Prévia do material em texto
By @kakashi_copiador Aula 05 TRT 7ª Região (Analista Judiciário - Área Administrativa) Direito do Trabalho - 2023 (Pré-Edital) Autor: Antonio Daud 31 de Março de 2023 https://t.me/kakashi_copiador Antonio Daud Aula 05 Índice ..............................................................................................................................................................................................1) Jornada de Trabalho 3 ..............................................................................................................................................................................................2) Jornadas Especiais de Trabalho 38 ..............................................................................................................................................................................................3) Trabalho Extraordinário e Compensação de Jornada 53 ..............................................................................................................................................................................................4) Intervalos_ 68 ..............................................................................................................................................................................................5) Questões Comentadas - Jornada de Trabalho e Intervalo - TRT 108 ..............................................................................................................................................................................................6) Lista de Questões - Jornada de Trabalho e Intervalo - TRT 176 TRT 7ª Região (Analista Judiciário - Área Administrativa) Direito do Trabalho - 2023 (Pré-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br https://t.me/kakashi_copiador 2 203 CONSIDERAÇÕES INICIAIS Oi pessoal, Nesta aula estudaremos sobre o tema Jornada de Trabalho e descansos, abordando tópicos como Jornada Legal e Convencional, Limitação da Jornada, Formas de Prorrogação, Horário de Trabalho, Trabalho Noturno, Repouso Semanal Remunerado, Jornadas Especiais de Trabalho etc. Estes são assuntos que sempre caem em prova. Ressalto que parte do conteúdo já foi abordado na aula zero. Vamos ao trabalho! Antonio Daud Aula 05 TRT 7ª Região (Analista Judiciário - Área Administrativa) Direito do Trabalho - 2023 (Pré-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br https://t.me/kakashi_copiador 3 203 JORNADA DE TRABALHO Veremos nesta aula um dos assuntos mais exigidos em provas, que são duração do trabalho, jornada de trabalho e descansos. É um assunto que cai em muitas questões, além de ser extremamente importante no dia a dia, pois gera inúmeras ações trabalhistas em curso nos Tribunais do Trabalho. Jornada de trabalho Antes de adentrar ao assunto jornada de trabalho vejamos a diferenciação entre os conceitos relacionados. Jornada de trabalho é o tempo diário em que o empregado presta serviços ao empregador ou então permanece à disposição do mesmo. Exemplo: vamos imaginar o caso de um hospital veterinário pouco frequentado, no qual nenhum cliente entrou durante determinado dia. A recepcionista não atendeu ninguém, mas permaneceu à disposição do empregador, então aquele período é contado como jornada de trabalho normalmente. Neste sentido, o artigo 4º da Consolidação das leis do Trabalho (CLT): CLT, art. 4º - Considera-se como de serviço efetivo o período em que o empregado esteja à disposição do empregador, aguardando ou executando ordens, salvo disposição especial expressamente consignada. Além do tempo efetivo de trabalho e do tempo à disposição do empregador, também se inclui no termo jornada de trabalho o tempo de prontidão e o tempo de sobreaviso, que são definidos, respectivamente, pelos §§ 2º e 3º do art. 244: CLT, art. 244. As estradas de ferro poderão ter empregados extranumerários, de sobre- aviso e de prontidão, para executarem serviços imprevistos ou para substituições de outros empregados que faltem à escala organizada. § 2º Considera-se de "sobre-aviso" o empregado efetivo, que permanecer em sua própria casa, aguardando a qualquer momento o chamado para o serviço. Cada escala de "sobre- aviso" será, no máximo, de vinte e quatro horas, As horas de "sobre-aviso", para todos os efeitos, serão contadas à razão de 1/3 (um terço) do salário normal. § 3º Considera-se de "prontidão" o empregado que ficar nas dependências da estrada, aguardando ordens. A escala de prontidão será, no máximo, de doze horas. As horas de prontidão serão, para todos os efeitos, contadas à razão de 2/3 (dois terços) do salário- hora normal. Antonio Daud Aula 05 TRT 7ª Região (Analista Judiciário - Área Administrativa) Direito do Trabalho - 2023 (Pré-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br https://t.me/kakashi_copiador 4 203 Esquematizando os conceitos que acabamos de ver (“subconjuntos” integrantes do “conjunto” jornada de trabalho): Já a duração do trabalho é um conceito que envolve a jornada de trabalho, os horários de trabalho e os descansos trabalhistas, tanto é que o Capítulo II da CLT, intitulado “Da Duração do Trabalho”, divide-se nas Seções “Da Jornada de Trabalho”, “Dos Períodos de Descanso” e “Do Quadro de Horário”. O horário de trabalho, por sua vez, limita o período entre o início e o fim da jornada de trabalho diária. Feitas as distinções, façamos agora uma análise aprofundada das regras importantes para nossa preparação para concursos públicos. Tempo à disposição do empregador INCIDÊNCIA EM PROVA: MÉDIA Em diversas circunstâncias, pelos mais variados motivos, o empregado permanece no centro de trabalho, mas não pode realizar suas tarefas. Exemplo 1: a indústria não tem a quantidade de pedidos necessária e deixa de produzir em sua capacidade máxima, o que faz com que máquinas e empregados deixem de trabalhar durante parte do dia. Exemplo 2: em alguns casos, o empregador concede intervalo não previsto em lei como, por exemplo, um intervalo para lanche de 15 minutos aos que laboram 8 horas por dia. Nestes períodos o empregado não trabalha, mas permanece à disposição do empregador e, portanto, os períodos devem ser incluídos na jornada de trabalho. Em relação ao exemplo do intervalo, como foi concedido pelo empregador sem previsão em lei, é um tempo considerado à disposição do empregador. Cuidado para não confundir os conceitos: os intervalos legais, como para almoço, têm previsão legal e por isso não são considerados à disposição do empregador. Antonio Daud Aula 05 TRT 7ª Região (Analista Judiciário - Área Administrativa) Direito do Trabalho - 2023 (Pré-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br https://t.me/kakashi_copiador 5 203 Vejamos um exemplo prático envolvendo estes dois tipos de intervalo: 08h00min 12h00min Intervalo 2h 14h00min 18h00min Neste caso acima, o intervalo de 2 horas – entre 12h00min e 14h00min - é para almoço (com previsão legal1), não computado na jornada de trabalho. Neste outro exemplo há o mesmo intervalo de almoço e outro, não previsto em lei – das 15h45min às 16h00min: 08h00min 12h00min Intervalo 2h 14h00min 15h45min Intervalo 15’ 16h00min 18h00min Neste 2º exemplo, o intervalo de 15 minutos concedido no período da tarde é considerado tempo à disposição do empregador (e, portanto, integra a jornada de trabalho). Se a jornada fosse estendida até às 18h15min (para “compensar” o intervalo de 15’), a jornada diária seria de 08h15min, e não apenas de 08h00min. Neste exemplo, como a jornada superou as 08 horas, o período de 15 minutos deve ser remunerado como hora extraordinária. Segue a Súmula 118 do TST, que corrobora este entendimento: SUM-118 JORNADA DE TRABALHO. HORAS EXTRAS Os intervalos concedidos pelo empregador na jornada de trabalho, não previstos em lei, representam tempo à disposição da empresa, remunerados como serviço extraordinário, se acrescidosao final da jornada. Por outro lado, após a reforma trabalhista, deixaram de ser computadas como jornada extraordinária as variações de jornada em que o empregado adentra/permanece dentro da empresa exercendo atividades particulares ou quando busca proteção pessoal (em caso de insegurança nas vias públicas ou más condições climáticas). Tal disposição celetista2 contraria o que vinha sendo entendido pelo TST, por meio da então SUM-366. 1 CLT, art. 71 - Em qualquer trabalho contínuo, cuja duração exceda de 6 (seis) horas, é obrigatória a concessão de um intervalo para repouso ou alimentação, o qual será, no mínimo, de 1 (uma) hora e, salvo acordo escrito ou contrato coletivo em contrário, não poderá exceder de 2 (duas) horas. 2 SUM-366 CARTÃO DE PONTO. REGISTRO. HORAS EXTRAS. MINUTOS QUE ANTECEDEM E SUCEDEM A JORNADA DE TRABALHO Não serão descontadas nem computadas como jornada extraordinária as variações de horário do registro de ponto não excedentes de cinco minutos, observado o limite máximo de dez minutos diários. Se ultrapassado esse limite, será considerada como extra a Antonio Daud Aula 05 TRT 7ª Região (Analista Judiciário - Área Administrativa) Direito do Trabalho - 2023 (Pré-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br https://t.me/kakashi_copiador 6 203 Abaixo destacamos o §2º do art. 4º que foi inserido na CLT por meio da Lei 13.467/2017: CLT, art. 4º, § 2º Por não se considerar tempo à disposição do empregador, não será computado como período extraordinário o que exceder a jornada normal, ainda que ultrapasse o limite de cinco minutos previsto no § 1º do art. 58 desta Consolidação [variações no registro de até 5 minutos e 10 minutos diários], quando o empregado, por escolha própria, buscar proteção pessoal, em caso de insegurança nas vias públicas ou más condições climáticas, bem como adentrar ou permanecer nas dependências da empresa para exercer atividades particulares, entre outras: I - práticas religiosas; II - descanso; III - lazer; IV - estudo; V - alimentação; VI - atividades de relacionamento social; VII - higiene pessoal; VIII - troca de roupa ou uniforme, quando não houver obrigatoriedade de realizar a troca na empresa. Exemplo 1: se o empregado combina com seu empregador de chegar 1 hora mais cedo para ficar estudando para concursos públicos no trabalho, antes do início do expediente. Este tempo não será considerado à disposição do empregador (não é computado como jornada). Exemplo 2: em virtude de um forte temporal, o empregado permanece 30 minutos no local de trabalho (sem prestar serviços) ao final da sua jornada de trabalho usual. Assim, tal período não será computado como jornada de trabalho (e, portanto, o empregado não terá direito a horas extras em relação a ele). Quanto ao inciso VIII do art. 4º, § 2º, da CLT (troca de roupa ou uniforme), percebam que o tempo despendido na troca de roupa/uniforme deixa de ser computado como jornada extraordinária apenas quando não for obrigatória a referida troca dentro das dependências da empresa. Ou seja, o tempo para troca de uniforme deixa de ser computado como jornada, caso a troca se dê por mera opção do empregado (e não por imposição do empregador). - - - - - totalidade do tempo que exceder a jornada normal, pois configurado tempo à disposição do empregador, não importando as atividades desenvolvidas pelo empregado ao longo do tempo residual (troca de uniforme, lanche, higiene pessoal, etc) Antonio Daud Aula 05 TRT 7ª Região (Analista Judiciário - Área Administrativa) Direito do Trabalho - 2023 (Pré-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br https://t.me/kakashi_copiador 7 203 Por falar em uniforme, destaco que é o empregador quem define o padrão da vestimenta (CLT, art. 456-A). - - - - - Abaixo uma comparação com a redação anterior do art. 4º da CLT: Antes Depois CLT, art. 4º - Considera-se como de serviço efetivo o período em que o empregado esteja à disposição do empregador, aguardando ou executando ordens, salvo disposição especial expressamente consignada. inalterado CLT, art. 4º, parágrafo único - Computar-se- ão, na contagem de tempo de serviço, para efeito de indenização e estabilidade, os períodos em que o empregado estiver afastado do trabalho prestando serviço militar ... (VETADO) ... e por motivo de acidente do trabalho. CLT, art. 4º, §1º Computar-se-ão, na contagem de tempo de serviço, para efeito de indenização e estabilidade, os períodos em que o empregado estiver afastado do trabalho prestando serviço militar e por motivo de acidente do trabalho - CLT, art. 4º, § 2º Por não se considerar tempo à disposição do empregador, não será computado como período extraordinário o que exceder a jornada normal, ainda que ultrapasse o limite de cinco minutos previsto no § 1º do art. 58 desta Consolidação [variações no registro de até 5 minutos e 10 minutos diários], quando o empregado, por escolha própria, buscar proteção pessoal, em caso de insegurança nas vias públicas ou más condições climáticas, bem como adentrar ou permanecer nas dependências da empresa para exercer atividades particulares, entre outras: I - práticas religiosas; II - descanso; III - lazer; IV - estudo; V - alimentação; VI - atividades de relacionamento social; VII - higiene pessoal; VIII - troca de roupa ou uniforme, quando não houver obrigatoriedade de realizar a troca na empresa. Antonio Daud Aula 05 TRT 7ª Região (Analista Judiciário - Área Administrativa) Direito do Trabalho - 2023 (Pré-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br https://t.me/kakashi_copiador 8 203 Tempo in itinere INCIDÊNCIA EM PROVA: BAIXA A CLT, após a Lei 13.467/2017, não mais prevê o cômputo do tempo de deslocamento. Portanto, foi extinta a hora in itinere, qualquer que seja a situação. Vejam abaixo um comparativo entre os dispositivos após a reforma trabalhista: Antes Depois CLT, art. 58, § 2º O tempo despendido pelo empregado até o local de trabalho e para o seu retorno, por qualquer meio de transporte, não será computado na jornada de trabalho, salvo quando, tratando-se de local de difícil acesso ou não servido por transporte público, o empregador fornecer a condução. CLT, art. 58, § 2º O tempo despendido pelo empregado desde a sua residência até a efetiva ocupação do posto de trabalho e para o seu retorno, caminhando ou por qualquer meio de transporte, inclusive o fornecido pelo empregador, não será computado na jornada de trabalho, por não ser tempo à disposição do empregador. Mas a reforma trabalhista foi além da simples extinção da hora in itinere. Notem que o novo §2º do art. 58 menciona o deslocamento até o local da “efetiva ocupação do posto de trabalho”. A partir daí, depreende-se que o tempo de deslocamento da portaria da empresa até o posto de trabalho não será computado como jornada de trabalho. Ou seja, a jornada de trabalho tem início no momento em que o empregado chega no seu efetivo posto de trabalho. Assim, pela redação do dispositivo acima, o cartão de ponto começa a ser registrado no local do posto de trabalho. Até então, o entendimento do TST, cristalizado na SUM-4293, era no sentido de que tal deslocamento seria computado na duração do trabalho caso ultrapasse 10 minutos diários. Prontidão e sobreaviso INCIDÊNCIA EM PROVA: BAIXA Os conceitos de prontidão e sobreaviso foram aplicados inicialmente à categoria dos ferroviários, tendo em vista as peculiaridades de organização do trabalho no setor. Posteriormente legislações específicas estenderam o regime de sobreaviso a aeronautas e petroleiros, e também houve extensão do sobreaviso aos eletricitários por meio de entendimento do TST. Seguem abaixo os artigos da CLT respectivos: 3 SUM-429. TEMPO À DISPOSIÇÃO DO EMPREGADOR. ART. 4º DA CLT. PERÍODO DE DESLOCAMENTO ENTRE A PORTARIA E O LOCAL DE TRABALHO - Res. 174/2011, DEJT divulgado em 27, 30 e 31.05.2011 Considera-seà disposição do empregador, na forma do art. 4º da CLT, o tempo necessário ao deslocamento do trabalhador entre a portaria da empresa e o local de trabalho, desde que supere o limite de 10 (dez) minutos diários. Antonio Daud Aula 05 TRT 7ª Região (Analista Judiciário - Área Administrativa) Direito do Trabalho - 2023 (Pré-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br https://t.me/kakashi_copiador 9 203 CLT, art. 244, § 2º Considera-se de "sobre-aviso" o empregado efetivo, que permanecer em sua própria casa, aguardando a qualquer momento o chamado para o serviço. Cada escala de "sobre-aviso" será, no máximo, de vinte e quatro horas, As horas de "sobre- aviso", para todos os efeitos, serão contadas à razão de 1/3 (um terço) do salário normal. CLT, art. 244, § 3º Considera-se de "prontidão" o empregado que ficar nas dependências da estrada, aguardando ordens. A escala de prontidão será, no máximo, de doze horas. As horas de prontidão serão, para todos os efeitos, contadas à razão de 2/3 (dois terços) do salário-hora normal. À época da elaboração da CLT não existiam aparelhos como BIP, Pager, celular, etc., que podem ser utilizados para manter contato com o empregado casa haja necessidade do comparecimento do mesmo ao local de trabalho. Quanto à utilização destes aparelhos na relação de trabalho e sua relação com o regime de sobreaviso existe Súmula do TST com entendimento de que o uso de tais equipamentos, por si só, não caracteriza o sobreaviso. É de se destacar, também, que o referido verbete foi alterado em 2012: SUM-428 SOBREAVISO O uso de aparelho de intercomunicação, a exemplo de BIP, “pager” ou aparelho celular, pelo empregado, por si só, não caracteriza o regime de sobreaviso, uma vez que o empregado não permanece em sua residência aguardando, a qualquer momento, convocação para o serviço. SUM-428 SOBREAVISO. APLICAÇÃO ANALÓGICA DO ART. 244, § 2º DA CLT I - O uso de instrumentos telemáticos ou informatizados fornecidos pela empresa ao empregado, por si só, não caracteriza regime de sobreaviso. II – Considera-se em sobreaviso o empregado que, à distância e submetido a controle patronal por instrumentos telemáticos ou informatizados, permanecer em regime de plantão ou equivalente, aguardando a qualquer momento o chamado para o serviço durante o período de descanso. A atual redação do item I tem o mesmo sentido da anterior, de modo que não basta apenas o uso de meios de comunicação fornecidos pela empresa para que se configure o sobreaviso. Sobre o instituto do sobreaviso e sua relação com os meios de comunicação é interessante conhecer a lição de Sérgio Pinto Martins4: 4 MARTINS, Sérgio Pinto. Comentários às Súmulas do TST. 11 ed. São Paulo: Atlas, 2012, p. 340. Antonio Daud Aula 05 TRT 7ª Região (Analista Judiciário - Área Administrativa) Direito do Trabalho - 2023 (Pré-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br https://t.me/kakashi_copiador 10 203 “O sobreaviso se caracteriza pelo fato do empregado ficar em sua casa (e não em outro local), aguardando ser chamado para o serviço. Permanece em estado de expectativa durante o seu descanso, aguardando ser chamado a qualquer momento. Não tem o empregado condições de assumir outros compromissos, pois pode ser chamado de imediato, comprometendo até os seus afazeres familiares, pessoais e até o seu lazer. (...) Em razão da evolução dos meios de comunicação, o empregado tanto pode ser chamado pelo telefone ou pelo telégrafo (como ocorria nas estradas de ferro), como também por BIP, “pagers”, lap top ligado à empresa, telefone celular, etc. O artigo 244 da CLT5 foi editado exclusivamente para os ferroviários, pois os últimos meios de comunicação na época ainda não existiam. O Direito do Trabalho passa, assim, a ter de enfrentar essas novas situações para considerar se o empregado está ou não à disposição do empregador, principalmente quanto à liberdade de locomoção do obreiro”. Voltando à Súmula 428, vejamos seu item II: II – Considera-se em sobreaviso o empregado que, à distância e submetido a controle patronal por instrumentos telemáticos ou informatizados, permanecer em regime de plantão ou equivalente, aguardando a qualquer momento o chamado para o serviço durante o período de descanso. Como frisamos ao comentar o item I, não basta que o empregado utilize meio de comunicação da empresa para configurar o sobreaviso: deve haver algum tipo de restrição de locomoção, como o regime de plantão. Seguem abaixo três julgados cuja leitura ajuda a fixar este entendimento: HORAS DE SOBREAVISO. REGIME DE PLANTÃO. USO DE APARELHO CELULAR. Nos termos da novel Súmula 428, item I, do TST- o uso de instrumentos telemáticos ou informatizados fornecidos pela empresa ao empregado, por si só, não caracteriza regime de sobreaviso-. Ocorre que, na hipótese dos autos, a condenação para pagamento das horas de sobreaviso foi fixada em razão de haver prova de que o empregado ficava de plantão desde a sexta-feira de uma semana até a sexta-feira subsequente. (...) (RR - 45400-34.2006.5.09.0072 , Relator Ministro: Mauricio Godinho Delgado, Data de Julgamento: 26/09/2012, 3ª Turma, Data de Publicação: 28/09/2012) HORAS DE SOBREAVISO. USO DE CELULAR. 5 CLT, art. 244. As estradas de ferro poderão ter empregados extranumerários, de sobre-aviso e de prontidão, para executarem serviços imprevistos ou para substituições de outros empregados que faltem à escala organizada. (...) § 2º Considera-se de "sobre-aviso" o empregado efetivo, que permanecer em sua própria casa, aguardando a qualquer momento o chamado para o serviço. Cada escala de "sobre-aviso" será, no máximo, de vinte e quatro horas, As horas de "sobre-aviso", para todos os efeitos, serão contadas à razão de 1/3 (um terço) do salário normal. Antonio Daud Aula 05 TRT 7ª Região (Analista Judiciário - Área Administrativa) Direito do Trabalho - 2023 (Pré-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br https://t.me/kakashi_copiador 11 203 De acordo com o entendimento desta Corte, o simples uso de instrumentos telemáticos ou informatizados fornecidos pela empresa ao empregado não caracteriza o regime de sobreaviso. Entretanto, considera-se em sobreaviso o empregado que é submetido a controle patronal pelos referidos instrumentos, desde que permaneça em regime de plantão ou equivalente. Essa é a dicção da Súmula nº 428 do TST, alterada pelo Tribunal Pleno desta Corte em sessão do dia 14/09/2012. Na presente hipótese, há registro de que o reclamante tenha permanecido em casa, aguardando eventual chamado do empregador. De fato, consta no acórdão regional que - o autor ficava à disposição da ré à noite e em finais de semana, em sua residência, à espera de chamados por telefone celular, para realizar a manutenção em transmissores e antenas da RBS TV (...) que, evidentemente, redundava em tolhimento de sua liberdade de locomoção. (...) (RR - 7200-44.2009.5.04.0701, Relator Ministro: Pedro Paulo Manus, Data de Julgamento: 26/09/2012, 7ª Turma, Data de Publicação: 28/09/2012) EMBARGOS REGIDOS PELA LEI Nº 11.496/2007 HORAS DE SOBREAVISO - USO DE BIP OU APARELHO CELULAR - SUBMISSÃO À ESCALA DE ATENDIMENTO - SÚMULA Nº 428 DO TST. O acórdão da Turma, transcrevendo a decisão regional, dispôs que a Corte de origem considerou caracterizado o regime de sobreaviso, amparando-se não apenas na utilização do uso do aparelho celular, mas na constatação, extraída do conjunto probatório, de que o reclamante permanecia, efetivamente, à disposição do empregador fora do horário normal de trabalho, uma vez que estava submetido à escala de atendimento, devendo permanecer pronto para a chamada. (...) Destarte, a condenação do reclamado ao pagamento de horas de sobreaviso não decorreu unicamente da utilização de bip ou celular pelo reclamante, mas do fato de que ele estava submetido a escalas de atendimento. (...). (E-ED-RR - 3843800-92.2009.5.09.0651, Redator Ministro: José Roberto Freire Pimenta, Datade Julgamento: 23/08/2012, Subseção I Especializada em Dissídios Individuais, Data de Publicação: 07/01/2013) Por fim, destaco que o sobreaviso é um dos temas em que o negociado irá se sobrepor ao legislado (CLT, art. 611-A, VIII). Tempo residual à disposição do empregador INCIDÊNCIA EM PROVA: BAIXA Este termo foi cunhado pela jurisprudência para caracterizar pequenos intervalos de tempo nos quais o empregado está adentrando ou saindo do local de trabalho. Este conceito se relaciona a pequenos intervalos de tempo em que o empregado, em tese, aguarda a marcação do seu ponto. Antonio Daud Aula 05 TRT 7ª Região (Analista Judiciário - Área Administrativa) Direito do Trabalho - 2023 (Pré-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br https://t.me/kakashi_copiador 12 203 Exemplo: uma empresa possui 100 (cem) empregados e tem apenas 2 (dois) Registradores Eletrônicos de Ponto (REP) – o chamado “relógio ponto”, onde os empregados registram as entradas e saídas. Como não é possível que todos registrem simultaneamente o ponto (e a maioria chega à empresa no mesmo horário), e considerando a prática jurisprudencial, foi inserida na CLT regra que permite desconsiderar pequenas variações no ponto do empregado, qual seja: CLT, art. 58, § 1º Não serão descontadas nem computadas como jornada extraordinária as variações de horário no registro de ponto não excedentes de cinco minutos, observado o limite máximo de dez minutos diários. Percebam, então, que a desconsideração do tempo residual somente terá lugar quando as variações de registro não excederem de 05 (cinco) minutos e, além disso, sendo observado o limite máximo diário de 10 (dez) minutos. Se algum destes requisitos for extrapolado, toda a variação será acrescentada na jornada de trabalho. Por outro lado, o §2º do art. 4º da CLT, inserido pela reforma trabalhista, excepciona o período de tempo em que o empregado, por escolha própria, buscar proteção pessoal, em caso de insegurança nas vias públicas ou más condições climáticas, bem como adentrar ou permanecer nas dependências da empresa para exercer atividades particulares, como já havíamos mencionado. Assim, se o empregado permanece no local de trabalho para tais atividades, este período de tempo não é computado como tempo residual à disposição do empregador, mesmo se extrapolar a tolerância de 5 ou 10 minutos (e, portanto, não será remunerado). Além disso, antes da reforma trabalhista, já havia sido publicada a Súmula 449 do TST (resultante da conversão da OJ nº 372 da SBDI-1), no sentido de que não mais se pode elastecer a tolerância de 5 minutos em cada trajeto por meio de negociação coletiva. Vejamos: SUM-449 A partir da vigência da Lei nº 10.243, de 19.06.2001, que acrescentou o § 1º ao art. 58 da CLT, não mais prevalece cláusula prevista em convenção ou acordo coletivo que elastece o limite de 5 minutos que antecedem e sucedem a jornada de trabalho para fins de apuração das horas extras. Vejamos uma questão sobre o assunto: ESAF/MTE – Auditor Fiscal do Trabalho - 2010 Não serão descontadas nem computadas como jornada extraordinária as variações de horário no registro de ponto não excedentes de cinco minutos, observado o limite máximo de dez minutos diários. Gabarito: Certa, conforme comentários anteriores. A questão abaixo também se relaciona à mesma regra: Antonio Daud Aula 05 TRT 7ª Região (Analista Judiciário - Área Administrativa) Direito do Trabalho - 2023 (Pré-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br https://t.me/kakashi_copiador 13 203 FCC/TRT14 – Analista Judiciário – Área Judiciária - 2011 A Consolidação das Leis do Trabalho prevê a possibilidade de uma variação de horário no registro de ponto que não será descontado nem computado como jornada extraordinária. Esta variação de horário possui o limite máximo diário de (A) seis minutos. (B) sete minutos. (C) oito minutos. (D) dez minutos. (E) quinze minutos. O gabarito, no caso, é a alternativa (D). Considerando a regra, imaginemos as seguintes situações práticas de um empregado que labora das 08h00min às 18h00min, com intervalo de almoço das 12h00min às 14h00min: CARTÃO PONTO Dia Entrada Saída do intervalo Retorno do intervalo Saída Motivo da variação de horário (...) Terça- feira 07h58min 12h02min 14h02min 18h01min cumprimento de ordens Quarta- feira 07h55min 12h02min 14h01min 18h08min cumprimento de ordens Quinta- feira 07h53min 12h01min 13h59min 18h00min cumprimento de ordens Sexta- feira 07h59min 11h59min 14h00min 18h20min atividades particulares (...) Na terça-feira a jornada totalizou 08h03min, e não houve registro excedente de 05 (cinco) minutos, então não será o caso de descontar nem computar tempo como jornada extraordinária. Na quarta-feira a jornada totalizou 08h14min, então deverão ser computados 14min como jornada extraordinária. Na quinta-feira a jornada totalizou 08h09min, não ultrapassando os 10min diários. Entretanto, na entrada houve registro que excedeu de 05 (cinco) minutos (a entrada ocorreu às 07h53min), então os 09min devem ser computados como jornada extraordinária. Ressalte-se que esta regra permite as mais diversas interpretações, então caso haja cobrança em prova será necessário analisar todas as alternativas. Antonio Daud Aula 05 TRT 7ª Região (Analista Judiciário - Área Administrativa) Direito do Trabalho - 2023 (Pré-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br https://t.me/kakashi_copiador 14 203 No caso da quinta-feira, por exemplo, há entendimentos no sentido de que deveriam ser registrados com extraordinários os 07 minutos da entrada (aplicação direta da Súmula 366), mas não deveriam ser registrados os outros 02 minutos das demais marcações. No caso da sexta-feira, por outro lado, a jornada totaliza exatas 08hs, já que os vinte minutos excedentes ao final da jornada se deram para o empregado exercer atividades particulares. Portanto, tal período não será computado como se jornada fosse. Resumindo os assuntos deste tópico, chegamos no seguinte quadro: Hora noturna INCIDÊNCIA EM PROVA: ALTA O trabalho no horário noturno é mais gravoso ao ser humano, que naturalmente utiliza este período para sono e descanso. Reconhecendo esta situação, o legislador conferiu ao trabalho noturno duas regras diferenciadas que beneficiam o empregado: o adicional noturno e a hora ficta noturna. Em relação à remuneração adicional do trabalho noturno superior à do diurno, convém relembrarmos a seguinte disposição constitucional: CF,88, art. 7º São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros que visem à melhoria de sua condição social: (...) IX – remuneração do trabalho noturno superior à do diurno; O adicional noturno foi fixado pela CLT nos termos abaixo: CLT, art. 73. Salvo nos casos de revezamento semanal ou quinzenal, o trabalho noturno terá remuneração superior a do diurno e, para esse efeito, sua remuneração terá um acréscimo de 20 % (vinte por cento), pelo menos, sobre a hora diurna. Antonio Daud Aula 05 TRT 7ª Região (Analista Judiciário - Área Administrativa) Direito do Trabalho - 2023 (Pré-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br https://t.me/kakashi_copiador 15 203 Registre-se que a doutrina6 entende que o trecho inicial do artigo 73, que excepciona o adicional com os dizeres “Salvo nos casos de revezamento semanal ou quinzenal” não foi recepcionado pela CF/88, ou seja, mesmo nestes casos será devido o adicional noturno. Com relação à hora ficta noturna, esta representa 52º30’, de acordo com o § 1º do mesmo artigo: CLT, art. 73, § 1º A hora do trabalho noturno será computada como de 52 minutos e 30 segundos. Assim, um empregado que labora das 22h00min às 05h00min trabalha efetivamente 07 horas, mas isto representa 08 horas de trabalho para fins de remuneração (52º30’ x 8 = 7 horas). Podemos verificar então que o labor de 8 horas em período diurno equivale a 7 horas em período noturno,e o trabalho noturno, ainda, ensejará a percepção do adicional mínimo de 20%. Sobre a validade da previsão celetista de hora ficta pós CF/88, o TST entendeu que a disposição constitucional de remuneração do trabalho noturno superior à do diurno não revoga a hora ficta: OJ-SDI1-127 HORA NOTURNA REDUZIDA. SUBSISTÊNCIA APÓS A CF/1988 O art. 73, § 1º da CLT, que prevê a redução da hora noturna, não foi revogado pelo inciso IX do art. 7º da CF/1988. - - - - Se o trabalho iniciou no período noturno e foi prorrogado, ao labor realizado na prorrogação também se aplica o adicional noturno: CLT, art. 73, § 5º Às prorrogações do trabalho noturno aplica-se o disposto neste capítulo. Neste contexto, relevante mencionar o item II da Súmula 60, que interpreta o art. 73, § 5º, da CLT desta maneira: SUM-60 ADICIONAL NOTURNO. INTEGRAÇÃO NO SALÁRIO E PRORROGAÇÃO EM HORÁRIO DIURNO I - O adicional noturno, pago com habitualidade, integra o salário do empregado para todos os efeitos. II - Cumprida integralmente a jornada no período noturno e prorrogada esta, devido é também o adicional quanto às horas prorrogadas. Exegese do art. 73, § 5º, da CLT. 6 Neste sentido cita-se CARRION, Valentim. Op. cit., p. 164. Antonio Daud Aula 05 TRT 7ª Região (Analista Judiciário - Área Administrativa) Direito do Trabalho - 2023 (Pré-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br https://t.me/kakashi_copiador 16 203 Vejamos alguns exemplos para facilitar a compreensão. Exemplo 1: um empregado urbano labora das 21hs às 04hs, tendo direito à redução da hora noturna e ao adicional noturno entre o período compreendido das 22hs às 04hs7. Exemplo 2: um porteiro labora das 22hs às 05hs, mas em determinado dia teve que permanecer na portaria do edifício até a chegada do outro empregado, que ocorreu somente às 07hs. Por força do art. 73, §5º e da SUM-60, transcritos acima, o porteiro terá direito à redução ficta e ao adicional noturno entre o período compreendido das 22hs às 07hs (mesmo não sendo considerado noturno o período após as 05hs). Relembro que os empregados na escala de 12 x36 não possuem direito a este adicional ou à hora ficta sobre a prorrogação da jornada noturna (CLT, art. 59-A, parágrafo único). Ou seja, eles fazem jus ao adicional noturno (e à redução ficta da hora noturna) sobre o período efetivamente noturno, mas não têm direito a estes benefícios sobre o período laborado mediante prorrogação de jornada noturna. Assim, passamos a mais um exemplo. Exemplo 3: uma enfermeira, laborando em escala 12x36, inicia seu turno às 22hs. Ela possui direito ao adicional noturno apenas até as 05hs, sendo o trecho de sua jornada após as 05hs não irá ensejar a percepção do adicional noturno, por força do art. 59-A, parágrafo único, parte final. - - - - Em relação à aplicabilidade da hora ficta às diversas categorias profissionais é interessante conhecer a Súmula 112, que consolida o entendimento do TST sobre a não aplicabilidade deste instituto aos petroleiros: SUM-112 TRABALHO NOTURNO. PETRÓLEO O trabalho noturno dos empregados nas atividades de exploração, perfuração, produção e refinação do petróleo, industrialização do xisto, indústria petroquímica e transporte de petróleo e seus derivados, por meio de dutos, é regulado pela Lei nº 5.811, de 11.10.1972, não se lhe aplicando a hora reduzida de 52 minutos e 30 segundos prevista no art. 73, § 2º, da CLT. Da mesma forma, aos portuários, regidos por lei específica, também não foi estendido o direito à hora ficta noturna nos turnos das 19h00min às 07h00min: OJ-SDI1-60 PORTUÁRIOS. HORA NOTURNA. HORAS EXTRAS. (LEI Nº 4.860/65, ARTS. 4º E 7º, § 5º) I - A hora noturna no regime de trabalho no porto, compreendida entre dezenove horas e sete horas do dia seguinte, é de sessenta minutos. 7 Como veremos adiante, para os empregados urbanos é considerada jornada noturna o trabalho executado entre as 22 horas de um dia e as 5 horas do dia seguinte. Antonio Daud Aula 05 TRT 7ª Região (Analista Judiciário - Área Administrativa) Direito do Trabalho - 2023 (Pré-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br https://t.me/kakashi_copiador 17 203 Já os vigias (que laboram em período noturno, claro) têm reconhecido o direito à hora ficta, conforme Súmula 65: SUM-65 VIGIA O direito à hora reduzida de 52 minutos e 30 segundos aplica-se ao vigia noturno. Há também jurisprudência consolidada de que os empregados submetidos aos turnos ininterruptos de revezamento fazem jus à hora noturna reduzida: OJ-SDI1-395 TURNO ININTERRUPTO DE REVEZAMENTO. HORA NOTURNA REDUZIDA. INCIDÊNCIA. O trabalho em regime de turnos ininterruptos de revezamento não retira o direito à hora noturna reduzida, não havendo incompatibilidade entre as disposições contidas nos arts. 73, § 1º, da CLT e 7º, XIV, da Constituição Federal. Compilando estes detalhes em um quadro-resumo, temos o seguinte: - - - - Quanto à delimitação do que se considera noturno, a CLT estabeleceu como tal o período entre 22h00min e 05h00min: CLT, art. 73, § 2º Considera-se noturno, para os efeitos deste artigo, o trabalho executado entre as 22 horas de um dia e as 5 horas do dia seguinte. No caso dos trabalhadores rurais a Lei 5.889/73 (Lei do Trabalho Rural) regulou o horário noturno de outra forma: Antonio Daud Aula 05 TRT 7ª Região (Analista Judiciário - Área Administrativa) Direito do Trabalho - 2023 (Pré-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br https://t.me/kakashi_copiador 18 203 Lei 5.889/73, art. 7º - Para os efeitos desta Lei, considera-se trabalho noturno o executado entre as vinte e uma horas de um dia e as cinco horas do dia seguinte, na lavoura, e entre as vinte horas de um dia e as quatro horas do dia seguinte, na atividade pecuária. No tocante à remuneração do trabalho noturno superior à do diurno a lei 5.889/73 também possui regra distinta: Lei 5.889/73, art. 7º, parágrafo único. Todo trabalho noturno será acrescido de 25% (vinte e cinco por cento) sobre a remuneração normal. Segue abaixo um esquema com a indicação das regras da hora noturna em relação aos empregados urbanos e rurais: Trabalhador urbano (CLT) Trabalhador rural Horário noturno entre as 22h00min de um dia e as 05h00min do dia seguinte Horário noturno entre as 21h00min de um dia e as 05h00min do dia seguinte (lavoura) Horário noturno entre as 20h00min de um dia e as 04h00min do dia seguinte (pecuária) Hora ficta noturna de 52 minutos e 30 segundos Não possui direito a hora ficta noturna Adicional noturno de 20% Adicional noturno de 25% Controle de jornada Após estudarmos as regras gerais sobre jornada e descansos, veremos agora como se dá o controle da jornada. Antonio Daud Aula 05 TRT 7ª Região (Analista Judiciário - Área Administrativa) Direito do Trabalho - 2023 (Pré-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br https://t.me/kakashi_copiador 19 203 Falaremos neste tópico sobre a jornada controlada (que é a regra geral) e sobre jornada não controlada. Antigamente, havia um caso de jornada não tipificada, para os trabalhadores domésticos, o que não vale mais desde a EC 72/2013. Jornada controlada INCIDÊNCIA EM PROVA: MÉDIA A regra geral é que haja controle da jornada, nos termos do artigo 74 da CLT, visto que este controle ocorre em benefício do empregado, com o fito de fazer com que sejam respeitados os limites máximos das jornadas laborais: CLT, art. 74 - O horário de trabalho será anotado em registro de empregados. (...) § 2º Para os estabelecimentos com mais de 20 (vinte) trabalhadores será obrigatória a anotação da hora de entrada e de saída, em registro manual, mecânico ou eletrônico, conforme instruções expedidas pela Secretaria Especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, permitida a pré-assinalação do período de repouso. § 3º Se o trabalho for executado fora do estabelecimento, o horário dos empregados constará doregistro manual, mecânico ou eletrônico em seu poder, sem prejuízo do que dispõe o caput deste artigo. Deste modo, o estabelecimento com mais de 20 empregados deve possuir controle de jornada, que não necessariamente deve ser eletrônico. Percebam que a lei fala em registro manual, mecânico ou eletrônico. Após sucessivas prorrogações, finalmente entrou em vigor a Portaria 1510/2009 do MTb, que regula o controle eletrônico de jornada. A partir de então uma série de requisitos técnicos devem ser atendidos pelas empresas que adotam o ponto eletrônico, com a finalidade de dificultar a manipulação e fraude dos registros do ponto eletrônico. Percebam também que o controle da jornada está vinculado à quantidade de empregados do estabelecimento (mais de 20), não havendo vinculação com o porte econômico da empresa. A par desta regra geral, é importante conhecermos duas ressalvas importantes! - - - - - A primeira ressalva quanto ao controle da jornada diz respeito à disposição introduzida na CLT pela reforma trabalhista, que prevê a possibilidade de negociação coletiva quanto à modalidade de registro do ponto: Antonio Daud Aula 05 TRT 7ª Região (Analista Judiciário - Área Administrativa) Direito do Trabalho - 2023 (Pré-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br https://t.me/kakashi_copiador 20 203 CLT, Art. 611-A. A convenção coletiva e o acordo coletivo de trabalho têm prevalência sobre a lei quando, entre outros, dispuserem sobre: (..) X - modalidade de registro de jornada de trabalho; Tal regra dá grande liberdade para os sindicatos, que passam a poder dispor a respeito do registro de jornada de trabalho, autorizando, por exemplo, o controle fora da modalidade regulamentada pelo MTb. - - - - - A segunda ressalva diz respeito ao chamado controle de jornada por exceção. Nos últimos tempos, o TST já vinha entendendo válida8 cláusula coletiva que disponha a respeito do controle de jornada, permitindo o “controle de jornada por exceção”. Neste “controle por exceção”, não há necessidade do registro diário de todos os horários de entrada e saída do empregado. São registradas apenas as situações excepcionais, em que o empregado presta horas extras, se atrasa, sai de férias etc. Em outras palavras, no controle por exceção: Assim, se o empregador fosse chamado em juízo a apresentar o controle e não apresentasse, não incidiriam os efeitos previstos no item I da SUM-338 (estudada logo adiante). Mas qual a relevância deste controle por exceção? É que, após a alteração promovida pela Lei 13.874, de setembro de 2019, a CLT passou a permitir tal modalidade de controle de jornada, por meio do disposto em seu art. 74, §4º: 8 A exemplo do RR 1001704-59.2016.5.02.0076 e do ARR-80700-33.2007.5.02.0261 “regra geral” (jornada de trabalho corriqueira) é presumida, sem necessidade de registro “exceções” (situações que fogem à jornada de trabalho habitual) devem ser registradas Antonio Daud Aula 05 TRT 7ª Região (Analista Judiciário - Área Administrativa) Direito do Trabalho - 2023 (Pré-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br https://t.me/kakashi_copiador 21 203 4º Fica permitida a utilização de registro de ponto por exceção à jornada regular de trabalho, mediante acordo individual escrito, convenção coletiva ou acordo coletivo de trabalho. Percebam que, após tal alteração legislativa, a legislação passou a admitir expressamente o controle por exceção, exigindo-se que seja estabelecido mediante: (i) contrato individual escrito, (ii) acordo coletivo ou (iii) convenção coletiva de trabalho. - - - - - Quanto ao controle de jornada em si, é relevante destacar uma prática comum, que ocorre quando o controle de jornada não reproduz os horários efetivamente praticados pelo empregado: é o ponto britânico. Em demandas trabalhistas e na rotina de fiscalização do AFT é muito comum encontrar cartões ponto como este abaixo: CARTÃO PONTO - mês X, ano Y Dia Entrada Saída do intervalo Retorno do intervalo Saída (...) Segunda-feira 08h00min 12h00min 14h00min 18h00min Terça-feira 08h00min 12h00min 14h00min 18h00min Quarta-feira 08h00min 12h00min 14h00min 18h00min Quinta-feira 08h00min 12h00min 14h00min 18h00min Sexta-feira 08h00min 12h00min 14h00min 18h00min Sábado 08h00min 12h00min - - Domingo - - - - (...) Isto ocorre quando existe algum tipo de irregularidade no controle, que na verdade não controla nada. É o chamado “ponto britânico”. Quanto ao assunto, segue a Súmula 338 do TST, com destaque para o item III: SUM-338 JORNADA DE TRABALHO. REGISTRO. ÔNUS DA PROVA Antonio Daud Aula 05 TRT 7ª Região (Analista Judiciário - Área Administrativa) Direito do Trabalho - 2023 (Pré-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br https://t.me/kakashi_copiador 22 203 I - É ônus do empregador que conta com mais de 10 (dez) empregados [já que a súmula foi aprovada antes da alteração no art. 74, §2º, pela Lei 13.874/2019] o registro da jornada de trabalho na forma do art. 74, § 2º, da CLT. A não-apresentação injustificada dos controles de frequência gera presunção relativa de veracidade da jornada de trabalho, a qual pode ser elidida por prova em contrário. II - A presunção de veracidade da jornada de trabalho, ainda que prevista em instrumento normativo, pode ser elidida por prova em contrário. III - Os cartões de ponto que demonstram horários de entrada e saída uniformes são inválidos como meio de prova, invertendo-se o ônus da prova, relativo às horas extras, que passa a ser do empregador, prevalecendo a jornada da inicial se dele não se desincumbir. A questão abaixo, correta, exemplifica o ponto britânico e sua relação com a Súmula 338: CESPE/TRT5 – Analista Judiciário – Área Administrativa - 2009 Considere a seguinte situação hipotética. João moveu reclamação trabalhista contra a empresa em que trabalhava, alegando determinada jornada de trabalho. A empresa, por sua vez, na audiência de instrução, apresentou, como única prova, cartões de ponto com registros de jornada uniformes. Nessa situação, a jornada de trabalho alegada por João na inicial deverá prevalecer como verdadeira. Quando o estabelecimento possui menos de 20 empregados a CLT não instituiu como obrigatória a anotação da hora de entrada e de saída, em registro manual, mecânico ou eletrônico, da mesma forma como o fez para as outras empresas. Entretanto, isto não significa tais empresas estejam desobrigadas de respeitar as regras atinentes a jornada e descanso. Apesar da não existência de regra objetiva de como se dará o controle, é certo que os empregados de tais estabelecimentos estão abrangidos pelas normas de limitação da jornada, concessão de descansos intra e interjornadas, pagamento de horas extraordinárias etc. Jornada não controlada INCIDÊNCIA EM PROVA: MÉDIA Jornada não controlada ocorre nos casos de empregados não abrangidos pelas regras de duração do trabalho, que são: os gerentes, os que exercem atividade externa incompatível com a fixação de horário de trabalho e os teletrabalhadores. O dispositivo celetista que delimita estes três grupos é o artigo 62 (inserido o item III pela reforma trabalhista): CLT, art. 62 - Não são abrangidos pelo regime previsto neste capítulo [Da Duração do Trabalho]: Antonio Daud Aula 05 TRT 7ª Região (Analista Judiciário - Área Administrativa) Direito do Trabalho - 2023 (Pré-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br https://t.me/kakashi_copiador 23 203 I - os empregados que exercem atividade externa incompatível com a fixação de horário de trabalho, devendo tal condição ser anotada na Carteira de Trabalho e Previdência Social e no registro de empregados; II - os gerentes, assim considerados os exercentes de cargos de gestão, aos quais se equiparam, para efeito do disposto neste artigo, os diretores e chefes de departamento ou filial9. III - os empregados em regime de teletrabalho. III - os empregados em regime de teletrabalhoque prestam serviço por produção ou tarefa [Lei 14.442/2022]. O mencionado capítulo da CLT (Capítulo II - Da Duração do Trabalho) trata da jornada de trabalho, descanso, intrajornada, descanso interjornada e trabalho noturno. Como conclusão, os empregados indicados nos incisos no art. 62 não possuem, em princípio, direito a horas extras e demais direitos abrangidos no mencionado capítulo da CLT. O DSR é devido, pois não foi previsto neste capítulo da CLT, e sim em outra lei. Portanto, se o empregado nesta situação labora durante o DSR ou durante um feriado, há entendimentos do TST10 de que ele teria direito a remuneração em dobro. Sobre isto Mauricio Godinho Delgado11 entende que “A ordem jurídica reconhece que a aferição de uma efetiva jornada de trabalho cumprida pelo empregado supõe um mínimo de fiscalização e controle por parte do empregador sobre a prestação concreta dos serviços ou sobre o período de disponibilidade perante a empresa. O critério é estritamente prático: trabalho não fiscalizado nem minimamente controlado é insuscetível de propiciar a aferição da prestação (ou não) de horas extraordinárias pelo trabalhador. Nesse quadro, as jornadas não controladas não ensejam cálculo de horas extraordinárias, dado que não se pode aferir sequer a efetiva prestação da jornada padrão incidente sobre o caso concreto.” É importante mencionar, também, que a previsão legal contida no art. 62 e incisos, que retira de sua abrangência os gerentes, empregados que realizam atividade externa incompatível com controle de jornada (e, mais recentemente, os teletrabalhadores) é relativa, ou seja, tais empregados podem vir a ser destinatários das regras de controle de jornada caso a realidade fática demonstre haver fiscalização e controle de horários e jornada pelo seu empregador. 9 Além do encargo de gestão a CLT também exige a percepção de gratificação de função não inferior a 40%, como estudado anteriormente. 10 RR - 1231-06.2015.5.06.0144. DEJT de 13/04/2018 11 DELGADO, Mauricio Godinho. Op. cit., p. 917. Antonio Daud Aula 05 TRT 7ª Região (Analista Judiciário - Área Administrativa) Direito do Trabalho - 2023 (Pré-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br https://t.me/kakashi_copiador 24 203 Comentando esta presunção relativa (juris tantum) o Ministro12 arremata “Mas atenção: cria aqui [art. 62] a CLT apenas uma presunção – a de que tais empregados não estão submetidos, no cotidiano laboral, a fiscalização e controle de horário, não se sujeitando, pois, à regência das regras sobre jornada de trabalho. Repita-se: presunção jurídica... e não discriminação legal. Deste modo, havendo prova firme (sob ônus do empregado) de que ocorria efetiva fiscalização e controle sobre o cotidiano da prestação laboral, fixando fronteiras claras à jornada laborada, afasta-se a presunção legal instituída, incidindo o conjunto das regras clássicas concernentes à duração do trabalho.” ➢ Trabalhadores externos No caso dos trabalhadores que exercem atividade externa incompatível com a fixação de horário de trabalho (inciso I) é de se notar que tal conceito alberga novas formas de prestação laboral que têm surgido – e se ampliado – na atualidade em face das inovações tecnológicas. A respeito dos trabalhadores externos, é interessante citar precedente do TST, de setembro de 2018, que excepciona a SUM-338 há pouco comentada. Em princípio, trabalhadores externos estão excluídos do controle de jornada. No entanto, em alguns casos é faticamente possível que o empregador realize o controle de horários. Nestas situações, se o empregado alega judicialmente o desrespeito aos intervalos intrajornada, é ônus do próprio empregado provar tal alegação. Isto ocorre em virtude das peculiaridades do trabalho externo, as quais impedem o empregador de fiscalizar a fruição do intervalo intrajornada, de sorte que não há que se falar em aplicação do item I da SUM-338 do TST: Trabalho externo. Possibilidade de controle dos horários de início e de término da jornada de trabalho. Concessão do intervalo intrajornada. Ônus da prova do empregado. Inaplicabilidade da Súmula nº 338, I, do TST. Ainda que seja possível controlar os horários de início e de término da jornada de trabalho, é do empregado que desempenha atividades externas o ônus de provar a supressão ou a redução do intervalo intrajornada. Não há falar em aplicação da Súmula nº 338, I, do TST, pois as peculiaridades do trabalho externo impedem o empregador de fiscalizar a fruição do referido intervalo. (..) TST-E-RR-539-75.2013.5.06.0144, SBDI-I, rel. Min. Hugo Carlos Scheuermann, red. p/ acórdão Min. Maria Cristina Irigoyen Peduzzi, 13.9.2018. Informativo TST 184 ➢ Gerentes Em relação ao inciso II (gerentes), é preciso conhecer a previsão contida no parágrafo único do art. 62: 12 Idem, p. 918. Antonio Daud Aula 05 TRT 7ª Região (Analista Judiciário - Área Administrativa) Direito do Trabalho - 2023 (Pré-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br https://t.me/kakashi_copiador 25 203 Parágrafo único - O regime previsto neste capítulo será aplicável aos empregados mencionados no inciso II deste artigo [gerentes], quando o salário do cargo de confiança, compreendendo a gratificação de função, se houver, for inferior ao valor do respectivo salário efetivo acrescido de 40% (quarenta por cento). Portanto, em relação ao os gerentes (exercentes de cargos de gestão), eles somente serão excluídos do controle de jornada caso recebam uma gratificação igual ou superior a 40% do salário do cargo efetivo. Assim, caso recebam tal gratificação, os exercentes de cargo de gestão não terão direito a receber horas extras etc. Assim, quanto aos gerentes, teremos duas possibilidades: a) exercente de cargo de gestão COM gratificação igual ou superior a 40%: excluídos do controle de jornada e sem direito a horas extras b) exercente de cargo de gestão SEM gratificação (ou com gratificação inferior a 40%): não é excluído do controle de jornada e tem direito a horas extras. Ainda em relação aos gerentes, com a reforma trabalhista, a CLT passou a autorizar que norma coletiva disponha sobre os cargos que se enquadram como função de confiança. Assim, ainda que determinado cargo não tenha efetivamente conteúdo de gestão, poderia ser definido em norma coletiva como sendo cargo de confiança e, portanto, ficaria excluído do controle de jornada: CLT, art. 611-A, A convenção coletiva e o acordo coletivo de trabalho têm prevalência sobre a lei quando, entre outros, dispuserem sobre: V - plano de cargos, salários e funções compatíveis com a condição pessoal do empregado, bem como identificação dos cargos que se enquadram como funções de confiança; ➢ Teletrabalhadores que prestam serviço por produção ou tarefa Por fim, os teletrabalhadores (inciso III), embora não sejam considerados trabalhadores externos, foram também excluídos do controle de jornada pela reforma trabalhista, caso prestem serviço por produção ou tarefa. Neste ponto, vale destacar que existem, segundo a literalidade da CLT, 3 modalidades de teletrabalho, a depender da forma de pagamento do salário: salário fixado por unidade de tempo presta serviços por jornada salário fixado por produção presta serviços por produção salário fixado por tarefa presta serviços por tarefa Antonio Daud Aula 05 TRT 7ª Região (Analista Judiciário - Área Administrativa) Direito do Trabalho - 2023 (Pré-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br https://t.me/kakashi_copiador 26 203 ==d8eaf== Lembro que o pagamento do salário por unidade de tempo é o mais comum no cotidiano, em que o empregador remunera o empregado utilizando como parâmetro o tempo em que o empregado trabalhou (ou permaneceu à disposição do empregador). Exemplo: tal valor por dia de trabalho; determinada importância por quinzena de trabalho; por mês de trabalho. Neste caso, a remuneração do empregado é fixa, não considerando a efetiva produção do trabalhador.Já o salário por produção (ou por unidade de obra) tem como parâmetro de cálculo a quantidade de peças (unidades) produzidas pelo empregado. Exemplo: determinado valor por calça costurada; R$ X para cada janela fabricada. Por fim, no salário por tarefa, que é pouquíssimo utilizado na prática, temos uma combinação dos critérios anteriores. Seguindo a terminologia clássica de “tarefa”, trago as lições de Mauricio Godinho Delgado13 no sentido de que “O salário-tarefa é aquele que se afere através de fórmula combinatória do critério de unidade de obra com o critério da unidade de tempo. Acopla-se a um certo parâmetro temporal (hora, dia, semana ou mês) um certo montante mínimo de produção a ser alcançado pelo trabalhador. Por este sistema, caso o trabalhador atinja a meta de produção em menor número de dias da semana, por exemplo, dois efeitos podem ocorrer, a juízo do empregador: libera-se o empregado do trabalho nos dias restantes, garantido o salário padrão fixado; ou, alternativamente, determina-se a realização de uma produção adicional, no tempo disponível restante (pagando-se, claro, um plus salarial por esse acréscimo de produção)14”. Mas qual a importância dessas modalidades de teletrabalho? No caso de teletrabalho por jornada, a jornada do empregado deverá ser controlada, mesmo se dando fora das dependências do empregador. Nesse sentido, a MP prevê que, na hipótese da prestação de serviços em regime de teletrabalho por produção ou por tarefa, não se aplicarão as regras quanto à duração do trabalho, previstas no Capítulo II do Título II da CLT (CLT, art. 75-B, § 3º). 13 DELGADO, Mauricio Godinho. Op. cit., p. 750. 14 Se instituíssem o salário por tarefa no serviço público seria ótimo hein ;-) Antonio Daud Aula 05 TRT 7ª Região (Analista Judiciário - Área Administrativa) Direito do Trabalho - 2023 (Pré-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br https://t.me/kakashi_copiador 27 203 fora do controle de jornada Reparem que, antes da Lei 14.442/2022, todos os teletrabalhadores ficavam excluídos do controle de jornada. Em outras palavras, qualquer que fosse a modalidade de teletrabalho, estes trabalhadores não estavam submetidos ao controle de jornada. Em consequência, tais empregados não tinham direito, em regra, a horas extras, adicional noturno e outros reflexos do controle de jornada. Com a alteração promovida, somente são excluídos do controle de jornada os teletrabalhadores sob regime de produção ou tarefa. Vejam adiante como foi a alteração: Redação antes da Lei 14.442/2022 Redação após a Lei 14.442/2022 Art. 62 - Não são abrangidos pelo regime previsto neste capítulo: (..) III - os empregados em regime de teletrabalho. Art. 62 - Não são abrangidos pelo regime previsto neste capítulo: (..) III - os empregados em regime de teletrabalho que prestam serviço por produção ou tarefa. Quanto a esta modalidade de teletrabalhadores, vale destacar que o tempo de uso de equipamentos tecnológicos (incluindo softwares, ferramentas digitais, aplicações de internet utilizados para o teletrabalho e a infraestrutura necessária) fora da jornada de trabalho normal do empregado não constitui tempo à disposição, regime de prontidão ou de sobreaviso, exceto se houver previsão em acordo individual ou em acordo ou convenção coletiva de trabalho (CLT, art. 75-B, § 5º). teletrabalho por jornada por produção por tarefa Antonio Daud Aula 05 TRT 7ª Região (Analista Judiciário - Área Administrativa) Direito do Trabalho - 2023 (Pré-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br https://t.me/kakashi_copiador 28 203 Portanto, em regra, o simples fato de o empregado utilizar os aplicativos do empregador fora do horário de trabalho é insuficiente para caracterizar que houve prestação laboral, seja como tempo à disposição do empregador, prontidão ou sobreaviso. - - - - Vale ainda ressaltar que, assim como defende para os demais incisos, o Ministro Godinho relembra a exclusão do controle de jornada do teletrabalhador consiste em mera presunção, que pode ser elidida por prova em contrário15 (no mesmo sentido o Ministério do Trabalho16): De fato, em várias situações de teletrabalho mostra-se difícil enxergar controle estrito da duração do trabalho, em face da ampla liberdade que o empregado ostenta, longe das vistas de seu empregador, quanto à escolha dos melhores horários para cumprir os seus misteres provenientes do contrato empregatício. Dessa maneira, a presunção jurídica lançada pelo art. 62, III, da CLT não se mostra desarrazoada. Contudo, (..) trata-se de presunção relativa, que admite prova em sentido contrário (..) Por fim, destaco que o teletrabalho é um dos temas em que o negociado irá se sobrepor ao legislado (CLT, art. 611-A, VIII). Em síntese: 15 DELGADO, Maurício Godinho. DELGADO, Gabriela Neves. A Reforma Trabalhista no Brasil: com os comentários à Lei n. 13.467/2017. 1ª ed. São Paulo: LTr, 2017. P. 138 16 Parecer da Consultoria Jurídica do Ministério do Trabalho nº 002/2018. Publicado no DOU de 29/3/2018. Antonio Daud Aula 05 TRT 7ª Região (Analista Judiciário - Área Administrativa) Direito do Trabalho - 2023 (Pré-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br https://t.me/kakashi_copiador 29 203 Jornada não tipificada INCIDÊNCIA EM PROVA: BAIXÍSSIMA A doutrina reconhecia a jornada não tipificada em relação à categoria dos domésticos, pois não existia, nem na Constituição Federal e nem na sua lei de regência (Lei 5.859/72) norma que limitasse sua jornada de trabalho. Deste modo, os domésticos não possuíam controle de horário e nem faziam jus aos adicionais de horas extraordinárias e noturno. O que se verificava em relação aos domésticos era o direito ao descanso semana remunerado (DSR), feriados e férias. Com a EC 72/2013 os domésticos passaram a contar com os seguintes direitos: CF/88, art. 7º, parágrafo único. São assegurados à categoria dos trabalhadores domésticos os direitos previstos nos incisos IV, VI, VII, VIII, X, XIII, XV, XVI, XVII, XVIII, XIX, XXI, XXII, XXIV, XXVI, XXX, XXXI e XXXIII e, atendidas as condições estabelecidas em lei e observada a simplificação do cumprimento das obrigações tributárias, principais e acessórias, decorrentes da relação de trabalho e suas peculiaridades, os previstos nos incisos I, II, III, IX, XII, XXV e XXVIII, bem como a sua integração à previdência social. As alíneas que nos interessam neste tópico são as seguintes: • Duração do trabalho não superior a 8h/dia e 44h/semanais (inciso XIII) • Remuneração do trabalho extraordinário ≥ 50% da hora normal (inciso XVI) • Remuneração do trabalho noturno superior ao diurno (inciso IX) Deste modo, a classificação doutrinária de “jornada não tipificada” já deixou de fazer sentido, já que os domésticos possuem jornada de trabalho igual à dos trabalhadores urbanos e rurais. Motorista profissional (Lei 13.103/15) A Lei 13.103/15, aprovada em março de 2015, (seguindo algumas inovações trazidas pela Lei 12.619/12, que entrou em vigor no mês de junho de 2012) trouxe várias disposições sobre jornada e descanso da categoria de motorista profissional. Comentaremos neste tópico as principais disposições pertinentes ao assunto de nossa aula, destacando entendimento do STF, proferido na ADI 5322, em julho de 2023, declarando inconstitucionais algumas das regras previstas na CLT sobre esta categoria. Controle de jornada Desde a Lei 12.619/12, houve sensível inovação quanto ao controle da jornada dos motoristas profissionais, que, apesar de exercerem atividade externa, passam agora a contar com o direito ao controle de sua jornada. Antonio Daud Aula 05 TRT 7ª Região (Analista Judiciário - Área Administrativa) Direito do Trabalho - 2023 (Pré-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br https://t.me/kakashi_copiador 30 203 É notório que o excesso de jornada de motoristas no Brasil causa problemas de saúde e expõe o empregado a risco acentuadode acidentes de trânsito. Já participei de ações fiscais onde foram identificados (através de discos de tacógrafo, depoimentos e outros meios) motoristas dirigindo quase 20 vinte horas no mesmo dia. Buscando resolver este problema, a Lei 13.103/15 (como já fazia a Lei 12.619/12) estabelece que: Lei 13.103/15, art. 2º São direitos dos motoristas profissionais de que trata esta Lei, sem prejuízo de outros previstos em leis específicas: (...) V – se empregados: (..) b) ter jornada de trabalho controlada e registrada de maneira fidedigna mediante anotação em diário de bordo, papeleta ou ficha de trabalho externo, ou sistema e meios eletrônicos instalados nos veículos, a critério do empregador; Pode-se citar como meio de controle o rastreamento via satélite do veículo. Sendo assim, o controle de jornada do motorista (que usualmente era enquadrado pela doutrina no artigo 62, I: empregados dispensados do controle de jornada por exercerem atividade externa incompatível com a fixação de horário de trabalho) agora é exigido pela Lei 13.103/15. Jornada de trabalho A partir deste tópico veremos disposições que foram inseridas na própria CLT pela Lei 13.103/15. A Lei definiu que a jornada normal dos motoristas profissionais obedecerá a jornada constitucional de 8 horas diárias, mas permitindo duas possibilidades de realização de jornada extraordinária: CLT, art. 235-C. A jornada diária de trabalho do motorista profissional será de 8 (oito) horas, admitindo-se a sua prorrogação por até 2 (duas) horas extraordinárias ou, mediante previsão em convenção ou acordo coletivo, por até 4 (quatro) horas extraordinárias. Jornada extraordinária Como já adiantado acima, neste mesmo artigo, admite-se a prorrogação da jornada de trabalho, mas de duas maneiras distintas (CLT, art. 235-C, caput): a) prorrogação por até 2 horas extraordinárias (seguindo a regra geral celetista, sem necessidade de previsão em convenção ou acordo coletivo);e b) por até 4 horas extraordinárias, desde que previsto em convenção ou acordo coletivo. Acerca do tempo de espera, tem-se que: Antonio Daud Aula 05 TRT 7ª Região (Analista Judiciário - Área Administrativa) Direito do Trabalho - 2023 (Pré-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br https://t.me/kakashi_copiador 31 203 CLT, art. 235-C, § 8º São considerados tempo de espera as horas em que o motorista profissional empregado ficar aguardando carga ou descarga do veículo nas dependências do embarcador ou do destinatário e o período gasto com a fiscalização da mercadoria transportada em barreiras fiscais ou alfandegárias, não sendo computados como jornada de trabalho e nem como horas extraordinárias. (ADI 5322) Vamos imaginar o seguinte exemplo: o motorista de uma empresa de Blumenau-SC sai do pátio do estabelecimento às 07h00min, em direção ao porto de Paranaguá-PR buscar uma carga. Sua jornada inicia às 07h00min e às 11h00min ele chega ao porto. Chegando lá faz o intervalo de almoço de 1 (uma) hora e entra na fila para carregamento do caminhão. A carga demora 3 (três) horas para ser realizada. No retorno a Blumenau, na divisa entre PR e SC, o caminhão é parado pelo fisco estadual, e a vistoria do fiscal demora 1 (uma) hora, tendo em vista problemas na documentação da carga. Liberado, o motorista prossegue na viagem e chega ao pátio da empresa às 20h00min: Início da jornada às 07h00min Chegada ao porto às 11h00min Intervalo de almoço de 1 hora Tempo de espera de 3h00min (agd carga) Retorno até a parada no posto fiscal Parada no posto fiscal – 1h00min (tempo de espera) Retorno até o pátio da empresa Jornada encerrada às 20h00min Neste nosso exemplo, o tempo de espera foi de 4 horas. Jornada de trabalho x tempo de espera Pela regra que constava da Lei 13.103/15, o tempo de espera, em que o empregado aguarda atividades necessárias para o transporte de carga, não era considerado como trabalho efetivo e nem caracterizava jornada extraordinária. No entanto, em julho de 2023, o STF declarou inconstitucional o trecho da lei que excluía o tempo de espera da jornada de trabalho (ADI 5322). Portanto, atualmente, o tempo de espera é considerado tempo à disposição do empregador, devendo ser remunerado como de efetivo trabalho. Portanto, não há mais que se falar em remuneração do tempo de espera mediante simples indenização, como previa o art. 235-C, § 9º, da CLT. Após a declaração de inconstitucionalidade, o tempo de espera deve ser remunerado como de efetivo trabalho e, sendo extrapolada a jornada contratual, deverá resultar no pagamento de hora extra. Antonio Daud Aula 05 TRT 7ª Região (Analista Judiciário - Área Administrativa) Direito do Trabalho - 2023 (Pré-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br https://t.me/kakashi_copiador 32 203 Ainda quanto à jornada, a nova lei trouxe a possibilidade de, mediante negociação coletiva, instituir-se “jornada especial” de 12 (doze) horas: CLT, art. 235-F. Convenção e acordo coletivo poderão prever jornada especial de 12 (doze) horas de trabalho por 36 (trinta e seis) horas de descanso para o trabalho do motorista profissional empregado em regime de compensação. Intervalos intrajornada e interjornada, descanso semanal remunerado As regras definidas pela Lei 13.103/15 trouxeram, inicialmente, várias diferenças em relação aos empregados em geral. Em relação à remuneração da hora extraordinária, não houve modificações, de modo que esta deverá ser paga conforme definido na CF/88 ou compensadas na forma do art. 59 da CLT: CLT, art. 235-C, § 5º As horas consideradas extraordinárias serão pagas com o acréscimo estabelecido na Constituição Federal ou compensadas na forma do § 2º do art. 59 desta Consolidação. Acerca do intervalo intrajornada de motoristas, cobradores, etc., a Lei permitiu seu fracionamento (parágrafo incluído no art. 71 da CLT) e até mesmo a redução, nos seguintes termos: CLT, art. 71, § 5º - O intervalo expresso no caput [intervalo intrajornada de 1 a 2 horas] poderá ser reduzido e/ou fracionado, e aquele estabelecido no § 1º [intervalo intrajornada de 15 minutos] poderá ser fracionado, quando compreendidos entre o término da primeira hora trabalhada e o início da última hora trabalhada, desde que previsto em convenção ou acordo coletivo de trabalho, ante a natureza do serviço e em virtude das condições especiais de trabalho a que são submetidos estritamente os motoristas, cobradores, fiscalização de campo e afins nos serviços de operação de veículos rodoviários, empregados no setor de transporte coletivo de passageiros, mantida a remuneração e concedidos intervalos para descanso menores ao final de cada viagem. Portanto, temos duas situações: a) intervalo de 1 a 2 horas (jornada superior a 6 horas diárias): fracionamento ou redução; b) intervalo de 15 minutos (jornada diária superior a 4 horas e igual ou inferior a 6 horas): apenas fracionamento. Apesar de ter flexibilizado a regra aplicável aos empregados em geral, ao permitir o fracionamento e a redução (em um caso), há algumas condições que devem ser obedecidas para o fracionamento ou a redução, a saber: 1) previsão em convenção ou acordo coletivo de trabalho; E 2) intervalos estejam compreendidos entre o término da primeira hora trabalhada e o início da última hora trabalhada (ou seja, no meio da jornada). Antonio Daud Aula 05 TRT 7ª Região (Analista Judiciário - Área Administrativa) Direito do Trabalho - 2023 (Pré-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br https://t.me/kakashi_copiador 33 203 Acerca do intervalo interjornadas dos motoristas profissionais (de passageiros e rodoviário de cargas), a Lei havia permitido inicialmente seu fracionamento (diferentemente do que ocorre para os empregados em geral): CLT, art. 235-C, § 3º Dentro do período de 24 (vinte e quatro) horas, são asseguradas 11 (onze) horas de descanso, sendo facultados o seu fracionamento e a coincidênciacom os períodos de parada obrigatória na condução do veículo estabelecida pela Lei no 9.503, de 23 de setembro de 1997 - Código de Trânsito Brasileiro, garantidos o mínimo de 8 (oito) horas ininterruptas no primeiro período e o gozo do remanescente dentro das 16 (dezesseis) horas seguintes ao fim do primeiro período. (ADI 5322) No entanto, o STF considerou inconstitucional tal fracionamento (ADI 5322)! Para o STF, não é possível fracionar o intervalo interjornadas para fazer coincidir as frações com os períodos de parada obrigatória na condução do veículo, determinados pelo Código de Trânsito. Então este intervalo deve ocorrer de modo ininterrupto. Ainda quanto a este repouso, segundo o STF, não mais se admite o repouso do motorista com o veículo em movimento (antes possível pelo § 5º do art. 235-D e art. 235-E, III, da CLT). Isto porque, em viagens de longa distância, é comum que dois motoristas se revezem. No entanto, enquanto um deles não estiver dirigindo, este período não pode ser "aproveitado" para se computar seu intervalo interjornadas. Ainda considerando o entendimento do STF, também não mais se admite o fracionamento do repouso semanal remunerado (antes permitido pelo §1º do art. 235-D da CLT). Ainda quanto ao repouso semanal remunerado, o STF vedou a cumulação de repousos semanais remunerados (antes permitida pelo §2º do art. 235-D da CLT). Hora noturna Quanto à hora noturna do motorista profissional, a Lei 13.103/15 remeteu à normatização geral definida no artigo 73 da CLT17: CLT, art. 235-C, § 5º À hora de trabalho noturno aplica-se o disposto no art. 73 desta Consolidação. 17 CLT, art. 73. Salvo nos casos de revezamento semanal ou quinzenal, o trabalho noturno terá remuneração superior a do diurno e, para esse efeito, sua remuneração terá um acréscimo de 20 % (vinte por cento), pelo menos, sobre a hora diurna. § 1º A hora do trabalho noturno será computada como de 52 minutos e 30 segundos. § 2º Considera-se noturno, para os efeitos deste artigo, o trabalho executado entre as 22 horas de um dia e as 5 horas do dia seguinte. (...) § 5º Às prorrogações do trabalho noturno aplica-se o disposto neste capítulo. Antonio Daud Aula 05 TRT 7ª Região (Analista Judiciário - Área Administrativa) Direito do Trabalho - 2023 (Pré-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br https://t.me/kakashi_copiador 34 203 Compensação de jornada Em relação à compensação de horas, a Lei 13.103 remeteu ao regramento dos empregados em geral previsto no art. 59 da CLT: CLT, art. 235-C, § 5º As horas consideradas extraordinárias serão pagas com o acréscimo estabelecido na Constituição Federal ou compensadas na forma do § 2º do art. 59 desta Consolidação. Viagens de longa distância Além das normas estabelecidas para o motorista profissional em sua jornada normal, a Lei 13.103/15 também trouxe disposições específicas que deverão ser obedecidas quando se tratar de viagem de longa distância, que foi definida como sendo aquelas superiores a sete dias. Nessas situações, há um conjunto de regras que diferem um pouco das viagens ordinárias e bastante das regras para os empregados em geral: CLT, art. 235-D. Nas viagens de longa distância com duração superior a 7 (sete) dias, o repouso semanal será de 24 (vinte e quatro) horas por semana ou fração trabalhada, sem prejuízo do intervalo de repouso diário de 11 (onze) horas, totalizando 35 (trinta e cinco) horas, usufruído no retorno do motorista à base (matriz ou filial) ou ao seu domicílio, salvo se a empresa oferecer condições adequadas para o efetivo gozo do referido repouso. (ADI 5322) § 1º É permitido o fracionamento do repouso semanal em 2 (dois) períodos, sendo um destes de, no mínimo, 30 (trinta) horas ininterruptas, a serem cumpridos na mesma semana e em continuidade a um período de repouso diário, que deverão ser usufruídos no retorno da viagem. (ADI 5322) § 2º A cumulatividade de descansos semanais em viagens de longa distância de que trata o caput fica limitada ao número de 3 (três) descansos consecutivos. (ADI 5322) § 3º O motorista empregado, em viagem de longa distância, que ficar com o veículo parado após o cumprimento da jornada normal ou das horas extraordinárias fica dispensado do serviço, exceto se for expressamente autorizada a sua permanência junto ao veículo pelo empregador, hipótese em que o tempo será considerado de espera. § 4º Não será considerado como jornada de trabalho, nem ensejará o pagamento de qualquer remuneração, o período em que o motorista empregado ou o ajudante ficarem espontaneamente no veículo usufruindo dos intervalos de repouso. Antonio Daud Aula 05 TRT 7ª Região (Analista Judiciário - Área Administrativa) Direito do Trabalho - 2023 (Pré-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br https://t.me/kakashi_copiador 35 203 § 5º Nos casos em que o empregador adotar 2 (dois) motoristas trabalhando no mesmo veículo, o tempo de repouso poderá ser feito com o veículo em movimento, assegurado o repouso mínimo de 6 (seis) horas consecutivas fora do veículo em alojamento externo ou, se na cabine leito, com o veículo estacionado, a cada 72 (setenta e duas) horas. (ADI 5322) § 6º Em situações excepcionais de inobservância justificada do limite de jornada de que trata o art. 235-C [jornada diária de 8 horas], devidamente registradas, e desde que não se comprometa a segurança rodoviária, a duração da jornada de trabalho do motorista profissional empregado poderá ser elevada pelo tempo necessário até o veículo chegar a um local seguro ou ao seu destino. § 7º Nos casos em que o motorista tenha que acompanhar o veículo transportado por qualquer meio onde ele siga embarcado e em que o veículo disponha de cabine leito ou a embarcação disponha de alojamento para gozo do intervalo de repouso diário previsto no § 3o do art. 235-C, esse tempo será considerado como tempo de descanso. § 8º Para o transporte de cargas vivas, perecíveis e especiais em longa distância ou em território estrangeiro poderão ser aplicadas regras conforme a especificidade da operação de transporte realizada, cujas condições de trabalho serão fixadas em convenção ou acordo coletivo de modo a assegurar as adequadas condições de viagem e entrega ao destino final. Como adiantado acima, com a decisão do STF no bojo da ADI 5322), foram declarados inconstitucionais os trechos tachados acima, para se assegurar o efetivo repouso do motorista. Assim, (i) não mais é possível o fracionamento do repouso semanal remunerado; (ii) não mais se admite o cômputo do repouso no período em que o veículo estiver em movimento e (iii) não se admite a cumulação de repousos semanais remunerados. Transporte de passageiros Além de disposições específicas para viagens longas, a Lei 13.103/15 previu regras específicas para o transporte de passageiros: CLT, art. 235-E. Para o transporte de passageiros, serão observados os seguintes dispositivos: I - é facultado o fracionamento do intervalo de condução do veículo previsto na Lei no 9.503, de 23 de setembro de 1997 - Código de Trânsito Brasileiro, em períodos de no mínimo 5 (cinco) minutos; II - será assegurado ao motorista intervalo mínimo de 1 (uma) hora para refeição, podendo ser fracionado em 2 (dois) períodos e coincidir com o tempo de parada obrigatória na condução do veículo estabelecido pela Lei no 9.503, de 23 de setembro de 1997 - Código Antonio Daud Aula 05 TRT 7ª Região (Analista Judiciário - Área Administrativa) Direito do Trabalho - 2023 (Pré-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br https://t.me/kakashi_copiador 36 203 de Trânsito Brasileiro, exceto quando se tratar do motorista profissional enquadrado no § 5º do art. 71 desta Consolidação; III - nos casos em que o empregador adotar 2 (dois) motoristas no curso da mesma viagem, o descanso poderá ser feito com o veículo em movimento, respeitando- se os horários de jornada de trabalho, assegurado,após 72 (setenta e duas) horas, o repouso em alojamento externo ou, se em poltrona correspondente ao serviço de leito, com o veículo estacionado. (ADI 5322) Antonio Daud Aula 05 TRT 7ª Região (Analista Judiciário - Área Administrativa) Direito do Trabalho - 2023 (Pré-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br https://t.me/kakashi_copiador 37 203 JORNADAS ESPECIAIS DE TRABALHO Modalidades de jornada de trabalho Após estudarmos as regras gerais sobre a composição da jornada de trabalho, passemos agora à definição do que seja uma jornada normal (padrão) e quais são as jornadas especiais de trabalho. Jornada padrão (normal) de trabalho INCIDÊNCIA EM PROVA: ALTA A jornada normal de trabalho é de 8 (oito) horas por dia, com fundamento na atual Constituição Federal: CF/88, art. 7º São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros que visem à melhoria de sua condição social: (...) XIII - duração do trabalho normal não superior a oito horas diárias e quarenta e quatro semanais, facultada a compensação de horários e a redução da jornada, mediante acordo ou convenção coletiva de trabalho; Como deve haver repouso semanal (assunto de outro tópico), chega-se ao limite máximo trabalho de 220 horas por mês, pelo seguinte: Sendo o módulo semanal de 44 horas, respeitado um dia de descanso semanal, restam 6 dias por semana para o trabalho; dividindo-se 44 por 6, temos 7,33h/dia. 7,33h/dia = 7h + 0,33h = 7h + 1/3h = 7h + 20min = 7h20min Multiplicando 7h20min por 30 dias = 220h (este é o divisor do salário, sobre o qual falaremos oportunamente). Por outro lado, se o empregado laborar 40 horas semanais, observa-se que seu divisor será 200, nos termos da SUM-431 do TST: SUM-431 Para os empregados a que alude o art. 58, caput, da CLT, quando sujeitos a 40 horas semanais de trabalho, aplica-se o divisor 200 (duzentos) para o cálculo do valor do salário- hora. Há categorias com jornadas diferenciadas, que serão objeto de estudo em tópico específico. Antonio Daud Aula 05 TRT 7ª Região (Analista Judiciário - Área Administrativa) Direito do Trabalho - 2023 (Pré-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br https://t.me/kakashi_copiador 38 203 Antes de passar às jornadas especiais, é importante destacar a possibilidade de negociação coletiva a respeito da pactuação da jornada de trabalho. A respeito desse assunto, o negociado pode se sobrepor ao legislado, porém, a negociação fica limitada à jornada constitucional que acabamos de estudar: CLT, Art. 611-A. A convenção coletiva e o acordo coletivo de trabalho têm prevalência sobre a lei quando, entre outros, dispuserem sobre: I - pacto quanto à jornada de trabalho, observados os limites constitucionais; Jornadas especiais de trabalho INCIDÊNCIA EM PROVA: MÉDIA Diversas categorias possuem jornadas distintas do padrão estudado no tópico anterior. Veremos abaixo os exemplos que possuem vinculação mais estreita com a CLT. Turnos ininterruptos de revezamento Os turnos ininterruptos de revezamento (TIR) possuíram tratamentos diferenciados ao longo do tempo, e atualmente estão regrados pela Constituição Federal da seguinte forma: CF/88, art. 7º São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros que visem à melhoria de sua condição social: (...) XIV - jornada de seis horas para o trabalho realizado em turnos ininterruptos de revezamento, salvo negociação coletiva; Para caracterização do turno ininterrupto de revezamento não basta que a jornada seja de 06 horas. É imprescindível que haja significativa alternância de horários de trabalho compreendendo dia e noite: OJ-SDI1-360 TURNO ININTERRUPTO DE REVEZAMENTO. DOIS TURNOS. HORÁRIO DIURNO E NOTURNO. CARACTERIZAÇÃO Faz jus à jornada especial prevista no art. 7º, XIV, da CF/1988 o trabalhador que exerce suas atividades em sistema de alternância de turnos, ainda que em dois turnos de trabalho, que compreendam, no todo ou em parte, o horário diurno e o noturno, pois submetido à alternância de horário prejudicial à saúde, sendo irrelevante que a atividade da empresa se desenvolva de forma ininterrupta. Antonio Daud Aula 05 TRT 7ª Região (Analista Judiciário - Área Administrativa) Direito do Trabalho - 2023 (Pré-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br https://t.me/kakashi_copiador 39 203 Para a caracterização da alternância de horários é necessário que o empregado labore em períodos alternados que cubram todas as 24 horas do dia? Resposta: ainda não há definição precisa por parte da doutrina, mas a OJ exposta acima tende a aceitar como alternância os horários que não cubram as 24 horas do dia. Como explicado por Mauricio Godinho Delgado1: “(...) enquadra-se no tipo legal em exame o sistema de trabalho que coloque o empregado, alternativamente, em cada semana, quinzena, mês ou período relativamente superior, em contato com as diversas fases do dia e da noite, cobrindo as horas da composição dia/noite ou, pelo menos, parte importante das fases diurnas e noturnas. (...) De toda maneira, é evidente que o contato com os diversos horários da noite e do dia há que ser significativo – ainda que não integral -, sob pena de se estender demasiadamente o tipo jurídico destacado pela Constituição.” Exemplo: um empregado que trabalha na câmara fria de um frigorífico, cumprindo horários de trabalho alternados nos dias da semana de 08h00min às 14h00min, 17h00min às 23h00min e 01h00min às 07h00min, de acordo com a necessidade da empresa. Neste caso, o empregado tem evidentes prejuízos à sua saúde e convívio social, pois tal organização do trabalho afeta seu ritmo biológico (os horários de sono sempre variam) e prejudica sua inserção na sociedade (tem dificuldades para frequentar uma faculdade ou realizar cursos, por exemplo, visto que a alternância de horários não lhe permite acompanhar as turmas). Caso o empregado laborasse em turno fixo (somente de manhã, somente de tarde ou somente de noite, sem alternância), não seria o caso de aplicabilidade das regras atinentes ao turno ininterrupto de revezamento (TIR). Seguindo adiante no assunto precisamos destacar outro aspecto relevante para fins de prova: Se a empresa parar de funcionar um dia por semana (aos domingos, por exemplo) isto prejudica a tipificação do TIR? Resposta: Não. Parte da doutrina entende que isso seria necessário, mas o TST já possui entendimento quanto ao fato de as interrupções da atividade empresarial não descaracterizarem o regime de turno ininterrupto de revezamento; vejamos o verbete relacionado ao tema: 1 DELGADO, Mauricio Godinho. Curso de Direito do Trabalho.12 Ed. São Paulo: LTr, 2013, p. 930. Antonio Daud Aula 05 TRT 7ª Região (Analista Judiciário - Área Administrativa) Direito do Trabalho - 2023 (Pré-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br https://t.me/kakashi_copiador 40 203 OJ-SDI1-360 TURNO ININTERRUPTO DE REVEZAMENTO. DOIS TURNOS. HORÁRIO DIURNO E NOTURNO. CARACTERIZAÇÃO Faz jus à jornada especial prevista no art. 7º, XIV, da CF/1988 o trabalhador que exerce suas atividades em sistema de alternância de turnos, ainda que em dois turnos de trabalho, que compreendam, no todo ou em parte, o horário diurno e o noturno, pois submetido à alternância de horário prejudicial à saúde, sendo irrelevante que a atividade da empresa se desenvolva de forma ininterrupta. Outra questão que pode ser exigida em provas: Se o empregador concede um intervalo intrajornada (15 minutos para lanche, por exemplo), isso descaracteriza o regime de TIR? Resposta: Não, visto que o termo “ininterrupto” se refere à alternância dos turnos em si, e não impede que haja intervalo intrajornada (durante o turno) para descanso dos empregados: SUM-360 TURNOS ININTERRUPTOS DE REVEZAMENTO. INTERVALOS INTRAJORNADA E SEMANAL A interrupção do trabalho destinada a repouso e alimentação, dentro de cada turno, ou o intervalo para repouso semanal, não descaracteriza o turno de revezamentocom jornada de 6 (seis) horas previsto no art. 7º, XIV, da CF/1988. Corrobora o entendimento a posição do Ministro Godinho2: “(...) a ideia de falta de interrupção dos turnos centra-se na circunstância de que eles se sucedem ao longo das semanas, quinzenas ou meses, de modo a se encadearem para cobrir todas as fases da noite e do dia – não tendo relação com o fracionamento interno de cada turno de trabalho.” Este tema foi exigido no concurso de AFT 2009/2010: ESAF/MTE – Auditor Fiscal do Trabalho - 2010 De acordo com a jurisprudência do Tribunal Superior do Trabalho, a concessão do intervalo para repouso e alimentação, dentro de cada turno, ou o intervalo para descanso semanal, descaracteriza o sistema de turnos ininterruptos de revezamento previsto na Constituição. Pelo que estudamos, a alternativa é incorreta. 2 DELGADO, Mauricio Godinho. Op. cit., p. 915. Antonio Daud Aula 05 TRT 7ª Região (Analista Judiciário - Área Administrativa) Direito do Trabalho - 2023 (Pré-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br https://t.me/kakashi_copiador 41 203 ==d8eaf== Continuando no assunto precisamos analisar a viabilidade da existência de turno ininterrupto de revezamento com jornada acima de 06 horas. Pelo disposto na CF/88 isto é possível, desde que pactuado por meio de negociação coletiva: CF/88, art. 7º São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros que visem à melhoria de sua condição social: (...) XIV - jornada de seis horas para o trabalho realizado em turnos ininterruptos de revezamento, salvo negociação coletiva; Deste modo, é permitido que haja turnos de revezamento com jornadas de até 08 horas. Caso não haja tal previsão na negociação coletiva as horas excedentes à 6ª deverão ser remuneradas como extraordinárias. Entretanto, se houver previsão no acordo ou convenção, as horas excedentes à 6ª (no caso, a 7ª e 8ª) não serão remuneradas como extra: SUM-423 TURNO ININTERRUPTO DE REVEZAMENTO. FIXAÇÃO DE JORNADA DE TRABALHO MEDIANTE NEGOCIAÇÃO COLETIVA. VALIDADE. Estabelecida jornada superior a seis horas e limitada a oito horas por meio de regular negociação coletiva, os empregados submetidos a turnos ininterruptos de revezamento não tem direito ao pagamento da 7ª e 8ª horas como extras. No caso de empregado horista que labore em turnos ininterruptos de revezamento, do mesmo modo caberá o pagamento da hora e seu respectivo adicional caso a jornada seja prorrogada para além da sexta hora. Este é o entendimento da do seguinte verbete do TST: OJ-SDI1-275 TURNO ININTERRUPTO DE REVEZAMENTO. HORISTA. HORAS EXTRAS E ADICIONAL. DEVIDOS Inexistindo instrumento coletivo fixando jornada diversa, o empregado horista submetido a turno ininterrupto de revezamento faz jus ao pagamento das horas extraordinárias laboradas além da 6ª, bem como ao respectivo adicional. Segue abaixo trecho de julgado do TST que corrobora este entendimento: “Esta Corte tem reiteradamente decidido que, no caso de trabalho realizado em turnos ininterruptos de revezamento, as horas extras excedentes a sexta diária, devem ser pagas de forma integral, com o respectivo adicional, independentemente de o empregado ser Antonio Daud Aula 05 TRT 7ª Região (Analista Judiciário - Área Administrativa) Direito do Trabalho - 2023 (Pré-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br https://t.me/kakashi_copiador 42 203 horista ou mensalista, pois a contraprestação remunera apenas as seis primeiras horas trabalhadas”. (RR - 41700-69.2008.5.15.0086, Relatora Ministra: Kátia Magalhães Arruda, Data de Julgamento: 29/08/2012, 6ª Turma, Data de Publicação: 31/08/2012) Se houver previsão em negociação coletiva, por exemplo, de jornada de 07 (sete) horas em turnos ininterruptos, haveria o pagamento da 7ª hora, mas não caberia o pagamento do adicional (mínimo de 50%) desta hora, pois o sindicato concordou em que a jornada fosse de 07 (sete) horas, ou seja, esta 7ª hora não será extraordinária. Para encerrar o tópico sobre turnos ininterruptos é necessário comentar a Súmula 110 do TST, que trata dos casos em que não são respeitados o descanso semanal e o intervalo interjornada. Como veremos durante esta aula, o descanso semanal é de 24 horas consecutivas, enquanto o intervalo entre duas jornadas de trabalho (chamado de intervalo interjornada) é de no mínimo 11 (onze) horas. Assim, do término de uma jornada do turno ininterrupto até o início da próxima jornada que sucede o descanso semanal deve haver 35 horas de intervalo (24 + 11). Caso não se respeite esse intervalo de descanso deve haver o pagamento das horas, inclusive com o respectivo adicional: SUM-110 JORNADA DE TRABALHO. INTERVALO No regime de revezamento, as horas trabalhadas em seguida ao repouso semanal de 24 horas, com prejuízo do intervalo mínimo de 11 horas consecutivas para descanso entre jornadas, devem ser remuneradas como extraordinárias, inclusive com o respectivo adicional. Exemplo: a jornada de sábado encerrou-se às 22h00min, e o descanso semanal é domingo. Somando o intervalo interjornada e o descanso semanal, a jornada de segunda-feira somente poderia iniciar às 09h00min. Segue abaixo a visualização do exemplo na linha do tempo: Jornada encerrada às 22h00min de sábado Intervalo interjornada de 11 horas Descanso semanal de 24 horas Início da jornada às 08h00min de segunda Se a jornada de segunda-feira tivesse iniciado às 08h00min, de acordo com a Súmula 110, dever-se-ia pagar 1 (uma) hora como extraordinária, inclusive com o respectivo adicional. Vejamos uma questão sobre o tema: Antonio Daud Aula 05 TRT 7ª Região (Analista Judiciário - Área Administrativa) Direito do Trabalho - 2023 (Pré-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br https://t.me/kakashi_copiador 43 203 CESPE/TRT21 – Técnico Judiciário – Área Judiciária - 2010 Considere que Jacinto esteja sujeito ao turno ininterrupto de revezamento e tenha trabalhado das 16 horas às 22 horas do sábado e retornado ao trabalho na segunda-feira seguinte para cumprir jornada das 6 horas às 12 horas. Nessa situação, Jacinto não tem direito ao pagamento de hora extra. Alternativa incorreta, pois Jacinto faria jus a 3 horas extras. Observando nosso quadro, podemos ver que Jacinto somente poderia ter iniciado seu labor na segunda-feira às 09h00min, e como começou antes não foi respeitado o intervalo mínimo. Trabalho intermitente Como já comentamos em outro momento do curso, intermitente é o contrato de trabalho escrito no qual a prestação de serviços não é contínua. Nesta modalidade de contrato de trabalho, há alternância de períodos de trabalho e inatividade, independentemente do tipo de atividade do empregador ou da função do empregado. Assim, o empregador pactua com o empregado uma remuneração, todavia ela será devida apenas nas situações em que o empregado for convocado a trabalhar. Tal jornada vinha sendo implantada pelas grandes redes de fast food, por meio da chamada “jornada de trabalho móvel e variável”, e condenada pelo TST3, já que “sujeito ao arbítrio do empregador, o empregado não pode programar a sua vida profissional, familiar e social, pela falta de certeza do seu horário de trabalho e sua exata remuneração mensal” Vejam que os períodos de inatividade do empregado não são considerados tempo à disposição do empregador. Assim, não se aplicam a tais períodos o disposto no art. 4º da CLT4. Rememorando o funcionamento desta modalidade contratual: Surgindo a necessidade, o empregador convoca o empregado para a prestação de serviços. O empregado deve ser convocado com antecedência de, no mínimo, 3 dias (corridos) e ser informado acerca da jornada de trabalho. Recebida a convocação, o empregado pode optar por aceitar ou não o chamado. O obreiro tem o prazo de 1 dia útil para responder ao chamado, presumindo-se como recusa o silêncio. 3 A exemplo do decidido no RR-9891900-16.2005.5.09.0004. 4 CLT, art. 4º - Considera-se como deserviço efetivo o período em que o empregado esteja à disposição do empregador, aguardando ou executando ordens, salvo disposição especial expressamente consignada. Antonio Daud Aula 05 TRT 7ª Região (Analista Judiciário - Área Administrativa) Direito do Trabalho - 2023 (Pré-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br https://t.me/kakashi_copiador 44 203 Caso aceite e compareça ao local de trabalho, o empregado terá sua jornada de trabalho computada e, portanto, remunerada. Por outro lado, o período de inatividade não será considerado tempo à disposição do empregador e, portanto, não haverá remuneração. CLT, art. 452-A. O contrato de trabalho intermitente deve ser celebrado por escrito e deve conter especificamente o valor da hora de trabalho, que não pode ser inferior ao valor horário do salário mínimo ou àquele devido aos demais empregados do estabelecimento que exerçam a mesma função em contrato intermitente ou não. § 1º O empregador convocará, por qualquer meio de comunicação eficaz, para a prestação de serviços, informando qual será a jornada, com, pelo menos, três dias corridos de antecedência. § 2º Recebida a convocação, o empregado terá o prazo de um dia útil para responder ao chamado, presumindo-se, no silêncio, a recusa. § 3º A recusa da oferta não descaracteriza a subordinação para fins do contrato de trabalho intermitente. Agora, se o empregado aceita a convocação e, posteriormente, ou o empregado ou o empregador desistem, sem justo motivo, há previsão de pagamento de multa de 50% da remuneração que seria devida: CLT, art. 452-A, § 4º Aceita a oferta para o comparecimento ao trabalho, a parte que descumprir, sem justo motivo, pagará à outra parte, no prazo de trinta dias, multa de 50% (cinquenta por cento) da remuneração que seria devida, permitida a compensação em igual prazo. § 5º O período de inatividade não será considerado tempo à disposição do empregador, podendo o trabalhador prestar serviços a outros contratantes. Por exemplo: o empregado aceita a convocação do empregador para laborar em determinado período pelo valor contratual de R$ 400,00. Todavia, ao comparecer no local de trabalho, o empregador informa que mudou de ideia e não irá mais precisar dos serviços daquele trabalhador. Neste caso, o empregador deve àquele trabalhador uma multa de 50% do que seria devido (isto é, R$ 200,00). Este valor deve ser pago em 30 dias ao empregado, permitindo-se compensação em igual período. Sobre a alternância com períodos de inatividade, desconsiderados da jornada de trabalho, o Ministro Godinho relembra que5: 5 DELGADO, Maurício Godinho. DELGADO, Gabriela Neves. A Reforma Trabalhista no Brasil: com os comentários à Lei n. 13.467/2017. 1ª ed. São Paulo: LTr, 2017. P. 154 Antonio Daud Aula 05 TRT 7ª Região (Analista Judiciário - Área Administrativa) Direito do Trabalho - 2023 (Pré-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br https://t.me/kakashi_copiador 45 203 A noção de duração do trabalho envolve o tempo de disponibilidade do empregado em face de seu empregador, prestando serviços efetivos ou não (caput do art. 4º da CLT). A Lei 13.467/2017, entretanto, ladinamente, tenta criar conceito novo: a realidade do tempo à disposição do empregador, porém sem os efeitos jurídicos do tempo à disposição. Assim, interpretando sistematicamente a legislação trabalhista, o Ministro Godinho conclui6 que o empregado intermitente faz jus a, pelo menos, o salário mínimo mensal, mesmo que suas convocações não tenham totalizado tal quantia, pois trata-se de direito constitucional7: O que os preceitos legais fazem é, nada mais nada menos, do que criar mais uma modalidade de salário por unidade de obra, ou, pelo menos, de salário-tarefa: o salário contratual será calculado em função da produção do trabalhador no respectivo mês, produção a ser estimada pelo número de horas em que se colocou, efetivamente, à disposição do empregador no ambiente de trabalho, segundo convocação feita por esse empregador. Tratando-se, pois, de salário por unidade de obra ou de salário-tarefa, tem o empregado garantido, sem dúvida, o mínimo fixado em lei (salário mínimo legal), em periodicidade mensal. Por fim, destaco que o trabalho intermitente é um dos temas em que o negociado irá se sobrepor ao legislado (CLT, art. 611-A, VIII). Outras jornadas especiais Iniciaremos o tópico com as disposições relativas aos bancários, que possuem previsão de jornada diferenciada na CLT: CLT, art. 224 - A duração normal do trabalho dos empregados em bancos, casas bancárias e Caixa Econômica Federal será de 6 (seis) horas contínuas nos dias úteis, com exceção dos sábados, perfazendo um total de 30 (trinta) horas de trabalho por semana. § 1º - A duração normal do trabalho estabelecida neste artigo ficará compreendida entre 7 (sete) e 22 (vinte e duas) horas, assegurando-se ao empregado, no horário diário, um intervalo de 15 (quinze) minutos para alimentação. 6 DELGADO, Maurício Godinho. DELGADO, Gabriela Neves. A Reforma Trabalhista no Brasil: com os comentários à Lei n. 13.467/2017. 1ª ed. São Paulo: LTr, 2017. P. 155 7 CF, art. 7º, VII - garantia de salário, nunca inferior ao mínimo, para os que percebem remuneração variável; Antonio Daud Aula 05 TRT 7ª Região (Analista Judiciário - Área Administrativa) Direito do Trabalho - 2023 (Pré-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br https://t.me/kakashi_copiador 46 203 Pela regra estabelecida os bancários não trabalharão nos sábados e, com isso, o divisor a ser aplicado para a categoria é 180 (6 horas x 30 dias), diferentemente do divisor aplicado em regra que é, como vimos acima, de 220 horas. Entretanto, nem todos os empregados da categoria serão vinculados à limitação de jornada definida acima, visto que a lei traz a exceção dos ocupantes de funções de gerência, fiscalização, chefia e equivalentes: CLT, art. 224, § 2º - As disposições deste artigo não se aplicam aos que exercem funções de direção, gerência, fiscalização, chefia e equivalentes, ou que desempenhem outros cargos de confiança, desde que o valor da gratificação não seja inferior a 1/3 (um terço) do salário do cargo efetivo. Além disso, o gerente também não estará sujeito a controle de jornada, desde que cumpridos os requisitos do art. 62 da CLT: CLT, art. 62 - Não são abrangidos pelo regime previsto neste capítulo: (...) II - os gerentes, assim considerados os exercentes de cargos de gestão, aos quais se equiparam, para efeito do disposto neste artigo, os diretores e chefes de departamento ou filial. Parágrafo único - O regime previsto neste capítulo será aplicável aos empregados mencionados no inciso II deste artigo, quando o salário do cargo de confiança, compreendendo a gratificação de função, se houver, for inferior ao valor do respectivo salário efetivo acrescido de 40% (quarenta por cento). No caso do segmento bancário, a regra do art. 62 se aplicaria ao gerente geral da agência, enquanto a do art. 224 se aplicaria aos gerentes de contas, de relacionamento, etc. Nesta linha o ensinamento de Valentin Carrion8: “Gerente de agência bancária. Os hábitos contemporâneos permitem distinguir duas espécies de empregados absolutamente distintas, apesar de terem a mesma denominação: de um lado, o gerente titular, ou principal, da agência bancária, com mais poderes de representação, e de decisão, sem fiscalização imediata, a não ser a genérica de regulamentos e normas internas (...), e, de outro lado, um ou vários gerentes de segundo nível, que prestam contas e submissão ao gerente-titular. A CLT acolhe o primeiro, no art. 62, II, e os segundos, verdadeiros subgerentes, apesar de outra denominação que utilizam, e que estão inseridos, junto com outros cargos de segundo nível, no art. 224, §2º, da CLT.” - - - - 8 CARRION, Valentim. Comentários à Consolidação das Leis do Trabalho. 37ª ed. São Paulo: Saraiva, 2012, p. 150-151. Antonio Daud Aula 05 TRT 7ªRegião (Analista Judiciário - Área Administrativa) Direito do Trabalho - 2023 (Pré-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br https://t.me/kakashi_copiador 47 203 Há também previsão na CLT de regra específica para os trabalhadores em minas de subsolo: CLT, art. 293 - A duração normal do trabalho efetivo para os empregados em minas no subsolo não excederá de 6 (seis) horas diárias ou de 36 (trinta e seis) semanais. O trabalho em subsolo nas atividades de mineração é responsável por uma série de agravos à saúde, que vão desde o choque elétrico até pneumoconiose (doença do pulmão ocasionada pelo contato com sílica livre cristalizada, oriunda da poeira gerada pela extração de minérios). Dadas as condições de insalubridade da atividade, existe até previsão de redução deste limite máximo: CLT, art. 295, parágrafo único - A duração normal do trabalho efetivo no subsolo poderá ser inferior a 6 (seis) horas diárias, por determinação da autoridade de que trata este artigo, tendo em vista condições locais de insalubridade e os métodos e processos do trabalho adotado. Além disso, como em alguns empreendimentos a boca da mina (entrada para o subsolo) fica a vários quilômetros da frente de trabalho, a CLT também esclareceu que este tempo de deslocamento deve ser computado: CLT, art. 294 - O tempo despendido pelo empregado da boca da mina ao local do trabalho e vice-versa será computado para o efeito de pagamento do salário. No que tange às atividades de telefonia, a CLT também trouxe previsões distintas da regra geral: CLT, art. 227 - Nas empresas que explorem o serviço de telefonia, telegrafia submarina ou subfluvial, de radiotelegrafia ou de radiotelefonia, fica estabelecida para os respectivos operadores a duração máxima de seis horas contínuas de trabalho por dia ou 36 (trinta e seis) horas semanais. Com base nesta previsão legal, o TST estendeu a regra aos empregados que operam telefone de mesa (de empresas em geral): SUM-178 TELEFONISTA. ART. 227, E PARÁGRAFOS, DA CLT. APLICABILIDADE É aplicável à telefonista de mesa de empresa que não explora o serviço de telefonia o disposto no art. 227, e seus parágrafos, da CLT. Os operadores de teleatendimento e telemarketing (atividades recentes, que não existiam quando da publicação da CLT) não possuem restrição legal de sua jornada de trabalho. Estas pessoas laboram em locais denominados call centers, que são ambientes de trabalho nos quais a principal atividade é conduzida via telefone e/ou rádio com utilização simultânea de terminais de computador. Antonio Daud Aula 05 TRT 7ª Região (Analista Judiciário - Área Administrativa) Direito do Trabalho - 2023 (Pré-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br https://t.me/kakashi_copiador 48 203 Ainda não há consenso doutrinário sobre a aplicação analógica do artigo 227 da CLT (comentado acima) para as atividades de teleatendimento e telemarketing. Sobre isto é de notar que havia um verbete do TST, cancelado em 2011, que dispunha ser inaplicável, por analogia, a jornada reduzida do art. 227 a esta categoria: OJ-SDI1-273 "TELEMARKETING". OPERADORES. ART. 227 DA CLT. INAPLICÁVEL A jornada reduzida de que trata o art. 227 da CLT não é aplicável, por analogia, ao operador de televendas, que não exerce suas atividades exclusivamente como telefonista, pois, naquela função, não opera mesa de transmissão, fazendo uso apenas dos telefones comuns para atender e fazer as ligações exigidas no exercício da função. Frise-se que há disposições específicas sobre intervalos durante a jornada de trabalho dos operadores de teleatendimento e telemarketing na NR 17 (ERGONOMIA), mas este é um assunto a ser tratado no curso de Segurança e Saúde no Trabalho. Em relação à categoria dos jornalistas profissionais a CLT possui seção específica, onde se estipula jornada diferenciada: CLT, art. 303 - A duração normal do trabalho dos empregados compreendidos nesta Seção não deverá exceder de 5 (cinco) horas, tanto de dia como à noite. CLT, art. 304 - Poderá a duração normal do trabalho ser elevada a 7 (sete) horas, mediante acordo escrito, em que se estipule aumento de ordenado, correspondente ao excesso do tempo de trabalho, em que se fixe um intervalo destinado a repouso ou a refeição. Quanto aos operadores cinematográficos a Consolidação define jornada padrão de 06 (seis) horas: CLT, art. 234 - A duração normal do trabalho dos operadores cinematográficos e seus ajudantes não excederá de seis horas diárias, assim distribuídas: a) 5 (cinco) horas consecutivas de trabalho em cabina, durante o funcionamento cinematográfico; b) 1 (um) período suplementar, até o máximo de 1 (uma) hora para limpeza, lubrificação dos aparelhos de projeção, ou revisão de filmes. Em relação aos tripulantes de embarcações pode-se destacar o artigo 248: CLT, art. 248 - Entre as horas 0 (zero) e 24 (vinte e quatro) de cada dia civil, o tripulante poderá ser conservado em seu posto durante 8 (oito) horas, quer de modo contínuo, quer de modo intermitente. Antonio Daud Aula 05 TRT 7ª Região (Analista Judiciário - Área Administrativa) Direito do Trabalho - 2023 (Pré-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br https://t.me/kakashi_copiador 49 203 § 1º - A exigência do serviço contínuo ou intermitente ficará a critério do comandante e, neste último caso, nunca por período menor que 1 (uma) hora. Aproveitando o tópico, precisamos comentar também sobre a situação dos trabalhadores contratados a tempo parcial. Nesta modalidade de contratação o empregado tem jornada inferior ao padrão de 08 horas diárias e 44 semanais, com a redução proporcional de seu salário: CLT, art. 58-A. Considera-se trabalho em regime de tempo parcial aquele cuja duração não exceda a trinta horas semanais, sem a possibilidade de horas suplementares semanais, ou, ainda, aquele cuja duração não exceda a vinte e seis horas semanais, com a possibilidade de acréscimo de até seis horas suplementares semanais. § 2º Para os atuais empregados, a adoção do regime de tempo parcial será feita mediante opção manifestada perante a empresa, na forma prevista em instrumento decorrente de negociação coletiva. Assim, a jornada de um empregado contratado a tempo parcial pode ser, por exemplo, de 05 horas diárias (de segunda a sexta). O §2º do artigo 58-A abriu a possibilidade de que, mediante negociação coletiva, empregados sujeitos à jornada padrão de 08 horas pudessem ter seu regime de trabalho alterado para tempo parcial, mediante a redução proporcional dos salários. Após a reforma trabalhista, permitiu-se a realização de horas extras pelo trabalhador em tempo parcial, a depender do limite de jornada. Assim, após a reforma há duas situações de trabalhador em regime de tempo parcial: a) sem prestação de horas extras: limite semanal de 30 horas b) com a possibilidade de prestar horas extras: limite semanal de 26 horas Neste último caso, as horas extras ficam limitadas a 06 horas suplementares por semana (totalizando, no máximo, 32 horas). Vejam as alterações: Antes Depois CLT, art. 58-A. Considera-se trabalho em regime de tempo parcial aquele cuja duração não exceda a vinte e cinco horas semanais. CLT, art. 58-A. Considera-se trabalho em regime de tempo parcial aquele cuja duração não exceda a trinta horas semanais, sem a possibilidade de horas suplementares semanais, ou, ainda, aquele cuja duração não exceda a vinte e seis horas semanais, com a possibilidade de acréscimo de até seis horas suplementares semanais. Antonio Daud Aula 05 TRT 7ª Região (Analista Judiciário - Área Administrativa) Direito do Trabalho - 2023 (Pré-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br https://t.me/kakashi_copiador 50 203 CLT, art. 59, § 4º Os empregados sob o regime de tempo parcial não poderão prestar horas extras. CLT, art. 59, § 4º (Revogado) Corrobora as regras a seguinte questão adaptada, cujo gabarito é a alternativa (E): FCC/TRT8 – Analista Judiciário– Área Execução de Mandados – 2010 (adaptada) Solange é empregada da empresa Amor Perfeito, trabalhando como ajudante na elaboração de cestas de café da manhã. Solange é considerada empregada em regime de tempo parcial. Neste caso, a duração da sua jornada de trabalho (A) poderá ser livremente pactuada entre as partes, desde que não ultrapasse vinte e oito horas semanais, sendo vedada a prestação de horas extras. (B) não poderá exceder a vinte horas semanais, sendo vedada a prestação de horas extras. (C) deverá ser obrigatoriamente de vinte e quatro horas semanais. (D) poderá ser livremente pactuada entre as partes, desde que não ultrapasse dezoito horas semanais, bem como oito horas extras mensais. (E) não poderá exceder a trinta horas semanais, sem a possibilidade de horas suplementares semanais, ou a vinte e seis horas semanais, com a possibilidade de prestação de horas suplementares, limitadas a seis. Em relação ao trabalhador parcial com jornada inferior a 26 hs semanais, o limite de horas extras semanais é de 6 horas: CLT, art. 58-A, § 4º Na hipótese de o contrato de trabalho em regime de tempo parcial ser estabelecido em número inferior a vinte e seis horas semanais, as horas suplementares a este quantitativo serão consideradas horas extras para fins do pagamento estipulado no § 3º [adicional HE de 50%], estando também limitadas a seis horas suplementares semanais. Para finalizar o assunto regime de tempo parcial, destaco que a compensação, se for realizada até a semana posterior, pode se dar sem acordo prévio (“diretamente”): CLT, art. 58-A, § 5º As horas suplementares da jornada de trabalho normal poderão ser compensadas diretamente até a semana imediatamente posterior à da sua execução, devendo ser feita a sua quitação na folha de pagamento do mês subsequente, caso não sejam compensadas. Outras regras sobre o trabalhador em tempo parcial serão estudadas em outros momentos do curso. Antonio Daud Aula 05 TRT 7ª Região (Analista Judiciário - Área Administrativa) Direito do Trabalho - 2023 (Pré-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br https://t.me/kakashi_copiador 51 203 Para facilitar o estudo e a revisão, compilamos o seguinte quadro sobre as jornadas especiais que acabamos de estudar: ATIVIDADE LIMITES DA JORNADA ESPECIAL FUNDAMENTO Bancários 6 horas diárias e 30 horas semanais CLT, art. 224 Serviços de telefonia 6 horas diárias e 36 horas semanais CLT, art. 227 Minas de subsolo CLT, art. 293 Jornalistas profissionais 5 horas diárias (prorrogável até 7 horas, por acordo escrito) CLT, arts. 303-304 Operadores cinematográficos 6 horas diárias (5 horas na cabina + 1 hora para limpeza/lubrificação) CLT, art. 234 Regime de Tempo parcial 30 horas semanais (sem HEs) 26 horas semanais (com possibilidade de HEs) CLT, art. 58-A E já que, logo acima, falamos em horas extras, passemos ao próximo assunto da aula, que é justamente a jornada extraordinária. Antonio Daud Aula 05 TRT 7ª Região (Analista Judiciário - Área Administrativa) Direito do Trabalho - 2023 (Pré-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br https://t.me/kakashi_copiador 52 203 TRABALHO EXTRAORDINÁRIO E COMPENSAÇÃO DE JORNADA Jornada extraordinária A jornada extraordinária (também conhecida como sobrejornada ou horas extraordinárias) é o lapso temporal em que o empregado permanece laborando após sua jornada padrão (jornada normal). O limite de horas extraordinárias diárias estabelecido pela CLT é o seguinte: CLT, art. 59 A duração diária do trabalho poderá ser acrescida de horas extras, em número não excedente de duas, por acordo individual, convenção coletiva ou acordo coletivo de trabalho. Atenção para o fato de que, por simples acordo entre empregado e empregador, é possível a realização de horas extraordinárias. O efeito do acordo de horas suplementares é que cabe ao empregador exigir do empregado a prestação da sobrejornada quando for necessário (jus variandi do empregador), não podendo o empregado se recusar a prestar tais horas. E se a empresa mantém empregados laborando acima do limite máximo permitido em lei, isso a exime do pagamento das horas extraordinárias excedentes de 2? Certamente não, mas tendo em vista as alegações de que a sobrejornada ilegal não deveria ser remunerada (por ser ilegal) o TST editou Súmula 376: SUM-376 HORAS EXTRAS. LIMITAÇÃO. ART. 59 DA CLT. REFLEXOS I - A limitação legal da jornada suplementar a duas horas diárias não exime o empregador de pagar todas as horas trabalhadas. Ainda sobre o acordo escrito é oportuno comentarmos sobre a impossibilidade de pré-contratação de horas extraordinárias. Seria o caso da contratação de profissional bancário cuja jornada padrão diária deva ser de 06 horas, sendo contratado para prestar 08 horas diárias. SUM-199 BANCÁRIO. PRÉ-CONTRATAÇÃO DE HORAS EXTRAS I - A contratação do serviço suplementar, quando da admissão do trabalhador bancário, é nula. Os valores assim ajustados apenas remuneram a jornada normal, sendo devidas as Antonio Daud Aula 05 TRT 7ª Região (Analista Judiciário - Área Administrativa) Direito do Trabalho - 2023 (Pré-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br https://t.me/kakashi_copiador 53 203 horas extras com o adicional de, no mínimo, 50% (cinqüenta por cento), as quais não configuram pré-contratação, se pactuadas após a admissão do bancário. Sobre o assunto, lembremos que não se admite a legalidade de condições que prejudiquem o empregado: CLT, art. 9º - Serão nulos de pleno direito os atos praticados com o objetivo de desvirtuar, impedir ou fraudar a aplicação dos preceitos contidos na presente Consolidação. Quanto à sobrerremuneração (adicional) da hora extra, vejamos o dispositivo constitucional e as regras celetistas: CF/88, art. 7º São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros que visem à melhoria de sua condição social: (...) XVI - remuneração do serviço extraordinário superior, no mínimo, em cinqüenta por cento à do normal; No mesmo sentido, o §1º do art. 59, com alteração dada pela Lei 13.467, de julho de 2017: CLT, art. 59, § 1º A remuneração da hora extra será, pelo menos, 50% (cinquenta por cento) superior à da hora normal. Também é viável (e bastante comum) que acordos coletivos de trabalho (ACT) e convenções coletivas de trabalho (CCT) prevejam percentuais maiores que 50%. Nestes casos, deve-se respeitar a previsão da negociação coletiva, mais benéfica à categoria. Isto permite concluir que toda hora suplementar será remunerada com o respectivo adicional? A resposta é negativa. No caso de regime de compensação de horas haverá a prestação de labor além da jornada padrão, mas, como as horas serão compensadas, não será devido o respectivo adicional. Nesta linha, segue o ensinamento do Ministro Godinho1, citando Amauri Mascaro Nascimento: “A noção de jornada extraordinária não se estabelece em função da remuneração suplementar à do trabalho normal (isto é, pelo pagamento do adicional de horas extras). Estabelece-se em face da ultrapassagem da fronteira normal da jornada. A remuneração 1 DELGADO, Mauricio Godinho. Op. cit., p. 936. Antonio Daud Aula 05 TRT 7ª Região (Analista Judiciário - Área Administrativa) Direito do Trabalho - 2023 (Pré-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br https://t.me/kakashi_copiador 54 203 do adicional é apenas um efeito comum da sobrejornada, mas não seu elemento componente necessário.” Compensação de jornada INCIDÊNCIA EM PROVA: ALTA Falaremos aqui sobre as duas modalidades de compensação de jornada: o acordo de prorrogação de jornada (compensação mensal) e o banco de horas (compensação que ultrapassa o módulo mensal). As principais diferenças para fins de prova são as seguintes: Compensação de jornada Acordo de prorrogação de jornada Banco de horas Compensação mensal Compensação que ultrapassa o módulo mensal Suavalidade demanda acordo escrito ou tácito entre empregador e empregado SEMESTRAL: sua validade demanda acordo escrito ANUAL: sua validade demanda previsão em negociação coletiva Vejamos agora outros aspectos importantes sobre o assunto. ➢ Acordo de prorrogação de jornada Além de prever a duração normal do trabalho (regra geral) de 08 horas diárias e 44 horas semanais, a CLT prevê a possibilidade de compensação, que ocorre quando o empregado trabalha algumas horas a mais em um (ou mais) dia(s) e menos em outro(s): CLT, art. 59 - A duração diária do trabalho poderá ser acrescida de horas extras, em número não excedente de duas, por acordo individual, convenção coletiva ou acordo coletivo de trabalho. Segue abaixo um cartão ponto hipotético, para analisar esta regra: Antonio Daud Aula 05 TRT 7ª Região (Analista Judiciário - Área Administrativa) Direito do Trabalho - 2023 (Pré-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br https://t.me/kakashi_copiador 55 203 CARTÃO PONTO Dia Entrada Saída do intervalo Retorno do intervalo Saída Segunda-feira 07h58min 12h02min 14h02min 18h47min Terça-feira 07h58min 12h02min 14h01min 18h49min Quarta-feira 07h56min 12h01min 13h59min 18h47min Quinta-feira 07h58min 12h02min 14h02min 18h50min Sexta-feira 07h59min 12h03min 14h01min 18h49min Sábado - - - - Domingo - - - - Neste caso hipotético (que é bem comum no cotidiano) o empregado trabalhou mais que 08 horas de segunda a sexta, mas não laborou no sábado. Desconsiderando as pequenas variações no ponto a jornada do empregado foi de 08h48min de segunda a sexta, o que resulta em 44 horas de trabalho no módulo semanal (08h48min x 5 dias). O resultado disto é que não será devido pagamento de adicional de horas extras. Após a reforma trabalhista, a CLT passou a permitir: ✓ a compensação dentro de até um mês (não mais apenas intrassemanal, como vinha entendendo a jurisprudência dominante) e ✓ o estabelecimento mediante acordo individual tácito ou escrito (até então, a CLT exigia acordo individual escrito) Vejam abaixo o dispositivo que regula o estabelecimento de tal modalidade: CLT, art. 59, § 6º É lícito o regime de compensação de jornada estabelecido por acordo individual, tácito ou escrito, para a compensação no mesmo mês. Portanto, diferentemente da compensação de jornada por meio de banco de horas, que exige previsão em negociação coletiva (anual) ou acordo escrito (semestral), o acordo de prorrogação de jornada pode ser realizado mediante acordo escrito entre empregado e empregador ou, até mesmo, tácito. O estabelecimento da compensação de jornada mensal foi cobrado na questão abaixo, correta: Antonio Daud Aula 05 TRT 7ª Região (Analista Judiciário - Área Administrativa) Direito do Trabalho - 2023 (Pré-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br https://t.me/kakashi_copiador 56 203 FCC/TRT-RN – Analista Judiciário–Área Judiciária – 2017 (adaptada) É lícito o regime de compensação de jornada estabelecido por acordo individual, tácito ou escrito, desde que a compensação se dê no mesmo mês. Apesar de a CLT não ter mencionado o acordo verbal, entende-se que ele também será válido, já que, até mesmo, o tácito é aceito. Criticando a possibilidade de acordo tácito constante do §6º do art. 59, o Ministro Godinho leciona que2: A interpretação literalista desse novo preceito, entretanto, conduziria à deflagração de profunda insegurança jurídica para o trabalhador no contexto da relação de emprego, além de exacerbar o poder unilateral do empregador nessa relação já fortemente assimétrica. A interpretação lógico-racional, sistemática e teleológica (..) devem conduzir, equilibradamente, à compreensão no sentido da necessidade, pelo menos, da pactuação bilateral escrita para a validade do mencionado regime compensatório clássico. (grifou-se) É importante notar que o acordo de prorrogação não se confunde com o banco de horas (tratado a seguir). ➢ Banco de horas Outra possibilidade de compensação de jornada é o banco de horas, na qual a compensação extrapola o período de um mês. O banco de horas atende ao jus variandi do empregador, que exigirá mais labor (hora extras) quando haja maior demanda do mercado e, ao revés, quando a produção ficar em ritmo mais lento, poderá dispensar o empregado de alguns dias de trabalho para compensar as horas positivas do banco, tudo isso sem pagamento de horas extraordinárias. Para a modalidade de banco de horas, a Lei 13.467 (reforma trabalhista) criou a possibilidade de um banco de horas semestral, além do banco de horas anual, que já existia. O banco de horas semestral pode ser estabelecido por meio de acordo individual escrito (até então, só podia se falar em “banco de horas” por meio de negociação coletiva): CLT, art. 59, § 5º O banco de horas de que trata o § 2º3 deste artigo poderá ser pactuado por acordo individual escrito, desde que a compensação ocorra no período máximo de seis meses. 2 DELGADO, Maurício Godinho. DELGADO, Gabriela Neves. A Reforma Trabalhista no Brasil: com os comentários à Lei n. 13.467/2017. 1ª ed. São Paulo: LTr, 2017. P. 129 3 CLT, art. 59, § 2º Poderá ser dispensado o acréscimo de salário se, por força de acordo ou convenção coletiva de trabalho, o excesso de horas em um dia for compensado pela correspondente diminuição em outro dia, de maneira que não exceda, no Antonio Daud Aula 05 TRT 7ª Região (Analista Judiciário - Área Administrativa) Direito do Trabalho - 2023 (Pré-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br https://t.me/kakashi_copiador 57 203 Assim, a cada semestre esse banco de horas poderia ser renovado diretamente com o empregado, por meio de simples acordo escrito. Já em relação ao banco de horas anual, por força do disposto no §2º do art. 59, a CLT exige o ajuste mediante negociação coletiva, mesmo após a reforma trabalhista: CLT, art. 59, § 2º Poderá ser dispensado o acréscimo de salário se, por força de acordo ou convenção coletiva de trabalho, o excesso de horas em um dia for compensado pela correspondente diminuição em outro dia, de maneira que não exceda, no período máximo de um ano, à soma das jornadas semanais de trabalho previstas, nem seja ultrapassado o limite máximo de dez horas diárias. Por outro lado, o banco de horas anual é um dos assuntos em que o negociado poderá prevalecer sobre o legislado: CLT, art. 611-A. A convenção coletiva e o acordo coletivo de trabalho têm prevalência sobre a lei quando, entre outros, dispuserem sobre: (..) II - banco de horas anual; Portanto, em relação ao banco de horas anual, poderiam ser estabelecidas outras regras, ainda que desvantajosas ao trabalhador. Vejam a questão abaixo, errada: FCC/TRT-RN – Analista Judiciário–Área Judiciária – 2017 (adaptada) O banco de horas anual pode ser pactuado por acordo individual escrito, acordo coletivo ou convenção coletiva de trabalho. Segue abaixo um resumo destas modalidades de acordo com a reforma trabalhista: período máximo de um ano, à soma das jornadas semanais de trabalho previstas, nem seja ultrapassado o limite máximo de dez horas diárias. Antonio Daud Aula 05 TRT 7ª Região (Analista Judiciário - Área Administrativa) Direito do Trabalho - 2023 (Pré-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br https://t.me/kakashi_copiador 58 203 ==d8eaf== ➢ Demais aspectos sobre compensação de jornada A Lei 13.467 positivou na CLT entendimento do TST previsto na então SUM-85, III4: CLT, art. 59-B. O não atendimento das exigências legais para compensação de jornada, inclusive quando estabelecida mediante acordo tácito, não implica a repetição do pagamento das horas excedentes à jornada normal diária se não ultrapassada a duração máxima semanal, sendo devido apenas o respectivo adicional. Exemplo: um empregado que, sem ter acordado a compensação de jornada com seu empregador, laborou durante 44 horas durante uma semana. Dessas 44 horas,ele laborou 10 horas de segunda a quinta-feira, e mais 4 horas na sexta-feira, totalizando as 44. Note que, nesse caso, entre segunda e quinta ele laborou 2 horas extras por dia. Pergunta: Ele deve receber cada uma dessas horas como extra? A resposta é não, pois, no total, ele não extrapolou a jornada pela qual ele é remunerado. Isto porque o salário do empregado já inclui todas as horas trabalhadas, e, por isso, o não atendimento das exigências legais (acordo individual) implicará pagamento apenas do respectivo adicional. 4 SUM-85, III. O mero não atendimento das exigências legais para a compensação de jornada, inclusive quando encetada mediante acordo tácito, não implica a repetição do pagamento das horas excedentes à jornada normal diária, se não dilatada a jornada máxima semanal, sendo devido apenas o respectivo adicional. Antonio Daud Aula 05 TRT 7ª Região (Analista Judiciário - Área Administrativa) Direito do Trabalho - 2023 (Pré-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br https://t.me/kakashi_copiador 59 203 Nesse caso, por força do art. 59-B acima, ele não deve receber tais horas como extra, mas apenas o adicional de 50% relativo a cada uma delas. - - - - - Outra inovação da Lei 13.467 diz respeito ao fato de que a prestação de horas extras habituais não mais descaracteriza os acordos de compensação de jornada: CLT, art. 59-B, parágrafo único. A prestação de horas extras habituais não descaracteriza o acordo de compensação de jornada e o banco de horas. Note que tal disposição é contrária ao que vinha entendendo o TST, por meio da SUM-85, IV5. - - - - - Ressalto, ainda, que para os empregadores menores de idade, a compensação de jornada exige previsão em ACT/CCT (diferentemente dos empregados em geral): CLT, art. 413 - É vedado prorrogar a duração normal diária do trabalho do menor, salvo: I - até mais 2 (duas) horas, independentemente de acréscimo salarial, mediante convenção ou acordo coletivo nos termos do Título VI desta Consolidação, desde que o excesso de horas em um dia seja compensado pela diminuição em outro (...); - - - - - Para finalizar este tópico, pergunto: O que acontece se o empregado tem o contrato de trabalho rescindido antes de ser “zerado” o saldo de horas a compensar? Exemplo: o empregado da empresa XPTO Ltda., com banco de horas ajustado com seu empregador, é demitido com um saldo de 20 horas no seu banco. Neste caso, estas 20 horas deverão ser pagas como horas extras por ocasião da sua rescisão, considerando o valor-hora da remuneração à época da rescisão: CLT, art. 59, § 3º Na hipótese de rescisão do Contrato de Trabalho sem que tenha havido a compensação integral da jornada extraordinária, na forma dos §§ 2º e 5º deste artigo, o 5 SUM-85, IV. A prestação de horas extras habituais descaracteriza o acordo de compensação de jornada. Nesta hipótese, as horas que ultrapassarem a jornada semanal normal deverão ser pagas como horas extraordinárias e, quanto àquelas destinadas à compensação, deverá ser pago a mais apenas o adicional por trabalho extraordinário. Antonio Daud Aula 05 TRT 7ª Região (Analista Judiciário - Área Administrativa) Direito do Trabalho - 2023 (Pré-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br https://t.me/kakashi_copiador 60 203 trabalhador terá direito ao pagamento das horas extras não compensadas, calculadas sobre o valor da remuneração na data da rescisão. ➢ Compensação 12 x 36 horas Com a reforma trabalhista, regulamentou-se em lei a possibilidade da jornada de 12 horas de trabalho por 36 de descanso. Assim, a CLT passou a permitir o estabelecimento da jornada de 12 horas de trabalho por 36 de descanso por meio de ACT/CCT ou, até mesmo, de acordo individual escrito: CLT, art. 59-A. Em exceção ao disposto no art. 59 desta Consolidação, é facultado às partes, mediante acordo individual escrito, convenção coletiva ou acordo coletivo de trabalho, estabelecer horário de trabalho de doze horas seguidas por trinta e seis horas ininterruptas de descanso, observados ou indenizados os intervalos para repouso e alimentação6. Vejam que tal dispositivo amplia as possibilidades de estabelecimento da jornada 12x36 que eram mencionadas na SUM-444 do TST7, a qual exigia lei ou negociação coletiva. Portanto, de acordo com o art. 59-A da CLT, é permitida a jornada 12x36 estabelecida, inclusive, por meio de acordo individual escrito (e não apenas por meio de ACT/CCT). Há outros cinco pontos que chamam a atenção acerca desta jornada. 1) Os trabalhadores em escala de 12x36 não têm direito à remuneração em dobro pelos feriados trabalhados (contrariando o entendimento fixado anteriormente pelo TST), tampouco em relação aos domingos trabalhados. Portanto, se a escala de trabalho recai em um feriado, por exemplo, considera-se que tal labor está naturalmente compensado, já que o empregado teria outras 36hs de descanso na sequência. 2) O segundo ponto importante é que abre-se a possibilidade de que os intervalos intrajornada na escala 12x36 não sejam necessariamente concedidos. Pela parte final do dispositivo acima, tais intervalos podem ser observados ou, caso não sejam concedidos, serão indenizados. 3) Além disso, tais trabalhadores não têm direito ao recebimento de adicional noturno (ou à redução ficta da hora noturna) pela prorrogação de trabalho noturno, a que se refere o art. 73, §5º, da CLT8. Adiante, a literalidade do dispositivo celetista sob comento: CLT, art. 59-A, parágrafo único. A remuneração mensal pactuada pelo horário previsto no caput deste artigo [12x36] abrange os pagamentos devidos pelo descanso semanal 6 Em julho/2023, o STF confirmou a constitucionalidade do art. 59-A da CLT (ADI 5.994). 7 SUM-444 JORNADA DE TRABALHO. ESCALA DE 12 POR 36. VALIDADE. É valida, em caráter excepcional, a jornada de 12 horas de trabalho por trinta e seis de descanso, prevista em lei ou ajustada exclusivamente mediante acordo coletivo de trabalho ou convenção coletiva de trabalho, assegurada a remuneração em dobro dos feriados trabalhados. O empregado não tem direito ao pagamento de adicional referente ao labor prestado na décima primeira e décima segunda horas. 8CLT, art. 73, § 5º Às prorrogações do trabalho noturno aplica-se o disposto neste capítulo. Antonio Daud Aula 05 TRT 7ª Região (Analista Judiciário - Área Administrativa) Direito do Trabalho - 2023 (Pré-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br https://t.me/kakashi_copiador 61 203 remunerado e pelo descanso em feriados, e serão considerados compensados os feriados e as prorrogações de trabalho noturno, quando houver, de que tratam o art. 70 e o § 5º do art. 73 desta Consolidação. 4) Por fim, é possível o estabelecimento de jornada 12x36 em atividade insalubre sem a necessidade de licença prévia do MTb: CLT, art. 60, parágrafo único. Excetuam-se da exigência de licença prévia [para prorrogação de jornada em atividades insalubres] as jornadas de doze horas de trabalho por trinta e seis horas ininterruptas de descanso. 5) Aprofundando um pouco mais, vale destacar que, tratando-se da escala 12x36, o TST tem considerado que a prestação de horas extras habituais torna inválido tal regime. Ou seja, diferentemente do que ocorre para os demais regimes de compensação de jornada (para os quais aplica-se o parágrafo único do art. 59-B9), no regime de trabalho 12x36 não se admite a prestação de horas extras habituais. Este é o entendimento a que chegou o TST no seguinte julgado: a invalidade do regime 12X36 em decorrência da prestação habitual de horas extraordinárias está em consonância com o entendimento jurisprudencial desta c. Corte. No que diz respeito ao período de 11/11/2017 a 19/06/2018, o art. 59-A, da CLT expressamente registra que "Em exceção ao disposto no art. 59 desta Consolidação, é facultado às partes, (...) estabelecer horário de trabalho de doze horas seguidas por trinta e seis horas ininterruptas de descanso (...)".O art. 59-B, parágrafo único, da CLT, indicado como violado pela reclamada, constitui exceção à regra geral do art. 59/CLT e não é possível a cumulação de exceções. Por esse motivo, não se aplica ao regime excepcional do art. 59-A da CLT (12 x 36 horas) a regra exceptiva do art. 59-B, parágrafo único, da CLT. TST-RR1000761-18.2018.5.02.0708, 6ª Turma, rel. Des. Conv. Cilene Ferreira Amaro Santos, julgado em 18.9.2019 Resumindo a regulamentação celetista quando à escala 12x36, temos o seguinte: 9 CLT, art. 59-B, parágrafo único. A prestação de horas extras habituais não descaracteriza o acordo de compensação de jornada e o banco de horas. Antonio Daud Aula 05 TRT 7ª Região (Analista Judiciário - Área Administrativa) Direito do Trabalho - 2023 (Pré-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br https://t.me/kakashi_copiador 62 203 Prorrogação de jornada em necessidades imperiosas INCIDÊNCIA EM PROVA: BAIXA Existem situações previstas em lei nas quais a realização de horas extraordinárias independerá de acordo entre empregador e empregado. São casos excepcionais nos quais o labor extraordinário torna-se necessário, situações em que o empregador lança mão de seu poder diretivo para exigir a prestação da sobrejornada. ➢ Força maior No caso de força maior aplicam-se os seguintes dispositivos: CLT, art. 61 - Ocorrendo necessidade imperiosa, poderá a duração do trabalho exceder do limite legal ou convencionado, seja para fazer face a motivo de força maior, seja para atender à realização ou conclusão de serviços inadiáveis ou cuja inexecução possa acarretar prejuízo manifesto. (...) § 2º - Nos casos de excesso de horário por motivo de força maior, a remuneração da hora excedente não será inferior à da hora normal. Nos demais casos de excesso previstos neste artigo, a remuneração será, pelo menos, 25% (vinte e cinco por cento) superior à da hora normal, e o trabalho não poderá exceder de 12 (doze) horas, desde que a lei não fixe expressamente outro limite. Antonio Daud Aula 05 TRT 7ª Região (Analista Judiciário - Área Administrativa) Direito do Trabalho - 2023 (Pré-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br https://t.me/kakashi_copiador 63 203 CLT, art. 501 - Entende-se como força maior todo acontecimento inevitável, em relação à vontade do empregador, e para a realização do qual este não concorreu, direta ou indiretamente. Quanto ao adicional de hora extraordinária, vimos que atualmente vigora o percentual de 50%, definido na CF/88. Ainda quanto à definição de força maior ressalte-se que não se enquadram neste conceito fatores derivados de planos econômicos. Após a reforma trabalhista, a sobrejornada em caso de força não mais requer comunicação à autoridade competente em matéria de trabalho. Por fim, frise-se que há previsão celetista de sobrejornada de menores nos casos de força maior: CLT, art. 413 - É vedado prorrogar a duração normal diária do trabalho do menor, salvo: (...) II - excepcionalmente, por motivo de fôrça maior, até o máximo de 12 (doze) horas, com acréscimo salarial de, pelo menos, 25% (vinte e cinco por cento) sôbre a hora normal e desde que o trabalho do menor seja imprescindível ao funcionamento do estabelecimento. Quanto ao adicional de hora extraordinária, novamente, vimos que atualmente vigora o percentual mínimo de 50%, definido na CF/8810. ➢ Serviços inadiáveis Seguindo adiante, os serviços inadiáveis ou cuja inexecução possa acarretar prejuízo manifesto são caracterizados como situações nas quais o labor do empregado é emergencial para que não haja prejuízo ao empregador. O exemplo típico é a guarda de produtos perecíveis, atividade que não pode ser postergada sob pena de a mercadoria estragar. Após a reforma trabalhista, a sobrejornada em caso de serviços inadiáveis não mais requer comunicação à autoridade competente em matéria de trabalho. Vejam como ficou a redação do art. 61, §1º: 10 CF/88, art. 7º São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros que visem à melhoria de sua condição social: (...) XVI - remuneração do serviço extraordinário superior, no mínimo, em cinquenta por cento à do normal; Antonio Daud Aula 05 TRT 7ª Região (Analista Judiciário - Área Administrativa) Direito do Trabalho - 2023 (Pré-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br https://t.me/kakashi_copiador 64 203 Antes Depois CLT, art. 61, § 1º - O excesso, nos casos deste artigo [jornada suplementar por necessidade imperiosa], poderá ser exigido independentemente de acordo ou contrato coletivo e deverá ser comunicado, dentro de 10 (dez) dias, à autoridade competente em matéria de trabalho, ou, antes desse prazo, justificado no momento da fiscalização sem prejuízo dessa comunicação. CLT, art. 61, § 1o O excesso, nos casos deste artigo, pode ser exigido independentemente de convenção coletiva ou acordo coletivo de trabalho. ➢ Recuperação do tempo perdido Já as paralisações empresariais para recuperação do tempo perdido estão previstas no art. 61, §3º da CLT. São casos nos quais a atividade empresarial sofreu solução de continuidade, e as horas extras serão exigidas do empregado independente de acordo para recuperar o tempo perdido com a interrupção da atividade do estabelecimento causado por força maior: CLT, art. 61 - Ocorrendo necessidade imperiosa, poderá a duração do trabalho exceder do limite legal ou convencionado, seja para fazer face a motivo de força maior, seja para atender à realização ou conclusão de serviços inadiáveis ou cuja inexecução possa acarretar prejuízo manifesto. (...) § 3º - Sempre que ocorrer interrupção do trabalho, resultante de causas acidentais, ou de força maior, que determinem a impossibilidade de sua realização, a duração do trabalho poderá ser prorrogada pelo tempo necessário até o máximo de 2 (duas) horas, durante o número de dias indispensáveis à recuperação do tempo perdido, desde que não exceda de 10 (dez) horas diárias, em período não superior a 45 (quarenta e cinco) dias por ano, sujeita essa recuperação à prévia autorização da autoridade competente. Nesta hipótese de sobrejornada a CLT exige prévia autorização da autoridade competente. - - - - - - Elaboramos um quadro resumo com as semelhanças e diferenças entre as 3 espécies de prorrogação de jornada que formam o gênero necessidade imperiosa: Antonio Daud Aula 05 TRT 7ª Região (Analista Judiciário - Área Administrativa) Direito do Trabalho - 2023 (Pré-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br https://t.me/kakashi_copiador 65 203 Força maior Serviços inadiáveis ou cuja inexecução possa acarretar prejuízo manifesto Recuperação do tempo perdido decorrente de causas acidentais ou força maior Comunicação ao MTb Comunicação ao MTb, dentro de 10 (dez) dias. Comunicação ao MTb, dentro de 10 (dez) dias. Comunicação prévia ao MTb. Sobrejornada Não há limite expressamente fixado na CLT Não poderá exceder de 12 (doze) horas 2 (duas) horas ao dia, desde que não exceda de 10 (dez) horas diárias, em período não superior a 45 (quarenta e cinco) dias por ano. Trabalho de menores Máximo de 12 (doze) horas e desde que o trabalho do menor seja imprescindível Proibido Proibido Prorrogação em atividades insalubres INCIDÊNCIA EM PROVA: BAIXA Como já adiantado acima, o art. 60 da CLT exige inspeção e licença prévia do Ministério do Trabalho11 para prorrogação de jornada em atividades insalubres: CLT, art. 60 - Nas atividades insalubres, assim consideradas as constantes dos quadros mencionados no capítulo "Da Segurança e da Medicina do Trabalho", ou que neles venham a ser incluídas por ato do Ministro do Trabalho, Industria e Comercio, quaisquer prorrogações só poderão ser acordadas mediante licença prévia das autoridades competentes em matéria de higiene do trabalho, as quais, para esse efeito, procederão aos necessários exames locais e à verificação dos métodose processos de trabalho, quer diretamente, quer por intermédio de autoridades sanitárias federais, estaduais e municipais, com quem entrarão em entendimento para tal fim. Por outro lado, com a Lei 13.467, de julho de 2017, a CLT passou a possibilitar que negociação coletiva dispense autorização prévia para prorrogação de jornada em atividades insalubres: CLT, art. 611-A. A convenção coletiva e o acordo coletivo de trabalho têm prevalência sobre a lei quando, entre outros, dispuserem sobre: (..) XIII – prorrogação de jornada em ambientes insalubres, sem licença prévia das autoridades competentes do Ministério do Trabalho; 11 Atual Ministério da Economia. Antonio Daud Aula 05 TRT 7ª Região (Analista Judiciário - Área Administrativa) Direito do Trabalho - 2023 (Pré-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br https://t.me/kakashi_copiador 66 203 Tal dispensa de licença prévia mediante negociação coletiva colide com o que vinha dispondo a SUM-85, item VI12. 12 SUM-85, VI - Não é válido acordo de compensação de jornada em atividade insalubre, ainda que estipulado em norma coletiva, sem a necessária inspeção prévia e permissão da autoridade competente, na forma do art. 60 da CLT. Antonio Daud Aula 05 TRT 7ª Região (Analista Judiciário - Área Administrativa) Direito do Trabalho - 2023 (Pré-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br https://t.me/kakashi_copiador 67 203 INTERVALOS Descansos Tanto a duração do trabalho quanto os períodos de descanso têm reflexos na saúde do trabalhador. Assim, o entendimento dominante é que tais regras se revestem de caráter de normas de ordem pública, de modo que tais regras não eram consideradas de livre negociação por parte das entidades sindicais. Todavia, com a reforma trabalhista, o legislador buscou deixar claro que as normas sobre duração ou intervalos não se enquadram como sendo de segurança e saúde para fins de negociação coletiva: CLT, art. 611-B, parágrafo único. Regras sobre duração do trabalho e intervalos não são consideradas como normas de saúde, higiene e segurança do trabalho para os fins do disposto neste artigo. Dessa forma, as regras sobre duração do trabalho e intervalos são passíveis de negociação, como prevê a CLT, no art. 611-A, incisos I a III. Intervalo intrajornada INCIDÊNCIA EM PROVA: ALTA Intervalo intrajornada é o intervalo concedido durante a jornada, para descanso e alimentação. Segue novamente o artigo da CLT que delimita a duração do intervalo intrajornada: CLT, art. 71 - Em qualquer trabalho contínuo, cuja duração exceda de 6 (seis) horas, é obrigatória a concessão de um intervalo para repouso ou alimentação, o qual será, no mínimo, de 1 (uma) hora e, salvo acordo escrito ou contrato coletivo em contrário, não poderá exceder de 2 (duas) horas. § 1º - Não excedendo de 6 (seis) horas o trabalho, será, entretanto, obrigatório um intervalo de 15 (quinze) minutos quando a duração ultrapassar 4 (quatro) horas. Assim, como adiantado no tópico anterior, temos 3 situações: Jornada Intervalo intrajornada Igual ou inferior a 04 horas Não há obrigatoriedade de concessão de intervalo intrajornada Maior que 04 horas e igual ou inferior a 06 horas Intervalo de 15 minutos Superior a 06 horas Intervalo de 1 a 2 horas Antonio Daud Aula 05 TRT 7ª Região (Analista Judiciário - Área Administrativa) Direito do Trabalho - 2023 (Pré-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br https://t.me/kakashi_copiador 68 203 Segue uma questão que explorou a regra, cujo gabarito é (E): FCC/TRT18 – Analista Judiciário – Área Execução de Mandados - 2008 Maria, Joana e Diana são empregadas da empresa ÁGUA, atuando as três na função de auxiliar administrativo. Maria possui jornada de trabalho diária de seis horas; Joana possui a jornada de trabalho diária de cinco horas e Diana possui jornada de trabalho diária de quatro horas. Neste caso, de acordo com a Consolidação das Leis do Trabalho, será obrigatório um intervalo intrajornada de quinze minutos para (A) Diana, apenas. (B) Maria, Joana e Diana, igualmente. (C) Joana e Diana. (D) Maria, apenas. (E) Maria e Joana. Para que haja intervalo intrajornada superior a 2 horas é necessário acordo escrito (entre empregador e empregado) ou previsão em negociação coletiva. Após a reforma trabalhista, a CLT passou a permitir a redução do intervalo intrajornada para jornadas superiores a 06 horas mediante negociação coletiva. É a prevalência do “negociado sobre o legislado”. Tal redução, que somente pode se dar por meio de negociação coletiva, fica limitada ao mínimo de 30 minutos de intervalo: CLT, art. 611-A. A convenção coletiva e o acordo coletivo de trabalho têm prevalência sobre a lei quando, entre outros, dispuserem sobre: (..) III – intervalo intrajornada, respeitado o limite mínimo de trinta minutos para jornadas superiores a seis horas; Portanto, como regra geral, o intervalo intrajornada para jornadas superiores a 06 horas é de 1 a 2 horas, podendo ser reduzido, por meio de negociação coletiva, para até 30 minutos. Outra possibilidade de redução do intervalo mínimo, consiste na redução com autorização do MTb, conforme previsto no próprio art. 71, em seu §3º: CLT, art. 71, § 3º O limite mínimo de uma hora para repouso ou refeição poderá ser reduzido por ato do Ministro do Trabalho, Indústria e Comércio, quando ouvido o Serviço de Alimentação de Previdência Social, se verificar que o estabelecimento atende integralmente às exigências concernentes à organização dos refeitórios, e quando os respectivos empregados não estiverem sob regime de trabalho prorrogado a horas suplementares. Em relação à exigência de que os empregados não estejam submetidos à prorrogação de jornada para fins da redução mediante autorização do MTb, é interessante destacar entendimento do TST, no sentido de que, Antonio Daud Aula 05 TRT 7ª Região (Analista Judiciário - Área Administrativa) Direito do Trabalho - 2023 (Pré-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br https://t.me/kakashi_copiador 69 203 mesmo havendo autorização do MTb, não se admite tal redução nos dias de trabalho em que houver prestação de horas extras (ainda que esporádicas): Não se admite a redução do intervalo intrajornada nos dias em que concomitantemente houver prestação de horas extras, ainda que presente a autorização do Ministério do Trabalho a que se refere o art. 71, § 3º, da CLT. Na hipótese, registrou-se que além de a empresa ter autorização para reduzir o intervalo intrajornada, o empregado não estava submetido a regime de trabalho prorrogado a horas suplementares, mas apenas prestava horas extras de forma esporádica. (..). TST-E-RR-168000-85.2009.5.02.0027, SBDI-I, rel. Min. Renato de Lacerda Paiva, 24.5.2018. Informativo TST 179 Além da exceção vista pouco acima (aplicável aos empregados em geral), admite-se também a redução do intervalo intrajornada para os domésticos1 (como será detalhado adiante) e para os motoristas profissionais2. Temos, portanto, quatro principais possibilidades de redução do intervalo intrajornada. Incorporando estas regras e exceções ao nosso quadro anterior: Jornada Intervalo intrajornada Igual ou inferior a 04 horas Não há obrigatoriedade de concessão de intervalo intrajornada Maior que 04 horas e igual ou inferior a 06 horas Intervalo de 15 minutos Superior a 06 horas Intervalo de 1 a 2 horas Superior a 06 horas Superior a 2 horas somente se houver acordo escrito ou previsão em negociação coletiva Superior a 06 horas Inferior a 1 hora, somente se: ✓ negociação coletiva (mínimo de 30 min) ou ✓ houver autorização do MTb ou ✓ doméstico (acordo escrito) ou ✓ motorista (negociação coletiva) 1 LC 150, art. 13. É obrigatória a concessão de intervalo para repouso ou alimentação pelo período de, no mínimo, 1 (uma) hora e, no máximo, 2 (duas) horas, admitindo-se, mediante prévio acordo escrito entre empregador e empregado, sua redução a30 (trinta) minutos. 2 CLT, art. 71, § 5º - O intervalo expresso no caput [intervalo intrajornada de 1 a 2 horas] poderá ser reduzido e/ou fracionado, e aquele estabelecido no § 1º [intervalo intrajornada de 15 minutos] poderá ser fracionado, quando compreendidos entre o término da primeira hora trabalhada e o início da última hora trabalhada, desde que previsto em convenção ou acordo coletivo de trabalho, ante a natureza do serviço e em virtude das condições especiais de trabalho a que são submetidos estritamente os motoristas, cobradores, fiscalização de campo e afins nos serviços de operação de veículos rodoviários, empregados no setor de transporte coletivo de passageiros, mantida a remuneração e concedidos intervalos para descanso menores ao final de cada viagem. Antonio Daud Aula 05 TRT 7ª Região (Analista Judiciário - Área Administrativa) Direito do Trabalho - 2023 (Pré-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br https://t.me/kakashi_copiador 70 203 E nos casos em que o empregador não concede o intervalo intrajornada mínimo, quais são as consequências? No âmbito administrativo haverá a autuação pelo Auditor-Fiscal do Trabalho, e na esfera trabalhista a obrigatoriedade do pagamento do período não concedido com o respectivo adicional: CLT, art. 71, § 4º - A não concessão ou a concessão parcial do intervalo intrajornada mínimo, para repouso e alimentação, a empregados urbanos e rurais, implica o pagamento, de natureza indenizatória, apenas do período suprimido, com acréscimo de 50% (cinquenta por cento) sobre o valor da remuneração da hora normal de trabalho. Assim, por exemplo, caso o empregado trabalhe 8 horas seguidas sem intervalo, haverá a obrigatoriedade de remunerá-lo com hora extra o intervalo de 1 hora não concedido (o que não afasta a conduta irregular do empregador, que mesmo pagando o adicional poderá ser autuado). Nos casos em que o intervalo é parcialmente concedido (por exemplo, deveria conceder 1 hora e concedeu apenas 30 minutos), após a reforma trabalhista, o empregado tem o direito a receber como extra apenas o período suprimido (não implica o pagamento total do período correspondente). Assim, por exemplo, caso o empregado trabalhe 8 horas e o intervalo é parcialmente concedido (por exemplo, deveria conceder 1 hora e concedeu apenas 30 minutos) apenas os 30 minutos não concedidos devem ser pagos como extra. Este é um dos vários pontos alterados na CLT pela Lei 13.467, de sorte que a nova redação do art. 71, §4º, é em sentido contrário à interpretação que o TST vinha dando por meio da SUM-4373 (que previa o pagamento integral no caso do intervalo concedido parcialmente). Outra alteração promovida pela reforma trabalhista: tal quantia paga terá natureza indenizatória, de forma que não irá repercutir em outras verbas, em sentido contrário ao que vinha entendendo o TST4. Vejam como ficou a redação do art. 71, §4º: 3 SUM-437 INTERVALO INTRAJORNADA PARA REPOUSO E ALIMENTAÇÃO. APLICAÇÃO DO ART. 71 DA CLT. I – Após a edição da Lei nº 8.923/94, a não-concessão total ou a concessão parcial do intervalo intrajornada mínimo, para repouso e alimentação a empregados urbanos e rurais, implica o pagamento total do período correspondente, e não apenas daquele suprimido, com acréscimo de, no mínimo, 50% sobre o valor da remuneração da hora normal de trabalho (art. 71 da CLT), sem prejuízo do cômputo da efetiva jornada de labor para efeito de remuneração. 4 SUM-437, III - Possui natureza salarial a parcela prevista no art. 71, § 4º, da CLT, com redação introduzida pela Lei nº 8.923, de 27 de julho de 1994, quando não concedido ou reduzido pelo empregador o intervalo mínimo intrajornada para repouso e alimentação, repercutindo, assim, no cálculo de outras parcelas salariais. Antonio Daud Aula 05 TRT 7ª Região (Analista Judiciário - Área Administrativa) Direito do Trabalho - 2023 (Pré-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br https://t.me/kakashi_copiador 71 203 Antes Depois CLT, art. 71, § 4º Quando o intervalo para repouso e alimentação, previsto neste artigo, não for concedido pelo empregador, este ficará obrigado a remunerar o período correspondente com um acréscimo de no mínimo cinqüenta por cento sobre o valor da remuneração da hora normal de trabalho. CLT, art. 71, § 4º - A não concessão ou a concessão parcial do intervalo intrajornada mínimo, para repouso e alimentação, a empregados urbanos e rurais, implica o pagamento, de natureza indenizatória, apenas do período suprimido, com acréscimo de 50% (cinquenta por cento) sobre o valor da remuneração da hora normal de trabalho. Tal alteração foi cobrada na questão abaixo, correta: CESPE/PGE-PE – Procurador – 2018 (adaptada) A não concessão ou a concessão parcial do intervalo intrajornada mínimo implicará o pagamento apenas do período suprimido, sendo a natureza desse pagamento indenizatória. Ok, entendi! Mas... O que é considerado concessão parcial deste intervalo? Digamos que o empregado teria direito a 1hr de intervalo, mas, na prática, somente foram concedidos 57 minutos (isto é, 3 minutos a menos). Tal situação já deveria atrair os efeitos do art. 71, §4º, transcrito acima? A resposta é um sonoro não! De acordo com tese fixada pelo TST em março de 20195, apenas as variações que ultrapassarem, ao todo, 5 minutos deverão gerar repercussões favoráveis ao empregado: A redução eventual e ínfima do intervalo intrajornada, assim considerada aquela de até 5 (cinco) minutos no total, somados os do início e término do intervalo, decorrentes de pequenas variações de sua marcação nos controles de ponto, não atrai a incidência do artigo 71, § 4º, da CLT. A extrapolação desse limite acarreta as consequências jurídicas previstas na lei e na jurisprudência. Portanto, se a redução for ínfima (menor que 5 minutos) e não habitual, a rigor não haveria que se falar em concessão parcial! - - - - - - 5 IRR-1384-61.2012.5.04.0512. 25/3/2019. Rel. Min. Katia Magalhães Arruda. Analisado sob a redação do art. 71, §4º, anterior à reforma trabalhista. Antonio Daud Aula 05 TRT 7ª Região (Analista Judiciário - Área Administrativa) Direito do Trabalho - 2023 (Pré-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br https://t.me/kakashi_copiador 72 203 Neste momento precisamos comentar sobre situações peculiares que, de acordo com a legislação, configuram repousos remunerados. A CLT prevê descansos intrajornada específicos para os exercentes de atividades de mecanografia e para os empregados que laboram em ambientes refrigerados. O intervalo para quem labora em ambientes refrigerados é disciplinado pelo art. 253: CLT, art. 253 - Para os empregados que trabalham no interior das câmaras frigoríficas e para os que movimentam mercadorias do ambiente quente ou normal para o frio e vice- versa, depois de 1 (uma) hora e 40 (quarenta) minutos de trabalho contínuo, será assegurado um período de 20 (vinte) minutos de repouso, computado esse intervalo como de trabalho efetivo. Parágrafo único - Considera-se artificialmente frio, para os fins do presente artigo, o que for inferior, nas primeira, segunda e terceira zonas climáticas do mapa oficial do Ministério do Trabalho, Industria e Comercio, a 15º (quinze graus), na quarta zona a 12º (doze graus), e nas quinta, sexta e sétima zonas a 10º (dez graus)6. Sobre este intervalo é importante conhecer a Súmula 438 do TST, criada em setembro de 2012: SUM-438 INTERVALO PARA RECUPERAÇÃO TÉRMICA DO EMPREGADO. AMBIENTE ARTIFICIALMENTE FRIO. HORAS EXTRAS. ART. 253 DA CLT. APLICAÇÃO ANALÓGICA. O empregado submetido a trabalho contínuo em ambiente artificialmente frio, nos termos do parágrafo único do art. 253 da CLT, ainda que não labore em câmara frigorífica, tem direito ao intervalo intrajornada previsto no caput do art. 253 da CLT. O intervalo intrajornada específico para os exercentes de atividades em ambientes refrigerados é o seguinte: CLT, art. 253 - Para os empregadosque trabalham no interior das câmaras frigoríficas e para os que movimentam mercadorias do ambiente quente ou normal para o frio e vice- versa, depois de 1 (uma) hora e 40 (quarenta) minutos de trabalho contínuo, será assegurado um período de 20 (vinte) minutos de repouso, computado esse intervalo como de trabalho efetivo. O parágrafo único deste artigo dispõe que CLT, art. 253, parágrafo único - Considera-se artificialmente frio, para os fins do presente artigo, o que for inferior, nas primeira, segunda e terceira zonas climáticas do mapa oficial do Ministério do Trabalho, Industria e Comercio, a 15º (quinze graus), na quarta zona a 12º (doze graus), e nas quinta, sexta e sétima zonas a 10º (dez graus). 6 Esta divisão geográfica em zonas climáticas utiliza o mapa Brasil Climas, elaborado pelo IBGE. Antonio Daud Aula 05 TRT 7ª Região (Analista Judiciário - Área Administrativa) Direito do Trabalho - 2023 (Pré-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br https://t.me/kakashi_copiador 73 203 O importante a ser destacado neste verbete é que ele garante o direito à pausa de 20 minutos a cada 1h40min ao empregado que esteja submetido a trabalho contínuo em ambiente artificialmente frio, mesmo que não labore em câmara frigorífica. - - - - - - Sobre o intervalo nas atividades de mecanografia, a CLT estabelece que CLT, art. 72 - Nos serviços permanentes de mecanografia (datilografia, escrituração ou cálculo), a cada período de 90 (noventa) minutos de trabalho consecutivo corresponderá um repouso de 10 (dez) minutos não deduzidos da duração normal de trabalho. Deste modo, estas são situações em que o empregado não estará prestando serviços, mas por força de lei, e tendo em vista que a natureza gravosa destes serviços assim o exige, deverão ser concedidos tais intervalos remunerados. A atividade de digitação não existia à época da elaboração da CLT, pois não havia a utilização generalizada de computadores. Como o exercício da atividade do digitador possui efeitos semelhantes às outras funções citadas no artigo 72 da CLT (problemas nos tendões em face da repetitividade da tarefa) a Súmula 346 consolida a aplicação analógica do intervalo de 10 minutos a cada 90 minutos de trabalho: SUM-346 DIGITADOR. INTERVALOS INTRAJORNADA. APLICAÇÃO ANALÓGICA DO ART. 72 DA CLT Os digitadores, por aplicação analógica do art. 72 da CLT, equiparam-se aos trabalhadores nos serviços de mecanografia (datilografia, escrituração ou cálculo), razão pela qual têm direito a intervalos de descanso de 10 (dez) minutos a cada 90 (noventa) de trabalho consecutivo. Estamos quase no fim do assunto Intervalo Intrajornada (ufa!). Vamos lá! - - - - - - - Outra categoria que possui intervalo diferenciado são os trabalhadores em minas de subsolo: CLT, art. 298 - Em cada período de 3 (três) horas consecutivas de trabalho, será obrigatória uma pausa de 15 (quinze) minutos para repouso, a qual será computada na duração normal de trabalho efetivo. - - - - - - - Por fim, outra categoria de trabalhadores que merece comentário especial, diz respeito ao maquinista ferroviário. Em virtude da existência da Súmula 446 transcrita abaixo, consideramos oportuno analisarmos também o intervalo intrajornada desta categoria. Antonio Daud Aula 05 TRT 7ª Região (Analista Judiciário - Área Administrativa) Direito do Trabalho - 2023 (Pré-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br https://t.me/kakashi_copiador 74 203 SUM-446 MAQUINISTA FERROVIÁRIO. INTERVALO INTRAJORNADA. SUPRESSÃO PARCIAL OU TOTAL. HORAS EXTRAS DEVIDAS. COMPATIBILIDADE ENTRE OS ARTS. 71, § 4º, E 238, § 5º, DA CLT. A garantia ao intervalo intrajornada, prevista no art. 71 da CLT, por constituir-se em medida de higiene, saúde e segurança do empregado, é aplicável também ao ferroviário maquinista integrante da categoria "c" (equipagem de trem em geral), não havendo incompatibilidade entre as regras inscritas nos arts. 71, § 4º, e 238, § 5º, da CLT. Os trabalhadores ferroviários foram divididos pela CLT em categorias7, e a categoria C é a dos trabalhadores da equipagem de trens em geral. Vamos ler os dispositivos celetistas citados na Súmula 446: CLT, art. 71 - Em qualquer trabalho contínuo, cuja duração exceda de 6 (seis) horas, é obrigatória a concessão de um intervalo para repouso ou alimentação, o qual será, no mínimo, de 1 (uma) hora e, salvo acordo escrito ou contrato coletivo em contrário, não poderá exceder de 2 (duas) horas. (...) § 4º A não concessão ou a concessão parcial do intervalo intrajornada mínimo, para repouso e alimentação, a empregados urbanos e rurais, implica o pagamento, de natureza indenizatória, apenas do período suprimido, com acréscimo de 50% (cinquenta por cento) sobre o valor da remuneração da hora normal de trabalho. [SEÇÃO V - DO SERVIÇO FERROVIÁRIO] CLT, art. 238. Será computado como de trabalho efetivo todo o tempo, em que o empregado estiver à disposição da estrada. (...) § 5º O tempo concedido para refeição não se computa como de trabalho efetivo, [senão] então para o pessoal da categoria c, quando as refeições forem tomadas em viagem ou nas estações durante as paradas. Esse tempo não será inferior a uma hora, exceto para o pessoal da referida categoria em serviço de trens. 7 CLT, art. 237 - O pessoal a que se refere o artigo antecedente [do serviço ferroviário] fica dividido nas seguintes categorias: a) funcionários de alta administração, chefes e ajudantes de departamentos e seções, engenheiros residentes, chefes de depósitos, inspetores e demais empregados que exercem funções administrativas ou fiscalizadoras; b) pessoal que trabalhe em lugares ou trechos determinados e cujas tarefas requeiram atenção constante; pessoal de escritório, turmas de conservação e construção da via permanente, oficinas e estações principais, inclusive os respectivos telegrafistas; pessoal de tração, lastro e revistadores; c) das equipagens de trens em geral; d) pessoal cujo serviço é de natureza intermitente ou de pouca intensidade, embora com permanência prolongada nos locais de trabalho; vigias e pessoal das estações do interior, inclusive os respectivos telegrafistas. Antonio Daud Aula 05 TRT 7ª Região (Analista Judiciário - Área Administrativa) Direito do Trabalho - 2023 (Pré-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br https://t.me/kakashi_copiador 75 203 Verifica-se, portanto, que o intervalo intrajornada da referida categoria de ferroviários é diferente da regra geral que estudamos ao longo do curso, balizada pelo artigo 71 da CLT. Neste caso a CLT admite intervalo inferior a 1 hora. Em que pese o fato, a Súmula dispõe que a não concessão do intervalo fará com que o empregador seja obrigado a indenizar o período de repouso não concedido, nos termos do art. 71, § 4º. Ou seja: o artigo 71 da CLT não é aplicável aos ferroviários, mas o § 4º do mesmo dispositivo se aplica àquela categoria. Ressaltamos apenas a correção feita no texto do § 5º do art. 238 da CLT acima, dado que, de acordo com a redação publicada no DOU de 1943, o correto é “senão” em vez de “então”, até mesmo para dar lógica ao trecho. Segue quadro que compila os intervalos especiais que acabamos de estudar: ATIVIDADE INTERVALO ESPECIAL (*) FUNDAMENTO interior das câmaras frigoríficas (ou ambiente artificialmente frio) 20min de descanso para cada 1:40 de trabalho contínuo CLT, art. 253 SUM-438 digitador e serviços de mecanografia (datilografia, escrituração ou cálculo) 10min de descanso para cada 90min de trabalho CLT, art. 72 SUM-346 Serviços de telefonia, radiotelefonia e radiotelegrafia - variáveis 20min de descanso para cada 3hs de trabalho contínuo CLT, art. 229 Minas de subsolo 15min de descanso para cada 3 hs consecutivas de trabalho CLT, art. 298 (*) todos estes são remunerados ➢ Especificidades do trabalhador doméstico Vimos acima as regras aplicáveis segundo a CLT. Já o empregado doméstico possui regrasdistintas, conforme previsto na LC 150/2015. A principal diferença é que, no caso do empregado doméstico, é possível ocorrer o fracionamento e até mesmo a redução do intervalo intrajornada por simples acordo escrito. Buscando conferir flexibilidade às relações de emprego doméstico, a LC 150 admite que o horário de almoço seja reduzido para 30 minutos, desde que sejam liberados do trabalho também 30 minutos mais cedo e que tal pacto se dê por escrito: LC 150, art. 13. É obrigatória a concessão de intervalo para repouso ou alimentação pelo período de, no mínimo, 1 (uma) hora e, no máximo, 2 (duas) horas, admitindo-se, mediante prévio acordo escrito entre empregador e empregado, sua redução a 30 (trinta) minutos. Antonio Daud Aula 05 TRT 7ª Região (Analista Judiciário - Área Administrativa) Direito do Trabalho - 2023 (Pré-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br https://t.me/kakashi_copiador 76 203 Além da redução mencionada acima, é possível o fracionamento do intervalo intrajornada para os empregados domésticos que residem no local de trabalho. Portanto, para os domésticos que residem no local de trabalho, é possível fracionar o intervalo intrajornada em dois períodos, com limite mínimo de uma hora cada um, sendo que os dois, somados, deverão observar o limite de quatro horas: LC 150, art. 13, § 1º Caso o empregado resida no local de trabalho, o período de intervalo poderá ser desmembrado em 2 (dois) períodos, desde que cada um deles tenha, no mínimo, 1 (uma) hora, até o limite de 4 (quatro) horas ao dia. Por exemplo: o empregador poderá conceder dois intervalos de duas horas (2+2=4); ou o primeiro de uma e o segundo de três horas (1+3=4). Intervalo interjornadas INCIDÊNCIA EM PROVA: MÉDIA Intervalo interjornada é o espaço de tempo entre duas jornadas de trabalho, que não pode ser menor que 11 (onze) horas, como regra geral: CLT, art. 66 - Entre 2 (duas) jornadas de trabalho haverá um período mínimo de 11 (onze) horas consecutivas para descanso. Deste modo, se um empregado termina sua jornada no dia x às 22h00min, ele só pode iniciar sua jornada em x + 1 às 09h00min. Assim como vimos quanto ao intervalo intrajornada não concedido, aqui também caberá pagamento de adicional caso desrespeitado o intervalo mínimo de 11 horas entre duas jornadas de trabalho. No caso do intervalo intrajornada vimos que o pagamento é determinado pela CLT (art. 71), e no caso do intervalo interjornadas (art. 66) o pagamento foi definido através de entendimento jurisprudencial: OJ-SDI1-355 INTERVALO INTERJORNADAS. INOBSERVÂNCIA. HORAS EXTRAS. PERÍODO PAGO COMO SOBREJORNADA. ART. 66 DA CLT. APLICAÇÃO ANALÓGICA DO § 4º DO ART. 71 DA CLT O desrespeito ao intervalo mínimo interjornadas previsto no art. 66 da CLT acarreta, por analogia, os mesmos efeitos previstos no § 4º do art. 71 da CLT e na Súmula nº 110 do TST8, devendo-se pagar a integralidade das horas que foram subtraídas do intervalo, acrescidas do respectivo adicional. 8 SUM-110 JORNADA DE TRABALHO. INTERVALO No regime de revezamento, as horas trabalhadas em seguida ao repouso semanal de 24 horas, com prejuízo do intervalo mínimo de 11 horas consecutivas para descanso entre jornadas, devem ser remuneradas como extraordinárias, inclusive com o respectivo adicional. Antonio Daud Aula 05 TRT 7ª Região (Analista Judiciário - Área Administrativa) Direito do Trabalho - 2023 (Pré-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br https://t.me/kakashi_copiador 77 203 Exemplo: a jornada de quinta-feira encerrou-se às 22h00min, e com o intervalo interjornada mínimo de 11 horas, a jornada de sexta-feira somente poderia iniciar às 09h00min. Segue abaixo a visualização do exemplo na linha do tempo: Jornada encerrada às 22h00min de quinta-feira Intervalo interjornada de 11 horas Início da jornada às 07h00min de sexta-feira A jornada de sexta-feira deveria ter iniciado às 09h00min, e com isso foi desrespeitado o intervalo interjornada de 11 (onze) horas. De acordo com a OJ 355, neste exemplo deve-se pagar 2 (duas) hora como extraordinárias, inclusive com o respectivo adicional. A citada Súmula 110 foi estudada no tópico turnos ininterruptos de revezamento: SUM-110 JORNADA DE TRABALHO. INTERVALO No regime de revezamento, as horas trabalhadas em seguida ao repouso semanal de 24 horas, com prejuízo do intervalo mínimo de 11 horas consecutivas para descanso entre jornadas, devem ser remuneradas como extraordinárias, inclusive com o respectivo adicional. Nos casos de haver descanso semanal remunerado, esta regra que acabamos de estudar irá ter mais uma variável, que estudaremos dentro do próximo tópico. Repouso semanal remunerado INCIDÊNCIA EM PROVA: MÉDIA O repouso semanal remunerado (RSR) é o período de 24 horas consecutivas em que o empregado não trabalha e nem permanece à disposição do empregador. Há previsão do descanso semanal remunerado (DSR) na Constituição: CF/88, art. 7º São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros que visem à melhoria de sua condição social: (...) XV - repouso semanal remunerado, preferencialmente aos domingos; A Lei 605/1949, que dispõe sobre o DSR e o pagamento de salário nos dias de feriados civis e religiosos, estabelece em seu artigo 1º que “todo empregado tem direito ao repouso semanal remunerado de vinte e quatro horas consecutivas, preferentemente aos domingos e, nos limites das exigências técnicas das empresas, nos feriados civis e religiosos, de acordo com a tradição local”. Antonio Daud Aula 05 TRT 7ª Região (Analista Judiciário - Área Administrativa) Direito do Trabalho - 2023 (Pré-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br https://t.me/kakashi_copiador 78 203 Além da CF/88 e da lei 605/1949, a própria CLT também traz a obrigatoriedade do DSR preferencialmente aos domingos: CLT, art. 67 - Será assegurado a todo empregado um descanso semanal de 24 (vinte e quatro) horas consecutivas, o qual, salvo motivo de conveniência pública ou necessidade imperiosa do serviço, deverá coincidir com o domingo, no todo ou em parte. Especificamente para o caso de atividades do comércio em geral, que usualmente funcionam nos fins de semana (restaurantes, bares, supermercados, etc.), a Lei 10.101/2000 estabeleceu um critério objetivo para a coincidência do DSR com os domingos: Lei 10.101/2000, art. 6º Fica autorizado o trabalho aos domingos nas atividades do comércio em geral, observada a legislação municipal, nos termos do art. 30, inciso I, da Constituição. Parágrafo único. O repouso semanal remunerado deverá coincidir, pelo menos uma vez no período máximo de três semanas, com o domingo, respeitadas as demais normas de proteção ao trabalho e outras a serem estipuladas em negociação coletiva. Assim, para as atividades que não se enquadrem no comércio em geral, entende-se que o DSR deve coincidir com o domingo, salvo motivo de conveniência pública ou necessidade imperiosa do serviço. Quanto à Lei 605/49, que menciona a necessidade de coincidência do DSR com os domingos “nos limites das exigências técnicas das empresas”, registre-se que ela mesma inclui nesta expressão as empresas prestadoras de serviços públicos e de transportes (art. 10, § único). Voltando à periodicidade do descanso, estudamos que ele deve ser semanal, mas o conceito aparentemente simples gera algumas controvérsias. Se o empregado, por exemplo, folga um dia, trabalha outros quatorze e depois folga mais um dia, estão sendo concedidos tempestivamente os DSR? Dentro deste debate é relevante mencionar o conceito de descanso hebdomadário, segundo o qual o descanso deve ocorrer após seis dias de trabalho. O TST adotou a tese do descanso hebdomadário, sendo, portanto, negativa a resposta de nossa pergunta anterior: OJ-SDI1-410 REPOUSO SEMANAL REMUNERADO. CONCESSÃO APÓS O SÉTIMO DIA CONSECUTIVO DE TRABALHO. ART. 7º, XV, DA CF. VIOLAÇÃO. Viola o art. 7º, XV, da CF a concessão de repouso semanal remuneradoapós o sétimo dia consecutivo de trabalho, importando no seu pagamento em dobro. Agora, o que acontece se o empregado labora no domingo ou em um feriado? Antonio Daud Aula 05 TRT 7ª Região (Analista Judiciário - Área Administrativa) Direito do Trabalho - 2023 (Pré-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br https://t.me/kakashi_copiador 79 203 Nesta situação, deve haver: ✓ a compensação (caso em que o trabalhador deixaria de trabalhar outro dia da semana) ou ✓ pagamento em dobro. Trata-se de uma decorrência da SUM-146 do TST e também da OJ-410 da SDI-1: Súmula nº 146 do TST TRABALHO EM DOMINGOS E FERIADOS, NÃO COMPENSADO O trabalho prestado em domingos e feriados, não compensado, deve ser pago em dobro, sem prejuízo da remuneração relativa ao repouso semanal. E, por falar em feriado, lembro que a reforma trabalhista, objetivando conferir ainda mais flexibilidade ao empregador, deixou assente que a troca do dia do feriado é um dos assuntos em que o negociado prevalece sobre o legislado: CLT, art. 611-A, XI - troca do dia de feriado; Agora voltando ao descanso semanal, vamos falar sobre a remuneração do descanso semanal. É importante frisar que tal descanso sempre deverá ser concedido, mas sua remuneração está condicionada à assiduidade e pontualidade do empregado, de acordo com previsão da Lei 605/49: Lei 605/49, art. 6º Não será devida a remuneração quando, sem motivo justificado, o empregado não tiver trabalhado durante toda a semana anterior, cumprindo integralmente o seu horário de trabalho. Se o empregado faltar injustificadamente ou não for pontual, perderá a remuneração do descanso semanal. O descanso semanal em si, entretanto, continua a ser devido! Ou seja: neste caso, será um “descanso semanal não remunerado”. A própria Lei 605/49 define quais seriam os motivos justificadores das faltas, como casamento, doação de sangue, alistamento como eleitor, serviço militar, etc., ou seja, situações configuradas como interrupção do contrato de trabalho. Antes de finalizar o tópico vamos retomar o assunto anterior, do intervalo interjornada. Vimos que o DSR deve ser de 24 horas consecutivas, enquanto o intervalo interjornada deve ser de 11 horas consecutivas. Antonio Daud Aula 05 TRT 7ª Região (Analista Judiciário - Área Administrativa) Direito do Trabalho - 2023 (Pré-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br https://t.me/kakashi_copiador 80 203 Sendo assim, deve haver um intervalo de 35 horas (24h + 11h) durante a semana, conjugando-se o DSR e o intervalo interjornada. No caso, teríamos: Jornada encerrada às 22h00min de sábado Intervalo interjornadas de 11 horas DSR Início da jornada às 09h00min de segunda-feira Neste exemplo abaixo foi desrespeitada a regra, pois entre a saída do sábado (20h50min) e o retorno na segunda (05h58min) não houve 35 horas de intervalo: CARTÃO PONTO Dia Entrada Saída do intervalo Retorno do intervalo Saída Segunda-feira 07h58min 12h02min 14h02min 18h47min Terça-feira 07h58min 12h02min 14h01min 18h49min Quarta-feira 07h56min 12h01min 13h59min 18h47min Quinta-feira 07h58min 12h02min 14h02min 18h50min Sexta-feira 07h59min 12h03min 14h01min 18h49min Sábado 11h00min 15h01min 17h03min 20h50min Domingo - - - - Segunda-feira 05h58min 12h00min 13h02min 15h48min Um último comentário, decorrente de alteração legislativa promovida pela Lei 14.128/2021, relacionada à pandemia da Covid-19. Por razões de isolamento, o legislador dispensou o empregado da comprovação de doença, por meio de atestado médico, por 7 dias. Ou seja, como regra geral, para que um trabalhador que ficou doente não perca o direito à remuneração do repouso semanal, deverá apresentar um atestado médico, nos termos previstos no §2º do art. 6º da Lei 605/1949. No entanto, tratando-se de Covid-19 e para permitir o respeito ao isolamento, mesmo que o Antonio Daud Aula 05 TRT 7ª Região (Analista Judiciário - Área Administrativa) Direito do Trabalho - 2023 (Pré-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br https://t.me/kakashi_copiador 81 203 empregado não esteja realmente doente, a justificativa para a falta ao trabalho poderá ser apenas a necessidade de isolamento, a qual deverá ser apresentada para a empresa no 8º dia de afastamento: Lei 605/1949, art. 6º, § 4º Durante período de emergência em saúde pública decorrente da Covid-19, a imposição de isolamento dispensará o empregado da comprovação de doença por 7 (sete) dias. § 5º No caso de imposição de isolamento em razão da Covid-19, o trabalhador poderá apresentar como justificativa válida, no oitavo dia de afastamento, além do disposto neste artigo, documento de unidade de saúde do Sistema Único de Saúde (SUS) ou documento eletrônico regulamentado pelo Ministério da Saúde.” (NR) Antonio Daud Aula 05 TRT 7ª Região (Analista Judiciário - Área Administrativa) Direito do Trabalho - 2023 (Pré-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br https://t.me/kakashi_copiador 82 203 RESUMO Aspectos gerais ➢ Segundo a CLT, o tempo gasto no deslocamento da residência do empregado até o local da efetiva ocupação do posto de trabalho: não será computado na jornada de trabalho (qualquer que seja o meio de transporte). Antonio Daud Aula 05 TRT 7ª Região (Analista Judiciário - Área Administrativa) Direito do Trabalho - 2023 (Pré-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br https://t.me/kakashi_copiador 83 203 Antonio Daud Aula 05 TRT 7ª Região (Analista Judiciário - Área Administrativa) Direito do Trabalho - 2023 (Pré-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br https://t.me/kakashi_copiador 84 203 Compensação de jornada Compensação de jornada Acordo de prorrogação de jornada Banco de horas Compensação mensal Compensação que ultrapassa o módulo mensal Sua validade demanda acordo escrito ou tácito entre empregador e empregado SEMESTRAL: sua validade demanda acordo escrito ANUAL: sua validade demanda previsão em negociação coletiva Não atendimento das exigências legais para compensação de jornada: ➢ se não ultrapassada a duração máxima semanal: não implica a repetição do pagamento das horas excedentes à jornada normal diária, sendo devido apenas o respectivo adicional; ➢ se ultrapassada a duração máxima semanal: implica o pagamento das horas acrescidas do respectivo adicional. A prestação de horas extras habituais não descaracteriza o acordo de compensação de jornada e o banco de horas. Antonio Daud Aula 05 TRT 7ª Região (Analista Judiciário - Área Administrativa) Direito do Trabalho - 2023 (Pré-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br https://t.me/kakashi_copiador 85 203 Hora noturna Controle da jornada de trabalho Antonio Daud Aula 05 TRT 7ª Região (Analista Judiciário - Área Administrativa) Direito do Trabalho - 2023 (Pré-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br https://t.me/kakashi_copiador 86 203 Intervalos A) Intervalo intrajornada (regra geral): Jornada Intervalo intrajornada Igual ou inferior a 04 horas Não há obrigatoriedade de concessão de intervalo intrajornada Maior que 04 horas e igual ou inferior a 06 horas Intervalo de 15 minutos Superior a 06 horas Intervalo de 1 a 2 horas Superior a 06 horas Superior a 2 horas somente se houver acordo escrito ou previsão em negociação coletiva Superior a 06 horas Inferior a 1 hora, somente se: ✓ negociação coletiva (mínimo de 30 min) ou ✓ houver autorização do MTb ou ✓ doméstico (acordo escrito) ou ✓ motorista profissional (negociação coletiva) CLT, art. 71, § 4º - A não concessão ou a concessão parcial do intervalo intrajornada mínimo, para repouso e alimentação, a empregados urbanos e rurais, implica o pagamento, de natureza indenizatória, apenas do período suprimido, com acréscimo de 50% (cinquenta porcento) sobre o valor da remuneração da hora normal de trabalho. B) Intervalos intrajornada especiais: ATIVIDADE INTERVALO ESPECIAL REMUNERADO FUNDAMENTO interior das câmaras frigoríficas (ou ambiente artificialmente frio) 20min de descanso para cada 1:40 de trabalho contínuo CLT, art. 253 SUM-438 digitador e serviços de mecanografia (datilografia, escrituração ou cálculo) 10min de descanso para cada 90min de trabalho CLT, art. 72 SUM-346 Serviços de telefonia, radiotelefonia e radiotelegrafia - variáveis 20min de descanso para cada 3hs de trabalho contínuo CLT, art. 229 Minas de subsolo 15min de descanso para cada 3 hs consecutivas de trabalho CLT, art. 298 Antonio Daud Aula 05 TRT 7ª Região (Analista Judiciário - Área Administrativa) Direito do Trabalho - 2023 (Pré-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br https://t.me/kakashi_copiador 87 203 C) Intervalo interjornada D) Repouso Semanal Remunerado Antonio Daud Aula 05 TRT 7ª Região (Analista Judiciário - Área Administrativa) Direito do Trabalho - 2023 (Pré-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br https://t.me/kakashi_copiador 88 203 Antonio Daud Aula 05 TRT 7ª Região (Analista Judiciário - Área Administrativa) Direito do Trabalho - 2023 (Pré-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br https://t.me/kakashi_copiador 89 203 CONCLUSÃO Pessoal, Este assunto é bastante para as provas de concursos públicos. Várias das regras estudadas foram objeto de alteração pela reforma trabalhista, como destacamos ao longo da aula. Não destacamos nenhum tópico em especial, pois o assunto é cobrado de maneira uniforme, sendo necessário entender todos os aspectos atinentes a jornada e descansos. Este é um tema carregado de regras celetistas e de jurisprudência do TST. No estudo e revisão do assunto, portanto, não deixem de ler (e reler) as súmulas e OJs do TST. Grande abraço e bons estudos, Prof. Antonio Daud https://www.facebook.com/professordaud Antonio Daud Aula 05 TRT 7ª Região (Analista Judiciário - Área Administrativa) Direito do Trabalho - 2023 (Pré-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br https://t.me/kakashi_copiador 90 203 ==d8eaf== LISTA DE LEGISLAÇÃO, SÚMULAS E OJ DO TST RELACIONADOS AO TEMA Constituição Federal/88 CF,88, art. 7º São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros que visem à melhoria de sua condição social: (...) IX – remuneração do trabalho noturno superior à do diurno; (...) XIII - duração do trabalho normal não superior a oito horas diárias e quarenta e quatro semanais, facultada a compensação de horários e a redução da jornada, mediante acordo ou convenção coletiva de trabalho; (...) XIV - jornada de seis horas para o trabalho realizado em turnos ininterruptos de revezamento, salvo negociação coletiva; XV - repouso semanal remunerado, preferencialmente aos domingos; XVI - remuneração do serviço extraordinário superior, no mínimo, em cinqüenta por cento à do normal; (...) XXII - redução dos riscos inerentes ao trabalho, por meio de normas de saúde, higiene e segurança; CLT Art. 4º - Considera-se como de serviço efetivo o período em que o empregado esteja à disposição do empregador, aguardando ou executando ordens, salvo disposição especial expressamente consignada. § 2º Por não se considerar tempo à disposição do empregador, não será computado como período extraordinário o que exceder a jornada normal, ainda que ultrapasse o limite de cinco minutos previsto no § 1º do art. 58 desta Consolidação, quando o empregado, por escolha própria, buscar proteção pessoal, em caso de insegurança nas vias públicas ou más condições climáticas, bem como adentrar ou permanecer nas dependências da empresa para exercer atividades particulares, entre outras: Antonio Daud Aula 05 TRT 7ª Região (Analista Judiciário - Área Administrativa) Direito do Trabalho - 2023 (Pré-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br https://t.me/kakashi_copiador 91 203 I - práticas religiosas; II - descanso; III - lazer; IV - estudo; V - alimentação; VI - atividades de relacionamento social; VII - higiene pessoal; VIII - troca de roupa ou uniforme, quando não houver obrigatoriedade de realizar a troca na empresa. Art. 58 - A duração normal do trabalho, para os empregados em qualquer atividade privada, não excederá de 8 (oito) horas diárias, desde que não seja fixado expressamente outro limite. § 1º Não serão descontadas nem computadas como jornada extraordinária as variações de horário no registro de ponto não excedentes de cinco minutos, observado o limite máximo de dez minutos diários. § 2o O tempo despendido pelo empregado até o local de trabalho e para o seu retorno, por qualquer meio de transporte, não será computado na jornada de trabalho, salvo quando, tratando-se de local de difícil acesso ou não servido por transporte público, o empregador fornecer a condução. § 2º O tempo despendido pelo empregado desde a sua residência até a efetiva ocupação do posto de trabalho e para o seu retorno, caminhando ou por qualquer meio de transporte, inclusive o fornecido pelo empregador, não será computado na jornada de trabalho, por não ser tempo à disposição do empregador. § 3º Poderão ser fixados, para as microempresas e empresas de pequeno porte, por meio de acordo ou convenção coletiva, em caso de transporte fornecido pelo empregador, em local de difícil acesso ou não servido por transporte público, o tempo médio despendido pelo empregado, bem como a forma e a natureza da remuneração. Art. 58-A. Considera-se trabalho em regime de tempo parcial aquele cuja duração não exceda a vinte e cinco horas semanais. Art. 58-A. Considera-se trabalho em regime de tempo parcial aquele cuja duração não exceda a trinta horas semanais, sem a possibilidade de horas suplementares semanais, ou, ainda, aquele cuja duração não exceda a vinte e seis horas semanais, com a possibilidade de acréscimo de até seis horas suplementares semanais. Antonio Daud Aula 05 TRT 7ª Região (Analista Judiciário - Área Administrativa) Direito do Trabalho - 2023 (Pré-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br https://t.me/kakashi_copiador 92 203 § 2º Para os atuais empregados, a adoção do regime de tempo parcial será feita mediante opção manifestada perante a empresa, na forma prevista em instrumento decorrente de negociação coletiva. § 3º As horas suplementares à duração do trabalho semanal normal serão pagas com o acréscimo de 50% (cinquenta por cento) sobre o salário-hora normal. § 4º Na hipótese de o Contrato de Trabalho em regime de tempo parcial ser estabelecido em número inferior a vinte e seis horas semanais, as horas suplementares a este quantitativo serão consideradas horas extras para fins do pagamento estipulado no § 3º, estando também limitadas a seis horas suplementares semanais. § 5º As horas suplementares da jornada de trabalho normal poderão ser compensadas diretamente até a semana imediatamente posterior à da sua execução, devendo ser feita a sua quitação na folha de pagamento do mês subsequente, caso não sejam compensadas. § 6º É facultado ao empregado contratado sob regime de tempo parcial converter um terço do período de Férias a que tiver direito em abono pecuniário. § 7º As Férias do regime de tempo parcial são regidas pelo disposto no art. 130 desta Consolidação. Art. 59 - A duração normal do trabalho poderá ser acrescida de horas suplementares, em número não excedente de 2 (duas), mediante acordo escrito entre empregador e empregado, ou mediante contrato coletivo de trabalho. § 1º - Do acordo ou do contrato coletivo de trabalho deverá constar, obrigatoriamente, a importância da remuneração da hora suplementar, que será, pelo menos, 20% (vinte por cento) superior à da hora normal. Art. 59. A duração diária do trabalho poderá ser acrescida de horasextras, em número não excedente de duas, por acordo individual, convenção coletiva ou acordo coletivo de trabalho. § 1º A remuneração da hora extra será, pelo menos, 50% (cinquenta por cento) superior à da hora normal. § 2o Poderá ser dispensado o acréscimo de salário se, por força de acordo ou convenção coletiva de trabalho, o excesso de horas em um dia for compensado pela correspondente diminuição em outro dia, de maneira que não exceda, no período máximo de um ano, à soma das jornadas semanais de trabalho previstas, nem seja ultrapassado o limite máximo de dez horas diárias. § 3º Na hipótese de rescisão do Contrato de Trabalho sem que tenha havido a compensação integral da jornada extraordinária, na forma dos §§ 2º e 5º deste artigo, o trabalhador terá direito ao pagamento das horas extras não compensadas, calculadas sobre o valor da remuneração na data da rescisão. § 4o Os empregados sob o regime de tempo parcial não poderão prestar horas extras. Antonio Daud Aula 05 TRT 7ª Região (Analista Judiciário - Área Administrativa) Direito do Trabalho - 2023 (Pré-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br https://t.me/kakashi_copiador 93 203 § 5º O banco de horas de que trata o § 2º deste artigo poderá ser pactuado por acordo individual escrito, desde que a compensação ocorra no período máximo de seis meses. § 6º É lícito o regime de compensação de jornada estabelecido por acordo individual, tácito ou escrito, para a compensação no mesmo mês. Art. 59-A. Em exceção ao disposto no art. 59 desta Consolidação, é facultado às partes, mediante acordo individual escrito, convenção coletiva ou acordo coletivo de trabalho, estabelecer horário de trabalho de doze horas seguidas por trinta e seis horas ininterruptas de descanso, observados ou indenizados os intervalos para repouso e alimentação. Parágrafo único. A remuneração mensal pactuada pelo horário previsto no caput deste artigo abrange os pagamentos devidos pelo descanso semanal remunerado e pelo descanso em feriados, e serão considerados compensados os feriados e as prorrogações de trabalho noturno, quando houver, de que tratam o art. 70 e o § 5º do art. 73 desta Consolidação.” Art. 59-B. O não atendimento das exigências legais para compensação de jornada, inclusive quando estabelecida mediante acordo tácito, não implica a repetição do pagamento das horas excedentes à jornada normal diária se não ultrapassada a duração máxima semanal, sendo devido apenas o respectivo adicional. Parágrafo único. A prestação de horas extras habituais não descaracteriza o acordo de compensação de jornada e o banco de horas. Art. 60 - Nas atividades insalubres, assim consideradas as constantes dos quadros mencionados no capítulo "Da Segurança e da Medicina do Trabalho", ou que neles venham a ser incluídas por ato do Ministro do Trabalho, Industria e Comercio, quaisquer prorrogações só poderão ser acordadas mediante licença prévia das autoridades competentes em matéria de higiene do trabalho, as quais, para esse efeito, procederão aos necessários exames locais e à verificação dos métodos e processos de trabalho, quer diretamente, quer por intermédio de autoridades sanitárias federais, estaduais e municipais, com quem entrarão em entendimento para tal fim. Parágrafo único. Excetuam-se da exigência de licença prévia as jornadas de doze horas de trabalho por trinta e seis horas ininterruptas de descanso. Art. 61 - Ocorrendo necessidade imperiosa, poderá a duração do trabalho exceder do limite legal ou convencionado, seja para fazer face a motivo de força maior, seja para atender à realização ou conclusão de serviços inadiáveis ou cuja inexecução possa acarretar prejuízo manifesto. § 1º - O excesso, nos casos deste artigo, poderá ser exigido independentemente de acordo ou contrato coletivo e deverá ser comunicado, dentro de 10 (dez) dias, à autoridade competente em matéria de trabalho, ou, antes desse prazo, justificado no momento da fiscalização sem prejuízo dessa comunicação. § 1º O excesso, nos casos deste artigo, pode ser exigido independentemente de convenção coletiva ou acordo coletivo de trabalho. Antonio Daud Aula 05 TRT 7ª Região (Analista Judiciário - Área Administrativa) Direito do Trabalho - 2023 (Pré-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br https://t.me/kakashi_copiador 94 203 § 2º - Nos casos de excesso de horário por motivo de força maior, a remuneração da hora excedente não será inferior à da hora normal. Nos demais casos de excesso previstos neste artigo, a remuneração será, pelo menos, 25% (vinte e cinco por cento) superior à da hora normal, e o trabalho não poderá exceder de 12 (doze) horas, desde que a lei não fixe expressamente outro limite. § 3º - Sempre que ocorrer interrupção do trabalho, resultante de causas acidentais, ou de força maior, que determinem a impossibilidade de sua realização, a duração do trabalho poderá ser prorrogada pelo tempo necessário até o máximo de 2 (duas) horas, durante o número de dias indispensáveis à recuperação do tempo perdido, desde que não exceda de 10 (dez) horas diárias, em período não superior a 45 (quarenta e cinco) dias por ano, sujeita essa recuperação à prévia autorização da autoridade competente. Art. 62 - Não são abrangidos pelo regime previsto neste capítulo: I - os empregados que exercem atividade externa incompatível com a fixação de horário de trabalho, devendo tal condição ser anotada na Carteira de Trabalho e Previdência Social e no registro de empregados; II - os gerentes, assim considerados os exercentes de cargos de gestão, aos quais se equiparam, para efeito do disposto neste artigo, os diretores e chefes de departamento ou filial. III - os empregados em regime de teletrabalho que prestam serviço por produção ou tarefa [MP 1.108/2022]. Parágrafo único - O regime previsto neste capítulo será aplicável aos empregados mencionados no inciso II deste artigo, quando o salário do cargo de confiança, compreendendo a gratificação de função, se houver, for inferior ao valor do respectivo salário efetivo acrescido de 40% (quarenta por cento). Art. 63 - Não haverá distinção entre empregados e interessados, e a participação em lucros e comissões, salvo em lucros de caráter social, não exclui o participante do regime deste Capítulo. Art. 64 - O salário-hora normal, no caso de empregado mensalista, será obtido dividindo-se o salário mensal correspondente à duração do trabalho, a que se refere o art. 58, por 30 (trinta) vezes o número de horas dessa duração. Parágrafo único - Sendo o número de dias inferior a 30 (trinta), adotar-se-á para o cálculo, em lugar desse número, o de dias de trabalho por mês. Art. 65 - No caso do empregado diarista, o salário-hora normal será obtido dividindo-se o salário diário correspondente à duração do trabalho, estabelecido no art. 58, pelo número de horas de efetivo trabalho. Art. 66 - Entre 2 (duas) jornadas de trabalho haverá um período mínimo de 11 (onze) horas consecutivas para descanso. Antonio Daud Aula 05 TRT 7ª Região (Analista Judiciário - Área Administrativa) Direito do Trabalho - 2023 (Pré-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br https://t.me/kakashi_copiador 95 203 Art. 67 - Será assegurado a todo empregado um descanso semanal de 24 (vinte e quatro) horas consecutivas, o qual, salvo motivo de conveniência pública ou necessidade imperiosa do serviço, deverá coincidir com o domingo, no todo ou em parte. Art. 67 - É assegurado a todo empregado um repouso semanal remunerado de vinte e quatro horas consecutivas, preferencialmente aos domingos. (MP 905) Art. 68. Fica autorizado o trabalho aos domingos e aos feriados. § 1º O repouso semanal remunerado deverá coincidir com o domingo, no mínimo, uma vez no período máximo de quatro semanas para os setores de comércio e serviços e, no mínimo, uma vez no período máximo de sete semanas para o setor industrial. § 2º Para os estabelecimentos de comércio, seráobservada a legislação local. (MP 905) Art. 71 - Em qualquer trabalho contínuo, cuja duração exceda de 6 (seis) horas, é obrigatória a concessão de um intervalo para repouso ou alimentação, o qual será, no mínimo, de 1 (uma) hora e, salvo acordo escrito ou contrato coletivo em contrário, não poderá exceder de 2 (duas) horas. § 1º - Não excedendo de 6 (seis) horas o trabalho, será, entretanto, obrigatório um intervalo de 15 (quinze) minutos quando a duração ultrapassar 4 (quatro) horas. § 2º - Os intervalos de descanso não serão computados na duração do trabalho. § 3º O limite mínimo de uma hora para repouso ou refeição poderá ser reduzido por ato do Ministro do Trabalho, Indústria e Comércio, quando ouvido o Serviço de Alimentação de Previdência Social, se verificar que o estabelecimento atende integralmente às exigências concernentes à organização dos refeitórios, e quando os respectivos empregados não estiverem sob regime de trabalho prorrogado a horas suplementares. § 4º - Quando o intervalo para repouso e alimentação, previsto neste artigo, não for concedido pelo empregador, este ficará obrigado a remunerar o período correspondente com um acréscimo de no mínimo 50% (cinqüenta por cento) sobre o valor da remuneração da hora normal de trabalho. § 4º A não concessão ou a concessão parcial do intervalo intrajornada mínimo, para repouso e alimentação, a empregados urbanos e rurais, implica o pagamento, de natureza indenizatória, apenas do período suprimido, com acréscimo de 50% (cinquenta por cento) sobre o valor da remuneração da hora normal de trabalho. § 5º - O intervalo expresso no caput poderá ser reduzido e/ou fracionado, e aquele estabelecido no § 1º poderá ser fracionado, quando compreendidos entre o término da primeira hora trabalhada e o início da última hora trabalhada, desde que previsto em convenção ou acordo coletivo de trabalho, ante a natureza do serviço e em virtude das condições especiais de trabalho a que são submetidos estritamente os motoristas, cobradores, fiscalização de campo e afins nos serviços de operação de veículos rodoviários, empregados no setor de transporte coletivo de Antonio Daud Aula 05 TRT 7ª Região (Analista Judiciário - Área Administrativa) Direito do Trabalho - 2023 (Pré-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br https://t.me/kakashi_copiador 96 203 passageiros, mantida a remuneração e concedidos intervalos para descanso menores ao final de cada viagem. Art. 72 - Nos serviços permanentes de mecanografia (datilografia, escrituração ou cálculo), a cada período de 90 (noventa) minutos de trabalho consecutivo corresponderá um repouso de 10 (dez) minutos não deduzidos da duração normal de trabalho. Art. 73. Salvo nos casos de revezamento semanal ou quinzenal, o trabalho noturno terá remuneração superior a do diurno e, para esse efeito, sua remuneração terá um acréscimo de 20 % (vinte por cento), pelo menos, sobre a hora diurna. § 1º A hora do trabalho noturno será computada como de 52 minutos e 30 segundos. § 2º Considera-se noturno, para os efeitos deste artigo, o trabalho executado entre as 22 horas de um dia e as 5 horas do dia seguinte. § 3º O acréscimo, a que se refere o presente artigo, em se tratando de empresas que não mantêm, pela natureza de suas atividades, trabalho noturno habitual, será feito, tendo em vista os quantitativos pagos por trabalhos diurnos de natureza semelhante. Em relação às empresas cujo trabalho noturno decorra da natureza de suas atividades, o aumento será calculado sobre o salário mínimo geral vigente na região, não sendo devido quando exceder desse limite, já acrescido da percentagem. § 4º Nos horários mistos, assim entendidos os que abrangem períodos diurnos e noturnos, aplica- se às horas de trabalho noturno o disposto neste artigo e seus parágrafos. § 5º Às prorrogações do trabalho noturno aplica-se o disposto neste capítulo. Art. 74 - O horário de trabalho será anotado em registro de empregados. § 2º Para os estabelecimentos com mais de 20 (vinte) trabalhadores será obrigatória a anotação da hora de entrada e de saída, em registro manual, mecânico ou eletrônico, conforme instruções expedidas pela Secretaria Especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, permitida a pré-assinalação do período de repouso. § 3º Se o trabalho for executado fora do estabelecimento, o horário dos empregados constará do registro manual, mecânico ou eletrônico em seu poder, sem prejuízo do que dispõe o caput deste artigo. § 4º Fica permitida a utilização de registro de ponto por exceção à jornada regular de trabalho, mediante acordo individual escrito, convenção coletiva ou acordo coletivo de trabalho.” (NR) Art. 224 - A duração normal do trabalho dos empregados em bancos, casas bancárias e Caixa Econômica Federal será de 6 (seis) horas continuas nos dias úteis, com exceção dos sábados, perfazendo um total de 30 (trinta) horas de trabalho por semana. Antonio Daud Aula 05 TRT 7ª Região (Analista Judiciário - Área Administrativa) Direito do Trabalho - 2023 (Pré-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br https://t.me/kakashi_copiador 97 203 § 1º - A duração normal do trabalho estabelecida neste artigo ficará compreendida entre 7 (sete) e 22 (vinte e duas) horas, assegurando-se ao empregado, no horário diário, um intervalo de 15 (quinze) minutos para alimentação. § 2º - As disposições deste artigo não se aplicam aos que exercem funções de direção, gerência, fiscalização, chefia e equivalentes, ou que desempenhem outros cargos de confiança, desde que o valor da gratificação não seja inferior a 1/3 (um terço) do salário do cargo efetivo. Art. 225 - A duração normal de trabalho dos bancários poderá ser excepcionalmente prorrogada até 8 (oito) horas diárias, não excedendo de 40 (quarenta) horas semanais, observados os preceitos gerais sobre a duração do trabalho. Art. 226 - O regime especial de 6 (seis) horas de trabalho também se aplica aos empregados de portaria e de limpeza, tais como porteiros, telefonistas de mesa, contínuos e serventes, empregados em bancos e casas bancárias. Parágrafo único - A direção de cada banco organizará a escala de serviço do estabelecimento de maneira a haver empregados do quadro da portaria em função, meia hora antes e até meia hora após o encerramento dos trabalhos, respeitado o limite de 6 (seis) horas diárias. Art. 227 - Nas empresas que explorem o serviço de telefonia, telegrafia submarina ou subfluvial, de radiotelegrafia ou de radiotelefonia, fica estabelecida para os respectivos operadores a duração máxima de seis horas contínuas de trabalho por dia ou 36 (trinta e seis) horas semanais. Art. 234 - A duração normal do trabalho dos operadores cinematográficos e seus ajudantes não excederá de seis horas diárias, assim distribuídas: a) 5 (cinco) horas consecutivas de trabalho em cabina, durante o funcionamento cinematográfico; b) 1 (um) período suplementar, até o máximo de 1 (uma) hora para limpeza, lubrificação dos aparelhos de projeção, ou revisão de filmes. Art. 244. As estradas de ferro poderão ter empregados extranumerários, de sobre-aviso e de prontidão, para executarem serviços imprevistos ou para substituições de outros empregados que faltem à escala organizada. § 2º Considera-se de "sobre-aviso" o empregado efetivo, que permanecer em sua própria casa, aguardando a qualquer momento o chamado para o serviço. Cada escala de "sobre-aviso" será, no máximo, de vinte e quatro horas, As horas de "sobre-aviso", para todos os efeitos, serão contadas à razão de 1/3 (um terço) do salário normal. § 3º Considera-se de "prontidão" o empregado que ficar nas dependências da estrada, aguardando ordens. A escala de prontidão será, no máximo, de doze horas. As horas de prontidão serão, para todos os efeitos, contadas à razão de 2/3 (dois terços) do salário-hora normal. Antonio Daud Aula 05 TRT 7ª Região (Analista Judiciário - Área Administrativa) Direitodo Trabalho - 2023 (Pré-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br https://t.me/kakashi_copiador 98 203 Art. 248 - Entre as horas 0 (zero) e 24 (vinte e quatro) de cada dia civil, o tripulante poderá ser conservado em seu posto durante 8 (oito) horas, quer de modo contínuo, quer de modo intermitente. § 1º - A exigência do serviço contínuo ou intermitente ficará a critério do comandante e, neste último caso, nunca por período menor que 1 (uma) hora. Art. 253 - Para os empregados que trabalham no interior das câmaras frigoríficas e para os que movimentam mercadorias do ambiente quente ou normal para o frio e vice-versa, depois de 1 (uma) hora e 40 (quarenta) minutos de trabalho contínuo, será assegurado um período de 20 (vinte) minutos de repouso, computado esse intervalo como de trabalho efetivo. Art. 293 - A duração normal do trabalho efetivo para os empregados em minas no subsolo não excederá de 6 (seis) horas diárias ou de 36 (trinta e seis) semanais. Art. 294 - O tempo despendido pelo empregado da boca da mina ao local do trabalho e vice-versa será computado para o efeito de pagamento do salário. Art. 295 - A duração normal do trabalho efetivo no subsolo poderá ser elevada até 8 (oito) horas diárias ou 48 (quarenta e oito) semanais, mediante acordo escrito entre empregado e empregador ou contrato coletivo de trabalho, sujeita essa prorrogação à prévia licença da autoridade competente em matéria de higiene do trabalho. Parágrafo único - A duração normal do trabalho efetivo no subsolo poderá ser inferior a 6 (seis) horas diárias, por determinação da autoridade de que trata este artigo, tendo em vista condições locais de insalubridade e os métodos e processos do trabalho adotado. Art. 298 - Em cada período de 3 (três) horas consecutivas de trabalho, será obrigatória uma pausa de 15 (quinze) minutos para repouso, a qual será computada na duração normal de trabalho efetivo. Art. 303 - A duração normal do trabalho dos empregados compreendidos nesta Seção não deverá exceder de 5 (cinco) horas, tanto de dia como à noite. Art. 304 - Poderá a duração normal do trabalho ser elevada a 7 (sete) horas, mediante acordo escrito, em que se estipule aumento de ordenado, correspondente ao excesso do tempo de trabalho, em que se fixe um intervalo destinado a repouso ou a refeição. Art. 318 - Num mesmo estabelecimento de ensino não poderá o professor dar, por dia, mais de 4 (quatro) aulas consecutivas, nem mais de 6 (seis), intercaladas. Art. 318 - O professor poderá lecionar em um mesmo estabelecimento por mais de um turno, desde que não ultrapasse a jornada de trabalho semanal estabelecida legalmente, assegurado e não computado o intervalo para refeição. Art. 319 - Aos professores é vedado, aos domingos, a regência de aulas e o trabalho em exames. Antonio Daud Aula 05 TRT 7ª Região (Analista Judiciário - Área Administrativa) Direito do Trabalho - 2023 (Pré-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br https://t.me/kakashi_copiador 99 203 Art. 372 - Os preceitos que regulam o trabalho masculino são aplicáveis ao trabalho feminino, naquilo em que não colidirem com a proteção especial instituída por este Capítulo. Parágrafo único - Não é regido pelos dispositivos a que se refere este artigo o trabalho nas oficinas em que sirvam exclusivamente pessoas da família da mulher e esteja esta sob a direção do esposo, do pai, da mãe, do tutor ou do filho. Art. 373 - A duração normal de trabalho da mulher será de 8 (oito) horas diárias, exceto nos casos para os quais for fixada duração inferior. Art. 381 - O trabalho noturno das mulheres terá salário superior ao diurno. § 1º - Para os fins desse artigo, os salários serão acrescidos duma percentagem adicional de 20% (vinte por cento) no mínimo. § 2º - Cada hora do período noturno de trabalho das mulheres terá 52 (cinqüenta e dois) minutos e 30 (trinta) segundos. Art. 411 - A duração do trabalho do menor regular-se-á pelas disposições legais relativas à duração do trabalho em geral, com as restrições estabelecidas neste Capítulo. Art. 413 - É vedado prorrogar a duração normal diária do trabalho do menor, salvo: I - até mais 2 (duas) horas, independentemente de acréscimo salarial, mediante convenção ou acôrdo coletivo nos têrmos do Título VI desta Consolidação, desde que o excesso de horas em um dia seja compensado pela diminuição em outro, de modo a ser observado o limite máximo de 48 (quarenta e oito) horas semanais ou outro inferior legalmente fixada; II - excepcionalmente, por motivo de fôrça maior, até o máximo de 12 (doze) horas, com acréscimo salarial de, pelo menos, 25% (vinte e cinco por cento) sôbre a hora normal e desde que o trabalho do menor seja imprescindível ao funcionamento do estabelecimento. Parágrafo único. Aplica-se à prorrogação do trabalho do menor o disposto no art. 375, no parágrafo único do art. 376, no art. 378 e no art. 384 desta Consolidação. Art. 414 - Quando o menor de 18 (dezoito) anos for empregado em mais de um estabelecimento, as horas de trabalho em cada um serão totalizadas. Art. 432. A duração do trabalho do aprendiz não excederá de seis horas diárias, sendo vedadas a prorrogação e a compensação de jornada. § 1o O limite previsto neste artigo poderá ser de até oito horas diárias para os aprendizes que já tiverem completado o ensino fundamental, se nelas forem computadas as horas destinadas à aprendizagem teórica. CLT, art. 452-A. O contrato de trabalho intermitente deve ser celebrado por escrito e deve conter especificamente o valor da hora de trabalho, que não pode ser inferior ao valor horário do salário Antonio Daud Aula 05 TRT 7ª Região (Analista Judiciário - Área Administrativa) Direito do Trabalho - 2023 (Pré-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br https://t.me/kakashi_copiador 100 203 mínimo ou àquele devido aos demais empregados do estabelecimento que exerçam a mesma função em contrato intermitente ou não. § 1º O empregador convocará, por qualquer meio de comunicação eficaz, para a prestação de serviços, informando qual será a jornada, com, pelo menos, três dias corridos de antecedência. § 2º Recebida a convocação, o empregado terá o prazo de um dia útil para responder ao chamado, presumindo-se, no silêncio, a recusa. § 3º A recusa da oferta não descaracteriza a subordinação para fins do contrato de trabalho intermitente. CLT, art. 452-A, § 4º Aceita a oferta para o comparecimento ao trabalho, a parte que descumprir, sem justo motivo, pagará à outra parte, no prazo de trinta dias, multa de 50% (cinquenta por cento) da remuneração que seria devida, permitida a compensação em igual prazo. § 5º O período de inatividade não será considerado tempo à disposição do empregador, podendo o trabalhador prestar serviços a outros contratantes. CLT, art. 501 - Entende-se como força maior todo acontecimento inevitável, em relação à vontade do empregador, e para a realização do qual este não concorreu, direta ou indiretamente. CLT, Art. 611-A. A convenção coletiva e o acordo coletivo de trabalho têm prevalência sobre a lei quando, entre outros, dispuserem sobre: I - pacto quanto à jornada de trabalho, observados os limites constitucionais; II - banco de horas anual; III - intervalo intrajornada, respeitado o limite mínimo de trinta minutos para jornadas superiores a seis horas; X - modalidade de registro de jornada de trabalho; XIII – prorrogação de jornada em ambientes insalubres, sem licença prévia das autoridades competentes do Ministério do Trabalho; CLT, art. 611-B, parágrafo único. Regras sobre duração do trabalho e intervalos não são consideradas como normas de saúde, higiene e segurança do trabalho para os fins do disposto neste artigo. Legislação específica Lei 605/1949, art. 1º Todo empregado tem direito a um descanso semanal remunerado de vinte e quatro horas consecutivas. (MP 905) Antonio Daud Aula 05 TRT 7ª Região (Analista Judiciário - ÁreaAdministrativa) Direito do Trabalho - 2023 (Pré-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br https://t.me/kakashi_copiador 101 203 Lei 605/1949, art. 1º Todo empregado tem direito ao repouso semanal remunerado de vinte e quatro horas consecutivas, preferentemente aos domingos e, nos limites das exigências técnicas das empresas, nos feriados civis e religiosos, de acordo com a tradição local. Lei 605/49, art. 6º Não será devida a remuneração [do descanso semanal] quando, sem motivo justificado, o empregado não tiver trabalhado durante toda a semana anterior, cumprindo integralmente o seu horário de trabalho. Lei 5.889/73, art. 7º - Para os efeitos desta Lei, considera-se trabalho noturno o executado entre as vinte e uma horas de um dia e as cinco horas do dia seguinte, na lavoura, e entre as vinte horas de um dia e as quatro horas do dia seguinte, na atividade pecuária. Parágrafo único. Todo trabalho noturno será acrescido de 25% (vinte e cinco por cento) sobre a remuneração normal. TST SUM-60 ADICIONAL NOTURNO. INTEGRAÇÃO NO SALÁRIO E PRORROGAÇÃO EM HORÁRIO DIURNO I - O adicional noturno, pago com habitualidade, integra o salário do empregado para todos os efeitos. II - Cumprida integralmente a jornada no período noturno e prorrogada esta, devido é também o adicional quanto às horas prorrogadas. Exegese do art. 73, § 5º, da CLT. SUM-65 VIGIA O direito à hora reduzida de 52 minutos e 30 segundos aplica-se ao vigia noturno. SUM-85 COMPENSAÇÃO DE JORNADA I. A compensação de jornada de trabalho deve ser ajustada por acordo individual escrito, acordo coletivo ou convenção coletiva. II. O acordo individual para compensação de horas é válido, salvo se houver norma coletiva em sentido contrário. III. O mero não atendimento das exigências legais para a compensação de jornada, inclusive quando encetada mediante acordo tácito, não implica a repetição do pagamento das horas excedentes à jornada normal diária, se não dilatada a jornada máxima semanal, sendo devido apenas o respectivo adicional. IV. A prestação de horas extras habituais descaracteriza o acordo de compensação de jornada. Nesta hipótese, as horas que ultrapassarem a jornada semanal normal deverão ser pagas como horas extraordinárias e, quanto àquelas destinadas à compensação, deverá ser pago a mais apenas o adicional por trabalho extraordinário. Antonio Daud Aula 05 TRT 7ª Região (Analista Judiciário - Área Administrativa) Direito do Trabalho - 2023 (Pré-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br https://t.me/kakashi_copiador 102 203 V. As disposições contidas nesta súmula não se aplicam ao regime compensatório na modalidade banco de horas, que somente pode ser instituído por negociação coletiva. VI - Não é válido acordo de compensação de jornada em atividade insalubre, ainda que estipulado em norma coletiva, sem a necessária inspeção prévia e permissão da autoridade competente, na forma do art. 60 da CLT. SUM-90 HORAS "IN ITINERE". TEMPO DE SERVIÇO I - O tempo despendido pelo empregado, em condução fornecida pelo empregador, até o local de trabalho de difícil acesso, ou não servido por transporte público regular, e para o seu retorno é computável na jornada de trabalho. II - A incompatibilidade entre os horários de início e término da jornada do empregado e os do transporte público regular é circunstância que também gera o direito às horas "in itinere". III - A mera insuficiência de transporte público não enseja o pagamento de horas "in itinere". IV - Se houver transporte público regular em parte do trajeto percorrido em condução da empresa, as horas "in itinere" remuneradas limitam-se ao trecho não alcançado pelo transporte público. V - Considerando que as horas "in itinere" são computáveis na jornada de trabalho, o tempo que extrapola a jornada legal é considerado como extraordinário e sobre ele deve incidir o adicional respectivo. SUM-112 TRABALHO NOTURNO. PETRÓLEO O trabalho noturno dos empregados nas atividades de exploração, perfuração, produção e refinação do petróleo, industrialização do xisto, indústria petroquímica e transporte de petróleo e seus derivados, por meio de dutos, é regulado pela Lei nº 5.811, de 11.10.1972, não se lhe aplicando a hora reduzida de 52 minutos e 30 segundos prevista no art. 73, § 2º, da CLT. SUM-118 JORNADA DE TRABALHO. HORAS EXTRAS Os intervalos concedidos pelo empregador na jornada de trabalho, não previstos em lei, representam tempo à disposição da empresa, remunerados como serviço extraordinário, se acrescidos ao final da jornada. SUM-119 JORNADA DE TRABALHO Os empregados de empresas distribuidoras e corretoras de títulos e valores mobiliários não têm direito à jornada especial dos bancários. SUM-140 VIGIA É assegurado ao vigia sujeito ao trabalho noturno o direito ao respectivo adicional. Antonio Daud Aula 05 TRT 7ª Região (Analista Judiciário - Área Administrativa) Direito do Trabalho - 2023 (Pré-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br https://t.me/kakashi_copiador 103 203 SUM-199 BANCÁRIO. PRÉ-CONTRATAÇÃO DE HORAS EXTRAS I - A contratação do serviço suplementar, quando da admissão do trabalhador bancário, é nula. Os valores assim ajustados apenas remuneram a jornada normal, sendo devidas as horas extras com o adicional de, no mínimo, 50% (cinqüenta por cento), as quais não configuram pré- contratação, se pactuadas após a admissão do bancário. SUM-229 SOBREAVISO. ELETRICITÁRIOS Por aplicação analógica do art. 244, § 2º, da CLT, as horas de sobreaviso dos eletricitários são remuneradas à base de 1/3 sobre a totalidade das parcelas de natureza salarial. SUM-320 HORAS "IN ITINERE". OBRIGATORIEDADE DE CÔMPUTO NA JORNADA DE TRABALHO O fato de o empregador cobrar, parcialmente ou não, importância pelo transporte fornecido, para local de difícil acesso ou não servido por transporte regular, não afasta o direito à percepção das horas "in itinere". SUM-346 DIGITADOR. INTERVALOS INTRAJORNADA. APLICAÇÃO ANALÓGICA DO ART. 72 DA CLT Os digitadores, por aplicação analógica do art. 72 da CLT, equiparam-se aos trabalhadores nos serviços de mecanografia (datilografia, escrituração ou cálculo), razão pela qual têm direito a intervalos de descanso de 10 (dez) minutos a cada 90 (noventa) de trabalho consecutivo. SUM-360 TURNOS ININTERRUPTOS DE REVEZAMENTO. INTERVALOS INTRAJORNADA E SEMANAL A interrupção do trabalho destinada a repouso e alimentação, dentro de cada turno, ou o intervalo para repouso semanal, não descaracteriza o turno de revezamento com jornada de 6 (seis) horas previsto no art. 7º, XIV, da CF/1988. SUM-366 CARTÃO DE PONTO. REGISTRO. HORAS EXTRAS. MINUTOS QUE ANTECEDEM E SUCEDEM A JORNADA DE TRABALHO Não serão descontadas nem computadas como jornada extraordinária as variações de horário do registro de ponto não excedentes de cinco minutos, observado o limite máximo de dez minutos diários. Se ultrapassado esse limite, será considerada como extra a totalidade do tempo que exceder a jornada normal, pois configurado tempo à disposição do empregador, não importando as atividades desenvolvidas pelo empregado ao longo do tempo residual (troca de uniforme, lanche, higiene pessoal, etc) SUM-376 HORAS EXTRAS. LIMITAÇÃO. ART. 59 DA CLT. REFLEXOS I - A limitação legal da jornada suplementar a duas horas diárias não exime o empregador de pagar todas as horas trabalhadas. SUM-423 TURNO ININTERRUPTO DE REVEZAMENTO. FIXAÇÃO DE JORNADA DE TRABALHO MEDIANTE NEGOCIAÇÃO COLETIVA. VALIDADE. Antonio Daud Aula 05 TRT 7ª Região (Analista Judiciário - Área Administrativa) Direito do Trabalho - 2023 (Pré-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br https://t.me/kakashi_copiador 104 203 Estabelecida jornada superior a seis horas e limitada a oito horas por meio de regular negociação coletiva, os empregados submetidos a turnos ininterruptos de revezamento não tem direito ao pagamento da 7ª e 8ª horas como extras. SUM-428 SOBREAVISO.APLICAÇÃO ANALÓGICA DO ART. 244, § 2º DA CLT I - O uso de instrumentos telemáticos ou informatizados fornecidos pela empresa ao empregado, por si só, não caracteriza regime de sobreaviso. II – Considera-se em sobreaviso o empregado que, à distância e submetido a controle patronal por instrumentos telemáticos ou informatizados, permanecer em regime de plantão ou equivalente, aguardando a qualquer momento o chamado para o serviço durante o período de descanso. SUM-437 INTERVALO INTRAJORNADA PARA REPOUSO E ALIMENTAÇÃO. APLICAÇÃO DO ART. 71 DA CLT. I – Após a edição da Lei nº 8.923/94, a não-concessão total ou a concessão parcial do intervalo intrajornada mínimo, para repouso e alimentação a empregados urbanos e rurais, implica o pagamento total do período correspondente, e não apenas daquele suprimido, com acréscimo de, no mínimo, 50% sobre o valor da remuneração da hora normal de trabalho (art. 71 da CLT), sem prejuízo do cômputo da efetiva jornada de labor para efeito de remuneração. II - É inválida cláusula de acordo ou convenção coletiva de trabalho contemplando a supressão ou redução do intervalo intrajornada porque este constitui medida de higiene, saúde e segurança do trabalho, garantido por norma de ordem pública (art. 71 da CLT e art. 7º, XXII , da CF/1988), infenso à negociação coletiva. III – Possui natureza salarial a parcela prevista no art. 71, § 4º, da CLT, com redação introduzida pela Lei nº 8.923, de 27 de julho de 1994, quando não concedido ou reduzido pelo empregador o intervalo mínimo intrajornada para repouso e alimentação, repercutindo, assim, no cálculo de outras parcelas salariais. IV – Ultrapassada habitualmente a jornada de seis horas de trabalho, é devido o gozo do intervalo intrajornada mínimo de uma hora, obrigando o empregador a remunerar o período para descanso e alimentação não usufruídos como extra, acrescido do respectivo adicional, na forma prevista no art. 71, caput e § 4º, da CLT. SUM-438 INTERVALO PARA RECUPERAÇÃO TÉRMICA DO EMPREGADO. AMBIENTE ARTIFICIALMENTE FRIO. HORAS EXTRAS. ART. 253 DA CLT. APLICAÇÃO ANALÓGICA. O empregado submetido a trabalho contínuo em ambiente artificialmente frio, nos termos do parágrafo único do art. 253 da CLT, ainda que não labore em câmara frigorífica, tem direito ao intervalo intrajornada previsto no caput do art. 253 da CLT. SUM-444 JORNADA DE TRABALHO. ESCALA DE 12 POR 36. VALIDADE. Antonio Daud Aula 05 TRT 7ª Região (Analista Judiciário - Área Administrativa) Direito do Trabalho - 2023 (Pré-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br https://t.me/kakashi_copiador 105 203 É valida, em caráter excepcional, a jornada de 12 horas de trabalho por trinta e seis de descanso, prevista em lei ou ajustada exclusivamente mediante acordo coletivo de trabalho ou convenção coletiva de trabalho, assegurada a remuneração em dobro dos feriados trabalhados. O empregado não tem direito ao pagamento de adicional referente ao labor prestado na décima primeira e décima segunda horas. SUM-446 MAQUINISTA FERROVIÁRIO. INTERVALO INTRAJORNADA. SUPRESSÃO PARCIAL OU TOTAL. HORAS EXTRAS DEVIDAS. COMPATIBILIDADE ENTRE OS ARTS. 71, § 4º, E 238, § 5º, DA CLT. A garantia ao intervalo intrajornada, prevista no art. 71 da CLT, por constituir-se em medida de higiene, saúde e segurança do empregado, é aplicável também ao ferroviário maquinista integrante da categoria "c" (equipagem de trem em geral), não havendo incompatibilidade entre as regras inscritas nos arts. 71, § 4º, e 238, § 5º, da CLT SUM-449 (conversão da Orientação Jurisprudencial nº 372 da SBDI-1) A partir da vigência da Lei nº 10.243, de 19.06.2001, que acrescentou o § 1º ao art. 58 da CLT, não mais prevalece cláusula prevista em convenção ou acordo coletivo que elastece o limite de 5 minutos que antecedem e sucedem a jornada de trabalho para fins de apuração das horas extras. OJ-SDI1-60 PORTUÁRIOS. HORA NOTURNA. HORAS EXTRAS. (LEI Nº 4.860/65, ARTS. 4º E 7º, § 5º) I - A hora noturna no regime de trabalho no porto, compreendida entre dezenove horas e sete horas do dia seguinte, é de sessenta minutos. II - Para o cálculo das horas extras prestadas pelos trabalhadores portuários, observar-se-á somente o salário básico percebido, excluídos os adicionais de risco e produtividade. OJ-SDI1-127 HORA NOTURNA REDUZIDA. SUBSISTÊNCIA APÓS A CF/1988 O art. 73, § 1º da CLT, que prevê a redução da hora noturna, não foi revogado pelo inciso IX do art. 7º da CF/1988. OJ-SDI1-355 INTERVALO INTERJORNADAS. INOBSERVÂNCIA. HORAS EXTRAS. PERÍODO PAGO COMO SOBREJORNADA. ART. 66 DA CLT. APLICAÇÃO ANALÓGICA DO § 4º DO ART. 71 DA CLT O desrespeito ao intervalo mínimo interjornadas previsto no art. 66 da CLT acarreta, por analogia, os mesmos efeitos previstos no § 4º do art. 71 da CLT e na Súmula nº 110 do TST, devendo-se pagar a integralidade das horas que foram subtraídas do intervalo, acrescidas do respectivo adicional. Antonio Daud Aula 05 TRT 7ª Região (Analista Judiciário - Área Administrativa) Direito do Trabalho - 2023 (Pré-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br https://t.me/kakashi_copiador 106 203 OJ-SDI1-360 TURNO ININTERRUPTO DE REVEZAMENTO. DOIS TURNOS. HORÁRIO DIURNO E NOTURNO. CARACTERIZAÇÃO Faz jus à jornada especial prevista no art. 7º, XIV, da CF/1988 o trabalhador que exerce suas atividades em sistema de alternância de turnos, ainda que em dois turnos de trabalho, que compreendam, no todo ou em parte, o horário diurno e o noturno, pois submetido à alternância de horário prejudicial à saúde, sendo irrelevante que a atividade da empresa se desenvolva de forma ininterrupta. OJ-SDI1-388 JORNADA 12X36. JORNADA MISTA QUE COMPREENDA A TOTALIDADE DO PERÍODO NOTURNO. ADICIONAL NOTURNO. DEVIDO. O empregado submetido à jornada de 12 horas de trabalho por 36 de descanso, que compreenda a totalidade do período noturno, tem direito ao adicional noturno, relativo às horas trabalhadas após as 5 horas da manhã. OJ-SDI1-395 TURNO ININTERRUPTO DE REVEZAMENTO. HORA NOTURNA REDUZIDA. INCIDÊNCIA. O trabalho em regime de turnos ininterruptos de revezamento não retira o direito à hora noturna reduzida, não havendo incompatibilidade entre as disposições contidas nos arts. 73, § 1º, da CLT e 7º, XIV, da Constituição Federal. Antonio Daud Aula 05 TRT 7ª Região (Analista Judiciário - Área Administrativa) Direito do Trabalho - 2023 (Pré-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br https://t.me/kakashi_copiador 107 203 QUESTÕES COMENTADAS 1. FCC - 2022 - TRT-ES – Analista Judiciário Virgílio celebrou acordo individual com seu empregador para o estabelecimento de banco de horas. Consta em referido acordo que as horas extras não pagas serão compensadas em até 9 meses. De acordo com o que prevê a legislação trabalhista, este acordo é (A) inválido, apenas quanto ao prazo que pela lei não deve superar 3 meses para compensação, quando acordada individualmente. (B) inválido, apenas por não ter sido acordado em nível coletivo. (C) válido, eis que a lei permite negociação individual, e o prazo de compensação está inferior aos 12 meses previstos na CLT. (D) inválido, apenas pela extrapolação do prazo máximo de 6 meses para compensação previsto na CLT. (E) válido, eis que a lei permite negociação individual, cabendo às partes estabelecer livremente o prazo para compensação, não havendo limitador legal. Comentários Sabemos que o acordo individual escrito somente poderia estabelecer banco de horas com duração de no máximo 6 meses: CLT, art. 59, § 5º O banco de horas de que trata o § 2º deste artigo poderá ser pactuado por acordo individual escrito, desde que a compensação ocorra no período máximo de seis meses. Por este raciocínio, a letra (D) está correta e foi apontada como o gabarito da questão. Por outro lado, em princípio a letra (B) também poderia ser apontada como gabarito da questão, visto que, por meio de norma coletiva (ACT ou CCT),seria possível estabelecer banco de horas para compensação no período de 9 meses: Antonio Daud Aula 05 TRT 7ª Região (Analista Judiciário - Área Administrativa) Direito do Trabalho - 2023 (Pré-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br https://t.me/kakashi_copiador 108 203 CLT, art. 59, § 2º Poderá ser dispensado o acréscimo de salário se, por força de acordo ou convenção coletiva de trabalho, o excesso de horas em um dia for compensado pela correspondente diminuição em outro dia, de maneira que não exceda, no período máximo de um ano, à soma das jornadas semanais de trabalho previstas, nem seja ultrapassado o limite máximo de dez horas diárias. Apesar de o período de 9 meses estar contido no período de no máximo 1 ano, a Banca apontou a letra (B) como incorreta. No entanto, o que sobressai da questão é que a Banca queria saber se o candidato conhecia a possibilidade de celebração de acordo individual para compensação de jornada, a qual está limitada a 6 meses. Portanto, a letra (D) seria a "mais correta". Gabarito (D) 2. FCC - 2022 - TRT-BA – Analista Judiciário Vênus é empregada na Clínica Veterinária Bicho Papão e, pela natureza da sua atividade, com frequência costuma trabalhar por diversos dias consecutivos sem repousar. Conforme orienta a jurisprudência dominante do Tribunal Superior do Trabalho, Vênus terá direito a pagamento (A) com 50% de acréscimo do repouso semanal remunerado desde que este seja concedido após 6 dias consecutivos de trabalho. (B) em dobro do repouso semanal remunerado desde que este seja concedido após 6 dias consecutivos de trabalho. (C) em triplo do repouso semanal remunerado desde que este seja concedido após 7 dias consecutivos de trabalho. (D) simples do repouso semanal remunerado desde que este seja concedido após 7 dias consecutivos de trabalho. (E) em dobro do repouso semanal remunerado desde que este seja concedido após 7 dias consecutivos de trabalho. Comentários Lembro que o TST adotou a tese do descanso hebdomadário, segundo o qual o descanso deve ocorrer após seis dias de trabalho: OJ-SDI1-410 REPOUSO SEMANAL REMUNERADO. CONCESSÃO APÓS O SÉTIMO DIA CONSECUTIVO DE TRABALHO. ART. 7º, XV, DA CF. VIOLAÇÃO. Antonio Daud Aula 05 TRT 7ª Região (Analista Judiciário - Área Administrativa) Direito do Trabalho - 2023 (Pré-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br https://t.me/kakashi_copiador 109 203 Viola o art. 7º, XV, da CF a concessão de repouso semanal remunerado após o sétimo dia consecutivo de trabalho, importando no seu pagamento em dobro. Assim sendo, a concessão do repouso semanal após o 7º dia, gerará seu pagamento em dobro. Gabarito (E) 3. FCC - 2022 - TRT-BA – Analista Judiciário Considere as assertivas abaixo a respeito do regime de trabalho em tempo parcial. I. por ser uma jornada especial, o regime de trabalho a tempo parcial é incompatível com a prorrogação de jornada. II. a jornada máxima do empregado em regime de trabalho a tempo parcial será de 30 horas semanais, sem a possibilidade de horas suplementares semanais, ou de 26 horas semanais, com a possibilidade de até seis horas suplementares semanais. III. na hipótese de o empregado sob regime de trabalho a tempo parcial realizar horas suplementares, estas poderão ser compensadas no prazo máximo de 30 dias. IV. poderá o empregado sob regime de trabalho a tempo parcial converter até 1/3 das suas férias em abono pecuniário, mediante concordância do empregador. Com base na Consolidação das Leis do Trabalho, está correto o que se afirma APENAS em (A) III e IV. (B) I. (C) II, III e IV. (D) I e III. (E) II. Comentários O item I está incorreto. Após a reforma trabalhista, é possível ao trabalhador a tempo parcial prestar horas extras (prorrogação de jornada), caso a jornada semanal seja de até 26 hs. O item II está de acordo com a atual definição de trabalho a tempo parcial: Antonio Daud Aula 05 TRT 7ª Região (Analista Judiciário - Área Administrativa) Direito do Trabalho - 2023 (Pré-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br https://t.me/kakashi_copiador 110 203 CLT, art. 58-A. Considera-se trabalho em regime de tempo parcial aquele cuja duração não exceda a trinta horas semanais, sem a possibilidade de horas suplementares semanais, ou, ainda, aquele cuja duração não exceda a vinte e seis horas semanais, com a possibilidade de acréscimo de até seis horas suplementares semanais. O item III está incorreto, pois a compensação pode ocorrer apenas até a semana imediatamente seguinte (e não em 30 dias): CLT, art. 58-A, § 5o As horas suplementares da jornada de trabalho normal poderão ser compensadas diretamente até a semana imediatamente posterior à da sua execução, devendo ser feita a sua quitação na folha de pagamento do mês subsequente, caso não sejam compensadas. O item IV está incorreto. Apesar de ser possível ao trabalhador a tempo parcial a conversão de parte das férias em pecúnia (CLT, art. 58-A, §6º), não se exige concordância do empregador (CLT, art. 143), pois trata-se de "direito potestativo" do empregado. Gabarito (E) 4. FCC - 2022 - TRT-PR - Analista Judiciário Maria é enfermeira e labora no centro cirúrgico do Hospital Vida Melhor, em escala de revezamento 12 × 36, das 19h00 às 07h00. Em razão do uso obrigatório de vestimenta privativa, Maria deve realizar a troca de roupa nas dependências do hospital e, apenas então, registrar o início da jornada de trabalho, no relógio de ponto localizado dentro do centro cirúrgico. A enfermeira leva cerca de 22 minutos diários para a troca de uniforme, no início e no final da jornada de trabalho. Diante dos fatos apresentados, o tempo gasto pela empregada (A) não é considerado tempo à disposição, já que não houve efetivo trabalho durante o período. (B) é considerado tempo à disposição do empregador pela obrigatoriedade da troca de roupa nas dependências da empresa e por extrapolar o limite de 10 minutos diários. (C) é considerado tempo à disposição do empregador porque extrapolou o limite de 20 minutos diários. (D) é considerado tempo à disposição do empregador, mas o período não será computado na jornada de trabalho em razão do direito a 36 horas de descanso. (E) não é considerado tempo à disposição porque a jornada 12 × 36 engloba o tempo gasto para eventual troca de roupa. Antonio Daud Aula 05 TRT 7ª Região (Analista Judiciário - Área Administrativa) Direito do Trabalho - 2023 (Pré-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br https://t.me/kakashi_copiador 111 203 Comentários: Em síntese, como a troca de roupa no interior da empresa ocorria por determinação do empregador e extrapolava 5 minutos e 10 minutos diários, todos os 22 minutos diários deverão ser computados na jornada e, portanto, remunerados como jornada extraordinária. Isto porque a CLT estabelece que, caso a troca de roupa/uniforme no interior da empresa seja uma imposição do empregador, haverá o reflexo na jornada (CLT, art. 4º, §2º, VIII). Assim, superado a tolerância de 5 minutos/10 minutos diários a que alude o art. 58, §1º, da CLT, haverá sua contabilização na jornada: CLT, art. 4º, § 2º Por não se considerar tempo à disposição do empregador, não será computado como período extraordinário o que exceder a jornada normal, ainda que ultrapasse o limite de cinco minutos previsto no § 1º do art. 58 desta Consolidação [variações no registro de até 5 minutos e 10 minutos diários], quando o empregado, por escolha própria, buscar proteção pessoal, em caso de insegurança nas vias públicas ou más condições climáticas, bem como adentrar ou permanecer nas dependências da empresa para exercer atividades particulares, entre outras: (..) VIII - troca de roupa ou uniforme, quando não houver obrigatoriedade de realizar a troca na empresa. Gabarito (B) 5. FCC - 2022 - TRT-PR - Técnico Administrativo A empresa Metalúrgica Metall S/A está sofrendo os efeitos da crise econômica, com oscilaçãono volume de produção e, em razão disso, pretende instituir regime de compensação de jornada na modalidade de banco de horas. O regime de compensação que a empresa pretende adotar será válido (A) se pactuado por acordo individual escrito, para a compensação no período máximo de seis meses. (B) se no acordo de banco de horas houver previsão de que, na hipótese de rescisão do contrato de trabalho sem que tenha havido a compensação integral da jornada de trabalho, as horas extras serão pagas com adicional de 100% sobre o valor da hora normal. (C) somente se for estabelecido por meio de negociação coletiva. (D) se estabelecido por acordo individual, tácito ou escrito, para a compensação no prazo de três meses. Antonio Daud Aula 05 TRT 7ª Região (Analista Judiciário - Área Administrativa) Direito do Trabalho - 2023 (Pré-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br https://t.me/kakashi_copiador 112 203 (E) se pactuado por acordo individual escrito, por acordo coletivo ou por convenção coletiva de trabalho, para a compensação no período máximo de um ano. Comentários: Mais uma questão FCC cobrando detalhes quanto às duas modalidades de banco de horas previstas na CLT (CLT, art. 59, §§ 2º e 5º): Banco de horas SEMESTRAL: sua validade demanda acordo escrito entre empregado e empregador ANUAL: sua validade demanda previsão em negociação coletiva A partir daí, percebemos que a letra (A) está correta, pois de fato o banco de horas semestral poderá ser pactuado individualmente com o empregado (sem a interveniência do sindicato), mediante acordo escrito. Pelo mesmo raciocínio, percebemos que as letras (C) a (E) estão incorretas, visto que é o banco de horas anual que exigirá acordo coletivo ou convenção coletiva. Quanto à letra (B), notem que o pagamento se dará com adicional mínimo de 50%, isto é, como horas extras (e não com adicional de 100%): CLT, art. 59, § 3º Na hipótese de rescisão do Contrato de Trabalho sem que tenha havido a compensação integral da jornada extraordinária, na forma dos §§ 2º e 5º deste artigo, o trabalhador terá direito ao pagamento das horas extras não compensadas, calculadas sobre o valor da remuneração na data da rescisão. Gabarito (A) 6. FCC - 2022 - TRT-PR - Técnico Administrativo Em relação ao regramento legal que cuida do intervalo intrajornada para repouso e alimentação, considere: I. Os intervalos para repouso e alimentação serão computados na jornada de trabalho. II. O limite mínimo de 1 hora para repouso e alimentação poderá ser reduzido por negociação entre empregado e empregador, desde que formalizado em acordo escrito. Antonio Daud Aula 05 TRT 7ª Região (Analista Judiciário - Área Administrativa) Direito do Trabalho - 2023 (Pré-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br https://t.me/kakashi_copiador 113 203 III. Para as jornadas de até 6 horas, o intervalo para repouso e alimentação será de 15 minutos. IV. A não concessão ou a concessão parcial do intervalo intrajornada mínimo, para repouso e alimentação, implica o pagamento, de natureza indenizatória, apenas do período suprimido, com acréscimo de 50% sobre o valor da hora normal de trabalho. Está correto o que se afirma APENAS em (A) I e III. (B) II. (C) IV. (D) I e II. (E) III e IV. Comentários: O item I está incorreto. Em geral, os intervalos para repouso e alimentação não são computados na jornada: CLT, art. 71, § 2º - Os intervalos de descanso não serão computados na duração do trabalho. O item II está incorreto, na medida em que se exige acordo coletivo ou convenção coletiva do trabalho (não basta simples acordo escrito): Art. 611-A. A convenção coletiva e o acordo coletivo de trabalho têm prevalência sobre a lei quando, entre outros, dispuserem sobre: (..) III - intervalo intrajornada, respeitado o limite mínimo de trinta minutos para jornadas superiores a seis horas; O item III foi dado como incorreto por um detalhe sutil: o intervalo de 15 minutos somente será obrigatório nas jornadas que superarem 4 horas. Em outras palavras, nem toda jornada inferior a 6 horas exigirá a concessão do intervalo mencionado neste item: CLT, art. 71, § 1º - Não excedendo de 6 (seis) horas o trabalho, será, entretanto, obrigatório um intervalo de 15 (quinze) minutos quando a duração ultrapassar 4 (quatro) horas. Antonio Daud Aula 05 TRT 7ª Região (Analista Judiciário - Área Administrativa) Direito do Trabalho - 2023 (Pré-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br https://t.me/kakashi_copiador 114 203 O item IV é uma transcrição da seguinte regra celetista, inserida pela reforma trabalhista: Art. 71, § 4o A não concessão ou a concessão parcial do intervalo intrajornada mínimo, para repouso e alimentação, a empregados urbanos e rurais, implica o pagamento, de natureza indenizatória, apenas do período suprimido, com acréscimo de 50% (cinquenta por cento) sobre o valor da remuneração da hora normal de trabalho. Gabarito (C) 7. FCC - 2022 - TRT-PR - Oficial de Justiça Deonísio é eletricista e foi contratado por uma empresa de energia elétrica para trabalhar na manutenção das redes de transmissão de energia, cumprindo escala de doze horas de trabalho, seguidas por trinta e seis horas ininterruptas de descanso. Considerando essas condições de trabalho, (A) a escala de trabalho prevista somente será válida se constante em convenção coletiva ou acordo coletivo de trabalho. (B) a remuneração mensal pactuada pelas partes para o cumprimento desta escala de trabalho abrange os pagamentos devidos pelo descanso semanal remunerado e pelo descanso em feriados. (C) Deonísio tem direito ao adicional de periculosidade, no valor de 10%, 20% ou 40% do salário contratual, dependendo do grau de risco a que estará submetido na manutenção das redes de transmissão de energia. (D) Deonísio tem direito ao adicional noturno, no valor de 30% sobre a hora diurna de trabalho, incidente em relação ao trabalho realizado entre 22 horas de um dia até às 5 horas do dia seguinte. (E) a hora noturna será computada como 52 minutos e 30 segundos, sendo considerado noturno o trabalho realizado a partir das 21 horas e até às 5 horas do dia seguinte. Comentários: A letra (A) está incorreta, pois a escala 12x36 pode ser estabelecida também mediante acordo individual por escrito: CLT, art. 59-A. Em exceção ao disposto no art. 59 desta Consolidação, é facultado às partes, mediante acordo individual escrito, convenção coletiva ou acordo coletivo de trabalho, estabelecer horário de trabalho de doze horas seguidas por Antonio Daud Aula 05 TRT 7ª Região (Analista Judiciário - Área Administrativa) Direito do Trabalho - 2023 (Pré-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br https://t.me/kakashi_copiador 115 203 trinta e seis horas ininterruptas de descanso, observados ou indenizados os intervalos para repouso e alimentação. A letra (B) está correta. Os trabalhadores em escala de 12x36 não têm direito à remuneração em dobro pelos feriados trabalhados, tampouco em relação aos domingos trabalhados, visto que a remuneração que ele recebe já abrange estes períodos de trabalho: CLT, art. 59-A, parágrafo único. A remuneração mensal pactuada pelo horário previsto no caput deste artigo [12x36] abrange os pagamentos devidos pelo descanso semanal remunerado e pelo descanso em feriados, e serão considerados compensados os feriados e as prorrogações de trabalho noturno, quando houver, de que tratam o art. 70 e o § 5º do art. 73 desta Consolidação. A letra (C) está incorreta, visto que o adicional de periculosidade é de 30% sobre o salário-base do empregado: CLT, art. 193, § 1º - O trabalho em condições de periculosidade assegura ao empregado um adicional de 30% (trinta por cento) sobre o salário sem os acréscimos resultantes de gratificações, prêmios ou participações nos lucros da empresa. A letra (D) está incorreta, pois o adicional noturno é de 20% paraos empregados celetistas: CLT, art. 73. Salvo nos casos de revezamento semanal ou quinzenal, o trabalho noturno terá remuneração superior a do diurno e, para esse efeito, sua remuneração terá um acréscimo de 20 % (vinte por cento), pelo menos, sobre a hora diurna. A letra (E) está incorreta, visto que é jornada noturna aquela que se inicia às 22hs e vai até as 5 hs do dia seguinte, para os empregados celetistas: CLT, art. 73, § 2º Considera-se noturno, para os efeitos deste artigo, o trabalho executado entre as 22 horas de um dia e as 5 horas do dia seguinte. Gabarito (B) 8. FCC - 2022 - TRT-RS - Analista Judiciário Por força da natureza da sua prestação de serviços de vigilante, Ganimedes trabalha uniformizado. Nessa hipótese, de acordo com o que prevê a Consolidação das Leis do Trabalho, o tempo despendido pelo empregado para a troca de uniforme (A) sempre será computado na jornada de trabalho, desde que excedente de 10 minutos diários. Antonio Daud Aula 05 TRT 7ª Região (Analista Judiciário - Área Administrativa) Direito do Trabalho - 2023 (Pré-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br https://t.me/kakashi_copiador 116 203 (B) apenas será computado na jornada de trabalho se houver a determinação da empresa que a troca se realize em suas dependências, sendo jornada extraordinária o que ultrapassar 5 minutos. (C) nunca será computado na jornada de trabalho. (D) apenas será computado na jornada de trabalho se houver a determinação da empresa que a troca se realize em suas dependências, sendo jornada extraordinária o que ultrapassar 15 minutos. (E) sempre será computado na jornada de trabalho, desde que excedente de 15 minutos diários. Comentários: A banca cobrou regra celetista de que o período que o empregado leva trocando de roupa/uniforme somente será computado na jornada de trabalho quando houver obrigatoriedade de se realizar a troca na empresa (do contrário, a realização da troca na empresa seria uma decisão do próprio empregado - não do empregador). Em um ou outro caso, tal período somente seria computado se extrapolasse a tolerância de 5 minutos: CLT, art. 4º, § 2º Por não se considerar tempo à disposição do empregador, não será computado como período extraordinário o que exceder a jornada normal, ainda que ultrapasse o limite de cinco minutos previsto no § 1º do art. 58 desta Consolidação, quando o empregado, por escolha própria, buscar proteção pessoal, em caso de insegurança nas vias públicas ou más condições climáticas, bem como adentrar ou permanecer nas dependências da empresa para exercer atividades particulares, entre outras: (..) VIII - troca de roupa ou uniforme, quando não houver obrigatoriedade de realizar a troca na empresa. Gabarito (B) 9. FCC - 2022 - TRT-RS - Analista Judiciário Sinfrônio é empregado da Panificadora Pão Nosso de Cada Dia e presta horas extras com habitualidade. A sua empregadora pretende criar instrumento de Banco de Horas para ter possibilidade de compensação de horas dos empregados para concessão de descanso em períodos de menor movimento na Panificadora. Nessa hipótese, conforme previsão da Consolidação das Leis do Trabalho, a empresa (A) deverá obrigatoriamente celebrar acordo coletivo com o sindicato para estabelecer banco de horas, desde que a compensação ocorra no período máximo de 18 meses. Antonio Daud Aula 05 TRT 7ª Região (Analista Judiciário - Área Administrativa) Direito do Trabalho - 2023 (Pré-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br https://t.me/kakashi_copiador 117 203 (B) deverá necessariamente celebrar acordo com todos os empregados em conjunto, com assistência do sindicato, para estabelecer banco de horas, desde que a compensação ocorra no período máximo de 6 meses. (C) deverá obrigatoriamente celebrar acordo coletivo com o sindicato para estabelecer banco de horas, desde que a compensação ocorra no período máximo de 12 meses. (D) poderá pactuar individualmente com Sinfrônio o banco de horas, desde que a compensação ocorra no período máximo de 6 meses. (E) poderá pactuar individualmente com Sinfrônio o banco de horas, desde que a compensação ocorra no período máximo de 12 meses. Comentários: A questão exigiu, acima de tudo, muita atenção dos alunos, com a diferença entre "pode" e "deve". Para gabaritar esta questão, é necessário conhecer o nível de formalização exigido para se estabelecer o banco de horas (CLT, art. 59, §§ 2º e 5º): Banco de horas SEMESTRAL: sua validade demanda acordo escrito entre empregado e empregador ANUAL: sua validade demanda previsão em negociação coletiva A partir daí, percebemos que a letra (D) está correta, pois de fato o banco de horas semestral poderá ser pactuado individualmente com o empregado (sem a interveniência do sindicato). Quanto à letra (C), notem que a Banca menciona que "deverá" ser estabelecido banco de horas mediante acordo coletivo, sendo que também seria possível o banco de horas semestral, estabelecido individualmente com o empregado. Portanto, há duas alternativas para o empregador que deseja estabelecer o banco de horas, sendo que a letra (C) limita ao banco de horas via acordo coletivo como sendo ao única, com o uso da palavra "deverá". Gabarito (D) 10. FCC - 2022 - TRT-RS - Técnico Judiciário Aristóteles é empregado na empresa Sol Nascente Comércio de Placas Solares, desde 2019, que fica situada em local de difícil acesso e utiliza ônibus fornecido pelo seu empregador para ir e voltar do trabalho, dispendendo 2 horas para ir e 2 horas para voltar, por dia. Conforme previsão da Consolidação das Leis do Trabalho, Aristóteles Antonio Daud Aula 05 TRT 7ª Região (Analista Judiciário - Área Administrativa) Direito do Trabalho - 2023 (Pré-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br https://t.me/kakashi_copiador 118 203 (A) não deve receber horas extras nessa situação, por não se configurar tempo à disposição do empregador. (B) faz jus a 4 horas extras diárias com adicional de 50%. (C) deve receber 2 horas extras diárias, com adicional de 100% por se tratar de jornada in itinere. (D) é credor de 2 horas extras diárias, com adicional de 50%. (E) faz jus a 4 horas extras diárias com adicional de 100%, por se tratar de jornada in itinere. Comentários: Após a reforma trabalhista de 2017, não há mais direito às horas in itinere, de sorte que o percurso caso-trabalho-casa nunca será computado como jornada de trabalho. Em outras palavras, qualquer que seja o meio de transporte utilizado, o local em que se situa a empresa, o período em que o empregado está se deslocando para o trabalho (e vice-versa) não é computado como tempo à disposição do empregador: Art. 58, § 2º O tempo despendido pelo empregado desde a sua residência até a efetiva ocupação do posto de trabalho e para o seu retorno, caminhando ou por qualquer meio de transporte, inclusive o fornecido pelo empregador, não será computado na jornada de trabalho, por não ser tempo à disposição do empregador. Gabarito (A) 11. FCC/TRT2 – Técnico Judiciário – Área Administrativa - 2018 Silvana, estudante de direito, está muito interessada nas modificações introduzidas na Consolidação das Leis do Trabalho através da Lei nº 13.467/2017, lendo diariamente todas as notícias de jornais e revistas para debatê-las com o seu pai, grande empresário do ramo alimentício. Assim, ela verificou importantes mudanças relativas ao tempo de deslocamento do empregado até o seu local de trabalho, afirmando ao seu pai que, após a mudança legislativa, o tempo despendido pelo empregado desde a sua residência até a efetiva ocupação do posto de trabalho e para o seu retorno, (A) por qualquer meio de transporte, inclusive o fornecido pelo empregador, será computado na jornada de trabalho, por ser considerado tempo à disposição do empregador, excetuando-se o tempo despendido caminhando. (B) caminhando ou por qualquer meio de transporte, exceto o fornecido peloempregador, não será computado na jornada de trabalho, por não ser tempo à disposição do empregador. Antonio Daud Aula 05 TRT 7ª Região (Analista Judiciário - Área Administrativa) Direito do Trabalho - 2023 (Pré-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br https://t.me/kakashi_copiador 119 203 (C) caminhando ou por qualquer meio de transporte, inclusive o fornecido pelo empregador, será computado na jornada de trabalho, por ser considerado tempo à disposição do empregador. (D) caminhando ou por qualquer meio de transporte, inclusive o fornecido pelo empregador, não será computado na jornada de trabalho, por não ser tempo à disposição do empregador. (E) por qualquer meio de transporte, exceto o fornecido pelo empregador, será computado na jornada de trabalho, por ser considerado tempo à disposição do empregador, excetuando-se o tempo despendido caminhando. Comentários: A questão versou sobre a alteração promovida pela ‘reforma trabalhista’ quanto à jornada in itinere. Atualmente, não mais se computa o tempo de deslocamento casa-trabalho-casa, qualquer que seja o meio de transporte, inclusive quando o transporte é fornecido pelo empregador: CLT, art. 58, § 2º O tempo despendido pelo empregado desde a sua residência até a efetiva ocupação do posto de trabalho e para o seu retorno, caminhando ou por qualquer meio de transporte, inclusive o fornecido pelo empregador, não será computado na jornada de trabalho, por não ser tempo à disposição do empregador. Gabarito (D) 12. FCC/TRT2 – Técnico Judiciário – Área Administrativa - 2018 Cândida, Felícia e Gilberto são empregados da empresa “AL”. Todos os dias, Cândida, Felícia e Gilberto chegam à empresa aproximadamente quinze minutos antes do início da jornada de trabalho. Durante esse período, Cândida alimenta-se com o seu café da manhã, Felícia estuda para o curso de alemão que está fazendo e Gilberto utiliza o tempo para colocar o uniforme, mesmo não sendo obrigatória a realização da troca na empresa, uma vez que não se sente confortável em usar o uniforme em seu trajeto. De acordo com a Consolidação das Leis do Trabalho, não se considera tempo à disposição do empregador, NÃO computando, portanto, como período extraordinário, o mencionado tempo gasto por (A) Cândida para alimentação e Gilberto para troca de roupa, apenas. (B) Cândida para alimentação e Felícia para estudo, apenas. (C) Cândida para alimentação, Felícia para estudo e Gilberto para troca de roupa. (D) Felícia para estudo e Gilberto para troca de roupa, apenas. (E) Felícia para estudo, apenas. Antonio Daud Aula 05 TRT 7ª Região (Analista Judiciário - Área Administrativa) Direito do Trabalho - 2023 (Pré-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br https://t.me/kakashi_copiador 120 203 Comentários: Em todos os três casos, os empregados realizam atividades particulares dentro da empresa. E, após a reforma trabalhista, deixaram de ser computadas como jornada extraordinária as variações de jornada em que o empregado adentra/permanece dentro da empresa exercendo tais atividades particulares, nos termos do art. 4º, §2º, da CLT: CLT, art. 4º, § 2º Por não se considerar tempo à disposição do empregador, não será computado como período extraordinário o que exceder a jornada normal, ainda que ultrapasse o limite de cinco minutos previsto no § 1º do art. 58 desta Consolidação [variações no registro de até 5 minutos e 10 minutos diários], quando o empregado, por escolha própria, buscar proteção pessoal, em caso de insegurança nas vias públicas ou más condições climáticas, bem como adentrar ou permanecer nas dependências da empresa para exercer atividades particulares, entre outras: I - práticas religiosas; II - descanso; III - lazer; IV - estudo; V - alimentação; VI - atividades de relacionamento social; VII - higiene pessoal; VIII - troca de roupa ou uniforme, quando não houver obrigatoriedade de realizar a troca na empresa. Quanto à atividade de Gilberto (troca de uniforme), notem que só é considerada atividade particular em razão da falta de obrigatoriedade de a referida troca ocorrer dentro das dependências da empresa. Gabarito (C) 13. FCC/TRT-PE – Analista – Área Judiciária – 2018 Em relação ao trabalho noturno, Antonio Daud Aula 05 TRT 7ª Região (Analista Judiciário - Área Administrativa) Direito do Trabalho - 2023 (Pré-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br https://t.me/kakashi_copiador 121 203 (A) o direito ao adicional noturno não é assegurado ao vigia sujeito ao trabalho noturno, tendo em vista a regulamentação própria e a especificidade do serviço realizado que prevê que este é inerente ao horário de trabalho. (B) não se aplica a hora reduzida de 52 minutos e 30 segundos ao trabalho noturno dos empregados nas atividades de exploração, perfuração, produção e refinação do petróleo, industrialização do xisto, indústria petroquímica e transporte de petróleo e seus derivados, por meio de dutos, que é regulado por lei própria. (C) o adicional noturno pago com habitualidade incorpora-se ao salário do empregado, não podendo deixar de ser pago ainda que o empregado deixe de trabalhar no horário noturno, tratando-se de direito adquirido. (D) as gorjetas, cobradas pelo empregador na nota de serviço ou oferecidas espontaneamente pelos clientes, integram a remuneração do empregado, servindo de base de cálculo para o adicional noturno. (E) o empregado que trabalha em horários mistos, assim entendidos os que abrangem períodos diurnos e noturnos, não faz jus ao adicional noturno. Comentários: A questão mesclou assuntos desta aula com aula futura do nosso curso, mas não podemos deixar de comentá-la. A letra (A) está incorreta. Muito embora trabalhe majoritariamente em período noturno, o vigia tem direito tanto ao adicional noturno (SUM-140 do TST) quanto à redução ficta da hora noturna (SUM-65): SUM-140 VIGIA É assegurado ao vigia sujeito ao trabalho noturno o direito ao respectivo adicional. A letra (B), correta, nos termos da Súmula 112, que consolida o entendimento do TST sobre a não aplicabilidade da redução ficta da hora noturna aos petroleiros (os quais são regidos por lei específica): SUM-112 TRABALHO NOTURNO. PETRÓLEO O trabalho noturno dos empregados nas atividades de exploração, perfuração, produção e refinação do petróleo, industrialização do xisto, indústria petroquímica e transporte de petróleo e seus derivados, por meio de dutos, é regulado pela Lei nº 5.811, de 11.10.1972, não se lhe aplicando a hora reduzida de 52 minutos e 30 segundos prevista no art. 73, § 2º, da CLT. Antonio Daud Aula 05 TRT 7ª Região (Analista Judiciário - Área Administrativa) Direito do Trabalho - 2023 (Pré-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br https://t.me/kakashi_copiador 122 203 A letra (C) está incorreta. É certo que o adicional noturno pago com habitualidade integra o salário do empregado (SUM-60 do TST). No entanto, uma vez transferido para o período diurno, o empregado perde o direito ao referido adicional, já que se trata de salário condição, consoante estatuído na Súmula 265 do TST: SUM-265 ADICIONAL NOTURNO. ALTERAÇÃO DE TURNO DE TRABALHO. POSSIBILIDADE DE SUPRESSÃO A transferência para o período diurno de trabalho implica a perda do direito ao adicional noturno. A letra (D) está incorreta. De fato, as gorjetas integram a remuneração do empregado, entretanto não são computadas na base de cálculo do adicional noturno: SUM-354 GORJETAS. NATUREZA JURÍDICA. REPERCUSSÕES As gorjetas, cobradas pelo empregador na nota de serviço ou oferecidas espontaneamente pelos clientes, integram a remuneração do empregado, não servindo de base de cálculo para as parcelas de aviso-prévio, adicional noturno, horas extras e repouso semanal remunerado. Esta súmula será detalhada em outros momentos do curso. Por ora, é interessante saber que o cálculo do adicional noturno não considera as gorjetas. A letra (E),incorreta, pois aqueles que laboram em horários mistos também fazem jus às regras específicas do labor em horário noturno: CLT, art. 73, § 4º Nos horários mistos, assim entendidos os que abrangem períodos diurnos e noturnos, aplica-se às horas de trabalho noturno o disposto neste artigo e seus parágrafos. Gabarito (B) 14. FCC/TRT-PE – Analista – Área Administrativa – 2018 No tocante ao trabalho noturno, considere: I. Joana é empregada urbana da Empresa SEG Ltda., prestando serviços de faxina em escritórios das 22h às 5h do dia seguinte. Neste caso, tem direito ao adicional noturno de 25% sobre a remuneração normal e hora noturna reduzida, equivalente a 52 minutos e trinta segundos. II. Ivete é empregada rural das Fazendas Leite Bom Ltda. e ordenha as vacas. Para ter direito ao adicional noturno, deve trabalhar entre 20h de um dia e 4h do dia seguinte, com adicional de 25% sobre a remuneração normal de trabalho, sem direito a hora noturna reduzida. Antonio Daud Aula 05 TRT 7ª Região (Analista Judiciário - Área Administrativa) Direito do Trabalho - 2023 (Pré-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br https://t.me/kakashi_copiador 123 203 III. Solange prestou serviços na Fábrica LWA Ltda. durante dez anos no período noturno, recebendo adicional noturno. Por motivo de escalonamento de pessoal, Solange concordou em ser transferida para o período diurno, razão pela qual perdeu o direito ao adicional noturno recebido habitualmente por tantos anos. Está correto o que se afirma em (A) I, apenas. (B) I, II e III. (C) I e III, apenas. (D) II, apenas. (E) II e III, apenas. Comentários: O item I, incorreto, uma vez que o vínculo de Joana segue a regulamentação celetista, possuindo direito ao adicional noturno à razão de 20%, além da redução ficta da hora noturna (52min30seg): CLT, art. 73. Salvo nos casos de revezamento semanal ou quinzenal, o trabalho noturno terá remuneração superior a do diurno e, para esse efeito, sua remuneração terá um acréscimo de 20 % (vinte por cento), pelo menos, sobre a hora diurna. § 1º A hora do trabalho noturno será computada como de 52 minutos e 30 segundos. O item II está de acordo com o que dispõe a Lei do trabalho rural para atividades de pecuária (ordenha de vacas): Lei 5.889/1973, art. 7º - Para os efeitos desta Lei, considera-se trabalho noturno o executado entre as vinte e uma horas de um dia e as cinco horas do dia seguinte, na lavoura, e entre as vinte horas de um dia e as quatro horas do dia seguinte, na atividade pecuária. Parágrafo único. Todo trabalho noturno será acrescido de 25% (vinte e cinco por cento) sobre a remuneração normal. Reparem que os rurícolas, de um lado, possuem adicional superior ao dos celetistas, mas, de outro, não fazem jus à redução ficta da hora noturna. Antonio Daud Aula 05 TRT 7ª Região (Analista Judiciário - Área Administrativa) Direito do Trabalho - 2023 (Pré-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br https://t.me/kakashi_copiador 124 203 O item III, correto, na medida em que o adicional noturno é salário condição, de modo que não ofende a irredutibilidade salarial sua supressão em decorrência da transferência para horário diurno: SUM-265 ADICIONAL NOTURNO. ALTERAÇÃO DE TURNO DE TRABALHO. POSSIBILIDADE DE SUPRESSÃO A transferência para o período diurno de trabalho implica a perda do direito ao adicional noturno. Gabarito (E) 15. FCC/TRT-PE – Analista – Área Administrativa – 2018 Considere: I. O trabalho em regime de tempo parcial é considerado aquele cuja duração não exceda a trinta horas semanais, sem a possibilidade de horas suplementares semanais, ou aquele cuja duração não exceda a vinte e seis horas semanais, com a possibilidade de acréscimo de até seis horas suplementares. II. Quando o intervalo para repouso e alimentação não for concedido ou for concedido de forma parcial, implicará o pagamento, de natureza indenizatória, apenas do período suprimido, com acréscimo de 50% sobre o valor da remuneração da hora normal de trabalho. III. As dispensas imotivadas individuais, plúrimas ou coletivas, equiparam-se para todos os fins, não havendo necessidade de autorização prévia de entidade sindical ou de celebração de convenção coletiva ou acordo coletivo de trabalho para sua efetivação. Tendo em vista a Lei no 13.467/2017, que trouxe alterações à Consolidação das Leis do Trabalho, em relação às afirmativas acima é correto afirmar que a reforma trabalhista introduziu o que consta de: (A) I, apenas. (B) I e II, apenas. (C) I e III, apenas. (D) II e III, apenas. (E) I, II e III. Comentários: Todas as alternativas estão de acordo com regras legais inseridas pela reforma trabalhista. O item I, correto, ante a regulamentação do trabalho a tempo parcial pós-reforma trabalhista: Antonio Daud Aula 05 TRT 7ª Região (Analista Judiciário - Área Administrativa) Direito do Trabalho - 2023 (Pré-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br https://t.me/kakashi_copiador 125 203 CLT, art. 58-A. Considera-se trabalho em regime de tempo parcial aquele cuja duração não exceda a trinta horas semanais, sem a possibilidade de horas suplementares semanais, ou, ainda, aquele cuja duração não exceda a vinte e seis horas semanais, com a possibilidade de acréscimo de até seis horas suplementares semanais. O item II está igualmente correto. Reparem que, após a reforma trabalhista, a concessão parcial implica pagamento apenas do período suprimido, sendo que tal parcela terá natureza indenizatória: CLT, art. 71, § 4º - A não concessão ou a concessão parcial do intervalo intrajornada mínimo, para repouso e alimentação, a empregados urbanos e rurais, implica o pagamento, de natureza indenizatória, apenas do período suprimido, com acréscimo de 50% (cinquenta por cento) sobre o valor da remuneração da hora normal de trabalho. O item III está correto, consoante estudado em outra aula do curso, nos termos do art. 477-A da CLT, também inserido pela reforma trabalhista: CLT, art. 477-A. As dispensas imotivadas individuais, plúrimas ou coletivas equiparam-se para todos os fins, não havendo necessidade de autorização prévia de entidade sindical ou de celebração de convenção coletiva ou acordo coletivo de trabalho para sua efetivação. Gabarito (E) 16. FCC/TST – Analista Judiciário–Área Judiciária - 2017 Vênus é empregada da empresa Raio de Luar Indústria e Comércio de Embalagens Ltda. que fornece condução para os 30 empregados irem e voltarem da fábrica, descontando do salário dos empregados a quantia de R$ 20,00 mensais, para custos operacionais. A rede de transporte público regular é insuficiente para atender à localidade onde está situada a empresa. Considerando a Lei no 13.467 de 2017, Vênus (A) faz jus às horas in itinere nos percursos de ida e volta, na medida em que o fornecimento de transporte pela empregadora é sempre causa ensejadora do direito em questão, ainda que haja cobrança parcial por parte do empregador. (B) não faz jus às horas in itinere nos percursos de ida e volta, na medida que, no percurso de ida e volta, não se considera à disposição do empregador, ainda que este forneça a condução. (C) não faz jus às horas in itinere nos percursos de ida e volta, na medida em que há desconto por parte do empregador da quantia de R$ 20,00 mensais, o que indica não ser o fornecimento gratuito, que é requisito essencial para a hipótese. Antonio Daud Aula 05 TRT 7ª Região (Analista Judiciário - Área Administrativa) Direito do Trabalho - 2023 (Pré-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br https://t.me/kakashi_copiador 126 203 (D) faz jus às horas in itinere nos percursos de ida e volta, na medida em que a insuficiência de transporte público regular equipara-se, para os efeitos pretendidos pela legislação, ao local de difícil acesso, ensejando a pertinência do direito em questão. (E) faz jus às horas in itinere nos percursos de ida e volta, na medida em que a insuficiênciade transporte público regular equipara-se, para os efeitos pretendidos pela legislação, à ausência de transporte público regular, ensejando a pertinência do direito em questão. Comentários: A alternativa correta é a letra (B), segundo a redação atualizada da CLT, art. 58, § 2º. CLT, art. 58, § 2o O tempo despendido pelo empregado desde a sua residência até a efetiva ocupação do posto de trabalho e para o seu retorno, caminhando ou por qualquer meio de transporte, inclusive o fornecido pelo empregador, não será computado na jornada de trabalho, por não ser tempo à disposição do empregador. Gabarito (B) 17. FCC/TRT11 – Oficial de Justiça Avaliador – 2017 (adaptada) Ricardo é empregado da empresa Z exercendo as funções de jardineiro. Assim, quando termina a sua jornada de trabalho, se dirige ao vestiário para trocar o uniforme, sendo que, após a troca ele registra a sua saída no cartão de ponto. Neste caso, considerando que a troca de uniforme dentro da empresa não é obrigatória, de acordo com a redação atualizada da CLT (A) dez minutos, observado o limite máximo de vinte minutos diários, incluindo o tempo para troca de uniforme. (B) o tempo gasto na troca de uniforme não é computado como jornada, ainda que ultrapassados dez minutos diários. (C) dez minutos, observado o limite máximo de vinte minutos diários, excluindo o tempo para troca de uniforme. (D) três minutos, observado o limite máximo de seis minutos diários, excluindo o tempo para troca de uniforme. Comentários: A alternativa (B) está de acordo com o novo §2º do art. 4º da CLT: CLT, art. 4º, § 2º Por não se considerar tempo à disposição do empregador, não será computado como período extraordinário o que exceder a jornada normal, ainda que ultrapasse o limite de cinco minutos previsto no § 1º do art. 58 desta Antonio Daud Aula 05 TRT 7ª Região (Analista Judiciário - Área Administrativa) Direito do Trabalho - 2023 (Pré-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br https://t.me/kakashi_copiador 127 203 Consolidação [variações no registro de até 5 minutos e 10 minutos diários], quando o empregado, por escolha própria, buscar proteção pessoal, em caso de insegurança nas vias públicas ou más condições climáticas, bem como adentrar ou permanecer nas dependências da empresa para exercer atividades particulares, entre outras: (..) VIII - troca de roupa ou uniforme, quando não houver obrigatoriedade de realizar a troca na empresa. Gabarito (B) 18. FCC/TRT11 – Oficial de Justiça Avaliador – 2017 Maciel é empregado da empresa X Ltda e exerce seu labor no horário noturno. Todavia, todas as sextas-feiras e aos sábados Maciel estendeu seu labor até as 07:00 horas. Neste caso, de acordo com o entendimento Sumulado do TST, (A) não é devido o adicional noturno quanto às horas prorrogadas, uma vez que já efetuadas no horário diurno, ou seja, após 6h. (B) não é devido o adicional noturno quanto às horas prorrogadas, uma vez que já efetuadas no horário diurno, ou seja, após 5h. (C) é devido o adicional noturno quanto às horas prorrogadas, sendo que este adicional integrará o salário de Maciel para todos os efeitos legais. (D) é devido o adicional noturno apenas quanto a primeira hora prorrogada, sendo que este adicional integrará o salário de Maciel para os efeitos legais, exceto férias. (E) é devido o adicional noturno quanto às horas prorrogadas, sendo que este adicional integrará o salário de Maciel para os efeitos legais, exceto férias e décimo terceiro salário. Comentários: A alternativa (C) está de acordo com o art. 73, § 5º, da CLT e com a SUM-60 do TST: SUM-60 ADICIONAL NOTURNO. INTEGRAÇÃO NO SALÁRIO E PRORROGAÇÃO EM HORÁRIO DIURNO I - O adicional noturno, pago com habitualidade, integra o salário do empregado para todos os efeitos. Antonio Daud Aula 05 TRT 7ª Região (Analista Judiciário - Área Administrativa) Direito do Trabalho - 2023 (Pré-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br https://t.me/kakashi_copiador 128 203 II - Cumprida integralmente a jornada no período noturno e prorrogada esta, devido é também o adicional quanto às horas prorrogadas. Exegese do art. 73, § 5º, da CLT. Gabarito (C) 19. FCC/TRT23 – Técnico Judiciário – Área Administrativa – 2016 Estabelecida jornada superior a seis horas e limitada a oito horas por meio de regular negociação coletiva, os empregados submetidos a turnos ininterruptos de revezamento (A) têm direito ao pagamento da 7a e 8a horas como extras, sendo devido o referido adicional em sua integralidade. (B) não têm direito ao pagamento da 7a e 8a horas como extras. (C) têm direito ao pagamento apenas da 7a hora como extra. (D) têm direito ao pagamento apenas da 8a hora como extra. (E) têm direito ao pagamento da 7a e 8a horas como extras, sendo devido apenas 50% do referido adicional. Comentários: A questão cobrou o conhecimento da SUM-423 do TST: SUM-423 TURNO ININTERRUPTO DE REVEZAMENTO. FIXAÇÃO DE JORNADA DE TRABALHO MEDIANTE NEGOCIAÇÃO COLETIVA. VALIDADE. Estabelecida jornada superior a seis horas e limitada a oito horas por meio de regular negociação coletiva, os empregados submetidos a turnos ininterruptos de revezamento não tem direito ao pagamento da 7ª e 8ª horas como extras. Gabarito (B) 20. CESPE/TRT8 – Técnico Judiciário – Área Administrativa – 2016 (adaptada) Acerca da jornada de trabalho, assinale a opção correta. (A) é facultado ao empregador reduzir unilateralmente a jornada de trabalho. (B) Não se admite pagamento diferenciado de salário a empregados com a mesma função, e jornadas de trabalho distintas. (C) Mesmo que previsto em contrato, a jornada de trabalho do empregado privado não poderá exceder as oito horas diárias. Antonio Daud Aula 05 TRT 7ª Região (Analista Judiciário - Área Administrativa) Direito do Trabalho - 2023 (Pré-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br https://t.me/kakashi_copiador 129 203 (D) Mesmo que o empregador forneça a condução, o tempo de deslocamento até o local de trabalho não será contado como período de expediente. (E) São admitidas variações de até trinta minutos no registro de ponto, sem prejuízo ao salário e ao pagamento de horas extras, observado o limite diário de quarenta e cinco minutos. Comentários: A alternativa (A) está incorreta, já que não há previsão para redução unilateral da jornada de trabalho. A alternativa (B) está incorreta, já que, por exemplo, no caso de jornada de trabalho noturna, haverá, por força da CF e da CLT, o pagamento de um adicional. Caso os trabalhadores noturnos tenham a mesma função dos diurnos, eles irão receber a mais que estes. A alternativa (C) está incorreta. É possível haver compensação de jornada e esta extrapolar as 8 horas diárias. É possível, também, no caso dos empregados citados no art. 62 da CLT (desempenham atividade externa e gerentes), que a jornada extrapole as 8 horas diárias, mas, como não é mensurada, nem se registre isto. É possível, em alguns casos, a jornada de 12 horas de trabalho (por 36 de descanso). E é possível, ainda, a realização de horas extras, de modo que a jornada irá ultrapassar as 8 horas diárias. A alternativa (D) está correta, já que a reforma trabalhista excluiu a jornada in itinere, segundo a nova redação do art. 58, § 2º, da CLT. A alternativa (E) está incorreta, pois, conforme o art. 58, § 1º, da CLT, as variações, para não serem computadas, devem ser de até 5 minutos e, no dia, de 10 minutos: CLT, art. 58, § 1º Não serão descontadas nem computadas como jornada extraordinária as variações de horário no registro de ponto não excedentes de cinco minutos, observado o limite máximo de dez minutos diários. Gabarito (D) 21. FCC/TRT3 – Analista Judiciário – Avaliador Federal – 2015 (adaptada) Em relação à limitação da jornada de trabalho, (A) serão computadas como jornada extraordinária as variações de horário no registro de ponto não excedentes de cinco minutos, observado o limite máximode dez minutos diários. (B) o tempo despendido pelo empregado até o local de trabalho e para o seu retorno, por qualquer meio de transporte, não será computado na jornada de trabalho. Antonio Daud Aula 05 TRT 7ª Região (Analista Judiciário - Área Administrativa) Direito do Trabalho - 2023 (Pré-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br https://t.me/kakashi_copiador 130 203 (C) em face do princípio da igualdade, não há distinção entre os funcionários que exercem função operacional e os funcionários que exercem função de gestão (chefes de departamento ou filial), no que se refere ao direito ao recebimento de horas extraordinárias. (D) a duração normal do trabalho poderá ser acrescida de horas suplementares, em número não excedente de duas horas diárias, desde que haja previsão em convenção ou acordo coletivo de trabalho. Comentários: A alternativa A está incorreta porque, como não é possível que todos registrem simultaneamente o ponto (e a maioria chega à empresa no mesmo horário), e considerando a prática jurisprudencial, foi inserida na CLT regra que permite desconsiderar pequenas variações no ponto do empregado, qual seja: CLT, art. 58, § 1º Não serão descontadas nem computadas como jornada extraordinária as variações de horário no registro de ponto não excedentes de cinco minutos, observado o limite máximo de dez minutos diários. Portanto, as variações dentro deste limite não são consideradas jornada extraordinária, ao contrário do que diz a questão. Ressalto, por outro lado, que tais variações deixam de ser computadas caso o empregado permaneça no local de trabalho para realização de atividades particulares ou para se abrigar, por exemplo. Por sua vez, a alternativa B, correta, pois está de acordo com a nova redação do art. 58, §2º, que exclui a hora in itinere do cômputo da jornada de trabalho: CLT, art. 58, § 2º O tempo despendido pelo empregado desde a sua residência até a efetiva ocupação do posto de trabalho e para o seu retorno, caminhando ou por qualquer meio de transporte, inclusive o fornecido pelo empregador, não será computado na jornada de trabalho, por não ser tempo à disposição do empregador. A alternativa C está incorreta porque os funcionários que exercem função de gestão (chefes de departamento ou filial) não têm direito ao recebimento de horas extras, caso não seja exercido controle sobre eles: CLT, art. 62 - Não são abrangidos pelo regime previsto neste capítulo [Da Duração do Trabalho]: (..) Antonio Daud Aula 05 TRT 7ª Região (Analista Judiciário - Área Administrativa) Direito do Trabalho - 2023 (Pré-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br https://t.me/kakashi_copiador 131 203 II - os gerentes, assim considerados os exercentes de cargos de gestão, aos quais se equiparam, para efeito do disposto neste artigo, os diretores e chefes de departamento ou filial1. Por fim, a alternativa D está incorreta porque omitiu a possibilidade de ajuste de horas extras mediante acordo entre empregado e empregador: CLT, art. 59. A duração diária do trabalho poderá ser acrescida de horas extras, em número não excedente de duas, por acordo individual, convenção coletiva ou acordo coletivo de trabalho. Gabarito (B) 22. FCC/TRT4 – Analista Judiciário – Avaliador Federal – 2015 (adaptada) Dentre as normas gerais de tutela do trabalho encontramos na Consolidação das Leis do Trabalho regras que disciplinam a duração de trabalho, os períodos de descanso e intervalos e o trabalho noturno. Sobre esse tema: (A) serão descontadas nem computadas como jornada extraordinária as variações de horário no registro de ponto não excedentes de cinco minutos, observado o limite máximo de dez minutos diários. (B) o tempo despendido pelo empregado até o local de trabalho e para o seu retorno, não será computado na jornada de trabalho, mesmo quando, tratando-se de local de difícil acesso ou não servido por transporte público, o empregador fornecer a condução. (C) entre duas jornadas de trabalho haverá um período mínimo de oito horas consecutivas para descanso do trabalhador. (D) em qualquer trabalho contínuo que não exceder de 6 (seis) horas diárias, mas ultrapassar quatro horas diárias, será obrigatório um intervalo de trinta minutos. (E) considera-se noturno, para o trabalhador urbano, o trabalho executado entre as vinte e uma horas de um dia e às seis horas do dia seguinte. Comentários: A letra A, incorreta, conforme art. 58, §1º, da CLT: 1 Além do encargo de gestão a CLT também exige a percepção de gratificação de função não inferior a 40%, como estudado anteriormente. Antonio Daud Aula 05 TRT 7ª Região (Analista Judiciário - Área Administrativa) Direito do Trabalho - 2023 (Pré-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br https://t.me/kakashi_copiador 132 203 CLT, art. 58, § 1º Não serão descontadas nem computadas como jornada extraordinária as variações de horário no registro de ponto não excedentes de cinco minutos, observado o limite máximo de dez minutos diários. A letra B, correta, pois está de acordo com a nova redação do art. 58, §2º, que exclui a hora in itinere do cômputo da jornada de trabalho: CLT, art. 58, § 2º O tempo despendido pelo empregado desde a sua residência até a efetiva ocupação do posto de trabalho e para o seu retorno, caminhando ou por qualquer meio de transporte, inclusive o fornecido pelo empregador, não será computado na jornada de trabalho, por não ser tempo à disposição do empregador. A letra C está incorreta, pois o intervalo interjornadas é de 11 horas. A letra D está errada, pois, nessa hipótese, o intervalo obrigatório é de 15 minutos: Jornada Intervalo intrajornada Igual ou inferior a 04 horas Não há obrigatoriedade de concessão de intervalo intrajornada Maior que 04 horas e igual ou inferior a 06 horas Intervalo de 15 minutos Superior a 06 horas Intervalo de 1 a 2 horas Por fim, a letra E peca ao citar os limites do horário noturno para o trabalhador urbano, já que este é, na verdade, das 22 hs às 05 hs do dia seguinte. Gabarito (B) 23. FCC/TRT2 – Técnico Judiciário – Área Administrativa - 2014 O conceito de turnos ininterruptos de revezamento diz respeito ao tipo de jornada a que se submete o empregado, caracterizando-se pela alternância periódica de horários em que a referida jornada é prestada. Visando compensar os prejuízos ao trabalhador decorrente dessa modalidade de jornada, o constituinte estabeleceu jornada especial de trabalho de (A) seis horas diárias em uma semana e oito horas diárias na outra semana, de forma alternada. (B) oito horas diárias e quarenta horas semanais. (C) seis horas diárias, salvo negociação coletiva. (D) oito horas diárias, salvo negociação coletiva. (E) seis horas diárias e trinta horas semanais. Antonio Daud Aula 05 TRT 7ª Região (Analista Judiciário - Área Administrativa) Direito do Trabalho - 2023 (Pré-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br https://t.me/kakashi_copiador 133 203 Comentários: Questão sem grandes dificuldades, cobrando a literalidade dos dispositivos constitucionais relacionados ao trabalhador. Segundo o art. 7º, inciso XIV, da Constituição Federal, são direitos dos trabalhadores (urbanos e rurais): XIV - jornada de seis horas para o trabalho realizado em turnos ininterruptos de revezamento, salvo negociação coletiva; Gabarito (C) 24. FCC/TRT18 – Técnico Judiciário – Área Administrativa - 2013 Em relação à duração do trabalho, aos períodos de descanso e ao trabalho noturno, conforme legislação trabalhista aplicável, é correto afirmar: (A) A hora do trabalho noturno para o trabalho realizado nas cidades será computada como de 50 minutos. (B) As variações de horário no registro de ponto não excedentes de dez minutos, observado o limite máximo de quinze minutos diários, não serão descontadas nem computadas como jornada extraordinária. (C) O intervalo mínimo para refeição e descanso será de dezminutos quando o trabalho for executado entre duas horas e até seis horas diárias. (D) O horário noturno para o trabalhador urbano é aquele executado entre as vinte e quatro horas de um dia e seis horas do dia seguinte. (E) A duração normal do trabalho é de oito horas diárias e quarenta e quatro semanais, facultada a compensação e a redução da jornada, mediante acordo ou convenção coletiva de trabalho. Comentários: A alternativa (A) trata da hora ficta noturna, que é de 52º30’, de acordo com a previsão celetista: CLT, art. 73, § 1º A hora do trabalho noturno será computada como de 52 minutos e 30 segundos. O adicional mínimo de hora noturna (para urbanos) é de 20%, sendo esta das 22h00min às 05h00min: Antonio Daud Aula 05 TRT 7ª Região (Analista Judiciário - Área Administrativa) Direito do Trabalho - 2023 (Pré-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br https://t.me/kakashi_copiador 134 203 CLT, art. 73. Salvo nos casos de revezamento semanal ou quinzenal2, o trabalho noturno terá remuneração superior a do diurno e, para esse efeito, sua remuneração terá um acréscimo de 20 % (vinte por cento), pelo menos, sobre a hora diurna. CLT, art. 73, § 2º Considera-se noturno, para os efeitos deste artigo, o trabalho executado entre as 22 horas de um dia e as 5 horas do dia seguinte. Quanto ao intervalo intrajornada, temos: CLT, art. 71 - Em qualquer trabalho contínuo, cuja duração exceda de 6 (seis) horas, é obrigatória a concessão de um intervalo para repouso ou alimentação, o qual será, no mínimo, de 1 (uma) hora e, salvo acordo escrito ou contrato coletivo em contrário, não poderá exceder de 2 (duas) horas. § 1º - Não excedendo de 6 (seis) horas o trabalho, será, entretanto, obrigatório um intervalo de 15 (quinze) minutos quando a duração ultrapassar 4 (quatro) horas. Quanto às variações de horário no cartão de ponto: CLT, art. 58, § 1º Não serão descontadas nem computadas como jornada extraordinária as variações de horário no registro de ponto não excedentes de cinco minutos, observado o limite máximo de dez minutos diários. Por fim a assertiva (E) consiste na literalidade do inciso XIII do art. 7º da CF/88. Gabarito (E) 25. FCC/TRT12 – Técnico Judiciário – Área Administrativa - 2013 Analisando as normas da legislação trabalhista quanto à duração do trabalho, jornadas de trabalho e períodos de descanso, (A) a duração do trabalho normal não será superior a oito horas diárias e quarenta horas semanais, facultada a compensação e a redução de jornada. 2 Restrição não recepcionada pela CF/88. Antonio Daud Aula 05 TRT 7ª Região (Analista Judiciário - Área Administrativa) Direito do Trabalho - 2023 (Pré-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br https://t.me/kakashi_copiador 135 203 (B) não serão descontadas nem computadas como jornada extraordinária as variações de horário no registro de ponto não excedentes de dez minutos, observado o limite máximo de quinze minutos diários. (C) entre duas jornadas de trabalho diário haverá um período mínimo de onze horas consecutivas para descanso, além de um descanso semanal remunerado de vinte e quatro horas consecutivas, preferencialmente, aos domingos. (D) a duração normal do trabalho diário poderá ser acrescida de horas suplementares, em número não excedente de quatro, mediante acordo escrito, individual ou coletivo. (E) em qualquer trabalho contínuo cuja duração ultrapassar de quatro horas e não exceder de seis horas ao dia, será obrigatório um intervalo de vinte minutos para refeição e descanso. Comentários: A alternativa (A) está incorreta porque o módulo semanal dos empregados celetistas é de 44 horas (e não de 40): CF/88, art. 7º São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros que visem à melhoria de sua condição social: (...) XIII - duração do trabalho normal não superior a oito horas diárias e quarenta e quatro semanais, facultada a compensação de horários e a redução da jornada, mediante acordo ou convenção coletiva de trabalho; Já a alternativa (B) distorceu a redação do art. 58, § 1º, da CLT: CLT, art. 58, § 1º Não serão descontadas nem computadas como jornada extraordinária as variações de horário no registro de ponto não excedentes de cinco minutos, observado o limite máximo de dez minutos diários. A letra (C), correta, conforme previsões da CLT e CF/88: CLT, art. 66 - Entre 2 (duas) jornadas de trabalho haverá um período mínimo de 11 (onze) horas consecutivas para descanso. CF/88, art. 7º São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros que visem à melhoria de sua condição social: (...) XV - repouso semanal remunerado, preferencialmente aos domingos; Antonio Daud Aula 05 TRT 7ª Região (Analista Judiciário - Área Administrativa) Direito do Trabalho - 2023 (Pré-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br https://t.me/kakashi_copiador 136 203 A alternativa (D) está incorreta porque o limite máximo da sobrejornada é de 2 horas (e não 4): CLT, art. 59 - A duração diária do trabalho poderá ser acrescida de horas extras, em número não excedente de duas, por acordo individual, convenção coletiva ou acordo coletivo de trabalho. A alternativa (E) errou ao sugerir que o intervalo, no caso, seria de 20 minutos: CLT, art. 71 - Em qualquer trabalho contínuo, cuja duração exceda de 6 (seis) horas, é obrigatória a concessão de um intervalo para repouso ou alimentação, o qual será, no mínimo, de 1 (uma) hora e, salvo acordo escrito ou contrato coletivo em contrário, não poderá exceder de 2 (duas) horas. § 1º - Não excedendo de 6 (seis) horas o trabalho, será, entretanto, obrigatório um intervalo de 15 (quinze) minutos quando a duração ultrapassar 4 (quatro) horas. Gabarito (C) 26. FCC/TRT12 – Técnico Judiciário – Área Administrativa - 2013 As normas trabalhistas regulamentam o trabalho noturno e as horas extraordinárias. Segundo tais normas, (A) a hora do trabalho noturno para o trabalhador urbano será computada como de cinquenta e dois minutos e trinta segundos. (B) a remuneração da hora extraordinária ou suplementar, que será, pelo menos, 20% (vinte por cento) superior à da hora normal. (C) os gerentes que exercem cargos de gestão, bem como os diretores e chefes de departamento ou filial também estão sujeitos ao regime de duração do trabalho, recebendo pelo trabalho extraordinário superior a 10 horas por dia. (D) o trabalho noturno urbano será considerado como aquele que é executado entre às vinte e três horas de um dia e às seis horas do dia seguinte. (E) o trabalho noturno terá remuneração superior à do diurno e, para esse efeito, sua remuneração terá um acréscimo de 50% (cinquenta por cento), pelo menos, sobre a hora diurna. Comentários: A letra (A) está correta, na medida em que trouxe corretamente a regra da hora ficta noturna: CLT, art. 73, § 1º A hora do trabalho noturno será computada como de 52 minutos e 30 segundos. Antonio Daud Aula 05 TRT 7ª Região (Analista Judiciário - Área Administrativa) Direito do Trabalho - 2023 (Pré-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br https://t.me/kakashi_copiador 137 203 A alternativa (B) está incorreta porque o adicional de hora extra é de no mínimo 50%: CF/88, art. 7º São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros que visem à melhoria de sua condição social: (...) XVI - remuneração do serviço extraordinário superior, no mínimo, em cinqüenta por cento à do normal; A alternativa (C) está incorreta porque, em regra, os gerentes não são abrangidos pelo controle de jornada: CLT, art. 62 - Não são abrangidos pelo regime previsto neste capítulo [Da Duração do Trabalho]: (..) II - os gerentes, assim considerados os exercentes de cargos de gestão, aos quais se equiparam, para efeito do disposto neste artigo, os diretores e chefes de departamento ou filial3. O mencionado capítulo da CLT (Capítulo II - Da Duração do Trabalho) trata da jornada de trabalho, descansointrajornada, descanso interjornadas e trabalho noturno. As incorreções das alternativas (D) e (E) são comentadas abaixo. Na CLT estipulou-se o percentual mínimo de 20% para o adicional noturno, e para os rurícolas a Lei 5.889/73 (Lei do Trabalho Rural) estipulou o percentual de 25%. Quanto aos horários, de fato as regras para o rural também são diferentes. Abaixo um esquema que consolida as previsões normativas: Trabalhador urbano (CLT) Trabalhador rural 3 Além do encargo de gestão a CLT também exige a percepção de gratificação de função não inferior a 40%, como estudado anteriormente. Antonio Daud Aula 05 TRT 7ª Região (Analista Judiciário - Área Administrativa) Direito do Trabalho - 2023 (Pré-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br https://t.me/kakashi_copiador 138 203 Horário noturno entre as 22h00min de um dia e as 05h00min do dia seguinte Horário noturno entre as 21h00min de um dia e as 05h00min do dia seguinte (lavoura) Horário noturno entre as 20h00min de um dia e as 04h00min do dia seguinte (pecuária) Hora ficta noturna de 52 minutos e 30 segundos Não possui direito a hora ficta noturna Adicional noturno de 20% Adicional noturno de 25% Gabarito (A) 27. FCC/TRT1 – Técnico Judiciário – Área Administrativa - 2013 Conforme normas legais vigentes, o adicional (A) noturno equivale a vinte por cento, no mínimo, sobre o valor do salário mínimo. (B) de horas extras equivale a vinte e cinco por cento sobre o valor da hora normal, de acordo com a Constituição Federal. (C) de horas extras incorpora-se ao salário após um ano de pagamento habitual, de acordo com a Constituição Federal. (D) noturno equivale a cinquenta por cento, pelo menos, sobre o valor da hora diurna. (E) noturno equivale a vinte por cento, pelo menos, sobre o valor da hora diurna. Comentários: O percentual do adicional noturno para os empregados celetistas é definido no próprio texto da CLT: CLT, art. 73. (...), o trabalho noturno terá remuneração superior a do diurno e, para esse efeito, sua remuneração terá um acréscimo de 20% (vinte por cento), pelo menos, sobre a hora diurna. Antonio Daud Aula 05 TRT 7ª Região (Analista Judiciário - Área Administrativa) Direito do Trabalho - 2023 (Pré-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br https://t.me/kakashi_copiador 139 203 A Lei do Trabalho Rural, por sua vez, estipulou adicional mínimo de 25% para os rurícolas, mas a questão não entrou neste mérito. Gabarito (E) 28. FCC/TRT11 – Técnico Judiciário – Área Administrativa - 2012 De acordo com previsão da Constituição Federal brasileira e da CLT, em relação à duração do trabalho é correto afirmar que (A) a duração do trabalho normal não poderá ser superior a 8 horas diárias e 40 horas semanais, não sendo facultada a compensação de horários. (B) a duração do trabalho normal não poderá ser superior a 8 horas diárias e 48 horas semanais, sendo facultada a compensação de horários. (C) será considerado trabalho noturno para o trabalhador urbano aquele executado entre às 22 horas de um dia e às 5 horas do dia seguinte. (D) será considerado horário noturno para o trabalhador urbano aquele executado entre às 21 horas de um dia e às 4 horas do dia seguinte. (E) para a jornada diária de trabalho contínuo superior a 4 horas e não excedente a 6 horas o intervalo obrigatório será de, no mínimo, uma hora e, salvo acordo escrito ou contrato coletivo em contrário, não poderá exceder de duas horas. Comentários: As alternativas (A) e (B) estão incorretas porque o módulo semanal padrão é de 44 horas, conforme definido em nossa Constituição Federal: CF,88, art. 7º São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros que visem à melhoria de sua condição social: (...) XIII - duração do trabalho normal não superior a oito horas diárias e quarenta e quatro semanais, facultada a compensação de horários e a redução da jornada, mediante acordo ou convenção coletiva de trabalho; Já a letra (C) está correta, com fundamento no artigo 73, § 2º da CLT: CLT, art. 73, § 2º Considera-se noturno, para os efeitos deste artigo, o trabalho executado entre as 22 horas de um dia e as 5 horas do dia seguinte. Antonio Daud Aula 05 TRT 7ª Região (Analista Judiciário - Área Administrativa) Direito do Trabalho - 2023 (Pré-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br https://t.me/kakashi_copiador 140 203 ==d8eaf== Na alternativa (D) sugeriu-se horário noturno inexistente. As regras para o horário noturno no meio rural são diferenciadas. Vamos relembrar a diferenciação que existe entre o que se considera noturno de acordo com o trabalhador ser urbano (regido pela CLT) ou rural: Lei 5.889/73, art. 7º - Para os efeitos desta Lei, considera-se trabalho noturno o executado entre as vinte e uma horas de um dia e as cinco horas do dia seguinte, na lavoura, e entre as vinte horas de um dia e as quatro horas do dia seguinte, na atividade pecuária. Já a alternativa (E) está incorreta porque o intervalo intrajornada, no caso citado, é de 15 minutos. Relembrando: CLT, art. 71 - Em qualquer trabalho contínuo, cuja duração exceda de 6 (seis) horas, é obrigatória a concessão de um intervalo para repouso ou alimentação, o qual será, no mínimo, de 1 (uma) hora e, salvo acordo escrito ou contrato coletivo em contrário, não poderá exceder de 2 (duas) horas. § 1º - Não excedendo de 6 (seis) horas o trabalho, será, entretanto, obrigatório um intervalo de 15 (quinze) minutos quando a duração ultrapassar 4 (quatro) horas. Gabarito (C) 29. FCC/TRT2 – Analista Judiciário – Área Administrativa - 2018 Considere as seguintes hipóteses: I. Trabalho de 28 horas semanais, sem a possibilidade de horas suplementares semanais. II. Trabalho de 30 horas semanais, com a possibilidade de horas suplementares semanais. III. Trabalho de 25 horas semanais, com a possibilidade de acréscimo de até seis horas suplementares semanais. IV. Trabalho de 27 horas semanais, com a possibilidade de acréscimo de até seis horas suplementares semanais. De acordo com a Consolidação das Leis do Trabalho, consideram-se trabalho em regime de tempo parcial aqueles indicados APENAS em (A) III e IV. (B) I e II. (C) I e III. (D) I, II e IV. (E) II, III e IV. Antonio Daud Aula 05 TRT 7ª Região (Analista Judiciário - Área Administrativa) Direito do Trabalho - 2023 (Pré-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br https://t.me/kakashi_copiador 141 203 Comentários: Esta questão foi praticamente interdisciplinar, mesclando Direito do Trabalho com Raciocínio Lógico =) Analisando atentamente as quatro proposições, percebe-se que os itens I e III satisfazem os dois limites para o trabalho a tempo parcial, previstos no caput do art. 58-A abaixo: CLT, art. 58-A. Considera-se trabalho em regime de tempo parcial aquele cuja duração não exceda a trinta horas semanais, sem a possibilidade de horas suplementares semanais, ou, ainda, aquele cuja duração não exceda a vinte e seis horas semanais, com a possibilidade de acréscimo de até seis horas suplementares semanais. A situação do item II não pode ser considerada trabalho a tempo parcial. Se, por um lado, obedece ao limite de 30 hs semanais, por outro, afirma que o empregado presta horas extras, o que não se coaduna com a limitação transcrita acima. Da mesma forma, a hipótese do item IV não pode ser considerada tempo parcial, na medida em que também há prestação de horas extras, sendo que a jornada regular supera 26 hs semanais. Conclusão: para se considerar trabalho a tempo parcial e possibilitar a prestação de horas extras, a jornada semanal teria que obedecer ao limite máximo de 26 hs. Gabarito (C) 30. FCC/TRT15 – Analista – Área Judiciária - 2018 Robson foi contratado pela empresa International Meal do Brasil Ltda. em regime de trabalho de tempo parcial, com duração de 20 horas semanais. Durante os últimos seis meses de trabalho,Robson fez 6 horas extras semanais. Robson requereu a seu empregador, 15 dias antes do término do período aquisitivo, a conversão de um terço do período de férias em abono pecuniário, o que foi recusado pelo empregador, sob a alegação de ser incabível o abono de férias nos contratos de trabalho em regime de tempo parcial. Em relação a essa situação, (A) Robson não poderia ter feito horas extras, tendo em vista que as mesmas são vedadas nessa modalidade de contratação. (B) as horas extras somente poderiam ter sido prestadas se a jornada semanal fosse de 26 horas. (C) as horas extras deverão ser pagas com o acréscimo de 50% sobre o salário-hora normal, não havendo nessa modalidade de contratação a possibilidade de compensação. (D) o abono de férias somente pode ser concedido, a requerimento do empregado, quando as férias tiverem duração de trinta dias, o que não ocorre no regime de trabalho de tempo parcial. Antonio Daud Aula 05 TRT 7ª Região (Analista Judiciário - Área Administrativa) Direito do Trabalho - 2023 (Pré-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br https://t.me/kakashi_copiador 142 203 (E) é facultado ao empregado contratado sob regime de tempo parcial converter um terço do período de férias a que tiver direito em abono pecuniário. Comentários: A questão versa sobre a regulamentação do trabalho a tempo parcial, alterada pela reforma trabalhista. Relembro que, perfazendo jornada semanal inferior a 26 hs, Robson poderá sim prestar horas extras, até o limite de seis por semana. No que tange às férias, o trabalhador a tempo parcial passou a ter direito ao abono pecuniário (conversão de parte das férias em pecúnia): Art. 58-A, § 6º É facultado ao empregado contratado sob regime de tempo parcial converter um terço do período de Férias a que tiver direito em abono pecuniário. Além disso, deverá requerê-lo em até 15 dias antes do término do período aquisitivo: CLT, art. 143, § 1º - O abono de férias deverá ser requerido até 15 (quinze) dias antes do término do período aquisitivo. Em relação à letra (C), reparem que as horas laboradas em sobrejornada poderão sim ser compensadas (até a semana imediatamente posterior) ou resultarem em pagamento como hora extra (adicional de 50%, no mínimo): CLT, art. 58-A, § 4º Na hipótese de o contrato de trabalho em regime de tempo parcial ser estabelecido em número inferior a vinte e seis horas semanais, as horas suplementares a este quantitativo serão consideradas horas extras para fins do pagamento estipulado no § 3º [adicional HE de 50%], estando também limitadas a seis horas suplementares semanais. Gabarito (E) 31. FCC/TRT-RN – Técnico Administrativo - 2017 No tocante ao trabalho em regime de tempo parcial e de acordo com as alterações introduzidas pela Lei no 13.467/2017, considere: I. Entende-se por trabalho em regime de tempo parcial aquele cuja duração não exceda a trinta horas semanais, sem a possibilidade de horas suplementares semanais. II. Pode haver a prestação de horas extras neste regime desde que a duração não exceda a vinte e seis horas semanais, com a possibilidade de acréscimo de até seis horas suplementares semanais. Antonio Daud Aula 05 TRT 7ª Região (Analista Judiciário - Área Administrativa) Direito do Trabalho - 2023 (Pré-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br https://t.me/kakashi_copiador 143 203 III. Não é facultado ao empregado contratado sob regime de tempo parcial converter um terço do período de férias a que tiver direito em abono pecuniário. IV. As horas suplementares da jornada de trabalho normal poderão ser compensadas diretamente até a semana imediatamente posterior à da sua execução, devendo ser feita a sua quitação na folha de pagamento do mês subsequente, caso não sejam compensadas. Está correto o que consta APENAS em (A) I e III. (B) I, III e IV. (C) II, III e IV. (D) II e IV. (E) I, II e IV. Comentários: O item I foi dado como correto pela Banca, tendo em vista uma das possibilidades de jornada a tempo parcial (30 hs/semana sem horas extras): CLT, art. 58-A. Considera-se trabalho em regime de tempo parcial aquele cuja duração não exceda a trinta horas semanais, sem a possibilidade de horas suplementares semanais, ou, ainda, aquele cuja duração não exceda a vinte e seis horas semanais, com a possibilidade de acréscimo de até seis horas suplementares semanais. O item II, correto, pois aborda a possibilidade de prestação de horas extras por parte do trabalhador a tempo parcial: CLT, art. 58-A. Considera-se trabalho em regime de tempo parcial aquele cuja duração não exceda a trinta horas semanais, sem a possibilidade de horas suplementares semanais, ou, ainda, aquele cuja duração não exceda a vinte e seis horas semanais, com a possibilidade de acréscimo de até seis horas suplementares semanais. O item III está incorreto. Com a ‘reforma trabalhista’, passou a ser possível a conversão em pecúnia de parte das férias do trabalhador a tempo parcial: CLT, art. 58-A, § 6º É facultado ao empregado contratado sob regime de tempo parcial converter um terço do período de férias a que tiver direito em abono pecuniário. Antonio Daud Aula 05 TRT 7ª Região (Analista Judiciário - Área Administrativa) Direito do Trabalho - 2023 (Pré-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br https://t.me/kakashi_copiador 144 203 O item IV, correto, pois retrata corretamente o regramento quanto à compensação de jornada do trabalhador a tempo parcial: CLT, art. 58-A, § 5º As horas suplementares da jornada de trabalho normal poderão ser compensadas diretamente até a semana imediatamente posterior à da sua execução, devendo ser feita a sua quitação na folha de pagamento do mês subsequente, caso não sejam compensadas. Gabarito (E) 32. CESPE/TRT-7 – Técnico Judiciário - 2017 A respeito do trabalho noturno para trabalhadores urbanos, julgue os itens a seguir. I. Considera-se trabalho noturno aquele executado entre vinte e duas horas de um dia e cinco horas do dia seguinte. II. A hora de trabalho noturno equivale a cinquenta e dois minutos. III. A remuneração da hora noturna trabalhada será acrescida de, pelos menos, 20% da hora diurna. Assinale a opção correta. A) Apenas os itens I e II estão certos. B) Apenas os itens I e III estão certos. C) Apenas os itens II e III estão certos. D) Todos os itens estão certos. Comentários: O item I, correto, já que, em se tratando de trabalhador urbano, a CLT estabeleceu como noturno o período entre 22h00min e 05h00min: CLT, art. 73, § 2º Considera-se noturno, para os efeitos deste artigo, o trabalho executado entre as 22 horas de um dia e as 5 horas do dia seguinte. O item II, incorreto, pois a hora ficta noturna representa 52min30seg, de acordo com o § 1º do artigo 73: CLT, art. 73, § 1º A hora do trabalho noturno será computada como de 52 minutos e 30 segundos. O item III, correto, uma vez que o adicional noturno foi fixado pela CLT nos termos abaixo: CLT, art. 73. Salvo nos casos de revezamento semanal ou quinzenal, o trabalho noturno terá remuneração superior a do diurno e, para esse efeito, sua Antonio Daud Aula 05 TRT 7ª Região (Analista Judiciário - Área Administrativa) Direito do Trabalho - 2023 (Pré-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br https://t.me/kakashi_copiador 145 203 remuneração terá um acréscimo de 20 % (vinte por cento), pelo menos, sobre a hora diurna. Gabarito (B) 33. FCC/TRT9 – Analista Judiciário – Área Judiciária – 2015 (adaptada) Considerando que Carlito foi contratado como técnico em energia de potência pela empresa Raio de Luz Eletricidade Industrial Ltda., inicialmente para cumprimento de uma jornada de 8 horas diárias e 44 horas semanais, e teve sua jornada validamente alterada para 25 horas na semana, ele (A) poderá prestar no máximo 5 horas extras por semana, em razão do regime de contratação a tempo parcial. (B) deverá manifestar perante a empresa, na forma prevista em instrumentodecorrente de negociação coletiva, sua opção para adoção do regime de tempo parcial. Comentários: A letra A está incorreta. De acordo com a nova regra, como Carlito labora até 26 horas semanais, ele poderia prestar até 06 horas extras por semana: CLT, art. 58-A. Considera-se trabalho em regime de tempo parcial aquele cuja duração não exceda a trinta horas semanais, sem a possibilidade de horas suplementares semanais, ou, ainda, aquele cuja duração não exceda a vinte e seis horas semanais, com a possibilidade de acréscimo de até seis horas suplementares semanais. A letra (B), por sua vez, está de acordo com o disposto na CLT, art. 58-A, § 2º: CLT, art. 58-A, § 2º Para os atuais empregados [isto é, aqueles em regime integral], a adoção do regime de tempo parcial será feita mediante opção manifestada perante a empresa, na forma prevista em instrumento decorrente de negociação coletiva. Gabarito (B) 34. FCC/TRT23 – Analista Judiciário – Área Execução de Mandados - 2011 Os digitadores (A) equiparam-se aos trabalhadores nos serviços de mecanografia (datilografia, escrituração ou cálculo), razão pela qual têm direito a intervalos de descanso de 10 minutos a cada 90 minutos de trabalho consecutivo. Antonio Daud Aula 05 TRT 7ª Região (Analista Judiciário - Área Administrativa) Direito do Trabalho - 2023 (Pré-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br https://t.me/kakashi_copiador 146 203 (B) não se equiparam aos trabalhadores nos serviços de mecanografia (datilografia, escrituração ou cálculo), tratando-se de categorias distintas com direitos distintos, não havendo qualquer analogia relacionada aos períodos de descanso. (C) equiparam-se aos trabalhadores nos serviços de mecanografia (datilografia, escrituração ou cálculo), razão pela qual têm direito a intervalos de descanso de 5 minutos a cada 90 minutos de trabalho consecutivo. (D) equiparam-se aos trabalhadores nos serviços de mecanografia (datilografia, escrituração ou cálculo), razão pela qual têm direito a intervalos de descanso de 15 minutos a cada 120 minutos de trabalho consecutivo. (E) equiparam-se aos trabalhadores nos serviços de mecanografia (datilografia, escrituração ou cálculo), razão pela qual têm direito a intervalos de descanso de 15 minutos a cada 90 minutos de trabalho consecutivo. Comentários: A atividade de digitação não existia à época da elaboração da CLT, pois não havia a utilização generalizada de computadores. Como esta atividade possui efeitos semelhantes às outras funções citadas na lei (problemas nos tendões em face da repetitividade da tarefa) o TST consolidou entendimento pela aplicação analógica do intervalo de 10 minutos a cada 90 minutos de trabalho. SUM-346 DIGITADOR. INTERVALOS INTRAJORNADA. APLICAÇÃO ANALÓGICA DO ART. 72 DA CLT Os digitadores, por aplicação analógica do art. 72 da CLT, equiparam-se aos trabalhadores nos serviços de mecanografia (datilografia, escrituração ou cálculo), razão pela qual têm direito a intervalos de descanso de 10 (dez) minutos a cada 90 (noventa) de trabalho consecutivo. Gabarito (A) 35. FCC/TRT15 – Técnico – Área Administrativa - 2018 (adatapda) Com relação à jornada de trabalho, considere: I. A duração diária do trabalho poderá ser acrescida de horas extras, em número não excedente de duas, por acordo individual, convenção coletiva ou acordo coletivo de trabalho. Se for celebrado o banco de horas por acordo individual escrito, a compensação ocorrerá no período máximo de seis meses. II. Os empregados sujeitos ao regime de tempo parcial, sob qualquer duração, são proibidos de prestar horas extras. Antonio Daud Aula 05 TRT 7ª Região (Analista Judiciário - Área Administrativa) Direito do Trabalho - 2023 (Pré-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br https://t.me/kakashi_copiador 147 203 III. Os empregados em regime de teletrabalho por produção ou tarefa estão excluídos do controle de jornada de trabalho, não tendo direito a horas extras, mesmo que forem prestadas. Está correto o que consta de (A) I, II e III. (B) I e III, apenas. (C) II e III, apenas. (D) I e II, apenas. (E) I, apenas. Comentários: O item I está correto, consoante artigo 59 da CLT: CLT, art. 59 A duração diária do trabalho poderá ser acrescida de horas extras, em número não excedente de duas, por acordo individual, convenção coletiva ou acordo coletivo de trabalho. (..) § 5º O banco de horas de que trata o § 2º deste artigo poderá ser pactuado por acordo individual escrito, desde que a compensação ocorra no período máximo de seis meses. O item II, incorreto, após a reforma trabalhista. Se a jornada semanal não superar 26 horas, o empregado poderá sim prestar horas extras: CLT, art. 58-A. Considera-se trabalho em regime de tempo parcial aquele cuja duração não exceda a trinta horas semanais, sem a possibilidade de horas suplementares semanais, ou, ainda, aquele cuja duração não exceda a vinte e seis horas semanais, com a possibilidade de acréscimo de até seis horas suplementares semanais. O item III está correto. Ao serem excluídos do controle de jornada, como regra geral, os teletrabalhadores por produção ou tarefa não terão direito a horas extras, ainda que tenham laborado em sobrejornada. Da mesma forma, não sofrerão descontos no salário caso laborem uma jornada inferior à contratada. Tudo isto decorre da falta de controle quanto à duração do trabalho destes empregados: CLT, art. 62 - Não são abrangidos pelo regime previsto neste capítulo [Da Duração do Trabalho]: (..) Antonio Daud Aula 05 TRT 7ª Região (Analista Judiciário - Área Administrativa) Direito do Trabalho - 2023 (Pré-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br https://t.me/kakashi_copiador 148 203 III - os empregados em regime de teletrabalho que prestam serviço por produção ou tarefa. Gabarito (B) 36. FCC/TRT-RN – Analista Judiciário–Área Judiciária - 2017 A partir das disposições introduzidas pela Lei nº 13.467/2017, sobre prorrogação e compensação de jornada de trabalho, considere: I. Em se tratando de trabalho em regime de tempo parcial, as horas suplementares da jornada de trabalho normal poderão ser compensadas diretamente até a semana imediatamente posterior à da sua execução, devendo ser feita a sua quitação na folha de pagamento do mês subsequente, caso não sejam compensadas. II. Caso não seja computado na jornada de trabalho, o tempo despendido pelo empregado desde a sua residência até a efetiva ocupação do posto de trabalho e para o seu retorno, caminhando ou por qualquer meio de transporte fornecido pelo empregador, é considerado como jornada extraordinária. III. O banco de horas anual pode ser pactuado por acordo individual escrito, acordo coletivo ou convenção coletiva de trabalho. IV. É lícito o regime de compensação de jornada estabelecido por acordo individual, tácito ou escrito, desde que a compensação se dê no mesmo mês. Está correto o que consta APENAS em (A) I e II. (B) II e IV. (C) III e IV. (D) II e III. (E) I e IV. Comentários: O item I, correto, pois enuncia corretamente as regras quanto à compensação do trabalho a tempo parcial: se a compensação for realizada até a semana posterior, pode se dar sem acordo prévio (“diretamente”), do contrário deve ocorrer o pagamento no mês seguinte: CLT, art. 58-A, § 5º As horas suplementares da jornada de trabalho normal poderão ser compensadas diretamente até a semana imediatamente posterior à da sua execução, devendo ser feita a sua quitação na folha de pagamento do mês subsequente, caso não sejam compensadas. Antonio Daud Aula 05 TRT 7ª Região (Analista Judiciário - Área Administrativa) Direito do Trabalho - 2023 (Pré-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br https://t.me/kakashi_copiador 149 203 O item II, incorreto, pois não há que se falar em horas in itinere após a reforma trabalhista. CLT, art. 58, § 2º O tempo despendido pelo empregado desde a sua residência atéa efetiva ocupação do posto de trabalho e para o seu retorno, caminhando ou por qualquer meio de transporte, inclusive o fornecido pelo empregador, não será computado na jornada de trabalho, por não ser tempo à disposição do empregador. O item III está incorreto. Em relação ao banco de horas anual, por força do disposto no §2º do art. 59, a CLT exige o ajuste mediante negociação coletiva, mesmo após a reforma trabalhista: CLT, art. 59, § 2º Poderá ser dispensado o acréscimo de salário se, por força de acordo ou convenção coletiva de trabalho, o excesso de horas em um dia for compensado pela correspondente diminuição em outro dia, de maneira que não exceda, no período máximo de um ano, à soma das jornadas semanais de trabalho previstas, nem seja ultrapassado o limite máximo de dez horas diárias. O item IV, correto, já que se trata de compensação que não extrapola o módulo mensal: CLT, art. 59, § 6º É lícito o regime de compensação de jornada estabelecido por acordo individual, tácito ou escrito, para a compensação no mesmo mês. Gabarito (E) 37. FCC/TST – Analista Judiciário – Taquigrafia - 2017 Silvana celebrou acordo individual de banco de horas com sua empregadora Atitude Supermercado Ltda. com duração de seis meses, sendo que prestava duas horas extras por dia, sem remuneração, para compensá-las posteriormente. Após cinco meses de trabalho, quando existiam ainda horas excedentes prestadas, sem a devida compensação, Silvana pediu demissão, comprovando novo emprego. Neste caso, de acordo com a CLT alterada pela Lei no 13.467/2017, (A) Silvana terá direito ao pagamento de todas as horas extras prestadas, uma vez que o banco de horas só pode ser celebrado com prazo de um ano de duração, não produzindo efeitos jurídicos da forma como foi feito. (B) Silvana não terá direito ao pagamento das horas extras não compensadas, tendo em vista que pediu demissão e o pagamento só dá direito no caso de rescisão do contrato de trabalho por dispensa sem justa causa. (C) Silvana terá direito ao pagamento de todas as horas extras prestadas, uma vez que o banco de horas só pode ser celebrado por meio de convenção ou acordo coletivo de trabalho e não por acordo individual, não produzindo efeitos jurídicos. Antonio Daud Aula 05 TRT 7ª Região (Analista Judiciário - Área Administrativa) Direito do Trabalho - 2023 (Pré-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br https://t.me/kakashi_copiador 150 203 (D) por ter pedido demissão, comprovando novo emprego, Silvana terá direito ao pagamento de, somente, metade das horas extras não compensadas, calculadas sobre o valor da remuneração na data da rescisão. (E) Silvana terá direito ao pagamento das horas extras não compensadas, calculadas sobre o valor da remuneração na data da rescisão, uma vez que ocorreu a ruptura do contrato de trabalho com menos de seis meses da celebração do banco de horas. Comentários: Como não houve a compensação das horas trabalhadas em excesso, Silvana terá direito a recebê- las, por ocasião da rescisão contratual, com adicional de 50%: CLT, art. 59, § 3º Na hipótese de rescisão do contrato de trabalho sem que tenha havido a compensação integral da jornada extraordinária, na forma dos §§ 2º e 5º deste artigo, o trabalhador terá direito ao pagamento das horas extras não compensadas, calculadas sobre o valor da remuneração na data da rescisão. Gabarito (E) 38. FCC/TRT11 – Analista Judiciário – Área Judiciária – 2017 (adaptada) Mário presta serviços como entregador de carnes no Frigorífico “ABC” Ltda e, numa sexta-feira no final do dia, teve que estender sua jornada de trabalho para descarregar a mercadoria do caminhão e colocá-la na câmara fria, sob pena de perda irreparável do produto, sendo considerado um serviço inadiável. Neste caso, de acordo com a Consolidação das Leis do Trabalho, a prestação de horas extras (A) poderá ocorrer independentemente da existência de acordo ou contrato coletivo. (B) não poderá ocorrer sem a existência de acordo ou contrato coletivo, devendo o empregador contratar prestadores de serviços para fazê-lo. (C) poderá ocorrer independentemente da existência de acordo ou contrato coletivo, entretanto o adicional a ser pago é de no mínimo 100% sobre a hora normal de trabalho. (D) não poderá ocorrer sem a existência de acordo ou contrato coletivo, podendo o empregador solicitar os serviços de Mário, que poderá ou não aceitar a prestação dos serviços, já que não é obrigada pelo contrato de trabalho a fazê-lo. (E) poderá ocorrer independentemente da existência de acordo ou contrato coletivo e deverá ser comunicado, dentro de noventa dias, à autoridade competente em matéria de trabalho, ou, antes desse prazo, justificado no momento da fiscalização sem prejuízo dessa comunicação. Comentários: Antonio Daud Aula 05 TRT 7ª Região (Analista Judiciário - Área Administrativa) Direito do Trabalho - 2023 (Pré-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br https://t.me/kakashi_copiador 151 203 Trata-se de caso da realização de serviços inadiáveis, uma das modalidades de prorrogação de jornada em necessidade imperiosa. Nestes casos, o empregador lança mão de seu poder diretivo para exigir a prestação da sobrejornada, isto é, independentemente de prévio acordo de prestação de horas extraordinárias. Após a reforma trabalhista, o empregador não mais precisa comunicar ao Ministério do Trabalho: CLT, art. 61 - Ocorrendo necessidade imperiosa, poderá a duração do trabalho exceder do limite legal ou convencionado, seja para fazer face a motivo de força maior, seja para atender à realização ou conclusão de serviços inadiáveis ou cuja inexecução possa acarretar prejuízo manifesto. CLT, art. 61, § 1º O excesso, nos casos deste artigo, pode ser exigido independentemente de convenção coletiva ou acordo coletivo de trabalho. Gabarito (A) 39. FCC/TRT2 – Analista Judiciário – Oficial Avaliador – 2014 (adaptada) Em relação ao trabalho extraordinário, é correto afirmar que (A) os empregados contratados sob o regime de tempo parcial poderão prestar horas extras, desde que acordado expressamente com o sindicato da categoria. (B) as horas extras decorrentes de força maior ou de serviços inadiáveis podem ser prestadas, desde que existente acordo de prorrogação de horas firmado entre empregado e empregador. (C) o acordo de prorrogação de jornada de trabalho deve ser escrito e necessariamente celebrado coletivamente, mediante negociação coletiva de trabalho. (D) o trabalho em horas extras é permitido aos empregados que trabalham em atividades insalubres, sendo necessária licença prévia das autoridades competentes em matéria de higiene do trabalho, salvo disposição prevista em acordo ou convenção coletiva. (E) todo empregado tem direito a um descanso de 15 minutos, no mínimo, antes do início do período extraordinário de serviço em caso de prorrogação do horário normal de trabalho. Comentários: Vejamos as alternativas uma a uma: Alternativa (A): Empregados sob regime de tempo parcial podem prestar horas extras, desde que estejam dentro do limite semanal de 26 h (CLT, art. 58-A). Antonio Daud Aula 05 TRT 7ª Região (Analista Judiciário - Área Administrativa) Direito do Trabalho - 2023 (Pré-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br https://t.me/kakashi_copiador 152 203 Alternativa (B): O trabalho em jornada extraordinária decorrente de força maior ou de serviços inadiáveis, por força do art. 61 da CLT, prescinde (ou seja, independe) de acordo entre empregado e empregador. A doutrina considera que são casos de realização independentemente de acordo. No caso de sobrejornada decorrente de força maior, até mesmo os empregados menores realizam horas extras, caso imprescindível seu labor e com o limite de até a 12ª hora. Alternativa (C): CLT, art. 59 - A duração diária do trabalho poderá ser acrescida de horas extras, em número não excedente de duas, por acordo individual, convenção coletiva ou acordocoletivo de trabalho. Portanto, por simples acordo entre empregado e empregador, é possível a realização de horas extraordinárias. Assim, o que se exige é um acordo prévio, seja individual com o empregado (acordo empregador- empregado), seja coletivo (via negociação coletiva da qual decorra acordo ou convenção coletiva de trabalho). Alternativa (D): está correta. A regra geral está em consonância com o disposto no art. 60 da CLT: CLT, art. 60 - Nas atividades insalubres, (..), quaisquer prorrogações só poderão ser acordadas mediante licença prévia das autoridades competentes em matéria de higiene do trabalho, as quais, para esse efeito, procederão aos necessários exames locais (..). Portanto, jornada extraordinária em atividade insalubre, somente com autorização prévia do Ministério do Trabalho. Por outro lado, com a Lei 13.467/2017, a CLT passou a possibilitar que negociação coletiva dispense autorização prévia para prorrogação de jornada em atividades insalubres: CLT, art. 611-A. A convenção coletiva e o acordo coletivo de trabalho têm prevalência sobre a lei quando, entre outros, dispuserem sobre: (..) XIII – prorrogação de jornada em ambientes insalubres, sem licença prévia das autoridades competentes do Ministério do Trabalho; Antonio Daud Aula 05 TRT 7ª Região (Analista Judiciário - Área Administrativa) Direito do Trabalho - 2023 (Pré-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br https://t.me/kakashi_copiador 153 203 Quanto à alternativa (E), sabemos que não há tal intervalo prévio à realização de horas extras. Além disso, com a reforma trabalhista, foi revogado o art. 384 da CLT, que previa para as mulheres (e também para os menores – por força do art. 413, parágrafo único) um intervalo especial de 15 minutos antes do início da prestação de horas extras: CLT, art. 384 - Em caso de prorrogação do horário normal, será obrigatório um descanso de 15 (quinze) minutos no mínimo, antes do início do período extraordinário do trabalho. Gabarito (D) 40. FCC/TRT18 – Analista Judiciário – Oficial Avaliador - 2013 A respeito da duração do trabalho, incluindo períodos de descanso, o labor noturno e o trabalho extraordinário, a legislação trabalhista prevê que (A) o adicional a ser pago pelo trabalho extraordinário será de no mínimo 100% sobre a hora normal e o adicional a ser pago pelo trabalho noturno será de no mínimo 50% sobre a hora diurna. (B) a duração do trabalho normal não será superior a oito horas diárias e quarenta horas semanais, facultada a compensação de horas dentro do mês por decisão do empregador. (C) as variações de horário no registro de ponto não excedentes de cinco minutos, observado o limite máximo de dez minutos diários, não serão descontadas nem computadas como jornada extraordinária. (D) o período mínimo para o descanso entre duas jornadas de trabalho será de dez horas consecutivas. (E) o limite mínimo de uma hora para repouso ou refeição para o trabalho contínuo cuja duração exceda seis horas não poderá ser reduzido em nenhuma hipótese. Comentários: Sabemos que, por força constitucional, o adicional horas extras é de no mínimo 50%, e não 100% como afirmado na letra (A). Como se não bastasse, o examinador também trocou o percentual do adicional noturno de 20% (correto) para 50% na questão. Portanto, item errado. A assertiva (B) começa bem, mas no final peca ao afirmar que a compensação de horas dentro do mês depende de decisão do empregador, quando sabemos que depende de acordo com o empregado. A assertiva (C), correta, retrata justamente o dispositivo transcrito no comentário da questão anterior: Antonio Daud Aula 05 TRT 7ª Região (Analista Judiciário - Área Administrativa) Direito do Trabalho - 2023 (Pré-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br https://t.me/kakashi_copiador 154 203 CLT, art. 58, § 1º Não serão descontadas nem computadas como jornada extraordinária as variações de horário no registro de ponto não excedentes de cinco minutos, observado o limite máximo de dez minutos diários. A letra (D) está incorreta, pois o intervalo interjornadas é de onze horas consecutivas (e não de dez): CLT, art. 66 - Entre 2 (duas) jornadas de trabalho haverá um período mínimo de 11 (onze) horas consecutivas para descanso. Por fim, a letra (E) aborda a possibilidade de se reduzir o intervalo mínimo de uma hora, para jornadas superiores a seis horas diárias. Esta redução pode ocorrer sob algumas circunstâncias, como por exemplo, via negociação coletiva e via autorização do Ministério do Trabalho (MTb). Gabarito (C) 41. CESPE/TRT8 – Analista Judiciário – Área Judiciária – 2013 (adaptada) Acerca do entendimento jurisprudencial do TST sobre a duração do trabalho, assinale a opção correta. (A) As horas extras habituais incorporam-se à remuneração do empregado para fins de gratificação natalina e repouso semanal remunerado. (B) No regime de revezamento, as horas trabalhadas em seguida ao repouso semanal de vinte e quatro horas, com prejuízo do intervalo mínimo de onze horas consecutivas para descanso entre jornadas, não são remuneradas como extraordinárias. (C) A concessão, pelo empregador, de intervalos na jornada de trabalho não previstos em lei não representa tempo à disposição da empresa e, consequentemente, não deve ser considerada serviço extraordinário. (D) A compensação de jornada de trabalho somente é válida se ajustada por acordo coletivo ou convenção coletiva de trabalho, sendo vedado acordo individual escrito para tal fim. Comentários: A questão cobra posicionamentos do TST acerca da realização de horas extras, intervalos e duração do trabalho. As horas extras habitualmente prestadas incorporam-se sim à gratificação natalina (Súmula 45) e ao DSR (Súmula 172), de sorte que a letra (A) está correta. Vejamos: SUM-172 REPOUSO REMUNERADO. HORAS EXTRAS. CÁLCULO Antonio Daud Aula 05 TRT 7ª Região (Analista Judiciário - Área Administrativa) Direito do Trabalho - 2023 (Pré-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br https://t.me/kakashi_copiador 155 203 Computam-se no cálculo do repouso remunerado as horas extras habitualmente prestadas. SUM-45 SERVIÇO SUPLEMENTAR A remuneração do serviço suplementar, habitualmente prestado, integra o cálculo da gratificação natalina prevista na Lei nº 4.090, de 13.07.19624. A letra (B) está incorreta, pois quando há prejuízo do intervalo interjornadas (mínimo de 11 horas), estas horas devem ser remuneradas como extraordinárias. Vejamos a OJ relacionada: OJ-SDI1-355 INTERVALO INTERJORNADAS. INOBSERVÂNCIA. HORAS EXTRAS. PERÍODO PAGO COMO SOBREJORNADA. ART. 66 DA CLT. APLICAÇÃO ANALÓGICA DO § 4º DO ART. 71 DA CLT O desrespeito ao intervalo mínimo interjornadas previsto no art. 66 da CLT acarreta, por analogia, os mesmos efeitos previstos no § 4º do art. 71 da CLT e na Súmula nº 110 do TST, devendo-se pagar a integralidade das horas que foram subtraídas do intervalo, acrescidas do respectivo adicional. Já para a letra (C), devemos lembrar que é considerado tempo à disposição do empregador a concessão de intervalo não previsto em lei como, por exemplo, um intervalo para lanche de 15 minutos aos que laboram 8 horas por dia. Neste período, o empregador não trabalha, mas como o intervalo foi concedido pelo empregador sem previsão em lei, é um tempo considerado à disposição do empregador. Assim sendo, ele é considerado na jornada e também considerado como serviço extraordinário, caso a jornada do dia extrapole a jornada legal. Cuidado para não confundir os conceitos: os intervalos legais, como para almoço, têm previsão legal e por isso não são considerados à disposição do empregador. Já os intervalos não previstos em lei (portanto não obrigatórios) são considerados tempo à disposição. Por fim, a letra (D), também incorreta, tenta confundir a exigência para se estabelecer compensação de jornada mensal (via simples acordo entre empregado e empregador) com a exigência para o estabelecimentode banco de horas anual (negociação coletiva) e semestral (acordo escrito). 4 Lei que institui a Gratificação de Natal para os Trabalhadores. Antonio Daud Aula 05 TRT 7ª Região (Analista Judiciário - Área Administrativa) Direito do Trabalho - 2023 (Pré-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br https://t.me/kakashi_copiador 156 203 Portanto, verificamos que a compensação mensal e o banco de horas semestral independem de negociação coletiva. Gabarito (A) 42. FCC/TRT15 – Analista Judiciário – Área Judiciária – 2013 (adaptada) Maria Marta é empregada do hotel fazenda “Vale das Águas Claras”, hotel este localizado em área urbana. Maria Marta exerce a função de cozinheira e, sendo assim, todo dia se desloca a pé da portaria do hotel até a cozinha que fica no final do terreno. Neste trajeto, Maria Marta demora diariamente cerca de quinze minutos. Neste caso, de acordo com o entendimento sumulado do Tribunal Superior do Trabalho, o tempo necessário ao deslocamento de Maria Marta entre a portaria do hotel e o local de trabalho (A) só será considerado tempo à disposição do empregador se ultrapassar trinta minutos. (B) não se considera à disposição do empregador, em nenhuma hipótese. (C) só será considerado tempo à disposição do empregador se ultrapassar vinte minutos. (D) considera-se à disposição do empregador uma vez que ultrapassou dez minutos. (E) considera-se à disposição do empregador em qualquer hipótese. Comentários: Questão cobrando a regra prevista no art. 58, §2º: CLT, art. 58, § 2º O tempo despendido pelo empregado desde a sua residência até a efetiva ocupação do posto de trabalho e para o seu retorno, caminhando ou por qualquer meio de transporte, inclusive o fornecido pelo empregador, não será computado na jornada de trabalho, por não ser tempo à disposição do empregador. De acordo com a regra reformada, muito embora a empregada levar mais do que 10 minutos por dia no trajeto portaria-posto de trabalho, este tempo não deve ser considerado como à disposição do empregador. Gabarito (B) 43. FCC/TRT2 – Analista Judiciário – Área Administrativa - 2018 Valéria, empregada da empresa “R”, está preocupada com as mudanças ocorridas na Consolidação das Leis do Trabalho, notadamente com o seu intervalo para repouso ou alimentação. Considerando que ela possui jornada de trabalho diária de cinco horas, o seu intervalo para repouso ou alimentação Antonio Daud Aula 05 TRT 7ª Região (Analista Judiciário - Área Administrativa) Direito do Trabalho - 2023 (Pré-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br https://t.me/kakashi_copiador 157 203 (A) continua sendo obrigatório de, no mínimo, quinze minutos. (B) continua sendo obrigatório de, no mínimo, trinta minutos. (C) continua sendo obrigatório de, no mínimo, vinte minutos. (D) passou a ser obrigatório de, no mínimo, uma hora. (E) passou a ser obrigatório de, no mínimo, trinta minutos. Comentários: A reforma trabalhista não alterou a duração do intervalo intrajornada para jornadas superiores a 4hs e inferiores a 06 hs. Nesta situação, o intervalo é dado pelo §1º abaixo, que não foi objeto de reforma: CLT, art. 71 - Em qualquer trabalho contínuo, cuja duração exceda de 6 (seis) horas, é obrigatória a concessão de um intervalo para repouso ou alimentação, o qual será, no mínimo, de 1 (uma) hora e, salvo acordo escrito ou contrato coletivo em contrário, não poderá exceder de 2 (duas) horas. § 1º - Não excedendo de 6 (seis) horas o trabalho, será, entretanto, obrigatório um intervalo de 15 (quinze) minutos quando a duração ultrapassar 4 (quatro) horas. Em relação à duração do intervalo intrajornada, notem que a reforma trabalhista influenciou tão- somente o intervalo para jornadas superiores a 06 horas, ao permitir sua redução mediante negociação coletiva (CLT, art. 611-A, III). Gabarito (A) 44. FCC/TRT15 – Oficial de Justiça Avaliador Federal - 2018 Eunice trabalha em uma indústria alimentícia que fabrica doces e chocolates. Nos meses de janeiro e fevereiro, em razão da produção de chocolates para a Páscoa, trabalhou de 2º a 6º feira, das 9h às 18h, gozando diariamente de 15 minutos para repouso e alimentação. Nesse contexto, Eunice faz jus a (A) uma hora integral, acrescida de 50% sobre a remuneração da hora normal de trabalho, tendo tal pagamento natureza salarial. (B) uma hora integral, acrescida de 50% sobre a remuneração da hora normal de trabalho, tendo tal pagamento natureza indenizatória. (C) 45 minutos, acrescidos de 50% sobre a remuneração da hora normal de trabalho, tendo tal pagamento natureza indenizatória. (D) 45 minutos, acrescidos de 50% sobre a remuneração da hora normal de trabalho, tendo tal pagamento natureza salarial. Antonio Daud Aula 05 TRT 7ª Região (Analista Judiciário - Área Administrativa) Direito do Trabalho - 2023 (Pré-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br https://t.me/kakashi_copiador 158 203 (E) 45 minutos, sem acréscimo, pois não se trata de hora extra, mas sim de pagamento de natureza meramente indenizatória. Comentários: Como a jornada de Eunice extrapola as 6 hs diárias, ela deverá usufruir de 1 a 2 horas de intervalo para repouso e alimentação, como regra (CLT, art. 71, caput). Nesse sentido, seu intervalo foi concedido parcialmente (15 minutos), deixando ela de usufruir 45minutos diários de intervalo intrajornada, os quais devem ser remunerados com acréscimo de 50%, mediante pagamento revestido de natureza indenizatória: CLT, art. 71, § 4º - A não concessão ou a concessão parcial do intervalo intrajornada mínimo, para repouso e alimentação, a empregados urbanos e rurais, implica o pagamento, de natureza indenizatória, apenas do período suprimido, com acréscimo de 50% (cinquenta por cento) sobre o valor da remuneração da hora normal de trabalho. Aprofundando um pouco mais... Além do pagamento de natureza indenizatória acima, a partir do horário de início e de fim da jornada, notem que as 9 horas em que ela ficou na empresa podem ser assim sintetizadas: 8:45 - prestação de serviços 0:15 - intervalo Portanto, supondo que a jornada diária da empregada seja de 8 horas, pode-se perceber que, nos 45 minutos em que ela deixou de repousar, ela continuou trabalhando. Assim, além da indenização referente aos 45 minutos de intervalo não concedido (comentada acima), ela terá direito a outro pagamento, decorrente do labor em sobrejornada: remuneração como extra de 45 minutos diários. Gabarito (C) 45. FCC/TST – Analista Judiciário–Área Administrativa - 2017 Ulisses foi contratado pela empresa Copo de Leite Laticínios Ltda. como auxiliar de produção, para o cumprimento de jornada de 8 horas diárias de segunda à sexta-feira, com intervalo de 1 hora para repouso e alimentação. Alegando necessidades da produção, duas vezes por semana o empregador passou a fracionar o intervalo intrajornada de Ulisses em três períodos de 20 minutos cada um e, nos outros três dias da semana, passou a conceder apenas 40 minutos de intervalo. Em relação a essa situação, o fracionamento do intervalo intrajornada Antonio Daud Aula 05 TRT 7ª Região (Analista Judiciário - Área Administrativa) Direito do Trabalho - 2023 (Pré-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br https://t.me/kakashi_copiador 159 203 (A) não é permitido para as atividades exercidas por Ulisses e a redução do intervalo implica no pagamento pelo empregador dos minutos suprimidos, com um acréscimo de 50% sobre o valor da remuneração da hora normal de trabalho, tendo tal pagamento natureza indenizatória. (B) não é permitido para as atividades exercidas por Ulisses e a redução do intervalo implica no pagamento pelo empregador do período total do intervalo, com acréscimo de 50% sobre o valor da remuneração da hora normal de trabalho, tendo tal pagamento natureza salarial. (C) é permitido para as atividades exercidas por Ulisses no caso de necessidade de produção, mas somente em dois períodos de 30minutos cada um e a redução do intervalo implica no pagamento pelo empregador do período total do intervalo, com acréscimo de 50% sobre o valor da remuneração da hora normal de trabalho, tendo tal pagamento natureza salarial. (D) é permitido para as atividades exercidas por Ulisses no caso de necessidade de produção e a redução do intervalo implica no pagamento pelo empregador dos minutos suprimidos, com um acréscimo de 50% sobre o valor da remuneração da hora normal de trabalho, tendo tal pagamento natureza indenizatória. (E) é permitido para as atividades exercidas por Ulisses no caso de necessidade de produção e a redução do intervalo implica no pagamento pelo empregador do período total do intervalo, com acréscimo de 50% sobre o valor da remuneração da hora normal de trabalho, tendo tal pagamento natureza indenizatória. Comentários: A atividade segue a regulamentação geral sobre intervalos e, nesta situação, não há previsão para fracionamento do intervalo intrajornada. Além disso, nada foi dito a respeito de norma coletiva reduzindo o intervalo, o que afasta a hipótese do art. 611-A da CLT, em que a negociação coletiva poderia permitir tal redução. Assim, tal situação é irregular e enseja pagamento dos minutos suprimidos, com um acréscimo de 50% sobre o valor da remuneração da hora normal de trabalho, tendo tal pagamento natureza indenizatória, nos termos da redação atualizada da CLT, art. 71, § 4º: CLT, art. 71, § 4º A não concessão ou a concessão parcial do intervalo intrajornada mínimo, para repouso e alimentação, a empregados urbanos e rurais, implica o pagamento, de natureza indenizatória, apenas do período suprimido, com acréscimo de 50% (cinquenta por cento) sobre o valor da remuneração da hora normal de trabalho. Gabarito (A) 46. CESPE/TRT-7 – Analista Judiciário – Área Administrativa - 2017 A respeito dos períodos de descanso, assinale a opção correta. Antonio Daud Aula 05 TRT 7ª Região (Analista Judiciário - Área Administrativa) Direito do Trabalho - 2023 (Pré-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br https://t.me/kakashi_copiador 160 203 A) Intervalos de descanso serão computados na duração do trabalho. B) Entre duas jornadas de trabalho deverá existir um repouso de, no mínimo, oito horas. C) O descanso semanal remunerado deverá ser concedido necessariamente aos domingos. D) Um trabalhador que tenha jornada de sete horas contínuas terá direito a um intervalo para repouso ou alimentação de, no mínimo, uma hora. Comentários: Reparem que, regra geral, os intervalos de descanso não são computados na duração do trabalho: CLT, art. 71, § 2º - Os intervalos de descanso não serão computados na duração do trabalho. O intervalo interjornada, que é o espaço de tempo entre duas jornadas de trabalho, não pode ser menor que 11 (onze) horas: CLT, art. 66 - Entre 2 (duas) jornadas de trabalho haverá um período mínimo de 11 (onze) horas consecutivas para descanso. Em relação à letra (C), incorreta, pois o Repouso semanal remunerado ocorre preferencialmente aos domingos (não obrigatoriamente): CF/88, art. 7º, XV - repouso semanal remunerado, preferencialmente aos domingos; Por fim, quanto à letra (D), correta, pois temos 3 situações básicas em relação ao intervalo intrajornada e à duração do trabalho: Jornada Intervalo intrajornada Igual ou inferior a 04 horas Não há obrigatoriedade de concessão de intervalo intrajornada Maior que 04 horas e igual ou inferior a 06 horas Intervalo de 15 minutos Superior a 06 horas Intervalo de 1 a 2 horas Se a questão houvesse mencionado alguma informação sobre redução do intervalo por meio de ACT/CCT (o que não foi o caso), teríamos que nos lembrar da possibilidade de redução para até 30 minutos: Antonio Daud Aula 05 TRT 7ª Região (Analista Judiciário - Área Administrativa) Direito do Trabalho - 2023 (Pré-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br https://t.me/kakashi_copiador 161 203 CLT, art. 611-A, III – intervalo intrajornada, respeitado o limite mínimo de trinta minutos para jornadas superiores a seis horas; Gabarito (D) 47. FCC/TRT11 – Oficial de Justiça Avaliador – 2017 (adaptada) Considere as seguintes situações hipotéticas: Cleiton labora na farmácia XZC Ltda. possuindo jornada de trabalho de cinco horas diárias. Seu irmão Cledison labora na farmácia VBN Ltda. e possui jornada de trabalho de quatro horas diárias. Já Monique, tia dos irmãos, trabalha no supermercado ZWQ Ltda. e possui jornada de trabalho de 7 horas diárias. Nestes casos, de acordo com a Consolidação das Leis do Trabalho, no tocante ao intervalo intrajornada, (A) Cleiton e Cledison não terão direito ao intervalo e Monique terá direito a uma hora de intervalo. (B) Cleiton e Cledison terão direito a quinze minutos de intervalo e Monique terá direito a uma hora de intervalo. (C) Cleiton e Cledison terão direito a quinze minutos de intervalo e Monique terá direito a trinta minutos de intervalo. (D) todos terão direito a quinze minutos de intervalo. (E) Cleiton terá direito a quinze minutos de intervalo, Cledison não terá direito ao intervalo e Monique terá direito a uma hora de intervalo, já que não há negociação coletiva reduzindo tal limite. Comentários: De acordo com o art. 71, caput e §1º, da CLT, podemos chegar no seguinte quadro: Empregado Jornada Intervalo intrajornada Cledison Igual ou inferior a 04 horas Não há obrigatoriedade de concessão de intervalo intrajornada Cleiton Maior que 04 horas e igual ou inferior a 06 horas Intervalo de 15 minutos Monique Superior a 06 horas Intervalo de 1 a 2 horas Em relação à Monique, note que, para não deixar dúvidas, a questão (adaptada) mencionou que seu intervalo mínimo não fora objeto de negociação coletiva. Gabarito (E) Antonio Daud Aula 05 TRT 7ª Região (Analista Judiciário - Área Administrativa) Direito do Trabalho - 2023 (Pré-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br https://t.me/kakashi_copiador 162 203 48. FCC/TRT23 – Técnico Judiciário – Área Administrativa – 2016 (adaptada) No tocante ao intervalo para repouso e alimentação, considere: I. A não-concessão ou a concessão parcial do intervalo intrajornada mínimo, para repouso e alimentação, a empregados urbanos e rurais, implica o pagamento apenas do período suprimido, com acréscimo de, no mínimo, 50% sobre o valor da remuneração da hora normal de trabalho, sem prejuízo do cômputo da efetiva jornada de labor para efeito de remuneração. II. É válida cláusula de acordo ou convenção coletiva de trabalho contemplando a redução do intervalo intrajornada, desde que respeitado o patamar mínimo. III. Ultrapassada habitualmente a jornada de seis horas de trabalho, é devido o gozo do intervalo intrajornada mínimo de uma hora, obrigando o empregador a remunerar o período para descanso e alimentação não usufruídos como extra, acrescido do respectivo adicional na forma legal. Está correto o que consta APENAS em (A) I e II. (B) I. (C) I, II e III. (D) II e III. (E) I e III. Comentários: A assertiva I está correta, de acordo com as regras celetistas após a reforma trabalhista: CLT, art. 71, § 4º - A não concessão ou a concessão parcial do intervalo intrajornada mínimo, para repouso e alimentação, a empregados urbanos e rurais, implica o pagamento, de natureza indenizatória, apenas do período suprimido, com acréscimo de 50% (cinquenta por cento) sobre o valor da remuneração da hora normal de trabalho. A assertiva II, igualmente correta, já que tal cláusula é válida, nos termos do art. 611-A da CLT: CLT, art. 611-A. A convenção coletiva e o acordo coletivo de trabalho têm prevalência sobre a lei quando, entre outros, dispuserem sobre: (..) III – intervalo intrajornada, respeitado o limite mínimo de trinta minutos para jornadas superiores a seis horas; Antonio Daud Aula 05 TRT 7ª Região (Analista Judiciário - Área Administrativa) Direito do Trabalho - 2023 (Pré-Edital) www.estrategiaconcursos.com.brhttps://t.me/kakashi_copiador 163 203 A assertiva III está de acordo com a Súmula 437. Gabarito (C) 49. FCC/TRT9 – Técnico Judiciário – Área Administrativa - 2015 São exemplos de intervalos NÃO remunerados (A) o de uma hora para alimentação e descanso para jornadas acima de seis horas e de dez minutos a cada período de noventa minutos trabalhados nos serviços de mecanografia. (B) o de quinze minutos para alimentação e descanso nas jornadas de trabalho de quatro a seis horas, e o período mínimo de onze horas entre uma jornada e outra para os trabalhadores que se incluem na regra geral, prestando serviços em oito horas diárias ou quarenta e quatro horas semanais de trabalho. (C) os dois descansos diários de trinta minutos cada para a mulher amamentar seu filho até que complete seis meses, e o de duas horas para alimentação e descanso nas jornadas de trabalho acima de seis horas. (D) o descanso semanal remunerado e o descanso de vinte minutos para quem trabalha no interior de câmaras frigoríficas, a cada uma hora e quarenta minutos de labor. (E) o descanso semanal remunerado e a pausa de quinze minutos para os trabalhadores em minas de subsolo, a cada três horas trabalhadas. Comentários: Somente a alternativa B apresenta dois casos de intervalos não remunerados, conforme tabela abaixo: Alternativa Intervalo Remunerado? Fundamento A uma hora para alimentação e descanso para jornadas acima de seis horas Não CLT, art. 71 dez minutos a cada período de noventa minutos trabalhados nos serviços de mecanografia Remunerado CLT, art. 72 B quinze minutos para alimentação e descanso nas jornadas de trabalho de quatro a seis horas Não CLT, art. 71, §1º período mínimo de onze horas entre uma jornada e outra para os trabalhadores que se incluem na regra geral, prestando serviços em oito horas diárias ou quarenta e quatro horas semanais de trabalho Não CLT, art. 66 Antonio Daud Aula 05 TRT 7ª Região (Analista Judiciário - Área Administrativa) Direito do Trabalho - 2023 (Pré-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br https://t.me/kakashi_copiador 164 203 Gabarito (B) 50. FCC/TRT3 – Técnico Judiciário – Área Administrativa - 2015 Considerando que um empregado trabalhe sob o regime normal de jornada de trabalho de 8 horas diárias e 44 horas semanais, com 1 hora de intervalo para refeição, tendo ele laborado das 13 h até às 22 h de sábado, o primeiro horário em que ele deverá retornar ao local de trabalho será às (A) 6 h da manhã de domingo. (B) 10 h da manhã de segunda-feira. (C) 7 h da manhã de domingo. (D) 8 h da manhã de segunda-feira. (E) 9 h da manhã de segunda-feira. Comentários: A questão trata do intervalo interjornadas e do repouso semanal remunerado. Como sabemos, o descanso semanal remunerado é de 24 horas consecutivas e o intervalo entre duas jornadas de trabalho (chamado de intervalo interjornadas) é de no mínimo 11 (onze) horas. Assim, do término da jornada de sábado até o início da próxima jornada que sucede o descanso semanal deve haver 35 horas de intervalo (24 + 11). C dois descansos diários de trinta minutos cada para a mulher amamentar seu filho até que complete seis meses Remunerado CLT, art. 396 duas horas para alimentação e descanso nas jornadas de trabalho acima de seis horas Não CLT, art. 71 D descanso semanal remunerado Remunerado CF, art. 7º, XV descanso de vinte minutos para quem trabalha no interior de câmaras frigoríficas, a cada uma hora e quarenta minutos de labor Remunerado CLT, art. 253 E descanso semanal remunerado Remunerado CF, art. 7º, XV pausa de quinze minutos para os trabalhadores em minas de subsolo, a cada três horas trabalhadas Remunerado CLT, art. 298 Antonio Daud Aula 05 TRT 7ª Região (Analista Judiciário - Área Administrativa) Direito do Trabalho - 2023 (Pré-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br https://t.me/kakashi_copiador 165 203 Sendo assim, deve haver um intervalo de 35 horas (24h + 11h) durante a semana, conjugando-se o DSR e o intervalo interjornadas. No caso, teríamos: Jornada encerrada às 22h00min de sábado Intervalo interjornadas de 11 horas DSR Início da jornada às 09h00min de segunda-feira Gabarito (E) 51. FCC/TRT3 – Analista Judiciário – Área Judiciária – 2015 (adaptada) Uma empresa, através de acordo coletivo celebrado com o Sindicato, reduziu o intervalo intrajornada para refeição e descanso de seus empregados para 40 minutos. Em relação a esta situação, (A) a norma coletiva estabeleceu condições que não implicam ofensa à saúde, à segurança e à dignidade do trabalhador, e no caso concreto, o negociado deve ser preservado, pois ele não colide com normas fundamentais e indisponíveis. (B) a redução do intervalo somente teria validade se prevista em convenção coletiva de trabalho, valendo para toda a categoria e não apenas para uma parcela dos trabalhadores. (C) a redução é inválida, porque o intervalo constitui medida de higiene, saúde e segurança do trabalho, garantido por norma de ordem pública. Comentários: As alternativas da questão cobram as regras dos arts. 611-A e 611-B da CLT: CLT, art. 611-A. A convenção coletiva e o acordo coletivo de trabalho têm prevalência sobre a lei quando, entre outros, dispuserem sobre: (..) III – intervalo intrajornada, respeitado o limite mínimo de trinta minutos para jornadas superiores a seis horas; CLT, art. 611-B, parágrafo único. Regras sobre duração do trabalho e intervalos não são consideradas como normas de saúde, higiene e segurança do trabalho para os fins do disposto neste artigo. Gabarito (A) 52. FCC/TRT2 – Técnico Judiciário – Área Administrativa - 2014 Antonio Daud Aula 05 TRT 7ª Região (Analista Judiciário - Área Administrativa) Direito do Trabalho - 2023 (Pré-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br https://t.me/kakashi_copiador 166 203 Ariadne, contratada pela empresa Gráfica Luz Ltda., para trabalhar no cargo de auxiliar de serviços gerais, de segunda a sexta-feira, das 8 às 12 horas. Com relação ao intervalo para repouso e alimentação, de acordo com as regras da CLT, Ariadne (A) terá direito a 30 minutos de intervalo. (B) terá direito a 20 minutos de intervalo. (C) terá direito a 15 minutos de intervalo. (D) não terá direito ao intervalo. (E) terá direito a 1 hora de intervalo. Comentários: Novamente a Banca exigiu que o candidato conhecesse a literalidade dos dispositivos da CLT que versam sobre jornada e repouso intrajornada. No seu art. 71, § 1º, o legislador dispõe que: Não excedendo de 6 (seis) horas o trabalho, será, entretanto, obrigatório um intervalo de 15 (quinze) minutos quando a duração ultrapassar 4 (quatro) horas. Gabarito (D) 53. FCC/TRT2 – Analista Judiciário – Área Administrativa – 2014 (adaptada) Em relação ao intervalo para repouso e alimentação, é correto afirmar: (A) O empregado que cumpre diariamente jornada extraordinária tem direito a um acréscimo de 15 minutos no seu intervalo. (B) Em geral, o intervalo para empregado que cumpre jornada entre 6 e 8 horas diárias é de uma hora. (C) A não concessão do intervalo pelo empregador, gera ao mesmo a obrigação de pagar o respectivo período com um acréscimo de no mínimo 20% sobre o valor correspondente. (D) O cumprimento pelo empregado de jornada de trabalho de 4 horas diárias assegura ao mesmo o direito a um intervalo de 15 minutos. (E) Esse intervalo não é computado na duração do trabalho. Comentários: Esta questão, por sua vez, além de exigir o conhecimento sobre a tabela que consolida as regras sobre intervalo intrajornada, cobrou dos candidatos outros dois parágrafos do mesmo artigo 71 da CLT. Vejamos: Antonio Daud Aula 05 TRT 7ª Região (Analista Judiciário - Área Administrativa) Direito do Trabalho - 2023 (Pré-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br https://t.me/kakashi_copiador 167 203 CLT, art. 71, § 2º - Os intervalos de descansonão serão computados na duração do trabalho. CLT, art. 71, § 4º - A não concessão ou a concessão parcial do intervalo intrajornada mínimo, para repouso e alimentação, a empregados urbanos e rurais, implica o pagamento, de natureza indenizatória, apenas do período suprimido, com acréscimo de 50% (cinquenta por cento) sobre o valor da remuneração da hora normal de trabalho. Portanto: a) intervalo não concedido será pago com acréscimo mínimo de 50%; b) intervalo de descanso não é computado na duração do trabalho. Gabarito (E) 54. FCC/TRT15 – Técnico Judiciário – Área Administrativa - 2013 Emílio é empregado da empresa “BFG Ltda”, atuante no ramo de logística, reconhecida no mercado pela eficiência de seu trabalho por 24 horas ininterruptas. Emílio exerce a função de estoquista e trabalha 4 horas diárias. Neste caso, de acordo com a Consolidação das Leis do Trabalho, Emílio (A) terá direito a 30 minutos de intervalo intrajornada. (B) terá direito a 15 minutos de intervalo intrajornada. (C) não terá direito ao intervalo intrajornada. (D) terá direito a uma hora de intervalo intrajornada, ou seja, o intervalo mínimo legal. (E) só terá direito ao intervalo intrajornada se exercer suas funções em horário noturno. Comentários: A questão tenta misturar os conceitos de turno ininterrupto de revezamento com intervalo intrajornada. Primeiramente, para caracterização do turno ininterrupto de revezamento, é imprescindível que haja significativa alternância de horários de trabalho do empregado compreendendo dia e noite. O fato de a empresa funcionar de maneira ininterrupta é irrelevante para se aferir se há ou não turnos ininterruptos. Nesse sentido, caso o empregado laborasse em turno fixo (somente de manhã, somente de tarde ou somente de noite, sem alternância), não seria o caso de aplicabilidade das regras atinentes ao turno ininterrupto de revezamento (TIR). Antonio Daud Aula 05 TRT 7ª Região (Analista Judiciário - Área Administrativa) Direito do Trabalho - 2023 (Pré-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br https://t.me/kakashi_copiador 168 203 Feita esta ressalva, vamos analisar o intervalo intrajornada a que Emílio faz jus, com base em sua jornada diária (4 horas). Do art. 71 da CLT, sabemos que, sendo de exatas 04 horas diárias, o empregado não faz jus a qualquer intervalo intrajornada. Gabarito (C) 55. FCC/TRT1 – Analista Judiciário – Área Execução de Mandados - 2013 No que se refere aos períodos de repouso assegurados ao empregado por lei, é INCORRETO afirmar: (A) O descanso semanal remunerado terá duração de vinte e quatro horas consecutivas e será concedido aos domingos. (B) O trabalho em domingo, seja total ou parcial, será sempre subordinado à permissão prévia da autoridade competente em matéria de trabalho. (C) Entre duas jornadas de trabalho haverá um período mínimo de descanso de onze horas consecutivas. (D) Não excedendo de seis horas o trabalho, será obrigatório um intervalo de quinze minutos quando a duração ultrapassar quatro horas. (E) O descanso semanal remunerado, preferencialmente aos domingos, é direito dos empregados urbanos, rurais e domésticos. Comentários: A letra (A) está incorreta, pois a coincidência do DSR com o domingo é preferencial, e não obrigatória: CLT, art. 67 - Será assegurado a todo empregado um descanso semanal de 24 (vinte e quatro) horas consecutivas, o qual, salvo motivo de conveniência pública ou necessidade imperiosa do serviço, deverá coincidir com o domingo, no todo ou em parte. É de se notar que a Lei 605/49 também regulamenta os descansos semanais, estipulando que Lei 605/49, art. 1º Todo empregado tem direito ao repouso semanal remunerado de vinte e quatro horas consecutivas, preferentemente aos domingos e, nos limites das exigências técnicas das empresas, nos feriados civis e religiosos, de acordo com a tradição local. A alternativa (B) menciona disposição celetista que exige autorização para o trabalho aos domingos: Antonio Daud Aula 05 TRT 7ª Região (Analista Judiciário - Área Administrativa) Direito do Trabalho - 2023 (Pré-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br https://t.me/kakashi_copiador 169 203 CLT, art. 68 - O trabalho em domingo, seja total ou parcial, na forma do art. 67, será sempre subordinado à permissão prévia da autoridade competente em matéria de trabalho. Na alternativa (C) a banca reproduziu a regra sobre o intervalo interjornadas: CLT, art. 66 - Entre 2 (duas) jornadas de trabalho haverá um período mínimo de 11 (onze) horas consecutivas para descanso. Já a alternativa (D) menciona uma das regras constantes do artigo 71 da CLT, sobre intervalo intrajornada. Na alternativa (E), também correta, enfatiza-se que o direito ao DSR pertence aos empregados urbanos, rurais e domésticos: CF/88, art. 7º São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros que visem à melhoria de sua condição social: (...) XV - repouso semanal remunerado, preferencialmente aos domingos; (...) Parágrafo único. São assegurados à categoria dos trabalhadores domésticos os direitos previstos nos incisos IV, VI, VIII, XV, XVII, XVIII, XIX, XXI e XXIV, bem como a sua integração à previdência social. Gabarito (A) 56. FCC/TRT1 – Técnico Judiciário – Área Administrativa – 2013 (adaptada) Em regra, a duração do intervalo para repouso e alimentação é de, no mínimo, (A) uma hora e no máximo duas horas, para jornadas de trabalho superiores a seis horas. (B) uma hora e no máximo duas horas, para jornadas de trabalho superiores a quatro horas e até seis horas. (C) quinze minutos e no máximo uma hora, para jornadas de trabalho superiores a quatro horas e até seis horas. (D) quinze minutos para jornadas de até quatro horas. (E) uma hora, para qualquer jornada de trabalho. Antonio Daud Aula 05 TRT 7ª Região (Analista Judiciário - Área Administrativa) Direito do Trabalho - 2023 (Pré-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br https://t.me/kakashi_copiador 170 203 Comentários: A letra (A) nos traz corretamente a regra geral do intervalo intrajornada, como pede a questão: CLT, art. 71 - Em qualquer trabalho contínuo, cuja duração exceda de 6 (seis) horas, é obrigatória a concessão de um intervalo para repouso ou alimentação, o qual será, no mínimo, de 1 (uma) hora e, salvo acordo escrito ou contrato coletivo em contrário, não poderá exceder de 2 (duas) horas. § 1º - Não excedendo de 6 (seis) horas o trabalho, será, entretanto, obrigatório um intervalo de 15 (quinze) minutos quando a duração ultrapassar 4 (quatro) horas. Gabarito (A) 57. FCC/TRT9 – Técnico Judiciário – Área Administrativa - 2013 De acordo com previsão constitucional, o descanso semanal remunerado deve ser concedido (A) preferencialmente aos domingos, salvo em semana em que o domingo coincida com feriado. (B) alternativamente aos sábados e aos domingos. (C) exclusivamente aos domingos. (D) preferencialmente aos domingos. (E) preferencialmente aos sábados. Comentários: O repouso semanal remunerado (RSR), também conhecido como descanso semanal remunerado (DSR), é previsto na CF (art. 7º, XV) e normatizado pela Lei 605/49, segundo a qual “Todo empregado tem direito ao repouso semanal remunerado de vinte e quatro horas consecutivas”. Gabarito (D) 58. FCC/TRT15 – Analista Judiciário – Área Administrativa - 2013 O cemitério particular PAZ ETERNA, em razão dos horários de enterros e velórios, possui diversos empregados tendo celebrado com cada empregado acordo escrito para aumentar o intervalo para repouso e alimentação de uma hora para uma hora e quarenta e cinco minutos. Neste caso, os referidos acordos são (A) inválidos porque o intervalo intrajornada somente poderá ser estendido mediante Convenção Coletiva de Trabalho. (B) válidos porque respeitam a Consolidação das Leis do Trabalho. Antonio Daud Aula 05 TRT 7ª Região (Analista Judiciário - Área Administrativa) Direito do Trabalho - 2023(Pré-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br https://t.me/kakashi_copiador 171 203 (C) inválidos porque o intervalo intrajornada somente poderá ser estendido por trinta minutos. (D) inválidos porque o intervalo intrajornada somente poderá ser estendido por quinze minutos. (E) inválidos porque a Consolidação das Leis do Trabalho e a Constituição Federal vedam, em qualquer hipótese, o aumento do intervalo intrajornada para prevenção da saúde do trabalhador. Comentários: Nos termos do art. 71, caput, parte final, acordo ou convenção coletiva, ou até mesmo acordo individual escrito, podem ampliar o intervalo intrajornada para jornadas superiores a seis horas diárias: CLT, art. 71 - Em qualquer trabalho contínuo, cuja duração exceda de 6 (seis) horas, é obrigatória a concessão de um intervalo para repouso ou alimentação, o qual será, no mínimo, de 1 (uma) hora e, salvo acordo escrito ou contrato coletivo em contrário, não poderá exceder de 2 (duas) horas. Portanto, a CLT permite que as partes de um contrato de trabalho estipulem intervalo intrajornada superior a duas horas, desde que o façam por escrito. Além disso, por força da reforma trabalhista, seria lícita a redução por meio de negociação coletiva (limitada a 30 minutos). Gabarito (B) 59. FCC/TRT24 – Analista Judiciário – Área Administrativa – 2011 (adaptada) Mirto, empregado da empresa “Mais Ltda”, possui jornada diária de trabalho de oito horas, com quarenta e cinco minutos de intervalo para descanso e alimentação. Considerando que a redução do horário para descanso e alimentação consta em cláusula de Convenção Coletiva de Trabalho, esta redução é (A) legal, desde que a mencionada Convenção Coletiva de Trabalho tenha cláusula expressa de proibição de renovação. (B) legal, uma vez que a Consolidação das Leis do Trabalho permite a redução do intervalo intrajornada por meio de norma coletiva. (C) legal, desde que a mencionada Convenção Coletiva de Trabalho tenha vigor pelo prazo máximo de um ano. (D) ilegal, tendo em vista que norma coletiva não poderá reduzir o intervalo intrajornada. (E) legal, desde que a mencionada Convenção Coletiva de Trabalho tenha vigor pelo prazo máximo de seis meses. Antonio Daud Aula 05 TRT 7ª Região (Analista Judiciário - Área Administrativa) Direito do Trabalho - 2023 (Pré-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br https://t.me/kakashi_copiador 172 203 Comentários: Negociação coletiva pode dispor a respeito de intervalos intrajornada, desde que respeitado o limite mínimo (30 minutos): CLT, art. 611-A. A convenção coletiva e o acordo coletivo de trabalho têm prevalência sobre a lei quando, entre outros, dispuserem sobre: (..) III – intervalo intrajornada, respeitado o limite mínimo de trinta minutos para jornadas superiores a seis horas; Gabarito (B) 60. FCC/TRT14 – Técnico Judiciário – Área Administrativa - 2011 É obrigatória a concessão de um intervalo de 15 minutos para descanso ou alimentação quando o trabalho contínuo ultrapassar (A) quatro horas e não exceder seis horas. (B) quatro horas e não exceder oito horas. (C) seis horas e não exceder oito horas. (D) duas horas e não exceder quatro horas. (E) duas horas e não exceder seis horas. Comentários: De acordo com o art. 71, parágrafo único, da CLT, temos o seguinte: CLT, art. 71, § 1º - Não excedendo de 6 (seis) horas o trabalho, será, entretanto, obrigatório um intervalo de 15 (quinze) minutos quando a duração ultrapassar 4 (quatro) horas. Gabarito (A) 61. FCC/TRT23 – Técnico Judiciário – Área Administrativa - 2011 Não excedendo de seis horas o trabalho, será, entretanto, obrigatório um intervalo de quinze minutos quando a duração ultrapassar quatro horas. Comentários: Antonio Daud Aula 05 TRT 7ª Região (Analista Judiciário - Área Administrativa) Direito do Trabalho - 2023 (Pré-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br https://t.me/kakashi_copiador 173 203 Questão sem grandes dificuldades, conforme comentários anteriores. Gabarito (C) 62. FCC/TRT23 – Técnico Judiciário – Área Administrativa - 2011 Entre duas jornadas de trabalho haverá um período mínimo de onze horas consecutivas para descanso. Comentários: Nos termos da previsão legal do intervalo interjornadas: CLT, art. 66 - Entre 2 (duas) jornadas de trabalho haverá um período mínimo de 11 (onze) horas consecutivas para descanso. Gabarito (C) 63. FCC/TRT24 – Técnico Judiciário – Área Administrativa - 2011 Mario, professor da universidade X, leciona no período matutino e noturno de segunda-feira a sexta-feira. Assim, ministra aulas das 7:40 às 13:00 horas e das 18:00 às 23:30 horas. Neste caso, a legislação trabalhista, especificamente a Consolidação das Leis do Trabalho, (A) não está sendo respeitada, tendo em vista que não há um período mínimo de 11 horas consecutivas para descanso entre as jornadas de trabalho. (B) está sendo respeitada, tendo em vista que Mario não leciona no final de semana, não sendo a Universidade obrigada a conceder descanso entre as jornadas de trabalho. (C) não está sendo respeitada, tendo em vista que não há um período mínimo de 10 horas consecutivas para descanso entre as jornadas de trabalho. (D) não está sendo respeitada, tendo em vista que não há um período mínimo de 9 horas consecutivas para descanso entre as jornadas de trabalho. (E) não está sendo respeitada, tendo em vista que não há um período mínimo de 15 horas consecutivas para descanso entre as jornadas de trabalho. Comentários: O intervalo interjornadas está sendo descumprido: CLT, art. 66 - Entre 2 (duas) jornadas de trabalho haverá um período mínimo de 11 (onze) horas consecutivas para descanso. Antonio Daud Aula 05 TRT 7ª Região (Analista Judiciário - Área Administrativa) Direito do Trabalho - 2023 (Pré-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br https://t.me/kakashi_copiador 174 203 Como a jornada termina às 23h30min, no dia seguinte o professor Mário somente poderia iniciar sua jornada após 10h30min. Gabarito (A) 64. FCC/TRT18 – Analista Judiciário – Área Execução de Mandados - 2008 Maria, Joana e Diana são empregadas da empresa ÁGUA, atuando as três na função de auxiliar administrativo. Maria possui jornada de trabalho diária de seis horas; Joana possui a jornada de trabalho diária de cinco horas e Diana possui jornada de trabalho diária de quatro horas. Neste caso, de acordo com a Consolidação das Leis do Trabalho, será obrigatório um intervalo intrajornada de quinze minutos para (A) Diana, apenas. (B) Maria, Joana e Diana, igualmente. (C) Joana e Diana. (D) Maria, apenas. (E) Maria e Joana. Comentários: A questão explorou a regra constante do §1º do artigo 71 da CLT: CLT, art. 71 - Em qualquer trabalho contínuo, cuja duração exceda de 6 (seis) horas, é obrigatória a concessão de um intervalo para repouso ou alimentação, o qual será, no mínimo, de 1 (uma) hora e, salvo acordo escrito ou contrato coletivo em contrário, não poderá exceder de 2 (duas) horas. § 1º - Não excedendo de 6 (seis) horas o trabalho, será, entretanto, obrigatório um intervalo de 15 (quinze) minutos quando a duração ultrapassar 4 (quatro) horas. Gabarito (E) Antonio Daud Aula 05 TRT 7ª Região (Analista Judiciário - Área Administrativa) Direito do Trabalho - 2023 (Pré-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br https://t.me/kakashi_copiador 175 203 LISTA DE QUESTÕES 1. FCC - 2022 - TRT-ES – Analista Judiciário Virgílio celebrou acordo individual com seu empregador para o estabelecimento de banco de horas. Consta em referido acordo que as horas extras não pagas serão compensadas em até 9 meses. De acordo com o que prevê a legislação trabalhista, este acordo é (A) inválido, apenas quanto ao prazo que pela lei não deve superar 3 meses para compensação, quando acordada individualmente. (B) inválido, apenas por não ter sido acordado em nível coletivo. (C) válido, eis que a lei permite negociaçãoindividual, e o prazo de compensação está inferior aos 12 meses previstos na CLT. (D) inválido, apenas pela extrapolação do prazo máximo de 6 meses para compensação previsto na CLT. (E) válido, eis que a lei permite negociação individual, cabendo às partes estabelecer livremente o prazo para compensação, não havendo limitador legal. 2. FCC - 2022 - TRT-BA – Analista Judiciário Vênus é empregada na Clínica Veterinária Bicho Papão e, pela natureza da sua atividade, com frequência costuma trabalhar por diversos dias consecutivos sem repousar. Conforme orienta a jurisprudência dominante do Tribunal Superior do Trabalho, Vênus terá direito a pagamento (A) com 50% de acréscimo do repouso semanal remunerado desde que este seja concedido após 6 dias consecutivos de trabalho. (B) em dobro do repouso semanal remunerado desde que este seja concedido após 6 dias consecutivos de trabalho. (C) em triplo do repouso semanal remunerado desde que este seja concedido após 7 dias consecutivos de trabalho. (D) simples do repouso semanal remunerado desde que este seja concedido após 7 dias consecutivos de trabalho. (E) em dobro do repouso semanal remunerado desde que este seja concedido após 7 dias consecutivos de trabalho. Antonio Daud Aula 05 TRT 7ª Região (Analista Judiciário - Área Administrativa) Direito do Trabalho - 2023 (Pré-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br https://t.me/kakashi_copiador 176 203 3. FCC - 2022 - TRT-BA – Analista Judiciário Considere as assertivas abaixo a respeito do regime de trabalho em tempo parcial. I. por ser uma jornada especial, o regime de trabalho a tempo parcial é incompatível com a prorrogação de jornada. II. a jornada máxima do empregado em regime de trabalho a tempo parcial será de 30 horas semanais, sem a possibilidade de horas suplementares semanais, ou de 26 horas semanais, com a possibilidade de até seis horas suplementares semanais. III. na hipótese de o empregado sob regime de trabalho a tempo parcial realizar horas suplementares, estas poderão ser compensadas no prazo máximo de 30 dias. IV. poderá o empregado sob regime de trabalho a tempo parcial converter até 1/3 das suas férias em abono pecuniário, mediante concordância do empregador. Com base na Consolidação das Leis do Trabalho, está correto o que se afirma APENAS em (A) III e IV. (B) I. (C) II, III e IV. (D) I e III. (E) II. 4. FCC - 2022 - TRT-PR - Analista Judiciário Maria é enfermeira e labora no centro cirúrgico do Hospital Vida Melhor, em escala de revezamento 12 × 36, das 19h00 às 07h00. Em razão do uso obrigatório de vestimenta privativa, Maria deve realizar a troca de roupa nas dependências do hospital e, apenas então, registrar o início da jornada de trabalho, no relógio de ponto localizado dentro do centro cirúrgico. A enfermeira leva cerca de 22 minutos diários para a troca de uniforme, no início e no final da jornada de trabalho. Diante dos fatos apresentados, o tempo gasto pela empregada (A) não é considerado tempo à disposição, já que não houve efetivo trabalho durante o período. (B) é considerado tempo à disposição do empregador pela obrigatoriedade da troca de roupa nas dependências da empresa e por extrapolar o limite de 10 minutos diários. Antonio Daud Aula 05 TRT 7ª Região (Analista Judiciário - Área Administrativa) Direito do Trabalho - 2023 (Pré-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br https://t.me/kakashi_copiador 177 203 (C) é considerado tempo à disposição do empregador porque extrapolou o limite de 20 minutos diários. (D) é considerado tempo à disposição do empregador, mas o período não será computado na jornada de trabalho em razão do direito a 36 horas de descanso. (E) não é considerado tempo à disposição porque a jornada 12 × 36 engloba o tempo gasto para eventual troca de roupa. 5. FCC - 2022 - TRT-PR - Técnico Administrativo A empresa Metalúrgica Metall S/A está sofrendo os efeitos da crise econômica, com oscilação no volume de produção e, em razão disso, pretende instituir regime de compensação de jornada na modalidade de banco de horas. O regime de compensação que a empresa pretende adotar será válido (A) se pactuado por acordo individual escrito, para a compensação no período máximo de seis meses. (B) se no acordo de banco de horas houver previsão de que, na hipótese de rescisão do contrato de trabalho sem que tenha havido a compensação integral da jornada de trabalho, as horas extras serão pagas com adicional de 100% sobre o valor da hora normal. (C) somente se for estabelecido por meio de negociação coletiva. (D) se estabelecido por acordo individual, tácito ou escrito, para a compensação no prazo de três meses. (E) se pactuado por acordo individual escrito, por acordo coletivo ou por convenção coletiva de trabalho, para a compensação no período máximo de um ano. 6. FCC - 2022 - TRT-PR - Técnico Administrativo Em relação ao regramento legal que cuida do intervalo intrajornada para repouso e alimentação, considere: I. Os intervalos para repouso e alimentação serão computados na jornada de trabalho. II. O limite mínimo de 1 hora para repouso e alimentação poderá ser reduzido por negociação entre empregado e empregador, desde que formalizado em acordo escrito. III. Para as jornadas de até 6 horas, o intervalo para repouso e alimentação será de 15 minutos. Antonio Daud Aula 05 TRT 7ª Região (Analista Judiciário - Área Administrativa) Direito do Trabalho - 2023 (Pré-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br https://t.me/kakashi_copiador 178 203 IV. A não concessão ou a concessão parcial do intervalo intrajornada mínimo, para repouso e alimentação, implica o pagamento, de natureza indenizatória, apenas do período suprimido, com acréscimo de 50% sobre o valor da hora normal de trabalho. Está correto o que se afirma APENAS em (A) I e III. (B) II. (C) IV. (D) I e II. (E) III e IV. 7. FCC - 2022 - TRT-PR - Oficial de Justiça Deonísio é eletricista e foi contratado por uma empresa de energia elétrica para trabalhar na manutenção das redes de transmissão de energia, cumprindo escala de doze horas de trabalho, seguidas por trinta e seis horas ininterruptas de descanso. Considerando essas condições de trabalho, (A) a escala de trabalho prevista somente será válida se constante em convenção coletiva ou acordo coletivo de trabalho. (B) a remuneração mensal pactuada pelas partes para o cumprimento desta escala de trabalho abrange os pagamentos devidos pelo descanso semanal remunerado e pelo descanso em feriados. (C) Deonísio tem direito ao adicional de periculosidade, no valor de 10%, 20% ou 40% do salário contratual, dependendo do grau de risco a que estará submetido na manutenção das redes de transmissão de energia. (D) Deonísio tem direito ao adicional noturno, no valor de 30% sobre a hora diurna de trabalho, incidente em relação ao trabalho realizado entre 22 horas de um dia até às 5 horas do dia seguinte. (E) a hora noturna será computada como 52 minutos e 30 segundos, sendo considerado noturno o trabalho realizado a partir das 21 horas e até às 5 horas do dia seguinte. 8. FCC - 2022 - TRT-RS - Analista Judiciário Por força da natureza da sua prestação de serviços de vigilante, Ganimedes trabalha uniformizado. Nessa hipótese, de acordo com o que prevê a Consolidação das Leis do Trabalho, o tempo despendido pelo empregado para a troca de uniforme Antonio Daud Aula 05 TRT 7ª Região (Analista Judiciário - Área Administrativa) Direito do Trabalho - 2023 (Pré-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br https://t.me/kakashi_copiador 179 203 (A) sempre será computado na jornada de trabalho, desde que excedente de 10 minutos diários. (B) apenas será computado na jornada de trabalho se houver a determinação da empresa que a troca se realize em suas dependências, sendo jornada extraordinária o que ultrapassar 5 minutos. (C) nunca será computado na jornada de trabalho. (D) apenas serácomputado na jornada de trabalho se houver a determinação da empresa que a troca se realize em suas dependências, sendo jornada extraordinária o que ultrapassar 15 minutos. (E) sempre será computado na jornada de trabalho, desde que excedente de 15 minutos diários. 9. FCC - 2022 - TRT-RS - Analista Judiciário Sinfrônio é empregado da Panificadora Pão Nosso de Cada Dia e presta horas extras com habitualidade. A sua empregadora pretende criar instrumento de Banco de Horas para ter possibilidade de compensação de horas dos empregados para concessão de descanso em períodos de menor movimento na Panificadora. Nessa hipótese, conforme previsão da Consolidação das Leis do Trabalho, a empresa (A) deverá obrigatoriamente celebrar acordo coletivo com o sindicato para estabelecer banco de horas, desde que a compensação ocorra no período máximo de 18 meses. (B) deverá necessariamente celebrar acordo com todos os empregados em conjunto, com assistência do sindicato, para estabelecer banco de horas, desde que a compensação ocorra no período máximo de 6 meses. (C) deverá obrigatoriamente celebrar acordo coletivo com o sindicato para estabelecer banco de horas, desde que a compensação ocorra no período máximo de 12 meses. (D) poderá pactuar individualmente com Sinfrônio o banco de horas, desde que a compensação ocorra no período máximo de 6 meses. (E) poderá pactuar individualmente com Sinfrônio o banco de horas, desde que a compensação ocorra no período máximo de 12 meses. 10. FCC - 2022 - TRT-RS - Técnico Judiciário Aristóteles é empregado na empresa Sol Nascente Comércio de Placas Solares, desde 2019, que fica situada em local de difícil acesso e utiliza ônibus fornecido pelo seu empregador para ir e voltar do trabalho, dispendendo 2 horas para ir e 2 horas para voltar, por dia. Conforme previsão da Consolidação das Leis do Trabalho, Aristóteles (A) não deve receber horas extras nessa situação, por não se configurar tempo à disposição do empregador. (B) faz jus a 4 horas extras diárias com adicional de 50%. (C) deve receber 2 horas extras diárias, com adicional de 100% por se tratar de jornada in itinere. Antonio Daud Aula 05 TRT 7ª Região (Analista Judiciário - Área Administrativa) Direito do Trabalho - 2023 (Pré-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br https://t.me/kakashi_copiador 180 203 (D) é credor de 2 horas extras diárias, com adicional de 50%. (E) faz jus a 4 horas extras diárias com adicional de 100%, por se tratar de jornada in itinere. 11. FCC/TRT2 – Técnico Judiciário – Área Administrativa - 2018 Silvana, estudante de direito, está muito interessada nas modificações introduzidas na Consolidação das Leis do Trabalho através da Lei nº 13.467/2017, lendo diariamente todas as notícias de jornais e revistas para debatê-las com o seu pai, grande empresário do ramo alimentício. Assim, ela verificou importantes mudanças relativas ao tempo de deslocamento do empregado até o seu local de trabalho, afirmando ao seu pai que, após a mudança legislativa, o tempo despendido pelo empregado desde a sua residência até a efetiva ocupação do posto de trabalho e para o seu retorno, (A) por qualquer meio de transporte, inclusive o fornecido pelo empregador, será computado na jornada de trabalho, por ser considerado tempo à disposição do empregador, excetuando-se o tempo despendido caminhando. (B) caminhando ou por qualquer meio de transporte, exceto o fornecido pelo empregador, não será computado na jornada de trabalho, por não ser tempo à disposição do empregador. (C) caminhando ou por qualquer meio de transporte, inclusive o fornecido pelo empregador, será computado na jornada de trabalho, por ser considerado tempo à disposição do empregador. (D) caminhando ou por qualquer meio de transporte, inclusive o fornecido pelo empregador, não será computado na jornada de trabalho, por não ser tempo à disposição do empregador. (E) por qualquer meio de transporte, exceto o fornecido pelo empregador, será computado na jornada de trabalho, por ser considerado tempo à disposição do empregador, excetuando-se o tempo despendido caminhando. 12. FCC/TRT2 – Técnico Judiciário – Área Administrativa - 2018 Cândida, Felícia e Gilberto são empregados da empresa “AL”. Todos os dias, Cândida, Felícia e Gilberto chegam à empresa aproximadamente quinze minutos antes do início da jornada de trabalho. Durante esse período, Cândida alimenta-se com o seu café da manhã, Felícia estuda para o curso de alemão que está fazendo e Gilberto utiliza o tempo para colocar o uniforme, mesmo não sendo obrigatória a realização da troca na empresa, uma vez que não se sente confortável em usar o uniforme em seu trajeto. De acordo com a Consolidação das Leis do Trabalho, não se considera tempo à disposição do empregador, NÃO computando, portanto, como período extraordinário, o mencionado tempo gasto por (A) Cândida para alimentação e Gilberto para troca de roupa, apenas. (B) Cândida para alimentação e Felícia para estudo, apenas. (C) Cândida para alimentação, Felícia para estudo e Gilberto para troca de roupa. (D) Felícia para estudo e Gilberto para troca de roupa, apenas. Antonio Daud Aula 05 TRT 7ª Região (Analista Judiciário - Área Administrativa) Direito do Trabalho - 2023 (Pré-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br https://t.me/kakashi_copiador 181 203 (E) Felícia para estudo, apenas. 13. FCC/TRT-PE – Analista – Área Judiciária – 2018 Em relação ao trabalho noturno, (A) o direito ao adicional noturno não é assegurado ao vigia sujeito ao trabalho noturno, tendo em vista a regulamentação própria e a especificidade do serviço realizado que prevê que este é inerente ao horário de trabalho. (B) não se aplica a hora reduzida de 52 minutos e 30 segundos ao trabalho noturno dos empregados nas atividades de exploração, perfuração, produção e refinação do petróleo, industrialização do xisto, indústria petroquímica e transporte de petróleo e seus derivados, por meio de dutos, que é regulado por lei própria. (C) o adicional noturno pago com habitualidade incorpora-se ao salário do empregado, não podendo deixar de ser pago ainda que o empregado deixe de trabalhar no horário noturno, tratando-se de direito adquirido. (D) as gorjetas, cobradas pelo empregador na nota de serviço ou oferecidas espontaneamente pelos clientes, integram a remuneração do empregado, servindo de base de cálculo para o adicional noturno. (E) o empregado que trabalha em horários mistos, assim entendidos os que abrangem períodos diurnos e noturnos, não faz jus ao adicional noturno. 14. FCC/TRT-PE – Analista – Área Administrativa – 2018 No tocante ao trabalho noturno, considere: I. Joana é empregada urbana da Empresa SEG Ltda., prestando serviços de faxina em escritórios das 22h às 5h do dia seguinte. Neste caso, tem direito ao adicional noturno de 25% sobre a remuneração normal e hora noturna reduzida, equivalente a 52 minutos e trinta segundos. II. Ivete é empregada rural das Fazendas Leite Bom Ltda. e ordenha as vacas. Para ter direito ao adicional noturno, deve trabalhar entre 20h de um dia e 4h do dia seguinte, com adicional de 25% sobre a remuneração normal de trabalho, sem direito a hora noturna reduzida. III. Solange prestou serviços na Fábrica LWA Ltda. durante dez anos no período noturno, recebendo adicional noturno. Por motivo de escalonamento de pessoal, Solange concordou em ser transferida para o período diurno, razão pela qual perdeu o direito ao adicional noturno recebido habitualmente por tantos anos. Está correto o que se afirma em (A) I, apenas. (B) I, II e III. (C) I e III, apenas. (D) II, apenas. Antonio Daud Aula 05 TRT 7ª Região (Analista Judiciário - Área Administrativa) Direito do Trabalho - 2023 (Pré-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br https://t.me/kakashi_copiador 182 203 (E) II e III, apenas. 15. FCC/TRT-PE – Analista – Área Administrativa – 2018 Considere: I. O trabalho em regimede tempo parcial é considerado aquele cuja duração não exceda a trinta horas semanais, sem a possibilidade de horas suplementares semanais, ou aquele cuja duração não exceda a vinte e seis horas semanais, com a possibilidade de acréscimo de até seis horas suplementares. II. Quando o intervalo para repouso e alimentação não for concedido ou for concedido de forma parcial, implicará o pagamento, de natureza indenizatória, apenas do período suprimido, com acréscimo de 50% sobre o valor da remuneração da hora normal de trabalho. III. As dispensas imotivadas individuais, plúrimas ou coletivas, equiparam-se para todos os fins, não havendo necessidade de autorização prévia de entidade sindical ou de celebração de convenção coletiva ou acordo coletivo de trabalho para sua efetivação. Tendo em vista a Lei no 13.467/2017, que trouxe alterações à Consolidação das Leis do Trabalho, em relação às afirmativas acima é correto afirmar que a reforma trabalhista introduziu o que consta de: (A) I, apenas. (B) I e II, apenas. (C) I e III, apenas. (D) II e III, apenas. (E) I, II e III. 16. FCC/TST – Analista Judiciário–Área Judiciária - 2017 Vênus é empregada da empresa Raio de Luar Indústria e Comércio de Embalagens Ltda. que fornece condução para os 30 empregados irem e voltarem da fábrica, descontando do salário dos empregados a quantia de R$ 20,00 mensais, para custos operacionais. A rede de transporte público regular é insuficiente para atender à localidade onde está situada a empresa. Considerando a Lei no 13.467 de 2017, Vênus (A) faz jus às horas in itinere nos percursos de ida e volta, na medida em que o fornecimento de transporte pela empregadora é sempre causa ensejadora do direito em questão, ainda que haja cobrança parcial por parte do empregador. (B) não faz jus às horas in itinere nos percursos de ida e volta, na medida que, no percurso de ida e volta, não se considera à disposição do empregador, ainda que este forneça a condução. (C) não faz jus às horas in itinere nos percursos de ida e volta, na medida em que há desconto por parte do empregador da quantia de R$ 20,00 mensais, o que indica não ser o fornecimento gratuito, que é requisito essencial para a hipótese. Antonio Daud Aula 05 TRT 7ª Região (Analista Judiciário - Área Administrativa) Direito do Trabalho - 2023 (Pré-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br https://t.me/kakashi_copiador 183 203 (D) faz jus às horas in itinere nos percursos de ida e volta, na medida em que a insuficiência de transporte público regular equipara-se, para os efeitos pretendidos pela legislação, ao local de difícil acesso, ensejando a pertinência do direito em questão. (E) faz jus às horas in itinere nos percursos de ida e volta, na medida em que a insuficiência de transporte público regular equipara-se, para os efeitos pretendidos pela legislação, à ausência de transporte público regular, ensejando a pertinência do direito em questão. 17. FCC/TRT11 – Oficial de Justiça Avaliador – 2017 (adaptada) Ricardo é empregado da empresa Z exercendo as funções de jardineiro. Assim, quando termina a sua jornada de trabalho, se dirige ao vestiário para trocar o uniforme, sendo que, após a troca ele registra a sua saída no cartão de ponto. Neste caso, considerando que a troca de uniforme dentro da empresa não é obrigatória, de acordo com a redação atualizada da CLT (A) dez minutos, observado o limite máximo de vinte minutos diários, incluindo o tempo para troca de uniforme. (B) o tempo gasto na troca de uniforme não é computado como jornada, ainda que ultrapassados dez minutos diários. (C) dez minutos, observado o limite máximo de vinte minutos diários, excluindo o tempo para troca de uniforme. (D) três minutos, observado o limite máximo de seis minutos diários, excluindo o tempo para troca de uniforme. 18. FCC/TRT11 – Oficial de Justiça Avaliador – 2017 Maciel é empregado da empresa X Ltda e exerce seu labor no horário noturno. Todavia, todas as sextas-feiras e aos sábados Maciel estendeu seu labor até as 07:00 horas. Neste caso, de acordo com o entendimento Sumulado do TST, (A) não é devido o adicional noturno quanto às horas prorrogadas, uma vez que já efetuadas no horário diurno, ou seja, após 6h. (B) não é devido o adicional noturno quanto às horas prorrogadas, uma vez que já efetuadas no horário diurno, ou seja, após 5h. (C) é devido o adicional noturno quanto às horas prorrogadas, sendo que este adicional integrará o salário de Maciel para todos os efeitos legais. (D) é devido o adicional noturno apenas quanto a primeira hora prorrogada, sendo que este adicional integrará o salário de Maciel para os efeitos legais, exceto férias. (E) é devido o adicional noturno quanto às horas prorrogadas, sendo que este adicional integrará o salário de Maciel para os efeitos legais, exceto férias e décimo terceiro salário. 19. FCC/TRT23 – Técnico Judiciário – Área Administrativa – 2016 Estabelecida jornada superior a seis horas e limitada a oito horas por meio de regular negociação coletiva, os empregados submetidos a turnos ininterruptos de revezamento Antonio Daud Aula 05 TRT 7ª Região (Analista Judiciário - Área Administrativa) Direito do Trabalho - 2023 (Pré-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br https://t.me/kakashi_copiador 184 203 (A) têm direito ao pagamento da 7a e 8a horas como extras, sendo devido o referido adicional em sua integralidade. (B) não têm direito ao pagamento da 7a e 8a horas como extras. (C) têm direito ao pagamento apenas da 7a hora como extra. (D) têm direito ao pagamento apenas da 8a hora como extra. (E) têm direito ao pagamento da 7a e 8a horas como extras, sendo devido apenas 50% do referido adicional. 20. CESPE/TRT8 – Técnico Judiciário – Área Administrativa – 2016 (adaptada) Acerca da jornada de trabalho, assinale a opção correta. (A) é facultado ao empregador reduzir unilateralmente a jornada de trabalho. (B) Não se admite pagamento diferenciado de salário a empregados com a mesma função, e jornadas de trabalho distintas. (C) Mesmo que previsto em contrato, a jornada de trabalho do empregado privado não poderá exceder as oito horas diárias. (D) Mesmo que o empregador forneça a condução, o tempo de deslocamento até o local de trabalho não será contado como período de expediente. (E) São admitidas variações de até trinta minutos no registro de ponto, sem prejuízo ao salário e ao pagamento de horas extras, observado o limite diário de quarenta e cinco minutos. 21. FCC/TRT3 – Analista Judiciário – Avaliador Federal – 2015 (adaptada) Em relação à limitação da jornada de trabalho, (A) serão computadas como jornada extraordinária as variações de horário no registro de ponto não excedentes de cinco minutos, observado o limite máximo de dez minutos diários. (B) o tempo despendido pelo empregado até o local de trabalho e para o seu retorno, por qualquer meio de transporte, não será computado na jornada de trabalho. (C) em face do princípio da igualdade, não há distinção entre os funcionários que exercem função operacional e os funcionários que exercem função de gestão (chefes de departamento ou filial), no que se refere ao direito ao recebimento de horas extraordinárias. (D) a duração normal do trabalho poderá ser acrescida de horas suplementares, em número não excedente de duas horas diárias, desde que haja previsão em convenção ou acordo coletivo de trabalho. 22. FCC/TRT4 – Analista Judiciário – Avaliador Federal – 2015 (adaptada) Dentre as normas gerais de tutela do trabalho encontramos na Consolidação das Leis do Trabalho regras que disciplinam a duração de trabalho, os períodos de descanso e intervalos e o trabalho noturno. Sobre esse tema: Antonio Daud Aula 05 TRT 7ª Região (Analista Judiciário - Área Administrativa) Direito do Trabalho - 2023 (Pré-Edital) www.estrategiaconcursos.com.br https://t.me/kakashi_copiador 185 203 (A) serão descontadas nem computadas