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2021_Novo_Manual_de_Pratica_Processu_Marco_Antonio_Valencio_Torrano

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Marco Antonio Valencio Torrano
NOVO MANUAL DE PRÁTICA
PROCESSUAL: PARA PESQUISAS E PEÇAS
PROCESSUAIS
10.ª Edição
2021
Copyright © Marco Antonio Valencio Torrano
Capa e Diagramação
Marco Antonio Valencio Torrano
Revisão
Jéssica Cibele Cézar de Almeida
Novo Manual de Prática Processual: para pesquisas e peças
processuais
Primeira edição: outubro de 2015
Segunda edição: janeiro de 2016
Terceira edição: abril de 2016
Quarta edição: outubro de 2016
Quinta edição: abril de 2017
Sexta edição: abril de 2018
Sétima edição: outubro de 2019
Oitava edição: janeiro de 2020
Nona edição: maio de 2020
Décima edição: janeiro de 2021
Décima edição: abril de 2021 (revista e ampliada)
Twitter: @mavt88
https://bit.ly/3dK4p5o
E-mail: adv.torrano@gmail.com
Todos os direitos protegidos pela Lei 9.610/1998.
Torrano, Marco Antonio Valencio.
Novo Manual de Prática Processual: para pesquisas e peças
processuais / Marco Antonio Valencio Torrano
https://twitter.com/mavt88
https://bit.ly/3dK4p5o
10.ª ed. — Amazon, 2021.
ASIN: B08MVBY35N
Ajude também, conheça uma ONG (acesse:
https://melhores.org.br/). 
https://melhores.org.br/
Para Ela:
A Jéssica Cibele Cézar de Almeida,
Por tudo ainda a viver e vivido,
nada de nós será esquecido.
 
SUMÁRIO
1. APRESENTAÇÃO
2. TWITTER, YOUTUBE E TELEGRAM
3. COMO LER ESTE LIVRO?
4. TEXTO, INTRODUÇÃO, ARGUMENTAÇÃO E CONCLUSÃO
5. O MODELO DE PEÇA IDEAL
6. A DIAGRAMAÇÃO DA PEÇA PROCESSUAL
7. PROGRAMAS DE ESCRITA E EQUIPAMENTOS DE
TRABALHO
8. CITAÇÃO JURISPRUDENCIAL
9. CITAÇÃO DOUTRINÁRIA: APRENDA COMO FAZER
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS EM PEÇAS PROCESSUAIS
10. “EU ENTENDO ASSIM” E AS TRÊS REGRAS PARA
ESCREVER PEÇAS PROCESSUAIS
11. A ESCRITA E O MEDO
12. APRENDA A
PESQUISAR/ORGANIZAR/ARMAZENAR/RESGATAR DE FORMA
RÁPIDA E SEGURA CONTEÚDO JURÍDICO EM QUALQUER
LIVRO OU SITE/WEB
13. PESQUISAR JURISPRUDÊNCIA É PERDA DE TEMPO?
14. COMO PESQUISAR EM SITES COMUNS E JURÍDICOS
15. PESQUISAR NO SITE DA CORTE INTERAMERICANA DE
DIREITOS HUMANOS (CORTE IDH)
16. PESQUISAR NO SITE DA COMISSÃO INTERAMERICANA DE
DIREITOS HUMANOS (CIDH)
17. PESQUISAR NO SISTEMA GLOBAL DE DIREITOS
HUMANOS
18. PESQUISAR NO SITE DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL
(STF)
19. PESQUISAR NO SITE DO SUPERIOR TRIBUNAL DE
JUSTIÇA (STJ)
20. PESQUISAR NO SITE DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DE
TODOS OS ESTADOS BRASILEIROS E DO TRIBUNAL
REGIONAL FEDERAL DA 3.ª REGIÃO
21. PESQUISAR NO SITE DO TRIBUNAL SUPERIOR DO
TRABALHO (TST)
22. METODOLOGIA CIENTÍFICA
23. MONITOR, TECLADO, CADEIRA E ÓCULOS COM LENTES
“VIDEO FILTER”
24. PETIÇÕES NA “NUVEM”
25. SCANNER
26. IMPRESSORA E TINTA: ECONOMIZANDO
MONSTRUOSAMENTE
27. LEITOR DE ARQUIVO PDF
28. CAPTURAR TELA
29. ACELERADOR DE VÍDEO
30. O SISTEMA OCR DE IDENTIFICAÇÃO DE PALAVRAS EM
ARQUIVOS PDFS
31. PRÉ-REQUISITOS
32. SISTEMA DE ORGANIZAÇÃO PARA PEÇAS PROCESSUAIS
E TESES JURÍDICAS
33. O SISTEMA DE ORGANIZAÇÃO PELO EVERNOTE
34. CADERNO (CLIENTES)
35. NOTAS (NOTA-CLIENTE: PEÇAS PROCESSUAIS E TESES
JURÍDICAS)
36. ETIQUETAS (PALAVRAS-CHAVE: GÊNERO E ESPÉCIES)
37. PESQUISA/RESGATE DE PEÇAS E TESES (POUPANDO UM
TEMPO ENORME NO DIA A DIA FORENSE)
38. BANCO DE PEÇAS E TESES (CRIANDO LINKS DE PEÇAS E
COMPARTILHANDO COM O COLEGA OU ESTAGIÁRIO)
39. CURSO ONLINE
40. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
41. SOBRE O AUTOR
. APRESENTAÇÃO
No começo da vida “pós-faculdade”, procurei maneiras de
como pesquisar jurisprudência nos sites dos tribunais superiores e
curiosidades quanto à questão de otimizar o dia a dia forense por
meio da aplicação prática das ferramentas de informática
(aplicativos, dispositivos eletrônicos, livros digitais, PDFs, scanner,
impressora, smartphones e tantos outros), principalmente um
sistema de organização e criação de teses jurídicas para que eu
pudesse armazenar, pesquisar, resgatar e aplicar em futuros casos
(otimizando o tempo do escritório).
E por isso, dali em diante, percebi a falta de livros básicos
sobre o assunto. Certamente vários sites e livrarias foram alvo de
pesquisa, algo que pudesse auxiliar, mas nada específico do que
se queria foi encontrado. 
Desejava um livro capaz de elucidar os pontos básicos da
prática processual, misturados com a informática, meios pelos
quais o profissional possa economizar tempo e aproveitar os
recursos que a atualidade oferece, tendo em vista a Era dos
Processos Eletrônicos e dos Livros Digitais, buscando com
tudo isso a otimização da prática processual e da vida do
profissional do Direito.
Então, surgiu a ideia de criar este livro.
Ao todo, são vários capítulos, divididos em várias partes, de
um jeito diferente frente aos demais livros vendidos sobre prática
processual. Em cada capítulo, espero que o(a) amigo(a) leitor(a)
aperfeiçoe o texto, a petição e os instrumentos de trabalho dentro
do Direito, ou seja, sem subterfúgios (um sistema objetivo, simples
e resumido, do qual transpire segurança argumentativa), sempre
entendendo a petição como medida efetiva, a favor do Poder
Judiciário e da sociedade, e não um instrumento absoluto de
formalidades ou requisitos (= critérios puramente formais). Deixo
aqui neste livro novas perspectivas para velhas questões.
Com esta nova edição, desejo a todos proveitosa e
agradável leitura deste livro que passou a ser o resumo da minha
vida acadêmica (inexaurível).
P.S. A partir da nona edição, temos uma pasta no Google
Drive específica do livro, na qual organizo as minhas
VIDEOAULAS, TUTORIAIS SOBRE PRÁTICA PROCESSUAL E
EVERNOTE, bem como outras curiosidades do DIREITO. O link
está na no último capítulo deste livro.
Boa leitura!
Qualquer coisa, fico à disposição no nosso grupo do
Telegram.
Respeitosamente,
Marco Torrano.
. TWITTER, YOUTUBE E TELEGRAM
Caso tenha interesse em seguir as minhas publicações do
Twitter, vídeos no YouTube e acessar o nosso chat no Telegram
(é possível tirar dúvida comigo e com outros leitores), acesse o
meu linktr.ee e clique no campo respectivo para acessar cada um:
https://linktr.ee/mavt88.
https://linktr.ee/mavt88
. COMO LER ESTE LIVRO?
Como o livro contém muitas imagens e vídeos, sugerimos a
leitura pelo seu computador/PC, tablet/iPad ou celular. Para isso,
faça o download do aplicativo Kindle (disponível para todos os
sistemas operacionais).
Windows, macOS, iOS/iPadOS, Android:
https://amzn.to/33b5IH3.
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Sobre esta imagem. Estou lendo o livro no meu notebook 2 em 1
(posição vertical) pelo aplicativo Kindle-Windows. O que também
pode ser feito em tablet e celular. Nada impede a leitura na
horizontal (notebook). A imagem acima é um exemplo.
https://www.amazon.com.br/gp/redirect.html/ref=s9_acss_bw_cg_appsoss_2a1_w?location=https://www.amazon.com.br/gp/kindle/kcpApp.html&token=4FBBE45F638AAC9EBD842930893B643567075A25&source=standards&pf_rd_m=A3RN7G7QC5MWSZ&pf_rd_s=merchandised-search-5&pf_rd_r=TDBBVK8S0XEGBDA4MKWX&pf_rd_t=101&pf_rd_p=f1dfc3c0-87bb-4b3e-b07c-16df6865797c&pf_rd_i=17877530011
Sobre esta imagem. Dentro do aplicativo Kindle-Windows, é
possível melhorar a experiência de leitura com algumas opções (1).
Destaco a possibilidade de mudar o fundo da página (2).
Compartilho aqui apenas uma amostra do que acredito ser mais
agradável para concluir a leitura deste livro digital.
4. TEXTO, INTRODUÇÃO, ARGUMENTAÇÃO E
CONCLUSÃO
1. A fundamentação argumentativa e suas espécies. “Sem
argumentação, o Direito é inerte e inoperante, pois fica paralisado”, bem diz
VÍCTOR GABRIEL RODRÍGUEZ [2005:6]. Para isso, temos duas formas de
escrever peças jurídicas, de tal maneira que a fundamentação
argumentativa bifurca-se em duas espécies. A. Argumentação simples. A
primeira privilegia a subsunção[1] direta e simples do positivismo jurídico
tradicional (à moda de SAVIGNY[2], para quem a interpretação não é mais
que a reconstrução do pensamento do legislador[3]), ou seja, baseada no
silogismo (explica-se, na lição de CANOSA USERA [apud Grau 2016:30]: “a
premissa maior é o texto normativo, a premissa menor são os pressupostos
de fato e a consequência jurídica”). A lei, portanto, já serve como argumento
para se requerer algo. Aqui, a títuloargumentativo, a lei passa a ser mais
importante que o fato (= discurso normativo). Um exemplo prático ajuda a
entender. Imagine um simples pedido de guarda do qual não se vê qualquer
divergência doutrinária e é pacífico na jurisprudência. Nesse caso, para fins
de fundamentação jurídica, basta a mera dicção legal. Esta frase do Prof.
Gustavo Badaró, na Semana de Recepção aos Calouros da Faculdade de
Direito da USP, em abril/2021, resume bem isso: “Hoje, ser revolucionário é
cumprir a lei. Ser revolucionário é entender o significado da legalidade. É
entender que a lei traz um conteúdo e que esse conteúdo não permite que
qualquer pessoa interprete de qualquer maneira quando ela quiser para
chegar ao resultado que ela entender mais conveniente”
(https://youtu.be/a65PA5Ogwg0). B. Argumentação estendida. A segunda,
por sua vez, considerando os valores/princípios/cláusulas gerais,
construídos pelo pós-positivismo (ou neoconstitucionalismo), como, por
exemplo, a “dignidade da pessoa humana”, a “boa-fé”, a “função social”,
privilegia a teoria da argumentação caso a caso, sem prever tratamento
sistemático, paradigmático. Portanto, aqui, a título explicativo, o fato passa a
https://youtu.be/a65PA5Ogwg0
ser mais importante que a lei (= discurso fático e teórico). Exemplo: a lei não
prevê a situação jurídica ou a impossibilita de alguma maneira, de modo que
se utilizam valores (ou princípios), isto é, hermenêutica jurídica
forte/aprofundada, para concluir a possibilidade jurídica do pedido e, por fim,
solucionar o caso concreto. Algumas palavras-chave sobre o tema:
resolução dos conflitos entre direitos; teoria interna; teoria externa; princípio
da proporcionalidade; proibição da proteção insuficiente ou deficiente;
proibição do excesso; efeito resfriador (chilling effect); interpretação
evolutiva; impossibilidade de conferir interpretação nacionalista aos tratados
internacionais de direitos humanos; princípio da máxima efetividade das
normas de direitos humanos; eficácia horizontal dos direitos humanos, entre
outras.
Na Faculdade de Direito, ensinaram-me que o profissional capaz era aquele
que mais conhecia a lei. No exercício da advocacia percebi que não bastava
o conhecimento do direito positivo, necessário era saber o que pensavam os
juízes, qual o caminho da jurisprudência. Ao assumir a magistratura, quando
não mais tinha a responsabilidade ética de pedir bem, mas sim de decidir,
descobri, em meio a angústia e sofrimento, que saber da lei e da
jurisprudência não era suficiente
— Amilton Bueno de Carvalho [1996:23].
Neste cenário, se a tendência dos juristas teóricos e dos atores do jurídico é,
cada vez mais, distanciar-se da realidade, entendo ser necessária a
convocação dos pesquisadores para um mergulho profundo e uma posterior
ancoragem no empírico, na vida e nas intermitências do real.
— Salo de Carvalho [2015:49].
Por isso, diante do excesso de teorias e soluções variadas, é
inevitável o estudo/pesquisa da jurisprudência brasileira, com base nela
podemos acentuar o nosso fundamento jurídico e apontar para o juiz qual é
a solução mais adequada à luz do ordenamento jurídico e da jurisprudência
brasileira (veremos como neste livro), sempre — claro — sem perder a
cautela de um processo justo, este último baseado em três elementos-
base (na lição de Gustavo Badaró): i. correta atividade epistemológica (=
correta atividade de reconstrução dos fatos por meio dos autos do
processo); ii. correta atividade hermenêutica, isto é, aplicar/interpretar
corretamente a lei; iii. respeitar o devido processo legal, consequentemente
os princípios da imparcialidade do juiz, do contraditório e da ampla defesa.
No mais, não há dúvida de que o Direito mudou e está mudando
(ainda que a passos tímidos, a depender da matéria). O acesso à justiça e
suas ondas renovatórias sintetizam como a prática processual vem lidando
com os novos temas contemporâneos. Dou atenção à quinta onda
renovatória (internacionalização dos direitos humanos) e à sexta onda
renovatória (aplicação da tecnologia).
Dentro da prática processual, ainda que de maneira tímida, vemos
situações em que o ordenamento jurídico interno já não é mais suficiente
para lidar com os temas abordados nos autos do processo. O profissional do
Direito também precisa lidar com o instituto jurídico do controle de
convencionalidade, justamente tendo em vista a internacionalização dos
direitos humanos, a fim de que o seu cliente não seja alvo de instituto
jurídico brasileiro inconvencional ou de que o Estado brasileiro não seja alvo
de responsabilidade civil na ordem internacional. Perceba que, hoje, além do
chamado controle de constitucionalidade, a doutrina brasileira estuda —
hoje — o sistema de proteção dos direitos humanos (e portanto: o controle
de convencionalidade). Com isso, nos brinda com novos horizontes (antes
nunca debatidos nos bancos acadêmicos). Por exemplo, a
inconvencionalidade do instituto jurídico penal da reincidência (resquício do
Direito Penal do Autor):
Censura ao “juízo de periculosidade” e a
inconvencionalidade da reincidência. A CorteIDH enfrentou um
tema muito polêmico no julgamento do Caso Fermín Ramírez,
que diz respeito ao “juízo de periculosidade” na legislação penal
da Guatemala, mediante o qual se permitia ao juiz decidir pela
aplicação ou não da pena de morte. Para a Corte Interamericana,
a invocação da periculosidade constitui claramente ‘(...) uma
expressão do exercício do ius puniendi estatal sobre a base das
características pessoais do agente e não do fato cometido, isto é,
substitui o Direito penal do ato ou do fato, próprio do sistema
penal de uma sociedade democrática, pelo Direito Penal do autor,
que abre a porta do autoritarismo precisamente numa matéria em
que estão em jogo os bens jurídicos de maior hierarquia’ (Mérito,
reparações e custas, § 94). Assim, concluiu a Corte que ‘(...) a
introdução no texto penal da periculosidade do agente como
critério para a qualificação típica dos fatos e para a aplicação de
certas sanções é incompatível com o princípio da legalidade
criminal e, por isso, contrário à Convenção” (Mérito, reparações e
custas, § 96). A partir dessa censura da Corte Interamericana a
respeito do “juízo de periculosidade” em legislações penais, o
Caso Fermín passou a ser citado como um argumento contrário
ao instituto da reincidência, que seria, consequentemente,
inconvencional. A nosso, ver, embora a CorteIDH não tenha
firmado claramente a inconvencionalidade da reincidência com a
CADH no julgamento do Caso Fermín, a ratio decidendi do
precedente permite essa conclusão, pois a reincidência
inevitavelmente implica uma consideração de periculosidade da
pessoa não apenas pelo que ela já fez (crime anterior), mas
também pelo que ela é, motivo pelo qual Roxin a considera como
uma espécie de culpabilidade pela condução da vida,
incompatível, portanto, com o princípio da culpabilidade pelo fato.
Além disso, entendemos que reincidência ainda viola — com mais
clareza até — outra garantia prevista na CADH, que é a proibição
do bis in idem, e isso porque, se o indivíduo já foi punido pelo
crime X, ao receber a sanção pelo crime Y, praticado
posteriormente àquele, se a sua pena for agravada pelo fato de
ter, no passado, cometido o crime X, estará sendo punido duas
vezes pelo crime X. Nesse sentido, a lição de Zaffaroni, ferrenho
defensor da inconvencionalidade e da inconstitucionalidade da
reincidência, para quem a maior gravidade da pena do segundo
crime é um plus de gravidade pelo primeiro crime, o que esbarra
na proibição da dupla punição. Conforme veremos a seguir, o
STF, sem sequer enfrentar ou mencionar a decisão da CorteIDH
no Caso Fermín, considerou constitucional o instituto da
reincidência.[5]
Quanto à aplicação da tecnologia no tocante ao acesso à justiça,
podemos entender pela aplicação da inteligência artificial e de ferramentas
digitais para facilitar o dia a dia forense. No STJ, a título de curiosidade,
desde 2019 utiliza inteligência artificial mediante os sistemas: Sócrates,
Athos e e-Juris.Suas funções: (i) Sócrates: identifica antecipadamente os
casos que são de recurso especial; (ii) Athos: localiza, mesmo antes da
distribuição aos ministros, processos que possam ser submetidos à afetação
para julgamento sob o rito dos recursos repetitivos, bem como monitora
processos com entendimentos convergentes ou divergentes entre os órgãos
fracionários do STJ; (iii) e-Juris: é utilizado pela Secretaria de
Jurisprudência do STJ na extração das referências legislativas e
jurisprudenciais do acórdão, além da indicação dos acórdãos principal e
sucessivos sobre um mesmo tema jurídico. Há ainda uma quarta ferramenta
de inteligência artificial sendo desenvolvida chamada TUA (Tabela Unificada
de Assuntos), que proporcionará a identificação automatizada do assunto do
processo para fins de distribuição às seções do STJ, conforme o ramo do
direito em que atuam. No mesmo sentido, vemos os demais tribunais
adotando a inteligência artificial:
Victor, a IA do STF, reduziu tempo de tarefa de 44 minutos para
cinco segundos (https://bit.ly/3r3h6gT).
Defensoria de SP lança novo sistema de atendimento ao público
(https://bit.ly/30WlNPb).
Pesquisa revela que 47 tribunais já investem em inteligência
artificial (https://bit.ly/3c0Xypa).
https://bit.ly/3r3h6gT
https://bit.ly/30WlNPb
https://bit.ly/3c0Xypa
Inteligência artificial está em metade dos tribunais brasileiros,
aponta estudo (https://bit.ly/3c19XcB).
XII CONADEP (PR 2015): Utilização do programa de computador
"evernote" para cadastras os assistidos e seus processos
(https://bit.ly/3s4kUjo).
Tabela esquematizando as ondas renovatórias de acesso à justiça:
ONDAS RENOVATÓRIAS DE ACESSO À JUSTIÇA
Mauro
Cappelletti e
Bryant Garth
1ª onda
- Assistência jurídica e judiciária aos
pobres.
- Obstáculo econômico.
- Ex.: Juizados especiais, gratuidade da
justiça, Defensoria.
2ª onda
- Tutela de direitos coletivos.
- Obstáculo organizacional.
- Ex.: Ação Civil Pública, CDC, audiências
públicas, ouvidorias.
3ª onda
- Enfoque em técnicas processuais
adequadas;
- Obstáculo cultural
- Ex.: papel do juiz, evitar formalismos,
mediação e conciliação, efetividade
processual.
Kim
Economides
4ª onda
- Relacionada a dimensão ética e política
do direito.
- Novos desafios para responsabilidade
profissional (valores éticos, morais e
políticos dos operadores) e o ensino
jurídico.
Franklyn 5ª onda - Voltada à globalização e
https://bit.ly/3c19XcB
https://bit.ly/3s4kUjo
Roger e
Diogo
Esteves
internacionalização dos direitos humanos.
6ª onda - Voltada à aplicação da tecnologia.
Evidentemente, a mudança para a concretização de mais direitos se
reflete também no ordenamento jurídico brasileiro:
EVOLUÇÃO HISTÓRICA DA CODIFICAÇÃO
Era da
Codificação
(séc. XIX)
A codificação, baseada no pensamento Iluminista,
apresentava quatro núcleos com o resultado da unificação
das fontes: racionalização, o progresso, a pedagogia e a
utopia.
Racionalização, porque a codificação buscava a
perfeição, qualitativa e quantitativa, ao reunir vários
temas em um só Código.
Progresso (duplo aspecto: político e econômico),
porque, no plano político, assegura a liberdade e a
igualdade do cidadão, ao passo que, no plano
econômico, a previsibilidade das normas jurídicas.
Pedagogia, porque a unificação em Código facilita a
assimilação/aprendizagem do conteúdo.
Utopia, porque a Codificação imagina um Direito
realizado por todos os cidadãos.
Características: fechado, técnico e individualista.
Ex1: Código Napoleônico (Code Civil des Français) -
Código Civil francês, outorgado por Napoleão Bonaparte e
que entrou em vigor em 21 de março de 1804.
Ex2: Código de Processo Civil de 1973.
Era da
Descodificação
(séc. XX)
A evolução histórica, científica e social dos povos
civilizados levou à fragmentação das fontes. As mudanças
do séc. XX foram tamanhas que importou a
regulamentação de vários temas para fora dos Códigos, o
que levou a criação de várias leis extravagantes/especiais.
Desse modo, muitos microssistemas jurídicos foram
criados para dar sentido e lógica própria para cada novo
ramo do Direito.
Ex.: microssistema do processo coletivo, microssistema de
proteção ao consumidor, microssistema da pessoa idosa
etc.
Era da
Recodificação
(séc. XXI)
Não pretende ressuscitar a Era da Codificação (fechado,
técnico e individualista), mas sim harmonizar os Códigos
com as leis extravagantes/especiais. A doutrina afirma que
a Era da Recodificação teve início a partir do Código Civil
de 2002. De qualquer maneira, fica mais clara ainda a
chamada Era da Recodificação quando lemos o
CPC/2015 e suas normas fundamentais (arts. 1º a 12,
489, § 1º, 190, 489, § 1º, V, VI, 926 e 927) em conjunto
com o microssistema do processo coletivo: “As normas
fundamentais espalhadas pelo CPC se aplicam
diretamente aos processos coletivos” (ZANETI JR.;
GARCIA, 2020, p. 35).[6]
Características: flexível, adaptável e dúctil.
Ex.: o Código de Processo Civil de 2015 é aplicável ao
microssistema do processo coletivo.
Superadas as maneiras de como argumentar uma tese jurídica,
podemos enumerar algumas lições textuais. Tudo isso a fim de tornar a sua
redação direta/objetiva, de sorte que, em vez de 100-50-30 laudas, o leitor
conseguirá o êxito de reduzir suas peças/teses para 3-5-10 laudas. E o mais
importante: com conteúdo/propriedade. Fecho este primeiro intertítulo com a
seguinte lição: “Argumentar, em sentido estrito, é algo mais que a
construção do bom raciocínio jurídico, para aqueles que operam o Direito.
Argumentar significa partir do bom raciocínio jurídico e preocupar-se com o
conteúdo linguístico necessário para que o leitor o aceite como verdadeiro
(ou, ao menos, o aceite como o melhor dos raciocínios apresentados, no
caso da dialética processual)” — defende RODRÍGUEZ [2005:43]. Não por
acaso, hoje, a Defensoria Pública busca Universidades, a mídia local, dentre
outros meios, para acentuar a importância do discurso fático-argumentativo
(e minimizar eventual crise interpretativa[7]4).
2. O simples e a brevidade chamam mais a atenção. Na escola,
fomos educados a entender o texto como gramática (certo/errado), de modo
que, se o seu texto não estivesse condizente com a norma culta, era
considerado errado. E depois de tudo isso, era atribuída uma nota a você
para passar de ano. Perceba que nessa ótica o texto é pensando em si
mesmo, e não no mundo externo (no mundo prático). Nessa “visão escolar”,
a língua é estática, imutável e que necessariamente precisa atender aos
códigos gramaticais. Precisamos mudar isso. Hoje, o texto é mutável,
heterogêneo e interativo. Não quero dizer que podemos desrespeitar a
gramática. Devemos, sim (veja que este texto escrito está respeitando a
gramática, mas mais que isso — pois — estamos preferindo a didática).
Procuramos um texto equilibrado (sem exageros gramaticais e que passe a
mensagem). O texto, hoje, precisa “passar a mensagem”. De modo que a
mensagem deve ser compartilhada (leia-se: entendida entre o escritor e o
leitor) e pensada (leia-se: ciente dos percalços da Era Moderna/Era Digital,
na qual a falta de tempo e o excesso de informação devem ser
considerados). Essa situação comunicativa (entre o escritor e o leitor) é
muitas vezes perdida no texto das peças processuais (ex.: já vi na prática o
advogado escrever em sua petição inicial 10 páginas de tese filosófica sobre
a ilegalidade do anatocismo [matéria, atualmente, pacificada pelo STF, mas
que antes gerava grande discussão], com base em citações de autores
filosóficos e, depois, tinha mais páginas ainda sobre outros temas — isto é o
que queremos combater, e que nos remete à estratégia processual).
Voltemos ao exemplo citado. Qual é a situação comunicativa desse
profissional do Direito? A situação comunicativa dele é a de advogado
escrevendo uma petição inicial que será interpretada pelo juiz mediante
normas dogmáticas (e não sobre zetética/filosofia). Daí a nossa
preocupação com a escrita, que muito tem a ver com metodologia científica
e o estudo da Língua. Por curiosidade, veja: “Você precisa analisar o perfilda publicação, o seu público e quais os assuntos que têm merecido mais
destaque. Em outras palavras, é preciso identificar o que interessa àquela
publicação e aos seus leitores.” (Professora Inês Signorini, do Departamento
de Linguística Aplicada do IEL-UNICAMP, artigo disponível em:
https://bit.ly/30ZO8ne).
Seguindo e adentrando à prática processual, é importante falar —
inicialmente — que o exercício de concisão é primordial nas peças
processuais. Evite palavras inúteis, que possam ser dispensadas na frase —
nenhuma palavra deve estar a mais. O poder de concisão gera ao leitor
(leia-se: juiz/servidor) a sensação de que a leitura foi proveitosa (digo:
proveitosa no aspecto material e temporal). Para tanto, pressupõem-se da
argumentação jurídica: (a) conhecimento do fato; (b) conhecimento jurídico
da matéria concernente ao fato, (c) capacidade de análise entre o fato e o
conhecimento jurídico; (d) amadurecimento das ideias; (e) síntese
argumentativa na qual se dê bases sólidas para o desenvolvimento de um
bom texto. “Preparar-se para escrever exige que você saiba com clareza
sobre o que vai escrever” [Kohan 2013:124]. E mais [cf. Strunk]: (i) escreva
com substantivos e verbos, (ii) ponha as palavras enfáticas da sentença no
final e, a melhor de todas, (iii) corte as palavras desnecessárias. Acrescento
mais uma dica simples: (iv) revise o seu texto. Como revisar? Tudo no seu
tempo (exemplo): primeiro, escreva sem corrigir; depois, corrija. Como diz o
escritor espanhol FRANCISCO CASTRO[5], lançamos mão da revisão para
obter segurança do que fora escrito. Escutemos, por último, e não menos
importante, a verdade [Castro 2015:181]: se cabe em um parágrafo, por que
três páginas?
“Acho que a maioria dos escritores, mesmo os melhores, escreve
além da conta. Prefiro escrever de menos. Simples, claro como
um regato. [Pois] sentia que meu texto estava ficando denso
demais, que eu precisava de três páginas para chegar a efeitos
que deveria ser capaz de produzir num único parágrafo.”
[CAPOTE, Truman. Música para camaleões. Tradução: Sergio
Flaksman. São Paulo: Companhia das Letras, 2006, p. 15-16].
https://bit.ly/30ZO8ne
“Uma das piores coisas que se pode fazer é tentar enfeitar o
vocabulário, procurando por palavras longas porque tem
vergonha de usar as curtas” [KING, Stephen. Sobre a escrita: a
arte em memórias. Editora: Suma de Letras].
“Essa visão mais aberta e democrática do Direito ampliou,
significativamente, a interlocução entre juristas e tribunais, de um
lado, e a sociedade e os meios de comunicação, de outro. Não se
passam dois dias sem que a notícia de algum julgado importante
esteja nas primeiras páginas dos jornais. Pois agora que
finalmente conseguimos nos comunicar com o mundo, depois de
séculos falando para nós mesmos, está na hora de fazermos
outra revolução: a da brevidade, da concisão, da objetividade.
Precisamos deixar de escrever e de falar além da conta. Temos
de ser menos chatos.
Conta-se que George Washington fez o menor discurso de posse
na presidência dos Estados Unidos, com 133 palavras. William
Harrison fez o maior, com 8.433, num dia frio e tempestuoso em
Washington. Harrison morreu um mês depois, de uma gripe
severíssima que contraiu naquela noite. Se não foi uma maldição,
serve ao menos como advertência aos expositores que se
alongam demais. Tenha duas sugestões na matéria.
A primeira importa em cortar na própria carne. Petições de
advogados devem ter um limite máximo de páginas. Pelo
menos as ideias centrais e o pedido têm que caber em algo
assim como vinte laudas. Se houver mais a ser dito, deve ser
junto como anexo e não no corpo principal da peça. Aliás,
postulação que não possa ser formulada nesse número de
páginas dificilmente será portadora de bom direito. Einstein
gastou uma página para expor a teoria da relatividade. É a
qualidade do argumento e não o volume de palavras que faz a
diferença.
A segunda sugestão corta em carne alheia. A leitura de votos
extremamente longos, ainda quando possa trazer grande proveito
intelectual para quem os ouve, torna os tribunais disfuncionais.”
[BARROSO, Luís Roberto. A revolução da brevidade. Revista
MPMG jurídico, ano III, nº 12, 2008, p. 60-61].
3. Clareza e frivolidade do estilo (sobretudo, em busca da clareza
na teoria da prática processual). Não se pode descurar do apontamento,
construído desde ARISTÓTELES [2005:45], a respeito da clareza. Em seu
livro Retórica (Livro III, item 3.2), o notável filósofo grego define clareza
como sendo a principal virtude do estilo em prosa (leia-se: a necessidade de
a expressão se adequar ao assunto). Trata-se, portanto, da clareza presente
na retórica/arte da palavra/oratória/arte do bem dizer, que significa nada
mais que “a arte de falar com eficácia” [Anderson 2016:prólogo]. Apenas
um parêntese: parte dos profissionais criticam o descaso, principalmente
nas escolas/faculdades, com a oratória (a chamada “retórica”, considerada
parte essencial da educação no período grego e presente mesmo antes da
era dos livros); no entanto, em que pese as nossas escolas e faculdades —
na grande maioria — não se preocuparem a respeito, vemos uma ligeira
mudança, pois as pessoas procuram mais sobre oratória, chegando alguns
até a catalogar o tempo de hoje como o “renascimento da arte da oratória”
[Anderson 2016:prólogo]. Adicionalmente (voltando), por sua vez, o
mesmo pensador grego explica que a contraposição — da falta de clareza
— seria a chamada frivolidade do estilo (Livro III, item 3.3). Nesse contexto,
a frivolidade do estilo redunda na violação dos princípios da clareza e
propriedade; normalmente, na prática, provocada pelo uso inadequado de:
palavras compostas, palavras estranhas e obsoletas, epítetos longos e
numerosos, metáforas fora do contexto. Cabe-nos, nesse sentido, e até por
ser coerente, conjugar tais premissas aristotélicas (isto é: aquelas presentes
na arte da retórica) junto com a teoria argumentativo-textual da prática
processual, de maneira que o texto possa resultar na estrutura organizada
do pensamento jurídico (= processo comunicativo), capaz de ser inteligível
(texto: introdução-argumentação-conclusão; peça: fato(jurídico)-direito-
pedido), inter-relacionado (= conexo a cada oração/frase/período) e, ainda
mais, agradável ao leitor (digo: juiz/servidor). Ou seja, se ARISTÓTELES
defendia a clareza na arte da retórica, não é descomedido defendermos hoje
a clareza na teoria da prática processual.
4. “Leis da clareza textual”. Depois de recebermos as lições de
ARISTÓTELES, importante termos em mente: (i) use palavras curtas; (ii)
escolha palavras já conhecidas; (iii) use palavras simples sem
prefixação/sufixação. Cuidado: só não perca a linguagem técnica/jurídica (a
linguagem técnica pode — e deve — ser usada, mas, lembre-se, sem
exorbitância), porque os termos jurídicos amiúde concretizam linguagem
clara, razão pela qual contextualizam o tema e a ciência com a qual lidamos.
Vale explicar um ponto. E quando o termo jurídico é inevitável? Nessa
situação específica, o melhor é escolher o termo que o leitor entende e
lembra com facilidade (é mais fácil compreender o novo com algo que já
sabemos). Por exemplo, existem termos de significado semelhante para o
chamado princípio da vedação do retrocesso (podemos elencar eles:
“princípio do não retorno da concretização”, “proibição de retrocesso”,
“vedação do retrocesso social”, “proibição de contrarrevolução social”,
“proibição de evolução reacionária”, “eficácia vedativa/impeditiva de
retrocesso” e, por fim, “efeito ‘cliquet’”). Diante disso, mesmo existindo
outras nomenclaturas, por que não escolher um termo comum e que todos
se lembram sem dificuldade? No nosso exemplo, qual seja: o “princípio da
vedação do retrocesso”. Portanto, tome cuidado. Quando sabemos bem
algum assunto (especialmente: assunto jurídico), não nos damos conta do
nível de abstração com que lidamos. Esquecemos que outras pessoas, com
experiências e estudos diferentes, não passaram pela mesma oportunidade
de abstratização (= os caminhos e mundos diferentes dasideias/teorias).
Porque, “além de mim e da cerejeira, tem mais gente. Tem todo mundo[6]”
[Barros Filho e Pompeu 2014:294].
“Como cada um de nós vai armazenando o conhecimento na
memória a partir de suas experiências pessoais, é impossível que
duas pessoas partilhem exatamente o mesmo conhecimento de
mundo. É preciso, no entanto, que produtor e receptor de um
texto possuam, ao menos, uma boa parcela de conhecimentos
comuns” [Koch e Travaglia 2015:77].
Jean Piaget identificou o chamado conhecimento prévio. Isso significa
que a aprendizagem é uma atividade individual e ativa, com base em
experiências (anteriores), num chamado conhecimento prévio.
"Para que um novo instrumento lógico se construa, é preciso
sempre instrumentos lógicos preliminares; quer dizer que a
construção de uma nova noção suporá sempre substratos,
subestruturas anteriores e isso por regressões indefinidas." [Jean
Piaget, no livro Problemas de Psicologia Genética (coleção Os
Pensadores)].
Conclusão: “Para maior clareza, é imprescindível o uso de
vocabulário simples, embora formal” [Gold e Segal 2008:51]. Apenas a
título de curiosidade, e para que fique transparente o nosso esforço
cognitivo, não estou me referindo a este tipo de atuação e argumentação
jurídica (exemplo a não ser seguido):
5. Evite: frases não jurídicas e digressões extensas. Devemos
evitar, por isso, as declarações, frases curtas de origem popular, citações
filosóficas, frases bíblicas, frases engraçadas, pois a linguagem
obscura/tortuosa afasta o leitor do sentido do texto, como também as frases
bajulativas (exemplo a se evitar: “seguindo a pragmática da nossa eterna
fonte de inspiração italiana...”). Mais cuidado ainda com as ironias, porque
os leitores levam o texto jurídico ao pé da letra (ou seja: verbum ad verbum);
é igual no texto normativo de uma lei qualquer: não existem palavras
inocentes. Nem mesmo digressões extensas podem ser usadas, isto alonga
o texto até chegar ao assunto principal (= empregue frases curtas com
estrutura simples). Trabalhe o texto para que ele fique
breve/objetivo/curto/sólido/consistente, de modo que a escrita resulte num
produto organizado do pensamento jurídico ao caso específico. Sempre
podemos pensar melhor. “Uma peça recheada de citações estrangeiras,
complexa, pode não ser a melhor tática” [Rosa 2015:79]. Exemplo
terminantemente proibido:
6. Opte por verbos na voz ativa e evite frases impessoais. Eis por
que “ser claro é obrigação de quem escreve” [Dad Squarisi]. Determine os
verbos na voz ativa. Economiza-se, assim, esforço de compreensão. Deixa
a frase direta, dinâmica ao texto. A voz ativa permite que o texto respeite a
ordem natural da frase (sujeito + complemento do sujeito + verbo +
complemento do verbo) [cf. Dintel 2013:28]. Exemplo:
Evitar:
1) Foram protocoladas 30 petições de juntada pela Defensoria Pública.
2) As medidas judiciais eficazes foram tomadas pela Defensoria Pública.
Usar: frases diretas:
1) A Defensoria Pública protocolou 30 petições de juntada.
2) A Defensoria Pública tomou medidas judiciais eficazes.
Nossa ideia é privilegiar orações básicas (orações básicas, mas que
elucidam muito bem a mensagem no dia a dia forense e poupam
dubiedades interpretativas). Oração básica:
A) SUJEITO / VERBO / PREDICATIVO OU COMPLEMENTOS
O juiz / decretou / novas condições para o cumprimento do livramento
condicional.
Meu colega / citou / a obra de Theotonio Negrão na peça prática do
escritório.
Os interessados / precisam enviar / o acordo de partilha de bens para
que possamos concluir o inventário.
O objetivo da contestação / é / a extinção do processo sem resolução
do mérito.
A sentença / entendeu / pela extinção dos autos do processo.
7. Artigos indefinidos, pronomes possessivos, adjetivos e
advérbios… Nunca mais. A. Conhece os artigos indefinidos? Um, uma,
uns, umas... A Prof.ª DAD SQUARISI deixa claro que o uso dos artigos
indefinidos altera o sentido do substantivo: “Tiram-lhe a força. Tornam-no
vago, impreciso, desmaiado. Ora, como as palavras mais importantes do
texto são o substantivo e o verbo, não se pode maltratá-las. Manda o bom
senso eliminar o inimigo. Fora, artigo indefinido!” [Squarisi 2015:36]. B.
Parecem necessários, mas os pronomes possessivos (seu, sua...) são ervas
daninhas, ou seja, nascem em local e momentos indesejados. Livre-se deles
quando estão na frase só para enfeitar ou atrapalhar. Às vezes, tornam o
enunciado ambíguo (com diferentes sentidos). C. Fuja e evite os adjetivos e
advérbios. No geral, são palavras de efeito. Porém, cuidado. Há exceção:
quando particularizam o objeto/substantivo. Daí é importante o uso nas
peças jurídicas. Exemplo: “O imóvel continha uma mesa redonda, uma
janela branca”. Veja. Individualizamos a mesa, a janela. Em alguns
processos judiciais, a individualização é primordial, como, por exemplo, num
laudo de avaliação.
8. O uso da exclamação é exceção! Exclamações (!!!). O texto
busca equilíbrio e precisão. Não precisamos das exclamações durante a
argumentação jurídica. Exemplo a não ser seguido: “Nesse caso, impõe-se
a aplicação do princípio do mínimo existencial!”; “Aguardamos JUSTIÇA!!!”.
Essa regra se aplica a todo momento. Por ser coerente com essa posição, o
Prof. EROS ROBERTO GRAU [2016:25] endossa, ao explicar a
razoabilidade e a proporcionalidade na passagem do seu livro, o referido
pensamento: “Mais, desejo ainda afirmar, em voz bem alta, que
razoabilidade e proporcionalidade são pautas de aplicação do direito de que
o juiz pode se valer única e exclusivamente no momento da norma de
decisão.”. Perceba que não ocorreu o uso da exclamação, e mesmo assim o
eminente Prof. EROS conseguiu enfatizar o sentido da frase. Entretanto —
como nada é “absoluto” na vida (e “quase” também no Direito[7] — v. nota de
rodapé) —, sublinho, há exceções. Isso quando a exclamação descrever
fielmente a entonação dada para determinada declaração. Exemplo comum
nos casos de interceptação telefônica, na qual se transcreve a fala dos
investigados sobre específica conversa telefônica. Em poucas palavras, a
respeito da exclamação: por certo não é fácil contê-la; contê-la, deveras,
exige serenidade.
9. Tamanho do parágrafo. Quanto ao tamanho do parágrafo, não
deixe muito curto nem muito grande. Encontre um equilíbrio. Os parágrafos
grandes cansam o leitor. Os curtos não demonstram fundamentação. Ao
mesmo tempo, todavia, mudar o tamanho dos parágrafos gera uma
expectativa nova ao leitor. O bom é equilibrar essas ideias, e nunca seguir
um extremo único. Com isso, evitamos o seguinte:
10. Expressões de transição (ou conectivos). Ciente das
proibições encimadas, os estudiosos da gramática, bem ainda os
professores de redação forense, levantam algumas dicas para ajudar os
profissionais do Direito que não conseguem de início escrever peças ou
teses. É como se fosse um pequeno impulso. Normalmente, quando o
desenvolvimento do texto se mostra difícil, o problema, em regra, está na
introdução do parágrafo. Algumas expressões costumam ajudar. São as
chamadas expressões de transição. Curiosidade: combinadas as
expressões de transição com a argumentação lógica (digo por
argumentação lógica: “a frase seguinte tem ligação com a frase anterior”),
cria-se, assim, a harmonia textual — o grande clímax/máximum que sempre
tentamos buscar. Eis alguns exemplos de expressões de transição. Com a
intenção de ajudar ainda mais o leitor a chegar no máximum da harmonia
textual, separamos todos aqui [veja o valioso guia de conectivos
oracionais neste site e imprima para usá-lo quando redigir alguma peça
processual: http://bit.ly/2gaydtS]. A ideia é atualizar a lista o máximo
possível. Inserir o guia de conectivos oracionais neste livro prejudicaria a
sua atualização constante.
Alguns exemplos de conectivos que estão no link acima:
1. A respeito do tema, o Tribunal vem decidindo que…
2. Nesse sentido, vale transcrever o trecho…
3. Pertinente é a colocação do Prof…
4. Não é mansa e pacífica a questão, conforme se verá…
5. Muito se discutiu, em plano doutrinário, acerca…
6. É precisoobservar que…
7. Cabe registrar que o Supremo Tribunal Federal já deixou
assente que…
(…)
11. Ideias-núcleo já no “tópico-frasal”. Em seguida, cabe-nos,
como desenvolvedores da prática processual, apresentar o conteúdo de
forma direta e resumida. Não esconda o verdadeiro objetivo da petição. Não
se esconda em uma “cortina textual”. Apareça. Explique. Mostre. A
obscuridade interpretativa das palavras na petição leva ao entendimento
contrário daquele pretendido pela parte. A compreensão do texto não pode
ser tida nas entrelinhas. Quem acaba se prejudicando é o próprio
requerente, se não houver legibilidade — o que não significa escrever 100
(cem) laudas/páginas em vez de 10 (dez). Com isso, apresente qual é a
intenção (leia-se: a ideia-núcleo) do seu parágrafo na primeira frase;
chamam-na, a primeira frase de cada parágrafo, de tópico-frasal [cf. Gold e
Segal 2008:41]. Guardemos na cabeça: ideia principal é já no tópico-frasal
http://bit.ly/2gaydtS
(melhor ainda: se veiculada em frases curtas). Exemplo (pedido de liberdade
provisória no processo penal): “Note-se, na fl. 121, que o réu é primário e
sem maus antecedentes, além de estar preso há 105 dias, desde o
flagrante. Detalhe: sem que se tenha demonstrado o ‘periculum libertatis’ de
sua prisão cautelar…”. Ou seja, longe de evasivas/subterfúgios/manha
(assim: direto e claro, para não perdermos a paciência do juiz/servidor). 
12. A quem é dirigida a leitura: o meu texto leva alguém a desejar
relê-lo? É preciso saber antecipadamente quem será o leitor e adequar a
palavra justa à sua (in)capacidade de compreensão [cf. Rosa 2015:79].
“Quanto mais dados tenhamos sobre o nosso destinatário, melhor
adaptaremos o texto à sua personalidade e mais facilmente alcançaremos
os objetivos” [Dintel 2013:13]. A capacidade de compreensão muda, se
formos considerar o leitor a pessoa do Estado-juiz e se formos considerar a
pessoa do técnico judiciário ou analista judiciário, sobretudo em razão da
carga de estudo enfrentada por cada um. Por favor. Não me entenda de
forma errada (longe de diminuir o trabalho dos servidores públicos), até
mesmo porque o analista/técnico judiciário, a depender da situação, pode ter
especialização sobre determinada matéria e conhecê-la melhor que o
próprio juiz titular da vara judicial. Voltemos. Em sendo assim, por mais que
a nossa peça tenha como leitor final o juiz, importante dizer, em muitos
casos, o verdadeiro leitor é o técnico judiciário ou o analista judiciário.
Precisamos levar isso em consideração. Mais: precisamos ser assimilados
(Houaiss: “ser absorvido e incorporado”). “Um estilo é claro quando as ideias
de quem escreve penetram sem esforço na mente do leitor” [Dintel
2013:28]. Durante o estágio na Justiça Federal observei muitos processos
parados, porque o técnico judiciário não sabia como dar andamento ao
pedido feito pelo/a advogado/a do/a autor/a (pedido, ainda, tendo como
fundamentação 40-50 folhas — o que não ajudava nem um pouco), de modo
que, para piorar, não havia juiz titular naquela ocasião, postergando ainda
mais a solução. Ademais, processos capazes de ter 1-2 volumes (ou seja,
250-500 páginas para serem concluídos) não podem virar 3-8 volumes.
Aliás, atente-se, se o/a leitor/a tem o costume de trabalhar com processos
enormes do começo ao fim, sem que haja uma necessidade da situação do
caso concreto, algo está errado. Portanto, escreva sempre que puder como
se escrevesse para alguém que não fosse do Direito (digo: dentro da
razoabilidade do caso concreto e da técnica jurídica). 
Concisão, precisão e objetividade nos trabalhos forenses, são hoje condição
de sobrevivência profissional, face à pletora de ações que congestiona o
Judiciário, principalmente nos grandes centros, onde milhares de questões
desafiam dedicação e a capacidade dos Juízes [e servidores].
— Celso de Albuquerque Barreto [1998:1].
13. A redação clássica e a redação prática (dois mundos
díspares). Há, basicamente, dois tipos de escrita: a escrita clássica e a
escrita prática [cf. Pinker 2016:727]. A. Redação clássica. A redação em
estilo clássico usa qualquer forma e tempo necessário para que o escritor
apresente o conteúdo textual (= a argumentação). Podemos dizer, ainda: no
estilo clássico, a ideia do texto (= compreensão) está disponível para todos,
desde que o leitor se esforce para alcançá-la (queira esforçar-se para
compreender o texto, independentemente do tempo gasto para tanto). Em
síntese, resume-se, o estilo clássico: é requintado por vocábulos
contranaturais e, por vezes, de dificílima interpretação. B. Redação prática.
No estilo prático, o escritor e o leitor têm papéis definidos e o objetivo é
satisfazer uma necessidade do leitor. E essa necessidade é breve, porque o
leitor precisa da informação num tempo hábil. Vemos, por exemplo, o estilo
prático em peças processuais, ofícios, manuais, monografias e relatórios de
pesquisa. Penso — não me cansarei de repiti-lo —, enfim, com tudo isso
explicado, o seguinte: em redação forense, o uso do estilo prático é um
dever do escritor para com o leitor. Por dois motivos: tempo e esforço. “Por
que usar palavras complicadas [e redação clássica] que nada têm a ver com
o que você pretende expressar?” [Kohan 2013:573]. Pois, o nosso leitor não
tem tempo para ler 50-100-200 páginas de uma petição e, mais ainda, não
tem tempo para empregar horas do seu trabalho para compreender só 50
páginas daquelas duzentas. C. Hoje e antigamente. Ninguém nega.
Historicamente, o uso da linguagem rebuscada era sinônimo de
distinção/nobreza nos tribunais (exemplo: basta ler algumas frases de RUY
BARBOSA DE OLIVEIRA). No entanto, o mundo mudou; a velocidade de
aprender algo intelectualmente mudou; o trabalho aumentou e dificilmente a
preocupação e o estresse são transitórios à mente do/a homem/mulher
moderno/a [mais sobre: Zygmunt Bauman]. A esta altura, por que a
“redação forense estilo Ruy” deveria permanecer incólume? O que pretendo
singelamente afirmar, inspirado na redação prática, é que o Poder Judiciário
não pode mais suportar a redação clássica. D. A Era Digital e os memes. É
fato que a comunicação muda com a História e tende a se simplificar à
medida que os anos se passam. Veja o que se tornou o pronome pessoal de
tratamento “você”: “De ‘vossa mercê’ a ‘cê’”
(https://periodicos.ufes.br/contextoslinguisticos/article/view/5100/3832). Isso
nos chama a atenção, porque — recentemente — um advogado respondeu
ao juiz com um joinha (reportagem: https://glo.bo/3nHGaID). Estaria, então,
a comunicação mudando com a Era Digital, inclusive no Poder Judiciário?
Esta frase no Lenio é de outro contexto, mas tomei a liberdade de inserir o
verbo apropriado, que cabe muito bem aqui como resposta: "Se você quer
[usar] tecnologia, OK. Mas não me altere o samba tanto assim." — Lenio
Luiz Streck (para ler o artigo, clique AQUI). Sendo claro: não aconselhamos
o uso de emoticons ou memes em peças processuais. O uso de memes e
de emoticons pode gerar inúmeras interpretações e — até mesmo — ataque
pessoal à pessoa do juiz ou da parte, o que, consequentemente, importa
sanções. Enfim, não alteremos o samba tanto assim.
https://periodicos.ufes.br/contextoslinguisticos/article/view/5100/3832
https://glo.bo/3nHGaID
https://www.conjur.com.br/2020-mai-14/senso-incomum-robos-podem-julgar-qual-limite-itech-cracia
14. A litigância estratégica e a ansiedade. Ansiedade nunca foi — e
nunca será — uma boa conselheira. Ao encontrar as ideias, é necessário
manter a calma. Saber esperar (claro: dentro do prazo processual). A sua
petição, principalmente em hard case (= casos jurídicos nos quais não existe
um raciocínio jurídico lógico-dedutivo), precisa de tempo e reflexão [até
mesmo para concluir o que fora proposto no item 2 deste capítulo].
Dentro da prática processual alguns utilizam um termo jurídico para esta
questão, chama-se litigância estratégica[8] [ver o vídeo do Prof. Daniel
Sarmento na nota de rodapé para entender]. De todo modo, e ao mesmo
tempo, todos nós devemos ter um limite temporal para toda a escrita, como
bemaponta PERISSÉ:
“Ter alguém a quem entregar uma carta, um relatório, um
romance, é indispensável para que a técnica pessoal não se
transforme numa obsessão infernal. Paul Valéry, um caso típico,
só sabia que um poema seu estava pronto quando o editor o
levava para publicar. Voltando a João Ubaldo, conta este escritor
como foi o término do seu livro Viva o povo brasileiro. Ele tinha
um contrato com data muito bem definida para a entrega dos
originais. O tal dia chegou, passou, marcou-se outra data, não foi
dessa vez, e ele furava todos os prazos posteriormente
combinados, até que um dia o editor foi ao seu encalço, para
pegar o livro na marra, e gritava: “Larga essa merda! Me dê essa
merda!”. Eram seis quilos de papel que João Ubaldo não queria
soltar, alegando que ainda precisava reescrever, que ainda
poderia fazer com que tudo aquilo ‘ficasse limpinho’...” [Perissé
2011:68].
15. Compreensão. Tantos apontamentos para chegarmos a uma
palavra? Sim, vale dizer: à compreensão. “A compreensão nos salva de
duas atitudes que diminuem o prazer da leitura: a idolatria e o desprezo”
[Perissé 2011:11]. O desprezo à petição do profissional do Direito é a pior
das mazelas durante o trâmite processual. Esse adjetivo, imbuído à figura
do leitor por razões amiúde elencadas (= espalhadas no livro), pode gerar
várias consequências. A pior: inúmeros recursos para enfim ser
compreendido (exemplo: opor vários embargos de declaração). Certa vez
ouvi — aliás, a afirmação quanto a este ponto é primorosa — de uma
professora (juíza estadual): “O processo precisa amadurecer para ser
julgado” (neste passo: a compreensão é para não deixá-lo apodrecer).
Deveras, portanto, escrever é — para o outro — compreender. 
“O advogado que se queixa de não ser compreendido pelo juiz
não critica o juiz, mas a si mesmo. O juiz não tem o dever de
compreender; o advogado é que tem o dever de fazer-se
compreender” [Calamandrei 1995:58]. (…) “Foi o que aconteceu
daquela vez, quando um advogado de província, vindo a Roma
especialmente para sustentar um recurso, iniciou solenemente a
recitação de um arrazoado preparado havia meses e aprendido
de cor. O presidente deteve-o logo na metade do exórdio,
convidando-o a concentrar seu discurso no ponto essencial da
causa. O sujeito balbucia, hesita, não responde… e, como quem
não quer nada, retoma o fio. Nova interrupção, mais alterada, e
novo desvio. No fim, o advogado, incapaz de enfrentar aquele
furacão, não conseguiu dizer nada além disto: — O senhor está
me impedindo de cumprir meu dever. Protesto e renuncio à
palavra! E foi sentar-se. Então o presidente abrandou-se e lhe
disse com tom inabitualmente cordial: — Advogado, não leve a
mal minhas interrupções. O senhor teria razão de se lamentar se
fosse um conferencista, que o público tem o dever de suportar em
silêncio, ainda que não entenda absolutamente nada do que ele
diz. Mas o senhor é algo melhor que um conferencista: é um
advogado, isto é, alguém que fala para persuadir a nós, juízes, a
bem julgar. Como alguém pode ficar persuadido sem ter
compreendido? Cumpra, pois, livremente seu dever, que é o de
falar; mas faça-o de maneira a nos ajudar a cumprir o nosso, que
é o de compreender.” [Calamandrei 1995:69].
16. Lei da necessidade. O texto não deve ser alvo de redundância (=
ideias repetidas), tampouco comunicar informações inúteis [cf. Dintel
2013:29]. Igual um defensor público estadual me dizia: “Precisamos
escrever para atingir a jugular; cada frase uma pontada[9]”. Só o necessário.
Ou seja, nada de textos inúteis.
17. Vírgula e citação de leis, artigos, incisos, alíneas e itens. O
que podemos entender por citação normativa correta em um texto?
Inicialmente, gostaria de dizer que há um grande problema de padronizar
essa questão, porque há até mesmo uma omissão de certos manuais de
gramática e das autoridades da matéria. Pesquisei nos meus 6 livros de
gramática, inclusive no blog de um deles, e não encontrei algo preciso para
solucionar a minha dúvida. Diante da falta aparente de um critério firme,
simples e preciso, vamos ao básico, e respeitando o “Manual de
padronização de textos”, elaborado pelo Superior Tribunal de Justiça.
Link: https://bit.ly/30E5GGL. Aprendamos um pouco de “português jurídico”.
Quais são as duas regras essenciais/básicas para citar um artigo
de lei em um texto?
1ª regra essencial: crescente - do menor para o maior (sem
vírgula). Exemplo: alínea “b” do § 1º do art. 654 do CPP. A alínea é menor
que o parágrafo (§), o qual, por sua vez, é menor que o artigo. Daí ser
ordem a crescente.
https://bit.ly/30E5GGL
2ª regra essencial: decrescente - do maior para o menor (com
vírgula). Exemplo: art. 5º, LXVII, da CF. Atenção: a citação quer privilegiar o
inciso no exemplo anterior. Inciso é menor que artigo, certo? Por isso está
entre vírgulas. O artigo é maior. Se é maior, aplicamos a segunda regra
(decrescente). 
Curiosidade: a oração adjetiva explicativa pede vírgula. Veja: “A Lei
8.078/90, que dispõe sobre a proteção do consumidor, foi sancionada por
clamor da sociedade.” [Piacentini 2017:47]; “O chefe pediu uma cópia da
Lei 9.847, que trata das gratificações do magistério.” [Piacentini 2017:47].
Vamos aprofundar um pouco a partir daqui? Outras maneiras de
citar dispositivos legais na prática. Atenção para a colocação da vírgula em
cada exemplo. Aqui, pesquisei em vários sites e livros, trazendo exemplos
que são condizentes com as regras gramaticais e com o manual
retromencionado do STJ. Grifei:
A) “Ponha a data do texto também entre vírgulas: O Decreto 15.613,
de 29.4.94, autoriza… A Medida Provisória 45, de 6.6.93, regulamenta…”
[Squarisi 2015:5882];
B) “’Ex vi’ do art. 150, I, da CF, o princípio da legalidade tributária é
aquele segundo o qual o tributo deve ser instituído ou majorado por meio de
lei.” [Sabbag 2016];
C) “O art. 5º, ‘caput’, da Constituição Federal, disciplina, ‘ad litteram’:
‘Todos são iguais perante a lei’”. [Sabbag 2016];
D) “Viola frontalmente o princípio da legalidade, consagrado no art.
150, I, da CF, combinado com o art. 97, §§ 1º e 2º, do CTN.” [Sabbag 2016];
E) “Por fim, diga-se que na linguagem forense, encontra-se a
expressão constante de, nos arts. 5º, LXXII, a, e 6º, § 5º, da Constituição
Federal. [Sabbag 2016];
F) “Acerca do preciosismo, mencionado na alínea c do inciso I do art.
11, sabe-se que seu uso prejudica o propósito daquele que pretende se
comunicar com clareza, e o legislador deve sempre evitá-lo.” [Sabbag
2016];
G) “Em seu art. 11, inciso I, tratando da clareza – e também do
preciosismo –, assim dispõe:” [Sabbag 2016];
H) “Segundo o art. 153, § 1º, CF, há quatro impostos federais que
(…)” [Sabbag 2017];
I) “Conforme o disposto no art. 149, § 2º, II, c/c art. 177, § 4º, I, “b”,
parte inicial, ambos da CF, o Poder Executivo Federal (…)” [Sabbag 2017];
J)“Por fim, registre -se que, segundo o art. 62, § 1º, III, CF, inserto pela
EC n. 32/2001, as matérias cabentes à lei complementar não poderão ser
objeto de medida provisória.” [Sabbag 2017];
K) “Restrição não prevista no vigente sistema constitucional pátrio
(CF, § 1º do art. 25).” [Sabbag 2017].
L) “O prazo para agravar da decisão que indefere o pedido de
suspensão de segurança, nos termos do art. 4º, § 3º, da Lei n. 8.437/1992, é
de 5 dias. [STJ 2016:239];
M) “Dessarte, na forma do art. 321, c/c o art. 1.007, § 2º, ambos do
novo CPC, o relator assinou aos autores prazo de 15 dias para a
regularização do valor do depósito.” [STJ 2016:242];
N) “Segundo o RISTJ, art. 266, caput, ‘cabem (…)’” [STJ 2016:255];
Com base nos exemplos encimados, qual regra podemos tirar
disso tudo quando for o caso de usar as expressões “combinado
com”, “c/c”, por exemplo? Inserir vírgula antes dessas expressões quando
citar dispositivo legal especificado e nos termos das duas regras essenciais
que vimos acima. Decrescente: com vírgula. Crescente (sem vírgula). Veja:
“Dessarte, na forma do art. 321, c/c o art. 1.007, § 2º, ambos do novo CPC,
o relator assinou aos autores prazo de 15 dias para a regularização do valor
do depósito.”[STJ 2016:242]. Este exemplo foi retirado do livro “Manual de
padronização de textos do STJ”. O que diz o “Manual de padronização de
texto” do STJ sobre o tema? Grifei:
A expressão combinado com, geralmente empregada nas
citações de legislação, deve ser abreviada e precedida de vírgula
quando se referir a dispositivo legal especificado: O paciente
foi condenado pela prática do delito previsto no art. 18 da Lei n.
10.826/2003, c/c o art. 19 da mesma norma; O advogado
fundamentou a petição no art. 5º, XXXVI, da Constituição
Federal, c/c o art. 6º da Lei de Introdução ao Código Civil.
Quando, porém, o antecedente da expressão for termo genérico,
serão inadmissíveis a forma abreviada e a vírgula: O
advogado fundamentou a petição em artigo da Constituição
Federal combinado com artigo do Código Penal. [STJ
2016:60].
E quando for normas internacionais? Por exemplo, quando for o
caso de citar um dispositivo da Convenção Interamericana de Direitos
Humanos (CADH). Como fazer? Se nós pegarmos a CADH, veremos como
citar cada artigo e seus respectivos “itens” e “alíneas”. Ex.: “Toda pessoa
tem o direito de que se respeito sua integridade física, psíquica e moral.”
(art. 5.1 da CADH). Outro exemplo: “2. Os Estados-Partes comprometem-se:
b) a desenvolver as possibilidades de recurso judicial;” (CADH, art. 7.2.b).
18. Não utilize palavras em outra Língua na sua peça (se usar,
traduza). Por vezes, na prática processual, é possível que empreguemos
algumas palavras ou frases em outra Língua. Isso é comum quando
explicamos Direito Comparado, Direito Internacional ou Direitos Humanos.
Nessas situações, o melhor a fazer é traduzir livremente o conteúdo para o
leitor. Em que pese existir o Google Tradutor, não podemos esquecer a
figura do leitor (= juiz e servidor lotados de trabalho e outras peças para ler).
Exemplo a evitar: nota de rodapé em alemão sem tradução.
https://translate.google.com.br/?hl=pt-BR
19. Para acabar com a dificuldade[10]. A esta altura, isto é
necessário afirmar bem alto: a melhor maneira é treinar e (re)aprender. “À
medida que você for se ‘apropriando’ das palavras, descobrindo quais delas
lhe dão mais prazer pelo significado ou pela sonoridade, você sentirá maior
segurança para escrever. (…) Você poderá manuseá-las, explorando seus
sentidos e sons, experimentando combinações de letras e procurando
sinônimos no dicionário” [Kohan 2013:170]. Eis alguns livros
imprescindíveis [mais indicações: http://bit.ly/2gbDtOD]:
1. Manual da boa escrita, de MARIA TEREZA DE QUEIROZ
PIACENTINI;
2. Dicionário analógico: ideias afins / thesaurus, de FRANCISCO
FERREIRA DOS SANTOS AZEVEDO;
3. Escrever melhor: guia para passar os textos a limpo, de DAD
SQUARISI e ARLETE SALVADOR;
4. A arte de escrever bem, de DAD SQUARISI e ARLETE
SALVADOR;
http://bit.ly/2gbDtOD
5. Dicionário Eletrônico Houaiss da Língua Portuguesa, de
ANTONIO HOUAISS.
Em resumo:
A. Fundamentação jurídica: teoria da subsunção e teoria da argumentação
caso a caso
B. Os pressupostos da argumentação jurídica: conhecimento do fato,
conhecimento jurídico, capacidade de análise, amadurecimento das ideias,
síntese argumentativa
C. Clareza textual na teoria da prática processual
D. Leis da clareza textual: use palavras curtas, palavras conhecidas,
palavras simples sem prefixação ou sufixação, escreva com substantivos e
verbos, ponha as palavras enfáticas da sentença no final, corte as palavras
desnecessárias e, por fim, utilize redação prática
E. Evite frases não jurídicas
F. Opte por verbos na voz ativa
G. Em regra, deixe de usar artigos indefinidos, pronomes possessivos,
adjetivos e advérbios
H. A exclamação (!) como exceção textual
I. Equilibre o tamanho do parágrafo (curto e grande)
J. Use as expressões de transição para conectar as frases e gerar a
harmonia textual
K. Escreva como se escrevesse para alguém que não fosse do Direito
(óbvio: dentro da razoabilidade e da técnica jurídica)
L. Controle a ansiedade e pense sobre litigância estratégica
M. Procure sobre os livros mencionados [ver item 18 deste capítulo]
Clique aqui e volte para o SUMÁRIO.
5. O MODELO DE PEÇA IDEAL
1. Formatação ideal. No decorrer da leitura, o leitor tirará as
próprias conclusões a respeito da melhor formatação e estruturação de
peça jurídica, visto tratar-se tal escolha de certo subjetivismo (isto é, de
qual estruturação de peça é melhor para fins de leitura ou trabalho). De
toda sorte, esperamos ter aprimorado o estudo da matéria de prática
processual. Em sendo assim, este é o nosso modelo atual de peça
processual utilizado no dia a dia forense (modelo 2020 com divisão por
tópicos de itens e subitens, inclusive com VIDEOAULA explicando os
ESTILOS PRÉ-PROGRAMADOS, disponível na parte 1 do Google Drive
deste link: https://bit.ly/2zTBn3F). Vejamos como elaborar uma petição
processual agradável ao leitor. Mais dicas de Word? Veja: Entenda como
otimizar o Word em minutos para o trabalho e estudo no Direito.
2. Fonte, numeração da fonte e alinhamento. Há uma curiosidade
sobre as fontes serifadas, não serifadas e à vida de Steve Jobs. E toda
essa ideia começou quando ele deixou de frequentar os cursos obrigatórios
da faculdade, dedicando-se a outros, como, por exemplo, o curso de
caligrafia. E ele diz: “Aprendi sobre letras com serifa e sem serifa, sobre
variar a quantidade de espaço entre diferentes combinações de letras,
sobre o que torna excelente uma tipografia excelente. Era lindo, histórico,
artisticamente sutil de uma maneira que a ciência não pode captar, e achei
fascinante”. Continua: “Se eu nunca tivesse aparecido naquele curso da
faculdade, o Mac jamais teria tido fontes múltiplas ou proporcionalmente
espaçadas. E, como o Windows simplesmente copiou o Mac, é bem
provável que nenhum microcomputador as tivesse.” (Steve Jobs, A
biografia). Voltando à prática processual. Os especialistas indicam fontes
serifadas para a leitura de qualquer assunto escrito/impresso (isto mesmo:
qualquer assunto). Ou seja, para ler de forma rápida e sem titubeio, o
melhor é escrever com fonte serifada. Exemplo mais comum de fonte
serifada: Times New Roman/Garamond. Exemplo de fonte não serifada:
https://bit.ly/2zTBn3F
https://www.amazon.com.br/Entenda-otimizar-minutos-trabalho-Direito-ebook/dp/B08MVBY35N/ref=sr_1_6?dchild=1&qid=1610598727&refinements=p_27%3AMarco+Antonio+Valencio+Torrano&s=digital-text&sr=1-6&text=Marco+Antonio+Valencio+Torrano
Verdana/Arial. Particularmente, gosto das três. Mesmo que a Verdana não
seja fonte serifada ela dá um aspecto bem encorpado na petição e nas
letras. Poderíamos facilmente escolher fonte: Times New Roman/Verdana.
Número da fonte: 14 (Times) e 12 (Verdana). Alinhamento: 1,15/1,50
(Verdana); 1,50 (Times). Especialistas, ainda, afirmam que a fonte Arial
(tamanho n.º 12 e alinhamento 1,50 ou 2,0), mostra-se
excelente/proveitosa para ler em monitores (meio eletrônico). Caso o leitor
tenha dúvidas de como aplicar a fonte, o alinhamento e a numeração, não
se preocupe, apresentaremos aplicativos/ferramentas para
Windows/macOS/iOS, tudo a fim de facilitar o manuseio com os
dispositivos eletrônicos. A fonte serifada pode dar a falsa impressão de
ser um texto rebuscado/denso? Realmente, amigos/as. Perceba que a
maioria dos livros de doutrina são escritos em fonte serifada. Talvez, à
primeira vista (prima facie), no inconsciente do leitor, pareça tratar-se de
um texto de leitura contranatural. Em razão disso, enfim, costumo usar
mais fontes não serifadas no peticionamento de peças eletrônicas. Ora,
então, qual usar? A. Para peticionamento físico, fonte serifada (Times
New Roman, por exemplo). A leitura é agradável, embora transpareça ser
de difícil compreensão — perdemos, aqui, para o inconsciente (sensação
contraprodutiva/contranatural). Por isto, nada impede de o leitor seguir com
fonte não serifada mesmo em petições escritas; mas, lembre-se: a leitura
não “correrá” normalmente, como “corre” nas fontes serifadas. Isto não é
interessante (e desafiador)? Se por um lado ganhamos em velocidade
(facilidade de “correr” com os olhos entre as letras),por outro geramos,
inicialmente, a falsa impressão de ser um texto rebuscado. B. Já para
peticionamento eletrônico, fonte não serifada (Verdana/Arial),
principalmente por conjugarmos os resultados (leitura agradável e
sensação inconsciente de leitura natural/fácil/rápida).
Elementos Fonte sem serifa Fonte com serifa
Processo judicial Peticionamento
eletrônico
Peticionamento físico
Leitura Leitura fácil (letra
nítida)
Leitura rápida (letra fina
e conexa)
Sensação do leitor ao
ler
Sensação natural Sensação
contraprodutiva
3. Endereçamento da petição. Nas petições, o endereçamento é o
introito, a introdução. Dica importante: não coloque ponto ao final do
endereçamento. Exemplo:
EXCELENTÍSSIMO SENHOR JUIZ DE DIREITO DA 1.ª VARA CÍVEL DA
COMARCA DE SÃO JOSÉ DO RIO PRETO/SP
Porém, com a mudança para o Código de Processo Civil de 2015, o
endereçamento sofreu mudança (A petição inicial indicará: I - o juízo a que
é dirigida, conforme o art. 319, I, do atual CPC). Agora é preciso que o
endereçamento da petição se dê ao juízo. Exemplo:
AO JUÍZO DA ___ VARA DA COMARCA DE ____ (exemplo: AO JUÍZO
DA 3.ª VARA CÍVEL DA COMARCA DE SÃO JOSÉ DO RIO PRETO/SP).
No caso de tribunais de segundo grau e tribunais superiores, com o
CPC/2015, ficaria assim:
À PRESIDÊNCIA DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DE SÃO PAULO, e não
EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR DESEMBARGADOR
PRESIDENTE DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DE SÃO PAULO.
À PRESIDÊNCIA DO TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 3ª REGIÃO,
e não EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR DESEMBARGADOR
PRESIDENTE DO TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 3.ª REGIÃO.
À Ê
À PRESIDÊNCIA DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA, e não
EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR MINISTRO PRESIDENTE DO
SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA.
À PRESIDÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, e não
EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR MINISTRO PRESIDENTE DO
SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL.
4. Numeração dos autos. É preciso inserir o número dos autos do
processo na petição? No processo físico isso tinha maior serventia. Mas,
com o processo digital, perdeu-se a sua importância. De qualquer maneira,
a depender do leitor, a comarca do colega ainda não se adaptou ao
processo digital. Por isso, se for processo físico, aconselhamos inserir a
numeração por baixo do endereçamento. Assim:
AO JUÍZO DA ___ VARA DA COMARCA DE ____
Autos do processo de n.º _____________________
5. Natureza da petição. Além do endereçamento e da numeração
dos autos, o leitor pode acrescentar um breve resumo do que se trata a
aludida petição. Só cuidado para não fazer disso um parágrafo extenso,
pois, assim, perderá seu propósito, qual seja, transmitir de forma rápida a
finalidade, o conteúdo, daquela peça jurídica. Exemplo:
AO JUÍZO DA ___ VARA DA COMARCA DE ____
Autos do processo de n.º XXXXX-XXXX
Contestação
6. Preâmbulo da petição. No preâmbulo é onde ocorre a
qualificação da parte a ser representada pelo advogado no caso de petição
inicial ou apenas a sua indicação para apresentação de petição
intermediária. Em peças sucintas, o preâmbulo já serve como o corpo do
requerimento. Dica importante: sempre deixe o verbo iniciador em negrito
ou sublinhado, pois remete o leitor ao ponto nevrálgico da petição; além
disso, não coloque dois pontos (:) ao final do preâmbulo, e sim o ponto final
(.). Um exemplo ajuda a entender:
(NOME DA PARTE), já qualificado nos autos do processo em epígrafe, por
seu advogado nomeado pela defensoria pública paulista, vem requerer a
juntada da cópia da petição de agravo de instrumento, do comprovante de
sua interposição e da relação dos documentos que instruíram o respectivo
recurso em face da decisão de fl. 18.
Exemplo de preâmbulo de um habeas corpus:
MARCO ANTONIO VALENCIO TORRANO, advogado dativo (ofício de
indicação, doc. anexo), vem impetrar[1] ordem de habeas corpus, com
base no art. 5.º, LXVIII, da CRFB1988, e arts. 647 e 648, I, do CPP, em
favor de E. R. S., nacionalidade brasileira, solteiro, vigilante, portador do
RG n.º 00.000.000-SSP/SP, inscrito no CPF/MF n.º 000.000.000-00,
residente na rua Manoel Fernando de Fulano, n.º 000, Estância Fulano
Ciclano, São José do Rio Preto/SP, Cep. 00000-000, contra ato ilegal
praticado pela autoridade coatora, conforme razões de fato e de direito a
seguir expostas.
7. “Nesses termos, pede-se deferimento” e “perante Vossa
Excelência”. É necessário? Optamos por não inseri-las, exceto em
provas, OAB e concursos (nestes certames, a expressão ainda se mostra
obrigatória). Nossa crítica é simples. A. Seria excesso de formalismo e
exagero textual, senão redundante, ter que em toda peça apresentar um
pedido de deferimento. Isso porque, a própria natureza da peça processual
busca tal finalidade. Obviamente alguém que requer algo,
consequentemente quer o deferimento deste mesmo algo. Solução? Evite.
B. E sobre “perante Vossa Excelência”, critico tal atitude porque o
endereçamento da peça processual sintetiza essa intenção (no antigo
CPC/73: “EXCELENTÍSSIMO SENHOR JUIZ DE DIREITO”; hoje, com o
atual CPC/2015, seria porque a peça é direcionada AO JUÍZO). Solução?
Basta escrever: “vem”. Somente. É a crítica.
8. Data. A forma como se insere a data é uma particularidade do
escritor. Apenas vale acrescentar: a data processualmente válida é a data
do protocolo emitido pelo cartório distribuidor, de modo que, se o protocolo
foi emitido dia 19 e na petição consta dia 13, valerá aquele dia (19) para
efeitos legais. Exemplos:
São José do Rio Preto/SP, 26 de março de 2016.
São José do Rio Preto/SP: Março 26, 2016 — estilo de data no modelo de
petição norte-americano.
9. Margens esquerda e direita da petição (física e eletrônica).
Precisamos nos preocupar com a margem para que os autos não fiquem
impedidos de manusear. Explico. Imagine se o operador do Direito
acrescenta apenas 1 cm de margem esquerda em uma petição que
futuramente será juntada num processo físico. Por deveras, o técnico ou
analista judiciário terá que sempre tirar as folhas para ler o conteúdo
“comido” pela lombada dos autos — se ler, né. Portanto, ajude-se. Se for
processo físico, margem esquerda de 3-3,5 cm e margem direita 2-2,5 cm
(espaço suficiente para o técnico conseguir numerar as páginas). Se for
processo eletrônico, margem esquerda e também direita, de um lado e
outro, devem ser de 2-2,5 cm cada.
10. Nome e número de inscrição/matrícula. Importante explicar,
parte dos profissionais do Direito seguem a praxe de acrescentar o
vocábulo “Advogado” na assinatura da peça. Não compartilhamos da
mesma ideia. A sigla “OAB/SP” junto ao número de identificação
representam, por si sós, a profissão do escritor da peça (ou seja: que o
escritor é advogado). Com isto, economizamos uma linha de espaço no
texto, razão pela qual ficará no campo da assinatura só o “nome do
advogado” e embaixo o número de identificação “(OAB/SP n.º XXX.XXX)”.
Exemplos:
Primeiro exemplo:
Marco Antonio Valencio Torrano
OAB/SP: 336.107
Segundo exemplo:
Marco Antonio Valencio Torrano
OAB/SP: 336.107
ESCRITÓRIO DE ADVOCACIA:
R. Marechal Deodoro, 0000, SA 000,
Centro, São José do Rio Preto/SP,
CEP 00.000-000.
Tel.: (17) 0.0000-0000 - Vivo/WhatsApp
adv.torrano@gmail.com
Terceiro exemplo:
Marco Antonio Valencio Torrano (OAB/SP 336.107)
O segundo exemplo é próprio do modelo de peticionamento norte-
americano de peças jurídicas. Ele é bem interessante para quem não
deseja colocar no rodapé de cada folha impressa o endereço do escritório.
É normal os escritórios de advocacia (e defensorias) inserirem o endereço
no rodapé das petições. Tal atitude é prescindível — e até desnecessária
—, eis doravante a poluição visual algo a ser evitado pelo escritor. O
conteúdo da petição é mais importante do que a estética inflada e
exagerada.
11. Segunda via (cópia) e a contrafé. Nos autos do processo físico,
o espaço no canto superior direito é utilizado normalmente para rubricar as
folhas dos autos do processo. É inegável. Os técnicos e analistas estão
acostumados a focar naquele canto (superior direito) das páginas. Nada
melhor que acrescentar a palavra “cópia”/”contrafé” ali, portanto. Isso faz
com que o servidorpúblico não confunda a petição original com a petição
sobressalente. Um exemplo ajuda a entender essa preocupação. Já fui
estagiário da justiça comum federal e em muitos casos tínhamos que
autuar as petições iniciais (isto: processo físico — tecnicamente: autos).
Em muitas vezes — não só a minha pessoa, como também os colegas —,
confundíamos a contrafé com a petição inicial. Quando íamos numerar
víamos depois que se tratava da contrafé, porque a palavra “contrafé”
estava perdida e não totalmente visível para nos indicar a escorreita
cópia/contrafé (quando era o caso de ter). Tínhamos, então, que tirar todas
as folhas, (re)numerar… Ou seja, praticamente montar novamente os
autos. Evite isso. Se for “processo físico”, acrescente a palavra “cópia” ou
“contrafé” na sobressalente, especificamente no canto superior direito da
petição. Desse jeito o servidor “bate o olho” e vê que pegou a peça errada.
Preocupemo-nos com o solidarismo profissional.
(legenda da imagem: canto superior direito das petições físicas)
12. Numeração de página. Processualmente, vale a numeração
rubricada pelo servidor público da vara judicial. Porém, parte dos escritórios
de advocacia preferem inserir a numeração nas petições como um controle
próprio, seja para policiar-se quanto ao número de laudas, seja para
assegurar-se contra possível fraude. De qualquer maneira, preferimos o
canto inferior direito da peça, tendo em vista que no canto superior direito o
servidor público utiliza para autenticação. Só não exagere na estética do
número, pois o nosso objetivo como profissional do Direito é solucionar (e
não piorar) a relação jurídico-processual.
13. Endereço, telefone, e-mail. Há três maneiras de inserir o
endereço do escritório de advocacia (ou do órgão público) na petição. Uma,
é inserir no rodapé. Duas, inserir como “nota de rodapé”. Três, inserir
embaixo do nome e número de identificação do escritor, como já vimos
acima. Particularmente (= questão subjetiva do escritor), prefiro o terceiro
(como já vimos no segundo exemplo do item 10 deste capítulo).
14. Conclusão. Essas são as nossas diretrizes. Obviamente, não
forçamos o leitor a terminantemente aceitá-las. A peça e o modelo são de
índole subjetiva do escritor. O importante é encontrar a sua forma, o seu
estilo de peça. Neste novo manual de prática processual, a nossa
pretensão é só apresentar um dos caminhos que a redação forense
oferece ao caríssimo leitor.
15. Veja outros tipos de peças processuais (nacionais e
internacionais). Como última dica para este capítulo, aconselhamos o
leitor a ver as petições digitalizadas no site do Supremo Tribunal Federal
dos grandes escritórios de advocacia de todo o Brasil, pois servem de
extremo aprendizado. Além disso, veja também petições estrangeiras (site:
https://goo.gl/VYpDiB) que são protocoladas nos EUA. No site
retromencionado, o caríssimo leitor encontra várias petições, como, por
exemplo, da Samsung e da Apple. É importante o contato com várias
estruturas de petições. Por meio delas encontramos uma forma de construir
a que melhor atenda ao nosso dia a dia forense (principalmente: ao leitor).
Acredite. Não é tempo perdido. O mais curioso nelas é que mesmo o
processo carregando pretensões milionárias as peças dos advogados das
duas empresas são sucintas, resumem o assunto em poucas palavras, de
sorte que concluímos o fato de que, embora economicamente (ou até
https://pt.scribd.com/user/104198992/Mikey-Campbell
mesmo faticamente) importante o caso, isto não é desculpa para fugir da
síntese textual, da objetividade e da simplicidade textual. Nossa premissa é
básica: ajudar. “O nome mesmo de advogado soa como um grito de ajuda.
Advocatus, vocatus ad, chamado a socorrer.” [Carnelutti 2007:30].
Em resumo:
A. Modelo de peça ideal: visualize-se na figura do leitor
B. Fonte: Times New Roman/Garamond (processo físico); Verdana/Arial
(processo digital)
C. Numeração da fonte: 14 (Times), 12 (Verdana)
D. Alinhamento: 1,50 (Times), 1,15 ou 1,50 (Verdana)
E Fonte sem serifa (processo digital)
F. Fonte com serifa (processo físico)
G. Petição. Endereçamento: sem ponto final. Numeração dos autos do
processo: abaixo do endereçamento. Natureza da petição: abaixo da
numeração dos autos do processo. Preâmbulo: verbo iniciador em negrito.
H. Evite frases desnecessárias na peça. Exemplo: “Nesses termos, pede-
se deferimento.”
I. Marge esquerda e direita (processo digital): 2-2,5 cm em cada lado.
J. Margem esquerda e direita (processo físico): 3-3,5 cm (margem
esquerda) e 2-2,5 cm (margem direita)
K. Identificação: apenas nome e número de inscrição/matrícula
L. Cópia e contrafé (processo físico): canto superior direito das petições
físicas/impressas
M. Numeração da página: canto inferior direito da peça
N. Endereço, telefone, e-mail [ver item 10 deste capítulo, segundo
exemplo]
O. Veja outros modelos internacionais de peças, mas, evidentemente, não
se esqueça da característica processual brasileira (https://goo.gl/VYpDiB).
Clique aqui e volte para o SUMÁRIO.
https://goo.gl/VYpDiB
. A DIAGRAMAÇÃO DA PEÇA PROCESSUAL
1. O grande escritor e o escritor apaixonado. Dentro do
cotidiano forense parece que ler peças se tornou uma atividade
símbolo de constrangimento, estorvo e fracasso diante do texto.
Ler ficou obrigatório. Não que nunca tenha deixado de ser, pois o
processo precisa ser solucionado — sim, compreendo. De toda
sorte, convenhamos, o ato de ler tornou-se um dever irritante.
Nossa intenção: como melhorar isso. No livro Tratado da
argumentação, o teórico PERELMAN [2005:26-27] detalha dois
tipos de orador. Um, o grande orador, ou seja, aquele que é
animado pelo próprio espírito de seu auditório. Dois, o homem
apaixonado, isto é, que só se preocupa com o que ele mesmo
sente. Ora, a pergunta que faço ao amigo leitor — trazendo as
lições daquele teórico para a teoria da prática processual — é a
seguinte: quando você acaba de escrever uma peça processual,
quem é o verdadeiro beneficiário dela? A pergunta é pertinente,
porque tal constatação diferencia o grande escritor (leia-se: o que
se preocupa com o leitor) do escritor apaixonado (leia-se: o que se
preocupa consigo mesmo) — utilizando-me das expressões de
PERELMAN. Quer-se dizer, aqui, portanto, que preocupar-se com
o leitor também é um elemento argumentativo a ser levado em
conta no momento do processo comunicativo da teoria da prática
processual: “Argumentar é também saber persuadir, preocupar-se
em ver o outro por inteiro, ouvi-lo, entender suas necessidades,
sensibilizar-se com seus sonhos e emoções. A maior parte das
pessoas, neste mundo, só é capaz de pensar em si mesma. Por
isso, o indivíduo que procura pensar no outro, investir em sua
autoestima, praticamente não enfrenta concorrência.” — na
sabedoria de ANTÔNIO SUÁREZ ABREU [2012:Afinal de contas,
o que é argumentar?]. Daí dizer-se: “Levar o leitor em
consideração já não é para nós novidade, mas sobrevive a
pergunta: como fazê-lo?” [Rodriguéz 2005:50]. É a partir dessa
última pergunta que continuamos o livro. 
2. Papel (A4). A começar pela escolha do papel e pelo
tamanho (A4). Esqueça papéis coloridos, papéis espessos,
desmedidos, e com tamanho diferente de A4. Um bom papel seria,
por exemplo, o “Chamex Office”, para uso profissional (este:
http://goo.gl/ozQesx). Longe de ser propaganda. Na verdade,
escolhi esse tipo de papel pelo fato dele ser fino e não encher tanto
o processo. Aliás, ele não atola na impressora. Acho que o/a
leitor/a já percebeu que levamos à mira a melhor das simplezas,
não é mesmo?
3. Fonte serifada ou não serifada. Veja os comentários
sobre esse tema que já fizemos anteriormente [caso queira voltar,
clique AQUI].
4. Evite poluição visual. Não utilize desenhos, orações
religiosas ou políticas, nem mesmo brasões no cabeçalho da peça,
endereços de escritório no rodapé da folha que se repitam em
todas as folhas. Evite poluição visual na sua peça, pois importa
mais as palavras, o conteúdo, do que a estética excessiva (digo:
desenhos no cabeçalho e rodapé). Não é em razão do timbre,
posto em cima, nocomeço da peça, do escritório de advocacia ou
da instituição pública que o juiz prolata diferentes sentenças,
mormente em vista da imparcialidade intrínseca à figura do Estado-
juiz. Doutro lado, substancial mudança existe no resultado a
http://www.chamex.com.br/produtos_interna/view
depender do conteúdo do texto das peças processuais. O texto é a
preocupação a nossa preocupação, como profissionais do Direito.
Um exemplo prático (o “X” representa o que não se deve inserir na
peça processual, ou seja tudo ali é desnecessário sem qualquer
propósito frutífero ao Poder Judiciário):
Até no Superior Tribunal de Justiça vemos o uso
descomedido de timbres e laudas com marca d’água — o que se
repete de modo constante também nos tribunais estaduais e
federais. Exemplo de leitura penosa nas laudas com marca d’água:
 
Mas, então, a proposta é de ficar somente as letras e
palavras, o líquido? SIM! Poupe o servidor da publicidade. Essa
peça processual encimada (antes do acórdão) era o meu antigo
modelo. Nem preciso dizer o quanto me arrependo disso, né?
5. Cuidado com o negrito, o itálico, o sublinhado. Deixe
de lado o uso desmedido dos marcadores de texto. Já vimos peças
em que o negrito se fazia, praticamente, a fonte principal do
escritor. Como salientou CAIO PAIVA, “a sua petição não pode ter a
formatação parecida com a dos votos do Ministro Celso de Mello”
[2016:369]. Policie-se: não deixe isso acontecer. Para evitar esse
tipo de situação, adote uma postura objetiva e direta na sua
redação: “pense antes de escrever”. Por exemplo, não faça igual a
esta petição que utiliza o negrito e o sublinhado como estética
principal:
Isso nos faz lembrar da frase de FIALHO DE ALMEIDA,
jornalista e escritor pós-romântico português, na qual estatui “Só
fala e escreve bem quem pensa bem”. Não deixe a sua peça suja.
Afaste-se da sujeira textual.
6. Abreviaturas. Olho vivo, aqui. Outro alerta é quanto às
abreviaturas (ex.: “Exmo.”, “r.”, “p.p.”), evite-as. Se mesmo assim
colocar os bordões, lembre-se pelo menos de inserir em uma nota
de rodapé o significado, porque, às vezes, o encurtamento da
palavra é singularidade do escritor (a “maldição do conhecimento”
— como diz STEVEN PINKER, professor da Universidade de
Harvard).
(legenda da imagem [Pinker 2016:1509]: demonstra como a
maldição do conhecimento pode interferir no aprendizado do leitor)
Permita-me um desabafo. É difícil entender o porquê de se
colocar “P.R.I.C.” (= publique-se, registre-se, intime-se, cumpra-se).
A decisão é algo a ser cumprido. Do contrário, descumprindo-a,
ocorrem sanções penais ou consequências processuais
desfavoráveis ao faltoso. Percebe-se, então, que aqui vale a
mesma crítica da frase “Nesses termos, pede-se deferimento”,
como já pontifiquei [caso queira voltar, clique AQUI]. Outro ponto.
Chamar o juiz de Doutor (“Excelentíssimo Doutor Senhor Juiz…”).
Não seria mais culto “Excelentíssimo Senhor Juiz de Direito”? O
fato é que essa “presunção quanto às siglas nas peças
processuais” talvez tenha surgido da teoria da argumentação, a
qual — como ensina REGINA LÚCIA DELL’ISOLA [apud
Rodriguéz 2005:52] — nasce, de certa forma relativa (= em parte),
“através do processo de interação sujeito/linguagem gerado pela
leitura, o leitor será coprodutor do texto, completando-o com sua
bagagem histórico-sociocultural. Para que essa coprodução se
efetue é necessária a ativação de todo um processo cognitivo,
desde a percepção do texto e sua posterior decodificação,
passando pela compreensão, pelos processos inferenciais até a
interpretação, que é um novo texto”. Mesmo sendo forçoso
compreender a desídia (por desídia, leia-se: o ato de o escritor
acrescentar siglas particulares no texto sem, ao menos, inserir uma
nota de rodapé para explicá-las o sentido/significado), o mais
prudente processo de interação sujeito/linguagem não nos permite
tal ousadia no campo da comunicação entre escritor e juiz/servidor,
principalmente diante dos obstáculos fáticos colocados nesse
chamado processo de interação/diálogo (por obstáculos fáticos,
leia-se: ausência de gestão público-administrativa nos
cartórios/varas, mau funcionamento da máquina pública, crescente
número de processos a todo momento…). Ademais, a bagagem
intelectual de um leitor é diferente da do outro, porquanto não ser
certo de que será sempre o juiz/desembargador/ministro o leitor de
sua peça processual — pode ser amiúde o diretor da secretaria, o
servidor ou o assessor, por exemplo. Em suma, procure sempre
acrescentar o significado das siglas que for usar (ou seja:
acrescente o significado da sigla mediante uma nota de rodapé).
Os escritores “esquecem que os poucos que poupam em suas
próprias vidas se refletem em muitos minutos roubados às vidas
dos leitores” [Pinker 2016:1565].
7. Subtemas (intertítulos): a petição em tópicos. Dividir a
peça é uma maneira de deixá-la organizada e de suavizar a leitura,
impedindo que o texto longo canse o leitor. Seja pontual. Por
exemplo, no processo civil, se quer tratar “Das Preliminares”,
procure dividir este capítulo em subtemas (intertítulos) — 
colocaremos alguns exemplos a seguir. Com isso, você ganha
tempo do leitor. Nosso leitor precisa saber prima facie ao ler nossa
petição que ali ele ganhará tempo. Num Judiciário atrasado,
trevoso pelo acúmulo de serviços e a falta de estrutura
administrativa, a adoção desses arranjos determinantes mostra que
você se importa com o tempo e a paciência do servidor e/ou do juiz
(leitores principais da relação jurídico-processual). Exemplo
prometido: “1. Ilegitimidade de parte: sócia-executada que não
compõe mais o quadro social da empresa”. Ou também assim: “2.
Ilegitimidade de parte dos sócios. Princípio da autonomia
patrimonial da sociedade empresária (alicerce do direito societário):
o patrimônio dos sócios não responde por dívidas da sociedade”.
Percebe a importância dos intertítulos? Eles resumem o que o
escritor quer salientar para o juiz. Além do mais, com o uso dessa
estruturação (divisão do texto mediante intertítulos/subtemas), o
texto recomeça (para o leitor: dá a sensação de uma pequena
abertura para novidades) e de que parte do texto já terminou de ser
lida (para o leitor: dá a sensação de finalização da leitura). Talvez
ocorra de o escritor sentir-se incapaz na figura de
advogado/defensor em alguns momentos durante a prática forense,
pois, às vezes, defrontamo-nos com decisões/sentenças díspares à
real necessidade da demanda, como, por exemplo, ocorre no tema
do Direito Penal “as mulheres encarceradas e seus filhos
pequeninos”, tendo em vista que “os juízes e juízas parecem ser
incapazes de zelar pelos direitos humanos das mulheres
encarceradas. São incapazes de reverem as suas práticas
punitivas. São incapazes de conter o violento, danoso, doloroso e
inútil poder punitivo. São incapazes de reduzirem a aplicação da
pena da pena de prisão. Ao invés de reduzirem o cárcere ao
mínimo, aplicam a utilização do cárcere, trazendo para dentro dele
pessoas que não deveriam estar nele — as crianças encarceradas
e também as mulheres presas. Ao invés de reverem a prisão
aplicada às mulheres, os juízes trazem ou mantém as crianças nos
cárceres (e é emblemático imaginar que isso os faça sentirem-se
mais ‘humanos’)” [Gostinski e Martins 2016:48-49]. E por isto, a
crítica oportuna: “O Direito é, assim feito, um ato político, um ato de
poder, ou um ato de autoridade, em suma, um ato de escolha (para
indignação dos hermeneutas, a exemplo do Prof. LENIO LUIZ
STRECK, que há décadas vem criticando essa desconsideração
para com a Ciência do Direito)” [idem 2016:46]. Mas voltemos —
jamais desesperançados — ao nosso propósito.
Pontos favoráveis da divisão em subitens (tópicos):
A. Organização da peça
B. Suavização da leitura
C. Pontualidade da argumentação
D. Redução do tempo para leitura
E. Sensação de recomeço da leitura
F. Sensação de finalização da leitura
8. O bacharelismo exagerado (= tecnicismos
desnecessários e jargão profissional). Não seja um aprendiz do
bacharelismo exagerado ou do prolixismo, comoé o caso do uso
excessivo de termos abstratos e nominalizações [cf. Pinker
2016:Introdução]. O uso de palavras complicadas e estranhas na
petição denota egoísmo e muitas vezes são usadas para ostentar
cultura e erudição de forma ofensiva — talvez até não seja essa a
intenção do escritor, mas, no mínimo, dificulta a leitura e atrasa por
via indireta o andamento do processo. Imagine se em todo
processo o servidor ou o juiz tiver que procurar as palavras em um
dicionário de português ou latim a cada parágrafo lido? Impossível
trabalhar assim. Enfim, facilite a vida do Poder Judiciário. Seja
simples. Palavras comuns ajudam a leitura de qualquer um, até
mesmo do leigo. Elas passam a gerar naturalidade durante a leitura
e pontualidade na compreensão do texto, como também sensação
de proximidade entre o escritor e o leitor.
9. Contexto. Cada frase tem de funcionar em harmonia com
as frases vizinhas (isto é: com as que estão distantes e as que
estão em toda a peça processual). É como se fosse uma rede;
cada frase está alinhada. Para isso, atente-se (i) à
fonação/sonoridade [exemplo: expressões de transição, no
Capítulo 1; caso queira voltar, clique AQUI], (ii) à extensão da
frase [exemplo: divisão da peça em tópicos, item 7 deste
Capítulo; caso queira voltar, clique AQUI] e (iii) avalie, por fim, o
local em que cada uma está instalada no parágrafo.
10. Latim: a exceção, da exceção, da exceção. Por fim,
peço para que absolutamente prefira a língua portuguesa. Deixe o
latim para os livros de doutrina. Mas, claro. Há exceção. Se for
essencial para o conhecimento de certa teoria ou assunto, o uso se
mostra imprescindível. Por exemplo, ninguém nega o uso do termo
de cujus. O que queremos salientar a você, caro leitor, é para que
não faça do latim a sua língua primária na peça processual.
Portanto, faça uso do latim apenas quando necessário – a exceção
da exceção.
Em resumo:
A. Grande escritor: o que se preocupa com o leitor (a peça agrada
o leitor). Escritor apaixonado: o que se preocupa consigo mesmo
(a peça só agrada a ele)
B. Papel A4
C. Evite o máximo de poluição visual e preocupa-se com o texto
D. Evite o uso excessivo de negrito, itálico e sublinhado
E. Se usar abreviaturas, não esqueça da nota de rodapé
explicativa
F. Lance mão dos intertítulos/tópicos durante a construção da
peça processual
G. Livre-se do bacharelismo exagerado/prolixismo
H. Contexto: ao escrever a petição, avalie a sonoridade, a
extensão e local das frases.
I. Latim: somente como exceção
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7. PROGRAMAS DE ESCRITA E EQUIPAMENTOS
DE TRABALHO
1. OneDrive e Word (Windows/Mac). O pacote Microsoft 365 (antigo
Office 365) é simples e uma alternativa para quem sente dificuldade no
manuseio com aplicativos/ferramentas de informática. Um ponto positivo é
que o seu documento (= petição) ficará guardado em um sistema de
armazenamento remoto (= nuvem), conta própria do usuário e particular da
Microsoft.
Exemplo: caso o seu computador “morra” (digo: queime) ou furtado,
todos os seus documentos estarão a salvo. Não esqueço de um caso aqui
em São José do Rio Preto/SP de o juiz ter anunciado no jornal a
recompensa para o que entregasse o seu notebook furtado. Isso seria
evitado caso houvesse a preocupação com um sistema de organização
baseado na nuvem.
Se caso o seu computador não tiver um nobreak, sem problemas,
porque, se a energia cair, a sua peça estará salva à última palavra digitada.
Que segurança! Imagine você digitando por horas e esquece de salvar toda
a documentação. De repente a energia cai. E agora? Eis a maravilha do
pacote Office 365 (OneDrive e Word): não termos preocupação de perder o
que fora produzido. Exaurir todas as funcionalidades do OneDrive/Word
neste livro perderia o seu propósito. Para mais curiosidade sobre a
ferramenta (inclusive o sistema de digitação por voz), pesquise no YouTube,
TechTudo e em outros sites sobre tutoriais. No meu futuro curso de prática
processual abordarei o tema e passarei um tutorial explicando passo a
passo.
2. Notebook 2 em 1 com caneta digital (Lenovo c340). Há vários
dispositivos eletrônicos, hoje. Porém, dificilmente, a pessoa terá tempo para
aprender todos os pormenores. Portanto, vamos seguiremos pelo que é
conhecido e usual no dia a dia. E qual o sistema operacional mais usado no
mundo? Windows. Pra isso, superei o uso de tablets na prática processual.
Hoje (março/2020 e até o momento jan/2021), uso um notebook 2 em 1 com
caneta digital da marca Lenovo (modelo do notebook: Lenovo c340) —
sistema operacional Windows 10. Por quê? Em um só dispositivo eletrônico
consegui atrelar estudo e profissão. Tenho tudo no notebook. Aliás,
basicamente, tenho uma agenda física + notebook + mouse com macro
(para automatizar repetições). Qualquer dúvida, entre no nosso grupo do
Telegram e faça sua pergunta. E ele também se transforma em um tablet. É
maravilhoso esse notebook. Sem contar que ele não está nem perto da
obsolescência programada. Porque eu inseri 20gb de memória RAM. Além
do preço atrativo (3-5 mil reais), que tablet hoje tem 20gb de RAM
(lembrando que estou escrevendo em 2020)? Nenhum! E ele tem
processador intel i7 (oitava geração). Durará muito mais que um tablet de
última geração. Realmente, estava cansado de gastar dinheiro com tablet
(todo ano um tablet novo!) — isto é desnecessário se escolher dispositivos
eletrônicos certos. E consegui. Achei você, Lenovo c340!!! Atualmente, o
irmão mais novo do Lenovo c340 é este aqui: IdeaPad Flex 5i.
https://www.lenovo.com/br/pt/laptops/ideapad/serie-flex/IdeaPad-Flex-5-14ITL-05/p/88IPF501452
(aqui, vemos na foto: notebook 2 em 1 com caneta digital, agenda
física e mouse programável para macros)
Vantagens do uso do aplicativo notebook 2 em 1:
A. Mobilidade (não tanto como um tablet, mas ainda assim é leve);
B. Peso (notebook 2 em 1 + celular + pendrive = 1,8 kg);
C. Não prejudica a postura corporal, se usar com uma pasta.
3. Scrivener. O Scrivener é mais para escritores de livros, inclusive
para aqueles que gostam de escrever artigos científicos. Aliás, o Scrivener é
o aplicativo que utilizo para escrever este livro e artigos científicos junto, é
claro, com o Google Drive/Dropbox (no caso: salvo o arquivo do Scrivener
dentro de uma pasta da minha conta do Google Drive), porque não quero
correr o risco de perder nada, se o meu computador queimar. Hoje, prefiro o
Scrivener do que a ferramenta Ulysses — não por firula minha, mas sim por
questão de organização. Este editor de texto está disponível para Windows
e Mac: https://goo.gl/Z4Z9Rm. Mais curiosidade, veja estes vídeos no
YouTube (exemplo: https://goo.gl/IoVng3; https://goo.gl/B8ls58). Usei o
Scrivener por muito tempo. O problema que ele não é integrado com o
Zotero. Por isso, atualmente, utilizo o Word (editor de texto) mais o Zotero
(organizador de referências bibliográficas).
4. Evernote. Para os estudos, trata-se de um excelente aplicativo
com a finalidade de organizar o dia a dia e manter seus projetos de resumo
[veja a minha entrevista para o Evernote: http://bit.ly/2pDmk3J],
catalogação em dia. Posso dizer que os grandes aplicativos que facilitam a
minha vida são [revisto em 15 abr 2017]: Evernote (como estudante,
advogado, escritor e professor) e Scrivener Word (como escritor: para a
criação, organização e diagramação dos meus livros). Noutra via, o
Evernote vem ajudando sobremaneira o acesso à justiça, como podemos
verificar no XII Congresso Nacional de Defensores Públicos (Utilização do
programa de computador Evernote para cadastrar os assistidos e seus
processos, projeto orientado pela defensora pública SILVIA MARIA DE
SEQUEIRA; acesse: http://bit.ly/2dcIesL). A vultosa pergunta é esta: Como
esses aplicativos podem mudar a sua vida prática? Por tratar-se de
aplicativos, com “n” possibilidades caso a caso, cabe ao leitor ir
experimentando cada um até concluir o próprio resultado. Por isso, na parte
4 deste livro, destinei uma parte própria de como uso na prática o Evernote
e o Word.
Atualizando (jan/2021): é importante falarque o Evernote passou
por um update significativo no fim de 2020 e que alterou vários pontos da
versão antiga. E por se tratar de update, esperava avanços. Não foi o que
aconteceu. Ainda continuo usando o Evernote para prática processual,
mas para tomar notas — atualmente — venho utilizando o Notion e o
método zettelkasten: Notion para estudantes: baseado no método
zettelkasten. O Notion em 2020 passou por várias mudanças e trouxe várias
https://www.literatureandlatte.com/scrivener.php
https://www.youtube.com/watch?v=AdwnHo23Ub8
https://www.youtube.com/watch?v=AHuHy-rcsE0
http://bit.ly/2pDmk3J
http://bit.ly/2dcIesL
https://www.amazon.com.br/Notion-para-estudantes-baseado-zettelkasten-ebook/dp/B08SHFWKNL/ref=sr_1_2?dchild=1&qid=1610599427&refinements=p_27%3AMarco+Antonio+Valencio+Torrano&s=digital-text&sr=1-2&text=Marco+Antonio+Valencio+Torrano
ferramentas significativas. Elenco elas: página e subpáginas, toggle list e
backlink. Para tomar notas (texto linear), trata-se de um aplicativo superior
ao Evernote. Por isso, acabei integrando o Notion e o Evernote no meu
sistema de organização a partir de jan/2021. Espero que o Evernote
avance para que eu possa continuar usando somente ele e deixando tudo
em um só lugar (como era antes). Qualquer dúvida, deixe sua mensagem no
nosso grupo do Telegram, ficarei feliz em responder.
 
Não só. B. O sistema de pesquisa (sintaxe de pesquisa avançada)
permite pesquisar dentro da minha conta em todas as notas (o mais
interessante é que dentro das notas posso ter arquivos PDF, Word, Google
Docs…). Por exemplo, quando quero procurar sobre algum termo jurídico,
vou no meu caderno chamado “Doutrina”, no qual tenho meus livros
jurídicos digitalizados, de modo que basta eu digitar no campo de pesquisa
notebook:Doutrina adimplemento*substancial que o Evernote procura no
caderno “Doutrina” em todos os meus livros a teoria do adimplemento
substancial (um exemplo). Perceba que, com o Evernote, eu não preciso
pular de livro em livro (e em cada um aplicar o ctrl + f). Ele já pesquisa tudo
de uma vez, indicando quais livros contém o termo jurídico pesquisado.
Exemplo (notebook:Doutrina dignidade*da*pessoa*humana):
E depois posso pesquisar dentro do livro, usando ctrl + f para
pesquisar dentro do livro alguma citação bibliográfica do meu interesse.
Enfim, isso tudo pode ser entendido melhor na Parte 4 - A prática
deste livro. C. No mais, é possível anexar documentos, imagens, fotos,
áudio, compartilhar cadernos com estagiários e outros colegas de profissão
para trabalhar em conjunto. Praticamente tudo o que precisamos — em
termos de ferramentas para trabalho processual (gerenciamento de peças e
teses) — está no Evernote, que é mais barato do que softwares caríssimos
vendidos no mercado para escritórios de advocacia.
Veremos com mais calma tudo isso na parte 4 deste livro.
Evernote + Notion: para estudos.
Evernote: no trabalho.
Word: para a diagramação de
artigos, teses, livros e outras
publicações.
Zotero: para organizar referências
bibliográficas.
Clique aqui e volte para o SUMÁRIO.
8. CITAÇÃO JURISPRUDENCIAL
1. Introdução. O estudioso do Direito no momento em que consegue
dominar a pesquisa jurídica acaba caindo em erro comum, que é exagerar
na fundamentação jurídica (acrescentar 5-10 ementas sobre o mesmo
assunto, por exemplo). Com isso, os seguintes apontamentos merecem a
nossa atenção.
2. Prefira julgados do respectivo tribunal. Se você é advogado,
defensor, promotor, procurador de qualquer comarca ou subseção do
Estado de São Paulo e o seu processo está na primeira instância, prefira
julgados do TJSP e do TRF da 3.ª Região (e não do TJPR, TJSC, TRF da
5.ª Região…), por exemplo. Dê predileção aos julgados do respectivo
tribunal em que a sua ação judicial foi distribuída. Não por “preconceito”
contra o outro tribunal — longe disto —, e sim porque o juiz da sua causa
está mais familiarizado com o posicionamento do tribunal de que faz parte
(ou: descobre não estar e muda para tanto).
Na Revista Eletrônica de Jurisprudência do Tribunal de Justiça de
São Paulo, encontramos importante documento a respeito do entendimento
jurisprudencial do Egrégio Tribunal paulista, dividido em períodos de tempo,
um compêndio de julgados disponibilizado em PDF para qualquer um
(detalhe: gratuitamente). Disponível: http://goo.gl/XnMnmR.
3. Não exagere na citação jurisprudencial. Nada impede colocar
alguns julgados do STF e STJ — só não esqueça da dica anterior. E quando
o número de julgados for alto, fique atento a estes cuidados, os quais devem
sim ser tomados. No caso, por exemplo, de achar várias ementas para citar
na peça, prefira salientar o posicionamento e apenas coloque uma ementa e
depois só os números dos julgados restantes. Exemplo: “Segundo o
posicionamento forte do Supremo Tribunal Federal (STF), entende-se que
(…), conforme os precedentes jurisprudenciais (RE 000.000; HC 000.000),
sendo este seguinte a título exemplificativo: (...)”. Se a matéria a ser
discutida é comum/corriqueira (quase um “costume” no meio jurídico), o
importante é apenas salientar o assunto para o juiz de forma resumida, sem
http://www.tjsp.jus.br/egov/biblioteca/revistaeletronicajurisp.aspx
necessidade de ementas, apenas citação de um precedente jurisprudencial
já basta. Exemplo: “Segundo o Supremo Tribunal Federal (STF), com
posicionamento consolidado e firme a respeito do tema (RE 000.000;
Súmula n.º 000), compreende-se que (...)”.
4. Procure jurisprudência atualizada. Encontre jurisprudência atual,
preferencialmente do mesmo ano ou mês. Não é difícil procurar, porque o
sistema de busca nos sites permite essa opção. Contudo, se não houver
julgados recentes sobre a matéria, cite o que particularmente melhor
encontrar. Explico. É preciso cautela para que o autor não seja
erroneamente interpretado. Quer-se dizer que nos casos em que não houver
precedente jurisprudencial (por exemplo: encontrou-se apenas uma ementa
antiga a favor da pretensão do autor), é preciso verificar se a referida
ementa está condizente com o ordenamento jurídico atual. Erra aquele que
inclui ementa jurisprudencial nada a ver com a situação jurídica e
desatualizada com o ordenamento jurídico. Pense e estude a ementa antes
de utilizá-la como fundamento jurídico para a sua peça. O importante é a
qualidade, e não o excesso de texto. Até por uma questão de cooperação
processual (arts. 6.º e 357, § 3º, do NCPC/2015).
5. Reduza a ementa. Um dos cuidados a se tomar ao citar
jurisprudência, principalmente quando se têm vários julgados a favor no que
toca à matéria defendida pelo escritor, é quanto à sua extensão. Para tanto,
basta preencher o desnecessário com reticências. Exemplificando.
Suponha-se que eu queira um julgado que cuide do tema do prazo em
dobro para defensor dativo. Encontramos este no Superior Tribunal de
Justiça (STJ):
PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM
RECURSO ESPECIAL. RECURSO APRESENTADO FORA DO
PRAZO LEGAL. INTEMPESTIVIDADE. ART. 258 DO RISTJ.
DEFENSOR DATIVO. CONVÊNIO ENTRE OAB E DEFENSORIA
PÚBLICA. PRAZO SIMPLES PARA RECORRER. AGRAVO
REGIMENTAL NÃO PROVIDO.
1. A interposição de agravo regimental após o prazo legal implica
o não conhecimento do recurso, por intempestividade, nos termos
do art. 258 do RISTJ.
2. A Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça já firmou o
posicionamento de que o prazo em dobro para recorrer, previsto
no art. 5º, § 5º, da Lei nº 1.060/50, não se estende aos
defensores dativos, ainda que credenciados pelas Procuradorias-
Gerais dos Estados via convênio com as Seccionais da Ordem
dos Advogados do Brasil.
3. Agravo regimental não provido.
(STJ, AgRg nos EDcl no AREsp 457.625/SP, Rel. Ministro
MOURA RIBEIRO, TERCEIRA TURMA, julgado em 01/09/2015,
DJe 10/09/2015).
Nesse caso, precisamos apenas constar o necessário, utilizando-se
das “aspas” para sintetizar a ementa principal e retirar o excesso. Contudo,
se a ementa perder o sentido ao reduzi-la, o melhor é deixá-la na íntegra.
Eis o resultado (até podemos apontar o ponto nevrálgico com o uso
moderadodo negrito, se entender pertinente):
Assim: em bloco de citação.
“2. A Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça já firmou o
posicionamento de que o prazo em dobro para recorrer, previsto no art. 5º, §
5º, da Lei nº 1.060/50, não se estende aos defensores dativos, ainda que
credenciados pelas Procuradorias-Gerais dos Estados via convênio com as
Seccionais da Ordem dos Advogados do Brasil.”
(STJ, AgRg nos EDcl no AREsp 457.625/SP, Rel. Ministro MOURA
RIBEIRO, TERCEIRA TURMA, julgado em 01/09/2015, DJe 10/09/2015).
Ou assim: entre frases.
Importante apontar que a “Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça já
firmou o posicionamento de que o prazo em dobro para recorrer, previsto no
art. 5º, § 5º, da Lei nº 1.060/50, não se estende aos defensores dativos,
ainda que credenciados pelas Procuradorias-Gerais dos Estados via
convênio com as Seccionais da Ordem dos Advogados do Brasil”¹.
Nota de rodapé:
¹ STJ, AgRg nos EDcl no AREsp 457.625/SP, Rel. Ministro MOURA
RIBEIRO, TERCEIRA TURMA, julgado em 01/09/2015, DJe 10/09/2015.
Se mais de uma ementa, use o modo lista. Veja — com outro
exemplo —, na prática, o proveito que temos ao seguir essas lições:
Claro está também que podemos tirar algumas lições da doutrina, de
como citar jurisprudência nas peças processuais, no momento em que
verificamos este trecho do parecer pro bono, ao citar a jurisprudência do
Superior Tribunal de Justiça de Portugal, elaborado por JUAREZ TAVARES
e GERALDO PRADO [2016:76-77]:
O Superior Tribunal de Justiça de Portugal, renovando a diuturna
preocupação com o respeito ao princípio do processo justo, decidiu que “para
além de a interceptação e gravação da comunicação telefónica estar sujeita a
ordem ou autorização judicial, sob pena de nulidade insanável, como é
geralmente entendido — o que bem se compreende pela delicadeza desta
recolha de meio de prova —, as restantes operações de audição, eventual
transcrição, e destruição de elementos desnecessários, correm igualmente
sob estrito controlo do magistrado judicial”¹. E conclui que, muito embora “por
razões de eficiência e dos necessários meios técnicos e humanos
disponíveis, as operações materiais de intercepção e gravação correrão
normalmente a cargo da Polícia Judiciária como entidade competente para a
investigação criminal”, disso “não se recolhe, porém, a ideia de que lhe cabe
selecionar os elementos a juntar aos autos. Tal poder reside na esfera e
competência do magistrado judicial”.
Nota de rodapé da citação:
¹ Ac do STJ de 17/01/01 (Col. Jur., Acs. STJ, Ano IX, tomo II, p. 210).
Vale consignar, na esteira da advertência jurisprudencial portuguesa, que
“estamos perante matéria delicada e sensível, em que são postos em causa
valores e direitos fundamentais dos cidadãos, relativos à sua vida pessoal e
privada, ao sigilo e privacidade das comunicações, razão por que a lei impõe
formalidades que devem ser seguidas com a máxima cautela, porquanto
facilmente se colocam em crise aqueles valores, sem que, muitas vezes,
existam em contrapartida, reais interesses coletivos a preservar”¹.
Nota de rodapé da citação:
¹ ACÓRDÃO N.º 429/2004, Proc. n.º 618/04, 2ª Secção, Relator: Conselheiro
Benjamim Rodrigues.
6. Conclusão. Imagine a diferença que faríamos se todos os
profissionais do Direito seguissem a mesma ideia. Quantas folhas e laudas
são passivas de se economizar adotando essa medida? Por deveras, assim,
ajudamos invariavelmente o meio ambiente e o Poder Judiciário.
Em resumo:
A. Prefira julgados do respectivo Tribunal
B. Não exagere na citação de jurisprudência, principalmente se pacífica
C. Procure jurisprudência atualizada
D. Reduza a ementa utilizando as “aspas”
E. Se mais de uma ementa, use o modo lista
Clique aqui e volte para o SUMÁRIO.
9. CITAÇÃO DOUTRINÁRIA: APRENDA COMO
FAZER REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS EM
PEÇAS PROCESSUAIS
1. Metodologia científica e os métodos de citação. Há diversas
maneiras de citar doutrina durante a elaboração de uma petição. E essas
várias maneiras estão descritas em livros de metodologia científica. 
Cuidado: se você está elaborando uma monografia para fins de pós-
graduação, o melhor é procurar livros específicos sobre o assunto (ao final:
indicamos um autor para tal objetivo). Aqui, tratamos apenas de maneira
simples como indicar livros de doutrina em peças processuais.
2. Resumindo o fato, conjugando-o com a doutrina: podemos
resumir o fato (= situação jurídico-fática) junto com o posicionamento da
doutrina. Veja:
____________
Texto da petição:
Identificando a dificuldade e a ampla possibilidade de causas para a
ocorrência da alienação parental (detalhe: cuja análise se assemelha à
presente situação fática dos autos), como bem observa Kristina Wandalsen
[apud Figueiredo 2014:item 3.1.1]:
“Existem inúmeras razões para o genitor alienante – conscientemente ou
não – promover a alienação parental. Normalmente, o genitor alienante é
tomado por um sentimento egoísta, teve o “orgulho ferido” com a rejeição de
que foi objeto ou mesmo apenas tem o sentimento de frustração e
inconformismo com o fim da união. A separação para o genitor alienante foi
mal elaborada e mal resolvida, dando ensejo a uma série de sequelas
emocionais. E, na busca do apaziguamento dessas sequelas, o genitor
alienante busca punir o ex-cônjuge privando-o do convívio da prole.
Provavelmente o genitor alienante atue movido por um sentimento de
vingança e lamentavelmente utilize os filhos como instrumento de seu
rancor.”¹
____________
Nota de rodapé:
¹ Apud FIGUEIREDO, Fábio Vieira; ALEXANDRIDIS, Georgios. Alienação
parental. 2. ed. São Paulo: Saraiva, 2014.
Primeira observação. Apud: usada para identificar a “citação de
segunda mão” (também chamada: “citação da citação”). Por exemplo:
estamos lendo um livro (no nosso caso: FÁBIO VIEIRA FIGUEIREDO) e de
repente o autor, com intenção de complementariedade, cita uma passagem
de outro doutrinador (no nosso exemplo: KRISTINA WANDALSEN). Só que
gostamos das palavras de KRISTINA WANDALSEN e queríamos usar na
nossa peça. Daí, como não temos o livro dela (KRISTINA) — mas temos a
citação feita por FÁBIO —, fizemos uso da “citação de segunda mão”. 
Portanto, vamos nos utilizar dessa referência de segunda mão (feita por
FÁBIO) e inseri-la no nosso livro/artigo/monografia com a indicação da
palavra apud, como se pegássemos o trecho “direto” do livro da KRISTINA
WANDALSEN. Segunda observação. Onde se lê “[apud Figueiredo
2014:item 3.1.1]”, tome cuidado. O mais correto seria “[apud Figueiredo
2014:número da página do livro impresso/físico]”; entretanto, trata-se o
nosso trecho oriundo de um livro digital (formato: ePub) — e pior: a
depender do aplicativo que você usar para ler o livro digital ele muda
também a página. Que bagunça, não? Vamos entender desde o começo.
Explico o porquê disso tudo. Recentemente encaminhamos um e-mail para
a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) a respeito do assunto,
ou seja, de como fazer referências bibliográficas de livros digitais. Em
resposta, a própria Associação relatou, pasme, que ainda não se tem tal
norma sobre livros digitais. Portanto, se o acadêmico quiser citar um livro
digital em sua monografia, fico me perguntando como irá fazê-lo (e o mais
preocupante: se será válida ou não tal citação para ter sua monografia
aprovada). Enfim, a nossa sorte é que nos processos judiciais não se tem
tanto rigor com as regras da ABNT como se vê, por outro lado, nas
monografias e artigos científicos, de modo que o escritor da peça processual
pode livremente citar as obras jurídicas com as quais fizer uso, desde que
individualize a citação, bem como possibilite ao leitor achá-la. Desse modo,
considerando não haver norma da ABNT explicando como citar livros
digitais, optamos por apenas indicar o item/subitem/capítulo/parte do livro a
ser citado durante a petição. Explico. Cada livro digital tem o seu sumário.
Assim, quando for citar alguma passagem do livro de doutrina (digital),
verifique onde aquele trecho está inserido no corpo do livro. Para isto, veja a
numeração no sumário,isto é, aquela numeração dada para
título/capítulo/item/subitem/subitem/parte. Cuidado: a quantidade de
referência quanto ao item/subitem/capítulo/título/parte depende da estrutura
cronológica do próprio livro a ser citado. Um exemplo ajuda. Imagine que eu
queira citar a obra do RENATO BRASILEIRO DE LIMA — aliás, a que
recentemente adquiri. Comprei a obra impressa dele, de 2016, e junto
ganhei a versão digital. O problema é que o aplicativo da JusPodivm indica
uma página que não corresponde com a do livro impresso. Ora, aqui, temos
o mesmo problema relatado desde o começo. Como proceder, então?
Simples: indico o título, o capítulo, o item… É como se fosse uma cadeia
cronológica (do maior para o menor), uma ordem decrescente. Assim (nota
de rodapé da referência bibliográfica): Renato Brasileiro de LIMA, Manual
de processo penal, Salvador: JusPodivm, 2016, título 14, cap. III, item 7.5. E
no corpo do texto: [Lima 2016:título 14, cap. III, item 7.5]. Se usássemos
o livro impresso seria assim a citação na nota de rodapé: Renato
Brasileiro de LIMA, Manual de processo penal, Salvador: JusPodivm, 2016,
p. 1807. E no texto: [Lima 2016:1807]. Bem mais fácil quando se tem o livro
físico, não? Daí ficamos naquele dilema: livro digital é bom para pesquisar
(mas ruim para citar); livro físico é bom para citar (mas ruim para pesquisar).
Aguardemos o futuro consertar essa problemática. Por fim, quando o livro é
escaneado (PDF), não teremos essa preocupação, eis que basta visualizar
a página do livro escaneado/digitalizado em PDF, seguindo a pragmática
normal de citação (= pelo número da página do livro).
3. Específico no ponto. Doutro lado, ainda, é cabível o uso da nota
de rodapé exatamente no ponto em que se quer salientar ao leitor (=
juiz/servidor) eventual posicionamento a respeito do assunto:
____________
Texto da petição:
(…) c) a citação do executado, com os benefícios do § 2º do art. 212 do
Código de Processo Civil de 2015, para que efetue no prazo de 3 dias o
pagamento do valor total de R$806,99, devendo acrescer, no caso de
purga da mora, as parcelas que se vencerem durante o trâmite do
processo (fundamento: art. 323 do Código de Processo Civil de 2015), ou,
no mesmo tríduo (leia-se: no mesmo prazo de 3 dias), apresente suas
justificativas, sob pena de prisão civil no prazo de 60 dias¹ pelo art. 19 da
Lei 5.478/1968 — ensina Tartuce [2014:item 7.3] e a jurisprudência do
TJSP.
____________
Nota de rodapé:
¹ Precedente: TJSP, Agravo de Instrumento 582.353.4/0, acórdão
3302923, General Salgado, 3.ª Câmara de Direito Privado, Rel. Des. Egidio
Jorge Giacoia, j. 21.10.2008, DJESP 25.11.2008. Mais sobre: TARTUCE,
Flávio. Curso de direito civil: direito de família. Rio de Janeiro: Forense,
2014.
4. Resuma com suas palavras, mas mantenha a originalidade
(Cf.). Por fim, um interessante método de citação é o seguinte. Resume-se o
posicionamento do doutrinador com as suas palavras. Sintetiza livremente a
ideia, mas mantém-se a originalidade do texto [Severino 2013:cap. IV, item
4.3.1, subitem 1.c]. Não usamos aspas, porque só resumimos (não
copiamos ipisis litteris). As aspas são usadas apenas quando copiamos tal
como escrito. Portanto, ao usar “cf.”, não use aspas e sintetize a ideia do
autor com as suas palavras. Depois, na nota de rodapé, ao final da frase,
insira a sigla “Cf.”:
____________
Texto da petição:
2. Inexigibilidade de conduta diversa. Vulnerabilidade do acusado.
Dificuldade financeira para satisfação das necessidades vitais
próprias. Estado de miserabilidade.
Quando as condições de existência social adversas deixam de ser a
exceção transitória e passam a ser a regra constante da vida das massas
miserabilizadas, então o crime constitui resposta normal de sujeitos em
situação social anormal, sobretudo quando se está ao lado da
sobrevivência.¹
____________
Nota de rodapé:
¹ Cf. SANTOS, Juarez Cirino dos. Direito penal: parte geral. 3. ed.
Curitiba: ICPC, 2008, p. 346/349.
5. Outras citações. Exemplos de notas de rodapé para servir como
parâmetro:
Exemplo (livro físico): 1. Caio PAIVA e Thimotie Aragon HEEMANN,
Jurisprudência internacional de direitos humanos, Manaus: Dizer o Direito,
2015, p. 159.
Exemplo (livro físico): 2. Eros Roberto GRAU, Por que tenho medo dos
juízes: a interpretação/aplicação do direito e os princípios, São Paulo:
Malheiros, 2016, p. 100.
Exemplo (livro digital): 3. André de Carvalho RAMOS, Curso de direitos
humanos, São Paulo: Saraiva, 2014, parte IV, item 37. Ou também assim:
3. RAMOS, André de Carvalho. Curso de direitos humanos. São Paulo:
Saraiva, 2014. E no texto ficaria assim: [Ramos 2014:parte IV, item 37].
Exemplo (livro digital: quando se tem mais de três autores no mesmo
livro use “et al.”): 4. THEODORO JÚNIOR, Humberto. et al. Código de
Processo Civil anotado. 20. ed. rev. e atual. Rio de Janeiro: Forense, 2016.
Enquanto que no texto poderíamos usar: [Theodoro Júnior
2016:comentários ao art. 6.º do NCPC/2015].
Exemplo (citação de volume de uma coleção): THEODORO JÚNIOR,
Humberto. Curso de direito processual civil: teoria geral do direito
processual civil, processo de conhecimento e procedimento comum. 47. ed.
rev., atual. e ampl. Rio de Janeiro: Forense, 2016. v. 3., p. XXX. E se for
digital: mude só o fim “p. XXX.”, para, por exemplo, “cap. III, item 3.4.1.”.
Acrescente, adicionalmente, no texto (durante o parágrafo): [Theodoro
Júnior 2016:cap. III, item 3.4.1]; ou também: Theodoro Júnior [2016:cap.
III, item 3.4.1].
O importante — no caso de conteúdo digital — é informar a fonte, até
mesmo informado o user ID (ex.: @mavt88) é uma maneira de citar a fonte
de autor (internet).
“Como vemos, todas as licenças requerem a atribuição ao autor
original, e isso normalmente implica:
- Incluir quaisquer avisos de direitos autorais (se aplicável);
- Citar o nome, pseudônimo ou user ID do autor (internet);
- Citar o título ou nome da obra, caso haja algum, e fornecer um
link direto para a obra original (no caso da internet);
- Citar sob qual licença Creative Commons a obra se encontra (se
for uma publicação na internet, recomenda-se fazer um link para
a página da licença no website da CC);
- Mencionar se a obra é derivada ou adaptada e, além disso,
deixar claro que um trabalho é derivativo; por exemplo, “Esta é
uma tradução para o português de [nome da obra original], de
[autor].” ou “Roteiro baseado em [obra original], de [autor]”.
[Gabriel 2018:55].
6. Para saber mais: o melhor é procurar um livro de metodologia
científica. Indicamos o livro do SEVERINO [2013:cap. IV, item 4.3.1]; nesta
parte específica, o autor explica passo a passo como citar obras
doutrinárias. As regras da ABNT são próprias para a publicação de
livros/teses. Tenha em mente, repito, que as peças processuais não exigem
tanta formalidade no momento de discriminar as referências bibliográficas.
Mas, claro, é preciso ter o mínimo de cuidado, a fim de que o juiz/servidor
consiga, se entender por bem verificar a veracidade da citação, realizar a
busca de maneira incisiva. Da maneira como sinalizamos neste capítulo é
suficiente. 
Clique aqui e volte para o SUMÁRIO.
0. “EU ENTENDO ASSIM” E AS TRÊS
REGRAS PARA ESCREVER PEÇAS
PROCESSUAIS
1. Entendo assim. Com certeza o caro leitor já ouviu o
famoso “Excelência, eu entendo assim…”. Ou mesmo também com
os colegas da profissão: “Dra./Dr., eu entendo assim…”. Alguns
apontamentos merecem a devida atenção para que não ocorra
descuido por parte do profissional do Direito no momento em que
estiver escrevendo a sua peça processual. Até mesmo em
questões de concurso público, não se mostra adequado por parte
do concursando utilizar essa espécie de frase: “Posto isso, entendo
que…”. Deixe a sua corrente (digo: o “entendo assim”) para
eventual tese jurídica, livro jurídico, artigo jurídico que porventura
publicar. Pois, o discurso judiciário não é o mesmo que existe na
demonstração de uma tese científica (= dissertação acadêmica de
mestrado, doutorado ou livre-docência) — observa RODRÍGUEZ
[2005:32]. Desse modo, no dia a dia forense (leia-se: no ambientedo discurso judiciário), “o bom argumentante deve ter um brilhante
conhecimento jurídico, conceitos bem firmados, mas não se pode
prender, na argumentação, a seu convencimento puramente
pessoal”, diz RODRÍGUEZ [2005:32]. De toda sorte, quando
oportuno, mais vale expor o entendimento predominante de um
tribunal superior do que tecer várias citações doutrinárias para
alcançar o mesmo fim. Apresente ao juiz o entendimento atual do
Supremo Tribunal Federal e do Superior Tribunal de Justiça, bem
como do Tribunal de Justiça do seu estado-membro.
"O mundo do Direito não se reduz às normas jurídicas." 
— Felipe Dutra Asensi (Curso Prático de Argumentação
Jurídica).
2. Vejamos o seguinte exemplo. Imagine que temos de
demonstrar para o juiz a ilegalidade da prisão do depositário infiel.
Certamente existem várias doutrinas, com palavras e orações
diferentes. Umas mais complicadas, outras mais simples de
entender o tema. Porém, todas querem apresentar a mesma ideia:
“a ilegalidade da prisão do depositário infiel”. Fatalmente, entender-
se-ia por uma petição completa assim: citações de autores
renomados, imensos parágrafos apresentando a ilegalidade da
prisão do depositário infiel, letras enormes, recuo da página para
aumentar o número de folhas... Enfim, o que era para ser 1 (uma)
lauda, tornaram-se 10 (dez) laudas. Pense nisto: a estética da sua
peça favorece a você ou ao leitor (juiz, servidor)? Temos vários
problemas: a falta de estrutura do Judiciário, a judicialização
crescente das questões públicas e privadas. O Judiciário por
unanimidade clama pela simplicidade. Seja objetivo. Ganhe tempo.
Portanto, não seria mais fácil, e até conveniente, apenas anunciar
a súmula vinculante n.º 25? Quantas linhas levariam? Veja:
O Supremo Tribunal Federal, atualmente, entende pela
ilegalidade da prisão do depositário infiel, de sorte que,
para corroborar, foi publicado o enunciado da súmula
vinculante n.º 25. Logo, diante da eventual decretação de
prisão do depositário infiel, poder-se-á seguir com a via da
‘reclamação constitucional’ perante aquele tribunal. Daí
ser incabível a pretensão do exequente.
Assim, demonstra-se simplicidade, sobretudo que o
advogado está atualizado com a jurisprudência dos tribunais
superiores. “Diminuem o esforço cognitivo e valorizam o conforto
jurisdicional” [Rosa 2015:84]. Prefira apresentar o entendimento do
tribunal do respectivo Estado e/ou dos tribunais superiores, do que
gastar tempo (seu e do servidor, porque este terá de ler)
elaborando teses jurídicas para chegar ao mesmo ponto, por
exemplo.
3. E se a situação for inusitada (o novo Código de
Processo Civil e o sistema de precedentes)? E se caso ocorrer
de sua “situação jurídica” ser nova, peculiar, diferente da dos casos
já analisados pelos tribunais, o melhor a se fazer é apresentar o
posicionamento seguro que o tribunal tem a respeito da questão,
ressaltando, porém, que o seu caso se difere daquele, tendo em
vista a peculiaridade do caso concreto (termo jurídico comumente
usado nas ementas). Duas teorias resumem bem essa ideia: (i)
teoria do distinguishing, como também (ii) a teoria do overruling,
pertencentes à temática do sistema de precedentes do novo
Código de Processo Civil[1] — art. 927. Com o propósito de facilitar,
decidimos esquematizar, na prática, todo o raciocínio jurídico em
questão. Vejamos passo a passo [cf. Gonçalves Filho
2016:61/65]: 1) pesquise se há algum precedente jurisprudencial 
capaz de fundamentar/fortalecer[2] o seu pedido [ver a Parte 2
deste livro sobre A Pesquisa; clique AQUI]; 2) Sintetize a ratio
decidendi[3] do precedente jurisprudencial (= “aquilo sem a qual a
decisão não teria sido tomada como foi”); 3) Se favorável, paramos
aqui [siga, agora, o capítulo sobre citação jurisprudencial deste
livro; caso queira voltar, clique AQUI]. Não sendo favorável o
precedente ao seu caso concreto, continuamos. 4) Sendo
desfavorável (= situação inusitada), temos duas técnicas para
solucionar o impasse: teoria do distinguishing (o caso concreto
— leia-se: a situação fática ou jurídica do seu pedido — difere da
situação fática ou jurídica do precedente, pois naquele momento do
julgamento não se cogitou em tal hipótese, permitindo-se, assim,
de o juiz/tribunal i. apreciar o pedido ou ii. julgá-lo de forma
diferenciada de como julgar-se-ia com base no precedente) e a
teoria do overruling (superação do precedente, sendo necessário
explicar/justificar a superação do precedente, com base nestas
hipóteses: i. mudança substancial da realidade, ii. alteração
legislativa da norma jurídica, iii. a grave injustiça do precedente).
"Os grandes progressos de uma ciência não resultam de
mecanismos de continuidade, mas sim de mecanismos de ruptura
de paradigmas." 
— Felipe Dutra Asensi (Curso Prático de Argumentação
Jurídica).
4. Historicamente, o Direito representa paradigmas. O
Direito possui um fundamento lógico-sistemático (por meio de um
sistema racional de explicações). Em um primeiro momento, não
admite hibridismo. Assim, os paradigmas funcionam como
orientações do que é certo ou errado, o que é verdadeiro ou falso,
o que se deve fazer ou não fazer. Contudo, esses mesmos
paradigmas dificultam a percepção de alternativas e inovações
(paradigmas tendem a ser fechados e rígidos). Chega um momento
que os juristas entendem que aquele paradigma não é mais
suficiente heuristicamente. Daí a habilidade de perceber de forma
distinta e, com isto, poder propor soluções criativas e efetivas, sem
perder de vista a complexidade do tema [Asensi 2010].
A combinação dos três atributos – postura crítica,
interdisciplinaridade e capacidade analítica – permite ao
argumentador estabelecer, ao longo do processo de
persuasão, estratégias argumentativas mais sólidas,
razoáveis e convincentes. São atributos imprescindíveis
quando se trata de argumentação no direito [Asensi
2010:38].
5. Conclusão. Diante da complexidade do sistema jurídico
brasileiro atual, com súmulas vinculantes, enunciados doutrinários
aprovados pelas Jornadas do Conselho da Justiça Federal,
súmulas dos tribunais estaduais, federais, súmulas dos juizados
especiais, doutrina, jurisprudência minoritária, enfim, o “entendo
assim” faz perder a credibilidade da sua peça processual,
caracteriza — na lição de RODRÍGUEZ [2005:33-44] — pouca
persuasão (leia-se também: pouca sustentabilidade jurídica). Siga
as quatro regras.
Pesquise.
Sintetize.
Mostre (com clareza).
Inove.
Clique aqui e volte para o SUMÁRIO.
1. A ESCRITA E O MEDO
A peça jurídica é trabalho técnico, elaborado por técnico, dirigida a
outros técnicos.
— Celso de Albuquerque Barreto [1998:2].
1. O que é um escritor? “É um leitor. A leitura habita a
escrita e a precede. Ler é imprescindível para um escritor e para
um futuro escritor” [Kohan 2013:984]. No Judiciário, os
profissionais do Direito preocupam-se com a boa escrita (alguns
até: sentem-se perplexos e inseguros na hora de escrever),
principalmente, por ela, a escrita, ser o principal instrumento de
comunicação entre as partes da relação jurídico-processual.
Contudo, bom ressaltar: “Escritores existem muitos. Mas não
existem muitos iguais a você” [Castro 2015:7]. Como, então,
“encontrar-se”?
2. O mentor: para “saber escrever”. Não se iluda. É
preciso tempo e insistência. Não pense que você terminará de ler
um livro sobre redação forense e pronto. Jamais. A dúvida sempre
volta/voltará — às vezes, mais; às vezes, menos. Comece com
livros simples, por exemplo, no site da Amazon.com.br (site:
http://goo.gl/l7j9kI), digite na barra de pesquisa “escrever”,
aparecerá vários livros sobre o assunto. Qual o passo a passo da
leitura[1] à escrita? Eis o nosso ponto de partida. A. Primeiro:
escolha um livro adequado (de escrita prática, p. ex.) e não tenha
medo de descartar o inadequado (escrita egoísta/monólogo, p. ex.).
Cultive os melhores textos, principalmente os que passam clareza.
B. Segundo: não se obrigue a ler (digo: ache o fascínio pelo
estudo/escrita). C. Terceiro: vá à biblioteca ou livraria e frise o
https://www.amazon.com.br/
sumário,títulos e subtítulos, dos livros. O tópico — por vezes —
guarda em si palavras-chave. A palavra-chave serve de gatilho
para o leitor relembrar o que já estudou sobre o tema e serve ainda
como norte sobre o que o leitor enfrentará a seguir. D. Quarto:
sempre tenha disponível um dicionário eletrônico/digital (isto
mesmo: digital), para não perder tempo procurando o significado
trivial de certas palavras (digo: trivial, por palavras muito usadas
mas que esquecemos apenas por breve momento a grafia
daquela/palavra), pois, sim, dúvidas banais aparecem para
qualquer um — é nada mais, nada menos, enfim, uma forma de
otimizar a solução das dúvidas quanto a elas [veja nossa
indicação de dicionário eletrônico no Capítulo 1; para voltar,
clique AQUI]. Contraponto a isso (digo: em contraponto às dúvidas
banais), temos o estudo da etimologia (estudo das palavras). Ou
seja, para pesquisas mais elaboradas quanto ao significado das
palavras. Daí o uso de dicionário de sinônimos e dicionários
analógicos [insisto: ver a indicação bibliográfica do Capítulo 1].
E. Quinta: explore o próprio caminho de leituras, pois, desta
maneira, encontrará o seu estilo de escrever. “Todos os escritores
têm seus estimulantes e mentores” [Perissé 2011:9]. Quando leio
livros me pego à procura de expressões de transição, e se
porventura as acho, guardo-as no Evernote, para eventual uso
futuro. Por exemplo, além de verificar um dicionário analógico ou
dicionário de sinônimos, gosto de olhar/procurar os livros do EROS
ROBERTO GRAU, o meu mentor preferido da escrita acadêmica,
para algumas expressões de transição [sobre expressões de
transição, ver Capítulo 1, clicando AQUI]. Certa vez, ouvi de
FREDIE DIDIER JR. — em sala de aula — que ele escreve como
se estivesse sendo lido por José Carlos Barbosa Moreira. E você?
Já tem o seu mentor da escrita?
“É preciso ler — continuo transmitindo o pensamento de
Paul Johnson — para reunir dados, adquirir
conhecimento, elaborar convicções, e para manter em dia
a habilidade com as palavras. Todos os escritores têm
seus estimulantes e mentores. Os dele, relevava, são a
Bíblia, Bacon, Milton, Hobbes, Swift e Hazlitt. Livros
geram outros livros” [Perissé 2011:9].
Tire proveito de suas leituras: “Faça uma lista de autores
que mais o motivam, acrescentando ao lado de cada um a
motivação que cada um lhe transmite” [Kohan 2013:1000]. Em
outras palavras, documente-se. Pois, a genialidade, se não
registrada, é perdida para todo sempre. É questão de começar a
cavar e ver o que é possível descobrir. Existem livros e autores
bem intencionados a respeito do tema. Aprender pressupõe aderir
a alguns mestres (sem idolatrias!), a algumas vozes que nos falem
de modo convincente, apaixonante; mestres, gigantes em cujos
ombros possamos erguer-nos e ver mais longe — como diz
GABRIEL PERISSÉ [2011:42]. Dê uma chance a eles. Dê uma
chance a si próprio.
“Escrever é algo que se aprende por imitação. Se alguém
me perguntasse como foi que eu aprendi a escrever, eu
responderia que aprendi lendo autores que produziam o
tipo de texto que eu queria escrever e tentando imaginar
como eles faziam.” [Zinsser 2017:51].
2.1. Três mentores e seus cenários de linguagem e
estilo. Eu considero o Prof. Márcio (do Dizer o Direito) o meu
https://www.dizerodireito.com.br/
mentor na didática para construção de resumos (para provas e
concursos públicos). Aconselho a leitura dos informativos
comentados pelo Prof. Márcio e a prestar atenção na didática dos
materiais criados por ele. 
Por sua vez, na vida acadêmica, o estilo de escrita do Eros
Roberto Grau (especialmente, pela metodologia do parágrafo
empregada no livro Por que tenho medo dos juízes?). Os
conectivos e a maneira objetiva de empregar as palavras faz do
Prof. Eros um dos pensadores acadêmicos que mais me chama a
atenção. Compensa adquirir o livro retromencionado e verificar o
que quero dizer. O conteúdo do livro é excelente, mas preste
atenção na escrita — com certeza ficará surpreso.
No cenário da gramática, é a Prof.ª Dad Squarisi. Fiz um
vídeo no YouTube sobre metodologia do parágrafo, por
curiosidade: https://youtu.be/ZHaXeX9jiec. Aliás, é curioso. Embora
os advogados tanto quanto os jornalistas necessitem produzir
textos, os jornais e jornalistas é que têm editado, nos últimos
tempos, manuais práticos e objetivos de estilo e linguagem.
Considero interessante compreender a metodologia do
parágrafo, porque ela muda a depender da escrita e do cenário,
principalmente para potencializar a tomada de notas inteligentes. 
Enfim, são figuras importantíssimas no mundo jurídico e da
gramática, as quais guardo enorme carinho. Felizmente, a vida me
deu o presente de conviver com o Prof. Márcio nos projetos do
Buscador Dizer o Direito (Juscom). Quais são os seus mentores?
MEUS MENTORES DA METODOLOGIA DO PARÁGRAFO
VIDA ACADÊMICA PROVAS E
CONCURSOS
GRAMÁTICA
https://www.amazon.com.br/Por-Que-Tenho-Medo-Ju%C3%ADzes-ebook/dp/B08NWM22MP/ref=sr_1_1?__mk_pt_BR=%C3%85M%C3%85%C5%BD%C3%95%C3%91&dchild=1&keywords=porque+tenho+medo+dos+juizes&qid=1609979339&s=digital-text&sr=1-1
https://youtu.be/ZHaXeX9jiec
https://www.buscadordizerodireito.com.br/juscom
PÚBLICOS
Prof. Eros Roberto
Grau.
Prof. Márcio
Cavalcante (do Dizer
o Direito).
Prof.ª Dad
Squarisi.
4. Será mesmo que escrevemos melhor? “As novas
gerações de juízes, de membros do Ministério Público e de
advogados estão cada vez mais preocupados em escrever melhor,
em limpar seus textos, como também o fazem os escritores, poetas
e jornalistas, que têm na palavra seu instrumento de expressão e
de trabalho” – Celso de Albuquerque Barreto [1998:7].
Na verdade, penso que ainda há uma grande resistência por
parte dos profissionais do Direito, sobretudo quando se fala de
texto produzido com base em ferramentas digitais.
Na prática, por exemplo, vemos muitos desembargadores e
ministros utilizarem papel (ex.: para corrigir e ler seus votos), ainda
que estejamos na chamada “Era do Peticionamento Eletrônico”.
Veja que curioso. Há um desconhecimento da potencialidade dos
dispositivos eletrônicos.
Será que o Min. Gilmar Mendes não experimentou ainda um
monitor com resolução 4K? Uso um atualmente e nem penso em
papel, Ministro. E o PDF aberto fica igual a um livro físico
(Instagram: @marcoavtorrano). Vídeo sobre monitor 4K:
https://youtu.be/4TIoYCT57Ec.
https://www.instagram.com/marcoavtorrano/
https://youtu.be/4TIoYCT57Ec
5. Mais dicas, por favor. E quando puder, siga as páginas
eletrônicas destas duas editoras: Lexikon (http://lexikon.com.br/) e
Contexto (http://editoracontexto.com.br/). O/A amigo/a leitor/a
encontrará várias obras no que toca à gramática, escrita,
argumentação etc. Por isso, esqueça essas espécies de dicas —
pelo menos, isto ocorreu comigo —, ou seja, de que o bom jurista é
aquele que escreve igual ao RUY BARBOSA. Por favor… Hoje, o
Poder Judiciário pede simplicidade. Então, em vez de RUY
BARBOSA, com todo respeito ao emérito jurista, que tal ler as
lições daqueles que citamos no começo desta obra [ver Capítulo
1, clicando AQUI]? Com certeza, o juiz e o servidor agradecerão à
sua objetividade textual. Sem perder de vista, naturalmente, a
seriedade com o conteúdo jurídico trabalhado. Evita isto:
http://lexikon.com.br/
http://editoracontexto.com.br/
Clique aqui e volte para o SUMÁRIO.
2. APRENDA A
PESQUISAR/ORGANIZAR/ARMAZENAR/R
ESGATAR DE FORMA RÁPIDA E SEGURA
CONTEÚDO JURÍDICO EM QUALQUER
LIVRO OU SITE/WEB
1. Dica essencial (conhecer a palavra-chave de cada
instituto jurídico pertencente ao caso concreto). Uma maneira
simples de pesquisar conteúdo jurídico para a sua peça
processual, ou tese jurídica, seria seguir uma ordem de pesquisa
dividida em sequências. Dica essencial (antes de começar): veja o
sumário dos seus livros e guarde a divisão deles, porque assim
facilita de você pesquisar futuramente outro assunto, com uma
ideia preestabelecida de onde encontrar. E por essa razão
devemos focar nas palavras-chave de cada instituto jurídico.
Exemplo: se tenho um caso de adoção na minha mesa e
preciso defenderum cliente, obrigatoriamente nas minhas
pesquisas jurisprudenciais vou inserir a palavra-chave “adoção” e
“contestação”.
Outro exemplo: chegou o cliente no escritório, fechamos o
contrato de prestação de serviços advocatícios, o caso dele é
sobre processo criminal e responde em liberdade pelo crime de
ameaça, obrigatoriamente — então — nas minhas pesquisas
jurisprudenciais vou inserir as palavras-chave “resposta à
acusação” e “ameaça”. Isso é o básico.
Podemos aprofundar a dica quando conhecemos as
consequências/desenrolar daquele caso concreto. Por exemplo,
aproveitando o último exemplo acima, eu sei que no crime de
ameaça é possível: a) conciliação (arts. 72/74 da Lei 9.099/95); b)
transação (art. 76 da Lei 9.099/95); c) suspensão condicional do
processo (art. 89 da Lei 9.099/95); d) em regra, regime aberto (arts.
147 e 33, § 2º, “c”, do Código Penal); e) que a ameaça precisa ser
séria, de ânimo calmo e refletido, bem como tem natureza de ação
penal pública condicionada, ou seja, exige representação do
ofendido.
Sou um gênio por saber isso? Claro que não, amigo/a. Antes
de escrever isto aqui eu pesquisei em uma doutrina favorável à
defesa criminal (ou seja, pesquisei no Código Penal Comentado do
Prof. Celso Delmanto). É o que — no mínimo — todo profissional
do Direito deveria fazer a favor do seu cliente (ou seja:
PESQUISAR).
E se for conhecedor da matéria de Direito Penal, é possível
aprofundar mais ainda na tese defensiva. No caso acima, não
sendo crime de ameaça praticado contra a mulher (violência
doméstica), há posicionamento da doutrina que defende a
aplicação de restritivas de direitos para o crime de ameaça, tendo
em vista ser crime de menor potencial ofensivo. Aliás, em poucos
segundos (utilizando-me das dicas que passei aqui), achei um
precedente para inserir na peça processual. Obviamente que com
isso potencializamos a nossa argumentação perante a solução do
caso concreto. Veja: “Apelação criminal - Crime de ameaça -
Recurso do MP pela não substituição por pena restritiva de direitos,
tendo em vista a grave ameaça exercida - Impossibilidade - Crime
de menor potencial ofensivo (…)” (TJSP; Apelação Criminal
0009979-46.2007.8.26.0032; Relator (a): Borges Pereira; Órgão
Julgador: 16ª Câmara de Direito Criminal; Foro de Araçatuba - 3ª.
Vara Criminal; Data do Julgamento: 24/08/2010; Data de Registro:
09/09/2010).
Com o excesso de informação a melhor solução prática que
temos é FILTRAR. Aprenda a filtrar! Ensinarei mais um pouco a
seguir.
“Conforme a quantidade do conteúdo disponível no
mundo aumenta, crescem também as opções disponíveis
para tudo. No entanto, em vez de nos sentirmos mais
livres e felizes para escolher, nos sentimos mais
angustiados, pois maior se torna também a dificuldade de
se escolher corretamente quando se tem infindáveis
opções. Quanto mais possibilidades, mais tempo para
avaliar cada possibilidade, mais complexa se torna a
análise comparativa e, independentemente da escolha
que fazemos, sempre ficamos em dúvida se, entre tantas
opções disponíveis, alguma não teria sido melhor do que
a que realmente escolhemos. Essa angústia é
denominada Paradoxo da Escolha (SCHWUARTZ, 2007).
Para conseguirmos lidar com o volume gigantesco de
informação e, ao mesmo tempo, diminuirmos essa
angústia da escolha, uma das soluções mais eficientes é
a utilização do filtro da busca, que tem permeado cada
vez mais todas as plataformas digitais.” [Gabriel
2018:42].
2. Resumos. Se está em dúvida de como pesquisar
determinado tema/assunto nos seus livros, veja os resumos (por
exemplo: “sinopses jurídicas”). Embora muitos critiquem essa
ferramenta jurídica, é importante deixar claro que várias livrarias e
muitos autores dedicam tempo para trazer conteúdo resumido,
como também atualizado, para os leitores do Direito. Para ter uma
ideia breve sobre o assunto, comece com um bom resumo
(principalmente: atualizado). Exemplos: para posições doutrinárias
tradicionais, aconselhamos o resumo da editora Malheiros
(disponível: http://goo.gl/YIx2Q9), outros resumos são da
JusPodivm (disponível: https://goo.gl/tAl6sz).
3. Manuais e cursos. Mesmo que você não se adapte aos
resumos (digo: à primeira dica), o importante é pesquisar em vários
livros, de preferência nos cursos e manuais, de modo que não
reste dúvida a respeito do assunto. Além do mais, se a dúvida é
razoavelmente pequena, você não vai perder tempo pesquisando
em 5 (cinco) livros de 2 (duas) mil páginas cada — desnecessário.
Portanto, nessa situação, pegue um autor bom — e pronto —, já
basta. Mas, se a pesquisa é minuciosa (exemplo: a questão jurídica
é conflituosa na doutrina e na jurisprudência), pesquise em todos
os livros, o que não vai demorar tanto, eis que pressupõe que o
leitor esteja pesquisando em livros digitais (lembre-se: no trabalho
é livro digital, enquanto no lazer é livro físico).
4. Códigos comentados/anotados. Adote os códigos
comentados/anotados como fonte de pesquisa jurisprudencial. Por
exemplo, na matéria de processo civil, há grandes obras sobre o
assunto: THEOTONIO NEGRÃO, HUMBERTO THEODORO
JÚNIOR. Na matéria de Direito civil: CEZAR PELUSO. São
algumas dicas de autores. As obras comentadas ajudam muito na
pesquisa cotidiana de dúvidas práticas. Aliás, é comum vermos a
obra de Theotonio Negrão nas bibliotecas dos juízes (em vários
http://malheiroseditores.com.br/busca.asp?palavra=resumo&pag=1
https://www.editorajuspodivm.com.br/compre-por-colecao/sinopses-para-concursos?1
gabinetes encontramos ela por lá). Aqui, abro um parêntese
interessante. É importante analisarmos o que os juízes leem.
Porque, assim, entendemos a “cabeça do juiz”. Aliás, convido a
leitura deste artigo do Prof. Alexandre de Morais da Rosa (juiz do
TJSC): https://bit.ly/3iEq5Ti. A leitura é importante porque ele
compartilho caso de uma mulher nigeriana chamada Safiya
(acusada de adultério pelo irmão, cuja pena lá na Nigéria é
apedrejamento até a morte). Em primeira instância (como visto no
artigo), os advogados britânicos (que se comoveram com o caso e
quiseram ajudar Safiya) alegaram Direitos Humanos e precedentes
do Tribunal Europeu de Direitos Humanos. Sem sucesso, pois o
juiz de primeira instância condenou Safiya. E daí, um dos
advogados pensou: “O que os juízes daqui leem e como eles
fundamentam as decisões?”. Chegou-se à conclusão de que
uma das principais fontes do Direito nigeriano era o livro sagrado. E
no livro sagrado há uma sura (capítulo) em que afirma: a semente
do homem pode permanecer inativa, no ventre da mulher, por até
três anos antes de despertar e gerar uma criança, bem como
fecundar se for um óvulo adormecido. Os fatos comprovados eram
que Safiya havia sido casada anteriormente e que estava
divorciada havia menos de três anos (quando manteve relações
sexuais com outro homem), restando grávida. Com isso, o tribunal
nigeriano — com base no livro sagrado — entendeu que Safiya era
inocente e a absolveu de adultério, porque, ainda que tivesse se
relacionado com outro homem, na mente dos julgados, “a semente
do ex-marido poderia ter despertado” (já que ainda estava no lapso
dos três anos todo o fato de adultério). Obviamente, que estamos
num cenário absurdo de patriarcado e moralismo exacerbado, além
https://bit.ly/3iEq5Ti
da desconsideração das regras biológicas e da ciência. Mas o que
podemos tirar disso tudo é a teoria dos jogos e como ela pode ser
aplicada a nosso favor no caso concreto (nas peças processuais,
na audiência etc.). Finalizo com esta lição do Prof. Alexandre de
Morais da Rosa, certa vez um advogado (de comarca diferente)
chegou na sala de audiência e viu o Defensor Público, daí o
advogado perguntou para o Defensor: “Como o juiz daqui é nas
audiências?”. Quero dizer, enfim, que as possibilidades de êxito
no processo não estão ligadas unicamente no Direito. Por vezes,
precisamos olhar mais para fora do que dentro do Direito. 
Sobre a imagem. Vemos a obra de Theotonio Negrão na estante
de livros do Ministro Marco Aurélio.
Sobre a imagem. Na Amazon, é possível comprar a obra em
formato digital,facilitando sobremaneira a pesquisa jurídica.
Sobre a imagem. Vemos o juiz do TJSC (Alexandre Morais da
Rosa) explicando a importância da teoria dos jogos no processo
criminal, principalmente sobre a importância de conhecer a figura
dos protagonistas do processo (juiz, promotor, procurador etc.).
As partes devem tentar antever qual é a provável decisão a ser
proferida pelo magistrado
— Renato Brasileiro de Lima (Manual de Processo Penal).
5. Livros de prática processual. Na dúvida quanto à
elaboração de peças jurídicas, sempre tenha em mãos um livro de
prática forense da sua área específica. Por exemplo, em processo
civil, para os defensores/advogados da área, a coleção do GEDIEL
CLAUDINO DE ARAUJO JÚNIOR é excelente a fim de sanar
dúvidas práticas. No caso de prática processual penal, indicamos
os dois livros da PATRÍCIA VANZOLINI, e também o outro livro dela
em coautoria com GUILHERME MADEIRA DEZEM, ANGELA
CANGIANO MACHADO e GUSTAVO OCTAVIANO DINIZ
JUNQUEIRA. Já para os concursos de Defensoria Pública,
indicamos, sem sombra de dúvidas, o livro de prática penal do
defensor público federal CAIO PAIVA. Nas livrarias jurídicas, pode-
se encontrar mais autores e livros relacionados às dicas
encimadas. Os livros que citamos não necessariamente são os que
devem ser comprados, obviamente. Até mesmo porque, os livros
de prática podem mudar a depender do que você deseja (exemplo:
se quer livros de prática para segunda fase da OAB, há livros
específicos no mercado para tanto; para concursos, também). O
mais adequado é sempre procurar um livro que o faça se sentir
seguro. Para isso, não temos segredo, o jeito é pesquisar e
entender a necessidade do momento (aqui: faço menção à teoria
dos jogos, do Prof. Alexandre Morais da Rosa). 
6. Conclusão. A preparação das teses (inclusive: o estudo
das questões jurídicas) de forma fundamentada “diminui o
nervosismo dos novatos e inibe surpresas desagradáveis para os
mais experientes” [Paiva 2016:235]. Temos certeza que o leitor ao
adotar essas dicas passará a ter mais confiança na própria escrita
e nas teses construídas.
7. Compreendida a primeira etapa, vejamos como
pesquiso teses hoje (na prática). Atualmente, digitalizo tudo. O
que quero dizer com isso? Todas as minhas teses, todas as
notícias, todos os artigos científicos, todos os livros que utilizo para
elaboração de peças processuais, toda pesquisa jurisprudencial;
enfim, tudo é armazenado/organizado/resgatado por meio
eletrônico. Para isso, utilizo uma ferramenta essencial no meu dia a
dia (forense): o Evernote. É o melhor aplicativo para organizar a
vida profissional. Quem conhece os meus livros sabe que escrevo
também sobre como estudar/resumir. Em todos os casos, utilizo o
Evernote. E como faço isso (atenção: veremos melhor na Parte 4 -
A prática deste livro)? Eu tenho vários “instrumentos” para
pesquisar o que quero utilizar na minha peça quando vou escrever
alguma tese de defesa, por exemplo. Basicamente elenco eles da
seguinte forma:
a) pesquisa no site Buscador do Dizer o Direito: utilizo
para verificar matérias pacíficas ou que estão em discussão
recente no Supremo Tribunal Federal e no Superior Tribunal de
Justiça [acesse: https://www.buscadordizerodireito.com.br/]. Aliás,
veja todas as ferramentas do Buscador Dizer o Direito nestes slides
que criei para o Prof. Márcio Cavalcante:
https://drive.google.com/drive/folders/1JThdPZ4k24b5s5KrotJtFnu3
U7DGjoIZ?usp=sharing. Por exemplo, se quero saber sobre
inviolabilidade domiciliar, digito (em poucas palavras e a matéria
respectiva do tema):
Resultado:
https://www.amazon.com.br/s/ref=nb_sb_noss?__mk_pt_BR=%C3%85M%C3%85%C5%BD%C3%95%C3%91&url=search-alias%3Daps&field-keywords=marco+torrano
https://www.buscadordizerodireito.com.br/
https://drive.google.com/drive/folders/1JThdPZ4k24b5s5KrotJtFnu3U7DGjoIZ?usp=sharing
https://drive.google.com/drive/folders/1JThdPZ4k24b5s5KrotJtFnu3U7DGjoIZ?usp=sharing
Dica simples de como usar o site Buscador Dizer o Direito (para
pesquisa jurisprudencial):
b) pesquisa no site do Conjur (ou outro site de notícia e
artigo): utilizo para ler notícias e artigos sobre temas relacionados
a áreas que atuo [acesse: https://www.conjur.com.br/]. Como
pesquisar artigos em sites específicos? Acesse o
https://www.google.com.br/. E digite na barra de pesquisa o que
quer pesquisar e posteriormente o site específico. Fica assim:
tráfico site:conjur.com.br (exemplo). Você pode fazer isso com
qualquer site. Basta ver o endereço do website e inserir depois de
site:. Outros exemplos: tráfico
site:http://justificando.cartacapital.com.br/; encarceramento
site:http://justificando.cartacapital.com.br/.
 
https://www.conjur.com.br/
https://www.google.com.br/
Resultado:
(na imagem: é possível perceber que a pesquisa gerou vários
artigos relacionados ao tema “tráfico” no site Conjur; na
imagem também percebemos um ícone do Evernote, esse
ícone é do WebClipper, que pesquisa notas correlatas da sua
conta-Evernote ao assunto pesquisado no Google, ajudando
ainda mais no resgate de assuntos que já estão na sua conta-
Evernote)
Como uso na peça? Veja:
Posteriormente, no momento que visualizo algum artigo
interessante, lanço mão do WebClipper-Evernote para armazenar
o conteúdo na minha conta Evernote e deixar tudo pesquisável
para futuramente usar nas peças processuais. Como faço isso? 
Basicamente precisa de uma (i) conta Evernote [acesse:
https://evernote.com/intl/pt-br/download] e da (ii) extensão
WebClipper-Evernote [acesse: https://evernote.com/intl/pt-
br/products/webclipper]. Leia o tutorial do Evernote para entender
como mexer no WebClipper [disponível: http://bit.ly/2lKHtuK]. Feito
isso, entramos no artigo jurídico e acionamos a extensão
WebClipper (ver imagem):
 
(imagem: usando o navegador Google Chrome com a extensão
WebClipper para armazenar um artigo científico na conta
Evernote; importante dizer: um grande aliado para resgatar
conteúdo de forma rápida é o sistema de etiquetas do
Evernote; sempre insira etiquetas, palavras-chave, no campo
“adicionar etiqueta”, porque assim é possível resgatar por
meio delas o conteúdo jurídico armazenado na sua conta-
Evernote)
Armazenado o artigo dentro do Evernote (o que faço/salvo no
WebClipper sincroniza automaticamente no Evernote), basta
https://evernote.com/intl/pt-br/download
https://evernote.com/intl/pt-br/products/webclipper
http://bit.ly/2lKHtuK
pesquisá-lo pela sintaxe de pesquisa (usando as etiquetas ou
o título da nota):
 
(na imagem: estou dentro do meu Evernote explicando a
“sintaxe de pesquisa” e a possibilidade de pesquisar
notas/artigos por meio do sistema de pesquisa de etiquetas do
próprio Evernote; detalhe o sistema de pesquisa vale para
teses jurídicas)
c) pesquisa no site do Tribunal de Justiça respectivo:
utilizo para pesquisar precedentes correlatos ao meu caso
específico do Estado de São Paulo [acesse:
https://esaj.tjsp.jus.br/cjsg/consultaCompleta.do?gateway=true],
principalmente quando sei qual desembargador analisará o meu
caso, como, por exemplo, quando é o caso de utilizar o art. 600, §
4º, do Código de Processo Penal[1], dispositivo legal esse que
permite arrazoar na superior instância, ou mesmo porque impetrei
https://esaj.tjsp.jus.br/cjsg/consultaCompleta.do?gateway=true
um habeas corpus e sei que o desembargador relator do meu
habeas corpus será quem analisará o futuro recurso de apelação
— sim, a título de curiosidade, o desembargador, que analisa o
habeas corpus impetrado em face da autoridade coatora (juiz
natural), aqui no Estado de São Paulo, fica prevento para analisar o
recurso de apelação. Talvez essa última parte tenha ficado
confusa. Gostaria de insistir nela para o/a leitor/a entender melhor.
De forma didática: um processo criminal corre em primeira
instância (primeiro grau) com o respectivo juiz natural (exemplo: 4.ª
vara criminal da comarca de São José do Rio Preto/SP). Caso este
juiz decida, por exemplo, alguma matéria que caracteriza
constrangimento ilegal, posso impetrar habeas corpus, a fim de
combater a ilegalidadenaquela decisão. Esse remédio
constitucional (habeas corpus) seria impetrado na superior
instância (logo: Tribunal de Justiça de São Paulo). Nessa
oportunidade, o desembargador fica prevento para qualquer outra
matéria futura (exemplo: quando for o caso de interpor recurso de
apelação em face do daquele mesmo juiz de primeiro grau da 4.ª
vara criminal da comarca de São José do Rio Preto/SP, por
exemplo). Espero que o exemplo tenha ficado claro.
No mais, além do site do Tribunal de Justiça, também
verifico o site do Supremo Tribunal Federal
[http://www.stf.jus.br/portal/jurisprudencia/pesquisarJurispr
udencia.asp] e do Superior Tribunal de Justiça
[http://www.stj.jus.br/SCON/], a depender da matéria.
d) visualizar peças processuais de outros escritórios de
advocacia: para entender melhor um precedente e a origem
daquele problema solucionado, gosto de visualizar a própria peça
http://www.stf.jus.br/portal/jurisprudencia/pesquisarJurisprudencia.asp
http://www.stf.jus.br/portal/jurisprudencia/pesquisarJurisprudencia.asp
http://www.stj.jus.br/SCON/
processual do escritório que originou aquele precedente [acesse:
https://esaj.tjsp.jus.br/esaj/portal.do?servico=190090]. Um exemplo
ajuda a entender. Certa vez precisei procurar uma tese sobre
“saída temporária no caso de apenado sentenciado em regime
semiaberto (réu primário)”. Pergunto: pode ser concedido ao
apenado a saída temporária (art. 122 da Lei de Execuções Penais)
sem que haja o cumprimento do requisito temporal de 1/6 (para réu
primário, previsto no art. 123, II, da Lei de Execuções Penais)?
Atualmente (10 de novembro de 2017), alguns TJs (Tribunais de
Justiça) vêm entendendo pela prescindibilidade do requisito
temporal (exemplo: TJSP, HC 2251090-73.2016.8.26.0000, j. 2-2-
2017[2]), sob fundamento de que o instituto da saída temporária
restaria inócuo, pois, no momento em que o requisito temporal
fosse cumprido, o apenado também alcançaria o direito à
progressão de regime para o regime aberto. Contudo, ainda assim,
o Superior Tribunal de Justiça — em alguns julgados (exemplo: HC
335.334/RS, j. 19-4-2016[3]) — entendeu que é imprescindível o
cumprimento do requisito temporal, previsto no art. 123, II, da Lei
de Execuções Penais. Diante da turbulência jurisprudencial,
mesmo assim insisti em postular o pedido perante o juiz da vara de
execuções. Como, então, procedi na prática para elaborar a
respectiva peça processual (pedido de saída temporária com
base na prescindibilidade do requisito temporal)? Acessei o
site do Tribunal de Justiça de São Paulo e utilizei o sistema de
pesquisa processual (ensinaremos adiante). Consegui achar o
precedente que gostaria (no caso: TJSP, HC 2251090-
73.2016.8.26.0000, j. 2-2-2017). Como fiz a pesquisa? Veja a
imagem [disponível: http://bit.ly/2hotc6q]:
https://esaj.tjsp.jus.br/esaj/portal.do?servico=190090
http://bit.ly/2hotc6q
 
Feito isso. Como sou advogado, possuo um token
(assinatura digital) com o qual consigo visualizar processos
judiciais (exceto: segredo de justiça). Em sendo assim, entrei no
processo digital (no caso: entrei nos autos do processo digital —
HC 2251090-73.2016.8.26.0000) e li a petição inteira do advogado
que impetrou o respectivo habeas corpus. Aliás, deixo aqui a minha
homenagem ao escritório Toron, Torihara e Szafir — Advogados.
Não só! Aproveitei o raciocínio jurídico daquela peça (e até copiei
algumas citações doutrinárias e jurisprudenciais, armazenando-as
e organizando-as na minha conta Evernote). Ou seja, com base
nela escrevi a minha peça (com as minhas palavras e o meu
próprio estilo de escrita). Resultado[4] [disponível:
http://bit.ly/2hotc6q]. Como organizei o assunto no Evernote
para resgatar em eventual caso futuro? Veja a imagem
[disponível: http://bit.ly/2hotc6q]: 
http://www.toronadvogados.com.br/
http://www.toronadvogados.com.br/
http://www.toronadvogados.com.br/
http://www.toronadvogados.com.br/
http://bit.ly/2hotc6q
http://bit.ly/2hotc6q
 
Lembre-se: também é possível acessar peças processuais
nos sites do Supremo Tribunal Federal e Superior Tribunal de
Justiça pelo próprio sistema processual eletrônico, desde que
tenha uma cadastro/“assinatura digital”.
E) pesquisa em livros digitais ou físicos: no dia a dia
forense, a forma mais rápida de procurar conteúdo jurídico é por
meio de livros digitais. Porém, se em todo caso procurarmos, talvez
o trabalho fique acumulado. Como contornar esse problema?
Durante o estudo ou durante a leitura, faça anotações ou guarde
citações doutrinárias na sua conta-Evernote ou mesmo em um
documento-Word. Em outras palavras: crie seu banco de teses à
medida que for lendo artigos e lendo livros. Não deixe a pesquisa
para só quando precisar dela! Porque, assim, quando se deparar
com um caso correlato ao assunto, o/a leitor/a já terá aquele tema
documentado (consequentemente: solucionará o problema jurídico
instantaneamente). É importante documentar/armazenar/organizar,
porque, no futuro, não será necessário perder o mesmo tempo de
novo e de novo. Por exemplo: se uso um julgado específico de
forma corriqueira nas minhas peças, preciso ter um sistema fácil
para resgatar esse julgado toda vez que precisar dele. Ou seja, é
necessário pensar num sistema de organização para que o
trabalho comece a render. Do contrário, perderemos horas e mais
horas à toa (situação que poderia ter sido contornada se
tivéssemos parado para pensar em algo melhor em termos de
organização de conteúdo jurídico). Como, por exemplo, quando leio
um livro e acho uma citação importante, já logo pego o meu
iPad/Tablet (ou iPhone/Android, também serve) para tirar uma
foto/digitalizar o trecho importante do livro (= citação doutrinária) e
organizo no Evernote por matéria e por palavra-chave com base na
ferramenta de etiquetas do Evernote. Precisa fazer isso com tudo?
Claro que não. Documente aquilo com que trabalha. Por exemplo,
se sou advogado especializado em Direito Penal e Direito
Processual Penal, por óbvio, os assuntos que leio sobre precisam
estar documentos/organizados para futuro resgate/utilização.
Lembre-se: isso leva tempo. O importante é começar. Dica:
organize um grupo de pessoas (até mesmo com o estagiário) e crie
uma pasta compartilhada de pesquisa (não precisa ser
necessariamente a sua pasta principal, porque assim protegemos a
pasta principal de malfeitores[5]). E se você usa Evernote na prática
processual, insira etiquetas (baseadas em gênero e espécies —
explico na parte 4 deste livro). 
Mais sobre (como pesquisar no Evernote e dentro dos
seus livros digitalizados?): http://bit.ly/2hoDRyc.
F) Outro exemplo e algumas críticas. Quando dominamos
a pesquisa nos sites dos tribunais nos deparamos com duas
situações. Um (ponto positivo), consegue-se achar julgados
correlatos/similares ao caso concreto (do seu cliente, por exemplo),
permitindo objetividade e clareza nos pedidos perante o/a juiz/a.
Dois (ponto negativo), verificamos a ausência de transparência dos
TJs em algumas situações. Por exemplo, como advogado
criminalista, tenho visto a falta/falha de transparência de julgados
favoráveis à defesa.
“Os princípios da transparência e da publicidade consubstanciam
elementos essenciais à manutenção do Estado Democrático de
Direito, já que permitem a fiscalização e, em último grau, o controle
popular das atividades desempenhadas pelos agentes públicos. No
mais, é o preço que se paga pela opção por uma carreira pública
no seio de um Estado republicano” (STF – MS 31.659).
Recentemente fui nomeado para atuar em um processo
criminal (o réu está sendo processado pelo art. 33, § 1º, da Lei
11.343/06, por ter plantado um pé de “maconha”, ou seja, com
possibilidade de ser julgado entre 5 a 15 anos de prisão por isto).
Não entro no mérito da questão e sobre a falta de
proporcionalidade da sanção penal — não é pertinente ao capítulo
em discussão (embora criticável à luz do Direito Penal). A questão,
por ora, e que quero compartilhar neste livro, é a dificuldade de
encontrar julgados no TJSP (digo: favoráveis ao caso em tela). Não
só pelo fato de saberque esse tribunal siga ranço punitivista (e
estamos convivendo com o resultado disso, pois, agora, somos o
http://bit.ly/2hoDRyc
terceiro país que mais encarcera no mundo, mais sobre: “O pior do
grande encarceramento brasileiro é o que ainda está por vir”, por
Marcelo Semer - juiz paulista, site <https://goo.gl/ytR4sE>, acesso
em 24 abril 2018), mas também pela falta de transparência dos
julgados.
 
(na imagem: vemos um julgado totalmente favorável à defesa,
no qual ocorreu absolvição do acusado, mas que houve
falta/falha de transparência no site, omitindo totalmente a
ementa do mesmo, e consequentemente impedindo a pessoa
de pesquisar/achar o julgado por meio da pesquisa por
“ementa”; ou seja, se a pessoa fizesse uma pesquisa por
http://justificando.cartacapital.com.br/2017/12/16/o-pior-do-grande-encarceramento-brasileiro-e-o-que-ainda-esta-por-vir/
“ementa” ela não acharia um julgado favorável ao caso dela;
isto é gravíssimo para o profissional do Direito, que depende
de conteúdo jurídico para elaboração de suas peças
processuais, sob pena de afetar o próprio devido processo
legal e, consequentemente, o contraditório/ampla defesa)
 
(acessando o acórdão, só assim percebemos que se trata de
um recurso inteiramente provido em favor da defesa)
A questão da falta de transparência dos sites (dos TJs) em
si chama a atenção para o profissional do Direito. Porque a
transparência dos julgados permite a eficiência da produtividade na
pesquisa de teses jurídicas (não só à defesa técnica e ao réu, mas
em todas as matérias jurídicas, obviamente). Veja um exemplo de
uma peça construída com base em um julgado atual e favorável ao
caso concreto:
(na imagem: percebemos a diferença, ou seja, como a peça
fica mais objetiva/clara com base em julgados
correlatos/similares, aumentando claramente a razão do
pedido perante o/a juiz/a e o seu propósito jurídico em face do
caso concreto)
Portanto, é notável o ganho de argumentação jurídica
quando elencamos julgados correlatos/similares à fundamentação
da peça processual. Ganhamos razão/segurança jurídica,
sobretudo objetividade e clareza quanto à possibilidade do pedido.
Veja o exemplo prático:
(no exemplo, inseri algumas palavras-chave para conseguir a
ementa desejada — veja, a seguir, na próxima imagem, como
inseri o resultado na minha peça processual)
(no exemplo acima, vemos uma peça processual relacionada a
Direito do Consumidor, na qual acrescentei a pesquisa
realizada no site do TJSP para conseguir achar o precedente
favorável ao meu caso concreto — nesta pesquisa, demorei 3-
4 min para achar o precedente, que acentua favoravelmente
ainda mais o fundamento do meu pedido)
Voltando. Em algumas oportunidades, ensinava que a
pesquisa jurídica em sites de tribunais poderia ser feita
objetivamente pela pesquisa por “ementa”. Hoje, enfim, percebo
que não é possível utilizar exclusivamente essa opção de
ferramenta. É necessário utilizar por vezes a chamada “pesquisa
livre” (no TJSP é o caso, por exemplo). Veja a imagem.
(na imagem: o TJSP permite algumas ferramentas de “filtros”
de pesquisa, sendo a por “ementa” e a “pesquisa livre”; hoje,
dou atenção maior à “pesquisa livre”)
Mas é importante dizer. Então, podemos inserir palavras
tanto na pesquisa por “ementa” como também no campo de
“pesquisa livre”. Um exemplo ajuda a entender. Se quero
pesquisar a palavra “tráfico” na ementa (insiro “tráfico” no campo
de pesquisa por “ementa”, porque é uma palavra-chave
comum/corriqueira conter nas ementas). Se quero ainda pesquisar
dentro do acórdão alguma outra palavra-chave, insiro, por exemplo,
a palavra “absolvição” e/ou “recurso provido” no campo da
“pesquisa livre” (que são palavras-chave mais difíceis de conter no
campo “ementa”). A pesquisa livre irá pesquisar em todas as
partes. A pesquisa por ementa pesquisará apenas na ementa dos
julgados. Há uma grande diferença. Porque a pesquisa livre
consegue atingir o conteúdo escrito dentro dos acórdãos (quero
dizer: abrange/alarga sobremaneira a pesquisa), e não só/apenas
aquelas poucas palavras contidas nas ementas. Veja a imagem.
 
(na imagem: vemos ser possível usar vários filtros de
pesquisa, potencializando a pesquisa jurídica e permitindo
filtrar ainda mais até chegar no resultado desejado, ou seja,
possibilitando, claramente, diminuir o resultado bem mais que
5172 julgados encontrados — pois, lembre-se, aqui, fizemos
um exemplo de pesquisa bem abrangente, de modo que,
normalmente, com os códigos de pesquisas, chegamos a 5-10-
30 julgados/resultados finais, facilitando, daí então, a
verificação de cada resultado para utilizar no nosso caso
concreto e finalmente acharmos o julgado
correlato/semelhante ou condizente ao nosso)
Com isso, ainda que verifiquemos alguns julgados sem a
publicidade/transparência da própria ementa, ainda assim
conseguimos atingir nosso objetivo (embora mais demorado) de
achar julgados correlatos, utilizando-se, para tanto, a opção
“pesquisa livre”. Por isso, ao exercer uma atividade profissional
especializada em determinada matéria (em que se busque
posicionamentos minoritários, por exemplo), procure organizar os
julgados que for achando (ou seja: é preciso catalogar), a fim de
atenuar o tempo de pesquisa para outras futuras. Por isso,
compartilhamos o nosso sistema de organização digital para
organização de teses e peças processuais (parte 4 deste livro).
G) dúvidas pontuais de artigos de lei: recentemente o
Superior Tribunal de Justiça, em parceria com o ENFAM, criou um
sistema de pesquisa jurisprudencial interessantíssimo que conjuga
lei seca, jurisprudência e inteligência artificial. O site é totalmente
GRATUITO. Vale visitar o site e utilizá-lo como ferramenta no dia a
dia forense: http://corpus927.enfam.jus.br/. Entenda a proposta do
site neste vídeo: https://goo.gl/T254YV. Qual a nossa crítica
sobre o site “corpus927”? A tecnologia apresentada é muito
interessante, principalmente porque utiliza inteligência artificial
como instrumento facilitador. Porém, toma muito tempo a pesquisa
INDIVIDUAL por ARTIGOS e LEIS, da forma como colocada pelo
site “corpus927”. Poderiam incluir pesquisa AMPLA por
PALAVRAS, pois permitiria alargar a pesquisa (assim,
http://corpus927.enfam.jus.br/
https://drive.google.com/file/d/1AJRpYZyV7KUPW6t8tSth06NBuN-9Q1gl/view
conseguiríamos extrair todo o conteúdo disponibilizado pelo site). E
porque sabemos que determinado assunto/tema pode estar
atrelado a vários artigos (e não apenas em um só). Conclusão (1).
Enfim, acredito que o site seja interessante para profissionais do
Direito que queiram tirar dúvidas jurisprudenciais referentes a
artigos pontuais (e não mais que isso). Exemplo: qual o
entendimento do STJ a respeito do art. 359 do Código Penal? O
site “corpus927” pode te ajudar. Mas veja outro exemplo. Exemplo:
qual o entendimento do STJ a respeito do tema “crime de
desacato”? Se você não souber que o crime de desacato origina do
art. 331 do Código Penal, o site “corpus027” não poderá ajudar.
Conclusão (2). Não sabe a fonte legal do termo jurídico? Daí é
melhor usar outro instrumento de pesquisa jurisprudencial.
Veremos melhor nos próximos capítulos deste livro. 
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3. PESQUISAR JURISPRUDÊNCIA É PERDA
DE TEMPO?
Os sujeitos processuais invariavelmente utilizam a jurisprudência (e
a doutrina) como discursos de autoridade para legitimar seus
pedidos ou as suas decisões. Expõem seus argumentos a partir do
caso e, ao demandar ou julgar, amparam sua posição nos
entendimentos dos Tribunais. Este procedimento é absolutamente
legítimo no cotidiano forense.
— Salo de Carvalho.
1. A jurisprudência como fonte do Direito. Dentro do
nosso sistema judiciário brasileiro, a jurisprudência atualmente
ganha o seu espaço definitivo como fonte do Direito. Essa vertente
toma corpo a partir da reforma do Judiciário, com a emenda
constitucional n.º 45, de 2004, na vinda das “súmulas” dos tribunais
superiores. No mesmo viés, a doutrina e os enunciados, que
definem, em regra, as correntes doutrináriasmais aceitas sobre
determinado tema de uma determinada matéria. Então, atualmente,
o profissional do Direito precisa ficar antenado com várias fontes do
Direito: informativos do STF/STJ, súmulas, mudança
jurisprudencial, enunciados, de modo que, a pergunta que fica, é a
seguinte: como podemos, então, ter a segurança de não errar
numa peça processual, ou tese jurídica? Considerando que as
fontes jurídicas, em sua maioria, estão disponíveis para acesso na
internet, a grande questão é como procurar e achar essas
informações doutrinárias e jurisprudenciais. A seguir passaremos
algumas diretrizes importantes.
2. As regras de pesquisa do Google. Fique atento ao
método de pesquisa do Google e utilize ele como ferramenta de
busca [AQUI, no livro, trataremos desse sistema de busca].
3. Sites jurídicos. Siga os sites jurídicos, atualize-se com as
novidades jurídicas. Exemplos: Buscador Dizer o Direito:
https://www.buscadordizerodireito.com.br/; Consultor Jurídico:
http://goo.gl/q8P7Es; Dizer o Direito: http://goo.gl/XmfdU9; Jus
Navigandi: http://goo.gl/YfR4zF; JusBrasil: http://goo.gl/HGnpJY;
Justificando: http://goo.gl/eTQ1Jw.
4. Doutrina atualizada. Compre livros de doutrina
atualizados. Não adianta estudar Direito civil com livros antigos,
deixe-os para os historiadores/doutrinadores. No sistema jurídico
brasileiro, lei e doutrina mudam constantemente. Esteja sempre
preparado para novidades legislativas (dica para ficar antenado às
novidades legislativas: siga o DODNEWS - Buscador Dizer o
Direito) e doutrinárias. Enfim, evite na sua petição de citar livros
desatualizados e antigos, como fez de forma desacertada este
advogado:
https://www.buscadordizerodireito.com.br/
http://www.conjur.com.br/
http://www.dizerodireito.com.br/
https://jus.com.br/
http://goo.gl/HGnpJY
http://justificando.com/
5. Entenda como funciona os livros digitais. Com a
pirataria, parcela minoritária publica livros doutrinários sem
autorização dos autores, principalmente em sites de
armazenamento de dados — o que é, sem objeção, ilegal e
contraprodutivo; todavia, não podemos deixar de fazer a nossa
crítica ao sistema editorial brasileiro, o qual viraliza os altos preços
sem qualquer justificativa[1]. Por isso, aconselhamos ao caro leitor a
procurar os originais, por exemplo, no site da Amazon, Saraiva,
Grupo Editorial Nacional, Revista dos Tribunais, entre outras
livrarias digitais. Neles, orienta-se o consumidor a como visualizar
os livros, possuindo, aliás, um programa próprio para pesquisa
digital e leitura.
6. Livro digital: o tempo como vantagem. A grande
vantagem é o ganho de tempo do operador do Direito ao utilizar os
livros digitais. Imagine que você compre um livro (físico) comentado
da matéria de Direito Processual Civil composto de 4 (quatro) mil
páginas. Já pensou no tanto de tempo que levaria de sua parte
pesquisar um assunto, palavra por palavra? Logo, com o livro
digital, o operador do Direito consegue pesquisar a sua dúvida
nesse mesmo livro em 5-10 minutos – até menos.
7. Atenção. No seu trabalho, adote os livros digitais, pois
servem para pesquisas rápidas. Deixe os livros físicos na sua casa,
para lê-los com conforto e calma.
8. Conclusão. Atualizar-se e conhecer incisivamente sobre
o que se está trabalhando e pesquisando não é perda de tempo, e
sim proveitoso, pois mostra segurança argumentativa, além de
demonstrar que você se importa com o que está fazendo e foge
dos modelos genéricos e amplos (= textos sem propriedade
argumentativa), ou seja, foge da “massificação da atividade” —
como diz VÍCTOR GABRIEL RODRÍGUEZ [2005:2] —,
atormentadores da vida cotidiana forense, principalmente do juiz e
servidor. Para mais curiosidades, pesquise no Google:
I. “O que são livros digitais?”;
II. “O que significa livro em formato .epub?”;
III. “O que significa livro com DRM”;
IV. “Como ler um livro digital?”;
V. “Livros digitais no Direito”;
VI. “O que é leitor digital?”;
VII. “O que é Kindle?”;
VIII. “O que é Kobo”;
IX. “O que é um eReader?”;
X. “Como ler livro digital no computador?”.
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4. COMO PESQUISAR EM SITES COMUNS E
JURÍDICOS
1. Ensinamento que serve para qualquer carreira.
Estabelecemos algumas regras básicas para se alcançar e otimizar
a busca por ementas. Detalhe: nada impede de você aplicar esses
ensinamentos em outros assuntos ou pesquisas acadêmicas, já
que o código de pesquisa apresentado neste livro se assemelha ao
código de pesquisa do Google, podendo-se, portanto, usar os
ensinamentos do livro na barra de pesquisa do Google, e assim
elevar o resultado de toda a sua pesquisa, seja concernente ao
trabalho, faculdade ou lazer.
2. Sistema de códigos do Google. Muitos não sabem, e
isso faz diferença no momento da pesquisa, o Google possui um
sistema individual de códigos, próprio para identificar o que se está
procurando. Em sendo assim, caso você use os códigos errados,
ele te passará informações erradas (ou melhor: não exatas).
Contudo, se você usa os códigos de maneira correta, a sua
pesquisa ficará direta, precisa e limpa. Logo, a qualidade da busca
depende da possibilidade de o usuário escrever uma consulta
adequada — depende só de você —, de modo que a redação
cuidadosa da consulta é necessidade absoluta para a obtenção de
um resultado proveitoso.
3. Entendendo o sistema de busca. Primeiramente, vamos
aprender a pesquisar no Google (www.google.com.br), pois,
considerando que este site é a principal ferramenta de busca do
mundo, vale utilizá-lo como meio de trabalho/pesquisa. Por
exemplo, operadores lógicos de busca, como, as aspas, o asterisco
e o sinal de hashtag ajudam a filtrar a sua busca.
A. Primeira regra, as aspas (“ ”). No campo de pesquisa do
Google, use as aspas (“ ”) para pesquisar frases exatas. Exemplo:
“locação de imóvel”. Se caso tivéssemos colocado as palavras fora
de ordem e sem aspas, como se trata de termo genérico, o
resultado seria desastroso, porque o Google entenderia a pesquisa
de forma embaralhada: um momento sobre locação; outro
momento sobre imóvel. Enfim, não é isso que desejamos, pois a
busca será realizada sobre a sequência completa de palavras (e
não partes dela).
B. Segunda regra, o asterisco (*). Quando não souber o
restante da frase, utilize-se do asterisco (*) para as palavras que
esqueceu ou estão faltando.
C. Terceira regra, o sinal de menos (-). O sinal de menos (-)
também ajuda a excluir palavras com múltiplos/vários significados.
Exemplo: “locação-imóvel”.
D. Quarta regra, o hashtag (#...). O hashtag (#) faz você
achar assuntos em alta. Exemplo: #carro, #imóvel...
E. Quinta regra (“... site:...”). Por fim, você pode pesquisar
um assunto em um único site, bastando digitar, por exemplo:
"locação site:stj.jus.br"; “tráfico, quantidade site:conjur.com.br”. Uso
muito esta quinta regra.
F. Sexta regra (“related:...site...”). Para encontrar páginas
correlatas/análogas, escreva a palavra related, assim:
“related:stj.jus.br”, e conseguirá ter acesso as outras páginas que o
Google entenda semelhante ao site do “stj.jus.br”.
Como visto, descobrimos o porquê da importância de
conhecer os códigos de pesquisa (= operadores lógicos de busca)
do sistema Google. A partir de agora podemos caminhar para os
sites dos Tribunais e aproveitar o conhecimento adquirido a nosso
favor, introduzindo-o direto no campo jurídico. Importante salientar,
cada site possui uma particularidade no seu sistema de pesquisa.
Daí o devido cuidado do livro em apresentar para o leitor os
possíveis percalços. É possível que uma regra, que se aplique no
site do Supremo Tribunal Federal (STF), não se aplique, por
exemplo, no site do Superior Tribunal de Justiça (STJ). De todo
modo, o leitor entenderá como se deve pesquisar em cada um.
Comecemos no site do Supremo Tribunal Federal.
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5. PESQUISAR NO SITE DA CORTE
INTERAMERICANA DE DIREITOS
HUMANOS (CORTE IDH)
Com a internacionalização dos direitos humanos (5ª onda do
acesso à justiça), é inevitável que a matéria de Diretos Humanos
cada vez mais seja alvo de pesquisapara que possamos
compreender melhor os institutos jurídicos brasileiros à luz dos
órgãos internacionais de proteção dos direitos humanos.
Por isso mesmo — até pelo fato de ter finalizado a minha
Pós-Graduação lato sensu na matéria de Direitos Humanos —,
entendo extremamente importante compartilhar como pesquisar
julgados no site da Corte Interamericana de Direitos Humanos.
1. Pesquisando casos contenciosos na Corte
Interamericana de Direitos Humanos (Corte IDH). Para
acessarmos as sentenças da Corte IDH de seus casos
contenciosos, acesse o site da Corte IDH (link:
https://www.corteidh.or.cr/index.cfm). Clique no ícone indicado (1) e
depois em Sentencias (2).
https://www.corteidh.or.cr/index.cfm
Perceba que fazendo esse passo a passo, o site da Corte
IDH nos disponibiliza 421 resultados (estou pesquisando em
abril/2021):
Isso significa que existem 421 casos com julgamento de
mérito concluído? Não. Por isso é importante pesquisar o nome do
caso e depois verificar se há a palavra Fondo, porque ela indica se
o mérito foi julgado ou não.
Por exemplo, se pesquiso o Caso Gomes Lund (CTRL + F),
no site da Corte IDH, consigo verificar que foi julgado o mérito já no
primeiro contato com o resultado da pesquisa. Veja:
Se quero estudar algum voto de determinado juiz, posso
pesquisar com o CTRL + F o nome do juiz e, consequentemente,
aparecem todos os votos do respectivo
Atente-se também para as sentenças de interpretação, as
quais — em tom didático — seriam como os nossos “embargos de
declaração”. Embora as sentenças da Corte IDH sejam
IRRECORRÍVEIS, ainda assim é possível que ocorra o pedido de
interpretação da sentença, o qual deve ser apresentado em 90
dias contados da notificação da sentença. As sentenças de
interpretação são importantes, porque podem explicar melhor
algum ponto da sentença de mérito. Isso é interessante para quem
quer aprofundar o estudo de algum caso da Corte IDH. Veja que
no Caso Favela Nova Brasília vs. Brasil, temos a sentença de
interpretação, como também a sentença de mérito:
Outros links importantes do site da Corte IDH:
1. Casos contenciosos que estão em trâmite no Brasil e em
outros países: https://bit.ly/3dhxoPD;
2. Casos em fase de supervisão de cumprimento de
sentença: https://bit.ly/32eTGv4;
3. Medidas provisórias da Corte IDH: https://bit.ly/3smfGyH;
4. Escritos principais de casos com sentença (importante
para aprofundar o estudo de casos da Corte IDH, inclusive com
alguns arquivos em idioma português): https://bit.ly/3aaNfgP;
5. Opiniões consultivas já emitidas pela Corte IDH:
https://bit.ly/3smiNqn;
6. Solicitação de opinião consultiva a Corte IDH:
https://bit.ly/3tz89OJ;
7. Publicações da Corte IDH (materiais em PDF):
https://bit.ly/2QmGcL7;
8. Sistema PUSH da Corte IDH: https://bit.ly/3sfXp6g.
https://bit.ly/3dhxoPD
https://bit.ly/32eTGv4
https://bit.ly/3smfGyH
https://bit.ly/3aaNfgP
https://bit.ly/3smiNqn
https://bit.ly/3tz89OJ
https://bit.ly/2QmGcL7
https://bit.ly/3sfXp6g
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6. PESQUISAR NO SITE DA COMISSÃO
INTERAMERICANA DE DIREITOS
HUMANOS (CIDH)
Agora, passaremos brevemente a compartilhar o site da
Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) e seus links
mais interessantes:
1. Decisões de mérito da CIDH: https://bit.ly/2ORTLSt;
2. Medidas cautelares da CIDH: https://bit.ly/2QwQ5Gk;
3. Relatorias temáticas da CIDH: https://bit.ly/2ORTLSt;
4. Sistema PUSH da CIDH: https://bit.ly/2QtQVDG;
Clique aqui e volte para o SUMÁRIO.
https://bit.ly/2ORTLSt
https://bit.ly/2QwQ5Gk
https://bit.ly/2ORTLSt
https://bit.ly/2QtQVDG
7. PESQUISAR NO SISTEMA GLOBAL DE
DIREITOS HUMANOS
Antes de iniciarmos, aconselho traduzir o site no seu
navegador Google Chrome.
No sistema global, indico o site
https://juris.ohchr.org/search/Documents, no qual, selecionando o
Brasil, vemos dois casos (pesquiso em abril/2021), justamente
porque até o momento só temos dois casos. E o Caso Lula, não
teria que aparecer? Infelizmente, quando o caso está encerrado,
não aparece no resultado. Como o Caso Lula ainda está
tramitando, não aparecerá.
https://juris.ohchr.org/search/Documents
Para entender o significado das abreviações do site, basta
clicar neste link: https://juris.ohchr.org/about/abbreviations. Assim
fica mais clara a possibilidade de filtrar por órgãos. Por exemplo, a
sigla CEDAW significa Convenção sobre a Eliminação de Todas as
Formas de Discriminação Contra as Mulheres, consequentemente
conseguirei casos ligados à eliminação de todas as formas de
discriminação contra as mulheres. Adotando a opção adoption of
views, conseguimos filtrar ainda mais para os casos de mérito.
https://juris.ohchr.org/about/abbreviations
Comentários Gerais de cada órgão do tratado (listados):
Comitê de Direitos Humanos (CCPR); Comitê de Direitos
Econômicos, Sociais e Culturais (CDESC); Comitê para a
Eliminação da Discriminação Racial (CERD); Comitê para a
Eliminação da Discriminação contra Mulheres (CEDAW); Comitê
contra a Tortura (CAT); Comitê dos Direitos da Criança (CRC);
Comitê de Trabalhadores Migrantes (CMW); Comitê dos Direitos
das Pessoas com Deficiência (CRPD); Comitê de
Desaparecimentos Forçados (CED).
Clique aqui e volte para o SUMÁRIO.
http://tbinternet.ohchr.org/_layouts/treatybodyexternal/TBSearch.aspx?Lang=en&TreatyID=8&DocTypeID=11
http://tbinternet.ohchr.org/_layouts/treatybodyexternal/TBSearch.aspx?Lang=en&TreatyID=9&DocTypeID=11
http://tbinternet.ohchr.org/_layouts/treatybodyexternal/TBSearch.aspx?Lang=en&TreatyID=6&DocTypeID=11
http://tbinternet.ohchr.org/_layouts/treatybodyexternal/TBSearch.aspx?Lang=en&TreatyID=3&DocTypeID=11
http://tbinternet.ohchr.org/_layouts/treatybodyexternal/TBSearch.aspx?Lang=en&TreatyID=1&DocTypeID=11
http://tbinternet.ohchr.org/_layouts/treatybodyexternal/TBSearch.aspx?Lang=en&TreatyID=5&DocTypeID=11
http://tbinternet.ohchr.org/_layouts/treatybodyexternal/TBSearch.aspx?Lang=en&TreatyID=7&DocTypeID=11
https://www.ohchr.org/EN/HRBodies/CRPD/Pages/DGCArticles12And9.aspx
http://tbinternet.ohchr.org/_layouts/treatybodyexternal/TBSearch.aspx?Lang=en&TreatyID=2&DocTypeID=11
8. PESQUISAR NO SITE DO SUPREMO
TRIBUNAL FEDERAL (STF)
Recentemente (maio/2020), na parte de pesquisa
jurisprudencial, o site do STF apresentou uma nova atualização
(notícia: https://bit.ly/36CKjqr; link:
https://jurisprudencia.stf.jus.br/pages/search). Houve um avanço
expressivo que precisa ser compreendido e compartilhado. É
preciso parabenizar o STF. Criou-se um portal de jurisprudência
transparente e a favor das partes, pois, pensando no âmbito do
Direito Penal, é possível — agora — pesquisar a fundo posições
favoráveis à defesa. Isto realmente é incrível.
 
https://bit.ly/36CKjqr
https://jurisprudencia.stf.jus.br/pages/search
(aqui podemos notar a possibilidade de pesquisa
jurisprudencial incisiva por teses defensivas, sendo possível
aplicar a pesquisa avançada de aspas duplas e vírgula)
Dicas. Precisamos de algumas dicas para continuar. A.
Primeira. Use poucas palavras, pois elas correspondem ao texto a
ser pesquisado. A depender do vocábulo, é possível que não
encontre o resultado esperado. Por isso, o adequado é visualizar
quais termos jurídicos são mais recorrentes, pois, com eles,
encontrar-se-á facilmente — e de forma direta — o pretendido
precedente jurisprudencial. Se há dúvida quanto ao termo jurídico
que os tribunais utilizam na maioria dos julgados, com as nossas
dicas será simples conseguir driblar essa dificuldade inicial. Mas
como? Assim: comece com termos jurídicos genéricos e amplos.
Exemplo: “dignidade da pessoa humana”. Feito isso, leia alguns
julgados para ver outros termos que seja do interesse da sua
pesquisa. Quando já estiver com os termos jurídicos específicos
em mente, acrescente eles nos campos de pesquisa. Exemplo de
pesquisa mais específica: “dignidade da pessoa humana”, “mínimo
existencial”, “mandado de segurança”. B. Segunda. No site de
pesquisa jurisprudencial do STF (a partir de maio/2020), coloque as
aspas duplas (“ “) entre as palavras, ou no conjunto das palavras
que deseja procurarde forma idêntica. Cuidado (exceção): no site
do STJ, o sistema não aceita a pesquisa feita com “duas aspas” –
igual escrevi –, ou seja, é preciso usar um único ‘acento de aspas’
em cada lado. Correto: ‘dignidade da pessoa humana’. Errado:
“dignidade da pessoa humana”. C. Terceira. Use vírgulas (ou: “e”)
para separar os vocábulos jurídicos que se quer pesquisar. Por
exemplo: “dignidade da pessoa humana”, “mínimo existencial”. Ou
também: “dignidade da pessoa humana” e “mínimo existencial”.
Não se esqueça do atalho CTRL + F quando for pesquisar
algo na página do seu navegador. 
Conclusão. Com essas dicas entendemos a diferença
daqueles que conhecem ou não o código de pesquisa. Ganhamos,
assim, tempo e precisão. A pesquisa passa a ficar adequada à
consulta. Há captura de julgados correlatos ao pesquisado, de
sorte que outras decisões judiciais – diferentes do seu caso
específico – são excluídas da pesquisa.
Sites (STF):
1. Site principal: http://goo.gl/vYXPZ4;
2. Pesquisa de jurisprudência: http://goo.gl/SC0Jmy;
3. Temas relevantes: http://goo.gl/AdLE6J;
4. Súmulas vinculantes: http://goo.gl/IRneu8;
5. Súmulas: http://goo.gl/vApcLn;
6. Repercussão geral: http://goo.gl/wAUVuO;
7. Pesquisa (informativos): http://goo.gl/elvWWS;
8. Constituição e o Supremo: http://goo.gl/uuf1E9.
A crítica (próximo item) foi superada em maio/2020
(atualização do site de pesquisa jurisprudencial do STF). No
entanto, vale mencionar ainda a crítica no livro, pois pode ser útil o
site do Conselho da Justiça Federal caso ocorra alguma mudança.
E essa mudança (maio/2020) no site de pesquisa jurisprudencial do
STF foi tão positiva que notamos uma diferença no acervo
jurisprudencial do site do Conselho da Justiça Federal em
comparação com o site do Supremo Tribunal Federal, de modo que
no site do STF contamos com um acervo maior. Essa dúvida
http://www.stf.jus.br/portal/principal/principal.asp
http://www.stf.jus.br/portal/jurisprudencia/pesquisarJurisprudencia.asp
http://www.stf.jus.br/portal/jurisprudencia/temasRelevantes.asp
http://www.stf.jus.br/portal/cms/verTexto.asp?servico=jurisprudenciaSumulaVinculante
http://www.stf.jus.br/portal/cms/verTexto.asp?servico=jurisprudenciaSumula
http://www.stf.jus.br/portal/jurisprudenciaRepercussao/listarRepercussaoGeral.asp
http://www.stf.jus.br/portal/informativo/pesquisarInformativo.asp
http://www.stf.jus.br/portal/constituicao/
quanto ao acervo era uma dúvida particular minha (não tinha como
comprovar). Essa atualização comprovou que a minha presunção
estava certa. Ou seja, definitivamente o acervo jurisprudencial do
site do Conselho da Justiça Federal conta com um número menor
de julgados. Conclusão? Muito bem vinda a atualização do site do
STF. Agora, temos mais julgados passíveis de pesquisa,
principalmente julgados favoráveis à defesa passíveis de pesquisa
com o novo sistema de pesquisa jurisprudencial.
Minha crítica (que foi superada a partir de maio/2020,
como expliquei anteriormente): Atualmente (escrevo em: 24 de
abril de 2018), o site oficial do STF não facilita tanto a pesquisa
jurídica. Claro, isso pode mudar com atualizações no próprio site.
(veja que fizemos uma pesquisa com o intuito de fechar a frase
‘regimental provido’, ou seja, de que a pesquisa respeitasse o
filtro de aspas)
 
(mas quando verificamos o resultado da pesquisa nos
deparamos com um resultado diverso do pretendido na
pesquisa, pois não respeitou a delimitação do código de
pesquisa entre ‘aspas’, no caso, ‘regimental provido’)
Qual, então, a solução, hoje (24 de abril de 2018), que
faço para contornar o problema? Acesso o site
<http://www.cjf.jus.br/juris/unificada/> e pesquiso por lá. Porque
assim consigo utilizar os códigos de pesquisa e o site responde
com resultado pretendido ao que quis pesquisar. Atente-se que no
site em questão <http://www.cjf.jus.br/juris/unificada/> (site
administrado pelo Conselho da Justiça Federal), é preciso usar
“aspas duplas”.
http://www.cjf.jus.br/juris/unificada/
http://www.cjf.jus.br/juris/unificada/
(perceba, na imagem, que é o mesmo exemplo de pesquisa
que fizemos no site oficial do STF)
(mas o resultado foi conforme o pretendido; ou seja,
corretamente entendido pelo sistema; pois, respeitou a
delimitação do código de pesquisa “regimental provido”,
permitindo, no meu caso, deu encontrar um julgado favorável
à defesa/réu no meu caso concreto do escritório)
Resumo: pesquisa jurisprudencial (para todos os sites)
A. Utilize o sistema de códigos do Google
B. Individualize o termo jurídico por aspas (’ ‘ ou “ “, a depender do
site jurisprudencial). Ex.: STF - “aspas duplas”; STJ – “asplas
duplas”.
C. Mais de um termo jurídico: separe por vírgula (,)
D. Use poucas palavras
E. Use termos mais recorrentes, os quais o tribunal esteja
habituado a utilizar nas ementas
F. Comece com termos jurídicos genéricos e amplos, depois passe
para termos jurídicos específicos
G. Campo pesquisa livre: busca geral.
H. Campo ementa/indexação: busca específica na ementa dos
julgados
I. Use CTRL + F para achar o termo jurídico dentro da página do
seu navegador de internet
Clique aqui e volte para o SUMÁRIO.
9. PESQUISAR NO SITE DO SUPERIOR
TRIBUNAL DE JUSTIÇA (STJ)
1. As mesmas regras de pesquisa jurisprudencial do
STF. No site do Superior Tribunal de Justiça, depois que ocorreu a
atualização nos site, passou-se a permitir o uso de aspas duplas
para especificar palavras-chave. O site do STJ também passou por
atualização e houve melhoras significativas. Deixando a ferramenta
mais otimizada.
A nova atualização do sistema de pesquisa jurisprudencial
do STJ possibilitou a consulta de julgados minoritários e favoráveis
à defesa, preocupando-se com o princípio da paridade de armas e
com o princípio da transparência.
 
2. O ataque hacker no site do STJ em 2020. O que
podemos fazer para pesquisar jurisprudência se o acervo
oficial ficar fora do ar? Em 2020, o site do STJ ficou fora do ar
por mais de uma semana. Com isso, ficamos sem possibilidade de
consulta do acervo oficial. A maneira que encontrei para contornar
esse problema — e aqui deixo o vídeo que fiz sobre:
https://youtu.be/L-i2YY1o6Bc — foi utilizar o site oficial do
https://youtu.be/L-i2YY1o6Bc
https://www2.cjf.jus.br/jurisprudencia/unificada/?rewrite491=1&reason747sha=301_redirection_of_url_rewriting
Conselho da Justiça Federal. Este site é muito importante pra mim
(e para muitos profissionais do Direito), porque com ele
conseguíamos utilizar aspas duplas e pesquisar jurisprudência
favorável à defesa criminal (o que — antes das reformas digitais
nos sites do STF e STJ — não era possível). Embora ele tenha um
acervo menor que o site oficial do STJ e do STF, vale apontar ele
como alternativa caso ocorra outro infortúnio do tipo.
2. Site (STJ):
1. Jurisprudência do STJ: http://goo.gl/T9yqZE;
2. Pesquisa pronta: http://goo.gl/aC5ciC;
3. Jurisprudência em tese: http://goo.gl/8Ke2mE;
4. Súmulas anotadas: http://goo.gl/wga4ZI;
5. Súmulas canceladas: http://goo.gl/G0DaS6;
6. Informativos: https://goo.gl/lfeqPA.
Clique aqui e volte para o SUMÁRIO.
https://www2.cjf.jus.br/jurisprudencia/unificada/?rewrite491=1&reason747sha=301_redirection_of_url_rewriting
http://www.stj.jus.br/SCON/
http://www.stj.jus.br/SCON/pesquisa_pronta/
http://www.stj.jus.br/SCON/jt/
http://www.stj.jus.br/SCON/sumanot/
http://www.stj.jus.br/SCON/sumulas/enunciados.jsp?livre=cancelamento+adj+da+adj+sumula&vPortalArea=544
https://ww2.stj.jus.br/jurisprudencia/externo/informativo/?aplicacao=informativo.ea
20. PESQUISAR NO SITE DO TRIBUNAL DE
JUSTIÇA DE TODOS OS ESTADOS
BRASILEIROS E DO TRIBUNAL REGIONAL
FEDERAL DA 3.ª REGIÃO
1. Consulta de jurisprudência: no decorrer do texto deste capítulo
aproveitamos para discriminar cada sistema de consulta jurisprudencial dos
tribunais estaduais brasileiros. Observe-se, desde logo, que a regra geral é
a possibilidade de usar aspas (” “) e vírgulas (,) para especificarmos os
termos jurídicos. Em rápida leitura, o mais descuidoso leitor poderia logo
entender que a referida regra aplica-se a qualquersite, porém não é isto o
que acontece, eis que há sites de consulta jurisprudencial compatíveis e,
também, não compatíveis com o uso das aspas e vírgulas. Ainda que
constatando um certo simplismo (digo: usar e não usar aspas e vírgulas), é
justamente por esse uso que conseguimos individualizar a nossa pesquisa
(em outras palavras: é simples, mas eficaz), de modo que, caso o site não
aceite tais regra, fatalmente teremos dificuldade sobremaneira — nossa
pesquisa será inócua — de encontrar aquele precedente/julgado correlato
ao nosso caso concreto. Daí a necessidade de verificarmos cada portal de
acesso, (i) ver as peculiaridades, (ii) levantar críticas, (iii) apontar dicas.
2. Dica principal: sempre tente dividir os termos jurídicos com aspas
(um ou dois sinais, a depender do site jurisprudencial) e vírgulas. Ex.: “roubo
majorado”, “habeas corpus”, “ordem concedida”. Ex.: ‘roubo majorado’,
‘habeas corpus’, ‘ordem concedida’. Se não conseguir usar vírgulas ou
aspas, tente, em último caso, apenas inserir os termos jurídicos de forma
livre. Exemplo: roubo majorado habeas corpus ordem concedida. Mas,
lembre-se, essa última dica é usada apenas quando as aspas e as vírgulas
não funcionarem. 
1. TJAC (Acre - http://goo.gl/wKb8KA), TJAM (Amazonas -
http://goo.gl/uKuDJy), TJBA (Bahia - http://goo.gl/k1z1Jc), TJCE (Ceará -
http://goo.gl/fVyrys), TJMS (Mato Grosso do Sul - https://bit.ly/3ichJ5b),
http://goo.gl/wKb8KA
http://goo.gl/uKuDJy
http://goo.gl/k1z1Jc
http://goo.gl/fVyrys
https://bit.ly/3ichJ5b
TJRN (Rio Grande do Norte - http://goo.gl/yhDR07), TJAL (Alagoas -
https://bit.ly/35Fl2wo): seguem o sistema “eSAJ”. O TJSP também adota o
mesmo sistema, de sorte que os ensinamentos exauridos para ele servem
conjuntamente para com os outros. A. O site do Tribunal de Justiça de São
Paulo (TJSP), em seu campo de “consultas de jurisprudência” prevê duas
espécies de pesquisa: (a) a consulta simples e (b) a consulta completa. Em
nossos resultados, a busca de jurisprudência pela segunda espécie
(“consulta completa”) mostrou-se profunda, eis que ela nos dá a opção
“ementa”, além de prever a escolha do relator(a), classe, assunto, comarca,
órgão julgador, data do julgamento, data de registro, entre outras opções.
Para que a pesquisa seja incisiva, portanto, use a opção “ementa” como
campo de pesquisa jurisprudencial, mas não deixa de trabalhar com a
“pesquisa livre”. Na “ementa”, insira palavras-chave de gênero (ex.:
“mandado de segurança”). E na “pesquisa livre”, insira palavras-chave de
espécies (ex.: gravidez, risco, medicamento). É claro que estou trabalhando
o significado de gênero e espécies com base no que você pesquisará. Se
vou impetrar um mandado de segurança, considero gênero. E os temas que
estou trabalhando nele, considero como espécies. Exemplo de como
entendemos isso para fins de pesquisa jurisprudencial:
http://goo.gl/yhDR07
E à medida que for achando julgados e lendo as ementas e
identificando um padrão de palavra-chave gênero, você pode inserir essa
palavra-chave gênero identificada no campo de pesquisa “ementa”. Com
isso, você vai especificando ainda mais e filtrando ainda mais os julgados.
Dica de ouro para pesquisar posições minoritárias: faça a sua
busca somente no campo “pesquisa livre”. E à medida que for conhecendo
as palavras-chave, daí, sim, passe para a ementa. Mas lembre-se: é difícil
um julgado minoritária conter ementa pesquisável. Portanto, inicialmente,
comece pela “pesquisa livre”.
2. TJAP (Amapá): http://goo.gl/Pu2YOj. Peculiaridade do site: o
sistema de pesquisa “Tucujuris” não diferencia o uso dos códigos (digo:
aspas, vírgulas). Ou seja, a pesquisa fica à mercê da insegurança. Em
nossos testes, os termos jurídicos figuravam todos espalhados. Ele
pesquisa por palavras, e não por termos. A pesquisa por palavras torna o
conteúdo mais amplo e genérico, ausente de qualquer especificidade.
Exemplo: se pesquisarmos “mínimo existencial”, ele nos dará o resultado de
“mínimo”, “existencial”. Ora, assim, o termo perde total sentido. Crítica: o
sistema de pesquisa jurisprudencial dificulta a transparência/publicidade dos
julgados.
3. TJDF (Distrito Federal): http://goo.gl/3VnrQW. Sem problemas para
uso.
http://goo.gl/Pu2YOj
http://goo.gl/3VnrQW
4. TJES (Espírito Santo): http://goo.gl/G0fyxK. Crítica: (a) o sistema é
lento; (b) verificando o resultado da pesquisa, percebemos que os termos
pesquisados não aparecem destacados, dificultando, por isso, a
visualização apurada/estratégica da ementa.
5. TJGO (Goiás): http://goo.gl/OgzOwp. Antes de começar: 
selecione o item “Busca Avançada” e faça sua pesquisa no item “Ementa:”.
Peculiaridade do site: sem possibilidade de usar vírgula (ou: “e”), aspas.
Cuidado, aqui, a pesquisa deve ser feita de forma livre: habeas corpus
roubo majorado, por exemplo. Repito: sem vírgulas, aspas… Crítica: o
sistema é pobre em recursos de pesquisa. Nos testes, a pesquisa foi
cansativa; aliás, despendia-se muito tempo para pesquisar julgados.
6. TJMA (Maranhão): http://goo.gl/IpLvJb. Peculiaridade do site:
sem possibilidade de usar vírgula (ou: “e”), aspas. Cuidado, aqui, a pesquisa
deve ser feita de forma livre: habeas corpus roubo majorado ordem
concedida, por exemplo. O resultado é individualizado (não conseguimos
visualizar mais de uma ementa por página) — crítica: o que dificulta o
manuseio. Repito: sem vírgulas, aspas.
7. TJMT (Mato Grosso): http://goo.gl/lyymFO. Não aceita aspas
duplas e vírgulas, dificultando o acesso e a transparência.
8. TJMG (Minas Gerais): http://goo.gl/7CnN6k. Peculiaridade do
site: obrigatoriamente é preciso usar um sinal de aspas em cada termo
jurídico (ex.: ‘roubo majorado’, ‘habeas corpus’, ‘ordem concedida’). É
possível usar vírgulas para separar os termos jurídicos. Crítica: caso ocorra
de o site encontrar muitos julgados, não será exibido nenhum; diante disso,
portanto, o site pede para que redefina os critérios de busca e tente
novamente. Isso quebra com a regra de procurar julgados mediante termos
genéricos e amplos. O pesquisador que deseja conhecer o teor das
ementas fica já no início inibido pelo sistema do site. Limitar o acesso de
todos os julgados, frisando a pesquisa só para um número limite, impede o
efetivo acesso ao conhecimento dos precedentes jurisprudenciais (logo:
ofende o princípio da publicidade).
http://goo.gl/G0fyxK
http://goo.gl/OgzOwp
http://goo.gl/IpLvJb
http://goo.gl/lyymFO
http://goo.gl/7CnN6k
9. TJPA (Pará): https://bit.ly/2MVuZPR. Não permite aspas duplas,
mas permite uso de vírgulas. Muito limitado e sem possibilidade de uso
aprofundado para pesquisar posições minoritárias.
10. TJPB (Paraíba): http://goo.gl/CtwT9r. Antes de começar:
selecione a opção “Ementa”. Crítica: verificando o resultado da pesquisa,
percebemos que os termos pesquisados não aparecem depois destacados,
dificultando, por isso, a visualização estratégica/apurada da ementa. E ema
alguns julgados vemos “bugs” (erros de programação) nas ementas, de
modo que não conseguimos visualizar o teor da ementa.
11. TJPR (Paraná): https://goo.gl/Rv7Ovj. Sem problemas para uso.
É possível utilizar operadores de aspas duplas e vírgula, permitindo a
pesquisa verticalizada para procura de posições minoritárias ou que sejam
incisivas ao caso concreto.
12. TJPE (Pernambuco): https://bit.ly/3bDRxin. Peculiaridade do
site: obrigatoriamente use um sinal de aspas. Possível dividir os termos por
meio de vírgulas. Porém, o resultado não é preciso conforme a pesquisa.
13. TJPI (Piauí): http://goo.gl/yCJcdD. Peculiaridade do site: é
possível usar vírgulas. Porém, o sistema não aceita o uso de sinal de aspas.
Exemplo de pesquisa: roubo majorado, habeas corpus, ordem concedida.
Em nosso teste, por vezes encontramos resultados não pretendidos. O
problema, sublinho, é do sistema adotado por aquele tribunal estadual. Só
ocorrendo a adoção de outro sistema para resolver a problemática
(exemplo: “eSAJ”).
14. TJRJ (Rio de Janeiro): https://bit.ly/39wXifk. Antes de começar:
não se esqueça de especificar as datas dos julgados que deseja pesquisar(altere o ano no item “julgadas a partir do ano de:”). Peculiaridade do site:
não use o sinal de aspas; possível utilizar-se de vírgulas. Crítica: o
resultado das pesquisas é confuso e embaralhado.
15. TJRS (Rio Grande do Sul): https://bit.ly/39NVKOf. Crítica: sem
possibilidade de uso de aspas duplas. É possível utilizar vírgulas. Pesquisa
confusa e demorada. Sem possibilidade de uso para pesquisar rapidamente
https://bit.ly/2MVuZPR
http://goo.gl/CtwT9r
https://goo.gl/Rv7Ovj
https://bit.ly/3bDRxin
http://goo.gl/yCJcdD
https://bit.ly/39wXifk
https://bit.ly/39NVKOf
julgados semelhantes ao caso concreto, dificultando o acesso à
jurisprudência do tribunal.
16. TJRO (Rondônia): https://bit.ly/2N9PB7n. Siga este exemplo ao
pesquisar: ‘roubo majorado’, ‘ordem concedida’, ‘habeas corpus’. Isto é,
para que fique claro: com vírgulas dividindo os termos jurídicos e um sinal
de aspas. Do contrário, a sua pesquisa resultará percalços. Em 14-1-2021,
revisitei o site e percebi um retrocesso na pesquisa jurisprudencial.
Reformaram o site para pior.
17. TJRR (Roraima): https://bit.ly/39xiy4t. Antes de começar:
selecione o campo “Ementa”, pois o sistema do TJRR é lento e aufere
resultados embaraçosos. Peculiaridade: não use aspas, mas sim vírgulas
na barra de “pesquisa livre” do site (ex.: tráfico, habeas corpus) —
infelizmente, ainda assim, teremos problemas para pesquisar julgados.
18. TJSC (Santa Catarina): http://goo.gl/AyDPTn. Siga este exemplo
ao pesquisar: criminal, "agravo regimental provido", dosimetria. Isto é, para
que fique claro: com vírgulas dividindo os termos jurídicos e sinal de aspas
duplas para fechar as palavras-chave. É possível realizar pesquisas
correlatas ao caso concreto e realizar pesquisas de julgados favoráveis à
defesa criminal.
19. TJSE (Sergipe): http://goo.gl/qYW8ge. Peculiaridade: não aceita
o uso das aspas. Exemplo a ser seguido como parâmetro: roubo majorado,
habeas corpus. Crítica: a necessidade de preencher o “captcha” inibe o
usuário de consultar reiteradas vezes o arcabouço jurisprudencial — chega
um momento que cansa ter que inserir aqueles números. Diante disso, é
licito deduzir: a ofensa ao acesso amplo/efetivo dos julgados para com a
sociedade.
20. TJTO (Tocantins): http://goo.gl/cmPWXe. Em 14-1-2021, revisitei
o site e percebi que houve um retrocesso na pesquisa jurisprudencial,
porque não se respeita mais a pesquisa por aspas duplas, impossibilitando
a consulta incisiva.
3. Pesquisa jurisprudencial no site do TRF 3.ª Região. Em 14-1-
2021, revisitei o site do TRF da 3ª Região e verifiquei a impossibilidade de
https://bit.ly/2N9PB7n
https://bit.ly/39xiy4t
http://goo.gl/AyDPTn
http://goo.gl/qYW8ge
http://goo.gl/cmPWXe
uso de aspas duplas. De toda sorte, deixo o livro com a dica seguinte (caso
volte a possibilidade). Sigo.
O site endossa a mesma pragmática do TJSP, embora não o mesmo
sistema. Há dois sites para pesquisas (primeiro: http://goo.gl/qpj7cS;
segundo: http://goo.gl/PqFY4C). Seguimos com pequenos apontamentos: 
(legenda da imagem – 1: não esqueça de desabilitar a opção “mostrar
lista resumida”, eis facilitar a visualização das ementas pesquisadas)
(legenda da imagem – 2: não selecione a opção “Mostrar lista
resumida”)
 
(legenda da imagem: perceba que o termo foi encontrado junto com a
preposição “de”; ou seja, o termo foi pesquisado pelo site
jurisprudencial em sua integralidade)
Por exemplo, imaginemos que o leitor queira pesquisar sobre
“audiência de custódia” no site jurisprudencial do TRF3. Como fazê-lo? Veja:
Ementa > “audiência de custódia” > Pesquisar.
Portanto, cuidado. Se não respeitarmos tais dicas, o resultado sairá
com número maior e desconexo com o tema a ser pesquisado. Prova disso
é o teste que realizamos no site (98 documentos encontrados), percebemos
que o resultado não tinha nada a ver com “audiência de custódia”, mas
mesmo assim o sistema acrescentou. Por que o sistema apresentou
acórdãos desconexos com o item pesquisado? Explico. Nesse teste não
inserimos “aspas” no termo jurídico e, ainda mais, pesquisamos ele no
http://web.trf3.jus.br/base-textual
http://www.trf3.jus.br/NXT/Gateway.dll?f=templates&fn=default.htm&vid=trf3e:trf3ve
campo “pesquisa livre” (campo este totalmente aberto para o sistema
eletrônico de busca).
Portanto, o que seria correto? Como já explicamos alhures, e repito
mais uma vez, pesquise no item “ementa” (se quer uma pesquisa incisiva),
ou mesmo na “pesquisa livre” (se quer encontrar outros assuntos, além do
contido na ementa dos julgados) e separe os termos jurídicos (se houver
mais de um) com vírgulas (exemplo: “dignidade da pessoa humana”,
“reserva do possível”). Só com essas duas pequenas dicas — pode ter
certeza — a sua pesquisa diferenciar-se-á das demais.
Em resumo:
A. Valem as mesmas dicas do capítulo sobre Pesquisar no site do Supremo
Tribunal Federal (STF);
B. Em último caso. Se não conseguir usar vírgulas ou aspas, tente, em
último caso, apenas inserir os termos jurídicos de forma livre.
Clique aqui e volte para o SUMÁRIO.
1. PESQUISAR NO SITE DO TRIBUNAL
SUPERIOR DO TRABALHO (TST)
1. Pesquisa. Clicando na aba “jurisprudência”, entre na
opção “consulta unificada” e depois “pesquisa livre”. No campo
“pesquisa livre”, use as palavras correlatas à pesquisa. Lembre-se
de sempre colocar as aspas (“ ”) em cada vocábulo jurídico a ser
pesquisado. Use vírgulas para separar os vocábulos (= objetos da
pesquisa). Não se esqueça do atalho CTRL + F quando for
pesquisar algo na página do seu navegador.
2. Site (TST):
I. Jurisprudência: http://goo.gl/TVdZLo.
Clique aqui e volte para o SUMÁRIO.
http://www.tst.jus.br/jurisprudencia
22. METODOLOGIA CIENTÍFICA
1. O problema das faculdades de Direito. Em algumas faculdades
de Direito, os professores deixam a matéria de metodologia científica passar
despercebida, não dando muita atenção a ela — senão a desconsidera
totalmente. E, hoje, a Era Digital, verificamos ainda mais a necessidade de
uma Pedagogia da Era Digital, pois muitos profissionais saem da faculdade
sem saber o mínimo de informática. Perceba que nós lidamos — na maioria
dos Estados brasileiros — com processos digitais. Foi-se o tempo da
máquina de escrever (no máximo, vemos ela como um passatempo:
https://glo.bo/3oLt7al).
2. Metodologia científica para a nossa vida inteira. Cabe ao
profissional do Direito dar atenção à matéria de metodologia científica não
só no último ano de faculdade, mas, sim, em todos os anos de sua vida
acadêmica (até: pós-faculdade, se formos analisar bem). Não adianta
construir peça jurídica com suficiente conteúdo e este mesmo conteúdo
apresentar-se desorganizado, ou seja, sem qualquer preocupação com a
fonte, o alinhamento, a margem da folha. É preciso aprender a organizar a
sua peça. Para isso, o livro de metodologia científica é um bom suporte.
Digo isso porque a matéria não traça apenas regras da ABNT, e sim como
também de como elaborar/formatar a sua monografia.
3. Metodologia científica e os estudos. O curso de metodologia
científica vai além dessas regras metódicas. Explico. Às vezes, temos
dificuldade para entender a melhor maneira de estudar. O caro leitor já deve
ter feito essa pergunta para si: será que alguém nunca pensou em escrever
um livro sobre “como estudar”? Sim! São os livros de metodologia científica.
Um bom livro de metodologia científica ensina o leitor não só a respeitar as
regras para escrever monografias, como também a estudar e organizar-se.
4. Livros de metodologia. Por curiosidade, pegue dois livros da
matéria e passe os olhos no sumário. São inúmeros os ensinamentos. Há
bons livros sobre o assunto. Tais como: ANTÔNIO JOAQUIM SEVERINO[1]
e DÉLCIO VIEIRA SALOMON. Se quer ler o livro inteiro — o que é melhor,
https://glo.bo/3oLt7al
por óbvio, a se fazer —, leia primeiro o livro do Prof. ANTÔNIO JOAQUIM
SEVERINO, porque depois, no fim da obra, ele cita outras bibliografias
(aliás: sempre veja as referências bibliográficas no fim de cada capítulo ou
livro para procurar mais obras relacionadas ao tema), as quais podem servir
deconsulta a respeito da matéria. Cuida-se, com certeza, de um livro
essencial para qualquer acadêmico ou profissional do Direito. A ideia, aqui,
portanto, é demonstrar a necessidade de um livro sobre essa matéria.
Sempre tenha um livro de metodologia científica na sua biblioteca (física
e/ou digital). Você verá a diferença quando for escrever um artigo científico,
uma peça processual. Saber como citar obras jurídicas ou apontar teses de
outros doutrinadores são questões básicas e essenciais para qualquer um
que vive da escrita (no caso: escrita jurídica). Preocupar-se com a estética
textual (e não sobre o visual, digo sobre timbre, frases de outra natureza
que não jurídicas…) da petição não é apenas uma questão de normas da
ABNT. É mais que isso. É preocupar-se com o leitor.
5. O problema da clássica/tradicional metodologia científica.
Contudo, mesmo encontrando o melhor livro de metodologia científica, o
caríssimo leitor perceberá o tradicional meio de ensinar (leia-se: livro
impresso, caneta e bloco de notas). A ciência da metodologia científica pode
alavancar-se mais que isso (digo: “livro(impresso)-caneta-bloquinho”).
Para o escritor deste livro, a metodologia tradicional — que é a
metodologia, pasme, ensinada nos bancos acadêmicos no Século XXI —
precisa mudar. A atualidade (dinâmica e que vive um “boom” de informação)
pede mudanças.
Os livros de metodologia científica devem ensinar a usar aplicativos
de escrita, ferramentas de livros digitais (ePub/PDF/mobi), como escanear
livros impressos (detalhe importante: não estou estimulando a pirataria, e
sim otimizando o uso particular daquele livro físico comprado/adquirido),
porque não são todos os livros que precisam ser lidos na íntegra, doravante,
às vezes, existir durante a pesquisa apenas um intuito de
complementariedade. Quantos livros ficam na prateleira e que poderiam ser
facilmente utilizados em pesquisa se fossem digitalizados?
Conheço uma pessoa muito querida do mundo jurídico que organiza
publicações de conteúdo jurídico só por livros digitais. Ele compra os livros e
pede para digitalizar em empresas especializadas. Elas escaneiam o livro e
aplica OCR. Toda a biblioteca desse querido amigo é digital. Se ele tem
dúvida sobre algo ou quer trabalhar com algum tema, basta usar o CTRL +
F. No computador dele ficam abertos 5-10 PDFs de vários autores sobre a
mesma matéria. Daí ele vai buscando os termos à medida que constrói o
próprio pensamento e o próprio texto. Não estou falando de plágio, e sim de
referências bibliográficas, citações diretas e indiretas.
É importante beber da fonte de outros autores. Do contrário, caímos
no achismo/subjetivismo (ou pior: na ignorância ou em um negacionismo).
Sempre consulte e faça referências bibliográficas (uso o Zotero para
organizar as minhas referências bibliográficas).
Claro que a essência da pesquisa pede uma leitura mais comedida,
atenciosa, detalhista — até mesmo, por isto, que sempre os livros físicos
existirão. Essa ideia passa a ficar bem concreta quando explico desta
maneira: imagine que eu tenha um livro de Filosofia e queira pesquisar nele
o termo “argumentação”, para tanto, o mais incauto poderia dizer que
teríamos de lê-lo capa a capa — com atenção a cada momento nas
palavras. Sucede que, hoje, há ferramentas que possibilitam a otimização
no momento da pesquisa (por exemplo: o uso do sistema OCR de
identificação de palavras em arquivos PDFs). Ou seja, (i) pego o livro, (ii)
passo ele no scanner e (iii) identifico as palavras por meio do sistema OCR.
Pronto. O que era livro físico ficou digital. Agora, consigo pesquisar
incisivamente o que desejo (principalmente quando utilizo o Evernote).
Imagine a economia de tempo.
Um tema muito ligado a esse que acabei de escrever é o de “como
tomar notas inteligentes”. Indico este livro (infelizmente, ainda não
traduzido): How to Take Smart Notes: One Simple Technique to Boost
Writing, Learning and Thinking – for Students, Academics and Nonfiction
Book Writers.
https://www.amazon.com.br/How-Take-Smart-Notes-Nonfiction-ebook/dp/B06WVYW33Y/ref=sr_1_1?__mk_pt_BR=%C3%85M%C3%85%C5%BD%C3%95%C3%91&dchild=1&keywords=how+take+smart+notes&qid=1610679811&s=digital-text&sr=1-1
Este meu livro trata sobre: Notion para estudantes: baseado no
método zettelkasten. Também falo no livro sobre a vida do Prof. Niklas
Luhmann (professor de universidade na Alemanha que em sua slip-box
tinha 90 mil notas, publicou mais de 70 livros e 500 artigos científicos).
6. Os instrumentos do grande pesquisador. Diante de tudo isso,
classifico as seguintes ferramentas (os instrumentos para o grande
pesquisador): Word/Evernote/Notion (= aplicativos de
escrita/organização/pesquisa, principalmente o uso do Evernote) + sistema
OCR de PDFs + livros digitalizados em formato PDF + Scanner + livros
físicos + controle das referências bibliográficas no Zotero.
São os instrumentos imprescindíveis para qualquer grande
pesquisador da área jurídica (ou outra área/ciência). Claro que não se trata
de uma regra absoluta, a nossa intenção é trazer conteúdo que possa
melhorar a produtividade. Nada impede de o/a leitor/a (re)adequar as
proposições exauridas neste livro.
Em resumo:
A. Metodologia científica: essencial à vida acadêmica
B. O problema da metodologia científica tradicional
C. A nova metodologia científica do Século XXI
D. Os instrumentos do grande pesquisador do Século XXI:
Word/Notion/Evernote + sistema OCR de PDFs + livros digitalizados em
formato PDF + Scanner + livros físicos + controle das referências
bibliográficas (Zotero)
Clique aqui e volte para o SUMÁRIO.
https://www.amazon.com.br/Notion-para-estudantes-baseado-zettelkasten-ebook/dp/B08SHFWKNL/ref=sr_1_1?dchild=1&qid=1610679865&refinements=p_27%3AMarco+Antonio+Valencio+Torrano&s=digital-text&sr=1-1&text=Marco+Antonio+Valencio+Torrano
3. MONITOR, TECLADO, CADEIRA E
ÓCULOS COM LENTES “VIDEO FILTER”
“Você é responsável por moldar e escolher os ambientes que
acabarão por moldar a pessoa que você vai se tornar e o destino
que vai ter. Projetar o seu ambiente é a sua maior
responsabilidade”
Benjamin Hardy
1. Produtividade. “Bill Gates descreveu como mantinha
seus e-mails em dia. Ele usava três monitores acoplados ao
computador.” [ver: http://bit.ly/2pLUGBi]. Realmente, só consegui
sentir o aumento da produtividade no trabalho depois de instalar no
meu computador outro monitor, ficando, assim, com duas telas.
Uma, para escrever; outra, destinada a pesquisas, ajudando-me
sobremaneira a construir peças processuais e consultar estudos
jurídicos (leia-se: livros, artigos científicos, teses, notícias). Sites
específicos mostram, ao adotar duas telas como meio de trabalho,
um aumento de desempenho equivalente a aproximadamente 50%.
Ou seja, com mais um monitor, conseguimos praticamente
economizar metade do tempo. Também é possível investir em três
monitores, distribuindo-se ainda mais os afazeres — como bem
aplicou Bill Gates. Porém, cuidado. Normalmente, requer-se um
adaptador ativo para plugar o terceiro monitor no computador. Uma
loja de informática informará melhor sobre isso – ou procure no
Google/YouTube.
Ainda assim, podemos verificar que o que mais tem
chamado a atenção em termos de mesa e equipamentos
http://bit.ly/2pLUGBi
digitais/eletrônicos é o DESIGN MINIMALISTA (menos coisa
possível para aumentar a produtividade e manter a organização).
Mas isso quer dizer que vários monitores não ajudam? Calma. As
pessoas que adotam o design minimalista compram monitores com
resolução 4k/5k (ou seja: monitores de alta resolução), que, na
prática, faz as vezes do tamanho de 2 ou de até 3 monitores.
Então, por exemplo, esse monitor que você está vendo (abaixo, na
imagem) é um monitor de 4k e tem um tamanho de 32” polegadas.
Ou seja, é bem grande e tem alta resolução (= mais campo de
trabalho). Ao lado dele, como pode ver, temos um MacBook Pro
(plugado no monitor), que é uma opção para quem quer
mobilidade. Aliás, quem me acompanha nas redes sociais
(@mavt88 - Twitter), sabe que sou muito fã dos MacBooks,
principalmente emrazão da facilidade de construir textos e acessar
ferramentas, por exemplo, de dicionário (para verificar sinônimos e
significados). Porém, o preço desse computador é absurdo e isso
me desagrada. Por isso, em termos de igualdade de acesso a
dispositivos eletrônicos, prefiro muito mais o Windows 10
(atualmente, uso um Lenovo c340). É possível encontrar
facilidades no MacBook, mas ele é prescindível para a vida
profissional (não paramos de criar, estudar e trabalhar só porque
não temos um MacBook, certo?). Diante disso, a parte 4 deste livro
(sistema de organização e criação de teses jurídicas) é baseada no
sistema operacional Windows 10 (ainda assim, disponibilizo
algumas dicas do sistema macOS neste livro). 
(exemplo de mesa baseada em um design minimalista)
 
(no Twitter comentei sobre e também indiquei cada
equipamento na foto: https://goo.gl/3uYFXx)
Eu tive a felicidade de experimentar vários dispositivos
eletrônicos nesta vida. Neste livro comento mais sobre e como
https://twitter.com/mavt88/status/982068610175774720
podemos utilizar eles para otimizar o Word e a produtividade digital:
Entenda como otimizar o Word em minutos para o trabalho e
estudo no Direito.
Sobre a imagem (data: 2021). Aqui estou usando um notebook 2
em 1 (Lenovo c340) e um monitor (Lenovo - Thinkvision - modelo
61CAKBR1BR) e o suporte da marca ELG (F160).
https://www.amazon.com.br/Entenda-otimizar-minutos-trabalho-Direito-ebook/dp/B08MVBY35N/ref=sr_1_6?dchild=1&qid=1610681049&refinements=p_27%3AMarco+Antonio+Valencio+Torrano&s=digital-text&sr=1-6&text=Marco+Antonio+Valencio+Torrano
https://www.amazon.com.br/gp/product/B0882FC5F7/ref=ppx_yo_dt_b_asin_title_o09_s00?ie=UTF8&psc=1
https://www.google.com/search?q=ELG,+f160&sxsrf=ALeKk00CCszcBqRXOWpSbl7bQ9NgCH0R_Q:1604283674443&source=lnms&tbm=shop&sa=X&ved=2ahUKEwj9uaK05uLsAhWPH7kGHVNXAtsQ_AUoAXoECAsQAw&biw=1275&bih=2126
Sobre a imagem. Vemos um suporte da marca ELG (F160), fixado
na minha mesa. É excelente. Consigo movimentar os monitores pra
onde quero e ele tem espaço interno para organizar cabos/fios,
deixando a mesa limpa. No Mercado Livre você encontra a bandeja
para notebook e o suporte F160.
 
https://www.google.com/search?q=ELG,+f160&sxsrf=ALeKk00CCszcBqRXOWpSbl7bQ9NgCH0R_Q:1604283674443&source=lnms&tbm=shop&sa=X&ved=2ahUKEwj9uaK05uLsAhWPH7kGHVNXAtsQ_AUoAXoECAsQAw&biw=1275&bih=2126
https://produto.mercadolivre.com.br/MLB-1519876785-bandeja-apoio-notebook-acoplavel-a-suporte-de-pisto-nbh-1-_JM
https://produto.mercadolivre.com.br/MLB-1683931587-suporte-2-monitores-articulado-mesa-27-f1600-f160n-elg-_JM?matt_tool=90090532&matt_word=&matt_source=google&matt_campaign_id=6542484841&matt_ad_group_id=84209438291&matt_match_type=&matt_network=u&matt_device=c&matt_creative=385102491763&matt_keyword=&matt_ad_position=&matt_ad_type=&matt_merchant_id=156215567&matt_product_id=MLB1683931587&matt_product_partition_id=547786698163&matt_target_id=pla-547786698163&gclid=CjwKCAiA-f78BRBbEiwATKRRBO692xt58rEqEnJuNUodJFkU_jYF3FBOVhHsV-fY4f8KAbh5f5kbSxoCQaEQAvD_BwE
Sobre a imagem (data: 2020). Já tive a oportunidade de usar 3
monitores. O problema que sobrecarregou o notebook. Acabei me
desfazendo do terceiro monitor. Porém, com certeza, é muito bom.
Espero que no futuro possa voltar, mas terei que trocar de
notebook (o que vai demorar um pouco, já que amo esse notebook
2 em 1 – Lenovo c340).
Sobre a imagem (data: 2019). Antes dos monitores, usava uma
televisão de 40 polegadas. Configurando certo, não vejo problema
usar a televisão como monitor. O problema que alguns não
consegue “calibrar” a televisão para usar junto com o notebook.
Isso pode prejudicar o uso e — até mesmo — incomodar. Portanto,
não é um dispositivo para qualquer um. Na dúvida, compre um
monitor (não tem erro).
Sobre a imagem (data: 2018). A minha intenção com a imagem é
demonstrar que a nossa necessidade tecnológica muda à medida
que avançamos, seja intelectualmente, seja economicamente, e
verificamos possibilidades para investir em novos dispositivos
eletrônicos. Investir em dispositivos eletrônicos é uma necessidade
na Era Digital, mas deve ser visto com cautela, pois vivemos em
um país em que atualmente 1 dólar equivale a 5-6 reais, vivemos
num claro estado de vulnerabilidade digital. Ter um MacBook Pro é
um sonho bem distante para vários acadêmicos. Por isso cada
dinheiro empregado deve ser muito bem pensado. Pesquise muito
quando quiser comprar algo, principalmente se você é estudante.
Por exemplo, um tablet que custa 5 mil reais, a depender da sua
situação econômica, pode ser um problema quando se formar,
porque ficará limitado ao sistema operacional (prejudicando a
realização de trabalhos e tarefas). Veja: eu não consigo protocolar
peça com um tablet. Se eu comprasse um tablet de 5 mil reais em
vez de um notebook, não teria a chance de concretizar os trabalhos
que tenho hoje. Mais sobre: https://youtu.be/jtxQVkG3cSY.
 
 
(dica para quem usa sistema operacional WINDOWS e trabalha
com várias janelas abertas: com esse aplicativo é possível
otimizar uma “barra de tarefas” dinâmica e totalmente
otimizada para o seu work flow digital. Mais sobre, explico
neste vídeo passo a passo como configurar e sobre as
funções dele: https://www.youtube.com/watch?v=-
Ene5JZXXiM&t=147s)
 
https://youtu.be/jtxQVkG3cSY
https://www.youtube.com/watch?v=-Ene5JZXXiM&t=147s
(na imagem é possível verificar a facilidade que é de visualizar
o significado da palavra e outros sinônimos pelo sistema
operacional MacOS, presente nos MacBooks da Apple)
 
(outra dica para quem usa MacBooks: utilize a ferramenta de
atalhos de digitação para programar referências bibliográficas,
facilita a digitação, veja o vídeo: https://goo.gl/r2Cgi3)
 
(ou mesmo habilitar a opção ditado e poupar um pouco o
esforço da mão ao digitar, transformando a fala em palavras
digitadas com esta ferramenta do sistema MacOS:
https://goo.gl/Wfsg2Q)
 
3. Duet (iOS/macOS/Windows). Já, para aqueles que
gostam do sistema operacional da Apple e quer investir pesado
nessa ideia de múltiplos monitores, aconselho a utilizar o aplicativo
Duet (site específico do aplicativo: http://goo.gl/ILzztR). Ele faz do
seu iPad uma segunda tela/monitor de navegação. A experiência
passa a ficar bacana quando se junta o Macbook mais o iPad, pois
ganha-se, com isto, portabilidade, já que os dois aparelhos são
leves e com alta durabilidade de bateria. Veja o vídeo do aplicativo
no YouTube (disponível em: https://goo.gl/31c9Nu).
https://twitter.com/mavt88/status/876312045565730817
https://twitter.com/mavt88/status/875948389468450820
http://www.duetdisplay.com/pt/
https://www.youtube.com/watch?v=CCcCOnw2-zk
(na imagem vemos como é possível usar um iPad ligado a um
MacBook, tornando o iPad um segundo monitor graças ao
aplicativo Duet)
 
4. Mac com mais monitores (mini display port) E, se
achar que ficou muito caro, pegue aquele monitor antigo, compre
um adaptador mini display port para o seu Macbook e faça a
instalação dos dois. Assim você fica com o seu Macbook mais um
monitor/tela secundário[1].
5. Teclado (mecânico). Preocupe-se com o seu teclado. O
teclado convencional, vendido nas lojas de informática, aqueles na
faixa de R$15-30,00 são verdadeiros “venenos” para o profissional
que trabalha todo o dia com um teclado, pois corroboram com a
tendinite (inflamação do tendão). Por isso, compre um teclado
mecânico. Faça o teste. Digite em um teclado membrana e digite
depois num teclado mecânico. A própria fabricação do teclado
mecânico é diferenciada (mais sobre: https://bit.ly/3sKVd78). Suas
dores sumirão. Acredite.
https://bit.ly/3sKVd78
(teclados de membrana são mais fáceis de fabricar e tem uma
longa peça emborrachada (na imagem: é a parte branca) que
serve de ligação para todas as teclas, a fim de que o
computador verifique se a tecla foi ou não ativada)
(os teclados mecânicos possuem molas e peças em cada
tecla, as quais operam para ter certeza na identificação ao
teclar, de modo que o comando é percebido sem mesmo ter
pressionadopor inteiro a tecla, permitindo conforto e destreza
na digitação)
Benesses do teclado mecânico: durabilidade, tempo de
resposta (mecânico: 3-4mm; membrana: 6-8mm) e maior
percepção tátil. Trago ao leitor dois tipos de teclado mecânico. O
primeiro é o da marca EliteKeyboards. Eles possuem vários
modelos, os quais podem ser vistos aqui: http://goo.gl/ue7snM.
Dessa fabricante, o que mais me chama a atenção é o Happy
Hacking Professional 2 (Dark Gray). Ele é compacto e de excelente
qualidade — digo isto porque já usei um e recomendo muito. O
problema é que esse modo de teclado é vendido só no exterior;
entretanto, por sorte, a loja oferece serviço de encaminhamento
dos seus produtos para o Brasil. Para que consiga comprá-lo,
portanto, será preciso importá-lo (logo, inclua: impostos e frete). O
segundo teclado mecânico que indico é o da Razer
(http://goo.gl/92ZxQG). Este produto pode ser encontrado nas lojas
brasileiras e possui alta qualidade e performance. O importante no
momento da compra é a satisfação pessoal — óbvio. Encontre a
marca que melhor encaixe ao seu perfil. De toda sorte, lembre-se:
escolha um teclado mecânico (e não teclado membrana).
6. Cadeira/Poltrona. Passamos grande parte do nosso
tempo sentados na frente dos livros ou do computador. Por isso,
investir nos objetos pelos quais a gente passa a maior parte do
tempo é uma necessidade profissional. Exemplos de cadeiras
ergonômicas: Herman Miller - Aeron e também a Embody; ou faça
uma pesquisa no Google: “cadeira ergonômica”. Atualmente,
estou com um DXRACER - Tank (http://bit.ly/2J5jhh1). Como no
Brasil é muito quente, considere comprar uma cadeira de TECIDO
ou TELA MESH. Evite cadeiras de poliuretano ou couro sintético,
são extremamentes desconfortáveis (acredite, já tive uma e devolvi
de tão quente e insuportável que é ficar sentado). Lembre-se: não
ficamos minutos, e sim horas sentados numa cadeira trabalhando
ou estudando (cuidado: separe 5min a cada 1h sentado para se
http://elitekeyboards.com/products.php?lang=en
http://www.razerzone.com/br-pt/gaming-keyboards-keypads
http://bit.ly/2J5jhh1
levantar e andar um pouco ou beber um copo d’água na cozinha e
voltar). 
 
(Aeron Herman Miller)
(Embody Herman Miller)
(DXRacer - Tank T30-N)
Entretanto, caso o colega não queira tanto, ou está tendo
dificuldade financeira, indico o seguinte conjunto (sim, já usei).
Seria esta poltrona de plástico da Tramontina (valor aproximado:
R$100,00), porque é resistente e melhor que muita poltrona de
valor alto vendida por aí — acredite —, junto com alguma almofada
terapêutica da BioFlorence (valor aproximado: R$25-35,00, a
inflável; a gel é, mais ou menos, R$70-90). Também tem a
almofada de silicone [ver: http://bit.ly/2oespDl]. Acesse os sites
para saber um pouco mais sobre: http://goo.gl/Hq4BCp;
http://goo.gl/y8b6Vw. Por óbvio, caso o amigo leitor esteja sentindo
dores excessivas, não conseguindo estudar por muito tempo
http://bit.ly/2oespDl
http://www.tramontina.com.br/produtos/23974-poltrona-miami
http://www.bioflorence.com.br/forracao-ortopedica-assento-inflavel-caixa-de-ovo-quadrada-fechada.php
sentado, a melhor solução é procurar um profissional
especializado. Aliás, sobre ficar sentado estudando por muito
tempo, dê intervalos de 10 minutos a cada 50 minutos de estudo.
Lembre-se, você é humano. Toda a vez que sentamos nossa
coluna é maltratada (especialistas defendem: a postura fixa — seja
qual for — por longo tempo prejudica o corpo). Logo, fortaleça a
musculatura, ela é quem sustenta a nossa coluna. Se exercite,
corra (até mesmo porque, correr faz o cérebro criar novos
neurônios e livra a mente da depressão). Evitemos dor e
sofrimento.
8. Óculos (lentes “video filter”) e colírios lubrificantes. A
lente de óculos chamada video filter ajuda a evitar o cansaço dos
olhos (= olhos ardidos e doloridos) depois de um período
prolongado no uso de computadores, prometendo reduzir a
luminosidade da tela do computador e proteger dos raios
ultravioleta. O preço das lentes video filter não varia muito das
lentes comuns e podem ser encontradas facilmente. Procurei saber
sobre o orçamento e até tenho no meu óculos de grau. Por
exemplo, se quer fazer um óculos de grau com lentes video filter, o
preço aumenta aproximadamente R$120,00. Tendo em vista o
benefício prometido, não creio ser algo exagerado. De toda sorte,
converse com o seu oftalmologista sobre o assunto, porque talvez
ele indique um colírio lubrificante em vez da lente video filter — ou
os dois, a depender. O indicado é sempre procurar um profissional
especializado sobre o assunto. Nossa intenção é apenas levar a
conhecimento tais possibilidades. 
9. Coluna e mesa elétrica (com regulagem de altura).
Uma alternativa para melhorar a postura e aumentar o
desempenho na frente do computador é escolher as mesas com
regulagem de altura. O mais interessante é que elas possuem um
controle elétrico, com o qual é possível a regulagem de altura da
mesa sem esforço algum (apenas com 1 clique). Veja o vídeo do
produto: https://goo.gl/JJw7pN.
https://www.youtube.com/watch?time_continue=7&v=a4oVjwvZbDU
(no site da Genio Desks você encontra várias dicas sobre e até
o produto deles para compra: https://www.geniodesks.com.br/)
10. Mouse pad grande. Normalmente, vemos mouse pad
para o mouse. Mas, hoje, o mercado vende mouse pad que cobre o
teclado e o mouse. Comprei um baratinho no Mercado Livre
(paguei R$ 30,00), da marca EXBOM. E confesso que fica mais
confortável digitar e levar a mouse até o mouse, porque o
punho/mão não prega na mesa (desliza suavemente).
(mouse pad grande)
11. Dores e sofrimento. Parte dos profissionais do Direito,
com a vinda dos processos eletrônicos, principalmente os juízes,
reclamam quanto ao uso excessivo de dispositivos eletrônicos. A
queixa principal é a de que os sujeitos processuais ficam
constantemente usando o computador, de frente para o monitor por
quase 5-10h por dia, importando ao corpo dores de cabeça, coluna
https://www.geniodesks.com.br/
e outros problemas corporais. O problema é que, para desagrado
delas, a problemática está mais nele (ou propriamente no
equipamento de trabalho) do que no sistema processual eletrônico
implantado na maioria dos tribunais. Diante do exposto, caberia
algumas perguntas:
1. “Qual o modelo/marca/tamanho do seu monitor?”,
2. “O seu monitor é atual, ou é um monitor antigo?”,
3. “O ambiente de trabalho/estudo está iluminado de acordo
com a luz emitida pela tela do monitor?,
4. “Qual a modelo/marca/tipo da sua cadeira?”,
5. “Qual o tipo do seu teclado (mecânico ou membrana)?”,
6. “Qual sua postura na mesa junto com a poltrona?”,
7. “Pratica exercício físico?”,
8. “Já conversou com o seu oftalmologista sobre as lentes
‘video filter’ para óculos?”. 
Está percebendo, então, que tudo interfere (digo, estes
quatro elementos: monitor, óculos, teclado e poltrona)? A verdade é
que é preciso/necessário olhar mais para o que está à volta (neste
caso: ambiente/acessórios/equipamentos de trabalho).
Clique aqui e volte para o SUMÁRIO.
4. PETIÇÕES NA “NUVEM”
1. Nuvem. Já pensou em escrever todas as suas peças
processuais, teses jurídicas, artigos científicos, e guardar tudo isso
numa conta particular e na nuvem (= serviço de armazenamento de
dados pela internet), sem preocupação de não perder nada se o
disco rígido do seu computador queimar?
2. Seguro. Desde quando fui estagiário da Defensoria
Pública do Estado de São Paulo, adoto o sistema de
armazenamento na nuvem do Google Drive (site:
https://goo.gl/EGFnty) e até o momento nunca me deixou na mão.
Lá você pode guardar todos os seus arquivos pessoais, porque a
conta criada é sua (= particular, ninguém pode mexer). Além do
mais, se você está escrevendo algo, o Google Drive salva no
mesmo instante. Isso evita dores de cabeça quando ocorrem os
apagões (digo: quedas de energia). Claro, o melhor é ter um
nobreak, mas, do contrário, a precaução/cautela se mostra
necessária – aliás, ninguém quer perder um(a) vida/ano/mês/dia
inteiro de trabalho.
3. Gratuito. O mais interessanteé que o Google Drive
disponibiliza esse serviço gratuitamente. O usuário ganha 15gb de
https://www.google.com/intl/pt-BR/drive/
espaço (isto mesmo: 15gb de espaço totalmente gratuitos), de
modo que, caso queira aumentar o espaço de armazenamento, é
preciso pagar uma quantia mensal, como, por exemplo, o espaço
de 100gb, custa R$6,99 mensais[1], até o cancelamento da
assinatura. 
4. Prático. Acho prático e usual. E, a bem dizer, 15gb de
espaço é bastante espaço de armazenamento para quem trabalha
com Word (ou seja: arquivos .doc). A plataforma é simples, não
exige conhecimento aprofundado do usuário. Qualquer um que
tenha um G-mail (= e-mail da Google) também tem acesso direto
ao Google Drive.
5. Dropbox. Algumas pessoas gostam do Microsoft Office
Word, porque já aprenderam a mexer nele desde criança (nas
aulas de informática) e, por outro lado, sentem dificuldade com
outros sistemas novos de escrita. Se você se encaixa nesse perfil e
quer se beneficiar com o sistema de armazenamento de dados
pela internet, aconselhamos a procurar o aplicativo Dropbox (site
específico: https://goo.gl/YYSmoR). Digite no Google, assim:
“dropbox site:techtudo.com.br". Aparecerá vários artigos ensinando
como lidar com o referido aplicativo. Vale a procura.
https://www.dropbox.com/
https://www.google.com.br/search?q=dropbox+site%3Atechtudo.com.br&oq=dropbox+site%3Atechtudo.com.br&aqs=chrome..69i57.249j0j7&sourceid=chrome&ie=UTF-8
6. OneDrive. Com a mesma ideia que os demais, mudando
apenas a aparência e o manuseio, há também o serviço da
Microsoft para armazenamento de dados pela internet, que se
chama OneDrive (site específico: https://goo.gl/clIIdO). Mais sobre:
“onedrive site:techtudo.com.br” – pesquise no Google.
https://onedrive.live.com/about/pt-br/
https://www.google.com.br/search?q=onedrive+site%3Atechtudo.com.br&oq=onedrive+site%3Atechtudo.com.br&aqs=chrome..69i57.1323j0j4&sourceid=chrome&ie=UTF-8
Clique aqui e volte para o SUMÁRIO.
5. SCANNER
1. O celular é o próprio scanner. Hoje celulares funcionam
como praticamente scanner, graças aos aplicativos. Seja celular
Android, seja iPhone. A. Um aplicativo ótimo para escanear e
digitalizar documentos no Android, e depois exportar para formato
PDF, JPEG, é o CamScanner (site: https://goo.gl/l3GrAU). Certa
vez tive de escanear 2.000 páginas de um processo. Em nenhum
momento o aplicativo apresentou problemas. Certamente, é uma
dica para poupar tempo dos interessados, que muitas vezes
gastam dinheiro com outros aparelhos/aplicativos/ferramentas que
não trazem um resultado satisfatório. B. No caso do iPhone, indico
dois aplicativos: Scanner Pro e/ou Scannable (aliás: os dois são
compatíveis com o Evernote). O Scanner Pro usa mais na prática
processual (para digitalizar documentos). O Scannable utilizo para
digitalizar páginas de livros físicos e exportar para o Evernote.
2. Cautela ao usar. Usamos mais para digitalizar
documentos. Atenção: não pense em digitalizar a petição nele.
Jamais. Esse aplicativo é só para, como já dito, digitalizar
https://www.camscanner.com/user/download
documentos. Para digitalizar petição, existem outras ferramentas
(exemplos: CutePDF Writer; impressão em PDF via Google
Drive/Docs).
Obs. Aqui, vale uma atenção para as comarcas que já estão
atualizadas com o novo sistema de peticionamento eletrônico (ex.:
comarcas do TJSP). Petições do dia a dia (que não exige
assinatura física da parte), não tem que ser assinada fisicamente
pelo/a advogado/a. Ou seja, o advogado/a não precisa imprimir a
peça e assinar, depois digitalizar. Ao protocolar a peça com o token
(assinatura digital), a peça já é assinada, independentemente de
conter nela a assinatura física. Veja. Embora seja intuitivo isso, na
prática, eu vejo muitos advogados dobrando o serviço do escritório
só por causa disso. Repito: não há necessidade desse
malabarismo todo. Vamos dizer assim: o token é a sua assinatura
física. Porém, como disse, no caso de a petição conter assinatura
da parte, daí não tem como, é preciso imprimir e a parte assinar
(até mesmo porque ela não tem token, nem tampouco capacidade
postulatória como regra[1]), depois o advogado precisa digitalizar e
protocolar o arquivo digitalizado. Qualquer dúvida, mande uma
mensagem no nosso grupo do Telegram.
Clique aqui e volte para o SUMÁRIO.
http://www.cutepdf.com/Products/CutePDF/writer.asp
http://www.gcflearnfree.org/googledriveanddocs/7
http://www.gcflearnfree.org/googledriveanddocs/7
http://www.gcflearnfree.org/googledriveanddocs/7
6. IMPRESSORA E TINTA: ECONOMIZANDO
MONSTRUOSAMENTE
1. Uma fortuna. Gastamos fortunas em cartuchos de tinta.
Por 10/15ml de tinta, pagamos o valor de R$90,00 e até mais a
depender do modelo (ex.: cartuchos de tinta da marca HP), ou
mesmo para recarregar o tanque de tinta da impressora a laser
(R$40,00 a R$50,00), quando não compramos a armação do
tanque de tinta, refil etc. E continuamos assim. Como se isso fosse
necessário e não houvesse escolha (outra alternativa) no mercado.
Felizmente, ocorreu um avanço expressivo nesses equipamentos.
Com a chegada das impressoras jato de tinta — bulk ink, a tinta
passou a ficar mais barata. Chega ao ponto de o usuário gastar
mais com a folha de papel do que com a própria tinta de impressão
– o que antes era o inverso.
2. Impressoras bulk ink. Esse novo modelo de impressora
traz consigo um reservatório de tinta, no qual despeja a tinta e,
automaticamente, a impressora está carregada. Têm modelo
monocromático e colorido (exemplo: http://goo.gl/6K110Q).
https://epson.com.br/
3. Epson. A EPSON fabricou uma linha própria de
impressoras com reservatório de tinta bem econômica
(impressoras bulk ink). Cito a referida linha de fabricação, porque a
minha impressora é a M205-EPSON, monocromática (impressão
preto e branco), com reservatório de tinta (sistema bulk ink) e
sistema Wi-Fi integrado. Tenho ela desde 2014. Até o momento
não precisei levar em qualquer técnico, sinal que não dá problemas
técnicos a longo prazo. Além do mais, o seu rendimento é
expressivo. A diferença das impressoras comuns para a
impressora bulk ink é que o seu “cartucho” é uma garrafinha
(recipiente) cheia de tinta, com a qual basta despejá-la para dentro
do reservatório. E pronto. Simples assim. A sua impressora está
(re)carregada.
3. Rendimento. A EPSON M205 promete render 6.000
páginas impressas com apenas uma garrafa de tinta (para
recarga). Certamente não chegaria a 400 páginas um cartucho de
10-15ml de tinta. Além disso, há sites que vendem tinta para a
impressora M205. Procure no Google. Essas empresas vendem 1
(um) litro de tinta por R$80,00 (http://goo.gl/RzJ1k2). Quantas
páginas resultam com 1 (um) litro de tinta? Realmente, a
impressora M205 é econômica e serve de ótima escolha para os
colegas do mundo jurídico.
4. Aplicativo. Ela também tem um aplicativo para Android e
iOS (iPhone/iPad). Ver: http://apple.co/1ffIMe4. Desse modo, é
possível usar o modo impressora wi-fi para imprimir as suas peças
processuais ou documentos pelo iPad/iPhone/Android.
5. Outra alternativa: GM2010 (Canon). Fiz uma thread no
Twitter sobre:
https://twitter.com/mavt88/status/1333749024277532672.
Clique aqui e volte para o SUMÁRIO.
http://www.valejet.com/tinta-para-epson-774120-m205-m105-black-corante-valejet-1-litro/p?idsku=2401&gclid=Cj0KEQjwwIKxBRDKhOz7ytT30vkBEiQAT1NaPbBSLC-g1E4lyxlI1TodYfxNAqkgBdSRRv3PWBgH9r0aAuoy8P8HAQ
http://apple.co/1ffIMe4
https://twitter.com/mavt88/status/1333749024277532672
7. LEITOR DE ARQUIVO PDF
1. Sumatra PDF Viewer (Windows). Essa é uma das
ferramentas do Windows mais leve que já encontrei para visualizar
arquivos em formato PDF (e também: arquivos em formato ePub).
A maioria das pessoas conhecem o famoso Adobe Reader.
Contudo, com a necessidade crescente de se utilizar leitores PDFs,
os programas dessa espécie passaram a agregar múltiplas
funcionalidades, tornando-os, consequentemente, pesados e
difíceis de utilizar. A ferramenta Sumatra PDF, por outro lado,
sendo usada principalmente por usuários que têm computadores
antigos, traz poucosrecursos (digo: só os necessários) e grandes
vantagens: (i) marcador de página; (ii) modo de visualização de
páginas individuais e duplas; (iii) zoom, exibição em tela cheia. Se
deseja um leitor de PDF leve, eficiente e simples, aqui está o site
oficial para download (gratuito): http://goo.gl/uzV4sQ.
2. Leitor de PDF nativo do Mac. Para o Mac, não indico
programas de terceiro. O leitor de PDF que já vem no próprio
sistema operacional é excelente. Pelo o que me lembro daquele
leitor a busca que ele efetuava era muito rápida comparada com
qualquer outro que já tinha experimentado. A velocidade com que
encontrava os termos buscados na pesquisa assusta para quem
está acostumado com o Windows.
3. Evernote. Hoje (15 abr 2017), tenho usado o Adobe Pro
XI e o Evernote para visualizar/pesquisar arquivos em formato PDF,
principalmente para editar páginas do PDF que podem estar
invertidas/viradas para deixá-las na vertical ou horizontal (de
acordo com a linearidade do texto), ou seja, para não prejudicar o
http://www.sumatrapdfreader.org/download-free-pdf-viewer-pt.html
fluxo de leitura do leitor. Caso não consiga instalar o Adobe Acrobat
(por ser um custo alto), visite o site https://www.ilovepdf.com/pt. Lá
você encontrará todas as ferramentas de edição para arquivos
PDF.
4. Notebook 2 em 1 (Lenovo c340). Hoje (20-5-2020),
tenho utilizado o Drawboard PDF (anotar com a caneta digital) e o
Adobe Pro XI (editar).
Clique aqui e volte para o SUMÁRIO.
https://www.ilovepdf.com/pt
8. CAPTURAR TELA
1. LightShot (Windows, MacOS). Quando você encontra
algo interessante na internet, num livro digital, numa conversa de
WhatsApp, e quer compartilhar tal assunto na sua petição, tese,
artigo científico, a ferramenta mais simples para tanto, sem sombra
de dúvida, é o LightShot (com o qual, você pode teclar CTRL + C
para copiar a imagem e CTRL + V para jogar/colar a imagem na
sua peça processual, por exemplo, no Office-Word). Ele está
disponível nos sistemas operacionais Windows e Mac. Detalhe:
totalmente gratuito. Site: https://goo.gl/PuKgnz.
Mais sobre captura de tela? Acesse no eBook específico
sobre o LightShot (”O que a ferramenta captura de tela pode fazer
por você”): https://goo.gl/m5NEx8.
2. Capturar imagem da tela para compartilhar no
WhatsApp. Vamos imaginar a seguinte situação. Você é advogado
e tem um cliente no WhatsApp mandando mensagem e
perguntando sobre o andamento processual (de um processo no
qual você representa os interesses dele). Como podemos
compartilhar o andamento processual para ele direto no
WhatsApp? Basta usarmos o WhatsApp-Web e entrarmos no site
do tribunal respectivo. Superada essa fase inicial, aperte a tecla
Print Screen > Selecione a área (dentro do site do Tribunal) >
https://app.prntscr.com/pt-br/download.html
https://www.amazon.com.br/ferramenta-captura-Cole%C3%A7%C3%A3o-pequenas-Direito-ebook/dp/B078JFH8WH?__mk_pt_BR=%C3%85M%C3%85%C5%BD%C3%95%C3%91&keywords=marco+torrano&qid=1524555348&sr=8-10&ref=sr_1_10
Copie (ctrl + C) > Cole no WhatsApp-Web (ctrl + V). Veja a
imagem:
WhatsApp-Web (site oficial): https://web.whatsapp.com/.
3. Capturar imagem da tela para compartilhar no
WhatsApp. Essa ferramenta de captura de tela não é só para
estudos. Também pode ser utilizada no meio profissional. Lembro
de um caso em que fui nomeado, no qual a mãe da criança enviou
várias fotos pelo WhatsApp para comprovar que não havia
qualquer agressão em face da filha. Como advogado da mãe,
peguei todas essas fotos e inseri no processo, a fim de demonstrar
para o juiz de que as alegações de agressão em face da filha eram
inverídicas. Felizmente a mãe não perdeu a guarda da filha, e, ao
final, ficou comprovado de que o pai praticava alienação parental.
Enfim, como, então, proceder nesse caso? Como fazer quando o
cliente envia por WhatsApp ou outro meio eletrônico/digital
algumas fotos e o advogado precisa inserir elas na peça
processual? Vejamos passo a passo. Aperte a tecla Print Screen >
Selecione a área (dentro do WhatsApp) > Copie (ctrl + C) >
Cole no editor de texto (ctrl + V). Veja na imagem:
https://web.whatsapp.com/
(na imagem: ocultamos o rosto para assegurar a privacidade)
Na prática processual, é uma ferramenta excelente para
demonstrar uma situação fática que é impossível de explicar
completamente por meio da escrita/palavras. Uma foto, por vezes,
sintetiza mil palavras. Porém, obviamente, precisamos ter
prudência ao utilizar a ferramenta. Não é preciso encher a peça de
fotos. Selecione as principais e argumente a tese com base nelas
(isto ajuda até mesmo a facilitar a comunicação entre advogado e
juiz). De toda sorte, trata-se de um excelente instrumento de
trabalho no dia a dia forense, principalmente com a facilidade do
peticionamento eletrônico (o que nos poupa de tinta colorida na
impressora).
Clique aqui e volte para o SUMÁRIO.
9. ACELERADOR DE VÍDEO
1. Produtividade. Já imaginou economizar metade do
tempo de videoaulas, palestras (online), conferências (online) e
outros vídeos de internet? Por exemplo, estou estudando para
concurso público e tenho uma aula de 2h para assistir. Com o
VideoSpeed Controller posso acelerar o vídeo em dois segundos
do que o normal, ou seja, economizando 1h. Logo, aquele vídeo de
2h passa a ser 1h. Consequência: mais tempo para estudar,
trabalhar ou descansar.
2. Como instalar? A. Faça o download do navegador
Google Chrome (link: https://goo.gl/2wF22l) e instale. Após
concluída a instalação, acesse este link (https://goo.gl/24UaHy) e
faça o download da extensão VídeoSpeed Controller. B. Para
acelerar o vídeo: aperte a tecla “D” do teclado. Para desacelerar o
vídeo, aperte a tecla “S” do teclado. Pronto.
3. Outro programa (VLC media player). A. Este não
precisa instalar o Google Chrome e a extensão VideoSpeed
Controller. Porém, há um detalhe: ele só funciona para vídeos que
estejam dentro do seu disco rígido – isto é, não tente usar esta
ferramenta nas páginas de internet (ex.: YouTube). B. Para fazer o
download do programa VLC (Windows), acesse:
http://goo.gl/NzEZSV. Se o leitor usa o sistema operacional da
https://www.google.com.br/chrome/browser/desktop/
https://chrome.google.com/webstore/detail/video-speed-controller/nffaoalbilbmmfgbnbgppjihopabppdk?hl=pt-BR
http://www.videolan.org/vlc/
Apple, também está disponível aqui: http://goo.gl/5vupq0. C. Feito o
download e instalado o programa, agora é preciso saber como
acelerar os vídeos. Abra a ferramenta VLC media player. Inicie o
vídeo. E clique em (i) “Reprodução”, (ii) “Velocidade” e (iii) escolha
as opções “Mais rápido”, “Mais rápido (um pouco)”, “Velocidade
Normal”. Outra importantíssima curiosidade do VLC (aumentar
o som além do normal). Sabe aquela gravação feita em
audiência, cuja voz do(a) depoente mal consegue ser ouvida? Pois,
é. Com o VLC, não será mais um problema. O aplicativo permite
que você aumente mais do que o comum, um aumento que chega
até 125%. Veja:
Clique aqui e volte para o SUMÁRIO.
http://www.videolan.org/vlc/download-macosx.html
0. O SISTEMA OCR DE IDENTIFICAÇÃO DE
PALAVRAS EM ARQUIVOS PDFS
1. Adobe Acrobat XI Pro. A ideia é bem simples: converta
arquivo digitalizado (PDF) em texto editável. Problema: trata-se de
uma ferramenta paga, com possibilidade de avaliação gratuita por
só 30 dias. Disponível em: https://goo.gl/BIIt18. Aprofundando um
pouco no assunto, existem, sim, outras ferramentas de
identificação OCR, e que são gratuitas, mas não obtive sucesso
com elas, de modo que — por bem — não indico. Como tenho
experiência com o Adobe, passarei — em imagens — a discriminar
o procedimento (passo a passo) de identificação OCR. Vejamos,
portanto, como efetuar a aplicação do sistema OCR no arquivo
PDF (= livro físico que se tornou livro digitalizado):
https://goo.gl/BIIt18
1.1. Compre o livro físico desejado. Obviamente, que se o
livro estiver disponível em formato ePub/mobi (ou seja: livro digital)
será desnecessário esse trabalho todo. Os sites das Editora 
Saraiva, Revista dos Tribunais, Grupo Editorial Nacional costumam
publicar um número considerávelde obras em formato digital
(exemplo: http://goo.gl/fFVqlS). 
1.2. Terminado de escanear. Levamos o arquivo em PDF (=
livro digitalizado) para o Acrobat. Daí, clique em (1) “Ferramentas”;
http://goo.gl/fFVqlS
(2) “Reconhecimento de texto”; (3) “Neste arquivo”; (4) Abrirá
automaticamente a janela “Reconhecer texto”; (5) Selecione a
opção “Todas as páginas”; (6) Clique, por fim, em “OK”.
1.3. Finda a etapa anterior, o reconhecimento começará
automaticamente até o término da última lauda/página do arquivo
PDF. Pronto.
1.4. Após, recomendamos colar o livro digital na sua conta
do Evernote para futura pesquisa.
2. Como isso pode te ajudar na prática forense? Essa
ferramenta é maravilhosa para aplicar o OCR no processo inteiro.
Porque a partir daí você pode pesquisar qualquer palavra dentro do
PDF (pelo CTRL + F). Ou seja, qualquer nome ou palavra se torna
pesquisável. Logo, em um processo de 2000 folhas, há uma
enorme diferença conseguir pesquisar rapidamente tudo nele. Isso
dá argumentação incisiva sobre cada página e sobre cada fato que
foi documentado no processo. Exemplo: se estou defendendo o
Fulano no processo criminal e esse processo contém 5000 folhas,
de modo que além do Fulano tem também outros 5 réus, uma
maneira bem interessante é aplicar o OCR no processo inteiro e ir
(com o CTRL + F) pesquisando no processo o nome “Fulano”.
Assim consigo rapidamente verificar o que o processo contém em
face do Fulano.
Lembro em um processo criminal em que atuei. Nesse
processo criminal tinham vários réus. Apliquei o OCR. O que
achei? Que a acusação somente tinha simplesmente 1 (um)
parágrafo em face da ré sobre a suposta associação criminosa
para o tráfico de drogas. Obviamente que aqui temos um problema
de fragilidade probatória e possível aplicação da regra in dubio pro
reo, bem como do princípio da presunção de inocência (tese
defensiva). O mesmo poderíamos aplicar para os processos cíveis.
Veja a amplitude que essa ferramenta pode nos dar. Qualquer
dúvida, envie sua mensagem no nosso grupo do Telegram.
Clique aqui e volte para o SUMÁRIO.
1. PRÉ-REQUISITOS
Pressupõe que o leitor tenha o aplicativo Evernote versão
legacy/legado (e conta premium[1]) instalado no computador-
windows e o aplicativo Word (Microsoft - pacote Microsoft 365)
para aproveitar o conteúdo integral deste eBook.
Versão legacy/legado do Evernote: a) macOS: clique AQUI;
b) Windows: clique AQUI.
Marco, por que você não está usando o Evernote 10
(versão mais recente do Evernote)? Porque a versão 10 não está
completa ainda, até mesmo porque ela foi lançada recentemente
(fim de 2020). Fiquemos na versão antiga/legado/legacy por
enquanto. Manterei vocês informados no grupo do Telegram.
Qualquer dúvida, fico à disposição.
Clique aqui e volte para o SUMÁRIO.
https://cdn1.evernote.com/mac-smd/public/EvernoteLegacy_RELEASE_7.14.1_458325.zip
https://cdn1.evernote.com/win6/public/Evernote_6.25.2.9198.exe
2. SISTEMA DE ORGANIZAÇÃO PARA
PEÇAS PROCESSUAIS E TESES
JURÍDICAS
"Pra quem só tem martelo, todo problema é prego. (...). Se na
minha caixa de ferramentas só tem martelo, o que aparece na
minha frente eu vou querer martelar. Mesmo sendo um parafuso.
Ou seja, mesmo sendo um problema para o qual aquela ferramenta
não serve. Então, é preciso ampliar a caixa de ferramentas. A arte
erudita da ciência jurídica é você desenvolver essa aptidão. Que é
a aptidão de desenvolver se a sua caixa de ferramentas está
incompleta. Esse é o desafio do pensador. É ficar o tempo todo
olhando para a caixa de ferramentas pra ver se ela está completa" 
— Fredie Didier Jr.
Considerando que estou escrevendo este capítulo em
julho/2019 (atualizado em maio/2020), já se passaram 10 anos de
prática processual (como advogado e estagiário).
Com isso, gostaria de compartilhar o meu atual sistema de
organização.
Para tanto, precisamos entender como ele funciona (ao
mesmo, cuidado com a resistência/rejeição).
“Portanto, um aspecto importante que deve ser
considerado é que toda nova tecnologia traz consigo
efeitos colaterais que, em geral, inicialmente: 1) são
desconsiderados em razão do deslumbramento sedutor
que as novas possibilidades promovem ou 2) causam
medo, resistência e rejeição por trazerem o vislumbre de
um futuro desconhecido” [Martha Gabriel 2018:9/10].
Basicamente, o sistema de organização precisa lidar com
estes cinco verbos: criar, organizar, armazenar, resgatar e
revisar. Qual programa/aplicativo (ou melhor: editor de texto)
permite com segurança enfrentar essas cinco fases? Em minhas
buscas, o Evernote foi o que melhor atendeu as minhas
necessidades como profissional do Direito (e posso dizer que até
mais: como estudante e professor, porque também uso ele nos
estudos). Aliás, caso tenha interesse em como aplico o Evernote
nos estudos, veja o link: https://amzn.to/36dOl8D.
Por criar, utilizaremos o Evernote juntamente com o Office-
Word (pacote Microsoft 365). Veremos com mais calma esse fluxo.
Mas já quero deixar claro que o Evernote será o nosso local de
armazenamento, ao passo que o Word será a nossa ferramenta de
edição de texto. 
Evernote: armazenar;
Word: editor de texto.
Já organizar é preciso visualizar como esse conteúdo
criado pode ser organizado com outras peças e teses, sem que
ocorra qualquer embaralho de informação. No Evernote, usaremos
a ferramenta “etiquetas” para toda essa organização de conteúdo
digital. Atualmente, não conheço outra ferramenta que faça o
mesmo (nem tampouco o Office-Word).
A fase armazenar, hoje, é um problema. Alguns não
possuem afinidade com dispositivos eletrônicos. O que quero
dizer? Escrevem peças, teses e mais peças e teses. De repente, o
notebook é furtado, roubado ou o computador queima. Pronto.
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https://www.office.com/
Desastre! Perde tudo produzido. A questão é a seguinte. Como
posso criar com segurança sem que tenha a possibilidade de
perder o meu trabalho? A resposta está na nuvem
(armazenamento remoto de dados). Marco, preciso, hoje, inserir o
meu conteúdo em algum serviço de nuvem, de modo que necessito
escolher uma ferramenta que me permita ter a tranquilidade de que
as minhas peças e teses que estou fazendo hoje não serão
perdidas amanhã. Sim, é isso que temos no Evernote. Seguindo.
O controle de resgatar tem a ver com a organização das
peças e teses (mais especificamente: tem a ver com a pesquisa
por sintaxe do Evernote). A melhor maneira é adotar um sistema
de organização baseado em etiquetas (etiquetas do Evernote,
veremos sobre no decorrer do livro como criar e usar). Não adianta
criar conteúdo digital sem que exista um controle e sem a
possibilidade de saber o que já foi feito. Perceba que tudo tem a
ver com organização. Saber o que foi enfrentado e o que será
ainda, é ter controle sobre a vida profissional, sobretudo
considerando o excesso de informação digital que somos alvos
diariamente.
“Em 2008, as pessoas consumiram três vezes mais
informações por dia do que em 1960[2]” [Martha Gabriel
2018:99].
“Essa explosão informacional, que ganhou corpo
principalmente nas últimas décadas, tem criado um
estado de info-obesidade no ser humano: a quantidade de
informação que as pessoas incorporam e com que lidam
em suas vidas cotidianas tem crescido
consideravelmente. Conforme cresce a informação
disponível no mundo, cresce junto o consumo de mídia,
que triplicou entre 1950 e o início do século XXI (ver
Figura 3.3), passando de 20 para 60 horas semanais. De
lá para cá, em 20 anos, a previsão é de consumirmos, em
média, 90 horas por semana em 2020” [Martha Gabriel
2018:34].
“Uma das pessoas a perceber que a velocidade de
mudança no mundo estava acelerando foi o brilhante
arquiteto visionário Buckminster Fuller, nos anos 1980.
Em seu livro Caminho Crítico, ele descreve a curva de
crescimento do conhecimento da humanidade a partir do
ano 1 d.C. Para o conhecimento dobrar pela primeira vez,
foram necessários 1500 anos. A segunda vez que o
conhecimento dobrou foi em 1750, levando, portanto, 250
anos para isso (seis vezesmenos tempo do que na
primeira vez). O ritmo foi acelerando de forma que, em
1900, o conhecimento humano dobrava aproximadamente
a cada 100 anos, e no final da 2ª Guerra Mundial, passou
a dobrar já a cada 25 anos. Hoje, estima-se que o
conhecimento humano dobre a cada ano com previsões
de que até 2020, esse ritmo seja a cada 12 horas (Figura
10.1)” [Martha Gabriel 2018:129/130].
Conseguimos visualizar o nível de excesso de informação
que somos alvos diariamente e a necessidade de conseguirmos
filtrar tudo isso.
“A busca conforme a quantidade do conteúdo disponível
no mundo aumenta, crescem também as opções
disponíveis para tudo. No entanto, em vez de nos
sentirmos mais livres e felizes para escolher, nos
sentimos mais angustiados, pois maior se torna também a
dificuldade de se escolher corretamente quando se tem
infindáveis opções. Quanto mais possibilidades, mais
tempo para avaliar cada possibilidade, mais complexa se
torna a análise comparativa e, independentemente da
escolha que fazemos, sempre ficamos em dúvida se,
entre tantas opções disponíveis, alguma não teria sido
melhor do que a que realmente escolhemos. Essa
angústia é denominada Paradoxo da Escolha
(SCHWUARTZ, 2007). Para conseguirmos lidar com o
volume gigantesco de informação e, ao mesmo tempo,
diminuirmos essa angústia da escolha, uma das soluções
mais eficientes é a utilização do filtro da busca, que tem
permeado cada vez mais todas as plataformas digitais”
[Martha Gabriel 2018:42].
O “filtro de busca”, no nosso caso, é a “pesquisa por sintaxe”
do Evernote).
Se hoje fiquei 1-2h fazendo uma peça e estas teses não
servirem para casos futuros (claro: casos com mesma causa de
pedir, digo), o sistema de organização é quebrado. Logo, o que tem
que acontecer é que se fiquei 1-2h fazendo uma peça estas teses
precisam ser resgatáveis no futuro à medida da necessidade de
cada caso concreto. Isso é organização! E o seu escritório
agradecerá (você agradecerá a si mesmo, porque sobrará mais
tempo para depositar em outras tarefas).
“A evolução, tanto genética quanto cultural, depende do
processo de (COPIAR + TRANSFORMAR + COMBINAR)”
[Martha Gabriel 2018:48].
Mas, claro, sem perder de vista os capítulos anteriores deste
livro, ou seja, não podemos cair na imprudência de elaborar peças
com 50-100-200-500 páginas e com várias citações
doutrinárias/jurisprudenciais sem sentido/similaridade com o caso
concreto.
O fato de revisar a tese ou a peça é outro ponto que nos
chama atenção quando enfrentamos a prática processual. Por que
precisamos revisar e adaptar a tese a novos casos? Para não
cairmos no malfadado “CTRL + C e CTRL + V”. Este livro não
objetiva um copiar e colar em massa. Na verdade, o nosso controle
proposto no livro nada mais é do que entender um sistema de
organização (nesta era digital) capaz de gerenciar melhor as teses
e as peças elaboradas pelo profissional do Direito, facilitando a
chamada litigância estratégica, poupando tempo (e otimizando-o
para outras tarefas). 
A verdade é que o estudante ou profissional que quer adotar
um sistema de organização digital deve pensar em como cada fase
procederá na ferramenta/aplicativo escolhido. É importante o
controle do ciclo. Daí o porquê do Evernote.
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3. O SISTEMA DE ORGANIZAÇÃO PELO
EVERNOTE
Como foi dito anteriormente o nosso sistema de organização
pressupõe a instalação do aplicativo Evernote (PC, macOS,
Android, iPadOS, iOS/iPhone) e do aplicativo Office-Word (pacote
Office 365 - hoje, chama-se Microsoft 365).
Superado esse ponto de instalação (inclusive cadastro de
conta), passaremos direto para o sistema de organização proposto.
(na imagem: visualizamos o meu Evernote e como a sua
interface deve ser personalizada)
 
(na imagem: acionamos a opção lista superior com o atalho
CTRL + F7; uma outra maneira é utilizar a opção lista lateral
com o atalho CTRL + F8; entre espaços de tempo e
necessidade, acabo utilizando essas duas opções)
Isto tudo veremos com calma no nosso curso online (link
disponível no capítulo 33 desta parte 4 do livro). Apenas apresento
aqui os principais elementos do Evernote pra já tomarmos ciência
do ambiente digital que a ferramenta nos proporciona.
 
1 - painel esquerdo do Evernote;
2 - painel de acesso ao(s) caderno(s) e nota(s);
3 - painel de edição de texto e organização das etiquetas, bem
como compartilhamento;
4 - Ícone “NOVA NOTA” para criar uma nota-evernote;
5 - Ícone “ATALHOS” para visualizar os cadernos e notas
adicionadas no painel de atalho;
6 - Todas as notas: para visualizar todas as notas-evernote da sua
conta;
7 - Cadernos: para visualizar todos os cadernos da sua conta;
8 - Compartilhado comigo: são cadernos e notas compartilhados
com você por outro usuário-evernote;
9 - Etiquetas: são extremamente importantes para o nosso sistema
de organização baseado em palavras-chave (gênero e espécie);
10 - Lixeira: toda nota-evernote criada não é automaticamente
excluída, ela vai para a Lixeira (isso nos dá segurança de não
perder algo por equívoco);
11 - Aqui vemos 3 ícones (opções de ordenação, ver opções,
filtrar por etiqueta): veremos cada uma delas no nosso curso em
videoaula;
12 - Pesquisar notas: é a ferramenta “pesquisa por sintaxe”, bem
útil para filtrarmos todas as informação criadas no nosso Evernote;
13 - Nota-cliente;
14 - Título da nota-cliente;
15 - Adicionar nova etiqueta;
16 - Ferramentas de edição de texto;
17 - Campo de edição de texto e para adicionar arquivos (ex.:
documento .pdf, .docx., planilhas, imagens, áudios etc.);
18 - Compartilhar a nota com o colega ou estagiário (também é
possível compartilhar o caderno, como veremos no curso em
videoaula do capítulo 33).
O Evernote possui subdivisões (como bem visto na imagem
retromencionada): títulos, criada, atualizada, etiquetas,
localização, sincronizar, tamanho. Interessa-nos, para nós, apenas
as quatro primeiras.
A ideia basicamente é de posicionar essas subdivisões da
melhor maneira possível por meio da opção lista superior, a fim de
permitir melhor dinâmica de acesso e visualização das peças e
teses (como visto na imagem), pois desse modo temos uma visão
do todo. 
Enfim, é com base nesse aplicativo-evernote que vamos
concluir os nossos cincos ciclos: criar, organizar, armazenar,
resgatar e revisar (poderia até adicionar um sexto ciclo: aplicar).
Perceba que este livro ensina o gerenciamento de peças
processuais e teses jurídicas, e não sobre armazenamento de
documentos pessoais e outros documentos (os quais atualmente
realizo — a título de curiosidade — pelo Google Drive ou OneDrive,
pois possui mais espaço de armazenamento do que o Evernote e
também porque é linkável com o Evernote, mas fiquemos por
enquanto no gerenciamento de peças processuais e teses
jurídicas).
E tudo passará a fazer sentido mais adiante.
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4. CADERNO (CLIENTES)
Para os que já estão acostumados com a ferramenta
Evernote, é sabido que o Evernote é baseado em alguns
elementos essenciais. Um destes elementos é o caderno. Com
base nele, é possível criar várias notas. Nestas notas, por sua vez,
você consegue adicionar arquivos dos mais variados formatos
(imagem, PDFs, áudio etc.). E um destes arquivos é justamente o
Word (arquivo .doc).
Resumindo:
- Temos 1 caderno para todos os clientes;
- Temos várias notas e cada nota representa a “pasta” de um
cliente do escritório.
Por isso na imagem a seguir vemos 1 caderno com 229
notas (= cada nota é uma “pasta” de um determinado cliente).
(na imagem: vemos o caderno-clientes e as notas criadas
dentro deste caderno, inclusive a nota da cliente Thaila está
aberta)
Clique aqui e volte para o SUMÁRIO.
5. NOTAS (NOTA-CLIENTE: PEÇAS
PROCESSUAIS E TESES JURÍDICAS)
A criação de peças e teses se dá propriamente no arquivo
.docx, o qual é inserido/anexado na nota-evernote (leia-se: na
nota-cliente dentro do caderno-clientes).
Anexar um arquivo na nota-evernote é bem simples: basta
arrastar o documento para dentro da nota-evernote ou clicar como
botão direito do mouse e acionar a opção “Anexar arquivos…”.
É importante falar que a elaboração da peça processual
continua a mesma (ou seja, como você já faz no dia a dia), de
modo que a nossa intenção é somente gerenciar/controlar a
produção por meio de um sistema de organização em que é
possível reaproveitar todo esse tempo já concluído para outras
futuras peças (= reaproveitamento de teses para casos futuros).
(na imagem: vemos uma peça processual em arquivo digital
no formato .docx anexado na nota-evernote e vemos, ainda,
etiquetas que simbolizam os temas tratados na peça)
Marco, posso abrir o arquivo .docx e editar normalmente?
Sim, o Evernote reconhece a edição. Para entender, a nota-
cliente é como se fosse um Windows Explorer melhorado, ou seja,
a nota se assemelha ao interior de uma pasta do Windows Explorer
em que você pode adicionar arquivos e editar eles lá mesmo.
Imaginar o Evernote como um Windows Explorer pode ajudar você
(leitor/a) a entender a ideia deste livro e as ferramentas do
Evernote.
Mas, então, Marco, por que você usa o Evernote?
Respondo. O Windows Explorer não tem algumas
ferramentas que encontramos no Evernote (uma delas a título de
exemplo: etiquetas). Portanto, a ideia de entender o Evernote é
para que alcancemos maior poder de organização digital. Coisa
que com outros aplicativos não conseguimos.
(na imagem, a título de curiosidade: percebemos que a
interface do Evernote se assemelha ao Windows Explorer - os
cadernos do Evernote são as pastas do Windows Explorer, os
arquivos do Windows Explorer são as notas do Evernote)
Um outro ponto interessante que vale mencionar e isso veio
com base na digitalização dos processos judiciais é no tocante ao
link do processo. Ora, se temos um processo digital e ele está
hospedado no site do tribunal, peguemos — então — o endereço e
vamos fazer um hiperlink na nota-evernote. Como fazer? Copie e
cole (CTRL + C e CTRL + V) o endereço do site na nota-evernote e
automaticamente gerará um hiperlink. Assim fica muito mais fácil
de acessar aquele processo (com um clique), sem precisar gastar
tempo pesquisando o processo para enfim achá-lo. Cliente chegou
no escritório e você quer ver o andamento processual
rapidamente? Basta resgatar a nota (veremos como) e clicar no
hiperlink. Simples assim.
 
(na imagem: vemos um hiperlink de um processo judicial, o
qual basta um clique para acessá-lo no sistema de
peticionamento eletrônico do tribunal de justiça respectivo)
Clique aqui e volte para o SUMÁRIO.
6. ETIQUETAS (PALAVRAS-CHAVE: GÊNERO
E ESPÉCIES)
Cada etiqueta simboliza uma palavra-chave (ou melhor: um
instituto ou uma teoria do Direito).
Em razão disso, cada nota-evernote (leia-se: cada nota-
cliente) terá várias etiquetas para que elas representem os temas
abordados naquela determinada peça processual.
Como adicionamos etiquetas na nota? Entre na nota-
evernote-cliente e aperte o atalho F3 do seu teclado.
O mais interessante é organizar as suas etiquetas em
GÊNERO e ESPÉCIES — lembrando a metodologia aristotélica[3].
“Aristóteles privilegia em suas investigações científicas o
esquema segundo o qual o gênero se predica de modo
sinônimo de suas espécies, assim como as espécies se
predicam de modo sinônimo dos indivíduos a que elas
remetem, em perfeita consonância com a unidade
conceitual preconizada pela visão clássica. Esta relação
de significação tem certamente um enorme papel na
epistemo- logia aristotélica, visto que ela se aplica a um
grande número de conceitos” [Zingano 2013:395].
Exemplo: absolvição (gênero) > in dubio pro reo (espécie).
Outro exemplo: absolvição (gênero) > atipicidade -
associação - 35 da LD (espécie).
É claro que entender a matéria e seus gêneros e espécies
demanda estudo (ou seja: pressupõe conhecimento jurídico).
Veja a imagem.
(na imagem: vemos algumas etiquetas criadas e adicionadas
na nota para simbolizar cada tema tratado na peça processual
da Thaila)
Isso tudo faz sentido quando ocorre de um novo caso
aparecer no escritório e tratar sobre o mesmo tema-gênero
(exemplo: absolvição). Assim, você pode resgatar (atalho: ALT +
SHIFT + T) essa nota por meio da etiqueta e concluir a nova tese
com base em um chamado reaproveitamento de teses passadas
(sem necessariamente começar do zero). Veja a imagem.
(na imagem: pesquisamos em todas as etiquetas o termo-
gênero absolvição e descobrimos que existem 6 notas com
essa etiqueta absolvição, inclusive vemos outras etiquetas
com o mesmo gênero e espécies para resgatar teses
específicas)
Além disso, se perceber que aquela tese da nota-cliente não
serve mais para o seu dia a dia, basta remover a etiqueta da nota.
Como fazemos isto? Clique com o botão direito do mouse
sobre a etiqueta e depois clique em Remover. Ou clique no (x) do
ícone da etiqueta.
Porque — entenda — não queremos quantidade, e sim
qualidade. Isto serve até mesmo para mantermos as teses
atualizadas a cada peça construída.
Perceba, portanto, que a nossa pesquisa/resgate de teses
jurídicas, e o nosso sistema de organização, privilegia muitíssimo a
ferramenta de etiquetas do Evernote como instrumento facilitador
de pesquisa por teses jurídicas no dia a dia forense.
(na imagem: vemos como remover uma etiqueta da nota-
cliente)
Clique aqui e volte para o SUMÁRIO.
7. PESQUISA/RESGATE DE PEÇAS E TESES
(POUPANDO UM TEMPO ENORME NO DIA
A DIA FORENSE)
O Evernote possui uma ferramenta chamada pesquisa por
sintaxe.
Com ela conseguimos pesquisar qualquer conteúdo
armazenado no Evernote (ou seja: inclusive peças processuais e
teses jurídicas).
(na imagem, vemos o campo específico para aplicar os
códigos de pesquisa por sintaxe do Evernote)
De maneira simples, podemos resumir os mais importantes
“códigos” de pesquisa por sintaxe nos seguintes itens:
A) Para pesquisar palavra-chave em todo o caderno, digite a
palavra-chave entre aspas duplas: “palavra-chave” (exemplo:
“mínimo existencial”);
B) Para pesquisar palavras-chave em todo o caderno, digite
as palavras-chave entre aspas duplas e vírgulas: “palavra-chave”,
“palavra-chave” (exemplo: “absolvição”, “in dubio pro reo”);
C) Para pesquisar somente no título da nota-cliente (ou seja:
para pesquisar rapidamente a nota de um cliente), digite intitle:
mais o nome do cliente: intitle:Thaila;
D) Outro ponto interessante da pesquisa por sintaxe é a
opção de pesquisa por etiquetas (de gênero e espécies), como já
comentamos no capítulo anterior deste livro.
(na imagem: pesquisamos em todas as etiquetas o termo-
gênero absolvição e descobrimos que existem 6 notas com
essa etiqueta absolvição, inclusive vemos outras etiquetas
com o mesmo gênero e espécies para resgatar teses
específicas)
Com base na pesquisa por sintaxe, conseguimos resgatar e
rever rapidamente as teses concluídas na prática processual, sem
desgaste de tempo excessivo para eventual criação de nova peça
processual.
Em síntese, é uma linha crescente de produtividade
digital, de sorte que o que você fez hoje pode ser usado ou
potencializado amanhã.
Clique aqui e volte para o SUMÁRIO.
8. BANCO DE PEÇAS E TESES (CRIANDO
LINKS DE PEÇAS E COMPARTILHANDO
COM O COLEGA OU ESTAGIÁRIO)
Dentro do Evernote é possível criar uma chamada “nota-
sumário”. É como se fosse um índice/sumário de um livro digital, no
qual você consegue elencar peças ou teses, de acordo com a sua
necessidade. Veja um exemplo a seguir. Aqui, elenquei todas as
peças de LEP que tenho:
(exemplo de nota-sumário-evernote)
Marco, o que é nota-sumário? Simples. É uma nota-
evernote normal. Única coisa é que ela será destinada para
“linkarmos” outras notas-evernote.
Com isso, basta eu clicar em algum link e ele me leva para a
peça respectiva.
Posso até mesmo usar a chamada pesquisa por sintaxe
para pesquisar e encontrar essas peças dentro do meu Evernote.
Mas o que quero deixar claro aqui é justamente essa
possibilidade de você criar um “sumário/índice” de peças e
mostrar para o seu colega ou estagiário quais modelos de peças
(ou teses) estão disponíveis.
Para gerar um link denotas, basta acessar a nota e apertar
(CTRL + ALT + L) ou clicar com o botão direito do mouse sobre a
nota-peça ou nota-tese respectiva e depois clicar em copiar link
interno. Após, acesse a sua nota-sumário e dê um CTRL + V (para
colar o link gerado). E pronto.
Terminado isso, é possível ainda compartilhar a nota-
sumário com um colega ou estagiário que também tenha uma
conta Evernote. Isso fica mais fácil quando se compartilha o
caderno inteiro. Caso desconfie dê apenas acesso de
VISUALIZAÇÃO (veremos a seguir).
Seguindo, é possível ainda estabelecer o destinatário e o
tipo de compartilhamento que quer dar à nota-evernote (se o
destinatário pode editar ou somente visualizar ou editar e convidar
outras pessoas). Se necessário, dê apenas a possibilidade de
VISUALIZAR o conteúdo (e não editar). Assim você protege os
seus arquivos.
Com essas dicas simples, criamos um banco de teses que
fica disponível 24h em qualquer dispositivo eletrônico, bem como
disponível para com os colegas ou estagiários e, ainda,
pesquisável a qualquer momento (caso precise de uma tese/peça).
Clique aqui e volte para o SUMÁRIO.
9. CURSO ONLINE
A ideia do livro é trazer o conteúdo de maneira escrita.
Para os que desejam entender melhor a prática, sugiro ver o
nosso curso on-line, disponibilizado gratuitamente no YouTube.
Agradeço, ao/à leitor/a que entender o motivo de ter
disponibilizado gratuitamente para todos no YouTube, pois a ideia é
levar para várias pessoas o que está sendo ensinado neste livro.
Acesse as videoaulas (gratuitamente):
https://www.youtube.com/watch?
v=A0jyKo_SuZU&list=PLL4ko2gLSNnogvPX4n1MzcXrTjLH5jg6
q.
Inscreva-se no nosso canal para acompanhar outros vídeos
a serem publicados oportunamente.
Obs. No momento o curso on-line ensina a versão-web do
Evernote, ao passo que este livro ensina a versão-cliente-windows
do Evernote. De qualquer maneira, é possível levar o conteúdo
para ambos (apenas há uma mudança de interface das
ferramentas).
CURSO ONLINE
(EXCLUSIVO PARA LEITORES DO LIVRO:
EVERNOTE-WINDOWS – versão legacy/legado)
 
Pensando nos leitores do livro, decidi elaborar um pequeno
curso on-line GRATUITO para a versão-cliente-windows do
Evernote. Explicando passo a passo de como se orientar pelo
Evernote-Windows e como começar a criar e organizar as peças
e teses jurídicas. Está na parte 4 do Google Drive (link a seguir).
https://www.youtube.com/watch?v=A0jyKo_SuZU&list=PLL4ko2gLSNnogvPX4n1MzcXrTjLH5jg6q
https://www.youtube.com/watch?v=A0jyKo_SuZU&list=PLL4ko2gLSNnogvPX4n1MzcXrTjLH5jg6q
Acesse a videoaula (sem custo extra e acesso imediato):
https://drive.google.com/open?
id=1JThdPZ4k24b5s5KrotJtFnu3U7DGjoIZ.
Obs. O link é exclusivo para os/as leitores/as do livro. 
CURSO ONLINE
LINK (GOOGLE DRIVE): https://bit.ly/2zTBn3F.
FICOU ALGUMA DÚVIDA?
POR FAVOR, ENTRE EM CONTATO:
ADV.TORRANO@GMAIL.COM
TELEGRAM: https://t.me/novomanualdepratica
Clique aqui e volte para o SUMÁRIO.
https://drive.google.com/open?id=1JThdPZ4k24b5s5KrotJtFnu3U7DGjoIZ
https://bit.ly/2zTBn3F
mailto:ADV.TORRANO@GMAIL.COM
https://t.me/novomanualdepratica
(BIT.LY/MAVT88)
https://www.amazon.com.br/Entenda-organizar-processuais-jur%C3%ADdicas-pequenas-ebook/dp/B07TS59G34/ref=sr_1_2?dchild=1&qid=1615429424&refinements=p_27%3AMarco+Antonio+Valencio+Torrano&s=digital-text&sr=1-2&text=Marco+Antonio+Valencio+Torrano
(BIT.LY/MAVT88)
https://www.amazon.com.br/gp/product/B08MVBY35N/ref=dbs_a_def_rwt_bibl_vppi_i3
(BIT.LY/MAVT88)
https://www.amazon.com.br/gp/product/B08WRJC322/ref=dbs_a_def_rwt_bibl_vppi_i6
40. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
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Paulo: Ateliê Editorial, 2012 (edição digital). 
ANDERSON, Chris. TED Talks: o guia oficial do TED para
falar em público. Rio de Janeiro: Intrínseca, 2016 (edição digital:
Kindle — Amazon).
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processo civil. 17. ed. rev. atual. São Paulo: Atlas, 2014.
ARISTÓTELES [384-322 a.C.]. Retórica. 2. ed., revista.
[Obras completas de Aristóteles. Coordenação: Antônio Pedro
Mesquita. Tradução e notas: Manuel Alexandre Júnior, Paulo
Farmhouse Alberto e Abel do Nascimento Pena]. Lisboa: Centro de
Filosofia da Universidade de Lisboa, Imprensa Nacional-Casa da
Moeda, 2005.
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jurídica. Rio de Janeiro: Elsevier, 2010.
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analógico da língua portuguesa: ideias afins / thesaurus. 2. ed.
atual. e rev. Rio de Janeiro: Lexikon, 2010.
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advogado. São Paulo: Martins Fontes, 1995.
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Campinas: Russell Editores, 2007.
CARVALHO, Amilton Bueno de. Magistratura e Direito
Alternativo. 2. ed. Rio de Janeiro: Luam, 1996. 
CARVALHO, Salo de. Como não se faz um trabalho de
conclusão. 3. ed. São Paulo: Saraiva, 2015.
CASTRO, Francisco. Como encontrar seu estilo de
escrever. Belo Horizonte: Gutenberg, 2015 (edição digital: Kindle
— Amazon). 
DAMIÃO, Regina Toledo; HENRIQUES, Antonio. Curso de
português jurídico. 10. ed. São Paulo: Atlas, 2009.
DIDIER JR. Fredie; BRAGA, Paula Sarno; OLIVEIRA, Rafael
Alexandria de. Curso de direito processual civil: teoria da prova,
direito probatórios, ações probatórias, decisão, precedente, coisa
julgada e antecipação dos efeitos da tutela. 10. ed. rev., ampl. e
atual. Salvador: JusPodivm, 2015.
DINTEL, Felipe. Como escrever textos técnicos e
profissionais: todas as orientações para elaborar relatórios, cartas
e documentos eficazes. Trad. Gabriel Perissé. Belo Horizonte:
Gutenberg, 2013.
DONIZETTI, Elpídio. Curso didático de direito processual
civil. 10. ed. São Paulo: Atlas, 2016.
FETZNER, Néli Luiza Cavalieri (coord.) et al. Lições de
argumentação jurídica: da teoria à prática. Rio de Janeiro:
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GABRIEL, Martha. Você, eu e os robôs: pequeno manual
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para cursos de direito: como elaborar textos jurídicos. São Paulo:
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e a Tutela Coletiva de Direitos: teoria e prática. Salvador:
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A coerência textual. 18. ed. São Paulo: Contexto, 2015.
KOHAN, Silvia Adela. Os segredos da criatividade:
técnicas para desenvolver a imaginação, evitar bloqueios e
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LEÃO, Cleci; GUARACY, Thales. Escreva bem, pense
melhor: como escrever um bom texto e utilizar a redação para o
desenvolvimento pessoal. São Paulo: País do Futuro, 2012.
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PERISSÉ, Gabriel. Ler, pensar e escrever. 5. ed. rev.,
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escrita: vírgula, crase, palavras compostas. Rio de Janeiro:
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PIAZZI, Pierluigi. Inteligência em concursos: manual de
instruções do cérebro para concurseiros e vestibulandos. 2.ª ed.
São Paulo: Editora Aleph, 2015.
PINKER, Steven. Guia de escrita: como conceber um texto
com clareza, precisão e elegância. São Paulo: Contexto,2016
(edição digital: Kindle — Amazon). 
RODRÍGUEZ, Víctor Gabriel. Argumentação jurídica:
técnicas de persuasão e lógica informal. 4. ed. rev. e ampl. São
Paulo: Martins Fontes, 2005.
ROSA, Alexandre Morais da. A teoria dos jogos aplicada
ao processo penal. 2. ed. Florianópolis: Empório do Direito, 2015.
SABBAG, Eduardo. Português jurídico. São Paulo: Saraiva,
2016.
SEVERINO, Antônio Joaquim. Metodologia do trabalho
científico. São Paulo: Cortez, 2013.
SOUSA, José Augusto Garcia de (Coord.). Coleção
repercussões do novo CPC: Defensoria Pública (v. 5). Salvador:
Juspodivm, 2015.
SQUARISI, Dad; SALVADOR, Arlete. A arte de escrever
bem. 8. ed. São Paulo: Contexto, 2015.
SQUARISI, Dad; SALVADOR, Arlete. Escrever melhor: guia
para passar os textos a limpo. 2. ed. São Paulo: Contexto, 2015.
SQUARISI, Dad. 1001 dicas de português: manual
descomplicado. São Paulo: Contexto, 2015.
TAVARES, Juarez; PRADO, Geraldo. O direito penal e o
processo penal no estado de direito: análise de casos.
Florianópolis: Empório do Direito, 2016.
STRUNK, William. The elements of style: the original
edtion (dover language guides). NewYork: Dover Publications,
2006.
41. SOBRE O AUTOR
Marco Antonio Valencio Torrano
Professor (Buscador Dizer o Direito).
Escritor (https://goo.gl/djnqXs).
Advogado (inclusive: conveniado da DPE/SP e OAB/SP).
Pós-graduado em Direitos Humanos (2020).
Pós-graduado em Direito Constitucional e Direito Administrativo.
Pós-graduando em Direito Processual Penal (2020).
Pós-graduando em Direito Penal e Criminologia (2020).
Pós-graduando em Direito Processual Civil (2021).
Aprovado no V Exame da Ordem (começo de 2012).
https://www.buscadordizerodireito.com.br/juscom
https://www.amazon.com.br/s?k=marco+torrano&__mk_pt_BR=%C3%85M%C3%85%C5%BD%C3%95%C3%91&ref=nb_sb_noss
Formado em Direito - Universidade Paulista (2013).
Estagiário concursado da DPE/SP (2011-13). Estagiário voluntário,
e depois credenciado, da Justiça Federal do TRF 3.ª (2009-2011).
Estagiário concursado da PGE/SP. Estagiário concursado do
MPE/SP.
Twitter: <@mavt88>.
Instagram: <@mavt88>.
Meus projetos: linktr.ee/mavt88.
 
[1] “Contudo, o modelo legalista de subsunção tem sido alvo de severas críticas,
especialmente pela doutrina moderna: Luiz Guilherme Marinoni, na sua teoria geral do
processo, ao expor sua expectativa em relação à jurisdição contemporânea, critica o papel
meramente legalista do juiz, típico do Estado liberal, apresentado por processualistas como
Chiovenda e Calamandrei” [Sousa 2015:61]. “Se a legislação era completa e coerente, e
assim capaz de dar à jurisdição condições de solucionar qualquer caso, o juiz jamais
precisaria cristalizar uma norma — mediante a interpretação da lei de acordo com a
Constituição — para regular a situação litigiosa. Não precisaria e nem poderia delinear uma
norma jurídica segundo os ditames da Constituição porque nessa época não se
apresentava a ideia de que a validade da lei é vinculada aos princípios constitucionais e
aos direitos fundamentais. Como a lei também não podia considerar a realidade, as
desigualdades sociais e o pluralismo, bastava à jurisdição aplicar a lei genérica e abstrata,
típica do Estado liberal” [Marinoni apud Sousa 2015:61].
[2] Cuidado, porque parte da doutrina critica o positivismo tradicional, mas, por outro lado,
não chega a seguir o neoconstitucionalismo. É o caso — nas próprias palavras — do Prof.
Eros [2016:28]: “Nego, pois a concepção tradicional, à moda de Savigny (…). Em suma: a
interpretação do direito não é atividade de conhecimento, mas constitutiva; portanto,
decisional, embora não discricionária. Dizendo-o de outro modo: a interpretação do direito
envolve não apenas a declaração no sentido veiculado pelo texto normativo, mas a
constituição da norma a partir do texto e da realidade. É atividade constitutiva, não
meramente declaratória. (…) Afasto-me do positivismo legalista”.
[3] Mais sobre: cf. Grau 2016:28.
[5] PAIVA, Caio; HEEMANN, Thimotie Aragon. Jurisprudência internacional de direitos
humanos. 2. ed. Belo Horizonte: Editora CEI, 2017, p. 249/251.
[6] ZANETI JR., Hermes; GARCIA, Leonardo de Medeiros. Direitos difusos e coletivos. 11.
ed. Salvador: Editora JusPodivm, 2020.
[7]4 E essa crise interpretativa é solucionada, por vezes, com base no princípio da
proporcionalidade, caindo facilmente num discurso político (muitas vezes: tendencioso;
veja o que foi a Lava-Jato). Temos que ter muito cuidado com a crise interpretativa do caso
concreto (leia-se: não é crível lançarmos mão do princípio da dignidade da pessoa humana
a todo momento, como “saída fácil”; nem tampouco é prudente adotarmos um punitivismo
com base num discurso da impunidade).
https://twitter.com/mavt88
https://www.instagram.com/mavt88/
https://linktr.ee/mavt88
Por essa razão — aproveitando este espaço da nota de rodapé, desabafo —, vemos a
teoria/doutrina crítica do Direito Penal sendo contra o chamado “consequencialismo penal”
(que se sustenta — pelo que sigo — no “discurso da impunidade”).
O Direito Penal, atualmente, portanto, vive essa problemática dentro até mesmo do próprio
STF (como podemos ver nas decisões monocráticas dos ministros) e o mesmo em outros
tribunais (STJ e TJSP, por exemplo). Siga o Defensor Público federal Gustavo Ribeiro no
Twitter (@gustalmribeiro) para constatar o que estou descrevendo aqui sobre as decisões
monocráticas dos ministros do STF.
Assusta o Poder Judiciário não se sensibilizar com os números. Somos o 3º país que mais
prende no mundo (https://bit.ly/3kGAY76). Em 10 anos de prática processual (estou
escrevendo esta nota de rodapé em 2020.10.28), eu somente atuei em casos de pequeno
traficante (preso por 10-100g de maconha ou crack). Em outras palavras, 90% dos casos
que peguei no convênio DPESP-OABSP e no escritório, são casos de tráfico de drogas
(crime abstrato = oriundo da espiritualização dos bens jurídicos) e a maioria pessoas afro-
brasileiras. O nosso sistema penal tem público certo, portanto.
Certa vez, assisti uma entrevista do Mano Brown que disse (ele cita Bezerra da Silva, uma
frase dita por este último antes de morrer em 2005): “Brown, cadeia é que nem show. Tem
que estar lotada pra dar dinheiro” (link: https://youtu.be/gMT9cXizDYQ?t=1090). Preocupa-
se mais ainda quando se sabe que a polícia militar tem “índice de produtividade” para
prender pessoas (mais sobre: https://spoti.fi/2G8EGYn) - pesquisadora da USP, Prof.ª e
Dr.ª Maria Gorete. Vou repetir: a polícia militar respeita “índice de produtividade” - isto me
lembra Nils Christie (que entende que as organizações policiais defendem, sim, a
expansão do sistema carcerário).
No ensino jurídico brasileiro, a teoria crítica é “nova”, se formos analisar o lapso temporal
punitivista. Veja, eu só fui ouvir falar de Zaffaroni quando estava em um cursinho da LFG
para concursos públicos. Na faculdade, era Damásio e Capez (= punitivistas). O Amilton
Bueno fui conhecer apenas no futuro (no estudo pra Defensoria Pública). Muitas teorias
críticas só foram difundidas nos concursos públicos (e consequentemente: no ensino
jurídico brasileiro) graças à vitória da Defensoria Pública no campo normativo e social (ver:
CRFB1988 e as ECs 45/05, 69/2012, 73/2013 e 80/2014), a qual busca sempre trazer um
olhar crítico — ao menos, é o que deve acontecer — para com o que é perpetrado em face
dos necessitados (e o sistema penal deve continuar pertencendo a esse bojo, envolvendo
a atuação defensorial).
Quantos passaram da faculdade e entraram na carreira pública sem ouvir o pensamento de
Zaffaroni, Amilton Bueno, Salvo de Carvalho, Maurício Stegemann, Patrick Cacicedo, Aury
Lopes Jr., Jacinto Coutinho, Gustavo Badaró, Salah Hassan Khaled Jr., Geraldo Prado,
André Giamberardino, Geraldo Prado, Rubens Casara, Luis Carlos Valois, Alexandre
Morais da Rosa, Roig, Luís Flávio Gomes e tantos outros penalistas que pensam um
Direito Penal crítico?
Ademais, sempre importante lembrar: muitos doutrinadores da teoria crítica surgiram
graças à Defensoria Pública, porque vários que retromencionei são DefensoresPúblicos.
Isso, consequentemente, surte efeito na sociedade brasileira (= educação em direitos).
Ainda assim, contudo, vemos casos por furto de chocolate chegando ao STF (RHC
145205/STF; HC 137422; HC 126618). Veja que para um caso desse chegar até o STF ele
percorreu todo o sistema recursal do Poder Judiciário. Repito, em outras palavras: todos os
demais juízes denegaram a ordem de habeas corpus.
O problema não para. Quando fui estagiário da Defensoria Pública, vi vários necessitados
pedirem “certidão negativa” para comprovar a ausência de processos criminais no nome (=
“puxar a capivara”). E muitas perdiam a chance de trabalho, seja pela demora de expedir a
certidão negativa, seja pela constatação de processos criminais no nome do necessitado.
Como a pessoa será reinserida na vida social sem trabalho? É aí que o ciclo recomeça e
ela volta pro tráfico (consequentemente, o Estado “perde”/”ganha” ela de novo) - a doutrina
comenta sobre pela expressão “labeling approach”.
Quando olhamos para tudo isso, a gente começa a pensar e a questionar o que é o
sistema penal brasileiro. “Você viu o que eu fiz? [Acendi] a luz. Fui ali e apertei. Tem
coisa mais simples que isso? É realmente simples? Olha a complexidade que é trazer
essa luz até a minha casa. É simples? É simples, porque sou ignorante. Olha o tempo que
os cientistas ficam nas faculdades para entender isso. Nada é simples” (frases adaptadas
com base na aula do Prof. Amilton Bueno — aula disponível no YouTube gratuitamente:
https://youtu.be/g_5Kl43bZaw?t=2544).
[5] Também: “O verdadeiro escritor está sempre corrigindo seu texto” [Castro 2015:330].
Mais um fundamento para revisarmos o nosso texto da peça processual.
[6] BARROS FILHO, Clóvis de; POMPEU, Júlio. A filosofia explica grandes questões da
humanidade. 2. ed. Rio de Janeiro: Casa da Palavra. São Paulo: Casa do Saber, 2014 —
eBook (Amazon), número de página com base no dispositivo Kindle.
[7] “Nada em direito é absoluto. Não é à toa que o Código [de processo civil] abraça a
técnica da ponderação, estrutura por Robert Alexy” [Donizetti 2016:parte geral, parte 1,
item 13.3]. Em primeira leitura parece isso ser absolutamente aceitável (ou seja: de que
não existem direitos absolutos). Entretanto, a nosso entender, o caso do (i) direito de não
ser torturado (art. 5.º, III, da Constituição de 1988), e (ii) da vedação constitucional à pena
de morte, que não pode ser instituída em contexto estranho à hipótese, prevista no texto
constitucional, de guerra declarada (art. 5.º, XLVII, da Constituição de 1988). Enfim, são
duas hipóteses pelas quais entendemos ser direitos absolutos previstos no ordenamento
jurídico brasileiro — no mesmo sentido Sarmento e Neto [2016:374-375].
[8] Este vídeo do Prof. SARMENTO, ajuda a entender toda a complexidade da litigância
estratégica: http://bit.ly/2fdDwHt.
[9] Não significa ser desrespeitoso com a parte contrária. Respeito mútuo entre os litigantes
é essencial para a “salubridade processual”.
[10] “A mente humana funciona assim nos processos criativos. É preciso agir com energia
para o produto adquirir consistência” [Kohan 2013:556].
[1] Em remédios constitucionais, usa-se o verbo impetrar. Exemplo: mandado de
segurança, mandado de injunção, habeas data e habeas corpus.
[1] “Dentre as novidades trazidas pelo Código de Processo Civil de 2015 destaca-se a
disposição contida no artigo 927. Trata-se do que vem se denominando de sistema de
precedentes do novo Código de Processo Civil, evidente influência da tradição da common
law, adotada por países nos quais o ordenamento jurídico se baseia nos costumes, onde o
direito consuetudinário serve para a fundamentação de decisões que podem formar
precedentes, os quais serão utilizados em casos similares futuros. (…) A novidade fica por
conta da força vinculante. Agora, o precedente não detém somente a função de orientar a
interpretação do ato normativo, mas pode obrigar o julgador a adotar o mesmo fundamento
de decisão anteriormente, aproximando-se da ideia de stare decisis (doutrina característica
do common law, decorrente da expressão latina stare decisis et non quieta movere, em
uma tradução livre: mantenha-se a decisão e não se mexa no que foi estabelecido). (…)
Uma vez invocado o precedente — e seus fundamentos — as decisões judiciais deverão
demonstrar: (1) as razões determinantes pelas quais o caso sob julgamento se ajusta ao
precedente, quando decidido em conformidade com este; ou (2) a existência de distinção
no caso em julgamento ou a superação do entendimento, quando a decisão for de forma
diversa (art. 489, § 1º, do NCPC). Vê-se, portanto, que além de conhecer com
http://bit.ly/2fdDwHt
profundidade o texto legal e a jurisprudência dos tribunais (incluindo-se, aí, as súmulas), o
operador do direito deverá ter domínio dos precedentes adotados pelas cortes. Sendo
assim, diante de um caso concreto, deverá o Defensor Público: 1) Verificar à luz do caso
posto, se existe decisão anterior envolvendo a situação fática e jurídica e, assim, se há
precedente. 2) Existindo, identificar, no precedente, aquilo que compõe o núcleo da
decisão, seus fundamentos essenciais (ou seja, a ratio decidendi, aquilo sem a qual a
decisão não teria sido tomada como foi), separando-os das argumentações jurídicas
mencionadas apenas de passagem, dos fundamentos prescindíveis para o deslinde da
controvérsia original (ou seja, o obter dicta). A partir daí duas possibilidades irão surgir: (a)
a ratio decidendi é favorável aos interesses do assistido, encaixando-se na defesa de sua
pretensão; (b) a ratio decidendi é contrária aos interesses do assistido, indo de encontro à
sua pretensão jurídica. 3) Sendo favorável, o Defensor Público deverá, na fundamentação
jurídica de eventual petição, mencionar o precedente, demonstrando que se amolda ao
caso apresentado, explicitando sua ratio decidendi e pleiteando, nos pedidos, pela sua
aplicação (obrigatória), nos termos do art. 927 do CPC/2015, devendo o juiz ou tribunal
fazer constar expressamente nos fundamentos da decisão as razões pela adoção ou não
do argumento, nos termos do art. 489 do código processual. 4) Sendo desfavorável,
haverá, ainda, duas técnicas possíveis de serem seguidas. Nessa situação, deve-se
observar a possibilidade da distinção (distinguishing) ou da superação do precedente
(overruling). No primeiro caso, busca-se o afastamento do precedente, nada obstante ele
continue a existir válido. Aí se procurará demonstrar que há, no caso do assistido, uma
situação fática distinta ou uma questão jurídica que não foi examinada (não enfrentada na
formação do precedente). (…) No caso da superação [overruling], visa-se desconstituir a
eficácia vinculante do julgamento paradigma, superando o entendimento anteriormente
fixado. No overruling, assim é preciso justificar a superação do precedente, argumentando
a existência de mudança substancial da realidade, a revogação ou modificação da norma
que embasou a tomada decisão em momento pretérito ou, ainda, a grave injustiça na
aplicação do precedente” [Gonçalves Filho 2016:61/65].
[2] Digo, numa ideia de “fortalecer” as razões/fundamentos jurídicos do pedido.
[3] “Em que pese a ratio decidendi se encontre na fundamentação de decisão, a ela não
corresponde integralmente — nem a nenhum dos outros elementos da decisão judicial. Na
verdade, pode ser elaborada e extraída de uma leitura conjugada de tais elementos
decisórios (relatório, fundamentação e dispositivo); importa saber: a) as circunstâncias
fáticas relevantes relatadas; b) a interpretação dada aos preceitos normativos naquele
contexto; c) e a conclusão a que se chega” [Didier Jr. 2015:447].
[1] “A leitura (…) deve ser sossegada, tranquila, em clima de serenidade, o que não nos
impede de imprimir diferentes velocidades e ritmos, dependendo sempre de nosso
interesses e das características do texto” [Perissé 2011:10].
[1] CPP, art. 600, § 4º. Se o apelante declarar, na petição ou no termo, ao interpor a
apelação, que deseja arrazoar na superior instância serão os autos remetidos ao tribunal
ad quemonde será aberta vista às partes, observados os prazos legais, notificadas as
partes pela publicação oficial.
[2] “A questão deve ser analisada com certo tempero, posto que a saída temporária é
concedida exclusivamente para os presos em regime semiaberto. Forçoso reconhecer que
o cumprimento de 1/6 da pena já permite a modificação do regime para o abeto. Conclui-
se, assim, que tal exigência do lapso temporal tornará a concessão do benefício inócua,
pois não necessitará de autorização alguma no regime aberto. A saída temporária foi
criada dentro do espírito de ressocialização, possibilitando ao presidiário uma readaptação
social e também representativa de um prêmio pelo bom comportamento. Abstraindo-se a
questão do lapso temporal, há que se admitir como bastante benéfica para ressocialização
a saída temporária justamente no Natal e Ano Novo, que são festas da família. Por fim,
reconhecendo que a possibilidade da saída temporária deve ser analisada à luz do regime
em que se executada a pena, caso contrário se tornaria um benefício inexequível. Ante o
exposto, concede-se a ordem, convalidando a liminar.” (TJSP; Habeas Corpus 2251090-
73.2016.8.26.0000; Relator (a): Willian Campos; Órgão Julgador: 15ª Câmara de Direito
Criminal; São Paulo/DEECRIM UR1 - Unidade Regional de Departamento Estadual de
Execução Criminal DEECRIM 1ª RAJ; Data do Julgamento: 02/02/2017; Data de Registro:
03/02/2017).
[3] EXECUÇÃO PENAL. HABEAS CORPUS SUBSTITUTIVO DE RECURSO ESPECIAL.
NÃO CABIMENTO. BENEFÍCIO DE SAÍDA TEMPORÁRIA. INDEFERIMENTO
FUNDAMENTADO NA AUSÊNCIA DO REQUISITO OBJETIVO. NECESSIDADE DE
CUMPRIMENTO DE 1/6 (UM SEXTO) DA PENA. CONSTRANGIMENTO NÃO
CONFIGURADO. HABEAS CORPUS NÃO CONHECIDO. I - A Primeira Turma do col.
Pretório Excelso firmou orientação no sentido de não admitir a impetração de habeas
corpus substitutivo ante a previsão legal de cabimento de recurso próprio (v.g.: HC n.
109.956/PR, Rel. Min. Marco Aurélio, DJe de 11/9/2012; RHC n. 121.399/SP, Rel. Min. Dias
Toffoli, DJe de 1º/8/2014 e RHC n. 117.268/SP, Rel. Min. Rosa Weber, DJe de 13/5/2014).
As Turmas que integram a Terceira Seção desta Corte alinharam-se a esta dicção, e, desse
modo, também passaram a repudiar a utilização desmedida do writ substitutivo em
detrimento do recurso adequado (v.g.: HC n. 284.176/RJ, Quinta Turma, Rel. Min. Laurita
Vaz, DJe de 2/9/2014; HC n. 297.931/MG, Quinta Turma, Rel. Min. Marco Aurélio Bellizze,
DJe de 28/8/2014; HC n. 293.528/SP, Sexta Turma, Rel. Min. Nefi Cordeiro, DJe de
4/9/2014 e HC n. 253.802/MG, Sexta Turma, Rel. Min. Maria Thereza de Assis Moura, DJe
de 4/6/2014). II - Portanto, não se admite mais, perfilhando esse entendimento, a utilização
de habeas corpus substitutivo quando cabível o recurso especial, situação que implica o
não conhecimento da impetração. Contudo, no caso de se verificar configurada flagrante
ilegalidade apta a gerar constrangimento ilegal, recomenda a jurisprudência a concessão
da ordem de ofício. III - In casu, o fato de o apenado ter sido condenado no regime
intermediário, por si só, não enseja a obrigatoriedade do deferimento do benefício da saída
temporária, havendo necessidade de comportamento adequado, cumprimento mínimo de
1/6 da pena, já que não é reincidente, e compatibilidade do benefício com os objetivos da
reprimenda. IV - Não há qualquer ilegalidade a ser sanada no v. acórdão que, em sede de
execução penal, indefere pedido de saída temporária, levando-se em consideração o fato
de o paciente não preencher o requisito objetivo previsto no art. 123, inciso II, da Lei de
Execução Penal (precedentes). Habeas corpus não conhecido. (HC 335.334/RS, Rel.
Ministro FELIX FISCHER, QUINTA TURMA, julgado em 19/04/2016, DJe 11/05/2016)
[4] Perceba que na peça não adentramos ao entendimento exaurido pelo Superior Tribunal
de Justiça no julgado (HC 335.334/RS). Particularmente, considerando a falta de um
entendimento sólido do tribunal superior sobre a matéria em tela, e a fim de enfatizar o
precedente do TJ (a quem a peça seria destinada), preferi não comentar sobre o
entendimento do STJ a respeito da matéria. No entanto, se caso o entendimento fosse
sumulado pelo STJ ou mesmo entrado no bojo dos recursos repetitivos, o comentário seria
pertinente para possível utilização do distinguishing (distinção) ou overruling (superação).
[5] Não me esqueço. Quando fui estagiário da justiça federal, na vara judicial da frente,
correu a notícia de que um estagiário tinha excluído várias pastas/modelos. De modo que
todos os analistas e técnicos estavam desesperados em como poderiam recuperar o
conteúdo. Por isso, sempre tenha um backup de suas teses.
[1] Durante a faculdade (2008/2013), os livros para concursos públicos custavam entre
R$60-90,00; já hoje os mesmos custam R$150-230,00 (fora os outros de R$350-450).
Aonde vamos parar? Ao que tudo indica, o Brasil continua sendo um país extremamente
discriminatório quanto à possibilidade de enriquecimento intelectual. E sem dúvida que isso
reverte para o Poder Judiciário. Eis por que aquele operador do Direito não conseguirá ter
a chance de conhecer eventual instituto jurídico, prejudicando, por via oblíqua, o
andamento processual. Não só o Poder Judiciário, mas a própria parte é quem sofre mais
ainda, pois terá sua demanda prejudicada pelo profissional incapacitado (logo, afetando o
efetivo acesso à justiça).
[1] Todo estudante que entra em uma faculdade pública recebe já no começo, a título de
indicação bibliográfica, o livro do SEVERINO. Não é à toa. O autor se preocupa desde o
início da obra a dar o necessário norte acadêmico ao estudante, de modo que ele consiga
estudar e aproveitar completamente o curso. E não só serve para os cursos de graduação.
O livro do SEVERINO é também utilizado em cursos de pós-graduação “stricto sensu”
(mestrado, doutorado, por exemplo).
[1] Novos MacBooks suportam mais monitores externos (http://goo.gl/U6X2gX).
[1] Flutuações cambiais, taxas bancárias e impostos aplicáveis podem alterar o valor final
— diz o site fornecedor.
[1] Lembre-se que a regra é que somente o advogado tem capacidade postulatória para
veicular pedidos e pretensão perante o juízo.
No entanto, há exceções. Exemplos: habeas corpus, demandas de valor até 20 salários
mínimos (Lei 9.099/95).
[1] Sugiro conta premium porque assim não haverá dissabor quanto à limites na usabilidade
do aplicativo. Um exemplo simples: com conta premium, sua nota-evernote pode aguentar
mais dados dentro dela (diferente da conta gratuita).
[2]2 Multitasking: This Is Your Brain On Social Media. Disponível em:
<http://www.bitrebels.com/lifestyle/multitasking-this-is-your-brain-on-social-media/>. Acesso
em: 13 mar. 2013. In: Gabriel, Martha. Você, Eu e os Robôs (p. 104). Atlas. Edição do
Kindle.
[3]3 ZINGANO, Marco. Unidade do gênero e outras unidades em Aristóteles: significação
focal, relação de consecução, semelhança, analogia. Disponível em: 
https://revistas.ufrj.br/index.php/analytica/article/download/2184/1909. Acesso em 30-3-
2020.
http://goo.gl/U6X2gX
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	14. COMO PESQUISAR EM SITES COMUNS E JURÍDICOS
	15. PESQUISAR NO SITE DA CORTE INTERAMERICANA DE DIREITOS HUMANOS (CORTE IDH)
	16. PESQUISAR NO SITE DA COMISSÃO INTERAMERICANA DE DIREITOS HUMANOS (CIDH)
	17. PESQUISAR NO SISTEMA GLOBAL DE DIREITOS HUMANOS
	18. PESQUISAR NO SITE DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL (STF)
	19. PESQUISAR NO SITE DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA (STJ)
	20. PESQUISAR NOSITE DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DE TODOS OS ESTADOS BRASILEIROS E DO TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 3.ª REGIÃO
	21. PESQUISAR NO SITE DO TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO (TST)
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	32. SISTEMA DE ORGANIZAÇÃO PARA PEÇAS PROCESSUAIS E TESES JURÍDICAS
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	35. NOTAS (NOTA-CLIENTE: PEÇAS PROCESSUAIS E TESES JURÍDICAS)
	36. ETIQUETAS (PALAVRAS-CHAVE: GÊNERO E ESPÉCIES)
	37. PESQUISA/RESGATE DE PEÇAS E TESES (POUPANDO UM TEMPO enorme NO DIA A DIA FORENSE)
	38. banco de peças e teses (criando links de peças e compartilhando com o colega ou estagiário)
	39. curso online
	40. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
	41. SOBRE O AUTOR