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ADULTOS | 3º TRIMESTRE 2025
Doutrina, Comunhão e Fé: a Base para 
o Crescimento da Igreja em meio às Perseguições
A Igreja em 
Jerusalém
ESTRATÉGIAS INEGOCIÁVEIS 
PARA UM ENSINO 
CRISTÃO EFICAZ
Uma abordagem integral e bíblica é essencial 
para quem deseja impactar vidas com conhecimento e fé. 
Educadores, professores e pais que ensinam em casa 
podem se benefi ciar de uma metodologia fundamentada 
na cosmovisão cristã. Com base em pesquisas atualizadas 
sobre design instrucional e aprendizagem, essa abordagem 
promove o desenvolvimento de estratégias compatíveis com 
as Escrituras, abordando temas como igualdade educacional, 
aprendizagem socioemocional e neuroeducação. 
Ao considerar diferentes perspectivas — bíblicas, neutras 
e não bíblicas —, reforça-se a importância do discernimento 
crítico na formação de alunos e futuros líderes.
A Igreja em Jerusalém
Doutrina, Comunhão e Fé: a Base para o Crescimento 
da Igreja em meio às Perseguições
Professor | 3º Trimestre de 2025
Comentarista: José Gonçalves
Lição 1 – A Igreja que Nasceu no Pentecostes 3
Lição 2 – A Igreja de Jerusalém: Um Modelo a Ser Seguido 11
Lição 3 – Uma Igreja Fiel à Pregação do Evangelho 19 
Lição 4 – Uma Igreja Cheia do Espírito Santo 26
Lição 5 – Uma Igreja Cheia de Amor 33
Lição 6 – Uma Igreja não Conivente com a Mentira 40
Lição 7 – Uma Igreja que não Teme a Perseguição 47
Lição 8 – Uma Igreja que Enfrenta os seus Problemas 54
Lição 9 – Uma Igreja que se Arrisca 61 
Lição 10 – A Expansão da Igreja 69 
Lição 11 – Uma Igreja Hebreia na Casa de um Estrangeiro 75
Lição 12 – O Caráter Missionário da Igreja de Jerusalém 82
Lição 13 – Assembleia de Jerusalém 90
Av. Brasil, 34.401 - Bangu
Rio de Janeiro - RJ - Cep 21852-002
Tel.: (21) 2406-7373
www.cpad.com.br
Prezado(a) professor(a),
Neste trimestre, nosso propósito é es-
tudar a Igreja Primitiva em Jerusalém 
conforme a história narrada nos Atos dos 
Apóstolos. Investigaremos a formação 
da Igreja, sua maneira de ser, viver e 
propagar o Evangelho. A atuação do 
Espírito Santo na igreja de Jerusalém 
será o tema central em nosso estudo, 
assim como sua interação com as di-
versas formas de vivenciar o Evangelho.
Examinaremos o testemunho, a prega-
ção, o amor prático, as perseguições, as 
relações com outras culturas, o concí-
lio de Jerusalém e os desafios étnicos 
enfrentados pela Igreja Inicial. Nosso 
objetivo é apresentar esses temas de 
forma objetiva, clara e acessível a todos, 
permitindo uma compreensão profunda 
e edificante da Igreja em sua fase inicial.
Que o Espírito Santo nos guie neste 
estudo, revelando a riqueza e a rele-
vância do Cristianismo Primitivo para 
a nossa fé hoje! 
Deus te abençoe!
 
José Wellington Bezerra da Costa
Presidente do Conselho 
Administrativo
Ronaldo Rodrigues de Souza
Diretor Executivo
Presidente da Convenção Geral 
das Assembleias de Deus no Brasil
José Wellington Costa Junior
Presidente do Conselho Administrativo
José Wellington Bezerra da Costa
Diretor Executivo
Ronaldo Rodrigues de Souza
Gerente de Publicações
Alexandre Claudino Coelho
Consultor Doutrinário e Teológico
Elienai Cabral
Gerente Financeiro
Josafá Franklin Santos Bomfim
Gerente de Produção
Jarbas Ramires Silva
Gerente Comercial
Cícero da Silva
Gerente da Rede de Lojas
João Batista Guilherme da Silva
Gerente de TI
Rodrigo Sobral Fernandes
Gerente de Comunicação
Leandro Souza da Silva
Chefe do Setor de Educação Cristã
Marcelo Oliveira
Chefe do Setor de Arte & Design
Wagner de Almeida
Editor
Marcelo Oliveira 
Revisora
Verônica Araujo
Projeto Gráfico
Leonardo Engel | Marlon Soares
Diagramação e Capa
Leonardo Engel
LEITURA DIÁRIA
Segunda – At 2.1-3
A manifestação divina e os sinais 
do Pentecostes 
Terça – At 2.4
O derramamento do Espírito 
Quarta – At 2.11; 10.46
Louvor e adoração 
Quinta – At 2.20
A esperança futura 
Sexta – At 1.5
Uma experiência específi ca e 
defi nida
Sábado – Ef 5.18
Uma experiência contínua
LIÇÃO 1
6 de Julho de 2025
VERDADE PRÁTICA
A Igreja nasce no Pentecostes 
capacitada pelo Espírito para 
cumprir sua missão.
TEXTO ÁUREO
“E todos foram cheios do 
Espírito Santo e começaram 
a falar em outras línguas, 
conforme o Espírito Santo lhes 
concedia que falassem.” 
(At 2.4)
A IGREJA QUE NASCEU 
NO PENTECOSTES
LIÇÕES BÍBLICAS • PROFESSOR LIÇÕES BÍBLICAS • PROFESSOR LIÇÕES BÍBLICAS • PROFESSOR 3JULHO • AGOSTO • SETEMBRO 2025
1- Cumprindo-se o dia de Pentecostes, 
estavam todos reunidos no mesmo lugar; 
2- e, de repente, veio do céu um som, como 
de um vento veemente e impetuoso, e encheu 
toda a casa em que estavam assentados. 
3- E foram vistas por eles línguas reparti-
das, como que de fogo, as quais pousaram 
sobre cada um deles. 
4- E todos foram cheios do Espírito Santo 
e começaram a falar em outras línguas, 
conforme o Espírito Santo lhes concedia 
que falassem. 
5- E em Jerusalém estavam habitando 
judeus, varões religiosos, de todas as 
nações que estão debaixo do céu. 
6- E, correndo aquela voz, ajuntou-se uma 
multidão e estava confusa, porque cada 
um os ouvia falar na sua própria língua. 
7- E todos pasmavam e se maravilha-
vam, dizendo uns aos outros: Pois quê! 
Não são galileus todos esses homens que 
estão falando? 
8- Como, pois, os ouvimos, cada um, 
na nossa própria língua em que somos 
nascidos? 
9- Partos e medos, elamitas e os que 
habitam na Mesopotâmia, e Judeia, e 
Capadócia, e Ponto, e Ásia, 
10- e Frígia, e Panfília, Egito e partes da 
Líbia, junto a Cirene, e forasteiros romanos 
(tanto judeus como prosélitos), 
11- e cretenses, e árabes, todos os temos 
ouvido em nossas próprias línguas falar 
das grandezas de Deus. 
12- E todos se maravilhavam e estavam 
suspensos, dizendo uns para os outros: 
Que quer isto dizer?
13- E outros, zombando, diziam: Estão 
cheios de mosto. 
14- Pedro, porém, pondo-se em pé com os 
onze, levantou a voz e disse-lhes: Varões 
judeus e todos os que habitais em Jeru-
salém, seja-vos isto notório, e escutai as 
minhas palavras.
Atos 2.1-14
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
1. INTRODUÇÃO
Neste trimestre, estudaremos 
a Igreja de Jerusalém conforme 
apresentada em Atos dos Apósto-
los. Dentre muitos tópicos, veremos 
como essa igreja se formou, viveu e 
expandiu o Evangelho para fora da 
Judeia. Nesta primeira lição, estuda-
remos como a Igreja nasceu — de Je-
rusalém para o mundo — como uma 
igreja pentecostal. Para tratar desses 
assuntos, contaremos com o pastor 
José Gonçalves, líder da Assembleia 
de Deus em Água Branca (PI), mestre 
em Teologia, graduado em Filosofi a, 
escritor de diversas obras editadas 
pela CPAD e membro da Comissão de 
Apologética da CGADB.
2. APRESENTAÇÃO DA LIÇÃO
A) Objetivos da Lição: I) Apre-
sentar a natureza do Pentecostalis-
mo Bíblico; II) Enfatizar o propósi-
to do Pentecostalismo Bíblico; III) 
Hinos Sugeridos: 24, 155, 387 da Harpa Cristã
4 LIÇÕES BÍBLICAS • PROFESSOR LIÇÕES BÍBLICAS • PROFESSOR LIÇÕES BÍBLICAS • PROFESSOR JULHO • AGOSTO • SETEMBRO 2025
INTRODUÇÃO
A Igreja nasceu no dia de Pentecos-
tes. Esse evento marcou o início de uma 
nova era: a era da Igreja. O Pentecostes 
era uma das festas mais importantes 
dos judeus e acontecia cinquenta dias 
depois da Páscoa. Foi nesse dia especial 
que Deus derramou o Espírito Santo 
sobre todos os discípulos, batizando-os. 
O derramamento do Espírito no Pente-
COMENTÁRIO
Elencar as características do Pente-
costalismo Bíblico.
B) Motivação: O teólogo pente-
costal Myer Pearlman traz uma ima-
gem muito signifi cativa a respeito 
do nascimento da Igreja em sua obra 
Comentário de Atos — Estudo do Livro 
de Atos e o Crescimento da Igreja Primi-
tiva. Ele nos diz que Jesus planejou 
a Igreja durante seu ministério ter-
reno, mas deixou ao seu sucessor, o 
Espírito Santo, a missão de erguê-la 
e, consequentemente, colocá-la na 
história. Ainda segundo Pearlman, 
“foi no dia de Pentecostes que esse 
templo espiritual foi construído e 
cheio da glória do Senhor”. Portanto, 
a Igreja do Senhor aparece na histó-
ria como a Igrejae Ioão?
Refere-se à coragem de Pedro e |oão quando foram interrogados pelos an-
ciãos e escribas.
32 t tÇÕEs nlnlrcRs . pRoFEssoR IULHO . AGOSTO . SETEMBRO zoz5
TExro ÁunEo
"E era um o coração e a alma
da multidão dos que criam,
e ninguém dizia que coisa
alguma do que possuía era sua
própria, mas todas cs coÍsos
lhes eram comuns." (At 482)
IUERDADE PRÁTICA
O amor é o elo que mantém
a unidade da igreja local.
Sem o amoq não existe
r elacionamento cr istão
saudável.
IULHO . AGOSTO . SETEMBRO zoz5 llçÕrs sÍelrcas . PRoFESSoR 33
3 de Agosto de 2025
LEITUR^â, nÍar,ICA E#l tlÂ,ssE
Atos 4.32-37
3ã* E era um o coração e a alma da mul-
tidão dos que criam, e ninguém dizia que
coisa alguma do que possuía era sua própria,
mas todas as coisas lhes eram camuns.
33- E os apóstolos davam, com grande poder,
testemunho da ressurreição do Senhor Jesus,
e emtodos eleshavia abundante graça.
3/** Nôo havia,pois, entre eles necessitado
algum; porque todos os que possuíam
herdades ou casas, v endendo - as, traziam
o preço do que fora vendido e o deposi-
tavam aos pés dos apóstolos.
j5- E repartia-se a cada uffi, segundo a
necessidade que cada um tinha.
16- Então, José, cognominado, pelos
ap ôstolos, Bar nab é (que, traduzído, é F ílho
da Consolação), levita, natural de Chipre,
j?- possuÍn do uma herdade, vendeu-a,
e trouxe o preÇo, € o depositou oos pés
dos apóstolos.
IS
r. INTRODUçÃO
Nas páginas de Atos, a Igreja de
|erusalém floresce como um teste-
munho vibrante do poder transfor-
mador do Evangelho. Nesta lição,
exploraremos o amor e a unidade
que moldaram essa comunidade
pioneira, desde o Pentecostes até
os desafios que testaram sua fé. O
amor fraternal, a oração incessan-
te e a ousadia missionária se tor-
naram as marcas distintivas dessa
igreja, inspirando-nos a buscar um
relacionamento mais profundo com
Cristo e a viver em comunhão uns
com os outros. Que a jornada da
Igreja de |erusalém nos motive a
edificar igrejas locais que difundem
o amor de Deus!
2. APRESENTAçÃO DA rrçÃO
A) Obietivos da Lição: I) Com-
preender como o amor se manifesta
na comunhão cristã, promovendo a
unidade e o crescimento da igreja;
II) Reconhecer a graça de Deus como
a fonte do amor cristão; III) Incen-
tivar a prática da solidariedade cris-
tã como expressão do amor.
B) Motirnção: Em meio à com-
plexidade do mundo moderno, onde
o individualismo e a indiferença se
manifestam, a Igreja é chamada a
ser um farol de esperança e amor. Ao
explorarmos a dinâmica da Igreja de
Ierusalém, somos desafiados a refletir
sobre a essência da nossa comunhão.
Que esta lição nos inspire a cultivar
um amor genúno, â manifestar a gra-
ça divina em nossas ações e a praticar
a solidariedade, para eu€, assim como
a igreja primitiva, possamos impac-
tar nossa sociedade com a mensagem
transformadora do Evangelho.
C) Sugestão de nnétodo: Para en-
volver os alunos desde o início, su-
gerimos que inicie a aula com uma
34 r,rçÕrs rÍsLrcas . PRoFESSoR IULHO . AGOSTO . SETEMBRO zoz5
dinâmica. Solicite à classe para que
imagine como seria üver em uma
comunidade onde todos comparti-
lham seus bens e se dedicam à oração
e ao estudo da Palawa. Em seguida,
convide pelo menos três alunos(as) a
apresentar suas ideias, destacando os
desafios e benefícios dessa forma de
vida. Essa atividade prática ajudará
os alunos a se conectarem com a re-
alidade da Igreja de ferusalém, prepa-
rando-os para explorar as lições sobre
amor, graça e solidariedade presentes
nos primeiros capítulos de Atos.
3. coNcrusÃo DA LrçÃo
A) Aplicação: Que o exemplo da
Igreja de |erusalém nos inspire a
cultivar um amor genuíno e prático,
manifestando a graça de Deus em
nossas ações diárias. Que a solida-
riedade e a comunhão sejam marcas
distintivas de nossa igreja local.
4. suBsÍplo Ao PR0FESSoR
A) Revista Ensinador Cristão.
Vale a pena conhecer essa revista
que ttaz reportagens, artigos, êD-
trevistas e subsídios de apoio à fi-
ções Bíblicas Adultos. Na edição Loz,
p.38, você encontrará um subsídio
especial para esta [ição.
B) Auxílios Especiais: Ao final do
tópico, você encontrará auxílios que
darão suporte na preparação de sua
aula: t) O texto "Propriedades São
Vendidas e Distribuídas", localizado
depois do segundo tópico, traz uma
reflexão do equilíbrio entre a mani-
festação de poder e sinais e a ma-
nifestação da generosidade cristã; z)
No final do terceiro tópico, o texto
ttConsagração" traz uma reflexão a
respeito da dinâmica da solidarie-
dade da igreja de ]erusalém.
rr{TRoDUÇÃO
Nesta lição, veremos como o amor
de Deus se manifesta numa igreja ge-
nuinamente cristã. Ele capacita a igreja
a enxergar os mais necessitados
e a buscar caminhos para que
suas carências sejam aten-
didas. Esse amor, contudo,
não é um mero sentimento
humarlo. Em vez disso,
eleéaexpressãomáxima
da graça de Deus que foi
derramada abundantemente
nos corações daqueles que creem
em lesus. Somente através do amor de
Deus o cristão aprende a ser solidário
e generoso com aqueles que precisam
ter suas necessidades supridas.
I - OATWORIVIANIFESTAT}O NA
COMUNHÃO CRISTÃ
1. O crescimento da lgreja Cristã.
Nesse ponto de sua narrativa, Lucas se
refere à igreja como a ttmultidão
dos que criam" (v32). Essa
expressão pode ser entendida
com o sentido de um "grande
número" ou ttassembleia". A
Igreja que havia começado
com Lzo discípulos, agora é
uma grande multidão. Uma
igreja pequena possui a mesma
natureza e essência de uma igreja
grande. Assim como uma igreja grande,
uma pequena igreja também enfrenta
seus problemas e desafios. Contudo,
os desafios e problemas de um grande
,ULHO . AGOSTO . SETEMBRO 2025 uçÕrs sÍrilcas - PRoFEssoR 35
ç
povo são maiores em proporção em
relação a uma pequena. Eles se tor-
nam mais complexos e, portanto, mais
desafiadores.
2. Os desafios do crescimento.
Assim, vemos a Igreja de lerusalém
crescer em escala geométrica. Ela se
multiplicava (At 6.7) e com isso os
desafios também eram maiores. Como
essa igreja, que até pouco tempo não
passava de um pequeno número, se
comportaria com o novo formato ad-
quirido? Ela manteria a unidade em
meio à complexidade? Somente o amor
poderia manter o elo fraterno entre os
crentes. De fato, Paulo dirá que o ttamor
de Deus" foi derramado nos corações
dos crentes pelo Espírito Santo (Rm
5.5); aos colossenses, o apóstolo dos
gentios disse que o amor tté o vínculo
da perfeição" (Cl 3.r4). Somente através
do amor cristão a igreja pode manter-se
unida. Quando uma igreja se fragmenta
e se divide, isso significa que o egoísmo
tomou o lugar do amor em algum ponto.
3. A vida interior. A expressão ttera
urn o coração e a alma" (At 4J2) mostra
a igreja em sua essência, revelando
sua união interna. O Espírito Santo
capacitou poderosamente os cristãos
para cumprir a missão fora da igreja
(At 1.8), para a tarefa do evangelismo
(At 4.31,3j;8.6,7), mantendo os crentes
unidos internamente.
SINOPSE I
A união e o amor entre os cris-
tãos, impulsionados pelo Espí-
rito Santo, fortalecem a Igreia e
a-
sua mlssao.
II OAMORCOMOMANIFES-
TAçÃO DA GRAÇA
1. A graça como manifestação do
Espírito. O melhor ambiente para a
manifestação dos dons do Espírito é em
uma igreja onde o amor de Deus está
presente. Lucas nos informa que ttos
apóstolos davâffi, com grande poder,
testemunho da ressurreição do Senhor
fesus" (At 4.33). O contexto nos mostra
que o Espírito opera em um ambiente que
lhe é propício, isto é, onde a igreja está
banhada no amor cristão. Muitos podem
cair na tentação de achar que o segredo
para ter uma igreja imersa no Espírito,
isto é, onde os dons espirituais se mani-
festam com regularidade, tem a ver com
cumprir determinadas regras e normas
estabelecidas. Regras são importantes e
não podemos viver sem elas. Contudo,
o Espírito opera no ambiente onde há
comunhão entre os irmãos. Às vezes,
podemos quebrar a comunhão com os
outros, achando que não tem importância,
mas Iesus ensina gu€, para ser perdoado
por Deus, devemos perdoar sinceramente
nossos irmãos (Mt 6.15;18.35). Qualquer
ensino contrário a issoé falso.
z. A graça como favor imerecido.
Há ainda um outro aspecto da graça de
Deus revelada neste texto: ttem todos
eles havia abundante graça" (At 4.33).
Quando uma igreia se
fragmenta e se divide,
isso significa que o
egoísmo tomou o lugar
do amor [...J."
TI
36 lrçôns sÍelrcAs . PRoFEssoR IULHO . AGOSTO . SETEMBRO zoz5
Isso significa que a graça de Deus estava
manifestada tanto nos apóstolos como
em toda a igreia. Esse texto não se en-
contra deslocado, mas é posto aqui com
o propósito de mostrar arazãoou motivo
daquele contagiante ambiente cristão.
Uma igreja dinâmica, que demonstra
amor para com seu próximo e na qual
o Espírito Santo se manifesta de forma
abundante, é uma igreja que reflete a
graça de Deus. Na Bíblia, podemos per-
ceber que a graça de Deus gerou entre os
crentes um sentimento de gratidão por
terem sido, sem merecimento algum,
capacitados por Deus para viverem uma
vida abundante. Isso se torna um padrão
nas demais igrejas do Novo Testamento
(t Ts [.g).Vemos, por exemplo, esse sen-
timento de gratidão como uma resposta
à graça de Deus na pessoa do apóstolo
Paulo (r Co 15.10). Somente a graça gera
tamanho sentimento de gratidão.
SINOPSE II
A graça de Deus se revela no
amor cristão, capacitando os
crentes a viverem equilibra-
damente entre a comunhão e a
prática dos dons espirituais.
((PROPRIEDADES SÃO VEIVDI-
DAS E DISTRIBUÍDAS. É significati-
vo que a palavra tpoder' seja descri-
ta como tgrande' (v. 33), indicando
a manifestação do poder de Deus em
sinais e prodígios. Milagres acom-
panhameconfirmamapregação
dos apóstolos sobre a ressurreição
de Cristo, da mesma maneira que
milagres acompanharam o minis-
tério de fesus. Ao mesmo tempo,
Deus derrama tabundante graça' na
comunidade de crentes (v. 33), sig-
nificando que são regados com ricas
bênçãos. A evidência da graça divina
é vista na pregação e no alívio das
necessidades materiais dos pobres.
O ideal do Antigo Testamento de
que não devesse haver pobres entre
os israelitas (Dt L5.4) é percebido na
Igreja pela generosidade dos mem-
bros com suas riquezas. À medida
que as necessidades surgem de tem-
po em tempo, aqueles que estão em
melhor situação vendem a proprie-
dade e trazem a renda aos apóstolos.
A expressão tdepositavam aos pés
dos apóstolos' (v.35; At 5.2) indica
que os apóstolos estão sentados e,
talvez, ensinando. A frase também
revela autoridade, pois à medida que
o dinheiro lhes é entregU€, eles ser-
vem de autoridades administrativas
para sua distribuição a cada pessoa
de acordo com a necessidade" (Co-
mentário Bíblico Pentecostal Novo
Testamento - Vol. 1. Rio de Ianeiro:
CPAD, 2024, p.649).
ur - ATVTANTFESTAçÃO DO
AIVIOR NA SOLIDARIEDADE
CRISTA
t. A busca pela equidade. 0 Diciondrio
Aurélio de Língua Portuguesa conceitua
ttequidade" como a ttdisposição de
reconhecer igualmente o direito de
IULHO . AGOSTO . SETEMBRO zoz5 uçôEs siBrrcAs - PRoFESSoR 37
cada um". Assim, diferentemente da
igualdade, a equidade não enxerga as
pessoas como sendo todas iguais e, por
isso, busca formas de ajustar o dese-
quilíbrio entre elas. Em Jerusalém não
havia um nivelamento social, nem todos
possuíam as mesmas condições. Havia
pessoas mais abastadas, e havia pobres
também. Estes, geralmente, em maior
número. Logo, a igreja demonstrou ser
sensível a essa realidade, procurando
tratar dessa situação (At 434), sendo
solidária com a situação dos menos
favorecidos.
2. Propriedade e compartilhamento.
Estudiosos observam que a igreja de
Ierusalém vivia uma comunidade de
compartilhamento, não de domínío. Os
crentes mantinham a propriedade de
seus bens, mas os disponibilizavam con-
forme a necessidade de cada um. Desse
modo, eles compartilhavam tudo o que
tinham. Isso pode ser observado com
Maria, mãe de Ioão Marcos. Ela também
pertencia à igreja de Ierusalém e em vez
de vender sua casa, a pôs a serviço da
igreja, transformando-a em uma casa
de oração onde a igreja se reunia (At
!2.12). A prática da generosidade pode
mudar de acordo com o tempo, lugar e
circunstâncias; contudo, o princípio que
a governa permanece o mesmo. Podemos
f.azer o bem a quem necessita de uma
forma ou de outra.
3. Um exemplo da voluntariedade.
Lucas destaca que ttos que possuíam
herdades ou casas, vendendo-as, tra-
ziam o preço do que fora vendido e o
depositavam aos pés dos apóstolos"
(At 4.34). Nada aqui foi feito de forma
obrigatória. Ninguém contribuiu porque
foi constrangido a isso. O texto bíblico
deixa claro que havia voluntariedade
nos crentes em ajudar uns aos outros.
Havia uma consciência de pertencimento
e, por isso, ninguém deseja ver o outro
excluído. Isso era a manifestação do
grande amor de Deus derramado nos
corações daqueles crentes.
SINOPSE III
O amor se expressa na prática
da solidariedade, onde os cris-
tãos cuidam dos necessitados
e buscam a equidade na co-
munidade.
((C0NSAGRAçÃO. [...] Como
observamos em 2.44-45, a indi-
cação não é a de que toda proprie-
dade privada de bens fosse abolida
- como se faz em algumas comu-
nidades religiosas. Mas a sinceri-
dade da consagração dos primeiros
cristãos era tal que se poderia dizer
Nôo havia, pois, entre eles necessitado
algum (là. Por quê? Porque quan-
do surgisse uma necessidade, al-
guém venderia algum bem e traria
o dinheiro para solucionar a emer-
gência. Isto é o que o texto grego
indica, pelo uso do imperfeito aqui,
como em 2.44-45. O lembrete do
versículo j4 é, literalmente: ttpor-
que todos os que possuíam herda-
des ou casas, vendendo-as [tempo
presente - de tempos em tempos,
38 LrçÕES eÍnrrcAs - PRoFESSoR IULHO . AGOSTO . SETEMBRO zoz5
conforme surgisse a necessidadel,
traziam o preço do que fora ven-
dido". Isto não significa que todos
vendiam as suas propriedades ao
rnesmo tempo e colocavam o di-
nheiro em um cofre comum. Ao
contrário, cada crente consen/ava a
sua propriedade como uma garan-
tia, a ser usada de qualquer modo
necessário pela igreja. Esta é a ver-
dadeira administração cristã" (Co-
mentário Bíblico Beacon loão e
Atos. Vol.7. Rio de laneiro: CPAD,
2024, p.236).
CONCLUSÃO
Chegamos à conclusão de mais
uma lição bíblica. Vimos como o amor
de Deus, derramado nos corações da
Primeira Igreja, mobilizou os crentes
a socorrer os mais necessitados. Isso
aconteceu de forma voluntária quando
cada uffi, de acordo com suas posses,
se prontificava a dar do que lhe per-
tencia. Não há igreja cristã verdadeira
sem essa identificação com o outro.
Ninguém pode fechar os olhos diante
da necessidade alheia e se autointi-
tular de cristão. O verdadeiro amor se
realiza no atendimento da necessidade
do próximo.
REVISAI{DO O CONTEUDO
1. Como o evangelista Lucas se refere à igreja?
Lucas se refere à igreja como a ttmultidão dos que criam".
2. O que a expressão ttera um o coração e a alma" mostra?
A expressão ttum coração e alma" mostra a igreja em sua essência, revelan-
do sua união interna.
3. De acordo a lição, qual é o melhor ambiente para a manifestação dos dons
do Espírito?
De acordo com a lição, o melhor ambiente para a manifestação dos dons do
Espírito é em uma igreja onde o amor de Deus está presente.
4. O que a equidade busca fazer?
A equidade busca ajustar o desequilíbrio entre as pessoas, reconhecendo
igualmente o direito de cada üffi, diferentemente da igualdade.
5. O que o texto bíblico deixa claro em relação aos crentes de Atos 4?
O texto bÍblico deixa claro que havia voluntariedade nos crentes em ajudar
uns aos outros.
IULHO . AGOSTO . SETEMBRO zoz5 uçôes sÍerrcas . PRoFESSoR 39
+
TEXTO ÁUREO
"Disse, então, Pedro: Ananias,
por que encheu Satanás o teu
coração, para que mentisses ao
Espírito Sonto e retivesses parte
do preço da herdade?" (At s.l)
VERDADE PRÁTICA
Como toda forma de engano,
a mentira é pecado. Devemos,
pois, andar sempre na luz da
verdade.
40 uçÕes sÍsrrcas - PRoFESSoR IULHO . AGOSTO . SETEMBRO zoz5
,\f
LIÇAO
ic Ge ^qcs:I Je
Segunda - Tt 1.2
A mentira não f.az parte da
natureza divina
Terça - Pv Lz.zz
Deui abomina a rnentira
Quarta - Io &.44
O Diabo é o pai da rnentira
a mentira
Os rnentirosos ficarãode fora do Céu
Sábado - Pv 23.23
Devemas valo rízar a verdacle e
nãa praticar a rnentira
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Atos 5.1-11
t- Mas um certovarão chamado Ananias,
com Safira, sua mulher,vendeu uma pro-
priedade
z- e reteve parte do preço, sabendo-o
também suo mulheri €,levando uma
parte, a depositou aos pés dos apósfolos.
3- DÍss e, então, Pedro: Ananias, por que
encheu Satands o teu coraçõo, para que
mentisses ao Espírito Santo e retivesses
parte do preço da herdade?
tr- Guardando-a, não ficava para ti? E,
vendida, não estava em teu poder? Por que
formaste este desígnio em teu coração?
Nôo mentiste aos homens, mas a Deus.
5* E Ananias, ouvíndo estas palavras,
caiu e expirou. E um grande temor
veio sobre todos os q ue isto ouviram.
6- E,levantando-se os jovens, cobriram
o morto e, transportando-o para fora, o
sepultaram.
T- E, passando um espaço quase de três
horas, entrou também sua mulher, não
sabendo o que havía acontecido.
8- E disse-lhe Pedro: Dize-me,vendestes
por tanto aquela herdade? f ela dísse:
Sím, por tanto.
g- Então, Pedro lhe disse: Por que é que
entre uós vos concertastes para tentar
o Espírito do Sen hor? Eis aí à porta os
pés dos que sepultaram o teu marido,
e também te levarão a ti.
to- E logo caiu aos seus pés e expirou. E,
entrando os jovens, acharam-na morta e
a sepultaram junto de seu marido.
rr- E houve um grande temor em toda a
igreja e emtodos os que ouviram estascoÍsos.
IS Hinos Sugeridos: T7 , 3az, 388 da Harpa Cristã
r. INIRODUçÃO
Na vida cristã, a verdade deve ser
um valor inegociável. A história de
Ananias e Safira dentro da comuni-
dade de Ierusalém revela a seriedade
do compromisso com a honestidade
diante de Deus e da Igreja. Moüdos
pela cobiça e pela busca de reconhe-
cimento, tentaram enganar os após-
tolos, mas foram desmascarados e
sofreram juízo imediato. Esta lição
nos ensina que a mentira não apenas
compromete nosso caráter, mas tam-
bém fere a santidade da lgreja. A jus-
tiça divina se manifesta para preseryar
a pureza do povo de Deus, destacando
a necessidade de temor, integridade e
sinceridade na caminhada cristã.
2. APRESENTAçÃO DA rrçÃO
A) Obietivos da tição: I) Apresen-
tar a origem da mentira como uma
estratégia de Satanás para enganar
os crentes; II) Mostrar que mentir é
uma escolha moral e que todo crente
deve rejeitar o engano; III) Valorizar
a santidade da Igreja e a necessidade
de viver em verdade diante de Deus.
B) Motivação: A verdade é um
pilar inegociável da vida cristã, e a
história de Ananias e Safira nos en-
sina que Deus não compactua com o
IULHO . AGOSTO . SETEMBRO zoz5 rrçÕrs nÍeucas - PRoFEssoR 4l
.-T---_-
PLANO DE AULA
engano. Satanás usa a mentira para
desviar os crentes, mas cada um
tem a responsabilidade de escolher
a verdade. Como cristãos, devemos
rejeitar qualquer forma de falsidade,
pois a mentira traz consequências
espirituais e prejudica a comunhão
com Deus. A Igreja deve preseffar
sua santidade, mantendo-se fir-
me na transparência e integridade,
pois o temor ao Senhor nos conduz a
uma vida autêntica e irrepreensível.
C) Sugestão de Método: Para re-
forçar o tópico "O Cristão e a Menti-
râ", você pode utilizar o método do
estudo de caso. Apresente uma situ-
ação hipotética de um cristão enfren-
tando a tentação de mentir para obter
vantag€ffi, como em uma entreüsta
de emprego ou na declaração de im-
posto renda. Peça à classe que analise
as consequências dessa escolha, r€-
lacionando com Atos 5.L-tt. Em se-
guida, promovÍl uma reflexão guiada,
incentivando os alunos a aplicarem os
princípios os bíblicos contra a mentira,
como Efésios 4.25. Finalize destacan-
do que, assim como Ananias e Safira
sofreram consequências, todo engano
traz perdas espirituais e morais.
3. coNcrusÃo DA LrçÃo
A) Aplicação: Como seruos de
Deus, devemos viver em integrida-
de, rejeitando toda forma de enga-
tro, pois a verdade fortalece nossa
comunhão com Cristo e presewa a
santidade da lgreja.
4. suBsÍpto Ao PRoFESSoR
A) Revista Ensinador Cristão.
Vale a pena conhecer essa revista
que traz reportagens, artigos, êtr-
trevistas e subsídios de apoio à tí-
ções Bíbticas Adultos. Na edição 1oz,
p.1g, você encontrará um subsídio
especial para esta lição.
B) Auxflios Especiais: Ao final do
tópico, você encontrará auxílios que
darão suporte na preparação de sua
aula: 1) O texto "O Pecado da Hipo-
crisia", localizado depois do primei-
ro tópico, traz uma reflexão sobre a
ação de Satanás para semear men-
tira e hipocrisia no meio do povo de
Deus; z) No final do segundo tópico,
o texto t(Evite que o pecado germi-
ne" promove uma reflexão sobre a
importância de erradicar o pecado
da mentira desde a sua origem, ou
seja, no nível do pensamento.
COMENTARIO
INTRODUçÃO
Um casal, aparentemente
despretensioso, achou que
podia lucrar às custas da
santidade da lgreja. Ao com-
binarem um ardil para en-
ganar os apóstolos, Ananias
e Safira estavâffi, na verdade,
a serviço do Diabo, o pai da men-
tira. Nesta lição, aprenderemos
que é possível um crente não
vigilante estar a serviço do
Diabo em vez de agir em
favor do Reino de Deus.
Foi exatamente isso o que
aconteceu com Ananias e
Safira - tentaram obter lucro
negociando valores do Reino.
Como crentes não podemos usar
Palavra*Chave
Mentira
42 r,rçÕns eÍrlrcas . PRoFESSoR IULHO . AGOSTO . SETEMBRO zoz5
de engano porque Deus sonda os cora-
ções. Cabe, portanto, a nós, nos afastar-
mos do pecado pelo temor do Senhor.
I ODTABO,OPAI
DAMENTIRA
1. É da natureza satânica mentir. A
Escritura afirma que Satanás induziu
Ananias a mentir: ttDisse, então, Pedro:
Ananias, por que encheu Satanás o teu
coração...?" (At 5.3). Motivado pela cobiça,
pelo desejo de obter lucro fácil, Ananias
deu lugar ao Diabo, que o levou a mentir.
Iesus já havia afirmado que o Diabo é o
pai da mentira (lo 8.44).Satanás está
por trás de toda mentira e engano (z Ts
z.g,to). O apóstolo Paulo viu esse espírito
de engano quando enfrentou Elimas, o
mágico (At r3.ro). O Diabo será sempre
mentiroso, nunca mudará.
2. Amentira como um ardil maligno.
Satanás não obrigou nem forçou Ananias
a mentir, mas, evidentemente plantou a
semente do engano e da mentira em seu
coração. A mentira é um dos seus ardis. A
Escritura é bem clara: ttnão deis lugar ao
diabo" (Ef +.27). Por certo, Ananias sabia
disso, pois estava numa igreja doutrina-
da pelos apóstolos (At 2.42). A questão,
portanto, não estava em não saber fazet
a coisa certa, mas em subestimar o ardil
do Inimigo que possui a capacidade de
induzir a fazet a coisa errada. É possível
que o casal tenha flertado com a possi-
bilidade de ganhar lucro e fama fingindo
estar fazendo a coisa certa. Duas coisas
que não são em si mesmas pecaminosas,
mas quando buscadas com a intenção
errada, s€ tornam pecado.
3. Não superestime o Inimigo! O
apóstolo Paulo orienta os crentes a
perdoarem e a não guardatem nenhuma
raiz de amargura (z Co 2.10,11). Se por
um lado não podemos superestimar o
inimigo, visto ele ter sido derrotado
na cruz (CL 2.15)i por outro lado, não
podemos subestimá-lo. Paulo orienta
os crentes a se revestirem de toda
armadura de Deus para que possam
ficar firmes contra as ((astutas ciladas
do diabo" (Ef 6.u). A expressão grega
(tastutas ciladas" traduz o termo gre-
go methodeias, de onde procede nosso
termo português ttmétodo". o Diabo é
meticuloso e trabalha metodicamente
para enganar os cristãos. Vigiemos!
SINOPSE I
Satanás é a origem do engano
e usa a mentira para afastar as
pessoas de Deus.
('O PECADO DA HIPOCRISIA. Os
crentes, movidos por amor cristão,
vendiam seus imóveis espontanea-
mente. Faziam isto para distribuí-
Para haver
responsabitidade moral
é necessário que os
nossos atos sejam feitos
livremente f ...J. "
II
IULHO . AGOSTO . SETEMBRO zoz5 lrçôEs eÍslrcAs - PRoFESSoR 43
I nÍet,rco-tsot,oçlco 
I
rem a importância apurada confor-
me a necessidade de cada um. [...J
No meio daquele entusiasmo, Ana-
nias e Safira venderam uma pro-
priedade. Ananias entrou em acordo
com sua mulher e reteve parte do
preço, depositando orestante aos
pés dos apóstolos. Até ali, tudo ha-
via sido glorioso na vida da igreja.
Suas características típicas eram o
amor fraternal, a bondade altruísta,
a coragem heroica e a real devoção
a Cristo. Não era, no entanto, ne-
nhum Milênio espiritual. Satanás,
longe de estar amarrado, trabalhava
com vigor! Não conseguiu destruir a
Igreja através das perseguições vin-
das de fora. Procurou, então, estra-
gá-la por dentro, seduzindo alguns
dos seus membros. Não conseguindo
destruir o trigo, semeou seu joio (Mt
L3.24-3o). Suas primeiras vítimas,
aliás indesculpáveis, foram Ananias
e Safira. Daquele tempo para cá, a
hipocrisia sempre tem seguido a re-
alidade da religião como uma som-
bra negra" (PEARLMAN, Myer. Atos:
Estudo do Liwo de Atos e o Cres-
cimento da lgreia Primitiva. Rio de
|aneiro: CPAD, 2023, pp. 59,6o).
II OCRISTÃOEAMENTIRA
L Mentir é uma escolha. Um fato fica
evidente em Atos 5.1-11: tanto Ananias
quanto sua mulher, Safira, agiram livre-
mente na questão envolvendo a venda
de uma propriedade (At 5.1,2). Isso fica
ainda mais claro quando Pedro, sob o
discernimento do Espírito Santo, reprova
Ananias por ter tentado enganar a igreja
acerca do real valor da propriedade (v.3).
Ananias não foi obrigado, nem tampou-
co constrangido, a agir da forma como
agiu. Tanto ele como sua esposa, QU€
foi conivente com a ação dele, toma-
ram uma decisão livre. Mentir é uma
escolha que envolve a natuÍeza moral.
Ora, para haver responsabilidade moral
é necessário que os nossos atos sejam
feitos livremente, isto é, não estejam sob
nenhuma força externa que nos obrigue
a praticá-los. Nesse aspecto, como ve-
remos mais a frente, eles não poderiam
culpar a ninguém, nem mesmo o Diabo,
pelo que fizeram.
z. Ltraídos pela mentira. Se por
um lado Ananias e Safira tomaram
decisões livres, por outro lado, sofre-
ram implicações de suas decisões: ttE
Ananias, ouvindo estas palavras, caiu
e expirou" (At 5.5). Não podemos saber
o que se passou pela cabeça de Ananias
e Safira para agirem como agiram. O
certo é que quiseram obter vantagem
com a negociação feita. É possível euê,
ao verem os demais crentes fazendo
ações louváveis, quando doavam seus
bens, tivessem visto nesse gesto uma
oportunidade de obterem, além do re-
conhecimento, o lucro pelo patrimônio
que fora vendido €, supostamente, doado.
3. Mentir tem consequências. Ao
agirem assim, Ananias e Safira não
pensaram nas consequências de suas
TI
Ninguém pode agir
na Igreja de Deus da
forma que achar mais
convenient€, pensando
que não estará sujeito ao
julgamento divino."
44 rrçôEs sÍsrrces - PRoFESSoR IULHO . AGOSTO . SETEMBRO zoz5
ações. Mesmo f.azendo parte de uma
igreja pentecostal, onde os dons do
Espírito Santo estavam em evidência,
se expuseram a uma ação mesquinha
quando resolveram mentir, não so-
mente aos apóstolos, mas ao próprio
Deus. Contudo, o preço pago por essas
ações foi muito caro - custou-lhes suas
próprias vidas. Antes de se praticar
qualquer ação de natuÍeza pecaminosa,
é necessário pensar nas consequências
que isso produzirá. Quantos crentes,
muitos deles experientes, hoje lamen-
tam por não terem levado em conta as
consequências de suas ações? Vigiemos!
SINOPSE II
O crente deve rejeitar toda fal-
sidade, pois a mentira compro-
mete seu testemunho e comu-
nhão com Deus.
í(EVITE QUE O PECADO cER-
MINE. Tomás Kempis escreveu:
ttEm primeiro lugar, chega à men-
te um simples pensamento sobre o
mal, então chega à mente uma for-
te impressão do mesmo, e, depois,
o deleite no mal com o impulso de
praticá-lo, e finalmente, o consen-
timento". Estas palavras descrevem
o caráter gradual do pecado. [...]
Ananias e Safira se deixaram en-
cantar por Satanás. Deixaram seu
amor a Deus ceder lugar à concu-
piscência pelo ouro. Houve, no en-
tanto, um tempo em que tinham a
possibilidade de resistir à tentação.
E a lição que tiramos é: evite que o
pecado germine. O pecado começa
com um pensamento. fi nesta al-
tura que se trava a batalha decisiva
contra o pecado. Devemos nos ape-
gar firmemente à doutrina bíblica
de que o diabo pode ser resistido
(TS 4.7)" (PEARLMAN, Myer. Atos:
Estudo do Liwo de Atos e o Cres-
cimento da Igreja Primitiva. Rio de
Ianeiro: CPAD , 2023, p.64).
III - A IGREIA QUE REPELE
AMENTIRA
1. Uma igreia temente. Lucas destaca
que os fatos ocorridos com Ananias e Sa-
fira trouxeram um grande temor dentro e
fora da Igreja (At 5.11). A palavra t'temor"
traduz o termo grego phobos, que também
aparece no versículo 5 deste mesmo capí-
tulo. Muitas vezes essa palavra é traduzida
com o sentido de ttmedo" (Mt 28.tr; Lc
2t.26;Io 7.R). Contudo, aqui nesse contexto
o sentido é de ttreverência" e ttrespeito"
como em Atos 2.43 e outras passagens
neotestamentárias (cf At g.3r; :.g.LT; L
Co 2.3; 2 Co T.t; 2 Co 7.t5). Se Deus não
tivesse usado Pedro para parar o intento
daquele casal, o pecado teria entrado na
Primeira Igrejâ €, sem dúvidas, causado
danos irreparáveis. Esse julgamento de
Deus, além do fato de punir o pecado do
casal, serviu para mostrar quão séria é
a Igreja de Deus. Ninguém pode agir na
Igreja de Deus da forma que achar mais
conveniente, pensando que não estará
sujeito ao julgamento divino.
2. Uma igreja forte. Mais uma vez,
Lucas destaca que t'muitos sinais e prodí-
IULHO . AGOSTO . SETEMBRO zoz5 lrçÕrs eÍslrcAs . PRoFEssoR 45
AUXÍLrO
gÍNLICo{EOLOGICo
gios eram feitos entre o povo pelas mãos
dos apóstolos" (At 5.rz). Isso mostra que
uma igreja santa, que trata o pecado como
pecado e não arranja desculpas para jus-
tificá-lo, é uma igreja forte. A prova disso
é a manifestação dos dons espirituais que
levou os apóstolos a f.azerem milagres
extraordinários. Uma igreja fraca, anê-
mica por falta de disciplina espiritual e
que aprendeu a tolerar o pecado em seu
meio, torna-se inoperante.
SINOPSE III
A lgreja deve zelar pela verda-
de, pois Deus exige santidade
e transparência em seu povo.
CONCLUSÃO
É possível um crente pecar e se
acostumar com o pecado sem se ar-
repender. É possível que ele encontre
até mesmo justificativas plausíveis
para comportamentos notadamente
pecaminosos. Contudo, uma coisa é
certa: não é possível escapar do juízo
divino. No caso da igreja de |erusalém,
o juízo divino veio de forma rápida e
precisa. Contudo, em outros, como
no caso de Corinto, o apóstolo Paulo
cobrou uma ação enérgica por parte
da igreja que havia se tornado tole-
rante em relação ao comportamento
pecaminoso de um crente (r Co 5.L-
13). Em outra situação, Paulo deixou
claro que Deus exerceu seu direito de
juiz com aqueles que havia pecado (r
Co 11.3 o3z). Fica o alerta: ninguém
é capa z de enganar a Deus.
REYISAI\íDO O CONTEÚDO
1. Segundo a lição, o que motivou Ananias a mentir?
MoÊivadc pela cobiça, pelo deseio de obter lucro tácil, Ananias deu lugar ao
Diabo que o levou a rnentir.
z. O que Satanás semeou no coração de Ananias?
Satanás não obrigou nem forçou Ananias a mentir, mas, evidentemente se-
meou a semente do engano e da mentira em seu coração.
3. O que fica evidente em Atos 5.t-tt?
Um fata fica evidente em Atos j.l-tl: tanto Ananias quanto sua mulher, Sa-
fira, agiram liwernente na questão envolvendo a venda de uma propriedade.
4. O que é necessário pensar antes de qualquer prática de natureza peca-
minosa?
Éi ftecessário pensar nas consequências que isso produzirá, ou seja, as
consequências espirituais e morais do pecado.
5. O gu€, de acordo com a lição e o contexto de Atos 5.1-1t, Atos 5.L2 mostra?
Isso mostra que uma igreja santa, que trata o pecado como pecado e não
arranja desculpas para iustificá-lo é urna igreia forte.
46 uçÕrs eÍsl,rcAs - PRoFESSoR IULHO . AGOSTO , SETEMBRO zo25
TElmoÁunro
"Porém, respondendo Pedro e
os apósfolos, disseram: Mais
importa obedecer a Deus do que
aos homens." (At 5.29)
VERDADE PRITICA
Em relação à verdadeira
lgreja Cristã há duas verdades
inegáveis: i algreja será
perseguida; z) Deus a protegerá.
IULHO . AGOSTO . SETEMBRO zoz5 rtçÕrs gÍgt tcRs . PRoFESsoR f+7
LIÇAO 7
2ü2-5
{./
,
W
I
Segunda * lo t$.33
A perseguiçã* na rota da fé cristã
Terça* zTm 3,tZ
A p-erseguição Çornú n:arca do
vwer cristão pie*losr:
Quarta * zCç l*,9
Quinta * At 4.13
Mantendo a ousadia cristã
Sexta - At t6.25
Adorando a Deus mesmo em
perseguição
Sábado - At !z,S
Perseverandn em oração em
meio à perseguição
Lfi,ITURA DIABIA
LEITURA eÍeLICA EM CLASSE
Atos i.z5-32; tz.t-s
Atos 5
zj- E, cheg ando um, anuncíou-lhes, dizen-
do: Eis que os homens que encerrastes na
prisão estão no templo e ensinam ao povo.
z6- Então,foi o capitão com os servídores
e os trouxe, não com violência (porque
temiam ser apedrejados pelo povo).
27- E, trazendo-os, os apresentaram ao
canselho. E o sumo sacerdote os interro-
gou, dizendo:
z8- Nâo vos admoestamos nós expressa-
mente que não ensinás.seÍs nesse nome? E
eis que enchestes lerusalém dessa vosso
doutrina e quereis lançar sobre nós o
sangue desse homem.
zg- Porém, respondendo Pedro e os apôs-
tolos, disseram: Mais ímporta obedecer
a Deus do que aos homens.
30- O Deus de nossos país ressuscitou a
Jesus, ao qualvós matastes, susp enden-
do-o no madeiro.
it- Deus, com a sua destra, o elevou a
Príncipe e Salvador, para dar a lsrael o
arrependimento e remÍssôo dos pecados.
32- E nós som os testemunhas acerca destas
palavras, nós e também o Espíríto Santo,
que Deus deu àqueles que lhe obedecem.
Atos rz
t- Por aquele mesmo tempo, o reí Herodes
estendeu as mãos sobre alguns da igreja
para os maltratar;
z- e matou à espadaTiago,írmão de loão.
l- E,vendo que Ísso agradara aos judeus,
continuou, mandando prender também a
Pedro. E eram os dias dos csmos.
4- E,havendo-o prendído, o encerrou na
prisão, entregando-o a quatro quaternos
de soldados, para que o guardassem,
querendo apresentá-lo ao povo depois
da Pdscoa.
5- Pedro, pois, era guardado na prisão;
mas a igreja fazia contínua oração por
ele a Deus.
IS Hinos Sugeridos: ztz, zz5, 3o5 da Harpa Cristã
r. INTRODUçÃO
Nesta lição, estudaremos como
a Igreja Primitiva enfrentou essas
oposições com coragem e fé, con-
fiando na proteção divina. Através
da ação de Deus, da intercessão da
Igreja e da ousadia dos discípulos,
aprendemos que o verdadeiro povo
de Deus não teme a perseguição,
pois sabe que o Senhor é seu refú-
gio e fortaleza.
2. APRESENTAçÃO DA rrçÃO
A) Obietivos da Lição: I) Explicar
os motivos e as esferas da persegui-
ção enfrentada pela Igreja Primitiva;
II) Demonstrar como Deus protegeu
sua Igreja através de livramentos
e da intercessão; III) Encorajar os
alunos a permanecerem firmes na
fé, mesmo diante das adversidades.
B) Motirnção: Ao estudarmos esta
lição, devemos refletir sobre como a
48 lrçÕEs sÍslrcas . PRoFESSoR IULHO . AGOSTO . SETEMBRO zoz5
fé nos capacita a enfrentar as adver-
sidades com coragem e nos inspira a
testemunhar o Evangelho com ou-
sadia e convicção, sabendo que não
estamos sozinhos, pois o Senhor é o
nosso refúgio e fortaleza.
C) Sugestão de Método: Para en-
cerrar essa aula, sugerimos um mo-
mento de reflexão e aplicação prática
dos principais ensinamentos da li-
ção. Convide cada aluno a comparti-
lhar um ensinamento que aprendeu
hoje e como ele pode ser aplicado em
seu dia a dia. Em seguida, ore iun-
to com a classe, agradecendo a Deus
pelo aprendizado e pedindo sabedo-
ria para vivermos de acordo com os
princípios bíblicos. Que a mensagem
desta lição permaneça em nossos
corações, guiando-nos em cada de-
cisão e fortalecendo nossa fé.
3. coNctusÃo DA rrçÃo
A) Aplicação: A coragem da lgre-
ja primitiva nos inspira a permane-
cer firrnes na fé, testemunhando de
Cristo com ousadia.
4. suBsÍuo Ao PRoFEssoR
A) Revista Ensinador Cristão.
Vale a pena conhecer essa revista
que traz reportagens, artigos, en-
trevistas e subsídios de apoio à Lí-
ções Bíblicas Adultos. Na edição \oz,
p.39, você encontrará um subsídio
especial para esta lição.
B) Auxílios Especiais: Ao final do
tópico, você encontrará auxílios que
darão suporte na preparação de sua
aula: 1) O texto "A Perseguição Polí-
tica", localizado depois do primeiro
tópico, aprofunda o tema da perse-
guição movida pelo poder temporal
contra a Igreja; z) No final do se-
gundo tópico, o texto ('Uma Ação
Sobrenatural" analisa a ação mila-
grosa de Deus na vida dos apóstolos.
COIVTENTARIO
INTRODUçÃO
Desde o seu início, a Igreja enfrenta
oposição e perseguição. Por sua própria
nature za, a fé cristã atrai sobre si a rejei-
ção e a perseguição. Isso porque a fé cristã,
por defender princípios exclusivos, muitas
vezes se choca com os valores seculares e
mundanos. Foi assim no primeiro século
e é assim ainda hoje. Contudo, devemos
destacar que a igreja não está sozinha
nem abandonada no mundo. Deus é o seu
dono e, portanto, o seu protetor. Vemos
ao longo da história da Igreja o Senhor
agindo de diferentes formas para dar
livramento e vitória a seu povo. Assim,
nesta lição, veremos como Deus faz isso
capacitando e empoderando o seu povo
para viver no meio de um mundo hostil.
I-AIGREIAPERSEGUIDA
t. Os perseguidores. Na Bíblia, vemos
que as autoridades religiosas da época
dos apóstolos começaram a se opor à
Igreja (At 5.t7,24). Atos 5 menciona três
grupos: os sacerdotes, os saduceus e o
capitão do templo. Os saduceus eram um
grupo muito influente, com grande poder
político e religioso. Eles tinham o apoio
dos sacerdotes e dos anciãos, €, dentro
dessas classes religiosas, eram os mais
poderosos. Esse grupo já havia tentado
atrapalhar o ministério de Iesus várias
IULHO . AGOSTO . SETEMBRO zoz5 r,tçÕEs gÍgltcas . PRoFESSoR 49
vezes, criando dificuldades sempre que
podiam (Lc 2o.27-4o). Os anciãos eram
líderes judaicos influentes, representando
tanto aspectos religiosos quanto políticos,
mas sem exercer funções sacerdotais no
Templo. lâ o capitão do Templo, men-
cionado também em Atos 4.1, era um
sacerdote de nível inferior, mas que
tinha autoridade policial dentro
do Templo. Esses grupos, cada
um com sua influência, viram
a Igreja como uma ameaça e
fizeram de tudo para impedir
a pregação do Evangelho.
2. Esferas da perseguição.
A perseguição dos judeus aos
cristãos se dava em duas esferas:
a religiosa, por verem a mensagem
de Cristo como ameaça; e política,
os romanos procuravam aumentar o
capital político com os judeus.
a) Na esfera religioso. Lucas registra
que os religiosos judeus prenderam os
apóstolos (At S.t7,t8). À medida que
os cristãos testemunhavam da sua fé
com poder, ganhavam mais e mais
admiração popular (At 2.t+T). Muitos já
havia aceitado a fé (At 4.4). Esse nú-
mero continuava crescendo (At 5.L4). A
inveja, portanto, provocou a ira desses
líderes. Enquanto a Igreja crescia, o
velho judaísmo farisaico regredia.
b) No esfera política. Em
Atos t2.1-5t vemos que a
perseguição se dá na esfera
estataleédenatureza
mais política, na esfera
pública. Ali, o rei Herodes,
um dos governantes que re-
presentava o império Romano
na Iudeia, mandou executar Tiago
e prender o apóstolo Pedro. Sabendo que
Pedro era um líder de destaque entre os
apóstolos, queria com isso aumentar o
seu capital político perante os judeus
que se opunham à Igreja (At tz.3).
3. A lgreja enfrentará oposição. A
Igreja sempre enfrentará opositores,
PnÍ#vra-Cfuave
Persegrliçü0
í.coNTÍnua oRAçÃo.
Os crentes do Novo Testamento respon-
diam às oposições e às perseguições com
intensas orações. A situação parecia im-
possível: Tiago já havia morrido, e Herodes
tinha Pedro sob a custódia de dezesseis
soldados. No entanto, â igreja vivia com
a absoluta certeza de que tta oração feita
por um justo pode muito em seus efeitos"
(Tg 5.L6), e eles oravam intensamente e
persistentemente pela situação de Pedro.
A oração deles logo foi respondida (vv.
6-rT; veja o artigo A ORAçÃO EFICAZ, p.
6oo). " Amplie mais o seu conhecimento,
lendo Bíblia de Estudo Pentecostal Edição
Global, edita pela CPAD, plg64.
50 lrçÕes rÍslrcAs - PfioFEsmE IULHO . AGOSTO . SETEMBRO zoz5
AíYIPLIA,$-íPO ú
4-,
*, d_
de um jeito ou de outro. Isso acontece
porque o Cristianismo Bíblico, por sua
nature za, acolhe a todos, mas também
estabelece princípios para quem deseja
segui-lo. Por isso, muitas vezes, é vistocomo antiquado, preconceituoso e in-
desejado. A perseguição pode mudar
conforme o tempo e o lugar, mas seu
objetivo continua o mesmo: silenciar a
voz da lgreja.
SINOPSE I
A igreja primitiva enfrentou
perseguição e oposição, tanto
na esfera religiosa quanto na
esfera política.
A PERSEGUIçÃO POLÍTICA
"A perseguição à Igreja teve início
quase que imediatamente depois de
Pentecostes. Pedro tinha curado um
homem coxo junto à Porta Formosa
do Templo, e uma grande multidão
tinha testemunhado os resultados.
Quando aquele que tinha operado o
milagre aproveitou a multidão reu-
nida para pregar a respeito de fesus,
os sacerdotes do Templo o levaram
preso (cap. 4). Libertado, em breve
ele foi aprisionado novamente, com
outros apóstolos (cap. 5). Estêvão foi
a próxima vítiffiâ, só que desta vez
houve uma morte (cap. 7). Este mar-
tírio deu início a uma onda violenta
de perseguições aos crentes de |eru-
salém (cap. 8). Saulo tentou levar a
sua perseguição à igreja que estava
em outros lugares, mas ele mesmo se
tornou um prisioneiro do Senhor na
estrada para Damasco" (Comentário
Bíblico Beacon - Ioão e Atos. Vol.7.
Rio de |aneiro: CPAD ,2024, p.zgz).
il-AIGREIAPROTEGIDA
1. Um anjo de Deus. Lucas destaca
que em meio à perseguição, Deus provê
livramento para os apóstolos (At 5.r9). A
igreja não era apenas perseguida, mas
também protegida! Aqui a igreja contou
com a presença de anjos, seres de natureza
totalmente sobrenatural. Não é incomum
a presença de anjos no Livro de Atos.
Eles estiveram presentes na libertação
de Pedro da prisão (At tz.7); com Filipe
em sua missão evangelística (At 8.26);
em missão na casa do centurião romano,
Cornélio (At 1o.3) e com o apóstolo Paulo
em alto-mar (At 27.23,24). A Bíblia díz
que eles estão a serviço daqueles que vão
herdar a salvação (Hb t.L4).
z. Aintercessão da Igreja. Atos 12.5
diz que a Igreja "fazia contínua oração"
por Pedro. O mesmo texto bíblico que
mostra um anjo no cenário da libertação
de Pedro também revela a Igreja como
um agente ativo nessa libertação. Não
teria sentido Lucas destacar o papel da
Igreja intercedendo por Pedro se isso não
tivesse nenhuma relevância. É evidente
que Deus é soberano e age corno quer e
quando quer. A morte de Tiago, irmão de
|oão, é mencionada anteriormente e não
temos uma explicação no texto bíblico
do porquê Tiago não foi libertado (At
tz.z). Contudo, esse evento certamente
causou um impacto na Igreja, levando-a
IULHO . AGOSTO . SETEMBRO 2025 lrçÕrs sÍsrrcas . PRoFESSoR 5I
a orar ainda mais fervorosamente por
Pedro. Deus respondeu à oração da igreja
e libertou Pedro.
3. O valor da oração. Essa passagem
bíblica, assim como muitas outras,
mostra o grande valor da oração. En-
quanto os cristãos oravam, o lugar em
que estavam tremeu (At 4JL); quando
Paulo orava, teve uma visão com Ananias
de Damasco orando pela cura dele (At
g.tt,t2); enquanto Cornélio orava, um
anjo se apresentou a ele (At ro.3) e os
apóstolos oravam para que os cristãos
fossem batizados no Espírito Santo (At
8.15). Não podemos subestimar o poder
da oração. A conhecida frase ttmuita
oração, muito poder; pouca oração pouco
poder" ainda continua atual.
SINOPSE II
Mesmo em meio à perseguição,
Deus manifestou seu poder de
proteção.
UMA AçÃO SOBRENATURAL
ttCedo de manhã, Caifás e seus
companheiros convocam uma reu-
nião geral do Sinédrio. Os guardas
de templo são enviados para trazer
os prisioneiros, mas eles encontram
a prisão vazia (v. zz); todos os doze
desapareceram. Quando as autori-
dades ficam sabendo do desapareci-
mento dos apóstolos se afligem e se
sentem indefesas, não sabendo tdo
que viria a ser aquilo' (v.24); eles não
sabem o que fazet ou dizer. Alguns,
como Gamaliel (cf. At 5.j4-4o), pode
ter considerado que o sobrenatural
estava em ação, sobretudo üsto que
milagres tinham sido feitos pelas
mãos dos apóstolos. Mais tarde, um
mensageiro os informa que os após-
tolos estão no templo. Como o anjo
tinha instruído, eles estão falando ao
povo tas palavras desta vida' de sal-
vação provida em fesus Cristo" (Co-
mentário Bíblico Pentecostal Novo
Testamento - Vol. 1. Rio de Ianeiro:
CPAD, 2024, p.654).
III-AIGREIADESTEMIDA
1. Testemunho com poder. Tão logo
foram libertos, os apóstolos começaram
a testemunhar de sua fé (At 5.25). De
nenhuma forma se sentiram intimidados.
Estavam capacitados pelo poder do alto.
Não é por acaso que o livro de Atos iá
foi denominado por antigos escritores
de os ttAtos do Espírito Santo". Vemos
o Espírito Santo operando por todo o
livro, mesmo quando o seu nome não é
mencionado. Ele é a fonte de poder da
Igreja. Sem o Espírito Santo a Igreja perde
o seu testemunho e se torna inoperante.
2. Convictos de sua fé. Lucas regis-
tra a ousadia do testemunho de Pedro
(At 5.29). Ne.sse texto temos uma clara
defesa dos valores cristãos. Ele mostra
que a Igreja Primitiva não negociava sua
fé, mesmo que isso lhe custasse caro. A
mesma referência também é muitas vezes
usada para justificar a desobediência
cível por parte da igreja em relação ao
Estado quando este age contrariamente
aos princípios adotados por aquela. De
52 t tçÕns gÍslrces . pRoFESsoR IULHO . AGOSTO . SETEMBRO zoz5
fato, isso está em foco. Contudo, não se
trata de uma mera desobediência civil ou
rebeldia, mas de uma defesa consciente
daquilo que a igreja crê como fazendo
parte da sua natureza e essência e gü€,
por conta disso, não pode, de forma
alguma, ser negociado.
SINOPSE III
O Espírito Santo capacitou os
crentes a testemunhar com
ousadia.
CONCLUSÃO
Vimos como uma igreja capacitada
pelo Espírito enfrenta perseguições. O
cristão, portanto, não deve se assustar
com elas. No contexto do Cristianismo
Bíblico essa é a regra, não a exceção.
Ninguém gosta de ser perseguido;
contudo, as Escrituras nos previnem
a respeito da realidade da perseguição
na iornada cristã (Io 16.33,). Isso não
significa que o sofrimento deve ser um
alvo a ser alcançado, mas que devemos
estar conscientes de que não podemos
evitá-lo. Portanto, o nosso foco deve
estar em Deus, pois Ele é quem pode
nos guardar e capacitar no meio do
sofrimento.
REVISAI{DO O CONTEUDO
t. Quais eram os três grupos que faziam oposição à lgreja?
Os três grupos que faziam oposição à Igreja eram os sacerdotes, os sadu-
ceus e o capitão do templo.
2. Em quais esferas a igreja sofria perseguição?
A igreja sofria perseguição em duas esferas: a religiosa e a política.
3. O que não é incomum no Livro de Atos?
A presença de anjos não é incomum no Livro de Atos.
4. Cite três eventos como resultado de oração conforme demonstrados na lição.
Três eventos como resultado de oração demonstrados na lição são: os cris-
tãos oravam e o lugar em que estavam tremeu (At 43r); Paulo teve uma
visão com Ananias de Damasco orando pela cura dele (At g .tt,tz); enquanto
Cornélio orava, um anjo se apresentou a ele (At ro.3).
5. O que Atos 5.29 mostra em relação à Primeira lgreja?
Atos 5.zg registra a ousadia do testemunho de Pedro e uma clara defesa dos
valores cristãos por parte da primeira igreja.
IULHO . AGOSTO . SETEMBRO zoz5 uçÕEs nÍslrcas . PRoFESSoR 53
TExro Áunso
" Escolheí, pois, irmãos,
dentre vós, sete varões de boa
reputaÇão, cheíos do Espírito
Santo e de sabedoria, aos
quaís constituamos sobre este
importante negócio." (At 6J)
VERDADE PRÁTICA
Uma igreja cheia da sabedoria
do Espírito age sabiamente
para resolver conflitos de
relacionamentos.
54 rrçÕEs sÍslrcas . PRoFESSoR IULHO . AGOSTO . SETEMBRA zoz5
^i/
LIÇAO B
zL, de Agosto de zo25
N
Segunda - At 6.1,2
Identificando a natureza
conflitos
Terça-tCo6.5
Resolvendo conflitos na esfera
da igreja
Quarta - Mt 5.9
Pacificando todos os tipos de
conflitos
Quinta-eTmz,z4
Gentileza, paciência e habiliclacles
para evitar os conflitos
Sexta - Gl 5.13
Servindo uns aos outros para
prevenir,os conflitos
Sábado - Pv 13.10
0 valor de sábios conselhos na
resolução de conflitos
dos
LEITURA DIARIA
LEITURA gÍgLICA EM CLASSE
Atos 6.t-7
t- Ora, naqueles dias, crescendo o número
dos discípulos, houv e uma murmuração dos
gregos contra os hebreus, porqueas suos
viúvas eram desprezadas no ministério
cotidiano.
z- E os doze, convocando a multidão
dos díscípulos, disseram: Não é razodvel
que nós deixemos a palavra de Deus e
sirvamos às mesas.
3- Escolhei, pois, írmãos, dentre vós, sete
varões de boa reputação, cheios do Espírito
Santo e de sabedoria, aos quaís consti-
tuamos sobre este importante negócío.
4- Mas nós perseveraremos na oração e
no ministério da palavra.
5* E este parecer contentou a toda a
multidão, e elegeram Estêvão, homem
cheio de fé e do Espírito Santo, e Filipe, e
Prócoro, e Nicanor, e Timão, e Pármenas
e Nicolau, prosélito de Antíoquia;
6- e os apresentaram ante os apóstolos,
e estes, orando,lhes impuseram as mãos
7- E crescia a palavra de Deus, e em Jeru-
salém se multiplicava muito o número dos
discípulos, e grande parte dos sacerdotes
obedecia à fé.
IS Hinos Sugeridos i 46, 3o4, 372 da Harpa Cristã
r. INTRODUçÃO
Nesta lição, aprenderemos como
a igreja primitiva enfrentou e so-
lucionou conflitos internos, des-
tacando a importância da diaconia
no senriço cristão. O crescimento
da igreja trouxe desafios sociais e
culturais, mas os apóstolos, guia-
dos pelo Espírito Santo, instituíram
diáconos para auxiliar no cuidado
dos necessitados sem comprometer
a pregação da Palavra e a prática da
oração no ministério. Veremos que
a igreja deve equilibrar sua missão
espiritual e social, reconhecendo
que ambos os aspectos são essen-
ciais. Que possamos refletir sobre
a importância do senriço cristão e
como podemos aplicá-lo em nossa
igreja local.
2. APRESENTAçÃO DA rrçÃO
A) Objetivos da Lição: I) Ana-
lisar as nature zas cultural e social
dos conflitos enfrentados pela igre-
ja primitiva e sua relevância para a
igreja atual; II) Explicar a impor-
tância da organização e da distri-
buição de funções dentro da igreja
para equilibrar as responsabilidades
espirituais e sociais; III) Aplicar os
princípios bíblicos de caráter, sabe-
doria e serviço na vida cristã e na
atuação ministerial.
B) Motivação: A igreja não está
isenta de desafios, mas a forma
como lida com eles revela seu com-
promisso com a vontade de Deus.
Assim como a igreja primitiva en-
frentou conflitos culturais e sociais,
também enfrentamos desafios que
IULHO . AGOSTO . SETEMBRO 2025 uçÕrs sÍslrces . PRoFEssoR 55
PLANO DEAULA
exigem sabedoria e serviço. A so-
lução encontrada pelos apóstolos
demonstra que o equilÍbrio entre
oração, ensino e assistência social
é essencial. Devemos refletir i como
temos contribuído para a unidade e o
crescimento da igreja?
C) Sugestão de Método: Para
iniciar a lição de forma envolven-
t€, você pode utilizar o método da
problematização. Pode começar per-
guntando à classe: t'Quais tipos de
conflitos podem surgir dentro da
igreja?" e anotar as respostas no
quadro. Em seguida, deve incen-
tivar a classe a refletir sobre como
esses conflitos podem afetar a co-
munhão e o crescimento espiritual.
Após essa introdução, pode rela-
cionar a discussão ao texto bíblico
de Atos 6.L-T , mostrando como a
igreja primitiva enfrentou desa-
fios semelhantes. Essa abordagem
desperta o interesse dos alunos e
os prepara para compreender a im-
portância da diaconia e da sabedo-
ria na resolução de problemas na
igreja.
3. CONCLUSÃO DA rrçÃO
A) Aplicação: Assim como a
igreja primitiva enfrentou desafios
com sabedoria e senriço, devemos
agir com amor e compromisso, pro-
movendo a unidade e cuidando uns
dos outros para a glória de Deus.
4. suBsÍpto Ao PRoFEssoR
A) Revista Ensinador Cristão.
Vale a pena conhecer essa revista
que traz reportagens, artigos, €tr-
trevistas e subsídios de apoio à Li-
ções Bíblicas Adultos. Na edição Lo2,
p.4o, você encontrará um subsídio
especial para esta lição.
B) Auxílios Especiais: Ao final do
tópico, você encontrará audlios que
darão suporte na preparação de sua
aula: 1) O texto "Equilíbrio Ministe-
rial", localizado depois do segundo
tópico, aprofunda o assunto a respeito
do equilÍbrio que devemos ter nos mi-
nistérios de caráter espiritual e social;
z) No final do terceiro tópico, o texto
ttRequisitos dos Escolhidos" analisa o
processo de escolha dos diáconos, ex-
traindo lições para o nosso tempo.
rMrRoDUçÃO
Nesta lição, exploraremos a
diaconia bíblica, um minis-
tério essencial de serviço
na igreja, que nos ensina
sobre o serviço ao próximo.
A Bíblia nos mostra que a
Igreja, mesmo em seus pri-
mórdios, enfrentava desafios,
mas a busca por soluções em
Deus era fundamental. A criação
do ministério dos diáconos não foi
para estabelecer uma hierarquia,
mas para organizaÍ o serviço
social na Igreja, mostrando
que todos os líderes são
chamadosaservir.Oque
realmente importa no Reino
de Deus é a disposição em
servir, independentemente do
cargo ou tarefa, pois o serviço
é a essência do trabalho na igreja.
56 uçõEs sÍslrcas . PRoFESSoR IULHO . AGOSTO . SETEMBRO zoz5
I - A IDENTIFICAçÃO
DOS CONFLITOS
1. Conflito de natureza cultural.
Lucas cita um conflito entre os ttgregos"
e tthebreus" (At 6.ra). A referência neste
texto aos ttgregos" está relacionada aos
judeus helenistas, isto é, que haviam
emigrado para outros países e que, por
conta disso, falavam somente a língua
grega. Por outro lado, o termo tthebreus"
era uma referência aos judeus de |erusa-
Iém que se comunicavam principalmente
em hebraico (aramaico). Havia, portanto,
uma barreira de natureza cultural por
conta da língua. Essa barreira cultural
trouxe um conflito de relacionamento
entre os crentes da primeira igreja. Isso
fez com que os apóstolos, logo após
tomarem conhecimento do problema,
buscassem uma solução. Eles não po-
diam deixar a igreja de |erusalém se
desintegrar por conta de barreira de
natureza cultural. A unidade da igreja
não pode ser ameaçada por conflito de
qualquer natureza.
2. Conflito de natureza social. Lucas
explica que em razão daquela dife-
rença cultural, ttas suas viúvas eram
desprezadas no ministério cotidiano"
(At 6.1b). Aqui fica evidente a natureza
social do problema - as viúvas de fala
grega estavam sendo negligenciadas
na distribuição diária. O conflito se
instalou e precisava de solução. Fica
em evidência que a igreja não é só um
organismo, ela também é uma orga-
nização. Ela tem sua esfera espiritual,
mas também social. Era, portanto, essa
parte social que estava em desequilíbrio
e precisava de cuidados.
3. Qual é a prioridade? É muito
comum a ideia de qúe o tristão deve
cuidar apenas da esfera espiritual e
negligenciar a social. Cria-se dessa
forma um entendimento nada bíblico
de que a primeira deve ser privilegiada
e a segunda, negligenciada. Assim, por
exemplo, um evento musical recebe
grande atenção porquanto mexe com
as emoções, enquanto um trabalho
social numa igreja local carente conta
com poucas adesões. Negligenciar os
mais necessitados é um dos pecados
denunciados tanto no Antigo Testamento
(Is 58.6) quanto no Novo Testamento
(Mt 25.35-38). Não podemos ignorar a
situação social dos menos favorecidos e
pensar gu€, dessa forma, estamos ado-
rando a Deus em espírito e em verdade.
SINOPSE I
A igreja primitiva enfrentou
desafios internos que exigiram
sabedoria para manter a uni-
dade.
II - A DELEGAçÃO
DE TAREFAS
1. O ministério da oração e da Pa-
lavra. Diante do conflito, os apóstolos
perceberam que a parte da comunidade
que estava sendo negligenciada preci-
sava de cuidados. Contudo, eles também
perceberam que não poderiam resolver
um problema criando outro. Cuidar dos
mais necessitados era uma missão ur-
gente da igreja, mas os ministérios da
oração e pregação da Palavra de Deus
também o eram (At 6.4). Tanto a parte
social como a devocional e evangelís-
tica fazem parte de uma única missão
da Igreja. Poderíamos dizer que são
IULHO . AGOSTO . SETEMBRO zoz5 uções sÍerrcas . PRoFESSoR 57
Tudo faz parte de uma
única missão da lgreja.
Assim, s€ a igreja ora
e pregâ, mas não cuida
dos necessitados, ela
falha em sua missão."
IT
os dois lados de uma mesma moeda.
Cuidar dos necessitados é importante,
igualmente importante é a oração e a
evangelização.
2. Não há conflito entre tarefas. Nãopodemos ler Atos 6 como se o ministério
da oração e da pregação estivessem em
oposição com o ministério de serviço
social. Não há essa contradição, onde
um é considerado mais espiritual e o
outro menos. Tudo faz parte de uma
única missão da Igreja. Assim, se a
igreja ora e prega, mas não cuida dos
necessitados, ela falha em sua missão.
Da mesma forma, se a igreja se torna
apenas um centro social, negligenciando
a oração e a pregação, ela perde a sua
essência, deixa de ser Igreja de Cristo e,
por isso, também falha em sua missão.
3. A Diaconia. O parecer dos apóstolos
foi que eles constituíssem pessoas ha-
bilitadas sobre o que eles denominaram
de 
('este importante negócio" (At 63).8,
portanto, uma referência ao ttserviço"
ou ttdiaconia", identificado no versículo
3 como ttservir" as mesas (At 6.3). A
palavra ttdiaconia" tem a ver mais com
a função do que com a forma. Assim, €ffi
Atos 6 o que está mais em destaque é a
função exercida pelos sete diáconos do
que o cargo ou ofício ocupado por eles.
O contexto favorece esse entendimento.
Contudo, essa narrativa bíblica funda-
menta a instituição do diaconato cristão.
Outrossim, devemos enfatízar aqui que a
diaconia era vista pelos apóstolos como
um ttimportante" negócio, ou seja, algo
necessário à igreja. Esse entendimento
apostólico contradiz o que muitos pen-
sam atualmente a respeito do serviço
da diaconia. Infelizmente, há os que
enxergam um diácono como um obreiro
de classe inferior. Mas no contexto bí-
blico, a diaconia é um serviço especial
onde somente pessoas especiais, isto é,
com as qualificações bíblicas exigidas,
podem trabalhar.
SINOPSE II
Os apóstolos instituíram diá-
conos para equilibrar o minis-
tério da pregação da Palavra,
da oração e do serviço social.
EQUILÍBRIO MINISTERIAL
"À medida que a Igreja Primi-
tiva crescia, suas necessidades au-
mentavam. Uma delas era organi-
zar a distribuição de alimentos para
os pobres. Os apóstolos precisavam
concentrar-se na pregação; então
escolheram diáconos para admi-
nistrar o programa alimentar. Cada
cristão tinha uma função vital a de-
sempenhar na igreja (ver r Co tz).
Se você já ocupa uma posição de li-
58 rrçÕEs eÍslrcas . PRoFESSoR IULHO . AGOSTO . SETEMBRO zoz5
derança e está sobrecarregado por
suas responsabilidades, determine
quais são as habilidades que lhe fo-
ram dadas por Deus e reveja suas
prioridades; então procure outras
pessoas para ajudá-lo. Se você não
faz parte da liderança, saiba que
tem dons que podem ser usados por
Deus em várias áreas do ministério
da igreja. Coloque estes dons a ser-
viço do Mestre" (Bíblia de Estudo
Aplicação Pessoal. Rio de |aneiro:
CPAD, zol3, p.r488).
rrl ü SEGUINDO QS PRINCÍpIOS
CRI§TAOS
t. Privilegiando o caráter. Nas exi-
gências das qualificações exigidas para o
exercício do diaconato, o caráter ganha
ênfase: ttEscolhei, pois, irmãos, dentre
vós, sete varões de boa reputação, cheios
do Espírito Santo e de sabedoria, aos
quais constituamos sobre este impor-
tante negócio" (At 6.3). Aqueles que
iriam ttcuidar das mesas" deveriam ser
pessoas de ttboa reputação". A palavra
ttboa reputação" traduz o termo grego
martyreo, que significa tttestemunha"
ou ttmártir", quer dizer uma pessoa
autêntica, honesta, correta e que não
negocia valores para exercer a função
da diaconia. As vezes pensamos que
essas exigências eram apenas para os
dias bíblicos, o que evidentemente é
um equívoco. Se para aqueles que se
dedicariam apenas em ttservir as me-
sas", isto é, os diáconos, era exigido
ttboa reputaÇão", então o que dizet dos
pastores que cuidam de todo o rebanho?
2. E>(ercitando os dons. Essas pessoas,
encarregadas da diaconia da igreja, além
da exigência de boa reputação, deviam ser
cheias do t'Espírito Santo e de sabedoria"
(At 6.3). Defender a boa ortodoxia, isto
é, â doutrina correta, era importante,
mas incompleto. Era necessário que
essas pessoas também fossem cheias do
Espírito Santo e de sabedoria. É possível
uma pessoa ser ortodoxa, eticamente
irrepreensível, contudo, não ser que-
brantada e nem possuir fervor espiritual.
Da mesma forffiâ, é possível uma pessoa
exercitar os dons espirituais, contudo, não
ter sabedoria nenhuma. Uma coisa não
pode funcionar sem a outra. O ideal de
Deus é que o cristão viva corretamente
exercitando os dons espirituais com a
sabedoria no exercício da diaconia.
SINOPSE III
A escolha dos diáconos seguiu
critérios espirituais, desta-
cando caráteq Íé, compromis-
so cristão e fervor espiritual.
REQUTSTTOS DOS ESCOTHTDOS
ttEssa tarefa administrativa não
foi tratada de modo inconsequente.
Obsewe os requisitos dos homens
que cuidariam da distribuição dos
alimentos: deveriam ter boa repu-
tação e ser cheios do Espírito Santo
e de sabedoria. As pessoas que têm
grandes responsabilidades e que
trabalham próximas a outras de-
vem ter estas qualidades. Devemos
procurar homens e mulheres espi-
IULHO . AGOSTO . SETEMBRO zo25 uçÕEs eÍsrtcas - PRoFESSoR 59
jM
ritualmente sábios e maduros para
liderar nossas igrejas.
As prioridades dos apóstolos
eram corretas. O ministério da Pala-
wa nunca deveria ser negligenciado
por causa dos fardos administrativos.
Os pastores não devem tentar de-
sempenhar todas as tarefas da igreja,
e ninguém deve esperar que o façam.
Ao contrário, o trabalho da igreja
deve ser diüdido entre os membros"
(Bíblia de Eshrdo Aplicação Pessoal.
Rio de |aneiro: CPAD, zoL3, p.r488).
CONCLUSÃO
Aprendemos nesta lição a importân-
cia do serviço cristão. A igreja t'espi-
ritual" é também social. Devemos nos
dedicar tanto ao ministério da oração
e pregação como também à assistência
ao mais necessitados. A igreja que cuida
da alma também deve cuidar do corpo.
Deus não é glorificado na desgraça de
ninguém. Se há um necessitado em
nosso meio, e há, devemos considerar
os princípios bíblicos ensinados nessa
passagem das Escrituras para alcançá-lo.
Assim, a igreja cresce como Igreja de
Deus e o Senhor é glorificado.
REVISA}.IDO O CONTEUDO
t. Quais são as referências de ttgregos" e tthebreus"?
t'Gregos" refere-se aos judeus helenistas, que falavam grego e tinham
influência da cultura grega, enquanto t(hebreus" eram judeus de fala ara-
maica, ligados à tradição judaica de lerusalém.
2. Quais são as duas naturezas do conflito entre os judeus gregos e hebreus?
O conflito era de natureza cultural, devido às diferenças de idioma e cos-
tumes, e de natureza social, pois as viúvas dos helenistas estavam sendo
negligenciadas na distribuição diária de mantimentos.
i. Hâ contradição entre as esferas espiritual e social?
Não há essa contradição, onde um é mais espiritual e o outro menos. Tudo
faz parte de uma única missão da Igreja.
{. Com o que a palavra ttdiaconia" tem a ver?
A palavra t'diaconia" tem a ver mais com a função do que com a forma.
Assim, €ffi Atos 6 o que está mais em destaque é a função exercida pelos
sete diáconos do que o cargo ou ofÍcio ocupado por eles.
5. O que recebeu ênfase pelas exigências e qualificações exigidas para o
diaconato?
Nas exigências das qualificações exigidas para o exercício do diaconato, o
caráter ganha ênfase. Aqueles que iriam t'cuidar das mesas" deveriam ser
pessoas de "boa reputação".
6O rrçÕEs sisrrces - PRoFESSoR IULHO . AGOSTO . SETEMBRO zoz5
TExro Áunno
"Mas ele, estando cheio do
Espírito Santo e fixando os
olhos no céu,viu a glória de
Deus e Jesus, eu€ estava à
direita de Deus." (At 7.55)
VERDADE PRATICA
A igreja foi capacitada por
Deus para enfrentar um
mundo que é hostil à sua fé
e valores.
IULHO . AGOSTO . SETEMBRO zoz5 rrçôEs nielrcas . PRoFEssoR 6f
^/
IÇAO 9
Agosto de 2025
LErruRA gÍgLICA EIt{ cLAssE
Atos 6.8 -r5; l.i4-6o
Atos 6
8- E Estêvão, cheio de fé e de poder,fazia
prodígios e grandes sínoís entre o povo.
g- E levantaram-se alguns que eram da
sínagoga chamada dos Libertos, e dos
cireneus, e dos alexandrinos, e dos que
eram da Cilícía e da Ásia, e disputavam
com Estêvão.
to- E não podíam resístir à sabedoria e
ao Espírito com que falava.
11- Então, subo rnaram uns homens
para que díssess em: Ouvimos-lhe pro-
ferir palavrasblasfemas contra Moisés
e contra Deus.
tz- E excítaram o povo, os anciãos e os
escribasí €, investindo com ele, o arreba-
taram e o levaram ao conselho.
13- Apresentaram falsas testemunhas,
que diziam: Este homem não cessa de
proferir palavras blasfemas contra este
santolugar e alei;
trr- porque nós lhe ouvimos dizer que esse
]esus Nazareno há de destruir este lugar
e mudar os costumes que Moisés nos deu.
rj- Então, todos os que estavam as-
sentados no conselho, fixando os olhos
nele, viram o seu rosto como o rosto
de um anjo.
Atos T
54- E,ouvindo eles ístq enfureciam-se em
seu coração e rangiam os dentes contra ele,
55- Mas ele, estando cheio do Espírito
Son to e fixando os olhos no céu, víu a
glória de Deus e lesus, gue estava à di-
reita de Deus,
S6- e disse: Eis que vejo os céus abertos e
o Filho do Hom€ffi, que estd em pé à mão
direita de Deus.
57- Mas eles gritaram com grande voz,
taparam os ouví dos e o,rremeteram unô-
nimes contra ele.
l8- E, expulsando-o da cidade, o ape-
drejavam. E as testemunhas depuseram
os suos vestes aos pés de um jovem cha-
mado Soulo.
59- E apedrejaram a Estêvão, eue em
invocação dizía: Senhor Jesus, recebe o
meu espírito.
6o- E,pondo-se de joelhos, clamou com
grande voz: Senhor, não lhes imputes este
pecado. E, tendo dito isto, adormeceu.
IS Hinos Sugeridos: 418 , 5,a9, 515 da Harpa Cristã
r. INTRODUçÃO
Nesta lição, estudaremos a vida
e o testemunho de Estêvão, um ho-
mem cheio de fé, de sabedoria e do
Espírito Santo. Ele enfrentou opo-
sição, falsas acusações e, por fim,
o martírio, mas permaneceu firme
na fé e na defesa do Evangelho. Sua
história nos ensina que a Igreja, ao
cumprir sua missão, inevitavel-
mente enfrentará perseguições e
desafios. No entanto, assim como
Estêvão contemplou a glória de Deus
mesmo em meio à adversidade, so-
6Z uçÕr,s eÍsrrces . PRoFESSoR IULHO . AGOSTO . SETEMBRO zoz5
mos chamados a confiar plenamen-
te no Senhor e a perseverar até o
fim. Que esta lição fortaleça nossa
fé e nos inspire a ser testemunhas
fiéis de Cristo, independentemente
das circunstâncias.
2. APRESENTAçÃO DA LrçÃO
A) Obietivos da Lição: I) Elencar
os desafios enfrentados por Estêvão
ao ter sua fé questionada e como isso
reflete na experiência da Igreja hoje;
il) Mostrar a defesa da fé feita por
Estêvão e sua aplicação para os cris-
tãos na atualidade.; III) Refletir so-
bre o martírio de Estêvão e a impor-
tância da perseverança e fidelidade à
missão da Igreja.
B) Motirnção: Ao longo da histó-
ria, a Igreja sempre enfrentou opo-
sição, mas, assim como Estêvão, so-
mos chamados a permanecer firmes
na fé. A verdade do Evangelho será
contestada, e nossa responsabilidade
é conhecer, defender e viver essa fé
com coragem. Diante das dificulda-
des, devemos lembrar de que nosso
compromisso com Cristo pode exigir
sacrifícios, rnas a fidelidade a Ele nos
garante a vitória eterna. Que esta li-
ção nos motive a confiar no Senhor
e testemunhar o Evangelho com ou-
sadia.
C) Sugestão de Método: Para re-
forçar o tópico 1, '(Estêvão e a Igre-
ja que tem sua fé contestada", você
pode utilizar o método de reflexão
dirigida. Inicie apresentando um
cenário em que a té cristã é ques-
tionada atualmente, como nas re-
des sociais, tro ambiente acadêmico
ou no trabalho. Peça que os alunos
discutam desafios que enfrentam ao
defender sua fé. Em seguida, orien-
te-os a relacionar essas experiências
com a história de Estêvão, destacan-
do sua postura diante da oposição.
Após a discussão e reflexão, escolha
alguns alunos para compartilhar
suas conclusões e, logo depois, você
reforçará que, assim como Estêvão,
devemos responder com sabedoria,
graça e firmeza na Palavra de Deus.
3. CoNCLUSÃO DA LrçÃO
A) Aplicação: A história de Es-
têvão nos ensina que a fé genuína
permanece firme, mesmo diante da
oposição. Assim como ele, devemos
confiar em Deus, defender o Evan-
gelho com coragem e viver de modo
que Cristo seja visto em nós. Sua
vida e morte nos mostram que o ver-
dadeiro testemunho cristão vai além
das palavras. Mesmo ern meio ao so-
frimento, Estêvão refletiu a glória de
Deus e perdoou seus perseguidores
com graça, verdade e ousadia.
4. suBsÍoto Ao PR0FESSoR
A) Revista Ensinador Cristão.
Vale a pena conhecer essa revista
que ttaz reportagens, artigos, êtr-
trevistas e subsídios de apoio à fi-
ções Bíblicas Adultos. Na edição toz,
p.4o, você encontrará um subsídio
especial para esta lição.
B) Auxílios Especiais: Ao final do
tópico, você encontrará auxílios que
darão suporte na preparação de sua
aula: 1) O texto ttEstêvão", localizado
depois do segundo tópico, aprofun-
da um pouco a respeito das carac-
terísticas de Estêvão; z) No final do
terceiro tópico, o texto ttHonrando a
Deus" analisa a forma que podemos
ser fiéis ao Senhor sem duvidar.
IULHO . AGOSTO . SETEMBRO zoz5 lrçõrs rÍmrcas . PRoFEssoR 61,
COMENTÁRIO
INTRODUçÃO
Na lição de hoje vamos conhecer um
pouco mais sobre a vida de Estêvão,
um dos sete escolhidos para a diaconia
(At 6 .t-T). Quando lemos esse texto do
Livro de Atos, logo percebemos
que estamos diante de uma
pessoa extraordinária - de
grande fé, cheio do Espírito
Santo e de sabedoria. Um
autêntico cristão destemido!
Estêvão é um modelo para
todo cristão e, sem dúvida,
serve de modelo para a Igreja
do Senhor. Observamos que a per-
seguição a Estêvão e seu consequente
martírio marcam um momento decisivo
na história da igreja cristã quando
a igreja sai para fora dos muros de
)erusalém para alcançar o mundo.
Estava tendo, portanto, cumprimento
das palavras de |esus de que a Igreja
seria testemunha tanto em |erusalém,
|udeia, Samaria e até os confins da terra.
Atos 8.1 marca o início daquilo que foi
anunciado em Atos 1.8.
T ESTÊVÃO E A IGREIA QUE
TEM §UA FE CONTESTADA
1. Aprendendo com Estevão. Com
Estêvão, em Atos 6 e 7, aprendemos
que af.é cristã sempre será questionada.
Ele enfrentou oposição, e todo cristão
também enfrentará. A fé será colocada
à prova, sem espaço para indecisão.
Além disso, Estêvão nos ensina que
todo cristão deve saber defender sua fé.
Explicar e sustentar as crenças cristãs
é uma responsabilidade da Igreja, e
cada crente precisa entender no que
acredita e como responder a desafios.
No entanto, em um mundo que muitas
vezes se opõe ao cristianismo, não basta
apenas defender a fé - é preciso estar
preparado até mesmo para enfrentar
perseguições. Estêvão é um exemplo de
coragem, mostrando que tanto o cristão
quanto a Igreja devem estar dis-
postos a permanecer firmes,
mesmo que isso signifique
perder a liberdade ou até a
própria vida.
2. Afé sob ataque. Lu-
cas nos conta que, €ffi um
momento do ministério de
Estêvão, um grupo de judeus
que vivia fora de Israel, chamado
de judeus helenistas, se levantou contra
ele. Esses judeus faziam parte da Diás-
pora, ou seja, eram pessoas que tinham
se espalhado por outras regiões, fora do
território de lsrael. Eles não concordaram
com o que Estêvão estava ensinando e
começaram a se opor ao seu trabalho (At
6.9). Esse levante aconteceu logo após
Estêvão fazer "prodígios e grandes sinais
entre o povo" (At 6.8). É interessante
obsenrar que o verbo grego usado aqui,
anistemÍ, com o sentido de ttlevantar" é
o mesmo verbo usado por Marcos quando
disse que houve testemurüas falsas que se
levantaram para acusar Iesus (Mc 14.57).
Anteriormente, Cristo já fora atacado no
seu ministério terreno, agora o ciclo se
repetia com seus seguidores. A fé cristã
sempre será alvo e objeto de ataque. Se a
igreja é verdadeiramente cristã, sempre
haverá em algum lugar um levante. Neste
episódio, o levante fora motivado por
conta da inveja que os religiosos sentiram
ao verem suas sinagogas esvaziadas por
motivo das pessoas se renderem a um
Evangelho de poder. Uma igreja bíblica
sempre estará sob ataque e terá sua fé
contestada.
Palourc-Chove
MartírÍo
64 lrçÕns nislrcAs . PRoFESSoR IULHO . AGOSTO . SETEMBRO zoz5
3. A disputa com Estêvão. Uma outra
palavra usada nesse texto merece nossa
atenção. É o vocábulo "suzércó", üaduzido
aqui como "disputavam": 
ttE disputavam
com Estêvão"(At 6.9). Os léxicos, ou di-
cionários de grego-português, obseruam
que este termo era frequentemente usado
no contexto de discussões religiosas ou
filosóficas, onde diferentes pontos de
vistas estavam sendo examinados ou
desafiados. Era uma forma de debater
ideias e impor aos outros sua forma de
enxergar as coisas. Em outras palawas,
os judeus helenistas não estavam sim-
plesmente ttdiscutindo" com Estêvão,
isto é, batendo boca, mas procurando,
a todo custo, sobrepor sua cosmovisão
através de uma narrati'va bem construída.
4. Afalsa narrativa. A Igreja sem-
pre teve de lidar e combater as falsas
narrativas. Nos dias de fesus, Ele foi
acusado de enganar o povo (lo l.tz);
quando EIe ressuscitou, criaram a nar-
rativa de que seu corpo havia sido
roubado pelos discípulos (Mt 28.13). O
apóstolo Paulo foi acusado de pregar
contra os decretos de César (At t7.T) e
pelo fato de pregar a respeito de Iesus
e da ressurreição, o acusaram de pregar
ttdeuses estranhos" (At t2.18). Hoje
Estêvão é um exemplo de
coragem, mostrando que
tanto o cristão quanto
a Igreja devem estar
dispostos a permanecer
firmes, mesmo que
isso signifique perder a
liberdade ou até a própria
vida."
II
AIVTPLIANDO O CONHECIMENTO
..ESTÊVÃO SE DEFENDE PERANTE
O SINÉDRIO.
Estêvão está onde seu Mestre estava quando
Ele foi condenado à morte. O Sinédrio se reuniu
para condená-lo sob a semelhante acusação
de blasfêmia. O Estêvão cheio do Espírito deve
ter sabido que ele sofrerá o mesmo destino
que seu Salvador. Com suas palavras diante
do conselho, ele faz extraordinário discurso.
Ele cita a história de Israel desde Abraão até
Salomão, narrando os procedimentos de Deus
para com seu povo. Ele escolhe do Antigo Tes-
tamento acontecimentos que confrontam seus
ouvintes [...]." Amplie mais o seu conhecimento,
lendo o Comentário Bíblico Pentecostal Novo
Testamento - Vol. t, edita pela CPAD, p.66o.
IULHO . AGOSTO . SETEMBRO zoz5 lrçÕrs sÍslrcas , PRoFESsoR 6S
ti
-J
g.i
não é diferente. A igreia luta em várias
frentes com falsas narrativas que a todo
custo querem minar o seu testemunho
e desacreditá-la. Você pode reconhecer
algumas dessas narrativas?
SINOPSE I
A fé de Estêvão foi desafiada
por opositores, mas ele perma-
neceu firme na verdade.
vossos pais" (At 2.51). Mesmo diante
dos fatos apresentados por Estêvão em
uma defesa suficientemente convincente,
seus adversários preferiram ignorar. Na
verdade, ninguém convence quem não
quer ser convencido. Deus não força
ninguém a crer, nem tampouco o con-
dena sem lhe dar, antes, oportunidade.
O texto mostra que o Espírito Santo não
tem espaço em corações endurecidos.
SINOPSE II
Estêvão defendeu o EYange-
lho com sabedoria e coragem,
mesmo diante da perseguição.rr E§TÊvÃoEAIGREIA
QUE DEFENT}E SUA FE,
1. Deus na história do seu povo.
Estêvão é conhecido como o primeiro
defensor da fé cristã e o primeiro mártir
da Igreia. Ele faz uma defesa apaixonada
da fé, usando a própria história do povo de
Israel como base. No capítulo 7 do liwo de
Atos, encontramos seu discurso completo,
no qual, Buido pelo Espírito Santo, ele
não apenas mostra como Deus semPre
agu na história do seu povo, mas tamtÉm
revela o proposito principal dessa história:
provar que |esus é o Cristo. Durante sua
fala, Estêvão menciona grandes nomes
como Abraão, |osé e Moisés, destacando
que todos eles üveram na esperança da
vinda do Messias, que mesmo sendo tão
esperado, acabou rejeitado. A defesa de
Estêvão nos ensina que toda explicação
e defesa da fé cristã - a charnada apo-
logética - deve sempre ter um obietivo
central: apontar para Iesus Cristo.
2. Corações endurecidos. Concluindo
sua defesa da fé, Estêvão disse: t'Ho-
mens de dura cerviz e incircuncisos de
coração e ouvido, vós sempre resistis
ao Espírito Santo; assim, vós sois como
('gsrfvÃo, além de ser um bom
administrador, foi tamtÉm um po-
deroso orador. Quando confrontado
no Templo por vários grupos anta-
gônicos ao cristianismo, usou uma
lógica convincente para refutá-los.
Isto está claro na defesa da fé que
ele fez diante do Sinédrio. Est&ão
apresentou um resumo da história
dos judeus e fez poderosas aplica-
çfles das Escrituras, o que atormen-
tou seus ouvintes. Durante seu dis-
curso, ele provavelmente percebeu
que estava redigindo sua sentença
de morte. Os membros do Sinédrio
não podiam suportar que suas mo-
tivações tmalignas' fossem expos-
tas. Apedreiaram Estêvão até à mor-
66 ltçôEs nÍsrtcas ; PRoFESSoR lulHo .AGOSTO . SETEMBRO zoz5
ÀUXÍtIÜ VINA CRISTÃ
te enquanto ele orava pedindo que
o Senhor os perdoasse. As palawas
finais do discípulo demonstram o
quanto se tornou parecido com |esus
em pouco tempo.A morte de Estêvão
causou um duradouro impacto sobre
o jovem Saulo de Tarso, que dei-
xou de ser urn violento perseguidor
dos cristãos para tornar-se um dos
maiores defe;rsores e pregadores do
evangelho que a Igreja iá conheceu."
(Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal.
Rio de laneiro: CPAD, 2ot3, p.t49o).
III ESTÊVÃOEOMARTÍMO
DA IGREIA
1. Contemplando a vitória da cruz.
Diante de um grupo enfurecido (At
7.54), Estêvão contemplou a glória de
Deus: ttEis que vejo os céus abertos e
o Filho do Homem, que está em pé à
mão direita de Deus" (At 2.56). Uma
igreja que contempla o Cristo glorificado
não nega a sua fé, pois ela contempla a
vitória da cruz. Assim como Estêvão, o
apóstolo Paulo demonstrou estar pronto
não somente para sofrer pelo nome de
Iesus, mas morrer por Ele (At 2t.13).
Uma igreja que mantém seus olhos no
Cristo glorificado não tem nada a temer.
2. Perdoando o agressor. A última
declaração de Estêvão antes de sua morte
é marcante e cheia de significado: "E,
pondo-se de joelhos, clamou com gran-
de voz: Senhor, não lhes imputes este
pecado. E, tendo dito isto, adormeceu"
(At 7.6o). Aqui vemos um cristão que
não teme a morte porque contempla a
coroa da vida (Ap 2.1o). Temos aqui a
figura de uma igreja eu€, literalmente,
se dá pelo perdido, que se sacrifica por
ele. Esse deve ser o modelo a seguir.
SINOPSE III
A fidelidade de Estêvão a Cris-
to o levou ao martírio, tornan-
do-o um exemplo de perseve-
rança na fé.
HONRANDO A DEUS
ttEstêvão viu a glória de Deus e
|esus, o Messias, à direita do Pai.
As palavras do discípulo foram se-
melhantes às de Iesus diante do
Sinédrio (Mt z6.6tr; Mc ttr.6z; Lc
22.69). A visão de Estêvão apoiava a
reivindicação de lesus; ela irritou os
líderes judeus que condenaram Ie-
sus à morte por blasfêmia. Por não
tolerarem as palawas de Estêvão,
mataram-no. Talvez as pessoas não
nos matem por testemunharmos a
respeito de Cristo, mas podem dei-
xar claro que não desejam ouvir a
verdade e tentar nos calar. Continue
honrando a Deus por meio de sua
conduta e de suas palavras; embo-
ra muitos possam rebelar-se contra
você e sua mensag€ffi, alguns se-
guirão a Cristo. Lembre-se de que
a morte de Estêvão causou um pro-
fundo impacto na vida de Paulo, que
mais tarde se tornou o maior mis-
sionário cristão. Mesmo aqueles que
se opõem a você agora, podem mais
tarde se voltar para Cristo" (Bíblia
de Estudo Aplicação Pessoal. Rio de
faneiro: CPAD, 2013, p.t4g2).
IULHO . AGOSTO . SETEMBRO zoz5 lrçÕns sÍerrcls . PRoFESsoR 6l
CONCLUSÃO
Estevão, um dos sete escolhidos para
o trabalho social da primeira igreja,
representa o modelo de uma igreja
verdadeiramente bíblica. Qualificado,
cheio de fé e do Espírito Santo, não
teme se posicionar diante de um mundo
e de uma cultura contrários. Não teme
o sofrimento e nem mesmo a morte na
defesa daquilo que acredita e prega. É
o modelo de uma igreja, que em vez de
ficar no seu conforto, vai até as últimas
consequências, arriscando-se pelo seu
Senhor.
REVISAhIDO O CONTEUDO
1. O que podemos aprender com Estêvão?
Aprendemos que a fé cristã sempre será questionada, será colocada à pro-
va, mas não há espaço para indecisão. Estêvão nos ensina que todo cristão
deve saber defender a sua fé.
2. Quem foram os que se levantaram contra Estêvão?
Um grupo de judeus que viviam fora de Israel, chamados de judeus hele-
nistas, se levantaram contra ele. Esses judeus faziam partede Jerusalém.
C) Sugestão de Método: Para ini-
ciar esta lição, sugerimos que você 
faça a seguinte introdução: Antes de 
falarmos sobre a Igreja de Jerusa-
lém, devemos nos deter no aconte-
cimento poderoso do cenáculo: o dia 
de Pentecostes. Esse evento marca o 
ponto culminante do extraordinário 
plano de Deus para a edifi cação de 
sua Igreja. Assim como Jesus aden-
trou no mundo com a fragilidade de 
uma criança por meio da encarna-
ção, a Igreja também entra na his-
tória como uma igreja local em Je-
rusalém e, mais tarde, se expandirá 
até os confi ns da Terra. Após essa 
introdução, proponha uma refl exão 
com a classe sobre a natureza do 
Pentecostes Bíblico, seu propósito e 
suas características, antecipando os 
tópicos que serão abordados ao longo 
da lição. Depois de ouvir os alunos, 
prossiga com a exposição do ensino.
3. CONCLUSÃO DA LIÇÃO
A) Aplicação: Após fazer toda a 
exposição dos tópicos da Lição, apli-
que as verdades estudadas, mos-
trando que o Pentecoste é o Espírito 
Santo habitando a Igreja de Cristo de 
maneira visível e, consequentemen-
te, nos crentes da igreja local.
4. SUBSÍDIO AO PROFESSOR
A) Revista Ensinador Cristão.
Vale a pena conhecer essa revista 
que traz reportagens, artigos, entre-
vistas e subsídios de apoio à Lições 
Bíblicas Adultos. Na edição 102, p.36, 
você encontrará um subsídio espe-
cial para esta lição.
B) Auxílios Especiais: Ao fi nal 
do tópico, você encontrará auxílios 
que darão suporte na preparação de 
sua aula: 1) O texto “o Dia de Pen-
tecostes”, localizado após o primei-
ro tópico, traz o episódio do Dia de 
Pentecostes como um acontecimento 
do Espírito Santo; 2) No fi nal do ter-
ceiro tópico, o texto “Falar em Lín-
guas” aprofunda o papel das línguas 
no Derramamento do Espírito.
LIÇÕES BÍBLICAS • PROFESSOR LIÇÕES BÍBLICAS • PROFESSOR LIÇÕES BÍBLICAS • PROFESSOR 5JULHO • AGOSTO • SETEMBRO 2025
costes marca o início da Igreja como 
uma comunidade de profetas, como foi 
profetizado por Joel (Jl 2.28). No livro de 
Atos, Lucas ensina que esse acontecimento 
tinha um signifi cado especial para 
o fi m dos tempos, pois já havia 
sido anunciado pelos profe-
tas do Antigo Testamento. 
Além disso, o Pentecostes 
foi uma prova clara de que 
Jesus havia ressuscitado. O 
propósito desse derramamento 
do Espírito Santo foi dar poder à 
Igreja para testemunhar de Cristo ao 
mundo e levá-la à verdadeira adoração. 
Isso é o que veremos nesta lição.
I – A NATUREZA DO 
PENTECOSTES BÍBLICO 
1. De natureza divina. Lucas relata 
que, por ocasião do derramamento do 
Espírito no dia de Pentecostes, foi ouvido 
do céu “um som, como de um vento vee-
mente e impetuoso” que “encheu toda 
a casa em que estavam assentados” (At 
2.2) e que “foram vistas por eles línguas 
repartidas, como que de fogo” (At 2.3). 
Os estudiosos da Bíblia explicam que 
esses sinais são manifestações da 
presença de Deus, chamadas 
de “teofanias”. Isso signi-
fi ca que Deus se revelou de 
maneira visível e audível, 
assim como fez no Monte 
Sinai, quando entregou a Lei 
a Moisés. Naquela ocasião, 
houve trovões, relâmpagos e 
um som forte, e o povo ouviu a 
voz de Deus e viu um grande fogo (Êx 
19.16). Moisés depois lembrou ao povo 
desse momento, dizendo: “desde os céus 
te fez ouvir a sua voz, para te ensinar, e 
sobre a terra te mostrou o seu grande 
fogo, e ouviste as suas palavras do meio 
do fogo” (Dt 4.36). 
2. Um evento paralelo ao Sinai.
Assim como no Sinai, onde a presença 
de Deus se tornou real, como uma das 
experiências mais marcantes na his-
AMPLIANDO O CONHECIMENTO
“UM VENTO VEEMENTE E IMPETUOSO
[...] LÍNGUAS [...] DE FOGO. Em algumas 
ocasiões no passado, o fogo havia acompa-
nhado a presença de Deus (cf. Êx 3.1-6; 13.21; 
1Rs 18.38-39), de modo que esse sinal pode ter 
assegurado particularmente os crentes judeus de 
que o que estava acontecendo realmente vinha 
de Deus. O ‘fogo’ também pode ter simbolizado 
a maneira como o povo de Deus foi consagrado 
(isto é, separado, purifi cado) para a obra e o 
propósito de trazer honra a Cristo (Jo 16.13-14) 
e para o testemunho a respeito dEle (veja 1.8; 
13.31, notas).” Amplie mais o seu conhecimento, 
lendo a Bíblia de Estudo Pentecostal Edição 
Global, edita pela CPAD, p.1924.
Palavra-Chave
Pentecostes
6 LIÇÕES BÍBLICAS • PROFESSOR LIÇÕES BÍBLICAS • PROFESSOR LIÇÕES BÍBLICAS • PROFESSOR JULHO • AGOSTO • SETEMBRO 2025
tória do antigo povo de Deus, de uma 
forma muito mais gloriosa e profunda, 
o Pentecostes marcou o Encontro do 
Espírito de Deus com a Igreja. Pen-
tecostes, portanto, é a experiência do 
Espírito Santo. Lá no Sinai, a letra da 
Lei foi escrita em tábuas de pedras (Dt 
9.10,11); aqui, no Pentecostes, a Palavra 
de Deus foi escrita nos corações (Jr 
31.33; 2 Co 3.3)! 
3. Centrada em Cristo e nos tem-
pos fi nais. Na sua pregação no dia de 
Pentecostes, Pedro deixou claro que 
esse evento estava totalmente ligado a 
Jesus. Ele mostrou que o derramamento 
do Espírito Santo estava diretamente 
relacionado à morte, ressurreição e 
ascensão de Cristo (At 2.23,24, 32,33). 
Isso signifi ca que, embora o Pentecos-
tes seja uma manifestação do Espírito 
Santo, ele também é cristocêntrico, ou 
seja, tem Cristo como seu centro. Sem 
a cruz de Cristo, o Pentecostes perderia 
seu verdadeiro signifi cado, pois não há 
Pentecostes sem a cruz. Além disso, 
Pedro explicou que o Pentecostes foi o 
cumprimento da profecia de Joel (Jl 2.28), 
que anunciava que Deus derramaria o 
seu Espírito sobre toda a humanidade. 
Quando Pedro usou a expressão “nos 
últimos dias” (At 2.17), ele mostrou 
que esse evento tinha um signifi cado 
escatológico, ou seja, estava ligado ao 
plano de Deus para os tempos fi nais.
SINOPSE I
O Pentecoste Bíblico é um 
evento de natureza divina, cen-
trado em Cristo e nos “tempos 
fi nais”.
“O DIA DE PENTECOSTES (2.1-
41). A festividade judaica do Dia de 
Pentecostes assume novo signi-
fi cado em Atos 2, pois é o dia no 
qual o Espírito prometido desce em 
poder e torna possível o avanço do 
evangelho até aos confi ns da ter-
ra. O batismo dos apóstolos com o 
Espírito Santo no Dia de Pentecos-
tes serve de fundação da missão da 
Igreja aos gentios. Essa experiência 
corresponde à unção de Jesus com o 
Espírito no rio Jordão (Lc 3.21,22). 
Existem semelhanças entre es-
tes dois eventos. O Espírito des-
ceu sobre Jesus depois que Ele orou 
(Lc 3.22); no Dia de Pentecostes, 
os discípulos também são cheios 
com o Espírito depois que oram (At 
1.14). Manifestações físicas acom-
panham ambos os eventos. No rio 
Jordão, o Espírito Santo desceu em 
forma corpórea de pomba, e no 
Dia de Pentecostes a presença do 
Espírito está evidente na divisão 
de línguas de fogo e no fato de os 
discípulos falarem em outras lín-
guas. A experiência de Jesus enfa-
tizava uma unção messiânica para 
seu ministério público pelo qual 
Ele pregou o Evangelho, curou os 
doentes e expulsou demônios; os 
apóstolos agora recebem o mesmo 
poder do Espírito. Derramamen-
tos subsequentes do Espírito em 
Atos são semelhantes à experiência 
dos discípulos em Jerusalém” (Co-
mentário Bíblico Pentecostal Novo 
Testamento – Vol. 1. Rio de Janeiro: 
CPAD, 2024, p.631).
AUXÍLIO 
BÍBLICO-TEOLÓGICO
LIÇÕES BÍBLICAS • PROFESSOR LIÇÕES BÍBLICAS • PROFESSOR LIÇÕES BÍBLICAS • PROFESSOR 7JULHO • AGOSTO • SETEMBRO 2025
O Pentecostes tem uma 
dimensão escatológica, 
pois aconteceu ‘antes de 
chegar o grande e glorioso 
Dia do Senhor’.”
II – O PROPÓSITO DO 
PENTECOSTES BÍBLICO 
1. Promover a verdadeira adora-
ção. As manifestações externas, como 
o som ou vento e o fogo ocorridas no 
Pentecostes, prendem nossa atenção. 
Contudo, não podemos perder de vista o 
que o Pentecostes produz internamente 
na vida do crente. Um dos propósitos 
marcantes do Pentecostes em Jerusalém 
foi promover a verdadeira adoração: 
“temos ouvido em nossas próprias 
línguas falar das grandezas de Deus” 
(At 2.11). Logo, o Pentecostes que não 
adora não é bíblico. De fato, quando os 
gentios experimentaram o Pentecostes, 
elesda Diáspora.
3. Contra o quê a Igreja sempre teve que lidar e combater?
A igreja sempre teve que lidar e combater as falsas narrativas. A igreia luta
em várias frentes com falsas narrativas que a todo custo querem minar o
seu testemunho e desacreditá-la.
(. Como Estêvão fez uma defesa apaixonada da fé?
Ele faz uma defesa apaixonada da fé, usando a própria história do povo de
Israel como base.
5. O que Estêvão pôde contemplar diante de um grupo enfurecido?
Diante de um grupo enfurecido (At 2.54), Estêvão contemplou a glória de
Deus: (tEis que vejo os céus abertos e o Filho do Hornêffi, que está em pé à
mão direita de Deus" (At ?.56)
68 ltçÕrs nÍsrrcas . PRoFEssoR IULHO . AGOSTO . SETEMBRO 2025
TEKTO ÁUREO
"Mas os gue andavam dispersos
iam por toda parte anunciando
a palavra. E, descendo Filipe
à cidade de Samaria,lhes
pregava a Cristo." (At 8.4,5)
VERDADE PRÁTICA
A igreja só crescerá quando
ultrapassc r seus próprios
limites e levar a mensagem
de Cristo para além de suas
paredes.
IULHO . AGOSTO . SETEMBRO zoz5 t tçõEs gÍgucAs . PRoFESSoR 6g
LIÇÃo 10
7 de Setembro de 2025
/,,/
tu
Segunda - Mt 28.t9
Respondendo ao "Ide" de lesus
Terça - Lc 4.18
A sublime missão de pregar o
Evangelho
Quarta-rCo9.t6
A necessidade de pregar o
Evangelho
Quinta - At 8lz
Proclamando as Boas-Novas do
Reino de Deus
Sexta-rCoz.4
Pregando o Evangelho de poder
Sábado - At 8.4
Pregando em todo lugar e para
todas as pessoas
LEITURA gÍgLICA EM CLASSE
Atos 8.1- 8, tz-t5
r- E tambémsoulo consentiunamortedele.E de muítos que os tinhaffi, clamando em
fez-se,naqueledia,umagrandeperseguição alta voz; e muitos paralítícos e coxos
contra a igreja gue estava em lerusalém; e eram curados.
todos foram dispersos pelas terras daludeia I E hoy ia grande alegria naquela cidade.
e dasamaria,exceto os apóstolos. tz- Mas, como cressem em Filipe, qui
z- E uns varões piedosos foram enterrar lhes pregava acerca do Reino de Deus e
Estêvão e fizeram sobre ele grande pranto. do nome de lesus Cristo, se batizavam,
3- E Soulo assolava a ígreja, entrando tanto homens como mulheres.
pelas casas; €, arrastando homens e t3- E creu até o próprio Simão; e, sendo
mulheres, os encerrava na prisão. batizado, ficou, de contínuo, com Filipe e,
l+- Mas os que andavam dispersos iam vendo os sinois e as grandes maravilhas
por toda parte anunciando a palavra. que se faziam, estava atônito.
5- E, descendo Filipe à cidade de Samaria, rt+- Os apóstolos, pois, que estavam em
lhes pregava a Cristo. Jerusalém, ouvíndo que Samaría rece-
6- E as multídões unanimemente presta- bera a palavra de Deus, enviaram para
vam atenção ao gue Filipe dízia, porque lá Pedro e João,
ouviam e viam os sína is que ele fazia, 15- os quais, tendo descido, oraram por
7- pois que os espírítos imundos saíam elesparaquerecebessemoâspíritoSanto.
IS Hinos Sugeridos: tz7 , 394, 4og da Harpa Cristã
1. II{IRODUçÃO
A igreja primitiva, mesmo em
meio à perseguição, não recuou
diante das dificuldades, mas se es-
palhou e continuou a anunciar com
poder o Evangelho de Cristo. Deus
usou até mesmo o sofrimento para
expandir sua obra, cumprindo a
promessa de Atos 1.8.
2. APRESET.ITAçÃO DA LIçÃO
A) Objetivos da [ição: I) Apre-
sentar como a perseguição contri-
buiu para a expansão da igreja pri-
mitiva; II) Expor a centralidade de
Cristo e da Palavra de Deus na evan-
gelização realizada pela Igreja; III)
Enfatizar o papel da Igreja em apoiar
e discipular os novos convertidos.
B) Motivação: Vivemos tempos
em que a igreja enfrenta desafios e
pressões externas, mas, assim como
na Igreja primitiva, essas situações
podem ser oportunidades para cres-
cimento e testemunho.
C) Suges6o de Método: Para ini-
ciar a lição de forma significativa, o
professor pode utilizar o método da
pergunta provocativa para estimular
a reflexão. Pergunte à classe: tto que
você faria se, por causa da sua fé, fos-
se forçado a deixar sua casa e sua ci-
70 lrçÕEs sÍerrcas . PRoFESSoR IULHO . AGOSTO . SETEMBRO zoz5
dade?" Apos ouvir algumas respostas
voluntárias, conduza a classe a pensar
sobre como a igreja primitiva reagiu
diante da perseguição: não com medo
ou silêncio, mas com ousadia e fé.
3. coNcrusÃo DA rrçÃo
A) Aplicação: Assim como a
igreja primitiva, sejamos fiéis em
anunciar Cristo em qualquer cir-
cunstância, confiando no poder do
Espírito e na direção da Palavra.
4. suBsÍulo Ao PRoFEssoR
A) Revista Ensinador Cristão.
Vale a pena conhecer essa revista
que traz reportagens, artigos, €tr-
trevistas e subsídios de apoio à fi-
ções Bíblicas Adultos. Na edição Loz,
p.41, você encontrará um subsídio
especial para esta lição.
B) Auxílios Especiais: Ao final do
tópico, você encontrará auxílios que
darão suporte na preparação de sua
aula: t) O texto ttDeus usa as Cir-
cunstâncias", ao final do primeiro
tópico, amplia a reflexão a respeito
da perseguição e sua influência para
os cristãos saírem de |erusalém; z)
O texto (tOrando para receber o Es-
pírito Santo", localizado depois do
terceiro tópico, aprofunda a respeito
do Batismo no Espírito Santo como
completude do discipulado cristão.
COMENTARIO
INTRODUÇÃO
Nesta semana, vamos estudar como
a Igreja foi dispersa por causa de uma
grande perseguição. Até então, os cristãos
estavam concentrados em |erusalém e
não tinham avançado na missão
de espalhar o Evangelho. Mas
tudo mudou quando Estêvão,
um dos sete escolhidos para
servir, foi morto por causa
de sua fé. Na verdade, fesus
já havia predito em Atos 1.8
que os cristãos seriam espa-
lhados pelo mundo para anunciar
a sua mensagem. Muitas vezes, Deus
usa circunstâncias para cumprir seus
propósitos. Foi isso que'aconteceu com
a igreja em Ierusalérn: mesmo sofrendo
uma grande perda e tendo de sair da
cidade, os cristãos não fugiram derro-
tados. Pelo contrário, eles continuaram
firmes, levando as Boas-Novas para
outras pessoas.
I-AIGREIADTANTE
DA PERSEGUIÇÃO
1. Embora perseguida, não frag-
mentada. Por conta da perseguição que
foi movida contra Estêvão, o evangelista
enfatiza que os cristãos ttforam
dispersos pelas terras da Iudeia
e da Samaria, exceto os após-
tolos" (At 8.1). Os capítulos
4 e 5 de Atos registram a
perseguição focada mais
sobre os apóstolos, líderes da
igreja. O fato de eles não terem
se dispersado, como fizeram os
demais crentes, não significa que
eles também não foram perseguidos. Eles
ficaram em Ierusalém porque a igreja, sob
pressão e perseguição, precisava deles.
O que está em foco aqui é a intensidade
que a perseguição atingiu, gu€ daquele
momento em diante alcançaria todos
os crentes. Deve ser também destacado
gu€, mesmo perseguida e dispersada,
essa igreja não se desorganizou nem se
Palavra-Chave
Evangeli-
zfrçso
IULHO . AGOSTO . SETEMBRO zoz5 rrçÕrs sÍerrcas . PRoFESSoR 7I
fragmentou, mas continuou uma igreja
forte e unida.
2. A igreja em luto. A narrativa de
Lucas destaca que ttuns varões piedosos
foram enterrar Estêvão e fizeram sobre
ele grande pranto" (At 8.2). A palavra
kophetós, traduzida aqui como ((pranto"
significa também ttchoro", ttlamentação"
e ttluto". Lucas nos informa que esse
pranto foi feito por ttvarões piedosos".
O texto não especifica quem eram eles.
Alguns acreditam que fossem judeus que
viviam em ferusalém e cuja oposição aos
cristãos não era tão intensa. O contexto
favorece que eram cristãos compassivos
que fizeram esse lamento antes também
de fugirem ou serem dispersados.
3. Mas não desesperada. O fato é que
a igreja pranteou Estêvão, chorou por ele
e lágrimas foram derramadas. Contudo, o
texto não mostra uma igreja desesperada,
desmotivada ou devorada pela tristeza. Um
de seus membros queridos e ilustres havia
sido morto, trazendo consequências para
todos, mas isso não a calou nern tampouco
a impediu de manter-se entusiasmada
para avançar no testemunho de Cristo.
SINOPSE I
Mesmo perseguida e dispersa,
a Igreja permaneceu unida, fir-
me e atuante na fé.
DEUS USA AS CIRCT'NSTÂIICIAS
"A perseguição forçou os cristãos
a saírem de |erusalém e seguirem
para a Iudeia e Samaria, cumprindo
deste rnodo a segunda parte da or-
dem de Iesus(1.8). [...J Às vezes Deus
nos faz sentir incomodados para que
mudemos. Talvez não desejemos ex-
perimentar tal sensação, mas o des-
conforto pode ser benéfico para nós,
porque Deus pode trabalhar através
de nossa dor. Quando você for tenta-
do a reclarnar sobre as circunstâncias
incômodas ou dolorosas, pare e per-
gunte se não seria Deus, preparando-
-lhe para uma tarefa especial" (Bíblia
de Eshrdo Aplicação Pessoal. Rio de
|aneiro: CPAD , zot3, pp.r4g3-94).
il - A TGREIA QUE EVAr{GELLZA
1. Evangelização centrada na Pa-
lavra. Em Atos 8.4,lemos que ttos que
andavam dispersos iam por toda parte
anunciando a palavra". Esse versícu-
lo mostra que a Igreja Primitiva era
movida pelo poder do Espírito Santo,
ou seja, cheia da presença divina para
levar a mensagem de Iesus adiante.
Mas, além disso, a Igreja de |erusalém
também era focada na Palavra de Deus.
Os cristãos que foram espalhados por
diferentes lugares não pararam de falar
sobre as Boas-Novas de |esus. A Igreja
Primitiva operava sob Espírito Santo
e era, portanto, firmada na Palavra de
Deus. Sua fidelidade à mensagem do
Reino resultou em muitas conversões,
milagres e libertações. Se queremos
evangelizar com êxito, também pre-
cisamos viver pelo poder do Espírito e
estar centrados na Bíblia.
2. Evangelização centrada em Cristo.
Filipe, um dos sete escolhidos para ser-
vir na igreja, também foi disperso e, ao
chegar a Samaria, ttlhes pregava a Cristo"
72 r,rçÕrs gÍnrrcas , PRoFESSoR IULHO . AGOSTO . SETEMBRO zoz5
(At 8.5). Como iá vimos, um ministério
bem-sucedido precisa ser fiel à Palavra de
Deus, mas também deve ser tótalmente
centrado em fesus. Filipe não pregava
ideias da moda, mas sim, a mensagem
da cruz. Cristo era o centro de sua pre-
gação. Assim, a evangelização precisa
ser focada em |esus. Qualquer pregação
que não tem a crvz como base se torna
.A
vazia. E a mensagem da cruz que trans-
forma vidas, trazendo cura, libertação e
salvação. Foi por isso que a campanha
evangelística de Filipe em Samaria teve
tanto impacto: muitas pessoas foram
salvas e libertas. Portanto, não devemos
colocar nossa confiança em estratégias
humanas, mas priorizar nossa ação no
poder do Espírito e na força da Palavra.
SINOPSE II
A lgreja, cheia do Espírito e
centrada em Cristo, anunciou a
Palavra com poder.
III - A IGREIA QUE DA
suPoRTE À EVAU GELTZAçÃO
1. O suporte da igreja. No Livro de
Atos, lemos que ttos apóstolos, pois, que
estavam em |erusalém, ouvindo que
Samaria recebera a palavra de Deus,
enviaram para lá Pedro e loão" (At 8.r4).
Essa passagem mostra que a igreja de
|erusalém dava suporte e completo
apoio, ao trabalho que era feito fora de
seus muros. Quando a igreja começou
a sair fora de seus portões, os apóstolos
procuraram dar apoio e suporte ao tra-
balho evangelístico e missionário. Não
basta mandar missionários, é necessário
dar-lhes suporte na missão que realizam.
2. A igreja que discipula. Lucas
mostra que os apóstolos, tendo ido à
Samaria ttoraram por eles para que
recebessem o Espírito Santo" (At 8.15).
Esse texto mostra, além do apoio dado
ao ministério de Filip€, o trabalho de
discipulado da Igreja. Fazia parte da
doutrina dos apóstolos o ensino sobre
a iniciação cristã, que envolvia o ensino
sobre a conversão, o batismo nas águas e
a capacitação do Espírito. O texto bíblico
diz que as pessoas aceitaram a Palavra
de Deus, isto é, se converteram e foram
batizadas nas águas. Contudo, por uma
razão não especificada, aqueles crentes
não haviam recebido o Espírito Santo.
3. Sem o recebimento do Espírito,
o discipulado está incompleto. Filipe
pregou a Cristo e realizou muitos sinais
entre os samaritanos, levando-os à fé
e ao batismo nas águas. Mais tarde, os
apóstolos Pedro e Ioão foram enviados
para que recebessem o Espírito Santo,
completando assim o discipulado desses
novos crentes (At 8.14,15). Para os após-
tolos, o discipulado estava incompleto
sem o recebimento do Espírito. Essa
visão da conversão cristã permanece,
e devemos levar os novos na fé a des-
frutarem da experiência pentecostal,
assim como fizeram os apóstolos.
SINOPSE III
A Igreja de lerusalém discipu-
lou os novos convertidos, mos-
trando que sem o Espírito Santo
não há discipulado completo.
IULHO . AGOSTO . SETEMBRO zoz5 rrçôrs sÍsucns . PRoFESSoR 73
ORANDO PARA RECEBER
o nspÍRrro sAr{To
tto Espírito Santo, no entanto,
'sobre nenhum deles tinha ain-
da descido' [Os Samaritanosl (isto
é, eles ainda não haviam sido ba-
tizados no Espírito Santo), desde
a aceitação de Cristo e do batismo
nas águas, como testemunho de
sua decisão de seguir a Cristo [... J.
Depois de algum tempo, Pedro e
Ioão vieram a Samaria e oraram
para que os samaritanos recebes-
sem o Espírito Santo (w. t4-15).
Houve um intenralo definido entre
a sua salvação espiritual (que veio
pela fé em Cristo) e o seu recebi-
mento do batismo no Espírito San-
to (w. t6-t7; cf. 2.4). A maneira
como os samaritanos receberam o
Espírito Santo seguiu o modelo da
experiência dos discípulos de |esus,
no Pentecostes" (Bíblia de Estudo
Pentecostal Edição Global. Rio
de Ianeiro: CPAD, 2ozz, p.rg4g).
CONCLUSÃO
Nesta lição, vimos como o Evan-
gelho se espalhou rapidamente após
a perseguição contra a lgreja. Isso só
aconteceu porque a mensagem cristã
tinha um foco claro: a Palavra de Deus
e a cru z de Cristo. Sem Cristo e sem
a Bíblia, não há Evangelho. A Bíblia
não destaca os métodos que Filipe
usou para evangelizar Samaria, mas
enfati za o poder do Espírito Santo e
da Palavra de Deus. Esse é o exemplo
que devemos seguir.
REVISAIVDO O CONTEÚDO
1. O que os capítulos 4 e i de Atos registram quanto à persegurção da lgreja?
Registram que a perseguição era inicialmente focada nos apóstolos, líderes
da igreja.
2. O que Atos 8.4 mostra sobre a Igreia Primitiva?
Mostra que a igreja primitiva era movida pelo poder do Espírito Santo, ou
seja, cheia da presença divina para levar a rnensagem de |esus adiante.
3. De acordo com a lição, gu€ tipo de pregação pode se tornar vazia?
A pregação que não tem a cruz de Cristo como base pode se tornar vazia e
sem poder transformador.
4. O que Atos 8.14 mostra sobre a igreja em ferusalém?
Mostra que a igreja em |erusalém dava suporte ao trabalho missionário,
enviando Pedro e Ioão para fortalecer os novos convertidos em Samaria.
5. O que está incompleto sem o recebimento do Espírito Santo?
O discipulado cristão.
74 rrçÕEs sÍslrcas . PRoFESSoR IULHO . AGOSTO . SETEMBRO zoz5
AUXÍLIO BIBLIOLÔGICO
TExroÁunno
"Respondeu, então, Pedro: Pode
alguém, p orv entura, r ecusar
a água, para gue não sejam
batizados estes que também
receberam, como nós, o Espírito
Santo?" (At to.47)
VERDADE PRITICA
O episódio da igreja hebreia
na casa do gentio Cornélio
demonstra que Deus nõo Íaz
acepção de pessoas.
IULHO . AGOSTO . SETEMBRO 2025 r,tçÕus gÍglrcAs . PRoFESSoR 75
^,
LIÇAO 11
r'1
,ir- ;
de zo25
À{is sões
,',{.i.'f
dispensada a
Sexta - Tt z.tt
A graça salvadora
todos
Quinta
amor
LEITURA gÍnLICA EM CLASSE
Atos 10.1-8, zr-23t 44-48
r- E havia emCesareia umvarão por nome
Cornélio, centurião da coorte chamada
Italiana,
z^ piedoso e temente a Deus, com toda a
sua casa, o qual fazia muitas esmolas ao
povo e, de contínuo, orava a Deus.
3* Este , quase à hora nona do dia, viu
claramente numavisão um anjo de Deus,
que se dirigia para ele e dizia: Cornélio!
4* Este, fixando os olhos nele e muito
atemorizado, disse: Que é, Senhor? E o
anjo lhe disse: As tuas orações e as tuas
esmolas têm subido para memória diante
de Deus.
5* Agora, pois, envia homens a Jope e
manda chamar a Simão, que tem por
sobrenome Pedro.
6* Este estd com um certo Simão, curtidor,
que tem a sua casa junto do mar. Ele te
dirá o que deves fazer.
?* E, retirando-se o anjo que lhe falava,
chamou dois dos seus criados e a um piedo-
so soldado dos que estavam ao seu serviço.
fi * E, havendo-lhes contado tudo, os
envíou a Jope.
?t* E, descendo Pedro para junto dosva-
rões que lhe foram enviados por Cornélio,
disse: Sou eu a quem procurais; qual é a
causa por que estais aqui?
zz *E eles disseram: Cornélio,o centurião,
varão justo e temente a Deus e que tem
bom testemunho de toda a nação dos
judeus, Íoi avisado por um santo anjo
para que te chamasse a sua casa e ouvisse
as tuas palavras.
rI- Então, chamando-os para dentro,
os recebeu em caso. No dia seguinte, foi
Pedro com eles, e foram com ele alguns
irmõos de Jope.
,+4- E, dizendo Pedro aínda estas palavras,
caiu o Espíríto Son to sobre todos os que
ouviam a palavra.
45- E os fiéis que eram da circuncisão,
todos quantos tinham vindo com Pedro,
maravilharam-se de que o dom do Espí-
rito Santo se derramasse também sobre
os gentios.
/+6 * Porque os ouyí am falar em línguas
e magnificar a Deus.
4?* Respondeu, então, Pedro: Pode
alguém, porventura, recuso r a água,
para que não sejam batizados estes
que também receberam, como nós, o
Espírito Santo?
48* E mandou que fossem batizados em
nome do Senhor. Então, rogaram-lhe gue
ficasse com eles por alguns dias.
rs Hinos Sugeridos: 3gz, 16r, 614 da Harpa Cristã
PIANü DEAULA
1. II{IRODUçÃO
Nesta lição, estudaremos um dos
momentos mais marcantes da his-
tória da Igreia: a visita do apóstolo
Pedro à casa do centurião Cornélio.
Esse episódio revela que o plano de
salvação em Cristo não está restrito a
um povo ou cultura, mas se estende
a todas as nações. Através da ação do
Espírito Santo, Deus rompe barreiras
76 uçÕns nÍsrrens . pRoFEssoR IULHO . AGOSTO . SETEMBRO zoz5
étnicas e culturais, mostrando que
não faz acepção de pessoas. Veremos
como a mensagem do Evangelho al-
cançou os gentios com poder, a par-
tir da igreja em ferusalém.
2. APRESENTAçÃO DA rrçÃO
A) Obietivos da Lição: I) Mostrar
que Deus incluiu os gentios em seu
plano de salvação; II) Ressaltar que
a salvação é oferecida a todos os que
creem em fesus, independentemen-
te de sua origem étnica ou cultu-
ral; III) Enfatizar a obra do Espírito
Santo como confirmação do agir de
Deus entre os gentios, demonstran-
do que o Pentecostes não foi exclu-
sivo dos judeus.
B) Motivação: A lição de hoje
nos mostra que o Evangelho rompe
barreiras e convida a Igreja a viver a
missão com abertura, compaixão e
obediência ao Espírito. Que nossos
corações esteiam sensíveis à voz de
Deus e prontos a levar sua salvação
a todos.
C) Sugestão de Método: Para re-
forçar o ensino do Tópico III - O Es-
pírito Derramado sobre os Gentíos, você
pode aplicar o método comparativo
reflexivo. Sugerimos que utilize um
quadro ou cartolina com duas co-
lunas: uma para o Pentecostes en-
tre os judeus (Atos z) e outra para
o Pentecostes entre os gentios (Atos
to). Peça que os alunos apontem
elementos em comum, como o der-
ramarnento do Espírito, o falar em
IrfTRODUçÃO
Nesta semana, estudaremos sobre
como a igreja judaica de |erusalém
línguas e a manifestação da presença
de Deus. Após essa análise, promova
um momento de reflexão em grupo:
tt0 que essa igualdade espiritual en-
tre iudeus e gentios nos ensina sobre
o agir de Deus hoje?" Isso fortalecerá
a compreensão doutrinária e desper-
tará a aplicação pessoal do ensino.
3. coNcrusÃo DA rrçÃo
A) Aplicação: A presente lição
nos convida a que tenhamos cora-
ções abertos à direção do Espírito
e dispostos a acolher todos aqueles
que Deus chama para o seu Reino.
4. suBsÍolo Ao PRoFEssoR
A) Revista Ensinador Cristão.
Vale a pena conhecer essa revista
que traz reportagens, artigos, €[-
trevistas e subsídios de apoio à fÍ-
ções Bíblicas Adultos. Na edição roz,
p.4!, você encontrará um subsídio
especial para esta lição.
B) Auxflios Especiais: Ao final
do tópico, você encontrará auxflios
que darão suporte na preparação de
sua aula: 1) O texto "Cornélio e Pe-
dro", localizado depois do primeiro
tópico, aprofunda a reflexão a res-
peito da evangelização dos gentios e
do derramamento do Espírito sobre
eles; 2) O texto "Deus não faz acep-
ção de pessoas", âo final do tercei-
ro tópico, amplia a reflexão sobre a
aceitação de Deus a respeito de to-
dos os que confessam o Senhor Ie-
sus sob o poder do Espírito Santo.
deu um passo gigantesco quando foi
chamada por Deus para compartilhar
sua fé com pessoas de outras nações. O
IULHO . AGOSTO . SETEMBRO zoz5 rrçÕEs sÍsrrcAs . PRoFEssoR 77
Palavra-Chave
Aceítação
apóstolo Pedro foi escolhido divinamente
para pregar as Boas-Novas da salvação
aos gentios, o que na época não
era aceitável. Atos 10 é uma
das mais impressionantes
histórias da Bíblia, onde
fica evidente o grande amor
e graça de Deus em salvar
a todos aqueles que de-
monstrem fé na pessoa do
seu bendito Filho, |esus Cristo.
Lucas destaca em seu livro que os
gentios foram salvos e receberam o
dom do Espírito da mesma forma que
os judeus no Pentecostes.
I - A REVE,LAÇÃO DE DEUS
AOS GENTIOS
1. A visão de Cornélio. Cornélio,
um centurião romano da cidade de
Cesareia, orava por volta das três horas
da tarde quando teve uma revelação
de Deus. Ele viu um anjo de Deus (At
to.3). Não é incomüffi, nas páginas das
Escrituras, Deus se revelar por meio
de anjos. Contudo, essa revelação se
distingue de outras por conta de seu
propósito: a inclusão dos gentios à
Igreja do Senhor. Cornélio era um
homem que tinha desejo de salvação,
pois mesmo sendo um gentio, era pie-
doso e temente a Deus com toda a sua
casa (At ro.z). No entanto, isso não era
suficiente para salvá-lo. Ele precisava
ouvir acerca da mensagem da cru z e o
anjo de Deus estava ali para instruí-lo
a como fazer. Não sendo a pregação do
Evangelho missão para um anjo, Cor-
nélio foi instruído a chamar o apóstolo
Pedro para fazer isso (At ro.22).
z. Aexperiência espiritual de Pedro.
Assim como Cornélio, Pedro também
teve urna revelação (At to.to). Pedro
teve uma experiência espiritual com
visão e revelação divina, eu€ o deixou
perplexo (At to.11,12). Deus sabia do
impacto que a missão na casa do gentio
Cornélio teria sobre as convicções
de Pedro e, por isso, por meio
dessa experiência espiritual,
o prepara para o que viria
pela frente. Pedro levaria
as Boas-Novas do Evan-
gelho a um povo gu€, para
ele, estava excluído do plano
salvífico de Deus. Ele sentiu o
caráter excepcional dessa revelação
e achou por bem levar consigo outros
seis irmãos judeus naquela missão (At
LO.23, LL.12; t5.7).
3. A urgência da pregação do Evan-
gelho. Deus ainda pode revelar a alguém
o seu plano salvífico de forma excep-
cional, inclusive usando anjos eleitos,
como fez na casa de Cornélio. Contudo,
essa não é a maneira usual do Senhor
trabalhar. A partir da verdade bíblica
de que Deus quer salvar a todos (1 Tm
2.4), a igreja deve levar adiante a gran-
diosa missão de pregar o Evangelho a
toda criatura (Mc t6.r5). Paulo afirmou
que Deus achou por bern salvar os que
creem por meio da pregação (r Co LzL).
Devemos, portanto, pregar. Não é pre-
ciso ninguém ficar esperando um anjo
comissioná-lo a pregar o Evangelho.
Deus já fez isso.
SINOPSE I
Deus revelou seu plano de sal-
vaçãoaCornélioepreparou
Pedro para anunciar o Evange-
lho aos gentios.
78 lrçÕus sÍsucas . PRoFEssoR IULHO . AGOSTO . SETEMBRO zoz5
CORI§ÉIIO E PEDRO
ííA primeira igreja, fundada
após o Pentecostes, era cornposta
quase exclusivamente de judeus.
Durante anos, nenhuma tentativa
foi feita no sentido de evangelizar
os gentios. Apesar do último man-
damento de Cristo. Isto nos pare-
ce surpreendente! Mas, era difícil
remover da mentalidade judaica
certos preconceitos seculares. So-
mente o poder de Deus poderia ar-
rancar deles tais costumes. Antes
da Grande Comissão ser efetuada
pela igreia judaica e o Evangelho
alcançar os gentios, algumas ques-
tões teriam de ser solucionadas.
Será que judeus e gentios poderiam
receber igual salvação, ficando em
pé de igualdade? os crentes judeus
poderiam ter comunhão e conví-
vio com os gentios? Os judeus os
consideravam ttimpuros". Até da
sua comida se recusavam partici-
par. Isto por não ser preparada de
acordo com a Lei de Moisés. fleus
se pronunciou sobre estas dúvidas.
Primeiro, providenciou um contato
entre duas pessoas: Cornélio, um
gentio interessado no Evangelho, e
Pedro, o pregador iudeu" (PEARL-
MAN, Myer. Atos: Estudo do Liwo
de Atos e o Crescimento da lgre-ja Primitirn. Rio de laneiro: CPAD,
2023, pp.1r9-20).
rr - A sAt\rAÇÃo Dos GENTIOS
L Pregação aos gentios. Pedro rece-
beu a missão de pregar para Cornélio e
sua casa (At u.r4). Sua pregação é total-
mente cristocêntrica, sempre apontando
para a cruz de Cristo. Assim, podemos
perceber alguns eixos principais que sua
mensagem percorria. Prirneiramente,
Deus ama a tados (At to16). Todas as
pessoas, quer judeus quer gentios, são
obieto do amor de Deus. Em segundo
lugar, Deus quer salvar a todos (At ro.35).
Deus não somente ama a todos, mas quer
salvar a todos. Pedro agora reconhece
que a salvação não é apenas para os
judeus que guardam a Lei, mas também
para todo aquele que em qualquer nação
o ttteme". Em terceiro lugar, Cristo é
o Senh or de todos (At to.3;6). Cristo é o
centro do Evangelho. Ele é o eixo em
torno do qual todas as bênçãos espiri-
tuais se encontram. Estar em Cristo é
estar salvol não estar em Cristo é não
estar salvo!
2. Aconversão dos gentios. A men-
sagem da cruz é um chamado ao ar-
rependimento (At ro.43). Todos os gu€,
arrependidos, creem em Cristo, serão
perdoados, e, portanto, salvos. Na sua
soberania e graça, Deus havia incluído
no seu plano de salvação todos os não
iudeus gu€, arrependidos, professariam o
nome do Senhor |esus. Ninguém é salvo
à força; é preciso crer em Cristo para
receber a salvação. Tanto judeus quanto
gentios necessitam se arrepender para
ser salvos. Os judeus acreditavam que o
privilégio da salvação era exclusividade
deles e que, portanto, os gentios estavam
excluídos. O Criador havia mostrado
que isso era um erro. Posteriormente,
os judeus convertidos reconheceram
maravilhados que Deus, por meio do
arrependirnento, abriu a porta da fé
para os gentios (At tt.t8). Portanto, Ele
salvou os gentios que demonstraram
fé em Iesus e se arrependeram de seus
pecados.
IULHO . AGOSTO . SETEMBRO zoz5 r.rçÕEs sÍslrces . PRoFEssoR 79
AUXÍLIO
BÍBLICo{EoLoGICo
SINOPSE II
A mensagem de Pedro mostrou
que todos, iudeus e gentios,
são chamados à salvação pela
fé em Cristo.
III # O ESPÍNIIO DE,RRA]VIADO
SOBRE, OS GE,NTIOS
1. O Espírito prometido. O batismo no
Espírito Santo experimentado pelos gentios
na casa de Cornélio (At to.4 4-46) foi urn
dos fatos mais marcantes que aconteceu
nos dias da Igreja Primitiva. Anos mais
tarde, durante o primeiro Concílio da Igreja
em lerusalém, Pedro faz referência a esse
fato como sendo uma das promessas feitas
por Deus aos gentios (At 15.16). Assim, o
recebimento do Espírito Santo, incluindo
a experiência pentecostal do batismo no
Espírito Santo, era a "bênção de Abraão"
feita aos gentios (Gl 3.r4). Pedro iá havia
dito, citando a profecia do profeta Ioel (Il
2.28), que o batismo no Espírito Santo era
uma promessa de Deus a tttoda carne" (At
z.t7).A promessa, portanto, não se limitava
mais aos judeus, nem tampouco a uma
classe especial (reis, profetas e sacerdotes),
mas a todos quantos nosso Deus chamar
(At 2.39). Eu, você e todos os que creem
em Cristo somos contemplados com essa
promessa de Deus.
z. O Espírito recebido. Como vimos,
logo após os gentios terem ttrecebido a Pa-
lawa de Deus" (At il.I), isto é, se convertido
a fé cristã, o Espírito Santo foi derramado
sobre os crentes gentbs de Cesareia: ttE
os fiéis que eram da circuncisão, todos
quantos tinham vindo com Pedro, maravi-
lharam-se de que o dom do Espírito Santo
se derramasse também sobre os gentios"
(At ro.45). Esse derramamento do Espírito
veio acompanhado pela evidência tísica do
falar em outras línguas e expressões de
louvor, que aparece aqui como um padrão
já aceito pela comunidade cristã: ttPorque
os ouviam falar em línguas e magnificar
a Deus" (At 10.46).
3. Um pentecoste Ítisto" e t(ouvido".
Posteriormente, quando questionado e
censurado por outros judeus por ter ido
à casa de um gentio ern Cesareia, Pedro
usou a experiência pentecostal ocorrida
na casa de Cornélio como argumento a
favor da autenticidade da fé gentíIica.
Na argumentação de Pedro, os gentios
haviam recebido a mesma experiência
pentecostal que eles haviam recebido
no dia de Pentecostes (At 2.4), inclusive
com a manifestação do fenômeno das
línguas (At tt.t5-18). Em outras palavras,
o Pentecostes gentílico, assim corno o
Pentecostes judaico, foi marcado pela ex-
periência do Espírito. Em ambos os casos,
foi um Pentecostes ttvisto" e ttouvido".
SINOPSE III
O Espírito Santo foi derramado
sobre os gentios como confir-
mação divina de que eles tam-
bém fazem parte da lgreja.
(.DEUS NÃO EAZACEPçÃO
DE PESSOAS
tDeus mostrou-me que a ne-
nhum homem chame comum ou
8o uçÕrs gÍgrtces . PRoFEsson IULHO . AGOSTO . SETEMBRO 2025
ATJXÍLIO
rÍgr,Ico*TEor,ócrco
imundo. Reconheço por verdade
que Deus não faz acepção de pes-
soas'. Há pessoas de certas nações
que consideram os habitantes de
todas as outras um amontoado de
raças inferiores. Outras, até cren-
tes, pensam que seu pequeno gru-
po é a esfera limitada do favor de
Deus. O racismo, ou preconceito
racial, não pode ser adotado por
crentes. Ninguém foi consultado,
antes de nascer, quanto à raça à
qual gostaria de pertencer. Por-
tanto, não é base para alguém se
orgulhar ou despre zaÍ seu pró-
ximo. Deus tde um só f.ez toda a
geração dos homens, para habi-
tar sobre toda a face da terra' (At
t7.26). Nenhum cientista verá di-
ferença entre amostras de sangue
de pessoas de todas as raças. Cris-
to veio oferecer a salvação a todos
aqueles que creem, independente-
mente de raça (Gl 3.28).A Igreja
é uma fraternidade espiritual em
que não se reconhecem distinções
dessa natureza. Todos somos um
em Cristo" (PEARLMAN, Myer.
Atos: Estudo do Livro de Atos e o
Crescimento da lgreja Primitiva.
Rio de laneiro: CPAD, 2023, p.tz6).
CONCLUSÃO
A graça de Deus se manifestou tra-
zendo salvação a todas as pessoas (Tt
2.!r). A missão da igreja na casa do
gentio Cornélio mostra como o amor
de Deus pode alcançar todas a pessoas,
independentemente de cor e raça, que
abrem o seu coração à poderosa mensa-
gem da cruz. Aqui também vemos que a
fé evangélica não é algo subjetivo, mas
marcada pela ação e presença real do
Espírito Santo na vida daquele que crer.
REVISAT{DO O CONTEÚDO
1. De acordo com a lição, qual era o propósito da revelação feita a Cornélio?
A ihclusão dos gentios à Igreja do Senhor.
z. Para quem Pedro levaria o Evangelho?
Pedro levaria as Boas-Novas do Evangelho a um povo a quem para ele esta-
va excluído do plano salvífico de Deus.
3. De acordo com a lição, quais são os principais eixos que podemos perceber
na pregação de Pedro na casa de Cornélio?
Deus ama a todos, quer salvar a todos e Cristo é o Senhor de todos.
4. Segundo a lição, qual foi um dos fatos mais marcantes da Igreja Primi-
tiva?
O Batismo no Espírito experimentado pelos gentios na casa de Cornélio.
5. O que marcou o Pentecostes Gentílico?
Foi marcado pela experiência do Espírito. Em ambos os casos, foi um Pen-
tecostes ttvisto" e ttouvido".
IULHO . AGOSTO . SETEMBRO zoz5 uçÕEs sÍslrcas . PRoFEssoR 8f
TH(ToÁunno
"E havia entre eles alguns
varões de Chipre e de Cirene, os
quais, entrando em Antioquia,
falaram aos gregos, anuncíando
o Senhor lesus." (At tt.zo)
VERDADE PRÁTICA
Faz parte da missão da lgreja
a evangelização de povos nõo
alcançados.
8Z uçõrs sÍst,rcAs . PRoFEssoR IULHO . AGOSTO . SETEMBRO 2025
,\,
LIÇAO 12
' zt de Setembro de zoz5
Dia Nacionai da E,scola Dominical
I
;
d\l
i
\ ffiffi
:
Segunda - At t"8
Alcançando o$ confins da terra
Terça * Rm t5.zl*
O Evangelho além-mar
Quarta - At tt"zorzt
Irnplantando igrejas
Quinta - At r6.zt
Fazendo discípulos
Sexta - At tt.z6
Formando a identidade cristã
Sábado - At tr.zg
Socorrendo os necessitados
LEITURA gÍgLICA EM CLASSE
Atos 11.19-30
tg- E os que foram dispersos pela perse- 25- E partiu Barnabé paraTarso, a buscar
guição que sucedeu por causa de Estêvão Sou lol e, achando-o, o conduziu para
caminharam até à Fenícia, Chipre e Antioquia.
Antioquía, não anunciando a ninguém a z6- E sucedeu que todo um ano se reu-
palavra senão somente aos judeus. niram naquela igreja e ensinaram muita
za- E haviaentre eles alguns varões de gente. Em Antioquia,foram os discípulos,
Chipre e de Cirene, os quaís, entrando em pela primeira vez, chamados cristãos.
Antioquia,falaram aos gregos,anunciando zT- Naqueles dias, desceram profetas de
o Senhor lesus. Jerusalém para Antioquia.
zt- E a mão do Senhor era com eles; e gran- z8 - E, levantando - se um deles , por nome
de número creu e se converteu ao Senhor. Agabo, dava a entender, pelo Espírito,
zz- E chegou a fama destas coísas aos que haveria uma grande fome em todo
ouvidos da igreja que estava em leruso- o mundo, € isso aconteceu no tempo de
lém; e enviaram Barnabé até Antioquía, Cláudio César.
23- o qual, quando chegou e viu a graça 29- E os discípulos determinaram mandar,
de Deus, se alegrou e exortou a todos a cada um conforme o que pudesse, socorro
eu€, com firmeza de coração, permane- aos irmãos que habitavam na ludeia.
cessem no Senhor. 30- O que eles com efeito fizeram, €fr-
24- Porque era homem de bem e cheio víando-o aos ancíãos por mão deBarnabé
do Espírito Santo e de fé. E muita gente e de Saulo.
se uniu ao Senhor.
IS Hinos Sugeridos: g, 11 , 34 da Harpa Cristã
1. INTRODUçÃO
A Igreja de ferusalém, mesmo
enfrentando perseguições, não per-
deu sua essência missionária. Os
cristãos dispersos pregaram com
ousadia em cidades como Antioquia,
levando o Evangelho além das fron-
teiras de Israel. Essa expansão reve-
la uma igreja viva, sensível à direção
do Espírito e comprometida com a
ordem de Iesus: fazer discípulos de
todas as nações. Vamos refletir so-
bre como a graça de Deus capacita
pessoas simples para grandes obras,
e, assim como os primeiros crentes,
somos chamados a testemunhar
com coragem, fé e amor.
2. APRESET{TAçÃO DA rrçÃO
A) Objetivos da Lição: I) Des-
tacar o papel da dispersão cristã
na expansão missionária da Igreja
Primitiva; II) Enf atizar a importân-
cia da contextualização da mensa-
gem do Evangelho para diferentes
contextos culturais, sem, contudo,
IULHO . AGOSTO . SETEMBRO zoz5 uçÕrs sÍslrcls . PRoFESSoR 8l
perder sua essência; III) Valorizar
a prática do discipulado como base
para o crescimento saudável e a
manutenção da identidade da Igreja.
B) Motivação: Vivemos em um
tempo em que a Igreja é desafiada a
sair de suas fronteiras e alcançar os
que ainda não ouviram sobre Cristo.
A história da Igreja de Ierusalém nos
inspira a refletir: temos sido uma
igreja consciente de nossa missão?
Estamos preparados para comuni-
car o Evangelho a diferentes cultu-
ras e formar verdadeiros discípulos?
Esta lição nos chama a agir com fé,
sensibilidade e compromisso com o
ttlde do Senhor".
C) Sugestão de Método: Para
concluir a lição de maneira signi-
ficativa corn a classe de adultos, o
professor pode aplicar o método
do Círculo de Reflexão Dirigida. Con-
vide os alunos a compartilhar€ffi,
de forma breve e objetiva, uma li-
ção prática que aprenderam e como
pretendem aplicá-la em sua vida
pessoal, familiar ou ministerial. Es-
timule reflexões sobre o papel indi-
vidual e coletivo da igreja na mis-
são de evangelizar e discipular. Essa
troca fortalece o senso de propósito
e comunhão entre os participantes.
Encerre com uma oração, pedin-
do que Deus desperte ainda mais o
compromisso missionário e a ação
prática da classe no contexto em que
vivem.
3. coNcrusÃo DA rrçÃo
A) Aplicação: Como Igreja, so-
mos chamados a viver com inten-
cionalidade rnissionária, levando
Cristo a todos, com sabedoria, co-
ragem e compromisso. Que sejamos
discípulos que formam outros dis-
cípulos!
4. suBsÍplo Ao PRoFESSoR
A) Revista Ensinador Cristão.
Vale a pena conhecer essa revista
que traz reportagens, artigos, en-
trevistas e subsídios de apoio à Li-
ções Bíblicas Adultos. Na edição Lo2,
p.42, você encontrará um subsídio
especial para esta lição.
B) Auxílios Especiais: Ao final
do tópico, você encontrará auxílios
que darão suporte na preparação de
sua aula: t) O texto ('De 
|erusalém à
Antioquia da Síria", localizado de-
pois do primeiro tópico, aprofunda a
reflexão a respeito da dispersão dos
cristãos de Jerusalém para a chega-
da à Antioquia da Síria; z) O texto
"A Pregação Transcultural do Evan-
gelho", ao final do terceiro tópico,
amplia a reflexão a respeito da li-
beralidade com a obra missionária.
INTRODUÇÃO
Como o evangelho alcançou Antioquia,
uma importante cidade da Síria dentro
do Império Romano? Conhecer esse fato
é relevante porque, pela primeira vez,
cristãos de Ierusalém levam a mensagem
da cruz aos gentios fora das fronteiras
de Israel. Com o ingresso do Evangelho
na cidade de Antioquia, a igreja dava seu
primeiro salto na missão transcultural.
Nesta lição, estudaremos sobre como o
((Ide" de Iesus é levado a sério por um
grupo de cristãos refugiados, vítimas da
Slrh ltçÕrs sÍnltcns , PRopESsoR IULHO . AGOSTO . SETEMBRO 2025
perseguição que sobreviera a Estêvão em
Ierusalém. Esses crentes, mesmo sendo
leigos, possuíam uma forte cons-
ciência missionária. E, quando
perseguidos, não escondiam
sua fé, mas a compartilhavam
apontando sempre para a
cruz de Cristo. Esse é um
belo exemplo de fé cristã
que deve, não somente nos
inspirar, mas, sobretudo, nos
levar a agir como eles.
I UIVIA IGREIA COM CONSCI-
Ê,xcm, MISSIONÁRIA
1. O Evangelho para além da fron-
teira de Israel. Lucas abre essa seção de
seu livro fazendo referência aos cristãos,
ttos que foram dispersos pela persegui-
ção que sucedeu por causa de Estêvão
carninharam até à Fenícia, Chipre e
Antioquia" (At tt.tg). Observamos que
essa passagem bíblica faz um paralelo
com Atos 8.t-4 onde narra o início da
perseguição em ferusalém que gerou
a dispersão cristã. Assim como Filipe,
que em razão da perseguição levou o
Evangelho à cidade de Samaria, da mes-
ma forma esses crentes, que também
faziam parte desse grupo de cristãos
perseguidos, levaram o Evangelho para
além da fronteira de Israel.
2. Cristãos dispersados, mas cons-
cientes de sua missão. Esses cristãos
dispersados, após fugirem de uma
perseguição feroz, não esconderam a
sua fé. Aonde chegavam, anunciavam a
Palavra de Deus (At tt.r9,2o).Foi assim
que eles deram testemunho do Evan-
gelho na Fenícia, Chipre e Antioquia. O
que vemos são cristãos conscientes da
missão de testemunhar de sua fé onde
quer que estivessem. Eles haviam sido
comissionados para isso (Mt 28.t9; At
1.8). Somente cristãos participantes de
uma igreja consciente de sua tarefa
missionária agem dessa forma. Eles não
perdem o foco: anunciam o Senhor
Iesus em qualquer tempo, lugar
e circunstância.
3. Cristãos leigos, mas
capacitados pelo Espírito.
Lucas destaca que dentre es-
ses cristãos havia ttalguns"
que levaram o Evangelho para
Antioquia, capital da Síria, uma
cidade cosmopolita e uma das três
cidades mais importantes do Império
Romano (At 11.20). O texto deixa claro
que foram esses cristãos ttcomuns"
os fundadores da igreja de Antioquia,
uma das mais relevantes e importantes
do Novo Testamento (At 13.1-4). Eram
cristãos anônimos e leigos. Eles não são
contados entre os apóstolos, diáconos ou
presbíteros. Contudo, eles foram usados
por Deus para fundar aquele trabalho e
foram bem-sucedidos porque tta mão
do Senhor era com eles" (At rr.zt), con-
forme Lucas destaca. Esse era o segredo
que fez toda a diferença. O que fica em
destaque, portanto, não era o ofício ou
o cargo, mas a capacitação do Senhor.
Os apóstolos eram extraordinários e os
profetas excepcionais somente porque
sobre eles também estava a mão do
Senhor.
SINOPSE I
A Igreia de |erusalém, mesmo
dispersada, manteve seu com-
promisso de anunciar o Evan-
gelho com ousadia.
Falavra-Chave
Missão
IULHO . AGOSTO . SETEMBRO zoz5 t rçÕus eÍnlrces . PRoFESsoR 85
DE IERUSATÉM À autloeulA
oa sÍrua
"Alguns destes primeiros mis-
sionários cristãos foram a Antio-
quia, cidade cerca de quatrocentos
e oitenta quilômetros ao norte de
|erusalém. Sua importância po-
lítica era devido ao fato de que
servia como capital da provín-
cia romana da Síria. Antioquia da
Síria, a terceira maior cidade do
Império Romano (depois de Roma
e Alexandria), tornou-se a sede
da expansão docristianismo fora
da Palestina e figurava signifi-
cativamente nas missões cristãs
aos gentios (At t3.r-3i 14.26-28;
15.22-35; 18 .22).
A marcha do evangelho não para
em Samaria e Cesareia. Alguns dos
missionários evangelizam tão ao
norte quanto a Fenícia (o atual Lí-
bano); outros vão à ilha de Chipr€,
a pátria de Barnabé (at 11.19 ,zo; cf.
At 4J6). Isto significa que havia
cristãos na ilha antes de que Paulo
e Barnabé pregassem o evangelho
H (at 13.4-tz). Outros missionários
se aventuram indo muito mais ao
norte, à cidade famosa de Antio-
quia, com uma população calculada
em aproximadamente quinhentos
mil habitantes (Marshall, r98o, p.
zot) e a comunidade judaica giran-
do em torno de sessenta e cinco mil
durante a era do Novo Testamento
(George, 199L, p. Uo)" (Comentá-
rio Bíblico Pentecostal Novo Tes-
tamento Vol. 1. Rio de laneiro:
CPAD, 2024, pp. 687,88).
II - UIVIA IGREIA COM VTSÃO
TRANSCULTURAL
1. A cultura grega (helênica). A Bíblia
nos conta que alguns cristãos que tinham
sido espalhados pelo mundo chegaram a
((Antioquia, falararn aos gregos (At tt.zo).
Essa expressão, ttfalaram aos gregos", é
muito importante. De acordo com estu-
diosos, ela explica que esse foi o primeiro
momento em que cristãos judeus falaram
de Iesus para pessoas que não eram judias,
adoravam outros deuses e não seguiam
o Iudaísmo. Isso mostra que a igreja co-
meçou a levar a mensagem de Iesus para
além das fronteiras da Palestina, chegando
a um mundo totalmente diferente, onde
as pessoas não conheciam a Íé judaica.
Ou seja, não eram judeus que falavam
grego pregando para outros judeus da
mesrna cultura, mas cristãos judeus que
falavam grego levando o Evangelho a
pessoas que não tinham nenhuma ligação
com o Iudaísmo. Dessa forma, o que fesus
havia ordenado - pregar o Evangelho a
tttoda criatura" (Mc 16.15) - começou a
se cumprir.
2. Contextualizando a mensagem.
Podemos ver aqui um exemplo de como
os primeiros cristãos adaptavam a men-
sagem ao contexto ern que estavam.
Lucas nos conta que eles ttanunciavam" o
evangelho do Senhor fesus" (At rr.zo). O
texto é curto e direto, mas esses cristãos
estavam pregando para pessoas que não
eram judias. Isso significa dizer que eles
não podiam simplesmente usar o Antigo
Testamento para provar que Iesus era
o Messias prometido, porque isso não
faria sentido para aquele público. Dife-
rente dos judeus e samaritanos, que já
esperavam um Messias (At 2J6; 5.42;
8.5; 9.22), os gentios não tinham essa
mesma expectativa. Além disso, esses
cristãos também não mencionam cos-
tumes judaicos, como a circuncisão, que
86 ltçôns nlnltces . PRoFESsoR IULHO . AGOSTO . SETEMBRO zoz5
AUXÍtIO
BÍNIICO.-TEOLOGICO
TI
Estêvão citou em seu discurso (At T.5L),
porque isso não faziaparte da cultura dos
gentios. Em vez de enfatizar que Iesus
era o Messias, eles destacavam que Ele
é o Senhor. Ou seja, estavam dizendo
que os pagãos precisavam deixar seus
falsos deuses e se voltar para o único e
verdadeiro Senhor (At r4.t1; 26.t8,2o).
Dessa forma, sem comprometer a verdade
da mensagem, o Evangelho foi se espa-
lhando e alcançando diferentes culturas.
SINOPSE II
Cristãos iudeus pregaram aos
gentios em Antioquia, contex-
tualizando a mensagem sem
perder sua essência.
A PREGAçÃO TRANSCUTTURAL
DO EVANGELHO
ttA maioria destes crentes dis-
persos pregava somente taos ju-
deus' (v. 19), mas alguns crentes
de Chipre e Cirene dão um passo
ousado e também pregam as boas-
-novas de Iesus taos gregos', isto
é, aos gentios pagãos em Antioquia
(v. 2o). Parece que eles alcança-
ram Antioquia numa época poste-
rior do que aqueles que pregavam
somente aos judeus. Algo pode ter
acontecido durante o intenralo para
torná-los tão corajosos e revolu-
cionários, como o derramamento
do Espírito Santo em Cesareia. Eles
puseram em prática o que o Espíri-
to levou Pedro a fazer com Cornélio
e seus amigos.
A pregação do evangelho em
Antioquia tem sucesso numérico, o
qual é atribuído à 'mão do Senhor'
(v. zL). Quer dizer, Deus abençoa
esse ministério e seu poder capa-
cita os discípulos a trazerem mui-
tos judeus e gentios daquela cidade
à fé em Iesus Cristo. O ministério
de Pedro tinha aberto as portas
da Igreja aos gentios em Cesareia,
mas a pregação do evangelho em
Antioquia é o começo de um vi-
goroso esforço para evangelizar o
mundo gentio" (Comentário Bí-
blico Pentecostal Novo Testamen-
to Vol. 1. Rio de Ianeiro: CPAD,
2024, p.688).
III UMA IGRFIA QUE
FORIVTA DISCIPULOS
1. A base do discipulado. Ao serem
informados de que o Evangelho havia
chegado a Antioquia (At rr.z2), a partir
de lerusalém, os apóstolos enviaram
Barnabé para lá. Chegando ali, Barnabé
IULHO . AGOSTO . SETEMBRO zoz5 lrçÕrs nÍrrrces . PRoFEssoR 8l
Dessa forma, sem
comprometer a verdade da
mensagem, o Evangelho foi
se espalhando e alcançando
diferentes culturas. "
AUXÍLIO
gÍgr,Ico{EoLocICo
O que realmente define um
cristão não é apenas
um nome ou um rótulo, mas
sim sua vida, sua fé e suas
atitudes. "
TI
viu uma igreja viva e cheia da graça de
Deus (At rr.z3). Como um homem de bem
e cheio do Espírito Santo, Barnabé os
encorajou na fé (At !1.24). Contudo, logo
se percebeu que aquela igreja precisava
de mais instrução, ou seja, precisava
ser discipulada. Com esse propósito,
Barnabé foi ern busca de Saulo para que
o auxiliasse nesta missão. E assim foi
feito: ttE sucedeu que todo um ano se
reuniram naquela igreja e ensinaram
muita gente" (At tt.z6). Esse episódio
nos mostra que não basta ganhar almas,
é preciso ensiná-las. Sem o ensino, a
igreja não cresce em graça e conhe-
cimento. O crescimento saudável só é
possível por meio da obra da evange-
lização e do discipulado.
2. Denominados de ttcristãos". Os
cristãos de Ierusalém haviam sido cha-
mados na igreja de t(irmãos" (At r.ró);
'(crentes" (At 2.44); t'discípulos" (At 6.1)
e "santos" (At 9.r3). Também passaram
a ser identificados tanto pelos de dentro
da igreja como pelos de fora dela como
aqueles que eram do ttcaminho tt(At
9.2; 19.9,23; 22.4; 24.14,22). Agora em
Antioquia são chamados de t'cristãos"
(At rr. 26). O termo ((cristãos" tem o
sentido de ttpessoas de Cristo".
3. A identidade cristã. O que real-
mente define um cristão não é apenas
um nome ou um rótulo, mas sim sua
vida, sua fé e suas atitudes. Embora
alguns estudiosos acreditem que o
termo ttcristão" tenha sido usado em
Antioquia como uma forma de zomba-
ria, a verdade é que aqueles seguidores
de Iesus demonstravam um grande
entusiasmo e dedicação, assim como
os primeiros crentes que vieram da
igreja de Ierusalém para pregar na-
quela cidade.
O nome ttcristão" aparece novamente
na Bíblia em Atos 26.28 e r Pedro lr.t6.
Segundo a Bíblia, ser cristão significa
crer em |esus, abandonar o pecado e
receber a salvação como um presente
de Deus, dado pela sua graça.
SINOPSE III
A Igreja investiu no ensino e
discipulado, consolidando a fé
e a identidade cristã dos novos
convertidos.
CONCLUSÃO
Aprendemos como a providência de
Deus faz com que o Evangelho chegue,
por meio da Igreja, a povos ainda não
alcançados. O que se destaca não é uma
metodologia sofisticada de evangelismo,
mas a graça de Deus, que capacita pes-
soas simples e anônimas a realizarem
a sua obra. Quem desej a fazet, Deus
capacita. Ninguém jamais terá tudo
de que precisa para cumprir a obra de
Deus; no entanto, se Deus tiver tudo
de nós, Ele nos habilitará a reali zá-la.
88 uçÕEs eislrcas . PRoFESSoR IULHO . AGOSTO . SETEMBRO zoz5
ry
REVTSAI{DO O CONTEÚDO
t. Qual era o foco dos cristãos que foram dispersados?
Anunciar o Senhor Jesus em qualquer tempo, lugar e circunstância.
2. Como era a cidade de Antioquia?
Antioquia era uma cidade cosrnopolita, capital da Síria e uma das três rnais
irnportantes do Império Romano, com forte influência helênica.
3. Como os primeiros cristãos contextualizavam a mensagem do Evangelho
para os gentios?
Eles não usavarn o Antigo Testamento para provar que Iesus era o Messias
prornetido, nem mencionavam costumes iudaicos, mas enf.atízavam que Je-
sus €ra o Senhor.
4. O que o episódio de,Atos L1.22,23,24,26mostra?
Esse episódio nos mostra {lue não basta ganhar almas, é preciso ensiná-las;
sern o ensino a igreja não cÍesce em graça e conhecimento.
5. Qual é o sentido do termo ('cristão"?
O terrno t'cristão" tem o sentido de t'pessoa de Cristo" e se refere à identi-
dade daqueles que seguern, creem e vivem de acordo com os ensinamentos
de Jesus.
VOCABULARIO
Cosmopolita: oriundo ou próprio dos grandes centros urbanos, das
grandes cidades; que recebe influência cultural de grandes centros
urbanos de outros países.
IULHO . AGOSTO . SETEMBRO zoz5 rrçÕEs sÍerrcas . PRoFESsoR 8g
ffi
lft 
i\.rvrir.rr l!.';tls'rr, r,.r §tlr
O Discipulodo
EFICÂZ e o
Crescimento
da IGREJÂ
li;',.:,, :. - -' .;r;' '
\
TExroÁunno
'No verdade, pareceu bem ao
Espírito Santo e a nós não uos
impor mais encargo algum,
senão estas coísos necessá,rias.tt
(At $.28)
\IERDADE PRATICA
Em sua essência, a lgreja é
tanto um organismo quanto
uma organização e, como
tal, precisa seguir princípios
e regras para funcionar
plenamente.
E
m IT
IULHO . AGOSTO . SETEMBRO zoz5
^,,
LIÇAO 13
zB de Sêternbro de 2025
-
Segunda - tCo !2.!z
A igreja local como um
organismo vivo
Terça - Tt 1.5
A igreja como organização
Quarta - At 14.23
Estabelecendo líderes
90 r,rçÕEs gÍgltces . PRoFESSoR
Atos r5,.zz-3z
zz- Então,pareceubem aos apóstolos e aos
anciãos, com toda a igreja, eleger varões
dentre eles e enviá-los comPaulo eBarnabé
a Antioquia, a saber: Iudas, chamadô fàrso-
bas,e Sílas, varões dístintos entre os irmãos.
23- E por intermédío deles escreveram o
seguinte: Os apóstolos, e os anciãos, e os
irmãos, aos irmãos dentre os gentios que
estão em Antioquia, Síria e Cilícía, saúde.
24* Porquanto ouvimos que alguns que
saíram dentre nós vos perturbaram com
palavras e transtornaram a yosso alma
(não lhes tendo nós dado mandamento),
zS- pareceu-nos bem, reunidos concor-
demente, eleger alguns varões e enviá-los
com os noss os amadas Barnabé e Paulo,
z6 - homens que já expuseram a vida
pelo nome de nasso Senhor Jesus Cristo.
27- Envíamos,portanto,Judas e Silos, os
quaís de boca vos anuncíarão também
o mesmo.
z8- Na verdade, pareceu bem ao Espíríto
Sonto e a nós não vos impor maís encargo
algum, senão estas coísos necessárias:
ag- Que vos abstenhais das coisas sacrt-
ficadas aos ídolos, e do sangue, e da car-
ne sufocada, e da fornicação; destas coísas
fareis bem se yos guardardes. Bem vos vá.
30- Tendo-se eles, então, despedido,
partiram para Antíoquia e, ajuntando a
multidão, entregaram a carta.
3t- E, quando a leram, alegraram-se
pela exortação.
32- Depoís, Judas e Sílas, que também
eram profetas, exortaram e confirmaram
os irmãos com muitas palavras.
IS Hinos Sugeridos: r4.4, t6z, 167 da Harpa Cristã
1. II{IRODUçÃO
Nesta lição, encerramos nosso tri-
mestre estudando um dos momentos
rnais importantes da história da Igreja
Primitiva em Ierusalém: a Assembleia
de lerusalém. Diante de um grave
conflito doutrinário sobre a salvação
dos gentios, os líderes da Igreja bus-
caram, com sabedoria e submissão ao
Espírito Santo, uma solução que pre-
servasse a doutrina da graça e a uni-
dade do Corpo de Cristo.
2. APRESENTAçÃO DA rrçÃO
A) Obietivos da Lição: I) Mostrar
o contexto e os motivos que levaram
à controvérsia sobre a salvação dos
gentios; II) Relatar os argumentos
apresentados pelos apóstolos, espe-
cialmente por Pedro e Tiago, sobre
a inclusão dos gentios na Igreja; III)
Reconhecer a importância da direção
do Espírito Santo na resolução dos
conflitos e na preseruação da unidade
da Igreja.
B) Motfunção: Assim como os pri-
meiros líderes buscaram a verdade
com humildade e temor, somos cha-
mados a valorízar a unidade da fé sem
renunciar à sã doutrina. Que esta lição
nos inspire a agir com discernimento e
compromisso com a vontade de Deus.
IULHO . AGOSTO . SETEMBRO zoz5 lrçÕrs nÍslrcas . PRoFESSoR 91
LEITURA BIBLICA EM CLASSE
C) Sugestão de Método: Para
reforçar o tópico III A Decisão da
Assembleía de lerusalém, você pode
usar o método Estudo de Caso Guía-
do. Apresente à classe o contexto da
decisão em Atos 15.28-29, desta-
cando o papel do Espírito Santo e a
sabedoria dos líderes em preservar
a unidade da fé sem comprometer a
doutrina. Em seguida, condüza uma
reflexão coletiva, propondo pergun-
tas como: tto que essa decisão nos
ensina sobre lidar com conflitos na
igreja hoje?" Incentive a participação
com exemplos práticos, criando um
ambiente de aprendizado mútuo.
3. coNcrusÃo DA LIçÃo
A) Aplicação: A direção do Es-
pírito Santo e a fidelidade à Palavra
devem guiar nossas decisões, pro-
movendo a unidade da fé.
4. suBsÍolo Ao PRoFEssoR
A) Revista Ensinador Cristão.
Vale a pena conhecer essa revista
que ttaz reportagens, artigos, eil-
trevistas e subsídios de apoio à fi-
ções Bíblicas Adultos. Na edição to2,
p.42, você encontrará um subsídio
especial para esta lição.
B) Affiflios Especiais: Ao final do
tópico, você encontrará auxílios que
darão suporte na preparação de sua
aula: t) O texto ttA Lei e a Graça",
localizado depois do segundo tópico,
traz a reflexão a respeito da relação
entre Lei e Graça para aprofundar
esse tópico; 2) O texto '(A Liberdade
Cristã", ao final do terceiro tópico,
correlaciona a decisão da Assembleia
de Ierusalém com que de fato é a Li-
berdade de Cristo em nós.
INTRODUÇÃO
Com esta lição, terminamos mais um
trimestre de estudos sobre a igreja de Ie-
rusalém. Aqui veremos como a igreja agiu
para resolver seus conflitos de natureza
doutrinária. Um grupo composto por
fariseus convertidos à fé insistia que os
gentios convertidos deveriam guardar
a Lei, especialmente o rito da
circuncisão. No entendimento
dos apóstolos, se isso fosse
exigido, a salvação deixaria 
l
de ser totalmente pela graça, I
o que era inaceitável. Devido
à dimensão da questão e à
sua importância para o futuro
da Igreja, os líderes se reuniram
ern ferusalém para buscar uma solução
para o problema. Lucas deixa claro que
a decisão tomada pela Igreja naquele
momento foi guiada pelo Espírito Santo.
É isso que veremos agora.
I - A QUESTÃO DOUTRINARIA
1. O relatório missionário. A ques-
tão doutrinária que se tornou objeto de
discussão no Concílio de Ierusalém,
abordada no capítulo 15 de Atos
dos Apóstolos, teve seu início
na igreja de Antioquia. Ela
começou quando Paulo e Bar-
nabé apresentaram à igreja de
Antioquia um relatório sobre
a Primeira Viagem Missionária
que haviam realizado. Nesse
relatório, os missionários narraram
o que Deus havia feito entre os gentios e
como estes aceitaram a fé (At 14.27). O
92 lrçÕEs sÍsrrcRs . pRoFESsoR IULHO . AGOSTO . SETEMBRO zoz5
relatório deixa implícito que a salvação dos
gentios ocorreu inteiramente pela graça
de Deus, sem que nenhuma exigência da
Lei, como a circuncisão, fosse imposta
a eles. Tanto Paulo quanto Barnabé
viam a ação de Deus manifestada
por meio de milagres extraordinários
entre os gentios - como um sinal de sua
aprovaÇão, demonstrando que nenhuma
outra exigência, além da fé em Iesus, era
necessária para a salvação. Em outras
palavras, a salvação é um dom de Deus,
concedido inteiramente por sua graça.
2. O legalismo judaizante. Lucas
mostra que um grupo de judaizantes se
sentiu incomodado com o relatório dos
missionários (At r5.t). Esse grupo, compos-
to por fariseus supostamente convertidos
à fé, que haviam vindo de Ierusalém para
Antioquia, se opôs ao ingresso de gentios
na Igreja sem que estes, antes, cumprissem
as exigências da Lei. Houve, portanto, uffi
confronto entre esse grupo judaizante e os
aaaa
missionários Paulo e Barnabé. A questão
tomou grandes proporções, correndo o
risco até mesmo de dividir a igreja em
Antioquia, o que exigia uma resposta
rápida por parte da liderança. Contudo,
por se tratar de um tema complexo e de
amplo alcance, a igreja de Antioquia con-
siderou adequado remeter a questão para
Ierusaléffi, â igreja-mãe, onde o assunto
seria analisado e amplamente discutido
pelos apóstolos e presbíteros (At L5.2).
SINOPSE I
A exigência da circuncisão aos
gentios gerou um sério ques-
tionamento sobre anatureza
da salvação em Cristo.
II O DEBATE DOUTRINARIO
1. Uma questão crucial. A questão
gentílica chegou a |erusalém para ser
tratada. Contudo, judaizantes, que ali se
IIPARECEU BEMAO ESPÍruM SAI{[O.
O Espírito Santo dirigiu aqueles que parti-
ciparam do concílio de Ierusalém a tomarem as
decisões certas. fesus prometeu que o Espírito os
guiaria em toda a verdade (Io 16.13). As decisões
da igreja não devem ser tomadas apenas pelos
seres humanos. Os líderes devem buscar e aceitar
a direção do Espírito através da oração, do jejum
e da devoção à palavra de Deus até que possam
discernir claramente a sua vontade (cf.r3.2-4).
A igreja, se quiser ser verdadeiramente leal a
Cristo, deve ouvir o que o Espírito lhe diz (cf. Ap
2.7)." Amplie mais o seu conhecimento, lendo
a Bíblia de Estudo Pentecostal Edição Global,
edita pela CPAD, p.rg73.
IULHO . AGOSTO . SETEMBRO zoz5 t tçÕEs gÍertcls . PRoFESSoR 93
AMPLIANDO O CONHECIMENTO
FlF'
encontravam, deixaram claro que a igreja
deveria circuncidar os gentios convertidos
e ordenar que eles ttguardassem a lei de
Moisés" (At L5.5). No entendimento desse
grupo, sem a observância da lei, ninguém
podia se salvar. Pedro é o primeiro a ver
a gravidade da questão e percebe que ela
não pode ser tratada de forma subjetiva. A
questão deveria ser tratada com a objetiú-
dade que o caso exigia, e a experiência da
salvação dos gentios em Cesareia, ocorrida
anos antes, deveria servir de parâmetro
(At ro.r-46). Pedro, então, evoca a expe-
riência pentecostal gentílica como prova
da aceitação deles por Deus: t(E Deus, que
conhece os corações, lhes deu testemunho,
dando-lhes o Espírito Santo, assim como
também a nós" (At r5.8).
2. Aexperiência do Pentecostes na fé
dos gentios. O derramamento do Espírito
sobre os gentios, anos antes, em Cesa-
reia, na casa de Cornélio (At 1o), havia
sido uma experiência objetiva, física e
observável por todos os presentes ali (At
10.44-46; At 2.4). Pedro espera que seu
argumento seja aceito da mesma forma
que fora aceito, anos antes, pelos judeus
que haviam questionado a salvação dos
gentios de Cesareia. Convém lembrar
que esse mesmo argumento de Pedro
já havia sido usado pelo apóstolo Paulo
por ocasião de seu debate com os crentes
da Galácia. Da mesma forrna, ali, Paulo
deixou claro que o recebimento do Espí-
rito era um fato observável e que todos,
portanto, tinham consciência de que o
haviam recebido (Gl 3.5).
3. A fundamentação profética da fé
gentílica. Enquanto Pedro recorreu à
experiência do Pentecostes como sinal
de validação da fé gentílica. Por outro
lado, Tiago, o irmão do Senhor |esus,
recorre às profecias para fundamentar
sua defesa da aceitação dos gentios na
Igreja. Para ele, a inclusão dos gentios
na igreja estava predita nos profetas:
ttE com isto concordam as palavras dos
profetas" (At tS.15). A aceitação dos
gentios na Igreja não era uma inova-
ção sem respaldo nas Escrituras. Pelo
contrário, Deus já havia mostrado aos
antigos profetas que os gentios também
fariam parte de seu povo. Esse era um
favor divino, fruto de sua graça, e que
nada mais precisava ser acrescentado.
SINOPSE II
Os apóstolos usaram experiên-
cias espirituais e fundamentos
proféticos para afirmar a acei-
tação dos gentios por Deus.
'(ALEIEAGRAçA.
Quando judaizantes queriam so-
brecarregar os gentios com o sistema
mosaico, Pedro protestou (At r5.1o).
Poderia ter mencionado a liberta-
ção de muitos gentios dos tremen-
dos fardos impostos pelos sacerdo-
tes pagãos. E que não deveriam ser
submetidos de novo a sistemas de
exigências para tmerecerem a salva-
ção'. f ...] Há ocasiões em que pregar
a Lei é necessário, para levar os ou-
vintes à convicção de pecados. Po-
rém, antes de tudo, o Evangelho é o
oferecimento da liwe graça de Deus.
O Evangelho não aceita o conceito de
um Deus sem misericórdia. Um Deus
que exige rituais, flagelações e boas
94 r,rçôEs sÍslrcRs . PRoFESSoR IULHO . AGOSTO . SETEMBRO zoz5
nÍgrlco-TEoLoGICo
obras mediante as quais seja gracio-
so para conosco. Não. Deus já revela
sua natureza de graça e misericórdia.
E quer nos justificar, de tal modo que
sinramos a Ele sem medo de perder a
salvação. A Lei diz: tFaça isso, e üve-
rá'. O Evangelho díz:'Receba a vida, e
faça'. A Lei diz:'Pague!' O Evangelho
diz:' Está pago! "' (PEARLIVIAN, Myer.
Atos: Eshrdo do Liwo de Atos e o
Crescimento da Igreja Primiti\ra. Rio
de laneiro: CPAD, 2023, pp.L7t-7z).
III .ADECISÃODA
ASSEMBLEIA DE IERUSALEM
1. O Espírito naAssembleia. É digno de
nota o papel atribuído ao Espírito Santo na
tomada de decisões da Igreja: ttl...Jpareceu
bem ao Espírito Santo e a nós" (At 15.28).
O Espírito Santo não era apenas visto
como uma doutrina na Igreja, mas como
uma pessoa com participação ativa nela.
Esse texto faz um paralelo com Atos 5J2,
onde também se destaca a participação
ativa do Espírito Santo na vida da Igreja:
ttE nós somos testemunhas acerca destas
palavras, nós e o Espírito Santo, que Deus
deu àqueles que lhe obedecem" (v.32).
z. Aorientação do Espírito na Assem-
bleia. O texto de Atos t5.28 não nos diz
corno era feita a orientação do Espírito
na primeira Igreja; contudo, â observação
feita por Lucas, de que Iudas e Silas tteram
profetas" (At tS J2) e que eles fizeram
parte da comissão que levou a carta com
a decisão tomada pela Assembleia, indi-
ca que o Espírito Santo se manifestava
na Igreja por meio de seus dons (Cf. At
l3.r-4). Isso explica por que as coisas
funcionavam na primeira Igreja. Esse
era o padrão da Igreja Primitiva e deve
ser também o padrão na Igreja de hoje.
3. O parecer final da Assembleia.
Depois dos intensos debates, o parecer
da Assembleia foi de que os gentios de-
veriam se abster ttdas coisas sacrificadas
aos ídolos, do sangUê, da carne sufocada
e da fornicação" (At tS .29).Fica óbvio
que a Igreja procurou resolver a questão
mantendo-se rigorosamente fiel à dou-
trina da salvação pela graça, isto é, sem
os elementos do legalismo judaico, mas
evitando os extremos de rejeitar os irmãos
judeus que também compartilhavam
da mesma fé. O legalismo deveria ser
rejeitado, os crentes judeus, não. Assim,
ficou demonstrado que os gentios eram
salvos pela graça, mas deveriam impor
alguns limites à sua liberdade cristã, a
fim de que o convívio com seus irmãos
judeus não fosse conflituoso.
SINOPSE III
Guiada pelo Espírito Santo, a
Igreja decidiu preservar a graça
e promover a comunhão entre
judeus e gentios convertidos.
"A LIBERDADE CRISTÃ. Agosti-
nho, grande estudioso da igreja an-
tiga, disse certa vez: tAme a Deus e
faça o que quiser'. À primeira vista,
esta declaração parece um pouco ar-
riscada. Mas pensando bem, quem
ama a Deus não vai querer desagra-
IULHO . AGOSTO . SETEMBRO zoz5 lrçÕrs sÍsrrcas . PRoFESSoR 95
AUXÍLIO
gÍgLICo{EoLÓGICo
dá-lo mediante a desobediência à
sua Palavra. Aquele que verdadeira-
mente ama a Deus está livre da Lei
e vive sob sua graça. Sua nova na-
tureza espiritual não desejará fazer
nada contrário à vontade revelada
de Deus. Existem leis civis hoje em
dia para punir mães que tratam com
crueldade aos seus filhos. Há, po-
rém, milhares de mães que desco-
nhecern tais leis e tratam seus filhos
com bondade. Explicação: lá têm a
lei do amor maternal escrita nas
suas consciências. Quem foi trans-
formado pela graça tem a lei de Deus
escrita no seu coração (Ir 3LJ3). E,
corn grande alegria, faz aquilo que
é certo" (PEARLIVIAN, Myer. Atos:
Estudo do liwo de Atos e o Cres-
cimento da Igreja Primitiva. Rio de
Ianeiro: CPAD , 2023, p.172).
CONCLUSÃO
A Igreja sempre será desafiada a
enfrentar os problemas que surgem em
seu meio. No capítulo 6 de Atos, vimos
como ela resolveu um conflito de natu-
reza social, provocado por reclamações
de crentes helenistas (hebreus de fala
grega). Aqui, o problema foi de natureza
doutrinária: uma questão melindrosa que
requeria muita habilidade por parte da
liderança para ser resolvida. Graças ao
parecer de uma liderança sábia e orien-
tada pelo Espírito Santo, a Igreja tomou
a decisão certa. A unidade da lgreja foi
preservada e Deus foi glorificado.1. Como a questão doutrinária da salvação dos gentios se tornou objeto de
discussão do Concílio de lerusalém?
Começou quando Paulo e Barnabé apresentaram à Igreja de Antioquia um
relatório sobre a primeira viagem missionária.
z. O que Lucas mostra a respeito de um grupo de iudaizantes?
Lucas mostra que esse grupo, formado por fariseus convertidos, insistia
que os gentios só poderiam ser salvos se guardassem a Lei, especialmente a
circuncisão, promovendo confusão e divisão na Igreja.
3. O que Pedro evoca como prova da aceitação dos gentios por Deus?
Pedro evoca a experiência pentecostal gentílica como prova da aceitação
deles por Deus (At tS.8).
L. A que o apóstolo Tiago recorre para fundamentar a defesa da aceitação
dos gentios na Igreia?
Tiago recorre às profecias para fundamentar sua defesa da aceitação dos
gentios na lgreja. Para Tiago, a inclusão dos gentios na igreja estava predita
nos profetas (At 15.15) .
5. Quat foi o parecer da Assembleia de Ierusalém?
O parecer da Assembleia foi de que os gentios deveriam se abster 'udas coi-
sas sacrificadas aos ídolos, do sangue, da carne sufocada e da fornicação"
(At rS .zg).
96 uçõrs sÍslrcas . PRoFESSoR IULHO . AGOSTO . SETEMBRO zoz5
“A educação deve promover uma formação integral, incluindo 
aspectos éticos e espirituais. A cidadania não se resume à participação 
política, mas envolve a prática de valores que contribuem para 
uma convivência social mais justa e solidária. 
Nesse sentido, a educação cristã deve promover a formação do caráter 
e da moral dos alunos, isto é, integrar a fé com a aprendizagem, 
promovendo não apenas o intelecto, mas também o crescimento 
moral, social e espiritual. Para tanto, a � loso� a da educação cristã 
propõe que os educadores utilizem princípios bíblicos como base 
para suas práticas pedagógicas. A inclusão de valores religiosos 
no currículo escolar pode servir como complemento à educação 
secular, oferecendo uma perspectiva ética e moral que fortalece 
a formação cidadã.”
Douglas Baptista 
pastor presidente da Assembleia de Deus de Missão do Distrito Federal, 
presidente da Sociedade Brasileira de Teologia Cristã Evangélica, 
do Conselho de Educação e Cultura da CGADB e da Ordem 
dos Capelães Evangélicos do Brasil.
REFLETIR PARA ENSINAR
EDUCAR PARA TRANSFORMAR
AA PPaallaavvrraa ddee DDeeuuss éé aa mmeennssaaggeemm ddeeffiinniittiivvaa ee 
eetteerrnnaa ppaarraa aa hhuummaanniiddaaddee,, iinnddeeppeennddeennttee ddaa 
ccuullttuurraa eemm qquuee ooss hhoommeennss eesstteejjaamm.. AA ssuuaa lleeiittuurraa 
nnooss ffaazz ccrreesscceerr ee ccoommpprreeeennddeerr oo ppllaannoo ddee DDeeuuss 
ppaarraa nnóóss..
AAggoorraa vvooccêê ppooddee ffaazzeerr uummaa lleeiittuurraa,, ddeessddee oo 
GGêênneessiiss ddee MMooiissééss,, aattéé oo AAppooccaalliippssee ddee JJooããoo,, 
tteennddoo eemm mmããooss aauuxxíílliiooss ccoomm mmiillhhaarreess ddee nnoottaass,, 
ddiiaaggrraammaass,, aarrttiiggooss,, qquuaaddrrooss ccoommppaarraattiivvooss,, 
cceenntteennaass ddee mmaappaass,, iilluussttrraaççõõeess,, iinnttrroodduuççõõeess 
ddee lliivvrrooss ee mmuuiittoo mmaaiiss..
““EEuu JJooããoo,, qquuee ttaammbbéémm ssoouu vvoossssoo iirrmmããoo ee 
ccoommppaannhheeiirroo nnaa aaff lliiççããoo,, ee nnoo RReeiinnoo,, ee nnaa 
ppaacciiêênncciiaa ddee JJeessuuss CCrriissttoo,, eessttaavvaa nnaa iillhhaa 
cchhaammaaddaa PPaattmmooss,, ppoorr ccaauussaa ddaa ppaallaavvrraa ddee DDeeuuss 
ee ppeelloo tteesstteemmuunnhhoo ddee JJeessuuss CCrriissttoo””..
AAppooccaalliippssee 11..99
	SAMPLE MIOLO LBP 3 TRI 2025.pdf
	EBD_ADULTOS_PROF_3_TRIMESTRE_2025.pdftambém “magnifi cavam” a Deus 
(At 10.46). Da mesma forma, o apóstolo 
Paulo diz que um crente pentecostal, 
cheio do Espírito, dá “bem as graças” 
(1 Co 14.17). O fogo pentecostal promove 
o verdadeiro louvor. 
2. Poder para testemunhar. O Pen-
tecostes tem uma dimensão escatoló-
gica, pois aconteceu “antes de chegar 
o grande e glorioso Dia do Senhor” (At 
2.20). No entanto, essa realidade dos 
últimos tempos não significa que a 
Igreja deve ter uma visão escapista, ou 
seja, desejar fugir do mundo a qualquer 
SINOPSE II
O propósito do Pentecostes Bí-
blico é promover a verdadeira 
adoração e capacitar os crentes 
para testemunhar.
custo. O Pentecostes não foi dado para 
que os crentes se isolassem, mas para 
que fossem capacitados a testemunhar 
e viver no mundo até a volta de Cristo. 
A Igreja deve aguardar com esperança, 
mas também cumprir sua missão até 
o fi m. Para cumprir essa missão ela 
necessita de poder para testemunhar 
(Lc 24.49; At 1.8). De fato, é isso o que 
acontece depois do Pentecostes (At 4.33). 
III – CARACTERÍSTICAS DO 
PENTECOSTES BÍBLICO 
1. Uma experiência específi ca. Em 
Atos dos Apóstolos, o derramamento 
do Espírito no dia de Pentecostes é 
mostrado como o “batismo no Espírito 
Santo” dos crentes (At 1.5,8). Naquele 
dia o Senhor Jesus batizou quase 120 
pessoas no Espírito Santo (At 1.15; 2.4). 
Essas pessoas já eram regeneradas, isto 
é, salvas. Jesus já havia dito que elas já 
estavam limpas pela Palavra (Jo 15.3); e 
que seus nomes estavam arrolados nos 
céus (Lc 10.20). Eram, portanto, cren-
tes. Contudo, Jesus as mandou esperar 
pela experiência pentecostal, isto é, o 
batismo no Espírito Santo (At 1.5). O 
Pentecostes bíblico é, por conseguinte, 
distinto da salvação. Na verdade, a obra 
salvífica de Cristo na Cruz proveu a 
bênção pentecostal (At 2.33). 
8 LIÇÕES BÍBLICAS • PROFESSOR LIÇÕES BÍBLICAS • PROFESSOR LIÇÕES BÍBLICAS • PROFESSOR JULHO • AGOSTO • SETEMBRO 2025
O Pentecostes bíblico 
é, portanto, distinto da 
salvação. Na verdade, a 
obra salvífi ca de Cristo 
na Cruz proveu a bênção 
pentecostal.”
2. Uma experiência defi nida e con-
tínua. Como resultado do enchimento do 
Espírito Santo, os crentes “começaram 
a falar em outras línguas, conforme o 
Espírito Santo lhes concedia que falas-
sem” (At 2.4). A Escritura é clara em 
mostrar que a evidência inicial do ba-
tismo pentecostal foi os crentes falarem 
em outras línguas. Não há dúvidas de 
que outros resultados ou evidências do 
batismo no Espírito Santo se seguem. 
Contudo, foi o falar em línguas, não o 
sentir uma grande alegria ou mesmo 
um amor afetuoso demonstrado por 
eles, que deixou os crentes judeus 
convencidos de que os gentios haviam 
recebido o batismo no Espírito Santo 
(At 10.44-46). 
3. As línguas e o amor. A evidência 
física e inicial ou sinal do batismo no 
Espírito Santo foi o falar em outras 
línguas. Não foi uma grande alegria ou 
um amor afetuoso que evidenciaram o 
batismo no Espírito Santo. Paulo, por 
exemplo, disse que “o amor de Deus 
está derramado em nosso coração pelo 
Espírito Santo que nos foi dado” (Rm 
5.5). O apóstolo escreveu para uma igreja 
Pentecostal e o amor aparece aqui não 
como uma evidência de enchimento, mas 
de crescimento e maturidade em Cristo.
SINOPSE III
O Pentecostes Bíblico é carac-
terizado por uma experiência 
defi nida e contínua, na qual as 
línguas são a evidência do en-
chimento do Espírito.
FALAR EM LÍNGUAS
“Falar em línguas é o sinal ini-
cial do batismo com o Espírito. 
Serve como manifestação externa 
do Espírito e acompanha o batismo 
ou imersão no Espírito. Para Pe-
dro, o sinal milagroso demonstra 
a plenitude do Espírito. Ele aceita 
línguas como a evidência de que os 
cento e vinte foram cheios com o 
Espírito. Como sinal inicial, as lín-
guas transformam uma profunda 
experiência espiritual num aconte-
cimento reconhecível, audível e vi-
sível. Os crentes recebem a certeza 
de que foram batizados com o Es-
pírito. O próprio Jesus não falou em 
línguas, nem mesmo no rio Jordão. 
Sua unção especial foi normativa 
para seu ministério, mas o derra-
mamento do Espírito em Atos 2 é 
normativo para os crentes. A dis-
tinção entre Jesus e os crentes é que 
Ele inicia a nova era como Senhor” 
(Comentário Bíblico Pentecostal 
Novo Testamento – Vol. 1. Rio de 
Janeiro: CPAD, 2024, p.632).
AUXÍLIO 
BÍBLICO-TEOLÓGICO
LIÇÕES BÍBLICAS • PROFESSOR LIÇÕES BÍBLICAS • PROFESSOR LIÇÕES BÍBLICAS • PROFESSOR 9JULHO • AGOSTO • SETEMBRO 2025
REVISANDO O CONTEÚDO
1. Quais fenômenos registrados em Atos 2.2,3 são considerados teofânicos?
“Um som, como de um vento veemente e impetuoso” e “línguas reparti-
das, como que de fogo”.
2. Segundo o apóstolo Pedro, qual profecia do Antigo Testamento se cum-
priu no Pentecostes, e como isso demonstra o aspecto escatológico desse 
evento?
Pedro explicou que o Pentecostes foi o cumprimento da profecia de Joel 
(Jl 2.28), que anunciava que Deus derramaria o seu Espírito sobre toda a 
humanidade.
3. Cite um dos propósitos marcantes do Pentecostes em Jerusalém, con-
forme Atos 2.11.
Um dos propósitos marcantes do Pentecoste em Jerusalém foi promover a 
verdadeira adoração: “temos ouvido em nossas próprias línguas falar das 
grandezas de Deus” (At 2.11).
4. Segundo Atos 1.8, para que a Igreja necessita do poder do Espírito Santo?
Para cumprir essa missão ela necessita de poder para testemunhar (Lc 
24.49; At 1.8).
5. Por que o Pentecostes bíblico é distinto da salvação, segundo Atos 1.5 e 
Atos 2.33?
Porque, na verdade, a obra salvífi ca de Cristo na Cruz proveu a bênção 
pentecostal (At 2.33).
CONCLUSÃO
Como vimos, o Pentecostes marcou 
o início da era da Igreja. Jesus, agora 
glorifi cado, batizou os crentes no Espírito 
Santo (At 2.4), e o Espírito Santo os inseriu 
no Corpo de Cristo, que é a Igreja (1 Co 
12.13), cujo nascedouro foi no Pentecostes. 
Esse evento é essencial porque mostrou 
que Deus deseja uma Igreja capacitada 
para cumprir sua missão que é pregar 
o Evangelho ao mundo, tanto por pala-
vras quanto por ações. No entanto, essa 
missão só pode ser realizada com êxito 
pelo poder do Espírito Santo.
10 LIÇÕES BÍBLICAS • PROFESSOR LIÇÕES BÍBLICAS • PROFESSOR LIÇÕES BÍBLICAS • PROFESSOR JULHO • AGOSTO • SETEMBRO 2025
VOCABULÁRIO
Afetuoso: Amoroso, carinhoso, afeiçoado, querido, amável, 
gentil, bondoso. 
Teofania: Manifestação visível de Deus ou uma aparição de sua pre-
sença de forma tangível, como no fogo ou na nuvem no Monte Sinai 
(Êxodo 19) ou no Pentecostes (Atos 2).
TExro Áunro
"E perseveravam na doutrina
dos apóstolos, e na comunhão,
e no partir do pão, e nas
orações." (At 2.42)
VERDADE PRÁTICA
Algreja de Jerusalém, como
igreja-mãe, tornou-se
exemplo para as demoís. Um
modelo a ser seguido por todas
as igrej as v erdadeiramente
bíblícas.
IULHO . AGOSTO . SETEMBRO 2025
LIÇÃo 2
13 de ]ulho de 2025
't'
jr rl'
,f
Segunda * At l.ta *rI+
Esperando ern oraÇão
Terça - At 2.38
A necessidade da conversão
espiritual
Quarta * At z.4z
Os pilares da igieja cristã
a'
DIARIA
Quinta - At 2.38,3g
Arrependimentü, batisrno e o dom
do E,spírito Santo
§exta - At z.3g
A atualidade da prortessa
Sábado * At 2.tt3
LIma igreja reverente
t tÇÕEs gÍgltcas ' PRoFESSoR 11
IE,ITURA BÍrLICA EM ctAssu
Atos z.3Z-47
?7* Ouvindo eles ísto, compungiram-se
em seu coração e perguntaram a Pedro
e aos demais apóstolos: Que faremos,
varões irmãos?
lS- E disse-lhes Pedro: Arrependei-vos,
e cada um de vós seja batizado em nome
de lesus Cristo para perdão dos pecados,
e recebereis o dom do Espírito Santo.
Ig- Polque o,promesso vos dízrespeito avós,
o vossos filhos e atodos os que estãolonge: a
tantos quantos Deus, nosso Senhor,chamar.
40- E com muitas outras palavras isto
testificava e os exortava, dizendo: Sal-
vai-vos desta geração perversa.
4t* De sorte que foram batizados os que
de bom grado receberam a sua palavra;
e, naquele dia, agregaram-se quase três
mil almas.
42- E perseveravam na doutrina dos
apóstolos, e na comunhão, e no partir do
pão, e nasorações.
4j- Em cada almahavia temor, e muitas
maravilhas esÍna Ís se f aziam pelos apóstolos.
4I+- Todos os que criam estavam juntos
e tinham tudo em comum.
l+5* Vendiamsuos propriedades e f azendas
e repartiam com todos, segundo cada um
tinha necessidade.
46* E, perseverando unânimes todos os
dias no templo e partindo o pão em casa,
comiam juntos com alegria e singeleza
de coraÇão,
t+T- louvando aDeus e caindo na graça de
todo o povo. E todos os dias o,crescentava
o Senhor à igreja aqueles que se haviam
de salvar.
IS Hinos Sugeridos: 306, 4oo , S7T da Harpa Cristã
r. II{IRODUçÃO
A Igreja de |erusalém, que teve
o seu início com a descida do Es-
pírito Santo durante o Pentecostes,
estabeleceu-se como um exemplo a
ser seguido por todas as gerações de
cristãos. Em Atos 2.37 - 47, encon-
tramos uma igreja com fundamen-
tos sólidos, alicerçada na doutrina
dos apóstolos e no compromisso
com a comunhão, oração e piedade.
Para alérn disso, essa comunidade
praticava os sírnbolos cristãos fun-
damentais, como o batismo e a Ceia
do Senhor, manifestando sua fé de
forma prática. O seu testemunho e
modo de viver deixaram uma marca
significativa na sociedade à sua vol-
tâ, tornando-a um modelo notável
de unidade, amor e poder espiritual.
2. APRESENTAçÃO DA LIçÃO
A) Obietivos da tição: I) Explicar
os fundamentos da Igreja de leru-
salém; II) Reconhecer a importân-
cia do batismo e da Ceia do Senhor
corno símbolos essenciais da fé cris-
tã; III) Aplicar os princípios da Igre-
ja de ferusalém à vida da igreja atu-
â1, enfatizando a prática espiritual,
o acolhimento e a adoração.
t2 r,tçÕns nÍglrcas . PRoFESSoR IULHO . AGOSTO . SETEMBRO zoz5
PTANODEAULA
B) Motivação: A Igreja de )eru-
salém não era apenas uma comuni-
dade de fé, mas um modelo de vida
cristã que impactava sua geração.
Seus alicerces firmes na doutrina,
sua fidelidade aos símbolos cristãos
e seu testernunho poderoso são ins-
pirações para a igreja atual. Ao es-
tudar essa lição, reflita: sua igreja e
sua vida cristã refletem esse mode-
lo? O compromisso com a Palavra,
a comunhão e a prática da fé ainda
são prioridades? Que esta reflexão
desperte um desejo genuíno de viver
os princípios da igreja primitiva no
cotidiano da fé.
C) Sugestão de Método: Para
tornar a lição significativa, o pro-
fessor pode iniciar a aula com uma
leitura dialogada de Atos 2.37 - 4T ,
incentivando os alunos a identifi-
carem as características da Igreja de
Ierusalém. Em seguida, utilizar um
quadro ou cartolina para listar os
três aspectos abordados ao longo da
lição: sólidos alicerces, observância
dos símbolos cristãos e modelo a ser
seguido. A classe pode discutir como
esses princípios se aplicam à igreja
atual, relacionando-os com experi-
ências pessoais.
3. coNcrusÃo DA rrçÃo
A) Aplicação: Assim como a
Igreja de lerusalém, somos chama-
dos a viver uma fé fundamentada na
Palavra, na comunhão e na prática
dos ensinamentos de Cristo. Que re-
flitamos sobre como podemos apli-
car esses princípios ern nossa igreja
e vida pessoal!
4. suBsÍoto Ao PRoFESS0R
A) Revista Ensinador Cristão.
Vale a pena conhecer essa revista
que traz reportagens, artigos, Êtr-
trevistas e subsídios de apoio à fi-
ções Bíblicas Adultos. Na edição toz,
p.37, você encontrará um subsídio
especial para esta lição.
B) Auxílios Especiais: Ao final
do tópico, você encontrará auxílios
que darão suporte na preparação de
sua aula: 1) O texto ('A Doutrina dos
Apóstolos [...] comunhão [...] o par-
tir do pão [...] orações", localizado
depois do primeiro tópico, aprofun-
da a respeito da prática de piedade
da igreja de |erusalém; z) No final
do terceiro tópico, o texto tto Pro-
gresso se Repete" aprofunda a res-
peito do crescimento da igreja no
Primeiro Século.
COMENTÁRIO
Palavra*Chlve
Modelo
INTRODUÇ.õ,O
Por ser a Igreja-mãe, |e-
rusalém torna-se o modelo
para as demais igrejas que
foram implantadas. É de
|erusalém que partem as
decisões que buscam, por
exemplo, disciplinar e pa-
dronizar determinadas práticas
cristãs. A igreja de ferusalém
já nasce forte! Sendo de ori-
gem divina, cheia do Espí-
rito Santo e supervisionada
pelos apóstolos, essa igreja
é bem alicerçada. Isso fica
claro no ministério da Pala-
IULHO . AGOSTO . SETEMBRO 2025 uçÕns sÍslrcas . PRoFESSoR 13
vra, a quem os apóstolos se devotaram
inteiramente e ao exercício dos diversos
dons que abundavam no seu meio. É,
portanto, uma igreja da Palavra e do
Espírito. E mais - é uma igreja onde a
observância das ordenanças de Cristo
é praticada na esfera do culto cristão.
Assim, a igreja cristã primitiva exibe
marcas que se tornaram um padrão para
todas as igrejas em todas as épocas e
lugares.
r utrtAIGREIACOM
SSII§üS ATICERCES
1. Uma igreja com fundamento
doutrinário. A igreja de Ierusalém era
uma igreja bem doutrinada. Lucas diz
gue, antes de ascender aos céus, Cristo
deu ttmandamentos, pelo Espírito Santo,
aos apóstolos que escolhera" (At t.z).
Uma igreja genuinamente cristã reflete
a prática e os ensinos dos apóstolos. É
exatamente isso o que o livro de Atos diz
da primeira igreja: t(E perseveravam na
doutrina dos apóstolos" (At z.4z). Uma
igreja só pode ser considerada genui-
namente cristã quando ela consegue
ensinar e doutrinar seus membros de
tal forma que eles passem a refletir o
caráter de Cristo.
2. (ÍPerseveravam na doutrina dos
apóstolos" (At 2.42). A expressão díz
muito sobre o processo de discipulado
da igreja de Jerusalém. Era uma igreja
bem doutrinada, e, portanto, bem dis-
cipulada. A palavra ttdoutrina" traduz
o termo greg o dídaché, que significa
ttensinar" e ttinstruir". Tem a ver,
portanto, com o discipulado cristão.
O discípulo é alguém que consegue
reproduzir, isto é, levar adiante o que
aprendeu de seu Mestre. Os apóstolos
aprenderam de Cristo; a igreja cristã
primitiva aprendeu dos apóstolos e
agora vivia isso a fim de transmitir a
outros o que aprendeu. A tragédia da
igreja acontece quando ela não con-
segue ser discipulada, nem tampouco
discipular.
J. Uma igreja relacional e piedosa.
A igreja de |erusalém perseverava na
ttcomunhão" (At z. 42).A maioria dos
intérpretes entende que a palavra grega
koínonÍo, traduzida aqui como ttcomu-
nhão" é uma referência às relações
interpessoais dos primitivos cristãos.
A primeira igreja era, portanto, uma
igreja relacional. Assim, perseverar na
comunhão tem o sentido de ttse dedicar"
à construção de bons relacionamentos.
Tem a ver com o modo de vida dos
crentes. Sem o cultivo de relações in-
terpessoais fortes, a igreja cai em um
mero ativismo. Há muita atividade, mas
sem o calor humano que caracteriza a
verdadeira vida cristã.
A mesma igreja que perseverava na
doutrina dos apóstolos e na comunhão
era a mesma igreja que vivia em oração
(At z.4z). A igreja de |erusalém orava!
Assim, Pedro e Ioão foram ao templo na
hora nona de oração (At 3.r); os apóstolos
estabeleceram como prática dedicar-se
à oração (At 6.4) e a Igreja reunida na
casa de Maria, mãe de Marcos, se de-
dicava à oração (At tz.5).
II
A tragédia da igreia
acontece quando ela
não consegue ser
discipulada, nem
tampouco discipular."
7í+ r,rçÕrs sÍslrcas . PRoFESSoR IULHO . AGOSTO . SETEMBRO zoz5
SINOPSE I
A igreja de |erusalém tinha
como característica a perseve-
rança na doutrirâr comunhão
e oração. Isso fazia dela uma
igreia piedosa.
((A DOUTRINA DOS APÓSTO-
LOS [...J COMUXHÃO [...J O PAR-
TIR DO PÃO [...J ORAçÕES. Hoje
em dia, muitas igrejas desejam
seguir o modelo da igreja do Novo
Testamento, esperando vivenciar o
mesmo poder, crescimento e eficá-
cia que ela teve. Esta passagem nos
proporciona uma visão geral das
características que permitiram que
a igreja do Novo Testamento viven-
ciasse o milagroso poder de Deus (v.
B) e um crescimento consisten-
te (v. 4il. O que é admirável é que
essas características eram bastante
simples e práticas. (t) A doutrina
dos apóstolos (v. 42a). Os primei-
ros cristãos eram profundamente
devotados à mensagem de Cristo.
[...]; (z) Comunhão (gr. koínõnia;
v. 4zb). Os seguidores de Deus na
igreja primitiva não somente eram
dedicadosao seu relacionamento
básico e predominante com Deus,
como também estavam comprome-
tidos em construir relacionamentos
abertos, honestos e espiritualmen-
te encorajadores com o povo de
Deus [...]; (3) O partir do pão (w.
lrzc,lr6). Esta expressão poderia se
referir, simplesmente, às refeições
feitas nas casas, uns dos outros
[...J [ou] à refeição do amor ágape
(veja rCo tl.zt, nota), ou à Ceia do
Senhor (isto é, à comunhão) pro-
priamente dita. [...] G) Oração (v.
4zd; cf . !.14i 4.23-31). A oração eia,
claramente, uma grande prioridade
e uma parte vital da vida da igreja
primitiva" (Bíblia de Estudo Pen-
tecostal Edição Global. Rio de
faneiro: CPAD , 2022, p.tg3z).
u - uru[A IGRE]ACIBSERVADOHA
DOS SÍNNBOIOS CRISTÃOS
1. O Batismo. Após o primeiro sermão
do apóstolo Pedro na igreja de Ierusalém,
e como resposta a uma pergunta, ele
disse ao povo: ttArrependei-vos, e cada
um de vós seia batizado em nome de
Iesus Cristo para perdão dos pecados"
(At 2.38). Naquela época, a primeira igreja
batizava quem se convertia. Ela sabia
que o batismo era uma das ordenanças
de lesus e que ele era um dos principais
símbolos da fé cristã (Mc 16.16). O batis-
mo era um dos primeiros passos da fé
cristã, um rito de entrada para a nova
vida em Cristo. Mas para ser batizado,
a pessoa precisava ter se arrependido
dos seus pecados e crido em )esus. Era
preciso ter consciência do sentido desse
símbolo de fé. Assim, o batismo era um
testemunho público de que a pessoa havia
se convertido. Por meio dele, os cristãos
de Ierusalém mostravam ao mundo que
sua vida agora era diferente, que eles
tinham uma nova vida em Cristo.
2. ACeia do Senhor. A Ceia do Se-
nhor é a outra ordenança dada por
Iesus e que foi observada pela igreja
IULHO . AGOSTO . SETEMBRO 2025 lrçÕrs sÍsucls . PRoFESSoR 75
AI'XÍLIO BIBLIOLOGICO
de Ierusalém. ttE perseveravam... no
partir do pão" (At 2.42). A maioria dos
estudiosos concorda que esse texto é
uma referência à prática da Ceia do
Senhor entre os primeiros cristãos.
Donald Gee, um dos principais rnestres
do pentecostalismo britânico, disse que,
quando tomada corretamente, a Ceia
leva a Igreja ao próprio coração de sua
fé; ao próprio centro do Evangelho; ao
objeto supremo do amor de Deus. Por-
tanto, quão abençoado é esse 
('partir do
pão"! Parece provável que os primeiros
cristãos, combinando essa ordenança
simples com a ttfesta do amor" de sua
refeição comuffi, lembravam assim a
morte do Senhor tttodos os dias" (At
2.42-46).
SINOPSE II
Na igreia de |erusalémr os sím-
bolos essenciais da fé cristã,
o Batismo e a Ceia do Senhor,
eram reverentemente observa-
dos.
rrr un{A TGREIA MODELO
1. Uma igreia reverente e cheia de
dons. É dito da igreja de ferusalém: "Em
cada alma havia temor" (At 2.43). A
palavra grega traduzida como tttemor"
é phóbos, que também significa "reve-
rência, respeito pelo sagrado". Havia um
forte sentimento da presença de Deus!
Havia um clima da presença do sagrado,
do que é santo, o mesmo sentido que
teve Moisés quando o Senhor o mandou
tirar os sapatos dos pés porque o lugar
tté terra santa" (Êx j.5). Precisamos
aprender com a primeira igreja! Não
podemos perder o respeito pelo sagrado.
Lucas destaca que ttmuitas maravi-
lhas e sinais se faziam pelos apóstolos"
(Atz.43). "sinais (gr. Téras) e maravilhas
(gr. Sémeíon)" são as mesmas palavras
usadas pelo apóstolo Paulo para se re-
ferir aos dons do Espírito Santo que se
manifestavam em suas ações missio-
nárias (Rm t5.tg). Os dons espirituais
ornamentavam a igreja cristã primitiva.
2. Uma igreja acolhedora. Dentre as
muitas marcas de uma igreja relevante,
o acolhimento aparece como uma das
suas principais. Uma igreja, para se
tornar relevante, necessariamente deve
ser acolhedora. A igreja de |erusalém é
um modelo de igreja acolhedora. Além
de estarem juntos, o texto bíblico diz
que naquela igreja tttodos os que criam
estavam juntos e tinham tudo em co-
mum" (At 2.44). Não é fácil partilhar,
muito menos acolher. A nossa tendência
é nos fechar em nosso mundo e deixar de
fora quem achamos ser inconveniente.
Numa igreja acolhedora, os membros
se sentem acolhidos e parte do grupo.
A nossa tendência
é nos fechar em nosso
mundo e deixar de
fora quem achamos ser
inconveniente. Numa
igreja acolhedora, os
membros se sentem
acolhidos e parte
do grupo. "
IT
16 ltçÕns sÍnlrcAs . PRoFESSoR IULHO . AGOSTO . SETEMBRO zoz5
3. Uma igreja adoradora. A igreja
de Ierusalém era também uma igreja
adoradora: ttlouvando a Deus" (At z.l+T).
ttlouvando", traduz o verbo grego aineo.
É o mesmo termo usado para se referir
aos anjos e pastores que louvavam a Deus
por ocasião do nascimento de ]esus (Lc
z.r3,2o); é usado também para descrever
o paralítico que louvavaa Deus depois que
foi curado junto a Porta Formosa do Tem-
plo (At 3.8). É, portanto, uma expressão
de júbilo e de gratidão. Louvar é muito
mais que simplesmente ((cantar"; 
é uma
expressão de rendição e total entrega! E
o reconhecimento da grandeza de Deus
e de seus poderosos feitos.
SINOPSE III
Os princípios da Igreia de Ie-
rusalém nos ensinam a viver
a dimensão espiritual, do aco-
lhimento e da adoração.
(ÚO PROGRESSO SE REPETE.
[...J Os primeiros discípulos a
maioria composta por judeus
continuavam a adorar diariamente
no templo (46). Isto era natural.
Posteriormente, a perseguição aos
judeus expulsou-os do Templo, e
tarnbém das sinagogas. Eles tam-
bém partiam o pão em casa. O tex-
to grego também poderia ser tra-
duzido como ttde casa em casa".
Não havia edifícios para igrejas no
início, e a maioria das reuniões de
adoração era conduzida nas casas.
Louvando a Deus e caindo na graça de
todo o povo (+il é uma combina-
ção desejada na igreja de todos os
tempos e lugares. O Senhor esta-
va acrescentando diariamente no-
vas pessoas ao número de crentes.
Esta era uma igreja em crescimen-
to. A última frase, aqueles que se
haviam de salvar, é uma tradução
completamente injustificável. Não
existe aqui nenhuma indicação de
predeterminação ou predestinação.
O texto grego diz claramente: tto-
dos os dias acrescentava o Senhor
à igreja aqueles que estavam sendo
salvos'. Isto simplesmente afir-
ma que aqueles tque estavam sen-
do salvos' uniam-se ao crescente
grupo de discípulos em lerusalém"
(Comentário Bíblico Beacon - Ioão
e Atos. Vol.7. Rio de Ianeiro: CPAD,
2024, p.225).
CONCTUSÃO
Vimos, nesta lição, algumas caracte-
rísticas que marcaram a primeira igreja.
Frequentemente, nos referimos a ela como
a ttlgreja Primitivat'. Vemos como sendo
uma igreja ideal, modelo para todas as
outras. De fato, ela é a igreja-mãe. Isso,
contudo, não significa dizer que a igreja
de Ierusalém não tivesse problemas. Pelo
contrário, veremos em outras lições, que
havia alguns bem desafiadores. Nada,
contudo, que tire o seu brilho e nos impeça
de nos espelharmos nela.
IULHO . AGOSTO . SETEMBRO zoz5 lrçôns nÍaucas . pRoFESSoR L7
REYISAI.IDO O CONTEUDO
1. Qual a expressão bÍblica que diz muito sobre o processo de discipulado
da igreja de lerusalém?
A expressão é: "Perseveravarn na doutrina dos apóstolost' (At z,4z\. Isso
demonstra que a igreja de lerusalérn era bem doutrinada e discipulada,
refletindo os ensinamentos dos apóstolos.
z. O que significa a palawa grega lcoinonío, mencionada no texto em refe-
rência à igreja de }erusalém?
Kofnonio significa ttcomunhão" e se refere às relações interpessoais dos
primeiros cristãos, destacando que a igreja era relacional e dedicada à
construção de bons relacionamentos.
3. Como o batismo era visto na igreja de lerusalém?
O batismo era considerado uma ordenança de lesus e um dos principais
símbolos da fé cristã. Ele representava um rito de entrada para a nova vida
em Cristo, sendo um testemunho púbtico de conversão.
4. O que Donald Gee diz a respeito da Ceia do Senhor?
Donald Gee afirrnou que, quando tornada corretamente, a Ceia leva a Igreja
ao próprio coração de sua fén ao centro do Evangelho e ao objeto supremo
do amor de Deus.
5. O que a igreja pode fazer para se tornar relevante?
Urna igreja, para se tornar relevante, necessariamentedeve ser acolhedora.
18 ltçÕEs sÍsrrcas . PRoFEssoR IULHO .AGOSTO . SETEMBRO zoz5
&Arrtonio
Cilberto
t
ffiffgí:;;
TExro Áunno
"8, quando Pedro vÍu Ísto, disse
ao povo: Varões israelitas, por
que yos maravilhais disto? Ou,
por que olhais tanto para nós,
como se por nossc própria virtude
ou santídade fizéssemos andar
este homem?" (At 3.12)
VERDADE PRÁTICA
A v erdadeira preg ação bíblica
consÍste em dar testemunho de
Cristo no poder do Espírito.
IULHO . AGOSTO . SETEMBRO zoz5 lrçÕes sÍrI,rcAs - PRCIFEssoR 19
.\)
ffidffi
,i
:-
,-.,11,,,,' 
-
Segunda - rCo Lz3-zS
A necessidade da pregação
Terça - Mc t6.tj
Chamados paÍa pregar
'
Quinta - At t+.16
Pregando Cristo
§exta - At 4.19
Um chamado ao arrependimento
da prornessa abraâmica
Sábado - At 4.25- tc 4.18
para pregar À ênfase
LEITURA gÍNLICA EM CLASSE
Atos 3.11-19
lt- E, apegando-se ele a Pedro e João, todo Deus ressusc itou dos mortos, do que nós
o povo correu atônito para junto deles no somos testemunhas.
alpendre chamado de Salomão. ró- E,pela fé no seu nome,fez o seu nome
la- E, quando Pedro uíu ístq dÍsse ao povo: fortalecer a este que vedes e conheceis; e
Varões israelitas, por que vos maravilhais a Íé gue é por ele deu a este, na presença
disto? Ou, por que olhais tanto para nós, de todos uós, esta perfeita saúde.
como se por nossa própria virtude ou tT- E agora, irmãos, €u sei que o fizestes
santidade fizéssemos andar este homem? por ignorância, como também os vossos
13- O Deus de Abraão, e de lsaque, e de príncipes.
Jacô, o Deus de nossos país, glorifícou a l$-MosDeusossím cumpriuoque jádantes
seu Filho ]esus, a quemvós entregastes e pela boca de todos os seus profetas havia
perante a face de Pilatos negastes,tendo anunciado: que o Cristo havia de padecer.
ele determinado que fosse solto. tg- Arrependei-vos, pois, e convertei-
ttr- Mas yós negastes o Sonto e o lusto e pe- -vos, para que sejam apagados os vossos
distes que seyos dess e umhomemhomicida. pecados, e venham, ossím, os tempos do
15* E matastes o Príncipe davida, ao qual refrigérío pela presença do Senhor.
,
I
IS Hinos Sugeridos: 18, zz7, 5o5 da Harpa Cristã
1. II{rRODUçÃO
A pregação do Evangelho é a mar-
ca de uma igreja fiel às Escrituras.
Desde os primeiros dias da Igreja de
|erusalém, os apóstolos proclamavam
a mensagem de Cristo com ousadia e
no poder do Espírito Santo. A segun-
da pregação de Pedro, registrada em
Atos 3, demonstra essa fidelidade ao
Evangelho, enfatizando a centralida-
de de Cristo, o chamado ao arrepen-
dimento e a promessa de tempos de
refrigério. A Igreja não pode se des-
viar desse compromisso, pois é por
meio da pregação bíblica que o mun-
do é confrontado com a verdade de
Deus e chamado à salvação.
2. APRESET{TAçÃO DA rrçÃO
A) Objetivos da Lição: I) Expor
a importância da pregação das Es-
crituras; II) Demonstrar como o
Espírito Santo capacita a igreja a
pregar com poder e autoridade; III)
Incentivar os alunos a pregarem
uma mensagem de esperança fun-
damentada na Palavra de Deus.
B) Motirnção: A pregação do
Evangelho não é apenas uma res-
ponsabilidade dos líderes da igreja,
mas um chamado para todos os cren-
tes. Assim como Pedro, que mesmo
sem grande formação acadêmica foi
usado poderosamente pelo Espíri-
to Santo, cada cristão pode ser urn
2A uçÕes sÍBucÀs - PRoFEssoR IULHO . AGOSTO . SETEMBRO 2025
porta-voz da mensagem de Cristo. O
que diferencia uma pregação eficaz
não é a eloquência, mas a fidelidade
às Escrituras e a dependência do Es-
pírito. Ao compreender essa verdade,
o(a) aluno(a) perceberá que também
pode ser um instrumento nas mãos
de Deus para transformar vidas.
C) Sugestão de Método: Para con-
cluir a Iição, sugerimos que use o
método da discussão orientada. Di-
vida a turma em pequenos grupos e
peça que cada um identifiQU€, na pre-
gação de Pedro em Atos 3, elementos
essenciais de uma mensagem bíblica
eficaz. Em seguida, incentive os alu-
nos a compartilharern como podem
aplicar esses princípios ao evange-
lismo em seu dia a dia. Finalize des-
tacando a importância de pregar no
poder do Espírito Santo e ore com a
classe, pedindo capacitação para tes-
temunharem com ousadia.
3. coNcLusÃo DA rrçÃo
A) §lica$o: Que a mensagem
desta lição nos impulsione a viver e
pregar a Palawa com a mesma fideli-
dade e poder do Espírito demonstrados
por Pedro, para que outros encontrem
esperança e transformação em Cristo.
4. suBsÍpto Ao PR0FESSOR
A) Revista Ensinador Cristão.
Vale a pena conhecer essa revista
que ttaz reportagens, artigos, €r-
trevistas e subsídios de apoio à fi-
ções Bíblicas Adultos. Na edição toz,
p.37, você encontrará um subsídio
especial para esta lição.
B) Auxílios Especiais: Ao final
do tópico, você encontrará auxílios
que darão suporte na preparação de
sua aula: t) O texto "Testemunho:
Pedro Proclama Iesus como Servo",
localizado depois do primeiro tó-
pico, aprofunda a respeito da pre-
gação que revela Cristo; z) No final
do segundo tópico, o texto '(Cristo
é glorificado", aprofunda a respeito
do poder da pregação em que Cristo
é glorificado.
COM§,NTARTS
TNTRODUÇÃü
Esta lição mostrará uma das
marcas de uma igreja bíbli-
ca: seu compromisso com
a pregação da Palavra de
Deus. Uma igreja verda-
deira valoriza a mensagem
das Escrituras e coloca Iesus
Cristo no centro de tudo o que
.*.t-
ensina. E por meio da pregação
da Bíblia que o mundo pode conhecer
a Cristo. Além disso, uma igreja bíblica
prega no poder do Espírito Santo. Não
transmite apenas palavras vazias, mas
a mensagem viva e transformadora que
vem da inspiração do Espírito
de Deus. Por fim, uma igreja
bíblica traz esperança para
aqueles que já não enxergam
saída. Ela anuncia que há
um futuro de refrigério e
renovação na presença do
Senhor.
T * A, IGR§IA- QU§ PREGA
A§ §,§CruT'URAS
1. As Escrituras revelam Deus. A
Igreja deve pregar as Escrituras, pois
I'tl ltl 1rl'r.I - tlir tI1'r'
PresüÇfro
IULHO . AGOSTO . SETEMBRO 2025 trÇüEs sÍnrrcas. PRCIFEssoR 2l
elas revelam Deus. A segunda pregação
de Pedro, registrada em Atos 3.lL-26,
é um grande exemplo disso. A men-
sagem do apóstolo é completamente
baseada nas Escrituras e coloca Deus
no centro.
Pedro usa trechos das Escrituras
para fundamentar sua pregação, citando
Deuteronômio t8.t5 -tg (v.zl) e Gênesis
22.L8 (v.25).Há também urna conexão
como o Salmos 22.1-3t (v.t8) e a Daniel
9.26 (cf. v.18). Além disso, Pedro mos-
tra que Deus sempre esteve presente
e agindo na história do seu povo (At
3.13), da mesma forma que os autores
da Bíblia falavam sobre a revelação de
Deus ao longo dos tempos (cf. Gn 26.24;
28.t3;31.42,53; j2.g; Êx 4.5i r Rs t8.36;
r Cr 2Ç.L8; 2 Cr 30.6; Sl lr7.g).
2. As Escrituras testemunham de
fesus. As Escrituras apontam para
Cristo. |esus disse que as Escrituras
davam testemunho dEle (lo 5.319). Cristo
é o centro da Bíblia. Essa era também a
compreensão do apóstolo Pedro. Segundo
suas palavras, os profetas anunciaram
antecipadamente o sofrimento de Cristo
(At 3.r8). A pregação de Pedro invocou o
testemunho das Escrituras para mos-
trar que a rejeição de Iesus e sua morte
não foram por acaso - iá haviam sido
preditas pelos antigos profetas.
3. As Escrituras confrontam o
pecado. A verdadeira pregação tam-
bém mostra o problema do pecado e
o confronta (At f .19). No texto citado,
Pedro usa o termo grego metanoéõ,
traduzido aqui como ttarrependei-vos".
Essa palavra, além do já conhecido
sentido de ttarrependimento", significa
também m udança de mente e mudança
ínterior, especialmente no que diz res-
peito à aceitação da vontade de Deus.
A pregação bíblica deve confrontar o
pecado e exige uma mudança radical
dos seus ouvintes.
SINOPSE I
A igreja bíblica fundamenta
sua pregação nas Escrituras,
que revelam Deus e testemu-
nham de Iesus Cristo.
(ÍTESTEIVILJNHO: PEDRO PRO-
CLAMA IESUS COMO SERVO (3.u-
26). A grande atenção gerada pelo
milagre dá a Pedro a oportunidade
de explicar que é o poder de Iesus
que curou o homem. O que se se-
gue é um surnário de sua explica-
ção do acontecimento maravilhoso
e sua proclamação do Evangelho,o
qual focaliza a centralidade da cruz.
Como o sermão no Dia de Pentecos-
tes, este segundo sermão (w. 12-
26) tem sua base no kerígma cristão.
Neste sermão, Pedro também fala
sobre a Segunda Vinda de Cristo e as
bênçãos associadas com o aconteci-
mento. A cura foi feita simplesmente
tem nome de Iesus Cristo' (v. 6). O
enfermo imediatamente fica forte
sobre seus pés e tornozelos, e cada
passo que ele dá é um pulo de alegria
pueril. O homem se agarra a Pedro e
foão. Seu comportamento atrai uma
multidão de pessoas, e ele lhes diz
que Pedro e Ioão são responsáveis
pela cura. As pessoas se juntam no
alpendre de Salomão, uma varanda
situada ao longo do lado oriental do
templo (cf. At 5.42; fo to.23).
22 uçÕes sÍsrrcas . PRoFESSoR IULHO . AGOSTO . SETEMBRO zoz5
A admiração das pessoas é di-
recionada aos dois apóstolos, como
se eles tivessem poder próprio
para curar o homem. Pedro vira os
pensamentos das pessoas na dire-
ção certa. Ele nega que a santidade
e poder dele e de Ioão fortaleceram
o homem incapacitado. Antes, Pe-
dro é somente um canal do poder
extraordinário do Espírito Santo,
e indica para as pessoas a verda-
deira fonte da cura extraordinária
o Deus dos seus antepassados,
o Deus dos grandes patriarcas
(Abraão, Isaque e Iacó); Pedro f.ez
o milagre pelo tseu servo fesus'
(ARA; 'seu Filho |esus', ARC)"
(Comentário Bíblico Pentecostal
Novo Testamento - Vol. 1. Rio de
faneiro: CPAD, zoz4, p.642).
;
H - A IGREIA QUE PREGA
NO PODER DO ESPÍRITO
1. O Espírito capacita o mensageiro.
Não podemos nos esquecer de que Pedro
estava cheio do Espírito Santo quando
pregou a mensagem registrada em Atos
3. Isso fica evidente no uso do verbo
grego atenízo, tradu zido como ttfixar
os olhos" na passagem: ttE Pedro, com
|oão, fitando os olhos nele" (At 3.4). O
estudioso Strong explica gü€, no Novo
Testamento, esse termo é usado para
descrever momentos de revelaÇão,
reconhecimento ou atenção especial,
geralmente ligados a acontecimentos
divinos ou milagrosos.
2. ííFixar os olhos'r. Essa mesma
expressão também é usada para descre-
ver o apóstolo Paulo, cheio do Espírito
Santo, quando olhou fixamente paÍa um
homem paralítico na cidade de Listra
e o curou (At t4.9). Da mesma forma,
aparece em Atos L3.9, quando Paulo,
cheio do Espírito Santo, fixou os olhos no
falso profeta Elimas para repreendê-lo.
Retomando o episódio de Pedro, isso nos
mostra que ele não apenas estava capa-
citado para curar, mas também estava
ungido para pregar. O Espírito Santo é
quem inspira e dá poder à pregação da
Palavra. Portanto, pregar não é apenas
fazet um discurso! Pregar é anunciar a
mensagem de Deus com a autoridade e
a unção do Espírito Santo.
3. O Espírito glorificará a |esus. fesus
disse que o Espírito Santo o glorificaria
()o 16.L4). O Espírito nunca chama a
atenção para si mesffio, mas sempre
aponta para Cristo. Isso é exatamente
o que vemos na cura do paralítico na
Porta Formosa, em Atos 3. Pedro, cheio
do Espírito Santo, não poderia aceitar
ser o centro das atenções. Ele deixou
claro que o milagre não aconteceu por
seu próprio poder ou santidade: "Varões
israelitas, por que vos maravilhais disto?
Ou, por que olhais tanto para nós, como
se por nossa própria virtude ou santidade
fizéssemos andar este homem?" (At 3.12).
Da mesma forffiâ, qualquer pregação que
tira o foco de Cristo e coloca o homem
no centro não é uma pregação bíblica.
Isso não passa de um discurso humalto.
SINOPSE II
A igreja que prega no poder do
Espírito tem mensageiros ca-
pacitados, mensagens inspira-
das pelo Espírito Santo e glori-
fica a Cristo.
IULHO . AGOSTO . SETEMBRO zoz5 rrçÕrs sÍsucls . PRoFESSoR 23
CRISTO É GLORIFICADO
ttPedro adverte o povo contra
rejeitar os assuntos que ele está
falando (w. tl-t8) e o exorta para
que se arrependa e creia em fesus.
Ele cita a famosa profecia de Moi-
sés, na qual o Senhor prometeu que
o futuro Messias seria profeta como
Moisés (Dt 18.15 -tg; cf. Nrn Lt.zg).
Moisés é diferenciado de todos os
outros profetas no ponto em que
ele era libertador e regente sobre
o povo de Deus. Como ele, Iesus é
Libertador e Regente, mas a liber-
tação que Ele dá é mais gloriosa, e
seu senhorio será absoluto na sua
Vinda: (E acontecerá que toda alma
que não escutar esse profeta será
exterminada dentre o povo' (v. z3).
Ele é mais que profeta ungido pelo
Espírito; Ele é o Messias prometido,
o Salvador ressurreto e glorificado.
Outros profetas do Antigo Testa-
mento também falaram sobre o Sal-
vador (v.24). Muitos deles predisse-
ram (estes dias' discutidos em Atos
e os acontecimentos importantes
no ministério de |esus. Começando
com Samuel, muitos dos profetas
incluíram em sua mensagem um
elemento de esperança futura. Pedro
lá citou muitas de suas predições,
todas as quais acham seu cum-
primento último e final em |esus
Cristo. Pedro faz um apelo final aos
ouvintes como tfilhos dos profetas'.
Eles devem esperar que as promes-
sas proféticas sejam curnpridas, e
que serão pessoalmente abençoados
quando elas forem cumpridas. Eles
também são filhos 'do concerto que
Deus fez com nossos pais'. Deus fez
este concerto primeiro com Abraão,
e pelo concerto prometeu bênçãos
aos descendentes de Abraão e a tto-
das as famílias da terra' (v. 25; cf.
Gn 12. 3; 22.18)" (Comentário Bíbti-
co Pentecostal Novo Testamento
Vol. 1. Rio de laneiro: CPAD, zoz4,
p.644).
III _ A IGRE'A QUE PREGA
A ESPERANçAVINDOURA
L Alerta a uma sociedade indiferente
e insensível. O apóstolo Pedro já havia
exortado os seus ouvintes na sua pri-
meira pregação a salvarem-se daquela
ttgeração perversa" (At z.4o). Agora, ele
reconhece que aquela era também uma
geração ttignorante" (At 3.17).Era uma
cultura indiferente e insensível para a
realidade espiritual. Era, portanto, uma
geração sem esperança (r Ts 4.13). A
insensibilidade às coisas espirituais é
a marca daqueles que não conhecem a
Deus (r Ts 4.5).É a essas pessoas que
a mensagem da cruz deve ser pregada.
z. A promessa da Segunda Vinda.
Concluindo a sua pregação, Pedro deixa
uma mensagem de esperança: tte ve-
nham, assirn, os tempos do refrigério
pela presença do Senhor" (At 3.Lg).Por
um lado, os ouvintes do apóstolo iá po-
diam experimentar a bênção prometida
a Abraão, que fora trazida por fesus, o
Messias. Essa bênção, portanto, já era
uma realidade. Por outro lado, essas
palavras de Pedro olham para o futuro,
apontando para um ttrefrigério" dos
últimos dias que fora prometido a Israel.
Trata-se da futura ((restauração 
de todas
as coisas". A Igreja, portanto, tem urna
mensagem de esperança para aqueles que
24 rrçÕrs eÍgI.rcas . PRoFEssoR IULHO . AGOSTO . SETEMBRO 2025
estão sem esperança. É uma realidade
QU€, no tempo de Deus, se cumprirá.
SINOPSE III
A igreja que prega a esperança
vindoura alerta uma sociedade
indiferente à realidade espiri-
tual, proclamando a promessa
da Segunda Vinda de Cristo.
CONCTUSÃO
Chegamos ao fim de mais uma lição.
Nela, vimos a grande importância que a
pregação bíblica tem e como devemos ser
fiéis na exposição do texto sagrado. Pe-
dro, mesmo sendo um simples pescador,
com uma gramática e conhecimentos
limitados, sabia expor com maestria
as Escrituras Sagradas. Assim como
ele, devemos nos render totalmente
ao Espírito Santo, sendo cheios dEle,
para sermos exitosos no ministério
da Palavra de Deus. Uma igreja bíblica
é uma igreja que vive e sabe expor as
Sagradas Escrituras.
1. Em que a pregação do apóstolo Pedro é baseada?
A pregação do apóstolo Pedro ê baseada nas Escrituras. O apóstolo usou
trechos das Escrituras para fundamentar sua pregação.
z. O que a pregação de Pedro invocou?
A pregação de Pedro invocou o testemunho das Escrituras para mostrar que
a rejeição de Iesus e sua morte não foram por acaso, mas já haviarn sido
preditas pelos antigos profetas.
l. Como a expressão ttfixar os olhos" é usada para descrever o apóstolo?
A expressão ttfixar os olhos" é usada para descrever o apóstolo em momen-
tos de revelação, reconhecimento ou atenção especial, geralmente ligados
a acontecimentos divinos ou milagrosos, mostrando que Pedro não apenasestava capacitado para curar, mas também ungido para pregar.
{. Como podemos identificar uma pregação não bíblica?
Podemos identificar uma pregação não bíblica quando ela tira o foco de
Cristo e coloca o homem no centro, não passando de urn discurso humano.
5. De quem é a marca da insensibilidade espiritual?
A insensibilidade espiritual é a rnarca daqueles que não conhecem a Deus.
IULHO . AGOSTO . SETEMBRO zoz5 rrçÕus nÍsrrcas . PRoFESSoR 25
THKTOÁUREO
"8, tendo orado, moveu-se o
lugar em que estavam reunidos;
e todos foram cheios do Espírito
Sonto e anunciavam com
ousadia a palavra de Deus."
(At 4.1,ü
\IERDADE PRÁTICA
Uma igreja cheia do Espírito
Santo suporta aflíções, ora com
poder e ousa no testemunho
cristão.
Z6 rrçÕrs eÍsrlcas . PRoFESSoR IULHO . AGOSTO . SETEMBRO zoz5
DO
Segunda - Mt to.tgrz3
Suportando as provações
Terça - Ef 5.18,t9
Adorando no Espírito
Quinta - Rm 8.u,12
Poder sobre o pecado
Sexta - Rm 5.5
Capacidade de amar
Sábado - At 1.3r
Orando com poder
Quarta - At t3.g,1o
Autoridade espiritual
LEITURA gÍgLICA EM CLASSE
Atos 4.24-3r
L
24- E,ouvindo eles ísto, unânimeslevan-
taram avoz a Deus, e disseram: Senhor,
tu és o Deus que fizeste o céu, e a terra,
e o mar e tudo o que neles há;
25- Que disseste pela boca de Davi, teu
servo: Por que bramaram os gentios, e
os povos pensaram coisas vãs?
z6- Levantaram-se os reis da terra, E os
príncípes se ajuntaram à uma, contra a
Senhor e contra o seu Ungido.
zT- Porque verdadeiramente contra o
teu santo Fílho Jesus, que tu ungiste, se
ajuntaram, não só Herodes, mas Pôncío
Pílatos, com os gentios e os povos de lsrael;
z8- Para fazerem tudo o que a tua mão
e o teu conselho tinham anteríormente
determinado que se havia de fazer.
zg- Agora, pois, ó Senhor, olha para
os suas ameaças, e concede aos teus
servos que falem com toda a ousadia a
tua palavra;
30- Enquanto estendes a tua mão para
curar, e para que se façamsincis e prodí-
gios pelo nome de teu santo Filho Jesus.
3t- E, tendo orado, moveu-se o lugar
em que estavam reunidos; e todos foram
cheias do Espírito Santo, e anunciavam
com ousadia a palavra de Deus.
IS Hinos Sugeridos: tz6, 224, 38T da Harpa Cristã
1. INTRODUçÃO
A lgreja de |erusalém, cheia do
Espírito Santo, enfrentava desafios
com perseverança, oração e ousadia.
Diante da perseguição, os primeiros
cristãos não recuarâffi, mas busca-
ram ainda mais a presença de Deus,
fortalecendo-se na comunhão e na
oração. O Espírito Santo capacitou a
igreja a suportar aflições, permane-
cer firme na fé e proclamar o Evan-
gelho com coragem. Assim, apren-
deremos que uma igreja cheia do
Espírito não se intimida diante das
difiêümades, mas avança ern sua
missão com poder e autoridade.
2. APRESENTAçÃO DA tIçÃO
A) Obietivos da tição: I) Identi-
ficar as características de uma igreja
cheia do Espírito Santo, destacando
sua perseverança em meio às pro-
vações; II) Analisar a importância da
oração com poder na vida da igre-
ja; III) Demonstrar como a ousadia
espiritual fortalece a pregação do
Evangelho.
B) Motivação: Diante dos de-
safios da vida cristã, muitas vezes
nos perguntamos: como a igreia
pode permanecer firme e influente
em um mundo hostil? A resposta
está na plenitude do Espírito Santo.
Uma igreja cheia do Espírito não se
abala diante das adversidades, mas
persevera, ora com fervor e anuncia
o Evangelho com ousadia. Ao estu-
darmos esta lição, reflitamos sobre
nosso papel como igreja e sobre
IULHO . AGOSTO . SETEMBRO zoz5 rtçÕrs nÍrucas , PRoFESSoR 27
como podemos buscar essa mesma
capacitação para impactar o mundo
ao nosso redor.
C) Sugestão de Método: Você
pode iniciar a aula promovendo
uma reflexão, perguntando: ttComo
a igreja deve reagir diante das di-
ficuldades e perseguições?". Após
ouvir as respostas, conduza a leitura
de Atos e leve os alunos a identifica-
rem as características de uma igreja
cheia do Espírito Santo. Em segui-
da, guie-os na análise da importân-
cia da oração e, por fim, desafie-os
a demonstrar como podem agir com
ousadia em sua caminhada cristã.
Faça essa atividade de acordo com
a exposição da lição. Ela incentiva
a participação ativa e leva os alunos
a aplicarem os princípios bíblicos à
sua própria realidade.
3. coNctusÃo DA rrçÃo
A) Aplicação: Assim como a
igreja primitiva enfrentou desafios
com oração, ousadia e fé no Espírito
Santo, somos chamados a viver da
mesrna forma hoje. Diante das ad-
versidades, devemos buscar a Deus
com fenror, permanecer firmes na
fé e proclamar o Evangelho com co-
ragem.
4. suBsÍuto Ao PRoFEssoR
A) Revista Ensinador Cristão.
Vale a pena conhecer essa revista
que traz reportagens, artigos, en-
trevistas e subsídios de apoio à fi-
ções Bíblicas Adultos. Na edição toz,
p.38, você encontratâ um subsídio
especial para esta lição.
B) Auxflios Especiais: Ao final
do tópico, você encontrará auxílios
que darão suporte na preparação
de sua aula: t) O texto "A Corajosa
Declaração", localizado depois do
primeiro tópico, traz uma reflexão
a respeito da perseverança cristã
diante das perseguições; z) No final
do segundo tópico, o texto ((A Busca
de Poder" traz uma reflexão da re-
lação entre oração e o poder do Es-
pírito Santo.
COMENTARIO
rlrrRoDUÇÃo
Nesta lição, veremos como
uma igreja cheia do Espí-
rito Santo se comporta. A
partir do capítulo 4.24-3r
do livro de Atos dos Após-
tolos, encontramos uma
das principais marcas que
caracterizam a igreja de Ie-
rusalém: a perseverança. Uma
igreja perseverante é capacitada para
dar testemunho de sua fé mesmo que
ern meio ao fogo da provação (t Pe
4.12).Essa igreja suporta as provações
porque é cheia do Espírito. Por
causa do Evangelho, ela re-
nuncia seu próprio bem-estar
e não aceita ficar na ttzona
de conforto". Na verdade,
sem a capacitação do Espírito
o Corpo de Cristo não suporta
as provas para cumprir sua
missão no mundo. Outra marca
uma igreja cheia do Espírito Santo é
a sua capacidade de orar com poder
e, por isso, impactar o mundo ao seu
Palavros-Chaue
Espíríto
Santo
28 ltçÕus aÍnrrcRs " PRoFESSoR IULHO . AGOSTO . SETEMBRO 2025
II
redor. Essa oração fortalece a igreja,
capacita-a a testemunhar de maneira
eficaz. Da mesma forma, uma igreja
cheia do Espírito Santo é marcada pela
ousadia para proclamar o Evangelho com
poder. E, por isso, se tornar relevante
para o rnundo.
I - UMA IGREIA
PERSETUE,RAI\TE
1. Suporta o sofrimento. Após sua
pregação junto à Porta Formosa, Pedro e
Ioão são levados presos (At 4J) e, pos-
teriormente, ameaçados por pregarem
o nome de Iesus (At 4.t7). Foi dito a
eles que não falassem nem ensinassem
no nome do Senhor (At 4.18). A ordem
era clara, mas os apóstolos estavam
dispostos a pagarem o preço de não
segui-la. Eles suportariam tudo por
amor a Iesus. Agiam com perseverança.
Isso só foi possível porque Pedro, que
falava por si e pelos demais apóstolos,
havia sido cheio do Espírito Santo (At
4.8). O tempo verbal do grego usado no
versículo 8 (tendo sido cheio) demonstra
que o apóstolo, que já havia sido batizado
no Espírito Santo, no Pentecostes (At
2.4), foi revestido novamente do poder
do alto. Uma igreja continuamente
cheia do Espírito suporta as provas e
o sofrimento.
2. Não negocia seus valores. Quando
a classe sacerdotal intimou os apóstolos
e lhes deram ordem expressa para que
eles não falassem nem ensinassern no
nome de Iesus, â resposta dos apóstolos
foi: "fulgai vós se é justo, diante de Deus,
ouvir-vos antes a vós do que a Deus" (At
4.19). Em outras palavras, os apóstolos
afirmaram que não negociariam a sua
fé. Não abririam mão dos valores da fé
que haviam recebido, pois eles são ine-
gociáveis. Uma das marcas de uma igreja
que perdeu ou está perdendo o poder do
Espírito é a sua aceitação de princípios
e práticas que afrontam as Escrituras.
3. Está convicta de sua fé. Uma igreja
cheia do Espírito Santo está convicta de
sua fé. Não se apoia em suposições, mas
em fatos (At 4.2o). Os primeiros cristãos
não apenas ouviram sobre Deus, rnas
também testemunharam suas obras.
Quando Filipe pregou em Samaria, os
samaritanos se convenceramporque
ttouviam" e ttviam" os sinais que Filipe
fazía (At 8.6). Alguém já disse que Deus
é plenamente obedecido no céu porque
lá Ele é visto, enquanto na terra, muitas
vezes, é desobedecido por ser apenas
ouvido. No entanto, â igreja cheia do
Espírito não apenas proclama a Palavra,
mas também manifesta a obra de Deus
(Rm t5.t8,t9). Iesus foi poderoso tanto
em palavras quanto em obras (Lc 24.t9).
SINOPSE I
A igreja primitiva enfrentou
perseguições, mas permaneceu
firme na fé e na missão.
,
IULHO . AGOSTO . SETEMBRO zoz5 t lçõEs nÍertcÀs - PRoFEssoR 29
A ordem era clara, mas
os apóstolos estavam
dispostos a pagarem o
preço de não segui-la.
Eles suportariam tudo
por amor a fesus.tr
II
[...J Uma igreja
verdadeiramente bíblica
sofre ú, reieição e
oposição f ...J."
íÍA coRAIosA pncmnaçÃo. A
situação era difícil, porque Pedro e
Ioão eram cidadãos leais. Eles de-
viam obedecer às autoridades cons-
tituídas, especialmente em se tra-
tando de autoridade religiosa. [...]
Pedro estabeleceu, para sempre, o
princípio fundamental entre os li-
mites da obediência cívica e do de-
ver cristão de testemunhar. Quan-
do existe clara contradição entre
os mandamentos dos homens e os
de Deus, de tal forma que obede-
cer a uns é desobedecer aos outros,
não sobra mais nenhuma dúvida
quanto ao que o crente deve fazer.
Iuízes iustos têm de optar entre o
caminho de punir e o de declarar
inocente. Estes sacerdotes, no en-
tanto, não erarn justos. Irritados
contra os apóstolos não ousavam
fazet nada contra eles, ttpor causa
do povo". Medo do povo, e não o
senso de justiça, levou-os a soltar
os apóstolos" (PEARLMAN, Myer.
Atos: Estudo do Liwo de Atos e o
Crescimento da lgreja Primitiva.
Rio de laneiro: CPAD, zoz3, p.52).
il UMA IGREIAQUE ORA
COM PODER
1. Orando com propósito. obser-
vamos na oração do capítulo 4.24-30
de Atos dos Apóstolos que os crentes
oram para que Deus seja glorificado por
meio de um evangelismo de poder. Eles
oraram com um propósito e, por isso,
foram específicos. Não foi, portanto, uma
oração vaga. Nela, eles oraram para que
Deus exercesse a sua soberania e agisse
por meio deles dando-lhes poder para
testemunhar do Senhor lesus. Nesse
sentido, o propósito da oração foi para
que Deus fosse glorificado na resposta.
2. Orando em unidade. ttE, ouvindo
eles isto, unânimes levantaram a voz
a Deus" (At 4.24). A Concordância de
Strong explica que a palavra "unânimes"
vem do termo grego homothymadon, gu€
significa um grupo de pessoas agindo
com o mesmo propósito e em total har-
monia. Isso mostra que havia unidade
e concordância na oração. Uma igreja
cheia do Espírito Santo é unida. Ela
sabe respeitar as diferenças e entende
que unidade não significa que todos são
iguais. No meio da igreja, há crentes
mais experientes e outros que ainda
estão aprendendo; há aqueles que são
maduros na fé e há os que ainda estão
amadurecendo na caminhada cristã.
Mas nada disso impede que a igreja se
una em oração, buscando a Deus com
o mesmo propósito.
3. Orando fundamentada na Pa-
lavra de Deus. Ao orarem, os crentes
citaram o Salmos z.!,2: ttque disseste
pela boca de Davi, teu servo: Por que
bramaram as gentes, e os povos pen-
saram coisas vãs?" (At 4.25). Não basta
Iorar. E preciso orar tomando por base
a Palavra de Deus. Orar fundamentado
na Palavra é orar crendo e afirmando
as suas verdades. Uma oração feita fora
30 rçÕEs rÍsllcas . PRoFESSoR IULHO . AGOSTO . SETEMBRO 2025
da Palavra de Deus não terá nenhuma
garantia de ser respondida porque Ele
vela pela sua Palavra para a curnprir
(lr t.tz). Não há dúvidas de que a falta
de fundamentação bíblica pode estar
por trás do fracasso na vida de oração.
SINOPSE II
A oração foi e é a base espi-
ritual da igreja, trazendo dire-
Ção, coragem e poder de D,eus.
'íA BUSCA DO PODER. Quais
foram as emoções dos discípulos?
Não tinham medo, senão pediriam
proteção. Não tinham ódio, por isso
não pediram vingança contra seus
inimigos. Foi a corajosa resolução
de cumprir a vontade de Deus que
os levou a orar: tConcede aos teus
servos que falem com toda a ou-
sadia a tua palavra'. Foi a cura do
coxo que deu ocasião à perseguição.
Mas, ao invés de dar menos ênfase
às curas, pediam: íEstendes a tua
mão para curar, e para que se fa-
çarn sinais e prodígios pelo nome
do teu santo Filho |esus. A respos-
ta veio tão rápida como o trovão
depois do raio. Enquanto oravam,
recebiam conforme suas peti-
ções. Caiu o poder divino e houve
grandes moúmentos. Primeiro um
tremor de terra t... moveu-se o
lugar em que estavam reunidos...'
Depois, uffi tremor de almas t...
todos foram cheios do Espírito
Santo...' E, finalmente, uffi tremor
de línguas - (... € anunciavam com
ousadia a palavra de Deus"' (PE-
ARLMAN, Myer. Atos: Estudo do
Liwo de Atos e o Crescimento da
Igreja Primitiva. Rio de laneiro:
CPAD, zoz3., p.53).
ilI UMA IGR§,IA OUSADA NO
SEU TESTEMUNHO
1. Ousadia para enfrentar oposi-
ção ao Evangelho. Os crentes oraram
conscientes dos obstáculos que es-
tavam enfrentando: ttolha para suas
ameaças" (v.29). Iá foi dito que uma
igreia cheia do Espírito é uma igreia
perseverante. Ela suporta a oposição e
o sofrimento por causa do Evangelho.
Deve ser destacado ainda que uma
igreja verdadeiramente bíblica sofrerá
reieição e oposição: "E na verdade to-
dos os que querem viver piamente em
Cristo Iesus padecerão perseguições"
(z Tm 3.12). Uma igreja que procura
se ajustar à agenda do Estado perdeu
à sua autoridade espiritual e sua le-
gitimidade bíblica.
2. Ousadia no exercício dos dons
espirituais. O evangelista nos informa
gu€, tendo eles orado, todos ttforam
cheios do Espírito Santo" (At 4.3t). No
ensino de Lucas (como em Paulo, cf.
r Co r|.tz; Ef 5.r8), o enchimento do
Espírito está diretamente relacionado
à prática dos dons espirituais na igreia
cristã. Não se trata, portanto, apenas
do uso de uma frase de efeito. No livro
de Atos dos Apóstolos, é o Espírito
IULHO . AGOSTO . SETEMBRO 2025 uçÕrs gÍsltces . PRoFEssoR 31
'il ! ilErÚE"-]
Santo quem dá o crescimento da Igreja
e opera milagres extraordinários, não
somente por meio dos apóstolos, mas
também pelos demais cristãos. É a
ação do Espírito de Deus entre eles que
realiza essas obras (At 6.3,5i At 8.5-7;
L3.9). Devemos, portanto, nos encher
do Espírito Santo para que seus dons
tragam edificação à Igreja.
J. Ousadia na exposição da Palavra.
As Escrituras dizem eu€, após a oração
da igreja, "todos foram cheios do Espí-
rito Santo e anunciavam com ousadia
a palavra de Deus" (At 4.3r). É inte-
ressante observarmos o uso da palavra
ttousadia" nesse texto. EIa aparece, por
exemplo, em Atos 4.13 para se referir à
coragem de Pedro e ]oão quando foram
interrogados pelos anciãos e escribas.
O cristão cheio do Espírito se torna
corajoso em sua vida cristã. Ele prega
a Palavra de Deus com poder.
SINOPSE III
Movida pelo Espírito Santo, a
rgreia anunciava o Evangelho com
ousadia, sem temer oposição.
CONCTU§ÃO
Nesta lição, vimos o que caracteriza,
de fato, uma igreja pentecostal. Suas
características se tornam visíveis e estão
diretamente associadas à plenitude do
Espírito Santo. A Primeira Igreja não foi
perfeita, como o livro de Atos deixa bem
claro. Contudo, suas limitações eram
superadas por um viver diário sob a ca-
pacitação do Espírito Santo. Se queremos,
de fato, ser uma igreja relevante, devemos
nos deixar encher do Espírito Santo.
REVISAIVDO O CONTEÚDO
t. Suportar provas e sofrimento é uma marca de que tipo de igreja?
De urna igreja perseverante, que permanece firme na fé mesmo diante das
adversidades.
2. Cite uma das marcas da igreja que perdeu ou está perdendo o poder do
Espírito.
Uma dessas marcas é a aceitação de princípios e práticas que afrontam as
Escrituras.
3. O que podemos observar em Atos 4.24-30?
A igreja reunida clamando para que Deus seja glorificado por meio de um
evangelismo de poder.
4. No ensino de Lucas, de acordo com a lição, a que o enchimento do Es-
pírito está relacionado?
Está relacionado à prática dos dons espirituais na igreja cristã.
5. A palavra ttousadia" se refere a quê em relação a Pedro

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