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Prévia do material em texto

Prof. Esp. Rafael Martins Buzzo
BIM NA GESTÃO DE PROJETOSBIM NA GESTÃO DE PROJETOS
 REITOR Prof. Ms. Gilmar de Oliveira
 DIRETOR DE ENSINO PRESENCIAL Prof. Ms. Daniel de Lima
 DIRETORA DE ENSINO EAD Prof. Dra. Geani Andrea Linde Colauto 
 DIRETOR FINANCEIRO EAD Prof. Eduardo Luiz Campano Santini
 DIRETOR ADMINISTRATIVO Guilherme Esquivel 
 SECRETÁRIO ACADÊMICO Tiago Pereira da Silva
 COORDENAÇÃO DE ENSINO, PESQUISA E EXTENSÃO Prof. Dr. Hudson Sérgio de Souza
 COORDENAÇÃO ADJUNTA DE ENSINO Prof. Dra. Nelma Sgarbosa Roman de Araújo
 COORDENAÇÃO ADJUNTA DE PESQUISA Prof. Ms. Luciana Moraes
 COORDENAÇÃO ADJUNTA DE EXTENSÃO Prof. Ms. Jeferson de Souza Sá
 COORDENAÇÃO DO NÚCLEO DE EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA Prof. Me. Jorge Luiz Garcia Van Dal
 COORDENAÇÃO DOS CURSOS - ÁREAS DE GESTÃO E CIÊNCIAS SOCIAIS Prof. Dra. Ariane Maria Machado de Oliveira
 COORDENAÇÃO DOS CURSOS - ÁREAS DE T.I E ENGENHARIAS Prof. Me. Arthur Rosinski do Nascimento
 COORDENAÇÃO DOS CURSOS - ÁREAS DE SAÚDE E LICENCIATURAS Prof. Dra. Katiúscia Kelli Montanari Coelho 
 COORDENAÇÃO DO DEPTO. DE PRODUÇÃO DE MATERIAIS Luiz Fernando Freitas
 REVISÃO ORTOGRÁFICA E NORMATIVA Beatriz Longen Rohling 
 Caroline da Silva Marques
 Carolayne Beatriz da Silva Cavalcante 
 Marcelino Fernando Rodrigues Santos
 Eduardo Alves de Oliveira 
 Jéssica Eugênio Azevedo
 Kauê Berto
 PROJETO GRÁFICO E DIAGRAMAÇÃO André Dudatt
 Carlos Firmino de Oliveira
 Vitor Amaral Poltronieri
 ESTÚDIO, PRODUÇÃO E EDIÇÃO Carlos Eduardo da Silva
 DE VÍDEO Carlos Henrique Moraes dos Anjos 
 André Oliveira 
 
 FICHA CATALOGRÁFICA
 Dados Internacionais de Catalogação na Publicação - CIP
B992b Buzzo, Rafael Martins
 BIM na gestão de projetos / Rafael Martins Buzzo. 
 Paranavaí: EduFatecie, 2023.
 94 p.: il. Color. 
 ISBN 978-65-5433-041-1
 
 1.Administração de projetos. 2. Modelagem de informação 
 da construção. 3. Projetos de engenharia. 4. Construção civil -
 Estimativas. I. Centro Universitário UniFatecie. II. Núcleo de 
 Educação a Distância. III. Título. 
 
 CDD: 23 ed. 692.5
 Catalogação na publicação: Zineide Pereira dos Santos – CRB 9/1577
As imagens utilizadas neste material didático 
são oriundas dos bancos de imagens 
Shutterstock .
2023W by Editora Edufatecie. Copyright do Texto C 2023. Os autores. Copyright C Edição 2023 Editora Edufatecie.
O conteúdo dos artigos e seus dados em sua forma, correção e confiabilidade são de responsabilidade exclusiva
dos autores e não representam necessariamente a posição oficial da Editora Edufatecie. Permitido o download da 
obra e o compartilhamento desde que sejam atribuídos créditos aos autores, mas sem a possibilidade de alterá-la 
de nenhuma forma ou utilizá-la para fins comerciais.
https://www.shutterstock.com/pt/
Prof. Esp. Rafael Martins Buzzo
Atua na área de Arquitetura com projetos arquitetônicos e projetos de Interiores em seu 
próprio escritório desde 2019 e é Responsável Técnico Tutor Presencial na Unipar – Universidade 
Paranaense unidade de Umuarama desde 2021 no curso de Arquitetura e Urbanismo.
 ● Bacharel em Arquitetura e Urbanismo pela Unipar – Universidade Paranaense 
(2013-2017);
 ● Especialista em Arquitetura de Interiores e Lighting Design pela Uninter (2021-
2022);
 ● Responsável Técnico Tutor Presencial na Unipar – Universidade Paranaense 
unidade de Umuarama desde 2021 no curso de Arquitetura e Urbanismo;
●	 Arquiteto	e	Urbanista	no	escritório	Rafael	Buzzo	Arquitetura;
●	 Graduando	em	Design	de	Interiores	pela	UniFatecie	(2023).
CURRÍCULO LATTES: https://lattes.cnpq.br/9446163429855598
AUTOR
https://lattes.cnpq.br/9446163429855598
4
APRESENTAÇÃO DO MATERIAL
Olá, aluno (a)! Seja muito bem-vindo (a)!
É	uma	satisfação	tê-los	aqui	para	iniciarmos	nossa	trilha	de	aprendizagem	em	BIM	
na	Gestão	de	Projetos.	BIM	(Building	Information	Modeling),	ou	traduzindo,	Modelagem	de	
Informação	da	Construção,	não	se	trata	um	software	específico,	mas	sim	de	um	conceito	
e	gerenciamento	das	atividades	dentro	de	um	projeto,	tornando-o	ainda	mais	próximo	da	
realidade,	nessa	disciplina	abordaremos	as	definições	e	conceitos	sobre	a	aplicação	dessa	
metodologia	na	implantação	e	execução	de	projetos.
Falaremos	também	sobre	a	importância	do	BIM	dentro	dos	campos	da	construção	
civil	 e	 suas	 aplicações,	 assim	 como	 sua	 otimização	 em	 outras	 dimensões	 dentro	 da	
plataforma,	como	em	áreas	de	orçamentação,	planejamento,	sustentabilidade,	manutenção	
e	gestão	da	obra.	Veremos	as	distinções	de	uma	plataforma	e	outra	e	o	que	cada	uma	
oferece	para	aplicarmos	dentro	de	uma	edificação.
Abordaremos	 também	o	conceito	de	construção	enxuta	que	nos	propõe	adesão	
de	novas	tecnologias,	que	são	capazes	de	determinar	de	forma	precisa	o	quantitativo	de	
materiais	dentro	de	um	projeto,	da	capacitação	de	equipes	responsáveis	para	a	execução	
de	 determinada	 atividade,	 além	 da	 organização	 dentro	 dos	 canteiros	 de	 obra	 a	 fim	 de	
otimizarmos	os	processos	de	construção.
A	Unidade	I	tem	o	objetivo	de	apresentar	a	você	o	conceito	e	definição	de	BIM,	como	
faremos	a	gestão	de	todos	os	dados	referentes	ao	projeto	para	assim	conseguirmos	criar	
parâmetros	que	nos	auxiliem	na	execução	da	obra	de	forma	íntegra	e	objetiva	e	a	inserção	
desse	conceito	nos	softwares	de	representação	de	desenhos	gráficos	da	construção.	
Na	Unidade	II	veremos	então	as	plataformas	que	podemos	utilizar	o	BIM	e	todas	
as	outras	dimensões	que	abrange	esse	processo,	como	o	BIM	4D,	5D,	6D	e	7D	e	suas	
respectivas	funcionalidades.
Independente	 do	 projeto,	 cada	 um	 necessita	 de	 um	 planejamento	 antes	 de	 ser	
executado,	 sendo	 assim,	 a	 unidade	 III	 complementa	 a	 implementação	 e	 execução	 da	
plataforma	 BIM,	 assumindo	 o	 papel	 de	 desenvolvedor	 do	 programa	 executivo	 da	 obra	
facilitando	a	gerência	de	dados	e	informações.
5
Na Unidade IV encerraremos nossa conversa conhecendo sobre o conceito de 
construção	enxuta	e	os	orçamentos	inteligentes	e	como	o	BIM	pode	influenciar	e	auxiliar	
nessas	questões,	tornando	uma	construção	eficiente	em	termos	de	controle	de	processos	
e custos.
Enfim,	 conheceremos	 os	 conceitos,	 definições	 e	 metodologias,	 sobre	 uma	
construção	mais	eficaz,	desde	os	primeiros	rabiscos	na	criação	até	sua	execução,	atrelado	
às	 aplicações	 de	 cada	 um	 dos	 elementos	 disponíveis	 na	 plataforma	BIM	 auxiliando	 na	
gerência	do	projeto.
Bons estudos!
SUMÁRIO
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Plano de Estudos
 ● Gestão de dados e os processos na modelagem 3D;
 ● O que é de fato a BIM?;
 ● Como é o processo da BIM na AEC;
 ● A importância da BIM na AEC.
Objetivos da Aprendizagem
 ● Conhecer o surgimento da metodologia BIMe sua aplicação na AEC;
 ● Compreender o que é a BIM;
 ● Analisar como ocorre cada etapa do processo da BIM e a função de cada 
equipe dentro desse processo;
 ● Apresentar a importância da metodologia atrelada aos projetos e sua 
execução.
1UNIDADEUNIDADEGESTÃO DE DADOS E PROCESSOS GESTÃO DE DADOS E PROCESSOS Prof. Esp. Rafael Martins BuzzoNA MODELAGEM BIM 3DNA MODELAGEM BIM 3D
8UNIDADE 1 GESTÃO DE DADOS E PROCESSOS NA MODELAGEM BIM 3D
INTRODUÇÃO
Olá,	tudo	bem?	Seja	bem-vindo	(a)	a	nossa	primeira	unidade	da	disciplina	de	BIM	na	
gestão	de	Projetos.	Acredito	que,	assim	como	eu,	você	esteja	bem	animado	(a)	para	iniciar	
essa	trilha	de	aprendizagem	e	descobrir	o	que	é	BIM	e	todas	as	suas	aplicações.	Sendo	
assim,	acomode-se,	pegue	seus	materiais	de	anotação	porque	 faremos	uma	 introdução	
sobre	BIM	a	partir	de	agora.
O	BIM	 (Building	 Information	Modeling)	 é	um	conceito	que	auxilia	 na	elaboração	
de	projetos	mais	eficientes,	 tanto	na	execução,	quanto	aos	custos	provenientes	de	uma	
obra,	além	disso	ele	tem	a	capacidade	de	se	aproximar	do	projeto	real	justamente	por	seus	
atributos,	sendo	capaz	de	 integrar	diversos	projetos	por	meio	de	 informações	 inseridas,	
resultando	na	compatibilidade	final	da	obra.
Sendo	assim,	no	primeiro	tópico	da	nossa	unidade	abordaremos	a	gestão	de	dados	
e	 os	 processos	 na	modelagem	 3D.	O	 surgimento	 da	metodologia	 BIM	 e	 sua	 utilização	
dentro	da	construção	civil,	assim	como	suas	características	e	diferenciações	com	relação	
a	outros	sistemas	de	representação	gráfica,	o	que	faz	da	metodologia	BIM	ser	tão	superior	
com	relação	aos	softwares.
No	segundo	tópico	seguiremos	para	o	conceito	do	que	é	de	fato	o	BIM,	fazendo	a	
distinção	entre	o	conceito	e	software.	Veremos	como	essa	metodologia	pode	ser	utilizada	
juntamente	com	os	softwares	e	quais	são	eles.	O	que	nos	 leva	ao	 terceiro	 tópico,	onde	
veremos	a	importância	da	BIM	na	AEC	(Arquitetura,	Engenharia	e	Construção).
No	quarto	e	último	tópico	aprofundaremos	como	é	o	processo	de	BIM	na	área	de	
arquitetura,	engenharia	e	construção	e	como	os	dados	 inteligentes	podem	ser	utilizados	
em	todo	o	ciclo	de	vida	de	qualquer	projeto,	em	cada	etapa,	contemplando	quatro	etapas:	
planejamento,	projeto,	construção	e	operação,	resultando	em	um	projeto	eficiente
Está preparado (a)? Então vem comigo!
Bons estudos!
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9UNIDADE 1 GESTÃO DE DADOS E PROCESSOS NA MODELAGEM BIM 3D
 1 GESTÃO DE DADOS E PROCESSOS NA MODELAGEM BIM 3D TÓPICO
Segundo	Baia	(2015),	atualmente	o	uso	de	sistemas	inteligentes	computacionais	
direcionados	 à	 prática	 integrada	 de	 um	projeto,	 desde	 a	 fase	 da	 criação	 até	 a	 fase	 de	
execução	e	posteriormente	manutenção	tem	se	tornado	um	grande	diferencial	dentro	dos	
ambientes	organizacionais,	esse	processo	visa	a	eficácia	em	todos	os	âmbitos	do	projeto,	
a	fim	de	que	os	recursos	e	etapas	sejam	aplicados	e	cumpridos	de	forma	eficaz,	trazendo	
mais	qualidade	ao	final	do	projeto.
Com	a	evolução	dos	projetos,	a	complexidade	veio	atrelada	a	isso,	sendo	que	a	
metodologia	tradicional	de	representação	de	projeto,	as	plantas	2D	unicamente,	passam	
a	não	cumprir	mais	de	forma	eficaz	essa	expectativa.	Outro	fator	que,	segundo	Menegaro	
e	Piccinini	 (2017),	aumentou	ainda	mais	a	 incompatibilidade	dentro	das	obras	 foi	a	 falta	
de	integração	entre	os	projetistas	e	o	próprio	projeto,	gerando	custos	excessivos	além	do	
previsto,	além	de	atrasos	e	retrabalho.
O	processo	atual	de	compatibilização	nacional	atravessa	uma	fase	de	 inovação,	
passando de uma metodologia bidimensional para uma tridimensional mais completa. 
Esse	 processo	 é	 dificultado	muitas	 vezes	 pelo	 desconhecimento	 dos	 profissionais,	 que	
se	sentem	mais	confortáveis	utilizando	um	método	já	conhecido	e	amplamente	dominado	
pelos	projetistas	(MONTEIRO,	2012	apud	COSTA,	2013	p.15).
Com	base	nisso,	podemos	destacar	uma	das	primeiras	barreiras	com	a	compatibilidade	
de	projetos	e	sua	eficácia,	os	“vícios”	produtivos,	pois	muitas	vezes	esses	“vícios”	limitam	os	
projetistas	a	explorarem	novas	tecnologias	e	perspectivas,	já	que	eles	se	baseiam	apenas	no	
que	 já	é	amplamente	conhecido	e	dominado	por	cada	um,	fazendo	com	que	não	saiam	da	
“zona	de	conforto”	criada	por	eles	mesmos.
10UNIDADE 1 GESTÃO DE DADOS E PROCESSOS NA MODELAGEM BIM 3D
De	 acordo	 com	 Callegari	 (2007),	 essa	 prática	 de	 compatibilização	 tem	 grande	
influência	na	eficiência	do	projeto,	já	que	ela	gerencia	e	integra	os	projetos,	minimizando	
assim	os	conflitos,	 tornando	a	execução	simplificada	e	reduzindo	mão	de	obra	e	 tempo.	
Essa	integração	é	inviável	em	um	ambiente	2D	CAD,	mas	com	a	utilização	da	tecnologia	
BIM	isso	é	possível.
Para	sanar	esse	problema	advindo	da	compatibilização	dos	projetos	 foi	criada	a	
metodologia	BIM	 (Building	 Information	Modeling)	ou	Modelagem	de	das	 Informações	da	
Construção,	com	intuito	de	 integrar	 todos	os	projetos	desde	a	sua	concepção,	conforme	
apresenta	a	figura	1,	vinculado	ao	ambiente	tridimensional,	minimizando	a	incompatibilidade	
dentro	da	obra.	Além	desses	fatores,	a	BIM	nos	permite	uma	melhor	e	maior	visualização	
dos	projetos	como	um	todo,	facilitando	ainda	mais	a	leitura	deles.	
FIGURA 1 – OS TRÊS PILARES DA METODOLOGIA BIM
 
Fonte: MANZIONE	(2013	apud	building	SMART	2012).
A	metodologia	BIM	tem	base	em	três	pilares	fundamentais:	processos,	tecnologias	
e	pessoas.	A	figura	2	representa	um	diagrama	desses	três	pilares.
Segundo	Sousa	(2020),	a	implantação	dessa	metodologia	dentro	de	uma	empresa	
ou	escritório	requer	que	você	defina	primeiramente	qual	a	configuração	de	sua	empresa,	
se	é	um	escritório,	construtora	e	até	mesmo	o	perfil	do	seu	cliente,	necessita	entender	qual	
o	objetivo	a	ser	alcançado	e	o	que	você	precisa	entregar	de	resultados.	O	quanto	deve	ser	
investido,	recurso	financeiro,	tempo,	entre	outros	aspectos	se	faz	necessário	entender	para	
criar	um	escopo	do	que	será	realizado	e	com	essas	informações	inicia-se	as	escolhas	das	
ferramentas	utilizadas	nos	processos,	assim	como	softwares	e	hardwares	que	auxiliarão	
nas atividades desenvolvidas.
11UNIDADE 1 GESTÃO DE DADOS E PROCESSOS NA MODELAGEM BIM 3D
FIGURA 2 – OS TRÊS PILARES DA METODOLOGIA BIM
 
Fonte:	https://hashtagbim.files.wordpress.com/2020/03/pilares-do-bim.png.	Acesso	em:	31	jan.	2023.
Após	 a	 definição	 dos	 recursos	 adotados	 no	 processo	 é	 necessário	 realizar	 a	
capacitação	 das	 pessoas	 envolvidas	 em	 cada	 atividade	 produtiva,	 seja	 do	 escritório	 ou	
construtora,	desde	o	nível	estratégico	até	o	nível	manual,	focando	em	cada	área	de	atuação	
de	cada	grupo,	incluindo	os	processos	e	fluxos	internos	de	cada	organização	e	introduzindo	
a	essência	da	metodologia	BIM.
Com	 isso	 chegamos	 ao	 pilar	 da	 tecnologia,	 onde	 a	 escolha	 do	 software	 se	 faz	
necessária,	 lembrando	 que	 essa	 escolha	 deverá	 levar	 em	 consideração	 os	 padrões	
adotados	pela	empresa,	focando	no	produto	final,	o	que	geralmente	é	adotado	um	projeto	
piloto	nessa	fase	de	implementação,	a	fim	de	alinhar	com	os	padrões	da	empresa,	assim	
como	custos	e	ganhos.	E	toda	essa	estrutura	organizacional	está	representada	na	figura	3.
FIGURA 3 – DIAGRAMA DE FUNCIONALIDADES BIM
 Fonte:	https://hashtagbim.files.wordpress.com/2020/04/pilares-do-bim-2.png?w=1024.	Acesso	em:	
31 jan. 2023.
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12UNIDADE 1 GESTÃO DE DADOS E PROCESSOS NA MODELAGEM BIM 3D
 2 O QUE É DE FATO A BIM ?TÓPICO
Após	 essa	 introdução	 sobre	 a	 questão	 de	 gestão	 de	 dados	 e	 os	 processos	 na	
modelagem	BIM	chegamos	a	uma	pergunta	que	acredito	que	você	também	está	se	fazendo,	
mas	o	que	de	fato	é	a	BIM?
Vamos	 lá	 então,	 nesse	 capítulo	 veremos	 commais	 propriedade	 o	 que	 é	 a	
metodologia	BIM	claramente.	Segundo	Ferraro	(2021),	a	metodologia	BIM	surge	como	uma	
otimização	dos	sistemas	CAD	(Computer	Aided	Design),	sendo	que	o	sistema	CAD	baseia-
se	na	criação	de	desenhos,	as	geometrias	são	alinhadas	com	as	coordenadas,	resultando	
nos	elementos	de	representação	gráfica.	Porém,	essa	otimização	não	é	referente	apenas	
a	uma	atualização	de	software	de	desenho,	mas	uma	mudança	completa	tanto	na	maneira	
como	projetar,	como	na	forma	de	executar	uma	obra,	utilizando	modelagens	virtuais,	sendo	
possível	alterar	qualquer	informação	sobre	o	projeto.
A	metodologia	BIM	vai	além	da	simples	modelagem	de	um	produto,	não	sendo	nem	
considerada	como	tecnologia,	mas	como	um	processo	aperfeiçoador	da	tecnologia,	já	que	
substitui	a	metodologia	de	trabalho	convencional	adotada	pelos	projetistas,	inserindo-os	em	
um	novo	conceito,	o	de	tecnologia	colaborativa.
Porém,	como	um	projeto	é	um	processo	colaborativo,	cada	disciplina	precisa	ser	
apoiada	por	um	modelo	referencial	contendo	as	informações	das	outras	disciplinas	e	que	
possa	ser	compartilhado	por	todos	os	agentes	(MAZIONE,	2013,	p.	81).
13UNIDADE 1 GESTÃO DE DADOS E PROCESSOS NA MODELAGEM BIM 3D
FIGURA 4 – CONCEITO DE MODELO COMPARTILHADO
 
Fonte:	MANZIONE	(2013	apud	Nederveen,	Beheshti	e	Gielingh,	2010).
A	essência	da	plataforma	BIM	está	no	banco	de	dados,	que	além	de	representar	
a	 geometria	 dos	 elementos	 construtivos	 também	 armazena	 as	 suas	 informações	 e	 as	
transmite	em	maior	escala	que	os	modelos	CAD	tradicionais.	
Devido	 a	 paramétrica	 dos	 elementos	 é	 possível	 alterar	 e	 obter	 atualizações	 de	
todo	o	projeto,	estimulando	a	experimentação	e	diminuindo	conflitos,	bem	como	facilitar	as	
revisões	e	aumentar	muito	a	produtividade	(COELHO;	NOVAES,	2008).
Segundo	Baia	(2015),	a	principal	diferença	dos	modelos	tridimensionais	no	processo	
BIM	para	os	dos	sistemas	CAD	é	a	atualização	automática	ao	passo	que	cada	alteração	é	
feita	no	modelo,	ou	seja,	não	se	faz	necessário	uma	remodelagem.	
Além	desse	 fator,	há	outros	dois	que	diferem	o	BIM	do	sistema	CAD	que	são	a	
interoperabilidade	 e	 a	 modelagem	 paramétrica.	 A	 primeira	 é	 um	 fator	 que	 permite	 o	
desenvolvimento	da	prática	integrada	em	softwares	utilizados	por	vários	profissionais	dentro	
do	projeto,	já	o	outro	fator,	a	modelagem	paramétrica,	nos	permite	representar	objetos	por	
meio	de	parâmetros	e	regras	atrelados	a	sua	geometria,	assim	como	integrar	propriedades	
não	geométricas	e	características	a	esses	objetos.
Porém,	 Araújo	 (2020)	 já	 alertava	 sobre	 a	 existência	 de	 alguns	 empecilhos	 e	
dificuldades	 que	 impediriam	 a	 difusão	 da	 metodologia	 BIM	 em	 larga	 escala,	 mesmo	
apresentando	inúmeras	potencialidades	operacionais	dentro	da	área	da	construção	civil.
Segundo	 Lagner,	 Hermann	 e	 Radüns	 (2019)	 um	 dos	 pontos	 negativos	 desse	
conceito	é	o	alto	custo	de	implantação	e	o	longo	período	necessário	de	adaptação,	além	de	
14UNIDADE 1 GESTÃO DE DADOS E PROCESSOS NA MODELAGEM BIM 3D
ser	necessário	computadores	de	alto	desempenho	para	a	utilização	da	metodologia	BIM,	o	
que	não	ocorre	quando	é	utilizado	apenas	os	programas	CAD.	
Além	 disso,	 outro	 fator	 importante	 a	 ser	 levado	 em	 consideração	 é	 quanto	 à	
capacitação	 dos	 funcionários	 que	 requer	 um	 alto	 investimento	 e	 intenso	 treinamento,	
devido	sua	maior	complexidade	de	utilização.	O	que	ocorre	muitas	vezes	é	a	necessidade	
da	 contratação	 de	 um	profissional	 denominado	 “BIM	Manager”,	 que	 é	 especializado	 no	
conceito	e	poderá	sanar	possíveis	dúvidas	da	equipe	durante	sua	utilização,	conclui	Lagner,	
Hermann	e	Radüns	(2019).
Sendo	assim,	 temos	o	 surgimento	 do	BIM	Document	Management,	 um	sistema	
que	gerencia	os	processos,	dados	e	todo	documento	organizado	dentro	da	plataforma	BIM,	
além	disso,	permite	manter	tudo	dentro	de	arquivos	digitais	e	pastas,	agilizando	a	criação,	
compartilhamento	e	gerenciamento	dos	documentos.	Uma	vez	que	esse	sistema	preenche	
a	 lacuna	entre	projeto	e	execução,	ele	se	torna	fundamental	na	gerência	de	dados	para	
projetar	uma	edificação.	A	figura	5	representa	essa	forma	compartilhada	de	sistema.
FIGURA 5 – GESTÃO DE DADOS E PROCESSOS
 
Fonte:	https://biblus.accasoftware.com/ptb/wp-content/uploads/sites/5/2021/05/BIM-Document-Managemen-
t-Compartilhar-E-Gerenciar-Informacoes.jpg.	Acesso	em:	31	jan.	2023.
O	 BIM	 engloba	 toda	 geometria,	 relação	 com	 o	 espaço,	 informações	 geográficas,	
métodos	 construtivos	 e	 quantidade	 de	materiais.	 Desta	 forma,	 a	 proposta	 da	 plataforma	 é	
fazer	com	que	todos	os	componentes	essenciais	do	projeto	interajam	desde	o	anteprojeto	e	
planejamento	até	a	execução	e	acompanhamento	da	obra,	criando	uma	maquete	virtual	que	
demonstra	não	só	cada	projeto	isolado,	mas	a	compatibilização	deles	e	possibilita	a	visualização	
do	empreendimento	como	um	todo.	Este	é	o	chamado	BIM	3D	(CARVALHO,	2016).
15UNIDADE 1 GESTÃO DE DADOS E PROCESSOS NA MODELAGEM BIM 3D
Segundo	Farias	 (2020),	o	3D	ou	 terceira	dimensão,	está	atrelado	à	modelagem	
digital	 tridimensional	 e	 ao	 modelo	 com	 componentes	 parametrizados	 carregados	 de	
informações	pertinentes	ao	projeto,	como	pisos,	paredes,	vigas,	portas,	lajes,	tubulações,	
mobiliários,	 entre	outros	 componentes	que	 fazem	parte	do	contexto	da	construção	civil,	
deixando	apenas	de	ser	linhas	bidimensionais	(2D)	e	passam	a	carregar	informações	sobre	
o	projeto,	tornando-se	inteligente	e	rico	em	detalhes.
Para	Bomfim,	Lisboa	e	Matos	(2016)	o	BIM	3D	é	ofertado	pelo	modelo	de	objeto,	que	
possibilita	a	inserção	de	mais	informações	e	dados	referenciados	no	modelo	geométrico,	
alinhando	 todos	 os	 projetos	 em	um	único	 ambiente,	melhorando	 ainda	mais	 o	 nível	 de	
detalhes	 quando	 comparado	 a	 um	 software	 2D,	 minimizando	 as	 possíveis	 dúvidas	 no	
momento	da	execução	e	facilitando	a	identificação	da	metodologia	mais	eficaz	para	cumprir	
tarefas	pré-estabelecidas.
Dentro	da	modelagem	3D	é	possível	extrair	dados	do	projeto,	como	quantitativos	de	
materiais,	especificações,	plantas,	vistas,	cortes,	elevações	e	passeios	virtuais.	Podemos	
destacar	então	que	o	conceito	BIM	vai	além,	ele	é	o	grande	agente	homogeneizador	de	
projetos,	além	de	compatibilizá-los,	ele	destaca	possíveis	intercorrências	antes	mesmo	que	
elas	aconteçam,	tornando	ainda	mais	atrativa	sua	utilização.	Já	na	etapa	de	execução	se	
faz	necessária	a	utilização	de	softwares	de	modelagem	BIM	que	ofereçam	esse	conceito	
paramétrico	desenvolvido,	assim	como	o	Revit	da	Autodesk®	representado	na	figura	6	ou	
o	ArchiCad	da	Graphsoft®	representado	na	figura	7.
FIGURA 6 – MODELAGEM BIM 3D EXECUTADA NO SOFTWARE REVIT
 
 Fonte:	https://utilizandobim.com/wp-content/uploads/2019/06/exemplo-de-projeto-bim.jpg.	Acesso	em:	31	
jan. 2023.
16UNIDADE 1 GESTÃO DE DADOS E PROCESSOS NA MODELAGEM BIM 3D
FIGURA 7 – MODELAGEM BIM 3D EXECUTADA NO SOFTWARE ARCHICAD
 
Fonte: https://graphisoft.com/content/uploads/2022/05/Nuclear-Research.jpg	
Acesso em: 31 jan. 2023.
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 3 COMO É O PROCESSO DA BIM NA AECTÓPICO
UNIDADE 1 GESTÃO DE DADOS E PROCESSOS NA MODELAGEM BIM 3D 17
A	AutoDesk	descreve	o	processo	da	BIM	como	um	suporte	para	a	criação	de	dados	
de	forma	inteligente	que	pode	ser	utilizado	em	todo	o	ciclo	de	vida	de	uma	edificação	e	sua	
infraestrutura.	Partindo	desse	princípio,	podemos	conceituar	esse	processo	de	projeto	em	
quatro	fases:	
●	 Planejamento;
●	 Projeto;
●	 Construção;
●	 Operação.
Na	fase	caracterizada	pelo	planejamento	é	o	momento	em	que	se	oferece	toda	e	
qualquer	tipo	de	informação	à	equipe	de	planejamento	do	projeto,	como	dados	de	captura	
de realidade para gerar modelos dos ambientes de maneira natural.
FIGURA 8 – FASE DE PLANEJAMENTO
 
Fonte:	https://damassets.autodesk.net/content/dam/autodesk/www/solutions/bim/fy21/plan-thumb-580x290.jpgAcesso	em:	01	fev.	2023.
18UNIDADE 1 GESTÃO DE DADOS E PROCESSOS NA MODELAGEM BIM 3D
Projeto,	nessa	fase	se	encontram	as	tarefas	de	projeto	habituais,	conceitos,	análises,	
detalhamentos	e	toda	a	documentação	necessária.	Lembrando	que	o	processo	de	pré-cons-
trução	se	inicia	com	a	utilização	de	dados	de	BIM,	informando	às	equipes	do	projeto	dados	
importantes,	como	logísticas	e	cronogramas.	Com	essas	informações	poderão	ser	estipulados	
prazos	e	cronogramas	para	recebimento	de	recursos	e	etapas	da	construção,	favorecendo	o	
desenvolvimento	de	forma	conjunta	e	alinhando	todos	os	setores	dentro	da	obra
FIGURA 9 – FASE DE PROJETO
 
Fonte: https://damassets.autodesk.net/content/dam/autodesk/www/solutions/bim/fy21/design-thumb-
-580x290.jpg	Acesso	em:	01	fev.	2023.
Na	fase	de	construção,	a	execução	do	projeto	tem	início	utilizando	as	especificações	
de	BIM.	Os	dados	são	compartilhados	com	outras	empresas,	como	a	logística,	assim	as	
empreiteiras	podem	assegurar	a	sincronização	das	atividades	tornando-as	mais	eficientes.
FIGURA 10 – FASE DA CONSTRUÇÃO
 
Fonte:	https://damassets.autodesk.net/content/dam/autodesk/www/solutions/bim/fy21/build-thumb-580x290.
jpg	Acesso	em:	01	fev.	2023.
Por	último,	mas	não	menos	importante,	temos	a	fase	de	operação,	nessa	fase	os	
dados	de	BIM	são	encaminhados	às	equipes	responsáveis	por	gerenciar	as	operações	e	
manutenções	das	fases	já	concluídas.	
19UNIDADE 1 GESTÃO DE DADOS E PROCESSOS NA MODELAGEM BIM 3D
Essas	informações	obtidas	podem	ser	utilizadas	também	posteriormente	em	pro-
jetos	de	 reformas	da	construção	ou	até	mesmo	em	projetos	de	desconstrução,	gerando	
menores custos.
FIGURA 11 – FASE DE OPERAÇÃO
 
Fonte:	https://damassets.autodesk.net/content/dam/autodesk/www/solutions/bim/fy21/operate-thumb-
-580x290.jpg	Acesso	em:	01	fev.	2023.
Vale	 ressaltar	 que,	 através	 da	 interoperabilidade,	 as	 equipes	 de	 trabalho	 têm	
a	 capacidade	 de	 se	 comunicar	 entre	 as	 diferentes	 fases	 da	 obra,	 independente	 dos	
fornecedores	ou	 softwares.	 Isso	 favorece	a	qualidade	 final	 da	obra,	 além	de	manter	 os	
padrões	pré-estabelecidos	na	fase	de	planejamento.
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 4 A IMPORTÂNCIA DA BIM NA AECTÓPICO
UNIDADE 1 GESTÃO DE DADOS E PROCESSOS NA MODELAGEM BIM 3D 20
Segundo	a	AutoDesk	sobre	um	 levantamento	 realizado	pelas	Nações	Unidas,	até	
2050	a	população	mundial	terá	uma	estimativa	de	9,7	bilhões	e	com	isso	as	indústrias	de	AEC	
(Arquitetura,	Engenharia	e	Construção)	precisam	buscar	formas	mais	eficazes	e	inteligentes	
de	construir	e	projetar,	não	apenas	para	atender	toda	essa	demanda	global,	mas	para	ajudar	
a	criar	espaços	que	sejam	inteligentes	e	flexíveis	às	necessidades	dos	usuários.
Com	a	 implantação	 da	metodologia	 BIM,	 as	 equipes	 de	 projetos	 e	 construções	
trabalham	com	mais	eficiência,	além	de	poder	registrar	os	dados	obtidos	durante	o	processo	
de	construção	para	beneficiar	outras	atividades,	como	operações	e	futuras	manutenções	
no	edifício,	com	isso	a	exigência	na	implementação	da	BIM	vem	crescendo	em	todo	mundo,	
como	apresenta	a	figura	12.
21UNIDADE 1 GESTÃO DE DADOS E PROCESSOS NA MODELAGEM BIM 3D
FIGURA 12 – MAPA DE UTILIZAÇÃO DA BIM
Fonte:	Adaptado	de	Autodesk.com	(2023).
O	mapa	apresentado	na	figura	12	faz	referência	à	expansão	da	metodologia	BIM	
pelo	 mundo,	 países	 como	 o	 Brasil,	 Estados	 Unidos,	 Austrália	 e	 Cazaquistão	 já	 estão	
aplicando	o	conceito	efetivamente	em	seus	projetos,	e	países	como	Argentina,	Uruguai	e	
China	possuem	um	planejamento	para	que	seja	 implantando	essa	metodologia	em	seus	
projetos	futuramente.
A	utilização	da	metodologia	BIM,	de	fato,	como	já	vimos,	melhora	a	qualidade	de	
trabalho	entre	os	profissionais,	 além	de	melhorar	 também	a	qualidade	dos	projetos	e	a	
gestão	dos	recursos	dentro	da	obra,	numa	comparação	entre	outros	modelos	tradicionais,	
podemos	destacar	que	a	BIM	serve	para:
●	 Favorecer	a	colaboração	entre	os	profissionais;
●	 Detectar	as	interferências	e	reduzir	possíveis	erros;
●	 Gerenciar	tempo,	custo	e	recurso;
●	 Melhor	visualização	do	resultado	do	projeto;
●	 Competitividade	e	qualidade	no	projeto;
●	 Manutenção	ágil	e	eficaz;
●	 Gerenciar	de	maneira	otimizada	os	ativos.
Dentro	da	cadeia	produtiva	da	construção	há	diversos	profissionais	envolvidos,	e	a	
BIM	pode	ser	utilizada	por	todos	eles,	assim	como:	arquitetos,	engenheiros,	agrimensores,	
empreiteiros	e	outros	técnicos,	como	geólogos	e	especialistas.
22UNIDADE 1 GESTÃO DE DADOS E PROCESSOS NA MODELAGEM BIM 3D
FIGURA 13 – PROFISSIONAIS QUE UTILIZAM BIM NA OBRA
 
Fonte:	https://biblus.accasoftware.com/ptb/wp-content/uploads/sites/5/2021/09/Os-beneficios-do-BIM-Traba-
lho-colaborativo.jpg	Acesso	em	01	fev.	2023.
Segundo	BibLus,	que	é	um	site	voltados	para	 informações	sobre	a	metodologia	
BIM	 e	 outros	 softwares	 para	 construção,	 as	 primeiras	 empresas	 a	 se	 aproximarem	 do	
mundo	BIM	foram	as	construtoras	e	os	escritórios	de	projetos	integrados,	fazendo	surgir	a	
crença	de	que	essa	metodologia	é	voltada	apenas	para	empresas	de	porte	grande,	porém	
nos	últimos	tempos	essa	metodologia	está	cada	vez	mais	inserida	na	rotina	de	todos	os	
escritórios,	sejam	eles	de	grande	ou	pequeno	porte,	pelo	fato	de	trazer	muitas	vantagens	e	
benefícios	na	elaboração	de	obras	de	pequeno	e	médio	porte.
Sobre	essas	vantagens	da	utilização	da	BIM	na	AEC	podemos	destacar	algumas	
como:
 ● Redução	de	erros;
 ● Estimativa	de	redução	de	20	a	50%	no	tempo	gasto	no	processamento	de	um	
projeto;
 ● Apresentações	de	projetos	mais	detalhados,	como	pranchas	gráficas,	imagens	
renderizadas,	apresentações	de	vídeos,	utilização	de	RV	(realidade	virtual);
 ● Simplificar	as	mudanças	nos	projetos;
 ● Estimar	com	uma	maior	precisão	custos	e	prazos	de	uma	obra;
 ● Integrar	os	diferentes	projetos	de	uma	obra,	como:	arquitetura,	instalações	e	
até	mesmo	eficiência	energética,	tudo	em	um	único	modelo	tridimensional;
 ● Visualizar	a	possibilidade	de	interferências	entre	os	projetos;
 ● Criar	 um	 banco	 de	 dados	 com	 as	 informações	 pertinentes	 ao	 projeto	 de	
maneira compartilhada.
23UNIDADE 1 GESTÃO DE DADOS E PROCESSOS NA MODELAGEM BIM 3D
O	Governo	Federal,	 visando	melhorar	os	 investimentos	em	obras	públicas,	está	
solicitando	 que	 seus	 projetos	 sejam	 todos	 apresentados	 em	BIM,	 fazendo	 com	 que	 os	
interessados	em	trabalhar	neste	mercado	tenham	que	se	qualificar	frente	a	estas	ferramentas	
(DERESTE,	2018).
Mundialmente,	a	metodologia	BIM	está	vinculada	ao	planejamento	de	projetos	de	
forma	sustentável,	tanto	sobre	o	aspecto	físico	quanto	financeiro.	Vários	setores	públicos	
já	 possuem	 profissionais	 qualificados	 para	 o	 desenvolvimento	 de	 projetos	 utilizando	 a	
plataforma,	assim	como	a	Companhia	Paulista	de	Trens	Metropolitanos,	e	até	mesmo	o	
Exército	Brasileiro,	onde	a	metodologia	BIM	está	sendo	utilizada	no	desenvolvimento	de	
projetos	priorizando	a	otimização	dos	recursos.
No	caso	do	Exército	Brasileiro,	a	utilização	da	BIM	foi	para	modernizar	o	sistema	de	
esgoto	no	bairro	Vila	Militar.	A	imagem	14,	segundo	a	Autodesk,	refere-se	a	essa	modernização	
da	rede	de	esgoto,	que	foi	criada	a	partir	de	dados	obtidos	de	forma	manual	da	planta.
FIGURA 14 – PROJETO DE REDE DE ESGOTO
 
Fonte:	 https://damassets.autodesk.net/content/dam/autodesk/www/customer-stories/brazilian-ar-
my-bim-civil-engineering/brazilian-army-rendering-960x532.jpg	Acesso	em	01	fev.	2023.
Além	disso,	Dereste	(2018)	destaca	que	a	BIM	precisa	ser	compreendida	como	uma	
maneira	 de	 produzir	 obras	 de	 forma	 sustentável	 e	 não	 apenas	 como	 uma	 ferramenta	 de	
informática,	tendo	em	vista	que	na	década	de	1980,	os	desperdícios	provenientes	da	construção	
civil	passavam	de	20%	da	obra,	fazendo	uma	comparação,	esse	valor	significava	que	a	cada	
5	prédios	construídos,	1	deles	era	um	amontoadode	resíduas,	colocando	a	construção	civil	no	
papel	de	vilã	da	eficiência	e	sustentabilidade.
24UNIDADE 1 GESTÃO DE DADOS E PROCESSOS NA MODELAGEM BIM 3D
Com	isso,	podemos	destacar	que	a	metodologia	BIM	é	um	dos	grandes	aliados	para	
uma	construção	civil	de	qualidade	atualmente,	não	apenas	no	quesito	obra	e	construção,	
mas também na sustentabilidade e qualidade de vida para uma sociedade completa.
Exemplos de BIM no mundo
●	 De	 acordo	 com	 o	 Relatório	 Nacional	 BIM	 2018,	 no	 Reino	 Unido,	 país	
considerado	 líder	no	uso	da	metodologia,	 cerca	de	75%	da	 indústria	construtiva	adotou	
o	BIM	desde	que	houve	um	incentivo	pleno	do	governo	em	2016.	Dessas	empresas	que	
adotaram	o	BIM,	80%	são	empresas	de	porte	médio	(de	16	a	50	colaboradores)	e	78%	são	
empresas grandes (acima de 51 colaboradores). 
●	 Na	França,	o	governo	adotou	o	BIM	no	desenvolvimento	de	500	mil	casas	até	o	
ano	de	2017.	Nesse	mesmo	ano,	tornou	o	uso	da	metodologia	obrigatório	devido	aos	benefícios	
e	como	parte	de	uma	estratégia	para	digitalização	da	indústria	da	construção	do	país;
Fonte: https://grupoajbim.com/processo-bim/
O	 projeto	 vai	 além	 de	 planejar	 e	 construir,	 deve	 ser	 levado	 em	 consideração	
aspectos	como	sustentabilidade	e	vitalidade	de	um	edifício,	redução	de	custos	e	eficiência,	
essa	deve	ser	a	real	essência	do	projeto.	
Fonte: O autor (2023) 
https://grupoajbim.com/processo-bim/ 
25UNIDADE 1 GESTÃO DE DADOS E PROCESSOS NA MODELAGEM BIM 3D
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Chegamos	ao	final	da	nossa	primeira	unidade!	Espero	que	esse	conteúdo	tenha	
sido	valioso	para	sua	vida	acadêmica	e	profissional.	Mas	você	sabe	que	seus	estudos	não	
devem	parar	por	aqui,	não	é?	É	hora	de	enriquecer	seu	conhecimento	e	continuar	suas	pes-
quisas,	pode	ser	em	sites,	livros,	revistas,	vídeos	e	artigos	científicos	para	complementar	o	
conhecimento adquirido até aqui.
Mesmo	suas	pesquisas	continuando	após	a	leitura	do	nosso	material,	precisamos	
reforçar	alguns	pontos	importantes	sobre	o	conteúdo	abordado	até	o	momento,	lembrando	
do	que	é	a	metodologia	BIM,	que	não	é	um	software,	mas	uma	metodologia,	um	conceito	
que	se	deve	aplicar	aos	projetos	e	qual	a	sua	importância	para	a	área	da	construção	civil.	
A	implementação	desse	processo	evita	erros	e	além	de	tudo	reduz	os	desperdícios	
dentro	do	canteiro	de	obras,	a	compatibilização	de	projetos	é	um	forte	aliado	nessa	busca	
pela	perfeição	do	projeto,	favorecendo	a	visualização	de	intercorrências	antes	mesmo	que	
elas	aconteçam.
Vimos	 que	 seguir	 as	 etapas	 do	 projeto	 é	 fundamental	 para	 sua	 qualidade	 final,	
e	com	a	inserção	da	metodologia	BIM	temos	a	liberdade	de	fazer	alteração	no	projeto	a	
qualquer	momento,	tornando	o	processo	muito	mais	dinâmico.
A	fase	de	 levantamento	e	abastecimento	do	banco	de	dados	da	BIM	é	uma	das	
fases	mais	importantes	do	desenvolvimento	do	projeto,	deve	ser	feito	de	forma	íntegra,	ob-
jetiva	e	eficiente,	pois	é	nisso	que	vai	se	basear	a	qualidade	final	do	projeto	e	os	processos	
durante	sua	execução.
Ah!	 Lembrando	 que	 esses	 dados	 armazenados	 no	 banco	 da	 BIM	 não	 servem	
apenas	enquanto	a	obra	está	na	sua	fase	de	construção,	ela	é	valiosa	também	para	uma	
possível	reforma	ou	desconstrução	de	parte	ou	todo	do	edifício.
Agradeço sua companhia e até a nossa próxima unidade!
Forte abraço!
26UNIDADE 1 GESTÃO DE DADOS E PROCESSOS NA MODELAGEM BIM 3D
LEITURA COMPLEMENTAR
Artigo:	Aplicação	da	Metodologia	Bim	(Building	Information	Modeling)	no	processo	
de	projeto,	com	foco	em	compatibilização
Autor:	Bruna	Ferreira	Menegaro	e	Ângela	Costa	Piccinini
Link: http://repositorio.unesc.net/bitstream/1/5878/1/BrunaFerreiraMenegaro.pdf
Resenha:	O	artigo	de	Menegaro	e	Piccinini	apresenta	as	dificuldades	encontradas	
na	elaboração	dos	projetos	devido	à	complexidade	e	a	evolução	do	mesmo	e	a	falta	de	
integração	entre	o	projeto	e	o	projetista,	assim	como	retrabalhos,	atrasos	e	custos	excessivos.
Fonte: MENEGARO,	B.	F.,	&	PICCININI,	Â.	C.	(2017).	Aplicação	da	metodologia	
BIM	(Building	Information	Modeling)	no	processo	de	projeto,	com	foco	em	compatibilização.	
Trabalho	de	Conclusão	de	Curso	-	TCC,	UNESC	–	Universidade	do	Extremo	Sul	Catarinense.	
Disponível	 em:	 http://repositorio.unesc.net/bitstream/1/5878/1/BrunaFerreiraMenegaro.pdf 
Acesso	em:	01	fev.	2023.	
http://repositorio.unesc.net/bitstream/1/5878/1/BrunaFerreiraMenegaro.pdf
http://repositorio.unesc.net/bitstream/1/5878/1/BrunaFerreiraMenegaro.pdf
27UNIDADE 1 GESTÃO DE DADOS E PROCESSOS NA MODELAGEM BIM 3D
MATERIAL COMPLEMENTAR
LIVRO
Título: Ferramentas BIM em gestão de projetos
Autor: Norimar Ferraro
Editora: Contentus
Sinopse: Este livro traz reflexões sobre a evolução histórica 
dos processos de construção e as mudanças influenciadas pela 
tecnologia, como o computer aided design e o BIM. Aborda 
o ciclo de vida do empreendimento, o trabalho colaborativo, 
a interoperabilidade e os principais softwares BIM. A obra 
ainda apresenta benefícios do BIM, formas de contratação e 
tendências futuras na área.
VÍDEO
Título: Gestão de projetos em BIM - BIM CURSOS
Ano: 2019
Sinopse: O vídeo faz parte de uma série de aulas sobre a 
metodologia BIM aplicada em projetos, desde a coleta de 
dados e leitura de elementos da construção, até a finalização 
do projeto de construção.
WEB
Apresentação: o site da Autodesk tem uma infinidade de 
informações sobre a metodologia BIM e sua aplicação, além 
de ter definições sobre o que é e como utilizar a BIM, um 
complemento da aprendizagem adquirida até aqui.
Link: https://www.autodesk.com.br/solutions/bim/benefits-of-
-bim
https://www.autodesk.com.br/solutions/bim/benefits-of-bim
https://www.autodesk.com.br/solutions/bim/benefits-of-bim
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Plano de Estudos
 ● Plataformas de modelagem BIM em outras dimensões;
 ● Os D’s da BIM.
Objetivos da Aprendizagem
 ● Conhecer as plataformas BIM além da dimensão 3D;
 ● Compreender o que é cada “D” da metodologia BIM e suas 
características na prática.
2UNIDADEUNIDADEPLATAFORMAS DE MODELAGEM PLATAFORMAS DE MODELAGEM 
Prof. Esp. Rafael Martins Buzzo
BIM EM OUTRAS DIMENSÕES BIM EM OUTRAS DIMENSÕES 
29UNIDADE 2 PLATAFORMAS DE MODELAGEM BIM EM OUTRAS DIMENSÕES
INTRODUÇÃO
Olá, aluno (a)! Vamos iniciar mais uma unidade?!
Na	segunda	unidade	da	disciplina	de	BIM	Na	Gestão	de	Projetos	aprofundaremos	
nossos	 estudos	 sobre	 essa	metodologia	 com	 foco	 nas	 plataformas	 de	modelagem	 em	
outras	dimensões	além	do	3D.
Sendo	assim,	veremos	também	os	“D”s	da	BIM,	cada	vez	que	uma	necessidade	é	
identificada	dentro	do	projeto,	uma	nova	dimensão	é	definida,	com	isso	teremos	processos	
de	BIM	4D,	5D,	6D	e	7D	que	veremos	com	mais	propriedade	o	que	significa	cada	dimensão	
e sua usabilidade dentro do projeto.
Podemos	destacar	de	 imediato	a	qualificação	de	 cada	 “D”	da	metodologia	BIM,	
assim	como	o	4D	refere-se	ao	planejamento	dos	canteiros	de	obra,	a	5D	que	compete	os	
orçamentos	dentro	da	obra,	a	6D	que	insere	a	sustentabilidade	no	corpo	do	edifício	ainda	
na	 fase	de	projeto	e	a	7D	que	abrange	a	 fase	de	gestão	e	manutenção	de	um	edifício	
construído,	jáque	a	obra	“não	acaba”,	mas	tem	um	ciclo	de	vida	que	vai	além	do	canteiro	
de	obras	e	essa	dimensão	nos	auxilia	nas	manutenções	que	um	edifício	podem	necessitar	
e	até	uma	possível	desconstrução	de	parte	de	sua	estrutura	ou	por	completo.
Além	 disso,	 veremos	 os	 novos	 “D”s	 da	metodologia	BIM,	 o	 8D	 que	 refere-se	 à	
segurança	nos	canteiros	de	obra,	que	nos	permite	sua	visualização	de	maneira	digital	antes	
mesmo	de	sua	instalação	física.	E	o	10D	que	tem	relação	com	a	construção	industrializada.	
Então	já	pegue	seu	material	de	anotações	que	daremos	início	aos	nossos	estudos	de	BIM	
na	modelagem	de	projetos	e	agora	com	 foco	nas	plataformas	de	modelagem	BIM	e	as	
outras	dimensões	que	temos,	ou	podemos	também	chamá-las	de	Os	“D”s	de	BIM.
Está preparado (a)? Então vem comigo!
Bons estudos!
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30UNIDADE 2 PLATAFORMAS DE MODELAGEM BIM EM OUTRAS DIMENSÕES
 1 PLATAFORMA DE MODELAGEM BIM EM OUTRAS DIMENSÕESTÓPICO
Com	 relação	 às	 geometrias,	 três	 dimensões	 geralmente	 são	 suficientes	 para	
a	 elaboração	 de	 um	 projeto	 de	 construção,	 porém,	 temos	 uma	 gama	 de	 diferentes	
peculiaridades	descritivas	referenciando-se	a	outras	dimensões,	aponta	Garibaldi	(2020),	
assim	 como	 a	 sustentabilidade,	 tempo	 e	 custos,	 a	 fim	 de	 criar	 um	 tipo	 específico	 e	
diferenciado	de	informação.
Desse	modo,	sempre	que	um	tipo	diferenciado	de	 informação	é	especificado	no	
projeto,	uma	nova	dimensão	é	definida,	na	base	fundamental	da	BIM	temos	pré-definidas	
sete	dimensões:	4D,	5D,	6D	e	7D,	que	veremos	mais	afundo	no	decorrer	desta	unidade.
Os	aspectos	de	um	projeto	realizado	com	a	metodologia	BIM	podem	ser	basicamente	
definidos	da	seguinte	maneira,	como	apresenta	a	figura	1.
31
FIGURA 1 – DIMENSÕES DA METODOLOGIA BIM
 
Fonte:	Siengeprod.	Disponível	em:	https://siengeprod.wpenginepowered.com/wp-content/uploads/BIM-1-
420x327.png.	Acesso	em:	02	fev.	2023.
 
Fazendo	um	breve	resumo	imediato	e	analisando	a	figura	1,	podemos	conceituar	
os	“D”s	da	metodologia	BIM	da	seguinte	maneira:
●	 3D: modelagem paramétrica,	renderização	tridimensional	do	modelo;	
●	 4D: Planejamento,	análise	de	compatibilização	e	planejamento;
●	 5D: Orçamentação,	análise	de	custo;
●	 6D: Sustentabilidade,	avaliação	da	sustentabilidade;
●	 7D: Gestão e manutenção,	gestão	de	instalações.
UNIDADE 2 PLATAFORMAS DE MODELAGEM BIM EM OUTRAS DIMENSÕES
32
FIGURA 2 – CICLO CONCEITUAL DA MODELAGEM BIM
 
Fonte:	CRASA	Infraestrutura	(2020).
A	figura	2	nos	apresenta	todo	o	ciclo	de	vida	de	um	projeto	baseado	nos	conceitos	
BIM,	desde	a	sua	concepção	até	a	fase	de	reforma	ou	demolição,	se	for	necessário.	Dentro	
desse	“ciclo	de	vida”	estão	inseridos	os	demais	“D”s	da	metodologia,	desde	o	3D	até	o	7D.	
UNIDADE 2 PLATAFORMAS DE MODELAGEM BIM EM OUTRAS DIMENSÕES
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33UNIDADE 2 PLATAFORMAS DE MODELAGEM BIM EM OUTRAS DIMENSÕES
 2 OS ‘‘D’’S DA BIM TÓPICO
Agora	que	já	estamos	familiarizados	com	as	várias	dimensões	da	BIM,	e	conhecemos	
do	que	se	trata	cada	uma	delas,	é	hora	de	nos	aprofundarmos	nos	aspectos	e	características	
completas de cada ponto.
2.1 BIM 4D: Planejamento
A	quarta	dimensão	nos	aponta	o	início	da	execução	do	projeto,	está	relacionada	
ao	planejamento	do	canteiro	de	obras,	apontando	um	novo	elemento	a	ser	considerado,	
o	tempo.	A	formulação	e	a	programação	dos	dados	auxiliam	a	prever	quanto	tempo	será	
necessário	para	a	conclusão	do	projeto	e	como	ele	evoluirá	em	cada	etapa,	além	de	fornecer	
informações	pertinentes	ao	período	necessário	para	instalações	ou	a	construção.
FIGURA 3 – PLANEJAMENTO DE CANTEIRO DE OBRAS
 
34
É	fundamental	a	administração	do	quesito	tempo	dentro	do	planejamento	de	uma	
construção,	 alguns	métodos	 tradicionais	 utilizados	para	 realizar	 essa	 função	 tem	certos	
limites	 e	 podem	alcançar	 questões	 críticas,	 como	a	 perda	 de	 dados	 entre	 os	membros	
das	equipes,	 falta	de	comunicação	entre	os	responsáveis	da	obra	e	os	 fornecedores	de	
materiais	e	insumos,	além	de	exigir	a	necessidade	precisa	de	colocação	de	materiais	dentro	
do canteiro de obra e o desenvolvimento com precisão dessas atividades. 
Esses aspectos representam apenas uma parte dos reais motivos que causam os 
atrasos	dentro	de	uma	construção,	além	do	fato	de	revisões	constantes	do	que	foi	planejado	
até	o	momento	da	execução	de	cada	etapa.
Segundo	Garibaldi	(2020)	as	informações	relacionadas	ao	tempo	de	determinado	
elemento	podem	incluir	 informações	sobre	o	período	que	será	necessário	para	construir	
ou	instalar,	ou	seja,	para	tornar	operacional,	além	da	sequência	em	que	os	componentes	
devem ser instalados e as áreas da empresa.
Com	essa	relação	de	tempo	todas	as	informações	compartilhadas	em	um	modelo	
federado	 (modelo	 federado	 consiste	 em	 componentes	 conectados	 uns	 aos	 outros)	 são	
capazes	de	realizar	um	projeto	programado	com	precisão,	além	de	 facilitar	a	consulta	e	
entender	 melhor	 as	 informações	 do	 projeto	 com	 os	 dados	 vinculados	 à	 representação	
gráfica	dos	componentes,	também	é	possível	observar	como	se	desenvolverá	a	obra.
O	alinhamento	da	programação	e	do	planejamento	da	obra,	como	a	gestão	otimizada	
entre	as	equipes,	engenheiros,	arquitetos,	empreiteiros	e	outras	equipes	no	local	da	obra	
são	fortemente	favorecidas	pelo	BIM	4D,	além	de	auxiliar	a	detecção	antecipada	de	conflitos,	
gerenciar	 as	 informações	 sobre	 o	 desenvolvimento	 do	 canteiro	 de	 obras	 visualizando	
o	 impacto	 das	 possíveis	 alterações	 realizadas	 no	 projeto	 e,	 sobretudo,	 a	 segurança	 e	
eficiência	pelo	fato	de	já	terem	sido	documentados	todo	o	plano	de	cronograma	do	projeto.
2.2 BIM 5D: Orçamentação
Está	no	cerne	da	dimensão	5D	utilizar	os	componentes	do	modelo	de	informações	
a	fim	de	obter	orientação	e	informações	precisas	referentes	ao	custo	da	obra	ou	parte	dela.	
Por	ser	um	fator	de	extrema	importância	dentro	de	um	projeto,	a	dimensão	5D	permite	que	
cada envolvido no projeto analise os custos da obra que serão adicionados ao longo do 
tempo	referentes	às	atividades	dentro	do	projeto.
Uma	maneira	de	obter	esses	cálculos	é	por	meio	dos	dados	e	informações	que	foram	
vinculadas	e	associadas	a	componentes	específicos	no	modelo	gráfico,	permitindo	que	a	
equipe	responsável	pelos	orçamentos	ou	orçamentistas	extraiam	facilmente	o	quantitativo	
de	determinado	componente,	concluindo	com	maior	precisão	o	custo	final	real	que	o	projeto	
seja desenvolvido.
UNIDADE 2 PLATAFORMAS DE MODELAGEM BIM EM OUTRAS DIMENSÕES
35
Segundo	 Garibaldi	 (2020),	 essa	 dimensão	 contribui	 para	 uma	 maior	 precisão	
orçamentária,	além	de	um	maior	controle	sobre	possíveis	mudanças	na	intenção	projetual,	
podendo ser tanto nos materiais quanto na mão de obra e equipamentos.
FIGURA 4 – MAQUETE ELETRÔNICA BIM PARA ORÇAMENTOS
 
Fonte:	Spbim.	Disponível	em:	https://spbim.com.br/o-que-e-o-bim-5d/.	Acesso	em:	02	fev.	2023.
Considerando	que	o	projeto	ofereça	dados	da	dimensão	4D	e	uma	compreensão	
clara	do	custo	de	um	contrato	podemos	facilmente	acompanhar	os	gastos	preestabelecidos	
e	 reais	 em	 todo	 período	 de	 execução	 do	 projeto,	 permitindo	 relatórios	 e	 conferências	
regulares	de	custos,	garantindo	ganho	e	eficiência,	sobretudo,	que	o	projeto	permaneça	
dentro	do	limite	orçamentário	estabelecido	previamente.
É	importante	frisarmos	que	a	eficiência	de	qualquer	cálculo	sobre	custos	depende	de	
toda	a	equipe,	sendo	necessário	que	os	dados	que	foram	produzidos	sejam	compartilhados	
entre	os	cooperantes	do	projeto,	dependendo	muito	de	sua	precisão,	caso	esses	dados	
sejam	variantes,	refletirão	necessariamente	nos	custos	finais.	Nesse	aspecto,	a	BIM	não	se	
diferencia	muito	das	metodologiastradicionais	de	estimativa	de	custo.
Pelo	fato	de	muitos	dos	processos	de	projeto	ainda	serem	realizados	em	modelos	2D,	
podendo	haver	ainda,	distinções	entre	os	modelos,	como	os	elementos	serão	classificados.
UNIDADE 2 PLATAFORMAS DE MODELAGEM BIM EM OUTRAS DIMENSÕES
36
FIGURA 5 – TABELA DE QUANTITATIVOS ORÇAMENTÁRIOS
 
Fonte:	Gonçalves	Júnior	(2019).
Com	 isso,	podemos	destacar	algumas	vantagens	da	utilização	da	dimensão	5D	
sobre	a	gestão	orçamentária	e	uma	obra,	sendo	elas:
 ● Agilidade no cálculo de recursos:	 pelo	 fato	 da	 BIM	 utilizar	 informações	
integradas,	isso	facilita	e	agiliza	a	elaboração	dos	cálculos	referentes	aos	orçamentos.
 ● Análise e controle de custos:	 é	 possível	manter	maior	 controle	 sobre	 o	
cálculo	pelo	fato	de	como	cada	detalhe	do	orçamento	é	rastreado	e	monitorado,	
aumentando	a	segurança	sobre	o	custo	final	da	obra.
 ● Economia: esse	 pode	 ser	 considerado	 um	 dos	 fatores	 mais	 importantes	
dentro	 dessa	dimensão,	 favorecendo	o	menor	 trabalho	na	 fase	de	orçamento	e	
maior velocidade no processamento sobre dados de custo.
2.3 BIM 6D: Sustentabilidade 
A	 indústria	 da	 construção	 tradicionalmente	 se	 concentra	 nos	 custos	 iniciais	 da	
construção.	Mudar	esse	foco	para	uma	melhor	compreensão	do	custo	de	toda	a	vida	útil	
dos	ativos,	no	qual	a	maior	parte	do	dinheiro	é	gasto	proporcionalmente,	deve	motivar	uma	
tomada de decisão mais precisa em termos de custos e sustentabilidade. É aqui que entra 
a	dimensão	6D	(GARIBALDI,	2020).
UNIDADE 2 PLATAFORMAS DE MODELAGEM BIM EM OUTRAS DIMENSÕES
37
Com	base	nisso,	podemos	destacar	a	importância	dessa	dimensão,	principalmente	
na	conclusão	da	obra,	no	momento	em	que	se	 inicia	as	últimas	etapas	da	execução	do	
projeto.	Essa	dimensão	é	conhecida	também	como	iBIM	ou	BIM	Integrado,	compreendendo	
a	inclusão	das	informações	que	darão	suporte	ao	gerenciamento	das	instalações,	obtendo	
assim,	melhores	resultados	nos	negócios.
FIGURA 6 – REPRESENTAÇÃO ESQUEMÁTICA DE CONSTRUÇÃO SUSTENTÁVEL 
 
Fonte:	SPBIM	(2021).
Vimos	que	o	BIM	6D	está	totalmente	voltado	para	sustentabilidade,	sendo	assim,	
os	dados	obtidos	nessa	dimensão	podem	incluir	informações	de	extrema	importância,	como	
dados	do	fabricante,	informações	sobre	manutenção	e,	até	mesmo,	como	o	material	deve	
ser	operado	e	instalado	a	fim	de	que	se	consiga	obter	o	máximo	desempenho	esperado	e	
também	dados	de	desinstalação.
Esse	 fator	 favorece	 também	 a	 melhoria	 nas	 tomadas	 de	 decisões,	 priorizando	
materiais	com	maior	vida	útil	e	maior	economia,	além	de	tornar	uma	possível	manutenção	
futuramente	em	algo	previsível	e	planejável.
Porém,	 esse	 conceito	 nem	 sempre	 é	 fácil	 de	 ser	 inserido	 a	 um	 tipo	 de	 design	
sustentável,	principalmente	em	termos	de	inovação,	sendo	que	projetar	com	sustentabilidade	
reflete	diretamente	nos	aspectos	de	qualidade	e	custo.	Adotar	uma	metodologia	que	exija	
processos	planejados	e	gerenciamento	da	 construção	permite	 que	métodos	minuciosos	
atribuídos	no	processo	de	avaliação	de	sustentabilidade	de	uma	construção	obtenham	um	
desempenho melhor.
UNIDADE 2 PLATAFORMAS DE MODELAGEM BIM EM OUTRAS DIMENSÕES
38
A	 adoção	 desses	 parâmetros	 para	 referenciar	 ao	modelo	 permite	 a	 tomada	 de	
decisões	durante	todo	o	período	da	modelagem,	como	um	ativo	com	durabilidade	de	5	anos	
poderá	ser	facilmente	substituído	por	outro	que	terá	o	dobro	do	período	de	durabilidade,	
se	corresponder	operacionalmente	e	economicamente	a	fazer	a	substituição,	visando	que	
esse	tipo	de	informação	agregue	valor	ao	usuário	final	realmente.
De	maneira	resumida,	a	dimensão	6D	é	uma	abordagem	mais	planejada	e	oferece	
benefícios	significativos,	principalmente	sobre	custos,	além	de	permitir	a	manutenção	de	um	
edifício	com	antecedência	e	um	parâmetro	de	gastos	após	a	fase	de	construção	de	uma	obra,	
evitando	que	uma	simples	reforma	se	torne	algo	custoso	ou	que	um	sistema	se	torne	ineficiente.
2.4 BIM 7D: Gestão e Manutenção
Tudo	 o	 que	 se	 refere	 à	 abordagem	 sobre	 o	 processo	 de	 gerenciamento	 das	
instalações	é	agrupado	em	um	único	local	dentro	do	modelo	de	informações	da	construção	
e corresponde à dimensão 7D.
Essa	estratégia	auxilia	a	melhorar	a	qualidade	da	realização	dos	serviços	durante	
todo	o	ciclo	de	vida	de	uma	obra,	garantindo	que	tudo	esteja	organizado	dentro	da	obra,	
desde	o	seu	início	até	uma	possível	demolição	de	sua	estrutura.
Um	 dos	 maiores	 objetivos	 da	 metodologia	 BIM	 é	 criar	 um	 modelo	 que	 seja	
tridimensional	 e	 informativo	 o	 mais	 próximo	 da	 realidade	 da	 execução	 da	 obra.	 Por	
exemplo,	um	modelo	definido	como	as	built	 inclui	além	do	que	 foi	projetado	o	que	está	
sendo	construído	durante	a	fase	da	construção,	segundo	Garibaldi	(2020).
Muitos	 dos	 conceitos	 preestabelecidos	 no	momento	 da	 concepção	 do	 projeto	 é	
comumente	revisado	e	alterado	dentro	do	canteiro	de	obras,	a	fim	de	lidar	com	possíveis	
conflitos	operacionais	ou	variações	durante	a	fase	de	construção,	que	muitas	vezes	não	
são	levados	em	consideração	no	início	da	obra.
UNIDADE 2 PLATAFORMAS DE MODELAGEM BIM EM OUTRAS DIMENSÕES
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FIGURA 7 – MANUTENÇÃO DE ATIVO
 
Fonte: Vieira (2021). 
Visto	a	importância	da	dimensão	7D	para	a	vida	de	uma	obra	não	podemos	des-
considerar	sua	utilização,	que	vai	desde	os	aspectos	de	manutenção	até	a	desmontagem	
ou	reforma	da	obra	construída.
Quando	falamos	da	dimensão	7D	é	impossível	não	associarmos	ao	gerenciamento	
das	instalações,	visto	que	ela	é	fortemente	utilizada	para	rastrear	dados	importantes	sobre	
os	ativos,	como	manuais	de	instrução,	especificações	técnicas	e	informações	sobre	prazos	
de	garantia,	informações	essas	que	podem	ser	resgatadas	em	uma	etapa	futura.
Cabe	frisar	aqui	dois	principais	benefícios	dessa	dimensão,	acima	dos	demais,	como:
 ● A	 substituição	 fácil	 e	 de	 forma	 simples	 de	 peças,	 assim	 como	 reparos	
necessários	a	qualquer	momento	da	vida	útil	da	construção;
 ● E	a	facilidade	nos	processos	de	manutenção	para	os	empreiteiros	e	outras	
equipes	futuras,	subcontratados	para	realizá-las.
 
2.5 BIM 8D: Segurança no canteiro de obras
A	dimensão	BIM	8D	é	responsável	por	adicionar	segurança	ao	projeto	ou	modelo	
geométrico.	 Ao	 inserirmos	 essa	 condicionante,	 as	 informações	 ao	 projeto,	 podemos	
visualizar	e	prever	os	possíveis	riscos	dentro	do	processo	de	construção	e	adotar	medidas	
a	serem	implantadas	a	fim	de	prevenir	acidentes	e	melhorar	a	segurança	no	trabalho.
UNIDADE 2 PLATAFORMAS DE MODELAGEM BIM EM OUTRAS DIMENSÕES
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FIGURA 8 – CANTEIRO DE OBRAS DIGITAL
 
Fonte: Biblus (2021).
Com	a	BIM	8D	é	possível	visualizar	o	canteiro	de	obras	antes	da	sua	instalação,	
como	 apresenta	 a	 figura	 8,	 auxiliando	 na	 análise	 de	 eficácia	 da	 configuração,	 evitando	
perigos	e	situações	críticas.	Sendo	assim,	podemos	destacar	alguns	benefícios	da	utilização	
dessa	dimensão	para	o	responsável	de	segurança,	como:
●	 Ter	uma	visão	completa	do	cenário	a	ser	implantado	o	canteiro	de	obras;
●	 Elaborar	planos	de	segurança	de	forma	detalhada	com	fácil	atualização;
●	 Analisar	e	adotar	escolhas	mais	adequadas	quanto	ao	projeto	de	segurança;
●	 Prevenir	os	riscos	quando	se	fizer	necessária	a	intervenção	das	escolhas	de	
projeto	que	possam	gerar	possíveis	riscos;
●	 A	visualização	do	canteiro	de	obras	de	forma	tridimensional;
●	 Capacitar	a	equipe	de	trabalho	utilizando	a	RV	(realidade	virtual);
●	 Reduzir	os	riscos	de	acidentes.
UNIDADE 2 PLATAFORMAS DE MODELAGEM BIM EM OUTRAS DIMENSÕES
41
FIGURA 9 – VISUALIZAÇÃO DO CANTEIRO DE OBRAS UTILIZANDO RV
 
Fonte: Biblus (2021). 
Para	atingir	esses	resultados	é	essencial	adotar	softwares	profissionais,	equipados	
com	 bibliotecas	 específicas	 de	 objetos	 BIM	 que	 simulam	 qualquer	 tipo	 de	 máquina	 e	
equipamento	para	canteiro	de	obras,	de	forma	a	poder	escolher	os	modelos	mais	adequados	
a	cada	necessidade	(BibLus,	2021).
De	maneira	 resumida,	o	objetivo	da	dimensão	8D	é	auxiliar-nosna	visualização	
de	 forma	geral	 do	canteiro	de	obras	 já	na	 fase	de	projeto,	 prevenindo	assim,	possíveis	
situações	de	perigo	para	a	equipe.	Frisando	que,	a	pré-visualização	de	forma	realista	do	
canteiro	de	obras	 torna	mais	eficaz	a	análise	de	 todos	os	possíveis	cenários	de	perigo,	
possibilitando	a	prevenção	dele	em	todas	as	etapas	do	projeto.
2.6 BIM 10D: Construção Industrializada
Sendo	assim,	para	finalizarmos	o	tópico	sobre	os	“D”s	da	metodologia	BIM,	temos	
a	dimensão	10D,	que	é	voltada	para	a	 integração	de	 todos	os	elementos	envolvidos	na	
digitalização	 da	 obra,	 promovendo	 a	 produtividade	 e	 a	 industrialização	 neste	 setor	 da	
construção	civil.
Podemos	dizer	 que	 todas	as	dimensões	da	BIM	 têm	a	 finalidade	de	alcançar	a	
dimensão	10D,	onde	haverá	uma	plena	industrialização	do	setor	da	construção,	alavancando	
sua	produtividade	aliada	às	tecnologias	de	digitalização,	segundo	Biblus	(2022).	Otimizar	
cada	ciclo	de	vida	da	construção	civil,	como:	projeto,	a	construção	e	o	gerenciamento	das	
infraestruturas,	pode	ser	alcançada	por	meio	da	construção	industrializada,	solucionando	
um	dos	maiores	desafios	dentro	dos	canteiros	de	obra,	a	improdutividade.	
UNIDADE 2 PLATAFORMAS DE MODELAGEM BIM EM OUTRAS DIMENSÕES
42
A	 construção	 industrializada	 nos	 permite	 uma	 visão	 mais	 abrangente	 sobre	 o	
gerenciamento	de	ativos,	em	 todas	as	suas	 fases,	podendo	ser	utilizado	principalmente	
para	alinhar	os	setores:	financeiro	e	comercial,	ambiental	e	análise	de	riscos.	
Segundo	 Biblus	 (2022),	 podemos	 destacar	 algumas	 vantagens	 da	 utilização	 da	
BIM	10D	para	o	encarregado	de	projetos,	como:	
●	 Redução	do	tempo	da	construção	de	envelopes;
●	 Otimização	dos	custos	do	local;
●	 Melhoria	e	implementação	da	segurança	ocupacional;
●	 Qualidade	da	construção;
●	 Controle	preciso	de	cada	etapa	da	construção	e	em	cada	elemento	individual;
●	 Nenhuma	dependência	das	condições	climáticas,	que	possam	interferir	nas	
atividades do local.
Se	você	chegou	até	aqui,	deve	estar	se	perguntando:	“Mas	e	a	dimensão	BIM	9D?!”	
Será	que	o	professor	esqueceu?!	Na	verdade,	não,	a	dimensão	BIM	9D	é	relacionada	à	
construção	 enxuta	 e,	 sobre	 isso,	 veremos	 na	 nossa	 próxima	 unidade	 de	maneira	mais	
aprofundada.	Espero	você	lá!
UNIDADE 2 PLATAFORMAS DE MODELAGEM BIM EM OUTRAS DIMENSÕES
43
Foi	assinado	o	decreto	nº	9.377,	em	que	a	exigência	do	BIM	nas	compras	do	Poder	
Público será escalonada da seguinte maneira:
FASE 1 (janeiro de 2021):	a	exigência	de	BIM	se	dará	na	elaboração	de	modelos	
para	a	arquitetura	e	engenharia	nas	disciplinas	de	estrutura,	hidráulica,	AVAC	e	elétrica	na	
detecção	de	interferências,	na	extração	de	quantitativos	e	na	geração	de	documentação	
gráfica	a	partir	desses	modelos;
FASE 2 (janeiro de 2024): os modelos deverão contemplar algumas etapas que 
envolvem	a	obra	como	o	planejamento	da	execução,	na	orçamentação	e	na	atualização	
dos	modelos	e	de	suas	informações	como	construído	(“as	built”).	Além	das	exigências	da	
primeira	fase;
FASE 3 (janeiro de 2028): passará a abranger todo o ciclo de vida da obra ao 
considerar	 também	atividades	 do	 pós-obra.	Será	 aplicado,	 no	mínimo,	 nas	 construções	
novas,	reformas,	ampliações	ou	reabilitações,	quando	consideradas	de	média	ou	grande	
relevância	nos	usos	previstos	na	primeira	e	na	segunda	fases	e,	além	disso,	nos	serviços	
de	gerenciamento	e	de	manutenção	do	empreendimento após sua conclusão.
Fonte: https://www.crasainfra.com/post/entendendo-a-modelagem-de-informa%C3%A7%C3%A3o-da-cons-
tru%C3%A7%C3%A3o-bim
UNIDADE 2 PLATAFORMAS DE MODELAGEM BIM EM OUTRAS DIMENSÕES
https://www.crasainfra.com/post/entendendo-a-modelagem-de-informa%C3%A7%C3%A3o-da-constru%C3%A7%C3%A3o-bim
https://www.crasainfra.com/post/entendendo-a-modelagem-de-informa%C3%A7%C3%A3o-da-constru%C3%A7%C3%A3o-bim
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	 Se	cada	projeto	que	construirmos	for	pensado	de	maneira	que	ele	“não	acaba	
quando	finaliza	a	obra”	 teríamos	construção	cada	vez	mais	eficientes	e	sustentáveis,	do	
início	ao	término	de	sua	vida	útil.
Fonte: O autor (2023) 
UNIDADE 2 PLATAFORMAS DE MODELAGEM BIM EM OUTRAS DIMENSÕES
45UNIDADE 2 PLATAFORMAS DE MODELAGEM BIM EM OUTRAS DIMENSÕES
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Ah!	Lembrando	que	esses	dados	armazenados	no	banco	de	dados	da	BIM	não	
servem	apenas	enquanto	a	obra	está	na	sua	 fase	de	construção,	ela	é	valiosa	 também	
para	uma	possível	reforma	ou	desconstrução	de	parte	ou	todo	do	edifício	como	vimos	no	
decorrer desta unidade.
É	muito	importante	sabermos	fazer	as	escolhas	corretas	dentro	de	uma	obra,	não	
apenas	no	projeto,	mas	em	toda	a	fase	de	construção	de	um	edifício,	vimos	que	a	obra	não	
acaba	quando	termina	a	construção,	vai	além,	por	isso	é	necessário	e	de	extrema	importância	
nos	planejarmos	quanto	profissionais	a	esse	respeito,	identificarmos	possíveis	necessidades	
de	manutenção	ou	até	mesmo	de	demolição	de	parte	da	estrutura	ou	por	completo.
Com	isso,	podemos	contar	com	as	dimensões	BIM	apresentadas	nessa	unidade,	
para	que	 com	 isso	 consigamos,	 pelo	menos,	 alterar	 a	 cultura	 limitada	nos	 canteiros	de	
obras,	é	necessária	a	preocupação	e	visualização	antecipada	dos	canteiros,	a	fim	de	prever	
os	possíveis	problemas	e	riscos	para	a	equipe	e	até	mesmo	para	o	andamento	da	obra.
Espero	que	a	partir	desse	momento	você	consiga	visualizar	essas	dimensões	como	
premissas	 de	 projeto	 ao	 iniciar	 seus	 estudos,	 tenho	 certeza	 que	 assim	 poderemos	 nos	
comunicar	de	maneira	eficaz	e	ágil,	garantindo	sempre	o	bom	andamento	da	obra	e,	acima	
de	tudo,	a	segurança	de	nossas	equipes	de	trabalho.
Agradeço sua companhia e até nossa próxima unidade!
Forte abraço!
46UNIDADE 2 PLATAFORMAS DE MODELAGEM BIM EM OUTRAS DIMENSÕES
LEITURA COMPLEMENTAR
O	artigo	disponibilizado	no	link	abaixo,	tem	como	finalidade	a	compreensão	do	estudo	
realizado	sobre	a	metodologia	BIM	8D	como	ferramenta	de	gestão	em	segurança	ocupacional.
Fonte:	SILVA,	T.,	MANTA,	R.	C.,	TETI,	B.,	MELHADO,	S.	B.,	BARKOKÉBAS	JÚ-
NIOR,	B.,	&	LAFAYETTE,	K.	 (2019).	BIM	 (8D)	COMO	FERRAMENTA	DE	GESTÃO	EM	
SEGURANÇA	OCUPACIONAL:	PERSPECTIVAS	DE	USO.	VI	SIMPOSIO	BRASILEIRO	DE	
QUALIDADE	DO	PROJETO	NO	AMBIENTE	CONSTRUIDO,	Uberlândia	-	MG.	doi:10.14393/
sbqp19059	Disponível	em:	https://www.researchgate.net/publication/336900766_BIM_8D_
COMO_FERRAMENTA_DE_GESTAO_EM_SEGURANCA_OCUPACIONAL_PERSPEC-
TIVAS_DE_USO	Acesso	em:	03	fev.	2023.
https://www.researchgate.net/publication/336900766_BIM_8D_COMO_FERRAMENTA_DE_GESTAO_EM_SEGURANCA_OCUPACIONAL_PERSPECTIVAS_DE_USO
https://www.researchgate.net/publication/336900766_BIM_8D_COMO_FERRAMENTA_DE_GESTAO_EM_SEGURANCA_OCUPACIONAL_PERSPECTIVAS_DE_USO
https://www.researchgate.net/publication/336900766_BIM_8D_COMO_FERRAMENTA_DE_GESTAO_EM_SEGURANCA_OCUPACIONAL_PERSPECTIVAS_DE_USO
47UNIDADE 2 PLATAFORMAS DE MODELAGEM BIM EM OUTRAS DIMENSÕES
MATERIAL COMPLEMENTAR
LIVRO
Título: Manual de BIM
Autor: Rafael Sacks; Charles Eastman; Paul Teicholz
Editora: Bookman
Sinopse: Este livro é sobre o processo de projeto, construção e 
administração predial chamado de Modelagem da Informação 
da Construção (BIM). Ele oferece uma compreensão 
aprofundada das tecnologias do BIM, das questões empresariais 
e organizacionais associadas à sua implementação e dos 
profundos impactos que o uso efetivo do BIM pode oferecer 
a todas as partes envolvidas em uma edificação ao longo de 
sua vida útil. O livro explica como projetar, construir e operar 
prédios com BIM difere de executar as mesmas atividades da 
maneira convencional, ou seja, com o uso de desenhos, sejam 
eles de papel ou eletrônicos.
WEB
Apresentação: BIM 10D: confira o que é a construção indus-
trializada e sua importância para aprimorar a produtividade da 
indústria da construção
Link: https://biblus.accasoftware.com/ptb/construcao-indus-
trializada-conheca-o-bim-10d/
https://biblus.accasoftware.com/ptb/construcao-industrializada-conheca-o-bim-10d/ 
https://biblus.accasoftware.com/ptb/construcao-industrializada-conheca-o-bim-10d/. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 
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Plano de Estudos
 ● Implementação e Execução da Plataforma BIM;
 ● Entendendo melhor o que são os termos Implantar e Implementar;
 ● Implantar e Implementar a BIM: etapas fundamentais;
 ● Plano de Implementação BIM;
 ● Plano de Execução BIM.
Objetivos da Aprendizagem
 ●Compreender de que maneira podemos inserir a metodologia BIM nos escritórios de 
projetos;
 ●Definir de forma clara a conceituação dos termos de Implantar e Implementar 
gramaticalmente;
 ●Abordar de maneira mais objetiva as etapas fundamentais da Implantação e Implementação 
da metodologia BIM dentro de uma organização;
 ●Conhecer como de fato acontece o plano de implementação dentro de uma organização;
 ●Saber o processo de utilização do plano e estabelecer sua utilização dentro de cada 
organização.
3UNIDADEUNIDADEIMPLEMENTAÇÃO E EXECUÇÃO IMPLEMENTAÇÃO E EXECUÇÃO Prof. Esp. Rafael Martins BuzzoDA PLATAFORMA BIM DA PLATAFORMA BIM 
49UNIDADE 3 IMPLEMENTAÇÃO E EXECUÇÃO DA PLATAFORMA BIM
INTRODUÇÃO
Olá pessoal! Tudo bem?!
Chegamos	a	nossa	terceira	unidade	da	disciplina	de	BIM	na	gestão	de	projetos.	
O	 que	 você	 está	 achando	 do	 nosso	 caminho	 percorrido	 até	 aqui?	 Espero	 que	 esteja	
conseguindo	 colocar	 em	 prática	 as	 leituras	 do	 material,	 os	 textos	 e	 as	 referências	 de	
literatura	inseridas	ao	final	de	cada	unidade.	Lembrando	que	é	muito	importante	a	busca	
individual	pelo	aprofundamento	no	conteúdo	abordado	em	cada	tópico	até	aqui,	isso	te	fará	
compreender	ainda	mais	esse	universo	cheio	de	peculiaridades	que	chamamos	de	BIM	e	
te	fará	um	excelente	profissional.	
Sendo	assim,	vamos	ao	que	 interessa,	 já	 tivemos	a	primeira	base	nas	unidades	
anteriores	sobre	o	que	é	a	metodologia	BIM,	como	são	os	processos	e	sua	 importância	
dentro	de	um	escritório	de	construção,	mas	não	paramos	por	aí,	no	nosso	primeiro	tópico	
veremos	o	 que	é	 a	 Implantação	e	 a	 execução	desse	 conceito	 na	prática,	 quais	 são	os	
contos	a	serem	levados	em	consideração	nesse	processo	e	suas	categorias.
Com	 isso,	você	pode	 ter	adquirido	a	dúvida	sobre	a	diferença	entre	 Implantação	e	
Implementação,	mas	calma,	veremos	isso	de	maneira	didática,	baseado	na	definição	gramatical	
da	palavra	no	segundo	tópico	e	nos	aprofundaremos	um	pouco	mais	em	cada	termo.
Mas	para	uma	 Implantação	e	 Implementação	eficaz	da	metodologia	BIM	dentro	
de	uma	organização	é	necessário	que	sigamos	algumas	etapas	fundamentais	para	o	bom	
desenvolvimento	dela,	que	é	o	nosso	principal	objeto	de	estudo	do	terceiro	tópico,	veremos	
cada uma dessas etapas e quais os recursos necessários atrelados a ela. 
Espero	que	você,	assim	como	eu,	esteja	animado	para	mais	uma	imersão	nesse	
universo,	 que	 acredito	 eu,	 até	 antes	 do	 início	 de	 nossas	 aulas,	 era	 um	 tanto	 quanto	
desconhecido	ou	não	tão	conhecido,	então	pegue	seu	material	de	anotação,	procure	um	
lugar	confortável,	que	vamos	começar!
Vem comigo!
Bons estudos!
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50UNIDADE 3 IMPLEMENTAÇÃO E EXECUÇÃO DA PLATAFORMA BIM
 1 IMPLEMENTAÇÃO E EXECUÇÃO DA PLATAFORMA BIM TÓPICO
Para	entendermos	melhor	todo	esse	universo	da	metodologia	BIM	devemos	voltar	
ao	início	de	tudo,	antes	mesmo	do	início	do	projeto,	até	mesmo	antes	da	sua	concepção,	
voltaremos	à	fase	de	implementação	da	BIM	nos	escritórios.
Um	grande	erro	ou	 talvez	simplesmente	uma	 falta	de	conhecimento	do	conceito	
tem	 levado	 escritórios	 à	 ilusão	 de	 adoção	 de	 uma	metodologia	 completa	 BIM,	 fazendo	
uso	 apenas	 de	 uma	 ferramenta	 tecnológica,	 a	 fim	 de	 alavancar	 a	 produção	 e	 trazer	
rentabilidade.	Há	também,	segundo	Guignone	(2022),	casos	de	escritórios	que	adotem	a	
metodologia	 juntamente	com	processos	integrados	a	essa	ferramenta,	porém	não	levam	
em	consideração	as	peculiaridades	do	desenvolvimento	e	as	exigências	necessárias	para	
viabilizar	a	execução	desse	processo.
É	necessário	 fazer	alguns	 levantamentos	 iniciais,	como	a	situação	e	atuação	do	
escritório	e	o	que	se	deseja	alcançar	com	a	BIM,	somente	após	esse	diagnóstico	é	possível	
dar	o	próximo	passo,	que	é	agir	e	executar	o	plano	de	implementação.	Vale	lembrar	que	é	
necessário	também	medir	a	implementação,	avaliando	os	ganhos	com	essa	manobra.
Podemos	destacar	a	princípio	quatro	itens	que	devem	ser	considerados:
●	 Medir	(M);
●	 Diagnosticar	(D);
●	 Planejar	(P);
●	 Executar	(E).
Esses itens podem ser agrupados em outras duas categorias: 
51
 ● Implantar	(M,	D,	P):	que	refere	primeiramente	a	reconhecer	as	necessidades	
e	o	“território”	a	fim	de	se	solidificar;
 ● Implementar	 (E):	 como	 vimos,	 é	 agir	 conforme	 o	 planejado,	 aplicando	
e	 revisando	 as	 estratégias	 para	 aprimorar	 devidas	 falhas	 com	 a	 execução	 da	
metodologia na prática.
Para	 compreendermos	 melhor	 os	 quatro	 itens	 e	 suas	 categorias,	 podemos	
facilmente	 definir	 da	 seguinte	 maneira:	 dentro	 da	 categoria	 “Implantar”	 temos	 os	 itens	
medir,	diagnosticar	e	planejar.	Com	 isso,	dentro	da	categoria	 implementar	 temos	o	 item	
executar,	as	iniciais	de	cada	item	foi	inserida	dentro	de	cada	categoria	facilitando	assim	a	
compreensão	da	dinâmica.
FIGURA 1 – CATEGORIA IMPLANTAR E IMPLEMENTAR
 
Fonte: O autor (2023).
Vale	 frisar	 que	 de	 nada	 adianta	 termos	 projetos	 bem	 detalhados	 utilizando	 a	
metodologia	BIM	se	não	tivermos	a	eficiência	necessária	nessa	fase,	pois	é	a	partir	dessa	
etapa	 que	 conseguiremos	 estabelecer	 os	 parâmetros	 de	 desenvolvimento	 de	 projeto	
característicos	de	cada	escritório.
Muitas	 vezes	 observamos	 feedbacks	 negativos	 sobre	 a	 metodologia	 BIM	 nos	
escritórios,	mas	quando	vamos	analisar	o	problema	a	fundo,	notamos	que	muitas	vezes	
os	 processos	 e	 as	 etapas	 de	 implantação	 e	 implementação	 dentro	 dos	 escritórios	 são	
facilmente	 desconsiderados	 ou	 executadas	 de	 maneira	 incorreta,	 levando	 a	 resultados	
inesperados	e	retornos	financeiros	inexistentes,	acarretando	na	desmotivação	da	equipe	e	
UNIDADE 3 IMPLEMENTAÇÃO E EXECUÇÃO DA PLATAFORMA BIM
52
tornando	a	metodologia	obsoleta.	E	isso	tudo	ocorre	por	experiências	que	não	foram	bem	
realizadas,	não	retratando	os	reais	benefícios	da	metodologia.
Podemos	destacar	alguns	mitos	envolvendo	a	metodologia	BIM	segundo	Kumar	
(2015,	 apud.	 Guignone,	 2022)	 que	 dificultam	 a	 adoção	 em	 larga	 escala	 da	 BIM	 pelos	
escritórios de projetos:
a)	 BIM	é	software;
b)	 Economia	com	a	utilização	da	metodologia	na	empresa;
c)	 Atuação	constante	após	parar	de	utilizar	sistemas	CAD;
d)	 BIM	é	o	mesmo	que	CAD,	porém	com	outro	nome.
Muitos	desses	mitos	citados	por	Kumar	(2015,	apud.	Guignone,	2022)	colaboram	
para	uma	abordagem	errada	sobre	a	metodologia,	ocultando	os	reais	benefícios	da	BIM,	
conduzindo	a	uma	conceituação	sobre	softwares	e	individualidade,	enquanto	a	essência	da	
metodologia	BIM	é	baseada	em	ferramentas,	processos,	pessoas	e	colaboração.
Para	Guignone	 (2022),	a	definição	clara	dessa	metodologia	pode	ser	a	atuaçãoconjunta	de	quatro	itens	imprescindíveis:	políticas,	processos,	tecnologias	e	pessoas,	que	
por	meio	de	um	modelo	tridimensional,	informações	são	obtidas	e	inseridas	em	todo	o	ciclo	
de vida de uma obra.
FIGURA 2 – MITO E VERDADE SOBRE BIM
 
Fonte: O autor (2023)
UNIDADE 3 IMPLEMENTAÇÃO E EXECUÇÃO DA PLATAFORMA BIM
53
Com	isso,	podemos	destacar	claramente	que	BIM	não	se	trata	apenas	da	utilização	
de	programas	de	computadores	ou	de	etapas,	a	metodologia	BIM	vai	além,	ela	auxilia	em	
todo	o	processo	colaborativo	de	uma	edificação,	favorecendo	troca	de	informações	entre	as	
equipes	ao	longo	de	toda	vida	útil	de	uma	obra,	da	construção	até	a	desconstrução.	
UNIDADE 3 IMPLEMENTAÇÃO E EXECUÇÃO DA PLATAFORMA BIM
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54UNIDADE 3 IMPLEMENTAÇÃO E EXECUÇÃO DA PLATAFORMA BIM
 2 ENTENDENDO MELHOR O QUE SÃO OS TERMOS IMPLANTAR E IMPLEMENTAR TÓPICO
Antes	 de	 tudo	 é	 necessário	 entendermos	 o	 que	 esses	 termos	 significam	
gramaticalmente	e,	sendo	assim,	podemos	recorrer	às	definições	encontradas	em	dicionários:
●	 Implantação:	“introduzir”,	“estabelecer”,	“fixar”.
●	 Implementação:	“executar”,	“colocar	em	prática”.
FIGURA 3 – IMPLANTAÇÃO E IMPLEMENTAÇÃO
Fonte: O autor (2023).
Como	 podemos	 perceber	 então,	 implantar	 é	 diferente	 de	 implementar	 e,	 com	
isso,	 temos	o	Plano	de	 Implantação	BIM	e	o	Plano	de	 Implementação	BIM.	O	plano	de	
Implantação	tem	o	objetivo	específico	de	identificar	qual	a	situação	do	escritório	e	se	ele	
está	apto	a	receber	a	implementação,	como:	pessoas,	políticas,	processos	e	ferramentas	e	
para	onde	se	deseja	caminhar,	as	metas,	os	objetivos	e	os	usos,	sendo	assim,	executamos	
o	processo	de	planejamento	para	a	próxima	fase,	a	implementação	que,	por	sua	vez,	tem	
o	objetivo	de	executar	a	metodologia	BIM	dentro	do	escritório.
55
Na	fase	de	planejamento	é	necessário	estabelecer	parâmetros	de	reconhecimento	
de	 características	 próprias	 do	 escritório,	 visto	 que	 cada	 organização	 é	 única,	 podemos	
encontrar	 diferentes	 possibilidades,	 como	 os	 potenciais	 de	 investimentos,	 planos	 de	
negócios	 e	 objetivos	 internos.	 Outro	 fator	 muito	 importante	 a	 ser	 diagnosticado	 dentro	
da	 instituição	 é	 a	 fase	 de	maturidade	 da	 equipe,	 assim	 como	 os	 recursos	 tecnológicos	
necessários	para	a	migração	e	o	disponível	para	que	isso	seja	realizado.
Dentro	 desses	 fatores	 e	 parâmetros	 de	 reconhecimento	 poderão	 ser	 adotados	
outros	elementos,	 justamente	pela	configuração,	disposição	e	 interação	de	cada	equipe,	
podendo	variar	de	uma	organização	para	outra.
FIGURA 4 – PARÂMETROS DE RECONHECIMENTO
 
Fonte: O autor (2023).
É	notável	que	em	cada	plano	se	faz	necessário	realizar	etapas	e	a	qualidade	com	
que	elas	serão	executadas	resultam	nos	efeitos	concretos	da	fase	de	Implementação.	No	
próximo	tópico	veremos	de	maneira	mais	detalhada	as	etapas	necessárias	para	Implantação	
e	Implementação	da	BIM.
UNIDADE 3 IMPLEMENTAÇÃO E EXECUÇÃO DA PLATAFORMA BIM
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 3 IMPLANTAR E IMPLEMENTAR BIM: ETAPAS FUNDAMENTAIS TÓPICO
UNIDADE 3 IMPLEMENTAÇÃO E EXECUÇÃO DA PLATAFORMA BIM 56
Para	darmos	o	primeiro	passo	na	implantação	da	BIM	é	necessário	definirmos	as	
medidas	de	desempenho,	que	devem	ser	adequadas	ao	perfil	da	empresa,	é	com	base	nisso	
que	poderemos	identificar	se	as	medidas	adotadas	estão	sendo	positivas	ou	negativas	com	
relação	a	outro	processo	utilizado.	Essas	medidas	são	de	extrema	importância,	pois	se	não	
soubermos	avaliar	de	forma	efetiva	os	gastos,	ganhos	e	prejuízos,	não	teremos	parâmetros	
confiáveis	para	determinar	o	retorno	esperado	do	investimento.
É	na	fase	da	implantação	que	se	deve	definir	quais	as	medidas	de	desempenho	
adotar	 levando	 em	 consideração	 o	 perfil	 organizacional	 da	 empresa.	 Essas	 medidas	
serão	utilizadas	 lá	na	 frente,	na	etapa	de	 implementação,	a	fim	de	controlar	a	evolução	
e	os	objetivos	estabelecidos,	construindo	um	caminho	seguro	no	aprendizado.	Segundo	
Guignone	(2022)	as	medidas	de	desempenho	de	uma	organização	nessa	fase	podem	ser	
relacionadas a: 
●	 Qualidade;
●	 Comunicação	com	o	cliente;
●	 Objetivo	ou	propósito;
●	 Custos,	contratos	e	prazos.
Definindo	as	 importantes	medidas	de	desempenho,	chegou	a	hora	de	darmos	o	
segundo	passo,	que	é	o	diagnóstico	da	empresa,	com	ênfase	em	três	requisitos	básicos:	
57UNIDADE 3 IMPLEMENTAÇÃO E EXECUÇÃO DA PLATAFORMA BIM
 ● Pessoas:	 deve-se	 analisar	 o	 grau	 de	 qualificação	 da	 equipe	 para	 esse	
processo,	se	há	uma	estrutura	técnica	eficaz	dentro	da	organização	e	qual	o	nível	
de maturidade dela;
 ● Processos:	se	dentro	da	organização	há	níveis	de	documentação	formalizada,	
quais são os processos atuais adotados e analisar as boas práticas já consolidadas;
 ● Infraestrutura tecnológica:	é	necessário	fazer	uma	análise	completa	sobre	
os	hardwares	e	softwares	que	a	empresa	dispõe,	além	da	infraestrutura	das	redes.
Esse	diagnóstico	é	necessário	para	chegarmos	às	respostas	sobre	a	atual	situação	
da	empresa	quanto	aos	três	requisitos	básicos	citados	anteriormente:	pessoas,	processos	
e	infraestrutura	que	serão	as	premissas	para	a	implementação.
FIGURA 5 – PROCESSO DE IMPLEMENTAÇÃO DA BIM
 
Fonte: O autor (2023).
Já	no	terceiro	passo,	temos	a	definição	do	plano	estratégico,	depois	de	avaliada	
todas	as	condicionantes	da	empresa	e	a	situação	atual,	devemos	definir	para	onde	quere-
mos	ir,	quais	são	os	pontos	fortes	e	importantes	de	mudança	e	quais	são	os	pontos	fracos	
que	deverão	ser	mudados.	Acontece	então	 todo	o	planejamento	da	 infraestrutura	e	dos	
processos,	sempre	buscando	atender	ao	processo	de	implementação	da	melhor	maneira.
	 Como	já	vimos,	deverão	ser	consideramos	alguns	pontos	importantes	nessa	
fase,	como:	
●	 O	potencial	de	investimento;
●	 Quais	recursos	da	metodologia	BIM	pretende-se	utilizar;
●	 E	quais	materiais	pretende-se	gerar.
58UNIDADE 3 IMPLEMENTAÇÃO E EXECUÇÃO DA PLATAFORMA BIM
Os	 três	passos	que	mencionamos	no	 tópico	 fazem	parte	 da	etapa	do	Plano	de	
Implantação	BIM.	 Já	 na	 fase	 de	 Implementação,	 é	 o	momento	 em	que	o	 planejamento	
realizado	 será	 executado,	 assim	 como	 a	 execução	 da	 documentação,	 qualificação	 e	
motivação	da	equipe,	a	adequação	da	infraestrutura	tecnológica	entre	outros.
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 4 PLANO DE IMPLEMENTAÇÃO BIM TÓPICO
UNIDADE 3 IMPLEMENTAÇÃO E EXECUÇÃO DA PLATAFORMA BIM 59
Após	realizarmos	a	etapa	de	implantação	BIM,	chegamos	na	fase	de	Implementação,	
ou	seja,	executar	tudo	aquilo	que	foi	planejado,	sendo	necessário	desenvolver	e	implementar	
o	Plano	de	 Implementação,	 que	abrigará	 todos	os	 seguintes	aspectos:	 os	processos,	 a	
qualificação	 da	 equipe,	 a	 infraestrutura	 tecnológica	 da	 organização,	 a	 documentação	
preparada	na	fase	de	implantação.
É	 nesse	 momento	 que	 o	 sistema	 organizacional	 da	 empresa	 sofre	 algumas	
modificações,	 será	 necessário	 definirmos	 as	 equipes	 responsáveis	 por	 cada	 fase	 do	
projeto,	como:	funções	de	projeto,	gestão	das	informações,	a	coordenação	geral	do	modelo	
e	 a	 gestão	 da	 infraestrutura	 tecnológica	 e	 a	 execução	 dos	 treinamentos	 necessários.	
Outro	aspecto	muito	importante	nessa	fase	é	organizar	a	execução	dos	documentos,	que	
correspondem	aos	templates	de	projeto	e	os	manuais	com	os	fluxos	para	a	execução	de	
etapas	do	projeto,	e	a	execução	do	Projeto	Piloto	com	o	Plano	de	Implementação.	A	figura	
6	apresenta	um	mapa	mental	do	Plano	de	Implementação	BIM.
60
FIGURA 6 – MAPA MENTAL DO PLANO DE IMPLEMENTAÇÃOBIM
 
Fonte:	Guignone	(2022)	modificado	pelo	autor	(2023).
Segundo	 Autodoc	 (2021),	 o	 Plano	 de	 Implementação	 foi	 desenvolvido	 por	
consultores	especialistas,	por	meio	de	diagnósticos	de	organizações,	com	 isso,	o	Plano	
deve	 refletir	 necessariamente	os	objetivos	da	empresa,	 assim	como	os	 ideais	e	o	nível	
de	maturidade	dessa	organização,	a	ideia	é	que	o	Plano	garanta	que	todos	os	setores	da	
empresa compreendam o projeto por meio de seus processos.
Lembrando	que,	nessa	fase,	não	basta	apenas	executar	e	monitorar,	mas	também	
colocarmos	 em	 prática	 o	 gerenciamento	 desse	 plano	 de	 Implementação,	 visando	 fazer	
ajustes	 na	 configuração	 sempre	 que	 necessário,	 para	 que	 assim	 sejam	 alcançadas	 as	
metas estratégicas.
Vale	 ressaltar	 que,	 dentro	 do	 Plano	 de	 Implementação	 temos	 a	 elaboração	 do	
Plano	de	Implementação	BIM	para	Projeto	específico	e,	dentro	dele,	o	Plano	de	Execução	
BIM	do	Projeto,	como	apresenta	a	figura	7,	ou	se	 já	temos	vários	 itens	necessários	que	
precisaremos	realizar	para	que	a	Implementação	da	BIM	seja	viável,	alinhado	ao	Plano	de	
Execução	BIM	(este,	por	sua	vez,	veremos	com	mais	propriedade	no	próximo	tópico).	
UNIDADE 3 IMPLEMENTAÇÃO E EXECUÇÃO DA PLATAFORMA BIM
61
FIGURA 7 – MAPA MENTAL DO PLANO DE IMPLEMENTAÇÃO BIM - PLANO DE 
IMPLEMENTAÇÃO BIM PARA PROJETO ESPECÍFICO 
Fonte:	Guignone	(2022)	modificado	pelo	autor	(2023).
UNIDADE 3 IMPLEMENTAÇÃO E EXECUÇÃO DA PLATAFORMA BIM
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PLANO DE EXECUÇÃO BIM 
TÓPICO
UNIDADE 3 IMPLEMENTAÇÃO E EXECUÇÃO DA PLATAFORMA BIM 62
 5
Finalmente,	 chegamos	 ao	 Plano	 de	 Execução	 BIM,	 mas	 você	 pode	 estar	 se	
perguntando:	“Por	que	desenvolver	um	Plano	de	Execução	BIM?	”,	então	nesse	tópico	você	
entenderá	a	importância	disso.
Após	compreendermos	e	planejarmos	a	Implementação	da	BIM,	chegou	o	momento	
de colocarmos em prática todo o nosso conhecimento adquirido até aqui. Um dos elementos 
fundamentais	 do	 Plano	 de	 Implementação	 é	 o	 Plano	 de	Execução	BIM	 ou	 comumente	
conhecido	pela	sigla	PEB,	que	é	fundamental	para	conhecermos	as	regras	do	jogo	antes	
mesmo	dele	começar,	aponta	Guignone	(2022).
É	hora	de	apresentarmos	os	usos	da	metodologia	BIM	no	Projeto,	os	itens	a	serem	
entregues	 no	 projeto,	 o	 processo	 de	 planejamento,	 concepção	 e	 execução	 da	 obra,	 as	
tecnologias	adotadas,	a	maneira	qual	se	garantirá	a	qualidade	dos	processos,	como	será	a	
comunicação	de	informações	entre	as	equipes	de	projeto	entre	uma	infinidade	de	processos	
fundamentais	que	garantirão	a	qualidade	da	obra.	De	acordo	com	Manzione	(2020,	apud.	
Guignone	2022),	o	Plano	de	Execução	BIM	tem	o	seguinte	objetivo:
“Garantir	o	bom	desenvolvimento	do	projeto,	utilizando	ferramentas	BIM	de	
forma	 colaborativa,	 a	 fim	 de	 que	 todos	 os	 envolvidos	 entendam,	 desde	 o	
início,	o	processo	de	modelagem	a	ser	seguido	e,	em	conjunto,	cheguem	a	
um	consenso	em	relação	à	interoperabilidade	entre	os	diferentes	softwares	
que	serão	utilizados.	É	um	documento	que	descreve	quais	os	objetivos	do	
BIM	em	um	projeto	 e	 quais	 os	 procedimentos	 de	 trabalho	 que	devem	ser	
executados	 para	 que	 esses	 objetivos	 sejam	 alcançados”	 (Manzione,	 2020	
apud.	Guignone	2022)
63
Além	das	características	que	vimos	anteriormente	no	PEB,	alguns	fatores	podem	
ser relacionados e considerados importantes ao longo desse processo (levando em 
consideração	 os	 três	 pontos	 fundamentais	 da	 BIM:	 pessoas,	 processos	 e	 tecnologias),	
como	conhecer	as	responsabilidades	dos	Líderes	(pessoas)	do	projeto,	(assim	como	suas	
funções)	de	maneira	clara,	a	fim	de	ser	compreendidas	por	toda	a	equipe.
Um	dos	primeiros	passos	do	PEB	é	realizar	reuniões	(processos),	sejam	elas	para	
apresentação	ou	de	revisão	do	Plano,	essas	reuniões	juntamente	com	o	cronograma	são	
extremamente	importantes	para	o	sucesso	do	processo.
Por	 último,	 porém	 não	 menos	 importante,	 temos	 as	 ferramentas	 tecnológicas	
(tecnologias)	 adotando	 a	 definição	 de	 ambiente	 comum	 de	 dados,	 além	 de	 outros	
investimentos	 como:	 softwares	 e	 plug-ins	 para	 videoconferências,	 internet	 e	 recursos	
tecnológicos adicionais.
Faremos	agora	um	mapa	mental	que	será	apresentado	na	figura	8	sobre	o	PEB	do	
Projeto	e	suas	características:	dentro	desse	Plano	deverá	conter	informações	pertinentes,	
como:	dados	do	projeto,	equipes	de	projeto,	softwares	a	serem	utilizados,	cronogramas	e	
entregáveis do projeto.
FIGURA 8 – MAPA MENTAL DO PLANO DE EXECUÇÃO BIM - PEB
 
Fonte:	Guignone	(2022)	modificado	pelo	autor	(2023).
UNIDADE 3 IMPLEMENTAÇÃO E EXECUÇÃO DA PLATAFORMA BIM
64
Com	base	nas	informações	apresentadas	podemos	compreender	a	importância	da	
elaboração	do	Plano	de	Execução	BIM	e	conceituar	alguns	pontos	pertinentes	que	poderão	
levar	a	erros	na	elaboração	do	plano,	por	exemplo:
●	 Elaboração de processos e objetivos de projeto inalcançáveis: muitas 
vezes	com	a	ansiedade	de	entregar	um	material	sofisticado,	cria-se	um	Plano	que	acaba	
por	não	ser	aplicável	em	função	do	nível	de	maturidade	do	escritório	com	relação	a	BIM.
●	 Soluções tecnológicas incompatíveis com os objetivos previstos: esse 
se	 torna	 um	 item	 fundamental,	 visto	 que	 foram	 feitos	 investimentos	 financeiros	 e	 que	
precisam	retornar	para	a	sobrevivência	do	escritório,	devendo	ser	adotados	softwares	com	
licenças	compatíveis	com	a	demanda,	período	de	projeto	e	equipe.
●	 Não utilizar o PEB pela equipe técnica: sendo um dos principais motivos de 
fracassos	nos	projetos,	esse	fato	acontece	muito,	o	PEB	muitas	vezes	não	é	consultado	e	
acaba abandonado nos escritórios.
●	 Elaboração do PEB sem a realização do Plano de Implementação BIM: é 
extremamente	importante	que	cada	escritório	tenha	o	seu	PEB	próprio,	que	posteriormente	
poderá	 ser	 adaptado	ou	modificado,	 porém	é	 na	 fase	 de	 Implementação	que	os	 dados	
serão	abastecidos	e	as	características	próprias	serão	desenvolvidas	em	cada	organização.
●	 O cronograma é traçado sobre os objetivos:	utilizar	uma	metodologia	no	
planejamento	desse	processo	que	leve	em	consideração	a	estrutura	natural	do	processo,	
otimizando	as	ações	e	identificando	possíveis	problemas.
●	 Elaborar o PEB sem conhecer as necessidades do projeto: essa é uma 
condicionante	que	pode	influenciar	no	cronograma,	sendo	necessárias	reuniões	envolvendo	
toda	a	equipe	antes	mesmo	da	elaboração	do	PEB.
●	 Escolha inapropriada da equipe técnica: como	apresentado	anteriormente,	
é	necessário	eleger	líderes	de	projeto	ou	de	determinado	aspecto,	e	devem	ser	considerados	
algumas	 características	 nessas	 escolhas,	 como	 um	 bom	 relacionamento	 interpessoal,	
potencial	de	liderança,	um	melhor	conhecimento	nos	processos	BIM	e	sobre	as	ferramentas	
tecnológicas.
●	 As várias interferências encontradas nas reuniões impactam o cronogra-
ma: nem	sempre	está	na	função	do	coordenador	de	projeto	a	compatibilização	de	projeto,	
ele	é	apenas	responsável	pela	otimização	deles.
Essas	 são	 apenas	 algumas	 das	 ações	 que	 podem	 levar	 ao	 erro	 do	 Plano	 de	
Execução	BIM,	lembrando	que	a	perda	da	produtividade	quando	migramos	de	2D	para	a	
metodologia	BIM	infelizmente	é	inevitável,	já	que	são	processos	distintos	e	que	necessitam	
de	adaptação	pela	equipe,	como	apresenta	a	figura	9.
UNIDADE 3 IMPLEMENTAÇÃO E EXECUÇÃO DA PLATAFORMA BIM
65
FIGURA 9 – GRÁFICO DE SUCESSO DA IMPLANTAÇÃO BIM
Fonte:	Gonçalves	(s.d.)	modificado	pelo	autor	em	2023.
Analisando	 a	 figura	 9	 podemos	 observar	 uma	 curva	 que	 acontecerá	 no	 quesito	
desempenho	 ao	 iniciarmos	 o	 processo	 de	 utilização	 da	 BIM	 em	 uma	 organização,	 se	
pularmos	etapas	com	relação	aos	Planos	de	Implantação	e	Implementação,	certamente,	
o	Plano	 de	Execução	 não	 acontecerá	 ou	 será	 ineficiente	 e	 teremos	 a	 curva	 totalmente	
negativa,	acarretandono	 retorno	a	utilização	2D,	porém	se	os	Planos	 forem	seguidos	à	
risca	e	com	esforços	necessários,	a	curva	de	adaptação	será	mais	suave,	alavancando	o	
desempenho	da	equipe	e,	consequentemente,	os	ganhos	compensarão	os	investimentos.
UNIDADE 3 IMPLEMENTAÇÃO E EXECUÇÃO DA PLATAFORMA BIM
66
Com	o	 uso	 da	 computação	 suprindo	 a	 necessidade	 de	 agilidade	 na	 concepção	
de	 projetos,	 percebeu-se	 então	 a	 oportunidade	 de	 armazenar	 informações	 importantes	
da	edificação	nos	projetos,	como	material	a	ser	usado,	componentes	e	orientações	para	
execução	e	manutenção	do	empreendimento,	durante	todo	seu	ciclo	de	vida.	Surgia	aí	o	
motivo	para	criação	e	também	a	essência	do	conceito	BIM.
Fonte:	(GONÇALVES,	Mais	Engenharia,	2019)
	 Todo	o	plano	da	metodologia	BIM,	seja	ele	Implantação,	Implementação	ou	
Execução	deve	ser	levado	a	sério,	é	com	base	nisso	que	teremos	resultados	satisfatórios	
dentro	do	nosso	escritório,	pular	essas	etapas	é	como	construir	uma	casa	sem	projeto,	o	
resultado	pode	não	suprir	nossas	expectativas.
Fonte: O autor (2023) 
UNIDADE 3 IMPLEMENTAÇÃO E EXECUÇÃO DA PLATAFORMA BIM
67
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Chegamos	 ao	 final	 de	mais	 uma	 unidade.	Acredito	 que	 você	 não	 tenha	mais	 a	
mesma	perspectiva	que	tinha	ao	iniciar	seus	estudos	sobre	BIM	na	gestão	de	projetos	com	
foco	nos	conteúdos	apresentados	nesta	unidade,	e	isso	é	excelente,	mostra	que	as	ideias	
e	conceitos	que	você	tinha	sobre	esse	assunto	estão	sendo	amadurecidas.
O	 que	 podemos	 conceituar	 sobre	 a	 nossa	 terceira	 unidade?	É	 que	 nada	 sobre	
BIM	se	desenvolve	em	uma	organização	sem	que	antes	haja	um	Plano	de	Implantação	e	
depois	um	Plano	de	Implementação	para	em	seguida	ser	criado	um	Plano	de	Execução	
BIM,	ou	o	PEB	como	nos	familiarizamos	por	aqui,	e	isso	é	muito	importante.	Vimos	também	
que	esses	Planos	todos	não	dizem	respeito	apenas	a	qualidade	de	projeto	ou	objetivos	da	
empresa,	se	refere	ao	retorno	de	lucro	investido	dentro	de	cada	organização.
Aprendemos	que	implantação	é	diferente	de	implementação,	o	que	corresponde	a	
cada	etapa	e	sua	importância	para	o	desenvolvimento	BIM	e,	o	principal,	que	BIM	não	é	um	
software,	mas	uma	metodologia	que	une	três	aspectos	fundamentais:	pessoas,	processos	
e tecnologias. 
Mas	como	vimos,	não	é	simples	o	caminho	do	sucesso	da	BIM,	é	necessário	empenho,	
dedicação	e	perseverança,	desde	a	escolha	dos	responsáveis	de	equipes	e	projetos	até	na	
fase	de	execução	da	metodologia.	Vimos	também	que	é	normal	a	perda	de	produtividade	
no	início	da	utilização	da	BIM,	pelo	fato	de	estarmos	migrando	de	uma	perspectiva	para	
outra,	que	isso	também	pode	ser	minimizado	e	suavizado	com	esforços	necessários	e	que	
o	cenário	mudará	após	isso,	os	ganhos	e	a	produtividade	serão	alcançados.
Portanto	seus	estudos	não	podem	parar	por	aqui,	te	desafio	a	continuar	pesquisando	
sobre	os	assuntos	abordados	nesta	unidade,	há	uma	infinidade	de	conceitos,	desafios	e	cuidados	
a	serem	analisados	na	utilização	da	BIM	nos	projetos.	Aceita	o	desafio?!	Então,	mãos	à	obra!
 Te espero na próxima unidade.
Até já!
UNIDADE 3 IMPLEMENTAÇÃO E EXECUÇÃO DA PLATAFORMA BIM
68UNIDADE 3 IMPLEMENTAÇÃO E EXECUÇÃO DA PLATAFORMA BIM
LEITURA COMPLEMENTAR
O	 Trabalho	 de	 Conclusão	 de	 curso	 disponibilizado	 no	 link	 abaixo,	 aborda	 a	
implementação	da	metodologia	BIM	nas	microempresas	e	nas	 indústrias,	apontando	os	
desafios	encontrados	e	as	estratégias	utilizadas.
Fonte: MARTINS,	M.	C.	 (2021).	 IMPLEMENTAÇÃO	DO	BIM:	DESAFIOS	E	ES-
TRATÉGIAS	PARA	MICROEMPRESAS	DA	INDÚSTRIA	AEC	.	TCC,	UFSJ	-	Universidade	
Federal	de	São	João	Del-Rei,	Ouro	Branco	-	MG.	Acesso	em	09	de	fev.	de	2023,	disponível	
em https://www.ufsj.edu.br/portal2-repositorio/File/ccivi/TCC%20-%20Marllon%20Martins-
-Site.pdf
https://www.ufsj.edu.br/portal2-repositorio/File/ccivi/TCC%20-%20Marllon%20Martins-Site.pdf 
https://www.ufsj.edu.br/portal2-repositorio/File/ccivi/TCC%20-%20Marllon%20Martins-Site.pdf 
69UNIDADE 3 IMPLEMENTAÇÃO E EXECUÇÃO DA PLATAFORMA BIM
MATERIAL COMPLEMENTAR
LIVRO
Título: 10 dicas essenciais para implementação do BIM
Autor: Renato R. Cardoso
Editora: Renato R. Cardoso
Sinopse: Essa leitura tem como objetivo ajudar você na 
obtenção de uma visão estratégica para a implementação do 
BIM em uma determinada empresa.
FILME/VÍDEO
Título: Implementação do BIM em Escritórios de Arquitetura
Ano: 2020
Sinopse: A palestra é baseada na bibliografia brasileira e 
apresenta um resumo dos três primeiros guias gratuitos lançados 
no país: AsBea - Boas Práticas em BIM (2013); CBIC - Coletânea 
Implementação do BIM para Construtoras e Incorporadoras 
(2016); e ABDI – A Implantação de Processos BIM (2017). “Esses 
guias são bem completos. Realizamos um estudo dessas obras 
e apresentamos para os arquitetos e urbanistas. A intenção é 
colaborar com nossos colegas para que consigam implementar 
com sucesso o BIM nos escritórios”, explicam Kelly e Morgana, 
que são integrantes da CBIM.
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Plano de Estudos
 ● Construção Enxuta;
 ● BIM 9D: Construção enxuta;
 ● Construção enxuta X construção tradicional;
 ● Just in Time – (JIT);
 ● Total Quality Control;
 ● Orçamentos Inteligentes;
 ● Tipos de orçamentos na construção civil.
Objetivos da Aprendizagem
 ●Retomar a metodologia dos “D”s de BIM e aprofundar sobre a construção enxuta;
 ●Compreender de maneira objetiva qual a diferença entre o conceito de construção enxuta 
e a construção tradicional;
 ●Conhecer os termos utilizados dentro dos processos de construção e como eles garantem 
que o produto final seja entregue com a qualidade desejada;
 ●Aprender os tipos de orçamentos que temos e qual a sua aplicabilidade dentro da 
construção e como eles podem auxiliar em cada etapa da obra.
4E ORÇAMENTOS E ORÇAMENTOS INTELIGENTES INTELIGENTES UNIDADEUNIDADECONSTRUÇÃO ENXUTACONSTRUÇÃO ENXUTAProf. Esp. Rafael Martins Buzzo
71UNIDADE 4 CONSTRUÇÃO ENXUTA E ORÇAMENTOS INTELIGENTES 
INTRODUÇÃO
Chegamos	a	nossa	última	unidade	da	disciplina	BIM	na	Gestão	de	Projetos	e	acredito	
que	você	já	tenha	adquirido	muito	conhecimento	no	caminho	até	aqui.		Porém,	prepare-se	
ainda	temos	muita	coisa	bacana	pela	frente	e	muita	informação	para	ser	armazenada	ainda.	
Essa	unidade	vai	além	de	tudo	o	que	você	sabe	sobre	o	básico	do	projeto,	o	orçamento.
Mas	como	podemos	 ter	mistérios	em	uma	prática	 tão	simples?!	É	verdade,	mas	
temos	 algumas	 variáveis	 pelo	 caminho.	 No	 nosso	 primeiro	 tópico	 veremos	 a	 definição	
de	construção	enxuta.	Você	se	 lembra	que	comentei	que	veríamos	sobre	o	BIM	9D	em	
uma	próxima	oportunidade?!	Então,	chegou	o	momento	de	nos	debruçarmos	sobre	esse	
conceito,	que	está	atrelado	à	Construção	Enxuta,	veremos	no	que	ele	se	baseia	e	quais	
seus	princípios	fundamentais,	falar	sobre	processo	e	tempo	nunca	foi	tão	preciso	quanto	
nesse	momento,	é	nisso	que	trabalharemos	na	maior	parte	do	tempo.
Mas	se	você	chegou	até	aqui,	deve	estar	com	a	seguinte	dúvida:	qual	a	diferença	
entre	construção	enxuta	e	a	construção	tradicional?	Calma,	eu	te	explico,	ainda	dentro	do	
nosso	primeiro	tópico	veremosessa	diferenciação,	o	que	agrega	valor	em	uma	construção	
e	o	que	não	agrega	valor,	qual	a	melhor	forma	de	reduzir	desperdícios	de	materiais	dentro	
dos	canteiros	de	obra	e	de	onde	surgiu	essa	metodologia	de	construção	enxuta,	assim	como	
algumas	diretrizes	que	precisam	ser	adotadas	para	que	 toda	essa	cadeia	de	processos	
funcione	perfeitamente.
Veremos	 também	alguns	 termos	relacionados	a	essa	prática,	como	Just	 in	Time	
e	Total	Quality	Control,	 o	que	cada	um	desses	 termos	corresponde	e	quando	podemos	
aplicá-los.	Por	último,	mas	não	menos	importante,	os	orçamentos	inteligentes,	como	eles	
podem	ser	aplicados	e	quais	os	tipos	de	orçamentos	existentes.	Eu	te	disse	que	teríamos	
muita	coisa	para	vermos	ainda,	então	vamos	lá	e	siga	com	o	mesmo	foco	até	aqui.
Bons estudos!
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72UNIDADE 4 CONSTRUÇÃO ENXUTA E ORÇAMENTOS INTELIGENTES 
 1 CONSTRUÇÃO ENXUTATÓPICO
1.1 BIM 9D: Construção enxuta
Acredito	que	você	se	lembra	dos	conteúdos	abordados	na	nossa	segunda	unidade	
da	disciplina	de	BIM	na	gestão	de	Projetos.	Então	você	deve	se	lembrar	também	que	ficamos	
de	comentar	sobre	um	tópico	dos	D’s	de	BIM	mais	para	a	frente,	não	é	verdade?!	Pois	bem,	
chegou	a	hora	de	falarmos	sobre	o	BIM	9D,	que	corresponde	à	Construção	Enxuta,	um	dos	
temas principais desta última unidade.
Então	vamos	lá,	como	já	sabemos,	a	falta	de	planejamento	ou	um	planejamento	
ineficiente	no	canteiro	de	obras	pode	levar	a	atrasos	na	entrega	da	construção	e	aumentar	o	
valor	inicial	pré-determinado	sobre	os	custos	da	obra.	Para	isso,	o	método	BIM	9D	foi	criado	
para	acabar	com	os	desperdícios,	minimizando	os	resíduos	provenientes	da	construção,	
otimizando	os	recursos	e	aumentando	a	produtividade	nos	canteiros	de	obra.
73UNIDADE 4 CONSTRUÇÃO ENXUTA E ORÇAMENTOS INTELIGENTES 
FIGURA 1 – PLANEJAMENTO DE CANTEIRO DE OBRAS
 
Fonte: Utilizando	BIM	(2019).
A	Construção	Enxuta	segundo	BibLus	 (2021)	ou	 também	conhecida	como	Lean	
Construction	se	baseia	em	alguns	princípios	importantes	contribuindo	para	uma	construção	
final	mais	sustentável,	como:
●	 Otimizar e reduzir processos que não contribuem, agregando valor 
ao processo: para	que	 tenhamos	uma	otimização	na	 fase	da	 construção	é	 necessário	
voltarmos	nossa	atenção	aos	aspectos	desde	a	produção	até	o	transporte	dos	materiais	
quando	chegam	ao	canteiro	de	obras.	Com	isso,	podemos	fazer	uma	análise	completa	da	
cadeia	produtiva	e	identificar	alguns	processos	repetitivos	ou	até	mesmo	inúteis,	propondo	
soluções	para	eliminá-los	ou	substituí-los.	Um	exemplo	prático,	as	máquinas	são	calibradas	
para	 a	 quantidade	 necessária	 de	 materiais	 a	 serem	 transportados,	 assim	 podemos	
dimensionar	e	estabelecer	até	o	tamanho	dos	caminhões	e	as	viagens	que	eles	farão	para	
que determinado material seja transportado.
●	 Considerar as vontades e as necessidades dos clientes: antes de iniciarmos 
os	processos	de	qualquer	projeto	é	necessário	fazermos	algumas	pesquisas	sobre	o	cliente,	
como	suas	expectativas	e	suas	experiências	com	 relação	aos	projetos	 já	entregues,	 se	
determinada	atividade	não	agrega	nenhum	tipo	de	valor	ao	projeto,	possivelmente	também	
não	interessa	ao	cliente,	sendo	assim,	ele	não	está	disposto	a	pagar	por	isso.	Assim,	essa	
pesquisa	é	necessária,	focando	apenas	nas	necessidades	do	cliente,	fazendo	com	que	as	
operações	ocorram	sem	interferências.
74UNIDADE 4 CONSTRUÇÃO ENXUTA E ORÇAMENTOS INTELIGENTES 
●	 Padronizar processos:	como	já	sabemos,	a	construção	é	um	dos	processos	
com	mais	riscos	de	imprevistos,	pelo	fato	de	cada	obra	ser	única	e	assim	também	são	as	
condições	aplicadas	aos	canteiros	de	obras,	como	mãos	de	obra,	 tempo	de	construção,	
terreno,	materiais	etc.,	para	que	consigamos	minimizar	essa	diversificação	nos	canteiros	
é	 necessário	 padronizar	 processos	 construtivos,	 diminuindo	 imprevisto	 e	 aumentando	 a	
possibilidade	de	gerenciá-los,	atribuindo	um	padrão	de	construção	garantindo	um	processo	
mais seguro de trabalho.
●	 Otimizar o tempo:	 sabemos	 que	 essa	 variável	 pode	 ser	 influenciada	 por	
vários	fatores,	como	transporte,	espera,	o	período	de	processamento,	a	fase	de	inspeção	
entre	outros	aspectos.	Quando	aceleramos	esses	processos,	de	forma	segura,	planejando	
cada	 etapa,	 conseguimos	 otimizar	 essas	 atividades	 e	 diminuir	 o	 tempo	 de	 entrega	 da	
construção	ao	cliente.
●	 Transparência dos processos: quanto	 maior	 for	 a	 transparência	 nos	
processos	desenvolvidos,	maior	será	a	participação	dos	profissionais	envolvidos	na	obra,	
de	maneira	eficaz	e	consciente,	aliando	as	soluções	e	melhorias	no	canteiro	de	obras.
FIGURA 2 – RECURSOS DA USBIM
 
Fonte: BibLus (2021).
Para	 isso	podemos	utilizar	gratuitamente	o	usBIM,	que	é	um	sistema	de	gestão	
BIM,	ele	nos	permite	digitalizar	a	construção	por	completa	de	maneira	 fácil	e	detalhada,	
possibilitando	 o	 compartilhamento	 de	 informações,	 assim	 temos	 alguns	 fatores	 que	
favorecem	o	desenvolvimento	da	obra:
●	 A	colaboração	em	tempo	real	entre	todas	as	equipes	envolvidas	no	projeto;
75UNIDADE 4 CONSTRUÇÃO ENXUTA E ORÇAMENTOS INTELIGENTES 
 ● O	 compartilhamento	 e	 o	 gerenciamento	 de	 projetos	 de	 infraestrutura	 e	
construção;
 ● A	utilização	on-line	em	qualquer	dispositivo,	seja	ele	tablet,	smartphones	ou	
computadores.
1.2 Construção enxuta X construção tradicional
Acredito	que	alguma	vez	você	já	passou	por	uma	obra	e	percebeu	a	quantidade	de	
materiais	de	construção	que	são	desperdiçados	nos	canteiros.	Não	é	verdade?!	O	padrão	
de	construção	civil	pode	seguir	dois	métodos	distintos:	o	enxuto	ou	o	tradicional.
No	método	de	construção	enxuta	podemos	seguir	dois	padrões	que	segregam	as	
atividades:
●	 Atividades	que	agregam	valor	à	construção;
●	 Atividades	que	não	agregam	nenhum	tipo	de	valor	à	construção.
Assim,	conseguimos	ter	a	primeira	base	dessa	diferença	entre	um	tipo	de	construção	
e	a	outra.	O	conceito	de	valor	de	um	projeto	deve	estar	diretamente	ligado	ao	nível	de	satisfação	
do	cliente,	ou	seja,	se	o	cliente	não	está	disposto	a	pagar	por	determinado	processo,	ele	não	
deve	ser	considerado	como	uma	atividade	que	agrega	valor	ao	projeto.	Com	isso,	podemos	
eliminar	ao	máximo	os	desperdícios	ainda	na	fase	de	gerenciamento	da	obra.
Já	no	método	 tradicional	 de	 construção,	 o	 valor	 não	está	diretamente	 ligado	às	
necessidades	do	cliente	e	por	muitas	vezes	não	tem	um	gerenciamento	de	resíduos,	nem	
o	devido	planejamento	na	fase	preliminar	do	projeto,	acarretando	em	grandes	desperdícios	
com processos desnecessários.
Em	resumo,	o	modo	como	se	observa	o	processo	de	produção	é	o	que	define	a	
construção,	é	a	parte	conceitual	do	projeto,	o	que	determina	o	método	tradicional	ou	enxuto.	
Se	o	cliente	não	está	disposto	a	pagar,	logo	a	atividade	não	agrega	valor,	dessa	forma,	o	
método	enxuto	visa	eliminar	qualquer	forma	de	desperdício	dentro	da	obra.
Segundo	Koskela	(1992),	o	modelo	de	Construção	Enxuta	teve	base	no	Sistema	
Toyota	 de	 Produção	 (STP)	 e	 foi	 adaptado	 ao	 setor	 da	 construção	 civil,	 aplicando	 os	
conceitos	Just	in	Time	e	Total	Quality	Control	(que	veremos	cada	um	e	sua	definição	em	
um	tópico	próprio),	resumidamente,	visa	um	projeto	bem	planejado	e	controlado,	garantindo	
a	 qualidade	do	produto,	 eliminando	o	 estoque	e	 reduzindo	 custos,	 outro	 fator	 relevante	
nesse	processo	é	a	questão	 interpessoal,	 os	 funcionários	 são	motivados	e	preparados,	
aumentando o desenvolvimento.
76UNIDADE 4 CONSTRUÇÃO ENXUTA E ORÇAMENTOS INTELIGENTES 
Essa	metodologia	foi	inicialmente	denominada	de	Nova	Filosofia	de	Produção,	que	
segundo	Koskela	(1992)	é	a	 interpretação	das	atividades	da	construção	civil,	como	uma	
somatória	das	atividades	que	ao	final	não	agrega	valor	e	de	conversão,	que	representam	
as	atividades	que	agregam	valor	ao	produto	final	da	obra.	A	figura3	apresenta	o	processo	
de	produção,	interligando	as	atividades	de	fluxo	com	as	atividades	de	conversão.
FIGURA 3 – PROCESSO DE PRODUÇÃO ENXUTA
 
Fonte:	GARRIDO	(2015)	adaptado	de	KOSKELA	(1992).
Mas	ainda	segundo	a	mesma	autora,	essa	prática	só	é	possível	se	algumas	diretri-
zes	forem	adotadas:
●	 Comprometimento	da	gestão;
●	 Foco	em	melhorias;
●	 Comprometimento	do	funcionário;
●	 Aprendizado	do	processo.
1.3 Just in Time – (JIT)
Resumidamente	o	Just	 in	Time	(JIT)	(na	hora	certa)	é	o	responsável	pela	busca	
da	precisão	dentro	da	cadeia	produtiva,	alinhando	as	operações	e	execução,	conforme	a	
demanda	e	a	necessidade.	Ou	seja,	 tudo	acontece	dentro	do	cronograma	estabelecido,	
nem	antes	e	nem	depois,	evitando	o	estoque	parado	e	perda	de	materiais.
Mas	para	que	esse	processo	ocorra	da	maneira	esperada,	é	necessário	que	os	
dados	necessários	sejam	informados	e	monitorados,	a	fim	de	otimizar	o	processo	e	para	
isso	ainda	é	necessário	que	o	gestor	tenha	total	controle	do	fluxo	da	empresa,	assim	como	
os	processos	e	as	necessidades	dos	clientes.	Com	 isso,	o	gerente	 tem	uma	percepção	
maior	 sobre	 os	materiais,	 os	 que	 precisam	 ser	 adquiridos,	 vendidos	 com	 rapidez	 e	 os	
quais	podem	ocupar	o	estoque	por	um	período	maior,	dessa	forma	é	possível	otimizar	os	
processos,	planejando	de	maneira	enxuta,	melhorando	a	produtividade.
77UNIDADE 4 CONSTRUÇÃO ENXUTA E ORÇAMENTOS INTELIGENTES 
Essa	 técnica	 de	 gestão	 de	 produtos	 foi	 desenvolvida	 no	 Japão,	 na	 Toyota,	 em	
resposta	aos	recursos	naturais	que	eram	escassos	no	país	na	época,	e	os	desperdícios	
não	eram	uma	forma	viável	de	trabalhar.
Segundo	TOTVS	(2022)	vários	fatores	contribuíram	para	o	cenário	escasso	do	país	
na	época,	como	o	pós-guerra,	ocasionando	muitas	sanções	econômicas,	outro	fator	foi	o	
crescimento	da	indústria	automobilística,	que	exigiu	uma	resposta	rápida	das	fabricantes.
FIGURA 4 – JUST IN TIME (JIT)
 
Fonte:	TOTVS	(2022).
O	Just	in	Time	na	construção	civil	tem	o	mesmo	papel,	reduzir	desperdícios,	criar	
processos	mais	efetivos,	otimização	da	produção	e	a	padronização	de	processos.	Para	isso	
é	necessário	conhecermos	e	termos	controle	do	tempo	de	execução	da	obra,	identificando	
possíveis	melhorias	e	oportunidades.	
Porém,	isso	não	se	trata	apenas	de	agilidade	e	rapidez,	é	necessário	saber	se	a	
equipe	está	preparada	para	manter	a	qualidade	da	produção,	assim	como	os	parceiros	e	
fornecedores,	é	necessário	saber	se	eles	também	estão	aptos	a	atender	as	necessidades	
da	obra	com	rapidez.	Algumas	dicas	para	a	implementação	do	JIT	são	necessárias,	como:	
organização,	capacitação,	comunicação	e	definição	de	metas.
78UNIDADE 4 CONSTRUÇÃO ENXUTA E ORÇAMENTOS INTELIGENTES 
1.4 Total Quality Control – (TQC)
Seguindo	as	mesmas	premissas	do	JIT,	o	Total	Quality	Control	 tem	seu	 foco	na	
satisfação	do	cliente,	segundo	Oliveira	et.	al.	(2012),	a	gestão	de	qualidade	teve	sua	origem	
no	Japão	a	partir	da	década	de	1950,	esse	processo	tem	como	objetivo	principal	superar	
as	expectativas	do	cliente.
O	conceito	de	TQC	relacionado	ao	enquadramento	de	um	produto	ou	processo,	
segundo	Faria	(s.d.)	está	diretamente	ligado	à	sua	qualidade	e	envolve	alguns	itens	como:	
●	 Orientação	ao	cliente;
●	 Qualidade	em	primeiro	lugar;
●	 Ações	baseadas	em	prioridades;	
●	 Fatos	e	dados;
 ● Controle	 de	 processos	 e	 a	 variação	 dos	 dados	 que	 indicam	 uma	 possível	
falha	no	processo;
 ● Verificação	de	causas;
 ● “A	próxima	etapa	é	o	seu	cliente”	(com	essa	metodologia	fica	claro	na	mente	
de	cada	responsável	por	uma	etapa,	que	qualquer	falha	influenciará	na	qualidade	
do	processo	da	próxima	etapa);
●	 Identificação	da	real	necessidade	do	cliente;
●	 Evitar	que	antigos	erros	voltem	a	acontecer.
A	forma	de	praticar	o	Controle	de	Qualidade	é	o	ponto	principal	do	TQC	e	deve	ser	
considerado	por	toda	a	equipe,	garantindo	a	qualidade	do	produto,	gerando	satisfação	com	
relação	às	expectativas	do	cliente.
Oliveira et. al.	 (2012)	 frisa	 que	 o	 desempenho	 de	 uma	 equipe	 é	 medido	 pela	
participação	 e	 dedicação	 de	 todos	 e	 aponta	 alguns	 itens	 necessários	 para	 o	 resultado	
satisfatório	de	qualidade	de	um	produto:	
●	 Planejamento;
●	 Manter	a	qualidade;
●	 Identificação	de	pontos	fracos	no	processo.
O	 planejamento	 é	 a	 fase	 onde	 as	 necessidades	 e	 os	 anseios	 do	 cliente	 serão	
expostos,	procurando	satisfazê-lo	e	atingir	suas	expectativas.	Com	isso,	devemos	manter	
essa	qualidade	que	muitas	vezes	o	cliente	já	conhece	e,	por	isso,	nos	busca.	Porém,	nesse	
processo	podemos	identificar	alguns	fatores	que	desagradam	o	cliente	e	assim	devemos	
enumerá-los	e	procurar	minimizá-los.
79UNIDADE 4 CONSTRUÇÃO ENXUTA E ORÇAMENTOS INTELIGENTES 
FIGURA 5 – DIAGRAMA TOTAL QUALITY CONTROL (TQC)
 
Fonte: Autor (2023).
Em	resumo,	o	Total Quality Control tem o objetivo de controlar a qualidade de um 
produto	durante	o	processo,	identificando	o	padrão	de	qualidade	necessário	e	como	alcançá-
lo.	Apresentando	um	ambiente	favorável	e	fazendo	com	que	as	equipes	se	comprometam	
com	 a	 qualidade	 final	 do	 produto,	 minimizando	 os	 erros	 de	 produção	 e	 prejuízos	 com	
desperdícios.
2 Orçamentos inteligentes
Segundo	Besen	et. al.	(2017),	para	que	um	projeto	se	torne	viável,	antes	ele	passa	
por	uma	estimativa	de	custos,	sendo	assim,	é	necessário	a	realização	de	um	orçamento	
que	 leve	em	considerações	fatores	como	estratégias	 técnicas	e	opções	que	auxiliem	na	
agilidade	da	construção,	assim	como	a	competição	de	preço	de	mercado	e	a	agilidade	no	
desenvolvimento do projeto.
Por	definição	do	dicionário,	a	palavra	orçamento	tem	o	significado	básico	de:	avaliar	
e	calcular	os	custos	de	maneira	aproximada,	seja	ela	de	uma	obra	ou	de	outro	serviço,	uma	
estimativa.	Com	isso,	chegamos	ao	nosso	segundo	e	último	tópico	dessa	unidade.
80UNIDADE 4 CONSTRUÇÃO ENXUTA E ORÇAMENTOS INTELIGENTES 
FIGURA 6 – ORÇAMENTOS INTELIGENTES
 
Fonte:	Silva	(2023).
O	 orçamento	 de	 uma	 obra,	 projeto	 ou	 construção	 consiste	 em	 agregar	 todos	
os	custos	que	podem	ser	estimados	para	que	o	projeto	seja	executado,	assim	como	as	
atividades	que	envolvam	essa	execução	ou	equipes.	Assim,	podemos	definir	um	valor	inicial	
mínimo	para	a	realização	de	um	projeto	ou	de	determinada	etapa	dele,	esse	processo	pode	
ser	utilizado	 também	posteriormente	a	fim	de	compararmos	baseado	em	 indicadores	de	
desempenho	a	relação	entre	o	valor	que	está	sendo	orçado	e	o	que	está	sendo	executado.
2.1 Tipos de orçamentos na construção civil
Nesse	ponto	 já	 podemos	 concluir	 que	 até	 os	 orçamentos	 podem	possuir	 várias	
formas	e	aplicabilidades	e,	com	isso,	agora	veremos	alguns	tipos	de	orçamentos	de	obra	
da	construção	civil	e	suas	finalidades	específicas.
Entre	 os	 principais	 tipos	 de	 orçamento	 nas	 obras	 de	 construção	 civil	 podemos	
destacar	seis	tipos:	estimativa	simples,	estudo	de	viabilidade	financeira	(EVF),	orçamento	
paramétrico,	 orçamento	 analítico,	 orçamento	 sintético	 e	 orçamento	 executivo,	 segundo	
Gonzaga	(2021).	E	no	próximo	tópico	veremos	cada	um	deles	de	forma	mais	específica.
81UNIDADE 4 CONSTRUÇÃO ENXUTA E ORÇAMENTOS INTELIGENTES 
FIGURA 7 – ORÇAMENTO NA CONSTRUÇÃO CIVIL
 
Fonte:	Globaltec	(2020).
2.1.1 Estimativa Simples
Para	começarmos	a	falar	sobre	os	tipos	de	orçamentos,	nada	mais	 justo	do	que	
iniciarmos	pela	estimativa	simples,	nesse	 tipo	de	orçamento	é	 ideal	a	 realização	de	um	
comparativo	entre	a	obra	a	ser	executada	com	outros	empreendimentos	semelhantes.
Esse	processo	contribui	para	identificarmos,	inicialmente,	o	tamanho	dos	recursos	
necessários	 a	 serem	 investidos	 a	 fim	 de	 executar	 a	 obra,	 um	 exemplo	 prático:	 para	 a	
realização	 de	 uma	 casa	 unifamiliar	 de	 um	 pavimento	 podemos	 fazer	 uma	 comparação	
simples	com	o	valor	de	outras	construções	do	mesmo	padrão.
Essa	tipologia	de	orçamento	é	baseada	em	índices	gerais	como	o	Custo	Unitário	
Básico	da	Construção	(CUB)	que	nos	permite	estimaro	custo	de	uma	obra	baseado	no	
custo médio do mesmo padrão.
Esse	 índice	pode	ser	muito	 importante,	porém	os	orçamentos,	utilizando-os	como	
base,	podem	ter	uma	margem	de	erros	bem	elevada,	sendo	necessário	adotar	outros	métodos	
mais	completos	para	obtermos	orçamentos	mais	complexos	segundo	Gonzaga	(2021).
82UNIDADE 4 CONSTRUÇÃO ENXUTA E ORÇAMENTOS INTELIGENTES 
2.1.2 Estudo de Viabilidade Financeira (EVF)
O	EVF	ou	Estudo	de	Viabilidade	Financeira	é	um	método	de	orçamento	um	pouco	
mais elaborado que o visto anteriormente e serve para nortear o planejamento de novos 
projetos,	 estudando	 a	 viabilidade	 financeira	 técnica	 de	 novos	 empreendimentos.	 Sendo	
assim,	o	projeto	da	construção	só	deverá	ser	concebido	após	a	realização	dessa	etapa.	
Com	isso,	podemos	minimizar	as	dúvidas	do	cliente	com	relação	à	tipologia	de	edificação	
a	ser	construída,	como	um	edifício	comercial	ou	de	moradia.
Com	 o	 auxílio	 do	 estudo	 de	 viabilidade	 financeira	 poderá	 ser	 analisada	 qual	 a	
opção	mais	vantajosa	com	relação	ao	investimento,	avaliando	características	como:	bairro,	
zoneamento	e	comércio	regional.	Em	resumo,	o	EVF	é	o	pré-orçamento,	que	auxiliará	o	
cliente	na	identificação	se	o	projeto	está	dentro	do	limite	financeiro	determinado.
É	na	 fase	de	projeto	preliminar	que	o	EVF	é	 inserido,	 levando	em	consideração	
características	 básicas,	 como	 materiais	 e	 mão	 de	 obra	 necessárias	 para	 a	 execução	
do	 empreendimento.	 Esse	método,	 comparado	 a	 outros	 tipos	 de	 orçamentos,	 pode	 ser	
considerado	menos	assertivo,	porém	auxilia	fortemente	no	planejamento.
2.1.3 Orçamento Paramétrico
Considerado	 um	 orçamento	 simplificado,	 pode	 ser	 elaborado	 em	 uma	 etapa	
específica	do	projeto,	podendo	ser	utilizados	dados	de	outras	obras	 já	executadas	pela	
empresa	e	índices	de	viabilidade.
Sua	maior	utilidade	é	na	etapa	de	estudo	de	viabilidade	de	um	projeto	e	checklist	
nos	 orçamentos	 executivos,	 além	 de	 permitir	 fazer	 comparativos	 entre	 obras	 de	menor	
complexidade.	Este	modelo	utiliza	medida	de	custo	por	metro	quadrado,	sendo	assim,	é	
ideal	para	construtoras,	que	mesmo	não	tendo	o	projeto	executivo,	conseguem	estimar	o	
custo	geral	da	construção.
O	 orçamento	 paramétrico	 é	 mais	 assertivo	 que	 o	 modelo	 EVF,	 auxiliando	 os	
investidores	analisarem	a	viabilidade	do	projeto,	mesmo	esse	modelo	sendo	um	método	
mais	simples	de	analisar	as	informações.
2.1.4 Orçamento Analítico
Este	modelo,	 por	 sua	 vez,	 leva	em	consideração	o	 quantitativo	 de	materiais	 na	
avaliação	 dos	 custos	 da	 obra,	 além	 de	 cada	 atividade	 necessária	 na	 construção,	 entre	
ferramentas	de	execução	e	mão	de	obra,	tornando-o	mais	preciso	entre	os	diferentes	tipos	
de	orçamentos.	
83UNIDADE 4 CONSTRUÇÃO ENXUTA E ORÇAMENTOS INTELIGENTES 
Mas	para	que	esse	modelo	de	orçamento	seja	elaborado	e	assertivo	com	a	precisão	
desejada é necessário que os projetos básicos estejam todos elaborados. Os valores das 
variáveis	 podem	 ser	 obtidos	 por	meio	 de	 pesquisas	 de	mercado	 ou	 com	 referência	 na	
tabela	SINAP	ou	SICRO.
2.1.5 Orçamento Sintético
Como	o	próprio	nome	já	sugere,	o	orçamento	sintético	é	um	resumo	do	orçamento	
analítico	que	explica	os	custos	da	obra	por	etapas	a	serem	executadas.	Resumidamente,	
esse modelo considera apenas o quantitativo e o custo unitário de cada etapa da obra.
2.1.6 Orçamento Executivo
Por	fim,	chegamos	ao	modelo	considerado	mais	importante,	com	foco	nas	empresas	
de	construção	que	participam	de	licitações	públicas.	Ele	é	semelhante	ao	projeto	executivo	
de	uma	obra,	sendo	mais	completo	e	se	preocupando	com	os	detalhes	do	projeto	executado.
Esse	modelo	não	tem	seu	foco	apenas	na	obra,	mas	também	em	outras	atividades	
pertinentes	envolvidas	na	construção	para	que	ela	seja	entregue,	levando	em	consideração	
a	fase	de	desenvolvimento	da	obra	a	cada	etapa,	otimizando	os	recursos	físicos	e	financeiros,	
além	de	recursos	humanos	e	o	tempo	para	execução	da	construção.
O	orçamento	Executivo	requer	que	os	custos	sejam	atualizados	ao	longo	de	cada	
etapa	da	obra,	tornando	o	orçamento	mais	semelhante	à	expectativa	inicial.	Dessa	forma,	
são	realizados	cálculos	minuciosos	para	que	a	margem	de	erros	seja	bem	pequena	e,	com	
isso,	podemos	extrair	algumas	informações	a	partir	desse	orçamento,	como	o	cronograma	
físico-financeiro.
Um	dos	benefícios	desse	modelo	de	orçamento	é	evitar	determinados	imprevistos,	
ou	seja,	com	o	auxílio	de	um	cronograma	bem	definido	o	gerente	de	obra	não	precisará	
antecipar	ou	adiar	a	aquisição	de	algum	insumo,	pois	tudo	estará	alinhado	com	as	etapas	
de	execução.
84UNIDADE 4 CONSTRUÇÃO ENXUTA E ORÇAMENTOS INTELIGENTES 
FIGURA 8 – TIPOS DE ORÇAMENTO DA CONSTRUÇÃO CIVIL
 
Fonte: O autor (2023).
A	figura	8	apresenta	de	forma	dinâmica	uma	pirâmide	conceitual	sobre	os	seis	tipos	
de	orçamento	com	referência	na	sua	complexidade,	do	mais	simples	ao	mais	complexo,	
indo	da	base	com	a	Estimativa	Simples	até	o	topo	da	pirâmide	com	o	Orçamento	Executivo.
85UNIDADE 4 CONSTRUÇÃO ENXUTA E ORÇAMENTOS INTELIGENTES 
A	construção	tradicional	enxerga	os	processos	de	maneira	subdividida,	isto	é,	cada	
processo é composto por várias etapas.
No	 modelo	 de	 construção	 enxuta	 o	 que	 não agrega valor é eliminado por ser 
entendido como desnecessário.
Fonte: https://www.sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/artigos/lean-construction-ou-construcao-enxu-
ta-produtividade-e-otimizacao,800f168b49622810VgnVCM100000d701210aRCRD.	Acesso	em:	15	fev.	2023.
	 Muitas	vezes	damos	prioridade	apenas	ao	que	é	visto	ou	até	mesmo	o	que	
é	grande,	mas	uma	das	partes	mais	importantes	de	uma	obra	começa	no	simples	ato	do	
orçamento,	é	nele	que	o	cliente	tem	o	primeiro	contato	com	sua	maneira	de	trabalho	e	sua	
prática	organizacional.	
Fonte: O autor (2023) 
https://www.sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/artigos/lean-construction-ou-construcao-enxuta-produtividade-e-otimizacao,800f168b49622810VgnVCM100000d701210aRCRD
https://www.sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/artigos/lean-construction-ou-construcao-enxuta-produtividade-e-otimizacao,800f168b49622810VgnVCM100000d701210aRCRD
86UNIDADE 4 CONSTRUÇÃO ENXUTA E ORÇAMENTOS INTELIGENTES 
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Chegamos	ao	final	da	nossa	quarta	e	última	unidade.	Me	conta,	o	que	você	achou	
da	nossa	aventura	no	mundo	BIM	até	aqui?!	Espero	que,	assim	como	eu,	você	também	
esteja animado para continuar com suas pesquisas sobre esse assunto tão importante 
da	construção	civil,	 descobrindo	cada	vez	mais	modelos	e	métodos	para	empregar	nos	
projetos,	tornando-os	ainda	mais	eficientes.	
Retomando	o	que	vimos	em	cada	tópico,	fico	pensando	em	quanta	coisa	bacana	
aprendemos	em	apenas	uma	única	unidade,	aposto	que	você	não	fazia	ideia	do	que	era	
construção	 enxuta,	 não	 é	mesmo?	A	 importância	 desse	 conceito	 na	 realização	 de	 uma	
construção,	a	preocupação	com	o	cliente	e	os	possíveis	desperdícios	dentro	dos	canteiros	
de	obra	realmente	têm	que	ser	nossas	premissas	de	projeto	daqui	para	frente.
Para	conseguirmos	controlar	os	desperdícios,	temos	um	aliado	dentro	da	obra,	o	
conceito	Just	in	Time,	que	nada	mais	é	do	que	“No	tempo	exato”,	se	levarmos	em	consideração	
essa	metodologia	 na	 elaboração	 dos	 nossos	 cronogramas,	 poderemos	 alavancar	 ainda	
mais	a	qualidade	de	nossas	obras	e	alcançarmos	cada	vez	mais	as	expectativas	dos	nossos	
clientes,	que	estão	cada	dia	mais	altas.
O	controle	de	qualidade	nos	nossos	canteiros	de	obras	deve	ser	 levado	a	sério,	
somente	assim	poderemos	reduzir	os	desperdícios,	riscos	de	acidentes	e	elevar	a	qualidade	
da	construção	civil.	Vimos	também	que	existem	vários	tipos	de	orçamentos	e	que	cada	um	
deles	tem	suas	características	específicas,	vimos	também	que	alguns	deles,	quando	bem	
elaborados,	podem	nos	auxiliar	até	o	final	da	construção.
Enfim,	o	que	eu	quero	te	dizer	é	que	seus	estudos	não	devem	parar	por	aqui,	esse	
material	que	apresentei	para	você	é	só	a	pontinha	do	iceberg,	bons	profissionais	nuncaparam	
de	estudar	e	aprimorar	seus	conhecimentos,	então	continue,	busque	sempre	novas	tendências	
e	conceitos,	tenho	certeza	que	isso	auxiliará	em	cada	etapa	de	seus	próximos	projetos.	
Te espero em uma próxima oportunidade!
87UNIDADE 4 CONSTRUÇÃO ENXUTA E ORÇAMENTOS INTELIGENTES 
LEITURA COMPLEMENTAR
O	texto	fala	sobre	o	controle	da	qualidade	total,	como	ela	iniciou	até	suas	técnicas,	
ele	relata	a	importância	deste	controle	dentro	da	empresa,	o	cliente	é	o	foco	principal,	e	
a	 sobrevivência	da	empresa	está	 relacionada	com	o	nível	 de	 satisfação	do	cliente,	 seu	
objetivo	é	manter	a	qualidade	do	produto	sendo	que	a	qualidade	faz	com	que	haja	uma	
melhora na produtividade 
Fonte: http://faef.revista.inf.br/imagens_arquivos/arquivos_destaque/jlpc0ULMDp-
fercM_2013-5-10-14-57-23.pdf	Acesso	em:	15	fev.	2023.
http://faef.revista.inf.br/imagens_arquivos/arquivos_destaque/jlpc0ULMDpfercM_2013-5-10-14-57-23.pdf
http://faef.revista.inf.br/imagens_arquivos/arquivos_destaque/jlpc0ULMDpfercM_2013-5-10-14-57-23.pdf
88UNIDADE 4 CONSTRUÇÃO ENXUTA E ORÇAMENTOS INTELIGENTES 
MATERIAL COMPLEMENTAR
LIVRO
Título: Gestão de projetos e lean construction: uma abordagem 
prática e integrada.
Autor: Antônio Carlos da Costa Valente e Victor Meireles.
Editora: Appris.
Sinopse: Busca apresentar aos leitores, por meio de um for-
mato simples, funcional e visual, os fundamentos da filosofia 
Lean, mais especificamente do Lean Construction associados 
às boas práticas do Gerenciamento de Projetos, a fim de que 
profissionais e estudantes possam iniciar ou dar andamento 
em seus projetos com o uso dessas filosofias e, com isso, tornar 
seus projetos mais enxutos, ágeis e eficientes.
FILME/VÍDEO
Título: BIMCast #11 - BIM 9D | Lean Construction
Ano: 2022
Sinopse: BIMCast é um programa da ABENG | AlphaBIM En-
genharia, uma empresa de projetos, modelagem e implemen-
tação BIM. Nesse episódio falaremos sobre Lean Construction.
89
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Colaborativo	com	o	uso	do	BIM.	2013.	Tese	-	(Doutorado	em	Engenharia),	Universidade	
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-ciclo-de-vida#.	Acesso	em:	03	fev.	2023.
94
CONCLUSÃO GERAL
 
Chegamos	ao	final	do	nosso	material	sobre	BIM	na	Gestão	de	Projetos,	espero	que	
você	 tenha	aprendido	os	principais	conceitos	dessa	metodologia	e	que	possa	utilizá-los	
daqui	para	frente	em	seus	futuros	trabalhos,	sem	se	esquecer	de	que	conhecimento	nunca	
é	demais,	buscando	sempre	novas	tendências	e	inovações	sobre	esse	assunto.
Vimos	na	nossa	primeira	unidade,	 lá	no	comecinho	da	nossa	 jornada,	o	que	de	
fato	é	BIM,	como	podemos	aplicar	essa	metodologia	na	construção	civil	e	como	funcionam	
os	processos	dentro	da	construção,	vimos	 também	como	 isso	 tudo	é	 importante	para	a	
qualidade	final	de	um	empreendimento.
Na	 segunda	 unidade	 conhecemos	 ainda	mais	 as	 características	 BIM,	 podemos	
analisar	cada	“D”	da	metodologia	BIM	e	acredito	que	você,	assim	como	eu,	ficou	surpreso	
na	imensidão	desse	conceito.	Cada	descoberta	e	cada	aplicação	dessa	metodologia	agrega	
ainda	mais	valor	e	identidade	a	uma	obra,	seja	na	fase	de	projeto,	execução	ou,	se	for	o	
caso,	na	desconstrução	de	um	edifício.
Mas	 não	 paramos	 por	 aí,	 na	 terceira	 unidade	 fomos	 além,	 trouxemos	 essa	
metodologia	e	suas	aplicações	para	dentro	dos	escritórios,	como	funcionam	os	processos	
de	 implantação	 e	 implementação	 da	 BIM	 na	 prática,	 não	 é	 simples,	 mas	 utilizando	 os	
métodos	corretos	e	 seguindo	as	etapas,	o	 resultado	final	é	 surpreendente,	 assim	como	
vimos	o	que	é	mito	e	o	que	é	verdade	sobre	a	metodologia	BIM.	BIM,	ao	contrário	do	que	
muitos	pensam,	é	uma	metodologia	e	não	um	programa	ou	software.	
Por	 último,	 na	 nossa	 quarta	 unidade,	 podemos	 aprimorar	 ainda	 mais	 nosso	
conhecimento	sobre	BIM,	por	meio	do	conceito	de	Construção	Enxuta,	o	que	diferencia	
uma	construção	tradicional	e	os	termos	utilizados	para	agregar	ainda	mais	valor	e	eficiência	
às	obras,	como	Just	in	Time	e	Total	Quality	Control.	Vimos	até	a	variedade	de	orçamentos	
que	possuímos	e	como	cada	um	deles	atua	dentro	do	processo.	Realmente	foi	um	caminho	
lindo até aqui. 
Eu	espero	que	você	nunca	pare,	os	profissionais	que	mais	se	destacam	são	aqueles	
que	nunca	param	de	se	atualizar.
Que você tenha muito sucesso!
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