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FILOSOFIA MORAL 
 
EXERCICIOS 
1. Aristóteles concebia a felicidade como o bem 
supremo, pois ela se trata de um bem perseguido em si 
e por si, sem nenhum outro fim complementar. É 
possível, segundo Aristóteles, obtê-la: 
 
Agindo conforme a excelência moral, que é uma dádiva divina. 
 
Buscando o prazer por meio da prudência, isto é, avaliando os 
desejos que devemos satisfazer ou não. 
 
Agindo conforme a excelência moral, que não é um estado, e sim 
uma prática que se aprende como qualquer outra arte. 
 
Agindo corretamente, de modo que a deliberação reflita a 
consistência da alma. 
 
Sendo um consigo mesmo, ou seja, elaborando uma noção de 
verdade a partir da consistência do discurso. 
Comentário 
Parabéns! A alternativa "C" está correta. 
 
 
De acordo com Aristóteles, a felicidade não é presente dos 
deuses nem da sorte: ela é produto da ação humana conforme a 
excelência. Já a excelência moral não constitui um estado, mas 
depende do hábito e, como qualquer outra arte, se delineia pela 
prática. 
2. Considerando o lugar que as posses e as riquezas 
ocupam no pensamento ético antigo, podemos dizer 
que: 
 
O acúmulo de dinheiro proveniente do comércio é, para 
Aristóteles, uma modalidade natural de aquisição de riqueza. 
 
A abundância é mais sabiamente apreciada, segundo Epicuro, 
por aqueles que menos dependem dela. 
 
Sêneca as classificava como um indiferente preferido, sendo tudo 
o que basta para se alcançar a felicidade. 
 
Epicuro as associava aos desejos naturais e necessários. 
 
Em relação ao dinheiro, a avareza é, para Aristóteles, o 
comportamento conforme o meio-termo. 
Comentário 
Parabéns! A alternativa "B" está correta. 
 
 
Segundo Epicuro, devemos nos habituar aos prazeres naturais e 
necessários para que consigamos nos contentar com pouco, 
caso não tenhamos muito, e possamos desfrutar melhor a 
abundância se a tivermos, pois a apreciam mais sabiamente os 
que menos dependem dela. 
1. Agostinho encontrou uma saída para o impasse entre 
um Deus sumamente bom, criador de todas as coisas, e 
a existência do mal e da corrupção no mundo. Para 
isso, ele definiu o mal como: 
 
Algo que existe em si, e isso não é contraditório com um Deus 
sumamente bom. 
 
Algo que existe em si, mas que não foi Deus quem criou. 
 
Privação do bem, de modo que as coisas se corrompem à 
medida que se afastam da participação em Deus. 
 
Privação da racionalidade, que é a qualidade que distingue os 
humanos. 
 
Privação das virtudes teológicas. 
Comentário 
Parabéns! A alternativa "C" está correta. 
 
 
Tendo conhecido – e professado – o maniqueísmo em sua 
juventude (crença que defende a existência personificada do bem 
e do mal em igualdade de poder), Agostinho preocupava-se em 
deixar claro que, na filosofia cristã, nada está fora de Deus. 
Desse modo, a compreensão do mal apenas pode se dar pela 
ausência de Deus, ou melhor, pela opção em não acolher a 
presença Dele. 
2. Sobre a definição de felicidade imperfeita de Tomás 
de Aquino, podemos dizer que: 
 
Trata-se de uma forma falsa de felicidade, pois a verdadeira só 
se realiza na vida eterna. 
 
As virtudes que a ela correspondem são a fé, a esperança e o 
amor. 
 
Envolve uma participação parcial em Deus. 
 
Em nada modifica o conceito de felicidade de Aristóteles. 
 
Se a atividade racional é a qualidade que distingue os homens, 
quem exerce a razão de maneira adequada é feliz. 
Comentário 
Parabéns! A alternativa "E" está correta. 
 
 
Seguindo sua herança aristotélica, Tomás de Aquino relacionava 
a felicidade com a plena realização da natureza. Assim, como o 
que marca a natureza do homem é sua racionalidade, quanto 
mais ele se aproxima da excelência dessa natureza, mais 
próximo fica da felicidade. 
 
 
1. A filosofia de Rousseau é conhecida pela ideia de 
que o homem nasce bom, mas a sociedade o 
corrompe. A principal causa dessa corrupção para o 
filósofo é 
 
Efeito dos desenvolvimentos tecnológicos decorrentes, uma vez 
que os seres humanos passam a cooperar a partir disso. 
 
O surgimento de forças religiosas que bloqueiam os caminhos da 
razão natural que existe dentro dos humanos e os submetem à 
sua autoridade. 
 
A transformação do amor de si em amor-próprio a partir do 
momento em que a vida dos homens se desenvolve de forma 
socializada com outros seres humanos. 
 
A presença de estruturas de educação na sociedade que 
promovem o desenvolvimento da razão e da compaixão pelo 
outro. 
 
A natureza antissocial do ser humano, que possui em si apenas 
um princípio de autopreservação. 
Comentário 
Parabéns! A alternativa "C" está correta. 
 
 
Para Rousseau, o amor de si é uma tendência do ser humano de 
cuidar da sua autopreservação. Em condições sociais nas quais 
os recursos naturais sejam limitados, passando a ser disputados, 
esse amor se transmuta em um amor-próprio no qual o cuidado 
consigo mesmo é experimentado de modo comparativo. 
2. No campo da ética, o pensamento de Kant propunha 
como problema esta questão: “o que devemos fazer?”. 
Seu objetivo era conseguir produzir uma resposta 
universalmente válida. Entre as opções abaixo, qual 
resposta indica o caminho escolhido pelo filósofo? 
 
Agir eticamente é concordar com os costumes de determinado 
momento e local. 
 
Os valores éticos são ideias universais que podem ser 
descobertos por meio do uso da razão a fim de que possamos 
guiar nossas vidas com seu auxílio. 
 
Não existe uma vida ética, pois todos os humanos seriam sempre 
submetidos a uma ordem causal que excluiria sua liberdade e, 
portanto, sua capacidade de se decidir sobre como agir. 
 
A vida ética é pautada por uma capacidade de os sujeitos serem 
flexíveis e disponíveis diante dos desafios do mundo. 
 
A ação ética não possui nenhum conteúdo em si e consiste na 
sua capacidade de se adequar a uma estrutura universalizável 
que evita qualquer inclinação particular. 
Comentário 
Parabéns! A alternativa "E" está correta. 
 
 
Para Kant, qualquer determinação positiva do conteúdo das 
ações éticas e morais implicaria uma delimitação por intermédio 
de inclinações internas ou externas ao sujeito, o que retiraria o 
caráter universal pretendido pelas ações éticas. 
 
1. A teoria de Lawrence Kohlberg sobre os estágios 
morais é dividida em seis estágios que evoluem em 
direção a uma autonomia da capacidade de os 
indivíduos tomarem decisões morais. Qual foi o objetivo 
do psicólogo ao estruturar sua ética dessa forma? 
 
Kohlberg procurou, com sua teoria dos estágios morais, restaurar 
uma ética das virtudes de natureza aristotélica. 
 
A preocupação de Kohlberg era conseguir elaborar um caminho 
de desenvolvimento moral que não dependesse de nenhum 
princípio prévio que guie os indivíduos. 
 
O pensamento de Kohlberg foi elaborado para superar o fato de 
que os seres humanos não teriam, segundo sua concepção, um 
livre-arbítrio. 
 
Kohlberg procurou elaborar essa estrutura para conseguir 
demonstrar que, somente com os princípios éticos adequados, 
podemos progredir moralmente. 
 
A preocupação de Kohlberg era demonstrar que o avanço moral 
não é possível sem a intervenção do acaso. 
Comentário 
Parabéns! A alternativa "B" está correta. 
 
 
O pensamento de Kohlberg procurou elaborar uma forma de 
pensar o desenvolvimento moral sem apelo a qualquer princípio 
para que o ensino moral não precisasse ser submetido a práticas 
de doutrinação de correntes éticas específicas. É por isso que ele 
procurou mapear um desenvolvimento moral natural dos 
indivíduos. 
2. Apesar de trabalhar com Kohlberg, Carol Gilligan não 
apenas leva adiante sua teoria das etapas do estágio 
moral, mas também a critica de um ponto de vista 
feminista. Qual a principal crítica elaborada por 
Gilligan? 
 
A principal crítica é que a teoria de Kohlberg privilegia um ponto 
de vista masculino, não compreendendo que pode haver outras 
direções de desenvolvimento moral. 
 
Gilligan critica Kohlberg pelo fato de o autor não elaborar uma 
progressãomoral que demonstre a necessidade de se refletir 
sobre seus princípios antes de os indivíduos se tornarem agentes 
morais. 
 
A divergência entre Gilligan e Kohlberg decorre de a pensadora 
assumir que não existe liberdade para os indivíduos tomarem 
suas decisões morais. 
 
Gilligan se diferencia de Kohlberg por assumir um ponto de vista 
kantiano que pensa que a ética se instaura a partir de uma noção 
de dever. 
 
Gilligan critica uma politização da esfera moral em Kohlberg. 
Comentário 
Parabéns! A alternativa "A" está correta. 
 
 
A crítica de Gilligan se fundamenta num privilégio histórico que a 
Psicologia deu aos homens na hora de investigar a natureza 
moral das pessoas. Isso acabou invisibilizando a possibilidade de 
haver outras formas de progresso moral direcionadas a 
problemas distintos.

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