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SP4 UC15 Evelin Salvi TXIV LÚPUS ERITEMATOSO SISTÊMICO Lúpus eritematoso sistêmico (LES) é uma doença inflamatória autoimune de etiologia desconhecida, na qual células e tecidos são danificados por auto- anticorpos patogênicos e complexos antígeno-anticorpo colagenose EPIDEMIOLOGIA Mulheres (9:1) em idade reprodutiva Negros, asiáticos ETIOLOGIA Fatores genéticos, ambientais e hormonais Genética: genes determinantes de HLA classe II e III: HLA DR2, HLA DR3, e alelos nulos para frações do complemento (por exemplo: C4, C2 e C1q) e genes receptores de porção Fc de imunoglobulinas, de várias interleucinas, de moléculas sinalizadoras intracelulares etc o 4 a 8 genes são necessários para predispor uma pessoa a desenvolver lúpus o Alterações epigenéticas Ambientais: raios ultra-violeta, causam surtos agudos da doença, provavelmente por alterar a antigenicidade do DNA ou a composição da junção dermo-epidérmica e exposição ao tabaco e inalação de sílica Hormonais: estrogênio Lúpus induzido por drogas* Desregulação da apoptose: expressão anormal do gene Bcl-2 Netose: neutrófilos formam nets- redes para defesa e expõem o material genético que pode se tornar antigênico Infecções virais: possíveis agentes etiológicos, mas nada ainda pode ser provado. Herpes vírus, mixovírus e HERVs - (Human Endogenous Retro Virus) que é um material genético de retrovírus incorporado ao genoma humano. FISIOPATOLOGIA Sejam quais forem os elementos causais, o resultado final é a hiperatividade de célula B, acompanhada de desordens na imunorregulação. A função de células T helper está aumentada e a capacidade das células T supressoras diminuírem a síntese de anti DNA está anormal. Citotoxicidade direta ou mediada por anticorpo também está anormal. A habilidade das células T produzirem IL- 2 está suprimida e vários interferons anormais são produzidos. SP4 UC15 Evelin Salvi TXIV Os complexos imunes formados são removidos mais lentamente que o normal e isto se correlaciona com as deficiências herdadas ou adquiridas do complemento e com deficiência de receptores do complemento das superfícies das células. Aparecimento de inúmeros auto-anticorpos, associados a uma falha na supressão de sua formação formam-se complexos antígeno-anticorpos nos tecidos Importante conhecer os principais anticorpos --> ANA, antids-DNA, anti-Sm, anti-Ro (SS-A), anti-La QUADRO CLÍNICO Dependem do tipo de anticorpo presente, dos órgãos, células ou produtos de células atingidos e da capacidade do organismo corrigir estes defeitos. Queixas a um único sistema (com manifestações adicionais aparecendo mais tarde) ou a doença pode ser multissistêmica já no início Gravidade: leve, intermitente ou severa, até fatal. Surtos de exacerbação intercalados com períodos de relativa quiescência. SP4 UC15 Evelin Salvi TXIV CLASSIFICAÇÃO POR IDADE Manifestações gerais tais como fadiga, mal-estar, febre, anorexia e perda de peso, náuseas, mialgia, artralgia generalizada e linfadenopatia Na criança, a doença debuta com um número maior de casos de envolvimento renal, Coombs positivo, hipocomplementemia e trombocitopenia. No velho, a doença tende a ter um início mais vago que lembra, às vezes, a polimialgia reumática ou artrite reumatoide. Nesta idade as manifestações neuropsiquiátricas, fotossensibilidade, úlceras, lesões discoides e Raynaud são as mais comuns. CLASSIFICAÇÃO POR TIPO Mucocutâneo: pele e mucosa são muito afetadas nos pacientes • Erupção eritematosa facial, com distribuição em asa de borboleta pelas proeminências nasais e malares poupando as pregas nasolabiais → erupção cutânea clássica do LESS o A lesão em asa de borboleta é desencadeada pela exposição solar, mas esta fotossensibilidade pose ser observada difusamente em outras áreas do corpo • Lesões cutâneas discoides são placas eritematosas com cicatrizes centrais que podem ser cobertas por descamação → envolve couro cabeludo, face e os ouvidos e estar associada à alopecia → podem estar presentes mesmo na ausência das manifestações sistêmicas • A alopecia está associada à apoptose de células do folículo capilar, pode ser um sinal de maior atividade da doença • A inflamação da derme profunda e do tecido adipose subcutâneo pode causar paniculite do lúpus → nódulos firmes e dolorosos que aderem à epiderme, causando irregularidades na pele superficial SP4 UC15 Evelin Salvi TXIV • Lúpus eritematoso cutâneo subagudo → presente em áreas expostas ao sol → placas eritematosas/ lesões semelhantes às da psoríase o O lúpus cutâneo subagudo (SCLE) pode ocorrer em associação com LES clássico e está associado com a presença dos anticorpos anti-Ro (SS-A) e anti-La (SS-B). As lesões cutâneas são extensas, simétricas, não deixam cicatriz e são altamente fotossensíveis envolvendo predominantemente pele de tronco superior, parte superior dos braços e ombros • Dentre as manifestações de vasculopatias → espasmos arteriolares ou infartos nos leitos inguinais → padrão rendilhado difuso sobre a pele que é descrito como livedo reticulares e lesões petequiais/purpúricas ou urticáriasnas extremidades Sistema musculoesquelético: • Artralgias e artrites não erosivas mais comuns • Articulações interfalangianas proximais e metacarpofalangianas das mãos são as mais sintomáticas, juntamente com joelhos e punhos • Podem apresentar deformidades decorrentes de danos ao tecido periarticular, determinando a uma condição designada de atropatia de Jaccoud o Pode ter fibromialgia, fadiga e depressão o RIGIDEZ MATINAL o NÃO EROSIVA CARDIOVASCULAR: Pericardite (30%) com ou sem derrame Endocardite de libman-sacks (não bacteriana) - 10% Miocardite - 10% PULMONAR: Síndrome do pulmão contraído Pleurite - 45 a 50% Pneumonite HEMATOLÓGICO: Anemia de doença crônica - normo/normo Anemia hemolítica autoimune → anticorpo anti fator Rh Síndrome de Evans: anemia hemolítica autoimune + trombocitopenia Aumento de VHS Associação com SAAF Leucopenia e linfopenia durante a fase de atividade da doença SP4 UC15 Evelin Salvi TXIV Trombocitopenia leve em ⅓ dos pctes Renal 50% dos pctes tem lesão renal Depósito de imunocomplexos nos primeiros anos da doença Manifesta-se geralmente como síndrome nefrótica e nefrítica → proteinúria >0,5g nas 24h, hematúria, leucocitúria e cilindrúria, hipertensão arterial e perda de função renal Glomerulonefrite lúpica Nefrite lúpica - 40% Fator prognóstico importante SN: Disfunção cognitiva leve - 50% Convulsões, psicose, AVC e neuropatia periférica o Pcte com AVE < 40 anos → desconfia Cefaleia Meningite asséptica Gravidade é fator prognóstico na doença TGI: Hepatomegalia Dor abdominal difusa Vasculite mesentérica Pancreatite OCULARES 5 a 15% dos casos Ceratoconjuntivite seca- sd. Sjogren Vasculite retiniana DIAGNÓSTICO 2019 EUROPEAN: Página 7 - Tabela - ajuda a sistematizar o raciocínio Os parâmetros usados na tabela, estão na outra tabela da página 5 Falar sobre os exames complementares com ênfase nos anticorpos que precisam ser pesquisados Objetivo de Lupus Quais métodos complementares, ênfase dos anticorpos SP4 UC15 Evelin Salvi TXIV Hemograma completo → auxilia no diagnóstico e tratamento pois todos os elementos do sangue podem ser afetados no lúpus • VHS • FUNÇÃO RENAL – UREIA, CREATININA SP4 UC15 Evelin Salvi TXIV • Tempo parcial de tromboplastina prolongado → indica presença de anticorpos antifosfolipides patogênicos o Associados à resultado falso-positivo no teste sorológico para sífilis • Exame de urina com avaliação microscópica → frequentemente há proteinúria • Autoanticorpos associado (ANA) → é positivo praticamente em todosos casos, não precisa ser repetido uma vez que tenha positivado autoanticorpos: achado mais consistente da doença o FAN! o anti-Ro - 30% → rash malar, lúpus cutâneo subagudo, sd Sjogren o anti-histonas → lúpus induzido por drogas/medicamentos o anti-dsDNA - 75% → nefrite lúpica o anti-Sm - 30% → o mais específico o anti-RNP → tecido conjuntivo o anti-P → sistema nervoso (psicose lúpica) • Fator antinuclear *** • Avaliação clínica global (anamnese + exame físico) associada a exames sanguíneo, urinário e sorológico suportam o diagnóstico de LES • Biópsia de pele → imunohistoquímica confirma o diagnóstico • ANA → > ou = a 180 → presença de achados clínicos e laboratoriais e imunológicos → se 10 pontos → classificado como portador de lúpus • ANTI DNA DUPLA HÉLICE – CORRELACIONADO COM A ATIVIDADE DA DOENÇA (NEFRITE, VASCULITE...--> DOENÇA ATIVA) TRATAMENTO Medidas Gerais ➔ Repouso relativo, dez horas de sono por noite, um cochilo à tarde costumam ser suficientes; ➔ O paciente precisa se proteger da luz ultravioleta, recomendando-se o uso constante de protetor solar (FPS de, no mínimo 15, porém, de preferência > 30). ➔ Redução de fatores de risco concorrentes devem ser rigorosamente tomadas. Monitorização e controle da PA, glicemia e perfil lipídico, além de dieta saudável e abandono do tabagismo, são simplesmente imprescindíveis; ➔ Reposição de vit. D pela falta de sol, + uso de glicocorticoides; O arsenal terapêutico • Primeira linha > glicocorticoides (tópico - sistêmico) + antimalárico (HIDROXICLOROQUINA) se não obtiver resultado; • Iniciar corticoide em altas doses, como 1mg/kg, até obter resposta de tto, depois começar o desmame para menos que 10 mg; • SE LEVE: GLICOCORTICOIDE + AINE • SE GRAVE: IMUNOSUPRESSOR SÍNDROME DO ANTICORPO ANTIFOSFOLIPÍDIO É uma doença sistêmica autoimune caracterizada por autoanticorpos antifosfolipídeos que causam trombose arterial e venosa, morbidade gestacional e presença de níveis séricos de anticorpos antifosfolipídeos elevados e persistentemente positivos. SP4 UC15 Evelin Salvi TXIV Os representantes mais proeminentes desta família são os anticorpos anticardiolipina (aCl) IgG e IgM; um anticorpo chamado de “lúpus anticoagulante” (LAC) e o anticorpo anti-b2 glicoproteína I (b2-GPI). manifestações clínicas que inclui tromboses arteriais e venosas de repetição, desordens neuropsiquiátricas, livedo reticularis, endocardite de Liebman Sacks, IAM, trombocitopenia, VDRL falso positivo e abortamentos de repetição. EPIDEMIOLOGIA • AAFs podem ser encontrados em 50% dos pacientes com lúpus eritematoso sistêmico • Esse percentual que varia de um a 5% de população saudável • Predominância no sexo feminino • Ocorre comumente em indivíduos jovens e adultos de meia-idade, mas pode manifestar-se em crianças e idosos FATORES DE RISCO • Associação familiar: AAFs são mais frequentemente encontrados em parentes de indivíduos com SAF. Um estudo mostrou incidência de 33% • Associação com HLA: recentes estudos revelaram associação entre AAF e grupos de indivíduos portadores de determinados genes HLA, incluindo DRw53, DR7 (principalmente indivíduos de origem hispânica) e DR4 (mais em indivíduos brancos) FISIOPATOLOGIA A síndrome antifosfolipídio é desordem autoimune de causa desconhecida. Tem sido relatada a associação de anticorpos antifosfolipídios com doenças autoimunes ou reumáticas, malignidades, doenças hematológicas, infecções, doenças neurológicas e drogas Possíveis mecanismos pelos quais AAFs podem ser produzidos: • Autoimunidade. • AAFs representam uma resposta a antígenos da membrana interna (por exemplo, fosfoserina) que são expostos por células não eliminadas da circulação devido à sobrecarga ou defeito no sistema de limpeza. • AAFs podem também ser anticorpos de reação cruzada induzidos por antígenos exógenos de microrganismos infecciosos (por exemplo, virais ou bacterianos). Ocorre alteração na regulação da homeostasia da coagulação sanguínea. Os mecanismos pelos quais os AAFs interagem com a cascata da coagulação, produzindo eventos clínicos, são especulativos e ainda não foram completamente elucidados. SP4 UC15 Evelin Salvi TXIV Numa primeira fase formar-se- iam os anticorpos num indivíduo geneticamente predisposto que se expõe a uma infecção ou usa algum medicamento ou, ainda, encontra-se num ambiente de autoimunidade como, por ex., tem lúpus. Numa segunda fase existiria um evento precipitante (second hit) que faria com que ocorressem eventos trombóticos. Este segundo evento pode ser infecção, agressão cirúrgica, gravidez, uso de anticoncepcionais ou outros hormônios, aparecimento de neoplasia, hipertensão arterial etc A presença de lesão endotelial associada à presença de um AAF é requisito para uma complicação trombótica SANGRA E TROMBOSA POR DESBALANÇO DA CADEIA INFLAMATÓRIA Possíveis mecanismos pelos quais AAFs induzem eventos trombóticos: • AAFs podem ligar-se com fosfolípides de membrana das plaquetas, resultando em aumento de sua adesão e agregação. • AAFs podem combinar-se com fosfolípides da membrana das células endoteliais junto com antib2- glicoproteína I (b2-GP I) e induzir a ativação da célula endotelial, levando a alteração na expressão das moléculas de adesão, secreção de citocinas e metabolismo das prostaciclinas, aumentando a adesão e agregação das plaquetas. • Lesão da célula endotelial também pode levar à diminuição da produção de fator relaxante derivado do endotélio e consequentemente aumentar o vasoespasmo e isquemia. • Na síndrome antifosfolípide secundária, a lesão vascular endotelial já ocorreu, aumentando oclusão/espasmo, isquemia/infarto vascular e alteração na reperfusão. • AAFs podem interferir na interação das proteínas C e S da coagulação e consequentemente afetar a formação do complexo de controle da coagulação (proteína C ativada, proteína S e fator V). TROMBOSE • LEMBRAR DA TROMBOFILIA: + DE 3 ABORTOS ESPONTANEOS Sinais clínicos: TROMBOSE VENOSA PROFUNDA (TVP) PERDA GESTACIONAL – TROMBOFILIA QUADRO CLÍNICO A presença de trombose venosa, arterial ou de pequenos vasos é a característica principal dessa doença • E a principal causa de morte nesses pacientes, com vasos de qualquer calibre e qualquer local podendo ser acometidos. • Os eventos mais frequentemente relatados são: trombose venosa profunda, embolia pulmonar e acidente vascular encefálico (AVE). Elevado risco de recorrência é descrito em pacientes com SAF não tratado • Morbidade gestacional: aborto (principalmente no final do primeiro trimestre), morte fetal (no segundo e terceiro trimestres de gestação), pré-eclâmpsia, retardo do crescimento intrauterino e síndrome Hellp insuficiência dos vasos da placenta associada com tromboses de repetição. • A perda fetal após 10 semanas de gestação é característica de portadoras de SAF, contrastando com a que se verifica na população geral, em que os abortos são mais frequentes durante as nove primeiras semanas de gestação e associados a diversas causas Manifestações cardíacas: espessamento valvular (verrucoso ou global) e disfunção de ventrículo esquerdo Manifestações pulmonares: embolia pulmonar e infarto, hipertensão pulmonar resultante ou não de tromboembolismo, trombose da artéria pulmonar, microtrombos pulmonares, síndrome de distresse respiratório do adulto, hemorragia pulmonar intra-alveolar e síndrome pós-parto. Manifestações neurológicas: SP4 UC15 Evelin Salvi TXIV a) Isquemia cerebral focal- mais frequente e altas chances de recorrência. b) Isquemia ocular. É mais comum em casos associados a doenças do colágeno do que em casos primários. c) Enxaqueca d) Coréia. Sua ocorrência tem sido associada com gravidez e uso de anticoncepcionais orais. e) Mielopatia. Existe uma forte correlação entre a ocorrência de mielitetransversa e anticorpo antifosfolípide. f) Outros: Guillain-Barré, convulsões e demência. Manifestações renais: hipertensão arterial, necrose cortical, microangiopatia trombótica associada ou não à gravidez e insuficiência renal. Insuficiência suprarrenal secundária à necrose hemorrágica por trombose de veia adrenal Manifestações da pele: anetoderma, hemorragias em estilhaço, necrose cutânea com infarto, tromboflebite, gangrena digital, ulcerações cutâneas, vasculite livedoide, etc. o Chama-se anetoderma à lesão cutânea causada por perda das fibras elásticas da derme; ela se apresenta como áreas delimitadas de pele flácida e enrugada. o O livedo reticularis é uma lesão salpicada, azulada, que resulta do realce do padrão vascular que confere um aspecto rendado à pele. É causada pelo edema das vênulas secundário a obstrução trombótica dos capilares Manifestações hematológicas: plaquetopenia e anemia hemolítica SP4 UC15 Evelin Salvi TXIV DIAGNÓSTICO • O diagnóstico é dependente de um critério clínico e um achado laboratorial (2x em até 12 semanas) Evento trombótico desde que não seja vasculite • Biópsia de pele usualmente é necessária para o diagnóstico diferencial. • Ausência de vasculite e o achado de trombose não inflamatória de pequenas artérias e veias da derme e hipoderme são caraterísticas das lesões cutâneas na síndrome antifosfolipídio TRATAMENTO Todos: Afastar situações que colaboram para aparecimento de tromboses também é fundamental como evitar o fumo, imobilização, uso de anticoncepcionais e correção de dislipidemias, homocisteinemia e hipertensão. Todos: manejar a causa primeiro Paciente assintomático: não é necessária a instituição de alguma forma de terapêutica embora a maioria dos médicos prescreva, pelo menos, o AAS. o O uso profilático de aspirina, em baixas doses, é útil na prevenção de tromboses em mulheres com abortos de repetição, mas não previne trombose venosa profunda em homens com SAF o No LES e SAF secundária, a hidroxicloroquina tem efeito protetor comprovado contra tromboses, além de redução do colesterol e da glicemia Pacientes com manifestações embólicas: devem ser anticoagulados. Esta anticoagulação deve ser mantida pela vida toda. Pacientes grávidas: devem ser tratadas com heparina subcutânea (porque os anticoagulantes orais são teratogênicos) associada à aspirina 100mg. o Se a mulher nunca teve trombose anterior: A anticoagulação deve ser mantida durante o puerpério para evitar que a mãe sofra alguma trombose. o Se a mãe já teve um episódio de trombose anterior, então a anticoagulação durante a gestação deve ser completa e mantida após a mesma. o Monitorizar contagem de plaquetas e possível ocorrência de osteoporose Mulheres que pretendem engravidar com saaf: heparina de baixo peso molecular + aas (em toda a gestação e até 40 dias pós-parto) SP4 UC15 Evelin Salvi TXIV SÍNDROME ANTIFOSFOLÍPIDE CATASTRÓFICA • Essa manifestação rara da SAF, caracterizada por oclusão vascular generalizada, com frequência resultando em morte, pode não responder à terapia anticoagulante isolada. O tratamento é realizado com uma combinação de anticoagulação, esteróides e plasmaférese ou imunoglobulina endovenosa CONHECER A ESCLEROSE SISTÊMICA (ESCLERODERMIA) Condição relativamente rara, de causa desconhecida, caracterizada por deposição aumentada do colágeno na pele, e que pode afetar os tecidos orais e periorais → PELE DURA Fibrose generalizada em pele e outros órgãos contendo tecido conjuntivo. EPIDEMIOLOGIA • Geralmente se inicia na terceira ou quarta décadas de vida, embora as crianças, algumas vezes, sejam afetadas. • Tem predileção pelo sexo feminino (3:1) • Sua incidência é de 2 a 10 para cada 100.000 indivíduos na população em geral ETIOLOGIA Parece estar ligado ao HLA DQ7 e DR2. Em caucasianos sua ocorrência está ligada aos HLA-DQA1* 0501. Os agentes ambientais potencialmente envolvidos são: infecções (por CMV e por borrelias) e exposição a produtos de petróleo, cloreto de vinila, L-triptofano etc. O microquimerismo fetal: Mulheres que engravidam normalmente hospedam células fetais até muitos anos depois do parto FISIOPATOLOGIA Os eventos precipitantes e iniciais da doença ainda são pouco conhecidos. A melhor explicação que se encontra para este tipo de doença é a de que ocorram episódios repetidos de injúria endotelial de vasos e microvasos. • A doença se caracteriza por modificações da microcirculação, podendo causar fibrose e obliteração das veias da pele, pulmão, trato gastrintestinal e rins SP4 UC15 Evelin Salvi TXIV ATIVAÇÃO IMUNE • Linfócitos T CD4+ no infiltrado inflamatório liberam citocinas, incluindo TGF-β e IL- 13, que estimulam a síntese de colágeno. • Arteríolas e capilares dos dedos são frequentemente afetados na doença, possivelmente por agressão endotelial, cujo agente agressor também é desconhecido. • Lesão endotelial repetida causa alterações na parede vascular, resultando em estreitamento da luz e isquemia. • GATILHO (ALGUMA LESÃO) → ATIVAÇÃO DO SISTEMA IMUNE→ FORMA TECIDO CICATRICIAL→ ATIVA SISTEMA IMUNE→ FORMA MAIS CICATRIZ (FIBROSE)→ DIMINUI A LUZ DOS VASOS→ ISQUEMIA → NECROSE • PODE AFETAR TODO O CORPO QUADRO CLÍNICO • Sua evolução é lenta, progressiva e incapacitante, podendo, no entanto, ocorrer de forma rápida e fatal, devido ao comprometimento dos órgãos internos. Manifestações cutâneas: O fenômeno de Raynaud, um evento desencadeado pela vasoconstricção periférica, leva à “rouxidão” dos dedos quando expostos ao frio e na presença de alterações emocionais. Gradualmente o paciente evolui para a segunda fase na qual se estabelece a esclerose, com endurecimento da pele a qual fica aderente a planos profundos prejudicando a mobilidade articular e friável, ulcerando-se com facilidade. • Apresenta-se como edema das mãos e dos dedos sendo sinal característico da enfermidade. • Além disso, podem ocorrer tenossinovite, artralgias com evolução para poliartrite, esclerose cutânea, telangiectasias na face e periungueais e, finalmente, calcificações cutâneas • Achados → CREST (C=calcinose; R=Raynaud; E=esôfago; S=sclerodactily; T= telangiectasia), → calcinose cutânea acentuada, fenômeno de raynaud, distúrbio da motilidade tgi, esclerodactilia (endurecimento da pele dos dedos) e telangiectasias Junto com as alterações escleróticas da pele são comuns alterações da pigmentação, tanto para o lado de hiper como de hipopigmentação, as quais podem ser pontilhadas ou difusas provavelmente secundárias a alterações pós- inflamatórias. SP4 UC15 Evelin Salvi TXIV Coração – derrame pericárdio, pericardite e distúrbios de condução TGI: atrofia progressiva, mais no esôfago, estenose do esfíncter, Barrett, síndrome da má absorção (desnutrição) Músculos: mialgia, fraqueza muscular Pulmonar: principal causa de morte, fibrose, dispneia, pneumonia, hipertensão pulmonar Rim: crise renal esclerodérmica, hipertensão Síndrome de Sicca/Sjogren: xerostomia e xeroftalmia Síndrome do túnel do carpo Neuropatia do N. V SP4 UC15 Evelin Salvi TXIV DIAGNÓSTICO Pontuam-se vários sintomas e quando o paciente completar 9 (nove) pontos, pode- se estabelecer o diagnóstico. • FUNÇÃO RENAL • Uma biópsia de pele pode confirmar a suspeita, e, na observação microscópica, há uma deposição aumentada de colágeno. • Exames laboratoriais também podem ajudar no diagnóstico, caso anticorpos anticentrômeros ou antiScl-70 (topoisomerase I), FAN • Radiografia de tórax, exame contrastado caso tenho distúrbio da motilidade TRATAMENTO SP4 UC15 Evelin Salvi TXIV • TTO SINTOMÁTICO – DEPENDE DO QUE O PACIENTE TEM • SINDROME DE RAYNAUD: BLOQUEADOR DE CANAL DE CÁLCIO – EVITAR CHOQUES TÉRMICOS • CRISE RENAL – INIBIDOR DA ECA • ACOMETIMENTOCARDÍACO – INIBIDOR DA ECA, BLOQUEADOR DE CANAL DE CÁLCIO, AMIODARONA • PULMONAR – CICLOFOSFAMIDA • ESÔFAGO – IBP, METOCLOPRAMIDA SÍNDROME DE SJOGREN Sindrome de Sjögren (SS) é uma doença crônica com destruição auto-imune das glândulas exócrinas, principalmente a lacrimal e a salivar, resultando em querato- conjuntivite seca e xerostomia. • As glândulas lacrimais e salivares são os principais órgãos afetados pela infiltração linfoplasmocitária, originando disfunções que desencadeiam quadro clássico de xeroftalmia (olhos secos) e xerostomia (boca seca). • Outras glândulas exócrinas também podem ser acometidas como o pâncreas, glândulas sudoríparas, glândulas mucosas dos tratos respiratório, gastrointestinal e urogenital • A SS pode existir como doença primária das glândulas exócrinas (SS primária) ou estar associada a outras doenças autoimunes como artrite reumatoide, lúpus eritematoso sistêmico, esclerose sistêmica progressiva, esclerodermia, doença de Graves, dentre outras (SS secundária) EPIDEMIOLOGIA Mulheres de meia idade e idosas. A idade média de diagnóstico está em torno de 50 anos • Cerca de nove mulheres são acometidas para cada homem o por este motivo, disfunções hormonais parecem fazer parte da fisiopatologia no desenvolvimento da SS, principalmente as deficiências de andrógenos, estrógeno e de progesterona • Maior incidência entre indivíduos na quarta e quinta década de vida • Os pacientes com SS apresentam elevada incidência de linfoma maligno de células B tipo não-Hodgkin, quando comparada com a da população sadia FISIOPATOLOGIA • Fatores ambientais, como infecções virais prévias (vírus Epstein-Barr, citomegalovírus, herpes vírus humano, vírus da hepatite C dentre outros) ou bacterianas (Helicobacter pylori) já foram relacionadas como potenciais desencadeadores da resposta imune ao tecido glandular, devido à frequente concomitância em pacientes com SS SP4 UC15 Evelin Salvi TXIV • Há hiperreatividade dos linfócitos B, que se convertem em plasmócitos e produzem anticorpos contra antígenos do epitélio dos ácinos e dos ductos das glândulas exócrinas. • Linfócitos T supressores também são atingidos, perpetuando a atividade dos linfócitos B ativados e a agressão tecidual QUADRO CLÍNICO Síndrome seca Manifestações oculares: são variadas e estão relacionadas à diminuição da secreção lacrimal. Sensação de corpo estranho nos olhos, prurido e fotofobia, "choro sem lágrimas" e turvação visual. O olho é descrito pelo pacientes como "cheio de areia", outras vezes como queimando. Acúmulo de secreção espessa e filamentar nos cantos particularmente ao acordar, diminuição do lacrimejamento, fadiga ocular. O olho sem a defesa da lágrima é susceptível a ferimentos e infecções A deficiência na produção de lágrima pode levar à hiperemia ocular, defeitos epiteliais, aumento da quantidade de muco na superfície ocular, ceratite filamentar, úlceras de córnea e perfuração ocular nos casos mais severos. Manifestações orais: insuficiência salivar incluem dificuldades na mastigação, deglutição e fonação, aderência da comida às superfícies da boca, fissuras e úlceras em lábios e ângulos da boca. Boca seca, cáries frequentes, necessidade de umedecer a boca frequentemente, necessidade da ingestão de líquidos durante a noite com comprometimento da qualidade do sono, dificuldade na deglutição de alimentos sólidos, dor à deglutição, aftas e úlceras na mucosa labial, infecções bucais (principalmente candidíase), aumento no volume da glândula parótida (mais frequente na SS primária). Manifestações musculoesqueléticas: são mais frequentes na SS secundária. Dores osteoarticulares, fadiga e deformidades articulares. Manifestações respiratórias: secura da mucosa nasal, falta de ar e infecções frequentes do trato respiratório são os achados mais comuns. A secura pode envolver nariz, faringe posterior, árvore traqueobrônquica e causar epistaxis, rouquidão, otites recorrentes, bronquites e 252 pneumonia. Pneumonite intersticial difusa pode resultar de um infiltrado linfocitário e ser causa de dispnéia. Manifestações cardiovasculares: hipertensão pulmonar aparecendo concomitante com o diagnóstico de Síndrome de Sjögren primária e óbito em insuficiência cardíaca direita. BLOQUEIO ATRIOVENTRICULAR NA GESTAÇÃO Manifestações geniturinárias: secura e prurido vaginal, coito doloroso e dor à micção podem ocorrer. Pacientes com SS primária podem apresentar glomerulonefrites. SP4 UC15 Evelin Salvi TXIV Manifestações renais: acidose tubular renal que parece se dever mais à injúria tubular do que por hipersensibilidade Manifestações gastrointestinais: gastrites e, nestes pacientes, é mandatória a pesquisa de infecção por H. pilory porque este microorganismo tem sido associado com aparecimento de linfoma MALT em SS Manifestações cutâneas: mais frequentes na SS secundária. Despigmentações, eritemas, prurido e eczemas. Manifestações vasculares: fenômeno de Raynauld, trombose venosa profunda e vasculites (pele, fígado e rins). Manifestações psiquiátricas: ansiedade, depressão e distúrbios da personalidade DIAGNÓSTICO São necessários ≥4 pontos para o diagnóstico. O paciente deve ter pelo menos 1 critério de inclusão e não ter os de exclusão SP4 UC15 Evelin Salvi TXIV Os testes mais utilizados no diagnóstico do olho seco e na avaliação da superfície ocular dos pacientes com ceratoconjuntivite seca são: • biomicroscopia: presença de debris no filme lacrimal, vasodilatação dos vasos conjuntivais, restos celulares, defeitos epiteliais e úlceras de córnea, • avaliação do menisco lacrimal: geralmente escasso ou ausente, • testes de Schirmer (basal, com anestésico e com estímulo da mucosa nasal), • coloração da superfície ocular com Rosa Bengala, fluoresceína ou lisamina verde, • tempo de ruptura do filme lacrimal, • teste do "clearence" do filme lacrimal, • medida da osmolariade da lágrima (osmolaridade aumentada) • avaliação do perfil proteico do filme lacrimal (diminuição das concentrações de lisozima, lactoferrina e albumina), • citologia de impressão: pode evidenciar alterações das células caliciformes (embora o mecanismo que leve às alterações das células caliciformes na ceratoconjuntivite seca ainda seja motivo de controvérsia, supõe-se que ocorra secundariamente à hiperosmolaridade do filme lacrimal ou à produção de autoanticorpos diretamente contra as células caliciformes) LABORATORIAIS • Complemento • Fator reumatoide BIOPSIA DE GLANDULA SALIVAR TRATAMENTO Tratamento dos sintomas oculares: o Colírios lubrificantes o Pacientes com uma produção muito diminuída de lágrimas podem se beneficiar de oclusão dos ductos nasolacrimais por eletrocoagulação ou colocação de plugs o Agente mucoliticos como n acetil cisteina podem ajudar na degradação dos filamentos de muco o Cuidado com infecções secundarias o Evitar ambientes secos, locais poluídos e longos períodos de atividade a telas o Medidas ambientais que visam aumentar a umidade relativa do ar nos ambientes frequentados pelos portadores da SS podem ser úteis nos casos mais graves (panos úmidos, bacias com água, aquário) Xerostomia: Gomas de mascar sem açúcar, água com gotas de limão, agentes mucolíticos como a bromexina e formulações de saliva artificial podem ser úteis no alívio dos sintomas o Higiene oral rigorosa é importante para prevenir infecções bucais. Estimulação da produção de lágrima e saliva: agonistas muscarínicos de uso oral, como a pilocarpina e a cevimelina agem nos receptores muscarínicos das glândulas SP4 UC15 Evelin Salvi TXIV estimulando a secreção salivar e lacrimal com melhora objetiva e subjetiva do quadro clínico e poucos efeitos colaterais associados Secura nasal deve ser tratada com instilação de gotas de soro fisiológico. Secura de pelee vaginal são tratadas com lubrificantes tópicos. Drogas modificadoras de doenças usadas em SS se incluem: cloroquina e hidroxicloroquina, ciclosporina, metotrexate, MMF, rituximabe e azatioprina. Destes, o rituximabe é o que parece ser mais eficiente. CONHECER A MIOPATIAS INFLAMATÓRIAS- POLIMIOSITE E DERMATOMIOSITE Grupo de doenças caracterizadas por inflamação da musculatura estriada POLIMIOSITE: é miopatia inflamatória idiopática (com evidência de doença autoimune e reação de hipersensibilidade tardia) que se caracteriza por processo inflamatório não supurativo na musculatura esquelética. DERMATOMIOSITE: quando se associa a manifestações cutâneas. EPIDEMIOLOGIA A polimiosite manifesta-se depois de 18 anos, e a dermatomiosite, em qualquer idade; porém, ocorre com maior frequência entre cinco e 15 ou entre 45 e 65 anos de idade. Acomete duas vezes mais mulheres do que homens, com prevalência de cinco acometidos em cada 10.000 pessoas. Dermatomiosite: risco aumentado de neoplasia (ovário, TGI, pulmões, mama, LNH) FISIOPATOLOGIA Em geral, o processo inicia-se após infecção viral das vias respiratórias superiores e do trato gastrointestinal ou associa-se a: • doenças imunitárias, como lúpus eritematoso sistêmico, artrite reumatoide e doença reumática; • neoplasias malignas de pulmão, mama, cólon ou linfonodos. DERMATOMIOSITE imunidade humoral perimísio e vasos microangiopatia muscular TCD4 e linfócito B deposição de imunocomplexos na junção entre derme e epiderme risco de câncer POLIMIOSITE TCD8 Entra no endomísio necrose, inflamação disposição genética e fatores ambientais HLA na superfície da célula muscular citotoxicidade direta QUADRO CLÍNICO POLIMIOSITE SP4 UC15 Evelin Salvi TXIV • Fraqueza muscular proximal e simétrica envolvendo as cinturas pélvica e escapular, a musculatura da região anterior do pescoço e os músculos flexores do tronco. • O início é insidioso, e o paciente queixa-se de dificuldade para subir e descer escadas, levantar-se quando em posição supina ou sentada (levantar miopático) e dificuldade de elevar as mãos acima da cabeça. • Pode haver disfagia por envolvimento da musculatura estriada da faringe e do esôfago superior, predispondo a pneumonia por aspiração DERMATOMIOSITE • Surgem lesão eritematoviolácea periorbitária (heliotrópio) e lesões eritematosas descamativas nas superfícies extensoras (sinal de Gottron). • Manifestações inespecíficas (rash no tronco e na face, alterações ungueais, fotossensibilidade e vasculite) são frequentes. • Podem ocorrer ainda febre, queda do estado geral, artralgias e fenômeno de Raynaud. • Em alguns casos, há envolvimento cardíaco e alterações gastrointestinais. • Pacientes com polimiosite, particularmente com dermatomiosite, têm maior risco de desenvolver neoplasias malignas. • CA MAIS ASSOCIADOS: COLO, MAMA, OVÁRIO, MELANOMA, ENTRE OUTROS. DIAGNÓSTICO SP4 UC15 Evelin Salvi TXIV enzimas musculares: CPK (mais sensível para a inflamação), por causa de áreas extensas de necrose muscular suficientes inclusive para causar mioglobinúria. aldolase, desidrogenase lática (DHL), TGO/TGP auto anticorpos: encontrados em 30% dos pctes; anticorpos contra antígenos nucleares ou citoplasmáticos; anti-Jo1 eletroneuromiografia: Aumento de atividade insercional, com fibrilações e ondas positivas; Descargas bizarras de alta frequência; Potenciais de unidade motora polifásicos, de baixa amplitude e curta duração. As alterações eletromiográficas são patognomônico e representadas pela combinação de potenciais de fibrilação espontâneos com potenciais polifásicos de curta duração. biópsia muscular: PM e DM tem necrose, degeneração e regeneração das fibras musculares e infiltrado inflamatório - localização das células de inflamação auxiliam na diferenciação o Na polimiosite, o infiltrado inflamatório tende a ser mais focal, com predomínio no endomísio, com invasão de fibras por linfócitos T CD8+. o Na dermatomiosite, em contraste, o infiltrado tende a ser constituído, predominantemente, por células B e T CD4+, predominando na região perivascular e perimisial, sem invasão das fibras TRATAMENTO Corticosteroide: droga de escolha no tratamento inicial da PM/DM 3-4 sem prednisona na dose de 1 mg/Kg/dia, mantida por um mês e meio até a CPK se normalizar ou ocorrer melhora objetiva da força muscular dose da prednisona deve ser diminuída progressivamente até 5 a 10 mg/dia mantida por até um ano. vitamina D junto Hidroxicloroquina: 400mg/dia para controle do “rash” malar, artralgia, mialgia e a fadiga muscular. Imunossupressores: utilizado desde o diagnóstico, e permite a redução mais rápida do corticóide. Deve ser mantido durante pelo menos um ano para posterior redução gradual. Os principais imunossupressores estão citados abaixo: Metotrexato 15 a 50 mg por semana associado ao ácido fólico para prevenir complicação hepática. A dose máxima absorvida por via oral é de 25 mg; acima disso deve-se utilizar a via subcutânea ou intramuscular. Azatioprina 1.5 a 2 mg /Kg/dia monitorizando-se os leucócitos, linfócitos e enzimas hepáticas. Ciclosporina 3mg/Kg/dia de forma fracionada, acompanhando-se eventual aumento da pressão arterial e da creatinina, que são indicadores de lesão renal pela droga Ciclofosfamida: 1000 mg/dose mensal endovenoso, por aproximadamente um ano, reservado para casos de doença pulmonar grave e casos resistentes. Gamaglobulina: na dose de 1g /Kg por dois dias; está indicada para casos graves e refratários, devido ao alto custo da medicação Fotoprotetor: para evitar cicatrizes ou manchas residuais. Os bloqueadores devem ter fator de proteção contra raio UVA e UVB de pelo menos 20. Tacrolimus creme: indicado nos casos de “rash” resistente Reabilitação: muito importante, começar desde o dx para evitar retrações e atrofias musculares Prevenção de osteoporose: recomendada a introdução de carbonato de cálcio (CaCO3) na dose de 1500 mg/dia e vitamina D - 800UI/dia para os pacientes sob o SP4 UC15 Evelin Salvi TXIV uso de altas doses de corticosteróides. Para os pacientes já com osteoporose deve ser iniciada a terapia com bisfosfonatos.