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Maria Laura C. Tonhon 
 
VIA URINÁRIA SUPERIOR 
Rins: filtração do sangue e formação da urina. A 
urina segue pelos ureteres em direção a bexiga. 
RIM 
Órgão retroperitoneal, na topografia 
aproximadamente da 11º a 12ª costela, sendo o rim 
direito ligeiramente mais inferior em relação ao rim 
esquerdo por conta da presença do fígado. 
O rim é um órgão retroperitoneal, estando atrás do 
peritônio, e possui relação com duodeno e pâncreas 
(que também são retroperitoneais), dessa forma, 
inflamações nesses órgãos também pode afetar o 
sistema renal. 
Segmentos renais: o rim é grosseiramente dividido 
em polo superior, polo médio e polo inferior. É 
necessário guardar a segmentação renal, pois ela 
terá ligação com a drenagem venosa, com a 
vascularização arterial, com a drenagem linfática e 
com a produção da urina. 
 
- Os segmentos anterior superior e anterior inferior 
correspondem ao segmento posterior. A artéria é 
posterior à veia. 
Os rins pesam cerca de 150g cada um, com 
comprimento de 10-12cm. 
 
- Visão anterior. 
- A glândula suprarrenal pousa no polo superior do 
rim e tem íntima relação com ele. As cápsulas 
adiposa e fibrosa farão um revestimento de 
proteção do rim, tanto do ponto de vista anatômico 
quanto mecânico (para manter rim em sua posição). 
- Na parte medial encontra-se o hilo renal, e dentro 
dele há a pelve renal. 
Maria Laura C. Tonhon 
 
 
- O córtex renal está em contato com a cápsula 
fibrosa, e é a parte mais externa do rim, enquanto a 
medula renal é a parte mais interna e possui as 
pirâmides renais. 
- O sangue chega pelo hilo renal (pelas artérias), vai 
em direção ao glomérulo (no córtex) e será 
encaminhado à pirâmide renal, depois ao cálice 
menor, cálice maior, pelve renal e por fim para o 
ureter. 
- O ápice das pirâmides renais é chamado de papila 
renal. As estruturas intermediárias do córtex são 
chamadas de colunas renais (de Bertin). 
- Os cálices renais são bem estruturados, de forma 
que se há obstrução em um cálice menor, por 
exemplo, o restante do rim continua funcionando. 
- O córtex vai conter os glomérulos e os ductos 
coletores, já os ductos maiores e os vasos de maior 
calibre estarão na medula. 
- Há gordura na porção do hilo renal, também para 
fazer uma proteção aos vasos. O cálice menor tem 
esse nome pois forma um aspecto de cálice para 
receber a urina da papila renal. 
VARIAÇÕES ANATÔMICAS 
 
- Persistência da segmentação lobular do feto (rim 
do feto é mais lobular e com o tempo os segmentos 
se juntam e formam segmentos maiores, mas isso 
pode não acontecer). 
- Rim em ferradura: quando durante o 
desenvolvimento embrionário o rim não se separa 
(mais frequente são os polos inferiores unidos). 
CORTE AXIAL 
 
Vascularização arterial do rim: 
Maria Laura C. Tonhon 
 
 
- Vascularização vai do hilo em direção ao córtex, 
para extravasar o sangue e iniciar o processo de 
produção da urina. Dessa forma, inicia-se com um 
vaso de grande calibre que se ramifica em vasos 
menores para que consigam se infiltrar no córtex. 
- As artérias interlobares vão formar as artérias 
arqueadas, em seguida as artérias interlobulares, e 
essas últimas que irão adentrar o córtex para a 
formação do glomérulo. 
DRENAGEM VENOSA 
 
- A artéria mesentérica superior, que é um dos 
principais ramos da aorta abdominal, vai caminhar 
“por cima” da veia renal esquerda. Dessa forma, por 
exemplo, uma trombose nessa artéria pode 
comprimir a veia renal esquerda, e vice-versa. 
- A veia testicular ou ovariana esquerda, drena 
diretamente para a veia renal esquerda, já no lado 
direito, essa drenagem é feita diretamente para a 
cava. 
Drenagem linfática: 
- Os linfáticos do córtex emitem ramos a porção 
medular, formando os vasos linfáticos medulares, 
que sairão do rim e irão para os linfonodos. Os 
primeiros linfonodos que irão receber a drenagem 
são os peri-ilares (são pertinentes à cadeia da cava e 
da aorta), e irão caminhar para a cisterna do quilo e 
ducto torácico (parte mais superior) e para os 
linfonodos ilíacos comuns (parte inferior). 
Inervação: 
- Recebe nervos do plexo celíaco, plexo mesentérico 
superior, nervo esplâncnico maior e menor. Têm 
inervação simpática e parassimpática. Fazem 
vasoconstrição ou vasodilatação da arteríola 
aferente, para aumentar ou diminuir a capacidade 
de filtração glomerular. 
OBSERVAÇÕES 
1. Células mesangiais: possuem capacidade 
contrátil e têm receptores de angiotensina II 
que, quando ativados, reduzem o fluxo 
sanguíneo glomerular. 
2. A área crivosa é uma característica distintiva 
da papila renal. 
3. O parênquima renal cortical separa as 
pirâmides vizinhas, formando as colunas 
renais. 
4. A zona medular é formada por 10-18 
pirâmides medulares. 
Maria Laura C. Tonhon 
 
5. A artéria renal acessória é uma anomalia 
vascular comum que pode surgir da aorta ou 
de artérias adjacentes. A presença desta 
artéria pode complicar procedimentos 
cirúrgicos devido ao risco aumentado de 
hemorragia. 
6. Os podócitos são responsáveis pela 
formação da barreira de filtração no espaço 
de Bowman. 
7. A eritropoetina é um hormônio essencial 
para a produção de glóbulos vermelhos e é 
produzida, em sua maior parte, nas células 
intersticiais dos rins.

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