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ALEITAMENTO MATERNO
· pode prevenir 72% das internações por diarreia e 57% das internações por infecções respiratórias
· Estima-se que a amamentação reduz o risco de más oclusões dentárias (mordida cruzada → é muito comum nas crianças que fazem uso de mamadeiras), excesso de peso ou obesidade e diabetes tipo 2
· A amamentação não é uma prática fácil para as mães
· O leite maduro só é secretado por volta do 10º dia pós-parto. Nos primeiros dias, a secreção láctea é chamada de colostro, que contém mais proteínas e menos lipídios do que o leite maduro, e é rico em imunoglobulinas, em especial a IgA. 
· O leite de mães de pré-termo difere do de mães de bebês a termo
· É comum um bebê em AME sob livre demanda mamar de 8 a 12 vezes ao dia
· O desmame ideal seria ser natural, que é dos 2-4 anos
PRÁTICAS RECOMENDADAS PELA OMS
· Início da amamentação deve ser realizado dentro de uma hora após o nascimento (não é obrigatório que o neném mame, mas só o contato com a mãe já estimula)
· A amamentação exclusiva durante os primeiros 6 meses de vida
· Amamentação contínua até os 2 anos de idade ou mais com introdução alimentar complementar com alimentos nutricionalmente adequados e seguros aos 6 meses.
ALEITAMENTO MATERNO EXCLUSIVO
· Aleitamento sem introdução de nenhum alimento ou líquido
· Introdução precoce de alimentos complementares conferem aporte nutricional, reduzindo a duração do aleitamento, reduz absorção de nutrientes do leite materno (ferro, zinco)
· A introdução precoce de fórmulas infantis leva a mudanças na microbiota intestinal, à exposição a proteínas heterólogas e risco de alergia à proteína do leite de vaca (APLV)
ALEITAMENTO MATERNO PREDOMINANTE
· é o aleitamento que pode ser introduzido outros líquidos, como água ou bebidas à base de água
ALEITAMENTO MATERNO COMPLEMENTADO
· aleitamento combinado com alimentos sólidos ou semi-sólidos, deve-se realizá-lo apenas depois dos 6 meses e pode durar até 2 anos ou mais.
ALEITAMENTO MATERNO MISTO OU PARCIAL
· é aquele aleitamento que é complementado com outros tipos de leites → deve ser evitado, apenas se não houver outra escolha
O aleitamento materno impacta diretamente no desenvolvimento infantil, pois com a amamentação as crianças adoecem menos, aumentam o vínculo materno, apresentam melhores resultados no desenvolvimento motor e cognitivo e regulam melhor seu apetite e melhor padrão nutricional
O leite materno contém substâncias bioativas como ácidos graxos de cadeia longa araquidônico (ARA- ômega 6) e docosahexaenoico (DHA - ômega 3) que ajudam no desenvolvimento do SNC
Apresenta também um efeito protetor contra a obesidade infantil, pela presença de leptina e grelina que age na modulação do metabolismo energético, ajudando a atingir a saciedade
POR QUE AS MÃES TÊM DIFICULDADES DE AMAMENTAR
1. Falta de conhecimento na técnica
2. Dor
3. Tabus
SUGESTÕES POSSÍVEIS DE DIFICULDADE NA AMAMENTAÇÃO
Problemas com a mama puerperal: fissura mamilar, ingurgitamento mamário e ductos
bloqueados, Mastite, Abscesso mamário
Dor na amamentação= pega errada
MANEJO DA AMAMENTAÇÃO
A pega correta tem uma grande importância pois permite o melhor esvaziamento da mama, mantém a produção de leite, permite esvaziar bem a mama (leite mais rico em gordura) e tem menor risco de trauma e lesões nos mamilos
DESVANTAGENS DO LEITE DE VACA
· Gorduras: baixos teores de ácido linoleico (acréscimo de óleo de milho)
· Carboidratos insuficientes
· Proteínas: taxas elevadas e relação caseína/proteínas do soro inadequada, dificultando a digestão e absorção
· Minerais: baixos teores de ferro e taxas elevadas de sódio (anemia ferropriva e sobrecarga renal)
· Vitaminas: baixos níveis de vitaminas C, D e E.
· Oligoelementos: teores insuficientes
PROPRIEDADES IMUNOLÓGICAS DO LEITE MATERNO
· Células (macrófagos, neutrófilos, linfócitos T e B)
· IgA secretória
· IgG e IgM
· Fator bífido (acidifica as fezes, impedindo a reprodução de enteropatógenos)
· Lactoferrina (proteína bacteriostática)
· Lisozima (bactericida e anti-inflamatória)
· Lactoperoxidase
· Citocinas e quimoquinas
· Lipase
· Estimula a formação de uma microbiota intestinal favorável
SITUAÇÕES RELACIONADAS A CRIANÇAS QUE IMPEDEM OU DIFICULTAM A AMAMENTAÇÃO
· Fenilcetonúria: é uma doença genética na qual há ausência da enzima responsável pela digestão da fenilalanina. Seu acúmulo no organismo se torna um subproduto tóxico, que ataca principalmente o cérebro e tem efeitos irreversíveis, como retardo mental permanente. Usar fórmula específica; manter a amamentação desde que seja possível monitorar os níveis séricos de fenilalanina
· Galactosemia: Erro inato do metabolismo (de característica autossômica recessiva), caracterizado por uma inabilidade em converter galactose em glicose da maneira normal. Resultando o acúmulo de metabólitos da galactose no organismo, que são tóxicos, principalmente para o fígado, cérebro e olhos. Usar fórmula com base em leite de vaca isenta de lactose; ou fórmula de soja
· Leucinose (síndrome da urina de xarope de bordo): Doença hereditária em que o organismo não consegue processar corretamente certos aminoácidos (leucina, isoleucina e valina). Estes aminoácidos não metabolizados passam para a urina, dando-lhe um odor semelhante a xarope de bordo. Mutações nos genes causam a doença. Usar fórmula específica; manter a amamentação desde que seja possível monitorar os parâmetros bioquímicos e do crescimento e desenvolvimento
· Prematuro de muito baixo peso: é o prematuro que nasce com < 1500g ou < 32 semanas de idade gestacional. Esse bebê não tem condições para consumir o leite materno do peito, por essa razão o melhor alimento é o leite materno, mas para isso precisa ser extraído e é dado para o bebê através de uma sonda.
· HIV: a amamentação é contraindicada, fornecendo a fórmula láctea infantil. Pode ser utilizado o leite humano pasteurizado de banco.
· Hepatite B: Não existem evidências científicas de que a amamentação aumenta o risco de transmissão da mãe para a criança. A vacina e imunoglobulina específicas administradas ao RN reduzem o risco de transmissão perinatal
· Hepatite C: a amamentação não é considerada uma via importante de transmissão, a maioria das crianças portadoras permanece saudável durante a infância, porém corre o risco de desenvolver problemas hepáticos crônicos durante a vida adulta. Recomenda-se não amamentar apenas durante os períodos de carga viral elevada ou na presença de lesões mamilares
· Herpes simples: o risco de transmissão por meio do leite materno é muito baixo, portanto, deve ser mantida, mas o contato direto com lesões presentes na mama deve ser evitado até que as vesículas estejam curadas. Pode-se ordenhar o leite e dar em copinho.
· Varicela: a transmissão da doença da mãe para o filho ocorre principalmente quando as lesões estão presentes até 5 dias antes ou 2 dias depois do parto, portanto, recomenda-se a separação do bebê da mãe. Necessita-se da administração de imunoglobulina humana específica para a criança, no máximo até 96 horas após o nascimento. Quanto a amamentação pode ser ordenhado o leite da mama desde que não entre em contato com as lesões
· H1N1: realizar o aleitamento materno com o uso de máscara e lavagem das mãos e o uso de Oseltamivir é permitido
· Dengue: permitir o AM, exceto se as condições clínicas da mãe não permitirem
· Covid-19: o RNA viral no leite existe, mas não há risco de infecção no RN. Mães com suspeita ou infecção confirmada, devem amamentar, pois os benefícios superam os riscos. Devem ser tomadas algumas precauções como:
· Distanciamento mãe-filho
· Lavagem das mãos por 20 segundos ou álcool em gel
· Evitar que o RN toque a boca ou face da mãe, que deverá usar máscara
· Tuberculose: a amamentação não deve ser interrompida. Nas mães bacilíferas deve-se utilizar máscaras especiais durante a amamentação nos primeiros 15 dias de tratamento, depois é permitido o contato direto entre ambos, quando a baciloscopia estiver negativa
· Sífilis: permitir o aleitamento materno, caso não houver lesão infectantena mama
· Toxoplasmose: não há risco de transmissão pelo leite materno
Contraindicação do aleitamento materno: mães portadoras de HIV, que fazem uso de anti neoplásico e criança portadora de galactosemia ou leucinose
Problemas com a mama puerperal: Fissura mamilar, Ingurgitamento mamário, Ductos bloqueados, Mastite, Abscesso mamário: Maioria ocasionada por técnica e esvaziamento mamário inadequados!
Manejo na fissura: não deixar de dar a mama, melhorar posição e pega e mudança de posição
Mastite: Processo inflamatório de um ou mais segmentos da mama, geralmente unilateral, que pode progredir ou não para uma infecção bacteriana
· Ocorre geralmente na 2a e na 3a semana após o parto
· A estase do leite é o evento inicial, associado ou não a uma porta de entrada de bactérias como uma lesão mamilar
· Tratamento: manutenção da amamentação, massagem da mama antes da mamada, extração do leite para favorecer a pega correta/esvaziamento adequado da mama. O fato do bebê mamar não oferece riscos a ele + ingestão hídrica, uso de sutiã para sustentação das mamas.
· Medicamentos: avaliar individualmente, pode ser necessário o uso de analgésicos ou anti-inflamatórios não-esteroides e antimicrobianos (cefalexina/amoxicilina - ATB de amplo espectro)
Abscesso mamário: corresponde a uma mastite não tratada ou tratamento tardio ou ineficaz
· Interrupção da amamentação na mama afetada pela mastite → sem esvaziamento adequado por ordenha → abscesso
· QC: Dor intensa, febre, mal estar, calafrios e área de flutuação.
· Tratamento: ATB + drenagem do abscesso + repouso da mama acometida
· Diante da impossibilidade do aleitamento materno, deve-se utilizar uma fórmula infantil 
· Antes do sexto mês, deve ser utilizada uma fórmula infantil para lactentes (primeiro semestre)
· A partir do sexto mês, recomenda-se uma fórmula infantil de seguimento para lactentes (segundo semestre)
· Para as crianças que usam fórmulas infantis, a introdução de alimentos deve seguir o mesmo padrão preconizado para aquelas que estão em aleitamento materno exclusivo (a partir dos 6 meses)
· O leite de vaca não é recomendado para crianças menores de 1 ano, tendo em vista que é nutricionalmente inadequado com elevada quantidade de proteínas, sódio, cloretos, cálcio, fósforo; ferro de baixa biodisponibilidade; quantidades insatisfatórias de carboidratos, de ácidos graxos essenciais, de vitaminas e de minerais para essa faixa etária, MAS, ÀS VEZES. É A ÚNICA OPÇÃO PARA A FAMÍLIA, ASSIM SENDO, DILUIR DOIS TERÇOS
· 1-2 anos. refeições devem assemelhar-se às dos adultos. consumo de alimentos ultraprocessados deve ser desencorajado ressaltando a importância de preparações caseiras saudáveis. crianças não amamentadas recomenda-se a ingestão média de 600 mL de leite de vaca associada à alimentação balanceada, variada e equilibrada. Os derivados do leite de vaca também podem ser oferecidos. O consumo superior a 700 mL de leite de vaca integral, nessa faixa etária, deve ser desencorajado 
ATENÇÃO AQUI!!
· A administração de ferro profilático deve ocorrer para todos os lactentes a partir da interrupção do aleitamento materno exclusivo até os 24 meses de idade
· O recém-nascido deve receber ao nascimento vitamina K1 na dose de 0,5 a 1 mg por via intramuscular, ou 1 a 2 mg por via oral, como forma de prevenir sangramentos resultantes da carência dos fatores de coagulação, dependentes de vitamina K (II, VII, IX e X)
· Nutrologia da SBP recomenda a suplementação profilática de vitamina D 400 UI/dia a partir da primeira semana de vida até os 12 meses, e de 600 UI/dia dos 12 aos 24 meses, inclusive para as crianças em aleitamento materno exclusivo, independentemente da região do país
· Avaliar a necessidade de suplementação profilática para lactentes em uso de fórmula infantil, tendo em vista que seria necessário o consumo de 1 litro para atendimento das recomendações
· Com respeito ao horário de exposição ao sol, cabe salientar que, antes das 10 e após as 15 horas, o ângulo de incidência é mais oblíquo, semelhante ao que ocorre no inverno, e, por isso, pouca vitamina D3 é sintetizada pela pele. Por outro lado, a exposição ao sol no período das 10 às 15 horas pode ser associada ao aumento no risco de câncer de pele. Em vista disso, a suplementação de vitamina D é altamente recomendável.
· O acréscimo de flúor à água de abastecimento público constitui uma das melhores formas de acesso da população a esse elemento. Sua ação é predominantemente tópica sobre os dentes, por meio de deposição de fluoreto de cálcio sobre a superfície do esmalte. Desse modo, a suplementação de flúor não se justifica em localidades onde há fluoretação da água para abastecimento.
· No Brasil, segue-se principalmente as recomendações da SBP, realizando-se a suplementação de vitamina D, ferro, polivitaminas (complexo com vitaminas A, C, D e complexo B) e zinco. A suplementação de cálcio e fósforo está reservada aos prematuros que apresentem doença metabólica óssea.
· 1 MÊS+ A TERMO+ SEM BOs+ AME: VIT A D C Fe
· 4 MESES+ NÃO CONSEGUEM COMPRAR FÓRMULA: LEITE DE VACA SEM FARINHA LÁCTEA E DILUIR A 2 3 E ALIMENTAÇÃO COMPLEMENTAR
· 2 MESES+ AME+ A TERMO: VIT A D Fe
· 3 MESES+ FÓRMULA INFANTIL+ PROBLEMAS FINANCEIROS: VIT A D C Ferro
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