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Prévia do material em texto

1) 
Língua Portuguesa para CNJ 2024
https://www.tecconcursos.com.br/s/Q3TbP8
Ordenação: Por Matéria e Assunto (data)
www.tecconcursos.com.br/questoes/2265512
CEBRASPE (CESPE) - ET (BNB)/BNB/Analista de Sistemas/Desenvolvimento de
Sistemas/2022
Língua Portuguesa (Português) - Ortografia - Casos Gerais e Emprego das Letras
Texto CG1A1-II
A crescente adoção do conceito de tecnologias sociais ocorre concomitantemente com o avanço de dois
conceitos que lhe são complementares: economia solidária e capital social. As graves consequências do
capitalismo e da globalização, refletidas em altos índices de desemprego, aumento de índices de violência
e criminalidade, aprofundamento da pobreza e da degradação ambiental, não podem ser abordadas por
projetos paternalistas e compensatórios. Ao contrário, requerem estudos aprofundados sobre um novo
tipo de desenvolvimento. O professor Henrique Rattner pontua que, entre os cientistas sociais que se
debruçam sobre os fracassos do desenvolvimento e suas causas, em todos os debates travados nos
últimos anos, o conceito de capital social tem ocupado espaço crescente. O capital social, segundo
Rattner, procura trabalhar com a necessidade gregária, o espírito de cooperação e os valores de apoio
mútuo e solidariedade, com base na “eficiência social coletiva”.
Capital social, segundo o estudioso John Durston, é o conjunto de normas, instituições e organizações
que promovem a confiança, a ajuda recíproca e a cooperação e que incorporam benefícios como redução
https://www.tecconcursos.com.br/s/Q3TbP8
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2265512
2) 
dos custos de transação, produção de bens públicos e facilitação da constituição de organizações de
gestão de bases efetivas, de atores sociais e de sociedades civis saudáveis. Sua importância está na
busca de estratégias de superação da pobreza e de integração de setores sociais excluídos.
No Brasil, nas últimas décadas, tem havido uma multiplicação de experiências baseadas no conceito de
economia solidária. Diferentemente de iniciativas meramente paliativas, como respostas emergenciais a
situações de pobreza e miséria, há agora uma interpretação de que essas experiências devam ser uma
base para a reconstrução do tecido social. Como diz o pesquisador Luis Inácio Gaiger, elas “constituiriam
uma ação geradora de embriões de novas formas de produção e estimuladora de alternativas de vida
econômica e social”.
Ivete Rodrigues e José Carlos Barbieri. A emergência da tecnologia social: revisitando o movimento da
tecnologia apropriada como estratégia de desenvolvimento sustentável. In: Revista de Administração
Pública – FGV, Rio de Janeiro, 42(6):1069-94, nov./dez. 2008 (com alterações).
 
A respeito dos aspectos linguísticos e estruturais do texto CG1A1-II, julgue o item subsecutivo.
 
A palavra “consequências ” (segundo período do primeiro parágrafo) pode ser grafada, de acordo com
a ortografia oficial, com o uso do trema: conseqüências.
Certo
Errado
www.tecconcursos.com.br/questoes/344990
CEBRASPE (CESPE) - Aux (FUB)/FUB/Veterinária e Zootecnia/2013
Língua Portuguesa (Português) - Ortografia - Casos Gerais e Emprego das Letras
Julgue os fragmentos de texto apresentados no seguinte item com relação à grafia das palavras.
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/344990
3) 
 
A excelência — definida como a qualidade do que é excelente, melhor — só pode ser alcançada por meio
do aprimoramento contínuo.
Certo
Errado
www.tecconcursos.com.br/questoes/344992
CEBRASPE (CESPE) - Aux (FUB)/FUB/Administração/2013
Língua Portuguesa (Português) - Ortografia - Casos Gerais e Emprego das Letras
Pelo menos duas gerações lutaram durante a ditadura militar pela volta à democracia e a todos os
direitos civis clássicos — de livre expressão, liberdade de reunião e vários outros. Passaram-se vinte e um
anos para que esse objetivo fosse alcançado. E, como se esperava, restaurados esses direitos, o país
conseguiu resolver intrincados problemas econômicos herdados do período anterior, enfrentou crises
políticas, superou-as, e tem conseguido, nas quase duas décadas de estabilidade ininterrupta, recorde na
República, consolidar as instituições que garantem as liberdades.
 
O Globo, 17/8/2013 (com adaptações).
 
Julgue os fragmentos de texto apresentados no seguinte item com relação à grafia das palavras.
 
Se há de fato desinteresse dos estudantes em aprender, isso pode ser reflexo da verdadera cultura da
banalidade que impera no país nas mais variadas áreas.
Certo
Errado
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/344992
4) 
5) 
www.tecconcursos.com.br/questoes/344993
CEBRASPE (CESPE) - Aux (FUB)/FUB/Administração/2013
Língua Portuguesa (Português) - Ortografia - Casos Gerais e Emprego das Letras
Julgue os fragmentos de texto apresentados no seguinte item com relação à grafia das palavras.
 
Dotar todas as escolas com as condições necessárias para receber dignamente alunos e professores é o
mínimo que se espera do poder público.
Certo
Errado
www.tecconcursos.com.br/questoes/344994
CEBRASPE (CESPE) - Aux (FUB)/FUB/Administração/2013
Língua Portuguesa (Português) - Ortografia - Casos Gerais e Emprego das Letras
Julgue os fragmentos de texto apresentados no seguinte item com relação à grafia das palavras.
 
Investir na formação dos educadores de forma contínua e permanente é uma premiça básica para
melhorar a educação. Entretanto, há outros fatores envolvidos.
Certo
Errado
www.tecconcursos.com.br/questoes/344995
CEBRASPE (CESPE) - Aux (FUB)/FUB/Veterinária e Zootecnia/2013
Língua Portuguesa (Português) - Ortografia - Casos Gerais e Emprego das Letras
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/344993
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/344994
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/344995
6) 
7) 
8) 
Julgue os fragmentos de texto apresentados no seguinte item com relação à grafia das palavras.
 
Sob uma equivocada intensão de se evitar constrangimentos de alunos, opta-se por não distinguir o
certo do errado, em não apontar falhas e aceitar resultados mediocres.
Certo
Errado
www.tecconcursos.com.br/questoes/345171
CEBRASPE (CESPE) - Aux (FUB)/FUB/Administração/2013
Língua Portuguesa (Português) - Ortografia - Casos Gerais e Emprego das Letras
Julgue os fragmentos de texto apresentado no item com relação à grafia das palavras.
 
Uma pesquiza mostrou que a maioria dos educadores não relaciona o déficit de aprendizagem ao própio
trabalho ou às condições da escola.
Certo
Errado
www.tecconcursos.com.br/questoes/821956
CEBRASPE (CESPE) - Tec For (POLC AL)/POLC AL/2013
Língua Portuguesa (Português) - Ortografia - Casos Gerais e Emprego das Letras
O empresário M. C., da Malásia, quer trocar o bisturi por um scanner e um computador touchscreen.
Ele acredita que sua “autópsia digital” pode substituir a autópsia tradicional, acelerando investigações,
reduzindo o estresse das famílias em luto e amenizando sensibilidades religiosas. M. C. pretende lançar o
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/345171
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/821956
primeiro serviço de autópsia digital em outubro no Reino Unido e espera trabalhar em conjunto com
autoridades locais. Pelo menos 18 serviços como esse estão planejados.
Segundo o empresário, que vê no ramo um grande negócio, cerca de 70 milhões de pessoas morrem
todos os anos e por volta de 10% dessas mortes são casos que necessitam de autópsia. “Esse é um
número grande, então temos a visão de que essa é uma grande linha de serviços que está se formando
ao redor do mundo”, disse.
Para ele, a percepção ruim que as pessoas têm de autópsias tem prejudicado seu apelo comercial.
“Infelizmente, porque o processo de autópsia é visto como macabro, as pessoas tendem a ignorar isso.”
M. C. quer mudar tudo isso conectando o software de imagens em 3D de sua empresa com um aparelho
de ressonância magnética. Um especialista pode, então, explorar um cadáver virtual em 3D, removendo
camadas de tecido, pele e osso com um mouse ou com o auxílio do touchscreen.
De acordo com M. C.,as vantagens são consideráveis. O material digital permanece intacto e pode ser
revisto; especialistas podem localizar e identificar com mais facilidade fraturas ou objetos estranhos,
como balas e outros fragmentos. Dessa forma, as famílias podem saber como seus entes queridos
morreram sem que o corpo tenha de ser cortado. Apesar de não ser a primeira vez que a técnica é
utilizada, o empresário afirma que sua empresa é pioneira na oferta do serviço — que vai desde o
momento da morte até a entrega do relatório post-mortem — comercialmente. A ideia é que, nos casos
em que autoridades solicitarem uma autópsia, a família possa optar por uma autópsia comum, paga pelo
Estado, ou uma autópsia digital, que deve custar o equivalente a R$ 1.900.
 
Empresário lança serviço de ‘autópsia digital’ no Reino Unido. Internet: <www.g1.globo.com> (com
adaptações).
 
Julgue o seguinte item, a respeito das ideias e dos aspectos linguísticos do texto acima.
9) 
Uma variante igualmente correta do termo “autópsia” é autopsia.
Certo
Errado
www.tecconcursos.com.br/questoes/103535
CEBRASPE (CESPE) - TA (ANCINE)/ANCINE/2012
Língua Portuguesa (Português) - Ortografia - Casos Gerais e Emprego das Letras
Texto para o item
Compreende-se que a festa, representando tal paroxismo de vida e rompendo de um modo tão violento
com as pequenas preocupações da existência cotidiana, surja ao indivíduo como outro mundo, em que
ele se sente amparado e transformado por forças que o ultrapassam. A sua atividade diária, colheita,
caça, pesca, ou criação de gado, limita-se a preencher o seu tempo e a prover as suas necessidades
imediatas. É certo que ele lhe dedica atenção, paciência, habilidade, mas, mais profundamente, vive na
recordação de uma festa e na expectativa de outra, pois a festa figura para ele, para a sua memória e
para o seu desejo o tempo das emoções intensas e da metamorfose do seu ser.
 
Roger Caillois. O homem e o sagrado. Lisboa: Edições 70, 1988, p. 96-7 (com adaptações).
Acerca das ideias, dos sentidos e de aspectos gramaticais do texto, julgue o próximo item.
O vocábulo “cotidiana” pode ser corretamente substituído por quotidiana.
 
Certo
Errado
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/103535
10) 
www.tecconcursos.com.br/questoes/110383
CEBRASPE (CESPE) - TAE (PRF)/PRF/2012
Língua Portuguesa (Português) - Ortografia - Casos Gerais e Emprego das Letras
A Constituição Federal de 1988, com fundamento na prerrogativa do Estado de prover a segurança
pública e fazer cumprir a lei, exercida para a manutenção da ordem pública e da incolumidade das
pessoas e do patrimônio, estabelece, em seu art. 144, cinco instituições policiais como responsáveis pela
execução da lei: polícia federal, polícia rodoviária federal, polícia ferroviária federal, polícias civis e
polícias militares e corpos de bombeiros militares. Dessas, as três primeiras são organizadas e mantidas
pela União e as duas últimas são subordinadas aos governos estaduais e distrital. Assim, quando
infrações penais afetam bens, serviços e interesses da União, as forças policiais federais realizam as
funções que lhes são delegadas pela Constituição Federal de 1988. Nos demais casos, as forças policiais 
estaduais e distrital empreendem essas atividades, no âmbito de sua competência.
 
Internet: <www.advogado.adv.br>. Acesso em 8/11/2012 (com adaptações).
No que diz respeito a aspectos gramaticais e semânticos do texto acima, julgue o item subsecutivo.
A forma verbal “empreendem” poderia corretamente ser substituída por emprendem, visto que ambas
as formas são abonadas na língua portuguesa como sinônimas.
Certo
Errado
www.tecconcursos.com.br/questoes/360731
CEBRASPE (CESPE) - Sold BM (CBM DF)/CBM DF/Operacional/2011
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/110383
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/360731
11) 
Língua Portuguesa (Português) - Ortografia - Casos Gerais e Emprego das Letras
Nem pepino nem espinafre. A bactéria que pôs a Europa em estado de emergência médica, tendo
atingido catorze países do continente, além dos Estados Unidos da América e do Canadá, disseminou-se
a partir de um cultivo orgânico de brotos de feijão. Com a interdição da fazenda onde era feito tal cultivo,
na cidade de Bienenbütel, no norte da Alemanha, o ritmo de contaminações caiu drasticamente.
 
É sabido que a bactéria em questão — Escherichia coli — somente é transmitida a um cultivo quando,
nele, estão presentes fezes — animais ou humanas. Nesse caso, a contaminação dos brotos de feijão
pode ter resultado do uso de adubo orgânico cuja compostagem não tenha sido feita de maneira
apropriada. Outra hipótese é a de que a contaminação tenha ocorrido no momento da colheita: um
lavrador, por descuido de higiene, pode ter permitido que vestígios de fezes contaminadas tenham
entrado em contato com o cultivo.
 
Produtos orgânicos têm inúmeras vantagens e, sob diversos aspectos, são, sim, mais saudáveis do que
os tradicionais. Entretanto, como se viu no episódio da Escherichia coli, o cultivo desses produtos exige
cuidados redobrados de segurança, inclusive na fase de produção. Ignorar isso pode ser mortal.
 
Descuido trágico. In: Veja, jun./2011, p. 90 (com adaptações).
 
Com referência às ideias do texto acima e às estruturas linguísticas nele empregadas, julgue o item.
 
A palavra “catorze” poderia ser corretamente grafada da seguinte forma: quatorze.
Certo
Errado
www.tecconcursos.com.br/questoes/357955
CEBRASPE (CESPE) - Ass Educ (SEDF)/SEDF/Monitor/2009
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/357955
12) 
13) 
Língua Portuguesa (Português) - Ortografia - Casos Gerais e Emprego das Letras
No item seguir, na ordem em que se encontram, constituem um texto adaptado de Internet:
<www.ceale.fae.ufmg.br>. Julgue-o quanto à correção gramatical.
 
É preciso mostrar-lhes como é gratificante contemplar o produto do próprio esfôrço materialisado diante
dos seus olhos.
 
Certo
Errado
www.tecconcursos.com.br/questoes/489716
CEBRASPE (CESPE) - TJ TRT9/TRT 9/Administrativa/"Sem Especialidade"/2007
Língua Portuguesa (Português) - Ortografia - Casos Gerais e Emprego das Letras
A prefeitura de São Paulo conseguiu bom resultado no primeiro leilão público de créditos de carbono
no mercado à vista ocorrido no mundo, organizado por uma bolsa de commodities e realizado nos
termos do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo, que foi estabelecido no Protocolo de Kyoto. Por meio
desse instrumento, países desenvolvidos, signatários do protocolo, que se comprometeram a reduzir
determinada porcentagem das suas emissões de dióxido de carbono e outros gases que provocam o
efeito estufa, podem, em vez disso, comprar créditos de carbono gerados por países que tenham
reduzido suas emissões domésticas.
 
O Estado de S.Paulo, 4/10/2007.
 
Em relação às idéias e às estruturas lingüísticas do texto acima, julgue o próximo item.
 
A ortografia da língua portuguesa considera incorreta a grafia percentagem no lugar de “porcentagem”.
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/489716
14) 
Certo
Errado
www.tecconcursos.com.br/questoes/635511
CEBRASPE (CESPE) - Con Tec Leg (CL DF)/CL DF/Taquígrafo Especialista/2006
Língua Portuguesa (Português) - Ortografia - Casos Gerais e Emprego das Letras
Texto
 
As conseqüências da escravidão não atingiram apenas os negros. Do ponto de vista que aqui nos
interessa — a formação do cidadão —, a escravidão afetou tanto o escravo como o senhor. Se o escravo
não desenvolvia a consciência de seus direitos civis, o senhor tampouco o fazia. O senhor não admitia os
direitos dos escravos e exigia privilégios para si próprio. Se um estava abaixo da lei, o outro se
considerava acima. A libertação dos escravos não trouxe consigo a igualdade efetiva. Essa igualdade era
afirmada nas leis, mas negada na prática. Ainda hoje, apesar das leis, aos privilégios e à arrogância de
poucos correspondem o desfavorecimento e a humilhação de muitos.
 
José Murilo de Carvalho. Cidadania no Brasil: o longo caminho.
Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2004, p. 53 (com adaptações).No que diz respeito à organização lingüística do texto, julgue o seguinte item.
 
O advérbio “tampouco” admite como variante a forma tão pouco.
Certo
Errado
www.tecconcursos.com.br/questoes/445679
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/635511
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/445679
15) 
16) 
CEBRASPE (CESPE) - Aux (TERRACAP)/TERRACAP/Fiscalização/2004
Língua Portuguesa (Português) - Ortografia - Casos Gerais e Emprego das Letras
Julgue se as palavras do trecho a seguir apresentam grafia correta.
 
As máquinas a vácuo exigem o uso de sondas de sucção, que são introduzidas no orifício da vareta de
medição de óleo.
 
Item adaptado. Internet: <http://www.motorclick.com.br>.
Certo
Errado
www.tecconcursos.com.br/questoes/445680
CEBRASPE (CESPE) - Aux (TERRACAP)/TERRACAP/Fiscalização/2004
Língua Portuguesa (Português) - Ortografia - Casos Gerais e Emprego das Letras
Julgue se as palavras do trecho a seguir apresentam grafia correta.
 
Antes da troca de óleo, é necessário que o motor do veículo tenha permanecido pelo menos cinco
minutos em funcionamento, para que as impuresas fiquem em suspenção e sejam eliminadas.
 
Item adaptado. Internet: <http://www.motorclick.com.br>.
Certo
Errado
www.tecconcursos.com.br/questoes/445681
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/445680
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/445681
17) 
18) 
CEBRASPE (CESPE) - Aux (TERRACAP)/TERRACAP/Fiscalização/2004
Língua Portuguesa (Português) - Ortografia - Casos Gerais e Emprego das Letras
Julgue se as palavras do trecho a seguir apresentam grafia correta.
 
A utilização correta de um lubrificante depende da indicação do fabricante do veículo, apresentada no
respectivo manual.
 
Item adaptado. Internet: <http://www.motorclick.com.br>.
Certo
Errado
www.tecconcursos.com.br/questoes/445682
CEBRASPE (CESPE) - Aux (TERRACAP)/TERRACAP/Fiscalização/2004
Língua Portuguesa (Português) - Ortografia - Casos Gerais e Emprego das Letras
Julgue se as palavras do trecho a seguir apresentam grafia correta.
 
É imprecindível que o motorista respeite a orientação quanto ao tipo de óleo que deve ser colocado no
motor, principalmente com relação ao grau de viscozidade.
 
Item adaptado. Internet: <http://www.motorclick.com.br>.
Certo
Errado
www.tecconcursos.com.br/questoes/2374262
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/445682
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2374262
19) 
CEBRASPE (CESPE) - Ag Adm (FASEPA)/FASEPA/2004
Língua Portuguesa (Português) - Ortografia - Casos Gerais e Emprego das Letras
Texto I
Os urubus e sabiás
Tudo aconteceu em uma terra distante, em um tempo em que os bichos falavam... Os urubus, aves por
natureza becadas, mas sem grandes dotes para o canto, ...... que, mesmo contra a natureza, eles ......
de se tornar grandes cantores. E para isso fundaram escolas e importaram professores, gargarejaram dó,
ré, mi, fá, mandaram imprimir diplomas, e fizeram competições entre si, para ver quais deles seriam os
mais importantes e teriam a ...... para mandar nos outros. Foi assim que eles ...... concursos e se deram
nomes pomposos, e o sonho de cada urubuzinho, instrutor em início de carreira, era se tornar um
respeitável urubu titular, a quem todos chamam por Vossa Excelência. Tudo ia muito bem, até que a doce
...... da hierarquia dos urubus foi ....... A floresta foi invadida por bandos de pintassilgos tagarelas, que
brincavam com os canários e faziam serenatas com os sabiás. Os velhos urubus entortaram o bico, o
rancor encrespou a testa, e eles convocaram pintassilgos, sabiás e canários para um inquérito.
— Onde estão os documentos dos seus concursos? As pobres aves se olharam perplexas, porque nunca
haviam imaginado que tais coisas existissem. Não haviam passado por escolas de canto, porque o canto
nascera com elas. E nunca apresentaram diploma para provar que sabiam estudar, mas cantavam
simplesmente...
— Não, assim não pode ser. Cantar sem a titulação devida é um desrespeito à ordem.
E os urubus, em uníssono, expulsaram da floresta os passarinhos que cantavam sem alvarás...
Rubem Alves. Estórias de quem gosta de ensinar. São Paulo: Cortez, 1984, p. 61-2 (com adaptações).
20) 
Julgue, nos itens abaixo, a grafia e a adequação das palavras para preencherem as respectivas lacunas
do texto I.
 
1 decidiram 2 haveriam
Certo
Errado
www.tecconcursos.com.br/questoes/2375708
CEBRASPE (CESPE) - Ag Port (FASEPA)/FASEPA/2004
Língua Portuguesa (Português) - Ortografia - Casos Gerais e Emprego das Letras
Julgue o fragmento de texto contidos no item a seguir com relação ao emprego e à grafia das
palavras.
 
À semelhança de uma feira, ao longo do dia, à medida que o tempo passa, o preço de alguns produtos
baixa.
Itens redigidos e adaptados para esta prova.
Certo
Errado
www.tecconcursos.com.br/questoes/2637249
CEBRASPE (CESPE) - Ana Proc (DATAPREV)/DATAPREV/2023
Língua Portuguesa (Português) - Fatos da Língua Portuguesa (Porque, Por Que, Porquê e
Por Quê; Onde, Aonde e Donde; Há e A, etc)
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2375708
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2637249
21) A expectativa de vida da população brasileira ao nascer subiu no ano de 2021, segundo dados da
Tábua Completa de Mortalidade de 2021 divulgados em novembro do ano passado pelo Instituto
Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os dados, publicados no Diário Oficial da União, mostram
que o número subiu de 76,8 para 77 anos na comparação com 2020. Anualmente, o IBGE divulga esses
números para o total da população brasileira, com data de referência em 1.º de julho do ano anterior e
para todas as idades, conforme prevê o artigo 2.º do Decreto n.º 3.266/1999.
 
As informações sobre a expectativa de vida da população são usadas para a tomada de decisão em
várias políticas públicas. Esse dado é utilizado, por exemplo, para determinar o fator previdenciário no
cálculo das aposentadorias do Regime Geral de Previdência Social. Na divulgação dos números de 2020,
o IBGE informou que as mortes decorrentes da pandemia de covid-19 não foram incluídas no
levantamento e que essas informações só devem ser incorporadas na divulgação de 2023, referente ao
ano de 2022. Mesmo assim, a inclusão seria apenas em caráter preliminar. Portanto, a divulgação seguiu
a mesma metodologia do ano anterior, sem o impacto da pandemia.
 
“É bem provável que em 2023 a gente tenha uma Tábua preliminar (corrigida pela covid-19) para o
Brasil; para as unidades da Federação, são necessários os dados do Ministério da Saúde, que demoram
um pouco mais”, explicou a demógrafa Izabel Guimarães Marri, gerente de população do IBGE na
ocasião. “Em 2024, a gente vai ter a Tábua (referente a 2023) com todos os ajustes e estudos por
unidades da Federação”, previu.
 
Internet: <noticias.uol.com.br> (com adaptações).
 
Julgue o item, relativo às ideias e a aspectos linguísticos do texto precedente.
 
A substituição da palavra “sobre” (primeiro período do segundo parágrafo) por sob não prejudicaria a
correção gramatical nem a coerência do texto, mas alteraria o seu sentido original.
Certo
22) 
Errado
www.tecconcursos.com.br/questoes/1917432
CEBRASPE (CESPE) - TAmb (ICMBio)/ICMBio/2022
Língua Portuguesa (Português) - Fatos da Língua Portuguesa (Porque, Por Que, Porquê e
Por Quê; Onde, Aonde e Donde; Há e A, etc)
Texto
 
Nossas cidades estão perdendo suas árvores rapidamente, mas até nisso somos um país desigual. Os
bairros mais nobres do Rio de Janeiro e de São Paulo seguem maravilhosamente arborizados, alguns
cada vez mais, frequentemente com árvores das mesmas espécies das que foram cortadas na frente da
sua casa ou do seu trabalho por serem supostamente inadequadas, para não causarem danos à
infraestrutura.
As castanholas, também conhecidas como sete-copas, são uma espécie extremamente abundante no Rio
de Janeiro, mas demonizadas em outras regiões menos urbanizadas, como no Pará, por exemplo, sob o
argumento de que “A raiz dela cresce demais” ou de que “Vai quebrar a calçada”. Árvores com raízes
robustas e que crescem por grandes distânciassão acusadas de destruir a pavimentação, ao passo que
aquelas de raízes reduzidas caem com facilidade.
As espécies de crescimento rápido são as que mais assustam os técnicos responsáveis pela arborização
exageradamente tementes à infraestrutura. Todavia, as outras demoram uma eternidade para crescer, a
vida passa ligeiramente e todos querem ver a tão sonhada arborização avançada. Não podem ficar muito
altas, especificam os técnicos, nem derrubar muitas folhas. Se derrubarem frutos grandes, como
mangas, por exemplo, nem pensar! Podem amassar a lataria de um carro! Flores e pequenos frutos
podem manchar a pintura! Há também aquelas árvores que atraem morcegos. Melhor não! Espinhos
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/1917432
23) 
estão fora de questão. E se alguém se machuca? Na autobiografia de Woody Allen, ele afirma algo
interessante: mais do que os outros, o inferno é o gosto dos outros.
A expectativa é que, nas próximas décadas, a temperatura das cidades suba consideravelmente devido
às mudanças climáticas globais. Nesse contexto, é muito bem-vinda qualquer sombra que venha a
reduzir a temperatura do asfalto, da calçada ou de uma parede. O canto dos pássaros e dos insetos e o
colorido das flores também têm importante papel na qualidade de vida dos cidadãos, comprovadamente
reduzindo o estresse e o risco de depressão. Esses são outros benefícios da arborização que, geralmente,
não são incluídos no contexto técnico, mas que devem ser mais bem pesados na equação dos riscos e
benefícios da arborização.
Rodolfo Salm. Cadê a árvore que estava aqui?, 19/2/2021. Internet: <www.correiocidadania.com.br> (com
adaptações).
 
A respeito das ideias e dos aspectos linguísticos do texto precedente, julgue o próximo item.
 
Sem prejuízo da correção gramatical e dos sentidos do texto, a expressão “por serem”, ao final do
primeiro parágrafo, poderia ser substituída por por que eram.
Certo
Errado
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CEBRASPE (CESPE) - PPNS (PETROBRAS)/PETROBRAS/Administração/2022
Língua Portuguesa (Português) - Fatos da Língua Portuguesa (Porque, Por Que, Porquê e
Por Quê; Onde, Aonde e Donde; Há e A, etc)
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O texto mais célebre de A República é sem dúvida a Alegoria da Caverna, em que Platão, utilizando-
se de linguagem alegórica, discute o processo pelo qual o ser humano pode passar da visão habitual que
tem das coisas, “a visão das sombras”, unidirecional, condicionada pelos hábitos e preconceitos que
adquire ao longo de sua vida, até a visão do Sol, que representa a possibilidade de alcançar o
conhecimento da realidade em seu sentido mais elevado e compreendê-la em sua totalidade. A visão do
Sol representa não só o alcance da Verdade e, portanto, do conhecimento em sua acepção mais
completa, já que o Sol é “a causa de tudo”, mas também, como diz Sócrates na conclusão dessa
passagem: “Nos últimos limites do mundo inteligível, aparece-me a ideia do Bem, que se percebe com
dificuldade, mas que não se pode ver sem se concluir que ela é a causa de tudo o que há de reto e de
belo. Acrescento que é preciso vê-la se se quer comportar-se com sabedoria, seja na vida privada, seja
na vida pública.”.
De acordo com este texto, a possibilidade de um indivíduo tornar-se justo e virtuoso depende de um
processo de transformação pelo qual deve passar. Assim, afasta-se das aparências, rompe com as
cadeias de preconceitos e condicionamentos e adquire o verdadeiro conhecimento. Tal processo culmina
com a visão da forma do Bem, representada pela matéria do Sol. O sábio é aquele que atinge essa
percepção. Para Platão, conhecer o Bem significa tornar-se virtuoso. Aquele que conhece a justiça não
pode deixar de agir de modo justo.
Danilo Marcondes. Textos básicos
de ética: de Platão a Foucault. 1ª ed. Rio de Janeiro: Jahar, 2007, p. 31 (com adaptações).
 
Em relação às ideias, aos sentidos e aspectos linguísticos do texto precedente, julgue o item subsecutivo.
 
Seria mantida a correção gramatical do texto caso o trecho “pelo qual” (primeiro período do primeiro
parágrafo) fosse substituído por porque.
Certo
Errado
24) 
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CEBRASPE (CESPE) - Ana (SERPRO)/SERPRO/Ciência de Dados/2021
Língua Portuguesa (Português) - Fatos da Língua Portuguesa (Porque, Por Que, Porquê e
Por Quê; Onde, Aonde e Donde; Há e A, etc)
Texto CB1A1-I
 
Não estamos opondo máquinas a ecologia, como se as máquinas fossem aquelas coisas que só servem
para violentar a Mãe Natureza e violar a harmonia entre o ser humano e a natureza ― uma imagem
atribuída à tecnologia desde o fim do século XVIII. Também não estamos seguindo a hipótese de Gaia de
que a Terra é um único superorganismo ou uma coletividade de organismos. Em vez disso, gostaria de
propor uma reflexão sobre a ecologia das máquinas. Para dar início a essa ecologia das máquinas,
precisamos primeiro voltar ao conceito de ecologia. Seu fundamento está na diversidade, já que é
apenas com biodiversidade (ou multiespécies que incluam todas as formas de organismos, até mesmo
bactérias) que os sistemas ecológicos podem ser conceitualizados. A fim de discutir uma ecologia de
máquinas, precisaremos de uma noção diferente e em paralelo com a de biodiversidade ― uma noção a
que chamamos tecnodiversidade. A biodiversidade é o correlato da tecnodiversidade, uma vez que sem
esta só testemunharemos o desaparecimento de espécies diante de uma racionalidade homogênea.
Tomemos como exemplo os pesticidas, que são feitos para matar certa espécie de insetos
independentemente de sua localização geográfica, precisamente porque são baseados em análises
químicas e biológicas. Sabemos, no entanto, que o uso de um mesmo pesticida pode levar a diversas
consequências desastrosas em biomas diferentes. Antes da invenção dessas substâncias, empregavam-se
diferentes técnicas para combater os insetos que ameaçavam as colheitas dos produtos agrícolas ―
recursos naturais encontrados na região, por exemplo. Ou seja, havia uma tecnodiversidade antes do
emprego de pesticidas como solução universal. Os pesticidas aparentam ser mais eficientes a curto
prazo, mas hoje é fato bastante consolidado que estávamos o tempo todo olhando para os nossos pés
quando pensávamos em um futuro longínquo. Podemos dizer que a tecnodiversidade é, em essência,
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25) 
uma questão de localidade. Localidade não significa necessariamente etnocentrismo ou nacionalismo,
mas é aquilo que nos força a repensar o processo de modernização e de globalização e que nos permite
refletir sobre a possibilidade de reposicionar as tecnologias modernas.
 
Yuk Hui. Tecnodiversidade. São Paulo: Ubu Editora, 2020, p. 122-123 (com adaptações).
 
Considerando as ideias, os sentidos e os aspectos linguísticos do texto CB1A1-I, julgue o item a seguir.
 
No sexto período do texto, a locução “A fim de” introduz uma oração que expressa finalidade.
Certo
Errado
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CEBRASPE (CESPE) - ProTI (ME)/ME/Atividades Técnicas de Complexidade Gerencial, de
Tecnologia da Informação e de Engenharia Sênior/Análise de Processo de Negócios/2020
Língua Portuguesa (Português) - Fatos da Língua Portuguesa (Porque, Por Que, Porquê e
Por Quê; Onde, Aonde e Donde; Há e A, etc)
Ele entrou tarde no restaurante. Poderia ter uns sessenta anos, era alto, corpulento, de cabelos
brancos, sobrancelhas espessas e mãos potentes. Num dedo o anel de sua força. Sentou-se amplo e
sólido.
 
Perdi-o de vista e enquanto comia observei de novo a mulher magra de chapéu. Ela ria com a boca cheia
e rebrilhava os olhos escuros.
 
No momento em que eu levava o garfo à boca, olhei-o. Ei-lo de olhos fechados mastigando pão com
vigor e mecanismo, os dois punhos cerrados sobre a mesa. Continuei comendo e olhando. O garçom
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26) 
dispunha os pratos sobre a toalha. Mas o velho mantinha os olhos fechados. A um gesto mais vivo do
criado ele os abriu com tal brusquidão que estemesmo movimento se comunicou às grandes mãos e um
garfo caiu. O garçom sussurrou palavras amáveis abaixando-se para apanhá-lo; ele não respondia.
Porque agora desperto, virava subitamente a carne de um lado e de outro, examinava-a com veemência,
a ponta da língua aparecendo — apalpava o bife com as costas do garfo, quase o cheirava, mexendo a
boca de antemão. E começava a cortá-lo com um movimento inútil de vigor de todo o corpo. Olhei para
o meu prato. Quando fitei-o de novo, ele estava em plena glória do jantar, mastigando de boca aberta,
passando a língua pelos dentes, com o olhar fixo na luz do teto.
 
Clarice Lispector. O jantar. In: Laços de família: contos. Rio de Janeiro: Rocco, 1998 (com adaptações).
 
Julgue o item que se segue, relativos às ideias e aos aspectos linguísticos do texto precedente.
 
No trecho “Porque agora desperto, virava subitamente a carne de um lado e de outro”, no terceiro
parágrafo, o vocábulo “porque”, introduz, no período em que se insere, uma ideia de finalidade.
Certo
Errado
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CEBRASPE (CESPE) - AAP (PGE PE)/PGE PE/Calculista/2019
Língua Portuguesa (Português) - Fatos da Língua Portuguesa (Porque, Por Que, Porquê e
Por Quê; Onde, Aonde e Donde; Há e A, etc)
O modelo econômico de produção capitalista, aperfeiçoado pelos avanços científicos e tecnológicos
que, por sua vez, proporcionaram a reestruturação da produção e a Terceira Revolução Industrial, retirou
do trabalho seu valor, transformando o empregado em simples mercadoria inserta no processo de
produção. Nesse contexto, o trabalhador se vê tolhido da principal manifestação de sua humanidade e
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dignidade: o trabalho. A luta dos trabalhadores, portanto, não é mais apenas por condições melhores de
subsistência, mas pela própria dignidade do ser humano.
Em face desse cenário, a opinião pública passa a questionar o papel do Estado e das instituições
dominantes, no sentido de buscar um consenso sobre as consequências sociais da atividade econômica.
A sociedade requer das organizações uma nova configuração da atividade econômica, pautada na ética e
na responsabilidade para com a sociedade e o meio ambiente, a fim de minimizar problemas sociais
como concentração de renda, precarização das relações de trabalho e falta de direitos básicos como
educação, saúde e moradia, agravados, entre outros motivos, por propostas que concebem um Estado
que seja parco em prestações sociais e no qual a própria sociedade se responsabilize pelos riscos de sua
existência, só recorrendo ao Poder Público subsidiariamente, na impossibilidade de autossatisfação de
suas necessidades.
Samia Moda Cirino. Sustentabilidade no meio ambiente de trabalho: um novo paradigma para a valorização
do trabalho humano. Internet: <www.publicadireito.com.br> (com adaptações).
Com relação às ideias e aos aspectos linguísticos do texto apresentado, julgue o item que se segue.
 
A substituição de “no qual” por aonde prejudicaria a correção gramatical do texto.
Certo
Errado
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CEBRASPE (CESPE) - AJ (TJ AM)/TJ AM/Analista de Sistemas/2019
Língua Portuguesa (Português) - Fatos da Língua Portuguesa (Porque, Por Que, Porquê e
Por Quê; Onde, Aonde e Donde; Há e A, etc)
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27) Texto CB1A1-I
 
Em 1996, no artigo Contratos inteligentes, o criptógrafo Nick Szabo predizia que a Internet mudaria
para sempre a natureza dos sistemas legais. A justiça do futuro, dizia, estaria baseada em uma
tecnologia chamada contratos inteligentes.
 
Os contratos legais com que habitualmente trabalham os advogados estão escritos em linguagem
frequentemente ambígua e sujeita a interpretações diversas. Um contrato inteligente é um acordo escrito
em código de software, que, como linguagem de programação, é claro e objetivo. O contrato se executa
de maneira automática quando se cumprem as condições acordadas. Ambas as partes podem ter certeza
quase total de que o acordo se cumprirá tal como foi combinado. E tudo ocorre em uma rede
descentralizada de computadores. Não há nada que as partes possam fazer para evitar o cumprimento
do contrato.
 
Imaginemos que Alice compre um automóvel com um crédito bancário, mas deixe de pagar suas
prestações. Uma manhã, introduz sua chave digital no veículo, e a porta não abre. Foi bloqueada por
falta de cumprimento do contrato. Minutos depois, chega o funcionário do banco com outra chave digital.
Abre a porta, liga o motor e parte com o veículo. O contrato inteligente bloqueou, de maneira
automática, o uso do dispositivo digital por Alice, porque ela não cumpriu o contrato. O banco recupera o
veículo, sem perder tempo com advogados.
Szabo propôs os contratos inteligentes nos anos 90 do século passado. Mas, durante muito tempo, a
proposta ficou só na ideia. Até que, em 2014, um jovem russo-canadense de 19 anos de idade, Vitalik
Buterin, lançou a Ethereum, uma legaltech que mantém registro compartilhado com a rede bitcoin, mas
tem linguagem de programação mais sofisticada que permite a gravação de contratos inteligentes.
Os contratos inteligentes prometem automatizar muitas das ações que historicamente se fizeram por
meio de sistemas legais, com redução de seus custos e aumento de sua velocidade e segurança.
 
Ainda que o segmento esteja em fase inicial, aos poucos vão surgindo mais legaltechs para aplicar
contratos inteligentes em diferentes setores da economia. Um dos principais desafios está no ambiente
regulatório — em particular, no reconhecimento legal desses contratos. “Hoje contamos com projetos de
implementação de contratos inteligentes com validade legal, como OpenLaw, da ConsenSys (Estados
Unidos da América – EUA), Accord Project (EUA e Reino Unido), Agrello (Estônia) e dezenas de pequenos
empreendimentos pelo mundo”, afirma o advogado especializado em novas tecnologias Albi Rodriguez
Jaramillo, cofundador da comunidade LegalBlock.
 
Um segundo desafio é desenvolver a infraestrutura necessária para que os contratos inteligentes possam
ser executados. Isso inclui a criação de fechaduras inteligentes que respondam às ordens desses
contratos. Elas farão a hipotética devedora Alice não conseguir abrir o carro por ter deixado de pagar as
prestações. A empresa Slock.it desenvolve uma rede universal de compartilhamento (universal sharing
network) na qual, espera-se, vão interagir carros, casas e outros ativos da economia compartilhada. Será
uma peça fundamental para o desenvolvimento dos contratos inteligentes na nova economia.
 
Federico Ast. Como faremos justiça? – A chegada dos contratos inteligentes. In: ÉPOCA
negócios. 9/12/2018. Internet: <https://epocanegocios.globo.com> (com adaptações).
 
A respeito das propriedades linguísticas e dos sentidos do texto CB1A1-I, julgue o item seguinte.
 
A correção gramatical do texto seria mantida se o vocábulo “porque” fosse substituído por por que.
Certo
Errado
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CEBRASPE (CESPE) - Prof (São Cristóvão)/Pref São Cristóvão/Arte/Educação Básica/2019
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/1100400
28) 
Língua Portuguesa (Português) - Fatos da Língua Portuguesa (Porque, Por Que, Porquê e
Por Quê; Onde, Aonde e Donde; Há e A, etc)
O professor que realmente ensina, quer dizer, que trabalha os conteúdos no quadro da rigorosidade
do pensar certo, nega, como falsa, a fórmula farisaica do “faça o que eu mando, e não o que eu faço”.
Quem pensa certo está cansado de saber que as palavras a que falta a corporeidade do exemplo pouco
ou nada valem. Pensar certo é fazer certo.
Que podem pensar alunos sérios de um professor que, há dois semestres, falava com quase ardor sobre
a necessidade da luta pela autonomia das classes populares e hoje, dizendo que não mudou, faz o
discurso pragmático contra os sonhos e pratica a transferência de saber do professor para o aluno?
Não há pensar certo fora de uma prática testemunhal que o rediz em lugar de desdizê-lo. Não é possível
ao professor pensar que pensacerto, mas, ao mesmo tempo, perguntar ao aluno se “sabe com quem
está falando”.
O clima de quem pensa certo é o de quem busca seriamente a segurança na argumentação, é o de
quem, discordando do seu oponente, não tem por que contra ele ou contra ela nutrir uma raiva
desmedida, bem maior, às vezes, do que a razão mesma da discordância.
Paulo Freire. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. SP: Paz e Terra, 1996, p. 16
(com adaptações).
Acerca das ideias, dos sentidos e das propriedades linguísticas do texto anterior, julgue o item a seguir.
A correção gramatical do texto seria mantida caso a expressão “por que” fosse substituída por porque.
Certo
Errado
29) 
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CEBRASPE (CESPE) - AJ (STM)/STM/Apoio Especializado/Revisão de Texto/2018
Língua Portuguesa (Português) - Fatos da Língua Portuguesa (Porque, Por Que, Porquê e
Por Quê; Onde, Aonde e Donde; Há e A, etc)
Texto 6A1AAA
Está demonstrado, portanto, que o revisor errou, que se não errou confundiu, que se não confundiu
imaginou, mas venha atirar-lhe a primeira pedra aquele que não tenha errado, confundido ou imaginado
nunca. Errar, disse-o quem sabia, é próprio do homem, o que significa, se não é erro tomar as palavras à
letra, que não seria verdadeiro homem aquele que não errasse. Porém, esta suprema máxima não pode
ser utilizada como desculpa universal que a todos nos absolveria de juízos coxos e opiniões mancas.
Quem não sabe deve perguntar, ter essa humildade, e uma precaução tão elementar deveria tê-la
sempre presente o revisor, tanto mais que nem sequer precisaria sair de sua casa, do escritório onde
agora está trabalhando, pois não faltam aqui os livros que o elucidariam se tivesse tido a sageza e
prudência de não acreditar cegamente naquilo que supõe saber, que daí é que vêm os enganos piores,
não da ignorância. Nestas ajoujadas estantes, milhares e milhares de páginas esperam a cintilação duma
curiosidade inicial ou a firme luz que é sempre a dúvida que busca o seu próprio esclarecimento.
Lancemos, enfim, a crédito do revisor ter reunido, ao longo duma vida, tantas e tão diversas fontes de
informação, embora um simples olhar nos revele que estão faltando no seu tombo as tecnologias da
informática, mas o dinheiro, desgraçadamente, não chega a tudo, e este ofício, é altura de dizê-lo, inclui-
se entre os mais mal pagos do orbe. Um dia, mas Alá é maior, qualquer corrector de livros terá ao seu
dispor um terminal de computador que o manterá ligado, noite e dia, umbilicalmente, ao banco central
de dados, não tendo ele, e nós, mais que desejar que entre esses dados do saber total não se tenha
insinuado, como o diabo no convento, o erro tentador.
Seja como for, enquanto não chega esse dia, os livros estão aqui, como uma galáxia pulsante, e as
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30) 
palavras, dentro deles, são outra poeira cósmica flutuando, à espera do olhar que as irá fixar num
sentido ou nelas procurará o sentido novo, porque assim como vão variando as explicações do universo,
também a sentença que antes parecera imutável para todo o sempre oferece subitamente outra
interpretação, a possibilidade duma contradição latente, a evidência do seu erro próprio .Aqui, neste
escritório onde a verdade não pode ser mais do que uma cara sobreposta às infinitas máscaras variantes,
estão os costumados dicionários da língua e vocabulários, os Morais e Aurélios, os Morenos e Torrinhas,
algumas gramáticas, o Manual do Perfeito Revisor, vademeco de ofício [...].
José Saramago. História do cerco de Lisboa. São Paulo: Companhia das Letras, 1989, p. 25-6.
 
Ainda no que se refere aos aspectos linguísticos do texto 6A1AAA, julgue o item que se segue.
 
A supressão do vocábulo “nem” manteria a correção gramatical do texto.
Certo
Errado
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CEBRASPE (CESPE) - Ass Adm (EBSERH)/EBSERH/2018
Língua Portuguesa (Português) - Fatos da Língua Portuguesa (Porque, Por Que, Porquê e
Por Quê; Onde, Aonde e Donde; Há e A, etc)
Texto
 
O Brasil, durante a maior parte da sua história, manteve uma cultura familista e pró-natalista. Por cerca
de 450 anos, o incentivo à fecundidade elevada era justificado em função da prevalência de altas taxas
de mortalidade, dos interesses da colonização portuguesa, da expansão da ocupação territorial e do
crescimento do mercado interno.
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/647778
 
Durante o período do Estado Novo (1937-1945), no governo de Getúlio Vargas, foram
adotados dispositivos legais para fortalecer a família numerosa, por meio de diversas medidas:
desestímulo ao trabalho feminino; facilidades para a aquisição de casa própria pelos indivíduos que
pretendessem se casar; complemento de renda dos casados com filhos e regras que privilegiavam os
homens casados e com filhos quanto ao acesso e à promoção no serviço público.
 
O artigo 124 da Constituição Brasileira de 1937 afirmava: “A família, constituída pelo casamento
indissolúvel, está sob a proteção especial do Estado. Às famílias numerosas serão atribuídas
compensações na proporção de seus encargos”. Naquele período, além dos incentivos ao casamento e à
reprodução, vigia uma legislação que proibia o uso de métodos contraceptivos e o aborto: o Decreto
Federal n.º 20.291, de 1932, que vedava a prática médica que tivesse por fim impedir a concepção ou
interromper a gestação, e a Lei das Contravenções Penais, sancionada em 1941, que proibia “anunciar
processo, substância ou objeto destinado a provocar o aborto ou evitar a gravidez”.
 
José Eustáquio Diniz Alves O planejamento familiar no
Brasil Internet: <www ecodebate com br> (com adaptações)
 
Com relação a aspectos linguísticos do texto, julgue o item seguinte.
 
A correção gramatical e o sentido do texto seriam preservados caso o trecho “que tivesse por fim impedir
a concepção” fosse assim reescrito: adotada afim de impedir a concepção.
Certo
Errado
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CEBRASPE (CESPE) - Ana Port I (EMAP)/EMAP/Administrativa/2018
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/664122
31) 
Língua Portuguesa (Português) - Fatos da Língua Portuguesa (Porque, Por Que, Porquê e
Por Quê; Onde, Aonde e Donde; Há e A, etc)
Texto
 
O Juca era da categoria das chamadas pessoas sensíveis, dessas a que tudo lhes toca e tange. Se a
gente lhe perguntasse: “Como vais, Juca?”, ao que qualquer pessoa normal responderia “Bem, obrigado!”
— com o Juca a coisa não era assim tão simples. Primeiro fazia uma cara de indecisão, depois um sorriso
triste contrabalançado por um olhar heroicamente exultante, até que esse exame de consciência era
cortado pela voz do interlocutor, que começava a falar chãmente em outras coisas, que, aliás, o Juca não
estava ouvindo... Porque as pessoas sensíveis são as criaturas mais egoístas, mais coriáceas, mais
impenetráveis do reino animal. Pois, meus amigos, da última vez que vi o Juca, o impasse continuava... E
que impasse!
 
Estavam-lhe ministrando a extrema-unção. E, quando o sacerdote lhe fez a tremenda pergunta,
chamando-o pelo nome: “Juca, queres arrepender-te dos teus pecados?”, vi que, na sua face devastada
pela erosão da morte, a Dúvida começava a redesenhar, reanimando-a, aqueles seus trejeitos e caretas,
numa espécie de ridícula ressurreição. E a resposta não foi “sim” nem “não”; seria acaso um “talvez”, se
o padre não fosse tão compreensivo. Ou apressado. Despachou-o num átimo e absolvido. Que fosse
amolar os anjos lá no Céu!
 
E eu imagino o Juca a indagar, até hoje:
— Mas o senhor acha mesmo, sargento Gabriel, que ele poderia ter-me absolvido?
 
Mário Quintana Prosa & Verso Porto Alegre: Globo, 1978, p 65 (com adaptações)
 
A respeito das estruturas linguísticas do texto, julgue o próximo item.
 
32) 
Se, após “animal”, o ponto final fosse substituído por ponto de interrogação, tanto a correção gramatical
quanto os sentidos do texto seriam preservados, pois a pergunta resultante da substituição teria efeito
apenas retórico.
Certo
Errado
www.tecconcursos.com.br/questoes/767587CEBRASPE (CESPE) - Assist (FUB)/FUB/Administração/2018
Língua Portuguesa (Português) - Fatos da Língua Portuguesa (Porque, Por Que, Porquê e
Por Quê; Onde, Aonde e Donde; Há e A, etc)
O ensino superior no Brasil é oferecido por universidades, centros universitários, faculdades,
institutos superiores e centros de educação tecnológica. O cidadão pode optar por três tipos de
graduação: bacharelado, licenciatura e formação tecnológica. Os cursos de pós graduação são divididos
entre lato sensu (especializações e MBAs) e strictu sensu (mestrados e doutorados).
 
Além da forma presencial, em que o aluno deve ter frequência em pelo menos 75% das aulas e
avaliações, ainda é possível formar-se por meio do ensino a distância. Nessa modalidade, não é
necessária a presença do aluno dentro de sala de aula, e ele recebe livros e apostilas e conta com a
ajuda da Internet. Há também cursos semipresenciais, com aulas em sala e também a distância.
 
A Secretaria de Regulação e Supervisão da Educação Superior, órgão do Ministério da Educação, é a
unidade responsável por afiançar que a legislação educacional seja cumprida para garantir a qualidade
dos cursos superiores do país.
 
Para medir a qualidade dos cursos de graduação no país, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas
Educacionais Anísio Teixeira (INEP) e o Ministério da Educação utilizam o índice geral de cursos (IGC),
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/767587
33) 
divulgado uma vez por ano, logo após a publicação dos resultados do ENADE. A base de cálculo do IGC é
uma média dos conceitos dos cursos de graduação de uma instituição, ponderada a partir do número de
matrículas mais as notas de pós-graduação de cada instituição de ensino superior.
 
Internet: <www.brasil.gov.br> (com adaptações).
 
Acerca das ideias e de aspectos linguísticos do texto precedente, julgue o item a seguir.
 
A substituição da expressão “em que” pelo termo onde manteria a correção gramatical do texto.
Certo
Errado
www.tecconcursos.com.br/questoes/1976288
CEBRASPE (CESPE) - Tec (EBSERH)/EBSERH/Análises Clínicas/2018
Língua Portuguesa (Português) - Fatos da Língua Portuguesa (Porque, Por Que, Porquê e
Por Quê; Onde, Aonde e Donde; Há e A, etc)
Texto CB2A1AAA
O Brasil, durante a maior parte da sua história, manteve uma cultura familista e pró-natalista. Por cerca
de 450 anos, o incentivo à fecundidade elevada era justificado em função da prevalência de altas taxas
de mortalidade, dos interesses da colonização portuguesa, da expansão da ocupação territorial e do
crescimento do mercado interno.
Durante o período do Estado Novo (1937-1945), no governo de Getúlio Vargas, foram adotados
dispositivos legais para fortalecer a família numerosa, por meio de diversas medidas: desestímulo ao
trabalho feminino; facilidades para a aquisição de casa própria pelos indivíduos que pretendessem se
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/1976288
casar; complemento de renda dos casados com filhos e regras que privilegiavam os homens casados e
com filhos quanto ao acesso e à promoção no serviço público.
O artigo 124 da Constituição Brasileira de 1937 afirmava: “A família, constituída pelo casamento
indissolúvel, está sob a proteção especial do Estado. Às famílias numerosas serão atribuídas
compensações na proporção de seus encargos”. Naquele período, além dos incentivos ao casamento e à
reprodução, vigia uma legislação que proibia o uso de métodos contraceptivos e o aborto: o Decreto
Federal n.º 20.291, de 1932, que vedava a prática médica que tivesse por fim impedir a concepção ou
interromper a gestação, e a Lei das Contravenções Penais, sancionada em 1941, que proibia “anunciar
processo, substância ou objeto destinado a provocar o aborto ou evitar a gravidez”.
José Eustáquio Diniz Alves
O planejamento familiar no Brasil Internet: <www ecodebate com br> (com adaptações)
 
Com relação a aspectos linguísticos do texto CB2A1AAA, julgue o item seguinte.
 
A correção gramatical e o sentido do texto seriam preservados caso o trecho “que tivesse por fim impedir
a concepção” fosse assim reescrito: adotada afim de impedir a concepção.
Certo
Errado
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CEBRASPE (CESPE) - APC (FUNPRESP-EXE)/FUNPRESP-EXE/Administrativa/2016
Língua Portuguesa (Português) - Fatos da Língua Portuguesa (Porque, Por Que, Porquê e
Por Quê; Onde, Aonde e Donde; Há e A, etc)
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34) O meu antigo companheiro de pensão Amadeu Amaral Júnior, um homem louro e fornido, tinha
costumes singulares que espantavam os outros hóspedes.
Amadeu Amaral Júnior vestia-se com sobriedade: usava uma cueca preta e calçava medonhos tamancos
barulhentos. Alimentava-se mal, espichava-se na cama, roncava o dia inteiro e passava as noites
acordado, passeando, agitando o soalho, o que provocava a indignação dos outros pensionistas. Quando
se cansava, sentava-se a uma grande mesa ao fundo da sala e escrevia o resto da noite. Leu um tratado
de psicologia e trocou-o em miúdo, isto é, reduziu-o a artigos, uns quarenta ou cinquenta, que projetou
meter nas revistas e nos jornais e com o produto vestir-se, habitar uma casa diferente daquela e pagar
ao barbeiro.
Mudamo-nos, separamo-nos, perdemo-nos de vista. Creio que os artigos de psicologia não foram
publicados, pois há tempo li este anúncio num semanário: “Intelectual desempregado. Amadeu Amaral
Júnior, em estado de desemprego, aceita esmolas, donativos, roupa velha, pão dormido. Também aceita
trabalho”. O anúncio não produziu nenhum efeito.
Muita gente se espanta com o procedimento desse amigo. Não sei por quê. Eu, por mim, acho que
Amadeu Amaral Júnior andou muito bem. Todos os jornalistas necessitados deviam seguir o exemplo
dele. O anúncio, pois não. E, em duros casos, a propaganda oral, numa esquina, aos gritos. Exatamente
como quem vende pomada para calos.
Graciliano Ramos. Um amigo em talas.
In: Linhas tortas. Rio de Janeiro: Record, 1983, p. 125 (com adaptações).
Com relação às ideias e aos aspectos linguísticos do texto Um amigo em talas, julgue o item que se
segue.
Sem prejuízo para a correção gramatical do período, a expressão “por quê” poderia ser substituída por o
porquê.
Certo
Errado
35) 
www.tecconcursos.com.br/questoes/1293144
CEBRASPE (CESPE) - ATCG (MEC)/MEC/Especialista em Regulação da Educação
Superior/2014
Língua Portuguesa (Português) - Fatos da Língua Portuguesa (Porque, Por Que, Porquê e
Por Quê; Onde, Aonde e Donde; Há e A, etc)
Nenhuma ação educativa pode prescindir de uma reflexão sobre o homem e de uma análise sobre
suas condições culturais. Não há educação fora das sociedades humanas e não há homens isolados. O
homem é um ser de raízes espaçotemporais. De forma que ele é, na expressão feliz de Marcel, um ser
“situado e temporalizado”. A instrumentação da educação — algo mais que a simples preparação de
quadros técnicos para responder às necessidades de desenvolvimento de uma área — depende da
harmonia que se consiga entre a vocação ontológica desse “ser situado e temporalizado” e as condições
especiais dessa temporalidade e dessa situacionalidade.
 
Se a vocação ontológica do homem é a de ser sujeito e não objeto, ele só poderá desenvolvê-la se,
refletindo sobre suas condições espaçotemporais, introduzir-se nelas de maneira crítica. Quanto mais for
levado a refletir sobre sua situacionalidade, sobre seu enraizamento espaçotemporal, mais “emergirá”
dela conscientemente “carregado” de compromisso com sua realidade, da qual, porque é sujeito, não
deve ser simples espectador, mas na qual deve intervir cada vez mais.
 
Paulo Freire. Educação e mudança. 2.ª ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1979, p. 61 (com adaptações).
 
Julgue o item seguinte, referente às ideias e a aspectos linguísticos do texto acima.
 
O termo “porque” poderia, sem prejuízo para a correção gramatical e o sentido do texto, ser substituído
por por que.
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/1293144
36) 
Certo
Errado
www.tecconcursos.com.br/questoes/211631
CEBRASPE (CESPE) - AA (ANS)/ANS/QualquerÁrea de Formação/2013
Língua Portuguesa (Português) - Fatos da Língua Portuguesa (Porque, Por Que, Porquê e
Por Quê; Onde, Aonde e Donde; Há e A, etc)
A ANS vai mudar a metodologia de análise de processos de consumidores contra as operadoras de
planos de saúde com o objetivo de acelerar os trâmites das ações.
Uma das novas medidas adotadas será a apreciação coletiva de processos abertos a partir de queixas
dos usuários. Os processos serão julgados de forma conjunta, reunindo várias queixas, organizadas e
agrupadas por temas e por operadora.
Segundo a ANS, atualmente, 8.791 processos de reclamações de consumidores sobre o atendimento dos
planos de saúde estão em tramitação na agência. Entre os principais motivos que levaram às queixas
estão a negativa de cobertura, os reajustes de mensalidades e a mudança de operadora.
No Brasil, cerca de 48,6 milhões de pessoas têm planos de saúde com cobertura de assistência médica e
18,4 milhões têm planos exclusivamente odontológicos.
Valor Econômico, 22/3/2013.
No que se refere às informações e às estruturas linguísticas do texto acima, julgue o item subsequente.
 
Mantém-se a correção gramatical do período ao se substituir “cerca de" por acerca de.
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/211631
37) 
Certo
Errado
www.tecconcursos.com.br/questoes/344974
CEBRASPE (CESPE) - Aux (FUB)/FUB/Veterinária e Zootecnia/2013
Língua Portuguesa (Português) - Fatos da Língua Portuguesa (Porque, Por Que, Porquê e
Por Quê; Onde, Aonde e Donde; Há e A, etc)
Robustecer os orçamentos da educação e da saúde constitui sonho acalentado por brasileiros,
independentemente de opção partidária ou credo religioso. As duas áreas — os mais dolorosos
problemas que dificultam a marcha do país rumo ao desenvolvimento sustentável — clamam por
melhorias urgentes. Não é outra a razão por que milhares de pessoas ocuparam as ruas das mais
importantes unidades da Federação exigindo escolas e hospitais padrão FIFA.
Correio Braziliense, 18/8/2013 (com adaptações).
Julgue o item, relativo ao texto acima.
 
Mantém-se a correção gramatical do período ao se substituir a expressão “por que” pela palavra porque.
Certo
Errado
www.tecconcursos.com.br/questoes/103668
CEBRASPE (CESPE) - TRACA (ANCINE)/ANCINE/2012
Língua Portuguesa (Português) - Fatos da Língua Portuguesa (Porque, Por Que, Porquê e
Por Quê; Onde, Aonde e Donde; Há e A, etc)
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/344974
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/103668
38) No dia da primeira exibição pública de cinema — 28 de dezembro de 1895, em Paris —, um homem
de teatro que trabalhava com mágicas, Georges Mélies, foi falar com Lumière, um dos inventores do
cinema; queria adquirir um aparelho, e Lumière desencorajou-o, dizendo-lhe que o cinematógrafo não
tinha o menor futuro como espetáculo, era um instrumento científico para reproduzir o movimento e só
poderia servir para pesquisas. Mesmo que o público, no início, se divertisse com ele, seria uma novidade
de vida breve, logo cansaria. Lumière enganou-se.
Naquele 28 de dezembro, o que apareceu na tela do Grand Café? Uns filmes curtinhos, filmados com a
câmara parada, em preto e branco e sem som. Um em especial emocionou o público: a vista de um trem
chegando à estação, filmada de tal forma que a locomotiva vinha de longe e enchia a tela, como se fosse
projetar-se sobre a plateia.
A novidade não consistia em ver na tela um trem em movimento. Todos os espectadores sabiam que não
havia nenhum trem verdadeiro na tela, logo não havia por que assustar-se. A imagem na tela era em
preto e branco e não fazia ruídos; portanto, não podia haver dúvida, não se tratava de um trem de
verdade. Só podia ser uma ilusão. A novidade residia aí: na ilusão.
 
Jean Claude Bernadet. O que é cinema? Internet: <http://pt.scribd.com> (com adaptações).
Em relação às ideias e estruturas linguísticas do texto acima, julgue o item a seguir.
Mantém-se a correção gramatical do período ao se substituir “por que” pelo termo porquê.
Certo
Errado
www.tecconcursos.com.br/questoes/110074
CEBRASPE (CESPE) - AA (PRF)/PRF/2012
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/110074
39) 
Língua Portuguesa (Português) - Fatos da Língua Portuguesa (Porque, Por Que, Porquê e
Por Quê; Onde, Aonde e Donde; Há e A, etc)
Além das condições das rodovias, a segurança nas estradas depende da conduta do motorista. Em
caso de problemas mecânicos ou acidentes, é muito importante que o condutor retire o veículo da via
para não causar novas colisões. Motorista e passageiros devem se abrigar em um local seguro, se
possível, além do acostamento, até que chegue o socorro. A polícia rodoviária orienta o condutor ou
passageiro a ligar para o número 190 da polícia militar, que pode localizar o posto policial mais próximo
do local do acidente e solicitar ajuda. Muitas vezes, acidentes acabam provocando outros, até mais
graves. É importante alertar os outros motoristas de que existe um veículo parado na estrada. O
triângulo de sinalização deve ser posicionado a alguns metros do automóvel acidentado, para permitir
que os demais usuários da via se antecipem e saibam que existe um problema à frente.
Idem, ibidem (com adaptações).
Julgue o seguinte item, relativo ao texto acima.
A correção gramatical do texto seria mantida se, no trecho “posicionado a alguns metros”, o termo “a”
fosse substituído por há.
Certo
Errado
www.tecconcursos.com.br/questoes/1160916
CEBRASPE (CESPE) - Ana Leg (ALECE)/ALECE/Língua Portuguesa/Gramática Normativa e
Revisão Ortográfica/2011
Língua Portuguesa (Português) - Fatos da Língua Portuguesa (Porque, Por Que, Porquê e
Por Quê; Onde, Aonde e Donde; Há e A, etc)
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/1160916
40) 
41) 
Quando se fala em gramática, geralmente se pensa em um conjunto de ensinamentos sobre a
maneira correta de falar e escrever uma língua ou em um livro que contenha esses ensinamentos. Trata-
se de uma imagem construída ao longo de pelo menos vinte séculos, desde que os gregos — e, dando-
lhes seguimento, os romanos — conceituaram gramática como a arte do uso correto da língua. Essa
história abriga um extenso capítulo escrito a partir do final do século XV e recheado de episódios
decisivos no curso dos séculos XVI e XVII, quando se consolidou o perfil das gramáticas normativas das
línguas europeias modernas.
José Carlos de Azeredo. Gramática Houaiss
da língua portuguesa. 3.ª ed. São Paulo: Publifolha, Houaiss, 2010, p. 32 (com adaptações).
A respeito dos aspectos sintáticos e semânticos do texto acima, julgue o item que se segue.
 
Haveria prejuízo semântico para o texto caso o segmento “sobre a” fosse substituído pela locução
acerca da.
Certo
Errado
www.tecconcursos.com.br/questoes/1438954
CEBRASPE (CESPE) - ATCI NS (ME)/ME/Perfil Profissional 1/Arquivologia/2020
Língua Portuguesa (Português) - Inicial Maiúscula
Desde pequeno, tive tendência para personificar as coisas. Tia Tula, que achava que mormaço fazia
mal, sempre gritava: “Vem pra dentro, menino, olha o mormaço!” Mas eu ouvia o mormaço com M
maiúsculo. Mormaço, para mim, era um velho que pegava crianças! Ia pra dentro logo. E ainda hoje,
quando leio que alguém se viu perseguido pelo clamor público, vejo com estes olhos o Sr. Clamor
Público, magro, arquejante, de preto, brandindo um guarda-chuva, com um gogó protuberante que se
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/1438954
abaixa e levanta no excitamento da perseguição. E já estava devidamente grandezinho, pois devia contar
uns trinta anos, quando me fui, com um grupo de colegas, a ver o lançamento da pedra fundamental da
ponte Uruguaiana-Libres, ocasião de grandes solenidades, com os presidentes Justo e Getúlio, e gente
muita, tanto assim que fomos alojados os do meu grupo num casarão que creio fosse a Prefeitura, com
os demais jornalistas do Brasil e Argentina. Era como um alojamento de quartel, com breve espaço entre
as camas e todas as portas e janelas abertas, tudo com os alegres incômodos e duvidosos encantos de
uma coletividade democrática. Pois lá pelas tantasda noite, como eu pressentisse, em meu entredormir,
um vulto junto à minha cama, sentei-me estremunhado e olhei atônito para um tipo de chiru, ali parado,
de bigodes caídos, pala pendente e chapéu descido sobre os olhos. Diante da minha muda interrogação,
ele resolveu explicar-se, com a devida calma:
 
— Pois é! Não vê que eu sou o sereno...
 
Mário Quintana. In: As cem melhores crônicas brasileiras. São Paulo: Objetiva, 2007.
 
No que se refere aos sentidos e aos aspectos linguísticos do texto precedente, julgue o próximo item.
 
No texto, a letra maiúscula é empregada em todos os substantivos que nomeiam aquilo que o autor
personificava, seja quando criança, seja já adulto, para indicar tratar-se de nome próprio.
Certo
Errado
www.tecconcursos.com.br/questoes/257558
CEBRASPE (CESPE) - Sold (PM CE)/PM CE/2012
Língua Portuguesa (Português) - Inicial Maiúscula
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/257558
42) Ao reverenciar o dia do Soldado, estamos homenageando o homem brasileiro na sua dedicação à
Pátria e no seu desprendimento em servir à Nação. Jovens brasileiros das diversas regiões do País
dedicam-se à importante tarefa de prestar o serviço militar, na certeza de que estão iniciando a conquista
da cidadania.
Simples, modestos, esperançosos, idealistas, lá vão eles diariamente para seus quartéis com a satisfação
e o orgulho de estarem seguindo o exemplo de Luiz Alves de Lima e Silva, Duque de Caxias, expressão
maior e símbolo do soldado brasileiro.
Caxias, que se destacou na conturbada fase de consolidação do Estado brasileiro como um dos baluartes
da pacificação das províncias, conseguiu, com seu descortino invulgar, consolidar a paz interna e
contribuir para que nenhum dos movimentos deflagrados, ora nas regiões Norte e Nordeste, ora na
região Sul, se convertesse em fragmentações do País.
Internet: <www.senado.gov.br> (com adaptações).
Com relação a aspectos gramaticais e semânticos do texto, julgue o próximo item.
 
O emprego da inicial maiúscula confere aos vocábulos “Pátria” (l.1), “Nação” (l.2) e “País” (l.2 e l.8)
sentido particular e determinado, elevando-os à categoria de alto conceito político ou nacionalista.
Certo
Errado
www.tecconcursos.com.br/questoes/65635
CEBRASPE (CESPE) - TJ TRE ES/TRE ES/Apoio Especializado/Taquigrafia/2011
Língua Portuguesa (Português) - Inicial Maiúscula
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/65635
43) Um dos problemas mais significativos da democracia representativa brasileira, preexistente à
Constituição de 1988, mas mantido por ela, é a distorção da representação das unidades federadas na
Câmara dos Deputados. Trata-se de assunto cuja importância e mesmo centralidade não podem ser
desprezadas: princípio basilar da democracia representativa é o voto de cada pessoa ter o mesmo peso
eletivo. O atual sistema permite que o voto de um cidadão seja dezenas de vezes mais significativo, nas
eleições para a Câmara, do que o voto de outro. Essa situação é incompatível com o aperfeiçoamento
democrático de nosso regime político.
A Constituição brasileira (art. 45, caput) determina que a representação dos estados na Câmara dos
Deputados seja proporcional à população. Entretanto, a seguir, estabelece piso e teto dessa
representação (oito e setenta deputados, respectivamente), que implicam a negação dessa
proporcionalidade.
Octaciano Nogueira, em trabalho a respeito do tema, parte da premissa de que essa distorção "não é
obra do regime militar, que, na verdade, se utilizou desse expediente, como de inúmeros outros, para
reforçar a Arena, durante o bipartidarismo; sua origem remonta à Constituinte de 1890, quando, por
sinal, o problema foi exaustivamente debatido; a partir daí, incorporou-se à tradição de nosso direito
constitucional legislado, em todas as subsequentes constituições; e o princípio, portanto, estabelecido
durante as fases democráticas sob as quais viveu o País e mantido sempre que se restaurou o livre
debate, subsequente aos regimes de exceção, foi invariavelmente preservado, como ocorreu em 1946 e
1988."
 
Arlindo F. de Oliveira. Sobre a representação dos estados na Câmara dos Deputados. In: Textos para
Discussão, n.º 5, abr./2004 (com adaptações).
Julgue o item subsecutivo, com relação a aspectos linguísticos do texto.
O emprego das iniciais maiúsculas nas palavras Constituição e Câmara dos Deputados está de acordo
com as normas ortográficas da língua portuguesa.
44) 
Certo
Errado
www.tecconcursos.com.br/questoes/48154
CEBRASPE (CESPE) - AUFC (TCU)/TCU/Apoio Técnico e Administrativo/Tecnologia da
Informação/2010
Língua Portuguesa (Português) - Inicial Maiúscula
A organização da sociedade em movimentos sociais é inerente à sua estrutura de poder. O teatro
teve, na Grécia antiga, o papel político de dotar a população de razão crítica por intermédio de uma
expressão estética. Mas os movimentos sociais adquirem ao longo da história distintas expressões:
estética, religiosa, econômica, ecológica etc. A partir do século um, o Império Romano teve suas bases
solapadas por um movimento social de caráter religioso - o Cristianismo -, que se recusou a reconhecer a
divindade de César e propalou a radical dignidade de todo ser humano. Desde a Revolução Francesa, a
sociedade civil passou a se mobilizar mais frequentemente em movimentos sociais. Porém, é recente a
noção de que a sociedade civil deve se organizar para pressionar o poder público, e não necessariamente
almejar também a tomada de poder. Isso ensejou o caráter multifacetado dos movimentos de indígenas,
negros, mulheres, migrantes, homossexuais etc. e o fato de constituírem instâncias políticas nem sempre
partidárias. É o fenômeno recente do empoderamento da sociedade civil, que, quanto mais forte, mais
logra transmutar a democracia meramente representativa em democracia efetivamente participativa.
 
Frei Beto. Valores que constroem a cidade. In: Correio Braziliense, 25/6/2010 (com adaptações).
A partir das estruturas linguísticas que organizam o texto acima, julgue o item subsecutivo.
 
 
O uso das letras iniciais maiúsculas em "Império Romano", "Cristianismo" e "Revolução Francesa" são
exemplos de que substantivo usado para designar ente singular deve ser grafado com inicial maiúscula,
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/48154
45) 
como, por exemplo, Lei n.º 8.888/1998.
 
 
Certo
Errado
www.tecconcursos.com.br/questoes/101440
CEBRASPE (CESPE) - Esc BB/BB/Agente Comercial/2008
Língua Portuguesa (Português) - Inicial Maiúscula
A Associação dos Correspondentes de Imprensa Estrangeira no Brasil (ACIE) organiza, pelo quinto
ano consecutivo, o Prêmio e Mostra ACIE de Cinema. Os filmes indicados serão seguidos pela votação de
aproximadamente 250 correspondentes afiliados às associações de correspondentes do Rio de Janeiro,
de São Paulo e de Brasília. Os vencedores serão escolhidos nas categorias Melhor Filme (ficção), Melhor
Documentário, Melhor Diretor, Melhor Roteiro, Melhor Ator, Melhor Atriz, Melhor Fotografia e Melhor
Filme Júri Popular.
 
Internet: <www.bb.gov.br> (com adaptações).
A partir da organização do texto acima e considerando os princípios de contagem, julgue o item
subseqüente.
O emprego das letras maiúsculas que não iniciam período sintático nem nomeiam cidades atende, no
texto, a uma variação de estilo do autor, que ressalta dessa maneira as palavras relevantes, mas não
obedece a um princípio da normatização gramatical de emprego das letras maiúsculas.
 
Certo
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/101440
46) 
Errado
www.tecconcursos.com.br/questoes/453971
CEBRASPE (CESPE) - Alun Of (PM DF)/PM DF/2007
Língua Portuguesa (Português) - Inicial Maiúscula
A psicologia virou caso de polícia ou a polícia passou a ser explicada pela psicologia? O
Departamento da Polícia Federal, por meio de sua Superintendência Regional no Rio Grande do Sul, criou
um Núcleo de Psicologia e Assistência Social (NUPAS) para atender os seus funcionários, familiares e
dependentes. A iniciativa rendeu até premiação em concurso nacional de inovação.
 
Os resultadosobtidos foram a melhoria do desempenho, da iniciativa, a repercussão positiva na produção
e na satisfação e a redução em 50% no número de sindicâncias disciplinares dos atendidos.
 
O NUPAS funciona com pessoal, material, instalações e equipamentos da casa e reúne profissionais de
diferentes áreas que atuam de forma interdisciplinar. Nesse núcleo, são tratadas vítimas de alcoolismo,
pessoas com dificuldades familiares e são acompanhados os servidores indiciados ou envolvidos em
procedimentos disciplinares. A inovação foi premiada no primeiro concurso de experiências inovadoras de
gestão na administração pública federal.
 
Internet: <www.administradores.com.br/artigos/inovacao_psicologia> (com adaptações).
 
A partir do texto, julgue o item a seguir.
 
A palavra “NUPAS”, por ser a abreviação de Núcleo de Psicologia e Assistência Social, deveria ter sido
escrita com letras minúsculas.
Certo
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/453971
47) 
Errado
www.tecconcursos.com.br/questoes/544160
CEBRASPE (CESPE) - Ana Min (MPE TO)/MPE TO/Especializado/Letras/2006
Língua Portuguesa (Português) - Inicial Maiúscula
Os Eminentes Ministros respondem ao futuro do país como raramente o Excelso tem respondido, em
magnitude de conseqüências, à História.
Os Ministros — plagiando Rui — julgam, e as próximas gerações, com a luneta do Direito Comparado, os
julgarão se, no firmamento jurídico do planeta, nossa decadente estrela judicial apagar-se ainda mais no
fundo de singular buraco escuro.
 
Renato Guimarães Jr. Dever do MP – Investigar é função pétrea universal do promotor
público. In: Revista Consultor Jurídico, 3/8/2004, Internet: <wwwconjur.estadao.com.br>.
 
Julgue o próximo item, referente às idéias e estruturas do texto acima.
 
No texto, muitas iniciais maiúsculas foram empregadas como recurso estilístico, ou seja, não há norma
que proíba tal emprego.
Certo
Errado
www.tecconcursos.com.br/questoes/1568623
CEBRASPE (CESPE) - ACE (TCE AC)/TCE AC/Administração Pública e ou de Empresas/2006
Língua Portuguesa (Português) - Inicial Maiúscula
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/544160
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/1568623
48) Os revolucionários acreanos escolheram o 14 de julho para proclamar o Estado Independente do
Acre por causa da Queda da Bastilha, que ocorreu durante a Revolução Francesa. A França, nesse
mesmo dia, só que no ano de 1789, retirava, pela primeira vez na história da humanidade, o poder dos
reis e o entregava ao povo. Entre a Revolução Francesa e a Revolução Acreana, além dos 110 anos de
distância, evidentemente existiam grandes diferenças. O que haveria motivado, então, os brasileiros do
Acre a estabelecer uma relação tão objetiva com o movimento revolucionário francês? Ao contrário do
que foi popularizado pelo romance de Márcio Souza, os revolucionários acreanos não pretenderam
restaurar uma monarquia já morta e, muito menos, tornar Galvez um imperador com poderes especiais.
Ao se inspirarem no movimento jacobino francês, os brasileiros do Acre deixavam claro que queriam ir
muito mais longe do que a própria república oligárquica brasileira já havia conseguido ir. A intenção dos
fundadores do Estado Independente do Acre era estabelecer um governo republicano, democrático e
libertário. Esse governo tinha como base os ideais populares de Liberdade, Igualdade e Fraternidade que
haviam guiado o importante movimento revolucionário francês. Galvez foi aclamado como presidente do
novo país amazônico que se criou por sobre os barrancos do rio Acre. Logo se elaborou uma Constituição
que garantia eleições livres e diretas, para que o povo do Acre pudesse escolher seus governantes com
plena consciência e responsabilidade. Foi dado, enfim, a todo o Brasil um grito de alerta de que ali, no
Acre, naquela região tão rica dos confins da Amazônia, existia um povo clamante por seu direito à
nacionalidade, ao exercício da cidadania e à escolha de seu próprio caminho. Durante todo o tempo de
existência da primeira República do Acre, os revolucionários sempre fizeram questão de deixar claro que
almejavam, sobretudo, o direito de ser brasileiros. Mas o Acre era o Brasil que o Brasil não queria. E essa
é a história de lutas pelo direito à cidadania, que se faz necessário conhecer e da qual se deve ter
orgulho.
 
Internet: <www.ac.gov.br> (com adaptações).
 
Com base nas estruturas do texto, julgue o item subseqüente.
 
49) 
As palavras “Liberdade”, “Igualdade” e “Fraternidade” estão grafadas com inicial maiúscula por serem
substantivos próprios abstratos e locativos referentes à França.
Certo
Errado
www.tecconcursos.com.br/questoes/33675
CEBRASPE (CESPE) - Tec Ass Cult (PF)/PF/2004
Língua Portuguesa (Português) - Inicial Maiúscula
O prédio do Departamento de Ordem Pública e Social, o DOPS, foi tombado em 1999. Construído
em 1914, com arquitetura de Ramos de Azevedo, pertence à Secretaria de Cultura do Estado de São
Paulo. Projetado para abrigar a estação da Estrada de Ferro Sorocabana, acabou usado como órgão
repressor. Durante 60 anos, entre 1924 e 1983, o DOPS vigiava e mantinha presos suspeitos de ação
contra o governo.
Há três anos, o prédio começou a ser restaurado. Reinaugurado em 2002, o espaço Memorial da
Liberdade foi instalado nos porões. Os arquivos voltaram para o lugar de origem, para a preservação da
história do país. Uma nova fase da memória nacional é apresentada em três exposições, inauguradas em
4 de julho de 2002. Com o patrimônio resguardado, tornou-se local de exposições com os temas:
democracia, cidadania e direitos humanos.
 
Almanaque Brasil, ago./2002 (com adaptações).
De acordo com o texto acima, julgue o item a seguir.
Excluindo-se o emprego das letras maiúsculas na composição da sigla DOPS e no início dos períodos, as
demais letras maiúsculas usadas no texto atendem à regra de emprego de maiúsculas para designar
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/33675
50) 
substantivos próprios de qualquer espécie que nomeiem entes indivíduos, como regiões, estados,
repartições, edifícios e logradouros públicos.
Certo
Errado
www.tecconcursos.com.br/questoes/51592
CEBRASPE (CESPE) - APF/PF/2004
Língua Portuguesa (Português) - Inicial Maiúscula
O Presidente da República, no uso da atribuição que lhe confere o artigo 55, item I, da Constituição
Federal,
DECRETA:
Art. 1.° A Carreira Policial Federal far-se-á nas categorias funcionais de Delegado de Polícia Federal,
Perito Criminal Federal, Censor Federal, Escrivão de Polícia Federal, Agente de Polícia Federal e
Papiloscopista Policial Federal, mediante progressão funcional, de conformidade com as normas
estabelecidas pelo Poder Executivo.
Art. 2.° A hierarquia na Carreira Policial Federal se estabelece primordialmente das classes mais elevadas
para as menores e, na mesma classe, pelo padrão superior.
Art. 3.° O ingresso nas categorias funcionais da Carreira Policial Federal ocorrerá sempre no padrão I das
classes iniciais, mediante nomeação ou progressão funcional.
 
Internet: <http://www.apcf.org.br>. Acesso em ago./2004 (com adaptações).
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/51592
51) 
Quanto ao texto acima, julgue o item a seguir.
 
No texto, as expressões grafadas com inicial maiúscula constituem unidades de sentido, classificadas
como substantivos compostos, em que o recorrente adjetivo "Federal" faz parte do nome próprio.
Certo
Errado
www.tecconcursos.com.br/questoes/2534158
CEBRASPE (CESPE) - Prof II(Pref Recife)/Pref Recife/Língua Portuguesa/2023
Língua Portuguesa (Português) - Acentuação
Texto 8A1-I
O Brasil é um dos países com maior proporção de alunos matriculados em cursos de formação de
professores, mas com um dos mais baixos índices de interesse na profissão. Para especialistas, isso
mostra que a docência se torna opção pela facilidade em ingressar no ensino superior, pelas baixas
mensalidades e pela alternativa de cursos a distância — não pela vocação.
Estudos internacionais mostram que um bom professor é um dos fatores que mais influenciam na
aprendizagem. Os dados sãode pesquisa feita pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID),
que traçou o perfil de quem estuda para ser professor na América Latina e no Caribe. Enquanto, no
Brasil, 20% dos universitários estão em cursos como licenciatura e pedagogia, na América Latina são
10% e, em países desenvolvidos, 8%.
Em compensação, só 5% dos jovens brasileiros dizem querer ser professores quando estão no ensino
médio. E, apesar da grande quantidade de alunos matriculada em cursos de licenciatura e pedagogia no
Brasil, faltam docentes para lecionar disciplinas específicas em áreas de ciências exatas e da natureza.
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2534158
Na Coreia do Sul, por exemplo, 21% se interessam pela profissão e só 7% ingressam, de fato, na
universidade, porque há muita concorrência e maior seleção. No Chile e no México, os dois índices são
mais próximos: cerca de 7% se interessam pelo magistério e menos de 15% cursam pedagogia ou
licenciatura.
“Muitos alunos concluintes do ensino médio entram em programas de formação de professores para
conseguir um título”, diz o economista chefe da divisão de educação no BID, Gregory Elacqua. Ele afirma
que isso não é bom para a educação.
“A gente atrai as pessoas mais vulneráveis e que lá na frente vão enfrentar o desafio de educar crianças
vulneráveis também”, diz a diretora de políticas públicas do Instituto Península, que atua na área de
formação de professores, Mariana Breim. “Se é este público que está procurando a docência, temos de
abraçá-lo e fazê-lo se apaixonar por ela”, completa. Os dados mostram que 71% dos estudantes de
pedagogia e licenciatura no Brasil são mulheres, índice semelhante ao verificado em outros países
latinos.
Internet: <noticias.uol.com.br> (com adaptações).
 
Em relação a aspectos fonológicos e gráficos de vocábulos empregados no texto 8A1-I, julgue o
próximo item.
As palavras ‘lá’ e ‘também’, empregadas no último parágrafo, são acentuadas graficamente em razão de
regras de acentuação distintas.
Certo
Errado
52) 
www.tecconcursos.com.br/questoes/2534438
CEBRASPE (CESPE) - Prof II(Pref Recife)/Pref Recife/Língua Portuguesa/2023
Língua Portuguesa (Português) - Acentuação
Texto 8A2-I
Os mediadores de leitura são aquelas pessoas que estendem pontes entre os livros e os leitores, ou seja,
que criam as condições para fazer com que seja possível que um livro e um leitor se encontrem. A
experiência de encontrar os livros certos nos momentos certos da vida, esses livros que nos fascinam e
que nos vão transformando em leitores paulatinamente, não tem uma rota única nem uma metodologia
específica; por isso, os mediadores de leitura não são fáceis de definir. No entanto, basta lembrar como
descobrimos, nos primeiros anos da vida, esses livros que deixaram rastros em nossa infância e, talvez,
aparecerão nítidas algumas figuras que foram nossos mediadores de leitura: esses adultos íntimos que
deram vida às páginas de um livro, essas vozes que liam para nós, essas mãos e esses rostos que nos
apresentavam os mundos possíveis e as emoções dos livros.
Os mediadores de leitura, consequentemente, não estão somente na escola, mas no lar, nas bibliotecas e
nos espaços não convencionais, como os parques, os hospitais e as ludotecas, entre outros lugares.
Durante a primeira infância, quando a criança não lê sozinha, a leitura é um trabalho em parceria e o
adulto é quem vai dando sentido a essas páginas que, para o bebê, não seriam nada, sem sua presença
e sua voz. Então, os primeiros mediadores de leitura são os pais, as mães, os avós e os educadores da
primeira infância e, aos poucos, à medida que as crianças se aproximam da língua escrita, vão se
somando outros professores, a exemplo dos bibliotecários, dos livreiros e dos diversos adultos que
acompanham a leitura das crianças.
Não é fácil reduzir o trabalho do mediador de leitura a um manual de funções. Seu ofício essencial é ler
de muitas formas possíveis: em primeiro lugar, para si mesmo, porque um mediador de leitura é um
leitor sensível e perspicaz, que se deixa tocar pelos livros, que desfruta e que sonha em compartilhá-los
com outras pessoas. Em segundo lugar, um mediador cria rituais, momentos e atmosferas propícias para
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2534438
53) 
facilitar os encontros entre livros e leitores. Às vezes, pode fazer a hora do conto e ler em voz alta uma
ou várias histórias a um grupo, mas, outras vezes, propicia leituras íntimas e solitárias ou encontros em
pequenos grupos. Assim, em certas ocasiões, conversa ou recomenda algum livro; em outras, permanece
em silêncio ou se oculta para deixar que livro e leitor conversem.
Por isso, além de livros, um mediador de leitura lê seus leitores: quem são, o que sonham e o que
temem, e quais são esses livros que podem criar pontes com suas perguntas, com seus momentos vitais
e com essa necessidade de construir sentido que nos impulsiona a ler, desde o começo e ao longo da
vida.
Internet:<https://www.ceale.fae.ufmg.br/> (com adaptações).
 
Julgue o item a seguir, referente às estruturas linguísticas do texto 8A2-I.
 
Os vocábulos “fáceis” e “possíveis” recebem acento por serem paroxítonas terminadas em ditongo oral.
Certo
Errado
www.tecconcursos.com.br/questoes/2600960
CEBRASPE (CESPE) - Ana TI (FUB)/FUB/2023
Língua Portuguesa (Português) - Acentuação
Em 1978, recebi o título de doutor honoris causa da Sorbonne. Dei, então, um testemunho pessoal,
aproveitando a oportunidade única de autoapreciação que a velha Universidade me abria. Sendo quem
sou, jamais a perderia.
“Senhoras e senhores:
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2600960
Obrigado. Muito obrigado pelo honroso título que me conferem. Eu me pergunto se o mereci. Talvez sim,
não, certamente, por qualquer feito, ou qualidade minha. Sim, como consolidação de meus muitos
fracassos.
Fracassei como antropólogo no propósito mais generoso que me propus: salvar os índios do Brasil. Sim,
simplesmente salvá-los. Isto foi o que quis. Isto é o que tento há trinta anos. Sem êxito.
Fracassei também na minha principal meta como Ministro da Educação: a de pôr em marcha um
programa educacional que permitisse escolarizar todas as crianças brasileiras. Elas não foram
escolarizadas. Menos da metade das nossas crianças completam quatro séries de estudos primários.
Fracassei, por igual, nos dois objetivos maiores que me propus como político e como homem do governo:
o de realizar a reforma agrária e de pôr sob o controle do Estado o capital estrangeiro de caráter mais
aventureiro e voraz.
Outro fracasso meu, nosso, que me dói especialmente rememorar neste augusto recinto da Sorbonne foi
o de reitor da Universidade de Brasília. Tentamos lá, com o melhor da intelectualidade brasileira, e
tentamos em vão, dar à nova capital do Brasil a universidade necessária ao desenvolvimento nacional
autônomo. Ousamos ali — e esta foi a maior façanha da minha geração — repensar radicalmente a
universidade, como instituição central da civilização, com o objetivo de refazê-la desde as bases. Refazê-
la para que, em vez de ser universidade-fruto, reflexo do desenvolvimento social e cultural prévio da
sociedade que mantém, fosse uma universidade-semente, destinada a cumprir a função inversa, de
promover o desenvolvimento.
Nosso propósito era plantar na cidade-capital a sede da consciência crítica brasileira que para lá
convocasse todo o saber humano e todo élan revolucionário, para a única missão que realmente importa
ao intelectual dos povos que fracassaram na história: a de expressar suas potencialidades por uma
civilização própria.
O que pedíamos à Universidade de Brasília é que se organizasse para atuar como um acelerador da
história, que nos ajudasse a superar o círculo vicioso do subdesenvolvimento, o qual, quanto mais
progride, mais gera dependência e subdesenvolvimento.
Desses fracassos da minha vida inteira, que são os únicos orgulhos que eu tenho dela, eu me sinto
compensado pelo título que a Universidade de Paris VII me confere aqui, agora. Compensado e
estimuladoa retomar minha luta contra o genocídio e o etnocídio das populações indígenas; e contra
todos que querem manter o povo brasileiro atado ao atraso e à dependência.
Obrigado. Muito obrigado.”
Darcy Ribeiro. Testemunho. São Paulo: Editora Siciliano, 1990 (com adaptações).
 
A respeito das ideias, dos aspectos linguísticos e da classificação tipológica do texto anterior, julgue o
item seguinte.
 
O emprego do acento diferencial no vocábulo ‘pôr’, no quinto e no sexto parágrafos, é obrigatório.
Certo
Errado
www.tecconcursos.com.br/questoes/2067930
CEBRASPE (CESPE) - ASG (Pires do Rio)/Pref Pires do Rio/Assistência Social/2022
Língua Portuguesa (Português) - Acentuação
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2067930
54) 
55) 
O trabalho diário exige uma boa saúde emocional. O equilíbrio das emoções é necessário para que a
pessoa possa garantir bons resultados no desenvolvimento de qualquer atividade. A autoestima é tão
importante quanto o currículo. Ela influencia o bom desempenho e pode comprometer ou alavancar a
produtividade, por isso deve ser incentivada dentro e fora da empresa por meio de práticas que
promovam a saúde, a motivação e a satisfação pessoal. Os sinais mais comuns da falta de autoestima no
ambiente profissional são o pessimismo, a incapacidade de emitir opiniões, o isolamento social, a falta de
fé em si mesmo, o medo de desafios, a sensação de fracasso, a tendência à procrastinação e a
dificuldade de reconhecer os próprios erros.
Internet: <www.servimet.com.br> (com adaptações).
 
Em relação às ideias e a aspectos linguísticos desse texto, julgue o seguinte item.
 
As palavras “diário” e “saúde” são acentuadas graficamente de acordo com a mesma regra de
acentuação gráfica.
Certo
Errado
www.tecconcursos.com.br/questoes/2156009
CEBRASPE (CESPE) - Prof (SEE PE)/SEE PE/Língua Portuguesa/2022
Língua Portuguesa (Português) - Acentuação
Texto 10A1-I
A discussão sobre um gênero neutro na linguagem deriva do uso do gênero gramatical masculino para
denotar homens e mulheres (Todos nessa sala de aula devem entregar o trabalho.) e do feminino
específico (Clarice Lispector é incluída pela crítica especializada entre os principais autores
brasileiros do século 20.).
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2156009
Na gramática, o uso do masculino genérico é visto como gênero não marcado, ou seja, usá-lo não dá a
entender que todos os sujeitos sejam homens ou mulheres — ele é inespecífico. Por ser algo cotidiano, é
difícil pensar nas implicações políticas de empregar o masculino genérico, mas o tema foi amplamente
discutido por especialistas como uma forma de marcar a hierarquização de gêneros na sociedade,
priorizando o homem e invisibilizando a mulher. O masculino genérico é chamado, inclusive, de falso
neutro.
Entretanto, essa abordagem não é unânime no campo da linguística. Para muitos estudiosos, a
interpretação sexista do masculino genérico ignora as origens latinas da língua portuguesa.
No latim havia três designações: feminina, masculina e neutra. As formas neutras de adjetivos e
substantivos no latim acabaram absorvidas por palavras de gênero masculino. A única marcação de
gênero no português é o feminino. O neutro estaria, portanto, junto ao masculino.
O Brasil não é o único país onde a linguagem neutra é discutida. Alguns setores acadêmicos, instituições
de ensino e ativistas estadunidenses já consideram usar pronome neutro para se referir a todos, em vez
de recorrer à demarcação de gênero binário.
Especialistas avaliam que a modificação gramatical em línguas latinas pode ser muito mais complexa e
custosa do que no inglês ou no alemão, em que já está em uso o gênero neutro, porque as línguas
anglo-saxônicas em si já oferecem essa opção.
Segundo especialistas, esse tipo de inovação é mais fácil de ocorrer no inglês, em que, com exceção
daquelas palavras herdadas do latim, como actor (ator) e actress (atriz), a flexão de gênero não altera os
substantivos e adjetivos. No caso do português, essa transformação não depende apenas da alteração de
um pronome, porque a flexão de gênero afeta todo o sintagma nominal. Assim, a flexão de gênero é
56) 
demarcada pela vogal temática a ou o (como em pesquisadoras brasileiras) e(ou) por meio do artigo
a ou o (como em a intérprete).
Mesmo com os desafios morfológicos, linguistas afirmam que não é impossível pensar em proposições
mais inclusivas, e que isso não necessariamente significa que haja uma tentativa de destruição do
português. Segundo explicam esses especialistas, a história de uma língua sempre conta muito sobre a
história de seus falantes, de modo que as coisas que falamos hoje em dia não brotaram da terra nem
vieram prontas, mas dependem da nossa história como humanidade. Nesse sentido, as propostas já
existentes seriam os primeiros passos nesse movimento, e não uma forma final a ser imposta a todos os
falantes.
Internet: <https://tab.uol.com.br> (com adaptações).
 
Acerca de aspectos linguísticos do texto 10A1-I, julgue o item que se segue.
 
As palavras “já” e “está” (sexto parágrafo) são acentuadas graficamente de acordo com a mesma regra
de acentuação gráfica.
Certo
Errado
www.tecconcursos.com.br/questoes/2157149
CEBRASPE (CESPE) - Proc (MP TCE-SC)/TCE SC/2022
Língua Portuguesa (Português) - Acentuação
Há muitas línguas na língua portuguesa. Para dar voz e rosto a culturas e religiosidades tão díspares
e distantes, esse idioma passou a existir dentro e fora do seu próprio corpo. Nós, brasileiros,
portugueses, angolanos, moçambicanos, caboverdianos, guineenses, santomenses, falamos e somos
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2157149
falados por uma língua que foi moldada para traduzir identidades que são profundamente diversas e
plurais.
Vivemos na mesma casa linguística, mas fazemos dela uma habitação cujas paredes são como as
margens dos oceanos. São linhas de costa, fluidas, porosas, feitas de areia em vez de cimento. Em cada
uma das divisórias dessa comum residência, mora um mesmo modo de habitar o tempo, um mesmo
sentimento do mundo (nas palavras do poeta Drummond). Essa língua é feita mais de alma do que de
gramática. A língua não é uma ferramenta. É uma entidade viva. Com esse idioma, construímos e
trocamos diversas noções do tempo e diferentes relações entre o profano e o sagrado.
Jorge Amado atravessou o oceano num momento em que as colônias portuguesas na África se
preparavam para a luta pela independência. Na década de cinquenta do século passado, intelectuais e
artistas africanos estavam ocupados em procurar a sua própria identidade individual e coletiva. Nessa
altura, era clara a necessidade de rupturas com os modelos europeus. Escritores de Angola,
Moçambique, Cabo Verde, Guiné-Bissau e São Tomé e Príncipe procuravam caminhos para uma escrita
mais ligada à sua terra e à sua gente. Carecíamos de uma escrita que nos tomasse como não apenas
autores de estórias, mas também sujeitos da sua própria história. Precisávamos de uma narrativa que
nos escrevesse a nós mesmos.
Muito se especula sobre as semelhanças entre as nações africanas e o Brasil. Essas comparações
resultam muitas vezes de simplificações, mistificações e romantizações. Na maior parte das vezes, essas
analogias são fundadas em estereótipos que pouco têm a ver com uma realidade que é composta por
dinâmicas e complexidades que desconhecemos.
O que é mais africano no Brasil e mais brasileiro na África não é o candomblé, não são as danças nem os
tipos físicos das pessoas. O que nos torna tão próximos é o modo como, de um e de outro lado do
Atlântico, aprendemos a costurar culturas e criar hibridizações. A presença africana não mora hoje
apenas nos descendentes dos escravizados. Essa presença permeia todo o Brasil. Dito de outra maneira:
57) 
a semelhança não está no pano. Está na costura. Está no costureiro. E esse costureiro é a história. E é a
língua que partilhamos. Essa língua é, ao mesmo tempo, linha, pano e mãos tecedeiras.
Mia Couto. As infinitas margens do oceano.
In: Panorama da Contribuição do Brasil para a Difusãodo Português.
Brasília: FUNAG, 2021, p. 421-424 (com adaptações).
 
Acerca de propriedades gramaticais e semânticas do texto 1A16- I, julgue o item que se segue.
 
Os vocábulos “África” e “Atlântico” são acentuados graficamente pelo mesmo motivo.
Certo
Errado
www.tecconcursos.com.br/questoes/1509177
CEBRASPE (CESPE) - ACE (TCE RJ)/TCE RJ/Controle Externo/Ciências Contábeis/2021
Língua Portuguesa (Português) - Acentuação
Só ao anoitecer Gregor acordou de um sono pesado, parecido com um desmaio. Por certo, não teria
acordado muito mais tarde, mesmo que ninguém o perturbasse, pois se sentia suficientemente
descansado e refeito; no entanto, tinha a impressão de que um passo furtivo e o ruído da porta do
corredor sendo fechada com cuidado o haviam despertado. Aqui e ali, a luz dos postes elétricos da rua
projetava pálidas manchas no teto e no alto dos móveis, mas embaixo, onde ele se achava, reinava a
escuridão. Tateando desajeitadamente com as antenas que só agora ia aprendendo a valorizar, arrastou-
se até a porta para ver o que havia acontecido por ali. Seu lado esquerdo parecia uma única longa
cicatriz que lhe dava desagradáveis repuxões e o fazia coxear com suas duas fileiras de patas. De resto,
uma patinha ficou gravemente ferida durante os incidentes da manhã — era quase um milagre que só
uma tivesse se machucado — e se deixava arrastar sem vida. Só ao se aproximar da porta foi que Gregor
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/1509177
58) 
percebeu o que o atraíra afinal: o cheiro da comida. É que lá havia uma tigela cheia de leite açucarado
em que nadavam pedacinhos de pão. Ele quase chorou de alegria, pois estava muito mais faminto do
que de manhã, e se apressou a mergulhar a cabeça quase até os olhos. Mas logo a retirou, desiludido;
não só porque comer lhe era difícil por causa do flanco esquerdo — não conseguia fazê-lo sem a
cooperação do corpo ofegante — como porque, ainda por cima, já não gostava de leite, até então sua
bebida preferida, com certeza o motivo pelo qual a irmã o havia deixado ali para ele, e foi quase com
repugnância que se afastou da tigela e voltou capengando para o centro do quarto.
Franz Kafka. A metamorfose. Luiz A. de Araújo (Trad.). Barueri: Princípios, 2018.
A respeito dos aspectos linguísticos do texto precedente, julgue o item que se segue.
 
O emprego de acento agudo nas palavras “elétricos”, “pálidas” e “móveis” justifica-se pela mesma regra
de acentuação gráfica.
Certo
Errado
www.tecconcursos.com.br/questoes/1730655
CEBRASPE (CESPE) - Sold (PM AL)/PM AL/2021
Língua Portuguesa (Português) - Acentuação
Texto CB2A1-I
As mãos que criam, criam o quê?
A ancestralidade de dona Irinéia mostra-se presente em suas peças feitas com o barro vermelho da sua
região. São cabeças, figuras humanas, entre outras esculturas que narram, por meio da forma moldada
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/1730655
no barro, episódios históricos, lutas e conquistas vividos pelos moradores de sua comunidade e do
Quilombo de Palmares.
Um exemplo é a escultura que representa pessoas em cima de uma jaqueira e que se tornou uma peça
muito conhecida de dona Irinéia. A jaqueira se tornou objeto de memória, pois remonta a uma enchente,
durante a qual ela e suas três irmãs ficaram toda a noite em cima da árvore, esperando a água baixar.
O manejo da matéria-prima é feito com a retirada do barro que depois é pisoteado, amassado e
moldado. As peças são então queimadas, e ganham uma coloração naturalmente avermelhada.
Irinéia Rosa Nunes da Silva é uma das mais reconhecidas artistas da cerâmica popular brasileira. A
história de dona Irinéia, mestra artesã do Patrimônio Vivo de Alagoas desde 2005, está entrelaçada com
a história do povoado quilombola Muquém, onde nasceu em 1949. O povoado pertence ao município de
União dos Palmares, na zona da mata alagoana, e se encontra próximo à serra da Barriga que carrega
forte simbolismo, pois é a terra do Quilombo dos Palmares.
Por volta dos vinte anos, dona Irinéia começou a ajudar sua mãe no sustento da família, fazendo panelas
de barro. Entretanto, o costume de fazer promessas aos santos de quem se é devoto, quando se está
passando por alguma provação ou doença, fez surgir para a artesã outras encomendas. Quando a graça
é alcançada, costuma-se levar a parte do corpo curado representado em uma peça de cerâmica, como
agradecimento para o santo. Foi assim que dona Irinéia começou a fazer cabeças, pés e assim por
diante.
Até que um dia, uma senhora que sofria com uma forte dor de cabeça encomendou da ceramista uma
cabeça, pois ia fazer uma promessa ao seu santo devoto. A senhora alcançou sua graça, o que fez com
que dona Irinéia ficasse ainda mais conhecida na região. Chegou, inclusive, ao conhecimento do SEBRAE
de Alagoas, que foi até dona Irinéia e ofereceu algumas capacitações que abriram mais possibilidades de
59) 
produção para a ceramista. O número de encomendas foi aumentando e, com ele, sua imaginação e
criatividade que fizeram nascer objetos singulares.
Em Muquém, vivem cerca de quinhentas pessoas que contam com um posto de saúde, uma escola e a
casa de farinha, onde as mulheres se reúnem para moer a mandioca, alimento central na comunidade,
assim como de tantos outros quilombos no Nordeste. No dia a dia do povoado, o trabalho com o barro
também preenche o tempo de muitas mulheres e alguns homens que se dedicam à produção de
cerâmica, enquanto ensinam as crianças a mexer com a terra, produzindo pequenos bonecos.
Internet: <www.artesol.org.br> (com adaptações).
 
Com relação aos sentidos e aos aspectos linguísticos do texto CB2A1-I, julgue o item seguinte.
O emprego do acento nas palavras “número” e “cerâmica” justifica-se com base na mesma regra de
acentuação.
Certo
Errado
www.tecconcursos.com.br/questoes/1752428
CEBRASPE (CESPE) - PJ (MPE SC)/MPE SC/2021
Língua Portuguesa (Português) - Acentuação
Estabelecer fronteiras é o fenômeno originário da violência instauradora do direito em geral,
segundo Walter Benjamin, autor do ensaio Para uma crítica da violência, de 1921. O ato jurídico-
político originário é o estabelecimento de fronteiras que delimitam dentro e fora, incluídos e excluídos,
amigos e inimigos da pátria. Em seus primórdios, “todo direito foi um direito de prerrogativa (ou
privilégio) dos reis ou dos grandes; em suma: dos poderosos”. O privilégio primordial de apropriar a
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/1752428
terra, nomeá-la e ordená-la indica o nexo território-Estado-nascimento que caracteriza o antigo e ainda
atual nómos da terra, do qual o fechamento de fronteiras em tempos de pandemia é mero sintoma. Se a
figura do refugiado nos é tão inquietante, é porque coloca em questão uma vida humana em terra de
ninguém.
 
Em O nómos da terra, o controverso jurista alemão Carl Schmitt, com quem Benjamin trocou
correspondências, descreve a origem do termo nómos, palavra grega para “lei”. Nómos indica a
ordenação espacial original necessária para o estabelecimento de toda e qualquer ordem jurídica. Nómos
indica que o direito está objetivamente enraizado na apropriação da terra. A constituição jurídica de um
nómos, ou seja, a apropriação jurídica do espaço, tem por pressuposto a capacidade de nomear. No
termo alemão landnahme, apropriação ou tomada da terra, encontramos o termo nahme, antiga grafia
de name, que significa “nome”. Nomear e constituir uma ordem jurídica são atos similares, na medida em
que implicam apropriação. Exemplos históricos — incrivelmente ainda frequentes — são a imposição
do nome do marido à mulher, que é “tomada em casamento”, ou o patronímico imposto à criança no
momento do nascimento.
 
Internet: <https://revistacultc.omu oblr.> (com adaptações).
 
Julgue o item que se segue, relativos aos aspectos linguísticos do texto anterior.
 
O emprego do acento agudo em “nomeá-la” e “ordená-la”, no primeiro parágrafo, justifica-se pela
mesma regra de acentuação gráfica.
Certo
Errado
www.tecconcursos.com.br/questoes/1826437
CEBRASPE (CESPE) - Prof (SEDUC AL)/SEDUC AL/Português/2021https://www.tecconcursos.com.br/questoes/1826437
60) 
Língua Portuguesa (Português) - Acentuação
Teoria do medalhão
(diálogo)
— Saiu o último conviva do nosso modesto jantar. Com que, meu peralta, chegaste aos teus vinte e um
anos. Há vinte e um anos, no dia 5 de agosto de 1854, vinhas tu à luz, um pirralho de nada, e estás
homem, longos bigodes, alguns namoros...
— Papai...
— Não te ponhas com denguices, e falemos como dois amigos sérios. Fecha aquela porta; vou dizer-te
coisas importantes. Senta-te e conversemos. Vinte e um anos, algumas apólices, um diploma, podes
entrar no parlamento, na magistratura, na imprensa, na lavoura, na indústria, no comércio, nas letras ou
nas artes. Há infinitas carreiras diante de ti. Vinte e um anos, meu rapaz, formam apenas a primeira
sílaba do nosso destino. (...) Mas qualquer que seja a profissão da tua escolha, o meu desejo é que te
faças grande e ilustre, ou pelo menos notável, que te levantes acima da obscuridade comum. (...)
— Sim, senhor.
— Entretanto, assim como é de boa economia guardar um pão para a velhice, assim também é de boa
prática social acautelar um ofício para a hipótese de que os outros falhem, ou não indenizem
suficientemente o esforço da nossa ambição. É isto o que te aconselho hoje, dia da tua maioridade.
— Creia que lhe agradeço; mas que ofício, não me dirá?
— Nenhum me parece mais útil e cabido que o de medalhão. Ser medalhão foi o sonho da minha
mocidade; faltaram-me, porém, as instruções de um pai, e acabo como vês, sem outra consolação e
relevo moral, além das esperanças que deposito em ti. Ouve-me bem, meu querido filho, ouve-me e
entende. (...)
— Entendo.
— Venhamos ao principal. Uma vez entrado na carreira, deves pôr todo o cuidado nas ideias que
houveres de nutrir para uso alheio e próprio. O melhor será não as ter absolutamente (...).
— Mas quem lhe diz que eu...
— Tu, meu filho, se me não engano, pareces dotado da perfeita inópia mental, conveniente ao uso deste
nobre ofício.
Não me refiro tanto à fidelidade com que repetes numa sala as opiniões ouvidas numa esquina, e vice-
versa, porque esse fato, posto indique certa carência de ideias, ainda assim pode não passar de uma
traição da memória. Não; refiro-me ao gesto correto e perfilado com que usas expender francamente as
tuas simpatias ou antipatias acerca do corte de um colete, das dimensões de um chapéu, do ranger ou
calar das botas novas. Eis aí um sintoma eloquente, eis aí uma esperança. No entanto, podendo
acontecer que, com a idade, venhas a ser afligido de algumas ideias próprias, urge aparelhar fortemente
o espírito. As ideias são de sua natureza espontâneas e súbitas; por mais que as soframos, elas
irrompem e precipitam-se. Daí a certeza com que o vulgo, cujo faro é extremamente delicado, distingue
o medalhão completo do medalhão incompleto.
Machado de Assis. Teoria do medalhão. In: 50 contos escolhidos
de Machado de Assis. Seleção, introdução e notas de John Gledson.
São Paulo: Companhia das Letras, 2007, p. 82-83 (com adaptações).
 
61) 
Considerando os aspectos linguísticos do texto Teoria do medalhão, apresentado anteriormente, julgue
o item a seguir.
 
O sinal de acentuação no verbo “pôr” caracteriza o chamado acento diferencial.
Certo
Errado
www.tecconcursos.com.br/questoes/844544
CEBRASPE (CESPE) - AJP (PGE PE)/PGE PE/2019
Língua Portuguesa (Português) - Acentuação
A própria palavra “crise” é bem mais a expressão de um movimento do espírito que de um juízo
fundado em argumentos extraídos da razão ou da experiência. Não há período histórico que não tenha
sido julgado, de uma parte ou de outra, como um período em crise. Ouvi falar de crise em todas as fases
da minha vida: depois da Primeira Guerra Mundial, durante o fascismo e o nazismo, durante a Segunda
Guerra Mundial, no pós-guerra, bem como naqueles que foram chamados de anos de chumbo. Sempre
duvidei que o conceito de crise tivesse qualquer utilidade para definir uma sociedade ou uma época.
Que fique claro: não tenho nenhuma intenção de difamar ou condenar o passado para absolver o
presente, nem de deplorar o presente para louvar os bons tempos antigos. Desejo apenas ajudar a que
se compreenda que todo juízo excessivamente resoluto nesse campo corre o risco de parecer leviano.
Certamente, existem épocas mais turbulentas e outras menos. Mas é difícil dizer se a maior turbulência
depende de uma crise moral (de uma diminuição da crença em princípios fundamentais) ou de outras
causas, econômicas, sociais, políticas, culturais ou até mesmo biológicas.
Norberto Bobbio. Elogio da serenidade e outros escritos morais.
Trad. Marco Aurélio Nogueira. São Paulo: Editora UNESP, 2002, p. 160-1 (com adaptações).
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62) 
Com relação às ideias e aos aspectos linguísticos do texto precedente, julgue o item que se segue.
 
O emprego de acento agudo nas palavras “juízo”, “extraídos” e “período” justifica-se pela mesma regra
de acentuação gráfica.
Certo
Errado
www.tecconcursos.com.br/questoes/1103258
CEBRASPE (CESPE) - Prof (São Cristóvão)/Pref São Cristóvão/Português/Educação
Básica/2019
Língua Portuguesa (Português) - Acentuação
A leitura feita pelo aluno talvez seja a modalidade que atualmente mais precise de investimento na
escola. É comum ouvirmos dizer que o computador, a televisão e o video game são os maiores
concorrentes da leitura, e que estão ganhando a disputa. Há uma queixa recorrente dos professores de
que os alunos leem pouco, não leem bem, não entendem o que leem, ou seja, não são leitores fluentes.
Mas o que é ler bem? O que significa fluência leitora?
Ler fluentemente não significa compreender o que se lê, pois é possível ler rapidamente sem entender o
assunto de que trata o texto. A leitura de um texto requer conhecimento de seu propósito pelos alunos,
já que fluência também tem a ver com a intenção da leitura: para que ler, quais estratégias poderão ser
utilizadas e o que se espera ao final. E é importante expor aos alunos esses propósitos em cada
atividade. Costumamos “tomar” um texto sempre com uma intenção, e esta não necessariamente está
vinculada ao gênero. Dessa forma, nem sempre vou ler obras literárias apenas para apreciá-las. Também
posso ler para fazer um estudo sobre a época em que se passa um romance, ou para analisar o estilo
empregado pelo autor, ou ainda para traçar um perfil das personagens. Lemos notícias com intuitos
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/1103258
variados, além de nos informarmos. Podemos ler para conhecer mais sobre outro país, para ampliar
nosso conhecimento sobre um assunto específico, para estudar para uma prova etc. Essa intenção irá
determinar minha leitura e a compreensão que tenho do assunto abordado por aquele texto.
Falamos, portanto, da fluência leitora para alunos que já conquistaram a base alfabética do sistema de
escrita, aqueles que já dominam a escrita e estabelecem relações entre grafemas e fonemas.
O leitor que ainda está preso à decifração dificilmente consegue entender o que aborda o texto lido, pois
não utiliza as estratégias mais adequadas para a compreensão. É necessário um trabalho que o ajude a ir
além da leitura palavra a palavra ou sílaba a sílaba, para buscar outros meios de identificação que
permitam tornar a leitura mais fluente, utilizando paralelamente os processos de decifração e
compreensão.
Valquiria Pereira. O que significa fluência leitora? In: Revista Nova Escola. jul./2013 (com adaptações).
Com relação às propriedades linguísticas do texto anterior, julgue o item a seguir.
 
Os termos “literárias” e “apreciá-las”, são acentuados por motivos distintos.
Certo
Errado
www.tecconcursos.com.br/questoes/1103285
CEBRASPE (CESPE) - Prof (São Cristóvão)/Pref São Cristóvão/Português/Educação
Básica/2019
Língua Portuguesa (Português) - Acentuação
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63) 
64) 
De tanto pegadio com o neto, até nos menores que fazeres fora de hora meu avô me queria com a
cara metida nas coisas que as suas mãos manejavam. Erao seu jeito mais congruente de me passar o
afeto calado de sua companhia, e ao mesmo tempo me adestrar na sabedoria que apanhara dos
antepassados rurais: pequenos conhecimentos cristalizados em hábitos recorrentes que eram exercidos
todos os dias no amanho da terra e no cultivo dos animais, com a entranhada naturalidade de quem já
nasceu posseiro de seus segredos e de sua magia. Além de lavrar no Engenho Murituba os bens de
consumo que abasteciam a sua gente, meu avô ainda tinha o domínio razoável de todos os pequenos
ofícios necessários ao bom andamento de sua produção.
Francisco J. C. Dantas. Coivara da memória. São Paulo: Estação Liberdade, 1991, p. 174.
Com relação às propriedades linguísticas do texto apresentado, julgue o item que se segue.
A palavra “domínio” recebe acento gráfico por ser paroxítona terminada em ditongo oral.
Certo
Errado
www.tecconcursos.com.br/questoes/698961
CEBRASPE (CESPE) - Sold (PM AL)/PM AL/Combatente/2018
Língua Portuguesa (Português) - Acentuação
Texto 1A1-I
Dói. Dói muito. Dói pelo corpo inteiro. Principia nas unhas, passa pelos cabelos, contagia os ossos,
penaliza a memória e se estende pela altura da pele. Nada fica sem dor. Também os olhos, que só
armazenam as imagens do que já fora, doem. A dor vem de afastadas distâncias, sepultados tempos,
inconvenientes lugares, inseguros futuros. Não se chora pelo amanhã. Só se salga a carne morta.
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/698961
No princípio, se um de nós caía, a dor doía ligeiro.Um beijo seu curava a cabeça batida na terra, o dedo
espremido na dobradiça da porta, o pé tropeçado no degrau da escada, o braço torcido no galho da
árvore. Seu beijo de mãe era um santo remédio. Ao machucar, pedia-se: mãe, beija aqui!
Há que experimentar o prazer para, só depois, bem suportar a dor. Vim ao mundo molhado pelo
desenlace. A dor do parto é também de quem nasce. Todo parto decreta um pesaroso abandono. Nascer
é afastar-se — em lágrimas — do paraíso, é condenar-se à liberdade. Houve, e só depois, o tempo da
alegria ao enxergar o mundo como o mais absoluto e sucessivo milagre: fogo, terra, água, ar e o
impiedoso tempo. Sem a mãe, a casa veio a ser um lugar provisório.
Uma estação com indecifrável plataforma, onde espreitávamos um cargueiro para ignorado destino. Não
se desata com delicadeza o nó que nos amarra à mãe. Impossível adivinhar, ao certo, a direção do nosso
bilhete de partida. Sem poder recuar, os trilhos corriam exatos diante de nossos corações imprecisos. Os
cômodos sombrios da casa — antes bem- aventurança primavera — abrigavam passageiros sem linha do
horizonte. Se fora o lugar da mãe, hoje ventilava obstinado exílio.
Bartolomeu Campos de Queirós. Vermelho amargo. São Paulo: Cosac Naify, 2013, p. 5 (com adaptações).
 
Ainda a respeito de aspectos linguísticos e dos sentidos do texto 1A1-I, julgue o item que se segue.
 
O emprego do acento gráfico nas palavras “Dói”, “só” e “nós” justifica-se pela mesma regra de
acentuação.
Certo
Errado
www.tecconcursos.com.br/questoes/738733
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/738733
65) 
66) 
CEBRASPE (CESPE) - AB (BNB)/BNB/2018
Língua Portuguesa (Português) - Acentuação
Não podemos descartar a operação humana por trás dos sistemas, muito menos a presença de
analistas reais. Vamos supor que um sistema de aprendizagem de máquina perceba que todas as
pessoas com índice de massa corporal regular tomam café com açúcar, enquanto todas as pessoas com
índice elevado tomam a bebida com adoçante. A inteligência artificial poderá inferir, assim, que o
adoçante é o responsável pela obesidade dos usuários, o que nós sabemos, pela nossa inteligência
humana, que não é bem assim.
 
O sistema de aprendizagem de máquina diminui a ocorrência de falsos positivos e deve contribuir para
cortes de gastos. Contudo, não podemos deixar de considerar uma pessoa que esteja por trás do
sistema, pronta para lidar com casos realmente duvidosos, que mereçam ser mais bem avaliados.
 
Correio Braziliense, 1.º/10/2018, p. 14 (com adaptações).
 
A respeito de aspectos linguísticos e dos sentidos do texto, julgue o item que se segue.
 
Os vocábulos “trás”, “é” e “nós” recebem acento gráfico em obediência à mesma regra de acentuação.
Certo
Errado
www.tecconcursos.com.br/questoes/562769
CEBRASPE (CESPE) - AJ TRF1/TRF 1/Apoio Especializado/Taquigrafia/2017
Língua Portuguesa (Português) - Acentuação
Texto 4A4AAA
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/562769
A linguagem — seja ela oral ou escrita, seja mímica ou semafórica — é um sistema de símbolos, signos
ou signos-símbolos, voluntariamente produzidos e convencionalmente aceitos, mediante o qual o ser
humano se comunica com seus semelhantes, expressando suas ideias, sentimentos ou desejos.
A linguagem ideal seria aquela em que cada palavra designasse apenas uma coisa, correspondesse a
uma só ideia ou conceito, tivesse um só sentido. Como tal não ocorre em nenhuma língua conhecida, as
palavras são, por natureza, enganosas, porque polissêmicas ou plurivalentes.
Isoladas de contexto ou situação, as palavras quase nada significam de maneira precisa, inequívoca
(Ogden e Richards são radicais: “as palavras nada significam por si mesmas”): “...o que determina o
valor da palavra é o contexto, o qual, a despeito da variedade de sentidos de que a palavra seja
suscetível, lhe impõe um valor ‘singular’; é o contexto também que a liberta de todas as representações
passadas, nela acumuladas pela memória, e que lhe atribui um valor ‘atual’”. Assim, por mais
condicionada que esteja a significação de uma palavra ao seu contexto, sempre subsiste nela, palavra,
um núcleo significativo mais ou menos estável e constante, além de outros traços semânticos potenciais
em condições de se evidenciarem nos contextos em que ela apareça. Se, como entendem Ogden e
Richards, as palavras por si mesmas nada significassem, a cada novo contexto elas adquiririam
significação diferente, o que tornaria praticamente impossível a própria intercomunicação linguística.
Othon M. Garcia. Comunicação em Prosa Moderna. 21.ª ed. Rio de Janeiro: Editora FGV, 2002, p. 175-6 (com
adaptações).
Considerando as relações sintático-semânticas do texto 4A4AAA, julgue o item.
 
O emprego de acento na palavra “memória” pode ser justificado por duas regras de acentuação distintas.
Certo
Errado
67) 
www.tecconcursos.com.br/questoes/324080
CEBRASPE (CESPE) - Tec CS (DPU)/DPU/Jornalismo/2016
Língua Portuguesa (Português) - Acentuação
No início da colonização portuguesa no Brasil, a defesa das pessoas pobres perante os tribunais era
considerada uma obra de caridade, com fortes traços religiosos.
Anteriormente à primeira Constituição pátria, a de 1824, vigoraram as Ordenações Afonsinas, as
Manuelinas e as Filipinas. Destas, somente as Ordenações Filipinas, sancionadas em 1595 e que
construíram a base do direito português até o século XIX, com vigência de 1603 até o Código Civil
brasileiro de 1916, trazem, em seu texto, algo que remete ao entendimento de concessão de justiça
gratuita, prevendo que, se o agravante fosse tão pobre que jurasse não ter bens móveis, nem bens de
raiz, nem como pagar o agravo e se rezasse, na audiência, uma vez, a oração do Pai-Nosso pela alma do
rei de Portugal, seria considerado quitado o pagamento das custas de então.
Ainda com relação ao aspecto da gratuidade, em particular, o colonizador português trouxe para o
território brasileiro a praxe forense de acordo com a qual os advogados deveriam assistir, de maneira
gratuita e voluntária, pro bono, os pobres que a solicitassem. Essa obrigação era admitida como um
dever moral do ofício, diferenciando-se do voluntariado por ser exercida com caráter e competência
profissionais, embora fosse uma atividade não remunerada.
Essas duas formas de gratuidade no acesso à justiça não se confundem. A advocacia pro bono é definida
como a prestação gratuita de serviços jurídicos na promoção do acesso à justiça, ao passo que a
assistência jurídica pública gratuita, atualmente prevista na Constituição Federal,no artigo 5.º, inciso
LXXIV, e no artigo 134, é um dever intransferível do Estado e, na maior parte das vezes, é realizada na
atuação das Defensorias Públicas da União e dos estados e por meio de convênios entre esses órgãos e a
Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/324080
68) 
Enfim, a importância dessas duas formas de assistência jurídica gratuita reside no fato de que o maior
beneficiário dessa prerrogativa é a pessoa com insuficiência de recursos que tenha de demandar em
juízo.
Internet: <www.ambito-juridico.com.br> e <www.probono.org.br> (com adaptações).
 
Com referência às ideias e aos aspectos linguísticos do texto apresentado, julgue o seguinte item.
 
Presentes no texto, os vocábulos “caráter”, “intransferível” e “órgãos” são acentuados em decorrência da
regra gramatical que classifica as palavras paroxítonas.
Certo
Errado
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CEBRASPE (CESPE) - Diplomata/IRBr/2016
Língua Portuguesa (Português) - Acentuação
Texto
 
Em suas remotas origens helênicas, o termo “caráter” significou gravar. Empregavam-no, então, tanto
para exprimir o sinete como a marca deixada na cera dócil. Essa dupla significação ainda hoje é
vernácula — se não corrente — em certas acepções. Na linguagem tipográfica, por exemplo, “caráter”
tanto é o tipo da imprensa como o sinal ou a letra gravada. Assim sendo, podemos dizer que o caráter de
um homem não é somente o seu feitio moral, senão também a expressão e a impressão do indivíduo.
Em arte, caráter será a personalidade do autor, o aspecto aparente e profundo da obra e o efeito dela.
Fixada assim a verdadeira acepção do termo, podemos afirmar que o mérito maior do poema do Sr.
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/422533
Menotti del Picchia é “o caráter”. Poesia profundamente simples e pessoal, de inspiração larga e sadia,
tem a força das obras bem concebidas e a beleza das coisas naturais. Poesia de corpos simples,
poderíamos dizer, pela sobriedade de linhas no sentimento, no pensamento e na expressão. Sente-se que
o autor procurou a naturalidade e não a arte, que é o melhor caminho para atingir a esta.
 
O segredo da arte é a naturalidade sem prejuízo da perfeição.
 
O Sr. Menotti del Picchia ainda não pôde naturalmente desvendar o segredo da arte. Se no buscar a
expressão natural do seu lirismo alcançou a arte, não se despojou ainda das incertezas dessa procura, de
certa fraqueza de técnica. Defeitos são todos estes transitórios, quase necessários em quem apenas se
inicia.
 
A essência do livro é excelente.
 
Indica no autor uma personalidade inconfundível, que procura em si mesmo ou em torno de si os
motivos de sua estética. Nem se distingue pela obsessão do isolamento, nem se perde por modelos
estranhos. Daí lhe vem a superioridade de caráter individual. Se o caráter do autor provém dessa
independência sem esforço, reside o da obra em sua originalidade natural; na conformidade com o meio,
em uma perfeita radicação no solo pátrio, na simplicidade da construção e nas perfeitas proporções do
ímpeto poético. O próprio desconcerto, em pormenores do poema principal e de outras produções
secundárias, concorre para a individualidade desse esplêndido ensaio.
 
O caráter desse livro se conserva pela ressonância que tem. Não são versos agradáveis, suaves ou
elegantes, que com tanto agrado se leem quanto facilmente se esquecem. São versos que lidos — ficam;
gravam-se invencivelmente na memória, ora destacados, ora em bloco. A crítica, no julgar e no
decompor as obras, não pode desprezar a intuição, se não é principalmente isso. E um dos mais seguros
processos de intuição, no distinguir o valor das obras, é esse da permanência das sensações.
 
Os poemas do Sr. Menotti del Picchia deixam uma funda impressão de sua leitura: não pode haver
melhor demonstração do seu “caráter”. Quando essa impressão não se limitar aos leitores e aos críticos,
e se estender à própria literatura nacional, terá a sua poesia atingido o grau supremo que lhe auguro.
 
Juca Mulato é um poema simples. Encerra uma lição profunda na singeleza do motivo e da intenção. É
certo que a evidência da beleza não pode ser em arte um critério axiomático. Quantas vezes a paciência
é o melhor guia da emoção estética? A exegese das sinfonias de Beethoven, como a dos dramas
musicais de Wagner, aumenta a nossa receptividade para essa arte de titãs, se bem que a intuição íntima
e a explicação individual sejam imprescindíveis.
 
O poema do Sr. Menotti del Picchia tem a simplicidade e a frescura das criações espontâneas e
necessárias, onde o esforço da composição permanece obscuro como deve.
 
Para lhe realçar a beleza não se sente a crítica compelida a buscar símbolos problemáticos ou filosofias
arbitrárias. Sendo o que é — um mal de amor impossível que leva a alma à desesperança, para se
resignar depois e ressurgir consolada pela visão da terra amada, da felicidade atingível e do sonho
necessário —, comove pelo simples aspecto de suas linhas harmoniosas.
 
A beleza maior do poema, que é também o seu caráter, está na sua simplicidade radical. O poeta
reprimiu voluntariamente as possíveis exuberâncias ou ambições de seu lirismo para ficar dentro do
assunto que escolheu. Ganhou com isso um grande poder virtual e marca mais do que se quisesse
marcar: a acústica de uma construção humana nunca chega à acuidade de um eco natural.
Juca Mulato é a reconciliação do homem consigo mesmo, do brasileiro com sua terra, do bárbaro com
seu isolamento. Reconciliação às vezes impossível, outras ilusória, 85 sempre necessária, raramente
realizada. O consolo de Juca Mulato é a indicação do caminho a seguir.
Alceu Amoroso Lima. Um poeta. In: Estudos literários. Rio de Janeiro: Aguilar, 1966, p.133-5 (com adaptações).
 
Julgue o item seguinte, relativos a acentuação de palavras e a aspectos gramaticais do texto.
69) 
 
A forma “pôde” poderia ser corretamente substituída por pode, visto que o seu tempo verbal é
depreendido pelo contexto do parágrafo e que o acento nela empregado é opcional.
Certo
Errado
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CEBRASPE (CESPE) - Aux (FUB)/FUB/Administração/2016
Língua Portuguesa (Português) - Acentuação
Texto CB4A1AAA
 
Brasília tinha apenas dois anos quando ganhou sua universidade federal. A Universidade de Brasília
(UnB) foi fundada com a promessa de reinventar a educação superior, entrelaçar as diversas formas de
saber e formar profissionais engajados na transformação do país.
 
A construção do campus brotou do cruzamento de mentes geniais. O inquieto antropólogo Darcy Ribeiro
definiu as bases da instituição. O educador Anísio Teixeira planejou o modelo pedagógico. O arquiteto
Oscar Niemeyer transformou as ideias em prédios.
 
Darcy e Anísio convidaram cientistas, artistas e professores das mais tradicionais faculdades brasileiras
para assumir o comando das salas de aula da jovem UnB. “Eram mais de duzentos sábios e aprendizes,
selecionados por seu talento para plantar aqui a sabedoria humana”, escreveu Darcy Ribeiro, em A
Invenção da Universidade de Brasília.
 
A estrutura administrativa e financeira era amparada por um conceito novo nos anos 60 e até
hoje menina dos olhos dos gestores universitários: a autonomia.
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70) 
 
Internet: <www.unb.br> (com adaptações).
 
Julgue os itens que se seguem, pertinentes a aspectos linguísticos do texto CB4A1AAA.
 
A ausência de acento agudo em “ideias” está em conformidade com as regras ortográficas vigentes.
Certo
Errado
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CEBRASPE (CESPE) - Tec MPU/MPU/Apoio Técnico e Administrativo/Segurança Institucional
e Transporte/2015
Língua Portuguesa (Português) - Acentuação
O Ministério Público é fruto do desenvolvimento do Estado brasileiro e da democracia. A sua história
é marcada por processos que culminaram consolidando-o como instituição e ampliando sua área de
atuação.
No período colonial, o Brasil foi orientado pelo direito lusitano. Não havia o Ministério Público como
instituição.Mas as Ordenações Manuelinas de 1521 e as Ordenações Filipinas de 1603 já faziam menção
aos promotores de justiça, atribuindo-lhes o papel de fiscalizar a lei e de promover a acusação criminal.
Existiam ainda o cargo de procurador dos feitos da Coroa (defensor da Coroa) e o de procurador da
Fazenda (defensor do fisco).
Só no Império, em 1832, com o Código de Processo Penal do Império, iniciou-se a sistematização das
ações do Ministério Público. Na República, o Decreto n.º 848/1890, ao criar e regulamentar a justiça
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/257990
71) 
federal, dispôs, em um capítulo, sobre a estrutura e as atribuições do Ministério Público no âmbito
federal.
Foi na área cível, com a Constituição Federal de 1988, que o Ministério Público adquiriu novas funções,
com destaque para a sua atuação na tutela dos interesses difusos e coletivos. Isso deu evidência à
instituição, tornando-a uma espécie de ouvidoria da sociedade brasileira.
Internet: <www.mpu.mp.br> (com adaptações).
Com relação às ideias e às estruturas linguísticas do texto, julgue o item que se segue.
 
A palavra “cível” recebe acento gráfico em decorrência da mesma regra que determina o emprego de
acento em amável e útil.
Certo
Errado
www.tecconcursos.com.br/questoes/276683
CEBRASPE (CESPE) - Cont (FUB)/FUB/2015
Língua Portuguesa (Português) - Acentuação
O fator mais importante para prever a performance de um grupo é a igualdade da participação na
conversa. Grupos em que poucas pessoas dominam o diálogo têm desempenho pior do que aqueles em
que há mais troca. O segundo fator mais importante é a inteligência social dos seus membros, medida
pela capacidade que eles têm de ler os sinais emitidos pelos outros membros do grupo. As mulheres
têm mais inteligência social que os homens, por isso grupos mais diversificados têm desempenho
melhor.
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/276683
72) 
Gustavo Ioschpe. Veja, 31/12/2014, p. 33 (com adaptações).
Julgue o item seguinte, referente às ideias e às estruturas linguísticas do texto acima.
 
Em todas as ocorrências de “têm” no texto é exigido o uso do acento circunflexo para marcar o plural.
Certo
Errado
www.tecconcursos.com.br/questoes/277791
CEBRASPE (CESPE) - Tec (FUB)/FUB/Laboratório/Biologia/2015
Língua Portuguesa (Português) - Acentuação
Estação do ano mais aguardada pelos brasileiros, o verão não é sinônimo apenas de praia, corpos à
mostra e pele bronzeada. O calor extremo provocado por massas de ar quente ― fenômeno comum
nessa época do ano, mas acentuado na última década pelas mudanças climáticas ― traz desconfortos e
riscos à saúde. Não se trata somente de desidratação e insolação. Um estudo da Faculdade de Saúde
Pública de Harvard (EUA), o maior a respeito do tema feito até o momento, mostrou que as
temperaturas altas aumentam hospitalizações por falência renal, infecções do trato urinário e até mesmo
sepse, entre outras enfermidades. “Embora tenhamos feito o estudo apenas nos EUA, as ondas de calor
são um fenômeno mundial. Portanto, os resultados podem ser considerados universais”, diz Francesca
Domininci, professora de bioestatística da faculdade e principal autora do estudo, publicado no jornal
Jama, da Associação Médica dos Estados Unidos. No Brasil, não há estudos específicos que associem as
ondas de calor a tipos de internações. “Não é só aí. No mundo todo, há pouquíssimas investigações a
respeito dessa relação”, afirma Domininci. “Precisamos que os colegas de outras partes do planeta façam
pesquisas semelhantes para compreendermos melhor essa importante questão para a saúde pública”,
observa.
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/277791
73) 
Internet: <www.correioweb.com.br> (com adaptações).
Com relação às ideias e às estruturas do texto acima, julgue o item que se segue.
 
Os acentos gráficos das palavras “bioestatística” e “específicos” têm a mesma justificativa gramatical.
Certo
Errado
www.tecconcursos.com.br/questoes/280313
CEBRASPE (CESPE) - TcFAEP (DEPEN)/DEPEN/Técnico em Enfermagem/2015
Língua Portuguesa (Português) - Acentuação
Os condenados no Brasil são originários, na maioria das vezes, das classes menos favorecidas da
sociedade. Esses indivíduos, desde a mais tenra infância, são pressionados e oprimidos pela sociedade,
vivem nas favelas, nos morros, nas regiões mais pobres, em precárias condições de vida, em meio ao
esgoto, à discriminação social, à completa ausência de informações e de escolarização.
Sem o repertório de uma mínima formação educacional e social, o preso, mesmo antes de se tornar um
delinquente, já ocupa uma posição social inferior.
O regime penitenciário deve empregar os meios curativos, educativos, morais, espirituais, e todas as
formas de assistência de que possa dispor com o intuito de reduzir o máximo possível as condições que
enfraquecem o sentido de responsabilidade do recluso, o respeito à dignidade de sua pessoa e a sua
capacidade de readaptação social.
Internet: <www.joaoluizpinaud.com> (com adaptações).
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/280313
74) 
Julgue o próximo item, relativo às ideias e às estruturas linguísticas do texto.
As palavras “indivíduos” e “precárias” recebem acento gráfico com base em justificativas gramaticais
diferentes.
Certo
Errado
www.tecconcursos.com.br/questoes/284216
CEBRASPE (CESPE) - AUFC (TCU)/TCU/Controle Externo/Auditoria de Tecnologia da
Informação/2015
Língua Portuguesa (Português) - Acentuação
No dia 4 de maio de 2015, a Lei Complementar Federal n.º 101/2000, conhecida como Lei de
Responsabilidade Fiscal ou simplesmente LRF, completou quinze anos. Embora devamos comemorar a
consolidação de uma nova cultura de responsabilidade fiscal por grande parte dos nossos gestores, o
momento também é propício para reflexões sobre o futuro desse diploma.
Para a surpresa de muitas pessoas, acostumadas a ver em nosso país tantas leis que não saem do papel,
a LRF, logo nos primeiros anos, atinge boa parte de seus objetivos, notadamente em relação à
observância dos limites da despesa com pessoal, o que permitiu uma descompressão da receita líquida e
propiciou maior capacidade de investimento público. O regulamento marca avanços também no controle
de gastos em fins de gestão e em relação ao novo papel que as leis de diretrizes orçamentárias passaram
a desempenhar.
Não obstante todos os avanços, o momento exige cautela e reflexões. Como toda debutante, a LRF
passa por alguns importantes conflitos existenciais. É quase consenso, no meio acadêmico e entre os
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/284216
75) 
órgãos de controle, a necessidade de seu aperfeiçoamento em alguns pontos. Há que se ponderar,
contudo, sobre o melhor momento para os necessários ajustes normativos. Realizar mudanças
permanentes na lei por conta de circunstâncias excepcionais e episódicas não parece recomendar o bom
senso.
Valdecir Pascoal. Os 15 anos da Lei de Responsabilidade Fiscal. In: O Estado de S.Paulo, 5/maio/2015.
Internet: <http://politica.estadao.com.br> (com adaptações).
No que se refere às ideias e aos aspectos linguísticos do texto acima, julgue o item.
 
As palavras “líquida”, “público”, “órgãos” e “episódicas” obedecem à mesma regra de acentuação gráfica.
Certo
Errado
www.tecconcursos.com.br/questoes/340269
CEBRASPE (CESPE) - Tec GT (TELEBRAS)/TELEBRAS/Assistente Técnico/2015
Língua Portuguesa (Português) - Acentuação
A revolução digital está relacionada à nossa capacidade de conhecer determinadas informações e
delas dispor, bem como de agir procurando a compreensão simples de fenômenos complexos. A nova
sociedade do conhecimento requer acesso fácil à informação e ao saber. A “nuvem” — tecnologia capaz
de gerenciar de forma inteligente enormes quantidades de dados —, a conectividade móvel e as redes
sociais levam alguns especialistas a afirmar que estamos no início da quarta revolução digital. Esse é um
avanço de maior transcendência que o das três revoluções anteriores (os primeiros computadores
empresariais, o computador pessoal e a Internet).
 
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/34026976) 
Os territórios inteligentes apostam em uma tecnologia digital mais adequada e que esteja a serviço da
qualidade de vida, do acesso à informação e da potencialização da economia criativa. O desenvolvimento
das tecnologias da informação, das telecomunicações e da Internet tem facilitado o nascimento de fluxos
e redes que favorecem a conexão entre pessoas, instituições e empresas, apesar da distância física entre
elas. No futuro, a revolução digital poderá ser o detonador da economia criativa e de uma melhora
substancial da competitividade das cidades.
 
Alfonso Vegara. Os territórios inteligentes.
Internet: <http://bibliotecadigital.fgv.br> (com adaptações).
 
Julgue o próximo item, a respeito das ideias e estruturas linguísticas do texto Os territórios
inteligentes.
 
A palavra “está” recebe acento gráfico em decorrência da mesma regra que determina o emprego do
acento no vocábulo “três”.
Certo
Errado
www.tecconcursos.com.br/questoes/2368406
CEBRASPE (CESPE) - PJ (MPE SC)/MPE SC/2023
Língua Portuguesa (Português) - Uso do Hífen
Texto 2A1-I
 
O ordenamento jurídico vem sendo confrontado com as inovações tecnológicas decorrentes da aplicação
da inteligência artificial (IA) nos sistemas computacionais. Não apenas se vivencia uma ampliação do uso
de sistemas lastreados em IA no cotidiano, como também se observa a existência de robôs com sistemas
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2368406
computacionais cada vez mais potentes, nos quais os algoritmos passam a decidir autonomamente,
superando a programação original. Nesse contexto, um dos grandes desafios ético-jurídicos do uso
massivo de sistemas de inteligência artificial é a questão da responsabilidade civil advinda de danos
decorrentes de robôs inteligentes, uma vez que os sistemas delituais tradicionais são baseados na culpa
e essa centralidade da culpa na responsabilidade civil se encontra desafiada pela realidade de sistemas
de inteligência artificial.
 
Perante a autonomia algorítmica na qual os sistemas de IA passam a decidir de forma diversa da
programada, há uma dificuldade de diferenciar quais danos decorreram de erro humano e aqueles que
derivaram de uma escolha equivocada realizada pelo próprio sistema ao agir de forma autônoma. O
comportamento emergente da máquina, em função do processo de aprendizado profundo, sem receber
qualquer controle da parte de um agente humano, torna difícil indicar quem seria o responsável pelo
dano, uma vez que o processo decisório decorreu de um aprendizado automático que culminou com
escolhas equivocadas realizadas pelo próprio sistema. Há evidentes situações em que se pode vislumbrar
a existência de culpa do operador do sistema, como naquelas em que não foram realizadas atualizações
de software ou, até mesmo, de quebra de deveres objetivos de cuidado, como falhas que permitem que
hackers interfiram no sistema. Entretanto, excluídas essas situações, estará ausente o juízo de censura
necessário para a responsabilização com base na culpa.
 
B. L. da Anunciação Melo e H. Ribeiro Cardoso. Sistemas de inteligência artificial e
responsabilidade civil: uma análise da proposta europeia acerca da atribuição de
personalidade civil. In: Revista Brasileira de Direitos Fundamentais
& Justiça, 16(1), 2020, p. 93-4 (com adaptações).
 
Considerando as regras gramaticais e ortográficas da língua portuguesa, julgue o item que se seguem,
relativamente ao texto 2A1-I.
 
77) 
No parágrafo, o emprego do hífen em “ético-jurídicos” é facultativo, razão por que estaria igualmente
correta a grafia eticojurídicos.
Certo
Errado
www.tecconcursos.com.br/questoes/2368665
CEBRASPE (CESPE) - PJ (MPE SC)/MPE SC/2023
Língua Portuguesa (Português) - Uso do Hífen
Texto 2A2-III
 
Justiça é justiça social. É atualização dos princípios condutores, emergindo nas lutas sociais, para levar à
criação de uma sociedade em que cessem a exploração e a opressão do homem pelo homem. O direito
não é mais, nem menos, do que a expressão daqueles princípios supremos, como modelo avançado de
legítima organização social da liberdade. Mas até a injustiça como também o antidireito (isto é, a
constituição de normas ilegítimas e sua imposição em sociedades mal organizadas) fazem parte do
processo, pois nem a sociedade justa, nem a justiça corretamente vista, nem o direito mesmo, o
legítimo, nascem de um berço metafísico ou são presente generoso dos deuses: eles brotam nas
oposições, no conflito, no caminho penoso do progresso, com avanços e recuos.
 
Direito é processo, dentro do processo histórico. Não é uma coisa feita, perfeita e acabada. É aquele vir a
ser que se enriquece nos movimentos de libertação das classes e dos grupos ascendentes e que definha
nas explorações e opressões que o contradizem, mas de cujas próprias contradições brotarão as novas
conquistas.
 
Roberto Lyra Filho. O que é direito. São Paulo: Brasiliense, 2003, p. 86 (com adaptações).
 
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2368665
78) 
Acerca de aspectos gramaticais do texto 2A2-III, julgue o item subsequente.
 
No parágrafo, a substituição de “antidireito” por anti-direito faria o texto ficar em desacordo com a
ortografia oficial vigente no Brasil.
Certo
Errado
www.tecconcursos.com.br/questoes/1968127
CEBRASPE (CESPE) - AAAJ (DP DF)/DP DF/Arquitetura/2022
Língua Portuguesa (Português) - Uso do Hífen
Em O processo, a antevisão do inferno em que se transformaria a burocracia moderna, das culpas
imputadas, da tortura anônima e da morte que caracterizam os regimes totalitários do século vinte já é
um lugar-comum. O trucidamento (literal) de que K. tornou-se um ícone do homicídio político. “A colônia
penal” de Kafka transformou-se em realidade pouco depois de sua morte, quando também os temas da
aniquilação e dos “vermes”, de sua Metamorfose, adquiriram macabra realidade. A realização concreta
de suas premonições, com pormenores de clarividência, está indissociavelmente relacionada às suas
fantasias aparentemente desvairadas. Haveria algum sentido em pensar que, de alguma forma, as
previsões claramente formuladas na ficção de Kafka, em O processo principalmente, teriam contribuído
para que de fato ocorressem? Seria possível que uma profecia articulada de maneira tão impiedosa
tivesse outro destino que não a sua realização? As três irmãs de K. e sua Milena morreram em campos
de concentração. O judeu da Europa Central que Kafka ironizou e celebrou foi extinto de maneira
abominável. Em termos espirituais, existe a possibilidade de Franz Kafka ter sentido seus dons proféticos
como uma visitação de culpa, de que a capacidade de antever o tivesse exposto demais às suas
emoções. K. torna-se o cúmplice, perplexo, porém quase impaciente, do crime perpetrado contra ele.
Coexistem, em todos os suicídios, a apologia e a aquiescência. Como diz o sacerdote, em triste zombaria
(seria mesmo zombaria?): “A justiça nada quer de ti. Acolhe-te quando vens e te deixa ir quando partes”.
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/1968127
79) 
Essa formulação está muito próxima de ser uma definição da vida humana, da liberdade de ser culpado,
que é a liberdade concedida ao homem expulso do Paraíso. Quem, senão Kafka, teria sido capaz de dizer
isso em tão poucas palavras? Ou se saber condenado por ter sido capaz de fazê-lo?
George Steiner. Um comentário sobre O processo d
e Kafka. In: Nenhuma paixão desperdiçada. Tradução de Maria Alice Máximo. Rio de Janeiro: Record, 2001
(com adaptações).
 
Acerca dos sentidos, das ideias e dos aspectos linguísticos do texto apresentado, julgue o item a seguir.
 
Conforme as regras oficiais de grafia, “Coexistem” poderia ser grafado alternativamente como Co-
existem.
Certo
Errado
www.tecconcursos.com.br/questoes/2224778
CEBRASPE (CESPE) - Tec (INSS)/INSS/2022
Língua Portuguesa (Português) - Uso do Hífen
Texto CB1A1
 
Cresce, no mundo todo, o número de pessoas que demandam serviços de cuidado. De acordo com o
último relatório da Organização Internacional do Trabalho (OIT), esse universo deverá ser de 2,3 bilhões
de pessoas em 2030 — hácinco anos, eram 2,1 bilhões. O envelhecimento da população e as novas
configurações familiares, com mulheres mais presentes no mercado de trabalho e menos disponíveis para
assumir encargos com parentes sem autonomia, têm levado os países a repensar seus sistemas de
atenção a populações vulneráveis. Partindo desse panorama, as sociólogas Nadya Guimarães, da
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2224778
Universidade de São Paulo (USP), e Helena Hirata, do Centro de Pesquisas Sociológicas e Políticas de
Paris, na França, identificaram, em estudo, o surgimento, nos últimos vinte anos, de arranjos que visam
amparar indivíduos com distintos níveis de dependência, como crianças, idosos e pessoas com
deficiência. Enquanto, em algumas nações, o papel do Estado é preponderante, em outras, a atuação de
instituições privadas se sobressai. Na América Latina, o protagonismo das famílias representa o aspecto
mais marcante.
 
Conforme definição da OIT, o trabalho de cuidado, que pode ou não ser remunerado, envolve dois tipos
de atividades: as diretas, como alimentar um bebê ou cuidar de um doente, e as indiretas, como
cozinhar ou limpar. “É um trabalho que tem uma forte dimensão emocional, se desenvolve na intimidade
e, com frequência, envolve a manipulação do corpo do outro”, diz Guimarães. Ela relata que o conceito
de cuidado surgiu como categoria relevante para as ciências sociais há cerca de trinta anos e, desde
então, tem sido crescente a sua presença em linhas de investigação em áreas como economia,
antropologia, psicologia e filosofia política. “Com isso, a discussão sobre essa concepção ganhou corpo.
Os estudos iniciais do cuidado limitavam-se à ideia de que ele era uma necessidade nas situações de
dependência, mas tal entendimento se ampliou. Hoje, ele é visto como um trabalho fundamental para
assegurar o bem-estar de todos, na medida em que qualquer pessoa pode se fragilizar e se tornar
dependente em algum momento da vida”, explica a socióloga. Os avanços da pesquisa levaram à
constatação de que a oferta de cuidados é distribuída de forma desigual na sociedade, recaindo, de
forma mais intensa, sobre as mulheres.
 
Ao refletir sobre esse desequilíbrio, a socióloga Heidi Gottfried, da Universidade Estadual Wayne, nos
Estados Unidos da América, explica que persiste, nas sociedades, a noção arraigada de que o trabalho de
cuidado seria uma manifestação de amor e, por essa razão, deveria ser prestado gratuitamente.
Conforme Gottfried, a ideia decorre, entre outros aspectos, de construção cultural a respeito da
maternidade e de que cuidar seria um talento feminino.
 
Por outro lado, Guimarães lembra que, a partir de 1970, as mulheres aumentaram sua participação no
mercado de trabalho brasileiro. Em cinco décadas, a presença feminina saltou de 18% para 50%,
segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. “Consideradas provedoras naturais dos
serviços de cuidado, as mulheres passaram a trabalhar mais intensamente fora de casa. Esse fato, aliado
ao envelhecimento da população, gerou o que tem sido analisado como uma crise no provimento de
cuidados que, em países do hemisfério norte, tem se resolvido com uma mercantilização desses serviços,
além de uma maior atuação do Estado, por meio da criação de instituições públicas de acolhimento,
expansão de políticas de financiamento, formação e regulação do trabalho de cuidadores”, conta a
socióloga.
 
Na América Latina, entretanto, o fornecimento de cuidados é tradicionalmente feito pelas famílias, nas
quais mulheres desempenham gratuitamente papel central como cuidadoras de crianças, idosos e
pessoas com deficiência. Para a minoria que pode pagar, o mercado oferece serviços de cuidado que
compensam a escassa presença do Estado.
 
Christina Queiroz. Revista Pesquisa FAPESP. Ed. 299, jan./ 2021. Internet:
<https://revistapesquisa.fapesp.br/economia-do-cuidado> (com adaptações).
 
Julgue o item a seguir, relativos a aspectos estruturais e gramaticais do texto CB1A1.
 
Por constituir um substantivo, o termo ‘bem-estar’, empregado no segundo parágrafo, poderia ser
grafado, em conformidade com a ortografia oficial, sem o hífen: bem estar.
Certo
Errado
www.tecconcursos.com.br/questoes/1752417
CEBRASPE (CESPE) - PJ (MPE SC)/MPE SC/2021
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/1752417
80) 
Língua Portuguesa (Português) - Uso do Hífen
Estabelecer fronteiras é o fenômeno originário da violência instauradora do direito em geral,
segundo Walter Benjamin, autor do ensaio Para uma crítica da violência, de 1921. O ato jurídico-
político originário é o estabelecimento de fronteiras que delimitam dentro e fora, incluídos e excluídos,
amigos e inimigos da pátria. Em seus primórdios, “todo direito foi um direito de prerrogativa (ou
privilégio) dos reis ou dos grandes; em suma: dos poderosos”. O privilégio primordial de apropriar a
terra, nomeá-la e ordená-la indica o nexo território-Estado-nascimento que caracteriza o antigo e ainda
atual nómos da terra, do qual o fechamento de fronteiras em tempos de pandemia é mero sintoma. Se a
figura do refugiado nos é tão inquietante, é porque coloca em questão uma vida humana em terra de
ninguém.
 
Em O nómos da terra, o controverso jurista alemão Carl Schmitt, com quem Benjamin trocou
correspondências, descreve a origem do termo nómos, palavra grega para “lei”. Nómos indica a
ordenação espacial original necessária para o estabelecimento de toda e qualquer ordem jurídica. Nómos
indica que o direito está objetivamente enraizado na apropriação da terra. A constituição jurídica de um
nómos, ou seja, a apropriação jurídica do espaço, tem por pressuposto a capacidade de nomear. No
termo alemão landnahme, apropriação ou tomada da terra, encontramos o termo nahme, antiga grafia
de name, que significa “nome”. Nomear e constituir uma ordem jurídica são atos similares, na medida em
que implicam apropriação. Exemplos históricos — incrivelmente ainda frequentes — são a imposição
do nome do marido à mulher, que é “tomada em casamento”, ou o patronímico imposto à criança no
momento do nascimento.
 
Internet: <https://revistacultc.omu oblr.> (com adaptações).
 
Julgue o item que se segue, relativos aos aspectos linguísticos do texto anterior.
 
O termo “prerrogativa” (primeiro parágrafo) também pode ser corretamente grafado como pré-
rogativa.
81) 
Certo
Errado
www.tecconcursos.com.br/questoes/596247
CEBRASPE (CESPE) - AJ (STM)/STM/Apoio Especializado/Revisão de Texto/2018
Língua Portuguesa (Português) - Convenções de Escrita (Itálico, Siglas, etc)
Texto 6A4BBB
Os revisores, quando necessitam revisar um texto, têm duas opções: podem reescrevê-lo ou revisá-lo. A
opção pela reescrita pode tornar-se mais simples porque não vai obrigar a um diagnóstico do(s)
problema(s) que exista(m) no texto com a intenção de resolvê-lo(s). Na reescrita, o revisor afasta-se da
superfície do texto. Ele vai ao cerne do texto, reescreve-o, fornecendo, assim, uma versão diferente da
versão primitiva. Tanto a reescrita como a revisão são duas possibilidades de revisão. São como pontos
de um continuum que remetem para o grau de preservação da superfície original do texto. Nessa ótica, a
reescrita respeitará menos o original, imporá menos esforço de diagnóstico e de busca de solução dos
problemas detectados, motivo pelo qual pode ser a opção que toma o revisor menos experiente. A
revisão, por sua vez, implica a correção dos problemas detectados, preservando-se o máximo possível do
texto original.
Maria da Graça Lisboa Castro Pinto. Da revisão
na escrita: uma gestão exigente requerida pela relação entre leitor, autor e texto escrito. In: Revista Observatório, v.
3, n.º 4, 2017, p. 503 (com adaptações).
Acerca dos sentidos e dos aspectos linguísticos do texto 6A4BBB, julgue o item subsequente.
Ao empregar a palavra “continuum”, a autora do texto grafou-a em itálico para marcá-la como uma
palavra que não é própria do léxico do português.
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/596247
82) 
Certo
Errado
www.tecconcursos.com.br/questoes/65637CEBRASPE (CESPE) - TJ TRE ES/TRE ES/Apoio Especializado/Taquigrafia/2011
Língua Portuguesa (Português) - Convenções de Escrita (Itálico, Siglas, etc)
Um dos problemas mais significativos da democracia representativa brasileira, preexistente à
Constituição de 1988, mas mantido por ela, é a distorção da representação das unidades federadas na
Câmara dos Deputados. Trata-se de assunto cuja importância e mesmo centralidade não podem ser
desprezadas: princípio basilar da democracia representativa é o voto de cada pessoa ter o mesmo peso
eletivo. O atual sistema permite que o voto de um cidadão seja dezenas de vezes mais significativo, nas
eleições para a Câmara, do que o voto de outro. Essa situação é incompatível com o aperfeiçoamento
democrático de nosso regime político.
A Constituição brasileira (art. 45, caput) determina que a representação dos estados na Câmara dos
Deputados seja proporcional à população. Entretanto, a seguir, estabelece piso e teto dessa
representação (oito e setenta deputados, respectivamente), que implicam a negação dessa
proporcionalidade.
Octaciano Nogueira, em trabalho a respeito do tema, parte da premissa de que essa distorção "não é
obra do regime militar, que, na verdade, se utilizou desse expediente, como de inúmeros outros, para
reforçar a Arena, durante o bipartidarismo; sua origem remonta à Constituinte de 1890, quando, por
sinal, o problema foi exaustivamente debatido; a partir daí, incorporou-se à tradição de nosso direito
constitucional legislado, em todas as subsequentes constituições; e o princípio, portanto, estabelecido
durante as fases democráticas sob as quais viveu o País e mantido sempre que se restaurou o livre
debate, subsequente aos regimes de exceção, foi invariavelmente preservado, como ocorreu em 1946 e
1988."
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/65637
83) 
 
Arlindo F. de Oliveira. Sobre a representação dos estados na Câmara dos Deputados. In: Textos para
Discussão, n.º 5, abr./2004 (com adaptações).
Julgue o item subsecutivo, com relação a aspectos linguísticos do texto.
A palavra "caput", termo técnico da linguagem jurídica, está grafada em itálico por constituir
estrangeirismo.
Certo
Errado
www.tecconcursos.com.br/questoes/1160886
CEBRASPE (CESPE) - Ana Leg (ALECE)/ALECE/Língua Portuguesa/Gramática Normativa e
Revisão Ortográfica/2011
Língua Portuguesa (Português) - Convenções de Escrita (Itálico, Siglas, etc)
Um dicionário analógico, ou de ideias afins, ou thesaurus, parte de um pressuposto semelhante
àquele que rege a função de um dicionário de língua como o conhecemos. Este é uma ferramenta de
busca de significados e informações de uso de palavras que conhecemos, ou seja, partimos de uma
palavra conhecida para buscar-lhe as acepções e usos possíveis. O dicionário analógico pressupõe
situação em que, ao contrário, temos noção de um significado, temos uma intenção de uso, mas não nos
ocorre uma palavra satisfatória. O thesaurus, a partir de um contexto de possíveis significados, oferece
uma grande quantidade de palavras em torno dessa significação, isto é, termos análogos com maior ou
menor grau de proximidade em relação às acepções apresentadas, para que, nesse conjunto, possamos
encontrar a palavra — ou expressão — que melhor nos convenha, em qualquer de suas mais prováveis
funções gramaticais.
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/1160886
84) 
Francisco Azevedo. Apresentação do dicionário analógico da língua portuguesa. Rio de Janeiro: Lexicon,
2010.
Com relação a aspectos linguísticos do texto acima, julgue o item subsequente.
A palavra “thesaurus” é destacada no texto, de acordo com as normas vigentes com relação à escrita de
termos em língua estrangeira.
Certo
Errado
www.tecconcursos.com.br/questoes/2089190
CEBRASPE (CESPE) - Vest (UnB)/UnB/Regular/2011
Língua Portuguesa (Português) - Convenções de Escrita (Itálico, Siglas, etc)
Nenhum dos integrantes do BRIC aparece entre os 70 países com a melhor infraestrutura do mundo.
O ranking leva em conta dados quantitativos — como o número de linhas telefônicas em relação ao total
da população e de cargas transportadas nos portos — e opiniões de 13.000 empresários de todo o
mundo. Exemplos recentes comprovam que nem a impressionante taxa de investimento chinesa,
equivalente a 44% do PIB, tem livrado o país de gargalos estarrecedores. Na Índia, a lista de problemas
é infindável. O país foi protagonista do maior apagão da história, quando, em 2001, mais de 225 milhões
de pessoas ficaram no escuro por mais de 12 horas no norte do país e na capital.
F. A. Carneiro. Corrida do BRIC. In: Anuário Exame Infraestrutura.
São Paulo: Ed. Abril, dez./2010, p. 35 (com adaptações).
 
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2089190
85) 
Tendo como referência inicial o texto apresentado e considerando a amplitude dos temas nele
abordados, julgue o item a seguir.
 
As siglas “BRIC” e “PIB” representam itens lexicais que, criados a partir da redução de estruturas
nominais complexas, passam a incorporar o vocabulário da língua como substantivos que não poderam
receber outros elementos da flexão morfológica da língua.
Certo
Errado
www.tecconcursos.com.br/questoes/125546
CEBRASPE (CESPE) - Diplomata/IRBr/2009
Língua Portuguesa (Português) - Convenções de Escrita (Itálico, Siglas, etc)
Texto 5
Em sucessivos relatórios do ministro da Fazenda em meados da década de 1880, aludia-se ao fato de
várias assembleias provinciais estabelecerem impostos sobre a exportação, uma parte da receita dos
quais podiam reter, e também sobre a importação, o que era expressamente vedado pela Constituição.
Sob pressão de associações comerciais e dos delegados regionais da Fazenda, diversas assembleias
foram forçadas a votar a supressão desses impostos. O Visconde Paranaguá, em seu relatório para 1883,
informava que apenas Pernambuco, Bahia e Maranhão ainda resistiam. A questão da repartição dos
impostos e das competências de cada ente federativo parece, portanto, mais antiga que a própria
República.
 
Gustavo H. B. Franco (organização, introdução e comentários). A economia em Machado de Assis: o olhar oblíquo
do acionista. Rio de Janeiro: Zahar, 2007, p. 59 (com adaptações).
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/125546
 
Texto 6
 
Impostos inconstitucionais...
Ontem, ao voltar uma esquina, dei com os impostos inconstitucionais de Pernambuco. Conheceram-me
logo, eu é que, ou por falta de vista, ou porque realmente eles estejam mais gordos, não os conheci
imediatamente. Conheci-os pela voz, vox clamantis in deserto. Disseram-me que tinham chegado no
último paquete. O mais velho acrescentou até que agora hão de repetir com regularidade estas viagens à
corte.
— A gente, por mais inconstitucional que seja, concluiu ele, não há de morrer de aborrecimento na cela
das probabilidades. Uma chegadinha à corte, de quando em quando, não faz mal a ninguém, exceto...
— Exceto...?
— Isso agora é querer perscrutar os nossos pensamentos íntimos. Exceto o diabo que o carregue, está
satisfeito? Não há coisa nenhuma que não possa fazer mal a alguém, seja quem for. Falei de um modo
geral e abstrato. (...)
— São todos inconstitucionais?
— Todos.
—Vamos aqui para calçada. E agora, que tencionam fazer?
— Agora temos de ir ao imperador, mas confesso, meu amigo, receamos perder tempo. Você conhece a
velha máxima que diz que a história não se repete?
— Creio que sim.
— Ora bem, é o nosso caso. Receamos que o imperador, ao dar conosco, fique aborrecido de ver as
mesmas caras e, por outro lado, como a história não se repete... Você, se fosse imperador, que é que
faria?
— Eu, se fosse imperador? Isso agora é mais complicado.
Eu, se fosse imperador, a primeira coisa que faria era ser o primeiro cético do meu tempo. Quanto ao
caso de que se trata, faria uma coisa singular, mas útil: suprimiria os adjetivos.
— Os adjetivos?
— Vocês não calculam como os adjetivos corrompem tudo, ou quase tudo; e, quando não corrompem,
aborrecem a gente, pela repetição que fazemos da mais ínfima galanteria. Adjetivo que nos agradaestá
na boca do mundo.
— Mas que temos nós outros com isso?
— Tudo; vocês como simples impostos são excelentes, gorduchos e corados, cheios de vida. O que os
corrompe e faz definhar é o epíteto de inconstitucionais. Eu, abolindo por um decreto todos os adjetivos
de Estado, resolvia de golpe esta velha questão, e cumpria esta máxima que é tudo o que tenho colhido
da história e da política, que aí dou por dois vinténs a todos os que governam o mundo: os adjetivos
passam, e os substantivos ficam.
 
Machado de Assis. In: Gazeta de notícias (1881–1900). Balas de Estalo. Rio de Janeiro, 16/5/1885.
86) 
Acerca das ideias e dos sentidos do texto 6, assim como de suas estruturas linguísticas e organização
textual, julgue (C ou E) o item subsequente.
A frase “vox clamantis in deserto” está em itálico, porque remete o interlocutor ao respectivo texto-fonte
e faz parte da memória coletiva nacional.
Certo
Errado
www.tecconcursos.com.br/questoes/255782
CEBRASPE (CESPE) - AL (CAM DEP)/CAM DEP/Consultor Legislativo/Área XX/2014
Língua Portuguesa (Português) - Questões Mescladas de Ortografia
A existência de duas ortografias oficiais da língua portuguesa, a lusitana e a brasileira, tem sido
considerada como largamente prejudicial para a unidade intercontinental do português e para seu
prestígio no mundo.
Tal situação remonta, como é sabido, a 1911, ano em que foi adotada em Portugal a primeira grande
reforma ortográfica, mas que não foi extensiva ao Brasil.
Analisando sucintamente o conteúdo dos acordos de 1945 e de 1986, a conclusão que se colhe é a de
que eles visavam impor uma unificação ortográfica absoluta.
Em termos quantitativos e com base em estudos desenvolvidos pela Academia das Ciências de Lisboa,
com base no corpus de cerca de 110.000 palavras, conclui-se que o Acordo de 1986 conseguia a
unificação ortográfica em cerca de 99,5% do vocabulário geral da língua. Mas conseguia-se sobretudo à
custa da simplificação drástica do sistema de acentuação gráfica, pela supressão dos acentos nas
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/255782
palavras proparoxítonas e paroxítonas, o que não foi bem aceito por uma parte substancial da opinião
pública.
A inviabilização prática de tais soluções leva-nos à conclusão de que não é possível unificar, por via
administrativa, divergências que assentam em claras diferenças de pronúncia, um dos critérios, aliás, em
que se baseia o sistema ortográfico da língua portuguesa.
Nestas condições, há que procurar uma versão de unificação ortográfica que acautele mais o futuro do
que o passado e que não receie sacrificar a simplificação também pretendida em 1986, em favor da
máxima unidade possível.
Foi, pois, tendo presentes estes objetivos, que se fixou o novo texto de unificação ortográfica, o qual
representa uma versão menos forte do que as que foram conseguidas em 1945 e 1986. Mas ainda assim
suficientemente forte para unificar ortograficamente cerca de 98% do vocabulário geral da língua.
Brasil. Senado Federal. Nota explicativa do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, 2009 (com
adaptações).
 
Com base no que dispõe o novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, julgue o próximo item.
Está correta a grafia dos seguintes vocábulos: bilíngue, sagui, sequência, quinquênio, Müller, colmeia,
joia, paranoico, papéis, feiúra, perdoo, pera, pôde (3.ª pessoa do sing. do pretérito), sobre-humano, co-
herdeiro, subumano, coedição, capim-açu, semi-analfabeto, vice-almirante, contrarregra, infrassom,
semi-interno, sub-bibliotecário, panamericano.
Certo
Errado
87) 
88) 
www.tecconcursos.com.br/questoes/1633449
CEBRASPE (CESPE) - PPNT (PETROBRAS)/PETROBRAS/Inspetor de Segurança Interna/2007
Língua Portuguesa (Português) - Questões Mescladas de Ortografia
Ao entrar em capacidade máxima de operação, a unidade P-52, que é do tipo semi-submersível,
poderá processar 180 mil barris de petróleo e comprimir 9,3 milhões de metros cúbicos de gás natural
por dia. Integrante do programa de desenvolvimento do Campo de Roncador, na Bacia de Campos, a P-
52 ficará ancorada em uma profundidade de 1.800 metros e será interligada a 29 poços (18 produtores e
11 injetores de água). O escoamento da produção de petróleo e gás natural será feito por dutos
submarinos. Idem, ibidem.
 
Nos item a seguir, os fragmentos constituem trechos sucessivos de um texto. Julgue-os quanto à grafia
das palavras e à acentuação gráfica.
 
O início das operações no Campo de Roncador está previsto para setembro deste ano. Na obra, iniciada
em maio de 2004, utilizou-se processo inédito no país e foram gerados 2.500 empregos diretos e 10 mil
indiretos.
Certo
Errado
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CEBRASPE (CESPE) - Prof II(Pref Recife)/Pref Recife/Língua Portuguesa/2023
Língua Portuguesa (Português) - Fonética (Fonemas, Dígrafos, Encontros Consonantais,
Vocálicos). Separação Silábica
Texto 8A1-I
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/1633449
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2534162
O Brasil é um dos países com maior proporção de alunos matriculados em cursos de formação de
professores, mas com um dos mais baixos índices de interesse na profissão. Para especialistas, isso
mostra que a docência se torna opção pela facilidade em ingressar no ensino superior, pelas baixas
mensalidades e pela alternativa de cursos a distância — não pela vocação.
Estudos internacionais mostram que um bom professor é um dos fatores que mais influenciam na
aprendizagem. Os dados são de pesquisa feita pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID),
que traçou o perfil de quem estuda para ser professor na América Latina e no Caribe. Enquanto, no
Brasil, 20% dos universitários estão em cursos como licenciatura e pedagogia, na América Latina são
10% e, em países desenvolvidos, 8%.
Em compensação, só 5% dos jovens brasileiros dizem querer ser professores quando estão no ensino
médio. E, apesar da grande quantidade de alunos matriculada em cursos de licenciatura e pedagogia no
Brasil, faltam docentes para lecionar disciplinas específicas em áreas de ciências exatas e da natureza.
Na Coreia do Sul, por exemplo, 21% se interessam pela profissão e só 7% ingressam, de fato, na
universidade, porque há muita concorrência e maior seleção. No Chile e no México, os dois índices são
mais próximos: cerca de 7% se interessam pelo magistério e menos de 15% cursam pedagogia ou
licenciatura.
“Muitos alunos concluintes do ensino médio entram em programas de formação de professores para
conseguir um título”, diz o economista chefe da divisão de educação no BID, Gregory Elacqua. Ele afirma
que isso não é bom para a educação.
“A gente atrai as pessoas mais vulneráveis e que lá na frente vão enfrentar o desafio de educar crianças
vulneráveis também”, diz a diretora de políticas públicas do Instituto Península, que atua na área de
formação de professores, Mariana Breim. “Se é este público que está procurando a docência, temos de
abraçá-lo e fazê-lo se apaixonar por ela”, completa. Os dados mostram que 71% dos estudantes de
89) 
pedagogia e licenciatura no Brasil são mulheres, índice semelhante ao verificado em outros países
latinos.
Internet: <noticias.uol.com.br> (com adaptações).
 
Em relação a aspectos fonológicos e gráficos de vocábulos empregados no texto 8A1-I, julgue o
próximo item.
 
Na palavra quantidade, há dez letras e nove fonemas.
Certo
Errado
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CEBRASPE (CESPE) - Prof II(Pref Recife)/Pref Recife/Língua Portuguesa/2023
Língua Portuguesa (Português) - Fonética (Fonemas, Dígrafos, Encontros Consonantais,
Vocálicos). Separação Silábica
Texto 8A1-I
O Brasil é um dos países com maior proporção de alunos matriculados em cursos de formação de
professores, mas com um dos mais baixos índices de interesse na profissão. Para especialistas, isso
mostra que a docência se torna opção pela facilidade em ingressar no ensino superior, pelas baixas
mensalidades e pela alternativa de cursos a distância — não pela vocação.
Estudos internacionais mostram que um bom professor éum dos fatores que mais influenciam na
aprendizagem. Os dados são de pesquisa feita pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID),
que traçou o perfil de quem estuda para ser professor na América Latina e no Caribe. Enquanto, no
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Brasil, 20% dos universitários estão em cursos como licenciatura e pedagogia, na América Latina são
10% e, em países desenvolvidos, 8%.
Em compensação, só 5% dos jovens brasileiros dizem querer ser professores quando estão no ensino
médio. E, apesar da grande quantidade de alunos matriculada em cursos de licenciatura e pedagogia no
Brasil, faltam docentes para lecionar disciplinas específicas em áreas de ciências exatas e da natureza.
Na Coreia do Sul, por exemplo, 21% se interessam pela profissão e só 7% ingressam, de fato, na
universidade, porque há muita concorrência e maior seleção. No Chile e no México, os dois índices são
mais próximos: cerca de 7% se interessam pelo magistério e menos de 15% cursam pedagogia ou
licenciatura.
“Muitos alunos concluintes do ensino médio entram em programas de formação de professores para
conseguir um título”, diz o economista chefe da divisão de educação no BID, Gregory Elacqua. Ele afirma
que isso não é bom para a educação.
“A gente atrai as pessoas mais vulneráveis e que lá na frente vão enfrentar o desafio de educar crianças
vulneráveis também”, diz a diretora de políticas públicas do Instituto Península, que atua na área de
formação de professores, Mariana Breim. “Se é este público que está procurando a docência, temos de
abraçá-lo e fazê-lo se apaixonar por ela”, completa. Os dados mostram que 71% dos estudantes de
pedagogia e licenciatura no Brasil são mulheres, índice semelhante ao verificado em outros países
latinos.
Internet: <noticias.uol.com.br> (com adaptações).
 
Em relação a aspectos fonológicos e gráficos de vocábulos empregados no texto 8A1-I, julgue o
próximo item.
 
90) 
De acordo com a ortografia oficial em vigor, seria correta a translineação da palavra mais (no último
parágrafo do texto), escrevendo-se ma- ao final de uma linha e is no início da linha seguinte.
Certo
Errado
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Língua Portuguesa (Português) - Fonética (Fonemas, Dígrafos, Encontros Consonantais,
Vocálicos). Separação Silábica
Texto 8A2-I
Os mediadores de leitura são aquelas pessoas que estendem pontes entre os livros e os leitores, ou seja,
que criam as condições para fazer com que seja possível que um livro e um leitor se encontrem. A
experiência de encontrar os livros certos nos momentos certos da vida, esses livros que nos fascinam e
que nos vão transformando em leitores paulatinamente, não tem uma rota única nem uma metodologia
específica; por isso, os mediadores de leitura não são fáceis de definir. No entanto, basta lembrar como
descobrimos, nos primeiros anos da vida, esses livros que deixaram rastros em nossa infância e, talvez,
aparecerão nítidas algumas figuras que foram nossos mediadores de leitura: esses adultos íntimos que
deram vida às páginas de um livro, essas vozes que liam para nós, essas mãos e esses rostos que nos
apresentavam os mundos possíveis e as emoções dos livros.
Os mediadores de leitura, consequentemente, não estão somente na escola, mas no lar, nas bibliotecas e
nos espaços não convencionais, como os parques, os hospitais e as ludotecas, entre outros lugares.
Durante a primeira infância, quando a criança não lê sozinha, a leitura é um trabalho em parceria e o
adulto é quem vai dando sentido a essas páginas que, para o bebê, não seriam nada, sem sua presença
e sua voz. Então, os primeiros mediadores de leitura são os pais, as mães, os avós e os educadores da
primeira infância e, aos poucos, à medida que as crianças se aproximam da língua escrita, vão se
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2534406
somando outros professores, a exemplo dos bibliotecários, dos livreiros e dos diversos adultos que
acompanham a leitura das crianças.
Não é fácil reduzir o trabalho do mediador de leitura a um manual de funções. Seu ofício essencial é ler
de muitas formas possíveis: em primeiro lugar, para si mesmo, porque um mediador de leitura é um
leitor sensível e perspicaz, que se deixa tocar pelos livros, que desfruta e que sonha em compartilhá-los
com outras pessoas. Em segundo lugar, um mediador cria rituais, momentos e atmosferas propícias para
facilitar os encontros entre livros e leitores. Às vezes, pode fazer a hora do conto e ler em voz alta uma
ou várias histórias a um grupo, mas, outras vezes, propicia leituras íntimas e solitárias ou encontros em
pequenos grupos. Assim, em certas ocasiões, conversa ou recomenda algum livro; em outras, permanece
em silêncio ou se oculta para deixar que livro e leitor conversem.
Por isso, além de livros, um mediador de leitura lê seus leitores: quem são, o que sonham e o que
temem, e quais são esses livros que podem criar pontes com suas perguntas, com seus momentos vitais
e com essa necessidade de construir sentido que nos impulsiona a ler, desde o começo e ao longo da
vida.
Internet:<https://www.ceale.fae.ufmg.br/> (com adaptações).
 
Julgue o item a seguir, referentes às estruturas linguísticas do texto 8A2-I.
Os vocábulos “pontes” e “condições” apresentam dígrafos vocálicos, e os vocábulos “pessoas” e
“possível” apresentam dígrafos consonantais.
Certo
Errado
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91) 
CEBRASPE (CESPE) - Prof (SEE PE)/SEE PE/Língua Portuguesa/2022
Língua Portuguesa (Português) - Fonética (Fonemas, Dígrafos, Encontros Consonantais,
Vocálicos). Separação Silábica
Texto 10A1-I
A discussão sobre um gênero neutro na linguagem deriva do uso do gênero gramatical masculino para
denotar homens e mulheres (Todos nessa sala de aula devem entregar o trabalho.) e do feminino
específico (Clarice Lispector é incluída pela crítica especializada entre os principais autores
brasileiros do século 20.).
Na gramática, o uso do masculino genérico é visto como gênero não marcado, ou seja, usá-lo não dá a
entender que todos os sujeitos sejam homens ou mulheres — ele é inespecífico. Por ser algo cotidiano, é
difícil pensar nas implicações políticas de empregar o masculino genérico, mas o tema foi amplamente
discutido por especialistas como uma forma de marcar a hierarquização de gêneros na sociedade,
priorizando o homem e invisibilizando a mulher. O masculino genérico é chamado, inclusive, de falso
neutro.
Entretanto, essa abordagem não é unânime no campo da linguística. Para muitos estudiosos, a
interpretação sexista do masculino genérico ignora as origens latinas da língua portuguesa.
No latim havia três designações: feminina, masculina e neutra. As formas neutras de adjetivos e
substantivos no latim acabaram absorvidas por palavras de gênero masculino. A única marcação de
gênero no português é o feminino. O neutro estaria, portanto, junto ao masculino.
O Brasil não é o único país onde a linguagem neutra é discutida. Alguns setores acadêmicos, instituições
de ensino e ativistas estadunidenses já consideram usar pronome neutro para se referir a todos, em vez
de recorrer à demarcação de gênero binário.
Especialistas avaliam que a modificação gramatical em línguas latinas pode ser muito mais complexa e
custosa do que no inglês ou no alemão, em que já está em uso o gênero neutro, porque as línguas
anglo-saxônicas em si já oferecem essa opção.
Segundo especialistas, esse tipo de inovação é mais fácil de ocorrer no inglês, em que, com exceção
daquelas palavras herdadas do latim, como actor (ator) e actress (atriz), a flexão de gênero não altera os
substantivos e adjetivos. No caso do português, essa transformação não depende apenas da alteração de
um pronome, porque a flexão de gênero afeta todo o sintagma nominal. Assim, a flexão de gênero é
demarcada pela vogal temática a ou o (como em pesquisadoras brasileiras) e(ou) por meio do artigo
a ou o (comoem a intérprete).
Mesmo com os desafios morfológicos, linguistas afirmam que não é impossível pensar em proposições
mais inclusivas, e que isso não necessariamente significa que haja uma tentativa de destruição do
português. Segundo explicam esses especialistas, a história de uma língua sempre conta muito sobre a
história de seus falantes, de modo que as coisas que falamos hoje em dia não brotaram da terra nem
vieram prontas, mas dependem da nossa história como humanidade. Nesse sentido, as propostas já
existentes seriam os primeiros passos nesse movimento, e não uma forma final a ser imposta a todos os
falantes.
Internet: <https://tab.uol.com.br> (com adaptações).
 
Acerca de aspectos linguísticos do texto 10A1-I, julgue o item que se segue.
 
A palavra “sintagma” é corretamente separada em sílabas da seguinte forma: sin-tag-ma; contudo, em
eventual translineação, conforme o espaço disponível na linha, considera-se correta a separação dessa
palavra em pontos distintos dos indicados pelos hifens, a exemplo de sin-ta-gma.
Certo
92) 
Errado
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CEBRASPE (CESPE) - Prof (SEDUC AL)/SEDUC AL/Português/2021
Língua Portuguesa (Português) - Fonética (Fonemas, Dígrafos, Encontros Consonantais,
Vocálicos). Separação Silábica
Quem sou eu?
Se negro sou, ou sou bode,
Pouco importa. O que isto pode?
Bodes há de toda a casta,
Pois que a espécie é muita vasta...
Há cinzentos, há rajados,
Baios, pampas e malhados,
Bodes negros, bodes brancos,
E, sejamos todos francos,
Uns plebeus, e outros nobres,
Bodes ricos, bodes pobres,
Bodes sábios, importantes,
E também alguns tratantes...
Aqui, nesta boa terra,
Marram todos, tudo berra;
Nobres Condes e Duquesas,
Ricas Damas e Marquesas,
Deputados, senadores,
Gentis-homens, vereadores;
Belas Damas emproadas,
De nobreza empantufadas;
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Repimpados principotes,
Orgulhosos fidalgotes,
Frades, Bispos, Cardeais,
Fanfarrões imperiais.
Gentes pobres, nobres gentes,
Em todos há meus parentes.
Entre a brava militança
Fulge e brilha alta bodança;
Guardas, Cabos, Furriéis,
Brigadeiros, Coronéis,
Destemidos Marechais,
Rutilantes Generais,
Capitães de mar e guerra,
— Tudo marra, tudo berra —
Na suprema eternidade,
Onde habita a Divindade,
Bodes há santificados,
Que por nós são adorados.
Entre o coro dos Anjinhos
Também há muitos bodinhos.
O amante de Siringa
Tinha pelo e má catinga;
O deus Midas, pelas contas,
Na cabeça tinha pontas;
Jove quando foi menino,
Chupitou leite caprino;
E, segundo o antigo mito,
Também Fauno foi cabrito.
Nos domínios de Plutão,
Guarda um bode o Alcorão;
Nos lundus e nas modinhas
São cantadas as bodinhas:
Pois se todos têm rabicho,
Para que tanto capricho?
Haja paz, haja alegria,
Folgue e brinque a bodaria;
Cesse, pois, a matinada,
Porque tudo é bodarrada.
Luís Gama. Quem sou eu? In: Sílvio Romero. História da literatura brasileira.
Rio de Janeiro: Garnier, 1888. Internet: <www.brasiliana.usp.br> (com adaptações).
Glossário
Siringa: belíssima ninfa da água na mitologia clássica.
Midas: personagem da mitologia grega, rei da Frígia.
Jove: ou Júpiter, ou Zeus, deus dos deuses e dos homens.
Fauno: deus romano protetor dos pastores e rebanhos.
Plutão: ou Hades, deus que possuía as chaves do reino dos mortos.
 
Com relação a aspectos linguísticos do poema Quem sou eu?, anteriormente apresentado, julgue o
próximo item.
 
A palavra “guerra” é escrita com seis letras, mas possui apenas quatro fonemas.
Certo
Errado
93) 
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Língua Portuguesa (Português) - Formação e Estrutura das Palavras
Texto 8A2-I
Os mediadores de leitura são aquelas pessoas que estendem pontes entre os livros e os leitores, ou seja,
que criam as condições para fazer com que seja possível que um livro e um leitor se encontrem. A
experiência de encontrar os livros certos nos momentos certos da vida, esses livros que nos fascinam e
que nos vão transformando em leitores paulatinamente, não tem uma rota única nem uma metodologia
específica; por isso, os mediadores de leitura não são fáceis de definir. No entanto, basta lembrar como
descobrimos, nos primeiros anos da vida, esses livros que deixaram rastros em nossa infância e, talvez,
aparecerão nítidas algumas figuras que foram nossos mediadores de leitura: esses adultos íntimos que
deram vida às páginas de um livro, essas vozes que liam para nós, essas mãos e esses rostos que nos
apresentavam os mundos possíveis e as emoções dos livros.
Os mediadores de leitura, consequentemente, não estão somente na escola, mas no lar, nas bibliotecas e
nos espaços não convencionais, como os parques, os hospitais e as ludotecas, entre outros lugares.
Durante a primeira infância, quando a criança não lê sozinha, a leitura é um trabalho em parceria e o
adulto é quem vai dando sentido a essas páginas que, para o bebê, não seriam nada, sem sua presença
e sua voz. Então, os primeiros mediadores de leitura são os pais, as mães, os avós e os educadores da
primeira infância e, aos poucos, à medida que as crianças se aproximam da língua escrita, vão se
somando outros professores, a exemplo dos bibliotecários, dos livreiros e dos diversos adultos que
acompanham a leitura das crianças.
Não é fácil reduzir o trabalho do mediador de leitura a um manual de funções. Seu ofício essencial é ler
de muitas formas possíveis: em primeiro lugar, para si mesmo, porque um mediador de leitura é um
leitor sensível e perspicaz, que se deixa tocar pelos livros, que desfruta e que sonha em compartilhá-los
com outras pessoas. Em segundo lugar, um mediador cria rituais, momentos e atmosferas propícias para
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94) 
facilitar os encontros entre livros e leitores. Às vezes, pode fazer a hora do conto e ler em voz alta uma
ou várias histórias a um grupo, mas, outras vezes, propicia leituras íntimas e solitárias ou encontros em
pequenos grupos. Assim, em certas ocasiões, conversa ou recomenda algum livro; em outras, permanece
em silêncio ou se oculta para deixar que livro e leitor conversem.
Por isso, além de livros, um mediador de leitura lê seus leitores: quem são, o que sonham e o que
temem, e quais são esses livros que podem criar pontes com suas perguntas, com seus momentos vitais
e com essa necessidade de construir sentido que nos impulsiona a ler, desde o começo e ao longo da
vida.
Internet:<https://www.ceale.fae.ufmg.br/> (com adaptações).
 
Considerando as ideias e os aspectos linguísticos do texto 8A2-I, julgue o item que se segue.
 
A palavra “paulatinamente” (segundo período do primeiro parágrafo) é formada por derivação
parassintética.
Certo
Errado
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CEBRASPE (CESPE) - Prof (SEE PE)/SEE PE/Língua Portuguesa/2022
Língua Portuguesa (Português) - Formação e Estrutura das Palavras
Texto 10A1-I
A discussão sobre um gênero neutro na linguagem deriva do uso do gênero gramatical masculino para
denotar homens e mulheres (Todos nessa sala de aula devem entregar o trabalho.) e do feminino
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2156019
específico (Clarice Lispector é incluída pela crítica especializada entre os principais autores
brasileiros do século 20.).
Na gramática, o uso do masculino genérico é visto como gênero não marcado, ou seja, usá-lo não dá a
entender que todos os sujeitos sejam homens ou mulheres — ele é inespecífico. Por ser algo cotidiano, é
difícil pensar nas implicações políticas de empregar o masculino genérico, mas o tema foi amplamente
discutido por especialistas como uma forma de marcar a hierarquização de gêneros na sociedade,
priorizando o homem e invisibilizando a mulher. O masculino genérico é chamado, inclusive, de falso
neutro.
Entretanto, essa abordagem não é unânime no campo da linguística. Para muitos estudiosos, a
interpretação sexista do masculino genérico ignora as origens latinas da língua portuguesa.
No latim havia três designações: feminina, masculinae neutra. As formas neutras de adjetivos e
substantivos no latim acabaram absorvidas por palavras de gênero masculino. A única marcação de
gênero no português é o feminino. O neutro estaria, portanto, junto ao masculino.
O Brasil não é o único país onde a linguagem neutra é discutida. Alguns setores acadêmicos, instituições
de ensino e ativistas estadunidenses já consideram usar pronome neutro para se referir a todos, em vez
de recorrer à demarcação de gênero binário.
Especialistas avaliam que a modificação gramatical em línguas latinas pode ser muito mais complexa e
custosa do que no inglês ou no alemão, em que já está em uso o gênero neutro, porque as línguas
anglo-saxônicas em si já oferecem essa opção.
Segundo especialistas, esse tipo de inovação é mais fácil de ocorrer no inglês, em que, com exceção
daquelas palavras herdadas do latim, como actor (ator) e actress (atriz), a flexão de gênero não altera os
substantivos e adjetivos. No caso do português, essa transformação não depende apenas da alteração de
95) 
um pronome, porque a flexão de gênero afeta todo o sintagma nominal. Assim, a flexão de gênero é
demarcada pela vogal temática a ou o (como em pesquisadoras brasileiras) e(ou) por meio do artigo
a ou o (como em a intérprete).
Mesmo com os desafios morfológicos, linguistas afirmam que não é impossível pensar em proposições
mais inclusivas, e que isso não necessariamente significa que haja uma tentativa de destruição do
português. Segundo explicam esses especialistas, a história de uma língua sempre conta muito sobre a
história de seus falantes, de modo que as coisas que falamos hoje em dia não brotaram da terra nem
vieram prontas, mas dependem da nossa história como humanidade. Nesse sentido, as propostas já
existentes seriam os primeiros passos nesse movimento, e não uma forma final a ser imposta a todos os
falantes.
Internet: <https://tab.uol.com.br> (com adaptações).
 
Acerca de aspectos linguísticos do texto 10A1-I, julgue o item que se segue.
 
A palavra “movimento” (último período do texto) constitui exemplo de palavra formada por derivação
imprópria.
Certo
Errado
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CEBRASPE (CESPE) - Prof (SEDUC AL)/SEDUC AL/Português/2021
Língua Portuguesa (Português) - Formação e Estrutura das Palavras
Texto 14A1-I
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As línguas são, de certo ponto de vista, totalmente equivalentes quanto ao que podem expressar, e o
fazem com igual facilidade (embora lançando mão de recursos bem diferentes). Entretanto, dois fatores
dificultam a aplicação de algumas línguas a certos assuntos: um, objetivo, a deficiência de vocabulário;
outro, subjetivo, a existência de preconceitos.
É preciso saber distinguir claramente os méritos de uma língua dos méritos (culturais, científicos ou
literários) daquilo que ela serve para expressar. Por exemplo, se a literatura francesa é particularmente
importante, isso não quer dizer que a língua francesa seja superior às outras línguas para a expressão
literária. O desenvolvimento de uma literatura é decorrência de fatores históricos independentes da
estrutura da língua; a qualidade da literatura francesa diz algo dos méritos da cultura dos povos de
língua francesa, não de uma imaginária vantagem literária de se utilizar o francês como veículo de
expressão. Victor Hugo poderia ter sido tão importante quanto foi mesmo se falasse outra língua —
desde que pertencesse a uma cultura equivalente, em grau de adiantamento, riqueza de tradição
intelectual etc., à cultura francesa de seu tempo.
Igualmente, sabe-se que a maior fonte de trabalhos científicos da contemporaneidade são as instituições
e os pesquisadores norte-americanos; isso fez do inglês a língua científica internacional. Todavia, se os
fatores históricos que produziram a supremacia científica norte-americana se tivessem verificado, por
exemplo, na Holanda, o holandês nos estaria servindo exatamente tão bem quanto o inglês o faz agora.
Não há no inglês traços estruturais intrínsecos que o façam superior ao holandês como língua adequada
à expressão de conceitos científicos.
Não se conhece caso em que o desenvolvimento da superioridade literária ou científica de um povo
possa ser claramente atribuído à qualidade da língua desse povo. Ao contrário, as grandes literaturas e
os grandes movimentos científicos surgem nas grandes nações (as mais ricas, as mais livres de restrições
ao pensamento e também — ai de nós! — as mais poderosas política e militarmente). O desenvolvimento
96) 
dos diversos aspectos materiais e culturais de uma nação se dá mais ou menos harmoniosamente; a
ciência e a arte são também produtos da riqueza e da estabilidade de uma sociedade.
O maior perigo que correm as línguas, hoje em dia, é o de não desenvolverem vocabulário técnico e
científico suficiente para acompanhar a corrida tecnológica. Se a defasagem chegar a ser muito grande,
os próprios falantes acabarão optando por utilizar uma língua estrangeira ao tratarem de assuntos
científicos e técnicos.
Mário A. Perini. O rock português (a melhor língua para
fazer ciência). In: Ciência Hoje, 1994 (com adaptações).
 
A respeito dos aspectos gramaticais do texto 14A1-I, julgue o item a seguir.
 
A palavra “decorrência” é formada pelo processo de derivação sufixal, a partir do verbo decorrer e do
sufixo –ência.
Certo
Errado
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CEBRASPE (CESPE) - Prof (SEDUC AL)/SEDUC AL/Português/2021
Língua Portuguesa (Português) - Formação e Estrutura das Palavras
Texto 14A1-I
As línguas são, de certo ponto de vista, totalmente equivalentes quanto ao que podem expressar, e o
fazem com igual facilidade (embora lançando mão de recursos bem diferentes). Entretanto, dois fatores
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/1825537
dificultam a aplicação de algumas línguas a certos assuntos: um, objetivo, a deficiência de vocabulário;
outro, subjetivo, a existência de preconceitos.
É preciso saber distinguir claramente os méritos de uma língua dos méritos (culturais, científicos ou
literários) daquilo que ela serve para expressar. Por exemplo, se a literatura francesa é particularmente
importante, isso não quer dizer que a língua francesa seja superior às outras línguas para a expressão
literária. O desenvolvimento de uma literatura é decorrência de fatores históricos independentes da
estrutura da língua; a qualidade da literatura francesa diz algo dos méritos da cultura dos povos de
língua francesa, não de uma imaginária vantagem literária de se utilizar o francês como veículo de
expressão. Victor Hugo poderia ter sido tão importante quanto foi mesmo se falasse outra língua —
desde que pertencesse a uma cultura equivalente, em grau de adiantamento, riqueza de tradição
intelectual etc., à cultura francesa de seu tempo.
Igualmente, sabe-se que a maior fonte de trabalhos científicos da contemporaneidade são as instituições
e os pesquisadores norte-americanos; isso fez do inglês a língua científica internacional. Todavia, se os
fatores históricos que produziram a supremacia científica norte-americana se tivessem verificado, por
exemplo, na Holanda, o holandês nos estaria servindo exatamente tão bem quanto o inglês o faz agora.
Não há no inglês traços estruturais intrínsecos que o façam superior ao holandês como língua adequada
à expressão de conceitos científicos.
Não se conhece caso em que o desenvolvimento da superioridade literária ou científica de um povo
possa ser claramente atribuído à qualidade da língua desse povo. Ao contrário, as grandes literaturas e
os grandes movimentos científicos surgem nas grandes nações (as mais ricas, as mais livres de restrições
ao pensamento e também — ai de nós! — as mais poderosas política e militarmente). O desenvolvimento
dos diversos aspectos materiais e culturais de uma nação se dá mais ou menos harmoniosamente; a
ciência e a arte são também produtos da riqueza e da estabilidade de uma sociedade.
O maior perigo que correm as línguas, hoje em dia, é o de não desenvolverem vocabulário técnicoe
97) 
científico suficiente para acompanhar a corrida tecnológica. Se a defasagem chegar a ser muito grande,
os próprios falantes acabarão optando por utilizar uma língua estrangeira ao tratarem de assuntos
científicos e técnicos.
Mário A. Perini. O rock português (a melhor língua para
fazer ciência). In: Ciência Hoje, 1994 (com adaptações).
 
A respeito dos aspectos gramaticais do texto 14A1-I, julgue o item a seguir.
 
O vocábulo “intrínsecos”, empregado parágrafo, é formado por derivação prefixal, mediante o acréscimo
do prefixo de negação –in.
Certo
Errado
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CEBRASPE (CESPE) - Prof (SEDUC AL)/SEDUC AL/Português/2021
Língua Portuguesa (Português) - Formação e Estrutura das Palavras
Quem sou eu?
Se negro sou, ou sou bode,
Pouco importa. O que isto pode?
Bodes há de toda a casta,
Pois que a espécie é muita vasta...
Há cinzentos, há rajados,
Baios, pampas e malhados,
Bodes negros, bodes brancos,
E, sejamos todos francos,
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Uns plebeus, e outros nobres,
Bodes ricos, bodes pobres,
Bodes sábios, importantes,
E também alguns tratantes...
Aqui, nesta boa terra,
Marram todos, tudo berra;
Nobres Condes e Duquesas,
Ricas Damas e Marquesas,
Deputados, senadores,
Gentis-homens, vereadores;
Belas Damas emproadas,
De nobreza empantufadas;
Repimpados principotes,
Orgulhosos fidalgotes,
Frades, Bispos, Cardeais,
Fanfarrões imperiais.
Gentes pobres, nobres gentes,
Em todos há meus parentes.
Entre a brava militança
Fulge e brilha alta bodança;
Guardas, Cabos, Furriéis,
Brigadeiros, Coronéis,
Destemidos Marechais,
Rutilantes Generais,
Capitães de mar e guerra,
— Tudo marra, tudo berra —
Na suprema eternidade,
Onde habita a Divindade,
Bodes há santificados,
Que por nós são adorados.
Entre o coro dos Anjinhos
Também há muitos bodinhos.
O amante de Siringa
Tinha pelo e má catinga;
O deus Midas, pelas contas,
Na cabeça tinha pontas;
Jove quando foi menino,
Chupitou leite caprino;
E, segundo o antigo mito,
Também Fauno foi cabrito.
Nos domínios de Plutão,
Guarda um bode o Alcorão;
Nos lundus e nas modinhas
São cantadas as bodinhas:
Pois se todos têm rabicho,
Para que tanto capricho?
Haja paz, haja alegria,
Folgue e brinque a bodaria;
Cesse, pois, a matinada,
Porque tudo é bodarrada.
Luís Gama. Quem sou eu? In: Sílvio Romero. História da literatura brasileira.
Rio de Janeiro: Garnier, 1888. Internet: <www.brasiliana.usp.br> (com adaptações).
Glossário
Siringa: belíssima ninfa da água na mitologia clássica.
98) 
Midas: personagem da mitologia grega, rei da Frígia.
Jove: ou Júpiter, ou Zeus, deus dos deuses e dos homens.
Fauno: deus romano protetor dos pastores e rebanhos.
Plutão: ou Hades, deus que possuía as chaves do reino dos mortos.
 
Com relação a aspectos linguísticos do poema Quem sou eu?, anteriormente apresentado, julgue o
próximo item.
 
O poeta lança mão de processos de derivação sufixal para criar novas palavras a partir do radical do
substantivo “bode”.
Certo
Errado
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CEBRASPE (CESPE) - EspFAEP (DEPEN)/DEPEN/Enfermagem/2021
Língua Portuguesa (Português) - Artigo
No dia 31 de outubro de 1861, depois de um conturbado processo de construção, que durou cerca
de três décadas, a Bahia inaugurou a sua primeira penitenciária, que recebeu oficialmente o nome de
Casa de Prisão com Trabalho. A instituição foi construída numa área pantanosa, na periferia da cidade de
Salvador.
A implantação da penitenciária fazia parte do projeto civilizador oitocentista, e o Brasil acompanhava uma
tendência mundial de modernização do sistema prisional, que teve início na Inglaterra e nos Estados
Unidos no final do século XVIII. As execuções e as torturas em praças públicas, utilizadas para
atemorizar a quem estivesse planejando novos crimes, foram, gradativamente, abandonadas. Entrava em
cena a penalidade moderna, que planejava privar o criminoso do seu bem maior — a sua liberdade —,
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/1654920
99) 
internando-o numa instituição construída especificamente para recuperá-lo, que recebeu o nome de
penitenciária. O seu funcionamento era regido por normas que seriam aplicadas de acordo com o modelo
penitenciário escolhido pelas autoridades, mas utilizavam-se elementos como o trabalho, a religião, a
disciplina, o uso de uniformes e, sobretudo, o isolamento como métodos de punição e recuperação.
Dessa forma, esperava-se criar um “novo homem”, que seria devolvido à sociedade com todos os
atributos necessários à convivência social, principalmente para o trabalho. Foi com essa expectativa que
os reformadores baianos implantaram a Casa de Prisão com Trabalho.
Cláudia Moraes Trindade. O nascimento de uma penitenciária:
os primeiros presos da Casa de Prisão com Trabalho da Bahia (1860-1865). In: Tempo, Niterói, v. 16, n. 30, p. 167-
196, 2011 (com adaptações).
Com relação às ideias e aos aspectos linguísticos do texto anterior, julgue o item que se segue.
 
Com o uso do artigo definido na contração “do” em “do projeto civilizador oitocentista” (no início do
segundo parágrafo), pressupõe-se que a autora parte do princípio de que os leitores tenham
conhecimento prévio acerca desse projeto.
Certo
Errado
www.tecconcursos.com.br/questoes/463342
CEBRASPE (CESPE) - PEB (SEDF)/SEDF/Língua Portuguesa/2017
Língua Portuguesa (Português) - Artigo
O aspecto da implantação do português no Brasil explica por que tivemos, de início, uma língua
literária pautada pela do Portugal contemporâneo. A sociedade colonial considerava-se um
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/463342
100) 
prolongamento da sociedade ultramarina. O seu ideal era reviver os padrões vigentes no reino.
 
Já para a língua popular as condições eram outras. A separação no espaço entre a população da colônia
e a da metrópole favoreceu uma evolução linguística divergente. Acresce que, com o encontro, em
território americano, de sujeitos falantes de regiões diversas da mãe-pátria, cada um dos quais com o
seu falar próprio, se realizou um intercurso, intenso e em condições inéditas, de variantes dialetais,
conducente a nova distribuição e planificação linguística. Mesmo sem insistir em tal ou qual ação
secundária das novas condições de vida física e social e de contato com os indígenas (e posteriormente
com os africanos), é obvio que a língua popular brasileira tinha de diferençar-se inelutavelmente da de
Portugal, e, com o correr dos tempos, desenvolver um coloquialismo ou sermo cotidianus seu.
 
Joaquim Mattoso Câmara Junior. A língua literária. In: Evanildo Bechara (org.). Estudo da
língua portuguesa: textos de apoio. Brasília: FUNAG, 2010, p. 292 (com adaptações).
 
No que concerne aos aspectos linguísticos do texto precedente, julgue o item que se segue.
 
O emprego do artigo definido imediatamente antes do topônimo “Portugal” torna-se obrigatório devido à
presença do adjetivo “contemporâneo”.
Certo
Errado
www.tecconcursos.com.br/questoes/1963734
CEBRASPE (CESPE) - Vest (UnB)/UnB/Regular/2016
Língua Portuguesa (Português) - Artigo
Um novo modelo de sociedade, a sociedade em rede, formou-se a partir de uma revolução da
tecnologia da informação e da reestruturação do capitalismo. A sociedade em rede é caracterizada pela
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/1963734
101) 
globalização das atividades do homem, incluindo-se a cultura. Surgiu com ela a cibercultura, composta
por um sistema de mídia onipresente, interligado, altamente diversificado. No contexto da cibercultura, a
arte pode ser considerada como um instrumento para participação do processo de reconstrução do
mundo e da renovação cultural, em oposição à ilustração artística explicativa ou expressiva. Quando se
trata da produção artística no ambiente do ciberespaço, talvez a preocupação maior, além da linguagem
específica, esteja em redefinir noções conceituais como o tempo, o espaço, o real, o virtual, o único, o
coletivo, o local, o global e a interatividadeE.
 
Tendo como referência inicial o texto apresentado acima,julgue os itens de 109 a 118 e faça o que se
pede nos itens 119 e 120, que são do tipo C.
 
Em todas as suas ocorrências em “o tempo, o espaço, o real, o virtual, o único, o coletivo, o local, o
global e a interatividade”, o artigo definido serve ao propósito de substantivar palavras de diferentes
classes gramaticais por meio de derivação imprópria.
Certo
Errado
www.tecconcursos.com.br/questoes/183598
CEBRASPE (CESPE) - AAmb (ICMBio)/ICMBio/2014
Língua Portuguesa (Português) - Artigo
De acordo com uma lista da International Union for the Conservation of Nature, o Brasil é o país
com o maior número de espécies de aves ameaçadas de extinção, com um total de 123 espécies
sofrendo risco real de desaparecer da natureza em um futuro não tão distante. A Mata Atlântica
concentra cerca de 80% de todas as aves ameaçadas no país, fato que resulta de muitos anos de
exploração e desmatamentos. Atualmente, restam apenas cerca de 10% da floresta original, não sendo
homogênea essa proporção de floresta remanescente ao longo de toda a Mata Atlântica. A situação é
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/183598
102) 
mais séria na região Nordeste, especialmente nos estados de Alagoas e Pernambuco, onde a maior parte
da floresta original foi substituída por plantações de cana-de-açúcar. É nessa região que ainda podem ser
encontrados os últimos exemplares das aves mais raras em todo o país, como o criticamente ameaçado
limpa-folha-do-nordeste (Philydor novaesi). Essa pequena ave de dezoito centímetros vive no estrato
médio e dossel de florestas bem conservadas e ricas em bromélias, onde procura artrópodes dos quais se
alimenta. Atualmente, as duas únicas localidades onde a espécie pode ser encontrada são a Estação
Ecológica de Murici, em Alagoas, e a Serra do Urubu, em Pernambuco.
Pedro F. Develey et al. O Brasil e suas aves. In: Scientific American Brasil, 2013 (com adaptações).
Julgue o item seguinte, relativo às ideias e aos aspectos estruturais do texto acima.
 
Nas sequências “toda a Mata Atlântica” e “todo o país”, os artigos definidos “a” e “o” são opcionais,
podendo ser suprimidos sem que haja prejuízo à correção gramatical e à significação dos períodos de
que fazem parte..
Certo
Errado
www.tecconcursos.com.br/questoes/1503651
CEBRASPE (CESPE) - Adm (UNIPAMPA)/UNIPAMPA/2013
Língua Portuguesa (Português) - Artigo
Texto
 
Segundo uma abordagem educacional tradicional, a educação objetiva a transmissão dos saberes
formulados ao longo da história, cabendo ao educando as funções de memorizá-los e de reproduzi-los.
Em uma visão contemporânea, a educação tem como objetivo a formação cidadã, que abrange um
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/1503651
conhecimento qualificado fomentador da construção da moral e do comportamento individual e social
infantojuvenil.
Nos dias de hoje, independentemente da evolução e do avanço das teorias e práticas pedagógicas e de
suas novas perspectivas quanto às reformulações educacionais e às mudanças que dizem respeito ao
educar, profissionais das ciências humanas e sociais têm enfocado um grande problema: as causas da
evasão escolar.
Na mídia e em reuniões cotidianas, discutem-se os motivos da baixa frequência escolar, problema que
parece não ter ainda uma solução definitiva. Não se trata apenas de déficit de aprendizagem e de
dificuldades econômicas e motivacionais, sejam referentes aos métodos utilizados pelos professores,
sejam relativas ao próprio significado que a educação tem para as pessoas. O problema da evasão
escolar possivelmente está centrado na deficiência de conscientização da cidadania, por parte da família
ou do próprio aluno, e também na escola, onde as dificuldades educacionais são formadas e onde,
portanto, deveriam ser solucionadas. De toda sorte, tratar a evasão escolar em âmbitos diversos que não
o pedagógico pode produzir resultados perversos, como a exclusão do aluno e sua autoexpulsão do
sistema educacional. Entretanto, dar respostas contundentes ao problema passa também pela
compreensão e discussão de seus significados, já que reconhecê-los permite ao indivíduo transformá-los.
Nilton S. Formiga et al. As causas da evasão
escolar: um estudo descrito em jovens brasileiros.
Internet: <www.psicologia.pt> (com adaptações).
 
No que diz respeito às estruturas linguísticas do texto, julgue o item subsecutivo.
 
O emprego do artigo indefinido no trecho “Em uma visão contemporânea” indica a possibilidade de
existirem outras abordagens educacionais.
Certo
103) 
Errado
www.tecconcursos.com.br/questoes/589418
CEBRASPE (CESPE) - 1º Ten (PM MA)/PM MA/Psicólogo/2018
Língua Portuguesa (Português) - Substantivo
Texto CG1A1BBB
Quando dizemos que uma pessoa é doce, fica bem claro que se trata de um elogio, e de um elogio
emocionado, porque parte de remotas e ternas lembranças: o primeiro sabor que nos recebe no mundo
é o gosto adocicado do leite materno, e dele nos lembraremos pelo resto de nossas vidas. A paixão pelo
açúcar é uma constante em nossa cultura. O açúcar é fonte de energia, uma substância capaz de
proporcionar um instantâneo “barato” que reconforta nervos abalados. É paradoxal, portanto, a
existência de uma doença em que o açúcar está ali, em nossa corrente sanguínea, mas não pode ser
utilizado pelo organismo por falta de insulina. As células imploram pelo açúcar que não conseguem
receber, e que sai, literalmente, na urina. O diabetes é conhecido desde a Antiguidade, sobretudo porque
é uma doença de fácil diagnóstico: as formigas se encarregam disso. Há séculos, sabe-se que a urina do
diabético é uma festa para o formigueiro. Também não escapou aos médicos de outrora o fato de que a
pessoa diabética urina muito e emagrece. “As carnes se dissolvem na urina”, diziam os gregos.
Moacyr Scliar. Doce problema. In: A face oculta —
inusitadas e reveladoras histórias da medicina. Porto Alegre: Artes e Ofícios, 2001 (com adaptações).
No que concerne às ideias e aos aspectos linguísticos do texto CG1A1BBB, julgue o item.
 
A correção gramatical do texto seria mantida caso o artigo “O” fosse substituído por A e a palavra
“conhecido” fosse flexionada no feminino — conhecida —, dada a variação de gênero característica da
palavra “diabetes”.
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/589418
104) 
Certo
Errado
www.tecconcursos.com.br/questoes/460856
CEBRASPE (CESPE) - PEB (SEDF)/SEDF/Sociologia/2017
Língua Portuguesa (Português) - Substantivo
Quando indaguei a alguns escritores de sucesso que manuais de estilo tinham consultado durante
seu aprendizado, a resposta mais comum foi “nenhum”. Disseram que escrever, para eles, aconteceu
naturalmente.
 
Eu seria o último dos mortais a duvidar que os bons escritores foram abençoados com uma dose inata de
fluência mais sintaxe e memória para as palavras. Ninguém nasceu com competência para redigir. Essa
competência pode não se ter originado nos manuais de estilo, mas deve ter vindo de algum lugar.
 
Esse algum lugar é a escrita de outros escritores. Bons escritores são leitores ávidos. Assimilaram um
grande inventário de palavras, expressões idiomáticas, construções, tropos e truques retóricos e, com
eles, a sensibilidade para o modo como se combinam ou se repelem. Essa é a ardilosa “sensibilidade” de
um escritor hábil — o tácito sentido de estilo que os manuais de estilo honestos admitem ser impossível
ensinar explicitamente. Os biógrafos dos grandes autores sempre tentam rastrear os livros que seus
personagens leram na juventude, porque sabem que essas fontes escondem o segredo de seu
aperfeiçoamento como escritores.
 
O ponto de partida para alguém tornar-se um bom escritor é ser um bom leitor. Os escritores adquirem
sua técnica identificando, saboreando e aplicando engenharia reversa em exemplos de boa prosa.
 
Steven Pinker. Guia de escrita: como conceber um texto com clareza, precisão e
elegância. Trad. Rodolfo Ilari. São Paulo: Contexto, 2016, p. 23-4 (com adaptações).
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/460856
105) 
 
No que se refere ao texto precedente, julgue o item a seguir.A palavra “último” foi empregada com valor de substantivo.
Certo
Errado
www.tecconcursos.com.br/questoes/463344
CEBRASPE (CESPE) - PEB (SEDF)/SEDF/Língua Portuguesa/2017
Língua Portuguesa (Português) - Substantivo
O aspecto da implantação do português no Brasil explica por que tivemos, de início, uma língua
literária pautada pela do Portugal contemporâneo. A sociedade colonial considerava-se um
prolongamento da sociedade ultramarina. O seu ideal era reviver os padrões vigentes no reino.
 
Já para a língua popular as condições eram outras. A separação no espaço entre a população da colônia
e a da metrópole favoreceu uma evolução linguística divergente. Acresce que, com o encontro, em
território americano, de sujeitos falantes de regiões diversas da mãe-pátria, cada um dos quais com o
seu falar próprio, se realizou um intercurso, intenso e em condições inéditas, de variantes dialetais,
conducente a nova distribuição e planificação linguística. Mesmo sem insistir em tal ou qual ação
secundária das novas condições de vida física e social e de contato com os indígenas (e posteriormente
com os africanos), é obvio que a língua popular brasileira tinha de diferençar-se inelutavelmente da de
Portugal, e, com o correr dos tempos, desenvolver um coloquialismo ou sermo cotidianus seu.
 
Joaquim Mattoso Câmara Junior. A língua literária. In: Evanildo Bechara (org.). Estudo da
língua portuguesa: textos de apoio. Brasília: FUNAG, 2010, p. 292 (com adaptações).
 
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/463344
106) 
No que concerne aos aspectos linguísticos do texto precedente, julgue o item que se segue.
 
Os vocábulos “africanos” e “correr”, originalmente pertencentes à classe dos adjetivos e dos verbos,
respectivamente, foram empregados como substantivos no texto.
Certo
Errado
www.tecconcursos.com.br/questoes/563064
CEBRASPE (CESPE) - TJ TRF1/TRF 1/Apoio Especializado/Taquigrafia/2017
Língua Portuguesa (Português) - Substantivo
Texto 7A1AAA
O tema relativo à economia informal ganhou destaque expressivo na mídia e na literatura especializada a
partir do final do século passado. Essa denominação pode envolver fenômenos muito distintos, tais como
sonegação fiscal, terceirização, atividades de microempresas, comércio de rua ou ambulante, contratação
ilegal de trabalhadores assalariados nativos ou migrantes, trabalho temporário e trabalho em domicílio,
entre outros.
A economia informal apresenta um denominador comum no imaginário das pessoas: envolve atividades,
trabalhos e rendas que desconsideram as regras expressas em leis ou em procedimentos usuais. As
recorrentes menções a esse tema refletem as dificuldades que as organizações, os indivíduos e o coletivo
social vêm enfrentando para superar, com as regras legais vigentes ou com os procedimentos- padrão, as
mudanças estruturais econômicas, políticas e sociais em andamento.
Se, por um lado, as diferentes situações criadas pela economia informal respondem a demandas
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/563064
107) 
legítimas e encaminham possíveis soluções no âmbito da nova ordem econômica e social, por outro,
constituem focos de tensões e de desigualdades sociais.
Maria Cristina Cacciamali. Globalização e processo de
informalidade. In: Economia e Sociedade. Campinas, (14):153-74, jun./2000 (com adaptações).
Com relação às ideias e aos aspectos linguísticos do texto 7A1AAA, julgue o item que se segue.
 
Haveria prejuízo gramatical para o texto caso a palavra “procedimentos-padrão” fosse alterada para
procedimentos-padrões.
Certo
Errado
www.tecconcursos.com.br/questoes/257714
CEBRASPE (CESPE) - Sold (CBM CE)/CBM CE/2014
Língua Portuguesa (Português) - Substantivo
Imagine a leitora que está em 1813, na igreja do Carmo, ouvindo uma daquelas boas festas
antigas, que eram todo o recreio público e toda a arte musical. Sabem o que é uma missa cantada;
podem imaginar o que seria uma missa cantada daqueles anos remotos. Não lhe chamo a atenção para
os padres e os sacristães, nem para o sermão, nem para os olhos das moças cariocas, que já eram
bonitos nesse tempo, nem para as mantilhas das senhoras graves, os calções, as cabeleiras, as sanefas,
as luzes, os incensos, nada. Não falo sequer da orquestra, que é excelente; limito-me a mostrar-lhes uma
cabeça branca, a cabeça desse velho que rege a orquestra, com alma e devoção.
Chama-se Romão Pires; terá sessenta anos, não menos, nasceu no Valongo, ou por esses lados. É bom
músico e bom homem; todos os músicos gostam dele. Mestre Romão é o nome familiar; e dizer familiar
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/257714
108) 
e público era a mesma coisa em tal matéria e naquele tempo. “Quem rege a missa é mestre Romão” —
equivalia a esta outra forma de anúncio, anos depois: “Entra em cena o ator João Caetano”; — ou então:
“O ator Martinho cantará uma de suas melhores árias.” Era o tempero certo, o chamariz delicado e
popular. Mestre Romão rege a festa! Quem não conhecia mestre Romão, com o seu ar circunspecto,
olhos no chão, riso triste, e passo demorado? Tudo isso desaparecia à frente da orquestra; então a vida
derramava-se por todo o corpo e todos os gestos do mestre; o olhar acendia-se, o riso iluminava-se: era
outro.
 
Acabou a festa; é como se acabasse um clarão intenso, e deixasse o rosto apenas alumiado da luz
ordinária. Ei-lo que desce do coro, apoiado na bengala; vai à sacristia beijar a mão aos padres e aceita
um lugar à mesa do jantar.
Machado de Assis. Histórias sem data. Internet: <www.machadodeassis.org.br> (com adaptações).
 
Ainda em relação a aspectos linguísticos do texto de Machado de Assis, julgue o item seguinte.
 
No fragmento “Não lhe chamo a atenção para os padres e os sacristães, nem para o sermão”, todos os
substantivos terminados em ditongos nasais apresentam as mesmas possibilidades de formação de
plural.
Certo
Errado
www.tecconcursos.com.br/questoes/2368422
CEBRASPE (CESPE) - PJ (MPE SC)/MPE SC/2023
Língua Portuguesa (Português) - Adjetivo
Texto 2A1-I
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2368422
 
O ordenamento jurídico vem sendo confrontado com as inovações tecnológicas decorrentes da aplicação
da inteligência artificial (IA) nos sistemas computacionais. Não apenas se vivencia uma ampliação do uso
de sistemas lastreados em IA no cotidiano, como também se observa a existência de robôs com sistemas
computacionais cada vez mais potentes, nos quais os algoritmos passam a decidir autonomamente,
superando a programação original. Nesse contexto, um dos grandes desafios ético-jurídicos do uso
massivo de sistemas de inteligência artificial é a questão da responsabilidade civil advinda de danos
decorrentes de robôs inteligentes, uma vez que os sistemas delituais tradicionais são baseados na culpa
e essa centralidade da culpa na responsabilidade civil se encontra desafiada pela realidade de sistemas
de inteligência artificial.
 
Perante a autonomia algorítmica na qual os sistemas de IA passam a decidir de forma diversa da
programada, há uma dificuldade de diferenciar quais danos decorreram de erro humano e aqueles que
derivaram de uma escolha equivocada realizada pelo próprio sistema ao agir de forma autônoma. O
comportamento emergente da máquina, em função do processo de aprendizado profundo, sem receber
qualquer controle da parte de um agente humano, torna difícil indicar quem seria o responsável pelo
dano, uma vez que o processo decisório decorreu de um aprendizado automático que culminou com
escolhas equivocadas realizadas pelo próprio sistema. Há evidentes situações em que se pode vislumbrar
a existência de culpa do operador do sistema, como naquelas em que não foram realizadas atualizações
de software ou, até mesmo, de quebra de deveres objetivos de cuidado, como falhas que permitem que
hackers interfiram no sistema. Entretanto, excluídas essas situações, estará ausente o juízo de censura
necessário para a responsabilização com base na culpa.
 
B. L. da Anunciação Melo e H. Ribeiro Cardoso. Sistemas de inteligência artificial e
responsabilidade civil:uma análise da proposta europeia acerca da atribuição de
personalidade civil. In: Revista Brasileira de Direitos Fundamentais
& Justiça, 16(1), 2020, p. 93-4 (com adaptações).
 
109) 
Em relação às construções sintáticas do texto 2A1-I, julgue o próximo item.
 
No parágrafo, o segmento “de quebra de deveres objetivos de cuidado” qualifica “situações”.
Certo
Errado
www.tecconcursos.com.br/questoes/2368663
CEBRASPE (CESPE) - PJ (MPE SC)/MPE SC/2023
Língua Portuguesa (Português) - Adjetivo
Texto 2A2-III
 
Justiça é justiça social. É atualização dos princípios condutores, emergindo nas lutas sociais, para levar à
criação de uma sociedade em que cessem a exploração e a opressão do homem pelo homem. O direito
não é mais, nem menos, do que a expressão daqueles princípios supremos, como modelo avançado de
legítima organização social da liberdade. Mas até a injustiça como também o antidireito (isto é, a
constituição de normas ilegítimas e sua imposição em sociedades mal organizadas) fazem parte do
processo, pois nem a sociedade justa, nem a justiça corretamente vista, nem o direito mesmo, o
legítimo, nascem de um berço metafísico ou são presente generoso dos deuses: eles brotam nas
oposições, no conflito, no caminho penoso do progresso, com avanços e recuos.
 
Direito é processo, dentro do processo histórico. Não é uma coisa feita, perfeita e acabada. É aquele vir a
ser que se enriquece nos movimentos de libertação das classes e dos grupos ascendentes e que definha
nas explorações e opressões que o contradizem, mas de cujas próprias contradições brotarão as novas
conquistas.
 
Roberto Lyra Filho. O que é direito. São Paulo: Brasiliense, 2003, p. 86 (com adaptações).
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2368663
110) 
 
Acerca de aspectos gramaticais do texto 2A2-III, julgue o item subsequente.
 
Em “opressão do homem” e “presente generoso dos deuses”, a substituição das locuções adjetivas “do
homem” e “dos deuses” pelos adjetivos humana e divino, respectivamente, manteria a correção
gramatical e as relações coesivas do texto original.
Certo
Errado
www.tecconcursos.com.br/questoes/2445751
CEBRASPE (CESPE) - PPNT (PETROBRAS)/PETROBRAS/Enfermagem do Trabalho/2023
Língua Portuguesa (Português) - Adjetivo
Texto CB1A1-I
A PETROBRAS demonstra compromisso com a sustentabilidade por meio do desenvolvimento de
estratégias para acelerar a descarbonização e atuar sempre de forma ética e transparente, com
operações seguras, respeito às pessoas e ao meio ambiente e com foco na geração de valor. Seis dos dez
compromissos de sustentabilidade estabelecidos pela empresa estão associados a carbono. Os outros
quatro compromissos referem-se a segurança hídrica, conservação da biodiversidade, gestão de resíduos
e responsabilidade social, e esse último inclui investimentos em projetos socioambientais, programas em
direitos humanos, relacionamento comunitário e contribuição para a solução de problemas sociais e
ambientais, envolvendo oportunidades de atuação junto aos públicos de interesse e clientes de produtos
da PETROBRAS.
No que diz respeito aos desafios da transição energética, a PETROBRAS contribui para a mitigação da
mudança climática por meio do investimento de recursos e tecnologias na produção de petróleo de baixo
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2445751
111) 
carbono no Brasil, gerando energia, divisas e riquezas relevantes para o financiamento de uma transição
energética responsável, bem como para a capacidade de ofertar gás e energia despachável para
viabilizar a elevada participação de energias renováveis na matriz elétrica brasileira. Além disso, investe
em novas possibilidades de produtos e negócios de menor intensidade de carbono, promove pesquisa e
desenvolvimento de novas tecnologias e soluções de baixo carbono e investe em projetos
socioambientais para a recuperação e conservação de florestas.
Internet: <https://petrobras.com.br> (com adaptações).
 
Acerca de aspectos linguísticos do texto CB1A1-I, julgue o item subsequente.
 
Nos trechos “para viabilizar a elevada participação de energias renováveis” (primeiro período do segundo
parágrafo) e “negócios de menor intensidade de carbono” (segundo período do segundo parágrafo), os
vocábulos “elevada” e “menor” classificam-se gramaticalmente como adjetivos.
Certo
Errado
www.tecconcursos.com.br/questoes/2531732
CEBRASPE (CESPE) - Prof I (Pref Recife)/Pref Recife/Sem Área/2023
Língua Portuguesa (Português) - Adjetivo
Texto CB1A1-I 
Em uma de suas últimas entrevistas, o antropólogo Darcy Ribeiro (1922-1997) relatou que havia fugido
do hospital onde se submetia a tratamento contra um câncer, para terminar o livro que considerava o
coroamento de sua obra: O povo brasileiro, publicado em 1995. Na mesma entrevista, reconhecia ser
um homem de “muitas peles”: foi etnólogo indigenista, antropólogo, educador, gestor público, político
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2531732
militante e romancista. Entretanto, dizia ter fracassado em sua missão de tornar o Brasil aquilo que
“poderia ser”.
“Darcy Ribeiro é uma figura fascinante e um dos autores latino-americanos que projetaram mais futuros.
Em alguns dos textos, ele parece comentar em voz alta as alternativas, utópicas e distópicas, para o
Brasil e a América Latina”, observa o sociólogo Fabrício Pereira da Silva. “Este é um momento excelente
para reexaminar suas ideias, suas utopias e seus projetos.”
Sua carreira de educador teve início na Escola Brasileira de Administração Pública, da Fundação Getúlio
Vargas, no Rio de Janeiro, onde, durante dois anos, ensinou etnologia brasileira. Na mesma época,
participou da fundação do Museu do Índio, em 1953, e, dois anos mais tarde, da criação do primeiro
curso de pós-graduação em antropologia cultural no Brasil. Ao deixar o Serviço de Proteção aos Índios,
lecionou na Universidade do Brasil, atual Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Nesse período,
desenvolveu trabalhos com o pedagogo Anísio Teixeira (1900-1971), uma das principais referências em
educação no Brasil e defensor do ensino básico integral. Sua influência perduraria por toda a trajetória de
Darcy Ribeiro e se concretizaria no projeto dos centros integrados de educação pública (CIEP), escolas
de tempo integral criadas no Rio de Janeiro nos anos 80 do século passado.
A crítica ao colonialismo, a análise dos povos latino-americanos e a valorização do ponto de vista
indígena fazem da obra de Darcy Ribeiro uma fonte de inspiração para pesquisadores do campo de
estudos pós-coloniais e decoloniais, de acordo com Pereira da Silva. “São releituras e apropriações,
porque, quando ele publicou, esses termos não eram usados. A tendência ao evolucionismo e ao
eurocentrismo de seus primeiros anos deu lugar, no exílio, a uma visão mais diversificada, em que a
América Latina aparece como um polo civilizacional”, afirma.
Apesar de ter sido reitor, fundador e reformador de universidades, Darcy viveu a maior parte de sua
carreira fora de instituições universitárias brasileiras. Entretanto, jamais deixou de refletir sobre seu
projeto para o ensino superior. Publicou livros como A universidade necessária e La universidad
112) 
latinoamericana, em que expôs seu projeto baseado em interdisciplinaridade, investimento em
pesquisa científica avançada, compromisso social e participação do corpo discente na tomada de
decisões.
Diego Viana. Darcy Ribeiro: a chama da utopia. Revista Pesquisa FAPESP, 30/10/2022 (com adaptações).
 
Em relação a aspectos linguísticos do texto CB1A1-I, julgue o próximo item.
 
No segundo período do primeiro parágrafo, os vocábulos “indigenista”, “público” e “militante” são
adjetivos que qualificam, respectivamente, os termos “etnólogo”, “gestor” e “político”.
Certo
Errado
www.tecconcursos.com.br/questoes/2215527
CEBRASPE (CESPE) - Med (TCE-PB)/TCE PB/2022
Língua Portuguesa (Português) - Adjetivo
Texto CB1A1-I
 
A história da saúde não é a história da medicina, pois apenas de 10% a 20% da saúde são determinados
pela medicina, e essa porcentagem eraainda menor nos séculos anteriores. Os outros três determinantes
da saúde são o comportamento, o ambiente e a biologia – idade, sexo e genética. As histórias da
medicina centradas no atendimento à saúde não permitem uma compreensão global da melhoria da
saúde humana. A história dessa melhoria é uma história de superação. Antes dos primeiros progressos, a
saúde humana estava totalmente estagnada. Da Revolução Neolítica, há 12 mil anos, até meados do
século XVIII, a expectativa de vida dos seres humanos ocidentais não evoluíra de modo significativo.
Estava paralisada na faixa dos 25-30 anos. Foi somente a partir de 1750 que o equilíbrio histórico se
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modificou positivamente. Vários elementos alteraram esse contexto, provocando um aumento
praticamente contínuo da longevidade. Há 200 anos, as suecas detinham o recorde mundial com uma
longevidade de 46 anos. Em 2019, eram as japonesas que ocupavam o primeiro lugar, com uma duração
média de vida de 88 anos. Mesmo sem alcançar esse recorde, as populações dos países industrializados
podem esperar viver atualmente ao menos 80 anos. Desde 1750, cada geração vive um pouco mais do
que a anterior e prepara a seguinte para viver ainda mais tempo.
 
Jean-David Zeitoun. História da saúde humana: vamos viver cada vez mais?
Tradução Patrícia Reuillard. São Paulo: Contexto, 2022, p. 10-11 (com adaptações).
 
No que se refere a aspectos linguísticos do texto CB1A1-I, julgue o item seguinte.
 
O termo “positivamente” (oitavo período) é empregado como adjetivo de sentido quantitativo e se refere
ao fato de a expectativa de vida humana aumentar numericamente, e não diminuir.
Certo
Errado
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CEBRASPE (CESPE) - Adv (CAU BR)/CAU BR/2024
Língua Portuguesa (Português) - Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e
Tempos Verbais
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113) 
Fábula de um arquiteto
A arquitetura como construir portas,
de abrir; ou como construir o aberto;
construir, não como ilhar e prender,
nem construir como fechar secretos;
construir portas abertas, em portas;
casas exclusivamente portas e teto.
O arquiteto: o que abre para o homem
(tudo se sanearia desde casas abertas)
portas por-onde, jamais portas-contra;
por onde, livres: ar luz razão certa.
Até que, tantos livres o amedrontando,
renegou dar a viver no claro e aberto.
Onde vãos de abrir, ele foi amurando
opacos de fechar; onde vidro, concreto;
até fechar o homem: na capela útero,
com confortos de matriz, outra vez feto.
114) 
João Cabral de Melo Neto. Fábula de um arquiteto.
In: Antologia poética. Rio de Janeiro: Ed. José Olympio, 1978, p.18.
 
Considerando o texto e a imagem da Catedral Metropolitana Nossa Senhora Aparecida, obra de Oscar
Niemayer, julgue o item a seguir.
 
Em “tudo se sanearia desde casas abertas” (primeira estrofe), a forma verbal é empregada no futuro do
pretérito no modo indicativo para expressar a certeza da impossibilidade do saneamento.
Certo
Errado
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CEBRASPE (CESPE) - PJ (MPE SC)/MPE SC/2023
Língua Portuguesa (Português) - Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e
Tempos Verbais
Texto 2A1-I
 
O ordenamento jurídico vem sendo confrontado com as inovações tecnológicas decorrentes da aplicação
da inteligência artificial (IA) nos sistemas computacionais. Não apenas se vivencia uma ampliação do uso
de sistemas lastreados em IA no cotidiano, como também se observa a existência de robôs com sistemas
computacionais cada vez mais potentes, nos quais os algoritmos passam a decidir autonomamente,
superando a programação original. Nesse contexto, um dos grandes desafios ético-jurídicos do uso
massivo de sistemas de inteligência artificial é a questão da responsabilidade civil advinda de danos
decorrentes de robôs inteligentes, uma vez que os sistemas delituais tradicionais são baseados na culpa
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e essa centralidade da culpa na responsabilidade civil se encontra desafiada pela realidade de sistemas
de inteligência artificial.
 
Perante a autonomia algorítmica na qual os sistemas de IA passam a decidir de forma diversa da
programada, há uma dificuldade de diferenciar quais danos decorreram de erro humano e aqueles que
derivaram de uma escolha equivocada realizada pelo próprio sistema ao agir de forma autônoma. O
comportamento emergente da máquina, em função do processo de aprendizado profundo, sem receber
qualquer controle da parte de um agente humano, torna difícil indicar quem seria o responsável pelo
dano, uma vez que o processo decisório decorreu de um aprendizado automático que culminou com
escolhas equivocadas realizadas pelo próprio sistema. Há evidentes situações em que se pode vislumbrar
a existência de culpa do operador do sistema, como naquelas em que não foram realizadas atualizações
de software ou, até mesmo, de quebra de deveres objetivos de cuidado, como falhas que permitem que
hackers interfiram no sistema. Entretanto, excluídas essas situações, estará ausente o juízo de censura
necessário para a responsabilização com base na culpa.
 
B. L. da Anunciação Melo e H. Ribeiro Cardoso. Sistemas de inteligência artificial e
responsabilidade civil: uma análise da proposta europeia acerca da atribuição de
personalidade civil. In: Revista Brasileira de Direitos Fundamentais
& Justiça, 16(1), 2020, p. 93-4 (com adaptações).
 
Com base nas regras de concordância nominal e verbal, julgue o seguinte item, relativos ao texto 2A1-I.
 
No trecho “os sistemas de IA passam a decidir”, é facultativa a flexão da forma verbal “decidir” no plural,
razão por que seria igualmente correta a expressão os sistemas de IA passam a decidirem.
Certo
Errado
115) 
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CEBRASPE (CESPE) - PJ (MPE SC)/MPE SC/2023
Língua Portuguesa (Português) - Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e
Tempos Verbais
Texto 2A1-I
 
O ordenamento jurídico vem sendo confrontado com as inovações tecnológicas decorrentes da aplicação
da inteligência artificial (IA) nos sistemas computacionais. Não apenas se vivencia uma ampliação do uso
de sistemas lastreados em IA no cotidiano, como também se observa a existência de robôs com sistemas
computacionais cada vez mais potentes, nos quais os algoritmos passam a decidir autonomamente,
superando a programação original. Nesse contexto, um dos grandes desafios ético-jurídicos do uso
massivo de sistemas de inteligência artificial é a questão da responsabilidade civil advinda de danos
decorrentes de robôs inteligentes, uma vez que os sistemas delituais tradicionais são baseados na culpa
e essa centralidade da culpa na responsabilidade civil se encontra desafiada pela realidade de sistemas
de inteligência artificial.
 
Perante a autonomia algorítmica na qual os sistemas de IA passam a decidir de forma diversa da
programada, há uma dificuldade de diferenciar quais danos decorreram de erro humano e aqueles que
derivaram de uma escolha equivocada realizada pelo próprio sistema ao agir de forma autônoma. O
comportamento emergente da máquina, em função do processo de aprendizado profundo, sem receber
qualquer controle da parte de um agente humano, torna difícil indicar quem seria o responsável pelo
dano, uma vez que o processo decisório decorreu de um aprendizado automático que culminou com
escolhas equivocadas realizadas pelo próprio sistema. Há evidentes situações em que se pode vislumbrar
a existência de culpa do operador do sistema, como naquelas em que não foram realizadas atualizações
de software ou, até mesmo, de quebra de deveres objetivos de cuidado, como falhas que permitem que
hackers interfiram no sistema. Entretanto, excluídas essas situações, estará ausente o juízo de censura
necessário para a responsabilização com base na culpa.
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116) 
 
B. L. da Anunciação Melo e H. Ribeiro Cardoso. Sistemas de inteligência artificial e
responsabilidade civil: uma análise da propostaeuropeia acerca da atribuição de
personalidade civil. In: Revista Brasileira de Direitos Fundamentais
& Justiça, 16(1), 2020, p. 93-4 (com adaptações).
 
Com relação a formas verbais empregadas no texto 2A1-I, julgue o item subsequente.
 
No parágrafo, o tempo verbal em “seria” indica que se trata de um acontecimento que se deu no
passado posteriormente a outro também ocorrido no passado.
Certo
Errado
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CEBRASPE (CESPE) - PJ (MPE SC)/MPE SC/2023
Língua Portuguesa (Português) - Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e
Tempos Verbais
Texto 2A1-I
 
O ordenamento jurídico vem sendo confrontado com as inovações tecnológicas decorrentes da aplicação
da inteligência artificial (IA) nos sistemas computacionais. Não apenas se vivencia uma ampliação do uso
de sistemas lastreados em IA no cotidiano, como também se observa a existência de robôs com sistemas
computacionais cada vez mais potentes, nos quais os algoritmos passam a decidir autonomamente,
superando a programação original. Nesse contexto, um dos grandes desafios ético-jurídicos do uso
massivo de sistemas de inteligência artificial é a questão da responsabilidade civil advinda de danos
decorrentes de robôs inteligentes, uma vez que os sistemas delituais tradicionais são baseados na culpa
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e essa centralidade da culpa na responsabilidade civil se encontra desafiada pela realidade de sistemas
de inteligência artificial.
 
Perante a autonomia algorítmica na qual os sistemas de IA passam a decidir de forma diversa da
programada, há uma dificuldade de diferenciar quais danos decorreram de erro humano e aqueles que
derivaram de uma escolha equivocada realizada pelo próprio sistema ao agir de forma autônoma. O
comportamento emergente da máquina, em função do processo de aprendizado profundo, sem receber
qualquer controle da parte de um agente humano, torna difícil indicar quem seria o responsável pelo
dano, uma vez que o processo decisório decorreu de um aprendizado automático que culminou com
escolhas equivocadas realizadas pelo próprio sistema. Há evidentes situações em que se pode vislumbrar
a existência de culpa do operador do sistema, como naquelas em que não foram realizadas atualizações
de software ou, até mesmo, de quebra de deveres objetivos de cuidado, como falhas que permitem que
hackers interfiram no sistema. Entretanto, excluídas essas situações, estará ausente o juízo de censura
necessário para a responsabilização com base na culpa.
 
B. L. da Anunciação Melo e H. Ribeiro Cardoso. Sistemas de inteligência artificial e
responsabilidade civil: uma análise da proposta europeia acerca da atribuição de
personalidade civil. In: Revista Brasileira de Direitos Fundamentais
& Justiça, 16(1), 2020, p. 93-4 (com adaptações).
 
Com relação a formas verbais empregadas no texto 2A1-I, julgue o item subsequente.
 
No parágrafo, o modo verbal expresso em “interfiram” denota, no texto, um desejo.
Certo
Errado
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117) 
CEBRASPE (CESPE) - PJ (MPE SC)/MPE SC/2023
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Tempos Verbais
Texto 2A2-II
 
A origem da instituição Ministério Público (MP) não é facilmente situada na história, não sendo possível
precisar ou afirmar com certeza a data e o local nos quais se tenha originado.
 
No Brasil, a figura do promotor de justiça só surge em 1609, quando é regulamentado o Tribunal de
Relação na Bahia. No Império, tratava-se a instituição no Código de Processo Criminal, sem nenhuma
referência constitucional.
 
Somente na Constituição de 1824, foram criados o Supremo Tribunal de Justiça e os tribunais de relação,
nomeando-se desembargadores, procuradores da Coroa, conhecidos como “chefe do parquet”. No
entanto, a expressão “Ministério Público” só seria utilizada no Decreto n.º 5.618, de 2 de maio de 1874.
 
Foi na Constituição de 1891 que, pela primeira vez, o MP mereceu uma referência no texto fundamental.
Já a Constituição Federal de 16 de julho de 1934 dispensou um tratamento mais alentador ao MP,
definindo-lhe algumas atribuições básicas. As Constituições de 1946 a 1967 pouco disseram acerca do
MP. A grande fase do MP foi inaugurada com a Constituição Federal de 1988 (CF), cujos termos são
absolutamente inovadores, mesmo no nível internacional. A Constituição de 1988 é dotada de um
capítulo próprio sobre o MP. Atendendo às características federais do Estado brasileiro, a CF trata do
Ministério Público da União e daquele dos diversos estados-membros da Federação. A CF declara o MP
como instituição permanente e essencial à função jurídica, incumbindo-lhe a defesa da ordem jurídica, do
regime democrático e dos interesses sociais e individuais indisponíveis.
 
Internet: www.anpr.org.br (com adaptações).
118) 
 
Julgue o item subsequente, relativos a aspectos gramaticais do texto 2A2-II.
 
O tempo verbal empregado no primeiro período do segundo parágrafo é denominado presente histórico
e, em seu lugar, seria adequado o uso do pretérito perfeito do modo indicativo.
Certo
Errado
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CEBRASPE (CESPE) - PJ (MPE SC)/MPE SC/2023
Língua Portuguesa (Português) - Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e
Tempos Verbais
Texto 2A2-III
 
Justiça é justiça social. É atualização dos princípios condutores, emergindo nas lutas sociais, para levar à
criação de uma sociedade em que cessem a exploração e a opressão do homem pelo homem. O direito
não é mais, nem menos, do que a expressão daqueles princípios supremos, como modelo avançado de
legítima organização social da liberdade. Mas até a injustiça como também o antidireito (isto é, a
constituição de normas ilegítimas e sua imposição em sociedades mal organizadas) fazem parte do
processo, pois nem a sociedade justa, nem a justiça corretamente vista, nem o direito mesmo, o
legítimo, nascem de um berço metafísico ou são presente generoso dos deuses: eles brotam nas
oposições, no conflito, no caminho penoso do progresso, com avanços e recuos.
 
Direito é processo, dentro do processo histórico. Não é uma coisa feita, perfeita e acabada. É aquele vir a
ser que se enriquece nos movimentos de libertação das classes e dos grupos ascendentes e que definha
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2368654
119) 
nas explorações e opressões que o contradizem, mas de cujas próprias contradições brotarão as novas
conquistas.
 
Roberto Lyra Filho. O que é direito. São Paulo: Brasiliense, 2003, p. 86 (com adaptações).
 
Acerca de aspectos gramaticais do texto 2A2-III, julgue o item subsequente.
 
O segundo período do texto é iniciado por uma forma verbal impessoal.
Certo
Errado
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CEBRASPE (CESPE) - AJ 02 (TJ ES)/TJ ES/Administrativa/2023
Língua Portuguesa (Português) - Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e
Tempos Verbais
Texto CG1A1-I
A apropriação colonial das terras indígenas muitas vezes se iniciava com alguma alegação genérica de
que os povos forrageadores viviam em um estado de natureza — o que significava que eram
considerados parte da terra, mas sem nenhum direito a sua propriedade. A base para o desalojamento,
por sua vez, tinha como premissa a ideia de que os habitantes daquelas terras não trabalhavam. Esse
argumento remonta ao Segundo tratado sobre o governo (1690), de John Locke, em que o autor
defendia que os direitos de propriedade decorrem necessariamente do trabalho. Ao trabalhar a terra, o
indivíduo “mistura seu trabalho” a ela; nesse sentido, a terra se torna, de certo modo, uma extensão do
indivíduo. Os nativos preguiçosos, segundo os discípulos de Locke, não faziam isso. Não eram, segundo
os lockianos, “proprietários de terras que faziam melhorias”; apenas as usavam para atender às suas
necessidades básicas com o mínimo de esforço.
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2395631
James Tully, uma autoridade em direitos indígenas, aponta as implicaçõeshistóricas desse pensamento:
considera-se vaga a terra usada para a caça e a coleta e, “se os povos aborígenes tentam submeter os
europeus a suas leis e costumes ou defender os territórios que durante milhares de anos tinham
erroneamente pensado serem seus, então são eles que violam o direito natural e podem ser punidos ou
‘destruídos’ como animais selvagens”. Da mesma forma, o estereótipo do nativo indolente e
despreocupado, levando uma vida sem ambições materiais, foi utilizado por milhares de conquistadores,
administradores de latifúndios e funcionários coloniais europeus na Ásia, na África, na América Latina e
na Oceania como pretexto para obrigar os povos nativos ao trabalho, com meios que iam desde a
escravização pura e simples ao pagamento de taxas punitivas, corveias e servidão por dívida.
David Graeber e David Wengrow.
O despertar de tudo: uma nova história da humanidade. São Paulo: Cia das Letras, 2022, p. 169-170 (com
adaptações).
 
Acerca dos sentidos e dos mecanismos de coesão empregados no texto CG1A1-I, julgue o próximo
item.
Infere-se do primeiro parágrafo, especialmente por causa do emprego da forma verbal “defendia”
(terceiro período), que John Locke desistiu de defender os direitos de propriedade.
Certo
Errado
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Tempos Verbais
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120) Texto 15A2-I
Em uma linha de estudos, um dos fatores apontados frequentemente como possível solução para a
diminuição da demanda nos tribunais diz respeito aos mecanismos de resolução alternativa de conflitos.
O relatório Fazendo com que a justiça conte: medindo e aprimorando o desempenho do
Judiciário no Brasil, produzido pelo Banco Mundial, já apontava em 2004 a maior difusão do instituto
da conciliação como uma possível solução para a excessiva sobrecarga de processos na justiça estadual.
Segundo o relatório, tal medida poderia ser um importante mecanismo de diminuição das demandas hoje
paralisadas no Poder Judiciário estadual.
Ribeiro (2008), em análise acerca do acesso ao sistema judiciário no Brasil, destaca o papel do Conselho
Nacional de Justiça (CNJ) como órgão encarregado de desenvolver ações que visem à redução da
morosidade processual e à simplificação dos procedimentos judiciais. A autora destaca dentre os projetos
desenvolvidos pelo CNJ a ênfase nos procedimentos alternativos de justiça, entre os quais figura o
instituto da conciliação.
Em mesmo sentido, Veronese (2007) realizou análise da evolução de experiências alternativas de
resolução de conflitos, descrevendo os projetos e as questões políticas implicadas nesse fenômeno.
Segundo o autor, apesar do consenso de que o Brasil se insere em um contexto de tradição jurídica
formalista, ocorre atualmente um movimento descrito como “permeabilidade às novas referências
institucionais para a solução dos conflitos e ao discurso de intervenção social” (2007, p. 19), agenda que,
segundo Veronese, vem-se desenvolvendo de modo célere no Brasil. Um exemplo citado por ele diz
respeito à realização do Dia Nacional da Conciliação, evento promovido pelo CNJ com o intuito de
difundir nos tribunais a cultura da realização de acordos entre os litigantes com vistas a extinguir
demandas judiciárias.
Renato Máximo Sátiro e Marcos de Moraes Sousa.
Determinantes quantitativos do desempenho judicial: fatores associados à produtividade dos tribunais de
justiça. In: Revista Direito GV, v. 7, n.º 1, 2021, p. 8-9 (com adaptações).
121) 
 
Acerca do emprego das formas verbais no texto 15A2-I, julgue o próximo item.
A perífrase “vem-se desenvolvendo” (penúltimo período do último parágrafo) veicula aspecto durativo e
cursivo.
Certo
Errado
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CEBRASPE (CESPE) - AJ 02 (TJ ES)/TJ ES/Apoio Especializado/Licenciatura em Letras/2023
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Tempos Verbais
Texto 15A2-I
Em uma linha de estudos, um dos fatores apontados frequentemente como possível solução para a
diminuição da demanda nos tribunais diz respeito aos mecanismos de resolução alternativa de conflitos.
O relatório Fazendo com que a justiça conte: medindo e aprimorando o desempenho do
Judiciário no Brasil, produzido pelo Banco Mundial, já apontava em 2004 a maior difusão do instituto
da conciliação como uma possível solução para a excessiva sobrecarga de processos na justiça estadual.
Segundo o relatório, tal medida poderia ser um importante mecanismo de diminuição das demandas hoje
paralisadas no Poder Judiciário estadual.
Ribeiro (2008), em análise acerca do acesso ao sistema judiciário no Brasil, destaca o papel do Conselho
Nacional de Justiça (CNJ) como órgão encarregado de desenvolver ações que visem à redução da
morosidade processual e à simplificação dos procedimentos judiciais. A autora destaca dentre os projetos
desenvolvidos pelo CNJ a ênfase nos procedimentos alternativos de justiça, entre os quais figura o
instituto da conciliação.
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Em mesmo sentido, Veronese (2007) realizou análise da evolução de experiências alternativas de
resolução de conflitos, descrevendo os projetos e as questões políticas implicadas nesse fenômeno.
Segundo o autor, apesar do consenso de que o Brasil se insere em um contexto de tradição jurídica
formalista, ocorre atualmente um movimento descrito como “permeabilidade às novas referências
institucionais para a solução dos conflitos e ao discurso de intervenção social” (2007, p. 19), agenda que,
segundo Veronese, vem-se desenvolvendo de modo célere no Brasil. Um exemplo citado por ele diz
respeito à realização do Dia Nacional da Conciliação, evento promovido pelo CNJ com o intuito de
difundir nos tribunais a cultura da realização de acordos entre os litigantes com vistas a extinguir
demandas judiciárias.
Renato Máximo Sátiro e Marcos de Moraes Sousa.
Determinantes quantitativos do desempenho judicial: fatores associados à produtividade dos tribunais de
justiça. In: Revista Direito GV, v. 7, n.º 1, 2021, p. 8-9 (com adaptações).
 
Acerca do emprego das formas verbais no texto 15A2-I, julgue o próximo item.
 
No título do relatório mencionado no primeiro parágrafo, o emprego do subjuntivo em “conte” justifica-
se pela subordinação dessa oração a uma construção causativa.
Certo
Errado
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CEBRASPE (CESPE) - AJ 02 (TJ ES)/TJ ES/Apoio Especializado/Licenciatura em Letras/2023
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122) Texto 15A2-I
Em uma linha de estudos, um dos fatores apontados frequentemente como possível solução para a
diminuição da demanda nos tribunais diz respeito aos mecanismos de resolução alternativa de conflitos.
O relatório Fazendo com que a justiça conte: medindo e aprimorando o desempenho do
Judiciário no Brasil, produzido pelo Banco Mundial, já apontava em 2004 a maior difusão do instituto
da conciliação como uma possível solução para a excessiva sobrecarga de processos na justiça estadual.
Segundo o relatório, tal medida poderia ser um importante mecanismo de diminuição das demandas hoje
paralisadas no Poder Judiciário estadual.
Ribeiro (2008), em análise acerca do acesso ao sistema judiciário no Brasil, destaca o papel do Conselho
Nacional de Justiça (CNJ) como órgão encarregado de desenvolver ações que visem à redução da
morosidade processual e à simplificação dos procedimentos judiciais. A autora destaca dentre os projetos
desenvolvidos pelo CNJ a ênfase nos procedimentos alternativos de justiça, entre os quais figura o
instituto da conciliação.
Em mesmo sentido, Veronese (2007) realizou análise da evolução de experiências alternativas de
resolução de conflitos, descrevendo os projetos e as questões políticas implicadas nesse fenômeno.Segundo o autor, apesar do consenso de que o Brasil se insere em um contexto de tradição jurídica
formalista, ocorre atualmente um movimento descrito como “permeabilidade às novas referências
institucionais para a solução dos conflitos e ao discurso de intervenção social” (2007, p. 19), agenda que,
segundo Veronese, vem-se desenvolvendo de modo célere no Brasil. Um exemplo citado por ele diz
respeito à realização do Dia Nacional da Conciliação, evento promovido pelo CNJ com o intuito de
difundir nos tribunais a cultura da realização de acordos entre os litigantes com vistas a extinguir
demandas judiciárias.
Renato Máximo Sátiro e Marcos de Moraes Sousa.
Determinantes quantitativos do desempenho judicial: fatores associados à produtividade dos tribunais de
justiça. In: Revista Direito GV, v. 7, n.º 1, 2021, p. 8-9 (com adaptações).
123) 
 
Acerca do emprego das formas verbais no texto 15A2-I, julgue o próximo item.
 
No segundo período do primeiro parágrafo, o tempo verbal em “apontava”, acompanhado da expressão
adverbial “em 2004”, delimita a ação verbal a um momento pontual no passado.
Certo
Errado
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Texto 20A2-I
Falar ou escrever sobre Antonio Candido é, para mim, extremamente difícil. A geração à qual pertenço
não seria a mesma sem a sua presença e influência. Eu próprio não seria o mesmo se a vida não me
pusesse em contato com Antonio Candido, com o seu carinho, a sua severidade íntegra, a sua modéstia
e o seu orgulho intelectual — enfim, a sua personalidade de educador, que se irradia irresistível, como
uma exigência de perfeição e de compromisso crítico. Uma existência fecunda, devotada ao estudo, ao
cultivo do talento dos jovens, ao ensino, ao florescimento da antiga Faculdade de Filosofia, Ciências e
Letras da Universidade de São Paulo, à contestação socialista constante e à esperança de que o Brasil
venceria, por meio dos mais humildes e dos trabalhadores, as tragédias de sua dependência e o
subdesenvolvimento. Sem alarde, sempre esteve na vanguarda ousada, realizando tarefas simples e
complexas, escondendo-se no anonimato, mas enfrentando, sem se perturbar, todos os riscos. Duas
ditaduras e muitas incompreensões cercaram a sua atuação inconformista, pois escapava à sua posição
na sociedade e ao controle das elites para servir às causas da justiça social, dos jovens e dos oprimidos.
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Em sua carreira, percorreu três estações: a de agitador de ideias por meio dos ensaios jornalísticos; a de
professor e pesquisador no campo da sociologia; a de professor de literatura comparada e do invento
literário, na qual se notabilizou convertendo a crítica literária em forma de criação cultural e em ramo da
literatura.
Escapou aos ismos, que circulavam nos ambientes acadêmicos, e forjou recursos complexos de
explicação, integrativos e de síntese, que demarcam a obra da inteligência erudita e criadora, que, em
outros tempos, se caracterizariam como a ciência da produção literária. Em nossos dias, de resistência ao
positivismo e ao cientificismo, tal preocupação desvaneceu-se. O que não impede de trazê-la à baila,
para que se possa conferir à razão como dar conta da categoria de saber a que chegou Antonio Candido,
por seus méritos, sua capacidade de trabalho e seu espírito inventivo.
Florestan Fernandes. A contestação necessária. São Paulo: Expressão Popular, 2015, p. 107-108 (com
adaptações).
 
Considerando aspectos estilísticos e coesivos do texto 20A2-I, bem como o atendimento à norma-
padrão da língua portuguesa, julgue o item a seguir.
 
No penúltimo período do primeiro parágrafo, as formas no gerúndio indicam circunstâncias de modo e
caracterizam o agir de Antonio Candido.
Certo
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124) 
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Texto 20A2-II
Estou prestes a sair de casa. Abro o armário. Urge escolher a máscara, das muitas que eu tenho, para ir
à rua. Com ela enfrentarei os dissabores e as aventuras do meu cotidiano. Afinal, ela é a ponte que cruzo
para alcançar os demais seres.
Minhas máscaras acomodam-se na prateleira, em meio às bolsas. Todas parecidas, elas diferenciam-se
entre si apenas em detalhes imperceptíveis aos olhos alheios. São raros aqueles que surpreendem a
natureza da minha máscara. Reconhecem que rio, choro ou encontro-me na iminência de velejar para
um hemisfério longínquo, de onde, quem sabe, não regresso tão cedo.
Enquanto muitos confessam, em consonância, com triste adágio, que suas vidas são um livro aberto,
nada tenho a esconder dos homens, sou justo o contrário, não sei viver sem as máscaras, que me
protegem, são a salvaguarda da minha liberdade. E ainda que se provem elas em muitos momentos
incapazes de me proteger, não importa. Afinal, a vida não permite previsões, lances antecipados. Para
enfrentar certos conflitos, seria necessário revestir-se da máscara de ferro, que traz consigo o sopro da
morte.
Duvido que alguém prescinda do uso da máscara. Ande inadvertido pelo mundo, oferecendo o rosto cru
dos seus sentimentos. Desajeitado e pobre, quando poderia dispor, a qualquer hora, de mais de mil
máscaras, capazes todas de impulsionar o espetáculo humano, de corresponder à natureza do seu dono,
de encharcar de vinagre e esperança qualquer coração.
As máscaras, sem dúvida, ajudam-me a viver. Levam-me às cerimônias solenes, onde confirmo educação
recebida. Acompanham-me nos momentos em que sangro, a despeito da minha aparente indiferença. E
são elas ainda que me perguntam qual das máscaras usar em determinada festa. Acaso a máscara que
engendrei ao longo dos anos, e que me serve como um chinelo velho? Aquela que é dissimulada, cujo
125) 
desassombro assusta-me, pois revela aos vizinhos o que eu mantinha sob resguardo? Ou a outra, que
aspira sobrepor-se à tirania das convenções, quer rasgar o véu da hipocrisia, emitir as palavras
acomodadas no baú dos enigmas? Será a máscara que alardeia arrogância, ansiosa por deixar
consignada nas paredes do mundo uma única mensagem que justifique sua existência?
Olho-me ao espelho. Estarei usando máscara mesmo quando estou sozinha? Acaso já não vivo sem ela,
só respiro por meio de artifícios? É ela que me deixa ser alada e terrestre, me permite voar e contornar
seres e objetos de cristal? É a máscara que pousa desajeitada no meu próprio rosto, onde há de ficar
para sempre, até derreter um dia como se fora feita de cera?
Nélida Piñon. A máscara do meu rosto. In: O Estado de São Paulo, Suplemento Feminino, 29/9/1997.
Considerando aspectos de forma e de conteúdo do texto 20A2-II, julgue o item subsecutivo.
O uso do presente do indicativo nos três primeiros períodos do texto é um recurso de estilo que permite
destacar a recorrência dos referidos atos na rotina da narradora.
Certo
Errado
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CEBRASPE (CESPE) - PPNT (PETROBRAS)/PETROBRAS/Enfermagem do Trabalho/2023
Língua Portuguesa (Português) - Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e
Tempos Verbais
Texto CB1A1-II
 
Em 23/3/2023, o presidente da PETROBRAS, Jean Paul Prates, afirmou à imprensa que a companhia não
deve praticar o preço de paridade internacional (PPI). “Se lá fora o preço do petróleo diminuiu, entendo
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que diminuiu também em termos de insumos para as refinarias, logo isso tem de refletir no preço para o
consumidor final. Não é necessário que o preço do combustível esteja amarrado ao preço do importador,
que é o nosso principal concorrente. Ao contrário. Paridade de importação não é preço que a companhia
deve praticar.”
Prates disse que, em sua gestão como presidente da estatal,não haverá o “dogma do preço de paridade
internacional (PPI)”, abrindo espaço para a negociação de preços que levem em consideração o cenário
econômico nacional.
Instituída em 2016, a política do PPI prevê que a PETROBRAS alinhe os valores que cobra das
distribuidoras pelo combustível ao que é cobrado pelas importadoras que trazem o petróleo refinado em
forma de diesel e gasolina para o Brasil.
Questionado se haverá redução no preço da gasolina, Jean Paul Prates disse que as equipes estão
avaliando o mercado sobre possíveis oscilações no preço do combustível. “A gente está avaliando a
referência internacional e o mercado brasileiro. Essa é a nossa política agora. O mercado nacional é
composto pelo que é produzido aqui com o produto importado. Sempre que a gente puder ter o preço
mais barato para vender para o nosso cliente, para o nosso consumidor brasileiro, a gente vai fazer isso”,
concluiu.
O presidente da companhia também garantiu que a venda dos ativos do Polo Bahia Terra, em negociação
entre a PETROBRAS e um consórcio formado por PetroReconcavo e Eneva, está sendo reavaliada sob
uma nova ótica e que nada está decidido. Segundo ele, “o que está assinado será cumprido; o que não
está assinado será revisto”.
Internet: <www.cnnbrasil.com.br> (com adaptações).
 
A respeito de aspectos linguísticos do texto CB1A1-II, julgue o item que se segue.
126) 
 
No terceiro parágrafo, as formas verbais “prevê”, “alinhe” e “cobra” estão flexionadas no presente do
indicativo, expressando uma sequência de ações que ocorrem frequentemente.
Certo
Errado
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CEBRASPE (CESPE) - Ana (SERPRO)/SERPRO/Tecnologia/2023
Língua Portuguesa (Português) - Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e
Tempos Verbais
Texto
 
Os pais pediram que o menino fosse dormir cedo para que pudesse acordar à hora da passagem do ano.
A julgar pela insistência da recomendação, o ano não passaria se ele não se deitasse. O que seria,
francamente, um problemão — e para o mundo todo. Se o ano não virasse, tudo o que estava para
acontecer a partir da meia-noite bruscamente ficaria retido nas malas, nos pacotes, na escuridão. Por
respeito à humanidade, o garoto acatou. Quer dizer, mais ou menos — ficaria na cama de olhos
fechados, igual quando brincava de morto, mas dormir mesmo não dormiria. Só estando acordado seria
possível devassar de vez o mistério da passagem do ano.
Os adultos mentem muito, sabia. Até mesmo sua mãe, que lhe pede não mentir nunca, inventava
histórias quando ele perguntava “como era a cara do ano velho e do ano novo”. Sempre lhe respondiam,
com sorrisos enigmáticos que não esclarecem nada, que tudo dependia da sua maneira de olhar. Mas
olhar o quê? O ano velho indo embora tal qual um balão, “subindo, perdendo gás, perdendo gás, até
acabar muito chocho”? Ou a chegada do novo, que descia de paraquedas na praça General Osório,
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trazendo uma mochila munida de “talco, escova de dentes e pombas”, para soltar em sinal de paz e
alegria? Pouca coisa fazia sentido naquela cabeça de menino.
Confinado em seu quarto, correu para a janela depois do beijo materno de boa noite e ali ficou, vigia do
réveillon. Era preciso guardar o céu, pois com certeza “o ano passa no ar”. Mas o que faria, então, tanta
gente na rua, tanto carro buzinando, sem ninguém olhando para cima? Já estavam, decerto,
acostumados. “É ruim, ficar acostumado: não se vê mais nada, as coisas vão se apagando”, concluiu a
criança da crônica de Drummond. Ninguém ia perceber a passagem do ano.
Desiludido, o menino pegou no sono e acordou no chão, apavorado com o estrondo da virada. Foi
correndo para a sala, onde os adultos, falando um pouco arrastado, tinham perdido o jeito comum, o
jeito diurno. “Ele passou?”, quis saber. Carinhosa, a mãe levou-o de volta para o quarto, encostou o rosto
em seu rosto e rogou-lhe que dormisse outra vez. O ano passara sem que ele o visse. Bem que sua mãe
tinha alertado: só dependia da maneira de olhar... e ele não acertara com a maneira.
Guilherme Tauil. Para o ano que chega. Internet: < https://cronicabrasileira.org.br> (com adaptações).
 
Considerando os aspectos linguísticos do texto, julgue o próximo item.
As orações do quinto período do quarto parágrafo estão construídas com verbos no modo subjuntivo, o
que confere ao enunciado o sentido de uma suposta alegação.
Certo
Errado
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CEBRASPE (CESPE) - Mus (FUB)/FUB/2023
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2609009
127) 
Língua Portuguesa (Português) - Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e
Tempos Verbais
Texto CB3A1-I
Descobertas científicas demonstram que ouvir música pode melhorar a qualidade de vida das pessoas,
uma vez que contribui para estimular a concentração e a criatividade, fortalecer o sistema imunológico,
tornar menos cansativas as atividades físicas, entre outros benefícios à saúde.
A empresa focus@will desenvolve músicas que estimulam a concentração de quem as escuta. Segundo a
empresa, como a maior parte das distrações é causada pela audição, ouvir a trilha sonora certa pode
potencializar a capacidade humana de focar em algo. Pesquisas indicam que, em condições normais,
uma pessoa consegue se manter concentrada por cerca de 20 minutos. Com a música certa, esse tempo
poderia ser até cinco vezes maior, de acordo com a empresa.
Cinco pacientes com danos que afetaram a área do cérebro ligada à memória e cinco pessoas sem o
problema foram submetidos a um experimento por uma dupla de médicos da Universidade Macquarie, na
Austrália. Nos testes, após ouvirem trechos de músicas antigas, os sujeitos da pesquisa deveriam relatar
que memórias aquelas canções lhes traziam. Após o experimento, os cientistas constataram que os
trechos musicais fizeram com que a mesma quantidade de integrantes dos dois grupos se lembrasse de
fatos da própria vida. O fato observado parece indicar que a música é um estímulo que pode trazer à
tona lembranças autobiográficas para todas as pessoas.
Música e poesia estimulam áreas parecidas do lado direito do cérebro. A constatação é de neurologistas
da Universidade de Exeter, na Inglaterra. Para chegar a essa conclusão, eles realizaram experimentos
com voluntários submetidos ao contato com essas formas de arte enquanto suas atividades cerebrais
eram monitoradas.
Após analisarem mais de 400 estudos sobre música, cientistas da Universidade de McGill, no Canadá,
concluíram que ela aumenta a produção de imunoglobulina A e glóbulos brancos pelo corpo,
responsáveis por atacar bactérias e outros organismos invasores. Além disso, segundo a pesquisa,
escutar música reduz os níveis de cortisol (o hormônio do estresse) e aumenta os níveis de oxitocina (o
hormônio do bem-estar).
 
Realizar esforços físicos ao mesmo tempo em que se ouve música é menos cansativo. A descoberta é do
Instituto Max Planck, na Alemanha. Em uma série de experimentos, pesquisadores monitoraram diversas
variáveis do comportamento do corpo de voluntários que praticavam exercícios físicos. Depois, a equipe
analisou os dados reunidos e constatou que os músculos dos participantes consumiam menos energia
quando estes se exercitavam ouvindo música e mais energia quando praticavam exercícios sem trilha
sonora.
Ouvir música pode ser também um bom remédio contra a dor e a ansiedade em idosos. A descoberta é
de uma especialista em enfermagem da Universidade de Essex, no Reino Unido. Em análise de artigos
sobre o tema, a pesquisadora constatou que o uso da música como terapia entre pessoas com mais de
65 anos de idade está associado a aumento da qualidade de vida e redução de dores, ansiedade e
depressão.
Internet: <exame.com> (com adaptações).
 
Considerando aspectos linguísticos do texto CB3A1-I, julgue o seguinte item.
 
No penúltimo período do terceiro parágrafo, o emprego do modo subjuntivo em “lembrasse” denota a
ocorrência de fato incerto ou duvidoso.
Certo
Errado
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https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2612853128) 
CEBRASPE (CESPE) - Tec (FUB)/FUB/Laboratório/Biologia/2023
Língua Portuguesa (Português) - Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e
Tempos Verbais
Quando se fala em palhaço, duas imagens costumam vir logo à cabeça. Palhaço, infelizmente, é
aquele de quem muitos têm medo. Ele pega alguém da plateia para ridicularizar, faz grosserias, piadas
inconvenientes. Crianças têm medo de palhaços. Filmes de terror exploram impiedosamente nossas
fantasias infantis sobre tal figura. Esses palhaços malvados existem em nosso imaginário e, felizmente,
são a minoria na realidade. Neste exato instante em que você lê estas palavras, milhares de palhaços em
todo o mundo estão em hospitais, campos de batalha, campos de refugiados, escutando pessoas,
relacionando-se verdadeiramente com elas, buscando, por meio do afeto e do humor, amenizar a dor
daqueles que estão passando por situações trágicas e delicadas. Dessa imagem inferimos por que a
comédia é uma espécie de tratamento para a tragédia. Um tratamento que não nega nem destitui a
existência do pior, mas que faz com ele uma espécie de inversão de sentido. Assim, introduzimos que o
horizonte do que o palhaço escuta é a tragédia da vida, a sua realidade mais extensa de miséria e
impotência, de pequenez e arrogância, de pobreza e desencontro, que se mostra como uma repetição
insensata sempre. O palhaço é um realista, mas não um pessimista. Ele mostra a realidade exagerando
as deformações que criamos sobre ela. Primeira lição a tirar disso para a arte da escuta: escutar o outro
é escutar o que realmente ele diz, e não o que a gente ou ele mesmo gostaria de ouvir. Escutar o que
realmente alguém sente ou expressa, e não o que seria mais agradável, adequado ou confortável sentir.
Escutar o que realmente está sendo dito e pensado, e não o que nós ou ele deveríamos pensar e dizer.
Christian Dunker e Cláudio Thebas. O palhaço e o psicanalista:
como escutar os outros pode transformar vidas. São Paulo: Planeta do Brasil, 2019, p. 30-1 (com adaptações).
 
Com relação às ideias, aos sentidos e aos aspectos linguísticos do texto anterior, julgue o item a seguir.
 
129) 
No trecho “Um tratamento que não nega nem destitui a existência do pior” (nono período), a forma
verbal “destitui” tem o mesmo sentido de desvia.
Certo
Errado
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CEBRASPE (CESPE) - Adm (MME)/MME/2023
Língua Portuguesa (Português) - Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e
Tempos Verbais
Texto CB1A1
Muitas regiões do mundo, inclusive o Brasil, estão vivendo o chamado “paradoxo verde”, expressão
cunhada pelo economista alemão Hans-Werner Sinn (2008) para se referir a como políticas climáticas
mais restritivas podem exercer pressão crescente sobre os preços de energia e ter efeitos indesejáveis,
como incentivar a antecipação da extração e produção de combustíveis fósseis, acelerando, portanto, as
mudanças climáticas. Um aspecto crucial é a necessidade de acordos internacionais que mantenham de
maneira eficaz e justa grandes quantidades remanescentes de combustíveis fósseis no solo. Oestudo
recente de Welsby, publicado na revista Nature em 2021, mostra que a produção existente de carvão,
petróleo e gás deve ser descontinuada. Mesmo quando governos não controlam diretamente a produção,
suas leis, políticas e acordos podem definir, em grande medida, quanto é extraído e produzido. O BOGA
(Beyond Oil and Gas Alliance) é um exemplo recente de acordo internacional que pode redefinir o futuro
do setor de petróleo e gás (O&G – oil and gas).
Emissões evitadas hoje tornam menos arriscada a necessidade de medidas drásticas, ainda não
suficientemente desenvolvidas, como projetos de captura, utilização e armazenamento de carbono
(CCUS) e de tecnologias de emissões negativas (NET), comumente citados em anúncios de empresas do
setor de O&G. Ademais, quanto mais cedo sofrermos os impactos das mudanças climáticas, mais cedo e
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2723799
130) 
por mais tempo teremos impactos físicos que levam a danos sociais e econômicos. Nesse sentido,
emissões evitadas hoje valem mais do que emissões evitadas no futuro; mais do que metas de emissão
zero em 2050, são necessárias ações imediatas nos próximos anos, para reduzir rapidamente as
emissões de gases do efeito estufa. No futuro, grandes nomes da indústria de O&G podem ser
conhecidos como aqueles que negligenciaram a ciência e não enfrentaram o desafio da emergência
climática quando ainda tinham tempo. Por outro lado, podem aproveitar a já estreita janela de
oportunidade para liderar uma nova economia cada vez mais eficiente, interconectada e limpa.
B. S. L. Cunha et al. O passado, o presente e o futuro da
indústria de O&G frente à crise climática. In: Ensaio Energético, nov. 2021 (com adaptações).
 
Acerca do emprego dos tempos e modos verbais no texto CB1A1, julgue o item seguinte.
 
Seriam mantidos os sentidos, a correção gramatical e a coerência do texto caso a forma verbal
“controlam” (penúltimo período do primeiro parágrafo) fosse substituída por controlem.
Certo
Errado
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CEBRASPE (CESPE) - Adm (MME)/MME/2023
Língua Portuguesa (Português) - Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e
Tempos Verbais
Texto CB1A1
Muitas regiões do mundo, inclusive o Brasil, estão vivendo o chamado “paradoxo verde”, expressão
cunhada pelo economista alemão Hans-Werner Sinn (2008) para se referir a como políticas climáticas
mais restritivas podem exercer pressão crescente sobre os preços de energia e ter efeitos indesejáveis,
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2723848
como incentivar a antecipação da extração e produção de combustíveis fósseis, acelerando, portanto, as
mudanças climáticas. Um aspecto crucial é a necessidade de acordos internacionais que mantenham de
maneira eficaz e justa grandes quantidades remanescentes de combustíveis fósseis no solo. Oestudo
recente de Welsby, publicado na revista Nature em 2021, mostra que a produção existente de carvão,
petróleo e gás deve ser descontinuada. Mesmo quando governos não controlam diretamente a produção,
suas leis, políticas e acordos podem definir, em grande medida, quanto é extraído e produzido. O BOGA
(Beyond Oil and Gas Alliance) é um exemplo recente de acordo internacional que pode redefinir o futuro
do setor de petróleo e gás (O&G – oil and gas).
Emissões evitadas hoje tornam menos arriscada a necessidade de medidas drásticas, ainda não
suficientemente desenvolvidas, como projetos de captura, utilização e armazenamento de carbono
(CCUS) e de tecnologias de emissões negativas (NET), comumente citados em anúncios de empresas do
setor de O&G. Ademais, quanto mais cedo sofrermos os impactos das mudanças climáticas, mais cedo e
por mais tempo teremos impactos físicos que levam a danos sociais e econômicos. Nesse sentido,
emissões evitadas hoje valem mais do que emissões evitadas no futuro; mais do que metas de emissão
zero em 2050, são necessárias ações imediatas nos próximos anos, para reduzir rapidamente as
emissões de gases do efeito estufa. No futuro, grandes nomes da indústria de O&G podem ser
conhecidos como aqueles que negligenciaram a ciência e não enfrentaram o desafio da emergência
climática quando ainda tinham tempo. Por outro lado, podem aproveitar a já estreita janela de
oportunidade para liderar uma nova economia cada vez mais eficiente, interconectada e limpa.
B. S. L. Cunha et al. O passado, o presente e o futuro da
indústria de O&G frente à crise climática. In: Ensaio Energético, nov. 2021 (com adaptações).
 
Acerca do emprego dos tempos e modos verbais no texto CB1A1, julgue o item seguinte.
 
No penúltimo período do último parágrafo, a referência temporal da forma verbal “tinham” coincide com
o momento em que o texto foi escrito.
131) 
Certo
Errado
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CEBRASPE (CESPE) - ASG (Pires do Rio)/Pref Pires do Rio/Assistência Social/2022
Língua Portuguesa (Português) - Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e
Tempos VerbaisA respeito dessa charge, julgue o item que se segue.
 
Na placa em que está escrito “Não jogue lixo nas ruas”, há um verbo empregado no tempo futuro.
Certo
Errado
www.tecconcursos.com.br/questoes/2150633
CEBRASPE (CESPE) - Aud Est (SECONT ES)/SECONT ES/Administração/2022
Língua Portuguesa (Português) - Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e
Tempos Verbais
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132) Havia a levíssima embriaguez de andarem juntos, a alegria como quando se sente a garganta um
pouco seca e se vê que por admiração se estava de boca entreaberta: eles respiravam de antemão o ar
que estava à frente, e ter esta sede era a própria água deles. Andavam por ruas e ruas falando e rindo,
falavam e riam para dar matéria e peso à levíssima embriaguez que era a alegria da sede deles. Por
causa de carros e pessoas, às vezes eles se tocavam, e ao toque — a sede é a graça, mas as águas são
uma beleza de escuras — e ao toque brilhava o brilho da água deles, a boca ficando um pouco mais seca
de admiração. Como eles admiravam estarem juntos!
 
Até que tudo se transformou em não. Tudo se transformou em não quando eles quiseram essa mesma
alegria deles. Então a grande dança dos erros. O cerimonial das palavras desacertadas.
 
Ele procurava e não via, ela não via que ele não vira, ela que estava ali, no entanto. No entanto ele que
estava ali. Tudo errou, e havia a grande poeira das ruas, e quanto mais erravam, mais com aspereza
queriam, sem um sorriso. Tudo só porque tinham prestado atenção, só porque não estavam bastante
distraídos. Só porque, de súbito exigentes e duros, quiseram ter o que já tinham.
 
Tudo porque quiseram dar um nome; porque quiseram ser, eles que eram. Foram então aprender que,
não se estando distraído, o telefone não toca, e é preciso sair de casa para que a carta chegue, e quando
o telefone finalmente toca, o deserto da espera já cortou os fios. Tudo, tudo por não estarem mais
distraídos.
 
Clarice Lispector. Por não estarem distraídos.
In: Todas as crônicas. São Paulo: Rocco, 2018, p. 344.
 
No que se refere às ideias e a aspectos linguísticos do texto anterior, julgue o item a seguir.
 
A forma verbal “chegue” está empregada no modo subjuntivo por expressar um desejo.
Certo
133) 
Errado
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CEBRASPE (CESPE) - Prof (SEE PE)/SEE PE/Artes/2022
Língua Portuguesa (Português) - Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e
Tempos Verbais
Texto CG1A1-II
Muito se tem pesquisado sobre os impactos positivos da educação, que valeram inclusive um prêmio
Nobel de economia a James Heckman, em 2000, por ele ter evidenciado, em um estudo longitudinal, as
inegáveis vantagens de pré-escolas de qualidade para a obtenção futura de emprego e salários e para a
redução de encarceramento.
Mas uma nova pesquisa, feita aqui no Brasil, sobre uma política pública de visível efeito na
aprendizagem, o ensino médio integral, um programa realizado por Pernambuco ao longo de 16 anos,
trouxe evidências que também transcendem a educação.
O estudo, feito por pesquisadores da USP e do INSPER, mostrou que, com o aumento da carga horária e
um currículo que incorpora ideias de Antonio Carlos Gomes da Costa, que concebeu a proposta para a
escola piloto, o Ginásio Pernambucano, no qual há tempo para se trabalhar o projeto de vida do aluno e
o protagonismo juvenil, reduz-se em 50% a taxa de homicídio de homens jovens.
Não se trata do primeiro estudo sobre os efeitos da escola em tempo integral. Outros analisaram salários
dos formados e empregabilidade de mulheres, mas a melhora nos índices de criminalidade foi capturada
apenas nessa interessante pesquisa.
Visitei muitas escolas de ensino médio em Pernambuco, em áreas de grande vulnerabilidade. O resultado
de uma política que se construiu ao longo de anos, tendo passado por diferentes governos e se
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2153565
134) 
fortalecido, é visível não só pelas melhores condições de trabalho dos professores, com dedicação
exclusiva a uma única escola, como também pelo clima escolar. Não é por acaso que tantos estados, com
governadores de partidos diferentes, têm-se inspirado no exemplo pernambucano, como Paraíba, Ceará,
Maranhão e Goiás.
O país pode aprender com nações com bons sistemas educacionais, nenhum deles com quatro horas de
aula por dia, e, ainda, com o que dá certo por aqui.
Claudia Costin. Os impactos da educação em tempo integral. Internet: <www1.folha.uol.com.br> (com
adaptações).
 
Julgue o item subsequente, relativo a aspectos linguísticos do texto CG1A1-II.
Haveria alteração de sentido no texto caso a expressão “Muito se tem pesquisado” (primeiro parágrafo)
fosse substituída por Muito se pesquisou.
Certo
Errado
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CEBRASPE (CESPE) - ACP (MP TCE-SC)/TCE SC/Direito/2022
Língua Portuguesa (Português) - Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e
Tempos Verbais
A palavra “corrupção” tem origem nas palavras latinas corruptio e corrumpere, que indicam algo
que foi corrompido, deturpado. Por ela ser um termo polissêmico, entendemos que a sua história
conceitual é incerta. É usual o tratamento da corrupção sob uma perspectiva moralista, como algo
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2157242
resultante da falta de caráter dos indivíduos. Contudo, tal abordagem não apresenta validade científica,
já que moral é um atributo individual, dotado de subjetividade e culturalmente circunscrito.
A manifestação de práticas corruptas pode-se dar em ambientes públicos ou privados, a partir de
numerosos tipos de ação e em variada magnitude. Em todos os casos, a corrupção sempre se materializa
a partir de trocas entre os agentes. Em relação a quem participa da troca corrupta, em situações nas
quais há participação de agentes públicos, distinguem-se três tipos de corrupção: a grande corrupção, a
corrupção burocrática (a pequena corrupção) e a corrupção legislativa. A primeira normalmente se refere
a atos da elite política que cria políticas econômicas que a beneficiem. A segunda tem a ver com atos da
burocracia em relação aos superiores hierárquicos ou ao público. A terceira se relaciona à compra de
votos dos legisladores.
Nas três formas, encontramos algum tipo de pagamento. Isso nos leva a concluir que a corrupção tem
uma natureza essencialmente econômica: ela é uma troca socialmente indesejada. Com isso, queremos
dizer que, apesar de não se configurar necessariamente como ilegal em todos os seus tipos, ela se
configura como um jogo de soma zero entre a sociedade e os participantes do ato corrupto.
Luiz Fernando Vasconcellos de Miranda. Corrupção: debate conceitual.
In: Cláudio André de Souza (org). Dicionário das eleições.
Curitiba: Juruá, 2020, p. 209-210 (com adaptações).
 
Em relação a aspectos linguísticos do texto CB1A1-II, julgue o item subsequente.
 
No último período do texto, o predomínio de verbos flexionados no presente do modo indicativo
evidencia a intenção do autor de exprimir hipóteses, conjecturas, estimativas.
Certo
Errado
135) 
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CEBRASPE (CESPE) - TAA (MP TCE-SC)/TCE SC/2022
Língua Portuguesa (Português) - Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e
Tempos Verbais
Texto CB2A1-I
A astrônoma Jocelyn Bell Burnell disse sobre Ron Drever: “Ele realmente curtia ser tão engenhoso”. Ela
tinha ido da Irlanda do Norte para Glasgow para estudar física e Drever foi arbitrariamente designado
para ser seu supervisor. Ele contava ao grupo de seus poucos orientandos as ideias mais interessantes
que surgiam em sua mente, inclusive as que levaram ao experimento de Hughes-Drever (embora ela não
tivesse se dado conta de que ele o realizara no quintal da propriedade rural de sua família), mas
nenhuma que os ajudasse a passar nos exames. Após a frustração inicial, ao ver que ele não ia ajudá-la
em seu dever de casa de física de estado sólido, ela acabou admirando seu profundo entendimento de
física fundamental eseu notável talento como pesquisador.
Drever, por sua vez, seria influenciado pelas iminentes e vitais descobertas de sua ex-aluna de
graduação. A respeito de Bell Burnell, disse: “Ela também era obviamente melhor do que a maioria
deles… então cheguei a conhecê-la muito bem”. Drever escreveu uma carta de recomendação para
apoiar o pedido de emprego dela à principal instalação de radioastronomia na Inglaterra, em meados da
década de 60, Jodrell Bank. Mas, ele continua, “não a admitiram, e a história conta que foi porque era
mulher. Mas isso não é oficial, você sabe. Ela ficou muito desapontada”. Drever acrescenta, esperando
que se reconheça a obviedade daquele absurdo: “Sua segunda opção era ir para Cambridge. Vê como
são as coisas?”. Ele considerou isso uma reviravolta muito feliz. “Então ela foi para Cambridge e
descobriu pulsares. Vê como são as coisas?”, ele diz, rindo.
Janna Levin. A música do universo: ondas gravitacionais
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136) 
e a maior descoberta científica dos últimos cem anos.
São Paulo, Cia. das Letras, 2016, p. 103-104 (com adaptações).
 
Acerca de aspectos linguísticos do texto CB2A1-I, julgue o item que se segue.
 
O emprego da forma verbal “seria”, no início do primeiro período do segundo parágrafo, indica um
distanciamento entre a opinião da autora e o conteúdo da frase.
Certo
Errado
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CEBRASPE (CESPE) - PANS (ANP)/ANP/Atividades de Fiscalização/Produção de Combustíveis
I/2022
Língua Portuguesa (Português) - Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e
Tempos Verbais
Texto CG1A1-I
 
É uma falácia comum supor que mudanças graduais, pequenas, só podem engendrar resultados
graduais, incrementais.
 
Mas esse é um raciocínio linear, que parece ser nosso modo padrão de pensar a respeito do mundo. Isso
pode decorrer do simples fato de que a maior parte dos fenômenos perceptíveis para os seres humanos,
em escalas de tempo e de magnitude habituais e dentro do escopo limitado de nossos sentidos, tende a
seguir direções lineares — duas pedras parecem duas vezes mais pesadas que uma; é necessária uma
quantidade de comida três vezes maior para alimentar um número três vezes maior de pessoas, e assim
por diante. No entanto, fora da esfera das ocupações humanas práticas, a natureza está cheia de
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fenômenos não lineares. Processos de extrema complexidade podem emergir de regras ou partes
enganosamente simples, e pequenas mudanças num fator subjacente a um sistema complexo podem
engendrar mudanças radicais e qualitativas em outros fatores que dele dependem.
 
Pense neste exemplo muito simples: imagine que você tenha um bloco de gelo na sua frente e esteja
aquecendo-o pouco a pouco. Na maior parte do tempo, o aquecimento por um grau a mais não causa
nenhum efeito interessante: a única coisa que você tem e que não tinha um minuto atrás é um bloco de
gelo ligeiramente menos gelado. Mas, então, chega-se a 0 °C e, assim que essa temperatura crítica é
atingida, você vê uma mudança abrupta, espetacular. A estrutura cristalina do gelo desagrega-se, e, de
repente, as moléculas de água começam a escorregar e a fluir livremente umas em torno das outras. Sua
água congelada torna-se líquida, graças a um grau crítico de energia térmica.
 
Nesse ponto-chave, mudanças incrementais cessaram de ter efeitos incrementais e precipitaram uma
súbita mudança qualitativa chamada transição de fase.
 
Vilayanur Subramanian Ramachadran. O que o cérebro tem para contar: desvendando
os mistérios a natureza humana. Rio de Janeiro: Zahar, 2014, p. 32-3 (com adaptações).
 
Em relação a aspectos linguísticos do texto CG1A1-I, julgue o item subsecutivo.
 
O modo verbal empregado em “imagine” expressa um desejo do autor do texto em relação ao leitor.
Certo
Errado
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CEBRASPE (CESPE) - PANS (ANP)/ANP/Atividades de Fiscalização/Produção de Combustíveis
I/2022
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137) 
Língua Portuguesa (Português) - Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e
Tempos Verbais
Texto CG1A1-I
 
É uma falácia comum supor que mudanças graduais, pequenas, só podem engendrar resultados
graduais, incrementais.
 
Mas esse é um raciocínio linear, que parece ser nosso modo padrão de pensar a respeito do mundo. Isso
pode decorrer do simples fato de que a maior parte dos fenômenos perceptíveis para os seres humanos,
em escalas de tempo e de magnitude habituais e dentro do escopo limitado de nossos sentidos, tende a
seguir direções lineares — duas pedras parecem duas vezes mais pesadas que uma; é necessária uma
quantidade de comida três vezes maior para alimentar um número três vezes maior de pessoas, e assim
por diante. No entanto, fora da esfera das ocupações humanas práticas, a natureza está cheia de
fenômenos não lineares. Processos de extrema complexidade podem emergir de regras ou partes
enganosamente simples, e pequenas mudanças num fator subjacente a um sistema complexo podem
engendrar mudanças radicais e qualitativas em outros fatores que dele dependem.
 
Pense neste exemplo muito simples: imagine que você tenha um bloco de gelo na sua frente e esteja
aquecendo-o pouco a pouco. Na maior parte do tempo, o aquecimento por um grau a mais não causa
nenhum efeito interessante: a única coisa que você tem e que não tinha um minuto atrás é um bloco de
gelo ligeiramente menos gelado. Mas, então, chega-se a 0 °C e, assim que essa temperatura crítica é
atingida, você vê uma mudança abrupta, espetacular. A estrutura cristalina do gelo desagrega-se, e, de
repente, as moléculas de água começam a escorregar e a fluir livremente umas em torno das outras. Sua
água congelada torna-se líquida, graças a um grau crítico de energia térmica.
 
Nesse ponto-chave, mudanças incrementais cessaram de ter efeitos incrementais e precipitaram uma
súbita mudança qualitativa chamada transição de fase.
 
138) 
Vilayanur Subramanian Ramachadran. O que o cérebro tem para contar: desvendando
os mistérios a natureza humana. Rio de Janeiro: Zahar, 2014, p. 32-3 (com adaptações).
 
Em relação a aspectos linguísticos do texto CG1A1-I, julgue o item subsecutivo.
 
A substituição da forma verbal “podem” por possam manteria a correção gramatical e a coerência do
texto.
Certo
Errado
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CEBRASPE (CESPE) - AAE (SEE PE)/SEE PE/2022
Língua Portuguesa (Português) - Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e
Tempos Verbais
Texto CG3A1-I
 
Antes de mais nada, há a liberdade suspensiva oferecida pela caminhada, mesmo que seja um simples
passeio: livrar-se da carga das preocupações, esquecer por algum tempo os afazeres. Optamos por não
levar o escritório conosco: saímos, flanamos, pensamos em outras coisas. Com as excursões de vários
dias, acentua-se o movimento de desapego: escapamos das obrigações do trabalho, libertamo-nos do
jugo dos hábitos. Mas em que aspecto caminhar nos faria sentir essa liberdade mais do que numa longa
viagem? Afinal, surgem outras limitações não menos penosas: o peso da mochila, a duração das etapas,
a incerteza do tempo (ameaças de chuva ou de tempestade, calor sufocante), a rusticidade dos
albergues, algumas dores... Mas só a caminhada consegue nos libertar das ilusões do indispensável.
Como tal, ela permanece o reino de poderosas necessidades. Para chegar a determinada etapa, é preciso
caminhar tantas horas, que correspondem a tantos passos; a improvisação é limitada, pois não estamos
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139) 
percorrendo caminhos de jardim e não podemos nos enganar nos entroncamentos, sob pena de pagar
um preço muito alto. Quando a neblina invade a montanha ou uma chuva torrencial começa a cair, é
preciso seguir, continuar. A comida e a água são objeto de cálculos precisos, em função do percurso e
dos mananciais. Sem falar no desconforto. Ora, o milagre não é ficarmos felizes apesar disso, mas graças
a isso. Quero dizer que não dispor de múltiplasopções de comida ou de bebida, estar submetido à
grande fatalidade das condições climáticas, contar somente com a regularidade do próprio passo, tudo
isso faz, de pronto, que a profusão da oferta (de mercadorias, de transportes, de conexões) e a
multiplicação das facilidades (de comunicar, de comprar, de circular) nos pareçam outras tantas formas
de dependência. Todas essas microlibertações não passam de acelerações do sistema, que me aprisiona
com mais força. Tudo o que me liberta do tempo e do espaço me afasta da velocidade.
 
Frédéric Gros. Caminhar: uma filosofia.
São Paulo:Ubu Editora, 2021, p. 13-14 (com adaptações).
 
Acerca dos sentidos e dos mecanismos de coesão do texto CG3A1-I, julgue o item a seguir.
 
No segundo período, os verbos “saímos”, “flanamos” e “pensamos” estão conjugados no pretérito
perfeito, pois designam ações iniciadas e concluídas no passado.
Certo
Errado
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CEBRASPE (CESPE) - AAE (SEE PE)/SEE PE/2022
Língua Portuguesa (Português) - Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e
Tempos Verbais
Texto CG3A1-I
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2210266
 
Antes de mais nada, há a liberdade suspensiva oferecida pela caminhada, mesmo que seja um simples
passeio: livrar-se da carga das preocupações, esquecer por algum tempo os afazeres. Optamos por não
levar o escritório conosco: saímos, flanamos, pensamos em outras coisas. Com as excursões de vários
dias, acentua-se o movimento de desapego: escapamos das obrigações do trabalho, libertamo-nos do
jugo dos hábitos. Mas em que aspecto caminhar nos faria sentir essa liberdade mais do que numa longa
viagem? Afinal, surgem outras limitações não menos penosas: o peso da mochila, a duração das etapas,
a incerteza do tempo (ameaças de chuva ou de tempestade, calor sufocante), a rusticidade dos
albergues, algumas dores... Mas só a caminhada consegue nos libertar das ilusões do indispensável.
Como tal, ela permanece o reino de poderosas necessidades. Para chegar a determinada etapa, é preciso
caminhar tantas horas, que correspondem a tantos passos; a improvisação é limitada, pois não estamos
percorrendo caminhos de jardim e não podemos nos enganar nos entroncamentos, sob pena de pagar
um preço muito alto. Quando a neblina invade a montanha ou uma chuva torrencial começa a cair, é
preciso seguir, continuar. A comida e a água são objeto de cálculos precisos, em função do percurso e
dos mananciais. Sem falar no desconforto. Ora, o milagre não é ficarmos felizes apesar disso, mas graças
a isso. Quero dizer que não dispor de múltiplas opções de comida ou de bebida, estar submetido à
grande fatalidade das condições climáticas, contar somente com a regularidade do próprio passo, tudo
isso faz, de pronto, que a profusão da oferta (de mercadorias, de transportes, de conexões) e a
multiplicação das facilidades (de comunicar, de comprar, de circular) nos pareçam outras tantas formas
de dependência. Todas essas microlibertações não passam de acelerações do sistema, que me aprisiona
com mais força. Tudo o que me liberta do tempo e do espaço me afasta da velocidade.
 
Frédéric Gros. Caminhar: uma filosofia.
São Paulo:Ubu Editora, 2021, p. 13-14 (com adaptações).
 
Acerca dos sentidos e dos mecanismos de coesão do texto CG3A1-I, julgue o item a seguir.
 
140) 
Na pergunta que constitui o quarto período do texto, a forma verbal “faria” transmite uma incerteza do
autor.
Certo
Errado
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CEBRASPE (CESPE) - Tec (INSS)/INSS/2022
Língua Portuguesa (Português) - Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e
Tempos Verbais
Ora, graças a Deus, lá se foi mais um. Um ano, quero dizer. Menos um na conta, mais uma
prestação paga. E tem quem fique melancólico. Tem quem deteste ver à porta a cara do mascate em
cada primeiro do mês, cobrando o vencido. Quando compram fiado, têm a sensação de que o homem
deu de presente, e se esquecem das prestações, que serão, cada uma, uma facada. Nem se lembram
dessa outra prestação que se paga a toda hora, tabela Price insaciável comendo juros de vida, todo dia
um pouquinho mais; um cabelo que fica branco, mais um milímetro de pele que enruga, uma camada
infinitesimal acrescentada à artéria que endurece, um pouco mais de fadiga no coração, que também é
carne e se cansa com aquele bater sem folga. E o olho que enxerga menos, e o dente que caria e trata
de abrir lugar primeiro para o pivô, depois para a dentadura completa.
 
O engraçado é que muito poucos reconhecem isso. Convencem-se de que a morte chega de repente,
que não houve desgaste preparatório, e nos apanha em plena flor da juventude, ou em plena frutificação
da maturidade; se imaginam uma rosa que foi colhida em plena beleza desabrochada. Mas a rosa, se a
não apanha o jardineiro, que será ela no dia seguinte, após o mormaço do sol e a friagem do sereno? A
hora da colheita não interessa ― de qualquer modo, o destino dela era murchar, perder as pétalas, secar,
sumir-se.
 
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A gente, porém, não pode pensar muito nessas coisas. Tem que pensar em alegrias, sugestionar-se,
sugestionar os outros. Vamos dar festas, vamos aguardar o ano novo com esperanças e risadas e beijos
congratulatórios. Desejar uns aos outros saúde, riqueza e venturas. Fazer de conta que não se sabe; sim,
como se a gente nem desconfiasse. Tudo que nos espera: dentro do corpo o que vai sangrar, doer,
inflamar, envelhecer. As cólicas de fígado, as dores de cabeça, as azias, os reumatismos, as gripes com
febre, quem sabe o tifo, o atropelamento. Tudo escondido, esperando. Sem falar nos que vão ficar
tuberculosos, nas mulheres que vão fazer cesariana. Os que vão perder o emprego, os que se verão
doidos com as dívidas, os que hão de esperar nas filas ― que seremos quase todos. E os que, não
morrendo, hão de ver a morte lhes entrando de casa adentro, carregando o filho, pai, amor, amizade. As
missas de sétimo dia,
as cartas de rompimento, os bilhetes de despedida. E até guerra, quem sabe? Desgostos, desgostos de
toda espécie. Qual de nós passa um dia, dois dias, sem um desgosto? Quanto mais um ano!
 
Rachel de Queiroz. Um ano de menos.
In: O Cruzeiro, Rio de Janeiro, dez./1951 (com adaptações).
 
Acerca das ideias e de aspectos linguísticos do texto precedente, julgue o item que se segue.
 
No trecho “os que hão de esperar nas filas” (último parágrafo), o termo “hão” corresponde a uma forma
abreviada de haverão e, como tal, diz respeito ao tempo futuro.
Certo
Errado
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CEBRASPE (CESPE) - ET (BNB)/BNB/Analista de Sistemas/Desenvolvimento de
Sistemas/2022
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2265498
141) 
Língua Portuguesa (Português) - Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e
Tempos Verbais
Texto CG1A1-I
Na Índia do século XX, Gandhi usou a roca de fiar para valorizar as práticas e os costumes tradicionais
como instrumentos de inclusão social do seu povo, ao proporcionar-lhe realizar um ofício de forma
sustentável.
Esse uso faz que a roca seja considerada a primeira “tecnologia apropriada” do mundo. No Brasil, o
movimento da “tecnologia apropriada” é conhecido como “tecnologia social”. Tecnologia social é
entendida como um conjunto de técnicas e metodologias transformadoras, desenvolvidas e(ou) aplicadas
na interação com a população e apropriadas por ela, que representam soluções para a inclusão social e
para a melhoria das condições de vida.
O conceito de tecnologia social remete a uma proposta inovadora de desenvolvimento, considerando uma
abordagem ativista de participação coletiva no processo de implantação, organização e desenvolvimento,
aliando saber popular, cooperação social e conhecimento técnico-científico.
Ela tem como base a disseminação de soluções para problemas voltados a demandas de renda, trabalho,
educação, conhecimento, cultura, alimentação, saúde, habitação, recursos hídricos, saneamento básico,
energia, ambiente, igualdade de raça e gênero, por exemplo, sendo importante, essencialmente,que
essas soluções sejam efetivas, reaplicáveis e que promovam a inclusão social e a melhoria da qualidade
de vida das populações em situação de vulnerabilidade social. Por fim, o conceito de tecnologia social
(TS) estabelece quatro dimensões: 1) conhecimento, ciência, tecnologia; 2) participação, cidadania e
democracia; 3) educação; 4) relevância social.
Internet: <www.antigo.mctic.gov.br> (com alterações).
 
142) 
No que se refere aos aspectos gramaticais e aos sentidos do texto CG1A1-I, julgue o item que se
segue.
 
O emprego da forma verbal “faz” no presente justifica-se pela referência ao fato passado mencionado no
parágrafo anterior.
Certo
Errado
www.tecconcursos.com.br/questoes/2612771
CEBRASPE (CESPE) - ATCI (MCom)/MCom/2022
Língua Portuguesa (Português) - Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e
Tempos Verbais
Texto CG1A1-I
 
Um dos principais motores do avanço da ciência é a curiosidade humana, descompromissada de
resultados concretos e livre de qualquer tipo de tutela ou orientação. A produção científica movida
simplesmente por essa curiosidade tem sido capaz de abrir novas fronteiras do conhecimento e de, no
longo prazo, gerar valor e mais qualidade de vida para o ser humano. O empreendimento científico e
tecnológico é, sem dúvida alguma, o principal responsável por tudo que a humanidade construiu ao
longo de sua história. Suas realizações estão presentes desde o domínio do fogo até as imensas
potencialidades da moderna ciência da informação, passando pela domesticação dos animais, pelo
surgimento da agricultura e indústria modernas e, é claro, pela espetacular melhora da qualidade de vida
de toda a humanidade no último século.
Além da curiosidade humana, outro motor importantíssimo do avanço científico é a necessidade de
solução dos problemas que afligem a humanidade. Viver mais tempo e com mais saúde, trabalhar menos
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2612771
e ter mais tempo disponível para o lazer, reduzir as distâncias que separam os seres humanos — por
meio de mais canais de comunicação ou de melhores meios de transporte — são alguns dos desafios e
aspirações humanas para cuja solução, durante séculos, a ciência e a tecnologia têm contribuído.
Apesar dos feitos extraordinários da ciência e dos investimentos públicos em ciência e tecnologia,
verifica-se uma espécie de movimento de deslegitimação social do conhecimento científico no mundo
todo. Recentemente, Tim Nichols, um reconhecido pesquisador norte-americano, chegou a anunciar a
“morte da expertise”, título de seu livro sobre o conhecimento na sociedade atual, no qual ele descreve o
sentimento de descrença do cidadão comum no conhecimento técnico e científico e, mais que isso, um
certo orgulho da própria ignorância sobre vários temas complexos, especialmente sobre qualquer coisa
relativa às políticas públicas. Vários fenômenos sociais recentes, como o movimento antivacina ou mesmo
a desconfiança sobre a fatalidade do aquecimento global, apesar de todas as evidências científicas,
parecem corroborar a análise de Nichols.
A despeito da qualidade de vida ter melhorado nos últimos séculos, em grande medida graças ao avanço
científico e tecnológico, a desigualdade vem aumentando no período mais recente. Thomas Piketty
evidenciou um crescimento da desigualdade de renda nas últimas décadas em todo o mundo, além de
mostrar que, no início deste século, éramos tão desiguais quanto no início do século passado. Esse é um
problema mundial, mas é mais agudo em países em desenvolvimento, como o Brasil, onde ainda
abundam problemas crônicos do subdesenvolvimento, que vão desde o acesso à saúde e à educação de
qualidade até questões ambientais e urbanas. É, portanto, nesta sociedade desigual, repleta de
problemas e onde boa parte da população não compreende o que é um átomo, que a atividade científica
e tecnológica precisa se desenvolver e se legitimar. Também é esta sociedade que decidirá, por meio dos
seus representantes, o quanto de recursos públicos deverá ser alocado para a empreitada científica e
tecnológica.
Internet: <www.ipea.gov.br> (com adaptações).
 
143) 
A respeito de aspectos linguísticos do texto CG1A1-I, julgue o item a seguir.
 
A forma verbal “corroborar” (último período do quarto parágrafo) tem o mesmo sentido de ratificar.
Certo
Errado
www.tecconcursos.com.br/questoes/778088
CEBRASPE (CESPE) - PRF/PRF/2019
Língua Portuguesa (Português) - Correlação Verbal
A vida humana só viceja sob algum tipo de luz, de preferência a do sol, tão óbvia quanto essencial.
Somos animais diurnos, por mais que boêmios da pá virada e vampiros em geral discordem dessa
afirmativa. Poucas vezes a gente pensa nisso, do mesmo jeito que devem ser poucas as pessoas que
acordam se sentindo primatas, mamíferos ou terráqueos, outros rótulos que nos cabem por força da
natureza das coisas.
A humanidade continua se aperfeiçoando na arte de afastar as trevas noturnas de todo hábitat humano.
Luz soa para muitos como sinônimo de civilização, e pode-se observar do espaço o mapa das
desigualdades econômicas mundiais desenhado na banda noturna do planeta. A parcela ocidental do
hemisfério norte é, de longe, a mais iluminada.
Dispor de tanta luz assim, porém, tem um custo ambiental muito alto, avisam os cientistas. Nos
humanos, o excesso de luz urbana que se infiltra no ambiente no qual dormimos pode reduzir
drasticamente os níveis de melatonina, que regula o nosso ciclo de sono-vigília.
Mesmo assim, sinto uma alegria quase infantil quando vejo se acenderem as luzes da cidade. E repito
para mim mesmo a pergunta que me faço desde que me conheço por gente: quem é o responsável por
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/778088
144) 
acender as luzes da cidade? O mais plausível é imaginar que essa tarefa caiba a sensores fotoelétricos
espalhados pelos bairros. Mas e antes dos sensores, como é que se fazia? Imagino que algum
funcionário trepava na antena mais alta no topo do maior arranha-céu e, ao constatar a falência da luz
solar, acionava um interruptor, e a cidade toda se iluminava.
Não consigo pensar em um cargo público mais empolgante que o desse homem. Claro que o cargo, se
existia, já foi extinto, e o homem da luz já deve ter se transferido para o mundo das trevas eternas.
Reinaldo Moraes. “Luz! Mais luz”. Internet: <www.nexojornal.com.br> (com adaptações).
No que se refere aos sentidos e às construções linguísticas do texto precedente, julgue o item a seguir
 
A correção gramatical e os sentidos do texto seriam mantidos caso a forma verbal “existia” fosse
substituída por existisse.
Certo
Errado
www.tecconcursos.com.br/questoes/625536
CEBRASPE (CESPE) - TJ STJ/STJ/Administrativa/2018
Língua Portuguesa (Português) - Correlação Verbal
Texto CB4A1AAA
 
As discussões em torno de questões como “o que é justiça?” ou “quais são os mecanismos disponíveis
para produzir situações cada vez mais justas ao conjunto da sociedade?” não são novidade. Autores do
século XIX já procuravam construir análises para identificar qual o sentido exato do termo justiça e quais
formas de promovê-la eram possíveis e desejáveis ao conjunto da sociedade à época. O debate se
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enquadra em torno de três principais ideias: bem-estar; liberdade e desenvolvimento; e promoção de
formas democráticas de participação. Autores importantes do campo da ciência política e da filosofia
política e moral se debruçaram intensamente em torno dessa questão ao longo do século XX, e chegaram
a conclusões diversas uns dos outros. Embora a perspectiva analítica de cada um desses autores divirja
entre si, eles estão preocupados em desenvolver formas de promoção de situações de justiça social e
têm hipóteses concretas para se chegar a esse estado de coisas.
Para Amartya Sen, por exemplo, a injustiça é percebida e mensurada por meio da distribuição e do
alcance social das liberdades. Para Rawls, ela se manifesta principalmente nas estruturas básicas da
sociedade e sua solução depende de uma nova forma de contratosocial e de uma definição de princípios
básicos que criem condições de promoção de justiça. Já para Habermas, a questão gira em torno da
manifestação no campo da ação comunicativa, na qual a fragilidade de uma ação coletiva que tenha
pouco debate ou pouca representação pode enfraquecer a qualidade da democracia e, portanto, interferir
no seu pleno funcionamento, tendo, por consequência, desdobramentos sociais injustos. Em síntese, os
autores argumentam a favor de instrumentos variados para a solução da injustiça, os quais dependem da
interpretação de cada um deles acerca do conceito de justiça.
Augusto Leal Rinaldi. Justiça, liberdade
e democracia. In: Pensamento Plural. Pelotas [12]: 57-74, jan.-jun./2013 (com adaptações).
 
A respeito dos aspectos linguísticos do texto CB4A1AAA, julgue o item.
Embora haja semelhança de sentido entre os verbos divergir e diferir, a substituição da forma verbal
“divirja” por difere prejudicaria a correção gramatical do texto.
Certo
Errado
145) 
www.tecconcursos.com.br/questoes/738623
CEBRASPE (CESPE) - AB (BNB)/BNB/2018
Língua Portuguesa (Português) - Correlação Verbal
O carrinho de compras do sítio eletrônico está lotado, e o preço total agrada. Animado, você digita
todas as informações referentes ao cartão de crédito e, sem entender, observa a transação ser negada.
Mais tarde, descobre que o banco tinha considerado suspeito aquele seu procedimento virtual, uma vez
que tinha características semelhantes às de uma fraude. Decepcionante, não? E muito comum.
 
A fim de melhorar a experiência dos consumidores em compras pela Internet, cientistas do Instituto de
Tecnologia de Massachusetts, nos Estados Unidos da América, desenvolveram um sistema baseado em
princípios de aprendizagem de máquina.
 
A aprendizagem de máquina para a detecção de fraude é baseada em equações matemáticas e
algoritmos e funciona em duas etapas. Na primeira, o sistema recebe exemplificações de compras
legítimas e ilegítimas. Em seguida, a máquina avalia compras reais, levando em consideração os padrões
observados. O sistema funciona mais ou menos como nossos neurônios. A partir de números e fórmulas,
une ponto a ponto informações sobre características de transações já feitas pelo usuário — como valores
médios gastos, horários de compra, uso de celular, pontos usados, principais estabelecimentos —, até
chegar a uma probabilidade de fraude final. Com cada constatação, o programa consegue melhorar os
padrões aprendidos.
 
Segundo um arquiteto de software de uma empresa não participante do estudo, o modo como a
máquina aprende os padrões antes de começar a analisar compras interfere diretamente no registro de
falsos positivos e fraudes reais. “Se a prepararmos apenas para detectar casos de não fraude, podemos
aumentar os riscos de fraudes que passam. Sendo assim, precisamos aumentar ao máximo o balanço de
situações apresentadas à máquina para não pesar um lado mais do que o outro”, detalha.
 
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146) 
Correio Braziliense, 1.º/10/2018, p. 14 (com adaptações).
 
Julgue o próximo item, relativo aos sentidos e a aspectos linguísticos do texto.
 
A substituição da forma verbal ‘podemos’ por poderemos não prejudicaria a correção gramatical nem
alteraria os sentidos originais do texto.
Certo
Errado
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CEBRASPE (CESPE) - AB (BNB)/BNB/2018
Língua Portuguesa (Português) - Correlação Verbal
Não podemos descartar a operação humana por trás dos sistemas, muito menos a presença de
analistas reais. Vamos supor que um sistema de aprendizagem de máquina perceba que todas as
pessoas com índice de massa corporal regular tomam café com açúcar, enquanto todas as pessoas com
índice elevado tomam a bebida com adoçante. A inteligência artificial poderá inferir, assim, que o
adoçante é o responsável pela obesidade dos usuários, o que nós sabemos, pela nossa inteligência
humana, que não é bem assim.
 
O sistema de aprendizagem de máquina diminui a ocorrência de falsos positivos e deve contribuir para
cortes de gastos. Contudo, não podemos deixar de considerar uma pessoa que esteja por trás do
sistema, pronta para lidar com casos realmente duvidosos, que mereçam ser mais bem avaliados.
 
Correio Braziliense, 1.º/10/2018, p. 14 (com adaptações).
 
A respeito de aspectos linguísticos e dos sentidos do texto, julgue o item que se segue.
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/738767
147) 
 
A forma verbal “tomam”, em ambas as suas ocorrências, poderia ser substituída por tomem, sem
prejuízo para a correção gramatical e para a coerência do texto.
Certo
Errado
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CEBRASPE (CESPE) - Sold (PM AL)/PM AL/Combatente/2017
Língua Portuguesa (Português) - Correlação Verbal
A palavra violência frequentemente nos remete a crimes como assassinato, estupro, roubo e lesão
corporal, ou mesmo a guerras e terrorismo. Pensamos que violência e crime violento são a mesma coisa
e não levamos em conta que nem toda violência é considerada crime.
 
A sociedade, para reafirmar seus valores e se manter, pune as transgressões, com a intenção de que a
punição aplicada ao transgressor seja útil para que os demais indivíduos não sigam o mau exemplo,
tendo em vista as consequências. Nesse caso, considera-se crime a transgressão de regras socialmente
preestabelecidas, que variam de acordo com a sociedade e o contexto histórico.
 
Lançadas com o intuito de encontrar respostas para as possíveis causas da violência, hipóteses clássicas
na sociologia do crime acabaram por defender a tese de associação entre o aumento nos índices de
criminalidade e a pobreza. Essa associação sustenta a premissa de que o crime seja combatido e punido
com maior rigor e frequência nas classes economicamente mais desfavorecidas, em contraposição à
tolerância e à impunidade de crimes cometidos tipicamente ou ocasionalmente por indivíduos detentores
de poder.
 
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148) 
O mito da criminalidade associada à pobreza cria estereótipos, marginaliza e criminaliza a pobreza —
que, em si, é uma violência. Rotula os que são tidos como pobres e faz uma proporção extremamente
grande da população ser prejulgada por atos ilícitos praticados por uma minoria.
 
A violência nas cidades deve ser vista sob duas vias. Um tipo de violência é a dos crimes praticados nas
ruas, principalmente nas grandes cidades, que pode atingir qualquer pessoa. O segundo tipo é a
violência praticada pela própria cidade, que massacra os pobres, marginalizando e criminalizando esses
cidadãos. Enquanto se diz(1) que os pobres da cidade são violentos, a atenção da violência que eles
sofrem é invertida. A violência contra quem mora próximo de condomínios de luxo e mansões
fortificadas, sem ter acesso a bens básicos para garantir razoáveis condições de vida, é esquecida.
 
Geélison Ferreira da Silva. Considerações sobre criminalidade: marginalização, medo e mitos no Brasil. In: Revista
Brasileira de Segurança Pública. ano 5, 8.ª ed. São Paulo, fev. – mar./2011, p. 91-102 (com adaptações)
 
No que se refere aos sentidos e às propriedades linguísticas do texto, julgue o item a seguir. 
 
A forma verbal “diz” (1) poderia ser substituída por disser, sem prejuízo da correção gramatical do texto. 
Certo
Errado
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CEBRASPE (CESPE) - Prof II(Pref Recife)/Pref Recife/Língua Portuguesa/2023
Língua Portuguesa (Português) - Locução Verbal
Texto 8A3
O AMOR BATE NA AORTA
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Cantiga do amor sem eira
nem beira,
vira o mundo de cabeça
para baixo,
suspende a saia das mulheres,
tira os óculos dos homens,
o amor, seja como for,
é o amor.
Meu bem, não chores,
hoje tem filme de Carlito!
O amor bate na porta,
o amor bate na aorta,
fui abrir e me constipei.
Cardíaco e melancólico,
o amor ronca na horta
entre pés de laranjeira
entre uvas meio verdes
e desejos já maduros.
Entre uvas meio verdes,
meu amor, não te atormentes.
Certos ácidos adoçam
a boca murcha dos velhose quando os dentes não mordem
e quando os braços não prendem
o amor faz uma cócega
o amor desenha uma curva
propõe uma geometria.
Amor é bicho instruído.
Olha: o amor pulou o muro
o amor subiu na árvore
em tempo de se estrepar.
Pronto, o amor se estrepou.
Daqui estou vendo o sangue
que escorre do corpo andrógino.
Essa ferida, meu bem,
às vezes não sara nunca
às vezes sara amanhã.
Daqui estou vendo o amor
irritado, desapontado,
mas também vejo outras coisas:
vejo corpos, vejo almas
vejo beijos que se beijam
ouço mãos que se conversam
e que viajam sem mapa.
Vejo muitas outras coisas
que não ouso compreender…
Carlos Drummond de Andrade,
Poesia Completa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 2006, p. 46-48 (com adaptações).
149) 
 
Julgue o item subsequente, acerca de coesão e coerência do texto 8A3.
A locução “estou vendo” (penúltima estrofe) indica simultaneidade entre as ações veiculadas pela forma
verbal “estou vendo” e pela forma verbal “escorre”.
Certo
Errado
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CEBRASPE (CESPE) - Prof (SEDUC AL)/SEDUC AL/Português/2021
Língua Portuguesa (Português) - Locução Verbal
Teoria do medalhão
(diálogo)
— Saiu o último conviva do nosso modesto jantar. Com que, meu peralta, chegaste aos teus vinte e um
anos. Há vinte e um anos, no dia 5 de agosto de 1854, vinhas tu à luz, um pirralho de nada, e estás
homem, longos bigodes, alguns namoros...
— Papai...
— Não te ponhas com denguices, e falemos como dois amigos sérios. Fecha aquela porta; vou dizer-te
coisas importantes. Senta-te e conversemos. Vinte e um anos, algumas apólices, um diploma, podes
entrar no parlamento, na magistratura, na imprensa, na lavoura, na indústria, no comércio, nas letras ou
nas artes. Há infinitas carreiras diante de ti. Vinte e um anos, meu rapaz, formam apenas a primeira
sílaba do nosso destino. (...) Mas qualquer que seja a profissão da tua escolha, o meu desejo é que te
faças grande e ilustre, ou pelo menos notável, que te levantes acima da obscuridade comum. (...)
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/1826440
— Sim, senhor.
— Entretanto, assim como é de boa economia guardar um pão para a velhice, assim também é de boa
prática social acautelar um ofício para a hipótese de que os outros falhem, ou não indenizem
suficientemente o esforço da nossa ambição. É isto o que te aconselho hoje, dia da tua maioridade.
— Creia que lhe agradeço; mas que ofício, não me dirá?
— Nenhum me parece mais útil e cabido que o de medalhão. Ser medalhão foi o sonho da minha
mocidade; faltaram-me, porém, as instruções de um pai, e acabo como vês, sem outra consolação e
relevo moral, além das esperanças que deposito em ti. Ouve-me bem, meu querido filho, ouve-me e
entende. (...)
— Entendo.
— Venhamos ao principal. Uma vez entrado na carreira, deves pôr todo o cuidado nas ideias que
houveres de nutrir para uso alheio e próprio. O melhor será não as ter absolutamente (...).
— Mas quem lhe diz que eu...
— Tu, meu filho, se me não engano, pareces dotado da perfeita inópia mental, conveniente ao uso deste
nobre ofício.
Não me refiro tanto à fidelidade com que repetes numa sala as opiniões ouvidas numa esquina, e vice-
versa, porque esse fato, posto indique certa carência de ideias, ainda assim pode não passar de uma
traição da memória. Não; refiro-me ao gesto correto e perfilado com que usas expender francamente as
tuas simpatias ou antipatias acerca do corte de um colete, das dimensões de um chapéu, do ranger ou
150) 
calar das botas novas. Eis aí um sintoma eloquente, eis aí uma esperança. No entanto, podendo
acontecer que, com a idade, venhas a ser afligido de algumas ideias próprias, urge aparelhar fortemente
o espírito. As ideias são de sua natureza espontâneas e súbitas; por mais que as soframos, elas
irrompem e precipitam-se. Daí a certeza com que o vulgo, cujo faro é extremamente delicado, distingue
o medalhão completo do medalhão incompleto.
Machado de Assis. Teoria do medalhão. In: 50 contos escolhidos
de Machado de Assis. Seleção, introdução e notas de John Gledson.
São Paulo: Companhia das Letras, 2007, p. 82-83 (com adaptações).
 
Considerando os aspectos linguísticos do texto Teoria do medalhão, apresentado anteriormente, julgue
o item a seguir.
 
Na oração “urge aparelhar fortemente o espírito”, o segmento “urge aparelhar” constitui uma locução
verbal.
Certo
Errado
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CEBRASPE (CESPE) - APF/PF/2014
Língua Portuguesa (Português) - Locução Verbal
Imigrantes ilegais, os homens e as mulheres vieram para Prato, na Itália, como parte de
snakebodies liderados por snakeheads na Europa. Em outras palavras, fizeram a perigosa viagem da
China por trem, caminhão, a pé e por mar como parte de um grupo pequeno, aterrorizado, que confiou
seu destino a gangues chinesas que administram as maiores redes de contrabando de gente no mundo.
Nos locais em que suas viagens começaram, havia filhos, pais, esposas e outros que dependiam deles
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/243213
151) 
para que enviassem dinheiro. No destino, havia paredes cobertas com anúncios de mau gosto de
empregos que representavam a esperança de uma vida melhor.
Pedi a um dos homens ao lado da parede que me contasse como tinha sido sua viagem. Ele objetou.
Membros do snakebody têm de jurar segredo aos snakeheads que organizam sua viagem. Tive de
convencê-lo, concordando em usar um nome falso e camuflar outros aspectos de sua jornada. Depois de
uma série de encontros e entrevistas, pelos quais paguei alguma coisa, a história de como Huang chegou
a Prato emergiu lentamente.
James Kynge. A China sacode o mundo. São Paulo: Globo 2007 (com adaptações).
 
Julgue o seguinte item, relativo às ideias e às estruturas linguísticas do texto acima.
 
A correção gramatical do texto seria preservada caso se substituísse a locução “tinha sido” pela forma
verbal fora.
Certo
Errado
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CEBRASPE (CESPE) - APF/PF/2014
Língua Portuguesa (Português) - Locução Verbal
Migrar e trabalhar. Quando esses verbos se conjugam da pior forma possível, acontece o chamado
tráfico de seres humanos. O tráfico de pessoas para exploração econômica e sexual está relacionado ao
modelo de desenvolvimento que o mundo adota. Esse modelo é baseado em um entendimento de
competitividade que pressiona por uma redução constante nos custos do trabalho.
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/243219
No passado, os escravos eram capturados e vendidos como mercadoria. Hoje, a pobreza que torna
populações vulneráveis garante oferta de mão de obra para o tráfico — ao passo que a demanda por
essa força de trabalho sustenta o comércio de pessoas. Esse ciclo atrai intermediários, como os gatos
(contratadores que aliciam pessoas para serem exploradas em fazendas e carvoarias), os coiotes
(especializados em transportar pessoas pela fronteira entre o México e os Estados Unidos da América) e
outros animais, que lucram sobre os que buscam uma vida mais digna. Muitas vezes, é a iniciativa
privada uma das principais geradoras do tráfico de pessoas e do trabalho escravo, ao forçar o
deslocamento de homens, mulheres e crianças para reduzir custos e lucrar. Na pecuária brasileira, na
produção de cacau de Gana, nas tecelagens ou fábricas de tijolos do Paquistão.
O tráfico de pessoas e as formas contemporâneas de trabalho escravo não são uma doença, e sim uma
febre que indica que o corpo está doente. Por isso, sua erradicação não virá apenas com a libertação de
trabalhadores, equivalente a um antitérmico — necessário, mas paliativo. O fim do tráfico passa por uma
mudança profunda, que altere o modelo de desenvolvimento predatório do meio ambiente e dos
trabalhadores. A escravidão contemporânea não é um resquício de antigas práticas que vão desaparecer
com o avanço do
capital, mas um instrumento utilizado pelo capitalismo para se expandir.
Leonardo Sakamoto. O tráfico de seres humanos hoje.
In: História viva. Internet: <www2.uol.com.br> (com adaptações).
Julgue o item subsequente, acerca de ideiase estruturas linguísticas do texto acima.
 
O sentido original do texto seria preservado caso a forma verbal “eram capturados” fosse substituída por
foram capturados.
Certo
Errado
152) 
www.tecconcursos.com.br/questoes/369605
CEBRASPE (CESPE) - ACE (TC DF)/TC DF/Especializada/Arquivologia/2014
Língua Portuguesa (Português) - Locução Verbal
O Programa Ciência sem Fronteiras, lançado em 2011, busca promover a consolidação, expansão e
internacionalização da ciência e tecnologia brasileiras, com inovação e competitividade, por meio do
intercâmbio comoutros países. No âmbito do programa, serão concedidas, até 2015, mais de 100 mil
bolsas de estudos no exterior para estudantes de graduação e pós-graduação. O Ciência sem Fronteiras
também pretende atrair pesquisadores do exterior interessados em trabalhar no Brasil. Esse incentivo
torna-se imperativo no início do século XXI, devido à extrema velocidade com que ciência e tecnologia se
desenvolvem. Há décadas, países como China e Índia têm enviado estudantes para países centrais, com
resultados muito positivos. Provavelmente, o programa brasileiro vai acelerar a mobilidade internacional e
proporcionar avanços na ciência brasileira. Essa iniciativa louvável talvez inspire outras não menos
importantes — como o estímulo à mobilidade nacional de estudantes —, que ainda são incipientes.
Estudantes do Acre, de Rondônia ou do Maranhão certamente seriam beneficiados com a estada de um
ano em universidades de São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília. Da mesma forma, alunos de São Paulo, Rio
de Janeiro e Brasília se beneficiariam com uma temporada no Acre, em Rondônia ou no Maranhão. Essa
troca de experiências seria um instrumento de coesão e compreensão dos diferentes aspectos culturais e
de problemas comuns e específicos de diferentes regiões brasileiras.
Isaac Roitman. Brasil sem fronteiras. In: Revista DARCY. Brasília: UnB, n.º 11, jun.-jul./2012, p. 7 (com adaptações).
Julgue o item, no que se refere às ideias e aos aspectos linguísticos do texto acima.
 
Seriam mantidos a correção gramatical e o sentido original do texto caso a locução “têm enviado” fosse
substituída por enviaram.
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/369605
153) 
Certo
Errado
www.tecconcursos.com.br/questoes/2783401
CEBRASPE (CESPE) - Ass (CAU BR)/CAU BR/Administrativo/2024
Língua Portuguesa (Português) - Questões Variadas de Verbo
Texto CB1A1
Enquanto Singapura e Dublin lançaram suas réplicas digitais usando aprendizado de máquina para prever
eventos e tendências futuras, países inteiros ainda não garantiram água potável e eletricidade para seus
habitantes. Como a arquitetura reflete as sociedades, a acentuada desigualdade social em que vivemos
continuará sendo refletida na arquitetura que construímos: algumas obras totalmente projetadas por
inteligência artificial (IA), outras criadas manualmente e com modelos físicos em um escritório de
arquitetura boutique, e a grande maioria sendo feita no local com papel e lápis, sem a intervenção direta
de arquitetos. Talvez todos esses cenários coexistam na mesma cidade.
O escritor Benjamin Labatut declarou: “se a inteligência artificial fosse capaz de pensar, teria pontos
cegos; se conseguisse ser criativa, teria limites, pois limites são frutíferos; se fosse capaz de imitar nossa
capacidade de raciocínio, talvez precisasse do (ou desenvolvesse o) nosso talento para a loucura. E se
lhe faltasse compreensão, se não se importasse com a beleza e o horror que pode criar, então seria
imprudente nos colocarmos em suas mãos.”.
O futuro da arquitetura está na interseção entre inovação tecnológica e intenção humana. Em última
instância, a agência humana — sociedade civil, políticos e partes interessadas — exerce uma influência
significativa. O curso da história não está escrito em pedra, mas é moldado pelas decisões tomadas hoje,
especialmente se a IA afeta nossos bolsos. A arquitetura, então, torna-se o resultado de decisões
coletivas, em que os avanços da IA se cruzam com as aspirações e os valores da sociedade. É dentro
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2783401
154) 
desse jogo de interações que a evolução e o impacto da arquitetura encontram sua ressonância e seu
significado.
Nicolás Valencia. O impacto das ferramentas de inteligência
artificial na arquitetura em 2024 (e além). Internet: <www.archdaily.com.br> (com adaptações).
 
Em relação aos aspectos linguísticos do texto CB1A1, julgue o próximo item.
 
Seria mantida a correção gramatical do texto caso a forma verbal “coexistam” (último período do
primeiro parágrafo) fosse substituída por coexistem.
Certo
Errado
www.tecconcursos.com.br/questoes/2783402
CEBRASPE (CESPE) - Ass (CAU BR)/CAU BR/Administrativo/2024
Língua Portuguesa (Português) - Questões Variadas de Verbo
Texto CB1A1
Enquanto Singapura e Dublin lançaram suas réplicas digitais usando aprendizado de máquina para prever
eventos e tendências futuras, países inteiros ainda não garantiram água potável e eletricidade para seus
habitantes. Como a arquitetura reflete as sociedades, a acentuada desigualdade social em que vivemos
continuará sendo refletida na arquitetura que construímos: algumas obras totalmente projetadas por
inteligência artificial (IA), outras criadas manualmente e com modelos físicos em um escritório de
arquitetura boutique, e a grande maioria sendo feita no local com papel e lápis, sem a intervenção direta
de arquitetos. Talvez todos esses cenários coexistam na mesma cidade.
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2783402
O escritor Benjamin Labatut declarou: “se a inteligência artificial fosse capaz de pensar, teria pontos
cegos; se conseguisse ser criativa, teria limites, pois limites são frutíferos; se fosse capaz de imitar nossa
capacidade de raciocínio, talvez precisasse do (ou desenvolvesse o) nosso talento para a loucura. E se
lhe faltasse compreensão, se não se importasse com a beleza e o horror que pode criar, então seria
imprudente nos colocarmos em suas mãos.”.
O futuro da arquitetura está na interseção entre inovação tecnológica e intenção humana. Em última
instância, a agência humana — sociedade civil, políticos e partes interessadas — exerce uma influência
significativa. O curso da história não está escrito em pedra, mas é moldado pelas decisões tomadas hoje,
especialmente se a IA afeta nossos bolsos. A arquitetura, então, torna-se o resultado de decisões
coletivas, em que os avanços da IA se cruzam com as aspirações e os valores da sociedade. É dentro
desse jogo de interações que a evolução e o impacto da arquitetura encontram sua ressonância e seu
significado.
Nicolás Valencia. O impacto das ferramentas de inteligência
artificial na arquitetura em 2024 (e além). Internet: <www.archdaily.com.br> (com adaptações).
 
Em relação aos aspectos linguísticos do texto CB1A1, julgue o próximo item.
 
O emprego da forma verbal ‘seria’ (último período do segundo parágrafo) decorre do emprego do
subjuntivo nas orações anteriores, que expressam hipóteses.
Certo
Errado
www.tecconcursos.com.br/questoes/2793725
CEBRASPE (CESPE) - APGIPI (INPI)/INPI/Gestão e Suporte/Administração/2024
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2793725
155) 
Língua Portuguesa (Português) - Questões Variadas de Verbo
Texto CB1A1-I
Com o avanço científico e tecnológico ocorrido na Europa durante o Renascimento, os inventores
começaram a demandar reconhecimento oficial de suas criações, a fim de impedir a imitação de seus
inventos. Assim, em 1421, foi concedida ao inventor Filippo Brunelleschi, em Veneza, a primeira patente,
com prazo de três anos, pela invenção de um modelo de embarcação para transportar mármore. Nesse
contexto de criação de um sistema de concessão de privilégios como forma de proteção de um invento,
em 1474, foi promulgado na República de Veneza o Estatuto de Veneza, garantindo ao inventor a
exploração comercial do seu invento pela concessão do privilégio da invenção pelo prazo de dez anos.
No começo do século XVII, em 1623, a Inglaterra promulgou o Estatuto dos Monopólios, que consistiuna
primeira base legal para concessão de patentes no país para uma invenção efetivamente nova. O
estatuto contribuiu para a promulgação da Lei de Patentes de 1624, que, por sua vez, instituiu o sistema
de patentes britânico. Em 1790, os Estados Unidos da América promulgaram a sua primeira lei de
patentes, intitulada Patent Act, na qual era autorizada a concessão de direitos exclusivos aos inventores
sobre as suas obras, estabelecendo um prazo de quatorze anos de duração. Nessa mesma conjuntura,
em 1791, a França promulgou sua primeira lei de patentes, denominada Décret d’Allarde, considerada
uma das principais leis publicadas durante a Revolução Francesa.
No Brasil, o príncipe regente Dom João VI promulgou o Alvará de 28 de abril de 1809, tornando o país
um dos primeiros no mundo a reconhecer a proteção dos direitos do inventor, atrás apenas da República
de Veneza (1474), da Inglaterra (1623), dos Estados Unidos da América (1790) e da França (1791).
Flávia Romano Villa Verde et al. As invenções
no Brasil contadas a partir de documentos históricos de patentes. Rio de Janeiro: Instituto Nacional da
Propriedade Industrial (Brasil) – INPI, Diretoria de Patentes, Programas de Computador e Topografia de Circuitos
Integrados – DIRPA, Coordenação Geral de Estudos, Projetos e Disseminação da Informação Tecnológica – CEPIT e
Divisão de Documentação Patentária – DIDOC, 2023, p. 20-21 (com adaptações)
156) 
 
Considerando aspectos linguísticos do texto CB1A1-I, julgue o próximo item.
O predomínio do emprego do pretérito perfeito do indicativo no texto justifica-se pela apresentação de
uma série de eventos que ocorreram e se concluíram antes do processo de produção do texto.
Certo
Errado
www.tecconcursos.com.br/questoes/2503209
CEBRASPE (CESPE) - Del Pol (PC AL)/PC AL/2023
Língua Portuguesa (Português) - Questões Variadas de Verbo
Texto CG1A1-I
Entre 2016 e 2020, 35 mil crianças e adolescentes de 0 a 19 anos de idade foram mortos de forma
violenta no Brasil — uma média de 7 mil por ano. Além disso, de 2017 a 2020, 180 mil sofreram violência
sexual — uma média de 45 mil por ano. É o que revela o documento Panorama da Violência Letal e
Sexual contra Crianças e Adolescentes no Brasil, do Fundo das Nações Unidas para a Infância
(UNICEF) e do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP).
Segundo o documento, a violência se dá de forma diferente de acordo com a idade da vítima. Crianças
morrem, com frequência, em decorrência da violência doméstica, perpetrada por um agressor conhecido.
O mesmo vale para a violência sexual contra elas, cometida dentro de casa, por pessoas próximas. Já os
adolescentes morrem, majoritariamente, fora de casa, vítimas da violência armada urbana e do racismo.
Conforme os dados constantes no referido documento, a maioria das vítimas de mortes violentas é
adolescente. Das 35 mil mortes violentas de pessoas com idade até 19 anos identificadas entre 2016 e
2020, mais de 31 mil tinham idade entre 15 e 19 anos. A violência letal, nos estados com dados
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2503209
disponíveis para a série histórica, teve um pico entre 2016 e 2017, e vem caindo, voltando aos patamares
dos anos anteriores. Ao mesmo tempo, o número de crianças de até 4 anos de idade vítimas de violência
letal aumenta, o que traz um sinal de alerta.
“A violência contra a criança acontece, principalmente, em casa. A violência contra adolescentes acontece
na rua, com foco em meninos negros. Embora sejam fenômenos complementares e simultâneos, é
crucial entendê-los também em suas diferenças, para desenhar políticas públicas efetivas de prevenção e
resposta às violências”, afirma Florence Bauer, representante do UNICEF no Brasil.
Os dados publicados no panorama foram obtidos pelo FBSP, por meio da Lei de Acesso à Informação.
Foram solicitados a cada estado brasileiro os dados de boletins de ocorrência dos últimos cinco anos,
referentes a mortes violentas intencionais (homicídio doloso; feminicídio; latrocínio; lesão corporal
seguida de morte; e mortes decorrentes de intervenção policial) e violência sexual (estupros e estupros
de vulneráveis) contra crianças e adolescentes. Essas informações não são sistematicamente reunidas e
padronizadas, tratando-se, portanto,de uma análise inédita e essencial para a prevenção e a resposta à
violência contra meninas e meninos.
Internet: <www.unicef.org> (com adaptações).
 
A respeito de aspectos gramaticais e semânticos do texto CG1A1-I, julgue o item subsequente.
 
A forma verbal “teve” (terceiro período do terceiro parágrafo) veicula, no texto, o mesmo sentido de
aconteceu.
Certo
Errado
www.tecconcursos.com.br/questoes/1971970
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/1971970
157) 
CEBRASPE (CESPE) - Esp GT (TELEBRAS)/TELEBRAS/Advogado/2022
Língua Portuguesa (Português) - Questões Variadas de Verbo
É importante saber o nome das coisas. Ou, pelo menos, saber comunicar o que você quer.
Imagine-se entrando numa loja para comprar um... um... como é mesmo o nome?
“Posso ajudá-lo, cavalheiro?”
“Pode. Eu quero um daqueles, daqueles...”
 
“Pois não?”
 
“Um... como é mesmo o nome?”
 
“Sim?”
 
“Pomba! Um... um... Que cabeça a minha! A palavra me escapou por completo. É uma coisa simples,
conhecidíssima.”
 
“Sim, senhor.”
 
“O senhor vai dar risada quando souber.”
 
“Sim, senhor.”
 
“Olha, é pontuda, certo?”
 
“O quê, cavalheiro?”
 
“Isso que eu quero. Tem uma ponta assim, entende?
 
Depois vem assim, assim, faz uma volta, aí vem reto de novo, e na outra ponta tem uma espécie de
encaixe, entende? Na ponta tem outra volta, só que esta é mais fechada. E tem um, um... Uma espécie
de, como é que se diz? De sulco. Um sulco onde encaixa a outra ponta; a pontuda, de sorte que o, a, o
negócio, entende, fica fechado. É isso. Uma coisa pontuda que fecha. Entende?”
“Infelizmente, cavalheiro...”
 
“Ora, você sabe do que eu estou falando.”
 
“Estou me esforçando, mas...”
 
“Escuta. Acho que não podia ser mais claro. Pontudo numa ponta, certo?”
 
“Se o senhor diz, cavalheiro.”
 
Luís Fernando Veríssimo. Comunicação.
 
Acerca das ideias, dos sentidos e dos aspectos linguísticos do texto precedente, julgue o item a seguir.
 
Em ‘Olha, é pontuda, certo?’ (décimo primeiro parágrafo), o emprego da forma verbal ‘Olha’ tem a
finalidade de atrair a atenção do interlocutor, sem designar necessariamente o ato de olhar.
Certo
Errado
158) 
www.tecconcursos.com.br/questoes/2642940
CEBRASPE (CESPE) - Aux ET (DATAPREV)/DATAPREV/2023
Língua Portuguesa (Português) - Pronomes Pessoais
Texto CG2A1-I
 
Até você terminar de ler este parágrafo, mais um acidente de trabalho será notificado no Brasil. Em
menos de quatro horas, mais uma pessoa morrerá em decorrência de um desses acidentes. Segundo
dados do Observatório de Segurança e Saúde no Trabalho (SmartLab), que consideram apenas registros
envolvendo pessoas com carteira assinada, os acidentes e as mortes, no Brasil, cresceram nos últimos
dois anos. Em 2020, foram 446.881 acidentes de trabalho notificados; em 2021, o número subiu 37%,
alcançando 612.920 notificações. Em 2020, 1.866 pessoas morreram nessas ocorrências; no ano
passado, foram 2.538 mortes, um aumento de 36%.
 
Na avaliação do ministro Alberto Balazeiro, as situações de precarização do trabalho tendem a gerar mais
acidentes, e estudos mostram que trabalhadores terceirizados estão mais suscetíveis a condições de risco
e à falta de políticas adequadas de prevenção. “Além disso, situações de crise levam empregadores a,
inadvertidamente, esquecer ou não investir em medidas de proteção coletiva e eliminação de riscos”,
assinala.
 
Por ano, os acidentes de trabalho representam perdas financeiras na média de R$ 13 bilhões. O
montante considera valores pagos pelo INSS em benefícios de natureza acidentária. Além disso, mais de
46 mil dias de trabalho são perdidos, contabilizando-se todos aqueles em que as pessoas não
trabalharam em razão de afastamentos previdenciários acidentários.
 
Natália Pianegonda. Acidentes de trabalho matam ao menos uma pessoa a cada3 h 47 min no Brasil. Justiça do
Trabalho/CSJT. 28 abr. 2023 (com adaptações).
 
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2642940
159) 
A respeito de aspectos linguísticos do texto CG2A1-I, julgue o item a seguir.
 
No primeiro período do texto, o emprego do pronome “você” é um recurso de linguagem utilizado pela
autora para aproximar-se do leitor, com o objetivo de chamar sua atenção para o fato apresentado.
Certo
Errado
www.tecconcursos.com.br/questoes/1897280
CEBRASPE (CESPE) - AAmb (IBAMA)/IBAMA/Licenciamento Ambiental/2022
Língua Portuguesa (Português) - Pronomes Pessoais
Texto CB2A1-I
Assim como cidadania e cultura formam um par integrado de significações, cultura e territorialidade são,
de certo modo, sinônimos. A cultura, forma de comunicação do indivíduo e do grupo com o universo, é
herança, mas também um reaprendizado das relações profundas entre o ser humano e o seu meio, um
resultado obtido por intermédio do próprio processo de viver. Incluindo o processo produtivo e as
práticas sociais, a cultura é o que nos dá a consciência de pertencer a um grupo, do qual é o cimento. É
por isso que as migrações agridem o indivíduo, roubando-lhe parte do ser, obrigando-o a uma nova e
dura adaptação em seu novo lugar. Desterritorialização é frequentemente outra palavra para significar
alienação, estranhamento, que são, também, desculturização.
Esse processo é, também, o que comanda as migrações, que são, por si sós, processos de
desterritorialização e, paralelamente, processos de desculturização. O novo ambiente opera como uma
espécie de denotador. Sua relação com o novo morador se manifesta dialeticamente como territorialidade
nova e cultura nova, que interferem reciprocamente, mudando paralelamente territorialidade e cultura, e
mudando o ser humano.
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/1897280
160) 
Milton Santos. O espaço do Cidadão. 7.ª ed.
São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 2020, p. 81-83 (com adaptações).
 
Com relação aos aspectos linguísticos do texto CB2A1-I, julgue o item que se segue.
 
Em “roubando-lhe parte do ser” (quarto período do primeiro parágrafo), a forma pronominal “lhe”
transmite ideia de posse, indicando que as migrações roubam parte do ser dos indivíduos.
Certo
Errado
www.tecconcursos.com.br/questoes/1971949
CEBRASPE (CESPE) - Esp GT (TELEBRAS)/TELEBRAS/Advogado/2022
Língua Portuguesa (Português) - Pronomes Pessoais
É importante saber o nome das coisas. Ou, pelo menos, saber comunicar o que você quer.
Imagine-se entrando numa loja para comprar um... um... como é mesmo o nome?
“Posso ajudá-lo, cavalheiro?”
“Pode. Eu quero um daqueles, daqueles...”
 
“Pois não?”
 
“Um... como é mesmo o nome?”
 
“Sim?”
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/1971949
 
“Pomba! Um... um... Que cabeça a minha! A palavra me escapou por completo. É uma coisa simples,
conhecidíssima.”
 
“Sim, senhor.”
 
“O senhor vai dar risada quando souber.”
 
“Sim, senhor.”
 
“Olha, é pontuda, certo?”
 
“O quê, cavalheiro?”
 
“Isso que eu quero. Tem uma ponta assim, entende?
 
Depois vem assim, assim, faz uma volta, aí vem reto de novo, e na outra ponta tem uma espécie de
encaixe, entende? Na ponta tem outra volta, só que esta é mais fechada. E tem um, um... Uma espécie
de, como é que se diz? De sulco. Um sulco onde encaixa a outra ponta; a pontuda, de sorte que o, a, o
negócio, entende, fica fechado. É isso. Uma coisa pontuda que fecha. Entende?”
“Infelizmente, cavalheiro...”
 
“Ora, você sabe do que eu estou falando.”
 
“Estou me esforçando, mas...”
 
“Escuta. Acho que não podia ser mais claro. Pontudo numa ponta, certo?”
161) 
 
“Se o senhor diz, cavalheiro.”
 
Luís Fernando Veríssimo. Comunicação.
 
Acerca das ideias, dos sentidos e dos aspectos linguísticos do texto precedente, julgue o item a seguir.
 
No período ‘Posso ajudá-lo, cavalheiro?’ (segundo parágrafo), o personagem emprega uma forma
pronominal de terceira pessoa para se dirigir diretamente ao seu interlocutor.
Certo
Errado
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CEBRASPE (CESPE) - Ana Port I (EMAP)/EMAP/Administrativa/2018
Língua Portuguesa (Português) - Pronomes Pessoais
Texto
 
O Juca era da categoria das chamadas pessoas sensíveis, dessas a que tudo lhes toca e tange. Se a
gente lhe perguntasse: “Como vais, Juca?”, ao que qualquer pessoa normal responderia “Bem, obrigado!”
— com o Juca a coisa não era assim tão simples. Primeiro fazia uma cara de indecisão, depois um sorriso
triste contrabalançado por um olhar heroicamente exultante, até que esse exame de consciência era
cortado pela voz do interlocutor, que começava a falar chãmente em outras coisas, que, aliás, o Juca não
estava ouvindo... Porque as pessoas sensíveis são as criaturas mais egoístas, mais coriáceas, mais
impenetráveis do reino animal. Pois, meus amigos, da última vez que vi o Juca, o impasse continuava... E
que impasse!
 
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162) 
Estavam-lhe ministrando a extrema-unção. E, quando o sacerdote lhe fez a tremenda pergunta,
chamando-o pelo nome: “Juca, queres arrepender-te dos teus pecados?”, vi que, na sua face devastada
pela erosão da morte, a Dúvida começava a redesenhar, reanimando-a, aqueles seus trejeitos e caretas,
numa espécie de ridícula ressurreição. E a resposta não foi “sim” nem “não”; seria acaso um “talvez”, se
o padre não fosse tão compreensivo. Ou apressado. Despachou-o num átimo e absolvido. Que fosse
amolar os anjos lá no Céu!
 
E eu imagino o Juca a indagar, até hoje:
 
— Mas o senhor acha mesmo, sargento Gabriel, que ele poderia ter-me absolvido?
 
Mário Quintana Prosa & Verso Porto Alegre: Globo, 1978, p 65 (com adaptações)
 
Com relação às estruturas linguísticas e aos sentidos do texto, julgue o item a seguir.
 
Caso seja suprimido o pronome “lhes”, a correção gramatical do texto será mantida, embora o trecho se
torne menos enfático.
Certo
Errado
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CEBRASPE (CESPE) - PEB (SEDF)/SEDF/Língua Portuguesa/2017
Língua Portuguesa (Português) - Pronomes Pessoais
Meu querido neto Mizael,
 
Recebi a sua cartinha. Ver que você se tem adiantado muito me deu muito prazer.
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/463349
163) 
 
Fiquei muito contente quando sua mãe me disse que em princípio de maio estarão cá, pois estou
com muitas saudades de vocês todos. Vovó te manda muitas lembranças.
 
A menina de Zulmira está muito engraçadinha. Já tem 2 dentinhos.
 
Com muitas saudades te abraça sua Dindinha e Amiga, Bárbara
 
Carta de Bárbara ao neto Mizael (carta de 1883). Corpus Compartilhado Diacrônico: cartas pessoais
brasileiras.
Rio de Janeiro: Universidade Federal do Rio de Janeiro, Faculdade de Letras. Internet: <www.tycho.iel.unicamp.br>
(com adaptações).
 
Julgue o item seguinte, a respeito do texto precedente.
 
O texto se caracteriza por uma uniformidade de tratamento do destinatário da carta, verificada no
emprego das formas pronominais.
Certo
Errado
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CEBRASPE (CESPE) - Diplomata/IRBr/2017
Língua Portuguesa (Português) - Pronomes Pessoais
Texto
 
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/530695
A classe dedicada ao comércio, marcada pela compra e venda de mercadorias ou na colocação de
dinheiro, não representava, no Império, o padrão social dominante. Os comerciantes eram, em grande
parte, estrangeiros; o ramo mais saliente do comércio, o ligado ao escravo, sujava as mãos dos que com
ele enriqueciam. Um título de comendador ou de barão dourava o busto do empresário, mas não o
nobilitava, visto que o nobre pertencia a uma camada diversa, composta, sob o ponto de vista
profissional ou econômico, de letrados ou senhores de rendas. O homem que traficava — membro da
classe lucrativa ou aquisitiva —, para se qualificar socialmente, embriagou-se, perdidamente, na imitação
do estilo ou nos traços secundários da classe proprietária e do estamento. Elevava-se, se enriquecido —
elevava-se é o termo certo — a uma categoria superior no desfrute ostentatório de rendas,
transformando a naturezade seu patrimônio, ou ingressava na política e no governo, preocupado em
amortecer a cintilação equívoca da origem. Era quase uma situação colonial, com a ascensão, nem
sempre possível no espaço de uma geração, do albardeiro ao círculo dos fidalgos. Em meados do século
XIX o velho equilíbrio se rompe, fio a fio, imperceptivelmente, na quebra de secular estrutura econômica
e social. Consequência da nova dinâmica, que agita e move a sociedade, será a emancipação de uma
classe inteira, até aí pejada, impedida e entorpecida em seus passos. Dentro da consciência do homem
que enriqueceu no trato de mercadorias e de valores, haverá agora uma crise. O Dr. Félix
(Ressurreição) ou Rubião (Quincas Borba ), aquinhoados pela inesperada herança, trataram de
aplicar os bens para que eles lhes proporcionassem renda segura e estável.
 
Outra é a conduta de Mauá, como será a de Palha (Quincas Borba ), Cotrim (Memórias Póstumas)
ou de Santos (Esaú e Jacó). Homens do comércio, não convertem o patrimônio em prestações de
renda, mas continuam presos aos seus negócios, perseguindo o infinito, imantados por outros desígnios,
alimentados por uma nova sociedade. Mas há a crise. Rubião a vive, já, no último quartel do século, em
sentido contrário, atraído pelos lucros do comércio e não pelo comércio. Mauá a sentirá, no sentido
autêntico: dos doze aos trinta e dois anos, vergado no balcão e sócio de comerciante, torna-se dono de
respeitável fortuna. Fiel à ordem dominante, não a calcula em bons e vistosos contos de réis, mas por
sua renda, que seria superior a 50 contos anuais. A renda e não o capital dava a nota de grandeza, de
opulência, para encher os olhos e provocar a admiração. “Já se vê que, — confessava, aludindo ao ano
de 1846 — ao engolfar-me em outra esfera de atividade, possuía eu uma fortuna satisfatória, que me
convidava a desfrutá-la. Travou-se em meu espírito, nesse momento, uma luta vivaz entre o egoísmo,
que em maior ou menor dose habita o coração humano, e as ideias generosas que em grau elevado me
arrastavam a outros destinos...”. O egoísmo seria a fruição do capital, sem suor e angústias; o impulso
contrário, a expansão da economia, que se identificaria, para a classe lucrativa, com o progresso do país.
Certo de seu papel dinâmico na sociedade, criando atividades novas e aprimorando as existentes; esse
estrato ganha relevo e autonomia, sem que se esconda atrás do biombo, dourado de tradição e
respeitabilidade, da classe proprietária. É hostil, como conjunto, ao ócio dos homens de renda e ao
prestígio do estamento político, que maneja o poder do alto e de cima, sem consultar-lhe as preferências
nem lhe pedir orientação e conselho. Atente-se: a classe lucrativa tem conduta adversa ao estilo de vida
da camada dirigente, não obstante a explore, e viva, em grande parte, de seus favores, numa espécie de
capitalismo político, dependente e subordinado ao Estado.
 
Raymundo Faoro. Machado de Assis: a pirâmide e o trapézio. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 1974, p. 225-
7 (com adaptações).
 
Com referência ao texto, julgue o próximo item.
 
Tendo o pronome oblíquo sentido possessivo em “sem consultar-lhe as preferências”, tal trecho
poderia ser substituído por sem consultar as suas preferências, mantendo-se, com isso, a correção
gramatical e o sentido do texto.
Certo
Errado
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CEBRASPE (CESPE) - TJ TRF1/TRF 1/Administrativa/"Sem Especialidade"/2017
Língua Portuguesa (Português) - Pronomes Pessoais
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164) Texto CB2A2AAA
O pensamento do filósofo grego Sócrates, no século V a. C., marcou uma reviravolta na história humana.
Até então, a filosofia procurava explicar o mundo com base na observação das forças da natureza. A
partir de Sócrates, o ser humano voltou-se para si mesmo.
A preocupação do filósofo era levar as pessoas, por meio do autoconhecimento, à sabedoria e à prática
do bem. Para o filósofo grego, o papel do educador é, portanto, o de ajudar o discípulo a caminhar nesse
sentido, despertando sua cooperação para que ele consiga, por si próprio, iluminar sua inteligência e sua
consciência.
Assim, o verdadeiro mestre não é um provedor de conhecimentos, mas alguém que desperta os
espíritos. Ele deve, segundo Sócrates, admitir a reciprocidade ao exercer sua função iluminadora,
permitindo que os alunos contestem seus argumentos da mesma forma que ele contesta os argumentos
dos alunos. Para esse pensador, só a troca de ideias dá liberdade ao pensamento e a sua expressão,
condição imprescindível para o aperfeiçoamento do ser humano.
 
Sócrates. In: Coleção Grandes Pensadores.
Revista Nova Escola. Ed. 179, jan.–fev./2005. Internet: <https://novaescola.org.br> (com adaptações).
 
A respeito das propriedades linguísticas do texto CB2A2AAA, julgue o item subsequente.
 
O pronome na forma verbal “voltou-se” denota reciprocidade, aspecto enfatizado pela expressão “para si
mesmo” .
Certo
Errado
165) 
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CEBRASPE (CESPE) - Aud CE (TCE-PA)/TCE PA/Procuradoria/2016
Língua Portuguesa (Português) - Pronomes Pessoais
Texto CB5A1BBB
A partir do momento em que o Estado passa a cobrar tributos de seus cidadãos, amealhando para si
parte da riqueza nacional, surge a necessidade de destinação de tais quantias à realização das
necessidades públicas, pois, não visando ao lucro, o Estado não pode cobrar mais do que os dispêndios
que lhe são imputados. Na chamada atividade financeira do Estado, sua principal ferramenta é o
orçamento público, pois nele constam as decisões políticas tomadas pelo administrador com o objetivo de
satisfação dos interesses coletivos.
Muito mais do que um mero documento de estimação e fixação das receitas e despesas, o orçamento,
conforme o texto constitucional vigente, constitui um verdadeiro sistema integrado de planejamento, de
sorte que, constituindo um verdadeiro orçamento-programa, o orçamento público passa a constituir
etapas do planejamento de desenvolvimentoeconômico e social, isto é, passa a ser conteúdo dos planos
e programas nacionais, regionais e setoriais, que devem ser compatibilizados com o plano plurianual.
Extrapolando-se os limites da simples teoria clássica do orçamento, pode-se dizer que o orçamento, em
sua feição atual, não deve ser compreendido unicamente como a simples autorização de gastos do Poder
Executivo pelo Poder Legislativo. Não se pode olvidar que, a partir do momento em que houve a
limitação das antigas monarquias absolutistas, o rei passou a necessitar de autorização de seus vassalos
para a realização dos gastos da coroa — como preceituado, por exemplo, na Magna Charta Libertatum,
de 1215, e na Petition of Rights, de 1628. Também não se deve desconsiderar que a revolução
orçamentária deveu-se, em grande parte, à idealização do Estado liberal burguês, que emana, segundo
especialistas da área, de razões políticas, e não financeiras.
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/386477
166) 
Conquanto esses fatos tenham contribuído para a formação do orçamento em sua tessitura tradicional, é
preciso, hoje, refletir sobre a real natureza da lei orçamentária atual, se autorizativa ou impositiva.
César Augusto Carra. O orçamento impositivo aos estados e aos municípios. Internet: <libano.tce.mg.gov.br> (com
adaptações).
Julgue o item seguinte, com relação aos aspectos linguísticos do texto CB5A1BBB.
O pronome “lhe” refere-se a “Estado”.
Certo
Errado
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CEBRASPE (CESPE) - AnaTA SUFRAMA/SUFRAMA/Geral/2014
Língua Portuguesa (Português) - Pronomes Pessoais
O primeiro europeu a pisar as terras amazônicas, o espanhol Vicente Pinzon (janeiro de 1500),
percorreu a foz do Amazonas, conheceu a ilha de Marajó e surpreendeu-se em ver que essa era uma das
regiões mais intensamente povoadas do mundo então conhecido. Ficou perplexo vendo a pororoca e
maravilhado com as águas doces do mais extenso e mais volumoso rio do mundo. Foi bem acolhido pelos
índios da região. No entanto, apesar de fantástica, sua viagemmarcou o primeiro choque cultural e o
primeiro ato de violência contra os povos da Amazônia: Pinzon aprisionou índios e os levou consigo para
vender como escravos na Europa.
 
A viagem de Orellana (1549) instaura o momento fundador dos primeiros mitos, como o das amazonas
— índias guerreiras, bravas habitantes de uma aldeia sem homens. Outros viajantes, aventureiros e
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/165198
167) 
exploradores que procuravam riquezas espalharam mundo afora mitos e fantasias. De todos, o mito mais
persistente parece ter sido sempre o da superabundância e da resistência da natureza da região:
florestas com árvores altíssimas que penetravam nas nuvens; frutos e flores de cores e sabores
indescritíveis; rios largos a se perderem no horizonte (povoados de monstros engolidores de navios nas
noites escuras); animais estranhos e abundantes por todo o chão; pássaros cobrindo o céu e colorindo-o
em nuvens de penas e plumas de todas as cores.
Violeta Refkalefsky Loureiro. Amazônia: uma história de perdas e danos, um futuro a (re)construir.
Estudav. [online]. 2002, vol. 16, n.º 45, p. 107-21 (com adaptações).
No que se refere a elementos textuais e linguísticos do texto acima, julgue o item seguinte.
O pronome “os”, em “os levou consigo”, poderia ser corretamente substituído por lhes.
Certo
Errado
www.tecconcursos.com.br/questoes/369608
CEBRASPE (CESPE) - ACE (TC DF)/TC DF/Especializada/Sistemas de TI/2014
Língua Portuguesa (Português) - Pronomes Pessoais
Na casa todos dormiam. Todos, menos a irmã.
Era quieta, essa irmã. Não cantava, não ria; mal falava. Trazia água do poço, varria o terreiro, passava a
roupa, comia — pouco, magra que era — e ia para a cama sem dar boa-noite a ninguém. Dormia num
puxado, um quartinho só dela; tinha nojo dos irmãos. Se, na cama, suspirava ou revirava os olhos, nunca
ninguém viu. O nome dela era Honesta.
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/369608
168) 
(Nome dado pela mãe. O pai queria-a ali, na roça; a mãe, porém, tinha esperança que um dia a filha
deixasse o campo e fosse para a cidade se empregar na casa de uma família de bem. E que melhor
nome para uma empregada do que Honesta? O pai acreditava no campo; a mãe secretamente ansiava
pela cidade — por um cinema! Nunca tinha entrado num cinema! Minha filha fará isto por mim, dizia-se,
sem notar que a filha vagueava por paisagens estranhas, distantes do campo, distantes da cidade,
distantes de tudo. [...])
Moacyr Scliar. Doutor Miragem. Porto Alegre: L&PM, 1998, p. 22-3 (com adaptações).
Julgue o item subsequente, com base nas ideias e estruturas linguísticas do texto acima.
No texto, o pronome “se”, em “dizia-se”, equivale, em sentido, à expressão a si mesma.
Certo
Errado
www.tecconcursos.com.br/questoes/346731
CEBRASPE (CESPE) - Assist (FUB)/FUB/Administração/2013
Língua Portuguesa (Português) - Pronomes Pessoais
Sem dúvida, a universidade contemporânea desempenha uma importante função social na medida
em que qualifica o indivíduo para um mercado de trabalho competitivo e dinâmico, carecedor de
trabalhadores aptos a desempenhar atividades de maior grau de intelectualização. Embora o ingresso no
mercado de trabalho esteja fortemente impresso no imaginário coletivo como o principal — senão único
— recurso para melhoria de condições de vida, é preciso observar que a sociedade capitalista define o
indivíduo a partir de sua capacidade de produzir mais e melhor do que o seu próximo.
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/346731
Não obstante, para além da consideração do indivíduo, encontra-se a coletividade, que é a força material
de um país — formada pelo conjunto de sujeitos de tal coletividade e por aquilo que eles produzem —, e
que constitui esse país em suas esferas política, econômica e cultural. As universidades públicas
apresentam importante papel, desempenhando atividades diversas, a exemplo dos atendimentos
realizados por hospitais universitários, núcleos de prática jurídica, programas de extensão de cunho
social que não só atendem à demanda da população por saúde pública, por esclarecimento e obtenção
de seus direitos como cidadãos, por educação e outros, como também oferecem aos estudantes a
oportunidade de empregar em atividades prático-profissionais o conhecimento acadêmico adquirido em
sala de aula.
Por seu turno, os programas de pesquisa constituem talvez a ferramenta mais importante para o
progresso tecnológico e científico do país, tornando mais concreta a possibilidade de ascensão do país a
esferas de maior desenvolvimento no cenário mundial, por meio da busca de soluções pertinentes à
nossa realidade.
Luciana Zacharias Gomes Ferreira Coelho. Direito à qualidade no ensino superior público brasileiro em face do
processo de expansão das instituições federais de ensino superior. Internet: <www.ambito-juridico.com.br> (com
adaptações).
 
Acerca das estruturas linguísticas do texto, julgue o item seguinte.
 
Se, devido a uma hipotética alteração na redação do texto, o termo sublinhado no trecho “carecedor de
trabalhadores aptos a desempenhar atividades de maior grau de intelectualização” tivesse de ser
substituído por um pronome, seria gramaticalmente correta a seguinte reescrita desse trecho: carecedor
de trabalhadores aptos a desempenhá-las.
Certo
Errado
169) 
www.tecconcursos.com.br/questoes/1766006
CEBRASPE (CESPE) - TL (CAM DEP)/CAM DEP/Agente de Serviços Legislativos/Serviços
Paramédicos Técnico em Gesso/2012
Língua Portuguesa (Português) - Pronomes Pessoais
O Sr. Deputado Penido censurou a Câmara por lhe ter rejeitado duas emendas: — uma que
mandava fazer desconto aos deputados que não comparecessem às sessões; outra que reduzia a
importância do subsídio.
Respeito as cãs do distinto mineiro, mas permita-me que lhe diga: a censura recai sobre S. Ex.ª não só
uma, como duas censuras. A primeira emenda é descabida. S. Ex.ª naturalmente ouviu dizer que aos
deputados franceses são descontados os dias em que não comparecem; e, precipitadamente, pelo vezo
de tudo copiarmos do estrangeiro, quis logo introduzir no regimento da nossa Câmara esta cláusula
exótica. Não advertiu S. Ex.ª, que esse desconto é lógico e possível num país onde os jantares para cinco
pessoas contam cinco croquetes, cinco figos e cinco fatias de queijo. A França, com todas as suas
magnificências, é um país frugal. A economia ali é mais do que sentimento ou um costume, mais que um
vício, é uma espécie de pé torto, que as crianças trazem do útero de suas mães.
A livre, jovem e rica América não deve empregar tais processos, que estariam em desacordo com um
certo sentimento estético e político. (...)
Demais, subsídio não é vencimento no sentido ordinário: pro labore. É um modo de suprir às
necessidades do representante, para que ele, durante o tempo em que trata dos negócios públicos,
tenha a subsistência afiançada. O fato de não ir à Câmara não quer dizer que não trata dos negócios
públicos; em casa pode fazer longos trabalhos e investigações. Será por andar algumas vezes na Rua do
Ouvidor, ou algures? Mas quem ignora que o pensamento, obra secreta do cérebro, pode estar em ação
em qualquer que seja o lugar do homem? A mais bela freguesa dos nossos armarinhos não pode impedir
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/1766006
170) 
que eu, olhando para ela, resolva um problema de matemáticas. Arquimedes fez uma descoberta
estando no banho.
Machado de Assis. Balas de estalo. In: Obra completa, volume 3, Aguilar, 1973, p. 416 (com adaptações).
 
Em relação às ideias e estruturas linguísticas do texto, julgue o item.
 
Em “por lhe ter rejeitado”, o pronome “lhe” corresponde à expressão a ele.
Certo
Errado
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CEBRASPE (CESPE) - Diplomata/IRBr/2012
Língua Portuguesa (Português) - Pronomes de Tratamento
Estou tão perdida. Mas é assim mesmo que se vive: perdida no tempo e no espaço.
Morro de medo de comparecer diante de um Juiz. Emeretíssimo, dá licença de eu fumar? Dou, sim
senhora, eu mesmo fumo cachimbo. Obrigada, Vossa Eminência. Trato bemo Juiz, Juiz é Brasília. Mas
não vou abrir processo contra Brasília. Ela não me ofendeu. (...)
Eu sei morrer. Morri desde pequena. E dói, mas a gente finge que não dói. Estou com tanta saudade de
Deus.
E agora vou morrer um pouquinho. Estou tão precisada.
Sim. Aceito, my Lord. Sob protesto.
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171) 
Mas Brasília é esplendor.
Estou assustadíssima.
 
Clarice Lispector. Para não esquecer. São Paulo: Círculo do Livro, 1981, p. 106-7.
No que concerne a aspectos gramaticais do texto acima, julgue (C ou E) o item a seguir.
A inadequação no emprego do pronome de tratamento em “Emeretíssimo, dá licença de eu fumar?”
(linha 2) é sanada pela escritora no período “Obrigada, Vossa Eminência.” (linha 3), o que evidencia o
deliberado desrespeito a padrões normativos da língua portuguesa.
Certo
Errado
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CEBRASPE (CESPE) - Vest (UnB)/UnB/Regular/2012
Língua Portuguesa (Português) - Pronomes de Tratamento
Trecho 1: Nhenhem? Eu cacei onça, demais. (...) Eu não mato mais onça, mato não. Onça meu
parente.
Trecho 2: Eu sou onça... Eu-onça! (...) Mecê acha que eu pareço onça? Mas tem horas em que eu
pareço mais.
Trecho 3: Hum, nhem? Cê fala que eu matei? Eu sou onça. Jaguaretê tio meu, irmão de minha mãe,
tutira... Meus parentes! Meus parentes!
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/1985918
172) 
Trecho 4: De repente, eh, eu oncei... Iá. (...) Levei pra o Papa — Gente. Papa gente, onça chefe, onço
comeu jababora Gugué.
Trecho 5: Mecê tá ouvindo, nhem? Tá aperceiando... Eu sou onça, não falei? Axi. Não falei — eu viro
onça? Onça grande, tubixaba.
Trecho 6: Mecê brinca não, vira esse revólver pra lá. (...) Ói: cê quer me matar, ui?
João Guimarães Rosa. Meu tio, o Iauaretê. In: Ficção completa.
V. II. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1994, p. 825-52.
 
Com base nos trechos apresentados acima, julgue o item a seguir.
 
“Mecê” (trechos 2, 5 e 6) e “Cê” (trecho 3), assim como você, funcionam, na língua portuguesa, como
pronomes de tratamento.
Certo
Errado
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CEBRASPE (CESPE) - Ana (PGE RJ)/PGE RJ/Contábil/2022
Língua Portuguesa (Português) - Pronomes Possessivos
Texto CG1A1-I
 
Em 721, um concílio romano presidido pelo papa Gregório II proibiu o casamento com uma commater,
isto é, a madrinha de um filho, ou a mãe de um filho de quem se fosse padrinho. Isso levou o papado a
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/1988686
se alinhar com a legislação promulgada, algumas décadas antes, em Bizâncio. A adoção marcadamente
rápida desses princípios sugere que o clero franco já sustentava concepções similares. Isso é ilustrado
por um caso curioso contado por um clérigo franco anônimo, em 727. Ele censurava a maneira traiçoeira
pela qual a infame concubina Fredegunda havia conseguido se tornar a esposa legal do rei Quilpérico.
Durante uma longa ausência do rei, ela persuadira sua rival, a rainha Audovera, a tornar-se madrinha da
própria filha recém-nascida. Assim, a ingênua Audovera foi subitamente transformada na commater de
seu próprio marido, impossibilitando qualquer relação conjugal posterior e deixando o caminho livre para
Fredegunda.
 
Essa artimanha mostra que, poucos anos após o concílio romano de 721, o autor anônimo e seu público
estavam bem familiarizados com os impedimentos derivados do parentesco espiritual. Não fosse o caso,
seria impossível acusar Fredegunda de seu ardiloso truque. As cartas do missionário Bonifácio conferem
testemunho adicional a esse fato. Em 735, ele perguntou ao bispo escocês Pethlem se era permitido que
alguém se casasse com uma viúva que era mãe de seu afilhado. “Todos os padres da Gália e na terra dos
francos afirmavam que isso era um pecado grave”, escreveu ele. Soava-lhe estranho, já que ele nunca
ouvira falar nisso antes. A questão devia preocupá-lo porque, no mesmo ano, escreveu a respeito para
dois outros clérigos anglo-saxões. Evidentemente, o missionário até então não estava familiarizado com
esse impedimento ao casamento, embora o clero continental, a quem ele se dirigia, considerasse a
questão muito grave.
 
Mayke De Jong, Nos limites do parentesco: legislação anti-incesto na Alta Idade Média ocidental (500-900). In: Jan
Bremmer (Org.). De Safo a Sade. Momentos na história da sexualidade. Campinas: Papirus, 1995, p. 56-7 (com
adaptações).
 
Julgue o seguinte item, acerca dos mecanismos de coesão do texto CG1A1-I.
 
Os vocábulos “sua” e “própria”, ambos no sexto período do texto, indicam posse de Fredegunda.
Certo
173) 
Errado
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CEBRASPE (CESPE) - ATA MIN/MIN/2009
Língua Portuguesa (Português) - Pronomes Possessivos
O administrador interino
 
Pádua era empregado em repartição dependente do Ministério da Guerra. Não ganhava muito, mas a
mulher gastava pouco, e a vida era barata. Demais, a casa em que morava, assobradada como a nossa,
posto que menor, era propriedade dele. Comprou-a com a sorte grande que lhe saiu num meio bilhete de
loteria, dez contos de réis. A primeira ideia do Pádua, quando lhe saiu o prêmio, foi comprar um cavalo
do Cabo, um adereço de brilhantes para a mulher, uma sepultura perpétua de família, mandar vir da
Europa alguns pássaros etc.; mas a mulher, esta D. Fortunata que ali está à porta dos fundos da casa,
em pé, falando à filha, alta, forte, cheia, como a filha, a mesma cabeça, os mesmos olhos claros, a
mulher é que lhe disse que o melhor era comprar a casa, e guardar o que sobrasse para acudir às
moléstias grandes. Pádua hesitou muito; afinal, teve de ceder aos conselhos de minha mãe, a quem D.
Fortunata pediu auxílio. Nem foi só nessa ocasião que minha mãe lhes valeu; um dia chegou a salvar a
vida ao Pádua. Escutai; a anedota é curta.
O administrador da repartição em que Pádua trabalhava teve de ir ao Norte, em comissão. Pádua, ou por
ordem regulamentar, ou por especial designação, ficou substituindo o administrador com os respectivos
honorários. Esta mudança de fortuna trouxe-lhe certa vertigem; era antes dos dez contos. Não se
contentou de reformar a roupa e a copa, atirou-se às despesas supérfluas, deu joias à mulher, nos dias
de festa matava um leitão, era visto em teatros, chegou aos sapatos de verniz. Viveu assim vinte e dois
meses na suposição de uma eterna interinidade. Uma tarde entrou em nossa casa, aflito e desvairado, ia
perder o lugar, porque chegara o efetivo naquela manhã. Pediu a minha mãe que velasse pelas infelizes
que deixava; não podia sofrer desgraça, matava-se. Minha mãe falou-lhe com bondade, mas ele não
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/63819
174) 
atendia a coisa nenhuma.
Pádua enxugou os olhos e foi para casa, onde viveu prostrado alguns dias, mudo, fechado na alcova, −
ou então no quintal, ao pé do poço, como se a ideia da morte teimasse nele. D. Fortunata ralhava:
− Joãozinho, você é criança?
Mas, tanto lhe ouviu falar em morte que teve medo, e um dia correu a pedir a minha mãe que lhe fizesse
o favor de ver se lhe salvava o marido que se queria matar. Minha mãe foi achá-lo à beira do poço, e
intimou-lhe que vivesse. Que maluquice era aquela de parecer que ia ficar desgraçado, por causa de uma
gratificação a menos, e perder um emprego interino?
 
Machado de Assis. Dom Casmurro, cap. XVI (com adaptações).
Julgue o item com relação a aspectos gramaticais e ortográficos do texto.
 
Os pronomes empregados em "quando lhe saiu o prêmio" e "atirou-se às despesas supérfluas" devem
ser interpretados como reflexivos.
Certo
Errado
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CEBRASPE (CESPE) - PJ (MPE SC)/MPE SC/2023
Língua Portuguesa (Português) - Pronomes Indefinidos
Texto 2A2-I
 
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O justo se desvela no decorrer das lutas de libertação na história. O justo é um saber que se vai
constituindo à medida que nossa consciência da história se aguça. Mas não basta a consciência da
história, pois procurar a justiça é uma atitude ética — é uma escolha. Não podemos cair em uma visão
automáticada história, na qual nossa simples posição em dado estrato social nos leva necessariamente a
pensar de certa forma, a valorizar em certa medida. Se aceitássemos essa visão, bastaria ficarmos
quietos esperando que a história se fizesse de acordo com seus mecanismos. Mas o real é outro. A
justiça está se fazendo pela organização popular, pelo aguçamento dos conflitos. E cada um de nós
vislumbra o norte da justiça, por via da busca de uma visão coerente da história, aliada a uma prática e a
uma análise rigorosa das circunstâncias presentemente vividas.
 
A busca da justiça como virtude não é equidistante, não é neutra, não é equilibrada. Ela nos força, a
cada momento, a tomar partido, a ser parcial, tendo a parcela maior dos seres humanos como
fundamento. Ser justo é viver a virtude de tomar partido em busca do melhor, fundado na visão mais
lúcida possível da história e na análise das circunstâncias maiores e menores que isso envolve. A justiça é
uma virtude agente que se explicita na prática social comprometida.
 
Roberto Aguiar. O que é justiça: uma abordagem dialética. Brasília:
Senado Federal. Conselho Editorial, 2020, p. 319-20 (com adaptações).
 
Em relação a aspectos linguísticos do texto 2A2-I, julgue o item a seguir.
 
No quarto período do primeiro parágrafo, a palavra “certa” está empregada como pronome indefinido
variável.
Certo
Errado
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175) 
CEBRASPE (CESPE) - AJ TST/TST/Judiciária/"Sem Especialidade"/2008
Língua Portuguesa (Português) - Pronomes Indefinidos
Muitas coisas nos diferenciam dos outros animais, mas nada é mais marcante do que a nossa
capacidade de trabalhar, de transformar o mundo segundo nossa qualificação, nossa energia, nossa
imaginação. Ainda assim, para a grande maioria dos homens, o trabalho nada mais é do que puro
desgaste da vida. Na sociedade capitalista, a produtividade do trabalho aumentou simultaneamente a tão
forte rotinização, apequenamento e embrutecimento do processo de trabalho de forma que já não há
nada que mais nos desagrade do que trabalhar. Preferimos, a grande maioria, fazer o que temos em
comum com os outros animais: comer, dormir, descansar, acasalar.
Nossa capacidade de trabalho, a potência humana de transformação e emancipação de todos, ficou
limitada a ser apenas o nosso meio de ganhar pão. Capacidade, potência, criação, o trabalho foi
transformado pelo capital no seu contrário. Tornou-se o instrumento de alienação no sentido clássico da
palavra: o ato de entregar ao outro o que é nosso, nosso tempo de vida.
 
Emir Sader. Trabalhemos menos, trabalhemos todos. In: Correio Braziliense, 18/11/2007 (com adaptações).
Julgue o seguinte item a respeito do texto acima.
 
No primeiro período do texto, o pronome "nada" integra, como auxiliar da ênfase, uma expressão
comparativa; mas, no terceiro período, o mesmo pronome perde o sentido comparativo pela presença do
"não".
Certo
Errado
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176) 
CEBRASPE (CESPE) - APPGE (SEDF)/SEDF/Apoio Administrativo/2017
Língua Portuguesa (Português) - Pronomes Interrogativos
Não têm conta entre nós os pedagogos da prosperidade que, apegando-se a certas soluções onde,
na melhor hipótese, se abrigam verdades parciais, transformam-nas em requisito obrigatório e único de
todo progresso. É bem característico, para citar um exemplo, o que ocorre com a miragem da
alfabetização. Quanta inútil retórica se tem desperdiçado para provar que todos os nossos males ficariam
resolvidos de um momento para o outro se estivessem amplamente difundidas as escolas primárias e o
conhecimento do abc.
 
A muitos desses pregoeiros do progresso seria difícil convencer de que a alfabetização em massa não é
condição obrigatória nem sequer para o tipo de cultura técnica e capitalista que admiram.
Desacompanhada de outros elementos fundamentais da educação, que a completem, é comparável, em
certos casos, a uma arma de fogo posta nas mãos de um cego.
 
Sérgio Buarque de Holanda. Raízes do Brasil. 27.ª ed. São Paulo:
Companhia das Letras, 2015 (com adaptações).
 
Julgue o item a seguir, que trata de aspectos gramaticais do texto.
 
O vocábulo “Quanta” classifica-se, na oração em que ocorre, como pronome interrogativo.
Certo
Errado
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CEBRASPE (CESPE) - AUFC (TCU)/TCU/Controle Externo/2005
Língua Portuguesa (Português) - Pronomes Interrogativos
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177) Quem são esses senhores
 
Para entender os senhores de Davos, temos de recorrer à história da filosofia e ao filósofo Pitágoras, o
homem que, primeiro, conseguiu esta proeza extraordinária do pensamento humano: dissociou o número
da coisa numerada.
Antes de Pitágoras, era necessário que duas vacas e dois bois se apresentassem diante do comerciante
para que ele pudesse concluir que duas vacas mais dois bois perfaziam um total de quatro animais. Se
vacas e bois, cansados de ser contados, resolvessem pastar no campo, as aritméticas dos comerciantes
desmaiariam.
Pitágoras veio e disse: "Façamos abstração dos números, pensemos números abstratamente." O filósofo
separou os números das vacas numeradas e deu certo: as contas podiam ser feitas, mesmo na ausência
dos animais, pouco dispostos. Foi um extraordinário avanço para o ser humano...e para as vacas, que
puderam pastar em paz.
Hoje, neste mesmo instante em que estamos aqui reunidos discutindo os malefícios da globalização, o
que estarão fazendo os Senhores de Davos? Estão fazendo exatamente o contrário de Pitágoras - estão
reificando, coisificando os números... e fazendo abstração dos seres humanos.
Os Senhores de Davos pensam no lucro abstrato e esquecem a fome concreta. Os números passam a ser
o sujeito da História: alíquotas, juros, índices Dow Jones e Nasdaq, dividendos... Não a saúde, a
educação, o trabalho, a habitação e o lazer, porque estas são preocupações humanitárias e não
econômicas.
Essa visão de Economia Abstrata opera tremenda divisão da Humanidade, que se torna tríade: a Primeira
Humanidade, que controla o Deus-Mercado, verdadeira senhora do mundo; a Segunda Humanidade,
que, a qualquer título, está dentro do Mercado; e a Terceira Humanidade, descartável, inútil, encontrese
178) 
ela nos extremos da África ou no ventre dos Estados Unidos.
Não quero parodiar filósofos, não quero imitar Descartes, mas creio que hoje devemos dizer: "Eu estou
no mercado, logo existo". Ai de quem não puder pronunciar essa frase terrível: será condenado à
Terceira Humanidade e será, com ela, descartado!
Nós queremos a Paz, não a Guerra! Queremos Paz, sim, mas nunca a Passividade! Queremos conter a
metástase da globalização.
 
Augusto Boal. Revista Caros Amigos, n.o 47, fev./2001, p.10 (com adaptacões).
Acerca das idéias desenvolvidas no texto e de aspectos gramaticais, julgue o item subseqüente.
Na expressão interrogativa "o que", pode-se suprimir "o", sem prejuízo para a correção gramatical.
 
 
Certo
Errado
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CEBRASPE (CESPE) - Prof I (Pref Recife)/Pref Recife/Sem Área/2023
Língua Portuguesa (Português) - Pronomes Demonstrativos
Texto CB1A1-I 
Em uma de suas últimas entrevistas, o antropólogo Darcy Ribeiro (1922-1997) relatou que havia fugido
do hospital onde se submetia a tratamento contra um câncer, para terminar o livro que considerava o
coroamento de sua obra: O povo brasileiro, publicado em 1995. Na mesma entrevista, reconhecia ser
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um homem de “muitas peles”: foi etnólogo indigenista, antropólogo, educador, gestor público, político
militante e romancista. Entretanto, dizia ter fracassado em sua missão de tornar o Brasil aquilo que
“poderia ser”.
“Darcy Ribeiro é uma figura fascinante e um dos autores latino-americanos que projetaram mais futuros.
Em alguns dos textos, ele parece comentar em voz alta as alternativas, utópicas e distópicas, para o
Brasil e a América Latina”, observao sociólogo Fabrício Pereira da Silva. “Este é um momento excelente
para reexaminar suas ideias, suas utopias e seus projetos.”
Sua carreira de educador teve início na Escola Brasileira de Administração Pública, da Fundação Getúlio
Vargas, no Rio de Janeiro, onde, durante dois anos, ensinou etnologia brasileira. Na mesma época,
participou da fundação do Museu do Índio, em 1953, e, dois anos mais tarde, da criação do primeiro
curso de pós-graduação em antropologia cultural no Brasil. Ao deixar o Serviço de Proteção aos Índios,
lecionou na Universidade do Brasil, atual Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Nesse período,
desenvolveu trabalhos com o pedagogo Anísio Teixeira (1900-1971), uma das principais referências em
educação no Brasil e defensor do ensino básico integral. Sua influência perduraria por toda a trajetória de
Darcy Ribeiro e se concretizaria no projeto dos centros integrados de educação pública (CIEP), escolas
de tempo integral criadas no Rio de Janeiro nos anos 80 do século passado.
A crítica ao colonialismo, a análise dos povos latino-americanos e a valorização do ponto de vista
indígena fazem da obra de Darcy Ribeiro uma fonte de inspiração para pesquisadores do campo de
estudos pós-coloniais e decoloniais, de acordo com Pereira da Silva. “São releituras e apropriações,
porque, quando ele publicou, esses termos não eram usados. A tendência ao evolucionismo e ao
eurocentrismo de seus primeiros anos deu lugar, no exílio, a uma visão mais diversificada, em que a
América Latina aparece como um polo civilizacional”, afirma.
Apesar de ter sido reitor, fundador e reformador de universidades, Darcy viveu a maior parte de sua
carreira fora de instituições universitárias brasileiras. Entretanto, jamais deixou de refletir sobre seu
179) 
projeto para o ensino superior. Publicou livros como A universidade necessária e La universidad
latinoamericana, em que expôs seu projeto baseado em interdisciplinaridade, investimento em
pesquisa científica avançada, compromisso social e participação do corpo discente na tomada de
decisões.
Diego Viana. Darcy Ribeiro: a chama da utopia. Revista Pesquisa FAPESP, 30/10/2022 (com adaptações).
 
Em relação a aspectos linguísticos do texto CB1A1-I, julgue o próximo item.
 
No segundo parágrafo, o pronome ‘Este’ veicula a mesma ideia de agora, considerado o contexto
enunciativo da fala citada.
Certo
Errado
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CEBRASPE (CESPE) - AJ (STM)/STM/Apoio Especializado/Revisão de Texto/2018
Língua Portuguesa (Português) - Pronomes Demonstrativos
Texto 6A1AAA
Está demonstrado, portanto, que o revisor errou, que se não errou confundiu, que se não confundiu
imaginou, mas venha atirar-lhe a primeira pedra aquele que não tenha errado,confundido ou imaginado
nunca. Errar, disse-o quem sabia, é próprio do homem, o que significa, se não é erro tomar as palavras à
letra, que não seria verdadeiro homem aquele que não errasse. Porém, esta suprema máxima não pode
ser utilizada como desculpa universal que a todos nos absolveria de juízos coxos e opiniões mancas.
Quem não sabe deve perguntar, ter essa humildade, e uma precaução tão elementar deveria tê-la
sempre presente o revisor, tanto mais que nem sequer precisaria sair de sua casa, do escritório onde
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agora está trabalhando, pois não faltam aqui os livros que o elucidariam se tivesse tido a sageza e
prudência de não acreditar cegamente naquilo que supõe saber, que daí é que vêm os enganos piores,
não da ignorância. Nestas ajoujadas estantes, milhares e milhares de páginas esperam a cintilação duma
curiosidade inicial ou a firme luz que é sempre a dúvida que busca o seu próprio esclarecimento.
Lancemos, enfim, a crédito do revisor ter reunido, ao longo duma vida, tantas e tão diversas fontes de
informação, embora um simples olhar nos revele que estão faltando no seu tombo as tecnologias da
informática, mas o dinheiro, desgraçadamente, não chega a tudo, e este ofício, é altura de dizê-lo, inclui-
se entre os mais mal pagos do orbe. Um dia, mas Alá é maior, qualquer corrector de livros terá ao seu
dispor um terminal de computador que o manterá ligado, noite e dia, umbilicalmente, ao banco central
de dados, não tendo ele, e nós, mais que desejar que entre esses dados do saber total não se tenha
insinuado, como o diabo no convento, o erro tentador.
Seja como for, enquanto não chega esse dia, os livros estão aqui, como uma galáxia pulsante, e as
palavras, dentro deles, são outra poeira cósmica flutuando, à espera do olhar que as irá fixar num
sentido ou nelas procurará o sentido novo, porque assim como vão variando as explicações do universo,
também a sentença que antes parecera imutável para todo o sempre oferece subitamente outra
interpretação, a possibilidade duma contradição latente, a evidência do seu erro próprio .Aqui, neste
escritório onde a verdade não pode ser mais do que uma cara sobreposta às infinitas máscaras variantes,
estão os costumados dicionários da língua e vocabulários, os Morais e Aurélios, os Morenos e Torrinhas,
algumas gramáticas, o Manual do Perfeito Revisor, vademeco de ofício [...].
José Saramago. História do cerco de Lisboa. São Paulo: Companhia das Letras, 1989, p. 25-6.
 
Ainda no que se refere aos aspectos linguísticos do texto 6A1AAA, julgue o item que se segue.
 
O emprego de “neste” decorre da presença do vocábulo “Aqui”, de modo que sua substituição por nesse
resultaria em incorreção gramatical.
Certo
180) 
Errado
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CEBRASPE (CESPE) - Diplomata/IRBr/2018
Língua Portuguesa (Português) - Pronomes Demonstrativos
Texto X
A facilidade de comunicações acabou com esses tanques em que floresciam as diferentes culturas.
Quando antes se olhava o mapa-múndi e via-se cada país de um colorido diferente, podia-se tomar isso
ao pé da letra. É verdade que o mundo continuou a ser uma colcha de retalhos; mas são todos da
mesma cor. Bombaim, Roma, Tóquio, que se escondiam, cada um com seu peculiar mistério, nos
compartimentos estanques da sua própria civilização, agora, a julgar pelos filmes, estão perfeitamente
padronizados, universalizados.
E, no mundo de hoje, para desconsolo dos descendentes de Sindbad e de Marco Polo, a única cor local
das cidades famosas são os turistas.
Mário Quintana. Mapa-múndi. In: Prosa&Verso. Porto Alegre: Globo, 1978, p. 60.
Com relação aos aspectos linguísticos do texto X, julgue (C ou E) o item a seguir.
Caso o pronome “esses” (R.1) fosse substituído por estes, seriam mantidas a correção gramatical do
período e as principais informações veiculadas pelo texto, mas haveria maior distanciamento do autor
com relação aos “tanques em que floresciam as diferentes culturas”
Certo
Errado
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181) 
182) 
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CEBRASPE (CESPE) - Prof (SEDUC AL)/SEDUC AL/Português/2018
Língua Portuguesa (Português) - Pronomes Demonstrativos
No dia seguinte, estando na repartição, recebeu Camilo este bilhete de Vilela: “Vem já, já, à nossa
casa; preciso falar-te sem demora”. Era mais de meio-dia. Camilo saiu logo; na rua, advertiu que teria
sido mais natural chamá-lo ao escritório; por que em casa?(...)
 
A cartomante foi à cômoda, sobre a qual estava um prato com passas, tirou um cacho destas, começou a
despencá-las e comê-las, mostrando duas fileiras de dentes que desmentiam as unhas. (...)
 
Machado de Assis. A cartomante. In: Obra completa.
Rio de Janeiro: Nova Aguilar, v. II, 1994.
 
A respeito do trecho do conto apresentado, julgue o próximo item.
 
Tanto em “recebeu Camilo este bilhete de Vilela” quanto em “tirou um cacho destas”, os pronomes
demonstrativos foram empregados para retomar termos antecedentes.
Certo
Errado
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CEBRASPE (CESPE) - TJ TRE ES/TRE ES/Apoio Especializado/Taquigrafia/2011
Língua Portuguesa (Português) - Pronomes Demonstrativos
No Brasil, a tradição política no tocante à representação gira em torno detrês ideias fundamentais.
A primeira é a do mandato livre e independente, isto é, os representantes, ao serem eleitos, não têm
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https://www.tecconcursos.com.br/questoes/65620
183) 
nenhuma obrigação, necessariamente, para com as reivindicações e os interesses de seus eleitores. O
representante deve exercer seu papel com base no exercício autônomo de sua atividade, na medida em
que é ele quem tem a capacidade de discernimento para deliberar sobre os verdadeiros interesses dos
seus constituintes. A segunda ideia é a de que os representantes devem exprimir interesses gerais, e não
interesses locais ou regionais. Os interesses nacionais seriam os únicos e legítimos a serem
representados. A terceira ideia refere-se ao princípio de que o sistema democrático representativo deve
basear-se no governo da maioria. Praticamente todas as leis eleitorais que vigoraram no Brasil buscaram
a formação de maiorias compactas que pudessem governar.
 
Gilberto Bercovici. A origem do sistema eleitoral proporcional no Brasil. In: Estudos Eleitorais, TSE, vol. 5,
n.º 2, 2010, p. 53. Internet: <www.tse.gov.br> (com adaptações) .
Julgue o item que se segue, relativo às estruturas sintáticas e semânticas do texto.
 
Em "A segunda ideia é a de que", o "a" que precede "de que" poderia ser retirado, sem acarretar
prejuízo à correção gramatical, ao passo que, em "A primeira é a do", o "a" que precede "do" não
poderia ser retirado, visto que substitui a palavra "ideias".
Certo
Errado
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CEBRASPE (CESPE) - AUFC (TCU)/TCU/Controle Externo/2005
Língua Portuguesa (Português) - Pronomes Demonstrativos
 
A exaltação do indivíduo, como representante dos mais elevados valores humanos que esta sociedade
produziu, combinada ao achatamento subjetivo sofrido pelos sujeitos sob os apelos monolíticos da
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/4036
184) 
sociedade de consumo, produz este estranho fenômeno em que as pessoas, despojadas ou
empobrecidas em sua subjetividade, dedicam-se a cultuar a imagem de outras, destacadas pelos meios
de comunicação como representantes de dimensões de humanidade que o homem comum não
reconhece em si mesmo. Consome-se a imagem espetacularizada de atores, cantores, esportistas e
alguns (raros) políticos, em busca do que se perdeu exatamente como efeito da espetacularização da
imagem: a dimensão, humana e singular, do que pode vir a ser uma pessoa, a partir do singelo ponto de
vista de sua história de vida.
Maria Rita Kehl. O fetichismo. In: Emir Sader (Org.). Sete pecados do capital. Rio de Janeiro/ São Paulo:
Record, 1999.
Com base nas idéias e nos aspectos morfossintáticos do texto, julgue o seguinte item.
O emprego do pronome "esta" tem o efeito de marcar a atualidade do texto.
 
Certo
Errado
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CEBRASPE (CESPE) - APO (SEPLAN RR)/SEPLAN RR/Planejamento e Orçamento/2023
Língua Portuguesa (Português) - Pronomes Relativos
Texto CB1A1
A governabilidade refere-se à capacidade política de governar, que deriva da relação de legitimidade do
Estado e do seu governo com a sociedade. Está presente quando a população legitima o exercício do
poder pelo Estado. A legitimidade, nesse contexto, deve ser entendida como a aceitação do poder do
governo ou do Estado pela sociedade.
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2271063
Nesse sentido, os cidadãos e a cidadania organizada são a fonte ou a origem principal da
governabilidade, ou seja, é a partir deles (e de sua capacidade de articulação em partidos, associações e
demais instituições representativas) que surgem e se desenvolvem as condições para a governabilidade
plena.
Vinculada à dimensão estatal, governabilidade diz respeito às condições sistêmicas e institucionais sob as
quais se dá o exercício do poder, tais como as características do sistema político, a forma de governo, as
relações entre os poderes, o sistema de intermediação de interesses. Representa, assim, um conjunto de
atributos essenciais ao exercício do governo, sem os quais nenhum poder pode ser exercido.
Há três dimensões inerentes ao conceito de governabilidade: capacidade do governo de identificar
problemas críticos e de formular políticas adequadas ao enfrentamento desses problemas, capacidade de
mobilizar meios e recursos necessários à execução e à implantação das políticas públicas e capacidade de
liderança do Estado, sem a qual as decisões se tornam ineficientes. A governabilidade, então, significa
que o governo deve tomar decisões amparadas em um processo que inclua a participação dos diversos
setores da sociedade, dos poderes constituídos, das instituições públicas e privadas e dos segmentos
representativos da sociedade, para garantir que as escolhas atendam aos anseios da sociedade e contem
com seu apoio na implementação de programas e projetos e na fiscalização dos serviços públicos.
Sob esse enfoque, significa a participação dos diversos setores da sociedade nos processos decisórios
que dizem respeito às ações do poder público, uma vez que incorpora a articulação do aparelho estatal
ao sistema político de uma sociedade, ampliando o leque possível e indispensável à legitimidade e ao
suporte das ações governamentais em busca de sua eficácia.
Em resumo, governabilidade refere-se às condições do ambiente político em que se efetivam ou se
devem efetivar as ações da administração, à base de legitimidade dos governos, à credibilidade e à
imagem públicas da burocracia. Desse modo, o desafio da governabilidade consiste em conciliar os
185) 
muitos interesses desses atores (na maioria, divergentes) e reuni-los em um objetivo comum (ou em
vários objetivos comuns) a ser perseguido por todos. Assim, a capacidade de articular-se em alianças
políticas e pactos sociais constitui-se em fator crítico para a viabilização dos objetivos do Estado. Essa
tentativa de articulação que a governabilidade procura é uma forma de intermediação de interesses.
 
Thiago Antunes da Silva.
Conceitos e evolução da administração pública: o desenvolvimento do papel administrativo, 2017. Internet:
<www.online.unisc.br> (com adaptações).
 
No que concerne aos aspectos linguísticos do texto CB1A1, julgue o próximo item.
No primeiro período do primeiro parágrafo, o pronome “que” retoma a expressão “capacidade política de
governar”.
Certo
Errado
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CEBRASPE (CESPE) - Papis (POLC AL)/POLC AL/2023
Língua Portuguesa (Português) - Pronomes Relativos
Texto 1A1
A obrigatoriedade do fornecimento do DNA e a submissão daqueles ainda não condenados e em
liberdade condicional à entrega de seu material genético foram assuntos bastante discutidos no cenário
estadunidense. A grande abrangência dos crimes que autorizam a extração do DNA assim como a
permanência da informação por tempo indeterminado no índice também são questões controversas. O
foco é a privacidade e a intimidade do indivíduo.
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2338529
Prevê a Constituição estadunidense direito à inviolabilidade da intimidade e da privacidade da pessoa, de
modo a obstar buscas e apreensões desarrazoadas e sem mandados pelo Estado. O propósito básico da
quarta emenda constitucional estadunidense é proteger a privacidade e a segurança dos indivíduos
contra invasões arbitrárias de autoridades governamentais. Assim, para surtir efeito, um mandado de
busca e apreensão deve ser motivado por uma causa provável (suspeita individualizada da prática de um
delito) e deferido, antes da execução, por um juiz imparcial.
A coleta de sangue ou outro material biológico deve atender aos ditames da quarta emenda (procedida
mediante mandado/decisão motivada), sob pena de ilegalidade. Ocorre que, para a inclusão do DNA no
banco de dados nacional, nem sempre há suspeita individualizada da prática de crime: a coleta ocorre
quando o sujeito já foi condenado, está detido ou está sendo processado por algum crime, mas o
material será armazenado em banco de dados para esclarecer crimes futurose não será necessariamente
utilizado para o esclarecimento do crime atual — diferentemente, por exemplo, de um mandado de busca
e apreensão com o fim de apreender drogas, em que há suspeita individualizada da existência de
entorpecentes e de que o sujeito pratica mercancia, ocasião em que se expede mandado.
Então, para a coleta de sangue ou outro material biológico pelo Estado não representar uma ofensa a
esse direito constitucional — que proíbe buscas e apreensões desarrazoadas —, é necessária a existência
de uma necessidade especial ou um interesse do Estado predominante ao interesse do jurisdicionado.
Essas são as exceções reconhecidas pela Corte Suprema estadunidense para que haja busca e apreensão
sem mandado: quando houver uma razão especial, além da normal necessidade da aplicação da lei, ou
quando os interesses do Estado superarem os do particular.
Internet: <www.revistadoutrina.trf4.jus.br> (com adaptações).
 
Julgue o item que se segue com base em aspectos linguísticos do texto 1A1.
 
186) 
No trecho “em que há suspeita individualizada da existência de entorpecentes” (segundo período do
terceiro parágrafo), a substituição de “em que” por onde prejudicaria a correção do texto.
Certo
Errado
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CEBRASPE (CESPE) - PJ (MPE SC)/MPE SC/2023
Língua Portuguesa (Português) - Pronomes Relativos
Texto 2A2-III
 
Justiça é justiça social. É atualização dos princípios condutores, emergindo nas lutas sociais, para levar à
criação de uma sociedade em que cessem a exploração e a opressão do homem pelo homem. O direito
não é mais, nem menos, do que a expressão daqueles princípios supremos, como modelo avançado de
legítima organização social da liberdade. Mas até a injustiça como também o antidireito (isto é, a
constituição de normas ilegítimas e sua imposição em sociedades mal organizadas) fazem parte do
processo, pois nem a sociedade justa, nem a justiça corretamente vista, nem o direito mesmo, o
legítimo, nascem de um berço metafísico ou são presente generoso dos deuses: eles brotam nas
oposições, no conflito, no caminho penoso do progresso, com avanços e recuos.
 
Direito é processo, dentro do processo histórico. Não é uma coisa feita, perfeita e acabada. É aquele vir a
ser que se enriquece nos movimentos de libertação das classes e dos grupos ascendentes e que definha
nas explorações e opressões que o contradizem, mas de cujas próprias contradições brotarão as novas
conquistas.
 
Roberto Lyra Filho. O que é direito. São Paulo: Brasiliense, 2003, p. 86 (com adaptações).
 
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187) 
Acerca de aspectos gramaticais do texto 2A2-III, julgue o item subsequente.
 
No texto, a forma pronominal “cujas” resulta da contração do pronome relativo cujo com o artigo
feminino definido as.
Certo
Errado
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CEBRASPE (CESPE) - ATM (Pref Fortaleza)/Pref Fortaleza/2023
Língua Portuguesa (Português) - Pronomes Relativos
Texto CG1A1-I
Responsabilidade fiscal combina com responsabilidade social?
Quando analistas do mercado financeiro e economistas ditos “ortodoxos” referem-se à necessidade de
haver responsabilidade fiscal, parece, à primeira vista, que estão se referindo à necessidade de o Estado
não realizar gastos (ou abrir mão de receitas públicas) de modo descontrolado, eleitoreiro e ineficiente,
aumentando aceleradamente a dívida pública (em proporção do PIB) sem um planejamento econômico-
orçamentário de médio e longo prazo. Se fosse somente isso, se fossem somente essas as suas
preocupações, não haveria muita polêmica, visto que os políticos e os economistas que questionam a
visão do mercado financeiro também concordam com esses parâmetros para qualificar a
responsabilidade fiscal.
O problema está em alguns diagnósticos e causalidades evocados pelos economistas porta-vozes do
mercado financeiro, que podemos sintetizar em duas ideias centrais.
A primeira ideia central é a de que a economia brasileira apresentaria historicamente um sério “risco
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fiscal”, suficiente para tirar o sono daqueles que compram títulos da dívida pública. Exatamente por esse
grave risco fiscal, argumenta o economista ortodoxo, é que haveria a necessidade de o Banco Central
manter a taxa de juros reais nas alturas, colocando o Brasil quase sempre na posição de país com a
maior taxa de juros reais no mundo. Os maiores juros reais do mundo seriam uma espécie de prêmio
exigido de modo justo e justificado pelos “investidores” que emprestam seus recursos ao governo: maior
risco, maior incerteza, maior prêmio — uma simples e sadia “lei do mercado”.
A segunda ideia central é a de que a inflação decorreria de um excesso de demanda na economia. Não
adianta apresentar dados objetivos indicando que, em muitos casos, a inflação é gerada por choques de
oferta que nada têm a ver com excesso de demanda. A partir desse diagnóstico imutável (e imune aos
fatos) de que a inflação — ou o risco de inflação — seria sempre um problema de excesso de demanda,
os porta-vozes do mercado estão sempre cobrando do governo que colabore para a redução da demanda
e modere seus gastos (exceto o gasto com os juros da dívida pública), e estão sempre cobrando do
Banco Central que aumente a taxa básica de juros diante de qualquer tipo de sinal de pressão
inflacionária, pois o aumento dos juros causa refluxo da demanda — demissões, queda nos investimentos
— e esse refluxo da demanda combateria eficazmente a inflação.
Podemos agora formular com precisão: o mercado financeiro não vê antagonismo entre responsabilidade
fiscal e responsabilidade social porque, em sua visão, a primeira é sempre uma pré- condição para a
segunda. Como o mercado financeiro sempre vê um risco fiscal significativo na economia brasileira,
nunca estará satisfeito com o nível de responsabilidade fiscal demonstrado pelo governo, nunca achará
que já estamos em condições de avançar com segurança nas tarefas sociais e sempre tachará de
“populista” ou “demagógica” qualquer alternativa que signifique abandonar esse beco sem saída ao qual
o país foi condenado nas últimas décadas.
Internet: <anima.pucminas.br> (com adaptações).
 
No que se refere a aspectos linguísticos do texto CG1A1-I, julgue o próximo item.
188) 
 
No trecho “que podemos sintetizar em duas ideias centrais” (terceiro parágrafo), o vocábulo “que” pode
ser substituído, com correção gramatical, por os quais.
Certo
Errado
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CEBRASPE (CESPE) - Tec (FUB)/FUB/Tecnologia da Informação/2022
Língua Portuguesa (Português) - Pronomes Relativos
Texto CB2A1-I
Ser mais humano em meio a um mundo cada vez mais digital — esse é o grande desafio das
organizações para o ano de 2022 no Brasil e em todo o mundo. O equilíbrio entre home office e
escritório, em um modelo híbrido de trabalho, deve ser a tendência para os próximos anos. E, no
contexto da vida pós-pandemia, há desafios que os departamentos de recursos humanos (RH) vão
enfrentar para manter uma relação saudável e positiva entre empresas e colaboradores e garantir, ainda,
a produtividade do negócio. E no meio de tudo isso, a tecnologia mais uma vez surge como a
viabilizadora de bons resultados.
O primeiro desafio do RH é demonstrar segurança em um mundo de incertezas. É fundamental que toda
a comunicação da companhia com seus colaboradores seja feita de maneira clara, precisa e sem
hesitação, para evitar dúvidas e ansiedades, transmitindo-se segurança às equipes de trabalho. Nesse
sentido, uma plataforma digital workplace, a famosa intranet, é uma ferramenta indispensável para
sustentar uma comunicação de fato eficiente.
Não há mais espaço para um modelo de trabalho independente e não colaborativo nas organizações,
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depois de quase dois anos de mudanças profundas nas relações de trabalho. Se o RH não dá as
respostas certas no tempo certo, os gestores tendem a agir sozinhos em busca de soluções para seus
desafios de atração

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