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Análise de riscos ambientais Apresentação Nesta Unidade de Aprendizagem, será abordada a análise de riscos ambientais. O emprego predominante da análise de risco acontece durante o licenciamento ambiental de fontes potencialmente geradoras de acidentes ambientais. Essa análise, portanto, é fundamental em Estudos de Impactos Ambientais (EIA)/Relatório de Impactos Ambientais (RIMA). Bons estudos. Ao final desta Unidade de Aprendizagem, você deve apresentar os seguintes aprendizados: Definir riscos ambientais.• Reconhecer técnica(s) mais adequada(s) de identificação de riscos.• Identificar riscos ambientais.• Infográfico No infográfico a seguir, constam as cinco etapas que compõem a análise de riscos ambientais. Conteúdo do livro O capítulo Análise de Riscos Ambientais, da obra Avaliação de impactos ambientais apresenta a análise de risco ambiental que acontece durante o licenciamento ambiental de fontes potencialmente geradoras de acidentes ambientais. Boa leitura! AVALIAÇÃO DE IMPACTOS AMBIENTAIS Karine Scherer Revisão técnica: Vanessa de Souza Machado Bióloga Mestre e Doutora em Ciências Ronei Stein Engenheiro Ambiental Mestre em Engenharia Civil e Preservação Ambiental Catalogação na publicação: Karin Lorien Menoncin CRB-10/2147 A945 Avaliação de impactos ambientais / Ronei Stein... [et al.] ; [revisão técnica: Vanessa de Souza Machado, Ronei T. Stein]. – Porto Alegre: SAGAH, 2018. 428 p. : il. ; 22,5 cm ISBN 978-85-9502-344-4 1. Engenharia ambiental. I. Stein, Ronei. CDU 502.13 Avaliacao_de_Impactos_Ambientais_Book.indb 2 26/02/2018 16:48:10 Análise de riscos ambientais Objetivos de aprendizagem Ao final deste texto, você deve apresentar os seguintes aprendizados: Defi nir riscos ambientais. Reconhecer técnica(s) mais adequada(s) de identifi cação de riscos. Identifi car diferentes tipos de riscos ambientais. Introdução Neste capítulo, será abordada a análise de riscos ambientais. O emprego predominante da análise de risco acontece durante o licenciamento ambiental de fontes potencialmente geradoras de acidentes ambientais. Essa análise, portanto, é fundamental em Estudos de Impactos Ambientais (EIA)/Relatório de Impactos Ambientais (RIMA). Riscos ambientais A Política Nacional do Meio Ambiente, introduzida pela Lei nº 6.938/1981, prevê a utilização de diversos instrumentos para a implantação do gerencia- mento de riscos ambientais. Entre eles, está a Avaliação de Riscos Ambientais, que, na maioria das vezes, está inserida no EIA/RIMA (Estudo de Impacto Ambiental/Relatório de Impacto Ambiental), por meio da decisão de orga- nizações governamentais de controle ambiental. (BRASIL, 1981). Assim, o gerenciamento de riscos ambientais é precedido por uma série de processos de avaliação das consequências de eventos potencialmente capazes de causar impactos na saúde pública e no meio ambiente. Por exemplo, explosões, incên- dios, derramamentos e emissões imediatas de substâncias tóxicas causadas por acidentes são exemplos do primeiro tipo de consequência. Portanto, para avaliar um risco, é necessário estimar a probabilidade de que o evento venha a ocorrer, bem como a extensão dos danos que o mesmo poderá causar. Avaliacao_de_Impactos_Ambientais_Book.indb 245 26/02/2018 16:49:41 Dessa forma, a análise de riscos, embora seja complexa, é uma ferramenta muito importante para identificar os pontos mais vulneráveis de uma insta- lação ou de um processo, permitindo adotar medidas preventivas que irão proteger o meio ambiente e o homem, caso venha a ocorrer algum acidente. Assim, o controle e a minimização das fontes de poluição e o encaminhamento correto dos resíduos gerados pelas empresas e pela sociedade são as duas soluções mais efetivas e concretas utilizadas para assegurar a qualidade do meio ambiente. Existe, porém, um outro ângulo do problema que deve ser cuidadosamente analisado, pois afeta diretamente a eficácia destas duas soluções – os riscos ambientais. Podemos considerar como risco tudo aquilo que se refere à possibilidade de ocorrências indesejáveis e passíveis de causar danos para a saúde, para os sistemas econômicos e para o meio ambiente. Portanto, entre os riscos ambientais que, com maior frequência dão origem a acidentes, estão aqueles relacionados com o processamento, armazenamento e transporte de produtos. Assim, visando um melhor planejamento e um maior controle por parte das empresas para evitar tais situações, a legislação ambiental está estruturada para punir severamente uma empresa que transgrida padrões de qualidade em suas descargas ou que introduza modificações indesejadas no meio ambiente, pois os riscos de contaminação, principalmente quando atingem o solo e os corpos d’água, podem ter proporções desastrosas. A identificação dos riscos inerentes às atividades da empresa e a avaliação de suas possíveis consequências constituem os passos iniciais para qualquer sistema de gestão. Por meio da avaliação de riscos, como a identificação e a qualificação dos diferentes tipos de falhas que podem ocorrer e os volumes de descargas que podem ser lançados em caso de acidentes, calculando a possibilidade e a amplitude de um possível acidente, pode-se propor mudanças no projeto, com o intuito de minimizar tais riscos ou até mesmo evitá-los. Devemos nos perguntar “o que aconteceria se…” ao analisar a viabilidade ambiental de um projeto, pois as consequências do mau funcionamento do empreendimento podem ser mais significativas do que os impactos decorrentes de seu funcionamento normal. O mapeamento dos riscos que podem afetar o meio ambiente em uma determinada área ou instalação de uma empresa é o primeiro passo para a solução de problemas ambientais, avaliando seus efeitos sobre a água, o ar, os solos e a biodiversidade. A análise de riscos ambientais está atrelada a três tipos de riscos existentes, que são: Análise de riscos ambientais246 Avaliacao_de_Impactos_Ambientais_Book.indb 246 26/02/2018 16:49:41 Riscos naturais: resultam do funcionamento dos sistemas naturais, como abalos sísmicos, movimentos de massa em vertentes, erosão do litoral, cheias e inundações. Riscos tecnológicos: resultam de acidentes, frequentemente súbitos e não planejados, decorrentes da atividade humana, como cheias e inun- dações por ruptura de barragens, acidentes no transporte de mercadorias perigosas, emergências radiológicas, entre outras. Riscos mistos: resultam da combinação de ações continuadas da ati- vidade humana com o funcionamento dos sistemas naturais, como incêndios florestais. Os riscos ambientais incorporam sempre dois componentes: a probabilidade de ocorrência e a gravidade dos danos potenciais. Para avaliar um risco, são necessárias, portanto, a probabilidade de que o evento venha a ocorrer e a extensão dos danos que o mesmo pode causar. Riscos de maior probabilidade de ocorrência e que impliquem em danos mais graves devem ser sempre con- frontados em primeiro lugar, em qualquer plano de gerenciamento de riscos. O nível de um risco pode ser avaliado em função da frequência com que ocorrem as situações de risco e da severidade dos efeitos resultantes e, por isso, as situações de risco são classificadas em permanentes, frequentes, esporádicas e raras e a severidade desses efeitos pode variar de grave a negligível. É a composição desses dois fatores que irá definir o nível de risco. A análise de riscos, embora seja complexa, é uma ferramenta de extrema importância para identificar os pontos mais vulneráveis de uma instalação ou de um processo, permitindo adotar antecipadamente aquelas medidas preventivas que servirão para proteger o meio ambiente e o homem, caso ocorra algum tipo de acidente. É a partir da análise de riscos, com a identificação metódica das situações e elementos que podem contribuir para o acontecimento de algum acidente, que se pode elaborar um programa de redução ou minimização de riscos, com planos de contingência e emergênciaem todos os setores da empresa. A elaboração desses planos, ainda na fase de implantação de um projeto, irá facilitar o processo de licenciamento ambiental das instalações do empreendimento. Os riscos ambientais constituem, portanto, a mais nova preocupação pre- sente nas decisões de empreendedores, que, para competir em um mercado aberto e globalizado, precisarão se adequar às normas da série ISO 14.000, relacionadas com a gestão da qualidade ambiental. 247Análise de riscos ambientais Avaliacao_de_Impactos_Ambientais_Book.indb 247 26/02/2018 16:49:41 O tema meio ambiente assumiu uma posição de destaque entre as preocupações que afligem a sociedade e, nos últimos anos, vem sendo objeto de um processo de gradativa reavaliação. Atitudes isoladas visando à preservação do meio em que vivemos, vão, aos poucos, cedendo espaço para abordagens mais racionais, objetivas e sistêmicas dos problemas causados pela poluição e pelos impactos das atividades humanas sobre o meio ambiente. Com o intuito de uniformizar as ações que deveriam ser tomadas sob essa visão de proteção ambiental, a ISO (Organização Internacional para a Normatização) decidiu criar um sistema de normas denominadas ISO 14.000. Em sua concepção, a série de normas ISO 14.000 tem como objetivo central um Sistema de Gestão Ambiental que auxilia as empresas a cumprirem seus compromissos assumidos com o meio ambiente. Como objetivos decorrentes, criam sistemas de cer- tificação, tanto das empresas quanto de seus produtos, possibilitando, assim, distinguir aquelas empresas que atendem à legislação ambiental e cumprem os princípios do desenvolvimento sustentável. Classificação de riscos ambientais Os riscos ambientais podem ser classifi cados em quatro tipos: Riscos internos: relacionados com a saúde e a segurança dos funcioná- rios, que podem dar motivo, com frequência, a processos trabalhistas e autuações por órgãos fiscalizadores. Como exemplos de riscos internos, podemos relacionar os casos de contaminação e intoxicação de funcio- nários por produtos químicos prejudiciais à saúde, os níveis excessivos de ruídos nos locais de trabalho, a contaminação de equipamentos e partes das instalações por substâncias tóxicas, a contaminação do solo, entre outros. Riscos externos: relacionados com a contaminação de comunidades vizinhas e outras áreas, resultando, muitas vezes, em multas ou interdi- ções pelos órgãos públicos e pressões por parte de ONGs (Organizações Não-Governamentais). Os riscos externos mais frequentes são aqueles decorrentes do transporte de resíduos e produtos da empresa, as des- cargas de poluentes sobre moradias próximas e as emissões gasosas que, associadas a condições atmosféricas desfavoráveis, podem causar intoxicação em populações vizinhas. Análise de riscos ambientais248 Avaliacao_de_Impactos_Ambientais_Book.indb 248 26/02/2018 16:49:41 Riscos de contaminação dos próprios produtos: acarretam sérios problemas de marketing, vendas e, em certos casos, processos movidos em defesa dos consumidores. Riscos relacionados com a imagem institucional: são agravados quando se trata de empresa exportadora para países nos quais os temas ecológicos são tratados com maior rigorosidade. Alguns riscos escapam ao julgamento objetivo e ao tratamento norma- lizado dos exemplos já citados. São os riscos que incorporam interesses comerciais ou resultam de campanhas movidas contra alguns tipos de produ- tos. É o caso das barreiras não tarifárias que são impostas por alguns países e blocos econômicos e que se aproveitam do tema ecológico para proteger sua indústria e agricultura. Nesse sentido, é difícil estabelecer um limite justo entre o zelo genuíno pelo meio ambiente e o protecionismo comercial camuflado, mas é certo que empresas que não tiverem uma imagem am- bientalmente correta correm o risco de ter os seus produtos rejeitados em uma economia globalizada. Algumas iniciativas, quando bem aplicadas, permitem que as empresas alcancem esta imagem de “ambientalmente correta”, a custos compensadores, por meio da política de portas abertas à comunidade, campanhas de coleta seletiva e reciclagem e apoio aos moradores vizinhos para melhoria de suas condições de vida; essas são apenas algumas das inciativas que têm permitido a diversas empresas conquistar uma imagem positiva junto à sociedade. No entanto, nessa situação, vale um alerta: o uso da má fé na criação de uma imagem ambiental indevida e falsa é passível de penalidades legais. Cabe ressaltar que outras ações, mais especificamente as de cunho técnico, também podem contribuir para a redução de riscos ambientais. Entre essas ações, convém destacar: A prática de auditorias ambientais periódicas, permitindo identificar as áreas e operações de maior risco na empresa, antecipando-se à ocorrên- cia de sinistros. Essas auditorias são fundamentais para a certificação da empresa nas normas ISO 14.000. O tratamento adequado dos resíduos gerados, visando à sua efetiva eliminação pela neutralização ou reciclagem de seus elementos tóxicos, tendo em vista que simplesmente dispor esses resíduos em aterros não elimina o risco ambiental, mas, pelo contrário, constitui-se em um passivo ambiental para a empresa geradora. 249Análise de riscos ambientais Avaliacao_de_Impactos_Ambientais_Book.indb 249 26/02/2018 16:49:41 A adoção de tecnologias limpas que eliminam ou reduzem substancial- mente a geração de poluentes no processo produtivo. A contratação da cobertura de riscos ambientais, modalidade de seguro já existente em alguns países. Nesse sentido, é muito importante ressaltar que, no caso da proteção ao meio ambiente, a eventualidade da ocorrência de acidentes seja sempre con- siderada de forma objetiva, despida do manto das catátrofes irremediáveis e revestida de lógica e precaução. Técnicas para identificação de riscos ambientais A identificação de risco é um processo que determina quais riscos podem afetar o empreendimento, documentando suas características a partir das informações disponíveis e da experiência da equipe responsável. Esses riscos podem ser considerados positivos (oportunidades) ou negativos (falhas). Geralmente, os membros da equipe de identificação de risco são: equipe do projeto, consultores do assunto, clientes, usuários finais, entre outros. Podemos considerar a identificação de riscos como um processo intera- tivo, que deve ocorrer de forma contínua entre a equipe de projeto (ou de identificação de riscos) e todas as partes envolvidas, tendo em vista que novos riscos podem surgir ao longo do processo. A etapa de identificação de risco deve ser traduzida em um processo metó- dico e bem organizado, de maneira que seja possível identificar todos os riscos, inclusive os que não sejam controlados pela instituição, considerando que os eventuais riscos não identificados nesta etapa dificilmente serão examinados no futuro. Após a identificação, determinam-se todas as possíveis causas dos eventos com base na criação de cenários e se citam algumas das ferramentas que podem ser usadas, como: checklists, brainstormings ou análise de sistemas semelhantes, entre outras. A escolha da ferramenta mais apropriada irá sempre depender da natureza das atividades em estudo, dos tipos de risco, do contexto em presença e dos objetivos da gestão de risco. Entre as técnicas mais utilizadas para a identificação de riscos, podemos citar as seguintes: Análise de riscos ambientais250 Avaliacao_de_Impactos_Ambientais_Book.indb 250 26/02/2018 16:49:41 Técnicas de coleta de informação Brainstorming: é a técnica cujo objetivo é a obtenção de uma lista dos riscos do projeto. Os principais stakeholders do projeto e especialistas são agrupados para apresentar suas ideias sem qualquer tipo de restrição ou consenso entre seus participantes. É importante que, durante essa reunião, o gerente de riscos seja o facilitador, promovendo a identificação de ameaças e oportunidades. Técnica Delphi: tem como objetivo o consenso entre especialistas. Consiste em obter a opinião de especialistas em risco por meio de um questionário, que deve ser respondido anonimamente. As respostas são resumidas e redistribuídas aos especialistas para comentários adicionais. O consenso será alcançado após algumas rodadas desse processo. Entrevistas: consiste em aplicar entrevistas com os principais stakehol- ders do projeto e com especialistas, buscando identificar os riscos. Análise SWOT (strengths, weaknesses, opportunities and threats analysis): este tipo de análise busca identificar problemas culturais, organizacionais ou de ambiente que possam impactar o projeto com base em quatro perguntas: 1. Quais são as forças da nossa organização, do projeto ou de algum aspecto do projeto? 2. Quais são as fraquezas da nossa organização, do projeto ou de algum aspecto do projeto? Essas perguntas são de contexto interno do projeto, para avaliar o seu ambiente atual. 3. Quais são as oportunidades que o projeto ou algum aspecto do projeto apresenta? 4. Quais são as ameaças que o projeto ou algum aspecto do projeto apresenta? Essas perguntas buscam avaliar o contexto externo ao projeto e o am- biente futuro. Análise da causa-raiz: busca identificar um problema e descobrir as causas subjacentes que levaram a ele e desenvolver ações preventivas. 251Análise de riscos ambientais Avaliacao_de_Impactos_Ambientais_Book.indb 251 26/02/2018 16:49:42 Revisão da documentação do projeto: revisa todos os documentos do projeto em busca de oportunidades e ameaças (riscos) para assegurar a cobertura na identificação de riscos. Análise de listas de verificação ou checklist corporativo: é formado por uma lista de verificação que auxilia o processo de análise das informações históricas e da experiência da equipe. Opinião de especialistas: reúne especialistas em negócios, finanças e nos aspectos técnicos para discutir os potenciais riscos do projeto. Análise de premissas: é a validação das premissas identificadas e documentadas no decorrer dos processos de planejamento. Técnicas de diagramas: ■ Diagramas de causa e efeito (também conhecido como Ishikawa ou espinha de peixe): são úteis para identificar a causa do risco, definir alguns potenciais impactos e identificar as possíveis causas para esses riscos. ■ Diagramas de sistema ou fluxograma (também conhecido como diagrama de influência): demostram como os vários elementos de um sistema se inter-relacionam e o mecanismo de causalidade. ■ Diagramas de influência: são a representação gráfica que apresenta os eventos que mostram influências de causalidade, ordem dos eventos no tempo e outras relações entre variáveis e resultados. Os riscos identificados devem ser listados, explicitando suas causas e poten- ciais impactos. Essas informações podem ajudar na definição dos planos de respostas. Após serem identificados, os riscos podem ser analisados qualitativamente e quantitativamente. Análise qualitativa de riscos: é o processo usado para avaliar o impacto e a probabilidade dos riscos identificados. O objetivo desse processo é promover uma forma de classificar os riscos identificados, priorizando- -os. A determinação do grau de importância é o primeiro passo para a elaboração de respostas adequadas e para seu controle, não devendo ser considerada apenas na fase de planejamento, mas sim revista durante todo o ciclo de vida do empreendimento. É uma maneira rápida e econômica de estabelecer prioridades para o planejamento de resposta aos riscos, devendo ser reexaminada durante todo o ciclo de vida do empreendimento. Análise quantitativa de riscos: É o processo usado para analisar numericamente a probabilidade do risco, assim como sua consequência nos objetivos do empreendimento. Ela difere da análise qualitativa por ser mais precisa, sem envolvimento de mérito qualitativo, tendo por objetivo determinar a probabilidade de alcançar um objetivo específico Análise de riscos ambientais252 Avaliacao_de_Impactos_Ambientais_Book.indb 252 26/02/2018 16:49:42 do empreendimento, quantificar a exposição de risco, dimensionar o custo e as reservas de contingência necessárias. Também visa obter precisão na determinação dos recursos para defender contra incertezas mapeadas no processo anterior, quantificar o nível de confiança para alcançar os objetivos específicos do projeto, estimar distribuições de probabilidade das variáveis mais importantes para o empreendimento, aprimorando o processo de decisão, além de determinar a evolução do risco total do empreendimento. Essa análise deve ser repetida após o planejamento de respostas a riscos e de seu controle. Identificação de riscos Considera-se que a noção de risco está ligada à ideia de ameaça, no caso de que um evento indesejável e danoso venha a ocorrer. Assim, os riscos podem ser classifi cados a partir da natureza de seus agentes (químicos, biológicos, físicos e psicossociais), de sua fonte geradora (meios de transporte, fármacos e proce- dimentos medicos, hábitos individuais, entre outros) ou mesmo em relação ao sujeito do risco (riscos à segurança, riscos à saúde humana, riscos ambientais, riscos ao bem estar público, riscos fi nanceiros, riscos ocupacionais, entre outros). O mapeamento de riscos que podem afetar o meio ambiente em uma deter- minada área ou instalação de uma empresa é o primeiro passo para a solução dos problemas ambientais que a afligem. Esses riscos são avaliados por seus efeitos sobre as três áreas básicas em que se divide tradicionalmente o meio ambiente: as águas, o solo e o ar. A poluição das águas se dá pela introdução de produtos que, por meio de suas ações físicas, químicas e biológicas, degradam a qualidade da água e afetam os organismos vivos nela existentes. A poluição dos solos é causada principalmente pelo seu mau uso (exploração mineral não racional, aplicação indiscriminada de pesticidas e outros produtos químicos de uso na agricultura) e pela disposição incorreta de resíduos sólidos ou líquidos que, além de contaminar o próprio solo, podem atingir o lençol freático, passando a ser, também, agentes na poluição das águas. A poluição do ar é causada pela acumulação na atmosfera de substâncias em concentrações que gerem efeitos nocivos ao homem e ao meio ambiente. Os principais contaminantes do ar são monóxido de carbono, hidrocarbo- netos, óxidos de nitrogênio e enxofre, oxidantes fotoquímicos e materiais particulados que, por efeito de sua reduzida granulometria, permanecem em suspensão na atmosfera. 253Análise de riscos ambientais Avaliacao_de_Impactos_Ambientais_Book.indb 253 26/02/2018 16:49:42 Também podemos citar duas outras formas de poluição ambiental que podem assumir características de elevada nocividade: as radiações ionizantes, geradas pelas atividades humanas (vazamentos e perdas ocorridos em centrais nucleares, experimentos nucleares, radiações de equipamentos de raios X e microondas, além dos subprodutos de algumas instalações de mineração) e a poluição sonora, gerada em grandes aglomerados urbanos e nas atividades industriais que não tenham sido adequadamente projetadas para controlar a propagação dos ruídos resultantes de seus processos e equipamentos de produção. Riscos aos recursos hídricos A água, sendo essencial à vida, constitui um dos bens mais preciosos à dis- posição da humanidade. Por ser um bem já escasso em muitas regiões, requer racionalidade e parcimônia em sua utilização. A poluição dos recursos hídri- cos ocorre através da introdução de elementos que, por meio de suas ações físicas, químicas e biológicas degradam a qualidade da água, podendo ser nocivos ou prejudiciais aos organismos, plantas e às atividades humanas. A cadeia alimentar pode ser facilmente afetada pela contaminação das águas, levando substâncias tóxicas como efl uentes industriais, pesticidas agrícolas, resíduos de atividades mineradoras, entreoutros, atingindo sucessivamente microrganismos, crustáceos e peixes, até chegar ao homem. Também é preciso levar em consideração que a interação permanente da água com o solo sobre o qual fl ui e no qual se infi ltra obriga a uma avaliação conjunta desses dois meios, além de um cuidado redobrado para que os contaminantes de um não se transfi ram e contaminem o outro. O risco gerado pela contaminação das águas é uma questão crítica, tendo em vista que lençóis freáticos, lagos, rios, mares e oceanos são o destinatário final de todo e qualquer poluente solúvel em água que tenha sido lançado no ar ou no solo. Assim, além dos elementos poluentes, os corpos d’água também recebem os poluentes oriundos da atmosfera e dos solos. A racionalização do uso da água nas atividades promovidas pelo homem seria um dos primeiros passos para reduzir os riscos da contaminação hídrica, pois se forem menores os volumes de água utilizados e descartados por ativi- dades como mineração, agricultura, indústria ou serviços, menores serão as necessidades de tratamento e de recondicionamento às condições originais de pureza. Juntamente à racionalização do uso da água, estão atrelados outros dois conceitos: o de reutilização da água por mais vezes antes de ser descartada para o meio e o da segregação de seus vários fluxos, impedindo que águas pluviais se misturem aos esgotos sanitários e as àguas de processos industriais. Outro Análise de riscos ambientais254 Avaliacao_de_Impactos_Ambientais_Book.indb 254 26/02/2018 16:49:42 ponto importante e que precisa ser destacado está relacionado ao saneamento do meio (limpeza urbana, coleta de lixo, drenagem das águas pluviais, controle de vetores), que tem como objetivo evitar que as chuvas, os ventos e outros meios naturais e artificiais transportem seus agentes até os recursos hídricos. Riscos ao solo A poluição dos solos é causada pela introdução de elementos químicos, como hidrocarbonetos de petróleo, metais pesados como chumbo, cádmio, mercúrio, cromo e arsênio e pela aplicação indiscriminada de pesticidas (Figura 1). Sua causa também se deve a alterações causadas pela ação do homem e seu mau uso, como a exploração mineral não racional e a disposição inadequada de resíduos sólidos e líquidos que, além de contaminar o solo, podem atingir também o lençol freático. Figura 1. Contaminação do solo pela utilização de pesticidas na agricultura. Fonte: Alf Ribeiro/Shutterstock.com. O maior risco da contaminação do solo por elementos poluentes está no fato de que essas substâncias são arrastadas pelas águas superficiais e subterrâneas por distâncias que se encontram fora das áreas sob controle e monitoramento, gerando uma contaminação cuja remediação será custosa e demorada. Por essa razão, o estudo da contaminação dos solos e as soluções adotadas para que isso seja evitado estão quase sempre relacionados com a contaminação das águas. 255Análise de riscos ambientais Avaliacao_de_Impactos_Ambientais_Book.indb 255 26/02/2018 16:49:42 O risco de contaminação dos solos é, hoje, um tema de grande relevância nas grandes aglomerações urbanas pela dificuldade de disposição adequada de seus resíduos, gerados em grandes quantidades, pois uma área de disposição e confinamento de resíduos pode gerar ainda outros riscos, como odores, gases tóxicos, chorume, além do inevitável impacto visual negativo. Vale ressaltar que a erosão e as inundações, provocadas pelo desmatamento de áreas, por exemplo, também apresentam impactos consideráveis sobre o solo. Riscos à atmosfera A poluição do ar é provocada pelo acúmulo de elementos como monóxido de carbono, hidrocarbonetos, óxidos de nitrogênio, de enxofre, ozônio, compostos de chumbo, fuligem e fumaça branca que, em determinadas concentrações, podem apresentar efeitos nocivos ao homem e ao meio am- biente. Essas substâncias, conhecidas como poluentes atmosféricos, podem aparecer sob a forma de gases ou partículas provenientes de fontes naturais, como vulcões e neblinas, ou ainda de fontes artifi ciais, produzidas pelas atividades humanas. Segundo a Organização Mundial da Saúde (2015), a poluição atmosférica é responsável por mais de 7 milhões de mortes por ano no mundo devido à grande incidência de materiais particulados, constituídos por poeiras e fuligem, que estão entre os principais causadores de doenças ocupacionais, como a silicose e a asbestose. Além dos efeitos nocivos causados pela emis- são de gases e particulados, os odores, as radiações ionizantes, as emissões radioativas e a poluição sonora também podem ser considerados como fatores de risco para a atmosfera. O crescimento nas taxas de incidência de algumas doenças ocupacionais de origem respiratória e as condições extremas de contaminação do ar, que se tornavam cada vez mais comuns em algumas regiões dos países industriali- zados, foram os principais fatores que atuaram em favor de um controle mais rigoroso do lançamento de poluentes no ar. Pode-se dizer que, hoje, não existem mais razões técnicas para que as indústrias continuem a lançar poluentes no ar, graças aos avanços alcançados nos projetos de instalações de filtragem e de tratamento de gases e vapores expelidos pelos processos industriais. Redes de monitoramento, modelos de dispersão e sistemas de medição contínua são alguns dos recursos técnicos disponíveis para assegurar um bom controle da qualidade do ar; no entanto, em razão dos custos elevados de muitas destas instalações, esse processo ainda pode ser postergado. Análise de riscos ambientais256 Avaliacao_de_Impactos_Ambientais_Book.indb 256 26/02/2018 16:49:42 Para compreender melhor as questões relacionadas à poluição ambiental e o que rege a legislação referente a essas questões, sugere-se as seguintes leituras: Lei nº 6.938/1981 – Dispõe sobre a Política Nacional do Meio Ambiente (BRASIL, 1981). Lei nº 12.305/2010 – Dispõe sobre a Política Nacional dos Resíduos Sólidos (BRASIL, 2010). Resolução CONAMA nº 3/1990 – Dispõe sobre Padrões de Qualidade do Ar. Resolução CONAMA nº 357/2005 – Dispõe sobre a Classificação dos Corpos da Água e Diretrizes Ambientais para o seu Enquadramento. Prevenção de riscos Alguns impactos são de ocorrência incerta, mas essa incerteza não pode, de forma alguma, ser negligenciada durante os estudos de Avaliação de Impacto Ambiental (AIA) e, muito menos, durante os processos de operação do empre- endimento. Da mesma forma, o plano de gestão deve incluir medidas voltadas para esses impactos, pois quando o Estudo de Impacto Ambiental (EIA) comporta um estudo detalhado de risco ou é complementado por um estudo de análise de risco, isso se torna evidente, tendo em vista que o estudo de risco irá propor uma série de medidas de redução e gestão do risco que, naturalmente, deverão fazer parte do plano de gestão do empreendimento. Entretanto, mesmo que o projeto não comporte graves perigos e não seja necessária a preparação de um estudo de risco, a incerteza sobre a ocorrência de certos impactos (que ocorrerão somente se certas condições se manifestarem) não pode ser usada para justifi car a ausência de medidas para a redução de riscos, de modo que elas devem fazer parte do conjunto de medidas mitigadoras. No caso da prevenção de riscos, dois conjuntos de medidas podem fazer parte do plano de gestão ambiental: o plano de gerenciamento de riscos e o plano de atendimento a emergências. O Plano de Gerenciamento de Riscos (PGR) deve contemplar todas as ações a serem implementadas em caso de ocorrência de acidentes. Cabe ao órgão licenciador determinar a necessidade de apresentação de um PGR, a fase do processo de licenciamento em que o plano e o seu conteúdo devem ser apresentados. Para boa parte dos empreendimentos sujeitos ao processo de AIA, não é neces- sário um grande detalhamento dos procedimentos de segurança e gerencimentos de riscos, tendo em vista que apresentam riscos substancialmente menores que o de indústrias químicas oude instalações de transporte e armazenagem de petróleo 257Análise de riscos ambientais Avaliacao_de_Impactos_Ambientais_Book.indb 257 26/02/2018 16:49:42 ou derivados. Nesse caso, uma descrição dos procedimentos de prevenção de riscos e das ações previstas em caso de ocorrência de acidentes pode ser suficiente. No link a seguir, você terá acesso a um Programa de Gerencimento de Riscos (PGR) referente à operação do Porto de São Francisco do Sul (SC), elaborado como forma de definir as ações de gestão para o controle das suas atividades operacionais. Nele, são abordados os elemen- tos preventivos que visam reduzir o risco de acidentes e corretivos, minimizando eventuais impactos ambientais (CARUSO JR, 2012). Disponível em: https://goo.gl/uGyvKG Tais ações podem ser descritas no Plano de Atendimento de Emergências (PAE). É importante salientar que a preparação para atendimento a emergências é item obrigatório em sistemas de gestão ambiental que sigam as diretrizes da norma NBR ISO 14.001:2004. (ASSOCIAÇÃO..., 2004) Um PAE deve conter, entre outros itens: uma descrição dos cenários ou hipóteses acidentais consideradas; as ações de resposta às situações emergenciais compatíveis com os ce- nários acidentais considerados, incluindo os procedimentos de avaliação de situação, a atuação emergencial (combate a incêndios, isolamento, evacuação, contenção de vazamentos, entre outros) e ações de recupe- ração das áreas afetadas; a descrição dos recursos materias e humanos disponíveis e os programs de treinamento e capacitação. A capacitação dos recursos humanos é um dos requisitos mais importantes para o sucesso dos planos de emergência e a obtenção de bons resultados dos demais elementos do plano de gestão ambiental. Análise de riscos ambientais258 Avaliacao_de_Impactos_Ambientais_Book.indb 258 26/02/2018 16:49:43 Em determinadas situações, a preparação de um estudo completo de análise de risco pode ser substituída pela preparação de um plano de gerenciemanto de riscos. Com isso, evitam-se as atividades complexas e detalhadas de estimativa das frequências e de simulação dos efeitos físicos, concentrando os esforços na formulação de medidas para reduzir os riscos e na preparação de um PAE. Esse plano de gerenciamento de riscos pode facilmente ser incorporado a um EIA ou a algum documento subsequente no processo de licenciamento ambiental. Para entender um pouco mais sobre o Plano de Gerencia- mento de Riscos (PGR) e sobre o Plano de Atendimento de Emergências (PAE), sugere-se a leitura da Apostila do Curso sobre Estudo de Análise de Riscos e Programa de Gerenciamento de Riscos, oferecido pelo Ministério do Meio Ambiente. Acesse a apostila no link ou código a seguir. https://goo.gl/yfs5GF 1. A análise de riscos ambientais pode ser dividida em cinco etapas: identificação dos perigos, análise dos riscos, monitoração do plano, implementação de um plano de controle/redução dos riscos e: a) mitigação de riscos. b) meio biótico. c) gerenciamento dos riscos. d) riscos tecnológicos. e) reavaliação periódica do plano. 2. A análise de riscos ambientais é o potencial de ocorrência de resultados adversos indesejados a quais meios? a) Físico, biótico e antrópico. b) Ambiental, social e econômico. c) Flora e fauna. d) Geológico e hidrográfico. e) Social e econômico. 3. A liberação de pequenas quantidades de substâncias em águas subterrâneas utilizadas para abastecimento doméstico é considerada como qual tipo de risco ambiental? a) Riscos agudos. b) Riscos naturais. c) Riscos crônicos. d) Riscos biológicos. e) Riscos siderais. 259Análise de riscos ambientais Avaliacao_de_Impactos_Ambientais_Book.indb 259 26/02/2018 16:49:44 4. Para um pleno gerenciamento dos riscos, as medidas de prevenção de acidentes devem ser associadas a quê? a) Probabilidade × magnitude. b) Aspecto × impacto. c) Fauna e flora. d) Meios antrópicos e físicos. e) Comunidade × impactos. 5. A explosão de um tanque de combustíveis, causada pela queda de um raio, é considerada qual tipo de risco ambiental? a) Risco natural. b) Risco biológico. c) Risco geológico. d) Risco sideral. e) Risco atmosférico. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRAS DE NORMAS TÉCNICAS. Norma Brasileira ABNT NBR ISO 14001. Sistemas da gestão ambiental - Requisitos com orientações para uso. São Paulo: ABNT, 2004. BRASIL. Lei nº 6.938, de 31 de agosto de 1981. Dispõe sobre a Política Nacional do Meio Ambiente, seus fins e mecanismos de formulação e aplicação, e dá outras providências. Brasília, DF, 1981. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L6938. htm>. Acesso em: 13 dez. 2017. BRASIL. Lei nº 12.305, de 2 de agosto de 2010. Institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos; altera a Lei no 9.605, de 12 de fevereiro de 1998; e dá outras providências. Brasília, DF, 2010. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007- 2010/2010/lei/l12305.htm>. Acesso em: 13 dez. 2017. CARUSO JR. Programa de Gerenciamento de Riscos: PGR Porto de São Francisco Do Sul / SC. São Francisco do Sul, 2012. Disponível em: <http://www.apsfs.sc.gov.br/ wp-content/uploads/2014/11/SGA-PGR-00.pdf>. Acesso em: 13 dez. 2017. CONAMA. Resolução CONAMA nº 3, de 28 de junho de 1990. Dispõe sobre padrões de qualidade do ar, previstos no PRONAR. Brasília, DF: Ministério do Meio Ambiente, 1990. Disponível em: <http://www.mma.gov.br/port/conama/legiabre.cfm?codlegi=100>. Acesso em: 13 dez. 2017. CONAMA. Resolução nº 357, de 17 de março de 2005. Dispõe sobre a classificação dos corpos de água e diretrizes ambientais para o seu enquadramento, bem como esta- belece as condições e padrões de lançamento de efluentes, e dá outras providências. Brasília, DF: Ministério do Meio Ambiente, 2005. Disponível em: <http://www.mma. gov.br/port/conama/legiabre.cfm?codlegi=459>. Acesso em: 13 dez. 2017. DET NORSKE VERITAS. Módulo 13: PGR/PAE. Rio de Janeiro: DNV, 2007. (Curso sobre estudo de análise de riscos e programa de gerenciamento de riscos). Disponível em: Análise de riscos ambientais260 Cap_16_Avaliacao_de_Impactos_Ambientais.indd 260 27/02/2018 13:43:12 <http://www.mma.gov.br/estruturas/sqa_pnla/_arquivos/_14.pdf>. Acesso em: 17 nov. 2017. ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DE SAÚDE. Poluição do ar provoca morte de mais de 7 mi- lhões de pessoas por ano. 27/10/2015. 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Ciências Farmacêuticas: sistema de gestão ambiental. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2009. 354 p. SÁNCHEZ, L. H. Avaliação de Impacto Ambiental: conceitos e métodos. São Paulo: Oficina de Textos, 2008. 495 p. VALLE, C. E. Como se preparar para as Normas ISO 14.000: qualidade ambiental. 2. ed. São Paulo: Pioneira, 1995. 137 p. 261Análise de riscos ambientais Avaliacao_de_Impactos_Ambientais_Book.indb 261 26/02/2018 16:49:44 Encerra aqui o trecho do livro disponibilizado para esta Unidade de Aprendizagem. Na Biblioteca Virtual da Instituição, você encontra a obra na íntegra. Avaliacao_de_Impactos_Ambientais_Book.indb 262 26/02/2018 16:49:44 Dica do professor Nas análisesde risco ambiental, é possível detalhar o diagnóstico, incluindo diferentes parâmetros, conforme demonstrado no vídeo a seguir. Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar. https://fast.player.liquidplatform.com/pApiv2/embed/cee29914fad5b594d8f5918df1e801fd/40b2df9d6c672993145c880dfe18b459 Exercícios 1) A análise de riscos ambientais pode ser dividida em cinco etapas: identificação dos perigos, análise dos riscos, monitoração do plano, implementação de um plano de controle/redução dos riscos e: A) mitigação de riscos. B) meio biótico. C) gerenciamento dos riscos. D) riscos tecnológicos. E) reavaliação periódica do plano. 2) Análise de riscos ambientais é o potencial de ocorrência de resultados adversos indesejados a quais meios? A) Físico, biótico e antrópico. B) Ambiental, social e econômico. C) Flora e fauna. D) Geológico e hidrográfico. E) Sociais e econômicos. 3) A liberação de pequenas quantidades de substâncias em águas subterrâneas utilizadas para abastecimento doméstico é considerada como qual tipo de risco ambiental? A) Riscos agudos. B) Riscos naturais. C) Riscos crônicos. D) Riscos biológicos. E) Riscos siderais. 4) Para um pleno gerenciamento dos riscos, as medidas de prevenção de acidentes devem ser associadas a quê? A) Probabilidade x magnitude B) Aspecto x impacto C) Fauna e flora D) Meios antrópicos e físico E) Comunidade x impactos 5) A explosão de um tanque de combustíveis, causada pela queda de um raio, é considerado qual tipo de risco ambiental? A) Risco natural B) Risco biológico C) Risco geológico D) Risco sideral E) Risco atmosférico Na prática Guia de Procedimentos do Licenciamento Ambiental FederalVocê é gestor ambiental em um empreendimento que possui uma galvanoplastia. Neste contexto, você realizou, junto com sua equipe, um estudo de análise de riscos ambientais. Nesse estudo, foi identificado que o efluente gerado por sua galvanoplastia, somado ao efluente industrial do restante do empreendimento (tratado separadamente), promove alta toxicidade no corpo receptor quando lançados. Como uma das ações para o gerenciamento dos riscos, você sugeriu um estudo da composição de cada efluente e justificou que o conhecimento mais detalhado acerca das propriedades de cada efluente será fundamental para sanar o problema e para se agir adequadamente no foco da contaminação. Você sabe que a galvanoplastia é tida como uma das mais tóxicas entre os outros tipos de indústrias, pois ela é um ramo da indústria metal-mecânica em que as superfícies metálicas ou plásticas são tratadas a partir de processos químicos ou eletrolíticos. Saiba + Para ampliar o seu conhecimento a respeito desse assunto, veja abaixo as sugestões do professor: Manual de Análise de Riscos Ambientais Fundação Estadual de Proteção Ambiental Henrique Luiz Roessler (FEPAM) 2001. Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar. Resolução CONAMA nº 1, de 23 de janeiro de 1986 Resolução nº 1, de 23 de janeiro de 1986. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 17 fev. 1986. Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar. http://www.fepam.rs.gov.br/biblioteca/manual_analise_risco.asp http://www.siam.mg.gov.br/sla/download.pdf?idNorma=8902