Prévia do material em texto
CENTRO UNIVERSITÁRIO FIPMOC-UNIFIPMOC CURSO: MEDICINA – 5º PERÍODO TURMA XXVIII DISCIPLINA/MÓDULO: SOI V – TIC’S V EMILLY LORENA QUEIROZ AMARAL PÓS-COMICIAL MONTES CLAROS-MG SETEMBRO/2023 1) O que habitualmente ocorre com o paciente epiléptico após um quadro convulsivo, de acordo com cada tipo de convulsão? A epilepsia caracterizada por um quadro clínico complexo, onde há uma perturbação eletrofisiológica cerebral, com emissão de descargas elétricas hiperexcitáveis que geram um conjunto de modificações neurais na malha nervosa do SNC superior e com consequências que podem ser sistêmicas. As crises epilépticas são classificadas de acordo com sua forma de iniciação, podendo ser parcial/focal ou generalizada: • CRISE PARCIAL SIMPLES: início focal e com manifestações motoras (iniciando pelos pés, mãos e face), sensoriais (iniciando com formigamento, dormência), autonômicas (começando com palidez, sudorese e palpitação), psíquicas (iniciadas por medo, pânico, transtorno transitórios da compreensão da realidade), nesse tipo de convulsão não ocorre perda de consciência, ou seja, não há estado pós-ictal. • CRISE PARCIAL COMPLEXA: é mais comum em adultos, pode ser iniciada por sintomas prodrômicos como auras e ocorre alteração do nível de consciência. A apresentação clínica mais comum é a do paciente que fixa o olhar em um ponto e parece desperta, mas não responde a estímulos ou comandos. A pessoa pode ter movimentos repetitivos (automatismo), como mastigação, movimentos com as mãos e após a crise o paciente apresenta estado pós-ictal (estado entre a despolarização neuronal e uma nova repolarização, resultando em dores de cabeça, sonolência e confusão mental, que pode durar de minutos a horas). Na maioria das vezes tem-se amnesia durante toda a duração da crise. • CRISE PARCIAL SECUNDARIAMENTE GENERALIZADA: é uma crise que se inicia de maneira focal, mas depois se propaga de forma generalizada. • CRISE GENERALIZADA: inicia-se de forma difusa, com variadas manifestações clinicas, podendo ser de caráter tônico-clônicas, crises de ausência, crises tônicas, crises mioclônicas, entre outras. A manifestação tônico-clônica é a mais comum, é generalizada e não apresenta aura, se inicia com uma fase tônica em que há perda de consciência e de postura, e o paciente tem extensão de costas pescoço e pernas, flexão dos antebraços, desvio ocular cefálico, respiração ruidosa e cianose. Em seguida ocorre a fase clônica, com espasmos musculares violentos e generalizados, e pode haver relaxamento de esfíncteres. Após a crise tônico- clônica generalizada, tem-se um período pós-ictal, com cefaleia, dor muscular, fadiga, sonolência, e confusão mental. A crise de ausência costuma ocorrer mais na infância e caracteriza-se por perda súbita da consciência, sem perda da postura, com a fixação do olhar e sem resposta aos estímulos. Essas crises costumam durar entre 2 a 20s e podem se repetir várias vezes durante um dia. Alguns pacientes continuam em suas atividades motoras que realizavam antes da crise. Pode ocorrer fenômenos motores breves, como piscamento e mastigação. Em pacientes com quadro convulsivo, após as crises, exceto em casos de crise de ausência, o paciente apresenta um período confusional prolongado, que pode ser acompanhado de sonolência, dor muscular e fadiga. Esses sintomas são importantes para diferenciar sincope de convulsão, pois na sincope os abalos musculares são breves e não costumam ser seguidas de confusão pós-ictal, ou quando presente, não passa de 10-15 minutos. REFERÊNCIAS: DE OLIVEIRA COSTA, Lílian Lúcia; BRANDÃO, Erlayne Camapum; SEGUNDO, Luiz Márcio de Brito Marinho. Atualização em epilepsia: revisão de literatura. Revista de Medicina, v. 99, n. 2, p. 170-181, 2020. LOUIS, Elan D.; MAYER, Stephan A.; ROWLAND, Lewis P. Merritt - Tratado de Neurologia, 13ª edição. [Digite o Local da Editora]: Grupo GEN, 2018. E-book. ISBN 9788527733908. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788527733908/. Acesso em: 21 set. 2023.