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Romance Romântico 
 
Prof. Mariana Neto 
 
Página 1 de 7 
1. (Ita 2019) Senhora, de José de Alencar, é uma obra representativa do 
Romantismo porque apresenta 
a) um par romântico que, para se casar, enfrenta a rivalidade de suas 
famílias. 
b) personagens masculinas cuja retidão de caráter é sempre inabalável. 
c) importantes cenários naturais, circunscritos ao ambiente urbano. 
d) o protagonista moldado irreversivelmente pela educação e pelo meio 
social. 
e) uma protagonista virtuosa e movida sobretudo pelo sentimento amoroso. 
 
2. (Fac. Albert Einstein - Medicin 2018) A alegria ainda morou na cabana, 
todo o tempo que as espigas de milho levaram para amarelecer. 
Uma alvorada, caminhava o cristão pela borda do mar. Sua alma estava 
cansada. 
O colibri sacia-se de mel e perfume; depois adormece em seu branco ninho 
de cotão, até que volta no outro ano a lua das flores. Como o colibri, a alma 
do guerreiro também satura-se de felicidade, e carece de sono e repouso. 
A caça e as excursões pelas montanhas em companhia do amigo, as carícias 
da terna esposa que o esperavam na volta, e o doce carbeto no copiar da 
cabana, já não acordavam nele as emoções de outrora. Seu coração 
ressonava. 
Quando Iracema brincava pela praia, os olhos do guerreiro retiravam-se dela 
para se estenderem pela imensidade dos mares. 
Viram umas asas brancas, que adejavam pelos campos azuis. Conheceu o 
cristão que era uma grande igara de muitas velas, como construíam seus 
irmãos; e a saudade da pátria apertou-lhe no seio. 
 
O trecho acima integra o romance Iracema, de José de Alencar. Dele não se 
pode afirmar que 
a) revela o arrefecimento das emoções do personagem, acometido por um 
sentimento que o distancia das ações cotidianas de seu grupo. 
b) indicia a duração e a passagem do tempo, marcadas por fenômeno da 
natureza. 
c) revela mudança dos humores causada pelo sentimento de saudade por 
um bem antigo e distante. 
d) caracteriza um texto cuja linguagem se marca pela função emotiva, já que 
trata dos sentimentos do personagem. 
 
3. (Fuvest 2018) Leia o texto e responda ao que se pede. 
 
– Não veem teus olhos lá o formoso jacarandá, que vai subindo às nuvens? 
A seus pés ainda está a seca raiz da murta* frondosa, que todos os invernos 
se cobria de rama e bagos vermelhos, para abraçar o tronco irmão. Se ela 
não morresse, o jacarandá não teria sol para crescer tão alto. 
 
José de Alencar, Iracema. 
 
 
*murta: arbusto, árvore pequena. 
 
 
a) É possível relacionar a imagem da murta ao destino de Iracema no 
romance? Explique. 
b) A frase “Se ela não morresse, o jacarandá não teria sol para crescer tão 
alto” pode ser entendida como uma alegoria do processo de colonização do 
Brasil? Explique. 
 
4. (Enem PPL 2018) Talvez julguem que isto são voos de imaginação: é 
possível. Como não dar largas à imaginação, quando a realidade vai 
tomando proporções quase fantásticas, quando a civilização faz prodígios, 
quando no nosso próprio país a inteligência, o talento, as artes, o comércio, 
as grandes ideias, tudo pulula, tudo cresce e se desenvolve? Na ordem dos 
melhoramentos materiais, sobretudo, cada dia fazemos um passo, e em 
cada passo realizamos uma coisa útil para o engrandecimento do país. 
ALENCAR, J. Ao correr da pena. Disponível em: www.dominiopublico.gov.br. 
Acesso em: 12 ago. 2013. 
 
No fragmento da crônica de José de Alencar, publicada em 1854, a temática 
nacionalista constrói-se pelo elogio ao(à) 
a) passado glorioso. 
b) progresso nacional. 
c) inteligência brasileira. 
d) imponência civilizatória. 
e) imaginação exacerbada. 
 
5. (Unesp 2018) Esse autor introduziu no romance brasileiro o índio e os 
seus acessórios, aproveitando-o ou em plena selvageria ou em comércio 
com o branco. Como o quer representar no seu ambiente exato, ou que lhe 
parece exato, é levado a fazer também, se não antes de mais ninguém, com 
talento que lhe assegura a primazia, o romance da natureza brasileira. 
(José Veríssimo. História da literatura brasileira, 1969. Adaptado.) 
 
Tal comentário refere-se a 
a) Aluísio Azevedo. 
b) José de Alencar. 
c) Manuel Antônio de Almeida. 
d) Basílio da Gama. 
e) Gonçalves Dias. 
 
TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO: 
Para responder à(s) questão(ões), considere o texto abaixo. 
 
Os poetas do nosso Romantismo atestam diferentes estações do nosso 
nacionalismo e das ideias, dominantes ou libertárias, que vicejaram ao longo 
do século XIX. Há em Gonçalves Dias uma exaltação do índio, que não 
hesitou em dotar de algumas virtudes aristocráticas caprichosamente 
combinadas com as da vida natural; há em Castro Alves o voo de condor 
para ideais humanistas, em combate aos horrores da escravidão. Mesmo o 
lirismo intimista de um Álvares de Azevedo não deixa de ecoar algo dos 
mestres europeus que, como Byron ou Victor Hugo, ampliam os contornos 
da vida subjetiva para que ela venha a ocupar o centro de um palco público, 
interpretando sentimentos e aspirações da época. 
DOMIGUES, Alaor, inédito. 
 
6. (Puccamp 2018) O que nesse texto se afirma sobre Gonçalves Dias é 
extensivo à prosa de 
a) Manuel Antônio de Almeida, quando se pensa na inflexão histórica que 
este deu à sua obra. 
b) Machado de Assis, em cujos livros expandiu-se igualmente o anseio de 
afirmação nacional. 
c) José de Alencar, quando se pensa em sua ficção voltada para os mitos 
fundadores e para a natureza. 
d) Raul Pompeia, por conta do caráter intimista e autobiográfico de seu 
principal romance. 
e) Bernardo Guimarães, tendo em vista a dura análise que fez este dos 
costumes burgueses 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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7. (Fac. Albert Einstein - Medicin 2017) 
 
Iracema, a virgem dos lábios de mel, 
que tinha os cabelos mais negros que 
a asa da graúna, e mais longos que seu 
talhe de palmeira. 
 
O favo da jatí não era doce como seu 
sorriso; nem a baunilha recendia no 
bosque como seu hálito perfumado. 
 
Mais rápida que a ema selvagem, a 
morena virgem corria o sertão e as matas 
do Ipu, onde campeava sua guerreira 
tribo, da grande nação tabajara. O pé 
grácil e nu, mal roçando, alisava apenas 
a verde pelúcia que vestia a terra com 
as primeiras águas. 
 
Do trecho acima que integra o romance Iracema, de José de Alencar, não se 
pode afirmar que 
 
a) a caracterização de Iracema, da forma como é feita no romance, revela, 
acima de tudo, sua alma e o fino tratamento psicológico de uma personagem 
feminina o qual lhe é atribuído pelo autor. 
b) as sucessivas comparações servem para idealizar a protagonista, e em 
todas elas a personagem Iracema é dada como superior. 
c) a profusão de linguagem figurada, usada ao longo do romance, tanto para 
caracterizar a personagem quanto suas ações, pode dar a ele o estatuto de 
um poema em prosa. 
d) as inúmeras comparações de seus atos com o comportamento de 
diferentes animais e vegetais na selva, demonstram que a personagem é 
pura aparência, reveladora de sua beleza original. 
 
8. (Fac. Albert Einstein - Medicin 2017) “Os olhos de Iracema, estendidos 
pela floresta, viram o chão juncado de cadáveres de seus irmãos; e longe o 
bando dos guerreiros tabajaras que fugia em nuvem negra de pó. Aquele 
sangue que enrubescia a terra, era o mesmo sangue brioso que lhe ardia 
nas faces de vergonha. 
O pranto orvalhou seu lindo semblante. 
Martim afastou-se para não envergonhar a tristeza de Iracema.” 
 
O trecho acima integra a obra Iracema, publicada em 1865 por José de 
Alencar. 
 
Considerando este romance em sua inteireza, do trecho em questão, NÃO 
É CORRETO afirmar que 
a) revela o desfecho da luta entre os pitiguaras e os tabajaras, tribos 
inimigas, no meio da qual Iracema sofre as consequências de uma opção 
amorosa. 
b) configura o dilema afetivo da virgem posta entre o amor do esposo, amigo 
dos inimigos de sua tribo e a lealdade aos irmãos vencidos em guerra pelos 
pitiguaras. 
c) desvela as imagens trágicas que os olhos de Iracemarefletem e o 
sentimento de vergonha que a faz corar e que a acomete pela escolha 
inescapável que fizera. 
d) indicia o choro de arrependimento e remorso pela aventura amorosa vivida 
entre Iracema e Martim, cujo desenrolar pressagia um destino final trágico 
para o par romântico. 
 
9. (Pucsp 2017) Desde então os guerreiros pitiguaras que passavam perto 
da cabana abandonada e ouviam ressoar a voz plangente da ave amiga, 
afastavam-se com a alma cheia de tristeza, do coqueiro onde cantava a 
jandaia. E foi assim que um dia veio a chamar-se Ceará o rio onde crescia o 
coqueiro, e os campos onde serpeja o rio. 
O trecho acima integra o romance Iracema, de José de Alencar. 
Considerando a obra como um todo, o trecho em pauta se refere 
a) à morte de Iracema após o nascimento de Moacir e seu sepultamento 
junto a uma carnaúba, na fronde da qual canta ainda a jandaia. 
b) às consequências das guerras entre as tribos pitiguara e tabajara pela 
conquista e manutenção da terra brasileira contra o domínio dos invasores 
franceses. 
c) ao desfecho trágico do relacionamento amoroso de Iracema e Martim, 
provocado pela vingança de Irapuã, pretendente preterido pela virgem. 
d) ao castigo recebido por Iracema, guardadora dos segredos da jurema, por 
quebra do voto de castidade ao tornar-se esposa de Martim. 
 
10. (Unifesp 2017) Caracterizou-o sempre um sincero amor pelas coisas de 
sua terra, pela sua gente, e se existe obra que possa ser chamada de 
brasileira, é a dele. Se seus assuntos eram o homem e a terra do Brasil, 
apanhados no Norte, no Sul, no Centro, a forma por que os explorava era 
também brasileira, pela sintaxe que empregava e pelos modismos que 
introduzia. O Brasil do campo e o das cidades está presente em sua obra, 
assim como o homem da sociedade, o homem da rua e o trabalhador rural. 
Abarcou os aspectos mais variados da nossa sensibilidade e da nossa 
formação, constituindo sua obra um painel a que nada falta, inclusive o índio, 
que nela tem participação considerável. 
(José Paulo Paes e Massaud Moisés (orgs). Pequeno dicionário de literatura 
brasileira, 1980. Adaptado.) 
 
Tal comentário refere-se ao escritor 
a) Machado de Assis. 
b) Manuel Antônio de Almeida. 
c) José de Alencar. 
d) Aluísio Azevedo. 
e) Guimarães Rosa. 
 
11. (Upe-ssa 2 2017) O Romantismo não é só um período literário, ele 
também é um movimento que abarca as artes plásticas. Assim, analise as 
imagens a seguir. 
 
 
 
 
 
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Acerca dos textos acima, assinale com V as afirmativas Verdadeiras e com 
F as Falsas. 
 
( ) É possível afirmar que esses textos têm em comum complexos valores 
ideológicos, próprios da expressão plástica romântica. 
( ) A Imagem 1 expressa uma das temáticas do Romantismo, isto é, a 
liberdade contra a tirania. 
( ) A Imagem 2 dialoga com o Romantismo por tratar de uma temática cara 
aos românticos, que é a exaltação do passado histórico e de caráter 
nacionalista. 
( ) A Imagem 3 expressa, de forma dramática, a tragédia de um naufrágio. 
Nessa obra, é possível identificar uma das características do Romantismo, a 
hipervalorização dos sentimentos, tanto as do mundo físico natural como as 
emoções pessoais. 
( ) A Imagem 4 dialoga com a obra de José de Alencar, O Uraguai, cuja 
protagonista é Iracema. 
 
A sequência CORRETA, de cima para baixo é: 
 
a) V – V – V – V – F 
b) F – F – V – V – F 
c) F – V – V – F – F 
d) V – V – V – F – V 
e) V – F – V – F – V 
 
12. (Ita 2017) Na ficção romântica, em geral, o destino das personagens 
femininas é a felicidade pelo casamento ou a morte trágica. Nesse aspecto, 
Til, de José de Alencar, traz um final inovador, resultante do amadurecimento 
de Berta após conhecer a história de Besita, sua mãe. Podemos afirmar isso 
acerca do romance em questão, pois Berta 
 
a) recusa-se a se casar com Miguel quando descobre ser filha incógnita de 
Luís Galvão. 
b) abre mão do casamento, ainda que com algum sofrimento, optando por 
cuidar de Zana e Brás. 
c) aceita ser reconhecida legalmente como filha por Luís Galvão, mostrando-
se mais flexível que a mãe. 
d) enfrenta o assédio de Jão Fera, que violentou Besita. 
e) assassina Ribeiro, como vingança pela morte da mãe. 
 
13. (Unesp 2018) De fato, este romance constitui um dos poucos romances 
cômicos do romantismo nacional, afastando-se dos traços idealizantes que 
caracterizam boa parte das obras “sérias” dos autores de então. O modo pelo 
qual este romance pinta a sociedade, representado-a a partir de um ângulo 
abertamente cômico e satírico, também era relativamente novo nas letras 
brasileiras do século XIX. 
(Mamede Mustafa Jarouche. “Galhofa sem melancolia”, 2003. Adaptado.) 
 
O comentário refere-se ao romance 
a) O cortiço, de Aluísio Azevedo. 
b) Memórias póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis. 
c) Memórias de um sargento de milícias, de Manuel Antônio de Almeida. 
d) Iracema, de José de Alencar. 
e) Macunaíma, de Mário de Andrade. 
 
14. (Upe-ssa 2 2017) Texto 1 
 
Amor 
 
Amemos! Quero de amor 
Viver no teu coração! 
Sofrer e amar essa dor 
Que desmaia de paixão! 
 
Na tu‘alma, em teus encantos 
E na tua palidez 
E nos teus ardentes prantos 
Suspirar de languidez! 
 
Quero em teus lábios beber 
Os teus amores do céu, 
Quero em teu seio morrer 
No enlevo do seio teu! 
 
Quero viver d´esperança, 
Quero tremer e sentir! 
Na tua cheirosa trança 
Quero sonhar e dormir! 
 
Vem, anjo, minha donzela, 
Minh‘alma, meu coração! 
Que noite, que noite bela! 
Como é doce a viração! 
 
E entre os suspiros do vento 
Da noite ao mole frescor, 
Quero viver um momento, 
Morrer contigo de amor! 
 
Álvares de Azevedo 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Texto 2 
 
Era no tempo do rei. 
 
Uma das quatro esquinas que formam as ruas do Ouvidor e da Quitanda, 
cortando-se mutuamente, chamava-se nesse tempo – O canto dos meirinhos 
–; e bem lhe assentava o nome, porque era aí o lugar de encontro favorito 
de todos os indivíduos dessa classe (que gozava então de não pequena 
consideração). Os meirinhos de hoje não são mais do que a sombra caricata 
dos meirinhos do tempo do rei; esses eram gente temível e temida, 
respeitável e respeitada; formavam um dos extremos da formidável cadeia 
judiciária que envolvia todo o Rio de Janeiro no tempo em que a demanda 
era entre nós um elemento de vida: o extremo oposto eram os 
desembargadores. Ora, os extremos se tocam, e estes, tocando-se, 
fechavam o círculo dentro do qual se passavam os terríveis combates das 
citações, provarás, razões principais e finais, e todos esses trejeitos judiciais 
que se chamava o processo. 
Daí sua influência moral. 
Memórias de um Sargento de Milícias, de Manuel Antônio de Almeida. 
 
Sobre os textos 1 e 2, analise as proposições a seguir e assinale com V as 
Verdadeiras e com F as Falsas. 
 
( ) O Texto 1 tematiza o amor como sentimento da ação interior do sujeito, 
deixando transparecer seu estado afetivo; revela a intimidade de um amor 
irresoluto e ambivalente. 
( ) O poeta Álvaro de Azevedo transita entre um amor humano e um amor 
divino, numa tentativa de equacionar seus desejos pela mulher amada e pela 
imagem de mulher divinizada. 
( ) A obra Memórias de um Sargento de Milícias caracteriza-se como uma 
novela, ao apresentar uma sequência de células dramáticas, ou episódios 
semelhantes a capítulos, posicionados numa ordem linear temporal. 
( ) O Texto 2, fragmento de Memórias de um Sargento de Milícias, 
caracteriza-se como um romance, e é baseado nos valores sociais, 
contemporâneos ao autor da obra. 
 
A sequência CORRETA, de cima para baixo, é: 
a) F – V – V – F 
b) V – V – V – F 
c) V – F – V – V 
d) V – V – F – V 
e) V – V – F – F 
 
15. (Ufrgs 2016) Assinale a alternativa correta sobre autores do Romantismo 
brasileiro. 
a) Gonçalves Dias, autor dos célebres Canção do exílio e I-Juca-Pirama, 
dedicou a maioria de seus poemas à temática da escravidão.b) Joaquim Manuel de Macedo, em A Moreninha, afasta-se da estética 
romântica em muitos pontos, especialmente no tom paródico adotado pelo 
narrador que ridiculariza a sociedade burguesa fluminense. 
c) Álvares de Azevedo, em A noite na taverna, desvincula-se do 
nacionalismo paisagista e indianista e ingressa no universo juvenil da 
angústia, do erotismo e do sarcasmo. 
d) Manuel Antônio de Almeida, em Memórias de um sargento de milícias, 
vincula-se à estética romântica, em especial porque se centra em 
personagens da classe média urbana fluminense. 
e) Castro Alves é o principal poeta do indianismo romântico, pois toma o 
índio como figura prototípica da nacionalidade. 
 
16. (Enem PPL 2013) — Ora dizeis, não é verdade? Pois o Sr. Lúcio queria 
esse cravo, mas vós lho não podíeis dar, porque o velho militar não tirava os 
olhos de vós; ora, conversando com o Sr. Lúcio, acordastes ambos que ele 
iria esperar um instante no jardim... 
MACEDO, J. M. A moreninha. Disponível em: www.dominiopublico.com.br. Acesso 
em: 17 abr. 2010 (fragmento). 
O trecho faz parte do romance A moreninha, de Joaquim Manuel de Macedo. 
Nessa parte do romance, há um diálogo entre dois personagens. A fala 
transcrita revela um falante que utiliza uma linguagem 
a) informal, com estruturas e léxico coloquiais. 
b) regional, com termos característicos de uma região. 
c) técnica, com termos de áreas específicas. 
d) culta, com domínio da norma padrão. 
e) lírica, com expressões e termos empregados em sentido figurado. 
 
TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO: 
Um sarau é o bocado mais delicioso que temos, de telhado abaixo. Em um 
sarau todo o mundo tem que fazer. O diplomata ajusta, com um copo de 
champagne na mão, os mais intrincados negócios; todos murmuram, e não 
há quem deixe de ser murmurado. O velho lembra-se dos minuetes e das 
cantigas do seu tempo, e o moço goza todos os regalos da sua época; as 
moças são no sarau como as estrelas no céu; estão no seu elemento: aqui 
uma, cantando suave cavatina, eleva-se vaidosa nas asas dos aplausos, por 
entre os quais surde, às vezes, um bravíssimo inopinado, que solta de lá da 
sala do jogo o parceiro que acaba de ganhar sua partida no écarté, mesmo 
na ocasião em que a moça se espicha completamente, desafinando um 
sustenido; daí a pouco vão outras, pelos braços de seus pares, se deslizando 
pela sala e marchando em seu passeio, mais a compasso que qualquer de 
nossos batalhões da Guarda Nacional, ao mesmo tempo que conversam 
sempre sobre objetos inocentes que movem olhaduras e risadinhas 
apreciáveis. Outras criticam de uma gorducha vovó, que ensaca nos bolsos 
meia bandeja de doces que veio para o chá, e que ela leva aos pequenos 
que, diz, lhe ficaram em casa. Ali vê-se um ataviado dandy que dirige mil 
finezas a uma senhora idosa, tendo os olhos pregados na sinhá, que senta-
se ao lado. Finalmente, no sarau não é essencial ter cabeça nem boca, 
porque, para alguns é regra, durante ele, pensar pelos pés e falar pelos 
olhos. 
E o mais é que nós estamos num sarau. Inúmeros batéis conduziram da 
corte para a ilha de... senhoras e senhores, recomendáveis por caráter e 
qualidades; alegre, numerosa e escolhida sociedade enche a grande casa, 
que brilha e mostra em toda a parte borbulhar o prazer e o bom gosto. 
Entre todas essas elegantes e agradáveis moças, que com aturado empenho 
se esforçam para ver qual delas vence em graças, encantos e donaires, certo 
sobrepuja a travessa Moreninha, princesa daquela festa. 
(Joaquim Manuel de Macedo. A Moreninha, 1997.) 
 
17. (Unifesp 2013) Levando em conta o contexto em que floresceu a 
literatura romântica, as informações textuais refletem, com 
a) ufanismo, uma vida social de bem-aventurança. 
b) desprezo, a cultura de uma sociedade poderosa. 
c) entusiasmo, uma sociedade frívola e hipócrita. 
d) nostalgia, os valores de uma sociedade decadente. 
e) amenidade, uma visão otimista da realidade social. 
 
18. (Uel 2019) Leia a seguir o fragmento retirado da obra O demônio familiar, 
de José de Alencar. 
 
CENA XIII - Alfredo, Azevedo 
Alfredo – É raro encontrá-lo agora, Sr. Azevedo. Já não aparece nos bailes, 
nos teatros. 
Azevedo – Estou-me habituando à existência monótona da família. 
Alfredo – Monótona? 
Azevedo – Sim. Um piano que toca; duas ou três moças que falam de modas; 
alguns velhos que dissertam sobre a carestia dos gêneros alimentícios e a 
diminuição do peso do pão; eis um verdadeiro tableau de família no Rio de 
Janeiro. Se fosse pintor faria um primeiro prix au Conservatoire des Arts. 
Alfredo – E havia de ser um belo quadro, estou certo; mais belo sem dúvida 
do que uma cena de salão. 
Azevedo – Ora, meu caro, no salão tudo é vida; enquanto que aqui, se não 
fosse essa menina que realmente é espirituosa, D. Carlotinha, que faríamos, 
senão dormir e abrir a boca? 
 
 
 
 
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Alfredo – É verdade; aqui dorme-se, porém sonha-se com a felicidade; no 
salão vive-se, mas a vida é uma bem triste realidade. Em vez de um piano 
há uma rabeca; as moças não falam de modas, mas falam de bailes; os 
velhos não dissertam sobre a carestia, mas ocupam-se com a política. Que 
diz deste quadro, Sr. Azevedo, não acha que também vale a pena de ser 
desenhado por um hábil artista, para a nossa “Academia de Belas-Artes”? 
Azevedo – A nossa “Academia de Belas-Artes”? Pois temos isto aqui no Rio? 
Alfredo – Ignorava? 
Azevedo – Uma caricatura, naturalmente... Não há arte em nosso país. 
Alfredo – A arte existe, Sr. Azevedo, o que não existe é o amor dela. 
Azevedo – Sim, faltam os artistas. 
Alfredo – Faltam os homens que os compreendam; e sobram aqueles que 
só acreditam e estimam o que vem do estrangeiro. 
Azevedo (Com desdém) — Já foi a Paris, Sr. Alfredo? 
Alfredo – Não, senhor; desejo, e ao mesmo tempo receio ir. 
Azevedo – Por que razão? 
Alfredo – Porque tenho medo de, na volta, desprezar o meu país, ao invés 
de amar nele o que há de bom e procurar corrigir o que é mau. [...] 
ALENCAR, J. O demônio familiar. 4.ed. São Paulo: Martin Claret, 2013. p.90-92. 
 
Com base na obra O demônio familiar, de José de Alencar, responda aos 
itens a seguir. 
 
a) A cena ressalta uma temática comumente explorada por José de Alencar. 
Indique qual é essa temática e explique como a cena a aborda. 
b) De acordo com a temática indicada no item a), aponte a personagem que 
mais se aproxima das concepções defendidas por Alencar. Justifique sua 
resposta. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Gabarito: 
 
Resposta da questão 1: 
 [E] 
[A] Incorreto. Seixas e Aurélia não pertencem a famílias rivais. 
[B] Incorreto. Seixas é um personagem com caráter duvidoso, uma vez que, 
até certo momento, preocupa-se bastante em obedecer ao padrão elitista de 
vida. 
[C] Incorreto. Senhora é um romance urbano. 
[D] Incorreto. O protagonista tem seus hábitos alterados a partir do 
surgimento do amor verdadeiro. 
[E] Correto. Aurélia mostra retidão de caráter e tem suas ações guiadas pelo 
amor que sente em relação a Seixas. 
 
Resposta da questão 2: 
 [D] 
 
[A] Verdadeiro. “Como o colibri, a alma do guerreiro também satura-se de 
felicidade, e carece de sono e repouso” indica o arrefecimento do 
personagem. 
[B] Verdadeiro. A passagem de tempo é medida pela natureza, como se 
verifica em “A alegria ainda morou na cabana, todo o tempo que as espigas 
de milho levaram para amarelecer”. 
[C] Verdadeiro. A saudade é revelada em “A caça e as excursões pelas 
montanhas em companhia do amigo, as carícias da terna esposa que o 
esperavam na volta, e o doce carbeto no copiar da cabana, já não acordavam 
nele as emoções de outrora”. 
[D] Falso. Há predomínio da função poética, uma vez que o autor emprega 
expressões metafóricas para ilustrar não apenas a passagem do tempo 
como também os sentimentos das personagens.Resposta da questão 3: 
 a) Sim, a imagem da murta que, ao morrer, permite que o jacarandá se 
desenvolva e cresça pode ser associado ao destino de Iracema, que se 
sacrifica e definha até a morte para salvar o homem amado. 
b) Sim, a frase “Se ela não morresse, o jacarandá não teria sol para crescer 
tão alto” pode ser entendida como uma alegoria do processo de colonização 
do Brasil. Sob essa perspectiva, a murta representaria o povo indígena que 
se sacrifica para que o povo brasileiro pudesse ser beneficiado com a 
colonização europeia, representada, na alegoria, pela imagem do jacarandá. 
 
Resposta da questão 4: 
 [B] 
 
No fragmento da crônica de José de Alencar, “Ao correr da pena”, publicada 
em 1854, são inúmeras as referências ao crescimento cultural, social e 
econômico experimentado pela sociedade brasileira da época, o que permite 
deduzir que a temática nacionalista vai sendo construída pelo elogio ao 
progresso nacional, como se transcreve em [B]. 
 
Resposta da questão 5: 
 [B] 
 
O comentário de José Veríssimo refere-se, genericamente, à trilogia 
indianista de José de Alencar, “O Guarani”, “Iracema” e “Ubirajara”. Estes 
três romances obedecem a um projeto estético-ideológico de fundar uma 
identidade nacional na qual o nativo da terra teria cumprido papel 
fundamental nos primórdios da colonização (“Iracema” e “O guarani”) e 
mesmo em tempo anterior à chegada do elemento europeu (“Ubirajara”). 
Assim, é correta a opção [B]. 
 
 
 
 
Resposta da questão 6: 
 [C] 
 
As opções [A], [B], [D] e [E] citam autores cujas obras não desenvolvem 
temática indianista como a de Gonçalves Dias, pois 
 
[A] Manuel Antônio de Almeida, em “Memórias de um sargento de milícias”, 
retrata as classes média e baixa, algo muito incomum para a época, quando 
os romances retratavam os ambientes aristocráticos e da burguesia local; 
[B] a de Machado é extensa e variada, abrangendo eventos de sua época 
ou de cunho universal e intemporal, dissecando os mais intricados conflitos 
da condição humana; 
[D] Raul Pompeia, em “O ateneu”, critica a sociedade brasileira do final do 
século XIX, tomando como metáfora o colégio, um lugar onde vence sempre 
o mais forte; 
[E] Bernardo de Guimarães, representante do Romantismo regionalista 
brasileiro e autor de “A Escrava Isaura”, foca a escravidão dos negros no 
Brasil. 
 
Assim, é correta a opção [C], pois, nas obras de José de Alencar, o índio, 
pela bondade, nobreza e valentia de suas atitudes, ganha tons lendários e 
míticos à semelhança de "o bom selvagem" de Rousseau ou do cavaleiro 
medieval europeu, na tentativa de afirmação de identidade nacional. 
 
Resposta da questão 7: 
 [A] 
 
No trecho em destaque, vemos uma descrição física de Iracema, “a virgem 
dos lábios de mel”. Por meio de uma série de metáforas que a comparam 
com elementos da natureza, temos um quadro físico da protagonista do 
romance de José de Alencar. O mesmo não se pode afirmar do psicológico 
ou da “alma” de Iracema: não há um tratamento psicológico dado à 
personagem. 
 
Resposta da questão 8: 
 [D] 
 
A alternativa [D] está incorreta, uma vez que Iracema chora pela perda de 
seus irmãos que haviam sido mortos, e não por ter se arrependido. Pelo 
contrário, apesar de sofrer as contradições de seu amor, ela continua fiel a 
Martim até o final da narrativa, quando o casal é separado definitivamente 
pela morte de Iracema. 
 
Resposta da questão 9: 
 [A] 
 
Este trecho faz parte do desfecho do romance, no qual Iracema morre, 
deixando seu filho recém-nascido Moacir. A jandaia, desde então, começou 
a cantar sobre o “túmulo” de Iracema na carnaúba e assim “os guerreiros 
pitiguaras que passavam perto da cabana abandonada e ouviam ressoar a 
voz plangente da ave amiga, afastavam-se com a alma cheia de tristeza”. 
 
Resposta da questão 10: 
 [C] 
 
A amplitude temática e espaço-temporal, assim como a preocupação em 
representar a cultura brasileira através da sintaxe e modismos que introduzia 
nas suas obras a que o texto de José Paulo Paes e Massaud Moisés fazem 
referência estão patentes no conjunto de obras de José de Alencar. Assim, 
é correta a opção [C]. 
 
Resposta da questão 11: 
 [A] 
 
Verdadeira. As imagens representam valores caros ao Romantismo. As 
imagens 1 e 3 fazem menção ao combatido estilo de arte clássico: Delacroix 
 
 
 
 
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retrata o elemento feminino em um contexto violento, ressaltando a liberdade 
pós contexto de tirania, e Géricault retoma a questão da violência pela 
ocorrência de canibalismo após o naufrágio que o inspirou, no típico exagero 
sentimental romântico; já as imagens 2 e 4 representam o Nacionalismo no 
Brasil, nação recém-independente. 
Verdadeira. Delacroix retrata o elemento feminino em um contexto violento, 
ressaltando a liberdade pós contexto de tirania. 
Verdadeira. A Batalha dos Guararapes foi um episódio brasileiro marcado 
pelo embate de brasileiros contra invasores holandeses no século XVII. 
Verdadeira. Géricault retoma a questão da violência pela ocorrência de 
canibalismo após o naufrágio que o inspirou, no típico exagero sentimental 
romântico. 
Falsa. Iracema é um romance indianista de José de Alencar, retratado por 
José Maria de Medeiros. 
 
Resposta da questão 12: 
 [B] 
 
A protagonista Berta apresenta características de grande humildade, 
abnegação e amor ao próximo, típicas de personagens descritos e cultuados 
em textos hagiográficos. É correta a opção [B], pois Berta abre mão de seu 
amor por Miguel para cuidar de Zana, uma escrava, e de Brás, um deficiente. 
 
Resposta da questão 13: 
 [C] 
 
A caracterização de um romance inserido na estética romântica da época, 
mas que escapa às características típicas desse mesmo movimento, permite 
deduzir que o autor se refere a “Memórias de um sargento de milícias” 
(malandro como personagem principal, apresentação do cotidiano das 
classes média e baixa do Rio de Janeiro, linguagem simples e o tom de 
comicidade, entre outros). Assim, é correta a opção [C]. 
 
Resposta da questão 14: 
 [B] 
 
Verdadeira. No Texto 1, o eu lírico mostra sua intenção de viver o amor com 
sua amada, porém mostra ambiguidades, ao mencionar fazer referência a 
um amor simultaneamente idealizado e carnal e, finalmente, afirmar: “Quero 
viver um momento, / Morrer contigo de amor!” 
Verdadeira. Tal ambivalência de Álvares de Azevedo é muito bem ilustrada 
em “Quero em teus lábios beber / Os teus amores do céu, / Quero em teu 
seio morrer / No enlevo do seio teu!”. 
Verdadeira. Publicado originalmente em folhetim, Memórias de um Sargento 
de Milícias relata a formação do malandro Leonardinho, desde criança até 
se tornar Sargento de Milícias. 
Falsa. Memórias de um Sargento de Milícias foi publicado em 1852, porém 
refere-se ao Brasil Colonial, uma vez que sua oração inicial é “Era no tempo 
do Rei.”. 
 
Resposta da questão 15: 
 [C] 
 
A alternativa [A] está incorreta, pois Gonçalves Dias ficou conhecido por 
dedicar-se ao indianismo. 
Está incorreta também a alternativa [B], já que A moreninha é justamente um 
dos primeiros romances do Romantismo brasileiro por trazer vários 
elementos desse movimento, como a idealização do amor puro, a cultura 
nacional (por meio da lenda da gruta), o registro de costumes (e não a sua 
ridicularização) e o final feliz. 
Quanto à alternativa [D], embora a obra Memórias de um sargento de milícias 
possa ser vinculada à estética romântica pelo registro de costumes, a 
impulsividade dos personagens e o final feliz, de fato promove uma inversão 
do Romantismo. O humor ocupa o centro da narrativa e o herói romântico 
sofre uma “carnavalização”. Por isso é considerada uma obra que faz a 
transição para o Realismo, e isso se dá justamente por centrar-se em 
personagens de classes sociais mais baixas. 
Já a alternativa [E] não está correta porque Castro Alves se dedicou à 
temática dos negros escravizados e ficou conhecido como o “poeta dos 
escravos”. 
 
Resposta da questão 16: 
 [D] 
 
 
A concordância entre o sujeito (vós) e overbo (podíeis), o emprego do objeto 
direto e indireto a partir da contração entre “lhe” e “o” e a colocação 
pronominal seguindo o padrão da Gramática Normativa indicam que a 
linguagem empregada seja culta – como bem defendiam os autores 
românticos ao retratar a elite do país. 
 
Resposta da questão 17: 
 [E] 
 
Publicado em 1844, o romance “A Moreninha”, de Joaquim Manuel de 
Macedo, atende ao interesse do público leitor da época, constituído 
sobretudo por uma burguesia alienada e ávida por uma literatura que 
correspondesse às projeções dos seus anseios pessoais em frequentar 
ambientes luxuosos e conviver com a nata da sociedade. Assim, as 
descrições detalhadas do sarau e a idealização dos personagens ofereciam 
condições e qualidades que despertavam sensação de prazer e bem-estar, 
expressando uma visão otimista da realidade social, como se afirma em [E]. 
 
Resposta da questão 18: 
a) Observa-se a presença do nacionalismo predominante nesta cena. 
Alfredo e Azevedo dialogam sobre o convívio familiar e os bailes de salão e, 
neste primeiro momento, notam-se termos pronunciados em francês por 
Azevedo, que mostra apreço pelos bailes, pela França e pela cultura 
francesa em geral, em detrimento da cultura brasileira. O diálogo segue, e 
sobressai, na fala de Alfredo, a necessidade de valorização do país, como 
nos fragmentos: “Faltam os homens que os compreendam; e sobram 
aqueles que só acreditam e estimam o que vem do estrangeiro.” ou “Porque 
tenho medo de, na volta, desprezar o meu país, ao invés de amar nele o que 
há de bom e procurar corrigir o que é mau.”. 
 
b) O nacionalismo e a necessidade de valorização do Brasil estão explícitos 
nas falas de Alfredo. Essa preferência é reforçada na discussão entre as 
personagens; enquanto Alfredo enaltece a “Academia de Belas-Artes” no Rio 
de Janeiro, Azevedo diz não saber de sua existência e considera que não 
existam arte e artistas no Brasil, demonstrando preferir o estrangeiro. Alfredo 
representa a personagem nacionalista.

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