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Véu 
Usos e costumes ou 
mandamento? 
 
 
 
 
2 
 
Marcelo Victor Nascimento 
 
 
Véu 
Usos e costumes ou 
mandamento? 
 
 
 
Itapetininga – São Paulo 
2020 
 
3 
 
 
VÉU 
USOS E COSTUMES OU MANDAMENTO? 
Copyright 2020 
Marcelo Victor Nascimento 
O conteúdo deste livro (textos, ilustrações e imagens) é de 
inteira responsabilidade do autor e só poderá ser 
reproduzido com a expressa autorização do mesmo. 
O contacto com o autor poderá ser feito através do Clube 
de Autores, 
pelo site: 
https://clubedeautores.com.br/livros/autores/marcelo-
victor-rodrigues-do-nascimento. 
 
Revisão ortográfica e gramatical: 
André Victor Del Franco Nascimento 
 
1ª Edição – abril de 2020. 
ISBN: 978-65-00-00371-0 
 
 
 
 
 
https://clubedeautores.com.br/livros/autores/marcelo-victor-rodrigues-do-nascimento
https://clubedeautores.com.br/livros/autores/marcelo-victor-rodrigues-do-nascimento
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Índice 
 
 
Capítulo Primeiro............................................. 07 
O relacionamento entre o Criador e as criaturas no pós-queda. 
Capítulo Segundo............................................. 15 
A fé sem obras é morta. 
Capítulo Terceiro............................................. 23 
Deus e os costumes dos povos. 
Capítulo Quarto............................................... 33 
O apóstolo Paulo e os mandamentos de Deus para a igreja. 
Post-Scriptum.................................................. 53 
 
 
Referências Bibliográficas............................... 73 
 
 
 
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Capítulo Primeiro 
O relacionamento entre o Criador e as criaturas no pós-queda. 
 
“O Senhor Deus, pois, o lançou fora do jardim do Éden, para 
lavrar a terra de que fora tomado” 
(Gênesis 3:23). 
https://www.bibliaonline.com.br/acf/gn/3/23+
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O relacionamento entre o Criador e as criaturas no 
pós-queda. 
 
 
As páginas iniciais das Escrituras Sagradas 
foram reservadas por Deus para nos revelar, de forma 
bastante sucinta, como se deu a criação dos Céus e da 
Terra e de tudo que neles há, e como ocorreu a 
tentação e queda do homem no pecado (FTB, 2007). 
Já o restante do Livro Sagrado mostra-nos o 
contínuo esforço do Criador, ao longo dos séculos, 
para aproximar-se da humanidade caída, a fim de 
convencê-la a voltar-se para a Sua pessoa, com o 
propósito de formar uma “semente de piedosos” 
(Malaquias 2.15). 
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Antes da queda, a Bíblia nos revela que o 
relacionamento entre a criatura e o Criador era pessoal 
(face-a-face), franco e amoroso; já, no pós-queda, 
tornou-se enigmático e realizado como que por um 
espelho, sem a imagem exata das coisas, por causa do 
pecado: “Porque agora vemos por espelho em enigma” (1 
Coríntios 13:12). 
A queda é retratada como um momento de 
profunda ruptura na relação diária que existia entre 
Deus e o homem, ao ponto do ser humano ser expulso 
da presença de Deus e perder, por completo, a visão 
espiritual, restringindo-se ao mundo material: “O 
Senhor Deus, pois, o lançou fora do jardim do Éden, para 
lavrar a terra de que fora tomado” (Gênesis 3:23). 
Expulsos do Éden, restou, então, a Adão e Eva 
acreditarem em uma promessa divina de que, das suas 
entranhas, nasceria um homem que pagaria a dívida da 
https://www.bibliaonline.com.br/acf/1co/13/12+
https://www.bibliaonline.com.br/acf/1co/13/12+
https://www.bibliaonline.com.br/acf/gn/3/23+
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desobediência humana, pisaria a cabeça da serpente (o 
diabo) e restabeleceria o elo perdido entre Deus e seus 
filhos: “Esta te ferirá a cabeça (da serpente), e tu lhe ferirás 
o calcanhar” (Gênesis 3:15). 
Ainda que o Senhor continuasse a prover todos 
os meios e circunstâncias para a sobrevivência humana 
na face da Terra, a forma como Ele passou a 
relacionar-se com suas criaturas depois do pecado 
nunca mais foi a mesma, deixando de ser por vista 
(face-a-face), para basear-se em um atributo 
(transmitido ao homem por ocasião da criação) 
chamado “fé”: “Porque andamos por fé, e não por vista” (2 
Coríntios 5:7). 
A “fé” passou a representar, então, a maneira 
de se alcançar a justificação dos pecados, de obter o 
favor do Senhor e de receber o passaporte de volta ao 
paraíso perdido por Adão e Eva. Tal atributo 
https://www.bibliaonline.com.br/acf/gn/3/15+
https://www.bibliaonline.com.br/acf/2co/5/7+
https://www.bibliaonline.com.br/acf/2co/5/7+
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caracteriza-se por ser uma firme convicção que brota 
do coração humano ao som da promessa feita por 
Deus de restauração de todas as coisas na plenitude 
dos tempos, conforme nos mostram as Escrituras 
Sagradas: “De sorte que a fé é pelo ouvir, e o ouvir pela 
palavra de Deus” (Romanos 10:17). 
Contudo, a resposta ao apelo feito pelo Senhor 
é manifestada de acordo com a escolha de cada ser 
humano, uma vez que, ao criar os seres humanos à Sua 
imagem e semelhança, o Senhor concedeu-lhes livre-
arbítrio. Tal processo é bem explicado por Jesus na 
Parábola do Semeador: “Ouvindo alguém a palavra do 
reino, e não a entendendo, vem o maligno, e arrebata o que foi 
semeado no seu coração; este é o que foi semeado ao pé do 
caminho. O que foi semeado em pedregais é o que ouve a 
palavra, e logo a recebe com alegria; mas não tem raiz em si 
mesmo, antes é de pouca duração; e, chegada a angústia e a 
https://www.bibliaonline.com.br/acf/rm/10/17+
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perseguição, por causa da palavra, logo se ofende; e o que foi 
semeado entre espinhos é o que ouve a palavra, mas os cuidados 
deste mundo, e a sedução das riquezas sufocam a palavra, e 
fica infrutífera; mas, o que foi semeado em boa terra é o que 
ouve e compreende a palavra; e dá fruto, e um produz cem, 
outro sessenta, e outro trinta” (Mateus 13:19-23). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
https://www.bibliaonline.com.br/acf/mt/13/19-23+
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Capítulo Segundo 
A fé sem obras é morta. 
 
“Mas, ó homem vão, queres tu saber que a fé sem as obras é 
morta?” 
(Tiago 2:20) 
https://www.bibliaonline.com.br/acf/tg/2/20+
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A fé sem obras é morta. 
 
 
As Escrituras Sagradas mostram que diversos 
homens do passado foram justificados por Deus 
(declarados justos), ao longo dos séculos, por causa da 
fé que manifestaram na promessa de uma pátria 
vindoura, muitos dos quais ganharam destaque no 
Livro de Hebreus, no Capítulo 11. 
Todavia, a Bíblia deixa claro que todos esses 
homens que creram piamente em Deus, sem exceção, 
demonstraram, através das obras, que a fé de seus 
corações era verdadeira. Abraão, por exemplo, não só 
creu, mas obedeceu à voz de Deus que lhe disse para 
sair do meio da sua parentela e ir para uma terra 
18 
 
estranha, pois das suas entranhas sairia aquele que iria 
libertar a humanidade do julgo do pecado: “Assim 
partiu Abrão como o Senhor lhe tinha dito, e foi Ló com ele; e 
era Abrão da idade de setenta e cinco anos quando saiu de 
Harã” (Gênesis 12:4). 
Pela fé, Abraão e seus filhos habitaram em 
tendas na terra em que Deus lhes havia apontado, 
como que esperando uma pátria vindoura onde não 
haveria mais dor, separação, angústia e morte: “Pela fé 
habitou na terra da promessa, como em terra alheia, morando 
em cabanas com Isaque e Jacó, herdeiros com ele da mesma 
promessa. Porque esperava a cidade que tem fundamentos, da 
qual o artífice e construtor é Deus” (Hebreus 11:9,10). 
Moisés é outro exemplo de um crente cujas 
obras aperfeiçoaram a fé do seu coração: “Pela fé 
Moisés, sendo já grande, recusou ser chamado filho da filha de 
Faraó, Escolhendo antes ser maltratado com o povo de Deus, 
https://www.bibliaonline.com.br/acf/gn/12/4+
https://www.bibliaonline.com.br/acf/hb/11/9,10+
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do que por um pouco de tempo ter o gozo do pecado; tendo pormaiores riquezas o vitupério de Cristo do que os tesouros do 
Egito; porque tinha em vista a recompensa” (Hebreus 
11:24-26). Assim como Abraão, Moisés deixou o 
conforto e a segurança que tinha no Egito, e partiu, 
em meio ao deserto, para a terra que Deus lhe 
prometera dar: “Pela fé deixou o Egito, não temendo a ira 
do rei; porque ficou firme, como vendo o invisível” (Hebreus 
11:27). 
Todos esses homens não se restringiram às 
palavras, mas traduziram a fé em obras, cumprindo 
aquilo que Tiago disse em sua epístola universal: “Meus 
irmãos, que aproveita se alguém disser que tem fé, e não tiver 
as obras? Porventura a fé pode salvá-lo? ... Assim também a 
fé, se não tiver as obras, é morta em si mesma” (Tiago 2:14-
17). 
https://www.bibliaonline.com.br/acf/hb/11/24-26+
https://www.bibliaonline.com.br/acf/hb/11/24-26+
https://www.bibliaonline.com.br/acf/hb/11/27+
https://www.bibliaonline.com.br/acf/hb/11/27+
https://www.bibliaonline.com.br/acf/tg/2/14-17+
https://www.bibliaonline.com.br/acf/tg/2/14-17+
20 
 
Por isso, dizer que basta crer para estar 
justificado parece não condizer com a realidade das 
Escrituras Sagradas: “Vedes então que o homem é 
justificado pelas obras, e não somente pela fé” (Tiago 2:24). 
Assim sendo, é imperioso dar ouvidos aos 
mandamentos entregues pelo Espírito Santo à igreja, 
percebendo que eles não são meros enfeites, mas 
tratam-se de preceitos que devem ser observados 
(como prova da fé), para que a justificação ocorra: “Se 
alguém cuida ser profeta, ou espiritual, reconheça que as coisas 
que vos escrevo são mandamentos do Senhor” (1 Coríntios 
14:37). 
Sem obediência aos preceitos de Deus, por mais 
insignificantes que pareçam, a fé cristã não condiz com 
uma fé salvadora, mas com uma fé que é morta em si 
mesma, sem vida. A fé salvadora é aquela que regenera 
o coração e resulta em uma vida transformada, como 
https://www.bibliaonline.com.br/acf/tg/2/24+
https://www.bibliaonline.com.br/acf/1co/14/37+
https://www.bibliaonline.com.br/acf/1co/14/37+
21 
 
nos assegurou o divino Mestre: “Acautelai-vos, porém, 
dos falsos profetas, que vêm até vós vestidos como ovelhas, mas, 
interiormente, são lobos devoradores. Por seus frutos os 
conhecereis” (Mateus 7:15,16). 
Uma conversão genuína, necessariamente, 
impele o cristão à obediência dos preceitos divinos, 
revelados pelo Espírito Santo através dos santos 
homens de Deus, que ajuda na justificação e conduz à 
salvação eterna. Contudo, a Bíblia mostra, ainda, que 
existe o risco real de recaída. Há casos concretos, ditos 
pelo apóstolo Pedro, de pessoas que acabaram por 
desviarem-se da fé mesmo depois de convertidos, e 
acabaram perdendo a salvação: “No passado surgiram 
falsos profetas no meio do povo, como também surgirão entre 
vocês falsos mestres. Estes introduzirão secretamente heresias 
destruidoras, chegando a negar o Soberano que os resgatou, 
https://www.bibliaonline.com.br/acf/mt/7/15,16+
22 
 
trazendo sobre si mesmos repentina destruição” (2 Pedro 
2:1). 
Portanto, as palavras de Tiago, mencionadas 
anteriormente, mostram que a justificação baseia-se na 
fé e nas obras, queira o homem admitir ou não, a não 
ser que se perverta o texto bíblico: “Vedes então que o 
homem é justificado pelas obras, e não somente pela fé” (Tiago 
2:24). 
 
 
 
 
 
 
 
https://www.bibliaonline.com.br/nvi/2pe/2/1+
https://www.bibliaonline.com.br/nvi/2pe/2/1+
https://www.bibliaonline.com.br/acf/tg/2/24+
https://www.bibliaonline.com.br/acf/tg/2/24+
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Capítulo Terceiro 
Deus e os costumes dos povos. 
 
“Ouvirão todos estes estatutos, e dirão: Este grande povo é nação 
sábia e entendida” 
(Deuteronômio 4:5,6). 
https://www.bibliaonline.com.br/acf/dt/4/5,6+
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25 
 
 
Deus e os costumes dos povos. 
 
 
O Senhor Deus, ao longo da história, escolheu 
um povo para anunciar às demais nações as virtudes 
do século vindouro, vindas de um Deus justo e 
amoroso, criador dos Céus e da Terra, que deseja que 
todos os homens venham a conhecê-Lo e possam se 
salvar da ira que está para ser revelada no fim dos 
tempos contra toda a impiedade: “...quem vos ensinou a 
fugir da ira vindoura?” (Mateus 3:7). 
Para tanto, o povo escolhido foi alertado 
exaustivamente a deixar os costumes dos demais 
povos, jamais se misturando com suas tradições e 
https://www.bibliaonline.com.br/aa/mt/3/7+
26 
 
preceitos, tidos, por Deus, como abomináveis, como 
especificam os seguintes versículos: 
 “Não fareis segundo as obras da terra do 
Egito, em que habitastes, nem fareis segundo as obras da terra 
de Canaã, para a qual vos levo, nem andareis nos seus 
estatutos. Fareis conforme os meus juízos, e os meus estatutos 
guardareis, para andardes neles. Eu sou o Senhor vosso Deus” 
(Levítico 18:3-5); 
 “Guarda-te, que não te enlaces seguindo-as, 
depois que forem destruídas diante de ti; e que não perguntes 
acerca dos seus deuses, dizendo: Assim como serviram estas 
nações os seus deuses, do mesmo modo também farei eu. Assim 
não farás ao Senhor teu Deus; porque tudo o que é abominável 
ao Senhor, e que ele odeia, fizeram eles a seus deuses; pois até 
seus filhos e suas filhas queimaram no fogo aos seus deuses” 
(Deuteronômio 12:30-31). 
https://www.bibliaonline.com.br/acf/lv/18/3-5+
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 “Tudo o que eu te ordeno, observarás para 
fazer; nada lhe acrescentarás nem diminuirás” 
(Deuteronômio 12:32). 
Em parte alguma do Velho Testamento, está 
dito que o Senhor Deus estabeleceu preceitos 
baseados em tradições dos povos pagãos ou 
determinou que seu povo se adaptasse aos costumes 
de tais povos. 
Pelo contrário, o povo de Deus sempre foi 
orientado a santificar-se (separar-se do mundo), a fim 
de servir como modelo para as nações, atraindo-as 
para as boas novas do Evangelho: “Vedes aqui vos tenho 
ensinado estatutos e juízos, como me mandou o Senhor meu 
Deus; para que assim façais no meio da terra a qual ides a 
herdar. Guardai-os pois, e cumpri-os, porque isso será a vossa 
sabedoria e o vosso entendimento perante os olhos dos povos, 
https://www.bibliaonline.com.br/acf/dt/12/30-32+
28 
 
que ouvirão todos estes estatutos, e dirão: Este grande povo é 
nação sábia e entendida” (Deuteronômio 4:5,6). 
Na era cristã não foi diferente, o Espírito Santo 
revelou aos apóstolos e demais escritores bíblicos os 
preceitos que deveriam ser seguidos pela igreja, a fim 
de que ela servisse como modelo às nações gentílicas: 
“Mas vós sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, 
o povo adquirido, para que anuncieis as virtudes daquele que 
vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz” (1 Pedro 
2:9). 
Jesus Cristo foi o maior exemplo de combate 
aos “usos e costumes”, os quais eram ensinados pelos 
fariseus e por outras seitas da Sua época, que serviam 
tão somente para pôr peso nas pessoas e afastá-las 
ainda mais de Deus, sem que os próprios 
formuladores dessas tradições pudessem suportá-los: 
“Por que vocês desobedecem aos mandamentos de Deus, seguindo 
https://www.bibliaonline.com.br/acf/dt/4/5,6+
https://www.bibliaonline.com.br/acf/1pe/2/9+
https://www.bibliaonline.com.br/acf/1pe/2/9+
29 
 
as suas próprias tradições?... Toda planta que meu Pai que 
está no céu não plantou será arrancada. Não se preocupem com 
eles (com os fariseus), pois são cegos, guiando outros cegos. E se 
um cego guiar outro cego, ambos cairão no abismo!” (Mateus 
15:3,13). 
O apóstolo Paulo seguiu exatamente as pisadas 
do Mestre, sendo um ferrenho combatedor das 
doutrinas e pensamentos sectários, que primavam 
por criar “usos e costumes” contrários à liberdade para 
qual Deus chamou os cristãos: “Estai, pois, firmes na 
liberdade com que Cristo nos libertou, e não torneis a colocar-
vos debaixo do jugo da servidão” (Gálatas 5:1). 
Portanto, não há fundamento em afirmar que 
alguma tradição pagã tenha sido o motivo dos 
escritores bíblicos, inspiradospelo Espírito Santo, 
escreverem este ou aquele mandamento cristão 
voltado exclusivamente para uma determinada 
https://www.bibliaonline.com.br/acf/gl/5/1+
30 
 
comunidade, sem sequer mencionar tal fato no 
próprio texto bíblico. É o que muitos alegam a 
respeito da primeira parte de 1 Coríntios 11, que trata 
do uso do véu pelas mulheres cristãs e de outros 
preceitos para ambos os sexos. 
O que sabemos é que os escritores bíblicos 
foram inspirados por um Deus, de quem a sabedoria 
é aluna (aprende com Ele). Ou seja, estamos a falar 
um ser que sabe, melhor do que ninguém, guardar 
coerência entre os livros, capítulos e versículos das 
Escrituras Sagradas, respeitando, como ninguém, as 
regras de interpretação bíblica, pois foi Ele próprio 
quem deu sabedoria aos homens que criaram tais 
regras (Provérbios 8:30). 
Além disso, o Senhor nos orienta a não irmos 
além daquilo que está escrito no Livro Sagrado, não 
acrescentando nem tirando absolutamente nada dele, 
31 
 
sob pena de receber um severo castigo, fato que 
comprova e ressalta a coerência divina em 
absolutamente tudo que faz e escreve pelo Espírito 
Santo (Provérbios 30:5-6; 1 Coríntios 4:6). 
Portanto, impor acontecimentos históricos aos 
Textos Sagrados, sob qualquer pretexto, é um erro 
grosseiro e, por que não dizer, um pecado terrível, 
uma vez que, seria como se colocássemos em pé de 
igualdade um texto inspirado pelo Espírito Santo e 
outro não inspirado, cuja origem não se pode 
comprovar e o teor não se pode garantir a veracidade. 
Não estamos pregando, com isso, que os fatos 
históricos não têm utilidade e devem ser 
completamente ignorados, até porque, Deus é 
também o Senhor da história. No entanto, obrigar a 
Bíblia a dizer o que Ela não diz, pervertendo o 
32 
 
sentido dos textos é uma violência contra o Senhor 
Deus e Sua perfeição. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
33 
 
Capítulo Quarto 
O apóstolo Paulo e os mandamentos de Deus para a igreja. 
 
“Mas toda mulher que ora ou profetiza com a cabeça descoberta 
desonra a sua cabeça, porque é a mesma coisa como se estivesse 
rapada” 
(1 Coríntios 11:5). 
34 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
35 
 
 
O apóstolo Paulo e os mandamentos de Deus para 
a igreja. 
 
 
Há passagens das Escrituras Sagradas que 
costumam ser relegadas a segundo plano, mas que são 
fundamentais para a vida cristã. Uma delas, segundo o 
que se observa nas pregações e publicações, é 1 
Coríntios 14:37, que ensina que tudo que o Espírito 
Santo determinou que Paulo escrevesse era 
mandamento de Deus para Sua igreja, nos seguintes 
termos: “Se alguém cuida ser profeta, ou espiritual, reconheça 
que as coisas que vos escrevo são mandamentos do Senhor” (1 
Coríntios 14:37). 
https://www.bibliaonline.com.br/acf/1co/14/37+
https://www.bibliaonline.com.br/acf/1co/14/37+
36 
 
Salvo erro, tal passagem mostra, de forma clara, 
que, mesmo que o homem queira adaptar alguns 
ensinamentos dados pelo Espírito Santo, no Novo 
Testamento, ao momento histórico que a sociedade 
vive, ainda assim, todas as palavras de Paulo são 
MANDAMENTOS do Senhor para a igreja de Cristo. 
Embora essa carta fosse voltada para a 
comunidade dos crentes que vivia na cidade grega de 
Corinto, a Bíblia Sagradas nos revela, em algumas 
passagens, que as cartas dos escritores bíblicos 
tratavam de assuntos voltados pata TODAS as igrejas 
de TODAS as eras, exatamente como os quatro 
Evangelhos. 
Os escritores bíblicos tinham a exata noção de 
que seus escritos eram universais e que serviam para a 
igreja de Deus de todas as localidades e épocas, pois 
eles diziam, nas cartas, que elas deviam ser lidas em 
37 
 
outras igrejas, ou as remetiam para duas ou mais 
igrejas, conforme os seguintes versos: 
 “Depois que esta carta tiver sido lida entre 
vós, fazei-a ler também na Igreja de Laodiceia. Lede vós 
também a que escrevi aos de Laodiceia” (Colossenses 4,16); 
 “Pelo Senhor vos conjuro que esta epístola 
seja lida a todos os santos irmãos” (1 Tessalonicenses 
5:27); 
 “Então, irmãos, estai firmes e retende as 
tradições que vos foram ensinadas, seja por palavra, seja por 
epístola nossa” (2 Tessalonicenses 2:15); 
 “Por isso julgo que não se deve perturbar 
aqueles, dentre os gentios, que se convertem a Deus. Mas 
escrever-lhes que se abstenham das contaminações dos ídolos, 
da fornicação, do que é sufocado e do sangue... Tendo eles então 
se despedido, partiram para Antioquia e, ajuntando a 
multidão, entregaram a carta” (Atos 15:19,20,30); 
https://www.bibliaonline.com.br/acf/1ts/5/27+
https://www.bibliaonline.com.br/acf/1ts/5/27+
https://www.bibliaonline.com.br/acf/2ts/2/15+
https://www.bibliaonline.com.br/acf/atos/15/30+
38 
 
 “Tiago, servo de Deus, e do Senhor Jesus 
Cristo, às doze tribos que andam dispersas, saúde” (Tiago 
1:1); 
 “Pedro, apóstolo de Jesus Cristo, aos 
estrangeiros dispersos no Ponto, Galácia, Capadócia, Ásia e 
Bitínia” (1 Pedro 1:1); 
 “O ancião à senhora eleita, e a seus filhos, 
aos quais amo na verdade, e não somente eu, mas também todos 
os que têm conhecido a verdade” (2 João 1:1); 
 “Judas, servo de Jesus Cristo, e irmão de 
Tiago, aos chamados, santificados em Deus Pai, e conservados 
por Jesus Cristo” (Judas 1:1); 
 
Essas informações são valiosíssimas quando se 
quer analisar algum texto bíblico controverso, como a 
passagem que trata do uso do véu pelas mulheres 
cristãs, pois muitos alegam que tal passagem serve 
https://www.bibliaonline.com.br/acf/tg/1/1+
https://www.bibliaonline.com.br/acf/tg/1/1+
https://www.bibliaonline.com.br/acf/1pe/1/1+
https://www.bibliaonline.com.br/acf/2jo/1/1+
https://www.bibliaonline.com.br/acf/jd/1/1+
39 
 
apenas para aquela comunidade de Corinto. O que 
consiste em um erro clamoroso! 
Ao longo dos séculos, muitas especulações têm 
sido feitas acerca do uso do véu pelas mulheres cristãs, 
ao ponto de alguns estudiosos sugerirem que Paulo 
tenha tido a ousadia de perder tempo e gastar tinta 
para estabelecer “usos e costumes”, quando ele era um 
ferrenho combatedor dos mesmos (1 Timóteo 4:1-3; 
Colossenses 2:20-23; Gálatas 2:3-21; Gálatas 5:2) . 
Claro que Paulo poderia fazê-lo, se quisesse, 
mas, como há uma coerência total e absoluta em tudo 
que ele fez quando escreveu as Sagradas Letras, por 
certo, ele teria deixado explícito na própria carta, que 
tal passagem aplicava-se única e exclusivamente à 
igreja de Corinto, mencionando, inclusive, os motivos. 
Até porque, ele escreveu inspirado por um ser 
40 
 
perfeito, sobre o qual a Bíblia diz: “Deus não é Deus de 
confusão, mas sim de paz” (1 Coríntios 14:33). 
No entanto, como foi dito anteriormente, 
embora fosse endereçada à comunidade de Corinto, 
não há nada, no capítulo, que diga que tal passagem, e 
as outras do livro, eram exclusivas para a igreja de 
Corinto, muito menos que visavam preservar tal 
comunidade das tradições pagãs daquela cidade grega. 
Ao contrário, os versos do Capítulo 11 apresentam 
algumas razões que são claramente universais e 
transcendentais para o uso do véu, pois envolvem 
homens, mulheres e anjos. 
Outrossim, muitos teólogos que se arriscam a 
descaracterizar as palavras apostólicas de 1 Coríntios 
11, dizendo que era algo “cultural”, não sabem explicar, 
culturalmente, por exemplo, os mandamentos 
relativos aos homens cristãos feitos por Paulo na 
41 
 
mesma passagem. Via de regra, a maior parte dos 
críticos nem sequer comenta esse detalhe, pois não há 
fundamento histórico algum para tal. 
Paulo inicia o capítulo elogiando os irmãos, pois 
os coríntios cumpriam os preceitos que o Espírito 
Santo havia estabelecido: “E louvo-vos, irmãos, porque em 
tudo vos lembrais de mim, e retendes os preceitos como vô-los 
entreguei” (1 Coríntios 11:2). Isso, por si só, já era 
suficiente para que o apóstolo não perdesse mais 
tempo falando do assunto, pois, ao cumpriros 
mandamentos, os coríntios demonstravam que sabiam 
perfeitamente quais eram os motivos para cumpri-los. 
Ou seja, pra que perder tempo (14 versículos) 
explicando algo que era entendido e obedecido? Não 
há coerência nisso. 
O v.17 confirma tal pensamento, pois, no que 
se refere à ceia do Senhor (segunda parte do capítulo), 
https://www.bibliaonline.com.br/acf/1co/11/2+
42 
 
Paulo reprovou as atitudes dos coríntios, justificando 
os 18 (dezoito) versículos que ele usou para ensinar o 
procedimento correto que eles deveriam ter para 
cumprir tal sacramento, dizendo o seguinte: “Nisto, 
porém, que vou dizer-vos não vos louvo” (1 Coríntios 11:17). 
Como foi dito anteriormente, ainda que os 
coríntios cumprissem os preceitos relativos ao cabelo 
e à cobertura da cabeça nos cultos e orações (v.2), 
Paulo continuou escrevendo sobre o tema por mais 14 
versos, o que sugere que ele o fez porque sabia que 
essa carta seria lida em outras igrejas ao longo dos 
séculos. Não há outra explicação lógica para isso. 
A partir do v.2, Paulo apresenta três razões 
fundamentais para que o homem não cubra a cabeça 
nos momentos litúrgicos (cultos e orações) e para que 
a mulher o faça, não tendo relação com capacidade, 
https://www.bibliaonline.com.br/acf/1co/11/17+
43 
 
valor ou utilidade, mas com a hierarquia da criação, 
quais sejam: 
 PRIMEIRA RAZÃO: o homem é o 
cabeça da mulher e, portanto, deve apresentar-se 
diante de Deus descoberto; já a mulher deve cobri-la, 
reconhecendo a autoridade do homem (v.3); 
 SEGUNDA RAZÃO: o homem é a 
imagem e glória de Deus, mas a mulher, ao contrário, 
é a glória do varão e não de Deus (v.7); 
 TERCEIRA RAZÃO: o homem não 
foi criado por causa da mulher, mas a mulher, sim, foi 
criada por causa do varão (v.8 e v.9); 
 
No entanto, se ainda houvesse dúvidas acerca 
das razões divinas para tal mandamento, Paulo apela 
para a própria natureza, afirmando que ela nos ensina 
que é uma desonra para o homem ter o cabelo 
44 
 
crescido (dentro e fora dos cultos), mas, para a mulher, 
os cabelos longos lhe são honrosos (v.14 e v.15). 
Em outras palavras, Paulo está explicando à 
igreja que a natureza nos ensina que homens e 
mulheres devem ter posturas e condutas diferentes em 
alguns aspectos e momentos, para que possam agradar 
a Deus. 
Por essa razão, é possível entender que os 
mandamentos de 1 Coríntios 11 são mais profundos 
do que se imagina, tratando-se de questões morais e 
não simplesmente de aparência física, visto que Deus 
abomina homens que se comportam como mulheres 
e mulheres que se comportam como homens, tendo, 
no passado, destruído 5 (cinco) cidades por causa do 
pecado de violar a natureza sexual: 
 
“Ora, eram maus os homens de Sodoma, e grandes 
pecadores contra o Senhor... Então o Senhor fez chover 
45 
 
enxofre e fogo, do Senhor desde os céus, sobre Sodoma e 
Gomorra; e destruiu aquelas cidades e toda aquela campina, 
e todos os moradores daquelas cidades, e o que nascia da 
terra” (Gênesis 13:13; Gênesis 19:24,25). 
 
Portanto, em dois versículos (v.14 e v.15), Paulo 
reforçou a necessidade das posturas diferentes entre 
homens e mulheres (nos cultos e no dia-a-dia), como 
forma da igreja testemunhar ao mundo acerca dos 
padrões morais do Deus de Abraão, de Isaque e de 
Jacó: “...e sereis minhas testemunhas, tanto em Jerusalém, como 
em toda a Judeia e Samaria, e até os confins da terra!” (Atos 
1:8). 
Em Apocalipse, o Senhor mais uma vez destaca 
a importância da diferenciação entre os sexos, quando 
fala da aparência de algumas figuras simbólicas 
(gafanhotos) que usará para levar desgraça aos 
rebeldes, nos seguintes termos: “E o parecer dos 
https://www.bibliaonline.com.br/acf/gn/19/24,25+
46 
 
gafanhotos era semelhante ao de cavalos aparelhados para a 
guerra... os seus rostos eram como rostos de homens. E tinham 
cabelos como cabelos de mulheres” (Apocalipse 9:7,8). 
Um detalhe normalmente ignorado pelos 
teólogos que interpretam 1 Coríntios 11 é que Paulo, 
nos v.4 e v.5, usa as expressões TODO homem e 
TODA mulher, mostrando-nos que os mandamentos 
dados pelos Espírito Santo destinavam-se para 
TODAS AS COMUNIDADES CRISTÃS em todas 
as eras. Isto porque, no v.3, Paulo usa a mesma 
construção para mostrar que Cristo é o cabeça de 
TODO homem: “Mas quero que saibais que Cristo é a 
cabeça de todo homem” (1 Coríntios 11:3). Duvido que, 
em sã consciência, alguém tenha a capacidade de dizer 
que esse versículo (v.3) tratava apenas dos homens de 
Corinto, supondo que somente eles possuíam Jesus 
Cristo como cabeça. 
https://www.bibliaonline.com.br/acf/ap/9/7,8+
https://www.bibliaonline.com.br/acf/1co/11/3+
47 
 
Assim sendo, quando o Senhor Deus diz que 
TODA mulher deve usar véu, ele refere-se a TODAS 
AS MULHERES CRISTÃS até os nossos dias. 
No v.10, Paulo menciona os “anjos” como uma 
das razões para a mulher cobrir a cabeça nos cultos e 
orações, dizendo que a cobertura era um “sinal de 
poderio” por causa deles (os anjos). Será que tal 
afirmação não é uma prova irrefutável de que os 
mandamentos desse capítulo não tinham nada a ver 
com algo cultural, uma vez que os “anjos” estão 
presentes na caminhada do povo de Deus em todas as 
eras? 
Aliás, a relação entre “véu” e “anjos” não é 
exclusiva dessa carta de Paulo, pois o próprio Mestre 
fez menção a ela em uma de Suas falas, mostrando-
nos que se trata de algo real e concreto, em todo 
tempo e lugar: “E digo-vos que todo aquele que me confessar 
48 
 
diante dos homens também o Filho do homem o confessará 
diante dos anjos de Deus. Mas quem me negar diante dos 
homens será negado diante dos anjos de Deus” (Lucas 
12:8,9). 
Há ainda mais quatro passagens que tratam da 
relação íntima entre a igreja e os anjos de Deus, 
dizendo que os cristãos são espetáculo para os tais, os 
quais (“anjos”) serão inclusive julgados pela igreja: 
 “Porque tenho para mim, que Deus a nós, 
apóstolos, nos pôs por últimos, como condenados à morte; pois 
somos feitos espetáculo ao mundo, aos anjos, e aos homens” (1 
Coríntios 4:9); 
 “Para que agora, pela igreja, a multiforme 
sabedoria de Deus seja conhecida dos principados e potestades 
nos céus” (Efésios 3:10); 
 “Aos quais foi revelado que, não para si mesmos, 
mas para nós, eles ministravam estas coisas que agora vos 
https://www.bibliaonline.com.br/acf/lc/12/8,9+
https://www.bibliaonline.com.br/acf/lc/12/8,9+
https://www.bibliaonline.com.br/acf/1co/4/9+
https://www.bibliaonline.com.br/acf/1co/4/9+
https://www.bibliaonline.com.br/acf/ef/3/10+
49 
 
foram anunciadas por aqueles que, pelo Espírito Santo enviado 
do céu, vos pregaram o evangelho; para as quais coisas os anjos 
desejam bem atentar” (1 Pedro 1:12); e 
 “Vede, não desprezeis algum destes pequeninos, 
porque eu vos digo que os seus anjos nos céus sempre vêem a 
face de meu Pai que está nos céus” (Mateus 18:10). 
 
No Velho Testamento, há uma passagem 
bastante clara que mostra que, desde os tempos 
antigos, as mulheres do povo de Israel, quando iam 
se apresentar diante de Deus, tinham por hábito 
cobrir cabeça: “Então o sacerdote apresentará a mulher 
perante o Senhor, e descobrirá a cabeça da mulher” 
(Números 5:18). 
No v.15, Paulo usa a afirmação de que o 
“cabelo” havia sido dado para a mulher “em lugar de 
véu”, algo muito usado por alguns teólogos para dizer 
https://www.bibliaonline.com.br/acf/1pe/1/12+
https://www.bibliaonline.com.br/acf/mt/18/10+
https://www.bibliaonline.com.br/acf/nm/5/18+
50 
 
que a mulher não precisa cobrir a cabeça, uma vez 
que o cabelo substitui o véu. Mas, se analisarmos 
todo o contexto (todos os versos do capítulo), logo 
veremos que Paulo não mandaria a mulher cobrir a 
cabeça no v.6 e depois daria uma ordem contrária no 
v.15. Não há coerência nisso! 
Aliás, se o cabelo substituísse o véu, o próprio 
v.6 perderia completamente o sentido, uma vez que 
tal verso fala dedois tipos de cobertura, o CABELO 
(cobertura natural) e o VÉU (cobertura física): “Se a 
mulher não se cobre com véu (uma cobertura física), 
tosquie-se também (corte o cabelo). Mas, se para a mulher 
é coisa indecente o tosquiar-se ou rapar-se (cortar o cabelo 
natural), que ponha o véu (cobertura física)” (1 Coríntios 
11:6). Assim sendo, definitivamente, o v.15 não diz 
que o cabelo longo substitui o véu. 
https://www.bibliaonline.com.br/acf/1co/11/6+
https://www.bibliaonline.com.br/acf/1co/11/6+
51 
 
Outra coisa curiosa é o fato de os teólogos 
aceitarem como mandamento universal a correção 
que Paulo faz sobre a ceia do Senhor e não aceitar o 
uso do véu como doutrina para as igrejas cristãs, 
ainda que os dois assuntos estejam no mesmo 
capítulo. É no mínimo curioso, pra não dizer 
incoerente. 
Assim sendo, parece estar claro que o Senhor, 
no capítulo 11 de primeira Coríntios, estabeleceu uma 
doutrina para todas as igrejas cristãs, a qual deve ser 
observada por aqueles que fazem profissão de 
agradar a Deus, especialmente para os que não 
possuem o costume de contender acerca dos 
preceitos impostos pelo Espírito Santo: “Mas, se 
alguém quiser ser contencioso, nós não temos tal costume, nem 
as igrejas de Deus” (1 Coríntios 11:16). 
 
https://www.bibliaonline.com.br/acf/1co/11/16+
52 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
53 
 
Post-scriptum 
 
“Porque virá tempo em que não suportarão a sã doutrina; 
mas, tendo comichão nos ouvidos, amontoarão para si doutores 
conforme as suas próprias concupiscências; e desviarão os ouvidos 
da verdade, voltando às fábulas” 
(2 Timóteo 4:3,4). 
https://www.bibliaonline.com.br/acf/2tm/4/3,4+
54 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
55 
 
 
Post-scriptum 
 
No transcorrer deste livro, não foram evocados 
os fatos históricos como um argumento favorável à 
tese de que Paulo, em 1 Coríntios 11, ensinou às igrejas 
de Deus que homens e mulheres devem ter posturas 
diferenciadas ao se apresentarem diante de Deus nos 
cultos e orações. 
Contudo, julgo oportuno mencionar o fato de 
que são inúmeros os relatos de religiosos da época da 
igreja primitiva que mostram que as mulheres cristãs 
usavam véu nos cultos e orações em obediência aos 
preceitos estabelecidos pelo apóstolo Paulo, em 1 
Coríntios 11 (Menezes, 2015). 
56 
 
O Bispo Carlos Oliveira, da Igreja Quinta do 
Conde, apresenta, na matéria “O véu feminino tem, ou não 
base bíblica?”, algumas fotos de desenhos feitos nas 
paredes das catacumbas de Roma, no tempo da 
perseguição dos cristãos, que trazem as mulheres 
cristãs com a cabeça coberta. Ainda que não sejam a 
última palavra no assunto, tais registros, assim como 
os desenhos egípcios nas pirâmides, não deixam de ser 
um fato histórico relevante do ponto de vista 
arqueológico (Oliveira, 2018). 
Além das referidas fotos, o Bispo Oliveira cita, 
em tal matéria, as seguintes palavras de teólogos, 
escritores e líderes católicos influentes que viveram na 
época pós-apostólica: 
 TERTULIANO (160-222 d.C.), um 
teólogo, escritor e líder da igreja romana, escreveu que 
não só as mulheres casadas, senão também as virgens 
57 
 
usavam o véu nas igrejas que foram estabelecidas na 
época apostólica; 
 CLEMENTE (150-215 d.C.), um 
escritor, teólogo e apologista, disse que é desejo da 
Palavra que a mulher ore com a cabeça coberta; 
 JERÔNIMO (347-420 d.C.), um 
teólogo, historiador e sacerdote católico, também 
defendeu a cabeça da mulher coberta com véu; 
 AGOSTINHO (354-430 d.C.), um 
teólogo e filósofo, escreveu, na sua Carta CCXLV, 
que as mulheres não deviam ter as suas cabeças 
descobertas uma vez que “o apóstolo ordena às mulheres 
que cubram as suas cabeças”; 
 JOÃO CRISÓSTOMO (347-407 
d.C.), um dos mais importantes patronos e pregador 
do catolicismo primitivo, testemunha que também na 
sua época todas as mulheres usavam o véu e escreve 
58 
 
sobre o assunto na sua Homilia XXVI explicando 
através de 1 Coríntios 11 como as mulheres deveriam 
cobrir a cabeça; 
 HIPÓLITO (170-236 d.C.), um 
importante teólogo e líder da igreja em Roma, por 
volta do ano 200, compilou um registo de vários 
costumes e práticas na igreja das gerações que o 
precederam, considerando, em seu livro Tradição 
Apostólica, as declarações de que os primeiros cristãos 
praticavam exatamente o que está dito em 1 Coríntios 
11, tanto na Europa, quanto no Médio Oriente, no 
Norte de África ou no Extremo Oriente.” [Tradição 
Apostólica de Hipólito]. 
 
Como se não bastassem tais testemunhos 
históricos, o próprio reformador protestante Martin 
Lutero ensinou que o uso do véu pelas mulheres 
cristãs era mandamento de Deus, de tal sorte que a sua 
59 
 
própria esposa, Katharina Von Bora, o observava: “As 
mulheres devem... cobrir-se com um véu por causa dos anjos” 
(Oliveira, 2019). 
A própria igreja católica assume que se tratou 
de um preceito tradicional do cristianismo e que, aos 
poucos, foi tido como algo ligado à cultura, sendo, em 
1983, abolido completamente, com a reforma do 
Código Canônico, realizada por João Paulo II 
(Azevedo, 2012). 
Tais verdades históricas podem ser encontradas 
em um vídeo de um sacerdote católico de renome, o 
Padre Paulo Ricardo de Azevedo Jr., o qual disse, no 
vídeo, ter feito, pessoalmente, uma pesquisa nos 
documentos da igreja católica, descobrindo que as 
mulheres cristãs usavam véu nas missas desde os 
primórdios do catolicismo romano (Azevedo, 2012). 
O referido Padre chama a atenção, no vídeo, 
para o fato do apóstolo Paulo relacionar o véu com a 
60 
 
palavra “glória” (v.7), desvinculando seu uso de algo 
cultural, próprio da época em que a carta foi escrita, 
pois, segundo ele, em todas as eras, o cabelo sempre 
foi um componente de muito orgulho (“glória”) e 
cuidado por parte do sexo feminino, além de ser uma 
forma das mulheres expressarem a beleza interior. 
Assim sendo, segundo o Padre Paulo Ricardo, 
quando a mulher vai à igreja para a adoração, ela deve 
“cobrir a sua glória, a fim de dá-la unicamente a Deus”, pois 
encontra-se em companhia de homens e de anjos, os 
quais estão presentes nos cultos, conforme mostra a 
Bíblia Sagrada (Salmo 34:7; Hebreus 12:22-23; 
Apocalipse 8:3; Atos 138:1). 
Em outras palavras, o sacerdote católico quer 
dizer que, ao cobrir a cabeça, a mulher realiza o ato de 
ESCONDER sua “glória”, fazendo-o de uma forma 
ritualística e visível, algo que é próprio da liturgia dos 
cultos, nos quais os gestos e os vestuários significam 
61 
 
uma maneira concreta de externar uma atitude interior 
(Ricardo, 2012). 
Segundo o escritor católico tradicional Peter 
Andrew Kwasniewski, foi o Concílio Vaticano II, 
realizado de 1962 a 1965, que trouxe mudanças 
visíveis e sutis para o seio da igreja romana, as quais 
afetaram significativamente a forma com que os 
católicos compreendiam a fé (Kwasniewski, 2020). 
Umas dessas mudanças, segundo Peter Kwasniewski, 
foi exatamente a “extinção quase que completa do uso do 
VÉU (grifo meu) pelas mulheres, quando estão em momento 
de oração” (Kwasniewski, 2020). 
Antes do Concílio Vaticano II, quando alguém 
entrava na igreja para assistir a uma missa, podia 
contemplar “todas as mulheres com a cabeça coberta, fosse por 
boinas, gorros, véus ou toalhas de renda”, afirma Peter 
Kwasniewski. 
62 
 
Para tal escritor católico, o uso do véu possui os 
seguintes significados: 
 O “sinal de poderio” representado pelo 
véu faz um paralelo com a atitude dos anjos de 
cobrirem o rosto quando entravam na presença de 
Deus, demonstrando um profundo respeito e 
reverência à Sua autoridade suprema (Isaías 6:1-3); 
 O véu, e qualquer outro símbolo 
associado à mulher, deve ser considerado como um 
verdadeiro abandono da vontade própria para 
submeter-se à vontade de Deus, e, assim, esmagar a 
cabeça da serpente, da mesma forma que Jesus venceu 
a satanás com Suamorte; 
 O véu é um símbolo de consagração e 
autossacrifício, mostrando que, assim como Cristo 
submeteu-se ao Pai, a mulher está sob o poder e 
proteção do seu marido, de forma que, no local de 
63 
 
culto, ela traz um sinal exterior de uma verdade 
interior (a vocação de esposa); 
 O véu é um simples objeto que traz 
uma realidade espiritual profunda, à medida que 
permite à mulher viver sua vocação de mãe e esposa 
de modo mais pleno; 
 O véu reforça o chamado natural e 
sobrenatural da mulher para ser esposa de Cristo, na 
vida religiosa, e do marido, em um casamento cristão, 
fortalecendo, assim, a “tradição apostólica da hierarquia 
familiar” e combatendo a desintegração da família; 
 O véu, ao invés de um sinal de 
opressão das mulheres, é um sinal de um amor 
genuíno e comprometido, assim como a cruz é o 
maior sinal de amor dado à humanidade; e 
 O véu tem razões práticas, tais como: 
evitar distração durante a liturgia, permitir uma 
64 
 
privacidade (estar a sós com o Senhor) e chamar a 
atenção de todos para o fato de que a razão de estar 
na igreja é adorar a Deus e não para um convívio 
social. 
 
A verdade é que, quando se lê algumas matérias 
publicadas por teólogos sobre o uso do véu, percebe-
se que a maioria deles simplesmente reproduz os 
conhecimentos que obtiveram com outros estudiosos. 
Em suas análises, via de regra, percebe-se que a maior 
parte não possui a sensatez de esclarecer o público 
sobre o fato de que as cristãs da igreja primitiva 
usavam o véu nos cultos e orações (Menezes, 2015). 
Pelo contrário, grande parte dos teólogos nem 
cita o uso do véu pelas mulheres cristãs do primeiro 
século e condicionam seus ouvintes a crerem somente 
nos fatos históricos que eles apresentam como 
65 
 
justificativa para suas posições teológicas, ou seja, os 
supostos costumes pagãos da cidade grega de Corinto. 
É o caso, por exemplo, do Centro Apologético 
Cristão de Pesquisa (CACP), que, vez ou outra, 
publica matérias e vídeos que garantem que Paulo, em 
1 Coríntios 11, preocupou-se com “usos e costumes”, 
mesmo sendo um ferrenho combatedor desse tipo de 
heresia (Martinez, 2018). Eles esquecem-se dos 
seguintes argumentos importantes acerca do assunto: 
 Paulo está tratando de uma cobertura 
apenas para os momentos litúrgicos e não para a vida 
diária das mulheres cristãs, diferentemente do que 
sugere a CACP, que quer, a todo custo, convencer os 
ouvintes de que o apóstolo falava de um “costume 
diário”; 
 Paulo, por coerência, jamais imporia 
um “costume judaico”, do dia-a-dia, para mulheres 
66 
 
gregas, que não tinham por hábito cobrir a cabeça na 
sua vida diária normal; 
 Paulo cita um “sinal de poderio” que a 
mulher cristã deveria trazer sobre a cabeça por causa 
dos ANJOS (grifo do autor), não tendo qualquer 
relação com “costumes locais”. 
 
Alguns teólogos que criticam o uso do véu, 
argumentam que a palavra “anjo”, do v.10, diz respeito 
a “autoridade do marido”, e que, portanto, Paulo está 
mostrando que um “costume social judaico” foi trazido 
para dentro da igreja de Cristo, formada por mulheres 
gregas. De tal forma que, para não causar escândalo, 
Paulo viu-se obrigado a fazer uma espécie de 
“acomodação” (Martinez, sem data). 
No entanto, tal argumento é falho logo de 
partida, pois o apóstolo Paulo não aceitava, em 
hipótese alguma, a imposição de costumes judaicos à 
67 
 
igreja cristã, tendo resistido face-a-face ao apóstolo 
Pedro por causa disso conforme o seguinte verso: 
“Você é judeu, mas vive como gentio e não como judeu. Portanto, 
como pode obrigar gentios a viverem como judeus?” (Gálatas 
2:11-14). Outrossim, se o mandamento falava da 
“autoridade do marido”, o que fazer com as mulheres que 
não eram casadas? 
Outros teólogos, em seus devaneios teológicos, 
chegam a afirmar que o fato de tal assunto ser citado 
uma única vez nas Escrituras Sagradas é a prova 
irrefutável de que o uso do véu não pode ser tomado 
como uma doutrina cristã. Contudo, eles se esquecem 
de que a doutrina dos mil anos (o “milênio”), registrada 
em Apocalipse 20, também é mencionada uma única 
vez na Bíblia, sem, contudo, ser desconsiderada como 
algo doutrinário (Apocalipse 20). 
A grande verdade é que a diferença de postura 
e conduta entre os sexos parece ser algo de muita 
68 
 
importância do ponto de vista divino, ao ponto do 
Senhor impor, por exemplo, um papel secundário para 
a mulher nos cultos e orações, tendo, como 
justificativa, o fato da mulher ter sido a primeira a 
transgredir, e não o homem: “A mulher aprenda em 
silêncio, com toda a sujeição. Não permito, porém, que a 
mulher ensine, nem use de autoridade sobre o marido, mas que 
esteja em silêncio. Porque primeiro foi formado Adão, depois 
Eva. E Adão não foi enganado, mas a mulher, sendo 
enganada, caiu em transgressão” (1 Timóteo 2:11-14). 
Se analisarmos com cuidado o argumento 
apresentado por Paulo para a submissão da mulher, na 
passagem anterior, não será difícil perceber que ele 
guarda uma certa similaridade com os argumentos 
apresentados por Paulo no caso do uso do véu, 
tratando-se, coincidentemente, de dois assuntos 
bastante polemizados nas igrejas atuais. 
https://www.bibliaonline.com.br/acf/1tm/2/11-14+
69 
 
Será que a polêmica que existe em torno desses 
dois temas, os quais tratam justamente da 
diferenciação dos sexos (“a submissão da mulher” e “o uso 
do véu”), não seria um sinal de que ambos são, de fato, 
mandamentos divinos legítimos? 
Parece-me correto entender dessa forma, pois o 
processo de masculinização das mulheres e 
feminilização dos homens encontra-se em escala 
muito avançada nas sociedades atuais, sendo, 
provavelmente, o real motivo da verdadeira repulsa 
que a maioria das pessoas manifesta quando se fala em 
regras para diferenciação entre os sexos 
Para aqueles que insistem em fechar os olhos 
para a terrível influência que o movimento feminista 
tem exercido na sociedade moderna, trazendo a 
destruição dos valores cristãos, seria bom refletir nas 
seguintes palavras do pintor e escritor Jeremy 
70 
 
Gardener, extraídas do livro “A cobertura feminina: uma 
prática cristã esquecida para os tempos modernos”: 
 
“Na América do Norte, a cobertura feminina usava-se em 
praticamente todas as igrejas até ao início do século XX. 
Esta data é interessante porque coincide com a primeira 
onda do feminismo. Embora a prática continuasse na 
maioria das igrejas, desse tempo adiante, tornou-se num 
símbolo em declínio. Depois, nos anos 60 e 70, o número 
de mulheres que o praticavam caiu radicalmente. Mais 
uma vez, isso coincidiu com outro movimento do 
feminismo. Durante a década de 1960, o Women’s 
Liberation Movement (Movimento de Libertação das 
Mulheres) varreu a América. O leitor talvez de interrogue 
se a ligação entre o feminismo e o declínio do uso do véu 
feminino é uma mera coincidência. Sabemos que não foi 
uma coincidência porque as feministas fizeram esforços 
organizados para tentar erradicar o símbolo. Elas 
entendiam que uma mulher que cobria a sua cabeça era 
um símbolo da sua submissão à autoridade masculina, e 
odiavam isso.” (IQC, 2019). 
 . 
71 
 
Para finalizar, um detalhe fundamental que 
pode nos ajudar a elucidar a questão é o fato dos 
teólogos tratarem com avidez sobre a parte feminina 
do mandamento, mas esquecerem-se completamente 
dos motivos que levaram o apóstolo Paulo a 
estabelecer uma doutrina para os homens cristãos de 
Corinto. 
Não há qualquer explicação teológica, seja 
cultural ou de qualquer espécie, para os versos que 
tratam da postura e conduta masculina dos cristãos de 
Corinto, o que comprova a tendenciosidade dos 
argumentos da maioria dos teólogos que combatem o 
uso do véu pela igreja. 
Fica o alerta para que os leitores da Bíblia não 
ouçam apenas um lado da história e não creiam 
fielmente nas interpretações dostextos bíblicos deste 
ou daquele escritor, mas ajam como os crentes de 
Beréia, que conferiam pessoalmente, nas Escrituras 
72 
 
Sagradas, tudo aquilo que os pregadores diziam, para 
ver se estava de acordo com o texto bíblico (Atos 
17:11). 
Que Deus nos abençoe a todos e nos faça 
entender e aceitar, com humildade, a voz do único 
Mestre: “Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda 
esse é o que me ama” (João 14:21). 
 
 
 
 
 
 
 
 
https://www.bibliaonline.com.br/acf/jo/14/21+
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Referências Bibliográficas 
 
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https://www.youtube.com/watch?v=psth8iWlee4&feature=emb_title
https://www.bibliaonline.com.br/
https://iqc.pt/edificacao/ensino/doutrinal/14806-quando-e-porque-foi-o-ponto-de-viragem-do-uso-do-veu?fbclid=IwAR3eXMPJSFdNijKqn%2065%20ZfcMZzVMNGD2AtW4awRrejMuHEVQaeqren5bMZQI
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5. KWASNIEWSKI, PETER. A teologia por trás do uso do véu na 
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na-igreja. Acesso em: 22 fev. 2020. 
 
6. MARTINEZ, J.F. A mulher Cristã precisa usar o véu? Centro 
Apologético Cristão de Pesquisa, 2018. Disponível em: 
http://www.cacp.org.br/a-questao-do-cabelo-e-do-veu/. Acesso em: 18 
fev 2020. 
 
7. MARTINEZ, J.F. O Véu: Pr. João Flávio Martinez responde. Vídeo 
sem data. Disponível em: https://www.youtube.com /watch?v=u5H9w6w 
MMWU&t=68s. Acesso em: 20 fev. 2020. 
 
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Cubatão: Editora Clube do Autores, 2015. 
 
9. OLIVEIRA, Carlos. O véu feminino tem, ou não, base bíblica? Igreja 
Quita do Conde, 2018. Disponível em: https://iqc.pt/edificacao 
/ensino/mulheres/7358-o-veu-feminino-tem-ou-nao-base-biblica-ii. 
Acesso em 29 mai. 2020. 
 
10. OLIVEIRA, Carlos. Testemunhos sobre o véu (14). Igreja Quita do 
Conde, 2019. Disponível em: https://iqc.pt/edificacao/ensino/doutrinal 
/14788-testemunhos-sobre-o-veu-15. Acesso em 29 mai. 2020. 
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