle de acesso de pedestres, veículos e correspondências. (MOREIRA, 2007) O item a seguir apresenta uma combinação de medidas de segurança em um edifício comercial. Clique para saber mais. Saiba + Para ampliar o seu conhecimento a respeito desse assunto, veja abaixo as sugestões do professor: Eficiência Energética na Arquitetura A obra a seguir aborda a eficiência energética na arquitetura. Leia o Capítulo 8, em especial o item 8.2, que trata dos sistemas de iluminação artificial: LAMBERTS; PEREIRA; DUTRA. Eficiência energética, 1997 (3.ª edição). Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar. A contribuição da automação residencial na solução de problemas de acessibilidade no cotidiano do idoso Esta dissertação de Sandro Ferreira Souza (Viçosa/MG, 2015) trata de um assunto muito importante na arquitetura: A contribuição da automação residencial na solução de problemas de acessibilidade no cotidiano do idoso. Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar. Modelagem de um sistema para auralização musical utilizando Wave Field Synthesis Para saber mais sobre sistemas de sonorização espacial, leia o item 1.3.1 desta dissertação de mestrado, de Márcio José da Silva (São Paulo, 2014). http://www.labeee.ufsc.br/sites/default/files/apostilas/eficiencia_energetica_na_arquitetura.pdf http://publica.sagah.com.br/publicador/objects/attachment/3720468/AutomacaoResidencialIdoso.pdf?v=1015101177 Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar. http://publica.sagah.com.br/publicador/objects/attachment/431799132/MARCIOJOSEDASILVA.pdf?v=1888763961