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ERIK ERIKSON Nasceu na Alemanha, em 1902; Treinou como psicanalista leigo na Europa; Emigrou para os Estados Unidos em 1933; Infância e Sociedade (1950) teoria psicossocial do desenvolvimento; Desviou o foco fundamental da sexualidade para as relações sociais; Teoria do desenvolvimento humano que cobre todo o ciclo vital. TEORIA PSICOSSOCIAL Princípio Epigenético: O desenvolvimento ocorre em estágios sequenciais, e cada um desses estágios deve ser satisfatoriamente definido. O desenvolvimento é contínuo. Para cada estágio psicossexual de Freud, Erik Erikson descreveu uma zona correspondente. Oito Estágios marcados por uma ou mais crises, as quais podem ter um desfecho positivo ou negativo. TEORIA PSICOSSOCIAL Estas crises seriam estruturadas de forma que, ao sair delas, o sujeito sairia com um ego mais fortalecido ou mais frágil, de acordo com sua vivência do conflito, e este final de crise influenciaria diretamente o próximo estágio, de forma que o crescimento e o desenvolvimento do indivíduo estaria completamente imbricado no seu contexto social, palco destas crises. Estágio I: Confiança Básica vs. Desconfiança Básica (0-1 ano) Corresponde ao estágio psicossexual oral de Freud. A confiança é a expectativa de que nossas necessidades serão atendidas e que o mundo é confiável. É demonstrada pela facilidade na amamentação, profundidade de sono, relaxamento intestinal. Crise oral: desenvolve-se a dentição do bebê, que, por sua vez, torna-se ativo. A criança mantém uma atitude esperançosa e desenvolve autoconfiança. Estágio I: Confiança Básica vs. Desconfiança Básica (0-1 ano) Um prejuízo na confiança leva a desconfiança básica. A falta de confiança pode manifestar-se por um transtorno distímico, um transtorno paranóide ou um senso de desamparo. Transtorno de personalidade esquizóide; esquizofrenia; transtornos relacionados a substâncias Estágio 2: Autonomia Vs. Vergonha e dúvida (1-3 anos) Corresponde ao estágio muscular-anal. A autonomia envolve o senso de domínio da criança sobre seus impulsos. A criança aprende a caminhar sozinha; a alimentar-se por si mesma; a controlar o esfíncter anal e a falar. Apoiar a criança, sem superprotegê-la faz com que ela adquira autoconfiança orgulho Puni-la ou controlá-la excessivamente, fará ela sentir-se irada, ou envergonhada. dúvidas compulsivas; inflexibilidade da personalidade obsessiva; “personalidades anais”; personalidades paranóides. Estágio 3: Iniciativa Vs. Culpa (3-5 anos) Corresponde ao estágio psicossexual fálico. Curiosidade sexual manifestada pelo engajamento da criança em brincadeiras sexuais em grupo ou no toque à própria genitália ou a dos outros. A iniciativa surge em relação a tarefas pelo bem da atividade, tanto motora quanto intelectual. Conflitos podem impedir que a criança experimente todo seu potencial, e podem fazê-la sentir-se culpada. Se as fantasias agressivas forem apropriadamente manejadas, a criança desenvolve um senso de iniciativa e ambição. Estágio 3: Iniciativa Vs. Culpa (3-5 anos) Ao final do estágio, a consciência (superego) da criança é estabelecida. Ela aprende que existem limites e que os impulsos agressivos podem ser expressados de forma construtiva. Patologicamente, o conflito é expressado pela negação histérica ou pelo exibicionismo hipercompensatório. Transtorno de ansiedade generalizada e fobias; inibições sexuais; doenças psicossomáticas. Estágio 4: Indústria (produtividade) Vs. Inferioridade (6-11 anos) Corresponde ao estágio psicossexual de latência. Ponto principal: capacidade de trabalhar e adquirir habilidades. A criança produtiva aprende a ter prazer no trabalho e o orgulho de fazer algo bem. É importante haver um ambiente escolar e pais que encorajem-na nesse processo. Senso de inadequação e inferioridade pode resultar de várias fontes. No adulto, o senso de inferioridade pode acarretar em severas inibições profissionais e uma estrutura de caráter marcada por sentimentos de inadequação. Ímpeto compensatório: ganhar dinheiro, poder. Estágio 5: Identidade Vs. Difusão de papéis (11-final da adolescência) “Quem sou eu?” Respondendo a essa questão, o adolescente pretende se encaixar em algum papel na sociedade O adolescente encontra-se em uma moratória psicossocial entre a infância e a idade adulta. Crise de Identidade: Ocorre ao final da adolescência. Confusão de papéis caracterizada por não possuir um senso de self e por uma confusão sobre o próprio lugar no mundo. Desenvolvimento de identidade com o grupo; identificação com heróis populares. Muitos dos transtornos da adolescência podem ser atribuídos a confusão de identidade Incapacidade de sair da casa dos pais e dependência prolongada. Estágio 6: Intimidade Vs. Isolamento (21-40 anos) O sucesso ou o fracasso nesse estágio depende de como ocorreu a passagem nos estágios anteriores, e de como o adulto jovem interage com o ambiente. A tarefa primordial desse estágio é a formação de fortes laços de amizade, e alcançar um sentimento de amor e companheirismo com outra pessoa. Na verdadeira intimidade existe reciprocidade Personalidade esquizóide Estágio 7: Generatividade Vs. Estagnação (40-65 anos) Generatividade não envolve apenas ter ou criar filhos, mas também um interesse vital fora de casa, pelo estabelecimento da geração seguinte ou pela melhora da sociedade. Ter filhos não garante a generatividade. Preocupação consigo mesmo, isolamento e ausência de intimidade são características da estagnação. Os transtornos específicos são menos claramente definidos, podendo-se citar: depressão; uso aumentado do álcool e de outras substâncias psicoativas. Estágio 8: Integridade Vs. Desespero (mais de 65 anos) Integridade: senso de satisfação que se tem ao refletir sobre uma vida produtivamente vivida. Permite uma aceitação do próprio lugar no ciclo vital Desespero: senso de que a vida teve pouco valor ou significado. Temem a morte As experiências de vida de cada um determinam o resultado dessa crise de final de vida. Desespero e falta de esperança transtornos depressivos severos. Transtornos de ansiedade; doenças psicossomáticas, hipocondria; TRATAMENTO Contribuiu com o processo terapêutico necessidade de um estado de confiança entre médico e paciente para uma terapia ser bem-sucedida. Técnicas ○ O terapeuta deve fazer com que o paciente sinta-se compreendido ○ Atividades lúdicas ○ Reciprocidade; relacionamento entre iguais. TRATAMENTO Objetivos ○ Dimensões da tarefa do psicanalista: 1. O desejo do paciente de ser curado e o do analista de curar 2. Objetividade-participação 3. Conhecimento-participação 4. Tolerância-indignação Erikson acredita que é necessário que o terapeuta oriente o paciente. O objetivo da terapia é reconhecer como o paciente passou pelos estágios e como foram resolvidas as crises em cada um deles. Os futuros estágios e crises devem ser previstos.