Prévia do material em texto
Roteiros Genética e Citogenética Humana Regras e normativas sobre segurança no laboratório 1. Durante a aula prática, mantenha sempre atenção ao roteiro, tendo-o sempre próximo a você. Pode ser efetuada marcação com caneta sob cada item realizado do experimento de forma a não se perder durante a execução. 2. Leia sempre o roteiro antes de iniciar a prática e mesmo antes das explicações do professor. 3. Observe a localização do material e dos equipamentos de emergência (chuveiro, lava-olhos etc.). 4. Não abra qualquer recipiente antes de reconhecer seu conteúdo pelo rótulo. 5. Não pipete líquidos diretamente com a boca, use pipetas adequadas. 6. Não tente identificar um produto químico pelo odor ou pelo sabor. 7. Não deixe de utilizar os equipamentos de proteção. 8. Não adicione água aos ácidos, mas os ácidos à água. 9. Não trabalhe com sandálias, chinelos ou sapatos abertos e com salto no laboratório. 10. Sempre identifique o conteúdo presente nos frascos ou nos tubos utilizados no experimento com caneta para vidros. Isso facilita seu descarte adequado por parte dos responsáveis pelo laboratório. 11. Mantenha os solventes em recipientes adequados e devidamente tampados, bem como materiais inflamáveis longe de fontes de calor (bico de Bunsen). 12. Utilize a capela sempre que manipular reagentes ou solventes que liberem vapores. 13. Conheça as propriedades tóxicas das substâncias químicas antes de empregá-las pela primeira vez no laboratório. Caso tenha dúvidas, consulte o professor ou o técnico a respeito. 14. Se tiver cabelo longo, prenda-o ao realizar qualquer experiência no laboratório. Não se alimente e nem ingira líquidos nos laboratórios. 15. O uso dos EPIs é obrigatório em qualquer laboratório e procedimento a ser realizado e é de responsabilidade do discente trazê-los consigo a cada aula prática a ser realizada. Instituto de Ciências da Saúde Disciplina: Genética e Citogenética Humana Título da Aula: Homozigoto ou heterozigoto? ROTEIRO 1 Introdução Na genética, os seres homozigotos possuem pares de genes alelos idênticos, enquanto os heterozigotos caracterizam os indivíduos que possuem dois genes alelos distintos. Os indivíduos homozigotos são chamados de “puros”, visto que são caracterizados por pares de genes alelos idênticos, ou seja, os alelos análogos produzirão apenas um tipo de gameta representado pelas letras iguais (AA, aa, BB, bb, VV, vv), sendo que as maiúsculas são chamadas de dominantes, enquanto as minúsculas são as possuidoras do caráter recessivo. Os chamados heterozigotos ou híbridos correspondem aos indivíduos que possuem pares de alelos distintos que determinam tal característica. Na medida que nos heterozigotos os pares de alelos são diferentes, eles são representados pela união das letras maiúsculas e minúsculas, por exemplo: Aa, Bb, Vv. Note que, nas experiências de Mendel (1822-1884), o botânico identificou que todos os indivíduos da primeira geração (F1) do cruzamento de ervilhas eram heterozigóticos (característica da ervilha amarela) e, portanto, os genes de alelos eram diferentes. Objetivo Demonstrar por meio de uma representação como se descobre o genótipo de um indivíduo com fenótipo dominante. Materiais Quantidade por grupo Miçangas de cor amarela ou feijão preto 30 Miçangas de cor verde ou feijão branco 50 Potes plásticos ou copos 4 por grupo Pires ou pratos descartáveis 2 por grupo Procedimento Numerar os potes em 1, 2, 3 e 4 e os pires em A e B. Colocar 20 miçangas amarelas no pote 1 (elas representam um indivíduo homozigoto dominante – VV). Colocar 10 amarelas e 10 verdes no pote 2 (elas representam um indivíduo heterozigoto – Vv). Colocar 20 miçangas verdes no pote 3 e outras 20 miçangas verdes no pote 4 (elas representam indivíduos homozigotos recessivos – vv). Balance bem os potinhos contendo as miçangas e peça a um colega que sem olhar retire uma miçanga do pote 1 e uma miçanga do pote 3. Coloque no pires A. Proceda assim sucessivamente até que terminem todas as miçangas dos potes 1 e 3. A seguir, peça a outro colega do grupo que retire uma miçanga do pote 2 e uma miçanga do pote 4 e coloque no pires B. Proceda assim sucessivamente até que terminem todas as miçangas dos potes 2 e 4. Conte as miçangas duas a duas observando sempre a representação: amarela-amarela – fenótipo amarelo e genótipo VV; amarela-verde – fenótipo amarelo e genótipo Vv. Instituto de Ciências da Saúde Disciplina: Genética e Citogenética Humana Título da Aula: Determinação do limiar gustativo ao PTC (feniltiocarbamina) ROTEIRO 2 Introdução Desde 1931 sabe-se que algumas pessoas são incapazes de sentir o gosto do composto sintético feniltiocarbamida ou PTC, tido como sendo muito amargo, tal como o quinino. Demonstrou-se mais tarde que a capacidade de sentir o gosto dessa substância é governada por um alelo dominante “T” e a incapacidade de sentir o PTC é por um alelo recessivo “t”. Desse modo, indivíduos homozigotos dominantes ou heterozigotos são ditos sensíveis ao PTC, enquanto homozigotos recessivos são insensíveis. Muitos compostos quimicamente relacionados ao feniltiocarbamida revelam bimodalidade de paladar, embora o PTC proporcione a separação mais ampla dos dois fenótipos. Parece que a configuração seguinte é essencial: Compostos similares ao PTC podem ser encontrados em alguns vegetais, como couve, repolho e outros vegetais do grupo das crucíferas. Originalmente, essa prática é composta por um teste em que se detecta o limiar de sensibilidade do aluno ao PTC, sendo necessária a utilização de 14 diferentes soluções com diferentes concentrações. A maioria das pessoas pode sentir o gosto com concentrações bem fracas do composto, mas cerca de uma em três pessoas só pode sentir o gosto em concentrações muito mais altas. Objetivo O objetivo desta prática é verificar as diferenças existentes entre os alunos quanto à sensibilidade ao PTC. Para facilitar a aplicação da prática, não serão utilizadas as 14 soluções de PTC, mas soluções intermediárias que permitirão separar os alunos em dois grupos (sensíveis e não sensíveis). É importante salientar que cada aluno possui um diferente limiar de sensibilidade ao PTC e que a metodologia está simplificada para facilitar a aplicação da prática. Procedimento a. Devem ser utilizadas duas picetas: uma contendo apenas água natural e a outra, a solução de PTC. Somente o professor deve saber identificar as picetas. No teste, cada aluno deve ingerir, aproximadamente, 2 mL do conteúdo de cada piceta, alternando a ordem de aplicação das soluções de aluno para aluno. Esse cuidado deve ser tomado no sentido de impedir que os alunos reconheçam o conteúdo das picetas. b. O aluno deverá ingerir o conteúdo de uma das picetas e informar ao professor se sentiu ou não o gosto amargo. Na hipótese de o aluno dizer sentir o gosto amargo na piceta com água, o professor deverá repetir o teste, alterando as picetas, até que o aluno tenha segurança na resposta. c. Os dados obtidos de todos os alunos da sala deverão ser tabulados na lousa. Resultados a. Com os dados coletados nos grupos, preencher a tabela a seguir. b. Com base nos dados desta tabela, construir um gráfico de distribuição de frequência (de colunas ou de linhas) apontando as diversas sensibilidades (sensibilidade fraca, intenso ou não sensível) e, se houver participantes com identidades de gêneros distintas, buscar acrescentar se possível essa variável relacionando-a com os limiares de sensibilidade anteriores. Identidade de gênero Total de sensíveis Sensibilidade fraca Sensibilidade forte Insensíveis Homens Mulheres Total Materiais Quantidade por grupo Solução de PTC, com concentração de 1,3 g de PTC por litro de água Água natural Descarte do material utilizado conforme Normas Internacionais de Segurança. Instituto de Ciências da Saúde Disciplina: Genética e Citogenética Humana Títuloda Aula: Construção de Heredograma ROTEIRO 3 Introdução Os heredogramas são importantes representações que ilustram como ocorreu a transmissão de uma determinada característica em uma família. Em Genética, frequentemente analisamos questões relacionadas à hereditariedade e, para compreendê-las melhor, realizamos observações a respeito do histórico familiar do indivíduo. Os heredogramas são fundamentais para identificar o padrão de herança de doenças e avaliar os riscos de herdabilidade de variantes genéticas. Material Quantidade por grupo Papel-sulfite 2/3 individual/grupo Procedimento Com base na simbologia de heredograma apresentado a seguir, contruir um heredograma de sua familia até a 3ª geração. Como sugestão, usar o aluno como Probando (ou seja, partindo de você) chegar até seus avós. Não é necessário preocupar-se com o caráter de herança. Lembramos que esta simbologia não contempla todas as formas utilizadas pelos geneticistas. Assim, caso seja necessária a identificação de algum padrão diferente, pode consultar os guidelines internacionais de heredogramas! Fonte: https://www2.icb.ufmg.br/grad/genetica/heredogramas.htm Descarte do material utilizado conforme Normas Internacionais de Segurança. Instituto de Ciências da Saúde Disciplina: Genética e Citogenética Humana Título da Aula: Mitose e meiose ROTEIRO 4 Introdução Quando uma célula eucariótica se multiplica, ela passa por uma série de transformações, muitas das quais podem ser facilmente observadas à luz de um microscópio óptico. Nos eucariotos, o processo de divisão celular é chamado de mitose (do grego mitos = fio + sufixo ose = estado de). A mitose envolve a duplicação dos cromossomos, a migração deles para os polos da célula, bem como a divisão do citoplasma. Nesse processo, uma célula original ou célula-mãe origina duas células-filhas que compartilham a mesma informação genética. O processo de mitose não é fácil de ser analisado nas células vivas, porque o núcleo e seus componentes se apresentam normalmente incolores, daí a necessidade de se utilizar fixadores que matam as células e corantes que irão colorir diferencialmente suas estruturas. Em vegetais, os melhores materiais para a observação da mitose constituem os tecidos em fase de crescimento, tais como as extremidades das plantas – os meristemas apicais – e os brotos das folhas. Sendo assim, as pontas das raízes da cebola (Allium cepa) constituem ótimo material para observação e reconhecimento das fases da mitose. A meiose (do grego meiosis = divisão ao meio) é um processo de divisão celular em que as espécies de reprodução sexuada formam os seus gametas. Ela ocorre em duas etapas sucessivas, de tal forma que, a partir de uma célula diploide, são originadas quatro células haploides, geneticamente diferentes entre si. É graças ao processo de divisão meiótico que a quantidade de material genético desses organismos é mantida, uma vez que os seus gametas contêm metade do número cromossômico das suas células somáticas. Na meiose ocorrem fenômenos de grande importância genética, tais como a sinapse (pareamento de cromossomos homólogos), a permuta (troca de partes entre os cromossomos homólogos) e a segregação dos materiais paterno e materno (distribuição ao acaso dos cromossomos pareados para os dois polos da célula). Para efeito didático, a meiose é dividida em meiose I (divisão reducional) e meiose II (divisão equacional). A meiose I consta da prófase I (subdividida em leptóteno, zigóteno, paquíteno, diplóteno e diacinese), metáfase I, anáfase I, telófase I e intérfase ou dintercinese (com a formação das díades). A meiose II consta de prófase II, metáfase II, anáfase II, telófase II e intérfase (com a formação das tétrades). Objetivo Diferenciar mitose de meiose e compreender os processos de não disjunção cromossômicos (pré-zigóticos e pós-zigóticos) que geram variantes numéricas nos pacientes. Explicar o conceito de mosaicismo. Materiais Quantidade por grupo Modelos didáticos de mitose e meiose Lâminas prontas de mitose em raiz de cebola Procedimento 1. Modelos didáticos de mitose e meiose � Observar os modelos didáticos de mitose dispostos sobre a mesa. Identificar e desenhar no caderno as características das fases: a. Prófase b. Metáfase c. Anáfase d. Telófase � Observar os modelos didáticos de meiose dispostos sobre a mesa. Identificar e desenhar no caderno as características das fases: a. Prófase I b. Metáfase I c. Anáfase I d. Telófase I e. Prófase II f. Metáfase II g. Anáfase II h. Telófase II 2. Lâminas prontas de raiz da cebola Ao microscópio, observar uma lâmina pronta de raiz de cebola, buscando identificar células que estejam em divisão celular (mitose). Uma vez identificadas essas células, colocar em objetiva de 40x (aumento de 400x) e fazer um desenho legendado de cada uma das fases da mitose. Descarte do material utilizado conforme Normas Internacionais de Segurança. Instituto de Ciências da Saúde Disciplina: Genética e Citogenética Humana Título da Aula: Observação de cromossomos e montagem de cariótipo humano ROTEIRO 5 Introdução Cariótipo é a descrição clara e precisa das características do conjunto cromossômico de uma espécie, sendo de fundamental importância quando se deseja comparar citogeneticamente espécies diferentes; quando se pretende examinar a variação entre indivíduos de uma mesma espécie, tanto para estudos evolutivos como para uso no melhoramento animal e vegetal; nos estudos de condições patológicas associados a alterações numéricas e estruturais dos cromossomos, no diagnóstico pré-natal, na citogenética do câncer, nos estudos de ligação, no mapeamento genético, dentre outros. Os cromossomos metafásicos constituem o melhor material para os estudos cariotípicos devido ao alto grau de condensação que eles adquirem nessa fase, o que facilita a observação tanto de cromátides como da posição dos centrômeros. Assim, para se fazer um estudo cariotípico de uma determinada espécie é necessário que se obtenha um tecido com alto índice mitótico para se conseguir um bom número de metáfases. A representação de um determinado cariótipo pode ser feita na forma de cariograma ou de idiograma. O cariograma é construído a partir da fotografia ou de um desenho detalhado em uma metáfase em que todos os cromossomos estão bem corados e individualizados. Esses cromossomos são recortados e os homólogos são emparelhados e enumerados dentro de uma determinada ordem. Já o idiograma é uma representação esquemática do cariótipo, utilizando os valores médios da posição do centrômero e o tamanho de cada cromossomo do conjunto haploide. Na caracterização cromossômica, a princípio, as características mais evidentes do cariótipo são a posição do centrômero, o número e o tamanho dos cromossomos. O número cromossômico dentro de uma espécie é geralmente constante (com exceções). Entre espécies diferentes há frequentemente uma variação muito grande. Contudo é possível haver um mesmo número cromossômico entre espécies diferentes. O tamanho dos cromossomos na metáfase varia de, aproximadamente, 0,5 µm em muitas espécies de fungos e em alguns organismos superiores, até cerca de 36 mm em uma monocotiledônea do gênero Trilliun. O tamanho médio na maioria das espécies é de, aproximadamente, 5 a 6 µm. O tamanho cromossômico pode ser caracterizado pela porcentagem de cada cromossomo em relação à extensão total do conjunto haploide. De acordo com a posição do centrômero, os cromossomos podem ser classificados em: metacêntrico, submetacêntrico, acrocêntrico e telocêntrico. Essa posição pode ser definida numericamente pela razão de braços (r) e do índice centromérico (ic). q representa o comprimento do braço longo e p representa o comprimento do braço curto. Desse modo, os cromossomos seriam agrupados em: Índice Metacêntrico Submetacêntrico Acrocêntrico Telocêntrico R 1 a 1,49 1,5 a 2,993,00 a ∞ ∞ IC 50 a 40,1 40 a 25,1 25 a 0,01 0 Classificação dos cromossomos humanos Com o avanço nos estudos dos cromossomos humanos e com o acúmulo de novos dados, houve a necessidade de se padronizar a representação cariotípica humana. Vários congressos foram então realizados com esse objetivo. No I Congresso Internacional de Genética Humana, realizado em Denver (1960), os cromossomos autossômicos humanos foram classificados em ordem decrescente de tamanho, sendo numerados de 1 a 22. O 23º par corresponderia aos cromossomos sexuais (XX ou XY). Grupo Características A (1 a 3) Cromossomos grandes (par 1 a 3 metacêntricos; par 2 submetacêntrico), facilmente distinguíveis uns dos outros pelas técnicas convencionais de coloração, podendo ser emparelhados em pares de homólogos. B (4 e 5) Cromossomos grandes, com centrômeros submetacêntricos. Os quatro cromossomos do grupo B oferecem dificuldade para sua separação em dois pares de homólogos, porque mostra grande similaridade entre si. Preferível distribuir os quatro cromossomos desse grupo em intervalos iguais na região do cariograma correspondente. C (6 a 12 + X) O número de cromossomos pertencentes ao grupo C varia segundo o sexo nos indivíduos normais. No cariograma representativo do cariótipo feminino normal pode-se constatar a existência de 16 cromossomos submetacêntricos de tamanho médio, e naquele que representa o cariótipo masculino normal, verifica-se a presença de 15 cromossomos com essas características. Os cromossomos X e o par 6 são os maiores cromossomos desse grupo. Esse grupo apresenta grande dificuldade de identificação individual dos cromossomos segundo critérios clássicos. Nesse caso na montagem do cariótipo são distribuídos na região do cariograma correspondente ao grupo C, segundo tamanho, a intervalos regulares. D (13 a 15) Cromossomos de tamanho médio acrocêntricos com os braços curtos satelitados. Nas preparações clássicas é muito difícil fazer a distinção dos pares que constituem o grupo D. E (16 a 18) Cromossomos pequenos, sendo os do par 16 quase metacêntricos e os maiores do grupo. Os do par 17 possuem tamanho intermediário aos de número 16 e 18, sendo submetacêntricos. Os cromossomos do par número 18 são frequentemente submetacêntricos. Entretanto, por causa da grande variabilidade da forma que apresentam, podem mostrar-se quase acrocêntricos. F (19 e 20) Cromossomos pequenos e metacêntricos. A distinção entre os pares 19 e 20 é extremamente difícil nas preparações clássicas. Em vista disso, é preferível que os cromossomos do grupo F não sejam emparelhados, mas simplesmente distribuídos a intervalos iguais na região do cariótipo correspondente ao grupo. G (21 e 22 + Y) No grupo G, como no grupo C, o número de cromossomos varia segundo o sexo. Nos cariogramas representativos do cariótipo feminino normal, os cromossomos do grupo G apresentam dois pares homólogos (21 e 22), enquanto naqueles que representam o cariótipo masculino normal, os cromossomos do grupo G mostram, além desses dois pares, um cromossomo sem homólogo (Y). Os cromossomos do grupo G são bastante pequenos, acrocêntricos e satelitados (com exceção do Y). Nas preparações clássicas, a distinção entre os cromossomos 21 e 22 é quase impossível. O cromossomo Y é mais facilmente distinguível entre os do grupo G porque é, geralmente, mais acrocêntrico, não apresenta satélites e as cromátides de seu braço maior se apresentam pouco afastadas. Em 1961, Patau propôs que se mantendo a ordem de tamanho e se levando em consideração a forma dos cromossomos, eles fossem distribuídos em 7 grupos, identificados pelas letras de A a G. Após isso, foram realizados vários outros congressos com o objetivo de se padronizar a nomenclatura dos cromossomos, estender essa nomenclatura ao uso de técnicas de bandamento para a identificação inequívoca de cada cromossomo. Assim, os cromossomos humanos foram agrupados da maneira descrita nas tabelas anteriores. Objetivo Fornecer conhecimentos básicos da classificação dos cromossomos humanos e da montagem de um cariograma. Materiais Quantidade por grupo Lâminas de cromossomos humanos ou de outra espécie Folhas com metáfases humanas Papel-sulfite para montagem dos cariótipos Tesoura de ponta fina Cola Procedimento a. Observar ao microscópio a lâmina contendo a preparação de cromossomos huma- nos. Procure identificar os cromossomos quanto à posição do centrômero (metacên- trico, submetacêntrico, acrocêntrico e telocêntrico. Obs.: na espécie humana não há cromossomos telocêntricos). b. Classificar os cromossomos da imagem de metáfase fornecida em grupos conforme regra. Quando possível, indicar o par de homólogos. c. Verificar quantos cromossomos foram identificados em cada grupo. d. Preparar o papel-sulfite para montagem do cariograma, conforme modelo fornecido. e. Recortar os cromossomos, grupo por grupo, e colá-los na posição correspondente ao grupo no cariograma. Resultados a. Quantos cromossomos foram identificados em cada grupo nessa(s) metáfase(s)? b. O cariótipo montado corresponde ao indivíduo do sexo masculino ou feminino? c. Como você chegou a essa conclusão? d. Qual o diagnóstico para o cariótipo montado? Fonte: autoria própria Instituto de Ciências da Saúde Disciplina: Genética e Citogenética Humana Título da Aula: Pareamento de cromossomos sob bandamento G ROTEIRO 6 Introdução A técnica de coloração cromossômica sob bandamento G permitiu que cada par de cromossomos fosse identificado e analisado de maneira inequívoca, fazendo com que a cloração convencional e a classificação por grupos caíssem em desuso nas rotinas diagnósticas. Entretanto, os conceitos aprendidos sobre morfologia e tamanho dos cromossomos permanecem bem estabelecidos para essa técnica de estudo citogenético. Ainda, existem técnicas especiais de coloração que permite o estudo cromossômico de maneira mais específica, evidenciando regiões alvo específicas. A seguir seguem modelos de pareamento de cromossomos de células masculinas e femininas, objetivando reconhecer o padrão de bandas de cada par de cromossomo. Utilize essa informação para realizar a atividade a seguir e as atividades obrigatórias. Fonte: https://edisciplinas.usp.br/pluginfile.php/2310422/mod_resource/content/1/Aula%208%20-%20 CITOGEN%C3%89TICA%20E%20CROMOSSOMOPATIAS.pdf Fonte: https://edisciplinas.usp.br/pluginfile.php/2310422/mod_resource/content/1/Aula%208%20-%20 CITOGEN%C3%89TICA%20E%20CROMOSSOMOPATIAS.pdf Procedimento 1. Realizar a análise de cromossomos identificando os pares cromossômicos. Dica: re- alizar o estudo identificando cada par circundado com lápis colorido. A sugestão é des- tinar para cada grupo uma cor diferente e numerar os pares, iniciando pelos cromos- somos do grupo A, B, D, G, E, F e, por fim, C. Ex.: achar o par 1, depois o par 2 e assim sucessivamente. Passar para o grupo B: achar o par 4 e o par 5 e assim por diante (fazer por grupo e por pares). 2. Usar a imagem a seguir. Descarte do material utilizado conforme Normas Internacionais de Segurança. Fonte: autoria própria Nome do aluno: RA: Data: / / ATIVIDADE OBRIGATÓRIA 1 1. Homem acondroplásico casa-se com mulher de estatura normal e procuram aconselhamento genético para saber a probabilidade de terem filhos, independente do sexo, acondroplásico. Assim, qual a probabilidade desse casal apresentar prole com acondroplasia? Visto do docente: (solicita-se evitar rubricas e, se possível, adicionar carimbo) Nome do aluno: RA: Data: / / ATIVIDADE OBRIGATÓRIA 1 2. Explique por que as doenças recessivas devem ser bem estudadas em casamentos consanguíneos com histórico desse tipo de doença. Visto do docente: (solicita-se evitar rubricas e, se possível, adicionar carimbo)Nome do aluno: RA: Data: / / ATIVIDADE OBRIGATÓRIA 2 1. De acordo com o fenótipo abaixo descrito, responda à questão proposta. I. Pablo é filho único de um casal de míopes. II. O amigo de Pablo, Júlio, é míope e tem pai e mãe míopes. Os irmãos de Júlio, Lara, George e Gina, também são míopes. III. A jovem míope Pietra nasceu do casamento entre uma mãe e um pai não míopes. IV. O míope Draco tem pai e mãe míopes. Com base nessas informações, responda: supondo que ser míope ou não míope é um caráter hereditário, os genes que determinam ser míope deve ser dominante ou recessivo? Justifique utilizando as afirmações citadas acima. Visto do docente: (solicita-se evitar rubricas e, se possível, adicionar carimbo) Nome do aluno: RA: Data: / / ATIVIDADE OBRIGATÓRIA 2 2. A afirmativa “a síndrome do duplo Y (47,XYY) tem etiologia, em todas as células do embrião – não mosaico –, por uma não disjunção pré-zigótica na meiose II paterna” é correta? Explique sua resposta. Visto do docente: (solicita-se evitar rubricas e, se possível, adicionar carimbo) Nome do aluno: RA: Data: / / ATIVIDADE OBRIGATÓRIA 3 Leia atentamente a história familiar deste casal e responda às questões propostas: Casal jovem, João com 36 anos de idade e Sara com 25 anos de idade, procurou o serviço de aconselhamento genético porque pretende ter filhos. O casal apresenta a seguinte história familiar: Sara é filha de Laura (48 anos) e Moisés (56 anos). Sara tem dois irmãos: Pedro, com 18 anos de idade, que apresenta diagnóstico POSITIVO para Distrofia Muscular de Duchenne (DMD), e Gustavo, com 22 anos de idade, com diagnóstico NEGATIVO para DMD. Ambos irmãos de Sara são solteiros. Laura tem dois irmãos: Joaquim, falecido aos 29 anos, apresentava DMD e Gleise, de 40 anos. Gleise é casada com Lázaro, 39 anos, e tem dois filhos: Guilherme, 14 anos, com diagnóstico NEGATIVO para DMD, e Pércio, falecido com 20 anos, com diagnóstico POSITIVO para DMD. Laura não apresenta histórico de abortamentos espontâneos. Moisés é filho único. Os avós maternos (Cláudio e Pilar) e paternos (Moisés e Clara) de Sara não são consanguíneos e todos já faleceram. João é filho de Ivone (57 anos) e de Carlos Eduardo (falecido aos 59 anos). João tem 2 irmãos: Paulo, 35 anos, e Plínio, 27 anos. Ivone teve um aborto espontâneo, no 1º trimestre, na sua primeira gestação. Ivone tem um irmão, Arnaldo, 54 anos. Ele é casado com Ana, 48 anos. Eles têm uma filha, Lucinda, 26 anos. Ana e Arnaldo não tiveram mais filhos nem histórico de abortamentos. Paulo, irmão de João, é casado com Linda, 28 anos, e têm dois filhos (gêmeos monozigóticos – André e Josué, com 8 anos de idade). O irmão mais novo de João, Plínio, 27 anos, é casado com a sua prima, Lucinda. O casal tem um filho de 6 meses, Tiago, até o momento com desenvolvimento neuropsicomotor adequado. Carlos Eduardo era filho único e os avós paternos (Pedro e Joana) e maternos (Vitória e Rafael) de João são falecidos. Em ambas as famílias, não há mais relatos evidentes de outras doenças genéticas. 1. Quais os possíveis genótipos para os filhos e as filhas do casal João e Sara? Visto do docente: (solicita-se evitar rubricas e, se possível, adicionar carimbo) Nome do aluno: RA: Data: / / ATIVIDADE OBRIGATÓRIA 3 2. Nesse contexto, faça o heredograma dessa família. Visto do docente: (solicita-se evitar rubricas e, se possível, adicionar carimbo) Nome do aluno: RA: Data: / / ATIVIDADE OBRIGATÓRIA 4 1. Faça a montagem dos cariótipos (A) sob coloração convencional. Analise, recorte e monte utilizando a folha modelo a seguir. Visto do docente: (solicita-se evitar rubricas e, se possível, adicionar carimbo) Nome do aluno: RA: Data: / / ATIVIDADE OBRIGATÓRIA 4 2. Faça a montagem dos cariótipos (B) sob coloração convencional. Analise, recorte e monte utilizando a folha modelo a seguir. Visto do docente: (solicita-se evitar rubricas e, se possível, adicionar carimbo) Nome do aluno: RA: Data: / / ATIVIDADE OBRIGATÓRIA 4 Pareamento – EXERCÍCIO (A) Cariótipo em coloração convencional Grupo A – 6 cromossomos Grupo B – 4 cromossomos (1 – 2 – 3) (4 – 5) Grupo C (6 – 7 – 8 – 9 – 10 – 11 – 12) (16 cromossomos – feminino) (15 cromossomos – masculino) Grupo D – 6 cromossomos Grupo E – 6 cromossomos (13 – 14 – 15) (16 – 17 – 18) Grupo F – 4 cromossomos Grupo G (19 – 20) (21 – 22) (5 cromossomos – masculino) (4 cromossomos – feminino) Resultado: Visto do docente: (solicita-se evitar rubricas e, se possível, adicionar carimbo) Nome do aluno: RA: Data: / / ATIVIDADE OBRIGATÓRIA 4 Pareamento – EXERCÍCIO (B) Cariótipo em coloração convencional Grupo A – 6 cromossomos Grupo B – 4 cromossomos (1 – 2 – 3) (4 – 5) Grupo C (6 – 7 – 8 – 9 – 10 – 11 – 12) (16 cromossomos – feminino) (15 cromossomos – masculino) Grupo D – 6 cromossomos Grupo E – 6 cromossomos (13 – 14 – 15) (16 – 17 – 18) Grupo F – 4 cromossomos Grupo G (19 – 20) (21 – 22) (5 cromossomos – masculino) (4 cromossomos – feminino) Resultado: Visto do docente: (solicita-se evitar rubricas e, se possível, adicionar carimbo) Nome do aluno: RA: Data: / / ATIVIDADE OBRIGATÓRIA 5 1. Um ambulatório de Genética Clínica atendeu uma criança e o médico suspeitou que tivesse uma determinada síndrome. A criança tinha a seguinte história clínica: 2 anos de idade, sexo feminino, atraso no desenvolvimento motor, hipotonia, fendas palpebrais oblíquas, epicanto, hipertelorismo, orelhas pequenas e de baixa implantação, palato ogival, língua protusa e fissurada, dedos curtos e prega palmar única de flexão nas mãos, crânio braquicefálico (achatado no sentido anteroposterior). O médico geneticista verificou que na genealogia do propósito havia outra criança (mais velha) na irmandade da mãe com características semelhantes às dela. A mãe tem 19 anos e o pai tem 21, então o médico solicitou o exame de cariótipo dos pais. Os resultados dos cariótipos foram os seguintes: ➔ Pai: 46,XY (normal) ➔ Mãe: cariótipo com translocação robertsoniana 21;21 Qual o resultado, conforme o ISCN, do cariótipo da mãe? Qual o risco de recorrência dessa doença nessa família?Qual o resultado do cariótipo, conforme ISCN, da criança afetada? Visto do docente: (solicita-se evitar rubricas e, se possível, adicionar carimbo) Nome do aluno: RA: Data: / / ATIVIDADE OBRIGATÓRIA 5 2. As aneuploidias são anormalidades cromossômicas que estão presentes em muitos casos de crianças com malformações congênitas e diferentes graus de deficiência intelectual. Nesse grupo de alterações, temos mais comumente a Síndrome de Down, a Síndrome de Edwards e a Síndrome de Patau. Explique, com detalhes, o quadro clínico, apresentando o resultado do cariótipo de um homem com Síndrome de Patau. Visto do docente: (solicita-se evitar rubricas e, se possível, adicionar carimbo) Nome do aluno: RA: Data: / / ATIVIDADE OBRIGATÓRIA 6 1. Seguindo os modelos de metáfases apresentados em aula, faça o pareamento cromossômico sob bandamento G. Imagem (A) Visto do docente: (solicita-se evitar rubricas e, se possível, adicionar carimbo) Nome do aluno: RA: Data: / / ATIVIDADE OBRIGATÓRIA 6 Cariótipo em coloração – Bandamento G (imagem A) 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 X Y Resultado: Visto do docente: (solicita-se evitar rubricas e, se possível, adicionar carimbo) Nome do aluno: RA: Data: / / ATIVIDADE OBRIGATÓRIA 6 2. Seguindo os modelos de metáfases apresentados em aula, faça o pareamento cromossômico sob bandamento G. Visto do docente: (solicita-se evitar rubricas e, se possível, adicionar carimbo) Nome do aluno: RA: Data: / / ATIVIDADE OBRIGATÓRIA 6 Cariótipo em coloração – Bandamento G (imagem B) 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 X Y Resultado: Visto do docente: (solicita-se evitar rubricas e, se possível, adicionar carimbo)