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ACESSO VENOSO CENTRAL 
INTRODUÇÃO 
• Acesso venoso central é definido como colocação de um cateter com a sua extremidade posicionada na veia 
cava superior ou no átrio direito. O cateter venoso central temporário é implantado diretamente no local da punção 
venosa. Geralmente é trocado em 2 a 3 semanas devido risco de infecção. 
• É o tipo de acesso mais utilizado em pacientes críticos internados em UTI ou nos casos de cirurgias de grande porte. 
É utilizado principalmente para infusão de volume, medicamentos e monitorização da pressão venosa central e 
hemodiálise por curtos períodos. 
• Pode ser inserido por via jugular interna, externa, subclávia ou femoral. A via femoral é considerada um acesso de 
exceção devido a alta taxa de infecção precoce e trombose venosa profunda, além de gerar desconforto para o 
paciente. 
• A punção da veia subclávia é a com menor taxa de infeção e trombose, porém o maior risco de pneumotórax e 
complicações hemorrágicas. É considerada a mais cômoda para o paciente. 
• As indicações são: uso de droga vasoativa, hemodiálise, nutrição parenteral, uso de marcapasso e quando há 
“falência” do acesso periférico. 
• As complicações mais comuns são: pneumotórax, hemotórax, punção arterial inadvertida, trombose venosa e 
estenose/oclusão. 
 
GUIA 32 – ACESSO VENOSO CENTRAL VSC PELA TÉCNICA DE SELDINGER 
 
1- Oriente o paciente sobre o procedimento. Posicione-o corretamente: decúbito dorsal, ligeira posição de 
Trendelemburg, com a cabeça voltada para o lado oposto ao da punção e com o membro superior ipsilateral aduzido 
e estendido junto ao corpo. Coloque um coxim entre os ombros, facilitando a abertura das clavículas. 
2- Proceda à paramentação cirúrgica. Realize a lavagem e a escovação cirúrgica das mãos. Coloque avental e luvas 
estéreis. 
3- Faça a assepsia extensa do local de punção (antisséptico degermante seguido por alcoólico). Coloque os campos 
estéreis em seguida, protegendo a área do procedimento. 
4- Posicione a agulha com bisel em direção ao tórax superior. A punção será realizada na junção do terço proximal 
com o médio da clavícula (triangulo deltopeitoral). Infiltre a pele e subcutâneo com anestésico local (lidocaína 2% 
sem vasoconstritor). 
5- Introduza a agulha acoplada na seringa (do kit) com a ponta da agulha para a fúrcula com angulação de 30° com o 
tórax, reduzindo para 15° após passagem para região posterior da clavícula. Após retorno de sangue na seringa, 
diminua a angulação, confirmar se não tem “pulsação”. Retire a seringa e oclua com o dedo a agulha para evitar 
embolia gasosa. 
6- Introduz-se o fio-guia (ponta em “j”) através da agulha de forma suave e sem resistência até obter posicionamento 
adequado. Retire a agulha SEMPRE SEGURANDO A PONTA DISTAL DO FIO GUIA, para evitar sua 
embolização. 
7- Introduza o dilatador do conjunto, passando sobre o fio guia utilizando-o na pele e subcutâneo. Caso o avanço do 
dilatador prove ser difícil, utilize um bisturi pontiagudo para fazer uma incisão diminuta na pele e no subcutâneo. 
Nesse momento pode ocorrer sangramento. Mantenha o fio guia nessa posição e retire o dilatador. Realize 
compressão local, evitando sangramento. 
8- Após passo anterior, introduz-se o cateter sobre o fio guia. Neste momento deve-se fazer o movimento de introdução 
do cateter ao mesmo tempo que o fio guia é puxado para fora, a fim de evitar que este seja introduzido com o cateter 
e que se perca a extremidade dentro do vaso do paciente. 
9- Verifique a presença de refluxo de sangue em todas as vias do cateter(pode ser feito acoplado à equipo preenchido 
à uma bolsa de soro fisiológico 0,9%). 
10- Fixe o cateter com pontos, seguindo as especificações do fabricante do dispositivo. Fazer ponto em U e bailarina. 
Faça curativo oclusivo. 
11- Descarte os materiais na caixa de perfurocortantes. 
12- Realize a confirmação radiológica da posição adequada do dispositivo. 
13- Realize anotações do procedimento nos documentos médicos. 
GUIA 33 – ACESSO VENOSO CENTRAL VJI PELA TÉCNICA DE SELDINGER 
1- Oriente o paciente sobre o procedimento. Posicione-o corretamente: decúbito dorsal, ligeira posição de 
Trendelemburg, com a cabeça voltada para o lado oposto ao da punção e com o membro superior ipsilateral aduzido 
e estendido junto ao corpo. Coloque um coxim entre os ombros, facilitando a abertura das clavículas. 
2- Proceda à paramentação cirúrgica. Realize a lavagem e a escovação cirúrgica das mãos. Coloque avental e luvas 
estéreis. 
3- Faça a assepsia extensa do local de punção (antisséptico degermante seguido por alcoólico). Coloque os campos 
estéreis em seguida, protegendo a área do procedimento. 
4- Posicione-se atrás da cabeceira do paciente (preferencialmente). Palpe o triangulo formado pelos ramos esternal e 
clavicular do músculo esternocleidomastoideo. O ápice do triangulo formado pelos dois ramos é o local indicado 
para a punção. Infiltre a pele e subcutâneo com anestésico local (lidocaína 2% sem vasoconstritor). 
5- Introduza a agulha acoplada na seringa (do kit) no ápice do triângulo formado com angulação de 45° com a pele, 
dirigida lateralmente, em direção ao mamilo ipsilateral. Após retorno de sangue na seringa, diminua a angulação, 
confirmar se não tem “pulsação”. Retire a seringa e oclua com o dedo a agulha para evitar embolia gasosa. 
6- Introduz-se o fio-guia (ponta em “j”) através da agulha de forma suave e sem resistência até obter posicionamento 
adequado (distância até o manúbrio do esterno- 15 a 20 cm). Retire a agulha SEMPRE SEGURANDO A PONTA 
DISTAL DO FIO GUIA, para evitar sua embolização. 
7- Introduza o dilatador do conjunto, passando sobre o fio guia utilizando-o na pele e subcutâneo. Caso o avanço do 
dilatador prove ser difícil, utilize um bisturi pontiagudo para fazer uma incisão diminuta na pele e no subcutâneo. 
Nesse momento pode ocorrer sangramento. Mantenha o fio guia nessa posição e retire o dilatador. Realize 
compressão local, evitando sangramento. 
8- Após passo anterior, introduz-se o cateter sobre o fio guia. Neste momento deve-se fazer o movimento de introdução 
do cateter ao mesmo tempo que o fio guia é puxado para fora, a fim de evitar que este seja introduzido com o cateter 
e que se perca a extremidade dentro do vaso do paciente. 
9- A extremidade distal do cateter deve ser locada na altura do hilo pulmonar direito. No adulto médio, isso é realizado 
aproximadamente na marcação correspondente a 17 cm no corpo do cateter, quando a VJI direita é puncionada. À 
esquerda, maiores distancias podem ser necessárias. Deve-se evitar o posicionamento do cateter dentro do coração 
(átrio ou ventrículo). 
10- Verifique a presença de refluxo de sangue em todas as vias do cateter(pode ser feito acoplado à equipo preenchido 
à uma bolsa de soro fisiológico 0,9%). 
11- Fixe o cateter com pontos, seguindo as especificações do fabricante do dispositivo. Fazer ponto em U e bailarina. 
Faça curativo oclusivo. 
12- Descarte os materiais na caixa de perfurocortantes. 
13- Realize a confirmação radiológica da posição adequada do dispositivo. 
14- Realize anotações do procedimento nos documentos médicos.

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