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DECLARAÇÃO DE OBITO O documento que emitimos é a DECLARAÇÃO/ATESTADO DE ÓBITO, enquanto que a CERTIDÃO DE ÓBITO é um documento jurídico emitido pelo cartório de registro civil após o registro do óbito. São TRÊS VIAS, AUTOCOPIATIVAS (carbonadas), uma Branca, Amarela e Rosa. Uma fica no Hospital, outra na Secretaria de Saúde e outra pro Cartório. Dica: BAR dos Saudosos Corpos Humanos. Branca - Secretaria ; Amarela - Cartório ; Rosa - Hospital. O que o médico deve fazer? · Preencher os dados de identificação com base em um documento da pessoa falecida. Caso NÃO HAJA, caberá a autoridade policial proceder o reconhecimento do cadáver. · Registrar sempre com letra LEGÍVEL E DE FORMA, SEM ABREVIAÇÕES ou RASURAS. O que o médico não deve fazer? · Preencher a DO sem, pessoalmente, examinar o corpo e constatar a morte · Utilizar TERMOS VAGOS para registro das causas de morte, como "parada cardíaca", "parada cardiorrespiratória" ou "falência múltipla de órgãos". · Cobrar pela emissão da DO (a menos que seja paciente do particular a quem não estava prestando assistência) · Deixar espaços em branco na DO. Deve-se assinalar "ignorado" ou passar um traço, quando não sabe. QUANDO EMITIR? Em TODOS os óbitos (natural ou violento) "Nascido vivo": se o produto de concepção teve expulsão ou extração completa do corpo da mãe e esboça QUALQUER sinal de vida, independente do tempo de gestação e peso. "Óbito fetal": morte do produto de concepção ANTES da expulsão do corpo da mãe, inexistindo, depois da separação, qualquer sinal descrito para nascido vivo. Quando preencher DO nesses casos? · No nascido vivo, INDEPENDENTE DA DURAÇÃO DA GESTAÇÃO, DO TEMPO PERMANECIDO VIVO E DO PESO DO RN. · No óbito fetal preencheremos se a gestação teve duração > 20 SEMANAS , com PESO > 500g ou ESTATURA >25 cm, pois se não preencher esses critérios, trata-se de um ABORTO. QUANDO NÃO EMITIR? · No óbito fetal, se a gestação < 20 semanas, peso < 500g e estatura <25cm. NÃO É OBRIGATÓRIO EMITIR nesses casos, porém, se a família quiser realizar o sepultamento (precisa da DO) do produto da concepção, a emissão da DO é facultativa. · No caso de peças anatômicas AMPUTADAS, se a família quiser sepultar, o médico elabora um RELATÓRIO em papel timbrado do hospital, e esse documento é levado ao cemitério. Entretanto, NÃO RECEBE DECLARAÇÃO DE ÓBITO. QUEM DEVE EMITIR? (CAI MUITO) "Morte natural": aquela cuja causa básica é uma doença ou estado mórbido. "Morte não-natural": aquela que decorre de lesão provocada por violência (homicídio, suicídio, acidente ou morte suspeita), QUALQUER QUE TENHA SIDO O TEMPO ENTRE O EVENTO LESIVO E A MORTE PROPRIAMENTE. Exemplo: homem que sofre um acidente por PAF, passa anos acamado, e vem a falecer depois. Nos casos de MORTES NATURAIS, são duas situações, quando o paciente tem assistência médica e quando não tem. Nos casos de MORTES NÃO-NATURAIS, são duas situações, quando a localidade possui IML e quando não possui. 1) Morte natural com assistência médica 1.1 - O médico que vinha prestando assistência ao paciente, idealmente, sempre que possível, deve emitir em TODAS AS SITUAÇÕES. 1.2 - Na ausência do anterior, o médico substituto ou plantonista, para óbitos de pacientes internados sob regime HOSPITALAR. 1.3 - O médico designado pela instituição que prestava assistência, para óbitos de pacientes sob regime AMBULATORIAL. 1.4 - O médico do PSF, Programa Internação Domiciliar e outros, para óbitos em pacientes em tratamento sob REGIME DOMICILIAR. (Questão) Médicos em ambulância, com pacientes com morte natural pode preencher DO? Se tiver INFORMAÇÕES SUFICIENTES PARA TAL, pode! 2) Morte natural sem assistência médica 2.1 - O médico do SVO, nas localidades que dispõem desse serviço. Exp: paciente morre em casa de causas desconhecidas. 2.2 - O médico do serviço público de saúde mais próximo do local onde ocorreu o evento, e na sua ausência, por qualquer médico, nas localidades sem SVO (ad hoc). Lei do ato médico: o atestado de óbito é atividade PRIVATIVA DO MÉDICO, exceto em casos de morte NATURAL em localidades em que NÃO haja médico, onde o RESPONSÁVEL + 02 TESTEMUNHAS podem preencher a certidão e levar ao cartório. 1) Morte não-natural em local com IML 1.1 - O médico legista, QUALQUER que tenha sido o tempo entre o evento violento e a morte propriamente. 2) Morte não-natural em local sem IML 2.1 - Qualquer médico da localidade, investido pela autoridade judicial ou policial, na função de "perito legista eventual". COMO PREENCHER? O médico deve declarar apenas UM DIAGNÓSTICO POR LINHA. Na "PARTE 1" da DO, teremos as linhas "a,b,c,d". Na linha "a", é o evento que culminou com o óbito do indivíduo. Na linha "d", é a doença ou lesão que iniciou a cadeia de acontecimentos patológicos que conduziram diretamente à morte, ou as circunstâncias do acidente ou violência que produziram a lesão fatal. Não é obrigatório começar da linha d, podendo começar da linha c,b.. a depender da quantidade de eventos que levaram ao óbito. O que não pode é começar da 'd', deixar a 'c' em branco e pular pra 'b', por exemplo. Na "PARTE 2", colocaremos condições significativas que contribuíram para o óbito, embora não tenha relação direta. Exp. o paciente morreu de uma IC descompensada, mas tinha um Câncer de estômago.