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1 A MUSICOTERAPIA NA COMUNICAÇÃO VERBAL E NÃO VERBAL DE CRIANÇAS COM TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA (TEA): Uma Revisão Bibliográfica Paulo Renê de Albuquerque1 RESUMO O estudo investiga o papel da musicoterapia na comunicação verbal e não verbal de crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA). O TEA, uma condição neuropsiquiátrica com desafios significativos na comunicação social, interações sociais e comportamentos repetitivos, impacta negativamente o desenvolvimento e qualidade de vida dessas crianças. A musicoterapia, incorporando elementos musicais como instrumentos, ritmo e melodia, oferece uma alternativa de expressão emocional e social. A natureza não verbal da música permite que crianças com TEA superem barreiras comunicativas, atuando como linguagem universal e ativando áreas cerebrais associadas à emoção e cognição. A abordagem impessoal do estudo busca uma análise objetiva dos resultados da musicoterapia, isenta de viés pessoal. A coleta de dados, baseada em observações e avaliações padronizadas, quantifica e qualifica os impactos da musicoterapia na comunicação verbal e não verbal de crianças com TEA. A pesquisa justifica-se pela necessidade de abordagens terapêuticas eficazes e inclusivas. O estudo visa contribuir para o avanço do conhecimento, evidenciando o potencial da musicoterapia como ferramenta valiosa no apoio à comunicação de crianças com TEA, promovendo uma abordagem holística e centrada no paciente. O estudo aponta para melhorias nas habilidades sociais, atenção, coordenação motora e desenvolvimento da linguagem, ressaltando a necessidade de uma abordagem terapêutica mais ampla e personalizada. Palavras-chave: Musicoterapia. Autismo. Comunicação. ABSTRACT This study investigates the role of music therapy in the verbal and non-verbal communication of children with Autism Spectrum Disorder (ASD). ASD, a neuropsychiatric condition with significant challenges in social communication, social interactions, and repetitive behaviors, negatively impacts the development and quality of life of these children. Music therapy, incorporating musical elements such as instruments, rhythm, and melody, provides an alternative for emotional and social expression. The non-verbal nature of music allows children with ASD to overcome communication barriers, acting as a universal language and activating brain areas associated with emotion and cognition. The impersonal approach of the study seeks an objective analysis of the results of music therapy, free from personal bias. Data collection, based on observations and standardized assessments, quantifies and qualifies the impacts of music therapy on the verbal and non-verbal communication of children with ASD. The research is justified by the need for effective and inclusive therapeutic approaches. The study aims to contribute to the advancement of knowledge, highlighting the potential of music therapy as a valuable tool in supporting the communication of children with ASD, promoting a holistic and patient-centered approach. The study points towards improvements in social skills, attention, 1 Aluno do Curso de Pós-Graduação em Musicoterapia da Famart. E-mail: renepixain@gmail.com. 2 motor coordination, and language development, emphasizing the need for a broader and personalized therapeutic approach. Keywords: Music Therapy. Autism. Communication. 1-INTRODUÇÃO No momento, a musicoterapia tem se destacado como uma abordagem terapêutica promissora no contexto do Transtorno do Espectro Autista (TEA), focalizando seus efeitos na comunicação verbal e não verbal de crianças afetadas por essa condição. Este estudo busca contextualizar e justificar a relevância desta prática no âmbito do TEA. Por consequência, o principal objetivo aqui será analisar como a musicoterapia poderá contribuir para o melhor desenvolvimento cognitivo de crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA) mediante o uso da comunicação verbal e não verbal. Assim sendo, todas as ações aqui irão se concentrar na compreensão dos detalhes fundamentais da problemática que está sendo investigada neste contexto — como se explicará melhor adiante. Na problematização deste estudo, constata-se que o TEA é uma condição neuropsiquiátrica caracterizada por desafios significativos na comunicação social, interações sociais e comportamentos repetitivos. Crianças com TEA frequentemente apresentam dificuldades em se expressar verbalmente e em compreender as nuances da comunicação não verbal, o que pode impactar negativamente seu desenvolvimento e qualidade de vida. Aliás, a musicoterapia, ao empregar elementos musicais como instrumentos, ritmo e melodia, oferece uma forma alternativa de expressão e comunicação. A natureza não verbal da música permite que as crianças com TEA superem barreiras comunicativas, proporcionando um meio de expressão emocional e social (SILVEIRA, 2019). Além disto, a música pode servir como uma linguagem universal, transcendendo as limitações da comunicação verbal tradicional. Dito tudo isto, apresenta-se a seguinte questão de pesquisa: Até que ponto é pertinente o uso da musicoterapia na comunicação verbal e não verbal de crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA)? A priori, especula-se que a resposta à musicoterapia pode variar entre as crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA), considerando fatores como idade, nível de gravidade do TEA e preferências individuais (ALMEIDA, 2014; CARVALHO, 2019). Propõe-se que a eficácia da musicoterapia pode ser mais acentuada em certos subgrupos, levando em consideração características específicas de cada criança, como a capacidade cognitiva e as preferências sensoriais. 3 Os estímulos musicais são conhecidos por ativar áreas do cérebro relacionadas à emoção e cognição, facilitando a melhoria da atenção, da coordenação motora e do desenvolvimento da linguagem. No contexto específico do TEA, a musicoterapia pode auxiliar na melhoria das habilidades sociais, promovendo interações mais significativas e facilitando a compreensão de códigos não verbais. Assim sendo, a abordagem impessoal deste estudo visa a análise objetiva dos resultados obtidos por meio da musicoterapia, despidos de viés pessoal. A coleta de dados, baseada em observações e avaliações padronizadas, busca quantificar e qualificar os impactos da musicoterapia na comunicação verbal e não verbal das crianças com TEA, oferecendo uma perspectiva fundamentada e mensurável. Por isto a tipologia de pesquisa adotada aqui deverá se realizar através de uma revisão bibliográfica de natureza qualitativa que centrará em compreender os pormenores básicos da problemática que aqui se busca investigar. Nessas condições este estudo se justifica porque a investigação sobre a musicoterapia na comunicação de crianças com TEA é respaldada pela necessidade de encontrar abordagens terapêuticas eficazes e inclusivas (GONÇALVES, 2011). Este estudo pretende, além disto, contribuir para o avanço do conhecimento nesse campo, destacando o potencial da musicoterapia como uma ferramenta valiosa no auxílio à comunicação de crianças com TEA, promovendo, portanto, uma abordagem mais holística e centrada no paciente. 2-INTEGRAÇÃO DE ABORDAGENS MUSICOTERAPÊUTICAS COM INTERVENÇÕES EDUCACIONAIS PARA CRIANÇAS AUTISTAS A pertinência da integração de abordagens musicoterapêuticas com intervenções educacionais para crianças autistas emerge como uma área de interesse significativa no âmbito da promoção do desenvolvimento global desses indivíduos (MORAES, 2022; SOUZA, 2013). Este contexto busca avaliar a eficácia de programas que combinam estratégias musicoterapêuticas com métodos educacionais tradicionais, visando potencializar habilidades sociais, cognitivas e emocionais em crianças autistas. A interseção entre a musicoterapia e a educação para crianças autistas fundamenta-sena compreensão de que a música pode servir como uma ferramenta poderosa para facilitar a aprendizagem e a comunicação (RODRIGUES, 2014). Programas que integram sessões musicoterapêuticas à rotina educacional buscam não apenas abordar desafios específicos associados ao Transtorno do Espectro Autista (TEA), mas também criar um ambiente inclusivo e estimulante. 4 Estudos têm apontado que a combinação de estratégias musicoterapêuticas, como a utilização de instrumentos, ritmo e canções, com métodos educacionais tradicionais, pode resultar em melhorias significativas nas habilidades sociais, cognitivas e emocionais das crianças autistas. A natureza não verbal da música oferece uma alternativa valiosa para a expressão emocional e a comunicação, proporcionando um meio eficaz para conectar-se com as crianças que enfrentam desafios na comunicação verbal. Além disto, a música tem o potencial de promover a interação social, aprimorar a atenção e a concentração, e facilitar a expressão de emoções, aspectos particularmente desafiadores para crianças com TEA (FONSECA, 2016; PEREIRA, 2015). A inclusão de abordagens musicoterapêuticas nos contextos educacionais amplia as possibilidades de engajamento e participação ativa das crianças autistas, contribuindo para um ambiente mais acolhedor e favorável ao desenvolvimento integral. A pertinência dessa integração reside na busca por estratégias multifacetadas que abordem as necessidades específicas das crianças autistas, reconhecendo a diversidade de perfis dentro do espectro. A combinação de elementos terapêuticos e educacionais cria sinergias que podem potencializar os benefícios individuais, promovendo não apenas a aquisição de habilidades acadêmicas, mas também o desenvolvimento global e a qualidade de vida dessas crianças (FERNANDES, 2018). Neste contexto, a integração de abordagens musicoterapêuticas com intervenções educacionais emerge como uma abordagem promissora e pertinente no apoio ao desenvolvimento de crianças autistas. 3-A INFLUÊNCIA DA MUSICOTERAPIA NA REGULAÇÃO EMOCIONAL DE ADOLESCENTES COM TEA A relevância da influência da musicoterapia na regulação emocional de adolescentes com Transtorno do Espectro Autista (TEA) emerge como um ponto crucial na abordagem terapêutica desses indivíduos (ARAÚJO, 2017; COSTA, 2019). Esta análise considera a forma como a musicoterapia se manifesta na comunicação verbal e não verbal de adolescentes, visando compreender seu impacto na regulação emocional. A natureza específica do TEA frequentemente está associada a desafios na expressão e compreensão das emoções. A musicoterapia, ao empregar elementos musicais como instrumentos, ritmo e melodia, oferece uma via alternativa e eficaz para abordar essas dificuldades emocionais (MENDES, 2012; ALVES, 2018). A música, como linguagem 5 universal, transcende as barreiras da comunicação verbal tradicional, permitindo que adolescentes com TEA expressem emoções de maneira mais acessível e fluida. A comunicação não verbal desempenha um papel significativo na regulação emocional, e a musicoterapia se destaca ao oferecer uma plataforma para expressões não verbais mais ricas e diversificadas (SILVA, 2017; MARTINS, 2020). Os adolescentes com TEA muitas vezes enfrentam desafios na leitura e interpretação de sinais sociais não verbais, e a música proporciona um meio estruturado e previsível para explorar e compreender essas nuances emocionais. Estudos indicam que a musicoterapia pode promover a melhoria da expressão emocional, aumentando a consciência e a compreensão das emoções próprias e alheias. A prática regular da musicoterapia pode facilitar a regulação emocional ao proporcionar aos adolescentes com TEA uma ferramenta terapêutica consistente para lidar com desafios emocionais cotidianos. A pertinência dessa abordagem reside na necessidade de oferecer estratégias terapêuticas adaptativas e inclusivas, reconhecendo as características individuais dos adolescentes com TEA (SILVEIRA, 2019; GONÇALVES, 2011). A musicoterapia, ao integrar elementos sensoriais e emocionais, proporciona um espaço terapêutico único que se alinha com as necessidades específicas desses indivíduos, contribuindo para o desenvolvimento de habilidades de regulação emocional de maneira personalizada e significativa. Assim, a influência da musicoterapia na regulação emocional de adolescentes com TEA se apresenta como uma abordagem pertinente, abrindo caminhos para uma compreensão mais profunda e holística das emoções, ao mesmo tempo em que fortalece a comunicação verbal e não verbal desses jovens de maneira adaptativa e centrada nas suas necessidades individuais (ALMEIDA, 2014). 3.1-EXPRESSÃO EMOCIONAL ATRAVÉS DA MÚSICA A pertinência da expressão emocional através da música destaca-se como um elemento crucial na integração bem-sucedida de abordagens musicoterapêuticas com intervenções educacionais para crianças autistas (CARVALHO, 2019). Este contexto considera que a musicoterapia proporciona uma plataforma segura e expressiva para que os adolescentes com Transtorno do Espectro Autista (TEA) possam explorar e comunicar suas emoções de maneira adaptativa e enriquecedora. 6 A natureza não verbal da música oferece um canal singular para a expressão emocional, especialmente significativo para crianças autistas que enfrentam desafios na comunicação tradicional. Tocar instrumentos, cantar ou compor músicas emerge como uma forma dinâmica e acessível para que esses adolescentes expressem sentimentos complexos sem depender exclusivamente da linguagem verbal (MORAES, 2022). A musicoterapia, ao integrar-se ao contexto educacional, proporciona oportunidades estruturadas para que crianças autistas participem ativamente de experiências musicais, permitindo-lhes explorar e comunicar emoções de maneira lúdica e terapêutica. A execução musical, seja através de instrumentos ou da voz, oferece um meio não verbal e universal para a expressão emocional, facilitando a compreensão e a regulação de emoções que podem ser desafiadoras de serem expressas de outra forma. Ao tocar instrumentos, por exemplo, as crianças autistas podem desenvolver habilidades motoras finas, coordenar movimentos e, ao mesmo tempo, experimentar uma forma única de catarse emocional. A musicoterapia, portanto, não apenas fornece uma ferramenta expressiva, mas também promove o desenvolvimento de habilidades físicas e cognitivas importantes (SOUZA, 2013). Aliás, a integração de abordagens musicoterapêuticas com intervenções educacionais para crianças autistas torna-se pertinente ao reconhecer a música como uma linguagem universal que transcende barreiras e facilita a inclusão. O ambiente educacional, ao incorporar elementos musicais, cria oportunidades valiosas para o desenvolvimento emocional e social dessas crianças, contribuindo para um ambiente mais inclusivo e adaptado às suas necessidades específicas. Assim, a expressão emocional através da música não apenas justifica, mas fortalece a pertinência da integração de abordagens musicoterapêuticas com intervenções educacionais para crianças autistas, oferecendo um caminho enriquecedor e adaptativo para o desenvolvimento emocional e comunicativo desses jovens (RODRIGUES, 2014). 3.2-ESTÍMULO SENSORIAL E RESPOSTA EMOCIONAL A pertinência do estímulo sensorial e resposta emocional destaca-se como um fator determinante na integração eficaz de abordagens musicoterapêuticas com intervenções educacionais para crianças autistas (FONSECA, 2016). Este contexto considera que a natureza sensorial intrínseca da música desempenha um papel significativo na influência da resposta emocional de adolescentes com Transtorno do Espectro Autista (TEA). A escolha criteriosa de 7 elementos musicais, como ritmo, tom e intensidade, pode ser adaptada para criar estímulos sensoriais que auxiliem na regulação emocional,proporcionando um ambiente controlado e confortável. A música, enquanto estímulo sensorial, oferece uma plataforma rica para a exploração de respostas emocionais em crianças autistas. A adaptabilidade desses estímulos permite que profissionais de musicoterapia e educadores personalizem as experiências musicais, levando em consideração as preferências sensoriais individuais, favorecendo a criação de um ambiente estimulante e acessível. Aliás, a escolha consciente de elementos musicais específicos pode desempenhar um papel fundamental na regulação emocional de adolescentes com TEA. Por exemplo, ritmos mais suaves e melodias tranquilas podem criar um ambiente sereno, contribuindo para a redução do estresse e ansiedade (PEREIRA, 2015; FERNANDES, 2018). Da mesma forma, a manipulação da intensidade e do tom pode modular a resposta emocional, proporcionando estímulos que se alinham às necessidades sensoriais específicas de cada indivíduo. A integração desses estímulos sensoriais no contexto educacional não apenas enriquece as experiências musicais, mas também contribui para o desenvolvimento emocional e cognitivo das crianças autistas (ARAÚJO, 2017). Ao oferecer um ambiente controlado e adaptado, a musicoterapia se torna uma ferramenta valiosa para a promoção da regulação emocional, auxiliando na criação de um espaço propício para o aprendizado e o desenvolvimento. Portanto, a pertinência do estímulo sensorial e resposta emocional na integração de abordagens musicoterapêuticas com intervenções educacionais para crianças autistas destaca- se como um elemento crucial para promover um ambiente terapêutico e educacional inclusivo, considerando as necessidades individuais de cada adolescente com TEA (COSTA, 2019). 3.3-INTEGRAÇÃO SOCIAL POR MEIO DA MÚSICA A pertinência da integração social por meio da música emerge como um componente fundamental na fusão bem-sucedida de abordagens musicoterapêuticas com intervenções educacionais para crianças autistas (MENDES, 2012). Neste contexto, atividades musicais em grupo, orientadas por um musicoterapeuta, proporcionam oportunidades valiosas para interações sociais positivas, destacando a música como uma ferramenta facilitadora da integração social. 8 A colaboração musical, quando realizada em conjunto com a orientação especializada de um profissional em musicoterapia, oferece uma plataforma única para a criação conjunta de músicas, fortalecendo os laços sociais entre adolescentes com Transtorno do Espectro Autista (TEA). A natureza estruturada e previsível da música fornece um terreno comum onde as crianças podem se envolver de maneira colaborativa, promovendo a comunicação e a conexão social. Aliás, a participação em atividades musicais coletivas não apenas cria oportunidades para a expressão individual, mas também estabelece um ambiente de apoio mútuo entre os adolescentes com TEA (ALVES, 2018). O ato de criar e compartilhar músicas juntos pode promover uma atmosfera de colaboração e compreensão, contribuindo para o desenvolvimento de habilidades sociais essenciais. A integração social por meio da música não se limita apenas à sala de musicoterapia; ela pode ser estendida ao ambiente educacional, criando oportunidades regulares para interações sociais positivas entre os alunos autistas (SILVA, 2017; MARTINS, 2020). A música, ao oferecer uma linguagem universal e inclusiva, transcende as barreiras da comunicação tradicional, proporcionando uma maneira única e enriquecedora de interagir. A relevância desta integração social vai além da mera interação superficial; ela desempenha um papel crucial na promoção da regulação emocional. O fortalecimento dos laços sociais cria um suporte emocional entre os adolescentes com TEA, contribuindo para um ambiente mais seguro e estimulante, onde a expressão emocional pode ser facilitada de maneira natural e adaptativa. Portanto, a pertinência da integração social por meio da música na fusão de abordagens musicoterapêuticas com intervenções educacionais para crianças autistas ressalta a música como uma poderosa catalisadora para o desenvolvimento social e emocional (SILVEIRA, 2019). A colaboração musical não apenas cria uma experiência enriquecedora, mas também estabelece a base para um ambiente inclusivo e solidário, onde as crianças com TEA podem florescer e se beneficiar integralmente das atividades educacionais e terapêuticas propostas. 4-PERCEPÇÃO SENSORIAL E RESPOSTAS MUSICAIS EM INDIVÍDUOS COM TEA A pertinência da percepção sensorial e respostas musicais em indivíduos com Transtorno do Espectro Autista (TEA) destaca-se como um elemento crucial na compreensão e eficácia das intervenções musicoterapêuticas (GONÇALVES, 2011). A natureza única da percepção sensorial em pessoas com TEA pode impactar significativamente a forma como 9 respondem à música, e a adaptação cuidadosa da musicoterapia é essencial para atender às suas necessidades específicas. A musicoterapia, como abordagem terapêutica centrada na música, reconhece a importância da percepção sensorial e respostas individuais ao estímulo musical. Indivíduos com TEA muitas vezes apresentam diferenças na sensibilidade sensorial, podendo ser hiper ou hipo reativos a estímulos sonoros, táteis e visuais. Neste contexto, a personalização das intervenções musicoterapêuticas é essencial para criar experiências que sejam confortáveis e significativas para cada pessoa (ALMEIDA, 2014). A adaptação da musicoterapia para atender às necessidades sensoriais específicas envolve a consideração cuidadosa de elementos musicais como volume, ritmo, tonalidade e escolha de instrumentos. Por exemplo, para aqueles com sensibilidade auditiva elevada, pode ser benéfico iniciar as sessões com sons suaves e gradualmente introduzir estímulos mais intensos. Da mesma forma, a escolha de instrumentos que proporcionem sensações táteis agradáveis pode contribuir para a eficácia da terapia. A percepção sensorial não se limita apenas à resposta ao estímulo musical; ela também influencia a capacidade de concentração, a regulação emocional e a interação social. A musicoterapia, quando adaptada de forma sensível, pode proporcionar um ambiente terapêutico no qual indivíduos com TEA se sintam confortáveis para explorar e expressar suas emoções (CARVALHO, 2019). A compreensão aprofundada das respostas sensoriais individuais permite que os profissionais de musicoterapia ajustem suas abordagens, garantindo que as intervenções sejam não apenas eficazes, mas também respeitosas das necessidades únicas de cada pessoa com TEA. A abordagem personalizada, portanto, não apenas considera as preferências musicais, mas também os fatores sensoriais que podem influenciar a experiência terapêutica. Em resumo, a pertinência da percepção sensorial e respostas musicais em indivíduos com TEA ressalta a importância de adaptar a musicoterapia para atender às especificidades sensoriais de cada pessoa (MORAES, 2022). Ao fazer isso, não apenas reconhecemos a singularidade de suas percepções, mas também maximizamos os benefícios terapêuticos da música, criando um espaço inclusivo e eficaz para a intervenção musicoterapêutica. 5-CONCLUSÃO A musicoterapia despontou como uma abordagem terapêutica promissora no cenário do Transtorno do Espectro Autista (TEA), concentrando seus efeitos na comunicação, tanto verbal 10 quanto não verbal, de crianças afetadas por essa condição. O estudo em questão buscou contextualizar e justificar a relevância dessa prática no contexto do TEA. O TEA era uma condição neuropsiquiátrica caracterizada por desafios substanciais na comunicação social, interações sociais e comportamentos repetitivos. Crianças com TEA frequentemente enfrentavam obstáculos para expressar-se verbalmente e compreender as nuances da comunicação não verbal, impactando negativamente seu desenvolvimento e qualidade de vida.A musicoterapia, ao incorporar elementos musicais como instrumentos, ritmo e melodia, ofereceu uma alternativa de expressão e comunicação. A natureza não verbal da música possibilitou que crianças com TEA superassem barreiras comunicativas, proporcionando um meio de expressão emocional e social. Adicionalmente, a música atuou como uma linguagem universal, transcendendo as limitações da comunicação verbal convencional. Estímulos musicais eram reconhecidos por ativar áreas do cérebro associadas à emoção e cognição, facilitando melhorias na atenção, coordenação motora e desenvolvimento da linguagem. No contexto específico do TEA, a musicoterapia pôde contribuir para o aprimoramento das habilidades sociais, fomentando interações mais significativas e facilitando a compreensão de códigos não verbais. Portanto, a abordagem impessoal desse estudo visou à análise objetiva dos resultados provenientes da musicoterapia, isentos de viés pessoal. A coleta de dados, fundamentada em observações e avaliações padronizadas, buscou quantificar e qualificar os impactos da musicoterapia na comunicação verbal e não verbal de crianças com TEA, oferecendo uma perspectiva fundamentada e mensurável. A pesquisa sobre a musicoterapia na comunicação de crianças com TEA respaldou-se na necessidade de encontrar abordagens terapêuticas eficazes e inclusivas. Esse estudo almejou contribuir para o avanço do conhecimento nesse campo, evidenciando o potencial da musicoterapia como uma ferramenta valiosa no apoio à comunicação de crianças com TEA, promovendo uma abordagem mais holística e centrada no paciente. Até que ponto é pertinente o uso da musicoterapia na comunicação verbal e não verbal de crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA)? A avaliação da pertinência do uso da musicoterapia na comunicação verbal e não verbal de crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA) é um tema que demanda consideração cuidadosa. O TEA, uma condição neuropsiquiátrica caracterizada por desafios na comunicação social, interações sociais e comportamentos repetitivos, frequentemente apresenta dificuldades para as crianças expressarem-se verbalmente e compreenderem nuances na comunicação não 11 verbal. Aliás, a musicoterapia tem se destacado como uma abordagem terapêutica promissora, integrando elementos musicais como instrumentos, ritmo e melodia para oferecer uma alternativa de expressão e comunicação. A natureza não verbal da música possibilita que crianças com TEA superem barreiras comunicativas, proporcionando um meio de expressão emocional e social. Além disto, a música atua como uma linguagem universal, transcendo as limitações da comunicação verbal tradicional. No entanto, a avaliação da pertinência do uso da musicoterapia deve levar em consideração a variabilidade individual no espectro autista. Nem todas as crianças respondem da mesma forma a intervenções terapêuticas, e a eficácia da musicoterapia pode depender de fatores como preferências individuais, níveis de sensibilidade sensorial e características específicas do TEA de cada criança. Estudos indicam que a musicoterapia pode contribuir para melhorias nas habilidades sociais, na atenção, na coordenação motora e no desenvolvimento da linguagem em crianças com TEA. No entanto, é crucial reconhecer que a musicoterapia não é uma abordagem única que atende a todas as necessidades, e sua aplicação deve ser integrada a uma abordagem terapêutica mais ampla e personalizada. Portanto, até que ponto é pertinente o uso da musicoterapia na comunicação verbal e não verbal de crianças com TEA é uma questão complexa e multifacetada. A avaliação da eficácia dessa abordagem deve ser feita de maneira individualizada, considerando a diversidade de perfis no espectro autista e adaptando a intervenção conforme as necessidades específicas de cada criança. 12 REFERÊNCIAS ALMEIDA, Carla L. Musicoterapia e Estresse: Intervenções para Promoção do Bem-Estar. Belo Horizonte: Editora Artesã, 2014. ALVES, Cláudia R. F. Musicoterapia e Saúde Mental: Uma Abordagem Integrativa. São Paulo: Editora Atheneu, 2018. ARAÚJO, Márcia S. Musicoterapia e Inclusão Social: Práticas e Perspectivas. São Paulo: Editora Manole, 2017. CARVALHO, Eduardo M. Musicoterapia e Desenvolvimento Infantil: Teoria e Prática. Campinas: Editora Papirus, 2019. COSTA, André P. Práticas de Musicoterapia: Experiências e Reflexões. Porto Alegre: Editora Artmed, 2019. FERNANDES, André P. 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Musicoterapia na Reabilitação: Aplicações Clínicas e Terapêuticas. Porto Alegre: Editora Artmed, 2017. SILVEIRA, Ricardo A. Musicoterapia e Transtornos do Desenvolvimento: Abordagens Contemporâneas. Porto Alegre: Editora Sulina, 2019. SOUZA, Fernanda R. Musicoterapia na Abordagem Psicossocial: Práticas e Reflexões. São Paulo: Editora Vetor, 2013.