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CURSO ANUAL DE LITERATURA 
 Prof. Steller de Paula – VOLUME 1 
 
VestCursos – Especialista em Preparação para Vestibulares de Alta Concorrência 
 
 
AULA 4 - CLASSICISMO 
 
 
 
Lembre-se: O Classicismo desenvolve-se no contexto histórico do 
Renascimento Cultural. 
 
 
 
Classicismo é a denominação da tendência artística que 
revitalizou a tradição clássica de afirmar a superioridade humana. 
Para recriar os ideais da Antiguidade greco-latina, o Classicismo 
valorizou as proporções, o equilíbrio das composições, a harmonia 
das formas e a idealização da realidade. Manifestou-se tanto nas 
artes plásticas quanto na música, na literatura e na filosofia. 
Maria Luiza Abaurre 
 
CARACTERÍSTICAS GERAIS DO CLASSICISMO: 
 
- Criação e Imitação: Somente na Modernidade o conceito de 
originalidade será desenvolvido. Assim, durante o Renascimento, 
os artistas buscavam modelos a serem seguidos, recriando temas 
clássicos, partindo do princípio aristotélico da mimese (imitação). 
- Racionalismo: Os artistas do Classicismo procuram interpretar a 
realidade a partir da observação racional, o que resulta numa 
postura reflexiva. Na literatura, o poeta tenta entender e explicar 
racionalmente os sentimentos e as emoções humanas. 
- Visão Humanista: O destaque dado ao ser humano como uma 
criação divina perfeita faz com que os artistas adotem uma 
concepção de beleza associada ao equilíbrio, à harmonia e à 
simetria, respeitando uma relação de proporção entre as partes. 
- Universalismo 
- Resgate dos Valores da Antiguidade Clássica; 
- Paganismo. 
 
 
 
 
A POESIA LÍRICA DE CAMÕES 
 
A Camões 
Quando nalma pesar de tua raça 
A névoa da apagada e vil tristeza, 
Busque ela sempre a glória que não passa, 
Em teu poema de heroísmo e de beleza. 
 
Gênio purificado na desgraça, 
Te resumiste em ti toda a grandeza: 
Poeta e soldado… Em ti brilhou sem jaça 
O amor da grande pátria portuguesa. 
 
E enquanto o fero canto ecoar na mente 
Da estirpe que em perigos sublimados 
Plantou a cruz em cada continente, 
 
Não morrerá, sem poetas nem soldados, 
A língua que cantaste rudemente 
As armas e os barões assinalados. 
Manuel Bandeira 
 
CARACTERÍSTICAS FORMAIS 
- A poesia lírica de Camões manifesta-se tanto na medida velha 
(redondilhas de 5 ou 7 sílabas poéticas) como na medida nova (o 
verso decassílabo, de 10 sílabas poéticas); 
 
- Os poemas em medida nova são formas poéticas ligadas à 
tradição clássica, predominando o uso do soneto (composições 
poéticas de 14 versos, distribuídas em dois quartetos e dois 
tercetos); 
 
- Além do soneto, desenvolveu outras formas clássicas como a 
ode, a elegia e a écloga. 
 
 
 
 
 30 VestCursos – Especialista em Preparação para Vestibulares de Alta Concorrência 
CURSO ANUAL DE LITERATURA – (Prof. Steller de Paula) 
TEMAS MAIS TRABALHADOS 
 
A) Destaca-se, na poesia lírica de Camões, o tema do 
“desconcerto do mundo”, que reflete um sentimento de 
insatisfação diante dos males que atormentam o eu lírico. 
 
Ao desconcerto do Mundo 
Os bons vi sempre passar 
No Mundo graves tormentos; 
E pera mais me espantar 
Os maus vi sempre nadar 
Em mar de contentamentos. 
Cuidando alcançar assim 
O bem tão mal ordenado, 
Fui mau, mas fui castigado, 
Assim que só pera mim 
Anda o Mundo concertado. 
Luís de Camões 
 
B) A constatação da efemeridade da vida e da transitoriedade 
de tudo e o carpe diem (carpe diem, quam minimum credula 
postero): 
 
Ode a Leucónoe de Horácio (65 a.C.- 8 a.C.) 
Não procures, Leucónoe — ímpio será sabê-lo —, 
que fim a nós os dois os deuses destinaram; 
não consultes sequer os números babilónicos: 
melhor é aceitar! E venha o que vier! 
Quer Júpiter te dê inda muitos Invernos, 
quer seja o derradeiro este que ora desfaz 
nos rochedos hostis ondas do mar Tirreno, 
vive com sensatez destilando o teu vinho 
e, como a vida é breve, encurta a longa esp’rança. 
De inveja o tempo voa enquanto nós falamos: 
trata pois de colher o dia, o dia de hoje, 
que nunca o de amanhã merece confiança. 
 
Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades, 
Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades, 
Muda-se o ser, muda-se a confiança; 
Todo o mundo é composto de mudança, 
Tomando sempre novas qualidades. 
 
Continuamente vemos novidades, 
Diferentes em tudo da esperança; 
Do mal ficam as mágoas na lembrança, 
E do bem, se algum houve, as saudades. 
 
O tempo cobre o chão de verde manto, 
Que já coberto foi de neve fria, 
E em mim converte em choro o doce canto. 
 
E, afora este mudar-se cada dia, 
Outra mudança faz de mor espanto: 
Que não se muda já como soía. (costumava) 
Luís de Camões 
 
C) A poesia lírica de Camões tem o Amor como tema principal 
e apresenta um conflito entre o amor carnal, marcado pelo 
desejo e fonte de sofrimento, e o amor idealizado, puro, 
expressão no neoplatonismo. 
 
Transforma-se o amador na cousa amada 
 
Transforma-se o amador na cousa amada, 
Por virtude do muito imaginar; 
Não tenho logo mais que desejar, 
Pois em mim tenho a parte desejada. 
 
Se nela está minha alma transformada, 
Que mais deseja o corpo de alcançar? 
Em si sómente pode descansar, 
Pois consigo tal alma está liada. 
 
Mas esta linda e pura semideia, 
Que, como o acidente em seu sujeito, 
Assim co'a alma minha se conforma, 
 
Está no pensamento como ideia; 
[E] o vivo e puro amor de que sou feito, 
Como matéria simples busca a forma. 
Luís de Camões 
 
D) Apesar da predominância temática do Amor, não há 
sentimentalismo. O Amor é trabalhado numa perspectiva 
racional: há uma tentativa de explicar racionalmente as 
emoções. 
 
Quem diz que Amor é falso ou enganoso 
 
Quem diz que Amor é falso ou enganoso, 
Ligeiro, ingrato, vão desconhecido, 
Sem falta lhe terá bem merecido 
Que lhe seja cruel ou rigoroso. 
 
Amor é brando, é doce, e é piedoso. 
Quem o contrário diz não seja crido; 
Seja por cego e apaixonado tido, 
E aos homens, e inda aos Deuses, odioso. 
 
Se males faz Amor em mim se vêem; 
Em mim mostrando todo o seu rigor, 
Ao mundo quis mostrar quanto podia. 
 
Mas todas suas iras são de Amor; 
Todos os seus males são um bem, 
Que eu por todo outro bem não trocaria. 
 
Amor é fogo que arde sem se ver 
 
Amor é fogo que arde sem se ver; 
É ferida que dói e não se sente; 
É um contentamento descontente; 
É dor que desatina sem doer; 
 
É um não querer mais que bem querer; 
É solitário andar por entre a gente; 
É nunca contentar-se de contente; 
É cuidar que se ganha em se perder; 
 
É querer estar preso por vontade; 
É servir a quem vence, o vencedor; 
É ter com quem nos mata lealdade. 
 
Aula 4 - Classicismo 
 
 
 
 
 
31 VestCursos – Especialista em Preparação para Vestibulares de Alta Concorrência 
 
 
Mas como causar pode seu favor 
Nos corações humanos amizade, 
Se tão contrário a si é o mesmo Amor? 
Luís de Camões 
 
*Camões recorre com alguma frequência a antíteses e a 
paradoxos, numa tentativa de refletir sobre a complexidade do 
sentimento amoroso. 
 
Tanto de meu estado me acho incerto 
 
Tanto de meu estado me acho incerto, 
Que em vivo ardor tremendo estou de frio; 
Sem causa, juntamente choro e rio; 
O mundo todo abarco e nada aperto. 
 
É tudo quanto sinto um desconcerto; 
Da alma um fogo me sai, da vista um rio; 
Agora espero, agora desconfio, 
Agora desvario, agora acerto. 
 
Estando em terra, chego ao Céu voando; 
Numa hora acho mil anos, e é de jeito 
Que em mil anos não posso achar uma hora. 
 
Se me pergunta alguém porque assim ando, 
Respondo que não sei; porém suspeito 
Que só porque vos vi, minha Senhora. 
Luís de Camões 
 
Busque Amor novas artes, novo engenho 
 
Busque Amor novas artes, novo engenho 
para matar-me, e novas esquivanças; 
que não pode tirar-me as esperanças 
que mal me tirará o que eu não tenho. 
 
Olhai de que esperanças me mantenho! 
vede que perigosas seguranças: 
que não temo contrastes nem mudanças 
andando em bravo mar perdido o lenho. 
 
Mas, conquanto não pode haver desgosto 
onde esperança falta, lá me esconde 
Amor um mal, quemata e não se vê; 
 
que dias há que na alma me tem posto 
um não sei quê, que nasce não sei onde 
vem não sei como e dói não sei porquê.“ 
Luís de Camões 
 
E) Diálogo entre a modernidade e Camões 
 
Erros meus, má fortuna, amor ardente 
 
Erros meus, má fortuna, amor ardente 
Em minha perdição se conjuraram; 
Os erros e a fortuna sobejaram, 
Que para mim bastava amor somente. 
 
Tudo passei; mas tenho tão presente 
A grande dor das cousas que passaram, 
Que as magoadas iras me ensinaram 
A não querer já nunca ser contente. 
 
Errei todo o discurso dos meus anos; 
Dei causa a que a fortuna castigasse 
As minhas mais fundadas esperanças. 
 
De amor não vi senão breves enganos. 
Oh! Quem tanto pudesse, que fartasse 
Este meu duro Gênio de vinganças! 
Luís de Camões 
 
A grande dor das cousas que passaram 
 
A grande dor das cousas que passaram 
transmutou-se em finíssimo prazer 
quando, entre fotos mil que se esgarçavam, 
tive a fortuna e graça de te ver. 
 
Os beijos e amavios que se amavam, 
descuidados de teu e meu querer, 
outra vez reflorindo, esvoaçaram 
em orvalhada luz de amanhecer. 
 
Ó bendito passado que era atroz, 
e gozoso hoje terno se apresenta 
e faz vibrar de novo minha voz 
 
para exaltar o redivivo amor 
que de memória-imagem se alimenta 
e em doçura converte o próprio horror! 
Carlos Drummond de Andrade 
 
A poesia Épica de Camões 
 
 
 
Um poema épico, ou epopeia, é um longo poema narrativo, 
centrado na figura de um herói, em que um acontecimento histórico 
é celebrado em estilo solene e grandioso. 
 
 
 
 
 32 VestCursos – Especialista em Preparação para Vestibulares de Alta Concorrência 
CURSO ANUAL DE LITERATURA – (Prof. Steller de Paula) 
A epopeia Os Lusíadas foi publicada em 1572 e dedicada Rei D. 
Sebastião, tendo como como assunto central a viagem de Vasco 
da Gama às Índias (1497 - 1498). Destacando as perigosas 
viagens “por mares nunca dantes navegados”, Camões exalta o 
povo português, por meio da figura do herói Vasco da Gama. 
 
Camões, assim, procura relembrar a grandeza de Portugal, já em 
franca decadência naquele momento, recorrendo ao modelo 
estabelecido na Antiguidade por Homero, com Ilíada e Odisseia. 
 
EPISÓDIO DO GIGANTE ADAMASTOR 
 
 
 
Porém já cinco sóis eram passados 
Que dali nos partíramos, cortando 
Os mares nunca doutrem navegados, 
Prosperamente os ventos assoprando, 
Quando uma noite, estando descuidados 
Na cortadora proa vigiando, 
Uma nuvem, que os ares escurece, 
Sobre nossas cabeças aparece. 
 
Tão temerosa vinha e carregada, 
Que pôs nos corações um grande medo; 
Bramindo, o negro mar de longe brada, 
Como se desse em vão nalgum rochedo. 
"Ó Potestade (disse) sublimada: 
Que ameaço divino ou que segredo 
Este clima e este mar nos apresenta, 
Que mor cousa parece que tormenta?" 
 
Não acabava, quando uma figura 
Se nos mostra no ar, robusta e válida, 
De disforme e grandíssima estatura; 
O rosto carregado, a barba esquálida, 
Os olhos encovados, e a postura 
Medonha e má e a cor terrena e pálida; 
Cheios de terra e crespos os cabelos, 
A boca negra, os dentes amarelos. 
 
Tão grande era de membros, que bem posso 
Certificar-te que este era o segundo 
De Rodes estranhíssimo Colosso, 
Que um dos sete milagres foi do mundo. 
Cum tom de voz nos fala, horrendo e grosso, 
Que pareceu sair do mar profundo. 
Arrepiam-se as carnes e o cabelo, 
A mi e a todos, só de ouvi-lo e vê-lo! 
 
E disse: "Ó gente ousada, mais que quantas 
No mundo cometeram grandes cousas, 
Tu, que por guerras cruas, tais e tantas, 
E por trabalhos vãos nunca repousas, 
Pois os vedados términos quebrantas 
E navegar nos longos mares ousas, 
Que eu tanto tempo há já que guardo e tenho, 
Nunca arados d’estranho ou próprio lenho: 
 
ESTRUTURA DO POEMA 
- O poema divide-se em 10 cantos, num total de 1.102 estrofes. 
Cada estrofe contém 8 versos (oitavas), num total de 8.816 versos, 
decassílabos (medida nova), predominando os decassílabos. 
- O tema é: exaltar “a glória do povo navegador português” e a 
memória dos reis que “foram ditando a Fé, o Império”. 
- O herói é Vasco da Gama, através de quem se exalta o heroísmo 
do povo português. 
 
Os cantos dividem-se em: 
1 - Proposição - É a apresentação do poema, com a identificação 
do tema e do herói. Ocupa as três primeiras estrofes. Evidencia 
algumas características fundamentais da obra: o caráter coletivo do 
herói, a valorização do homem (antropocentrismo), a sobrevivência 
do "ideal cruzada", a valorização da Antiguidade clássica e o 
nacionalismo. 
 
2 - Invocação – O poeta pede inspiração às musas. Camões elege 
como suas inspiradoras as Tágides, ninfas do rio Tejo. 
 
3 – Dedicatória – O poema é dedicado a D. Sebastião, rei de 
Portugal. 
 
4 - Narração - A narração de Os Lusíadas compreende três ações 
principais: a viagem de Vasco da Gama às Índias, a narrativa da 
história de Portugal e as lutas e intervenções dos deuses do 
Olimpo. Paralelamente às ações históricas desenvolve-se uma 
ação mitológica: a luta que travam os deuses olímpicos Vênus e 
Marte (favoráveis aos lusos) e Baco e Netuno (contrários às 
navegações). 
A narrativa com Vasco da Gama e os navegadores já no Oceano 
Índico, na costa leste da África, próximo ao Canal de Moçambique, 
e termina com a partida de Calicute, não sendo narrado o regresso 
a Lisboa. Os acontecimentos históricos anteriores são relatados 
por discursos dos protagonistas humanos (Vasco da Gama e seu 
irmão Paulo da Gama), e os acontecimentos futuros são 
anunciados pelos deuses ou outras personagens com o dom da 
profecia. 
 
5 - Epílogo – É conclusão do poema, onde o poeta pede às musas 
que façam calar a voz da sua lira, pois se vê desiludido com a 
pátria decadente. 
Contrastando com o tom vibrante e ufanista do início, contém as 
lamentações e críticas do poeta, num tom agora pessimista, 
desencantado. 
Aula 4 - Classicismo 
 
 
 
 
 
33 VestCursos – Especialista em Preparação para Vestibulares de Alta Concorrência 
 
 
Episódio do Velho do Restelo 
"Mas um velho d'aspeito venerando, 
Que ficava nas praias, entre a gente, 
Postos em nós os olhos, meneando 
Três vezes a cabeça, descontente, 
A voz pesada um pouco alevantando, 
Que nós no mar ouvimos claramente, 
C'um saber só de experiências feito, 
Tais palavras tirou do experto peito: 
 
- "Ó glória de mandar! Ó vã cobiça 
Desta vaidade, a quem chamamos Fama! 
Ó fraudulento gosto, que se atiça 
C'uma aura popular, que honra se chama! 
Que castigo tamanho e que justiça 
Fazes no peito vão que muito te ama! 
Que mortes, que perigos, que tormentas, 
Que crueldades neles experimentas! 
 
— "Dura inquietação d'alma e da vida, 
Fonte de desamparos e adultérios, 
Sagaz consumidora conhecida 
De fazendas, de reinos e de impérios: 
Chamam-te ilustre, chamam-te subida, 
Sendo dina de infames vitupérios; 
Chamam-te Fama e Glória soberana, 
Nomes com quem se o povo néscio engana! 
 
—"A que novos desastres determinas 
De levar estes reinos e esta gente? 
Que perigos, que mortes lhe destinas 
Debaixo dalgum nome preminente? 
Que promessas de reinos, e de minas 
D'ouro, que lhe farás tão facilmente? 
Que famas lhe prometerás? que histórias? 
Que triunfos, que palmas, que vitórias? 
 
 
EXERCÍCIOS DE APRENDIZAGEM 
 
Questão 01 (Enem 2012) 
LXXVIII (Camões, 1525?-1580) 
 
Leda serenidade deleitosa, 
Que representa em terra um paraíso; 
Entre rubis e perlas doce riso; 
Debaixo de ouro e neve cor-de-rosa; 
 
Presença moderada e graciosa, 
Onde ensinando estão despejo e siso 
Que se pode por arte e por aviso, 
Como por natureza, ser fermosa; 
 
Fala de quem a morte e a vida pende, 
Rara, suave; enfim, Senhora, vossa; 
Repouso nela alegre e comedido: 
 
Estas as armas são com que me rende 
E me cativa Amor; mas não que possa 
Despojar-me da glória de rendido. 
CAMÕES, L. Obra completa. Rio de janeiro: Nova Aguilar, 2008. 
 
 
A pintura e o poema, embora sendo produtos de duas linguagens 
artísticas diferentes, participaram do mesmo contexto social e 
cultural de produção pelo fato de ambosa) apresentarem um retrato realista, evidenciado pelo unicórnio 
presente na pintura e pelos adjetivos usados no poema. 
b) valorizarem o excesso de enfeites na apresentação pessoa e na 
variação de atitudes da mulher, evidenciadas pelos adjetivos do 
poema. 
c) apresentarem um retrato ideal de mulher marcado pela 
sobriedade e o equilíbrio, evidenciados pela postura, expressão e 
vestimenta da moça e os adjetivos usados no poema. 
d) desprezarem o conceito medieval da idealização da mulher 
como base da produção artística, evidenciado pelos adjetivos 
usados no poema. 
e) apresentarem um retrato ideal de mulher marcado pela 
emotividade e o conflito interior, evidenciados pela expressão da 
moça e pelos adjetivos do poema. 
 
TEXTO PARA AS PRÓXIMAS 2 QUESTÕES: 
TEXTO 
Reinando Amor em dois peitos, 
tece tantas falsidades, 
que, de conformes vontades, 
faz desconformes efeitos. 
Igualmente vive em nós; 
mas, por desconcerto seu, 
vos leva, se venho eu, 
me leva, se vindes vós. 
Camões 
Questão 02 (Mackenzie 2009) 
Assinale a alternativa CORRETA acerca do texto. 
a) Exemplifica o padrão poético do Classicismo renascentista, na 
medida em que tematiza o amor, utilizando-se da chamada 
"medida nova". 
b) Embora apresente versos redondilhos, de tradição medieval, a 
linguagem dos versos revela contenção emotiva, traço estilístico 
valorizado na Renascença. 
	SEMANA 04 - LITERATURA - Classicismo - Camões - STELLER sem respostas

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