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CURSO ON-LINE - ECONOMIA E FINANÇAS PÚBLICAS P/ RECEITA FEDERAL PROFESSORES: MARLOS VARGAS E SÉRGIO MENDES 1 www.pontodosconcursos.com.br AULA DEMONSTRATIVA DO CURSO DE QUESTÕES COMENTADAS DE ECONOMIA E FINANÇAS PÚBLICAS PARA A RECEITA FEDERAL PROF. MARLOS VARGAS FERREIRA PROF. SÉRGIO MENDES Olá, amigos do Ponto! Marlos Vargas Ferreira Para quem não me conhece, cursei Economia na UFJF – Universidade Federal de Juiz de Fora - na segunda metade dos anos 90 e depois continuei os estudos na UFF – Universidade Federal Fluminense – com a conclusão do Mestrado em Economia Monetária em 2000. Em 1999, ainda no mestrado, ingressei na CEF – Caixa Econômica Federal – como técnico bancário superior através de concurso realizado pelo CESPE/UNB e permaneci lá até 2001, tendo sido selecionado internamente em 2000 para o cargo de Instrutor Gerencial da instituição. Em 2001 realizei mais dois concursos quase que simultaneamente para o cargo de Economista do IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – concurso realizado pelo NCE/UFRJ - e da Petrobrás – concurso realizado pelo CESPE/UNB. Tomei posse no IBGE no Departamento de Contas Nacionais - que trabalha com o Sistema de Contas Nacionais do Brasil – tendo sido alocado na conta APU (Administração Pública), responsável pela elaboração do estudo das contas públicas. Permaneci lá até a convocação da Petrobrás que ocorreu no fim de 2002. Trabalhei como Economista na PETROBRAS na área de Gás Natural e no CENPES/Petrobrás na Gerência de Avaliação e Monitoramento Ambiental – AMA até dezembro de 2003 em razão de novo concurso público agora para Auditor Fiscal da Receita Federal – área PAT – Política e Administração Tributária, meu cargo atual. Realizei a etapa de Curso de Formação em Brasília e em maio de 2004 assumi na Delegacia da Receita Federal em Poços de Caldas-MG. CURSO ON-LINE - ECONOMIA E FINANÇAS PÚBLICAS P/ RECEITA FEDERAL PROFESSORES: MARLOS VARGAS E SÉRGIO MENDES 2 www.pontodosconcursos.com.br Em maio de 2006, fui selecionado para ministrar o Curso de Política Tributária – PTRI – para os novos colegas da Receita Federal, motivação do meu ingresso no grupo de instrutores da ESAF. Com a minha remoção de ofício para a Secretaria da Receita Federal em Brasília em julho de 2006, após 2 anos de Receita Federal, tive o prazer de conhecer e conviver com o Vicente Paulo, que dispensa apresentação. Em agosto de 2008, fui removido para a Receita Federal em Belo Horizonte-MG, para continuar exercendo minhas funções e atribuições como Auditor Fiscal da Receita Federal do Brasil. Após longo período de anseios e expectativas, eis que surge o edital da Receita Federal do Brasil para o concurso de Auditor Fiscal com algumas novidades e inovações, mas nada que nos impeça de auxiliarmos nessa batalha final rumo à aprovação em uma das milhares de vagas no serviço público federal disponibilizadas nesse ano de 2009. No que tange às disciplinas que iremos oferecer, a Economia manteve os tópicos já cobrados nos últimos concursos e trouxe de volta os assuntos Modelo de Solow: modelo de crescimento exógeno e o tópico produto nominal x produto real – números índices. Dessa forma, o livro de minha autoria Economia para Concursos – 2a edição, publicado pela Editora Campus “varre” literalmente todos os tópicos do edital de Economia! Aqui nosso objetivo será ministrar um curso de questões comentadas nessa etapa final. Serão questões fundamentalmente da ESAF de concursos dos anos de 2006, 2007, 2008 e 2009, como MPOG-EPPGG- 2009, MPOG-APO-2008, ENAP-2006, STN-2008, questões reproduzidas de treinamentos avançados que realizei nos diversos cursinhos preparatórios aqui em Belo Horizonte-MG bem como questões misturadas, uma verdadeira “salada” mesmo, de várias bancas de forma a dar a “cara”, o “jeito”, o “estilo” ESAF de realizar provas. O que pretendo com tal estratégia é demonstrar ao nosso fiel público que, embora não tenhamos um histórico extenso de cobrança da ESAF sobre tais matérias, o estudo de questões selecionadas de outras bancas examinadoras serve como importante instrumento na luta por uma vaga na instituição Receita Federal do Brasil. CURSO ON-LINE - ECONOMIA E FINANÇAS PÚBLICAS P/ RECEITA FEDERAL PROFESSORES: MARLOS VARGAS E SÉRGIO MENDES 3 www.pontodosconcursos.com.br No que concerne à disciplina Finanças Públicas, aproveito a oportunidade para informar a verdadeira inovação na matéria ao agregar nos tópicos 6 a 11 do programa quesitos da disciplina Administração Financeira e Orçamentária. Dessa forma, as questões de Finanças Públicas serão ministradas pelo professor Marlos Vargas (os tópicos 1 a 5 e 12 a 16) e pelo professor Sérgio Mendes (tópicos 6 a 11). O Curso de questões comentadas de Economia e Finanças Públicas foi objetivamente elaborado para aqueles que pretendem ingressar na carreira da Receita Federal do Brasil, seguindo, portanto, rigorosamente os tópicos cobrados no edital AFRFB-2009. Olá amigos! Como é bom estar aqui! Sérgio Mendes É com enorme satisfação que estarei junto com o Marlos neste curso para os futuros Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil. A cada curso que ministro me sinto mais motivado a transmitir conhecimentos a alunos das mais diversas regiões deste país! Sei que muitas vezes as aulas virtuais são as únicas formas de acesso ao ensino de excelência que o aluno dispõe. Outros optam por este tão efetivo método de ensino porque conhecem a capacidade do material elaborado pelo Ponto. Porém, mais importante ainda que um professor motivado são estudantes motivados! O aluno é sempre o centro do processo e é ele capaz de fazer diferença. A razão de ser da existência do professor é o aluno. Meu nome é Antônio Sérgio Mendes Júnior. Para que me conheçam melhor, minha experiência em concursos começou quando eu tinha 17 anos. Fui 12° lugar no concurso público nacional para ingresso na Escola Preparatória de Cadetes do Exército. Cursei, a seguir, a Academia Militar das Agulhas Negras, concluindo meu curso de Ciências Militares em 4° lugar, com ênfase em Intendência (Logística e Administração Militar). Lá tive meus primeiros contatos com administração pública, orçamento e execução financeira. Como Oficial do Exército, desempenhei, entrei outras diversas funções tipicamente militares, as funções de Pregoeiro e de Membro da Comissão Permanente de Licitações e Contratos, nas quais tive contato constante com a ponta da linha do gasto público, que é a Execução Financeira. CURSO ON-LINE - ECONOMIA E FINANÇAS PÚBLICAS P/ RECEITA FEDERAL PROFESSORES: MARLOS VARGAS E SÉRGIO MENDES 4 www.pontodosconcursos.com.br Sou pós-graduando em Orçamento Público pelo Instituto Serzedello Corrêa do Tribunal de Contas da União (ISC/TCU). Tive também a oportunidade de aprofundar os conhecimentos no curso de Planejamento e Orçamento da Escola Nacional de Administração Pública (ENAP). Hoje estou realmente realizado como Analista de Planejamento e Orçamento (APO) do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão. Estou lotado na Secretaria de Orçamento Federal (SOF), onde convivo diariamente com esse assunto fascinante que é o Orçamento, chave da nossa matéria Administração Financeira e Orçamentária (AFO), que compõe desta vez o conteúdo de finanças públicas. Costumava dizer no início de minhas aulas para outros concursos que “se você está estudando para a Receita Federal ou qualquer outro concurso, adquira boa base nessas matérias e estude paralelamente Administração Financeira e Orçamentária, pois caso decida fazer outra prova, terá grande possibilidade de êxito.” E na verdade agora até para ser Auditor Fiscal da Receita Federal tem que saber AFO! Mas por que eu já dizia isso? AFO vem sendo fator de desequilíbrio. As bancas estão dando muita importância a nossa matéria. A ESAF vem cobrando sistematicamente em seuseditais. O CESPE, no concurso para agente da Polícia Federal de 2004, cobrou apenas 3 questões de nível considerado fácil. Por isso, e como o edital de AFO para Agente da PF/2009 foi idêntico, muita gente bem preparada nem estudou. E se surpreendeu com as oito questões da prova, de ótimo nível. Você consegue se imaginar entrando numa prova com 8 pontos a menos? Fora o impacto psicológico. E mesmo que a prova traga uma ou duas questões, hoje em dia não podemos nos dar o luxo de negligenciar. Saiu recentemente o resultado dos 383 aprovados para a fase discursiva do concurso para EPPGG/MPOG, a cargo da ESAF. Se o último aprovado tivesse acertado mais duas questões, teria ganhado em torno de 150 posições. Imagine atrás, quantos não obtiveram êxito por uma ou duas questões. Nosso curso será de resolução de exercícios, abrangendo a matéria de AFO do recém lançado edital de 2009 para AFRFB. Estaremos juntos nas CURSO ON-LINE - ECONOMIA E FINANÇAS PÚBLICAS P/ RECEITA FEDERAL PROFESSORES: MARLOS VARGAS E SÉRGIO MENDES 5 www.pontodosconcursos.com.br aulas 7, 8 e 9. Ao final de cada uma dessas aulas haverá uma lista das questões comentadas, caso o aluno opte por tentar resolvê-las antes de ler os comentários. Haverá ainda um resumo, o que eu chamarei de “Memento do Concurseiro”. “Importei” o termo das atividades militares, pois lá o memento é um pequeno lembrete aos comandantes ou instrutores dos principais pontos de um determinado assunto, por exemplo, um tipo de manobra militar. Aqui terá função semelhante, o memento será um lembrete ao estudante dos principais pontos da aula. Reforço que nossa preparação será para colocar o aluno em condições de deslanchar na parte de AFO deste concurso que se aproxima. Esta é a programação do nosso curso: AULA 01: Conceitos Macroeconômicos Básicos. Identidades Macroeconômicas fundamentais. Formas de mensuração do Produto e da Renda Nacional. O produto nominal x o produto real. Números índices. O Sistema de contas nacionais. Contas nacionais no Brasil. Noções sobre o balanço de pagamentos. Macroeconomia aberta. Estrutura do balanço de pagamentos. Regimes Cambiais.Crises Cambiais. AULA 02: As contas do sistema financeiro e o multiplicador bancário. Modelo de oferta e demanda agregada, inflação e desemprego. A função demanda agregada. As funções de oferta agregada de curto e longo prazo. Efeitos da política monetária e fiscal no curto e longo prazo. Choques de oferta. Inflação e Emprego. Determinação do Nível de Preços. Introdução às Teorias da Inflação. A curva de Phillips. A Rigidez dos reajustes de preços e salários. A teoria da inflação inercial e a análise da experiência brasileira recente no combate à inflação. AULA 03: Macroeconomia keynesiana. Hipóteses básicas da macroeconomia keynesiana. As funções consumo e poupança. Determinação da renda de equilíbrio. O multiplicador keynesiano. Os determinantes do investimento. A economia intertemporal. O consumo e o investimento num modelo de escolha intertemporal. A restrição orçamentária intertemporal das famílias. A restrição orçamentária intertemporal do governo e a equivalência ricardiana. A restrição orçamentária intertemporal de uma nação e o endividamento externo. AULA 04: O modelo IS-LM. O Equilíbrio no Mercado de Bens. A demanda por Moeda e o Equilíbrio no Mercado Monetário. O equilíbrio no modelo IS/LM. Políticas econômicas no Modelo IS/LM. Expectativas no modelo IS/LM. O Modelo IS/LM numa economia aberta. Política monetária e fiscal CURSO ON-LINE - ECONOMIA E FINANÇAS PÚBLICAS P/ RECEITA FEDERAL PROFESSORES: MARLOS VARGAS E SÉRGIO MENDES 6 www.pontodosconcursos.com.br numa economia aberta. Política Cambial no Plano Real. Crescimento de longo prazo: o modelo de Solow. O papel da poupança, do crescimento populacional e das inovações tecnológicas sobre o crescimento. “A regra de ouro”. AULA 05: Classificação das Receita e Despesas Públicas segundo a finalidade, natureza e agente. Hipóteses teóricas do crescimento das despesas públicas. O financiamento dos gastos públicos – tributação e equidade. Incidência tributária. Princípios teóricos da tributação. Tipos de tributos: progressividade, regressividade e neutralidade. AULA 06: Finanças públicas no Brasil – experiências recentes entre 1970/2007. Papel do Setor Público no financiamento do setor produtivo. Reforma do Estado (Reforma Administrativa e Reforma Previdenciária). Reforma fiscal. Liberalismo fiscal e privatização. Federalismo Fiscal. AULA 07: Orçamento público e os parâmetros da política fiscal. Ciclo orçamentário. AULA 08: Orçamento e gestão das organizações do setor público; características básicas de sistemas orçamentários modernos: estrutura programática, econômica e organizacional para alocação de recursos (classificações orçamentárias); mensuração de desempenho e controle orçamentário. AULA 09: Elaboração, Gestão e Avaliação Anual do PPA. Decreto n. 6.601/2008 - Gestão do Plano Plurianual 2008-2011 e de seus programas. (revogou o Decreto n. 5.233/04, previsto no primeiro edital, que estabeleceu normas para a gestão do Plano Plurianual 2004-2007 e de seus programas. A ESAF já cobrou o novo Decreto no concurso para APO do Estado de São Paulo, logo irá retificar no concurso para AFRFB). Avaliação de Políticas Públicas e Programas Governamentais: referencial teórico, conceitos básicos e tipos de avaliação. Técnicas de avaliação e monitoramento da despesa pública. Avaliação de políticas públicas e seu relacionamento com processos, resultados e impactos. Avaliação de projetos de grande vulto e estudos de previabilidade de projetos de grande vulto no governo federal. Marlos Vargas Falaremos na aula zero (aula demonstrativa) sobre duas questões típicas de cobrança da ESAF que, certamente, estarão no próximo certame, com pequenas adaptações. 01- (ESAF-AFC-STN-2008) Considere os seguintes dados, em unidades monetárias, referentes a uma economia hipotética: CURSO ON-LINE - ECONOMIA E FINANÇAS PÚBLICAS P/ RECEITA FEDERAL PROFESSORES: MARLOS VARGAS E SÉRGIO MENDES 7 www.pontodosconcursos.com.br Consumo do Governo: 200 Transferências realizadas pelo Governo: 100 Subsídios: 20 Impostos Diretos: 300 Impostos indiretos: 400 Outras receitas correntes do governo: 120 Exportações de bens e serviços: 100 Importações de bens e serviços: 200 Renda Líquida Enviada ao Exterior: 100 Variação de Estoques: 100 Poupança Bruta do Setor Privado: 200 Com base nessas informações e considerando as identidades macroeconômicas básicas, é correto afirmar que a formação bruta de capital fixo é igual a: a) 950 b) 900 c) 700 d) 750 e) 800 Comentários: Considerando as identidades macroeconômicas básicas requer o conhecimento da identidade poupança (S) investimento (I) bem como da poupança externa (Se). A inovação dessa questão é o aparecimento de uma das contas nacionais que não era mais requisitada: a conta corrente das administrações públicas, a saber: Conta corrente das Administrações Públicas Débito Crédito Consumo final das APUs Subsídios Transferências de assistência e previdência Juros da dívida pública interna Poupança em conta corrente Tributos indiretos Tributos diretos Outras receitas correntes líquidas Acumulação Bruta lnterna Financiamento da Acumulação Bruta Interna Calculemos, portanto, a poupança do governo ou saldo em conta corrente do governo (Sg) que nada mais é do que o somatório de toda a arrecadação do setor público (basicamente, impostos, taxas e contribuições) deduzidos todos os gastos correntes e de capital realizados pelo governo. Débito Crédito CURSO ON-LINE - ECONOMIA E FINANÇAS PÚBLICAS P/ RECEITA FEDERAL PROFESSORES: MARLOS VARGAS E SÉRGIO MENDES 8 www.pontodosconcursos.com.br Consumo final das APUs =200 Subsídios =20 Transferências de assistência e previdência =100 Juros da dívida pública interna =0 Poupançaem conta corrente = 500 Tributos indiretos = 400 Tributos diretos = 300 Outras receitas correntes líquidas =120 Acumulação Bruta lnterna Financiamento da Acumulação Bruta Interna Dessa forma, vem: Sg = 300 + 400 + 120 – 200 -100 - 20 = 500 Representamos a seguir as citadas identidades: Identidade investimento = poupança FBCF + VE = Sp + Sg + Se FBCF + 100 = 200 + 500 + Se (1) Poupança externa Se = M – X + RLEE Se = 200 – 100 + 100 Se = 200 Retornando à identidade (1), substituindo Se = 200, vem: FBCF + 100 = 200 + 500 + 200 FBCF = 900 – 100 FBCF = 800 Gabarito: E 02-(ESAF-MPOG-EPPGG-2009) Considere os seguintes coeficientes de comportamento monetário: M1 = meios de pagamentos c = (papel-moeda em poder do público/M1) d = (depósitos a vista nos bancos comerciais/M1) R = (encaixes totais dos bancos comerciais/depósitos a vista nos bancos comerciais) Considerando que c = d/3 e R = 0,3, o valor do multiplicador da base monetária será de, aproximadamente, a) 2,105 b) 3,103 c) 1,290 d) 1,600 e) 2,990 CURSO ON-LINE - ECONOMIA E FINANÇAS PÚBLICAS P/ RECEITA FEDERAL PROFESSORES: MARLOS VARGAS E SÉRGIO MENDES 9 www.pontodosconcursos.com.br Comentários: O multiplicador monetário é dado pela fórmula já conhecida: m = 1/ 1 – d( 1 –r) Já sabemos que c + d = 1, pois: PMP/M1 + DV/M1 = 1 PMP + DV/M1 = M1/M1 = 1 Como sabemos que r = 0,3 e c=d/3, vem que: d = 3c e como c + d = 1, vem: d = 3(1 – d) d = 3 – 3d 4d =3 d = 0,75, isto é, 75% dos meios de pagamentos (M1) estão na forma de depósitos à vista nos bancos comerciais ao passo que 25% dos meios de pagamentos (M1) estão na forma de papel moeda em poder do público. Agora, basta retornar à fórmula e achar o resultado do multiplicador monetário: m = 1/ 1 – 0,75(1-0,3) m= 1/1- 0,75.0,7 m= 1/1 – 0,525 m= 1/0,475 m= 2,105 Gabarito: A Sérgio Mendes Também apresentarei duas questões sobre o conteúdo das três últimas aulas do nosso curso: 1) (ESAF – APO/SP - 2009) A realidade que surge da atuação do Estado moderno exige a adoção de novos enfoques de avaliação orçamentária do setor público. A avaliação também é instrumento de promoção do aperfeiçoamento dos processos relacionados à gestão de recursos humanos, financeiros e materiais utilizados na execução dos programas. Uma das opções abaixo é incorreta. Identifique-a. a) O teste da eficiência, na avaliação das ações governamentais, busca considerar os resultados obtidos em face dos recursos disponíveis. b) Efetividade é a medida do grau de atingimento dos objetivos que orientaram a constituição de um determinado programa, expressa pela sua contribuição à variação alcançada dos indicadores estabelecidos pelo Plano. c) Eficácia é a medida do grau de atingimento das metas fixadas para um determinado projeto, atividade ou programa em relação ao previsto. CURSO ON-LINE - ECONOMIA E FINANÇAS PÚBLICAS P/ RECEITA FEDERAL PROFESSORES: MARLOS VARGAS E SÉRGIO MENDES 10 www.pontodosconcursos.com.br d) A incorporação de custos, estimativos (no orçamento) e efetivos (na execução), auxilia as avaliações da eficácia. e) Eficiência é a medida da relação entre os recursos efetivamente utilizados para a realização de uma meta para um projeto, atividade ou programa, frente a padrões estabelecidos. Esta questão é interessante porque contempla vários pontos do edital que são relacionados à avaliação. O ciclo orçamentário corresponde ao período de tempo em que se processam as atividades típicas do orçamento público, desde sua concepção até a apreciação final. É um processo contínuo, dinâmico e flexível, por meio do qual se elabora/planeja, aprova, executa e controla/avalia a programação de dispêndios do setor público nos aspectos físico e financeiro. No nosso país identificam-se, basicamente, quatro etapas no ciclo ou processo orçamentário: • Elaboração/Planejamento da proposta orçamentária; • Discussão/aprovação da Lei de Orçamento; • Execução Orçamentária e Financeira; e • Avaliação/Controle. A avaliação orçamentária é a parte do controle orçamentário que analisa a eficácia e eficiência dos cursos de ação cumpridos, e proporciona elementos de juízo aos responsáveis da gestão administrativa para adotar as medidas tendentes à consecução de seus objetivos e à otimização do uso dos recursos colocados à sua disposição, o que contribui para realimentar o processo de administração orçamentária. Esta definição traz dois critérios de análise, o de eficiência e o de eficácia. Iremos citar a opinião de autores que discorrem sobre o assunto, porque a questão trata literalmente da opinião deles. • ANÁLISE DA EFICIÊNCIA: Segundo Naimar M. Ramos, o teste da eficiência na avaliação das ações governamentais busca considerar os resultados em face dos recursos disponíveis. Busca- se representar as realizações em índices e indicadores, para possibilitar a comparação com parâmetros técnicos de desempenho e com padrões já alcançados anteriormente. Tais medidas demonstram a maior ou menor capacidade de consumir CURSO ON-LINE - ECONOMIA E FINANÇAS PÚBLICAS P/ RECEITA FEDERAL PROFESSORES: MARLOS VARGAS E SÉRGIO MENDES 11 www.pontodosconcursos.com.br recursos escassos, disponíveis para a realização de uma tarefa determinada. Ou, em outras palavras, indicam a justeza e propriedade com que a forma de elaboração de determinado produto final foi selecionada, de modo a que se minimize o seu custo respectivo. • ANÁLISE DA EFICÁCIA: A avaliação da eficácia procura considerar o grau em que os objetivos e as finalidades do progresso foram alcançados dentro da programação de realizações governamentais. Segundo Naimar M. Ramos, tal tipo de mensuração teria um real aproveitamento no acompanhamento e avaliação de propostas orçamentárias formuladas e na alocação de recursos humanos, materiais e monetários, aos diversos programas e atividades em andamento, visando, especificamente, à consecução dos objetivos colocados pelo governo em cada programa ou atividade. Segundo Giacomoni, tanto a análise da eficácia como da eficiência são possibilitadas pelas formas modernas de estruturação dos orçamentos. A classificação por programas, projetos e atividades e a explicitação das metas físicas orçamentárias viabilizam os testes de eficácia, enquanto a incorporação de custos estimativos (no orçamento) e efetivos (na execução), auxilia as avaliações da eficiência. A efetividade é a dimensão do desempenho que representa a relação entre os resultados alcançados (impactos observados) e os objetivos (impactos esperados) que motivaram a atuação institucional. É a medida do grau de atingimento dos objetivos que orientaram a constituição de um determinado programa, expressa pela sua contribuição à variação alcançada dos indicadores estabelecidos pelo Plano. Assim, se define como a capacidade de se transformar uma realidade a partir do objetivo estabelecido e sua continuidade ao longo do tempo. Vamos à nossa questão, respondendo por meio dos autores citados: a) Correta. O teste da eficiência na avaliação das ações governamentais busca considerar os resultados em face dos recursos disponíveis. b) Correta. A efetividade mede o grau de atingimento dos objetivos relacionado à variação alcançada dos indicadores, visualizando se o programa foi capaz ou não de transformar uma realidade. CURSO ON-LINE - ECONOMIA E FINANÇAS PÚBLICAS P/ RECEITA FEDERAL PROFESSORES: MARLOS VARGAS E SÉRGIO MENDES 12 www.pontodosconcursos.com.br c) Correta. A avaliação da eficácia procura considerar o grau em que os objetivos e as finalidades do progresso foram alcançados dentro da programação de realizações governamentais. Visa, especificamente, à consecução dos objetivos colocados pelo governo em cada programa ou atividade. d) É a incorreta. A classificação por programas, projetos e atividades e a explicitação das metas físicas orçamentáriasviabilizam os testes de eficácia, enquanto a incorporação de custos, estimativos (no orçamento) e efetivos (na execução), auxilia as avaliações da eficiência. e) Correta. Na análise da eficiência busca-se representar as realizações em índices e indicadores, para possibilitar comparação com parâmetros técnicos de desempenho e com padrões já alcançados anteriormente. Resposta: Letra D 2) (ESAF – EPPGG/MPOG – 2009) Acerca dos mecanismos e procedimentos adotados pelo sistema de planejamento e orçamento do Governo Federal, é incorreto afirmar que: a) a Lei de Diretrizes Orçamentárias, a quem compete nortear o Plano Plurianual, tem por princípio promover a integração entre as ações de planejamento e orçamento. b) dotado de um evidente caráter coordenador das ações governamentais, o Plano Plurianual subordina todas as iniciativas orçamentárias aos seus propósitos. c) uma estrutura orçamentária baseada em programas se caracteriza, entre outras, por facilitar a mensuração total dos custos necessários ao alcance de um dado objetivo. d) os programas podem ser classificados como finalísticos ou como de apoio às políticas públicas e áreas especiais. e) em matéria orçamentária, o programa é o elemento de integração entre o Plano Plurianual, os orçamentos anuais, a execução e o controle. Nossa questão é uma bem recente do concurso para EPPGG, realizado há algumas semanas. O examinador quer a alternativa incorreta: a) É a incorreta. A Lei de Diretrizes Orçamentárias tem por princípio promover a integração entre as ações de planejamento e orçamento. A LDO é o elo entre PPA e LOA, logo ao Plano Plurianual compete nortear a LDO. Cuidado: é uma troca comum nas provas. CURSO ON-LINE - ECONOMIA E FINANÇAS PÚBLICAS P/ RECEITA FEDERAL PROFESSORES: MARLOS VARGAS E SÉRGIO MENDES 13 www.pontodosconcursos.com.br b) Correta. A finalidade da Lei Orçamentária Anual é a concretização dos objetivos e metas estabelecidas no PPA, o qual subordina todas as iniciativas orçamentárias aos seus propósitos. c) Correta. A organização das ações do Governo sob a forma de programas visa proporcionar maior racionalidade e eficiência na administração pública e ampliar a visibilidade dos resultados e benefícios gerados para a sociedade, bem como facilitar a mensuração total dos custos necessários ao alcance de um dado objetivo e elevar a transparência na aplicação dos recursos públicos. d) Correta. Os programas podem ser classificados como finalísticos ou como de apoio às políticas públicas e áreas especiais. Os Programas Finalísticos são os quais resultam bens ou serviços ofertados diretamente à sociedade, cujos resultados sejam passíveis de mensuração; já os Programas de Apoio às Políticas Públicas e Áreas Especiais são programas voltados aos serviços típicos de Estado, ao planejamento, à formulação de políticas setoriais, à coordenação, à avaliação ou ao controle dos programas finalísticos, resultando em bens ou serviços ofertados ao próprio Estado, podendo ser composto inclusive por despesas de natureza tipicamente administrativas. e) Correta. O programa é o instrumento de organização da atuação governamental que articula um conjunto de ações que concorrem para a concretização de um objetivo comum preestabelecido, mensurado por indicadores instituídos no plano, visando à solução de um problema ou o atendimento de determinada necessidade ou demanda da sociedade. Os programas e ações do PPA serão observados nas leis de diretrizes orçamentárias, nas leis orçamentárias anuais e nas leis que os modifiquem. Assim, a organização das ações do Governo está sob a forma de programas, o qual é o elemento central do PPA, integrando o Plano Plurianual aos orçamentos anuais, à execução e ao controle. Resposta: Letra A Boa sorte e bons estudos! Sucesso nessa empreitada! Contem conosco! Marlos Vargas Ferreira Sérgio Mendes