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Simétrico Pré-Universitário – Curso de Biologia – Prof. Landim – www.simetrico.com.br 
 
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D) 1-microssomos; 2-tradução; 3-endonucleases; 4-mesossomo. 
E) 1-nucleossomos; 2-transcrição; 3-não histônicas; 4-fio de 
cromossomo plasmidial. 
 
26. (UFPI) Analisando o desenho esquemático que representa o 
núcleo de uma célula animal qualquer, podemos identificar que o 
componente responsável pela síntese de RNA que forma o 
ribossomo é assinalado pelo número: 
 
A) 1. B) 2. C) 3. D) 4. E) 5. 
 
27. (UFRN) Uma das diferenças entre homem e mulher é o 
número de cópias dos genes dos cromossomos X, pois a mulher 
tem duas cópias de cada gene e o homem, apenas uma. 
Considerando-se a quantidade de proteína que é produzida a 
partir desse cromossomo, pode-se afirmar: 
A) O homem produz mais proteína que a mulher, devido à 
estimulação induzida pela testosterona. 
B) A mulher produz duas vezes mais proteína que o homem, pois 
ela apresenta dois cromossomos X. 
C) O homem produz menos proteína que a mulher, pois, nele, um 
corpúsculo de Barr está inativado. 
D) A mulher produz a mesma quantidade de proteína que o 
homem, pois, nela, um dos cromossomos X está inativado. 
 
28. (UNIRIO) Em muitas bactérias, o genoma consiste de uma 
molécula de DNA circular; portanto, esse DNA não tem: 
A) telômeros. B) códons da replicação. 
C) promotores. D) códons de iniciação. 
E) exons. 
 
Questões estilo V ou F 
 
29. (UFPB) A figura, a seguir, representa uma célula eucariótica 
com detalhe para o núcleo e seus constituintes. 
 
De acordo com as funções desempenhadas pelos constituintes 
indicados na figura, identifique as afirmativas corretas: 
(_) O envoltório nuclear comunica-se com o retículo 
endoplasmático granular. 
(_) A síntese de proteínas será afetada, se o nucléolo for 
experimentalmente removido ou impedido de funcionar. 
(_) Os poros permitem a passagem da cromatina para o citosol, 
fenômeno indispensável para que ocorra a síntese de proteínas. 
(_) A cromatina é constituída pelas moléculas de DNA associadas 
a proteínas. 
(_) Os poros permitem a entrada das subunidades dos ribossomos 
para o núcleo. 
 
Questões discursivas 
 
30. (UNICHRISTUS) Células somáticas de fêmeas de mamíferos 
apresentam corpúsculo de Barr ou cromatina sexual enquanto nas 
células somáticas de machos, essa estrutura se mostra ausente. 
Baseando-se no texto que se refere a organismos que apresentam 
cariótipos normais, responda: 
A) A que corresponde a cromatina sexual? 
B) Em que época da vida de uma mulher se forma a cromatina 
sexual? 
C) Qual o significado da cromatina sexual nas fêmeas? Justifique 
resumidamente. 
D) Tratando-se de cariótipos anormais, justifique por que mulheres 
com síndrome de Turner e homens com síndrome de Klinefelter 
não apresentam fenótipos normais? 
 
31. (FUVEST) Em vez de seqüenciar as bases nitrogenadas de 
todos os cromossomos de uma planta com um genoma muito 
grande, pesquisadores selecionaram partes desse genoma para 
seqüenciar. Somente as seqüências de DNA que correspondem 
ao conjunto dos RNA mensageiros transcritos no fruto serão 
estudadas. O DNA a ser sequenciado foi sintetizado em 
laboratório, tendo como molde as moléculas de RNA extraídas dos 
frutos. 
A) Se os cientistas fossem seqüenciar todo o genoma dessa 
planta, haveria diferença se o material genético viesse do fruto ou 
da folha da planta? Justifique. 
B) No estudo das sequências que tiveram como molde RNA 
mensageiro, faria diferença se esse RNA mensageiro fosse 
extraído das folhas ou dos frutos? Justifique. 
 
32. (UNICAMP) O processo de regeneração pode ocorrer tanto em 
organismos unicelulares como pluricelulares, conforme já 
demonstrado em vários experimentos. O resultado de um desses 
experimentos pode ser observado na figura A, que mostra a 
regeneração de apenas um fragmento da alga unicelular 
Acetabularia. A figura B mostra a regeneração de todos os 
fragmentos de uma planária (platelminto). 
 
 
 
 
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A) Por que no experimento com Acetabularia não houve 
regeneração de todos os segmentos? 
B) Explique por que o processo de regeneração das planárias 
difere daquele que ocorre na Acetabularia. 
 
33. (UNICAMP) Em rãs, um espermatozoide apresenta de zero a 
três complexos de poro por µm2 de envoltório nuclear (carioteca) e 
ausência de nucléolo, enquanto um oócito apresenta ao redor de 
60 complexos de poro por µm2 de envoltório e um grande 
nucléolo? A que se deve a diferença entre os dois tipos celulares? 
Explique. 
 
34. (UFV) O esquema abaixo representa diferentes níveis de 
organização do material genético, embora nem todas as 
estratégias biológicas de armazenamento desse material sejam 
realizadas dessa forma. 
 
Observe o esquema com os números indicativos e cite: 
A) dois exemplos em que seus genomas não apresentam este tipo 
de organização. 
B) o nome da unidade estrutural e o de seu principal componente 
protéico, representado no nível indicado por II. 
C) o número que representa o nível mais básico de organização 
da cromatina, e o nome específico da fase na qual se encontra VI. 
 
35. (UFPR) O complexo de poro nuclear é a estrutura que regula o 
trânsito de grandes moléculas (como RNA e proteínas) entre o 
núcleo celular e o citoplasma. O número de complexos de poro 
encontrados no envoltório nuclear pode variar entre diversos tipos 
celulares. 
A) Coloque em ordem crescente de número de complexos de poro 
por núcleo os seguintes tipos celulares: neurônio, espermatozoide, 
adipócito. 
B) Justifique a ordem escolhida, com base nos conhecimentos de 
biologia e fisiologia celular. 
 
36. (UFC) Um animal comum na caatinga nordestina é o lagarto 
Tropidurus hispidus, comumente conhecido como calango. Seu 
cariótipo, determinado por geneticistas do Departamento de 
Biologia da UFC, evidencia 18 pares de cromossomos, com cada 
cromossomo contendo um centrômero. O conhecimento do 
cariótipo é um passo inicial para a decifração do genoma do 
animal. Pergunta-se: 
A) Quantos cromossomos são encontrados no espermatozoide 
desse animal? Justifique sua resposta. 
B) Quais as duas principais categorias de substâncias químicas 
que formam cada cromossomo deste animal? 
C) Qual é o número de cromátides em uma célula, da pele deste 
animal, que se encontre em metáfase mitótica? 
D) Qual o número mínimo de cromossomos de uma célula 
somática deste animal que deve ser usado para decifrar o genoma 
completo da espécie? Justifique. 
 
37. (UFC) Uma mulher com a idade de 40 anos está grávida do 
primeiro filho. Ela sabe que, devido à sua idade, o bebê tem maior 
probabilidade de ser portador de alguma anomalia cromossômica. 
A cariotipagem pré-natal é o exame mais indicado para esclarecer 
estas dúvidas na fase uterina. Pergunta-se: 
A) Em que consiste este exame? 
B) Que exemplos de anomalias cromossômicas podem ser 
detectadas através deste exame? Cite dois exemplos. 
 
38. (UFRRJ) Observe o esquema da experiência realizada com a 
alga do gênero Acetabularia, que é formada por uma única célula 
gigante. Duas espécies do mesmo gênero: a primeira com a parte 
superior em forma de cálice – Acetabularia mediterranea (I) e a 
segunda com a parte superior em forma de flor – Acetabularia 
crenulata (II). 
 
1a etapa do experimento: cortou-se as hastes de ambas as 
espécies e trocou-se as respectivas bases, onde encontram-se os 
núcleos. Como resultado, cada haste desenvolveu sua parte 
superior originária. 
2a etapa do experimento: cortou-se novamente a parte superior 
das hastes que foram trocadas e observou-se que a nova parte 
regenerada pertencia à espécie portadora da base. 
 
3a etapa do experimento: tirou-se o núcleo da célula (I) e 
implantou-se no seu lugar o núcleo da célula (II). A célula que 
recebeu o núcleo teve a parte superior cortada. Como resultado, 
obteve-se a regeneraçãoda parte superior com as características 
da espécie que doou o núcleo. 
 
Adaptado de SOLOMON, E. P. et. al. Biology. London, Saunders College Publishing, 1996. p. 
95. 
A) Explique as diferenças ocorridas na primeira e segunda etapas 
dos experimentos? 
B) Considerando todas as etapas, indique o fator responsável pela 
forma dada à parte superior das algas desse gênero? Justifique 
sua resposta. 
 
 
 
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 39. (UFMG) A figura representa uma célula humana na qual uma 
estrutura está indicada pela seta. 
 
Com base na figura e em conhecimento sobre o assunto, 
A) Cite o nome da célula representada e sua principal função. 
B) Cite o nome da estrutura indicada pela seta e justifique a 
existência da estrutura nessa célula. 
C) Utilizando a letra A para designar um conjunto de autossomos e 
as letras convencionalmente usadas para representar os 
cromossomos sexuais, cite o número cromossômico dessa célula 
caso ela pertença a um indivíduo normal e um indivíduo cujo sexo 
não é compatível com a presença da estrutura indicada. 
D) Denomine a síndrome que designa o indivíduo cujo sexo é 
compatível com a presença da estrutura indicada, mas não a 
possui. 
 
40. (UDESC) Observe a figura abaixo, que representa um 
cromossomo, e depois responda as questões propostas. 
 
Baseado na figura, responda: 
A) Qual a classificação, quanto à posição do centrômero, desse 
cromossomo? Justifique sua resposta. 
B) Que fase da mitose está aí representada, considerando que 
esse cromossomo encontra-se no máximo de sua capacidade de 
espiralização? 
C) Qual o nome das partes do cromossomo representadas pelas 
letras A e B? 
D) Explique quais as conseqüências da perda da região 
centromérica, durante o processo de divisão celular. 
 
 
 
 
 
Aula 21 – Células-Tronco e Clonagem 
 
Como visto anteriormente, todas as células somáticas de 
um indivíduo pluricelular apresentam os mesmos genes, de modo 
que a diferenciação celular deve ser justificada pela expressão 
diferenciada dos genes. Assim, a partir do zigoto, processos de 
diferenciação envolvendo a ativação de alguns genes e a 
inativação de outros genes acabam por originar cada tipo celular 
do organismo adulto, envolvendo toda uma diversidade de células 
e tecidos. 
Mesmo no organismo adulto, a capacidade de 
diferenciação celular é mantida, estando relacionada à atividade 
de renovação celular e reparo. Entre as células do indivíduo 
adulto, a capacidade de renovação e diferenciação varia muito, 
sendo essa variação relacionada a vários aspectos, como, por 
exemplo, o grau de especialização e o tempo de vida da célula. 
 
Classificação de Bizzozero 
 
A longevidade de uma célula é muito variável conforme a 
espécie e o tipo considerado. No organismo humano, há células 
que duram muitos anos. Algumas têm a sua duração contadas em 
dias. Outras acompanham o indivíduo por toda a vida, do 
nascimento à morte. Sob esse ponto de vista, o médico italiano 
Giulio Bizzozero (1846-1901) classificou as células em três tipos: 
lábeis, estáveis e permanentes. 
Um raciocínio interessante que norteia a classificação de 
Bizzozero é que quanto maior o grau de diferenciação de uma 
célula, maior seu tempo de vida e menor sua capacidade de divisão 
celular. 
 
Células lábeis 
 
As células lábeis apresentam um curto tempo de vida, 
normalmente de alguns dias, sendo que, de modo geral, não se 
agrupam de forma fixa na organização de tecidos, não se 
reproduzem e resultam da diferenciação rápida e tardia de células 
indiferenciadas de origem embrionária. São exemplos os gametas 
(espermatozoides e óvulos, que se formam de células germinativas 
de origem embrionária, com dois ou três dias de vida) e as 
hemácias ou glóbulos vermelhos do sangue (formadas na medula 
óssea vermelha a partir dos hemocitoblastos, que também são 
células de origem embrionária, com cerca de 120 dias de vida). 
 
Células estáveis 
 
As células estáveis apresentam um médio tempo de vida, 
normalmente de alguns meses ou anos, e constituem a grande 
maioria dentre as numerosas variedades celulares do nosso 
organismo. São as células que se diferenciam durante o 
desenvolvimento embrionário e depois mantém um ritmo constante 
de multiplicação. Quando algumas morrem, surgem outras em 
substituição. São exemplos algumas células epiteliais como os 
hepatócitos, as células do tecido conjuntivo e as fibras musculares 
lisas. 
 
Células permanentes 
 
As células permanentes apresentam um longo tempo de 
vida, acompanhando o indivíduo por toda a sua vida. Essas células 
resultam de uma diferenciação celular muito precoce no embrião, 
atingindo um alto grau de especialização. Depois de concluída a 
formação embrionária, as células permanentes perdem a 
capacidade de reprodução e, daí por diante, apenas acompanharão 
o crescimento do indivíduo através de um aumento de volume 
(hipertrofia). Devido ao seu alto grau de diferenciação e à sua 
 
 
 
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incapacidade de divisão celular, não há renovação dessas células 
no organismo depois do nascimento. São exemplos as fibras 
musculares estriadas (esqueléticas e cardíacas) e os neurônios. 
 
Reparo, Regeneração e Cicatrização 
 
Quando o organismo se depara com uma lesão que 
promove a morte celular, dois mecanismos de reparo podem ser 
acionados. 
A regeneração diz respeito ao reparo através de células 
idênticas às células iniciais. A cicatrização corresponde ao reparo 
feito por tecido conjuntivo. Isto ocorre em algumas situações, 
como por exemplo, quando a regeneração não é possível por 
algum motivo. O problema é que o tecido conjuntivo não 
restabelece as funções do tecido reparado, pois não desempenha 
as mesmas funções das células mortas substituídas. Assim, 
lesões no coração causadas por um infarto do miocárdio (morte de 
uma região do músculo cardíaco) ou lesões no cérebro causadas 
por um derrame (acidente vascular cerebral ou AVC) tendem a ter 
consequências irreversíveis, uma vez que fibras musculares 
estriadas e neurônios não são capazes de renovação no indivíduo 
adulto. 
Em algumas ocasiões, a recuperação ocorre não porque 
novas células cardíacas ou nervosas foram produzidas; como já 
dito, isto não é possível. O que ocorre às vezes, é que as células 
sobreviventes passam a desempenhar as funções das células que 
morreram, havendo uma recuperação parcial ou mesmo total das 
funções teciduais. 
Hoje em dia sabe-se, entretanto, que existem células no 
tecido nervoso, denominadas astrócitos, capazes de se diferenciar 
em novos neurônios mesmo no adulto. Esta capacidade é limitada, 
tanto em quantidades de neurônios que podem ser regenerados 
quanto nas regiões em que estes novos neurônios podem ser 
formados, que correspondem a apenas algumas poucas áreas do 
sistema nervoso central. 
Nos últimos anos, a grande promessa para a recuperação 
de lesões em tecidos formados por células permanentes têm sido 
o uso de células-tronco embrionárias. 
 
Células-Tronco 
 
Células-tronco são células indiferenciadas, capazes de 
originar novas células, tecidos ou órgãos. Essas células são 
encontradas desde o início do desenvolvimento embrionário até a 
morte do indivíduo, apresentando um variável poder de 
diferenciação. Quanto a esse poder de diferenciação, as células-
tronco podem ser: 
 
- Células-tronco unipotentes são capazes de se diferenciar em 
apenas um único tipo de célula. Os astrócitos do tecido nervoso, 
capazes de se diferenciar em neurônios, podem ser citados como 
exemplo dessa categoria. 
 
- Células-tronco oligopotentes são capazes de se diferenciar em 
alguns poucos tipos de célula. As células mesenquimais 
indiferenciadas do tecido conjuntivo, capazes de se diferenciar em 
algumas células de tecido conjuntivo, podem ser citadas como 
exemplo dessa categoria. 
- Células-tronco multipotentes são capazes de se diferenciarem 
vários tipos de célula. As células-tronco obtidas no sangue do 
cordão umbilical ou da placenta, capazes de se diferenciar nas 
várias células sanguíneas, podem ser citadas como exemplo 
dessa categoria. Células-tronco que podem originar células 
sanguíneas são ditas hematopoiéticas. 
 
Células-tronco obtidas no sangue de cordão umbilical ou 
placenta podem ser utilizadas em tratamentos médicos, o que 
justifica sua coleta e armazenamento. Deste modo, já existem por 
todo o mundo bancos próprios para armazenamento desse 
sangue, coletado imediatamente após o parto. Caso a criança um 
dia necessite, pode-se obter células-tronco a partir desse sangue. 
Uma utilidade para essas células consiste no tratamento 
da leucemia, que corresponde ao câncer de medula óssea. No 
tratamento convencional, destrói-se a medula óssea afetada com 
quimioterápicos, e então realiza-se um transplante de medula 
óssea, obtida em um doador compatível. Muitas vezes, no entanto, 
não se consegue obter esse doador compatível. No caso de o 
sangue fetal ter sido armazenado, a busca pelo doador compatível 
se torna desnecessária, uma vez que se pode introduzir as 
células-tronco fetais no lugar da medula óssea removida, dando 
origem a uma nova medula óssea sadia. Isto elimina a 
necessidade de se buscar um doador compatível. E elimina 
também o risco de rejeição, já que se está utilizando as células-
tronco do próprio indivíduo. 
 
- Células-tronco pluri ou totipotentes são capazes de se 
diferenciar em todos os tipos de célula do indivíduo. Essas são 
encontradas apenas em embriões até a fase de blástula, 
correspondendo aos blastômeros, também chamadas células-
tronco embrionárias ou CTE. 
 
Cuidado!!! Alguns autores utilizam o termo pluripotente como 
uma categoria diferente de totipotente, sendo essa última 
dotada de um maior poder de diferenciação. A tendência mais 
moderna, no entanto, é utilizar os termos pluripotente e 
totipotente como sinônimos. 
 
Várias pesquisas apontam que, ao se injetar células-tronco 
embrionárias em corações infartados ou cérebros que sofreram 
derrames, ocorre a formação de novas células cardíacas ou 
nervosas, respectivamente. Isso é possível devido à 
pluri/totipotência das células-tronco embrionárias, ou seja, devido 
à sua capacidade de originar qualquer célula do indivíduo adulto. 
Dessa maneira, o uso de células-tronco embrionárias no 
tratamento dessas condições e de várias outras mais, como 
diabetes e outras doenças degenerativas, é bastante promissor. 
Assim, essas pesquisas indicam uma vasta possibilidade de uso 
terapêutico para essas células. 
Os riscos também ocorrem, uma vez que essas células-
tronco embrionárias podem também originar tumores malignos, ou 
seja, câncer. Mesmo com os riscos, as possibilidades de uso das 
células-tronco embrionárias são tão grandes que justificam a 
grande expectativa que se deposita nas mesmas, bem como as 
necessidades de mais pesquisas. 
 
Obtenção de células-tronco embrionárias 
 
 
 
 
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As células-tronco embrionárias são obtidas em embriões 
descartados de clínicas de fertilização, embriões esses produzidos 
para a realização da técnica de fertilização in vitro (“bebês de 
proveta”). Como a técnica implica na produção de um número de 
embriões maior do que o que é normalmente utilizado, os 
embriões que não são utilizados são armazenados para posterior 
utilização. A Lei de Biossegurança de 2005 autoriza a doação 
desses embriões a instituições que utilizarão os mesmos como 
fonte de células-tronco embrionárias, desde que com a 
autorização expressa dos pais e desde que armazenados há mais 
de 3 anos, quando sua viabilidade está significativamente 
diminuída. 
O fato de os embriões cujas células-tronco embrionárias 
são retiradas morrerem gera muita polêmica com grupos políticos 
e religiosos, especialmente aqueles contrários ao aborto. Assim, 
os estudos com células-tronco embrionárias obtidas em embriões 
descartados de clínicas de fertilização enfrenta uma série de 
obstáculos de natureza ética, religiosa e política, limitando muito 
as pesquisas nessa área. 
Além desses aspectos, há também um problema de 
natureza biológica: o uso de células-tronco embrionárias de um 
embrião qualquer num indivíduo pode não ser bem-sucedido 
devido à possibilidade de rejeição das mesmas. 
Deste modo, a clonagem de embriões para fins 
terapêuticos é feita com o objetivo de obter as células-tronco, que 
têm o potencial de originar determinado órgão de um indivíduo. 
Assim, há a possibilidade de, para um paciente como necessidade 
de transplante cardíaco, clonar apenas o órgão: seria obtido um 
embrião clonado do paciente, seriam extraídas células-tronco do 
embrião e finalmente haveria a construção do órgão a partir 
dessas células. O interessante é que o órgão viria de um clone, 
sendo geneticamente idêntico ao do paciente original, com risco 
nulo de rejeição do transplante. 
Isto ainda não é feito. Não com corações, por exemplo. 
Entretanto, órgãos como pele e fígado já estão em vias de serem 
produzidos através de uma técnica denominada Bioengenharia 
ou Engenharia de Tecidos. Órgãos mais complexos estão ainda 
sendo desenvolvidos. Entretanto, corações infartados de pacientes 
humanos onde células-tronco foram injetadas, houve diferenciação 
destas em células musculares que ajudaram a recuperar a área 
infartada. 
 
Clonagem por transferência nuclear 
 
A rigor, deveríamos entender os termos clonificação e 
clonagem como sinônimos. Todavia, esses nomes tiveram, cada 
um a seu tempo, o uso consagrado com sentidos próximos, mas 
não exatamente iguais. O termo clonificação, já empregado há 
bastante tempo em Biologia, significa a geração de numerosos 
indivíduos geneticamente idênticos entre si a partir de um único 
indivíduo inicial, graças a sucessivas reproduções vegetativas 
(assexuadas), como forma natural e espontânea de proliferação 
da espécie. Isso ocorre com bactérias, protozoários e numerosos 
outros microrganismos. A linhagem de descendentes assim 
surgida constitui um “clone”. 
O desenvolvimento científico destes últimos anos permitiu 
ao mundo, entretanto, assistir a um novo espetáculo da 
criatividade humana. Cientistas de numerosos centros 
universitários da Europa e dos EUA conseguiram, por meio de 
engenhosas experiências, obter embriões e, depois, indivíduos 
completos, entre mamíferos, utilizando técnicas de fertilização in 
vitro e posterior transferência do material nuclear dos zigotos 
obtidos para óvulos não fecundados. Esses óvulos, com material 
genético transplantado, desenvolveram-se no interior do útero de 
uma fêmea previamente tratada para uma gestação. Assim, 
obtiveram crias que se desenvolveram embrionariamente no 
interior de um útero, como numa gravidez normal, porém 
concebidas por manipulação externa, à maneira dos chamados 
“bebês de proveta”. 
Em outras experiências, foram trocados núcleos de células 
somáticas com os de zigotos recém-formados. Aquelas células se 
segmentaram e originaram embriões, que evoluíram para novos 
indivíduos completos. Assim. foram obtidos organismos formados 
a partir de células somáticas. 
Também se tem trabalhado com grupos de células 
embrionárias que, isoladas e devidamente cuidadas, devem 
evoluir para diversos embriões, na busca de uma pluralidade de 
indivíduos iguais. 
Em todos esses casos, as pesquisas são rotuladas como 
experiências de clonagem, e os indivíduos obtidos têm sido 
chamados de “clones”. 
 
Leitura – A novidade que põe fim a um 
dogma 
 
Se algum dia o pesquisador britânico Ian Wilmut for 
lembrado para o Prêmio Nobel, a honraria será outorgada por ele 
ter destruído um dogma da ciência. Nos anos 70, grupos de 
embriologistas clonaram sapos adultos a partir de uma única 
célula. Ninguém se interessou pelo procedimento porque na 
maioria dos anfíbios a regeneração completa dos tecidos é uma 
característica natural. Corta-se o rabode uma salamandra, por 
exemplo, e ele volta a crescer. A cópia de um mamífero pelo 
mesmo processo, no entanto, era um feito considerado impossível. 
Wilmut mostrou que essa crença estava errada e que, 
teoricamente, todas as células do corpo contêm as informações 
necessárias para produzir um organismo inteiro. 
O que o escocês fez foi pegar uma célula especializada, 
no caso uma célula retirada da glândula mamária de uma ovelha 
de 6 anos de idade, e transformá-la numa semente biológica, a 
partir da qual se pode construir um animal completo, Wilmut fundiu 
a célula mamária com uma célula reprodutiva cujo miolo genético, 
o DNA, fora extraído. Dessa maneira, a célula reprodutiva cresceu 
normalmente – com a diferença que o DNA da célula da ovelha 
doadora comandou o processo. O que virá agora? De agora em 
diante, times de pesquisadores de todo o mundo buscarão a prova 
de que Wilmut clonou mesmo a ovelha. Como a mãe genética de 
Dolly, a ovelha doadora da célula mamária que originou o 
experimento, morreu logo depois, não se pode comparar seus 
códigos genéticos para provar que não são idênticos. Se a ovelha-
mãe estivesse viva, Wilmut teria como exibir a prova definitiva: 
dois seres geneticamente idênticos, gêmeos, portanto, só que um 
deles com 7 meses e o outro com t anos de idade. Mesmo que a 
mãe de Dolly estivesse viva, os cientistas tentariam reproduzir o 
experimento com suas próprias ovelhas. Caso ninguém consiga, 
Wilmut ficará sob suspeita. É assim que a ciência caminha.

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