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Expediente
Pr. Silas Paulo de Souza
Pastor Presidente
Pr. Enésio Barreto Rondon
Pastor Vice-presidente
Pr. Gutemberg Brito Júnior
Coordenação
Valmir Nascimento / Valdeci do Carmo
Organização da apostila
Eduardo Leite / Jonas Mendes / Ronny Rubert
Revisão
Silvio Weesley Mendes Xavier
Capa
Daniel Silva
Diagramação
Jonas Pinho / Sílvio Santos
Marketing e Apoio
Diretoria da Igreja
Presidente Pr. Silas Paulo de Souza
Vice- Presidente Pr. Enésio Barreto Rondon
1º Secretário Pr. Rogério dos Santos
2º Secretário Pr. Cleosmar Berto Machado
1º Tesoureiro Pr. Gutemberg Brito Júnior
2º Tesoureiro Pr. Luiz Carlos da Costa Milhomem
Conselho de Educação e Cultura
Presidente Ev. Valmir Nascimento Milomem Santos
Vice-Presidente Pr. Geziel Silva Costa
Relator Ev. Valdeci do Carmo
Secretário Ev. Eduardo Silva Leite
 Ev. Marcos Antônio Moreira Guimarães
 Ev. Jonas Júnior Mendes
 Ev. Mackloey Ronny Rubert Ferreira
Comissão de Apologética
Presidente Pr. Samuel Gonçalves de Assis
Vice-Presidente Pr. Jorge Carlos Dantas
Secretário Ev. Orlando Júnior
 Pr. Geziel Silva Costa
 Ev. Valmir Nascimento Milomem Santos
 Ev. Valdeci Do Carmo
 Ev. Mackloey Ronny R. Ferreira
 Ev. Jossy Soares Santos Da Silva
Sumário
Palavra de Boas-vindas 5
Apresentação 7
Programação 9
Estudos Bíblicos
Fundamentos do Pentecostalismo Clássico 11
Pr. Douglas Baptista
A Assembleia de Deus e Seu Legado Pentecostal 20
Pr. Geziel Costa
Vencendo as Adversidades Ministeriais na Direção do Espírito 24
Pr. José Sobrinho
Revestidos de Poder e Autoridade Espiritual 32
Pr. Jorge Carlos Dantas
A Integridade do Ministro Pentecostal 36
Pr. Gutemberg Brito Júnior
A Chamada e o Legado Ministerial na Direção do Espírito Santo 39
Pr. João Agripino de França
O Espírito Santo Glorificando a Cristo 41
Ev. Valdeci do Carmo
A Liderança Pentecostal a partir de Atos dos Apóstolos 47
Ev. Marcos Guimarães
O Espírito Santo em Lucas–Atos 52
Ev. Jonas Mendes
Por Que Não Sou Cessacionista: Uma Apologética Bíblica da 
Contemporaneidade dos Dons 58 
Ev. Ronny Rubert
Fazendo Missões no Poder do Espírito 64
Pr. Cristiano Rosa
O Obreiro Pentecostal e a Sua Família 68
Pr. Osiel Gomes
Vivendo o Pentecostes no Presente Século 73
Caravana da Paz
Culto de Ação de Graças 74
Pr. Samuel Gonçalves
Boas-vindas
BEM-VINDO À
47ª ESCOLA BÍBLICA DE OBREIROS
É com enorme gratidão a Deus que realizaremos, neste 
ano de 2021, mais uma edição da tradicional Escola Bíblica 
de Obreiros da Assembleia de Deus de Cuiabá e Região. 
Nas últimas décadas, este encontro de estudos bíblicos 
e crescimento espiritual tem marcado a igreja no Estado 
de Mato Grosso, sob a liderança do saudoso e inestimável 
Pastor Sebastião Rodrigues de Souza. Pela primeira vez, 
realizaremos uma Escola Bíblica sem a sua presença, por 
ter sido recolhido às mansões celestiais; contudo, seguimos 
firmes o seu legado de piedade e obediência a Deus, 
realizando a obra e priorizando o estudo das Escrituras 
Sagradas (2 Tm 2.15), conforme o seu exemplo de vida e 
ensinamentos.
Neste ano, o tema da EBO será A Igreja Pentecostal 
no Século XXI: Proclamando o Evangelho no Poder do 
Espírito, com base no texto que se encontra em Atos 1.8: 
“Mas recebereis a virtude do Espírito Santo, que há de vir 
sobre vós; e ser-me-eis testemunhas, tanto em Jerusalém 
como em toda a Judéia e Samaria, e até aos confins da 
terra”. O propósito é relembrar os fundamentos bíblicos e as 
doutrinas essenciais que caracterizam a igreja pentecostal, 
especialmente a Assembleia de Deus, preparando os crentes 
para viverem a plenitude do Espírito e a proclamarem as 
Boas Novas.
A nossa oração e esperança é que sejam dias de 
fervor espiritual e de muito aprendizado bíblico, através de 
pregações e estudos ministrados por preletores nacionais e 
locais, visando ao crescimento e edificação dos obreiros e da 
Igreja do Senhor Jesus!
A Paz do Senhor!
PR. SILAS PAULO DE SOUZA
Presidente da Assembleia de Deus de Cuiabá e Região
Apresentação
Desde a descida do Espírito Santo em Atos 2, a Igreja 
do Senhor tem proclamado o evangelho com poder, ousadia 
e temor a Deus; e fiel a esses fundamentos a Assembleia 
de Deus tem a sua trajetória marcada pela doutrina 
pentecostal, anunciando que Jesus Salva, Cura, Batiza no 
Espírito Santo, Santifica e é o Rei que em breve voltará!
Tendo em vista os desafios enfrentados pelos 
crentes nas últimas décadas, bem como as tentativas de 
descaracterizar o verdadeiro pentecostalismo, é tempo 
de reiterarmos as bases bíblicas que compõem a fé e a 
experiência pentecostal, especialmente o batismo no 
Espírito Santo e a atualidade dos dons espirituais.
Considerando que os obreiros em particular têm 
um papel essencial em defender o Evangelho (Jd 3), ser 
exemplo aos fiéis (1 Tm 4.12), manejar bem a Palavra da 
Verdade (2 Tm 2.15) e vivenciar as legítimas manifestações 
do Espírito, nesta 47ª EBO queremos realçar a essência da fé 
pentecostal, com o tema A Igreja Pentecostal no Século 
XXI: Proclamando o Evangelho no Poder do Espírito, 
com base em Atos 1.8. 
Teremos a oportunidade de crescer na graça e no 
conhecimento por meio de temas que enfatizam a história, 
os fundamentos bíblicos, o caráter do ministro, o valor da 
família e a hermenêutica da igreja pentecostal, entre outros. 
Oramos para que sejam dias especiais de crescimento 
e comunhão na presença do Senhor. Que o Espírito Santo 
continue capacitando e avivando a sua Igreja. 
Maranata!
Programação
Terça-Feira, dia 20
NOITE
Local: Grande Templo
Abertura da 47ª EBO
Abertura: 19h Término: 21h
Dirigentes: Pr. Silas Paulo de Souza e Pr. Gutemberg Brito Junior
Adjunto: Ev. Valmir Nascimento
Preletor:Pr. Douglas Baptista
Quarta-Feira, dia 21
MANHÃ TARDE
Oração: 8h – 9h Oração: 13h30 – 14h30
Dirigente: Ev. Valmir Nascimento Dirigente: Pr. Juvanir de Oliveira
Preletor: Pr. Geziel Costa Preletor: Pr. Douglas Baptista - DF
Tema: A Assembleia de Deus e Seu Legado Tema: Fundamentos do Pentecostalismo Clássico (II)
Pentecostal Horário: 14h45 – 15h45
Horário: 9h15 – 10h15 Preletor: Ev. Jonas Mendes
Preletor: Pr. Douglas Baptista - DF Tema: O Espírito Santo em Lucas-Atos
Tema: Fundamentos do Pentecostalismo Horário: 16h – 17h 
Clássico (I)
Horário: 10h30 – 11h30
Quinta-Feira, dia 22
MANHÃ TARDE
Oração: 8h – 9h Oração: 13h30 – 14h30
Dirigente: Pr. Rogério dos Anjos Dirigente: Ev. Eduardo Leite
Preletor: Ev. Valdeci do Carmo Preletor: Caravana da Paz - SP
Tema: O Espírito Glorificando a Cristo Tema: Vivendo o pentecoste no presente século (I)
Horário: 9h15 – 10h15 Horário: 14h45 – 15h45
Preletor: Pr. José Sobrinho Preletor: Ev. Ronny Rubert
Tema: Vencendo as adversidades ministeriais Tema: Por que não somos cessacionistas? Uma 
na direção do Espírito apologética bíblica da continuidade dos dons
Horário: 10h30 – 11h30 Horário: 16h – 17h
Sexta-Feira, dia 23 
MANHÃ TARDE
Oração: 8h - 9h Oração: 13h30 - 14h30
Dirigente: Ev. Valdeci do Carmo Dirigente: Pr. Irineu Vital
Preletor: Caravana da Paz - SP Preletor: Ev. Marcos Guimarães
Tema: Vivendo o pentecoste no presente Tema: Liderança Pentecostal a partir de Atos dos 
século (II) Apóstolos
Horário: 9h15 - 10h15 Horário: 14h45 - 15h45
Preletor: Pr. Gutemberg Brito Junior Preletor: Pr. Jorge Carlos Dantas
Tema: A integridade do Ministro Pentecostal Tema: Revestidos de Poder e Autoridade Espiritual
Horário: 10h30 - 11h30 Horário: 16h - 17h
NOITE
Abertura: 19h Término: 21h
Dirigentes: Pr. Silas Paulo de Souza e
Pr. José Antônio Gonçalves
Preletor: Pr. José Wellington Costa Junior
Sábado, dia 24
MANHÃ NOITE
Oração: 8h – 9h Abertura: 19h / Término: 21h
Dirigente: Pr. Moisés de Oliveira Dirigentes:
Pr. Enézio Rondon e Ev. Valmir 
Preletor: Pr. João Agripino de França Nascimento
Tema: O Chamado e o legado ministerial na Preletor: Pr. Osiel Gomes – MA
direção do Espírito 
Horário: 9h15 - 10h15
Preletor: Pr. Osiel Gomes - MA
Tema: O Obreiro Pentecostal e a Sua Família
Horário: 10h30 - 11h30
Domingo, dia 25
MANHÃ MISSIONÁRIA E SEPARAÇÃO NOITE
DE OBREIROS - ENCERRAMENTO Local: Templo Sede
Oração: 8h – 9h Culto de Ação de Graças
Dirigente: Pr. Wesley Marcelino Abertura: 18:30h / Término: 21:00h
Preletor: Pr. Cristiano Rosa Pr. Silas Paulo de Souza
Tema: Fazendo Missões no Poder do Espírito Preletor: Pr. Samuel Gonçalves
Horário: 09:30h às 10:30h
11
FUNDAMENTOS DO
PENTECOSTALISMO CLÁSSICO
Pr. Douglas Roberto de Almeida Baptista / DF
Introdução
Os fundamentos do movimento pentecostal estão firmemente edificados no Dia do 
Pentecostes (At 2.1-4), e, em tempos modernos se identificam com parcela do pietismo, 
metodismo, movimento de santidade, avivamento da rua Azusa e dos batistas de Chicago. 
O conjunto dessas narrativas caracterizam os pressupostos da teologia pentecostal e a 
sua abordagem contemporânea. Ressalta-se, que nesse artigo o termo “pentecostalismo 
clássico” refere-se ao corpo doutrinário das Assembleias de Deus no Brasil (AD). 
1. Fundamentos históricos do Pentecostalismo
1.1 Movimento Pentecostal em Atos
No dia do Pentecostes, cerca de 120 discípulos estavam reunidos no cenáculo em 
Jerusalém (At 1.12-15). Na ocasião eles falaram noutras línguas conforme o Espírito Santo 
lhes concedia (At 2.4). O livro de Atos dos Apóstolos registra dois sinais sobrenaturais que 
marcaram a chegada do Espírito Santo: o “som, como de um vento veemente e impetuoso” 
(At 2.2) e as “línguas repartidas, como que de fogo, as quais pousaram sobre cada um 
deles” (At 2.3). A Declaração de Fé das AD ensina que “eram sinais particulares que não se 
repetiram posteriormente nos batismos no Espírito Santo subsequentes, pois se tratava de 
um evento solene e único, que marcou o início de uma nova dispensação”. (Soares, 2017, p. 
167). Gonçalves (apud Menzies, 2019, p. 11) enfatiza que “desses fenômenos ocorridos com 
a vinda do Espírito Santo, no Dia do Pentecostes, somente o falar em línguas se repetiria em 
outras ocasiões”.1
1.2 Movimento Pentecostal na Europa
(1) Pietismo. Nos séculos XVII e XVIII teve início na Alemanha o movimento 
pietista que refutava, entre outras coisas, o formalismo no culto e condenava a 
falta de crença na iluminação do Espírito Santo. O luterano Philipp Spener (1635-
1705) é considerado o patriarca do pietismo por meio da publicação da obra 
“Desejos piedosos”. O primeiro grande marco desse movimento foi o cristianismo 
de experiência com ênfase no arrependimento e santificação. As Igrejas na Europa e 
especialmente na América do Norte foram impactadas pelo pietismo e influenciaram o 
metodismo de Wesley (Baptista, 2017, p. 34).
1 As Assembleias de Deus no Brasil são academicamente consideradas como integrantes do pentecostalismo 
clássico da primeira onda, isto é, aquele que se desenvolveu no Brasil de 1910 até 1950. (FRESTON, Paul. Breve história 
do pentecostalismo brasileiro. In: ANTONIAZZI, Alberto et all. Nem anjos nem demônios. Interpretações sociológicas do 
Pentecostalismo. Petrópolis: Vozes, 1994. p. 70.)
12
(b) Puritanismo. Nesse período, na igreja anglicana da Inglaterra, surgiu o movimento 
puritano que condenava o sinal da cruz e ensinava um culto sem pompa, espiritual 
e com primazia para a pregação da Palavra. O seu maior representante foi Jonathan 
Edwards (1703-1758) famoso pelo sermão “Pecadores nas mãos de um Deus irado”. 
No entanto, embora tenha sido o mais importante teólogo do primeiro Grande 
Despertamento, ele não esperava e nem desejava nenhuma restauração dos dons 
miraculosos (Burgess, apud McGee, 2017, p. 56). Assim após o despertamento das 
décadas de 1730 e 1740 o movimento desvaneceu. Nesse contexto surgiu Wesley que 
influenciado pelo pietismo estava decidido a reavivar a Inglaterra.
(c) Metodismo. O fundador do Metodismo, John Wesley (1703 – 1791) ensinava 
a existência de uma segunda obra da graça denominada de santificação plena. John 
Fletcher (1729-1785), importante teólogo metodista, foi o primeiro a usar a expressão 
batismo no Espírito Santo para descrever a santificação plena pregada por Wesley 
(Araújo, 2007, p. 587). Wesley reconheceu que o dom de línguas era frequentemente 
testemunhado em seu tempo e que existia em outros séculos pós-apostólicos 
(Burgess, apud McGee, 2017, p. 57). 
(d) Os Irvingitas. Edward Irving (1792-1834 d.C), pastor presbiteriano escocês sentiu-se 
despertado a restaurar os dons espirituais na Igreja. A partir de 1830, ele percorreu a 
Escócia pregando a necessidade do derramamento do Espírito Santo e muitos foram 
batizados e falaram noutras línguas. Diante disso, Irving relacionou a glossolalia como 
“sinal permanente” da presença do Espírito. E, conforme ratifica Dorries (apud McGee, 
2017, p. 73) Irving “claramente ensinou que o recebimento por parte do crente do 
batismo do Espírito foi evidenciado ou confirmado pela manifestação de línguas 
desconhecidas”.
1.3. Movimento Pentecostal na América do Norte
(1) Movimento de Santidade. Nos séculos XIX e XX as doutrinas pietistas e 
metodistas alcançaram os Estados Unidos e culminaram na exigência de uma vida 
santificada, que começou a ser enfatizada pelos pregadores norte-americanos. Os 
“sermões exortavam o povo à consagração. Os dons espirituais e a vida controlada 
pelo Espírito Santo passaram a ser tema central das mensagens” (Baptista, 2017, p. 
55). Esses ensinos desencadearam uma série de conferências, de tal modo que, em 
1860, o “movimento da santidade” impulsionou o pentecostalismo norte-americano. 
E, a partir de1880, as mensagens também enfatizavam a cura divina e a dependência 
do Espírito Santo. Em 1895, Benjamin Irwin começou a ensinar acerca da terceira obra 
da graça chamada “o fogo”. Ele fundou as Associações da Santidade Batizada com 
Fogo, e, em 1907 aderiram ao pentecostalismo e o ensino oficial das línguas como 
evidência inicial do batismo no Espírito Santo (Araújo, 2007, p. 394).
(b) Movimento da Fé Apostólica. As manifestações do Espírito no início do século 
XX remontam ao trabalho de Charles Parham (1873-1929). Entre outras atividades, 
ele fundou em Topeka (Kansas) o Bethel Bible College. Nessa instituição, em 31 de 
dezembro de 1900, a estudante Agnes Ozman foi batizada no Espírito Santo cuja 
13
evidência inicial foi falar em línguas desconhecidas. Na sequência metade dos alunos 
e inclusive Parham receberam o batismo nas mesmas condições. A partir de então o 
movimento alcançou crescimento vertiginoso. A mensagem incluía santidade, cura 
divina, dons espirituais e a vinda de Cristo. No entanto, a principal doutrina defendida 
por Parham foi que falar noutras línguas representa a evidência bíblica do batismo no 
Espírito Santo (Horton, 1996, p. 17).
(c) Avivamento da Rua Azusa. Um dos avivamentos com maior repercussão do 
pentecostalismo moderno se deu em Los Angeles – USA. Seu principal líder foi Joseph 
William Seymour (1870-1922) discípulo de Parham. Após ser batizado no Espírito 
Santo com a evidência do falar em línguas, Seymour locou um salão rústico de madeira 
número 312, na rua Azusa, onde no período de1906 a 1909, a mensagem pentecostal 
foi pregada e se alastrou para o mundo todo. O movimento também é identificado 
como “Missão da Fé Apostólica”. De acordo com Araújo (2007, p. 780), Seymour 
ajustou o seu sistema teológico da santidade wesleyana ao ensino de Parham sobre 
o batismo no Espírito Santo, incluindo a evidência bíblica de falar em outras línguas, 
apesar de não a considerar como a única evidência. 
(d) Avivamento batista em Chicago. Esse avivamento não é tão propalado como o da 
Rua Azusa, mas tem grande importância para a fundação das Assembleias de Deus no 
Brasil em 18 de junho de 1911. Segundo Araújo (2020, p. 21), em 1906, teve início na 
Segunda Igreja Batista
Sueca em Chicago um grande avivamento pentecostal que ficou 
conhecido como o “movimento novo”. Durante o pastorado de J. W. Hjertstrom, em 
fevereiro de 1906, os crentes batistas suecos foram batizados no Espírito Santo com 
a evidência inicial de falar noutras línguas. Esse fenômeno ocorreu em Chicago dois 
meses antes do avivamento da rua Azusa, que teve início em 9 de abril de 1909. 
Desse modo, os batistas suecos em Chicago precedem os pentecostais norte-
americanos em Los Angeles. Os pioneiros das Assembleias de Deus no Brasil, Gunnar 
Vingren e Daniel Berg, tiveram a experiência do batismo no Espírito Santo com o sinal 
de falar noutras línguas no movimento pentecostal batista sueco. E, apesar de terem 
mantido contato com os americanos batistas pentecostais, durante os primeiros 
trinta anos das Assembleias de Deus no Brasil, o relacionamento dos pioneiros se deu 
exclusivamente com os batistas pentecostais suecos nos Estados Unidos e na Suécia, 
inclusive no entendimento bíblico-teológico.
1.4 Movimento Pentecostal na América do Sul
Os missionários Gunnar Vingren e Daniel Berg, membros da Igreja batista sueca nos 
Estados Unidos, desembarcarem no Brasil em 19 de novembro de 1910, trazendo consigo a 
mensagem pentecostal (Berg, 1995, p. 60). Eles foram recebidos na Igreja Batista na cidade 
de Belém do Pará onde ficaram hospedados. Cerca de seis meses depois, no dia 9 de junho 
de 191, a professora da Escola Dominical Celina Albuquerque recebeu o batismo no Espírito 
Santo com a evidência inicial do falar noutras línguas. 
O batismo no Espírito da irmã Celina culminou com o desligamento daqueles que 
aderiram ao movimento pentecostal. Vingren (2000, p. 42) registra que a reunião de 
exclusão aconteceu na noite de terça-feira de 13 de junho de 1911, quando dezoito irmãos 
e os dois missionários foram expulsos da congregação. Cinco dias após o ocorrido, em 18 de 
14
junho de 1911, na rua Siqueira Mendes deu-se início ao maior movimento pentecostal da 
América latina - era o nascedouro das Assembleias de Deus no Brasil.
2. Fundamentos Teológicos do Pentecostalismo
2.1 O padrão quadruplo do Pentecostalismo
A estrutura teológica das Assembleias de Deus que adota o “padrão quadruplo” com 
ênfase em quatro-pontos doutrinários: “Jesus Cristo salva, cura, batiza no Espírito Santo e 
breve voltará” (Soares, 2017, p. 3). 
Apesar dessa declaração pentecostal, onde Cristo é proclamado como o autor da 
“salvação”, da “cura”, do “batismo no Espírito Santo”, e de ser aguardado o seu retorno, os 
adeptos do cessacionismo costumam acusar os pentecostais de colocar a obra do Espírito, 
tais como o revestimento de poder e os dons espirituais acima das demais verdades bíblicas. 
Em resposta a esse falacioso argumento, Duffield (1991, p. 56) assim se manifesta:
Nenhuma tentativa é feita aqui para exaltar o ministério capacitor do Espírito Santo acima da 
obra redentora de Cristo. Reconhecemos que a obra principal do Espírito Santo é exaltar Cristo. 
Mas afirma-se também que a obra consumada de Cristo faz provisão de uma plenitude do 
Espírito, além da regeneração, da qual os crentes podem ou não se apropriar.
2.2 A doutrina da Salvação na perspectiva pentecostal
A Declaração de Fé das Assembleias de Deus ensina que “que a salvação é o 
livramento do poder da maldição do pecado, e a restituição do homem à plena comunhão 
com Deus, a todos os que confessam a Jesus Cristo como seu único Salvador pessoal, 
precedidos do perdão divino”2. A posição doutrinária e teológica da denominação é descrita 
da seguinte forma:
A salvação está disponível a todos os que creem (...) sendo condicionada à fé em Cristo Jesus, 
estando relacionada à presciência de Deus (...) A graça de Deus é manifestada salvadoramente 
(...) entretanto, não é irresistível (...) Foi Deus quem tomou a iniciativa na salvação (...) É por 
meio da graça que Deus capacita o ser humano para que ele responda com fé ao chamado do 
evangelho (...) os seres humanos, influenciados pela graça que habilita a livre escolha, são livres 
para escolher (...) Deus proveu a salvação para todas as pessoas, mas essa salvação aplica-
se somente àquelas que creem (...) Não há dúvidas quanto à possibilidade do salvo perder a 
salvação.3
Percebe-se, portanto, nitidamente em nossa soteriologia a presença da mecânica da 
salvação dos remostrantes.4 Essa posição é conhecida como cinco pontos da soteriologia 
arminiana. Estes pontos são descritos em inglês, por meio do acrônimo FACTS, que em 
português é traduzido como: Feito livre pela graça (Graça Resistível); A todos a expiação 
(Expiação ilimitada); Condicional eleição; Total depravação; e Segurança em Cristo.
2 SOARES (Org), 2017, p. 109.
3 Ibidem, p. 110-114
4 O arminianismo holandês no ano de 1610 articulou uma breve declaração teológica em cinco pontos, assinada 
por 44 ministros e apresentada ao Estado Holandês, chamada Remonstrância (termo que se origina de “remonstrare”, do 
latim medieval, cujo significado é “protestar, expor, manifestar”). Em 1618, houve uma ampliação na explicação desses 
cinco pontos, que foi denominada “Opiniões dos Remonstrantes”. Posteriormente, Simão Episcópio (1583–1643) escreveu 
“A Confissão Arminiana” de 1621, ratificando as crenças arminianas. (SOARES (Org), 2017, p. 17). 
15
2.3 A maravilhosa doutrina da cura divina
O pentecostalismo ensina que Deus continua a curar em nossos dias por diversas 
razões, mas destacamos três argumentos essenciais: (a) a cura divina encontra-se na Bíblia:
o AT e o NT apresentam Deus como aquEle que sara. Ambos os testamentos fazem conexão 
entre o Deus Senhor e médico (Êx 15.26; Lc 4.23)5; (b) a cura divina está incluída na obra 
expiatória de Cristo: Ele proveu na cruz tanto a salvação da alma quanto a cura do corpo (Is 
53.4,5; Mt 8.16,17; 1Pe 2.24)6; (c) a cura divina faz parte do ministério contínuo dos crentes:
Após o Pentecostes o ministério de cura divina iniciado por Jesus teve prosseguimento por 
meio da Igreja como parte da mensagem do Evangelho (At 3.1-10; 4.30 5.16; 19.12)7.
O Novo Testamento registra três maneiras de como o poder de Deus se manifesta 
para curar como ação da Igreja: (a) a imposição de mãos (Mc 16.15-19; At 9.17); (b) a oração 
da fé, confissão de pecados e a unção do enfermo com óleo (Tg 5.14-16); (c) dons de curar 
concedido aos crentes (1Co 12.9)8. Nesse ponto, convém esclarecer que é nosso dever 
buscar a cura divina, mas que nosso Deus é soberano, e, portanto, Ele decide quem curar, 
como e quando curar. Ressalta-se também, que nosso corpo é templo do Espírito Santo e 
precisa de cuidados. Por isso, buscar auxílio médico para as enfermidades não sinaliza falta 
de fé. Deus pode usar os recursos da medicina para prover a cura (Lc 5.38).
2.4 A promessa do batismo no Espírito Santo
A doutrina pentecostal crê, e ensina que a promessa do batismo no Espírito Santo 
remonta a profecia de Joel, cerca de oitocentos anos antes do Pentecostes (Jl 2.28-32). 
No Novo Testamento, João Batista, o precursor do Messias confirma essa promessa que 
é registrada por todos os Evangelistas (Mt 3.11; Mc 1.8; Lc 3.16; Jo 1.32,33; At 11.16). 
No evangelho de Lucas Cristo avalizou a promessa como sendo “a promessa de meu Pai” 
(24.49). E, antes de ascender aos céus deu orientações especificas aos discípulos acerca 
dessa graça do revestimento de poder (At 1.4-8).
(a) Definição do batismo no Espírito. Antonio Gilberto (2019, p. 66) define o 
Batismo no Espírito Santo como “um revestimento e derramamento de poder do Alto, 
com a evidência física inicial de línguas estranhas conforme o Espírito Santo concede, pela 
instrumentalidade do Senhor Jesus, para o ingresso do crente numa vida de mais profunda 
adoração e eficiente serviço para Deus”. Essa definição é corroborada pela Declaração de Fé 
das Assembleias de Deus (2017, p. 167) ao professar que “o batismo no Espírito Santo é um 
revestimento de poder do alto”. Ao se referir a essa experiência, a predileção pentecostal 
é o uso da expressão “batismo no Espírito Santo” em
analogia ao “batismo nas águas” 
(Siqueira, 2018, p. 86). 
(b) O batismo no Espírito Santo é distinto da salvação. A Declaração de Fé 
das Assembleias de Deus (2017, p. 166) afirma que “quando o Consolador desceu sobre os 
discípulos no dia de Pentecostes, eles já tinham o Espírito Santo (Jo 20.22)”. Desse modo, 
ratifica-se que todo o crente em Jesus recebe o Espírito Santo no momento da regeneração 
5 HORTON, 1996, p. 511.
6 SOARES (Org), 2017, p. 181.
7 ARAÚJO, 2007, p. 253.
8 Ibidem, p. 253.
16
(Ef 1.13-14; Gl 4.6); e, que o batismo no Espírito Santo é algo distinto do novo nascimento 
(At 2.2-4). Nessa perspectiva, ressalta-se a distinção doutrinária entre a experiência da 
salvação em Cristo, ocasião em que o crente recebe o Espírito Santo (1Co 3.16), e o batismo 
no Espírito Santo, ocasião em que o crente recebe o revestimento de poder (At 1.8).
(c) Significado de Batismo com Espírito Santo e Fogo. João, o Batista, afirma 
que Cristo batizaria “com o Espírito Santo e fogo” (Mt 3.11; Lc 3.16). Para a correta 
interpretação é necessário prestar atenção no emprego da preposição “com” que não é 
repetida antes de fogo em nenhum dos textos acima citados. Uma única preposição “com” 
governa o “Espírito Santo” e o “fogo”, e isso sinaliza um conceito unificado, isto é, Espírito 
e fogo simultaneamente. (Friberg, 1987, p. 7 e 184. Assim, a expressão “batismo com o 
Espírito Santo e fogo” faz alusão a uma única experiência e está intrinsicamente ligada ao 
evento de Pentecostes, conforme registrado em Atos 2.1-4. 
Nessa perspectiva, Henry (2008, vol. 2, p. 13) assegura que “o sinal dado foi fogo para 
que a predição de João Batista relativa a Jesus se cumprisse […], ou seja, com o Espírito 
Santo como com fogo […] Este fogo apareceu na forma de línguas repartidas”. Ratifica-se 
então que a expressão “batismo no Espírito Santo e fogo” é uma clara referência as “línguas 
como que de fogo” (At 2.3) que veio sobre os discípulos no Cenáculo no dia de Pentecostes.
2.5 A escatologia de cunho pentecostal
Ratifica-se que a escatologia é o “estudo das últimas coisas”, e dentre as suas 
temáticas, destaca-se o estudo da segunda vinda de Cristo. A Bíblia Sagrada assegura que a 
dispensação da graça termina com o retorno de Cristo para arrebatar a sua Igreja. A doutrina 
da translação da Igreja está presente em diversos textos do Novo Testamento (Jo 14.1-3; 2Ts 
2.1; 1Ts 4.13-18; 1Co 1.8; 15.51-52; 2Co5.1-9; Fp 3.20-21). As Escrituras asseveram que o 
retorno de Cristo se dará em duas fases, sendo este, o posicionamento das Assembleias de 
Deus no Brasil: 
Cremos, professamos e ensinamos que a Segunda Vinda de Cristo é um evento a ser realizado 
em duas fases. A primeira é o arrebatamento da Igreja antes da Grande Tribulação [...] a segunda 
fase é a sua vinda em glória depois da Grande Tribulação e visível aos olhos humanos (Soares, 
2017, p. 185).
(a) Arrebatamento pré-tribulacional. O arrebatamento da Igreja ocorrerá antes que comece 
o período de sete anos da tribulação, ou seja, “a Igreja, o corpo de Cristo, em seu todo, 
será, por meio da ressurreição ou por transferência, retirada da terra antes de começar 
qualquer parte do cumprimento da 70ª semana de Daniel”. (Pentecost, 1998, p. 217). 
Vários argumentos podem ser apresentados em apoio desta posição. Tais considerações 
surgem do método literal de interpretação das Escrituras proféticas. Vejamos alguns destes 
argumentos:
a) A promessa que a igreja será guardada (fora) da hora da provação. (Ap 3.10);
b) A remoção do aspecto de habitação no ministério do Espírito Santo exige 
necessariamente a remoção dos crentes. (2Ts 2.6-10);
c) A tribulação é um período de derramamento da ira de Deus, da qual a Igreja está 
isenta. (Ap 6.17, cf. 1Ts 1.10; 5.9);
17
d) O arrebatamento só pode ser iminente se for pré-tribulacional. (1Ts 5.6);
e) Deus somente enviou o dilúvio após Noé e sua família entrarem na arca (Gn 7), e 
destruiu Sodoma e Gomorra após a saída de Ló e sua família (Gn 19).
(b) Escatologia pré-milenarista. No pentecostalismo, a segunda fase do retorno de 
Cristo será literal e corporalmente, e, acontecerá após a Grande Tribulação, e, antes do início 
do milênio na terra. O posicionamento das Assembleias de Deus no Brasil segue o método 
de interpretação literal conforme a fé praticada na Igreja primitiva. Nossa Declaração de Fé 
ratifica a posição pré-milenarista:
O Milênio é o Reino de Cristo com duração de mil anos que terá início por ocasião da vinda 
de Cristo em glória com os seus santos. Todos os que estiverem vivos na terra após esses 
acontecimentos serão submetidos ao governo de Jesus Cristo. Nesse período, Satanás estará 
aprisionado no abismo. Isso significa que a sua ação destruidora na terra será neutralizada e, 
assim, será iniciada uma nova ordem. (Soares, 2017, p. 189).
Após o arrebatamento da Igreja e o cumprimento de todos os demais eventos 
escatológicos (milênio e o juízo final), o pecado terá terminado o seu curso. Os salvos já 
estarão glorificados. Os perdidos, julgados e condenados. Então Deus será tudo em todos 
(1Co 15.28) e para sempre continuará o eterno e perfeito estado. Maranata! Ora vem, 
Senhor Jesus!
Considerações Finais
O leitor deve ter consciência que nesse ensaio não estão descritos todos os 
fundamentos do pentecostalismo clássico. Também não foi apresentado todo o escopo 
doutrinário pentecostal. Trata-se de uma síntese dos principais eventos históricos do 
movimento, e, de uma visão geral do “padrão quadruplo” adotado pelas AD com ênfase 
em quatro-pontos doutrinários. Contudo, os aspectos aqui mencionados são evidências 
cumulativas de que a Igreja Assembleia de Deus deve permanecer essencialmente bíblica, e 
comprometida com a genuína mensagem pentecostal.
PR. DOUGLAS ROBERTO DE ALMEIDA BAPTISTA - Líder da Assembleia de Deus de Missão 
do Distrito Federal (ADMDF), e do Conselho de Educação e Cultura da CGADB; Editor-Chefe 
da Rede de Estudos Pentecostais Assembleianos (REPAS); Relator da Declaração de Fé 
das Assembleias de Deus no Brasil; Comentarista das Lições Bíblicas de Adultos da CPAD; 
Graduado em teologia, filosofia e pedagogia; Especialista em Docência do Ensino Superior: 
Mestre em Ciências das Religiões e Doutor em Teologia Sistemática.
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20
A ASSEMBLEIA DE DEUS E 
SEU LEGADO PENTECOSTAL
Pr. Geziel Silva Costa / MT
INTRODUÇÃO
No dia 18 de junho de 2021 a Assembleia de Deus completou 110 anos. A vitrine do 
maior movimento pentecostal brasileiro é resultado do trabalho de dois jovens suecos 
com uma chamada missionária. A Assembleia de Deus introduziu-se nas classes sociais 
nunca antes conquistadas pelo evangelho. Os efeitos da evangelização ocasionaram para a 
Assembleia de Deus importância e destaques significativos no pentecostalismo brasileiro. 
A Assembleia de Deus estruturou-se ministerialmente e convencionalmente tornando-
se a maior denominação pentecostal do mundo.1 Tanto os missionários suecos quanto os 
americanos foram contagiados com a expansão do pentecostalismo norte-americano 
popularizado por Willian Joseph Seymour. 2
Diferente das igrejas já instaladas em terras brasileiras, a Assembleia de Deus avançou 
no cuidado com os pobres, os negros e os abdicados às margens da sociedade nas regiões 
Norte e Nordeste do país. Intencionalmente, o evangelho se alarga entre os pobres e os 
oprimidos gerando esperança e alívio aos cansados.3
 A IMPORTÂNCIA DA HISTÓRIA DA ASSEMBLEIA DE DEUS
Os missionários Daniel Berg e Gunnar Vingren fundaram a primeira igreja pentecostal 
no Brasil dia 18 de junho de 1911 com o nome “Missão da fé Apostólica”. A escolha do nome 
derivou do Jornal “Fé Apostólica” editado pelo pastor afro-americano William J. Seymour, 
líder do maior movimento pentecostal no início do século 20, na rua Azuza, 312, Los Angeles, 
Califórnia.
Vingren e Berg conheciam bem o jornal que pregava a restauração espiritual, os dons 
e o fruto do Espírito que eram presentes na igreja primitiva. O objetivo dos
missionários era 
que a igreja crescesse enfatizando a pregação das doutrinas pentecostais. Sete anos depois, 
Vingren e Berg junto com os missionários Otto Nelson e Samuel Nystrom, mudaram o nome 
da igreja de “Missão da fé Apostólica” para “Assembleia de Deus”. 4
O Movimento Pentecostal começou com o batismo no Espírito Santo da aluna Agnes 
Ozman às 19h do dia 30 de dezembro de 1900. Agnes era aluna da Escola Bíblica Betel em 
Topeka, Kansas, EUA. O professor Charles Parham ensinava a doutrina do batismo com o 
Espírito Santo conforme (At 2.4) e exemplificava a igreja primitiva. Todos os alunos foram 
batizados e por último Parham também foi.
As Igrejas tradicionais, não souberam lidar com a situação pentecostal no seu rebanho 
excluindo os membros batizados. De 1901 a 1914, surgiram os mais diversos grupos e 
denominações pentecostais em todo o EUA. Em 1914 os líderes dessas diversas igrejas 
pentecostais, uniram-se de 2 a 12 de abril com mais de 300 ministros para formar a maior 
1 DANIEL, Silas. História da Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil. Rio de Janeiro: CPAD: 2004 
2 SYNAN, Vinson. O Século do Espírito Santo. São Paulo: Editora Vida, 2009.p.19.
3 ALENCAR, Gedeon. Assembleias de Deus. Origem, Implantação e Militância. São Paulo- Arte Editorial. 2010.p.16
4 LIVEIRA, Joanyr de. As Assembleia de Deus no Brasil. 1ª Ed – Rio de Janeiro, RJ,1997. p.59
21
denominação pentecostal norte-americana, a Assembleia de Deus. 5
NOSSA HERANÇA DA TEOLOGIA ARMINIANA
No século 19, noventa por centos dos movimentos pentecostais eram arminianos, isto 
é: Criam que a salvação é oferecida a todas as pessoas pela graça de Deus. Que o Cristão 
precisa perseverar fielmente até o fim para alcançar a sua salvação. Diferente do calvinismo 
que creem na doutrina da predestinação e uma vez salvo, este não pode cair da graça 
salvífica.
Os missionários suecos e americanos eram teólogos arminianos. Em uma revista de 
EBD datada de 1971, sobre a doutrina da salvação, o missionário Lawrence Olson explica as 
correntes Luterana, calvinista e arminiana. Depois de fazer essa divisão, enfatiza que nosso 
entendimento da salvação é proveniente do arminianismo.
AS PRIMEIRAS ESCOLAS BÍBLICAS
Com o avanço da evangelização, houve a necessidade de separar obreiros 
para a seara. Todavia a preparação bíblica destes novos obreiros era necessária, 
por isso a instituição das EBO (Escola Bíblica de Obreiros). A primeira foi realizada de 
4 de março a 4 de abril de 1922. O pastor Samuel Nystrom ministrou os estudos. 6
Os assuntos estudados na ocasião foram: A vida de oração de Abraão, Jacó, 
Moisés, Elias, Daniel e de Jesus no Getsêmani e da Igreja Primitiva segundo (At 4.24-
31). Também foi objeto de estudo a epístola de Paulo aos Filipenses e os sinais dos 
tempos antes da vinda do Senhor. Diversos outros assuntos foram estudados. A 
autoridade divina e histórica da Bíblia, as dispensações de Deus, o livro de Efésios e 
o livro de Apocalipse. 7
O CRESCIMENTO DA ASSEMBLEIA DE DEUS NO BRASIL
As igrejas tradicionais já estavam em solo brasileiro. No entanto elas buscavam 
os grandes centros e dificilmente chegavam à população pobre e nos ribeirinhos. As 
Assembleias de Deus anunciam que Deus não faz acepção de pessoas ou prioridade por 
classes socais, mais a preferência divina é pelo homem, rico ou pobre, culto ou indouto. E a 
mensagem pregada é a salvação em Cristo, a cura divina com ênfase nos dons espirituais, o 
batismo no Espírito Santo e a volta de Jesus ecoou em solo brasileiro.
Há muitos documentos históricos de testemunhos de curas divina. Os jornais da AD 
reservavam uma coluna para os testemunhos dos irmãos. Posteriormente até um culto de 
testemunho foi estabelecido, e Jesus seguia salvando milhares de almas para seu reino. 8
EDUCAÇÃO FORMAL
americana queria implantar a Educação Formal aos pastores brasileiros. Os suecos 
apenas um curso no modelo da escola de Pethrus e não vincular o pastorado 
à formação teológica. Em 1946 o missionário Lawrence Olson defendia a ideia 
de institutos bíblicos teológicos. O Missionário João Kolenda defendia a ideia de 
5 DANIEL, Silas. História da Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil. Rio de Janeiro-RJ. CPAD-1ª 
2004.p.9-12
6 ARAUJO, Israel de. Dicionário Movimento Pentecostal. Rio de Janeiro, RJ. CPAD-2007. p.44
7 BIOGRAFIA, Samuel Nystron. CPAD, Rio de Janeiro 1ª Ed. 2008.p. 58 ,109
8 FERNADES, Rubeneide Oliveira Lima. O Movimento Pentecostal, Assembleia de Deus e o estabelecimento da 
Educação Formal. Piracicabas-SP, 2006p.96 Dissertação (Mestre em Educação) centro educacional da UNIMEP.
22
institutos nos grandes centros, Samuel Nystron não concordava que estes institutos 
deveriam formar pastores como as igrejas tradicionais. A tentativa américana 
de fundar um seminário teológico em 1948 fracassou com a resistência sueca e 
brasileira. 
Mesmo sem o apoio da CGADB dois institutos começam a funcionar. O IBAD 
(Instituto Bíblico da Assembleia de Deus) e o IBP (Instituto Bíblico Pentecostal). Só em 
1975 que a CGADB apoia os institutos alargando o conhecimento teológico. O Maior 
defensor da formação teológica foi o pastor Lawrence Olson. 9
MINISTÉRIO COM SIMPLICIDADE E HUMILDADE
A Suécia Luterana com sua estrutura altamente organizada e o clero 
denominações no país. O clero detinha o saber cultural/teológico e menosprezava 
os demais líderes religiosos.
No Brasil católico não era diferente. Os líderes católicos eram cultos tinham um 
bom sustento e perseguiam as demais denominações.
Os missionários instruídos pelo Espírito Santo, optaram por uma vida simples 
e humilde diferente dos demais líderes citados acima. Ao fazerem opção pela 
simplicidade e repugnando a oferta de enriquecimento, deu exemplo para a primeira 
geração de pastores brasileiros que desprezaram a ascensão econômica.
CONCLUSÃO
Diferente das igrejas já instaladas em terras brasileiras, a Assembleia de Deus 
avançou no cuidado com os pobres, os negros e os abdicados às margens da 
sociedade nas regiões Norte e Nordeste do país. Intencionalmente, o evangelho se 
alarga entre os pobres e os oprimidos gerando esperança e alívio aos cansados. A 
igreja se estrutura com instituição, cresce no conhecimento, tornou-se missionária e 
a maior denominação pentecostal do mundo.
PR. GEZIEL SILVA COSTA - Pastor do Setor Jardim Guanabara Cuiabá - MT. É escritor, 
Pedagogo, Bacharel e Mestre em Teologia. Especialista em Docência do ensino Superior e 
Teologia do Novo Testamento. Vice-Presidente do Conselho de Educação e Cultura, Cuiabá/
MT.
Referências Bibliográficas
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ARAUJO, Israel de. Dicionário Movimento Pentecostal. Rio de Janeiro, RJ. CPAD-2007
BIOGRAFIA, Samuel Nystron. CPAD, Rio de Janeiro 1ª Ed. 2008
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FERNADES, Rubeneide Oliveira Lima. O Movimento Pentecostal, Assembleia de Deus e o estabelecimento da 
Educação Formal. Piracicabas-SP, 2006p.96 Dissertação (Mestre em Educação) centro educacional da UNIMEP.
OLIVEIRA, Joanyr de. As Assembleia de Deus no Brasil. 1ª Ed – Rio de Janeiro, RJ,1997
SYNAN, Vinson. O Século do Espírito Santo. São Paulo: Editora Vida, 2009
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9 FERNANDES, 2006
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VENCENDO AS ADVERSIDADES MINISTERIAIS 
NA DIREÇÃO DO ESPÍRITO
Pr. Jose Antônio da Silva Sobrinho / MT
INTRODUÇÃO 
Prezado obreiro, estas palavras escritas em linguagem simples são endereçadas 
principalmente a você que acaba de entrar no Ministério ou ao senhor já está há muito 
tempo, e ainda não conseguiu superar todas as adversidades no Ministério. Tais orientações 
bíblicas são para expor os passos fundamentais para uma vida frutífera em Cristo, e como 
vivê-la progressiva e vitoriosamente. 
Para estudar este assunto maravilho e ter a direção do Espírito você tem o 
companheiro ideal: Nosso Senhor Jesus Cristo. Confie em suas promessas, sua providência, 
siga suas pisadas e prossiga para o alvo. 
Muitos obreiros, apenas iniciam a vida ministerial e logo param, ficando à margem 
do caminho. Outros se tornam negligentes, embaraçados com as coisas deste mundo, 
fascinados com os acenos sedutores de suas vãs promessas. Estes não poderão dar frutos 
assim. 
Outros, mesmo sendo já um obreiro, resolvem não crescer. Não se esforçam nesse 
sentido, julgando que o crescimento espiritual seja fruto do acaso ou surgirá de modo 
completo e momentâneo como um relâmpago. 
A palavra inspirada de Deus refere-se a isso como “edificar” e “edificação”. Ora, uma 
edificação não é executada aos saltos, aos pulos, mas sequencialmente; Pedra após pedra, 
tijolo após tijolo.
Sim, há obreiros fiéis hoje, assim como eram há 50, 30 e 20 anos. Mas uma classe há 
em pior situação. São os que recuaram ante a posição do mundo, da carne e do diabo. Mais 
você tem uma decisão de vencer as adversidades na direção do Espírito Santo, ou ceder às 
tentações e acabar sua carreia ministerial.
Parte 1 
Texto destaque 
Contexto - Leia – João 15. 1-8 
João 15. 5 "Eu sou a videira; vocês são os ramos. Se alguém permanecer em mim e eu nele, 
esse dará muito fruto; pois sem mim vocês não podem fazer coisa alguma”. (ARA)
ADVERSIDADES 
Jesus utilizou a analogia da videira para ensinar a relação necessária que deve existir 
entre o Espírito Santo e o crente para que sua semelhança com Cristo seja notória nele. É 
o Espírito Santo que produz o fruto espiritual em nós quando nos rendemos sem reservas 
a Ele. Isso abrange nosso espírito, alma e corpo e todas as faculdades que os constitui. Aí 
começam as primeiras adversidades. 
25
1. ADVERSIDADE - A RENÚNCIA DO EU 
A primeira adversidade é a Renúncia do “Eu”. Renunciar é muito importante na vida do 
obreiro que quer ter a direção do Espírito Santo de Deus. Observe o que Jesus declara: 
João 15. 5 "Eu sou a videira; vocês são os ramos. Se alguém permanecer em mim e eu 
nele, esse dará muito fruto; pois sem mim vocês não podem fazer coisa alguma. (ARA)
Se a presença de Jesus Cristo controla o obreiro, ele vai viver na dependência dEle, 
observe “não podem”
Então, a primeira adversidade é renunciar você mesmo, pois sua faculdade 
intelectual, sua posição secular ou ministerial, ou até mesmo posses, não lhe qualifica para 
uma vida na direção do Espírito, mas sim, uma vida de permanência em Jesus e Ele em nós. 
Observação importante: O obreiro deve entender que, renunciar é viver sem o: EU 
POSSO, EU TENHO POSIÇÃO, EU TENHO MAIS TEMPO, EU FAÇO, EU NÃO ACEITO, EU NÃO 
CONCORDO. E Sim JESUS, PODE, FAZ, AGE E DETERMINA. 
João 15.4 - Permaneçam em mim, e eu permanecerei em vocês. Nenhum ramo pode dar 
fruto por si mesmo se não permanecer na videira. Vocês também não podem dar fruto se não 
permanecerem em mim.
2. ADVERSIDADE - A FAMÍLIA
O obreiro, enfrenta várias adversidades mais uma das coisas que qualifica o obreiro, 
é a posição da Família em questão à obra de Deus. Observe a recomendação do Apostolo 
Paulo: “que governe bem a sua própria casa, tendo seus filhos em sujeição, com toda a 
modéstia (porque, se alguém não sabe governar a sua própria casa, terá cuidado da igreja de 
Deus?” (1 Timóteo 3:4,5 – ARC)
O Apostolo Paulo enfatiza que governe bem a sua própria casa, ou seja, a primeira 
obra do seu ministério é o ajuste da sua casa. 
Alguns pontos podemos observar na recomendação paulina.
- Governo – deve ser com diálogo, amor e respeito.
- Tendo seus filhos em sujeição – obreiro deve ter controle da vida dos seus filhos 
(menores), tendo uma palavra de orientação e admoestação para todos mesmo os que já 
formaram nova família. 
- O Cuidado com o tipo de relacionamento com a esposa. 
Igualmente vós, maridos, coabitai com ela com entendimento, dando honra à mulher, 
como vaso mais fraco; como sendo vós os seus coerdeiros da graça da vida; para que não 
sejam impedidas as vossas orações. 1 Pedro 3:7- ARC
Observação importante: A maneira do relacionamento com a família, também será o 
relacionamento com Deus; o texto está afirmando que orações podem ser impedidas. 
Uma das tarefas é a manutenção da família “(espiritual, emocional e financeiro)”.
A aliança expressa um compromisso mútuo, uma garantia de fidelidade (honrar o 
outro tanto na presença quanto na ausência).
Nesse
compromisso forte e profundo que é a aliança é onde se estabelece o 
casamento e o propósito de Deus na formação da família. Nesse compromisso é onde vamos 
viver, onde vamos desenvolver uma das tarefas mais árduas que Deus incumbiu ao ser 
humano, a manutenção da família.
• Seja Líder da sua Família (1 Co 11.3)
Mas quero que saibais que Cristo é a cabeça de todo varão, e o varão, a cabeça da 
mulher; e Deus, a cabeça de Cristo. (1 Coríntios 11:3 ARC)
26
1. A responsabilidade final de liderança está sobre o marido.
2. Exercite em amor essa autoridade que lhe foi dada.
a. Isto trará estabilidade à família.
b. Seja um exemplo de firmeza, a despeito das adversidades.
3. Resista ao inimigo e não à família.
3. ADVERSIDADE – OS MAUS OBREIROS 
Uma das adversidades ministeriais mais notórias no dia de hoje, é não se contaminar 
com os maus obreiros, sem a direção do Espírito Santo. Vamos Observar as recomendações 
do apostolo Paulo a Timóteo.
Leia. 1 Timóteo 4:6-16
Observe que há bons obreiros, e também maus, então a recomendação paulina é não 
se contaminar com coisas passageiras e dissoluções sem fim de conclusão. 
Os maus obreiros, tende a ter algumas caraterísticas:
- Ele não tem nada a oferecer- porque não persiste em ler (estudar)
- Ele não sabe ensinar sua casa e muito menos o rebanho de Cristo. 
- Ele não é ocupado pelas Palavra de Deus e sim pela vida alheia. 
- Todo seu esforço é para favorecimento próprio, se não o favorecer.
- Luta sempre contra a doutrina, e persuade aqueles que estão no caminho da salvação.
Como afirmar - 2 Timóteo 4:1-5.
Vencendo as Adversidades Ministeriais na direção do Espírito Santo. 
Parte 2
COMO SE COMPORTAR O MINISTRO NA DIREÇÃO DO ESPÍRITO SANTO
O Senhor Jesus falou sobre a importância da frutificação espiritual, dizendo. “Eu Sou 
a Videira verdadeira, e meu Pai e o lavrador. Eu sou a videira, vós as varas, quem está em 
mim, e eu nele, este do muito fruto” Joao 15. 1,5. O obreiro não deve viver para fazer a sua 
vontade e nem para agradar a si próprio, mais sim, para testemunhar de Cristo e do Espírito, 
tendo consciência de que assim, está em tudo agradando a Cristo e fazendo seu querer.
Por este motivo convido você a analisar o texto que Jesus enfatizou. 
“Toda vara em mim que não dá fruto, a tira; e limpa toda aquela que dá fruto, para que dê mais 
fruto. Vós já estais limpos pela palavra que vos tenho falado.” João 15:2,3
Observe. 
Toda vara que não dá fruto... o fruto é importante.
Toda vara que dá fruto, precisa de limpeza. Assim produz mais. 
A palavra é agente de limpeza. 
Então vamos iniciar o seguinte pensamento. 
Se sou obreiro na casa do Senhor, preciso produzir fruto. Para sermos vencedores 
nesta batalha espiritual, o segredo é “ANDAR no ESPÍRITO”. 
“E os que são de Cristo crucificaram a carne com as suas paixões e concupiscências.
Se vivemos no Espírito, andemos também no Espírito.” - Gálatas 5:24,25
27
Como isto é possível na vida do obreiro? Ouvindo a voz do Espírito, o qual em nós 
habita; seguindo sua direção, obedecendo as suas ordens, não o entristecer com rebeldia, 
mundanismo, irreverência e descaso com as coisas do Senhor. 
Como vamos vencer as adversidades ministeriais na direção do Espírito.
Fazendo desta maneira, para isto aplicaremos alguns exemplos bíblicos de homens, 
que viveram inteiramente na direção do Espírito.
1 - Ouvi-lo atentamente
Ouvir ao Espírito Santo, e considerar a importante reflexão que o Senhor Jesus, deixa 
no Evangelho de Matheus 7. 24-27.
Exemplo. 2 alicerces 
Jesus encerra o Sermão do Monte comparando o homem sábio com o construtor que 
edifica sua casa sobre um alicerce firme, e o tolo, que constrói sua casa sobre areia. 
Jesus Cristo afirma no Texto MT. 7.24 – Ouve e Prática.
Hoje temos o Espírito Santo como nosso ajudador, devemos Ouvi-lo atentamente e 
também praticar a palavra de Deus. Sendo assim o obreiro, que ouve e prática palavra, terá 
fundamentação, pois seu ministério está firmado na rocha. 
Outra coisa importante do texto, é que ele afirma que virão adversidades.
Observe: “e caiu a chuva, transbordaram os rios, sopraram os ventos e deram com 
ímpeto contra aquela casa, que não caiu, porque fora edificada sobre a rocha.”
A afirmação no texto, é que a casa não caiu, porque fora edificada sobre a rocha. 
Então querido obreiro, tenha um ministério bem edificado, mas isto somente é possível 
ouvindo o Espírito Santo e praticando a Palavra.
2 - Seguindo inseparavelmente 
Seguir e andar no Espírito - o Apostolo Paulo afirma aos Gálatas:
“Digo, porém: Andai em Espírito e não cumprireis a concupiscência da carne. Porque 
a carne cobiça contra o Espírito, e o Espírito, contra a carne; e estes opõem-se um ao outro; 
para que não façais o que quereis. Mas, se sois guiados pelo Espírito, não estais debaixo da 
lei.” Gálatas 5:16-18
- Andai no Espírito (viver, portar-se, conduzir-se), quando obreiro anda pelo Espírito 
ele produz fruto do Espírito, a começar pelo Amor.
O exemplo de Enoque.
“E andou Enoque com Deus; e não se viu mais, porquanto Deus para si o tomou.”
Gênesis 5:24
3 - Obedecer imediatamente 
Para falar sobre obediência, o relacionamento de Pedro é um bom exemplo dessa 
dimensão da obediência na vida obreiro, Lucas o evangelista, é quem nos conta a história. 
Leia Lucas 5:1-7
Esclarecendo o significado de obediência.
Isso é obedecer: é deixar-se carregar pelo Espírito Santo de Deus. 
Observe o texto. “porque mandas”, lançarei a rede.
Obedecer é se submeter à Palavra, muitas vezes sem entender; (Pedro era 
profissional nas pescas), conhecia onde ele estava pescando. 
28
Outra situação em que Pedro é obediente; acontece num momento de tensão e 
pânico, no mar da Galileia. Mateus 14:27-32.
Você não deve se atrever a sair do barco se Jesus não disser “Saia do Barco” 
Observação Importante: 
Jesus convidou Pedro para sair do barco, mas isto não isentou ele das adversidades.
Ou seja, mesmo vivendo o sobrenatural de Deus, teremos adversidades (sentindo o vento 
forte, teve medo; e, começando a ir para o fundo).
Não mude sua visão, olhe para Jesus - E logo Jesus, estendendo a mão, segurou-o 
e disse-lhe: Homem de pequena fé, por que duvidaste? E, quando subiram para o barco, 
acalmou o vento.”
4 - Confiar nEle continuamente 
Exemplo de Jó
Para falarmos sobre confiar, podemos observar algumas características do patriarca 
Jó. Jó foi um personagem real e não apenas um nome poético simbolizando a paciência. 
Uma evidência disso e a menção do seu nome e seus traços em Ez. 14.14,20. 
O Livro de Jó ocupa-se da milenar pergunta, “Por que o justo sofre” Apesar do 
citado livro não conter uma resposta completa elucidando o problema que tanto fustiga 
o crente, contudo, nessa parte de revelação divina fica bem claro que há sofrimentos que 
não são consequências de pecados cometidos pela pessoa, mas que são permitidos por 
Deus para fortalecer a nossa fé. A confiança de Jó nos inspira a continuar independente das 
adversidades em quaisquer áreas da vida. 
Jó era integro e reto. Andava correto diante de Deus e dos homens. Seu caráter era 
puro, e pelo seu testemunho, dentro e fora de casa, ele demonstrava isso. Ele era reto, isto 
e, vivia e agia de conformidades com os padrões e conceitos divinos. Jó era casado, pai de 
dez filhos, sendo sete filhos e três filhas, era um homem famoso, rico, com muitas posses. 
Tudo que Jó era, tinha e sua linda família, e todo controle financeiro e social, isto não 
era nada perto da confiança que tinha em Deus. A expressão bíblica da fala de Jo, nos deixa 
claro isto. “Então, Jó se levantou, e rasgou o seu manto, e rapou a sua cabeça, e se lançou 
em terra, e adorou, e disse: Nu saí do ventre de minha mãe e nu tornarei para lá; o Senhor 
o deu e o Senhor o tomou; bendito seja o nome do Senhor. Em tudo isto Jó não pecou, nem 
atribuiu a Deus falta alguma.” Jó 1:20-22.
Deus declarou que Jó era seu servo, mas Satanás contestou as palavras de Deus e 
acusou Jó de interesseiro e oportunista. Enquanto Jó gozava de paz e
prosperidade na 
terra, um conflito tinha lugar no mundo espiritual. Satanás alegava que a fidelidade de Jó 
era devido ao favor divino para com ele, mas que em caso de uma prova ele abandonaria a 
Deus. 
Sabendo que Jó não pecou contra Deus, nem com atos, nem com palavras (Jó 2.10). 
A sua preocupação era a de não pecar contra Deus. Que Deus nos conceda obreiros assim, 
que abominem o pecado. 
Outra lição da vida do patriarca é ser acusado pelos seus amigos injustamente, 
depois de sete dias, de solidariedade, eles começaram a falar e culpá-lo o acusando que seu 
sofrimento é porque ele estava em pecado. Muitos obreiros passam por estas adversidades, 
29
mas em tudo Deus tem propósitos de crescimento e de relacionamento com Ele. Observe o 
caso de Jó. - Jó 42:1-6
- Jó agora veem Senhor, e se arrepende reconhecendo que não é nada, somente pó e 
cinzas. 
A Resposta de Confiar. 
E o Senhor virou o cativeiro de Jó, quando orava pelos seus amigos; e o Senhor acrescentou 
a Jó outro tanto em dobro a tudo quanto dantes possuía. Jó 42:10
Então Obreiro do Senhor aprenda confiar no Senhor Jesus. 
E, depois disto, viveu Jó cento e quarenta anos; e viu a seus filhos e aos filhos de 
seus filhos, até à quarta geração. Então, morreu Jó, velho e farto de dias.
Jó 42:16,17
Exemplo do Apostolo Paulo
Os escritos de Paulo aos Corintos, são exemplos explícitos de confiança em Deus, e ser 
guiado pelo Espírito Santo, diante das adversidades.
Observe o texto.
“Antes, como ministros de Deus, tornando-nos recomendáveis em tudo: na muita 
paciência, nas aflições, nas necessidades, nas angústias, nos açoites, nas prisões, nos 
tumultos, nos trabalhos, nas vigílias, nos jejuns, na pureza, na ciência, na longanimidade, na 
benignidade, no Espírito Santo, no amor não fingido, na palavra da verdade, no Poder de 
Deus, pelas armas da justiça, à direita e à esquerda, por honra e por desonra, por infâmia 
e por boa fama, como enganadores e sendo verdadeiros; como desconhecidos, mas sendo 
bem-conhecidos; como morrendo e eis que vivemos; como castigados e não mortos; como 
contristados, mas sempre alegres; como pobres, mas enriquecendo a muitos; como nada 
tendo e possuindo tudo.” 2 Coríntios 6:4-10.
Observamos todas as adversidades de Paulo, não foram capazes de fazê-lo desistir, 
mais sim se manter firme, pela confiança plena em Deus.
Conclusão
Concluímos, amado obreiro em Cristo, que é totalmente possível e necessário 
ser um obreiro frutífero, sendo guiado pelo Espirito Santo, em todas suas ações; que as 
adversidades enfrentadas no presente século, em nada difere das adversidades enfrentadas 
pelos apóstolos, profetas e, patriarcas; o que muda é o tempo presente e a forma como 
enfrentamos hoje tais adversidades, com muito mais ferramentas à mão para usar, 
conhecimento, medicina, comunicação e a tecnologia em geral, mas tais ferramentas tem 
sido um tropeço para muitos ao invés de facilitar o trabalho, o obreiro deve manter Cristo 
como o fundamento de todo o conhecimento que for construindo em seu ministério, é 
necessário que toda ferramenta usada, passe pelo crivo da palavra de Deus, por isso, Cristo 
disse: Sem mim vocês não podem fazer coisa alguma (Joao 15: 5) não há outro fundamento 
sem ser Cristo (1Co. 3:10 e 11.) Vejamos como edificamos nosso ministério, se praticamos a 
palavra de Deus ou apenas ensinamos a igreja a praticar, se estiver fundamentado em Cristo 
(a prática da sua palavra) então este ministério não cairá, pois, a rocha o segura firme, até a 
volta do mestre.
 
Permaneça em Cristo, sendo Fiel em tudo, e Ele em vossa vida. 
30
João 15. 5 "Eu sou a videira; vocês são os ramos. Se alguém permanecer em mim e eu nele, 
esse dará muito fruto; pois sem mim vocês não podem fazer coisa alguma” (ARA).
PR. JOSE ANTÔNIO DA SILVA SOBRINHO - Bacharel em Teologia, Licenciatura em História. 
3º. Vice-Presidente da COMADEMAT. Membro do Conselho de Doutrina da CGADB. 
Presidente da COADREN (Região Noroeste). Pastor Presidente da IEAD Tangará da Serra e 
Região.
Referências Bibliográficas
A Teologia Carismática de Lucas – Roger Stronstad - CPAD -RJ 2018 1 Edição. 
Comentário Bíblico BEACON – João e Atos -Ralph Earle e Joseph H. Mayfield – CPAD -RJ 4 Edição.
João – As Glorias do Filho de Deus – Hernandes Dias Lopes – Hagnos -SP 2015.
O Fruto do Espírito – Antônio Gilberto – CPAD -RJ 2019 2 Edição.
Bíblia Obreiro Aprovado – ARC – CPAD – Edição 2009.
Bíblia Comentários de Antônio Gilberto – ARC – CPAD – Edição 2021. 
Bíblia Sagrada – Thomas Nelson – NVI – RJ- Edição 2020.
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REVESTIDOS DE PODER
E AUTORIDADE ESPIRITUAL
Pr. Jorge Carlos Dantas / MT
Mas recebereis a virtude do Espírito Santo, que há de vir sobre vos; e ser-me-eis 
testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judeia e Samaria e até aos confins da 
Terra. Atos 1.8
2- Sem Poder não há Testemunho eficaz
3- Sem testemunho não há avanço até os confins da terra
4- Sem tal avanço Cristo não voltará para estabelecer o seu Reino
Definição das palavras Gregas do Texto
- Virtude 
traduzido por autoridade.
- Espirito Santo
-Testemunha
ministério de poder milagre prodígios e maravilhas era um dos quesitos principais para ser 
reconhecido como apostolo. Ex ;( Mathias e Paulo e Estevão)
- Confins da Terra
significa: consolador fortalecedor, conselheiro, socorro, advogado aliado e amigo. (Jo 14:16)
E Todos foram Cheios do Espírito Santo e começaram a falar em outras línguas 
conforme o Espírito Santo lhes concedia que falasse (Atos 2:4).
Dentre os significados do texto, podemos destacar:
1- Significa o início do cumprimento da promessa de Deus em Joel (Jl :28,29) ou 
seja os últimos dias desta era já começaram At-2:17,18
2- Segundo a Profecia citada por Pedro, o batismo no Espírito Santo e os sinais 
que acompanham, não podem se limitar apenas ao dia de Pentecostes. O Poder e a benção 
do Espírito Santo são para todos os cristãos receber e experimentar no decurso de toda era 
33
da Igreja, que a totalidade de tempo entre a primeira e a segunda vinda de Cristo.
3- Desde o Batismo de Jesus o Espírito Santo estava sobre o Cristo, o Ungido de 
Deus (Lc:3;21,22;4.1,14,18,19)
REFERENCIAS CRUZADAS SOBRE O EVANGELHO A SER PREGADO ATÉ OS CONFINS DA 
TERRA
Isaias 49:6 
“Ele diz é coisa pequena demais para você ser meu servo para restauraras tribos de 
Jacó e a trazer de volta aqueles de Israel que eu guardei. Também de você uma luz para os 
Gentios, para que você leve a minha salvação até os confins da Terra”.
Isaias 52:10
“O Senhor desnudara o seu santo Braço a vista de todos os confins da Terra e verão a 
salvação do Senhor nosso Deus”.
Isaias 66:19 
“Estabelecerei um Sinal entre elas, e enviarei alguns dos sobreviventes as nações; a 
Tarsis, aos Líbios e aos Lídios, famosos Flecheiros, a Tubal e Grécia, e as Ilhas distantes, que 
não ouviram Falar de mim e não viram a minha Gloria Eles Proclamarão a minha Gloria entre 
as Nações”.
Jeremias 16:19 
“Senhor minha força, minha fortaleza, meu abrigo seguro na hora da adversidade, a 
ti virão as nações desde os confins da Terra e dirão: Nossos antepassados possuíam deuses 
falsos, ídolos inúteis, que não te fizeram bem algum”.
Miquéias 3:8 
“Mas, quanto a mim graças ao poder do Espírito Santo do Senhor, estou cheio de força 
e Justiça, para declarar a Jacó a sua transgressão, e a Israel o seu Pecado”.
Zacarias 4:6 
“Esta é a Palavra do Senhor para Zorobabel: Não por força nem por violência mais 
pelo meu Espírito diz o Senhor”.
Mateus 24:14 
“Este evangelho do Reino será pregado em todo mundo como testemunho a todas as 
nações e então vira o fim”.
Mateus 28:19
“Portanto vão e façam discípulos em todas as nações, batizando-os em nome do Pai e 
do Filho e do Espírito Santo”.
Lucas 1:35 
“O Anjo respondeu: O Espírito Santo vira sobre você, e o Poder do Altíssimo a cobrira 
com a sua sombra, assim, aquele que há de nascer será chamado Santo, Filho de Deus”.
Lucas 10:19
“Mas eles insistiram muito com ele :Fique conosco a noite já vem; o dia já está quase 
findando e ele entrou para ficar com eles”.
João 15:27 
“E vocês também testemunharão, pois estão comigo desde o princípio”.
Atos dos Apóstolos 1:22 
“Desde o batismo de João até o dia em que Jesus foi elevado dentre nós às alturas e 
34
preciso que um deles seja conosco testemunha de sua ressurreição”.
Atos 2:32 
“Deus ressuscitou este Jesus, e nós somos testemunhas disso”.
Atos 4:33 
“Com Grande poder os Apóstolos continuavam a testemunhar da ressurreição do 
Senhor Jesus; e grandiosa Graça estava sobre eles”.
Atos 5:32
“Nós somos testemunhas destas coisas, bem como e Espírito Santo, que Deus 
concedeu aos que que lhe obedecem”.
Atos 8:19 
“E Disse: Deem me também este poder, para que a pessoa que impuser as mãos 
receba o Espírito Santo”.
ATOS 6:8
“Estevão Homem cheio de Graça e de Poder de Deus realizava grandes Maravilhas e 
sinais entre o Povo”.
Romanos 10:18
“Mas eu pergunto: Eles não ouviram? Claro que sim: a sua voz ressoou por toda a 
terra, e as suas palavras, até os confins do mundo”.
Romanos 15:19
“Pelo poder de sinais e maravilhas e por meio do poder do Espírito Santo de Deus. 
Assim desde Jerusalém e arredores, até o Ilírico, proclamei o Evangelho”.
PR. JORGE CARLOS DANTAS - Pastor no setor subsede de Várzea Grande. Bacharel em 
Teologia, especialista em Teologia do NT, atuou como missionário na Grécia. Vice-presidente 
da comissão de apologética da AD de Cuiabá.
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A INTEGRIDADE DO MINISTRO 
PENTECOSTAL
Pr. Gutemberg Brito Junior / MT
“O Senhor julgará os povos; julga-me, Senhor, conforme a minha justiça 
e conforme a integridade que há em mim”. Salmos 7.8
INTRODUÇÃO
Nesta breve exposição iremos falar sobre a importância da integridade na vida do 
ministro pentecostal. Isso porque, a Bíblia exige de todo obreiro cristão um padrão de 
conduta cujo caráter deve estar alicerçado nos padrões divinos de santidade, para ser um 
exemplo de vida e piedade. Afinal, santidade tem a ver com integridade, produzindo uma 
conduta autêntica, honesta e virtuosa, e que se aplica a toda a nossa maneira de viver (1 Pe 
1.15,16). 
I - DEFINIÇÃO DE INTEGRIDADE
1. Na perspectiva Humana: “É a qualidade ou estado do que é integro ou 
completo. É sinônimo de honestidade, retidão, imparcialidade. 
2. Na Perspectiva Espiritual: “Retidão, sinceridade, honestidade e a junção de 
boas obras, tomando, sobretudo, o exemplo de Cristo.”
A integridade está relacionada ou diretamente ligada ao caráter. Portanto, não 
podemos tratar de integridade sem partirmos do princípio de que, para sermos íntegros, 
devemos ter sobretudo um bom caráter, moldado pelo Evangelho e os exemplos de Cristo.
O caráter nunca é comprovado por uma declaração escrita ou oral de convicções. É 
demostrado pelo modo como vivemos, pelo comportamento, pelas escolhas e decisões. 
Caráter é virtude vivida.
Os líderes espirituais sempre devem ser sensíveis ao fato de que suas ações falam 
muito mais alto do que as palavras ditas do púlpito.
Historicamente, o caráter tem sido de interesse primário tanto para cristãos quanto 
para não-cristãos. Os gregos falavam de virtudes, palavra que quase desapareceu de nosso 
vocabulário. Os psicólogos falam sobre comportamentos. Os políticos falam sobre valores. 
Falar de comportamentos e valores evita a forte ênfase moral e espiritual associada a 
palavra “virtude”.
A Bíblia trata a integridade como um mandamento, uma lei, que deve fazer parte da 
vida de todo crente e em consequência de todo ministro que serve ao Senhor e a sua Igreja.
A integridade deve permear o nosso comportamento, as nossas escolhas e decisões, 
de tal forma que essa virtude seja vista em todas as esferas da nossa vida.
Cada ministro, cada obreiro de modo em geral, deve se nortear por princípios de moral 
e ética, não deixando se contaminar com os padrões corrompidos do mundo, onde “os 
meios justificam os fins”.
37
Através deste tema em foco estaremos, com ajuda e graça do Espírito Santo, 
discorrendo sobre como estamos nos relacionando com a família, sociedade, ministério e a 
Igreja com a qual cooperamos e, muitos de nós, também, pastoreamos.
II - A INTEGRIDADE DO OBREIRO
1. Integridade no Relacionamento Familiar
- 2Rs 4.1 “E uma mulher das mulheres dos filhos dos profetas clamou... 
- Teu servo – A mulher a integridade do marido; 
- Servia ao Senhor – O testemunho veio de casa; 
- Ela sabia onde procurar auxílio, pois ela tinha um bom exemplo;
“A integridade no relacionamento familiar, nos torna aptos, a cuidarmos do Rebanho do 
Senhor.”
2. Integridade no Relacionamento Social
- Mt 5.16 “Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens para que 
- Os negócios que fazemos e como fazemos; 
- At 24.16 “E, por isso, procuro sempre ter uma consciência sem ...
“A integridade no relacionamento social, nos da autoridade, para ministrar a Palavra do 
Senhor, em qualquer lugar, sem que sejamos reprovados.” 
3. Integridade no Relacionamento Ministerial
- Lc 5.11 “E, levando os barcos para
terra, deixaram tudo e o seguiram 
- Ef 6.6-7 “não servindo a vista, como para agradar aos homens, mas 
- Sempre prontos a atender o Ministério.
- “Não há lugar bom demais, para não sair, nem um lugar ruim demais, que não possa 
ir.” Pr. Cristiano Alves de Oliveira.
“A Integridade no relacionamento ministerial, faz-nos servos fiéis e de muita confiança, para 
exercer o chamado Divino.”
4. Integridade no Relacionamento com a Igreja:
- 2Co 11.2 “Porque estou zeloso de vós com zelo de Deus; porque
- 1Pd 5.2-3 “Apascentai o rebanho de Deus que está entre vós 
- 1Sm 2.12 “Eram, porém, os filhos de Eli filhos de Belial e não ... 
- Obreiros que não conhecem ao Senhor – “Falta de conversão” 
“A integridade no relacionamento com a Igreja, confirma o chamado Divino, e 
reconhece o Ministro como, um verdadeiro homem de Deus e despenseiros dos mistérios de 
Deus.” 
PR. GUTEMBERG BRITO JUNIOR - Pastor da Assembleia de Deus em Cuiabá, Setor Alvorada.
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A CHAMADA E O LEGADO MINISTERIAL NA 
DIREÇÃO DO ESPÍRITO
Pr. João Agripino de França / MT
INTRODUÇÃO
Para ter uma vida com chamada e legado é necessário que seja inteiramente orientada 
e direcionada pelo Espírito Santo. 
Zacarias 4: 1 a 6. 
Com enfoque no versículo 6, têm-se o grande exemplo na pessoa do Senhor Jesus 
Cristo, que foi gerado divinamente pelo Espírito Santo no ventre da Virgem Maria. No 
entanto, para exercer sua missão, era necessário que Cristo fosse revestido de poder. 
Lucas 3: 21 e 22. 
Na época anterior à Jesus, os reis, sacerdotes e profetas eram ungidos com o azeite da 
santa unção. A exemplo, temos outra referência. 
I Samuel 16: 13. 
Todavia, Jesus foi ungido com o Espírito Santo. 
Lucas 4: 14 a 19. 
Pedro também fez menção disto. 
Atos 10. 38 a 39 
Jesus e Pedro fizeram menção do Profeta Isaías. 
Isaías 61: 1 e 2. 
Agora, no caso dos obreiros é necessário que primeiramente se tenha o chamado.
Atos 13: 1 e 3. 
O Espírito Santo é quem chama e também capacita com poder.
Lucas 24: 49
Para ter um ministério próspero é preciso ter poder do Espírito Santo. O Apóstolo 
Pedro, antes do Pentecoste, negou a Jesus por três vezes, no entanto, após ser cheio do 
Espírito Santo, passou a falar com ousadia do alto. 
Conforme Atos 2: 22 e 23. 
Zacarias 4: 3. 
Nesta referência, nota-se a representação do Ministério Real e o Ministério Sacerdotal 
40
de Zorobabel e Josué. 
Zacarias 4: 12 
Os dois líderes precisavam guiar o povo sendo fortalecidos pelo Poder do Espírito 
Santo. 
Zacarias 4: 14.
PR. JOÃO AGRIPINO DE FRANÇA – Pastor Presidente da COMADEMAT. Presidente da 
Assembleia de Deus, Campo de Sorriso/MT. Bacharel em Teologia.
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O ESPÍRITO SANTO GLORIFICANDO 
A CRISTO
Ev. Valdeci do Carmo / MT
Mas, quando vier aquele Espírito de verdade, ele vos guiará em toda a verdade; porque não 
falará de si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido, 
e vos anunciará o que há de vir.
Ele me glorificará, porque há de receber do que é meu e 
vo-lo há de anunciar. João 16:13-14
Introdução
A palavra usada por Jesus, traduzida em Grego significa “estimar, honrar, dar louvor.” 
Glorificar a Jesus é atribuir-lhe toda honra e glória que lhe é devida.
Indubitavelmente uma das grandes obras do Santo Espírito é trazer glória, honra e 
louvor a Jesus Cristo. O Espírito Santo nos mostra quem é Jesus, O Filho de Deus, o homem 
perfeito em tudo, que viveu em forma de homem sem pecar.
O Espírito Santo Glorifica a Cristo porque ele anuncia aquilo que recebeu de Cristo, 
ele não veio para falar de si mesmo, mas de Cristo.
É gratificante quando estudados acerca da teologia do Espírito, pois passamos a ter 
maior conhecimento bíblico acerca do consolador. 
Segundo o pastor Ezequias Soares devemos nos aprofundar mais na teologia acerca 
do Espírito Santo por duas razões:
Somos pentecostais e a nossa dispensação é a dispensação do Espírito. Nessa dispensação, o 
Espírito Santo é a pessoa específica da Trindade que mais atua em nós. Outro ponto importante 
que se deve levar em conta é que a obra do Pai chamou mais atenção no período do Antigo 
Testamento; a obra do Filho, nos evangelhos, mas desde o dia de Pentecostes o Espírito Santo 
vem conduzindo a igreja, é por meio dele que temos contato com Deus. 1
Por vivermos a dispensação do Espírito e por sermos, enquanto denominação 
pentecostal, pioneiros na doutrina pentecostal clássica devemos nos inteirar mais sobre 
o que Bíblia tem a dizer acerca do Santo Espírito para que possamos não somente viver a 
realidade do Espírito, mas também para orientar aos que necessitam obter uma melhor 
compreensão.
A atuação do Espírito Santo na vida e no ministério de Jesus
O Espírito Santo atuou na concepção de Jesus no ventre de Maria e durante a sua 
vida e ministério. Lucas, um dos autores dos evangelhos, é o que mais narra a respeito da 
atuação do Espírito Santo na vida e no ministério de Cristo. Stanley Horton observa que:
A razão de Jesus ter sido milagrosamente concebido no ventre de Maria pelo poder do Espírito 
é provavelmente uma indicação de que o Espírito estava com Ele e habitava nele daquele 
momento em diante. Há, e sempre haverá, comunhão perfeita entre os membros da Trindade. 
1 Soares, Esequias. O Verdadeiro Pentecostalismo: A atualidade da doutrina bíblica sobre a atuação do Espírito 
Santo. Rio de Janeiro: CPAD, 2020. p.15.
42
Jesus disse que Ele estava no Pai, e o Pai nele (João 14.10,20). Pela sua própria natureza, 
portanto, O Espírito Santo estava nele. Mas isso não impediu que Jesus tivesse uma experiência 
distinta com O Espírito, quando este veio sobre ele, após seu batismo por João. 2
Conforme Horton menciona, Jesus teve a sua própria experiência com o Espírito e 
por ele foi conduzido e viveu, de igual modo, nós necessitamos da presença e operação do 
Espírito Santo em nós diariamente para que tenhamos comunhão e experiência. 
Pelo fato de costumeiramente O Espírito Santo ser chamado de Terceira Pessoa da 
Trindade, muitos chegam a pensar em uma subordinação e ensinam que Ele não deve ser 
adorado pelo fato de glorificar a Cristo. Cito as palavras do ilustre pastor Esequias Soares 
sobre esse assunto:
É comum ouvir dizer que o Espírito Santo não deve ser adorado porque ele glorifica a Cristo. É, na 
verdade, um pensamento equivocado, pois se o Espírito é Deus, nisso por si só, a sua adoração é 
aceitável, não existe na fé cristã um deus de segunda categoria, um que deve ser adorado e outro 
não, isso não seria monoteísmo. Outro ponto importante é que o próprio Pai também glorifica o 
Filho (Jo 17.5). O que Jesus está dizendo é que a missão central do Espírito é revelar o Cristo, seu 
ministério traz glória a Jesus por meio da revelação da pessoa e da obra do Senhor Jesus. 3
Conforme vimos, não há qualquer problema em adorar O Espírito Santo, pois Ele é 
Deus. 
O Espírito Santo nos leva à cruz
Ele nos faz reconhecer a necessidade da Cruz, da obra de Cristo. Somente ele pode 
fazer real o que a obra de Cristo possibilitou. Inácio de Antioquia, grande pastor da igreja 
primitiva, disse:
A graça do Espírito põe a maquinaria da redenção em conexão vital com a alma. Parte do Espírito, 
a cruz permanece inerte, uma imensa máquina parada, e em volta dela permanecem imóveis as 
pedras do edifício. Somente quando se colocar a "corda" é que se poderá proceder à obra de 
elevar a vida do indivíduo, pela fé, e pelo amor, para alcançar o lugar preparado para ela na igreja 
de Deus.4
O Espírito Santo é quem aplica a obra da redenção à alma do pecador; Ele é como o 
maquinário que coloca os blocos em ordem para que o edifício seja construído. Sem Ele, os 
blocos, (os pecadores), e a máquina (que é a cruz), permanecem imóveis. 
Jesus é o elo que nos liga ao Pai, O Espírito nos liga a Cristo. As três pessoas da 
Trindade participam no processo de salvação do pecador. O Pai traçou o plano da salvação, 
onde Cristo se torna Mediador, vertendo seu sangue na cruz do calvário e O Espírito Santo 
revela o Filho para nós pecadores, nos convencendo do pecado, da justiça e do juízo e por 
intermédio do sangue de Cristo somos perdoados e purificados de nossos pecados. (Jo 16.8-
11; Hb 9.11-14; 1Jo 1.7).
 Em outras palavras podemos dizer que O trino Deus participou da salvação do 
homem, se organizou em funções distintas, sendo que o Pai a planejou desde a eternidade, 
o Filho morreu na Cruz e ressuscitou e o Espírito Santo aplica a salvação adquirida por Cristo. 
O Espírito Santo glorifica a Cristo no ministério da oração
 Atos 2.42 nos dá um vislumbre de como era a rotina da igreja em seus primórdios, 
tendo a oração como um hábito rotineiro entre os servos de Cristo. Assim como respiração 
2 HORTON, Stanley. A Doutrina do Espírito Santo: no Antigo e Novo Testamento. Rio de Janeiro: CPAD, 2016, p. 91-
92.
3 Soares, Esequias. O Verdadeiro Pentecostalismo: A atualidade da doutrina bíblica
sobre a atuação do Espírito 
Santo. Rio de Janeiro: CPAD, 2020. p.26.
4 PEARLMAN, Myer. Conhecendo as Doutrinas da Bíblia. Tradução de Lawrence Olson. São Paulo: Editora Vida, 
2006. p.225.
43
é essencial para manutenção da vida, tal é a oração para a vida espiritual. 
A família pentecostal é uma família que foi alicerçada na oração e os milagres são 
testemunhados aos milhares como resultado das orações da igreja do Senhor. Quando as 
angústias e aflições da vida nos deixam sem condições de orar, o Espírito Santo intercede 
por nós com gemidos inexprimíveis (Rm 8.26-27). 
A oração individual é de fundamental importância para nossa comunhão com O 
Senhor e por intermédio do Espírito Santo aprendemos a glorificá-lo e compreendemos que 
o Espírito Santo conduz a igreja para a exaltação de Cristo. 
O pastor australiano Philip Duncan, na 8ª conferência pentecostal disse o seguinte 
sobre a oração: 
Quando o Espírito Santo ensina a Igreja a orar, então Jesus Cristo é glorificado pela operação, 
pela resposta daquele que tudo pode realizar. Quando isso acontece, estamos dentro do 
poder ilimitado, e testemunhamos a maré do poder da majestade de Deus.5 
São inúmeros os milagres ocorridos por intermédio da oração, muitos livramentos e 
coisas extraordinárias acontecem quando oramos. Havendo manifestação do Espírito Santo, 
o nome de Cristo será glorificado. 
O Espírito Santo glorifica a Cristo através dos dons espirituais
O Espírito Santo não exalta os homens, mas a Jesus e, após uma maior compreensão 
da estrutura a qual a igreja está edificada, teremos uma visão mais plena da grandeza da 
exaltação de Cristo através dos dons espirituais. 
 Paulo diz em 1Co 3.11 que não se pode lançar outro fundamento além de Cristo. 
Dogmas e tradições humanas não servem como fundamentos, historicidade pentecostal 
também não serve como fundamento. Cristo é o único fundamento, a pedra de esquina 
rejeitada pelos construtores (Is 28.16, Sl 118.22, 1Pd 2.5-7, At 4.11, Ef 2.19-22).
A salvação da humanidade já é um ato que traz glorificação a Cristo, pois é através 
dos seus méritos que a alcançamos graças ao sangue de Jesus vertido na cruz, cuja eficácia 
revela a nossa pequenez em contraste com a grandeza de Cristo que por intermédio de seu 
sangue nos purifica de todo pecado (1Jo 1.7-9, Ef 2.7-9). 
Cristo é o fundamento da igreja e a atuação do Espírito Santo irá glorificá-lo, por 
intermédio do exercício dos dons que são concedidos pelo Senhor Jesus. Uma igreja que 
busca os dons espirituais e cresce de forma equilibrada e sadia resulta na glorificação de 
Cristo, que através da edificação do corpo proporcionada pela manifestação dos dons 
resultará em maturidade solidificada na Rocha. 
O Espírito Santo glorifica a Cristo através da ceia do Senhor
A Ceia é um memorial, uma ordenança do próprio Cristo para os seus seguidores e 
nos lembra do Seu sacrifício na cruz para perdão dos nossos pecados, mas também aponta 
para o futuro ao nos dar esperança de que Ele voltará para a sua Igreja. 1Co 11:23-26
Celebramos a Ceia até que Jesus volte, pois foi Ele que a instituiu por ocasião da 
refeição na última páscoa (1 Co 11.6; Mt 26.26-29; Mc 14:22-24; Lc 22:15-20).
O Espírito Santo Glorifica a Cristo através das Escrituras
O fiel cumprimento das Escrituras é algo notável e glorifica ao salvador, pois nela 
encontramos o que é necessário saber acerca dele. A palavra de Deus é verdadeira pois 
homens santos falaram movidos pelo Espírito Santo e não por vontade própria, por isso 
5 DUNCAN, Philip. O Espírito Santo Glorificando a Cristo: 8ª Conferência mundial pentecostal. Rio de Janeiro: CPAD, 
1967, p. 79
44
Jesus ficou Indignado ao deparar-se com pessoas religiosos de sua época que não davam 
crédito ao que a Bíblia dizia acerca do Messias. 
“Porque ele recebeu honra e glória da parte de Deus Pai, quando, pela Suprema Glória, 
lhe foi enviada a seguinte voz: “Este é o meu Filho amado, em quem me agrado.” Ora, nós 
ouvimos esta voz vinda do céu quando estávamos com ele no monte santo Assim, temos ainda 
mais segura a palavra profética, e vocês fazem bem em dar atenção a ela, como a uma luz que 
brilha em lugar escuro, até que o dia clareie e a estrela da alva nasça no coração de vocês. 
Primeiramente, porém, saibam que nenhuma profecia da Escritura provém de interpretação 
pessoal; porque nunca jamais qualquer profecia foi dada por vontade humana; entretanto, 
homens falaram da parte de Deus, movidos pelo Espírito Santo”. (2Pe 1.17-21) 
“Examinais as Escrituras, porque vós cuidais ter nelas a vida eterna, e são elas que de mim 
testificam; E não quereis vir a mim para terdes vida.
Eu não recebo glória dos homens;” (Jo 5-39-41) 
“Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção e 
para a instrução na justiça, para que o homem de Deus seja apto e plenamente preparado para 
toda boa obra” (2Tim 3.16-17). 
Através da leitura e exposição da Escritura, Cristo é glorificado pois encontramos 
nela o testemunho fiel acerca do salvador. Expressões como: “está escrito”, “segundo as 
escrituras”, “para cumprir o que foi anunciado pelo profeta” e outras congêneres 
são amplamente encontradas nos Evangelhos. 
“E tu, Belém-Efrata, pequena demais para figurar como grupo de milhares de Judá, de ti me 
sairá o que há de reinar em Israel, e cujas origens são desde os tempos antigos, desde os dias da 
eternidade.” (Mq 5.2) 
“E tu, Belém, terra de Judá, não és de modo algum a menor entre as principais de 
Judá; porque de ti sairá o Guia que há de apascentar a meu povo, Israel.” (Mt 2.6) 
“Eis que a virgem conceberá, e dará à luz um filho, E chamá-lo-ão pelo nome de EMANUEL, Que 
traduzido é: Deus conosco.” (Mt1.23) 
“Portanto o mesmo Senhor vos dará um sinal: Eis que a virgem conceberá, e dará à 
luz um filho, e chamará o seu nome Emanuel.” (Is 7.14) 
O próprio Senhor Jesus fez uso da Escritura na ocasião que Satanás o tentou e pela 
Palavra Ele venceu o inimigo de nossas almas, em outra ocasião, no caminho de Emaús, fez 
uso da Palavra para mostrar o que a Bíblia falava acerca dele. 
“E Jesus lhe respondeu, dizendo: Está escrito que nem só de pão viverá o homem, mas de toda a 
palavra de Deus.” (Lc 4.4)
“E ele lhes disse: Ó néscios, e tardos de coração para crer tudo o que os profetas disseram! 
Porventura não convinha que o Cristo padecesse estas coisas e entrasse na sua glória? E, 
começando por Moisés, e por todos os profetas, explicava-lhes o que dele se achava em todas as 
Escrituras.” (Lc 24-25-27) 
A supremacia das escrituras e a prioridade da pregação 
A Bíblia é a palavra santa de Deus e o escritor aos Hebreus nos diz que ela é poderosa 
e eficaz. 
“Pois a palavra de Deus é viva e eficaz, e mais afiada que qualquer espada de dois gumes; ela 
penetra até o ponto de dividir alma e espírito, juntas e medulas, e julga os pensamentos e as 
intenções do coração.” (Hb 4.12) 
Paulo instrui ao jovem Timóteo a pregar a palavra: 
“Que pregues a palavra, instes a tempo e fora de tempo, redarguas, repreendas, exortes, com 
toda a longanimidade e doutrina. Porque virá tempo em que não suportarão a sã doutrina; 
mas, tendo comichão nos ouvidos, amontoarão para si doutores conforme as suas próprias 
concupiscências;” (2Tm 4.2-3)
A pregação expositiva da palavra de Deus é algo necessário e urgente, necessitamos 
de um retorno às Escrituras com foco em mensagens cristocêntrica que darão sentido 
e norte à vida dos ouvintes. Vale ressaltar que a Bíblia Sagrada está acima de qualquer 
45
conselho, de quaisquer instituições filantrópicas ou religiosas, tendo a supremacia sobre 
qualquer sistema que diz viver sob a sua égide. 
Considerações finais
Uma igreja forte é a igreja que prioriza a Bíblia Sagrada e a sua exposição 
colaborando com o Espírito Santo na glorificação de Cristo. 
Uma igreja forte e revitalizada se faz com obreiros que possuem o preparo que Paulo 
recomenda e se dedicam à vida de oração e o exercício da piedade. 
Que nós possamos ser instrumentos do
Espírito Santo para glorificarmos ao nome do 
nosso salvador Jesus Cristo. 
Jesus veio para glorificar o Pai, ao realizar a sua missão, Ele cumpriu o seu propósito; 
o Espírito veio para glorificar a Cristo, a missão de Cristo envolvia morrer para comprar um 
povo para o Pai, o Espírito veio preparar esse povo e transformá-los à imagem de Cristo. 
Jesus é glorificado por intermédio das pessoas que O recebem. 
Ninguém pode dizer que Jesus é o seu Senhor, salvador, se não for pelo Espírito 
Santo (1 Co 12.4).
É nosso dever oferecer um culto onde seja concedido liberdade ao Espírito Santo 
para que ocorra a glorificação de Cristo, caso o nome de Jesus não tenha sido glorificado é 
sinal de que não houve atuação do Espírito.
“Porque dele, e por meio dele, e para ele são todas as coisas. A ele seja a glória para 
sempre. Amém!” (Rm 11.36)
VALDECI DO CARMO - Ministro do Evangelho, membro da AD em Cuiabá-MT. Bacharel e 
Mestre em Teologia. Licenciado em Filosofia. Possui pós-graduação em: Antropologia da 
Religião, Docência do Ensino Superior, Filosofia, Teologia do NT, Planejamento e gestão de 
cursos online. Relator do Conselho de Educação e Cultura e da Comissão de Apologética da 
AD de Cuiabá. Coordenador do Curso de Teologia da FEICS e da FAETEPMAT.
Referências Bibliográficas
BROWN, Michael. Fogo Autêntico: Uma resposta aos críticos do cristianismo carismático-pentecostal. Cuiabá: 
PALAVRA FIEL, 2020. 
Diversos autores. O Espírito Santo Glorificando a Cristo: 8ª Conferência mundial pentecostal. Rio de Janeiro: 
CPAD, 1967. 
GERMANO, Altair. Batismo no Espírito Santo. Cuiabá: PALAVRA FIEL, 2019. 
HORTON, Stanley. MENZIES, Willian. Doutrinas Bíblicas: Os fundamentos da fé pentecostal. Rio de Janeiro: 
CPAD, 2020. 
HORTON, Stanley. A Doutrina do Espírito Santo no Antigo e Novo Testamento. Rio de Janeiro: CPAD, 2016.
MENZIES, Robert. Glossolalia. Jesus e a igreja apostólica como modelos sobre o dom de línguas. Natal: 
CARISMA, 2019.
MENZIES, William, Robert. No Poder do Espírito: Fundamentos da experiência pentecostal: um chamado ao 
diálogo. Natal: CARISMA, 2019.
PALMA, Anthony D. O Batismo No Espírito Santo E Com Fogo: Os fundamentos bíblicos e a atualidade da 
doutrina pentecostal. Rio de Janeiro: CPAD, 2018. 
PEARLMAN, Myer. Conhecendo as Doutrinas da Bíblia. Tradução de Lawrence Olson. São Paulo: Editora Vida, 
2006.
SOARES, Esequias. O Verdadeiro Pentecostalismo: A atualidade da doutrina bíblica sobre a atuação do Espírito 
Santo. Rio de Janeiro: CPAD, 2020. 
STRONSTAD, Roger. Hermenêutica Pentecostal: Espírito, Escritura e Teologia. Natal: CARISMA, 2020. 
YONG, Amos. Quem é o Espírito Santo? Uma caminhada com os Apóstolos. Cuiabá: PALAVRA FIEL, 2019. 
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A LIDERANÇA PENTECOSTAL A PARTIR 
DE ATOS DOS APÓSTOLOS
Ev. Marcos Guimarães / MT
INTRODUÇÃO
Atos dos Apóstolos é um grande manual de desenvolvimento de lideranças. Figuras 
emblemáticas do cristianismo primitivo, como Pedro, Barnabé e Paulo, deixaram marcas 
profundas na forma como a vida, pensamento e exemplo podem moldar constituir e moldas 
lideranças e desenvolver novos líderes. Daí se percebe claramente, que liderança tem a ver 
com um processo e não uma posição, pois os discípulos que haviam vivido por um curto 
período de tempo aprendendo sob a liderança de Jesus, estavam agora se firmando como 
líderes. 
Os grandes líderes e teóricos a respeito do tema, são unânimes em concluir que – 
Liderança é influência. Daí a importância do líder e da forma como ele transmite sua forma 
de liderar. Mesmo sendo pessoas carentes de atributos humanos, os discípulos exerceram 
influência. No desenvolvimento de Atos dos Apóstolos, é possível identificar alguns aspectos 
do desenvolvimento da liderança dos discípulos: a) eles decidiram ser representantes de 
Deus no poder do Espírito Santo; b) eles estavam determinados a ser pessoas de influência; 
c) e eles começaram a ter influência na sociedade. 
Vamos encontrar um pescador que se tornou líder da igreja em Jerusalém. Um 
discípulo que se tornou missionário levando a mensagem do evangelho para grupos 
transculturais. Dois líderes que prepararam a igreja de Antioquia, para se tornar uma 
igreja missionária. Esses homens – Pedro e Barnabé – iriam influenciar, formar e liderar 
as primeiras equipes de missionários daquela igreja. Foram homens motivados pelos 
propósitos de Deus, dependentes da provisão da parte de Deus, e assim eles encorajavam 
a igreja a adentrar nas diferentes
culturas proclamando o evangelho de Cristo. Os sinais e 
milagres acompanhavam as “ações” dos apóstolos. 
Observamos em Atos o papel de Deus neste processo. Deus chama, transforma, 
purifica, enche de poder, e então comissiona seus discípulos para a proclamação do 
Evangelho. O resultado é que eles então passam a influenciar a sociedade de seu tempo. 
Neste contexto, muitos falam sobre liderança, mas poucos a compreendem. A maioria a 
quer; mas poucos a alcançam, por não compreenderem que se trata de um processo, onde 
a liderança é desenvolvida e não como resultado de um cargo ou de uma posição. Assim, 
em Atos iremos encontrar entre os líderes, desde Pedro ou Paulo, até Áquila e Priscila, ou 
mesmo Lídia. 
Desenvolver lideranças não é algo natural ou simples, também não é algo complexo 
e tampouco impossível. Porém, é preciso entender a necessidade de fazê-lo. Em nosso 
tempo, há uma verdadeira crise no que se refere a liderança. Seja no ambiente cristão ou 
fora dele. Um dos grandes teóricos da liderança empresarial moderna registrou que – “nossa 
sociedade global não pode continuar tolerando os enormes índices de fracasso daqueles nas 
mais altas posições de liderança, além da escassez crescente de homens e mulheres capazes 
48
para liderar as empresas.” E ainda que “vivemos uma era em que a demanda por liderança 
excede em muito a oferta.”
O fato de haver muita gente querendo posições, não significa que temos muitas 
pessoas disponíveis a aprender a liderar e tampouco aqueles que se importam em 
desenvolver novos líderes. Como igreja de Cristo, temos compromisso em dar continuidade 
àquilo que Jesus e os seus discípulos fizeram na igreja primitiva. O livro de Atos foi 
devidamente chamado assim, por uma razão simples – é possível ver em todo tempo os 
discípulos e a igreja se movimentando, agindo. O comportamento era ativo e não reativo. 
Uma vez cheios do Espírito Santo, esses irmãos foram anunciar o evangelho de Cristo. 
O veterano escritor cristão – John C. Maxwell, que tem se dedicado ao tema da 
Liderança, sintetizou de forma fantástica o processo como tudo isso desenvolveu em Atos 
dos apóstolos. Aqui iremos observar essas anotações. 
 Em Atos dos Apóstolos, encontramos:
• Os líderes comunicam sua visão para delegar poder e direcionamento
- Em primeira mão, Jesus diz a seus discípulos que ficassem em Jerusalém até que 
recebessem o poder e virtude do Espírito Santo, para então começar a anunciar a mensagem 
do evangelho (At.1.4). Jesus diz a seus discípulos que eles iriam alcançar o mundo todo (At. 
1.8). mesmo eles insistindo sobre a restauração de Israel, em que tempo isso aconteceria, 
Jesus os faz perceberem que havia muito mais a ser alcançado. 
- Jesus faz seus discípulos enxergar além de Jerusalém. Olhar para Jerusalém era uma 
visão humana, de poder, de conquista. Olhar para o mundo todo, era uma visão revelada, 
que ultrapassa a conquista territorial, local, e expande, não para uma conquista, mas para 
um alcance, onde seriam necessárias muitas pessoas. Onde seria necessário dar um passo 
de cada vez, preparar pessoas, influenciar pessoas, inspirar pessoas. Um líder comunica uma 
visão.
- Na igreja de Antioquia, os discípulos colocaram em prática esta mesma visão. A 
partir dali, Paulo, Barnabé, Silas, Marcos, e outros, impulsionaram a mesma visão: levar o 
evangelho de Cristo. 
- A igreja de nosso tempo precisa de líderes com esta mesma visão de reino, de 
anúncio do evangelho, e não de conquista, de posição e de poder, que tanto prejuízo tem 
trazido para o evangelho. 
• Os novos líderes a serem selecionados precisam ser qualificados
- As lideranças eram selecionadas. No caso da substituição de Judas, foi usado um 
método antigo conhecido como “lançar sorte”, um meio de receber a orientação do Senhor 
para determinados casos (At. 1.20-26). A partir do Novo Testamento, temos a correta 
orientação por meio da palavra (2Tm 3.16; Tt 1.5-9), sendo assim, as novas lideranças – 
diáconos, presbíteros – devem ser qualificados conforme a devida orientação deixada 
pelo Novo Testamento. Todas as vezes que o Novo Testamento se refere aos diáconos e 
presbíteros, o contexto envolvido diz respeito à responsabilidade, à supervisão espiritual, ao 
serviço e ao ministério. 
- À medida que novos líderes são escolhidos e acrescentados à comunidade de fé, 
o ministério da igreja ratifica formalmente, quais são "ficaram cheios do Espírito Santo" 
é usada cinco vezes os aspectos espirituais, morais, éticos e sociais que estão sendo 
valorizados. Sendo assim, é grande a responsabilidade do ministério na escolha das novas 
lideranças.
• Líderes precisam ser capacitados, para então, poderem capacitar a outros
- O líder pentecostal que não foi capacitado pelo Senhor de modo sobrenatural, não 
49
será capaz de ajudar outros a serem capacitados. No Novo Testamento a frase “ficaram 
cheios do Espírito Santo" é usada cinco vezes (At 2.4; 4.8,31; 9.17; 13.9). Líderes capacitados 
transmitem o poder de Deus e, então, capacitam a outros. 
Observamos algumas características marcantes nos líderes descritos em Atos dos 
Apóstolos. Vejamos alguns deles:
• Pedro, o apóstolo: carismático, apaixonado pela palavra de Deus, corajoso e 
confiante. Pedro demonstrou grande influência e coragem em sua predica no dia de 
Pentecostes. Ali, a multidão sentiu a paixão que este apóstolo tinha por Jesus e por sua 
mensagem. Ele anunciou o evangelho com coragem e confiança, e milhares de pessoas 
foram atraídas. O líder pentecostal precisa mostrar paixão pela palavra de Deus e amor pelas 
almas. 
• Estevão, o primeiro mártir. Coragem e comprometimento com suas convicções. 
Estevão havia alcançado grande influencia junto ao povo. Os líderes religiosos judeus 
temeram por esta influência e o levaram perante o conselho para o acusar e o fazer calar. 
Em sua defesa, Estêvão revelou ter um inabalável comprometimento com suas convicções. 
Diante das autoridades que tinham o poder de executá-lo, ele sustentou e expressou aquilo 
que ele cria ser a verdade, tanto sobre Cristo quanto sobre a obstinação de coração dos 
líderes judeus. Isso o levou para o apedrejamento (At 7.58-60), porém permaneceu firme 
com suas convicções. Em tempos de firmamentos abalados, os líderes precisam ter firmeza 
com suas convicções de fé. Líderes pentecostais, a exemplo de Estevão, devem expor com 
coragem e convicção as doutrinas fundamentais da nossa fé.
• Felipe, o evangelista. Um homem comum, com frutos extraordinários. Os crentes 
da igreja de Jerusalém começaram a abandonar a cidade em grande número por causa das 
ondas de perseguição por causa do testemunho que estavam dando a respeito de Jesus 
Cristo. Filipe deixou Jerusalém e foi até Samaria, onde, comprometido com a pregação do 
evangelho, liderou a salvação de multidões. Quando Filipe realizou milagres, expulsando 
demônios e curando muitos, o povo passou a ouvir as palavras de Filipe a respeito do 
Messias, que o capacitou a realizar esses feitos maravilhosos. 
Filipe ilustra bem o que um líder, com a capacitação dada pelo Espírito Santo e com a 
autoridade de Jesus Cristo, pode fazer para mudar o mundo. 
• Barnabé, um líder seguro, capaz de delegar poder a outros. Quando um líder não 
pode ou não quer capacitar outras pessoas, ele cria barreiras dentro da organização que 
as pessoas não conseguirem superar. Se as barreiras permanecerem por muito tempo, as 
pessoas desistem ou mudam para outros lugares onde poderão maximizar seu potencial. Se 
você deseja ser um líder de sucesso, você deve se tornar um capacitador.
Barnabé acreditou em Paulo antes de qualquer outra pessoa. Ele percebeu potencial 
em Paulo e o encorajou. Ele defendeu a liderança de Paulo perante os outros apóstolos (At. 
9.27). E foi pelas mãos de Barnabé que Paulo chegou em Antioquia, onde acabaram sendo 
comissionados para a obra missionaria, obra a qual Paulo foi chamado por Jesus a realizar. O 
exemplo de Barnabé nos mostra que capacitar pessoas requer um investimento pessoal. Isso 
requer tempo
e energia, mas vale a pena.
• Paulo, o líder mais influente da igreja primitiva. Sem questionamento, Paulo tornou-
se o mais influente líder da primeira Igreja. Nós continuamos a sentir ainda hoje o poder 
de sua influência. Foi um líder eficiente, de visão inabalável – comunicar o evangelho de 
Cristo era seu foco principal. Era duro em suas palavras, mas amável e encorajador em sua 
lida com os irmãos. Falava com autoridade e credibilidade. Liderou por meio do exemplo 
50
e influenciou e formou muitos ao seu redor – como Timóteo e Tito – que se tornaram 
importantes líderes na igreja do primeiro século.
Paulo é o exemplo de liderança que age, capacita, orienta, dá exemplo, e mostra 
convicção em tudo que faz. Além de ser capaz de desenvolver novas lideranças. 
CONCLUSÃO
Em Atos dos Apóstolos, aprendemos que liderança se faz com convicção, comprometimento, 
exemplo, carisma, direcionamento, doação e delegação. Liderança é influência. As palavras 
convencem, o exemplo arrasta!
MARCOS GUIMARÃES – Ministro do Evangelho. Graduado em Administração de Empresas e 
Teologia. Professor. Membro do Conselho de Educação e Cultura, AD/Cuiabá.
Referências Bibliográficas
A Bíblia da Liderança. John C. Maxwell. Sociedade Bíblica do Brasil. 2007.
Pipeline de Liderança. Ram Charan. Sextante. 2018.
Você nasceu para liderar. John C. Maxwell. Thomas Nelson Brasil. 2008.
Bíblia de Estudo Palavra-Chave. CPAD. 2012.
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O ESPÍRITO SANTO EM 
LUCAS-ATOS
Ev. Jonas Mendes / MT
INTRODUÇÃO
Uma das características marcantes na obra de Lucas é a presença do Espírito Santo. 
Tanto o Evangelho quanto Atos estão repletos de notícias sobre sua ação. Nas dezesseis 
vezes em que o Espírito Santo é mencionado no evangelho de Lucas, refere-se a pessoas são 
movidas pelo Espírito, tais como João Batista, Maria, Isabel, Zacarias e Jesus (Lc 1,35.41.67). 
Lucas mostra que Jesus nasce em meio a pessoas repletas do Espírito Santo, e que a própria 
concepção virginal de Jesus foi uma ação do Espírito Santo; o Espírito desceu sobre Ele no 
batismo (Lc 3.22); Jesus foi cheio do Espírito (Lc 4.1); pregou e operou maravilhas na virtude 
do Espírito (Lc 4.14); foi levado ao deserto pelo Espírito (Lc 4.1). Em Atos, o Espírito Santo é 
quem conduz a ação das comunidades
cristãs, guia missionários enviados e irradia a Palavra 
de Deus de Jerusalém a Roma. Por 52 vezes o Espírito é mencionado como condutor da ação 
nos Atos dos Apóstolos. Se no evangelho de Lucas é Jesus quem lidera o processo da ação de 
Deus na história, nos Atos dos Apóstolos o Espírito é o grande personagem. Essa ênfase no 
Espírito em Atos permite que muitos estudiosos da Bíblia entendam os Atos dos Apóstolos 
como “o evangelho do Espírito”.
Os primeiros capítulos do Evangelho escrito por Lucas apresentam de modo marcante 
a ação do Espírito Santo: 
• 1,15: Sua presença com João Batista é prometida a Zacarias; 
• 1,35: O anjo Gabriel anuncia a Maria o nascimento de Jesus que somente será 
possível através do Espírito Santo;
• 1,41: Isabel cheia do Espírito Santo saúda Maria;
• 1,67: Zacarias profetiza através do Espírito Santo;
• 2,25-27: Simeão vai ao Templo movido pelo Espírito Santo;
• 3,16: João anuncia o Batismo no Espírito Santo através de Jesus;
• 3,22: O Espírito Santo em forma corpórea desce sobre Jesus no Batismo;
• 4,1: Jesus cheio do Espírito Santo é levado para o deserto;
• 4,14: Jesus é levado para a Galiléia pelo Espírito Santo;
• 4,18: Na Sinagoga, Jesus anuncia a sua missão pela força do Espírito Santo;
• 23,46: Jesus entrega seu Espírito a Deus antes de morrer;
• 24,49: Promessa de Jesus sobre a presença do Espírito Santo junto aos discípulos.
Como podemos observar, no início do Evangelho a presença do Espírito Santo é 
intensa. A partir do anúncio da missão de Jesus em Nazaré, Lucas não fala mais sobre a 
presença do Espírito Santo, somente no final, mesmo assim como promessa aos discípulos. 
Se olharmos para o livro dos Atos, vemos que novamente aparece a ação do Espírito 
Santo. O que será que Lucas quer mostrar com isto? Lucas quer ajudar-nos a crescer em 
53
uma dupla consciência: perceber o Espírito perpassando todas as coisas e captar nas 
partes uma totalidade integradora, justamente por isso Lucas intensifica a presença do 
Espírito no começo de determinadas seções da sua narração. Nos relatos da infância 
acumula sete menções do Espírito; e na preparação ao ministério público, refere-se à ação 
do Espírito cinco vezes. À primeira vista, é estranho que a menção ao Espírito desapareça 
completamente nas outras seções da narração da viagem de Jesus para Jerusalém (Lc 13–
19), no ministério de Jesus em Jerusalém (Lc 19,28–21,38), em todo o relato da paixão (Lc 
22–23) e na ressurreição (Lc 24). A avassaladora presença do Espírito citada na primeira 
metade da narração (Lc 1–16) desaparece após Lc 12,12, onde se diz que o Espírito de Deus 
acompanhará os perseguidos quando estiverem sendo interrogados pelas autoridades.
Este mesmo processo se verifica também nos Atos dos Apóstolos. Na primeira parte 
de Atos (At 1,1–15,35) o Espírito é mencionado 19 vezes, enquanto na segunda parte de 
Atos (At 15,36–28,31) aparecem somente 11 referências. Na segunda parte de Lucas e Atos 
a referência ao Espírito vai escasseando-se, provavelmente para sinalizar uma característica 
importante da teologia lucana: o divino em Lucas tende a encarnar-se, como sal na comida, 
e vai aos poucos “desaparecendo”. É como um andaime: anda-se nele enquanto se constrói, 
mas, terminada a construção, caminha-se pela própria construção. Imbuídos pelo Espírito, 
os personagens bíblicos o revelam pela sua ação, dispensando referências explícitas. As 
características fundamentais do Espírito em Lucas-Atos denotam a presença ativa, criadora 
e profética de Deus no coração da Criação, em geral e especificamente, no âmbito da 
comunidade. O Espírito manifesta toda sua atividade, como presença capacitadora e 
santificadora que vem de Deus, desde a concepção de Jesus em Maria. 
É interessante notar que a ação do Espírito Santo no início do Evangelho se dá sempre 
junto aos pobres e excluídos da época (estéril, velhos, mulheres): Isabel, Zacarias, Simeão, 
Ana, Maria, João e o próprio Jesus. Esta presença do Espírito junto aos pobres, somente 
é compreendida a partir dos pobres de Javé, isto é, os pobres com quem Javé conta para 
realizar o seu projeto de amor. Esta característica encontramos também com Jesus. Aliás, 
é primeiramente aos pobres que ele vem evangelizar. Também são dirigidas aos pobres, 
considerados bem-aventurados, a promessa do Reino de Deus. No Evangelho de Lucas 
portanto, a presença do Espírito Santo se dá como preparação da chegada de Jesus. Muitos 
anunciam, profetizam, louvam sempre inspirados por sua força e presença. Da mesma 
forma, no livro dos Atos é o Espírito Santo novamente quem vai animar os discípulos e 
comunidade a levar adiante a Boa Nova de Jesus. O Espírito anima a missão. Com Jesus a 
missão acontece. A Boa Nova se torna realidade: “O Espírito do Senhor está sobre mim, 
porque me ungiu para evangelizar os pobres; enviou-me para anunciar aos aprisionados a 
libertação, aos cegos a recuperação da vista, para pôr em liberdade os oprimidos, e para 
anunciar um ano de graça do Senhor” (LC 4,18-19). Esta dimensão missionária, voltada para 
os pobres, cativos, marginalizados é uma das características do Evangelho em Lucas, algo 
que percebemos também nas igrejas pentecostais; igrejas que possuem destaque entre as 
comunidades carentes.
DESTAQUES IMPORTANTES DA TEOLOGIA DE LUCAS-ATOS 
Os estudos de Lucas-Atos trouxeram uma contribuição gigantesca para o Movimento 
Pentecostal e este fez com que muitas igrejas tradicionais voltassem os olhos novamente 
para Lucas-Atos. Todo Pentecostal deveria conhecer bem essa obra. Não é verdadeiro o 
entendimento de que Lucas-Atos tem pouco a dizer para a experiência contemporânea. 
Segundo Stronstad, o "gênero adotado em Lucas-Atos é o da narrativa histórica, mas 
54
também uma dimensão didática, ou instrucional, e teológica." (STRONSTAD, p. 38). Sendo 
assim, temos muito o que aprender com essa obra, pois ela oferece modelos e princípios 
que devem nortear a igreja. Além disso, Lucas-Atos tem uma teologia prática e carismática. 
Nela, aprendemos que necessitamos do poder de Deus para cumprirmos o ide e levar o 
Evangelho a todo o mundo!
É conveniente que Lucas-Atos sejam tratados como uma unidade. A partir de toda 
atenção que os dois livros bíblicos, Lucas-Atos, dão a Jesus e aos discípulos, pode-se 
pensar que o principal tema de Lucas é a história de Jesus e da igreja. Todavia, a principal 
responsabilidade de Lucas é muito mais profunda. Ele retrata que o plano de Deus foi 
executado em cumprimento à promessa divina. A inauguração desse cumprimento vem 
por intermédio de Jesus e da igreja, composta de judeus e de gentios. A conclusão desse 
cumprimento se dará quando Jesus retornar (At 3.18-26). Esses dois livros enfatizam 
a continuidade da promessa de Deus, e eles apresentam esse progresso de forma 
pastoral cujo intuito é instruir e confortar. Lucas escreve para Teófilo a fim de assegurá-
lo sobre as coisas que ele aprendeu (Lc 1.4).2 A principal suposição para essa garantia 
é o reconhecimento de que Deus estava em operação nos eventos recentes, eventos 
que cumpriam as promessas de Deus (w. 1,2). Todavia, dois aspectos desse proclamado 
cumprimento seriam problemáticos: um Salvador morto, e uma comunidade de Deus, que 
incluía gentios, perseguida, quando Israel se agarrava à esperança da promessa. Como a 
Igreja sofria perseguição, conforme retratado de forma tão vivida em Atos dos Apóstolos, 
Teófilo, ou alguém como ele, poderia se perguntar se essa perseguição era o julgamento 
de Deus sobre a Igreja por ser, do ponto de vista racial, muito liberal em relação à salvação 
dEle. Deus estava realmente em operação na igreja? E Jesus era realmente o centro do plano 
dEle? Como a promessa tornou-se tão abrangente? E como um Salvador morto poderia ser 
o cumprimento dessa promessa? Lucas-Atos garantem a Teófilo que a perseguição da Igreja 
não é um sinal de julgamento. Ao contrário, a perseguição fora predita e é o meio pelo qual 
a mensagem poderia alcançar mais pessoas no mundo todo. A obra detalha porque Jesus 
é o
centro do plano de Deus, plano esse que não só tinha presciência da morte dEle, mas 
também, e de forma mais relevante, de sua ressurreição-ascensão3 à direita de Deus, de 
onde oferece, como Senhor, o benefício da salvação para todo aquele que se entregar a Ele. 
Paulo, como o apóstolo dos gentios, serve para retratar o trabalho externo dessa abrangente 
missão da promessa. Ele, como outros da Igreja, não assumiu seu papel por iniciativa 
própria, mas como resultado direto da obra de Deus. Assim, Deus e sua atividade são o 
centro de Lucas-Atos dos Apóstolos.
O PLANO E O CUIDADO DE DEUS 
Lucas, no início de seus dois volumes, enfatiza que Deus fez promessas. Em Lucas 1—2, 
o material sobre o nascimento de Jesus deixa claro que Deus está realizando um plano de 
acordo com sua promessa, e que Ele libertará seu povo. Lucas 1.14-17 descreve a missão 
de João Batista como precursor de Jesus, aquele que veio no espírito de Elias a fim de 
conciliar pais e filhos ao caminho de Deus. João devia produzir um “povo bem-disposto”. 
Os versículos 31-35 descrevem Jesus como o Filho prometido e o Messias. Ele se sentará no 
trono de Davi e governará sobre Israel. Os versículos 54,55 mostram que esses eventos de 
misericórdia se fundamentam nas promessas que Deus fez a Abraão. Os versículos 68-75 
falam sobre levantar uma salvação da casa de Davi, conforme prometido pelos profetas. A 
tarefa de Jesus é libertar o povo de Deus de seus inimigos, para que seu povo possa servi-
lo, sem medo, em santidade e justiça. Essa passagem também menciona a promessa de 
55
Deus para os “pais”, ou patriarcas, de Israel. Lucas 2.34 afirma que Jesus trará dissensão, 
divisão, a Israel. Assim, o assunto inicial oferece uma visão geral do plano de Deus e dos 
vários elementos dele. Ele não relaciona, em detalhes, as partes do plano uma com a outra, 
antes, as introduz como qualquer visão geral deve fazer. A nota fundamental é que, em 
Jesus, Deus cumpre suas promessas. Deus é um Deus que planeja e que cuida. Atos dos 
Apóstolos reforça esse retrato. Atos 2.17-21 fala do derramamento do Espírito Santo como 
cumprimento da promessa de Deus sobre os últimos dias. Os versículos 38-40 apresentam 
o ponto de que o perdão dos pecados e o Espírito estão disponíveis para os que respondem 
ao chamado de Deus. Atos 3.22-26 indica que Jesus, como Moisés, é o Profeta prometido, 
a quem se deve prestar atenção (Dt 18.15).4 Atos 13.22,23 retrata Jesus como o Salvador 
prometido, o descendente de Davi. 
A FORMA COMO DEUS CONDUZ O PLANO 
Como Deus conduz seu plano? Deus administra-o por quatro meios: a revelação, 
a intervenção divina, o trabalho de agentes humanos e a obra de Cristo. A revelação, em 
essência, envolve a promessa declarada no Antigo Testamento, tema tão penetrante e 
difundido que receberá mais atenção depois. Deus também revelou seu plano por meio 
de anúncios angelicais, o anjo Gabriel revelou a missão de João para Zacarias (Lc 1.11-20). 
Gabriel também declarou a missão de Jesus para Maria (w. 26-38). Anjos anunciaram o 
nascimento de Jesus para os pastores (2.9-14). Anjos proclamaram a ressurreição de Jesus 
para as mulheres (24.1-7) e, a promessa do retorno de Jesus para os discípulos (At 1.10,11). 
Um anjo do Senhor guiou Filipe até o eunuco (8.26). “Um anjo de Deus” instruiu Cornélio 
a respeito de Pedro (10.3-7), e um anjo anunciou que Paulo sobreviveria ao naufrágio do 
navio (27.23,24).5 Em momentos decisivos da história, Deus intervém e fornece orientação. 
Cada evento de Atos é um ponto decisivo da condução de Deus da expansão da Igreja. A 
intervenção divina, além de prover detalhes reveladores da forma como os eventos 
são conduzidos, vem em duas formas adicionais. Algumas pessoas foram ajudadas pela 
mediação de anjos, em geral, na libertação da prisão (At 5.19; 12.7- 15). No caso de Filipe, 
ele foi arrebatado após ministrar para o eunuco (8.39). Os meios mais diretos eram as 
visões, que também forneciam orientação. Estêvão viu sua chegada ao céu quando observou 
o Filho do Homem levantando-se para recebê-lo (7.55,56). Saulo foi chamado por meio de 
uma aparição celestial de Jesus (22.6-10; 26.13-18). Além disso, Ananias recebeu instrução 
para pôr a mão sobre Saulo (9.10-16). Essa dupla aparição — para Saulo e Ananias — mostra 
a mão de Deus na escolha de Saulo, fato que as múltiplas aparições dEle para Saulo também 
enfatizam. Outra intervenção dupla é a instrução que Cornélio recebe de enviar emissários 
até Pedro, ao mesmo tempo em que este tem uma visão em que Deus declara que todos 
os alimentos são puros. Essa intervenção marca o ponto de que os gentios são bem-vindos 
no plano de Deus (10.3-7,10-16). De forma semelhante, Paulo foi guiado para a Macedônia 
(16.9,10) e chamado a pregar em Corinto (18.9,10). Todos esses exemplos de Atos dos 
Apóstolos mostram como Deus conduziu de forma soberana os eventos fundamentais da 
Igreja, especialmente os relacionados com a expansão dela entre as comunidades gentias. 
Além das hostes angélicas, os agentes humanos foram outro importante veículo usado por 
Deus. O Senhor operou por intermédio de profetas judeus piedosos como Simeão e Ana (Lc 
2.25-38). Ele usou João Batista (7.24-30), os discípulos (9.1-6; 10.1-12), o testemunho da 
Igreja (At 4.24-31; 5.38,39) e a atividade e o testemunho do grupo de apóstolos (1.8). Seus 
agentes incluíam o trabalho de profetas da Igreja como Ágabo, Filipe e suas filhas (11.27-
30; 21.9,10) e também missionários, entre os quais, Barnabé (13.1), Paulo (13.13), Timóteo 
(16.1-3) e Silas (15.22). Conforme Atos 1.8 deixa claro, bem como em todo o livro, esses 
56
ministérios são guiados pelo Espírito, assim até esses agentes, em suas atividades, confiavam 
na provisão de Deus. Claro que a revelação mais importante é Jesus. Muitas vezes, resumem 
o ministério dEle nas predições sobre o Filho do Homem (Lc 9.22,44; 17.24,25; 18.31-33; 
22.22), em que a traição, a morte e a ressurreição dEle são o principal foco. Esses eventos 
ocorreram por vontade de Deus e de acordo com seu plano (22.42; At 2.23). A rejeição de 
Jesus (4.27,28) e sua ressurreição fazem parte da promessa revelada (13.32-37; 24.14,15; 
26.22,23; passagens que enfatizam a promessa de acordo com os profetas e Moisés). 
PROMESSA E CUMPRIMENTO 
No plano de Deus, Lucas anuncia o papel de Cristo como o cumprimento da promessa. 
Essa perspectiva, conforme já mencionado, não fica evidente apenas nas referências 
ao cumprimento, mas também nos pontos estruturais mais importantes dos dois livros. 
Primeiro, o prólogo lucano fala claramente de cumprimento no primeiro versículo. Lucas 
descreve as atividades de Jesus como eventos que “entre nós se cumpriram”. Segundo, o 
prólogo de Atos dos Apóstolos fala da conclusão do plano de Deus em termos de tempos 
e estações, expressões que indicam o estabelecimento de um cronograma (At 1.6,7). Os 
versículos 4 e 5 repetem a referência à vinda da “promessa do Pai”, ou seja, o Espírito Santo, 
promessa essa apresentada em Lucas 24.49. Portanto, os dois prólogos discutem o mesmo 
tema: A “promessa do Pai”, que é a manifestação do Espírito Santo. 
JONAS MENDES - Ministro do Evangelho, Bacharel em Teologia, Pedagogo, Licenciado em 
Filosofia, pós-graduado em Teologia do Novo Testamento e Mestre em Filosofia pela UFMT. 
Professor de Filosofia e Sociologia na Faculdade Fasipe - CPA. Membro do Conselho de 
Educação e Cultura, Cuiabá.
Referências Bibliográficas
MARSHALL, Howard. Fundamentos da Narrativa Teológica de São Lucas: Lucas, historiador e teólogo. 
Tradução de Flavio de Andrade Vital: Natal, RN: Carisma, 2019.
SHELTON, James. Poderoso em palavras e obras: o papel do Espírito Santo em Lucas-Atos. Tradução de Idelmar 
Campos. – Natal, RN: Carisma, 2018.
STRONSTAD, Roger. Teologia Lucana sob exame: experiências e modelos paradigmáticos em Lucas-Atos. 
Tradução de Celso Roberto. – Natal, RN: Carisma, 2018.
_________________. A teologia carismática de Lucas: Trajetórias do Antigo Testamento a Lucas-Atos. 
Tradução de Luís Aron de Macedo.
– Rio de Janeiro: CPAD, 2018.
_________________. Hermenêutica pentecostal: Espírito, Escritura e teologia. Tradução de Maurício Bezerra. 
– Natal, RN: Carisma, 2020.
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POR QUE NÃO SOU CESSACIONISTA
Uma apologética bíblica da contemporaneidade dos dons
Ev. Ronny Rubert / MT
O amor nunca falha; mas havendo profecias, serão aniquiladas; havendo línguas, cessarão; 
havendo ciência, desaparecerá; Porque, em parte,
 conhecemos, e em parte profetizamos;
Mas, quando vier o que é perfeito, então o que o é em parte será aniquilado.
Quando eu era menino, falava como menino, sentia como menino, discorria como menino, 
mas, logo que cheguei a ser homem, acabei com as coisas de menino.
Porque agora vemos por espelho em enigma, mas então veremos face a face; 
agora conheço em parte, mas então conhecerei como também sou conhecido. 
1 Coríntios 13.8-12 (ACF)
INTRODUÇÃO
A fé Pentecostal é essencialmente evangélica, compartilhando das principais 
crenças sistemáticas com os demais cristãos. Todavia, uma definição característica do 
Pentecostalismo precisa considerar os principais aspectos distintivos que fazem deste uma 
Teologia singular. 
Os principais distintivos da fé Pentecostal são:
a. A ênfase numa experiência direta e pessoal com Deus, baseada e fundada nas 
escrituras; 
b. O Batismo no Espírito Santo com a evidência das línguas como uma 
experiência bíblica, especialmente considerada pela teologia lucana, e: 1) quanto à natureza 
e identidade, separada da conversão; 2) quanto ao seu caráter e propósito, qualitativamente 
distinta; 3) quanto à sua ordem ou tempo, subsequente à experiência da conversão. Vale 
salientar, porém, que a subsequência não é absolutamente essencial aos conceitos da 
separabilidade e da qualidade distintiva. Os eventos podem ser simultâneos, porém 
separáveis e distintivos se forem dessemelhantes na sua natureza ou identidade.
c. A continuidade dos dons milagrosos como uma experiência contemporânea, e 
disponível aos salvos em Cristo.
I - DEFININDO O PROBLEMA
1. Definindo o Cessacionismo:
a. Uma conceituação breve, porém, oportuna sobre cessacionismo é oferecida por 
Palma (2005, p. 200): “O cessacionismo é a posição de que os dons extraordinários foram 
temporais, e que foram retirados depois do 1 século. Estes dons se identificam ao menos 
com os de profecia, línguas, interpretação de línguas, curas e outros milagres. Os apóstolos 
59
as vezes se incluem nesta categoria”. 
b. Keener em (BROWN, 2020, p. 328), considera a moderação de alguns cessacionistas, 
que refinam a definição, chegando a afirmar que o cessacionismo compreende que 
no presente alguns dons estão disponíveis, porém, aqueles não miraculosos, e mais 
descontínuas àquelas encontradas no Novo Testamento. 
2. Principais problemas teológicos:
a. Ruthven (2017), demonstra, convincentemente que a principal questão com 
Cessacionismo é seu conflito persistente com as Teologias Bíblicas: a) do Espírito Santo: 
com a cessação dos dons a atividade pneumatológica pós-canônica está limitada “às 
atividades dos passos Calvinistas da salvação (ordo salutis)” (p. 110); b) do Reino de Deus: “ 
a continuidade dos charismata do Reino dos apóstolos para seus leitores, e além deles, até a 
consumação dos séculos” (p. 111). 
b. Vale acrescentar que a hermenêutica cessacionista não reflete a cosmovisão bíblica, 
e ainda provoca uma grave “erosão das Escrituras” (BROWN, 2020, p 326), por negligenciar a 
realidade espiritual.
3. As principais críticas que visam descredibilizar a contemporaneidade dos dons:
a.
Há um considerável número de crentes, especialmente jovens, que decepcionados 
com os abusos e absurdos cometidos em nome do Pentecostalismo, bem como pela massiva 
influência reformada e neocalvinista, estão rumando para o cessacionismo.
b. Parte do descrédito para a contemporaneidade dos dons conta com acusações 
sérias, em muitos casos infundadas, por se tratarem de um espantalho criado, e em outros 
casos são listadas acusações sérias que merecem nossa reflexão, como: a valorização dos 
dons em detrimento da verdade; o uso dos dons para manipulações; incongruência entre o 
fervor e o zelo doutrinário e etc.
c. MacArthur (BROWN, 2020, p. 14): “Má teologia, louvor superficial, ego, teologia 
da prosperidade, exaltação da personalidade: tudo isso é resultado do Movimento 
Carismático”.
II - RESPONDENDO AOS PRINCIPAIS ARGUMENTOS CESSACIONISTAS
1. O papel singular dos milagres
a. Argumento: O cessacionismo afirma que os milagres, e com isso também os dons, 
tinham como principal objetivo “confirmar a credencial de um mensageiro” (BROWN, 2020, 
p. 380). Isto é, o propósito dos milagres é a autenticação, a “testificação” (GRUDEM, 2003, p. 
198). Inclusive, os dons milagrosos atuais não se assemelham aos do Novo Testamento.
b. Resposta: Há diversos erros no argumento mencionado, dentre eles: 1) os milagres 
serviam, biblicamente, a vários propósitos: doxológico (Jo 2.11; 9.3; 11.4, 40); evangelístico 
(At 9.42); o bem comum (1 Co 12.7); 2) outros crentes, além dos apóstolos realizaram 
milagres: os setenta (Lc 10.9,17); Estevão (At 6); Filipe (At 8); entre outros (Gl 3.5; Rm 12.6-8; 
1 Ts 5.19,20).
 2. O papel do Apostolado
a. Argumento: Pennington (BROWN, 2020, p. 382), afirma que não há mais apóstolos 
hoje. Isso significa, segundo ele, que o dom do apostolado, findou, e com ele os dos 
extraordinários. O mesmo cessacionista ainda afirma que os dons extraordinários e de 
60
revelação são sinais exclusivamente apostólicos, o que atestaria para a natureza basilar dos 
apóstolos no Novo Testamento, e como consequência, os profetas (Ef 2.20, 3.5, e 4.11).
b. Resposta: Quanto ao fim do apostolado, de modo geral os pentecostais concordam, 
por causa de 1 Co 15.8, que o papel dos apóstolos era temporário, pois exigia que eles 
fossem testemunhas oculares da ressurreição. Todavia, quanto aos dons não há uma 
declaração similar. No que se refere à basilaridade dos apóstolos e profetas citados em (Ef 
2.20, 3.5, e 4.11): existem interpretações alternativas, exegeticamente possíveis, para quem 
sejam os profetas nestes textos. Entretanto, isso não é essencial, já que mesmo tendo os 
profetas, por estarem ligados aos apóstolos, um papel fundacional, 1 Co 12 a 14 demonstra, 
no mínimo, a existência de um grupo de profetas não fundacionais, nem basilares, e apesar 
do status inferior, e não canônico, recebem revelações julgáveis.
3. O testemunho da História da Igreja
a. Argumento: Cessacionistas afirmam que após o período apostólico os dons 
cessaram, e isso é passível de ser atestado pelos líderes da Igreja ao longo da História.
b. Resposta: As seguintes acusações são infundadas: a) houve o desaparecimento 
dos dons nas cartas de Paulo: isso pode ser facilmente explicado pela situação das igrejas 
às quais Paulo direcionava suas epístolas. Comumente as cartas tratam dos problemas, e 
nem sempre os dons foram parte disso, como em Corínto; b) houve o desaparecimento dos 
dons na História da Igreja: esse argumento é extremamente desonesto, por desconsiderar 
ocorrências no início do II século, registradas por Inácio, ou no fim do II século, como 
demonstrados por Justino Mártir. Além dos testemunhos de manifestações carismáticas na 
Antiguidade e Idade Média adentro, como afirmam (DANIEL, 2020; KEENER, 2018; CUNHA, 
2018).
4. A suficiência das Escrituras
a. Argumento: Cessacionistas afirmam que “O Espírito fala somente na (e através 
da) Palavra inspirada (...) O homem de Deus não precisa de outras revelações adicionais de 
Deus. Tudo que ele precisa está bem aqui (...) O resultado de um cânone finalizado é uma 
Escritura completamente autossuficiente” (BROWN, 2020, p. 394). Em outros termos, o 
argumento cessacionista acerca da suficiência da revelação bíblica tem 3 pontos principais, 
a saber: 1) toda revelação especial é canônica; 2) a Escritura é suficiente para nossas 
necessidades; 3) a revelação em Cristo é final e perfeita.
b. Resposta: Conforme Codling (2016): 1) nem toda revelação é canônica, pois a 
bíblia cita de atos e palavras de Cristo que não estão nas escrituras (Jo 21.25, 31). A bíblia 
cita revelações não canônicas (1 Co 14.6,26); 2) a suficiência da bíblia não implica em 
inexistência de propósitos adicionais para os dons. Há uma confusão entre suficiência e 
completude; 3) A finalidade da revelação em Cristo proíbe alterações, não revelações, 
se fosse assim aqueles que viram a Jesus não precisariam de revelações específicas, como 
Pedro (At 10.9), Paulo, recebendo um sonho (At 16.9).
III - ARGUMENTANDO BIBLICAMENTE EM FAVOR DA CONTINUIDADE DOS DONS
1. 1 Coríntios 1.4-8
• “Eu sempre agradeço a Deus por vós pela graça de Deus (incluindo a plena gama 
dos charismata) porque de todas as maneiras vós têm sido enriquecidos nele — em toda 
forma de discurso (inclusive profecia) e em toda forma de conhecimento (incluindo o dom 
do conhecimento revelado). Vocês estão fazendo isto agora exatamente como (kathos) o 
61
testemunho de Cristo foi confirmado em vós (isto é, carismaticamente, pelos apóstolos e 
ou evangelistas que em primeiro lugar demostraram e articularam o evangelho para vós) 
— Com o efeito de que não vos falte nenhum dom espiritual durante o tempo em que 
aguardam a revelação do nosso Senhor Jesus Cristo. (O Senhor) irá também (não meramente 
quando o evangelho primeiramente veio a vós, ou até mesmo agora, mas) continuar 
a confirmar/fortalecer-vos (do mesmo modo como vós estão agora experimentando 
os charismata até o tempo em que ‘esperam’ o fim) até ao fim, de modo que (via os 
fortalecedores e purificadores charismata os quais geram crescimento e progressiva 
maturidade) vós serão irrepreensíveis no dia do nosso Senhor Jesus Cristo”.
2. 1 Coríntios 13.8-13
• “O amor nunca acaba: ele continua na era porvir. Mas onde quer que as operações 
carismáticas de profecias, falar em línguas ou conhecimento revelado ocorram, elas serão 
findadas. Como infância, todos eles representam um incompleto, porém necessário estágio 
do plano eterno de Deus. Mas quando estes três dons representativos, i.e., os charismata 
em geral, cessar? O princípio escatológico é este: quando o completo (fim) chegar, naquele 
preciso momento, o incompleto será terminado. Especificamente, quando Cristo regressar 
no fim desta era presente, então, e não antes, os charismata — dons de profecias, línguas 
e conhecimento revelado aqui oferecidos como exemplos — os quais são incompletos 
comparados com as finais realidades celestiais que elas agora apenas indicam, irão todas 
chegar a um fim, tendo servido seu propósito temporário. 
Deixe-me notar quatro ilustrações deste ponto. 
• Primeiro, quando eu era um bebê (representando nossa presente existência) eu 
balbuciava, pensava e raciocinava (i.e., o presente charismata de discurso e conhecimento) 
como um bebê — um necessário e positivo desenvolvimento para estar certo — todos os 
quais estariam relacionados ao que estaria porvir. Mas na idade adulta (nossa existência 
no paraíso), este estágio é substituído por poderes de comunicação vastamente maiores, 
pensamento e raciocínio.
• Segundo, na presente era, os charismata apenas servem como indiretas ou 
percepções indistintas de Deus ou sua vontade, como olhar em um espelho ou uma 
fotografia. Mas no paraíso, o espelho ou fotografia (os charismata) são desnecessários se 
nós podemos ver Deus ‘face a face,’ Naquele momento, estes itens, os quais tinham ajudado 
a preservar a relação um tanto ou quanto distante, terão servido o seu propósito e serão 
descartados, já que nós teremos a real pessoa
diante de nós.
• Terceiro, nesta presente era, eu conheço Deus, os charismata revelam-no a mim 
apenas vislumbres e pistas. Mas então, no paraíso, eu conhecerei Deus (kathos) exatamente 
como e no mesmo sentido que Deus me conhece agora. Que uso terão aqueles imprecisos 
dons de revelado conhecimento debaixo daquelas condições?
• Quarto, nesta presente era, fé, esperança e amor, todos os três funcionam, mas tal 
como os outros charismata, fé (que é um carisma de revelação, o qual se agido sobre ele 
pode produzir milagres ou qualquer outro aspecto da salvação de Deus), e esperança (um 
62
outro dom de Deus o qual é substituído se resulta na presença e realidade de seu objeto), 
ambos serão desnecessários devido às suas características de espera; no paraíso, esta espera 
acabará. Por contraste, o amor é maior, porque ao contrário da fé, esperança e os outros 
charismata, “o amor nunca acaba.”
3. Efésios 4.11-13
• “[O Cristo ascendido] deu alguns apóstolos, profetas, evangelistas e pastores/
mestres (não para creditar o evangelho ou seus portadores, mas) para o aperfeiçoamento 
dos santos em direção ao trabalho e serviço do ministério, em direção à edificação do corpo 
de Cristo. [Mas por quanto tempo?] Estes dons são distribuídos, a princípio (vs. 7) ‘a cada 
um’ até (mechri) — um contínuo processo de distribuição — o patamar seguinte é atingido, 
i.e., que nós todos cheguemos à unidade da fé, ao pleno conhecimento do Filho de Deus, à 
plena, maturidade, ou seja, ao nível da estatura (maturidade) da plenitude de Cristo.” (Nem 
mesmo Paulo atingiu este estado [Fp 3.12]).
4. Efésios 1.13-23
• No contexto de crentes recebendo “toda sabedoria e entendimento” (1.8) e 
da oração continuada de Paulo pelo mesmo (1.7) e para experimentar (“conhecer”) o 
incomparável poder [de Cristo] como o da ressurreição, Paulo descreve o prazo: “Nele, 
quando vocês creram, vocês foram marcados com um selo, o prometido Espírito Santo, 
que é um penhor [ou primeira prestação — o primeiro pagamento do mesmo a seguir] 
garantindo nossa herança (descrito inter alia como incomparavelmente maravilhoso,” etc., 
como o poder da ressurreição no 1.19), até à redenção daqueles que são possessão de Deus 
— para o louvor da sua gloria.” Este estado de assuntos é ativo nos crentes e é paralelo à 
exaltação de Cristo que ocorre “não apenas na presente era, mas também na vindoura” 
(1.21-23, cf. 2:6).
 CONCLUSÃO
Os dons espirituais, como afirma Ruthven (2017, p. 195), “refletem a própria natureza de 
Deus, que não compartilha sua glória com outro. Da mesma forma, Deus é um Espírito 
de poder, que “não muda.” Se a Igreja “começou no Espírito,” não devemos mudar os 
métodos de Deus para completar o nosso curso na fraqueza da carne humana. Já que é o 
prazer do Pai “dar boas dádivas àqueles que lhe pedem,” deve ser nosso prazer recebê-las 
humildemente.
RONNY RUBERT – Ministro do Evangelho, Professor Universitário, Mestre em Filosofia, 
Pós-graduado em Educação. Graduado em Psicologia. Membro do Conselho de Educação e 
Cultura, AD/Cuiabá.
Referências Bibliográficas
BROWN, Michael L. Fogo autêntico: uma resposta aos críticos do cristianismo pentecostal-carismático. Cuiabá, 
MT: Editora Palavra Fiel, 2020.
CODLING, Don. Sola Scriptura e os dons de revelação: como lidar com a atual manifestação do dom de 
profecia. Natal: Editora Carisma, 2016.
CUNHA, Renato. Sob os céus da Escócia: Uma análise das profecias dos puritanos escoceses no século 17. 1ª 
63
edição. Rio de Janeiro: CPAD, 2017.
GRUDEM, Wayne A. (org.). Cessaram os dons espirituais?: 4 pontos de vista. Tradução Gordon Chown. São 
Paulo: Editora Vida, 2003.
KEENER, Craig. S. O Espírito na Igreja. O que a Bíblia ensina sobre os dons. Tradução Susana Klassen. São Paulo: 
Vida Nova, 2018.
PALMA, Anthony D. El Espíritu Santu, Miami, Flórida: Editora Vida, 2005.
RUTHVEN, Jon Mark. Sobre a cessação dos charismata: a polêmica Cessacionista dos Milagres pós-bíblicos. 
Natal: Editora Carisma, 2017.
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64
FAZENDO MISSÕES
NO PODER DO ESPÍRITO
Pr. Cristiano Rosa / MT
INTRODUÇÃO
Biblicamente falando, a realização da obra missionária não pode estar fundamentada 
em elementos como: capacidade humana ou planejamento estratégico; suas bases sempre 
serão: O poder e a direção do Espírito Santo. Qualquer tentativa de cumprir a missão sem 
esses elementos resultarão em fracasso e frustração.
FUNDAMENTAÇÃO BÍBLICA
1. JESUS
Tanto nos Evangelhos como no livro de Atos dos Apóstolos a Bíblia deixa claro que o 
próprio Senhor Jesus antes de iniciar a sua missão foi capacitado, empoderado pelo Espírito:
[...] e o Espírito Santo desceu sobre ele em forma corpórea, como uma pomba; 
e ouviu-se uma voz do céu, que dizia: Tu és meu Filho amado; em ti me tenho 
comprazido. (Lc 3.22)
[...] como Deus ungiu a Jesus de Nazaré com o Espírito Santo e com virtude; o qual 
andou fazendo o bem e curando a todos os oprimidos do diabo, porque Deus era com 
ele. (Atos 10.38)
A partir de então, e durante toda a realização da sua missão, Jesus foi guiado pelo 
Espírito, confiando plenamente em Sua
direção, mesmo se isso implicasse em enfrentar 
desertos e grandes tentações (Lc 4.1-13).
Foi no poder do Espírito que Jesus regressou para a Galileia, e lá ensinava nas 
sinagogas, curava e expulsava demônios (Lc 4.14-41). 
Ao orientar os seus discípulos para a Grande Comissão, Jesus deixou claro que sem 
o poder do Espírito a missão de pregar o evangelho e a remissão dos pecados não seria 
possível. O historiador Lucas destaca a ênfase que Jesus deu ao revestimento de poder do 
Espírito em seu evangelho e na narrativa de Atos:
E disse-lhes: São estas as palavras que vos disse estando ainda convosco: convinha 
que se cumprisse tudo o que de mim estava escrito na Lei de Moisés, e nos Profetas, 
e nos Salmos. Então, abriu-lhes o entendimento para compreenderem as Escrituras. E 
disse-lhes: Assim está escrito, e assim convinha que o Cristo padecesse e, ao terceiro 
dia, ressuscitasse dos mortos; e, em seu nome, se pregasse o arrependimento e a 
remissão dos pecados, em todas as nações, começando por Jerusalém. E dessas coisas 
sois vós testemunhas. E eis que sobre vós envio a promessa de meu Pai; ficai, porém, 
na cidade de Jerusalém, até que do alto sejais revestidos de poder. (Lc 24.44-49)
[...] mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis minhas 
testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judeia e Samaria e até aos confins 
da terra. (Atos 1.8)
65
2. OS DISCÍPULOS E APÓSTOLOS
Os discípulos e apóstolos permaneceram em Jerusalém, até que no dia de Pentecostes, 
mediante o derramar do Espírito sobre eles, ficaram cheios do poder espiritual e de ousadia 
para testemunhar de Jesus (At 2.1-13; 4.33). 
2.1 PEDRO
Uma mensagem poderosa foi pronunciada por Pedro, resultando no arrependimento, 
na fé, e no batismo em águas de quase três mil pessoas (At 2.14-47).
2.2 PEDRO E JOÃO
Foi com a cura do paralítico na porta do Templo chamada Formosa, que Pedro e João 
entenderam a dinâmica de fazer missões no Poder do Espírito Santo.
2.3 FELIPE
O poder e a direção do Espírito continuaram norteando a missão, que em meio a 
intensa perseguição experimentava expansão e conversões. Os milagres, sinais e prodígios 
estavam bem presentes no cotidiano da igreja (At 5.12-16). 
Em meio à grande perseguição que se levantou contra a igreja em Jerusalém, muitos 
foram dispersos pelas regiões da Judéia e Samaria, indo por toda a parte pregando a palavra 
(At 8.1-4). Ganha neste momento evidência o ministério de Filipe em Samaria, que resulta 
em conversões, curas e libertações (At 8.4-13). O poder do Espírito é evidenciado em 
Samaria, e logo a sua direção na vida de Filipe se torna também manifesta ao ser ordenado 
a seguir para o lado Sul, no caminho que desce de Jerusalém a Gaza, estrada difícil, deserta 
e perigosa, uma rota alternativa para viajantes naqueles tempos (At 8.26). Filipe atende a 
orientação, abre mão das multidões e do grande despertamento espiritual em Samaria, e 
segue rumo a sua missão de evangelizar um etíope, eunuco, alto oficial de Candace, rainha 
dos etíopes, que retornava de sua peregrinação a Jerusalém, e que lia, mas sem entender, o 
profeta Isaías (At 8.27-35).
A exposição de Filipe que anunciou-lhe Jesus resultou na conversão e batismo do 
peregrino (At 8.36-39). Logo em seguida, pelo poder do Espírito se encontrou em Azoto e 
dali pôde testemunhar de Jesus em diversas cidades até chegar a Cesaréia (At8.40). Quando 
obedecemos a direção do Espírito na realização da missão, nosso ministério se expande nos 
níveis desejáveis por Deus. Não nos acomodemos em nossa “JERUSALÉM”. Que possamos 
sempre estar abertos à direção do Espírito Santo e a missão a nós confiada.
2.3 PAULO
O poder e a direção do Espírito como elementos essenciais no cumprimento da missão 
são notórios também no ministério do apóstolo Paulo. Ele é escolhido pelo Senhor para 
pregar aos gentios, aos reis e perante os filhos de Israel (At 9.15), mas antes precisaria ser 
cheio do Espírito Santo, e isso implica em desfrutar do poder deste Espírito (At 9.17).
A igreja de Jesus necessita da direção do Espírito para implementar as suas ações 
missionárias. A obra de missões está sob o comando do Espírito, e é Ele quem decide quem 
e onde a missão será realizada. Na igreja em Antioquia o Espírito deixou claro que tinha 
escolhido Barnabé e Saulo, e ordenou a separação de ambos para a obra missionária em 
outros lugares (At 13.2). A igreja separou os dois comissionados, jejuou, orou com imposição 
de mãos sobre eles e os despediram (At 13.3). Eles foram enviados pelo Espírito! (At 13.4).
66
O Espírito deve orientar a missão em todos os seus estágios. Já enviados, tiveram 
agora que atentar às diretrizes do Espírito para com as prioridades e urgências do campo 
missionário. Quando percorriam a região frigío-gálata foram impedidos de pregar a palavra 
na Ásia (At 16.6). Ao tentar ir para Bitínia, foram mais uma vez obstruídos pelo Espírito (At 
16.7). O que fazer quando nossos planos missionários não são aprovados pelo Espírito? 
Aguardar a sua direção é o mais sensato a ser feito. É preciso nesse momento “descer” a 
Trôade e lá esperar que o Espírito nos mostre para onde seguir (At 16.8).
É desejo do Espírito nos dar uma visão norteadora na execução da obra missionária. 
A nossa direção pode estar totalmente oposta àquela para onde Ele deseja nos guiar. Paulo 
teve uma visão onde um varão macedônio lhe rogava pedindo ajuda (At 16.9). Após a 
visão o texto nos permite entender que houve uma reunião para tratar sobre a mudança 
de rota, onde o grupo concluiu que se tratava de um chamado divino para proclamação do 
evangelho, fazendo com que partissem imediatamente (At 16.10). As decisões relacionadas 
à missão devem ter a participação de todos os envolvidos na tarefa missionária. A resposta 
deve ser urgente, pois não há tempo a perder na pregação do evangelho de Jesus aos povos.
FUNDAMENTAÇÃO HISTÓRICA
A tradição cristã com seus mais de 2000 anos de história, têm registrado as 
experiências de diversos irmãos, que na mesma dinâmica dos discípulos e apóstolos 
continuam fazendo missões no Poder do Espírito Santo, vejamos alguns exemplos:
1. HISTÓRIA DOS APÓSTOLOS
No livro “Doze homens uma missão” Aramis C. de Barros traz uma pesquisa profunda sobre 
a vida dos apóstolos de Jesus, é possível perceber como esses homens na Direção e no Poder 
do Espírito Santo fizeram coisas maravilhosas.
2. HISTÓRIA CONTEMPORÂNEA
2.1 No livro “Heróis da fé” Orlando Boyer traz a biografia de homens como: JERÔNIMO 
SAVONAROLA, MARTINHO LUTERO, JOÃO BUNYAN, JÔNATAS EDWARDS, JOÃO WESLEY, 
JORGE WHITEFIELD, CARLOS FINNEY, JORGE MÜLLER, HUDSON TAYLOR, CARLOS SPURGEON, 
DWIGHT LYMAN MOODY e outros.
2.2 No livro “A história das Assembleias de Deus no Brasil” Emílio Conde retrata como 
o Espírito Santo guiou o avivamento nos Estados Unidos e de lá pelo Poder e Direção do 
Espírito Santo o Brasil recebeu homens como Daniel Berg e Gunnar Vingren que ao lado de 
tantos outros fizeram essa grande obra missionária.
2.3 No livro “A história das Assembleias de Deus no Mato Grosso” encontramos a história 
de homens como pastor Sebastião Rodrigues de Souza e pastor João Agripino de França que 
ao lado de tantos outros companheiros e movidos pelo mesmo Poder e Direção do Espírito 
Santo trabalharam para que essa grande obra chegasse aonde chegou.
2.4 Através do “Projeto Faíscas”, a SEMAD tem enviado missionários que em várias partes 
do mundo estão ganhando almas e plantando igrejas, homens como o pastor José Lopes e 
pastor Dimas no Poder e Direção do Espírito Santo tiveram experiências poderosas.
Nos dias atuais sabemos do importante papel da igreja brasileira na obra missionária, 
precisamos atentar para aquilo que o Espírito tem a nos dizer. Sem o Seu poder e a Sua 
direção, nossos recursos humanos, materiais e financeiros não serão suficientes para o 
cumprimento da vontade de Deus, que é a pregação do evangelho e o ensino da palavra em 
67
todo o mundo e a toda a criatura (Mt 28.18-20; Mc 16.15)
PR. CRISTIANO
ROSA - Pastor do setor Cidade Alta, Cuiabá/MT. Bacharel em Teologia, Atuou 
como missionário nos Estados Unidos. Membro da Assessoria Ministerial. Secretário do 
Conselho de Missões. Pós-graduado em docência do ensino superior.
Referências Bibliográficas
BOYER, Orlando S. Heróis da fé: vinte homens extraordinários que incendiaram o mundo.15. ed. CPAD. – Rio 
de Janeiro, RJ, 1999.
DEBARROS, Aramis C. Doze homens e uma missão. – Curitiba: Editora Luz e Vida, 1999.
CONDE, Emílio. História das Assembleias de Deus no Brasil. 1. ed. – Rio de Janeiro, 1960.
História das Assembleias de Deus no Estado do Mato Grosso.
Bíblia Sagrada
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O OBREIRO PENTECOSTAL E 
A SUA FAMÍLIA
Pr. Osiel Gomes / MA
O Obreiro Pentecostal e a sua família
A primeira coisa que todo cristão deve ser consciente, em especial o obreiro cristão, é 
que uma vida plenificada, ou melhor, cheia do Espírito Santo, não apenas nos habilita ou nos 
capacita para desenvolvermos os charismas, sermos fervorosos, testemunhar de Cristo com 
ousadia, mais que isso, Ele habitando em nosso ser leva-nos a sermos diferentes e melhor 
em tudo, o que inclui o relacionamento com o próximo, em especial com a família. 
Submissão, obediência, reverência, pureza, santidade, tudo isso irá caracterizar a 
vida de um obreiro pentecostal. Na verdade, quando Paulo refere-se ao ser cheio do Espírito 
ou batizado no Espírito Santo em Efésios 5.18, seu destaque é em relação a uma vida de 
submissão e obediência, produzindo um estilo de vida que promove obediência, respeito, 
consideração, tanto vertical, para com Deus, como horizontal, para com o próximo. O 
Espírito santo leva esposo, esposa e filhos, a viverem em total submissão por causa do temor 
a Cristo Jesus (Ef 5.21; Fp 2.3; 1 Pe 5.5).
É impossível ser cheio do Espírito Santo e manifestar atos de brutalidade, 
desobediência, teimosia, palavrões, traições, Sua presença na vida do cristão gera desejo 
pela santidade, prioriza a vontade de Deus, e não o nosso querer, isso pelo fato de que uma 
vida marcada pelo Espírito Santo produz submissão. 
O obreiro cristão vive um pentecoste à luz da Palavra de Deus, em Especial do Livro 
de Atos, por meio do qual se tem um paradigma ou modelo a ser seguido. O livro de Atos 
não apenas revela uma comunidade de salvos que era cheia de poder, que tinha autoridade 
para testemunhar, mas que isso, todos viviam em submissão, comunhão, temor. Na obra de 
Robert P. Menziees1 , fazendo uma definição do que é ser pentecostal ele expressa:
Pentecostal: Cristão que crê que o livro de Atos fornece um modelo para a Igreja contemporânea 
e, nesta base, incentiva todos os crentes a experimentar o batismo no Espírito Santo (At .2.4), 
entendido como capacitação para a missão, distinto da regeneração, que pé marcado por falar 
em línguas, e afirmar que “sinais e maravilhas”, inclusive todos os dons mencionados em 1 
Coríntios 12.8-10, devem caracterizar a vida da Igreja hoje. 
O obreiro pentecostal sabe que sua missão é falar sobre a pessoa de Jesus Cristo, isso 
o faz pelo poder do Espírito Santo agindo no seu interior, mas essa realidade só é possível 
mediante o nascer de novo (Jo 3.3), que é a primeira experiência a ser desenvolvida em sua 
vida, depois é que vem o batismo no Espírito Santo. É impossível ser um verdadeiro obreiro 
pentecostal sem o novo nascimento, posto que para ser testemunha é preciso tem um bom 
testemunho de vida, comprovado pelos de fora como dos de dentro (Cl 4.5; 1 Ts 4.12; 1 Tm 
3.7).
Interessante que quando lemos Atos, Lucas descreve uma Igreja que no dia a 
1 MENZIES, Robert P. Pentecostes: Essa é a nossa história. Rio de Janeiro, CPAD, 2016. p.16.
69
dia estava dominada do Espírito Santo, cheia de alegria para testemunhar de Cristo aos 
pecadores (At 13.52); em Romanos,1 Coríntios e Efésios, procurou destacar a importância 
dos dons oriundos do Espírito Santo, em Gálatas falou sobre a importância de se viver 
no Espírito para não estar debaixo dos velhos costumes da lei e das obras da carne. Em 
Resumo, em todas as epístolas de Paulo há destaque especial sobre a Igreja e cristãos sendo 
dominados pelo Espírito Santo, através do qual se produz um estilo de vida conforme o 
querer de Jesus.
O obreiro Pentecostal preserva sua família de uma cultura sexual errônea
Na carta de 1 Tessalonicenses, Paulo procura chamar os novos convertidos a viverem 
em santidade para Deus e não se envolver em práticas sexuais ilícitas (1 Ts 4.3), isso porque 
a cultura grega não tinha a mínima ideia da pureza moral pela ótica da Bíblia Sagrada em 
relação ao casamento (Mt 19.4-6). O obreiro pentecostal sabe que os que vivem em Cristo 
procuram viver em santidade, pureza, pois desse modo estará correspondendo com a real 
natureza de Cristo Jesus (1 Ts 4.7,8).
Paulo disse que o obreiro que deseja cuidar da obra de Deus precisa saber 
administrar bem a sua casa (1 Tm 3.3,4), não permitindo que uma cultura extra, pecaminosa, 
que se amolda aos padrões mundanos se infiltrem no seu lar (Rm 12.2), pois caso isso venha 
acontecer irá extinguir o fogo do Espírito Santo (1 Ts 5.19). No momento em que o pecado 
entra em qualquer relacionamento, quer seja entre esposo e esposa, filhos, aquela alegria 
produzida pelo Espírito Santo é apagada, Paulo temia que isso viesse acontecer como os 
novos convertidos em Tessalônica.
Para que o obreiro pentecostal preserve sua família de uma sociedade dominada 
por culturas pecaminosas, é preciso ter
a mesma postura e atitude de Noé (Gn 6.9;7.1), 
ele sempre andou com Deus e foi justo em sua geração. Os que vivem em santificação, 
isto é, um viver consagrada a Deus, que busca Sua vontade, e anda na fé, isto é, conforme 
a verdade do Evangelho, jamais deixará que os ensinos errados quanto á questão sexual 
invada seu lar. 
O obreiro pentecostal prioriza o andar no Espírito para calcar as concupiscências da Carne
Paulo é bem enfático: “Digo, porém: andai no Espírito e jamais satisfareis à 
concupiscência da carne” (Gl 5.16). Ao dirigir-se aos irmãos da Galácia, deixou claro que 
aqueles que aceitam a Cristo estavam livres da lei, porém, tal liberdade não facultava a eles 
a possibilidade para viverem do jeito que quisessem, atendendo os apetites carnais, mas tal 
liberdade era para se viver no Espírito Santo. 
A vida de liberdade não era para que a carne assumisse o controle da situação, mas 
sim para que cada um vivesse em amor e consideração uns para com os outros, conforme o 
Senhor Jesus procedeu (Gl 5.13; Lc 22.25-27; Fp 2.5-8). Paulo esclarece que em nós há uma 
natureza maligna, chamada de carne, ela é sempre propensa para o mal, qualquer descuido 
pode dar liberdade a ela para as piores práticas pecaminosas, a unida saída é andar no 
Espírito, o Qual irá opor-se ferrenhamente a ela (Gl 5.17; 1 Co 4.10,11).
Precisamos ser conscientes de que não basta apenas sermos batizados com o 
Espírito Santo, mas que é preciso estarmos cheios dEle, controlados por Ele para que atos de 
insubmissão, maus tratos e desprezos não venham a surgir. O Espírito Santo sufoca as obras 
da carne, as quais se manifestam em atitudes horríveis, inclusive em expressões físicas de se 
morderem uns aos outros, de se viver sempre em contendas (Gl 5.15; Tg 4.1).Os que andam 
no Espírito não vivem em contendas, brigas, desavenças, isso porque tais coisas são obras da 
carne, denominadas de concupiscências, todavia, a vitória contra os poderes da carne só é 
possível por meio da ação direta do Espírito Santo em nós. 
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Vivendo nesse mundo o cristão sempre será tentado pelos impulsos da natureza 
carnal, porém, o caminho certo para a vitória é o andar no Espírito, pois através Dele é que 
se tem vitória sobre os impulsos e desejos carnais. Uma esposa que anda no Espírito irá 
manifestar atitudes de obediência, submissão, inclusive irá abrir mão de seus direitos para 
beneficiar aos outros. Já da parte do marido que anda no Espírito, sua atitude será a de amar 
e se sacrificar pela sua esposa, cumprir o ideal divino (Gn 2.24); ele desejará o crescimento 
dela, assim como Cristo deseja o da Igreja (Ef 5.27).
A terra humana na qual o Espírito Santo passa a trabalhar, o fruto bom logo vai 
aparecer (Gl 5.21,22), não deixando que as ervas daninhas, obras da carne, assumam o 
controle, gerando um estilo de vida que não condiz com o querer do Senhor. Para se saber 
realmente se o marido ou a esposa são pentecostais basta tão somente atentar para as 
obras da carne e o fruto do Espírito, visto que não há neutralidade nesse particular, de modo 
que cada um irá evidenciar realmente aquilo que é, se estar na carne ou no Espírito e, como 
diz Paulo, os que andam na carne não podem agradar a Deus (Rm 8.8).
Queridos obreiros, saibam todos que os que realmente andam no Espírito não dão 
espaço para que as obras da carne se manifestem, caso elas venham a surgir na vida de 
algum cristão é porque deu espaço para a carne sobressair-se, não está mais andando no 
Espírito. 
O obreiro pentecostal prioriza a produtividade do fruto do Espírito em sua família
Caso uma família cristã vivesse a realidade do andar no Espírito Santo à luz de 
Gálatas 5.21,22, o lar seria outra realidade, posto que o relacionamento seria assente nas 
verdades espirituais. A rela prova de que o Espírito Santo está produzindo seus frutos em 
nós é provado no relacionamento que mantemos com os outros. A primeira coisa que 
acontece na vida do obreiro, cristão, esposa e filhos que vivem no Espírito é a humildade, 
não há espaço em sua vida para atos de ignorância, burrice, maus tratados, vanglória, mas o 
que se quer é levar as cargas uns dos outros (Gl 5.26; 6.1).
O espírito vai produzir no coração do crente salvo o amor, o qual jamais pode surgir 
pelo esforço humano, mas é introduzido em nós por Jesus Cristo, o qual é o maior exemplo 
e prova de amor (Rm 5.8). Paulo descreve realmente a singeleza do amor, sua real natureza 
em 1 Coríntios 13.4-7, ele é paciente com os que nos provocam, paga o mal com o bem, não 
tem malícia, má vontade, não é egoísta, nunca leva em conta os danos que sofre, não se 
alegra com as falhas e desgraças dos outros, suporta firmemente todas as circunstâncias.
O Espírito produz no coração do esposo e da esposa, como também de seus filhos 
um verdadeiro gozo que o mundo não conhece, esse gozo é o resultado da salvação na vida 
do crente, o qual é introduzido pelo Espírito Santo em nossa vida interior (Fp 1.25; 3.1; 1 Ts 
1.6; Rm 14.17). Ele concede paz ao crente, que é a certeza de que se estar em paz com Deus, 
como também uma tranquilidade de espírito, tendo a certeza de que Deus está no controle 
de tudo e que suprirá nossas necessidades (Fp 4.19). 
Ainda descrevendo o que o Espírito Santo produz no crente, Paulo diz que ele 
dá o fruto da longanimidade, que é ter paciência com as pessoas que nos magoa, nos 
causam danos, mas quem tem o amor, gozo e paz do Espírito sabe ser longânimo, sem 
esboçar qualquer sentimento de vingança (Ef 4.2; Tg 1.19; Rm 12.19). Ele produz também 
o fruto da benignidade, que é a generosidade que procura enxergar as pessoas da melhor 
maneira possível, sempre dar uma resposta branda (Pv 15.1). Produz o fruto da bondade, 
desenvolvendo um caráter bom, amigável, reto para com o próximo.
Paulo prossegue e fala de mais um fruto, a fé, distinta da fé da salvação, é claro 
que biblicamente a fé envolve fidelidade e obediência para com Deus, mas aqui ela está 
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no nível do relacionamento para com o próximo. O outro fruto é a mansidão, trata-se do 
auto rebaixamento ou fazer pouco de si mesmo, trata-se de uma humildade pura que não 
se considera importante demais para realizar as tarefas humildes. Não tem quaisquer ares 
de grandeza ou imponência deixando de ser gentil. Temperança, fala do controle próprio, é 
como um atleta que se controla em tudo (1 Co 9.25).
Atentando para tudo que acima foi mencionado, em relação ao fruto do Espírito 
produzido em nossa vida, trazendo cada um deles para o relacionamento familiar, eu 
pergunto: é possível um esposo cheio do Espirito Santo e seu fruto, por exemplo, o amor, 
pagar o mal com o mal para a esposa, ou vice-versa? Um marido dominado pelo fruto da 
mansidão, será se ele achará que é fraco para ele fazer ou atender algum pedido da esposa, 
só porque é o chefe? O esposo que é pentecostal e tem o fruto da benignidade, será se 
olhará para sua esposa com desprezo? O esposo que tem o fruto da temperança não se 
controlará quando olhar para outra mulher que não seja a sua?
Devemos levar em consideração que o autocontrole não surge pelo esforço nosso, 
não é algo automático, assim, por meio do fruto do Espírito podemos vencer os desejos 
das obras da carne, pois Ele não permite que essas obras pecaminosas apareçam. É bom 
consideramos que o Espírito agindo em nossa vida nos dá não somente poder para pregar, 
ter alegria, ser fervoroso, mas Ele nos concede moderação (2 Tm 1.7).
Queridos obreiros, se cooperamos com o Espírito Santo, deixando que Ele opere 
realmente em nossas vidas, com certeza iremos alcançar o estilo de vida desejada por Jesus, 
teremos o verdadeiro crescimento, pois conforme bem ensina Pedro, todas essas verdades 
divinas devem ser acrescentadas à nossa fé (2 Pe 1.5-7). 
Pr. Osiel Gomes.
PR. OSIEL GOMES - Pastor Presidente da Assembleia de Deus, campo de Tirirical, em São 
Luiz – MA. Comentarista das Lições Bíblicas da CPAD, ele é formado em Teologia, Filosofia, 
Direito, Pedagogia e Psicanálise. Mestre em Teologia e doutorando. Escritor.
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VIVENDO O PENTECOSTE NO PRESENTE 
SÉCULO
Caravana da Paz / SP
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CULTO DE AÇÃO DE GRAÇAS
Pr. Samuel Gonçalves / MT 
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