Prévia do material em texto
VestCursos – Curso de Biologia – Prof. Landim – www.VestCursos.com.br 61 Curso de Biologia Uma importante característica dos caules é a presença de botões vegetativos ou gemas. Quando as gemas entram em contato com o solo, podem enraizar e formar uma nova planta. É o que ocorre, por exemplo, com os caules prostrados, denominados estolhos: desenvolvendo-se sobre o solo, em contato com a superfície, suas gemas enraízam e formam novas plantas que podem se separar da planta-mãe. Os rizomas e os tubérculos, caules subterrâneos, também podem originar novas plantas, a partir de suas gemas. É o caso do tubérculo da batatinha, e dos rizomas do bambu e da bananeira. As folhas também podem dar origem a novos indivíduos, como se pode observar em fortuna e em begônia. Na fortuna (Bryophylum), as margens das folhas caídas no solo formam pequenas plantas que enraízam e se desenvolvem em novos indivíduos. Folhas de begônias, isoladas e colocadas sobre a terra, também produzem pequenas plantas a partir dos bordos de cortes efetuados transversalmente nas nervuras. É bem conhecida a planta Kalanchoe, que, nas extremidades de suas folhas, desenvolve várias plântulas. Caindo da folha, as plântulas crescem e formam novos vegetais. Curioso é o caso da pita ou piteira, uma das espécies de agave (de cujas folhas se extrai a fibra de sisal). Do centro das folhas dispostas em círculo sai uma enorme inflorescência, cujo eixo ramificado chega a vários metros de altura. Ela tem poucas flores, mas centenas de bulbilhos que ao caírem no solo enraízam e se desenvolvem em novas plantas. Depois de florescer uma só vez durante sua vida, a planta morre. Produção de mudas Os mecanismos descritos ocorrem espontaneamente na natureza, mas podem também ser provocados pelo homem, principalmente para cultivo econômico de certas plantas. Através da propagação vegetativa, caracteres vantajosos podem ser mantidos inalterados nos indivíduos que se formam. O homem desenvolveu vários mecanismos de propagação vegetativa, sendo os mais importantes a estaquia, a mergulhia, a alporquia e a enxertia. ESTAQUIA: Reprodução através de estacas. Estas são ramos caulinares cortados, contendo gemas. A extremidade cortada da estaca deve ser enterrada no solo e a gema apical deve ser cortada para não interferir no desenvolvimento da estaca, ou seja, na "pega" da muda ou "pega" da estaca. MERGULHIA: Nesse processo, mantém-se parte de um ramo da planta enterrado, até que forme raízes. Isto ocorrendo, separa-se o ramo com as raízes, plantando-o a seguir. ALPORQUIA: Nesse processo, faz-se pequeno corte em um ramo, colocando-se, neste local, terra úmida envolta por saco ou por lata, presos ao ramo. Deixa-se até enraizar. Isto ocorrendo, separa-se o ramo com as raízes, plantando-o a seguir. ENXERTIA: É o transplante de uma muda, chamada cavaleiro ou enxerto, em outra planta, denominada cavalo ou porta-enxerto, provida de raízes. O cavalo deve ser de planta da mesma espécie do cavaleiro ou de espécies próximas. Na enxertia, é importante que o cavaleiro tenha mais de uma gema e que o câmbio (tecido meristemático) do cavalo entre em contato com o câmbio do cavaleiro. Além disso, deve-se retirar as gemas do cavalo a fim de evitar que a seiva seja conduzida a elas e não para as gemas do cavaleiro. Alguns dos diferentes tipos de enxertia estão esquematizados ao lado. A enxertia pode ocorrer por garfagem, incrustação ou escudos (borbulhas). VestCursos – Curso de Biologia – Prof. Landim – www.VestCursos.com.br 62 Curso de Biologia Dentre esses mecanismos, a enxertia é o modo de propagação vegetativa mais utilizado pelo homem. A técnica é vantajosa por vários motivos, destacando-se dois: - a muda (cavaleiro) já encontra um cavalo munido de raízes e, com isso, o desenvolvimento é mais rápido; - pode-se selecionar plantas com raízes resistentes a certas doenças e utilizá-las como cavalo. Com isso, a reprodução vegetativa de espécies sensíveis a essas doenças torna-se mais eficiente. A produção de mudas por cultura de tecidos será analisada detalhadamente junto ao estudo dos fitormônios. VestCursos – Curso de Biologia – Prof. Landim – www.VestCursos.com.br 63 Curso de Biologia Exercícios Questões estilo múltipla escolha 1. (UNIFOR) A figura abaixo esquematiza o interior de um grão de milho. I, II e III correspondem, respectivamente, a A) embrião, endosperma e cotilédone. B) cotilédone, endosperma e embrião. C) cotilédone, embrião e endosperma. D) endosperma, embrião e cotilédone. E) endosperma, cotilédone e embrião. 2. (UNIFOR) O esquema abaixo é de um coco-da-baía cortado longitudinalmente: O endosperma, o embrião e o mesocarpo estão indicados, respectivamente, por: A) I, II, e III. B) I, III e II. C) II, I e III. D) II, III e I. E) III, II e I. 3. (UNIFOR) Considere os pares abaixo: I. frutos de carrapicho e picão. II. sementes de paina e de algodão. Esses dois pares são disseminados, respectivamente, por A) animais e água. B) vento e água. C) água e animais. D) animais e vento. E) vento e animais. 4. (UECE) Indique a alternativa que contenha somente exemplos de frutos carnosos: A) feijão e algodão. B) milho e feijão. C) uva e tomate. D) tomate e feijão. 5. (FCM-CG) O fruto de um vegetal é o resultado do ovário hipertrofiado, após a fecundação. A parte comestível do fruto geralmente é chamada de mesocarpo, não sendo a única a servir como alimento. Nos pseudofrutos as partes comestíveis originam- se de outras partes da flor. Dos falsos frutos abaixo listados, assinale qual deles não tem a parte comestível corretamente mencionada. A) No figo, come-se a parte que é originada a partir do receptáculo e de outras peças florais reunidas em inflorescências. B) Na pera, a parte comestível é a parte central, originada do receptáculo floral. C) Na maçã, a parte comestível é a parte central, originada do receptáculo floral. D) No morango, a parte comestível desenvolve-se do receptáculo de flor com diversos ovários. E) No caju, a parte comestível e suculenta desenvolve-se da corola. 6. (FUVEST) No morango, os frutos verdadeiros são as estruturas escuras e rígidas que se encontram sobre a parte vermelha e suculenta. Cada uma dessas estruturas resulta, diretamente, A) da fecundação do óvulo pelo núcleo espermático do grão de pólen. B) do desenvolvimento do ovário, que contém a semente com o embrião. C) da fecundação de várias flores de uma mesma inflorescência. D) da dupla fecundação, que é exclusiva das angiospermas. E) do desenvolvimento do endosperma que nutrirá o embrião. 7. (UNESP) As figuras apresentam diferentes mecanismos que um agricultor pode empregar para promover a propagação vegetativa de algumas espécies vegetais. Sônia Lopes e Sérgio Rosso. Bio. Adaptado. VestCursos – Curso de Biologia – Prof. Landim – www.VestCursos.com.br 64 Curso de Biologia Sobre esses quatro métodos de propagação vegetativa, pode-se afirmar corretamente que: A) apenas um deles permite que uma mesma planta produza frutos de duas espécies diferentes. B) na estaquia, a gema apical da estaca deve ser mantida, sem o que não haverá o desenvolvimento das gemas laterais. C) na mergulhia, a nova planta produzirá apenas a parte vegetativa, e não desenvolverá frutos ou sementes. D) na alporquia, a nova planta será um clone da planta que lhe deu origem, exceto pelo fato de não poder desenvolver a reprodução sexuada. E) na enxertia, é importante que o tecido meristemático do enxerto não entre em contato com o tecido meristemático do porta-enxerto, sob o risco de não se desenvolver. 8. (UNESP) Durante a aula, a professora apresentou aos alunos uma receita de bolo, e pediu-lhes que trouxessem os ingredientes para a aula seguinte, mas queseguissem à risca suas instruções. Se todos acertassem a tarefa, o bolo seria assado no refeitório da escola. BOLO DE FRUTAS SECAS E PINHÕES 1 kg de farinha de trigo. 100g de fermento biológico. 200g de manteiga. 200g de açúcar. 15g de mel. 8 gemas. 10g de sal. 200g de frutas cristalizadas. 200g de uvas-passas. 200g de castanhas-de-caju. 200g de pinhões cozidos. 3 copos de leite. 1 pitada de canela em pó. A Maria, pediu que trouxesse ingredientes de origem mineral, e ela trouxe o sal e a canela. A João, pediu que trouxesse produtos produzidos por gimnospermas e angiospermas, e ele trouxe a farinha de trigo, as frutas cristalizadas e as uvas-passas. A Pedro, pediu que trouxesse dois produtos de origem animal, e ele trouxe os ovos e o fermento biológico. A Mariana, pediu que trouxesse produtos derivados de outras partes do vegetal, que não o fruto, e ela trouxe o açúcar, as castanhas-de-caju e os pinhões. A Felipe, pediu que trouxesse produtos naturais e livres de colesterol, e ele trouxe o mel, o leite e a manteiga. Pode-se dizer que A) todos os alunos trouxeram o que a professora pediu, e o bolo pôde ser assado conforme o combinado. B) somente as meninas trouxeram o que a professora pediu. C) somente os meninos trouxeram o que a professora pediu. D) somente Mariana e Felipe trouxeram o que a professora pediu. E) todos os alunos erraram a tarefa, pois nenhum deles trouxe o que a professora pediu. 9. (UNIFESP) A figura mostra uma espiga de milho em que cada grão é um ovário desenvolvido e contém grande quantidade de amido, um polímero que é formado a partir de precursores produzidos pela planta. Considerando a origem da espiga e do amido, é correto afirmar que cada grão de milho: A) é um fruto e o amido ali presente teve sua origem em precursores formados a partir da fecundação da oosfera e dos estames. B) é uma semente e o amido ali presente teve sua origem em precursores formados a partir da dupla fecundação e do ovário. C) é um fruto e o amido ali presente teve sua origem em precursores que procedem do ovário e de qualquer outro órgão da planta. D) é uma semente e o amido ali presente teve sua origem em precursores que procedem do fruto e das folhas. E) é uma semente e o amido ali presente teve sua origem em precursores que procedem do único cotilédone que o embrião possui. 10. (UNIFESP) As bananeiras, em geral, são polinizadas por morcegos. Entretanto, as bananas que comemos são produzidas por partenocarpia, que consiste na formação de frutos sem que antes tenha havido a fecundação. Isso significa que: A) essas bananas não são derivadas de um ovário desenvolvido. B) se as flores fossem fecundadas, comeríamos bananas com sementes. C) bananeiras partenocárpicas não produzem flores, apenas frutos. D) podemos identificar as bananas como exemplos de pseudofruto. E) mesmo sem polinizadores, ocorre a polinização das flores de bananeira. 11. (UFJF) Fruto é um órgão exclusivo de Angiospermas. É resultante do ovário desenvolvido após a fecundação, ou de diversos ovários, ou, ainda, de outras partes da flor. Sobre frutos, são feitas as seguintes afirmativas: I. Frutos partenocárpicos são aqueles nos quais apenas o pedicelo da flor é a parte comestível. II. Frutos têm como principais funções proteger e disseminar as sementes, contribuindo para a dispersão das espécies vegetais. III. Frutos são constituídos por apenas duas partes: pericarpo e semente. IV. Frutos carnosos têm apenas seu mesocarpo comestível. São corretas: A) I e II. B) I e III. C) I e IV. D) II e III. E) III e IV. VestCursos – Curso de Biologia – Prof. Landim – www.VestCursos.com.br 65 Curso de Biologia 12. (UFJF) Ao prescrever uma dieta para seu paciente, um nutricionista recomendou a ingestão de legumes de baixa caloria como a abobrinha, o pepino e a berinjela. De acordo com a terminologia botânica, no entanto, tais alimentos não podem ser considerados legumes porque o termo legume designa frutos: A) secos e deiscentes, e os alimentos citados correspondem a cápsulas, que são frutos carnosos e indeiscentes. B) carnosos e deiscentes, e os alimentos citados correspondem a drupas, que são frutos secos e indeiscentes. C) secos e deiscentes, e os alimentos citados são pseudofrutos (não são frutos verdadeiros). D) secos e deiscentes, e os alimentos citados correspondem a bagas, que são frutos carnosos e indeiscentes. E) partenocárpicos (frutos que se desenvolvem sem a produção de sementes). 13. (UEL) Leia o texto, analise a figura e responda à questão: O louro ou loureiro, importante condimento pertencente ao gênero Laurus, é originário do Mediterrâneo oriental. Ramos desta planta eram usados na Grécia antiga para confeccionar as famosas coroas com que eram agraciados os atletas ou outros heróis nacionais que se distinguiam excepcionalmente, costume estendido mais tarde à Roma dos Césares. Derivado do nome do gênero (Laurus) e de seu uso, originou-se o termo vernáculo laureado. Adaptado: JOLY, A. B. Botânica: introdução à taxonomia vegetal. 10. ed. São Paulo: Editora Nacional, 1991. p. 290. De acordo com as informações sobre o louro contidas na prancha (Fig. 7) e os conhecimentos sobre morfologia vegetal, considere as afirmativas a seguir. Nome: Laurus nobilis; Família: Lauraceae; Livro original: Prof. Dr. Otto Wilhelm Thomé Flora von Deutschland, Österreich und der Schweiz, 1885. I. É planta dioica, por apresentar órgãos reprodutores masculino e feminino situados em diferentes indivíduos. II. Pertence ao grupo das angiospermas, por apresentar flores e frutos, sendo que o fruto abriga e protege a semente. III. As flores apresentam verticilos florais, gineceu, androceu e corola. IV. É planta leguminosa, por produzir fruto legume, que se abre quando maduro, com um número variável de sementes. Assinale a alternativa correta. A) Somente as afirmativas I e IV são corretas. B) Somente as afirmativas II e III são corretas. C) Somente as afirmativas III e IV são corretas. D) Somente as afirmativas I, II e III são corretas. E) Somente as afirmativas I, II e IV são corretas. 14. (UFRGS) Diversos órgãos vegetais fazem parte de nossa alimentação. Em termos biológicos, a abóbora, o tomate e o pimentão constituem A) frutos verdadeiros. B) pseudofrutos. C) legumes. D) infrutescências. E) frutos partenocárpicos. 15. (UFPI) Um fruto é um ovário maduro, podendo ou não incluir outras partes florais. Os frutos podem ser classificados em simples, agregados ou múltiplos. Apesar de comumente apresentarem sementes, alguns deles podem desenvolver-se sem a formação da semente, sendo conhecidos como frutos partenocárpicos. Em certas espécies, os frutos desenvolvem partes que não se originam do ovário, constituindo os pseudofrutos. A alternativa abaixo que contém 2 (dois) exemplos de frutos simples e 2 (dois) pseudofrutos, respectivamente, é: A) maçã, manga; goiaba, milho. B) mamão, uva; morango, ameixa. C) maçã, caju; maracujá, tomate. D) azeitona, tomate; pera, morango. E) caju, limão; laranja, abacaxi. 16. (UFRN) Como resultado da fecundação em fanerógamas, pode-se afirmar que A) o albúmen é formado a partir da união do primeiro núcleo espermático com as sinérgides, as células polares e as antípodas. B) a semente é formada pelo endosperma e pela plântula, originários da fusão do segundo núcleo espermático e da oosfera. C) o pericarpo se desenvolve a partir da parede do ovário, a qual é estimulada por um hormônio produzido pela semente. D) o embrião se desenvolve a partir da formação de um zigoto diploide, derivado da fusão do tubo polínico com o óvulo. 17. (UFRN) O coco-da-baía, cultivado na costa brasileira, desde o Rio de Janeiro até a região Norte. A) possui mesocarpo formado por uma espessa camada fibrosa que permite o fruto boiar, facilitando sua disseminação pela água.B) apresenta folhas penadas, com bainhas grandes e nervuras reticuladas. C) produz fruto do tipo baga, com endocarpo pétreo, que protege a única semente.