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Gestão da Produção
Arranjo Físico
Desenvolvimento do material
Vilson Vieira.
1ª Edição
Copyright © 2021, Afya.
Nenhuma parte deste material poderá ser reproduzida, 
transmitida e gravada, por qualquer meio eletrônico, 
mecânico, por fotocópia e outros, sem a prévia 
autorização, por escrito, da Afya.
Sumário
Arranjo Físico
Para Início de Conversa... ............................................................................... 3
Objetivo ......................................................................................................... 3
1. Introdução ao conceito de arranjo físico .............................................. 4
1.1 A seleção pelo tipo de processo ...................................................... 5
2. Tipos básicos de arranjo físico ................................................................. 7
2.1 Projeto detalhado de arranjo físico ............................................... 8
Referências ......................................................................................................... 11
Para Início de Conversa...
As atividades de trabalho nas empresas são realizadas por meio dos 
processos produtivos que, por sua vez, são desenvolvidos por meio da 
aplicação dos recursos organizacionais. Conhecer os tipos de arranjos 
físicos é o que iremos aprender ao longo deste capítulo.
Para seu conhecimento, o arranjo físico representa um recurso 
organizacional no qual funcionários trabalham, produtos são montados 
e o serviço é prestado ao consumidor final da empresa.
Saiba que os arranjos físicos são aplicados conforme as características 
da organização, recebendo influência do processo produtivo. Assim, a 
escolha do arranjo físico ideal é feita pelos gestores que gerenciam as 
operacionais adotadas nas atividades produtivas da instituição.
Ao final deste capítulo, será apresentado o projeto detalhado do arranjo 
organizacional, com os diversos tipos de arranjo físico, o que contribuirá 
para escolhas mais acertadas por parte dos gerentes de produção diante 
de decisões relacionadas ao desenho organizacional, a fim de atender 
com maior precisão metas e desafios da organização.
Objetivo
Conhecer os tipos de arranjos físico e sua influência sobre o processo 
produtivo.
Gestão da Produção 3
1. Introdução ao conceito de arranjo físico
O arranjo físico traz em sua composição a preocupação com o 
posicionamento ou a localização física dos recursos empregados no 
processo de trabalho ou de produção. Em uma linguagem mais precisa, 
trata-se da posição na qual serão postos equipamentos, produtos, 
estantes, esteiras, mobiliários necessários ao desenvolvimento de tarefas 
e de atividades.
O arranjo físico deve existir para atender às necessidades da operação 
(processos de trabalho) e, não, o contrário, ou seja, a operação atender ao 
arranjo físico, pois esta última ordem denota uma interpretação errada 
da natureza das atividades e, com certeza, o pouco uso produtivo dos 
recursos.
De forma geral, a mudança de posicionamento de gôndolas em um 
mercado ou em uma farmácia, das salas e mesas em um escritório ou 
salas de atendimento médico em um consultório afeta o funcionamento 
das operações e o fluxo de processos de trabalho, além de interferir de 
forma direta no resultado e na entrega dos resultados. Por esses e outros 
tantos motivos, a importância do estudo sobre arranjo físico.
A estratégia de operações escolhida pela organização no desdobramento 
de sua escolha pelo arranjo físico ideal apresenta intenções claras, que 
são expressas em: inovação, custos, otimização e confiança. Observe o 
quadro a seguir.
Objetivos Incremento ao processo
Inovação
Fluidez nos processos do início ao fim
Criatividade e inovação em processos mais ágeis
 
Custos
Redução de custos com deslocamento de matéria-prima
Uso mais inteligente das instalações da empresa
 
Otimização
Adequação da utilização de investimentos em recursos humanos ao longo das 
atividades
Interatividade e processos comunicacionais entre os integrantes da atividade 
de trabalho
 Confiança
Formas diferenciadas de trabalho com tempos menores e menos recursos ao 
longo das atividades
Garantia de insumos no processo produtivo e redução da incerteza
Clareza das atividades, permitindo adaptações sem perder a qualidade no 
processo
Quadro 1: Objetivo das atividades 
Fonte: Elaborado pelo autor, 2020.
Gestão da Produção 4
Há razões técnicas que levam gestores a pensar a importância do 
arranjo físico no desenvolvimento das atividades de trabalho, sendo 
merecedoras de destaque as apresentadas a seguir:
a. Tempo investido ao longo do processo, custos e resultados observados.
b. Mudanças no intuito de alcançar um novo arranjo físico podem trazer 
paralisações no processo e insatisfações, uma vez que a escolha 
do dia e da hora para alterar o arranjo físico são dilemas a serem 
discutidos.
c. A necessidade de simular a operação antes da mudança, seja por meio 
de ferramentas de análise quantitativa, análise de caso, observações 
que incluam benchmark, são movimentos prévios que podem evitar 
resultados inferiores à operação atual.
1.1 A seleção pelo tipo de processo
Antes da escolha pelo tipo de arranjo físico a ser adotado nas operações 
que a empresa deseja fazer uso, é necessária a escolha do tipo de 
processo ideal para a sua operação. Assim, são considerados os aspectos 
de volume e variedade.
O entendimento de volume-variedade faz a interação com as operações 
adotadas pela organização, pois, atender a volumes relativamente 
pequenos exige investimentos menores e operações com baixa 
complexidade, e o contrário faz com que o investimento em recursos 
seja voltado à maior produtividade dos atores envolvidos.
Já as operações que lidam com pouca variedade têm adaptabilidade 
pequena; contrária a essa forma de operação estão as empresas que 
atuam com grande variedade. Nesse contexto, a interação com os 
recursos e o tipo de processo de trabalho irão determinar a lucratividade 
da organização.
Nos processos de transformação de recursos, nos quais o objetivo é a 
produção do produto, a indústria é desafiada com processos produtivos 
que são destacados a seguir:
Processos Características
 Projeto
Tipo de processo que produz itens customizados e leva um tempo 
considerável para a sua execução. Exemplo: móveis sob medida
 Jobbing
Grande variedade, volumes consideravelmente baixos e compartilha 
recursos, diferentemente da estrutura de projeto. Exemplos: costureira, 
sapateiro, ourives
 Lote ou Batelada
Com variedade muito reduzida, produz por períodos grandes 
quantidades de um produto. Exemplos: produção de iogurte, pão, 
cerâmica
Gestão da Produção 5
 Produção em Massa
Volumes altíssimos e variedade muitíssimo reduzida. Exemplos: 
produção de geladeira, TV, veículo
 Contínuos
Aplicações produtivas em que o volume é ainda maior que a produção 
em massa, tendo a variedade mais reduzida ainda. Operam em algumas 
indústrias em regimes sem interrupção. Exemplos: petrolíferas, setores 
de siderurgia
Quadro 2: Processos de produção
Fonte: Adaptado de Slack, 2006.
Agora, observe os processos de transformação de recursos, em que as 
atividades são de prestação de serviços:
Processos Características
 Serviços profissionais
Voltado para a prestação de serviço com grande interação com o 
consumidor. Sua produtividade se dá pelo número de atendimentos por 
funcionário. Exemplos: serviços profissionais como dentista, contador, 
cirurgião
 Lojas de serviço
Representados pela prestação de serviços com grande interação com o 
público, alto poder de decisão por quem está na linha de atendimento. 
Conta com processos de retaguarda, escritórios centrais em apoio à 
atividade principal. Exemplos: serviços bancários, lojas de departamento, 
universidades
 Serviço de massa
Envolve pouca adaptação ao cliente e, por ser serviço de massa, conta 
com grandes volumes de clientes. Exemplos: serviços de energia elétrica, 
televisão, telefonia, metrôQuadro 3: Processos de prestação de serviço
Fonte: Adaptado de Slack, 2006.
Os processos que envolvem serviços são classificados pelo volume e 
pela variedade, em que os serviços de caráter profissional apresentam 
maior adaptação pelo público ao qual atendem. Contudo, não contam 
com grandes volumes.
Já a prestação de serviços com o viés em lojas de serviço é impelida 
a apresentar maior grau de adaptabilidade em um volume maior, 
porém, não se compara a grandes quantidades. Há, portanto, uma 
proporcionalidade entre variedade e volume.
As operações em massa não apresentam flexibilidade para decisões 
customizadas, em função do grande volume que opera. Assim, qualquer 
mudança implica impossibilidade da operação e da prestação de serviço 
ao grande público envolvido diariamente em suas operações. O grande 
volume justifica a falta de customização do processo. Observe a seguir, a 
Figura 1.
Gestão da Produção 6
Figura 1: Tipos de processos em serviços
Fonte: Slack, 2006.
2. Tipos básicos de arranjo físico
Após definido o processo de trabalho em que a organização desenvolverá 
as suas operações, o próximo passo é definir qual o tipo de arranjo físico 
que será adotado para atender às estratégias da organização.
Arranjo físico básico é defido como os recursos que serão distribuídos 
para atender aos objetivos de produção/atendimento ao público 
da organização. Para atender às necessidades das operações, são 
Serviços Profissionais
Baixo
Baixo
Alto
Ve
lo
ci
da
de
Volume Alto
Lojas de Serviços
Serviços de Massa
distribuídos por quatro formas de arranjos produtivos, conforme o 
quadro a seguir:
Arranjo Físico Características
Posicional
Neste tipo de layout, os recursos transformadores movimentam-se em 
função do objeto em transformação e diversos são os motivos para 
esta ordem, que pode ser em função de tamanho, peso, complexidade, 
periculosidade. Exemplos: paciente sendo operado, estaleiro, construção 
de uma ponte
Processos
Em razão da natureza da atividade, este tipo de layout requer importância 
específica ao longo das atividades em um processo produtivo. Exemplo: 
supermercado separado por setores e áreas como padaria, açougue, 
peixaria; em um hospital, a sala para exames de tomografia, raios X
Celular
Atende a uma parte específica do processo que não interage diretamente 
com todas as outras etapas do processo. Exemplos: pequena lanchonete 
dentro de um supermercado, área neonatal em um grande hospital
Produto
Neste tipo de layout, a sequência de atividades é comum a qualquer 
produto em processamento em que todas as etapas são cumpridas. 
Exemplos: montadora de veículos, restaurante self-service, produção de 
papel
Quadro 4: Tipos básicos de layout
Fonte: Adaptado de Slack, 2006.
Gestão da Produção 7
Ao analisar os tipos de layouts e suas aplicações conforme a variedade e 
o volume, os quatro tipos básicos assumem comportamentos diferentes, 
conforme a natureza de sua operação.
O arranjo físico posicional traz grande variabilidade, porém, atende a 
volumes menores em razão de sua especificidade, como no exemplo de 
uma cirurgia do coração. Médicos, enfermeiros, equipamentos ficam em 
volta do paciente a ser operado, na torcida para que seja sempre um 
sucesso a operação.
O modelo por processo tem por objetivo eleger áreas de excelência 
para melhor atender a seu público. O exemplo do mercado foi bem 
interessante, por lidar com variedade específica e volume de igual 
característica quando separados em um supermercado em setores.
No modelo celular, a variedade diminui, mas o processo é fiel à proposta 
de atender a volumes maiores. Observe que não teria sentido saborear 
aquela coxinha com refrigerante e ter de ir até o caixa do mercado para 
pagar. Faz sentido ter uma lanchonete dentro do supermercado, ali 
mesmo fazer a pequena refeição e pagar, configurando um arranjo físico 
pequeno.
E o arranjo por produto tem variabilidade menor, porém, com grandes 
volumes de atendimento como no caso de processos de produção 
industrial. Apresenta os processos definidos, assim como equipamentos 
e linha de montagem, dispostos a atender grandes volumes.
 
Figura 2: Variedade e volume no tipo de layout
Fonte: Slack, 2006.
2.1 Projeto detalhado de arranjo físico
Os arranjos físicos podem combinar mais de uma arrumação, recebendo 
o nome de arranjos mistos. Esta combinação ocorre para enriquecer a 
qualidade dos serviços disponíveis.
Arranjo físico 
posicional
Arranjo físico por 
processo
Arranjo físico celular
Arranjo físico por 
produto
Baixo
Baixo
Fluxo regular mais importante
Alto
Fluxo é 
intermitente
Fluxo torna-se 
continuo
Alto
Volume
Ve
lo
ci
da
de
Fl
ux
o 
re
gu
la
r m
ai
s 
fa
ct
ív
el
Gestão da Produção 8
O caso exemplar de um grande hospital pode combinar o layout por 
processo, que são as diversas especialidades distribuídas ao longo de 
suas instalações e, dentro de cada departamento, ter outra combinação 
no seu arranjo físico. Como exemplo, a combinação de arranjos: por 
processo: radiologia, posicional; centro cirúrgico; e por produto: 
hemocentro, (SLACK, 2006).
O volume e variedade são quesitos essenciais na escolha do arranjo 
físico ideal para a atividade produtiva. Quando há grande variabilidade 
e volume baixo, a escolha do layout não deve considerar fluidez e, sim, a 
especificidade do processo.
Já quando o volume é demasiadamente alto e a variabilidade é baixa, o 
fluxo do processo torna-se o foco das operações e a escolha do layout.
A relação volume e variedade nos leva à reflexão: uma vez que, em 
processos produtivos, há um movimento crescente no volume, isso 
representa o momento ideal para decidir sobre a escolha do layout 
predominante e quando a variabilidade diminui, além de também ser 
o momento de rever o layout adotado em face da saúde financeira e da 
produtividade do processo. 
No quadro a seguir, serão descritos os aspectos positivos e negativos 
de cada tipo de layout. O layout certo é aquele que traz equilíbrio 
entre investimento, produtividade e satisfação do consumidor. Tal tripé 
representa a sustentabilidade dos processos produtivos.
Layout Vantagem Desvantagem
Posicional
Flexibilidade no mix de produto Custo unitário alto
Alta variedade de tarefas Pode trazer muita movimentação
Mobilidade impossível Programação de espaço
Processo
Alta flexibilidade de mix de produto Baixo uso de recursos
Supervisão de equipamentos fácil Fluxo pode ser de difícil controle
Robusto no caso de interromper 
etapas
Pode ter alto estoque em processo ou 
filas de espera
Gestão da Produção 9
 Celular
Trabalho em grupo pode trazer 
vantagens motivacionais
Pode reduzir níveis de uso de recursos
Pode ser positiva a relação custo x 
flexibilidade
Pode ser caro configurar o espaço físico
 Produto
Baixo custo unitário para altos 
volumes
Pode ter baixa flexibilidade de mix
Movimentação de clientes e materiais 
convenientes
Trabalho pode ser repetitivo
Quadro 5: Vantagens e desvantagens dos tipos básicos de layout
Fonte: Adaptado de Slack, 2006.
O estratégico da organização deve ter a ideia dos aspectos vantajosos 
e não vantajosos em cada tipo de layout, pois a escolha do tipo ideal 
acarretará operações mais fidedignas à natureza da operação em 
processo.
Em toda atividade de negócio, é preciso investir para a obtenção de 
receitas e não há negócio em que não exista algum tipo de perda. Assim, 
sempre teremos de pensar que, para gerar resultados, investimentos são 
necessários, e qualquer negócio contém também algum tipo de perda.
Ao longo deste capítulo, foi possível compreender a importância do 
arranjo físico no projeto de investimentos relacionados aos recursos 
materiais da organização e que a escolha certa do tipo de arranjo físico 
contribui para a obtenção de melhores resultados operacionais.
Também foi possível conhecer os diversos tipos de processos de 
transformação, além de entedermos que o tipo de atividade empresarial 
aponta o tipo de processo a ser adotado pela organização.De forma complementar aos processos de produção, aprendemos que 
também existem os processos de atendimento a serviços, representados 
por serviços profissionais, de loja e de massa.
Ao final de nosso estudo, fomos apresentados ao projeto detalhado dos 
tipos de arranjo físico, que entendemos exercer influência direta nas 
escolhas do desenho organizacional, a fim de atender às metas e aos 
desafios da organização.
Sempre que precisar, volte e releia as partes importantes deste conteúdo, 
pois ele traz explicações muito importantes para o entendimento dos 
processos de operações nas empresas.
Gestão da Produção 10
Referências
CORRÊA, H. L.; CORRÊA, C. A. Administração de produção e de operações. 
1. ed. São Paulo: Atlas: 2009.
MARTINS, P. G.; LAUGENI, F. P. Administração da produção. 3. ed. São 
Paulo: Saraiva: 2015.
RITZMAN, L. P.; KRAJEWSKI, L. J. Administração da produção e operações. 
São Paulo: Pearson: 2004.
SLACK, N.; CHAMBERS, S.; HARLAND, C, HARRISON, A.; JOHNSTON, R. 
Administração da produção. 1. ed. São Paulo: Atlas, 2006.
Gestão da Produção 11
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	1.1	A seleção pelo tipo de processo
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