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Disciplina | 
Introdução ao Judaísmo 
www.cenes.com.br | 1 
 
 
 
 
 
DISCIPLINA 
INTRODUÇÃO A RELIGIÕES COMPARADAS 
 
Introdução a Religiões Comparadas | 
Sumário 
www.cenes.com.br | 2 
Sumário 
Sumário ----------------------------------------------------------------------------------------------------- 2 
1 Introdução ao Judaísmo --------------------------------------------------------------------------- 6 
2 Conhecendo a História do Povo Judeu --------------------------------------------------------- 6 
2.1 O Judeu e as Escrituras ----------------------------------------------------------------------------------------- 7 
2.2 O Shabat ----------------------------------------------------------------------------------------------------------- 8 
2.3 A Estrela de David: Seu Principal Símbolo ---------------------------------------------------------------- 8 
2.4 Hebreus, Israelitas, Judeus e Israelenses ------------------------------------------------------------------ 9 
2.5 O Calendário Judaico ------------------------------------------------------------------------------------------- 9 
2.6 Correntes no Judaísmo --------------------------------------------------------------------------------------- 10 
2.6.1 Judaísmo Messiânico -------------------------------------------------------------------------------------------------- 10 
2.7 Literatura Hebraica -------------------------------------------------------------------------------------------- 11 
2.8 Antiguidade e diáspora -------------------------------------------------------------------------------------- 12 
2.9 Monoteísmo ---------------------------------------------------------------------------------------------------- 12 
2.10 Revelação -------------------------------------------------------------------------------------------------------- 13 
2.11 Conceitos de vida e morte ---------------------------------------------------------------------------------- 13 
2.11.1 Ressurreição e a vida além-morte ------------------------------------------------------------------------------ 14 
2.12 Cabala ------------------------------------------------------------------------------------------------------------ 14 
2.13 A Lei e o Judeu-------------------------------------------------------------------------------------------------- 15 
2.14 Sinagoga --------------------------------------------------------------------------------------------------------- 15 
2.15 Cherem ----------------------------------------------------------------------------------------------------------- 16 
2.16 Cultura ------------------------------------------------------------------------------------------------------------ 16 
2.17 Vestimentas ----------------------------------------------------------------------------------------------------- 16 
2.18 Rituais ------------------------------------------------------------------------------------------------------------ 17 
2.19 Comidas ---------------------------------------------------------------------------------------------------------- 17 
2.20 Festas Judaicas ------------------------------------------------------------------------------------------------- 17 
2.21 Língua hebraica ------------------------------------------------------------------------------------------------ 18 
2.22 Os concertos de Deus com Abrão ------------------------------------------------------------------------- 19 
2.23 O concerto de Deus com Isaque --------------------------------------------------------------------------- 19 
2.24 O concerto de Deus com Jacó ------------------------------------------------------------------------------ 20 
2.25 O concerto de Deus com Davi ------------------------------------------------------------------------------ 20 
2.25.1 Jesus Cristo em relação a este concerto ----------------------------------------------------------------------- 21 
2.26 Israel no Plano Divino para a Salvação ------------------------------------------------------------------- 21 
Introdução a Religiões Comparadas | 
Sumário 
www.cenes.com.br | 3 
3 Atributos exclusivos de Deus Jeová ---------------------------------------------------------- 23 
3.1 Jeová - Jehovah -, em Êxodo 6.3 (Versão do Rei James, de 1611). -------------------------------- 27 
4 O Nascimento do Cristianismo----------------------------------------------------------------- 28 
4.1 A religião cristã no Estado Romano ----------------------------------------------------------------------- 28 
4.2 A interseção entre a religião Cristã, o Império Romano e o Judaísmo -------------------------- 29 
4.3 O desenvolvimento do Cristianismo ---------------------------------------------------------------------- 31 
4.4 Religião e sociedade após o fim do Império Romano ------------------------------------------------ 33 
4.5 A Patrística e a Escolástica ---------------------------------------------------------------------------------- 34 
5 Alcorão, livro sagrado do Islamismo --------------------------------------------------------- 35 
5.1 Oração dos mulçumanos ------------------------------------------------------------------------------------ 35 
5.2 Muçulmanos Xiitas -------------------------------------------------------------------------------------------- 36 
5.3 Muçulmanos Sunitas ----------------------------------------------------------------------------------------- 37 
5.4 Ensinos, Crenças e Práticas ---------------------------------------------------------------------------------- 37 
5.5 O Livro Sagrado – Alcorão ----------------------------------------------------------------------------------- 38 
5.6 Os Cinco Pilares ------------------------------------------------------------------------------------------------ 39 
5.7 Fundamentos Doutrinários Ensinados pelo Alcorão ------------------------------------------------- 41 
5.7.1 Deus ----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- 41 
5.7.2 Espírito Santo ------------------------------------------------------------------------------------------------------------ 42 
5.7.3 Humanidade ------------------------------------------------------------------------------------------------------------- 43 
5.7.4 Pecado -------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- 44 
5.7.5 Salvação ------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- 44 
5.7.6 A Descrição do Inferno no Islamismo ------------------------------------------------------------------------------ 45 
5.7.7 A Descrição do Paraíso ------------------------------------------------------------------------------------------------ 47 
6 Hinduísmo ------------------------------------------------------------------------------------------- 49 
6.1 História do Hinduísmo --------------------------------------------------------------------------------------- 50 
6.2 Prática de Fé do Hinduísmo --------------------------------------------------------------------------------- 50 
6.3 Ensinos do Hinduísmo ---------------------------------------------------------------------------------------- 51 
6.4 Deus --------------------------------------------------------------------------------------------------------------- 51 
6.5 Jesus Cristo ------------------------------------------------------------------------------------------------------ 53 
6.6 Espírito Santo --------------------------------------------------------------------------------------------------- 55 
6.7 A Criação --------------------------------------------------------------------------------------------------------- 57 
6.8 Carma, Reencarnação e Salvação ------------------------------------------------------------------------- 59 
7 Budismo --------------------------------------------------------------------------------------------- 60 
7.1Ensinos ----------------------------------------------------------------------------------------------------------- 61 
7.2 Os ensinamentos, a filosofia e os princípios ------------------------------------------------------------ 62 
Introdução a Religiões Comparadas | 
Sumário 
www.cenes.com.br | 4 
8 Confucionismo ------------------------------------------------------------------------------------- 64 
8.1 Confucionismo - Filosofia ou Religião? ------------------------------------------------------------------- 64 
8.2 Crenças e Práticas Confucionistas ------------------------------------------------------------------------- 65 
8.2.1 Deus ----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- 65 
8.2.2 Adoração dos Ancestrais ---------------------------------------------------------------------------------------------- 66 
8.2.3 Piedade Filial ------------------------------------------------------------------------------------------------------------- 67 
8.2.4 Geomancia --------------------------------------------------------------------------------------------------------------- 67 
8.3 Sucessores de Confúcio -------------------------------------------------------------------------------------- 67 
8.4 Processo da Deificação de Confúcio ---------------------------------------------------------------------- 67 
8.5 Os Cinco Clássicos --------------------------------------------------------------------------------------------- 68 
8.6 A vida além da morte ----------------------------------------------------------------------------------------- 68 
8.7 Confúcio continua vivo --------------------------------------------------------------------------------------- 69 
8.8 Refutações apoiadas nas verdades bíblicas ------------------------------------------------------------ 69 
8.8.1 Quanto a natureza humana ------------------------------------------------------------------------------------------ 69 
8.9 Deidades adoradas no Confucionismo ------------------------------------------------------------------- 70 
8.9.1 Atributos divinos no Confucionismo ------------------------------------------------------------------------------- 71 
9 Espiritismo ------------------------------------------------------------------------------------------ 71 
9.1 Segundo a Doutrina espírita -------------------------------------------------------------------------------- 71 
9.2 Origens do Espiritismo --------------------------------------------------------------------------------------- 71 
9.3 As Doutrinas Espíritas e a Bíblia --------------------------------------------------------------------------- 73 
9.4 Comunicação com os Mortos ------------------------------------------------------------------------------- 73 
9.5 Reencarnação--------------------------------------------------------------------------------------------------- 73 
9.6 O que dizer das Curas do Espiritismo? ------------------------------------------------------------------- 74 
9.7 Allan Kardec era racista -------------------------------------------------------------------------------------- 74 
9.8 O Espiritismo prega a Destruição do Cristianismo ---------------------------------------------------- 74 
9.9 O Espiritismo Nega a Existência dos Demônios -------------------------------------------------------- 75 
9.10 O Espiritismo Nega que a Morte e Cristo Sirva para Expiar Pecados ----------------------------- 76 
9.11 O Espiritismo Nega a Ressurreição do Corpo ----------------------------------------------------------- 76 
9.12 O Espiritismo não crê que Jesus Ressuscitou ----------------------------------------------------------- 77 
9.13 O Espiritismo Nega a Existência de Céu ------------------------------------------------------------------ 77 
9.14 O Espiritismo Nega a Existência do Inferno ------------------------------------------------------------- 80 
10 Teosofia ------------------------------------------------------------------------------------------- 82 
10.1 Princípios e ensinos do teosofismo ----------------------------------------------------------------------- 83 
10.2 A respeito de Deus -------------------------------------------------------------------------------------------- 83 
10.3 A Reencarnação ------------------------------------------------------------------------------------------------ 85 
Introdução a Religiões Comparadas | 
Sumário 
www.cenes.com.br | 5 
10.4 A Segurança da Bíblia ----------------------------------------------------------------------------------------- 86 
10.5 A Raça Humana ------------------------------------------------------------------------------------------------ 87 
10.6 Cristo -------------------------------------------------------------------------------------------------------------- 88 
11 Religiões Afro-Brasileiras -------------------------------------------------------------------- 89 
11.1 Candomblé e suas Origens ---------------------------------------------------------------------------------- 89 
11.2 Quem São os Orixás ------------------------------------------------------------------------------------------- 90 
11.2.1 Os Orixás e o Sincretismo ----------------------------------------------------------------------------------------- 90 
11.2.2 Dias, Orixá, Sincretismo ------------------------------------------------------------------------------------------- 90 
11.3 A Bíblia Condena o Sincretismo ---------------------------------------------------------------------------- 91 
11.4 Cerimônia em homenagem aos Orixás ------------------------------------------------------------------ 92 
11.5 Candomblé de Caboclo --------------------------------------------------------------------------------------- 92 
11.6 O Relacionamento com as divindades ------------------------------------------------------------------- 93 
11.7 O Que diz a Bíblia ---------------------------------------------------------------------------------------------- 93 
11.8 Umbanda -------------------------------------------------------------------------------------------------------- 94 
11.8.1 Modalidade de trabalho------------------------------------------------------------------------------------------- 94 
11.8.2 Cultos e Rituais ------------------------------------------------------------------------------------------------------ 95 
11.8.3 Surgimento no Brasil ----------------------------------------------------------------------------------------------- 95 
11.8.4 Ramificações da Umbanda --------------------------------------------------------------------------------------- 96 
11.8.5 Hierarquia na Umbanda ------------------------------------------------------------------------------------------- 97 
11.8.6 Umbanda é a Negação do Cristianismo ------------------------------------------------------------------------ 99 
11.8.7 Quimbanda (macumba) ------------------------------------------------------------------------------------------- 99 
12 Referências ------------------------------------------------------------------------------------- 101 
 
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Introdução a Religiões Comparadas | 
Introdução ao Judaísmo 
www.cenes.com.br | 6 
1 Introdução ao Judaísmo 
O termo “judaísmo” veio ao português pelo termo grego Ιουδαϊσμός (transl. 
Iudaïsmós), que, por sua vez, designava algo ou alguém relacionado ao topônimo Judá 
- em grego Ιούδα (transl. Iúda), e em hebraico (transl. Yehudá), é uma das três 
principais religiões abraâmicas, definida como a “religião, filosofia e modo de vida” do 
povo judeu. As leis básicas e princípios do Judaísmo derivam da Torá - Pentateuco, os 
cinco primeiros livros da Bíblia. O mais importante ensinamento do Judaísmo é o de 
que existe um só Deus, incorpóreo e eterno,que quer que todos os povos façam o 
justo e o misericordioso. Todos os seres humanos são criados na imagem de Deus e 
merecem ser tratado com dignidade e respeito. 
Originário da Bíblia Hebraica (também conhecida como Tanakh) e explorado em 
textos posteriores, como o Talmud, é considerado pelos judeus religiosos como a 
expressão do relacionamento e da aliança desenvolvida entre Deus com os Filhos de 
Israel. De acordo com o judaísmo rabínico tradicional, Deus revelou as suas leis e 
mandamentos a Moisés no Monte Sinai, na forma de uma Torá escrita e oral. Esta foi 
historicamente desafiada pelo caraítas, ummovimentoquefloresceu no período 
medieval, que mantém vários milhares de seguidores atualmente e que afirma que 
apenas a Torá escrita foi revelada. Nos tempos modernos, alguns movimentos liberais, 
tais como o judaísmo humanista, podem ser considerados nãoteístas. 
O judaísmo afirma uma continuidade histórica que abrange mais de 3.000 anos. 
É uma das mais antigas religiões monoteístas e a mais antiga das três grandes religiões 
abraâmicas que sobrevive até os dias atuais. Os judeus são um grupo etnoreligioso e 
incluem aqueles que nasceram judeus e foram convertidos ao judaísmo. 
Em 2010, a população judaica mundial foi estimada em 13,4 milhões, ou 
aproximadamente 0,2% da população mundial total. Cerca de 42% de todos os judeus 
residem em Israel e cerca de 42% residem nos Estados Unidos e Canadá, com a maioria 
dos vivos restantes na Europa. O maior movimento religioso judaico é o judaísmo 
ortodoxo (judaísmo haredi e o judaísmo ortodoxo moderno), o judaísmo conservador 
e o judaísmo reformista. A principal fonte de diferença entre esses grupos é a sua 
abordagem em relação à lei judaica. 
 
2 Conhecendo a História do Povo Judeu 
A Bíblia é a referência para entendermos a história deste povo. De acordo com 
Introdução a Religiões Comparadas | 
Conhecendo a História do Povo Judeu 
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as Escrituras Sagradas, por volta de 1800 a.C, Abraão recebeu uma sinal de Deus para 
abandonar o politeísmo e para viver em Canaã (atual Palestina). Isaque, filho de 
Abraão, tem um filho chamado Jacó. Este luta, num certo dia, com um anjo de Deus e 
tem seu nome mudado para Israel. 
Os doze filhos de Jacó dão origem as doze tribos que formavam o povo judeu. 
Por volta de 1700 a.C. o povo judeu migra para o Egito, porém são escravizados pelos 
faraós por aproximadamente 400 anos. A libertação do povo judeu ocorre por volta 
de 1300 a.C. A fuga do Egito foi comandada por Moisés, que recebe as tábuas dos 
Dez Mandamentos no monte Sinai. Durante 40 anos ficam peregrinando pelo deserto, 
até receber um sinal de Deus para voltarem para a terra prometida, Canaã. 
Jerusalém é transformada num centro religioso pelo rei Davi. Após o reinado de 
Salomão, filho de Davi, as tribos dividem-se em dois reinos: Reino de Israel e Reino de 
Judá. Neste momento de separação, Deus promete a vinda do Messias que iria juntar 
o povo de Israel e restaurar o poder de Deus sobre o mundo. 
Em 721 a.C começa a diáspora judaica com a invasão Babilônica. O imperador da 
Babilônia, após invadir o reino de Israel, destrói o templo de Jerusalém e deporta 
grande parte da população judaica. 
No século I, os romanos invadem a Palestina e destroem o templo de Jerusalém. 
No século seguinte, destroem a cidade de Jerusalém, provocando a segunda diáspora 
judaica. Após estes episódios, os judeus espalham-se pelo mundo, mantendo a cultura 
e a religião. Em 1948, o povo judeu retoma o caráter de unidade após a criação do 
estado de Israel. 
 
2.1 O Judeu e as Escrituras 
O texto religioso judeu mais importante é a Bíblia Hebraica (que os cristãos 
chamam o “Antigo Testamento”), que compreende os livros da Torá, os Profetas e os 
Hagiógrafos (chamados também de Escrituras). 
Depois da destruição do Templo de Jerusalém pelos romanos, no ano 70 da Era 
Cristã, os eruditos religiosos judeus da Terra Santa compilaram os seis volumes da 
Mishná para registrar e preservar a regra da legislação religiosa judia, seus preceitos 
e costumes. Durante os cinco séculos seguintes, a Mishná foi suplementada pela 
Guemará, registro de comentários, discussões e debates aportados de eruditos 
rabínicos de Israel e Babilônia. Juntos, esses dois textos compreendem o Talmud, que 
Introdução a Religiões Comparadas | 
Conhecendo a História do Povo Judeu 
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continua sendo uma fonte viva de estudo, pensamento e comentário religioso. 
 
2.2 O Shabat 
Shabath (do hebraico shabāt; shabos ou shabes na pronúncia asquenazita, 
“descanso/inatividade”), também grafado como sabá (português brasileiro) ou sabat 
(português europeu), é o nome dado ao dia de descanso semanal no judaísmo, 
simbolizando o sétimo dia em Gênesis, após os seis dias de Criação. As origens do 
Shabat se encontram no Decálogo: “Pois Deus criou o mundo em seis dias e 
descansou no sétimo. E Deus abençoou o dia do Shabat e santificou-o” (Êx 20.11). 
O Shabath é, portanto, uma afirmação da Criação Divina: nesse dia interrompe-
se o trabalho, pois assim fez o Criador. O dia de descanso conscientiza o homem de 
que ele não domina o mundo, e de que ele depende do poder supremo de Deus. 
Recebe no Decálogo uma segunda explicação: “Lembrem-se que eram escravos no 
Egito e o Eterno os libertou; por isso Ele lhes ordenou observarem o dia do Shabat” 
(Dt 5.15). O Shabat é assim uma celebração da liberdade. 
 
2.3 A Estrela de David: Seu Principal Símbolo 
A Estrela de David, a estrela de seis pontas, é considerada o símbolo judaico por 
excelência. Dada sua presença constante nos lares judeus e nas sinagogas, costuma-
se atribuir a ela um caráter especificamente judaico. 
A Estrela de David consiste de dois triângulos superpostos em direções opostas. 
Os vértices do primeiro triângulo representam os três pilares da fé: Deus, Homem e 
Povo. O segundotriângulo corresponde aos três grandes momentos da história: 
Criação (passado), Revelação (passado que prossegue no presente) e Redenção 
(futuro). O primeiro triângulo simboliza a fé judaica; o segundo – a história judaica. 
Juntos constituem a essência dos seus ideais. 
Estrela de Davi (em português brasileiro) ou Estrela de David (em português 
europeu) (em hebraico: dwId ygEm, transl. Magen David), conhecida também como 
escudo supremo de Davi (David), é um símbolo em forma de estrela formada por dois 
triângulos sobrepostos, iguais, tendo um a ponta para cima e outro para baixo, 
utilizado pelo judaísmo e por seus adeptos, além de outras doutrinas como Santo 
Daime. Outro nome dado a este símbolo é “Selo de Salomão”. A palavra magen 
significa escudo, broquel, defesa, governante, homem armado, escamas. O 
Introdução a Religiões Comparadas | 
Conhecendo a História do Povo Judeu 
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substantivo magen, refere-se a um objeto que proporciona cobertura e proteção ao 
corpo durante um combate. 
 
2.4 Hebreus, Israelitas, Judeus e Israelenses 
a) Hebreus são os primeiros judeus, os primeiros habitantes da terra de Israel, 
aqueles que usaram pela primeira vez a língua hebraica. O termo tem um 
sentido mais étnico e tribal do que religioso; 
b) Quanto a israelitas e judeus, fazia-se uma distinção no período entre os 
séculos X e VIII antes da Era Comum, quando dez tribos estabeleceram-se 
no norte da Terra Santa (Reino de Israel) e duas no sul (Reino de Judá). 
Hoje, porém, os dois termos são sinônimos. Judeus, por definição, são 
aqueles que aderem ao Judaísmo como religião. E “israelita” é um termo 
usado simplesmente por quem não gosta de ser chamado de judeu. 
Popularmente, os três termos (hebreus, judeus e israelitas) são usados 
indiferentemente. E mesmo entre os eruditos, a distinção não é uniforme. 
c) Israelense, por outro lado, é um termo que designa um cidadão do Estado 
de Israel, não tem nenhuma conotação religiosa ou étnica. 
 
2.5 O Calendário Judaico 
Baseados na Torá a maiorparte das ramificações judaicas segue o calendário 
lunar. O calendário judaico rabínico é contado desde 3761 a.C. O Ano Novo judaico, 
chamado Rosh Hashaná (em hebraico significa, literalmente “cabeça do ano”) é o 
nome dado ao ano-novo no judaísmo), acontece no primeiro ou no segundo dia do 
mês hebreu de Tishrei, que pode cair em setembro ou outubro. 
Os anos comuns, com doze meses, podem ter 353, 354 e 355 dias, enquanto os 
bissextos, de treze meses, 383, 384 ou 385 dias. O calendário judaico começa a ser 
contado em 7 de outubro de 3760 a.C.que para os judeus foi a data da criação do 
mundo. 
Diversas festividades são baseados neste calendário: pode-se dar ênfase às 
festividades de Rosh Hashaná, Pessach, Shavuót, Yom Kipur e Sucót. As diversas 
comunidades também seguem datas festivas ou de jejum e oração conforme suas 
tradições. Com a criação do Estado de Israel diversas datas comemorativas de cunho 
nacional foram incorporadas às festividades da maioria das comunidades judaicas. 
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Calendário judaico ou hebraico é o nome do calendário utilizado dentro do 
judaísmo. Atualmente os judeus ortodoxos o utilizam no cotidiano para a 
determinação das datas de aniversário, falecimento, casamento entre outras, 
enquanto a maior parte dos judeus o utilizam somente para fixar as festividades, os 
serviços religiosos e outros eventos da comunidade. O calendário hebraico é um 
calendário do tipo lunissolar cujos meses são baseados nos ciclos da Lua, enquanto o 
ano é adaptado regularmente de acordo com o ciclo solar. Por isso ele é composto 
alternadamente por anos de 12 ou 13 meses 
 
2.6 Correntes no Judaísmo 
Existem três correntes judaicas principais: ortodoxa, reformista e conservadora. 
O judaísmo ortodoxo baseia-se na imutabilidade da Halachá, a lei judaica, uma 
lei que é divina em origem e conteúdo. 
O judaísmo reformista fundamenta-se na mudança; seu próprio nome implica 
um judaísmo em desenvolvimento. 
O judaísmo conservador procura ser um meio termo entre os dois: Halachá como 
ponto de partida, com uma dose de flexibilidade que permita sua aplicação no mundo 
contemporâneo. 
 
 
 
2.6.1 Judaísmo Messiânico 
O judaísmo messiânico mantém e guarda todos os mandamentos e tradições, 
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base e sustentáculo da cultura e religião judaica. Acreditam que o messias Y’shua, filho 
de Iossef e Miriam, judeu, que foi circuncidado no oitavo dia, nascido como previram 
as Escrituras em Beth-Lehem (Belém; criado em Nazareth é o messias prometido por 
Deus, o príncipe da paz e salvador de todo Israel, como também dos goyim (gentios). 
Obedecem a Torá, o Tanach e o Brit Chadascha (Novo Testamento). São, porém 
desvinculados da lei oral e escrita rabínica). 
Na Inglaterra, o movimento conhecido como Hebreu-Cristianismo iniciou-se com 
o princípio básico de reunir cristãos de origem judaica, tendo em vista o propósito de 
conscientizá-los de sua identidade judaica e reavivá- la. Nos Estados Unidos, uma 
organização similar foi fundada em 1915 [...] O moderno Judaísmo Messiânico, 
finalmente “estabelecido” a partir da década de 1960, intitula-se como um movimento 
originalmente judaico, fundado por membros judeus e para judeus, embora não seja 
reconhecido como tal [...] Estes grupos messiânicos são apoiados por igrejas 
evangélicas que atualmente tem promovido uma aceitação das tradições judaicas 
como o uso de músicas e orações em hebraico, adoção de festas religiosas judaicas, 
itens como kipá e tefilin [...] O governo de Israel não reconhece os assim 
autodenominados “judeus messiânicos” como judeus para efeitos de aliá (imigração 
de judeus a Israel), uma vez que a Lei do Retorno considera aptos à Aliá filhos ou netos 
de judeus que não sigam crenças e costumes estranhos ao judaísmo, como é o caso 
do cristianismo. 
 
2.7 Literatura Hebraica 
Iniciada com os escritos bíblicos que, ao longo da história, permaneceria como 
sua fonte fundamental de inspiração, a literatura hebraica é uma das mais antigas da 
humanidade. Outro de seus traços característicos é a dispersão no espaço, devido à 
diáspora judaica. 
Os grandes documentos da literatura hebraica são o Antigo Testamento e os 
Apócrifos. Partes dos Pseudoepígrafos e os Peregrinos do Mar Morto, se produziram 
antes da conquista da Judéia do Imperador Tito. A literatura dos judeus se 
desenvolveu basicamente em língua hebraica, ainda que também se produziram obras 
em grego, arameu e árabe. No século II da era cristã começou o período talmúdico, 
que durou até o século VI. Nesta época se recopilou, editou e interpretou o Talmud, 
um trabalho enciclopédico anônimo da religião e da guerra civil. Também formam 
parte da literatura hebraica, a recopilação de halakah, Midrasa (parte do Talmud) e o 
material haggadic. No século IV se finalizou a tradução do Pentateuco e do Profeta. 
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Nos séculos VI e VII se desenvolveu o Masorá na Palestina. Na Babilônia, depois do 
século VI, os gaonim produziram várias obras literárias de interesse para a literatura 
hebraica 
 
2.8 Antiguidade e diáspora 
O Antigo Testamento constitui um conjunto de livros sagrados escritos 
aproximadamente do século XII ao século I a.C. Dentro dessa faixa de tempo, cabe 
distinguir dois períodos: antes e depois de 587 a.C., ano em que se iniciou o regresso 
do povo judaico de seu exílio na Babilônia. Como um conjunto de livros, foram 
compilados e canonizados ao longo de vários séculos. Esses livros foram escritos em 
hebraico e incluem a história, leis, profecias e poesia do povo hebreu. 
A poesia bíblica primitiva baseava-se no princípio do paralelismo, que consistia 
na repetição, nas duas metades do verso, do mesmo conteúdo ou de conteúdos inter-
relacionados: “Os seus pés levam para a Morte, e os seus passos dirigem-se para o Xeol.” 
(Pv 5.5). Dos escritos do segundo período, não foram todos que chegaram a formar 
parte do cânon bíblico, já que foram excluídos numerosos textos de caráter profano 
ou que não se ajustavam à ortodoxia. Muitos foram encontrados entre os manuscritos 
do mar Morto, que enriqueceram o conjunto da literatura hebraica antiga. 
Para os judeus, o Antigo Testamento é uma coleção sagrada de livros conhecida 
como a Torah, que é considerada a Palavra de Deus revelada ao povo judeu. A Torah 
inclui os cinco primeiros livros da Bíblia, conhecidos como o Pentateuco, e é o texto 
central da tradição judaica. Além disso, o Antigo Testamento inclui outros livros 
históricos, poéticos e proféticos que complementam a Torah e fornecem mais 
informações sobre a história, cultura e religião dos judeus antigos. Para os judeus, o 
Antigo Testamento é um registro sagrado da aliança entre Deus e seu povo, e é uma 
fonte de orientação espiritual e moral. 
 
2.9 Monoteísmo 
O princípio básico do judaísmo é a unicidade absoluta de YHWH como Deus e 
criador, onipotente, onisciente, onipresente, que influencia todo o universo, mas que 
não pode ser limitado de forma alguma. A afirmação da crença no monoteísmo 
manifesta-se na profissão de fé judaica conhecida como Shemá. Assim qualquer 
tentativa de politeísmo é fortemente rechaçada pelo judaísmo, assim como é proibido 
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seguir ou oferecer prece a outro que não seja YHWH. 
O monoteísmo (do grego: μόνος, transl. mónos, “único”, e θεός, transl. théos, 
“deus”: único deus) é a crença na existência de apenas um só Deus. Diferente do 
politeísmo que conceitua a natureza de vários deuses, como também diferencia-se do 
henoteísmo por ser este a crença preferencial em um deus reconhecido entre muitos. 
[...] O henoteísmo envolve a devoçãoa um deus único, ao mesmo tempo em que 
aceita a existência de outros deuses [...] O panenteísmo é uma forma de monoteísmo 
monista, que sustenta que Deus é todo da existência. O universo é parte de Deus [...] 
O monoteísmo trinitário é a doutrina cristã da crença em um Deus que é três 
diferentes pessoas; Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito Santo. 
 
2.10 Revelação 
O judaísmo defende uma relação especial entre Deus e o povo judeu, manifesta 
através de uma revelação contínua de geração a geração. O judaísmo crê que a Torá 
é a revelação eterna dada por Deus aos judeus. Os judeus rabinitas e caraítas também 
aceitam que homens através da história judaica foram inspirados pela profecia, sendo 
que muitas das quais estão explícitas nos Neviim e nos Kethuvim. O conjunto destas 
três partes formam as Escrituras Hebraicas conhecidas como Tanakh. 
A profecia dentro do judaísmo não tem o caráter exclusivamente adivinhatório 
como assume em outras religiões, mas manifestava-se na mensagem da Divindade 
para com seu povo e o mundo, que poderia assumir o sentido de advertência, 
julgamento ou revelação quanto à Vontade da Divindade. Esta profecia tem um lugar 
especial desde o princípio do mosaísmo, seguindo pelas diversas escolas de profetas 
posteriores (que serviam como conselheiros dos reis) e tendo seu auge com a época 
dos dois reinos. Oficialmente se reconhece que a época dos profetas encerra-se na 
época do exílio babilônico e do retorno a Judá. No entanto o judaísmo reconheceu 
diversos profetas durante a época do Segundo Templo, e durante o posterior período 
rabínico. 
 
2.11 Conceitos de vida e morte 
O entendimento dos conceitos de corpo, alma e espírito no judaísmo varia 
conforme as épocas e as diversas seitas judaicas. O Tanach não faz uma distinção 
teológica destes, usando o termo que geralmente é traduzido como alma (néfesh) 
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para se referir à vida e o termo geralmente traduzido como espírito (ruakh) para se 
referir a fôlego. Deste modo, as interpretações dos diversos grupos são muitas vezes 
conflitantes, e muitos estudiosos preferem não discorrer sobre o tema. 
 
2.11.1 Ressurreição e a vida além-morte 
O Tanach, excetuando alguns pontos poéticos e controversos, jamais faz 
referência a uma vida além da morte, nem a um céu ou inferno, pelo que os saduceus 
posteriormente rejeitavam estas doutrinas. Porém após o exílio em Babilônia, os 
judeus assimilaram as doutrinas da imortalidade da alma, da ressurreição e do juízo 
final, e constituíam em importante ensino por parte dos fariseus. 
Nas atuais correntes do judaísmo, as afirmações sobre o que acontece após a 
morte são postulados e não afirmações, e varia- se a interpretação dada ao que ocorre 
na morte e se existe ou não ressurreição. A maioria das correntes crê em uma 
ressurreição no mundo vindouro (Olam Habá), incluindo os caraítas, enquanto outra 
parcela do judaísmo crê na reencarnação, e o sentido do que seja ressurreição ou 
reencarnação varia de acordo com a ramificação. 
Tanakh ou Tanach é um acrônimo utilizado dentro do judaísmo para denominar 
seu conjunto principal de livros sagrados, sendo o mais próximo do que se pode 
chamar de uma Bíblia judaica. O conteúdo do Tanakh é equivalente ao Antigo 
Testamento cristão, porém com outra divisão. De acordo com a tradição judaica, o 
Tanakh consiste de vinte e quatro livros. A palavra é formada pelas sílabas iniciais das 
três porções que a constituem, a saber: hriT – Torá = O mais importante dos livros do 
judaísmo, 5 livros conhecidos como Pentateuco ou Chumash – Neviim = 8 livros 
conhecidos como Profetas; – Ketuvim = 11 livros conhecidos como “Escritos”. 
 
2.12 Cabala 
Cabala (também Kabbalah, Qabbala, cabbala, cabbalah, kabala, kabalah, kabbala). 
Kabbalah é uma palavra de origem hebraica que significa recepção. Cabala é o nome 
dado ao conhecimento místico esotérico de algumas correntes do judaísmo, que 
defende interpretação do universo, de Deus e das escrituras através de suas naturezas 
divinas. 
A Kabbalah — corpo de sabedoria espiritual mais antigo — contém as chaves, 
que permaneceram ocultas durante um longo tempo, para os segredos do universo, 
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bem como as chaves para os mistérios do coração e da alma humana. Os 
ensinamentos cabalísticos explicam as complexidades do universo material e imaterial, 
bem como a natureza física e metafísica de toda a humanidade. A Kabbalah mostra 
em detalhes como navegar por este vasto campo, a fim de eliminar toda forma de 
caos, dor e sofrimento. 
 
2.13 A Lei e o Judeu 
A lei judaica ortodoxa considera judeu todo aquele que nasceu de mãe judia ou 
se converteu de acordo com essa mesma lei, segundo o judaísmo rabínico. Algumas 
ramificações como o Reformismo e o Reconstrucionismo aceitam também a linhagem 
patrilinear, desde que o filho tenha sido criado e educado em meio judaico. 
Um judeu que deixe de praticar o judaísmo e se transforme num judeu não-
praticante continua a ser considerado judeu. Um judeu que não aceite os princípios 
de fé judaicos e se torne agnóstico ou ateu também continua a ser considerado judeu. 
No entanto, se um judeu se converte a uma outra religião, ou ainda, que se afirme 
“judeu messiânico” (ramificação que defende Jesus como o messias para os judeus) 
geralmente é visto como que perdido o lugar como membro da comunidade judaica 
tradicional e transforma-se num apóstata. Esta pessoa, caso pretenda retornar ao 
judaísmo, não precisa se converter, de acordo com a maior parte das autoridades em 
lei judaica, mas abjurar das antigas práticas relativas às outras fés. 
As pessoas que desejam se converter ao judaísmo devem aderir aos princípios e 
tradições judaicas. Os homens têm de passar pelo ritual do brit milá (circuncisão). 
Qualquer converso tem de passar ainda pelo ritual da mikvá ou banho ritual. Os judeus 
ortodoxos reconhecem apenas conversões feitas por seus tribunais rabínicos, seja em 
Israel ou em outros locais. As comunidades reformistas e liberais também exigem a 
adesão aos princípios e tradições judaicos, o brit milá e a mikvá, de acordo com os 
critérios estipulados em cada movimento. 
 
2.14 Sinagoga 
A sinagoga é o local das reuniões religiosas da comunidade judaica, hábito 
adquirido após a conquista de Judá pela Babilônia e a destruição do Templo de 
Jerusalém. Com a inexistência de um local de culto, cada comunidade desenvolveu 
seu local de reuniões, que após a construção do Segundo Templo tornou-se os 
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centros de vida comunitária das comunidades da Diáspora. Na estrutura da sinagoga 
destaca-se o rabino, líder espiritual dentro da comunidade judaica e o chazan (cantor 
litúrgico). 
 
2.15 Cherem 
O Chérem é a mais alta censura eclesiástica na comunidade judaica. É a exclusão 
total da pessoa da comunidade judaica. Exceto em casos raros que tiveram lugar entre 
os judeus ultraortodoxos, o chérem deixou de se praticar depois do Iluminismo, 
quando as comunidades judaicas locais perderam a autonomia de que dispunham 
anteriormente e os judeus foram integrados nas nações gentias em que viviam. 
Cherém é o mais alto grau de punição dentro do judaísmo: a pessoa é totalmente 
excluída da comunidade judaica. Um dos motivos que podem levar à exclusão da 
comunidade judaica é a intermediação de negócios (ser avalista) com o uso do poder 
rabinical, o tráfico de drogas por membros da comunidade, uso de drogas ou 
profanação de objetos sagrados judaicos. 
 
2.16 Cultura 
Cultura judaica é o nome dado ao conjunto de tradições passadas de geração à 
geração pelo Judaísmo oriundas dos tratos religiosos , do local em que a com unidade 
judaica foi radicada e da era em que a comunidadejudaica viveu. 
Cultura judaica lida com os d i v e r s o s aspectos culturais das comunidades 
judaicas, oriundos da prática do judaísmo, de sua integração aos diversos povos e 
culturas no mundo, assim como assimilação dos costumes destes. Entre os principais 
aspectos da cultura judaica podemos enfatizar os idiomas, as vestimentas e a 
alimentação (Cashrut). 
 
2.17 Vestimentas 
Solidéu, símbolo distintivo usado principalmente pelos judeus rabínicos como 
temor a Deus. O judaísmo possui algumas tradições religiosas e culturais em relação 
à vestimentas, dentre as quais podemos destacar: 
a) Kipá são os chapéus ou toucas utilizado pelos judeus tanto como símbolo 
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da religião como símbolo de “temor a Deus”; 
b) Tzitzit é o nome dado à franjas do talit, que servem como meio de 
lembrança dos mandamentos de Deus. 
 
As regras para vestimentas no judaísmo variam de acordo com a comunidade 
judaica, como por exemplo, no uso do kipá (os caraítas não o usam) ou do tzitzit, pelos 
judeus ortodoxos. Entre as vestimentas existem ainda costumes sefaradi (judeus da 
Península Ibérica) e asquenazitas (judeus da Europa Central e Europa Oriental). 
 
2.18 Rituais 
Entre os rituais, podemos citar a circuncisão dos meninos (aos 8 dias de vida) e o 
Bar Mitzvah que representa a iniciação na vida adulta para os meninos e a Bat Mitzvah 
para as meninas (aos 12 anos de idade). Os homens judeus usam a kippá, pequena 
touca, que representa o respeito a Deus no momento das orações. Nas sinagogas, 
existe uma arca, que representa a ligação entre Deus e o Povo Judeu. Nesta arca são 
guardados os pergaminhos sagrados da Torá. 
 
2.19 Comidas 
Casher significa apto ou apropriado e o alimento inapropriado é chamado de 
treifá. Dentro do judaísmo há diversos preceitos baseados na Torá e na Halachá que 
estabelecem as regras para que um alimento possa ser considerado casher e servir 
para consumo. 
A alimentação dos judeus era baseada em couves, vinhos, especiarias, molhos, 
cerveja e muito importante, o pão. Vestiam-se a rigor para a hora das refeições e 
comiam com rapidez. Os judeus não comem carne de porco, cavalo, camelo, coelho, 
caranguejo, lagosta e camarão. Na verdade, à exceção de peixes com escamas, 
nenhum fruto do mar é permitido. Há também a proibição de misturar leite e carne. 
Devendo haver um espaço de seis horas entre os alimentos de uma origem. 
 
2.20 Festas Judaicas 
Yom Tov ou festival é um dia, ou vários dias observados pelos Judeus como uma 
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comemoração sagrada ou secular de um importante evento da História Judaica. Em 
Hebraico, os feriados e os festivais judaicos, dependendo da sua natureza, são 
chamados de yom tov (“dia bom”), chag (“festival”) ou taanit (“jejum”). 
As origens das várias festas judaicas geralmente encontra- se nas mitzvot 
(mandamentos bíblicos), decreto rabínico, ou na moderna história de Israel. Eis alguns 
deles: 1 Rosh Hashanah — O Ano Novo Judaico; 2 Aseret Yemei Teshuva — Dez Dias 
de Arrependimento; 3 Yom Kippur — Dia do Perdão; 4 Sucot; 5 Shemini Atzeret e 
Simchat Torá; 6 Chanucá — Festival das Luzes; 7 Dez de Tevet; 8 Tu Bishvat - Novo 
Ano das Árvores; 9 Purim — Festival das Sortes; 10 Novo Ano dos Reis; 11 Pessach — 
Páscoa; 12 Sefirah — Contagem do Omer; 13 Lag Ba’Omer; 14 Novas Festas Nacionais 
Israelitas/Judaicas; 14.1 Yom HaShoá — Dia da Memória do Holocausto; 14.2 Yom 
Hazikaron — Dia da Memória dos Soldados; 14.3 Yom HaAtzmaut — Dia da 
Independência de Israel; 14.4 Yom Yerushalaim — Dia de Jerusalém; 15 Shavuot — 
Festa das Semanas — Yom HaBikurim; 16 Dezessete de Tamuz; 17 As Três Semanas e 
os Nove Dias; 18 Tisha BeAv — Nove de Av; 19 Dízimo de Animais; 20 Rosh Chodesh 
— o Novo Mês; 21 Shabbat — O Sábado. 
 
2.21 Língua hebraica 
O hebraico (também chamado Lashon haKodesh (“A Língua Sagrada”) ) é o 
principal idioma utilizado no judaísmo utilizado como língua litúrgica durante séculos. 
Foi revivido como um idioma de uso corrente no século XIX e utilizado atualmente 
como idioma oficial no Estado de Israel. No entanto diversas comunidades judaicas 
utilizam outros idiomas cuja origem em sua maioria surgem da mistura do hebraico 
com idiomas locais. 
O hebraico é uma língua semítica pertencente à família das línguas afro-asiáticas. 
A Bíblia original, a Torá, que os judeus ortodoxos consideram ter sido escrita na época 
de Moisés, cerca de 3.300 anos atrás, foi redigida no hebraico dito “clássico”. Embora 
hoje em dia seja uma escrita foneticamente impronunciável, devido à inexistência de 
vogais no alfabeto hebraico clássico, os judeus têm- na sempre chamado de Lashon 
haKodesh (“A Língua Sagrada”) já que muitos acreditam ter sido escolhida para 
transmitir a mensagem de Deus à humanidade. Por volta da primeira destruição de 
Jerusalém pelos babilônios em 586 a.C., o hebraico clássico foi substituído no uso 
diário pelo aramaico, tornando-se primariamente uma língua franca regional, tanto 
usada na liturgia, no estudo do Mishná (parte do Talmude) como também no 
comércio. O hebraico renasceu como língua falada durante o final do século XIX e 
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começo do século XX como o hebraico moderno, adotando alguns elementos dos 
idiomas árabe, ladino, iídiche, e outras línguas que acompanharam a Diáspora Judaica 
como língua falada pela maioria dos habitantes do Estado de Israel, do qual é a língua 
oficial primária. 
 
2.22 Os concertos de Deus com Abrão 
Ora, o SENHOR disse a Abrão: Sai-te da tua terra, e da tua parentela, e da casa 
de teu pai, para a terra que eu te mostrarei. E far-te-ei uma grande nação, e abençoar-
te-ei, e engrandecerei o teu nome, e tu serás uma bênção. E abençoarei os que te 
abençoarem e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem; e em ti serão benditas todas as 
famílias da terra (Gn 12.1-3). 
A chamada de Abrão (posteriormente chamado Abraão, Gn 17.5), conforme a 
narrativa de Gênesis 12 dá início a um novo capítulo na revelação do Antigo 
Testamento sobre o propósito divino de redimir e salvar a raça humana. A intenção 
de Deus era que houvesse um homem que o conhecesse e o servisse e guardasse os 
seus caminhos (Gn 18.19). Dessa família surgiria uma nação escolhida, de pessoas que 
se separassem das práticas ímpias doutras nações, para fazerem a vontade de Deus. 
Dessa nação viria Jesus Cristo, o Salvador do mundo, o prometido descendente da 
mulher (Gn 3.15; Gn 3.8, 16, 18). 
Como vimos já acima, Deus, ao estabelecer comunhão com Abraão, mediante o 
concerto (cap. 15 de Gênesis), fez-lhe claramente várias promessas: Deus como escudo 
e recompensa de Abraão (Gn 15.1), descendência numerosa (Gn 15.5) e a terra de 
Canaã como sua herança (Gn 15.7; 15.6; 17.8; 12.1-3). 
 
2.23 O concerto de Deus com Isaque 
Deus procurou estabelecer o concerto abraâmico com cada geração seguinte, a 
partir de Isaque, filho de Abraão (Gn 17.21). Noutras palavras, não bastava que Isaque 
tivesse por pai a Abraão; ele, também, precisava aceitar pela fé as promessas de Deus. 
Somente então é que Deus diria: “Eu sou contigo, e abençoar-te-ei, e multiplicarei a 
tua semente” (Gn 26.24). 
Durante os vinte primeiros anos do seu casamento, Isaque e Rebeca não tiveram 
filhos (Gn 25.20,26). 
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Rebeca permaneceu estéril até que Isaque orou ao Senhor, pedindo que sua 
esposa concebesse (Gn 25.21). Esse fato demonstra que o cumprimento do concerto 
não se dá por meios naturais, mas somente pela ação graciosa de Deus, em resposta 
à oração e busca da sua face (Gn 25.21). 
Contudo, Isaque também tinha de ser obediente para continuar a receber as 
bênçãos do concerto.Quando uma fome assolou a terra de Canaã, por exemplo, Deus 
proibiu Isaque de descer ao Egito, e o mandou ficar onde estava. Se obedecesse a 
Deus, teria a promessa divina: “... confirmarei o juramento que tenho jurado a Abraão, 
teu pai” (Gn 26.3; 26.5). 
 
2.24 O concerto de Deus com Jacó 
Isaque e Rebeca tinham dois filhos: Esaú e Jacó. Era de se esperar que as bênçãos 
do concerto fossem transferidas ao primogênito, isto é, Esaú. Deus, porém, revelou a 
Rebeca que seu gêmeo mais velho serviria ao mais novo, e o próprio Esaú veio a 
desprezar a sua primogenitura (Gn 25.31). Além disso, ele ignorou os padrões justos 
dos seus pais, ao casar-se com duas mulheres que não seguiam ao Deus verdadeiro. 
Em suma: Esaú não demonstrou qualquer interesse pelas bênçãos do concerto de 
Deus. Daí, Jacó, que realmente aspirava às bênçãos espirituais futuras, recebeu as 
promessas no lugar de Esaú (Gn 28.13-15). 
Como no caso de Abraão e de Isaque, o concerto com Jacó requeria “a 
obediência da fé” (Rm 1.5) para a sua perenidade. Durante boa parte da sua vida, esse 
patriarca serviu-se da sua própria habilidade e destreza para sobreviver e progredir. 
Mas foi somente quando Jacó, finalmente, obedeceu ao mandamento e à vontade do 
Senhor (Gn 31.13), no sentido de sair de Harã e voltar à terra prometida de Canaã e, 
mais expressamente, de ir a Betel (Gn 35.1-7), que Deus renovou com ele as promessas 
do concerto feito com Abraão (Gn 35.9-13). 
 
2.25 O concerto de Deus com Davi 
... A tua casa e o teu reino serão firmados para sempre diante de ti; teu trono será 
firme para sempre (2Sm 7.16). 
Embora a palavra “concerto” não ocorra literalmente em 2Sm 7, é evidente que 
Deus estava estabelecendo um concerto com Davi. Em Sl 89.3, 4, por exemplo, Deus 
diz: “Fiz um concerto com o meu escolhido; jurei ao meu servo Davi: a tua 
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descendência estabelecerei para sempre e edificarei o teu trono de geração em 
geração” (ver também Sl 89.34-36). A promessa de que o trono do povo de Deus seria 
estabelecido para sempre através da descendência de Davi é exatamente a mesma 
que Deus fez a Davi em 2Sm 7. Além disso, posteriormente em 2Samuel, o próprio 
Davi faz referência ao “concerto eterno” que Deus fez com ele (2Sm 23.5), sem dúvida 
aludindo a 2Sm 7. 
 
2.25.1 Jesus Cristo em relação a este concerto 
Havia, porém, um aspecto do concerto de Deus com Davi que era incondicional 
— que o reino de Davi seria por fim estabelecido para sempre.A culminância da 
Promessa de Deus era que da linhagem de Davi viria um descendente que seria o Rei 
messiânico e eterno. Este Rei Dominaria sobre os fiéis em Israel e sobre todas as 
nações (cf. Is 9.6, 7; 11.1, 10;Mq 5.2, 4). Sairia da cidade de Belém (Mq 5.2, 4), e seu 
governo se estenderia até os confins da terra (Zc 9.10). 
Ele seria chamado: “O SENHOR, Justiça Nossa” (Jr 23.5, 6) e consumaria a 
redenção do pecado (Zc 13.1). O cumprimento da promessa davídica teve início com 
o nascimento de Jesus Cristo, anunciado pelo anjo Gabriel a Maria, uma piedosa 
descendente da família de Davi (Lc 1.30-33; cf. At 2.29-35). 
Essa promessa foi um desdobramento do concerto feito em Gn 3.15, que predisse 
a derrota de Satanás através de um descendente de Eva (Gn 3.15); foi um 
prosseguimento do concerto feito com Abraão e seus. 
O cumprimento dessa promessa abrangia a ressurreição de Cristo dentre os 
mortos e sua exaltação à destra de Deus no céu (At 2.29-33), de onde Ele agora 
governa como Rei dos reis e Senhor dos senhores. A primeira missão de Cristo como 
o Senhor exaltado foi o derramamento do Espírito Santo sobre o seu povo (At 1.8; 2.4, 
33). 
O régio governo de Cristo caracteriza-se por um chamamento, dirigido a todas 
as pessoas, no sentido de largarem o pecado e o mundo perverso, aceitarem Cristo 
como Senhor e Salvador e receberem o Espírito Santo (At 2.32-40). 
 
2.26 Israel no Plano Divino para a Salvação 
Não que a palavra de Deus haja faltado, porque nem todos os que são de Israel 
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são israelitas (Rm 9.6). 
Em Rm 9-11, Paulo trata da eleição de Israel no passado, da sua rejeição do 
evangelho no presente, e da sua salvação futura. Esses três capítulos foram escritos 
para responder à pergunta que os crentes judaicos faziam: como as promessas de 
Deus a Abraão e à nação de Israel poderiam permanecer válidas, quando a nação de 
Israel, como um todo, não parece ter parte no evangelho? Há três elementos distintos 
no exame que Paulo faz de Israel no plano divino da salvação. 
O primeiro (Rm 9.6-29) é um exame da eleição de Israel no passado. 
Em Romanos 9.6-13, Paulo afirma que a promessa de Deus a Israel não falhou, 
pois a promessa era só para os fiéis da nação. Visava somente o verdadeiro Israel, 
aqueles que eram fiéis à promessa (Gn 12.1-3; 17.19). Sempre há um Israel dentro de 
Israel, que tem recebido a promessa. 
Em Romanos 9.14-29, Paulo chama a nossa atenção para o fato de que Deus tem 
o direito de fazer o que Ele quer com os indivíduos e as nações. Tem o direito de 
rejeitar a Israel, se desobedecerem a Ele e o direito de usar de misericórdia para com 
os gentios, oferecendo-lhes a salvação, se Ele assim decidir. 
O segundo elemento (Rm 9.30-10.21) analisa a rejeição presente do evangelho 
por Israel. Seu erro de não voltar-se para Cristo, não se deve a um decreto 
incondicional de Deus, mas à sua própria incredulidade e desobediência (Rm 10.3). 
Finalmente, Paulo explica (Rm 11.1-36) que a rejeição de Israel é apenas parcial 
e temporária. Israel por fim aceitará a salvação divina em Cristo. O argumento dele 
contém vários passos: 
a) Deus não rejeitou o Israel verdadeiro, pois Ele permaneceu fiel ao 
“remanescente” que permanece fiel a Ele, aceitando a Cristo (11.1-6). 
b) No presente, Deus endureceu a maior parte de Israel, porque os israelitas 
não quiseram aceitar a Cristo (Rm 11.7-10; cf. 9.31-10.21). 
c) Deus transformou a transgressão de Israel (isto é, a crucificação de Cristo) 
numa oportunidade de proclamar a salvação a todo o mundo (Rm 11.11, 
12, 15). 
d) Durante esse tempo presente da incredulidade nacional de Israel, a 
salvação de indivíduos, tanto os judeus como os gentios (Rm 10.12, 13) 
depende da fé em Jesus Cristo (Rm 11.13-24). 
e) A fé em Jesus Cristo, por uma parte do Israel nacional, acontecerá no futuro 
(Rm 11.25-29). 
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Atributos exclusivos de Deus Jeová 
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f) O propósito sincero de Deus é ter misericórdia de todos, tanto dos judeus 
como dos gentios, e incluir no seu reino todas as pessoas que creem em 
Cristo (Rm 11.30-36; 10.12, 13; 11.20-24). 
 
Esse exame da condição de Israel não se refere à vida ou morte eterna de 
indivíduos após a morte. Pelo contrário, Paulo está tratando do modo como Deus lida 
com nações e povos do ponto de vista histórico, isto é, do seu direito de usar povos 
e nações conforme Ele quer. Por exemplo, sua escolha de Jacó em lugar de seu irmão 
Esaú teve como propósito fundar e usar as nações de Israel e de Edom, oriundas dos 
dois. Nada tinha que ver com seu destino eterno, isto é, quanto a sua salvação ou 
condenação como indivíduos. Uma coisa é certa: Deus tem o direito de chamar as 
pessoas e nações que Ele quiser, e determinar-lhes responsabilidades a cumprir. 
O cumprimento dessa promessa abrangia a ressurreição de Cristo dentre os 
mortos e sua exaltação à destra de Deus no céu (At 2.29-33), de onde Ele agora 
governa como Rei dos reis e Senhor dos senhores. A primeira missão de Cristo como 
o Senhor exaltado foi o derramamento do Espírito Santo sobre o seu povo (At 1.8; 2.4, 
33). 
A oportunidade de salvação está perante a nação de Israel, se ela largar sua 
incredulidade (Rm 11.23). Semelhantemente, os crentes gentios que agora sãoparte 
da igreja de Deus são advertidos de que também correm o mesmo risco de serem 
cortados da salvação (Rm 11.13-22). Eles devem sempre perseverar na fé com temor. 
A advertência aos crentes gentios em Romanos 11.20-23, pelo fato da falha de Israel, 
é tão válida hoje quanto o foi no dia em que Paulo a escreveu. 
Finalmente, as Escrituras estão repletas de promessas de uma futura restauração 
de Israel ao aceitarem o Messias. Tal restauração terá lugar ao findar-se a Grande 
Tribulação, na iminência da volta pessoal de Cristo (Is 11.10-12; 24.17-23; 49.22, 23; Jr 
31.31-34; Ez 37.12-14; Rm 11.26; Ap 12.6). 
 
3 Atributos exclusivos de Deus Jeová 
1. Deus é onipresente. Ele está presente em todos os lugares a um só 
tempo. O salmista afirma que, não importa para onde formos Deus está 
ali (Sl 139.7-12; cf. Jr 23.23,24; At 17.27,28); Deus observa tudo quanto 
fazemos. 
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Atributos exclusivos de Deus Jeová 
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2. Deus é onisciente. Ele sabe todas as coisas (Sl 139.1-6; 147.5). Ele 
conhece, não somente nosso procedimento, mas também nossos 
próprios pensamentos (1Sm 16.7; 1Rs 8.39; Sl 44.21; Jr 17.9,10). Quando 
a Bíblia fala da presciência de Deus (Is 42.9; At 2.23; 1Pe 1.2), significa que 
Ele conhece com precisão a condição de todas as coisas e de todos os 
acontecimentos exequíveis, reais, possíveis, futuros, passados ou 
predestinados (1Sm 23.10-13; Jr 38.17-20). A presciência de Deus não 
subentende determinismo filosófico. Deus é plenamente soberano para 
tomar decisões e alterar seus propósitos no tempo e na história, segundo 
sua própria vontade e sabedoria. Noutras palavras, Deus não é limitado 
à sua própria presciência (Nm 14.11-20; 2Rs 20.1-7). 
3. Deus é onipotente. Ele é o Todo-poderoso e detém a autoridade total 
sobre todas as coisas e sobre todas as criaturas (Sl 147.13-18; Jr 32.17; Mt 
19.26; Lc 1.37). Isso não quer dizer, jamais, que Deus empregue todo o 
seu poder e autoridade em todos os momentos. Por exemplo, Deus tem 
poder para exterminar totalmente o pecado, mas optou por não fazer 
assim até o final da história humana (1Jo 5.19). Em muitos casos, Deus 
limita o seu poder, quando o emprega através do seu povo (2Co 12.7-
10); em casos assim, o seu poder depende do nosso grau de entrega e 
de submissão a Ele (Ef 3.20). 
4. Deus é transcendente. Ele é diferente e independente da sua criação (Êx 
24.9-18; Is 6.1-3; 40.12-26; 55.8,9). Seu ser e sua existência são 
infinitamente maiores e mais elevados do que a ordem por Ele criada (1Rs 
8.27; Is 66.1,2; At 17.24,25). Ele subsiste de modo absolutamente perfeito 
e puro, muito além daquilo que Ele criou. Ele mesmo é incriado e existe à 
parte da criação (1Tm 6.16). A transcendência de Deus não significa, 
porém, que Ele não possa estar entre o seu povo como seu Deus (Lv 
26.11,12; Ez 37.27; 43.7; 2Co 6.16). 
5. Deus é eterno. Ele é de eternidade à eternidade (Sl 90.1,2; 102.12; Is 
57.12). Nunca houve nem haverá um tempo, nem no passado nem no 
futuro, em que Deus não existisse ou que não existirá; Ele não está 
limitado pelo tempo humano (Sl 90.4; 2Pe 3.8), e é, portanto, melhor 
descrito como “EU SOU” (Êx 3.14; Jo 8.58). 
6. Deus é imutável. Ele é inalterável nos seus atributos, nas suas perfeições 
e nos seus propósitos para a raça humana (Nm 23.19; Sl 102.26-28; Is 
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41.4; Ml 3.6; Hb 1.11,12; Tg 1.17). Isso não significa, porém, que Deus 
nunca altere seus propósitos temporários ante o proceder humano. Ele 
pode, por exemplo, alterar suas decisões de castigo por causa do 
arrependimento sincero dos pecadores (Jn 3.6-10). Além disso, Ele é livre 
para atender as necessidades do ser humano e às orações do seu povo. 
Em vários casos a Bíblia fala de Deus mudando uma decisão como 
resultado das orações perseverantes dos justos (Nm 14.1-20; 2Rs 20.2-6; 
Is 38.2-6; Lc 18.1-8). 
7. Deus é perfeito e santo. Ele é absolutamente isento de pecado e 
perfeitamente justo (Lv 11.44,45; Sl 85.13; 145.17; Mt 5.48). Adão e Eva 
foram criados sem pecado (Gn 1.31), mas com a possibilidade de 
pecarem. Deus, no entanto, não pode pecar (Nm 23.19; 2Tm 2.13; Tt 1.2; 
Hb 6.18). Sua santidade inclui, também, sua dedicação à realização dos 
seus propósitos e planos. 
8. Deus é trino e uno. Ele é um só Deus (Dt 6.4; Is 45.21; 1Co 8.5,6; Ef 4.6; 
1Tm 2.5), manifesto em três pessoas: Pai, Filho e Espírito Santo (Mt 28.19; 
2Co 13.14; 1Pe 1.2). Cada pessoa é plenamente divina, igual às duas 
outras; mas não são três deuses, e sim um só Deus (Mt 3.17; Mc 1.11). 
9. Deus é bom (Sl 25.8; 106.1; Mc 10.18). Tudo quanto Deus criou 
originalmente era bom, era uma extensão da sua própria natureza (Gn 
1.4,10,12,18,21,25,31). Ele continua sendo bom para sua criação, ao 
sustentá-la, para o bem de todas as suas criaturas (Sl 104.10-28; 145.9). 
Ele cuida até dos ímpios (Mt 5.45; At 14.17). Deus é bom, principalmente 
para os seus, que o invocam em verdade (Sl 145.18-20). 
10. Deus é amor (1Jo 4.8). Seu amor é altruísta, pois abraça o mundo 
inteiro, composto de humanidade pecadora (Jo 3.16; Rm 5.8). A 
manifestação principal desse seu amor foi a de enviar seu único Filho, 
Jesus, para morrer em lugar dos pecadores (1Jo 4.9,10). Além disso, Deus 
tem amor paternal especial àqueles que estão reconciliados com Ele por 
meio de Jesus (Jo 16.27). 
11. Deus é misericordioso e clemente (Êx 34.6; Dt 4.31; 2Cr 30.9; ‘Sl 
103.8; 145.8; Jl 2.13); Ele não extermina o ser humano conforme 
merecemos devido aos nossos pecados (Sl 103.10), mas nos outorga o 
seu perdão como dom gratuito a ser recebido pela fé em Jesus Cristo. 
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12. Deus é compassivo (2Rs 13.23; Sl 86.15; 111.4). Ser compassivo 
significa sentir tristeza pelo sofrimento doutra pessoa, com desejo de 
ajudar. Deus, por sua compaixão pela humanidade, proveu-lhe perdão e 
salvação (cf. Sl 78.38). Semelhantemente, Jesus, o Filho de Deus, 
demonstrou compaixão pelas multidões ao pregar o evangelho aos 
pobres, proclamar libertação aos cativos, dar vista aos cegos e pôr em 
liberdade os oprimidos (Lc 4.18; cf. Mt 9.36; 14.14; 15.32; 20.34; Mc 1.41; 
Mc 6.34). 
13. Deus é paciente e lento em irar-se (Êx 34.6; Nm 14.18; Rm 2.4; 
1Tm 1.16). Deus expressou esta característica pela primeira vez no jardim 
do Éden após o pecado de Adão e Eva, quando deixou de destruir a raça 
humana conforme era seu direito (Gn 2.16,17). Deus também foi paciente 
nos dias de Noé, enquanto a arca estava sendo construída (1Pe 3.20). E 
Deus continua demonstrando paciência com a raça humana pecadora; 
Ele não julga na devida ocasião, pois destruiria os pecadores, mas na sua 
paciência concede a todos a oportunidade de se arrependerem e serem 
salvos (2Pe 3.9). 
14. Deus é a verdade (Dt 32.4; Sl 31.5; Is 65.16; Jo 3.33). Jesus chamou-
se a si mesmo “a verdade” (Jo 14.6), e o Espírito é chamado o “Espírito da 
verdade” (Jo 14.17; cf. 1Jo 5.6). Porque Deus é absolutamente fidedigno 
e verdadeiro em tudo quanto diz e faz, a sua Palavra também é chamada 
a verdade (2Sm 7.28; Sl 119.43; Is 45.19; Jo 17.17). Em harmonia com este 
fato, a Bíblia deixa claro que Deus não tolera a mentira nem falsidade 
alguma (Nm 23.19; Tt 1.2; Hb 6.18). 
15. Deus é fiel (Êx 34.6; Dt 7.9; Is 49.7; Lm 3.23; Hb 10.23). Deus fará 
aquilo que Ele tem revelado na sua Palavra; Ele cumprirá tanto as suas 
promessas, quanto as suas advertências (Nm 14.32-35; 2Sm 7.28; Jó 
34.12; At 13.23,32,33; 2Tm 2.13). A fidelidade de Deus é de consolo 
inexprimível para o crente, e grande medo de condenação para todos 
aqueles que não se arrependerem nem crerem no Senhor Jesus (Hb 6.4-
8; 10.26-31). 
16. Deus é justo (Dt 32.4; 1Jo 1.9). Ser justo significa que Deus mantém 
a ordem moral do universo, é reto e sem pecadona sua maneira de tratar 
a humanidade (Ne 9.33; Dn 9.14). A decisão de Deus de castigar com a 
morte os pecadores (Rm 5.12) procede da sua justiça (Rm 6.23; cf. Gn 
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2.16,17); sua ira contra o pecado decorre do seu amor à justiça (Rm 3.5,6; 
ver Jz 10.7). Ele revela a sua ira contra todas as formas da iniquidade (Rm 
1.18), principalmente a idolatria (1Rs 14.9,15,22), a incredulidade (Sl 
78.21,22; Jn 3.36) e o tratamento injusto com o próximo (Is 10.1- 4; Am 
2.6,7). Jesus Cristo, que é chamado o “Justo” (At 7.52; 22.14; At 3.14), 
também ama a justiça e abomina o mal (Mc 3.5; Rm 1.18; Hb 1.9). Note 
que a justiça de Deus não se opõe ao seu amor. Pelo contrário, foi para 
satisfazer a sua justiça que Ele enviou Jesus a este mundo, como sua 
dádiva de amor (Jo 3.16; 1Jo 4.9,10) e como seu sacrifício pelo pecado em 
lugar do ser humano (Is 53.5,6; Rm 4.25; 1Pe 3.18), a fim de nos reconciliar 
consigo mesmo (2Co 5.18-21). A revelação final que Deus fez de si 
mesmo está em Jesus Cristo (Jo 1.18; Hb 1.1-4); noutras palavras, se 
quisermos entender completamente a pessoa de Deus, devemos olhar 
para Cristo, porque nEle habita toda a plenitude da divindade (Cl 2.9). 
 
3.1 Jeová - Jehovah -, em Êxodo 6.3 (Versão do Rei James, de 1611). 
“Jeová ou Javé é uma representação aportuguesada, com perda sintática da letra 
h (i.e., pois advém de Jehová), do hebraico, uma vocalização do Tetragrammaton 
(“Tetragrama”) (YHWH), o nome próprio do Deus de Israel na Bíblia hebraica.” (Preface 
to the New American Standard Bible) 
“O nome (YeHoVaH) aparece cerca de 7 Mil vezes no texto original das Escrituras 
Hebraicas, além das 305 ocorrências da forma (YeHoViH)”. (Brown-Driver-Briggs 
Lexicon) 
“O texto em latim mais antigo a utilizar uma vocalização semelhante a ‘Jeová’ 
data do século XIII.” (Raymund Martin, Pugio fidei, escrito por volta de 1270). 
A maioria dos acadêmicos e estudiosos acredita que ‘Jeová’ seja uma forma 
híbrida tardia (c. 1100 d.C.) derivada da combinação das letras JHVH com as vogais de 
Adonai, porém existem evidências de que ele já teria sido usado na Antiguidade Tardia 
(século V). A vocalização histórica se perdeu porque durante o judaísmo do Segundo 
Templo, entre os séculos III e II a.C., a pronúncia do Tetragrama passou a ser evitada, 
sendo substituída por ‘Adonai’, “meus Senhores”. Muitos teólogos advogam que o 
nome Jeová é uma transliteração errada da palavra Jehová (lê-se: ierrová). A Palavra 
Jehová é uma declinação na língua hebraica para Javé. 
O Pronunciamento correto e mais aceito do Nome de Deus para a língua 
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Portuguesa é Jeová ou até mesmo Jah, Javé e Aiaweh, Porém em outros idiomas este 
pronunciamento concordemente muda. 
 
4 O Nascimento do Cristianismo 
4.1 A religião cristã no Estado Romano 
A expansão do Império Romano, no ano de 146 a.C., submeteu a região em que 
se desenvolveu a sociedade grega ao seu controle, tornando-a uma província romana. 
O controle exercido por Roma não impediu que os valores gregos continuassem a se 
espalhar pela Europa, moldando diferentes campos da sociedade. O Império Romano 
se desenvolvia rapidamente, e a religião era um elemento fundamental no cotidiano 
da população, estando presente nas relações de poder nessa sociedade. 
O território do Império Romana reunia sujeitos de diferentes origens culturais, 
fruto do processo de conquista empreendido pelo Estado. A sociedade romana 
apresentava grupos sociais diversos, como patrícios, que compunham a camada 
aristocrática, plebeus e escravos. A religião romana, conforme já analisamos, era 
politeísta, apresentando enorme identificação com os deuses gregos. Em suas 
atividades religiosas, os romanos cultuavam os seus antepassados e procuravam 
estabelecer uma relação direta com os deuses e os sacerdotes; oficiais do Estado 
incumbiam-se de interpretar a vontade dos deuses e organizavam os rituais segundo 
o calendário romano. 
Durante o período republicano, diferentes transformações ocorreram no sistema 
político romano, com destaque para a conquista de direitos pelos plebeus. Os 
cônsules, eleitos anualmente, ocupavam o espaço anteriormente controlado pelo rei 
e eram os responsáveis por presidir o senado, controlar o exército e organizar os 
rituais religiosos. Os senadores, por seu turno, eram vitalícios, podendo perder o cargo 
quando praticassem alguma atitude considerada inadequada. 
No âmbito legal, por muito tempo as normas eram baseadas na tradição oral e, 
após pressão da plebe, passaram a ser escritas, dando origem à Lei das XII Tábuas. 
Essas ficavam expostas no Fórum, para que todos tivessem conhecimento delas, sejam 
plebeus ou patrícios. O direito romano, após conflitos internos que levaram a uma 
guerra civil, tornou-se mais humano, passando a defender o direito à dignidade e à 
liberdade para os cidadãos romanos. 
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O Império Romano se expandia rapidamente, dominando amplas regiões na 
Europa, África e Ásia, dominando praticamente toda a região banhada pelo Mar 
Mediterrâneo, o qual os romanos chamavam de “mare nostrum” (o nosso mar). Neste 
momento, os romanos alcançaram a região da Palestina, região do Oriente Médio 
ocupada, majoritariamente, pelo povo Judeu. Com a região dominada pelos romanos, 
surgiu uma nova religião, conhecida como Cristianismo, na região da Palestina, mais 
especificamente, na Judeia, na cidade de Jerusalém. 
Durante o governo do Imperador Tibério, Jesus de Nazaré apresentou para os 
hebreus sua pregação, em um momento em que os romanos oprimiam a população 
local. Com a morte de Jesus, seus discípulos continuaram a promover a sua doutrina 
que, inicialmente, se espalhou até a Grécia, cujo idioma foi o primeiro a ser utilizado 
na escrita do Novo Testamento. 
A história do Cristianismo está conectada com a do Império Romano, que 
dominava a região que foi o berço desta nova religião. A Palestina, durante a época 
em que viveu Jesus de Nazaré, estava sob a administração romana e oprimiu 
violentamente os cristãos sob a alegação de que não reconheciam o Imperador e 
ignoravam os deuses romanos. Este problema se acentuou durante o governo de 
Nero, em que os cristãos foram acusados de serem os responsáveis pela crise que o 
Império enfrentava. 
Conforme já analisamos, a religião oficial do Império Romano quando surgiu o 
Cristianismo era politeísta. Nesse contexto, foi preciso que os seguidores de Cristo 
estabelecessem um distanciamento entre a sua religião, de caráter monoteísta, e 
aquela praticada no Império Romano, que era politeísta. 
Ao longo deste texto analisamos o contexto de surgimento da religião cristã, que 
ocorreu em uma região dominada pelo Império Romano. O Cristianismo enfrentou 
muitos desafios desde o seu surgimento, principalmente em sua relação com o 
Império Romano, que oprimiu violentamente os seus seguidores. 
 
4.2 A interseção entre a religião Cristã, o Império Romano e o Judaísmo 
O surgimento do Cristianismo ocorreu em meio a um cadinho cultural, que 
contou com a contribuição dos romanos, dos judeus e dos gregos. Essas diferentes 
fontes moldaram o cristianismo, que buscou principalmente no judaísmo os seus 
pilares de sustentação, que forneceu a essa nova religião diferentes elementos para a 
sua constituição, visto que o judaísmo apresentava uma tradição bem consolidada. 
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Ao analisarmos estas contribuições, podemos elencar o monoteísmo, a fé na 
vinda de um messias e os princípios expressos nos dez mandamentos que, em 
especial, orientava a vida dos seus fiéis. Os mandamentos foram imprescindíveis para 
definir um caminhoque o fiel deveria trilhar para obter a sua salvação e viver livre do 
pecado. Outro elemento fundamental para o Cristianismo foi a incorporação dos 
ensinamentos e da tradição registrada no Antigo Testamento. Este livro, conhecido 
pelos Judeus como Torá, reúne os livros que compõem o Pentateuco, ou seja, o 
Gênesis, Êxodo, Levítico, Números e Deuteronômio que descrevem a história do povo 
judeu desde o seu surgimento como grupo familiar até a sua escravização pelos 
egípcios e a sua libertação, enfatizando as suas crenças e a sua história religiosa. O 
Antigo Testamento apontava a vinda de um messias que, para os Cristão, foi Jesus 
Cristo, cujos ensinamentos foram registrados por seus discípulos no Novo 
Testamento. 
O Império Romano, no momento em que o Cristianismo se desenvolvia, 
encontrava-se em seu momento de maior esplendor. Nesse período o Império 
Romano havia se transformado em uma república, cuja área conquistada havia 
alcançado incríveis 7 milhões de quilômetros quadrados. Na economia, a atividade 
comercial despontava como a principal e a mão-de-obra escrava, obtida nas 
conquistas territoriais, era utilizada em larga escala. 
Os cristãos foram perseguidos pelos romanos por, aproximadamente, 250 anos. 
Essa situação foi modificada apenas na primeira metade do século IV, durante o 
governo do Imperador Constantino, que concedeu a liberdade de culto aos romanos, 
por meio do Édito de Milão. O cristianismo, que já crescia entre os romanos, passou a 
não encontrar mais obstáculos para a sua prática com a medida de Constantino e, na 
segunda metade do século IV, alcançou a condição de religião oficial do Império por 
meio do Édito de Tessalônica, assinado pelo Imperador Teodósio. 
A ascensão do Cristianismo ao posto de religião oficial do Império Romano 
colaborou para o fortalecimento e a estruturação da Igreja Católica, que pôde ganhar 
musculatura a partir das relações mantidas com o Império Romano. Os cristãos 
incorporaram os modelos administrativos do Império Romano, que haviam alcançado 
uma grande maturidade ao longo da existência desse Estado. Podemos observar essa 
assertiva durante a Idade Média, quando a Igreja Católica era a instituição mais sólida 
em uma Europa cujo poder havia se fragmentado após o fim do Império Romano no 
século V. 
Ao longo deste texto discutimos o processo de ascensão do Cristianismo durante 
Introdução a Religiões Comparadas | 
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o Império Romano. Durante séculos, os romanos perseguiram os cristãos que, mesmo 
neste ambiente inóspito, apresentavam um crescimento no número de convertidos à 
nova religião. Neste processo, o Império Romano concluiu que a continuidade das 
ações persecutórias não estava surtindo efeito, e autorizaram, por meio do Édito de 
Milão a liberdade religiosa e, posteriormente, com o Édito de Tessalônica, elevaram o 
Cristianismo à condição de religião oficial do Estado. 
 
4.3 O desenvolvimento do Cristianismo 
A Bíblia Cristão reúne o Velho Testamento, herdada dos Judeus, e o Novo 
Testamento, texto que reúne uma série de livros produzidos após as pregações de 
Jesus Cristo. O texto do Novo Testamento foi definido pelo Concílio de Hipona no 
século IV da era cristã, uma série de textos produzidos por diferentes autores, escritos 
originalmente em grego, e que servem de pilar para a teologia cristã. 
Ao analisarmos a vida de Cristo nos registros bíblicos, temos sua vida 
apresentada nos textos dos apóstolos João, Mateus, Lucas e Marcos. Esses textos 
dialogam com o Velho Testamento ao relatar que o nascimento e o batismo de Cristo 
foram anunciados pelos profetas do referido texto. Nos textos do Novo Testamento, 
definidos pelo Concílio de Hipona, não se encontram registros sobre, por exemplo, a 
adolescência de Cristo, sendo o maior nível de detalhamento sobre a sua vida 
dedicado aos seus três últimos anos de vida, onde, segundo a tradição cristã, ele 
anunciou a palavra de Deus, promoveu milagres e curas, arregimentando muitos 
seguidores. 
Os evangelhos são textos que foram produzidos por diferentes autores e refletem 
as características de cada um deles. Os textos são complementares, ou seja, seus 
autores procuraram estabelecer um diálogo entre eles, aprofundando os temas 
tratados, tanto em relação ao conteúdo quanto com o tratamento de questões 
espirituais. Podemos observar essa assertiva nos Evangelhos de Lucas, Mateus e 
Marcos, considerados sinóticos, que se ocuparam de apresentar a vida de Jesus Cristo 
de uma forma organizada, ordenando diferentes acontecimentos como o nascimento, 
o batismo, suas viagens pela Galileia, Judeia e os derradeiros acontecimentos em 
Jerusalém onde, segundo a tradição cristã, aconteceram a sua morte (Paixão) e 
ressurreição (Páscoa). Já o Evangelho segundo João aprofunda questões espirituais, 
que destacam a sua eternidade e divindade, além de narrar os eventos de seus últimos 
dias de vida em Jerusalém. 
Introdução a Religiões Comparadas | 
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Evangelho é uma palavra de origem grega que significa “boa-nova”, “boa 
mensagem” ou “boa notícia”. Segundo a tradição cristã, o Evangelho Cristão apresenta 
que para os seres humanos trilharem o bom caminho, é preciso acreditar que foram 
perdoados em nome de Jesus e que precisam se arrepender dos seus pecados perante 
Deus e os homens. A morte de Jesus na cruz representa um sacrifício de Jesus para 
redimir os pecados da humanidade, possibilitando assim a sua salvação. 
O cristianismo se espalhou rapidamente pelo Império que, em contrapartida, 
aumentava a pressão sobre os cristãos, forçando-os a se exilar. Como resultado desta 
fuga de Jerusalém, o cristianismo se espalhou nas regiões circunvizinhas ao território 
romano, tendo no Apóstolo Paulo um dos seus principais promotores. As cartas 
escritas por Paulo (Epístolas) demonstram o rápido crescimento da adesão ao 
cristianismo, como podemos identificar nas Epístolas enviadas aos Romanos, Coríntios 
(cidade de Corinto) e Efésios (da cidade de Éfeso). Foram criados também centros de 
estudo do cristianismo em diferentes cidades, como em Alexandria (Egito), Antioquia 
(Turquia) e na atual Argélia. 
As civilizações que se desenvolveram na Antiguidade Clássica ficaram marcadas 
pelo caráter forte e centralizador dos governos que nelas se formaram. Com a 
sedentarização das sociedades humanas e a formação das primeiras cidades, os 
primeiros líderes precisaram atuar para estabelecer limites e controlar os membros 
que compunham estes agrupamentos humanos e, neste processo, a aproximação 
entre as autoridades políticas e religiosas foi importante para o fortalecimento das 
lideranças que, com o passar do tempo, as unificaram sob o mesmo manto, conforme 
podemos observar no Egito e na Mesopotâmia, onde a divinização da liderança 
política foi um importante elemento para a governabilidade nessas regiões. 
A fusão entre a liderança política e religiosa contribuiu para a criação da 
percepção entre os povos da antiguidade que poder político e o religioso caminhavam 
juntos, o que acabou por fortalecer ambas as instituições. Esse processo auxiliou o 
desenvolvimento da estrutura administrativa da Igreja Católica, que manteve, desde o 
Édito de Tessalônica no Império Romano, uma relação próxima ao Estado, em que o 
poder político e o religioso se retroalimentavam. A Igreja Católica, neste contexto, 
incorporou a organização territorial adotada pelo Império Romano para criar a sua no 
contexto eclesial, que ficou centrada na figura do Papa, o que acabou por contribuir 
para a sua capilarização em todo o território romano, resistindo mesmo ao fim do 
Império no século V. 
Analisamos, ao longo deste texto, o processo de desenvolvimento e de expansão 
Introdução a Religiões Comparadas | 
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do Cristianismo no Império Romano.Identificamos como o processo de elaboração 
dos evangelhos contribuiu para o fortalecimento da fé cristã e como, por meio das 
Epístolas, essa fé se espalhou por diferentes regiões. Por fim, destacamos como a 
relação entre o poder político e o poder religioso contribuiu para a expansão e 
fortalecimento da Igreja e do próprio Estado. 
 
4.4 Religião e sociedade após o fim do Império Romano 
A história dos primeiros 15 séculos do desenvolvimento eclesiástico cristão pode 
ser dividida em Período Patrístico, que se inicia no ano 100 a.C. e chega ao seu fim 
com a queda do Império Romano do Ocidente, em 476 d.C.; e o Período Medieval, 
que se inicia em 476 d.C. e acaba em 1453 d.C., ano que marca a queda de 
Constantinopla. O chamado Período Patrístico é marcado pelo desenvolvimento do 
Cristianismo ao longo das margens do Mar Mediterrâneo, região controlada pelos 
romanos. Durante esse período, os cristãos passaram por períodos distintos, 
enfrentando, em um primeiro momento, a opressão romana e alcançando, 
posteriormente, a condição de religião oficial do Império. Com as crises internas e as 
invasões bárbaras, o Império Romano do Ocidente ruiu, transformando o cenário 
social, econômico e político europeu. Do ponto de vista religioso, a queda do Império 
Romano do Ocidente fez emergir dois novos centros: o primeiro localizado na cidade 
de Constantinopla e o segundo na cidade de Roma, liderado pelo Papa, que 
desenvolveu a teologia medieval e que influenciou a Europa Ocidental. 
O fim do Império Romano do Ocidente não reduziu a presença do Cristianismo 
ou enfraqueceu o seu poder sobre a população. Apesar dos problemas inerentes 
gerados pela invasão dos povos de origem germânica ao território romano, que 
geraram grande temor na população, a Igreja conseguiu manter o seu poder e 
prestígio, conseguindo reestabelecer o equilíbrio quando os líderes bárbaros se 
converteram ao cristianismo. O principal episódio desse processo foi a conversão do 
Rei Franco Clóvis e dos seus soldados ao Cristianismo ao final do século V, logo após 
se sagrar vitorioso em uma dura batalha contra os alemães. 
É preciso reconhecer que a religião cristã apresentava uma relação profunda com 
o Império Romano do Ocidente e que ela precisou se reinventar neste novo cenário, 
em que a sociedade havia se ruralizado e o poder se tornou descentralizado. Nesse 
contexto em que a população enfrentou muitas dificuldades, tendo que produzir tudo 
o que precisavam, a Igreja precisou estabelecer novos laços com a nobreza feudal. 
Introdução a Religiões Comparadas | 
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Na sociedade feudal, o poder estava ligado à terra, cujo controle se encontrava 
nas mãos da nobreza. A massa de camponeses era obrigada a buscar a proteção 
juntos aos senhores proprietários de terra, onde teriam que trabalhar nas atividades 
agrícolas para produzir os alimentos necessários para a sua própria sobrevivência e 
para os seus senhores, que ficavam com grande parte da produção. A Igreja Cristã 
exercia ali grande influência sobre o cotidiano da população e fornecia para ela a 
proteção espiritual. 
Ao longo deste texto, conseguimos observar as transformações que ocorreram 
na sociedade durante o momento em que o Império Romano do Ocidente chegava 
ao seu fim. Diante da situação, apesar das dificuldades enfrentadas, a Igreja Cristã 
conseguiu manter a sua influência sobre a sociedade, apesar das mudanças profundas 
que ocorriam nela. A Igreja logrou êxito ao alcançar a conversão de importantes 
lideranças bárbaras, conseguindo assim manter-se no radar do poder político 
europeu. 
 
4.5 A Patrística e a Escolástica 
O cristianismo, ao longo da Idade Média, procurou ampliar a sua força e 
influência e, para tanto, a busca pela construção de uma base filosófica sólida seria 
fundamental para garantir a continuidade deste processo, que contribuiria na 
formação das suas lideranças religiosas. Assim, a Igreja investiu na formação do clero, 
contando com as contribuições de dois importantes pensadores: Agostinho de Hipona 
e Tomás de Aquino, que lideraram as duas principais escolas teológicas cristãs, a 
Patrística e a Escolástica. 
A patrística é uma escola do pensamento teológico que se desenvolveu no século 
III do Império Romano, que buscou inspiração nas ideias do filósofo grego Platão. Seu 
objetivo era colaborar com a construção de uma base racional para a doutrina 
religiosa, concentrando a sua atenção, portanto, na relação entre a fé e a razão. O 
principal autor desta escola foi Agostinho de Hipona, conhecido como Santo 
Agostinho (354-430). 
Natural da cidade de Tagaste, localizada no atual território da Argélia, onde 
lecionou retórica, deslocando-se a seguir para Cartago, Roma e Milão. Santo 
Agostinho converteu-se ao cristianismo aos 18 anos de idade, sendo as suas principais 
obras, “Cidade de Deus” e “Confissões”. Sua obra ficou marcada pela ideia de que a 
graça divina era condição sine qua non para a liberdade humana, assim como também 
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Alcorão, livro sagrado do Islamismo 
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é atribuída ao autor o desenvolvimento da doutrina do pecado original. Segundo 
Santo Agostinho, a sabedoria brota apenas através de Deus e, portanto, o ser humano 
alcançaria a verdade apenas por intercessão divina. 
A escolástica, por seu turno, é uma é uma escola filosófica que se desenvolveu 
nos centros de ensino medievais, cuja principal preocupação era definir as relações 
entre a fé e a razão. Para alcançar esse objetivo, a escolástica desenvolveu duas 
práticas a saber, a lectio e a disputatio. Na lectio, o professor realizava a leitura de 
autores considerados como autoridades dentro de determinado campo, em razão da 
sua alta capacidade para debater determinados temas, tais como Aristóteles ou as 
sagradas escrituras. Por sua vez, a disputatio realizava-se mediante a escolha de um 
problema, em que as hipóteses para a solução eram discutidas. Um dos mais 
proeminentes autores da escolástica era Santo Tomás de Aquino, que se inspirou nos 
pensamentos de Aristóteles. Tomás de Aquino estabelecia dois conjuntos de 
verdades: aquelas que poderiam ser comprovadas pela razão e aquelas em que não 
se poderiam comprovar. Ao final deste texto, conseguimos apresentar em linhas 
gerais duas escolas do pensamento, a Patrística e a Escolástica, que contribuíram para 
o desenvolvimento do pensamento teológico cristão. Os autores ligados a estas duas 
escolas sofreram a influência do pensamento de filósofos gregos, que eram estudados 
no interior dos mosteiros medievais. 
 
5 Alcorão, livro sagrado do Islamismo 
O livro sagrado do Islamismo é o alcorão (do árabe alqur´rãn, leitura), consiste na 
coletânea das supostas revelações divinas recebidas por Maomé de 610 a 632. Seus 
principais ensinamentos são a onipotência de Deus e a necessidade de bondade, 
generosidade e justiça nas relações entre os seres humanos. 
 
5.1 Oração dos mulçumanos 
Após a morte de Maomé, a religião islâmica sofreu ramificações, ocorrendo 
divisão em diversas vertentes com características distintas. As vertentes do Islamismo 
que possuem maior quantidade de seguidores são a dos sunitas (maioria) e a dos 
xiitas. Xiita significa “partidário de Ali” – Ali Abu Talib, califa (soberano muçulmano) 
que se casou com Fátima, filha de Maomé, e acabou assassinado. Os sunitas 
defenderam o califado de Abu Bakr, um dos primeiros convertidos ao Islã e discípulo 
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de Maomé. As principais características são: 
 
5.2 Muçulmanos Xiitas 
 
Uma das duas maiores Seitas do Islamismo. Surgiu uma disputa depois da morte 
de Maomé, sobre quem seria o sucessor legítimo do profeta. Os xiitas, ou 
“guerrilheiros”, acreditavam que o genro dele, Ali, fosse seu legítimo herdeiro. Esta 
seita, extremamentepequena, foi popularizada por Safavid, na Pérsia. Atualmente, 
constitui aproximadamente 10% da população do mundo muçulmano, mas 
certamente compõe a mais expressiva de todas as facções islâmicas. Os líderes xiitas 
são chamados Imãs, os quais possuem extrema autoridade espiritual sobre seus 
súditos, e buscam manter uma interpretação do Alcorão estritamente severa e 
autoritária. Um exemplo óbvio disso nos tempos modernos foi a liderança do Aiatolá 
Khomeini (1900-1989) nos anos 80. Ele chegou ao poder em 1979, através de um 
golpe contra o Xá Mohammad Reza Shah Pahlevi. O início de sua permanência no 
poder, que durou uma década, foi marcado pelo sequestro de um grupo de norte-
americanos por 444 dias e, pouco antes de sua morte, apareceu novamente no cenário 
internacional, a fim de decretar a sentença de morte contra Salman Rushdie, autor do 
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livro Versos Satânicos, considerado por Khomeini e pelos xiitas uma blasfêmia contra 
o Alcorão. 
 
5.3 Muçulmanos Sunitas 
A maioria dos muçulmanos (90%) é composta de sunitas. Diferentemente dos 
xiitas, esse grupo é considerado a principal corrente tradicionalista do Islamismo. Eles 
aceitaram os quatro primeiros califas - Abu Bakr, Ornar, Othman e Ali - como os 
legítimos sucessores de Maomé. Do ponto de vista político, os sunitas são 
radicalmente diferentes dos xiitas. Enquanto estes consideram o governo como uma 
instituição de Alá, a fim de estabelecer uma teonomia na Terra, aqueles acreditam que 
a fé islâmica é para ser vivida dentro do contexto dos governos terrenos existentes. 
De modo geral, os sunitas são mais tolerantes para com a diversidade; portanto, mais 
aptos à adaptação das culturas divergentes do mundo. 
Os sunitas e xiitas lutam entre si através dos séculos. O ódio não é diferente das 
amargas guerras religiosas que assolaram a Cristandade, principalmente depois da 
Reforma, quando os católicos e os protestantes tentaram resolver muitas de suas 
divergências através da espada. 
 
5.4 Ensinos, Crenças e Práticas 
Apesar da grande diversidade étnica e cultural entre os muçulmanos, os 
principais dogmas são compartilhados pelos dois grupos, e servem como ponto de 
união entre eles. 
Todo o pensamento islâmico resume-se na Shahadah: “Não há Deus além de Alá; 
Maomé é o profeta de Alá”. Este lema é utilizado em todos os aspectos da vida 
muçulmana. 
 
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5.5 O Livro Sagrado – Alcorão 
 
Trecho do alcorão com referências as mulheres 
 
O livro sagrado do Islamismo é o Alcorão (grafado Qur’an em muitos textos). Os 
muçulmanos acreditam que ele seja a Revelação de Alá para Maomé, o qual transmitiu 
os conhecimentos divinos nos escritos. Embora não haja textos comprovadamente 
escritos pelo próprio profeta, seus primeiros seguidores reuniram seus ensinamentos 
em forma de tradição oral. 
O Alcorão é Formado por 114 Capítulos chamados Suratas. 
Cada um Deles é Dividido em Quatro Seções: 
(a) Título ; 
(b) a bismillah, ou a oração “em nome de Deus, o Clemente, o Misericordioso”; 
(c) uma menção do local onde a surata foi revelado, se em Meca ou em Medina; (d) e 
cartas fawatih, as quais acredita-se que tenham um significado oculto. A teologia 
básica do Alcorão será discutida mais adiante. Os muçulmanos olham para este livro 
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como o mais importante princípio de autoridade em questões de fé. Onde o Alcorão 
mantém silêncio, a Sunna, ou tradição geralmente aceita, é a autoridade. Onde os 
costumes aceitos pela maioria mantêm silêncio, os costumes individuais, ou Adet, 
tomam a precedência. 
 
5.6 Os Cinco Pilares 
Cinco exigências básicas, conhecidas como Os Cinco Pilares, são requeridas de 
todos os adeptos do Islamismo. São Elas: 
a) Recitação diária da Shahadah. Todos os muçulmanos têm que pronunciar 
este credo corretamente pela menos uma vez na vida. Na verdade, um bom 
número de adeptos recita-o muitas vezes por dia; 
b) As orações prescritas, chamadas Salat, devem ser proferidas cinco vezes 
por dia, com o indivíduo voltado para Meca. Os períodos do dia são pela 
manhã, na hora do almoço; à tarde, depois do pôr do sol; e antes de 
dormir. Para o devoto, essas orações servem como um lembrete de que a 
shahadah é verdadeira; 
c) Doação de esmolas, chamadas Zakat. Enquanto o Antigo Testamento 
exigia que os judeus dessem a décima parte (dízimo) de todos os bens 
acumulados, o muçulmano oferta um quarto de seu salário, ou 
aproximadamente 2,5% anualmente. As esmolas são dadas 
espontaneamente para os pobres, os desabrigados ou qualquer um que 
esteja em grande necessidade; 
d) Um período de jejum, conhecido como Siyam. Observado durante o 
Ramadã (junho/julho), ou o nono mês lunar no calendário muçulmano, 
período em que, conforme se acredita, foi a época em que Maomé recebeu 
a revelação do Alcorão. Ele jejuou no decorrer desta data; por isso, os 
muçulmanos acreditam que seus seguidores devem fazer o mesmo; 
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e) A Haji, ou peregrinação a Meca. Cada muçulmano deve fazê-Ia pelo menos 
uma vez na vida. A hajj aumenta grandemente as chances da salvação e 
lembra o indivíduo da grande devoção que deve ter para com Alá. 
 
Além dos Cinco Pilares, outros aspectos importantes da vida muçulmana incluem 
a total abstenção de bebidas alcoólicas e de todas as formas de jogo. Os homens são 
circuncidados e considerados superiores às mulheres. De acordo com um versículo 
bem conhecido do Alcorão, “os homens têm autoridade sobre as mulheres pelo que 
Deus os fez superiores a elas (...)” (Surata 4.34). 
Tradicionalmente, as muçulmanas são obrigadas a cobrir o rosto com um véu, 
chamado purdah. Embora o seu uso tenha sido abandonado em muitas partes do 
mundo islâmico, foi restabelecido no Irã quando o Aiatolá Khomeini subiu ao poder. 
O Alcorão permite a poligamia, ao autorizar o homem a ter até quatro esposas. 
Entretanto, muitos deles optam pelos relacionamentos monogâmicos, embora a 
estrutura patriarcal seja mantida. 
 
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5.7 Fundamentos Doutrinários Ensinados pelo Alcorão 
5.7.1 Deus 
Muitos grupos religiosos não são claros sobre seu entendimento da doutrina de 
Deus. Isso não acontece com o Islamismo, que mantém um monoteísmo estrito. Os 
muçulmanos atacam a doutrina cristã da Trindade com grande intensidade, e acusam 
a Cristandade de adorar três deuses. O Alcorão afirma, Acreditai, pois, em Deus e em 
Seus Mensageiros e não digais: “Trindade”. Abstende-vos disso. É melhor para vós. 
Deus é um Deus único (...) (Surata 4.171). 
O Alcorão prossegue e afirma que o próprio Jesus considera uma blasfêmia dizer 
que ele foi elevado ao nível da divindade. 
Declara que o Cristianismo é politeísta e nenhuma quantidade de provas 
contrárias pode convencê-los do contrário. Para um muçulmano, o simples fato 
de tentar entender os mistérios da doutrina cristã de Deus é mostrar desprezo 
pelo Alcorão sagrado. 
O grande mistério da fé cristã, reside na unidade essencial de Deus dentro da 
economia divina das três pessoas separadas, Pai, Filho e Espírito Santo. Para o 
Islamismo, Deus não participa de alguma associação divina. Ainda assim, (Novo 
Testamento, embora não mencione a palavra Trindade, tem consciente e fortemente 
implicada tal doutrina em muitas passagens Mt 28.18-20; Mc 1.9- 11; Jo 1.1; 2Co 13.14 
etc.). 
E aconteceu, naqueles dias, que Jesus, tendo ido de Nazaré, da Galiléia, foi 
batizado por João, no rio Jordão. E, logo que saiu da água, viu os céus abertos e o 
Espírito, que, como pomba, descia sobre ele. E ouviu-se uma voz dos céus,que dizia: 
Tu és o meu Filho amado, em quem me comprazo (Mc 1.9-11). 
As três divinas pessoas da Trindade estão presentes no batismo de Jesus. Deus é 
revelado nas Escrituras como um só Deus, existente como Pai, Filho e Espírito Santo 
(cf. Mt 3.16,17; 28.19; Mc 1.9-11; 2Co 13.14; Ef 4.4-6; 1Pe 1.2; Jd 20, 21). Esta é a 
doutrina da Trindade, expressando a verdade de que dentro da essência una de Deus, 
subsistem três Pessoas distintas, compartilhando uma só natureza divina comum. 
Assim, segundo as Escrituras, Deus é singular (i.e., uma unidade) num sentido, e plural 
(isto, é, trina), noutro. 
a) As Escrituras declaram que Deus é um só uma união perfeita de uma só 
natureza, substância e essência (Dt 6.4; Mc 12.29; Gl 3.20). Das pessoas da 
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deidade, nenhuma é Deus sem as outras, e cada uma, juntamente com as 
outras, é Deus; 
b) O Deus único existe numa pluralidade de três pessoas identificáveis, 
distintas; mas não separadas. As três não são três deuses, nem três partes 
ou expressões de Deus, mas são três pessoas tão perfeitamente unidas que 
constituem o único Deus verdadeiro e eterno. O Filho e também o Espírito 
Santo possuem atributos que somente Deus possui (Jo 20.28; 1.1,14; 5.18; 
14.16; 16.8,13; Gn 1.2; Is 61.1; At 5.3,4; 1Co 2.10,11; Rm 8.2, 26, 27; 2Ts 2.13; 
Hb 9.14). Nem o Pai, nem o Filho, nem o Espírito Santo, foram feitos ou 
criados em tempo algum, mas cada um é igual ao outro em essência, 
atributos, poder e glória; 
c) O Deus único, existente em três pessoas, torna possível desde toda a 
eternidade o amor recíproco, a comunhão, o exercício dos atributos 
divinos, a mútua comunhão no conhecimento e o inter-relacionamento 
dentro da deidade (Jo 10.15; 11.27; 17.24; 1Co 2.10). 
 
5.7.2 Espírito Santo 
O Espírito Santo é mencionado no Alcorão e no Novo Testamento como o 
Paracleto (Consolador). Enquanto o Cristianismo ensina que o Espírito Santo é a 
terceira pessoa da Trindade divina, o Islamismo o considera um instrumento divino de 
Alá. 
Examinemos alguns dos ensinamentos básicos a respeito do Espírito Santo: 
“Disse, então, Pedro: Ananias, por que encheu Satanás o teu coração, para que 
mentisses ao Espírito Santo e retivesses parte do preço da herdade? Guardando-a, 
não ficava para ti? E, vendida, não estava em teu poder? Por que formaste este 
desígnio em teu coração? Nãomentiste aos homens, masa Deus(At 5.3,4)”. 
É essencial que os crentes reconheçam a importância do Espírito Santo no plano 
divino da redenção. Sem a presença do Espírito Santo neste mundo, não haveria a 
criação, o universo, nem a raça humana (Gn 1.2; Jó 26.13; 33.4; Sl 104.30). Sem o 
Espírito Santo, não teríamos a Bíblia (2Pe 1.21), nem o Novo Testamento (Jo 14.26, 
1Co 2.10) e nenhum poder para proclamar o evangelho (At 1.8). Sem o Espírito Santo, 
não haveria fé, nem novo nascimento, nem santidade e nenhum cristão neste mundo. 
Através da Bíblia, o Espírito Santo é revelado como Pessoa, com sua própria 
individualidade (2Co 3.17,18; Hb 9.14; 1Pe 1.2). Ele é uma Pessoa divina como o Pai e 
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o Filho (5.3, 4). O Espírito Santo não é mera influência ou poder. Ele tem atributos 
pessoais, a saber: Ele pensa (Rm 8.27), sente (Rm 15.30), determina (1Co 12.11) e tem 
a faculdade de amar e de deleitar-se na comunhão. Foi enviado pelo Pai para levar os 
crentes à íntima presença e comunhão com Jesus (Jo 14.16-18,26). À luz destas 
verdades, devemos tratá-lo como pessoa, que é, e considerá-lo Deus vivo e infinito 
em nosso coração, digno da nossa adoração, amor e dedicação (Mc 1.11). 
 
5.7.3 Humanidade 
O Alcorão ensina que a raça humana foi criada conforme está descrito no relato 
de Gênesis sobre Adão e Eva. Os seres humanos são superiores aos anjos, porque 
receberam um intelecto mais elevado. Além disso, foi-Ihes concedido o lugar da mais 
elevada dignidade e honra em toda a criação. 
O propósito principal da humanidade é obedecer e servir a Alá. Entretanto, 
sobreposta à nobreza da humanidade, está sua natureza fraca e pecaminosa. O 
principal pecado da humanidade é o orgulho, o qual, definido como amor próprio, 
leva ao desejo de compartilhar a natureza de Deus. Já observamos que os 
muçulmanos rejeitam a doutrina da Trindade, porque implica na associação do Jesus 
humano com Deus. Qualquer confusão entre Criador e criatura é pecado (Shirk). O 
objetivo principal da humanidade é adorar o único Deus e recitar a shahadah, para 
lembrar sua própria condição de criatura. 
O Cristianismo concorda com o Islamismo em muitos desses pontos. O principal 
propósito da humanidade de fato é servir a Deus e obedecer à sua vontade, conforme 
está expressa na lei divinamente revelada. A Queda do ser humano da graça foi 
decorrência do orgulho. O ato de comer o fruto proibido no jardim do Éden foi 
precipitado pelo desejo de Adão e Eva de ser como Deus. O Cristianismo rejeita a 
confusão entre o Criador e a criatura. 
As duas religiões mundiais diferem com respeito à doutrina sobre a obtenção ou 
a restauração do relacionamento correto da humanidade com Deus/Alá, depois da 
Queda. Para o Cristianismo, isso exige arrependimento do pecado e fé na expiação 
feita por Jesus Cristo. Para o Islamismo, é uma questão de adesão estrita ao Alcorão e 
aos Cinco Pilares. 
 
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5.7.4 Pecado 
O Islamismo ensina que Satanás, ou Shaytan, foi lançado do Céu, quando 
discordou da vontade divina e rejeitou o lugar de honra de Adão. A principal atividade 
de Satanás, corroborada pelo Alcorão e pela Bíblia, é atormentar o homem e afastá-
Io de Deus. Como já afirmamos, o principal pecado para ambas as religiões é o 
orgulho, que resulta em incredulidade (Kafir). 
A palavra Pecado é um termo comumente utilizado em contexto religioso, 
descrevendo qualquer desobediência à vontade de Deus; em especial, qualquer 
desconsideração deliberada das Leis Divinas. No hebraico e no grego comum, as 
formas verbais (em hebr. hhatá; em gr. hamartáno) significam “errar”, no sentido de 
errar ou não atingir um alvo, ideal ou padrão. Na própria Bíblia é dada a 
especificaçãode pecado: “Todo aquele que pratica o pecado transgride a Lei; de fato, 
o pecado é a transgressão da Lei.” (1Jo 3.4, ARA) 
Seguindo os preceitos bíblicos, o pecado está em todos os homens, pois “todos 
pecaram e destituídos estão da glória de Deus” (Romanos 3.23). A separação está 
entre o pecado cometido contra a carne (pode ser perdoado) e contra o Espírito Santo 
de Deus (o qual não pode ser perdoado - Lc 12.10). O pecado nada mais é do que a 
transgressão aos mandamentos de Deus, segundo 1Jo 3.4 “Todo aquele que pratica o 
pecado também transgride a lei, porque o pecado é a transgressão da lei”. 
Pecado é um ato, pois “cada um é tentado, quando atraído e engodado pelo seu 
próprio desejo. Depois, havendo concebido o desejo, dá à luz o pecado; e o pecado, 
sendo consumado, gera a morte.” (Tg 1.14,15). Para que tenhamos salvação e 
desfrutemos da vida eterna, devemos tão somente crer (“Pela graça sois salvos, por 
meio da fé...” Efésios 2.8) que Jesus é nosso único e suficiente salvador, confessar 
nossos pecados para sermos perdoados (“Se confessarmos os nossos pecados, ele é 
fiel e justo para nos perdoar os pecados, e nos purificar de toda a injustiça” 1Jo 1.9), 
também confessar a Jesus Cristo como único e suficiente Salvador e Senhor (Mt 10.32-
33; Rm 10.9-10). 
 
5.7.5 Salvação 
De acordo com o Alcorão (Surata 10.109), um muçulmano que espera escapar da 
ira de Alá e do tormento das chamas do Inferno, precisa esforçar-se diligentemente, 
para cumprir os requerimentos apresentados nos Cinco Pilares. Deus levantou 
profetas, através da história, para chamar os homens ao arrependimento.Introdução a Religiões Comparadas | 
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Por outro lado, o foco central da Soteriologia cristã reside na pessoa e obra de 
Cristo. O principal aspecto da salvação está no fato de que a obra de Jesus, ao morrer 
na cruz, é considerada a expiação suficiente pelo pecado, independente de qualquer 
obra de justiça humana. Esta ênfase paulina na “justificação pela graça por meio da 
fé”, independente das obras da lei (Ef 2.8,9) é revivida repetidamente através da 
história da Igreja Cristã. Agostinho, Lutero, Calvino, Karl Barth e as formas populares 
de Evangelicalismo e Fundamentalismo têm insistentemente levantado a bandeira da 
“graça somente” com respeito à salvação. Tradicionalmente, a Igreja como um todo 
denuncia o Islamismo como uma religião de obras legalistas. O Alcorão afirma de 
forma bem clara que a Salvação é alcançada por esforço e obras: “Aqueles cujas ações 
pesarem mais na balança se salvarão. E aqueles cujos pratos forem leves, perder-se-
ão a si mesmos na Geena para sempre (Surata 23.102, 103)”. 
Para os cristãos, a salvação dependente exclusivamente da morte de Cristo. O 
cerne da questão fica bem claro no livro de Hebreus, o qual argumenta que deve ser 
feita expiação com sangue pelos pecados e isso foi realizado no Antigo Testamento 
pelo Sumo Sacerdote, o qual oferecia o sangue de animais sacrificados sobre o altar 
diante do Propiciatório de Deus (Hb 9.7). Este sacrifício, porém, era insuficiente, pois 
era feito por alguém que precisava receber expiação pelos seus próprios pecados, 
bem como pelos do povo; segundo, este sumo sacerdote tinha que fazer a expiação 
anualmente. Deus, porém, colocou um fim nesta imperfeição, ao oferecer seu próprio 
Filho, Jesus Cristo, como um sacrifício perfeito e definitivo (Hb 9.24-28). 
Quando essa obra expiatória realizou-se, este Sumo Sacerdote assentou-se na 
presença de Deus, no Céu (Hb 10.12), e selou eternamente sua obra. Por isso, o 
Cristianismo rejeita a alegação de Maomé, de ser o verdadeiro profeta de Deus, muito 
menos de ser o maior de todos os que foram enviados. Através da confiança na obra 
de Cristo, o Sumo Sacerdote, o cristão pode ter a certeza da salvação, algo que um 
muçulmano jamais alcançará. “Deus desencaminha quem Lhe apraz e guia quem Lhe 
apraz na senda da retidão” (Surata 6.39). “E quem Deus perde, ninguém o guia” (Surata 
13.33). Os muçulmanos conhecem bem essas referências do Alcorão para não terem 
qualquer certeza da salvação eterna, ou o conforto das palavras tais como: “Nenhuma 
condenação há para os que estão em Cristo Jesus” (Rm 8.1). 
 
5.7.6 A Descrição do Inferno no Islamismo 
Não há dúvidas de que todo mundo gostaria de ter certeza de para onde vai 
depois da morte, mesmo que não creia na eternidade. Em Jesus Cristo, temos esta 
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certeza (João 3.16). Na Bíblia, Jesus deu uma descrição bem clara do céu e do inferno, 
quem vai para lá, por quê alguns irão para o inferno e outros para o céu, e o desejo 
de Deus de que todo homem e mulher vão para o céu (1 Timóteo 2:3,4). Mas, e o que 
diz o islamismo? 
No islamismo, o inferno é um lugar de fogo e tormento. Alá preparou-o para ser 
cheio com os Jinni (maus espíritos) e seres humanos, e ninguém vai escapar. Foi criado 
tanto para os injustos como para os justos. No Alcorão, no Sura (um capítulo do 
alcorão) Al Hijr 15.43,44, “o Gehenna [inferno] será a terra prometida de todos eles. 
Sete portões ele tem, e em cada portão uma porção destinada a eles”. Também lemos 
no Sura Maryam 19.71: “Nenhum de vocês lá está, mas vai descer até ele [inferno], 
pois para o vosso Senhor é uma coisa decretada, determinada. Então, libertaremos 
aqueles que temiam a Deus”. 
Ali Ibn Abi Talib (o terceiro Califa) certa vez perguntou: “Você sabe com o que se 
parecem os portões do Gehenna?” Então ele pôs uma mão sobre a outra indicando 
que há sete portões, um em cima do outro, Al Baidawi (um comentarista) disse: “Ele 
tem sete portões através dos quais eles serão admitidos pelo seu grande número. As 
camadas que eles vão descer conforme a sua graduação, são respectivamente: 
Gahanna, o mais alto, é para os monoteístas rebeldes; o segundo, Al Laza [fornalha], 
é para os judeus; o terceiro é Al Hutama [o esmagado], que é para os cristãos; o quarto 
é Al-Sa’ir [a fogueira], para os Sabaenos; o quinto, Saqar [calor ardente], é para os 
adoradores do fogo; o sexto é o inferno, que é para os incrédulos; e o sétimo é a fossa 
para os enganadores”. 
No protestantismo o inferno é o local destituído da presença de Deus, porém 
não lhe está oculto, sendo que no cumprir das profecias esse inferno será lançado no 
lago que arde com fogo e enxofre (Ap 20.15). 
A Bíblia ensina haver um abismo no qual estão presos vários seres demoníacos 
desde a rebelião de Satanás (Ap 9.1), esse abismo é diferente do local de tormento 
para onde irão àqueles que desobedecem a Deus e sua palavra, este é o local onde 
Satanás ficará preso por mil anos (Ap 20.2). 
No relato de Jesus a respeito do Rico e Lázaro (Lc 16.19- 31), é possível 
compreender o local para onde iam os que morriam antes da vinda, morte e 
ressurreição de Jesus, no qual havia pouca distância entre o seio de Abraão e o local 
de tormento, isso muda pois Jesus levou cativo o cativeiro (Ef 4.8,9), Ele desceu às 
regiões inferiores e tem a chave da morte e do inferno (Ap 1.18). Ele morreu na carne 
mas estava vivo em espírito e durante os dias de sua morte ele pregou aos espíritos 
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em prisão (1Pe 3.18-20). 
O local de tormento após a morte dos que vivem distante de Deus na prática do 
pecado e da desobediência, não é definitivo, do ponto de vista que ainda haverá uma 
ressurreição e serão julgadas todas as nações da terra (Ap 20.12,13) e Deus dará a 
cada um segundo às suas obras. Isso indica que definitivamente o castigo eterno não 
será o mesmo para todos, mas segundo as suas obras e a intenção do coração, pois 
Deus examinará também os pensamentos ocultos e individuais. Para o protestantismo 
segundo a sua compreensão das Escrituras ao morrer ninguém ainda estará no céu 
ou no inferno mas num lugar de descanso, ao lado de Cristo, ou num lugar de 
tormento, aguardando conscientemente o julgamento, esse julgamento não é para 
definir quem será salvo ou não, pois isso será definido em vida, mas para o 
recebimento das recompensas segundo as práticas boas ou más, isto é o galardão. 
 
5.7.7 A Descrição do Paraíso 
A Bíblia diz que os cristãos nascidos de novo vão estar no céu com Deus, num 
estado de santa alegria e adoração daquele que os salvou do inferno. Um retrato do 
paraíso que espera os muçulmanos depois que eles saírem do inferno nos foi 
apresentado pelo Alcorão; por Maomé, o mensageiro de Alá; e pela maioria dos 
antigos e mais recentes sábios muçulmanos. Este retrato está muito bem apresentado 
no Sura (um capítulo do Alcorão) 36.55,56; 37.41-49; 47.15; 55.56; 56.22,23; 56.35-37; 
e 87.31-33: No cristianismo o Paraíso é um estado intermediário entre a morte e a 
ressurreição (Lc 19.16-31). Cristãos estarão com Deus no céu (Fp 1.21-24; 1Co 15.50-
58). Os não cristãos serão lançados no inferno para sempre (Mt 25.46). E finalmente o 
Inferno e todos os infiéis serão lançados no lago de fogo para todo o sempre (Ap 
20.14). 
O Dr. C. I. Scofield chama atenção para dois pontos importantes nas Escrituras 
acerca do Hades: “Antes da ascensão do Cristo, as Escrituras dão a entender que Hades 
consistia de duas partes, os lugares dos salvos e dos perdidos, a primeira chamada 
“Paraíso” e o “Seio de Abraão”, ambas as expressões veem do Talmud dos judeus, mas 
foram empregadas por Jesus e Paulo, em Lucas 16.22 e 23.43; 2Co 12.1-4, conscientes 
e eram “consolados” (Lc 16.25). O ladrão crentehavia de estar nesse mesmo dia com 
Cristo no “Paraíso”. Os perdidos eram separados dos salvos por “um grande abismo” 
(Lc 16.26). Um homem que representa os perdidos do Hades, é o rico de Lucas (16.26). 
Ele era consciente, senhor de todas suas faculdades, memória, etc. e “em tormento”. 
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O Hades “depois” da ascensão de Cristo. No que diz respeito aos não salvos, a 
Escritura não revela nenhuma mudança no seu lugar ou estado. No julgamento do 
Grande Trono Branco, Hades comparecerá ali; sua missão será, entregar os “mortos 
que nele havia”. Serão julgados, e passarão ao “Lago de Fogo e de Enxofre” (Ap 20.13, 
15). No contexto de Lucas 16.23, o “Paraíso” é retratado como estando “acima” do 
Hades. Isso é observado nas próprias palavras: “E no Hades (o rico), ERGUEU os 
olhos...”. Quanto ao “Paraíso” houve uma mudança. Paulo foi arrebatado ao terceiro 
céu... ao Paraíso (2Co 12.1-4). O Paraíso, pois, agora está imediata presença de Deus, 
“debaixo do Altar”, em “frente do trono” (cf. Ap 6.9 e 7.9,15). Entende-se que (Ef 4.8-
10) indica a ocasião da mudança: “Subindo ao alto, levou cativo o cativeiro”. 
Acrescenta-se imediatamente que Ele (Cristo) tinha primeiro “descido às partes mais 
baixas da terra?”, isto é, à parte do Hades que era o Paraíso. As almas que foram 
mortas durante o período sombrio da Grande Tribulação, são imediatamente 
colocadas debaixo do altar que evidentemente, é parte do Paraíso (Lc 23.43; Ap 6.9 e 
ss). Durante o período atual os salvos que morreram estão “ausentes do corpo e 
presentes com o Senhor”. 
No seu livro “Apocalipse versículo por versículo”, o pastor Severino Pedro 
comenta, no capítulo 21, verso 1: 
I. “... Um novo céu, e uma nova terra”. No princípio, portanto, Deus criou os 
céus e a terra. No texto original hebraico a palavra para céus é 
(“shamayim”). A terminação “im” indica o plural. Isso pretende mostrar que 
há mais do que somente um céu. 1. Na Bíblia distingue- se pelo menos três 
céus; o céu inferior (auronos), o céu intermediário (mesoranios) e o 
superior (eporanios). 
II. Céu inferior. Por céu inferior entendemos o céu atmosférico, Isto é o 
(“alto”): onde sobrevoam as aves e os aviões, passam as nuvens, desce a 
chuva, se processam os trovões e relâmpagos. Deus o chamou de “... a face 
da expansão dos céus”. Gn 1.20 e Jesus, de “... extremidade inferior do céu”. 
Lc 17.24. (b) Céu intermediário. Por céu intermediário entendemos céu 
estelar ou planetário, chamado também o céu astronômico. A Bíblia o 
chama de a (“altura”): (c) Céu superior. Esse é chamado de as (“alturas”). Sl 
93.4; At 1.9; Hb 1.3. É declarado em 2Co 12.2, como sendo “...o terceiro 
céu”, o “Paraíso”; podemos chamá-lo de “o espiritual”, e de “céu dos céus” 
por estar acima de todos (Ne 9.6; Jo 3.13). É o lugar onde habita Deus (Sl 
123.1), Cristo (Mc 16.19), o Espírito Santo em seu retorno (Ap 14.13), os 
anjos (Mt 22.30; Jd v.6); será também a morada dos salvos em Cristo (Jo 
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Hinduísmo 
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14.3). 
 
6 Hinduísmo 
O Hinduísmo é uma das religiões mais antigas – alguns dos seus manuscritos 
considerados por eles sagrados são de 1400 a 1500 a.C. Também é uma das religiões 
mais diversas e complexas, possuindo milhões de deuses. Os hindus possuem uma 
grande variedade de crenças básicas e contêm muitas seitas diferentes. Apesar de ser 
a terceira maior religião do mundo, o Hinduísmo existe primeiramente na Índia, Nepal 
e em menor escala em alguns países ao redor. 
Os textos principais do Hinduísmo são: Veda (considerado o mais importante), 
Upanishadas, Mahabharata e o Ramayana. Essas escrituras contêm hinos, 
encantamentos, filosofias, rituais, poemas, e histórias nas quais os hindus baseiam 
suas crenças. Outros textos usados pelo Hinduísmo são os Brahmanas, Sutras e os 
Aranyakas. 
Apesar de o Hinduísmo ser conhecido como uma religião politeísta, com cerca 
de 330 milhões de deuses, também tem um “deus” que é supremo: Brahma. 
Acredita-se que Brahma seja uma entidade que habita em toda área da realidade 
e existência, por todo o universo. Acredita-se que Brahma seja um deus impessoal que 
não pode ser conhecido e que ele existe em três formas separadas: Brahma—Criador; 
Vishnu—Preservador e Shiva – Destruidor. Essas “facetas” do Brahma são também 
conhecidas através de muitas encarnações de cada uma. É extremamente difícil 
descrever a teologia hindu exatamente, já que praticamente todo sistema de teologia 
é influenciado de uma forma ou outra pelo Hinduísmo. 
Ao observar outras escolas do Hinduísmo, alguém pode defender a ideia de que 
o Hinduísmo seja ateísta, deístico ou até mesmo niilista. Com tanta diversidade sob o 
título “hindu”, é preciso perguntar: o que faz uma religião “hindu” em primeiro lugar? 
O ponto principal em questão é se um sistema de crença enxerga os Vedas como 
sagrado ou não. Se sim, então é hindu. Se não, então não é. O assunto mais 
importante, no entanto, é intangível. 
Os Vedas são mais do que simples livros de teologia. Eles contêm uma rica e 
colorida “Theo mitologia”, quer dizer, uma mitologia religiosa que deliberadamente 
se mistura com mitos, teologia e história para atingir uma base em forma de histórias. 
Essa “Theo mitologia” é tão bem fixada à história e cultura da Índia, que rejeitar os 
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Vedas pode ser encarado como rejeitar a Índia. Portanto, um sistema de crença é 
rejeitado pelo Hinduísmo se não adotar a cultura indiana de uma forma ou outra. Se 
aceitar a cultura indiana e sua história Theo lendária, então pode ser enxergado como 
“hindu”, mesmo se sua teologia for teísta, niilista, ateísta ou outra. Essa aceitação 
simultânea de tantas contradições pode ser uma dor de cabeça para as pessoas 
ocidentais que tentam achar consistência lógica e defesa racional nas opiniões 
religiosas do Hinduísmo. 
 
6.1 História do Hinduísmo 
Segundo ensina o hinduísmo, os Vedas contêm as verdades eternas reveladas 
pelos deuses e a ordem (dharma) que rege os seres e as coisas, organizando-os em 
castas. Cada casta possui seus próprios direitos e deveres espirituais e sociais. A 
posição do homem em determinada casta é definida pelo seu carma (conjunto de suas 
ações em vidas anteriores). 
A casta à qual pertence um indivíduo indica o seu status espiritual. O objetivo é 
superar o ciclo de reencarnações (samsâra), atingindo assim, o nirvana, a sabedoria 
resultante do conhecimento de si mesmo e de todo o Universo. O caminho para o 
nirvana, segundo ensina o hinduísmo, passa pelo ascetismo (doutrina que desvaloriza 
os aspectos corpóreos e sensíveis do homem), pelas práticas religiosas, pelas orações 
e pela ioga. Assim a pessoa alcança a “salvação”, escapando dos ciclos da 
reencarnação. 
 
6.2 Prática de Fé do Hinduísmo 
São várias as divindades. Agni é o pai dos homens, deus do fogo e do lar. Indra 
rege a guerra. Varuna é o deus supremo, rei do universo, dos deuses e dos homens. 
Ushas é a deusa da aurora; Surya e Vishnu, regentes do sol; Rudra e Shiva, da 
tempestade. 
Animais como a vaca, rato, e serpentes, são adorados por serem possivelmente, 
a reencarnação de alguns dos familiares. Existem três vezes mais ratos que a 
população do país, os quais destroem um quarto de toda a colheita da nação. O rio 
Ganges é considerado sagrado, no qual, milhares de pessoas se banham diariamente, 
a fim de se purificar. 
 
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6.3 Ensinos do Hinduísmo 
Muitos dos elementos que formam a teologia hindu já foram discutidos 
anteriormente nas pesquisas históricas. O que segue é um breve resumo das principais 
facetas da doutrina hindu, acompanhadas das comparações com o Cristianismo. 
Geralmente, o Hinduísmo é dividido em seis sistemas ou escolas depensamento, 
chamados dharsana (Sankhya, Ioga, Nyaya, Vaisheshika, Purva Mimamsa e Uitara 
Mimamsa). 
 
 
6.4 Deus 
Todos esses sistemas estão preocupados com a explicação do mundo e com o 
objetivo mais elevado da humanidade - a salvação - e todos eles lutam para alcançar 
este objetivo por meio da cognição. A mimamsa mais antiga busca estabelecer um 
entendimento correto dos vedas e suas conotações [...] como a base para um 
comportamento correto. Para todos os outros sistemas e para os estágios posteriores 
da purva mimamsa, o que vale é o conhecimento como meio de salvação do ciclo de 
renascimentos, com o estado final concebido como o advento completo do descanso 
da alma individual (Nyaya/Vaishesshika e a Purva Mimamsa posterior) ou a superação 
da distância entre a conscientização individual e a absoluta (Samkhya, Ioga) e parte 
da vedanta (HANS KUNG, 154, 155, 1986)”. 
O cerne do Hinduísmo está em seu conceito de Deus e a relação e afinidade do 
homem com esta realidade. Seu conceito fundamental é que Brahma é o princípio de 
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toda supremacia. É uma força de vida que reside em tudo o que existe. O Hinduísmo 
adere tanto ao Monoteísmo como ao monismo no sentido de que toda a realidade 
procede desta única essência. Mesmo assim, é também politeísta, pois defende a 
adoração de muitas divindades inferiores, cuja essência se expressa de forma variada 
no Universo. Por esta razão, o Hinduísmo adere também ao Panteísmo. 
O Hinduísmo difere profundamente do Cristianismo, do Judaísmo e Islamismo 
com respeito às suas doutrinas sobre Deus. A expressão indiana ekambrahman 
dvitiyanasti (Brahma é o único e não há um segundo) lembra o Shema hebraico, “Ouve, 
ó Israel: o Senhor nosso Deus é o único” (Dt 6.4). Aparentemente, parece que o 
Hinduísmo defende um monoteísmo semelhante ao das grandes religiões do mundo. 
Entretanto, a similaridade desaparece rapidamente, quando descobrimos o que 
exatamente se quer dizer com a expressão “Brahma é o único”. Não é o caso, como 
no Cristianismo, em que Deus é concebido tanto em termos de Imanência como de 
Transcendência. 
O hinduísmo é um sistema diversificado de pensamento, com crenças que 
abrangem o monoteísmo, politeísmo, panenteísmo, panteísmo, monismo e ateísmo, 
e o seu conceito de Deus é complexo, e está vinculado a cada uma das suas tradições 
e filosofias. Por vezes é tido como uma religião henoteísta (isto é, que envolve a 
devoção a um único deus, embora aceite a existência de outros) [...] A maior parte dos 
hindus acredita que o espírito ou a alma - o “eu” verdadeiro de cada pessoa, chamado 
de ātman — é eterno. [...] Quando Deus é visto como um ser supremo pessoal (em 
lugar do princípio infinito), Deus é chamado de Ishvara (“O Senhor”), Bhagavan (“O 
Auspicioso”) ou Parameshwara (“O Senhor Supremo”). Na maior parte das tradições 
do vishnuísmo Deus é Vishnu, e o texto das escrituras desta denominação identifica 
este Ser como Krishna, por vezes chamado de svayam bhagavan. 
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No Hinduísmo, Brahma é concebido como um criador. Entretanto, a obra de 
Brahma na criação consiste em criar novas manifestações da realidade, a qual é 
continuamente revelada. 
Vishnu é referido como o Preservador. As criações de Brahma são assim 
preservadas por ele. Vishnu é adorado em dez encarnações, as quais são mencionadas 
na literatura védica. Quando dharma (ordem) é ameaçada, Vishnu deixa a esfera 
celestial e encarna em uma das dez formas para restaurar e preservar a ordem. [...] 10 
é o número clássico dessas encarnações, que ascende de manifestações teriomórficas 
(forma animal) para antropomórficas (forma humana). Elas são: Peixe (Matsya), 
Tartaruga (Kurma), Javali (Varaha), Homem-leão (Narasimha), Anão (Vamana), Rama-
com-oMachado (Parasurama), Rei Rama, Krishna, Buda e a encarnação futura, Kalkin 
(ENCICLOPÉDIA BRITÂNICA, 15ª ed. Hinduísmo)”. 
Em muitas religiões, dá-se o título e as atribuições de Pai ao Deus supremo. No 
judaísmo, Deus é chamado Pai porque é o criador, o governador e o protetor. O 
cristianismo herdou esta concepção, dando ênfase à relação Pai-Filho revelada em 
Jesus Cristo. Deus, como Primeira Pessoa da Trindade, é agente responsável pela 
Criação do Universo, mas a Bíblia diz que ele não é o único, também tiveram parte o 
Espírito Santo (Gênesis 1.2) e Cristo Jesus (João 1.1), os três criando assim, por dizer, 
os reinos vegetal e animal. 
 
6.5 Jesus Cristo 
No Hinduísmo Jesus tem uma visão mais ampla dentro da doutrina. Várias 
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correntes hindus aceitam a figura de Jesus como sendo um Avatar, encarnação de 
Deus na Terra. Similar ao que acreditam os budistas, para os hindus Jesus também foi 
um iniciado na filosofia Védica. 
Para muitos hindus Jesus é uma das encarnações de Vishnu, a segunda pessoa 
da Trindade hinduísta. Especialmente para o movimento Hare Krishna - devido ao seu 
caráter ecumênico - Jesus é uma manifestação direta de Krishna (Deus), que envia um 
mensageiro para cada povo, afim de que nenhuma parte do mundo fique sem a Sua 
mensagem. Assim, Jesus é um dos enviados de Krishna para cumprir Sua mensagem 
pelo mundo. 
Para o Cristianismo Jesus Cristo é a figura principal. A vida de Jesus é tão 
determinante para a humanidade que a contagem do tempo é contabilizada antes e 
depois Dele. Sua trajetória é contada na Bíblia, livro sagrado do cristianismo, e de 
acordo com as escrituras sagradas Ele nasceu em Belém de Judá, no tempo do rei 
Herodes, e foi criado na região de Nazaré, por isso também é chamado O Nazareno. 
Seu nome tem origem hebraica Yeshua, (Javé/Jeová), e possui referência no grego 
como Iesous (Jave Salva). Ao longo da Bíblia, encontramos diversas formas que fazem 
referência a Jesus, até mesmo nas passagens datadas há séculos antes de seu 
nascimento (Velho Testamento) e depois (Novo Testamento). 
Pouco se sabe sobre a infância de Jesus. Consta na Bíblia que “quando Ele estava 
com 12 anos subiram a Jerusalém, segundo o costume da festa (Páscoa)... permaneceu 
o menino em Jerusalém assentado no meio dos doutores ouvindo-os e interrogando-
os [...] E todos que o ouviam muito se admiravam de sua inteligência e de suas 
respostas [...] E crescia Jesus em sabedoria, estatura e graça, diante de Deus e dos 
Homens” (Lc 2.41-52). [...] Ainda de acordo com as Escrituras “tinha Jesus cerca de 30 
anos ao começar seu ministério” (Lc 3.23). A partir de então são relatadas diversas 
passagens de curas, milagres e ensinamentos com princípios éticos como amor e 
perdão, inclusive por meio de parábolas, até sua paixão e crucificação – por isso o 
termo Cristo, de Cruz, Crucificado. 
No Cristianismo, Jesus Cristo é a encarnação singular de Deus. Ela foi necessária 
para restaurar a ordem; esta era essencial para promover a reconciliação entre Deus e 
o homem, por um ato específico de expiação. Portanto, Jesus não veio para “preservar” 
(como no Hinduísmo), a ordem existente das coisas. Pelo contrário, a obra da segunda 
pessoa da Trindade pode ser descrita como a da recriação e restauração da criação 
alienada de Deus, por causa do pecado. 
Cristo é o termo usado em português para traduzir a palavra grega Χριστός 
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(Khristós) que significa “Ungido”. O termo grego, por sua vez, é uma tradução do 
termo hebraico Mashyah , transliterado para o português como Messias. A palavra 
geralmente é interpretada como o sobrenome de Jesus por causa das várias menções 
a “Jesus Cristo” na Bíblia. A palavra é, na verdade, um título, daí o seu uso tanto em 
ordem direta “Jesus Cristo” como em ordem inversa “Cristo Jesus”, significando neste 
último O Ungido, Jesus. 
 
6.6 Espírito Santo 
Shiva, o terceiro deus da tríade hindu é chamadode destruidor. Ele é a mais 
ambivalente de todas as divindades do Hinduísmo. É um deus que demonstra 
misericórdia, ou, numa fração de segundos, torna-se destruidor. Representa o 
capricho e imprevisibilidade. O elemento do erotismo é introduzido na adoração de 
Shiva. 
Para a maioria dos cristãos, o Espírito Santo é a terceira prosopon da Santíssima 
Trindade - juntamente com Deus Pai e Deus Filho - e é o Deus omnipotente. Ele é 
visto como uma das pessoas do Deus Triuno, que revelou seu Santo Nome YHWH ao 
seu povo em Israel, enviou seu Filho Eternamente Gerado Jesus, e enviou o Espírito 
Santo para santificar e dar vida à sua Igreja. O Deus Triuno se manifesta como três 
“pessoas” (grego koiné: hypostasis) de uma única substância divina. 
A maioria dos cristãos acredita que Deus é espírito (João 4.24), incriado, 
onipotente e eterno. O criador e sustentador de todas as coisas, que resgata o mundo 
através de seu Filho, Jesus Cristo. Com este pano de fundo, a crença na divindade de 
Cristo e no Espírito Santo é expressa como a doutrina da Santíssima Trindade, que 
descreve uma única “substância” divina já existente como três pessoas distintas e 
inseparáveis: o Pai, o Filho (Jesus Cristo), e o Espírito Santo (1 João 5.7) . De acordo 
com esta doutrina, Deus não está dividido, no sentido de que cada pessoa tem um 
terço de todo, mas antes, cada pessoa é considerada como sendo plenamente Deus 
(cf. Perichoresis). A distinção reside nas suas relações. 
A Trindade é considerada pela maioria dos cristãos como um dos núcleos 
fundamentais de sua fé, tanto que muitos cristãos consideram os não-trinitários como 
não-cristãos. 
Para os cristãos trinitários, Deus, o Pai não está completamente separado de Deus 
Filho e do Espírito Santo, as outras pessoas divinas. Tais cristãos descrevem estas três 
pessoas como uma Trindade. Isso significa que eles sempre existiram como três 
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“pessoas” diferentes (grego hypostases), mas eles são um Deus, cada um tendo plena 
identidade como o próprio Deus (seriam portanto uma única “substância”), e teriam 
uma única “natureza divina” e poder, e uma única vontade. 
Como já vimos supra, que no Hinduísmo, Shiva é o terceiro “deus” da tríade hindu 
chamado de “destruidor”, entendemos, entretanto, à luz da Palavra de Deus, que o 
destruidor é o próprio Satanás, eis oque a Bíblia diz: “O ladrão vem apenas para 
roubar, matar e destruir; eu vim para que tenham vida e a tenham plenamente.” (João 
10.10). 
Satanás sempre foi o arqui-inimigo de Deus e da humanidade. Sua função é 
sempre matar, roubar e destruir, conforme João 10.10. Ele é descrito em detalhes em 
Ezequiel 28. 
Satanás sempre teve a pretensão de ser maior que Deus, conforme Isaías 14.12-
13: “Como caíste desde o céu, ó estrela da manhã, filha da alva! Como foste cortado 
por terra, tu que debilitavas as nações! E tu dizias no teu coração: Eu subirei ao céu, 
acima das estrelas de Deus exaltarei o meu trono, e no monte da congregação me 
assentarei, aos lados do norte.” 
Por isto, o diabo quer ser adorado. Veja o exemplo da tentação de Jesus no 
deserto, em Mateus 4.9-10: “E disse-lhe: Tudo isto te darei se, prostrado, me adorares. 
Então disse-lhe Jesus: Vai- te, Satanás, porque está escrito: Ao Senhor teu Deus 
adorarás, e só a Ele servirás.” 
Um detalhe muito importante que devemos comentar é que Satanás não é páreo 
para Deus. Está ABAIXO de DEUS e jamais terá o mesmo poder que Deus. Satanás é 
um anjo que se rebelou contra Deus e levou vários outros anjos com ele, denominados 
demônios ou anjos caídos. 
Satanás, na sua última tentativa de querer dominar o mundo, trava uma batalha 
celestial enquanto a Grande Tribulação ocorre na terra, conforme Apocalipse 12.7-12, 
e é expulso do direito de se apresentar diante do trono de Deus para pedir legalidade: 
E houve batalha no céu; Miguel e os seus anjos batalhavam contra o dragão, e 
batalhavam o dragão e os seus anjos; mas não prevaleceram, nem mais o seu lugar se 
achou nos céus. E foi precipitado o grande dragão, a antiga serpente, chamada o 
Diabo, e Satanás, que engana todo o mundo; ele foi precipitado na terra, e os seus 
anjos foram lançados com ele. E ouvi uma grande voz no céu, que dizia: Agora é 
chegada a salvação, e a força, e o reino do nosso Deus, e o poder do seu Cristo; porque 
já o acusador de nossos irmãos é derrubado, o qual diante do nosso Deus os acusava 
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de dia e de noite. E eles o venceram pelo sangue do Cordeiro e pela palavra do seu 
testemunho; e não amaram as suas vidas até à morte. Por isso alegrai-vos, ó céus, e 
vós que neles habitais. Ai dos que habitam na terra e no mar; porque o diabo desceu 
a vós, e tem grande ira, sabendo que já tem pouco tempo. 
Isto ocorre nos exatos 3 anos e meio de Tribulação, três dias depois do anticristo 
ser morto com uma ferida na cabeça. Após ser expulso, o diabo desce à terra e se 
incorpora no anticristo, simulando uma “ressurreição”, na tentativa de imitar a 
ressurreição de Jesus Cristo, enganando a muitos. 
O objetivo do diabo sempre é destruir o povo de Deus. Em Apocalipse 12.13, a 
“mulher” simboliza Israel e o “filho varão” simboliza Jesus Cristo. Este versículo mostra 
a perseguição do diabo ao povo de Deus: “E, quando o dragão viu que fora lançado 
na terra, perseguiu a mulher que dera à luz o filho homem.” O diabo – destruidor -, 
será lançado no lago de fogo eternamente, no fim do Milênio e é derrotado para 
sempre, conforme Apocalipse 20.7-10: E, acabando-se os mil anos, Satanás será solto 
da sua prisão, e sairá a enganar as nações que estão sobre os quatro cantos da terra, 
Gogue e Magogue, cujo número é como a areia do mar, para as ajuntar em batalha. E 
subiram sobre a largura da terra, e cercaram o arraial dos santos e a cidade amada; e 
de Deus desceu fogo, do céu, e os devorou. E o diabo, que os enganava, foi lançado 
no lago de fogo e enxofre, onde está a besta e o falso profeta; e de dia e de noite 
serão atormentados para todo o sempre. 
 
6.7 A Criação 
Para o Hinduísmo, Brahma é o deus criador de todo o universo e de todas as 
divindades individuais e por ele, todas serão absorvidas. Ele se transformou em várias 
coisas, sem nenhuma ajuda externa e criou a alma humana que, de acordo com os 
Vedas, constitui uma parte do poder supremo, como uma fagulha pertence ao fogo. 
Brahma, quando da criação do mundo, resolveu dar a Terra habitantes que 
fossem criados da sua própria emanação. Assim, criou através de sua boca, seu filho 
mais velho, o Brâmane, que significa o sacerdote, ao qual confiou os quatro Vedas. De 
seu braço direito saiu Chátria, o guerreiro, do esquerdo, a esposa do guerreiro. Das 
suas coxas surgiram os Vaissias, do sexo masculino e feminino (agricultores e 
comerciantes) e de seus pés, os Sudras (mecânicos e trabalhadores). 
Eis, todavia o que diz a Bíblia acerca do Criador: “No princípio, criou Deus os céus 
e a terra.” (Gn 1.1) 
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Deus, e não Brahma, é o Criador de todas as coisas. Desde o começo no Livro de 
Gênesis, a poderosa luz da revelação focaliza o Todo-Poderoso. Ele é o Princípio, a 
Causa, a Fonte de tudo o que existe. Ele criou todas as coisas e as pessoas que tinham 
de se encaixar em Seu plano para os séculos. Todo o material necessário para Sua 
obra posterior, Ele o criou milagrosamente. 
No principio (ber’shith). O autor leva o leitor para além do limite do tempo, para 
a eternidade insondável, embora lhe faltem palavras quando procura dar uma ideia 
do estado de coisas antes do limite do tempo. Ele não dá uma indicação de data 
tangível para este princípio. Sua narrativa retrocede no tempo que precede o 
calendário dos acontecimentos. 
Criou Deus. A sublime certeza da revelação baseia-se nesta grandiosa afirmativa.Deus o fez. Nada mais pasmoso poderia ser declarado. Elohim é a palavra mais usada 
para “Deus” no hebraico, aramaico e árabe. Na realidade é plural em sua forma, mas 
é usada com o verbo no singular. Talvez o plural seja melhor explicado se disséssemos 
que indica “plenitude de poder” ou dignidade excepcional e grandeza ilimitada. Neste 
Um estão reunidos todos os poderes da eternidade e da infinidade. 
Criou. (bara) é um verbo usado exclusivamente para com Deus. O homem não 
poderia atingir as alturas do poder inerente a esta palavra, por ela descreve o milagre 
completo. Pelo poder soberano e criativo de Deus algo absolutamente novo foi dado 
à luz. Os céus e a terra. Aqui o autor focaliza o interesse sobre todos os setores do 
mundo acima, à volta e abaixo. Nesta frase ele inclui o universo completo como era 
conhecido (ou poderia vir a ser conhecido) pelos hebreus, e todo o material primário 
necessário para fazer os sóis, os planetas, as estrelas, as nebulosas, as galáxias, as 
moléculas, os átomos, os elétrons e todas as coisas e seres específicos sobre a terra. 
Os homens da ciência revelam que nossa galáxia contém mais do que 100 bilhões 
de estrelas, e que o nosso sol fica a 240 trilhões de quilômetros do centro de nossa 
galáxia. Nossa galáxia é apenas uma das que compõem um pequeno agrupamento 
de 19 galáxias, ficando a mais próxima a 30 milhões de anos-luz (240 milhões de 
trilhões de quilômetros). Nossos cientistas pesquisadores, por mão de poderosos 
telescópios, certificaram-se razoavelmente de que existem mais de um bilhão de 
galáxias. Eles calculam o número das estrelas destas galáxias em aproximadamente 
100 quintilhões. O poder das luzes de uma dessas galáxias é igual ao de 400 milhões 
de sóis. Quando um homem volta os olhos para esta imensa criação e compara o que 
vê com a narrativa inspirada do escritor sobre a sua origem, seu coração tem de se 
encher de espanto. Ele conhece a mão de Deus na beleza e ordem do sistema solar e 
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Hinduísmo 
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no poder do átomo. Quer olhe para o sol (positivamente carregado) atraindo os 
planetas (negativamente carregados) ou examine o núcleo (positivamente carregado) 
no coração do átomo, atraindo cada elétron (negativamente carregado) no seu 
equilíbrio, sente a sabedoria, o poder e a grandeza de Deus. À luz de tudo isso, um 
homem reverente inclina-se diante do seu Criador em espanto e genuína dedicação, 
e explode em adoração, culto, ação de graças e incontido louvor. Asublimecriação do 
Senhor éesteser, grandemente amado, que Ele escolheu para criar à Sua própria 
imagem. 
 
6.8 Carma, Reencarnação e Salvação 
O tema centraI do pensamento hindu é a doutrina do atma, brahma e carma. O 
carma é a lei da justiça retributiva onde as ações e obras de uma pessoa resultam em 
libertação (mocsa) de um nascimento anterior para um renascimento superior ou 
inferior no ciclo da reencarnação, dependendo das ações que foram praticadas numa 
existência anterior. A alma (atma) é apanhada neste processo de vagueação (samsara), 
cujo final resulta em que atma e Brahma identificam-se. Um carma continuamente mal 
resulta no renascimento em formas de vidas inferiores. Uma das razões por que a 
incrível pobreza e problemas sociais existentes nas castas inferiores não suscitam 
nenhum pesar e nenhuma simpatia dos mais bem-sucedidos, é porque acredita-se 
que qualquer tentativa de intervenção é uma interrupção no processo cósmico (Lila). 
Para o hindu, a realidade é o espírito. Toda a matéria é uma ilusão (Maya). 
Portanto, no Hinduísmo, a salvação não é o perdão dos pecados cometidos 
contra Deus. Pelo contrário, é uma busca pelo final de todo o sofrimento terreno, uma 
fuga da ilusão e o sucesso em alcançar o Mocsa. 
Por sua vez a Bíblia afirma que: “Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e 
isso não vem de vós; é dom de Deus. Não vem das obras, para que ninguém se glorie” 
(Efésios 2.8-9) 
A palavra de Deus nos assegura que a salvação é recebida pela FÉ baseada 
unicamente na GRAÇA de Deus. O conceito de graça é desconhecido entre os cultos 
e religiões falsas inventadas pelo homem, mormente no Hinduísmo. 
Em nenhum lugar nessa passagem ou em qualquer outro lugar na Bíblia Deus diz 
que um homem pode de forma alguma justificar-se. A expiação pelo pecado foi obra 
exclusiva de Jesus Cristo, o Filho de Deus. A Bíblia diz: “Não há salvação em nenhum 
outro, pois, debaixo do céu não há nenhum outro nome dado aos homens pelo qual 
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Budismo 
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devamos ser salvos.” (Atos 4.12) 
É unicamente Jesus Cristo, que expiou o pecado e nenhum homem pode oferecer 
sua própria justiça por seus pecados, porque todos os homens nascem pecadores e 
estão sob a condenação do pecado. 
Então o que é a graça? O dicionário define graça como: “disposição para 
conceder algo livremente, a condição ou o fato de dar favor – misericórdia, clemência, 
perdão. Na teologia significa o “amor imerecido e favor de Deus para com o homem.” 
Além disso, a palavra refere-se à influência divina de Deus para mudar um homem 
pecador e torná-lo puro e justificá-lo diante de um Deus santo e justo. 
Assim graça pela sua definição é algo que é dado gratuitamente ao homem por 
seu Criador e não há requisitos além de recebê- la livremente. A salvação não é 
ganhada, nem merecida, mas foi oferecida como o dom gratuito de Deus. 
Romanos 3.23-25 diz: “pois todos pecaram e estão destituídos da glória de Deus, 
24 sendo justificados gratuitamente por sua graça, por meio da redenção que há em 
Cristo Jesus. 25 Deus o ofereceu como sacrifício para propiciação mediante a fé, pelo 
seu sangue, demonstrando a sua justiça. Em sua tolerância, havia deixado impunes os 
pecados anteriormente cometidos“. Observe, o versículo diz que todos são pecadores. 
Isso estabelece a necessidade de cada não crente ser justificado. 
A palavra “propiciação” significa ter uma dívida totalmente paga. A dívida de 
ofensa é removida, tirada do caminho e satisfeita. O próprio Cristo, através da Sua 
morte na cruz, derramando o Seu sangue justo e inocente, pagou nossa dívida de 
pecado que nós não podíamos pagar. 
 
7 Budismo 
O Budismo foi fundado por Gautama (563-483 a.C.). Relatos sobre sua vida estão 
repletos de fatos e fantasias. Com 29 anos de idade, renunciou o direito legítimo do 
poder político. Deixou sua esposa e filho para trás, tornou-se um mendigo, e vagueou 
de um lugar para outro, em busca da verdade. Experimentou por algum tempo o 
Bramanismo, mas ficou totalmente desiludido. Logo depois, dedicou-se a um período 
de intensa meditação e recebeu a tão esperada Iluminação, que lhe valeu o título de 
Buda. Gautama passou o resto de sua vida viajando, ensinando sobre a religião, ou 
melhor, a filosofia que lhe daria multidões de seguidores nos séculos vindouros. 
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Budismo 
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O budismo não é só uma religião, mas também um sistema ético e filosófico, 
originário da região da Índia. Foi criado por Sidarta Gautama (563 - 483 a.C.), também 
conhecido como Buda. Este criou o budismo por volta do século VI a.C. Ele é 
considerado pelos seguidores da religião como sendo um guia espiritual e não um 
deus. Desta forma, os seguidores podem seguir normalmente outras religiões e não 
apenas o budismo. O início do budismo está ligado ao hinduísmo, religião na qual 
Buda é considerado a encarnação ou avatar de Vishnu. Esta religião teve seu 
crescimento interrompido na Índia a partir do século VII, com o avanço do islamismo 
e com a formação do grande império árabe. Mesmo assim, os ensinamentos 
cresceram e se espalharam pela Ásia. Em cada cultura foi adaptado, ganhando 
características próprias em cada região. 
Num sentido bem estrito, o Budismo não é realmente uma religião, se esta for 
definida como uma crença numa entidade divina ou sobrenatural;ou se oração, 
sacrifícios e conceitos de uma vida futura constituem componentes vitais. Gautama 
não negava a existência das divindades, mas as consideravam inúteis para a vida 
cotidiana. O Budismo, portanto, é chamado de religião do ateísmo prático. Nancy 
Wilson Ross, entretanto, destaca corretamente que não é certo classificaro Budismo 
como ateísta, no sentido mais profundo do termo: O ensino budista, em relação à 
verdadeira natureza da alma, ou doser, provavelmente justifica em parte a alegação 
de que é uma forma de ateísmo. De fato, o Budismo não é mais ateísta do que teísta 
ou panteísta. A acusação, de ateísmo dificilmente seria bem colocada na porta de um 
Mestre que era capaz de declarar sobre o Universo, ou cosmos, em sua totalidade: 
“Existe um não nascido, não originado, não feito, não composto. Onde não há, ó 
mendigos, não haveria escape do mundo dos nascidos, originados, feitos e 
compostos” (NANCY, p. 29,30, 1980). 
 
7.1 Ensinos 
Gautama abraçava a ideia da Reencarnação: A salvação é o supremo escape do 
ciclo de renascimentos. 
Roda da Lei: Simboliza os ensinamentos de Buda, o qual se diz ter posto em 
movimento a roda do dharma (verdade), para demonstrar a lei natural das coisas aos 
cinco ascetas que ouviram o seu primeiro sermão. 
Uma ideia central no pensamento oriental é a noção de que a Avidya (ignorância) 
é a raiz de todo o mal. O Budismo adota esse conceito. Gautama desenvolveu uma 
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Budismo 
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maneira de acabar com a ignorância de uma forma diferente de todas as abordagens 
formuladas em sua época. Ao considerar o rigor do Ascetismo de um lado e o 
Hedonismo descontrolado do outro, como meios funcionais de se adquirir 
autodisciplina e controle, rejeitou ambos como um fracasso, os quais destruíam o que 
era fundamental na natureza humana, ou seja, a paixão e o desejo. 
 
7.2 Os ensinamentos, a filosofia e os princípios 
Os ensinamentos do budismo têm como estrutura a ideia de que o ser humano 
está condenado a reencarnar infinitamente após a morte e passar sempre pelos 
sofrimentos do mundo material. O que a pessoa fez durante a vida será considerado 
na próxima vida e assim sucessivamente. Esta ideia é conhecida como carma. Ao 
enfrentar os sofrimentos da vida, o espírito pode atingir o estado de nirvana (pureza 
espiritual) e chegar ao fim das reencarnações. 
A filosofia budista também define cinco comportamentos morais a seguir: não 
maltratar os seres vivos, pois eles são reencarnações do espírito, não roubar, ter uma 
conduta sexual respeitosa, não mentir, não caluniar ou difamar, evitar qualquer tipo 
de drogas ou estimulantes. Seguindo estes preceitos básicos, o ser humano 
conseguirá evoluir e melhorará o carma de uma vida seguinte. 
Os Dados a Seguir Fazem uma Comparação entre O Budismo e O Cristianismo, 
com Relação a Deus, Pecado, Salvação e Moralidade: 
 
Deus 
Num agudo contraste com o Cristianismo, o Budismo não adota a noção de um 
Deus pessoal, Imanente e Transcendente. Para o budismo não existe nenhum Deus 
absoluto ou pessoal. A existência do mal e do sofrimento é uma refutação da crença 
em Deus. Os que querem ser iluminados, necessitam seguir seus próprios caminhos 
espirituais e transcendentais. 
Enquanto a meditação cristã é focalizada em Deus e na Sua Palavra, a meditação 
budista é baseada em si mesmo e em encontrar a paz interior. Os budistas não 
acreditam em um Deus pessoal, a não ser que “Deus signifique a verdade, a realidade 
final de todas as coisas, sendo o próprio universo”. 
Por outro lado, o cristianismo crê em um só Deus, eternamente subsistente em 
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Budismo 
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três pessoas distintas, o Pai, o Filho e o Espírito Santo (Dt 6.24; Mt 28.19; Mc 12.29). 
 
Pecado 
Para o budista, o pecado é um conceito conhecido como Tanha. Este termo 
muitas vezes é traduzido como “luxúria” e significa toda a concupiscência ou desejos 
lascivos que crescem na vida de um indivíduo. No budismo, todo e qualquer desejo 
resulta em pecado. 
No entanto, cremos na pecaminosidade do homem, que o destituiu da glória de 
Deus, e que somente através do arrependimento dos seus pecados e a fé na obra 
expiatória de Jesus o pode restaurar a Deus (Rm 3.23; At 3.19; Rm 10.9). 
 
Salvação 
Para o Budismo, a salvação é fundamentada em duas áreas de ênfase: 
a) Primeira, a libertação do ciclo de renascimentos, ou o “cessar de existir”. 
“Pela destruição da sede (tanha), a atração é destruída; com a destruição 
da atração, a existência é destruída (Vinaya Pitaka)”; 
b) Segunda, a salvação também é considerada o cultivo do caráter e da 
estatura ética na vida presente pelo cumprimento da lei e a obediência 
diligente. A salvação deve ser obtida pelo próprio budista sem nenhuma 
ajuda de fontes externas. 
 
O indivíduo faz o mal por si mesmo; sofre por si mesmo; por si mesmo deixa de 
fazer o mal; é purificado por si mesmo. Nenhum homem pode purificar o outro 
(BYROM, 365, 1976). 
O contraste aqui, entre o Budismo e o Cristianismo, é claramente visível. O cristão 
não olha para dentro de si mesmo, em busca da salvação; mas, pelo contrário, olha 
para fora, pela fé, para Cristo. O apóstolo Paulo resume a doutrina cristã da salvação, 
de forma sucinta: “Pois é pela graça que sois salvos, por meio da fé - e isto não vem 
de vós, é dom de Deus - não das obras, para que ninguém se glorie” (Efésios 2.8,9). 
Existem outros ramos do Budismo, zen-budismo, usa técnicas de meditação, 
“Pure Land”, tem sua fé em Amitabha ou Amida Buda e por repetir a frase “Namu- 
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Confucionismo 
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Amida-Butsu”, Vajrayana derivado do hinduismo, usa técnicas de ocultismo e é 
predominante no Tibet, tendo como símbolo principal o Dalai Lama, ele é considerado 
a décima quarta reencarnação de Avalokiteshvara, o bodhisattva. As escrituras 
sagradas dos Vajrayana são os Kanjur(108 volumes) e os Tanjur (225 volumes). Existe 
também uma versão popular do budismo que é basicamente espírita, crê que as 
pessoas são influenciadas por espíritos. 
A Bíblia ensina que o homem caiu em pecado, e desde então: “... aos homens 
está ordenado morrerem uma só vez, vindo, depois disto, o juízo” (Hb 9.27). 
Existe somente um caminho de volta a Deus, que é através da fé: “Por isso, quem 
crê no Filho tem a vida eterna; o que, todavia, se mantém rebelde contra o Filho não 
verá a vida, mas sobre ele permanece a ira de Deus” (Jo 3.36). Esta salvação, contudo, 
não se aplica a animais, mas somente aos homens, que foram criados segundo a 
imagem de Deus. 
 
8 Confucionismo 
Religião oriental baseada nas ideias do filósofo chinês Confúcio (551- 479 a.C.). 
Conhecido pelos chineses como Junchaio (ensinamentos dos sábios). O princípio 
básico do Confucionismo é à busca do Caminho (Tao), que garante o equilíbrio entre 
as vontades da terra e as do céu. 
O confucionismo (Rúxué) ou confucionismo é um sistema filosófico chinês criado 
por Kung-Fu-Tzu. Entre as preocupações do confucionismo estão a moral, a política, 
a pedagogia e a religião. Conhecida pelos chineses com “ensinamentos dos sábios”. 
Fundamentada nos ensinamentos de seu mestre, o confucionismo encontrou uma 
continuidade histórica única. Além de tradição religiosa, o confucionismo é 
considerado uma filosofia, ética social, ideologia política, tradição literária e um modo 
de vida. Confúcio, forma latina de Kung Fu Tsé, filósofo chinês do século VI a.C, 
compila e organiza antigas tradições da sabedoria chinesa e elabora uma doutrina 
assumida como oficial na China por mais de 25 séculos. 
 
8.1 Confucionismo - Filosofia ou Religião? 
Tendo em vista que o Confucionismo trata primariamente de condutas morais e 
de ordem social, esta religião é frequentemente categorizada como um sistema ético 
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Confucionismo 
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e não como uma religião. Em sua visão de reforma, Confúcio advogava justiça para 
todos como o fundamento da vida em um mundo ideal, onde os princípios humanos, 
cortesia, piedade filial, e virtudes da benevolência, retidão, lealdade e a integridade de 
caráter deviam prevalecer. 
Seus ensinos advogam que o homem é capaz de ser perfeito por ele próprio, 
pelo seu esforço de seguir o caminho dos seus antepassados. Confúcio aludia que a 
natureza humana é boa. Este ensino foi desenvolvido posteriormente por seus 
discípulos, e tornou-se uma crença cardeal do Confucionismo. 
Confúcio, apesar de estar voltado para este mundo, acreditava no céu e na sua 
influência sobre a terra e sobre os homens. Confúcio influenciou a China em dois 
grandes preceitos religiosos: o da veneração e adoração aos ancestrais, e do conceito 
de piedade filial. 
O Confucionismo permaneceu como religião oficial da China desde sua 
unificação, no século II, até sua proclamação como República pelo Kuomintangem 
1911. Durantea Dinastiade Hando Imperador P’ing (202-221 a.C.), seus funcionários 
foram recrutados entre os confucionistas. As primeiras críticas ao Confucionismo 
surgiram com a República. Entre 1966 e 1976, durante a Grande Revolução Cultural 
Proletária, foi novamente atacado por contrariar os interesses comunistas. 
Atualmente, apesar de o comunismo banir todo tipo de religião, 25% da população 
chinesa afirma viver segundo a ética confucionista. Fora da China, o Confucionismo 
possui cerca de 6.3 milhões de adeptos, principalmente no Japão, na Coréia do Sul e 
em Cingapura. 
 
8.2 Crenças e Práticas Confucionistas 
8.2.1 Deus 
O Confucionismo não só crê que a natureza humana é divina e boa, como 
também todos os seus escritos fazem alusão à uma força suprema no mundo. Três 
expressões são usadas em sua referência: 
a) Shang Ti, que significa “Supremo Governador”. Esta expressão é uma 
designação pessoal, a qual nos Livros Sagrados do Oriente é sempre 
traduzida como “Deus;” 
b) Tien, que significa “Céu”. Esta expressão impessoal é usada para as 
supremas regras morais; 
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Confucionismo 
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c) Ming, que significa “Decreto”. Esta expressão impessoal também é usada 
em relação à ética e à fé no Ser Supremo. 
 
O culto e adoração ao “Supremo Governador” do mundo era conduzido pelos 
mais altos dirigentes da China, os imperadores, em favor da nação. Segundo a 
tradição, o poder e autoridade dos imperadores e reis chineses era concedido pelo 
céu. O culto era realizado regularmente todos os anos, depois da noite de solstício no 
inverno, no dia 22 de dezembro. 
Ofertas queimadas de novilho, de alimentos e de vinho; acompanhadas de 
música, luzes e procissões, eram oferecidas ao redor do grande e redondo altar de 
mármore branco, constituído de três níveis, e dedicado ao céu, ao sul da cidade de 
Pequim. Este é o maior altar que já existiu na história da humanidade. 
Ao norte de Pequim estava o altar dedicado à terra, porém este era de menos 
afluência. Inúmeras deidades são adoradas no Confucionismo, como o sol, a lua, 
imperadores, montanhas e rios importantes da China, sem mencionar o culto aos 
mortos (antepassados). 
 
8.2.2 Adoração dos Ancestrais 
A adoração aos antepassados, pelas famílias reais e pela plebe, é a prática da 
veneração do espírito dos mortos pelos familiares vivos em sinal de gratidão e 
respeito. Esta prática foi altamente promovida e praticada por Confúcio. Para isso, 
construíram-se templos onde se realizam ritos de sacrifícios aos mortos. Segundo 
ensinam, pessoas importantes e de destaque, depois de mortos, poderiam influenciar, 
ajudar e iluminar os imperadores, governantes e o povo. 
A existência do espírito destes antepassados, segundo eles, depende da atenção 
dada pelos seus familiares. Também creem que o espírito dos mortos pode controlar 
o êxito dos indivíduos com prosperidade, filhos e harmonia. Para isso, a família deve 
prover tudo o que for necessário para que os antepassados vivam além-túmulo, de 
maneira similar aos vivos. Isto inclui a colocação de alimento, armas de guerra e 
diferentes utensílios nos túmulos, ou em festivais especiais. Se isto não for oferecido, 
eles creem que os espíritos virão em forma de fantasma e trarão males àqueles que 
estão vivos. Até hoje, o povo celebra o Festival dos Fantasmas (espíritos) Famintos. O 
ofertante coloca alimento e vinho em frente a sua casa para satisfazer o espírito dos 
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Confucionismo 
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antepassados, cujos descendentes vivos não têm tido cuidado por eles. 
Consequentemente, o povo vive sob o medo dos mortos. 
 
8.2.3 Piedade Filial 
Prática chinesa da lealdade e devoção dos membros mais novos da família aos 
mais velhos, denominada de Hsaio. Todo filho deve ser leal e devoto à sua família. É 
esperado que o filho ame e reverencie seus pais enquanto estiverem vivos, e que chore 
e os lamente depois de mortos. 
Este é o dever fundamental de todo o homem, segundo o Confucionismo. 
 
8.2.4 Geomancia 
Prática de adivinhação que se faz deitando pó de terra sobre uma mesa e 
examinando as figuras que se formam. Também chamada de Feng Shui ou 
Prognosticismo. Essa prática envolve a observação dos trovões, relâmpagos, voo dos 
pássaros, e tudo o que se refere ao céu. 
 
8.3 Sucessores de Confúcio 
Entre os sucessores de Confúcio destacam-se Mêncio Meng- tseu (371-289 a.C) 
e Hsun-tzu (315-236 a.C.). Mêncio partiu do conceito confuciano de benevolência para 
desenvolver a doutrina da bondade inata do homem, a qual precisa ser descoberta e 
aprimorada por meio da meditação. Hsun-tzu, ao contrário, defende a teoria da 
maldade inata. Segundo ele, o homem é mau e indisciplinado por natureza e somente 
as regras e leis podem possibilitar a vida social. 
 
8.4 Processo da Deificação de Confúcio 
Desde o início da era cristã, iniciou-se uma veneração oficial a Confúcio. Por 
séculos em Pequim, tanto os imperadores chineses como os mandarins adoravam e 
faziam rituais de ofertas e sacrifícios à Confúcio. Uma média de 62.606 animais eram 
oferecidos anualmente nos altares de mais de 1.560 templos em toda China. Click aqui 
para acessar o suntuoso templo em Taiching (960-1279), dedicado à Confúcio. O 
Confucionismo deixou de ser um sistema ético e se tornou uma religião. 
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Confucionismo 
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8.5 Os Cinco Clássicos 
a) Shu Ching (Livro dos Documentos), sobre a organização política de cinco 
dinastias da China; 
b) I Ching (Livro das Mutações), sobre a metafísica; 
c) Li Ching (Livro das Cerimônias), sobre a visão social; 
d) Shi Ching (Livro das Poesias), sobre a antologia secular e religiosa; 
e) Chun-Chiu (Anais das Primaveras e Outonos), sobre a história da China. 
 
a) Os Quatro Livros 
a) Ta Hsio (Grande Aprendizado), ensinamentos sobre a virtude; 
b) Chung Yung (Doutrina do Meio), ensinamentos sobre a moderação 
perfeita; 
c) Lun Yu (Anacletos), coleção das máximas de Confúcio, seus princípios 
éticos; 
d) Meng-Tze (Mêncio), obra do grande expositor de Confúcio. 
 
No Confucionismo não existe igrejas, clero, ou credo. Entretanto, a religião 
influencia as formas de pensamento, educação e governo do povo chinês. De 125 a 
1905 d.C., os membros da classe de servidores públicos dos mandarins eram 
nomeados para os postos governamentais, com base no exame dos clássicos de 
Confúcio. Este sistema permitiu que muitos indivíduos de procedência humilde 
atingissem a proeminência e premiou a honestidade do governador e do súdito. 
 
8.6 A vida além da morte 
Entre as várias práticas rituais, privilegia-se o culto aos antepassados, 
considerado a base primordial da “religião dos chineses”. Os mortos não se 
transformam em divindades mas são veneradoscomo antepassados que ainda 
pertencem àfamília ou ao clã. 
O culto é presidido pelo chefeda família ou do clã e realizado numa sala-templo 
ou simplesmente diante do altar, colocado no interior da casa, sobre o qual são 
expostas as tabuinhas com o nome dos antepassados. 
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Isso alimenta a piedade filial, que se prolonga além da morte,não somente como 
maneira de superar o trauma da dor, mas, sobretudo, como maneira de reintegrar o 
defunto à unidade familiar: o antepassado continua sobrevivendo e tendo seu lugar 
nas gerações futuras. 
O objetivo é perpetuar e reforçar a organização familiar e do clã, que poderia se 
perder com o passar do tempo e das gerações, mantendo viva, na consciência do 
indivíduo, sua pertença a um grupo histórico mais amplo. 
 
8.7 Confúcio continua vivo 
“Nós queremos utilizar os ensinamentos de Confúcio para acelerar os programas 
de modernização”. Assim falou o presidente da “Sociedade Chinesa para a Educação” 
num encontro nacional em 1984. Dez anos antes, os ativistas da “Revolução Cultural” 
quiseram arrancar pela raiz toda tradição confucionista, destruindo até o túmulo do 
sábio. Depois da morte de Mao Tse-tung (nove de setembro de 1976), Confúcio voltou 
a dominar, em sentido moral, a vida da China. Hoje, até as máximas autoridades 
políticas lembram Confúcio, apresentam-no como símbolo da identidade chinesa e 
consideram suas ideias uma ajuda muito válida para a modernização do país. 
 
8.8 Refutações apoiadas nas verdades bíblicas 
8.8.1 Quanto a natureza humana 
De acordo com o Confucionismo a “natureza humana é divina e boa”. Contudo, 
ao observarmos a Bíblia percebemos que, embora a criação do ser humano tenha sido 
perfeita na sua natureza física, psíquica e espiritual, o pecado o destituiu da posição 
primacial diante de Deus, tornando-o depravado moralmente, morto espiritualmente 
e condenado a perdição eterna, Gn 1.27; 2.20,24; 3.6; Is 59.2; Rm 5.12; Ef 2.1-3. Paulo 
ao escrever aos Romanos afirma: 
Pelo que, como por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado, a 
morte, assim também a morte passou a todos os homens, por isso que todos pecaram. 
Porque até à lei estava o pecado no mundo, mas o pecado não é imputado não 
havendo lei. No entanto, a morte reinou desde Adão até Moisés, até sobre aqueles 
que não pecaram à semelhança da transgressão de Adão, o qual é a figura daquele 
que havia de vir (Rm 5.12). 
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Através da transgressão e queda de Adão, o pecado como princípio ou poder 
ativo conseguiu penetrar na raça humana (Rm 5.17,19; Gn 3; 1Co 15.21,22). Duas 
consequências decorrem disso: 
1 O pecado e a corrupção penetraram no coração e na vida de Adão; 
2 E Adão transmitiu a natureza pecaminosa ao gênero humano, 
corrompendo todas as pessoas nascidas a partir de então. Todos os seres 
humanos passaram a nascer propensos ao pecado e ao mal (Rm 5.19; 1.21; 
7.24; Gn 6.5,12; 8.21; Sl 14.1-3; Jr 17.9; Mc 7.21,22; 1Co 2.14; Gl 5.19-21; Ef 
2.1-3; Cl 1.21; 1Jo 5.19). 
 
Paulo não explica como o pecado de Adão é transmitido aos seus descendentes. 
Nem diz que toda a humanidade estava presente em Adão e que assim ela participou 
do seu pecado e por isso herda a sua culpa. Paulo não diz, em nenhum lugar, que 
Adão foi o cabeça coletivo dos seus descendentes, nem que o pecado de Adão foi-
lhes imputado. Todos são culpados diante de Deus por causa dos seus próprios 
pecados pessoais, porque “todos pecaram” (Rm 5.12). O único ensino no tocante a 
isso, que tem apoio bíblico, é que homens e mulheres herdam uma natureza moral 
corrupta, bem como a propensão para o pecado e o mal (Rm 6.1). 
 
8.9 Deidades adoradas no Confucionismo 
Inúmeras deidades são adoradas no Confucionismo, como o sol, a lua, 
imperadores, montanhas e rios importantes da China, sem mencionar o culto aos 
mortos (antepassados). 
Entretanto, encontramos na Palavra de Deus que a verdadeira adoração consiste 
nos atos e atitudes que reverenciam e honram a majestade do grande Deus do céu e 
da terra. Sendo assim, a adoração concentra-se em Deus, e não no ser humano. No 
culto cristão, nós nos acercamos de Deus em gratidão por aquilo que Ele tem feito 
por nós em Cristo e através do Espírito Santo. A adoração requer o exercício da fé e o 
reconhecimento de que Ele é nosso Deus e Senhor. A Bíblia recomenda “dai ao 
SENHOR a glória devida ao seu nome; adorai o SENHOR na beleza da sua santidade 
(Sl 29.2); adorai ao SENHOR na beleza da sua santidade; tremei diante dele todos os 
moradores da terra” (Sl 96.9) 
 
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8.9.1 Atributos divinos no Confucionismo 
De acordo com a doutrina de Confúcio, ele recebeu “atributos divinos” à medida 
que os governantes chineses se estabeleciam no poder. Paulatinamente ele foi 
“crescendo em divindade”. Contudo, não se deu assim com Deus, pelo contrário, todos 
os seus atributos são exclusivos dEle. 
 
9 Espiritismo 
“A palavra ‘espiritismo’ tem sua origem no vocábulo francês espiritisme. É uma 
doutrina filosófico-religiosa ‘baseada na crença da comunicação entre os vivos e os 
mortos’” (Pequeno Dicionário da Língua Portuguesa, Celso Pedro Luft). 
Segundo o Aurélio, é uma “doutrina baseada na crença da sobrevivência da alma 
e da existência de comunicações, por meio da mediunidade, entre vivos e mortos, 
entre os espíritos encarnados e os desencarnados”. Esta última definição engloba os 
dois aspectos básicos do espiritismo: a comunicação com os mortos e a reencarnação 
– doutrinas antibíblicas e anticristãs. 
 
9.1 Segundo a Doutrina espírita 
O espírito é a individualização do princípio inteligente do Universo. Quando 
encarnado - ou seja, vestido de um corpo humano - é chamado de alma, nesta 
situação alma e espírito são as mesmas coisas. A reencarnação, segundo o espiritismo, 
é o processo de autoaperfeiçoamento porque passam todos os espíritos. Para os 
espíritas, o estado natural do espírito seria o de liberdade em relação à matéria, ou 
seja, a condição de desencarnado. Nesta situação, o espírito mantém a sua 
personalidade e suas características individuais. 
 
9.2 Origens do Espiritismo 
O espiritismo, enquanto tentativa de contato com os mortos, faz parte da 
tradição de vários povos, como os egípcios, caldeus, hindus, assírios etc. 
O espiritismo que hoje se expande no Brasil e no mundo nada mais é do que a 
continuação da necromancia e do ocultismo praticados pelos povos antigos (Porque 
Deus Condena o Espiritismo, Jefferson Magno Costa, p.20). 
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O movimento compreende várias tendências ou manifestações, desde a 
umbanda, quimbanda e demais manifestações afro-brasileiras, passando por 
organizações místicas e de caridade, até o espiritismo de mesa ou Kardecismo - este 
iniciado em 1857, quando foi publicado o Livro dos Espíritos, pelas mãos de Allan 
Kardec. Para ele, espírita “é todo aquele que acredita nas manifestações dos espíritos” 
(Livro dos Médiuns, p.44). 
As práticas espiritualistas envolvendo o ocultismo são bem antigas. Deus instruiu 
o povo de Israel, antes de sua entrada na terra de Canaã, que não imitasse as 
“abominações” que eram praticadas ali, como consultar os mortos (Dt 18.9-11). 
No dia 23 de março de 1848, na vila de Hydesville, Estado de Nova Iorque, EUA, 
as irmãs Margarida e Catarina Fox tiveram experiências estranhas, comunicando-se 
com espíritos malignos. Segundo GASSON (p. 47), a mensagem “dos espíritos” dizia 
que elas deveriam proclamar a “nova era” ao mundo. E que “Quando cumprirem seus 
deveres, Deus as protegerá e os bons espíritos permanecerão em vigilância para com 
vocês”. 
As jovens trabalharam 30 anos e não foram protegidas pelos “bons espíritos”. Ao 
contrário, Margarida morreu como alcoólatra. Ela disse que: 
O espiritismo é uma praga. Deus tem posto sua marca contra ele. (...)O 
espiritismo tem sido e será sempre uma praga e uma armadilha para 
aqueles que nele se metem. Homem algum ou mulher alguma de bom 
juízo pode pensar de outro modo (Mensageiro da Paz, n° 1.190, de junho 
de 1986). 
 
Em 25 de maio de 1888, o jornal nova-iorquino New York Herald publicou carta 
de Margarida Fox Kane, em que ela dizia: “O espiritismo é fraude do princípio ao fim. 
É a maior impostura do século” (idem). 
Tempos depois, jornais americanos publicaram reportagem em que as 
fundadoras do espiritismo moderno desdisseram o que falaram contra o espiritismo, 
por pressão de grupos revoltados contra elas. Mas, morreram em condições morais 
deploráveis, sem a proteção dos “bons espíritos”. 
 
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9.3 As Doutrinas Espíritas e a Bíblia 
Os espíritas não consideram a Bíblia a Palavra de Deus Allan Kardec dizia que “a 
Bíblia e um livro anticientífico, que se baseia em costumes que já não são os nossos” 
(Gênese, p. 87). 
Mas, a Bíblia diz: “Seca-se a erva, e caem as flores, mas a palavra de nosso Deus 
subsiste eternamente” (Is 40.8). “O céu e a terra passarão, mas as minhas palavras não 
hão de passar” (Mt 24.35). Negar a autenticidade da Bíblia, como livro de Deus, é 
característica de seitas ou religiões heréticas. 
 
9.4 Comunicação com os Mortos 
É o maior “charme” da doutrina espírita nos tempos modernos. Ensinam que os 
vivos podem, através de médiuns, entrar em contato com entes queridos que 
morreram. 
Entretanto, a Bíblia condena veementemente tal prática: “Entre ti se não achará... 
nem adivinha- dor, nem prognosticador, nem agoureiro, nem feiticeiro, nem 
encantador de encantamentos, nem quem consulte um espírito adivinhante, nem 
mágico, nem quem consulte os mortos” (Dt 18.10,11). 
A Bíblia condena invocar “espíritos familiares” (Is 8.19,20). “Mas o Espírito 
expressamente diz que, nos últimos tempos, apostatarão alguns da fé, dando ouvidos 
a espíritos enganadores e a doutrinas de demônios” (1Tm 4.1 e 2Tm 2.13). 
 
9.5 Reencarnação 
De acordo com Allan Kardec, reencarnar é “Nascer, morrer, renascer ainda e 
progredir sem cessar, tal é a lei” (O Livro dos Espíritos, p. 84). 
Os proponentes da reencarnação distorcem o texto bíblico ao propor que o Novo 
Nascimento é reencarnação, reportando-se ao diálogo entre Jesus e Nicodemos. 
Porém, em João 3.3-5, Jesus fala da regeneração, do nascer da água e do Espírito. Ou 
seja, “o que é nascido da carne é da carne e o que é nascido do Espírito é espírito” (Jo 
3.16). A reencarnação, de acordo com o kardecismo, só é possível na carne. 
E outra afirmação de que João Batista era Elias, não suporta ao exame sério das 
Escrituras. Por que Elias jamais poderia reencarnar? Porque ele não morreu, logo não 
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desencarnou (2Rs 2.11). A expressão “no espírito de Elias” (Lc 1.17) não é o mesmo 
que reencarnação, pois o próprio João afirmou não ser Elias (Jo 1.21). O que se tem 
são características pessoais e ministeriais, porque ambos eram profetas. 
Por fim, a Bíblia ensina que: “E, como aos homens está ordenado morrerem uma 
vez, vindo, depois disso, o juízo”, Hb 9.27. A reencarnação rejeita a salvação através 
de Cristo. A salvação não vem pelas obras (Ef 2.8,9). 
 
9.6 O que dizer das Curas do Espiritismo? 
Elas são atribuídas aos “espíritos guias”, ou seja, a pessoas que já morreram e se 
comunicariam com os vivos. 
Em tais eventos, a glória não é para Jesus, para Deus ou para o Espírito Santo. 
Jesus disse: “... Muitos me dirão naquele Dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós 
em teu nome? E, em teu nome, não expulsamos demônios? E, em teu nome, não 
fizemos muitas maravilhas? E, então, lhes direi abertamente: Nunca vos conheci; 
apartai-vos de mim, vós que praticais a iniquidade” (Mt 7.21-23). 
 
9.7 Allan Kardec era racista 
Aceitando a teoria da evolução biológica, Allan Kardec também tem sua “teoria 
da evolução” dos espíritos. Diz o codificador do espiritismo: “Os negros [...] são uma 
raça inferior, quer dizer, primitiva; são verdadeiras crianças às quais pode-se ensinar 
muita coisa...” (Revista Espírita, 1862, pp. 97-105). 
 
9.8 O Espiritismo prega a Destruição do Cristianismo 
Allan Kardec disse: É por esse motivo que temos sentido ser nosso dever, como 
amigo sincero do Espiritismo, mostrar o que é o Cristianismo. [...] Se este sobreviver, 
o Espiritismo deve morrer; e se o Espiritismo tiver de sobreviver, o Cristianismo deve 
desaparecer. São a antítese um do outro... (Mmd and Matter, junho de 1880— grifo 
acrescentado; Seitas e Heresias, Raimundo de Oliveira, CPAD). 
Mas, Jesus Cristo afirmou: “Pois também eu te digo que tu és Pedro e sobre esta 
pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela”, 
Mt 16.18. 
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9.9 O Espiritismo Nega a Existência dos Demônios 
Enquanto o Espiritismo nega a existência dos demônios, a Bíblia por sua vez, fala 
deles, como tendo sido criados por Deus como anjos bons, porém, asemelhança do 
querubimungido desobedeceram a Deus e foram expulsos do céu (Jó 1.6-12; 2.1-7; 
1Pe 5.8) 
O Novo Testamento menciona categoricamente que muitas vezes pessoas 
sofrendo de opressão ou influência maligna de Satanás, estão assim devido a um 
espírito maligno que neles habita; menciona também o conflito de Jesus com os 
demônios. O Evangelho segundo Marcos, descreve muitos desses casos: 1.23- 
27,32,34,39; 3.10-12,15; 5.1-20; 6.7,13; 7.25-30; 9.17-29; 16.17. 
Os demônios são seres espirituais com personalidade e inteligência. Como 
súditos de Satanás, inimigos de Deus e dos seres humanos (Mt 12.43-45), são 
malignos, destrutivos e estão sob a autoridade de Satanás. São a força motriz que está 
por trás da idolatria, de modo que adorar falsos deuses é praticamente o mesmo que 
adorar demônios (1Co 10.20). 
O Novo Testamento mostra que o mundo está alienado de Deus e controlado 
por Satanás (Jo 12.31; 2Co 4.4; Ef 6.10-12). Os demônios são parte das potestades 
malignas; o cristão tem de lutar continuamente contra eles (Ef 6.12). 
Os demônios podem habitar no corpo dos incrédulos, e, constantemente, o 
fazem (Mc 5.15; Lc 4.41; 8.27,28; At 16.18) e falam através das vozes dessas pessoas. 
Escravizam tais indivíduos e os induzem à iniquidade, à imoralidade e à destruição. 
Podem causar doenças físicas (Mt 9.32,33; 12.22; 17.14-18; Mc 9.17-27; Lc 13.11,16), 
embora nem todas as doenças e enfermidades procedam de espíritos maus (Mt 4.24; 
Lc 5.12,13). 
Aqueles que se envolvem com espiritismo e magia (feitiçaria) estão lidando com 
espíritos malignos, o que facilmente leva à possessão demoníaca (At 13.8-10; 19.19; 
Gl 5.20; Ap 9.20,21). Os espíritos malignos estarão grandemente ativos nos últimos 
dias desta era, na difusão do ocultismo, imoralidade, violência e crueldade; atacarão a 
Palavra de Deus e a sã doutrina (Mt 24.24; 2Co 11.14,15; 1Tm 4.1). O maior surto de 
atividade demoníaca ocorrerá através do Anticristo e seus seguidores (2Ts 2.9; Ap 
13.2-8; 16.13,14). 
 
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9.10 O Espiritismo Nega que a Morte e Cristo Sirva para Expiar Pecados 
Embora a Bíblia diga “que por um homem entrou o pecado no mundo” (Rm 5.12), 
e afirme que “o pecado distancia o homem de Deus” (Is 59.2); e que o pecado atingiu 
a toda a raça humana (Ec 7.20; Rm 3.23), por sua vez o espiritismo afirma que: 
Arrependimento, expiação e reparação são as três condições necessárias para 
apagar os traços de uma falta e suas consequências […] A expiação consiste nos 
sofrimentos físicos e morais, que são a consequência da falta cometida, seja desde a 
vida presente, seja, depois da morte, na vida espiritual, seja em nova existência 
corporal, até que os traços da falta tenham se apagado (1ª Parte–Doutrina; Cap.VII–
As Penas Futuras Segundo o Espiritismo; Código Penal da Vida Futura; §§16º,17º; p. 
81,82).” (KARDEC, Allan; A Gênese; Instituto de Difusão Espírita; 13ª edição; Araras, SP; 
1998). 
A Bíblia é enfática em afirmar que a remissão dos pecados foi realizada por 
intermédio do sacrifício de Cristo na cruz (Jo 1.29; Rm 3.23-26; Ef 1.7; 1Jo 1.7; Ap 1.5). 
A expiação das faltas cometidas é efetuada exclusivamente por Jesus (Jo 1.29,36; At 
4.11,12; 1Ts 1.10; 1Tm 2.5,6; 1Pe 2.24; Mt 1.21; Lc 1.77; 24.47; Jo 1.29; 8.24; At 2.38; 
3.19; 5.31; 10.43; 22.16; 1Co 15.17; Cl 1.14; 1Pe 3.18), para exibir a graça e a misericórdia 
de Deus (Rm 8.32; Ef 2.4,5,7; 1Tm 2.4; Hb 2.9) e o seu amor pela humanidade (Jo 3.16; 
Rm 5.8; 1Jo 4.9,10). 
A expiação feita voluntariamente por Cristo (Hb 10.5-9; Jo 10.11,15,17,18) 
demonstra, também, o seu grande amor (Jo 15.13; Gl 2.20; Ef 5.2,25; Ap 1.5). A fé na 
expiação dos pecados por Cristo é indispensável para a sua eficácia na vida de uma 
pessoa (Rm 3.25; Gl 3.14,15), o que irá complicar fatalmente a situação dos espíritas. 
 
9.11 O Espiritismo Nega a Ressurreição do Corpo 
A doutrina espírita não comporta a crença na “Ressurreição dos mortos” e sim na 
“Reencarnação do espírito”. A ressurreição é doutrina bíblica, a reencarnação não é 
bíblica e sim antibíblica. 
demais os espíritas não aceitam o sacrifício de Jesus como obra expiatória, pois 
preferem conquistar o favor de Deus por meio de obras de caridade. Apesar de a 
filantropia ser algo muito bom, não é por meio de nossas obras que obtemos a graça 
de Deus uma vez que nossa justiça não tem valor para Deus e, a justiça divina consiste 
em que o Cordeiro de Deus catalizou toda a ira sobre si, retirando-a de sobre os 
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pecadores, para que todo aquele que nele crer, não seja condenado à segunda morte 
(a morte da alma), mas que tenha a vida eterna. 
A Bíblia dá por certa duas ressurreições, primeiro a dos justos, daqueles que 
servem a Deus (1Ts 4.16,17; Ap 20.5,6), virão num corpo glorioso, igual ao de Cristo 
(1Co 15.48-54) – A outra ressurreição se dará no Juízo Final (Ap 20.11,12). 
 
9.12 O Espiritismo não crê que Jesus Ressuscitou 
Observando-se as circunstâncias que acompanharam as suas diversas aparições, 
reconhece-se nele, nesses momentos, todos os caracteres de um ser fluídico. Ele 
apareceria inopinadamente e desapareceria do mesmo modo; foi visto por uns e não 
pelos outros sob aparências que não o fazem reconhecer, mesmo por seus discípulos; 
mostra-se em lugares fechados onde um corpo carnal não poderia penetrar […] Jesus, 
portanto, mostrou-se com seu corpo perispiritual […]; eles viam Jesus e o tocavam, 
para eles deveria ser um corpo ressuscitado (Cap. XV – Os Milagres do Evangelho; §61; 
p.61).” 
AressurreiçãodeCristo,nomesmocorpo(Lc24.39),foipredita pelos profetas (Sl 
16.10 com At 2.25-31 e 13.34,35); e pelo próprio Jesus (Mt 16.21; 20.19; 26.32) e assim, 
veio a se concretizar (Mt 28.6). 
A sua ressurreição foi efetuada pelo poder de Deus (At 2.24; 3.15; Rm 8.11; Ef 
1.20; Cl 2.12), pelo seu próprio poder (Jo 2.12; 10.17,18) e pelo poder do Espírito Santo 
(1Pe 3.18). Era necessária para o perdão dos pecados (1Co 15.17), para a justificação 
(Rm 4.25; 8.34), para a eficácia da fé (1Co 15.14,17), para provar que Ele é o Filho de 
Deus (Sl 2.7 com At 13.33; Rm 1.4). A ressurreição de Cristo é um princípio básico do 
Evangelho (1Co 15.13,14) e a sua verdade central (At 2.23,24; 3.14,15; 4.33; 10.39-41; 
17.2,3; Rm 1.4; Rm 10.9; 1Pe 1.3). 
O corpo físico de Jesus não pode ter desaparecido com a finalidade de fomentar 
uma falsa ressurreição, tendo em vista que o seu túmulo permaneceu selado e vigiado 
por sentinelas o tempo inteiro (Mt 27.62-66). 
 
9.13 O Espiritismo Nega a Existência de Céu 
A felicidade dos espíritos bem-aventurados não consiste na ociosidade 
contemplativa, que seria, como temos dito muitas vezes, uma eterna e fastidiosa 
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inutilidade (O Céu e o Inferno, p. 722. Editora Opus Ltda., 2ª edição especial, 1985). 
Os espíritas zombam da ideia do céu como lugar de felicidade eterna. Costumam 
citar João 14.2: “Na casa de meu Pai há muitas moradas; se não fosse assim, eu vo-lo 
teria dito. Vou preparar-vos lugar”. E dizem: “A casa de meu Pai é o Universo; as 
diversas moradas são os mundos que circulam no espaço infinito e oferecem estâncias 
adequadas ao seu adiantamento” (O Evangelho Segundo o Espiritismo, p. 556. Opus 
Ltda., 1985). 
Em que se deve entender a palavra céu? Achais que seja um lugar, como 
aglomerados, sem outra preocupação que a de gozar, pela eternidade toda, de uma 
felicidade passiva? Não; é o espaço universal; são os planetas, as estrelas (O Livro dos 
Espíritos, p. 250. Opus Ltda., 1985). 
O texto citado de João 14.2 conclui da seguinte forma: vou preparar-vos lugar; e 
no versículo 3 afirma: para que onde eu estiver estejais vós também. Ora, daí se nota 
que, primeiro, o céu é um lugar e, segundo, os que pertencem a Jesus estarão no 
mesmo lugar onde Jesus foi. E sabemos que Ele foi para o céu e sentou-se à direita 
de Deus (Mc 16.19; Hb 8.1; Ap 3.21). Jesus prometeu mais que os seus estariam onde 
Ele estivesse (Jo 17.24). Paulo falou da sua esperança celestial (Fp 3.20-21); o mesmo 
falou Pedro (1Pe 1.3). 
Enquanto os Espíritas negam a existência do Céu, a Bíblia por sua vez, deixa claro 
que a realidade do mesmo é incontestável! O Céu é descrito como: 
a) Lugar eterno: “Sabemos que, se a nossa casa terrestre deste 
tabernáculo se desfizer, temos da parte de Deus um edifício, casa 
não feita por mãos, eterna, nos céus.” (2Co 5.1); “O teu trono, ó Deus, 
é para todo o sempre; cetro de equidade é o cetro do teu reino” (Sl 
45.6); 
b) Alto lugar: “Porque assim diz o Alto, o Sublime, que habita a 
eternidade, o qual tem o nome de Santo: Habito no alto e santo 
lugar, mas habito também com o contrito e abatido de espírito, para 
vivificar o espírito dos abatidos e vivificar o coração dos contritos” 
(Is 57.15); 
c) Lugar de paz, sem fome, sem tristeza, dores e choro: “Jamais 
terão fome, nunca mais terão sede, não cairá sobre eles o sol, nem 
ardor algum, pois o Cordeiro que se encontra no meio do trono os 
apascentará e os guiará para as fontes da água da vida. E Deus lhes 
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enxugará dos olhos toda lágrima” (Ap 7.16,17). 
 
O Céu não é simbólico ou um estado de espírito. É real, é lugar em vida: 
a) Enoque: “Pela fé, Enoque foi trasladado para não ver a morte; não foi 
achado, porque Deus o trasladara. Pois, antes da sua trasladação, obteve 
testemunho de haver agradado a Deus” (Hb 11.5); 
b) Elias: “Indo eles andando e falando, eis que um carro de fogo, com cavalos 
de fogo, os separou um do outro; e Elias subiu ao céu num redemoinho” 
(2Rs 2.11); 
c) O Senhor Jesus retornou para lá: “Varões galileus, por que estais olhando 
para as alturas? Esse Jesus que dentre vós foi assunto ao céu virá do modo 
como o vistes subir” (At 1.1). 
 
A Bíblia descreve homens que foram arrebatados e contemplaram os céus: 
a) Estevão: “Mas Estevão, cheio do Espírito Santo, fitou os olhos no céu e viu 
a glória de Deus e Jesus, que estava à sua direita, e disse: Eis que vejo os 
céus abertos e o Filho do Homem, em pé à destra de Deus” (At 7:55,56); 
b) Paulo: “Se é necessário que me glorie, ainda que não convém, passarei às 
visões e revelações do Senhor. Conheço um homem em Cristo que, há 
catorze anos, foi arrebatado até ao terceiro céu (se no corpo ou fora do 
corpo, não sei, Deus o sabe) e sei que o tal homem (se no corpo ou fora 
do corpo, não sei, Deus o sabe) foi arrebatado ao paraíso e ouviu palavras 
inefáveis, as quais não é lícito ao homem referir” (2Co 12.1-4); 
c) João: “Achei-me em espírito, no dia do Senhor, e ouvi, por detrásde mim, 
grande voz, como de trombeta, dizendo: O que vês escreve em livro e 
manda às sete igrejas: Éfeso, Esmirna, Pérgamo, Tiatira, Sardes, Filadélfia e 
Laodicéia. Voltei-me para ver quem falava comigo e, voltado, vi sete 
candeeiros de ouro e, no meio dos candeeiros, um semelhante a filho de 
homem, com vestes talares e cingido, à altura do peito, com uma cinta de 
ouro. A sua cabeça e cabelos eram brancos como alva lã, como neve; os 
olhos, como chama de fogo; os pés, semelhantes ao bronze polido, como 
que refinado numa fornalha; a voz, como voz de muitas águas. Tinha na 
mão 
 
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direita sete estrelas, e da boca saía-lhe uma afiada espada de dois gumes. O seu 
rosto brilhava como o sol na sua força. Quando o vi, caí a seus pés como morto. Porém 
ele pôs sobre mim a mão direita, dizendo: Não temas; eu sou o primeiro e o último e 
aquele que vive; estive morto, mas eis que estou vivo pelos séculos dos séculos e 
tenho as chaves da morte e do inferno” (Ap 1.10-18). 
 
9.14 O Espiritismo Nega a Existência do Inferno 
Apesar de crerem os espíritas que a lei do Carma determina as vidas sucessivas, 
e que ninguém prestará contas a Deus pelas faltas cometidas. Ao seu modo, 
entretanto, os espíritas não negam a existência do castigo após a morte. Mas, 
acreditam que o espírito só poderá ser castigado de duas maneiras: ou reencarnando 
para sofrer emuma nova existência, ou sofrendocomoespíritoerrante, no espaço. 
Esses, segundo eles, são os espíritos que “precisarão de luz” e de praticar caridade 
através do corpo dos médiuns, que enganosamente se entregam à possessão desses 
seres astutos, que não passam de demônios. 
Ora, admitindo esse sistema de castigo, todos os doutrinadores do espiritismo 
se veem diante da necessidade de negar a existência do inferno, jamais aceitando que 
será para lá que irão aqueles que morrerem em seus delitos e pecados. Eis como se 
posiciona Allan Kardec diante desse assunto: 
O espiritismo não nega, antes confirma a penalidade futura. O que o espiritismo 
destrói é o inferno localizado com suas fornalhas e penas irremissíveis. (O Céu e o 
Inferno, Feb, edição 33, 1985, p. 65) 
Na página 66, ele continua a sua negação do Inferno: 
Seja qual for a duração do castigo, na vida espiritual ou na terra, onde 
quer que se verifique, tem sempre um final, próximo ou remoto. Na 
realidade, não há para o espírito mais do que duas alternativas, a saber: 
punição temporária e proporcional à culpa e recompensa graduada 
segundo o mérito. Repele o espiritismo a terceira alternativa, da eterna 
condenação. O Inferno reduz-se à figura simbólica dos maiores 
sofrimentos cujo final é desconhecido. (O Céu e o Inferno, Feb, edição 33, 
1985, p. 66) 
 
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Diante da aceitação da existência do inferno, bradou furiosamente o sucessor de 
Kardec, Leon Denis: “Não acreditamos num Deus colérico e vingativo, mas em um 
Deus de justiça e infinita misericórdia. O Jeová sanguinário e terrível fez sua época. O 
Inferno implacável fechou-se para sempre”. (O invisível, FEB, edição 5, p. 400) 
Em sua discussão com o pastor Jerônimo Gueiros sobre a existência do Inferno, 
assim se expressou o polemista Carlos Imbassay na página 159 do livro À MARGEM 
DO ESPIRITISMO: 
Convença-se nosso irmão pastor de que a Bíblia não se refere ao sofrimento 
eterno do condenado. Se conseguissem convencer- nos de que é isso que a Bíblia 
afirma, nós a renegaríamos como falsa; e se nos provassem que ela é autêntica, nós 
renegaríamos o próprio Deus, porque não podemos adorar uma entidade cujos 
sentimentos de amor, justiça e misericórdia sejam inferiores aos nossos. E se há um 
Deus capaz de condenar uma de suas criaturas a sofrer eternos horrores por uma falta 
momentânea, cometida seja contra quem for, então esse Deus está muito abaixo da 
sola dos nossos sapatos. Nós nos julgaremos, por isso, muito superiores a um tal Deus! 
Isto mostra claramente qual é a verdadeira natureza do espiritismo. Satanás tem-
se esforçado para levar os homens a acreditarem que Deus é um velhinho de longas 
barbas, muito “bonzinho”, cheio de presentes para dar a todos, e incapaz de castigar 
alguém com severidade, pois não sabe ser justo tanto quanto misericordioso. 
Enquanto os Espíritas negam a existência do Inferno, a Bíblia deixa claro que a 
realidade do mesmo é incontestável! O Inferno é descrito como: 
a) Castigo eterno: “E irão estes para o castigo eterno, orém os justos, para a 
vida eterna” (Mt 25.46); 
b) Fogo eterno: “Então, o Rei dirá também aos que estiverem à sua esquerda: 
Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o diabo 
e seus anjos” (Mt 25.41); 
c) Chamas eternas e Fogo devorador: “Os pecadores em Sião se 
assombram, o tremor se apodera dos ímpios; e eles perguntam: Quem 
dentre nós habitará com o fogo devorador? Quem dentre nós habitará 
com chamas eternas?” (Is 33.14); 
d) Fornalha acesa: “Mandará o Filho do Homem os seus anjos, que ajuntarão 
do seu reino todos os escândalos e os que praticam a iniquidade e os 
lançarão na fornalha acesa; ali haverá choro e ranger de dentes [...] Assim 
será na consumação do século: sairão os anjos, e separarão os maus dentre 
os justos, e os lançarão na fornalha acesa; ali haverá choro e ranger de 
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dentes” (Mt 13.41,42,49,50); 
e) Lago de fogo: “E, se alguém não foi achado inscrito no Livro da Vida, esse 
foi lançado para dentro do lago de fogo” (Ap 20.15); 
f) Fogo e enxofre: “Seguiu-se a estes outro anjo, o terceiro, dizendo, em 
grande voz: Se alguém adora a besta e a sua imagem e recebe a sua marca 
na fronte ou sobre a mão, também esse beberá do vinho da cólera de Deus, 
preparado, sem mistura, do cálice da sua ira, e será atormentado com fogo 
e enxofre, diante dos santos anjos e na presença do Cordeiro” (Ap 14.9,10); 
g) Fogo que não apaga: “A sua pá, ele a tem na mão e limpará 
completamente a sua eira; recolherá o seu trigo no celeiro, mas queimará 
a palha em fogo inextinguível” (Mt 3.12); 
h) Lugar de punição: “Ora, se Deus não poupou anjos quando pecaram, 
antes, precipitando-os no inferno, os entregou a abismos de trevas, 
reservando-os para juízo” (2Pe 2.4); 
i) Lugar de tormento: “No inferno, estando em tormentos, levantou os 
olhos e viu ao longe a Abraão e Lázaro no seu seio” (Lc 16.23). 
 
10 Teosofia 
A palavra Teosofia é de origem grega, “theos” (Deus), e “sophos” (sabedoria), 
significando literalmente “sabedoria divina”, ou “conhecimento divino”. 
De acordo com a Wikipédia: A Teosofia é um corpo de conhecimento que 
sintetiza Filosofia, Religião e Ciência. Embora essa afirmação não seja reconhecida 
universalmente, mas apenas por simpatizantes do ocultismo, pois creem que tanto 
hoje como na antiguidade, a Teosofia se constitui na sabedoria universal e eterna 
presente nas grandes religiões, filosofias e nas principais ciências da humanidade, e 
pode ser encontrada na raiz ou origem, em maior ou menor grau, dos diversos 
sistemas de crenças ao longo da história. (http://pt.wikipedia.org/) 
A teosofia foi apresentada ao mundo moderno por Helena Blavatsky, no final do 
século XIX, e desde então vem sendo divulgada por teosofistas em diversos países. 
Com seu caráter interdisciplinar, a teosofia proporciona uma ponte entre as diversas 
culturas e tradições religiosas. Segundo Blavatsky, “Teosofia é conhecimento divino 
ou ciência divina.” (Blavatsky, Helena. A Chave Para a Teosofia, Editora Teosófica, 
Brasília, 2004) 
[...] Saber Divino”, θεοσοφία (Theosophia) é Sabedoria dos deuses, como 
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θεογονία (Theogonia), genealogia dos deuses. A palavra θεός, em grego significa um 
deus, um dos seres divinos, e de modo nenhum “Deus”, no sentidoque atualmente 
damos a esse termo. (Blavatsky, Helena. A Chave Para a Teosofia, Editora Teosófica, 
Brasília, 2004) 
A fundação da Sociedade Teosófica (17 de novembro de 1875), teve a 
participação de H. S. Olcott e de W. Q. Judge. Blavatsky escreveu várias teorias que 
disse ter recebido dos “mahatmas” ou mestres da Índia antiga. A Sociedade Teosófica 
cresceu rapidamente na Europa e nos Estados Unidos, seus dois adeptos mais 
influentes foram Annie Besant e Rudolf Steiner. 
Depois da morte de Madame Blavatsky, em 1891, houve uma batalha para a 
liderança da sociedade, da qual Annie Besant emergiu como líder na Europa e Ásia, 
ao passo que W. Q. Judge dirigiu o movimento nos Estados Unidos. Sob Besant a 
sociedade prosperou. Em 1911 apresentou Krishnamurti, seu filho adotivo, como o 
mais recente Messias encarnado, ao redor de quem ela funda a Ordem da Estrela da 
Índia. Ação que parece ter provocado Steiner, quem, com um número grande de 
seguidores se afastou da Sociedade Teosófica e fundou a Sociedade Antroposófica. 
As várias divisões e subdivisões continuaram desde aquele tempo e influenciou 
numerosas figuras literárias. Os grupos continuam a transmitir as publicações e os 
ensinos Teosóficos, disseminando-os por todo o mundo. 
 
10.1 Princípios e ensinos do teosofismo 
Em princípio, o teosofismo é um sistema religioso completamente sincretista, isto 
é, reúne um pouco de cada religião. Desta forma, ele pretende ser o fundamento das 
demais religiões. Alega ser a um só tempo uma religião, um sistema filosófico e uma 
ciência. Contudo, para saber o que o teosofismo realmente é, atente para os seus 
ensinamentos acerca dos seguintes assuntos: 
 
10.2 A respeito de Deus 
O teosofismo ensina que Deus é impessoal e que a Trindade de Deus é de nomes 
apenas: 
Deus é impessoal e a Trindade é apenas de nome, sendo constituída de 
Força, Sabedoria e Atividade. Ensina ainda que Deus tem uma quarta 
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pessoa que é feminina, que Ele se utiliza para poder manifestar-Se. A 
Segunda Pessoa da Trindade (Sabedoria) teria duas naturezas, uma 
espiritual: a Razão, e outra material: o Amor. Resumindo: Deus, no sentido 
espiritual, é composto de três pessoas: Força, Sabedoria e Atividade. Por 
outro lado, no sentido material, se manifesta através da Matéria. 
Na doutrina Teosófica “tudo é um”. Toda a realidade é um todo unitário. Ou seja, 
toda a realidade (e aqui estão incluídos Deus, a humanidade, o universo criado, a terra, 
o tempo e o espaço) faz parte do todo. Esta ideia é conhecida como monismo e é 
basicamente um conceito hinduísta. 
Por outro lado, a ideia bíblica de Deus envolve um Pai pessoal de amor, a quem 
os cristãos se dirigem chamando-o de “Aba, Pai” (Rm 8.15; Gl 4.6). Existem evidências 
que comprovam a natureza pessoal de Deus, pois Ele ouve (Êx 2.24; Sl 94.6), vê (Gn 
1.4), conhece (2Tm 2.19), tem vontade (Mt 6.10) e demonstra emoção (Gn 6.6). 
Na Teosofia “tudo é Deus”. “Na teosofia não se admite a figura de um Deus 
potente e poderoso presidindo a formação de tudo. Deus seria o Princípio 
Transcendental Supremo, chamado de Logos Cósmico”. (Revista ANO ZERO n. 24, de 
abril de 1993, p 46) 
A teosofia é panteísta: Deus é tudo e tudo é Deus. [...] A teosofia não acredita no 
Deus bíblico, nem no Deus dos cristãos. Rechaço a ideia de um Deus pessoal. O Deus 
da teologia é um ninho de contradições e uma impossibilidade. (The Key to 
Theosophie. Helena P. Blavatsky, p. 63). 
Para o Dr. C. I. Scofield: A Trindade é a união de três pessoas. Pai. Filho e o Espírito 
Santo, em uma só Divindade. As três pessoas são distintas, iguais e por consequência, 
coeternos e consubstanciais em uma só individual natureza. Cada uma dessas pessoas 
é Deus. E, no entanto só há um Deus. O vocabulário não se encontra nas Escrituras. 
Mas veja: Mt 28.19; 1Co 12.4-6; 2Co 13.13; Ef 2.18; 3.14-17; 4.4-6; 2Ts 2.13-15; Hb 6.4-
5; 1Jo 3.23-24; Ap 1.4-5. 
Outra indicação da natureza pessoal de Deus é a atividade em que ele se engaja. 
A Bíblia descreve um Deus que conhece pessoas humanas e tem comunhão com elas. 
No primeiro quadro de seu relacionamento com elas (Gn 3), Deus chega a Adão e a 
Eva e fala com eles, dando a impressão de que se tratava de uma prática costumeira. 
Embora essa representação de Deus seja sem dúvida antropomórfica, ensina que ele 
é uma pessoa que se relacionava com as pessoas como tal. Ele é descrito com todas 
as capacidades associadas à personalidade: ele sabe, sente, deseja, age. 
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10.3 A Reencarnação 
Reencarnação, na linguagem teosófica, é chamada Carma. É uma palavra hindu 
e brâmane usada para exprimir a Lei de Causa e Efeito. 
A lei do Carma ensina o seguinte: as ações e intenções atuais do homem são 
efeito daquelas que o precederam e causa das que se seguirão. Firmado nessa crença, 
o homem pode operar sua salvação com uma precisão matemática mediante o 
aperfeiçoamento crescente de cada vida que viver aqui. Em busca de apoio nas 
Escrituras à lei do Carma, o teosofismo, erroneamente, lança mão de passagens como 
Gl 6.7 e Jo 9.2. 
A senhora Besant, por exemplo, ensinou que a morte prematura de uma criança 
tão somente significa que seus pais foram maus para alguma criança, na encarnação 
anterior. O teosofismo ensina ainda que o homem não fica permanentemente no 
devachan. Mais cedo ou mais tarde ele volta à Terra, nascendo como criança para dar 
prosseguimento ao seu Carma. Cada existência vivida na Terra equivale a um dia na 
escola do Carma. Um elemento muito imperfeito logo volta do céu. Fica lá uns cem 
anos somente, enquanto alguém mais perfeito permanece até dois mil anos. 
O Que a Bíblia diz Sobre Reencarnação? O Minidicionário Aurélio conceitua o 
verbo Reencarnar da seguinte forma: “1. Reassumir (o espírito) a forma material. 2. 
Tornar a encarnar”. Ao contrário da ressurreição, que é a volta do espírito ao mesmo 
corpo, a reencarnação significa o retorno do espírito a um novo corpo, 
sucessivamente, até alcançar a evolução. 
Na verdade, a não ser por meio de uma exegese forçada, não há na Bíblia 
qualquer referência direta ou indireta à reencarnação. Ao contrário, as Escrituras 
ensinam que, da mesma maneira como Jesus veio ao mundo uma só vez, também ao 
homem está ordenado morrer uma única vez: “E, assim como aos homens está 
ordenado morrerem uma só vez, vindo, depois disto, o juízo, assim também Cristo, 
tendo-se oferecido uma vez para sempre para tirar os pecados de muitos, aparecerá 
segunda vez, sem pecado, aos que o aguardam para a salvação” (Hebreus 9.27). O 
sacrifício único de Jesus, ao morrer na cruz, é mais que suficiente para nos libertar dos 
pecados e nos conduzir a Deus: “Pois também Cristo morreu, uma única vez, pelos 
pecados, o justo pelos injustos, para conduzir-vos a Deus; morto, sim, na carne, mas 
vivificado no espírito” (1 Pedro 3.18). 
Todo o ensinamento bíblico é no sentido de que só poderemos morrer uma única 
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vez até o juízo final de Deus. Jesus não somente ressuscitou três dias após Sua morte, 
como também incluiu a ressurreição entre os Seus milagres (João 11.11-44). Diversas 
outras passagens da Bíblia demonstram a realidade da ressurreição (Daniel 12.2; Isaías 
26.19; Oséias 6.2; 1 Coríntios 15.21-22; João 5.28-29; Atos 24.15; Apocalipse 20.6). Em 
todos esses textos, ressuscitar significa o retorno do espírito ao seu próprio corpo (ver 
também 1 Coríntios 15.12-22). 
M. Martins, na Revista eletrônica “Chamada da Meia Noite” apresenta a seguinte 
indagação com sua respectiva resposta, ei-las: 
Então, se não Existe Reencarnação, o que Faço Para ser Salvo? A resposta está 
em Atos 16.31: “... Crê no Senhor Jesus Cristo e serás salvo, tu e tua casa”. Somente 
através da nossa fé, pura e incondicional, é que obteremosa salvação, mediante Jesus 
Cristo. Ele mesmo disse: “Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que 
morra, viverá” (João 11.25). Não há outro caminho e nenhuma outra verdade além 
desta (veja João 14.6). Não adianta esperar outra existência, pois esta é a única 
oportunidade. Jesus, somente Ele, é quem nos dá a vida eterna: “Eu lhes dou a vida 
eterna; jamais perecerão, e ninguém as arrebatará da minha mão” (João 10.28). Então, 
busque hoje mesmo a Jesus Cristo, entregue- Lhe seu coração e Ele o ouvirá: “Porque: 
Todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo” (Romanos 10.13). 
 
10.4 A Segurança da Bíblia 
Consideremos essas palavras de Allan Kardec: “No cristianismo encontram-se 
todas as verdades” (O Evangelho Segundo o Espiritismo, cap. VI, item 5). A Bíblia 
sempre foi a única base doutrinária e regra de fé e conduta dos verdadeiros cristãos. 
Em 2ª Timóteo 3.16 está escrito: “Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o 
ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça”. 
Jesus Cristo, tido pelo Kardecismo como a segunda revelação de Deus aos 
homens (Moisés seria a primeira), afirmou a solidez e a inspiração plenária da Bíblia. 
Em João 17.17, orando ao Pai, Ele diz: “A tua palavra é a verdade” (cf. Salmo 119.160). 
Quando tentado, sempre usando a expressão “está escrito”, Ele respondeu citando o 
texto de Deuteronômio 8.3: “Não só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que 
procede da boca de Deus” (Mateus 4.4). Em Mateus 24.35 diz: “Passará o céu e a terra, 
porém as minhas palavras não passarão”. Ele sempre usou a Bíblia para ensinar, 
redarguir, corrigir ou instruir em justiça. 
Aos saduceus, que não criam na ressurreição, Jesus respondeu: Errais, não 
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conhecendo as Escrituras nem o poder de Deus (Mateus 22.29). Jesus ainda nos manda 
examinar as Escrituras, pois são elas que testificam da Sua obra redentora: Examinais 
as Escrituras, porque julgais ter nelas a vida eterna, e são elas mesmas que testificam 
de mim. Contudo, não quereis vir a mim para terdes vida (João 5.39-40). 
Na parábola do rico e de Lázaro (Lucas 16.19-31), Jesus mais uma vez demonstra 
a Sua convicção nas Escrituras ao narrar a resposta dada pelo patriarca Abraão ao rico, 
quando este, no Sheol- Hades (inferno), lhe pedira que enviasse Lázaro aos seus 
irmãos: “Respondeu Abraão: Eles têm Moisés e os Profetas; ouçam-nos” (versículo 29). 
Jesus reporta-se a Moisés e aos Profetas para nos informar que nenhuma outra forma 
de revelação poderia ser apresentada aos homens (inclusive a mediúnica), pois, por 
meio de ambos, foi-nos dada a verdadeira revelação – a Bíblia. 
 
10.5 A Raça Humana 
O teosofismo ensina que o homem é um “fragmento divino”, e seu destino final 
é voltar para Deus de modo permanente. Isso é chamado “Nirvane”, ou seja, o fim das 
reencarnações. Na linguagem teosófica, são “os homens divinos feitos perfeitos”. São 
chamados mahatmas, que significa “mestres, sábios”. Os mahatmas podem viver 
sempre no céu, mas podem também habitar nos “montes sagrados” do Tibete. Isso 
fazem para auxiliar na evolução da humanidade. Um mahatma pode também 
encarnar-se num teosofista proeminente. Toda sabedoria oculta do teosofismo deriva 
desses mahatmas. Há um chefe acima de todos os mahatmas chamado “Supremo 
Mestre”. Quando este se encarna, temos um Cristo. Assim sendo, de acordo com o 
ensino teosófico, todo homem é um Cristo em potencial. 
O objetivo da vida é despertar o deus que dorme no interior do ser humano. 
Cada pessoa é mais do que sublime, porque somos divinos. Não é o temor do Senhor 
o princípio da sabedoria, mas o conhecimento do EU que se torna a própria sabedoria. 
O homem traz latentes no seu interior todos os atributos da divindade que podem ser 
progressivamente desenvolvidos e atraídos à manifestação através do pensamento 
puro e reto comportamento. (The Key to Theosophie. Helena P. Blavatsky, p. 67) 
A Bíblica ensina que o ser humano foi criado à imagem e semelhança de Deus 
(Gn 1.26,27). Deus é distinto do homem (Ec 5.2; Nm 3.19; Os 11.9). A própria ignorância 
do homem sobre a sua suposta divindade mostra que ele não é Deus. Vejamos 
algumas diferenças entre Deus e o homem: 
a) Deus é Todo-Poderoso (Mt 19.26); o homem tem poder limitado (Hb 4.15); 
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b) Deus é onipresente (Sl 139.7-12); o homem é confinado no espaço e no 
tempo (Jo 1.50); 
c) Deus é eterno (Sl 90.2); o homem é criado no tempo (Gn 1.26); 
d) Deus é verdade (Is 65.16); o coração do homem é enganoso (Jr 17.9). 
 
10.6 Cristo 
Diz o teosofismo que cada sub-raça presta uma contribuição especial à 
humanidade. A contribuição da sub-raça atual (a 5a) é prover o homem intelectual. A 
próxima sub-raça apresentará o homem espiritual. Ao iniciar-se cada sub-raça, surge 
um Cristo. Em outras palavras: o Supremo Mestre do Mundo encarna em alguém. Por 
conseguinte, a atual raça-tronco ariana já teve até agora cinco Cristos, ou seja cinco 
encarnações do Supremo Mestre do Mundo, que foram: Buda, na índia (1ª sub-raça); 
Hermes, no Egito (2ª sub- raça); Zoroastro, na Pérsia (3ª sub-raça); Orfeu, na Grécia (4ª 
sub- raça); Jesus, na Palestina (5ª sub-raça). 
Acrescenta o teosofismo que Cristo usou o corpo do discípulo chamado Jesus. 
Ora, se a sexta sub-raça está para surgir, significa que daqui a pouco teremos um novo 
Cristo. “Dizem ainda os teosofistas que esse novo Cristo será muito mais poderoso do 
que o Senhor Jesus Cristo, pois será o Cristo da sub-raça espiritual, muito superior à 
intelectual”. 
Para o Teosofismo, será esse o Cristo que unirá todas as religiões numa só, ensino 
transmitido pelo teosofismo desde a sua origem, segundo o qual todas as religiões 
têm algo certo, que, juntando-se, formam a religião perfeita. Note que essa infinidade 
de Mahatmas e Cristos faz do teosofismo não só uma religião panteísta, mas também 
eminentemente politeísta. 
A fé cristã acredita essencialmente em Jesus como o Cristo, Filho de Deus, 
Salvador e Senhor. Os cristãos acreditam que Jesus Cristo é o Filho de Deus que se 
tornou homem e o Salvador da humanidade, morrendo pelos pecados do mundo. 
Os seguidores do cristianismo, conhecidos como cristãos, acreditam que Jesus é 
o Messias profetizado na Bíblia Hebraica. A teologia cristã ortodoxa ensina que Jesus 
sofreu, morreu e ressuscitou. Os cristãos acreditam que Jesus ascendeu aos céus, e a 
maior parte das denominações ensina que Jesus irá retornar para buscar sua igreja, 
entre outros eventos.] 
 
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Religiões Afro-Brasileiras 
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11 Religiões Afro-Brasileiras 
Inicialmente restritos aos escravos e seus descendentes, os cultos afro-brasileiros, 
especialmente a umbanda, ganharam adeptos da classe média urbana. São 
consideradas Religiões Afro-Brasileiras, todas as religiões que tiveram origem nas 
religiões africanas, que foram trazidas para o Brasil pelos escravos. 
O candomblé das diversas “nações” africanas é a religião afro- brasileira que mais 
fielmente preserva as tradições dos antepassados e a menos permeável às 
transformações sincréticas, embora cultue secundariamente entidades assimiladas, 
como os caboclos e os pretos velhos. Predomina na Bahia e tem muitos seguidores 
no Rio de Janeiro. A umbanda é francamente sincrética com o cristianismo e o 
espiritismo kardecista. O culto afro-brasileiro toma o nome de pajelança na Amazônia, 
babaçuê no Pará, tambor-de-mina no Maranhão, xangô em Alagoas, Pernambuco, 
Paraíba, e batuque no Rio Grande do Sul. 
O Candomblé, ao lado de outras correntes espirituais, propicia um contato mais 
aberto com o que a Bíblia denomina: demônios, espíritos das trevas. Podemos 
observar sua influência na cultura brasileira, basta visitarmos os museus da Bahia, ou 
observarmos os blocos carnavalescos,a cantigas de roda (samba lele tá doente, tá 
com a cabeça quebrada…), etc. 
 
11.1 Candomblé e suas Origens 
Há muitos tipos de candomblés, que perpetuam tradições diferentes, graças à 
influência das diversas nações africanas, representadas no Brasil pelos negros que aqui 
aportaram à época da escravatura. 
Com a colonização do Brasil faltaram braços para a lavoura. Com isso, os 
proprietários da terra tentaram subjugar o índio pensando em empregá-lo no trabalho 
agrícola. Entretanto, o índio não se deixou subjugar, o que levou os colonizadores a 
voltarem-se para a África em busca de mão-de-obra para a lavoura. Começa assim 
um período vergonhoso da História do Brasil, como descreve o poeta Castro Alves em 
suas poesias ‘Navio Negreiro” e “Vozes D`África. 
Acredita-se que os primeiros escravos africanos chegaram ao primeiro mundo já 
1502. Provavelmente, os primeiros carregamentos de escravos chegaram em Cuba em 
1512 e no Brasil em 1538 e isso continuou até que o Brasil aboliu o tráfico de escravos 
em 1850 e na Espanha finalmente encerrou o tráfico de escravos para Cuba em 1866. 
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Religiões Afro-Brasileiras 
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A maioria dos três milhões de escravos vendidos à América Espanhola e o cinco 
milhões vendidos ao Brasil num período de aproximadamente três séculos, vieram da 
costa ocidental da África. 
 
11.2 Quem São os Orixás 
De acordo com o Dicionário de Cultos Afro-Brasileiros de Olga Cacciatore, os 
orixás “são divindades intermediárias entre Olorum (o deus supremo) e os homens”. 
Os orixás são deuses africanos que correspondem a pontos de força da Natureza 
e os seus arquétipos estão relacionados às manifestações dessas forças. A 
característica de cada Orixá aproxima-os dos seres humanos, pois eles manifestam-se 
através de emoções como nós. Sentem raiva, ciúmes, amam em excesso, são 
passionais. Cada orixá tem ainda o seu sistema simbólico particular, composto de 
cores, comidas, cantigas, rezas, ambientes, espaços físicos e até horários. 
Na África eram cerca de 600 orixás, para o Brasil vieram uns 50, que estão 
reduzidos a 16 no Candomblé, dos quais só 8 passaram para à Umbanda. Muitos deles 
são antigos reis, rainhas ou heróis divinizados, os quais representam as vibrações das 
forças elementares da Natureza – raios, trovões, tempestades, água; atividades 
econômicas, como caça e agricultura; e ainda os grandes ceifadores de vidas, as 
doenças epidêmicas, como a varíola, etc. 
 
11.2.1 Os Orixás e o Sincretismo 
Sincretismo é a união dos opostos, um tipo de mistura de crenças e ideias 
divergente. Os escravos não abriram mão de seus cultos e suas divindades. Devido a 
um doutrinamento imposto pelo catolicismo romano, os africanos começaram a 
buscar na igreja, santos correspondentes aos seus orixás. Muitos dos orixás nos cultos 
afros encontrarão no Catolicismo um santo correspondente – por exemplo: 
 
11.2.2 Dias, Orixá, Sincretismo 
15/01: Oxalá - Jesus Cristo – Senhor do Bonfim 
20/01: Oxóssi - São Sebastião 
02/02: Iemanjá - Senhora dos Navegantes, Senhora Aparecida, Senhora da 
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Imaculada Conceição 
19/04: Logun Edé - Santo Expedito 
23/04: Ogum - São Jorge 
30/05: Obá - Santa Joana d’Arc 
13/06: Exú - diabo - Santo Antonio 
24/06: Xangô - São João Baptista 
26/07: Nanã - Sant’Ana 
24/08: Oxumaré - São Bartolomeu 
27/09: Ibeji - Santos Cosme e Damião 
05/10: Ossaim - São Roque 
02/11: Omulú - São Lázaro 
04/12: Iansã - Santa Bárbara 
08/12: Oxum - Nossa Senhora da Conceição 
13/12: Ewá - Santa Luzia 
 
Como resultado do sincretismo que se deu durante o período da escravatura, 
cada orixá foi também associado a um santo católico, devido à imposição do 
catolicismo aos negros. Para manterem os seus deuses vivos, viram-se obrigados a 
disfarçá-los na roupagem dos santos católicos, aos quais cultuavam apenas 
aparentemente. 
Também presentes nos cultos afro-brasileiros estão espíritos que representam 
diversos tipos de humanos falecidos, tais como: caboclos (índios), preto-velhos 
(escravos), crianças, marinheiros, boiadeiros, ciganos, etc. 
 
11.3 A Bíblia Condena o Sincretismo 
O sincretismo religioso entre o catolicismo romano e o espiritismo africano revela 
o quanto a igreja romana se afastou do verdadeiro cristianismo. Ora, o verdadeiro 
cristianismo abomina toda e qualquer forma de relação com os demônios. O apóstolo 
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João escreveu: “Amados, não deis crédito a qualquer espírito: antes, provai os espíritos 
se procedem de Deus, porque muitos falsos profetas tem saído pelo mundo afora”, 
(1Jo 4.1). 
A Bíblia desmente qualquer possibilidade de mediunidade ou contato com os 
espíritos dos mortos, os quais, quando morrem, deixam seus corpos na Terra e seus 
espíritos vão para um lugar próprio (Hb 9.27). Se são justos, seus espíritos vão para o 
Paraíso e lá ficam até o dia da Ressurreição dos Justos (1Co 15.51-54). Os espíritos dos 
ímpios também ressuscitarão um dia, mas na chamada Segunda Ressurreição, no Juízo 
Final. Seus corpos ficarão na Terra e os seus espíritos na Sheol (Hades, Lugar de 
Tormento) até aquele Dia. Do lugar onde estão os espíritos dos mortos não há 
traslado, nem viagem, nem purgatório, nem qualquer contato com os vivos na Terra. 
 
11.4 Cerimônia em homenagem aos Orixás 
A primeira etapa da cerimônia em homenagem a um Orixá consiste do sacrifício. 
No sacrifício, mata-se um animal de duas ou quatro patas, que pode ser galinha, 
pombo, cabra, bode, carneiro, porco, galo, tatu, cágado, variando também a cor, 
branco ou preto, dependendo da preferência do deus que está sendo homenageado 
na cerimônia. 
A matança é realizada por um sacerdote denominado de achôgun ou achégun, 
que, na verdade precisa sacrificar dois animais, já que durante o ritual serão realizadas 
duas oferendas uma dedicada a Exú, e outra ao santo celebrado na ocasião. 
A confraria do candomblé é formada também pelos filhos de santo e pelos ekedy 
ou ogan. Estes se referem à moça ou o rapaz que formam o conjunto de pessoas que 
participam das cerimônias como auxiliares dos filhos de santo e que, portanto, não 
podem cair em transe. Já os filhos de santo, são na maioria das vezes mulheres, 
também são chamadas de iaô e têm a função de incorporar as entidades. 
 
11.5 Candomblé de Caboclo 
Manifestação própria de Salvador e municípios vizinhos, na Bahia, o candomblé 
de caboclo é uma espécie de candomblé nacionalizado, que toma por base a 
ortodoxia do candomblé jejenagô. Trata- se de exemplo nítido do sincretismo 
religioso popular no Brasil. Registram-se nele influências indígenas e mestiças, 
resumindo-se os hinos especiais de cada encantado ou caboclo, cantados em 
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português, a uma declaração de seus poderes sobrenaturais. 
 
11.6 O Relacionamento com as divindades 
Os “filhos de santo”, uma vez comprometidos com os orixás, vão viver em 
constante medo de suas represálias ou punições. Além do constante medo de 
punições em que vive o devoto do orixá, ele deve ainda submeter-se a rituais e 
sacrifícios nada agradáveis a fim de satisfazer os deuses. 
 
11.7 O Que diz a Bíblia 
Escrevendo a Timóteo, Paulo declara: “Porque há um só Deus, e um só mediador 
entre Deus e os homens, Jesus Cristo homem” (1Tm 2.5). E ainda, “Deus não nos deu 
o espírito de medo” (2Tm 1.7.) 
A Bíblia é categórica em afirmar que “aquele que teme não é perfeito em amor, 
pois no amor não há temor” (1Jo 4.18). Ainda que haja fracassos na vida do cristão, 
ele não precisa ter medo de Deus, pois Ele é grandioso em perdoar (Is 55.7), e que 
temos um sumo-sacerdote que se compadece de nossas fraquezas (Hb 4.15). Este é, 
de maneira bem resumida, o perfil do Deusda Bíblia – bem diferente dos orixás, que 
na maioria das vezes, são vingativos e cruéis com seus “cavalos”. 
Conquanto “aos sacrifícios” precisamos lembrar o que o apóstolo Paulo disse 
sobre isto: “Antes digo que as coisas que os gentios sacrificam, as sacrificam aos 
demônios, e não a Deus. E não quero que sejais participantes com demônios. Não 
podeis beber o cálice do Senhor e o cálice dos demônios; não podeis ser participantes 
da mesa do Senhor e da mesa dos demônios”(1Co 10.20,21). Por outro lado, os 
sacrifícios de animais no Antigo Testamento apontavam para o sacrifício perfeito e 
aceitável de Jesus Cristo na cruz. 
A Bíblia diz em Hebreus 10.4: “Porque é impossível que o sangue dos touros e 
dos bodes tire os pecados. Somente Jesus pode fazê- lo, pois ele é o “cordeiro de 
Deus que tira o pecado do mundo” (João 1.29). “Sem derramamento de sangue não 
há remissão de pecados”(Hebreus 9:22), e o “sangue de Jesus Cristo, Seu Filho, nos 
purifica de todo o pecado”(1Jo 1.7). Concluímos esta parte com Hebreus 10.12: “Mas 
este (Jesus), havendo oferecido um único sacrifício pelos pecados, está assentado para 
sempre à destra de Deus.” 
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11.8 Umbanda 
A Umbanda é uma religião de cunho espiritualista (contato e/ou interferência de 
espíritos, manipulações magísticas, práticas de cura através dos espíritos e/ou 
ervas/poções/conjuros, utilização de elementos ou instrumentos místicos), é 
mediúnica (instrumento pelo qual a prática religiosa se faz presente, especificamente, 
a incorporação) que agrega elementos de bases africanas (culto aos Orixás e ao 
espírito dos antepassados: Preto-Velhos), indígenas (Caboclos), que recebeu 
influência oriental (indiana, inerente à reencarnação, o kharma e o dharma), e adquiriu 
elementos do cristianismo (judaísmo) como a caridade, o auxílio ao próximo e outros 
ditos que no sincretismo religioso (associação dos Santos Católicos aos Orixás 
africanos) são considerados como o Orixá Oxalá. Também recebeu influências do 
Espiritismo, existindo ramificações que se baseiam nos escritos de Kardec sem serem, 
por isso, considerados autenticamente espíritas, livros doutrinários, como sendo seus 
livros de aconselhamento e doutrina. 
 
11.8.1 Modalidade de trabalho 
A Umbanda trabalha com sete linhas que são faixas de vibração espiritual a qual 
é representada e chefiada por um orixá. Cada linha é subdividida em Falanges, que 
por sua vez se subdivide em sub- falanges, que se dividem em bandas. As bandas se 
ramificam em sete legiões que se repartem em sete sub-legiões e estas, por fim se 
subdividem em sete povos. 
A primeira linha é chefiada por Oxalá e também é denominada linha de Santo 
porque abrange os santos da Igreja Católica em geral. 
A segunda é a linha de Iemanjá que engloba as ondinas, caboclas do mar e 
outras entidades relacionadas à água. 
A terceira, do Oriente ou de São João Batista, é formada por médicos, 
sacerdotes, hindus etc. 
A quarta, linha de Oxóssi, composta de caboclos e caboclas, ou seja índios, e é 
comandada por São Sebastião. 
Na quinta linha, a de Xangô-Agodô, comandada por São Jerônimo, trabalha 
Santa Bárbara, caboclos e preto-velhos. 
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A sexta linha é a linha de Ogum ou São Jorge, que lidera caboclos, preto-velhos 
e soldados romanos. 
Por fim, a sétima linha é a linha Africana ou de São Cipriano, onde trabalha 
todo o povo das Costa do Congo, de Angola e de todo povo da África. 
 
11.8.2 Cultos e Rituais 
A Umbanda é uma religião de culto material, baseada na mediunidade, na magia, 
com seus rituais e liturgias próprias. Dentre estes se destacam o ponto riscado e o 
ponto cantado. 
O primeiro é a utilização de um desenho riscado com giz denominado pemba 
pelos umbandistas, que dependendo da forma e da cor serve para chamar 
determinada entidade ao mundo material. 
Já no segundo caso, que é uma espécie de prece evocativa cantada, existem 
diversos tipos. Há os pontos de louvor, utilizados apenas para homenagear 
determinada entidade ou abrir os trabalhos, os pontos de descida, cantados para 
chamar os orixás para que desçam para incorporar o médium, e os pontos de subida 
entoados para a desincorporação. 
Os médiuns são também denominados “cavalos” ou “aparelhos” e os cultos são 
realizados em Terreiros ou Centros embora seja frequente a realização de oferendas 
nas florestas, praias e fontes de água. 
A Umbanda obedece a diversos rituais que além dos já citados incluem os banhos 
de ervas consideradas sagradas, defumações com incensos, o uso de velas e de 
bebidas alcoólicas e os famosos passes, onde o médium utiliza a fumaça de seu 
charuto ou cachimbo e da imposição de suas mãos nas costas, na frente no braços da 
pessoa, realizando movimentos de cima para baixo, no intuito de neutralizar as más 
influências que porventura possa estar sofrendo o indivíduo. 
 
11.8.3 Surgimento no Brasil 
O início do movimento Umbandista se coloca entre a primeira e a segunda 
metade do século XIX, junto ao candomblé.Os negros nas senzalas cantavam e 
dançavam em louvor aos Orixás, embora aos olhos dos brancos eles estivessem 
comemorando os “santos católicos”. Em meio a essas comemorações eles começaram 
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a incorporar espíritos ditos Preto-Velhos (reconhecidos como espíritos de ancestrais, 
sejam de antigos Babalaôs, Babalorixás, Yalorixás e antigos “Pais e Mães de senzala”: 
escravos mais velhos que sobreviveram à senzala e que, em vida, eram conselheiros e 
sabiam as antigas artes da religião da distante África) que iniciaram a ajuda espiritual 
e o alívio do sofrimento material, àqueles que estavam no cativeiro. 
 
11.8.4 Ramificações da Umbanda 
Hoje temos várias ramificações da Umbanda (Linhas Doutrinárias) que guardam 
raízes muito fortes das bases iniciais, e outras, que se absorveram características de 
outras religiões, mas que mantém a mesma essência nos objetivos de prestar a 
caridade, com humildade, respeito e fé. Alguns exemplos dessas ramificações são: 
 
b) Umbanda Popular. Que era praticada antes de Zélio e conhecida como 
Macumbas ou Candomblés de Caboclos; onde podemos encontrar um forte 
sincretismo - Santos Católicos associados aos Orixas Africanos; 
c) Umbanda tradicional - Oriunda de Zélio Fernandino de Moraes; 
d) Umbanda Branca e/ou de Mesa. Com um cunho espírita - “kardecista” - muito 
expressivo. Nesse tipo de Umbanda, em grande parte, não encontramos 
elementos Africanos - Orixás -, nem o trabalho dos Exus e Pomba-gira, ou a 
utilização de elementos como atabaques, fumo, imagens e bebidas. Essa linha 
doutrinaria se prende mais ao trabalho de guias como caboclos, preto-velhos 
e crianças. Também podemos encontrar a utilização de livros espíritas como 
fonte doutrinária; 
e) Umbanda Omolokô. Trazida da África pelo Tatá Trancredo da Silva Pinto. Onde 
encontramos um misto entre o culto dos Orixás e o trabalho direcionado dos 
Guias; 
f) Umbanda Traçada ou Umbandomblé. Onde existe uma diferenciação entre 
Umbanda e Candomblé, mas o mesmo sacerdote ora vira para a Umbanda, ora 
vira para o candomblé em sessões diferenciadas. Não é feito tudo ao mesmo 
tempo. As sessões são feitas em dias e horários diferentes; 
g) Umbanda Esotérica - É diferenciada entre alguns segmentos oriundos de 
Oliveira Magno, Emanuel Zespo e o W. W. da Matta (Mestre Yapacany), em 
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que intitulam a Umbanda como a Aumbhandan: “conjunto de leis divinas”; 
h) Umbanda Iniciática - É derivada da Umbanda Esotérica e foi fundamentada 
pelo Mestre Rivas Neto (Escola de Síntese conduzida por Yamunisiddha 
Arhapiagha), onde há a busca de uma convergência doutrinária (sete ritos), eo alcance do Ombhandhum, o Ponto de Convergência e Síntese. Existe uma 
grande influência Oriental, principalmente em termos de mantras indianos e 
utilização do sanscrito; 
i) Umbanda de Caboclo. Influência do cultura indígena brasileira com seu foco 
principal nos guias conhecidos como “Caboclo”; 
j) Umbanda de preto-velhos. Influência da cultura Africana, onde podemos 
encontrar elementos sincréticos, o culto aos Orixás, e onde o comando é feito 
pelos preto-velhos; 
k) Outras formas existem, mas não têm uma denominação apropriada. 
Diferenciam-se das outras formas de Umbanda por diversos aspectos 
peculiares, mas que ainda não foram classificadas com um adjetivo apropriado 
para ser colocado depois da palavra Umbanda. 
l) 
11.8.5 Hierarquia na Umbanda 
A Umbanda admite uma longa hierarquia de Seres Superiores, que comandam a 
existência dos homens. São eles: 
A tríade superior, que consta de “Obatalá” (o Deus Supremo), “Oxalá” (Jesus 
Cristo) e “Ifá” (o Espírito Santo). Não tem corpo como o dos homens, mais sim um 
corpo fluídico. Vivem no Astral Superior. 
No médio Astral estão os “Orixás”; Abaixo, estão a ordem dos “Preto-Velhos”, a 
dos “Caboclos”, a das “Crianças” e o elemento ligado terra-a-terra ou o “Exu”. Obatalá, 
Oxalá e Ifá constituem a Corte Suprema ou Divina, da qual não participam os Orixás. 
São bons. Jamais cometem o mal. 
Os Orixás (que correspondem aos santos do catolicismo), constituem o segundo 
escalão ou Segunda Corte Celestial. Participam da bem-aventurança divina, mas não 
dividem a natureza divina. 
No terceiro plano temos, além dos desencarnados (“Eguns”), os Exus ou espíritos 
maus, dos quais a Umbanda conhece grande variedade: 
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a) “Exu-Rei ou Maioral” – Identificado como Lúcifer; exige dos homens o 
tratamento de “Majestade”; 
b) “Exu-Rei das Sete Encruzilhadas” – Senhor absoluto de todas as estradas e 
caminhos; seus despachos são, por isso, colocados em encruzilhadas; 
c) “Exu Tranca Ruas ou Eliô” – Também manda nas ruas; possui grande 
falange de auxiliares; 
d) “Exu Veludo” – Tem o poder de proteger ou castigar os inimigos daqueles 
que recorrem aos seus incalculáveis benefícios; 
e) “Exu Tiriri” – Companheiro de Tranca Ruas; 
f) “Exu Quebra-Galho” – Manda principalmente nas matas; evocado para 
obter a separação de casais ou para a união ilícita de homem e mulher; 
g) “Exu Pomba Gira” – É a maldade em forma de mulher; encarrega-se das 
vinganças e defende principalmente as mulheres; 
h) “Exu das Sete Cruzes” – Encarregado da entrada dos cemitérios; 
i) “Exu Tranqueira” – Encarregado das tranqueiras ou entradas de portas. A 
esta entidade é preciso saudar no início de qualquer sessão de Umbanda; 
j) “Exu das Sete Portas ou das Sete Chaves”- Faz desaparecer objetos ou 
ajuda a descobrir objetos escondidos. Seus despachos devem ser 
colocados em lugares onde haja formigueiros, pois gosta de formigas; 
k) “Exu das Sete Poeiras” – Vive a perseguir aqueles que trafegam pelos 
caminhos onde o bafejo do progresso ainda não consegue fazer ruas 
calçadas; 
l) “Exu Morcego” – Trabalha principalmente depois da meia-noite; tem o 
poder de transmitir toda e qualquer espécie de moléstia. É a ele que se 
fazem as rezas do gado atacado de bicheiras e vermes; 
m) “Exu Tranca Tudo” – Ajuda em tudo. Seu despacho deve conter galo preto, 
farinha misturada com azeite de dendê, ovos cozidos e farofa, que sejam 
colocados de preferência nas encruzilhadas; 
n) “Exu da Pedra Negra” – Muito poderoso. Evocado para se descobrir 
tesouros e realizar grandes negócios comerciais. Gosta de vinho tinto 
misturado com mel de abelha; 
o) “Exu da Capa Preta” – É o fiscal dos demais Exus; 
p) “Exu Caveira” – A serviço de Omulum, rei dos cemitérios. Os despachos 
devem ser feitos após a meia-noite; 
q) “Exu da Meia-Noite” – Ensina a falar imediatamente qualquer língua e tem 
o poder de decifrar qualquer enigma; 
r) “Exu Pagão” – Dissemina o ódio, a incompreensão e tudo o que resulta em 
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separação de casais que vivem harmoniosamente; 
s) “Exu Ganga” – Tanto cura como mata qualquer indivíduo; 
t) “Exu Quirimbó” – Leva aos jovens ao caminho da prostituição; 
u) “Exu Brasa” – Provocador de incêndios. Tem o poder de conceder aos 
praticantes da magia negra o caminhar entre chamas sem se queimar. 
 
11.8.6 Umbanda é a Negação do Cristianismo 
Já vimos que a Umbanda, em sua prática da evocação dos espíritos e em seus 
trabalhos de magia (branca ou negra, tanto faz) desobedece a Deus, revoltando-se 
contra uma ordem clara e repetida do Criador. 
Verificamos que a Umbanda, em sua doutrina panteísta, contesta e deve 
contestar toda uma longa série de verdade cristãs a respeito de Deus: Nega a 
Trindade, a existência de um Deus pessoal e distinto do mundo; a divindade de Jesus, 
a redenção por Cristo, a Graça de Deus, a ressurreição de Cristo, o juízo depois da 
morte, a ressurreição final de todos os homens, a existência do inferno, dos demônios, 
do diabo etc. 
Tudo isso, em outras palavras, é a negação total da doutrina cristã e por isso do 
Cristianismo. 
 
11.8.7 Quimbanda (macumba) 
A Quimbanda é uma via da Umbanda, mais conhecida como macumba. 
Entretanto, o seu culto e ritual são diferentes das demais vias da Umbanda. Nesse tipo 
de culto são os exus as entidades cultuadas. Vários nomes e títulos são dados às 
entidades da Quimbanda, de tal forma que eles formam um terrível exército para a 
prática do mal. 
Sem dúvida, o chefe, disfarçado por outros nomes, é o Diabo. Toda sorte de 
abusos sociais, libertinagens que escravizam as pessoas à bebida alcoólica, drogas e 
outras deturpações físicas são provocadas por esses espíritos, que são adorados e 
cultuados com derramamento de sangue de animais e, em alguns casos, até com 
sacrifício humano. Enquanto na Umbanda as cores predominantes são azul e branca, 
na Quimbanda são as cores vermelha e preta. 
A Quimbanda, também conhecida pelos leigos como macumba, é uma 
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ramificação da Umbanda que pratica a magia negra. Embora cultuem os mesmos 
Orixás e as mesmas entidades, se sirvam das mesmas indumentárias, e tenham em 
seus terreiros semelhanças muito marcantes tais como a presença de gongá repleto 
de imagens dos santos católicos simbolizando os orixás, caboclos e pretos velhos, 
existem entre as duas religiões diferenças fundamentais e decisivas. Uma delas é que 
na Quimbanda são realizados despachos com animais como galos e galinhas pretas 
por exemplo, pólvora, objetos da pessoa a quem se quer prejudicar, dentes, unhas ou 
cabelo de pessoas ou animais. Estes despachos costumam-se realizar à meia-noite em 
locais como encruzilhadas e cemitérios. 
Outra prática bastante frequente que também se encontra presente no vodu 
haitiano sob o nome de paket é o envultamento. Este, diz respeito à construção de 
um boneco de pano ou qualquer outro material, desde que pertencente à pessoa a 
quem quer se prejudicar, e a seguir alfinetes ou pregos são utilizados para transpassar 
o corpo da imagem. 
Os quimbandeiros têm como ponto principal de seu culto a invocação de Exus 
que na Quimbanda são considerados espíritos das trevas, uns já em estado de 
evolução, e outros, denominados quiumbas, espíritos atrasadíssimos e que por isso 
também são chamados obsessores. 
Define Leonardo Azzolini S.J. que: A magia negra ou diabólica, ou simplesmente 
feitiçaria, consiste em um poder oculto, que permite ao mago obter efeitos superiores 
à eficiência dos meios realmente empregados (Leonardo AZZOLINI S.J., La Magia 
Secondo la Teologia Morale, col. 1832) 
A Umbanda cultua muitos Exus, por exemplo: Exu das Almas, Exu Caveira, Exu das 
Matas, Exu Tranca Rua. Existem de igual forma, Exusfemininos, como é o caso de 
Maria Padilha, Pombagira Mulambo, Cigana, entre outras. Uma das práticas mais 
conhecidas da Quimbanda é a Gira dos Exus, ou Enjira dos Exus, cerimônia realizada, 
via de regra à meia noite, na qual diversos Exus incorporam nos médiuns e passam a 
dançar, beber, fumar, utilizando-se de uma linguagem bastante grosseira. 
Desde a Antiguidade a “magia” - culto aos demônios -, estava tão difundida, que 
não poucas vezes, influenciou o Povo Eleito, o qual era tentado a imitar aos vizinhos. 
A Bíblia ressalta essa prática no Egito. O livro do Êxodo (7.11 ss), narra como, 
tendo Moisés e Arão feito prodígios diante do Faraó (transformação de uma vara em 
serpente e as águas do rio em sangue) os magos do Faraó, pela ação do demônio 
fizeram o mesmo. O livro de Isaías (47.12ss) e o de Daniel (1.20; 2.2ss) mostram a 
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Referências 
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importância da magia entre os babilônios. Também os gregos romanos nada faziam 
de importante sem antes consultar as pitonisas e os oráculos. 
Por isso Deus estabeleceu a mais severa das punições para quem recorresse a 
mágicos e adivinhos, ou invocasse os espíritos: a pena de morte (Êx 22.18; Lv 20.27; 
19.26-31; 20.6; Dt 18. 9-14). 
 
12 Referências 
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Referências 
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	Sumário
	1 Introdução ao Judaísmo
	2 Conhecendo a História do Povo Judeu
	2.1 O Judeu e as Escrituras
	2.2 O Shabat
	2.3 A Estrela de David: Seu Principal Símbolo
	2.4 Hebreus, Israelitas, Judeus e Israelenses
	2.5 O Calendário Judaico
	2.6 Correntes no Judaísmo
	2.6.1 Judaísmo Messiânico
	2.7 Literatura Hebraica
	2.8 Antiguidade e diáspora
	2.9 Monoteísmo
	2.10 Revelação
	2.11 Conceitos de vida e morte
	2.11.1 Ressurreição e a vida além-morte
	2.12 Cabala
	2.13 A Lei e o Judeu
	2.14 Sinagoga
	2.15 Cherem
	2.16 Cultura
	2.17 Vestimentas
	2.18 Rituais
	2.19 Comidas
	2.20 Festas Judaicas
	2.21 Língua hebraica
	2.22 Os concertos de Deus com Abrão
	2.23 O concerto de Deus com Isaque
	2.24 O concerto de Deus com Jacó
	2.25 O concerto de Deus com Davi
	2.25.1 Jesus Cristo em relação a este concerto
	2.26 Israel no Plano Divino para a Salvação
	3 Atributos exclusivos de Deus Jeová
	3.1 Jeová - Jehovah -, em Êxodo 6.3 (Versão do Rei James, de 1611).
	4 O Nascimento do Cristianismo
	4.1 A religião cristã no Estado Romano
	4.2 A interseção entre a religião Cristã, o Império Romano e o Judaísmo
	4.3 O desenvolvimento do Cristianismo
	4.4 Religião e sociedade após o fim do Império Romano
	4.5 A Patrística e a Escolástica
	5 Alcorão, livro sagrado do Islamismo
	5.1 Oração dos mulçumanos
	5.2 Muçulmanos Xiitas
	5.3 Muçulmanos Sunitas
	5.4 Ensinos, Crenças e Práticas
	5.5 O Livro Sagrado – Alcorão
	5.6 Os Cinco Pilares
	5.7 Fundamentos Doutrinários Ensinados pelo Alcorão
	5.7.1 Deus
	5.7.2 Espírito Santo
	5.7.3 Humanidade
	5.7.4 Pecado
	5.7.5 Salvação
	5.7.6 A Descrição do Inferno no Islamismo
	5.7.7 A Descrição do Paraíso
	6 Hinduísmo
	6.1 História do Hinduísmo
	6.2 Prática de Fé do Hinduísmo
	6.3 Ensinos do Hinduísmo
	6.4 Deus
	6.5 Jesus Cristo
	6.6 Espírito Santo
	6.7 A Criação
	6.8 Carma, Reencarnação e Salvação
	7 Budismo
	7.1 Ensinos
	7.2 Os ensinamentos, a filosofia e os princípios
	8 Confucionismo
	8.1 Confucionismo - Filosofia ou Religião?
	8.2 Crenças e Práticas Confucionistas
	8.2.1 Deus
	8.2.2 Adoração dos Ancestrais
	8.2.3 Piedade Filial
	8.2.4 Geomancia
	8.3 Sucessores de Confúcio
	8.4 Processo da Deificação de Confúcio
	8.5 Os Cinco Clássicos
	8.6 A vida além da morte
	8.7 Confúcio continua vivo
	8.8 Refutações apoiadas nas verdades bíblicas
	8.8.1 Quanto a natureza humana
	8.9 Deidades adoradas no Confucionismo
	8.9.1 Atributos divinos no Confucionismo
	9 Espiritismo
	9.1 Segundo a Doutrina espírita
	9.2 Origens do Espiritismo
	9.3 As Doutrinas Espíritas e a Bíblia
	9.4 Comunicação com os Mortos
	9.5 Reencarnação9.6 O que dizer das Curas do Espiritismo?
	9.7 Allan Kardec era racista
	9.8 O Espiritismo prega a Destruição do Cristianismo
	9.9 O Espiritismo Nega a Existência dos Demônios
	9.10 O Espiritismo Nega que a Morte e Cristo Sirva para Expiar Pecados
	9.11 O Espiritismo Nega a Ressurreição do Corpo
	9.12 O Espiritismo não crê que Jesus Ressuscitou
	9.13 O Espiritismo Nega a Existência de Céu
	9.14 O Espiritismo Nega a Existência do Inferno
	10 Teosofia
	10.1 Princípios e ensinos do teosofismo
	10.2 A respeito de Deus
	10.3 A Reencarnação
	10.4 A Segurança da Bíblia
	10.5 A Raça Humana
	10.6 Cristo
	11 Religiões Afro-Brasileiras
	11.1 Candomblé e suas Origens
	11.2 Quem São os Orixás
	11.2.1 Os Orixás e o Sincretismo
	11.2.2 Dias, Orixá, Sincretismo
	11.3 A Bíblia Condena o Sincretismo
	11.4 Cerimônia em homenagem aos Orixás
	11.5 Candomblé de Caboclo
	11.6 O Relacionamento com as divindades
	11.7 O Que diz a Bíblia
	11.8 Umbanda
	11.8.1 Modalidade de trabalho
	11.8.2 Cultos e Rituais
	11.8.3 Surgimento no Brasil
	11.8.4 Ramificações da Umbanda
	11.8.5 Hierarquia na Umbanda
	11.8.6 Umbanda é a Negação do Cristianismo
	11.8.7 Quimbanda (macumba)
	12 Referências

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