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Medicina - 6º Semestre - Ana Paula Cuchera e Eduarda Costa Profª Luis 31 de out. de 2023 Drenos - Definição: ● Tubos manufaturados para drenar fluidos corporais ● Látex, polietileno, silicone - Indicações: ● Profiláticas ○ Remover de forma preventiva: ■ Sangue ■ Serosidade ■ Bile ■ Líquor ○ Estabelecer fístula controlada ● Terapêuticas ○ Remover secreções de cavidades naturais ou resultante de processos patológicos ■ Pus, sangue, exsudato, linfocele, bile ○ Ar da cavidade pleural - Classificação: ● Sistema fechado ○ Conteúdo não é exposto ao ambiente atmosférico ● Sistema aberto ○ Comunica-se com o meio atmosférico ● Ativo ○ Conteúdo direcionado por pressão negativa (aspiração contínua) ● Passivo ○ Canaliza os fluídos - Sistema de drenagem ativa fechada (vácuo): ● Drenos: ○ Porto-Vac ○ Blake ○ Jackson Pratt ● Dreno torácico ● Terapia de feridas complexas por pressão negativa 1 - Sistema passivo fechado: ● Drenos: ○ Pigtail ○ Kehr ○ Waterman ○ Mallecot e Pezzer ● Dreno torácico Sistemas de drenagem fechada - Sistema de drenagem ativa fechada (vácuo) 1. Porto-Vac ○ Polietileno ○ O dreno de sucção (Portovac) é utilizado para drenagem de líquido seroso ou sanguinolento, de locais de dissecção ou da área de anastomoses intraperitoneais ○ Objetivos: ■ Garantir a manipulação correta do dispositivo a fim de prevenir a ocorrência de infecções relacionadas ao procedimento 2. Jackson-Pratt ○ Flexível, silicone ○ Extremidade achatada commúltiplas perfurações (túbulo laminar) ○ Cavidade abdominal ○ O dreno Jackson Pratt é um dispositivo siliconado, em formato de pera, que funciona com pressão negativa ○ Ele realizar uma drenagem no local da cirurgia para retirar fluidos e evitar a formação de coágulos e abcessos 3. Blake ○ Silicone, flexível ○ Túbulo laminar, cilíndrico, vazado ○ Cirurgia plástica ○ O Dreno de Blake Medicone é indicado para drenagem corporal no período pós-operatório onde fluidos tendem a se acumular e aumentar o risco de infecção 2 - Sistema de drenagem passiva fechada 1. “Pigtail” – inserção percutânea ○ Radiologia intervencionista, pneumotórax ○ Limitação: conteúdo espesso, cavidades septadas ○ Reservatório ○ O pigtail é um tubo fino, com um orifício final e outros orifícios paralelos ○ Sua aplicabilidade clínica principal é a drenagem de tórax 2. Dreno de Kehr ou em “T” ○ Vias biliares, ducto biliar comum ○ Fístula biliar controlada ○ Após retirada a fístula se fecha espontaneamente ○ O dreno de Kehr é um ducto colocado dentro da via biliar e exteriorizado através de um orifício na pele. ○ É usado em cirurgias onde a via biliar é abordada, normalmente após abertura da mesma para exploração, sendo a coledocolitíase (presença de cálculos dentro do ducto colédoco) sua principal indicação. ○ Sua função é orientar a drenagem de bile enquanto ocorre a diminuição do inchaço da via biliar, o que dificulta a passagem da mesma em direção ao duodeno, evitando assim, obstrução à saída da mesma. 3. Dreno de tórax ○ Rígidos, calibrosos, PVC ou silicone ○ Sistema de drenagem sob selo d’água ○ Os drenos são dispositivos que estão acoplados a um reservatório e, normalmente, são inseridos após o paciente realizar uma cirurgia. ○ Esses tubos têm a função principal de remover líquidos e ar da região onde são inseridos. 3 OBS! Selo de água → quando respira evita que o ar volte (respira e não aspira) - Drenagem fechada acoplada a sistema de sucção - vácuo = drenagem fechada ativa ● Dreno de tórax /mediastino / pericárdio 4 Sistema de drenagem aberta 1- Penrose: ● Látex ● Laminar ● Capilaridade ● Condução direta do efluente ● Curativo com gazes ● Volume de drenagem estimado pelo peso das gazes ● Drenagem de leitos cirúrgicos ● Drenagens de abscessos e coleções purulentas OBS! Penrose → faz também drenagem profilática - se tiver hematoma ele drena para fazer descompressão 2- Dreno de Waterman ● Túbulo laminar ● “Vigiar” anastomoses gastrointestinais (fístulas) ● Capilaridade ● Látex ou silicone ● É utilizado para retirar a secreção produzida após a cirurgia OBS!Waterman → usado para fazer vigília de formação fístula 3- Dreno ondulado/corrugado ● Placa de látex ou silicone ● Sistemas de “canaletas” Drenos - Fixação ● Sutura com fio inabsorvível – nylon 5 ● Alfinete de segurança ● Exteriorização por contra-abertura - Complicações ● Inflamação ● Infecção ● Fragmentação na retirada ● Erosão de estruturas contíguas ● Deslocamento/saída inadvertida ● Sangramento OBS! Imagem → o dreno se moveu, saiu e com isso, está com um dos buraquinhos para fora (pessoa se movimentou e saiu do lugar) - A solução para isso é refazer - Critérios para retirada ● Redução do volume drenado ● Aspecto do líquido ● Mobilização progressiva até a saída completa (passivos) OBS! Penrose → vai tirando aos poucos Sistema de drenagem de feridas cirúrgicas complexas - Vácuo 6 OBS! Drenos vácuo, diminui o tempo de fechamento das feridas Sondas 1- Nasogástrica (Levine) ● Drenagem do conteúdo gástrico OBS!Medir a sonda do nariz até a orelha e depois ao processo xifóide - Saber se está no estômago, pega uma seringa e colocar ar → se fizer barulho está certo 2- Sonda nasoenteral (DOBBHOFF) ● Sonda de alimentação de poliuretano com peso no ponta, original projetado para a alimentação nasogástrica e nasoduodenal ● A ponta grande e em bolus facilita a passagem e ajuda a manter o posicionamento OBS! Somente para alimentação, tem parte metálica e essa chega até o duodeno (pede raio X depois) - Só pode dar dieta depois do raio X 7 3- Sonda de gastrostomia: ● As sondas de gastrostomia são inseridas no estômago pelo abdome para alimentação por longo prazo ● Tem um balão cheio de água que as mantêm no lugar dentro do estômago. ● Elas também podem ser uma sonda de comprimento padrão ou uma sonda de baixo perfil, que fica mais próxima da pele, e são mais fáceis de esconder sob a roupa. ○ As sondas de baixo perfil permite maior liberdade e mobilidade, pois você pode se locomover sem que a sonda fique presa ou seja arrancada facilmente OBS! Sonda de gastrostomia é colocada para alimentação de quem perdeu o esofago 4- Vesicais ● Alívio - uretral ○ Colocar em quem não consegue urinar, pode ser usada por algum problema momentâneo ou de longo prazo ○ Ex: Paciente com bexiga neurogênica tem que sondar várias vezes ao dia ● Demora – Foley ○ Usada por longo tempo para eliminar a urina quando a pessoa não consegue urinar espontaneamente ○ Tem de 2 vias e 3 vias - mais comum de 2 vias ■ Via de balão, veia de drenagem e via de irrigação OBS! A sonda de irrigação só na de 3 vias Aula Prática - DRENAGEM - Preparação para drenagem: ● Lavar as mãos ● Reunir o material para um local próximo do paciente ● Conferir o nome do paciente ○ Tripla checagem = paciente; prontuário e pulseira ● Explicar o procedimento ao paciente ● Promover a privacidade do paciente com biombos - Materiais: ● Cuba rim ● Cúpula ● Gaze ● Clorexidina alcoólica ● Cheron 8 ● Kelly ● Porta agulhas ● Fio de sutura agulhado ● Campo estéril ● Esparadrapo - Como fazer: 1. Posicionar o paciente adequadamente, preservando sua privacidade 2. Colocar luvas de procedimento 3. A enfermeira abre o campo estéril e o médico o posiciona OBS! O ideal é que o campo estéril tenha, além de furo no meio, um rasgo que permita tirar o campo após a colocação do dreno - É possível rasgar ou cortar se ele for de micropore - Porém se ele for de tecido, o hospital reutiliza, então é mais complicado cortar, o que se pode fazer é dobrar e deixar embaixo (lugar onde apoia a mão) 4. Com a pinça cheron pegar a gaze e pintar o paciente (sempre do centro para fora) com clorexidina alcoólica ○ Se encostar a gaze em outro lugar, trocar por outra 5. Depois, o auxiliar abre a seringa e a agulha → segura a anestesia enquanto o médico com a luva estéril aspira 6. Anestesia: entrar com a anestesia na borda superior da 6ª costela: começa com a agulha menor para fazer um botão anestésico na derme e depois com a grande vai na parte profunda, empurrandodevagar pois a grande libera mais líquido ○ Colocar o anestésico em toda extensão no sentido que vai fazer a incisão (pega epiderme, derme e depois parte muscular) OBS! O ideal é ter uma agulha fina e comprida que pegue todas as camadas - Ao terminar de utilizar a seringa, sempre reencapar a agulha para descartar 7. Incisão: Montar o bisturi com porta agulha e fazer a incisão longitudinal acima da borda superior da 6º costela ○ Em seguida, afastar as fibras musculares com o kelly para liberar o espaço até chegar na parte mais dura (pleura parietal) e romper esta OBS! As fibras musculares são verticais, então afastar (divulsionar) neste mesmo sentido (para não cortar e apenas afastar - isso é feito, para na hora de tirar o dreno elas se aproximarem) 8. Introduzir o tubo sempre na porção superior da costela inferior (6ª costela), com o kelly comprimindo para facilitar a entrada, sempre ir direcionando cima para ficar junto da parede e não lesar o pulmão ○ Colocar o dedo para ver checar se o diafragma está embaixo → isso indica que você está no espaço certo (5º EIC) ○ Você deve medir o tamanho da parede e adicionar esse comprimento até abaixo do último furo do dreno, para que todos os furos fique dentro do espaço pleural ■ Isso varia conforme o paciente, por exemplo, em obesos a parede é maior 9. Fixação do dreno: com um fio agulhado fecha com ponto simples (3 a 4 pontos) até chegar próximo ao dreno, depois fazer uma sutura em “U”, com o dreno no meio para melhor fixação ○ Após isso, passar o fio ao redor do dreno e sempre finalizar com o nó verdadeiro ○ Existem profissionais que passam várias vezes ao redor do dreno, mas o importante é o nó ficar firme (não pode escorregar o nó no dreno) 10. A enfermeira abre o sistema de drenagemmediastinal pleural e o médico conecta no dreno 11. Depois põe uma gaze com clorexidina ao redor do dreno e depois tira o campo 9 ○ O ideal é que esse campo estéril seja fenestrado para facilitar na hora da retirada ○ Se não for fenestrado, tem que cortá-lo 12. Após a colocação da gaze, põe esparadrapo na gaze para firmar OBS! Colocar o esparadrapo sem luvas, se não gruda na luva 13. O sistema de drenagem tem que estar com líquido até a marca “2”, fazendo o líquido sair por um sistema de pressão ○ O sistema de drenagem tem que estar abaixo do paciente para estar commenor pressão (geralmente no chão) - Retirada do dreno: 1. Tirar o esparadrapo que está lá e as gazes 2. Retirar o ponto que está em cima do dreno 3. Depois pegar um esparadrapo com gaze (bastante gaze) 4. Puxar o dreno e com a outra mão com o esparadrapo e gaze preparada, usar para tapar rapidamente (assim que tirar o dreno) ○ Isso para evitar entrada de ar 5. Após isso pode colocar mais esparadrapo para segurar e manter fechado o local 6. A ferida vai fechar sozinha e a cicatriz fica grosseira Aula Prática - SONDA 1- Sonda vesical - Matérias: ● Luva estéril ○ Tem que ser estéril para não ter problema de infecção urinária ● 2 Seringas ○ Uma coloca a lidocaína e a outra o soro ● Lidocaína ● Pinça Cheron ● Gaze ● Clorexidina aquosa (pintar o campo) ○ Não usar o alcoólico porque arde ● Sonda folley (2 vias) ● Coletor de urina ● Cuba rim ● Cúpula ● Campo cirúrgico ● Soro ● Agulha 10 - Como fazer: 1. Lavar as mãos 2. Explicar o procedimento ao paciente 3. Promover a privacidade do paciente com biombos 4. Colocar a clorexidina aquosa na cúpula para poder pintar o paciente 5. Colocação de luva estéril 6. Limpar o penis até a base com clorexidina aquosa (se a glande não tiver exposta, expor) a. Utilizar cheron, 2 gases b. Dobrar as gazes no meio duas vezes, prende na cheron e molhar na clorexidina aquosa 7. Colocação do campo estéril, sem tocar na parte de baixo, ou seja, mexer só no centro e não nas pontas 8. Colocar a lidocaína na seringa, de 7 a 10 ml → abrir a seringa e colocar, depois tirar o ar 9. Introduzir a lidocaína no óstio externo da uretra do paciente 10. Após isso, abrir a embalagem da sonda puxando para cima e deixando o final com plástico para que não derrame urina no chão 11. Introduzir a sonda até a protuberância que há nela (base da sonda) 12. Com a seringa agulhada, aspirar o soro e depois tirar a agulha 13. Usar a seringa para insuflar o balão com esse soro (na ponta colorida) OBS! A sonda aguenta até 30 ml (vem escrito na sonda), mas só colocar 10 ml 11 14. Conectar a sonda na bolsa coletora 2- Sonda nasogástrica - Materiais: ● Sonda nasogástrica ● Seringa ● Lidocaína ● Luvas de procedimento - Como fazer: 1. Avisar ao paciente o processo que será feito 2. Colocar luva de procedimento ○ Não precisa ser luva estéril (nariz já é contaminado) 3. Colocar lidocaína no nariz do paciente e pedir para que o paciente aspire enquanto você apertar o tubo de lidocaína, após isso pedir para que ele engula a. Pode passar um pouco dessa lidocaína na sonda também 4. Após isso colocar a sonda e ir empurrando 5. Enquanto o médico vai empurrando a sonda, pedir para o paciente fazer o movimento de deglutição quando sentir incomodar, após isso a sonda passa para o esôfago e ele já não sente mais desconforto ○ Ter cuidado, pois essa pode sair pela boca, ir pro pulmão e etc OBS! O processo é bastante desconfortável para o paciente. - Se tiver alguma obstrução, vai sair liquido 6. Depois de feito, encher uma seringa com ar e colocar na sonda 7. Posicionar o esteto na altura do estômago e apertar a seringa enquanto ausculta o som OBS! A sonda nasoenteral tem ummetal na ponta e precisa fazer raio X para ver se ela está bem posicionada 12