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Capítulo 24482 exercícios de reforço 47. (UF-BA) Considere os seguintes dados a respeito de três planetas do Sistema Solar: Planeta Raio médio da órbita (em milhões de km) Massa (em kg) Mercúrio 58 3,3 · 1023 Vênus 108 4,9 · 1024 Terra 150 6,0 · 1024 Considere a constante de gravitação universal como igual a 6,67 · 10–11 unidades do SI e ana- lise as sentenças a seguir. Dê como resposta a soma dos números que antecedem as sentenças verdadeiras: (01) A massa da Terra é cerca de 18 vezes maior que a massa de Mercúrio. (02) O movimento dos planetas em torno do Sol obedece à trajetória que todos os corpos tendem a seguir por inércia. (04) A constante de gravitação universal, expres- sa em unidades do Sistema Internacional, é igual a 6,67 · 10–11 N · m2 · kg–2. (08) O período de revolução da Terra é maior que o de Vênus. (16) A aceleração da gravidade na superfície de Mercúrio é nula. (32) O ponto de equilíbrio de um objeto entre a Terra e a Lua, sob a ação exclusiva de forças gravitacionais desses corpos, localiza-se mais próximo da Lua. 48. (UF-PR) Os astrônomos têm anunciado com fre- quência a descoberta de novos sistemas plane- tários. Observações preliminares em um desses sistemas constataram a existência de um planeta com massa 50 vezes maior que a massa da Terra e com diâmetro 5,0 vezes maior que o da Terra. Sabendo que o peso de uma pessoa é igual à força gravitacional exercida sobre ela, determine o valor da aceleração da gravidade a que uma pessoa estaria sujeita na superfície desse plane- ta, em m/s2. (Dado: A aceleração da gravidade na superfície da Terra é 10 m/s2.) 49. (Vunesp-SP) Para demonstrar que a aceleração da gravidade na superfície de Marte é menor que na superfície terrestre, um jipe-robô lança um pequeno corpo verticalmente para cima, a partir do solo marciano. Em experimento idêntico na Terra, onde g = 10,0 m/s2, utilizando o mesmo corpo e a mesma velocidade de lançamento, a altura atingida foi 12,0 m. A aceleração da gra- vidade na superfície de um planeta de raio R e massa M é dada por g = GM R2 , sendo G a cons- tante de gravitação universal. Adotando o raio de Marte igual à metade do raio da Terra e sua massa dez vezes menor que a da Terra, calcule, despre- zando a atmosfera e a rotação dos planetas: a) a aceleração da gravidade na superfície de Marte. b) a altura máxima atingida pelo corpo no expe- rimento em Marte. 50. (PUC-SP) O peso de um corpo: a) medido ao longo de um meridiano e ao nível do mar permanece constante. b) medido ao longo de um paralelo e ao nível do mar varia sensivelmente. c) não varia com a altitude. d) é maior no equador que nos polos. e) varia com a latitude. 51. (UFF-RJ) Um corpo de massa m é pendurado em uma balança de mola, de alta precisão, de modo que seu peso aparente possa ser medido em duas posições de latitudes distintas L 1 e L 2 , conforme ilustrado na figura. Levando-se em conta os efeitos de rotação da Terra em torno do seu próprio eixo, o corpo terá, em princípio, acelerações diferentes: a 1 em L 1 e a 2 em L 2 . Considerando que a Terra seja esférica e que P 1 e P 2 sejam as duas medidas registradas, respectiva- mente, na balança, é correto prever que: a) P 1 = P 2 porque o peso aparentemente não depende da aceleração. b) P 1 > P 2 porque a 1 > a 2 . c) P 1 > P 2 porque a 1 < a 2 . d) P 1 < P 2 porque a 1 < a 2 . e) P 1 < P 2 porque a 1 > a 2 . C O N C E IT O G r A f Gravitação 483 52. (Fuvest-SP) O gráfico da figura representa a aceleração da gravidade g da Terra em função da distância d ao seu centro. 0 2 4 6 8 10 12 16 18 g (m/s2) d (106 m) 14 2 4 6 8 101214161820 Considere uma situação hipotética em que o valor do raio R T da Terra seja diminuído para R', sendo R' = 0,8R T , e em que seja mantida (uniformemente) sua massa total. Nessas condi- ções, os valores aproximados das acelerações da gravidade g 1 à distância R' e g 2 a uma distância igual a R T do centro da “Terra Hipotética” são, respectivamente: g 1 (m/s2) g 2 (m/s2) a) 10 10 b) 8 6,4 c) 6,4 4,1 d) 12,5 10 e) 15,6 10 6. energia potencial No capítulo 19 vimos que a força peso é uma força conservativa e que, portanto, existe uma energia potencial correspondente a ela. Para calcular essa energia potencial, primeiramente escolhemos um plano de referência (fig. 27). Em seguida, a energia potencial de um corpo de massa m num ponto A (EPA) foi definida como o trabalho realizado pelo peso quando o corpo vai de A até o referencial. A partir daí obtivemos: E PA = mgh A . Porém, essa fórmula só é válida para uma re- gião próxima da superfície da Terra, de modo que possamos considerar a aceleração da gravidade constante. Acontece que agora estamos tratando de situações nas quais a aceleração da gravidade não é mais constante e, assim, devemos procurar outra fór- mula para a energia potencial. Vamos considerar a situação em que temos um corpo S, de massa M muito grande, que possa ser considerado em repouso (e que seja esférico e com massa distribuída simetricamente). Um corpo T, de massa m muito menor que M, é colocado em uma po- sição A, sendo d a distância entre os centros dos dois corpos (fig. 28). O corpo S exerce sobre o corpo T a força gravitacional F. Para obtermos a energia potencial do corpo T na posição A, devemos escolher um referencial e em seguida calcular o trabalho de F quan- do o corpo T vai de A até o referencial. Porém a força F varia com a distância e, assim, esse cálculo tem de ser feito por meio do Cálculo Integral. Ao se fazer isso, percebe-se que a fórmula da energia potencial fica mais simples se escolhermos o referencial no infinito, isto é, no infinito a energia potencial é nula. A fórmula que se obtém é: E p = – GMm d 4 Observando a figura 28 é fácil entender por que a energia potencial é negativa: ao calcularmos o trabalho de F, da posição A até o infinito, o deslocamento teve sentido oposto ao da força. Na figura 29 apresentamos o gráfico de E P em função de d. Se a única força que atua no corpo T é a força gravitacional F, a energia mecânica (E m ) de T é constante, isto é, a soma da energia cinética (E C ) com a energia potencial (E P ) é constante: E M = E C + E P = mv2 2 – GMm d2 = constante 5 IL U ST r A ç õ ES : C O N C EI TO G r A f Figura 28. Figura 27. Figura 29. Capítulo 24484 ∞ parábola v E v E = velocidade de escape Velocidade de escape Quando lançamos um corpo a partir da superfície de um planeta, com velocidade inicial v 0 , é possível que esse corpo não mais retorne ao planeta, desde que o valor de v 0 seja igual ou maior que uma velocidade v E , denominada velocidade de escape. Para calcular o valor de v E basta usar a conservação da energia mecânica e impor que a energia cinética do corpo se anule no infinito, onde também a energia potencial se anula. Sendo E Ci e E Pi as energias cinética e potencial no lançamento e E C ∞ e E P ∞ as energias cinética e potencial no infinito, teremos: E Ci + E Pi = E C ∞ + E P ∞ ⇒ mv2 E 2 – Gmm r = 0 + 0 ⇒ v2 E = 2Gm r ⇒ v E = 2GM R 6 Vale a pena observar que o valor de v E não depende da direção em que o corpo é lançado (figs. 30 e 31). ∞ hipérbole v 3 v 3 > v E elipse v 1 < v r v 1 R v r v r = M GM R elipse v 2 v r < v 2 < v E Figura 30. Figura 31. Figura 32. IL U ST r A ç õ ES : C O N C EI TO G r A f IL U ST r A ç õ ES : ZA PT (a) (b) (c) (d) (e) Observe também que, quando o corpo é lançado com a velocidade v E , sua energia mecânica E m é nula: E m = E C + E P = 0 Suponhamos que um corpo seja lançado horizontalmente pouco acima da superfí- cie de um planeta esférico cuja massa esteja distribuída de forma simétrica. No exercício 32 vimos que, para voo rasante em torno do planeta (fig. 32a), a velocidadede lança- mento é v r = Gm r . Nas figuras de 32b a 32e mostramos as trajetórias para velocidades de lançamento diferentes de v r . É importante destacar que: • nos casos a, b e c a energia mecânica é negativa (E m < 0); • no caso d a energia mecânica é nula (E m = 0); • no caso e a energia mecânica é positiva (E m > 0).