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Medicina - 6º Semestre - Ana Paula Cuchera e Eduarda Costa Profº Miguel Teixeira 6 de set. de 2023 Declaração de óbito - Declaração de óbito → feita após óbito (NÃO PODE COBRAR DINHEIRO PARA FAZER DECLARAÇÃO DE ÓBITO - CRIME) ● Pode ser feita no hospital, em casa, etc ● Necessário ler todo o prontuário para que essa declaração ser feita e posteriormente seja gerada a certidão de óbito ○ Atestado/Declaração de óbito é feita pelo médico ○ Certidão de óbito emitida pelo cartório ● Serve também para levantamento de perfis epidemiológicos, para saber: causas, doenças que poderiam ter levado ao óbito ○ Tem uma parte que precisa preencher as patologias e os desdobramentos desta patologia → levantamento do perfil epidemiológico ● O objetivo da declaração de óbito é gerar a certidão de óbito (processo jurídico-administrativo) ● O Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM) foi criado pelo Ministério da Saúde, em 1975, para a obtenção regular de dados sobre mortalidade, de forma abrangente e confiável, visando a embasar os diversos gerenciamentos em suas ações de saúde. ● O sistema proporciona a produção de estatísticas de mortalidade e a construção dos principais indicadores de saúde, permitindo estudos não apenas do ponto de vista estatístico epidemiológico, mas também do sócio-demográfico ● O documento-padrão do SIM - a Declaração de Óbito (DO) - é resultado da padronização, efetuada em 1975, dos mais de quarenta tipos diferentes de Atestado de Óbito então em uso. ● Omodelo atual decorre de alterações sofridas desde então, com inclusão ou alterações de variáveis, de modo a adequar a DO à atualidade epidemiológica. OBS! Quadro Guernica, de uma bomba que estourou na cidade de Guernica durante a Guerra Espanhola - Quem deve preencher a DO? ● Feita exclusivamente por médico, pois este faz todo levantamento histórico, epidemiológico, de tratamento e desenvolvimento até o óbito da pessoa → pois precisa descrever toda a questão fisiopatológica ● PARECER ATESTADO DE ÓBITO - PC/CFM/Nº 57/1999 ● ASSUNTO: Responsabilidade pela execução do atestado de óbito. ○ RELATORES: ■ Cons. Lúcio Mário da Cruz Subes ■ Cons. tão Meyer Coutinho ■ Cons Rubens Santos Silva 1 ● EMENTA: ○ O preenchimento e execução de declaração de óbito é ato médico, cuja responsabilidade preferencial é do médico que tenha pleno ou provável conhecimento das causas que produziram a morte - Resolução do CFM definirá normas hierárquicas de responsabilidade pelo preenchimento - proposta de revogação da Resolução CFM n° 1.290/89 ● PROCESSO-CONSULTA CFM N° 1642/93 - PC/CFM/N° 16/95 ○ INTERESSADO: Conselho Regional de Medicina do Estado de Minas Gerais ○ ASSUNTO: Preenchimento de atestado de óbito ○ RELATOR: Cons. Léo Meyer Coutinho ● EMENTA: ○ Omédico é responsável também pelos dados de identidade completos do falecido. OBS! 3 vias → 1 para secretaria municipal de Saúde, 2 vai para a família, levar para o cartório - fazer a certidão de óbito e 3 fica no local de óbito (prontuário). 2 - Como preencher: ● Colocar como morreu e ir acrescentando o porquê de acontecer aquilo ( devido ou consequência de) ● Sempre colocar a hora, mas se não tiver o tempo colocar: ignorado ou não registrado ● As duas linhas abaixo, pode colocar as doenças que ele teve, mas que não levou a morte (doença de base) - patologias agregadas a morte - Óbito no domicílio: quem e como preencher a declaração de óbito? ● A declaração de óbito (DO) deve ser emitida pelo médico que vinha prestando assistência ao paciente, sempre que possível. ● No entanto, na indisponibilidade deste e em algumas situações específicas, outras pessoas ou serviços devem emitir a declaração. ● Veja de quem é a responsabilidade de atestar o óbito nas diferentes situações abaixo, também resumidas no fluxograma 1: OBS! SVO = Serviço de Verificação de Óbito - FEC = formulário de encaminhamento de cadáver - TAN = Termo de Autorização de Necrópsia - Morte natural (por doença), quando o paciente teve assistência médica durante o período de adoecimento: ● Quem deve preencher e assinar a declaração de óbito (DO) do paciente que faleceu em casa é, preferencialmente, o médico que vinha prestando assistência ao paciente, ou o seu substituto. ● Na falta deste, se o óbito ocorreu em horário de funcionamento da Estratégia de Saúde da Família ou do Serviço de Atenção Domiciliar (Melhor em Casa e outros assemelhados, se 3 internação domiciliar), outro médico destes serviços devem preencher a declaração, com base nos dados clínicos do prontuário e nas informações da família. ● Caso o óbito ocorra fora do horário de funcionamento destas equipes, o SVO ou o SAMU poderão ser acionados para orientações quanto aos procedimentos, que podem variar conforme o local e disponibilidade de SVO no município. ● Quando não for possível correlacionar o óbito com o quadro clínico concernente ao acompanhamento registrado no prontuário, o Serviço de Verificação de Óbito (SVO) do município deve ser acionado. ● Em localidades sem SVO, ver ‘Quando não é possível presumir a causa da morte’, abaixo. - Morte natural presumida (na ausência de sinais externos de violência) em paciente sem assistência médica para sua doença: ● Quem deve preencher a DO é o médico do SVO, nas localidades que dispõem deste tipo de serviço. ● Nas localidades sem SVO, a responsabilidade recai sob o médico do serviço público de saúde mais próximo do local onde ocorreu o evento, por médico designado pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS) ou por qualquer médico. ● Ver mais detalhes sobre esse preenchimento em Quando não é possível presumir a causa da morte. - Morte por causas externas (homicídios, acidentes, suicídios, mortes suspeitas): ● Independente de o paciente ter recebido assistência ou do local da assistência, quem deve preencher a DO em localidades com Instituto Médico Legal (IML) é o médico legista, qualquer que tenha sido o tempo entre o evento violento e a morte propriamente. ● Em todos os casos de morte por causas externas, a Polícia Civil sempre deve ser acionada e gerado um Boletim de Ocorrência Policial, pois ela é a responsável pelo acionamento do IML. ● Em localidades sem IML, a autoridade judicial ou policial designará qualquer médico da localidade, na função de perito legista eventual (od hoc). ○ Ex: paciente chega já sem sinais vitais, quer dizer que ele já chegou morto, e assim o médico não deverá emitir a declaração de óbito e sim pedir ajuda ao IML para saber a causa da morte ○ Se o paciente chega com sinais vitais e morre no hospital um tempo depois, o médico pode fazer a declaração de óbito, pois neste tempo ele conseguiu fazer diagnóstico, exame, ver a evolução, etc. - Causa da morte: ● Não utilizar termos vagos para o registro das causas de morte, como parada cardíaca, parada cardiorrespiratória ou falência de múltiplos órgãos ● A causa básica de morte é definida como a doença ou lesão que iniciou a cadeia de acontecimentos patológicos que conduziram diretamente à morte. ● As causas da morte são preenchidas pelo médico e posteriormente, recebem um código segundo a Classificação Internacional de Doenças (CID-10) por técnicos da Equipe de Informação da Vigilância em Saúde da Secretaria Municipal de Saúde OBS! Hoje não precisa colocar mais o CID ● É fundamental que, na última linha, o médico declare corretamente a causa básica, com um diagnóstico apenas, para que se tenham dados confiáveis e comparáveis sobre mortalidade segundo a causa básica ou primária. ● Não é obrigatório que a causa básica da morte seja registrada na linha "d” pois nem todas as linhas anteriores precisam ser preenchidas - Como fazer? ● Omédico deve, pessoalmente, examinar o corpo e constatar a morte (por meio de análise das: ○ Atividades vitais ○ Pesquisa de reflexos ○ Registro de alguns fenômenos abióticos ■ Como perda da consciência, perda da sensibilidade, abolição da motilidade e do tônus muscular, escala de glasgow e escala de dor ● Omédico deve proceder ao exame externo do cadáver, a fim de afastar qualquer possibilidadede causa externa ou violenta. 4 OBS! É declaração de óbito para COVI-19 5 Divisão do atestado de Óbito em Blocos - Declaração de Óbito - composto por 9 blocos: 1. Bloco I - Identificação ● Tipo de óbito (fetal ou não fetal) - 19 itens 2. Bloco II - Residência 3. Bloco III - Ocorrência ● Local da ocorrência do óbito 4. Bloco IV - Fetal ou menor que 1 ano (informações sobre a mãe) 5. Bloco V - Condições e Causa do óbito ● Óbitos emmulheres ● Causas da morte ○ Parte I - doença ou estado mórbido que causou diretamente a morte ■ Causas antecedentes ○ Parte II - Outras condições que contribuíram para a morte 6. Bloco VI - Médico ● Identificação 7. Bloco VII - Causas Externas ● Prováveis circunstâncias de morte não natural 8. Bloco VIII - Cartório 9. Bloco IX - Causas externas (Localidade sem médico) OBS! Preenchido pelo médico - a mão ou online Modelo de Declaração de Óbito 6 “Cecilia ia rezar onde falava coisas más com letícia” 1. Não assinar DO em branco. 2. Não preencher a DO sem, pessoalmente, constatar a morte. 3. Não utilizar termos vagos para o registro das causas de morte; evitar termos como, por exemplo, parada cardíaca, parada cardio-respiratória ou falência de múltiplos órgãos 4. Não cobrar pela emissão da DO. Seu fornecimento é gratuito. 7 8