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LÍNGUA PORTUGUESA Capítulo 6 Romantismo: prosa178 6 Fuvest 2017 É correto afirmar que, no texto, o narrador A prioriza a ordem direta da frase, como se pode veri- ficar nos dois primeiros parágrafos do texto. b usa o verbo “correr” (2º parágrafo) com a mesma acepção que se verifica na frase “Travam das ar- mas os rápidos guerreiros, e correm ao campo” (também extraída do romance Iracema). c recorre à adjetivação de caráter objetivo para tor- nar a cena mais real. d emprega, a partir do segundo parágrafo, o presen- te do indicativo, visando dar maior vivacidade aos fatos narrados, aproximando-os do leitor. E atribui, nos trechos “aqui lhe sorri” e “lhe entram n’alma”, valor possessivo ao pronome “lhe”. 7 Fuvest 2017 Leia o trecho de Machado de Assis sobre Ira- cema, de José de Alencar, e responda ao que se pede. “ é o ciúme e o valor marcial; a austera sabedoria dos anos; Iracema o amor. No meio destes caracteres distintos e animados, a amizade é simbolizada em . Entre os indí- genas a amizade não era este sentimento, que à força de civilizar-se, tornou-se raro; nascia da simpatia das almas, avivava-se com o perigo, repousava na abnegação recí- proca; e são os dois amigos da lenda, votados à mútua estima e ao mútuo sacrifício”. Machado de Assis, Crítica. No trecho, os espaços pontilhados serão corretamen- te preenchidos, respectivamente, pelos nomes das seguintes personagens de Iracema: A Caubi, Jacaúna, Araquém, Araquém, Martim. b Martim, Irapuã, Poti, Caubi, Martim. c Poti, Araquém, Japi, Martim, Japi d Araquém, Caubi, Irapuã, Irapuã, Poti. E Irapuã, Araquém, Poti, Poti, Martim. 8 Uespi 2012 Romance escrito em 1865, Iracema, de José de Alencar, aborda fatos e feitos da colonização portu- guesa no Brasil. Sobre esta obra, é correto afirmar que: A a história se passa no século XVI, durante a explo- ração portuguesa no Amazonas. b a principal característica deste romance é que par- te dele é escrita em prosa, outra parte em versos. c apesar de ser um romance indigenista, Iracema também aborda com ênfase a questão da escravi- dão negra no Brasil. d Iracema é descrita por Alencar como virgem dos lábios de mel, com cabelos mais negros que a asa da graúna. E a principal característica de Iracema é a objetivida- de da narrativa, que exclui qualquer traço lírico ou subjetivo. 9 Uespi 2012 Dentre os nomes a seguir, quais compõem o romance Iracema, de José de Alencar? A Peri, Ceci e Martim. b D. Antônio de Mariz, Poti e Jacaúna. c Pêro Coelho, Martim e Poti. d Pêro Coelho, Peri e Poti. E Poti, Jacaúna e Martim. 10 UEM 2017 Assinale o que for correto sobre o romance Iracema e sobre seu autor, José de Alencar. 01 A presença de espaços naturais é exclusiva do Romantismo, período literário avesso aos cená- rios urbanos. A valorização da natureza explica a existência de temas ecológicos no romance, como o desmatamento e a extinção da fauna nativa. O escritor quer conscientizar as pessoas sobre o perigo do avanço da civilização europeia que Mar- tim representa. 02 A sedutora Iracema representa a rebeldia feminina. Infeliz com o seu destino de guardadora dos segre- dos da tribo, a índia vê em Martim a possibilidade de fugir para a cidade, mais aberta às possibilida- des de emancipação feminina. 04 A história de amor entre Martim, o colonizador por- tuguês, e Iracema, a índia tabajara, é uma espécie de mito fundador da identidade brasileira. Moacir, o filho deles, representa a miscigenação do povo brasileiro. 08 O escritor conciliou preceitos românticos com fortes influências árcades, motivo pelo qual os ce- nários são idealizados, mas a linguagem é concisa, sem adjetivação. As referências à mitologia clássica são constantes. A convivência de Iracema com as ninfas (seres mitológicos que habitavam as matas) mostra a ruptura com o modelo romântico de cria- ção de personagens. 16 A história de amor entre Iracema e Martim aconte- ce onde hoje é o estado do Ceará. O enfoque no espaço natural tem intenção nacionalista, ou seja, serve para destacar aspectos geográficos próprios do Brasil. Soma: 11 UFRGS 2012 O bloco superior, abaixo, lista quatro títu- los de romances e seus respectivos autores; o inferior apresenta resumos de enredo de três desses romances. Associe corretamente o bloco inferior ao superior. 1. Senhora, de José de Alencar 2. Inocência, de Visconde de Taunay 3. Dom Casmurro, de Machado de Assis 4. O Mulato, de Aluísio Azevedo Moça órfã de pai recebe herança, que lhe permi- te comprar o marido, sendo a relação matrimonial marcada pelos atritos entre o casal. Moça prometida pelo pai a um sertanejo apaixo- na-se por outro homem e, a partir daí, passa a se sentir dividida entre satisfazer a promessa paterna e entregar-se ao amor. Moça de origem humilde, depois de um longo namoro, casa-se com seu vizinho, que estava des- tinado ao seminário por uma promessa de sua mãe. F R E N T E 2 179 A sequência correta de preenchimento dos parênte- ses, de cima para baixo, é A 1 – 2 – 4. b 2 – 1 – 3. c 3 – 4 – 1. d 1 – 2 – 3. E 2 – 1 – 4. 12 Uerj 2016 Sobretudo compreendam os críticos a missão dos poetas, escritores e artistas, neste período especial e ambíguo da formação de uma nacionalidade. São estes os operários incumbidos de polir o talhe e as feições da individualidade que se vai esboçando no viver do povo. O povo que chupa o caju, a manga, o cambucá e a jabu- ticaba pode falar com igual pronúncia e o mesmo espírito do povo que sorve o figo, a pera, o damasco e a nêspera? ALENCAR, José de. Prefácio a Sonhos d’ouro, 1872. Disponível em: <www.ebooksbrasil.org>. (Adapt.). De acordo com José de Alencar, a caracterização da identidade nacional brasileira, no século XIX, estava vinculada ao processo de: A promoção da cultura letrada. b integração do mundo lusófono. c valorização da miscigenação étnica. d particularização da língua portuguesa. 13 Fatec 2016 Leia o fragmento da obra Senhora, de José de Alencar. Quando Seixas achava-se ainda sob o império desta nova contrariedade, apareceu na sala a Aurélia Camargo, que chegara naquele instante. Sua entrada foi como sempre um deslumbramento; todos os olhos voltaram-se para ela; pela numerosa e brilhante sociedade ali reunida passou o frêmito das fortes sensações. Parecia que o baile se ajoelhava para recebê-la com o fervor da adoração. Seixas afastou-se. Essa mulher humilhava-o. Desde a noite de sua chegada que sofrera a desagradável impressão. Refugiava-se na indife- rença, esforçava-se por combater com o desdém a funesta influência, mas não o conseguia. A presença de Aurélia, sua esplêndida beleza, era uma obsessão que o oprimia. Quando, como agora, a tirava da vista fugindo-lhe, não podia arrancá-la da lembrança, nem escapar à admiração que ela causava e que o perseguia nos elogios proferidos a cada passo em torno de si. No Cassino, Seixas tivera um reduto onde abrigar-se dessa cruel fascinação. Disponível em: <http://tinyurl.com/ou5m65d>. Acesso em: 2 jan. 2018. (Adapt.). É correto armar que essa obra pertence ao A Romantismo, pois ela critica os valores bur- gueses, exalta a natureza e a vida simples do campo, denunciando a corrupção e a hipocrisia na sociedade fluminense do século XX. b Romantismo, pois ela enaltece a fragilidade da mu- lher e exprime de forma contida os sentimentos das personagens, situando-as no contexto da so- ciedade paulista do século XX. c Romantismo, pois ela exalta a figura feminina, ex- põe, de maneira exacerbada, os sentimentos das personagens, tendo como pano de fundo os costu- mes da sociedade fluminense do século XIX. d Modernismo, pois ela idealiza a mulher e a ju- ventude e trata da infelicidade dos amores não correspondidos, inserindo as personagens na so- ciedade fluminense do século XX. E Modernismo, pois ela se opõe ao exagero na ex- pressão dos sentimentos e ao papel de submissão destinado às mulheres, retratando o cotidiano da sociedade paulista do século XX. 14 UFT 2013 Esqueci-me de dizer que a ópera começara; as nossas observações podiam fazer-se então em céu desnu-blado. Vi Lúcia sentada na frente do seu camarote, vestida com certa galantaria, mas sem a profusão de adornos e a exuberância de luxo que ostentam de ordinário as cor- tesãs, ou porque acreditam que a sua beleza, como as caixinhas de amêndoas, cota-se pelo invólucro dourado, ou porque, no seu orgulho de anjos decaídos desejem es- magar a casta simplicidade da mulher honesta, quantas vezes defraudada nessa prodigalidade. Não me posso agora recordar das minúcias do traje de Lúcia naquela noite. O que ainda vejo neste momento, se fecho os olhos, são as nuvens brancas e nítidas, que se frocavam graciosamente, aflando com o lento movimento de seu leque; o mesmo leque de penas que eu apanhara e, que de longe parecia uma grande borboleta rubra pairando no cálice das magnólias. O rosto suave e harmonioso, o colo e as espáduas nuas, nadavam como cisnes naquele mar de leite, que ondeavam sobre formas divinas. A expressão angélica de sua fisionomia naquele ins- tante, a atitude modesta e quase tímida, e a singeleza das vestes níveas e transparentes, davam-lhe frescor e viço de infância, que devia influir pensamentos calmos, se não puros. Entretanto o meu olhar ávido e acelerado rasgava os véus ligeiro e desnudava as formas deliciosas que ainda sentia latejar sob meus lábios. ALENCAR, José de. Lucíola. São Paulo: Ática, 1994. p. 28. O romance Lucíola, de José de Alencar, foi publicado por volta de 1861, época em que a mulher era vista, de acordo com o olhar romântico, como casta ou como dama impura. No fragmento, é orreto armar: A O narrador, embora esteja descrevendo uma corte- sã, a diferencia das demais. A singeleza, a cor das roupas, a expressão angelical da personagem Lúcia são elementos comuns à casta heroína romântica. b O narrador tem um olhar peculiar ao Romantismo, no que se refere à mulher. A personagem Lúcia é vista como imagem de pureza que inibe o desejo de posse masculino. c O narrador vivencia conflitos comuns ao herói romântico, e se contradiz na descrição da perso- nagem Lúcia: a descreve como angelical e como mulher que deixa, propositalmente, partes do cor- po à mostra, como forma de sedução. d O narrador fala de uma cena antiga, acontecida no teatro, em que ele observava uma mulher. A recorrência de lembranças de fatos acontecidos no passado é característica da narrativa romântica, como forma de evasão do presente. E O narrador, ao falar da personagem Lúcia como cortesã, antecipa o movimento realista, visto que as personagens femininas do Romantismo eram tratadas somente como seres diáfanos e puros. LÍNGUA PORTUGUESA Capítulo 6 Romantismo: prosa180 15 PUC-SP 2015 Til é uma obra escrita por José de Alencar e publicada em 1872, no Jornal A República. Recebeu o subtítulo de “Romance Brasileiro” como forma de evidenciar não só a autenticidade da autoria, como também o espírito nacionalista do autor. Indique, das alternativas a seguir, a que apresenta enunciado or- reto, de acordo com o conteúdo da obra. A Estrutura-se em 4 volumes de tamanhos irregulares que se ordenam sem interrupção do fio narrativo e se desenvolvem de forma rigorosamente cronoló- gica e sequenciada. b Engendra uma história de vingança de um crime cometido no passado, por suspeita de infidelidade conjugal e cujo causador precisa ser justiçado. c Apresenta uma fábula de amor que envolve Berta e Miguel e cujo desfecho é a união dos dois em enlace amoroso. d Classifica-se como romance romântico porque, am- bientado em plena natureza, enfoca a paixão entre Luiz Galvão e Besita, com desfecho trágico e criminoso. E Caracteriza personagem que carrega um segredo, móvel da trama e que, desvendado ao final da nar- rativa, promove a dissolução da família. 16 Enem 2015 Quem não se recorda de Aurélia Camargo, que atravessou o firmamento da corte como brilhante meteo- ro e apagou-se de repente no meio do deslumbramento que produzira seu fulgor? Tinha ela dezoito anos quando apareceu a primeira vez na sociedade. Não a conheciam; e logo buscaram todos com avidez informações acerca da grande novidade do dia. Dizia-se muita coisa que não repe- tirei agora, pois a seu tempo saberemos a verdade, sem os comentos malévolos de que usam vesti-la os noveleiros. Au- rélia era órfã; tinha em sua companhia uma velha parenta, viúva, D. Firmina Mascarenhas, que sempre a acompanha- va na sociedade. Mas essa parenta não passava de mãe de encomenda, para condescender com os escrúpulos da sociedade brasileira, que naquele tempo não tinha admiti- do ainda certa emancipação feminina. Guardando com a viúva as deferências devidas à idade, a moça não declinava um instante do firme propósito de governar sua casa e dirigir suas ações como entendesse. Constava também que Aurélia tinha um tutor; mas essa entidade era desconhecida, a julgar pelo caráter da pupila, não devia exercer maior influência em sua vontade, do que a velha parenta. ALENCAR, J. Senhora. São Paulo: Ática, 2006. O romance Senhora, de José de Alencar, foi publica- do em 1875. No fragmento transcrito, a presença de D. Firmina Mascarenhas como “parenta” de Aurélia Camargo assimila práticas e convenções sociais inse- ridas no contexto do Romantismo, pois A o trabalho ficcional do narrador desvaloriza a mu- lher ao retratar a condição feminina na sociedade brasileira da época. b o trabalho ficcional do narrador mascara os hábitos sociais no enredo de seu romance. c as características da sociedade em que Aurélia vi- via são remodeladas na imaginação do narrador romântico. d o narrador evidencia o cerceamento sexista à au- toridade da mulher, financeiramente independente. E o narrador incorporou em sua ficção hábitos mui- to avançados para a sociedade daquele período histórico. 17 Unisc 2015 Considere as afirmativas a seguir, a respeito de José de Alencar. I. Seu romance O Guarani é uma das obras mais importantes do indianismo brasileiro. II. A obra Lucíola inaugurou o Realismo no Brasil. III. O sertanejo é uma das obras do autor a tratar da temática regionalista. IV. Em Escrava Isaura, José de Alencar antecipa, na literatura, a discussão promovida pelo movimento abolicionista. Assinale a alternativa correta. A Somente as afirmativas I e II estão corretas. b Somente as afirmativas I e IV estão corretas. c Somente as afirmativas II e III estão corretas. d Somente as afirmativas I e III estão corretas. E Somente as afirmativas II e IV estão corretas. 18 UFSC 2018 A lua vinha assomando pelo cimo das monta- nhas fronteiras; descobri nessa ocasião, a alguns passos de mim, uma linda moça, que parara um instante para contemplar no horizonte as nuvens brancas esgarçadas sobre o céu azul e estrelado. Admirei-lhe do primeiro olhar um talhe esbelto e de suprema elegância. O vestido que o moldava era cinzento com orlas de veludo casta- nho, e dava esquisito realce a um desses rostos suaves, puros e diáfanos que parecem vão desfazer-se ao menor sopro, como os tênues vapores da alvorada. Ressumbrava na sua muda contemplação doce melancolia, e não sei que laivos de tão ingênua castidade, que o meu olhar repousou calmo e sereno na mimosa aparição. ALENCAR, José de. Lucíola. 4. ed. São Paulo: FTD, 1997, p. 14-15. Com base na leitura e interpretação do texto, na leitura integral do romance Lucíola, de José de Alencar, publi- cado pela primeira vez em 1862, bem como no contexto sócio-histórico e literário, é correto armar que: 01 pode-se perceber a idealização do par romântico do século XIX que se materializa com o casamento burguês: a jovem graciosa, meiga, contida e angeli- cal, atributos da personagem Lúcia, e o rapaz belo, corajoso, forte e robusto, qualidades do persona- gem Paulo. 02 no texto, a natureza e a beleza da mulher brasi- leira são exaltadas para registrar a permanência dos valores primordiais da literatura romântica, e a identidade nacional é valorizada em relação à estrangeira – a europeia. 04 em “sobre o céu azul e estrelado” (linha 5), “um ta- lhe esbelto e de suprema elegância” (linha 6), “um desses rostos suaves, puros e diáfanos” (linhas 8-9), a conjunção“e” relaciona termos que exercem a mesma função sintática na oração. 5 10