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536 UNIDADE 2 | DINÂMICA 90. Um barco de massa M 5 160 kg encontra‑se em repouso na superfície das águas de um lago, no qual não há correntezas. Dentro do barco está um homem de massa m 5 80 kg, que em dado ins‑ tante salta, deixando o barco com velocidade de módulo 2,0 m/s, paralela às águas e medida em relação às margens do lago. Desprezando os atri‑ tos e o efeito do ar, determine: a) o módulo da velocidade do barco após o salto do homem; b) o trabalho da força que o homem exerce no barco, por ocasião do seu salto. 91. (Cesesp‑PE) Um avião voando horizontalmente atira um projétil de massa 8,0 kg, que sai com velocidade de 5,0 · 102 m/s relativa ao solo. O pro‑ jétil é disparado na mesma direção e no mesmo sentido em que voa o avião. Sabendo que a mas‑ sa do avião sem o projétil vale 12 toneladas, cal‑ cule, em km/h, o decréscimo na velocidade da aeronave em consequência do tiro. 92. Um artefato explosivo, inicialmente em repouso, é detonado, fragmentando‑se em quatro partes, A, B, C e D, de massas respectivamente iguais a 3,0 kg, 2,5 kg, 2,0 kg e 4,0 kg. Despreze a per‑ da de massa do sistema no ato da explosão e admita que os quatro fragmentos sejam lança‑ dos com velocidades contidas em um mesmo plano. No esquema a seguir, são fornecidas as características das velocidades vetoriais adqui‑ ridas por A, B e C. C B A v B (200 m/s) v C (50 m/s) v A (100 m/s) Aponte a alternativa que melhor traduz as carac‑ terísticas da velocidade vetorial adquirida por D: a) D v D (125 m/s) b) D v D (125 m/s) c) D v D (180 m/s) d) D v D (180 m/s) e) D v D (100 m/s) 93. (Fuvest‑SP) Alienígenas desejam observar o nosso planeta. Para tanto, enviam à Terra uma nave N, inicialmente ligada a uma nave auxiliar A, ambas de mesma massa. Quando o conjunto de naves se encontra muito distante da Terra, sua energia ciné‑ tica e sua energia potencial gravitacional são mui‑ to pequenas, de forma que a energia mecânica total do conjunto pode ser considerada nula. En‑ quanto o conjunto é acelerado pelo campo gravi‑ tacional da Terra, sua energia cinética aumenta e sua energia potencial fica cada vez mais negativa, conservando a energia total nula. Quando o con‑ junto N‑A atinge, com velocidade v0 (a ser deter‑ minada), o ponto P de máxima aproximação da Terra, a uma distância R0 do centro do planeta, um explosivo é acionado, separando N de A. A nave N passa a percorrer, em torno da Terra, uma órbita circular de raio R0, com velocidade vN (a ser deter‑ minada). A nave auxiliar A adquire uma velocidade vA (a ser determinada). Suponha que a Terra esteja isolada no espaço e em repouso. Terra A A N N P R0 v 0 v AvN Note e adote: 1) A força de atração gravitacional F, entre um corpo de massa m e o planeta Terra, de massa M, tem intensidade dada por 5 5F GMm R mg 2 R 2) A energia potencial gravitacional EP do sis‑ tema formado pelo corpo e pelo planeta Ter‑ ra, com referencial de potencial zero no in‑ finito, é dada por: 5 2 E GMm R .P G: constante universal da gravitação. R: distância do corpo ao centro da Terra. gR: módulo da aceleração da gravidade à dis‑ tância R do centro da Terra. Determine, em função de M, G e R0: a) o módulo da velocidade v0 com que o conjunto atinge o ponto P; b) o módulo da velocidade vN, quando N percorre sua órbita circular; c) o módulo da velocidade vA, logo após A se se‑ parar de N. B a n c o d e i m a g e n s / A rq u iv o d a e d it o ra R e p ro d u ç ã o /A rq u iv o d a e d it o ra Il u s tr a ç õ e s : B a n c o d e i m a g e n s / A rq u iv o d a e d it o ra 1CONECTEFis_MERC18Sa_U2_Top8_p493a551.indd 536 8/9/18 9:11 AM 537TÓPICO 8 | QUANTIDADE DE MOVIMENTO E SUA CONSERVAÇÃO 94.(UFBA) As leis de conservação da energia e da quantidade de movimento são gerais e valem para qualquer situação. Um caso simples é o de um decaimento radioa‑ tivo alfa. Um núcleo‑pai, em repouso, divide‑se, gerando dois fragmentos, um núcleo‑filho e uma partícula alfa. Os fragmentos adquirem energia cinética, que é denominada energia de desinte‑ gração. Isso ocorre, porque uma parte da massa do núcleo‑pai se transforma em energia cinética desses fragmentos, segundo a lei de equivalência entre massa e energia, proposta por Einstein. Um exemplo do decaimento é o de um dos isóto‑ pos radioativos do urânio, que se transforma em tório, emitindo uma partícula alfa, um núcleo de hélio, ou seja: 92U 232 → 90Th 228 1 2He 4 Na notação empregada, o número inferior refe‑ re‑se à carga nuclear, e o superior, à massa apro‑ ximada do núcleo respectivo. Sabe‑se que o núcleo de urânio está em repouso, e a energia de desintegração é E 5 5,40 MeV. Considerando‑se as leis de consevação e o fato de a mecânica newtoniana permitir, com boa aproximação, o cálculo das energias cinéticas, determine a energia cinética da partícula alfa. 95.(Unip‑SP) Na figura, temos um plano horizontal sem atrito e um bloco B, em repouso, com o for‑ mato de um prisma. Uma pequena esfera A é abandonada do repouso, da posição indicada na figura, e, após uma queda livre, colide elastica‑ mente com o prisma. Despreze o efeito do ar e adote g 5 10 m ? s22. H 5 1,2 m A B Sabe‑se que, imediatamente após a colisão, a esfera A tem velocidade horizontal. A massa do bloco B é o dobro da massa da esfera A. A velo‑ cidade adquirida pelo bloco B, após a colisão, tem módulo igual a: a) 2,0 m/s. b) 4,0 m/s. c) 8,0 m/s. d) 16 m/s. e) 1,0 m/s. 96. Uma bola de massa m 5 500 g é lançada contra uma parede vertical na direção da reta N perpen‑ dicular à superfície de colisão. Imediatamente antes do choque, a bola tem velocidade de inten‑ sidade v0 e, logo após o contato com a parede, esse corpo retorna também segundo a reta N, mas com velocidade de intensidade v. O esquema abaixo ilustra essa situação. N A intensidade da força que a parede exerce na bola durante a colisão está indicada no gráfico a seguir. F (kN) t (ms)0 2,0 3,0 20,0 Sabendo‑se que no instante t 5 2,0 ms (fim da fase de deformação e início da fase de restituição) a velocidade se anula, desprezando‑se o peso da bola no contato com a parede, calcule: a) o valor de v0; b) o valor de v; c) o coeficiente de restituição, e, da colisão; d) o trabalho, t, e o módulo do impulso total, I, da força que a parede exerce na bola no ato da colisão. 97. Errática E a linha deita errática sobre o carretel de madeira Envolta em voltas, enrolada sobremaneira. Vai como a vida, sem eira nem beira Mas com começo e fim, certeira. Guy Medeiros B a n c o d e i m a g e n s /A rq u iv o d a e d it o ra R e p ro d u ç ã o /A rq u iv o d a e d it o ra B a n c o d e i m a g e n s /A rq u iv o d a e d it o ra G a rs y a /S h u tt e rs to ck 1CONECTEFis_MERC18Sa_U2_Top8_p493a551.indd 537 8/9/18 9:11 AM 538 UNIDADE 2 | DINÂMICA Considere um carretel com linha, como o que aparece na imagem anterior, que será lançado sobre uma mesa horizontal com velocidade de intensidade 12,6 cm/s. Suponha que à medida que o carretel se deslo‑ ca em trajetória reta, ele vá enrolando linha de densidade linear de massa igual a 50,0 mg/m, em repouso, esticada sobre a mesa. Considerando‑se que a massa do carretel no instante do lançamento é de 2,0 g, desprezan‑ do‑se as dimensões do carretel, bem como to‑ dos os atritos passivos, determine: a) a intensidade da velocidade do sistema, em cm/s, depois de o carretel ter enrolado 2,0 m de linha; b) a dissipação de energia cinética, em joules, ocorrida no processo. 98. (UFJF ‑MG) A figura a seguir mostra um sistema composto de dois blocos de massas idênticas mA 5 mB 5 3,0 kg e uma mola de constante elás‑ tica k 5 4,0 N/m. O bloco A está preso a um fio de massa desprezível e suspenso de uma altura h 5 0,80 m em relação à superfície S, onde está posicionado o bloco B. Sabendo‑seque a distân‑ cia entre o bloco B e a mola é d 5 3,0 m e que a colisão entre os blocos A e B é elástica, faça o que se pede nos itens seguintes. Adote g 5 10,0 m/s2 e despreze o efeito do ar. B d h s A A a) Usando a lei de conservação da quantidade de movimento (momento linear), calcule o módulo da velocidade do bloco B imediata‑ mente após a colisão com o bloco A. b) Calcule a compressão máxima sofrida pela mola se o atrito entre o bloco B e o solo for desprezível. c) Calcule a distância percorrida pelo bloco B rumo à mola, se o coeficiente de atrito cinético entre o bloco B e o solo for igual a μC 5 0,40. Nesse caso, a mola será comprimida pelo blo‑ co B? Justifique. 99. (Fuvest‑SP) Em uma canaleta circular, plana e horizontal, podem deslizar duas pequenas bolas, A e B, com massas MA 5 3MB, que são lançadas uma contra a outra, com igual velocidade v &0, a partir das posições indicadas. Após o primeiro choque entre elas (em 1), que não é elástico, as duas passam a movimentar‑se no sentido horá‑ rio, sendo que a bola B mantém o módulo de sua velocidade v &0. A B 1 8 2 37 6 4 5 v 0 v 0 Desprezando‑se os atritos, pode‑se concluir que o próximo choque entre elas ocorrerá nas vizi‑ nhanças da posição: a) 3 b) 5 c) 6 d) 7 e) 8 100. (UFF‑RJ) No brinquedo ilustrado na figura, o bloco de massa m encontra‑se em repouso so‑ bre uma superfície horizontal e deve ser impul‑ sionado para tentar atingir a caçapa, situada a uma distância x 5 1,5 m do bloco. Para impul‑ sioná‑lo, utiliza‑se um pêndulo de mesma mas‑ sa m. O pêndulo é abandonado de uma altura h 5 20 cm em relação à sua posição de equilíbrio e colide elasticamente com o bloco no instante em que passa pela posição vertical. Considerando‑se a aceleração da gravidade com módulo g 5 10 m/s2, calcule: m h m x a) a intensidade da velocidade da esfera do pên‑ dulo imediatamente antes da colisão; b) a intensidade da velocidade do bloco imedia‑ tamente após a colisão; c) a distância percorrida pelo bloco sobre a superfície horizontal, supondo que o coefi‑ ciente de atrito cinético entre o bloco e essa superfície seja m 5 0,20. Verifique se o bloco atinge a caçapa. R e p ro d u ç ã o /A rq u iv o d a e d it o ra R e p ro d u ç ã o /A rq u iv o d a e d it o ra R e p ro d u ç ã o / A rq u iv o d a e d it o ra 1CONECTEFis_MERC18Sa_U2_Top8_p493a551.indd 538 8/9/18 9:11 AM