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Civilização Romana
Localização e Povoamento
Roma situa-se na Península Itálica, uma longa faixa de terra, em forma de uma bota, que avança pelo Mar Mediterrâneo.
A origem de Roma, segunda uma lenda
Havia uma cidade chamada Alba Longa, fundada pelos latinos às margens do rio Tibre.
Um belo dia, a princesa da cidade de Alba Longa apaixonou-se por Marte, deus da guerra, e com ele teve filhos gêmeos. Ao saber disso, o tio das crianças, Amúlio, que tinha tomado à força o trono daquela cidade, colocou os bebês em um cesto e mandou que os atirassem no rio.
Mas ao contrário do que esperava o maldoso Amúlio, as crianças não morreram. O cesto encalhou em um lugar chamado Monte Palatino. Foi quando uma loba, que, por ali passava, ouviu o choro dos bebês e salvou-os, amamentando-os como se fossem seus filhos.
Tempos depois, os bebês foram encontrados por um pastor, que os criou e deu a eles o nome de Rômulo e Remo. Os meninos cresceram fortes e saudáveis.
Ao se tornarem adultos, voltaram para Alba Longa, lutaram contra o tio e, depois de vencê-lo, devolveram o trono da cidade ao avô deles. Com isso ganharam permissão para fundar uma cidade. O lugar escolhido foi o monte Palatino, local onde a loba os havia amamentado.
Em 753 a.C., os dois irmãos fundaram Roma assim chamada em homenagem a Rômulo.
Logo a seguir, porém, eles se desentenderam e, na disputa pelo poder, Rômulo foi o vencedor: matou Remo e tornou-se o primeiro rei de Roma.
Pode-se dividir a história política de Roma em três períodos sucessivos: Monarquia, República e Império.
O tempo dos reis (monarquia)
Nos primeiros tempos da Monarquia, a cidade de Roma era apenas o local onde ficavam os templos religiosos e onde os chefes das famílias se reuniam para discutir assuntos de seu interesse.
Por volta de 600 a.C., os etruscos se estabeleceram em Roma como comerciantes ou prestadores de serviço e, aos poucos, foram ganhando poder até conseguirem o governo da cidade.
Durante o governo dos reis etruscos, Roma prosperou e foi modernizada: drenaram-se pântanos, construíram-se redes de esgotos e altas muralhas. Roma transformou-se em uma cidade próspera e protegida por uma muralha. 
A política no tempo da monarquia
O rei era a maior autoridade da cidade, mas não governava sozinho. Além dele havia o Senado (formado pelas famílias patrícias) e uma Assembleia (composta de soldados com até 45 anos).
Na Roma antiga, o cargo de rei não passava de pai para filho; quando um rei morria, o Senado escolhia quem iria sucedê-lo, e a Assembleia se manifestava contra ou a favor da escolha.
Portanto, o rei tinha o seu poder limitado pelo Senado e pela Assembleia.
Os patrícios nunca se conformaram com o domínio etrusco sobre Roma. Em 509 a.C., aproveitando-se do enfraquecimento dos etruscos por causa de guerras com os povos vizinhos, os patrícios derrubaram o rei etrusco Tarquínio, o Soberbo, e fundaram a República romana.
República Romana
As lutas sociais
Os plebeus eram maioria em Roma. Como cidadãos, pagavam impostos e serviam ao Exército. Mas, apesar disso, não podiam exercer nenhum cargo importante no governo 
Romano. O casamento entre plebeus e patrícios também era proibido. Além disso, ao serem convocados para a guerra, os plebeus eram forçados a deixar suas pequenas propriedades e, com isso, se endividavam. Quando não conseguiam pagar suas dívidas, perdiam a terra e eram escravizados.
Roma conquista a Itália e, depois, o mundo
Entre os séculos V e III a.C., as legiões romanas conquistaram toda a Península Itálica.
Depois disso, Roma passou a disputar a liderança com outra potência daquela época: Cartago. A disputa pelo controle do comércio no Mediterrâneo ocidental deu origem a três guerras entre Roma e Cartago, as guerras púnicas, que se desenrolaram entre 264 e 146 a.C. e foram vencidas pelos romanos.
Primeira Guerra Púnica
Segunda Guerra Púnica
Terceira Guerra Púnica
Depois de conquistar terras a oeste, os romanos voltaram-se para o leste, onde conquistaram a Macedônia, a Grécia e parte da Ásia Menor. No século I a.C., sob o comando de Júlio César, completaram a conquista da Gália (onde hoje é a França e a Bélgica), invadiram o Egito e o norte da África. Os romanos eram os senhores de todo o Mediterrâneo, mar que eles passaram a chamar de Mare Nostrum (Nosso Mar).
As conquistas trouxeram mudanças profundas na vida dos romanos:
O enriquecimento do Estado romano (impostos, terras, joias de ouro e prata e outros bens obtidos nas províncias);
Fortalecimento de um novo grupo social, o dos cavaleiros, homens enriquecidos com o comércio, a cobrança de impostos nas áreas conquistadas e com os serviços prestados ao governo de Roma;
Grande aumento do escravismo;
Concentração das terras conquistadas nas mãos de poucos.
Escravismo e grande propriedade
Com as guerras de conquista, milhares de prisioneiros de guerra foram trazidos para a Itália. Os ricos tinham centenas de escravizados.
As terras e os escravos obtidos nas guerras originaram grandes propriedades escravistas na Península Itálica. Estas produziam vinho e azeite de oliva que eram vendidos às províncias por altos preços. A pequena propriedade camponesa não desapareceu e produzia apenas para a subsistência e para os mercados locais.
Espártaco: a resistência à escravidão
Durante a expansão romana pelo Mediterrâneo, ocorreram várias revoltas de escravos nos domínios romanos. A maior delas ocorreu em Cápua, no sul da Península Itálica, e foi liderada por Espártaco.
Em 73 a.C., liderando dezenas de outros escravos, rebelaram-se contra Roma. Milhares de escravizados e homens livres pobres aderiram a rebelião. 
À frente de um exército de ex-escravos, que chegou a ter cerca de 100 mil combatentes, Espártaco venceu tropas romanas por diversas vezes e dominou boa parte do sul da Itália. Em 71 a.C., os exércitos romanos se uniram e conseguiram vencer os rebeldes. Milhares de escravos e de soldados romanos morreram durante os combates. Espártaco e cerca de 6 mil seguidores foram presos, crucificados e expostos ao longo da Via Ápia, estrada que ligava Roma à Cápua.
A luta pela terra
Para os pequenos agricultores, a guerra geralmente significava prejuízo. Muitos deles morriam combatendo nas guerras e os que conseguiam voltar para casa, depois de anos de ausência, encontravam sua propriedade devastada ou invadida.
Além disso, com o aumento de escravos, muitos camponeses ficaram sem trabalho e tiveram de se mudar para as cidades. Assim, o número de pobres nas cidades e nos campos aumentou muito.
Em 133 a.C., o tribuno da plebe, Tibério Graco, propôs uma reforma agrária que limitava o tamanho da terra que um indivíduo podia ter e distribuía lotes de terra aos pobres. A reforma teve total apoio dos camponeses, mas foi mal recebida por uma parte dos ricos.
A tensão entre uns e outros aumentou, e, em um tumulto ocorrido em uma assembleia, Tibério foi assassinado. 
Em 123 a.C., Caio Graco foi eleito tribuno da plebe e deu continuidade à reforma iniciada por seu irmão Tibério. Além disso, conseguiu aprovar duas importantes leis: uma que estendia a cidadania romana a alguns povos aliados; e outra que obrigava o governo a pagar o equipamento dos soldados que iam para a guerra. Com essas propostas, Caio Graco acabou atraindo inimigos poderosos e, ao perceber que ia ser morto em uma cilada, pediu que um escravo o matasse.
A ascensão dos militares
Além do problema da terra, outro sinal da crise da República provinha do Exército. Em 107 a.C., o cônsul Mário promoveu uma reforma militar instituindo o pagamento de salários aos soldados. Com isso, muitos homens pobres alistaram-se como soldadospermanentes; além do salário, receberiam dos seus generais parte do saque e das terras conquistadas. Com isso, esses novos soldados se ligaram aos seus generais por laços de lealdade e solidariedade.
Apoiados em suas tropas, os generais ganharam força e passaram a disputar o poder político. Um dos generais que se sobressaiu na época foi Júlio César, o conquistador da Gália.
Aproveitando de sua enorme popularidade, juntou-se aos generais Pompeu e Crasso e formou com eles o Primeiro Triunvirato, um acordo entre os três generais pelo qual um se comprometia a ajudar o outro para controlar o poder em Roma.
Com a morte de Crasso, abriu-se uma guerra entre César e Pompeu. Vitorioso, César tomou o poder em Roma e promoveu reformas que aumentaram ainda mais sua popularidade como, por exemplo, a doação de terras a milhares de ex-soldados e plebeus empobrecidos. Os senadores acusaram César de trair a República e desejar a volta da monarquia e, com base nisso, o assassinaram em 44 a.C.
Com a morte de César, formou-se o Segundo Triunvirato integrado pelos generais Otávio, Marco Antônio e Lépido. A disputa pelo poder opôs as tropas de Otávio às de Marco Antonio e Cleópatra, rainha do Egito. A vitória coube a Otávio que, ao retornar a Roma, pressionou o Senado a lhe dar vários títulos, entre eles, o de Príncipe (líder do Senado); o de Augusto (venerado) e o de Imperador (comando supremo dos exércitos), fato ocorrido em 27 a.C.
Com isso, a República chegou ao fim. 
O Império Romano
O governo do imperador Otávio Agusto
Otávio Augusto promoveu uma série de reformas importantes:
Definiu os limites do Império Romano e enviou tropas para proteger suas fronteiras;
Distribuiu terras aos seus soldados;
Confiou a administração de algumas províncias aos senadores, enquanto manteve outras, como o Egito sob sua responsabilidade;
Modernizou a cidade de Roma que, na época, tinha cerca de um milhão de habitantes; a cidade ganhou um prefeito, um corpo de bombeiros e monumentos que glorificavam o governo.
Com essas reformas, o governo de Otávio Augusto (27 a.C. a 14 a.C.)iniciou um longo período de estabilidade conhecido como Pax Romana que durou mais de 200 anos.
Durante esse período, as cidades ganharam estradas, teatros e as fronteiras foram fortificadas. E, sob o imperador Trajano, em 117 d.C., o império adquiriu sua máxima e
extensão.
Houve o crescimento da economia e a expansão do comércio romano. A existência de bons porto, de uma rede de estradas bem construídas e o uso de uma moeda única em todo o Império também ajudaram nessa expansão comercial.
Diversão e lazer no Império Romano
Entre os principais espaços de diversão e lazer no Império Romano estavam os anfiteatros e os circos.
Nos anfiteatros ocorriam as lutas entre os gladiadores, e destes com as feras famintas.
Na arena, as bandas de músicas entretinham a plateia antes de cada luta. Uma vez anunciados, os gladiadores entravam armados de capacetes, lanças, escudos, espadas, redes e garfos e lutavam até que um deles tombasse. 
Então o perdedor tirava o capacete e oferecia o pescoço ao vencedor. Nesse momento, o público decidia: os polegares para cima indicavam que o perdedor devia continuar vivo; os polegares para baixo significavam que ele devia ser executado.
Os espetáculos eram financiados por políticos e gratuitos para o público. Entre os grandes anfiteatros estava o Coliseu de Roma.
Nos circos realizavam-se as corridas com carros puxados por cavalos. Havia carros puxados por dois cavalos (as bigas) e outros puxados por quatro (as quadrigas). Os corredores chamavam-se aurigas, vestiam-se com uma túnica leve, protegiam a cabeça com um capacete de metal e portavam um chicote em uma das mãos. As corridas eram patrocinadas pelo governo romano, e a entrada era gratuita.
Os corredores eram, em sua maioria, escravos, mas havia também homens livres que ganhavam somas fabulosas. O risco de morte era muito grande.
Os espetáculos começavam pela manhã e se prolongava pelo resto do dia.
Habitações romanas
A maioria dos romanos era pobre e morava em insulae, prédios de habitação com quatro ou cinco andares, formados por cômodos minúsculos onde, por vezes, viviam muitas pessoas. As condições de vida no interior dessas habitações eram precárias, a começar pelo fato de não possuírem banheiros. Seus diversos andares eram ligados por uma escada externa.
Já os ricos viviam em casas luxuosas e confortáveis, com abertura no teto, várias salas e jardins nos fundos, denominadas domus. Geralmente, as paredes dessas residências eram decoradas com pinturas.
Namoro e casamento
Os romanos também namoravam, se apaixonavam; mas, quanto ao casamento, as diferenças entre nós e eles são grandes. Nas famílias ricas, um dia antes de se casar, a noiva depositava seus brinquedos no altar onde ficavam os deuses protetores de sua família; ela ainda tinha brinquedos porque se casava muito jovem, com 12 a 15 anos de idade. Já o noivo era geralmente um homem com mais de 35 anos.
A menina, porém, não tinha liberdade de escolha; seu pai escolhia com quem ela deveria se casar. Para o pai, o amor não tinha importância, o que contava era a posição social do noivo e a riqueza da família.
Já entre os pobres as diferenças de idade entre homens e mulheres não eram tão grandes; o casal se unia com o objetivo de se ajudar na luta pela sobrevivência. Os escravizados eram proibidos de se casar, então namoravam e moravam juntos. Os pobres eram geralmente movidos pelo sentimento.
A religião romana
Durante séculos, os romanos acreditaram em divindades que eles diziam morar nas matas, nas árvores e nas rochas. Além disso, cultuavam os antepassados.
Mais tarde, ao se expandirem militarmente, os romanos entraram em contato com os gregos assimilando seus deuses e dando a eles nomes latinos. Assim, Zeus corresponde a Júpiter, Hera (irmã e esposa de Zeus), a Juno e Ares (deus grego da guerra), Marte.
Durante o Império, o cidadão romano tinha de cultuar também o imperador.
Engenharia Romana
Alguns dos melhores exemplos da engenharia humana são suas casas de banho (termas), suas estradas e seus aquedutos (canais que serviam ao transporte de água).
Para evitar o roubo ou o envenenamento da água por seus inimigos, os romanos construíram aquedutos aéreos, com colunas de 15 metros de altura.
Direito Romano
A palavra “justiça” é de origem romana, pois vem da palavra jus (direito). Por muito tempo os romanos se guiaram por leis orais baseadas nos costumes. Durante a República, vendo-se prejudicados pelas leis criadas pelos patrícios, os plebeus exigiram um código escrito. Como resposta a essa exigência, na metade do século V a.C., foram elaboradas as Leis das Doze Tábuas, base do Direito romano. 
Depois, os juristas romanos criaram uma série de outras leis que serviram de base para os códigos civis de muitos países da Europa e da América Latina, inclusive o Brasil.
Alguns princípios do Direito Romano:
Ninguém sofrerá penalidade pelo que pensa;
Nada que não se permita ao acusado deve ser permitido ao acusador;
O encargo da prova fica com aquele que acusa e não com o acusado;
Na aplicação de penalidades, contam a idade e a inexperiência da parte culpada.
Jesus e o Cristianismo
Segundo os Evangelhos, Jesus, filho de Maria e José, nasceu em Belém, lugarejo próximo a Jerusalém, na Palestina que, na época, era uma província do Império Romano, sob o governo de Otávio Augusto.
Aos 30 anos, dizendo ser o Messias esperado, Jesus começou a percorrer as aldeias e cidades da Palestina pregando o amor a Deus e ao próximo, a humildade e a igualdade entre aspessoas, e prometendo aos justos o paraíso.
Com isso, conseguiu um grande número de seguidores entre judeus pobres. Muitos judeus não se converteram ao cristianismo e continuaram (e continuam) esperando a vinda de um salvador.
Acusado de pregar contra as autoridades romanas e de dizer-se rei dos judeus, Jesus foi condenado à morte na cruz pelos romanos. Após sua morte, seus apóstolos, com destaque para Paulo e Pedro, passaram a transmitir seus ensinamentos a vários povos do Império Romano.
A perseguição aos cristãos
Com as pregações dos apóstolos, o Cristianismo começou a se expandir entre diferentes grupos sociais, povos (como os gregos, os romanos, os samaritanos) e regiões ao redor do mar Mediterrâneo. Conforme o Cristianismo se expandia, as autoridades romanas passaram a persegui-lo.
Os cristãos eram perseguidos por não crerem nos deuses romanos, por se recusarem a cultuar o imperador e por defenderem a existência de um Deus único e universal.
Para fugir à perseguição romana, os cristãos reuniam-se nas catacumbas, galerias subterrâneas onde oravam e sepultavam seus mortos.
Apesar de perseguido pelo governo romano, o Cristianismo (com sua crença na vida pós-morte) continuou atraindo pobres, remediados, ricos, homens, mulheres e, até mesmo, as autoridades romanas.
Inicialmente, vendo que o Cristianismo crescia, os imperadores romanos intensificaram a perseguição, ordenando a morte de cristãos e a destruição de suas igrejas.
Posteriormente, decidiram-se aliar-se a eles, a fim de conservar seu poder. Em 313, Constantino concedeu liberdade de culto aos cristãos, por meio do Édito de Milão. Em 391, outro imperador, de nome Teodósio, transformou o Cristianismo em religião oficial do Império Romano.
Nascido entre os pobres, o Cristianismo passou a ser uma das bases do Estado romano.
A desagregação do Império
Ocorreu a partir do século III e foi motivada por fatores internos e externos, desorganizou o Império Romano e contribuiu para sua desagregação.
Internamente, a raiz da crise estava nos gastos crescentes do Império Romano para conservar províncias, pagar funcionários e manter soldados em toda sua extensa fronteira. Para suprir esses gastos, os imperadores romanos aumentavam os impostos e desvalorizavam a moeda. 
Diminuía-se a quantidade de metal (ouro e prata) em cada moeda. Assim, o governo romano economizava metal, mas o dinheiro de cada pessoa passava a valer menor, os preços subiam e a população empobrecia.
Nessa mesma época, os germanos (povos vizinhos) aumentaram sua pressão sobre as fronteiras do Império Romano, gerando pânico entre a população. Empobrecidos pela crise econômica e com medo dos germanos, muitos moradores das cidades foram viver no campo.
No campo, as terras cultiváveis estavam nas mãos dos grandes proprietários e os pobres que foram para lá passaram a trabalhar para eles na condição de colonos. O colono era um trabalhador que cultivava um pedaço de terra do proprietário e entregava a ele uma parte da colheita como pagamento pelo uso da terra. A essa relação de trabalho dá-se o nome de colonato. 
A crise econômica enfraqueceu o governo imperial que, por vezes, ficava sem pagar seus soldados ou atrasava seus salários. Aproveitando-se dessa situação, generais ambiciosos nascidos nas províncias romanas marchavam sobre Roma com seus soldados e tomavam o poder à força. O assassinato de imperadores tornou-se um fato comum, e a anarquia militar tomou conta do império.
Uma tentativa de solucionar a crise e facilitar a administração foi feita por Teodósio. Em 395, ele dividiu o território romano em duas partes: Império romano do Ocidente, com capital em Roma, e Império romano do Oriente, com capital em Constantinopla.
Em 410, os germanos saquearam Roma e partiram. Os portões da cidade foram abertos pelos próprios escravos dos romanos. Em 476, eles conquistaram Roma e puseram fim ao Império romano do Ocidente.
Em 1453, os turcos-otomanos conquistaram Constantinopla com balas de canhão, armamento moderníssimo naquela época. Era o fim do Império Romano do Oriente.

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