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06/03/2024, 11:32 UNIP - Universidade Paulista : DisciplinaOnline - Sistemas de conteúdo online para Alunos.
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 Conteúdo das provas de Educação Ambiental
 
P1
O que é Educação Ambiental?
HISTÓRICO DA EDUCAÇÃO AMBIENTAL
Conceitos de Educação Ambiental
Agenda 21
 
P2
Educação ambiental: aspectos da legislação
A educação ambiental e a interdisciplinaridade
O papel do professor na educação ambiental
Projetos em educação ambiental
 
As provas Substituva e de Reavaliação (Exame) contemplam toda a matéria da
disciplina.
06/03/2024, 11:29 UNIP - Universidade Paulista : DisciplinaOnline - Sistemas de conteúdo online para Alunos.
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O que é Educação Ambiental?
 
Definições de Educação Ambiental
 
O conceito de Educação Ambiental varia de interpretações, de acordo com cada contexto, conforme a
influência e vivência de cada um.
 
Para muitos, a Educação Ambiental restringe-se em trabalhar assuntos relacionados à natureza: lixo,
preservação, paisagens naturais, animais, etc. Dentro deste enfoque, a Educação Ambiental assume um
caráter basicamente naturalista.
 
Atualmente, a Educação Ambiental assume um caráter mais realista, embasado na busca de um
equilíbrio entre o homem e o ambiente, com vista à construção de um futuro pensado e vivido numa
lógica de desenvolvimento e progresso (pensamento positivista). Neste contexto, a Educação Ambiental
é ferramenta de educação para o desenvolvimento sustentável (apesar de polêmico o conceito de
desenvolvimento sustentável, tendo em vista ser o próprio "desenvolvimento" o causador de tantos
danos sócio-ambientais).
 
Educação para a sustentabilidade
 
Ampliando a maneira de perceber a Educação Ambiental podemos dizer que se trata de uma prática de
educação para a sustentabilidade. Para muitos especialistas, uma Educação Ambiental para o
Desenvolvimento Sustentável é severamente criticada pela dicotomia existente entre "desenvolvimento
e sustentabilidade".
 
Conceitos educação ambiental
 
Educação Ambiental foi definida como uma dimensão dada ao conteúdo e à prática da Educação,
orientada para a solução dos problemas concretos do meio ambiente, através de enfoques
interdisciplinares e de uma participação ativa e responsável de cada indivíduo e da coletividade.
 
A definição oficial de educação ambiental, do Ministério do Meio Ambiente: “Educação ambiental é um
processo permanente, no qual os indivíduos e a comunidade tomam consciência do seu meio ambiente e
adquirem conhecimentos, valores, habilidades, experiências e determinação que os tornam aptos a agir –
individual e coletivamente – e resolver problemas ambientais presentes e futuros”.
 
06/03/2024, 11:29 UNIP - Universidade Paulista : DisciplinaOnline - Sistemas de conteúdo online para Alunos.
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De acordo com o conceito de educação ambiental definido pela comissão interministerial na preparação
da ECO-92 " A educação ambiental se caracteriza por incorporar as dimensões sócio-econômica,
política, cultural e histórica, não podendo se basear em pautas rígidas e de aplicação universal, devendo
considerar as condições e estágios de cada país, região e comunidade, sob uma perspectiva histórica.
Assim sendo, a Educação Ambiental deve permitir a compreensão da natureza complexa do meio
ambiente e interpretar a interdependência entre os diversos elementos que conformam o ambiente, com
vistas a utilizar racionalmente os recursos do meio na satisfação material e espiritual da sociedade, no
presente e no futuro." ( in Leão & Silva, 1995).
 
O CONAMA - Conselho Nacional do Meio Ambiente - define a Educação Ambiental como um processo
de formação e informação orientado para o desenvolvimento da consciência critica sobre as questões
ambientais, e de atividades que levem à participação das comunidades na preservação do equilíbrio
ambiental.
 
Algumas reflexões pedagógicas sobre os aspectos teórico-práticos da educação ambiental formal.
 
Este tema será desenvolvido de forma breve com a finalidade de que as equipes de professores nas
escolas, através da análise da sua prática pedagógica real e dos pressupostos explícitos ou implícitos que
fundamentam a ação docente, identifiquem os elementos favoráveis ou desfavoráveis para a Educação
Ambiental.
 
Há uma vasta bibliografia sobre o tema no País (indicada ao final do trabalho), porém vamos apresentar,
de forma esquemática, as diversas abordagens, a fim de suscitar a discussão e de buscar saber quais
elementos poderiam servir de base para começar a elaborar os pressupostos teórico-práticos que
permitam fundamentar a inserção da dimensão ambiental nos currículos escolares.
 
As categorias que utilizaremos nesta caracterização são:
- escola;
- ensino-aprendizagem;
- relação professor-aluno;
- metodologia, e
- avaliação.
 
Estas são geralmente as categorias consideradas nas análises do fazer pedagógico nas diversas
bibliografias. Acrescentaremos a elas alguns conceitos básicos e relações subjacentes às diversas teorias
pedagógicas, consideradas como explicações históricas do fazer educacional na educação formal,
estando mais diretamente ligadas à Educação Ambiental tal como ela se apresenta nos PCNs de meio
ambiente:
 
- relação entre ser humano-natureza;
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- relação entre sociedade e cultura;
- concepção do conhecimento; e
- concepção da educação.
 
A intenção é simplesmente, como já expresso: lembrar aos professores essas diversas abordagens, por
todos conhecidas, com a finalidade de suscitar uma discussão em relação à sua prática pedagógica e
identificar as teorias que, implícita e explicitamente, perpassam suas atividades. Discutiremos, ainda, as
diversas modalidades de estrutura curricular que derivam das diversas abordagens pedagógicas.
Finalmente, discutiremos as características da Educação Ambiental formal e quais modalidades teórico-
metodológicas são importantes para sua concretização em nível escolar. A seguir, fazendo uso de
quadros sintéticos, apresentaremos as diferentes abordagens que perpassam a prática real do ensino no
Brasil bem como as concepções de currículos que derivam dessas abordagens.
 
As diferentes abordagens pedagógicas
 
1 Pedagogia tradicional
 
Relação Ser Humano e
Natureza
- O ser humano é dono e senhor (dominador) da Natureza.
- A Natureza passa a ser propriedade privada de alguns homens
Relação
Sociedade e
Cultura
- Visão burguesa e individualista, objetivando a perpetuação das relações estabelecidas na Sociedade e na
Cultura.
- Separação da concepção de "Sociedade" e de "Cultura" da concepção de "Natureza"
Conhecimento - A consciência humana é considerada uma “tábua rasa”.
- A atividade do conhecer é um processo de acumulação e de incorporação de informações, das mais simples
às mais complexas, para a conservação da Sociedade.
- O passado é modelo para ser imitado e para construir o futuro.
Educação
 
- Centrada na transmissão do Conhecimento.
- Processo de assimilação do Conhecimento historicamente acumulado.
Escola - Instituição social encarregada do processo de socialização, de transmissão de informações e da Cultura.
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Ensino-
Aprendizagem
 
Mera transmissão e aquisição de informações.
- Subordina Educação à Instrução
- Verbalismo e memorização.
Relação
Professor/Aluno
- Autoritária
- Unilateral
- Vertical do professor para o aluno
- Professor é mediador entre cada aluno e os modelos culturais
- Não há interação entre alunos
Metodologia
 
- Aula expositiva e demonstrações feitas pelo professor
- Exercícios de memorização por parte do aluno
- Motivação extrínseca quedepende do professor
- “Um método para ensinar tudo a todos” (COMÊNIO)
Avaliação - Provas, exames.
- Visa à exatidão na reprodução do conteúdo transmitido.
- Exames como fins em si mesmos e sua aplicação funcional na sociedade como meio de ascensão social.
 
Concepção de currículo que deriva da abordagem tradicional
Centrado nos conteúdos a serem transmitidos; currículo fechado; organizado em disciplinas; baseado na
autoridade do professor, priorizando em suas decisões as necessidades normativas (carência de um
sujeito ou grupo com relação a determinado standard, criança- é um adulto em potencial) que se referem
ao sujeito ideal e não ao aluno concreto; seriado; do mais simples ao mais complexo; fragmentado em
disciplinas estanques.
 
2 A educação ambiental na vertente ecológico-preservacionista
 
Relação Ser
Humano e
Natureza
- Separa “mundo construído” do “mundo natural”
- A Natureza é tudo o que está “fora”, não inclui o homem, esquecendo que ele também é uma espécie biológica
cujo processo adaptativo requer a transformação do ecossistema
- Idealiza e atribui valores estéticos e éticos a uma “Natureza virgem” não violada pelo homem e pela história
- Oculta os conflitos surgidos pelas modalidades de uso dos recursos naturais determinados pelo estilo dominante
que nega à grande maioria da população acesso aos recursos
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- Postula a paralisação do desenvolvimento, a manutenção do status que e uma visão catastrófica em relação aos
problemas ambientais
- Conduz muitas vezes a visões místicas da relação, nas quais a concepção “holística” e “planetária” dos
problemas oculta as injustiças sociais e econômicas impostas
- O homem é uma entidade abstrata que se distancia da “natureza” também ente abstrato que é culpado de sua
destruição
- “Valorização do ser mais do que do ter. Abandono da economia produtiva relacionada com o ter e prioridade
para a economia relacionada com o modo de vida do ser” (ACOT, 1990).
- Procura de uma harmonia universal
- A natureza é concebida como valor supremo
Relação
Sociedade e
Cultura
- A história do homem não pode ser separada da “história da Ecologia”
- Interpreta a sociedade e a cultura dentro da visão da Sócio-biologia, efetuando graves reducionismos
- Analisa a sociedade com métodos extraídos da Biologia
- Visão individualista da sociedade que prescinde de análise histórica
- Não considera os aspectos políticos e econômicos derivados do estilo dominante (capitalismo) como causadores
da degradação ambiental
- A culpabilidade é socializada, porém os benefícios da exploração da natureza são privatizados
- Postula uma volta às comunidades “naturais e primitivas”, idealizando-as como se elas fossem sociedades
“harmônicas e sem conflitos”. Incentiva uma saída da sociedade de consumo e “voltar a viver” em contato com a
“natureza”
- Postula uma defesa do “verde pelo verde”. O pensamento verde fica a meio caminho entre a perspectiva
transformadora, ou seja, de mudança por meio da ação consciente da sociedade, e a perspectiva de mudança por
meio das mudanças dos comportamentos individuais
- A ideologia dos ecologistas se caracteriza por um verdadeiro retorno ao Sagrado, na nostalgia de uma aliança
mística cujas origens remontam ao Renascimento, e que é autorizado por uma quase identificação da ordem
biológica com a ordem social
Conhecimento - A essência do pensamento ecologista é ser um pensamento de amor e de aliança. De amor e de aliança entre os
seres humanos; e de amor e aliança entre os homens e a natureza
- Não existe uma teoria de conhecimento explícita. Privilegia o conhecimento originário da experiência
- Visão imediatista, supostamente “holística”, na qual com uma equívoca consideração da totalidade, esquece a
complexidade das inter-relações entre sociedade e natureza
- Prioriza o conhecimento popular
- Faz a crítica ao conhecimento científico positivista
Educação
 
- Privilegia os processos não formais de Educação
- Postula uma educação para a preservação da natureza, sem uma análise econômico-social das causas dos
problemas ambientais
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- A formação individual e as mudanças de comportamento em relação à natureza seriam suficientes para reverter
os processos de deterioração
- Caráter essencialmente ético (sacralização da Natureza)
- Confunde Educação Ambiental com ensino de Ecologia
- Toda e qualquer situação de contato direto da criança com a natureza é considerada como mais formativa que na
sala de aula
- O centro da desarmonia está na forma como o homem individualmente se relaciona com a natureza. A educação
se volta para a questão fundamental: “se o homem muda individualmente, o mundo muda”
Escola - Preconiza que as escolas devem ser pequenas e ter alicerces firmes em suas comunidades, para permitir maior
contato entre alunos e professores, entre a escola e o contexto social, e, até, entre os próprios alunos
- Tem como referencial o modelo integralizado de sociedade que não aceita o divórcio entre a sala de aula e o
mundo
- A instituição escolar é vista como reprodutora da sociedade dominante, legitimando o conhecimento científico
fragmentado
- Muitos autores postulam a desescolorização, uma vez que a instituição escolar isola o homem da natureza
Ensino-
Aprendizagem
 
- Centrado no amor e apoiada no conhecimento da natureza
- Enfatiza com muita relevância os elementos afetivos, contemplação e beleza, na procura de uma “harmonia
essencial”
- Inclui os conteúdos da Ecologia como objeto fundamental do ensino
- Destaca os aspectos éticos e comunitários
- Destaca os aspectos intuitivos do conhecimento
- Resgata o conhecimento popular e muitas vezes o supervaloriza em detrimento do conhecimento científico
- Promoção de eventos isolados, demonstrando preocupação com a questão ambiental, aproveitando datas
marcadas no calendário escolar
Relação
Professor/Aluno
- Tende a ser uma relação horizontal, amistosa e de educação pelo exemplo combinada com elementos de relação
vertical na qual o professor, como interpretador de teorias, impõe visões geralmente reducionistas
- Prioriza a formação nos aspectos éticos e estéticos e as mudanças de comportamento das pessoas
Metodologia
 
- Destaca a importância de “sentir” e amar a natureza
- Passeios, excursões, atividades extra-escolares, que permitam um maior contato com a natureza.
- Trabalho de campo, de reconhecimento de ecossistemas
- Promoção de campanhas preservacionistas
- Plantio de árvores, construção de hortas escolares, coleções entomológicas e botânicas
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Avaliação - Baseada em valores advindos do amor à natureza
- Efetuada através da verificação da mudança de comportamento, em relação à preservação da natureza
- Memorização dos conhecimentos
- Reconhecimento de atitudes afetivas e incorporação de valores morais
 
Concepção de currículo que deriva da vertente Ecológico-preservacionista
Não há uma concepção de currículo específica. O currículo vigente é assumido, e são acrescentadas
atividades de sensibilização em relação aos problemas ambientais e à preservação da natureza.
Organizado em torno dos conhecimentos da Biologia e da Ecologia; as outras áreas de estudo são
interpretadas em função deles. Tem como objetivo fundamental a formação individual nos aspectos
éticos e estéticos para uma convivência harmônica com a Natureza, sendo estruturado em função de
núcleos temáticos que combinam as atividades escolares com as extra-escolares, dando ênfase a estas
últimas. Utiliza elementos do entorno imediato, reconhecimento de ecossistemas, trilhas ecológicas,
visitasa parques e reservas zoológicas, eco museus, hortas escolares, plantio de árvores, coleta seletiva
do lixo, entre outros.
 
3 A educação ambiental na vertente socioambiental - perspectiva crítica
 
Relação Ser
Humano e
Natureza
- Reintegra o homem na natureza, como espécie biológica com características específicas
- O homem, para sua subsistência, se apropria da natureza e tem conhecimento dos mecanismos dessa
apropriação
- Ênfase nas inter-relações dinâmicas, historicamente construídas, de intercâmbio e transformação entre as
sociedades humanas e os ecossistemas
- O Meio Ambiente se gera e constrói no processo histórico das inter-relações entre sociedade e natureza
- Postula uma compreensão dessas inter-relações mediadas pelos estilos de desenvolvimento
- Trabalha sobre o conceito de desenvolvimento sustentável como eixo central, acrescentando os indicadores de
desenvolvimento humano
Relação
Sociedade e
Cultura
- Produto do processo da evolução histórica da humanidade
- Categorias inseparáveis, mutuamente determinantes e determinadas pelas inter-relações entre os substratos
naturais e os tipos de organizações sociais e culturais
- Não é a sociedade, em seu conjunto, a culpada da degradação ambiental, mas o estilo de desenvolvimento
dominante (capitalismo), que produz esgotamento de recursos naturais e exploração do homem pelo homem
- Não vê os problemas ambientais como catástrofes inevitáveis, mas como problemas sociais que colocam novos
desafios ao conhecimento científico, e limites ao próprio homem à medida que ameaça a sua sobrevivência como
espécie
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- Postula a construção de novas formas sociais de aproveitamento dos recursos (desenvolvimento sustentável) e
de novas relações sociais entre os homens
- Analisa os problemas ambientais de forma crítica, procurando determinar suas causas reais e não só os efeitos
provocados
- Reconhece diferenças fundamentais entre os conceitos de mero crescimento econômico e desenvolvimento
sustentável
- Reconhece o aporte essencial das distintas culturas e o resgate dos conhecimentos e das técnicas tradicionais,
em relação aos modos de aproveitamento dos recursos naturais
- Aceita, reconhece e valoriza as diversidades culturais
- Visão prospectiva que acredita no futuro aberto da sociedade
Conhecimento - Não existe uma teoria do conhecimento explícita
- Podem detectar-se fortes ligações com a Epistemologia Genética com ênfase nas implicações histórico-sociais
- O fundamento epistemológico da Educação Ambiental deve ser aprofundado no confronto com a própria
experiência e com as reflexões dos epistemólogos a respeito
- Coloca ênfase nas inter-relações histórico-sociais e no conhecimento científico, como construção social da
humanidade (sociogênese, psicogênese)
- Faz uma crítica ao paradigma positivista demonstrando que ele, por si só, não consegue explicar os complexos
problemas ambientais
- Resgata e valoriza o conhecimento e a experiência tradicional e popular
- Assinala o papel fundamental da interdisciplinaridade, no nível das ciências, e a teoria de sistemas como
instrumentos válidos e necessários ao estudo dos sistemas complexos ambientais
Educação
 
- Privilegia os aspectos formais e não formais da educação, considerando que ambos se complementam
- Postula uma educação para a preservação e conservação da natureza, no marco da análise econômico-social e
histórica, dos problemas ambientais (contextualização espacial e temporal)
- Visa à plena realização do homem, em todos os aspectos, à sua sobrevivência e à melhoria da qualidade de vida
- Orientada para a compreensão e solução de problemas sócio-ambientais
- Educação com caráter interdisciplinar, capaz de responder com eficácia às necessidades sociais.
- Educação de caráter permanente orientada para o futuro, com a preocupação de construir valores e
conhecimentos para a tomada de decisões adequada à preservação do ambiente e da própria sociedade humana
- Em síntese, visa à formação de um cidadão democrático, crítico e participativo
Escola - É considerada como uma instituição social pública, de caráter dinâmico e histórico
- Considera que, como instituição social ela é contraditória, conflitante, e pode aparecer como um importante
espaço de luta para a oposição aos processos de homogeneização cultural (MAC LAREN, APLE)
- Importante para a formação do homem do futuro e no desvelamento das ideologias da sociedade dominante e
seu estilo de desenvolvimento
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- Permite o acesso e a apropriação do conhecimento historicamente acumulado como instrumento de
emancipação
- Não se limita ao espaço isolado de sala de aula, mas que deve servir efetivamente na comunidade como agente
de compreensão e procura de soluções aos problemas ambientais concretos (possibilidade de solução, no nível
escolar) e de identificação das potencialidades para o desenvolvimento sustentável
Ensino-
Aprendizagem
 
- Centrada em situações-problema, elaboração de diagnósticos ambientais e busca de soluções possíveis
- Identificação das potencialidades ambientais num sentido amplo, naturais, culturais e sociais
- Partir de situações concretas do entorno mais próximo para situações mais globais
- Respeita os estágios de evolução cognitiva e se utiliza das “zonas de desenvolvimento proximal”
- Deve se fundamentar em uma relação capaz de despertar a curiosidade, a criatividade, a competência e a
solidariedade
- Enfatiza a análise e a intervenção sobre a realidade física e social que envolve o aluno
- Orienta a aprendizagem no sentido da procura de qualidade de vida e da participação social
- O trabalho de estruturação deve se apoiar no trabalho do coletivo escolar e procurar a integração das disciplinas,
dos professores, integrando as experiências individuais dos aluno.
- Ajuda o aluno a construir e ampliar suas representações, multiplicar as oportunidades de investigação, de
construção do pensamento e da linguagem, e a compreensão da complexidade das relações sociedade - natureza e
o exercício do pensamento complexo
- Busca atingir, no mesmo nível, objetivos afetivos, cognitivos, éticos e de habilidades técnicas
- Centrada nas inter-relações, usando os conceitos básicos da Ecologia e de outras ciências, com a finalidade de
construir uma nova visão do mundo
Relação
Professor/Aluno
- Professor mediador e organizador do processo pedagógico
- O professor deverá agir como transmissor de conhecimentos ou orientador de atividades, segundo a
necessidade, os temas propostos, os objetivos perseguidos ou momentos específicos do desenvolvimento
- Essa relação se caracteriza por ser uma mediação, que deverá permitir o estabelecimento de relações sociais
democráticas, onde os elementos de responsabilidade social serão enfatizados
- As relações sociais na escola deverão permitir o exercício da prática social inovadora na vida da comunidade,
deliberações, discussões, resolução de conflitos, estabelecimentos de consensos, etc., que permitam gerar atitudes
de cooperação e respeito
- Deverá possibilitar a explicitação e a análise do currículo oculto
- Enriquecimento mútuo dos diversos sujeitos sociais envolvidos, professor-professor, professor-aluno,
professores e alunos com a comunidade
- Relação dialógica, comunicativa, solidária, de construção coletiva do conhecimento
- O professor não é passivo, mas também não intervém a priori para impor um modelo
- Favorece a visão de conjunto sobre a situação. Propõe outras fontes de informação, colocando os alunos em
contato com outras formas de pensar
06/03/2024, 11:29 UNIP - Universidade Paulista : DisciplinaOnline - Sistemas de conteúdo online para Alunos.
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Metodologia- Vale-se de todo um leque de metodologias existentes dentro dos âmbitos da abordagem pedagógica moderna
- Preconiza o enfoque por situações-problema, núcleos de estudo, organização de atividades de pesquisa, projetos
entre outros
- Utiliza o trabalho em equipe como instrumento essencial para a consecução dos objetivos cognitivos, afetivos e
éticos
- Utiliza os meios locais e regionais, por exemplo, técnicos ou especialistas que moram na comunidade para a
execução dos projetos educacionais
- Postula uma dialética multidirecional, decorrente da interação: projeto-aluno-circunstância de tempo e lugar
professor
- Ao priorizar o estudo das inter-relações complexas postula uma metodologia interdisciplinar e um processo de
desenvolvimento transversal no currículo escolar
- Orientada para a solução de problemas concretos, identificação de potencialidades ambientais, participação
comunitária e exercício da cidadania
Avaliação - Não existe uma proposta definida sobre o processo de avaliação em Educação Ambiental
- Pode inferir-se que a avaliação:
- Se faça de acordo com o projeto que está sendo executado;
- Seja formativa e permanente, considere a avaliação do contexto dos aportes iniciais, do processo e do produto
- Ênfase na avaliação de processo
- Basear-se em múltiplos critérios, considerando os processos de assimilação e de aplicação a situações novas
- Aquisição e consolidação das estruturas cognitivas nos diferentes estágios
- Qualitativa em relação à aquisição de valores, conhecimentos e novos comportamentos
- Capacidade de tomar decisões, fazer deliberações e discussões consensuais
 
Concepção de currículo que deriva da abordagem sócio-ambiental
A Educação Ambiental na vertente sócio-ambiental não tem um currículo previamente definido, sendo
integrada às diversas disciplinas escolares, e podendo, inclusive, orientar e inserir-se no projeto
pedagógico da unidade escolar. Podem ser estabelecidas algumas características que se consideram
necessárias ao seu desenvolvimento. Pretende favorecer uma educação integral e integradora, que atinja
as necessidades cognitivas, afetivas e de geração de competências para uma atividade responsável e
ética do indivíduo como agente social comprometido com a melhoria da qualidade de vida. O estudante
deve saber situar-se historicamente e ser capaz de olhar e agir prospectivamente para a construção de um
futuro mais equilibrado em relação ao uso dos recursos naturais, e justo quanto às relações entre os
homens, eliminando as condições de exploração e pobreza vigentes hoje.
 
MEDINA, Naná Mininni. Amazônia, uma proposta interdisciplinar de Educação Ambiental. Brasília,
IBAMA, 1994.
06/03/2024, 11:29 UNIP - Universidade Paulista : DisciplinaOnline - Sistemas de conteúdo online para Alunos.
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Exercício 1:
Analise as afirmações abaixo.
 
I – O conceito de Educação Ambiental varia de interpretações, de acordo com
cada contexto, conforme a influência e vivência de cada um.
 
II – Para muitos, a Educação Ambiental restringe-se em trabalhar assuntos
relacionados à natureza: lixo, preservação, paisagens naturais, animais, etc.
Dentro deste enfoque, a Educação Ambiental assume um caráter basicamente
naturalista.
 
III – A Educação ambiental é um tema contemporâneo e desta forma não deve
seguir nenhuma metodologia pré-estabelecida. 
 
Assinale a alternativa que melhor retrata as afirmações acima.
A)
Somente as afirmações I e II estão corretas.
B)
Somente as afirmações I e III estão corretas.
C)
Somente as afirmações II e III estão corretas.
D)
Somente a afirmação I está correta.
E)
Somente a afirmação II está correta.
Comentários:
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Exercício 2:
Analise as afirmações abaixo.
 
I – A Educação ambiental é um tema muito importante devendo assim ser tratado
de forma isolada do restante da grade curricular.
II – Atualmente, a Educação Ambiental assume um caráter mais realista,
embasado na busca de um equilíbrio entre o homem e o ambiente, com vista à
construção de um futuro pensado e vivido numa lógica de desenvolvimento e
progresso (pensamento positivista).
III – Educação Ambiental é ferramenta de educação para o desenvolvimento
sustentável (apesar de polêmico o conceito de desenvolvimento sustentável,
tendo em vista ser o próprio "desenvolvimento" o causador de tantos danos
socioambientais).
 
Assinale a alternativa que melhor retrata as afirmações acima.
A)
Somente as afirmações I e II estão corretas.
B)
Somente as afirmações I e III estão corretas.
C)
Somente as afirmações II e III estão corretas.
D)
Somente a afirmação I está correta.
E)
Somente a afirmação II está correta.
Comentários:
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Exercício 3:
Analise as afirmações abaixo.
 
I – Ampliando a maneira de perceber a Educação Ambiental podemos dizer que se
trata de uma prática de educação para a sustentabilidade.
II – A Educação Ambiental não possui relação com o Desenvolvimento
Sustentável.
III – Para muitos especialistas, uma Educação Ambiental para o Desenvolvimento
Sustentável é severamente criticada pela dicotomia existente entre
"desenvolvimento e sustentabilidade".
 
Assinale a alternativa que melhor retrata as afirmações acima.
A)
Somente as afirmações I e II estão corretas.
B)
Somente as afirmações I e III estão corretas.
C)
Somente as afirmações II e III estão corretas.
D)
Somente a afirmação I está correta.
E)
Somente a afirmação II está correta.
Comentários:
Essa disciplina não é ED ou você não o fez comentários
Exercício 4:
Analise as afirmações abaixo.
06/03/2024, 11:29 UNIP - Universidade Paulista : DisciplinaOnline - Sistemas de conteúdo online para Alunos.
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I – Educação Ambiental foi definida como uma dimensão dada ao conteúdo e à
prática da Educação, orientada para a solução dos problemas concretos do meio
ambiente, através de enfoques interdisciplinares e de uma participação ativa e
responsável de cada indivíduo e da coletividade.
II – A definição oficial de educação ambiental, do Ministério do Meio Ambiente:
“Educação ambiental é um processo permanente, no qual os indivíduos e a
comunidade tomam consciência do seu meio ambiente e adquirem
conhecimentos, valores, habilidades, experiências e determinação que os tornam
aptos a agir – individual e coletivamente – e resolver problemas ambientais
presentes e futuros”.
III – Por maior que seja o esforço da academia, ainda não é possível afirmar que
exista uma definição para Educação Ambiental.
 
Assinale a alternativa que melhor retrata as afirmações acima.
A)
Somente as afirmações I e II estão corretas.
B)
Somente as afirmações I e III estão corretas.
C)
Somente as afirmações II e III estão corretas.
D)
Somente a afirmação I está correta.
E)
Somente a afirmação II está correta.
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Exercício 5:
Analise as afirmações abaixo.
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I – De acordo com o conceito de educação ambiental definido pela comissão
interministerial na preparação da ECO-92 " A educação ambiental se caracteriza
por incorporar as dimensões socioeconômica, política, cultural e histórica, não
podendo se basear em pautas rígidas e de aplicação universal, devendo considerar
as condições e estágios de cada país, região e comunidade, sob uma perspectiva
histórica. Assim sendo, a Educação Ambiental deve permitir a compreensãoda
natureza complexa do meio ambiente e interpretar a interdependência entre os
diversos elementos que conformam o ambiente, com vistas a utilizar
racionalmente os recursos do meio na satisfação material e espiritual da
sociedade, no presente e no futuro." (LEÃO; SILVA, 1995).
 
II – Afim de garantir sua independência para com os outros países o Brasil decidiu
não adotar uma definição para a Educação Ambiental.
 
III – O CONAMA - Conselho Nacional do Meio Ambiente - define a Educação
Ambiental como um processo de formação e informação orientado para o
desenvolvimento da consciência crítica sobre as questões ambientais, e de
atividades que levem à participação das comunidades na preservação do equilíbrio
ambiental.
 
Assinale a alternativa que melhor retrata as afirmações acima.
A)
Somente as afirmações I e II estão corretas.
B)
Somente as afirmações I e III estão corretas.
C)
Somente as afirmações II e III estão corretas.
D)
Somente a afirmação I está correta.
E)
Somente a afirmação II está correta.
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Exercício 6:
Analise as afirmações abaixo.
 
I – Na Pedagogia tradicional a Relação Ser Humano e Natureza é interpretada
como: - O ser humano é dono e senhor (dominador) da Natureza. - A Natureza
passa a ser propriedade privada de alguns homens.
II – Na Pedagogia tradicional a Relação Sociedade e Cultura é interpretada como:
- Visão burguesa e individualista, objetivando a perpetuação das relações
estabelecidas na Sociedade e na Cultura. - Separação da concepção de
"Sociedade" e de "Cultura" da concepção de "Natureza".
III – Na Pedagogia tradicional a Relação o Conhecimento é interpretada como: - A
essência do pensamento ecologista é ser um pensamento de amor e de aliança.
De amor e de aliança entre os seres humanos; e de amor e aliança entre os
homens e a natureza. - Não existe uma teoria de conhecimento explícita. -
Privilegia o conhecimento originário da experiência. - Visão imediatista,
supostamente “holística”, na qual com uma equívoca consideração da totalidade,
esquece a complexidade das inter-relações entre sociedade e natureza. - Prioriza
o conhecimento popular. - Faz a crítica ao conhecimento científico positivista.
 
Assinale a alternativa que melhor retrata as afirmações acima.
A)
Somente as afirmações I e II estão corretas.
B)
Somente as afirmações I e III estão corretas.
C)
Somente as afirmações II e III estão corretas.
D)
Somente a afirmação I está correta.
E)
Somente a afirmação II está correta.
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Exercício 7:
Analise as afirmações abaixo.
 
I – Na Pedagogia tradicional a Educação é interpretada como: - Centrada na
transmissão do Conhecimento. - Processo de assimilação do Conhecimento
historicamente acumulado.
II – Na Pedagogia tradicional a Escola é interpretada como: - Preconiza que as
escolas devem ser pequenas e ter alicerces firmes em suas comunidades, para
permitir maior contato entre alunos e professores, entre a escola e o contexto
social, e, até, entre os próprios alunos. - Tem como referencial o modelo
integralizado de sociedade que não aceita o divórcio entre a sala de aula e o
mundo. - A instituição escolar é vista como reprodutora da sociedade dominante,
legitimando o conhecimento científico fragmentado. - Muitos autores postulam a
desescolorização, uma vez que a instituição escolar isola o homem da natureza
III – Na Pedagogia tradicional o Ensino-Aprendizagem é interpretada como: Mera
transmissão e aquisição de informações. - Subordina Educação à Instrução. -
Verbalismo e memorização.
 
Assinale a alternativa que melhor retrata as afirmações acima.
A)
Somente as afirmações I e II estão corretas.
B)
Somente as afirmações I e III estão corretas.
C)
Somente as afirmações II e III estão corretas.
D)
Somente a afirmação I está correta.
E)
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Somente a afirmação II está correta.
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Exercício 8:
Analise as afirmações abaixo.
 
I – A educação ambiental na vertente ecológico-preservacionista a relação
Professor/Aluno é interpretada como: - Tende a ser uma relação horizontal,
amistosa e de educação pelo exemplo combinada com elementos de relação
vertical na qual o professor, como interpretador de teorias, impõe visões
geralmente reducionistas. - Prioriza a formação nos aspectos éticos e estéticos e
as mudanças de comportamento das pessoas.
II – A educação ambiental na vertente ecológico-preservacionista a Metodologia é
interpretada como: - Destaca a importância de “sentir” e amar a natureza. -
Passeios, excursões, atividades extra-escolares, que permitam um maior contato
com a natureza. - Trabalho de campo, de reconhecimento de ecossistemas. -
Promoção de campanhas preservacionistas. - Plantio de árvores, construção de
hortas escolares, coleções entomológicas e botânicas.
III – A educação ambiental na vertente ecológico-preservacionista a Avaliação é
interpretada como: - Provas, exames. - Visa à exatidão na reprodução do
conteúdo transmitido. - Exames como fins em si mesmos e sua aplicação funcional
na sociedade como meio de ascensão social.
 
Assinale a alternativa que melhor retrata as afirmações acima.
A)
Somente as afirmações I e II estão corretas.
B)
Somente as afirmações I e III estão corretas.
C)
Somente as afirmações II e III estão corretas.
D)
Somente a afirmação I está correta.
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E)
Somente a afirmação II está correta.
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Exercício 9:
Analise as afirmações abaixo.
 
I – A educação ambiental na vertente socioambiental - perspectiva crítica o
conhecimento é interpretado como algo desnecessário, haja vista que o aluno
deve aprender na prática do dia-a-dia.
II – A educação ambiental na vertente socioambiental - perspectiva crítica a
Relação Ser Humano e Natureza é interpretada como: - Reintegra o homem na
natureza, como espécie biológica com características específicas. - O homem, para
sua subsistência, se apropria da natureza e tem conhecimento dos mecanismos
dessa apropriação. - Ênfase nas inter-relações dinâmicas, historicamente
construídas, de intercâmbio e transformação entre as sociedades humanas e os
ecossistemas. - O Meio Ambiente se gera e constrói no processo histórico das
inter-relações entre sociedade e natureza. - Postula uma compreensão dessas
inter-relações mediadas pelos estilos de desenvolvimento. - Trabalha sobre o
conceito de desenvolvimento sustentável como eixo central, acrescentando os
indicadores de desenvolvimento humano.
III – A educação ambiental na vertente socioambiental - perspectiva crítica a
Relação Sociedade e Cultura é interpretada como: - Produto do processo da
evolução histórica da humanidade. - Categorias inseparáveis, mutuamente
determinantes e determinadas pelas inter-relações entre os substratos naturais e
os tipos de organizações sociais e culturais. - Não é a sociedade, em seu conjunto,
a culpada da degradação ambiental, mas o estilo de desenvolvimento dominante
(capitalismo), que produz esgotamento de recursos naturais e exploração do
homem pelo homem. - Não vê os problemas ambientais como catástrofes
inevitáveis, mas como problemas sociais que colocam novos desafios ao
conhecimento científico, e limites ao próprio homem à medida que ameaçaa sua
sobrevivência como espécie. - Postula a construção de novas formas sociais de
aproveitamento dos recursos (desenvolvimento sustentável) e de novas relações
sociais entre os homens.
 
Assinale a alternativa que melhor retrata as afirmações acima.
A)
Somente as afirmações I e II estão corretas.
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B)
Somente as afirmações I e III estão corretas.
C)
Somente as afirmações II e III estão corretas.
D)
Somente a afirmação I está correta.
E)
Somente a afirmação II está correta.
Comentários:
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Exercício 10:
Analise as afirmações abaixo.
 
I – A educação ambiental na vertente socioambiental - perspectiva crítica a
Educação é interpretada como: - Privilegia os aspectos formais e não formais da
educação, considerando que ambos se complementam. - Postula uma educação
para a preservação e conservação da natureza, no marco da análise econômico-
social e histórica, dos problemas ambientais (contextualização espacial e
temporal). - Visa à plena realização do homem, em todos os aspectos, à sua
sobrevivência e à melhoria da qualidade de vida. - Orientada para a compreensão
e solução de problemas socioambientais. - Educação com caráter interdisciplinar,
capaz de responder com eficácia às necessidades sociais. - Educação de caráter
permanente orientada para o futuro, com a preocupação de construir valores e
conhecimentos para a tomada de decisões adequada à preservação do ambiente e
da própria sociedade humana. - Em síntese, visa à formação de um cidadão
democrático, crítico e participativo.
II – A educação ambiental na vertente socioambiental - perspectiva crítica a
Relação Ensino-Aprendizagem é interpretada como: - totalmente independente da
atuação do professor. O aluno é responsável por todo o aprendizado que deve ser
desenvolvido obrigatoriamente na biblioteca da escola.
III – A educação ambiental na vertente socioambiental - perspectiva crítica a
Escola é interpretada como: - É considerada como uma instituição social pública,
de caráter dinâmico e histórico. - Considera que, como instituição social ela é
contraditória, conflitante, e pode aparecer como um importante espaço de luta
para a oposição aos processos de homogeneização cultural (MAC LAREN, APLE). -
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Importante para a formação do homem do futuro e no desvelamento das
ideologias da sociedade dominante e seu estilo de desenvolvimento. - Permite o
acesso e a apropriação do conhecimento historicamente acumulado como
instrumento de emancipação. - Não se limita ao espaço isolado de sala de aula,
mas que deve servir efetivamente na comunidade como agente de compreensão e
procura de soluções aos problemas ambientais concretos (possibilidade de
solução, no nível escolar) e de identificação das potencialidades para o
desenvolvimento sustentável.
 
Assinale a alternativa que melhor retrata as afirmações acima.
A)
Somente as afirmações I e II estão corretas.
B)
Somente as afirmações I e III estão corretas.
C)
Somente as afirmações II e III estão corretas.
D)
Somente a afirmação I está correta.
E)
Somente a afirmação II está correta.
Comentários:
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HISTÓRICO DA EDUCAÇÃO AMBIENTAL
 
Histórico da Educação Ambiental
Considerando-se que educação ambiental é um processo em construção
permanente e que, portanto, torna-se um instrumento de aprendizagem em
constante movimento, alguns fatos e acontecimentos marcantes na história
mundial têm sua importância para o estudo proposto neste texto, como os que
agora destacamos.
Em 1869, Ernest Haeckel propõe o vocábulo “ecologia” para os estudos das
relações entre espécies e seu ambiente. Três anos depois, é criado o primeiro
Parque Nacional do mundo, o de Yellowstone, nos Estados Unidos. Desde então, e
principalmente após a 2ª Grande Guerra quando do crescimento desenfreado da
produção industrial e do conseqüente acirramento da degradação do meio
ambiente, começaram a surgir problemas de dimensões globais, que rompiam
fronteiras e extrapolavam a regionalidade, como a poluição de rios e mananciais
internacionais, a chuva ácida, o buraco na camada de ozônio, o efeito estufa, as
ilhas de calor nos grandes centros urbanos, entre outros.
Nesse momento, percebeu-se a importância de uma reflexão mais profunda e a
necessidade de um trabalho conjunto entre as nações, concentrando recursos
financeiros e tecnológicos para a solução dessas questões e/ou para minimização
dos impactos desses fenômenos no meio ambiente. Nesse sentido, diversas
atitudes passam a ser tomadas, principalmente nos países do hemisfério norte.
Algumas delas são emblemáticas, tais como a fundação em 1947, na Suíça, a
UICN – União Internacional para a Conservação da Natureza, a mais antiga
instituição ambientalista de que se tem registro.
No entanto, ainda não se relaciona diretamente as alternativas de solução aos
problemas ambientais a mudança de comportamento e a questão educacional. Só
em 1965, foi utilizada pela primeira vez, a expressão “Educação Ambiental”
(Environmental Education), durante a “Conferência de Educação”, da Universidade
de Keele, na Grã-Bretanha.
 
O Clube de Roma e o Crescimento Zero
Em 1968, é fundado o Clube de Roma pelo industrial italiano Aurélio Peccei e pelo
químico inglês Alexander King, que agregou 100 empresários, políticos, cientistas
sociais, preocupados com as conseqüências do modelo de desenvolvimento
predatório adotado pelos países ricos do ocidente e que rapidamente se espalhava
por todo o globo terrestre. Em 1971, o Clube encomenda ao MIT – Instituto de
Tecnologia de Massachussets, Estados Unidos - um estudo sobre a situação do
Planeta.
Como resultado é publicado no ano seguinte, um relatório que leva o nome de
“Limites do Crescimento”, que recomenda crescimento zero da atividade
econômica e da população, como forma de garantir a continuidade da existência
da espécie humana do Planeta. Tal documento é duramente criticado,
principalmente porque congelava desigualdades e não previa mudanças nos
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padrões de produção e consumo adotados pela sociedade, nem tampouco
propunha uma redistribuição de riquezas entre os países e as diferentes camadas
da população.
De qualquer modo, foi a primeira vez que um sério instituto de pesquisa,
financiado por poderosos empresários do primeiro mundo, apontava a situação a
que o Planeta estava exposto. Por fim, o mundo tomava conhecimento,
oficialmente, das limitações ambientais ao crescimento.
 
A Conferência de Estocolmo
No mesmo ano da publicação, 1972, e como sua conseqüência direta, aconteceu a
Conferência das Nações Unidas, em Estocolmo, debatendo o tema “Crescimento
Econômico e Meio Ambiente”, com a presença de 113 países.
Esta Conferência é considerada um marco político internacional para o surgimento
de políticas de gerenciamento ambiental. Ali foram propostos novos conceitos
como o do Ecodesenvolvimento, uma nova visão das relações entre o meio
ambiente e o desenvolvimento; gerados e criados novos importantes programas
como o das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA); gerados documentos
da relevância da Declaração sobre o Ambiente Humano, uma afirmação de
princípios de comportamento e responsabilidade que deveriam governar as
decisões relativas à área ambiental e o Plano de Ação Mundial, uma convocação à
cooperação internacional para a busca de soluções para os problemas ambientais.A Conferência também constituiu o Dia Mundial do Meio Ambiente, a ser
comemorado no dia 05 de junho de cada ano. A partir dela, a atenção mundial foi
direcionada para as questões ambientais, especialmente para a degradação
ambiental e a poluição interfronteiras, popularizando o conceito da dispersão, de
grande importância para evidenciar o fato de que a poluição não reconhece limites
políticos ou geográficos e afeta países, regiões e pessoas para muito além do
ponto em que foi gerada.
 
A posição brasileira
O Brasil, a esta época em plena vigência do regime militar, havia adotado o
chamado modelo econômico “nacional-desenvolvimentista”, onde o crescimento a
qualquer custo era visto como ferramenta fundante para o progresso e para a
melhoria da qualidade de vida da população e vinha acumulando sucessivos
índices positivos de crescimento do Produto Interno Bruto.
Era a década do “milagre brasileiro” e os investimentos governamentais em
grandes obras eram consideradas prioritários, a rodovia Transamazônica, a Ponte
Rio - Niterói, a Usina de Energia Nuclear de Angra, entre outros, ampliavam a
infra-estrutura que, por sua vez, possibilitava o crescimento desenfreado que
exigia ainda mais infra-estruturas de base. Novas estradas, novos portos, novas
fronteiras agrícolas, imensos conjuntos habitacionais e assim consecutivamente.
Não era de se estranhar, portanto que, diante das discussões em Estocolmo, os
representantes brasileiros não tenham reconhecido a gravidade dos problemas
ambientais.
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Mesmo enfrentando discordâncias, a Conferência de Estocolmo representou um
avanço nas negociações mundiais e tornou-se o marco para o entendimento dos
problemas planetários e para a emergência de políticas ambientais em muitos
países, adotando o slogan “Uma Única Terra” e propondo a busca de uma nova
forma de desenvolvimento para o mundo. No mesmo Plano de Ação, foi
recomendado o desenvolvimento de novos métodos e recursos instrucionais para a
Educação Ambiental e a capacitação de professores.
 
Congresso de Belgrado
Três anos mais tarde, o Congresso de Belgrado propõe a discussão de nova ética
planetária para promover a erradicação da pobreza, analfabetismo, fome,
poluição, exploração e dominação humanas. Censurava o desenvolvimento de uma
nação à custa de outra e propõe a busca de um consenso internacional. Sugeriu
também a criação de um Programa Mundial em Educação Ambiental. Como
resultado, a UNESCO cria, então, o Programa Internacional de Educação Ambiental
(PIEA), que até os dias de hoje tem continuamente atuado na EA internacional e
regionalmente. O PIEA mantém uma base de dados com informações sobre
instituições de EA em todo o mundo, além de projetos e eventos que envolvem
estudantes, professores e administradores.
 
A Conferência de Tbilisi
A reunião internacional que de fato revolucionou a EA foi a Conferência
Intergovernamental sobre Educação Ambiental, promovida pela UNESCO e
realizada em Tbilisi, na Geórgia em 1977. Embora o evento fosse governamental,
participantes não-oficiais se fizeram presentes, marcando posições e interferindo
nas discussões. Conseguiram grandes avanços e estratégias e pressupostos
pedagógicos foram adicionados aos seus documentos.
A declaração final de Tbilisi estabelece os princípios orientadores da EA e remarca
seu caráter interdisciplinar, crítico, ético e transformador. Anuncia que a EA
deveria basear-se na ciência e na tecnologia para a tomada de consciência e
adequada compreensão dos problemas ambientais, fomentando uma mudança de
conduta quanto à utilização dos recursos ambientais.
 
Nosso Futuro Comum
Durante toda a década subseqüente, a humanidade buscou conhecimentos e
acordos para propor uma nova sociedade, de caráter local e global.
Em 1983, por decisão da Assembléia Geral da ONU, foi criada a Comissão Mundial
de Meio Ambiente e Desenvolvimento – CMMAD. Presidida pela então primeira
ministra da Noruega, Gro Harlem Brundtland, tinha como objetivo analisar a
interface entre a questão ambiental e o desenvolvimento e propor um plano de
ações.
Essa Comissão, chamada de Comissão Brundtland, circulou o mundo e encerrou
seus trabalhos em 1987, com um relatório chamado “Nosso Futuro Comum”. E é
nesse relatório que se encontra a definição de desenvolvimento sustentável mais
aceita e difundida em todo o Planeta: “Desenvolvimento sustentável é aquele que
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atende às necessidades do presente sem comprometer a possibilidade das
gerações futuras satisfazerem suas próprias necessidades”.
Segundo a Comissão, o desafio era trazer as considerações ambientais para o
centro das tomadas de decisões econômicas e para o centro do planejamento
futuro nos diversos níveis: local, regional e global.
 
Conferencia de Moscou
A conferência seguinte foi a de Moscou (capital da antiga União Soviética), que
reuniu cerca de trezentos educadores ambientais de cem países. Visou fazer uma
avaliação sobre o desenvolvimento da EA desde a Conferência de Tbilisi, em todos
os países membros da UNESCO. A EA, nessa conferência não-governamental,
reforçou os conceitos consagrados pela de Tbilisi, a saber, a Educação Ambiental
deveria preocupar-se tanto com a promoção da conscientização e transmissão de
informações, como com o desenvolvimento de hábitos e habilidades, promoção de
valores, estabelecimento de critérios padrões e orientações para a resolução de
problemas e tomada de decisões. Portanto, objetivar modificações
comportamentais nos campos cognitivo e afetivo.
 
Rio-92
A Conferência das Nações Unidas para o Meio Ambiente e Desenvolvimento
(CNUMAD), oficialmente denominada de “Conferência de Cúpula da Terra” e
informalmente de Eco-92 ou Rio-92, foi realizada no Rio de Janeiro entre 03 e 14
de junho de 1992, 20 anos após a Conferência de Estocolmo e teve grande
importância para reforçar e ampliar essa nova abordagem ambiental, que já vinha
sendo discutida em documentos anteriores.
Fez história ao chamar a atenção do mundo para uma questão nova na época: a
compreensão de que os problemas ambientais estão intimamente ligados às
condições econômicas e à justiça social. Reconheceu a necessidade de integração
e equilíbrio entre as questões sociais e econômicas para a sobrevivência da vida
humana no Planeta. Reuniu 103 chefes de estado e um total de 182 países e
centenas de organizações da sociedade civil cuja ação teve relevante impacto ao
demonstrar claramente os limites da exploração dos recursos naturais. A
Conferência aprovou cinco acordos oficiais internacionais: a Declaração do Rio
sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento; a Declaração de Florestas; a Convenção-
Quadro sobre Mudanças Climáticas; a Convenção sobre Diversidade Biológica e a
Agenda 21, um documento que propõe novos modelos políticos para o mundo em
busca do desenvolvimento sustentável. Paralelamente, as organizações não
governamentais reunidas no Fórum Internacional das ONGS e
dos Movimentos Sociais, finalizaram e aprovaram o Tratado de Educação
Ambiental para Sociedades
Sustentáveis e Responsabilidade Global.
Assim, no âmbito governamental e no da sociedade civil, o conceito de
sustentabilidade ganha força e esta nova visão implica na implantação de um
modelo de desenvolvimento que garanta a manutenção da Vida no Planeta sob
todos os aspectos.
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Carta Brasileira para a Educação Ambiental
Paralelamente à Rio-92, o governo brasileiro, através do Ministério da Educação e
Desporto – MEC organizou um workshop, no qual foi aprovado um documento
denominado “Carta Brasileira para a Educação Ambiental”, enfocando o papel do
estado,estimulando, em particular, a instância educacional como as unidades do
MEC e o Conselho de Reitores
 
Quadro-síntese do histórico da Educação Ambiental no mundo
 
ANO / ACONTECIMENTOS
 
SÉCULO XIX
1869 Ernst Haeckel propõe o vocábulo “ecologia” para os estudos das relações
entre as espécies e seu ambiente.
1872 Criação do primeiro parque nacional do mundo “Yellowstone”, USA.
 
SÉCULO XX
1947 Funda-se na Suíça a UICN- União Internacional para a Conservação da
Natureza
1952 Acidente de poluição do ar em Londres provoca a morte de 1600 pessoas
1962 Publicação da “Primavera Silenciosa” por Rachel Carlson
1965 Utilização da expressão “Educação Ambiental” (Enviromental Education) na
“Conferência de Educação” da Universidade de Keele, Grã-Bretanha.
1966 Pacto Internacional sobre os Direitos Humanos - Assembléia Geral da ONU
1968 Fundação do Clube de Roma
1972 Publicação do Relatório “Os Limites do Crescimento” - Clube de Roma
1972 Conferência de Estocolmo - Discussão do Desenvolvimento e Ambiente,
Conceito de Ecodesenvolvimento. Recomendação 96 Educação e Meio Ambiente
1973 Registro Mundial de Programas em Educação Ambiental - USA
1974 Seminário de Educação Ambiental em Jammi, Finlândia – Reconhece a
Educação Ambiental como educação integral e permanente.
1975 Congresso de Belgrado - Carta de Belgrado estabelece as metas e princípios
da Educação Ambiental
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1975 Programa Internacional de Educação Ambiental - PIEA
1976 Reunião Sub-regional de EA para o ensino Secundário Chosica, Peru.
Questões ambientais na América Latina estão ligadas às necessidades de
sobrevivência e aos direitos humanos.
1976 Congresso de Educação Ambiental em Brasarville, África, reconhece que a
pobreza é o maior problema ambiental.
1977 Conferência de Tbilisi – Geórgia. Estabelece os princípios orientadores da EA
e remarca seu caráter interdisciplinar, critico, ético e transformador.
1979 Encontro Regional de Educação Ambiental para América Latina em San José,
Costa Rica.
1980 Seminário Regional Europeu sobre EA , para Europa e América do Norte.
Assinala a importância do intercâmbio de informações e experiências.
1980 Seminário Regional sobre EA nos Estados Árabes, Manama, Bahrein.
UNESCO - PNUMA.
1980 Primeira Conferência Asiática sobre EA Nova Delhi, Índia
1983 Formação da Comissão Brundtland
1987 Divulgação do Relatório da Comissão Brundtland, Nosso Futuro Comum.
1987 Congresso Internacional da UNESCO - PNUMA sobre Educação e Formação
Ambiental em Moscou, URSS. Realiza a avaliação dos avanços desde Tbilisi,
reafirma os princípios de Educação Ambiental e assinala a importância e
necessidade da pesquisa, e da formação em Educação Ambiental .
1988 Declaração de Caracas, Venezuela, sobre Gestão Ambiental na América.
Denuncia a necessidade de mudar o modelo de desenvolvimento.
1989 Primeiro Seminário sobre materiais para a Educação Ambiental em Santiago,
Chile.
1989 Declaração de HAIA, preparatória da RIO 92, aponta a importância da
cooperação internacional nas questões ambientais.
1990 Conferência Mundial sobre Ensino para Todos, satisfação das necessidades
básicas de aprendizagem, Jomtien, Tailândia. Destaca o conceito de Analfabetismo
Ambiental
1990 ONU Declara o ano 1990 como Ano Internacional do Meio Ambiente.
1991 Reuniões preparatórias da Rio 92.
1992 Conferencia sobre o Meio Ambiente e o Desenvolvimento, UNCED, Rio/92 –
Criação da Agenda 21.
Tratado de Educação Ambiental para Sociedades Sustentáveis.
1992 FORUM das ONG’s - compromissos da sociedade civil com a Educação
Ambiental e o Meio Ambiente.
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1992 Carta Brasileira de Educação Ambiental. Aponta as necessidades de
capacitação na área. MEC.
1993 Congresso Sul-Americano - continuidade Eco/92 - Argentina
1993 Conferência dos Direitos Humanos. Viena.
1994 Conferência Mundial da População. Cairo
1994 I Congresso Ibero Americano de Educação Ambiental. Guadalajara, México.
1995 Conferência para o Desenvolvimento Social. Copenhague. Criação de um
ambiente econômico-político-social-cultural e jurídico que permita o
desenvolvimento social.
1995 Conferência Mundial da Mulher (Pequim, China)
1995 I Conferência Mundial do Clima (Berlim, Alemanha)
1996 Conferência Habitat II (Istambul, Turquia)
1996 II Conferência Mundial do Clima (Genebra, Suíça)
1997 II Congresso Ibero-americano de EA . Junho (Guadalajara, México)
1997 Conferência sobre Educação Ambiental (Nova Delhi, Índia)
1997 Conferência Internacional sobre Meio Ambiente e Sociedade: Educação e
Conscientização Pública para a Sustentabilidade, Thessaloniki, Grécia. Rio + 5
Sessão especial da Assembléia Geral da ONU realizada en Nova York.
1997 III Conferencia das Partes (Quioto, Japão) onde foi proposto. O PROTOCOLO
DE QUIOTO, acordo para diminuição dos gases efeito estufa.
1999 Conferência Mundial do Clima (Bonn, Alemanha)
2000 Conferência Mundial do Clima (Haia, Holanda)
2001 I FÓRUM SOCIAL MUNDIAL (Porto Alegre, Brasil)
2002 Rio + 10 (Joanesburgo, África)
2002 II Fórum Social Mundial ( Porto Alegre, Brasil)
2002 VIII Conferência Mundial do Clima, adoção da Declaração de Déli sobre
Mudanças Climáticas e Desenvolvimento Sustentável ( Nova Déli, Índia)
2003 III Fórum Social Mundial (Porto Alegre, Brasil) I Conferencia Brasileira de
Meio Ambiente
2004 IV Fórum Social Mundial (Índia)
2004 V Fórum de Educação Ambiental ( Goiânia, Brasil)
 
 
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BRASIL/IBAMA – Como o Ibama exerce a educação ambiental. Coordenação Geral
de Educação Ambiental – Brasília: Edições IBAMA, 2002.
BRASIL/IBAMA – Diretrizes para Operacionalização do Programa Nacional de
Educação Ambiental. Brasília: Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos
Naturais Renováveis, 1996.
BRASIL/IBAMA – Pensando e praticando a educação ambiental na gestão do meio
ambiente. Brasília: Edições IBAMA, 2000.
BRASIL/MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO – Educação ambiental legal. Secretaria de
Educação Fundamental, Coordenação Geral de Educação Ambiental, Brasília: MEC,
2002.
BRASIL/MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO – Parâmetros curriculares nacionais: terceiro
e quarto ciclos do ensino fundamental – temas transversais. Secretaria de
Educação Fundamental. Brasília: MEC/SEF,
1998.
BRASIL/MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE/MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO E CULTURA
– I Conferência Nacional de Educação Ambiental. Brasília: Ministério do Meio
Ambiente, dos Recursos Hídricos e da Amazônia Legal – MMA e Ministério da
Educação e do Desporto – MEC, 1997.
DUAILIBI, Miriam; ARAUJO Luciano. Oficina de Educação Ambiental para Gestão.
Secretaria do Meio Ambiente de São Paulo, 1995.
 
Exercício 1:
Analise as afirmações abaixo.
 
I – Considerando-se que educação ambiental é um processo em construção
permanente e que, portanto, torna-se um instrumento de aprendizagem em
constante movimento, alguns fatos e acontecimentos marcantes na história
mundial têm sua importância para o estudo histórico.
II – Em 1869, Ernest Haeckel propõe o vocábulo “ecologia” para os estudos das
relações entre espécies e seu ambiente. Três anos depois, é criado o primeiro
Parque Nacional do mundo, o de Yellowstone, nos Estados Unidos.
III – A educação Ambiental é uma preocupação do homem desde a idade da
caverna.
 
Assinale a alternativa que melhor retrata as afirmações acima.
A)
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Somente as afirmações I e II estão corretas.
B)
Somente as afirmações I e III estão corretas.
C)
Somente as afirmações II e III estão corretas.D)
Somente a afirmação I está correta.
E)
Somente a afirmação II está correta.
Comentários:
Essa disciplina não é ED ou você não o fez comentários
Exercício 2:
Analise as afirmações abaixo.
 
I – Após a 1ª Grande Guerra se iniciou de forma muito intensa e preocupação com
meio ambiente e com a Educação Ambiental.
II – Após a 2ª Grande Guerra quando do crescimento desenfreado da produção
industrial e do consequente acirramento da degradação do meio ambiente,
começaram a surgir problemas de dimensões globais, que rompiam fronteiras e
extrapolavam a regionalidade, como a poluição de rios e mananciais
internacionais, a chuva ácida, o buraco na camada de ozônio, o efeito estufa, as
ilhas de calor nos grandes centros urbanos, entre outros.
III – Após a 2ª Grande Guerra percebeu-se a importância de uma reflexão mais
profunda e a necessidade de um trabalho conjunto entre as nações, concentrando
recursos financeiros e tecnológicos para a solução dessas questões e/ou para
minimização dos impactos desses fenômenos no meio ambiente. Nesse sentido,
diversas atitudes passam a ser tomadas, principalmente nos países do hemisfério
norte. Algumas delas são emblemáticas, tais como a fundação em 1947, na Suíça,
a UICN – União Internacional para a Conservação da Natureza, a mais antiga
instituição ambientalista de que se tem registro.
 
Assinale a alternativa que melhor retrata as afirmações acima.
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A)
Somente as afirmações I e II estão corretas.
B)
Somente as afirmações I e III estão corretas.
C)
Somente as afirmações II e III estão corretas.
D)
Somente a afirmação I está correta.
E)
Somente a afirmação II está correta.
Comentários:
Essa disciplina não é ED ou você não o fez comentários
Exercício 3:
Analise as afirmações abaixo.
 
I – O Clube de Roma e o Crescimento Zero - Em 1968, é fundado o Clube de
Roma pelo industrial italiano Aurélio Peccei e pelo químico inglês Alexander King,
que agregou 100 empresários, políticos, cientistas sociais, preocupados com as
consequências do modelo de desenvolvimento predatório adotado pelos países
ricos do ocidente e que rapidamente se espalhava por todo o globo terrestre. Em
1971, o Clube encomenda ao MIT – Instituto de Tecnologia de Massachussets,
Estados Unidos - um estudo sobre a situação do Planeta.
II – O Clube de Roma e o Crescimento Zero – este nome se origina da
importância do império Romano para o desenvolvimento da Educação Ambiental.
III – O Clube de Roma e o Crescimento Zero - publicada no ano 1972, um
relatório que leva o nome de “Limites do Crescimento”, que recomenda
crescimento zero da atividade econômica e da população, como forma de garantir
a continuidade da existência da espécie humana do Planeta.
 
Assinale a alternativa que melhor retrata as afirmações acima.
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A)
Somente as afirmações I e II estão corretas.
B)
Somente as afirmações I e III estão corretas.
C)
Somente as afirmações II e III estão corretas.
D)
Somente a afirmação I está correta.
E)
Somente a afirmação II está correta.
Comentários:
Essa disciplina não é ED ou você não o fez comentários
Exercício 4:
Analise as afirmações abaixo.
 
I – O Clube de Roma e o Crescimento Zero – originou o documento – Limites
do crescimento – que foi duramente criticado, principalmente porque congelava
desigualdades e não previa mudanças nos padrões de produção e consumo
adotados pela sociedade, nem tampouco propunha uma redistribuição de riquezas
entre os países e as diferentes camadas da população.
II – O Clube de Roma e o Crescimento Zero - ser a primeira vez que um sério
instituto de pesquisa, financiado por poderosos empresários do primeiro mundo,
apontava a situação a que o Planeta estava exposto. Por fim, o mundo tomava
conhecimento, oficialmente, das limitações ambientais ao crescimento.
III – O Clube de Roma e o Crescimento Zero – se destaca por ter ocorrido na
mesma época em que a Itália sediava uma copa do mundo de futebol.
 
Assinale a alternativa que melhor retrata as afirmações acima.
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A)
Somente as afirmações I e II estão corretas.
B)
Somente as afirmações I e III estão corretas.
C)
Somente as afirmações II e III estão corretas.
D)
Somente a afirmação I está correta.
E)
Somente a afirmação II está correta.
Comentários:
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Exercício 5:
Analise as afirmações abaixo.
 
I – A Conferência de Estocolmo - aconteceu a Conferência das Nações Unidas,
em Estocolmo, debatendo o tema “Crescimento Econômico e Meio Ambiente”, com
a presença de 113 países.
II – A Conferência de Estocolmo - Esta Conferência é considerada um marco
político internacional para o surgimento de políticas de gerenciamento ambiental.
Ali foram propostos novos conceitos como o do Ecodesenvolvimento, uma nova
visão das relações entre o meio ambiente e o desenvolvimento; gerados e criados
novos importantes programas como o das Nações Unidas para o Meio Ambiente
(PNUMA); gerados documentos da relevância da Declaração sobre o Ambiente
Humano, uma afirmação de princípios de comportamento e responsabilidade que
deveriam governar as decisões relativas à área ambiental e o Plano de Ação
Mundial, uma convocação à cooperação internacional para a busca de soluções
para os problemas ambientais.
III – A Conferência de Estocolmo – também constituiu o Dia Mundial da Mulher,
em homenagem a ao Planeta Terra que é a mãe de todos nós.
 
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Assinale a alternativa que melhor retrata as afirmações acima.
A)
Somente as afirmações I e II estão corretas.
B)
Somente as afirmações I e III estão corretas.
C)
Somente as afirmações II e III estão corretas.
D)
Somente a afirmação I está correta.
E)
Somente a afirmação II está correta.
Comentários:
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Exercício 6:
Analise as afirmações abaixo.
 
I – Na época da Conferência de Estocolmo o Brasil, estava sob intervenção do
regime militar, e havia adotado o chamado modelo econômico “nacional-
desenvolvimentista”, no qual o crescimento a qualquer custo era visto como
ferramenta fundamental para o progresso e para a melhoria da qualidade de vida
da população e vinha acumulando sucessivos índices positivos de crescimento do
Produto Interno Bruto.
II – Na época da Conferência de Estocolmo o Brasil possuía um desenvolvido
programa de proteção da Amazônia que assegurava a não realização de
queimadas de derrubada da floresta.
III – Na época da Conferência de Estocolmo o Brasil se encontrava na década do
“milagre brasileiro” e os investimentos governamentais em grandes obras eram
consideradas prioritários, a rodovia Transamazônica, a Ponte Rio - Niterói, a Usina
de Energia Nuclear de Angra, entre outros, ampliavam a infraestrutura que, por
sua vez, possibilitava o crescimento desenfreado que exigia ainda mais
infraestruturas de base.
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Assinale a alternativa que melhor retrata as afirmações acima.
A)
Somente as afirmações I e II estão corretas.
B)
Somente as afirmações I e III estão corretas.
C)
Somente as afirmações II e III estão corretas.
D)
Somente a afirmação I está correta.
E)
Somente a afirmação II está correta.
Comentários:
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Exercício 7:
Analise asafirmações abaixo.
 
I – Congresso de Belgrado -estabelece a criação de um Programa Mundial em
Educação Ambiental. Como resultado, a UNESCO cria, então, o Programa
Internacional de Educação Ambiental (PIEA), que até os dias de hoje tem
continuamente atuado na EA internacional e regionalmente. O PIEA mantém uma
base de dados com informações sobre instituições de EA em todo o mundo, além
de projetos e eventos que envolvem estudantes, professores e administradores.
II – Congresso de Belgrado - propõe a discussão de nova ética planetária para
promover a erradicação da pobreza, analfabetismo, fome, poluição, exploração e
dominação humanas. Censurava o desenvolvimento de uma nação à custa de
outra e propõe a busca de um consenso internacional.
III – Congresso de Belgrado – não tratava de questões ambientais, mas sim do
desarmamento das potencias militares.
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Assinale a alternativa que melhor retrata as afirmações acima.
A)
Somente as afirmações I e II estão corretas.
B)
Somente as afirmações I e III estão corretas.
C)
Somente as afirmações II e III estão corretas.
D)
Somente a afirmação I está correta.
E)
Somente a afirmação II está correta.
Comentários:
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Exercício 8:
Analise as afirmações abaixo.
 
I – A Conferência de Tbilisi - foi a reunião internacional que de fato
revolucionou a Educação Ambiental - EA foi a Conferência Intergovernamental
sobre Educação Ambiental, promovida pela UNESCO e realizada em Tbilisi, na
Geórgia em 1977. Embora o evento fosse governamental, participantes não-
oficiais se fizeram presentes, marcando posições e interferindo nas discussões.
Conseguiram grandes avanços e estratégias e pressupostos pedagógicos foram
adicionados aos seus documentos.
II – Conferência de Tbilisi – está relacionada ao desafio de se preparar a
humanidade para os desafios de enfrentar as doenças virais, que na ocasião eram
interpretadas, como uma grande ameaça a sobrevivência humana.
III – Conferência de Tbilisi - é fundamental na declaração final de Tbilisi
estabelece os princípios orientadores da Educação Ambiental - EA e remarca seu
caráter interdisciplinar, crítico, ético e transformador. Anuncia que a Educação
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Ambiental - EA deveria basear-se na ciência e na tecnologia para a tomada de
consciência e adequada compreensão dos problemas ambientais, fomentando uma
mudança de conduta quanto à utilização dos recursos ambientais.
 
Assinale a alternativa que melhor retrata as afirmações acima.
A)
Somente as afirmações I e II estão corretas.
B)
Somente as afirmações I e III estão corretas.
C)
Somente as afirmações II e III estão corretas.
D)
Somente a afirmação I está correta.
E)
Somente a afirmação II está correta.
Comentários:
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Exercício 9:
Analise as afirmações abaixo.
 
I – Nosso Futuro Comum – tem como principal meta desenvolver um sistema
de financiamento mundial, para favorecer o consumo de bens pela sociedade em
geral.
II – Nosso Futuro Comum – se origina da chamada de Comissão Brundtland,
que circulou o mundo e encerrou seus trabalhos em 1987, com um relatório
chamado “Nosso Futuro Comum”. E é nesse relatório que se encontra a definição
de desenvolvimento sustentável mais aceita e difundida em todo o Planeta:
“Desenvolvimento sustentável é aquele que atende às necessidades do presente
sem comprometer a possibilidade das gerações futuras satisfazerem suas próprias
necessidades”.
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III – Nosso Futuro Comum - em 1983, por decisão da Assembléia Geral da
ONU, foi criada a Comissão Mundial de Meio Ambiente e Desenvolvimento –
CMMAD. Presidida pela então primeira ministra da Noruega, Gro Harlem
Brundtland, tinha como objetivo analisar a interface entre a questão ambiental e o
desenvolvimento e propor um plano de ações.
 
Assinale a alternativa que melhor retrata as afirmações acima.
A)
Somente as afirmações I e II estão corretas.
B)
Somente as afirmações I e III estão corretas.
C)
Somente as afirmações II e III estão corretas.
D)
Somente a afirmação I está correta.
E)
Somente a afirmação II está correta.
Comentários:
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Exercício 10:
Analise as afirmações abaixo.
 
I – Rio-92 - Fez história ao chamar a atenção do mundo para uma questão nova
na época: a compreensão de que os problemas ambientais estão intimamente
ligados às condições econômicas e à justiça social. Reconheceu a necessidade de
integração e equilíbrio entre as questões sociais e econômicas para a
sobrevivência da vida humana no Planeta.
II – Rio-92 - Reuniu apenas ambientalistas, pois interpretava que os chefes de
estado não estavam preocupados com a educação Ambiental.
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III – Rio-92 - A Conferência das Nações Unidas para o Meio Ambiente e
Desenvolvimento (CNUMAD), oficialmente denominada de “Conferência de Cúpula
da Terra” e informalmente de Eco-92 ou Rio-92, foi realizada no Rio de Janeiro
entre 03 e 14 de junho de 1992, 20 anos após a Conferência de Estocolmo e teve
grande importância para reforçar e ampliar essa nova abordagem ambiental, que
já vinha sendo discutida em documentos anteriores.
 
Assinale a alternativa que melhor retrata as afirmações acima.
A)
Somente as afirmações I e II estão corretas.
B)
Somente as afirmações I e III estão corretas.
C)
Somente as afirmações II e III estão corretas.
D)
Somente a afirmação I está correta.
E)
Somente a afirmação II está correta.
Comentários:
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Conceitos de Educação Ambiental
 
Na Conferência de Tbilisi (1977), a Educação Ambiental foi definida como “uma dimensão dada ao conteúdo e à
prática da educação, orientada para a resolução dos problemas concretos do meio ambiente, através de enfoques
multidisciplinares e de uma participação ativa e responsável de cada indivíduo e da coletividade”.
No entanto, os que convivem com a EA se depararam com uma surpreendente diversidade sob o guarda-chuva
dessa denominação. Atualmente, podemos encontrar uma gama imensa de conceitos, práticas e metodológicas
que, por sua vez, ora se subdividem, ora se antagonizam, ora se mesclam. Não é, pois, tarefa fácil analisar,
qualificar e adjetivar a educação ambiental. Suas práticas têm sido categorizadas de muitas maneiras: Educação
Ambiental popular, crítica, política, comunitária, formal, não formal, para o desenvolvimento sustentável, para a
sustentabilidade, conservacionista, socioambiental, ao ar livre, entre tantas outras.
Vejamos algumas destas principais correntes do ambientalismo e como se dá a inserção da educação ambiental,
em cada uma delas:
 
Conservacionismo:
 
Com significativa presença nos países mais desenvolvidos, ganha grande impulso com a divulgação dos impactos
sobre a natureza causados pelos atuais modelos de desenvolvimento. Sua penetração no Brasil se dá a partir da
atuação de entidades conservacionistas como a UIPA e a FBCN, e da primeira tradução para o português de um
livro (Tanner, 1978) sobre educação ambiental.
A partir de então, esta corrente é mantida no país especialmente por ONGS de origem internacional que se
dedicam à proteção, conservação e preservação de espécies,ecossistemas e do Planeta como um todo; à
conservação da biodiversidade; às questões do aquecimento global e o efeito estufa; ao enfrentamento da questão
da rápida deterioração dos recursos hídricos; ao diagnóstico e análise dos grandes fenômenos de degradação da
natureza, incluindo a espécie humana como parte da natureza; ao estudo e formulação de banco de dados que
sirvam de base para a conservação e utilização dos recursos naturais.
Na última década, no entanto, a atuação destas instituições no Brasil tem se alterado substancialmente. Com
freqüência, elas mantêm programas de Educação Ambiental, com as comunidades do entorno de suas áreas de
atuação, com caráter prioritário de disponibilizar informações sobre os ecossistemas em estudo, mas também
agregando projetos de inclusão social e emancipação política.
 
Socioambientalismo
 
Tem suas raízes mais profundas fincadas nos movimentos de resistência aos regimes autoritários na América
Latina. No Brasil, esses ideais foram constitutivos da educação popular que rompe com a visão tecnicista, difusora
e repassadora de conhecimentos. Paulo Freire teve papel preponderante na defesa deste tipo de educação e
inspirou centenas de educadores brasileiros e em todo mundo que romperam com a visão tecnicista e reprodutora
de conhecimentos para construir uma educação emancipatória, transformadora, libertária.
Uma importante vertente da EA se inspira nos ideais democráticos e emancipatórios da Educação Popular e lhe
acrescenta a dimensão ambiental buscando compreender as relações sociedade e natureza para intervir nos
conflitos socioambientais. Entre as principais expressões desta corrente estão o histórico seringalista Chico Mendes
e sua discípula Marina Silva, hoje Ministra do Meio Ambiente. Seus pressupostos apontam para o fomento de uma
cultura de procedimentos democráticos; de estímulo a processos participativos e horizontalizados; de formação e
aprimoramento de organizações, de diálogo na diversidade; de auto-gestão política; de inclusão social e de uma
organização social mais justa e eqüitativa.
 
Desenvolvimento Sustentável e/ou a Economia Ecológica
 
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Vertente que surge na década de 70, inspirada no conceito de ecodesenvolvimento (Ignacy Sachs, 1986) e no “O
negócio é ser pequeno” (Schumacher, 1981). Ganha grande impulso na segunda metade da década de 80, quando
governos e organismos internacionais começam a se preocupar com o futuro da vida no Planeta e passam a
publicar documentos como “Nosso futuro comum” , a propor mecanismos de regulação do uso dos recursos
naturais, a criar novas legislações.
Se expressa hoje, sobretudo no chamado “Capitalismo Natural” (Lovins, 2002) e no Ecodesign, entendido como
planejamento das intervenções antrópicas no ambiente, utilizando tecnologias e materiais desenhados
ecologicamente.
De grande influência nos países do hemisfério norte, esta corrente representa um grande avanço no uso racional
dos recursos naturais, na redução do consumo de energia, na minimização de emissão de gases poluentes, na
redução e no tratamento dos resíduos, na ecoeficiência etc. Exerce grande influencia nos bancos internacionais e
nos organismos multilaterais e em especial em documentos do PNUMA, FAO, UNESCO entre outros.
Seu sucesso está intimamente relacionado ao surgimento dos conceitos de “responsabilidade social e
desenvolvimento sustentável”, frutos de décadas de trabalho dos movimentos da sociedade civil, especialmente o
movimento feminista, de direitos humanos e o ambientalista que forjaram consumidores, eleitores e investidores
mais exigentes.
Surge um grande número de fundações, institutos e associações governamentais, privadas e mistas que passam a
trabalhar a educação ambiental sob a ótica da construção de um novo modelo de produção, distribuição, consumo
e descarte. Algumas ONGs ambientalistas que tradicionalmente trabalham a questão da Educação Ambiental se
associam e/ou firmam parcerias com instituições de pesquisa nacionais e internacionais e passam a atuar
fortemente com tais conceitos e práticas.
 
Ecopedagogia
 
Tem como fundamento a concepção de Paulo Freire da educação como ato político que possibilita ao educando
perceber seu papel no mundo e sua inserção na história. A ecopedagogia prega um olhar global a partir das
práticas do cotidiano. Nela a noção de natureza está embasada na Hipótese de Gaia, de James Lovelock e no
pensamento de Fritjof Capra e Leonardo Boff e está associada a elementos espirituais.
Assim, os referencias teóricos que fundamentam suas práticas são: o holismo, a complexidade e a pedagogia
freireana.
As duas últimas características, especialmente, dão o tom da abordagem metodológica desta vertente que busca
contribuir para a formação de novos valores para uma sociedade sustentável.
Compreende a educação a partir de uma concepção ”dinâmica criadora e racional onde a harmonia ambiental
supõe tolerância, respeito, igualdade social, cultural, de gênero e aceitação da biodiversidade”
(Gutierrez e Prado, 2000).
A ecopedagogia se afirma como movimento social em torno, principalmente, da formulação e discussão da Carta da
Terra.
Para saber mais, consulte: Carta da Ecopedagogia (em defesa da pedagogia da Terra):
www.paulofreire.terra.com.br
 
Educação para Sociedades Sustentáveis
 
Apresenta-se como uma possibilidade única de reconstruir nossa história, nossa relação com a natureza, como o
desejo de construir uma nova globalização, verdadeira, solidária capaz de gerar valores que ofereçam novo sentido
à existência humana no Planeta.
A falência do modelo de desenvolvimento adotado pelos humanos nos últimos dez mil anos, a compreensão de que
a dimensão social, econômica, ambiental, política e cultural de cada sociedade estão absolutamente
interconectadas, a percepção de que a sustentabilidade só pode ser construída coletivamente através de um
grande processo de mudança cultural aponta os caminhos para esta vertente da EA no Brasil, que apresenta
características bastante peculiares e inovadoras.
Tomando como referência contribuições que a ciência e a tecnologia, especialmente na década de 90, trazem à
ecologia e aos movimentos ambientalistas, esta nova vertente acrescenta a eles a sensibilidade social e a busca
http://www.paulofreire.terra.com.br/
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emancipatória advinda dos movimentos sociais.
Na prática, busca aplicar cientificidade aos projetos educacionais, incorporando a eles o arcabouço científico da
Teoria da Complexidade, da teoria dos Sistemas Vivos e do pensamento sistêmico sem, no entanto, deixar de
contemplar a dimensão social, cultural e pedagógica da sustentabilidade.
Um dos pontos principais deste pensamento fundamenta-se nos princípios do respeito à diversidade, na inclusão,
na horizontalidade e no trabalho em rede.
É nesta corrente que está abrigada a pedagogia formulada pelo físico, ecologista e pensador Fritjof Capra, a
alfabetização ecológica, que parte do pressuposto que a sobrevivência da nossa espécie no Planeta está
diretamente vinculada à nossa capacidade de entender os princípios de organização que os ecossistemas
desenvolveram para sustentar a teia da vida e assim obter o conhecimento e o comprometimento necessários para
desenhar comunidades humanas sustentáveis.
No Brasil, esta corrente vem ganhando adeptos entre ONGS e órgãos públicos e tem sido aplicada especialmente
em escolas de ensino fundamental. Para saber mais consulte: www.ecoliteracy.org
Dentre os chamados projetos de construção de sociedades sustentáveis, se apresentam os projetos
ecologicamente desenhados, rurais e urbanos. A agroecologia, os projetos de seqüestro de gases efeito estufa, os
de energia alternativa com geração de renda para as comunidades envolvidas,as ecovilas, os projetos
agroflorestais, nela se inserem, apresentando, diferentemente dos projetos de ecodesenvolvimento, um forte viés
de desenvolvimento local sustentável, inclusão social e fortalecimento das comunidades.
As cinco correntes de educação ambiental citadas apresentam uma vasta diversificação de temas, objetivos e
estratégias, cada uma delas influenciando e se identificando com distintos projetos de educação ambiental, em
diversos locais do país.
Em comum, o desejo de contribuir para a conservação da biodiversidade, para a inclusão social; para a participação
na vida pública, para o aprimoramento individual e coletivo, para um modelo de desenvolvimento mais justo e
eqüitativo. Todas elas são uníssonas na compreensão da fundamentalidade dos processos educativos para que
este percurso se faça possível.
 
 
Os princípios básicos da educação ambiental:
 
É fundamental que a EA esteja calcada em princípios básicos, por isso, a seguir, uma seleção dos mais relevantes:
- Considerar o meio ambiente em sua totalidade, ou seja, em seus aspectos naturais e nos criados pelos
seres humanos, tecnológicos e sociais (econômico, político, técnico, histórico-cultural, moral e estético);
- Constituir um processo educativo contínuo e permanente, começando pelos primeiros anos de vida e
continuando através de todas as fases do ensino formal e não-formal;
- Aplicar um enfoque interdisciplinar, aproveitando o conteúdo específico de cada disciplina, de modo que se
adquira uma perspectiva global e equilibrada;
- Examinar as principais questões ambientais, do ponto de vista local, regional, nacional e internacional, de
modo que os educandos se identifiquem com as condições ambientais de outras regiões geográficas;
- Trabalhar com o conhecimento contextual, com estudos do meio.
- Concentrar-se nas situações ambientais atuais, mas levando em conta, a perspectiva histórica, resgatando
os saberes e fazeres tradicionais;
- Insistir no valor e na necessidade de cooperação local, nacional e global para prevenir e resolver os
problemas ambientais;
- Considerar, de maneira explícita, os aspectos ambientais nos planos de desenvolvimento e de crescimento;
- Ajudar a descobrir os sintomas e as causas reais dos problemas ambientais;
- Destacar a complexidade dos problemas ambientais e, em conseqüência, a necessidade de desenvolver o
senso crítico e as habilidades necessárias para resolver os problemas;
- Utilizar diversos ambientes educativos e uma ampla gama de métodos para comunicar-se e adquirir
conhecimentos sobre o meio ambiente, estimulando o indivíduo a analisar e participar na resolução dos
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problemas ambientais da coletividade;
- Estimular uma visão global (abrangente/holística) e crítica das questões ambientais;
 
BRASIL/IBAMA – Como o IBAMA exerce a educação ambiental. Coordenação Geral de Educação Ambiental –
Brasília: Edições IBAMA, 2002.
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IBAMA, 2000.
BRASIL/MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO – Educação ambiental legal. Secretaria de Educação Fundamental,
Coordenação Geral de Educação Ambiental, Brasília: MEC, 2002.
BRASIL/MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO – Parâmetros curriculares nacionais: terceiro e quarto ciclos do ensino
fundamental – temas transversais. Secretaria de Educação Fundamental. Brasília: MEC/SEF, 1998.
BRASIL/MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE/MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO E CULTURA – I Conferência Nacional
de Educação Ambiental. Brasília: Ministério do Meio Ambiente, dos Recursos Hídricos e da Amazônia
Legal – MMA e Ministério da Educação e do Desporto – MEC, 1997.
DUAILIBI, Miriam; ARAUJO Luciano. Oficina de Educação Ambiental para Gestão. Secretaria do Meio Ambiente de
São Paulo, 1995.
 
 
Exercício 1:
Analise as afirmações abaixo.
 
I – Na Conferência de Tbilisi (1977), a Educação Ambiental - EA foi definida como
“uma dimensão dada ao conteúdo e à prática da educação, orientada para a
resolução dos problemas concretos do meio ambiente, através de enfoques
multidisciplinares e de uma participação ativa e responsável de cada indivíduo e
da coletividade”.
II – Os que convivem com a Educação Ambiental - EA se depararam com uma
surpreendente diversidade sob o guarda-chuva dessa denominação. Atualmente,
podemos encontrar uma gama imensa de conceitos, práticas e metodológicas que,
por sua vez, ora se subdividem, ora se antagonizam, ora se mesclam.
III – A Educação Ambiental – EA em nenhum momento foi organizada de forma
global, ficando sempre sob exclusividade dos governos locais
 
Assinale a alternativa que melhor retrata as afirmações acima.
A)
Somente as afirmações I e II estão corretas.
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B)
Somente as afirmações I e III estão corretas.
C)
Somente as afirmações II e III estão corretas.
D)
Somente a afirmação I está correta.
E)
Somente a afirmação II está correta.
Comentários:
Essa disciplina não é ED ou você não o fez comentários
Exercício 2:
Analise as afirmações abaixo.
 
I – Não fácil a tarefa analisar, qualificar e adjetivar a educação ambiental. Suas
práticas têm sido categorizadas de muitas maneiras: Educação Ambiental popular,
crítica, política, comunitária, formal, não formal, para o desenvolvimento
sustentável, para a sustentabilidade, conservacionista, socioambiental, ao ar livre,
entre tantas outras.
II – A Educação Ambiental – EA é de exclusiva responsabilidade da família, pois é
que passa os fundamentos básicos de ética e cultura.
III – A Educação Ambiental – EA deve ser ministrada apenas nas escolas
particulares, pois o custo desta disciplina é muito alto para as escolas Públicas.
 
Assinale a alternativa que melhor retrata as afirmações acima.
A)
Somente as afirmações I e II estão corretas.
B)
Somente as afirmações I e III estão corretas.
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C)
Somente as afirmações II e III estão corretas.
D)
Somente a afirmação I está correta.
E)
Somente a afirmação II está correta.
Comentários:
Essa disciplina não é ED ou você não o fez comentários
Exercício 3:
Analise as afirmações abaixo.
 
I – O Conservacionismo com significativa presença nos países mais desenvolvidos,
ganha grande impulso com a divulgação dos impactos sobre a natureza causados
pelos atuais modelos de desenvolvimento. Sua penetração no Brasil se dá a partir
da atuação de entidades conservacionistas como a UIPA e a FBCN, e da primeira
tradução para o português de um livro (Tanner, 1978) sobre educação ambiental.
II – O Conservacionismo não é uma corrente que deve ser ponderada, no estudo
da Educação Ambiental no Brasil.
III – O Conservacionismo é mantido no país especialmente por ONGs de origem
internacional que se dedicam à proteção, conservação e preservação de espécies,
ecossistemas e do Planeta como um todo; à conservação da biodiversidade; às
questões do aquecimento global e o efeito estufa; ao enfrentamento da questão
da rápida deterioração dos recursos hídricos; ao diagnóstico e análise dos grandes
fenômenos de degradação da natureza, incluindo a espécie humana como parte
da natureza; ao estudo e formulação de banco de dados que sirvam de base para
a conservação e utilização dos recursos naturais.
 
Assinale a alternativa que melhor retrata as afirmações acima.
A)
Somente as afirmações I e II estão corretas.
B)
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Somente as afirmações I e III estão corretas.
C)
Somente as afirmações II e III estão corretas.
D)
Somente a afirmação I está correta.
E)
Somente a afirmação II está correta.
Comentários:
Essa disciplina não é ED ou você não o fez comentários
Exercício 4:
Analise as afirmações abaixo.
 
I – O Sociambientalismo está relacionado, a apenas atividades organizacionais,
não se adequando ao contexto escola.
II – O Socioambientalismo tem suas raízes mais profundas fincadas nos
movimentos de resistência aos regimes autoritários na América Latina. No Brasil,
esses ideais foram constitutivos da educação popular que rompe com a visão
tecnicista, difusora e repassadora de conhecimentos.
III – Paulo Freire teve papel preponderante na defesa deste tipo de educação, o
Socioambientalismo, e inspirou centenas de educadores brasileiros e em todo
mundo que romperam com a visão tecnicista e reprodutora de conhecimentos
para construir uma educação emancipatória, transformadora, libertária.
 
Assinale a alternativa que melhor retrata as afirmações acima.
A)
Somente as afirmações I e II estão corretas.
B)
Somente as afirmações I e III estão corretas.
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C)
Somente as afirmações II e III estão corretas.
D)
Somente a afirmação I está correta.
E)
Somente a afirmação II está correta.
Comentários:
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Exercício 5:
Analise as afirmações abaixo.
 
I – O Socioambientalismo é uma importante vertente da EA se inspira nos ideais
democráticos e emancipatórios da Educação Popular e lhe acrescenta a dimensão
ambiental buscando compreender as relações sociedade e natureza para intervir
nos conflitos socioambientais.
II – Entre as principais expressões do Socioambientalismo estão o histórico
seringalista Chico Mendes e sua discípula Marina Silva, hoje Ministra do Meio
Ambiente. Seus pressupostos apontam para o fomento de uma cultura de
procedimentos democráticos; de estímulo a processos participativos e
horizontalizados; de formação e aprimoramento de organizações, de diálogo na
diversidade; de auto-gestão política; de inclusão social e de uma organização
social mais justa e equitativa.
III – O socioambitalismo só se adequa para os países ricos, ditos do primeiro
mundo.
 
Assinale a alternativa que melhor retrata as afirmações acima.
A)
Somente as afirmações I e II estão corretas.
B)
Somente as afirmações I e III estão corretas.
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C)
Somente as afirmações II e III estão corretas.
D)
Somente a afirmação I está correta.
E)
Somente a afirmação II está correta.
Comentários:
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Agenda 21
Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento
 
O que é a Agenda 21?
A Agenda 21 é um documento gerado a par�r da Rio Eco-92 para implantação global, prevendo, em mais
de 40 tópicos, as possibilidades de desenvolvimento sustentável para o planeta, onde se possa gerar
desenvolvimento sem prejuízos à qualidade de vida do ser humano e às condições ambientais. Pode-se resumir
essa filosofia no encaminhamento das condições de vida do planeta para um ambiente justo e saudável, com o
equilíbrio perfeito entre o ser humano, a natureza e a economia, sem prejudicar o desenvolvimento e a
qualidade de vida, e sem degradar o ambiente planetário. Esse mesmo documento prevê a implantação da
Agenda 21 nacional, que deverá ser implementada, em cada país, observando-se suas caracterís�cas peculiares
e, ainda, a Agenda 21 local que, em tese, deve ser implementada em cada cidade ou localidade onde exista um
núcleo humano com necessidades de crescimento e de sustentabilidade ambiental e econômica, sem prejuízo da
qualidade de vida e da degradação dos ecossistemas.
As bases lógicas para a implementação das Agendas por país e por localidade são óbvias: não se poderá
construir um mundo sustentável, saudável e com um ambiente protegido, sem que as respec�vas ações nesse
sen�do tenham início nas bases dos habitantes que dominam o planeta e são capazes de transformá-lo para
melhor ou pior, ou seja, os seres humanos. Daí a adoção do tão alardeado slogan: "pensar globalmente e agir
localmente". A soma das boas ações locais vai produzir uma globalização condizente e correspondente.
As agendas locais - Estados, municípios, regiões e comunidades - têm, portanto, papel fundamental na
elaboração da agenda nacional. Par�ndo-se do microcosmo para o macrocosmo pode haver par�cipação a�va
de todas as comunidades, de todos os habitantes na criação de um plano de sustentabilidade maior e mais
abrangente. Afinal, o ser humano, individualmente, é a célula da sociedade, que, por sua vez, forma uma nação,
um país, e o planeta.
 
1. A humanidade se encontra em um momento de definição histórica. Defrontamo-nos com a
perpetuação das disparidades existentes entre as nações e no interior delas, o agravamento da pobreza, da
fome, das doenças e do analfabe�smo, e com a deterioração con�nua dos ecossistemas de que depende nosso
bem-estar. Não obstante, caso se integre as preocupações rela�vas a meio ambiente e desenvolvimento e a elas
se dedique mais atenção, será possível sa�sfazer às necessidades básicas, elevar o nível da vida de todos,
obterem ecossistemas melhor protegidos e gerenciados e construir um futuro mais próspero e seguro. São
metas que nação alguma pode a�ngir sozinha; juntos, porém, podemos - em uma associação mundial em prol
do desenvolvimento sustentável.
 
2. Essa associação mundial deve par�r das premissas da resolução 44/228 da Assembléia Geral de 22 de
dezembro de 1989, adotada quando as nações do mundo convocaram a Conferência das Nações Unidas sobre
Meio Ambiente e Desenvolvimento, e da aceitação da necessidade de se adotar uma abordagem equilibrada e
integrada das questões rela�vas a meio ambiente e desenvolvimento.
 
3. A Agenda 21 está voltada para os problemas prementes de hoje e tem o obje�vo, ainda, de preparar o
mundo para os desafios do próximo século. Reflete um consenso mundial e um compromisso polí�co no nível
mais alto no que diz respeito a desenvolvimento e cooperação ambiental. O êxito de sua execução é
responsabilidade, antes de tudo, dos Governos. Para concre�zá-la, são cruciais as estratégias, os planos, as
polí�cas e os processos nacionais. A cooperação internacional deverá apoiar e complementar tais esforços
nacionais. Nesse contexto, o sistema das Nações Unidas tem um papel fundamental a desempenhar. Outras
organizações internacionais, regionais e sub-regionais também são convidadas a contribuir para tal esforço. A
mais ampla par�cipação pública e o envolvimento a�vo das organizações não-governamentais e de outros
grupos também devem ser es�mulados.
 
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4. O cumprimento dos obje�vos da Agenda 21 acerca de desenvolvimento e meio ambiente exigirá um
fluxo substancial de recursos financeiros novos e adicionais para os países em desenvolvimento, des�nados a
cobrir os custos incrementais necessários às ações que esses países deverão empreender para fazer frente aos
problemas ambientais mundiais e acelerar o desenvolvimento sustentável. Além disso, o fortalecimento da
capacidade das ins�tuições internacionais para a implementação da Agenda 21 também exige recursos
financeiros. Cada uma das áreas do programa inclui uma es�ma�va indicadora da ordem de grandeza dos
custos.Essa es�ma�va deverá ser examinada e aperfeiçoada pelas agências e organizações implementadoras.
 
5. Na implementação das áreas per�nentes de programas iden�ficadas na Agenda 21, especial atenção
deverá ser dedicada às circunstâncias específicas com que se defrontam as economias em transição. É
necessário reconhecer, ainda, que tais países enfrentam dificuldades sem precedentes na transformação de suas
economias, em alguns casos em meio à considerável tensão social e polí�ca.
 
6. As áreas de programas que cons�tuem a Agenda 21 são descritas em termos de bases para a ação,
obje�vos, a�vidades e meios de implementação. A Agenda 21 é um programa dinâmico. Ela será levada a cabo
pelos diversos atores segundo as diferentes situações, capacidades e prioridades dos países e regiões e com
plena observância de todos os princípios con�dos na Declaração do Rio sobre Meio Ambiente e
Desenvolvimento. Com o correr do tempo e a alteração de necessidades e circunstâncias, é possível que a
Agenda 21 venha a evoluir. Esse processo assinala o início de uma nova associação mundial em prol do
desenvolvimento sustentável.
 
Os capítulos seguintes podem ser ob�dos nos seguintes sí�os.
http://www.ibot.sp.gov.br/pesquisa_cientifica/restauracao_ecologica/agenda_21.pdf
http://www2.prsc.mpf.mp.br/sedes/prm-itajai/gerco/volume-v
http://www.mma.gov.br/sitio/
 
Capítulo 2
COOPERAÇÃO INTERNACIONAL PARA ACELERAR O DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL
DOS PAÍSES EM DESENVOLVIMENTO E POLÍTICAS INTERNAS CORRELATAS
Capítulo 3 
COMBATE À POBREZA
Capítulo 4 
MUDANÇA DOS PADRÕES DE CONSUMO
Capítulo 5 
DINÂMICA DEMOGRÁFICA E SUSTENTABILIDADE
Capítulo 6 
PROTEÇÃO E PROMOÇÃO DAS CONDIÇÕES DA SAÚDE HUMANA
Capítulo 7 
PROMOÇÃO DO DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL DOS ASSENTAMENTOS HUMANOS
Capítulo 8 
INTEGRAÇÃO ENTRE MEIO AMBIENTE E DESENVOLVIMENTO NA TOMADA DE DECISÕES
Capítulo 9 
PROTEÇÃO DA ATMOSFERA
Capítulo 10 
ABORDAGEM INTEGRADA DO PLANEJAMENTO E DO GERENCIAMENTO
DOS RECURSOS TERRESTRES
Capítulo 11 
COMBATE AO DESFLORESTAMENTO
Capítulo 12 
MANEJO DE ECOSSISTEMAS FRÁGEIS: A LUTA CONTRA A DESERTIFICAÇÃO E A SECA
Capítulo 13 
GERENCIAMENTO DE ECOSSISTEMAS FRÁGEIS: DESENVOLVIMENTO
http://www.ibot.sp.gov.br/pesquisa_cientifica/restauracao_ecologica/agenda_21.pdf
http://www2.prsc.mpf.mp.br/sedes/prm-itajai/gerco/volume-v
http://www.mma.gov.br/sitio/
http://www.ibot.sp.gov.br/legislacao/Wag21p02.doc
http://www.ibot.sp.gov.br/legislacao/Wag21p03.doc
http://www.ibot.sp.gov.br/legislacao/Wag21p04.doc
http://www.ibot.sp.gov.br/legislacao/Wag21p05.doc
http://www.ibot.sp.gov.br/legislacao/Wag21p06.doc
http://www.ibot.sp.gov.br/legislacao/Wag21p07.doc
http://www.ibot.sp.gov.br/legislacao/Wag21p08.doc
http://www.ibot.sp.gov.br/legislacao/Wag21p09.doc
http://www.ibot.sp.gov.br/legislacao/Wag21p10.doc
http://www.ibot.sp.gov.br/legislacao/Wag21p11.doc
http://www.ibot.sp.gov.br/legislacao/Wag21p12.doc
http://www.ibot.sp.gov.br/legislacao/Wag21p13.doc
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SUSTENTÁVEL DAS MONTANHAS
Capítulo 14 
PROMOÇÃO DO DESENVOLVIMENTO RURAL E AGRÍCOLA SUSTENTÁVEL
Capítulo 15
CONSERVAÇÃO DA DIVERSIDADE BIOLÓGICA
Capítulo 16
MANEJO AMBIENTALMENTE SAUDÁVEL DA BIOTECNOLOGIA
Capítulo 17
PROTEÇÃO DOS OCEANOS, DE TODOS OS TIPOS DE MARES - INCLUSIVE MARES FECHADOS E
SEMIFECHADOS - E DAS ZONAS COSTEIRAS, E PROTEÇÃO, USO RACIONAL E DESENVOLVIMENTO DE SEUS
RECURSOS VIVOS
Capítulo 18
PROTEÇÃO DA QUALIDADE E DO ABASTECIMENTO DOS RECURSOS HÍDRICOS: APLICAÇÃO DE CRITÉRIOS
INTEGRADOS NO DESENVOLVIMENTO, MANEJO E USO DOS RECURSOS HÍDRICOS
Capítulo 19
MANEJO ECOLOGICAMENTE SAUDÁVEL DAS SUBSTÂNCIAS QUÍMICAS TÓXICAS, INCLUÍDA A PREVENÇÃO
DO TRÁFICO INTERNACIONAL ILEGAL DOS PRODUTOS TÓXICOS E PERIGOSOS
Capítulo 20 
MANEJO AMBIENTALMENTE SAUDÁVEL DOS RESÍDUOS PERIGOSOS, INCLUINDO A PREVENÇÃO DO
TRÁFICO INTERNACIONAL ILÍCITO DE RESÍDUOS PERIGOSOS
Capítulo 21
MANEJO AMBIENTALMENTE SAUDÁVEL DOS RESÍDUOS SÓLIDOS E QUESTÕES
RELACIONADAS COM OS ESGOTOS
Capítulo 22
MANEJO SEGURO E AMBIENTALMENTE SAUDÁVEL DOS RESÍDUOS RADIOATIVOS
Capítulo 23
SEÇÃO III. FORTALECIMENTO DO PAPEL DOS GRUPOS PRINCIPAIS
PREÂMBULO
Capítulo 24
AÇÃO MUNDIAL PELA MULHER, COM VISTAS A UM DESENVOLVIMENTO
SUSTENTÁVEL E EQÜITATIVO
Capítulo 25
A INFÂNCIA E A JUVENTUDE NO DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL
Capítulo 26
RECONHECIMENTO E FORTALECIMENTO DO PAPEL DAS POPULAÇÕES INDÍGENAS
E SUAS COMUNIDADES
Capítulo 27
FORTALECIMENTO DO PAPEL DAS ORGANIZAÇÕES NÃO-GOVERNAMENTAIS:
PARCEIROS PARA UM DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL
Capítulo 28
INICIATIVAS DAS AUTORIDADES LOCAIS EM APOIO À AGENDA 21
Capítulo 29
FORTALECIMENTO DO PAPEL DOS TRABALHADORES E DE SEUS SINDICATOS
Capítulo 30 
FORTALECIMENTO DO PAPEL DO COMÉRCIO E DA INDÚSTRIA
Capítulo 31
A COMUNIDADE CIENTÍFICA E TECNOLÓGICA
Capítulo 32
FORTALECIMENTO DO PAPEL DOS AGRICULTORES
Capítulo 33
SEÇÃO IV. MEIOS DE IMPLEMENTAÇÃO RECURSOS E MECANISMOS DE FINANCIAMENTO
http://www.ibot.sp.gov.br/legislacao/Wag21p14.doc
http://www.ibot.sp.gov.br/legislacao/Wag21p15.doc
http://www.ibot.sp.gov.br/legislacao/Wag21p16.doc
http://www.ibot.sp.gov.br/legislacao/Wag21p17.doc
http://www.ibot.sp.gov.br/legislacao/Wag21p18.doc
http://www.ibot.sp.gov.br/legislacao/Wag21p19.doc
http://www.ibot.sp.gov.br/legislacao/Wag21p20.doc
http://www.ibot.sp.gov.br/legislacao/Wag21p21.doc
http://www.ibot.sp.gov.br/legislacao/Wag21p22.doc
http://www.ibot.sp.gov.br/legislacao/Wag21p23.doc
http://www.ibot.sp.gov.br/legislacao/Wag21p24.doc
http://www.ibot.sp.gov.br/legislacao/Wag21p25.doc
http://www.ibot.sp.gov.br/legislacao/Wag21p26.doc
http://www.ibot.sp.gov.br/legislacao/Wag21p27.doc
http://www.ibot.sp.gov.br/legislacao/Wag21p28.doc
http://www.ibot.sp.gov.br/legislacao/Wag21p29.doc
http://www.ibot.sp.gov.br/legislacao/Wag21p30.doc
http://www.ibot.sp.gov.br/legislacao/Wag21p31.doc
http://www.ibot.sp.gov.br/legislacao/Wag21p32.doc
http://www.ibot.sp.gov.br/legislacao/Wag21p33.doc
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Capítulo 34
TRANSFERÊNCIA DE TECNOLOGIA AMBIENTALMENTE SAUDÁVEL,
COOPERAÇÃO E FORTALECIMENTO INSTITUCIONAL
Capítulo 35
A CIÊNCIA PARA O DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL
Capítulo 36
PROMOÇÃO DO ENSINO, DA CONSCIENTIZAÇÃO E DO TREINAMENTO
Capítulo 37
MECANISMOS NACIONAIS E COOPERAÇÃO INTERNACIONAL PARA FORTALECIMENTO INSTITUCIONAL
NOS PAÍSES EM DESENVOLVIMENTO
Capítulo 38
ARRANJOS INSTITUCIONAIS INTERNACIONAIS
Capítulo 39
INSTRUMENTOS E MECANISMOS JURÍDICOS INTERNACIONAIS
Capítulo 40 
INFORMAÇÃO PARA A TOMADA DE DECISÕES
Anexo
DECLARAÇÃO DO RIO SOBRE MEIO AMBIENTE E DESENVOLVIMENTO
 
Agenda 21 Escolar - Implantação
 
Porque Agenda 21 Escolar?
A escola é uma comunidade que tem influência efe�va não apenas dentro de seus muros, nos
momentos de instrução a seus alunos, mas também em toda a comunidade formada pelos respec�vos familiares
e moradores de seu entorno. A escola, em suas novas atribuições, estabelecidas passo a passo por técnicos do
ensino, pode ser considerada o cérebro que comanda um corpo maior, cons�tuído pelos lares dos alunos e pela
comunidade em que está inserida, extrapolando em muito as estreitas divisas de seus muros e afetando
diretamente a vida de um volume de pessoas extremamente maior do que o mero número de estudantes que a
freqüenta, sendo, por isso, também responsável pela avaliação crí�ca e �sica dos problemas sociais, pessoais e
ambientais dos ramos dela derivados, e pela busca de auxílio em sua solução.
 
A escola é à base de formação do cidadão.
A escola é a responsável pela educação que influenciará na vida profissional, social e pessoal do aluno e
em sua convivência familiar. A escola influencia e é influenciada pelos movimentos que agitam o seu entorno,
como fes�vidades, violência familiar e social, decisões da cole�vidade, desenvolvimento agrário, industrial e
comercial, etc. Além disso, em muitas comunidades,a escola é o órgão ao qual os cidadãos recorrem, como se
fosse um organismo de ajuda, apoio e resolução de problemas familiares ou sociais.
Desnecessário, por óbvios, destacar outros pontos de importância da escola na comunidade.
Portanto, nada mais ú�l e proveitoso do que se começar um processo de elaboração de Agenda 21 dentro do
âmbito de atuação direta e indireta da escola.
 
Agenda 21 Escolar
1. O que é a Agenda 21 Escolar?
 
A Agenda 21 escolar é a formatação do texto base da Agenda 21 local para aplicação no meio de
influência da escola, tanto nos recintos escolares, como no meio familiar e social onde tal influência é exercida.
Visa da mesma forma que as demais agendas, a sustentabilidade social e econômica, atendendo às necessidades
humanas para uma vida digna e a proteção do meio ambiente, tanto o ambiente u�lizado pelos cidadãos, como
formados pelos ecossistemas da região.
 
2. Requisitos Básicos da Elaboração da Agenda 21 Escolar
http://www.ibot.sp.gov.br/legislacao/Wag21p34.doc
http://www.ibot.sp.gov.br/legislacao/Wag21p35.doc
http://www.ibot.sp.gov.br/legislacao/Wag21p36.doc
http://www.ibot.sp.gov.br/legislacao/Wag21p37.doc
http://www.ibot.sp.gov.br/legislacao/Wag21p38.doc
http://www.ibot.sp.gov.br/legislacao/Wag21p39.doc
http://www.ibot.sp.gov.br/legislacao/Wag21p40.doc
http://www.ibot.sp.gov.br/legislacao/Wag21p40.doc
http://www.ibot.sp.gov.br/legislacao/Wrio.doc
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A adoção de uma metodologia de trabalho que deverá ser buscada por consenso entre representantes
do estabelecimento escolar, dos alunos, da cole�vidade em sua área de influência, do poder público e de
organismos não governamentais, voluntários, técnicos, líderes comunitários e religiosos, em reuniões
previamente designadas para tanto;
 
A realização de pesquisas para apuração dos problemas existentes na área de atuação da agenda,
englobados os problemas de saúde da população local, de degradação do meio ambiente ou riscos ambientais,
de segurança, problemas sociais diversos como desemprego, alcoolismo, uso de drogas, etc.;
 
Avaliação técnica, por pessoal habilitado, e consenso popular, através de reuniões, das soluções para
estancar, reverter ou pelo menos amenizar os problemas, buscando os meios de sustentabilidade econômica da
população, a melhora de sua qualidade de vida e a melhoria ambiental, com preservação de áreas, criação de
novas áreas, saneamento, melhoria dos elementos já implantados, e, essencialmente, educação de cunho social
e ambiental;
 
Apuradas as ações necessárias, verificar os respec�vos custos e os meios de financiamento;
 
Envolver o poder público, através das negociações necessárias, para que solucione ou busque soluções
para os problemas que são de sua exclusiva atribuição, e para que colabore na solução de outros, que estejam
dentro de suas possibilidades governamentais;
 
Mobilizar os setores da sociedade que de alguma forma possam auxiliar na concre�zação dos projetos
rela�vos à solução dos problemas apurados;
 
Dar andamento às ações de correção, reversão e erradicação de tais problemas.
 
3. Elaboração prá�ca da Agenda 21 Escolar
 
1.º passo: Realização de fórum, convocado de maneira oficial, para início dos trabalhos de
implementação da Agenda 21 do estabelecimento educacional em que for implantada. Nesse fórum deverão ser
escolhidos os par�cipantes da respec�va comissão, que será presidida por um Coordenador Técnico, com o
resumo dos trabalhos anotados por um relator. A comissão deverá contar, na medida do possível, com
elementos da escola - tanto do corpo discente como do corpo docente -, da comunidade, do poder público, das
lideranças locais, en�dades não governamentais, etc.
 
2.º passo: buscar a par�cipação popular para o fórum e as reuniões periódicas da agenda, para o auxílio
na detecção de problemas e em sua erradicação ou minimização. Buscar o auxílio dos órgãos da imprensa, para
apoio educacional e jornalís�co e de órgãos do poder público ligados aos problemas apontados;
 
3.º passo: promover ações dentro da escola, com os alunos, na pesquisa das situações prejudiciais ou
degradantes e na elaboração de concursos, como redação e poesia sobre temas correlatos, como, p.e., "como
gostaria de ver minha escola e meu bairro daqui a 10 anos"; gincanas educa�vas e constru�vas, jogos
coopera�vos, a�vidades que possam despertar o sen�mento de amor pela comunidade e de patrio�smo, como
ações voluntárias de ajuda a doentes, deficientes, desempregados, etc.;
 
4.º passo: trabalhar com ações prá�cas e economicamente viáveis, dentro de um processo de educação
ambiental entrelaçado com criação de hortas comunitárias, ou hortas individuais, coleta sele�va de lixo e
comercialização do lixo reciclável, cursos sobre compostagem dos resíduos orgânicos e sua aplicação nas hortas,
comunitárias ou individuais, saneamento e tratamento de resíduos nas áreas rurais, etc.;
 
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5.º passo: iden�ficar os temas que serão incluídos no documento inicial a ser elaborado pela comissão
escolhida e que se chamará "Agenda 21 Escolar da Escola .....", devendo esses temas ser iden�ficados pela
comissão e pela comunidade par�cipante do fórum. Os temas não deverão ultrapassar a dez ou doze, para que
não se impossibilite a realização de tarefas em todas as frentes. É conveniente que sejam escolhidos
especialistas ou professores das respec�vas áreas para que, de início, façam um relatório da situação atual da
comunidade a ser trabalhada, ou seja, o cenário inicial dos trabalhos, assim como um cenário do passado e uma
projeção de um cenário ideal em um determinado prazo - 10 anos, por exemplo, dando publicidade desse
levantamento.
 
6.º passo: elaboração de projetos e/ou planos estratégicos, ou seja, a discriminação, passo a passo, das
a�vidades necessárias à realização dos obje�vos previstos em cada um dos temas selecionados para a agenda,
com cálculo de custos, de recursos materiais e humanos;
 
7.º passo: finalmente, a implementação prá�ca, etapa por etapa, daquelas previstas nos projetos e/ou
planos estratégicos, angariando os recursos necessários dentro do plano de ação e atendendo às necessidades
da etapa em andamento.
 
4. Acompanhamento dos trabalhos
 
I - Reuniões dos Coordenadores das Agendas 21 Escolares implantadas, periodicamente, sugerindo-se
que isso ocorra de três em três meses, para troca de informações e experiências, que serão levadas aos
respec�vos fóruns permanentes;
 
II - Realização periódica de Seminários e Cursos de Atualização e Capacitação para os par�cipantes
efe�vos dos fóruns permanentes de debates, e demais interessados, buscando envolver o pessoal dos órgãos
governamentais, como o Ministério do Meio Ambiente, Ministério das Cidades, Secretaria Estadual de Meio
Ambiente, Secretarias Municipais de Educação, Planejamento, Saúde, Social, órgãos de Infância e Adolescência,
etc.
 
5. Lembrar-se de que:
 
* a agenda deverá ter sempre em mira a sustentabilidade econômica da comunidade, a preservação e
implementação de áreas de preservação e os respec�vos cuidados, o cunho permanente de educação individual,
familiar, social e ambiental, interligados dentro das ações previstas na agenda; o trabalho coopera�vo, a criação
de núcleos de apoio social, o fortalecimento das ins�tuições oficiais e de liderança da comunidade;
* a agenda 21 nunca termina. Ela é sempre recons�tuída, reconstruída, repassada, corrigida dentro dos
fóruns de discussão e de acordo com a avaliação dos rumos dos trabalhos, as fontes de financiamento, as
parcerias, novos problemas que possam surgir, novas soluções encontradas, etc.;
* os fóruns de discussão são permanentes, devendo a periodicidade ser decidida pela respec�va
comissão, e nele deverão ser sempre revistos e repassadosos trabalhos do período. Além disso, deverão estar
sempre abertos à par�cipação de todos os membros da comunidade, do poder público, da imprensa, de
en�dades de apoio, de patrocinadores, enfim, do todo a que pretende servir e de quem recebe apoio humano,
material ou financeiro;
* a agenda poderá ter início com ações de menor impacto, dependendo de suas possibilidades, e
enriquecida posteriormente pela experiência dos par�cipantes, do aumento do grupo, de maiores patrocínios,
de maior apoio dos órgãos de polí�ca pública, etc.
 
O sucesso da implantação da agenda 21 escolar em cada município depende apenas do empenho com
que as pessoas que a apoiarem,no âmbito de influência de cada escola, se disponham a aplicar em bene�cio da
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comunidade escolar e da comunidade influenciada, doando-se em puro ato de amor aos alunos, familiares e
cole�vidade, e ao povo, à nação, ao país e, por extensão a todo planeta terra - nosso lar comum na imensidão
infinita do cosmos. As mãos que se puserem á obra plantarão milhares de sementes para reflorestar a vida.
 
Associação Ecológica Vertente
 
Texto: Francisco Antonio Romanelli
Exercício 1:
Analise as afirmações abaixo.
 
I – O nome agenda 21, está relacionado aos 21 primeiros países que assinaram o
protocolo de Quioto.
II – A Agenda 21 é um documento gerado a partir da Rio Eco-92 para implantação
global, prevendo, em mais de 40 tópicos, as possibilidades de desenvolvimento
sustentável para o planeta, onde se possa gerar desenvolvimento sem prejuízos à
qualidade de vida do ser humano e às condições ambientais.
III – Pode-se resumir a filosofia, da Agenda 21, no encaminhamento das
condições de vida do planeta para um ambiente justo e saudável, com o equilíbrio
perfeito entre o ser humano, a natureza e a economia, sem prejudicar o
desenvolvimento e a qualidade de vida, e sem degradar o ambiente planetário.
 
Assinale a alternativa que melhor retrata as afirmações acima.
A)
Somente as afirmações I e II estão corretas.
B)
Somente as afirmações I e III estão corretas.
C)
Somente as afirmações II e III estão corretas.
D)
Somente a afirmação I está correta.
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E)
Somente a afirmação II está correta.
Comentários:
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Exercício 2:
Analise as afirmações abaixo.
 
I – A Agenda 21 nacional, deverá ser implementada, em cada país, observando-se
suas características peculiares.
II – A Agenda 21 local que, em tese, deve ser implementada em cada cidade ou
localidade onde exista um núcleo humano com necessidades de crescimento e de
sustentabilidade ambiental e econômica, sem prejuízo da qualidade de vida e da
degradação dos ecossistemas.
III – A agenda 21 não deve ser ajustada as realidades de cada pais ou localidade,
pois há o receio de que elas sejam alteradas em relação ao seu propósito
principal.
 
Assinale a alternativa que melhor retrata as afirmações acima.
A)
Somente as afirmações I e II estão corretas.
B)
Somente as afirmações I e III estão corretas.
C)
Somente as afirmações II e III estão corretas.
D)
Somente a afirmação I está correta.
E)
Somente a afirmação II está correta.
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Comentários:
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Exercício 3:
Analise as afirmações abaixo.
 
I – A agenda 21 local não necessita ter os mesmos fundamentos e princípios em
relação a agenda 21 nacional.
II – As bases lógicas para a implementação das Agendas por país e por localidade
são óbvias: não se poderá construir um mundo sustentável, saudável e com um
ambiente protegido, sem que as respectivas ações nesse sentido tenham início
nas bases dos habitantes que dominam o planeta e são capazes de transformá-lo
para melhor ou pior, ou seja, os seres humanos. Daí a adoção do tão alardeado
slogan: "pensar globalmente e agir localmente". A soma das boas ações locais vai
produzir uma globalização condizente e correspondente.
III – As agendas locais - Estados, municípios, regiões e comunidades - têm,
portanto, papel fundamental na elaboração da agenda nacional. Partindo-se do
microcosmo para o macrocosmo pode haver participação ativa de todas as
comunidades, de todos os habitantes na criação de um plano de sustentabilidade
maior e mais abrangente. Afinal, o ser humano, individualmente, é a célula da
sociedade, que, por sua vez, forma uma nação, um país, e o planeta.
 
Assinale a alternativa que melhor retrata as afirmações acima.
A)
Somente as afirmações I e II estão corretas.
B)
Somente as afirmações I e III estão corretas.
C)
Somente as afirmações II e III estão corretas.
D)
Somente a afirmação I está correta.
E)
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Somente a afirmação II está correta.
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Exercício 4:
Analise as afirmações abaixo.
 
I – Agenda 21 - A humanidade se encontra em um momento de definição
histórica. Defrontamo-nos com a perpetuação das disparidades existentes entre as
nações e no interior delas, o agravamento da pobreza, da fome, das doenças e do
analfabetismo, e com a deterioração contínua dos ecossistemas de que depende
nosso bem-estar. Não obstante, caso se integre as preocupações relativas a meio
ambiente e desenvolvimento e a elas se dedique mais atenção, será possível
satisfazer às necessidades básicas, elevar o nível da vida de todos, obterem
ecossistemas melhor protegidos e gerenciados e construir um futuro mais
próspero e seguro. São metas que nação alguma pode atingir sozinha; juntos,
porém, podemos - em uma associação mundial em prol do desenvolvimento
sustentável.
II – Agenda 21 – deriva do protocolo de Quioto, fato este que caracteriza a
preocupação dos Japoneses com a Educação Ambiental
III – Agenda 21 - Essa associação mundial deve partir das premissas da
resolução 44/228 da Assembleia Geral de 22 de dezembro de 1989, adotada
quando as nações do mundo convocaram a Conferência das Nações Unidas sobre
Meio Ambiente e Desenvolvimento, e da aceitação da necessidade de se adotar
uma abordagem equilibrada e integrada das questões relativas a meio ambiente e
desenvolvimento.
 
Assinale a alternativa que melhor retrata as afirmações acima.
A)
Somente as afirmações I e II estão corretas.
B)
Somente as afirmações I e III estão corretas.
C)
Somente as afirmações II e III estão corretas.
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D)
Somente a afirmação I está correta.
E)
Somente a afirmação II está correta.
Comentários:
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Exercício 5:
Analise as afirmações abaixo.
 
I – Agenda 21 - está voltada para os problemas prementes de hoje e tem o
objetivo, ainda, de preparar o mundo para os desafios do próximo século. Reflete
um consenso mundial e um compromisso político no nível mais alto no que diz
respeito a desenvolvimento e cooperação ambiental. O êxito de sua execução é
responsabilidade, antes de tudo, dos Governos.
II – Agenda 21 - Para concretizá-la, são cruciais as estratégias, os planos, as
políticas e os processos nacionais. A cooperação internacional deverá apoiar e
complementar tais esforços nacionais. Nesse contexto, o sistema das Nações
Unidas tem um papel fundamental a desempenhar.
III – Agenda 21 - Outras organizações internacionais, regionais e sub-regionais
não devem serconvidadas a contribuir para tal esforço. A mais ampla participação
pública e o envolvimento ativo das organizações não-governamentais e de outros
grupos também devem ser estimulados.
 
Assinale a alternativa que melhor retrata as afirmações acima.
A)
Somente as afirmações I e II estão corretas.
B)
Somente as afirmações I e III estão corretas.
C)
Somente as afirmações II e III estão corretas.
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D)
Somente a afirmação I está correta.
E)
Somente a afirmação II está correta.
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EDUCAÇÃO AMBIENTAL: ASPECTOS DA LEGISLAÇÃO
 
INTRODUÇÃO
 
A Educação Ambiental tem nos seus marcos legais um instrumento suficientemente eficaz, quando se deseja
trabalhar sob esta ó�ca e dimensão e se encontra possíveis dificuldades ins�tucionais, ou ainda, se têm
complicados os trâmites para fazê-lo. Embora encontre amplo amparo legal, a Educação Ambiental traz imbuída
em si um novo paradigma, que por ser novo e ser paradigma encontra resistências. Resistências essas que serão
rompidas a par�r da construção cole�va dos novos marcos conceituais.
 
É bom que se ressalte que, quer seja do ponto de vista da Educação Ambiental no ensino formal, quer seja
aquela para o trabalho não-formal, em ambas temos na legislação o amparo à sua exeqüibilidade.
 
A par�r das reuniões intergovernamentais e das internacionais, uma série de acordos clamados pela sociedade
mundial tem encontrado eco entre os legisladores brasileiros e, seja para dar uma sa�sfação à sociedade
internacional, seja para consolidar processos de compromissos reais com a humanidade e com o planeta, o fato
é que a legislação brasileira é rica ao tratar dos temas ambientais de um modo geral e presente ao que diz
respeito à Educação Ambiental, desta forma é interessante tomar conhecimento destes instrumentos para
sabermos exatamente como fazer o melhor uso deles.
 
A Educação Ambiental está em processo de construção. Aquilo a que nos referimos como consciência ambiental,
processos de desenvolvimento sustentável, novas formas de produção ambientalmente corretas, além,
naturalmente, dos novos desafios pedagógicos de aglu�nar todos estes ques�onamentos num processo
con�nuo e con�nuado de ensino e de mudanças qualita�vas de a�tude frente ao meio ambiente e à
comunidade. Tudo isto nos dá mostra do quanto temos para construir, ques�onar, inserir e valorar, no que diz
respeito à relação sociedade natureza.
 
Apesar de tudo, por serem estas coisas tão novas, é muitas vezes di�cil conseguir o espaço adequado de
discussão, seja no âmbito da escola, seja no âmbito da sociedade como um todo. Dessa forma, conhecer e saber
usar adequadamente os instrumentos legais é de fundamental importância.
 
Apresentaremos alguns instrumentos que têm tratado diretamente da inserção da Educação Ambiental no
panorama nacional, da Lei de Polí�ca Nacional de Educação Ambiental e de alguns outros instrumentos legais
que facilitam as ações de cuidados específicos com o ambiente.
 
A Legislação Ambiental Brasileira, por ser muito ampla, estará indicada e disponibilizada em sites da internet.
 
LEI 6938/81 E O DECRETO 99.274/90
 
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A preocupação com os processos educa�vos no trato das questões ambientais data desde a aprovação da Lei
Nacional de Meio Ambiente (PNMA), que “dispõe sobre a Polí�ca Nacional do Meio Ambiente, seus fins e
mecanismos de formulação e aplicação, e dá outras providências”.
 
No seu Art. 2º estabelece como obje�vo a “preservação, melhoria e recuperação da qualidade ambiental
propícia à vida, visando assegurar no País condições ao desenvolvimento sócio econômico, aos interesses da
segurança nacional e à proteção da dignidade humana”, atendendo aos princípios, dentre outros, o do inciso X:
 
“A Educação Ambiental para todos os níveis de ensino, inclusive a educação da comunidade,
obje�vando capacitá-la, para par�cipação a�va na defesa do meio ambiente”.
 
O Decreto nº 99.274/90, que regulamenta a Lei de Polí�ca Nacional de Meio Ambiente estabelece no Art. 1º
inciso VII, como competência do Poder Público, em suas várias esferas de governo, “...orientar a educação, em
todos os níveis, para a par�cipação efe�va do cidadão e da comunidade na defesa do meio ambiente, cuidando
para que os currículos escolares das diversas matérias contemplem o estudo da ecologia”.
 
Observamos aqui que embora a Lei faça referência textual à Educação Ambiental, o decreto que a regulamenta
faz referência à inserção do estudo obrigatório da ecologia, de modo a inserir a preocupação ambiental no
currículo escolar. É curioso que isso ocorra, uma vez que este decreto é quase dez anos posterior à Lei, quando já
havia evoluído conceitualmente a Educação Ambiental, o conceito de ambiente já era entendido de forma mais
ampla e se �nha já uma compreensão, de modo mais claro, da ecologia como ciência, extremamente importante
nas contribuições conceituais e teóricas para a Educação Ambiental.
 
Entender os aspectos teórico-conceituais da ecologia como um modo de interpretar os ambientes e suas inter-
relações, para conservá-lo e, se for o caso, preservá-lo, é um dos aspectos da Educação Ambiental. Entretanto,
temos que entender a ecologia como uma ciência bem marcada no recinto da biologia, que tem um espaço
restrito de atuação no estudo das relações entre os seres vivos e o espaço que o cerca, levando em consideração
os aspectos �sicos, químicos e biológicos.
 
A ecologia não é uma ciência ambiental, é uma ciência que estuda o ambiente. Entendida desta forma, temos
claro que a Educação Ambiental vai importar da ecologia uma série de conceitos essenciais ao entendimento das
relações no ambiente, do mesmo modo que vai buscar nas artes, na filosofia, na sociologia e na economia, só
para citar alguns, outros tantos conceitos para construir esta imensa rede de relações existentes no âmbito sócio
ambiental.
 
É importante ter clareza desses conceitos, para não confundir a amplitude da dimensão da Educação Ambiental,
seja no âmbito da escola, seja no âmbito do trabalho com a comunidade.
 
A INDICAÇÃO CFE 10/86, O PARECER 226/87 E A PORTARIA 678/91
 
A par�r da década de 70, quando as discussões sobre o meio ambiente passam a ser preocupação geral, e após a
Conferência de Tbilisi, já tratada na Unidade I desse livro, o Conselho Federal de Educação começou a receber
uma série de demandas e conseqüentemente a elaborar pareceres e indicações referentes à inclusão da
Educação Ambiental nos currículos das escolas de educação básica e das ins�tuições de ensino superior.
06/03/2024, 11:31 UNIP - Universidade Paulista : DisciplinaOnline - Sistemas de conteúdo online para Alunos.
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O documento marco do CFE sobre esta matéria é a indicação CFE 10/86, de autoria do Conselheiro Arnaldo
Niskier, que considera necessária a inclusão da Educação Ambiental nos currículos de educação básica dos
Sistemas de Ensino e recomenda:
 
• a formação de uma equipe interdisciplinar e de um Centro Ambiental em cada Unidade da Federação;
• a integração escola-comunidade, como estratégia para a aprendizagem voltada para a realidade
próxima;
• a elaboração de diagnós�cos locais para a definição da abordagem rela�va às prá�cas ambientais; e
• a incorporação de temas compa�veis com o desenvolvimento social e cogni�vo da clientela e com as
necessidades do meio ambiente, considerando-se currículo como um processo que se expressa em
a�vidades e experiências educa�vas dentro e fora da escola.Este documento incorpora a Educação Ambiental em todos os níveis de ensino, bem como traz em seu bojo, não
mais a inserção dos temas ecológicos, mas amplia esta abrangência para tratar dos temas ambientais,
incorporando a conceituação da Educação Ambiental. Não obstante faz ainda referência metodológica para a
inserção da Educação Ambiental, devendo ser esta tratada de modo interdisciplinar, ressaltando ainda a
necessidade de criação de equipes interdisciplinares e centros ambientais nos estados, exatamente como
proposto na Conferência de Tbilisi.
 
O Parecer CFE 226/87 aprova por unanimidade a indicação 10/86, considerando a relevância do tema, elegendo
o espaço da escola como aquele propício à formação ou o reforço da consciência ambiental, através da Educação
Ambiental. Se tomarmos algumas das primeiras reuniões internacionais, como por exemplo a Conferência das
Nações Unidas sobre Meio Ambiente Humano (Estocolmo, 1972), vemos a fundamentação do parecer, uma vez
que a par�r de então a Educação Ambiental passa a ser considerada como campo de ação pedagógico.
 
Do mesmo modo, os “Princípios de Educação Ambiental”, estabelecidos pelo seminário realizado em Tammi em
1974 (Comissão Nacional Finlandesa para a UNESCO, 1974), estabelece que a Educação Ambiental é um
componente de todo pensamento e de toda a�vidade da cultura no mais amplo sen�do da palavra e a reunião
de Tbilisi, que determina as bases da Educação Ambiental, compreende o Meio Ambiente:
 
“não somente como o meio �sico bió�co, mas, também, o meio social e cultural, e relaciona
os problemas ambientais com os modelos de desenvolvimento adotados pelo homem”.
 
Estes foram alguns dos documentos que serviram de base para os educadores, de um lado, exigir do Ministério
da Educação um posicionamento claro com relação à inserção da Educação Ambiental no ensino formal e de
outro, para elaboração do parecer, pelo relator.
 
A Portaria 678/91/MEC, decorrente da indicação CEF 10/86 e do parecer 226/87, determina que a educação
escolar deve contemplar a Educação Ambiental, permeando todos os níveis e modalidades de ensino.
 
A CONSTITUIÇÃO FEDERAL
 
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A Cons�tuição Brasileira, promulgada em 1988, destaca em seu Capítulo VI – Do Meio Ambiente:
 
Art. 225 - Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e
essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao Poder Público e à cole�vidade o dever de defendê-lo e
preservá-lo para as presentes e futuras gerações.
 
§ 1º Para assegurar a efe�vidade desse direito, incumbe ao poder público:
 
I- preservar e restaurar os processos ecológicos essenciais e prover o manejo ecológico das espécies e
ecossistemas;
II- preservar a diversidade e a integridade do patrimônio gené�co do País e fiscalizar as en�dades
dedicadas à pesquisa e manipulação de material gené�co;
III- definir, em todas as unidades da Federação, espaços territoriais e seus componentes a serem
especialmente protegidos, sendo a alteração e a supressão permi�das somente através de lei, vedada
qualquer u�lização que comprometa a integridade dos atributos que jus�fiquem a sua proteção;
IV- exigir, na forma da lei, para instalação de obra ou a�vidade potencialmente causadora de significa�va
degradação do meio ambiente, estudo prévio de impacto ambiental, a que se dará publicidade;
V- controlar a produção, a comercialização e o emprego de técnicas, métodos e substâncias que
comportem risco para a vida, a qualidade de vida e o meio ambiente;
VI-promover a Educação Ambiental em todos os níveis de ensino e a conscien�zação pública para a
preservação do meio ambiente;
VII- proteger a fauna e a flora, vedadas, na forma da lei, as prá�cas que em risco sua função ecológica,
provoquem a ex�nção de espécies ou submetam os animais a crueldade.
 
§ 2º Aquele que explorar recursos minerais fica obrigado a recuperar o meio ambiente degradado, de acordo
com solução técnica exigida pelo órgão público competente, na forma da lei.
 
§ 3º As condutas e a�vidades consideradas lesivas ao meio ambiente sujeitarão os infratores, pessoas �sicas ou
jurídicas, a sanções penais e administra�vas, independentemente da obrigação de reparar os danos causados.
 
§ 4º A Floresta Amazônica brasileira, a Mata Atlân�ca, a Serra do Mar, o Pantanal mato-grossense e a Zona
Costeira são patrimônio nacional, e sua u�lização far-se-á, na forma da lei, dentro de condições que assegurem a
preservação do meio ambiente, inclusive quanto ao uso de recursos naturais.
 
§ 5º São indisponíveis as terras devolutas ou arrecadadas pelos Estados, por ações discriminatórias, necessárias
à proteção dos ecossistemas naturais.
 
§ 6º "As usinas que operem com reator nuclear deverão ter sua localização definida em lei federal, sem o que
não poderão ser instaladas”.
 
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Paralelamente, no Capítulo III, da Educação, da Cultura e do Desporto, Seção I da
Educação:
 
Art. 214 - A lei estabelecerá o Plano Nacional de Educação, de duração Plurianual, visando à ar�culação e ao
desenvolvimento do ensino em seus diversos níveis e à integração das ações do poder público, que conduzam à
 
I- erradicação do analfabe�smo;
II- universalização do atendimento escolar;
III- melhoria da qualidade de ensino;
IV- formação para o trabalho;
V- promoção humanís�ca, cien�fica e tecnológica do país.”
 
Assim, o princípio fundamental estabelecido para o desenvolvimento de uma polí�ca ambiental – Educação
Ambiental em todos os níveis – é compa�vel com os fins, obje�vos e organização do sistema educa�vo, expresso
na Carta Magna.
 
A inserção de um capítulo que trata especificamente das questões ambientais na Cons�tuição Federal é reflexo,
já neste tempo, de uma série de compromissos internacionais assumidos pelo Brasil, em decorrência dos
problemas ambientais emergentes e das pressões populares, que se iniciam a par�r da década de 70, com a
organização da sociedade civil brasileira. A organização da sociedade civil é reflexo das organizações semelhantes
que começam a se formar em todo o mundo em decorrência dos manifestos ambientalistas.
 
É preciso iden�ficar formas alterna�vas para seu desenvolvimento no decorrer do processo educa�vo e
delimitar seu alcance. Para o cumprimento deste preceito cons�tucional foram posteriormente criados
instrumentos legais (leis, decretos e portarias) no âmbito federal, estadual e municipal.
 
O PRONEA
 
Anteriormente à aprovação da Lei 9.795/99 e sen�ndo a necessidade de um instrumento legal que respaldasse
as ações da Educação Ambiental no Brasil e, sobretudo, no âmbito governamental, foi proposto pelos Ministério
da Educação e do Desporto e pelo Ministério do Meio Ambiente, dos Recursos Hídricos e da Amazônia Legal,
com parceria dos Ministérios da Cultura e de Ciência e Tecnologia, o Programa Nacional de Educação Ambiental
– PRONEA.
 
O PRONEA foi aprovado pelo Presidente da República em 22/12/94, a par�r da Exposição de Mo�vos
Interministerial, assinada pelos Ministros da Educação e do Desporto, do Meio Ambiente, Recursos Hídricos e
Amazônia Legal, Cultura e Ciência e Tecnologia. Embora se sinta a necessidade de reformar este programa, ele
con�nua valendo, e deve ser adequado à Lei 9.795/99. Em 1996, foi estabelecido um Protocolo de Intenções
entre o Ministério do Meio Ambiente e o Ministério da Educação, cuja finalidade era, há esse tempo, firmar uma
cooperação técnica e ins�tucional na área de Meio Ambiente. Em 1999, os ministros do Meio Ambiente e da
Educação, assinaram um termo adi�vo ao convênio de cooperação técnica.
 
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Os princípios que inspiram o Programa de Educação Ambiental estão baseados no fato da Educação Ambiental
ser um dever cons�tucional do Poder Público, ela cons�tui tarefa a integrar os esforços da União, dos Estados e
dos Municípios.
 
O fato do Poder Público ter a responsabilidade não exclui a par�cipação da comunidade nesse processo, pois ela
deve ser transformada em parceira essencial na promoção da ação educa�va e na formação da consciência da
sociedade em favor da preservação ambiental para as presentes e as futuras gerações.
 
A preservação ambiental contempla também a u�lização dos recursos da natureza com sustentabilidade, de
modo que o acesso a eles pelas gerações atuais permita igual acesso para as próximas gerações. Em resumo, o
que se obje�va é que o uso dos bens naturais seja feito com responsabilidade e consciência dos direitos atuais e
futuros da humanidade. Nota-se aqui que a despeito de haver os termos conservação e preservação, eles foram
usados de maneira indiscriminada no PRONEA.
 
Com base nesses princípios, foram estabelecidas linhas de ação e metas com a finalidade de dotar os sistemas
de ensino e a sociedade em geral dos instrumentos para uma ação nacional, a ser desenvolvida diretamente, ou
através dos Estados da Federação, os quais serão incen�vados a iniciar seus processos de elaboração dos
respec�vos Programas Estaduais de Educação Ambiental.
 
O PRONEA se traduz então em sete linhas de ação, contemplando os diversos setores da sociedade.
 
- Linha de ação 1
Trata da inserção da educação Ambiental no ensino formal, e apresenta a capacitação, o apoio técnico a
projetos, bem como o apoio a produção e avaliação de material didá�co como as ações estratégicas para
cumprir esta meta.
 
- Linha de ação 2
Trata da Educação Ambiental no processo de gestão, tem como meta incen�var a incorporação da gestão
ambiental no exercício das a�vidades de gestão pública ou privada, capacitando os gestores e ar�culando os
órgãos de representação social, tais como Fóruns Permanentes, Associações, Federações e similares, como
instrumentos de implementação, apoio e promoção das referidas ações.
 
- Linha de ação 3
Trata da realização de campanhas específicas de Educação Ambiental para usuários de recursos naturais, com o
obje�vo de instrumentalizá-los no sen�do de uso adequado dos recursos. As ações estratégicas para viabilizar tal
obje�vo estão centradas em ações educa�vas voltadas ao público-alvo, seja ele formado por profissionais ou
amadores (tais como pescadores, mineradores, garimpeiros, agricultores, dentre outros), para o uso adequado
do recurso natural. Além disso, realizar campanhas nacionais como prevenção de incêndios florestais, respeito
ao defeso, proteção de espécies ameaçadas, etc.
 
- Linha de ação 4
Trata daqueles que atuam nos meios de comunicação e dos comunicadores sociais, tem como obje�vo
instrumentalizar estes profissionais para uma atuação ambiental eficiente. Para viabilizar este pleito, foram
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traçadas ações estratégicas no sen�do de disponibilizar informações ambientais, promover capacitações,
treinamentos e seminários, produção de material técnico, apoio à veiculação de material sobre temá�ca
ambiental, bem como apoio e incen�vo à produção ar�s�ca e literária que tenham componentes da Educação
Ambiental.
 
- Linha de ação 5
Trata da ar�culação e integração das comunidades em favor da Educação Ambiental, tem como obje�vo
mobilizar as inicia�vas das comunidades, no sen�do de ampliar e aperfeiçoar as prá�cas de Educação Ambiental
a elas dirigidas. As ações estratégicas decorrentes são no sen�do de prestar apoio a estas inicia�vas, bem como
apoiar a realização de eventos, desenvolvimento de programas e projetos voltados para estas realidades
específicas.
 
- Linha de ação 6
Trata da ar�culação intra e interins�tucional, tem como obje�vo promover e apoiar o intercâmbio no campo da
Educação Ambiental. Desta forma, sua ação estratégica era a con�nuidade de eventos como o Universidade e
Meio Ambiente, promover periodicamente conferências, fóruns, e encontros, assim como apoiar e integrar a
Rede de Formação Ambiental para a América La�na e o Caribe e as comissões municipais e estaduais de
Educação Ambiental.
 
- Linha de ação 7
Aborda a criação de centros especializados em Educação Ambiental, integrando universidades, escolas
profissionais e centros de documentação em todos os estados da federação, com o intuito de viabilizar o
aprofundamento dos aspectos conceituais e metodológicos de Educação Ambiental. A estratégia decorrente é a
criação de uma rede de centros especializados em Educação Ambiental, de forma a consolidar estudos e
pesquisas rela�vas ao tema, além de promover a produção de material educa�vo. A estratégia máxima, neste
caso, se pautava por implantar o Centro Nacional de Educação Ambiental.
 
LEI DE DIRETRIZES E BASES DA EDUCAÇÃO (LDB) – LEI 9.394
 
A Lei de Diretrizes e Bases da Educação, sancionada em 20 de dezembro de 1996, traz inovações na amplitude
dos processos educa�vos, tratando não apenas da aquisição de conhecimentos, mas dos processos forma�vos
do cidadão. Desta forma, a LDB, ao introduzir estes novos elementos, abre espaço para um processo de
formação mais par�cipa�vo, levando em consideração as inter-relações decorrentes dos processos sociais e
culturais.
 
Art. 1º “A educação abrange os processos forma�vos que se desenvolvem na vida familiar, na convivência
humana, no trabalho, nas ins�tuições de ensino e pesquisa, nos movimentos sociais e organizações da sociedade
civil e nas manifestações culturais”.
 
Art. 2º “A educação, dever da família e do Estado, inspirada nos princípios de liberdade e nos ideais de
solidariedade humana, tem por finalidade o pleno desenvolvimento do educando, seu preparo para o exercício
da cidadania e sua qualificação para o trabalho”. Os valores sociais de solidariedade e tolerância, condições
indispensáveis para o pleno exercício da cidadania, somados aos valores expressos pela sociedade, como as suas
manifestações culturais, a sua religiosidade, são elementos que estão embu�dos nos processos forma�vos do
educando, tornando este processo parte da realidade de cada um, assim como preconiza a Educação Ambiental.
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Como já vimos anteriormente na Cons�tuição Federal, a LDB apresenta a indicação para que se elabore o Plano
Nacional de Educação.
 
Ar�go 9º - "A União incumbir-se-á de:
 
I- elaborar o Plano Nacional de Educação, em colaboração com os Estados, o Distrito Federal e os Municípios".
 
A par�r então, de toda esta reflexão sobre a nova concepção dos processos educa�vos, é oportuno analisar
alguns aspectos do ensino fundamental. A inserção de novos temas, que vêm instrumentalizar a nova concepção
de ensino, são justamente aqueles do âmbito de ação da Educação Ambiental: Entender o ambiente e inserir o
homem numa perspec�va harmônica e par�cipa�va, integrada e humilde, onde a par�cipação cidadã signifique
o respeito ao ambiente, e, conseqüentemente, à cultura, as relações sociais e econômicas, e as relações de
respeito para com os seres vivos e fraternas entre os seres humanos
 
Ar�go 32 - "O ensino fundamental, com duração mínima de oito anos, obrigatório e gratuito na escola pública,
terá por obje�vo a formação básica do cidadão, mediante:
II- a compreensão do ambiente natural e social, do sistema polí�co, da tecnologia, das artes e dos valores em
que se fundamenta a sociedade". A definição de ambiente, como já vimos anteriormente, extrapola o espaço
�sico e biológico, assumindo o espaço social, das relações humanas, que aí ocorrem (Conferência de Tbilisi).
Deste modo, a formação plena do educando, sob a ó�ca da Educação Ambiental, sedá no espaço intera�vo e
indissociável do ambiente e das relações polí�co-sociais que aí se expressam, com a finalidade de formar este
novo cidadão, mais é�co e par�cipa�vo.
 
III- o desenvolvimento da capacidade de aprendizagem, tendo em vista à aquisição de conhecimentos e
habilidades e à formação de a�tudes e valores. A formação de a�tudes e valores, explicitamente elencadas na
nova LDB, suscita uma prá�ca educa�va diferenciada, levando em conta os valores sociais, elemento
determinante de uma sociedade, mote de inferência da Educação Ambiental.
 
IV- o fortalecimento de vínculos de família, dos laços de solidariedade humana e de tolerância recíproca em que
assenta a vida social. Do mesmo modo que o ensino fundamental, as séries finais do ensino básico,
correspondentes ao ensino médio, também apresentam uma forte tônica forma�va do educando, valorizando a
é�ca, o pensamento crí�co, e entendendo os processos cien�fico-tecnológicos como aqueles instrumentos de
transformação social e exercício da cidadania. Desta forma, tendo como base os parâmetros curriculares já
discu�dos na Unidade II desse livro, também a Educação Ambiental se mostra como um bom instrumento para
alcançar os obje�vos propostos pela LDB para a educação brasileira.
 
Ar�go 35 - "O ensino médio, etapa final da educação básica, com duração mínima de três anos, terá como
finalidades:
III- o aprimoramento do educando como pessoa humana, incluindo a formação é�ca e o desenvolvimento da
autonomia intelectual e do pensamento crí�co;
IV- a compreensão dos fundamentos cien�fico-tecnológicos dos processos produ�vos, relacionando a teoria com
a prá�ca, no ensino de cada disciplina".
 
Ar�go 36 - "O currículo do ensino médio observará (...) as seguintes diretrizes:
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I- destacará a educação tecnológica básica, a compreensão do significado da ciência, das letras e das artes; o
processo histórico de transformação da sociedade e da cultura; a língua portuguesa como instrumento de
comunicação, acesso ao conhecimento e exercício da cidadania".
É importante compreender que as diretrizes para o ensino médio colocam no mesmo patamar e em igual nível
de importância a tecnologia, as artes, os processos de transformação social e a comunicação idiomá�ca. O
espaço do currículo se amplia, na medida em que agrega estes novos elementos forma�vos, transformando o
educando em agente da sua própria educação.
 
Vale ainda ressaltar que o parecer 15/98, da Câmara de Educação Básica (CEB), do Conselho Nacional de
Educação (CNE) aprovou a proposição de reforma curricular para o ensino médio e indica a elaboração
conseguinte da Resolução que estabelece as Diretrizes Curriculares para o Ensino Médio.
 
Podemos ainda comentar que a reforma curricular que ocorre no ensino médio muda a tônica da educação,
antes centrada na aquisição do conhecimento, onde o educando era passivo frente ao processo, e agora uma
educação pautada na formação é�ca e no desenvolvimento da autonomia intelectual e do pensamento crí�co.
Concluindo, a respeito da LDB, transcrevemos para você refle�r as considerações oriundas da Comissão
Internacional sobre Educação para o século XXI, incorporadas no PCN:
- educação deve cumprir um triplo papel: econômico, cien�fico e cultural;
- a educação deve ser estruturada em quatro alicerces: aprender a conhecer, aprender a fazer, aprender a viver e
aprender a ser.
 
POLÍTICA NACIONAL DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL – LEI 9795/99
 
Em 1993 o Deputado Fábio Feldmann propôs na Câmara dos Deputados o projeto de Lei 3792/93, que ins�tuía a
Polí�ca Nacional de Educação Ambiental. Este projeto de Lei, durante a sua tramitação, foi subme�do à análise
de vários setores da população (órgãos do governo como MEC, IBAMA, MMA, organizações não governamentais,
universidades, dentre outras) diretamente interessados na matéria, e que apresentaram várias contribuições ao
documento.
 
LEI No 9.795, DE 27 DE ABRIL DE 1999.
 O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:
CAPÍTULO I
DA EDUCAÇÃO AMBIENTAL
 Art. 1o Entendem-se por educação ambiental os processos por meio dos quais o indivíduo e a cole�vidade
constroem valores sociais, conhecimentos, habilidades, a�tudes e competências voltadas para a conservação do
meio ambiente, bem de uso comum do povo, essencial à sadia qualidade de vida e sua sustentabilidade.
 Art. 2o A educação ambiental é um componente essencial e permanente da educação nacional, devendo
estar presente, de forma ar�culada, em todos os níveis e modalidades do processo educa�vo, em caráter formal
e não-formal.
 Art. 3o Como parte do processo educa�vo mais amplo, todos têm direito à educação ambiental,
incumbindo:
http://legislacao.planalto.gov.br/legisla/legislacao.nsf/Viw_Identificacao/lei%209.795-1999?OpenDocument
http://legislacao.planalto.gov.br/legisla/legislacao.nsf/Viw_Identificacao/lei%209.795-1999?OpenDocument
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 I - ao Poder Público, nos termos dos arts. 205 e 225 da Cons�tuição Federal, definir polí�cas públicas que
incorporem a dimensão ambiental, promover a educação ambiental em todos os níveis de ensino e o
engajamento da sociedade na conservação, recuperação e melhoria do meio ambiente;
 II - às ins�tuições educa�vas, promover a educação ambiental de maneira integrada aos programas
educacionais que desenvolvem;
 III - aos órgãos integrantes do Sistema Nacional de Meio Ambiente - Sisnama, promover ações de educação
ambiental integradas aos programas de conservação, recuperação e melhoria do meio ambiente;
 IV - aos meios de comunicação de massa, colaborar de maneira a�va e permanente na disseminação de
informações e prá�cas educa�vas sobre meio ambiente e incorporar a dimensão ambiental em sua
programação;
 V - às empresas, en�dades de classe, ins�tuições públicas e privadas, promover programas des�nados à
capacitação dos trabalhadores, visando à melhoria e ao controle efe�vo sobre o ambiente de trabalho, bem
como sobre as repercussões do processo produ�vo no meio ambiente;
 VI - à sociedade como um todo, manter atenção permanente à formação de valores, a�tudes e habilidades
que propiciem a atuação individual e cole�va voltada para a prevenção, a iden�ficação e a solução de problemas
ambientais.
 Art. 4o São princípios básicos da educação ambiental:
 I - o enfoque humanista, holís�co, democrá�co e par�cipa�vo;
 II - a concepção do meio ambiente em sua totalidade, considerando a interdependência entre o meio
natural, o sócio-econômico e o cultural, sob o enfoque da sustentabilidade;
 III - o pluralismo de idéias e concepções pedagógicas, na perspec�va da inter, mul� e transdisciplinaridade;
 IV - a vinculação entre a é�ca, a educação, o trabalho e as prá�cas sociais;
 V - a garan�a de con�nuidade e permanência do processo educa�vo;
 VI - a permanente avaliação crí�ca do processo educa�vo;
 VII - a abordagem ar�culada das questões ambientais locais, regionais, nacionais e globais;
 VIII - o reconhecimento e o respeito à pluralidade e à diversidade individual e cultural.
 Art. 5o São obje�vos fundamentais da educação ambiental:
 I - o desenvolvimento de uma compreensão integrada do meio ambiente em suas múl�plas e complexas
relações, envolvendo aspectos ecológicos, psicológicos, legais, polí�cos, sociais, econômicos, cien�ficos, culturais
e é�cos;
 II - a garan�a de democra�zação das informações ambientais;
 III - o es�mulo e o fortalecimento de uma consciência crí�ca sobrea problemá�ca ambiental e social;
 IV - o incen�vo à par�cipação individual e cole�va, permanente e responsável, na preservação do equilíbrio
do meio ambiente, entendendo-se a defesa da qualidade ambiental como um valor inseparável do exercício da
cidadania;
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 V - o es�mulo à cooperação entre as diversas regiões do País, em níveis micro e macrorregionais, com vistas
à construção de uma sociedade ambientalmente equilibrada, fundada nos princípios da liberdade, igualdade,
solidariedade, democracia, jus�ça social, responsabilidade e sustentabilidade;
 VI - o fomento e o fortalecimento da integração com a ciência e a tecnologia;
 VII - o fortalecimento da cidadania, autodeterminação dos povos e solidariedade como fundamentos para o
futuro da humanidade.
CAPÍTULO II
DA POLÍTICA NACIONAL DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL
Seção I
Disposições Gerais
 Art. 6o É ins�tuída a Polí�ca Nacional de Educação Ambiental.
 Art. 7o A Polí�ca Nacional de Educação Ambiental envolve em sua esfera de ação, além dos órgãos e
en�dades integrantes do Sistema Nacional de Meio Ambiente - Sisnama, ins�tuições educacionais públicas e
privadas dos sistemas de ensino, os órgãos públicos da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios,
e organizações não-governamentais com atuação em educação ambiental.
 Art. 8o As a�vidades vinculadas à Polí�ca Nacional de Educação Ambiental devem ser desenvolvidas na
educação em geral e na educação escolar, por meio das seguintes linhas de atuação inter-relacionadas:
 I - capacitação de recursos humanos;
 II - desenvolvimento de estudos, pesquisas e experimentações;
 III - produção e divulgação de material educa�vo;
 IV - acompanhamento e avaliação.
 § 1o Nas a�vidades vinculadas à Polí�ca Nacional de Educação Ambiental serão respeitados os princípios e
obje�vos fixados por esta Lei.
 § 2o A capacitação de recursos humanos voltar-se-á para:
 I - a incorporação da dimensão ambiental na formação, especialização e atualização dos educadores de
todos os níveis e modalidades de ensino;
 II - a incorporação da dimensão ambiental na formação, especialização e atualização dos profissionais de
todas as áreas;
 III - a preparação de profissionais orientados para as a�vidades de gestão ambiental;
 IV - a formação, especialização e atualização de profissionais na área de meio ambiente;
 V - o atendimento da demanda dos diversos segmentos da sociedade no que diz respeito à problemá�ca
ambiental.
 § 3o As ações de estudos, pesquisas e experimentações voltar-se-ão para:
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 I - o desenvolvimento de instrumentos e metodologias, visando à incorporação da dimensão ambiental, de
forma interdisciplinar, nos diferentes níveis e modalidades de ensino;
 II - a difusão de conhecimentos, tecnologias e informações sobre a questão ambiental;
 III - o desenvolvimento de instrumentos e metodologias, visando à par�cipação dos interessados na
formulação e execução de pesquisas relacionadas à problemá�ca ambiental;
 IV - a busca de alterna�vas curriculares e metodológicas de capacitação na área ambiental;
 V - o apoio a inicia�vas e experiências locais e regionais, incluindo a produção de material educa�vo;
 VI - a montagem de uma rede de banco de dados e imagens, para apoio às ações enumeradas nos incisos I a
V.
Seção II
Da Educação Ambiental no Ensino Formal
 Art. 9o Entende-se por educação ambiental na educação escolar a desenvolvida no âmbito dos currículos
das ins�tuições de ensino públicas e privadas, englobando:
 I - educação básica:
 a) educação infan�l;
 b) ensino fundamental e
 c) ensino médio;
 II - educação superior;
 III - educação especial;
 IV - educação profissional;
 V - educação de jovens e adultos.
 Art. 10. A educação ambiental será desenvolvida como uma prá�ca educa�va integrada, con�nua e
permanente em todos os níveis e modalidades do ensino formal.
 § 1o A educação ambiental não deve ser implantada como disciplina específica no currículo de ensino.
 § 2o Nos cursos de pós-graduação, extensão e nas áreas voltadas ao aspecto metodológico da educação
ambiental, quando se fizer necessário, é facultada a criação de disciplina específica.
 § 3o Nos cursos de formação e especialização técnico-profissional, em todos os níveis, deve ser incorporado
conteúdo que trate da é�ca ambiental das a�vidades profissionais a serem desenvolvidas.
 Art. 11. A dimensão ambiental deve constar dos currículos de formação de professores, em todos os níveis e
em todas as disciplinas.
 Parágrafo único. Os professores em a�vidade devem receber formação complementar em suas áreas de
atuação, com o propósito de atender adequadamente ao cumprimento dos princípios e obje�vos da Polí�ca
Nacional de Educação Ambiental.
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 Art. 12. A autorização e supervisão do funcionamento de ins�tuições de ensino e de seus cursos, nas redes
pública e privada, observarão o cumprimento do disposto nos arts. 10 e 11 desta Lei.
Seção III
Da Educação Ambiental Não-Formal
 Art. 13. Entendem-se por educação ambiental não-formal as ações e prá�cas educa�vas voltadas à
sensibilização da cole�vidade sobre as questões ambientais e à sua organização e par�cipação na defesa da
qualidade do meio ambiente.
 Parágrafo único. O Poder Público, em níveis federal, estadual e municipal, incen�vará:
 I - a difusão, por intermédio dos meios de comunicação de massa, em espaços nobres, de programas e
campanhas educa�vas, e de informações acerca de temas relacionados ao meio ambiente;
 II - a ampla par�cipação da escola, da universidade e de organizações não-governamentais na formulação e
execução de programas e a�vidades vinculadas à educação ambiental não-formal;
 III - a par�cipação de empresas públicas e privadas no desenvolvimento de programas de educação
ambiental em parceria com a escola, a universidade e as organizações não-governamentais;
 IV - a sensibilização da sociedade para a importância das unidades de conservação;
 V - a sensibilização ambiental das populações tradicionais ligadas às unidades de conservação;
 VI - a sensibilização ambiental dos agricultores;
 VII - o ecoturismo.
CAPÍTULO III
DA EXECUÇÃO DA POLÍTICA NACIONAL DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL
 Art. 14. A coordenação da Polí�ca Nacional de Educação Ambiental ficará a cargo de um órgão gestor, na
forma definida pela regulamentação desta Lei.
 Art. 15. São atribuições do órgão gestor:
 I - definição de diretrizes para implementação em âmbito nacional;
 II - ar�culação, coordenação e supervisão de planos, programas e projetos na área de educação ambiental,
em âmbito nacional;
 III - par�cipação na negociação de financiamentos a planos, programas e projetos na área de educação
ambiental.
 Art. 16. Os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, na esfera de sua competência e nas áreas de sua
jurisdição, definirão diretrizes, normas e critérios para a educação ambiental, respeitados os princípios e
obje�vos da Polí�ca Nacional de Educação Ambiental.
 Art. 17. A eleição de planos e programas, para fins de alocação de recursos públicos vinculados à Polí�ca
Nacional de Educação Ambiental, deve ser realizada levando-se em conta os seguintes critérios:
 I - conformidadecom os princípios, obje�vos e diretrizes da Polí�ca Nacional de Educação Ambiental;
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 II - prioridade dos órgãos integrantes do Sisnama e do Sistema Nacional de Educação;
 III - economicidade, medida pela relação entre a magnitude dos recursos a alocar e o retorno social
propiciado pelo plano ou programa proposto.
 Parágrafo único. Na eleição a que se refere o caput deste ar�go, devem ser contemplados, de forma
eqüita�va, os planos, programas e projetos das diferentes regiões do País.
 Art. 18. (VETADO)
 Art. 19. Os programas de assistência técnica e financeira rela�vos a meio ambiente e educação, em níveis
federal, estadual e municipal, devem alocar recursos às ações de educação ambiental.
CAPÍTULO IV
DISPOSIÇÕES FINAIS
 Art. 20. O Poder Execu�vo regulamentará esta Lei no prazo de noventa dias de sua publicação, ouvidos o
Conselho Nacional de Meio Ambiente e o Conselho Nacional de Educação.
 Art. 21. Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.
 Brasília, 27 de abril de 1999; 178o da Independência e 111o da República.
FERNANDO HENRIQUE CARDOSO
Paulo Renato Souza 
José Sarney Filho
Este texto não subs�tui o publicado no D.O.U. de 28.4.1999 
 
Bibliografia
Ana Lúcia Tostes de Aquino Leite.
MMA - Ministério do Meio Ambiente
Programa Nacional de Educação ambiental.
Publicado no material do Curso Básico de Educação Ambiental à distância, do Ministério do Meio Ambiente,
Programa Nacional de Educação Ambiental, Brasília: 2001.
 
 
Exercício 1:
Analise as afirmações abaixo.
 
I – A partir das reuniões intergovernamentais e das internacionais, uma série de
acordos clamados pela sociedade mundial tem encontrado eco entre os
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/Mensagem_Veto/1999/Mv0539-99.htm
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legisladores brasileiros e, seja para dar uma satisfação à sociedade internacional,
seja para consolidar processos de compromissos reais com a humanidade e com o
planeta.
II – A legislação brasileira é rica ao tratar dos temas ambientais de um modo
geral e presente ao que diz respeito à Educação Ambiental, desta forma é
interessante tomar conhecimento destes instrumentos para sabermos exatamente
como fazer o melhor uso deles.
III – A legislação brasileira, que trata de educação Ambiental no Brasil é uma
mera cópia da legislação americana.
 
Assinale a alternativa que melhor retrata as afirmações acima.
A)
Somente as afirmações I e II estão corretas.
B)
Somente as afirmações I e III estão corretas.
C)
Somente as afirmações II e III estão corretas.
D)
Somente a afirmação I está correta.
E)
Somente a afirmação II está correta.
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Exercício 2:
Analise as afirmações abaixo.
 
I – É bom que se ressalte que, quer seja do ponto de vista da Educação Ambiental
no ensino formal, quer seja aquela para o trabalho não-formal, em ambas temos
na legislação o amparo à sua exequibilidade.
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II – A legislação de Educação Ambiental decorre do processo que Consolidou as
Leis Trabalhistas – CLT, que é de extrema importância para os trabalhadores
brasileiros.
III – A Educação Ambiental está em processo de construção. Aquilo a que nos
referimos como consciência ambiental, processos de desenvolvimento sustentável,
novas formas de produção ambientalmente corretas, além, naturalmente, dos
novos desafios pedagógicos de aglutinar todos estes questionamentos num
processo contínuo e continuado de ensino e de mudanças qualitativas de atitude
frente ao meio ambiente e à comunidade.
 
Assinale a alternativa que melhor retrata as afirmações acima.
A)
Somente as afirmações I e II estão corretas.
B)
Somente as afirmações I e III estão corretas.
C)
Somente as afirmações II e III estão corretas.
D)
Somente a afirmação I está correta.
E)
Somente a afirmação II está correta.
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Exercício 3:
Analise as afirmações abaixo.
 
I – LEI 6938/81 E O DECRETO 99.274/90 - A preocupação com os processos
educativos no trato das questões ambientais data desde a aprovação da Lei
Nacional de Meio Ambiente (PNMA), que “dispõe sobre a Política Nacional do Meio
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Ambiente, seus fins e mecanismos de formulação e aplicação, e dá outras
providências”.
II – LEI 6938/81 E O DECRETO 99.274/90 - No seu Art. 2º estabelece como
objetivo a “preservação, melhoria e recuperação da qualidade ambiental propícia à
vida, visando assegurar no País condições ao desenvolvimento sócio econômico,
aos interesses da segurança nacional e à proteção da dignidade humana”,
atendendo aos princípios, dentre outros, o do inciso X: “A Educação Ambiental
para todos os níveis de ensino, inclusive a educação da comunidade, objetivando
capacitá-la, para participação ativa na defesa do meio ambiente”.
III – LEI 6938/81 E O DECRETO 99.274/90 – Não trata de temas
relacionados a educação Ambiental.
 
Assinale a alternativa que melhor retrata as afirmações acima.
A)
Somente as afirmações I e II estão corretas.
B)
Somente as afirmações I e III estão corretas.
C)
Somente as afirmações II e III estão corretas.
D)
Somente a afirmação I está correta.
E)
Somente a afirmação II está correta.
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Exercício 4:
Analise as afirmações abaixo.
 
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I – O Decreto nº 99.274/90, que regulamenta a Lei de Política Nacional de Meio
Ambiente estabelece no Art. 1º inciso VII, como competência do Poder Público,
em suas várias esferas de governo, “...orientar a educação, em todos os níveis,
para a participação efetiva do cidadão e da comunidade na defesa do meio
ambiente, cuidando para que os currículos escolares das diversas matérias
contemplem o estudo da ecologia”.
II – O correto é utilizarmos o termo Ecologia e não Educação Ambiental, pois não
é correto considerar a sociedade quando tratamos que questões ambientais.
III – O Decreto nº 99.274/90 indica que embora a Lei faça referência textual à
Educação Ambiental, o decreto que a regulamenta faz referência à inserção do
estudo obrigatório da ecologia, de modo a inserir a preocupação ambiental no
currículo escolar. É curioso que isso ocorra, uma vez que este decreto é quase dez
anos posterior à Lei, quando já havia evoluído conceitualmente a Educação
Ambiental, o conceito de ambiente já era entendido de forma mais ampla e se
tinha já uma compreensão, de modo mais claro, da ecologia como ciência,
extremamente importante nas contribuições conceituais e teóricas para a
Educação Ambiental.
 
Assinale a alternativa que melhor retrata as afirmações acima.
A)
Somente as afirmações I e II estão corretas.
B)
Somente as afirmações I e III estão corretas.
C)
Somente as afirmações II e III estão corretas.
D)
Somente a afirmação I está correta.
E)
Somente a afirmação II está correta.
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Exercício 5:
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Analise as afirmações abaixo.
 
I – Não há nenhuma legislação que trata da educação Ambientalno Brasil.
II – A Educação Ambiental tem nos seus marcos legais um instrumento
suficientemente eficaz, quando se deseja trabalhar sob esta ótica e dimensão e se
encontra possíveis dificuldades institucionais, ou ainda, se têm complicados os
trâmites para fazê-lo.
III – Embora encontre amplo amparo legal, a Educação Ambiental traz imbuída
em si um novo paradigma, que por ser novo e ser paradigma encontra
resistências. Resistências essas que serão rompidas a partir da construção coletiva
dos novos marcos conceituais.
 
Assinale a alternativa que melhor retrata as afirmações acima.
A)
Somente as afirmações I e II estão corretas.
B)
Somente as afirmações I e III estão corretas.
C)
Somente as afirmações II e III estão corretas.
D)
Somente a afirmação I está correta.
E)
Somente a afirmação II está correta.
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A EDUCAÇÃO AMBIENTAL E A INTERDISCIPLINARIDADE
 
A Educação Ambiental é o processo em que se busca despertar a preocupação individual e cole�va para a
questão ambiental, procura trabalhar a mudança cultural, a transformação social, a crise ambiental como uma
questão é�ca e polí�ca. (Patrícia Mousinho, 2003)
 
A velocidade dos acontecimentos aumenta dia-a-dia. Nesta nebulosa pós-modernidade, a educação
tenta reagir e mudar an�gos paradigmas. Essas mudanças, porém, dependem de uma reforma do
pensamento e esta deve começar pela reformulação do pensamento didá�co-pedagógico do
professor.
 
A função do professor é ser um agente facilitador desse processo e os currículos escolares devem ser elaborados
de tal maneira que haja a ar�culação das disciplinas para alcançar uma visão do todo. Conteúdos isolados devem
ser subs�tuídos por planos de ação integrados com a realidade e o todo.
 
A palavra interdisciplinaridade está ligada a palavra disciplina, ou seja, é um complexo que reúne de maneira
global todas as disciplinas valorizando esta de maneira uniforme, separando a importância de cada uma, onde o
conteúdo e as informações são analisadas e aproveitadas em outras áreas.
 
O sufixo inter, tem como papel unir as disciplinas, fornecendo aos educadores condições de trabalhar de forma
ampla e organizada, despertando nesses a parceria, valorizando o trabalho em conjunto, dando respaldo para os
discentes sanarem suas dúvidas com o educador que es�ver em sala, sem estar ministrando a matéria
correspondente ao determinado assunto.
 
A ação interdisciplinar aliada às prá�cas pedagógicas, sendo a reconstrução dos conteúdos disciplinares a
relação do ser-no-outro, valorizando assim a descoberta das diferenças e a riqueza da diversidade. Os
fundamentos básicos para que a interdisciplinaridade aconteça são os seguintes:
 
Movimento Dialé�co: Exercício de dialogar com nossas próprias produções, com o propósito de extrair
desse diálogo novos indicadores, novos pressupostos.
Recurso da Memória: Memória – registro, escrita e realizada em livros, ar�gos, resenhas, anotações,
cursos, palestras, e a memória vivida e refeita no diálogo com todos esses trabalhos registrados.
Parceria: Tenta�va de iniciar o diálogo com outras formas de conhecimento a que não estamos
habituados, e nessa tenta�va, a possibilidade de interpretação dessas formas.
Sala de Aula interdisciplinar: A sala de aula é o lugar onde a interdisciplinaridade habita [...] verificamos
que os elementos que diferenciam uma sala de aula interdisciplinar de outra não interdisciplinar são a
ordem e o Rigor traves�dos de uma nova ordem e de um novo rigor.[...] a avaliação numa sala de aula
interdisciplinar acaba por transgredir todas as regras de controle costumeiro u�lizadas.
Respeito ao modo de ser de cada um A interdisciplinaridade decorre mais do encontro de indivíduos do
que de disciplinas.
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Projeto de vida: Um projeto interdisciplinar pressupõe a presença de projetos pessoais de vida e o
processo de desvelamento de um projeto pessoal de vida é lento, exigindo uma espera adequada.
Busca da totalidade: O conhecimento interdisciplinar busca a totalidade do conhecimento,
respeitando-se a especificidade das disciplinas: a escolha de uma bibliografia é sempre provisória,
nunca defini�va. (Ivani Fazenda,1995, p.81-89)
 
Nas escolas, a estrutura curricular, não favorece aos discentes a possibilidade de ver o mundo de forma mais
complexa e mais crí�ca. Porém em todo processo de educação há sempre uma esperança. (Paulo
Freire.,1983)p.79, afirma que. Não há educação sem amor e sem esperança. Assim, na Educação Ambiental além
de uma visão crí�ca da realidade do planeta, o educador deve manter a esperança, pois toda verdadeira
educação deve ser transformadora.
 
O professor deve estar cada vez mais, preparado, para reelaborar as informações que recebe, e dentre elas, as
ambientais, a fim de poder transmi�r e decodificar para os alunos a expressão dos significados sobre o meio
ambiente e a ecologia nas suas múl�plas determinações.
 
Segundo (Vigotski, 1991), a Educação Ambiental deve ser vista como um processo de permanente aprendizagem
que valoriza as diversas formas de conhecimento e forma cidadãos com consciência local e planetária.
 
A grande maioria das a�vidades são feitas dentro de uma modalidade formal. Quase sempre os temas são: lixo,
proteção do verde, uso e degradação dos mananciais, ações para conscien�zar a população da poluição do ar. O
trabalho que está sendo realizado no Brasil é ainda �mido e a presença dos órgãos do governo, em relação à
coordenação desses trabalhos é muito restrito.
 
Para que a Educação Ambiental possa ser inserida nos atuais sistemas educacionais, faz-se necessário o
desenvolvimento de novos sistemas educa�vos que propiciem prá�cas sensibilizadoras, oportunizando um
contato com os sen�dos para ampliar a percepção sobre o ambiente em que vivemos. O desafio de fortalecer
uma educação ambiental é prioritário para viabilizar uma prá�ca educa�va que ar�cule de forma incisiva a
necessidade de se enfrentar a degradação ambiental e os problemas sociais.
 
Os Parâmetros Curriculares Nacionais - PCNs, ins�tuídos Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional n º
9394/96, indicam as diretrizes para o educador trabalhar o tema transversal - Meio Ambiente, (Iria Brzezinski,
2002).
 
A escola deve selecionar as prioridades e conteúdos, de acordo com a lugar em que se encontra inserida,
levando em conta o contexto social, econômico, cultural, a sua história e seus costumes, pois estes elementos
determinam a diferença entre uma escola e outra, quanto à forma de trabalhar os temas transversais
 
A proposta dos PCNs, com o tema Meio Ambiente, ajudaria os alunos a construírem uma consciência global e
local das questões relacionadas com o meio, para que possam assumir posições de melhoria da proteção e
conservação, assim aprenderiam a desenvolver senso de responsabilidade e de solidariedade, de modo a
respeitar o ambiente e as pessoas. Para planejar, elaborar e colocar em prá�ca um Projeto Par�cipa�vo de
Educação Ambiental é necessário seguir alguns passos básicos.
 
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· Escolha do coordenador e comissão: É importante que seja um educador dinamizador que apresenta
as esferas cogni�vas, afe�vas que tenha domínio técnico, porém de qualquer área, nem sempre de
ciências ou de biologia, pois tratando de Meio Ambiente todos nós somos responsáveis.
· Reunião para a escolha do tema: Par�cipação de todos os representantes da comunidade escolar,
principalmente para levantamento dos problemas. O registro da reunião deve ser registrado em ata e
assinada por todospois é um documento democrá�co.
· Iden�ficação: Dados sobre a Unidade Escola (endereço, cidade, fonte) Unidade Central que pertence e
do projeto (coordenador, carga horária, nome do projeto e pessoas envolvidas no projeto).
· Caracterização do problema/introdução: Coloca-se um histórico do problema, suas implicações e
outras informações que permitam o diagnós�co de forma mais fiel possível. Pode elaborar um
ques�onário, antes da introdução.
· Jus�fica�va: Após caracterizar o problema, explica-se o porquê do projeto, colocando evidências de
que a proposta é viável.
· Obje�vos: São os resultados que querem alcançar (Para que o projeto?)
· Metodologia: Resultados parciais, concretos e diretos, elementos quan�ta�vos e qualita�vos (como
fazer?)
· Cronograma: Um projeto tem início, meio e fim, visualização gráfica das a�vidades a serem realizadas.
Tempo gasto para cada a�vidade (Quando?)
· Recursos materiais e /ou financeiros: Discrição dos materiais necessários para a realização das
a�vidades, bem como o valor financeiro.
· Avaliação: Como será avaliado? A avaliação deverá ser con�nua e reflexiva, durante todas as etapas
do projeto.
· Bibliografia: Mostrará o material teórico u�lizado como base para a elaboração do projeto. (Luisa
Helena Silva.)
 
Na elaboração de um Projeto de Educação Ambiental é necessário a par�cipação de toda a comunidade, pois
“Tudo o que acontece no mundo, seja no meu país, na minha cidade ou no meu bairro, acontece comigo. Então,
eu preciso par�cipar das decisões que interferem na minha vida” (Herbert de
Souza, o Be�nho).
 
 
Referência bibliográfica básica e adicional recomenda
 
Born, Rubens Harry. Ins�tuto Vitae Civilis para o Desenvolvimento, Meio Ambiente e Paz), 2002,p.79-85.
Brzezinski, Iria.(Org.) LDB Interpretada: diversos olhares se entrecruzam-7ª.ed.- São Paulo: Cortez: 2002.
Camargo,Aspásia.(Meio Ambiente, Brasil. Avanços e obstáculos pós-Rio-92.Rio de Janeiro, FGV, 2002.)p.93 –95.
Cascino Fábio. Educação Ambiental: princípios, história, formação de Professores. São Paulo: Editora
 senac.1999)p.30-50.
Conferência Sub-regional de Educação Ambiental para a Educação Secundária Chosica/Peru 1976) mimeogr.
Fazenda,Ivani, Interdisciplinarida história teoria e pesquisa, Campinas: Papirus,1995.p.81-89
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Freire, Paulo. Educação e Mudança.Rio de Janeiro:Paz e Terra,1983. p.99.11.ed.
Gabeira, Fernando. Greenpeace, verde guerrilha da paz. São Paulo, Clube do Livro,1988.p.79
Lei nº 9.795.(Art.1º 27 de abril de 1999)h�p://www.planalto.gov.br/ccivil-htm). Mimeogr.
Matos, Olgária C F.,Paris 1968, as barricadas do desejo. São Paulo, Brasiliense,1989
McCormick,John. Rumo ao paraíso: a história do movimento ambientalista (Rio de Janeiro:Relume-
Dumará,1992) p.22-65
Meira, Rômulo Lima. Ar�go: Meio Ambiente e Sustentabilidade. O Estadão. São Paulo.2005
Ministério do Meio Ambiente. Documento base. Tema Cidades Sustentáveis - Agenda 21 Brasileira.
Mousinho, Patrícia. Glossário. In: Trigueiro, A. (Coord.) Meio ambiente no século 21. Rio de Janeiro: Sextante.
2003.
Ovalles, Omar & Viezzer, Moema. Manual la�no-americano de educação ambiental. (São Paulo. Gaia,1995).p.30.
Reigota, Marcos. Comissão Mundial sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento (CMMAD), Nosso Futuro
Comum ( Rio de Janeiro; Ed. da Fundação Getúlio Vargas,) op.cit.,1988, p. XI.
Severino, Antonio Joaquim.Metodologia do trabalho cien�fico.-22. Ed.ver.e amp. De acordo com a ABNT-
6022.São Paulo : Cortez,2002 .
Silva,Luisa Helena (Apos�la–PCNs/Temas Transversais. Seminário de Formadores II Goiás. “Vamos cuidar do
Brasil com as Escolas”)dez.2004. Mimeogr
Silva,Marcos Antonio da Normas para elaboração e apre4sentação de trabalhos acadêmicos ma
UCG:modalidades, formatação e referências.Goiânia:Ed da UCG, 2002.
Sorren�no, M. De Tbilisi a Tessaloniki, a educação ambiental no Brasil. São Paulo:SMA,1998.p27-32.
__________,Cadernos do III Fórum de Educação Ambiental São Paulo:Gaia, 1995.
__________,Conferência Intergovernamental de Tbilisi Geórgia, ex-União Sovié�ca(1977
Vigotsky,L. A Formação social da mente. São Paulo: Mar�ns Fontes,1991
Vitae Civilis. A implementação da Agenda 21 em países em desenvolvimento: o caso do Brasil).São Paulo.1994.
Wwwf/Eco Press. Iv Fórum: de olho nas polí�cas públicas. Educador ambiental: um jornal para quem faz ou quer
fazer educação ambiental. Ano IV, n.16, ago./out.1997
 
 
Exercício 1:
Analise as afirmações abaixo.
 
I – Dentre os fundamentos básicos para que a interdisciplinaridade aconteça
identificamos o Consumismo: necessário para gerar receitas para os projetos de
Educação Ambiental.
http://www.planalto.gov.br/ccivil-htm
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II – Dentre os fundamentos básicos para que a interdisciplinaridade aconteça
identificamos o Recurso da Memória: Memória – registro, escrita e realizada em
livros, artigos, resenhas, anotações, cursos, palestras, e a memória vivida e
refeita no diálogo com todos esses trabalhos registrados.
III – Dentre os fundamentos básicos para que a interdisciplinaridade aconteça
identificamos o Movimento Dialético: Exercício de dialogar com nossas próprias
produções, com o propósito de extrair desse diálogo novos indicadores, novos
pressupostos.
 
Assinale a alternativa que melhor retrata as afirmações acima.
A)
Somente as afirmações I e II estão corretas.
B)
Somente as afirmações I e III estão corretas.
C)
Somente as afirmações II e III estão corretas.
D)
Somente a afirmação I está correta.
E)
Somente a afirmação II está correta.
Comentários:
Essa disciplina não é ED ou você não o fez comentários
Exercício 2:
Analise as afirmações abaixo.
 
I – Dentre os fundamentos básicos para que a interdisciplinaridade aconteça
identificamos a Parceria: Tentativa de iniciar o diálogo com outras formas de
conhecimento a que não estamos habituados, e nessa tentativa, a possibilidade de
interpretação dessas formas.
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II – Dentre os fundamentos básicos para que a interdisciplinaridade aconteça
identificamos o Controle: todas as atividades devem ser rigorosamente
controladas. Nenhuma atividade que estiver fora do planejamento pode ser
executada, sob o risco de cancelamento de todo o projeto.
III – Dentre os fundamentos básicos para que a interdisciplinaridade aconteça
identificamos o Sala de Aula interdisciplinar: A sala de aula é o lugar onde a
interdisciplinaridade habita [...] verificamos que os elementos que diferenciam
uma sala de aula interdisciplinar de outra não interdisciplinar são a ordem e o
Rigor travestidos de uma nova ordem e de um novo rigor.[...] a avaliação numa
sala de aula interdisciplinar acaba por transgredir todas as regras de controle
costumeiro utilizadas.
 
Assinale a alternativa que melhor retrata as afirmações acima.
A)
Somente as afirmações I e II estão corretas.
B)
Somente as afirmações I e III estão corretas.
C)
Somente as afirmações II e III estão corretas.
D)
Somente a afirmação I está correta.
E)
Somente a afirmação II está correta.
Comentários:
Essa disciplina não é ED ou você não o fez comentários
Exercício 3:
 Analise as afirmações abaixo.
 
I – O professor deve estar cada vez mais, preparado, para reelaborar as
informações que recebe, e dentre elas, as ambientais, a fim de poder transmitir e
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decodificar para os alunos a expressão dos significados sobre o meio ambiente e a
ecologia nas suas múltiplas determinações.
II – Segundo (Vigotski,1991), a Educação Ambiental deve ser vista como um
processo de permanente aprendizagem que valoriza as diversas formas de
conhecimento e forma cidadãos com consciência local e planetária.
III – Educação Ambiental, não pode possuir uma visão crítica da realidade do
planeta, o educador deve se manter aos conceitos apreendidos, sem se abrir para
as novas mudanças.
 
Assinale a alternativa que melhor retrata as afirmações acima.
A)
Somente as afirmações I e II estão corretas.
B)
Somente as afirmações I e III estão corretas.
C)
Somente as afirmações II e III estão corretas.
D)
Somente a afirmação I está correta.
E)
Somente a afirmação II está correta.
Comentários:
Essa disciplina não é ED ou você não o fez comentários
Exercício 4:
Analise as afirmações abaixo.
 
I – A palavra interdisciplinaridade está ligada a palavra disciplina, ou seja, é um
complexo que reúne de maneira global todas as disciplinas valorizando está de
maneira uniforme, separando a importância de cada uma, onde o conteúdo e as
informações são analisadas e aproveitadas em outras áreas.
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II – O sufixo inter, de interdisciplinaridade tem como papel unir as disciplinas,
fornecendo aos educadores condições de trabalhar de forma ampla e organizada,
despertando nesses a parceria, valorizando o trabalho em conjunto, dando
respaldo para os discentes sanarem suas dúvidas com o educador que estiver em
sala, sem estar ministrando a matéria correspondente ao determinado assunto.
III – A interdisciplinaridade é uma utopia.
 
Assinale a alternativa que melhor retrata as afirmações acima.
A)
Somente as afirmações I e II estão corretas.
B)
Somente as afirmações I e III estão corretas.
C)
Somente as afirmações II e III estão corretas.
D)
Somente a afirmação I está correta.
E)
Somente a afirmação II está correta.
Comentários:
Essa disciplina não é ED ou você não o fez comentários
Exercício 5:
Analise as afirmações abaixo.
 
I – Na educação ambiental os conteúdos isolados devem ser adotados, para que
não se perca o foco de atuação.
II – A função do professor é ser um agente facilitador desse processo e os
currículos escolares devem ser elaborados de tal maneira que haja a articulação
das disciplinas para alcançar uma visão do todo.
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III – A Educação Ambiental é o processo em que se busca despertar a
preocupação individual e coletiva para a questão ambiental, procura trabalhar a
mudança cultural, a transformação social, a crise ambiental como uma questão
ética e política. (Patrícia Mousinho, 2003)
 
Assinale a alternativa que melhor retrata as afirmações acima.
A)
Somente as afirmações I e II estão corretas.
B)
Somente as afirmações I e III estão corretas.
C)
Somente as afirmações II e III estão corretas.
D)
Somente a afirmação I está correta.
E)
Somente a afirmação II está correta.
Comentários:
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O PAPEL DO PROFESSOR NA EDUCAÇÃO AMBIENTAL
 
A Educação Ambiental, à medida que se centra em “situações-problemas" ou “situações-potenciais”, poderá
permi�r a interação dos professores, das disciplinas, e a construção de marcos referenciais convergentes que
possibilitem, ao longo do processo educacional, a construção da interdisciplinaridade e da compreensão da
complexidade do mundo contemporâneo.
 
Considerando a Educação Básica, podemos destacar alguns aspectos:
 
- No Ensino Fundamental são perseguidos os obje�vos de sensibilização em relação aos problemas e
potencialidades ambientais. Nas séries iniciais, usando as a�vidades como uma resposta às necessidades e
caracterís�cas psicológicas da infância, as questões ambientais cumprem um papel fundamental,
permi�ndo a ação orientada dos alunos, desafiando-os a imaginar, deliberar, sen�r e descobrir algumas
inter-relações simples entre fenômenos naturais e sociais. Os procedimentos das a�vidades não se
impõem pela natureza do conteúdo, mas provêm dos mo�vos e interesses do educando, da sua
capacidade de inves�gar, descobrir e compreender o mundo que o rodeia. Nas séries finais, num ensino
por áreas e de caráter transversal, é possível avançar na concre�zação de projetos integrados e adequados
a construção de uma concepção mais complexa das questões ambientais.
- No Ensino Médio se poderá avançar em projetos de intervenção sócio-ambiental e comunitária
destacando o papel das ações responsáveis e par�cipa�vas. O educando poderá ter uma ação mais
aprofundada ao se inserir nos processos de transformação da Sociedade.
 
Pode-se inferir após essa leitura que o professor é o principal ator das mudanças educa�vas propostas, que é
necessário mudar as prá�cas de elaboração do currículo escolar, dando lugar às novas modalidades de
a�vidades propostas nos PCNs Nacionais em relação aos Temas Transversais.
 
A escola deverá estar aberta às transformações de sua prá�ca tradicional, permi�ndo uma ampla par�cipação
dos professores no planejamento escolar e na definição do projeto polí�co-pedagógico, devendo-se
compreender ainda que a Educação no mundo contemporâneo não deva permanecer fechada ao interior
escolar, mas que, ao contrário, deve abrir-se à comunidade, estando a seu serviço e atenta às suas necessidades.
 
A Educação é, atualmente, um processo permanente e dinâmico, que se realiza ao longo da vida do sujeito e que
exige competências e responsabilidades sociais em permanente transformação.
 
A incorporação da Educação Ambiental ao currículo escolar de forma transversal ou por meio de projetos
pedagógicos abertos, através de projetos que a�njam a comunidade com a finalidade de um maior
conhecimento das realidades socioambientais dos alunos, e que persigam a intervenção e par�cipação na
solução de problemas locais e suas múl�plas interações e determinações nos níveis regional, nacional e global,
exige o trabalho conjunto do cole�vo escolar, a fim de integrar esta visão no projeto pedagógico da unidade
escolar.
 
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Vivemos na sociedade do conhecimento, a grande diferença entre países e regiões de um mesmo país, já é, hoje,
a possibilidade de acesso ao conhecimento e à informação.
 
Estas caracterís�cas do mundo contemporâneo implicam a necessidade de um processo de educação con�nuada
dos sujeitos sociais. A sociedade atual demanda uma formação permanente e uma atualização profissional que
alcança quase todos os âmbitos produ�vos, como conseqüência, em boa medida, de um mercado de trabalho
complexo, mutável, flexível e, inclusive, imprevisível, junto a um acelerado ritmo de transformações tecnológicas
que obriga-nos a estar aprendendo sempre coisas novas.
 
Esta civilização emergente, que pretende responder à crise civilizatória global a par�r da construção de novos
paradigmas na Ciência, na Sociedade, na Educação, na É�ca, entre outros âmbitos, cria-nos o desafio de
encontrar novos caminhos para a apropriação e produção dos conhecimentos.
 
A Educação se consolida além dos espaços educa�vos tradicionais, e a necessidade de aprendizagens avança
além dos espaços educa�vos formais para se manifestar como uma necessidade de Educação permanente ao
longo de toda nossa vida,
 
“não só ao longo de toda a nossa vida, senão durante a extensão de cada dia” (POZO, 1996).
Nossas necessidades de aprendizagem não só estão relacionadas ao âmbito profissional, dedicamo-nos
a adquirir conhecimentos culturalmente relevantes para nossa inserção social. Estainserção apresenta
hoje, no mínimo, duas vertentes fundamentais: convertermo-nos em cidadãos crí�cos e par�cipa�vos
na nossa realidade mais próxima, como nossa escola, nosso município, nosso estado, nosso país e, ao
mesmo tempo, assumirmos a nossa responsabilidade como cidadãos do mundo (MEDINA, 2000).
 
O professor precisa ter um bom nível de conhecimento das estratégias didá�cas e métodos de ensino que façam
com que um conteúdo complexo seja compreensível e interessante para os estudantes, e que promovam um
desenvolvimento conceitual do conteúdo e das estruturas mentais do aluno, ao mesmo tempo em que
propiciam o desenvolvimento integral dos alunos e o exercício prá�co da cidadania.
 
O professor deverá também desenvolver a capacidade de criar estratégias e métodos de avaliação qualita�va
apropriados para a Educação Ambiental e adequados à situação concreta de aprendizagem em consideração,
além de propiciar a organização par�cipa�va, interdisciplinar e transversal dos problemas e potencialidades
ambientais e das diversas disciplinas envolvidas no estudo do núcleo temá�co, a par�r do trabalho de equipe,
tanto por parte dos profissionais comprome�dos no desenvolvimento da unidade de aprendizagem, como pelos
estudantes.
 
De modo esquemá�co, poderíamos sinte�zar as dimensões do processo de capacitação dos
professores para Educação Ambiental como a inter-relação dinâmica das dimensões pessoais e é�cas
com a dimensão sócio-ambiental e a profissional (MEDINA, 2000).
 
A Educação Ambiental implica a revalorização do professor e do seu papel no processo de planejamento
educa�vo. Pretende alcançar um conhecimento significa�vo e compreensivo, a par�r de um processo
permanente de reflexão sobre a prá�ca co�diana do docente, que conduzirá a mudanças, numa concepção do
ensino-aprendizagem no qual o eixo central seja cons�tuído pelo aprendizado significa�vo do aluno e não pela
acumulação de conteúdos ensinados.
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Paralelamente, procura a incorporação de novos valores e a�tudes é�cas, exigindo, portanto, modalidades
diferenciadas de avaliação para que o aluno possa exercer efe�vamente uma cidadania qualificada na sociedade.
A "Formação de mul�plicadores para Educação Ambiental", é sistema�zada, de forma esquemá�ca, com um
processo dinâmico de retroalimentação permanente da Educação Ambiental.
 
Unir a Educação à vida associá-la a obje�vos concretos, estabelecer uma correlação estreita com a
Sociedade, e inventar ou redescobrir uma Educação em estreita relação com o Ambiente. É neste
sen�do que se devem buscar novos caminhos. Aprender a pensar em forma livre e crí�ca, a amar o
mundo e fazê-lo mais humano, a realizar-se mediante o trabalho criador pode ser o caminho para a
construção da sociedade do futuro. Para isto, será necessário que se cumpra na realidade a
possibilidade de igualdade de acesso educacional. A igualdade de oportunidades para aquisição do
conhecimento historicamente acumulado é condição sine qua non da realização de outras novas
modalidades em educação (MEDINA, 1994).
 
 
FORMAÇÃO DE MULTIPLICADORES PARA EDUCAÇÃO AMBIENTAL
Apresentado no Seminário do Ministério de Educação. MEC/ UNESCO, Salvador, 1998.
 
Breve histórico do processo de formação de mul�plicadores em educação ambiental
 
Os desafios da capacitação de professores para o processo de incorporação da dimensão ambiental nos
currículos do Ensino Fundamental e Médio impulsiona a reflexão sobre as caracterís�cas dos docentes e
iscentes, responsáveis pela efe�va implementação do processo, e sobre a ins�tuição ou escola onde deverão ser
produzidas as mudanças que envolvem as a�vidades dos agentes sociais mencionados.
 
O processo de ensino–aprendizagem em Educação Ambiental fundamenta-se numa visão complexa e sistêmica
das realidades ambientais, concebidas como problemas e potencialidades, visando à compreensão de suas inter-
relações e determinações; ao mesmo tempo, considera o papel e as caracterís�cas das ins�tuições e agentes
sociais envolvidos, localizados em um tempo e espaço concretos.
 
A inclusão da Educação Ambiental, de maneira transversal, no currículo das séries iniciais, tal como indicada nos
Parâmetros Curriculares do MEC (PCNs, Convívio Social, É�ca e Meio Ambiente), implica a introdução de um
processo de inovação educa�va, que envolve tanto professores como alunos e comunidade, ou seja, o conjunto
do cole�vo escolar, envolvendo ao mesmo tempo as instâncias decisórias e responsáveis das Secretarias de
Educação Estaduais com o apoio das Delegacias do MEC nos Estados.
 
A par�r destas considerações a Coordenadoria de Educação Ambiental do MEC iniciou um processo de
sensibilização e capacitação con�nuada dos técnicos destas ins�tuições iniciando, em 1996, o primeiro Curso de
Mul�plicadores em Educação Ambiental com o obje�vo de:
 
- subsidiar teórica e metodologicamente técnicos em Educação para orientar a elaboração da inserção
curricular de Educação Ambiental;
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- propiciar aos par�cipantes condições técnicas e metodológicas de construção de uma matriz de
problemas sócio-ambientais de sua região, com o intuito de promover a inserção transversal dos
conteúdos e a�vidades de Educação Ambiental nos currículos do ensino fundamental e médio;
- desenvolver junto aos par�cipantes habilidades de: percepção ambiental, análise crí�ca da realidade
ambiental global, nacional, regional e local, observação e registro de dados com enfoque etnográfico;
u�lização de outras linguagens como formas de registro de informação; estruturação de projetos de
Educação Ambiental.
 
Em 1997 foi ministrado o segundo Módulo do Curso de Mul�plicadores em Educação Ambiental com o obje�vo
de:
 
- subsidiar teórica e metodologicamente técnicos em Educação para orientar a elaboração da inserção
curricular da Educação Ambiental e efetuar a capacitação dos professores nesta área;
- propiciar aos par�cipantes condições técnicas e metodológicas de construção de matrizes
pedagógicas com o intuito de promover a inserção transversal de conteúdos/a�vidades de Educação
Ambiental nos currículos do ensino fundamental e médio;
- desenvolver junto aos par�cipantes habilidades de análise e elaboração de diretrizes curriculares que
possam orientar as escolas na realização de seus planos pedagógicos e a�vidades didá�cas no processo
de ensino-aprendizagem em Educação Ambiental;
- propiciar condições para que as equipes estaduais, responsáveis pelos currículos nos Estados, possam
fazer recomendações para o cumprimento dos Parâmetros Curriculares Nacionais - Convívio Social,
�ca e Meio Ambiente.
 
O desenvolvimento dos dois Módulos de Capacitação foi feito com a u�lização da metodologia PROPACC -
Proposta de Par�cipação Ação para a Construção do Conhecimento (MEDINA, N. M. e SANTOS, E. C., 1999).
 
Dando con�nuidade ao processo de Capacitação de Mul�plicadores, está sendo realizado este Seminário
Nacional, com o obje�vo de intercâmbio de experiências entre os Técnicos das Secretarias de Educação dos
Estados e as Delegacias do MEC.
 
A complexidade da ins�tuição escolar
 
A análise da ins�tuição escolar, o conhecimento das relações intra-escolares e dos diversos agentes sociais
envolvidos no processo de inovação curricular são os primeiros passos necessários para viabilizar o
desenvolvimento da inserção da dimensão ambiental no currículo escolar.
 
Em primeiro lugar, deve-se considerar que a escola está inserida num dado sistema educa�vo que, por sua vez,
relaciona-se com um ambiente sócio-cultural-histórico-econômico e natural específico e determinante, de
caracterís�cas complexas e em inter-relação dinâmica permanente.
 
Ao mesmo tempo, a escola gerencia e possibilita complexas relações entre pessoas,tanto internas, como
externas, com interesses e expecta�vas diversas, grupos de poder que definem a micro polí�ca ins�tucional, e
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relações pessoais confli�vas, diversos �pos de tensões e grupos de pressão diferenciados, que produzem em seu
conjunto a cultura do centro educacional.
 
Uma transformação das modalidades de ensino-aprendizagem escolar exige uma compreensão abrangente das
relações assinaladas e, muitas vezes, a necessidade prévia de inves�r esforços em resolver os conflitos existentes
com a finalidade de envolver na execução das mudanças ao cole�vo escolar, de forma par�cipa�va, desde o
planejamento até a execução das novas experiências educacionais.
 
Bibliografia básica e adicional recomendada:
 
[1] ANTON, A. M. Percepción ambiental y educación. Madrid: Fundación Universidad Empresa, 1995.
[2] AUSUBEL, D. P. Psicologia educa�va: un punto de vista cognosci�vo. México: Trillas, 1984.
[3] APPLE,M. Ideología y Curriculum. Madrid, Ed. Akal, 1986.
[4] BOLIVAR, A. La evaluación de valores y ac�tudes. Madrid: Anaya, 1995.
[5] BRANDÃO, Z. (org) A crise dos paradigmas e a educação. São Paulo: Cortez, 1995.
[6] CARVALHO, L. M. A temá�ca ambiental e a escola de 1º Grau. 1989. São Paulo: Universidade de São Paulo,
Tese de Doutorado.
[7] DE LA TORRE, S. Didác�ca y curriculum. Madrid: Dykinson, 1993.
[8] DEWEY, J. Como pensamos. Barcelona: Paidus, 1989. [9] DOMINGUES, J. L. O co�diano da escola de 1º grau: o
sonho e a realidade. Goiânia: CEGRA/UFG, 1988.
[10] FAZENDA, I. C. A. Interdisciplinaridade: história, teoria e pesquisa. Campinas: Papirus, 1994.
[11] _______. Integração e interdisciplinaridade no ensino brasileiro. Efe�vidade ou ideologia? São Paulo: Loiola,
1992.
[12] GARCÍA, M. Formación del profesorado para el cambio educa�vo. Barcelona: EUB, S L. 1995.
[13] MEC/BRASIL. Carta Brasileira para Educação Ambiental. Workshop de Educação Ambiental. Rio de Janeiro:
1992.
[14] MEC/BRASIL. Parâmetros Curriculares Nacionais. Agosto, 1996.
 [15] MEDINA, N. M. Elementos para a introdução da dimensão ambiental na educação escolar - 1º grau. In:
Amazônia: uma proposta interdisciplinar de educação ambiental. Brasília: IBAMA, 1994.
[16] ______. Especialização em Educação Ambiental na UFMT: avaliação da proposta. Revista Educação Pública.
Cuiabá: Universitária. UFMT. V.2. n. 2. 1993.
[17] ______. Relaciones históricas entre sociedad, ambiente y educación. In: Apuntes de educación ambiental 4.
Montevideo: CIPFE, 1989.
[18] ______. A construção do Conhecimento. IBAMA, Brasília: 1996. Série Meio Ambiente em Debate.
[19] ______. A Educação Ambiental para o Século XXI. IBAMA, Brasília: 1996. Série Meio Ambiente em Debate.
[20] ______. A Educação Ambiental Formal: papel e desafios. I Conferencia Nacional de Educação Ambiental de
Brasil. ANAIS. MMA, Brasília, 1997.
[21] ______. Desafios en la formación de recursos humanos para una nueva realidad: una praxis innovadora en
educación ambiental formal. PROPACC. II Congreso Internacional de Universidades para el Desarrollo Sostenible
y el Medio Ambiente. ANALES. Granada: 1997.
06/03/2024, 11:31 UNIP - Universidade Paulista : DisciplinaOnline - Sistemas de conteúdo online para Alunos.
https://online.unip.br/imprimir/imprimirconteudo 6/12
[22] ______. Breve histórico da educação ambiental. Ar�culo publicado in PADUA, Susana, M e TABANEZ, M
(Org) et alli, Educação Ambiental: Caminhos Trilhados no Brasil, Fundo Nacional do Meio Ambiente, (FNMA)
Ministério do Meio Ambiente, (MMA) Ins�tuto de Pesquisas Ecológicas (IPÊ,) Editora Pax, Brasília, DF, 1997.
[23] ______. Educação Ambiental para a sustentabilidade. ANAIS. Florianópolis, Santa Catarina. Junho, 1998. I
Congresso Internacional de Educação do Colégio Coração de Jesus, Educar – Uma perspe�va humanís�ca.
[24] ______. Proposta de par�cipação-ação para a construção do conhecimento. PROPACC. VOZES. No prelo.
[25] ______. Materiales de Educación Ambiental II, Coletánea de Ar�culos. Lima: Universidade Marcelino
Champagnat/Escuela de Postgrado, 2000.
 [26] ______. Formação de Mul�plicadores para a Educação Ambiental. Salvador: PALESTRA DO I SEMINÁRIO DE
EDUCAÇÃO AMBIENTAL, 1998. (mimeo)
[27] ______. A Formação dos professores em Educação Ambiental. Oficina de Trabalho, COEA/MEC. Março,
2000.
[28] NOVACK & GOWIN. Aprender a aprender. 1984, Traducción, UNESCO.
[29] NOVO, MARIA. La Educación Ambiental: bases é�cas, conceptuales y metodológicas. Madrid: Universitas,
1996.
[30] _____. Pedagogia Ambiental. Madrid: 1989. (Editora?)
[31] _____. El análisis de los problemas ambientales: modelos y metodologia. Madrid: Fundación Universidad
Empresa, 1995.
[32] RAMON, L.T. La inves�gación-acción en la Educação Ambiental. Madrid: Fundación Universidad Empresa,
1995.
[33] REGO, T. C. Vygotsky - Uma perspec�va históricocultural da educação. Rio de Janeiro: Vozes, 1996.
[34] POZO, J. Aprendices y maestros. Madrid: Alianza, 1996.
[35] YUS, R. Temas transversais: em busca de uma nova escola. Porto Alegre: ArtMed, 1998.
 
Exercício 1:
Analise as afirmações abaixo.
 
I – Destaca-se que nem o professor nem a Escola possuem responsabilidade de
ministra a Educação Ambiental, que por ser uma obrigação do estado, deve ser
trabalhado pelo município.
II – A escola deverá estar aberta às transformações de sua prática tradicional,
permitindo uma ampla participação dos professores no planejamento escolar e na
definição do projeto político-pedagógico, devendo-se compreender ainda que a
Educação no mundo contemporâneo não deva permanecer fechada ao interior
escolar, mas que, ao contrário, deve abrir-se à comunidade, estando a seu serviço
e atenta às suas necessidades.
III – Pode-se inferir que o professor é o principal ator das mudanças educativas
propostas, que é necessário mudar as práticas de elaboração do currículo escolar,
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dando lugar às novas modalidades de atividades propostas nos PCNs Nacionais em
relação aos Temas Transversais
 
Assinale a alternativa que melhor retrata as afirmações acima.
A)
Somente as afirmações I e II estão corretas.
B)
Somente as afirmações I e III estão corretas.
C)
Somente as afirmações II e III estão corretas.
D)
Somente a afirmação I está correta.
E)
Somente a afirmação II está correta.
Comentários:
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Exercício 2:
Analise as afirmações abaixo.
 
I – Vivemos na sociedade do conhecimento, a grande diferença entre países e
regiões de um mesmo país, não estabelece nenhuma restrição a possibilidade de
acesso ao conhecimento e à informação.
II – A incorporação da Educação Ambiental ao currículo escolar de forma
transversal ou por meio de projetos pedagógicos abertos, através de projetos que
atinjam a comunidade com a finalidade de um maior conhecimento das realidades
socioambientais dos alunos, e que persigam a intervenção e participação na
solução de problemas locais e suas múltiplas interações e determinações nos
níveis regional, nacional e global, exige o trabalho conjunto do coletivo escolar, a
fim de integrar esta visão no projeto pedagógico da unidade escolar.
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III – Estas características do mundo contemporâneo implicam a necessidade de
um processo de educação continuada dos sujeitos sociais. A sociedade atual
demanda uma formação permanente e uma atualização profissional que alcança
quase todos os âmbitos produtivos, como consequência, em boa medida, de um
mercado de trabalho complexo, mutável, flexível e, inclusive, imprevisível, junto a
um acelerado ritmo de transformações tecnológicas que nos obriga aestar
aprendendo sempre coisas novas.
 
Assinale a alternativa que melhor retrata as afirmações acima.
 
A)
Somente as afirmações I e II estão corretas.
B)
Somente as afirmações I e III estão corretas.
C)
Somente as afirmações II e III estão corretas.
D)
Somente a afirmação I está correta.
E)
Somente a afirmação II está correta.
Comentários:
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Exercício 3:
Analise as afirmações abaixo.
 
I – Nossas necessidades de aprendizagem não só estão relacionadas ao âmbito
profissional, dedicamo-nos a adquirir conhecimentos culturalmente relevantes
para nossa inserção social. Esta inserção apresenta hoje, no mínimo, duas
vertentes fundamentais: convertermo-nos em cidadãos críticos e participativos na
nossa realidade mais próxima, como nossa escola, nosso município, nosso estado,
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nosso país e, ao mesmo tempo, assumirmos a nossa responsabilidade como
cidadãos do mundo (MEDINA, 2000).
II – A fim de garantir a historicidade dos fatos a educação Ambiental deve ser
conservadora não introduzindo inovações nem alterações no conjunto da
sociedade.
III – A Educação se consolida além dos espaços educativos tradicionais, e a
necessidade de aprendizagens avança além dos espaços educativos formais para
se manifestar como uma necessidade de Educação permanente ao longo de toda
nossa vida, “não só ao longo de toda a nossa vida, senão durante a extensão de
cada dia” (POZO, 1996).
 
Assinale a alternativa que melhor retrata as afirmações acima.
A)
Somente as afirmações I e II estão corretas.
B)
Somente as afirmações I e III estão corretas.
C)
Somente as afirmações II e III estão corretas.
D)
Somente a afirmação I está correta.
E)
Somente a afirmação II está correta.
Comentários:
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Exercício 4:
Analise as afirmações abaixo.
 
I – O professor precisa ter um bom nível de conhecimento das estratégias
didáticas e métodos de ensino que façam com que um conteúdo complexo seja
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compreensível e interessante para os estudantes, e que promovam um
desenvolvimento conceitual do conteúdo e das estruturas mentais do aluno, ao
mesmo tempo em que propiciam o desenvolvimento integral dos alunos e o
exercício prático da cidadania.
II – O professor deverá também desenvolver a capacidade de criar estratégias e
métodos de avaliação qualitativa apropriados para a Educação Ambiental e
adequados à situação concreta de aprendizagem em consideração, além de
propiciar a organização participativa, interdisciplinar e transversal dos problemas
e potencialidades ambientais e das diversas disciplinas envolvidas no estudo do
núcleo temático, a partir do trabalho de equipe, tanto por parte dos profissionais
comprometidos no desenvolvimento da unidade de aprendizagem, como pelos
estudantes.
III – De modo esquemático, poderíamos sintetizar as dimensões do processo de
capacitação dos professores para Educação Ambiental sem a inter-relação
dinâmica das dimensões pessoais e éticas com a dimensão socioambiental e a
profissional (MEDINA, 2000).
 
Assinale a alternativa que melhor retrata as afirmações acima.
A)
Somente as afirmações I e II estão corretas.
B)
Somente as afirmações I e III estão corretas.
C)
Somente as afirmações II e III estão corretas.
D)
Somente a afirmação I está correta.
E)
Somente a afirmação II está correta.
Comentários:
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Exercício 5:
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Analise as afirmações abaixo.
 
I – Considerando a Educação Básica, podemos destacar alguns aspectos: No
Ensino Fundamental são perseguidos os objetivos de sensibilização em relação aos
problemas e potencialidades ambientais. Nas séries iniciais, usando as atividades
como uma resposta às necessidades e características psicológicas da infância, as
questões ambientais cumprem um papel fundamental, permitindo a ação
orientada dos alunos, desafiando-os a imaginar, deliberar, sentir e descobrir
algumas inter-relações simples entre fenômenos naturais e sociais. Os
procedimentos das atividades não se impõem pela natureza do conteúdo, mas
provêm dos motivos e interesses do educando, da sua capacidade de investigar,
descobrir e compreender o mundo que o rodeia. Nas séries finais, num ensino por
áreas e de caráter transversal, é possível avançar na concretização de projetos
integrados e adequados a construção de uma concepção mais complexa das
questões ambientais.
II – Considerando a Educação Básica, podemos destacar alguns aspectos: No
Ensino Superior se poderá avançar em projetos de intervenção socioambiental e
comunitária destacando o papel das ações responsáveis e participativas. O
educando poderá ter uma ação mais aprofundada ao se inserir nos processos de
transformação da Sociedade.
III – Considerando a Educação Básica, podemos destacar alguns aspectos: No
Ensino Médio se poderá avançar em projetos de intervenção socioambiental e
comunitária destacando o papel das ações responsáveis e participativas. O
educando poderá ter uma ação mais aprofundada ao se inserir nos processos de
transformação da Sociedade.
 
Assinale a alternativa que melhor retrata as afirmações acima
A)
Somente as afirmações I e II estão corretas.
B)
Somente as afirmações I e III estão corretas.
C)
Somente as afirmações II e III estão corretas.
D)
Somente a afirmação I está correta.
E)
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Somente a afirmação II está correta.
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NOÇÕES GERAIS
 
“Um projeto é um empreendimento planejado que consiste num conjunto de a�vidades inter-
relacionadas e coordenadas, com o fim de alcançar obje�vos específicos dentro dos limites de um
orçamento e de um período de tempo dados.” (ONU, 1984)
 
A elaboração de um projeto requer entes de tudo um ambiente adequado para o desenvolvimento das idéias do
grupo, requer tempo e paciência para que se possa trabalhar em conjunto, exercitando o respeito e o dom de
ouvir o outro.
 
A concentração e o espírito de grupo são dois elementos essenciais para se materializar boas idéias.
 
Além disso, algumas variáveis tornam-se muito importantes neste processo, como a dis�nção do papel da
liderança no grupo, descobrindo que o real líder reconhece os “talentos” individuais de cada par�cipante,
ajudando no desenvolvimento da cria�vidade e par�cipação de todos, criando assim um ambiente de
comprome�mento com a missão cole�va criando um processo descentralizado.
 
A capacidade técnica é outro fator fundamental para se obter resultados posi�vos, não adianta ter excelentes
idéias se não há competência para desenvolver uma boa estratégia de como materializá-la.
Muitas vezes nossas ins�tuições não contam com especialistas em diferentes áreas, portanto será necessário
buscar apoio junto a colegas, a outras ins�tuições ou junto ao próprio financiador.
 
E por fim a cria�vidade e o comprome�mento são virtudes para que se tenham ao mesmo tempo caminhos
cria�vos para a realização das a�vidades propostas e comprome�mento com o processo que se está criando.
 
“Elaborar projetos é uma forma de independência.
É uma abordagem para explorar a cria�vidade humana, a mágica das idéias e o potencial das organizações. É
darvazão para a energia de um grupo, compar�lhar a busca da evolução”.
(Kisil R., 2001)
 
ETAPA 1- A definição do projeto: O que queremos fazer?
 
O que é um Projeto?
 
Um projeto surge em resposta a um problema concreto.
 
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Elaborar um projeto é, antes de tudo, contribuir para a solução de problemas, transformando IDÉIAS em AÇÕES.
O documento chamado PROJETO é o resultado ob�do ao se “projetar” no papel tudo o que é necessário para o
desenvolvimento de um conjunto de a�vidades a serem executadas: quais são os obje�vos, que meios serão
buscados para a�ngi-los, quais recursos serão necessários, onde serão ob�dos e como serão avaliados os
resultados.
 
A organização do projeto em um documento nos auxilia a sistema�zar o trabalho em etapas a serem cumpridas,
compar�lhar a imagem do que se quer alcançar, iden�ficar as principais deficiências a superar e apontar
possíveis falhas durante a execução das a�vidades previstas.
 
Já que é um processo par�cipa�vo desde o começo, pois não se pode realizar soluções sem a par�cipação de
todos os envolvidos, o projeto se torna uma FERRAMENTA DE TRABALHO, um INSTRUMENTO GERENCIAL, um
PONTO DE CONVERGÊNCIA de pessoas.
 
Conceitualmente, o projeto é a menor unidade administra�va de qualquer plano ou programa.
 
Um bom projeto escrito tem que mostrar-se capaz de comunicar todas as informações necessárias e é por isso
que, em geral, existem elementos básicos que compõem sua apresentação: o �tulo (reflete o conteúdo da
proposta), a equipe (pessoas responsáveis pela idéia e sua execução), a jus�fica�va (definição clara do problema
a ser tratado) com seus obje�vos (definição clara dos obje�vos gerais e específicos), os procedimentos
(descrição de todas as a�vidades e como serão implementadas), o cronograma (datas de implementação das
a�vidades), a avaliação (como, quando e por quem será avaliado o projeto), a disseminação (do projeto para o
ambiente), o apoio ins�tucional (quem apóia o que o projeto propõe quais as ins�tuições envolvidas e dispostas
a par�cipar da idéia).
 
Se o seu projeto se transformar numa proposta de financiamento e se for aprovada por algum financiador,
significa que ele compreendeu o programa que a sua en�dade pretende realizar, percebeu sua importância e as
possibilidades de êxito. Em outras palavras, ele acredita nas metas de sua en�dade, vê que os obje�vos seguem
no mesmo rumo e vê as chances de sucesso.
 
Como começar a elaboração de um Projeto?
O trabalho começa pelo “coração” do projeto: a definição concreta do objeto de trabalho, os propósitos, os
obje�vos que se tem e uma visão clara dos problemas que se quer resolver com a realização da idéia. É
importante discu�r a idéia central da proposta desde o início com todas as pessoas interessadas, pois seu
envolvimento futuro nos trabalhos será mo�vado pelas visões compar�lhadas nesta primeira etapa.
Para isso será necessário encontros ou reuniões do grupo de trabalho envolvido.
 
Por que definir em reunião?
- Para se ver a expecta�va de todos e esclarecer as idéias e obje�vos de todos e a todos, afim de “recortar
o escopo do projeto e definir o público alvo que se quer trabalhar
- Mo�var todos os presentes para agir.
- Reunir as informações necessárias para escrever o projeto.
- Procurar informações sobre as fontes de recursos.
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Quem deve par�cipar?
- Todas as pessoas envolvidas com o tema, especialmente as interessadas em elaborar o projeto escrito e
depois par�cipar de sua realização.
 
Como fazer a reunião?
- Fazer um quadro de definição do projeto na lousa ou usar papel-cartaz e caneta-piloto. Este quadro
significa descrever um mapa geral do contexto em que se quer trabalhar no projeto, ou seja, analisar o
conjunto de coisas e pessoas que cercam e influenciam o alvo do seu projeto.
- Preencher com idéias concretas (mesmo sem ter todos os detalhes, não é preciso tê-los já) pedindo
idéias a todos os presentes, inclusive aos mais �midos ou àqueles que não se acham preparados para
ajudar.
- Uma pessoa do grupo, que possa captar as idéias que vão sendo colocadas, deve assumir a tarefa de
organizá-las no quadro, tendo o cuidado de ouvir a todos e es�mular a par�cipação.
 
O ORGANIZADOR DA REUNIÃO DEVE VALORIZAR TODAS AS IDÉIAS E NÃO SÓ AS QUE FAZEM SENTIDO PARA
ELE, POIS NO FINAL QUASE TUDO PODE SER APROVEITADO, E ELE PODE NÃO ESTAR VENDO O QUE OUTROS
ESTÃO
 
A este papel dá-se o nome de “facilitador”, pois sua função é facilitar a reunião para que todos possam
contribuir e a idéia ficar mais completa, mais reconhecida e mais apropriada por todos.
 
Qual deve ser o produto das reuniões?
 
Ao final do processo deve-se ter:
 
1 - O quadro de definição do projeto preenchido.
2 - A equipe de pessoas que vai de fato se responsabilizar pela redação do projeto.
3 - Um grupo para pesquisar fontes de recursos.
4 - Uma previsão de data para a próxima reunião.
 
O que um Projeto precisa conter?
Os principais itens que compõe um projeto relacionam-se de forma bastante orgânica, de modo que o
desenvolvimento de uma etapa leva necessariamente à outra.
 
IDENTIFICAÇÃO DO PROJETO
Deve conter o �tulo do projeto, o local em que será implementado, a data da elaboração, a duração do projeto e
o início previsto.
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IDENTIFICAÇÃO DO PROPONENTE/EXECUTOR
Deve conter as seguintes informações: nome, endereço completo, forma jurídica, data do registro jurídico, CGC,
representante legal e ato que lhe atribui competência, coordenador do projeto e seu endereço.
 
É importante não se esquecer de mencionar todos os parceiros do projeto, indicando claramente quem é o
proponente e quem par�cipará da execução.
 
HISTÓRICO DE EXPERIÊNCIA DA INSTITUIÇÃO PROPONENTE/EXECUTORA
Deve conter uma descrição sucinta dos trabalhos que vêm sendo realizados pela organização, o �po de projetos
que já foram executados ou propostos e em que região, localidade ou comunidade. Indica a experiência e a
ap�dão da ins�tuição em desenvolver trabalhos semelhantes ao proposto e demonstra porque irá obter
sucesso.
 
Pode-se seguir o seguinte roteiro:
 
- Nome ou �po dos trabalhos/projetos/campanhas executados
- Data ou período dos trabalhos/projetos/campanhas executados
- Fontes financiadoras e valor do orçamento (se for o caso)
- Principais resultados e conquistas alcançados
- Parcerias desenvolvidas com en�dades financiadoras e outros órgãos (governamentais ou não).
 
Se a organização �ver muitos trabalhos já desenvolvidos, descreva os mais importantes e/ou os que foram
desenvolvidos, pelo menos, nos úl�mos três anos. Nesse caso, anexe prospectos, publicações, vídeos ou outros
produtos sobre esses trabalhos.
 
No caso de órgão público mostre também a experiência e os resultados alcançados por gestões/direções
anteriores nas áreas de interesse do projeto.
 
CARACTERIZAÇÃO DO PROBLEMA e JUSTIFICATIVA
A elaboração de um projeto se dá introduzindo o que pretendemos resolver, ou transformar. Este problema deve
ser delimitado e caracterizado para conhecermos suas dimensões, origens, histórico, implicações e outras
informações. Esta prá�ca nos dará maior in�midade com o tema, permi�ndo um diagnós�co mais fiel e
definindo estratégias mais precisas para sua resolução.
 
Aqui deve ficar claro que o projeto é uma resposta a um determinado problema percebido e iden�ficado pela
comunidade ou pela en�dade proponente.
 
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Após a caracterizaçãodo problema/situação, podemos jus�ficar a necessidade da intervenção. Esclarecimentos
sobre a importância de sua realização a nível sócio-econômico-ambiental, evidências da sua viabilidade e outras
informações que possam auxiliar o financiador na tomada de decisões devem ser enfa�zadas.
 
Deve descrever com detalhes a região onde vai ser implantado o projeto; situação ambiental (como os recursos
naturais foram e estão sendo usados), principais a�vidades econômicas, número de famílias/pessoas direta e
indiretamente envolvidas/beneficiadas com os resultados do projeto, condição de saúde e educação, formas e
meio de transporte, problemas ambientais e econômicos, organizações potencialmente existentes, etc.
 
A jus�fica�va é uma parte muito importante em um projeto, ela é deve responder: Por que executar o projeto?
Por que ele deve ser aprovado e implementado?
 
Algumas perguntas que podem ajudar a responder esta questão:
- Qual a importância desse problema/questão para a comunidade? E para a conservação dos recursos
naturais da região?
- Existem outros projetos semelhantes sendo desenvolvidos nessa região ou nessa área temá�ca?
- Qual é a possível relação e a�vidades semelhantes ou complementares entre eles e o projeto proposto?
- Quais são os bene�cios econômicos, sociais e ambientais a serem alcançados pela comunidade e os
resultados para a região?
 
OBJETIVO GERAL
 
Tem-se empregado o termo obje�vo geral para a situação ideal almejada, em poucas palavras, o obje�vo geral
deve expressar o que se quer alcançar na região em longo prazo, ultrapassando inclusive o tempo de duração do
projeto. Geralmente o obje�vo geral está vinculado à estratégia global da ins�tuição.
 
OBJETIVOS ESPECÍFICOS
Os obje�vos específicos também podem ser chamados de resultados esperados. São os efeitos diretos das
a�vidades ou ações do projeto. Ao contrário dos obje�vos gerais, que nem sempre poderão ser plenamente
a�ngidos durante o prazo de execução do projeto, os obje�vos específicos devem se realizar até o final do
projeto.
 
METAS
As metas, que muitas vezes são confundidas com os obje�vos específicos, são os resultados parciais a serem
a�ngidos e neste caso podem e devem ser bastante concretos expressando quan�dades e qualidades dos
obje�vos, ou seja, quanto será feito. A definição de metas com elementos quan�ta�vos e qualita�vos é
conveniente para avaliar os avanços. Ao escrevermos uma meta, devemos nos perguntar: o que queremos? Para
que o queremos? Quando o queremos?
 
Quando a meta se refere a um determinado setor da população ou a um determinado �po de organização,
devemos descrevê-los adequadamente. Por exemplo, devemos informar a quan�dade de pessoas que queremos
a�ngir, o sexo, a idade e outras informações que esclareçam a quem estamos nos referindo.
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Cada obje�vo específico deve ter uma ou mais metas. Quanto melhor dimensionada es�ver uma meta, mais fácil
será definir os indicadores que permi�rão evidenciar seu alcance.
Nem todas as ins�tuições financiadoras exigem a descrição de obje�vos específicos e metas separadamente.
Algumas exigem uma ou outra forma.
 
ATIVIDADES
São as ações previstas para a realização do projeto, devendo ser claramente descritas e relacionadas aos
obje�vos específicos. Devem ser numeradas em ordem cronológica de execução e indicando quando couber,
unidades de medida (ex. metros, kg, dúzia, litros, etc.) e quan�dade.
É importante que as a�vidades sempre sejam relacionadas com os obje�vos específicos ou com as metas, pois é
através da soma das a�vidades que se avalia a possibilidade do projeto a�ngir seu obje�vo geral.
 
BENEFÍCIOS E BENEFICIÁRIOS
 
 
Devem descrever os resultados concretos e quem será beneficiado com a realização do projeto. De uma forma
geral podem responder as seguintes perguntas:
 
- De quem par�u a inicia�va de elaborar o projeto? Foram realizados encontros com os beneficiários?
Quantas pessoas par�ciparam? Faça uma breve descrição do processo de elaboração da proposta.
- Como se dará a par�cipação dos beneficiários na execução do projeto?
- Como a comunidade será beneficiada com o projeto? Através de quais bene�cios?
 
 
ETAPA 2 – O Plano de trabalho: Como vamos agir?
 
 
Neste momento todos os obje�vos que foram definidos na etapa anterior tem que ter seus respec�vos
procedimentos de trabalho. O ideal é verificar se para cada obje�vo há um procedimento claro, se não é um
obje�vo “morto”.
 
A idéia central é sempre que possível jus�ficar os métodos de trabalho escolhidos para garan�r uma maior
coerência e consistência ao projeto.
 
A metodologia deve descrever as formas e técnicas que serão u�lizadas para executar as a�vidades previstas,
devendo explicar passo a passo a realização de cada a�vidade e não apenas repe�r as a�vidades.
 
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Deve levar em conta que as a�vidades tem início, meio e fim, detalhando o plano de trabalho.
 
A metodologia deve responder às seguintes questões:
 
a) Como o projeto vai a�ngir seus obje�vos?
b) Como começarão as a�vidades?
c) Como serão coordenadas e gerenciadas as a�vidades?
d) Como e em que momentos haverá a par�cipação e envolvimento direto do grupo social?
e) Quais as tarefas que cabem à organização?
f) Como, quando e por quem serão feitas as avaliações intermediárias sobre o andamento do projeto?
g) Como e em que momentos haverá a par�cipação e o envolvimento direto do grupo social?
h) Quais as tarefas que cabem à organização e ao grupo social?
i) Quais são as a�vidades de capacitação e treinamento? Seus conteúdos programá�cos e beneficiários?
j) Na disposição dos resultados, o que será objeto de divulgação, os �pos de a�vidades, a abrangência e o
público alvo.
 
Deve se descrever o �po de atuação a ser desenvolvida: pesquisa, diagnós�co, intervenção ou outras; que
procedimentos (métodos, técnicas e instrumentos, etc.) serão adotados e como será sua avaliação e divulgação.
 
É importante pesquisar metodologias que foram empregadas em projetos semelhantes, verificando sua
aplicabilidade e deficiências, e é sempre oportuno mencionar as referências bibliográficas.
 
Um projeto pode ser considerado bem elaborado quando tem metodologia bem definida e clara. É a
metodologia que vai dar aos avaliadores/pareceristas, a certeza de que os obje�vos do projeto realmente tem
condições de serem alcançados. Portanto este item deve merecer atenção especial por parte das ins�tuições
que elaborarem projetos.
 
Uma boa metodologia prevê três pontos fundamentais:
 
a gestão par�cipa�va, o acompanhamento técnico sistemá�co e con�nuado e o desenvolvimento
de ações de disseminação de informações e de conhecimentos entre a população envolvida
(capacitação).
 
 
CRONOGRAMA
 
Os projetos, como já foi comentado, são temporalmente bem definidos quando possuem datas de início e de
término preestabelecidas. As a�vidades que serão desenvolvidas devem se inserir neste lapso de tempo. O
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cronograma é a disposição gráfica das épocas em que as a�vidades vão se der e permite uma rápida visualização
da seqüência em que devem acontecer.
 
 
ETAPA 3 – O andamento do projeto: Como vamos avaliar �rar conclusões e disseminar resultados?
 
 
SUSTENTABILIDADE
 
Alguns projetos, diferentemente do proposto, tem previsão de se perpetuarem, como projetos de
desenvolvimento ins�tucional e financeiro de ONGs, programas de monitoramento de parâmetros ambientais,
programas de conservação de áreas e outros. Nestes casos faz-se necessária a adoção de estratégias para
geração de recursos, não somente financeiros,mas também humanos, uma vez que os financiadores nem
sempre terão disposição de apoiá-lo indefinidamente.
 
É interessante que todo projeto tenha a perspec�va de a�ngir a auto-sustentabilidade ecológica e econômica,
durante e após o término do repasse dos recursos. Neste sen�do deve-se descrever com que meios e de que
forma a organização e a comunidade envolvida planejam con�nuar as a�vidades após o término dos recursos.
 
Existem projetos que prevêem a geração de renda através da comercialização de produtos ou serviços
produzidos. Nestes casos a maioria das fontes financiadoras exige estudos de mercado que contemplem os
seguintes itens: quan�dade de produção no início das a�vidades, quan�dade de produção prevista ao final das
a�vidades, custo de produção, preço de mercado, mercado alvo, condições de escoamento da produção,
produtos concorrentes, condições de armazenagem, incremento de renda previsto com o projeto, etc.
 
Neste item, deve-se procurar demonstrar qual o potencial de sustentabilidade do projeto proposto. As questões
a seguir servem como referência para esta descrição:
 
-É possível es�mar a durabilidade dos resultados e dos impactos do projeto?
-Sua organização pretende dar prosseguimento ao projeto após o financiamento do mesmo? Explique
como.
-Os beneficiários ou outras ins�tuições (comunidades, famílias, prefeituras, ONGs) pretendem dar
con�nuidade ao trabalho após o término do financiamento?
 
DISSEMINAÇÃO DOS RESULTADOS
 
A divulgação das experiências bem sucedidas é de fundamental importância, tanto para a con�nuidade do
projeto, quanto para o impacto posi�vo que o projeto pretende deixar na comunidade. As ações de
disseminação dos resultados também precisam ser pensadas dentro de cada projeto.
 
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As propostas de divulgação poderão ser planejadas em nível local ou regional, incluindo os seguintes itens:
 
-Definição do que será objeto de divulgação (metodologias, técnicas, experiências);
-Definição dos produtos por meio dos quais será feita a divulgação (livros, ar�gos para revistas/jornais,
vídeos, seminários, propriedades piloto);
-Definição das a�vidades de divulgação (palestras, reuniões);
-Definição da abrangência da divulgação (local ou regional);
-Definição do público que se pretende a�ngir (outras populações com caracterís�cas semelhantes às dos
beneficiários do projeto, órgãos públicos, setores acadêmicos, organizações não governamentais, etc.
 
Como podemos ver, disseminar é mais do que divulgar, é tornar o projeto palpável 'a sociedade, que poderá
transformá-lo em um novo modelo de trabalho. Deste modo, disseminar torna-se uma a�tude todo o tempo de
duração do trabalho.
 
MONITORAMENTO/AVALIAÇÕES
 
O monitoramento é uma prá�ca imprescindível para avaliar quanto do proposto vêm sendo alcançado. Pode
indicar a necessidade de alteração de algumas das metas ou a�vidades programadas.
 
Para que a monitoria e avaliação possa alcançar seus obje�vos é necessário que se estabeleçam previamente
alguns indicadores quan�ta�vos e qualita�vos. Estes indicadores devem permi�r, de uma maneira geral, avaliar
de que forma o projeto pretende:
 
a ) Obter a par�cipação da comunidade.
b) Documentar a experiência em todas as suas etapas.
c) Divulgar, difundir os procedimentos, acertos e erros do projeto.
d) Acompanhar a realização dos resultados e da aplicação dos recursos financeiros.
e) Avaliar permanentemente o projeto, envolvendo equipe técnica e comunidade e realizando os ajustes
que se façam necessários.
f ) Observar, acompanhar, monitorar, os impactos ambientais que o projeto poderá causar.
g) Aferir os resultados econômicos, para saber se o projeto é auto-sustentável.
 
Os indicadores de resultado permitem aferir/averiguar o progresso de cada a�vidade em relação aos obje�vos
do projeto. Em tese, se todas as a�vidades es�verem 100% executadas, os obje�vos do projeto foram
alcançados.
 
Ex.1 - Para saber se um seminário proposto para 40 pessoas a�ngiu o obje�vo, pode se usar a lista de presença
para avaliar a quan�dade e o relatório do seminário para avaliar a qualidade. Neste caso, os indicadores são: lista
de presenças e relatório do seminário.
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Ex.2 - Um projeto que se propõe a reflorestar 10.000 árvores poderá ter como indicador de quan�dade o
número de árvores plantadas e de qualidade o número de árvores efe�vamente crescendo após determinado
período. Neste caso, os indicadores podem ser: 10.000 árvores plantadas e, 95% das árvores plantadas
crescendo após doze meses. Relacione para cada a�vidade um ou mais indicadores de resultados, para que se
possa a qualquer momento fazer uma avaliação e verificar se as a�vidades estão sendo executadas de acordo
com o programa.
 
ETAPA 4 – O orçamento: Quanto vai custar o projeto?
 
ORÇAMENTO
 
Após um planejamento detalhado das a�vidades, pode-se perguntar quanto custará o projeto, quando se darão
as despesas e quando os recursos deverão estar disponíveis. O orçamento é um resumo ou cronograma
financeiro do projeto, no qual se indica com o que e quando serão gastos os recursos e de que fontes virão os
recursos. Facilmente pode-se observar que existem diferentes �pos de despesas que podem ser agrupadas de
forma homogênea, como por ex.: material de consumo; custos administra�vos; equipe permanente; serviços de
terceiros; diárias e hospedagem; veículos, máquinas e equipamentos; obras e instalações.
 
No orçamento as despesas devem ser descritas de forma agrupada, no entanto, as organizações financiadoras
exigem que se faça uma descrição detalhada de todos os custos, que é chamada memória de cálculo.
 
MEMÓRIA DE CÁLCULO
 
Na memória de cálculo devem ser descritos todos os itens de despesa individualmente, conforme exemplo:
 
- Material de consumo - são materiais como papel, lápis, embalagens para mudas, pequenas ferramentas,
combus�vel, etc. Dê a especificação do material (papel, lápis, etc.), unidade de medida (metros, kg, etc.),
marca (quando couber), quan�dade, custo unitário e custo total.
- Custos administra�vos - são despesas correntes necessárias ao funcionamento das en�dades, tais como
aluguel, contas de luz, telefone, material de escritório, etc. Normalmente se faz uma proporção do uso
destas coisas para cada projeto.
- Equipe Permanente - é a equipe de técnicos e outras pessoas que estarão envolvidas durante e com a
implementação do projeto. Indique os técnicos e outros profissionais que serão contratados para a
execução do projeto, dando nome (se conhecido previamente), horas que irá trabalhar quan�dade e custo
de cada um.
- Serviços de terceiros - são os serviços temporários prestados ao projeto, por pessoas �sicas ou jurídicas.
Especifique o serviço (serviços de medição de áreas, serviços de engenharia florestal, etc.) unidade de
medida (horas, dias, meses) quan�dade, custos.
- Diárias e hospedagem - são despesas correntes de viagem e estadias de pessoas da equipe em função de
a�vidades previstas no projeto (vistoria em campo, cursos, seminários) ou de consultores de outras
ins�tuições solicitados para tarefas específicas. Especifique a a�vidade (curso, seminário, reunião, etc.)
para qual serão necessárias as diárias e/ou hospedagens.
- Veículos, máquinas e equipamentos - dimensione bem a aquisição de veículos, máquinas e
equipamentos e especifique o �po de veículo (u�litário pick up, automóvel, etc.) ou do bem a ser
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adquirido (fax, TV, vídeo, etc.), quan�dade, marca/modelo e o custo.
- Obras e instalações - Relacione o �po (casa. galpão, depósito, etc.) de obras e instalaçõesnecessárias à
implantação do projeto. Indique a unidade de medida (m), quan�dade e custo. Anexe projeto ou croqui
detalhado da obra: �po de construção, prazo de execução, áreas e dependências a serem construídas ou
ampliadas, cronograma financeiro da obra, documentação comprobatória de propriedade ou cessão de
posse do terreno.
 
Normalmente cada ins�tuição financiadora segue uma sistemá�ca própria.
 
CONDIÇÕES INTERNAS E EXTERNAS
 
Algumas fontes financiadoras pedem que se avaliem e descrevam as condições ou fatos internos e externos que
podem favorecer ou desfavorecer o andamento do projeto.
 
Apresente sugestões e procedimentos para fortalecer as condições favoráveis e para afastar e/ou modificar as
desfavoráveis.
 
Ex. Condições Internas:
- Favoráveis:
Infra-estrutura instalada e experiência técnica comprovada em a�vidades semelhantes;
Alto grau de organização e ar�culação do grupo social envolvido;
Alto grau de aceitação da en�dade perante a comunidade.
- Desfavoráveis:
Não existe grau de organização e ar�culação do grupo social envolvido;
Organização ainda não é bem aceita na comunidade por não seguir padrões tradicionais de
desenvolvimento.
 
Ex. Condições Externas:
- Favoráveis:
Possibilidade de abertura de exportação dos produtos a serem fabricados/produzidos;
Melhoria das condições de transporte/energia.
- Desfavoráveis:
Oscilação do mercado com preços desfavoráveis aos produtos a serem fabricados/produzidos;
Fatores climá�cos - períodos prolongados de chuva ou seca que podem adiantar ou atrasar etapas.
 
REVISÃO BIBLIOGRÁFICA
 
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Referências bibliográficas que possam conceituar o problema, ou servir de base para a ação, podem e devem ser
apresentadas. Certamente darão ao financiador uma noção de quanto o autor está inteirado ao assunto, pelo
menos ao nível conceitual/teórico.
 
RESUMO
 
O resumo é uma seção geralmente de uma página onde é feita uma síntese do projeto. Sua função é dar uma
idéia geral do que se trata, seus obje�vos, duração e custo, dentre outros. Escrever um bom resumo é
extremamente importante, pois este tem que ca�var o leitor a aprofundar se no projeto e descobrir o quanto ele
é importante, bem intencionado e efe�vo. O resumo deverá ser uma das úl�mas seções a ser redigida, pois
então teremos maior in�midade com o projeto.
 
ANEXOS
 
Muitas informações que não é possível inserir em nenhuma das seções anteriores podem ser, desde que
imprescindíveis, transformadas em anexos. Um mapa localizando a região ou município, o curriculum vitae dos
principais integrantes da equipe, um histórico mais detalhado, cartas de recomendação de algumas pessoas
relacionadas à ins�tuição financiadora, um relato do desempenho de sua organização e de seu envolvimento
com outras ins�tuições atuantes na área, etc.
 
É importante ressaltar que nem todos os revisores se interessarão por tantas informações quanto foram
sugeridas, e portanto é aconselhável se restringir às realmente necessárias para contextualização de sua
proposta.
 
Pequeno Manual para Elaboração de Projetos. Realização INSITUTO SOCIOAMBIENTAL e APREMAVI. Junho,
2001
 
 
Bibliografia consultada
KISIL, Rosana – Elaboração de Projetos e Propostas para Organizações da Sociedade Civil. São Paulo. Global,
2001. (Coleção Gestão e sustentabilidade).
KISIL, Rosana - Manual de Elaboração de Projetos e Propostas - Universidade de São Paulo, l995.
KELLEY, Daniel Q. - Dinheiro para Sua Causa - TEXTONOVO. 1995
MALTA, Cyra e outros - Elaboração de Projetos em meio Ambiente - INSTITUTO ECOAR,1995.
______, Um Guia para Elaboração de Propostas – WWF, 1991.
______, Manual de Projetos do PDA - Projetos Demonstra�vos PPG7 - Ministério do Meio Ambiente dos
Recursos Hídricos e da Amazônia Legal - 1998
______, Manual Opera�vo e Formulário para Apresentação de Projetos do FNMA - 1999 - Ministério do Meio
Ambiente dos Recursos Hídricos e da Amazônia Legal
______, Prá�cas para o Sucesso de ONGs Ambientalistas. SPVS/TNC/Unibanco - 1997
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Textos e Adaptações para esta Apos�la
Miriam Prochnow e Wigold Bertoldo Schäffer
Ins�tuto Socioambiental - ISA
Exercício 1:
Analise as afirmações abaixo.
 
I – “Um projeto é um empreendimento planejado que consiste num conjunto de
atividades inter-relacionadas e coordenadas, com o fim de alcançar objetivos
específicos dentro dos limites de um orçamento e de um período de tempo dados.
” (ONU, 1984)
II – A elaboração de um projeto requer entes de tudo um ambiente adequado
para o desenvolvimento das ideias do grupo, requer tempo e paciência para que
se possa trabalhar em conjunto, exercitando o respeito e o dom de ouvir o outro.
III – A concentração e o espírito de grupo não são elementos essenciais para se
materializar boas ideias.
 
Assinale a alternativa que melhor retrata as afirmações acima.
A)
Somente as afirmações I e II estão corretas.
B)
Somente as afirmações I e III estão corretas.
C)
Somente as afirmações II e III estão corretas.
D)
Somente a afirmação I está correta.
E)
Somente a afirmação II está correta.
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Exercício 2:
Analise as afirmações abaixo.
 
I – Os projetos de Educação Ambiental - EA obrigatoriamente não devem possuir
similaridades com os projetos organizacionais.
II – Algumas variáveis tornam-se muito importantes no projeto de Educação
Ambiental - EA, como a distinção do papel da liderança no grupo, descobrindo que
o real líder reconhece os “talentos” individuais de cada participante, ajudando no
desenvolvimento da criatividade e participação de todos, criando assim um
ambiente de comprometimento com a missão coletiva criando um processo
descentralizado.
III – A capacidade técnica é um fator fundamental para se obter resultados
positivos no projeto de Educação Ambiental - EA, não adianta ter excelentes ideias
se não há competência para desenvolver uma boa estratégia de como materializá-
la. Muitas vezes nossas instituições não contam com especialistas em diferentes
áreas, portanto será necessário buscar apoio junto a colegas, a outras instituições
ou junto ao próprio financiador.
 
Assinale a alternativa que melhor retrata as afirmações acima.
A)
Somente as afirmações I e II estão corretas.
B)
Somente as afirmações I e III estão corretas.
C)
Somente as afirmações II e III estão corretas.
D)
Somente a afirmação I está correta.
E)
Somente a afirmação II está correta.
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Exercício 3:
Analise as afirmações abaixo.
 
I – Elaborar um projeto é, antes de tudo, contribuir para a solução de problemas,
transformando IDÉIAS em AÇÕES.
II – Projeto está ligado a coisas abstratas, logo se posiciona como peça
fundamental no processo de Educação Ambiental – EA.
III – O documento chamado PROJETO é o resultado obtido ao se “projetar” no
papel tudo o que é necessário para o desenvolvimento de um conjunto de
atividades a serem executadas: quais são os objetivos, que meios serão buscados
para atingi-los, quais recursos serão necessários, onde serão obtidos e como
serão avaliados os resultados.
 
Assinale a alternativa que melhor retrata as afirmações acima.
A)
Somente as afirmações I e II estão corretas.
B)
Somente as afirmações I e III estão corretas.
C)
Somente as afirmações II e III estão corretas.
D)
Somente a afirmaçãoI está correta.
E)
Somente a afirmação II está correta.
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Exercício 4:
Analise as afirmações abaixo.
 
I – A organização do projeto em um documento nos auxilia a sistematizar o
trabalho em etapas a serem cumpridas, compartilhar a imagem do que se quer
alcançar, identificar as principais deficiências a superar e apontar possíveis falhas
durante a execução das atividades previstas.
II – Já que o Projeto é um processo participativo desde o começo, pois não se
pode realizar soluções sem a participação de todos os envolvidos, o projeto se
torna uma ferramenta de trabalho, um instrumento gerencial, um ponto de
convergência de pessoas.
III – Conceitualmente, o projeto é a maior unidade administrativa de qualquer
plano ou programa.
 
Assinale a alternativa que melhor retrata as afirmações acima.
A)
Somente as afirmações I e II estão corretas
B)
Somente as afirmações I e III estão corretas.
C)
Somente as afirmações II e III estão corretas.
D)
Somente a afirmação I está correta.
E)
Somente a afirmação II está correta.
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Exercício 5:
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Analise as afirmações abaixo.
 
I – Um bom projeto escrito tem que mostrar-se capaz de comunicar todas as
informações necessárias e é por isso que, em geral, existem elementos básicos
que compõem sua apresentação: o título (reflete o conteúdo da proposta), a
equipe (pessoas responsáveis pela ideia e sua execução), a justificativa (definição
clara do problema a ser tratado) com seus objetivos (definição clara dos objetivos
gerais e específicos), os procedimentos (descrição de todas as atividades e como
serão implementadas), o cronograma (datas de implementação das atividades), a
avaliação (como, quando e por quem será avaliado o projeto), a disseminação (do
projeto para o ambiente), o apoio institucional (quem apoia o que o projeto
propõe quais as instituições envolvidas e dispostas a participar da ideia).
II – Um projeto de Educação Ambiental já mais deve aceitar apoio financeiro
governamental, pois isto pode comprometer a sua independência.
III – Se o projeto se transformar numa proposta de financiamento e se for
aprovada por algum financiador, significa que ele compreendeu o programa que a
sua entidade pretende realizar, percebeu sua importância e as possibilidades de
êxito. Em outras palavras, ele acredita nas metas de sua entidade, vê que os
objetivos seguem no mesmo rumo e vê as chances de sucesso.
 
Assinale a alternativa que melhor retrata as afirmações acima.
A)
Somente as afirmações I e II estão corretas.
B)
Somente as afirmações I e III estão corretas.
C)
Somente as afirmações II e III estão corretas.
D)
Somente a afirmação I está correta.
E)
Somente a afirmação II está correta.
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Exercício 6:
Analise as afirmações abaixo.
 
I – Um projeto de Educação Ambiental – EA jamais deve possuir reuniões para se
discutir os assuntos pertinentes, pois isto pode gerar discórdias e comprometer
todo o processo de ensino aprendizagem.
II – Quem deve participar? - Todas as pessoas envolvidas com o tema,
especialmente as interessadas em elaborar o projeto escrito e depois participar de
sua realização.
III – Como começar a elaboração de um Projeto? - O trabalho começa pelo
“coração” do projeto: a definição concreta do objeto de trabalho, os propósitos, os
objetivos que se tem e uma visão clara dos problemas que se quer resolver com a
realização da ideia. É importante discutir a ideia central da proposta desde o início
com todas as pessoas interessadas, pois seu envolvimento futuro nos trabalhos
será motivado pelas visões compartilhadas nesta primeira etapa
 
Assinale a alternativa que melhor retrata as afirmações acima.
A)
Somente as afirmações I e II estão corretas.
B)
Somente as afirmações I e III estão corretas.
C)
Somente as afirmações II e III estão corretas.
D)
Somente a afirmação I está correta.
E)
Somente a afirmação II está correta.
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Exercício 7:
Analise as afirmações abaixo.
 
I – Nome do projeto deve estar ligado a algum partido político para garantir
financiamento público.
II – Identificação do projeto - Deve conter o título do projeto, o local em que será
implementado, a data da elaboração, a duração do projeto e o início previsto
III – Identificação do proponente/executor - Deve conter as seguintes
informações: nome, endereço completo, forma jurídica, data do registro jurídico,
CGC, representante legal e ato que lhe atribui competência, coordenador do
projeto e seu endereço.
 
Assinale a alternativa que melhor retrata as afirmações acima.
A)
Somente as afirmações I e II estão corretas.
B)
Somente as afirmações I e III estão corretas.
C)
Somente as afirmações II e III estão corretas.
D)
Somente a afirmação I está correta.
E)
Somente a afirmação II está correta.
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Exercício 8:
06/03/2024, 11:32 UNIP - Universidade Paulista : DisciplinaOnline - Sistemas de conteúdo online para Alunos.
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Analise as afirmações abaixo.
 
I – Tem-se empregado o termo objetivo geral para a situação ideal almejada, em
poucas palavras, o objetivo geral deve expressar o que se quer alcançar na região
em longo prazo, ultrapassando inclusive o tempo de duração do projeto.
Geralmente o objetivo geral está vinculado à estratégia global da instituição.
II – Os objetivos específicos também podem ser chamados de resultados
esperados. São os efeitos diretos das atividades ou ações do projeto. Ao contrário
dos objetivos gerais, que nem sempre poderão ser plenamente atingidos durante
o prazo de execução do projeto, os objetivos específicos devem se realizar até o
final do projeto.
III – Metas os projetos de Educação ambiental jamais devem possuir metas, pois
isto pode coibir a criatividade do grupo.
 
Assinale a alternativa que melhor retrata as afirmações acima.
A)
Somente as afirmações I e II estão corretas.
B)
Somente as afirmações I e III estão corretas.
C)
Somente as afirmações II e III estão corretas.
D)
Somente a afirmação I está correta.
E)
Somente a afirmação II está correta.
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