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CURSO ON-LINE - ECONOMIA E FINANÇAS PÚBLICAS 
P/ RECEITA FEDERAL 
PROFESSORES: MARLOS VARGAS E SÉRGIO MENDES 
 
 
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AULA DEMONSTRATIVA DO CURSO DE QUESTÕES 
COMENTADAS DE ECONOMIA E FINANÇAS PÚBLICAS PARA A 
RECEITA FEDERAL 
 
PROF. MARLOS VARGAS FERREIRA 
PROF. SÉRGIO MENDES 
 
Olá, amigos do Ponto! 
Marlos Vargas Ferreira 
Para quem não me conhece, cursei Economia na UFJF – Universidade 
Federal de Juiz de Fora - na segunda metade dos anos 90 e depois 
continuei os estudos na UFF – Universidade Federal Fluminense – com a 
conclusão do Mestrado em Economia Monetária em 2000. 
 
Em 1999, ainda no mestrado, ingressei na CEF – Caixa Econômica 
Federal – como técnico bancário superior através de concurso realizado 
pelo CESPE/UNB e permaneci lá até 2001, tendo sido selecionado 
internamente em 2000 para o cargo de Instrutor Gerencial da 
instituição. 
 
Em 2001 realizei mais dois concursos quase que simultaneamente para 
o cargo de Economista do IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e 
Estatística – concurso realizado pelo NCE/UFRJ - e da Petrobrás – 
concurso realizado pelo CESPE/UNB. 
 
Tomei posse no IBGE no Departamento de Contas Nacionais - que 
trabalha com o Sistema de Contas Nacionais do Brasil – tendo sido 
alocado na conta APU (Administração Pública), responsável pela 
elaboração do estudo das contas públicas. Permaneci lá até a 
convocação da Petrobrás que ocorreu no fim de 2002. 
 
Trabalhei como Economista na PETROBRAS na área de Gás Natural e no 
CENPES/Petrobrás na Gerência de Avaliação e Monitoramento Ambiental 
– AMA até dezembro de 2003 em razão de novo concurso público agora 
para Auditor Fiscal da Receita Federal – área PAT – Política e 
Administração Tributária, meu cargo atual. 
 
Realizei a etapa de Curso de Formação em Brasília e em maio de 2004 
assumi na Delegacia da Receita Federal em Poços de Caldas-MG. 
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Em maio de 2006, fui selecionado para ministrar o Curso de Política 
Tributária – PTRI – para os novos colegas da Receita Federal, motivação 
do meu ingresso no grupo de instrutores da ESAF. 
 
Com a minha remoção de ofício para a Secretaria da Receita Federal em 
Brasília em julho de 2006, após 2 anos de Receita Federal, tive o prazer 
de conhecer e conviver com o Vicente Paulo, que dispensa 
apresentação. 
 
Em agosto de 2008, fui removido para a Receita Federal em Belo 
Horizonte-MG, para continuar exercendo minhas funções e atribuições 
como Auditor Fiscal da Receita Federal do Brasil. 
 
Após longo período de anseios e expectativas, eis que surge o edital da 
Receita Federal do Brasil para o concurso de Auditor Fiscal com algumas 
novidades e inovações, mas nada que nos impeça de auxiliarmos nessa 
batalha final rumo à aprovação em uma das milhares de vagas no 
serviço público federal disponibilizadas nesse ano de 2009. 
 
No que tange às disciplinas que iremos oferecer, a Economia manteve 
os tópicos já cobrados nos últimos concursos e trouxe de volta os 
assuntos Modelo de Solow: modelo de crescimento exógeno e o tópico 
produto nominal x produto real – números índices. Dessa forma, o livro 
de minha autoria Economia para Concursos – 2a edição, publicado pela 
Editora Campus “varre” literalmente todos os tópicos do edital de 
Economia! 
 
Aqui nosso objetivo será ministrar um curso de questões comentadas 
nessa etapa final. Serão questões fundamentalmente da ESAF de 
concursos dos anos de 2006, 2007, 2008 e 2009, como MPOG-EPPGG-
2009, MPOG-APO-2008, ENAP-2006, STN-2008, questões reproduzidas 
de treinamentos avançados que realizei nos diversos cursinhos 
preparatórios aqui em Belo Horizonte-MG bem como questões 
misturadas, uma verdadeira “salada” mesmo, de várias bancas de forma 
a dar a “cara”, o “jeito”, o “estilo” ESAF de realizar provas. O que 
pretendo com tal estratégia é demonstrar ao nosso fiel público que, 
embora não tenhamos um histórico extenso de cobrança da ESAF sobre 
tais matérias, o estudo de questões selecionadas de outras bancas 
examinadoras serve como importante instrumento na luta por uma vaga 
na instituição Receita Federal do Brasil. 
 
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No que concerne à disciplina Finanças Públicas, aproveito a 
oportunidade para informar a verdadeira inovação na matéria ao 
agregar nos tópicos 6 a 11 do programa quesitos da disciplina 
Administração Financeira e Orçamentária. Dessa forma, as questões de 
Finanças Públicas serão ministradas pelo professor Marlos Vargas (os 
tópicos 1 a 5 e 12 a 16) e pelo professor Sérgio Mendes (tópicos 6 a 
11). 
 
O Curso de questões comentadas de Economia e Finanças 
Públicas foi objetivamente elaborado para aqueles que pretendem 
ingressar na carreira da Receita Federal do Brasil, seguindo, portanto, 
rigorosamente os tópicos cobrados no edital AFRFB-2009. 
 
 
Olá amigos! Como é bom estar aqui! 
Sérgio Mendes 
 
É com enorme satisfação que estarei junto com o Marlos neste curso 
para os futuros Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil. A cada 
curso que ministro me sinto mais motivado a transmitir conhecimentos 
a alunos das mais diversas regiões deste país! Sei que muitas vezes as 
aulas virtuais são as únicas formas de acesso ao ensino de excelência 
que o aluno dispõe. Outros optam por este tão efetivo método de ensino 
porque conhecem a capacidade do material elaborado pelo Ponto. 
Porém, mais importante ainda que um professor motivado são 
estudantes motivados! O aluno é sempre o centro do processo e é ele 
capaz de fazer diferença. A razão de ser da existência do professor é o 
aluno. 
 
Meu nome é Antônio Sérgio Mendes Júnior. Para que me conheçam 
melhor, minha experiência em concursos começou quando eu tinha 17 
anos. Fui 12° lugar no concurso público nacional para ingresso na Escola 
Preparatória de Cadetes do Exército. Cursei, a seguir, a Academia Militar 
das Agulhas Negras, concluindo meu curso de Ciências Militares em 4° 
lugar, com ênfase em Intendência (Logística e Administração Militar). 
Lá tive meus primeiros contatos com administração pública, orçamento 
e execução financeira. Como Oficial do Exército, desempenhei, entrei 
outras diversas funções tipicamente militares, as funções de Pregoeiro e 
de Membro da Comissão Permanente de Licitações e Contratos, nas 
quais tive contato constante com a ponta da linha do gasto público, que 
é a Execução Financeira. 
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Sou pós-graduando em Orçamento Público pelo Instituto Serzedello 
Corrêa do Tribunal de Contas da União (ISC/TCU). Tive também a 
oportunidade de aprofundar os conhecimentos no curso de 
Planejamento e Orçamento da Escola Nacional de Administração Pública 
(ENAP). 
 
Hoje estou realmente realizado como Analista de Planejamento e 
Orçamento (APO) do Ministério do Planejamento, Orçamento e 
Gestão. Estou lotado na Secretaria de Orçamento Federal (SOF), 
onde convivo diariamente com esse assunto fascinante que é o 
Orçamento, chave da nossa matéria Administração Financeira e 
Orçamentária (AFO), que compõe desta vez o conteúdo de finanças 
públicas. 
 
Costumava dizer no início de minhas aulas para outros concursos que 
“se você está estudando para a Receita Federal ou qualquer outro 
concurso, adquira boa base nessas matérias e estude paralelamente 
Administração Financeira e Orçamentária, pois caso decida fazer outra 
prova, terá grande possibilidade de êxito.” E na verdade agora até para 
ser Auditor Fiscal da Receita Federal tem que saber AFO! 
 
Mas por que eu já dizia isso? AFO vem sendo fator de desequilíbrio. As 
bancas estão dando muita importância a nossa matéria. A ESAF vem 
cobrando sistematicamente em seuseditais. O CESPE, no concurso para 
agente da Polícia Federal de 2004, cobrou apenas 3 questões de nível 
considerado fácil. Por isso, e como o edital de AFO para Agente da 
PF/2009 foi idêntico, muita gente bem preparada nem estudou. E se 
surpreendeu com as oito questões da prova, de ótimo nível. Você 
consegue se imaginar entrando numa prova com 8 pontos a menos? 
Fora o impacto psicológico. 
 
E mesmo que a prova traga uma ou duas questões, hoje em dia não 
podemos nos dar o luxo de negligenciar. Saiu recentemente o resultado 
dos 383 aprovados para a fase discursiva do concurso para 
EPPGG/MPOG, a cargo da ESAF. Se o último aprovado tivesse acertado 
mais duas questões, teria ganhado em torno de 150 posições. Imagine 
atrás, quantos não obtiveram êxito por uma ou duas questões. 
 
Nosso curso será de resolução de exercícios, abrangendo a matéria de 
AFO do recém lançado edital de 2009 para AFRFB. Estaremos juntos nas 
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aulas 7, 8 e 9. Ao final de cada uma dessas aulas haverá uma lista das 
questões comentadas, caso o aluno opte por tentar resolvê-las antes de 
ler os comentários. Haverá ainda um resumo, o que eu chamarei de 
“Memento do Concurseiro”. “Importei” o termo das atividades militares, 
pois lá o memento é um pequeno lembrete aos comandantes ou 
instrutores dos principais pontos de um determinado assunto, por 
exemplo, um tipo de manobra militar. Aqui terá função semelhante, o 
memento será um lembrete ao estudante dos principais pontos 
da aula. Reforço que nossa preparação será para colocar o aluno em 
condições de deslanchar na parte de AFO deste concurso que se 
aproxima. 
 
Esta é a programação do nosso curso: 
 
 
AULA 01: Conceitos Macroeconômicos Básicos. Identidades 
Macroeconômicas fundamentais. Formas de mensuração do Produto e da 
Renda Nacional. O produto nominal x o produto real. Números índices. O 
Sistema de contas nacionais. Contas nacionais no Brasil. Noções sobre o 
balanço de pagamentos. Macroeconomia aberta. Estrutura do balanço de 
pagamentos. Regimes Cambiais.Crises Cambiais. 
AULA 02: As contas do sistema financeiro e o multiplicador bancário. 
Modelo de oferta e demanda agregada, inflação e desemprego. A função 
demanda agregada. As funções de oferta agregada de curto e longo prazo. 
Efeitos da política monetária e fiscal no curto e longo prazo. Choques de 
oferta. Inflação e Emprego. Determinação do Nível de Preços. Introdução 
às Teorias da Inflação. A curva de Phillips. A Rigidez dos reajustes de 
preços e salários. A teoria da inflação inercial e a análise da experiência 
brasileira recente no combate à inflação. 
AULA 03: Macroeconomia keynesiana. Hipóteses básicas da 
macroeconomia keynesiana. As funções consumo e poupança. 
Determinação da renda de equilíbrio. O multiplicador keynesiano. Os 
determinantes do investimento. A economia intertemporal. O consumo e o 
investimento num modelo de escolha intertemporal. A restrição 
orçamentária intertemporal das famílias. A restrição orçamentária 
intertemporal do governo e a equivalência ricardiana. A restrição 
orçamentária intertemporal de uma nação e o endividamento externo. 
AULA 04: O modelo IS-LM. O Equilíbrio no Mercado de Bens. A demanda 
por Moeda e o Equilíbrio no Mercado Monetário. O equilíbrio no modelo 
IS/LM. Políticas econômicas no Modelo IS/LM. Expectativas no modelo 
IS/LM. O Modelo IS/LM numa economia aberta. Política monetária e fiscal 
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numa economia aberta. Política Cambial no Plano Real. Crescimento de 
longo prazo: o modelo de Solow. O papel da poupança, do crescimento 
populacional e das inovações tecnológicas sobre o crescimento. “A regra 
de ouro”. 
AULA 05: Classificação das Receita e Despesas Públicas segundo a 
finalidade, natureza e agente. Hipóteses teóricas do crescimento das 
despesas públicas. O financiamento dos gastos públicos – tributação e 
equidade. Incidência tributária. Princípios teóricos da tributação. Tipos de 
tributos: progressividade, regressividade e neutralidade. 
AULA 06: Finanças públicas no Brasil – experiências recentes entre 
1970/2007. Papel do Setor Público no financiamento do setor produtivo. 
Reforma do Estado (Reforma Administrativa e Reforma Previdenciária). 
Reforma fiscal. Liberalismo fiscal e privatização. Federalismo Fiscal. 
AULA 07: Orçamento público e os parâmetros da política fiscal. Ciclo 
orçamentário. 
AULA 08: Orçamento e gestão das organizações do setor público; 
características básicas de sistemas orçamentários modernos: estrutura 
programática, econômica e organizacional para alocação de recursos 
(classificações orçamentárias); mensuração de desempenho e controle 
orçamentário. 
AULA 09: Elaboração, Gestão e Avaliação Anual do PPA. Decreto n. 
6.601/2008 - Gestão do Plano Plurianual 2008-2011 e de seus programas. 
(revogou o Decreto n. 5.233/04, previsto no primeiro edital, que 
estabeleceu normas para a gestão do Plano Plurianual 2004-2007 e de 
seus programas. A ESAF já cobrou o novo Decreto no concurso para APO 
do Estado de São Paulo, logo irá retificar no concurso para AFRFB). 
Avaliação de Políticas Públicas e Programas Governamentais: referencial 
teórico, conceitos básicos e tipos de avaliação. Técnicas de avaliação e 
monitoramento da despesa pública. Avaliação de políticas públicas e seu 
relacionamento com processos, resultados e impactos. Avaliação de 
projetos de grande vulto e estudos de previabilidade de projetos de 
grande vulto no governo federal. 
 
Marlos Vargas 
 
Falaremos na aula zero (aula demonstrativa) sobre duas questões 
típicas de cobrança da ESAF que, certamente, estarão no próximo 
certame, com pequenas adaptações. 
 
01- (ESAF-AFC-STN-2008) Considere os seguintes dados, em 
unidades monetárias, referentes a uma economia hipotética: 
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Consumo do Governo: 200 
Transferências realizadas pelo Governo: 100 
Subsídios: 20 
Impostos Diretos: 300 
Impostos indiretos: 400 
Outras receitas correntes do governo: 120 
Exportações de bens e serviços: 100 
Importações de bens e serviços: 200 
Renda Líquida Enviada ao Exterior: 100 
Variação de Estoques: 100 
Poupança Bruta do Setor Privado: 200 
Com base nessas informações e considerando as identidades 
macroeconômicas básicas, é correto afirmar que a formação bruta de 
capital fixo é igual a: 
a) 950 
b) 900 
c) 700 
d) 750 
e) 800 
Comentários: 
Considerando as identidades macroeconômicas básicas requer o 
conhecimento da identidade poupança (S) investimento (I) bem como 
da poupança externa (Se). A inovação dessa questão é o aparecimento 
de uma das contas nacionais que não era mais requisitada: a conta 
corrente das administrações públicas, a saber: 
Conta corrente das Administrações Públicas 
Débito Crédito 
Consumo final das APUs 
Subsídios 
Transferências de assistência e 
previdência 
Juros da dívida pública interna 
Poupança em conta corrente 
Tributos indiretos 
Tributos diretos 
Outras receitas correntes líquidas 
 
 Acumulação Bruta lnterna Financiamento da Acumulação 
Bruta Interna 
Calculemos, portanto, a poupança do governo ou saldo em conta 
corrente do governo (Sg) que nada mais é do que o somatório de toda a 
arrecadação do setor público (basicamente, impostos, taxas e 
contribuições) deduzidos todos os gastos correntes e de capital 
realizados pelo governo. 
Débito Crédito 
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Consumo final das APUs =200 
Subsídios =20 
Transferências de assistência e 
previdência =100 
Juros da dívida pública interna =0 
Poupançaem conta corrente = 
500 
Tributos indiretos = 400 
Tributos diretos = 300 
Outras receitas correntes líquidas 
=120 
 
 Acumulação Bruta lnterna Financiamento da Acumulação 
Bruta Interna 
Dessa forma, vem: Sg = 300 + 400 + 120 – 200 -100 - 20 = 500 
Representamos a seguir as citadas identidades: 
Identidade investimento = poupança 
FBCF + VE = Sp + Sg + Se 
FBCF + 100 = 200 + 500 + Se (1) 
Poupança externa 
Se = M – X + RLEE 
Se = 200 – 100 + 100 
Se = 200 
Retornando à identidade (1), substituindo Se = 200, vem: 
FBCF + 100 = 200 + 500 + 200 
FBCF = 900 – 100 
FBCF = 800 
Gabarito: E 
 
 
 
 
02-(ESAF-MPOG-EPPGG-2009) Considere os seguintes coeficientes 
de comportamento monetário: 
M1 = meios de pagamentos 
c = (papel-moeda em poder do público/M1) 
d = (depósitos a vista nos bancos comerciais/M1) 
R = (encaixes totais dos bancos comerciais/depósitos a 
vista nos bancos comerciais) 
Considerando que c = d/3 e R = 0,3, o valor do multiplicador da base 
monetária será de, aproximadamente, 
a) 2,105 
b) 3,103 
c) 1,290 
d) 1,600 
e) 2,990 
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Comentários: 
O multiplicador monetário é dado pela fórmula já conhecida: 
m = 1/ 1 – d( 1 –r) 
Já sabemos que c + d = 1, pois: 
PMP/M1 + DV/M1 = 1 
PMP + DV/M1 = M1/M1 = 1 
Como sabemos que r = 0,3 e c=d/3, vem que: 
d = 3c e como c + d = 1, vem: 
d = 3(1 – d) 
d = 3 – 3d 
4d =3 
d = 0,75, isto é, 75% dos meios de pagamentos (M1) estão na forma de 
depósitos à vista nos bancos comerciais ao passo que 25% dos meios de 
pagamentos (M1) estão na forma de papel moeda em poder do público. 
Agora, basta retornar à fórmula e achar o resultado do multiplicador 
monetário: 
m = 1/ 1 – 0,75(1-0,3) 
m= 1/1- 0,75.0,7 
m= 1/1 – 0,525 
m= 1/0,475 
m= 2,105 
Gabarito: A 
 
Sérgio Mendes 
Também apresentarei duas questões sobre o conteúdo das três últimas 
aulas do nosso curso: 
 
1) (ESAF – APO/SP - 2009) A realidade que surge da atuação do Estado 
moderno exige a adoção de novos enfoques de avaliação orçamentária 
do setor público. A avaliação também é instrumento de promoção do 
aperfeiçoamento dos processos relacionados à gestão de recursos 
humanos, financeiros e materiais utilizados na execução dos programas. 
Uma das opções abaixo é incorreta. Identifique-a. 
a) O teste da eficiência, na avaliação das ações governamentais, busca 
considerar os resultados obtidos em face dos recursos disponíveis. 
b) Efetividade é a medida do grau de atingimento dos objetivos que 
orientaram a constituição de um determinado programa, expressa pela 
sua contribuição à variação alcançada dos indicadores estabelecidos pelo 
Plano. 
c) Eficácia é a medida do grau de atingimento das metas fixadas para 
um determinado projeto, atividade ou programa em relação ao previsto. 
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d) A incorporação de custos, estimativos (no orçamento) e efetivos (na 
execução), auxilia as avaliações da eficácia. 
e) Eficiência é a medida da relação entre os recursos efetivamente 
utilizados para a realização de uma meta para um projeto, atividade ou 
programa, frente a padrões estabelecidos. 
 
Esta questão é interessante porque contempla vários pontos do edital 
que são relacionados à avaliação. 
 
O ciclo orçamentário corresponde ao período de tempo em que se 
processam as atividades típicas do orçamento público, desde sua 
concepção até a apreciação final. 
É um processo contínuo, dinâmico e flexível, por meio do qual se 
elabora/planeja, aprova, executa e controla/avalia a programação de 
dispêndios do setor público nos aspectos físico e financeiro. 
 
No nosso país identificam-se, basicamente, quatro etapas no ciclo ou 
processo orçamentário: 
• Elaboração/Planejamento da proposta orçamentária; 
• Discussão/aprovação da Lei de Orçamento; 
• Execução Orçamentária e Financeira; e 
• Avaliação/Controle. 
 
A avaliação orçamentária é a parte do controle orçamentário que analisa 
a eficácia e eficiência dos cursos de ação cumpridos, e proporciona 
elementos de juízo aos responsáveis da gestão administrativa para 
adotar as medidas tendentes à consecução de seus objetivos e à 
otimização do uso dos recursos colocados à sua disposição, o que 
contribui para realimentar o processo de administração orçamentária. 
Esta definição traz dois critérios de análise, o de eficiência e o de 
eficácia. 
Iremos citar a opinião de autores que discorrem sobre o assunto, 
porque a questão trata literalmente da opinião deles. 
 
• ANÁLISE DA EFICIÊNCIA: Segundo Naimar M. Ramos, o teste 
da eficiência na avaliação das ações governamentais busca 
considerar os resultados em face dos recursos disponíveis. Busca-
se representar as realizações em índices e indicadores, para 
possibilitar a comparação com parâmetros técnicos de 
desempenho e com padrões já alcançados anteriormente. Tais 
medidas demonstram a maior ou menor capacidade de consumir 
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recursos escassos, disponíveis para a realização de uma tarefa 
determinada. Ou, em outras palavras, indicam a justeza e 
propriedade com que a forma de elaboração de determinado 
produto final foi selecionada, de modo a que se minimize o seu 
custo respectivo. 
 
• ANÁLISE DA EFICÁCIA: A avaliação da eficácia procura 
considerar o grau em que os objetivos e as finalidades do 
progresso foram alcançados dentro da programação de realizações 
governamentais. Segundo Naimar M. Ramos, tal tipo de 
mensuração teria um real aproveitamento no acompanhamento e 
avaliação de propostas orçamentárias formuladas e na alocação de 
recursos humanos, materiais e monetários, aos diversos 
programas e atividades em andamento, visando, especificamente, 
à consecução dos objetivos colocados pelo governo em cada 
programa ou atividade. 
 
Segundo Giacomoni, tanto a análise da eficácia como da eficiência são 
possibilitadas pelas formas modernas de estruturação dos orçamentos. 
A classificação por programas, projetos e atividades e a explicitação das 
metas físicas orçamentárias viabilizam os testes de eficácia, enquanto a 
incorporação de custos estimativos (no orçamento) e efetivos (na 
execução), auxilia as avaliações da eficiência. 
 
A efetividade é a dimensão do desempenho que representa a relação 
entre os resultados alcançados (impactos observados) e os objetivos 
(impactos esperados) que motivaram a atuação institucional. É a 
medida do grau de atingimento dos objetivos que orientaram a 
constituição de um determinado programa, expressa pela sua 
contribuição à variação alcançada dos indicadores estabelecidos pelo 
Plano. Assim, se define como a capacidade de se transformar uma 
realidade a partir do objetivo estabelecido e sua continuidade ao longo 
do tempo. 
 
Vamos à nossa questão, respondendo por meio dos autores 
citados: 
a) Correta. O teste da eficiência na avaliação das ações governamentais 
busca considerar os resultados em face dos recursos disponíveis. 
b) Correta. A efetividade mede o grau de atingimento dos objetivos 
relacionado à variação alcançada dos indicadores, visualizando se o 
programa foi capaz ou não de transformar uma realidade. 
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c) Correta. A avaliação da eficácia procura considerar o grau em que os 
objetivos e as finalidades do progresso foram alcançados dentro da 
programação de realizações governamentais. Visa, especificamente, à 
consecução dos objetivos colocados pelo governo em cada programa ou 
atividade. 
d) É a incorreta. A classificação por programas, projetos e atividades e a 
explicitação das metas físicas orçamentáriasviabilizam os testes de 
eficácia, enquanto a incorporação de custos, estimativos (no 
orçamento) e efetivos (na execução), auxilia as avaliações da 
eficiência. 
e) Correta. Na análise da eficiência busca-se representar as realizações 
em índices e indicadores, para possibilitar comparação com parâmetros 
técnicos de desempenho e com padrões já alcançados anteriormente. 
Resposta: Letra D 
 
 
2) (ESAF – EPPGG/MPOG – 2009) Acerca dos mecanismos e 
procedimentos adotados pelo sistema de planejamento e orçamento do 
Governo Federal, é incorreto afirmar que: 
a) a Lei de Diretrizes Orçamentárias, a quem compete nortear o Plano 
Plurianual, tem por princípio promover a integração entre as ações de 
planejamento e orçamento. 
b) dotado de um evidente caráter coordenador das ações 
governamentais, o Plano Plurianual subordina todas as iniciativas 
orçamentárias aos seus propósitos. 
c) uma estrutura orçamentária baseada em programas se caracteriza, 
entre outras, por facilitar a mensuração total dos custos necessários ao 
alcance de um dado objetivo. 
d) os programas podem ser classificados como finalísticos ou como de 
apoio às políticas públicas e áreas especiais. 
e) em matéria orçamentária, o programa é o elemento de integração 
entre o Plano Plurianual, os orçamentos anuais, a execução e o controle. 
 
Nossa questão é uma bem recente do concurso para EPPGG, realizado 
há algumas semanas. O examinador quer a alternativa incorreta: 
a) É a incorreta. A Lei de Diretrizes Orçamentárias tem por princípio 
promover a integração entre as ações de planejamento e orçamento. A 
LDO é o elo entre PPA e LOA, logo ao Plano Plurianual compete 
nortear a LDO. Cuidado: é uma troca comum nas provas. 
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b) Correta. A finalidade da Lei Orçamentária Anual é a concretização dos 
objetivos e metas estabelecidas no PPA, o qual subordina todas as 
iniciativas orçamentárias aos seus propósitos. 
c) Correta. A organização das ações do Governo sob a forma de 
programas visa proporcionar maior racionalidade e eficiência na 
administração pública e ampliar a visibilidade dos resultados e benefícios 
gerados para a sociedade, bem como facilitar a mensuração total dos 
custos necessários ao alcance de um dado objetivo e elevar a 
transparência na aplicação dos recursos públicos. 
d) Correta. Os programas podem ser classificados como finalísticos ou 
como de apoio às políticas públicas e áreas especiais. Os Programas 
Finalísticos são os quais resultam bens ou serviços ofertados 
diretamente à sociedade, cujos resultados sejam passíveis de 
mensuração; já os Programas de Apoio às Políticas Públicas e 
Áreas Especiais são programas voltados aos serviços típicos de 
Estado, ao planejamento, à formulação de políticas setoriais, à 
coordenação, à avaliação ou ao controle dos programas finalísticos, 
resultando em bens ou serviços ofertados ao próprio Estado, podendo 
ser composto inclusive por despesas de natureza tipicamente 
administrativas. 
e) Correta. O programa é o instrumento de organização da atuação 
governamental que articula um conjunto de ações que concorrem para a 
concretização de um objetivo comum preestabelecido, mensurado por 
indicadores instituídos no plano, visando à solução de um problema ou o 
atendimento de determinada necessidade ou demanda da sociedade. Os 
programas e ações do PPA serão observados nas leis de diretrizes 
orçamentárias, nas leis orçamentárias anuais e nas leis que os 
modifiquem. Assim, a organização das ações do Governo está sob a 
forma de programas, o qual é o elemento central do PPA, integrando o 
Plano Plurianual aos orçamentos anuais, à execução e ao controle. 
Resposta: Letra A 
 
 
 
 
 
 
Boa sorte e bons estudos! 
Sucesso nessa empreitada! 
Contem conosco! 
Marlos Vargas Ferreira 
Sérgio Mendes

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