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SEMANA 22 GÊNEROS TEXTUAIS I Prof. Ceneme 1 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA GÊNEROS TEXTUAIS Def.: correspondem a estruturas comunicativas que possuem uma finalidade social; são relativamente estáveis e consensualmente conhecidos pela maior parte de uma comunidade linguística (todos os gêneros são formados a partir da relação entre os quatro tipos de textos). Exemplo: É procedimento comum na história que os jovens sejam advertidos pelos pais mesmo quando não fizeram nada de errado. [estrutura dissertativa] Veja: [estrutura prescritiva / injuntiva] Um jovem estava deitado no sofá enquanto assistia televisão numa tarde fria de domingo. Seu pai, com muita agressividade, aproximou-se dele e perguntou: - Onde você quer chegar na vida preguiçoso desse jeito? Sabe o que grandes homens, como Barak Obama, faziam na sua idade? Ao que o jovem respondeu: - Na minha idade eu não sei, pai. Mas na sua ele já era presidente. [estrutura narrativa e descritiva] Tenha cuidado com o você diz. Pense antes de subjugar alguém [estrutura prescritiva / injuntiva] Exercício exemplo: 3 (Enem). GÊNEROS DIGITAIS Divulgação científica Def.: correspondem a um gênero cuja finalidade é apresentar um conceito, um conhecimento, uma descoberta científica para o publico leigo, não especializado (é muito comum, que o artigo de divulgação científica faça uso de linguagem informal, como modo de melhorar a interlocução). Características principais: 1.Emprego de primeira pessoa. 2.Emprego de interlocução. 3.Emprego de linguagem informal. Função social: divulgar ciência para um público leigo. Meme Def.: corresponde a um gênero cuja finalidade social é “espalhar” uma determinada visão de mundo, uma opinião sobre um assunto, dentre outros, a partir de mensagens bem-humoradas e com teor viral (na maior parte das vezes, o meme faz uso de imagens consensualmente conhecidas para garantir sua viralização). Características principais: 1.Emprego de imagens consensualmente conhecidas. 2.Emprego de linguagem humorística. 3.Emprego de concisão. Função social: difundir uma visão de mundo humoristicamente. Exercício exemplo: 12 e 16 (Fuvest). GÊNEROS JORNALÍSTICOS Notícia Def.: gênero cuja finalidade é transmitir, de forma imparcial e objetiva, uma informação sobre um fato de relevância social para que o leitor se mantenha informado (notícias sempre são breves e apresentam apenas o que aconteceu). Função social: informar o leitor sobre um acontecimento. Reportagem Def.: gênero cuja finalidade é aprofundar a abordagem de um fato noticioso ou sobre um tema relevante, de modo a oferecer ao leitor informações detalhadas sobre o que está sendo reportado (reportagens tendem a ser longas e sempre apresentam detalhamento do assunto). Função social: detalhar um acontecimento ou assunto relevante para o leitor. Exercício exemplo: 2 (Enem). EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO (Enem digital 2020) A carroça sem cavalo Conta-se que, em noites frias de inverno, descia um forte nevoeiro trazido pelo mar e, nessa noite, ouviam-se muitos barulhos estranhos. Os moradores da cidade de São Francisco, que é a cidade mais antiga de Santa Catarina, eram acordados de madrugada com um barulho perturbador. Ao abrirem a janela de casa, os moradores assustavam- se com a cena: viam uma carroça andando sem cavalo e sem ninguém puxando... Andava sozinha! Na carroça, havia objetos barulhentos, como panelas, bules, inclusive alguns objetos amarrados do lado de fora da carroça. O medo dominou a pequena cidade. Conta-se ainda que um carroceiro foi morto a coices pelo seu cavalo, por maltratar o animal. Nas noites de manifestação da assombração, a carroça saía de um nevoeiro, assustava a população e, depois de um tempo, voltava a desaparecer no nevoeiro. Disponível em: www.gazetaonline.com.br. Acesso em: 12 dez. 2017 1.Considerando-se que os diversos gêneros que circulam na sociedade cumprem uma função social específica, esse texto tem por função a) abordar histórias reais. b) informar acontecimentos. c) questionar crenças populares. d) narrar histórias do imaginário social. e) situar fatos de interesse da sociedade. (Enem 2020) Mulher tem coração clinicamente partido após morte de cachorro Como explica o The New England Journal of Medicine, a paciente, chamada Joanie Simpson, tinha sinais de infarto, como dores no peito e pressão alta, e apresentava problemas nas artérias coronárias. Ao fazerem um ecocardiograma, os médicos encontraram o problema: cardiomiopatia de Takotsubo, conhecida como síndrome do coração partido. Essa condição médica tipicamente acontece com mulheres em fase pós-menstrual e pode ser precedida por um evento muito estressante ou emotivo. Nesses casos, o coração apresenta um movimento discinético transitório da parede anterior do ventrículo esquerdo, com acentuação da cinética da base ventricular, de acordo com um artigo 2 médico brasileiro que relata um caso semelhante. Simpson foi encaminhada para casa após dois dias e passou a tomar medicamentos regulares. Ao Washington Post, ela contou que estava quase inconsolável após a perda do seu animal de estimação, um cão da raça yorkshire terrier. Recuperada após cerca de um ano, ela diz que não abrirá mão de ter um animal de estimação porque aprecia a companhia e o amor que os cachorros dão aos humanos. O caso aconteceu em Houston, nos Estados Unidos. Disponível em: https://exameabril.com.br. Acesso em: 1 dez. 2017. 2.Pelas características do texto lido, que trata das consequências da perda de um animal de estimação, considera-se que ele se enquadra no gênero a) conto, pois exibe a história de vida de Joanie Simpson. b) depoimento, pois expõe o sofrimento da dona do animal. c) reportagem, pois discute cientificamente a cardiomiopatia. d) relato, pois narra um fato estressante vivido pela paciente. e) notícia, pois divulga fatos sobre a síndrome do coração partido. (Enem 2020) Caminhando contra o vento, Sem lenço e sem documento No sol de quase dezembro Eu vou O sol se reparte em crimes Espaçonaves, guerrilhas Em cardinales bonitas Eu vou Em caras de presidentes Em grandes beijos de amor Em dentes, pernas, bandeiras Bombas e Brigitte Bardot O sol nas bancas de revista Me enche de alegria e preguiça Quem lê tanta notícia Eu vou VELOSO, C. Alegria, alegria. In: Caetano Veloso. 3.É comum coexistirem sequências tipológicas em um mesmo gênero textual. Nesse fragmento, os tipos textuais que se destacam na organização temática são a) descritivo e argumentativo, pois o enunciador detalha cada lugar por onde passa, argumentando contra a violência urbana. b) dissertativo e argumentativo, pois o enunciador apresenta seu ponto de vista sobre as notícias relativas à cidade. c) expositivo e injuntivo, pois o enunciador fala de seus estados físicos e psicológicos e interage com a mulher amada. d) narrativo e descritivo, pois o enunciador conta sobre suas andanças pelas ruas da cidade ao mesmo tempo que a descreve. e) narrativo e injuntivo, pois o enunciador ensina o interlocutor como andar pelas ruas da cidade contando sobre sua própria experiência. (Enem digital 2020) Cartas se caracterizam por serem textos efêmeros, inscritas no tempo de sua produção e escritas, muitas vezes, no papel que se tem à mão. Por isso, frequentemente, salvo um esforço dos próprios missivistas ou de terceiros, preocupados em preservá-las, facilmente desaparecem, seja pelo corriqueiro de seu conteúdo, seja pela sua fragilidade material. Nem sempre é assim, porém. Temos assistido, nestas duas décadas do século XXI, a um grande interesse pelas chamadas écritures du moi (“escritas do eu”, na expressão de Georges Gusdorf): nunca se estudaram tantas memórias, diários, cartas, quanto nesses últimos tempos. Publicações de memórias, diários, cartas sempre houve. Estudos, no entanto,que os enxergassem como objetos de pesquisa, e não como auxiliares para a interpretação da obra de um escritor, como protagonistas, e não como coadjuvantes, eram raros. Nesse sentido, engana-se quem abre o volume Cartas provincianas: correspondência entre Gilberto Freyre e Manuel Bandeira, lançado pela Global Editora, e julga deparar-se apenas com um livro de cartas. A organizadora preocupou-se em contextualizar cada uma das 68 cartas, em um trabalho cuidadoso e pormenorizado de reconstituição das condições de produção de cada uma delas, um verdadeiro resgate. TIN, E. Diálogos intermitentes. Pesquisa Fapesp, n. 259, set. 2017. 5.De acordo com o texto, o gênero carta tem assumido a função social de material de cunho científico por a) constituir-se em um registro pessoal do estilo de escrita de autores famosos. b) ser fonte de informações sobre os interlocutores envolvidos na interação. c) assumir uma materialidade resistente ao aspecto efêmero do tempo. d) ser um registro de um momento histórico social mais amplo. e) fazer parte do acervo literário do país. (Enem digital 2020) 6.Nesse texto, o entrelaçamento de vários gêneros textuais é um mecanismo discursivo para a) destacar a fidelidade dos cães. b) realçar as vantagens de se adotar um cão. c) mostrar a dependência decorrente do amor aos cães. d) enfatizar o interesse das pessoas pela adoção de cães. e) sensibilizar a comunidade sobre a carência dos cães. (Enem 2019) 3 7.Essa campanha se destaca pela maneira como utiliza a linguagem para conscientizar a sociedade da necessidade de se acabar com o bullying. Tal estratégia está centrada no(a) a) chamamento de diferentes atores sociais pelo uso recorrente de estruturas injuntivas. b) variedade linguística caracterizadora do português europeu. c) restrição a um grupo específico de vítimas ao apresentar marcas gráficas de identificação de gênero como “o(a)”. d) combinação do significado de palavras escritas em línguas inglesa e portuguesa. e) enunciado de cunho esperançoso “passe à história” no título do cartaz. (Enem 2019) Blues da piedade Vamos pedir piedade Senhor, piedade Pra essa gente careta e covarde Vamos pedir piedade Senhor, piedade Lhes dê grandeza e um pouco de coragem CAZUZA. Cazuza: O poeta não morreu. Rio de Janeiro: Universal Music, 2000 (fragmento). 8.Todo gênero apresenta elementos constitutivos que condicionam seu uso em sociedade. À letra de canção identifica-se com o gênero ladainha, essencialmente, pela utilização da sequência textual a) expositiva, por discorrer sobre um dado tema. b) narrativa, por apresentar uma cadeia de ações. c) injuntiva, por chamar o interlocutor à participação. d) descritiva, por enumerar características de um personagem. e) argumentativa, por incitar o leitor a uma tomada de atitude. (Enem 2019) 9.O texto tem o formato de uma carta de jogo e apresenta dados a respeito de Marcelo Gleiser, premiado pesquisador brasileiro da atualidade. Essa apresentação subverte um gênero textual ao a) vincular áreas distintas do conhecimento. b) evidenciar a formação acadêmica do pesquisador. c) relacionar o universo lúdico a informações biográficas. d) especificar as contribuições mais conhecidas do pesquisador. e) destacar o nome do pesquisador e sua imagem no início do texto. (Fuvest 2019) Meu caro amigo eu bem queria lhe escrever Mas o correio andou arisco Se me permitem, vou tentar lhe remeter Notícias frescas nesse disco Aqui na terra tão jogando futebol Tem muito samba, muito choro e rock’n’roll Uns dias chove, noutros dias bate sol Mas o que eu quero é lhe dizer que a coisa aqui tá preta A Marieta manda um beijo para os seus Um beijo na família, na Cecília e nas crianças O Francis aproveita pra também mandar lembranças A todo pessoal Adeus Meu caro amigo. Chico Buarque e Francis Hime, 1976. 10.A letra da canção apresenta características de qual gênero discursivo? Aponte duas dessas características. (Fuvest 2021) A preferência pela mão esquerda ou direita provavelmente é resultado de um processo complexo, que envolve fatores genéticos e ambientais. O no estudo, fruto de uma colaboração internacional, é a maior análise genética focada em canhotos da história: utilizou dados de 1,7 milhão de pessoas, extraídos de bancos como o UK Biobank e a empresa privada 23andMe. Comparando os genomas de destros, canhotos e ambidestros, a equipe descobriu que há 41 pares de bases ligados às chances de uma pessoa ser canhota, e sete relacionados a ambidestros. Um “par de bases é, grosso modo, uma letrinha do DNA (A, T, C ou G). Cada gene contém as instruções para fabricar uma proteína. Uma mudança em uma única letrinha do gene é capaz de mudar a sequência de tijolinhos que constroem essa proteína, e, por tabela, sua função. Ou seja: o que os geneticistas encontraram foram 41 letrinhas de DNA que aparecem só em pessoas canhotas. Daí até saber o que exatamente essas letrinhas mudam é outra história. B. Carbinatto, "Estudo identifica 41 variações no genoma”. 11.Retire do texto duas características linguísticas que permitem classificar o texto como artigo de divulgação científica. (Fuvest 2016) Nosso andar é elegante e gracioso, e também extremamente eficiente do ponto de vista energético. Somos capazes de andar dezenas de quilômetros por quilo de feijão ingerido. Até agora, nenhum sapato, nenhuma técnica especial de balançar os braços, ou qualquer outro truque foram capazes de melhorar o número de quilômetros caminhados por quilo de feijão consumido. Mas, agora, depois de anos investigando o funcionamento de nossas pernas, um grupo de cientistas construiu uma traquitana simples, mas extremamente sofisticada, que é capaz de diminuir o consumo de energia de uma caminhada em até 10%. Trata-se de um pequeno exoesqueleto que recobre nosso pé e fica preso logo abaixo do joelho. Ele mimetiza o funcionamento do tendão de Aquiles e dos músculos ligados ao tendão. Uma haste na altura do tornozelo, a qual se projeta para trás, segura uma ponta de uma mola. Outra haste, logo abaixo do joelho, segura uma espécie de embreagem (...). Fernando Reinach, www.estadao.com.br, 13/06/2015. Adaptado. 12.Esse excerto provém de um artigo de divulgação científica. Aponte duas características da linguagem nele empregada que o diferenciam de um artigo científico especializado. 4 (Unesp 2016) Para responder à(s) quest(ão)ões a seguir, leia o excerto do “Sermão da primeira dominga do Advento” de Antônio Vieira (1608-1697), pregado na Capela Real em Lisboa no ano de 1650. Sabei cristãos, sabei príncipes, sabei ministros, que se vos há de pedir estreita conta do que fizestes; mas muito mais estreita do que deixastes de fazer. Pelo que fizeram, se hão de condenar muitos, pelo que não fizeram, todos. [...] Desçamos a exemplos mais públicos. Por uma omissão perde-se uma maré, por uma maré perde-se uma viagem, por uma viagem perde-se uma armada, por uma armada perde-se um Estado: dai conta a Deus de uma Índia, dai conta a Deus de um Brasil, por uma omissão. Por uma omissão perde-se um aviso, por um aviso perde-se uma ocasião, por uma ocasião perde-se um negócio, por um negócio perde-se um reino: dai conta a Deus de tantas casas, dai conta a Deus de tantas vidas, dai conta a Deus de tantas fazendas1, dai conta a Deus de tantas honras, por uma omissão. Oh que arriscada salvação! Oh que arriscado ofício é o dos príncipes e o dos ministros! Está o príncipe, está o ministro divertido, sem fazer má obra, sem dizer má palavra, sem ter mau nem bom pensamento: e talvez naquela mesma hora, por culpa de uma omissão, está cometendo maiores danos, maiores estragos, maiores destruições, que todos os malfeitores do mundo em muitos anos. O salteador na charneca com um tiro mata um homem; o príncipe e o ministro com umaomissão matam de um golpe uma monarquia. A omissão é o pecado que com mais facilidade se comete e com mais dificuldade se conhece; e o que facilmente se comete e dificultosamente se conhece, raramente se emenda. A omissão é um pecado que se faz não fazendo. [...] Mas por que se perdem tantos? Os menos maus perdem-se pelo que fazem, que estes são os menos maus; os piores perdem-se pelo que deixam de fazer, que estes são os piores: por omissões, por negligências, por descuidos, por desatenções, por divertimentos, por vagares, por dilações, por eternidades. Eis aqui um pecado de que não fazem escrúpulo os ministros, e um pecado por que se perdem muitos. Mas percam-se eles embora, já que assim o querem: o mal é que se perdem a si e perdem a todos; mas de todos hão de dar conta a Deus. Uma das cousas de que se devem acusar e fazer grande escrúpulo os ministros, é dos pecados do tempo. Porque fizeram o mês que vem o que se havia de fazer o passado; porque fizeram amanhã o que se havia de fazer hoje; porque fizeram depois o que se havia de fazer agora; porque fizeram logo o que se havia de fazer já. Tão delicadas como isto hão de ser as consciências dos que governam, em matérias de momentos. O ministro que não faz grande escrúpulo de momentos não anda em bom estado: a fazenda pode-se restituir; a fama, ainda que mal, também se restitui; o tempo não tem restituição alguma. (Essencial, 2013. Adaptado.) 1fazenda: conjunto de bens, de haveres. 13.Tendo em vista o gênero literário em que se enquadra o texto e os recursos expressivos nele presentes, o verbo que melhor expressa sua finalidade é: a) reverenciar. b) persuadir. c) celebrar. d) alegrar. e) ludibriar. 14.Implícita à argumentação do autor está a defesa da a) contemplação. b) ação. c) solidão. d) serenidade. e) caridade. 15.O alvo principal da crítica contida no excerto é a) a falta de religiosidade dos governantes. b) a falta de escrúpulos dos religiosos. c) a preguiça da população. d) a negligência dos governantes. e) a luxúria dos religiosos. (Fuvest 2020) Adaptados a esse idioma que se transforma conforme a plataforma, os memes e textões dominaram a rotina desta década como modos de a gente rir, repercutir notícias, dividir descontentamentos, colocar o dedo em feridas, relatar injustiças e até se informar. Entraram logo no vocabulário para além da internet: "virar meme", "dar textão". Suas características também interferiram no jeito de compreender o mundo e expressar o que acontece à nossa volta. Viktor Chagas, professor e pesquisador da Universidade Federal Fluminense (UFF), os vê como manifestações culturais de grande relevância para entender o período e, também, como "extravasadores de afetos”. [...] Por mais que o textão seja "ão", assim como o meme ele é uma expressão sintética típica de hoje, explica Viktor Chagas. Mesmo o textão mais longo na verdade é um textinho: faz parte da lógica do espaço em que circula. TAB UOL, “Vim pelo meme e era textão”. Disponível em https://tab.uol.com.br/. Adaptado. 16.Retire do texto dois argumentos que justifiquem a caracterização de “memes e textões” como “extravasadores de afetos”. GABARITO 1.D 2.E 3.D 5.E 6.B 7.A 8.C 9.C 10: A letra da canção apresenta características do gênero epistolar, pois apresenta receptor representado pelo vocativo “meu caro amigo” e pelo pronome “lhe”, emissor, “eu”, assim como término convencional de despedida nos últimos versos: “A Marieta manda um beijo para os seus/ Um beijo na família, na Cecília e nas crianças/ O Francis aproveita pra também mandar lembranças/A todo pessoal/Adeus”. 11: O texto de B. Carbinato propaga informações oriundas de investigações desenvolvidas sob os parâmetros da metodologia científica e fornece dados extraídos de bancos credíveis, como o UK Biobank e a empresa privada 23andMe. A função referencial da linguagem através da impessoalidade transmitida pelo uso da 3ª pessoa do singular, objetividade, fraseologia técnica como “gene”, “genomas”, “DNA”, assim como uso de vocabulário simples para tornar a informação acessível a um público leigo permitem classificá-lo como artigo de divulgação científica. 12: O uso da primeira pessoa do plural (“nosso andar”, “somos capazes”, “nossas pernas”), a linguagem coloquial presente no uso do termo “traquitana”, assim como a imprecisão semântica da expressão “espécie de embreagem” diferenciam o texto de Fernando Reinach dos textos científicos em que predomina a função referencial da linguagem, denotativa e objetiva. 13.B 14.B 15.D 16: Segundo o articulista, os memes e textões reproduzidos em plataformas digitais têm a capacidade de “fazer a gente rir”, “dividir descontentamentos”, abordar temas desagradáveis ou denunciar injustiças, argumentos que amparam a tese de que são usados como extravasadores de afetos.