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PTR02 – Estandartes da Reforma – Prof. Augustus Nicodemus Pós-Graduação - Faculdade Sudoeste / FASU - Instituto Reformado de São Paulo Eleição Incondicional 1) Em linhas gerais, esse segundo dos Cinco Pontos do Calvinismo ensina que Deus escolheu dentre todos os seres humanos decaídos um grande número de pecadores por graça pura, sem levar em conta qualquer mérito, obra ou fé prevista neles. 2) Essa eleição para a vida eterna foi incondicional no sentido de que não foi baseada em qualquer condição prevista na criatura. 3) Considero muito útil e esclarecedor o que disse R.C. Sproul em seu comentário de Romanos, sobre esse ponto: “A doutrina reformada da predestinação é muitas vezes identificada com o teólogo suíço João Calvino, mas isso é um pouco de distorção histórica, porque não há nada na doutrina da predestinação de Calvino que não estava antes na doutrina de Martinho Lutero. Lutero defendeu essa doutrina vigorosamente contra a crítica de Erasmo de Rotterdã. Não havia nada na doutrina de Lutero a respeito da predestinação que não tenha sido articulada pelo grande Agostinho, e nada na doutrina da predestinação agostiniana que não tivesse estado primeiro na mente e no ensino do apóstolo Paulo. Além disso, não havia nada na doutrina da predestinação de Paulo que não tivesse sido articulada pelo nosso Senhor e não havia nada na doutrina da predestinação de Jesus que não tivesse sido articulada primeiramente por Moisés no Antigo Testamento”. 4) Foi por causa do protesto dos Remonstrantes, discípulos de Armínio na Holanda, que a discussão alcançou destaque entre os reformados e levou à elaboração dos Cinco Pontos, dos quais “eleição incondicional” é o segundo. PTR02 – Estandartes da Reforma – Prof. Augustus Nicodemus Pós-Graduação - Faculdade Sudoeste / FASU - Instituto Reformado de São Paulo 5) A sequência indica claramente que o conceito de eleição incondicional (segundo ponto) depende do conceito de depravação total (primeiro ponto), ou da total inabilidade do homem crer por si mesmo. 6) Vamos começar tentando entender o surgimento, entre os reformados, do conceito de eleição condicional ou baseada na presciência de Deus. 1) Já vimos que Pelágio havia ensinado que o homem nasce livre e sem pecado e que o catolicismo romano aderiu a uma forma de semipelagianismo, baseada no que chamaram de graça infusa. 2) Os reformadores por unanimidade rejeitaram esses conceitos e ensinaram a doutrina da total inabilidade do homem em crer e se converter a Deus. Lutero defendeu e ensinou – até mais que Calvino – a doutrina da soberana eleição de Deus para a vida eterna. Essa eleição era incondicional e baseada tão somente na pura graça de Deus. A reforma liderada por ele tinha esse ponto como seguro e certo. 3) Contudo, Felipe Melanchton, discípulo e sucessor de Lutero, alterou esse conceito depois da morte de Lutero e acabou assim estabelecendo o que se tornou o entendimento oficial do luteranismo sobre a eleição e predestinação. 4) Em resumo, Melanchton ensinou a chamada visão presciente da predestinação. Deus sabia de antemão quem haveria de escolher crer em Cristo por sua própria vontade e então escolheu e predestinou essas pessoas para a vida eterna. Assim, a predestinação era baseada na presciência de Deus e, portanto, era condicional. 5) Esse entendimento de Melanchton acabou ganhando grande aceitação entre os protestantes até hoje. Duas passagens da Bíblia acabaram se tornando as mais importantes para a defesa dessa posição: “Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito. Porquanto aos que de antemão conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos. E aos que predestinou, a esses também chamou; e aos que chamou, a esses também justificou; e aos que justificou, a esses também glorificou” (Rm 8.28-30). PTR02 – Estandartes da Reforma – Prof. Augustus Nicodemus Pós-Graduação - Faculdade Sudoeste / FASU - Instituto Reformado de São Paulo “Pedro, apóstolo de Jesus Cristo, aos eleitos que são forasteiros da Dispersão no Ponto, Galácia, Capadócia, Ásia e Bitínia, eleitos, segundo a presciência de Deus Pai, em santificação do Espírito, para a obediência e a aspersão do sangue de Jesus Cristo, graça e paz vos sejam multiplicadas.” (1Pe 1.1-2). 1) Pode parecer uma surpresa para muitos, mas Armínio não negava a eleição e a predestinação. Ele cria que isso era claramente ensinado na Bíblia. E realmente, não há como negar que a Bíblia fala de eleição e predestinação. 2) A questão toda foi o entendimento de Armínio quanto à causa da eleição. Ele seguiu o entendimento de Melanchton, que Deus previu quem haveria de crer e com base em sua presciência elegeu e predestinou tais pessoas para a salvação. Naturalmente, usou as passagens acima e outras para respaldar essa posição. 3) A escolha de Deus daqueles que haveriam de se salvar foi feita antes da fundação do mundo, com base na previsão (presciência) de que eles creriam em Cristo (fé prevista), livremente e por si mesmos. Essa fé prevista era exercida pelo homem e não era de maneira alguma algo concedido por Deus ou gerado pelo Espírito Santo. Na ordo salutis (ordem da salvação) a fé do homem vinha primeiro e a regeneração em seguida. 4) “Em resumo, Deus escolheu aqueles que Ele sabia que iriam, de sua livre vontade, escolher a Cristo. Assim, a causa última da salvação não é a escolha que Deus faz do pecador, mas a escolha que o pecador faz de Cristo”. (Steele). Esse entendimento de Armínio estava presente na Remonstrância apresentada pelos seus seguidores aos Estados Gerais da Holanda, e foi examinado pelo Sínodo de Dort. Em resumo, a posição dos delegados do concílio foi totalmente contrária ao entendimento arminiano: 1) Na eternidade Deus elegeu alguns para a salvação em Cristo, reprovando os demais e deixando-os entregues à sua própria condenação. 2) Essa eleição não foi baseada em qualquer resposta ou obediência prevista da parte destes, tal como fé ou arrependimento, usando seu livre-arbítrio, mas na soberana vontade de Deus. Não houve nada na criatura que tenha PTR02 – Estandartes da Reforma – Prof. Augustus Nicodemus Pós-Graduação - Faculdade Sudoeste / FASU - Instituto Reformado de São Paulo sido prevista por Deus como meritória e que servisse de base de sua eleição para a vida eterna. 3) Aos eleitos Deus soberanamente manifesta a Sua misericórdia em predestiná-los para a vida eterna mediante Jesus Cristo. Quanto aos não eleitos, neles Deus manifesta a Sua justiça, aos castigá-los por seus pecados. 4) Deus não tem a obrigação de salvar ninguém, nem homens nem anjos decaídos. Portanto, ele não é injusto em eleger alguns e deixar outros, já que não está tirando o direito de ninguém. Acusar Deus de injustiça por eleger soberanamente alguns e deixar outros é ofender a Deus, que nunca comete injustiça, e esquecer que nenhum ser humano merece a sua misericórdia. 5) Assim, o Deus justo e soberano teve misericórdia de algumas criaturas, e deixou as demais (inclusive os demônios) entregues às suas próprias paixões pecaminosas. Não nos é revelado o critério pelo qual Deus elegeu uns e não outros para a vida eterna, mas com esse critério não foi baseado em mérito ou fé prevista. 6) O resultado desse entendimento, é que a salvação é efetuada totalmente por Deus, não há qualquer participação do homem mediante o exercício do seu livre arbítrio supostamente capacitado pela graça preveniente. 7) A fé, como a salvação, é dom de Deus ao homem, não do homem a Deus. Aqueles a quem Deus soberanamente elegeu, Ele os traz, através do poder do Espírito, a uma voluntária aceitação de Cristo. É Deus quem dá a fé e o arrependimento a cada pessoa a quem Ele escolheu.Portanto, fé em Cristo e arrependimento dos pecados são o resultado e não a causa da escolha divina. No tempo certo, Deus traz o pecador, de maneira irresistível, a Jesus Cristo, e ele vem voluntariamente, em fé, ao Salvador para receber o perdão de pecados. 8) Dessa perspectiva, na ordem da salvação, a regeneração vem primeiro e o arrependimento e a fé vem depois. 1) Aqui é importante trata da questão da presciência uma vez que há passagens bíblicas que falam do assunto e são relevantes para o tópico. Primeiramente, Romanos 8.28-30, onde se diz “aos que de antemão conheceu, esse também predestinou”. PTR02 – Estandartes da Reforma – Prof. Augustus Nicodemus Pós-Graduação - Faculdade Sudoeste / FASU - Instituto Reformado de São Paulo a. A interpretação arminiana é que na eternidade Deus teve conhecimento antecipado dos que haveriam de crer por seu próprio livre-arbítrio. Segundo essa interpretação, o conhecimento de antemão não representa nada a não ser isso mesmo – Deus olhou para o futuro e viu pessoas crendo em Cristo. Com base nessa olhada para o futuro, Deus determinou que essas pessoas fossem salvas e ganhassem a vida eterna. b. É esse também o entendimento arminiano de 1Pedro 1.2, “eleitos, segundo a presciência de Deus Pai”. Os crentes foram eleitos para a salvação com base na presciência de Deus, isso é, a ciência antecipada que Deus Pai teve acerca daqueles que haveriam de crer em seu Filho. 2) Alguns argumentos, porém, questionam essa intepretação. a. “Conhecer” por vezes significa escolher, amar, ter um relacionamento mais íntimo e mesmo relação sexual. Gn 18.19 – “Porque eu o escolhi [conheci, heb] para que ordene aos seus filhos e a sua casa depois dele”. Amós 3.2 – “De todas as famílias da terra, somente a vocês eu escolhi [conheci, heb]”. Mt 1.25 – “Porém não teve relações com ela [não a conheceu, grego] enquanto ela não deu à luz um filho, a quem pôs o nome de Jesus.” conhecer envolvimento íntimo Rm 11.2 – “Deus não rejeitou o seu povo, a quem de antemão conheceu...” – notemos que no contexto, “conhecer” é o oposto de rejeitar. Algumas traduções verteram como “escolheu” (NVT em inglês, NTLH) At 2.23 – “a este, conforme o plano determinado e a presciência de Deus, vocês mataram, crucificando-o por meio de homens maus.” Aqui na passagem, presciência é a mesma coisa de plano determinado (desígnio, RA) (hendiadis) 1Pe 1.2 – “eleitos, segundo a presciência de Deus Pai, em santificação do Espírito”. O termo presciência aqui significa vontade amorosa. A NTLH traduziu “os que foram de antemão escolhidos por Deus” A NLT (que serviu de base para a NVT) traduziu como “Deus conheceu e escolheu vocês a muito tempo”. PTR02 – Estandartes da Reforma – Prof. Augustus Nicodemus Pós-Graduação - Faculdade Sudoeste / FASU - Instituto Reformado de São Paulo 1Pe 1.20 – “Ele foi conhecido antes da fundação do mundo, mas foi manifestado nestes últimos tempos, em favor de vocês.” (NAA). O sentido aqui é de “escolhido” conforme NTLH, NVT. b. Deus só conhece aquilo que ele determinou. Ou seja, tudo existe e acontece segundo a vontade e determinação de Deus. Ou, como diz a CFW, conforme os seus decretos. Deus conhece o futuro porque o futuro foi determinado por ele, através das ações livres de suas criaturas morais, anjos e homens. 1) Molinismo - Essa posição a respeito da presciência de Deus embora tendo pouquíssimos seguidores, exerce alguma influência no mundo evangélico por causa de defensores como William Lane Craig. a. O molinismo foi uma doutrina defendida pelo jesuíta espanhol Luís de Molina no final do séc. XVI, após a Reforma. Molina dizia que Deus conhece aquilo que podia ou não podia acontecer, coisas que ele determinou e coisas que ele não decretou. b. Essas últimas são resultado do exercício do livre arbítrio das pessoas e portanto não dependem da determinação divina. c. Molina ensinava que Deus conhecia todas as possíveis escolhas que o homem faria com seu livre arbítrio, em todas as possíveis situações. Dessa forma, Deus elegeu aquelas escolhas livres que melhor contribuiriam para seus planos eternos. A intenção dos molinistas era combater o calvinismo e preservar o que entendiam que era a liberdade plena do arbítrio humano. d. Contudo, não existe fundamento bíblico para esse “conhecimento médio” de Deus e nem precisamos dessa teoria, que acaba sendo uma forma de arminianismo onde ao final o homem pode resistir à vontade de Deus. 2) Teologia relacional - A teologia relacional considera a concepção tradicional de Deus como inadequada, ultrapassada e insuficiente para explicar a realidade, especialmente catástrofes como tsunamis, terremotos e pandemias, e se apresenta como uma nova visão sobre Deus e sua maneira de se relacionar com a criação. Seus pontos principais podem ser resumidos desta forma: PTR02 – Estandartes da Reforma – Prof. Augustus Nicodemus Pós-Graduação - Faculdade Sudoeste / FASU - Instituto Reformado de São Paulo a. Deus não é soberano. Só pode haver real relacionamento entre Deus e suas criaturas se estas tiverem, de fato, capacidade e liberdade para cooperarem ou contrariarem os desígnios últimos de Deus. Deus abriu mão de sua soberania para que isto ocorresse. Portanto, ele é incapaz de realizar tudo o que deseja, como impedir tragédias e erradicar o mal. Contudo, ele acaba se adequando às decisões humanas e, ao final, vai obter seus objetivos eternos, pois redesenha a história de acordo com estas decisões. b. Deus ignora o futuro, pois ele vive no tempo, e não fora dele. Ele aprende com o passar do tempo. O futuro é determinado pela combinação do que Deus e suas criaturas decidem fazer. Neste sentido, o futuro inexiste, pois os seres humanos são absolutamente livres para decidir o que quiserem e Deus não sabe antecipadamente que decisão uma determinada pessoa haverá de tomar num determinado momento. c. Deus muda. Ele é imutável apenas em sua essência, mas muda de planos e até mesmo se arrepende de decisões tomadas. Ele muda de acordo com as decisões de suas criaturas, ao reagir a elas. Os textos bíblicos que falam do arrependimento de Deus não devem ser interpretados de forma figurada. Eles expressam o que realmente acontece com Deus. d. A teologia relacional nada mais é do que o ressurgimento de uma antiga heresia chamada de Socinianismo. Ela é tão absurda em negar a onisciência de Deus que não pode ser considerada como uma teoria cristã, estando fora do círculo evangélico. 1) Mesmo antes da controvérsia arminiana e o Sínodo de Dort, já havia entre os reformados uma discussão a respeito da sequência lógica e da extensão do plano da salvação na mente de Deus. O que estava em discussão não era nenhuma das doutrinas fundamentais da reforma, mas um mero interesse em entender melhor a eleição incondicional. Os reformados se dividiam entre duas posições. Seguirei aqui o resumo de L. Berkhof em sua Teologia Sistemática. 2) Supralapsarianos. Esse nome significa antes da queda e se refere ao fato que Deus predestinou pessoas para a salvação e para a perdição antes de decretar a queda e a culpa delas. A sequência (lógica e não histórica) teria sido essa: (a) Deus decretou que seria glorificado na salvação de alguns e PTR02 – Estandartes da Reforma – Prof. Augustus Nicodemus Pós-Graduação - Faculdade Sudoeste / FASU - Instituto Reformado de São Paulo na perdição de outras criaturas racionais, que existiam na mente divina ainda apenas como possibilidades. (b) Deus decretou criar os eleitos e os reprovados. (c) Deus decretou permitir que a humanidade caísse em pecado através de Adão; (d) Deus decretou justificar os eleitos e condenar os não eleitos 3) Infralapsarianos. Esse nome significa depois da queda e significa que Deus predestinou para a salvação somente depois de haver decretado a queda.Lembremos que essa sequência é lógica na mente de Deus e não histórica. (a) Deus decretou criar o homem em santidade e bem-aventurança. (b) Deus decretou permitir que o homem caísse pela livre decisão de sua própria vontade. (c) Deus decretou salvar um certo número de pessoas de entre a humanidade caída e culpada, e que estava sob sua justa ira e condenação. (d) Deus decretou deixar os não eleitos em seus pecados e sujeitá-los ao justo castigo que seu pecado merece. 4) Notemos que ambas as posições concordam nos temas centrais da soteriologia reformada. Ao final, Deus é o autor da salvação e o homem é culpado da sua própria perdição. A salvação é pela graça de Deus, mediante a fé em Jesus Cristo. A divergência é somente na sequência em que Deus decretou que estas coisas acontecessem. 5) Pessoalmente, entendo que a posição infralapsariana está mais de acordo com o ensino das Escrituras, leva em consideração a participação do pecado humano no decreto da predestinação e reflete melhor o caráter justo e misericordioso de Deus. 1) A doutrina da eleição incondicional nos torna mais humildes e dependentes de Deus. 2) Ela também nos encoraja a pregar o evangelho sabendo que Deus tem os seus eleitos em todo lugar, e que através do nosso testemunho ele haverá de chamar os seus escolhidos para a vida eterna. 3) Podemos orar com confiança pela salvação de pecadores, sabendo que por mais duros e incrédulos que eles pareçam, não poderão resistir ao chamado de Deus, que os predestinou antes da fundação do mundo. PTR02 – Estandartes da Reforma – Prof. Augustus Nicodemus Pós-Graduação - Faculdade Sudoeste / FASU - Instituto Reformado de São Paulo ALVES, João. Os que morrem na infância: são todos salvos? CAMPOS, Héber Carlos de. Teísmo Aberto: Um Ensaio Introdutório CAMPOS, Héber Carlos de. O Perigo a Ser Evitado numa Reforma CARDOSO, Dario de Araújo. O Calvinismo e a Pregação Indiscriminada do Evangelho LOPES, Augustus Nicodemus. O Teísmo Aberto https://aulasirsppdf.s3.sa-east-1.amazonaws.com/POS/PTR/PTR01/PTR01_AULA-08-COMP_01.pdf https://aulasirsppdf.s3.sa-east-1.amazonaws.com/POS/PTR/PTR01/PTR01_AULA-08-COMP_02.pdf https://aulasirsppdf.s3.sa-east-1.amazonaws.com/POS/PTR/PTR01/PTR01_AULA-08-COMP_03.pdf https://aulasirsppdf.s3.sa-east-1.amazonaws.com/POS/PTR/PTR01/PTR01_AULA-08-COMP_04.pdf https://aulasirsppdf.s3.sa-east-1.amazonaws.com/POS/PTR/PTR01/PTR01_AULA-08-COMP_04.pdf https://aulasirsppdf.s3.sa-east-1.amazonaws.com/POS/PTR/PTR01/PTR01_AULA-08-COMP_05.pdf