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Aula 5 – Civilização Romana 
 
 
 
 
 
51 VestCursos – Especialista em Preparação para Vestibulares de Alta Concorrência 
 
 
Neste relevo, que se encontra no Museu do Vaticano, vemos um 
regimento militar romano. A disciplina, as armas e os equipamentos 
fizeram das legiões romanas um exército quase invencível. 
 
ESCRAVISMO 
Com as guerras de conquista, milhares de vencidos foram 
escravizados e enviados para a Itália. Os ricos tinham dezenas e, 
às vezes, centenas de escravizados a seu serviço. Os 
escravizados, em Roma, eram de diversas origens: gregos, 
macedônios, asiáticos etc. 
 
 
Nesta pintura mural, encontrada na cidade de Pompéia, vemos 
escravos domésticos a serviço da aristocracia romana, durante um 
banquete. 
 
Os escravos eram empregados em minas e pedreiras, no trabalho 
agrícola e pastoril e em serviços domésticos, como cozinheiros, 
médicos, músicos, dançarinos, camareiros e professores dos filhos 
dos ricos. No entanto, no período republicano, a agricultura foi a 
atividade que mais absorveu mão de obra escrava. 
A concentração de terras pelos aristocratas e o aumento de 
escravos, proporcionado pelas guerras, originaram grandes 
propriedades escravistas que produziam vinho e azeite de oliva, 
produtos que alcançavam bons preços no mercado. A pequena 
propriedade camponesa não desapareceu completamente, mas 
não conseguia competir com a grande propriedade escravista, pois 
era necessário muito investimento. As pequenas propriedades 
produziam então apenas produtos de subsistência para mercados 
locais. Já o vinho e o azeite produzidos nas grandes propriedades 
escravistas eram vendidos para outras províncias romanas. 
A grande propriedade escravista possuía uma residência para 
quando seu proprietário a visitasse. Na sua ausência era um 
capataz, um escravo, quem cuidava da propriedade e controlava os 
outros escravos. Apesar de predominar o trabalho escravista, em 
determinadas épocas, como a da colheita, era usado o trabalho de 
camponeses livres. 
Se, por um lado, livres e escravos podiam trabalhar juntos, por 
outro, também entre os escravos havia diferenças. O escravo que 
era capataz tinha mais privilégios do que os escravos que 
comandava. Ele podia se casar e ter uma casa própria, por 
exemplo. Alguns podiam transportar dinheiro, viajar e negociar para 
o seu senhor. Mas, como toda pessoa nesta condição, podiam ser 
vendidos como escravo, a qualquer momento. Podiam também ser 
torturados até a morte, castigados com surras de varas, queimados 
com ferro em brasa, presos em jaulas e, se a falta fosse 
considerada muito grave, crucificados. 
No entanto, a escravidão romana não se baseava apenas na 
violência. Os senhores e escravos buscavam alternativas de 
controle que diminuíssem as possibilidades de revoltas. Por 
exemplo, um escravo que servisse bem o seu senhor podia ganhar 
a liberdade como recompensa. 
 
ESPÁRTACO: A RESISTÊNCIA À ESCRAVIDÃO 
No período inicial da expansão romana pelo Mediterrâneo, 
ocorreram revoltas de escravos na ilha da Sicília. Os escravos 
revoltados trabalhavam em grandes propriedades como 
agricultores e pastores, sofrendo maus tratos. Porém, a maior 
rebelião de escravos foi liderada pelo escravo Espártaco. 
Espártaco foi capturado no norte da Grécia e trazido para a Itália. 
Por ser forte e corajoso, foi escolhido por seu dono para ser um 
gladiador. Segundo as descrições, ele era loiro, musculoso e 
coberto de cicatrizes, que ganhara nas lutas de que fora obrigado a 
participar. Em 73 a.C., ele fugiu acompanhado de 74 gladiadores. 
Com eles iniciou um exército que recebeu a adesão de milhares de 
escravos e homens livres pobres, e chegou a reunir cerca de 100 
mil combatentes. 
À frente desse exército de ex escravos, Espártaco venceu algumas 
legiões romanas por diversas vezes e dominou boa parte do sul da 
Itália. Em 71 a.C., os exército romanos se uniram contra os 
rebeldes e, finalmente, conseguiram vencê-los. O romano Crasso 
massacrou mais de 6 mil seguidores de Espártaco, sendo que 
muitos deles foram crucificados e expostos em vários trechos da 
via Ápia. 
 
Espártaco(ao centro) liderou um exército rebelde que contou com 
quase mil ex escravos. 
 
 
 
 
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CURSO ANUAL DE HISTÓRIA GERAL – Prof. Monteiro Jr. 
Esse problema social agravou-se de tal modo que, a partir do final 
do século II a.C., alguns políticos tentaram realizar reformas para a 
distribuição de terras entre os pobres. Os tribunos da plebe Tibério 
Graco, em 133 a.C., e seu irmão Caio, em 123 a.C., propuseram 
uma reforma agrária, mas enfrentaram uma forte oposição do 
Senado, composto em sua maioria por grandes proprietários, e, 
com isso, acabaram assassinados. 
 
A LUTA PELA TERRA 
Durante as conquistas militares romanas, grandes extensões dos 
territórios conquistados tornaram-se terra pública. Mas, como 
vimos, a aristocracia acabou tomando para si essas terras e 
montando propriedades escravistas de médio e grande porte. 
Nesse processo, os camponeses saíram prejudicados. Como 
cidadãos, eles eram obrigados a servir ao exército, abandonando 
suas terras. Ao retornarem, encontravam-nas devastadas ou 
incorporadas ilegalmente às terras dos grandes proprietários. Além 
disso, com a utilização de mão de obra escrava, parte do 
campesinato ficou sem ocupação e, sem outra opção, teve de 
mudar-se para as cidades. 
 
 
Júlio César durante a conquista da Britânia, no século I a.C. 
 
Além do problema da terra, outro sinal da crise da República 
provinha do exército. Muitos camponeses empobrecidos alistavam-
se como soldados permanentes. Tal alistamento tornou-se possível 
a partir de 107 a.C., quando o cônsul Mário promoveu uma reforma 
militar instituindo o pagamento de salário aos soldados. Além disso, 
os soldados recebiam parte dos saques de guerra e terras como 
recompensa. A consequência política dessa reforma foi que os 
soldados ficaram ligados principalmente por laços de lealdade a 
seus comandantes. Os comandantes, por sua vez, usavam suas 
tropas para obter poder político, pressionando assim o Senado. 
A partir de então, teve início um longo período de guerras civis 
entre os ambiciosos generais romanos e seus milhares de 
soldados. Assim, ao mesmo tempo em que o Senado, o órgão mais 
importante da República, foi perdendo força, os generais ganhavam 
poder e prestígio. 
O mais destacado desses generais foi Júlio César, que, com seu 
poderoso exército, conquistou a Gália, como já vimos, depois de 
vencer as forças do chefe gaulês Vercingetórix. 
 
 
LEITURA COMPLEMENTAR 
As aventuras de Asterix, o gaulês 
“Estamos no ano 50 a.C.Toda a Gália foi ocupada pelos romanos... 
Toda? Não! Uma aldeia povoada por irredutíveis gauleses ainda 
resiste ao invasor.” Assim começam todas as aventuras de Asterix, 
o gaulês, personagem de histórias em quadrinhos cuja primeira 
aparição se deu em 1959. Foi criado pelos franceses René 
Goscinny, o roteirista (falecido em 1977), e Albert Uderzo, o 
desenhista. Mas afinal de contas quem é Asterix? Asterix é um 
guerreiro gaulês, baixinho, narigudo e muito esperto que, após 
beber a poção mágica criada pelo druida (sacerdote) Panoramix, 
ganha, temporariamente, grande força (mais ou menos como o 
espinafre age no Popeye). 
Graças à poção mágica, a aldeia onde vive Asterix realizou o que 
nenhuma outra aldeia gaulesa conseguiu: resistir ao Império 
Romano. O melhor amigo de Asterix é Obelix, um gaulês gordo e 
bonachão que, apesar do tamanho, tem o coração de uma criança. 
Obelix possui grande força permanentemente, pois caiu no 
caldeirão da poção mágica quando ainda era pequeno. É ele, aliás, 
quem sempre acaba roubando as cenas. 
Nas histórias de Asterix, além dos romanos e gauleses, também 
aparecem outros povos dominados pelos romanos: egípcios, 
gregos, bretões etc. Também aparecem caricaturas de 
personagens que realmente existiram, como o general Júlio César, 
a rainha do Egito, Cleópatra, e outros. 
Asterix é o tipode história em quadrinhos que agrada tanto 
crianças quanto adultos. Suas aventuras são movimentadas, 
engraçadas, inteligentes e, coisa rara, tão bem escritas quanto bem 
desenhadas. 
 
 
Reprodução da capa do gibi Asterix e a surpresa de César. 
 
Mas, cuidado! Asterix é só uma ficção. Seus autores brincam com 
elementos e situações atuais, apesar de as histórias serem 
passadas na Antiguidade. O desenhista Albert Uderzo, quando 
perguntado se ele e Goscinny pesquisavam para criar as histórias, 
respondeu: “Não, na verdade era muito divertido tratar os povos em 
função do que eles são hoje em dia. São caricaturas do que nós 
conhecemos dos belgas, dos ingleses, dos alemães, dos 
espanhóis. Não tentamos traduzir a verdadeira maneira de viver 
desses povos naquela época, até porque deveriam ser muito 
diferentes do que são hoje. Só queremos divertir os outros”. 
(Wizard, nº 14, setembro de 1997. São Paulo, Globo. p. 37.) 
Aula 5 – Civilização Romana 
 
 
 
 
 
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Asterix foi sucesso não apenas na França, mas em vários países 
(inclusive no Brasil), sendo publicado em 77 línguas e dialetos pelo 
mundo afora. No Brasil, Asterix é publicado atualmente pela Editora 
Record. Suas aventuras são facilmente encontradas em sebos e 
livrarias. 
Depois da conquista da Gália, Júlio César tomou o poder em Roma 
e promoveu reformas importantes: doou terras a milhares de ex 
soldados e plebeus empobrecidos, concedeu cidadania a muitos 
habitantes das províncias e introduziu o calendário juliano, que 
divide o ano em 365 dias. Os senadores acusaram César de trair a 
República e desejar a volta da Monarquia e, com base nisso, o 
assassinaram em 44 a.C. 
O poder, entretanto, continuou nas mãos de outro militar, o general 
Otávio, sobrinho de César e seu herdeiro. Otávio disputou o poder 
com outro poderoso general, Marco Antônio e o acusou de trair 
Roma ao se casar com Cleópatra, a rainha do Egito, e deixar para 
ela toda a sua herança, inclusive terras romanas. 
Otávio venceu as forças de Marco Antônio na Batalha de Ácio, em 
31 a.C., e conquistou o Egito. Ao regressar a Roma, Otávio foi 
acumulando poderes e diminuindo a força do Senado. 
A República aproximava-se do fim. 
 
O IMPÉRIO ROMANO 
Três anos depois, em 27 a.C., o Senado atribuiu a Otávio o título de 
Augusto, que significava “consagrado”, “majestoso”, “divino”. Com 
Augusto terminou a República e começou o Império. 
O governo de Augusto, que durou até 14 d.C., marcou o início de 
um longo período de calma e prosperidade, que passou a História 
com o nome de Paz Romana. Nesse período as atividades 
agrícolas, comerciais, culturais e artísticas tiveram um 
extraordinário impulso. 
Os dois primeiros séculos após a morte de Augusto constituíram o 
período mais brilhante da História de Roma. Roma tornou-se o 
centro de um império que se estendia pela Europa, Ásia e África. A 
ligação entre Roma e suas províncias era facilitada por uma rede 
de estradas que percorria todo o Império; daí o famoso ditado: 
“Todos os caminhos levam a Roma”. 
Sucederam a Augusto, até o fim do século II, quatro dinastias de 
imperadores: 
• Dinastia Júlio Claudiana (14-88), com os Imperadores Tibério, 
Calígula, Cláudio e Nero. Essa dinastia esteve ligada à aristocracia 
patrícia romana: a principal característica dessa fase foram os 
constantes conflitos entre o Senado e os Imperadores. 
• Dinastia Flaviana (68-96), com os Imperadores Vespasiano, Tito 
e Domiciano. Esteve ligada aos grandes comerciantes. Os 
Imperadores dessa dinastia, apoiados pelo exército, submeteram 
totalmente o Senado. Nesse período, os romanos dominaram a 
Palestina e houve a dispersão (diáspora) do povo judeu. 
• Dinastia Antonina (96-193), com Nerva, Trajano, Adriano, 
Antônio Pio, Marco Aurélio e Cômodo que assinalou o apogeu do 
Império Romano.Os imperadores dessa dinastia, exceto o último, 
foram excelentes administradores. Adotavam uma atitude 
conciliatória em relação ao Senado. Roma jamais voltou a conhecer 
um período de esplendor como este. 
• Dinastia Severa (193-235), com Sétimo Severo, Caracala, 
Heliogábalo e Severo Alexandre, caracterizou-se pelo início de 
crises internas e pressões externas, exercidas pelos bárbaros, 
prenunciando o declínio do Império romano, a partir do século III da 
Era Cristã. 
 
Calígula 
Foi Imperador de 37 a 41. No início de seu governo, deu mostras 
de generosidade para com os pobres, mandou parar as 
perseguições políticas iniciadas por Tibério e devolveu os poderes 
da Assembleia, aparentando democracia. Logo, porém, o 
desequilíbrio mental o transformou totalmente: pretendeu que os 
senadores lhe beijassem os pés como a um deus, obrigou-os a 
elegeram cônsul a seu cavalo Incitatus e passou a perseguir 
senadores mais ricos; introduziu a obrigatoriedade da adoração ao 
imperador, o que provocou rebeliões entre os judeus, que só 
admitiam a adoração a Deus. Na terceira conspiração contra sua 
vida foi assassinado por um oficial de sua guarda. 
Calígula tinha a cintura alta, tez pálida, corpo desproporcional, 
pernas e pescoço extremamente finos, olhos e têmporas 
afundados, testa larga e atormentada, cabelos raros e totalmente 
inexistentes no alto da cabeça e o resto do corpo peludo. (...) Seu 
rosto era evidentemente horroroso e repugnante; no entanto, ele 
ainda se empenhava no sentido de torná-lo mais selvagem, 
dando-lhe, com o auxílio do espelho, todos os traços capazes de 
inspirar terror e medo. Ele não tinha saúde de corpo nem de alma. 
(...) Acredita-se que enlouqueceu por ter tomado um filtro de amor 
dado por sua mulher Cesônia. Sofria muito de insônia, não 
dormindo mais de três horas por noite e ainda assim, com um sono 
agitado, povoado de visões estranhas; uma vez pensou estar 
conversando com o fantasma do mar. Além disso, durante grande 
parte da noite, cansado de velar estendido, sentava-se no leito, ou 
errava ao longo de imensos pórticos, não cessando de chamar e de 
esperar pela luz do dia. 
(SUETÔNIO, historiador latino que viveu de 75 a 160. em: JAIME PINSKY. 100 
textos de História Antiga. São Paulo, Hucitec, 1 972. p. 134-135). 
 
Nero 
Aclamado imperador aos 17 anos de idade, fez um dos melhores 
governos do império durante os primeiros anos (54-59), sob a 
orientação do filósofo Sêneca. Depois tornou-se um tirano 
perverso. Mandou assassinar seu meio-irmão Britânico, sua mãe 
Agripina, sua primeira mulher e sua segunda mulher. 
Quando Sêneca, desgostoso com as atitudes de Nero, se afastou 
da corte e da vida política, o imperador entregou-se por completo a 
uma vida de insensatez e de despotismo: matanças humanas no 
circo, intrigas palacianas, assassinatos de cortesãos e de 
senadores. Além disso, tinha comportamentos completamente 
extravagantes, que não estavam de acordo com a dignidade de seu 
cargo, como se apresentar como ator e cantor em espetáculos de 
circo. 
Conta o historiador romano Suetônio que “enquanto Nero cantava, 
ninguém tinha permissão para deixar o teatro, nem mesmo pela 
razão mais urgente. E, assim, conta-se que algumas mulheres 
davam à luz em plena plateia, enquanto outros membros da 
audiência fingiam morrer e eram carregados para fora como se 
fossem ser sepultados.” 
Tudo isso causava profundo descontentamento entre os romanos. 
Tal descontentamento aumentou quando Nero mandou confiscar 
ilegalmente os bens dos cidadãos mais ricos. 
Em 64, Roma foi devastada por um incêndio. Do alto do palácio, 
Nero contemplou o fogo, recitando versos seus. Suspeitou-se de 
que o próprio imperador tinha mandado incendiar a cidade. No 
entanto, ele conseguiu convencer a população de que os 
responsáveis pela desgraça tinha sido os cristãos, já numerosos 
em Roma nessa época. Com esse pretexto, mandou persegui-los 
ferozmente. 
A situação grave nas províncias, com várias rebeliões, e o 
descontentamento popular levaram militares e nobres que se 
opunham ao Imperador a organizar conspirações contra Nero. 
 
 
 
 
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Estas, no entanto, foram descobertas e violentamente sufocadas, 
com assassinos e condenações à morte. Entre os condenados 
encontrava-se Sêneca. 
Com a intenção de conquistar a consagração artística, Nero foi a 
Grécia e, ao voltar a Roma, encontrou uma situação Insustentável: 
revoltas por toda parte. Sentindo-se sem apoio até de sua guarda, 
tentou fugir. Vendo-se perdido, suicidou-se, em 88. 
 
O EXÉRCITO ROMANO 
As vitórias do Império romano deveram-se à firmeza e à disciplina 
de seus exércitos. A maior unidade do exército era a legião; cada 
legião contava com 4.800 homens. No apogeu do império, a Paz 
Romana era defendida por trinta legiões, ou seja, 144.000 homens. 
Os legionários eram muito hábeis na construção de pontes 
flutuantes para atravessar os rios. A utilização dessas pontes e a 
capacidade de manter um ritmo de marcha (cerca de 32 
quilômetros por dia) permitiam que as legiões se movimentassem 
muito depressa. César saiu muitas vezes vitoriosos por conseguir 
alcançar seus inimigos antes do esperado, pegando-os de 
surpresa. 
O legionário protegia-se com um capacete e uma couraça. As 
pernas e joelhos também tinham proteção. No braço esquerdo 
usava um escudo de madeira coberta de couro. Nos pés calçava 
sandálias de couro com pregos de ferro nas solas. 
As armas ofensivas eram três: o pilo, o gládio e o punhal. O pilo era 
uma lança com cerca de 2 metros, formada por um cabo de 
madeira e um ferro fixado ao cabo por dois cravos, um dos quais, 
também de madeira, se partia com o impacto, impossibilitando o 
inimigo de utilizar a arma. O gládio era uma espada curta de lâmina 
pontiaguda com dois gumes; o punhal era usado como arma 
auxiliar. 
Faziam parte também do equipamento do legionário os seguintes 
utensílios e ferramentas: um cantil, uma caçarola de bronze, uma 
marmita, uma pá-enxada, um cesto para entulho, uma foice 
pequena, uma corrente, uma mó manual de pedra para moer o 
grão, uma correia de couro. Cada legionário levava ainda cereal 
suficiente para quinze dias, as roupas de muda, o indispensável 
para barbear e um estojo de primeiros socorros. Todo o 
equipamento do legionário pesava cerca de 40 quilos e era 
transportado numa espécie de armação de madeira e metal em 
forma de T. 
A maioria dos soldados no tempo do império era formada por 
voluntários, isto é, alistavam-se no exército porque queriam (e não 
porque fossem obrigados). Para ser legionário era preciso ser 
cidadão romano e ter pelo menos 1,74 metro de altura. O 
candidato, quando aceito, ia para um acampamento onde treinava 
marchar, cavalgar, nadar e combater. 
 
A CIDADE ROMANA 
A urbs (cidade, em latim) romana era bem diferente da pólis grega. 
A urbs romana já apresentava muitos problemas que se tornaram 
comuns nos grandes centros urbanos que surgiram muitos séculos 
depois. 
Horácio, poeta romano, lamentou, no século I a.C., quanto Roma 
tinha ficado violenta com o barulho das carruagens que 
atravessavam as ruas da cidade. 
Roma foi a cidade que atingiu maior concentração demográfica em 
toda a Antiguidade. No século III, a cidade de Roma contava com 1 
milhão de habitantes, e o Império Romano, em seu conjunto, com 
uns 54 milhões. Era das regiões ocupadas que constantemente 
chegavam pessoas à capital do império. Isso passou a provocar um 
constante aumento dos aluguéis e o crescimento dos materiais de 
construção, a falta de espaço obrigou à construção de casas de 
madeira e tijolo cru, em condições muito precárias. Muitas vezes a 
irresponsabilidade deu origem a grandes catástrofes provocadas 
por desabamentos ou incêndios. 
A vida numa cidade como Roma não era como a vida nas 
pequenas cidades gregas. A falta de contato entre as pessoas e os 
problemas de sobrevivência próprios da grande cidade levaram o 
povo a recorrer à bebida e aos espetáculos públicos para aliviar a 
tensão. Juvenal, escritor romano, afirmou: “Duas coisas desejava 
ansiosamente o povo de Roma: pão e circo”. De fato, os pobres e 
desempregados recebiam pão como esmola do governo e todas as 
grandes cidades romanas tinham um anfiteatro no qual se 
realizavam grandes e brutais espetáculos. A finalidade desses 
espetáculos era desviar a atenção do povo e evitar o 
descontentamento. 
Nesses espetáculos, às vezes gladiadores profissionais combatiam 
com adversários de igual valor; a vida do derrotado dependia dos 
assistentes: se levantassem o polegar, ele viveria, se o virassem 
para baixo, seria morto. 
Outras vezes, porém, gladiadores, criminosos ou membros de 
seitas perseguidas (como os cristãos, que eram lançados às feras 
esfomeadas). Os prisioneiros de guerra eram brutalmente incitados 
a lutar entre si a morte. 
Os espetáculos, nas datas comemorativas, prolongavam-se pelo 
dia inteiro e mesmo por dias seguidos. E como os Imperadores 
instituíam um número cada vez maior de datas festivas, mais da 
metade dos dias do ano eram considerados feriados públicos. 
Desde o início do século II a.C., apresentavam-se também 
espetáculos de feras. Neles, não eram homens que combatiam uns 
contra os outros, mas os animais selvagens: leão contra leão, leão 
conta pantera ou contra touro, tigres contra panteras, touros contra 
ursos e assim por diante. Às vezes formavam-se pares 
inesperados. Promovia-se, por exemplo, o combate entre uma 
grande serpente e um leão. E certas ocasiões chegavam a ser 
mortos, num só dia, 5.000 animais. 
Para atender às exigências constantes de novos animais, os 
governadores das províncias romanas tinham de organizar 
frequentes caçadas. Caçadores a pé e a cavalo, armados de 
dardos, perseguiam animais ferozes, que tentavam encurralar em 
uma área cercada por uma enorme rede. Em seguida fechava os 
animais em jaulas, para a longa viagem até Roma e outras cidades 
do Império. Foram essas caçadas que levaram è extinção completa 
dos leões da Mesopotâmia. 
Outra atração das cidades romanas eram os balneários (casas de 
banhos). Nos maiores centro urbanos havia um para cada zona da 
cidade. Assim como o fórum era o centro das atividades na parte 
da manhã, os balneários eram o centro de atração na parte da 
tarde. Nos balneários os cidadãos se encontravam para tratar de 
negócios ou, simplesmente, para conversar. 
O banho dos romanos era uma operação longa. O banhista 
passava por diversas salas de aquecimento progressivo, para 
provocar a transpiração. Depois descia para a banheira quente, 
mas não antes de um ajudante lhe ter esfregado criteriosamente 
todo o corpo. Finalmente, o banho terminava com um mergulho na 
piscina fria, para fortalecer os músculos. A pessoa nadava um 
pouco e, em seguida, saía da água para as mãos de um 
massagista que, com óleo perfumado, massageava cada um dos 
músculos do corpo. Nos dias de sol, os frequentadores dos 
balneários estendiam-se no solarium para um banho de sol. 
 
A Vida Cotidiana em Roma: 
Nem só de pão, circo, banhos e guerras viviam os romanos. 
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Alguém tinha de trabalhar para que tudo isso pudesse existir. 
Embora, em Roma, grande parte das pessoas levasse uma vida 
ociosa, não podemos esquecer que Roma era apenas uma 
pequena porção do império. 
Em outros lugares, os espetáculos de circo eram menos 
frequentes, as distribuições de trigo e de víveres eram mais raras. 
Lá as pessoas tinham de trabalhar mais para sobreviver. Mesmo 
em Roma, a ociosidade era apenas relativa. 
Em volta da cidade estendiam-se grandes hortas, cujos produtos 
eram vendidos diariamente no mercado. E, em Roma, como nas 
demais cidades do Império, existiam diferentes tipos de 
trabalhadores: carpinteiro e marceneiros, que fabricavam os 
móveis; cesteiros e ceramistas, que fabricavam os utensílios 
domésticos; os caldeireiros, que fabricavam os caldeirões, 
braseiros, tripés e frigideiras, conchas e jarros de metal. Todos 
essesprodutos eram vendidos nas lojas da cidade. 
O grupo de profissionais que viviam mais ocupados em Roma eram 
os estucadores, que tinham a tarefa de fazer o acabamento das 
paredes e forros das casas e, sobretudo, de pintar periodicamente 
de branco as paredes externas. Tinham bastante trabalho, porque 
um dos costumes mais frequentes em Roma, como em outras 
cidades do império, era fazer grafites, inscrições ou desenhos feitos 
nos muros e paredes. As pessoas escreviam o que queriam, às 
vezes com a finalidade de dar aos concidadãos as informações que 
achavam necessárias. 
 
LITERATURA, ARTE E CIÊNCIA 
Costuma-se dizer que Roma conquistou a Grécia pela força de 
suas armas, e a Grécia conquistou Roma pela força de sua cultura. 
Realmente, foi muito profunda a influência grega nas letras, nas 
artes e nas dependências romanas. 
Durante o reinado de Augusto, Roma viveu a idade de ouro na 
literatura latina. Atendendo a um pedido do imperador, que 
desejava uma epopeia literária para glorificar Roma, o poeta Virgílio 
compôs a Eneida, uma obra prima da literatura mundial. A Eneida é 
um grande poema que narra a lenda do herói troiano Enéias. 
Depois da guerra de Tróia, contra Virgílio, Enéias fugiu para a 
Península Itálica e ali fundou Alba Longa. Rômulo e Remo, seus 
descendentes, foram os fundadores de Roma, segundo a lenda. 
Virgílio atribuiu a Roma a missão divina de proporcionar a paz e a 
vida civilizada ao mundo, e louvou Augusto como governante, como 
se ele tivesse sido designado pelos deuses para tomar realidade 
essa missão. Os gregos podem ter sido melhores escultores, 
oradoras e pensadores, afirmava Virgílio, roas apenas os romanos 
sabiam como governar um Império. 
Além de Virgílio, destacaram-se também Horácio e Ovídio. 
No campo da História, temos Tato Lívio, Tácito, Júlio César, 
Suetônio e Plutarco. 
Na oratória, destacou-se Cícero. 
A arte romana foi influenciada tanto pela arte etrusca quanto pela 
grega. Na arquitetura, por exemplo, os romanos adotaram dos 
etruscos o arco e a abóbada, que aperfeiçoaram, além de 
desenvolver novas técnicas de construção; dos gregos adotaram as 
colunas. 
A originalidade maior dos romanos está, sem dúvida, no urbanismo. 
Roma era uma cidade relativamente organizada para os padrões 
da época. 
Além de muralhas, os romanos construíram túneis, templos, 
termas, anfiteatros, teatros, arcos e fóruns. 
Ainda hoje existem, não só em Roma, mas em diversas partes da 
Europa, restos dos aquedutos, sistemas de condução de água 
construídos pelos romanos. 
 
Roma, um Museu a Céu Aberto 
Com uma população de quase três milhões de habitantes, Roma é 
hoje a capital da Itália. Nela situa-se o Vaticano, território 
independente que é sede da Igreja Católica, onde reside o papa. 
As praças e ruas do centro histórico romano são consideradas o 
maior museu de arte ao ar livre do mundo. Igrejas, edifícios 
públicos; estátuas, monumentos formam um inestimável tesouro de 
arte e cultura. 
Quase 12.000 pessoas, entre técnicos, funcionários da 
administração, vigias e operários, têm como única ou principal 
atividade a proteção e conservação do património artístico e 
cultural da cidade. Apesar disso, no entanto, os edifícios históricos 
e as obras de arte estão seriamente ameaçados. 
O maior inimigo dos monumentos históricos de Roma é a poluição 
causada pela fumaça lançada pelos canos de descargas dos 
veículos. Ela provoca uma reação química que esfarinha as pedras, 
mesmo as mais duras e resistentes. A velocidade da corrosão já foi 
até calculada: é de 5 milímetros em cada trinta anos. Esse ritmo 
vem arruinando baixos relevos, colunas, portas e esculturas de 
valor inestimável. 
O governo Italiano está investindo muito dinheiro para restaurar 
esse patrimônio. Mas restaurar não é suficiente: é preciso 
conservar. Nesse sentido, estão sendo tomadas medidas para que 
a área do centro histórico romano deixe de ser uma das mais 
poluídas da Europa. Uma dessas medidas consiste no fechamento 
do centro da cidade ao tráfego de automóveis e motocicletas, 
substituindo-os por ônibus elétricos. 
O povo e o governo italiano estão convencidos de que todos os 
esforços devem ser feitos para salvar um património histórico e 
cultural que todo o ouro do mundo jamais conseguiria refazer. 
 
A RELIGIÃO ROMANA 
A religião praticada em Roma abrangia o culto familiar e o culto 
público. 
Os deuses protetores da família eram os Lares. Os bens e os 
alimentos eram protegidos por divindades especiais, os Penates. 
Esses deuses eram cultuados pelo chefe da família junto à lareira, 
onde o fogo permanecia continuamente aceso. Durante as 
refeições, os romanos espalhavam junto ao fogo migalhas e gotas 
de leite e de vinho, como oferendas às divindades, para obter sua 
proteção. Nas festas familiares, sacrificava-se aos deuses um 
animal (boi, carneiro ou porco), que depois era dividido entre todas 
as pessoas da família. 
 
Além dos deuses de cada família, havia os que eram cultuados por 
todos os cidadãos. O culto público era organizado pelo Senado. 
Seguindo as cerimonias determinadas, os fiéis esperavam obter 
dos deuses boas colheitas ou vitórias nas guerras. Os doze 
grandes deuses de Roma correspondiam aos principais deuses 
gregos. 
 
 
 
 
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CURSO ANUAL DE HISTÓRIA GERAL – Prof. Monteiro Jr. 
 
PRINCIPAIS DIVINDADES GRECO-ROMANAS 
NOME ROMANO NOME GREGO ATRIBUIÇÕES 
Júpiter Zeus Pai dos deuses; Deus do céu. 
Juno Hera Mãe dos deuses; protetora das mães e esposas. 
Marte Ares Deus da guerra. 
Vênus Afrodite Deusa do amor. 
Ceres Deméter Deusa da vegetação, das colheitas, da fertilidade da terra. 
Diana Ártemis Deusa da caça. 
Apolo Apolo Deus da luz, protetor das artes. 
Mercúrio Hermes 
Mensageiro dos deuses, deus das estradas, 
protetor dos comerciantes, dos viajantes e 
dos ladrões. 
 
DECLÍNIO E QUEDA DO IMPÉRIO ROMANO 
Costuma-se dizer que o Império Romano durou até 476, quando os 
invasores hérulos, comandados por Odoacro, depuseram o 
imperador Rômulo Augusto. Mas esse acontecimento marca 
apenas o fim do Império Romano no Ocidente. A metade oriental - 
mais rica, mais populosa, menos castigada pelas guerras civis e 
menos exposta às invasões bárbaras - sobreviveu como Império 
Romano do Oriente até a metade do século XV. 
Além disso, o declínio de Roma não pode ser entendido apenas 
como um acontecimento isolado. Foi um longo processo, que durou 
centenas de anos e teve numerosas causas. Para muitos autores, 
as invasões bárbaras foram a causa decisiva. Mas há várias outras. 
Eis as principais: 
 
• estrutura administrativa e militar muito dispendiosa; 
• perda do controle sobre diversas regiões, devido ao tamanho do 
império; 
• aumento dos impostos dos cidadãos e dos tributos dos vencidos; 
• surgimento de massas urbanas miseráveis e descontentes; 
• governos aristocráticos, que excluíam o povo das decisões; 
• corrupção política; 
• luta entre as diversas camadas da sociedade. 
 
DIFUSÃO E TRIUNFO DO CRISTIANISMO 
Tão vagarosamente quanto a crise que o destruía, crescia no 
interior do Império uma nova religião de origem oriental: o 
cristianismo. Seu triunfo relacionou-se com o declínio do modelo 
religioso helênico que os romanos haviam abraçado. O cristianismo 
demonstrou capacidade de comover em meio à crise, oferecendo 
soluções confortadoras para os problemas da vida e da morte, uma 
relação profundamente pessoal com Deus, ligação íntima com o 
mundo superior e a participação numa comunidade de fiéis que ser 
preocupavam uns com os outros. Os pobres, os marginalizados e 
os escravos foram atraídos pela personalidade, vida, morte e 
ressurreição de Jesus, pelo seu amor a todos e sua preocupação 
com a humanidade sofredora. 
 Mas o êxito do cristianismo deveu-se não apenas ao poder de 
mudar uma ideia, mas também ao vigor de uma instituição: a Igreja. 
Aos moradores das cidades, desiludidos com os negócios públicos, 
a Igreja (do grego eclesia, “comunidade defiéis”), que dava a seus 
membros o nome de irmãos e irmãs, satisfazia à necessidade 
elementar que têm os seres humanos de pertencer a um grupo. 
Tolerante para com as religiões, o governo de Roma a princípio não 
interferiu de maneira significativa com o cristianismo. Este, na 
verdade, beneficiou-se da estrutura do Império. Os missionários 
cristãos, entre eles alguns dos doze apóstolos, seguidores originais 
do Cristo, viajaram por todo o império, por estradas e mares cuja 
segurança havia sido garantida pelas armas romanas. O dialeto 
grego comum, o koine, falado na maior parte do Império, facilitou a 
tarefa dos missionários. O universalismo do Império Romano, 
colocando a cidadania ao alcance de pessoas de muitas 
nacionalidades, preparou o caminho para o universalismo da 
religião cristã, que recebia igualmente bem os membros de toas as 
nações. Posteriormente a Igreja organizou o clero com base na 
administração provincial. 
O aumento do número de cristãos chamou a atenção das 
autoridades, que os viam como subversivos, por pregarem 
fidelidade a Deus, e não a Roma. Para muitos romanos, os cristãos 
eram inimigos da ordem social, pessoas que não aceitavam os 
deuses do Estado, participavam das festas, desprezavam as 
competições dos gladiadores, não frequentavam os banhos 
públicos, pregavam o pacifismo, recusavam um suposto criminoso 
que havia sido crucificado. Na tentativa de acabar com a nova 
religião, os imperadores recorreram à perseguição sistemática. Os 
cristãos foram detidos, espancados, privados de alimento, 
queimados vivos, estraçalhados por animais ferozes na arena e 
crucificados. 
As perseguições dividiram-se em duas etapas. As primeiras, 
promovidas pelo imperador Nero no ano 64, foram locais, não 
provocaram muitas mortes e, sendo demasiado esporádicas, não 
conseguiram impedir a difusão do cristianismo. Dois séculos 
depois, porém, no ano 250, começou a segunda etapa de 
perseguições, com o imperador Décio desencadeando um terror 
brutal contra os cristãos em quase todo o Império. Seus 
sucessores, Galo e Valeriano também promulgaram, entre 251 e 
260, editos anticristãos e executaram adeptos da nova crença. 
De 260 e 303 os cristãos gozaram de relativa paz, mas logo em 
seguida Diocleciano promoveu contra eles a mais vigorosa 
perseguição que haviam enfrentado até então. Apesar de terem 
aniquilado muitos feito outros abandonarem a fé, por temor à 
tortura e à morte, as perseguições não duraram o suficiente para 
extirpar a nova religião. Na realidade, elas fortaleceram a 
determinação da maioria dos fiéis e geraram novos conversos, 
maravilhados com a coragem extraordinária dos mártires. 
Incapazes de esmagar o cristianismo pela perseguição, os 
imperadores romanos resolveram conseguir o apoio do número 
crescente de seus adeptos no Império. No ano 313, Constantino, 
sinceramente atraído pela fé em Cristo, promulgou o Edito de