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A pirâmide das necessidades: Abraham Maslow “Podemos escolher recuar em direção à segurança ou avançar em direção ao crescimento. A opção pelo crescimento tem que ser feita repetidas vezes. E o medo tem que ser superado a cada momento”. Abraham Maslow Impossível falar em motivação sem destacar a obra de Abraham Maslow (1954). A sua teoria sobre a hierarquia das necessidades é um marco não apenas nos ensaios sobre motivação, mas também sobre o próprio comportamento humano como indivíduo e em sociedade. Além disso, seus estudos transcendem a psicologia clássica e avança para os campos de gestão, marketing, economia e sociologia. Ele entendia que não era possível desvincular os elementos de comportamento pessoais dos sociais; são intimamente ligados. Para ele o ser humano era multidimensional, com necessidades variadas em tipos e níveis de complexidade e que o caminho para a satisfação da necessidade dominante é exatamente a motivação. Significa dizer que o ser humano satisfaz primeiramente as necessidades mais elementares para somente então buscar o atendimento das que estão no topo da pirâmide. Por exemplo, um mergulhador jamais irá contemplar e sentir prazer na realização (topo da pirâmide) de um mergulho em alto mar em um ambiente paradisíaco se lhe faltar oxigênio (base da pirâmide). Imediatamente sua atenção se voltará para sua necessidade básica de sobrevivência que é respirar, para somente então buscar o atendimento de outras necessidades. Maslow, com sua teoria, buscava responder a algumas questões-chave, como: • O que as pessoas buscam em vida? • O que elas precisam para encontrar a felicidade? • Porque buscam determinados objetivos? • O que as faz seguir um líder ou outro? E foi com apenas 35 anos, em 1943, quando era professor de Psicologia no Instituto de Tecnologia de Massachusets e da Brandeis University, que ele publicou a teoria que revolucionou a forma como o mundo enxergava a motivação, na qual ele chamou de pirâmide ou hierarquia das necessidades humanas com o sonho de que ela pudesse melhorar o mundo e o modo como as pessoas conhecem a si mesmas e se relacionam com seus semelhantes. Para ele, a motivação é determinada pela necessidade de satisfação de necessidades e que essas necessidades possuem níveis de qualidade diferentes. Então Maslow dividiu as necessidades em cinco classes mutuamente exclusivas: 1. Necessidades fisiológicas; 2. Necessidades de segurança; 3. Necessidades sociais; 4. Necessidades de estima; 5. Necessidades de autorrealização. Ao escalar essas necessidades no formato de pirâmide, Maslow deixa clara a ordem em que as motivações humanas são apresentadas e que o impulso e a direção a uma necessidade passam necessariamente pelo atendimento da necessidade imediatamente anterior e é isso que faz com que o indivíduo avance rumo a um objetivo. Hierarquia das necessidades - Maslow Fonte: autor a) Necessidades fisiológicas: referem-se à sobrevivência do indivíduo e são cíclicas, uma vez que são constantes e necessárias à satisfação, tais como respirar, se alimentar, dormir, fazer sexo, descansar entre outras. b) Necessidades de segurança: essas necessidades dizem respeito a questões como conforto, estabilidade, livrar-se do perigo, controle e previsibilidade entre outras, também relacionadas com a sobrevivência do ser humano. Assim como a fisiológica, esta é considerada uma necessidade primária. c) Necessidades sociais: relacionamentos, participação em um grupo, amizades, carinho, afeto, amor, necessidade de pertencer, dentre outras, são características dessas necessidades. d) Necessidades de estima: própria da pessoa e suas particularidades, tem relação com autoconhecimento, autoestima, , amor próprio, valor, competências, habilidades, autoconfiança, dentre outras. Sua ausência pode produzir sentimentos opostos, tais como complexos de inferioridade, desemparo, incompetência etc. e) Necessidades de autorrealização: capacidade de atingir o potencial máximo, de se sobrepor, de ter poder, conquista, sucesso, de alcançar os maiores objetivos, se ser independente e autônomo. O descontrole ou a insatisfação exagerada pode levar o indivíduo a satisfazê-la sem considerar aspectos como empatia e ética, por exemplo. O ser humano é, por natureza, um ser insatisfeito e está sempre em busca de atingir o máximo de seu potencial e realização. No mundo corporativo esse aspecto se exponencia consideravelmente e se agrava, o que torna a tarefa do líder ainda mais difícil. Lidar com tantas questões e variáveis individuais e coletivas em busca de motivação e satisfação é umas das maiores habilidades que líderes e gestores devem ter se desejarem pessoas e equipes motivadas e engajadas nos propósitos organizacionais.