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452 UNIDADE 2 | DINÂMICA Sendo dadas a densidade da água (1,0 g/cm3) e a aceleração da gravidade (10 m/s2), aponte a alter- nativa que traz o valor correto da vazão da água. a) 0,025 m3/s b) 0,050 m3/s c) 0,10 m3/s d) 0,25 m3/s e) 0,50 m3/s 92. (Fuvest-SP) Trens de alta velocidade, chamados trens-bala, deverão estar em funcionamento no Brasil nos próximos anos. Características típicas desses trens são: velocidade máxima de 300 km/h, massa total (incluindo 500 passageiros) de 500 t e potência máxima dos motores elétricos igual a 8,0 MW. Nesses trens, as máquinas elétricas que atuam como motores também podem ser usadas como geradores, freando o movimento (freios re- generativos). Nas ferrovias, curvas circulares têm raio de curvatura de, no mínimo, 5,0 km. Conside- rando-se um trem e uma ferrovia com essas ca- racterísticas, determine: Note e adote: 1 t 5 1 000 kg Desconsidere o fato de que, ao partir, os mo- tores demoram alguns segundos para atingir sua potência máxima. Desconsidere o efeito de forças dissipativas. Admita que o movimento ocorra em um plano horizontal. a) o tempo necessário para o trem atingir a velo- cidade de módulo 288 km/h, a partir do repou- so, supondo-se que os motores forneçam a potência máxima o tempo todo. Admita que o trem se deslocou em linha reta. b) a intensidade da força máxima na direção hori- zontal, entre cada roda e o trilho, numa curva circular percorrida a 288 km/h, supondo-se que o trem tenha 80 rodas e que as forças entre cada uma delas e o trilho tenham a mesma intensida- de. Admita que todas as rodas estejam na curva. c) o módulo da aceleração tangencial do trem quan- do, na velocidade de módulo 288 km/h, as má- quinas elétricas são acionadas como geradores de 8,0 MW de potência, freando o movimento. 93. (Fuvest-SP) Um carro de corrida, com massa to- tal m 5 800 kg, parte do repouso e, com acelera- ção constante, atinge, após 15 segundos, a velo- cidade de 270 km/h (ou seja, 75 m/s). A figura representa o velocímetro, que indica a velocidade instantânea do carro. Despreze as perdas por atrito e as energias cinéticas de rotação (como a das rodas do carro). Suponha que o movimento ocorre numa trajetória retilínea e horizontal. 0 60 120 180 300 240 360 km/h ω a) Qual a velocidade angular v do ponteiro do ve- locímetro durante a aceleração do carro? Indi- que a unidade usada. b) Qual o valor do módulo da aceleração do carro nesses 15 segundos? c) Qual o valor da componente horizontal da força que a pista aplica ao carro durante sua aceleração? d) Qual a potência fornecida pelo motor quando o carro está a 180 km/h? R e p ro d u ç ã o / A rq u iv o d a e d it o ra MAISDESCUBRA 1. Admita que no teste de um carro, realizado em uma pista plana e horizontal, o veículo parta do repouso e atinja 100 km/h ao fim de 3 s, de modo que nessa arrancada nenhuma de suas rodas derrape. Desconsidere os efeitos do ar. Que forças são responsáveis pela aceleração do carro e que forças são responsáveis pela variação de sua energia cinética? 2. Pesquise dados técnicos sobre as maiores hidrelétricas brasileiras (região e rio onde estão instaladas, dimensões dos respectivos lagos, vazão nas tubulações que despejam água nas turbinas e potência média teórica oferecida, entre outros) e compare-os entre si. Analise os danos ambientais que a instalação de uma hidrelétrica acarreta e compare-os com os danos ambientais produzidos por outros sistemas de geração de energia elétrica (termelétricas e usinas nucleares). 1CONECTEFIS_MERC18Sa_U2_Top6_p409a454.indd 452 8/9/18 9:07 AM 453TÓPICO 6 | TRABALHO E POTæNCIA Para raciocinar um pouco mais 94. Considere dois recipientes cilíndricos 1 e 2 feitos de material de espessura e peso desprezíveis. Os recipientes têm raios R1 5 r e R2 5 2r e estão apoiados sobre duas prateleiras desniveladas por 1,0 m. O recipiente 2, inicialmente vazio, está na prate- leira superior, enquanto o recipiente 1, que con- tém 2,0 L de água até a altura de 40 cm em rela- ção à parede do fundo, está apoiado na prateleira inferior. Terezinha pega o recipiente 1, ergue-o e despeja seu conteúdo no recipiente 2. Considerando g 5 10 m/s2 e a densidade da água igual a 1,0 kg/L, calcule o trabalho motor realizado sobre a água no transporte do recipiente 1 para o recipiente 2. 95. Uma partícula de massa igual a 2,0 kg está em movimento retilíneo uniformemente acelerado sob a ação de uma força resultante F &. A energia ciné- tica da partícula é dada em função do tempo pelo gráfico abaixo: 2,0 t (s)4,0 9,0 36 E c (J) 0 a) Qual é a intensidade da força F &? b) Qual é o deslocamento da partícula no inter- valo de 2,0 s a 4,0 s? 96. Um dublê deverá gravar uma cena de um filme de ação na qual tiros serão disparados contra ele, que estará mergulhando nas águas de um lago pro- fundo, descrevendo uma trajetória horizontal. Os projéteis serão expelidos com velocidade de inten- sidade v0 e realizarão movimentos verticais a par- tir de uma altura H em relação à superfície líquida. No local, a aceleração da gravidade tem módulo g e a influência do ar é desprezível. Admitindo-se que dentro da água a força total de resistência que cada projétil recebe durante a penetração tem in- tensidade constante e igual ao triplo do seu peso, determine, em função de H, v0 e g, a profundidade segura p em que o dublê deverá se deslocar para não ser atingido por nenhum projétil. B a n c o d e i m a g e n s /A rq u iv o d a e d it o ra 97. Considere uma partícula de massa igual a 8,0 kg inicialmente em repouso num ponto A de um plano horizontal. A partir do instante t1 5 1,0 s, essa partícula é deslocada até um ponto B do mesmo plano, sob a ação de uma força resultante F &, lá chegando no instante t2 5 3,0 s. Nos gráficos a seguir, estão registradas as varia- ções das coordenadas de posição x e y da partí- cula em função do tempo. Os trechos curvos são arcos de parábola. 1,0 2,0 3,0 t (s)0 x (m) 10,0 8,0 6,0 4,0 2,0 y (m) 10,0 8,0 6,0 4,0 2,0 0 1,0 2,0 3,0 t (s) Pede-se: a) esboçar, num diagrama 0x, o deslocamento vetorial da partícula de A até B, destacando o seu módulo; b) calcular o trabalho da força F & de A até B, bem como a intensidade dessa força. 98. (OBF) Cintos de segurança e air bags salvam vidas ao reduzir as forças exercidas sobre o motorista e os passageiros em uma colisão. Os carros são projetados com uma “zona de enru- gamento” na metade frontal do veículo. Se ocor- rer uma colisão, o compartimento dos passa- geiros percorre uma distância de aproximada- mente 1,0 m enquanto a frente do carro é amas- sada. Um ocupante restringido pelo cinto de segurança e pelo air bag desacelera junto com o carro. Em contraste, um ocupante que não usa tais dispositivos restringentes continua mo- vendo-se para frente, com o mesmo módulo B a n c o d e i m a g e n s /A rq u iv o d a e d it o ra B a n c o d e i m a g e n s /A rq u iv o d a e d it o ra 1CONECTEFIS_MERC18Sa_U2_Top6_p409a454.indd 453 8/9/18 9:07 AM 454 UNIDADE 2 | DINÂMICA da velocidade (primeira Lei de Newton!), até colidir violentamente com o painel ou o para- -brisa. Como estas são superfícies resistentes, o infeliz ocupante, então, desacelera em uma distância de apenas 5,0 mm. Para um dado va- lor de velocidade inicial do carro, indiquemos por F &1 a intensidade da força que freia a pessoa quando ela não está usando cinto de seguran- ça e o carro não dispuser de air bag e por F &2 a intensidade de força que freia a pessoa no carro em que ela dispõe dos dois dispositivos de segurança. A razão F1/F2 vale: a) 1 b) 10 c) 20 d) 100 e) 200 99. Um motorista trafega com velocidade de intensi- dade v0, perpendicularmente a uma ferrovia re- tilínea contida numa região plana e horizontal, quando escuta o apito de um tremem iminente passagem diante do seu veículo. Ele, então, per- cebe que há duas maneiras de evitar uma colisão com o comboio: Providência 1: frear o carro imediatamente, com as quatro rodas travadas mantendo a trajetória retilínea original, com desaceleração constante, fazendo o veículo parar exatamente diante da li- nha férrea. Nesse caso, o coeficiente de atrito dinâmico entre os pneus e o solo é igual a mc, e a distância percorrida é d. Providência 2: fazer uma curva circular de raio d para a direita, com velocidade de intensidade v0, de modo a tangenciar a linha férrea. Nesse caso, o carro fica na iminência de derrapar e o coefi- ciente de atrito estático entre os pneus e o solo é igual a me. As duas situações estão esquematizadas na figura abaixo. v 0 d C ferrovia centro da trajetória circular trajetória circular de raio d v 0 Desprezando-se a influência do ar e adotando-se para o carro o modelo de ponto material, deter- mine a relação c e m m . B a n c o d e i m a g e n s /A rq u iv o d a e d it o ra 100. Considere uma melancia que, em seu processo de crescimento, mantém permanentemente o formato esférico. Suponha que esse processo seja isotrópico, isto é, o crescimento ocorra igualmente em todas as direções. Um elástico de extremidades conectadas e constante elás- tica 5,0 ? 102 N/m é colocado em volta da super- fície externa da fruta, ao longo da circunferên- cia de maior diâmetro, em um momento em que o raio é de 10 cm, assim permanecendo até o raio aumentar para 12 cm. Desprezando-se os atritos e adotando-se π 5 3, calcule durante essa etapa: a) o trabalho das forças elásticas sobre a me- lancia; b) a intensidade da força média aplicada pela fru- ta sobre o elástico; c) o módulo da força resultante exercida pela fru- ta sobre o elástico. 101. Um balde de massa igual a 800 g contendo ini- cialmente 20 litros de água (densidade absoluta 1,0 kg/L) é içado verticalmente a partir do solo até uma altura de 5,0 m. A operação é realizada em 20 s, com velocidade constante, num local em que g 5 10 m/s2, utilizando-se uma corda leve e inex- tensível que passa por uma polia fixa ideal. O balde, entretanto, tem uma rachadura que o faz perder água à razão de 0,08 L/s, que pode ser considerada constante ao longo do trajeto. Desprezando-se a influência do ar, determine: a) o trabalho motor realizado sobre o balde nesse processo; b) a potência da força de tração aplicada pela corda sobre o balde no fim dos primeiros 10 s. 102. Um carro sobe uma rampa inclinada de 30°, com velocidade constante de intensidade v. Nessas condições, a força de resistência do ar tem in- tensidade igual a um quarto do peso do carro. Em seguida, ele desce a mesma rampa com ve- locidade constante de intensidade 2v. Sabendo que a força de resistência do ar tem intensidade proporcional ao quadrado da velocidade do carro, responda: qual a razão entre as potências úteis desenvolvidas pelo motor na subida e na descida? v 30° 30° 2v C J T /Z a p t/ A rq u iv o d a e d it o ra 1CONECTEFIS_MERC18Sa_U2_Top6_p409a454.indd 454 8/9/18 9:07 AM