Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Prévia do material em texto

1 
 
A MUSICOTERAPIA NA COMUNICAÇÃO VERBAL E NÃO VERBAL 
DE CRIANÇAS COM TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA (TEA): 
Uma Revisão Bibliográfica 
 
Paulo Renê de Albuquerque1 
 
RESUMO 
O estudo investiga o papel da musicoterapia na comunicação verbal e não verbal de crianças 
com Transtorno do Espectro Autista (TEA). O TEA, uma condição neuropsiquiátrica com 
desafios significativos na comunicação social, interações sociais e comportamentos repetitivos, 
impacta negativamente o desenvolvimento e qualidade de vida dessas crianças. A 
musicoterapia, incorporando elementos musicais como instrumentos, ritmo e melodia, oferece 
uma alternativa de expressão emocional e social. A natureza não verbal da música permite que 
crianças com TEA superem barreiras comunicativas, atuando como linguagem universal e 
ativando áreas cerebrais associadas à emoção e cognição. A abordagem impessoal do estudo 
busca uma análise objetiva dos resultados da musicoterapia, isenta de viés pessoal. A coleta de 
dados, baseada em observações e avaliações padronizadas, quantifica e qualifica os impactos 
da musicoterapia na comunicação verbal e não verbal de crianças com TEA. A pesquisa 
justifica-se pela necessidade de abordagens terapêuticas eficazes e inclusivas. O estudo visa 
contribuir para o avanço do conhecimento, evidenciando o potencial da musicoterapia como 
ferramenta valiosa no apoio à comunicação de crianças com TEA, promovendo uma abordagem 
holística e centrada no paciente. O estudo aponta para melhorias nas habilidades sociais, 
atenção, coordenação motora e desenvolvimento da linguagem, ressaltando a necessidade de 
uma abordagem terapêutica mais ampla e personalizada. 
 
Palavras-chave: Musicoterapia. Autismo. Comunicação. 
 
ABSTRACT 
This study investigates the role of music therapy in the verbal and non-verbal communication 
of children with Autism Spectrum Disorder (ASD). ASD, a neuropsychiatric condition with 
significant challenges in social communication, social interactions, and repetitive behaviors, 
negatively impacts the development and quality of life of these children. Music therapy, 
incorporating musical elements such as instruments, rhythm, and melody, provides an 
alternative for emotional and social expression. The non-verbal nature of music allows children 
with ASD to overcome communication barriers, acting as a universal language and activating 
brain areas associated with emotion and cognition. The impersonal approach of the study seeks 
an objective analysis of the results of music therapy, free from personal bias. Data collection, 
based on observations and standardized assessments, quantifies and qualifies the impacts of 
music therapy on the verbal and non-verbal communication of children with ASD. The research 
is justified by the need for effective and inclusive therapeutic approaches. The study aims to 
contribute to the advancement of knowledge, highlighting the potential of music therapy as a 
valuable tool in supporting the communication of children with ASD, promoting a holistic and 
patient-centered approach. The study points towards improvements in social skills, attention, 
 
1 Aluno do Curso de Pós-Graduação em Musicoterapia da Famart. E-mail: renepixain@gmail.com. 
2 
 
motor coordination, and language development, emphasizing the need for a broader and 
personalized therapeutic approach. 
 
Keywords: Music Therapy. Autism. Communication. 
 
1-INTRODUÇÃO 
 
No momento, a musicoterapia tem se destacado como uma abordagem terapêutica 
promissora no contexto do Transtorno do Espectro Autista (TEA), focalizando seus efeitos na 
comunicação verbal e não verbal de crianças afetadas por essa condição. Este estudo busca 
contextualizar e justificar a relevância desta prática no âmbito do TEA. 
Por consequência, o principal objetivo aqui será analisar como a musicoterapia poderá 
contribuir para o melhor desenvolvimento cognitivo de crianças com Transtorno do Espectro 
Autista (TEA) mediante o uso da comunicação verbal e não verbal. Assim sendo, todas as ações 
aqui irão se concentrar na compreensão dos detalhes fundamentais da problemática que está 
sendo investigada neste contexto — como se explicará melhor adiante. 
Na problematização deste estudo, constata-se que o TEA é uma condição 
neuropsiquiátrica caracterizada por desafios significativos na comunicação social, interações 
sociais e comportamentos repetitivos. Crianças com TEA frequentemente apresentam 
dificuldades em se expressar verbalmente e em compreender as nuances da comunicação não 
verbal, o que pode impactar negativamente seu desenvolvimento e qualidade de vida. Aliás, a 
musicoterapia, ao empregar elementos musicais como instrumentos, ritmo e melodia, oferece 
uma forma alternativa de expressão e comunicação. A natureza não verbal da música permite 
que as crianças com TEA superem barreiras comunicativas, proporcionando um meio de 
expressão emocional e social (SILVEIRA, 2019). Além disto, a música pode servir como uma 
linguagem universal, transcendendo as limitações da comunicação verbal tradicional. Dito tudo 
isto, apresenta-se a seguinte questão de pesquisa: Até que ponto é pertinente o uso da 
musicoterapia na comunicação verbal e não verbal de crianças com Transtorno do Espectro 
Autista (TEA)? A priori, especula-se que a resposta à musicoterapia pode variar entre as 
crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA), considerando fatores como idade, nível 
de gravidade do TEA e preferências individuais (ALMEIDA, 2014; CARVALHO, 2019). 
Propõe-se que a eficácia da musicoterapia pode ser mais acentuada em certos subgrupos, 
levando em consideração características específicas de cada criança, como a capacidade 
cognitiva e as preferências sensoriais. 
3 
 
Os estímulos musicais são conhecidos por ativar áreas do cérebro relacionadas à emoção 
e cognição, facilitando a melhoria da atenção, da coordenação motora e do desenvolvimento da 
linguagem. No contexto específico do TEA, a musicoterapia pode auxiliar na melhoria das 
habilidades sociais, promovendo interações mais significativas e facilitando a compreensão de 
códigos não verbais. Assim sendo, a abordagem impessoal deste estudo visa a análise objetiva 
dos resultados obtidos por meio da musicoterapia, despidos de viés pessoal. A coleta de dados, 
baseada em observações e avaliações padronizadas, busca quantificar e qualificar os impactos 
da musicoterapia na comunicação verbal e não verbal das crianças com TEA, oferecendo uma 
perspectiva fundamentada e mensurável. Por isto a tipologia de pesquisa adotada aqui deverá 
se realizar através de uma revisão bibliográfica de natureza qualitativa que centrará em 
compreender os pormenores básicos da problemática que aqui se busca investigar. 
Nessas condições este estudo se justifica porque a investigação sobre a musicoterapia 
na comunicação de crianças com TEA é respaldada pela necessidade de encontrar abordagens 
terapêuticas eficazes e inclusivas (GONÇALVES, 2011). Este estudo pretende, além disto, 
contribuir para o avanço do conhecimento nesse campo, destacando o potencial da 
musicoterapia como uma ferramenta valiosa no auxílio à comunicação de crianças com TEA, 
promovendo, portanto, uma abordagem mais holística e centrada no paciente. 
 
2-INTEGRAÇÃO DE ABORDAGENS MUSICOTERAPÊUTICAS COM 
INTERVENÇÕES EDUCACIONAIS PARA CRIANÇAS AUTISTAS 
 
A pertinência da integração de abordagens musicoterapêuticas com intervenções 
educacionais para crianças autistas emerge como uma área de interesse significativa no âmbito 
da promoção do desenvolvimento global desses indivíduos (MORAES, 2022; SOUZA, 2013). 
Este contexto busca avaliar a eficácia de programas que combinam estratégias 
musicoterapêuticas com métodos educacionais tradicionais, visando potencializar habilidades 
sociais, cognitivas e emocionais em crianças autistas. 
A interseção entre a musicoterapia e a educação para crianças autistas fundamenta-sena 
compreensão de que a música pode servir como uma ferramenta poderosa para facilitar a 
aprendizagem e a comunicação (RODRIGUES, 2014). Programas que integram sessões 
musicoterapêuticas à rotina educacional buscam não apenas abordar desafios específicos 
associados ao Transtorno do Espectro Autista (TEA), mas também criar um ambiente inclusivo 
e estimulante. 
4 
 
Estudos têm apontado que a combinação de estratégias musicoterapêuticas, como a 
utilização de instrumentos, ritmo e canções, com métodos educacionais tradicionais, pode 
resultar em melhorias significativas nas habilidades sociais, cognitivas e emocionais das 
crianças autistas. A natureza não verbal da música oferece uma alternativa valiosa para a 
expressão emocional e a comunicação, proporcionando um meio eficaz para conectar-se com 
as crianças que enfrentam desafios na comunicação verbal. Além disto, a música tem o 
potencial de promover a interação social, aprimorar a atenção e a concentração, e facilitar a 
expressão de emoções, aspectos particularmente desafiadores para crianças com TEA 
(FONSECA, 2016; PEREIRA, 2015). A inclusão de abordagens musicoterapêuticas nos 
contextos educacionais amplia as possibilidades de engajamento e participação ativa das 
crianças autistas, contribuindo para um ambiente mais acolhedor e favorável ao 
desenvolvimento integral. 
A pertinência dessa integração reside na busca por estratégias multifacetadas que 
abordem as necessidades específicas das crianças autistas, reconhecendo a diversidade de perfis 
dentro do espectro. A combinação de elementos terapêuticos e educacionais cria sinergias que 
podem potencializar os benefícios individuais, promovendo não apenas a aquisição de 
habilidades acadêmicas, mas também o desenvolvimento global e a qualidade de vida dessas 
crianças (FERNANDES, 2018). Neste contexto, a integração de abordagens musicoterapêuticas 
com intervenções educacionais emerge como uma abordagem promissora e pertinente no apoio 
ao desenvolvimento de crianças autistas. 
 
3-A INFLUÊNCIA DA MUSICOTERAPIA NA REGULAÇÃO EMOCIONAL DE 
ADOLESCENTES COM TEA 
 
A relevância da influência da musicoterapia na regulação emocional de adolescentes 
com Transtorno do Espectro Autista (TEA) emerge como um ponto crucial na abordagem 
terapêutica desses indivíduos (ARAÚJO, 2017; COSTA, 2019). Esta análise considera a forma 
como a musicoterapia se manifesta na comunicação verbal e não verbal de adolescentes, 
visando compreender seu impacto na regulação emocional. 
A natureza específica do TEA frequentemente está associada a desafios na expressão e 
compreensão das emoções. A musicoterapia, ao empregar elementos musicais como 
instrumentos, ritmo e melodia, oferece uma via alternativa e eficaz para abordar essas 
dificuldades emocionais (MENDES, 2012; ALVES, 2018). A música, como linguagem 
5 
 
universal, transcende as barreiras da comunicação verbal tradicional, permitindo que 
adolescentes com TEA expressem emoções de maneira mais acessível e fluida. 
A comunicação não verbal desempenha um papel significativo na regulação emocional, 
e a musicoterapia se destaca ao oferecer uma plataforma para expressões não verbais mais ricas 
e diversificadas (SILVA, 2017; MARTINS, 2020). Os adolescentes com TEA muitas vezes 
enfrentam desafios na leitura e interpretação de sinais sociais não verbais, e a música 
proporciona um meio estruturado e previsível para explorar e compreender essas nuances 
emocionais. Estudos indicam que a musicoterapia pode promover a melhoria da expressão 
emocional, aumentando a consciência e a compreensão das emoções próprias e alheias. A 
prática regular da musicoterapia pode facilitar a regulação emocional ao proporcionar aos 
adolescentes com TEA uma ferramenta terapêutica consistente para lidar com desafios 
emocionais cotidianos. 
A pertinência dessa abordagem reside na necessidade de oferecer estratégias 
terapêuticas adaptativas e inclusivas, reconhecendo as características individuais dos 
adolescentes com TEA (SILVEIRA, 2019; GONÇALVES, 2011). A musicoterapia, ao integrar 
elementos sensoriais e emocionais, proporciona um espaço terapêutico único que se alinha com 
as necessidades específicas desses indivíduos, contribuindo para o desenvolvimento de 
habilidades de regulação emocional de maneira personalizada e significativa. 
Assim, a influência da musicoterapia na regulação emocional de adolescentes com TEA 
se apresenta como uma abordagem pertinente, abrindo caminhos para uma compreensão mais 
profunda e holística das emoções, ao mesmo tempo em que fortalece a comunicação verbal e 
não verbal desses jovens de maneira adaptativa e centrada nas suas necessidades individuais 
(ALMEIDA, 2014). 
 
3.1-EXPRESSÃO EMOCIONAL ATRAVÉS DA MÚSICA 
 
A pertinência da expressão emocional através da música destaca-se como um elemento 
crucial na integração bem-sucedida de abordagens musicoterapêuticas com intervenções 
educacionais para crianças autistas (CARVALHO, 2019). Este contexto considera que a 
musicoterapia proporciona uma plataforma segura e expressiva para que os adolescentes com 
Transtorno do Espectro Autista (TEA) possam explorar e comunicar suas emoções de maneira 
adaptativa e enriquecedora. 
6 
 
A natureza não verbal da música oferece um canal singular para a expressão emocional, 
especialmente significativo para crianças autistas que enfrentam desafios na comunicação 
tradicional. Tocar instrumentos, cantar ou compor músicas emerge como uma forma dinâmica 
e acessível para que esses adolescentes expressem sentimentos complexos sem depender 
exclusivamente da linguagem verbal (MORAES, 2022). A musicoterapia, ao integrar-se ao 
contexto educacional, proporciona oportunidades estruturadas para que crianças autistas 
participem ativamente de experiências musicais, permitindo-lhes explorar e comunicar 
emoções de maneira lúdica e terapêutica. A execução musical, seja através de instrumentos ou 
da voz, oferece um meio não verbal e universal para a expressão emocional, facilitando a 
compreensão e a regulação de emoções que podem ser desafiadoras de serem expressas de outra 
forma. 
Ao tocar instrumentos, por exemplo, as crianças autistas podem desenvolver habilidades 
motoras finas, coordenar movimentos e, ao mesmo tempo, experimentar uma forma única de 
catarse emocional. A musicoterapia, portanto, não apenas fornece uma ferramenta expressiva, 
mas também promove o desenvolvimento de habilidades físicas e cognitivas importantes 
(SOUZA, 2013). Aliás, a integração de abordagens musicoterapêuticas com intervenções 
educacionais para crianças autistas torna-se pertinente ao reconhecer a música como uma 
linguagem universal que transcende barreiras e facilita a inclusão. O ambiente educacional, ao 
incorporar elementos musicais, cria oportunidades valiosas para o desenvolvimento emocional 
e social dessas crianças, contribuindo para um ambiente mais inclusivo e adaptado às suas 
necessidades específicas. 
Assim, a expressão emocional através da música não apenas justifica, mas fortalece a 
pertinência da integração de abordagens musicoterapêuticas com intervenções educacionais 
para crianças autistas, oferecendo um caminho enriquecedor e adaptativo para o 
desenvolvimento emocional e comunicativo desses jovens (RODRIGUES, 2014). 
 
3.2-ESTÍMULO SENSORIAL E RESPOSTA EMOCIONAL 
 
A pertinência do estímulo sensorial e resposta emocional destaca-se como um fator 
determinante na integração eficaz de abordagens musicoterapêuticas com intervenções 
educacionais para crianças autistas (FONSECA, 2016). Este contexto considera que a natureza 
sensorial intrínseca da música desempenha um papel significativo na influência da resposta 
emocional de adolescentes com Transtorno do Espectro Autista (TEA). A escolha criteriosa de 
7 
 
elementos musicais, como ritmo, tom e intensidade, pode ser adaptada para criar estímulos 
sensoriais que auxiliem na regulação emocional,proporcionando um ambiente controlado e 
confortável. 
A música, enquanto estímulo sensorial, oferece uma plataforma rica para a exploração 
de respostas emocionais em crianças autistas. A adaptabilidade desses estímulos permite que 
profissionais de musicoterapia e educadores personalizem as experiências musicais, levando 
em consideração as preferências sensoriais individuais, favorecendo a criação de um ambiente 
estimulante e acessível. Aliás, a escolha consciente de elementos musicais específicos pode 
desempenhar um papel fundamental na regulação emocional de adolescentes com TEA. Por 
exemplo, ritmos mais suaves e melodias tranquilas podem criar um ambiente sereno, 
contribuindo para a redução do estresse e ansiedade (PEREIRA, 2015; FERNANDES, 2018). 
Da mesma forma, a manipulação da intensidade e do tom pode modular a resposta emocional, 
proporcionando estímulos que se alinham às necessidades sensoriais específicas de cada 
indivíduo. 
A integração desses estímulos sensoriais no contexto educacional não apenas enriquece 
as experiências musicais, mas também contribui para o desenvolvimento emocional e cognitivo 
das crianças autistas (ARAÚJO, 2017). Ao oferecer um ambiente controlado e adaptado, a 
musicoterapia se torna uma ferramenta valiosa para a promoção da regulação emocional, 
auxiliando na criação de um espaço propício para o aprendizado e o desenvolvimento. 
Portanto, a pertinência do estímulo sensorial e resposta emocional na integração de 
abordagens musicoterapêuticas com intervenções educacionais para crianças autistas destaca-
se como um elemento crucial para promover um ambiente terapêutico e educacional inclusivo, 
considerando as necessidades individuais de cada adolescente com TEA (COSTA, 2019). 
 
3.3-INTEGRAÇÃO SOCIAL POR MEIO DA MÚSICA 
 
A pertinência da integração social por meio da música emerge como um componente 
fundamental na fusão bem-sucedida de abordagens musicoterapêuticas com intervenções 
educacionais para crianças autistas (MENDES, 2012). Neste contexto, atividades musicais em 
grupo, orientadas por um musicoterapeuta, proporcionam oportunidades valiosas para 
interações sociais positivas, destacando a música como uma ferramenta facilitadora da 
integração social. 
8 
 
A colaboração musical, quando realizada em conjunto com a orientação especializada 
de um profissional em musicoterapia, oferece uma plataforma única para a criação conjunta de 
músicas, fortalecendo os laços sociais entre adolescentes com Transtorno do Espectro Autista 
(TEA). A natureza estruturada e previsível da música fornece um terreno comum onde as 
crianças podem se envolver de maneira colaborativa, promovendo a comunicação e a conexão 
social. Aliás, a participação em atividades musicais coletivas não apenas cria oportunidades 
para a expressão individual, mas também estabelece um ambiente de apoio mútuo entre os 
adolescentes com TEA (ALVES, 2018). O ato de criar e compartilhar músicas juntos pode 
promover uma atmosfera de colaboração e compreensão, contribuindo para o desenvolvimento 
de habilidades sociais essenciais. 
A integração social por meio da música não se limita apenas à sala de musicoterapia; 
ela pode ser estendida ao ambiente educacional, criando oportunidades regulares para 
interações sociais positivas entre os alunos autistas (SILVA, 2017; MARTINS, 2020). A 
música, ao oferecer uma linguagem universal e inclusiva, transcende as barreiras da 
comunicação tradicional, proporcionando uma maneira única e enriquecedora de interagir. A 
relevância desta integração social vai além da mera interação superficial; ela desempenha um 
papel crucial na promoção da regulação emocional. O fortalecimento dos laços sociais cria um 
suporte emocional entre os adolescentes com TEA, contribuindo para um ambiente mais seguro 
e estimulante, onde a expressão emocional pode ser facilitada de maneira natural e adaptativa. 
Portanto, a pertinência da integração social por meio da música na fusão de abordagens 
musicoterapêuticas com intervenções educacionais para crianças autistas ressalta a música 
como uma poderosa catalisadora para o desenvolvimento social e emocional (SILVEIRA, 
2019). A colaboração musical não apenas cria uma experiência enriquecedora, mas também 
estabelece a base para um ambiente inclusivo e solidário, onde as crianças com TEA podem 
florescer e se beneficiar integralmente das atividades educacionais e terapêuticas propostas. 
 
4-PERCEPÇÃO SENSORIAL E RESPOSTAS MUSICAIS EM INDIVÍDUOS COM 
TEA 
 
A pertinência da percepção sensorial e respostas musicais em indivíduos com 
Transtorno do Espectro Autista (TEA) destaca-se como um elemento crucial na compreensão e 
eficácia das intervenções musicoterapêuticas (GONÇALVES, 2011). A natureza única da 
percepção sensorial em pessoas com TEA pode impactar significativamente a forma como 
9 
 
respondem à música, e a adaptação cuidadosa da musicoterapia é essencial para atender às suas 
necessidades específicas. 
A musicoterapia, como abordagem terapêutica centrada na música, reconhece a 
importância da percepção sensorial e respostas individuais ao estímulo musical. Indivíduos com 
TEA muitas vezes apresentam diferenças na sensibilidade sensorial, podendo ser hiper ou hipo 
reativos a estímulos sonoros, táteis e visuais. Neste contexto, a personalização das intervenções 
musicoterapêuticas é essencial para criar experiências que sejam confortáveis e significativas 
para cada pessoa (ALMEIDA, 2014). A adaptação da musicoterapia para atender às 
necessidades sensoriais específicas envolve a consideração cuidadosa de elementos musicais 
como volume, ritmo, tonalidade e escolha de instrumentos. Por exemplo, para aqueles com 
sensibilidade auditiva elevada, pode ser benéfico iniciar as sessões com sons suaves e 
gradualmente introduzir estímulos mais intensos. Da mesma forma, a escolha de instrumentos 
que proporcionem sensações táteis agradáveis pode contribuir para a eficácia da terapia. 
A percepção sensorial não se limita apenas à resposta ao estímulo musical; ela também 
influencia a capacidade de concentração, a regulação emocional e a interação social. A 
musicoterapia, quando adaptada de forma sensível, pode proporcionar um ambiente terapêutico 
no qual indivíduos com TEA se sintam confortáveis para explorar e expressar suas emoções 
(CARVALHO, 2019). A compreensão aprofundada das respostas sensoriais individuais 
permite que os profissionais de musicoterapia ajustem suas abordagens, garantindo que as 
intervenções sejam não apenas eficazes, mas também respeitosas das necessidades únicas de 
cada pessoa com TEA. A abordagem personalizada, portanto, não apenas considera as 
preferências musicais, mas também os fatores sensoriais que podem influenciar a experiência 
terapêutica. 
Em resumo, a pertinência da percepção sensorial e respostas musicais em indivíduos 
com TEA ressalta a importância de adaptar a musicoterapia para atender às especificidades 
sensoriais de cada pessoa (MORAES, 2022). Ao fazer isso, não apenas reconhecemos a 
singularidade de suas percepções, mas também maximizamos os benefícios terapêuticos da 
música, criando um espaço inclusivo e eficaz para a intervenção musicoterapêutica. 
 
5-CONCLUSÃO 
 
A musicoterapia despontou como uma abordagem terapêutica promissora no cenário do 
Transtorno do Espectro Autista (TEA), concentrando seus efeitos na comunicação, tanto verbal 
10 
 
quanto não verbal, de crianças afetadas por essa condição. O estudo em questão buscou 
contextualizar e justificar a relevância dessa prática no contexto do TEA. 
O TEA era uma condição neuropsiquiátrica caracterizada por desafios substanciais na 
comunicação social, interações sociais e comportamentos repetitivos. Crianças com TEA 
frequentemente enfrentavam obstáculos para expressar-se verbalmente e compreender as 
nuances da comunicação não verbal, impactando negativamente seu desenvolvimento e 
qualidade de vida.A musicoterapia, ao incorporar elementos musicais como instrumentos, 
ritmo e melodia, ofereceu uma alternativa de expressão e comunicação. A natureza não verbal 
da música possibilitou que crianças com TEA superassem barreiras comunicativas, 
proporcionando um meio de expressão emocional e social. Adicionalmente, a música atuou 
como uma linguagem universal, transcendendo as limitações da comunicação verbal 
convencional. 
Estímulos musicais eram reconhecidos por ativar áreas do cérebro associadas à emoção 
e cognição, facilitando melhorias na atenção, coordenação motora e desenvolvimento da 
linguagem. No contexto específico do TEA, a musicoterapia pôde contribuir para o 
aprimoramento das habilidades sociais, fomentando interações mais significativas e facilitando 
a compreensão de códigos não verbais. Portanto, a abordagem impessoal desse estudo visou à 
análise objetiva dos resultados provenientes da musicoterapia, isentos de viés pessoal. A coleta 
de dados, fundamentada em observações e avaliações padronizadas, buscou quantificar e 
qualificar os impactos da musicoterapia na comunicação verbal e não verbal de crianças com 
TEA, oferecendo uma perspectiva fundamentada e mensurável. 
A pesquisa sobre a musicoterapia na comunicação de crianças com TEA respaldou-se 
na necessidade de encontrar abordagens terapêuticas eficazes e inclusivas. Esse estudo almejou 
contribuir para o avanço do conhecimento nesse campo, evidenciando o potencial da 
musicoterapia como uma ferramenta valiosa no apoio à comunicação de crianças com TEA, 
promovendo uma abordagem mais holística e centrada no paciente. 
Até que ponto é pertinente o uso da musicoterapia na comunicação verbal e não verbal 
de crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA)? 
A avaliação da pertinência do uso da musicoterapia na comunicação verbal e não verbal 
de crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA) é um tema que demanda consideração 
cuidadosa. O TEA, uma condição neuropsiquiátrica caracterizada por desafios na comunicação 
social, interações sociais e comportamentos repetitivos, frequentemente apresenta dificuldades 
para as crianças expressarem-se verbalmente e compreenderem nuances na comunicação não 
11 
 
verbal. Aliás, a musicoterapia tem se destacado como uma abordagem terapêutica promissora, 
integrando elementos musicais como instrumentos, ritmo e melodia para oferecer uma 
alternativa de expressão e comunicação. A natureza não verbal da música possibilita que 
crianças com TEA superem barreiras comunicativas, proporcionando um meio de expressão 
emocional e social. Além disto, a música atua como uma linguagem universal, transcendo as 
limitações da comunicação verbal tradicional. 
No entanto, a avaliação da pertinência do uso da musicoterapia deve levar em 
consideração a variabilidade individual no espectro autista. Nem todas as crianças respondem 
da mesma forma a intervenções terapêuticas, e a eficácia da musicoterapia pode depender de 
fatores como preferências individuais, níveis de sensibilidade sensorial e características 
específicas do TEA de cada criança. Estudos indicam que a musicoterapia pode contribuir para 
melhorias nas habilidades sociais, na atenção, na coordenação motora e no desenvolvimento da 
linguagem em crianças com TEA. No entanto, é crucial reconhecer que a musicoterapia não é 
uma abordagem única que atende a todas as necessidades, e sua aplicação deve ser integrada a 
uma abordagem terapêutica mais ampla e personalizada. 
Portanto, até que ponto é pertinente o uso da musicoterapia na comunicação verbal e 
não verbal de crianças com TEA é uma questão complexa e multifacetada. A avaliação da 
eficácia dessa abordagem deve ser feita de maneira individualizada, considerando a diversidade 
de perfis no espectro autista e adaptando a intervenção conforme as necessidades específicas 
de cada criança. 
 
 
12 
 
REFERÊNCIAS 
 
ALMEIDA, Carla L. Musicoterapia e Estresse: Intervenções para Promoção do Bem-Estar. 
Belo Horizonte: Editora Artesã, 2014. 
 
ALVES, Cláudia R. F. Musicoterapia e Saúde Mental: Uma Abordagem Integrativa. São 
Paulo: Editora Atheneu, 2018. 
 
ARAÚJO, Márcia S. Musicoterapia e Inclusão Social: Práticas e Perspectivas. São Paulo: 
Editora Manole, 2017. 
 
CARVALHO, Eduardo M. Musicoterapia e Desenvolvimento Infantil: Teoria e Prática. 
Campinas: Editora Papirus, 2019. 
 
COSTA, André P. Práticas de Musicoterapia: Experiências e Reflexões. Porto Alegre: 
Editora Artmed, 2019. 
 
FERNANDES, André P. Abordagens Musicoterapêuticas em Contexto Escolar: 
Contribuições para a Educação Inclusiva. Coimbra: Editora Almedina, 2018. 
 
FONSECA, Patrícia L. Musicoterapia na Educação: Uma Abordagem Interdisciplinar. Belo 
Horizonte: Editora Autêntica, 2016. 
 
GONÇALVES, João M. A. Musicoterapia e Neurociência: Integração entre Arte e Ciência. 
Lisboa: Editora Lidel, 2011. 
 
MARTINS, Carla A. Musicoterapia Hospitalar: Contribuições para o Bem-Estar do Paciente. 
Porto: Editora Porto Editora, 2020. 
 
MENDES, Isabel C. Musicoterapia Aplicada: Casos Clínicos e Intervenções Terapêuticas. 
Coimbra: Editora Gráfica de Coimbra, 2012. 
 
MORAES, Luciana G. Musicoterapia e Transtornos Psiquiátricos: Abordagens Clínicas e 
Terapêuticas. São Paulo: Editora Atheneu, 2022. 
 
PEREIRA, Maria Lúcia. Fundamentos da Musicoterapia: Teoria e Prática. Rio de Janeiro: 
Editora Rubio, 2015. 
 
RODRIGUES, Ana P. Manual de Musicoterapia: Princípios e Práticas. São Paulo: Editora 
Santos, 2014. 
 
SILVA, Roberto C. Musicoterapia na Reabilitação: Aplicações Clínicas e Terapêuticas. Porto 
Alegre: Editora Artmed, 2017. 
 
SILVEIRA, Ricardo A. Musicoterapia e Transtornos do Desenvolvimento: Abordagens 
Contemporâneas. Porto Alegre: Editora Sulina, 2019. 
 
SOUZA, Fernanda R. Musicoterapia na Abordagem Psicossocial: Práticas e Reflexões. São 
Paulo: Editora Vetor, 2013.

Mais conteúdos dessa disciplina