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Aluno: Davi de Aguiar Portela (0001418) Medicina – Urgência e Emergência I Tema B – Aula 03 Choques Hipodinâmicos O choque é uma situação clinica caraterizada por perfusão inadequada dos tecidos para atender as necessidades metabólicas e a oxigenação tecidual. Dessa forma, o organismo reage de maneira a tentar suprir e garantir esse aporte A definição de choque não requer a presença de hipotensão: o Choque compensado: PA normal ou elevada; o Choque hipotensivo: PA diminuída, antigamente conhecido como choque descompensado Na criança, para saber se a PA está no percentil normal para a idade, deve-se calcular o limite inferior da pressão arterial sistólica por idade Limite inferior de idade da PA sistólica normal Recém-nascidos a termo (0-28 dias) >60 mmHg ou pulso central forte Bebês (1-12 meses) >70 mmHg ou pulso central forte Criança de 1-10 anos > 70 + (2x idade) Criança de 10 anos ou mais >90 mmHg A má perfusão tecidual é a principal repercussão da queda do debito cardíaco (DC). O DC pode ser entendido como a quantidade de sangue que sai do coração em uma batida (débito sistólico) multiplicado pelo número de batidas (FC). DC = FC x DS DS = (Pré-carga x Contratilidade) / Pós-carga A taquicardia é o sinal mais precoce do choque, sendo uma tentativa do corpo de compensar a redução do DC. CLASSIFICAÇÃO DO CHOQUE Existem 4 tipos específicos de choque: Tipo de Choque Causas: Hipovolêmico: Hemorrágico Não hemorrágico: o Perdas gastrointestinais; o Poliúria; o Queimaduras. Cardiogênico: Síndrome coronariana aguda; Miocardite; Arritmias; Valvar. Obstrutivo: Pneumotórax hipertensivo; Tamponamento cardíaco; Anomalias congênitas dependentes do canal arterial; Tromboembolismo pulmonar; Dissecção de aorta. Distributivo: Choque séptico; Choque anafilático; Choque neurogênico; Insuficiência adrenal; Queimadura grave. Pode-se classificar os choques da seguinte maneria: 1. Choques hipodinâmicos (diminuição do DC) hipovolêmico, cardiogênico e obstrutivo 2. Choques hiperdinâmicos (aumento do DC pela diminuição da RVP pela vasodilatação) distributivos DC RVS PVC PCAP* Hipovolêmico Baixo Alta Baixo Baixo Cardiogênico Baixo Alta Alta Alta Obstrutivo (TEP) Baixo Alta Alta Baixo ou normal Obstrutivo (tamponamento cardíaco e pneumotórax hipertensivo) Baixo Alta Alta Alta *Pressão do capilar da artéria pulmonar ESTÁGIOS DO CHOQUE O choque apresenta 3 estágios definidos: I. Choque compensado (pré-choque); II. Choque descompensado; III. Choque irreversível. Inicialmente, mecanismos compensatórios tentam manter a perfusão tecidual adequada, e o primeiro sinal dele pode ser a taquicardia. Se nenhuma intervenção for iniciada no pré- choque, o paciente evolui com descompensação. O choque irreversível ocorre quando há uma morte tecidual suficiente para causar uma disfunção orgânica. Choque Hipovolêmico O choque hipovolêmico ocorre pela redução de pré-carga por conta de hipovolemia, reduzindo o DC e aumentando a resistência vascular periférica. ETIOPATOGENIA A redução da pré-carga leva a redução da fração de ejeção ventricular que causa um baixo DC. É o tipo de choque mais comum na pediatria. A principal causa de choque hipovolêmico é a hemorragia, mas ele pode ocorrer por situações de perda hídrica, como: o Perdas gastrointestinais (diarreia, vômitos); o Ingestão insuficiente de líquidos; o Diurese osmótica (diabetes insipitus, cetoacidose diabética); o Queimaduras. o Perdas para o terceiro espaço (intravascular para o extravascular); A recusa alimentar em lactentes é um importante causa de ingestão insuficiente. MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS A hipotensão (PAM < 60 mmHg) é um achado frequente, mas não obrigatório do choque. A maioria dos achados clínicos são inespecíficos, sendo mecanismos compensatórios: Avaliação primário: Achados: A Via aérea geralmente aberta B Taquipneia sem esforço aumenta- do (taquipneia silenciosa) C o Taquicardia; o Pele fria, pálida, monteada, diaforética; o Pulsos periféricos fracos ou ausentes; o Tempo de enchimento capilar lentificado (> 2 seg); o PAS adequada, pressão de pulso estreita ou hipotensão sistólica com pressão de pulso estreita; D Redução do nível de consciência (à medida que o choque progride) E o Extremidades frequentemente mais frias do que o tronco. o Extremidades distais pálidas; o Oligúria (< 0,5mL/kg/h) Shock Index O índice de choque (shock index) é uma ferramenta útil para identificar o paciente chocado. Ela é definida pela razão entre a FC e a PAS, com: o Valores normais: 0,5 a 0,7; o >0,9: indicação de transfusão em pacientes com choque hemorrágico CHOQUE HIPOVOLÊMICO NÃO- HEMORRÁGICO A abordagem inicial do choque não classificado deve seguir como se fosse apenas um choque hipovolêmico: Monitorização contínua; Oxigenioterapia, se SaO2 <94% Acesso venoso calibroso Após isso, deve saber identificar se o paciente tem sinais de hipovolemia: o Mucosas secas; o Desidratação; o Aumento do DC à elevação dos MMII; o Se paciente intubado e em ventilação mecânica: Variação do volume sistólico (VVS) ou diferençada pressão de pulso (DPP) >12% Reposição Volêmica A partir disso, deve-se iniciar a expansão volêmica com cristaloides isotônicos como terapia primária: Ringer lactato ou; Plasma-Lyte Não há um consenso quanto a recomendação formal da dosagem, exceto no choque séptico (30 mL/kg). Na pediatria, a dosagem de infusão é de: Infusão de bólus de 20 mL/kg de RL, em 5 a 10 minutos; Pode fazer até 3 bólus (60 mL/kg no total). A utilização de SF 0,9% para reposição volêmica agressiva pode causar uma acidose hiperclorêmica ou injuria renal. Faz-se a administração de cristaloides em bólus e, logo após, deve-se sempre avaliar o paciente e seus sinais vitais. O objetivo é fazer o paciente do choque e melhorar sua perfusão, e logo após deve-se fazer a reposição volêmica de manutenção: Ringer lactato ou Plasma-Lyte, 500-1000 mL EV em bólus; 35-45 mL/kg/dia para manutenção Sistematização da reavaliação após os bólus: o Tempo de enchimento capilar; o Perfusão periférica (Sat%); o Pulso do paciente; o Pressão arterial; o Tórax – ausculta cardíaca e pulmonar; o Abdome – palpação de fígado e baço. Drogas Vasoativas Se a hipoperfusão tecidual persistir mesmo após ressuscitação volêmica efetiva, pode considerar o uso de drogas vasoativas e inotrópicos. Se DC reduzido (choque cardiogênico): iniciar inotrópicos; Se DC normal ou elevado: iniciar vasopressores. Nesse momento, deve-se solicitar um acesso venoso central, que ainda permite monitorização da pressão venosa central e coleta da saturação venosa central de O2. A noradrenalina é o vasopressor de escolha na grande maioria dos casos: Noradrenalina: Diluição: Noradrenalina 20 mL + SG 5% 80 mL (200 mcg/mL). Dose: Dose inicial: 0,1 mcg/kg/min; Dose máxima: 2 mcg/kg/min. Entretanto, em suspeita de choque anafilático e em bradicardias instáveis, utiliza-se a adrenalina. Adrenalina: Diluição: Adrenalina 6 mL + SG 5% 94 mL (60 mcg/mL). Dose: Dose inicial: 1 mcg/min; Dose máxima: 20 mcg/min. Exames Complementares A avaliação com exames complementares deve ser solicitada rapidamente após a suspeita de choque, visando avaliar o grau de dano aos órgãos e identificar a causa do choque: o Hemograma – leucocitose indica suspeita infecciosa; Hb <7 indica necessidade de transfusão; o TAP e TTPA; o Lactato – relação com pior prognóstico; o Gasometria arterial; o Troponina; o ECG; o Ecocardiograma. o Função hepática – bilirrubinas, fosfatase alcalina e gama-GT; o TGO e TGP; o Função renal – ureia e creatinina; o Sumário de urina; CHOQUE HIPOVOLÊMICO HEMORRÁGICOBaseado no volume de sangue perdido e nas característica sclínico-laboratoriais da perda volêmica, o ATLS divide os sintomas e sinais de hemorragia em 4 classes. Sinais e sintomas de hemorragia conforme perda volêmica (ATLS 9ª Ed.) Parâmetro: Classe I Classe II Classe III Classe IV Perda sanguínea (Volume) Até 750 mL 750-1500 mL 1500-2000 mL >2000 mL Perda sanguínea (%) Até 15% 15-30% 31-40% >40% Frequência cardíaca (bpm) <100 100-120 120-140 >140 Pressão arterial Normal Normal Diminuída Diminuída Frequência respiratória (irpm) 14-20 20-20 30-40 >35 Débito urinário (mL/h) >30 20-30 5-15 Mínimo Nível de consciência Algo ansioso Moderadamente ansioso Ansioso/ confuso Confuso/ letárgico Após a classificação, pode-se atentar para a abordagem terapêutica: Classes grau I e II SF 0,9% ou RL Classes III e IV SF 0,9% + concentrado de hemácias Mais fidedigno valor da diurese, que normal é <0,5 ml/kg/h. Protocolo de Transfusão Maciça (PTM) O PTM está indicado nas seguintes situações: 1. Choque hemorrágico classe IV; 2. Choque hemorrágico classes II ou III com resposta transitória ou sem resposta à reposição volêmica inicial; 3. ABC Score ≥ 2 pontos: Escore ABC Trauma penetrante em tronco (tórax ou abdome) 1 ponto FAST positivo 1 ponto PAS ≤ 90 mmHg 1 ponto FC ≥ 120 bpm 1 ponto Segundo o ATLS, considera-se transfusão maciça a administração de: o > 10 concentrados de hemácias nas primeiras 24 horas subsequentes ao trauma; ou o 4 concentrados de hemácias/ hora. Na transfusão maciça, é recomendada a administração de concentrados de hemácias juntamente a plasma e plaquetas na proporção de 1:1:1. Essa abordagem é chamada de ressuscitação volêmica balanceada ou hemostática, e está associada à redução da mortalidade. OBS: Hipotensão permissiva prevê a administração endovenosa de fluidos ou hemoderivados de modo que seja apenas suficiente para manter a pressão arterial sistólica acima de 70. É contraindicada em pacientes com TCE Ácido Tranexâmico O estudo Crash II demonstra que essa droga é indicada em até 3h após o trauma, em casos que a FC >110 bpm ou a PAS <90 mmHg: Ac tranexâmico 1g (4 ampolas de 250 mg), EV, em bolus (em 10 min) e; Ac tranexâmico 1g, EV, ao longo das próximas 8h. Medidas Auxiliares Durante a avaliação da circulação, há 2 medidas que auxiliam na avaliação da circulação com controle de hemorragia: o Passagem de sonda vesical de demora: para quantificar o débito urinário e para diagnosticar lesões das vias urinárias; o Passagem de sonda nasogástrica/ orogástrica: para descompressão gástrica e para diagnosticar sangramentos do trato digestivo alto. O débito urinário é o indicador mais fidedigno para avaliarmos perfusão tecidual e reposição volêmica e deve ser de: o 0,5 mL/kg/h para adultos; o 1 mL/kg/h para crianças acima de 1 ano de idade; o 2 mL/kg/h para crianças com menos de 1 ano de idade. Choque Cardiogênico Se refere a redução do débito cardíaco secundária a função cardíaca anormal ou a uma falha da bomba diminuição da função sistólica e do DC. Se afetar o ventrículo esquerdo (VE), o aparelho pulmonar será mais afetado, aumentando a pressão capilar pulmonar e causando edema pulmonar + sintomatologia respiratória compensatória. Se afetar o ventrículo direito (VD), há um aumento expressivo da pós-carga (resistência vascular periférica), comprimindo o VE e causando uma insuficiência cardíaca aguda. ETIOPATOGENIA A aumento do volume diastólico final em VD e VE ocasiona uma congestão nos sistemas venoso pulmonar e sistêmico. Essa congestão venosa pulmonar causa edema pulmonar, que leva ao aumento do esforço respiratório. As causas comuns: o Síndromes coronarianas agudas; o Doença cardíaca congênita; o Miocardite; o Cardiomiopatia (anormalidade da função de bombeamento); o Arritmias; o Sepse; o Envenenamento ou toxidade farmacológica; o Lesão miocárdica (trauma). MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS As principais características do choque cardiogênico são: o Taquicardia acentuada (inicialmente); o Alta resistência vascular sistêmica (RVS); o DC reduzido Achados consistentes no choque cardiogênico: Avaliação primário: Achados: A Via aérea geralmente aberta/ patente (depende do nível de consciência) B Taquipneia com mais esforço respiratório (retrações, adejo nasal, gemidos) decorrentes do edema pulmonar C o Taquicardia; o PA normal ou baixa (com pressão de pulso estreita); o Pulsos centrais normais inicialmente, depois fracos; o Sinais de ICC (edema pulmonar, hepatomegalia, distensão venosa jugular); o Cianose (causada por edema pulmonar ou doença cardíaca congênita cianótica); o Tempo de enchimento capilar (TEC) lentificado, com extremidades frias; o Oligúria D Alteração do nível de consciência E Extremidades mais frias do que o tronco. O aumento do esforço respiratório geralmente distingue o choque cardiogênico do hipovolêmico. TRATAMENTO Na Pediatria O paciente se apresenta com alteração do nível de consciência, pele pálida e cianótica, taquipneia com esforço respiratório (retrações, adejo nasal, gemidos), sinais de congestão pulmonar, PA normal ou baixa, pulsos centrais inicialmente normais e extremidades frias. Esses pacientes são cardiopatas e, por isso, deve-se avaliar abafamento de bulhas. Se hipotensão na suspeita de choque cardiogênico, considere uma administração lenta (10 a 20 minutos) de fluido (5 a 10 mL/kg) e monitore a resposta da criança de perto e atentamente. Ringer lactato, EV, 5-10 mL/kg em 10 a 20 minutos Muitas crianças tem pré-carga alta e não necessita de fluidos (avaliar o caso). Caso aparece crepito na ausculta pulmonar, deve-se suspender os cristaloides no mesmo momento. A maioria dos pacientes pediátricos precisa de redução da pós-carga (resistência vascular sistêmica), com vasodilatadores. Noradrenalina: Diluição: Noradrenalina 20 mL + SG 5% 80 mL (200 mcg/mL). Dose: Dose inicial: 0,1 mcg/kg/min; Dose máxima: 2 mcg/kg/min. Os inotrópicos podem aumentar a contratilidade cardíaca, mas também elevarão a demanda de O2 pelo miocárdio. Porém, crianças que já são hipotensas podem necessitar tanto de fluidos como de inotrópicos para tolerar a redução da pós-carga. Os inibidores da fosfodiesterase III são os inotrópicos padrão-ouro, pois eles melhoram a perfusão coronariana e diminuem a resistência vascular ssitemica: Milrinona (1 mg/mL) Diluição: o Milrinona 20 mL + SG5% 80 mL (200 mcg/mL) Dose: o Dose de ataque 50-75 mcg/kg durante 30-60 min; o Dose de manutenção: 0,25 a 0,75 mcg/kg/min, em infusão EV continua, por 48-72h. Entretanto, os serviços de saúde, em sua maioria, disponibilizam apenas agonistas beta- adrenégicos, como a dobutamina: Dobutamina Diluição: Dobutamina pura (12500 mcg/mL); Dobutamina 60 mL + SG 5% 190 mL (3000 mcg/mL).; Dobutamina 10 mL + SG 5% 240 mL (1000 mcg/mL). Dose: Dose inicial: 2,5 mcg/kg/min; Dose máxima: 20 mcg/kg/min. Desmame: Reduzir a dose: 2,5 a 5 mcg/kg/min). Após a redução da dose, é recomendada a reavaliação dos parâmetros de perfusão após 2 a 4h. Se sinais de congestão venosa sistêmica ou edema pulmonar, utiliza-se diuréticos: Além disso, deve-se reduzir consumo de O2, devendo intubar o paciente e até mesmo colocar o ECMO (oxigenação por membrana extracorpórea). O diagnostico diferencial é feito por meio do ecocardiograma, fazendo-se o tratamento especifico da alteração cardíaca. Dentro do protocolo, não pode esquecer de solicitar a avaliação do cardiologista. Pacientes Adultos Assunto discutido no resumo de Insuficiência Cardíaca Aguda. Choque Obstrutivo Neste caso, haverá estados que vão prejudicar FISICAMENTE o fluxo sanguíneo por: o Limitarem o retornovenoso ao coração; ou o Limitarem o bombeamento do sangue vindo do coração). Ou seja, uma obstrução impedira o fluxo de oxigênio aos tecidos, e o resultado final é a redução do DC. ETIOPATOGENIA A fisiopatologia do choque obstrutivo varia conforme a sua causa, que pode ser: o Tamponamento pericárdico; o Pneumotórax hipertensivo (causa tensão do tórax); o Cardiopatias congênitas dependentes do canal arterial (coarctação da aorta e VE hipoplásico); o Embolismo pulmonar maciço. MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS A obstrução física do fluxo sanguíneo causa: o Baixo DC o Perfusão tecidual inadequada; o Aumento compensatório da RVS. Inicialmente, o choque obstrutivo assemelha-se ao do choque hipovolêmico. No entanto, podem ser observados sinais de congestão venosa sistêmica ou pulmonar (que são inconsistente com hipovolemia). À medida que a condição progride, podem ser observados: o Maior esforço respiratório o Cianose o Sinais de congestão vascular mais aparentes Os achados consistentes do choque obstrutivo variam conforme a causa da obstrução, sem características principais: Avaliação primário: Achados de Tamponamento Cardíaco: B Taquipneia com desconforto respiratório C o Sons abafados ou diminuídos; o Pulso paradoxal (redução da PAS em mais de 10 mmHg durante a inspiração espontânea); o Taquicardia; o Perfusão periférica deficiente; o Distensão jugular (difícil visualização em bebês). Avaliação primário: Achados de Pneumotórax: A Patência variável Desvio da traqueia no lado oposto ao do pneumotórax (difícil visualização em bebes) B o Taquipneia e desconforto respiratório o Hiperressonância do lado afetado; o Hiperexpansão do lado afetado; o Sons respiratórios diminuídos no lado afetado C o Distensão jugular o Pulso paradoxal o Rápida deterioração da perfusão tecidual o Rápida deterioração de taquicardia para bradicardia e hipotensão, à medida que a DC cai Avaliação primário: Achados de anomalias congênitas dependentes do canal arterial: B Insuficiência respiratória com sinais de edema pulmonar ou esforço respiratório aumentado. C o Sinais de ICC (cardiomegalia, hepatomegalia); o Maior PA pré-ductal x pós- ductal (na coartação ou arco aórtico interrompido); o SatO2 pré-ductal mais alta (superior a 3-4%) x saturação pós-ductal (na coartação ou arco aórtico interrompido). D Rápida deterioração do nível de consciência. E Pele fria. TRATAMENTO A apresentação clínica inicial do choque obstrutivo pode assemelhar-se ao do choque hipovolêmico, por isso, uma abordagem inicial sensata pode incluir: Administração de fluidos (10 a 20 mL/kg de cristaloide isotônico) Tamponamento Cardíaco Crianças com tamponamento cardíaco podem melhorar temporariamente com a administração de fluidos para aumentar o DC e a perfusão dos tecidos até ser possível realizar uma drenagem pericárdica. Na primeira oportunidade, deve-se consultar os especialistas adequados: o UTI pediátrica; o Cardiologia pediátrica; o Cirurgia plástica. Drenagem Pericárdica Eletiva (Pericardiocentese): o Frequentemente orientada por ecocardiograma; o Deve ser realizada por especialista treinado e habilitado para o procedimento. Pericardiocentese de Urgência: o Também poderá ser realizada em caso de PCR sem pulso iminente ou real, quando houver forte suspeita de tamponamento cardíaco; o Todo profissional médico pode fazer. Pneumotórax Hipertensivo O tratamento é a imediata descompressão por agulha, seguida de toracocentese para inserção de tubo (dreno) torácico assim que possível. Descompressão por agulha de urgência: o Agulha de calibre 18 a 20 no 2° espaço intercostal (acima da 3° costela) da criança, na linha média clavicular. o Um jato de ar é sinal de que a descompressão por agulha foi bem- sucedida Lesões Dependentes do Canal Arterial A coartação de aorta é a estenose e subsequente obstrução da artéria aorta, uma causa de choque obstrutivo em que Para qualquer bebê com fluxo sanguíneo pulmonar ou sistêmico dependente do canal arterial, o tratamento imediato com infusão contínua de prostaglandina E1 (PGE1) pode restaurar a abertura/patência do canal e salvar a vida do bebê. Prostaglandina (Prostin/Aprostadil): Dose: 0,01 - 0,05 mcg/kg/min Referências: 1. PALS. Suporte Avançado de Vida em Pediatria. Manual do Profissional PALS da American Heart Association e American Academy of Pediatrics, 2020 2. Fioretto JR. Novas diretrizes do Surviving Sepsis Campaign 2020 para o tratamento da Sepse e Choque Séptico em Pediatria. Documento Científico. Departamento Científico de Terapia Intensiva (2019-2021). Sociedade Brasileira de Pediatria. Nº 6, 12 de fevereiro de 2021.