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ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Pré-História e Egito Antigo 
 
 AULA 01 – PRÉ-HISTÓRIA E EGITO ANTIGO 1 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Pré-história: Pintura rupestre, utensílios e monumentos 
Brasil: Arte ameríndia; Artes visuais de etnias indígenas brasileiras. 
Arte etnográfica do continente africano 
Egito: Arte funerária e arquitetura 
Prof.ª Celina Gil 
EXTENSIVO 
VESTIBULAR 
Exasiu 
2024 
Exasi
u 
Aula 01 – Pré-História e Egito Antigo. 
vestibulares.estrategia.com 
ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Pré-História e Egito Antigo 
 
 AULA 01 – PRÉ-HISTÓRIA E EGITO ANTIGO 2 
 
SUMÁRIO 
APRESENTAÇÃO 3 
1. A ARTE RUPESTRE 3 
1.1 - A arte no Paleolítico 5 
1.2 - A arte no Neolítico 7 
1.3 - A arte na Pré-História brasileira 9 
2. A ARTE EGÍPCIA 13 
2.1 - A vida religiosa 14 
2.2 - Principais características 15 
3. ARTE INDÍGENA 20 
4. ARTE AFRICANA 24 
5. LISTA DE QUESTÕES 29 
5.1 – Questões 29 
5.2 - Gabarito 50 
5.3 - Lista de Questões comentada 51 
CONSIDERAÇÕES FINAIS 81 
 
 
ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Pré-História e Egito Antigo 
 
 AULA 01 – PRÉ-HISTÓRIA E EGITO ANTIGO 3 
Apresentação 
Olá! 
No senso comum, a ideia de arte está associada a elementos que desempenham funções 
meramente estéticas, encontrados em museus, exposições ou em coleções particulares, não é verdade? 
Contudo, nem sempre foi assim. Até o Renascimento, as manifestações artísticas mantiveram-se 
associadas à ideia de finalidade, ou seja, elas buscavam servir a um determinado propósito. Ao mesmo 
tempo, não houve durante boa parte da história da humanidade a valorização do artista como uma figura 
“genial”, pois sua produção era encarada como algo pertencente à coletividade. Dessa maneira, por muito 
tempo o artista pouco se distinguia de um artesão ou de outro ofício similar. 
 A concepção de arte na Pré-História e no Egito Antigo, assuntos de nossa aula de hoje, são 
evidências dessas transformações no mundo das artes. Atenção em suas principais características, sem se 
esquecer de situá-las no tempo histórico em que se manifestam. 
Ainda que esse não seja um assunto de tão grande incidência nas provas, é importante que você 
conheça como tudo começou. 
 Vamos lá? 
 
1. A arte rupestre 
O termo arte rupestre se refere às representações artísticas elaboradas pelos homens durante a 
chamada Pré-História. Trata-se de um termo impreciso, na medida em que abarca todas as experiências 
humanas que antecedem a criação da escrita, ou seja, ocorridas até por volta de 4.000 a.C. Podemos 
dividir este longo período da seguinte maneira: 
Período Paleolítico (30.000 a.C. até 10.000 a.C.): também chamado de “Idade da Pedra Lascada”, foi 
marcado pela existência de povos caçadores-coletores em diferentes partes do mundo. Os seres humanos 
se alimentavam a partir do que encontravam na natureza (frutos, grãos, raízes e animais), o que os 
obrigava a mudar constantemente de ambiente quando se esgotavam os recursos que garantiam sua 
sobrevivência. Dessa maneira, estes povos são classificados como nômades. 
Neste período, a espécie humana confeccionou seus primeiros instrumentos. Facas, machados, 
anzóis e outras ferramentas foram elaboradas com paus, pedras e ossos, ou seja, a partir de materiais que 
encontravam ao seu redor. Estes artefatos foram os primeiros a se tornarem obras de arte, na medida em 
que muitos foram decorados pelas populações humanas. 
O domínio do fogo foi um elemento que trouxe grande transformação no modo de vida dos seres 
humanos, permitindo o cozimento de alimentos, o aquecimento dos corpos em dias frios e o 
afugentamento de predadores. Também foram organizados os primeiros abrigos e roupas no período. 
Período Neolítico (10.000 a.C. até 4.000 a.C.): também é conhecido como “Idade da Pedra Polida”, em 
referência ao aperfeiçoamento dos instrumentos de pedra por alguns agrupamentos humanos. O período 
também foi marcado pela domesticação de espécies de plantas e animais, levando à formação de 
comunidades agropastoris que adotam o modo de vida sedentário. Isso representou uma grande 
ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Pré-História e Egito Antigo 
 
 AULA 01 – PRÉ-HISTÓRIA E EGITO ANTIGO 4 
transformação do curso da espécie humana, sendo, por isso, chamada de Revolução Neolítica, ou 
Revolução Agrícola. 
 
(Estratégia Vestibulares – 2021) 
Do francês rupestre, o termo designa gravação, traçado e pintura sobre suporte rochoso, 
qualquer que seja a técnica empregada. Considerada a expressão artística mais antiga da 
humanidade, a arte rupestre é realizada em cavernas, grutas ou ao ar livre. Estão excluídas as 
manifestações artísticas contemporâneas como o graffiti e a arte ambiental. Alguns especialistas 
criticam o uso do termo "arte" para fazer referência às inscrições sobre pedra que remontam, em 
geral, aos povos de épocas pré-históricas, na medida em que pinturas e gravuras descobertas pelas 
pesquisas arqueológicas nem sempre teriam, hoje, um sentido estético evidente. Apesar disso, 
convenciona-se chamar de "arte" essas expressões plásticas que fornecem acessos valiosos para o 
estudo de várias fases da história da humanidade. Outros estudiosos alertam para o equívoco de 
considerara arte rupestre como restrita à pré-história. Se exemplos mais antigos remontam aos 
tempos glaciais, é possível localizá-la nas eras neolítica e paleolítica e até mesmo em épocas 
recentes, indicam eles. Na Califórnia e no sul da África, por exemplo, a arte rupestre continua a ser 
produzida no século XIX. 
(Disponível em <https://enciclopedia.itaucultural.org.br/termo5354/arte-rupestre> Acesso em 14 dez. 2020) 
 
Alguns especialistas criticam o uso da expressão arte rupestre, pois: 
a) acreditam que não se pode falar em sentido estético para essas pinturas. 
b) não acreditam que ela oferece contribuição expressiva para a humanidade. 
c) entendem que ela é restrita à pré-história, um período sem expressões de arte. 
d) não acham possível datar corretamente o surgimento dessas obras. 
e) se preocupam com a fragmentação de referências de locais em que aparecem. 
Comentários: 
A alternativa A está correta, pois, segundo eles, “pinturas e gravuras descobertas pelas pesquisas 
arqueológicas nem sempre teriam, hoje, um sentido estético evidente”. 
A alternativa B está incorreta, pois não há discussão sobre o valor para a humanidade, seja ele 
artístico ou não. 
A alternativa C está incorreta, pois não é o seu tempo de existência que define, ou não, seu valor 
artístico. 
A alternativa D está incorreta, pois ainda que muitas vezes isso seja verdadeiro, não é o que faz, 
ou não, essas obras arte. 
A alternativa E está incorreta, pois a diversidade de origens não impacta na decisão de tratar, ou 
não, como arte. 
Gabarito: A 
 
ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Pré-História e Egito Antigo 
 
 AULA 01 – PRÉ-HISTÓRIA E EGITO ANTIGO 5 
1.1 - A arte no Paleolítico 
 As primeiras manifestações artísticas que temos notícia datam do período Paleolítico. Foram 
encontradas pinturas em cavernas de Chauvet e Lascaux, na França, e de Altamira, na Espanha. Por serem 
locais que apresentam elementos estilísticos comuns, estudiosos chamaram as representações 
elaboradas na região de arte franco-cantábrica. Veja amostras de pinturas encontradas em cada uma 
delas: 
 
 
Figura 1 - Representação de um cavalo na caverna de Lascaux, França. Fonte: Shutterstock. 
 
 
 
Figura 2 - Representação de um bisão na caverna de Altamira, Espanha. Fonte: Shutterstock. 
Antes de continuarmos nossa aula, faça uma análise atenta das imagens anteriores. 
Quais elementos estão presentes em ambas? 
 
Observe que os desenhos das duas cavernas evidenciam uma das principais características da arte 
rupestre: a predominância de representações de animais, tais como cavalos, bisões e javalis. Eles são 
desenhados como a visão humana os identifica, evidenciando outra característica das manifestações 
artísticas daPré-História: o naturalismo. 
Por fim, cabe destacar a policromia, ou seja, a adoção de várias cores para a composição das 
imagens, ainda que conservassem tons ocres. Para obtê-las, os seres humanos se utilizavam do pó obtido 
a partir da trituração das paredes das cavernas, de ossos, vegetais e da gordura retirada da caça. Os 
desenhos eram traçados com os dedos, ou mesmo com pincéis feitos de penas e pelos de animais. 
 
(Estratégia Vestibulares – 2020) 
ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Pré-História e Egito Antigo 
 
 AULA 01 – PRÉ-HISTÓRIA E EGITO ANTIGO 6 
 
A caverna de Altamira, na Espanha, foi chamada por muitos de "Capela Sistina" da arte rupestre. 
A arte rupestre dos agrupamentos humanos no período do paleolítico tinha um significado 
mágico, pois 
a) associava sua produção ao sucesso da caça. 
b) manifestava a vontade dos deuses. 
c) possuía caráter expressionista. 
d) simbolizava divindades antropozoomórficas. 
e) era acompanhada de estruturas monumentais. 
Comentários 
- A alternativa A é a resposta. A arte rupestre do Paleolítico Superior provavelmente era feita 
pelos caçadores dos agrupamentos humanos, que conheciam bem os animais que representavam. 
Para eles, a pintura era associada a um sentido mágico, pois a representação de animais era 
associada a capacidade de capturá-los. Em outras palavras, o sucesso da caça estava associado à 
pintura dos animais. 
- As alternativas B e D estão incorretas, pois os animais gravados nas paredes não eram associados 
a divindades. 
- A alternativa C está incorreta, pois a arte rupestre não almejava expressar a subjetividade de 
seus produtores, afinal cumpria um fim prático – auxiliar os caçadores em sua atividade. 
- A alternativa E está incorreta. A formação de estruturas monumentais se deu na arte neolítica, 
sendo um exemplo disso o complexo Stonehenge, no Reino Unido. 
Gabarito: A 
 
Mas o que levava os homens paleolíticos e neolíticos a pintarem tetos e paredes das cavernas, 
incluindo em locais de difícil acesso? Para a maioria dos especialistas, a arte rupestre possuía sentido 
ritual e mágico, ou seja, na crença dos primeiros seres humanos, a representação de animais poderia 
influenciar no êxito da caçada, levando sua presa a sucumbir ao seu poder. Embora à primeira vista essa 
ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Pré-História e Egito Antigo 
 
 AULA 01 – PRÉ-HISTÓRIA E EGITO ANTIGO 7 
relação com a arte possa soar estranha, o historiador Ernst Gombrich chama a atenção para as 
similaridades existentes na forma que homens pré-históricos e da contemporaneidade lidam com as 
representações imagéticas: 
 
É impossível entender esses estranhos começos se não procurarmos penetrar na mente dos 
povos primitivos e descobrir qual é o gênero de experiência que os faz pensar em imagens 
como algo poderoso para ser usado e não como algo bonito para contemplar. Não acho que 
seja realmente difícil recuperar esse sentimento. Tudo o que precisamos é ser 
profundamente honestos conosco e examinar se em nosso íntimo não se conserva algo de 
“primitivo”. Em vez de começarmos pela Era Glacial, comecemos por nós mesmos. Suponha-
se que recortamos do jornal de hoje o retrato do nosso campeão favorito – será que 
sentiríamos prazer em apanhar uma agulha e furar-lhe os olhos? Isso nos deixaria tão 
indiferentes quanto praticar tais furos em qualquer outra parte do jornal? Suponho que não. 
Embora eu saiba, bem no íntimo dos meus pensamentos, que o que fizer ao retrato não 
causará a mínima diferença ao meu amigo ou herói, sinto, não obstante, uma vaga relutância 
em causar danos à sua imagem. 
GOMBRICH, Ernst Hans. A história da arte. Rio de Janeiro: LTC, 2015. p. 40. 
 
A arte do Paleolítico também foi marcada pela criação de esculturas 
humanas, especialmente de mulheres. A mais famosa delas ficou conhecida 
como Vênus de Willendorf (ao lado), encontrada na região austríaca de 
mesmo nome e que data de aproximadamente 24 mil anos atrás. Para muitos 
especialistas, os seios e ventre volumosos seriam indícios de que a estatueta 
seria um símbolo de fertilidade no meio em que foi moldada. 
 
 
1.2 - A arte no Neolítico 
A Revolução Neolítica trouxe também acarretou transformações na produção artística da Pré-
História. Surgem neste período a produção da cerâmica e da tecelagem, implementadas na vida cotidiana, 
e noções básicas de arquitetura, aplicadas em materiais como madeira, tijolos e pedras. É neste período 
em que surgem as primeiras estruturas megalíticas, ou seja, construções rústicas de pedra que 
apresentam certa monumentalidade, provavelmente erguidas para fins religiosos. 
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ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Pré-História e Egito Antigo 
 
 AULA 01 – PRÉ-HISTÓRIA E EGITO ANTIGO 8 
 
Figura 4 - Localizado nas ilhas britânicas, o Stonehenge é uma das mais famosas construções do Neolítico. 
 
A produção neolítica também foi marcada pelo surgimento de motivos geométricos. Para resumir, 
pode-se dizer que enquanto no Paleolítico prevaleceram manifestações naturalistas, no período Neolítico 
verifica-se uma tendência ao abstracionismo nas arte rupestre, além de representações de seres 
humanos em cenas de caçadas e outros afazeres cotidianos. 
(Estratégia Vestibulares – 2021) 
Animais ferozes e temidos são representados com traços largos que insinuam força e movimento. 
Animais como renas e cavalos aparecem com traços que demonstram leveza e fragilidade. Como a 
maioria das pinturas desse momento histórico, supõem-se que deveriam ter alguma função ritual, 
não acessível a todos. Outra hipótese, mais provável, é a de que as representações de animais 
tinham a função de preparar os caçadores para o momento do enfrentamento e abate. Assim, a 
função psicológica da pintura aproximaria o homem desse período aos homens dos períodos 
posteriores, inclusive atualmente, no sentido de revelar certa crença no poder mágico da imagem. 
De posse da imagem, o homem manteria o contato e até mesmo o controle do objeto real (como 
fazemos com os retratos das pessoas queridas). 
(Adaptado de História da Arte em 20 lições, de João Ricaldes, 2016) 
 
A pintura descrita no trecho do enunciado refere-se à produção da(o) 
a) Pré-história. 
b) Egito Antigo. 
c) Arte romana. 
d) Arte grega. 
e) Arte islâmica. 
ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Pré-História e Egito Antigo 
 
 AULA 01 – PRÉ-HISTÓRIA E EGITO ANTIGO 9 
Comentários: 
A alternativa A está CORRETA, pois essa é uma descrição do que seria a pintura rupestre ou pré-
histórica. Acredita-se que ela tinha em sua maioria uma função ritual, auxiliando de maneira mágica 
no momento da caçada. 
A alternativa B está INCORRETA, pois não há registros que no Egito Antigo houvesse 
representações de animais com a função de preparar os caçadores para o ato. 
A alternativa C está INCORRETA, pois não há registros que em Roma houvesse representações de 
animais com a função de preparar os caçadores para o ato. 
A alternativa D está INCORRETA, pois não há registros que na Grécia Antiga houvesse 
representações de animais com a função de preparar os caçadores para o ato. 
A alternativa E está INCORRETA, pois não há registros que na arte houvesse representações de 
animais com a função de preparar os caçadores para o ato – essa é uma arte abstrata. 
Gabarito: A 
 
1.3 - A arte na Pré-História brasileira 
Serra da Capivara 
Um dos sítios arqueológicos mais importantes do mundo se situa no Parque Nacional da Serra da 
Capivara, município de São Raimundo Nonato, Piauí. A região contém mais de 30.000 pinturas rupestres, 
que podem ser divididas em dois agrupamentos: 
Figuras com motivos naturalistas → animais como veados, peixes, pássaros e insetos se encontram 
representados nas paredes das grutas da região. Além disso, também foram gravadas figuras humanas 
em cenas de caça, guerra e desempenhando outras atividades. Cabe destacar que as representaçõeshumanas passaram a ser cada vez mais frequentes no período neolítico. 
 
 
Figura 5 - Desenho de animal na Serra da Capivara. Fonte: Shutterstock. 
 
Figuras com motivos geométricos → além dos elementos figurativos, também foram desenhadas linhas 
paralelas, pontos, círculos, espirais, triângulos e cruzes na Serra da Capivara. 
ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Pré-História e Egito Antigo 
 
 AULA 01 – PRÉ-HISTÓRIA E EGITO ANTIGO 10 
 
 
Figura 6 - Animais e elementos abstratos se misturam na pintura rupestre da Serra da Capivara. Fonte: Shutterstock. 
 
Luzia e o Museu Nacional 
Luzia é o nome dado ao fóssil mais antigo da América do Sul, 
encontrado em 1975. Sabe-se que era uma mulher de 1,50 metro 
de altura, que habitava a região que corresponde a atual cidade 
mineira de Pedro Leopoldo, há mais de 11 mil anos. Fazia parte de 
um grupo de caçadores-coletores, se alimentando de pequenos 
frutos, tubérculos, folhagens e pedaços de carne. 
 
Em setembro de 2018, o Museu Nacional, instituição de 
pesquisa que abrigava o crânio de Luzia, foi consumido pelas 
chamas de um trágico incêndio. Mais de 90% do acervo foi 
destruído, e por várias semanas o fóssil foi dado como destruído. Contudo, no mês seguinte uma equipe 
de pesquisadores anunciou a recuperação de Luzia em meio aos escombros do Museu. Foi o renascimento 
do crânio de Luzia, chamada carinhosamente de “a primeira brasileira”. 
 
Sambaquis 
O termo sambaqui tem origem tupi, e quer dizer monte de mariscos (tamba: marisco; ki: 
amontoado). Eles se encontravam espalhados por todo o litoral brasileiro, e foram constituídos por povos 
pescadores-coletores-caçadores que podem ter habitado a região há 7 mil anos atrás. Como essas praias 
eram abundantes em peixes e moluscos, esses agrupamentos humanos chegaram a formar imensos 
montes feitos de ossos e conchas de animais, que se destacam pela sua monumentalidade. Alguns deles 
chegaram a ter 30 metros de altura! 
Nesses imensos sítios arqueológicos foram encontradas sepulturas, vestígios de habitações, 
utensílios feitos com ossos e conchas e adornos. Por volta de mil anos atrás, os sambaquis desapareceram 
do território que posteriormente viria a ser conhecido como Brasil Qualidade daquilo que se mostra 
monumental. Locais onde foram encontrados vestígios de ocupação humana, considerados pelos 
arqueólogos como dotados de relevância científica para a compreensão de nossa História. 
ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Pré-História e Egito Antigo 
 
 AULA 01 – PRÉ-HISTÓRIA E EGITO ANTIGO 11 
 Os artefatos sambaqui eram principalmente produzidos em pedra e osso. Podem ser geométricos 
ou naturalistas, ou seja, representar animais. Há a presença tanto de artefatos de uso cotidiano quanto 
de usos rituais, possivelmente místicos. Muitas dessas peças foram encontradas junto ao que pareciam 
ser túmulos, o que sugere que deviam ser posse individual – talvez de pessoas importantes. 
 
Zoólito Sambaqui em forma de Ave – 
Museu Nacional do Rio de Janeiro 
 
 
 
Sambaqui no Rio Vermelho. Fonte: Wikimedia Commons 
Disponível em: 
<https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Sambaqui_no_Rio_Vermelho.jpg> 
Região Norte 
 Há três expressões importantes a serem levadas em consideração sobre a arte produzida na região 
norte do Brasil: 
Esculturas do rio Tapajós 
Foram encontradas cerca de 20 pequenas esculturas na pedra 
estaetista. 
Lembram figuras monolíticas, espécie de guardiãs, também 
semelhantes a ídolos da região do Peru, sugerindo que pode ter havido 
diálogos entre esses povos. 
São figuras zoomórficas. 
 
Data de Origem/Produção: 1000 a 1400 a.D. 
Cerâmica Santarém 
Local de Coleta/Origem: Pará 
Dimensões: 42,5cm. 
Coleção do Museu Nacional do Rio de Janeiro 
 
ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Pré-História e Egito Antigo 
 
 AULA 01 – PRÉ-HISTÓRIA E EGITO ANTIGO 12 
Muiraquitãs 
Os muiraquitãs – comuns em forma de rãs e, mais raramente, de aves, 
peixes e outros animais – eram fabricados quase sempre em pedras 
verdes, como jadeítas, nefritas e amazonitas. 
Utilizados como pendentes, aparecem também adornando toucados 
femininos em estatuetas cerâmicas de Santarém. 
Envoltos em lendas, os muiraquitãs são desde longa data considerados 
poderosos amuletos contra toda sorte de malefícios. 
Ao que tudo indica, Santarém foi o seu centro de produção, embora 
haja uma dispersão considerável de peças desse tipo, talvez em 
consequência de extensas redes de trocas e de difusão ideológica. 
Essas redes alcançaram a região caribenha onde são encontrados 
artefatos produzidos em Santarém. 
(Fonte: Site do Museu Nacional) 
 
Cerâmica Marajoara 
Ao que tudo indica, as mulheres eram as principais produtoras da 
cerâmica, sendo que muitas vezes esse artefato servia como urna 
funerária. 
Os homens deviam ser apenas coletores do barro que era a matéria 
prima. 
Os objetos do cotidiano não recebiam o mesmo cuidado na criação de 
adornos, sendo lisos e mais simples. 
A cerâmica Marajoara divide-se principalmente entre urnas funerárias 
e pequenas estátuas com a forma de mulheres. 
 
Urna Funerária 
Data de Origem/Produção: 
400 a 1400 A.D. 
Local de Coleta/Origem: 
Ilha de Marajó. 
 
 
 
 
(Estratégia Vestibulares – 2020) 
ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Pré-História e Egito Antigo 
 
 AULA 01 – PRÉ-HISTÓRIA E EGITO ANTIGO 13 
 
Vaso Cariátides, século X a XVII, (Assessoria de Imprensa da USP / Foto: Ader Gotardo) 
 
O vaso de cariátides, representado na imagem acima, é um exemplar da cultura Santarém, nome 
dado aos povos que habitaram a ilha de Marajó antes da chegada dos portugueses e se mostraram 
hábeis ceramistas. Em relação à sua produção, é possível destacar: 
a) a preferência pela pintura biocromática no revestimento das obras. 
b) a despreocupação de representar a realidade observada pelos artistas. 
c) a existência de ricos ornamentos em formas humanas e de animais. 
d) a influência de técnicas inauguradas pelos povos mesoamericanos. 
e) a predominância de elementos geométricos e abstratos. 
Comentários: 
A alternativa A está incorreta, afinal trata-se de uma técnica implementada pelos marajoaras, que 
consistia em fazer desenhos por meio de incisões sobre os objetos. 
A alternativa B está incorreta, pois são representados animais e seres humanos pela cultura 
marajoara. 
A alternativa C é a resposta. Marcada pelos seus ricos ornamentos nos objetos de cerâmica, a 
produção da cultura marajoara mostra certa preocupação com o realismo ao buscar representar 
formas humanas e de animais. 
A alternativa D está incorreta, afinal não há elementos na cerâmica marajoara que corroborem 
para essa tese. 
A alternativa E está incorreta, afinal é possível observar a representação de formas humanas de 
animais na obra. 
Gabarito: C 
2. A arte egípcia 
A civilização egípcia foi uma das mais importantes da Antiguidade Oriental. Ela se desenvolveu no 
norte do continente africano, às margens do Rio Nilo. Apesar de se tratar de uma região desértica, as 
cheias regulares do vale do Nilo, responsáveis por depositar uma matéria orgânica repleta de nutrientes 
ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Pré-História e Egito Antigo 
 
 AULA 01 – PRÉ-HISTÓRIA E EGITO ANTIGO 14 
em seu leito, permitiram que ali ocorresse o desenvolvimento da agricultura e a sedentarização de alguns 
povos, provavelmente por voltado ano 6.000 a.C. Ao observar a estreita relação entre o povo egípcio e as 
águas do rio, o historiador grego Heródoto denominou o Egito de “dádiva do Nilo”. 
Se estendendo por três milênios e trinta dinastias de 
faraós, o Egito Antigo sobrevive no nosso imaginário como 
uma terra exótica e misteriosa, caracterizada por suas 
pirâmides, múmias, deuses e esfinges. Porém, para 
compreendermos melhor os elementos culturais desta 
imponente civilização, é preciso falarmos de suas estruturas 
políticas e sociais. 
O faraó era o rei supremo entre os egípcios, considerando 
um deus vivo pelos seus súditos. Ele acumulavafunções 
religiosas, militares e administrativas, o ocupando o topo de 
uma sociedade extremamente centralizada e sem 
mobilidade social. Para administrar os seus domínios, o 
soberano egípcio contava com auxílio de diversos 
funcionários – entre eles, os escribas, escrivães profissionais 
que registravam informações da produção agrícola, 
controlavam o sistema de impostos e fiscalizavam a 
construção de canais, diques, templos e pirâmides. 
2.1 - A vida religiosa 
A religião é um dos aspectos mais importantes da cultura egípcia, pois todos os demais elementos 
da vida social, incluindo a arte, eram orientados por ela. Ela servia para justificar a estrutura política 
(teocracia1), e também as hierarquias sociais que moldavam a sociedade. 
Os egípcios eram politeístas, ou seja, cultuavam diversos deuses diferentes. Em muitas de suas 
representações, apresentavam formas antropozoomórficas, mesclando características humanas e de 
animais. Além disso, a crença nos deuses perpassava pela necessidade de oferecer-lhes tributos, seja na 
forma de festas, alimentos ou pela construção de imponentes templos. 
A religiosidade egípcia perpassava pela crença na vida após a morte. Todos os mortos seriam 
julgados por Osíris, um dos deuses mais importantes do panteão egípcio, a partir da pesagem de seu 
coração. A leveza deste órgão comprovaria a virtude do indivíduo em vida, o que assegurava sua entrada 
no reino subterrâneo de Osíris. 
Os rituais fúnebres tinham um significado muito especial para os egípcios, afinal tratava-se de um 
momento de passagem para a vida eterna. O corpo era conservado por meio da mumificação, a fim de 
que a alma o identificasse após a morte e dele pudesse desfrutá-lo na vida eterna. Essa preocupação fez 
surgir entre os egípcios a figura do embalsamador, ofício descrito pelo historiador grego Heródoto após 
sua passagem pelo Egito: 
 
 
1 Sistema de governo em que a estrutura política é fundamentada por crenças e valores religiosos. 
Figura 7 - Representação de um escriba sentado. 
Fonte: Shutterstock. 
ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Pré-História e Egito Antigo 
 
 AULA 01 – PRÉ-HISTÓRIA E EGITO ANTIGO 15 
Há, no Egito, pessoas encarregadas por lei de embalsamar corpos e que fazem disso uma 
profissão. Esses profissionais utilizam-se de vinho de palmeira e óleos aromáticos, 
especiarias (mirra, canela). Salgam o corpo e cobrem com náilon por setenta dias. Após este 
tempo, lavam, envolvem-no com faixas de tela de algodão embebidas em commi, uma 
espécie de cola. Existem vários tipos de embalsamamento. Esse apresentado é o mais caro. 
Nos tipo médio e inferior são utilizados processos mais simples e mais baratos. O preço é 
combinado com a família. Se se encontra um cadáver abandonado, seja alguém que foi 
atacado por um crocodilo ou morto por afogamento no Rio Nilo, a cidade em cujo território 
foi encontrado, é obrigada a embalsamá-lo. Não é permitido parentes ou amigos tocar no 
cadáver, apenas os sacerdotes do Nilo têm esse privilégio. É algo mais precioso do que o 
simples cadáver de um homem. 
Adaptado de Heródoto. História. Rio de Janeiro, W.M. Jackson, 1964. 
 
 
Figura 8 - Múmia egípcia. Fonte: Shutterstock. 
2.2 - Principais características 
No Egito Antigo, uma das expressões utilizadas para denominar o escultor tinha significado 
equivalente a “aquele que mantém vivo”, evidenciando que a arte egípcia acompanhava a preocupação 
religiosa deste povo com a eternidade. Dessa maneira, boa parte de suas manifestações são verificadas 
em templos, tumbas e esculturas mortuárias. 
A morte dos faraós, “deuses vivos” que governavam os egípcios, era considerada um retorno para 
o reino de Osíris, uma jornada que demandava diversos cuidados dos vivos. Para proteger seus cadáveres 
da ação de predadores, de agentes decompositores e dos homens, eram embalsamados, enfaixados e 
depositados em pirâmides. Essas estruturas monumentais impressionam pela técnica arquitetônica 
empregada em sua construção, afinal nenhuma argamassa era utilizada entre os gigantescos blocos de 
pedra que formavam suas paredes. Além de conservar os corpos, as pirâmides foram erigidas para 
eternizar o legado de seus faraós, sendo associadas ao seu poder e prestígio. 
ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Pré-História e Egito Antigo 
 
 AULA 01 – PRÉ-HISTÓRIA E EGITO ANTIGO 16 
As Pirâmides de Gizé integram a lista de Sete Maravilhas do Mundo Antigo2, sendo as únicas que 
resistem até os dias atuais. Elas recebem o nome dos destacados faraós do Antigo Império que nelas 
foram sepultados: Queóps, Quéfren e Miquerinos, sendo a primeira a maior das três, com 146 metros de 
altura, 54.300 metros quadrados de área e 5 milhões de toneladas de peso. Elas são as pirâmides mais 
famosas do Egito, guardadas por uma imensa esfinge, figura mitológica e enigmática com corpo de leão 
e cabeça humana que se encarregava desta função. 
 
 
Figura 9 - As pirâmides de Gizé. Fonte: Shutterstock. 
Em seu interior, as pirâmides continham bens pessoais dos falecidos, estatuetas, vasos, 
armamentos e pinturas cotidianas, de deuses e de familiares, com o intuito de que deles se recordassem 
de sua vida na terra. Com o passar do tempo, nobres, militares e funcionários destacados dos faraós 
também se preocuparam em construir imponentes templos funerários para que seus cadáveres 
pudessem ser sepultados. 
 Aos nossos olhos, a pintura egípcia causa certo estranhamento, sobretudo suas representações 
humanas planas e contorcidas, por vezes desproporcionais umas das outras. Contudo, é preciso 
compreender que elas não buscavam se destacar pela sua beleza ou fidedignidade, mas representar as 
coisas da maneira mais clara possível, tendo como referência seu ângulo mais característico. Isso ficou 
conhecido entre os historiadores da arte como lei da frontalidade. 
Diante disso, ao desenhar o corpo humano, a cabeça era colocada de perfil, forma mais fácil de 
ser reconhecida, ao passo que o olho era colocado como se fosse visto de frente, da mesma maneira que 
os ombros e o tronco. Já os braços, pernas e pés eram representados de lado, ângulo que eram 
reconhecidos mais facilmente. Por vezes, o tamanho das figuras humanas também variava em uma 
mesma cena, com o intuito de destacar as hierarquias existentes entre elas. 
Na escultura, a arte egípcia também era marcada pelo hieratismo, ou seja, seguia parâmetros 
rigoroso, definidos pela religião e que lhes conferiam uma aparência estática e sem expressões faciais. As 
 
2 Grandiosas obras arquitetônicas construídas durante a Antiguidade e destacadas pelo poeta grego Antípatro de Sídon. 
Também integraram sua lista de maravilhas a Estátua de Zeus, da cidade grega de Olimpo; o Colosso de Rodes, situada no 
porto de Rodes, no Mar Egeu; o Templo de Artêmis, que se localizava em um território que corresponde a atual Turquia; o 
Mausoléu de Helicarnasso, construído em uma região que corresponde à atual cidade turca de Bodrum; o Farol de 
Alexandria, na ilha egípcia de Faros; e os Jardins Suspensos da Babilônia, situados na região sul da antiga Mesopotâmia. 
 
ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Pré-História e Egito Antigo 
 
 AULA 01 – PRÉ-HISTÓRIA E EGITO ANTIGO 17 
figuras humanas, portanto, nos parecem congeladas, às vezes com os pés juntos ou com uma perna à 
frente. Quando sentadas, possuíam as mãos sobre os joelhos, como a escultura do Escriba Sentado que 
vimos neste capítulo. 
 
Figura 10 - Representação do julgamento dos mortos no Tribunal de Osíris. Fonte: Wilimedia commons. 
 
Cabe destacar que as convenções verificadas nas manifestações artísticas não sugerem uma 
incapacidade dos egípcios de produzir algo original, mas que os ofícios de pintor, escultor, joalheiro, 
arquiteto eram orientados por rígidos padrões delimitados pelos sacerdotes religiosos. A maioria das 
obras eram coletivas, guiadas por um mestre de obras conhecido como “arquiteto do rei”. Este podia 
chegar a desfrutar de certo prestígio nas cortes faraônicas. 
De acordocom o historiador Ernst Gombrich, 
O estilo egípcio englobou uma série de leis muito rigorosas, que todo artista tinha que 
aprender desde muito jovem. As estátuas sentadas tinham que ter as mãos sobre os joelhos; 
os homens tinham que ser pintados com a pele mais escura do que as mulheres; a aparência 
de cada deus egípcio era rigorosamente estabelecida: Horo, o deus-sol, tinha que ser 
apresentado como um falcão ou com uma cabeça de falcão; Anúbis, o deus da morte, como 
um chacal ou com uma cabeça de chacal. Todo artista tinha que aprender também a arte da 
bela escrita. Tinha que recortar na pedra, de um modo claro e preciso, as imagens e os 
símbolos dos hieróglifos. Mas, assim que dominasse todas essas regras, dava-se por encerrada 
a sua aprendizagem. Ninguém queria coisas diferentes, ninguém lhe pedia que fosse 
"original". Pelo contrário, era provavelmente considerado o melhor artista aquele que 
pudesse fazer suas estátuas o mais parecidas com os monumentos admirados do passado. Por 
isso aconteceu que. no transcurso de três mil anos ou mais, a arte egípcia mudou muito pouco. 
Tudo o que era considerado bom e belo na era das pirâmides era tido como igualmente 
excelente mil anos depois. É certo que surgiram novas modas e novos temas foram pedidos 
aos artistas, mas o modo de representarem o homem e a natureza permaneceu 
essencialmente o mesmo. 
 
ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Pré-História e Egito Antigo 
 
 AULA 01 – PRÉ-HISTÓRIA E EGITO ANTIGO 18 
 
Figura 11 - Estátua do faraó Ramsés II no Templo de Luxor, na antiga Tebas, margem leste do rio Nilo, c. 1400 a.C. Fonte: Shutterstock. 
 
 Outras expressões importantes que devem ser levadas em consideração são: 
Estelas funerárias eram dispostas nas tumbas para garantir que nada faltasse 
ao falecido na vida após a morte. Provém do termo grego stela, que significa 
"pedra erguida" ou "alçada". Seria o equivalente ao que hoje chamamos de 
epitáfios. 
As Estelas de Sahi - Primeira Estela de Sahi 
Data de Origem / Produção: 
XII-XIII Dinastias, cerca de 1991-1668 a.C. 
Local de Coleta/Origem: 
Procedência desconhecida, provavelmente Abidos 
Coleção do Museu Nacional 
Urnas funerárias, feitas de pedra ou madeira na maioria dos casos. 
Guardavam os corpos mumificados da população dos grupos mais ricos da 
sociedade. 
Podiam ser adornados com pinturas e ouro. 
Os hieróglifos e desenhos são de caráter ritual, feitos para ajudar o morto na 
chegada frente aos deuses. 
 
TAMPA DO CAIXÃO DE HARSIESE 
Data de Origem / Produção: 
XXVI dinastia, cerca de 650 a 600 a. C. 
Local de Coleta/Origem: 
Tebas ocidental. Egito. 
Coleção do Museu Nacional 
ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Pré-História e Egito Antigo 
 
 AULA 01 – PRÉ-HISTÓRIA E EGITO ANTIGO 19 
 
As esculturas egípcias representam em sua maioria deuses e faraós. 
As formas são frontais e estáticas, não demonstrando grande expressão facial. 
As posições também são codificadas: faraós, por exemplo, estavam sempre 
sentados na mesma posição, com a mão na coxa ou em pé. 
 
 Data de Origem / Produção: 
Início do Período Ptolomaico, 310 a.C. 
Local de Coleta/Origem: 
Egito Antigo. 
 
 
(Estratégia Vestibulares – 2020) 
 
Considerando as imagens acima, que representam a máscara do faraó Tutancâmon e o colar de 
Neferuptah, artefatos do Egito confeccionados em ouro, julgue os itens a seguir. 
 
- A sofisticação estética e o requintado uso de cores nas coroas e nos colares que adornavam 
rainhas e princesas do Egito e nas máscaras dos faraós evidenciam a grande habilidade dos ourives 
e joalheiros na tradição da arte faraônica. 
 
- A ornamentação utilizada pelos egípcios no corpo humano, suporte físico para 
autorrepresentações e construção de aparências, expressa as escolhas individuais e reflete 
características da cultura do Egito e da história específica de cada indivíduo. 
 
Comentários: 
- Certo. Muitos artífices do Antigo Egito se especializaram na produção de ricas e delicadas joias 
trabalhadas em prata e ouro, tais como colares, pulseiras, anéis, diademas, broches e amuletos. 
ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Pré-História e Egito Antigo 
 
 AULA 01 – PRÉ-HISTÓRIA E EGITO ANTIGO 20 
- ERRADO. A arte egípcia foi marcada por uma série de convenções delimitadas pela religiosidade 
desta civilização, o que continha os ímpetos dos artesãos produtores de ornamentos. Para mais 
informações sobre o tema, consulte nosso curso de História da Arte. 
Gabarito: C – E 
 
 
ATENÇÃO! 
 
Antes de falarmos sobre arte indígena e arte africana, é preciso que se façam algumas 
considerações: 
- a ideia de que essas obras são primitivas ou “menos evoluídas” é uma visão eurocêntrica 
de mundo, que reproduz valores do período colonial. 
- a arte tradicional se volta para sua comunidade, ou seja, olha mais para as necessidades 
que a cercam do que para a sua projeção no mundo. 
- a produção de povos ancestrais não é estática. Ela está em constante modificação, 
podendo se alterar de acordo com as necessidades e mudanças da sociedade. 
- o contexto em que foram criadas e coletadas importa para sua compreensão. 
- há uma diferença entre estilo artístico (os elementos que falam sobre aquela comunidade) 
e técnicas tradicionais (que podem ser compartilhadas por diferentes grupos). 
3. Arte indígena 
 
 Quem são os povos indígenas do Brasil? 
Estima-se que, na época da chegada dos europeus, fossem mais de 1.000 povos, somando entre 2 
e 4 milhões de pessoas. Atualmente encontramos no território brasileiro 255 povos, falantes de mais de 
150 línguas diferentes. Os povos indígenas somam, segundo o Censo IBGE 2010, 896.917 pessoas. Destes, 
324.834 vivem em cidades e 572.083 em áreas rurais, o que corresponde aproximadamente a 0,47% da 
população total do país. A maior parte dessa população distribui-se por milhares de aldeias, situadas no 
interior de 725 Terras Indígenas, de norte a sul do território nacional. 
 
ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Pré-História e Egito Antigo 
 
 AULA 01 – PRÉ-HISTÓRIA E EGITO ANTIGO 21 
 
Quadro de povos indígenas no Brasil (2016) – Instituto Socioambiental – ISA 
 
 Ainda que sejam grupos muito diferentes, cada um com suas particularidades, há algumas técnicas 
que são compartilhadas por muitos dos povos do Brasil. Vamos ver algumas delas: 
 
Arte plumária 
Plumas são usadas para criar ornamentos e indicar grupos sociais, além de poderem construir 
objetos e adereços rituais. São na maioria desenvolvidas por homens após caça, passando por processos 
de pintura e tingimento. 
Outros adornos podem contar com sementes, contas, amarrações e, para algumas etnias, 
alargadores para orelhas e lábios, por exemplo. 
 
Cocar de etnia Kayapó-Gorotire (MT). Fonte: MAI. 
ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Pré-História e Egito Antigo 
 
 AULA 01 – PRÉ-HISTÓRIA E EGITO ANTIGO 22 
 
Máscaras 
Máscaras são normalmente ligadas a ritos e têm simbolismo místico. São chamadas de objetos 
ritualísticos e podem cobrir tanto apenas o rosto quanto o restante do corpo. 
 
Máscara Apapatai de etnia Waurá (MT, Xingu). Fonte: MAI. 
 
Máscara de corpo inteiro de etnia Mehinako (MT, Xingu). 
Fonte: MAI. 
 
Pintura Corporal 
A pintura corporal tende a ser utilizada de maneira a simbolizar posições hierárquicas/sociais e de 
maneira ritual. Certas pinturas também têm como função adornar o corpo apenas. São usadas 
tradicionalmente tintas naturais feitas de plantas e frutos, principalmente o urucum (vermelho), jenipapo 
e carvão (preto) e tabatinga (branco); mas atualmente já se faz uso de tinta específica para esse fim. 
As pinturas tendem a ser realizadas pelas mulheres na sua grande maioria e contam com padrões 
majoritariamente gráficos e geométricos. 
ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Pré-História e Egito Antigo 
 
 AULA 01 – PRÉ-HISTÓRIA E EGITO ANTIGO 23 
 
Indígena Pataxó. Fonte: Wikimedia Commons 
 
Indígena Assurini. Fonte Wikimedia Commons 
 
Utilitários 
Podem ser as cerâmicase os cestos, além de utensílios cotidianos que auxiliem nas tarefas do dia 
a dia. 
 
Cesto da etnia Baniwa (AM). Fonte: MAI. 
 
Abanadores da etnia Kaigang (PR). Fonte: MAI. 
 
(Estratégia Vestibulares – 2020) 
A MODA NÃO É UNIVERSAL. Não é um fenômeno que exista em toda parte e em todos os tempos. 
Suas raízes não estão nem na natureza humana nem em mecanismos de grupo em geral. Mas desde 
que surgiu pela primeira vez em uma sociedade, levou um número cada vez maior de outras 
sociedades e áreas sociais a seguirem sua lógica. 
ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Pré-História e Egito Antigo 
 
 AULA 01 – PRÉ-HISTÓRIA E EGITO ANTIGO 24 
Afirma-se em geral que a moda no vestuário teve suas origens no fim do período medieval, 
possivelmente no início do Renascimento, talvez em conexão com a expansão do capitalismo 
mercantil. Costuma-se dizer que não podemos falar de moda na Antiguidade grega e romana no 
sentido em que o fazemos hoje, porque não havia autonomia estética individual na escolha das 
roupas – ainda que houvesse certas possibilidades de variação. O vestuário europeu tinha mudado 
relativamente pouco da era romana até o século XIV. Embora tivesse havido, é claro, variações nos 
materiais e nos detalhes das roupas, para todos os efeitos sua forma permaneceu inalterada. Em 
geral, ricos e pobres usavam roupas com formas semelhantes, embora os ricos mandassem fazer as 
suas de materiais mais caros e usassem ornamentos. O impulso para se enfeitar não é em absoluto 
um fenômeno recente na história humana, mas as coisas com que as pessoas se enfeitavam no 
mundo pré-moderno nada tinham a ver com moda. Os vikings, por exemplo, mostravam grande 
preocupação com a aparência, e costumavam usar, entre outras coisas, um pente pendurado no 
cinto, ao lado de símbolos de posição social – mas não existiram modas vikings. As sociedades pré-
modernas são conservadoras. Nelas, as pessoas podem usar ornamentos simples ou sofisticados e 
podem ter extremo interesse em fenômenos estéticos, mas é uma característica recorrente que 
coisas como penteados, roupas e joias permaneçam mais ou menos inalterados ao longo de 
gerações. Os romanos da Antiguidade eram vaidosos, homens e mulheres usando maquiagem e 
perfume, o cabelo tingido e anelado, quando não usavam peruca. Mas esses estilos eram também 
muito duradouros. Ocasionalmente, o estilo de um país podia se tornar apreciado em outro, levando 
a uma súbita mudança – como quando os gregos começaram a raspar suas barbas para se 
parecerem com Alexandre Magno. Uma mudança de estilo como essa, entretanto, não pode ser 
propriamente qualificada de moda, porque dali em diante os gregos mantiveram suas faces e 
queixos escanhoados. O que aconteceu foi a substituição de uma norma estética duradoura por 
outra, sem que mudanças subsequentes pareçam ter sido desejadas ou mesmo consideradas. Para 
que possamos falar de “moda”, não basta que ocorra uma mudança de raro em raro. A moda só se 
configura quando a mudança é buscada por si mesma, e ocorre de maneira relativamente 
frequente. 
(SVENDSEN, Lars. Moda: uma filosofia. Companhia das Letras. São Paulo: Companhia das Letras, 2013) 
 
Além dos adornos, a pintura corporal, para diversos povos indígenas, é um modo de exercício da 
espiritualidade, frequentemente ligada a aspectos rituais e celebrações coletivas, afastando-se, no 
entanto, da ideia de moda. 
( ) Certo. 
( ) Errado. 
Comentários: 
Adornos e pinturas corporais, tanto para povos indígenas quanto para outras culturas 
tradicionais, são usados em celebrações e rituais de diferentes naturezas. Não possuem o caráter 
de efemeridade e escolha individual da moda como descritas no texto. 
Gabarito: C 
 
4. Arte Africana 
 
ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Pré-História e Egito Antigo 
 
 AULA 01 – PRÉ-HISTÓRIA E EGITO ANTIGO 25 
África ou Áfricas? 
A África possui mais de 30 milhões de km², extensão que corresponde a aproximadamente 3,5 
vezes o território brasileiro. Estima-se que sua população atual seja superior a um bilhão de pessoas, 
distribuídas em 54 países. O Sudão do Sul foi o último país criado no continente, emancipando-se de seu 
vizinho do Norte em 2011. Registra-se hoje aproximadamente 492 grupos étnicos no território Africano, 
que utilizam ao menos 36 línguas diferentes. 
Qual o problema para a gente aqui no Brasil? É que a gente aprendeu quase nada de história da 
África. Nós resumimos a história de um continente ao momento da escravidão e isso fez com que não 
soubéssemos da riqueza cultural e artística dos diferentes grupos étnicos presentes nessa extensão 
territorial. Exemplos não faltam de reinos prósperos e com grande diversidade de produções. 
REINO DE BENIN 
 Localizado na porção sul da atual Nigéria (não confundir com o atual Benin), em uma região 
onde habitavam povos do grupo étnico-linguístico iorubá. Seus reis eram chamados de obás 
e exerciam funções religiosas. As mulheres tinham grande participação na vida política do 
reino, chegando algumas delas a se tornarem obás. 
Entre os séculos XIV e XV, a cidade de Benin expandiu seus domínios sobre outras vilas e 
aldeias, se tornando um local onde eram comercializados peixe seco, sal, cobre e outros 
produtos. 
Muito da arte do continente africano que chegou até nós foi uma arte que acreditamos ter 
funções rituais. Diversas obras foram retiradas de seus contextos, o que torna difícil a análise 
mais precisa. 
As esculturas mais antigas conhecidas são dos Nok cultura da Nigéria, 500 d.C. 
Métodos mais complexos de produção de arte foram desenvolvidos na África Subsaariana, 
por volta do século X, como o trabalho de bronze do Igbo Ukwu e a terracota e trabalhos em 
metal de Ife|Ile Ife fundição em bronze e, muitas vezes, ornamentados com marfim e pedras 
preciosas. Essas obras eram frequentemente limitadas a pessoas mais poderosas. 
 
Placa de bronze representa o Obá ou um guerreiro, séc. XVI-XVII 
 
ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Pré-História e Egito Antigo 
 
 AULA 01 – PRÉ-HISTÓRIA E EGITO ANTIGO 26 
 Vamos ver algumas das técnicas e expressões artísticas mais comuns entre diversos grupos 
étnicos. 
 
Figuras humanas 
Tanto as pinturas quanto as esculturas têm grande caráter figurativo, representando animais e 
seres humanos de maneira naturalista. A escultura é uma das mais conhecidas expressões. Dentre as 
funções rituais a elas atribuídas estão a fertilidade e a força em conflitos e caça. 
 
Escultura Ibeji, da cultura Iorubá, na Nigéria. 
Máscaras 
Representando uma incorporação dos espíritos e a possibilidade de adquirir forças mágicas, as 
máscaras têm um significado místico. São usadas em ritos de diferentes naturezas. As máscaras são 
confeccionadas em barro, marfim, metais, mas o material mais utilizado é a madeira. Tendem a 
representar animais, imagens de mulheres belas e ancestrais. 
ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Pré-História e Egito Antigo 
 
 AULA 01 – PRÉ-HISTÓRIA E EGITO ANTIGO 27 
 
Máscara do povo Mwaash aMbooy, do Brooklyn Museum 
 
Máscara da cultura Marka, do Mali. 
 
(Estratégia Vestibulares – 2020) 
Trajes não são, necessariamente, apenas feitos de tecido, a exemplo das máscaras nas culturas 
tradicionais do continente africano – frequentemente apontadas como um caminho para adquirir 
forças mágicas, principalmente em cerimônias e eventos rituais – que podem ser confeccionadas 
em madeira, barro, metais etc. 
( ) Certo. 
( ) Errado. 
Comentários: 
As máscaras nas culturas tradicionais africanas são caracterizadas exatamente do modo como foi 
descrito nesse item. Os materiais variam muito e elas não são feitas necessariamente para serem 
itens duráveis. São feitas para fazer parte de um rito. 
Gabarito: C 
Pintura corporal e escarificações 
As pinturas corporais são utilizadas majoritariamente para quatro razões: adornos, guerra, 
indicação de hierarquia e rituais. As escarificações costumam marcar passagens da vida. São 
frequentemente aliadas a outros adornos, fazendoreferência a animais da natureza ou incorporando 
plantas na visualidade. Normalmente, utilizam-se como tintas pigmentos extraídos de seivas de plantas, 
rochas vulcânicas, argilas de cores variadas, entre outros elementos naturais. 
ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Pré-História e Egito Antigo 
 
 AULA 01 – PRÉ-HISTÓRIA E EGITO ANTIGO 28 
 
Mulher Bwaka. Foto: Casimir Zagourski 
 
Ao lado: Indivíduo Mursi, da região da Etiópia. Foto: Hans Silvester. 
 
Tecidos 
A tradição têxtil em África é bastante longa. Os materiais e estilos são bastante variados. Além de 
serem usados como trajes, eram moeda de troca. Alguns dos tecidos africanos que mais associamos ao 
continente hoje, o wax print, não é exatamente de África, mas Holandês. Dentre os tecidos mais 
conhecidos, temos o Adinkra, um tipo de tecido estampado à mão com carimbos. 
 
 
(Estratégia Vestibulares – 2020) 
Uma das sociedades que mais se expressam simbolicamente através de suas expressões artísticas 
e tornou-se conhecida através de suas máscaras são as etnias africanas. Dentro da África 
encontram-se várias sociedades, onde cada uma possui traços específicos e particulares respeitando 
seu contexto cultural [...]. A maioria das máscaras é feita em madeira, afinal para os africanos a 
árvore é guardiã de poderes mágicos. O artista parte de um tronco cilíndrico e vai afinando com o 
auxílio de suas ferramentas [...]. Não é qualquer um que pode esculpir máscaras em uma sociedade 
africana. O artista não é um ser individual, pois através de suas mãos a coletividade fala. 
GORZONI, Priscila. Conheça a história e saiba os significados das máscaras africanas. Disponível em: < 
https://www.geledes.org.br/mascaras-africanas/>. Acesso em: 01 maio 2020. 
ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Pré-História e Egito Antigo 
 
 AULA 01 – PRÉ-HISTÓRIA E EGITO ANTIGO 29 
 
Ao tratar da produção de máscaras por sociedades africanas, o texto identifica nos artistas a 
preocupação de 
a) reproduzir padrões artísticos universais em suas obras. 
b) transmitir valores compartilhados pela sua comunidade. 
c) atribuir traços autorais em cada uma de suas produções. 
d) atender à uma lógica de produção que preza pela eficiência. 
e) garantir a interpretação autônoma de valores religiosos. 
Comentários: 
A alternativa A está incorreta, afinal como destaca o próprio texto, as técnicas artísticas das 
máscaras variam de acordo com cada sociedade. 
A alternativa B é a resposta, afinal a produção de máscaras é realizada tendo em conta os valores 
e concepções existentes na comunidade cultural do artista. 
A alternativa C está incorreta, pois a confecção de máscaras é atribuída a poucos membros da 
comunidade cultural. 
A alternativa D está incorreta, pois trata-se uma arte sem fins práticos, portanto, não se busca 
eficiência no ato de produção. 
A alternativa E está incorreta, afinal a produção de máscaras se adequa aos valores culturais 
compartilhados por toda a sociedade na qual se insere o artista. 
Gabarito: B 
 
 
5. Lista de questões 
5.1 – Questões 
1. (2019/Unesp) 
 
Consideram-se arte rupestre as representações feitas sobre rochas pelo homem da pré-
história, em que se incluem gravuras e pinturas. Acredita-se que essas pinturas, em que os 
ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Pré-História e Egito Antigo 
 
 AULA 01 – PRÉ-HISTÓRIA E EGITO ANTIGO 30 
materiais mais usados são sangue, saliva, argila e excrementos de morcegos (cujo hábitat 
natural são as cavernas), têm cunho ritualístico. 
(www.portaldarte.com.br. Adaptado.) 
 
Todos os materiais utilizados para as pinturas, citados no texto, são 
(A) substâncias compostas puras. 
(B) de origem animal. 
(C) misturas de substâncias compostas. 
(D) de origem vegetal. 
(E) misturas de substâncias simples. 
 
2. (2017/Unesp) 
Examine duas pinturas produzidas na Caverna de Altamira, Espanha, durante o Período 
Paleolítico Superior. 
 
(http://ceres.mcu.es/pages/Main) 
Tais pinturas rupestres podem ser consideradas como 
a) manifestação do primitivismo de povos incapazes de representações realistas. 
b) expressão artística infantilizada e insuficiente para fornecer qualquer indício sobre a vida 
na Pré-História. 
c) comprovação do pragmatismo de povos primitivos, despreocupados de sua alimentação. 
d) representação, em linguagem visual, dos vínculos materiais de um povo com o seu 
ambiente. 
e) revelação da predominância do pensamento abstrato sobre o concreto nos povos pré-
históricos. 
 
3. (UNESP – 2007) 
Observe e compare os monumentos. 
ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Pré-História e Egito Antigo 
 
 AULA 01 – PRÉ-HISTÓRIA E EGITO ANTIGO 31 
 
Templo de Luxor, construído aproximadamente no século XIII a.C. no Egito. 
 
 
Pártenon, templo da acrópole de Atenas, construído no século V a.C. na Grécia. 
 
 
Palácio do Planalto, construído no século XX em Brasília. 
O elemento comum às construções apresentadas constitui 
a) um esforço de ostentação perdulária, de demonstração de hegemonia e de poder de 
grandes impérios unificados. 
b) uma expressão simbólica das concepções religiosas da Antiguidade, que se estenderam 
até os dias atuais. 
c) um aspecto da arquitetura monumental que se opõe à concepção do homem como 
medida de todas as coisas. 
d) um princípio arquitetônico estrutural modificado ao longo da história por concepções 
religiosas, políticas e artísticas. 
e) uma comprovação do predomínio dos valores estéticos sobre os religiosos, políticos e 
sociais. 
 
4. (2018/UEL) 
ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Pré-História e Egito Antigo 
 
 AULA 01 – PRÉ-HISTÓRIA E EGITO ANTIGO 32 
 
(Disponível em: <http://www.filmeb.com.br/calendario-de-estreias/caverna-dos-sonhos-esquecidos>. Acesso em: 31 dez. 2019). 
 
Com base na figura e nos conhecimentos sobre arte paleolítica, assinale a alternativa 
correta. 
a) A pintura feita com guache é uma característica desse período, que consiste na mistura 
de alguns tipos de terra; tais pinturas serviam para catalogar o que haviam caçado, 
garantindo a diversidade de espécies nas caças seguintes. 
b) As pinturas e os desenhos foram feitos com pigmentos minerais e vegetais, fixados com 
gordura animal; tais produções são relacionadas a aspectos mágicos, presentes no cotidiano 
das organizações pré-históricas. 
c) As pinturas funcionavam como oferenda aos deuses e, pelas dimensões, é possível 
perceber o nível de reverência; os artistas desse período empenhavam-se na produção de 
uma arte religiosa com fins decorativos. 
d) As pinturas e os desenhos encontrados nas grutas eram feitos como afrescos e 
representam figuras híbridas, metade humana e metade animal; os mitos gregos têm suas 
origens nessas imagens da pré-história. 
e) Nos registros encontrados nas cavernas, as figuras de destaque remetem à flora; para os 
povos paleolíticos esses desenhos caracterizaram o momento em que deixaram de ser 
nômades e, para a história, foi o início das catalogações de todas as espécies. 
 
5. (Upe-ssa 1/2018) 
 
http://www.filmeb.com.br/calendario-de-estreias/caverna-dos-sonhos-esquecidos
ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Pré-História e Egito Antigo 
 
 AULA 01 – PRÉ-HISTÓRIA E EGITO ANTIGO 33 
 
Observando os grafismos, assinale a alternativa CORRETA. 
a) Não havia animais nesse período específico. 
b) Essas manifestações culturais não podem ser consideradas arte. 
c) Nada sabemos sobre essas populações humanas. 
d) Inexistiam técnicas para produção de pigmentos. 
e) Há grande relevância histórica e artística. 
 
6. (UEG/2017) 
 A produção artística no Paleolítico se caracteriza pelo 
a) uso de pedras polidas, a partir da descoberta de que, mediante o atrito, as pedras 
poderiam ser polidas e utilizadas no processo de confecção artística. 
b) naturalismo, pois as imagens da época são naturalistas, ou seja, representam os seres 
conforme a visão que os homens da época tinham da natureza. 
c) uso dos metais, o que foi possibilitado a partir dodomínio do fogo, com o qual os homens 
derretiam o metal para, depois, trabalharem-no artisticamente. 
d) naturalismo, uma vez que as imagens do período estavam intimamente ligadas à religião, 
servindo de veículo para propagação de crenças religiosas. 
e) uso de pedras preciosas e de metais nobres, o que propiciou a criação de artefatos 
imponentes e valiosos, tanto do ponto de vista artístico quanto material. 
 
7. (2015/UEL) 
Leia o texto a seguir. 
A arte pré-histórica é uma arte de linhas e croquis; é uma etapa além da percepção, um 
artifício que ajuda a reter a imagem na mente. Na arte pré-histórica, encontramos figuras 
humanas, geralmente armadas, em ação, seja perseguindo animais, lutando ou dançando. 
Os animais são representados de forma naturalista, ou seja, reproduções de imagens 
perceptíveis. As figuras humanas, pelo contrário, estão muito estilizadas; se estão em 
movimento, os braços e as pernas são alargados. O objetivo do artista foi indicar o 
movimento; as formas são ditadas por sensações internas mais que observação externa. Os 
dois principais estilos pré-históricos são vitalistas e se acham determinados pela imagem 
captada exteriormente e pela sensação internamente sentida. A arte pode haver estado 
associada com ritos, com a intenção de exercer os poderes mágicos através de um retrato 
ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Pré-História e Egito Antigo 
 
 AULA 01 – PRÉ-HISTÓRIA E EGITO ANTIGO 34 
fiel que apresenta naturalismo nas representações animais. Já o símbolo estilizado e 
dinâmico da forma humana é determinado por um sentimento interno. 
(Adaptado de: READ, H. Imagen e Idea. La función del arte en el desarollo de la conciencia humana. México: FCE, 2003. 
p.23-31.) 
 
Com base no texto e nos conhecimentos sobre o tema, assinale a alternativa que apresenta, 
correta e respectivamente, as imagens da arte pré-histórica que representam o estilo animal 
naturalista (reprodução de imagens perceptíveis) e os símbolos estilizados e dinâmicos da 
forma humana determinados mais pela sensação que pela observação e que buscam indicar 
o movimento. 
 
a) 
 
 
 
b) 
 
c) 
ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Pré-História e Egito Antigo 
 
 AULA 01 – PRÉ-HISTÓRIA E EGITO ANTIGO 35 
 
d) 
 
 
e) 
 
 
8. (2015/UEL) 
Leia a citação e analise a figura a seguir. 
 
“Construir é uma atividade fundamental para o soberano egípcio.” 
(DESPLANCQUES, S. Egito Antigo. Porto Alegre: L&PM, 2009. p.28. Coleção L&PM Pocket. Série Encyclopaedia.) 
 
 
ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Pré-História e Egito Antigo 
 
 AULA 01 – PRÉ-HISTÓRIA E EGITO ANTIGO 36 
 
(Disponível em: <https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/6/6c/Egypt.Giza.Sphinx.02.jpg/800px-Egypt.Giza.Sphinx.02.jpg> . Acesso em: 2 out. 2014.) 
 
A citação da historiadora Sophie Desplancques faz alusão ao Egito Antigo, especificamente 
ao período conhecido como Antigo Império, considerado uma fase de estabilidade política 
por parte significativa da historiografia, bem como uma “idade de ouro” de sua civilização, 
por parte dos próprios egípcios. Com base na citação, na figura e nos conhecimentos sobre 
o Antigo Império, explique um elemento que transmita a noção de poder ligada aos Faraós 
no Egito Antigo. 
 
9. (2015/Fuvest) 
Examine estas imagens produzidas no antigo Egito: 
 
As imagens revelam: 
a) caráter familiar do cultivo agrícola no Oriente Próximo, dada a escassez de mão de obra 
e a proibição, no antigo Egito, do trabalho compulsório. 
b) a inexistência de qualquer conhecimento tecnológico que permitisse o aprimoramento 
da produção de alimentos, o que provocava longas temporadas de fome. 
c) o prevalecimento da agricultura como única atividade econômica, dada a impossibilidade 
de caça ou pesca nas regiões ocupadas pelo antigo Egito. 
https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/6/6c/Egypt.Giza.Sphinx.02.jpg/800px-Egypt.Giza.Sphinx.02.jpg
ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Pré-História e Egito Antigo 
 
 AULA 01 – PRÉ-HISTÓRIA E EGITO ANTIGO 37 
d) a dificuldade de acesso à água em todo o Egito, o que limitava as atividades de plantio e 
inviabilizava a criação de gado de maior porte. 
e) a importância das atividades agrícolas no antigo Egito, que ocupavam os trabalhadores 
durante aproximadamente metade do ano. 
 
10. (2016/UEMA) 
Arte rupestre é o mais antigo tipo de arte 
da História. Também é conhecida como 
gravura ou pintura rupestre. Esse tipo de 
arte teve início no período Paleolítico 
Superior e é encontrada em todos os 
continentes. O estudo da arte rupestre 
favoreceu o conhecimento de 
pesquisadores em relação aos hábitos 
dos povos da Antiguidade e a sua 
cultura. As matérias-primas utilizadas 
para a expressão artística dos povos da 
antiguidade eram pedras, ossos e sangue 
de animais. O sangue, assim como o 
extrato de folhas de árvores, era 
utilizado para tingir, constituindo o que 
devem ser as mais primitivas expressões 
artísticas, conforme a imagem ao lado. 
Durante muito tempo, os povos que assim se expressavam foram conhecidos como “Pré-
históricos”. Essa denominação, hoje em desuso entre a maioria dos historiadores, mas ainda 
presente nos livros didáticos, está diretamente relacionada ao fato de esses povos 
a) desconhecerem a escrita. 
b) manterem relações comerciais. 
c) viverem sob a forma de Estado. 
d) dominarem as técnicas agrícolas. 
e) ocuparem as margens dos grandes rios. 
 
11. (2015/UECE) 
Em várias grutas pré-históricas, ricamente decoradas, foram encontradas pinturas 
retratando cenas de caça, ou animais como o cavalo e o bisão. Assim é a arte rupestre 
comumente feita sobre a pedra que pode também ser encontrada em incisões em ossos e 
madeira. As pinturas e as incisões rupestres surgiram no período 
a) Glacial 
ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Pré-História e Egito Antigo 
 
 AULA 01 – PRÉ-HISTÓRIA E EGITO ANTIGO 38 
b) Paleolítico 
c) Mesolítico 
d) Neolítico 
 
12. (2014/UEA) 
 
Os egípcios da Antiguidade acreditavam que a vida continuava no além-túmulo e que, para 
isso, era preciso que o ambiente social, em que os donos dos túmulos viveram, fosse 
representado nas suas paredes. Essas pinturas da tumba de Nakht, escriba do Império, 
representam 
a) as intervenções e modificações realizadas pelos antigos egípcios no mundo natural, por 
meio de técnicas e conhecimentos adquiridos. 
b) as secas periódicas, que afligiam os antigos egípcios e resultavam do baixo índice 
pluviométrico nas cabeceiras do rio Nilo. 
c) os conflitos sociais presentes na antiga sociedade egípcia que opunham a nobreza aos 
altos funcionários públicos. 
d) o poder teocrático dos faraós que eram considerados filhos do deus Sol e, devido a isso, 
justos e infalíveis. 
e) a falta de habilidade dos antigos pintores egípcios, incapazes de retratar a vida cotidiana 
da população. 
 
 
13. (2013/UERN) 
As gravuras se referem aos monumentos megalíticos, constantes objetos de estudo de 
arqueólogos e historiadores. Observe. 
ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Pré-História e Egito Antigo 
 
 AULA 01 – PRÉ-HISTÓRIA E EGITO ANTIGO 39 
 
Acerca dessas formações rochosas misteriosas, devidamente arrumadas na natureza por 
nossos antepassados, é correto afirmar que 
a) são consideradas monumentos pela sua formação. Acredita-se que podem ter surgido 
durante o período Neolítico (Idade da Pedra) e a finalidade de sua existência não é 
totalmente conhecida. 
b) muitas eram contempladas e cultuadas pelos religiosos fundadores da Igreja Católica, que 
acreditavam em seus poderes esotéricos e na presença de relíquias sagradas entre as pedras 
utilizadas em sua construção. 
c) são construções feitas por seres detentores de altos conhecimentos, pois a maioria das 
pedras chega a pesar toneladas. Os templos seriam destinados aos alquimistas e magos, 
donos do conhecimento científico no período Homérico. 
d) algumas são construções de indivíduos solitários, conhecidos como menires (em celta 
significa “pedrascompridas”) e tinham o objetivo comprovado de abrigar as tribos nômades 
em suas incursões em busca de alimento e moradia. 
 
14. (2012/UERN) 
Leia o texto que ressalta o caráter simbólico da arte rupestre. 
A arte rupestre 
O homem Paleolítico deixou-nos belíssimas representações nas paredes das cavernas e 
objetos decorativos com fino senso artístico. O cuidado com os mortos, já comum entre os 
homens de Neanderthal, é enriquecido com símbolos, isto é, sinais com significados, que 
remetem a uma vida futura. […] Ele recorre a sinais que não atendem apenas às 
necessidades básicas, como os animais. O homem inventa sinais, sons e gestos de um valor 
simbólico porque remetem a algum significado. Esses sinais podem ir além das necessidades 
de sobrevivência (arte, religião). O elevado nível cultural desse homem já moderno explica 
seu sucesso e sua difusão por todo o planeta, com uma ampla variedade de expressões, mas 
sempre um único ímpeto criativo. 
(Facchini, Fiorenzo. O Homem. São Paulo: Moderna, 1997, p.36) 
Com base no texto, analise. 
I. A arte foi, sem sombra de dúvida, a primeira forma de expressão do homem primitivo. 
ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Pré-História e Egito Antigo 
 
 AULA 01 – PRÉ-HISTÓRIA E EGITO ANTIGO 40 
II. Os grupos humanos criaram símbolos para representar o mundo em que viviam e seu 
cotidiano. 
III. A ausência de documentos escritos deixados pelos seres humanos da Pré-História nos 
impede de levantar hipóteses sobre a forma como viveram. 
IV. Embora muitas questões fiquem sem respostas, os vestígios arqueológicos encontrados 
têm-nos permitido conhecer parte do cotidiano Pré-Histórico. 
Estão corretas apenas as afirmativas 
a) I, II, IV 
b) I, II, III 
c) II, IV 
d) III, IV 
 
15. (2010/UFG) 
As pinturas rupestres são evidências materiais do desenvolvimento intelectual dos seres 
humanos. Embora tradicionalmente estudadas pela Arqueologia, elas ajudaram a redefinir 
a concepção de que a História se inicia com a escrita, pois 
a) funcionam como códices velados de uma comunidade à espera de decifração. 
b) expressam uma concepção de tempo marcada pela cronologia. 
c) indicam o predomínio da técnica sobre as forças da natureza. 
d) atestam as relações entre registros gráficos e mitos de origem. 
e) registram a supremacia do indivíduo sobre os membros de seu grupo. 
 
16. (2008/UFG) 
 
A pintura egípcia pode ser caracterizada como uma arte que: 
a) definiu os valores passageiros e transitórios como forma de representação privilegiada. 
b) concebeu as imagens como modelo de conduta, utilizando-as em rituais profanos. 
c) adornou os palácios como forma de representação pública do poder político. 
ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Pré-História e Egito Antigo 
 
 AULA 01 – PRÉ-HISTÓRIA E EGITO ANTIGO 41 
d) valorizou a originalidade na criação artística como possibilidade de experimentação de 
novos estilos. 
e) elegeu os valores eternos, presentes nos monumentos funerários, como objeto de 
representação. 
 
17. (2007/Enem) 
 
A pintura rupestre mostrada na figura anterior, que é um patrimônio cultural brasileiro, 
expressa 
a) o conflito entre os povos indígenas e os europeus durante o processo de colonização do 
Brasil. 
b) a organização social e política de um povo indígena e a hierarquia entre seus membros. 
c) aspectos da vida cotidiana de grupos que viveram durante a chamada pré-história do 
Brasil. 
d) os rituais que envolvem sacrifícios de grandes dinossauros atualmente extintos. 
e) a constante guerra entre diferentes grupos paleoíndios da América durante o período 
colonial. 
 
18. (ENEM – 2009 – PPL) 
 
A arte é quase tão antiga quanto o ser humano. A função decisiva da arte nos seus 
primórdios foi a de conferir poder mágico: poder sobre a natureza, poder sobre os inimigos, 
poder sobre o parceiro de relações sexuais, poder sobre a realidade, poder exercido no 
ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Pré-História e Egito Antigo 
 
 AULA 01 – PRÉ-HISTÓRIA E EGITO ANTIGO 42 
sentido de um fortalecimento da coletividade humana. Nos alvores da humanidade, a arte 
pouco tinha a ver com a “beleza” e nada tinha a ver com a contemplação estética com o 
desfrute estético: era um instrumento mágico, uma arma da coletividade humana em sua 
luta pela sobrevivência. Por exemplo, a figura apresentada de uma pintura rupestre 
comprova que as pinturas de animais nas cavernas tinham a função de ajudar a dar ao 
caçador um sentido de segurança e superioridade sobre a presa. 
FISCHER, Ernst. A necessidade da arte. Rio de Janeiro: Guanabara, p. 45. (adaptado). 
 
Com base nas informações do texto, conclui-se que a arte, nos seus primórdios, tinha a 
função de 
A) dar ao homem a sensação de domínio da natureza e no desenvolver as relações sociais. 
B) dotar o ser humano de ferramentas de trabalho que servissem para caçar presas, na luta 
pela sobrevivência. 
C) guiar o ser humano em suas atividades de trabalho coletivo. 
D) transformar magicamente a natureza pelo esforço do trabalho coletivo, como uma arma 
de defesa da coletividade humana. 
E) desenvolver uma atividade individual, por meio de signos, imagem e palavras, destacando 
a importância do artista em relação ao grupo social. 
 
19. (ENEM – 2011) 
TEXTO I 
 
Toca do Salitre – Piauí. Disponível em: http://www.fumdham.org.br. Acesso em: 27 jul. 2010. 
 
 
 
 
TEXTO II 
ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Pré-História e Egito Antigo 
 
 AULA 01 – PRÉ-HISTÓRIA E EGITO ANTIGO 43 
 
Arte Urbana. Foto: Diego Singh. Disponível em: http://www.diaadia.pr.gov.br. Acesso em: 27 jul. 2010. 
 
O grafite contemporâneo, considerado em alguns momentos como uma arte marginal, tem 
sido comparado às pinturas murais de várias épocas e às escritas pré-históricas. Observando 
as imagens apresentadas, é possível reconhecer elementos comuns entre os tipos de 
pinturas murais, tais como 
a) a preferência por tintas naturais, em razão de seu efeito estético. 
b) a inovação na técnica de pintura, rompendo com modelos estabelecidos. 
c) o registro do pensamento e das crenças das sociedades em várias épocas. 
d) a repetição dos temas e a restrição de uso pelas classes dominantes. 
e) o uso exclusivista da arte para atender aos interesses da elite. 
 
20. (ENEM – 2011 – 2ª aplicação) 
Gravuras e pinturas são duas modalidades da prática gráfica rupestre, feitas com recursos 
técnicos diferentes. Existem vastas áreas nas quais há dominância de uma ou outra técnica 
no Brasil, o que não impede que ambas coexistam no mesmo espaço. Mas em todas as 
regiões há mãos, pés, antropomorfos e zoomorfos. Os grafismos realizados em blocos ou 
paredes foram gravados por meio de diversos recursos: picoteamento, entalhes e raspados. 
DANTAS, M. Antes: história da pré-história. Brasília: CCBB, 2006. 
 
 
ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Pré-História e Egito Antigo 
 
 AULA 01 – PRÉ-HISTÓRIA E EGITO ANTIGO 44 
Nas figuras que representam a arte da pré-história brasileira e estão localizadas no sítio 
arqueológico da Serra da Capivara, estado do Piauí, e, com base no texto, identificam-se 
A) imagens do cotidiano que sugerem caçadas, danças, manifestações rituais. 
B) cenas nas quais prevalece o grafismo entalhado em superfícies previamente polidas. 
C) aspectos recentes, cujo procedimento de datação indica o recuo das cronologias da 
prática pré-histórica. 
D) situações ilusórias na reconstituição da pré-história, pois se localizam em ambientes 
degradados. 
E) grafismos rupestres que comprovam que foram realizados por pessoas com sensibilidade 
estética. 
 
21. (UEG – 2013) 
 
 
A Esfinge de Gizé é uma das mais imponentes esculturas da antiguidade. Ela indica que a 
civilização egípcia da antiguidade foi uma sociedade 
a) influenciada culturalmente pelos gregos, uma vez que modelo de escultura em formato 
de esfinge é típica da estética grega clássica. 
b) dominada militarmente pelos persas, uma vez que a esfinge foi construída para 
homenagear Cambises,considerado o “Leão da Ásia”. 
c) matriarcal, já que o rosto feminino da esfinge é uma homenagem a uma célebre líder 
religiosa que ocupou o cargo de faraó. 
d) antropozoomórfica, uma vez que a representação do sagrado utilizava-se da mistura de 
formas animais e humanas. 
 
22. (FUVEST – 2012) 
Há cerca de 2000 anos, os sítios superficiais e sem cerâmica dos caçadores antigos foram 
substituídos por conjuntos que evidenciam uma forte mudança na tecnologia e nos hábitos. 
ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Pré-História e Egito Antigo 
 
 AULA 01 – PRÉ-HISTÓRIA E EGITO ANTIGO 45 
Ao mesmo tempo que aparecem a cerâmica chamada itararé (no Paraná) ou taquara (no Rio 
Grande do Sul) e o consumo de vegetais cultivados, encontram-se novas estruturas de 
habitações. 
André Prous. O Brasil antes dos brasileiros. A pré-história do nosso país. Rio de Janeiro: Zahar, 2007, p. 49. Adaptado. 
 
O texto associa o desenvolvimento da agricultura com o da cerâmica entre os habitantes do 
atual território do Brasil, há 2000 anos. Isso se deve ao fato de que a agricultura 
a) favoreceu a ampliação das trocas comerciais com povos andinos, que dominavam as 
técnicas de produção de cerâmica e as transmitiram aos povos guarani. 
b) possibilitou que os povos que a praticavam se tornassem sedentários e pudessem 
armazenar alimentos, criando a necessidade de fabricação de recipientes para guardá-los. 
c) proliferou, sobretudo, entre os povos dos sambaquis, que conciliaram a produção de 
objetos de cerâmica com a utilização de conchas e ossos na elaboração de armas e 
ferramentas. 
d) difundiu-se, originalmente, na ilha de Fernando de Noronha, região de caça e coleta 
restritas, o que forçava as populações locais a desenvolver o cultivo de alimentos. 
e) era praticada, prioritariamente, por grupos que viviam nas áreas litorâneas e que 
estavam, portanto, mais sujeitos a influências culturais de povos residentes fora da América. 
 
23. (ENEM – 2019) 
Esporte e cultura: análise acerca da esportivização de práticas corporais nos jogos indígenas 
 
Nos Jogos dos Povos Indígenas, observa-se que as práticas corporais realizadas envolvem 
elementos tradicionais (como as pinturas e adornos corporais) e modernos (como a 
regulamentação, a fiscalização e a padronização). O arco e flecha e a lança, por exemplo, 
são instrumentos tradicionalmente utilizados para a caça e a defesa da comunidade na 
aldeia. Na ocasião do evento, esses artefatos foram produzidos pela própria etnia, porém 
sua estruturação como “modalidade esportiva” promoveu uma semelhança entre as 
técnicas apresentadas, com o sentido único da competição. 
 
ALMEIDA, A. J. M.; SUASSUNA, D. M. F. A. Pensar a prática, n. 1, jan.-abr. 2010 (adaptado). 
 
A relação entre os elementos tradicionais e modernos nos Jogos dos Povos Indígenas 
desencadeou a 
a) padronização de pinturas e adornos corporais. 
b) sobreposição de elementos tradicionais sobre os modernos. 
c) individuação das técnicas apresentadas em diferentes modalidades. 
ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Pré-História e Egito Antigo 
 
 AULA 01 – PRÉ-HISTÓRIA E EGITO ANTIGO 46 
d) legitimação das práticas corporais indígenas como modalidade esportiva. 
e) preservação dos significados próprios das práticas corporais em cada cultura. 
 
24. (Estratégia Vestibulares – 2021) 
Uma exposição em cartaz no Museu de Artes e Indústrias de Hamburgo, na Alemanha, 
inova ao abordar tatuagens como obras de arte. 
“Nossa pele é uma dádiva, é um tipo especial de tela”, afirma Susanna Kumschick, 
antropóloga suíça que fez a curadoria da mostra. Ela conta que foi motivada a realizar a 
exibição pela necessidade de olhar para corpos pintados de um novo ângulo. 
“Na antropologia, a tatuagem é um grande assunto, porque é observada em tantas 
culturas e tradições. Mas comecei a pesquisar e percebi que ela nunca tinha sido abordada 
em museus de arte ou design, apenas em museus de história e civilização”, conta. 
Segundo Kumschick, a volta do interesse do público e das organizações culturais pelas 
tatuagens é em parte explicada pela arte que explora a imagem corporal. A autora destaca 
a obra da artista performática austríaca Valie Export: “Em 1970, ela tatuou uma cinta-liga 
em sua perna, ao ar livre, durante uma performance. Foi uma das primeiras mulheres a 
criticar a maneira como as pessoas olham para o corpo feminino”, explica a curadora. 
(Disponível em: <https://www.bbc.com/portuguese/noticias/2015/03/150324_vert_cul_exposicao _tatuagens_ml> 
Acesso em 16 jun. 2020) 
 
Segundo o texto, a tatuagem e a arte corporal de modo geral podem ser compreendidas a 
partir de 
a) um olhar europeu, que olha para outras sociedades a partir de uma perspectiva da 
colonização ou exotização. 
b) uma perspectiva histórica e etnográfica, olhando para as diversas expressões que usam o 
corpo como suporte. 
c) uma ideia de que o trabalho usando o corpo como suporte é sempre ligado ao processo 
de feitura da obra, não só o resultado final. 
d) uma noção de que não se pode compreender as tatuagens ou demais modos de pintura 
corporal como passíveis de exposição. 
e) um ideal feminista de arte, que coloca a mulher no centro da produção artística e cultural 
no campo da arte corporal. 
 
25. (Estratégia Vestibulares – 2021) 
Provavelmente, você já deve ter visto que os indígenas possuem pinturas corporais 
características, mas já se perguntou o que elas significam? Os indígenas carregam no corpo 
e no rosto a identidade cultural de seu povo. As pinturas são as marcas de muitas etnias e 
ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Pré-História e Egito Antigo 
 
 AULA 01 – PRÉ-HISTÓRIA E EGITO ANTIGO 47 
são diferentes para cada ocasião. As tintas são feitas de elementos naturais, como urucum 
e jenipapo, e podem manter-se na pele por um período de 15 a 20 dias. 
Segundo a mestranda em Antropologia Eliene Putira, que também é presidente da 
Associação dos Povos Indígenas Estudantes na UFPA, cada traço tem um significado. A 
pesquisadora ressalta que o significado das pinturas depende de cada etnia, ou seja, uma 
mesma pintura pode ter significados diferentes dependendo da etnia que a faz. Existem 
desenhos que demonstram sentimentos, desde os mais felizes até os de revolta e indignação 
pelos problemas enfrentados pelos povos. 
“Muitas pessoas fazem pinturas, porque acham bonitas, mas nem sempre as pinturas 
bonitas significam alegria. Muitas vezes significam luto, tristeza e passagem”, alega Eliene 
Putira. A professora comenta que as pinturas são, ainda, a identidade dos povos e, por meio 
delas, podem identificar também à qual etnia pertencem. Outra característica representada 
pela arte são as peles de animais como jabutis, cobras, entre outros. 
(Disponível em <https://portal.ufpa.br/index.php/ultimas-noticias2/9573-pinturas-corporais-indigenas-sao-marcas-
de-identidade-cultural> Acesso em 21 jul. 2021) 
 
A pintura corporal indígena, de acordo com o texto, 
a) representa diferentes sentimentos para aqueles que as usam, frequentemente de modo 
figurativo. 
b) unifica os povos indígenas em torno de uma expressão comum a todos eles, em forma e 
significado. 
c) é estudada como uma forma de maquiagem, muito mais do que como expressão de 
cultura tradicional. 
d) é uma demonstração da essência cultural de um povo, não devendo ser usada de maneira 
indiscriminada. 
e) indica dados sobre quem as usa, podendo ser alterada de maneira individual, mesmo 
dentro da mesma etnia. 
 
26. (ENEM – 2007) 
 
ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Pré-História e Egito Antigo 
 
 AULA 01 – PRÉ-HISTÓRIA E EGITO ANTIGO 48 
A pintura rupestre acima, que é um patrimônio cultural brasileiro, expressa 
a) o conflito entre os povos indígenas e os europeus durante o processo de colonização do 
Brasil. 
b) a organização social e política de um povo indígena e a hierarquia entre seus membros. 
c) aspectos da vida cotidiana de grupos que viveram durante a chamada pré-história do 
Brasil. 
d) os rituaisque envolvem sacrifícios de grandes dinossauros atualmente extintos. 
e) a constante guerra entre diferentes grupos paleoíndios da América durante o período 
colonial. 
 
27. (Estratégia Vestibulares – 2021) 
A ênfase que os museus acabam por depositar nas máscaras africanas de seu acervo com 
frequência pode nos confundir, pois essa peça pode ser o elemento menos significativo de 
seu contexto. Entre os iorubás, os dançarinos nos egunguns do culto aos ancestrais em 
algumas regiões vestem máscaras que cobrem o rosto; em outras, usam adereços de cabeça; 
e em outras ainda, trajes sem escultura alguma. 
WILLETT, Frank. Arte africana. São Paulo: Edições Sesc São Paulo; Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, 2017. Adaptado. 
 
Ao refletir sobre a exposição de máscaras africanas por museus, o texto: 
a) considera essencial a identificação dos dançarinos que as utilizam. 
b) questiona o apagamento do artista e de sua individualidade. 
c) sugere considerá-las como parte de um complexo ritualístico. 
d) aponta o pouco apreço dado às máscaras pelos ritos de culturas africanas. 
e) desconsidera a possibilidade de entendê-las como obras artísticas. 
 
28. (Estratégia Vestibulares – 2021) 
A despeito da ênfase na “obra-prima”, os europeus que se aproximam da arte africana a 
partir do ponto de vista puramente estético parecem, até há pouco, desconsiderar o artista 
como possuidor de uma individualidade real. Considerava-se importante determinar a 
origem da peça – de costume, um nome “tribal” já era suficiente –, mas geralmente não se 
procurava saber o nome do artista individual, pois a impressão que se tinha era de que o 
grupo como um todo, de uma forma vaga, produzia o estilo, e que o artista meramente 
expressava, com maior ou menor habilidade, as concepções estéticas da comunidade. 
WILLETT, Frank. Arte africana. São Paulo: Edições Sesc São Paulo; Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, 2017. p. 166. 
 
Ao refletir sobre a recepção da arte africana por museus e estudiosos ocidentais, o texto 
ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Pré-História e Egito Antigo 
 
 AULA 01 – PRÉ-HISTÓRIA E EGITO ANTIGO 49 
a) considera essencial a valorização da identidade étnica das obras. 
b) questiona o apagamento do artista e de sua individualidade. 
c) enfatiza o caráter universal da ideia de belo no meio artístico. 
d) evidencia a obliteração dos grupos culturais existentes. 
e) desconsidera a possibilidade de valorização de obras tidas como primitivas. 
 
29. (UEA – 2010) 
As cerâmicas marajoara e tapajônica são testemunhos de que as sociedades tribais 
amazônicas 
a) conheciam a escrita. 
b) eram divididas em classes sociais. 
c) eram pré-coloniais. 
d) eram cristianizadas pelos jesuítas. 
e) eram da época do bronze. 
 
30. (Estratégia Vestibulares – 2021) 
Por muito tempo as pirâmides foram tomadas como sinônimo de desperdício. A expressão 
“obras faraônicas” até hoje continua sendo usada mais ou menos nesse sentido. No Egito 
existia uma força de trabalho que, durante quatro meses do ano, na estação das cheias, não 
tinha muito que fazer na terra. [As pirâmides] podiam representar uma oportunidade para 
os camponeses complementarem seus próprios ganhos. 
DOBERSTEIN, Arnoldo Walter. O Egito antigo. EDIPUCRS, 2010. Adaptado. 
 
Infere-se do texto que as pirâmides exerciam uma importante função no Egito Antigo, ligada 
à 
a) reafirmação das dinastias faraônicas. 
b) complementação de ritos funerários. 
c) geração de empregos para a população. 
d) demonstração de poder aos povos vizinhos. 
e) efetivação do monoteísmo egípcio. 
 
 
 
 
ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Pré-História e Egito Antigo 
 
 AULA 01 – PRÉ-HISTÓRIA E EGITO ANTIGO 50 
5.2 - Gabarito 
1. C 
2. D 
3. D 
4. B 
5. E 
6. B 
7. C 
8. Ver comentários na lista 
9. E 
10. A 
11. B 
12. A 
13. A 
14. A 
15. A 
16. E 
17. C 
18. A 
19. C 
20. A 
21. D 
22. B 
23. D 
24. B 
25. D 
26. C 
27. C 
28. B 
29. C 
30. C 
ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Pré-História e Egito Antigo 
 
 AULA 01 – PRÉ-HISTÓRIA E EGITO ANTIGO 51 
5.3 - Lista de Questões comentada 
1. (2019/Unesp) 
 
Consideram-se arte rupestre as representações feitas sobre rochas pelo homem da pré-
história, em que se incluem gravuras e pinturas. Acredita-se que essas pinturas, em que os 
materiais mais usados são sangue, saliva, argila e excrementos de morcegos (cujo hábitat 
natural são as cavernas), têm cunho ritualístico. 
(www.portaldarte.com.br. Adaptado.) 
 
Todos os materiais utilizados para as pinturas, citados no texto, são 
(A) substâncias compostas puras. 
(B) de origem animal. 
(C) misturas de substâncias compostas. 
(D) de origem vegetal. 
(E) misturas de substâncias simples. 
Comentários 
Essa é uma questão de interpretação de texto. Vejamos as alternativas: 
- A alternativa A está incorreta, afinal o fragmento sugere a mistura de diversas matérias-primas para a 
produção das pinturas rupestres. 
- A alternativa B está incorreta, pois também foi citada a argila, elemento de origem mineral. 
- A alternativa C é a resposta. Saliva, sangue e excrementos e outros elementos mencionados sugerem 
que os tons ocres utilizados nas pinturas rupestres eram derivados de miscelâneas de diversas substâncias 
compostas. 
- A alternativa D está incorreta, afinal o sangue e os excrementos de morcego não são elementos de 
origem vegetal, mas de procedência animal. 
- A alternativa E está incorreta, afinal as substâncias simples são formadas por apenas um elemento 
químico, tais como os gases hidrogênio, oxigênio e nitrogênio. 
ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Pré-História e Egito Antigo 
 
 AULA 01 – PRÉ-HISTÓRIA E EGITO ANTIGO 52 
Gabarito: C 
2. (2017/Unesp) 
Examine duas pinturas produzidas na Caverna de Altamira, Espanha, durante o Período 
Paleolítico Superior. 
 
(http://ceres.mcu.es/pages/Main) 
Tais pinturas rupestres podem ser consideradas como 
a) manifestação do primitivismo de povos incapazes de representações realistas. 
b) expressão artística infantilizada e insuficiente para fornecer qualquer indício sobre a vida 
na Pré-História. 
c) comprovação do pragmatismo de povos primitivos, despreocupados de sua alimentação. 
d) representação, em linguagem visual, dos vínculos materiais de um povo com o seu 
ambiente. 
e) revelação da predominância do pensamento abstrato sobre o concreto nos povos pré-
históricos. 
Comentários 
- A intenção dos povos do Paleolítico não era a representação realista dos animais, mas sim utilizar esses 
elementos considerados mágicos para que a verdadeira caça ficasse vulnerável às suas habilidades. Assim 
sendo, a alternativa A se encontra incorreta. 
- A pintura rupestre, como qualquer outra manifestação artística, é capaz de revelar ideias, concepções e 
comportamentos dos homens de seu tempo. Ao que tudo indica, os bisões e demais representações 
gravadas na caverna de Altamira, na Espanha, foram feitas por caçadores que conheciam bem esses 
animais e recorriam ao uso mágico da pintura para subjugá-los. Tendo isso em conta, a alternativa B está 
incorreta. 
- Acredita-se que para os povos dito primitivos, as representações pictóricas feitas em cavernas são 
consideradas mágicas, e por isso eram capazes de auxiliarem o caçador quando estivesse na ativa. Tal rito 
demonstra, portanto, grande preocupação das primeiras populações humanas em relação a aquisição de 
seu alimento, o que torna a alternativa C incorreta. 
- A representação de bisões e outros animais pelos povos do Paleolítico evidenciam uma relação de 
proximidade com a fauna que os cerca, ao mesmo tempo em que mostra o domínio sobre determinados 
ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Pré-História e Egito Antigo 
 
 AULA 01 – PRÉ-HISTÓRIA E EGITO ANTIGO 53 
elementos minerais e vegetais para alcançar as cores e ferramentas utilizadas na produção da arte 
rupestre. Diante disso, podemos considerar correta a alternativa D. 
- O pensamento concretose forma a partir da percepção sensível do real – ou seja, a partir da audição, 
olfato, tato, visão e paladar. Ao representarem elementos que existem na realidade e podem ser captados 
pelos sentidos, o povo paleolítico que se abrigava na caverna de Altamira, ao contrário do que sugere a 
afirmativa, não demonstra a necessidade de criar abstrações. Assim sendo, a alternativa E está incorreta. 
Gabarito: D 
3. (UNESP – 2007) 
Observe e compare os monumentos. 
 
Templo de Luxor, construído aproximadamente no século XIII a.C. no Egito. 
 
 
Pártenon, templo da acrópole de Atenas, construído no século V a.C. na Grécia. 
 
 
Palácio do Planalto, construído no século XX em Brasília. 
O elemento comum às construções apresentadas constitui 
a) um esforço de ostentação perdulária, de demonstração de hegemonia e de poder de 
grandes impérios unificados. 
b) uma expressão simbólica das concepções religiosas da Antiguidade, que se estenderam 
até os dias atuais. 
ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Pré-História e Egito Antigo 
 
 AULA 01 – PRÉ-HISTÓRIA E EGITO ANTIGO 54 
c) um aspecto da arquitetura monumental que se opõe à concepção do homem como 
medida de todas as coisas. 
d) um princípio arquitetônico estrutural modificado ao longo da história por concepções 
religiosas, políticas e artísticas. 
e) uma comprovação do predomínio dos valores estéticos sobre os religiosos, políticos e 
sociais. 
Comentários: 
Todas as construções apresentam em comum as colunas, que sustentam e circundam os prédios. Esse 
elemento aparece tanto em prédios religiosos – como os templos de Luxor e o Parthenon – quanto no 
prédio do governo brasileiro, o Palácio do Planalto, ligado à política. Além disso, esses prédios também 
são considerados como obras de arte. Assim, a alternativa correta é alternativa D. 
A alternativa A está incorreta, pois não há ostentação perdulária aqui, uma vez que duas das imagens 
representam templos. 
A alternativa B está incorreta, pois as concepções religiosas de então não sobreviveram até os dias de 
hoje, senão como história. 
A alternativa C está incorreta, pois mesmo no Renascimento, em que o princípio do homem como 
medida era valorizado, havia construções monumentais. 
A alternativa E está incorreta, pois não há esse juízo de valor impresso nas imagens, já que as 
construções não deviam ser apenas belas, como também significativas. 
Gabarito: D 
4. (2018/UEL) 
 
(Disponível em: <http://www.filmeb.com.br/calendario-de-estreias/caverna-dos-sonhos-esquecidos>. Acesso em: 31 dez. 2019). 
 
Com base na figura e nos conhecimentos sobre arte paleolítica, assinale a alternativa 
correta. 
a) A pintura feita com guache é uma característica desse período, que consiste na mistura 
de alguns tipos de terra; tais pinturas serviam para catalogar o que haviam caçado, 
garantindo a diversidade de espécies nas caças seguintes. 
http://www.filmeb.com.br/calendario-de-estreias/caverna-dos-sonhos-esquecidos
ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Pré-História e Egito Antigo 
 
 AULA 01 – PRÉ-HISTÓRIA E EGITO ANTIGO 55 
b) As pinturas e os desenhos foram feitos com pigmentos minerais e vegetais, fixados com 
gordura animal; tais produções são relacionadas a aspectos mágicos, presentes no cotidiano 
das organizações pré-históricas. 
c) As pinturas funcionavam como oferenda aos deuses e, pelas dimensões, é possível 
perceber o nível de reverência; os artistas desse período empenhavam-se na produção de 
uma arte religiosa com fins decorativos. 
d) As pinturas e os desenhos encontrados nas grutas eram feitos como afrescos e 
representam figuras híbridas, metade humana e metade animal; os mitos gregos têm suas 
origens nessas imagens da pré-história. 
e) Nos registros encontrados nas cavernas, as figuras de destaque remetem à flora; para os 
povos paleolíticos esses desenhos caracterizaram o momento em que deixaram de ser 
nômades e, para a história, foi o início das catalogações de todas as espécies. 
Comentários 
Uma questão sobre arte rupestre. Vimos que as representações de animais feitas pelos povos da pré-
história eram provavelmente feitas pelos caçadores, que imaginavam que com isso os verdadeiros animais 
sucumbiriam às suas habilidades. Tendo em conta a função mágica da arte rupestre, podemos considerar 
a alternativa B como a correta. 
Quanto às demais alternativas, 
- A alternativa A está incorreta, afinal a arte rupestre não tinha o objetivo de contabilizar os animais 
adquiridos, mas fazia parte do ritual de preparação dos caçadores. Ademais, a alternativa C também está 
incorreta, afinal essas representações pictóricas não tinham função decorativa. 
- Não são verificadas representações de plantas ou figuras híbridas na imagem da caverna contida no 
enunciado, o que torna incorretas as alternativas D e E. 
Gabarito: B 
5. (Upe-ssa 1/2018) 
 
 
Observando os grafismos, assinale a alternativa CORRETA. 
a) Não havia animais nesse período específico. 
b) Essas manifestações culturais não podem ser consideradas arte. 
c) Nada sabemos sobre essas populações humanas. 
d) Inexistiam técnicas para produção de pigmentos. 
e) Há grande relevância histórica e artística. 
ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Pré-História e Egito Antigo 
 
 AULA 01 – PRÉ-HISTÓRIA E EGITO ANTIGO 56 
Comentários 
- A alternativa A está incorreta, afinal a segunda figura apresenta a forma de um animal. 
- A alternativa B está incorreta. Apesar de não apresentaram as mesmas características da 
contemporaneidade, as pinturas realizadas pelos povos do Paleolítico e Neolítico são consideradas 
manifestações artísticas, chamadas de arte rupestre. 
- A alternativa C está incorreta, pois a partir de estudos de fósseis sítios arqueológicos, muito já se 
descobriu sobre os povos do Paleolítico e Neolítico. 
- A alternativa D está incorreta, afinal a arte rupestre se manifestou principalmente na pintura, realizada 
com pigmentos extraídos de plantas e minerais. 
- A alternativa E é a resposta, já que os grafismos legados pelos primeiros seres humanos são importantes 
fontes históricas para os estudos sobre o período da Pré-História. 
Gabarito: E 
6. (UEG/2017) 
 A produção artística no Paleolítico se caracteriza pelo 
a) uso de pedras polidas, a partir da descoberta de que, mediante o atrito, as pedras 
poderiam ser polidas e utilizadas no processo de confecção artística. 
b) naturalismo, pois as imagens da época são naturalistas, ou seja, representam os seres 
conforme a visão que os homens da época tinham da natureza. 
c) uso dos metais, o que foi possibilitado a partir do domínio do fogo, com o qual os homens 
derretiam o metal para, depois, trabalharem-no artisticamente. 
d) naturalismo, uma vez que as imagens do período estavam intimamente ligadas à religião, 
servindo de veículo para propagação de crenças religiosas. 
e) uso de pedras preciosas e de metais nobres, o que propiciou a criação de artefatos 
imponentes e valiosos, tanto do ponto de vista artístico quanto material. 
Comentários 
- A alternativa A está incorreta, afinal o polimento das pedras caracterizou o período conhecido como 
Neolítico, ou Idade da Pedra Polida. 
- A alternativa B é a resposta. Na arte rupestre do Paleolítico verifica-se a predominância de 
representações de animais, como cavalos, javalis e bisões, desenhados da maneira como a visão humana 
os identificavam. Essa característica é denominada de naturalismo. 
- As alternativas C e E estão incorretas, pois a manipulação dos metais se deu no final da Pré-História. 
- A alternativa D está incorreta. Embora as pinturas rupestres apresentassem sentido mágico, elas não 
eram utilizadas para pregações religiosas, mas para auxiliar o caçador em sua atividade. 
ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Pré-História e Egito Antigo 
 
 AULA 01 – PRÉ-HISTÓRIA E EGITO ANTIGO 57 
Gabarito: B 
7. (2015/UEL) 
Leia o texto a seguir. 
A arte pré-histórica é uma arte de linhas e croquis; é uma etapa além da percepção, um 
artifício que ajuda a retera imagem na mente. Na arte pré-histórica, encontramos figuras 
humanas, geralmente armadas, em ação, seja perseguindo animais, lutando ou dançando. 
Os animais são representados de forma naturalista, ou seja, reproduções de imagens 
perceptíveis. As figuras humanas, pelo contrário, estão muito estilizadas; se estão em 
movimento, os braços e as pernas são alargados. O objetivo do artista foi indicar o 
movimento; as formas são ditadas por sensações internas mais que observação externa. Os 
dois principais estilos pré-históricos são vitalistas e se acham determinados pela imagem 
captada exteriormente e pela sensação internamente sentida. A arte pode haver estado 
associada com ritos, com a intenção de exercer os poderes mágicos através de um retrato 
fiel que apresenta naturalismo nas representações animais. Já o símbolo estilizado e 
dinâmico da forma humana é determinado por um sentimento interno. 
(Adaptado de: READ, H. Imagen e Idea. La función del arte en el desarollo de la conciencia humana. México: FCE, 2003. 
p.23-31.) 
 
Com base no texto e nos conhecimentos sobre o tema, assinale a alternativa que apresenta, 
correta e respectivamente, as imagens da arte pré-histórica que representam o estilo animal 
naturalista (reprodução de imagens perceptíveis) e os símbolos estilizados e dinâmicos da 
forma humana determinados mais pela sensação que pela observação e que buscam indicar 
o movimento. 
a) 
 
b) 
ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Pré-História e Egito Antigo 
 
 AULA 01 – PRÉ-HISTÓRIA E EGITO ANTIGO 58 
 
c) 
 
d) 
 
 
e) 
 
Comentário 
ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Pré-História e Egito Antigo 
 
 AULA 01 – PRÉ-HISTÓRIA E EGITO ANTIGO 59 
Essa é uma questão difícil sobre a arte na Pré-História! Para respondê-la, o candidato deveria se recordar 
das principais características da arte rupestre, bem como levar em conta as informações oferecidas pelo 
texto. Vejamos cada uma das alternativas: 
- A alternativa A está incorreta, afinal a imagem situada à esquerda é da estátua Loba Capitolina, 
produzida entre os séculos XI e XII. Dessa maneira, não se trata de arte pré-histórica, mas da Idade Média. 
- A alternativas B e E estão incorretas, afinal incluem exemplares da arte egípcia, nos quais se verifica a 
predominância da lei da frontalidade. 
- A alternativa D poderia gerar dúvidas, pois contém duas imagens de pinturas rupestres. Contudo, repare 
que nenhuma delas apresenta representações de seres humanos em movimento como sugere o texto do 
enunciado, mas apenas de animais e de mãos. Dito isso, a alternativa está incorreta. 
- A alternativa C é a resposta, afinal sua primeira imagem traz uma representação naturalista de um 
búfalo, enquanto na segunda verifica-se uma cena de caça protagonizada por seres humanos em 
movimento, tal qual a descrição do texto. 
Gabarito: C 
8. (2015/UEL) 
Leia a citação e analise a figura a seguir. 
 
“Construir é uma atividade fundamental para o soberano egípcio.” 
(DESPLANCQUES, S. Egito Antigo. Porto Alegre: L&PM, 2009. p.28. Coleção L&PM Pocket. Série Encyclopaedia.) 
 
 
 
(Disponível em: <https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/6/6c/Egypt.Giza.Sphinx.02.jpg/800px-Egypt.Giza.Sphinx.02.jpg> . Acesso em: 2 out. 2014.) 
 
A citação da historiadora Sophie Desplancques faz alusão ao Egito Antigo, especificamente 
ao período conhecido como Antigo Império, considerado uma fase de estabilidade política 
por parte significativa da historiografia, bem como uma “idade de ouro” de sua civilização, 
por parte dos próprios egípcios. Com base na citação, na figura e nos conhecimentos sobre 
https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/6/6c/Egypt.Giza.Sphinx.02.jpg/800px-Egypt.Giza.Sphinx.02.jpg
ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Pré-História e Egito Antigo 
 
 AULA 01 – PRÉ-HISTÓRIA E EGITO ANTIGO 60 
o Antigo Império, explique um elemento que transmita a noção de poder ligada aos Faraós 
no Egito Antigo. 
Comentários 
Os faraós da Antiguidade demonstraram grande preocupação em eternizar sua grandeza e 
prestígio a partir de obras monumentais, como templos e pirâmides. A Pirâmide de Queóps, erguida 
durante o Antigo Império e representada na imagem, é um exemplo do esplendor arquitetônico alcançado 
por esta civilização, atingindo 146 metros de altura, 54.300 metros quadrados de área e 5 milhões de 
toneladas de peso. 
9. (2015/Fuvest) 
Examine estas imagens produzidas no antigo Egito: 
 
As imagens revelam: 
a) caráter familiar do cultivo agrícola no Oriente Próximo, dada a escassez de mão de obra 
e a proibição, no antigo Egito, do trabalho compulsório. 
b) a inexistência de qualquer conhecimento tecnológico que permitisse o aprimoramento 
da produção de alimentos, o que provocava longas temporadas de fome. 
c) o prevalecimento da agricultura como única atividade econômica, dada a impossibilidade 
de caça ou pesca nas regiões ocupadas pelo antigo Egito. 
d) a dificuldade de acesso à água em todo o Egito, o que limitava as atividades de plantio e 
inviabilizava a criação de gado de maior porte. 
e) a importância das atividades agrícolas no antigo Egito, que ocupavam os trabalhadores 
durante aproximadamente metade do ano. 
Comentários: 
- Os camponeses eram obrigados a destinar ao faraó parte de sua produção agrícola e pastoril, além de 
serem convocados pelo faraó para trabalharem compulsoriamente em obras públicas no período de 
cheias. Escravos também compunham a base da pirâmide social egípcia, sendo empregados em minas, 
pedreiras, áreas de cultivo e nos templos. Vê-se, portanto, o largo uso da mão de obra compulsória no 
Antigo Egito, o que torna alternativa A incorreta. 
ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Pré-História e Egito Antigo 
 
 AULA 01 – PRÉ-HISTÓRIA E EGITO ANTIGO 61 
-Os egípcios da Antiguidade dispunham de vários inventos empregados no aprimoramento da atividade 
agrícola. Entre eles, podemos citar o nilômetro, espécie de poço utilizado para medir o nível das águas do 
Nilo, o moinho d’água, o sistema de canais e o tanbour, que permitia o bombeamento de água. Assim 
sendo, a alternativa B está incorreta. 
- A fauna do norte da África foi drasticamente afetada pelas mudanças climáticas e pela caça praticada 
pelos seres humanos. Além disso, ao contrário do que sugere a afirmativa, é justamente a expansão das 
áreas agrícolas que leva à diminuição dos animais naquela região, entre eles hipopótamos, leões, 
avestruzes, búfalos etc. Dito isso, a alternativa C está incorreta. 
- Entre os meses de novembro e junho, logo após o término do período de cheias do Nilo, os camponeses 
se dedicavam a semeadura e colheita de grãos de linho, cevada e trigo, além de realizarem a manutenção 
dos canais de irrigação, a partir do mês de março. Constatada a preponderância da atividade agrícola no 
calendário dos camponeses, podemos afirmar que a alternativa E está correta. 
Gabarito: E 
10. (2016/UEMA) 
Arte rupestre é o mais antigo tipo de arte 
da História. Também é conhecida como 
gravura ou pintura rupestre. Esse tipo de 
arte teve início no período Paleolítico 
Superior e é encontrada em todos os 
continentes. O estudo da arte rupestre 
favoreceu o conhecimento de 
pesquisadores em relação aos hábitos dos 
povos da Antiguidade e a sua cultura. As 
matérias-primas utilizadas para a 
expressão artística dos povos da 
antiguidade eram pedras, ossos e sangue 
de animais. O sangue, assim como o 
extrato de folhas de árvores, era utilizado 
para tingir, constituindo o que devem ser 
as mais primitivas expressões artísticas, 
conforme a imagem ao lado. 
Durante muito tempo, os povos que assim se expressavam foram conhecidos como “Pré-
históricos”. Essa denominação, hoje em desuso entre a maioria dos historiadores, mas ainda 
presente nos livros didáticos, está diretamente relacionada ao fato de esses povos 
a) desconhecerem a escrita. 
b) manterem relações comerciais. 
c) viverem sob a forma de Estado. 
d) dominarem as técnicas agrícolas. 
e) ocuparem as margens dosgrandes rios. 
Comentários 
ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Pré-História e Egito Antigo 
 
 AULA 01 – PRÉ-HISTÓRIA E EGITO ANTIGO 62 
Para os historiadores do século XIX, a construção do conhecimento histórico estava diretamente 
relacionada à utilização de documentos escritos produzidos no passado, sendo possível o estudo somente 
dos eventos ou sociedades que legaram fontes escritas que sobreviveram ao tempo. Ao partirem dessa 
premissa, a noção de História foi condicionada ao surgimento da escrita, por volta do século IV a.C., e 
todas as sociedades que o antecederam eram taxadas de pré-históricas. Dito isso, a alternativa A é a 
correta. 
Vejamos as demais alternativas: 
- A alternativa B está incorreta, afinal o Homem passou a realizar trocas econômicas durante a 
Antiguidade, em um momento posterior ao da chamada “Pré-História”. 
- A alternativa C está incorreta. A manutenção do aparato estatal é uma das características das civilizações 
da Antiguidade, e não dos povos anteriores ao surgimento da escrita. 
- A alternativa D está incorreta, pois nem todos os povos da chamada Pré-História desenvolveram a 
agricultura a partir da Revolução Neolítica. 
- A alternativa E está incorreta, afinal a ocupação das margens de rios está relacionada à sobrevivência da 
espécie humana, incluindo em períodos posteriores ao da Antiguidade. Dessa maneira, tal aspecto da 
trajetória da Humanidade não é exclusivo das sociedades ditas pré-históricas. 
Gabarito: A 
11. (2015/UECE) 
Em várias grutas pré-históricas, ricamente decoradas, foram encontradas pinturas 
retratando cenas de caça, ou animais como o cavalo e o bisão. Assim é a arte rupestre 
comumente feita sobre a pedra que pode também ser encontrada em incisões em ossos e 
madeira. As pinturas e as incisões rupestres surgiram no período 
a) Glacial 
b) Paleolítico 
c) Mesolítico 
d) Neolítico 
Comentários 
- A alternativa A está incorreta, pois o termo é utilizado para definir uma era geológica marcada pela 
diminuição da temperatura. A última glaciação se deu na Pré-História, marcando o fim do Pleistoceno. 
- A alternativa B é a resposta. As primeiras manifestações artísticas que temos notícia datam do 
Paleolítico, que se estende de 10.000 a.C. até 4.000 a.C. Também chamado de “Idade da Pedra Lascada”, 
neste período, a espécie humana confeccionou seus primeiros instrumentos, como facas e machados. 
- A alternativa C está incorreta, afinal o termo mesolítico é utilizado para definir o período de transição 
do Paleolítico para o Neolítico. 
ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Pré-História e Egito Antigo 
 
 AULA 01 – PRÉ-HISTÓRIA E EGITO ANTIGO 63 
- A alternativa D está incorreta, pois as manifestações artísticas na Pré-História antecederam o 
desenvolvimento da agricultura (Revolução Neolítica). 
Gabarito: B 
12. (2014/UEA) 
 
Os egípcios da Antiguidade acreditavam que a vida continuava no além-túmulo e que, para 
isso, era preciso que o ambiente social, em que os donos dos túmulos viveram, fosse 
representado nas suas paredes. Essas pinturas da tumba de Nakht, escriba do Império, 
representam 
a) as intervenções e modificações realizadas pelos antigos egípcios no mundo natural, por 
meio de técnicas e conhecimentos adquiridos. 
b) as secas periódicas, que afligiam os antigos egípcios e resultavam do baixo índice 
pluviométrico nas cabeceiras do rio Nilo. 
c) os conflitos sociais presentes na antiga sociedade egípcia que opunham a nobreza aos 
altos funcionários públicos. 
d) o poder teocrático dos faraós que eram considerados filhos do deus Sol e, devido a isso, 
justos e infalíveis. 
e) a falta de habilidade dos antigos pintores egípcios, incapazes de retratar a vida cotidiana 
da população. 
Comentários 
Essa é uma questão que demanda análise da imagem. Repare que na cena superior é possível ver egípcios 
colhendo uvas, enquanto outros se dedicam a esmagá-las para a produção de vinho. Já na outra cena, 
indivíduos são representados pescando peixes com uma rede. 
Com base nisso, pode-se dizer que as imagens representam interações dos egípcios com elementos da 
natureza, evidenciando o aperfeiçoamento de técnicas voltadas à produção e obtenção de alimentos. A 
alternativa A, portanto, é a correta. 
- A alternativa B está incorreta, afinal a imagem mostra os egípcios desfrutando da abundância do Rio 
Nilo, que como sabemos, possuía cheias regulares. 
ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Pré-História e Egito Antigo 
 
 AULA 01 – PRÉ-HISTÓRIA E EGITO ANTIGO 64 
- A alternativa C está incorreta, afinal não se verifica a representação de hierarquias sociais na imagem 
reproduzida pela questão. Além disso, muitos elementos da burocracia egípcia eram oriundos da nobreza. 
- A alternativa D está incorreta, pois o faraó não é representado pela imagem da questão. 
- A alternativa E está incorreta, pois o que se verifica na imagem é justamente a representação de cenas 
cotidianas do Egito Antigo a partir de técnicas da pintura que buscavam captar a inteireza dos elementos. 
Gabarito: A 
13. (2013/UERN) 
As gravuras se referem aos monumentos megalíticos, constantes objetos de estudo de 
arqueólogos e historiadores. Observe. 
 
Acerca dessas formações rochosas misteriosas, devidamente arrumadas na natureza por 
nossos antepassados, é correto afirmar que 
a) são consideradas monumentos pela sua formação. Acredita-se que podem ter surgido 
durante o período Neolítico (Idade da Pedra) e a finalidade de sua existência não é 
totalmente conhecida. 
b) muitas eram contempladas e cultuadas pelos religiosos fundadores da Igreja Católica, que 
acreditavam em seus poderes esotéricos e na presença de relíquias sagradas entre as pedras 
utilizadas em sua construção. 
c) são construções feitas por seres detentores de altos conhecimentos, pois a maioria das 
pedras chega a pesar toneladas. Os templos seriam destinados aos alquimistas e magos, 
donos do conhecimento científico no período Homérico. 
d) algumas são construções de indivíduos solitários, conhecidos como menires (em celta 
significa “pedras compridas”) e tinham o objetivo comprovado de abrigar as tribos nômades 
em suas incursões em busca de alimento e moradia. 
Comentários 
- A alternativa A é a resposta. Os monumentos megalíticos foram erigidos durante o período Neolítico, e 
para a muitos historiadores, possuíam fins religiosos. 
ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Pré-História e Egito Antigo 
 
 AULA 01 – PRÉ-HISTÓRIA E EGITO ANTIGO 65 
- A alternativa B está incorreta, afinal os monumentos megalíticos da imagem antecedem em milhares de 
anos o nascimento de Cristo e do cristianismo. 
- A alternativa C está incorreta, afinal o período homérico se situa na Antiguidade Clássica, ao passo que 
as imagens acima são de obras erigidas durante a Pré-História. 
- A alternativa D está incorreta, afinal as construções megalíticas provavelmente possuíam fins religiosos. 
Gabarito: A 
14. (2012/UERN) 
Leia o texto que ressalta o caráter simbólico da arte rupestre. 
A arte rupestre 
O homem Paleolítico deixou-nos belíssimas representações nas paredes das cavernas e 
objetos decorativos com fino senso artístico. O cuidado com os mortos, já comum entre os 
homens de Neanderthal, é enriquecido com símbolos, isto é, sinais com significados, que 
remetem a uma vida futura. […] Ele recorre a sinais que não atendem apenas às 
necessidades básicas, como os animais. O homem inventa sinais, sons e gestos de um valor 
simbólico porque remetem a algum significado. Esses sinais podem ir além das necessidades 
de sobrevivência (arte, religião). O elevado nível cultural desse homem já moderno explica 
seu sucesso e sua difusão por todo o planeta, com uma ampla variedade de expressões, mas 
sempre um único ímpeto criativo. 
(Facchini, Fiorenzo. O Homem. São Paulo: Moderna, 1997, p.36) 
Com base no texto, analise. 
I. A arte foi, sem sombra de dúvida, a primeira forma de expressão do homem primitivo. 
II. Os grupos humanos criaram símbolos pararepresentar o mundo em que viviam e seu 
cotidiano. 
III. A ausência de documentos escritos deixados pelos seres humanos da Pré-História nos 
impede de levantar hipóteses sobre a forma como viveram. 
IV. Embora muitas questões fiquem sem respostas, os vestígios arqueológicos encontrados 
têm-nos permitido conhecer parte do cotidiano Pré-Histórico. 
Estão corretas apenas as afirmativas 
a) I, II, IV 
b) I, II, III 
c) II, IV 
d) III, IV 
Comentários 
- A afirmativa I está correta. A arte rupestre pode ser denominada primitiva, não por ser considerada 
tecnicamente inferior, às subsequentes, mas por ser uma das primeiras formas de expressão da 
humanidade. 
ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Pré-História e Egito Antigo 
 
 AULA 01 – PRÉ-HISTÓRIA E EGITO ANTIGO 66 
- A afirmativa II está correta, pois as representações artísticas podem ser consideradas símbolos aos quais 
eram atribuídos significados pelos primeiros seres humanos. Inicialmente apresentam caráter naturalista, 
sendo-lhes atribuído sentido religioso, ao passo que no período Neolítico, verifica-se a utilização de 
elementos geométricos, o que provavelmente sugerem a elaboração do pensamento abstrato. 
- A afirmativa III está incorreta, afinal as representações da Pré-História são vestígios sobre as primeiras 
populações da Humanidade, na medida em que transmitem crenças e cenas cotidianas. 
- A afirmativa IV está correta. As manifestações artísticas pré-históricas podem ser consideradas fontes 
históricas, isto é, vestígios que permitem ao historiador saber mais sobre as experiências dos primeiros 
seres humanos do planeta. 
Estando corretas as afirmativas I, II e IV, a alternativa A é a resposta. 
Gabarito: A 
15. (2010/UFG) 
As pinturas rupestres são evidências materiais do desenvolvimento intelectual dos seres 
humanos. Embora tradicionalmente estudadas pela Arqueologia, elas ajudaram a redefinir 
a concepção de que a História se inicia com a escrita, pois 
a) funcionam como códices velados de uma comunidade à espera de decifração. 
b) expressam uma concepção de tempo marcada pela cronologia. 
c) indicam o predomínio da técnica sobre as forças da natureza. 
d) atestam as relações entre registros gráficos e mitos de origem. 
e) registram a supremacia do indivíduo sobre os membros de seu grupo. 
Comentários 
- A alternativa A é a resposta, pois as representações artísticas da Pré-História são símbolos aos quais os 
historiadores e demais especialistas do período se dedicam a estudar e compreender. 
- A alternativa B está incorreta, pois não se verifica na arte rupestre a preocupação em delimitar o tempo 
cronológico, que surge em outro momento da Humanidade. 
- A alternativa C está incorreta, afinal a arte rupestre mostra a interação entre elementos humanos e 
naturais, sem denotar a predominância de uns sobre outros. 
- A alternativa D está incorreta, haja visto que não é possível delimitar as crenças míticas dos primeiros 
povos humanos por meio de seus registros pictóricos. 
- A alternativa E está incorreta, pois prevalecia entre os povos da Pré-História a ideia de horizontalidade 
nas relações sociais. Cabe destacar que as divisões sociais são desenvolvidas a partir da sedentarização e 
da formação de grandes comunidades, nas quais os indivíduos passam a desempenhar funções distintas. 
Gabarito: A 
16. (2008/UFG) 
ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Pré-História e Egito Antigo 
 
 AULA 01 – PRÉ-HISTÓRIA E EGITO ANTIGO 67 
 
A pintura egípcia pode ser caracterizada como uma arte que: 
a) definiu os valores passageiros e transitórios como forma de representação privilegiada. 
b) concebeu as imagens como modelo de conduta, utilizando-as em rituais profanos. 
c) adornou os palácios como forma de representação pública do poder político. 
d) valorizou a originalidade na criação artística como possibilidade de experimentação de 
novos estilos. 
e) elegeu os valores eternos, presentes nos monumentos funerários, como objeto de 
representação. 
Comentários 
- A alternativa A está incorreta, afinal a arte egípcia denota grande preocupação com a eternidade. 
- A alternativa B está incorreta, pois a normatização da arte egípcia foi implementada pelos sacerdotes, 
com o intuito de manter as representações alinhadas com as crenças religiosas desta civilização. 
- A alternativa C está incorreta. A circulação nas dependências dos palácios faraônicos era extremamente 
restrita, pois a sociedade egípcia era extremamente hierarquizada. Dessa maneira, não convém pensar 
que as representações artísticas que ornamentavam seus interiores desempenhavam uma função pública. 
- A alternativa D está incorreta, pois a criação artística no Egito Antigo era enquadrada em rígidos 
parâmetros estabelecidos pelo poder religioso, o que desencorajava a produção de obras originais. 
- A alternativa E é a resposta. A arte egípcia acompanhava a preocupação religiosa deste povo com a 
eternidade, sendo manifestada em templos, tumbas e esculturas mortuárias. 
Gabarito: E 
17. (2007/Enem) 
 
ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Pré-História e Egito Antigo 
 
 AULA 01 – PRÉ-HISTÓRIA E EGITO ANTIGO 68 
A pintura rupestre mostrada na figura anterior, que é um patrimônio cultural brasileiro, 
expressa 
a) o conflito entre os povos indígenas e os europeus durante o processo de colonização do 
Brasil. 
b) a organização social e política de um povo indígena e a hierarquia entre seus membros. 
c) aspectos da vida cotidiana de grupos que viveram durante a chamada pré-história do 
Brasil. 
d) os rituais que envolvem sacrifícios de grandes dinossauros atualmente extintos. 
e) a constante guerra entre diferentes grupos paleoíndios da América durante o período 
colonial. 
Comentários 
- A pintura rupestre da Toca do Pajaú foi feita durante a Pré-História, milhares de anos antes dos choques 
entre indígenas e portugueses ocorridos a partir do século XVI. Dito isso, a alternativa A está incorreta. 
- Na imagem acima é possível notar a prevalência de representações de animais por homens do 
Paleolítico, e que não fornecem pistas quanto a organização social de seus produtores. Com isso, a 
alternativa B mostra-se incorreta. 
- A obra rupestre gravada na Toca do Pajaú retrata uma caçada do povo que a produziu, o que acaba por 
revelar a prática dessa atividade naquele local durante a Pré-História brasileira. Assim sendo, a alternativa 
C está correta. 
- Os seres humanos não foram contemporâneos aos dinossauros, o que torna incorreta a alternativa D. 
- A pintura rupestre da Toca do Pajaú representa uma cena de caça de um determinado povo do 
Paleolítico, e por isso não é possível aferir informações sobre os conflitos enfrentados por ele durante sua 
existência. Devido a isso, a alternativa E está incorreta. 
Gabarito: C 
18. (ENEM – 2009 – PPL) 
 
A arte é quase tão antiga quanto o ser humano. A função decisiva da arte nos seus 
primórdios foi a de conferir poder mágico: poder sobre a natureza, poder sobre os inimigos, 
poder sobre o parceiro de relações sexuais, poder sobre a realidade, poder exercido no 
ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Pré-História e Egito Antigo 
 
 AULA 01 – PRÉ-HISTÓRIA E EGITO ANTIGO 69 
sentido de um fortalecimento da coletividade humana. Nos alvores da humanidade, a arte 
pouco tinha a ver com a “beleza” e nada tinha a ver com a contemplação estética com o 
desfrute estético: era um instrumento mágico, uma arma da coletividade humana em sua 
luta pela sobrevivência. Por exemplo, a figura apresentada de uma pintura rupestre 
comprova que as pinturas de animais nas cavernas tinham a função de ajudar a dar ao 
caçador um sentido de segurança e superioridade sobre a presa. 
FISCHER, Ernst. A necessidade da arte. Rio de Janeiro: Guanabara, p. 45. (adaptado). 
 
Com base nas informações do texto, conclui-se que a arte, nos seus primórdios, tinha a 
função de 
A) dar ao homem a sensação de domínio da natureza e no desenvolver as relações sociais. 
B) dotar o ser humanode ferramentas de trabalho que servissem para caçar presas, na luta 
pela sobrevivência. 
C) guiar o ser humano em suas atividades de trabalho coletivo. 
D) transformar magicamente a natureza pelo esforço do trabalho coletivo, como uma arma 
de defesa da coletividade humana. 
E) desenvolver uma atividade individual, por meio de signos, imagem e palavras, destacando 
a importância do artista em relação ao grupo social. 
Comentários: 
A alternativa A está correta, pois a teoria mais aceita até hoje acerca das pinturas rupestres é de que elas 
teriam uma função mística, um rito para dominar a natureza na hora da caçada, criando também sensação 
de união no coletivo. 
A alternativa B está incorreta, pois não é sobre ter ferramentas de trabalho, mas proteção mística. 
A alternativa C está incorreta, pois não há pinturas apenas de trabalhos coletivos, mas de manutenção e 
garanti de poder entre pessoas individualmente também. 
A alternativa D está incorreta, pois o ritual é um pedido místico, não modifica a natureza necessariamente. 
É uma questão de crença. 
A alternativa E está incorreta, pois a atividade ritual é também coletiva. 
Gabarito: A 
19. (ENEM – 2011) 
TEXTO I 
ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Pré-História e Egito Antigo 
 
 AULA 01 – PRÉ-HISTÓRIA E EGITO ANTIGO 70 
 
Toca do Salitre – Piauí. Disponível em: http://www.fumdham.org.br. Acesso em: 27 jul. 2010. 
 
TEXTO II 
 
Arte Urbana. Foto: Diego Singh. Disponível em: http://www.diaadia.pr.gov.br. Acesso em: 27 jul. 2010. 
 
O grafite contemporâneo, considerado em alguns momentos como uma arte marginal, tem 
sido comparado às pinturas murais de várias épocas e às escritas pré-históricas. Observando 
as imagens apresentadas, é possível reconhecer elementos comuns entre os tipos de 
pinturas murais, tais como 
a) a preferência por tintas naturais, em razão de seu efeito estético. 
b) a inovação na técnica de pintura, rompendo com modelos estabelecidos. 
c) o registro do pensamento e das crenças das sociedades em várias épocas. 
d) a repetição dos temas e a restrição de uso pelas classes dominantes. 
e) o uso exclusivista da arte para atender aos interesses da elite. 
Comentários: 
A alternativa A está incorreta, pois o grafite não usa tintas naturais, mas spray. 
A alternativa B está incorreta, pois não se pode dizer que a pintura rupestre rompa com modelos, já que 
ocorre em um momento em que o mercado de arte não estava bem estabelecido. 
A alternativa C está correta, pois tanto o grafite quanto as pinturas rupestres produzem registros de seu 
tempo: o grafite com manifestações politizadas e a pintura rupestre das caçadas de maneira mítica. 
A alternativa D está incorreta, pois não há uma estrutura de classes na pré-história. 
ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Pré-História e Egito Antigo 
 
 AULA 01 – PRÉ-HISTÓRIA E EGITO ANTIGO 71 
A alternativa E está incorreta, pois não há uma elite na pré-história tampouco o grafite é criado para as 
classes altas. 
Gabarito: C 
20. (ENEM – 2011 – 2ª aplicação) 
Gravuras e pinturas são duas modalidades da prática gráfica rupestre, feitas com recursos 
técnicos diferentes. Existem vastas áreas nas quais há dominância de uma ou outra técnica 
no Brasil, o que não impede que ambas coexistam no mesmo espaço. Mas em todas as 
regiões há mãos, pés, antropomorfos e zoomorfos. Os grafismos realizados em blocos ou 
paredes foram gravados por meio de diversos recursos: picoteamento, entalhes e raspados. 
DANTAS, M. Antes: história da pré-história. Brasília: CCBB, 2006. 
 
 
 
Nas figuras que representam a arte da pré-história brasileira e estão localizadas no sítio 
arqueológico da Serra da Capivara, estado do Piauí, e, com base no texto, identificam-se 
A) imagens do cotidiano que sugerem caçadas, danças, manifestações rituais. 
B) cenas nas quais prevalece o grafismo entalhado em superfícies previamente polidas. 
C) aspectos recentes, cujo procedimento de datação indica o recuo das cronologias da 
prática pré-histórica. 
D) situações ilusórias na reconstituição da pré-história, pois se localizam em ambientes 
degradados. 
E) grafismos rupestres que comprovam que foram realizados por pessoas com sensibilidade 
estética. 
ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Pré-História e Egito Antigo 
 
 AULA 01 – PRÉ-HISTÓRIA E EGITO ANTIGO 72 
Comentários: 
A alternativa A está correta, pois as imagens retratam aquilo que era o mais comum na pintura rupestre: 
a expressão do cotidiano, principalmente ritual e ligada às caçadas. 
A alternativa B está incorreta, pois são pinturas sobre paredes de pedra, não superfícies polidas. 
A alternativa C está incorreta, pois os aspectos identificados na obra não são recentes. Datam da época 
em que foram produzidos. 
A alternativa D está incorreta, pois não são reconstruções, mas obras originais de seu tempo. A alternativa 
E está incorreta, pois não se fala na pré-história em sensibilidade estética. São expressões mais rituais do 
que com objetivo de fruição estética. 
Gabarito: A 
21. (UEG – 2013) 
 
 
A Esfinge de Gizé é uma das mais imponentes esculturas da antiguidade. Ela indica que a 
civilização egípcia da antiguidade foi uma sociedade 
a) influenciada culturalmente pelos gregos, uma vez que modelo de escultura em formato 
de esfinge é típica da estética grega clássica. 
b) dominada militarmente pelos persas, uma vez que a esfinge foi construída para 
homenagear Cambises, considerado o “Leão da Ásia”. 
c) matriarcal, já que o rosto feminino da esfinge é uma homenagem a uma célebre líder 
religiosa que ocupou o cargo de faraó. 
d) antropozoomórfica, uma vez que a representação do sagrado utilizava-se da mistura de 
formas animais e humanas. 
Comentários: 
A alternativa A é incorreta, apesar das esfinges serem elementos da mitologia grega, principalmente na 
literatura, não havia esculturas em formato de esfinge. 
A alternativa B é incorreta, o rosto da esfinge de Gize representa o faraó Quéfren. 
A alternativa C é incorreta, não representa um rosto feminino, mas de um faraó. 
ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Pré-História e Egito Antigo 
 
 AULA 01 – PRÉ-HISTÓRIA E EGITO ANTIGO 73 
A alternativa D é correta, como podemos ver na imagem da Esfinge de Gizé, temos uma mistura de formas 
humanas, a cabeça é de um faraó e o corpo é de um felino. 
Gabarito: D 
22. (FUVEST – 2012) 
Há cerca de 2000 anos, os sítios superficiais e sem cerâmica dos caçadores antigos foram 
substituídos por conjuntos que evidenciam uma forte mudança na tecnologia e nos hábitos. 
Ao mesmo tempo que aparecem a cerâmica chamada itararé (no Paraná) ou taquara (no Rio 
Grande do Sul) e o consumo de vegetais cultivados, encontram-se novas estruturas de 
habitações. 
André Prous. O Brasil antes dos brasileiros. A pré-história do nosso país. Rio de Janeiro: Zahar, 2007, p. 49. Adaptado. 
 
O texto associa o desenvolvimento da agricultura com o da cerâmica entre os habitantes do 
atual território do Brasil, há 2000 anos. Isso se deve ao fato de que a agricultura 
a) favoreceu a ampliação das trocas comerciais com povos andinos, que dominavam as 
técnicas de produção de cerâmica e as transmitiram aos povos guarani. 
b) possibilitou que os povos que a praticavam se tornassem sedentários e pudessem 
armazenar alimentos, criando a necessidade de fabricação de recipientes para guardá-los. 
c) proliferou, sobretudo, entre os povos dos sambaquis, que conciliaram a produção de 
objetos de cerâmica com a utilização de conchas e ossos na elaboração de armas e 
ferramentas. 
d) difundiu-se, originalmente, na ilha de Fernando de Noronha, região de caça e coleta 
restritas, o que forçava as populações locais a desenvolver o cultivo de alimentos. 
e) era praticada, prioritariamente, por grupos que viviam nas áreas litorâneas e que 
estavam, portanto, mais sujeitos a influências culturais de povos residentes fora da América. 
Comentários 
A alternativa A está INCORRETA. A agricultura possibilitou o sedentarismoe fomentou o desenvolvimento 
de objetos para armazenar os alimentos produzidos. 
A alternativa B está CORRETA. De certa forma, a questão faz referência à Revolução Neolítica, transição 
em grande escala de muitas culturas humanas do estilo de vida de caçador-coletor e nômade para um 
agrícola e sedentário fixo. Esse processo foi possível em razão do domínio da agricultura pelos povos. Com 
o desenvolvimento do cultivo de alimentos e a domesticação de animais, surge a necessidade de 
armazenamento da produção após a colheita, o que implica a fabricação de recipientes, como por 
exemplo os de cerâmica. 
A alternativa C está INCORRETA. Os povos dos sambaquis eram principalmente nômades. 
A alternativa D está INCORRETA. O texto fala sobre esse fenômeno na região Sul do país. 
A alternativa E está INCORRETA. A associação feita pelo texto diz respeito a uma questão interna dos 
povos, não a um contato com outras culturas. 
Gabarito: B 
ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Pré-História e Egito Antigo 
 
 AULA 01 – PRÉ-HISTÓRIA E EGITO ANTIGO 74 
23. (ENEM – 2019) 
Esporte e cultura: análise acerca da esportivização de práticas corporais nos jogos indígenas 
 
Nos Jogos dos Povos Indígenas, observa-se que as práticas corporais realizadas envolvem 
elementos tradicionais (como as pinturas e adornos corporais) e modernos (como a 
regulamentação, a fiscalização e a padronização). O arco e flecha e a lança, por exemplo, 
são instrumentos tradicionalmente utilizados para a caça e a defesa da comunidade na 
aldeia. Na ocasião do evento, esses artefatos foram produzidos pela própria etnia, porém 
sua estruturação como “modalidade esportiva” promoveu uma semelhança entre as 
técnicas apresentadas, com o sentido único da competição. 
 
ALMEIDA, A. J. M.; SUASSUNA, D. M. F. A. Pensar a prática, n. 1, jan.-abr. 2010 (adaptado). 
 
A relação entre os elementos tradicionais e modernos nos Jogos dos Povos Indígenas 
desencadeou a 
a) padronização de pinturas e adornos corporais. 
b) sobreposição de elementos tradicionais sobre os modernos. 
c) individuação das técnicas apresentadas em diferentes modalidades. 
d) legitimação das práticas corporais indígenas como modalidade esportiva. 
e) preservação dos significados próprios das práticas corporais em cada cultura. 
Comentários: 
A alternativa A está incorreta, pois essa padronização já existia. O que se padronizam são regras para a 
execução esportiva das atividades. 
A alternativa B está incorreta, pois ocorre uma cooperação, não sobreposição. 
A alternativa C está incorreta, pois as técnicas e práticas já eram bem distintas entre si, mesmo antes da 
criação dos jogos. 
A alternativa D está correta, pois as práticas se tornam esportivas nos jogos, mas originalmente tinham 
outras funções sociais, como caça e defesa, por exemplo. 
A alternativa E está incorreta, pois os significados das práticas são modificados para se tornarem esportes. 
Gabarito: D 
24. (Estratégia Vestibulares – 2021) 
Uma exposição em cartaz no Museu de Artes e Indústrias de Hamburgo, na Alemanha, 
inova ao abordar tatuagens como obras de arte. 
“Nossa pele é uma dádiva, é um tipo especial de tela”, afirma Susanna Kumschick, 
antropóloga suíça que fez a curadoria da mostra. Ela conta que foi motivada a realizar a 
exibição pela necessidade de olhar para corpos pintados de um novo ângulo. 
ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Pré-História e Egito Antigo 
 
 AULA 01 – PRÉ-HISTÓRIA E EGITO ANTIGO 75 
“Na antropologia, a tatuagem é um grande assunto, porque é observada em tantas 
culturas e tradições. Mas comecei a pesquisar e percebi que ela nunca tinha sido abordada 
em museus de arte ou design, apenas em museus de história e civilização”, conta. 
Segundo Kumschick, a volta do interesse do público e das organizações culturais pelas 
tatuagens é em parte explicada pela arte que explora a imagem corporal. A autora destaca 
a obra da artista performática austríaca Valie Export: “Em 1970, ela tatuou uma cinta-liga 
em sua perna, ao ar livre, durante uma performance. Foi uma das primeiras mulheres a 
criticar a maneira como as pessoas olham para o corpo feminino”, explica a curadora. 
(Disponível em: <https://www.bbc.com/portuguese/noticias/2015/03/150324_vert_cul_exposicao _tatuagens_ml> 
Acesso em 16 jun. 2020) 
 
Segundo o texto, a tatuagem e a arte corporal de modo geral podem ser compreendidas a 
partir de 
a) um olhar europeu, que olha para outras sociedades a partir de uma perspectiva da 
colonização ou exotização. 
b) uma perspectiva histórica e etnográfica, olhando para as diversas expressões que usam o 
corpo como suporte. 
c) uma ideia de que o trabalho usando o corpo como suporte é sempre ligado ao processo 
de feitura da obra, não só o resultado final. 
d) uma noção de que não se pode compreender as tatuagens ou demais modos de pintura 
corporal como passíveis de exposição. 
e) um ideal feminista de arte, que coloca a mulher no centro da produção artística e cultural 
no campo da arte corporal. 
Comentários: 
A alternativa A está incorreta, pois não se pode apontar a partir do texto que haja uma ideia de tratar o 
outro de maneira exótica, mas sim de valorizar diferentes expressões artísticas. da performance dos anos 
1970. 
A alternativa B está correta, pois o texto aponta para os usos da tatuagem por diversas civilizações e em 
diferentes contextos, ainda que tenham sido pouco exploradas. Os “corpos pintados” citados, por 
exemplo, remetem não só a tatuagens como a pinturas corporais, por exemplo. No contemporâneo, 
pode-se observar diálogos com a performance, como no caso 
A alternativa C está incorreta, pois não há nada no texto que aponte apenas para uma valorização do 
processo de feitura das artes corporais, ainda que se mencione uma performance que o processo de fazer 
a tatuagem fosse a própria ação artística. 
A alternativa D está incorreta, pois o texto aponta o contrário: que há espaço para a exposição de 
diferentes tipos de obras de arte, inclusive a própria tatuagem e as artes corporais. 
A alternativa E está incorreta, pois a artista que discute questões de gênero é apenas um exemplo de uso 
da tatuagem como arte. Não quer dizer que as artes corporais sejam necessariamente ligadas a gênero. 
Gabarito: B 
ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Pré-História e Egito Antigo 
 
 AULA 01 – PRÉ-HISTÓRIA E EGITO ANTIGO 76 
25. (Estratégia Vestibulares – 2021) 
Provavelmente, você já deve ter visto que os indígenas possuem pinturas corporais 
características, mas já se perguntou o que elas significam? Os indígenas carregam no corpo 
e no rosto a identidade cultural de seu povo. As pinturas são as marcas de muitas etnias e 
são diferentes para cada ocasião. As tintas são feitas de elementos naturais, como urucum 
e jenipapo, e podem manter-se na pele por um período de 15 a 20 dias. 
Segundo a mestranda em Antropologia Eliene Putira, que também é presidente da 
Associação dos Povos Indígenas Estudantes na UFPA, cada traço tem um significado. A 
pesquisadora ressalta que o significado das pinturas depende de cada etnia, ou seja, uma 
mesma pintura pode ter significados diferentes dependendo da etnia que a faz. Existem 
desenhos que demonstram sentimentos, desde os mais felizes até os de revolta e indignação 
pelos problemas enfrentados pelos povos. 
“Muitas pessoas fazem pinturas, porque acham bonitas, mas nem sempre as pinturas 
bonitas significam alegria. Muitas vezes significam luto, tristeza e passagem”, alega Eliene 
Putira. A professora comenta que as pinturas são, ainda, a identidade dos povos e, por meio 
delas, podem identificar também à qual etnia pertencem. Outra característica representada 
pela arte são as peles de animais como jabutis, cobras, entre outros. 
(Disponível em <https://portal.ufpa.br/index.php/ultimas-noticias2/9573-pinturas-corporais-indigenas-sao-marcas-
de-identidade-cultural> Acesso em 21 jul. 2021) 
 
A pintura corporal indígena, de acordo com o texto, 
a) representa diferentes sentimentospara aqueles que as usam, frequentemente de modo 
figurativo. 
b) unifica os povos indígenas em torno de uma expressão comum a todos eles, em forma e 
significado. 
c) é estudada como uma forma de maquiagem, muito mais do que como expressão de 
cultura tradicional. 
d) é uma demonstração da essência cultural de um povo, não devendo ser usada de maneira 
indiscriminada. 
e) indica dados sobre quem as usa, podendo ser alterada de maneira individual, mesmo 
dentro da mesma etnia. 
Comentários: 
A alternativa A está incorreta, pois não se fala necessariamente em pinturas figurativas. Tanto que muitas 
pessoas não identificam seu significado. 
A alternativa B está incorreta, pois o texto indica que cada povo tem sua própria forma de expressar 
tradições pela pintura corporal. 
A alternativa C está incorreta, pois o texto indica que ela é estudada como patrimônio cultural, não 
maquiagem – pelo menos não no nível social. 
ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Pré-História e Egito Antigo 
 
 AULA 01 – PRÉ-HISTÓRIA E EGITO ANTIGO 77 
A alternativa D está correta, pois o texto indica que muitas pessoas reproduzem pinturas corporais 
indígenas apenas por questões estéticas, mas isso ignora o que mais importa, que é a representação da 
A alternativa E está incorreta, pois o texto deixa claro que as pinturas são codificadas a depender da etnia, 
logo, não é uma decisão individual, subjetiva. 
Gabarito: D 
26. (ENEM – 2007) 
 
 
A pintura rupestre acima, que é um patrimônio cultural brasileiro, expressa 
a) o conflito entre os povos indígenas e os europeus durante o processo de colonização do 
Brasil. 
b) a organização social e política de um povo indígena e a hierarquia entre seus membros. 
c) aspectos da vida cotidiana de grupos que viveram durante a chamada pré-história do 
Brasil. 
d) os rituais que envolvem sacrifícios de grandes dinossauros atualmente extintos. 
e) a constante guerra entre diferentes grupos paleoíndios da América durante o período 
colonial. 
Comentários: 
- A pintura rupestre da Toca do Pajaú foi feita durante a Pré-História, milhares de anos antes dos choques 
entre indígenas e portugueses ocorridos a partir do século XVI. Dito isso, a alternativa A está incorreta. 
- Na imagem acima é possível notar a prevalência de representações de animais por homens do 
Paleolítico, e que não fornecem pistas quanto a organização social de seus produtores. Com isso, a 
alternativa B mostra-se incorreta. 
ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Pré-História e Egito Antigo 
 
 AULA 01 – PRÉ-HISTÓRIA E EGITO ANTIGO 78 
- A obra rupestre gravada na Toca do Pajaú retrata uma caçada do povo que a produziu, o que acaba por 
revelar a prática dessa atividade naquele local durante a Pré-História brasileira. Assim sendo, a alternativa 
C está correta. 
 - Os seres humanos não foram contemporâneos aos dinossauros, o que torna incorreta a alternativa D. 
- A pintura rupestre da Toca do Pajaú representa uma cena de caça de um determinado povo do 
Paleolítico, e por isso não é possível aferir informações sobre os conflitos enfrentados por ele durante sua 
existência. Devido a isso, a alternativa E está incorreta. 
Gabarito: C 
27. (Estratégia Vestibulares – 2021) 
A ênfase que os museus acabam por depositar nas máscaras africanas de seu acervo com 
frequência pode nos confundir, pois essa peça pode ser o elemento menos significativo de 
seu contexto. Entre os iorubás, os dançarinos nos egunguns do culto aos ancestrais em 
algumas regiões vestem máscaras que cobrem o rosto; em outras, usam adereços de cabeça; 
e em outras ainda, trajes sem escultura alguma. 
WILLETT, Frank. Arte africana. São Paulo: Edições Sesc São Paulo; Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, 2017. Adaptado. 
 
Ao refletir sobre a exposição de máscaras africanas por museus, o texto: 
a) considera essencial a identificação dos dançarinos que as utilizam. 
b) questiona o apagamento do artista e de sua individualidade. 
c) sugere considerá-las como parte de um complexo ritualístico. 
d) aponta o pouco apreço dado às máscaras pelos ritos de culturas africanas. 
e) desconsidera a possibilidade de entendê-las como obras artísticas. 
Comentários: 
- As alternativas A e B estão incorretas, afinal, não há elementos no texto que corroborem as ideias 
expressas por elas. Com isso, ao menos no fragmento acima, não são considerados os dançarinos e os 
artistas individualmente. 
- A alternativa C é a resposta. De acordo com o texto, é necessário considerar as máscaras africanas como 
parte de um complexo cultural que envolve outras manifestações artísticas, como trajes, músicas e 
danças. Levando isso em conta, muitos museus têm buscado expor as máscaras junto a vídeos onde são 
reproduzidas as cerimônias nas quais elas originalmente se inserem. 
- A alternativa D está incorreta, pois o texto apenas expõe a variação nos usos dados às máscaras pelos 
povos africanos. 
- A alternativa E está incorreta, afinal, o que se questiona é a desconsideração das máscaras no contexto 
em que elas são utilizadas pelas culturas africanas. 
Gabarito: C 
28. (Estratégia Vestibulares – 2021) 
ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Pré-História e Egito Antigo 
 
 AULA 01 – PRÉ-HISTÓRIA E EGITO ANTIGO 79 
A despeito da ênfase na “obra-prima”, os europeus que se aproximam da arte africana a 
partir do ponto de vista puramente estético parecem, até há pouco, desconsiderar o artista 
como possuidor de uma individualidade real. Considerava-se importante determinar a 
origem da peça – de costume, um nome “tribal” já era suficiente –, mas geralmente não se 
procurava saber o nome do artista individual, pois a impressão que se tinha era de que o 
grupo como um todo, de uma forma vaga, produzia o estilo, e que o artista meramente 
expressava, com maior ou menor habilidade, as concepções estéticas da comunidade. 
WILLETT, Frank. Arte africana. São Paulo: Edições Sesc São Paulo; Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, 2017. p. 166. 
 
Ao refletir sobre a recepção da arte africana por museus e estudiosos ocidentais, o texto 
a) considera essencial a valorização da identidade étnica das obras. 
b) questiona o apagamento do artista e de sua individualidade. 
c) enfatiza o caráter universal da ideia de belo no meio artístico. 
d) evidencia a obliteração dos grupos culturais existentes. 
e) desconsidera a possibilidade de valorização de obras tidas como primitivas. 
Comentários: 
As alternativas A e D estão incorretas, afinal o texto sugere uma preocupação dos ocidentais de 
categorizar as obras africanas de acordo com sua origem “tribal”, sem se preocupar em conhecer o 
indivíduo responsável pela sua elaboração. 
A alternativa B está correta, pois o texto aponta para a dificuldade em saber detalhes sobre a 
individualidade dos artistas que criaram artefatos que foram saqueados. 
A alternativa C está incorreta, afinal o texto em nenhum momento cogita a ideia de que a concepção de 
belo existente nas mais diversas sociedades do continente africano ao longo da humanidade seja a mesma 
existente entre os europeus. 
A alternativa E está incorreta, afinal artistas, historiadores da arte e museólogos demonstraram certo 
fascínio em relação à produção artística do continente africano, ainda que analisada sob a ótica do 
primitivismo. 
Gabarito: B 
29. (UEA – 2010) 
As cerâmicas marajoara e tapajônica são testemunhos de que as sociedades tribais 
amazônicas 
a) conheciam a escrita. 
b) eram divididas em classes sociais. 
c) eram pré-coloniais. 
d) eram cristianizadas pelos jesuítas. 
e) eram da época do bronze. 
Comentários: 
ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Pré-História e Egito Antigo 
 
 AULA 01 – PRÉ-HISTÓRIA E EGITO ANTIGO 80 
Alternativa A. Incorreto. Os povos dessa região não desenvolveram a escrita. 
Alternativa B. Incorreto. Esses grupos eram divididos em uma sociedade comunitária sem classes. 
Alternativa C. Correto. Eles eram povos pré-coloniais. 
Alternativa D. Incorreto. Eles viveram em períodoanterior a cristianização jesuítica. 
Alternativa E. Incorreto. Eles vieram a surgir em uma época posterior a era do bronze (que durou de 3000 
a.C. até 1.200 a.C.). 
Gabarito: C 
30. (Estratégia Vestibulares – 2021) 
Por muito tempo as pirâmides foram tomadas como sinônimo de desperdício. A expressão 
“obras faraônicas” até hoje continua sendo usada mais ou menos nesse sentido. No Egito 
existia uma força de trabalho que, durante quatro meses do ano, na estação das cheias, não 
tinha muito que fazer na terra. [As pirâmides] podiam representar uma oportunidade para 
os camponeses complementarem seus próprios ganhos. 
DOBERSTEIN, Arnoldo Walter. O Egito antigo. EDIPUCRS, 2010. Adaptado. 
 
Infere-se do texto que as pirâmides exerciam uma importante função no Egito Antigo, ligada 
à 
a) reafirmação das dinastias faraônicas. 
b) complementação de ritos funerários. 
c) geração de empregos para a população. 
d) demonstração de poder aos povos vizinhos. 
e) efetivação do monoteísmo egípcio. 
Comentários: 
A alternativa A está incorreta. Embora, de fato, as pirâmides possuam uma função de reafirmação das 
dinastias, o autor se refere à função social destas (geração de empregos). 
A alternativa B está incorreta. Embora, de fato, as pirâmides possuam uma função de complementação 
de ritos funerários, o autor se refere à função social destas (geração de empregos). 
A alternativa C está correta. A economia no Egito Antigo era deveras orientada pelo ciclo da natureza e 
agricultura, o que levava a períodos de ócio para os camponeses (nas estações de seca ou de cheia). Nesse 
ínterim, as pirâmides eram capazes, por sua magnitude e engenhosidade, de gerar centenas de postos de 
trabalho. Alguns eram ocupados por escravos, outros eram preenchidos pelos agrícolas ociosos que 
complementavam suas rendas a partir dessas obras “estatais”. 
A alternativa D está incorreta, porque as pirâmides não objetivavam uma demonstração de poder aos 
povos vizinhos, e sim cumprir com uma série de questões sociais, religiosas e administrativas da própria 
cultura egípcia. 
A alternativa E está incorreta, porque a religião, no Egito Antigo, era pautada pelo politeísmo. Ou seja, 
existiam múltiplas crenças em diversos deuses. 
ESTRATÉGIA VESTIBULARES – Pré-História e Egito Antigo 
 
 AULA 01 – PRÉ-HISTÓRIA E EGITO ANTIGO 81 
Gabarito: C 
Considerações finais 
Qualquer dúvida estou à disposição no fórum ou redes sociais! 
Prof.ª Celina Gil 
 
/professora.celina.gil Professora Celina Gil @professoracelinagil 
 
 
Versão Data Modificações 
1 07/01/2022 Primeira versão do texto.

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