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By @kakashi_copiador
Aula 05
TRT 7ª Região (Analista Judiciário - Área
Administrativa) Direito do Trabalho - 2023
(Pré-Edital)
Autor:
Antonio Daud
31 de Março de 2023
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Antonio Daud
Aula 05
Índice
..............................................................................................................................................................................................1) Jornada de Trabalho 3
..............................................................................................................................................................................................2) Jornadas Especiais de Trabalho 38
..............................................................................................................................................................................................3) Trabalho Extraordinário e Compensação de Jornada 53
..............................................................................................................................................................................................4) Intervalos_ 68
..............................................................................................................................................................................................5) Questões Comentadas - Jornada de Trabalho e Intervalo - TRT 108
..............................................................................................................................................................................................6) Lista de Questões - Jornada de Trabalho e Intervalo - TRT 176
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CONSIDERAÇÕES INICIAIS 
Oi pessoal, 
Nesta aula estudaremos sobre o tema Jornada de Trabalho e descansos, abordando tópicos como Jornada 
Legal e Convencional, Limitação da Jornada, Formas de Prorrogação, Horário de Trabalho, Trabalho Noturno, 
Repouso Semanal Remunerado, Jornadas Especiais de Trabalho etc. 
Estes são assuntos que sempre caem em prova. 
Ressalto que parte do conteúdo já foi abordado na aula zero. 
 
 
Vamos ao trabalho! 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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JORNADA DE TRABALHO 
Veremos nesta aula um dos assuntos mais exigidos em provas, que são duração do trabalho, jornada de 
trabalho e descansos. 
É um assunto que cai em muitas questões, além de ser extremamente importante no dia a dia, pois gera 
inúmeras ações trabalhistas em curso nos Tribunais do Trabalho. 
Jornada de trabalho 
Antes de adentrar ao assunto jornada de trabalho vejamos a diferenciação entre os conceitos relacionados. 
Jornada de trabalho é o tempo diário em que o empregado presta serviços ao empregador ou então 
permanece à disposição do mesmo. 
Exemplo: vamos imaginar o caso de um hospital veterinário pouco frequentado, no qual nenhum cliente 
entrou durante determinado dia. A recepcionista não atendeu ninguém, mas permaneceu à disposição do 
empregador, então aquele período é contado como jornada de trabalho normalmente. 
Neste sentido, o artigo 4º da Consolidação das leis do Trabalho (CLT): 
CLT, art. 4º - Considera-se como de serviço efetivo o período em que o empregado esteja 
à disposição do empregador, aguardando ou executando ordens, salvo disposição especial 
expressamente consignada. 
Além do tempo efetivo de trabalho e do tempo à disposição do empregador, também se inclui no termo 
jornada de trabalho o tempo de prontidão e o tempo de sobreaviso, que são definidos, respectivamente, 
pelos §§ 2º e 3º do art. 244: 
CLT, art. 244. As estradas de ferro poderão ter empregados extranumerários, de sobre-
aviso e de prontidão, para executarem serviços imprevistos ou para substituições de outros 
empregados que faltem à escala organizada. 
§ 2º Considera-se de "sobre-aviso" o empregado efetivo, que permanecer em sua própria 
casa, aguardando a qualquer momento o chamado para o serviço. Cada escala de "sobre-
aviso" será, no máximo, de vinte e quatro horas, As horas de "sobre-aviso", para todos os 
efeitos, serão contadas à razão de 1/3 (um terço) do salário normal. 
§ 3º Considera-se de "prontidão" o empregado que ficar nas dependências da estrada, 
aguardando ordens. A escala de prontidão será, no máximo, de doze horas. As horas de 
prontidão serão, para todos os efeitos, contadas à razão de 2/3 (dois terços) do salário-
hora normal. 
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Esquematizando os conceitos que acabamos de ver (“subconjuntos” integrantes do “conjunto” jornada de 
trabalho): 
 
Já a duração do trabalho é um conceito que envolve a jornada de trabalho, os horários de trabalho e os 
descansos trabalhistas, tanto é que o Capítulo II da CLT, intitulado “Da Duração do Trabalho”, divide-se nas 
Seções “Da Jornada de Trabalho”, “Dos Períodos de Descanso” e “Do Quadro de Horário”. 
O horário de trabalho, por sua vez, limita o período entre o início e o fim da jornada de trabalho diária. 
Feitas as distinções, façamos agora uma análise aprofundada das regras importantes para nossa preparação 
para concursos públicos. 
Tempo à disposição do empregador 
INCIDÊNCIA EM PROVA: MÉDIA 
Em diversas circunstâncias, pelos mais variados motivos, o empregado permanece no centro de trabalho, 
mas não pode realizar suas tarefas. 
Exemplo 1: a indústria não tem a quantidade de pedidos necessária e deixa de produzir em sua capacidade 
máxima, o que faz com que máquinas e empregados deixem de trabalhar durante parte do dia. 
Exemplo 2: em alguns casos, o empregador concede intervalo não previsto em lei como, por exemplo, um 
intervalo para lanche de 15 minutos aos que laboram 8 horas por dia. 
Nestes períodos o empregado não trabalha, mas permanece à disposição do empregador e, portanto, os 
períodos devem ser incluídos na jornada de trabalho. 
Em relação ao exemplo do intervalo, como foi concedido pelo empregador sem previsão em lei, é um tempo 
considerado à disposição do empregador. 
Cuidado para não confundir os conceitos: os intervalos legais, como para almoço, têm previsão legal e por 
isso não são considerados à disposição do empregador. 
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Vejamos um exemplo prático envolvendo estes dois tipos de intervalo: 
08h00min 
12h00min 
Intervalo 2h 
14h00min 
18h00min 
Neste caso acima, o intervalo de 2 horas – entre 12h00min e 14h00min - é para almoço (com previsão legal1), 
não computado na jornada de trabalho. 
Neste outro exemplo há o mesmo intervalo de almoço e outro, não previsto em lei – das 15h45min às 
16h00min: 
08h00min 
12h00min 
Intervalo 2h 
14h00min 
15h45min 
Intervalo 
15’ 
16h00min 
18h00min 
Neste 2º exemplo, o intervalo de 15 minutos concedido no período da tarde é considerado tempo à 
disposição do empregador (e, portanto, integra a jornada de trabalho). 
Se a jornada fosse estendida até às 18h15min (para “compensar” o intervalo de 15’), a jornada diária seria 
de 08h15min, e não apenas de 08h00min. 
Neste exemplo, como a jornada superou as 08 horas, o período de 15 minutos deve ser remunerado como 
hora extraordinária. Segue a Súmula 118 do TST, que corrobora este entendimento: 
SUM-118 JORNADA DE TRABALHO. HORAS EXTRAS 
Os intervalos concedidos pelo empregador na jornada de trabalho, não previstos em lei, 
representam tempo à disposição da empresa, remunerados como serviço extraordinário, 
se acrescidosao final da jornada. 
Por outro lado, após a reforma trabalhista, deixaram de ser computadas como jornada extraordinária as 
variações de jornada em que o empregado adentra/permanece dentro da empresa exercendo atividades 
particulares ou quando busca proteção pessoal (em caso de insegurança nas vias públicas ou más condições 
climáticas). Tal disposição celetista2 contraria o que vinha sendo entendido pelo TST, por meio da então 
SUM-366. 
 
1 CLT, art. 71 - Em qualquer trabalho contínuo, cuja duração exceda de 6 (seis) horas, é obrigatória a concessão de um intervalo 
para repouso ou alimentação, o qual será, no mínimo, de 1 (uma) hora e, salvo acordo escrito ou contrato coletivo em contrário, 
não poderá exceder de 2 (duas) horas. 
2 SUM-366 CARTÃO DE PONTO. REGISTRO. HORAS EXTRAS. MINUTOS QUE ANTECEDEM E SUCEDEM A JORNADA DE 
TRABALHO 
Não serão descontadas nem computadas como jornada extraordinária as variações de horário do registro de ponto não excedentes 
de cinco minutos, observado o limite máximo de dez minutos diários. Se ultrapassado esse limite, será considerada como extra a 
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Abaixo destacamos o §2º do art. 4º que foi inserido na CLT por meio da Lei 13.467/2017: 
CLT, art. 4º, § 2º Por não se considerar tempo à disposição do empregador, não será 
computado como período extraordinário o que exceder a jornada normal, ainda que 
ultrapasse o limite de cinco minutos previsto no § 1º do art. 58 desta Consolidação 
[variações no registro de até 5 minutos e 10 minutos diários], quando o empregado, por 
escolha própria, buscar proteção pessoal, em caso de insegurança nas vias públicas ou más 
condições climáticas, bem como adentrar ou permanecer nas dependências da empresa 
para exercer atividades particulares, entre outras: 
I - práticas religiosas; 
II - descanso; 
III - lazer; 
IV - estudo; 
V - alimentação; 
VI - atividades de relacionamento social; 
VII - higiene pessoal; 
VIII - troca de roupa ou uniforme, quando não houver obrigatoriedade de realizar a troca 
na empresa. 
Exemplo 1: se o empregado combina com seu empregador de chegar 1 hora mais cedo para ficar estudando 
para concursos públicos no trabalho, antes do início do expediente. Este tempo não será considerado à 
disposição do empregador (não é computado como jornada). 
Exemplo 2: em virtude de um forte temporal, o empregado permanece 30 minutos no local de trabalho (sem 
prestar serviços) ao final da sua jornada de trabalho usual. Assim, tal período não será computado como 
jornada de trabalho (e, portanto, o empregado não terá direito a horas extras em relação a ele). 
Quanto ao inciso VIII do art. 4º, § 2º, da CLT (troca de roupa ou uniforme), percebam que o tempo 
despendido na troca de roupa/uniforme deixa de ser computado como jornada extraordinária apenas 
quando não for obrigatória a referida troca dentro das dependências da empresa. Ou seja, o tempo para 
troca de uniforme deixa de ser computado como jornada, caso a troca se dê por mera opção do empregado 
(e não por imposição do empregador). 
- - - - - 
 
totalidade do tempo que exceder a jornada normal, pois configurado tempo à disposição do empregador, não importando as 
atividades desenvolvidas pelo empregado ao longo do tempo residual (troca de uniforme, lanche, higiene pessoal, etc) 
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Por falar em uniforme, destaco que é o empregador quem define o padrão da vestimenta (CLT, art. 456-A). 
- - - - - 
Abaixo uma comparação com a redação anterior do art. 4º da CLT: 
Antes Depois 
CLT, art. 4º - Considera-se como de serviço 
efetivo o período em que o empregado 
esteja à disposição do empregador, 
aguardando ou executando ordens, salvo 
disposição especial expressamente 
consignada. 
inalterado 
CLT, art. 4º, parágrafo único - Computar-se-
ão, na contagem de tempo de serviço, para 
efeito de indenização e estabilidade, os 
períodos em que o empregado estiver 
afastado do trabalho prestando serviço 
militar ... (VETADO) ... e por motivo de 
acidente do trabalho. 
CLT, art. 4º, §1º Computar-se-ão, na contagem de tempo 
de serviço, para efeito de indenização e estabilidade, os 
períodos em que o empregado estiver afastado do 
trabalho prestando serviço militar e por motivo de 
acidente do trabalho 
- CLT, art. 4º, § 2º Por não se considerar tempo à disposição 
do empregador, não será computado como período 
extraordinário o que exceder a jornada normal, ainda que 
ultrapasse o limite de cinco minutos previsto no § 1º do art. 
58 desta Consolidação [variações no registro de até 5 
minutos e 10 minutos diários], quando o empregado, por 
escolha própria, buscar proteção pessoal, em caso de 
insegurança nas vias públicas ou más condições climáticas, 
bem como adentrar ou permanecer nas dependências da 
empresa para exercer atividades particulares, entre 
outras: 
I - práticas religiosas; 
II - descanso; 
III - lazer; 
IV - estudo; 
V - alimentação; 
VI - atividades de relacionamento social; 
VII - higiene pessoal; 
VIII - troca de roupa ou uniforme, quando não houver 
obrigatoriedade de realizar a troca na empresa. 
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Tempo in itinere 
INCIDÊNCIA EM PROVA: BAIXA 
A CLT, após a Lei 13.467/2017, não mais prevê o cômputo do tempo de deslocamento. Portanto, foi extinta 
a hora in itinere, qualquer que seja a situação. 
Vejam abaixo um comparativo entre os dispositivos após a reforma trabalhista: 
Antes Depois 
CLT, art. 58, § 2º O tempo despendido pelo 
empregado até o local de trabalho e para o seu 
retorno, por qualquer meio de transporte, não 
será computado na jornada de trabalho, salvo 
quando, tratando-se de local de difícil acesso ou 
não servido por transporte público, o 
empregador fornecer a condução. 
CLT, art. 58, § 2º O tempo despendido pelo 
empregado desde a sua residência até a efetiva 
ocupação do posto de trabalho e para o seu 
retorno, caminhando ou por qualquer meio de 
transporte, inclusive o fornecido pelo 
empregador, não será computado na jornada de 
trabalho, por não ser tempo à disposição do 
empregador. 
Mas a reforma trabalhista foi além da simples extinção da hora in itinere. 
Notem que o novo §2º do art. 58 menciona o deslocamento até o local da “efetiva ocupação do posto de 
trabalho”. A partir daí, depreende-se que o tempo de deslocamento da portaria da empresa até o posto de 
trabalho não será computado como jornada de trabalho. 
Ou seja, a jornada de trabalho tem início no momento em que o empregado chega no seu efetivo posto de 
trabalho. 
Assim, pela redação do dispositivo acima, o cartão de ponto começa a ser registrado no local do posto de 
trabalho. Até então, o entendimento do TST, cristalizado na SUM-4293, era no sentido de que tal 
deslocamento seria computado na duração do trabalho caso ultrapasse 10 minutos diários. 
Prontidão e sobreaviso 
INCIDÊNCIA EM PROVA: BAIXA 
Os conceitos de prontidão e sobreaviso foram aplicados inicialmente à categoria dos ferroviários, tendo em 
vista as peculiaridades de organização do trabalho no setor. 
Posteriormente legislações específicas estenderam o regime de sobreaviso a aeronautas e petroleiros, e 
também houve extensão do sobreaviso aos eletricitários por meio de entendimento do TST. Seguem abaixo 
os artigos da CLT respectivos: 
 
3 SUM-429. TEMPO À DISPOSIÇÃO DO EMPREGADOR. ART. 4º DA CLT. PERÍODO DE DESLOCAMENTO ENTRE A PORTARIA 
E O LOCAL DE TRABALHO - Res. 174/2011, DEJT divulgado em 27, 30 e 31.05.2011 
Considera-seà disposição do empregador, na forma do art. 4º da CLT, o tempo necessário ao deslocamento do trabalhador entre 
a portaria da empresa e o local de trabalho, desde que supere o limite de 10 (dez) minutos diários. 
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CLT, art. 244, § 2º Considera-se de "sobre-aviso" o empregado efetivo, que permanecer 
em sua própria casa, aguardando a qualquer momento o chamado para o serviço. Cada 
escala de "sobre-aviso" será, no máximo, de vinte e quatro horas, As horas de "sobre-
aviso", para todos os efeitos, serão contadas à razão de 1/3 (um terço) do salário normal. 
CLT, art. 244, § 3º Considera-se de "prontidão" o empregado que ficar nas dependências 
da estrada, aguardando ordens. A escala de prontidão será, no máximo, de doze horas. As 
horas de prontidão serão, para todos os efeitos, contadas à razão de 2/3 (dois terços) do 
salário-hora normal. 
À época da elaboração da CLT não existiam aparelhos como BIP, Pager, celular, etc., que podem ser utilizados 
para manter contato com o empregado casa haja necessidade do comparecimento do mesmo ao local de 
trabalho. 
Quanto à utilização destes aparelhos na relação de trabalho e sua relação com o regime de sobreaviso existe 
Súmula do TST com entendimento de que o uso de tais equipamentos, por si só, não caracteriza o sobreaviso. 
É de se destacar, também, que o referido verbete foi alterado em 2012: 
SUM-428 SOBREAVISO 
O uso de aparelho de intercomunicação, a exemplo de BIP, “pager” ou aparelho celular, 
pelo empregado, por si só, não caracteriza o regime de sobreaviso, uma vez que o 
empregado não permanece em sua residência aguardando, a qualquer momento, 
convocação para o serviço. 
SUM-428 SOBREAVISO. APLICAÇÃO ANALÓGICA DO ART. 244, § 2º DA CLT 
I - O uso de instrumentos telemáticos ou informatizados fornecidos pela empresa ao 
empregado, por si só, não caracteriza regime de sobreaviso. 
II – Considera-se em sobreaviso o empregado que, à distância e submetido a controle 
patronal por instrumentos telemáticos ou informatizados, permanecer em regime de 
plantão ou equivalente, aguardando a qualquer momento o chamado para o serviço 
durante o período de descanso. 
A atual redação do item I tem o mesmo sentido da anterior, de modo que não basta apenas o uso de meios 
de comunicação fornecidos pela empresa para que se configure o sobreaviso. 
Sobre o instituto do sobreaviso e sua relação com os meios de comunicação é interessante conhecer a lição 
de Sérgio Pinto Martins4: 
 
4 MARTINS, Sérgio Pinto. Comentários às Súmulas do TST. 11 ed. São Paulo: Atlas, 2012, p. 340. 
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“O sobreaviso se caracteriza pelo fato do empregado ficar em sua casa (e não em outro 
local), aguardando ser chamado para o serviço. Permanece em estado de expectativa 
durante o seu descanso, aguardando ser chamado a qualquer momento. Não tem o 
empregado condições de assumir outros compromissos, pois pode ser chamado de 
imediato, comprometendo até os seus afazeres familiares, pessoais e até o seu lazer. (...) 
Em razão da evolução dos meios de comunicação, o empregado tanto pode ser chamado 
pelo telefone ou pelo telégrafo (como ocorria nas estradas de ferro), como também por 
BIP, “pagers”, lap top ligado à empresa, telefone celular, etc. O artigo 244 da CLT5 foi 
editado exclusivamente para os ferroviários, pois os últimos meios de comunicação na 
época ainda não existiam. O Direito do Trabalho passa, assim, a ter de enfrentar essas 
novas situações para considerar se o empregado está ou não à disposição do empregador, 
principalmente quanto à liberdade de locomoção do obreiro”. 
Voltando à Súmula 428, vejamos seu item II: 
II – Considera-se em sobreaviso o empregado que, à distância e submetido a controle 
patronal por instrumentos telemáticos ou informatizados, permanecer em regime de 
plantão ou equivalente, aguardando a qualquer momento o chamado para o serviço 
durante o período de descanso. 
Como frisamos ao comentar o item I, não basta que o empregado utilize meio de comunicação da empresa 
para configurar o sobreaviso: deve haver algum tipo de restrição de locomoção, como o regime de plantão. 
Seguem abaixo três julgados cuja leitura ajuda a fixar este entendimento: 
HORAS DE SOBREAVISO. REGIME DE PLANTÃO. USO DE APARELHO CELULAR. 
Nos termos da novel Súmula 428, item I, do TST- o uso de instrumentos telemáticos ou 
informatizados fornecidos pela empresa ao empregado, por si só, não caracteriza regime 
de sobreaviso-. Ocorre que, na hipótese dos autos, a condenação para pagamento das 
horas de sobreaviso foi fixada em razão de haver prova de que o empregado ficava de 
plantão desde a sexta-feira de uma semana até a sexta-feira subsequente. (...) 
(RR - 45400-34.2006.5.09.0072 , Relator Ministro: Mauricio Godinho Delgado, Data de 
Julgamento: 26/09/2012, 3ª Turma, Data de Publicação: 28/09/2012) 
HORAS DE SOBREAVISO. USO DE CELULAR. 
 
5 CLT, art. 244. As estradas de ferro poderão ter empregados extranumerários, de sobre-aviso e de prontidão, para executarem 
serviços imprevistos ou para substituições de outros empregados que faltem à escala organizada. 
(...) 
§ 2º Considera-se de "sobre-aviso" o empregado efetivo, que permanecer em sua própria casa, aguardando a qualquer momento 
o chamado para o serviço. Cada escala de "sobre-aviso" será, no máximo, de vinte e quatro horas, As horas de "sobre-aviso", para 
todos os efeitos, serão contadas à razão de 1/3 (um terço) do salário normal. 
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De acordo com o entendimento desta Corte, o simples uso de instrumentos telemáticos ou 
informatizados fornecidos pela empresa ao empregado não caracteriza o regime de 
sobreaviso. Entretanto, considera-se em sobreaviso o empregado que é submetido a 
controle patronal pelos referidos instrumentos, desde que permaneça em regime de 
plantão ou equivalente. Essa é a dicção da Súmula nº 428 do TST, alterada pelo Tribunal 
Pleno desta Corte em sessão do dia 14/09/2012. Na presente hipótese, há registro de que 
o reclamante tenha permanecido em casa, aguardando eventual chamado do empregador. 
De fato, consta no acórdão regional que - o autor ficava à disposição da ré à noite e em 
finais de semana, em sua residência, à espera de chamados por telefone celular, para 
realizar a manutenção em transmissores e antenas da RBS TV (...) que, evidentemente, 
redundava em tolhimento de sua liberdade de locomoção. (...) 
(RR - 7200-44.2009.5.04.0701, Relator Ministro: Pedro Paulo Manus, Data de Julgamento: 
26/09/2012, 7ª Turma, Data de Publicação: 28/09/2012) 
EMBARGOS REGIDOS PELA LEI Nº 11.496/2007 HORAS DE SOBREAVISO - USO DE BIP OU 
APARELHO CELULAR - SUBMISSÃO À ESCALA DE ATENDIMENTO - SÚMULA Nº 428 DO TST. 
O acórdão da Turma, transcrevendo a decisão regional, dispôs que a Corte de origem 
considerou caracterizado o regime de sobreaviso, amparando-se não apenas na utilização 
do uso do aparelho celular, mas na constatação, extraída do conjunto probatório, de que 
o reclamante permanecia, efetivamente, à disposição do empregador fora do horário 
normal de trabalho, uma vez que estava submetido à escala de atendimento, devendo 
permanecer pronto para a chamada. (...) Destarte, a condenação do reclamado ao 
pagamento de horas de sobreaviso não decorreu unicamente da utilização de bip ou celular 
pelo reclamante, mas do fato de que ele estava submetido a escalas de atendimento. (...). 
(E-ED-RR - 3843800-92.2009.5.09.0651, Redator Ministro: José Roberto Freire Pimenta, 
Datade Julgamento: 23/08/2012, Subseção I Especializada em Dissídios Individuais, Data 
de Publicação: 07/01/2013) 
 
Por fim, destaco que o sobreaviso é um dos temas em que o 
negociado irá se sobrepor ao legislado (CLT, art. 611-A, VIII). 
Tempo residual à disposição do empregador 
INCIDÊNCIA EM PROVA: BAIXA 
Este termo foi cunhado pela jurisprudência para caracterizar pequenos intervalos de tempo nos quais o 
empregado está adentrando ou saindo do local de trabalho. 
Este conceito se relaciona a pequenos intervalos de tempo em que o empregado, em tese, aguarda a 
marcação do seu ponto. 
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Exemplo: uma empresa possui 100 (cem) empregados e tem apenas 2 (dois) Registradores Eletrônicos de 
Ponto (REP) – o chamado “relógio ponto”, onde os empregados registram as entradas e saídas. 
Como não é possível que todos registrem simultaneamente o ponto (e a maioria chega à empresa no mesmo 
horário), e considerando a prática jurisprudencial, foi inserida na CLT regra que permite desconsiderar 
pequenas variações no ponto do empregado, qual seja: 
CLT, art. 58, § 1º Não serão descontadas nem computadas como jornada extraordinária as 
variações de horário no registro de ponto não excedentes de cinco minutos, observado o 
limite máximo de dez minutos diários. 
Percebam, então, que a desconsideração do tempo residual somente terá lugar quando as variações de 
registro não excederem de 05 (cinco) minutos e, além disso, sendo observado o limite máximo diário de 10 
(dez) minutos. 
Se algum destes requisitos for extrapolado, toda a variação será acrescentada na jornada de trabalho. 
Por outro lado, o §2º do art. 4º da CLT, inserido pela reforma trabalhista, excepciona o período de tempo em 
que o empregado, por escolha própria, buscar proteção pessoal, em caso de insegurança nas vias públicas 
ou más condições climáticas, bem como adentrar ou permanecer nas dependências da empresa para exercer 
atividades particulares, como já havíamos mencionado. 
Assim, se o empregado permanece no local de trabalho para tais atividades, este período de tempo não é 
computado como tempo residual à disposição do empregador, mesmo se extrapolar a tolerância de 5 ou 10 
minutos (e, portanto, não será remunerado). 
Além disso, antes da reforma trabalhista, já havia sido publicada a Súmula 449 do TST (resultante da 
conversão da OJ nº 372 da SBDI-1), no sentido de que não mais se pode elastecer a tolerância de 5 minutos 
em cada trajeto por meio de negociação coletiva. Vejamos: 
SUM-449 
A partir da vigência da Lei nº 10.243, de 19.06.2001, que acrescentou o § 1º ao art. 58 da 
CLT, não mais prevalece cláusula prevista em convenção ou acordo coletivo que elastece 
o limite de 5 minutos que antecedem e sucedem a jornada de trabalho para fins de 
apuração das horas extras. 
Vejamos uma questão sobre o assunto: 
ESAF/MTE – Auditor Fiscal do Trabalho - 2010 
Não serão descontadas nem computadas como jornada extraordinária as variações de horário no registro de 
ponto não excedentes de cinco minutos, observado o limite máximo de dez minutos diários. 
Gabarito: Certa, conforme comentários anteriores. 
A questão abaixo também se relaciona à mesma regra: 
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FCC/TRT14 – Analista Judiciário – Área Judiciária - 2011 
A Consolidação das Leis do Trabalho prevê a possibilidade de uma variação de horário no registro de ponto 
que não será descontado nem computado como jornada extraordinária. Esta variação de horário possui o 
limite máximo diário de 
(A) seis minutos. 
(B) sete minutos. 
(C) oito minutos. 
(D) dez minutos. 
(E) quinze minutos. 
O gabarito, no caso, é a alternativa (D). 
Considerando a regra, imaginemos as seguintes situações práticas de um empregado que labora das 
08h00min às 18h00min, com intervalo de almoço das 12h00min às 14h00min: 
CARTÃO PONTO 
Dia Entrada Saída do 
intervalo 
Retorno do 
intervalo 
Saída Motivo da 
variação de 
horário 
(...) 
Terça-
feira 
07h58min 12h02min 14h02min 18h01min cumprimento de 
ordens 
Quarta-
feira 
07h55min 12h02min 14h01min 18h08min cumprimento de 
ordens 
Quinta-
feira 
07h53min 12h01min 13h59min 18h00min cumprimento de 
ordens 
Sexta-
feira 
07h59min 11h59min 14h00min 18h20min atividades 
particulares 
(...) 
Na terça-feira a jornada totalizou 08h03min, e não houve registro excedente de 05 (cinco) minutos, então 
não será o caso de descontar nem computar tempo como jornada extraordinária. 
Na quarta-feira a jornada totalizou 08h14min, então deverão ser computados 14min como jornada 
extraordinária. 
Na quinta-feira a jornada totalizou 08h09min, não ultrapassando os 10min diários. Entretanto, na entrada 
houve registro que excedeu de 05 (cinco) minutos (a entrada ocorreu às 07h53min), então os 09min devem 
ser computados como jornada extraordinária. 
Ressalte-se que esta regra permite as mais diversas interpretações, então caso haja cobrança em prova será 
necessário analisar todas as alternativas. 
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No caso da quinta-feira, por exemplo, há entendimentos no sentido de que deveriam ser registrados com 
extraordinários os 07 minutos da entrada (aplicação direta da Súmula 366), mas não deveriam ser registrados 
os outros 02 minutos das demais marcações. 
No caso da sexta-feira, por outro lado, a jornada totaliza exatas 08hs, já que os vinte minutos excedentes ao 
final da jornada se deram para o empregado exercer atividades particulares. Portanto, tal período não será 
computado como se jornada fosse. 
Resumindo os assuntos deste tópico, chegamos no seguinte quadro: 
 
Hora noturna 
INCIDÊNCIA EM PROVA: ALTA 
O trabalho no horário noturno é mais gravoso ao ser humano, que naturalmente utiliza este período para 
sono e descanso. 
Reconhecendo esta situação, o legislador conferiu ao trabalho noturno duas regras diferenciadas que 
beneficiam o empregado: o adicional noturno e a hora ficta noturna. 
Em relação à remuneração adicional do trabalho noturno superior à do diurno, convém relembrarmos a 
seguinte disposição constitucional: 
CF,88, art. 7º São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros que visem à 
melhoria de sua condição social: (...) 
IX – remuneração do trabalho noturno superior à do diurno; 
O adicional noturno foi fixado pela CLT nos termos abaixo: 
CLT, art. 73. Salvo nos casos de revezamento semanal ou quinzenal, o trabalho noturno 
terá remuneração superior a do diurno e, para esse efeito, sua remuneração terá um 
acréscimo de 20 % (vinte por cento), pelo menos, sobre a hora diurna. 
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Registre-se que a doutrina6 entende que o trecho inicial do artigo 73, que excepciona o adicional com os 
dizeres “Salvo nos casos de revezamento semanal ou quinzenal” não foi recepcionado pela CF/88, ou seja, 
mesmo nestes casos será devido o adicional noturno. 
Com relação à hora ficta noturna, esta representa 52º30’, de acordo com o § 1º do mesmo artigo: 
CLT, art. 73, § 1º A hora do trabalho noturno será computada como de 52 minutos e 30 
segundos. 
Assim, um empregado que labora das 22h00min às 05h00min trabalha efetivamente 07 horas, mas isto 
representa 08 horas de trabalho para fins de remuneração (52º30’ x 8 = 7 horas). 
Podemos verificar então que o labor de 8 horas em período diurno equivale a 7 horas em período noturno,e o trabalho noturno, ainda, ensejará a percepção do adicional mínimo de 20%. 
Sobre a validade da previsão celetista de hora ficta pós CF/88, o TST entendeu que a disposição constitucional 
de remuneração do trabalho noturno superior à do diurno não revoga a hora ficta: 
OJ-SDI1-127 HORA NOTURNA REDUZIDA. SUBSISTÊNCIA APÓS A CF/1988 
O art. 73, § 1º da CLT, que prevê a redução da hora noturna, não foi revogado pelo inciso 
IX do art. 7º da CF/1988. 
- - - - 
Se o trabalho iniciou no período noturno e foi prorrogado, ao labor realizado na prorrogação também se 
aplica o adicional noturno: 
CLT, art. 73, § 5º Às prorrogações do trabalho noturno aplica-se o disposto neste capítulo. 
Neste contexto, relevante mencionar o item II da Súmula 60, que interpreta o art. 73, § 5º, da CLT desta 
maneira: 
SUM-60 ADICIONAL NOTURNO. INTEGRAÇÃO NO SALÁRIO E PRORROGAÇÃO EM HORÁRIO 
DIURNO 
I - O adicional noturno, pago com habitualidade, integra o salário do empregado para todos 
os efeitos. 
II - Cumprida integralmente a jornada no período noturno e prorrogada esta, devido é 
também o adicional quanto às horas prorrogadas. Exegese do art. 73, § 5º, da CLT. 
 
6 Neste sentido cita-se CARRION, Valentim. Op. cit., p. 164. 
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Vejamos alguns exemplos para facilitar a compreensão. 
Exemplo 1: um empregado urbano labora das 21hs às 04hs, tendo direito à redução da hora noturna e ao 
adicional noturno entre o período compreendido das 22hs às 04hs7. 
Exemplo 2: um porteiro labora das 22hs às 05hs, mas em determinado dia teve que permanecer na portaria 
do edifício até a chegada do outro empregado, que ocorreu somente às 07hs. Por força do art. 73, §5º e da 
SUM-60, transcritos acima, o porteiro terá direito à redução ficta e ao adicional noturno entre o período 
compreendido das 22hs às 07hs (mesmo não sendo considerado noturno o período após as 05hs). 
Relembro que os empregados na escala de 12 x36 não possuem direito a este adicional ou à hora ficta sobre 
a prorrogação da jornada noturna (CLT, art. 59-A, parágrafo único). Ou seja, eles fazem jus ao adicional 
noturno (e à redução ficta da hora noturna) sobre o período efetivamente noturno, mas não têm direito a 
estes benefícios sobre o período laborado mediante prorrogação de jornada noturna. Assim, passamos a 
mais um exemplo. 
Exemplo 3: uma enfermeira, laborando em escala 12x36, inicia seu turno às 22hs. Ela possui direito ao 
adicional noturno apenas até as 05hs, sendo o trecho de sua jornada após as 05hs não irá ensejar a percepção 
do adicional noturno, por força do art. 59-A, parágrafo único, parte final. 
- - - - 
Em relação à aplicabilidade da hora ficta às diversas categorias profissionais é interessante conhecer a 
Súmula 112, que consolida o entendimento do TST sobre a não aplicabilidade deste instituto aos petroleiros: 
SUM-112 TRABALHO NOTURNO. PETRÓLEO 
O trabalho noturno dos empregados nas atividades de exploração, perfuração, produção e 
refinação do petróleo, industrialização do xisto, indústria petroquímica e transporte de 
petróleo e seus derivados, por meio de dutos, é regulado pela Lei nº 5.811, de 11.10.1972, 
não se lhe aplicando a hora reduzida de 52 minutos e 30 segundos prevista no art. 73, § 2º, 
da CLT. 
Da mesma forma, aos portuários, regidos por lei específica, também não foi estendido o direito à hora ficta 
noturna nos turnos das 19h00min às 07h00min: 
OJ-SDI1-60 PORTUÁRIOS. HORA NOTURNA. HORAS EXTRAS. (LEI Nº 4.860/65, ARTS. 4º E 
7º, § 5º) 
I - A hora noturna no regime de trabalho no porto, compreendida entre dezenove horas e 
sete horas do dia seguinte, é de sessenta minutos. 
 
7 Como veremos adiante, para os empregados urbanos é considerada jornada noturna o trabalho executado entre as 22 horas de 
um dia e as 5 horas do dia seguinte. 
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Já os vigias (que laboram em período noturno, claro) têm reconhecido o direito à hora ficta, conforme 
Súmula 65: 
SUM-65 VIGIA 
O direito à hora reduzida de 52 minutos e 30 segundos aplica-se ao vigia noturno. 
Há também jurisprudência consolidada de que os empregados submetidos aos turnos ininterruptos de 
revezamento fazem jus à hora noturna reduzida: 
OJ-SDI1-395 TURNO ININTERRUPTO DE REVEZAMENTO. HORA NOTURNA REDUZIDA. 
INCIDÊNCIA. 
O trabalho em regime de turnos ininterruptos de revezamento não retira o direito à hora 
noturna reduzida, não havendo incompatibilidade entre as disposições contidas nos arts. 
73, § 1º, da CLT e 7º, XIV, da Constituição Federal. 
Compilando estes detalhes em um quadro-resumo, temos o seguinte: 
 
- - - - 
Quanto à delimitação do que se considera noturno, a CLT estabeleceu como tal o período entre 22h00min e 
05h00min: 
CLT, art. 73, § 2º Considera-se noturno, para os efeitos deste artigo, o trabalho executado 
entre as 22 horas de um dia e as 5 horas do dia seguinte. 
No caso dos trabalhadores rurais a Lei 5.889/73 (Lei do Trabalho Rural) regulou o horário noturno de outra 
forma: 
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Lei 5.889/73, art. 7º - Para os efeitos desta Lei, considera-se trabalho noturno o executado 
entre as vinte e uma horas de um dia e as cinco horas do dia seguinte, na lavoura, e entre 
as vinte horas de um dia e as quatro horas do dia seguinte, na atividade pecuária. 
No tocante à remuneração do trabalho noturno superior à do diurno a lei 5.889/73 também possui regra 
distinta: 
Lei 5.889/73, art. 7º, parágrafo único. Todo trabalho noturno será acrescido de 25% (vinte 
e cinco por cento) sobre a remuneração normal. 
Segue abaixo um esquema com a indicação das regras da hora noturna em relação aos empregados urbanos 
e rurais: 
 
Trabalhador urbano (CLT) Trabalhador rural 
 
Horário noturno entre as 
22h00min de um dia e as 
05h00min do dia seguinte 
 Horário noturno entre as 
21h00min de um dia e as 
05h00min do dia seguinte 
(lavoura) 
 
 Horário noturno entre as 
20h00min de um dia e as 
04h00min do dia seguinte 
(pecuária) 
 
Hora ficta noturna de 52 minutos 
e 30 segundos 
 Não possui direito a hora ficta 
noturna 
 
Adicional noturno de 20% Adicional noturno de 25% 
Controle de jornada 
Após estudarmos as regras gerais sobre jornada e descansos, veremos agora como se dá o controle da 
jornada. 
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Falaremos neste tópico sobre a jornada controlada (que é a regra geral) e sobre jornada não controlada. 
Antigamente, havia um caso de jornada não tipificada, para os trabalhadores domésticos, o que não vale 
mais desde a EC 72/2013. 
Jornada controlada 
INCIDÊNCIA EM PROVA: MÉDIA 
A regra geral é que haja controle da jornada, nos termos do artigo 74 da CLT, visto que este controle ocorre 
em benefício do empregado, com o fito de fazer com que sejam respeitados os limites máximos das jornadas 
laborais: 
CLT, art. 74 - O horário de trabalho será anotado em registro de empregados. 
(...) 
§ 2º Para os estabelecimentos com mais de 20 (vinte) trabalhadores será obrigatória a 
anotação da hora de entrada e de saída, em registro manual, mecânico ou eletrônico, 
conforme instruções expedidas pela Secretaria Especial de Previdência e Trabalho do 
Ministério da Economia, permitida a pré-assinalação do período de repouso. 
§ 3º Se o trabalho for executado fora do estabelecimento, o horário dos empregados 
constará doregistro manual, mecânico ou eletrônico em seu poder, sem prejuízo do que 
dispõe o caput deste artigo. 
Deste modo, o estabelecimento com mais de 20 empregados deve possuir controle de jornada, que não 
necessariamente deve ser eletrônico. Percebam que a lei fala em registro manual, mecânico ou eletrônico. 
Após sucessivas prorrogações, finalmente entrou em vigor a Portaria 1510/2009 do MTb, que regula o 
controle eletrônico de jornada. 
A partir de então uma série de requisitos técnicos devem ser atendidos pelas empresas que adotam o ponto 
eletrônico, com a finalidade de dificultar a manipulação e fraude dos registros do ponto eletrônico. 
Percebam também que o controle da jornada está vinculado à quantidade de empregados do 
estabelecimento (mais de 20), não havendo vinculação com o porte econômico da empresa. 
A par desta regra geral, é importante conhecermos duas ressalvas importantes! 
- - - - - 
 
A primeira ressalva quanto ao controle da jornada diz respeito à disposição introduzida na CLT pela reforma 
trabalhista, que prevê a possibilidade de negociação coletiva quanto à modalidade de registro do ponto: 
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CLT, Art. 611-A. A convenção coletiva e o acordo coletivo de trabalho têm prevalência 
sobre a lei quando, entre outros, dispuserem sobre: 
(..) 
X - modalidade de registro de jornada de trabalho; 
Tal regra dá grande liberdade para os sindicatos, que passam a poder dispor a respeito do registro de jornada 
de trabalho, autorizando, por exemplo, o controle fora da modalidade regulamentada pelo MTb. 
- - - - - 
A segunda ressalva diz respeito ao chamado controle de jornada por exceção. 
Nos últimos tempos, o TST já vinha entendendo válida8 cláusula coletiva que disponha a respeito do controle 
de jornada, permitindo o “controle de jornada por exceção”. 
Neste “controle por exceção”, não há necessidade do registro diário de todos os horários de entrada e 
saída do empregado. São registradas apenas as situações excepcionais, em que o empregado presta horas 
extras, se atrasa, sai de férias etc. 
Em outras palavras, no controle por exceção: 
 
 
Assim, se o empregador fosse chamado em juízo a apresentar o controle e não apresentasse, não incidiriam 
os efeitos previstos no item I da SUM-338 (estudada logo adiante). 
Mas qual a relevância deste controle por exceção? 
É que, após a alteração promovida pela Lei 13.874, de setembro de 2019, a CLT passou a permitir tal 
modalidade de controle de jornada, por meio do disposto em seu art. 74, §4º: 
 
8 A exemplo do RR 1001704-59.2016.5.02.0076 e do ARR-80700-33.2007.5.02.0261 
“regra geral” 
(jornada de trabalho corriqueira)
é presumida, sem 
necessidade de registro 
“exceções” 
(situações que fogem à jornada de 
trabalho habitual)
devem ser registradas
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4º Fica permitida a utilização de registro de ponto por exceção à jornada regular de 
trabalho, mediante acordo individual escrito, convenção coletiva ou acordo coletivo de 
trabalho. 
Percebam que, após tal alteração legislativa, a legislação passou a admitir expressamente o controle por 
exceção, exigindo-se que seja estabelecido mediante: (i) contrato individual escrito, (ii) acordo coletivo ou 
(iii) convenção coletiva de trabalho. 
- - - - - 
Quanto ao controle de jornada em si, é relevante destacar uma prática comum, que ocorre quando o 
controle de jornada não reproduz os horários efetivamente praticados pelo empregado: é o ponto britânico. 
Em demandas trabalhistas e na rotina de fiscalização do AFT é muito comum encontrar cartões ponto como 
este abaixo: 
CARTÃO PONTO - mês X, ano Y 
Dia Entrada Saída do 
intervalo 
Retorno do 
intervalo 
Saída 
(...) 
Segunda-feira 08h00min 12h00min 14h00min 18h00min 
Terça-feira 08h00min 12h00min 14h00min 18h00min 
Quarta-feira 08h00min 12h00min 14h00min 18h00min 
Quinta-feira 08h00min 12h00min 14h00min 18h00min 
Sexta-feira 08h00min 12h00min 14h00min 18h00min 
Sábado 08h00min 12h00min - - 
Domingo - - - - 
(...) 
Isto ocorre quando existe algum tipo de irregularidade no controle, que na verdade não controla nada. É o 
chamado “ponto britânico”. 
Quanto ao assunto, segue a Súmula 338 do TST, com destaque para o item III: 
SUM-338 JORNADA DE TRABALHO. REGISTRO. ÔNUS DA PROVA 
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I - É ônus do empregador que conta com mais de 10 (dez) empregados [já que a súmula foi 
aprovada antes da alteração no art. 74, §2º, pela Lei 13.874/2019] o registro da jornada de 
trabalho na forma do art. 74, § 2º, da CLT. A não-apresentação injustificada dos controles 
de frequência gera presunção relativa de veracidade da jornada de trabalho, a qual pode 
ser elidida por prova em contrário. 
II - A presunção de veracidade da jornada de trabalho, ainda que prevista em instrumento 
normativo, pode ser elidida por prova em contrário. 
III - Os cartões de ponto que demonstram horários de entrada e saída uniformes são 
inválidos como meio de prova, invertendo-se o ônus da prova, relativo às horas extras, que 
passa a ser do empregador, prevalecendo a jornada da inicial se dele não se desincumbir. 
A questão abaixo, correta, exemplifica o ponto britânico e sua relação com a Súmula 338: 
CESPE/TRT5 – Analista Judiciário – Área Administrativa - 2009 
Considere a seguinte situação hipotética. 
João moveu reclamação trabalhista contra a empresa em que trabalhava, alegando determinada jornada de 
trabalho. A empresa, por sua vez, na audiência de instrução, apresentou, como única prova, cartões de ponto 
com registros de jornada uniformes. Nessa situação, a jornada de trabalho alegada por João na inicial deverá 
prevalecer como verdadeira. 
Quando o estabelecimento possui menos de 20 empregados a CLT não instituiu como obrigatória a anotação 
da hora de entrada e de saída, em registro manual, mecânico ou eletrônico, da mesma forma como o fez 
para as outras empresas. 
Entretanto, isto não significa tais empresas estejam desobrigadas de respeitar as regras atinentes a jornada 
e descanso. 
Apesar da não existência de regra objetiva de como se dará o controle, é certo que os empregados de tais 
estabelecimentos estão abrangidos pelas normas de limitação da jornada, concessão de descansos intra e 
interjornadas, pagamento de horas extraordinárias etc. 
Jornada não controlada 
INCIDÊNCIA EM PROVA: MÉDIA 
Jornada não controlada ocorre nos casos de empregados não abrangidos pelas regras de duração do 
trabalho, que são: os gerentes, os que exercem atividade externa incompatível com a fixação de horário de 
trabalho e os teletrabalhadores. 
O dispositivo celetista que delimita estes três grupos é o artigo 62 (inserido o item III pela reforma 
trabalhista): 
CLT, art. 62 - Não são abrangidos pelo regime previsto neste capítulo [Da Duração do 
Trabalho]: 
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I - os empregados que exercem atividade externa incompatível com a fixação de horário de 
trabalho, devendo tal condição ser anotada na Carteira de Trabalho e Previdência Social e 
no registro de empregados; 
II - os gerentes, assim considerados os exercentes de cargos de gestão, aos quais se 
equiparam, para efeito do disposto neste artigo, os diretores e chefes de departamento ou 
filial9. 
III - os empregados em regime de teletrabalho. 
III - os empregados em regime de teletrabalhoque prestam serviço por produção ou tarefa 
[Lei 14.442/2022]. 
O mencionado capítulo da CLT (Capítulo II - Da Duração do Trabalho) trata da jornada de trabalho, descanso, 
intrajornada, descanso interjornada e trabalho noturno. Como conclusão, os empregados indicados nos 
incisos no art. 62 não possuem, em princípio, direito a horas extras e demais direitos abrangidos no 
mencionado capítulo da CLT. 
O DSR é devido, pois não foi previsto neste capítulo da CLT, e sim em outra lei. Portanto, se o empregado 
nesta situação labora durante o DSR ou durante um feriado, há entendimentos do TST10 de que ele teria 
direito a remuneração em dobro. 
Sobre isto Mauricio Godinho Delgado11 entende que 
“A ordem jurídica reconhece que a aferição de uma efetiva jornada de trabalho cumprida 
pelo empregado supõe um mínimo de fiscalização e controle por parte do empregador 
sobre a prestação concreta dos serviços ou sobre o período de disponibilidade perante a 
empresa. O critério é estritamente prático: trabalho não fiscalizado nem minimamente 
controlado é insuscetível de propiciar a aferição da prestação (ou não) de horas 
extraordinárias pelo trabalhador. Nesse quadro, as jornadas não controladas não ensejam 
cálculo de horas extraordinárias, dado que não se pode aferir sequer a efetiva prestação 
da jornada padrão incidente sobre o caso concreto.” 
É importante mencionar, também, que a previsão legal contida no art. 62 e incisos, que retira de sua 
abrangência os gerentes, empregados que realizam atividade externa incompatível com controle de jornada 
(e, mais recentemente, os teletrabalhadores) é relativa, ou seja, tais empregados podem vir a ser 
destinatários das regras de controle de jornada caso a realidade fática demonstre haver fiscalização e 
controle de horários e jornada pelo seu empregador. 
 
9 Além do encargo de gestão a CLT também exige a percepção de gratificação de função não inferior a 40%, como estudado 
anteriormente. 
10 RR - 1231-06.2015.5.06.0144. DEJT de 13/04/2018 
11 DELGADO, Mauricio Godinho. Op. cit., p. 917. 
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Comentando esta presunção relativa (juris tantum) o Ministro12 arremata 
“Mas atenção: cria aqui [art. 62] a CLT apenas uma presunção – a de que tais empregados 
não estão submetidos, no cotidiano laboral, a fiscalização e controle de horário, não se 
sujeitando, pois, à regência das regras sobre jornada de trabalho. Repita-se: presunção 
jurídica... e não discriminação legal. Deste modo, havendo prova firme (sob ônus do 
empregado) de que ocorria efetiva fiscalização e controle sobre o cotidiano da prestação 
laboral, fixando fronteiras claras à jornada laborada, afasta-se a presunção legal instituída, 
incidindo o conjunto das regras clássicas concernentes à duração do trabalho.” 
➢ Trabalhadores externos 
No caso dos trabalhadores que exercem atividade externa incompatível com a fixação de horário de trabalho 
(inciso I) é de se notar que tal conceito alberga novas formas de prestação laboral que têm surgido – e se 
ampliado – na atualidade em face das inovações tecnológicas. 
A respeito dos trabalhadores externos, é interessante citar precedente do TST, de setembro de 2018, que 
excepciona a SUM-338 há pouco comentada. 
Em princípio, trabalhadores externos estão excluídos do controle de jornada. No entanto, em alguns casos é 
faticamente possível que o empregador realize o controle de horários. Nestas situações, se o empregado 
alega judicialmente o desrespeito aos intervalos intrajornada, é ônus do próprio empregado provar tal 
alegação. Isto ocorre em virtude das peculiaridades do trabalho externo, as quais impedem o empregador 
de fiscalizar a fruição do intervalo intrajornada, de sorte que não há que se falar em aplicação do item I da 
SUM-338 do TST: 
Trabalho externo. Possibilidade de controle dos horários de início e de término da jornada 
de trabalho. Concessão do intervalo intrajornada. Ônus da prova do empregado. 
Inaplicabilidade da Súmula nº 338, I, do TST. 
Ainda que seja possível controlar os horários de início e de término da jornada de trabalho, 
é do empregado que desempenha atividades externas o ônus de provar a supressão ou a 
redução do intervalo intrajornada. Não há falar em aplicação da Súmula nº 338, I, do TST, 
pois as peculiaridades do trabalho externo impedem o empregador de fiscalizar a fruição 
do referido intervalo. (..) 
TST-E-RR-539-75.2013.5.06.0144, SBDI-I, rel. Min. Hugo Carlos Scheuermann, red. p/ 
acórdão Min. Maria Cristina Irigoyen Peduzzi, 13.9.2018. Informativo TST 184 
➢ Gerentes 
Em relação ao inciso II (gerentes), é preciso conhecer a previsão contida no parágrafo único do art. 62: 
 
12 Idem, p. 918. 
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Parágrafo único - O regime previsto neste capítulo será aplicável aos empregados 
mencionados no inciso II deste artigo [gerentes], quando o salário do cargo de confiança, 
compreendendo a gratificação de função, se houver, for inferior ao valor do respectivo 
salário efetivo acrescido de 40% (quarenta por cento). 
Portanto, em relação ao os gerentes (exercentes de cargos de gestão), eles somente serão excluídos do 
controle de jornada caso recebam uma gratificação igual ou superior a 40% do salário do cargo efetivo. 
Assim, caso recebam tal gratificação, os exercentes de cargo de gestão não terão direito a receber horas 
extras etc. 
Assim, quanto aos gerentes, teremos duas possibilidades: 
a) exercente de cargo de gestão COM gratificação igual ou superior a 40%: excluídos do controle de 
jornada e sem direito a horas extras 
b) exercente de cargo de gestão SEM gratificação (ou com gratificação inferior a 40%): não é excluído 
do controle de jornada e tem direito a horas extras. 
Ainda em relação aos gerentes, com a reforma trabalhista, a CLT passou a autorizar que norma coletiva 
disponha sobre os cargos que se enquadram como função de confiança. Assim, ainda que determinado cargo 
não tenha efetivamente conteúdo de gestão, poderia ser definido em norma coletiva como sendo cargo de 
confiança e, portanto, ficaria excluído do controle de jornada: 
CLT, art. 611-A, A convenção coletiva e o acordo coletivo de trabalho têm prevalência sobre 
a lei quando, entre outros, dispuserem sobre: 
V - plano de cargos, salários e funções compatíveis com a condição pessoal do empregado, 
bem como identificação dos cargos que se enquadram como funções de confiança; 
➢ Teletrabalhadores que prestam serviço por produção ou tarefa 
Por fim, os teletrabalhadores (inciso III), embora não sejam considerados trabalhadores externos, foram 
também excluídos do controle de jornada pela reforma trabalhista, caso prestem serviço por produção ou 
tarefa. 
Neste ponto, vale destacar que existem, segundo a literalidade da CLT, 3 modalidades de teletrabalho, a 
depender da forma de pagamento do salário: 
 
salário fixado por 
unidade de tempo presta serviços por jornada 
salário fixado por 
produção presta serviços por produção
salário fixado por 
tarefa presta serviços por tarefa 
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==d8eaf==
 
 
Lembro que o pagamento do salário por unidade de tempo é o mais comum no cotidiano, em 
que o empregador remunera o empregado utilizando como parâmetro o tempo em que o 
empregado trabalhou (ou permaneceu à disposição do empregador). Exemplo: tal valor por dia 
de trabalho; determinada importância por quinzena de trabalho; por mês de trabalho. Neste caso, 
a remuneração do empregado é fixa, não considerando a efetiva produção do trabalhador.Já o salário por produção (ou por unidade de obra) tem como parâmetro de cálculo a quantidade 
de peças (unidades) produzidas pelo empregado. Exemplo: determinado valor por calça 
costurada; R$ X para cada janela fabricada. 
Por fim, no salário por tarefa, que é pouquíssimo utilizado na prática, temos uma combinação dos 
critérios anteriores. Seguindo a terminologia clássica de “tarefa”, trago as lições de Mauricio 
Godinho Delgado13 no sentido de que 
“O salário-tarefa é aquele que se afere através de fórmula combinatória do critério 
de unidade de obra com o critério da unidade de tempo. Acopla-se a um certo 
parâmetro temporal (hora, dia, semana ou mês) um certo montante mínimo de 
produção a ser alcançado pelo trabalhador. Por este sistema, caso o trabalhador 
atinja a meta de produção em menor número de dias da semana, por exemplo, 
dois efeitos podem ocorrer, a juízo do empregador: libera-se o empregado do 
trabalho nos dias restantes, garantido o salário padrão fixado; ou, 
alternativamente, determina-se a realização de uma produção adicional, no tempo 
disponível restante (pagando-se, claro, um plus salarial por esse acréscimo de 
produção)14”. 
 
Mas qual a importância dessas modalidades de teletrabalho? 
No caso de teletrabalho por jornada, a jornada do empregado deverá ser controlada, mesmo se 
dando fora das dependências do empregador. 
Nesse sentido, a MP prevê que, na hipótese da prestação de serviços em regime de teletrabalho 
por produção ou por tarefa, não se aplicarão as regras quanto à duração do trabalho, previstas no 
Capítulo II do Título II da CLT (CLT, art. 75-B, § 3º). 
 
13 DELGADO, Mauricio Godinho. Op. cit., p. 750. 
14 Se instituíssem o salário por tarefa no serviço público seria ótimo hein ;-) 
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fora do controle de 
jornada 
 
 
 
Reparem que, antes da Lei 14.442/2022, todos os teletrabalhadores ficavam excluídos do controle 
de jornada. Em outras palavras, qualquer que fosse a modalidade de teletrabalho, estes 
trabalhadores não estavam submetidos ao controle de jornada. Em consequência, tais 
empregados não tinham direito, em regra, a horas extras, adicional noturno e outros reflexos do 
controle de jornada. 
Com a alteração promovida, somente são excluídos do controle de jornada os teletrabalhadores 
sob regime de produção ou tarefa. Vejam adiante como foi a alteração: 
Redação antes da Lei 14.442/2022 Redação após a Lei 14.442/2022 
Art. 62 - Não são abrangidos pelo regime 
previsto neste capítulo: (..) 
III - os empregados em regime de teletrabalho. 
Art. 62 - Não são abrangidos pelo regime 
previsto neste capítulo: (..) 
III - os empregados em regime de teletrabalho 
que prestam serviço por produção ou tarefa. 
Quanto a esta modalidade de teletrabalhadores, vale destacar que o tempo de uso de 
equipamentos tecnológicos (incluindo softwares, ferramentas digitais, aplicações de internet 
utilizados para o teletrabalho e a infraestrutura necessária) fora da jornada de trabalho normal do 
empregado não constitui tempo à disposição, regime de prontidão ou de sobreaviso, exceto se 
houver previsão em acordo individual ou em acordo ou convenção coletiva de trabalho (CLT, art. 
75-B, § 5º). 
teletrabalho 
por jornada 
por produção
por tarefa
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Portanto, em regra, o simples fato de o empregado utilizar os aplicativos do empregador fora do 
horário de trabalho é insuficiente para caracterizar que houve prestação laboral, seja como tempo 
à disposição do empregador, prontidão ou sobreaviso. 
- - - - 
Vale ainda ressaltar que, assim como defende para os demais incisos, o Ministro Godinho relembra 
a exclusão do controle de jornada do teletrabalhador consiste em mera presunção, que pode ser 
elidida por prova em contrário15 (no mesmo sentido o Ministério do Trabalho16): 
De fato, em várias situações de teletrabalho mostra-se difícil enxergar controle estrito da 
duração do trabalho, em face da ampla liberdade que o empregado ostenta, longe das 
vistas de seu empregador, quanto à escolha dos melhores horários para cumprir os seus 
misteres provenientes do contrato empregatício. Dessa maneira, a presunção jurídica 
lançada pelo art. 62, III, da CLT não se mostra desarrazoada. Contudo, (..) trata-se de 
presunção relativa, que admite prova em sentido contrário (..) 
 
Por fim, destaco que o teletrabalho é um dos temas em que o 
negociado irá se sobrepor ao legislado (CLT, art. 611-A, VIII). 
Em síntese: 
 
 
15 DELGADO, Maurício Godinho. DELGADO, Gabriela Neves. A Reforma Trabalhista no Brasil: com os comentários à Lei n. 
13.467/2017. 1ª ed. São Paulo: LTr, 2017. P. 138 
16 Parecer da Consultoria Jurídica do Ministério do Trabalho nº 002/2018. Publicado no DOU de 29/3/2018. 
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Jornada não tipificada 
INCIDÊNCIA EM PROVA: BAIXÍSSIMA 
A doutrina reconhecia a jornada não tipificada em relação à categoria dos domésticos, pois não existia, nem 
na Constituição Federal e nem na sua lei de regência (Lei 5.859/72) norma que limitasse sua jornada de 
trabalho. 
Deste modo, os domésticos não possuíam controle de horário e nem faziam jus aos adicionais de horas 
extraordinárias e noturno. 
O que se verificava em relação aos domésticos era o direito ao descanso semana remunerado (DSR), feriados 
e férias. 
Com a EC 72/2013 os domésticos passaram a contar com os seguintes direitos: 
CF/88, art. 7º, parágrafo único. São assegurados à categoria dos trabalhadores domésticos 
os direitos previstos nos incisos IV, VI, VII, VIII, X, XIII, XV, XVI, XVII, XVIII, XIX, XXI, XXII, XXIV, 
XXVI, XXX, XXXI e XXXIII e, atendidas as condições estabelecidas em lei e observada a 
simplificação do cumprimento das obrigações tributárias, principais e acessórias, 
decorrentes da relação de trabalho e suas peculiaridades, os previstos nos incisos I, II, III, 
IX, XII, XXV e XXVIII, bem como a sua integração à previdência social. 
As alíneas que nos interessam neste tópico são as seguintes: 
• Duração do trabalho não superior a 8h/dia e 44h/semanais (inciso XIII) 
• Remuneração do trabalho extraordinário ≥ 50% da hora normal (inciso XVI) 
• Remuneração do trabalho noturno superior ao diurno (inciso IX) 
Deste modo, a classificação doutrinária de “jornada não tipificada” já deixou de fazer sentido, já que os 
domésticos possuem jornada de trabalho igual à dos trabalhadores urbanos e rurais. 
Motorista profissional (Lei 13.103/15) 
A Lei 13.103/15, aprovada em março de 2015, (seguindo algumas inovações trazidas pela Lei 12.619/12, que 
entrou em vigor no mês de junho de 2012) trouxe várias disposições sobre jornada e descanso da categoria 
de motorista profissional. 
Comentaremos neste tópico as principais disposições pertinentes ao assunto de nossa aula, destacando 
entendimento do STF, proferido na ADI 5322, em julho de 2023, declarando inconstitucionais algumas das 
regras previstas na CLT sobre esta categoria. 
Controle de jornada 
Desde a Lei 12.619/12, houve sensível inovação quanto ao controle da jornada dos motoristas profissionais, 
que, apesar de exercerem atividade externa, passam agora a contar com o direito ao controle de sua jornada. 
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É notório que o excesso de jornada de motoristas no Brasil causa problemas de saúde e expõe o empregado 
a risco acentuadode acidentes de trânsito. Já participei de ações fiscais onde foram identificados (através 
de discos de tacógrafo, depoimentos e outros meios) motoristas dirigindo quase 20 vinte horas no mesmo 
dia. 
Buscando resolver este problema, a Lei 13.103/15 (como já fazia a Lei 12.619/12) estabelece que: 
Lei 13.103/15, art. 2º São direitos dos motoristas profissionais de que trata esta Lei, sem 
prejuízo de outros previstos em leis específicas: (...) 
V – se empregados: (..) 
b) ter jornada de trabalho controlada e registrada de maneira fidedigna mediante 
anotação em diário de bordo, papeleta ou ficha de trabalho externo, ou sistema e meios 
eletrônicos instalados nos veículos, a critério do empregador; 
Pode-se citar como meio de controle o rastreamento via satélite do veículo. 
Sendo assim, o controle de jornada do motorista (que usualmente era enquadrado pela doutrina no artigo 
62, I: empregados dispensados do controle de jornada por exercerem atividade externa incompatível com a 
fixação de horário de trabalho) agora é exigido pela Lei 13.103/15. 
Jornada de trabalho 
A partir deste tópico veremos disposições que foram inseridas na própria CLT pela Lei 13.103/15. 
A Lei definiu que a jornada normal dos motoristas profissionais obedecerá a jornada constitucional de 8 
horas diárias, mas permitindo duas possibilidades de realização de jornada extraordinária: 
CLT, art. 235-C. A jornada diária de trabalho do motorista profissional será de 8 (oito) 
horas, admitindo-se a sua prorrogação por até 2 (duas) horas extraordinárias ou, mediante 
previsão em convenção ou acordo coletivo, por até 4 (quatro) horas extraordinárias. 
Jornada extraordinária 
Como já adiantado acima, neste mesmo artigo, admite-se a prorrogação da jornada de trabalho, mas de duas 
maneiras distintas (CLT, art. 235-C, caput): 
a) prorrogação por até 2 horas extraordinárias (seguindo a regra geral celetista, sem necessidade de 
previsão em convenção ou acordo coletivo);e 
b) por até 4 horas extraordinárias, desde que previsto em convenção ou acordo coletivo. 
 
Acerca do tempo de espera, tem-se que: 
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CLT, art. 235-C, § 8º São considerados tempo de espera as horas em que o motorista 
profissional empregado ficar aguardando carga ou descarga do veículo nas dependências 
do embarcador ou do destinatário e o período gasto com a fiscalização da mercadoria 
transportada em barreiras fiscais ou alfandegárias, não sendo computados como 
jornada de trabalho e nem como horas extraordinárias. (ADI 5322) 
Vamos imaginar o seguinte exemplo: o motorista de uma empresa de Blumenau-SC sai do pátio do 
estabelecimento às 07h00min, em direção ao porto de Paranaguá-PR buscar uma carga. 
Sua jornada inicia às 07h00min e às 11h00min ele chega ao porto. Chegando lá faz o intervalo de almoço de 
1 (uma) hora e entra na fila para carregamento do caminhão. A carga demora 3 (três) horas para ser 
realizada. 
No retorno a Blumenau, na divisa entre PR e SC, o caminhão é parado pelo fisco estadual, e a vistoria do 
fiscal demora 1 (uma) hora, tendo em vista problemas na documentação da carga. Liberado, o motorista 
prossegue na viagem e chega ao pátio da empresa às 20h00min: 
Início da 
jornada às 
07h00min 
Chegada 
ao porto 
às 
11h00min 
Intervalo 
de 
almoço 
de 1 
hora 
Tempo de 
espera de 
3h00min 
(agd carga) 
Retorno 
até a 
parada 
no posto 
fiscal 
Parada no 
posto fiscal 
– 1h00min 
(tempo de 
espera) 
Retorno 
até o 
pátio da 
empresa 
Jornada 
encerrada 
às 
20h00min 
Neste nosso exemplo, o tempo de espera foi de 4 horas. 
Jornada de trabalho x tempo de espera 
Pela regra que constava da Lei 13.103/15, o tempo de espera, em que o empregado aguarda atividades 
necessárias para o transporte de carga, não era considerado como trabalho efetivo e nem caracterizava 
jornada extraordinária. 
 
 
No entanto, em julho de 2023, o STF declarou inconstitucional o trecho da lei que excluía 
o tempo de espera da jornada de trabalho (ADI 5322). Portanto, atualmente, o tempo de 
espera é considerado tempo à disposição do empregador, devendo ser remunerado como 
de efetivo trabalho. 
Portanto, não há mais que se falar em remuneração do tempo de espera mediante simples indenização, 
como previa o art. 235-C, § 9º, da CLT. Após a declaração de inconstitucionalidade, o tempo de espera deve 
ser remunerado como de efetivo trabalho e, sendo extrapolada a jornada contratual, deverá resultar no 
pagamento de hora extra. 
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Ainda quanto à jornada, a nova lei trouxe a possibilidade de, mediante negociação coletiva, instituir-se 
“jornada especial” de 12 (doze) horas: 
CLT, art. 235-F. Convenção e acordo coletivo poderão prever jornada especial de 12 (doze) 
horas de trabalho por 36 (trinta e seis) horas de descanso para o trabalho do motorista 
profissional empregado em regime de compensação. 
Intervalos intrajornada e interjornada, descanso semanal remunerado 
As regras definidas pela Lei 13.103/15 trouxeram, inicialmente, várias diferenças em relação aos empregados 
em geral. 
Em relação à remuneração da hora extraordinária, não houve modificações, de modo que esta deverá ser 
paga conforme definido na CF/88 ou compensadas na forma do art. 59 da CLT: 
CLT, art. 235-C, § 5º As horas consideradas extraordinárias serão pagas com o acréscimo 
estabelecido na Constituição Federal ou compensadas na forma do § 2º do art. 59 desta 
Consolidação. 
Acerca do intervalo intrajornada de motoristas, cobradores, etc., a Lei permitiu seu fracionamento 
(parágrafo incluído no art. 71 da CLT) e até mesmo a redução, nos seguintes termos: 
CLT, art. 71, § 5º - O intervalo expresso no caput [intervalo intrajornada de 1 a 2 horas] 
poderá ser reduzido e/ou fracionado, e aquele estabelecido no § 1º [intervalo intrajornada 
de 15 minutos] poderá ser fracionado, quando compreendidos entre o término da primeira 
hora trabalhada e o início da última hora trabalhada, desde que previsto em convenção 
ou acordo coletivo de trabalho, ante a natureza do serviço e em virtude das condições 
especiais de trabalho a que são submetidos estritamente os motoristas, cobradores, 
fiscalização de campo e afins nos serviços de operação de veículos rodoviários, empregados 
no setor de transporte coletivo de passageiros, mantida a remuneração e concedidos 
intervalos para descanso menores ao final de cada viagem. 
Portanto, temos duas situações: 
a) intervalo de 1 a 2 horas (jornada superior a 6 horas diárias): fracionamento ou redução; 
b) intervalo de 15 minutos (jornada diária superior a 4 horas e igual ou inferior a 6 horas): apenas 
fracionamento. 
Apesar de ter flexibilizado a regra aplicável aos empregados em geral, ao permitir o fracionamento e a 
redução (em um caso), há algumas condições que devem ser obedecidas para o fracionamento ou a redução, 
a saber: 
1) previsão em convenção ou acordo coletivo de trabalho; E 
2) intervalos estejam compreendidos entre o término da primeira hora trabalhada e o início da 
última hora trabalhada (ou seja, no meio da jornada). 
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Acerca do intervalo interjornadas dos motoristas profissionais (de passageiros e rodoviário de cargas), a Lei 
havia permitido inicialmente seu fracionamento (diferentemente do que ocorre para os empregados em 
geral): 
CLT, art. 235-C, § 3º Dentro do período de 24 (vinte e quatro) horas, são asseguradas 11 
(onze) horas de descanso, sendo facultados o seu fracionamento e a coincidênciacom os períodos de parada obrigatória na condução do veículo estabelecida pela 
Lei no 9.503, de 23 de setembro de 1997 - Código de Trânsito Brasileiro, 
garantidos o mínimo de 8 (oito) horas ininterruptas no primeiro período e o gozo 
do remanescente dentro das 16 (dezesseis) horas seguintes ao fim do primeiro 
período. (ADI 5322) 
No entanto, o STF considerou inconstitucional tal fracionamento (ADI 5322)! Para o STF, não é possível 
fracionar o intervalo interjornadas para fazer coincidir as frações com os períodos de parada obrigatória na 
condução do veículo, determinados pelo Código de Trânsito. Então este intervalo deve ocorrer de modo 
ininterrupto. 
Ainda quanto a este repouso, segundo o STF, não mais se admite o repouso do motorista com o veículo em 
movimento (antes possível pelo § 5º do art. 235-D e art. 235-E, III, da CLT). Isto porque, em viagens de longa 
distância, é comum que dois motoristas se revezem. No entanto, enquanto um deles não estiver dirigindo, 
este período não pode ser "aproveitado" para se computar seu intervalo interjornadas. 
Ainda considerando o entendimento do STF, também não mais se admite o fracionamento do repouso 
semanal remunerado (antes permitido pelo §1º do art. 235-D da CLT). Ainda quanto ao repouso semanal 
remunerado, o STF vedou a cumulação de repousos semanais remunerados (antes permitida pelo §2º do art. 
235-D da CLT). 
Hora noturna 
Quanto à hora noturna do motorista profissional, a Lei 13.103/15 remeteu à normatização geral definida no 
artigo 73 da CLT17: 
CLT, art. 235-C, § 5º À hora de trabalho noturno aplica-se o disposto no art. 73 desta 
Consolidação. 
 
17 CLT, art. 73. Salvo nos casos de revezamento semanal ou quinzenal, o trabalho noturno terá remuneração superior 
a do diurno e, para esse efeito, sua remuneração terá um acréscimo de 20 % (vinte por cento), pelo menos, sobre a 
hora diurna. 
§ 1º A hora do trabalho noturno será computada como de 52 minutos e 30 segundos. 
§ 2º Considera-se noturno, para os efeitos deste artigo, o trabalho executado entre as 22 horas de um dia e as 5 horas 
do dia seguinte. 
(...) 
§ 5º Às prorrogações do trabalho noturno aplica-se o disposto neste capítulo. 
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Compensação de jornada 
Em relação à compensação de horas, a Lei 13.103 remeteu ao regramento dos empregados em geral previsto 
no art. 59 da CLT: 
CLT, art. 235-C, § 5º As horas consideradas extraordinárias serão pagas com o acréscimo 
estabelecido na Constituição Federal ou compensadas na forma do § 2º do art. 59 desta 
Consolidação. 
Viagens de longa distância 
Além das normas estabelecidas para o motorista profissional em sua jornada normal, a Lei 13.103/15 
também trouxe disposições específicas que deverão ser obedecidas quando se tratar de viagem de longa 
distância, que foi definida como sendo aquelas superiores a sete dias. 
Nessas situações, há um conjunto de regras que diferem um pouco das viagens ordinárias e bastante das 
regras para os empregados em geral: 
CLT, art. 235-D. Nas viagens de longa distância com duração superior a 7 (sete) dias, o 
repouso semanal será de 24 (vinte e quatro) horas por semana ou fração trabalhada, sem 
prejuízo do intervalo de repouso diário de 11 (onze) horas, totalizando 35 (trinta e cinco) 
horas, usufruído no retorno do motorista à base (matriz ou filial) ou ao seu 
domicílio, salvo se a empresa oferecer condições adequadas para o efetivo gozo 
do referido repouso. (ADI 5322) 
§ 1º É permitido o fracionamento do repouso semanal em 2 (dois) períodos, sendo 
um destes de, no mínimo, 30 (trinta) horas ininterruptas, a serem cumpridos na 
mesma semana e em continuidade a um período de repouso diário, que deverão 
ser usufruídos no retorno da viagem. (ADI 5322) 
§ 2º A cumulatividade de descansos semanais em viagens de longa distância de 
que trata o caput fica limitada ao número de 3 (três) descansos consecutivos. (ADI 
5322) 
§ 3º O motorista empregado, em viagem de longa distância, que ficar com o veículo parado 
após o cumprimento da jornada normal ou das horas extraordinárias fica dispensado do 
serviço, exceto se for expressamente autorizada a sua permanência junto ao veículo pelo 
empregador, hipótese em que o tempo será considerado de espera. 
§ 4º Não será considerado como jornada de trabalho, nem ensejará o pagamento de 
qualquer remuneração, o período em que o motorista empregado ou o ajudante ficarem 
espontaneamente no veículo usufruindo dos intervalos de repouso. 
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§ 5º Nos casos em que o empregador adotar 2 (dois) motoristas trabalhando no 
mesmo veículo, o tempo de repouso poderá ser feito com o veículo em 
movimento, assegurado o repouso mínimo de 6 (seis) horas consecutivas fora do 
veículo em alojamento externo ou, se na cabine leito, com o veículo estacionado, 
a cada 72 (setenta e duas) horas. (ADI 5322) 
§ 6º Em situações excepcionais de inobservância justificada do limite de jornada de que 
trata o art. 235-C [jornada diária de 8 horas], devidamente registradas, e desde que não se 
comprometa a segurança rodoviária, a duração da jornada de trabalho do motorista 
profissional empregado poderá ser elevada pelo tempo necessário até o veículo chegar a 
um local seguro ou ao seu destino. 
§ 7º Nos casos em que o motorista tenha que acompanhar o veículo transportado por 
qualquer meio onde ele siga embarcado e em que o veículo disponha de cabine leito ou a 
embarcação disponha de alojamento para gozo do intervalo de repouso diário previsto no 
§ 3o do art. 235-C, esse tempo será considerado como tempo de descanso. 
§ 8º Para o transporte de cargas vivas, perecíveis e especiais em longa distância ou em 
território estrangeiro poderão ser aplicadas regras conforme a especificidade da operação 
de transporte realizada, cujas condições de trabalho serão fixadas em convenção ou 
acordo coletivo de modo a assegurar as adequadas condições de viagem e entrega ao 
destino final. 
Como adiantado acima, com a decisão do STF no bojo da ADI 5322), foram declarados inconstitucionais os 
trechos tachados acima, para se assegurar o efetivo repouso do motorista. Assim, (i) não mais é possível o 
fracionamento do repouso semanal remunerado; (ii) não mais se admite o cômputo do repouso no período 
em que o veículo estiver em movimento e (iii) não se admite a cumulação de repousos semanais 
remunerados. 
Transporte de passageiros 
Além de disposições específicas para viagens longas, a Lei 13.103/15 previu regras específicas para o 
transporte de passageiros: 
CLT, art. 235-E. Para o transporte de passageiros, serão observados os seguintes 
dispositivos: 
I - é facultado o fracionamento do intervalo de condução do veículo previsto na Lei no 
9.503, de 23 de setembro de 1997 - Código de Trânsito Brasileiro, em períodos de no 
mínimo 5 (cinco) minutos; 
II - será assegurado ao motorista intervalo mínimo de 1 (uma) hora para refeição, podendo 
ser fracionado em 2 (dois) períodos e coincidir com o tempo de parada obrigatória na 
condução do veículo estabelecido pela Lei no 9.503, de 23 de setembro de 1997 - Código 
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de Trânsito Brasileiro, exceto quando se tratar do motorista profissional enquadrado no § 
5º do art. 71 desta Consolidação; 
III - nos casos em que o empregador adotar 2 (dois) motoristas no curso da mesma 
viagem, o descanso poderá ser feito com o veículo em movimento, respeitando-
se os horários de jornada de trabalho, assegurado,após 72 (setenta e duas) horas, 
o repouso em alojamento externo ou, se em poltrona correspondente ao serviço 
de leito, com o veículo estacionado. (ADI 5322) 
 
 
 
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JORNADAS ESPECIAIS DE TRABALHO 
Modalidades de jornada de trabalho 
Após estudarmos as regras gerais sobre a composição da jornada de trabalho, passemos agora à definição 
do que seja uma jornada normal (padrão) e quais são as jornadas especiais de trabalho. 
Jornada padrão (normal) de trabalho 
INCIDÊNCIA EM PROVA: ALTA 
A jornada normal de trabalho é de 8 (oito) horas por dia, com fundamento na atual Constituição Federal: 
CF/88, art. 7º São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros que visem à 
melhoria de sua condição social: 
(...) 
XIII - duração do trabalho normal não superior a oito horas diárias e quarenta e quatro 
semanais, facultada a compensação de horários e a redução da jornada, mediante acordo 
ou convenção coletiva de trabalho; 
Como deve haver repouso semanal (assunto de outro tópico), chega-se ao limite máximo trabalho de 220 
horas por mês, pelo seguinte: 
Sendo o módulo semanal de 44 horas, respeitado um dia de descanso semanal, restam 6 dias por semana 
para o trabalho; dividindo-se 44 por 6, temos 7,33h/dia. 
7,33h/dia = 7h + 0,33h = 7h + 1/3h = 7h + 20min = 7h20min 
Multiplicando 7h20min por 30 dias = 220h (este é o divisor do salário, sobre o qual falaremos 
oportunamente). 
Por outro lado, se o empregado laborar 40 horas semanais, observa-se que seu divisor será 200, nos termos 
da SUM-431 do TST: 
SUM-431 
Para os empregados a que alude o art. 58, caput, da CLT, quando sujeitos a 40 horas 
semanais de trabalho, aplica-se o divisor 200 (duzentos) para o cálculo do valor do salário-
hora. 
Há categorias com jornadas diferenciadas, que serão objeto de estudo em tópico específico. 
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Antes de passar às jornadas especiais, é importante destacar a possibilidade de negociação coletiva a 
respeito da pactuação da jornada de trabalho. 
 
A respeito desse assunto, o negociado pode se sobrepor ao legislado, porém, a negociação fica limitada à 
jornada constitucional que acabamos de estudar: 
CLT, Art. 611-A. A convenção coletiva e o acordo coletivo de trabalho têm prevalência 
sobre a lei quando, entre outros, dispuserem sobre: 
I - pacto quanto à jornada de trabalho, observados os limites constitucionais; 
Jornadas especiais de trabalho 
INCIDÊNCIA EM PROVA: MÉDIA 
Diversas categorias possuem jornadas distintas do padrão estudado no tópico anterior. Veremos abaixo os 
exemplos que possuem vinculação mais estreita com a CLT. 
Turnos ininterruptos de revezamento 
Os turnos ininterruptos de revezamento (TIR) possuíram tratamentos diferenciados ao longo do tempo, e 
atualmente estão regrados pela Constituição Federal da seguinte forma: 
CF/88, art. 7º São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros que visem à 
melhoria de sua condição social: 
(...) 
XIV - jornada de seis horas para o trabalho realizado em turnos ininterruptos de 
revezamento, salvo negociação coletiva; 
Para caracterização do turno ininterrupto de revezamento não basta que a jornada seja de 06 horas. É 
imprescindível que haja significativa alternância de horários de trabalho compreendendo dia e noite: 
OJ-SDI1-360 TURNO ININTERRUPTO DE REVEZAMENTO. DOIS TURNOS. HORÁRIO DIURNO 
E NOTURNO. CARACTERIZAÇÃO 
Faz jus à jornada especial prevista no art. 7º, XIV, da CF/1988 o trabalhador que exerce suas 
atividades em sistema de alternância de turnos, ainda que em dois turnos de trabalho, que 
compreendam, no todo ou em parte, o horário diurno e o noturno, pois submetido à 
alternância de horário prejudicial à saúde, sendo irrelevante que a atividade da empresa 
se desenvolva de forma ininterrupta. 
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Para a caracterização da alternância de horários é necessário que o empregado labore em 
períodos alternados que cubram todas as 24 horas do dia? 
Resposta: ainda não há definição precisa por parte da doutrina, mas a OJ exposta acima tende a aceitar como 
alternância os horários que não cubram as 24 horas do dia. 
Como explicado por Mauricio Godinho Delgado1: 
“(...) enquadra-se no tipo legal em exame o sistema de trabalho que coloque o empregado, 
alternativamente, em cada semana, quinzena, mês ou período relativamente superior, em 
contato com as diversas fases do dia e da noite, cobrindo as horas da composição dia/noite 
ou, pelo menos, parte importante das fases diurnas e noturnas. (...) De toda maneira, é 
evidente que o contato com os diversos horários da noite e do dia há que ser significativo 
– ainda que não integral -, sob pena de se estender demasiadamente o tipo jurídico 
destacado pela Constituição.” 
Exemplo: um empregado que trabalha na câmara fria de um frigorífico, cumprindo horários de trabalho 
alternados nos dias da semana de 08h00min às 14h00min, 17h00min às 23h00min e 01h00min às 07h00min, 
de acordo com a necessidade da empresa. 
Neste caso, o empregado tem evidentes prejuízos à sua saúde e convívio social, pois tal organização do 
trabalho afeta seu ritmo biológico (os horários de sono sempre variam) e prejudica sua inserção na sociedade 
(tem dificuldades para frequentar uma faculdade ou realizar cursos, por exemplo, visto que a alternância de 
horários não lhe permite acompanhar as turmas). 
Caso o empregado laborasse em turno fixo (somente de manhã, somente de tarde ou somente de noite, sem 
alternância), não seria o caso de aplicabilidade das regras atinentes ao turno ininterrupto de revezamento 
(TIR). 
Seguindo adiante no assunto precisamos destacar outro aspecto relevante para fins de prova: 
Se a empresa parar de funcionar um dia por semana (aos domingos, por exemplo) isto 
prejudica a tipificação do TIR? 
Resposta: Não. Parte da doutrina entende que isso seria necessário, mas o TST já possui entendimento 
quanto ao fato de as interrupções da atividade empresarial não descaracterizarem o regime de turno 
ininterrupto de revezamento; vejamos o verbete relacionado ao tema: 
 
1 DELGADO, Mauricio Godinho. Curso de Direito do Trabalho.12 Ed. São Paulo: LTr, 2013, p. 930. 
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OJ-SDI1-360 TURNO ININTERRUPTO DE REVEZAMENTO. DOIS TURNOS. HORÁRIO DIURNO 
E NOTURNO. CARACTERIZAÇÃO 
Faz jus à jornada especial prevista no art. 7º, XIV, da CF/1988 o trabalhador que exerce suas 
atividades em sistema de alternância de turnos, ainda que em dois turnos de trabalho, que 
compreendam, no todo ou em parte, o horário diurno e o noturno, pois submetido à 
alternância de horário prejudicial à saúde, sendo irrelevante que a atividade da empresa 
se desenvolva de forma ininterrupta. 
Outra questão que pode ser exigida em provas: 
Se o empregador concede um intervalo intrajornada (15 minutos para lanche, por 
exemplo), isso descaracteriza o regime de TIR? 
Resposta: Não, visto que o termo “ininterrupto” se refere à alternância dos turnos em si, e não impede que 
haja intervalo intrajornada (durante o turno) para descanso dos empregados: 
SUM-360 TURNOS ININTERRUPTOS DE REVEZAMENTO. INTERVALOS INTRAJORNADA E 
SEMANAL 
A interrupção do trabalho destinada a repouso e alimentação, dentro de cada turno, ou o 
intervalo para repouso semanal, não descaracteriza o turno de revezamentocom jornada 
de 6 (seis) horas previsto no art. 7º, XIV, da CF/1988. 
Corrobora o entendimento a posição do Ministro Godinho2: 
“(...) a ideia de falta de interrupção dos turnos centra-se na circunstância de que eles se 
sucedem ao longo das semanas, quinzenas ou meses, de modo a se encadearem para cobrir 
todas as fases da noite e do dia – não tendo relação com o fracionamento interno de cada 
turno de trabalho.” 
Este tema foi exigido no concurso de AFT 2009/2010: 
ESAF/MTE – Auditor Fiscal do Trabalho - 2010 
De acordo com a jurisprudência do Tribunal Superior do Trabalho, a concessão do intervalo para repouso e 
alimentação, dentro de cada turno, ou o intervalo para descanso semanal, descaracteriza o sistema de turnos 
ininterruptos de revezamento previsto na Constituição. 
Pelo que estudamos, a alternativa é incorreta. 
 
2 DELGADO, Mauricio Godinho. Op. cit., p. 915. 
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==d8eaf==
 
 
Continuando no assunto precisamos analisar a viabilidade da existência de turno ininterrupto de 
revezamento com jornada acima de 06 horas. 
Pelo disposto na CF/88 isto é possível, desde que pactuado por meio de negociação coletiva: 
CF/88, art. 7º São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros que visem à 
melhoria de sua condição social: 
(...) 
XIV - jornada de seis horas para o trabalho realizado em turnos ininterruptos de 
revezamento, salvo negociação coletiva; 
Deste modo, é permitido que haja turnos de revezamento com jornadas de até 08 horas. 
Caso não haja tal previsão na negociação coletiva as horas excedentes à 6ª deverão ser remuneradas como 
extraordinárias. 
Entretanto, se houver previsão no acordo ou convenção, as horas excedentes à 6ª (no caso, a 7ª e 8ª) não 
serão remuneradas como extra: 
SUM-423 TURNO ININTERRUPTO DE REVEZAMENTO. FIXAÇÃO DE JORNADA DE TRABALHO 
MEDIANTE NEGOCIAÇÃO COLETIVA. VALIDADE. 
Estabelecida jornada superior a seis horas e limitada a oito horas por meio de regular 
negociação coletiva, os empregados submetidos a turnos ininterruptos de revezamento 
não tem direito ao pagamento da 7ª e 8ª horas como extras. 
No caso de empregado horista que labore em turnos ininterruptos de revezamento, do mesmo modo caberá 
o pagamento da hora e seu respectivo adicional caso a jornada seja prorrogada para além da sexta hora. 
Este é o entendimento da do seguinte verbete do TST: 
OJ-SDI1-275 TURNO ININTERRUPTO DE REVEZAMENTO. HORISTA. HORAS EXTRAS E 
ADICIONAL. DEVIDOS 
Inexistindo instrumento coletivo fixando jornada diversa, o empregado horista submetido 
a turno ininterrupto de revezamento faz jus ao pagamento das horas extraordinárias 
laboradas além da 6ª, bem como ao respectivo adicional. 
Segue abaixo trecho de julgado do TST que corrobora este entendimento: 
“Esta Corte tem reiteradamente decidido que, no caso de trabalho realizado em turnos 
ininterruptos de revezamento, as horas extras excedentes a sexta diária, devem ser pagas 
de forma integral, com o respectivo adicional, independentemente de o empregado ser 
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horista ou mensalista, pois a contraprestação remunera apenas as seis primeiras horas 
trabalhadas”. 
(RR - 41700-69.2008.5.15.0086, Relatora Ministra: Kátia Magalhães Arruda, Data de 
Julgamento: 29/08/2012, 6ª Turma, Data de Publicação: 31/08/2012) 
Se houver previsão em negociação coletiva, por exemplo, de jornada de 07 (sete) horas em turnos 
ininterruptos, haveria o pagamento da 7ª hora, mas não caberia o pagamento do adicional (mínimo de 50%) 
desta hora, pois o sindicato concordou em que a jornada fosse de 07 (sete) horas, ou seja, esta 7ª hora não 
será extraordinária. 
Para encerrar o tópico sobre turnos ininterruptos é necessário comentar a Súmula 110 do TST, que trata dos 
casos em que não são respeitados o descanso semanal e o intervalo interjornada. 
Como veremos durante esta aula, o descanso semanal é de 24 horas consecutivas, enquanto o intervalo 
entre duas jornadas de trabalho (chamado de intervalo interjornada) é de no mínimo 11 (onze) horas. 
Assim, do término de uma jornada do turno ininterrupto até o início da próxima jornada que sucede o 
descanso semanal deve haver 35 horas de intervalo (24 + 11). 
Caso não se respeite esse intervalo de descanso deve haver o pagamento das horas, inclusive com o 
respectivo adicional: 
SUM-110 JORNADA DE TRABALHO. INTERVALO 
No regime de revezamento, as horas trabalhadas em seguida ao repouso semanal de 24 
horas, com prejuízo do intervalo mínimo de 11 horas consecutivas para descanso entre 
jornadas, devem ser remuneradas como extraordinárias, inclusive com o respectivo 
adicional. 
Exemplo: a jornada de sábado encerrou-se às 22h00min, e o descanso semanal é domingo. Somando o 
intervalo interjornada e o descanso semanal, a jornada de segunda-feira somente poderia iniciar às 
09h00min. 
Segue abaixo a visualização do exemplo na linha do tempo: 
Jornada encerrada às 
22h00min de sábado 
Intervalo 
interjornada de 11 
horas 
Descanso semanal 
de 24 horas 
Início da jornada às 
08h00min de segunda 
Se a jornada de segunda-feira tivesse iniciado às 08h00min, de acordo com a Súmula 110, dever-se-ia pagar 
1 (uma) hora como extraordinária, inclusive com o respectivo adicional. 
Vejamos uma questão sobre o tema: 
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CESPE/TRT21 – Técnico Judiciário – Área Judiciária - 2010 
Considere que Jacinto esteja sujeito ao turno ininterrupto de revezamento e tenha trabalhado das 16 horas 
às 22 horas do sábado e retornado ao trabalho na segunda-feira seguinte para cumprir jornada das 6 horas 
às 12 horas. Nessa situação, Jacinto não tem direito ao pagamento de hora extra. 
Alternativa incorreta, pois Jacinto faria jus a 3 horas extras. 
Observando nosso quadro, podemos ver que Jacinto somente poderia ter iniciado seu labor na segunda-feira 
às 09h00min, e como começou antes não foi respeitado o intervalo mínimo. 
Trabalho intermitente 
Como já comentamos em outro momento do curso, intermitente é o contrato de trabalho escrito no qual a 
prestação de serviços não é contínua. Nesta modalidade de contrato de trabalho, há alternância de períodos 
de trabalho e inatividade, independentemente do tipo de atividade do empregador ou da função do 
empregado. 
Assim, o empregador pactua com o empregado uma remuneração, todavia ela será devida apenas nas 
situações em que o empregado for convocado a trabalhar. 
Tal jornada vinha sendo implantada pelas grandes redes de fast food, por meio da chamada “jornada de 
trabalho móvel e variável”, e condenada pelo TST3, já que 
“sujeito ao arbítrio do empregador, o empregado não pode programar a sua vida 
profissional, familiar e social, pela falta de certeza do seu horário de trabalho e sua exata 
remuneração mensal” 
Vejam que os períodos de inatividade do empregado não são considerados tempo à disposição do 
empregador. Assim, não se aplicam a tais períodos o disposto no art. 4º da CLT4. 
Rememorando o funcionamento desta modalidade contratual: 
Surgindo a necessidade, o empregador convoca o empregado para a prestação de serviços. O empregado 
deve ser convocado com antecedência de, no mínimo, 3 dias (corridos) e ser informado acerca da jornada 
de trabalho. 
Recebida a convocação, o empregado pode optar por aceitar ou não o chamado. O obreiro tem o prazo de 
1 dia útil para responder ao chamado, presumindo-se como recusa o silêncio. 
 
3 A exemplo do decidido no RR-9891900-16.2005.5.09.0004. 
4 CLT, art. 4º - Considera-se como deserviço efetivo o período em que o empregado esteja à disposição do empregador, 
aguardando ou executando ordens, salvo disposição especial expressamente consignada. 
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Caso aceite e compareça ao local de trabalho, o empregado terá sua jornada de trabalho computada e, 
portanto, remunerada. 
Por outro lado, o período de inatividade não será considerado tempo à disposição do empregador e, 
portanto, não haverá remuneração. 
CLT, art. 452-A. O contrato de trabalho intermitente deve ser celebrado por escrito e deve 
conter especificamente o valor da hora de trabalho, que não pode ser inferior ao valor 
horário do salário mínimo ou àquele devido aos demais empregados do estabelecimento 
que exerçam a mesma função em contrato intermitente ou não. 
§ 1º O empregador convocará, por qualquer meio de comunicação eficaz, para a prestação 
de serviços, informando qual será a jornada, com, pelo menos, três dias corridos de 
antecedência. 
§ 2º Recebida a convocação, o empregado terá o prazo de um dia útil para responder ao 
chamado, presumindo-se, no silêncio, a recusa. 
§ 3º A recusa da oferta não descaracteriza a subordinação para fins do contrato de trabalho 
intermitente. 
Agora, se o empregado aceita a convocação e, posteriormente, ou o empregado ou o empregador desistem, 
sem justo motivo, há previsão de pagamento de multa de 50% da remuneração que seria devida: 
CLT, art. 452-A, § 4º Aceita a oferta para o comparecimento ao trabalho, a parte que 
descumprir, sem justo motivo, pagará à outra parte, no prazo de trinta dias, multa de 50% 
(cinquenta por cento) da remuneração que seria devida, permitida a compensação em igual 
prazo. 
§ 5º O período de inatividade não será considerado tempo à disposição do empregador, 
podendo o trabalhador prestar serviços a outros contratantes. 
Por exemplo: o empregado aceita a convocação do empregador para laborar em determinado período pelo 
valor contratual de R$ 400,00. Todavia, ao comparecer no local de trabalho, o empregador informa que 
mudou de ideia e não irá mais precisar dos serviços daquele trabalhador. Neste caso, o empregador deve 
àquele trabalhador uma multa de 50% do que seria devido (isto é, R$ 200,00). Este valor deve ser pago em 
30 dias ao empregado, permitindo-se compensação em igual período. 
Sobre a alternância com períodos de inatividade, desconsiderados da jornada de trabalho, o Ministro 
Godinho relembra que5: 
 
5 DELGADO, Maurício Godinho. DELGADO, Gabriela Neves. A Reforma Trabalhista no Brasil: com os comentários à Lei n. 
13.467/2017. 1ª ed. São Paulo: LTr, 2017. P. 154 
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A noção de duração do trabalho envolve o tempo de disponibilidade do empregado em 
face de seu empregador, prestando serviços efetivos ou não (caput do art. 4º da CLT). A Lei 
13.467/2017, entretanto, ladinamente, tenta criar conceito novo: a realidade do tempo à 
disposição do empregador, porém sem os efeitos jurídicos do tempo à disposição. 
Assim, interpretando sistematicamente a legislação trabalhista, o Ministro Godinho conclui6 que o 
empregado intermitente faz jus a, pelo menos, o salário mínimo mensal, mesmo que suas convocações não 
tenham totalizado tal quantia, pois trata-se de direito constitucional7: 
O que os preceitos legais fazem é, nada mais nada menos, do que criar mais uma 
modalidade de salário por unidade de obra, ou, pelo menos, de salário-tarefa: o salário 
contratual será calculado em função da produção do trabalhador no respectivo mês, 
produção a ser estimada pelo número de horas em que se colocou, efetivamente, à 
disposição do empregador no ambiente de trabalho, segundo convocação feita por esse 
empregador. 
Tratando-se, pois, de salário por unidade de obra ou de salário-tarefa, tem o empregado 
garantido, sem dúvida, o mínimo fixado em lei (salário mínimo legal), em periodicidade 
mensal. 
 
Por fim, destaco que o trabalho intermitente é um dos temas em 
que o negociado irá se sobrepor ao legislado (CLT, art. 611-A, VIII). 
Outras jornadas especiais 
Iniciaremos o tópico com as disposições relativas aos bancários, que possuem previsão de jornada 
diferenciada na CLT: 
CLT, art. 224 - A duração normal do trabalho dos empregados em bancos, casas bancárias 
e Caixa Econômica Federal será de 6 (seis) horas contínuas nos dias úteis, com exceção dos 
sábados, perfazendo um total de 30 (trinta) horas de trabalho por semana. 
§ 1º - A duração normal do trabalho estabelecida neste artigo ficará compreendida entre 7 
(sete) e 22 (vinte e duas) horas, assegurando-se ao empregado, no horário diário, um 
intervalo de 15 (quinze) minutos para alimentação. 
 
6 DELGADO, Maurício Godinho. DELGADO, Gabriela Neves. A Reforma Trabalhista no Brasil: com os comentários à Lei n. 
13.467/2017. 1ª ed. São Paulo: LTr, 2017. P. 155 
7 CF, art. 7º, VII - garantia de salário, nunca inferior ao mínimo, para os que percebem remuneração variável; 
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Pela regra estabelecida os bancários não trabalharão nos sábados e, com isso, o divisor a ser aplicado para a 
categoria é 180 (6 horas x 30 dias), diferentemente do divisor aplicado em regra que é, como vimos acima, 
de 220 horas. 
Entretanto, nem todos os empregados da categoria serão vinculados à limitação de jornada definida acima, 
visto que a lei traz a exceção dos ocupantes de funções de gerência, fiscalização, chefia e equivalentes: 
CLT, art. 224, § 2º - As disposições deste artigo não se aplicam aos que exercem funções de 
direção, gerência, fiscalização, chefia e equivalentes, ou que desempenhem outros cargos 
de confiança, desde que o valor da gratificação não seja inferior a 1/3 (um terço) do salário 
do cargo efetivo. 
Além disso, o gerente também não estará sujeito a controle de jornada, desde que cumpridos os requisitos 
do art. 62 da CLT: 
CLT, art. 62 - Não são abrangidos pelo regime previsto neste capítulo: 
(...) 
II - os gerentes, assim considerados os exercentes de cargos de gestão, aos quais se 
equiparam, para efeito do disposto neste artigo, os diretores e chefes de departamento ou 
filial. 
Parágrafo único - O regime previsto neste capítulo será aplicável aos empregados 
mencionados no inciso II deste artigo, quando o salário do cargo de confiança, 
compreendendo a gratificação de função, se houver, for inferior ao valor do respectivo 
salário efetivo acrescido de 40% (quarenta por cento). 
No caso do segmento bancário, a regra do art. 62 se aplicaria ao gerente geral da agência, enquanto a do art. 
224 se aplicaria aos gerentes de contas, de relacionamento, etc. Nesta linha o ensinamento de Valentin 
Carrion8: 
“Gerente de agência bancária. Os hábitos contemporâneos permitem distinguir duas 
espécies de empregados absolutamente distintas, apesar de terem a mesma denominação: 
de um lado, o gerente titular, ou principal, da agência bancária, com mais poderes de 
representação, e de decisão, sem fiscalização imediata, a não ser a genérica de 
regulamentos e normas internas (...), e, de outro lado, um ou vários gerentes de segundo 
nível, que prestam contas e submissão ao gerente-titular. A CLT acolhe o primeiro, no art. 
62, II, e os segundos, verdadeiros subgerentes, apesar de outra denominação que utilizam, 
e que estão inseridos, junto com outros cargos de segundo nível, no art. 224, §2º, da CLT.” 
- - - - 
 
8 CARRION, Valentim. Comentários à Consolidação das Leis do Trabalho. 37ª ed. São Paulo: Saraiva, 2012, p. 150-151. 
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Há também previsão na CLT de regra específica para os trabalhadores em minas de subsolo: 
CLT, art. 293 - A duração normal do trabalho efetivo para os empregados em minas no 
subsolo não excederá de 6 (seis) horas diárias ou de 36 (trinta e seis) semanais. 
O trabalho em subsolo nas atividades de mineração é responsável por uma série de agravos à saúde, que 
vão desde o choque elétrico até pneumoconiose (doença do pulmão ocasionada pelo contato com sílica livre 
cristalizada, oriunda da poeira gerada pela extração de minérios). 
Dadas as condições de insalubridade da atividade, existe até previsão de redução deste limite máximo: 
CLT, art. 295, parágrafo único - A duração normal do trabalho efetivo no subsolo poderá 
ser inferior a 6 (seis) horas diárias, por determinação da autoridade de que trata este artigo, 
tendo em vista condições locais de insalubridade e os métodos e processos do trabalho 
adotado. 
Além disso, como em alguns empreendimentos a boca da mina (entrada para o subsolo) fica a vários 
quilômetros da frente de trabalho, a CLT também esclareceu que este tempo de deslocamento deve ser 
computado: 
CLT, art. 294 - O tempo despendido pelo empregado da boca da mina ao local do trabalho 
e vice-versa será computado para o efeito de pagamento do salário. 
No que tange às atividades de telefonia, a CLT também trouxe previsões distintas da regra geral: 
CLT, art. 227 - Nas empresas que explorem o serviço de telefonia, telegrafia submarina ou 
subfluvial, de radiotelegrafia ou de radiotelefonia, fica estabelecida para os respectivos 
operadores a duração máxima de seis horas contínuas de trabalho por dia ou 36 (trinta e 
seis) horas semanais. 
Com base nesta previsão legal, o TST estendeu a regra aos empregados que operam telefone de mesa (de 
empresas em geral): 
SUM-178 TELEFONISTA. ART. 227, E PARÁGRAFOS, DA CLT. APLICABILIDADE 
É aplicável à telefonista de mesa de empresa que não explora o serviço de telefonia o 
disposto no art. 227, e seus parágrafos, da CLT. 
Os operadores de teleatendimento e telemarketing (atividades recentes, que não existiam quando da 
publicação da CLT) não possuem restrição legal de sua jornada de trabalho. 
Estas pessoas laboram em locais denominados call centers, que são ambientes de trabalho nos quais a 
principal atividade é conduzida via telefone e/ou rádio com utilização simultânea de terminais de 
computador. 
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Ainda não há consenso doutrinário sobre a aplicação analógica do artigo 227 da CLT (comentado acima) para 
as atividades de teleatendimento e telemarketing. 
Sobre isto é de notar que havia um verbete do TST, cancelado em 2011, que dispunha ser inaplicável, por 
analogia, a jornada reduzida do art. 227 a esta categoria: 
OJ-SDI1-273 "TELEMARKETING". OPERADORES. ART. 227 DA CLT. INAPLICÁVEL 
A jornada reduzida de que trata o art. 227 da CLT não é aplicável, por analogia, ao operador 
de televendas, que não exerce suas atividades exclusivamente como telefonista, pois, 
naquela função, não opera mesa de transmissão, fazendo uso apenas dos telefones 
comuns para atender e fazer as ligações exigidas no exercício da função. 
Frise-se que há disposições específicas sobre intervalos durante a jornada de trabalho dos operadores de 
teleatendimento e telemarketing na NR 17 (ERGONOMIA), mas este é um assunto a ser tratado no curso de 
Segurança e Saúde no Trabalho. 
Em relação à categoria dos jornalistas profissionais a CLT possui seção específica, onde se estipula jornada 
diferenciada: 
CLT, art. 303 - A duração normal do trabalho dos empregados compreendidos nesta Seção 
não deverá exceder de 5 (cinco) horas, tanto de dia como à noite. 
CLT, art. 304 - Poderá a duração normal do trabalho ser elevada a 7 (sete) horas, mediante 
acordo escrito, em que se estipule aumento de ordenado, correspondente ao excesso do 
tempo de trabalho, em que se fixe um intervalo destinado a repouso ou a refeição. 
Quanto aos operadores cinematográficos a Consolidação define jornada padrão de 06 (seis) horas: 
CLT, art. 234 - A duração normal do trabalho dos operadores cinematográficos e seus 
ajudantes não excederá de seis horas diárias, assim distribuídas: 
a) 5 (cinco) horas consecutivas de trabalho em cabina, durante o funcionamento 
cinematográfico; 
b) 1 (um) período suplementar, até o máximo de 1 (uma) hora para limpeza, lubrificação 
dos aparelhos de projeção, ou revisão de filmes. 
Em relação aos tripulantes de embarcações pode-se destacar o artigo 248: 
CLT, art. 248 - Entre as horas 0 (zero) e 24 (vinte e quatro) de cada dia civil, o tripulante 
poderá ser conservado em seu posto durante 8 (oito) horas, quer de modo contínuo, quer 
de modo intermitente. 
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§ 1º - A exigência do serviço contínuo ou intermitente ficará a critério do comandante e, 
neste último caso, nunca por período menor que 1 (uma) hora. 
Aproveitando o tópico, precisamos comentar também sobre a situação dos trabalhadores contratados a 
tempo parcial. 
Nesta modalidade de contratação o empregado tem jornada inferior ao padrão de 08 horas diárias e 44 
semanais, com a redução proporcional de seu salário: 
CLT, art. 58-A. Considera-se trabalho em regime de tempo parcial aquele cuja duração não 
exceda a trinta horas semanais, sem a possibilidade de horas suplementares semanais, ou, 
ainda, aquele cuja duração não exceda a vinte e seis horas semanais, com a possibilidade 
de acréscimo de até seis horas suplementares semanais. 
§ 2º Para os atuais empregados, a adoção do regime de tempo parcial será feita mediante 
opção manifestada perante a empresa, na forma prevista em instrumento decorrente de 
negociação coletiva. 
Assim, a jornada de um empregado contratado a tempo parcial pode ser, por exemplo, de 05 horas diárias 
(de segunda a sexta). 
O §2º do artigo 58-A abriu a possibilidade de que, mediante negociação coletiva, empregados sujeitos à 
jornada padrão de 08 horas pudessem ter seu regime de trabalho alterado para tempo parcial, mediante a 
redução proporcional dos salários. 
Após a reforma trabalhista, permitiu-se a realização de horas extras pelo trabalhador em tempo parcial, a 
depender do limite de jornada. Assim, após a reforma há duas situações de trabalhador em regime de tempo 
parcial: 
a) sem prestação de horas extras: limite semanal de 30 horas 
b) com a possibilidade de prestar horas extras: limite semanal de 26 horas 
Neste último caso, as horas extras ficam limitadas a 06 horas suplementares por semana (totalizando, no 
máximo, 32 horas). 
Vejam as alterações: 
Antes Depois 
CLT, art. 58-A. Considera-se trabalho em regime 
de tempo parcial aquele cuja duração não 
exceda a vinte e cinco horas semanais. 
CLT, art. 58-A. Considera-se trabalho em regime 
de tempo parcial aquele cuja duração não 
exceda a trinta horas semanais, sem a 
possibilidade de horas suplementares 
semanais, ou, ainda, aquele cuja duração não 
exceda a vinte e seis horas semanais, com a 
possibilidade de acréscimo de até seis horas 
suplementares semanais. 
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CLT, art. 59, § 4º Os empregados sob o regime 
de tempo parcial não poderão prestar horas 
extras. 
CLT, art. 59, § 4º (Revogado) 
Corrobora as regras a seguinte questão adaptada, cujo gabarito é a alternativa (E): 
FCC/TRT8 – Analista Judiciário– Área Execução de Mandados – 2010 (adaptada) 
Solange é empregada da empresa Amor Perfeito, trabalhando como ajudante na elaboração de cestas de 
café da manhã. Solange é considerada empregada em regime de tempo parcial. Neste caso, a duração da 
sua jornada de trabalho 
(A) poderá ser livremente pactuada entre as partes, desde que não ultrapasse vinte e oito horas semanais, 
sendo vedada a prestação de horas extras. 
(B) não poderá exceder a vinte horas semanais, sendo vedada a prestação de horas extras. 
(C) deverá ser obrigatoriamente de vinte e quatro horas semanais. 
(D) poderá ser livremente pactuada entre as partes, desde que não ultrapasse dezoito horas semanais, bem 
como oito horas extras mensais. 
(E) não poderá exceder a trinta horas semanais, sem a possibilidade de horas suplementares semanais, ou a 
vinte e seis horas semanais, com a possibilidade de prestação de horas suplementares, limitadas a seis. 
Em relação ao trabalhador parcial com jornada inferior a 26 hs semanais, o limite de horas extras semanais 
é de 6 horas: 
CLT, art. 58-A, § 4º Na hipótese de o contrato de trabalho em regime de tempo parcial ser 
estabelecido em número inferior a vinte e seis horas semanais, as horas suplementares a 
este quantitativo serão consideradas horas extras para fins do pagamento estipulado no 
§ 3º [adicional HE de 50%], estando também limitadas a seis horas suplementares 
semanais. 
Para finalizar o assunto regime de tempo parcial, destaco que a compensação, se for realizada até a semana 
posterior, pode se dar sem acordo prévio (“diretamente”): 
CLT, art. 58-A, § 5º As horas suplementares da jornada de trabalho normal poderão ser 
compensadas diretamente até a semana imediatamente posterior à da sua execução, 
devendo ser feita a sua quitação na folha de pagamento do mês subsequente, caso não 
sejam compensadas. 
Outras regras sobre o trabalhador em tempo parcial serão estudadas em outros momentos do curso. 
 
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Para facilitar o estudo e a revisão, compilamos o seguinte quadro sobre as jornadas especiais que acabamos 
de estudar: 
ATIVIDADE LIMITES DA JORNADA ESPECIAL FUNDAMENTO 
 Bancários 6 horas diárias e 
30 horas semanais 
CLT, art. 224 
Serviços de telefonia 6 horas diárias e 
36 horas semanais 
CLT, art. 227 
Minas de subsolo CLT, art. 293 
Jornalistas profissionais 5 horas diárias 
(prorrogável até 7 horas, por acordo 
escrito) 
CLT, arts. 303-304 
Operadores cinematográficos 6 horas diárias 
(5 horas na cabina + 1 hora para 
limpeza/lubrificação) 
CLT, art. 234 
Regime de Tempo parcial 30 horas semanais (sem HEs) 
26 horas semanais (com possibilidade 
de HEs) 
CLT, art. 58-A 
E já que, logo acima, falamos em horas extras, passemos ao próximo assunto da aula, que é justamente a 
jornada extraordinária. 
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TRABALHO EXTRAORDINÁRIO E COMPENSAÇÃO DE 
JORNADA 
Jornada extraordinária 
A jornada extraordinária (também conhecida como sobrejornada ou horas extraordinárias) é o lapso 
temporal em que o empregado permanece laborando após sua jornada padrão (jornada normal). 
O limite de horas extraordinárias diárias estabelecido pela CLT é o seguinte: 
CLT, art. 59 A duração diária do trabalho poderá ser acrescida de horas extras, em número 
não excedente de duas, por acordo individual, convenção coletiva ou acordo coletivo de 
trabalho. 
Atenção para o fato de que, por simples acordo entre empregado e empregador, é possível a realização de 
horas extraordinárias. 
O efeito do acordo de horas suplementares é que cabe ao empregador exigir do empregado a prestação da 
sobrejornada quando for necessário (jus variandi do empregador), não podendo o empregado se recusar a 
prestar tais horas. 
E se a empresa mantém empregados laborando acima do limite máximo permitido em lei, 
isso a exime do pagamento das horas extraordinárias excedentes de 2? 
Certamente não, mas tendo em vista as alegações de que a sobrejornada ilegal não deveria ser remunerada 
(por ser ilegal) o TST editou Súmula 376: 
SUM-376 HORAS EXTRAS. LIMITAÇÃO. ART. 59 DA CLT. REFLEXOS 
I - A limitação legal da jornada suplementar a duas horas diárias não exime o empregador 
de pagar todas as horas trabalhadas. 
Ainda sobre o acordo escrito é oportuno comentarmos sobre a impossibilidade de pré-contratação de horas 
extraordinárias. 
Seria o caso da contratação de profissional bancário cuja jornada padrão diária deva ser de 06 horas, sendo 
contratado para prestar 08 horas diárias. 
SUM-199 BANCÁRIO. PRÉ-CONTRATAÇÃO DE HORAS EXTRAS 
I - A contratação do serviço suplementar, quando da admissão do trabalhador bancário, é 
nula. Os valores assim ajustados apenas remuneram a jornada normal, sendo devidas as 
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horas extras com o adicional de, no mínimo, 50% (cinqüenta por cento), as quais não 
configuram pré-contratação, se pactuadas após a admissão do bancário. 
Sobre o assunto, lembremos que não se admite a legalidade de condições que prejudiquem o empregado: 
CLT, art. 9º - Serão nulos de pleno direito os atos praticados com o objetivo de desvirtuar, 
impedir ou fraudar a aplicação dos preceitos contidos na presente Consolidação. 
Quanto à sobrerremuneração (adicional) da hora extra, vejamos o dispositivo constitucional e as regras 
celetistas: 
CF/88, art. 7º São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros que visem à 
melhoria de sua condição social: 
(...) 
XVI - remuneração do serviço extraordinário superior, no mínimo, em cinqüenta por cento 
à do normal; 
No mesmo sentido, o §1º do art. 59, com alteração dada pela Lei 13.467, de julho de 2017: 
CLT, art. 59, § 1º A remuneração da hora extra será, pelo menos, 50% (cinquenta por cento) 
superior à da hora normal. 
Também é viável (e bastante comum) que acordos coletivos de trabalho (ACT) e convenções coletivas de 
trabalho (CCT) prevejam percentuais maiores que 50%. 
Nestes casos, deve-se respeitar a previsão da negociação coletiva, mais benéfica à categoria. 
Isto permite concluir que toda hora suplementar será remunerada com o respectivo 
adicional? 
A resposta é negativa. 
No caso de regime de compensação de horas haverá a prestação de labor além da jornada padrão, mas, 
como as horas serão compensadas, não será devido o respectivo adicional. 
Nesta linha, segue o ensinamento do Ministro Godinho1, citando Amauri Mascaro Nascimento: 
“A noção de jornada extraordinária não se estabelece em função da remuneração 
suplementar à do trabalho normal (isto é, pelo pagamento do adicional de horas extras). 
Estabelece-se em face da ultrapassagem da fronteira normal da jornada. A remuneração 
 
1 DELGADO, Mauricio Godinho. Op. cit., p. 936. 
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do adicional é apenas um efeito comum da sobrejornada, mas não seu elemento 
componente necessário.” 
Compensação de jornada 
INCIDÊNCIA EM PROVA: ALTA 
Falaremos aqui sobre as duas modalidades de compensação de jornada: o acordo de prorrogação de jornada 
(compensação mensal) e o banco de horas (compensação que ultrapassa o módulo mensal). 
As principais diferenças para fins de prova são as seguintes: 
 
Compensação de jornada 
 
Acordo de prorrogação de jornada Banco de horas 
 
Compensação mensal 
Compensação que ultrapassa o módulo 
mensal 
 
 
Suavalidade demanda acordo escrito ou 
tácito entre empregador e empregado 
 
SEMESTRAL: 
sua validade 
demanda acordo 
escrito 
 
ANUAL: 
sua validade 
demanda previsão 
em negociação 
coletiva 
Vejamos agora outros aspectos importantes sobre o assunto. 
➢ Acordo de prorrogação de jornada 
Além de prever a duração normal do trabalho (regra geral) de 08 horas diárias e 44 horas semanais, a CLT 
prevê a possibilidade de compensação, que ocorre quando o empregado trabalha algumas horas a mais em 
um (ou mais) dia(s) e menos em outro(s): 
CLT, art. 59 - A duração diária do trabalho poderá ser acrescida de horas extras, em número 
não excedente de duas, por acordo individual, convenção coletiva ou acordo coletivo de 
trabalho. 
 Segue abaixo um cartão ponto hipotético, para analisar esta regra: 
 
 
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CARTÃO PONTO 
Dia Entrada Saída do intervalo Retorno do 
intervalo 
Saída 
Segunda-feira 07h58min 12h02min 14h02min 18h47min 
Terça-feira 07h58min 12h02min 14h01min 18h49min 
Quarta-feira 07h56min 12h01min 13h59min 18h47min 
Quinta-feira 07h58min 12h02min 14h02min 18h50min 
Sexta-feira 07h59min 12h03min 14h01min 18h49min 
Sábado - - - - 
Domingo - - - - 
 
Neste caso hipotético (que é bem comum no cotidiano) o empregado trabalhou mais que 08 horas de 
segunda a sexta, mas não laborou no sábado. 
Desconsiderando as pequenas variações no ponto a jornada do empregado foi de 08h48min de segunda a 
sexta, o que resulta em 44 horas de trabalho no módulo semanal (08h48min x 5 dias). 
O resultado disto é que não será devido pagamento de adicional de horas extras. 
Após a reforma trabalhista, a CLT passou a permitir: 
✓ a compensação dentro de até um mês (não mais apenas intrassemanal, como vinha entendendo a 
jurisprudência dominante) e 
✓ o estabelecimento mediante acordo individual tácito ou escrito (até então, a CLT exigia acordo 
individual escrito) 
Vejam abaixo o dispositivo que regula o estabelecimento de tal modalidade: 
CLT, art. 59, § 6º É lícito o regime de compensação de jornada estabelecido por acordo 
individual, tácito ou escrito, para a compensação no mesmo mês. 
Portanto, diferentemente da compensação de jornada por meio de banco de horas, que exige previsão em 
negociação coletiva (anual) ou acordo escrito (semestral), o acordo de prorrogação de jornada pode ser 
realizado mediante acordo escrito entre empregado e empregador ou, até mesmo, tácito. 
O estabelecimento da compensação de jornada mensal foi cobrado na questão abaixo, correta: 
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FCC/TRT-RN – Analista Judiciário–Área Judiciária – 2017 (adaptada) 
É lícito o regime de compensação de jornada estabelecido por acordo individual, tácito ou escrito, desde que 
a compensação se dê no mesmo mês. 
Apesar de a CLT não ter mencionado o acordo verbal, entende-se que ele também será válido, já que, até 
mesmo, o tácito é aceito. 
Criticando a possibilidade de acordo tácito constante do §6º do art. 59, o Ministro Godinho leciona que2: 
A interpretação literalista desse novo preceito, entretanto, conduziria à deflagração de 
profunda insegurança jurídica para o trabalhador no contexto da relação de emprego, além 
de exacerbar o poder unilateral do empregador nessa relação já fortemente assimétrica. A 
interpretação lógico-racional, sistemática e teleológica (..) devem conduzir, 
equilibradamente, à compreensão no sentido da necessidade, pelo menos, da pactuação 
bilateral escrita para a validade do mencionado regime compensatório clássico. (grifou-se) 
É importante notar que o acordo de prorrogação não se confunde com o banco de horas (tratado a seguir). 
➢ Banco de horas 
Outra possibilidade de compensação de jornada é o banco de horas, na qual a compensação extrapola o 
período de um mês. 
O banco de horas atende ao jus variandi do empregador, que exigirá mais labor (hora extras) quando haja 
maior demanda do mercado e, ao revés, quando a produção ficar em ritmo mais lento, poderá dispensar o 
empregado de alguns dias de trabalho para compensar as horas positivas do banco, tudo isso sem 
pagamento de horas extraordinárias. 
Para a modalidade de banco de horas, a Lei 13.467 (reforma trabalhista) criou a possibilidade de um banco 
de horas semestral, além do banco de horas anual, que já existia. 
O banco de horas semestral pode ser estabelecido por meio de acordo individual escrito (até então, só podia 
se falar em “banco de horas” por meio de negociação coletiva): 
CLT, art. 59, § 5º O banco de horas de que trata o § 2º3 deste artigo poderá ser pactuado 
por acordo individual escrito, desde que a compensação ocorra no período máximo de seis 
meses. 
 
2 DELGADO, Maurício Godinho. DELGADO, Gabriela Neves. A Reforma Trabalhista no Brasil: com os comentários à Lei n. 
13.467/2017. 1ª ed. São Paulo: LTr, 2017. P. 129 
3 CLT, art. 59, § 2º Poderá ser dispensado o acréscimo de salário se, por força de acordo ou convenção coletiva de trabalho, o 
excesso de horas em um dia for compensado pela correspondente diminuição em outro dia, de maneira que não exceda, no 
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Assim, a cada semestre esse banco de horas poderia ser renovado diretamente com o empregado, por meio 
de simples acordo escrito. 
Já em relação ao banco de horas anual, por força do disposto no §2º do art. 59, a CLT exige o ajuste mediante 
negociação coletiva, mesmo após a reforma trabalhista: 
CLT, art. 59, § 2º Poderá ser dispensado o acréscimo de salário se, por força de acordo ou 
convenção coletiva de trabalho, o excesso de horas em um dia for compensado pela 
correspondente diminuição em outro dia, de maneira que não exceda, no período máximo 
de um ano, à soma das jornadas semanais de trabalho previstas, nem seja ultrapassado o 
limite máximo de dez horas diárias. 
 
Por outro lado, o banco de horas anual é um dos assuntos em que o negociado poderá prevalecer sobre o 
legislado: 
CLT, art. 611-A. A convenção coletiva e o acordo coletivo de trabalho têm prevalência sobre 
a lei quando, entre outros, dispuserem sobre: (..) 
II - banco de horas anual; 
Portanto, em relação ao banco de horas anual, poderiam ser estabelecidas outras regras, ainda que 
desvantajosas ao trabalhador. 
Vejam a questão abaixo, errada: 
FCC/TRT-RN – Analista Judiciário–Área Judiciária – 2017 (adaptada) 
O banco de horas anual pode ser pactuado por acordo individual escrito, acordo coletivo ou convenção 
coletiva de trabalho. 
Segue abaixo um resumo destas modalidades de acordo com a reforma trabalhista: 
 
período máximo de um ano, à soma das jornadas semanais de trabalho previstas, nem seja ultrapassado o limite máximo de dez 
horas diárias. 
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==d8eaf==
 
 
 
➢ Demais aspectos sobre compensação de jornada 
A Lei 13.467 positivou na CLT entendimento do TST previsto na então SUM-85, III4: 
CLT, art. 59-B. O não atendimento das exigências legais para compensação de jornada, 
inclusive quando estabelecida mediante acordo tácito, não implica a repetição do 
pagamento das horas excedentes à jornada normal diária se não ultrapassada a duração 
máxima semanal, sendo devido apenas o respectivo adicional. 
Exemplo: um empregado que, sem ter acordado a compensação de jornada com seu empregador, laborou 
durante 44 horas durante uma semana. Dessas 44 horas,ele laborou 10 horas de segunda a quinta-feira, e 
mais 4 horas na sexta-feira, totalizando as 44. 
Note que, nesse caso, entre segunda e quinta ele laborou 2 horas extras por dia. 
Pergunta: Ele deve receber cada uma dessas horas como extra? 
A resposta é não, pois, no total, ele não extrapolou a jornada pela qual ele é remunerado. 
Isto porque o salário do empregado já inclui todas as horas trabalhadas, e, por isso, o não atendimento das 
exigências legais (acordo individual) implicará pagamento apenas do respectivo adicional. 
 
4 SUM-85, III. O mero não atendimento das exigências legais para a compensação de jornada, inclusive quando encetada mediante 
acordo tácito, não implica a repetição do pagamento das horas excedentes à jornada normal diária, se não dilatada a jornada 
máxima semanal, sendo devido apenas o respectivo adicional. 
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Nesse caso, por força do art. 59-B acima, ele não deve receber tais horas como extra, mas apenas o adicional 
de 50% relativo a cada uma delas. 
- - - - - 
Outra inovação da Lei 13.467 diz respeito ao fato de que a prestação de horas extras habituais não mais 
descaracteriza os acordos de compensação de jornada: 
CLT, art. 59-B, parágrafo único. A prestação de horas extras habituais não descaracteriza o 
acordo de compensação de jornada e o banco de horas. 
Note que tal disposição é contrária ao que vinha entendendo o TST, por meio da SUM-85, IV5. 
- - - - - 
Ressalto, ainda, que para os empregadores menores de idade, a compensação de jornada exige previsão em 
ACT/CCT (diferentemente dos empregados em geral): 
CLT, art. 413 - É vedado prorrogar a duração normal diária do trabalho do menor, salvo: 
I - até mais 2 (duas) horas, independentemente de acréscimo salarial, mediante convenção 
ou acordo coletivo nos termos do Título VI desta Consolidação, desde que o excesso de 
horas em um dia seja compensado pela diminuição em outro (...); 
- - - - - 
Para finalizar este tópico, pergunto: 
O que acontece se o empregado tem o contrato de trabalho rescindido antes de ser 
“zerado” o saldo de horas a compensar? 
Exemplo: o empregado da empresa XPTO Ltda., com banco de horas ajustado com seu empregador, é 
demitido com um saldo de 20 horas no seu banco. 
Neste caso, estas 20 horas deverão ser pagas como horas extras por ocasião da sua rescisão, considerando 
o valor-hora da remuneração à época da rescisão: 
CLT, art. 59, § 3º Na hipótese de rescisão do Contrato de Trabalho sem que tenha havido a 
compensação integral da jornada extraordinária, na forma dos §§ 2º e 5º deste artigo, o 
 
5 SUM-85, IV. A prestação de horas extras habituais descaracteriza o acordo de compensação de jornada. Nesta hipótese, as horas 
que ultrapassarem a jornada semanal normal deverão ser pagas como horas extraordinárias e, quanto àquelas destinadas à 
compensação, deverá ser pago a mais apenas o adicional por trabalho extraordinário. 
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trabalhador terá direito ao pagamento das horas extras não compensadas, calculadas 
sobre o valor da remuneração na data da rescisão. 
➢ Compensação 12 x 36 horas 
Com a reforma trabalhista, regulamentou-se em lei a possibilidade da jornada de 12 horas de trabalho por 
36 de descanso. Assim, a CLT passou a permitir o estabelecimento da jornada de 12 horas de trabalho por 
36 de descanso por meio de ACT/CCT ou, até mesmo, de acordo individual escrito: 
CLT, art. 59-A. Em exceção ao disposto no art. 59 desta Consolidação, é facultado às partes, 
mediante acordo individual escrito, convenção coletiva ou acordo coletivo de trabalho, 
estabelecer horário de trabalho de doze horas seguidas por trinta e seis horas ininterruptas 
de descanso, observados ou indenizados os intervalos para repouso e alimentação6. 
Vejam que tal dispositivo amplia as possibilidades de estabelecimento da jornada 12x36 que eram 
mencionadas na SUM-444 do TST7, a qual exigia lei ou negociação coletiva. 
Portanto, de acordo com o art. 59-A da CLT, é permitida a jornada 12x36 estabelecida, inclusive, por meio 
de acordo individual escrito (e não apenas por meio de ACT/CCT). 
Há outros cinco pontos que chamam a atenção acerca desta jornada. 
1) Os trabalhadores em escala de 12x36 não têm direito à remuneração em dobro pelos feriados trabalhados 
(contrariando o entendimento fixado anteriormente pelo TST), tampouco em relação aos domingos 
trabalhados. Portanto, se a escala de trabalho recai em um feriado, por exemplo, considera-se que tal labor 
está naturalmente compensado, já que o empregado teria outras 36hs de descanso na sequência. 
2) O segundo ponto importante é que abre-se a possibilidade de que os intervalos intrajornada na escala 
12x36 não sejam necessariamente concedidos. Pela parte final do dispositivo acima, tais intervalos podem 
ser observados ou, caso não sejam concedidos, serão indenizados. 
3) Além disso, tais trabalhadores não têm direito ao recebimento de adicional noturno (ou à redução ficta 
da hora noturna) pela prorrogação de trabalho noturno, a que se refere o art. 73, §5º, da CLT8. 
Adiante, a literalidade do dispositivo celetista sob comento: 
CLT, art. 59-A, parágrafo único. A remuneração mensal pactuada pelo horário previsto 
no caput deste artigo [12x36] abrange os pagamentos devidos pelo descanso semanal 
 
6 Em julho/2023, o STF confirmou a constitucionalidade do art. 59-A da CLT (ADI 5.994). 
7 SUM-444 JORNADA DE TRABALHO. ESCALA DE 12 POR 36. VALIDADE. 
É valida, em caráter excepcional, a jornada de 12 horas de trabalho por trinta e seis de descanso, prevista em lei ou ajustada 
exclusivamente mediante acordo coletivo de trabalho ou convenção coletiva de trabalho, assegurada a remuneração em dobro 
dos feriados trabalhados. O empregado não tem direito ao pagamento de adicional referente ao labor prestado na décima primeira 
e décima segunda horas. 
8CLT, art. 73, § 5º Às prorrogações do trabalho noturno aplica-se o disposto neste capítulo. 
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remunerado e pelo descanso em feriados, e serão considerados compensados os feriados 
e as prorrogações de trabalho noturno, quando houver, de que tratam o art. 70 e o § 5º do 
art. 73 desta Consolidação. 
4) Por fim, é possível o estabelecimento de jornada 12x36 em atividade insalubre sem a necessidade de 
licença prévia do MTb: 
CLT, art. 60, parágrafo único. Excetuam-se da exigência de licença prévia [para prorrogação 
de jornada em atividades insalubres] as jornadas de doze horas de trabalho por trinta e seis 
horas ininterruptas de descanso. 
5) Aprofundando um pouco mais, vale destacar que, tratando-se da escala 12x36, o TST tem considerado 
que a prestação de horas extras habituais torna inválido tal regime. 
Ou seja, diferentemente do que ocorre para os demais regimes de compensação de jornada (para os quais 
aplica-se o parágrafo único do art. 59-B9), no regime de trabalho 12x36 não se admite a prestação de horas 
extras habituais. Este é o entendimento a que chegou o TST no seguinte julgado: 
a invalidade do regime 12X36 em decorrência da prestação habitual de horas 
extraordinárias está em consonância com o entendimento jurisprudencial desta c. Corte. 
No que diz respeito ao período de 11/11/2017 a 19/06/2018, o art. 59-A, da CLT 
expressamente registra que "Em exceção ao disposto no art. 59 desta Consolidação, é 
facultado às partes, (...) estabelecer horário de trabalho de doze horas seguidas por trinta 
e seis horas ininterruptas de descanso (...)".O art. 59-B, parágrafo único, da CLT, indicado 
como violado pela reclamada, constitui exceção à regra geral do art. 59/CLT e não é 
possível a cumulação de exceções. Por esse motivo, não se aplica ao regime excepcional 
do art. 59-A da CLT (12 x 36 horas) a regra exceptiva do art. 59-B, parágrafo único, da CLT. 
TST-RR1000761-18.2018.5.02.0708, 6ª Turma, rel. Des. Conv. Cilene Ferreira Amaro 
Santos, julgado em 18.9.2019 
 
Resumindo a regulamentação celetista quando à escala 12x36, temos o seguinte: 
 
9 CLT, art. 59-B, parágrafo único. A prestação de horas extras habituais não descaracteriza o acordo de 
compensação de jornada e o banco de horas. 
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Prorrogação de jornada em necessidades imperiosas 
INCIDÊNCIA EM PROVA: BAIXA 
Existem situações previstas em lei nas quais a realização de horas extraordinárias independerá de acordo 
entre empregador e empregado. 
São casos excepcionais nos quais o labor extraordinário torna-se necessário, situações em que o empregador 
lança mão de seu poder diretivo para exigir a prestação da sobrejornada. 
➢ Força maior 
No caso de força maior aplicam-se os seguintes dispositivos: 
CLT, art. 61 - Ocorrendo necessidade imperiosa, poderá a duração do trabalho exceder do 
limite legal ou convencionado, seja para fazer face a motivo de força maior, seja para 
atender à realização ou conclusão de serviços inadiáveis ou cuja inexecução possa 
acarretar prejuízo manifesto. 
(...) 
§ 2º - Nos casos de excesso de horário por motivo de força maior, a remuneração da hora 
excedente não será inferior à da hora normal. Nos demais casos de excesso previstos neste 
artigo, a remuneração será, pelo menos, 25% (vinte e cinco por cento) superior à da hora 
normal, e o trabalho não poderá exceder de 12 (doze) horas, desde que a lei não fixe 
expressamente outro limite. 
 
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CLT, art. 501 - Entende-se como força maior todo acontecimento inevitável, em relação à 
vontade do empregador, e para a realização do qual este não concorreu, direta ou 
indiretamente. 
Quanto ao adicional de hora extraordinária, vimos que atualmente vigora o percentual de 50%, definido na 
CF/88. 
Ainda quanto à definição de força maior ressalte-se que não se enquadram neste conceito fatores derivados 
de planos econômicos. 
Após a reforma trabalhista, a sobrejornada em caso de força não mais requer comunicação à autoridade 
competente em matéria de trabalho. 
Por fim, frise-se que há previsão celetista de sobrejornada de menores nos casos de força maior: 
CLT, art. 413 - É vedado prorrogar a duração normal diária do trabalho do menor, salvo: 
(...) 
II - excepcionalmente, por motivo de fôrça maior, até o máximo de 12 (doze) horas, com 
acréscimo salarial de, pelo menos, 25% (vinte e cinco por cento) sôbre a hora normal e 
desde que o trabalho do menor seja imprescindível ao funcionamento do 
estabelecimento. 
Quanto ao adicional de hora extraordinária, novamente, vimos que atualmente vigora o percentual mínimo 
de 50%, definido na CF/8810. 
➢ Serviços inadiáveis 
Seguindo adiante, os serviços inadiáveis ou cuja inexecução possa acarretar prejuízo manifesto são 
caracterizados como situações nas quais o labor do empregado é emergencial para que não haja prejuízo ao 
empregador. 
O exemplo típico é a guarda de produtos perecíveis, atividade que não pode ser postergada sob pena de a 
mercadoria estragar. 
Após a reforma trabalhista, a sobrejornada em caso de serviços inadiáveis não mais requer comunicação à 
autoridade competente em matéria de trabalho. 
Vejam como ficou a redação do art. 61, §1º: 
 
10 CF/88, art. 7º São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros que visem à melhoria de sua condição social: 
(...) 
XVI - remuneração do serviço extraordinário superior, no mínimo, em cinquenta por cento à do normal; 
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Antes Depois 
CLT, art. 61, § 1º - O excesso, nos casos deste 
artigo [jornada suplementar por necessidade 
imperiosa], poderá ser exigido 
independentemente de acordo ou contrato 
coletivo e deverá ser comunicado, dentro de 10 
(dez) dias, à autoridade competente em matéria 
de trabalho, ou, antes desse prazo, justificado no 
momento da fiscalização sem prejuízo dessa 
comunicação. 
CLT, art. 61, § 1o O excesso, nos casos deste 
artigo, pode ser exigido independentemente de 
convenção coletiva ou acordo coletivo de 
trabalho. 
 
➢ Recuperação do tempo perdido 
Já as paralisações empresariais para recuperação do tempo perdido estão previstas no art. 61, §3º da CLT. 
São casos nos quais a atividade empresarial sofreu solução de continuidade, e as horas extras serão exigidas 
do empregado independente de acordo para recuperar o tempo perdido com a interrupção da atividade do 
estabelecimento causado por força maior: 
CLT, art. 61 - Ocorrendo necessidade imperiosa, poderá a duração do trabalho exceder do 
limite legal ou convencionado, seja para fazer face a motivo de força maior, seja para 
atender à realização ou conclusão de serviços inadiáveis ou cuja inexecução possa 
acarretar prejuízo manifesto. 
(...) 
§ 3º - Sempre que ocorrer interrupção do trabalho, resultante de causas acidentais, ou de 
força maior, que determinem a impossibilidade de sua realização, a duração do trabalho 
poderá ser prorrogada pelo tempo necessário até o máximo de 2 (duas) horas, durante o 
número de dias indispensáveis à recuperação do tempo perdido, desde que não exceda de 
10 (dez) horas diárias, em período não superior a 45 (quarenta e cinco) dias por ano, sujeita 
essa recuperação à prévia autorização da autoridade competente. 
Nesta hipótese de sobrejornada a CLT exige prévia autorização da autoridade competente. 
- - - - - - 
Elaboramos um quadro resumo com as semelhanças e diferenças entre as 3 espécies de prorrogação de 
jornada que formam o gênero necessidade imperiosa: 
 
 
 
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 Força maior 
Serviços inadiáveis ou 
cuja inexecução possa 
acarretar prejuízo 
manifesto 
Recuperação do tempo 
perdido decorrente de 
causas acidentais ou força 
maior 
Comunicação 
ao MTb 
Comunicação ao MTb, 
dentro de 10 (dez) dias. 
Comunicação ao MTb, 
dentro de 10 (dez) dias. 
Comunicação prévia ao 
MTb. 
Sobrejornada 
Não há limite 
expressamente fixado na 
CLT 
Não poderá exceder de 
12 (doze) horas 
2 (duas) horas ao dia, desde 
que não exceda de 10 (dez) 
horas diárias, em período 
não superior a 45 (quarenta 
e cinco) dias por ano. 
Trabalho de 
menores 
Máximo de 12 (doze) horas 
e desde que o trabalho do 
menor seja imprescindível 
Proibido Proibido 
Prorrogação em atividades insalubres 
INCIDÊNCIA EM PROVA: BAIXA 
Como já adiantado acima, o art. 60 da CLT exige inspeção e licença prévia do Ministério do Trabalho11 para 
prorrogação de jornada em atividades insalubres: 
CLT, art. 60 - Nas atividades insalubres, assim consideradas as constantes dos quadros 
mencionados no capítulo "Da Segurança e da Medicina do Trabalho", ou que neles venham 
a ser incluídas por ato do Ministro do Trabalho, Industria e Comercio, quaisquer 
prorrogações só poderão ser acordadas mediante licença prévia das autoridades 
competentes em matéria de higiene do trabalho, as quais, para esse efeito, procederão aos 
necessários exames locais e à verificação dos métodose processos de trabalho, quer 
diretamente, quer por intermédio de autoridades sanitárias federais, estaduais e 
municipais, com quem entrarão em entendimento para tal fim. 
Por outro lado, com a Lei 13.467, de julho de 2017, a CLT passou a possibilitar que negociação coletiva 
dispense autorização prévia para prorrogação de jornada em atividades insalubres: 
CLT, art. 611-A. A convenção coletiva e o acordo coletivo de trabalho têm prevalência sobre 
a lei quando, entre outros, dispuserem sobre: 
(..) 
XIII – prorrogação de jornada em ambientes insalubres, sem licença prévia das autoridades 
competentes do Ministério do Trabalho; 
 
11 Atual Ministério da Economia. 
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Tal dispensa de licença prévia mediante negociação coletiva colide com o que vinha dispondo a SUM-85, 
item VI12. 
 
12 SUM-85, VI - Não é válido acordo de compensação de jornada em atividade insalubre, ainda que estipulado em norma coletiva, 
sem a necessária inspeção prévia e permissão da autoridade competente, na forma do art. 60 da CLT. 
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INTERVALOS 
Descansos 
Tanto a duração do trabalho quanto os períodos de descanso têm reflexos na saúde do trabalhador. Assim, 
o entendimento dominante é que tais regras se revestem de caráter de normas de ordem pública, de modo 
que tais regras não eram consideradas de livre negociação por parte das entidades sindicais. 
Todavia, com a reforma trabalhista, o legislador buscou deixar claro que as normas sobre duração ou 
intervalos não se enquadram como sendo de segurança e saúde para fins de negociação coletiva: 
CLT, art. 611-B, parágrafo único. Regras sobre duração do trabalho e intervalos não são 
consideradas como normas de saúde, higiene e segurança do trabalho para os fins do 
disposto neste artigo. 
Dessa forma, as regras sobre duração do trabalho e intervalos são passíveis de negociação, como prevê a 
CLT, no art. 611-A, incisos I a III. 
Intervalo intrajornada 
INCIDÊNCIA EM PROVA: ALTA 
Intervalo intrajornada é o intervalo concedido durante a jornada, para descanso e alimentação. 
Segue novamente o artigo da CLT que delimita a duração do intervalo intrajornada: 
CLT, art. 71 - Em qualquer trabalho contínuo, cuja duração exceda de 6 (seis) horas, é 
obrigatória a concessão de um intervalo para repouso ou alimentação, o qual será, no 
mínimo, de 1 (uma) hora e, salvo acordo escrito ou contrato coletivo em contrário, não 
poderá exceder de 2 (duas) horas. 
§ 1º - Não excedendo de 6 (seis) horas o trabalho, será, entretanto, obrigatório um 
intervalo de 15 (quinze) minutos quando a duração ultrapassar 4 (quatro) horas. 
Assim, como adiantado no tópico anterior, temos 3 situações: 
Jornada Intervalo intrajornada 
Igual ou inferior a 04 horas 
Não há obrigatoriedade de concessão 
de intervalo intrajornada 
Maior que 04 horas e igual ou inferior a 06 
horas 
Intervalo de 15 minutos 
Superior a 06 horas Intervalo de 1 a 2 horas 
 
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Segue uma questão que explorou a regra, cujo gabarito é (E): 
FCC/TRT18 – Analista Judiciário – Área Execução de Mandados - 2008 
Maria, Joana e Diana são empregadas da empresa ÁGUA, atuando as três na função de auxiliar 
administrativo. Maria possui jornada de trabalho diária de seis horas; Joana possui a jornada de trabalho 
diária de cinco horas e Diana possui jornada de trabalho diária de quatro horas. Neste caso, de acordo com 
a Consolidação das Leis do Trabalho, será obrigatório um intervalo intrajornada de quinze minutos para 
(A) Diana, apenas. 
(B) Maria, Joana e Diana, igualmente. 
(C) Joana e Diana. 
(D) Maria, apenas. 
(E) Maria e Joana. 
Para que haja intervalo intrajornada superior a 2 horas é necessário acordo escrito (entre empregador e 
empregado) ou previsão em negociação coletiva. 
Após a reforma trabalhista, a CLT passou a permitir a redução do intervalo intrajornada para jornadas 
superiores a 06 horas mediante negociação coletiva. É a prevalência do “negociado sobre o legislado”. 
Tal redução, que somente pode se dar por meio de negociação coletiva, fica limitada ao mínimo de 30 
minutos de intervalo: 
CLT, art. 611-A. A convenção coletiva e o acordo coletivo de trabalho têm prevalência sobre 
a lei quando, entre outros, dispuserem sobre: (..) 
III – intervalo intrajornada, respeitado o limite mínimo de trinta minutos para jornadas 
superiores a seis horas; 
Portanto, como regra geral, o intervalo intrajornada para jornadas superiores a 06 horas é de 1 a 2 horas, 
podendo ser reduzido, por meio de negociação coletiva, para até 30 minutos. 
Outra possibilidade de redução do intervalo mínimo, consiste na redução com autorização do MTb, 
conforme previsto no próprio art. 71, em seu §3º: 
CLT, art. 71, § 3º O limite mínimo de uma hora para repouso ou refeição poderá ser 
reduzido por ato do Ministro do Trabalho, Indústria e Comércio, quando ouvido o Serviço 
de Alimentação de Previdência Social, se verificar que o estabelecimento atende 
integralmente às exigências concernentes à organização dos refeitórios, e quando os 
respectivos empregados não estiverem sob regime de trabalho prorrogado a horas 
suplementares. 
Em relação à exigência de que os empregados não estejam submetidos à prorrogação de jornada para fins 
da redução mediante autorização do MTb, é interessante destacar entendimento do TST, no sentido de que, 
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mesmo havendo autorização do MTb, não se admite tal redução nos dias de trabalho em que houver 
prestação de horas extras (ainda que esporádicas): 
Não se admite a redução do intervalo intrajornada nos dias em que concomitantemente 
houver prestação de horas extras, ainda que presente a autorização do Ministério do 
Trabalho a que se refere o art. 71, § 3º, da CLT. Na hipótese, registrou-se que além de a 
empresa ter autorização para reduzir o intervalo intrajornada, o empregado não estava 
submetido a regime de trabalho prorrogado a horas suplementares, mas apenas prestava 
horas extras de forma esporádica. (..). 
TST-E-RR-168000-85.2009.5.02.0027, SBDI-I, rel. Min. Renato de Lacerda Paiva, 24.5.2018. 
Informativo TST 179 
Além da exceção vista pouco acima (aplicável aos empregados em geral), admite-se também a redução do 
intervalo intrajornada para os domésticos1 (como será detalhado adiante) e para os motoristas profissionais2. 
Temos, portanto, quatro principais possibilidades de redução do intervalo intrajornada. 
Incorporando estas regras e exceções ao nosso quadro anterior: 
Jornada Intervalo intrajornada 
Igual ou inferior a 04 horas Não há obrigatoriedade de concessão de 
intervalo intrajornada 
Maior que 04 horas e igual ou 
inferior a 06 horas 
Intervalo de 15 minutos 
Superior a 06 horas Intervalo de 1 a 2 horas 
Superior a 06 horas Superior a 2 horas somente se houver acordo 
escrito ou previsão em negociação coletiva 
Superior a 06 horas Inferior a 1 hora, somente se: 
✓ negociação coletiva (mínimo de 30 min) ou 
✓ houver autorização do MTb ou 
✓ doméstico (acordo escrito) ou 
✓ motorista (negociação coletiva) 
 
1 LC 150, art. 13. É obrigatória a concessão de intervalo para repouso ou alimentação pelo período de, no mínimo, 1 (uma) hora 
e, no máximo, 2 (duas) horas, admitindo-se, mediante prévio acordo escrito entre empregador e empregado, sua redução a30 
(trinta) minutos. 
 
2 CLT, art. 71, § 5º - O intervalo expresso no caput [intervalo intrajornada de 1 a 2 horas] poderá ser reduzido e/ou fracionado, e 
aquele estabelecido no § 1º [intervalo intrajornada de 15 minutos] poderá ser fracionado, quando compreendidos entre o término 
da primeira hora trabalhada e o início da última hora trabalhada, desde que previsto em convenção ou acordo coletivo de trabalho, 
ante a natureza do serviço e em virtude das condições especiais de trabalho a que são submetidos estritamente os motoristas, 
cobradores, fiscalização de campo e afins nos serviços de operação de veículos rodoviários, empregados no setor de transporte 
coletivo de passageiros, mantida a remuneração e concedidos intervalos para descanso menores ao final de cada viagem. 
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E nos casos em que o empregador não concede o intervalo intrajornada mínimo, quais são 
as consequências? 
No âmbito administrativo haverá a autuação pelo Auditor-Fiscal do Trabalho, e na esfera trabalhista a 
obrigatoriedade do pagamento do período não concedido com o respectivo adicional: 
CLT, art. 71, § 4º - A não concessão ou a concessão parcial do intervalo intrajornada 
mínimo, para repouso e alimentação, a empregados urbanos e rurais, implica o 
pagamento, de natureza indenizatória, apenas do período suprimido, com acréscimo de 
50% (cinquenta por cento) sobre o valor da remuneração da hora normal de trabalho. 
Assim, por exemplo, caso o empregado trabalhe 8 horas seguidas sem intervalo, haverá a obrigatoriedade 
de remunerá-lo com hora extra o intervalo de 1 hora não concedido (o que não afasta a conduta irregular 
do empregador, que mesmo pagando o adicional poderá ser autuado). 
Nos casos em que o intervalo é parcialmente concedido (por exemplo, deveria conceder 1 hora e concedeu 
apenas 30 minutos), após a reforma trabalhista, o empregado tem o direito a receber como extra apenas o 
período suprimido (não implica o pagamento total do período correspondente). 
Assim, por exemplo, caso o empregado trabalhe 8 horas e o intervalo é parcialmente concedido (por 
exemplo, deveria conceder 1 hora e concedeu apenas 30 minutos) apenas os 30 minutos não concedidos 
devem ser pagos como extra. 
Este é um dos vários pontos alterados na CLT pela Lei 13.467, de sorte que a nova redação do art. 71, §4º, é 
em sentido contrário à interpretação que o TST vinha dando por meio da SUM-4373 (que previa o pagamento 
integral no caso do intervalo concedido parcialmente). 
Outra alteração promovida pela reforma trabalhista: tal quantia paga terá natureza indenizatória, de forma 
que não irá repercutir em outras verbas, em sentido contrário ao que vinha entendendo o TST4. 
Vejam como ficou a redação do art. 71, §4º: 
 
 
3 SUM-437 INTERVALO INTRAJORNADA PARA REPOUSO E ALIMENTAÇÃO. APLICAÇÃO DO ART. 71 DA CLT. 
I – Após a edição da Lei nº 8.923/94, a não-concessão total ou a concessão parcial do intervalo intrajornada mínimo, para repouso 
e alimentação a empregados urbanos e rurais, implica o pagamento total do período correspondente, e não apenas daquele 
suprimido, com acréscimo de, no mínimo, 50% sobre o valor da remuneração da hora normal de trabalho (art. 71 da CLT), sem 
prejuízo do cômputo da efetiva jornada de labor para efeito de remuneração. 
4 SUM-437, III - Possui natureza salarial a parcela prevista no art. 71, § 4º, da CLT, com redação introduzida pela Lei nº 8.923, de 
27 de julho de 1994, quando não concedido ou reduzido pelo empregador o intervalo mínimo intrajornada para repouso e 
alimentação, repercutindo, assim, no cálculo de outras parcelas salariais. 
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Antes Depois 
CLT, art. 71, § 4º Quando o intervalo para 
repouso e alimentação, previsto neste artigo, 
não for concedido pelo empregador, este ficará 
obrigado a remunerar o período correspondente 
com um acréscimo de no mínimo cinqüenta por 
cento sobre o valor da remuneração da hora 
normal de trabalho. 
CLT, art. 71, § 4º - A não concessão ou a 
concessão parcial do intervalo intrajornada 
mínimo, para repouso e alimentação, a 
empregados urbanos e rurais, implica o 
pagamento, de natureza indenizatória, apenas 
do período suprimido, com acréscimo de 50% 
(cinquenta por cento) sobre o valor da 
remuneração da hora normal de trabalho. 
Tal alteração foi cobrada na questão abaixo, correta: 
CESPE/PGE-PE – Procurador – 2018 (adaptada) 
A não concessão ou a concessão parcial do intervalo intrajornada mínimo implicará o pagamento apenas do 
período suprimido, sendo a natureza desse pagamento indenizatória. 
Ok, entendi! Mas... 
O que é considerado concessão parcial deste intervalo? 
Digamos que o empregado teria direito a 1hr de intervalo, mas, na prática, somente foram concedidos 57 
minutos (isto é, 3 minutos a menos). Tal situação já deveria atrair os efeitos do art. 71, §4º, transcrito acima? 
A resposta é um sonoro não! 
De acordo com tese fixada pelo TST em março de 20195, apenas as variações que ultrapassarem, ao todo, 5 
minutos deverão gerar repercussões favoráveis ao empregado: 
A redução eventual e ínfima do intervalo intrajornada, assim considerada aquela de até 5 
(cinco) minutos no total, somados os do início e término do intervalo, decorrentes de 
pequenas variações de sua marcação nos controles de ponto, não atrai a incidência do 
artigo 71, § 4º, da CLT. A extrapolação desse limite acarreta as consequências jurídicas 
previstas na lei e na jurisprudência. 
Portanto, se a redução for ínfima (menor que 5 minutos) e não habitual, a rigor não haveria que se falar em 
concessão parcial! 
- - - - - - 
 
5 IRR-1384-61.2012.5.04.0512. 25/3/2019. Rel. Min. Katia Magalhães Arruda. Analisado sob a redação do art. 71, §4º, anterior à 
reforma trabalhista. 
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Neste momento precisamos comentar sobre situações peculiares que, de acordo com a legislação, 
configuram repousos remunerados. 
A CLT prevê descansos intrajornada específicos para os exercentes de atividades de mecanografia e para os 
empregados que laboram em ambientes refrigerados. 
O intervalo para quem labora em ambientes refrigerados é disciplinado pelo art. 253: 
CLT, art. 253 - Para os empregados que trabalham no interior das câmaras frigoríficas e 
para os que movimentam mercadorias do ambiente quente ou normal para o frio e vice-
versa, depois de 1 (uma) hora e 40 (quarenta) minutos de trabalho contínuo, será 
assegurado um período de 20 (vinte) minutos de repouso, computado esse intervalo como 
de trabalho efetivo. 
Parágrafo único - Considera-se artificialmente frio, para os fins do presente artigo, o que 
for inferior, nas primeira, segunda e terceira zonas climáticas do mapa oficial do Ministério 
do Trabalho, Industria e Comercio, a 15º (quinze graus), na quarta zona a 12º (doze graus), 
e nas quinta, sexta e sétima zonas a 10º (dez graus)6. 
Sobre este intervalo é importante conhecer a Súmula 438 do TST, criada em setembro de 2012: 
SUM-438 INTERVALO PARA RECUPERAÇÃO TÉRMICA DO EMPREGADO. AMBIENTE 
ARTIFICIALMENTE FRIO. HORAS EXTRAS. ART. 253 DA CLT. APLICAÇÃO ANALÓGICA. 
O empregado submetido a trabalho contínuo em ambiente artificialmente frio, nos termos 
do parágrafo único do art. 253 da CLT, ainda que não labore em câmara frigorífica, tem 
direito ao intervalo intrajornada previsto no caput do art. 253 da CLT. 
O intervalo intrajornada específico para os exercentes de atividades em ambientes refrigerados é o seguinte: 
CLT, art. 253 - Para os empregadosque trabalham no interior das câmaras frigoríficas e 
para os que movimentam mercadorias do ambiente quente ou normal para o frio e vice-
versa, depois de 1 (uma) hora e 40 (quarenta) minutos de trabalho contínuo, será 
assegurado um período de 20 (vinte) minutos de repouso, computado esse intervalo como 
de trabalho efetivo. 
O parágrafo único deste artigo dispõe que 
CLT, art. 253, parágrafo único - Considera-se artificialmente frio, para os fins do presente 
artigo, o que for inferior, nas primeira, segunda e terceira zonas climáticas do mapa oficial 
do Ministério do Trabalho, Industria e Comercio, a 15º (quinze graus), na quarta zona a 12º 
(doze graus), e nas quinta, sexta e sétima zonas a 10º (dez graus). 
 
6 Esta divisão geográfica em zonas climáticas utiliza o mapa Brasil Climas, elaborado pelo IBGE. 
Antonio Daud
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O importante a ser destacado neste verbete é que ele garante o direito à pausa de 20 minutos a cada 
1h40min ao empregado que esteja submetido a trabalho contínuo em ambiente artificialmente frio, 
mesmo que não labore em câmara frigorífica. 
- - - - - - 
Sobre o intervalo nas atividades de mecanografia, a CLT estabelece que 
CLT, art. 72 - Nos serviços permanentes de mecanografia (datilografia, escrituração ou 
cálculo), a cada período de 90 (noventa) minutos de trabalho consecutivo corresponderá 
um repouso de 10 (dez) minutos não deduzidos da duração normal de trabalho. 
Deste modo, estas são situações em que o empregado não estará prestando serviços, mas por força de lei, 
e tendo em vista que a natureza gravosa destes serviços assim o exige, deverão ser concedidos tais intervalos 
remunerados. 
A atividade de digitação não existia à época da elaboração da CLT, pois não havia a utilização generalizada 
de computadores. 
Como o exercício da atividade do digitador possui efeitos semelhantes às outras funções citadas no artigo 
72 da CLT (problemas nos tendões em face da repetitividade da tarefa) a Súmula 346 consolida a aplicação 
analógica do intervalo de 10 minutos a cada 90 minutos de trabalho: 
SUM-346 DIGITADOR. INTERVALOS INTRAJORNADA. APLICAÇÃO ANALÓGICA DO ART. 72 
DA CLT 
Os digitadores, por aplicação analógica do art. 72 da CLT, equiparam-se aos trabalhadores 
nos serviços de mecanografia (datilografia, escrituração ou cálculo), razão pela qual têm 
direito a intervalos de descanso de 10 (dez) minutos a cada 90 (noventa) de trabalho 
consecutivo. 
Estamos quase no fim do assunto Intervalo Intrajornada (ufa!). Vamos lá! 
- - - - - - - 
Outra categoria que possui intervalo diferenciado são os trabalhadores em minas de subsolo: 
CLT, art. 298 - Em cada período de 3 (três) horas consecutivas de trabalho, será obrigatória 
uma pausa de 15 (quinze) minutos para repouso, a qual será computada na duração 
normal de trabalho efetivo. 
- - - - - - - 
Por fim, outra categoria de trabalhadores que merece comentário especial, diz respeito ao maquinista 
ferroviário. Em virtude da existência da Súmula 446 transcrita abaixo, consideramos oportuno analisarmos 
também o intervalo intrajornada desta categoria. 
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SUM-446 MAQUINISTA FERROVIÁRIO. INTERVALO INTRAJORNADA. SUPRESSÃO PARCIAL 
OU TOTAL. HORAS EXTRAS DEVIDAS. COMPATIBILIDADE ENTRE OS ARTS. 71, § 4º, E 238, § 
5º, DA CLT. 
A garantia ao intervalo intrajornada, prevista no art. 71 da CLT, por constituir-se em medida 
de higiene, saúde e segurança do empregado, é aplicável também ao ferroviário maquinista 
integrante da categoria "c" (equipagem de trem em geral), não havendo incompatibilidade 
entre as regras inscritas nos arts. 71, § 4º, e 238, § 5º, da CLT. 
Os trabalhadores ferroviários foram divididos pela CLT em categorias7, e a categoria C é a dos trabalhadores 
da equipagem de trens em geral. 
Vamos ler os dispositivos celetistas citados na Súmula 446: 
CLT, art. 71 - Em qualquer trabalho contínuo, cuja duração exceda de 6 (seis) horas, é 
obrigatória a concessão de um intervalo para repouso ou alimentação, o qual será, no 
mínimo, de 1 (uma) hora e, salvo acordo escrito ou contrato coletivo em contrário, não 
poderá exceder de 2 (duas) horas. 
(...) 
§ 4º A não concessão ou a concessão parcial do intervalo intrajornada mínimo, para 
repouso e alimentação, a empregados urbanos e rurais, implica o pagamento, de natureza 
indenizatória, apenas do período suprimido, com acréscimo de 50% (cinquenta por cento) 
sobre o valor da remuneração da hora normal de trabalho. 
[SEÇÃO V - DO SERVIÇO FERROVIÁRIO] CLT, art. 238. Será computado como de trabalho 
efetivo todo o tempo, em que o empregado estiver à disposição da estrada. 
(...) 
§ 5º O tempo concedido para refeição não se computa como de trabalho efetivo, [senão] 
então para o pessoal da categoria c, quando as refeições forem tomadas em viagem ou nas 
estações durante as paradas. Esse tempo não será inferior a uma hora, exceto para o 
pessoal da referida categoria em serviço de trens. 
 
7 CLT, art. 237 - O pessoal a que se refere o artigo antecedente [do serviço ferroviário] fica dividido nas seguintes categorias: 
a) funcionários de alta administração, chefes e ajudantes de departamentos e seções, engenheiros residentes, chefes de depósitos, 
inspetores e demais empregados que exercem funções administrativas ou fiscalizadoras; 
b) pessoal que trabalhe em lugares ou trechos determinados e cujas tarefas requeiram atenção constante; pessoal de escritório, 
turmas de conservação e construção da via permanente, oficinas e estações principais, inclusive os respectivos telegrafistas; pessoal 
de tração, lastro e revistadores; 
c) das equipagens de trens em geral; 
d) pessoal cujo serviço é de natureza intermitente ou de pouca intensidade, embora com permanência prolongada nos locais de 
trabalho; vigias e pessoal das estações do interior, inclusive os respectivos telegrafistas. 
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Verifica-se, portanto, que o intervalo intrajornada da referida categoria de ferroviários é diferente da regra 
geral que estudamos ao longo do curso, balizada pelo artigo 71 da CLT. Neste caso a CLT admite intervalo 
inferior a 1 hora. 
Em que pese o fato, a Súmula dispõe que a não concessão do intervalo fará com que o empregador seja 
obrigado a indenizar o período de repouso não concedido, nos termos do art. 71, § 4º. 
Ou seja: o artigo 71 da CLT não é aplicável aos ferroviários, mas o § 4º do mesmo dispositivo se aplica àquela 
categoria. 
Ressaltamos apenas a correção feita no texto do § 5º do art. 238 da CLT acima, dado que, de acordo com a 
redação publicada no DOU de 1943, o correto é “senão” em vez de “então”, até mesmo para dar lógica ao 
trecho. 
Segue quadro que compila os intervalos especiais que acabamos de estudar: 
ATIVIDADE INTERVALO ESPECIAL (*) FUNDAMENTO 
interior das câmaras frigoríficas 
(ou ambiente artificialmente frio) 
20min de descanso para cada 
1:40 de trabalho contínuo 
CLT, art. 253 
SUM-438 
digitador e serviços de mecanografia 
(datilografia, escrituração ou cálculo) 
10min de descanso para cada 90min 
de trabalho 
CLT, art. 72 
SUM-346 
Serviços de telefonia, radiotelefonia e 
radiotelegrafia - variáveis 
20min de descanso para cada 3hs de 
trabalho contínuo 
CLT, art. 229 
Minas de subsolo 15min de descanso para cada 3 hs 
consecutivas de trabalho 
CLT, art. 298 
(*) todos estes são remunerados 
➢ Especificidades do trabalhador doméstico 
Vimos acima as regras aplicáveis segundo a CLT. Já o empregado doméstico possui regrasdistintas, conforme 
previsto na LC 150/2015. 
A principal diferença é que, no caso do empregado doméstico, é possível ocorrer o fracionamento e até 
mesmo a redução do intervalo intrajornada por simples acordo escrito. 
Buscando conferir flexibilidade às relações de emprego doméstico, a LC 150 admite que o horário de almoço 
seja reduzido para 30 minutos, desde que sejam liberados do trabalho também 30 minutos mais cedo e que 
tal pacto se dê por escrito: 
LC 150, art. 13. É obrigatória a concessão de intervalo para repouso ou alimentação pelo 
período de, no mínimo, 1 (uma) hora e, no máximo, 2 (duas) horas, admitindo-se, mediante 
prévio acordo escrito entre empregador e empregado, sua redução a 30 (trinta) minutos. 
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Além da redução mencionada acima, é possível o fracionamento do intervalo intrajornada para os 
empregados domésticos que residem no local de trabalho. Portanto, para os domésticos que residem no 
local de trabalho, é possível fracionar o intervalo intrajornada em dois períodos, com limite mínimo de uma 
hora cada um, sendo que os dois, somados, deverão observar o limite de quatro horas: 
LC 150, art. 13, § 1º Caso o empregado resida no local de trabalho, o período de intervalo 
poderá ser desmembrado em 2 (dois) períodos, desde que cada um deles tenha, no 
mínimo, 1 (uma) hora, até o limite de 4 (quatro) horas ao dia. 
Por exemplo: o empregador poderá conceder dois intervalos de duas horas (2+2=4); ou o primeiro de uma 
e o segundo de três horas (1+3=4). 
Intervalo interjornadas 
INCIDÊNCIA EM PROVA: MÉDIA 
Intervalo interjornada é o espaço de tempo entre duas jornadas de trabalho, que não pode ser menor que 
11 (onze) horas, como regra geral: 
CLT, art. 66 - Entre 2 (duas) jornadas de trabalho haverá um período mínimo de 11 (onze) 
horas consecutivas para descanso. 
Deste modo, se um empregado termina sua jornada no dia x às 22h00min, ele só pode iniciar sua jornada 
em x + 1 às 09h00min. 
Assim como vimos quanto ao intervalo intrajornada não concedido, aqui também caberá pagamento de 
adicional caso desrespeitado o intervalo mínimo de 11 horas entre duas jornadas de trabalho. 
No caso do intervalo intrajornada vimos que o pagamento é determinado pela CLT (art. 71), e no caso do 
intervalo interjornadas (art. 66) o pagamento foi definido através de entendimento jurisprudencial: 
OJ-SDI1-355 INTERVALO INTERJORNADAS. INOBSERVÂNCIA. HORAS EXTRAS. PERÍODO 
PAGO COMO SOBREJORNADA. ART. 66 DA CLT. APLICAÇÃO ANALÓGICA DO § 4º DO ART. 
71 DA CLT 
O desrespeito ao intervalo mínimo interjornadas previsto no art. 66 da CLT acarreta, por 
analogia, os mesmos efeitos previstos no § 4º do art. 71 da CLT e na Súmula nº 110 do TST8, 
devendo-se pagar a integralidade das horas que foram subtraídas do intervalo, acrescidas 
do respectivo adicional. 
 
8 SUM-110 JORNADA DE TRABALHO. INTERVALO 
No regime de revezamento, as horas trabalhadas em seguida ao repouso semanal de 24 horas, com prejuízo do intervalo mínimo 
de 11 horas consecutivas para descanso entre jornadas, devem ser remuneradas como extraordinárias, inclusive com o respectivo 
adicional. 
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Exemplo: a jornada de quinta-feira encerrou-se às 22h00min, e com o intervalo interjornada mínimo de 11 
horas, a jornada de sexta-feira somente poderia iniciar às 09h00min. 
Segue abaixo a visualização do exemplo na linha do tempo: 
Jornada encerrada às 
22h00min de quinta-feira 
Intervalo interjornada de 11 
horas 
Início da jornada às 07h00min 
de sexta-feira 
A jornada de sexta-feira deveria ter iniciado às 09h00min, e com isso foi desrespeitado o intervalo 
interjornada de 11 (onze) horas. 
De acordo com a OJ 355, neste exemplo deve-se pagar 2 (duas) hora como extraordinárias, inclusive com o 
respectivo adicional. 
A citada Súmula 110 foi estudada no tópico turnos ininterruptos de revezamento: 
SUM-110 JORNADA DE TRABALHO. INTERVALO 
No regime de revezamento, as horas trabalhadas em seguida ao repouso semanal de 24 
horas, com prejuízo do intervalo mínimo de 11 horas consecutivas para descanso entre 
jornadas, devem ser remuneradas como extraordinárias, inclusive com o respectivo 
adicional. 
Nos casos de haver descanso semanal remunerado, esta regra que acabamos de estudar irá ter mais uma 
variável, que estudaremos dentro do próximo tópico. 
Repouso semanal remunerado 
INCIDÊNCIA EM PROVA: MÉDIA 
O repouso semanal remunerado (RSR) é o período de 24 horas consecutivas em que o empregado não 
trabalha e nem permanece à disposição do empregador. 
Há previsão do descanso semanal remunerado (DSR) na Constituição: 
CF/88, art. 7º São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros que visem à 
melhoria de sua condição social: (...) 
XV - repouso semanal remunerado, preferencialmente aos domingos; 
A Lei 605/1949, que dispõe sobre o DSR e o pagamento de salário nos dias de feriados civis e religiosos, 
estabelece em seu artigo 1º que “todo empregado tem direito ao repouso semanal remunerado de vinte e 
quatro horas consecutivas, preferentemente aos domingos e, nos limites das exigências técnicas das 
empresas, nos feriados civis e religiosos, de acordo com a tradição local”. 
Antonio Daud
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Além da CF/88 e da lei 605/1949, a própria CLT também traz a obrigatoriedade do DSR preferencialmente 
aos domingos: 
CLT, art. 67 - Será assegurado a todo empregado um descanso semanal de 24 (vinte e 
quatro) horas consecutivas, o qual, salvo motivo de conveniência pública ou necessidade 
imperiosa do serviço, deverá coincidir com o domingo, no todo ou em parte. 
Especificamente para o caso de atividades do comércio em geral, que usualmente funcionam nos fins de 
semana (restaurantes, bares, supermercados, etc.), a Lei 10.101/2000 estabeleceu um critério objetivo para 
a coincidência do DSR com os domingos: 
Lei 10.101/2000, art. 6º Fica autorizado o trabalho aos domingos nas atividades do 
comércio em geral, observada a legislação municipal, nos termos do art. 30, inciso I, da 
Constituição. 
Parágrafo único. O repouso semanal remunerado deverá coincidir, pelo menos uma vez 
no período máximo de três semanas, com o domingo, respeitadas as demais normas de 
proteção ao trabalho e outras a serem estipuladas em negociação coletiva. 
Assim, para as atividades que não se enquadrem no comércio em geral, entende-se que o DSR deve coincidir 
com o domingo, salvo motivo de conveniência pública ou necessidade imperiosa do serviço. 
Quanto à Lei 605/49, que menciona a necessidade de coincidência do DSR com os domingos “nos limites das 
exigências técnicas das empresas”, registre-se que ela mesma inclui nesta expressão as empresas 
prestadoras de serviços públicos e de transportes (art. 10, § único). 
Voltando à periodicidade do descanso, estudamos que ele deve ser semanal, mas o conceito aparentemente 
simples gera algumas controvérsias. 
Se o empregado, por exemplo, folga um dia, trabalha outros quatorze e depois folga mais 
um dia, estão sendo concedidos tempestivamente os DSR? 
Dentro deste debate é relevante mencionar o conceito de descanso hebdomadário, segundo o qual o 
descanso deve ocorrer após seis dias de trabalho. 
O TST adotou a tese do descanso hebdomadário, sendo, portanto, negativa a resposta de nossa pergunta 
anterior: 
OJ-SDI1-410 REPOUSO SEMANAL REMUNERADO. CONCESSÃO APÓS O SÉTIMO DIA 
CONSECUTIVO DE TRABALHO. ART. 7º, XV, DA CF. VIOLAÇÃO. 
Viola o art. 7º, XV, da CF a concessão de repouso semanal remuneradoapós o sétimo dia 
consecutivo de trabalho, importando no seu pagamento em dobro. 
Agora, o que acontece se o empregado labora no domingo ou em um feriado? 
Antonio Daud
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Nesta situação, deve haver: 
✓ a compensação (caso em que o trabalhador deixaria de trabalhar outro dia da semana) ou 
✓ pagamento em dobro. 
Trata-se de uma decorrência da SUM-146 do TST e também da OJ-410 da SDI-1: 
Súmula nº 146 do TST 
TRABALHO EM DOMINGOS E FERIADOS, NÃO COMPENSADO 
O trabalho prestado em domingos e feriados, não compensado, deve ser pago em dobro, 
sem prejuízo da remuneração relativa ao repouso semanal. 
 
 
 
 
E, por falar em feriado, lembro que a reforma trabalhista, objetivando 
conferir ainda mais flexibilidade ao empregador, deixou assente que 
a troca do dia do feriado é um dos assuntos em que o negociado 
prevalece sobre o legislado: 
CLT, art. 611-A, XI - troca do dia de feriado; 
 
Agora voltando ao descanso semanal, vamos falar sobre a remuneração do descanso semanal. É importante 
frisar que tal descanso sempre deverá ser concedido, mas sua remuneração está condicionada à assiduidade 
e pontualidade do empregado, de acordo com previsão da Lei 605/49: 
Lei 605/49, art. 6º Não será devida a remuneração quando, sem motivo justificado, o 
empregado não tiver trabalhado durante toda a semana anterior, cumprindo 
integralmente o seu horário de trabalho. 
 
 
Se o empregado faltar injustificadamente ou não for pontual, perderá 
a remuneração do descanso semanal. 
O descanso semanal em si, entretanto, continua a ser devido! Ou seja: 
neste caso, será um “descanso semanal não remunerado”. 
A própria Lei 605/49 define quais seriam os motivos justificadores das faltas, como casamento, doação de 
sangue, alistamento como eleitor, serviço militar, etc., ou seja, situações configuradas como interrupção do 
contrato de trabalho. 
Antes de finalizar o tópico vamos retomar o assunto anterior, do intervalo interjornada. Vimos que o DSR 
deve ser de 24 horas consecutivas, enquanto o intervalo interjornada deve ser de 11 horas consecutivas. 
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Sendo assim, deve haver um intervalo de 35 horas (24h + 11h) durante a semana, conjugando-se o DSR e o 
intervalo interjornada. No caso, teríamos: 
Jornada encerrada 
às 22h00min de 
sábado 
Intervalo interjornadas 
de 11 horas 
DSR 
Início da jornada às 
09h00min de 
segunda-feira 
Neste exemplo abaixo foi desrespeitada a regra, pois entre a saída do sábado (20h50min) e o retorno na 
segunda (05h58min) não houve 35 horas de intervalo: 
CARTÃO PONTO 
Dia Entrada Saída do 
intervalo 
Retorno do 
intervalo 
Saída 
Segunda-feira 07h58min 12h02min 14h02min 18h47min 
Terça-feira 07h58min 12h02min 14h01min 18h49min 
Quarta-feira 07h56min 12h01min 13h59min 18h47min 
Quinta-feira 07h58min 12h02min 14h02min 18h50min 
Sexta-feira 07h59min 12h03min 14h01min 18h49min 
Sábado 11h00min 15h01min 17h03min 20h50min 
Domingo - - - - 
Segunda-feira 05h58min 12h00min 13h02min 15h48min 
 
Um último comentário, decorrente de alteração legislativa promovida pela Lei 14.128/2021, relacionada à 
pandemia da Covid-19. Por razões de isolamento, o legislador dispensou o empregado da comprovação de 
doença, por meio de atestado médico, por 7 dias. 
Ou seja, como regra geral, para que um trabalhador que ficou doente não perca o direito à remuneração do 
repouso semanal, deverá apresentar um atestado médico, nos termos previstos no §2º do art. 6º da Lei 
605/1949. No entanto, tratando-se de Covid-19 e para permitir o respeito ao isolamento, mesmo que o 
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empregado não esteja realmente doente, a justificativa para a falta ao trabalho poderá ser apenas a 
necessidade de isolamento, a qual deverá ser apresentada para a empresa no 8º dia de afastamento: 
Lei 605/1949, art. 6º, § 4º Durante período de emergência em saúde pública decorrente da 
Covid-19, a imposição de isolamento dispensará o empregado da comprovação de doença 
por 7 (sete) dias. 
§ 5º No caso de imposição de isolamento em razão da Covid-19, o trabalhador poderá 
apresentar como justificativa válida, no oitavo dia de afastamento, além do disposto neste 
artigo, documento de unidade de saúde do Sistema Único de Saúde (SUS) ou documento 
eletrônico regulamentado pelo Ministério da Saúde.” (NR) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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RESUMO 
Aspectos gerais 
 
➢ Segundo a CLT, o tempo gasto no deslocamento da residência do empregado até o local da efetiva 
ocupação do posto de trabalho: não será computado na jornada de trabalho (qualquer que seja o 
meio de transporte). 
 
 
 
 
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Compensação de jornada 
Compensação de jornada 
 
Acordo de prorrogação de jornada Banco de horas 
 
Compensação mensal 
Compensação que ultrapassa o módulo 
mensal 
 
 
Sua validade demanda acordo escrito ou 
tácito entre empregador e empregado 
 
SEMESTRAL: 
sua validade 
demanda acordo 
escrito 
 
ANUAL: 
sua validade 
demanda previsão 
em negociação 
coletiva 
 
Não atendimento das exigências legais para compensação de jornada: 
➢ se não ultrapassada a duração máxima semanal: não implica a repetição do pagamento das horas 
excedentes à jornada normal diária, sendo devido apenas o respectivo adicional; 
➢ se ultrapassada a duração máxima semanal: implica o pagamento das horas acrescidas do respectivo 
adicional. 
A prestação de horas extras habituais não descaracteriza o acordo de compensação de jornada e o banco de 
horas. 
 
Antonio Daud
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Hora noturna 
 
 
Controle da jornada de trabalho 
 
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Intervalos 
A) Intervalo intrajornada (regra geral): 
Jornada Intervalo intrajornada 
Igual ou inferior a 04 horas Não há obrigatoriedade de concessão de 
intervalo intrajornada 
Maior que 04 horas e igual ou inferior a 06 
horas 
Intervalo de 15 minutos 
Superior a 06 horas Intervalo de 1 a 2 horas 
Superior a 06 horas Superior a 2 horas somente se houver 
acordo escrito ou previsão em 
negociação coletiva 
Superior a 06 horas Inferior a 1 hora, somente se: 
✓ negociação coletiva (mínimo de 30 
min) ou 
✓ houver autorização do MTb ou 
✓ doméstico (acordo escrito) ou 
✓ motorista profissional (negociação 
coletiva) 
 
CLT, art. 71, § 4º - A não concessão ou a concessão parcial do intervalo intrajornada 
mínimo, para repouso e alimentação, a empregados urbanos e rurais, implica o pagamento, 
de natureza indenizatória, apenas do período suprimido, com acréscimo de 50% 
(cinquenta porcento) sobre o valor da remuneração da hora normal de trabalho. 
B) Intervalos intrajornada especiais: 
ATIVIDADE 
INTERVALO ESPECIAL 
REMUNERADO 
FUNDAMENTO 
interior das câmaras frigoríficas 
(ou ambiente artificialmente frio) 
20min de descanso para cada 
1:40 de trabalho contínuo 
CLT, art. 253 
SUM-438 
digitador e serviços de mecanografia 
(datilografia, escrituração ou cálculo) 
10min de descanso para cada 90min 
de trabalho 
CLT, art. 72 
SUM-346 
Serviços de telefonia, radiotelefonia e 
radiotelegrafia - variáveis 
20min de descanso para cada 3hs de 
trabalho contínuo 
CLT, art. 229 
Minas de subsolo 15min de descanso para cada 3 hs 
consecutivas de trabalho 
CLT, art. 298 
 
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C) Intervalo interjornada 
 
D) Repouso Semanal Remunerado 
 
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CONCLUSÃO 
Pessoal, 
Este assunto é bastante para as provas de concursos públicos. Várias das regras estudadas foram objeto de 
alteração pela reforma trabalhista, como destacamos ao longo da aula. 
Não destacamos nenhum tópico em especial, pois o assunto é cobrado de maneira uniforme, sendo 
necessário entender todos os aspectos atinentes a jornada e descansos. 
Este é um tema carregado de regras celetistas e de jurisprudência do TST. No estudo e revisão do assunto, 
portanto, não deixem de ler (e reler) as súmulas e OJs do TST. 
 
Grande abraço e bons estudos, 
 
Prof. Antonio Daud 
https://www.facebook.com/professordaud 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Antonio Daud
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==d8eaf==
 
 
LISTA DE LEGISLAÇÃO, SÚMULAS E OJ DO TST 
RELACIONADOS AO TEMA 
Constituição Federal/88 
CF,88, art. 7º São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros que visem à 
melhoria de sua condição social: 
(...) 
IX – remuneração do trabalho noturno superior à do diurno; 
(...) 
XIII - duração do trabalho normal não superior a oito horas diárias e quarenta e quatro semanais, 
facultada a compensação de horários e a redução da jornada, mediante acordo ou convenção 
coletiva de trabalho; 
(...) 
XIV - jornada de seis horas para o trabalho realizado em turnos ininterruptos de revezamento, 
salvo negociação coletiva; 
XV - repouso semanal remunerado, preferencialmente aos domingos; 
XVI - remuneração do serviço extraordinário superior, no mínimo, em cinqüenta por cento à do 
normal; 
(...) 
 XXII - redução dos riscos inerentes ao trabalho, por meio de normas de saúde, higiene e 
segurança; 
CLT 
Art. 4º - Considera-se como de serviço efetivo o período em que o empregado esteja à disposição 
do empregador, aguardando ou executando ordens, salvo disposição especial expressamente 
consignada. 
§ 2º Por não se considerar tempo à disposição do empregador, não será computado como 
período extraordinário o que exceder a jornada normal, ainda que ultrapasse o limite de cinco 
minutos previsto no § 1º do art. 58 desta Consolidação, quando o empregado, por escolha 
própria, buscar proteção pessoal, em caso de insegurança nas vias públicas ou más condições 
climáticas, bem como adentrar ou permanecer nas dependências da empresa para exercer 
atividades particulares, entre outras: 
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I - práticas religiosas; 
II - descanso; 
III - lazer; 
IV - estudo; 
V - alimentação; 
VI - atividades de relacionamento social; 
VII - higiene pessoal; 
VIII - troca de roupa ou uniforme, quando não houver obrigatoriedade de realizar a troca na 
empresa. 
Art. 58 - A duração normal do trabalho, para os empregados em qualquer atividade privada, não 
excederá de 8 (oito) horas diárias, desde que não seja fixado expressamente outro limite. 
§ 1º Não serão descontadas nem computadas como jornada extraordinária as variações de 
horário no registro de ponto não excedentes de cinco minutos, observado o limite máximo de dez 
minutos diários. 
§ 2o O tempo despendido pelo empregado até o local de trabalho e para o seu retorno, por 
qualquer meio de transporte, não será computado na jornada de trabalho, salvo quando, 
tratando-se de local de difícil acesso ou não servido por transporte público, o empregador 
fornecer a condução. 
§ 2º O tempo despendido pelo empregado desde a sua residência até a efetiva ocupação do posto 
de trabalho e para o seu retorno, caminhando ou por qualquer meio de transporte, inclusive o 
fornecido pelo empregador, não será computado na jornada de trabalho, por não ser tempo à 
disposição do empregador. 
§ 3º Poderão ser fixados, para as microempresas e empresas de pequeno porte, por meio de 
acordo ou convenção coletiva, em caso de transporte fornecido pelo empregador, em local de 
difícil acesso ou não servido por transporte público, o tempo médio despendido pelo empregado, 
bem como a forma e a natureza da remuneração. 
Art. 58-A. Considera-se trabalho em regime de tempo parcial aquele cuja duração não exceda a 
vinte e cinco horas semanais. 
Art. 58-A. Considera-se trabalho em regime de tempo parcial aquele cuja duração não exceda a 
trinta horas semanais, sem a possibilidade de horas suplementares semanais, ou, ainda, aquele 
cuja duração não exceda a vinte e seis horas semanais, com a possibilidade de acréscimo de até 
seis horas suplementares semanais. 
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§ 2º Para os atuais empregados, a adoção do regime de tempo parcial será feita mediante opção 
manifestada perante a empresa, na forma prevista em instrumento decorrente de negociação 
coletiva. 
§ 3º As horas suplementares à duração do trabalho semanal normal serão pagas com o acréscimo 
de 50% (cinquenta por cento) sobre o salário-hora normal. 
§ 4º Na hipótese de o Contrato de Trabalho em regime de tempo parcial ser estabelecido em 
número inferior a vinte e seis horas semanais, as horas suplementares a este quantitativo serão 
consideradas horas extras para fins do pagamento estipulado no § 3º, estando também limitadas 
a seis horas suplementares semanais. 
§ 5º As horas suplementares da jornada de trabalho normal poderão ser compensadas 
diretamente até a semana imediatamente posterior à da sua execução, devendo ser feita a sua 
quitação na folha de pagamento do mês subsequente, caso não sejam compensadas. 
§ 6º É facultado ao empregado contratado sob regime de tempo parcial converter um terço do 
período de Férias a que tiver direito em abono pecuniário. 
§ 7º As Férias do regime de tempo parcial são regidas pelo disposto no art. 130 desta 
Consolidação. 
Art. 59 - A duração normal do trabalho poderá ser acrescida de horas suplementares, em número 
não excedente de 2 (duas), mediante acordo escrito entre empregador e empregado, ou mediante 
contrato coletivo de trabalho. 
§ 1º - Do acordo ou do contrato coletivo de trabalho deverá constar, obrigatoriamente, a 
importância da remuneração da hora suplementar, que será, pelo menos, 20% (vinte por 
cento) superior à da hora normal. 
Art. 59. A duração diária do trabalho poderá ser acrescida de horasextras, em número não 
excedente de duas, por acordo individual, convenção coletiva ou acordo coletivo de trabalho. 
§ 1º A remuneração da hora extra será, pelo menos, 50% (cinquenta por cento) superior à da 
hora normal. 
§ 2o Poderá ser dispensado o acréscimo de salário se, por força de acordo ou convenção coletiva 
de trabalho, o excesso de horas em um dia for compensado pela correspondente diminuição em 
outro dia, de maneira que não exceda, no período máximo de um ano, à soma das jornadas 
semanais de trabalho previstas, nem seja ultrapassado o limite máximo de dez horas diárias. 
§ 3º Na hipótese de rescisão do Contrato de Trabalho sem que tenha havido a compensação 
integral da jornada extraordinária, na forma dos §§ 2º e 5º deste artigo, o trabalhador terá direito 
ao pagamento das horas extras não compensadas, calculadas sobre o valor da remuneração na 
data da rescisão. 
§ 4o Os empregados sob o regime de tempo parcial não poderão prestar horas extras. 
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§ 5º O banco de horas de que trata o § 2º deste artigo poderá ser pactuado por acordo individual 
escrito, desde que a compensação ocorra no período máximo de seis meses. 
§ 6º É lícito o regime de compensação de jornada estabelecido por acordo individual, tácito ou 
escrito, para a compensação no mesmo mês. 
Art. 59-A. Em exceção ao disposto no art. 59 desta Consolidação, é facultado às partes, mediante 
acordo individual escrito, convenção coletiva ou acordo coletivo de trabalho, estabelecer horário 
de trabalho de doze horas seguidas por trinta e seis horas ininterruptas de descanso, observados 
ou indenizados os intervalos para repouso e alimentação. 
Parágrafo único. A remuneração mensal pactuada pelo horário previsto no caput deste artigo 
abrange os pagamentos devidos pelo descanso semanal remunerado e pelo descanso em 
feriados, e serão considerados compensados os feriados e as prorrogações de trabalho noturno, 
quando houver, de que tratam o art. 70 e o § 5º do art. 73 desta Consolidação.” 
Art. 59-B. O não atendimento das exigências legais para compensação de jornada, inclusive 
quando estabelecida mediante acordo tácito, não implica a repetição do pagamento das horas 
excedentes à jornada normal diária se não ultrapassada a duração máxima semanal, sendo 
devido apenas o respectivo adicional. 
Parágrafo único. A prestação de horas extras habituais não descaracteriza o acordo de 
compensação de jornada e o banco de horas. 
Art. 60 - Nas atividades insalubres, assim consideradas as constantes dos quadros mencionados 
no capítulo "Da Segurança e da Medicina do Trabalho", ou que neles venham a ser incluídas por 
ato do Ministro do Trabalho, Industria e Comercio, quaisquer prorrogações só poderão ser 
acordadas mediante licença prévia das autoridades competentes em matéria de higiene do 
trabalho, as quais, para esse efeito, procederão aos necessários exames locais e à verificação dos 
métodos e processos de trabalho, quer diretamente, quer por intermédio de autoridades 
sanitárias federais, estaduais e municipais, com quem entrarão em entendimento para tal fim. 
Parágrafo único. Excetuam-se da exigência de licença prévia as jornadas de doze horas de 
trabalho por trinta e seis horas ininterruptas de descanso. 
Art. 61 - Ocorrendo necessidade imperiosa, poderá a duração do trabalho exceder do limite legal 
ou convencionado, seja para fazer face a motivo de força maior, seja para atender à realização 
ou conclusão de serviços inadiáveis ou cuja inexecução possa acarretar prejuízo manifesto. 
§ 1º - O excesso, nos casos deste artigo, poderá ser exigido independentemente de acordo ou 
contrato coletivo e deverá ser comunicado, dentro de 10 (dez) dias, à autoridade competente em 
matéria de trabalho, ou, antes desse prazo, justificado no momento da fiscalização sem prejuízo 
dessa comunicação. 
§ 1º O excesso, nos casos deste artigo, pode ser exigido independentemente de convenção 
coletiva ou acordo coletivo de trabalho. 
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§ 2º - Nos casos de excesso de horário por motivo de força maior, a remuneração da hora 
excedente não será inferior à da hora normal. Nos demais casos de excesso previstos neste artigo, 
a remuneração será, pelo menos, 25% (vinte e cinco por cento) superior à da hora normal, e o 
trabalho não poderá exceder de 12 (doze) horas, desde que a lei não fixe expressamente outro 
limite. 
§ 3º - Sempre que ocorrer interrupção do trabalho, resultante de causas acidentais, ou de força 
maior, que determinem a impossibilidade de sua realização, a duração do trabalho poderá ser 
prorrogada pelo tempo necessário até o máximo de 2 (duas) horas, durante o número de dias 
indispensáveis à recuperação do tempo perdido, desde que não exceda de 10 (dez) horas diárias, 
em período não superior a 45 (quarenta e cinco) dias por ano, sujeita essa recuperação à prévia 
autorização da autoridade competente. 
Art. 62 - Não são abrangidos pelo regime previsto neste capítulo: 
I - os empregados que exercem atividade externa incompatível com a fixação de horário de 
trabalho, devendo tal condição ser anotada na Carteira de Trabalho e Previdência Social e no 
registro de empregados; 
II - os gerentes, assim considerados os exercentes de cargos de gestão, aos quais se equiparam, 
para efeito do disposto neste artigo, os diretores e chefes de departamento ou filial. 
III - os empregados em regime de teletrabalho que prestam serviço por produção ou tarefa [MP 
1.108/2022]. 
Parágrafo único - O regime previsto neste capítulo será aplicável aos empregados mencionados 
no inciso II deste artigo, quando o salário do cargo de confiança, compreendendo a gratificação 
de função, se houver, for inferior ao valor do respectivo salário efetivo acrescido de 40% (quarenta 
por cento). 
Art. 63 - Não haverá distinção entre empregados e interessados, e a participação em lucros e 
comissões, salvo em lucros de caráter social, não exclui o participante do regime deste Capítulo. 
Art. 64 - O salário-hora normal, no caso de empregado mensalista, será obtido dividindo-se o 
salário mensal correspondente à duração do trabalho, a que se refere o art. 58, por 30 (trinta) 
vezes o número de horas dessa duração. 
Parágrafo único - Sendo o número de dias inferior a 30 (trinta), adotar-se-á para o cálculo, em 
lugar desse número, o de dias de trabalho por mês. 
Art. 65 - No caso do empregado diarista, o salário-hora normal será obtido dividindo-se o salário 
diário correspondente à duração do trabalho, estabelecido no art. 58, pelo número de horas de 
efetivo trabalho. 
Art. 66 - Entre 2 (duas) jornadas de trabalho haverá um período mínimo de 11 (onze) horas 
consecutivas para descanso. 
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Art. 67 - Será assegurado a todo empregado um descanso semanal de 24 (vinte e quatro) horas 
consecutivas, o qual, salvo motivo de conveniência pública ou necessidade imperiosa do serviço, 
deverá coincidir com o domingo, no todo ou em parte. 
Art. 67 - É assegurado a todo empregado um repouso semanal remunerado de vinte e quatro 
horas consecutivas, preferencialmente aos domingos. (MP 905) 
Art. 68. Fica autorizado o trabalho aos domingos e aos feriados. 
§ 1º O repouso semanal remunerado deverá coincidir com o domingo, no mínimo, uma vez no 
período máximo de quatro semanas para os setores de comércio e serviços e, no mínimo, uma 
vez no período máximo de sete semanas para o setor industrial. 
§ 2º Para os estabelecimentos de comércio, seráobservada a legislação local. (MP 905) 
Art. 71 - Em qualquer trabalho contínuo, cuja duração exceda de 6 (seis) horas, é obrigatória a 
concessão de um intervalo para repouso ou alimentação, o qual será, no mínimo, de 1 (uma) hora 
e, salvo acordo escrito ou contrato coletivo em contrário, não poderá exceder de 2 (duas) horas. 
§ 1º - Não excedendo de 6 (seis) horas o trabalho, será, entretanto, obrigatório um intervalo de 
15 (quinze) minutos quando a duração ultrapassar 4 (quatro) horas. 
§ 2º - Os intervalos de descanso não serão computados na duração do trabalho. 
§ 3º O limite mínimo de uma hora para repouso ou refeição poderá ser reduzido por ato do 
Ministro do Trabalho, Indústria e Comércio, quando ouvido o Serviço de Alimentação de 
Previdência Social, se verificar que o estabelecimento atende integralmente às exigências 
concernentes à organização dos refeitórios, e quando os respectivos empregados não estiverem 
sob regime de trabalho prorrogado a horas suplementares. 
§ 4º - Quando o intervalo para repouso e alimentação, previsto neste artigo, não for concedido 
pelo empregador, este ficará obrigado a remunerar o período correspondente com um acréscimo 
de no mínimo 50% (cinqüenta por cento) sobre o valor da remuneração da hora normal de 
trabalho. 
§ 4º A não concessão ou a concessão parcial do intervalo intrajornada mínimo, para repouso e 
alimentação, a empregados urbanos e rurais, implica o pagamento, de natureza indenizatória, 
apenas do período suprimido, com acréscimo de 50% (cinquenta por cento) sobre o valor da 
remuneração da hora normal de trabalho. 
§ 5º - O intervalo expresso no caput poderá ser reduzido e/ou fracionado, e aquele estabelecido 
no § 1º poderá ser fracionado, quando compreendidos entre o término da primeira hora 
trabalhada e o início da última hora trabalhada, desde que previsto em convenção ou acordo 
coletivo de trabalho, ante a natureza do serviço e em virtude das condições especiais de trabalho 
a que são submetidos estritamente os motoristas, cobradores, fiscalização de campo e afins nos 
serviços de operação de veículos rodoviários, empregados no setor de transporte coletivo de 
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passageiros, mantida a remuneração e concedidos intervalos para descanso menores ao final de 
cada viagem. 
Art. 72 - Nos serviços permanentes de mecanografia (datilografia, escrituração ou cálculo), a cada 
período de 90 (noventa) minutos de trabalho consecutivo corresponderá um repouso de 10 (dez) 
minutos não deduzidos da duração normal de trabalho. 
Art. 73. Salvo nos casos de revezamento semanal ou quinzenal, o trabalho noturno terá 
remuneração superior a do diurno e, para esse efeito, sua remuneração terá um acréscimo de 20 
% (vinte por cento), pelo menos, sobre a hora diurna. 
§ 1º A hora do trabalho noturno será computada como de 52 minutos e 30 segundos. 
§ 2º Considera-se noturno, para os efeitos deste artigo, o trabalho executado entre as 22 horas 
de um dia e as 5 horas do dia seguinte. 
§ 3º O acréscimo, a que se refere o presente artigo, em se tratando de empresas que não mantêm, 
pela natureza de suas atividades, trabalho noturno habitual, será feito, tendo em vista os 
quantitativos pagos por trabalhos diurnos de natureza semelhante. Em relação às empresas cujo 
trabalho noturno decorra da natureza de suas atividades, o aumento será calculado sobre o 
salário mínimo geral vigente na região, não sendo devido quando exceder desse limite, já 
acrescido da percentagem. 
§ 4º Nos horários mistos, assim entendidos os que abrangem períodos diurnos e noturnos, aplica-
se às horas de trabalho noturno o disposto neste artigo e seus parágrafos. 
§ 5º Às prorrogações do trabalho noturno aplica-se o disposto neste capítulo. 
Art. 74 - O horário de trabalho será anotado em registro de empregados. 
§ 2º Para os estabelecimentos com mais de 20 (vinte) trabalhadores será obrigatória a anotação 
da hora de entrada e de saída, em registro manual, mecânico ou eletrônico, conforme instruções 
expedidas pela Secretaria Especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, 
permitida a pré-assinalação do período de repouso. 
§ 3º Se o trabalho for executado fora do estabelecimento, o horário dos empregados constará do 
registro manual, mecânico ou eletrônico em seu poder, sem prejuízo do que dispõe o caput deste 
artigo. 
§ 4º Fica permitida a utilização de registro de ponto por exceção à jornada regular de trabalho, 
mediante acordo individual escrito, convenção coletiva ou acordo coletivo de trabalho.” (NR) 
Art. 224 - A duração normal do trabalho dos empregados em bancos, casas bancárias e Caixa 
Econômica Federal será de 6 (seis) horas continuas nos dias úteis, com exceção dos sábados, 
perfazendo um total de 30 (trinta) horas de trabalho por semana. 
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§ 1º - A duração normal do trabalho estabelecida neste artigo ficará compreendida entre 7 (sete) 
e 22 (vinte e duas) horas, assegurando-se ao empregado, no horário diário, um intervalo de 15 
(quinze) minutos para alimentação. 
§ 2º - As disposições deste artigo não se aplicam aos que exercem funções de direção, gerência, 
fiscalização, chefia e equivalentes, ou que desempenhem outros cargos de confiança, desde que 
o valor da gratificação não seja inferior a 1/3 (um terço) do salário do cargo efetivo. 
Art. 225 - A duração normal de trabalho dos bancários poderá ser excepcionalmente prorrogada 
até 8 (oito) horas diárias, não excedendo de 40 (quarenta) horas semanais, observados os 
preceitos gerais sobre a duração do trabalho. 
Art. 226 - O regime especial de 6 (seis) horas de trabalho também se aplica aos empregados de 
portaria e de limpeza, tais como porteiros, telefonistas de mesa, contínuos e serventes, 
empregados em bancos e casas bancárias. 
Parágrafo único - A direção de cada banco organizará a escala de serviço do estabelecimento de 
maneira a haver empregados do quadro da portaria em função, meia hora antes e até meia hora 
após o encerramento dos trabalhos, respeitado o limite de 6 (seis) horas diárias. 
Art. 227 - Nas empresas que explorem o serviço de telefonia, telegrafia submarina ou subfluvial, 
de radiotelegrafia ou de radiotelefonia, fica estabelecida para os respectivos operadores a 
duração máxima de seis horas contínuas de trabalho por dia ou 36 (trinta e seis) horas semanais. 
Art. 234 - A duração normal do trabalho dos operadores cinematográficos e seus ajudantes não 
excederá de seis horas diárias, assim distribuídas: 
a) 5 (cinco) horas consecutivas de trabalho em cabina, durante o funcionamento cinematográfico; 
b) 1 (um) período suplementar, até o máximo de 1 (uma) hora para limpeza, lubrificação dos 
aparelhos de projeção, ou revisão de filmes. 
Art. 244. As estradas de ferro poderão ter empregados extranumerários, de sobre-aviso e de 
prontidão, para executarem serviços imprevistos ou para substituições de outros empregados que 
faltem à escala organizada. 
§ 2º Considera-se de "sobre-aviso" o empregado efetivo, que permanecer em sua própria casa, 
aguardando a qualquer momento o chamado para o serviço. Cada escala de "sobre-aviso" 
será, no máximo, de vinte e quatro horas, As horas de "sobre-aviso", para todos os efeitos, serão 
contadas à razão de 1/3 (um terço) do salário normal. 
§ 3º Considera-se de "prontidão" o empregado que ficar nas dependências da estrada, 
aguardando ordens. A escala de prontidão será, no máximo, de doze horas. As horas de prontidão 
serão, para todos os efeitos, contadas à razão de 2/3 (dois terços) do salário-hora normal. 
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Art. 248 - Entre as horas 0 (zero) e 24 (vinte e quatro) de cada dia civil, o tripulante poderá ser 
conservado em seu posto durante 8 (oito) horas, quer de modo contínuo, quer de modo 
intermitente. 
§ 1º - A exigência do serviço contínuo ou intermitente ficará a critério do comandante e, neste 
último caso, nunca por período menor que 1 (uma) hora. 
Art. 253 - Para os empregados que trabalham no interior das câmaras frigoríficas e para os que 
movimentam mercadorias do ambiente quente ou normal para o frio e vice-versa, depois de 1 
(uma) hora e 40 (quarenta) minutos de trabalho contínuo, será assegurado um período de 20 
(vinte) minutos de repouso, computado esse intervalo como de trabalho efetivo. 
Art. 293 - A duração normal do trabalho efetivo para os empregados em minas no subsolo não 
excederá de 6 (seis) horas diárias ou de 36 (trinta e seis) semanais. 
Art. 294 - O tempo despendido pelo empregado da boca da mina ao local do trabalho e vice-versa 
será computado para o efeito de pagamento do salário. 
Art. 295 - A duração normal do trabalho efetivo no subsolo poderá ser elevada até 8 (oito) horas 
diárias ou 48 (quarenta e oito) semanais, mediante acordo escrito entre empregado e 
empregador ou contrato coletivo de trabalho, sujeita essa prorrogação à prévia licença da 
autoridade competente em matéria de higiene do trabalho. 
Parágrafo único - A duração normal do trabalho efetivo no subsolo poderá ser inferior a 6 (seis) 
horas diárias, por determinação da autoridade de que trata este artigo, tendo em vista condições 
locais de insalubridade e os métodos e processos do trabalho adotado. 
Art. 298 - Em cada período de 3 (três) horas consecutivas de trabalho, será obrigatória uma pausa 
de 15 (quinze) minutos para repouso, a qual será computada na duração normal de trabalho 
efetivo. 
Art. 303 - A duração normal do trabalho dos empregados compreendidos nesta Seção não deverá 
exceder de 5 (cinco) horas, tanto de dia como à noite. 
Art. 304 - Poderá a duração normal do trabalho ser elevada a 7 (sete) horas, mediante acordo 
escrito, em que se estipule aumento de ordenado, correspondente ao excesso do tempo de 
trabalho, em que se fixe um intervalo destinado a repouso ou a refeição. 
Art. 318 - Num mesmo estabelecimento de ensino não poderá o professor dar, por dia, mais de 4 
(quatro) aulas consecutivas, nem mais de 6 (seis), intercaladas. 
Art. 318 - O professor poderá lecionar em um mesmo estabelecimento por mais de um turno, 
desde que não ultrapasse a jornada de trabalho semanal estabelecida legalmente, assegurado e 
não computado o intervalo para refeição. 
Art. 319 - Aos professores é vedado, aos domingos, a regência de aulas e o trabalho em exames. 
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 Art. 372 - Os preceitos que regulam o trabalho masculino são aplicáveis ao trabalho feminino, 
naquilo em que não colidirem com a proteção especial instituída por este Capítulo. 
Parágrafo único - Não é regido pelos dispositivos a que se refere este artigo o trabalho nas oficinas 
em que sirvam exclusivamente pessoas da família da mulher e esteja esta sob a direção do 
esposo, do pai, da mãe, do tutor ou do filho. 
Art. 373 - A duração normal de trabalho da mulher será de 8 (oito) horas diárias, exceto nos casos 
para os quais for fixada duração inferior. 
Art. 381 - O trabalho noturno das mulheres terá salário superior ao diurno. 
§ 1º - Para os fins desse artigo, os salários serão acrescidos duma percentagem adicional de 20% 
(vinte por cento) no mínimo. 
§ 2º - Cada hora do período noturno de trabalho das mulheres terá 52 (cinqüenta e dois) minutos 
e 30 (trinta) segundos. 
Art. 411 - A duração do trabalho do menor regular-se-á pelas disposições legais relativas à 
duração do trabalho em geral, com as restrições estabelecidas neste Capítulo. 
Art. 413 - É vedado prorrogar a duração normal diária do trabalho do menor, salvo: 
I - até mais 2 (duas) horas, independentemente de acréscimo salarial, mediante convenção ou 
acôrdo coletivo nos têrmos do Título VI desta Consolidação, desde que o excesso de horas em um 
dia seja compensado pela diminuição em outro, de modo a ser observado o limite máximo de 48 
(quarenta e oito) horas semanais ou outro inferior legalmente fixada; 
II - excepcionalmente, por motivo de fôrça maior, até o máximo de 12 (doze) horas, com 
acréscimo salarial de, pelo menos, 25% (vinte e cinco por cento) sôbre a hora normal e desde que 
o trabalho do menor seja imprescindível ao funcionamento do estabelecimento. 
Parágrafo único. Aplica-se à prorrogação do trabalho do menor o disposto no art. 375, no 
parágrafo único do art. 376, no art. 378 e no art. 384 desta Consolidação. 
Art. 414 - Quando o menor de 18 (dezoito) anos for empregado em mais de um estabelecimento, 
as horas de trabalho em cada um serão totalizadas. 
Art. 432. A duração do trabalho do aprendiz não excederá de seis horas diárias, sendo vedadas a 
prorrogação e a compensação de jornada. 
§ 1o O limite previsto neste artigo poderá ser de até oito horas diárias para os aprendizes que já 
tiverem completado o ensino fundamental, se nelas forem computadas as horas destinadas à 
aprendizagem teórica. 
CLT, art. 452-A. O contrato de trabalho intermitente deve ser celebrado por escrito e deve conter 
especificamente o valor da hora de trabalho, que não pode ser inferior ao valor horário do salário 
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mínimo ou àquele devido aos demais empregados do estabelecimento que exerçam a mesma 
função em contrato intermitente ou não. 
§ 1º O empregador convocará, por qualquer meio de comunicação eficaz, para a prestação de 
serviços, informando qual será a jornada, com, pelo menos, três dias corridos de antecedência. 
§ 2º Recebida a convocação, o empregado terá o prazo de um dia útil para responder ao 
chamado, presumindo-se, no silêncio, a recusa. 
§ 3º A recusa da oferta não descaracteriza a subordinação para fins do contrato de trabalho 
intermitente. 
CLT, art. 452-A, § 4º Aceita a oferta para o comparecimento ao trabalho, a parte que descumprir, 
sem justo motivo, pagará à outra parte, no prazo de trinta dias, multa de 50% (cinquenta por 
cento) da remuneração que seria devida, permitida a compensação em igual prazo. 
§ 5º O período de inatividade não será considerado tempo à disposição do empregador, podendo 
o trabalhador prestar serviços a outros contratantes. 
CLT, art. 501 - Entende-se como força maior todo acontecimento inevitável, em relação à vontade 
do empregador, e para a realização do qual este não concorreu, direta ou indiretamente. 
 CLT, Art. 611-A. A convenção coletiva e o acordo coletivo de trabalho têm prevalência sobre a lei 
quando, entre outros, dispuserem sobre: 
I - pacto quanto à jornada de trabalho, observados os limites constitucionais; 
II - banco de horas anual; 
III - intervalo intrajornada, respeitado o limite mínimo de trinta minutos para jornadas superiores 
a seis horas; 
X - modalidade de registro de jornada de trabalho; 
XIII – prorrogação de jornada em ambientes insalubres, sem licença prévia das autoridades 
competentes do Ministério do Trabalho; 
CLT, art. 611-B, parágrafo único. Regras sobre duração do trabalho e intervalos não são 
consideradas como normas de saúde, higiene e segurança do trabalho para os fins do disposto 
neste artigo. 
Legislação específica 
Lei 605/1949, art. 1º Todo empregado tem direito a um descanso semanal remunerado de vinte 
e quatro horas consecutivas. (MP 905) 
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Lei 605/1949, art. 1º Todo empregado tem direito ao repouso semanal remunerado de vinte e 
quatro horas consecutivas, preferentemente aos domingos e, nos limites das exigências técnicas 
das empresas, nos feriados civis e religiosos, de acordo com a tradição local. 
Lei 605/49, art. 6º Não será devida a remuneração [do descanso semanal] quando, sem motivo 
justificado, o empregado não tiver trabalhado durante toda a semana anterior, cumprindo 
integralmente o seu horário de trabalho. 
Lei 5.889/73, art. 7º - Para os efeitos desta Lei, considera-se trabalho noturno o executado entre 
as vinte e uma horas de um dia e as cinco horas do dia seguinte, na lavoura, e entre as vinte horas 
de um dia e as quatro horas do dia seguinte, na atividade pecuária. 
Parágrafo único. Todo trabalho noturno será acrescido de 25% (vinte e cinco por cento) sobre a 
remuneração normal. 
TST 
SUM-60 ADICIONAL NOTURNO. INTEGRAÇÃO NO SALÁRIO E PRORROGAÇÃO EM HORÁRIO 
DIURNO 
I - O adicional noturno, pago com habitualidade, integra o salário do empregado para todos os 
efeitos. 
II - Cumprida integralmente a jornada no período noturno e prorrogada esta, devido é também o 
adicional quanto às horas prorrogadas. Exegese do art. 73, § 5º, da CLT. 
SUM-65 VIGIA 
O direito à hora reduzida de 52 minutos e 30 segundos aplica-se ao vigia noturno. 
SUM-85 COMPENSAÇÃO DE JORNADA 
I. A compensação de jornada de trabalho deve ser ajustada por acordo individual escrito, acordo 
coletivo ou convenção coletiva. 
II. O acordo individual para compensação de horas é válido, salvo se houver norma coletiva em 
sentido contrário. 
III. O mero não atendimento das exigências legais para a compensação de jornada, inclusive 
quando encetada mediante acordo tácito, não implica a repetição do pagamento das horas 
excedentes à jornada normal diária, se não dilatada a jornada máxima semanal, sendo devido 
apenas o respectivo adicional. 
IV. A prestação de horas extras habituais descaracteriza o acordo de compensação de jornada. 
Nesta hipótese, as horas que ultrapassarem a jornada semanal normal deverão ser pagas como 
horas extraordinárias e, quanto àquelas destinadas à compensação, deverá ser pago a mais 
apenas o adicional por trabalho extraordinário. 
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V. As disposições contidas nesta súmula não se aplicam ao regime compensatório na modalidade 
banco de horas, que somente pode ser instituído por negociação coletiva. 
VI - Não é válido acordo de compensação de jornada em atividade insalubre, ainda que estipulado 
em norma coletiva, sem a necessária inspeção prévia e permissão da autoridade competente, na 
forma do art. 60 da CLT. 
SUM-90 HORAS "IN ITINERE". TEMPO DE SERVIÇO 
I - O tempo despendido pelo empregado, em condução fornecida pelo empregador, até o local de 
trabalho de difícil acesso, ou não servido por transporte público regular, e para o seu retorno é 
computável na jornada de trabalho. 
II - A incompatibilidade entre os horários de início e término da jornada do empregado e os do 
transporte público regular é circunstância que também gera o direito às horas "in itinere". 
III - A mera insuficiência de transporte público não enseja o pagamento de horas "in itinere". 
IV - Se houver transporte público regular em parte do trajeto percorrido em condução da empresa, 
as horas "in itinere" remuneradas limitam-se ao trecho não alcançado pelo transporte público. 
V - Considerando que as horas "in itinere" são computáveis na jornada de trabalho, o tempo que 
extrapola a jornada legal é considerado como extraordinário e sobre ele deve incidir o adicional 
respectivo. 
SUM-112 TRABALHO NOTURNO. PETRÓLEO 
O trabalho noturno dos empregados nas atividades de exploração, perfuração, produção e 
refinação do petróleo, industrialização do xisto, indústria petroquímica e transporte de petróleo 
e seus derivados, por meio de dutos, é regulado pela Lei nº 5.811, de 11.10.1972, não se lhe 
aplicando a hora reduzida de 52 minutos e 30 segundos prevista no art. 73, § 2º, da CLT. 
SUM-118 JORNADA DE TRABALHO. HORAS EXTRAS 
Os intervalos concedidos pelo empregador na jornada de trabalho, não previstos em lei, 
representam tempo à disposição da empresa, remunerados como serviço extraordinário, se 
acrescidos ao final da jornada. 
SUM-119 JORNADA DE TRABALHO 
Os empregados de empresas distribuidoras e corretoras de títulos e valores mobiliários não têm 
direito à jornada especial dos bancários. 
SUM-140 VIGIA 
É assegurado ao vigia sujeito ao trabalho noturno o direito ao respectivo adicional. 
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SUM-199 BANCÁRIO. PRÉ-CONTRATAÇÃO DE HORAS EXTRAS 
I - A contratação do serviço suplementar, quando da admissão do trabalhador bancário, é nula. 
Os valores assim ajustados apenas remuneram a jornada normal, sendo devidas as horas extras 
com o adicional de, no mínimo, 50% (cinqüenta por cento), as quais não configuram pré-
contratação, se pactuadas após a admissão do bancário. 
SUM-229 SOBREAVISO. ELETRICITÁRIOS 
Por aplicação analógica do art. 244, § 2º, da CLT, as horas de sobreaviso dos eletricitários são 
remuneradas à base de 1/3 sobre a totalidade das parcelas de natureza salarial. 
SUM-320 HORAS "IN ITINERE". OBRIGATORIEDADE DE CÔMPUTO NA JORNADA DE TRABALHO 
O fato de o empregador cobrar, parcialmente ou não, importância pelo transporte fornecido, 
para local de difícil acesso ou não servido por transporte regular, não afasta o direito à percepção 
das horas "in itinere". 
SUM-346 DIGITADOR. INTERVALOS INTRAJORNADA. APLICAÇÃO ANALÓGICA DO ART. 72 DA CLT 
Os digitadores, por aplicação analógica do art. 72 da CLT, equiparam-se aos trabalhadores nos 
serviços de mecanografia (datilografia, escrituração ou cálculo), razão pela qual têm direito a 
intervalos de descanso de 10 (dez) minutos a cada 90 (noventa) de trabalho consecutivo. 
SUM-360 TURNOS ININTERRUPTOS DE REVEZAMENTO. INTERVALOS INTRAJORNADA E SEMANAL 
A interrupção do trabalho destinada a repouso e alimentação, dentro de cada turno, ou o 
intervalo para repouso semanal, não descaracteriza o turno de revezamento com jornada de 6 
(seis) horas previsto no art. 7º, XIV, da CF/1988. 
SUM-366 CARTÃO DE PONTO. REGISTRO. HORAS EXTRAS. MINUTOS QUE ANTECEDEM E 
SUCEDEM A JORNADA DE TRABALHO 
Não serão descontadas nem computadas como jornada extraordinária as variações de horário 
do registro de ponto não excedentes de cinco minutos, observado o limite máximo de dez minutos 
diários. Se ultrapassado esse limite, será considerada como extra a totalidade do tempo que 
exceder a jornada normal, pois configurado tempo à disposição do empregador, não importando 
as atividades desenvolvidas pelo empregado ao longo do tempo residual (troca de uniforme, 
lanche, higiene pessoal, etc) 
SUM-376 HORAS EXTRAS. LIMITAÇÃO. ART. 59 DA CLT. REFLEXOS 
I - A limitação legal da jornada suplementar a duas horas diárias não exime o empregador de 
pagar todas as horas trabalhadas. 
SUM-423 TURNO ININTERRUPTO DE REVEZAMENTO. FIXAÇÃO DE JORNADA DE TRABALHO 
MEDIANTE NEGOCIAÇÃO COLETIVA. VALIDADE. 
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Estabelecida jornada superior a seis horas e limitada a oito horas por meio de regular negociação 
coletiva, os empregados submetidos a turnos ininterruptos de revezamento não tem direito ao 
pagamento da 7ª e 8ª horas como extras. 
SUM-428 SOBREAVISO.APLICAÇÃO ANALÓGICA DO ART. 244, § 2º DA CLT 
I - O uso de instrumentos telemáticos ou informatizados fornecidos pela empresa ao empregado, 
por si só, não caracteriza regime de sobreaviso. 
II – Considera-se em sobreaviso o empregado que, à distância e submetido a controle patronal 
por instrumentos telemáticos ou informatizados, permanecer em regime de plantão ou 
equivalente, aguardando a qualquer momento o chamado para o serviço durante o período de 
descanso. 
SUM-437 INTERVALO INTRAJORNADA PARA REPOUSO E ALIMENTAÇÃO. APLICAÇÃO DO ART. 71 
DA CLT. 
I – Após a edição da Lei nº 8.923/94, a não-concessão total ou a concessão parcial do intervalo 
intrajornada mínimo, para repouso e alimentação a empregados urbanos e rurais, implica o 
pagamento total do período correspondente, e não apenas daquele suprimido, com acréscimo 
de, no mínimo, 50% sobre o valor da remuneração da hora normal de trabalho (art. 71 da CLT), 
sem prejuízo do cômputo da efetiva jornada de labor para efeito de remuneração. 
II - É inválida cláusula de acordo ou convenção coletiva de trabalho contemplando a supressão 
ou redução do intervalo intrajornada porque este constitui medida de higiene, saúde e segurança 
do trabalho, garantido por norma de ordem pública (art. 71 da CLT e art. 7º, XXII , da CF/1988), 
infenso à negociação coletiva. 
III – Possui natureza salarial a parcela prevista no art. 71, § 4º, da CLT, com redação introduzida 
pela Lei nº 8.923, de 27 de julho de 1994, quando não concedido ou reduzido pelo empregador o 
intervalo mínimo intrajornada para repouso e alimentação, repercutindo, assim, no cálculo de 
outras parcelas salariais. 
IV – Ultrapassada habitualmente a jornada de seis horas de trabalho, é devido o gozo do intervalo 
intrajornada mínimo de uma hora, obrigando o empregador a remunerar o período para 
descanso e alimentação não usufruídos como extra, acrescido do respectivo adicional, na forma 
prevista no art. 71, caput e § 4º, da CLT. 
SUM-438 INTERVALO PARA RECUPERAÇÃO TÉRMICA DO EMPREGADO. AMBIENTE 
ARTIFICIALMENTE FRIO. HORAS EXTRAS. ART. 253 DA CLT. APLICAÇÃO ANALÓGICA. 
O empregado submetido a trabalho contínuo em ambiente artificialmente frio, nos termos do 
parágrafo único do art. 253 da CLT, ainda que não labore em câmara frigorífica, tem direito ao 
intervalo intrajornada previsto no caput do art. 253 da CLT. 
SUM-444 JORNADA DE TRABALHO. ESCALA DE 12 POR 36. VALIDADE. 
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É valida, em caráter excepcional, a jornada de 12 horas de trabalho por trinta e seis de descanso, 
prevista em lei ou ajustada exclusivamente mediante acordo coletivo de trabalho ou convenção 
coletiva de trabalho, assegurada a remuneração em dobro dos feriados trabalhados. O 
empregado não tem direito ao pagamento de adicional referente ao labor prestado na décima 
primeira e décima segunda horas. 
SUM-446 MAQUINISTA FERROVIÁRIO. INTERVALO INTRAJORNADA. SUPRESSÃO PARCIAL OU 
TOTAL. HORAS EXTRAS DEVIDAS. COMPATIBILIDADE ENTRE OS ARTS. 71, § 4º, E 238, § 5º, DA 
CLT. 
A garantia ao intervalo intrajornada, prevista no art. 71 da CLT, por constituir-se em medida de 
higiene, saúde e segurança do empregado, é aplicável também ao ferroviário maquinista 
integrante da categoria "c" (equipagem de trem em geral), não havendo incompatibilidade entre 
as regras inscritas nos arts. 71, § 4º, e 238, § 5º, da CLT 
SUM-449 (conversão da Orientação Jurisprudencial nº 372 da SBDI-1) 
A partir da vigência da Lei nº 10.243, de 19.06.2001, que acrescentou o § 1º ao art. 58 da CLT, 
não mais prevalece cláusula prevista em convenção ou acordo coletivo que elastece o limite de 5 
minutos que antecedem e sucedem a jornada de trabalho para fins de apuração das horas extras. 
 
OJ-SDI1-60 PORTUÁRIOS. HORA NOTURNA. HORAS EXTRAS. (LEI Nº 4.860/65, ARTS. 4º E 7º, § 5º) 
I - A hora noturna no regime de trabalho no porto, compreendida entre dezenove horas e sete 
horas do dia seguinte, é de sessenta minutos. 
II - Para o cálculo das horas extras prestadas pelos trabalhadores portuários, observar-se-á 
somente o salário básico percebido, excluídos os adicionais de risco e produtividade. 
 
OJ-SDI1-127 HORA NOTURNA REDUZIDA. SUBSISTÊNCIA APÓS A CF/1988 
O art. 73, § 1º da CLT, que prevê a redução da hora noturna, não foi revogado pelo inciso IX do 
art. 7º da CF/1988. 
 
OJ-SDI1-355 INTERVALO INTERJORNADAS. INOBSERVÂNCIA. HORAS EXTRAS. PERÍODO PAGO 
COMO SOBREJORNADA. ART. 66 DA CLT. APLICAÇÃO ANALÓGICA DO § 4º DO ART. 71 DA CLT 
O desrespeito ao intervalo mínimo interjornadas previsto no art. 66 da CLT acarreta, por analogia, 
os mesmos efeitos previstos no § 4º do art. 71 da CLT e na Súmula nº 110 do TST, devendo-se 
pagar a integralidade das horas que foram subtraídas do intervalo, acrescidas do respectivo 
adicional. 
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OJ-SDI1-360 TURNO ININTERRUPTO DE REVEZAMENTO. DOIS TURNOS. HORÁRIO DIURNO E 
NOTURNO. CARACTERIZAÇÃO 
Faz jus à jornada especial prevista no art. 7º, XIV, da CF/1988 o trabalhador que exerce suas 
atividades em sistema de alternância de turnos, ainda que em dois turnos de trabalho, que 
compreendam, no todo ou em parte, o horário diurno e o noturno, pois submetido à alternância 
de horário prejudicial à saúde, sendo irrelevante que a atividade da empresa se desenvolva de 
forma ininterrupta. 
OJ-SDI1-388 JORNADA 12X36. JORNADA MISTA QUE COMPREENDA A TOTALIDADE DO PERÍODO 
NOTURNO. ADICIONAL NOTURNO. DEVIDO. 
O empregado submetido à jornada de 12 horas de trabalho por 36 de descanso, que compreenda 
a totalidade do período noturno, tem direito ao adicional noturno, relativo às horas trabalhadas 
após as 5 horas da manhã. 
OJ-SDI1-395 TURNO ININTERRUPTO DE REVEZAMENTO. HORA NOTURNA REDUZIDA. 
INCIDÊNCIA. 
O trabalho em regime de turnos ininterruptos de revezamento não retira o direito à hora noturna 
reduzida, não havendo incompatibilidade entre as disposições contidas nos arts. 73, § 1º, da CLT 
e 7º, XIV, da Constituição Federal. 
 
 
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QUESTÕES COMENTADAS 
 
1. FCC - 2022 - TRT-ES – Analista Judiciário 
Virgílio celebrou acordo individual com seu empregador para o estabelecimento de banco de 
horas. Consta em referido acordo que as horas extras não pagas serão compensadas em até 9 
meses. De acordo com o que prevê a legislação trabalhista, este acordo é 
(A) inválido, apenas quanto ao prazo que pela lei não deve superar 3 meses para compensação, 
quando acordada individualmente. 
(B) inválido, apenas por não ter sido acordado em nível coletivo. 
(C) válido, eis que a lei permite negociação individual, e o prazo de compensação está inferior aos 
12 meses previstos na CLT. 
(D) inválido, apenas pela extrapolação do prazo máximo de 6 meses para compensação previsto 
na CLT. 
(E) válido, eis que a lei permite negociação individual, cabendo às partes estabelecer livremente o 
prazo para compensação, não havendo limitador legal. 
Comentários 
Sabemos que o acordo individual escrito somente poderia estabelecer banco de horas com 
duração de no máximo 6 meses: 
CLT, art. 59, § 5º O banco de horas de que trata o § 2º deste artigo poderá ser 
pactuado por acordo individual escrito, desde que a compensação ocorra no 
período máximo de seis meses. 
Por este raciocínio, a letra (D) está correta e foi apontada como o gabarito da questão. 
Por outro lado, em princípio a letra (B) também poderia ser apontada como gabarito da questão, 
visto que, por meio de norma coletiva (ACT ou CCT),seria possível estabelecer banco de horas 
para compensação no período de 9 meses: 
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CLT, art. 59, § 2º Poderá ser dispensado o acréscimo de salário se, por força de 
acordo ou convenção coletiva de trabalho, o excesso de horas em um dia for 
compensado pela correspondente diminuição em outro dia, de maneira que não 
exceda, no período máximo de um ano, à soma das jornadas semanais de trabalho 
previstas, nem seja ultrapassado o limite máximo de dez horas diárias. 
Apesar de o período de 9 meses estar contido no período de no máximo 1 ano, a Banca apontou 
a letra (B) como incorreta. No entanto, o que sobressai da questão é que a Banca queria saber se 
o candidato conhecia a possibilidade de celebração de acordo individual para compensação de 
jornada, a qual está limitada a 6 meses. Portanto, a letra (D) seria a "mais correta". 
Gabarito (D) 
2. FCC - 2022 - TRT-BA – Analista Judiciário 
Vênus é empregada na Clínica Veterinária Bicho Papão e, pela natureza da sua atividade, com 
frequência costuma trabalhar por diversos dias consecutivos sem repousar. Conforme orienta a 
jurisprudência dominante do Tribunal Superior do Trabalho, Vênus terá direito a pagamento 
(A) com 50% de acréscimo do repouso semanal remunerado desde que este seja concedido após 
6 dias consecutivos de trabalho. 
(B) em dobro do repouso semanal remunerado desde que este seja concedido após 6 dias 
consecutivos de trabalho. 
(C) em triplo do repouso semanal remunerado desde que este seja concedido após 7 dias 
consecutivos de trabalho. 
(D) simples do repouso semanal remunerado desde que este seja concedido após 7 dias 
consecutivos de trabalho. 
(E) em dobro do repouso semanal remunerado desde que este seja concedido após 7 dias 
consecutivos de trabalho. 
Comentários 
Lembro que o TST adotou a tese do descanso hebdomadário, segundo o qual o descanso deve 
ocorrer após seis dias de trabalho: 
OJ-SDI1-410 REPOUSO SEMANAL REMUNERADO. CONCESSÃO APÓS O 
SÉTIMO DIA CONSECUTIVO DE TRABALHO. ART. 7º, XV, DA CF. VIOLAÇÃO. 
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Viola o art. 7º, XV, da CF a concessão de repouso semanal remunerado após o 
sétimo dia consecutivo de trabalho, importando no seu pagamento em dobro. 
Assim sendo, a concessão do repouso semanal após o 7º dia, gerará seu pagamento em dobro. 
Gabarito (E) 
3. FCC - 2022 - TRT-BA – Analista Judiciário 
Considere as assertivas abaixo a respeito do regime de trabalho em tempo parcial. 
I. por ser uma jornada especial, o regime de trabalho a tempo parcial é incompatível com a 
prorrogação de jornada. 
II. a jornada máxima do empregado em regime de trabalho a tempo parcial será de 30 horas 
semanais, sem a possibilidade de horas suplementares semanais, ou de 26 horas semanais, com a 
possibilidade de até seis horas suplementares semanais. 
III. na hipótese de o empregado sob regime de trabalho a tempo parcial realizar horas 
suplementares, estas poderão ser compensadas no prazo máximo de 30 dias. 
IV. poderá o empregado sob regime de trabalho a tempo parcial converter até 1/3 das suas férias 
em abono pecuniário, mediante concordância do empregador. 
Com base na Consolidação das Leis do Trabalho, está correto o que se afirma APENAS em 
(A) III e IV. 
(B) I. 
(C) II, III e IV. 
(D) I e III. 
(E) II. 
Comentários 
O item I está incorreto. Após a reforma trabalhista, é possível ao trabalhador a tempo parcial 
prestar horas extras (prorrogação de jornada), caso a jornada semanal seja de até 26 hs. 
O item II está de acordo com a atual definição de trabalho a tempo parcial: 
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CLT, art. 58-A. Considera-se trabalho em regime de tempo parcial aquele cuja 
duração não exceda a trinta horas semanais, sem a possibilidade de horas 
suplementares semanais, ou, ainda, aquele cuja duração não exceda a vinte e seis 
horas semanais, com a possibilidade de acréscimo de até seis horas suplementares 
semanais. 
O item III está incorreto, pois a compensação pode ocorrer apenas até a semana imediatamente 
seguinte (e não em 30 dias): 
CLT, art. 58-A, § 5o As horas suplementares da jornada de trabalho normal 
poderão ser compensadas diretamente até a semana imediatamente posterior à 
da sua execução, devendo ser feita a sua quitação na folha de pagamento do mês 
subsequente, caso não sejam compensadas. 
O item IV está incorreto. Apesar de ser possível ao trabalhador a tempo parcial a conversão de 
parte das férias em pecúnia (CLT, art. 58-A, §6º), não se exige concordância do empregador (CLT, 
art. 143), pois trata-se de "direito potestativo" do empregado. 
Gabarito (E) 
4. FCC - 2022 - TRT-PR - Analista Judiciário 
Maria é enfermeira e labora no centro cirúrgico do Hospital Vida Melhor, em escala de 
revezamento 12 × 36, das 19h00 às 07h00. Em razão do uso obrigatório de vestimenta privativa, 
Maria deve realizar a troca de roupa nas dependências do hospital e, apenas então, registrar o 
início da jornada de trabalho, no relógio de ponto localizado dentro do centro cirúrgico. A 
enfermeira leva cerca de 22 minutos diários para a troca de uniforme, no início e no final da jornada 
de trabalho. Diante dos fatos apresentados, o tempo gasto pela empregada 
(A) não é considerado tempo à disposição, já que não houve efetivo trabalho durante o período. 
(B) é considerado tempo à disposição do empregador pela obrigatoriedade da troca de roupa nas 
dependências da empresa e por extrapolar o limite de 10 minutos diários. 
(C) é considerado tempo à disposição do empregador porque extrapolou o limite de 20 minutos 
diários. 
(D) é considerado tempo à disposição do empregador, mas o período não será computado na 
jornada de trabalho em razão do direito a 36 horas de descanso. 
(E) não é considerado tempo à disposição porque a jornada 12 × 36 engloba o tempo gasto para 
eventual troca de roupa. 
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Comentários: 
Em síntese, como a troca de roupa no interior da empresa ocorria por determinação do 
empregador e extrapolava 5 minutos e 10 minutos diários, todos os 22 minutos diários deverão 
ser computados na jornada e, portanto, remunerados como jornada extraordinária. 
Isto porque a CLT estabelece que, caso a troca de roupa/uniforme no interior da empresa seja 
uma imposição do empregador, haverá o reflexo na jornada (CLT, art. 4º, §2º, VIII). Assim, 
superado a tolerância de 5 minutos/10 minutos diários a que alude o art. 58, §1º, da CLT, haverá 
sua contabilização na jornada: 
CLT, art. 4º, § 2º Por não se considerar tempo à disposição do empregador, não 
será computado como período extraordinário o que exceder a jornada normal, 
ainda que ultrapasse o limite de cinco minutos previsto no § 1º do art. 58 desta 
Consolidação [variações no registro de até 5 minutos e 10 minutos diários], quando 
o empregado, por escolha própria, buscar proteção pessoal, em caso de 
insegurança nas vias públicas ou más condições climáticas, bem como adentrar ou 
permanecer nas dependências da empresa para exercer atividades particulares, 
entre outras: (..) 
VIII - troca de roupa ou uniforme, quando não houver obrigatoriedade de realizar 
a troca na empresa. 
Gabarito (B) 
5. FCC - 2022 - TRT-PR - Técnico Administrativo 
A empresa Metalúrgica Metall S/A está sofrendo os efeitos da crise econômica, com oscilaçãono 
volume de produção e, em razão disso, pretende instituir regime de compensação de jornada na 
modalidade de banco de horas. O regime de compensação que a empresa pretende adotar será 
válido 
(A) se pactuado por acordo individual escrito, para a compensação no período máximo de seis 
meses. 
(B) se no acordo de banco de horas houver previsão de que, na hipótese de rescisão do contrato 
de trabalho sem que tenha havido a compensação integral da jornada de trabalho, as horas extras 
serão pagas com adicional de 100% sobre o valor da hora normal. 
(C) somente se for estabelecido por meio de negociação coletiva. 
(D) se estabelecido por acordo individual, tácito ou escrito, para a compensação no prazo de três 
meses. 
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(E) se pactuado por acordo individual escrito, por acordo coletivo ou por convenção coletiva de 
trabalho, para a compensação no período máximo de um ano. 
Comentários: 
Mais uma questão FCC cobrando detalhes quanto às duas modalidades de banco de horas 
previstas na CLT (CLT, art. 59, §§ 2º e 5º): 
Banco de horas 
 
SEMESTRAL: 
sua validade demanda acordo 
escrito entre empregado e 
empregador 
 
ANUAL: 
sua validade demanda previsão em 
negociação coletiva 
A partir daí, percebemos que a letra (A) está correta, pois de fato o banco de horas semestral 
poderá ser pactuado individualmente com o empregado (sem a interveniência do sindicato), 
mediante acordo escrito. 
Pelo mesmo raciocínio, percebemos que as letras (C) a (E) estão incorretas, visto que é o banco 
de horas anual que exigirá acordo coletivo ou convenção coletiva. 
Quanto à letra (B), notem que o pagamento se dará com adicional mínimo de 50%, isto é, como 
horas extras (e não com adicional de 100%): 
CLT, art. 59, § 3º Na hipótese de rescisão do Contrato de Trabalho sem que tenha 
havido a compensação integral da jornada extraordinária, na forma dos §§ 2º e 5º 
deste artigo, o trabalhador terá direito ao pagamento das horas extras não 
compensadas, calculadas sobre o valor da remuneração na data da rescisão. 
Gabarito (A) 
6. FCC - 2022 - TRT-PR - Técnico Administrativo 
Em relação ao regramento legal que cuida do intervalo intrajornada para repouso e alimentação, 
considere: 
I. Os intervalos para repouso e alimentação serão computados na jornada de trabalho. 
II. O limite mínimo de 1 hora para repouso e alimentação poderá ser reduzido por negociação 
entre empregado e empregador, desde que formalizado em acordo escrito. 
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III. Para as jornadas de até 6 horas, o intervalo para repouso e alimentação será de 15 minutos. 
IV. A não concessão ou a concessão parcial do intervalo intrajornada mínimo, para repouso e 
alimentação, implica o pagamento, de natureza indenizatória, apenas do período suprimido, com 
acréscimo de 50% sobre o valor da hora normal de trabalho. 
Está correto o que se afirma APENAS em 
(A) I e III. 
(B) II. 
(C) IV. 
(D) I e II. 
(E) III e IV. 
Comentários: 
O item I está incorreto. Em geral, os intervalos para repouso e alimentação não são computados 
na jornada: 
CLT, art. 71, § 2º - Os intervalos de descanso não serão computados na duração 
do trabalho. 
O item II está incorreto, na medida em que se exige acordo coletivo ou convenção coletiva do 
trabalho (não basta simples acordo escrito): 
 Art. 611-A. A convenção coletiva e o acordo coletivo de trabalho têm prevalência 
sobre a lei quando, entre outros, dispuserem sobre: (..) 
III - intervalo intrajornada, respeitado o limite mínimo de trinta minutos para 
jornadas superiores a seis horas; 
O item III foi dado como incorreto por um detalhe sutil: o intervalo de 15 minutos somente será 
obrigatório nas jornadas que superarem 4 horas. Em outras palavras, nem toda jornada inferior a 
6 horas exigirá a concessão do intervalo mencionado neste item: 
CLT, art. 71, § 1º - Não excedendo de 6 (seis) horas o trabalho, será, entretanto, 
obrigatório um intervalo de 15 (quinze) minutos quando a duração ultrapassar 4 
(quatro) horas. 
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O item IV é uma transcrição da seguinte regra celetista, inserida pela reforma trabalhista: 
Art. 71, § 4o A não concessão ou a concessão parcial do intervalo intrajornada 
mínimo, para repouso e alimentação, a empregados urbanos e rurais, implica o 
pagamento, de natureza indenizatória, apenas do período suprimido, com 
acréscimo de 50% (cinquenta por cento) sobre o valor da remuneração da hora 
normal de trabalho. 
Gabarito (C) 
7. FCC - 2022 - TRT-PR - Oficial de Justiça 
Deonísio é eletricista e foi contratado por uma empresa de energia elétrica para trabalhar na 
manutenção das redes de transmissão de energia, cumprindo escala de doze horas de trabalho, 
seguidas por trinta e seis horas ininterruptas de descanso. Considerando essas condições de 
trabalho, 
(A) a escala de trabalho prevista somente será válida se constante em convenção coletiva ou 
acordo coletivo de trabalho. 
(B) a remuneração mensal pactuada pelas partes para o cumprimento desta escala de trabalho 
abrange os pagamentos devidos pelo descanso semanal remunerado e pelo descanso em 
feriados. 
(C) Deonísio tem direito ao adicional de periculosidade, no valor de 10%, 20% ou 40% do salário 
contratual, dependendo do grau de risco a que estará submetido na manutenção das redes de 
transmissão de energia. 
(D) Deonísio tem direito ao adicional noturno, no valor de 30% sobre a hora diurna de trabalho, 
incidente em relação ao trabalho realizado entre 22 horas de um dia até às 5 horas do dia seguinte. 
(E) a hora noturna será computada como 52 minutos e 30 segundos, sendo considerado noturno 
o trabalho realizado a partir das 21 horas e até às 5 horas do dia seguinte. 
Comentários: 
A letra (A) está incorreta, pois a escala 12x36 pode ser estabelecida também mediante acordo 
individual por escrito: 
CLT, art. 59-A. Em exceção ao disposto no art. 59 desta Consolidação, é facultado 
às partes, mediante acordo individual escrito, convenção coletiva ou acordo 
coletivo de trabalho, estabelecer horário de trabalho de doze horas seguidas por 
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trinta e seis horas ininterruptas de descanso, observados ou indenizados os 
intervalos para repouso e alimentação. 
A letra (B) está correta. Os trabalhadores em escala de 12x36 não têm direito à remuneração em 
dobro pelos feriados trabalhados, tampouco em relação aos domingos trabalhados, visto que a 
remuneração que ele recebe já abrange estes períodos de trabalho: 
CLT, art. 59-A, parágrafo único. A remuneração mensal pactuada pelo horário 
previsto no caput deste artigo [12x36] abrange os pagamentos devidos pelo 
descanso semanal remunerado e pelo descanso em feriados, e serão considerados 
compensados os feriados e as prorrogações de trabalho noturno, quando houver, 
de que tratam o art. 70 e o § 5º do art. 73 desta Consolidação. 
A letra (C) está incorreta, visto que o adicional de periculosidade é de 30% sobre o salário-base 
do empregado: 
CLT, art. 193, § 1º - O trabalho em condições de periculosidade assegura ao 
empregado um adicional de 30% (trinta por cento) sobre o salário sem os 
acréscimos resultantes de gratificações, prêmios ou participações nos lucros da 
empresa. 
A letra (D) está incorreta, pois o adicional noturno é de 20% paraos empregados celetistas: 
CLT, art. 73. Salvo nos casos de revezamento semanal ou quinzenal, o trabalho 
noturno terá remuneração superior a do diurno e, para esse efeito, sua 
remuneração terá um acréscimo de 20 % (vinte por cento), pelo menos, sobre a 
hora diurna. 
A letra (E) está incorreta, visto que é jornada noturna aquela que se inicia às 22hs e vai até as 5 hs 
do dia seguinte, para os empregados celetistas: 
CLT, art. 73, § 2º Considera-se noturno, para os efeitos deste artigo, o trabalho 
executado entre as 22 horas de um dia e as 5 horas do dia seguinte. 
Gabarito (B) 
8. FCC - 2022 - TRT-RS - Analista Judiciário 
Por força da natureza da sua prestação de serviços de vigilante, Ganimedes trabalha uniformizado. 
Nessa hipótese, de acordo com o que prevê a Consolidação das Leis do Trabalho, o tempo 
despendido pelo empregado para a troca de uniforme 
(A) sempre será computado na jornada de trabalho, desde que excedente de 10 minutos diários. 
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(B) apenas será computado na jornada de trabalho se houver a determinação da empresa que a 
troca se realize em suas dependências, sendo jornada extraordinária o que ultrapassar 5 minutos. 
(C) nunca será computado na jornada de trabalho. 
(D) apenas será computado na jornada de trabalho se houver a determinação da empresa que a 
troca se realize em suas dependências, sendo jornada extraordinária o que ultrapassar 15 minutos. 
(E) sempre será computado na jornada de trabalho, desde que excedente de 15 minutos diários. 
Comentários: 
A banca cobrou regra celetista de que o período que o empregado leva trocando de 
roupa/uniforme somente será computado na jornada de trabalho quando houver obrigatoriedade 
de se realizar a troca na empresa (do contrário, a realização da troca na empresa seria uma decisão 
do próprio empregado - não do empregador). 
Em um ou outro caso, tal período somente seria computado se extrapolasse a tolerância de 5 
minutos: 
CLT, art. 4º, § 2º Por não se considerar tempo à disposição do empregador, não 
será computado como período extraordinário o que exceder a jornada normal, 
ainda que ultrapasse o limite de cinco minutos previsto no § 1º do art. 58 desta 
Consolidação, quando o empregado, por escolha própria, buscar proteção 
pessoal, em caso de insegurança nas vias públicas ou más condições climáticas, 
bem como adentrar ou permanecer nas dependências da empresa para exercer 
atividades particulares, entre outras: (..) 
VIII - troca de roupa ou uniforme, quando não houver obrigatoriedade de realizar 
a troca na empresa. 
Gabarito (B) 
9. FCC - 2022 - TRT-RS - Analista Judiciário 
Sinfrônio é empregado da Panificadora Pão Nosso de Cada Dia e presta horas extras com 
habitualidade. A sua empregadora pretende criar instrumento de Banco de Horas para ter 
possibilidade de compensação de horas dos empregados para concessão de descanso em 
períodos de menor movimento na Panificadora. Nessa hipótese, conforme previsão da 
Consolidação das Leis do Trabalho, a empresa 
(A) deverá obrigatoriamente celebrar acordo coletivo com o sindicato para estabelecer banco de 
horas, desde que a compensação ocorra no período máximo de 18 meses. 
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(B) deverá necessariamente celebrar acordo com todos os empregados em conjunto, com 
assistência do sindicato, para estabelecer banco de horas, desde que a compensação ocorra no 
período máximo de 6 meses. 
(C) deverá obrigatoriamente celebrar acordo coletivo com o sindicato para estabelecer banco de 
horas, desde que a compensação ocorra no período máximo de 12 meses. 
(D) poderá pactuar individualmente com Sinfrônio o banco de horas, desde que a compensação 
ocorra no período máximo de 6 meses. 
(E) poderá pactuar individualmente com Sinfrônio o banco de horas, desde que a compensação 
ocorra no período máximo de 12 meses. 
Comentários: 
A questão exigiu, acima de tudo, muita atenção dos alunos, com a diferença entre "pode" e 
"deve". Para gabaritar esta questão, é necessário conhecer o nível de formalização exigido para 
se estabelecer o banco de horas (CLT, art. 59, §§ 2º e 5º): 
Banco de horas 
 
SEMESTRAL: 
sua validade demanda acordo 
escrito entre empregado e 
empregador 
 
ANUAL: 
sua validade demanda previsão em 
negociação coletiva 
A partir daí, percebemos que a letra (D) está correta, pois de fato o banco de horas semestral 
poderá ser pactuado individualmente com o empregado (sem a interveniência do sindicato). 
Quanto à letra (C), notem que a Banca menciona que "deverá" ser estabelecido banco de horas 
mediante acordo coletivo, sendo que também seria possível o banco de horas semestral, 
estabelecido individualmente com o empregado. Portanto, há duas alternativas para o 
empregador que deseja estabelecer o banco de horas, sendo que a letra (C) limita ao banco de 
horas via acordo coletivo como sendo ao única, com o uso da palavra "deverá". 
Gabarito (D) 
10. FCC - 2022 - TRT-RS - Técnico Judiciário 
Aristóteles é empregado na empresa Sol Nascente Comércio de Placas Solares, desde 2019, que 
fica situada em local de difícil acesso e utiliza ônibus fornecido pelo seu empregador para ir e 
voltar do trabalho, dispendendo 2 horas para ir e 2 horas para voltar, por dia. Conforme previsão 
da Consolidação das Leis do Trabalho, Aristóteles 
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(A) não deve receber horas extras nessa situação, por não se configurar tempo à disposição do 
empregador. 
(B) faz jus a 4 horas extras diárias com adicional de 50%. 
(C) deve receber 2 horas extras diárias, com adicional de 100% por se tratar de jornada in itinere. 
(D) é credor de 2 horas extras diárias, com adicional de 50%. 
(E) faz jus a 4 horas extras diárias com adicional de 100%, por se tratar de jornada in itinere. 
Comentários: 
Após a reforma trabalhista de 2017, não há mais direito às horas in itinere, de sorte que o percurso 
caso-trabalho-casa nunca será computado como jornada de trabalho. 
Em outras palavras, qualquer que seja o meio de transporte utilizado, o local em que se situa a 
empresa, o período em que o empregado está se deslocando para o trabalho (e vice-versa) não é 
computado como tempo à disposição do empregador: 
Art. 58, § 2º O tempo despendido pelo empregado desde a sua residência até a 
efetiva ocupação do posto de trabalho e para o seu retorno, caminhando ou por 
qualquer meio de transporte, inclusive o fornecido pelo empregador, não será 
computado na jornada de trabalho, por não ser tempo à disposição do 
empregador. 
Gabarito (A) 
11. FCC/TRT2 – Técnico Judiciário – Área Administrativa - 2018 
Silvana, estudante de direito, está muito interessada nas modificações introduzidas na 
Consolidação das Leis do Trabalho através da Lei nº 13.467/2017, lendo diariamente todas as 
notícias de jornais e revistas para debatê-las com o seu pai, grande empresário do ramo 
alimentício. Assim, ela verificou importantes mudanças relativas ao tempo de deslocamento do 
empregado até o seu local de trabalho, afirmando ao seu pai que, após a mudança legislativa, o 
tempo despendido pelo empregado desde a sua residência até a efetiva ocupação do posto de 
trabalho e para o seu retorno, 
(A) por qualquer meio de transporte, inclusive o fornecido pelo empregador, será computado na 
jornada de trabalho, por ser considerado tempo à disposição do empregador, excetuando-se o 
tempo despendido caminhando. 
(B) caminhando ou por qualquer meio de transporte, exceto o fornecido peloempregador, não 
será computado na jornada de trabalho, por não ser tempo à disposição do empregador. 
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(C) caminhando ou por qualquer meio de transporte, inclusive o fornecido pelo empregador, será 
computado na jornada de trabalho, por ser considerado tempo à disposição do empregador. 
(D) caminhando ou por qualquer meio de transporte, inclusive o fornecido pelo empregador, não 
será computado na jornada de trabalho, por não ser tempo à disposição do empregador. 
(E) por qualquer meio de transporte, exceto o fornecido pelo empregador, será computado na 
jornada de trabalho, por ser considerado tempo à disposição do empregador, excetuando-se o 
tempo despendido caminhando. 
Comentários: 
A questão versou sobre a alteração promovida pela ‘reforma trabalhista’ quanto à jornada in 
itinere. 
Atualmente, não mais se computa o tempo de deslocamento casa-trabalho-casa, qualquer que 
seja o meio de transporte, inclusive quando o transporte é fornecido pelo empregador: 
CLT, art. 58, § 2º O tempo despendido pelo empregado desde a sua residência 
até a efetiva ocupação do posto de trabalho e para o seu retorno, caminhando ou 
por qualquer meio de transporte, inclusive o fornecido pelo empregador, não será 
computado na jornada de trabalho, por não ser tempo à disposição do 
empregador. 
Gabarito (D) 
12. FCC/TRT2 – Técnico Judiciário – Área Administrativa - 2018 
Cândida, Felícia e Gilberto são empregados da empresa “AL”. Todos os dias, Cândida, Felícia e 
Gilberto chegam à empresa aproximadamente quinze minutos antes do início da jornada de 
trabalho. Durante esse período, Cândida alimenta-se com o seu café da manhã, Felícia estuda para 
o curso de alemão que está fazendo e Gilberto utiliza o tempo para colocar o uniforme, mesmo 
não sendo obrigatória a realização da troca na empresa, uma vez que não se sente confortável em 
usar o uniforme em seu trajeto. De acordo com a Consolidação das Leis do Trabalho, não se 
considera tempo à disposição do empregador, NÃO computando, portanto, como período 
extraordinário, o mencionado tempo gasto por 
(A) Cândida para alimentação e Gilberto para troca de roupa, apenas. 
(B) Cândida para alimentação e Felícia para estudo, apenas. 
(C) Cândida para alimentação, Felícia para estudo e Gilberto para troca de roupa. 
(D) Felícia para estudo e Gilberto para troca de roupa, apenas. 
(E) Felícia para estudo, apenas. 
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Comentários: 
Em todos os três casos, os empregados realizam atividades particulares dentro da empresa. 
E, após a reforma trabalhista, deixaram de ser computadas como jornada extraordinária as 
variações de jornada em que o empregado adentra/permanece dentro da empresa exercendo tais 
atividades particulares, nos termos do art. 4º, §2º, da CLT: 
CLT, art. 4º, § 2º Por não se considerar tempo à disposição do empregador, não 
será computado como período extraordinário o que exceder a jornada normal, 
ainda que ultrapasse o limite de cinco minutos previsto no § 1º do art. 58 desta 
Consolidação [variações no registro de até 5 minutos e 10 minutos diários], quando 
o empregado, por escolha própria, buscar proteção pessoal, em caso de 
insegurança nas vias públicas ou más condições climáticas, bem como adentrar ou 
permanecer nas dependências da empresa para exercer atividades particulares, 
entre outras: 
I - práticas religiosas; 
II - descanso; 
III - lazer; 
IV - estudo; 
V - alimentação; 
VI - atividades de relacionamento social; 
VII - higiene pessoal; 
VIII - troca de roupa ou uniforme, quando não houver obrigatoriedade de realizar 
a troca na empresa. 
Quanto à atividade de Gilberto (troca de uniforme), notem que só é considerada atividade 
particular em razão da falta de obrigatoriedade de a referida troca ocorrer dentro das 
dependências da empresa. 
Gabarito (C) 
13. FCC/TRT-PE – Analista – Área Judiciária – 2018 
Em relação ao trabalho noturno, 
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(A) o direito ao adicional noturno não é assegurado ao vigia sujeito ao trabalho noturno, tendo em 
vista a regulamentação própria e a especificidade do serviço realizado que prevê que este é 
inerente ao horário de trabalho. 
(B) não se aplica a hora reduzida de 52 minutos e 30 segundos ao trabalho noturno dos 
empregados nas atividades de exploração, perfuração, produção e refinação do petróleo, 
industrialização do xisto, indústria petroquímica e transporte de petróleo e seus derivados, por 
meio de dutos, que é regulado por lei própria. 
(C) o adicional noturno pago com habitualidade incorpora-se ao salário do empregado, não 
podendo deixar de ser pago ainda que o empregado deixe de trabalhar no horário noturno, 
tratando-se de direito adquirido. 
(D) as gorjetas, cobradas pelo empregador na nota de serviço ou oferecidas espontaneamente 
pelos clientes, integram a remuneração do empregado, servindo de base de cálculo para o 
adicional noturno. 
(E) o empregado que trabalha em horários mistos, assim entendidos os que abrangem períodos 
diurnos e noturnos, não faz jus ao adicional noturno. 
Comentários: 
A questão mesclou assuntos desta aula com aula futura do nosso curso, mas não podemos deixar 
de comentá-la. 
A letra (A) está incorreta. Muito embora trabalhe majoritariamente em período noturno, o vigia 
tem direito tanto ao adicional noturno (SUM-140 do TST) quanto à redução ficta da hora noturna 
(SUM-65): 
SUM-140 VIGIA 
É assegurado ao vigia sujeito ao trabalho noturno o direito ao respectivo adicional. 
A letra (B), correta, nos termos da Súmula 112, que consolida o entendimento do TST sobre a não 
aplicabilidade da redução ficta da hora noturna aos petroleiros (os quais são regidos por lei 
específica): 
SUM-112 TRABALHO NOTURNO. PETRÓLEO 
O trabalho noturno dos empregados nas atividades de exploração, perfuração, 
produção e refinação do petróleo, industrialização do xisto, indústria petroquímica 
e transporte de petróleo e seus derivados, por meio de dutos, é regulado pela Lei 
nº 5.811, de 11.10.1972, não se lhe aplicando a hora reduzida de 52 minutos e 30 
segundos prevista no art. 73, § 2º, da CLT. 
Antonio Daud
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A letra (C) está incorreta. É certo que o adicional noturno pago com habitualidade integra o salário 
do empregado (SUM-60 do TST). No entanto, uma vez transferido para o período diurno, o 
empregado perde o direito ao referido adicional, já que se trata de salário condição, consoante 
estatuído na Súmula 265 do TST: 
SUM-265 ADICIONAL NOTURNO. ALTERAÇÃO DE TURNO DE TRABALHO. 
POSSIBILIDADE DE SUPRESSÃO 
A transferência para o período diurno de trabalho implica a perda do direito ao 
adicional noturno. 
A letra (D) está incorreta. De fato, as gorjetas integram a remuneração do empregado, entretanto 
não são computadas na base de cálculo do adicional noturno: 
SUM-354 GORJETAS. NATUREZA JURÍDICA. REPERCUSSÕES 
As gorjetas, cobradas pelo empregador na nota de serviço ou oferecidas 
espontaneamente pelos clientes, integram a remuneração do empregado, não 
servindo de base de cálculo para as parcelas de aviso-prévio, adicional noturno, 
horas extras e repouso semanal remunerado. 
Esta súmula será detalhada em outros momentos do curso. Por ora, é interessante saber que o 
cálculo do adicional noturno não considera as gorjetas. 
A letra (E),incorreta, pois aqueles que laboram em horários mistos também fazem jus às regras 
específicas do labor em horário noturno: 
CLT, art. 73, § 4º Nos horários mistos, assim entendidos os que abrangem períodos 
diurnos e noturnos, aplica-se às horas de trabalho noturno o disposto neste artigo 
e seus parágrafos. 
Gabarito (B) 
14. FCC/TRT-PE – Analista – Área Administrativa – 2018 
No tocante ao trabalho noturno, considere: 
I. Joana é empregada urbana da Empresa SEG Ltda., prestando serviços de faxina em escritórios 
das 22h às 5h do dia seguinte. Neste caso, tem direito ao adicional noturno de 25% sobre a 
remuneração normal e hora noturna reduzida, equivalente a 52 minutos e trinta segundos. 
II. Ivete é empregada rural das Fazendas Leite Bom Ltda. e ordenha as vacas. Para ter direito ao 
adicional noturno, deve trabalhar entre 20h de um dia e 4h do dia seguinte, com adicional de 25% 
sobre a remuneração normal de trabalho, sem direito a hora noturna reduzida. 
Antonio Daud
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III. Solange prestou serviços na Fábrica LWA Ltda. durante dez anos no período noturno, 
recebendo adicional noturno. Por motivo de escalonamento de pessoal, Solange concordou em 
ser transferida para o período diurno, razão pela qual perdeu o direito ao adicional noturno 
recebido habitualmente por tantos anos. 
Está correto o que se afirma em 
(A) I, apenas. 
(B) I, II e III. 
(C) I e III, apenas. 
(D) II, apenas. 
(E) II e III, apenas. 
Comentários: 
O item I, incorreto, uma vez que o vínculo de Joana segue a regulamentação celetista, possuindo 
direito ao adicional noturno à razão de 20%, além da redução ficta da hora noturna (52min30seg): 
CLT, art. 73. Salvo nos casos de revezamento semanal ou quinzenal, o trabalho 
noturno terá remuneração superior a do diurno e, para esse efeito, sua 
remuneração terá um acréscimo de 20 % (vinte por cento), pelo menos, sobre a 
hora diurna. 
§ 1º A hora do trabalho noturno será computada como de 52 minutos e 30 
segundos. 
O item II está de acordo com o que dispõe a Lei do trabalho rural para atividades de pecuária 
(ordenha de vacas): 
Lei 5.889/1973, art. 7º - Para os efeitos desta Lei, considera-se trabalho noturno o 
executado entre as vinte e uma horas de um dia e as cinco horas do dia seguinte, 
na lavoura, e entre as vinte horas de um dia e as quatro horas do dia seguinte, na 
atividade pecuária. 
Parágrafo único. Todo trabalho noturno será acrescido de 25% (vinte e cinco por 
cento) sobre a remuneração normal. 
Reparem que os rurícolas, de um lado, possuem adicional superior ao dos celetistas, mas, de outro, 
não fazem jus à redução ficta da hora noturna. 
Antonio Daud
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O item III, correto, na medida em que o adicional noturno é salário condição, de modo que não 
ofende a irredutibilidade salarial sua supressão em decorrência da transferência para horário 
diurno: 
SUM-265 ADICIONAL NOTURNO. ALTERAÇÃO DE TURNO DE TRABALHO. 
POSSIBILIDADE DE SUPRESSÃO 
A transferência para o período diurno de trabalho implica a perda do direito ao 
adicional noturno. 
Gabarito (E) 
15. FCC/TRT-PE – Analista – Área Administrativa – 2018 
Considere: 
I. O trabalho em regime de tempo parcial é considerado aquele cuja duração não exceda a trinta 
horas semanais, sem a possibilidade de horas suplementares semanais, ou aquele cuja duração 
não exceda a vinte e seis horas semanais, com a possibilidade de acréscimo de até seis horas 
suplementares. 
II. Quando o intervalo para repouso e alimentação não for concedido ou for concedido de forma 
parcial, implicará o pagamento, de natureza indenizatória, apenas do período suprimido, com 
acréscimo de 50% sobre o valor da remuneração da hora normal de trabalho. 
III. As dispensas imotivadas individuais, plúrimas ou coletivas, equiparam-se para todos os fins, não 
havendo necessidade de autorização prévia de entidade sindical ou de celebração de convenção 
coletiva ou acordo coletivo de trabalho para sua efetivação. 
Tendo em vista a Lei no 13.467/2017, que trouxe alterações à Consolidação das Leis do Trabalho, 
em relação às afirmativas acima é correto afirmar que a reforma trabalhista introduziu o que consta 
de: 
(A) I, apenas. 
(B) I e II, apenas. 
(C) I e III, apenas. 
(D) II e III, apenas. 
(E) I, II e III. 
Comentários: 
Todas as alternativas estão de acordo com regras legais inseridas pela reforma trabalhista. 
O item I, correto, ante a regulamentação do trabalho a tempo parcial pós-reforma trabalhista: 
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CLT, art. 58-A. Considera-se trabalho em regime de tempo parcial aquele cuja 
duração não exceda a trinta horas semanais, sem a possibilidade de horas 
suplementares semanais, ou, ainda, aquele cuja duração não exceda a vinte e seis 
horas semanais, com a possibilidade de acréscimo de até seis horas suplementares 
semanais. 
O item II está igualmente correto. Reparem que, após a reforma trabalhista, a concessão parcial 
implica pagamento apenas do período suprimido, sendo que tal parcela terá natureza 
indenizatória: 
CLT, art. 71, § 4º - A não concessão ou a concessão parcial do intervalo 
intrajornada mínimo, para repouso e alimentação, a empregados urbanos e rurais, 
implica o pagamento, de natureza indenizatória, apenas do período suprimido, 
com acréscimo de 50% (cinquenta por cento) sobre o valor da remuneração da 
hora normal de trabalho. 
O item III está correto, consoante estudado em outra aula do curso, nos termos do art. 477-A da 
CLT, também inserido pela reforma trabalhista: 
CLT, art. 477-A. As dispensas imotivadas individuais, plúrimas ou coletivas 
equiparam-se para todos os fins, não havendo necessidade de autorização prévia 
de entidade sindical ou de celebração de convenção coletiva ou acordo coletivo 
de trabalho para sua efetivação. 
Gabarito (E) 
16. FCC/TST – Analista Judiciário–Área Judiciária - 2017 
Vênus é empregada da empresa Raio de Luar Indústria e Comércio de Embalagens Ltda. que 
fornece condução para os 30 empregados irem e voltarem da fábrica, descontando do salário dos 
empregados a quantia de R$ 20,00 mensais, para custos operacionais. A rede de transporte 
público regular é insuficiente para atender à localidade onde está situada a empresa. 
Considerando a Lei no 13.467 de 2017, Vênus 
(A) faz jus às horas in itinere nos percursos de ida e volta, na medida em que o fornecimento de 
transporte pela empregadora é sempre causa ensejadora do direito em questão, ainda que haja 
cobrança parcial por parte do empregador. 
(B) não faz jus às horas in itinere nos percursos de ida e volta, na medida que, no percurso de ida 
e volta, não se considera à disposição do empregador, ainda que este forneça a condução. 
(C) não faz jus às horas in itinere nos percursos de ida e volta, na medida em que há desconto por 
parte do empregador da quantia de R$ 20,00 mensais, o que indica não ser o fornecimento 
gratuito, que é requisito essencial para a hipótese. 
Antonio Daud
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(D) faz jus às horas in itinere nos percursos de ida e volta, na medida em que a insuficiência de 
transporte público regular equipara-se, para os efeitos pretendidos pela legislação, ao local de 
difícil acesso, ensejando a pertinência do direito em questão. 
(E) faz jus às horas in itinere nos percursos de ida e volta, na medida em que a insuficiênciade 
transporte público regular equipara-se, para os efeitos pretendidos pela legislação, à ausência de 
transporte público regular, ensejando a pertinência do direito em questão. 
Comentários: 
A alternativa correta é a letra (B), segundo a redação atualizada da CLT, art. 58, § 2º. 
CLT, art. 58, § 2o O tempo despendido pelo empregado desde a sua residência 
até a efetiva ocupação do posto de trabalho e para o seu retorno, caminhando ou 
por qualquer meio de transporte, inclusive o fornecido pelo empregador, não será 
computado na jornada de trabalho, por não ser tempo à disposição do 
empregador. 
Gabarito (B) 
17. FCC/TRT11 – Oficial de Justiça Avaliador – 2017 (adaptada) 
Ricardo é empregado da empresa Z exercendo as funções de jardineiro. Assim, quando termina a 
sua jornada de trabalho, se dirige ao vestiário para trocar o uniforme, sendo que, após a troca ele 
registra a sua saída no cartão de ponto. Neste caso, considerando que a troca de uniforme dentro 
da empresa não é obrigatória, de acordo com a redação atualizada da CLT 
(A) dez minutos, observado o limite máximo de vinte minutos diários, incluindo o tempo para troca 
de uniforme. 
(B) o tempo gasto na troca de uniforme não é computado como jornada, ainda que ultrapassados 
dez minutos diários. 
(C) dez minutos, observado o limite máximo de vinte minutos diários, excluindo o tempo para 
troca de uniforme. 
(D) três minutos, observado o limite máximo de seis minutos diários, excluindo o tempo para troca 
de uniforme. 
Comentários: 
A alternativa (B) está de acordo com o novo §2º do art. 4º da CLT: 
CLT, art. 4º, § 2º Por não se considerar tempo à disposição do empregador, não 
será computado como período extraordinário o que exceder a jornada normal, 
ainda que ultrapasse o limite de cinco minutos previsto no § 1º do art. 58 desta 
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Consolidação [variações no registro de até 5 minutos e 10 minutos diários], quando 
o empregado, por escolha própria, buscar proteção pessoal, em caso de 
insegurança nas vias públicas ou más condições climáticas, bem como adentrar ou 
permanecer nas dependências da empresa para exercer atividades particulares, 
entre outras: 
(..) 
VIII - troca de roupa ou uniforme, quando não houver obrigatoriedade de realizar 
a troca na empresa. 
Gabarito (B) 
18. FCC/TRT11 – Oficial de Justiça Avaliador – 2017 
Maciel é empregado da empresa X Ltda e exerce seu labor no horário noturno. Todavia, todas as 
sextas-feiras e aos sábados Maciel estendeu seu labor até as 07:00 horas. Neste caso, de acordo 
com o entendimento Sumulado do TST, 
(A) não é devido o adicional noturno quanto às horas prorrogadas, uma vez que já efetuadas no 
horário diurno, ou seja, após 6h. 
(B) não é devido o adicional noturno quanto às horas prorrogadas, uma vez que já efetuadas no 
horário diurno, ou seja, após 5h. 
(C) é devido o adicional noturno quanto às horas prorrogadas, sendo que este adicional integrará 
o salário de Maciel para todos os efeitos legais. 
(D) é devido o adicional noturno apenas quanto a primeira hora prorrogada, sendo que este 
adicional integrará o salário de Maciel para os efeitos legais, exceto férias. 
(E) é devido o adicional noturno quanto às horas prorrogadas, sendo que este adicional integrará 
o salário de Maciel para os efeitos legais, exceto férias e décimo terceiro salário. 
Comentários: 
A alternativa (C) está de acordo com o art. 73, § 5º, da CLT e com a SUM-60 do TST: 
SUM-60 ADICIONAL NOTURNO. INTEGRAÇÃO NO SALÁRIO E 
PRORROGAÇÃO EM HORÁRIO DIURNO 
I - O adicional noturno, pago com habitualidade, integra o salário do empregado 
para todos os efeitos. 
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II - Cumprida integralmente a jornada no período noturno e prorrogada esta, 
devido é também o adicional quanto às horas prorrogadas. Exegese do art. 73, § 
5º, da CLT. 
Gabarito (C) 
19. FCC/TRT23 – Técnico Judiciário – Área Administrativa – 2016 
Estabelecida jornada superior a seis horas e limitada a oito horas por meio de regular negociação 
coletiva, os empregados submetidos a turnos ininterruptos de revezamento 
(A) têm direito ao pagamento da 7a e 8a horas como extras, sendo devido o referido adicional em 
sua integralidade. 
(B) não têm direito ao pagamento da 7a e 8a horas como extras. 
(C) têm direito ao pagamento apenas da 7a hora como extra. 
(D) têm direito ao pagamento apenas da 8a hora como extra. 
(E) têm direito ao pagamento da 7a e 8a horas como extras, sendo devido apenas 50% do referido 
adicional. 
Comentários: 
A questão cobrou o conhecimento da SUM-423 do TST: 
SUM-423 TURNO ININTERRUPTO DE REVEZAMENTO. FIXAÇÃO DE JORNADA 
DE TRABALHO MEDIANTE NEGOCIAÇÃO COLETIVA. VALIDADE. 
Estabelecida jornada superior a seis horas e limitada a oito horas por meio de 
regular negociação coletiva, os empregados submetidos a turnos ininterruptos de 
revezamento não tem direito ao pagamento da 7ª e 8ª horas como extras. 
Gabarito (B) 
20. CESPE/TRT8 – Técnico Judiciário – Área Administrativa – 2016 (adaptada) 
Acerca da jornada de trabalho, assinale a opção correta. 
(A) é facultado ao empregador reduzir unilateralmente a jornada de trabalho. 
(B) Não se admite pagamento diferenciado de salário a empregados com a mesma função, e 
jornadas de trabalho distintas. 
(C) Mesmo que previsto em contrato, a jornada de trabalho do empregado privado não poderá 
exceder as oito horas diárias. 
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(D) Mesmo que o empregador forneça a condução, o tempo de deslocamento até o local de 
trabalho não será contado como período de expediente. 
(E) São admitidas variações de até trinta minutos no registro de ponto, sem prejuízo ao salário e 
ao pagamento de horas extras, observado o limite diário de quarenta e cinco minutos. 
Comentários: 
A alternativa (A) está incorreta, já que não há previsão para redução unilateral da jornada de 
trabalho. 
A alternativa (B) está incorreta, já que, por exemplo, no caso de jornada de trabalho noturna, 
haverá, por força da CF e da CLT, o pagamento de um adicional. Caso os trabalhadores noturnos 
tenham a mesma função dos diurnos, eles irão receber a mais que estes. 
A alternativa (C) está incorreta. É possível haver compensação de jornada e esta extrapolar as 8 
horas diárias. É possível, também, no caso dos empregados citados no art. 62 da CLT 
(desempenham atividade externa e gerentes), que a jornada extrapole as 8 horas diárias, mas, 
como não é mensurada, nem se registre isto. É possível, em alguns casos, a jornada de 12 horas 
de trabalho (por 36 de descanso). E é possível, ainda, a realização de horas extras, de modo que 
a jornada irá ultrapassar as 8 horas diárias. 
A alternativa (D) está correta, já que a reforma trabalhista excluiu a jornada in itinere, segundo a 
nova redação do art. 58, § 2º, da CLT. 
A alternativa (E) está incorreta, pois, conforme o art. 58, § 1º, da CLT, as variações, para não serem 
computadas, devem ser de até 5 minutos e, no dia, de 10 minutos: 
CLT, art. 58, § 1º Não serão descontadas nem computadas como jornada 
extraordinária as variações de horário no registro de ponto não excedentes de 
cinco minutos, observado o limite máximo de dez minutos diários. 
Gabarito (D) 
21. FCC/TRT3 – Analista Judiciário – Avaliador Federal – 2015 (adaptada) 
Em relação à limitação da jornada de trabalho, 
(A) serão computadas como jornada extraordinária as variações de horário no registro de ponto 
não excedentes de cinco minutos, observado o limite máximode dez minutos diários. 
(B) o tempo despendido pelo empregado até o local de trabalho e para o seu retorno, por 
qualquer meio de transporte, não será computado na jornada de trabalho. 
Antonio Daud
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(C) em face do princípio da igualdade, não há distinção entre os funcionários que exercem função 
operacional e os funcionários que exercem função de gestão (chefes de departamento ou filial), 
no que se refere ao direito ao recebimento de horas extraordinárias. 
(D) a duração normal do trabalho poderá ser acrescida de horas suplementares, em número não 
excedente de duas horas diárias, desde que haja previsão em convenção ou acordo coletivo de 
trabalho. 
Comentários: 
A alternativa A está incorreta porque, como não é possível que todos registrem simultaneamente 
o ponto (e a maioria chega à empresa no mesmo horário), e considerando a prática jurisprudencial, 
foi inserida na CLT regra que permite desconsiderar pequenas variações no ponto do empregado, 
qual seja: 
CLT, art. 58, § 1º Não serão descontadas nem computadas como jornada 
extraordinária as variações de horário no registro de ponto não excedentes de 
cinco minutos, observado o limite máximo de dez minutos diários. 
Portanto, as variações dentro deste limite não são consideradas jornada extraordinária, ao 
contrário do que diz a questão. Ressalto, por outro lado, que tais variações deixam de ser 
computadas caso o empregado permaneça no local de trabalho para realização de atividades 
particulares ou para se abrigar, por exemplo. 
Por sua vez, a alternativa B, correta, pois está de acordo com a nova redação do art. 58, §2º, que 
exclui a hora in itinere do cômputo da jornada de trabalho: 
CLT, art. 58, § 2º O tempo despendido pelo empregado desde a sua residência 
até a efetiva ocupação do posto de trabalho e para o seu retorno, caminhando ou 
por qualquer meio de transporte, inclusive o fornecido pelo empregador, não será 
computado na jornada de trabalho, por não ser tempo à disposição do 
empregador. 
A alternativa C está incorreta porque os funcionários que exercem função de gestão (chefes de 
departamento ou filial) não têm direito ao recebimento de horas extras, caso não seja exercido 
controle sobre eles: 
CLT, art. 62 - Não são abrangidos pelo regime previsto neste capítulo [Da Duração 
do Trabalho]: 
(..) 
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II - os gerentes, assim considerados os exercentes de cargos de gestão, aos quais 
se equiparam, para efeito do disposto neste artigo, os diretores e chefes de 
departamento ou filial1. 
Por fim, a alternativa D está incorreta porque omitiu a possibilidade de ajuste de horas extras 
mediante acordo entre empregado e empregador: 
CLT, art. 59. A duração diária do trabalho poderá ser acrescida de horas extras, 
em número não excedente de duas, por acordo individual, convenção coletiva ou 
acordo coletivo de trabalho. 
Gabarito (B) 
22. FCC/TRT4 – Analista Judiciário – Avaliador Federal – 2015 (adaptada) 
Dentre as normas gerais de tutela do trabalho encontramos na Consolidação das Leis do Trabalho 
regras que disciplinam a duração de trabalho, os períodos de descanso e intervalos e o trabalho 
noturno. 
Sobre esse tema: 
(A) serão descontadas nem computadas como jornada extraordinária as variações de horário no 
registro de ponto não excedentes de cinco minutos, observado o limite máximo de dez minutos 
diários. 
(B) o tempo despendido pelo empregado até o local de trabalho e para o seu retorno, não será 
computado na jornada de trabalho, mesmo quando, tratando-se de local de difícil acesso ou não 
servido por transporte público, o empregador fornecer a condução. 
(C) entre duas jornadas de trabalho haverá um período mínimo de oito horas consecutivas para 
descanso do trabalhador. 
(D) em qualquer trabalho contínuo que não exceder de 6 (seis) horas diárias, mas ultrapassar 
quatro horas diárias, será obrigatório um intervalo de trinta minutos. 
(E) considera-se noturno, para o trabalhador urbano, o trabalho executado entre as vinte e uma 
horas de um dia e às seis horas do dia seguinte. 
Comentários: 
A letra A, incorreta, conforme art. 58, §1º, da CLT: 
 
1 Além do encargo de gestão a CLT também exige a percepção de gratificação de função não inferior a 40%, como estudado 
anteriormente. 
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CLT, art. 58, § 1º Não serão descontadas nem computadas como jornada 
extraordinária as variações de horário no registro de ponto não excedentes de 
cinco minutos, observado o limite máximo de dez minutos diários. 
A letra B, correta, pois está de acordo com a nova redação do art. 58, §2º, que exclui a hora in 
itinere do cômputo da jornada de trabalho: 
CLT, art. 58, § 2º O tempo despendido pelo empregado desde a sua residência 
até a efetiva ocupação do posto de trabalho e para o seu retorno, caminhando ou 
por qualquer meio de transporte, inclusive o fornecido pelo empregador, não será 
computado na jornada de trabalho, por não ser tempo à disposição do 
empregador. 
A letra C está incorreta, pois o intervalo interjornadas é de 11 horas. 
A letra D está errada, pois, nessa hipótese, o intervalo obrigatório é de 15 minutos: 
Jornada Intervalo intrajornada 
Igual ou inferior a 04 horas Não há obrigatoriedade de concessão de intervalo 
intrajornada 
Maior que 04 horas e igual ou inferior a 
06 horas 
Intervalo de 15 minutos 
Superior a 06 horas Intervalo de 1 a 2 horas 
Por fim, a letra E peca ao citar os limites do horário noturno para o trabalhador urbano, já que este 
é, na verdade, das 22 hs às 05 hs do dia seguinte. 
Gabarito (B) 
23. FCC/TRT2 – Técnico Judiciário – Área Administrativa - 2014 
O conceito de turnos ininterruptos de revezamento diz respeito ao tipo de jornada a que se 
submete o empregado, caracterizando-se pela alternância periódica de horários em que a referida 
jornada é prestada. Visando compensar os prejuízos ao trabalhador decorrente dessa modalidade 
de jornada, o constituinte estabeleceu jornada especial de trabalho de 
(A) seis horas diárias em uma semana e oito horas diárias na outra semana, de forma alternada. 
(B) oito horas diárias e quarenta horas semanais. 
(C) seis horas diárias, salvo negociação coletiva. 
(D) oito horas diárias, salvo negociação coletiva. 
(E) seis horas diárias e trinta horas semanais. 
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Comentários: 
Questão sem grandes dificuldades, cobrando a literalidade dos dispositivos constitucionais 
relacionados ao trabalhador. 
Segundo o art. 7º, inciso XIV, da Constituição Federal, são direitos dos trabalhadores (urbanos e 
rurais): 
XIV - jornada de seis horas para o trabalho realizado em turnos ininterruptos de 
revezamento, salvo negociação coletiva; 
Gabarito (C) 
24. FCC/TRT18 – Técnico Judiciário – Área Administrativa - 2013 
Em relação à duração do trabalho, aos períodos de descanso e ao trabalho noturno, conforme 
legislação trabalhista aplicável, é correto afirmar: 
(A) A hora do trabalho noturno para o trabalho realizado nas cidades será computada como de 50 
minutos. 
(B) As variações de horário no registro de ponto não excedentes de dez minutos, observado o 
limite máximo de quinze minutos diários, não serão descontadas nem computadas como jornada 
extraordinária. 
(C) O intervalo mínimo para refeição e descanso será de dezminutos quando o trabalho for 
executado entre duas horas e até seis horas diárias. 
(D) O horário noturno para o trabalhador urbano é aquele executado entre as vinte e quatro horas 
de um dia e seis horas do dia seguinte. 
(E) A duração normal do trabalho é de oito horas diárias e quarenta e quatro semanais, facultada 
a compensação e a redução da jornada, mediante acordo ou convenção coletiva de trabalho. 
Comentários: 
A alternativa (A) trata da hora ficta noturna, que é de 52º30’, de acordo com a previsão celetista: 
CLT, art. 73, § 1º A hora do trabalho noturno será computada como de 52 minutos 
e 30 segundos. 
O adicional mínimo de hora noturna (para urbanos) é de 20%, sendo esta das 22h00min às 
05h00min: 
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203
 
 
CLT, art. 73. Salvo nos casos de revezamento semanal ou quinzenal2, o trabalho 
noturno terá remuneração superior a do diurno e, para esse efeito, sua 
remuneração terá um acréscimo de 20 % (vinte por cento), pelo menos, sobre a 
hora diurna. 
 
CLT, art. 73, § 2º Considera-se noturno, para os efeitos deste artigo, o trabalho 
executado entre as 22 horas de um dia e as 5 horas do dia seguinte. 
Quanto ao intervalo intrajornada, temos: 
CLT, art. 71 - Em qualquer trabalho contínuo, cuja duração exceda de 6 (seis) 
horas, é obrigatória a concessão de um intervalo para repouso ou alimentação, o 
qual será, no mínimo, de 1 (uma) hora e, salvo acordo escrito ou contrato coletivo 
em contrário, não poderá exceder de 2 (duas) horas. 
§ 1º - Não excedendo de 6 (seis) horas o trabalho, será, entretanto, obrigatório 
um intervalo de 15 (quinze) minutos quando a duração ultrapassar 4 (quatro) horas. 
Quanto às variações de horário no cartão de ponto: 
CLT, art. 58, § 1º Não serão descontadas nem computadas como jornada 
extraordinária as variações de horário no registro de ponto não excedentes de 
cinco minutos, observado o limite máximo de dez minutos diários. 
Por fim a assertiva (E) consiste na literalidade do inciso XIII do art. 7º da CF/88. 
Gabarito (E) 
25. FCC/TRT12 – Técnico Judiciário – Área Administrativa - 2013 
Analisando as normas da legislação trabalhista quanto à duração do trabalho, jornadas de trabalho 
e períodos de descanso, 
(A) a duração do trabalho normal não será superior a oito horas diárias e quarenta horas semanais, 
facultada a compensação e a redução de jornada. 
 
2 Restrição não recepcionada pela CF/88. 
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(B) não serão descontadas nem computadas como jornada extraordinária as variações de horário 
no registro de ponto não excedentes de dez minutos, observado o limite máximo de quinze 
minutos diários. 
(C) entre duas jornadas de trabalho diário haverá um período mínimo de onze horas consecutivas 
para descanso, além de um descanso semanal remunerado de vinte e quatro horas consecutivas, 
preferencialmente, aos domingos. 
(D) a duração normal do trabalho diário poderá ser acrescida de horas suplementares, em número 
não excedente de quatro, mediante acordo escrito, individual ou coletivo. 
(E) em qualquer trabalho contínuo cuja duração ultrapassar de quatro horas e não exceder de seis 
horas ao dia, será obrigatório um intervalo de vinte minutos para refeição e descanso. 
Comentários: 
A alternativa (A) está incorreta porque o módulo semanal dos empregados celetistas é de 44 horas 
(e não de 40): 
CF/88, art. 7º São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros que 
visem à melhoria de sua condição social: 
(...) 
XIII - duração do trabalho normal não superior a oito horas diárias e quarenta e 
quatro semanais, facultada a compensação de horários e a redução da jornada, 
mediante acordo ou convenção coletiva de trabalho; 
Já a alternativa (B) distorceu a redação do art. 58, § 1º, da CLT: 
CLT, art. 58, § 1º Não serão descontadas nem computadas como jornada 
extraordinária as variações de horário no registro de ponto não excedentes de 
cinco minutos, observado o limite máximo de dez minutos diários. 
A letra (C), correta, conforme previsões da CLT e CF/88: 
CLT, art. 66 - Entre 2 (duas) jornadas de trabalho haverá um período mínimo de 
11 (onze) horas consecutivas para descanso. 
CF/88, art. 7º São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros que 
visem à melhoria de sua condição social: (...) 
XV - repouso semanal remunerado, preferencialmente aos domingos; 
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A alternativa (D) está incorreta porque o limite máximo da sobrejornada é de 2 horas (e não 4): 
CLT, art. 59 - A duração diária do trabalho poderá ser acrescida de horas extras, 
em número não excedente de duas, por acordo individual, convenção coletiva ou 
acordo coletivo de trabalho. 
A alternativa (E) errou ao sugerir que o intervalo, no caso, seria de 20 minutos: 
CLT, art. 71 - Em qualquer trabalho contínuo, cuja duração exceda de 6 (seis) 
horas, é obrigatória a concessão de um intervalo para repouso ou alimentação, o 
qual será, no mínimo, de 1 (uma) hora e, salvo acordo escrito ou contrato coletivo 
em contrário, não poderá exceder de 2 (duas) horas. 
§ 1º - Não excedendo de 6 (seis) horas o trabalho, será, entretanto, obrigatório 
um intervalo de 15 (quinze) minutos quando a duração ultrapassar 4 (quatro) horas. 
Gabarito (C) 
26. FCC/TRT12 – Técnico Judiciário – Área Administrativa - 2013 
As normas trabalhistas regulamentam o trabalho noturno e as horas extraordinárias. Segundo tais 
normas, 
(A) a hora do trabalho noturno para o trabalhador urbano será computada como de cinquenta e 
dois minutos e trinta segundos. 
(B) a remuneração da hora extraordinária ou suplementar, que será, pelo menos, 20% (vinte por 
cento) superior à da hora normal. 
(C) os gerentes que exercem cargos de gestão, bem como os diretores e chefes de departamento 
ou filial também estão sujeitos ao regime de duração do trabalho, recebendo pelo trabalho 
extraordinário superior a 10 horas por dia. 
(D) o trabalho noturno urbano será considerado como aquele que é executado entre às vinte e 
três horas de um dia e às seis horas do dia seguinte. 
(E) o trabalho noturno terá remuneração superior à do diurno e, para esse efeito, sua remuneração 
terá um acréscimo de 50% (cinquenta por cento), pelo menos, sobre a hora diurna. 
Comentários: 
A letra (A) está correta, na medida em que trouxe corretamente a regra da hora ficta noturna: 
CLT, art. 73, § 1º A hora do trabalho noturno será computada como de 52 minutos 
e 30 segundos. 
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A alternativa (B) está incorreta porque o adicional de hora extra é de no mínimo 50%: 
CF/88, art. 7º São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros que 
visem à melhoria de sua condição social: 
(...) 
XVI - remuneração do serviço extraordinário superior, no mínimo, em cinqüenta 
por cento à do normal; 
A alternativa (C) está incorreta porque, em regra, os gerentes não são abrangidos pelo controle 
de jornada: 
CLT, art. 62 - Não são abrangidos pelo regime previsto neste capítulo [Da Duração 
do Trabalho]: 
(..) 
II - os gerentes, assim considerados os exercentes de cargos de gestão, aos quais 
se equiparam, para efeito do disposto neste artigo, os diretores e chefes de 
departamento ou filial3. 
O mencionado capítulo da CLT (Capítulo II - Da Duração do Trabalho) trata da jornada de trabalho, 
descansointrajornada, descanso interjornadas e trabalho noturno. 
As incorreções das alternativas (D) e (E) são comentadas abaixo. 
Na CLT estipulou-se o percentual mínimo de 20% para o adicional noturno, e para os rurícolas a 
Lei 5.889/73 (Lei do Trabalho Rural) estipulou o percentual de 25%. 
Quanto aos horários, de fato as regras para o rural também são diferentes. Abaixo um esquema 
que consolida as previsões normativas: 
Trabalhador urbano (CLT) Trabalhador rural 
 
 
3 Além do encargo de gestão a CLT também exige a percepção de gratificação de função não inferior a 40%, como estudado 
anteriormente. 
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Horário noturno entre as 22h00min 
de um dia e as 05h00min do dia 
seguinte 
 Horário noturno entre as 21h00min de 
um dia e as 05h00min do dia seguinte 
(lavoura) 
 
 Horário noturno entre as 20h00min de 
um dia e as 04h00min do dia seguinte 
(pecuária) 
 
Hora ficta noturna de 52 minutos e 30 
segundos 
 Não possui direito a hora ficta noturna 
 
Adicional noturno de 20% Adicional noturno de 25% 
Gabarito (A) 
27. FCC/TRT1 – Técnico Judiciário – Área Administrativa - 2013 
Conforme normas legais vigentes, o adicional 
(A) noturno equivale a vinte por cento, no mínimo, sobre o valor do salário mínimo. 
(B) de horas extras equivale a vinte e cinco por cento sobre o valor da hora normal, de acordo com 
a Constituição Federal. 
(C) de horas extras incorpora-se ao salário após um ano de pagamento habitual, de acordo com a 
Constituição Federal. 
(D) noturno equivale a cinquenta por cento, pelo menos, sobre o valor da hora diurna. 
(E) noturno equivale a vinte por cento, pelo menos, sobre o valor da hora diurna. 
Comentários: 
O percentual do adicional noturno para os empregados celetistas é definido no próprio texto da 
CLT: 
CLT, art. 73. (...), o trabalho noturno terá remuneração superior a do diurno e, para 
esse efeito, sua remuneração terá um acréscimo de 20% (vinte por cento), pelo 
menos, sobre a hora diurna. 
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A Lei do Trabalho Rural, por sua vez, estipulou adicional mínimo de 25% para os rurícolas, mas a 
questão não entrou neste mérito. 
Gabarito (E) 
28. FCC/TRT11 – Técnico Judiciário – Área Administrativa - 2012 
De acordo com previsão da Constituição Federal brasileira e da CLT, em relação à duração do 
trabalho é correto afirmar que 
(A) a duração do trabalho normal não poderá ser superior a 8 horas diárias e 40 horas semanais, 
não sendo facultada a compensação de horários. 
(B) a duração do trabalho normal não poderá ser superior a 8 horas diárias e 48 horas semanais, 
sendo facultada a compensação de horários. 
(C) será considerado trabalho noturno para o trabalhador urbano aquele executado entre às 22 
horas de um dia e às 5 horas do dia seguinte. 
(D) será considerado horário noturno para o trabalhador urbano aquele executado entre às 21 
horas de um dia e às 4 horas do dia seguinte. 
(E) para a jornada diária de trabalho contínuo superior a 4 horas e não excedente a 6 horas o 
intervalo obrigatório será de, no mínimo, uma hora e, salvo acordo escrito ou contrato coletivo em 
contrário, não poderá exceder de duas horas. 
Comentários: 
As alternativas (A) e (B) estão incorretas porque o módulo semanal padrão é de 44 horas, conforme 
definido em nossa Constituição Federal: 
CF,88, art. 7º São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros que 
visem à melhoria de sua condição social: 
(...) 
XIII - duração do trabalho normal não superior a oito horas diárias e quarenta e 
quatro semanais, facultada a compensação de horários e a redução da jornada, 
mediante acordo ou convenção coletiva de trabalho; 
Já a letra (C) está correta, com fundamento no artigo 73, § 2º da CLT: 
CLT, art. 73, § 2º Considera-se noturno, para os efeitos deste artigo, o trabalho 
executado entre as 22 horas de um dia e as 5 horas do dia seguinte. 
Antonio Daud
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==d8eaf==
 
 
Na alternativa (D) sugeriu-se horário noturno inexistente. As regras para o horário noturno no meio 
rural são diferenciadas. Vamos relembrar a diferenciação que existe entre o que se considera 
noturno de acordo com o trabalhador ser urbano (regido pela CLT) ou rural: 
Lei 5.889/73, art. 7º - Para os efeitos desta Lei, considera-se trabalho noturno o 
executado entre as vinte e uma horas de um dia e as cinco horas do dia seguinte, 
na lavoura, e entre as vinte horas de um dia e as quatro horas do dia seguinte, na 
atividade pecuária. 
Já a alternativa (E) está incorreta porque o intervalo intrajornada, no caso citado, é de 15 minutos. 
Relembrando: 
CLT, art. 71 - Em qualquer trabalho contínuo, cuja duração exceda de 6 (seis) 
horas, é obrigatória a concessão de um intervalo para repouso ou alimentação, o 
qual será, no mínimo, de 1 (uma) hora e, salvo acordo escrito ou contrato coletivo 
em contrário, não poderá exceder de 2 (duas) horas. 
§ 1º - Não excedendo de 6 (seis) horas o trabalho, será, entretanto, obrigatório 
um intervalo de 15 (quinze) minutos quando a duração ultrapassar 4 (quatro) horas. 
Gabarito (C) 
29. FCC/TRT2 – Analista Judiciário – Área Administrativa - 2018 
Considere as seguintes hipóteses: 
I. Trabalho de 28 horas semanais, sem a possibilidade de horas suplementares semanais. 
II. Trabalho de 30 horas semanais, com a possibilidade de horas suplementares semanais. 
III. Trabalho de 25 horas semanais, com a possibilidade de acréscimo de até seis horas 
suplementares semanais. 
IV. Trabalho de 27 horas semanais, com a possibilidade de acréscimo de até seis horas 
suplementares semanais. 
De acordo com a Consolidação das Leis do Trabalho, consideram-se trabalho em regime de tempo 
parcial aqueles indicados APENAS em 
(A) III e IV. 
(B) I e II. 
(C) I e III. 
(D) I, II e IV. 
(E) II, III e IV. 
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Comentários: 
Esta questão foi praticamente interdisciplinar, mesclando Direito do Trabalho com Raciocínio 
Lógico =) 
Analisando atentamente as quatro proposições, percebe-se que os itens I e III satisfazem os dois 
limites para o trabalho a tempo parcial, previstos no caput do art. 58-A abaixo: 
CLT, art. 58-A. Considera-se trabalho em regime de tempo parcial aquele cuja 
duração não exceda a trinta horas semanais, sem a possibilidade de horas 
suplementares semanais, ou, ainda, aquele cuja duração não exceda a vinte e seis 
horas semanais, com a possibilidade de acréscimo de até seis horas suplementares 
semanais. 
A situação do item II não pode ser considerada trabalho a tempo parcial. Se, por um lado, obedece 
ao limite de 30 hs semanais, por outro, afirma que o empregado presta horas extras, o que não se 
coaduna com a limitação transcrita acima. 
Da mesma forma, a hipótese do item IV não pode ser considerada tempo parcial, na medida em 
que também há prestação de horas extras, sendo que a jornada regular supera 26 hs semanais. 
Conclusão: para se considerar trabalho a tempo parcial e possibilitar a prestação de horas extras, 
a jornada semanal teria que obedecer ao limite máximo de 26 hs. 
Gabarito (C) 
30. FCC/TRT15 – Analista – Área Judiciária - 2018 
Robson foi contratado pela empresa International Meal do Brasil Ltda. em regime de trabalho de 
tempo parcial, com duração de 20 horas semanais. Durante os últimos seis meses de trabalho,Robson fez 6 horas extras semanais. Robson requereu a seu empregador, 15 dias antes do término 
do período aquisitivo, a conversão de um terço do período de férias em abono pecuniário, o que 
foi recusado pelo empregador, sob a alegação de ser incabível o abono de férias nos contratos 
de trabalho em regime de tempo parcial. Em relação a essa situação, 
(A) Robson não poderia ter feito horas extras, tendo em vista que as mesmas são vedadas nessa 
modalidade de contratação. 
(B) as horas extras somente poderiam ter sido prestadas se a jornada semanal fosse de 26 horas. 
(C) as horas extras deverão ser pagas com o acréscimo de 50% sobre o salário-hora normal, não 
havendo nessa modalidade de contratação a possibilidade de compensação. 
(D) o abono de férias somente pode ser concedido, a requerimento do empregado, quando as 
férias tiverem duração de trinta dias, o que não ocorre no regime de trabalho de tempo parcial. 
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(E) é facultado ao empregado contratado sob regime de tempo parcial converter um terço do 
período de férias a que tiver direito em abono pecuniário. 
Comentários: 
A questão versa sobre a regulamentação do trabalho a tempo parcial, alterada pela reforma 
trabalhista. Relembro que, perfazendo jornada semanal inferior a 26 hs, Robson poderá sim prestar 
horas extras, até o limite de seis por semana. 
No que tange às férias, o trabalhador a tempo parcial passou a ter direito ao abono pecuniário 
(conversão de parte das férias em pecúnia): 
Art. 58-A, § 6º É facultado ao empregado contratado sob regime de tempo parcial 
converter um terço do período de Férias a que tiver direito em abono pecuniário. 
Além disso, deverá requerê-lo em até 15 dias antes do término do período aquisitivo: 
CLT, art. 143, § 1º - O abono de férias deverá ser requerido até 15 (quinze) dias 
antes do término do período aquisitivo. 
Em relação à letra (C), reparem que as horas laboradas em sobrejornada poderão sim ser 
compensadas (até a semana imediatamente posterior) ou resultarem em pagamento como hora 
extra (adicional de 50%, no mínimo): 
CLT, art. 58-A, § 4º Na hipótese de o contrato de trabalho em regime de tempo 
parcial ser estabelecido em número inferior a vinte e seis horas semanais, as horas 
suplementares a este quantitativo serão consideradas horas extras para fins do 
pagamento estipulado no § 3º [adicional HE de 50%], estando também limitadas 
a seis horas suplementares semanais. 
Gabarito (E) 
31. FCC/TRT-RN – Técnico Administrativo - 2017 
No tocante ao trabalho em regime de tempo parcial e de acordo com as alterações introduzidas 
pela Lei no 13.467/2017, considere: 
I. Entende-se por trabalho em regime de tempo parcial aquele cuja duração não exceda a trinta 
horas semanais, sem a possibilidade de horas suplementares semanais. 
II. Pode haver a prestação de horas extras neste regime desde que a duração não exceda a vinte 
e seis horas semanais, com a possibilidade de acréscimo de até seis horas suplementares semanais. 
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III. Não é facultado ao empregado contratado sob regime de tempo parcial converter um terço 
do período de férias a que tiver direito em abono pecuniário. 
IV. As horas suplementares da jornada de trabalho normal poderão ser compensadas diretamente 
até a semana imediatamente posterior à da sua execução, devendo ser feita a sua quitação na 
folha de pagamento do mês subsequente, caso não sejam compensadas. 
Está correto o que consta APENAS em 
(A) I e III. 
(B) I, III e IV. 
(C) II, III e IV. 
(D) II e IV. 
(E) I, II e IV. 
Comentários: 
O item I foi dado como correto pela Banca, tendo em vista uma das possibilidades de jornada a 
tempo parcial (30 hs/semana sem horas extras): 
CLT, art. 58-A. Considera-se trabalho em regime de tempo parcial aquele cuja 
duração não exceda a trinta horas semanais, sem a possibilidade de horas 
suplementares semanais, ou, ainda, aquele cuja duração não exceda a vinte e seis 
horas semanais, com a possibilidade de acréscimo de até seis horas suplementares 
semanais. 
O item II, correto, pois aborda a possibilidade de prestação de horas extras por parte do 
trabalhador a tempo parcial: 
CLT, art. 58-A. Considera-se trabalho em regime de tempo parcial aquele cuja 
duração não exceda a trinta horas semanais, sem a possibilidade de horas 
suplementares semanais, ou, ainda, aquele cuja duração não exceda a vinte e seis 
horas semanais, com a possibilidade de acréscimo de até seis horas suplementares 
semanais. 
O item III está incorreto. Com a ‘reforma trabalhista’, passou a ser possível a conversão em pecúnia 
de parte das férias do trabalhador a tempo parcial: 
CLT, art. 58-A, § 6º É facultado ao empregado contratado sob regime de tempo 
parcial converter um terço do período de férias a que tiver direito em abono 
pecuniário. 
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O item IV, correto, pois retrata corretamente o regramento quanto à compensação de jornada do 
trabalhador a tempo parcial: 
CLT, art. 58-A, § 5º As horas suplementares da jornada de trabalho normal 
poderão ser compensadas diretamente até a semana imediatamente posterior à 
da sua execução, devendo ser feita a sua quitação na folha de pagamento do mês 
subsequente, caso não sejam compensadas. 
Gabarito (E) 
32. CESPE/TRT-7 – Técnico Judiciário - 2017 
A respeito do trabalho noturno para trabalhadores urbanos, julgue os itens a seguir. 
I. Considera-se trabalho noturno aquele executado entre vinte e duas horas de um dia e cinco 
horas do dia seguinte. 
II. A hora de trabalho noturno equivale a cinquenta e dois minutos. 
III. A remuneração da hora noturna trabalhada será acrescida de, pelos menos, 20% da hora diurna. 
Assinale a opção correta. 
A) Apenas os itens I e II estão certos. 
B) Apenas os itens I e III estão certos. 
C) Apenas os itens II e III estão certos. 
D) Todos os itens estão certos. 
Comentários: 
O item I, correto, já que, em se tratando de trabalhador urbano, a CLT estabeleceu como noturno o período 
entre 22h00min e 05h00min: 
CLT, art. 73, § 2º Considera-se noturno, para os efeitos deste artigo, o trabalho 
executado entre as 22 horas de um dia e as 5 horas do dia seguinte. 
O item II, incorreto, pois a hora ficta noturna representa 52min30seg, de acordo com o § 1º do artigo 73: 
CLT, art. 73, § 1º A hora do trabalho noturno será computada como de 52 minutos 
e 30 segundos. 
O item III, correto, uma vez que o adicional noturno foi fixado pela CLT nos termos abaixo: 
CLT, art. 73. Salvo nos casos de revezamento semanal ou quinzenal, o trabalho 
noturno terá remuneração superior a do diurno e, para esse efeito, sua 
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remuneração terá um acréscimo de 20 % (vinte por cento), pelo menos, sobre a 
hora diurna. 
Gabarito (B) 
33. FCC/TRT9 – Analista Judiciário – Área Judiciária – 2015 (adaptada) 
Considerando que Carlito foi contratado como técnico em energia de potência pela empresa Raio 
de Luz Eletricidade Industrial Ltda., inicialmente para cumprimento de uma jornada de 8 horas 
diárias e 44 horas semanais, e teve sua jornada validamente alterada para 25 horas na semana, ele 
(A) poderá prestar no máximo 5 horas extras por semana, em razão do regime de contratação a 
tempo parcial. 
(B) deverá manifestar perante a empresa, na forma prevista em instrumentodecorrente de 
negociação coletiva, sua opção para adoção do regime de tempo parcial. 
Comentários: 
A letra A está incorreta. De acordo com a nova regra, como Carlito labora até 26 horas semanais, 
ele poderia prestar até 06 horas extras por semana: 
CLT, art. 58-A. Considera-se trabalho em regime de tempo parcial aquele cuja 
duração não exceda a trinta horas semanais, sem a possibilidade de horas 
suplementares semanais, ou, ainda, aquele cuja duração não exceda a vinte e seis 
horas semanais, com a possibilidade de acréscimo de até seis horas suplementares 
semanais. 
A letra (B), por sua vez, está de acordo com o disposto na CLT, art. 58-A, § 2º: 
CLT, art. 58-A, § 2º Para os atuais empregados [isto é, aqueles em regime integral], 
a adoção do regime de tempo parcial será feita mediante opção manifestada 
perante a empresa, na forma prevista em instrumento decorrente de negociação 
coletiva. 
Gabarito (B) 
34. FCC/TRT23 – Analista Judiciário – Área Execução de Mandados - 2011 
Os digitadores 
(A) equiparam-se aos trabalhadores nos serviços de mecanografia (datilografia, escrituração ou 
cálculo), razão pela qual têm direito a intervalos de descanso de 10 minutos a cada 90 minutos de 
trabalho consecutivo. 
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(B) não se equiparam aos trabalhadores nos serviços de mecanografia (datilografia, escrituração 
ou cálculo), tratando-se de categorias distintas com direitos distintos, não havendo qualquer 
analogia relacionada aos períodos de descanso. 
(C) equiparam-se aos trabalhadores nos serviços de mecanografia (datilografia, escrituração ou 
cálculo), razão pela qual têm direito a intervalos de descanso de 5 minutos a cada 90 minutos de 
trabalho consecutivo. 
(D) equiparam-se aos trabalhadores nos serviços de mecanografia (datilografia, escrituração ou 
cálculo), razão pela qual têm direito a intervalos de descanso de 15 minutos a cada 120 minutos 
de trabalho consecutivo. 
(E) equiparam-se aos trabalhadores nos serviços de mecanografia (datilografia, escrituração ou 
cálculo), razão pela qual têm direito a intervalos de descanso de 15 minutos a cada 90 minutos de 
trabalho consecutivo. 
Comentários: 
A atividade de digitação não existia à época da elaboração da CLT, pois não havia a utilização 
generalizada de computadores. Como esta atividade possui efeitos semelhantes às outras funções 
citadas na lei (problemas nos tendões em face da repetitividade da tarefa) o TST consolidou 
entendimento pela aplicação analógica do intervalo de 10 minutos a cada 90 minutos de trabalho. 
SUM-346 DIGITADOR. INTERVALOS INTRAJORNADA. APLICAÇÃO 
ANALÓGICA DO ART. 72 DA CLT 
Os digitadores, por aplicação analógica do art. 72 da CLT, equiparam-se aos 
trabalhadores nos serviços de mecanografia (datilografia, escrituração ou cálculo), 
razão pela qual têm direito a intervalos de descanso de 10 (dez) minutos a cada 
90 (noventa) de trabalho consecutivo. 
Gabarito (A) 
35. FCC/TRT15 – Técnico – Área Administrativa - 2018 (adatapda) 
Com relação à jornada de trabalho, considere: 
I. A duração diária do trabalho poderá ser acrescida de horas extras, em número não excedente 
de duas, por acordo individual, convenção coletiva ou acordo coletivo de trabalho. Se for 
celebrado o banco de horas por acordo individual escrito, a compensação ocorrerá no período 
máximo de seis meses. 
II. Os empregados sujeitos ao regime de tempo parcial, sob qualquer duração, são proibidos de 
prestar horas extras. 
Antonio Daud
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III. Os empregados em regime de teletrabalho por produção ou tarefa estão excluídos do controle 
de jornada de trabalho, não tendo direito a horas extras, mesmo que forem prestadas. 
 Está correto o que consta de 
(A) I, II e III. 
(B) I e III, apenas. 
(C) II e III, apenas. 
(D) I e II, apenas. 
(E) I, apenas. 
Comentários: 
O item I está correto, consoante artigo 59 da CLT: 
CLT, art. 59 A duração diária do trabalho poderá ser acrescida de horas extras, em 
número não excedente de duas, por acordo individual, convenção coletiva ou 
acordo coletivo de trabalho. 
(..) 
§ 5º O banco de horas de que trata o § 2º deste artigo poderá ser pactuado por 
acordo individual escrito, desde que a compensação ocorra no período máximo 
de seis meses. 
O item II, incorreto, após a reforma trabalhista. Se a jornada semanal não superar 26 horas, o 
empregado poderá sim prestar horas extras: 
CLT, art. 58-A. Considera-se trabalho em regime de tempo parcial aquele cuja 
duração não exceda a trinta horas semanais, sem a possibilidade de horas 
suplementares semanais, ou, ainda, aquele cuja duração não exceda a vinte e seis 
horas semanais, com a possibilidade de acréscimo de até seis horas suplementares 
semanais. 
O item III está correto. Ao serem excluídos do controle de jornada, como regra geral, os 
teletrabalhadores por produção ou tarefa não terão direito a horas extras, ainda que tenham 
laborado em sobrejornada. Da mesma forma, não sofrerão descontos no salário caso laborem uma 
jornada inferior à contratada. Tudo isto decorre da falta de controle quanto à duração do trabalho 
destes empregados: 
 CLT, art. 62 - Não são abrangidos pelo regime previsto neste capítulo [Da Duração 
do Trabalho]: (..) 
Antonio Daud
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III - os empregados em regime de teletrabalho que prestam serviço por produção 
ou tarefa. 
Gabarito (B) 
36. FCC/TRT-RN – Analista Judiciário–Área Judiciária - 2017 
A partir das disposições introduzidas pela Lei nº 13.467/2017, sobre prorrogação e compensação 
de jornada de trabalho, considere: 
I. Em se tratando de trabalho em regime de tempo parcial, as horas suplementares da jornada de 
trabalho normal poderão ser compensadas diretamente até a semana imediatamente posterior à 
da sua execução, devendo ser feita a sua quitação na folha de pagamento do mês subsequente, 
caso não sejam compensadas. 
II. Caso não seja computado na jornada de trabalho, o tempo despendido pelo empregado desde 
a sua residência até a efetiva ocupação do posto de trabalho e para o seu retorno, caminhando 
ou por qualquer meio de transporte fornecido pelo empregador, é considerado como jornada 
extraordinária. 
III. O banco de horas anual pode ser pactuado por acordo individual escrito, acordo coletivo ou 
convenção coletiva de trabalho. 
IV. É lícito o regime de compensação de jornada estabelecido por acordo individual, tácito ou 
escrito, desde que a compensação se dê no mesmo mês. 
Está correto o que consta APENAS em 
(A) I e II. 
(B) II e IV. 
(C) III e IV. 
(D) II e III. 
(E) I e IV. 
Comentários: 
O item I, correto, pois enuncia corretamente as regras quanto à compensação do trabalho a tempo 
parcial: se a compensação for realizada até a semana posterior, pode se dar sem acordo prévio 
(“diretamente”), do contrário deve ocorrer o pagamento no mês seguinte: 
CLT, art. 58-A, § 5º As horas suplementares da jornada de trabalho normal 
poderão ser compensadas diretamente até a semana imediatamente posterior à 
da sua execução, devendo ser feita a sua quitação na folha de pagamento do mês 
subsequente, caso não sejam compensadas. 
Antonio Daud
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O item II, incorreto, pois não há que se falar em horas in itinere após a reforma trabalhista. 
CLT, art. 58, § 2º O tempo despendido pelo empregado desde a sua residência 
atéa efetiva ocupação do posto de trabalho e para o seu retorno, caminhando ou 
por qualquer meio de transporte, inclusive o fornecido pelo empregador, não será 
computado na jornada de trabalho, por não ser tempo à disposição do 
empregador. 
O item III está incorreto. Em relação ao banco de horas anual, por força do disposto no §2º do art. 
59, a CLT exige o ajuste mediante negociação coletiva, mesmo após a reforma trabalhista: 
CLT, art. 59, § 2º Poderá ser dispensado o acréscimo de salário se, por força de 
acordo ou convenção coletiva de trabalho, o excesso de horas em um dia for 
compensado pela correspondente diminuição em outro dia, de maneira que não 
exceda, no período máximo de um ano, à soma das jornadas semanais de trabalho 
previstas, nem seja ultrapassado o limite máximo de dez horas diárias. 
O item IV, correto, já que se trata de compensação que não extrapola o módulo mensal: 
CLT, art. 59, § 6º É lícito o regime de compensação de jornada estabelecido por 
acordo individual, tácito ou escrito, para a compensação no mesmo mês. 
Gabarito (E) 
37. FCC/TST – Analista Judiciário – Taquigrafia - 2017 
Silvana celebrou acordo individual de banco de horas com sua empregadora Atitude 
Supermercado Ltda. com duração de seis meses, sendo que prestava duas horas extras por dia, 
sem remuneração, para compensá-las posteriormente. Após cinco meses de trabalho, quando 
existiam ainda horas excedentes prestadas, sem a devida compensação, Silvana pediu demissão, 
comprovando novo emprego. Neste caso, de acordo com a CLT alterada pela Lei no 13.467/2017, 
(A) Silvana terá direito ao pagamento de todas as horas extras prestadas, uma vez que o banco de 
horas só pode ser celebrado com prazo de um ano de duração, não produzindo efeitos jurídicos 
da forma como foi feito. 
(B) Silvana não terá direito ao pagamento das horas extras não compensadas, tendo em vista que 
pediu demissão e o pagamento só dá direito no caso de rescisão do contrato de trabalho por 
dispensa sem justa causa. 
(C) Silvana terá direito ao pagamento de todas as horas extras prestadas, uma vez que o banco de 
horas só pode ser celebrado por meio de convenção ou acordo coletivo de trabalho e não por 
acordo individual, não produzindo efeitos jurídicos. 
Antonio Daud
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(D) por ter pedido demissão, comprovando novo emprego, Silvana terá direito ao pagamento de, 
somente, metade das horas extras não compensadas, calculadas sobre o valor da remuneração na 
data da rescisão. 
(E) Silvana terá direito ao pagamento das horas extras não compensadas, calculadas sobre o valor 
da remuneração na data da rescisão, uma vez que ocorreu a ruptura do contrato de trabalho com 
menos de seis meses da celebração do banco de horas. 
Comentários: 
Como não houve a compensação das horas trabalhadas em excesso, Silvana terá direito a recebê-
las, por ocasião da rescisão contratual, com adicional de 50%: 
CLT, art. 59, § 3º Na hipótese de rescisão do contrato de trabalho sem que tenha 
havido a compensação integral da jornada extraordinária, na forma dos §§ 2º e 5º 
deste artigo, o trabalhador terá direito ao pagamento das horas extras não 
compensadas, calculadas sobre o valor da remuneração na data da rescisão. 
Gabarito (E) 
38. FCC/TRT11 – Analista Judiciário – Área Judiciária – 2017 (adaptada) 
Mário presta serviços como entregador de carnes no Frigorífico “ABC” Ltda e, numa sexta-feira 
no final do dia, teve que estender sua jornada de trabalho para descarregar a mercadoria do 
caminhão e colocá-la na câmara fria, sob pena de perda irreparável do produto, sendo 
considerado um serviço inadiável. Neste caso, de acordo com a Consolidação das Leis do 
Trabalho, a prestação de horas extras 
(A) poderá ocorrer independentemente da existência de acordo ou contrato coletivo. 
(B) não poderá ocorrer sem a existência de acordo ou contrato coletivo, devendo o empregador 
contratar prestadores de serviços para fazê-lo. 
(C) poderá ocorrer independentemente da existência de acordo ou contrato coletivo, entretanto 
o adicional a ser pago é de no mínimo 100% sobre a hora normal de trabalho. 
(D) não poderá ocorrer sem a existência de acordo ou contrato coletivo, podendo o empregador 
solicitar os serviços de Mário, que poderá ou não aceitar a prestação dos serviços, já que não é 
obrigada pelo contrato de trabalho a fazê-lo. 
(E) poderá ocorrer independentemente da existência de acordo ou contrato coletivo e deverá ser 
comunicado, dentro de noventa dias, à autoridade competente em matéria de trabalho, ou, antes 
desse prazo, justificado no momento da fiscalização sem prejuízo dessa comunicação. 
Comentários: 
Antonio Daud
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Trata-se de caso da realização de serviços inadiáveis, uma das modalidades de prorrogação de 
jornada em necessidade imperiosa. Nestes casos, o empregador lança mão de seu poder diretivo 
para exigir a prestação da sobrejornada, isto é, independentemente de prévio acordo de 
prestação de horas extraordinárias. 
Após a reforma trabalhista, o empregador não mais precisa comunicar ao Ministério do Trabalho: 
CLT, art. 61 - Ocorrendo necessidade imperiosa, poderá a duração do trabalho 
exceder do limite legal ou convencionado, seja para fazer face a motivo de força 
maior, seja para atender à realização ou conclusão de serviços inadiáveis ou cuja 
inexecução possa acarretar prejuízo manifesto. 
CLT, art. 61, § 1º O excesso, nos casos deste artigo, pode ser exigido 
independentemente de convenção coletiva ou acordo coletivo de trabalho. 
Gabarito (A) 
39. FCC/TRT2 – Analista Judiciário – Oficial Avaliador – 2014 (adaptada) 
Em relação ao trabalho extraordinário, é correto afirmar que 
(A) os empregados contratados sob o regime de tempo parcial poderão prestar horas extras, 
desde que acordado expressamente com o sindicato da categoria. 
(B) as horas extras decorrentes de força maior ou de serviços inadiáveis podem ser prestadas, 
desde que existente acordo de prorrogação de horas firmado entre empregado e empregador. 
(C) o acordo de prorrogação de jornada de trabalho deve ser escrito e necessariamente celebrado 
coletivamente, mediante negociação coletiva de trabalho. 
(D) o trabalho em horas extras é permitido aos empregados que trabalham em atividades 
insalubres, sendo necessária licença prévia das autoridades competentes em matéria de higiene 
do trabalho, salvo disposição prevista em acordo ou convenção coletiva. 
(E) todo empregado tem direito a um descanso de 15 minutos, no mínimo, antes do início do 
período extraordinário de serviço em caso de prorrogação do horário normal de trabalho. 
Comentários: 
Vejamos as alternativas uma a uma: 
Alternativa (A): Empregados sob regime de tempo parcial podem prestar horas extras, desde que 
estejam dentro do limite semanal de 26 h (CLT, art. 58-A). 
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Alternativa (B): O trabalho em jornada extraordinária decorrente de força maior ou de serviços 
inadiáveis, por força do art. 61 da CLT, prescinde (ou seja, independe) de acordo entre empregado 
e empregador. 
A doutrina considera que são casos de realização independentemente de acordo. No caso de 
sobrejornada decorrente de força maior, até mesmo os empregados menores realizam horas 
extras, caso imprescindível seu labor e com o limite de até a 12ª hora. 
Alternativa (C): 
CLT, art. 59 - A duração diária do trabalho poderá ser acrescida de horas extras, 
em número não excedente de duas, por acordo individual, convenção coletiva ou 
acordocoletivo de trabalho. 
Portanto, por simples acordo entre empregado e empregador, é possível a realização de horas 
extraordinárias. 
Assim, o que se exige é um acordo prévio, seja individual com o empregado (acordo empregador-
empregado), seja coletivo (via negociação coletiva da qual decorra acordo ou convenção coletiva 
de trabalho). 
Alternativa (D): está correta. A regra geral está em consonância com o disposto no art. 60 da CLT: 
CLT, art. 60 - Nas atividades insalubres, (..), quaisquer prorrogações só poderão 
ser acordadas mediante licença prévia das autoridades competentes em matéria 
de higiene do trabalho, as quais, para esse efeito, procederão aos necessários 
exames locais (..). 
Portanto, jornada extraordinária em atividade insalubre, somente com autorização prévia do 
Ministério do Trabalho. 
Por outro lado, com a Lei 13.467/2017, a CLT passou a possibilitar que negociação coletiva 
dispense autorização prévia para prorrogação de jornada em atividades insalubres: 
CLT, art. 611-A. A convenção coletiva e o acordo coletivo de trabalho têm 
prevalência sobre a lei quando, entre outros, dispuserem sobre: 
(..) 
XIII – prorrogação de jornada em ambientes insalubres, sem licença prévia das 
autoridades competentes do Ministério do Trabalho; 
Antonio Daud
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Quanto à alternativa (E), sabemos que não há tal intervalo prévio à realização de horas extras. 
Além disso, com a reforma trabalhista, foi revogado o art. 384 da CLT, que previa para as mulheres 
(e também para os menores – por força do art. 413, parágrafo único) um intervalo especial de 15 
minutos antes do início da prestação de horas extras: 
CLT, art. 384 - Em caso de prorrogação do horário normal, será obrigatório um 
descanso de 15 (quinze) minutos no mínimo, antes do início do período 
extraordinário do trabalho. 
Gabarito (D) 
40. FCC/TRT18 – Analista Judiciário – Oficial Avaliador - 2013 
A respeito da duração do trabalho, incluindo períodos de descanso, o labor noturno e o trabalho 
extraordinário, a legislação trabalhista prevê que 
(A) o adicional a ser pago pelo trabalho extraordinário será de no mínimo 100% sobre a hora 
normal e o adicional a ser pago pelo trabalho noturno será de no mínimo 50% sobre a hora diurna. 
(B) a duração do trabalho normal não será superior a oito horas diárias e quarenta horas semanais, 
facultada a compensação de horas dentro do mês por decisão do empregador. 
(C) as variações de horário no registro de ponto não excedentes de cinco minutos, observado o 
limite máximo de dez minutos diários, não serão descontadas nem computadas como jornada 
extraordinária. 
(D) o período mínimo para o descanso entre duas jornadas de trabalho será de dez horas 
consecutivas. 
(E) o limite mínimo de uma hora para repouso ou refeição para o trabalho contínuo cuja duração 
exceda seis horas não poderá ser reduzido em nenhuma hipótese. 
Comentários: 
Sabemos que, por força constitucional, o adicional horas extras é de no mínimo 50%, e não 100% 
como afirmado na letra (A). Como se não bastasse, o examinador também trocou o percentual do 
adicional noturno de 20% (correto) para 50% na questão. Portanto, item errado. 
A assertiva (B) começa bem, mas no final peca ao afirmar que a compensação de horas dentro do 
mês depende de decisão do empregador, quando sabemos que depende de acordo com o 
empregado. 
A assertiva (C), correta, retrata justamente o dispositivo transcrito no comentário da questão 
anterior: 
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CLT, art. 58, § 1º Não serão descontadas nem computadas como jornada 
extraordinária as variações de horário no registro de ponto não excedentes de 
cinco minutos, observado o limite máximo de dez minutos diários. 
A letra (D) está incorreta, pois o intervalo interjornadas é de onze horas consecutivas (e não de 
dez): 
CLT, art. 66 - Entre 2 (duas) jornadas de trabalho haverá um período mínimo de 
11 (onze) horas consecutivas para descanso. 
Por fim, a letra (E) aborda a possibilidade de se reduzir o intervalo mínimo de uma hora, para 
jornadas superiores a seis horas diárias. Esta redução pode ocorrer sob algumas circunstâncias, 
como por exemplo, via negociação coletiva e via autorização do Ministério do Trabalho (MTb). 
Gabarito (C) 
41. CESPE/TRT8 – Analista Judiciário – Área Judiciária – 2013 (adaptada) 
Acerca do entendimento jurisprudencial do TST sobre a duração do trabalho, assinale a opção 
correta. 
(A) As horas extras habituais incorporam-se à remuneração do empregado para fins de gratificação 
natalina e repouso semanal remunerado. 
(B) No regime de revezamento, as horas trabalhadas em seguida ao repouso semanal de vinte e 
quatro horas, com prejuízo do intervalo mínimo de onze horas consecutivas para descanso entre 
jornadas, não são remuneradas como extraordinárias. 
(C) A concessão, pelo empregador, de intervalos na jornada de trabalho não previstos em lei não 
representa tempo à disposição da empresa e, consequentemente, não deve ser considerada 
serviço extraordinário. 
(D) A compensação de jornada de trabalho somente é válida se ajustada por acordo coletivo ou 
convenção coletiva de trabalho, sendo vedado acordo individual escrito para tal fim. 
Comentários: 
A questão cobra posicionamentos do TST acerca da realização de horas extras, intervalos e 
duração do trabalho. 
As horas extras habitualmente prestadas incorporam-se sim à gratificação natalina (Súmula 45) e 
ao DSR (Súmula 172), de sorte que a letra (A) está correta. Vejamos: 
SUM-172 REPOUSO REMUNERADO. HORAS EXTRAS. CÁLCULO 
Antonio Daud
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Computam-se no cálculo do repouso remunerado as horas extras habitualmente 
prestadas. 
SUM-45 SERVIÇO SUPLEMENTAR 
A remuneração do serviço suplementar, habitualmente prestado, integra o cálculo 
da gratificação natalina prevista na Lei nº 4.090, de 13.07.19624. 
A letra (B) está incorreta, pois quando há prejuízo do intervalo interjornadas (mínimo de 11 horas), 
estas horas devem ser remuneradas como extraordinárias. Vejamos a OJ relacionada: 
OJ-SDI1-355 INTERVALO INTERJORNADAS. INOBSERVÂNCIA. HORAS 
EXTRAS. PERÍODO PAGO COMO SOBREJORNADA. ART. 66 DA CLT. 
APLICAÇÃO ANALÓGICA DO § 4º DO ART. 71 DA CLT 
O desrespeito ao intervalo mínimo interjornadas previsto no art. 66 da CLT 
acarreta, por analogia, os mesmos efeitos previstos no § 4º do art. 71 da CLT e na 
Súmula nº 110 do TST, devendo-se pagar a integralidade das horas que foram 
subtraídas do intervalo, acrescidas do respectivo adicional. 
Já para a letra (C), devemos lembrar que é considerado tempo à disposição do empregador a 
concessão de intervalo não previsto em lei como, por exemplo, um intervalo para lanche de 15 
minutos aos que laboram 8 horas por dia. 
Neste período, o empregador não trabalha, mas como o intervalo foi concedido pelo empregador 
sem previsão em lei, é um tempo considerado à disposição do empregador. Assim sendo, ele é 
considerado na jornada e também considerado como serviço extraordinário, caso a jornada do dia 
extrapole a jornada legal. 
Cuidado para não confundir os conceitos: os intervalos legais, como para almoço, têm previsão 
legal e por isso não são considerados à disposição do empregador. Já os intervalos não previstos 
em lei (portanto não obrigatórios) são considerados tempo à disposição. 
Por fim, a letra (D), também incorreta, tenta confundir a exigência para se estabelecer 
compensação de jornada mensal (via simples acordo entre empregado e empregador) com a 
exigência para o estabelecimentode banco de horas anual (negociação coletiva) e semestral 
(acordo escrito). 
 
4 Lei que institui a Gratificação de Natal para os Trabalhadores. 
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Portanto, verificamos que a compensação mensal e o banco de horas semestral independem de 
negociação coletiva. 
Gabarito (A) 
42. FCC/TRT15 – Analista Judiciário – Área Judiciária – 2013 (adaptada) 
Maria Marta é empregada do hotel fazenda “Vale das Águas Claras”, hotel este localizado em 
área urbana. Maria Marta exerce a função de cozinheira e, sendo assim, todo dia se desloca a pé 
da portaria do hotel até a cozinha que fica no final do terreno. Neste trajeto, Maria Marta demora 
diariamente cerca de quinze minutos. Neste caso, de acordo com o entendimento sumulado do 
Tribunal Superior do Trabalho, o tempo necessário ao deslocamento de Maria Marta entre a 
portaria do hotel e o local de trabalho 
(A) só será considerado tempo à disposição do empregador se ultrapassar trinta minutos. 
(B) não se considera à disposição do empregador, em nenhuma hipótese. 
(C) só será considerado tempo à disposição do empregador se ultrapassar vinte minutos. 
(D) considera-se à disposição do empregador uma vez que ultrapassou dez minutos. 
(E) considera-se à disposição do empregador em qualquer hipótese. 
Comentários: 
Questão cobrando a regra prevista no art. 58, §2º: 
CLT, art. 58, § 2º O tempo despendido pelo empregado desde a sua residência 
até a efetiva ocupação do posto de trabalho e para o seu retorno, caminhando ou 
por qualquer meio de transporte, inclusive o fornecido pelo empregador, não será 
computado na jornada de trabalho, por não ser tempo à disposição do 
empregador. 
De acordo com a regra reformada, muito embora a empregada levar mais do que 10 minutos por 
dia no trajeto portaria-posto de trabalho, este tempo não deve ser considerado como à disposição 
do empregador. 
Gabarito (B) 
43. FCC/TRT2 – Analista Judiciário – Área Administrativa - 2018 
Valéria, empregada da empresa “R”, está preocupada com as mudanças ocorridas na 
Consolidação das Leis do Trabalho, notadamente com o seu intervalo para repouso ou 
alimentação. Considerando que ela possui jornada de trabalho diária de cinco horas, o seu 
intervalo para repouso ou alimentação 
Antonio Daud
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(A) continua sendo obrigatório de, no mínimo, quinze minutos. 
(B) continua sendo obrigatório de, no mínimo, trinta minutos. 
(C) continua sendo obrigatório de, no mínimo, vinte minutos. 
(D) passou a ser obrigatório de, no mínimo, uma hora. 
(E) passou a ser obrigatório de, no mínimo, trinta minutos. 
Comentários: 
A reforma trabalhista não alterou a duração do intervalo intrajornada para jornadas superiores a 
4hs e inferiores a 06 hs. Nesta situação, o intervalo é dado pelo §1º abaixo, que não foi objeto de 
reforma: 
CLT, art. 71 - Em qualquer trabalho contínuo, cuja duração exceda de 6 (seis) 
horas, é obrigatória a concessão de um intervalo para repouso ou alimentação, o 
qual será, no mínimo, de 1 (uma) hora e, salvo acordo escrito ou contrato coletivo 
em contrário, não poderá exceder de 2 (duas) horas. 
§ 1º - Não excedendo de 6 (seis) horas o trabalho, será, entretanto, obrigatório 
um intervalo de 15 (quinze) minutos quando a duração ultrapassar 4 (quatro) horas. 
Em relação à duração do intervalo intrajornada, notem que a reforma trabalhista influenciou tão-
somente o intervalo para jornadas superiores a 06 horas, ao permitir sua redução mediante 
negociação coletiva (CLT, art. 611-A, III). 
Gabarito (A) 
44. FCC/TRT15 – Oficial de Justiça Avaliador Federal - 2018 
Eunice trabalha em uma indústria alimentícia que fabrica doces e chocolates. Nos meses de janeiro 
e fevereiro, em razão da produção de chocolates para a Páscoa, trabalhou de 2º a 6º feira, das 9h 
às 18h, gozando diariamente de 15 minutos para repouso e alimentação. Nesse contexto, Eunice 
faz jus a 
(A) uma hora integral, acrescida de 50% sobre a remuneração da hora normal de trabalho, tendo 
tal pagamento natureza salarial. 
(B) uma hora integral, acrescida de 50% sobre a remuneração da hora normal de trabalho, tendo 
tal pagamento natureza indenizatória. 
(C) 45 minutos, acrescidos de 50% sobre a remuneração da hora normal de trabalho, tendo tal 
pagamento natureza indenizatória. 
(D) 45 minutos, acrescidos de 50% sobre a remuneração da hora normal de trabalho, tendo tal 
pagamento natureza salarial. 
Antonio Daud
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(E) 45 minutos, sem acréscimo, pois não se trata de hora extra, mas sim de pagamento de natureza 
meramente indenizatória. 
Comentários: 
Como a jornada de Eunice extrapola as 6 hs diárias, ela deverá usufruir de 1 a 2 horas de intervalo 
para repouso e alimentação, como regra (CLT, art. 71, caput). 
Nesse sentido, seu intervalo foi concedido parcialmente (15 minutos), deixando ela de usufruir 
45minutos diários de intervalo intrajornada, os quais devem ser remunerados com acréscimo de 
50%, mediante pagamento revestido de natureza indenizatória: 
CLT, art. 71, § 4º - A não concessão ou a concessão parcial do intervalo 
intrajornada mínimo, para repouso e alimentação, a empregados urbanos e rurais, 
implica o pagamento, de natureza indenizatória, apenas do período suprimido, 
com acréscimo de 50% (cinquenta por cento) sobre o valor da remuneração da 
hora normal de trabalho. 
Aprofundando um pouco mais... 
Além do pagamento de natureza indenizatória acima, a partir do horário de início e de fim da 
jornada, notem que as 9 horas em que ela ficou na empresa podem ser assim sintetizadas: 
8:45 - prestação de serviços 
0:15 - intervalo 
Portanto, supondo que a jornada diária da empregada seja de 8 horas, pode-se perceber que, nos 
45 minutos em que ela deixou de repousar, ela continuou trabalhando. Assim, além da indenização 
referente aos 45 minutos de intervalo não concedido (comentada acima), ela terá direito a outro 
pagamento, decorrente do labor em sobrejornada: remuneração como extra de 45 minutos 
diários. 
Gabarito (C) 
45. FCC/TST – Analista Judiciário–Área Administrativa - 2017 
Ulisses foi contratado pela empresa Copo de Leite Laticínios Ltda. como auxiliar de produção, 
para o cumprimento de jornada de 8 horas diárias de segunda à sexta-feira, com intervalo de 1 
hora para repouso e alimentação. Alegando necessidades da produção, duas vezes por semana o 
empregador passou a fracionar o intervalo intrajornada de Ulisses em três períodos de 20 minutos 
cada um e, nos outros três dias da semana, passou a conceder apenas 40 minutos de intervalo. 
Em relação a essa situação, o fracionamento do intervalo intrajornada 
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(A) não é permitido para as atividades exercidas por Ulisses e a redução do intervalo implica no 
pagamento pelo empregador dos minutos suprimidos, com um acréscimo de 50% sobre o valor 
da remuneração da hora normal de trabalho, tendo tal pagamento natureza indenizatória. 
(B) não é permitido para as atividades exercidas por Ulisses e a redução do intervalo implica no 
pagamento pelo empregador do período total do intervalo, com acréscimo de 50% sobre o valor 
da remuneração da hora normal de trabalho, tendo tal pagamento natureza salarial. 
(C) é permitido para as atividades exercidas por Ulisses no caso de necessidade de produção, mas 
somente em dois períodos de 30minutos cada um e a redução do intervalo implica no pagamento 
pelo empregador do período total do intervalo, com acréscimo de 50% sobre o valor da 
remuneração da hora normal de trabalho, tendo tal pagamento natureza salarial. 
(D) é permitido para as atividades exercidas por Ulisses no caso de necessidade de produção e a 
redução do intervalo implica no pagamento pelo empregador dos minutos suprimidos, com um 
acréscimo de 50% sobre o valor da remuneração da hora normal de trabalho, tendo tal pagamento 
natureza indenizatória. 
(E) é permitido para as atividades exercidas por Ulisses no caso de necessidade de produção e a 
redução do intervalo implica no pagamento pelo empregador do período total do intervalo, com 
acréscimo de 50% sobre o valor da remuneração da hora normal de trabalho, tendo tal pagamento 
natureza indenizatória. 
Comentários: 
A atividade segue a regulamentação geral sobre intervalos e, nesta situação, não há previsão para 
fracionamento do intervalo intrajornada. Além disso, nada foi dito a respeito de norma coletiva 
reduzindo o intervalo, o que afasta a hipótese do art. 611-A da CLT, em que a negociação coletiva 
poderia permitir tal redução. 
Assim, tal situação é irregular e enseja pagamento dos minutos suprimidos, com um acréscimo de 
50% sobre o valor da remuneração da hora normal de trabalho, tendo tal pagamento natureza 
indenizatória, nos termos da redação atualizada da CLT, art. 71, § 4º: 
CLT, art. 71, § 4º A não concessão ou a concessão parcial do intervalo intrajornada 
mínimo, para repouso e alimentação, a empregados urbanos e rurais, implica o 
pagamento, de natureza indenizatória, apenas do período suprimido, com 
acréscimo de 50% (cinquenta por cento) sobre o valor da remuneração da hora 
normal de trabalho. 
Gabarito (A) 
46. CESPE/TRT-7 – Analista Judiciário – Área Administrativa - 2017 
A respeito dos períodos de descanso, assinale a opção correta. 
Antonio Daud
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A) Intervalos de descanso serão computados na duração do trabalho. 
B) Entre duas jornadas de trabalho deverá existir um repouso de, no mínimo, oito horas. 
C) O descanso semanal remunerado deverá ser concedido necessariamente aos domingos. 
D) Um trabalhador que tenha jornada de sete horas contínuas terá direito a um intervalo para 
repouso ou alimentação de, no mínimo, uma hora. 
Comentários: 
Reparem que, regra geral, os intervalos de descanso não são computados na duração do trabalho: 
CLT, art. 71, § 2º - Os intervalos de descanso não serão computados na duração 
do trabalho. 
O intervalo interjornada, que é o espaço de tempo entre duas jornadas de trabalho, não pode ser 
menor que 11 (onze) horas: 
CLT, art. 66 - Entre 2 (duas) jornadas de trabalho haverá um período mínimo de 
11 (onze) horas consecutivas para descanso. 
Em relação à letra (C), incorreta, pois o Repouso semanal remunerado ocorre preferencialmente 
aos domingos (não obrigatoriamente): 
CF/88, art. 7º, XV - repouso semanal remunerado, preferencialmente aos 
domingos; 
Por fim, quanto à letra (D), correta, pois temos 3 situações básicas em relação ao intervalo 
intrajornada e à duração do trabalho: 
Jornada Intervalo intrajornada 
Igual ou inferior a 04 horas Não há obrigatoriedade de concessão de 
intervalo intrajornada 
Maior que 04 horas e igual ou inferior a 06 
horas 
Intervalo de 15 minutos 
Superior a 06 horas Intervalo de 1 a 2 horas 
Se a questão houvesse mencionado alguma informação sobre redução do intervalo por meio de 
ACT/CCT (o que não foi o caso), teríamos que nos lembrar da possibilidade de redução para até 
30 minutos: 
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CLT, art. 611-A, III – intervalo intrajornada, respeitado o limite mínimo de trinta 
minutos para jornadas superiores a seis horas; 
Gabarito (D) 
47. FCC/TRT11 – Oficial de Justiça Avaliador – 2017 (adaptada) 
Considere as seguintes situações hipotéticas: Cleiton labora na farmácia XZC Ltda. possuindo 
jornada de trabalho de cinco horas diárias. Seu irmão Cledison labora na farmácia VBN Ltda. e 
possui jornada de trabalho de quatro horas diárias. Já Monique, tia dos irmãos, trabalha no 
supermercado ZWQ Ltda. e possui jornada de trabalho de 7 horas diárias. Nestes casos, de acordo 
com a Consolidação das Leis do Trabalho, no tocante ao intervalo intrajornada, 
(A) Cleiton e Cledison não terão direito ao intervalo e Monique terá direito a uma hora de intervalo. 
(B) Cleiton e Cledison terão direito a quinze minutos de intervalo e Monique terá direito a uma 
hora de intervalo. 
(C) Cleiton e Cledison terão direito a quinze minutos de intervalo e Monique terá direito a trinta 
minutos de intervalo. 
(D) todos terão direito a quinze minutos de intervalo. 
(E) Cleiton terá direito a quinze minutos de intervalo, Cledison não terá direito ao intervalo e 
Monique terá direito a uma hora de intervalo, já que não há negociação coletiva reduzindo tal 
limite. 
Comentários: 
De acordo com o art. 71, caput e §1º, da CLT, podemos chegar no seguinte quadro: 
Empregado Jornada Intervalo intrajornada 
Cledison Igual ou inferior a 04 horas Não há obrigatoriedade de 
concessão de intervalo 
intrajornada 
Cleiton Maior que 04 horas e igual ou 
inferior a 06 horas 
Intervalo de 15 minutos 
Monique Superior a 06 horas Intervalo de 1 a 2 horas 
Em relação à Monique, note que, para não deixar dúvidas, a questão (adaptada) mencionou que 
seu intervalo mínimo não fora objeto de negociação coletiva. 
Gabarito (E) 
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48. FCC/TRT23 – Técnico Judiciário – Área Administrativa – 2016 (adaptada) 
No tocante ao intervalo para repouso e alimentação, considere: 
I. A não-concessão ou a concessão parcial do intervalo intrajornada mínimo, para repouso e 
alimentação, a empregados urbanos e rurais, implica o pagamento apenas do período suprimido, 
com acréscimo de, no mínimo, 50% sobre o valor da remuneração da hora normal de trabalho, 
sem prejuízo do cômputo da efetiva jornada de labor para efeito de remuneração. 
II. É válida cláusula de acordo ou convenção coletiva de trabalho contemplando a redução do 
intervalo intrajornada, desde que respeitado o patamar mínimo. 
III. Ultrapassada habitualmente a jornada de seis horas de trabalho, é devido o gozo do intervalo 
intrajornada mínimo de uma hora, obrigando o empregador a remunerar o período para descanso 
e alimentação não usufruídos como extra, acrescido do respectivo adicional na forma legal. 
Está correto o que consta APENAS em 
(A) I e II. 
(B) I. 
(C) I, II e III. 
(D) II e III. 
(E) I e III. 
Comentários: 
A assertiva I está correta, de acordo com as regras celetistas após a reforma trabalhista: 
CLT, art. 71, § 4º - A não concessão ou a concessão parcial do intervalo 
intrajornada mínimo, para repouso e alimentação, a empregados urbanos e rurais, 
implica o pagamento, de natureza indenizatória, apenas do período suprimido, 
com acréscimo de 50% (cinquenta por cento) sobre o valor da remuneração da 
hora normal de trabalho. 
A assertiva II, igualmente correta, já que tal cláusula é válida, nos termos do art. 611-A da CLT: 
CLT, art. 611-A. A convenção coletiva e o acordo coletivo de trabalho têm 
prevalência sobre a lei quando, entre outros, dispuserem sobre: 
(..) 
III – intervalo intrajornada, respeitado o limite mínimo de trinta minutos para 
jornadas superiores a seis horas; 
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A assertiva III está de acordo com a Súmula 437. 
Gabarito (C) 
49. FCC/TRT9 – Técnico Judiciário – Área Administrativa - 2015 
São exemplos de intervalos NÃO remunerados 
(A) o de uma hora para alimentação e descanso para jornadas acima de seis horas e de dez minutos 
a cada período de noventa minutos trabalhados nos serviços de mecanografia. 
(B) o de quinze minutos para alimentação e descanso nas jornadas de trabalho de quatro a seis 
horas, e o período mínimo de onze horas entre uma jornada e outra para os trabalhadores que se 
incluem na regra geral, prestando serviços em oito horas diárias ou quarenta e quatro horas 
semanais de trabalho. 
(C) os dois descansos diários de trinta minutos cada para a mulher amamentar seu filho até que 
complete seis meses, e o de duas horas para alimentação e descanso nas jornadas de trabalho 
acima de seis horas. 
(D) o descanso semanal remunerado e o descanso de vinte minutos para quem trabalha no interior 
de câmaras frigoríficas, a cada uma hora e quarenta minutos de labor. 
(E) o descanso semanal remunerado e a pausa de quinze minutos para os trabalhadores em minas 
de subsolo, a cada três horas trabalhadas. 
Comentários: 
Somente a alternativa B apresenta dois casos de intervalos não remunerados, conforme tabela 
abaixo: 
Alternativa Intervalo Remunerado? Fundamento 
A uma hora para alimentação e descanso 
para jornadas acima de seis horas 
Não CLT, art. 71 
dez minutos a cada período de noventa 
minutos trabalhados nos serviços de 
mecanografia 
Remunerado CLT, art. 72 
B quinze minutos para alimentação e 
descanso nas jornadas de trabalho de 
quatro a seis horas 
Não CLT, art. 71, §1º 
período mínimo de onze horas entre uma 
jornada e outra para os trabalhadores que 
se incluem na regra geral, prestando 
serviços em oito horas diárias ou quarenta 
e quatro horas semanais de trabalho 
Não CLT, art. 66 
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Gabarito (B) 
50. FCC/TRT3 – Técnico Judiciário – Área Administrativa - 2015 
Considerando que um empregado trabalhe sob o regime normal de jornada de trabalho de 8 
horas diárias e 44 horas semanais, com 1 hora de intervalo para refeição, tendo ele laborado das 
13 h até às 22 h de sábado, o primeiro horário em que ele deverá retornar ao local de trabalho 
será às 
(A) 6 h da manhã de domingo. 
(B) 10 h da manhã de segunda-feira. 
(C) 7 h da manhã de domingo. 
(D) 8 h da manhã de segunda-feira. 
(E) 9 h da manhã de segunda-feira. 
Comentários: 
A questão trata do intervalo interjornadas e do repouso semanal remunerado. 
Como sabemos, o descanso semanal remunerado é de 24 horas consecutivas e o intervalo entre 
duas jornadas de trabalho (chamado de intervalo interjornadas) é de no mínimo 11 (onze) horas. 
Assim, do término da jornada de sábado até o início da próxima jornada que sucede o descanso 
semanal deve haver 35 horas de intervalo (24 + 11). 
C dois descansos diários de trinta minutos 
cada para a mulher amamentar seu filho 
até que complete seis meses 
Remunerado CLT, art. 396 
duas horas para alimentação e descanso 
nas jornadas de trabalho acima de seis 
horas 
Não CLT, art. 71 
D descanso semanal remunerado Remunerado CF, art. 7º, XV 
descanso de vinte minutos para quem 
trabalha no interior de câmaras 
frigoríficas, a cada uma hora e quarenta 
minutos de labor 
Remunerado CLT, art. 253 
E descanso semanal remunerado Remunerado CF, art. 7º, XV 
pausa de quinze minutos para os 
trabalhadores em minas de subsolo, a 
cada três horas trabalhadas 
Remunerado CLT, art. 298 
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Sendo assim, deve haver um intervalo de 35 horas (24h + 11h) durante a semana, conjugando-se 
o DSR e o intervalo interjornadas. No caso, teríamos: 
Jornada 
encerrada às 
22h00min de 
sábado 
Intervalo 
interjornadas de 11 
horas 
DSR 
Início da jornada 
às 09h00min de 
segunda-feira 
Gabarito (E) 
51. FCC/TRT3 – Analista Judiciário – Área Judiciária – 2015 (adaptada) 
Uma empresa, através de acordo coletivo celebrado com o Sindicato, reduziu o intervalo 
intrajornada para refeição e descanso de seus empregados para 40 minutos. Em relação a esta 
situação, 
(A) a norma coletiva estabeleceu condições que não implicam ofensa à saúde, à segurança e à 
dignidade do trabalhador, e no caso concreto, o negociado deve ser preservado, pois ele não 
colide com normas fundamentais e indisponíveis. 
(B) a redução do intervalo somente teria validade se prevista em convenção coletiva de trabalho, 
valendo para toda a categoria e não apenas para uma parcela dos trabalhadores. 
(C) a redução é inválida, porque o intervalo constitui medida de higiene, saúde e segurança do 
trabalho, garantido por norma de ordem pública. 
Comentários: 
As alternativas da questão cobram as regras dos arts. 611-A e 611-B da CLT: 
CLT, art. 611-A. A convenção coletiva e o acordo coletivo de trabalho têm 
prevalência sobre a lei quando, entre outros, dispuserem sobre: 
(..) 
III – intervalo intrajornada, respeitado o limite mínimo de trinta minutos para 
jornadas superiores a seis horas; 
CLT, art. 611-B, parágrafo único. Regras sobre duração do trabalho e intervalos 
não são consideradas como normas de saúde, higiene e segurança do trabalho 
para os fins do disposto neste artigo. 
Gabarito (A) 
52. FCC/TRT2 – Técnico Judiciário – Área Administrativa - 2014 
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Ariadne, contratada pela empresa Gráfica Luz Ltda., para trabalhar no cargo de auxiliar de serviços 
gerais, de segunda a sexta-feira, das 8 às 12 horas. 
Com relação ao intervalo para repouso e alimentação, de acordo com as regras da CLT, Ariadne 
(A) terá direito a 30 minutos de intervalo. 
(B) terá direito a 20 minutos de intervalo. 
(C) terá direito a 15 minutos de intervalo. 
(D) não terá direito ao intervalo. 
(E) terá direito a 1 hora de intervalo. 
Comentários: 
Novamente a Banca exigiu que o candidato conhecesse a literalidade dos dispositivos da CLT que 
versam sobre jornada e repouso intrajornada. No seu art. 71, § 1º, o legislador dispõe que: 
Não excedendo de 6 (seis) horas o trabalho, será, entretanto, obrigatório um 
intervalo de 15 (quinze) minutos quando a duração ultrapassar 4 (quatro) horas. 
Gabarito (D) 
53. FCC/TRT2 – Analista Judiciário – Área Administrativa – 2014 (adaptada) 
Em relação ao intervalo para repouso e alimentação, é correto afirmar: 
(A) O empregado que cumpre diariamente jornada extraordinária tem direito a um acréscimo de 
15 minutos no seu intervalo. 
(B) Em geral, o intervalo para empregado que cumpre jornada entre 6 e 8 horas diárias é de uma 
hora. 
(C) A não concessão do intervalo pelo empregador, gera ao mesmo a obrigação de pagar o 
respectivo período com um acréscimo de no mínimo 20% sobre o valor correspondente. 
(D) O cumprimento pelo empregado de jornada de trabalho de 4 horas diárias assegura ao mesmo 
o direito a um intervalo de 15 minutos. 
(E) Esse intervalo não é computado na duração do trabalho. 
Comentários: 
Esta questão, por sua vez, além de exigir o conhecimento sobre a tabela que consolida as regras 
sobre intervalo intrajornada, cobrou dos candidatos outros dois parágrafos do mesmo artigo 71 
da CLT. Vejamos: 
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CLT, art. 71, § 2º - Os intervalos de descansonão serão computados na duração 
do trabalho. 
 CLT, art. 71, § 4º - A não concessão ou a concessão parcial do intervalo 
intrajornada mínimo, para repouso e alimentação, a empregados urbanos e rurais, 
implica o pagamento, de natureza indenizatória, apenas do período suprimido, 
com acréscimo de 50% (cinquenta por cento) sobre o valor da remuneração da 
hora normal de trabalho. 
Portanto: 
a) intervalo não concedido será pago com acréscimo mínimo de 50%; 
b) intervalo de descanso não é computado na duração do trabalho. 
Gabarito (E) 
54. FCC/TRT15 – Técnico Judiciário – Área Administrativa - 2013 
Emílio é empregado da empresa “BFG Ltda”, atuante no ramo de logística, reconhecida no 
mercado pela eficiência de seu trabalho por 24 horas ininterruptas. Emílio exerce a função de 
estoquista e trabalha 4 horas diárias. 
Neste caso, de acordo com a Consolidação das Leis do Trabalho, Emílio 
(A) terá direito a 30 minutos de intervalo intrajornada. 
(B) terá direito a 15 minutos de intervalo intrajornada. 
(C) não terá direito ao intervalo intrajornada. 
(D) terá direito a uma hora de intervalo intrajornada, ou seja, o intervalo mínimo legal. 
(E) só terá direito ao intervalo intrajornada se exercer suas funções em horário noturno. 
Comentários: 
A questão tenta misturar os conceitos de turno ininterrupto de revezamento com intervalo 
intrajornada. 
Primeiramente, para caracterização do turno ininterrupto de revezamento, é imprescindível que 
haja significativa alternância de horários de trabalho do empregado compreendendo dia e noite. 
O fato de a empresa funcionar de maneira ininterrupta é irrelevante para se aferir se há ou não 
turnos ininterruptos. Nesse sentido, caso o empregado laborasse em turno fixo (somente de 
manhã, somente de tarde ou somente de noite, sem alternância), não seria o caso de 
aplicabilidade das regras atinentes ao turno ininterrupto de revezamento (TIR). 
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Feita esta ressalva, vamos analisar o intervalo intrajornada a que Emílio faz jus, com base em sua 
jornada diária (4 horas). Do art. 71 da CLT, sabemos que, sendo de exatas 04 horas diárias, o 
empregado não faz jus a qualquer intervalo intrajornada. 
Gabarito (C) 
55. FCC/TRT1 – Analista Judiciário – Área Execução de Mandados - 2013 
No que se refere aos períodos de repouso assegurados ao empregado por lei, é INCORRETO 
afirmar: 
(A) O descanso semanal remunerado terá duração de vinte e quatro horas consecutivas e será 
concedido aos domingos. 
(B) O trabalho em domingo, seja total ou parcial, será sempre subordinado à permissão prévia da 
autoridade competente em matéria de trabalho. 
(C) Entre duas jornadas de trabalho haverá um período mínimo de descanso de onze horas 
consecutivas. 
(D) Não excedendo de seis horas o trabalho, será obrigatório um intervalo de quinze minutos 
quando a duração ultrapassar quatro horas. 
(E) O descanso semanal remunerado, preferencialmente aos domingos, é direito dos empregados 
urbanos, rurais e domésticos. 
Comentários: 
A letra (A) está incorreta, pois a coincidência do DSR com o domingo é preferencial, e não 
obrigatória: 
CLT, art. 67 - Será assegurado a todo empregado um descanso semanal de 24 
(vinte e quatro) horas consecutivas, o qual, salvo motivo de conveniência pública 
ou necessidade imperiosa do serviço, deverá coincidir com o domingo, no todo 
ou em parte. 
É de se notar que a Lei 605/49 também regulamenta os descansos semanais, estipulando que 
Lei 605/49, art. 1º Todo empregado tem direito ao repouso semanal remunerado 
de vinte e quatro horas consecutivas, preferentemente aos domingos e, nos limites 
das exigências técnicas das empresas, nos feriados civis e religiosos, de acordo 
com a tradição local. 
A alternativa (B) menciona disposição celetista que exige autorização para o trabalho aos 
domingos: 
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CLT, art. 68 - O trabalho em domingo, seja total ou parcial, na forma do art. 67, 
será sempre subordinado à permissão prévia da autoridade competente em 
matéria de trabalho. 
Na alternativa (C) a banca reproduziu a regra sobre o intervalo interjornadas: 
CLT, art. 66 - Entre 2 (duas) jornadas de trabalho haverá um período mínimo de 
11 (onze) horas consecutivas para descanso. 
Já a alternativa (D) menciona uma das regras constantes do artigo 71 da CLT, sobre intervalo 
intrajornada. 
Na alternativa (E), também correta, enfatiza-se que o direito ao DSR pertence aos empregados 
urbanos, rurais e domésticos: 
CF/88, art. 7º São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros que 
visem à melhoria de sua condição social: 
(...) 
XV - repouso semanal remunerado, preferencialmente aos domingos; 
(...) 
Parágrafo único. São assegurados à categoria dos trabalhadores domésticos os 
direitos previstos nos incisos IV, VI, VIII, XV, XVII, XVIII, XIX, XXI e XXIV, bem como 
a sua integração à previdência social. 
Gabarito (A) 
56. FCC/TRT1 – Técnico Judiciário – Área Administrativa – 2013 (adaptada) 
Em regra, a duração do intervalo para repouso e alimentação é de, no mínimo, 
(A) uma hora e no máximo duas horas, para jornadas de trabalho superiores a seis horas. 
(B) uma hora e no máximo duas horas, para jornadas de trabalho superiores a quatro horas e até 
seis horas. 
(C) quinze minutos e no máximo uma hora, para jornadas de trabalho superiores a quatro horas e 
até seis horas. 
(D) quinze minutos para jornadas de até quatro horas. 
(E) uma hora, para qualquer jornada de trabalho. 
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Comentários: 
A letra (A) nos traz corretamente a regra geral do intervalo intrajornada, como pede a questão: 
CLT, art. 71 - Em qualquer trabalho contínuo, cuja duração exceda de 6 (seis) 
horas, é obrigatória a concessão de um intervalo para repouso ou alimentação, o 
qual será, no mínimo, de 1 (uma) hora e, salvo acordo escrito ou contrato coletivo 
em contrário, não poderá exceder de 2 (duas) horas. 
§ 1º - Não excedendo de 6 (seis) horas o trabalho, será, entretanto, obrigatório 
um intervalo de 15 (quinze) minutos quando a duração ultrapassar 4 (quatro) horas. 
Gabarito (A) 
57. FCC/TRT9 – Técnico Judiciário – Área Administrativa - 2013 
De acordo com previsão constitucional, o descanso semanal remunerado deve ser concedido 
(A) preferencialmente aos domingos, salvo em semana em que o domingo coincida com feriado. 
(B) alternativamente aos sábados e aos domingos. 
(C) exclusivamente aos domingos. 
(D) preferencialmente aos domingos. 
(E) preferencialmente aos sábados. 
Comentários: 
O repouso semanal remunerado (RSR), também conhecido como descanso semanal remunerado 
(DSR), é previsto na CF (art. 7º, XV) e normatizado pela Lei 605/49, segundo a qual “Todo 
empregado tem direito ao repouso semanal remunerado de vinte e quatro horas consecutivas”. 
Gabarito (D) 
58. FCC/TRT15 – Analista Judiciário – Área Administrativa - 2013 
O cemitério particular PAZ ETERNA, em razão dos horários de enterros e velórios, possui diversos 
empregados tendo celebrado com cada empregado acordo escrito para aumentar o intervalo para 
repouso e alimentação de uma hora para uma hora e quarenta e cinco minutos. 
Neste caso, os referidos acordos são 
(A) inválidos porque o intervalo intrajornada somente poderá ser estendido mediante Convenção 
Coletiva de Trabalho. 
(B) válidos porque respeitam a Consolidação das Leis do Trabalho. 
Antonio Daud
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(C) inválidos porque o intervalo intrajornada somente poderá ser estendido por trinta minutos. 
(D) inválidos porque o intervalo intrajornada somente poderá ser estendido por quinze minutos. 
(E) inválidos porque a Consolidação das Leis do Trabalho e a Constituição Federal vedam, em 
qualquer hipótese, o aumento do intervalo intrajornada para prevenção da saúde do trabalhador. 
Comentários: 
Nos termos do art. 71, caput, parte final, acordo ou convenção coletiva, ou até mesmo acordo 
individual escrito, podem ampliar o intervalo intrajornada para jornadas superiores a seis horas 
diárias: 
CLT, art. 71 - Em qualquer trabalho contínuo, cuja duração exceda de 6 (seis) 
horas, é obrigatória a concessão de um intervalo para repouso ou alimentação, o 
qual será, no mínimo, de 1 (uma) hora e, salvo acordo escrito ou contrato coletivo 
em contrário, não poderá exceder de 2 (duas) horas. 
Portanto, a CLT permite que as partes de um contrato de trabalho estipulem intervalo intrajornada 
superior a duas horas, desde que o façam por escrito. 
Além disso, por força da reforma trabalhista, seria lícita a redução por meio de negociação coletiva 
(limitada a 30 minutos). 
Gabarito (B) 
59. FCC/TRT24 – Analista Judiciário – Área Administrativa – 2011 (adaptada) 
Mirto, empregado da empresa “Mais Ltda”, possui jornada diária de trabalho de oito horas, com 
quarenta e cinco minutos de intervalo para descanso e alimentação. Considerando que a redução 
do horário para descanso e alimentação consta em cláusula de Convenção Coletiva de Trabalho, 
esta redução é 
(A) legal, desde que a mencionada Convenção Coletiva de Trabalho tenha cláusula expressa de 
proibição de renovação. 
(B) legal, uma vez que a Consolidação das Leis do Trabalho permite a redução do intervalo 
intrajornada por meio de norma coletiva. 
(C) legal, desde que a mencionada Convenção Coletiva de Trabalho tenha vigor pelo prazo 
máximo de um ano. 
(D) ilegal, tendo em vista que norma coletiva não poderá reduzir o intervalo intrajornada. 
(E) legal, desde que a mencionada Convenção Coletiva de Trabalho tenha vigor pelo prazo 
máximo de seis meses. 
Antonio Daud
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Comentários: 
Negociação coletiva pode dispor a respeito de intervalos intrajornada, desde que respeitado o 
limite mínimo (30 minutos): 
CLT, art. 611-A. A convenção coletiva e o acordo coletivo de trabalho têm 
prevalência sobre a lei quando, entre outros, dispuserem sobre: 
(..) 
III – intervalo intrajornada, respeitado o limite mínimo de trinta minutos para 
jornadas superiores a seis horas; 
Gabarito (B) 
60. FCC/TRT14 – Técnico Judiciário – Área Administrativa - 2011 
É obrigatória a concessão de um intervalo de 15 minutos para descanso ou alimentação quando 
o trabalho contínuo ultrapassar 
(A) quatro horas e não exceder seis horas. 
(B) quatro horas e não exceder oito horas. 
(C) seis horas e não exceder oito horas. 
(D) duas horas e não exceder quatro horas. 
(E) duas horas e não exceder seis horas. 
Comentários: 
De acordo com o art. 71, parágrafo único, da CLT, temos o seguinte: 
CLT, art. 71, § 1º - Não excedendo de 6 (seis) horas o trabalho, será, entretanto, 
obrigatório um intervalo de 15 (quinze) minutos quando a duração ultrapassar 4 
(quatro) horas. 
Gabarito (A) 
61. FCC/TRT23 – Técnico Judiciário – Área Administrativa - 2011 
Não excedendo de seis horas o trabalho, será, entretanto, obrigatório um intervalo de quinze 
minutos quando a duração ultrapassar quatro horas. 
Comentários: 
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Questão sem grandes dificuldades, conforme comentários anteriores. 
Gabarito (C) 
62. FCC/TRT23 – Técnico Judiciário – Área Administrativa - 2011 
Entre duas jornadas de trabalho haverá um período mínimo de onze horas consecutivas para 
descanso. 
Comentários: 
Nos termos da previsão legal do intervalo interjornadas: 
CLT, art. 66 - Entre 2 (duas) jornadas de trabalho haverá um período mínimo de 
11 (onze) horas consecutivas para descanso. 
Gabarito (C) 
63. FCC/TRT24 – Técnico Judiciário – Área Administrativa - 2011 
Mario, professor da universidade X, leciona no período matutino e noturno de segunda-feira a 
sexta-feira. Assim, ministra aulas das 7:40 às 13:00 horas e das 18:00 às 23:30 horas. Neste caso, 
a legislação trabalhista, especificamente a Consolidação das Leis do Trabalho, 
(A) não está sendo respeitada, tendo em vista que não há um período mínimo de 11 horas 
consecutivas para descanso entre as jornadas de trabalho. 
(B) está sendo respeitada, tendo em vista que Mario não leciona no final de semana, não sendo a 
Universidade obrigada a conceder descanso entre as jornadas de trabalho. 
(C) não está sendo respeitada, tendo em vista que não há um período mínimo de 10 horas 
consecutivas para descanso entre as jornadas de trabalho. 
(D) não está sendo respeitada, tendo em vista que não há um período mínimo de 9 horas 
consecutivas para descanso entre as jornadas de trabalho. 
(E) não está sendo respeitada, tendo em vista que não há um período mínimo de 15 horas 
consecutivas para descanso entre as jornadas de trabalho. 
Comentários: 
O intervalo interjornadas está sendo descumprido: 
CLT, art. 66 - Entre 2 (duas) jornadas de trabalho haverá um período mínimo de 
11 (onze) horas consecutivas para descanso. 
Antonio Daud
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Como a jornada termina às 23h30min, no dia seguinte o professor Mário somente poderia iniciar 
sua jornada após 10h30min. 
Gabarito (A) 
64. FCC/TRT18 – Analista Judiciário – Área Execução de Mandados - 2008 
Maria, Joana e Diana são empregadas da empresa ÁGUA, atuando as três na função de auxiliar 
administrativo. Maria possui jornada de trabalho diária de seis horas; Joana possui a jornada de 
trabalho diária de cinco horas e Diana possui jornada de trabalho diária de quatro horas. Neste 
caso, de acordo com a Consolidação das Leis do Trabalho, será obrigatório um intervalo 
intrajornada de quinze minutos para 
(A) Diana, apenas. 
(B) Maria, Joana e Diana, igualmente. 
(C) Joana e Diana. 
(D) Maria, apenas. 
(E) Maria e Joana. 
Comentários: 
A questão explorou a regra constante do §1º do artigo 71 da CLT: 
CLT, art. 71 - Em qualquer trabalho contínuo, cuja duração exceda de 6 (seis) 
horas, é obrigatória a concessão de um intervalo para repouso ou alimentação, o 
qual será, no mínimo, de 1 (uma) hora e, salvo acordo escrito ou contrato coletivo 
em contrário, não poderá exceder de 2 (duas) horas. 
§ 1º - Não excedendo de 6 (seis) horas o trabalho, será, entretanto, obrigatório 
um intervalo de 15 (quinze) minutos quando a duração ultrapassar 4 (quatro) horas. 
Gabarito (E) 
 
 
 
 
 
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LISTA DE QUESTÕES 
1. FCC - 2022 - TRT-ES – Analista Judiciário 
Virgílio celebrou acordo individual com seu empregador para o estabelecimento de banco de 
horas. Consta em referido acordo que as horas extras não pagas serão compensadas em até 9 
meses. De acordo com o que prevê a legislação trabalhista, este acordo é 
(A) inválido, apenas quanto ao prazo que pela lei não deve superar 3 meses para compensação, 
quando acordada individualmente. 
(B) inválido, apenas por não ter sido acordado em nível coletivo. 
(C) válido, eis que a lei permite negociaçãoindividual, e o prazo de compensação está inferior aos 
12 meses previstos na CLT. 
(D) inválido, apenas pela extrapolação do prazo máximo de 6 meses para compensação previsto 
na CLT. 
(E) válido, eis que a lei permite negociação individual, cabendo às partes estabelecer livremente o 
prazo para compensação, não havendo limitador legal. 
2. FCC - 2022 - TRT-BA – Analista Judiciário 
Vênus é empregada na Clínica Veterinária Bicho Papão e, pela natureza da sua atividade, com 
frequência costuma trabalhar por diversos dias consecutivos sem repousar. Conforme orienta a 
jurisprudência dominante do Tribunal Superior do Trabalho, Vênus terá direito a pagamento 
(A) com 50% de acréscimo do repouso semanal remunerado desde que este seja concedido após 
6 dias consecutivos de trabalho. 
(B) em dobro do repouso semanal remunerado desde que este seja concedido após 6 dias 
consecutivos de trabalho. 
(C) em triplo do repouso semanal remunerado desde que este seja concedido após 7 dias 
consecutivos de trabalho. 
(D) simples do repouso semanal remunerado desde que este seja concedido após 7 dias 
consecutivos de trabalho. 
(E) em dobro do repouso semanal remunerado desde que este seja concedido após 7 dias 
consecutivos de trabalho. 
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3. FCC - 2022 - TRT-BA – Analista Judiciário 
Considere as assertivas abaixo a respeito do regime de trabalho em tempo parcial. 
I. por ser uma jornada especial, o regime de trabalho a tempo parcial é incompatível com a 
prorrogação de jornada. 
II. a jornada máxima do empregado em regime de trabalho a tempo parcial será de 30 horas 
semanais, sem a possibilidade de horas suplementares semanais, ou de 26 horas semanais, com a 
possibilidade de até seis horas suplementares semanais. 
III. na hipótese de o empregado sob regime de trabalho a tempo parcial realizar horas 
suplementares, estas poderão ser compensadas no prazo máximo de 30 dias. 
IV. poderá o empregado sob regime de trabalho a tempo parcial converter até 1/3 das suas férias 
em abono pecuniário, mediante concordância do empregador. 
Com base na Consolidação das Leis do Trabalho, está correto o que se afirma APENAS em 
(A) III e IV. 
(B) I. 
(C) II, III e IV. 
(D) I e III. 
(E) II. 
4. FCC - 2022 - TRT-PR - Analista Judiciário 
Maria é enfermeira e labora no centro cirúrgico do Hospital Vida Melhor, em escala de 
revezamento 12 × 36, das 19h00 às 07h00. Em razão do uso obrigatório de vestimenta privativa, 
Maria deve realizar a troca de roupa nas dependências do hospital e, apenas então, registrar o 
início da jornada de trabalho, no relógio de ponto localizado dentro do centro cirúrgico. A 
enfermeira leva cerca de 22 minutos diários para a troca de uniforme, no início e no final da jornada 
de trabalho. Diante dos fatos apresentados, o tempo gasto pela empregada 
(A) não é considerado tempo à disposição, já que não houve efetivo trabalho durante o período. 
(B) é considerado tempo à disposição do empregador pela obrigatoriedade da troca de roupa nas 
dependências da empresa e por extrapolar o limite de 10 minutos diários. 
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(C) é considerado tempo à disposição do empregador porque extrapolou o limite de 20 minutos 
diários. 
(D) é considerado tempo à disposição do empregador, mas o período não será computado na 
jornada de trabalho em razão do direito a 36 horas de descanso. 
(E) não é considerado tempo à disposição porque a jornada 12 × 36 engloba o tempo gasto para 
eventual troca de roupa. 
5. FCC - 2022 - TRT-PR - Técnico Administrativo 
A empresa Metalúrgica Metall S/A está sofrendo os efeitos da crise econômica, com oscilação no 
volume de produção e, em razão disso, pretende instituir regime de compensação de jornada na 
modalidade de banco de horas. O regime de compensação que a empresa pretende adotar será 
válido 
(A) se pactuado por acordo individual escrito, para a compensação no período máximo de seis 
meses. 
(B) se no acordo de banco de horas houver previsão de que, na hipótese de rescisão do contrato 
de trabalho sem que tenha havido a compensação integral da jornada de trabalho, as horas extras 
serão pagas com adicional de 100% sobre o valor da hora normal. 
(C) somente se for estabelecido por meio de negociação coletiva. 
(D) se estabelecido por acordo individual, tácito ou escrito, para a compensação no prazo de três 
meses. 
(E) se pactuado por acordo individual escrito, por acordo coletivo ou por convenção coletiva de 
trabalho, para a compensação no período máximo de um ano. 
6. FCC - 2022 - TRT-PR - Técnico Administrativo 
Em relação ao regramento legal que cuida do intervalo intrajornada para repouso e alimentação, 
considere: 
I. Os intervalos para repouso e alimentação serão computados na jornada de trabalho. 
II. O limite mínimo de 1 hora para repouso e alimentação poderá ser reduzido por negociação 
entre empregado e empregador, desde que formalizado em acordo escrito. 
III. Para as jornadas de até 6 horas, o intervalo para repouso e alimentação será de 15 minutos. 
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IV. A não concessão ou a concessão parcial do intervalo intrajornada mínimo, para repouso e 
alimentação, implica o pagamento, de natureza indenizatória, apenas do período suprimido, com 
acréscimo de 50% sobre o valor da hora normal de trabalho. 
Está correto o que se afirma APENAS em 
(A) I e III. 
(B) II. 
(C) IV. 
(D) I e II. 
(E) III e IV. 
7. FCC - 2022 - TRT-PR - Oficial de Justiça 
Deonísio é eletricista e foi contratado por uma empresa de energia elétrica para trabalhar na 
manutenção das redes de transmissão de energia, cumprindo escala de doze horas de trabalho, 
seguidas por trinta e seis horas ininterruptas de descanso. Considerando essas condições de 
trabalho, 
(A) a escala de trabalho prevista somente será válida se constante em convenção coletiva ou 
acordo coletivo de trabalho. 
(B) a remuneração mensal pactuada pelas partes para o cumprimento desta escala de trabalho 
abrange os pagamentos devidos pelo descanso semanal remunerado e pelo descanso em 
feriados. 
(C) Deonísio tem direito ao adicional de periculosidade, no valor de 10%, 20% ou 40% do salário 
contratual, dependendo do grau de risco a que estará submetido na manutenção das redes de 
transmissão de energia. 
(D) Deonísio tem direito ao adicional noturno, no valor de 30% sobre a hora diurna de trabalho, 
incidente em relação ao trabalho realizado entre 22 horas de um dia até às 5 horas do dia seguinte. 
(E) a hora noturna será computada como 52 minutos e 30 segundos, sendo considerado noturno 
o trabalho realizado a partir das 21 horas e até às 5 horas do dia seguinte. 
8. FCC - 2022 - TRT-RS - Analista Judiciário 
Por força da natureza da sua prestação de serviços de vigilante, Ganimedes trabalha uniformizado. 
Nessa hipótese, de acordo com o que prevê a Consolidação das Leis do Trabalho, o tempo 
despendido pelo empregado para a troca de uniforme 
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(A) sempre será computado na jornada de trabalho, desde que excedente de 10 minutos diários. 
(B) apenas será computado na jornada de trabalho se houver a determinação da empresa que a 
troca se realize em suas dependências, sendo jornada extraordinária o que ultrapassar 5 minutos. 
(C) nunca será computado na jornada de trabalho. 
(D) apenas serácomputado na jornada de trabalho se houver a determinação da empresa que a 
troca se realize em suas dependências, sendo jornada extraordinária o que ultrapassar 15 minutos. 
(E) sempre será computado na jornada de trabalho, desde que excedente de 15 minutos diários. 
9. FCC - 2022 - TRT-RS - Analista Judiciário 
Sinfrônio é empregado da Panificadora Pão Nosso de Cada Dia e presta horas extras com 
habitualidade. A sua empregadora pretende criar instrumento de Banco de Horas para ter 
possibilidade de compensação de horas dos empregados para concessão de descanso em 
períodos de menor movimento na Panificadora. Nessa hipótese, conforme previsão da 
Consolidação das Leis do Trabalho, a empresa 
(A) deverá obrigatoriamente celebrar acordo coletivo com o sindicato para estabelecer banco de 
horas, desde que a compensação ocorra no período máximo de 18 meses. 
(B) deverá necessariamente celebrar acordo com todos os empregados em conjunto, com 
assistência do sindicato, para estabelecer banco de horas, desde que a compensação ocorra no 
período máximo de 6 meses. 
(C) deverá obrigatoriamente celebrar acordo coletivo com o sindicato para estabelecer banco de 
horas, desde que a compensação ocorra no período máximo de 12 meses. 
(D) poderá pactuar individualmente com Sinfrônio o banco de horas, desde que a compensação 
ocorra no período máximo de 6 meses. 
(E) poderá pactuar individualmente com Sinfrônio o banco de horas, desde que a compensação 
ocorra no período máximo de 12 meses. 
10. FCC - 2022 - TRT-RS - Técnico Judiciário 
Aristóteles é empregado na empresa Sol Nascente Comércio de Placas Solares, desde 2019, que 
fica situada em local de difícil acesso e utiliza ônibus fornecido pelo seu empregador para ir e 
voltar do trabalho, dispendendo 2 horas para ir e 2 horas para voltar, por dia. Conforme previsão 
da Consolidação das Leis do Trabalho, Aristóteles 
(A) não deve receber horas extras nessa situação, por não se configurar tempo à disposição do 
empregador. 
(B) faz jus a 4 horas extras diárias com adicional de 50%. 
(C) deve receber 2 horas extras diárias, com adicional de 100% por se tratar de jornada in itinere. 
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(D) é credor de 2 horas extras diárias, com adicional de 50%. 
(E) faz jus a 4 horas extras diárias com adicional de 100%, por se tratar de jornada in itinere. 
11. FCC/TRT2 – Técnico Judiciário – Área Administrativa - 2018 
Silvana, estudante de direito, está muito interessada nas modificações introduzidas na 
Consolidação das Leis do Trabalho através da Lei nº 13.467/2017, lendo diariamente todas as 
notícias de jornais e revistas para debatê-las com o seu pai, grande empresário do ramo 
alimentício. Assim, ela verificou importantes mudanças relativas ao tempo de deslocamento do 
empregado até o seu local de trabalho, afirmando ao seu pai que, após a mudança legislativa, o 
tempo despendido pelo empregado desde a sua residência até a efetiva ocupação do posto de 
trabalho e para o seu retorno, 
(A) por qualquer meio de transporte, inclusive o fornecido pelo empregador, será computado na 
jornada de trabalho, por ser considerado tempo à disposição do empregador, excetuando-se o 
tempo despendido caminhando. 
(B) caminhando ou por qualquer meio de transporte, exceto o fornecido pelo empregador, não 
será computado na jornada de trabalho, por não ser tempo à disposição do empregador. 
(C) caminhando ou por qualquer meio de transporte, inclusive o fornecido pelo empregador, será 
computado na jornada de trabalho, por ser considerado tempo à disposição do empregador. 
(D) caminhando ou por qualquer meio de transporte, inclusive o fornecido pelo empregador, não 
será computado na jornada de trabalho, por não ser tempo à disposição do empregador. 
(E) por qualquer meio de transporte, exceto o fornecido pelo empregador, será computado na 
jornada de trabalho, por ser considerado tempo à disposição do empregador, excetuando-se o 
tempo despendido caminhando. 
12. FCC/TRT2 – Técnico Judiciário – Área Administrativa - 2018 
Cândida, Felícia e Gilberto são empregados da empresa “AL”. Todos os dias, Cândida, Felícia e 
Gilberto chegam à empresa aproximadamente quinze minutos antes do início da jornada de 
trabalho. Durante esse período, Cândida alimenta-se com o seu café da manhã, Felícia estuda para 
o curso de alemão que está fazendo e Gilberto utiliza o tempo para colocar o uniforme, mesmo 
não sendo obrigatória a realização da troca na empresa, uma vez que não se sente confortável em 
usar o uniforme em seu trajeto. De acordo com a Consolidação das Leis do Trabalho, não se 
considera tempo à disposição do empregador, NÃO computando, portanto, como período 
extraordinário, o mencionado tempo gasto por 
(A) Cândida para alimentação e Gilberto para troca de roupa, apenas. 
(B) Cândida para alimentação e Felícia para estudo, apenas. 
(C) Cândida para alimentação, Felícia para estudo e Gilberto para troca de roupa. 
(D) Felícia para estudo e Gilberto para troca de roupa, apenas. 
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(E) Felícia para estudo, apenas. 
13. FCC/TRT-PE – Analista – Área Judiciária – 2018 
Em relação ao trabalho noturno, 
(A) o direito ao adicional noturno não é assegurado ao vigia sujeito ao trabalho noturno, tendo em 
vista a regulamentação própria e a especificidade do serviço realizado que prevê que este é 
inerente ao horário de trabalho. 
(B) não se aplica a hora reduzida de 52 minutos e 30 segundos ao trabalho noturno dos 
empregados nas atividades de exploração, perfuração, produção e refinação do petróleo, 
industrialização do xisto, indústria petroquímica e transporte de petróleo e seus derivados, por 
meio de dutos, que é regulado por lei própria. 
(C) o adicional noturno pago com habitualidade incorpora-se ao salário do empregado, não 
podendo deixar de ser pago ainda que o empregado deixe de trabalhar no horário noturno, 
tratando-se de direito adquirido. 
(D) as gorjetas, cobradas pelo empregador na nota de serviço ou oferecidas espontaneamente 
pelos clientes, integram a remuneração do empregado, servindo de base de cálculo para o 
adicional noturno. 
(E) o empregado que trabalha em horários mistos, assim entendidos os que abrangem períodos 
diurnos e noturnos, não faz jus ao adicional noturno. 
14. FCC/TRT-PE – Analista – Área Administrativa – 2018 
No tocante ao trabalho noturno, considere: 
I. Joana é empregada urbana da Empresa SEG Ltda., prestando serviços de faxina em escritórios 
das 22h às 5h do dia seguinte. Neste caso, tem direito ao adicional noturno de 25% sobre a 
remuneração normal e hora noturna reduzida, equivalente a 52 minutos e trinta segundos. 
II. Ivete é empregada rural das Fazendas Leite Bom Ltda. e ordenha as vacas. Para ter direito ao 
adicional noturno, deve trabalhar entre 20h de um dia e 4h do dia seguinte, com adicional de 25% 
sobre a remuneração normal de trabalho, sem direito a hora noturna reduzida. 
III. Solange prestou serviços na Fábrica LWA Ltda. durante dez anos no período noturno, 
recebendo adicional noturno. Por motivo de escalonamento de pessoal, Solange concordou em 
ser transferida para o período diurno, razão pela qual perdeu o direito ao adicional noturno 
recebido habitualmente por tantos anos. 
Está correto o que se afirma em 
(A) I, apenas. 
(B) I, II e III. 
(C) I e III, apenas. 
(D) II, apenas. 
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(E) II e III, apenas. 
15. FCC/TRT-PE – Analista – Área Administrativa – 2018 
Considere: 
I. O trabalho em regimede tempo parcial é considerado aquele cuja duração não exceda a trinta 
horas semanais, sem a possibilidade de horas suplementares semanais, ou aquele cuja duração 
não exceda a vinte e seis horas semanais, com a possibilidade de acréscimo de até seis horas 
suplementares. 
II. Quando o intervalo para repouso e alimentação não for concedido ou for concedido de forma 
parcial, implicará o pagamento, de natureza indenizatória, apenas do período suprimido, com 
acréscimo de 50% sobre o valor da remuneração da hora normal de trabalho. 
III. As dispensas imotivadas individuais, plúrimas ou coletivas, equiparam-se para todos os fins, não 
havendo necessidade de autorização prévia de entidade sindical ou de celebração de convenção 
coletiva ou acordo coletivo de trabalho para sua efetivação. 
Tendo em vista a Lei no 13.467/2017, que trouxe alterações à Consolidação das Leis do Trabalho, 
em relação às afirmativas acima é correto afirmar que a reforma trabalhista introduziu o que consta 
de: 
(A) I, apenas. 
(B) I e II, apenas. 
(C) I e III, apenas. 
(D) II e III, apenas. 
(E) I, II e III. 
16. FCC/TST – Analista Judiciário–Área Judiciária - 2017 
Vênus é empregada da empresa Raio de Luar Indústria e Comércio de Embalagens Ltda. que 
fornece condução para os 30 empregados irem e voltarem da fábrica, descontando do salário dos 
empregados a quantia de R$ 20,00 mensais, para custos operacionais. A rede de transporte 
público regular é insuficiente para atender à localidade onde está situada a empresa. 
Considerando a Lei no 13.467 de 2017, Vênus 
(A) faz jus às horas in itinere nos percursos de ida e volta, na medida em que o fornecimento de 
transporte pela empregadora é sempre causa ensejadora do direito em questão, ainda que haja 
cobrança parcial por parte do empregador. 
(B) não faz jus às horas in itinere nos percursos de ida e volta, na medida que, no percurso de ida 
e volta, não se considera à disposição do empregador, ainda que este forneça a condução. 
(C) não faz jus às horas in itinere nos percursos de ida e volta, na medida em que há desconto por 
parte do empregador da quantia de R$ 20,00 mensais, o que indica não ser o fornecimento 
gratuito, que é requisito essencial para a hipótese. 
Antonio Daud
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(D) faz jus às horas in itinere nos percursos de ida e volta, na medida em que a insuficiência de 
transporte público regular equipara-se, para os efeitos pretendidos pela legislação, ao local de 
difícil acesso, ensejando a pertinência do direito em questão. 
(E) faz jus às horas in itinere nos percursos de ida e volta, na medida em que a insuficiência de 
transporte público regular equipara-se, para os efeitos pretendidos pela legislação, à ausência de 
transporte público regular, ensejando a pertinência do direito em questão. 
17. FCC/TRT11 – Oficial de Justiça Avaliador – 2017 (adaptada) 
Ricardo é empregado da empresa Z exercendo as funções de jardineiro. Assim, quando termina a 
sua jornada de trabalho, se dirige ao vestiário para trocar o uniforme, sendo que, após a troca ele 
registra a sua saída no cartão de ponto. Neste caso, considerando que a troca de uniforme dentro 
da empresa não é obrigatória, de acordo com a redação atualizada da CLT 
(A) dez minutos, observado o limite máximo de vinte minutos diários, incluindo o tempo para troca 
de uniforme. 
(B) o tempo gasto na troca de uniforme não é computado como jornada, ainda que ultrapassados 
dez minutos diários. 
(C) dez minutos, observado o limite máximo de vinte minutos diários, excluindo o tempo para 
troca de uniforme. 
(D) três minutos, observado o limite máximo de seis minutos diários, excluindo o tempo para troca 
de uniforme. 
18. FCC/TRT11 – Oficial de Justiça Avaliador – 2017 
Maciel é empregado da empresa X Ltda e exerce seu labor no horário noturno. Todavia, todas as 
sextas-feiras e aos sábados Maciel estendeu seu labor até as 07:00 horas. Neste caso, de acordo 
com o entendimento Sumulado do TST, 
(A) não é devido o adicional noturno quanto às horas prorrogadas, uma vez que já efetuadas no 
horário diurno, ou seja, após 6h. 
(B) não é devido o adicional noturno quanto às horas prorrogadas, uma vez que já efetuadas no 
horário diurno, ou seja, após 5h. 
(C) é devido o adicional noturno quanto às horas prorrogadas, sendo que este adicional integrará 
o salário de Maciel para todos os efeitos legais. 
(D) é devido o adicional noturno apenas quanto a primeira hora prorrogada, sendo que este 
adicional integrará o salário de Maciel para os efeitos legais, exceto férias. 
(E) é devido o adicional noturno quanto às horas prorrogadas, sendo que este adicional integrará 
o salário de Maciel para os efeitos legais, exceto férias e décimo terceiro salário. 
19. FCC/TRT23 – Técnico Judiciário – Área Administrativa – 2016 
Estabelecida jornada superior a seis horas e limitada a oito horas por meio de regular negociação 
coletiva, os empregados submetidos a turnos ininterruptos de revezamento 
Antonio Daud
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(A) têm direito ao pagamento da 7a e 8a horas como extras, sendo devido o referido adicional em 
sua integralidade. 
(B) não têm direito ao pagamento da 7a e 8a horas como extras. 
(C) têm direito ao pagamento apenas da 7a hora como extra. 
(D) têm direito ao pagamento apenas da 8a hora como extra. 
(E) têm direito ao pagamento da 7a e 8a horas como extras, sendo devido apenas 50% do referido 
adicional. 
20. CESPE/TRT8 – Técnico Judiciário – Área Administrativa – 2016 (adaptada) 
Acerca da jornada de trabalho, assinale a opção correta. 
(A) é facultado ao empregador reduzir unilateralmente a jornada de trabalho. 
(B) Não se admite pagamento diferenciado de salário a empregados com a mesma função, e 
jornadas de trabalho distintas. 
(C) Mesmo que previsto em contrato, a jornada de trabalho do empregado privado não poderá 
exceder as oito horas diárias. 
(D) Mesmo que o empregador forneça a condução, o tempo de deslocamento até o local de 
trabalho não será contado como período de expediente. 
(E) São admitidas variações de até trinta minutos no registro de ponto, sem prejuízo ao salário e 
ao pagamento de horas extras, observado o limite diário de quarenta e cinco minutos. 
21. FCC/TRT3 – Analista Judiciário – Avaliador Federal – 2015 (adaptada) 
Em relação à limitação da jornada de trabalho, 
(A) serão computadas como jornada extraordinária as variações de horário no registro de ponto 
não excedentes de cinco minutos, observado o limite máximo de dez minutos diários. 
(B) o tempo despendido pelo empregado até o local de trabalho e para o seu retorno, por 
qualquer meio de transporte, não será computado na jornada de trabalho. 
(C) em face do princípio da igualdade, não há distinção entre os funcionários que exercem função 
operacional e os funcionários que exercem função de gestão (chefes de departamento ou filial), 
no que se refere ao direito ao recebimento de horas extraordinárias. 
(D) a duração normal do trabalho poderá ser acrescida de horas suplementares, em número não 
excedente de duas horas diárias, desde que haja previsão em convenção ou acordo coletivo de 
trabalho. 
22. FCC/TRT4 – Analista Judiciário – Avaliador Federal – 2015 (adaptada) 
Dentre as normas gerais de tutela do trabalho encontramos na Consolidação das Leis do Trabalho 
regras que disciplinam a duração de trabalho, os períodos de descanso e intervalos e o trabalho 
noturno. 
Sobre esse tema: 
Antonio Daud
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(A) serão descontadas nem computadas

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