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CAM PUS Capítulo 1 — Provas de Concursos Anteriores 113 © O número de secretarias de A u B é menor que o som atório do número de secre tarias de A e B. Como visto no item anterior, os conjuntos A e B são disjuntos; portanto, não possuem elementos em comum (n(AnB) = 0). Como: n(A) * n(B) e n(AnB) = 0 , então, temos que: = n(A) + (B) - .n(AnB). n(A^B) = n(A) + (B) 0 Logo, concluímos que o número de secretarias é IGUAL ao somatório do número de secretarias de A e B. GABARITO: portanto, o item está ERRADO. 6 A SERUR é um subconjunto da SEGECEX. SERUR (Secretaria de Recursos) é elem ento do conjunto SEGECEX, e não um subconjunto do mesmo. GABARITO: portanto, o item está ERRADO. O A SESEG é um elem ento do conjunto B. De fato, como visto no conjunto B, SESEG pertence ao conjunto B. GABARITO: portanto, o item está CERTO. 79. (Cespe/UnB - PF/2004) Texto para os itens que se seguem. Considere que as letras P, Q, R e T representem proposições e que os sím bolos -, a , v e — sejam operadores lógicos que constroem novas proposições e significam não, e, ou e então, respectivam ente. Na lógica proposicional, cada proposição assum e um único va lo r (valor-verdade), que pode ser verdadeiro (V) ou fa lso (F), mas nunca ambos. Com base nas inform ações apresentadas no texto acima, ju lgue os itens a seguir. O Se as proposições P e Q são am bas verdadeiras, então a proposição (- P) v (- Q) também é verdadeira. e Se a proposição T é verdadeira e a proposição R é fa lsa, então a proposição R — (- T ) é fa lsa. 6 Se as proposições P e Q são verdade iras e a proposição R é fa lsa, então a proposição (P a R) — (- Q) é verdadeira. D esenvolvim ento para os itens subsequentes: Inicialmente, escreveremos todas as soluções em uma única tabela-verdade dos conectivos lógicos (-, a, v e —) mencionados no enunciado. Os possíveis valores lógicos para a negação (-), disjunção (v), conjunção (a) e do conectivo “Se... então” entre as proposições P e Q são dados pela tabela resumo abaixo, chamada tabela-verdade. P Q -P -Q P A Q P v Q P ^ Q V V F F V V V V F F V F V F F V V F F V V F F V V F F V (figura 1) 114 Série Questões: Raciocínio Lógico e Matemática para Concursos E L S E V IE R Resolução da questão item a item: O Se as proposições P e Q são am bas verdade iras, então a proposição (- P) v (- Q) também é verdadeira. Seja a tabela-verdade: P Q -P -Q (-P) v (-Q) V V F F F v F = F (figura 2) GABARITO: portanto, de acordo com a tabela-verdade acima, a proposição (- P) v (- Q) é FALSA, logo o item está ERRADO. e Se a proposição T é verdadeira e a proposição R é fa lsa , então a proposição R — (- T ) é fa lsa. Seja a tabela-verdade : T R -T (R ^ (-T)) V F F F ^ F = V (figura 3) GABARITO: portanto, de acordo com a tabela-verdade, a proposição R — (- T) é VERDADEIRA, logo o item está ERRADO. e Se as proposições P e Q são verdade iras e a proposição R é fa lsa , então a pro posição (P a R) — (- Q) é verdadeira. Vamos considerar a seguinte tabela-verdade: P Q R -Q P > R) [(P > R) ^ (-Q)] V V F F V > F= F F ^ F = V (figura 4) GABARITO: portanto, de acordo com a tabela-verdade, a proposição (P a R) — (- Q) é VER DADEIRA, logo o item está CERTO. 80. (Cespe/UnB - PF/2004) Considere as sentenças abaixo. I - Fum ar deve ser proibido, mas muitos europeus fumam. II - Fum ar não deve ser proibido e fum ar faz bem à saúde. III - Se fum ar não faz bem à saúde, deve ser proibido. IV - Se fum ar não faz bem à saúde e não é verdade que muitos europeus fumam, então fum ar deve ser proibido. V - Tanto é fa lso que fum ar não faz bem à saúde como é fa lso que fum ar deve ser proibido; consequentem ente, muitos europeus fumam. Considere também que P, Q, R e T representem as sentenças listadas na tabela a seguir. P Fum ar deve ser proibido. Q Fumar deve ser encorajado. R Fum ar não faz bem à saúde. T Muitos europeus fumam. CAM PUS Capítulo 1 — Provas de Concursos Anteriores 115 Com base nas inform ações acim a e considerando a notação introduzida no texto, ju lgue os itens seguintes. O A sentença I pode ser corretam ente representada por P a (- T). © A sentença II pode ser corretam ente representada por (- P) a (- R). e A sentença III pode ser corretam ente representada por R — P. O A sentença IV pode ser corretam ente representada por (R a (- T )) — P. © A sentença V pode ser corretam ente representada por T — ((- R) a (- P)). Desenvolvim ento para os itens subsequentes: Inicialmente, vamos analisar cada sentença destacando todos os conectivos que interligam as orações. Lembre-se de que uma proposição ou sentença é uma oração ou conjunto de orações declarativas que podem ser classificadas em VERDADEIRA ou FALSA. Observamos que toda proposição (ou premissa) apresenta três características obrigatórias. 1â) sendo oração, tem sujeito e predicado; 2â) é declarativa (não é exclamativa nem interrogativa); 3â) tem um, e somente um, dos valores lógicos: ou é verdadeira (V) ou é falsa (F). Portanto, analisando cada sentença, temos: I - Fumar deve ser proibido, mas muitos europeus fumam. Comentário: observe que “mas” funciona como um operador lógico matemático entre as pre missas “Fumar deve ser proibido” e “muitos europeus fumam”; assim, podemos representar este conjunto de orações por uma conjunção, na forma P a t. II - Fumar não deve ser proibido e fumar faz bem à saúde. Comentário: observe que estas orações formam uma proposição composta, ou seja, duas pro posições (ou premissas) ligadas por um conectivo lógico que, neste caso, denominamos de conjunção ou operador lógico e (a). III - Se fumar não faz bem à saúde, deve ser proibido. Comentário: o verbo “deve" não exerce função de conectivo lógico (ou operador lógico), porém iniciando-se a oração com o condicional “se” infere-se a “ideia” da utilização do complemento “então", após a vírgula, ou seja, a utilização do operador lógico condicional “Se...então”(— ). Portanto, podemos reescrever a proposição composta III, da seguinte forma: “Se fumar não faz bem à saúde, então deve ser proibido”. IV - Se fumar não faz bem à saúde e não é verdade que muitos europeus fumam, então fumar deve ser proibido. Comentário: a proposição acima é composta e interligada por dois operadores lógicos, uma conjunção e () e um condicional “Se...en tão (— ), portanto, tornando essa proposição composta logicamente estruturada. V - Tanto é falso que fumar não faz bem à saúde com o é falso que fumar deve ser proibido; consequentem ente, muitos europeus fumam. Comentário: a expressão “tanto...como” expressa um sentido de disjunção, ou seja, alternância de duas ideias, que podemos representá-la pelo operador lógico ou (v ). Já, “consequentem en te" apresenta uma ideia de conclusão de uma ideia anterior, portanto, podemos substituí-lo por um operador lógico condicional “Se ...en tão " (— ). Contudo, podemos reescrever a sentença V, como sendo: “Ou é falso que fumar não faz bem à saúde ou é falso que fumar deve ser proibido; então muitos europeus fumam”.