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Camila Klausen - 7 fase 
ERRO MÉDICO 
Conduta profissional inadequada, que supõe inobservância 
técnica, capaz de produzir dano à vida ou à saúde do 
paciente 
 
ELEMENTOS 
› Autor: médico 
› Ato: ato lícito que resultou no dano 
› Culpa: imprudência, imperícia, negligência – sem desejo 
do dano 
› Dano: o dano real, efetivo e concreto 
› Nexo causal: relação de causa-efeito 
 
FATORES DE RISCO 
NÃO ASSISTENCIAIS: 
• Sistema de saúde 
• Falta de compromisso do médico 
• Ausência de participação da sociedade 
• Não revisão do aparelho formador 
• Falta de ensino continuado 
• Precária fiscalização do exercício profissional 
 
ASSISTENCIAIS: 
• Desgaste da relação médico paciente 
• Falta de boas condições de trabalho 
• Abuso de poder 
• Falsa garantia de resultado 
• Falta de consentimento esclarecido 
• Preenchimento inadequado de prontuários 
• Precária documentação de procedimentos 
• Abandono de paciente 
 
RESULTADO ADVERSO: 
• Nem todo resultado danoso é fruto de erro médico! 
• Excluem-se as limitações impostas pela própria 
natureza da doença, bem como as lesões 
produzidas deliberadamente pelo médico para 
tratar um mal maior 
• Influências externas – condições de trabalho 
 
 
Imprudência 
ATO: Sem cautela; Intempestivo; Precipitado; Insensato. 
 
NEGLIGÊNCIA: Inação; Indolência; Inércia; Passividade. 
› Abandono de paciente 
› Omissão de tratamento 
› Pela omissão de outro médico 
› Prática ilegal por pessoal técnico 
› Letra ilegível 
 
IMPERÍCIA: Falta de observação das normas; Falta de 
aptidão prática ou teórica. Incapacidade técnica. 
Inabilidade. # ALTAMENTE QUESTIONÁVEL. 
Entendendo o contrato médico-paciente 
Contrato de obrigação de meios, e não de resultados. Cabe 
ao médico comprovar que utilizou dos melhores meios 
embora o ato tenha resultado em dano. 
 
Responsabilidade pessoal: por despreparo técnico e 
intelectual, descaso 
 
Responsabilidade estrutural: meios e condições de trabalho 
insuficientes ou ineficazes 
 
Responsabilidade civil das instituições de saúde: “É 
presumida a culpa do patrão pelo ato faltoso do empregado” 
– STF, Súmula 341 
 
 Instituição: Responsabilizada independentemente de 
comprovação de culpa 
 
 Médico autônomo: responsabilidade depende de 
comprovação de culpa (erro médico) 
 
A Perícia do Erro Médico 
Fui nomeado, e agora? 
 
- ATENDER OU NÃO À DETERMINAÇÃO DO JUIZ? 
› Múnus público – dever 
› Renunciar – tema fora de sua competência, relação 
social com periciado, 
› Lavrar seu impedimento e encaminhá-lo à 
autoridade que o designou 
 
- DE QUEM COBRAR PELO TRABALHO PERICIAL? 
› Autoridade judicial – Estado 
› Autoridade policial – ML; perito eventual não há 
legislação 
 
Objetivos da perícia 
1. Considerar o dano 
2. Estabelecer nexo causal 
3. Considerar existência de concausas 
4. Caracterizar as circunstâncias do ato médico 
5. Avaliar estado anterior da vítima 
6. Estabelecer padrão médico-legal 
 
1 CONSIDERAR O DANO: “O dano pessoal aqui considerado 
não é apenas aquele cujo resultado se traduz pela alteração 
anatômica ou funcional de uma estrutura, mas a qualquer 
desordem da normalidade individual” 
 
2 ESTABELECER NEXO CAUSAL: 
a. Dano real 
b. Etiologia traumática 
c. Local do trauma vs local da lesão 
d. Relação cronológica 
e. Lógica anatomoclínica 
f. Exclusão de danos preexistentes 
g. Inexistência de causa externa motivadora do dano 
 
3 CONSIDERAR CONCAUSAS: Condições preexistentes, 
concomitantes ou supervenientes, para que ocorra a ação de 
Camila Klausen - 7 fase 
um agente ou de uma forma de energia causadora de dano 
(imputabilidade parcial) 
 
4 CARACTERIZAR AS CIRCUNSTÂNCIAS DO ATO 
a. De que ato decorre o alegado dano? 
b. Erro médico vs mau resultado 
 
Considerar: 
• Conduta anômala ou inadequada 
• Condições de trabalho 
• Disposição de meios para atendimento e tratamento 
 
5 ESTADO ANTERIOR DA VÍTIMA: Estudar o registro das 
condições físicas do periciado antes da ofensa que resultou 
em dano. 
 
Considerar: 
• Agravo de condição anterior pelo dano 
• Manifestação de patologia latente pelo dano 
• Agravo do dano por condição anterior 
• Agravo de consequências de estado anterior pelo 
dano 
 
6 PADRÃO MÉDICO-LEGAL 
• Natureza penal: Lesão corporal; corpo de delito 
• Natureza cível: Indenização das perdas físicas, 
psíquicas, funcionais e/ou morais 
• Natureza administrativa: Deveres de conduta – 
informação, atualização, vigilância, relação 
médico-paciente 
 
Documentos médicos na perícia do erro 
Dever de sigilo médico 
 
› Requisição de prontuário: determinação policial ou 
judicial 
› Caso revelação do prontuário revele ato ilícito que 
possa prejudicar do paciente: fere o sigilo médico 
› Não fornecimento: perito médico analisa o prontuário 
sem realizar cópias, sabendo os limites do que pode ou 
não revelar em seu laudo técnico 
 
Somente o Poder Judiciário (magistratura) e os Conselhos 
Regionais de Medicina têm competência para, firmando o 
convencimento, julgar - aquele a existência da culpa, estes o 
delito ético que envolve também a ação ou omissão culposas 
Sendo assim, "exorbita competência" o médico legista emitir 
parecer, ainda que por indícios, da existência ou não, de 
negligência, imperícia ou imprudência praticadas por 
médico, pois isto é um julgamento, missão privativa de juiz 
ou dos Conselhos Regionais de Medicina 
 
“...pode-se afirmar que é muito importante melhorar a 
relação médico-paciente, pois de um relacionamento afetivo 
e fraterno dificilmente sai uma demanda judicial” 
 (França,2006)

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