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Página 1 de 5 Lista de Exercícios extras Nome: __________________________________________________ RM: Matéria FILOSOFIA: Platão 1. (Unioeste 2020) “Então, considera o que segue (...). O que me parece é que, se existe algo belo além do Belo em si, só poderá ser belo por participar desse Belo em si. O mesmo admito de tudo mais. Admites essa espécie de causa?” PLATÃO, Fédon, 100 c. Belém: Ed. UFPA, 2011. Sobre o excerto acima, considere as seguintes afirmações: I. A hipótese platônica das Ideias (ou hipótese das Formas) compreende a Ideia como causa do ser das coisas. II. “Participação” é o modo pelo qual a Ideia dá causa às coisas. III. O Belo corresponde à Forma; a coisa bela é a Ideia. IV. A teoria ou hipótese das Ideias distingue entre entidades supratemporais que são em si mesmas, frente a entidades que não são por si mesmas e estão submetidas ao devir. As primeiras são causa do ser das últimas. Sobre as afirmações acima, assinale a alternativa CORRETA. a) Somente uma está incorreta. b) Somente uma está correta. c) Duas estão corretas e duas estão incorretas. d) Todas estão corretas. e) Todas estão incorretas. 2. (Uel 2020) Leia o texto a seguir. Quando o artista [demiurgo] trabalha em sua obra, a vista dirigida para o que sempre se conserva igual a si mesmo, e lhe transmite a forma e a virtude desse modelo, é natural que seja belo tudo o que ele realiza. Porém, se ele se fixa no que devém e toma como modelo algo sujeito ao nascimento, nada belo poderá criar. [...] Ora, se este mundo é belo e for bom seu construtor, sem dúvida nenhuma este fixará a vista no modelo eterno. PLATÃO. Timeu. 28 a7-10; 29 a2-3. Trad. Carlos A. Nunes. Belém: UFPA, 1977. p. 46-47. Com base no texto e nos conhecimentos sobre a filosofia de Platão, assinale a alternativa correta. a) O mundo é belo porque imita os modelos sensíveis, nos quais o demiurgo se inspira ao gerar o mundo. b) O sensível, ou o mundo que devém, é o modelo no qual o artista se inspira para criar o que permanece. c) O artífice do mundo, por ser bom, cria uma obra plenamente bela, que é a realidade percebida pelos sentidos. d) O olhar do demiurgo deve se dirigir ao que permanece, pois este é o modelo a ser inserido na realidade sensível. e) O demiurgo deve observar as perfeições no mundo sensível para poder reproduzi-las em sua obra. 3. (Uel 2019) Leia o texto a seguir. Os melhores de entre nós, quando escutam Homero ou qualquer poeta trágico a imitar um herói que está aflito e se espraia numa extensa tirada cheia de gemidos, ou os que cantam e batem no peito, sabes que gostamos disso, e que nos entregamos a eles, e os seguimos, sofrendo com eles, e com toda seriedade elogiamos o poeta, como sendo bom, por nos ter provocado até o máximo, essas disposições. [...] Mas quando sobrevém a qualquer de nós um luto pessoal, reparaste que nos gabamos do contrário, se formos capazes de nos mantermos tranquilos e de sermos fortes, entendendo que esta atitude é característica de um homem [...]? PLATÃO. A República. 605 d-e. Trad. Maria Helena da Rocha Pereira. 12. ed. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 2010. p. 470. Com base no texto, nos conhecimentos sobre mimesis (imitação) e sobre o pensamento de Platão, assinale a alternativa correta: a) A maneira como Homero constrói seus personagens retratando reações humanas deve ser imitada pelos demais poetas, pois é eticamente aprovada na Cidade Ideal platônica. b) O fato de mostrar as emoções de maneira exagerada em seus personagens faz de Homero e de autores de tragédia excelentes formadores na Cidade Ideal pensada por Platão. c) Reagir como os personagens homéricos e trágicos é digno de elogio, pois Platão considera que a descarga das emoções é benéfica para a formação ética dos cidadãos. d) Poetas como Homero e autores de tragédia provocam emoções de modo exagerado em quem os lê ou assiste, não sendo bons para a formação do cidadão na Cidade Ideal platônica. e) A imitação de Homero e dos trágicos das reações humanas difere da dos pintores, pois, segundo Platão, não estão Página 2 de 5 distantes em graus da essência, por isso podem fazer parte da cidade justa. 4. (Uel 2019) Há uma passagem célebre na obra A República, de Platão, em que o filósofo afirma: Enquanto os filósofos não forem reais nas cidades, ou os que agora chamamos reis e soberanos não forem filósofos genuínos e capazes, proporcionando a junção do poder político com a filosofia, não haverá termo para os males das cidades, nem, segundo penso, para os do gênero humano. Adaptado de: PLATÃO, A República (Livro VII, 473 d). 7a. ed. Lisboa: Calouste Gulbenkian, 1993. p. 252. Com base nessa passagem e considerando a realização da justiça na cidade ideal pensada por Platão em A República, explique como ele concebe a necessidade de que os governantes sejam filósofos ou dedicados à filosofia . 5. (Ufu 2019) Leia o excerto abaixo. “A alegoria da caverna representa as etapas da educação de um filósofo ao sair do mundo das sombras (das aparências) para alcançar o conhecimento verdadeiro. Após essa experiência, ele deve voltar à caverna para orientar os demais e assumir o governo da cidade. Por isso, a análise da alegoria pode ser feita sob dois pontos de vista.” ARANHA, Maria Lúcia de Arruda e MARTINS, Maria Helena Pires. Filosofando: introdução à filosofia. São Paulo: Moderna, 2016. p. 109. Assinale a alternativa que apresenta os dois pontos de vista sobre a educação que são deduzidos da alegoria da caverna. a) Individualista e teorizante. b) Dogmático e materialista. c) Relativista e democrático. d) Epistemológico e político. 6. (Unioeste 2019) O tema da expulsão dos poetas da ‘cidade ideal’, proposto pelo personagem Sócrates, na República, tem gerado discussão e perplexidade ao longo da história da filosofia. O fundamento conceitual dessa expulsão é a hipótese das Ideias ou Formas. Por um lado, as Ideias são entidades eternas, que se constituem como verdadeiro ser, ser pleno, instaurando o âmbito ontológico do inteligível; por outro lado, tudo que pertence ao âmbito do imediato, circundante – o ‘nosso mundo’, âmbito do Sensível – é ‘menos ser’. A Ideia do Um, por exemplo, tem plenitude de ser, ao passo que todas as unidades dos seres (objetos, seres humanos, etc.) dependem de sua participação na Ideia do Um, para vigorar como unidades. As Ideias são eternas; os entes sensíveis são temporais, efêmeros e somente subsistem enquanto se dá a participação. A polis ideal construída por Sócrates deverá ser governada pelos filósofos, porque esses concentram-se na atenção ao Inteligível, sem se perder nos apelos do Sensível; e, ao imaginar esse governo, uma das exigências para a plenitude de justiça dessa cidade é a expulsão dos poetas, os ‘imitadores’. Levando-se em conta essa base conceitual, tal como aqui apresentada, assinale a alternativa que explica CORRETAMENTE a expulsão dos poetas. a) Sócrates redigiu a República com base na teoria das Ideias e chegou à conclusão de que poetas são politicamente perigosos e socialmente improdutivos. Assim, somente cientistas e construtores podem permanecer em atividade, na polis ideal, porque são os únicos a lidar com o Inteligível. b) A expulsão dos poetas, propugnada por Sócrates, personagem da República, tem origem em sua afirmação de que a poesia está inteiramente fundada no Inteligível. c) Platão redigiu a República com base na teoria das Ideias e chegou à conclusão de que poetas são politicamente perigosos e socialmente improdutivos. Assim, somente cientistas e construtores podem permanecer em atividade, na polis ideal, porque são os únicos a lidar com o Inteligível. d) As Ideias são entidades eternas, que vigoram no âmbito Inteligível, ou seja, elas são a inteligibilidadeou sentido de tudo que ‘existe’; sem Ideias, as coisas não têm sentido. Os poetas, em lugar de atentar ao sentido inteligível dos entes, imitam, reproduzem, copiam – afastando-se, assim, das Ideias e desviando a polis de suas tarefas prementes. Este é o motivo de sua exclusão. e) Sem uma análise do contexto, é impossível entender uma tese tão radical como a da expulsão dos poetas. Sócrates propõe essa medida extrema devido à mistura entre poesia e sofística, que se verificava em todas as grandes cidades da Grécia antiga. Os poetas, mesmo Homero e Hesíodo, já se deixavam influenciar pelas teses dos sofistas, inimigos da filosofia, com o que Sócrates e seus discípulos não podiam concordar. Poetas que louvassem os deuses e a filosofia, porém, poderiam permanecer na cidade ideal. 7. (Uel 2018) Leia o texto a seguir. Eis com efeito em que consiste o proceder corretamente nos caminhos do amor ou por outro se deixar conduzir: em começar do que aqui é belo e, em vista daquele belo, subir sempre, como que servindo-se de degraus, de um só para dois e de dois para todos os belos corpos, e dos belos corpos para os belos ofícios, e dos ofícios para as belas ciências até que das ciências acabe naquela ciência, que de nada mais é senão daquele próprio belo, e conheça enfim o que em si é belo. (PLATÃO. Banquete, 211 c-d. José Cavalcante de Souza. São Paulo: Abril Cultural, 1972. (Os Pensadores) p. 48). Com base no texto e nos conhecimentos sobre a filosofia de Platão, é correto afirmar que a) a compreensão da beleza se dá a partir da observação de um indivíduo belo, no qual percebemos o belo em si. b) a percepção do belo no mundo indica seus vários graus que visam a uma dimensão transcendente da beleza em si. c) a compreensão do que é belo se dá subitamente, quando partimos dele para compreender os belos ofícios e ciências. Página 3 de 5 d) a observação de corpos, atividades e conhecimentos permite distinguir quais deles são belos ou feios em si. e) a participação do mundo sensível no mundo inteligível possibilita a apreensão da beleza em si. 8. (Enem PPL 2016) Estamos, pois, de acordo quando, ao ver algum objeto, dizemos: "Este objeto que estou vendo agora tem tendências para assemelhar-se a um outro ser, mas, por ter defeitos, não consegue ser tal como o ser em questão, e lhe é, pelo contrário, inferior". Assim, para podermos fazer estas reflexões, é necessário que antes tenhamos tido ocasião de conhecer esse ser de que se aproxima o dito objeto, ainda que imperfeitamente. PLATÃO, Fédon. São Paulo: Abril Cultural, 1972. Na epistemologia platônica, conhecer um determinado objeto implica a) estabelecer semelhanças entre o que é observado em momentos distintos. b) comparar o objeto observado com uma descrição detalhada dele. c) descrever corretamente as características do objeto observado. d) fazer correspondência entre o objeto observado e seu ser. e) identificar outro exemplar idêntico ao observado. 9. (Enem 2ª aplicação 2016) Os andróginos tentaram escalar o céu para combater os deuses. No entanto, os deuses em um primeiro momento pensam em matá-los de forma sumária. Depois decidem puni-los da forma mais cruel: dividem-nos em dois. Por exemplo, é como se pegássemos um ovo cozido e, com uma linha, dividíssemos ao meio. Desta forma, até hoje as metades separadas buscam reunir-se. Cada um com saudade de sua metade, tenta juntar-se novamente a ela, abraçando-se, enlaçando-se um ao outro, desejando formar um único ser. PLATÃO. O banquete. São Paulo: Nova Cultural, 1987. No trecho da obra O banquete, Platão explicita, por meio de uma alegoria, o a) bem supremo como fim do homem. b) prazer perene como fundamento da felicidade. c) ideal inteligível como transcendência desejada. d) amor como falta constituinte do ser humano. e) autoconhecimento como caminho da verdade. 10. (Enem PPL 2015) Suponha homens numa morada subterrânea, em forma de caverna, cuja entrada, aberta à luz, se estende sobre todo o comprimento da fachada; eles estão lá desde a infância, as pernas e o pescoço presos por correntes, de tal sorte que não podem trocar de lugar e só podem olhar para frente, pois os grilhões os impedem de voltar a cabeça; a luz de uma fogueira acesa ao longe, numa elevada do terreno, brilha por detrás deles; entre a fogueira e os prisioneiros, há um caminho ascendente; ao longo do caminho, imagine um pequeno muro, semelhante aos tapumes que os manipuladores de marionetes armam entre eles e o público e sobre os quais exibem seus prestígios. PLATÃO. A República. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 2007. Essa narrativa de Platão é uma importante manifestação cultural do pensamento grego antigo, cuja ideia central, do ponto de vista filosófico, evidencia o(a) a) caráter antropológico, descrevendo as origens do homem primitivo. b) sistema penal da época, criticando o sistema carcerário da sociedade ateniense. c) vida cultural e artística, expressa por dramaturgos trágicos e cômicos gregos. d) sistema político elitista, provindo do surgimento da pólis e da democracia ateniense. e) teoria do conhecimento, expondo a passagem do mundo ilusório para o mundo das ideias. Página 4 de 5 Gabarito: Resposta da questão 1: [A] Segundo a Teoria do conhecimento de Platão, as “coisas em si”, ou seja, a forma e a essência das coisas, não existem no mundo sensível. Dessa forma, o belo, em sua forma e essência, somente existiram no âmbito do inteligível, de modo que o belo, em sua forma, e a coisa bela, estariam no plano das ideias. Com efeito, o item [III] é o único incorreto. Resposta da questão 2: [D] A partir do texto da questão, o aluno deve identificar que o pensamento de Platão acerca da produção do artista (demiurgo) estabelece que este deve buscar basear suas obras nas coisas que permanecem, ou seja, nos modelos que se mantém, pois apenas a estabilidade seria desejável como modelo a se inserir na realidade sensível, tal como proposto pelo item [D]. Resposta da questão 3: [D] [A] Incorreta. A maneira como Homero e poetas semelhantes retratam as reações de seus personagens é reprovada por Platão para a formação ética dos cidadãos, pois não é desejada uma reação descontrolada na “vida real”, parecida com as que os poetas descrevem em suas obras. Este é um dos motivos da reprovação de Platão da poesia tradicional. [B] Incorreta. Ao exagerarem na descrição de uma reação emocional dos personagens, os poetas tradicionais como Homero e autores de tragédia, fazem um desserviço à formação dos cidadãos, porque a reação emotiva deve ser equilibrada, não excessiva, por mais que admiremos isso nos poemas homéricos e trágicos. [C] Incorreta. As emoções/paixões exageradas não devem ser incitadas por parte dos poetas, pois isso não auxilia a formação ética dos cidadãos e uma “descarga das emoções” não serve para a formação ética pensada por Platão na cidade ideal. [D] Correta. Entre as várias críticas de Platão aos poetas, encontramos essa a respeito das emoções, a de valorizar aspectos irracionais da natureza humana prejudicando a formação ética dos cidadãos. Na cidade ideal, os poetas e artistas devem incitar boas reações que sejam equilibradas e temperantes, evitando excessos. [E] Incorreta. Mesmo que Platão não considere a imitação (mimesis) dos poetas como a dos pintores, distante da verdade em graus da essência (Ideia), ela não é benéfica à cidade ideal, pois incita reações emotivas excessivas, especialmente naqueles que devem ser paradigma de comportamento, os heróis e os deuses. Resposta da questão 4: A República pertence ao rol de utopias políticas construídas ao longo da história. Platão quer, diante de uma Atenas com forte influência da sofística e triunfo dos oradores mais habilidosos, pensar um novomodelo político que possa concretizar de fato as virtudes. Sobretudo, a mais elevada, que é a justiça. Um governo não deve ser obra dos mais fortes, como afirma Trasímaco no livro I de A República, ou dos mais competentes na arte de proferir discursos que enganam. O governo deve ser exercido pelos mais sábios, que alcançam a contemplação do Bem, fonte ou causa de todo conhecimento e de toda a verdade. É nesse contexto que se insere a ideia platônica do governo do rei filósofo necessário para constituir uma cidade virtuosa. Platão propõe uma espécie de epistemocracia. O filósofo, por uma comunhão com a Verdade, é aquele que se dedica com afinco ao estudo das diversas ciências. Platão propõe que, para chegar à função de comando, o governante deve antes passar pelo estudo de uma gama variada de conhecimentos (ciências) e que saiba fugir das sensações com o objetivo de contemplar as essências, ou seja, que consiga necessariamente distinguir o conhecimento (“episteme”) da opinião (“doxa”). O filósofo é aquele que sabe diferenciar as essências do que é mutável e passageiro. O filósofo é avesso à mentira e amigo da justiça. Metaforicamente, Platão compara a cidade a um navio. Nele, estão os armadores, marinheiros e o piloto. Os armadores correspondem ao povo. São fortes, mas não possuem muita clareza acerca da navegação. Os marinheiros são aqueles que lutam pela posse do leme, mas também não conhecem a arte de navegar. São como os chefes políticos. Por fim, restam os pilotos que, assim como os filósofos, são desprezados, mas detêm o conhecimento para bem conduzir o navio. O Estado terá uma boa condução quando à frente do governo estiver o filósofo ou então alguém que esteja imbuído da filosofia verdadeira. Com isso, teremos governantes justos. Resposta da questão 5: [D] No texto apresentado pela questão, a autora destaca dois aspectos que se depreendem a partir da “alegoria da caverna”: o primeiro, relacionado ao processo de alcançar o conhecimento, pois, na alegoria, representa-se as etapas a partir das quais o filósofo chega ao conhecimento verdadeiro, de modo que se trata de uma reflexão epistemológica, ou seja, relativa à teoria do conhecimento. O segundo aspecto destaca o papel político do filósofo que, ao ter acesso ao conhecimento verdadeiro, deve guiar os demais por esse caminho e gerir a cidade. Resposta da questão 6: [D] Para Platão, as formas verdadeiras das coisas, ou seja, a essência delas, só pode ser alcançada no chamado “mundo das ideias”, ou plano inteligível. Nesse plano, as coisas existem nas suas formas puras e, portanto imutáveis. Por outro lado, no mundo sensível as coisas existem como simples “cópias” do que elas são de fato e em essências, de modo que no plano sensível as coisas são também imperfeitas. Os poetas, para Platão, reproduzem aquilo que existe de forma imperfeita no mundo sensível, de modo que são afastados da busca das ideias. O sentido da pólis, porém, Página 5 de 5 deve-se voltar para o inteligível, o que justifica, para Platão, sua expulsão. Resposta da questão 7: [B] Para Platão, a percepção da beleza no mundo sensível estaria relacionada à uma maior reminiscência do mundo das ideias puras, onde a beleza existiria em sua forma plena. Dessa forma, algumas almas seriam mais aptas a perceberem a beleza que, em sua forma pura, transcende o mundo sensível. Resposta da questão 8: [D] Os objetos, segundo Platão, existem de forma perfeita no mundo das ideias. Assim, tudo aquilo que vemos e sentimos são coisas que têm correspondência a algo que existe nesse plano. Resposta da questão 9: [D] A alegoria descrita no texto remete à ideia do amor como uma busca permanente pela completude, ou pela “parte que falta” para reestabelecer o “todo” original da alma. Assim, o amor seria o desejo daquilo que não se tem, uma falta constituinte do ser humano. Resposta da questão 10: [E] A alegoria da caverna de Platão expressa uma concepção do processo de conhecimento no qual o indivíduo deveria superar as aparências ilusórias do mundo sensível para chegar às verdades puras, apenas disponíveis no mundo das ideias e alcançáveis através da reflexão filosófica.