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A Studocu não é patrocinada ou endossada por nenhuma faculdade ou universidade Doutrina 1 - Resumo Direito penal II (Escola de Direito do Rio de Janeiro) A Studocu não é patrocinada ou endossada por nenhuma faculdade ou universidade Doutrina 1 - Resumo Direito penal II (Escola de Direito do Rio de Janeiro) Baixado por M. Isabely (isamisaki250@gmail.com) lOMoARcPSD|31287645 https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=doutrina-1-resumo https://www.studocu.com/pt-br/document/escola-de-direito-do-rio-de-janeiro/direito-penal-ii/doutrina-1-resumo/70048445?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=doutrina-1-resumo https://www.studocu.com/pt-br/course/escola-de-direito-do-rio-de-janeiro/direito-penal-ii/3749789?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=doutrina-1-resumo https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=doutrina-1-resumo https://www.studocu.com/pt-br/document/escola-de-direito-do-rio-de-janeiro/direito-penal-ii/doutrina-1-resumo/70048445?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=doutrina-1-resumo https://www.studocu.com/pt-br/course/escola-de-direito-do-rio-de-janeiro/direito-penal-ii/3749789?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=doutrina-1-resumo DIREITO PENAL CONCEITO DE DIREITO PENAL Conjunto de normas que objetiva definir os crimes, proibindo ou impondo condutas, sob a ameaça de imposição de pena ou medida de segurança, e a criar normas de aplicação geral. É ramo do Direito Público. #CAIEMPROVA: Diz-se que a pena é a 1ª via do direito penal, a medida de segurança é a 2ª e a reparação do dano é a 3ª. O Estado é o titular do direito de punir e por isso sempre figura como sujeito passivo das infrações penais, ainda que de forma mediata. AINDA SOBRE: Aspecto Formal:● o direito penal é um conjunto de normas que qualifica certos comportamentos humanos como infrações penais, define os seus agentes e fixa as sanções as lhe serem aplicadas. Aspecto Material:● o Direito Penal se refere a comportamentos considerados altamente reprováveis ou danosos ao organismo social, afetando bens jurídicos indispensáveis à própria conservação e progresso da sociedade. Aspecto Sociológico:● o direito penal é mais um instrumento do controle social de comportamentos desviados, visando a assegurar a necessária disciplina social. Em suma, sob aspecto dinâmico, o Direito Penal é mais um instrumento de controle social visando assegurar a necessária disciplina para a harmônica convivência dos membros da sociedade (TJ/PR). CARACTERÍSTICAS DO DIREITO PENAL I – Ciência: suas regras estão contidas em normas e princípios que, por sua vez, formam a dogmática jurídico-penal; II – Cultural: o Direito Penal é uma ciência do “dever ser”, ao contrário das ciências naturais, que cultuam o “ser”; III – Normativa: estudo da lei penal (Direito positivo); IV – Valorativa: sua aplicação não está pautada em regras matemáticas de certo ou errado, mas sim em uma escala de valores que são sopesados (ficar em equilíbrio, calcular) a partir de critérios e princípios próprios do Direito Penal. Dessa forma, esse ramo do direito valoriza hierarquicamente as suas normas; V – Finalista: o objetivo do direito penal é a proteção de bens jurídicos fundamentais, o que torna a sua missão prática, e não simplesmente teórica; VI – Sancionatória: é predominantemente sancionador porque não cria bens jurídicos, mas acrescenta proteção penal aos bens jurídicos disciplinados por outros ramos do Direito. No entanto, é possível que ele seja também constitutivo, quando protege interesses não regulados por outras áreas do Direito, como o uso indevido de drogas; VII – Fragmentária: o Direito Penal não tutela todos os valores ou interesses, mas somente os mais importantes para a manutenção e o desenvolvimento dos indivíduos e da sociedade. Baixado por M. Isabely (isamisaki250@gmail.com) lOMoARcPSD|31287645 https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=doutrina-1-resumo OBJETO DE PROTEÇÃO DO DIREITO PENAL O legislador seleciona os bens jurídicos a serem defendidos pelo Direito Penal. No entanto, NÃO se pode falar em discricionariedade ampla e irrestrita, pois os bens jurídicos mais importantes são tratados na Constituição que tem como missão: ORIENTAR o legislador e IMPEDIR que o legislador viole direitos fundamentais (VISÃO GARANTISTA). Para Luiz Regis Prado, bem jurídico é um ENTE MATERIAL ou IMATERIAL haurido (ensecado, esgotado, esvaziado) do contexto social, de titularidade individual ou metaindividual reputado como ESSENCIAL PARA A COEXISTÊNCIA E O DESENVOLVIMENTO DO HOMEM EM SOCIEDADE e, por isso, jurídico-penalmente protegido. FUNÇÕES DO DIREITO PENAL Na atual doutrina, é dividida em duas: I - MISSÃO MEDIATAS A - Instrumento de Controle Social ou de preservação da paz pública; B - Limitação ao poder de punir estatal ou Função de Garantia. II - MISSÃO IMEDIATA A - Funcionalismo teleológico (moderado) – Claus Roxin (PREDOMINA); Características: Moderado, dualista, de política criminal ou racional teleológico; A missão do Direito Penal é a proteção dos bens jurídicos mais relevantes; Para Roxin, o Direito Penal não veio para trazer valores éticos, morais; B - Funcionalismo sistêmico (radical) – Günter Jakobs Características: Radical, monista e sistêmico; A missão do Direito Penal é assegurar a vigência do sistema, protegendo o império da norma (PROTEÇÃO DAS NORMAS PENAIS); Assim, “o bem não deve ser representado como um objeto físico ou algo do gênero, e sim, como norma, como expectativa garantida” Quem viola reiterada e deliberadamente a norma = não-cidadão / inimigo = não tem direitos. ** BIZUS ** JAKOBS -> PROTEÇÃO E VALIDADE DA NORMA ROXIN -> PROTEÇÃO DOS BENS JURÍDICOS O direito penal do inimigo é PROSPECTIVO, pune-se o inimigo pela sua periculosidade, pelo que ele pode vir a cometer. Jakobs trabalha com a PREVENÇÃO GERAL POSITIVA da pena, afirmando que a missão do direito penal é assegurar a vigência da norma. OUTRAS FUNÇÕES DO DIREITO PENAL (SEGUNDO CLEBER MASSON) Função criadora ou modificadora de costumes =● É uma função educativa, que visa estimular os cidadãos a se conscientizarem e protegerem bens que ainda não foram tidos pela sociedade como fundamentais (Ex: crimes contra o meio ambiente). Simbólica =● Não produz efeitos externos, mas somente na mente dos cidadãos e governantes, sendo uma função inerente a todas as leis, não apenas ao Direito Penal. Geralmente é manifestada pelo “direito penal do terror”, que se apresenta de duas formas: Baixado por M. Isabely (isamisaki250@gmail.com) lOMoARcPSD|31287645 *Inflação legislativa (direito penal de emergência)* *Hipertrofia do Direito Penal* Em que são criados tipos penais desnecessários para dar resposta a qualquer tipo de problema. Aumentando desproporcional e injustificadamente as penas em casos pontuais, como se isso, por si só, fosse impedir a prática do crime. Motivadora de comportamento conforme a norma =● a ameaça de imposição de sanções motiva os indivíduos a se comportarem de acordo com a lei, para que não sofram suas penalidades; Redução da violência estatal =● pois, embora legítima e necessária, a pena não deixa de ser uma agressão ao indivíduo, devendo, portanto, restringir-se aos casos necessários e legais. Promocional de transformação social =● auxiliando em mudanças que garantirão a evolução da comunidade. CLASSIFICAÇÕES DO DIREITO PENAL I - Direito Penal Fundamental (Primário): é o conjunto de normas e princípios do Direito Penal aplicáveis genericamente,inclusive às leis penais especiais. É composto pelas normas da Parte Geral do Código Penal e, excepcionalmente, algumas normas de amplo conteúdo previstas na Parte Especial. II - Direito Penal Complementar (Secundário): legislação penal extravagante; III - Direito Penal Comum: conjunto de normas penais aplicável indistintamente a todas as pessoas (Ex: Código Penal); IV - Direito Penal Especial: conjunto de normas penais aplicável apenas a pessoas determinadas que preencham certas condições legais. (Ex: o Código Penal Militar, Decreto-lei nº 201/1967 - crimes de responsabilidade dos prefeitos); V - Direito Penal Geral: conjunto de normas penais aplicáveis em todo o território nacional, produzidas privativamente pela União (art. 22, I, da CF); VI - Direito Penal Local: é o conjunto de normas penais aplicáveis somente a determinada parte do território nacional. A existência dessas normas somente é possível se houver autorização da União por lei complementar para que os Estados legislem sobre questões específicas de Direito Penal (art. 22, parágrafo único, da CF); VII - Direito Penal Objetivo: é o conjunto de leis penais em vigor; VIII - Direito Penal Subjetivo: é o direito de punir (ius puniendi), que pertence exclusivamente ao Estado e nasce quando uma lei penal é violada; IX - Direito Penal Substantivo: é o direito penal material, propriamente dito. É o que consta no Código Penal; X - Direito Penal Adjetivo: também chamado de “formal” (grave as nomenclaturas), é o direito processual penal. Baixado por M. Isabely (isamisaki250@gmail.com) lOMoARcPSD|31287645 https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=doutrina-1-resumo #SELIGA: Direito Penal de Intervenção Abordado por Hassemer. Segundo ele, o direito penal deve se preocupar apenas com os bens jurídicos individuais, tais como a vida, patrimônio, propriedade etc., bem como de infrações penais que causem perigo concreto. Se o intuito da previsão da infração é proteger apenas bem jurídico difuso, coletivo ou de natureza abstrata, não deveria ser considerada uma infração penal. Deveria ser regulada por um sistema jurídico diverso, com sanções mais brandas que as do direito penal, sem risco de privação da liberdade do infrator, mas aplicadas também por uma autoridade judiciária, de forma mais célere e ampla, podendo ser até mais efetiva, para não tornar o direito penal inócuo e simbólico. O direito de intervenção estaria acima do direito administrativo, mas abaixo do direito penal. Há críticas acerca de tal posicionamento na doutrina, pela dúvida de como seria a legitimidade e como atuaria o direito de intervenção, bem como se tais sanções seriam suficientes para tutelar bens importantes que se caracterizam como coletivos, difusos ou de natureza abstrata. ENCICLÓPEDIA DAS CIÊNCIAS PENAIS A doutrina não é uníssona acerca de quantas ou quais exatamente seriam elas, mas, para o nosso estudo, as mais importantes são a dogmática (Dogmática ≠ Dogmatismo), a criminologia (estuda o que é - direito penal estuda o que deve ser) e a política criminal. DOGMÁTICA PENAL CRIMINOLOGIA POLÍTICA CRIMINAL Tem por objetivo interpretar de forma sistemática o direito penal, entendendo o sentido das normas e aplicando-o de forma lógico-racional (não emocional). A criminologia, de acordo com Luiz Flávio Gomes e Antônio Molina, é uma ciência empírica (estuda o que é) e interdisciplinar (fatores econômicos, políticos, sociais, religiosos etc), a qual estuda o crime, a vítima, o criminoso e o controle social. Suas constatações se dão a partir da observação daquilo que acontece na realidade social, na experiência. Trabalha com estratégias e mecanismos de controle social da criminalidade, para que os bens jurídicos relevantes sejam protegidos. Possui a característica de vanguarda, pois orienta a criação e a reforma das leis, a partir de uma análise crítica acerca destas estarem ou não cumprindo os fins a que se propõem, considerando dados obtidos por outros ramos (como a criminologia). Funcionam como “filtro” entre a letra fria da lei e a realidade social. Revela as leis que “pegam” e as que não. DIREITO PENAL X CRIMINOLOGIA X POLÍTICA CRIMINAL DIREITO PENAL CRIMINOLOGIA POLÍTICA CRIMINAL Ciência normativa e valorativa, que analisa os fatos humanos indesejados e define quais devem ser tipificados como crime ou contravenção. Ciência empírica e interdisciplinar, que estuda o crime, o criminoso, a vítima e o controle social. Trabalha as estratégias e meios de controle social da criminalidade. Ocupa-se do crime enquanto norma. Ocupa-se do crime enquanto fato. Ocupa-se do crime enquanto valor. Ex: Define o crime de roubo. Ex: Quais fatores contribuem para o crime de roubo. Ex: Estuda como diminuir os casos de roubo. Baixado por M. Isabely (isamisaki250@gmail.com) lOMoARcPSD|31287645 #VAMOSLEMBRAR: Vitimologia é o estudo da vítima em seus diversos planos. Inicialmente, a análise era quanto às formas de contribuição da vítima para a prática dos crimes. Modernamente, tal estudo preocupa-se também com a proteção destas no momento posterior à prática do crime, como por exemplo com a sua reinserção na sociedade. Ex: Composição dos danos civis (art. 74, parágrafo único, Lei 9.099/95) – TERCEIRA VIA. SELETIVIDADE – CRIMINALIZAÇÃO PRIMÁRIA E SECUNDÁRIA (ZAFFARONI) DEFINIÇÃO POR ZAFFARONI O sistema penal seleciona pessoas ou ações, como também criminaliza certas pessoas segundo sua classe e posição social. Há uma clara demonstração de que não somos todos igualmente ‘vulneráveis’ ao sistema penal, que costuma orientar-se por ‘estereótipos’ que recolhem os caracteres dos setores marginalizados e humildes, que a criminalização gera fenômeno de rejeição do etiquetado como também daquele que se solidariza ou contata com ele, de forma que a segregação se mantém na sociedade livre. Nesse contexto, o processo de criminalização pode ser dividido em dois: I - CRIMINALIZAÇÃO PRIMÁRIA: É a elaboração e sanção das leis penais, introduzindo formalmente no ordenamento jurídico a tipificação de determinadas condutas. Legislador escolhe as condutas a serem incriminadas. II - CRIMINALIZAÇÃO SECUNDÁRIA: É a ação punitiva que recai sobre pessoas concretas. Quando recai sobre o indivíduo a persecução penal após ser a ele atribuída a prática de um ato primariamente criminalizado. É praticada pela Polícia e Poder Judiciário. (Seleção primária: Abordagem pelos policiais; Seleção secundária: Inquérito, denúncia; Seleção terciária: Sistema prisional). Aplicadores da lei penal (Juízes, promotores, delegados, policiais etc.). Labeling approach (teoria da rotulação ou do etiquetamento): aqueles que integram a população criminosa são estigmatizados, rotulados ou etiquetados como sujeitos contra quem normalmente se dirige o poder punitivo estatal. **BIZU**: III - CRIMINALIZAÇÃO TERCEÁRIA: Ocorre quando o indivíduo já está condenado por meio de um processo judicial e dá início ao cumprimento de sua pena privativa de liberdade no sistema prisional. O indivíduo, já individualizado e considerado como uma pessoa concreta, conforme a criminalização secundária, passa a ser considerado, também individualmente, no plano da EXECUÇÃO DA PENA. Há também uma influência psicológica em relação ao indivíduo preso, considerando que ele assimila essa cultura (ou subcultura) prisional, aceitando-a como o seu ambiente, isto é, como o local adequado para a sua inserção. Portanto, a criminalização terciária ocorre dentro do sistema prisional. **Persecução penal: conjunto de duas fases - O processo penal é o procedimento principal, de caráter jurisdicional, que termina com um procedimento judicial que resolve se o cidadão acusado deverá ser condenado ou absolvido. Atividade investigatória da polícia + ação penal promovida peloMP.** Além do momento da elaboração e aplicação da norma, a seletividade também vai se mostrar presente no momento da execução da pena. #SELIGA: DIREITO PENAL SUBTERRÂNEO E DIREITO PENAL PARALELO SUBTERRÂNEO = Ocorre quando as instituições oficiais atuam com poder punitivo ilegal, acarretando abuso de poder. Ex.: institucionalização de pena de morte (execução sem processo), desaparecimentos, torturas etc.; Baixado por M. Isabely (isamisaki250@gmail.com) lOMoARcPSD|31287645 https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=doutrina-1-resumo PARALELO = Como o sistema penal formal do Estado não obtêm êxito em grande parte da aplicação e exercício do poder punitivo, outras agências apropriam-se desse espaço e o exercem de modo paralelo ao estado (criando sistemas penais paralelos). Ex.: médico que aprisiona doentes mentais; DIREITO PENAL DO AUTOR E DIREITO PENAL DO FATO DIREITO PENAL DO FATO - Adotado pelo ordenamento penal brasileiro Consiste que o direito penal deve punir condutas, ou seja, fatos, praticados pelos indivíduos que sejam lesivas a bens jurídicos de terceiros. Pune-se o fato. Se considera circunstâncias relacionadas ao autor, especificamente quando da análise da pena. Atrelado ao Princípio da exteriorização ou materialização do fato, pelo qual o Estado só pode incriminar condutas humanas voluntárias (fatos). Assim, ninguém pode ser castigado por seus pensamentos, desejos ou meras cogitações ou estilo de vida. O princípio da exteriorização serviu para o legislador acabar com as infrações penais que desconsideravam esse mandamento. Ex: Mendicância (art. 60 LCP – abolido). DIREITO PENAL DO AUTOR Consiste na punição do indivíduo baseada em seus pensamentos, desejos e estilo de vida, condições pessoais, do modo de ser, grau de culpabilidade (reprovabilidade), antecedentes do autor, está interligado ao Direito Penal do Inimigo. Aqui teríamos uma inobservância do princípio da exteriorização do fato. #OBS: COCULPABILIDADE E COCULPABILIDADE ÀS AVESSAS (ZAFFARONI) COCULPABILIDADE = corresponsabilidade do Estado no cometimento de determinados delitos, praticados por cidadãos que possuem menor âmbito de autodeterminação diante das circunstâncias do caso concreto, principalmente no que se refere a condições sociais e econômicas do agente, o que enseja menor reprovação social, segundo o princípio da coculpabilidade, o Estado-juiz haveria de considerar como atenuante as condições socioeconômicas do réu no momento na aplicação da pena. **BIZU**: Segundo o STJ, a atenuante genérica do art. 66 do CP pode se valer da teoria da coculpabilidade como embasamento, pois trata-se de previsão genérica, que permite ao magistrado considerar qualquer fato relevante - anterior ou posterior à prática da conduta delitiva - mesmo que não expressamente previsto em lei, para reduzir a sanção imposta ao réu (STJ, HC 411243/PE, Rel. Min. Jorge Mussi, Quinta Turma, DJe 19/12/2017). COCULPABILIDADE ÀS AVESSAS = defende-se a possibilidade de reprovação penal mais severa no tocante aos crimes praticados por pessoas dotadas de elevado poder econômico, e que abusam desta vantagem para a execução de delitos, em regra prevalecendo-se das facilidades proporcionadas pelo livre trânsito nos centros de controle político e econômico. **BIZU**: Não encontra respaldo legal, razão pela qual, como agravante, não pode ser aplicada. GARANTISMO PENAL (FERRAJOLI) CONCEITO Para Ferrajoli é aquele conjunto de vínculos e de regras racionais impostos a todos os poderes na tutela dos direitos de todos. O juiz não é um mero aplicador da lei, um mero executor da vontade do legislador ordinário. Ele é, antes de tudo, o guardião de direitos fundamentais. GARANTIAS PRIMÁRIAS E SECUNDÁRIAS GARANTIAS PRIMÁRIAS – LIMITES E VÍNCULOS NORMATIVOS:● Consistem nas proibições e obrigações, formais e substanciais, impostos na tutela dos direitos, ao exercício de qualquer poder; Baixado por M. Isabely (isamisaki250@gmail.com) lOMoARcPSD|31287645 GARANTIAS SECUNDÁRIAS – DIVERSAS FORMAS DE REPARAÇÃO:● Subsequentes às violações das garantias primárias, diz respeito à anulabilidade dos atos inválidos e a responsabilidade pelos atos ilícitos. Ex: A CF prevê como garantia primária que não haverá pena de banimento. O legislador não a observa e comina tal pena a determinado crime. Neste caso, será utilizado o controle de constitucionalidade, previsto na própria constituição como garantia secundária, julgando o ato nulo. MÁXIMAS DO GARANTISMO (FOI QUESTÃO DE PROVA SUBJETIVA PCMS 2017) – SÃO 10 AXIOMAS NULLA POENA SINE CRIMINE ● (Não há pena sem crime) - Princípio da retributividade ou da consequencialidade da pena em relação ao delito: somente será possível a aplicação de pena quando houver, efetivamente, a prática de determinada infração penal; NULLUM CRIMEN SINE LEGE ● (Não há crime sem lei) - Princípio da legalidade, no sentido lato ou no sentido estrito: a infração penal deverá sempre estar expressamente prevista na lei penal; NULLA LEX (POENALIS) SINE NECESSITATE ● (Não há lei penal sem necessidade) - Princípio da necessidade ou da economia do direito penal: a lei penal somente poderá proibir ou impor determinados comportamentos, sob a ameaça de sanção, se houver absoluta necessidade de proteger determinados bens, tidos como fundamentais ao nosso convívio em sociedade, (direito penal mínimo); NULLA NECESSITAS SINE INJURIA ● (Não há lesão a bem jurídic o) - Princípio da lesividade ou ofensividade do evento: as condutas tipificadas na lei penal devem, obrigatoriamente, ultrapassar a sua pessoa, isto é, não poderão se restringir à sua esfera pessoal, à sua intimidade, ou ao seu particular modo de ser, somente havendo possibilidade de proibição de comportamentos quando estes vierem a atingir bens de terceiros; NULLA INJURIA SINE ACTIONE ● (Não há lesão ao bem jurídico sem ação) - Princípio da materialidade ou da exterioridade da ação: as condutas tipificadas só podem ser exteriorizadas mediante a ação do agente, ou omissão, quando previsto em lei; NULLA ACTIO SINE CULPA ● (Não há ação sem culpa) - Princípio da culpabilidade ou da responsabilidade pessoal: somente as ações culpáveis podem ser reprovadas; NULLA CULPA SINE JUDICIO ● (Não há culpa sem processo) - Princípio da jurisdicionalidade no sentido lato ou estrito: é necessário adoção de um sistema nitidamente acusatório, com a presença de um juiz imparcial e competente para o julgamento da causa; NULLUM JUDICIUM SINE ACCUSATIONE ● (Não há processo sem acusação) - Princípio acusatório ou da separação ente o juiz e a acusação: o juiz que julga não pode ser responsável pela acusação; NULLA ACCUSATIO SINE PROBATIONE ● (Não há acusação sem prova) - Princípio do ônus da prova ou da verificação: fica a cargo do acusador todo o ônus probatório, que não poderá ser transferido para o acusado da prática de determinada infração penal; Baixado por M. Isabely (isamisaki250@gmail.com) lOMoARcPSD|31287645 https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=doutrina-1-resumo NULLA ACCUSATIO SINE DEFENSIONE ● (Não há prova sem ampla defesa) - Princípio do contraditório ou da defesa ou da falseabilidade: deve ser assegurada ao acusado a ampla defesa, com todos os recursos a ela inerentes. #ATENÇÃO: Em que consiste o GARANTISMO PENAL INTEGRAL? Garantir não somente os direitos e garantias dos acusados, mas todos os direitos e deveres previstos na Constituição. Divide-se em: I - Garantismo negativo: visa limitar a função punitiva do Estado, que deve ser aplicada estritamente aos casos necessários e em medida adequada, consistindo na proibição de excesso; (**BIZU**:irá diminuir a força do Estado, pois não pode cometer excessos); II - Garantismo positivo: busca evitar a impunidade e garantir que os bens jurídicos relevantes à sociedade sejam efetivamente protegidos, caracterizando-se pela proibição da proteção insuficiente (**BIZU**: irá garantir o aumento da força, visto que se mostra insuficiente). Quando apenas o garantismo negativo é observado, surge o chamado “GARANTISMO HIPERBÓLICO MONOCULAR”(!!!). Hiperbólico: por ser aplicado de modo desproporcional e exagerado. Monocular: por enxergar apenas um lado, opondo-se ao garantismo integral. DIREITO PENAL DO INIMIGO CONCEITO Aquele que viola o sistema deve ser considerado e tratado como inimigo. O delinquente, autor de determinados crimes, não é ou não deve ser considerado como cidadão, mas como um “cancro societário”, que deve ser extirpado (Munhoz Conde). Jakobs (1985) fomenta o Direito Penal do inimigo para o terrorista, traficante de drogas, de armas e de seres humanos e para os membros de organizações criminosas transnacionais (vide Lei 12.850/2013 - Define organização criminosa e dispõe sobre a investigação criminal, os meios de obtenção da prova etc.). Nem todo criminoso é inimigo, apenas uma parcela reduzida de criminosos é que entra neste rol. CARACTERÍSTICAS DO DIREITO PENAL DO INIMIGO Antecipação da punibilidade com a tipificação de atos preparatórios: ● O legislador é impaciente, não aguarda o início da execução para punir o agente; ● Criação de tipo de mera conduta. (Ex: violação de domicílio, ato obsceno). Temos aí mais um resquício de direito penal do inimigo no Brasil; ● Criação de crimes de perigo abstrato, isto é, perigo presumido por lei. O Brasil tem leis com crimes de perigo abstrato (Ex: Lei de Drogas); É um direito penal ● prospectivo e não retrospectivo, na medida em que se pune o inimigo pelo que ele poderá fazer, em razão do perigo que representa; O inimigo não é visto como um sujeito de direitos, pois perdeu seu status de cidadão;● Pune-se o inimigo pela sua ● periculosidade e não pela sua culpabilidade; As garantias processuais aplicadas ao inimigo são ● relativizadas ou até mesmo suprimidas; Flexibilização do Princípio da Legalidade:● é a descrição vaga dos crimes e das penas; Baixado por M. Isabely (isamisaki250@gmail.com) lOMoARcPSD|31287645 Desproporcionalidade das penas;● **BIZU** I - Tem como finalidade a eliminação de perigos; II - Baseia-se na periculosidade do agente; III - efetua uma ampla antecipação da punibilidade, punindo atos preparatórios; IV - As penas são severas; V - Aplica-se uma legislação diferenciada, com enfoque combativo; VI - Utiliza-se, principalmente, de medidas de segurança; VII - garantias processuais penais são suprimidas. #ATENÇÃO: O Direito Penal do inimigo também é conhecido como a “terceira velocidade do Direito Penal”. Isto porque se aplica a pena de prisão e por ser extremamente célere, já que suprime direitos e garantias. VELOCIDADES DO DIREITO PENAL – POR JESÚS-MARIA SILVA SÁNCHEZ Segundo Cleber Masson (2017, p. 111), contém dois grandes blocos, distintos, de ilícitos: I - Das infrações penais às quais são cominadas penas de prisão (direito penal nuclear); II - Daqueles que se vinculam aos gêneros diversos de sanções penais (direito penal periférico)”. PRIMEIRA VELOCIDADE:● Direito Penal “da prisão”, aplicando-se penas privativas de liberdade como resposta aos crimes praticados, com a rígida observância das garantias constitucionais e processuais. Delitos graves. CPP. SEGUNDA VELOCIDADE:● Direito penal reparador. São aplicadas aqui penas alternativas à prisão, como restritivas de direitos ou pecuniárias, de forma mais rápida, sendo admissível, para tanto, uma flexibilização proporcional dos princípios e regras processuais. Delitos de menor gravidade. Lei 9.099/95. (QUESTÃO DE PROVA SUBJETIVA PCES 2019) TERCEIRA VELOCIDADE:● Novamente temos aqui a prisão por excelência. Contudo, difere-se da primeira por permitir a flexibilização e até a supressão de determinadas garantias. Delitos de maior gravidade. Direto penal do inimigo. Também poderiam constituir exemplos a Lei de Crimes Hediondos e a Lei de Organizações Criminosas na legislação pátria. QUARTA VELOCIDADE (NEOPUNITIVISMO):● Ligada ao direito internacional. É o processamento e julgamento pelo TPI de chefes de Estado que violarem tratados e convenções internacionais de tutela de Direitos Humanos e praticarem crimes de lesa-humanidade, de modo que, por esta razão, se tornarão réus perante o referido tribunal e terão, dentro do contexto, suas garantias penais e processuais penais diminuídas (Ex: Sadam Husseim). Alto nível de seletividade. QUINTA VELOCIDADE:● hodiernamente (hoje em dia, atualmente), já se fala em Direito Penal de quinta velocidade, que trata de uma sociedade com maior assiduidade do controle policial, o Estado com a presença maciça de policiais na rua, no cenário onde o Direito Penal tem o escopo de responsabilizar os autores, diante da agressividade presente em nossa sociedade de relações complexas e, muitas vezes, (in)compreensíveis. #PERTINÊNCIATEMÁTICA! Baixado por M. Isabely (isamisaki250@gmail.com) lOMoARcPSD|31287645 https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=doutrina-1-resumo FONTES DO DIREITO PENAL – (FOI QUESTÃO DE PROVA ORAL PCMG 2018) São as formas pelas quais o direito penal é criado e, posteriormente, manifestado. I - FONTE MATERIAL: Diz respeito à criação do Direito Penal. Via de regra, é a União, art.22, I, da CF/88, pois “compete privativamente à União legislar sobre direito civil, comercial, penal, processual, eleitoral, agrário, marítimo, aeronáutico, espacial e do trabalho”. #ATENÇÃO: Podemos ter uma lei complementar (art. 22, parágrafo único, CF/88) autorizando o estado a legislar sobre questões específicas de direito penal. É chamada DELEGAÇÃO EM PRETO – pois essa lei complementar não pode delegar genericamente. Têm que ser pontos específicos/questões específicas. MEDIDA PROVISÓRIA PODE VERSAR SOBRE DIREITO PENAL? Não. A EC 32/01 inseriu dispositivo expresso na CF/88 vedando a edição de medida provisória versando sobre direito penal. Até 2001 não existia vedação expressa. O próprio STF, antes dessa EC 32, apreciou o RE 254.818/PR – 2000, especificando que MP não poderia versar sobre direito penal, exceto se favorável ao réu. Segundo explica o autor Cleber Masson, "É vedada a edição de medidas provisórias sobre matéria relativa a Direito Penal (CF, art. 62, § 1.º, I, alínea b), seja ela prejudicial ou mesmo favorável ao réu. Nada obstante, o STF historicamente firmou jurisprudência no sentido de que as medidas provisórias podem ser utilizadas na esfera penal, desde que benéficas ao agente". (MASSON, Cleber. Direito Penal. Parte Geral. Volume 1. 13ª edição). II – FONTE FORMAL: Diz respeito à aplicação do Direito Penal. DOUTRINA CLÁSSICA DOUTRINA MODERNA IMEDIATA Lei (Princípio da reserva legal - estamos● falando em lei ordinária). IMEDIATA Lei● CF● Tratados Internacionais de Direitos● Humanos Jurisprudência● Baixado por M. Isabely (isamisaki250@gmail.com) lOMoARcPSD|31287645 Princípios● Atos administrativos● **A única fonte formal que pode criar tipos penais e culminar penas é a lei (reserva legal)** Restante é fonte não-incriminadora. MEDIATAS Costumes● Princípios gerais do Direito● *Alguns colocam administrativos.● MEDIATAS Doutrina● FONTE INFORMAL Costumes● *LEI - É o único instrumento normativo capaz de criar infração penal e cominar sanção penal (única fonte formal imediata incriminadora). *CONSTITUIÇÃO FEDERAL – Não cria infração penal e não comina sanção penal (nem pena, nem medida de segurança). A CF não pode criar crime e nem alterar pena, pois o seu processo de alteração é super rígido e incompatível com as necessidadesdo direito penal. A CF fixa alguns patamares dos quais a intervenção penal não se pode reduzir. “mandados constitucionais de criminalização” (patamares mínimos): Art.5º, XLI, CF – a lei punirá qualquer discriminação atentatória dos direitos e liberdades fundamentais. Art. 5º, XLII, CF – a prática do racismo constitui crime inafiançável e imprescritível, sujeito à pena de reclusão, nos termos da lei. (Observe que o constituinte disse que quem vai criar o crime de racismo é a lei, mas quando esse crime for criado, a lei deve puni-lo com, no mínimo, reclusão, qualquer que seja a pena). Art.5º, XLIII, CF – a lei considerará crimes inafiançáveis e insuscetíveis de graça ou anistia a prática da tortura, o tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins, o terrorismo e os definidos como crimes hediondos, por eles respondendo os mandantes, os executores e os que, podendo evitá-los, se omitirem; Pergunta de Concurso: Existe mandado constitucional de criminalização implícito ou tácito? Sustenta a maioria que sim, decorrente do nosso sistema jurídico de proteção dos direitos humanos. (Ex: A CF, ao garantir o direito à vida, está, implicitamente, determinando a criminalização do homicídio - se todos têm direito à vida, não se pode permitir que o homicídio não seja crime). *TRATADOS INTERNACIONAIS DE DIREITOS HUMANOS (TIDH) Podem ostentar 02 status: I - Se recepcionados com quórum de emenda constitucional – maioria qualificada (3/5, total de membros, dois turnos, nas duas casas), têm status/força de emenda – (rito especial do art. 5, §3, CF); II - Se recepcionado com quórum comum – maioria simples ou relativa (mais da metade dos PRESENTES), terá status/força infraconstitucional, porém norma supralegal (HC 90.172 de SP e no RE 466.343). #ATENÇÃO: Os tratados internacionais podem ser classificados como fonte do direito penal apenas quando incorporados ao direito interno. Baixado por M. Isabely (isamisaki250@gmail.com) lOMoARcPSD|31287645 https://stf.jusbrasil.com.br/jurisprudencia/14716540/recurso-extraordinario-re-466343-sp https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=doutrina-1-resumo *JURISPRUDÊNCIA Não cria crime; não comina pena. Mas, na prática, às vezes, a jurisprudência cria o direito penal. Pode ter caráter vinculante. Um exemplo disso é o caso do crime continuado, em que a jurisprudência define o que são condições de tempo e lugar para fim de definição da continuidade delitiva. A condição de tempo é de 30 dias de intervalo entre as infrações; a condição de lugar também é definida pela jurisprudência. Súmulas vinculantes também são fontes do direito penal. *PRINCÍPIOS Não criam crime nem cominam pena. Mas vários são os julgados absolvendo ou reduzindo pena com base em princípios. Ex: Princípio da Insignificância – causa de atipicidade material. *ATOS ADMINISTRATIVOS Fonte formal imediata quando complementam norma penal em branco. Ex: Lei de drogas é complementada por uma Portaria da ANVISA. *DOUTRINA Para alguns autores, a doutrina não é fonte do direito penal por não ter força cogente, ou seja, não ser revestida de obrigatoriedade. *COSTUMES Costume é a repetição de um comportamento (elemento objetivo) em face da crença na sua obrigatoriedade (elemento subjetivo); é ≠ de hábito que tem como repetição de comportamento (elemento objetivo), mas sem crença de obrigatoriedade. NÃO CRIA CRIME, NÃO COMINA PENA. Qual a função dos costumes no direito penal? De acordo com Nilo Batista e Zaffaroni têm uma função integrativa ou integradora. desempenham a função de integrar a atribuição de sentidos de determinadas expressões do tipo penal, em especial os elementos normativos do tipo. (Ex: Art. 233, CPP – crime de ato obsceno). ESPÉCIES DE COSTUMES I - Costume secundum legem (costume interpretativo): função de auxiliar o intérprete a entender o conteúdo da lei. Depende do ambiente em que o ato foi praticado e dos costumes locais para que ele seja assim considerado ou não. Ex: ato obsceno. II - Costume contra legem (costume negativo): chamado de DESUETUDO. É aquele que contraria uma lei, mas não a revoga. Ex.: Venda de CDs piratas. III - Costume praeter legem (costume integrativo): usado para suprir as lacunas da lei. É válido, mas só pode ser usado no campo das normas penais não incriminadoras e apenas para favorecer o agente. Ex.: a circuncisão em meninos de determinadas religiões não é considerada crime. #SELIGA: Existe costume abolicionista? 1ª Corrente: Admite-se o costume abolicionista, aplicado nos casos em que a infração penal não mais contraria o interesse social. Ex. Para esta corrente, o jogo do bicho não é mais contravenção penal. 2ª Corrente: Diz que não existe costume abolicionista. Quando o fato já não é mais indesejado pela sociedade, o juiz não deve aplicar a lei. Para esta corrente, o jogo do bicho permanece formalmente típico, porém não aplicável, sem eficácia social (não tem tipicidade material). 3ª Corrente (PREVALECE): Entende que não existe costume abolicionista. Enquanto não revogada Baixado por M. Isabely (isamisaki250@gmail.com) lOMoARcPSD|31287645 por outra lei, a norma tem plena eficácia. Ex: Jogo do bicho continua tipificado como contravenção penal, sendo aplicável no caso concreto. PRINCÍPIOS DO DIREITO PENAL ** São valores fundamentais que inspiram a criação e a manutenção do sistema jurídico. No penal, tem função de orientar a atuação do legislador na elaboração da legislação penal e do operador do direito em sua aplicação. A função dos princípios é limitar o poder de punir do Estado. PRINCÍPIOS RELACIONADOS COM A MISSÃO FUNDAMENTAL DO DIREITO PENAL Princípio da Exclusiva Proteção de Bens Jurídicos; Princípio da Intervenção Mínima; Princípio da Insignificância ou da Bagatela. PRINCÍPIO DA EXCLUSIVA PROTEÇÃO DE BENS JURÍDICOS O princípio da proteção aos bens jurídicos defende que o direito penal deve servir apenas para proteger bens jurídicos relevantes, bens jurídicos indispensáveis ao convívio em sociedade. O QUE É BEM JURÍDICO? ROXIN● – bem jurídico será a relação real da pessoa com um valor concreto, reconhecido pela comunidade. LUIS GRECO● – bem jurídico são dados fundamentais para a realização pessoal dos indivíduos ou para a subsistência do sistema social nos limites da ordem constitucional. Desse modo, para conceituar bem jurídico, é imprescindível levar 2 pontos em consideração: 1) Fundamento do bem jurídico: o conceito de bem jurídico tem que ter como ponto central, como fundamento, a importância do bem àquela pessoa. Tem que ser um bem de grande importância, fundamental, de modo que a existência dessa pessoa ou seu bem-estar estejam ameaçados sem a criminalização daquela conduta. 2) Titularidade do bem jurídico: É importante saber quem é o titular desse bem jurídico. Para quem o BJ tem essa importância fundamental? PRINCÍPIO DA INTERVENÇÃO MÍNIMA *ORIGEM HISTÓRICA: Declaração dos direitos do homem e do cidadão (1789). No art. 8º desse diploma, temos a imposição de que o direito penal deve estabelecer penas estrita e evidentemente necessárias. *INTRODUÇÃO: O direito penal em um Estado Democrático de Direito atua como última ratio/última razão/última saída. Isso porque o direito penal só deve atuar quando os outros ramos do direito já tenham fracassado na tentativa de solucionar aquele conflito. O direito penal é o último grau de proteção jurídica. Nem tudo o que é ilícito caracteriza um ilícito penal, porém, todo ilícito penal será também ilícito perante as demais searas do direito. Trata-se de um princípio um implícito na CF/88. *DESTINATÁRIOS DE FINALIDADE São dois: Legislador (no plano abstrato);● Aplicador do direito (no plano concreto).● *FINALIDADE DO PRINCÍPIO DA INTERVENÇÃO MÍNIMA Baixado por M. Isabely (isamisaki250@gmail.com) lOMoARcPSD|31287645 https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=doutrina-1-resumoReforço ao princípio da reserva legal, posto que não é suficiente que tenha lei prevendo aquela conduta como criminosa, é necessário ainda que a intervenção penal cominada pela lei seja efetivamente necessária. Para Rogério Sanches: “o princípio da intervenção mínima tem duas faces: orienta quando e onde o direito penal deve intervir (neocriminalização); por outro lado, também orienta quando e onde o direito penal deve deixar de intervir (abolitio criminis) – fenômeno em que o legislador resolve não mais incriminar determinada conduta, retirando do ordenamento jurídico-penal a infração que a previa”. Do princípio da intervenção mínima decorrem 2 outros princípios: ** FRAGMENTARIEDADE ** O direito penal é fragmentário pois é visto como um sistema descontínuo de ilicitudes. Não pode e nem tem como criminalizar todas a condutas existentes, mesmo que sejam ilícitos do direito. A fragmentariedade prevê que somente devem ser tutelados pelo direito penal os casos de relevante lesão ou perigo de lesão aos bens jurídicos fundamentais para a manutenção e o progresso do ser humano e da sociedade. Deve ser utilizado no plano ABSTRATO – ATIVIDADE LEGISLATIVA. #SELIGA: EM QUE CONSISTE A FRAGMENTARIEDADE ÀS AVESSAS? Situações em que o direito penal perde o interesse em uma determinada conduta, inicialmente tida por criminosa, por entendê-la desnecessária, com a evolução da sociedade e modificação de seus valores, ocorrendo a abolitio criminis, sem prejuízo de sua tutela pelos demais ramos do direito. É um juízo negativo, o crime existia e deixa de existir. (Ex.: Adultério, que era crime tipificado no art. 240 do CP e deixou de ser em 2005, quando a Lei nº 11.106 revogou o tipo penal). ** SUBSIDIARIEDADE ** A subsidiariedade é corolário (afirmação de verdade já demonstrada) da intervenção mínima e está ligada à autonomia do Direito Penal. A intervenção penal fica condicionada ao fracasso dos demais ramos do direito, funcionando como um soldado de reserva. Direciona-se ao aplicador do direito, no plano concreto, devendo ser aplicado apenas quando todos os demais ramos se revelarem impotentes. O crime já existe, mas precisamos saber se a aplicação da lei penal é necessária no caso concreto. Conceitos atrelados à subsidiariedade: ⦁ ROXIN – direito penal seria o remédio sancionador extremo. Ou seja: o direito penal só deve atuar após os outros ramos do direito. ⦁ MUÑOZ CONDE – é aplicável unicamente quando fracassam as demais barreiras protetoras do bem jurídico pré-dispostas por outros ramos do direito. STJ (HC 197.601/RJ) - Dentre os princípios constitucionais implícitos figura o da subsidiariedade, por meio do qual a intervenção penal somente é admissível quando os demais ramos do direito não conseguem bem equacionar os conflitos sociais. CONFLITO APARENTE DE NORMAS: Ocorre quando duas normas aparentam incidir sobre o mesmo fato. Ele é dito aparente, pois na verdade não existe conflito algum. Existem princípios, capazes de solucionar os conflitos aparentes de normas penais: Baixado por M. Isabely (isamisaki250@gmail.com) lOMoARcPSD|31287645 I – SUBSIDIARIEDADE: uma norma menos grave (subsidiária), que descreve um crime autônomo, e uma norma mais grave (primária), que descreve uma segunda conduta e que prevalecerá sobre aquela. II – ESPECIALIDADE: dois tipos penais, um específico e um genérico. Pela regra da especialidade, prevalecerá o tipo penal específico! III – CONSUNÇÃO: diretamente relacionado com a absorção de um delito por outro. Existe uma relação de fins e meios (um delito é o meio para que se chegue ao outro) ou mesmo de necessidade (um crime é uma fase para o outro). IV – ALTERNATIVIDADE: tipo penal chamado de misto alternativo (cuja conduta possui várias formas, ou seja, vários verbos (mesmo praticando vários núcleos, responde por um só crime). PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA OU BAGATELA (FOI QUESTÃO DE PROVA PCMS 2017) *CONCEITO E ORIGEM O referido princípio não encontra previsão na legislação, mas pacificamente admitido pela Jurisprudência do STF e do STJ. SURGE NO DIREITO ROMANO! Incorporado na década de 1970 por Roxin. O princípio da Insignificância decorre da fragmentariedade, de modo que o Direito Penal só vai intervir nos casos de relevante lesão, quando for indispensável para a proteção de determinado bem jurídico, e quando não houver como proteger o bem jurídico como os outros ramos do direito. O princípio da insignificância traduz a ideia de que não há crime quando a conduta praticada pelo agente é insignificante, não é capaz de ofender ou colocar em perigo o bem jurídico tutelado pela norma penal. *FINALIDADE STF reconhece como finalidade = “interpretação restritiva da lei penal”, deve diminuir a intervenção penal. *NATUREZA JURÍDICA Causa de Exclusão da tipicidade (atipicidade) material. Ou seja: torna o fato atípico por ausência de tipicidade material. #SELIGA: TIPICIDADE PENAL: tipicidade formal + tipicidade material. TIPICIDADE FORMAL: juízo de adequação do fato à norma (analisa se o fato praticado na vida real, se amolda, se encaixa ao modelo de crime descrito na lei penal). Ex.: Sujeito subtrai um iogurte de um hipermercado. Como subtraiu coisa alheia móvel, o fato se adequa ao tipo penal de furto. TIPICIDADE MATERIAL: é a lesão ou perigo de lesão ao bem jurídico protegido. No exemplo acima, em que pese tenha havido a tipicidade formal, o ato praticado não foi capaz de causar lesão relevante ao bem protegido, vez que o valor de um iogurte não faria a menor diferença no patrimônio de um hipermercado, não havendo, portanto, tipicidade material. A inexistência de tipicidade material afasta a própria tipicidade, tornando o fato atípico. Aqui entra o denominado princípio da insignificância. Baixado por M. Isabely (isamisaki250@gmail.com) lOMoARcPSD|31287645 https://direitodesenhado.com.br/principios-de-direito-penal/ https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=doutrina-1-resumo VALOR INSIGNIFICANTE ≠ PEQUENO VALOR!! STF tem aceitado para valor insignificante = 10% do SM variando para mais ou menos; E, para pequeno valor, para privilégio = até 1 SM integral. JURISPRUDÊNCIA: É inviável a aplicação do princípio da insignificância ao furto praticado quando, para além do valor da res furtiva exceder o limite de 10% do valor do salário- mínimo vigente à época dos fatos, o acusado é multirreincidente, ostentando diversas condenações anteriores por crimes contra o patrimônio. Processo sob segredo de justiça. Rel. Ministro Jorge Mussi, Quinta Turma, por unanimidade, julgado em 14/11/2022, DJe 22/11/2022. *MNEMÔNICO DE PARAMETROS DE APLICAÇÃO DO PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA - STF Mínima ofensividade da conduta; Ausência de periculosidade social da ação; Reduzidíssimo grau de reprovabilidade do comportamento; Inexpressividade da lesão ao bem jurídico. Em regra (raras exceções): O STF não tem aplicado o princípio da insignificância nos crimes de perigo abstrato (tráfico de drogas, porte ilegal de arma de fogo) e crimes pluriofensivos (moeda falsa). *CAUSÍDICAS IMPORTANTES SOBRE O PRINCÍPIO I - PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA x AGENTE REINCIDENTE Em regra, o STF e o STJ afastam a aplicação do princípio da insignificância aos acusados reincidentes ou de habitualidade delitiva comprovada. Porém, a reincidência não impede, por si só, que o juiz da causa reconheça a insignificância penal da conduta, à luz dos elementos do caso concreto. (STF. Plenário. HC 123108/MG, HC 123533/SP e HC 123734/MG, Rel. Min. Roberto Barroso, julgados em 3/8/2015; STJ. 5ª Turma EDcl-AgRg-AREsp 1.631.639- SP, Rel. Min. Ribeiro Dantas, julgado em 19/05/2020). Obs.: Ao criminoso habitual, tanto o STF como o STJ, costumam negar a aplicação. INFO 575, STJ = Em regra, não se aplica o princípio da insignificância para o agente que praticou descaminho se ficar demonstrada a sua reiteraçãocriminosa (criminoso habitual). Exceção: o julgador poderá aplicar o referido princípio se, analisando as peculiaridades do caso concreto, entender que a medida é socialmente recomendável. Assim, de acordo com o caso concreto, é possível sim aplicar a insignificância mesmo para réus Reincidentes: (INFO 722, STJ; INFO 911, STF; INFO 973, STF; INFO 966, STF) #SELIGA: E AO MULTIRREINCIDENTE, É POSSÍVEL APLICAÇÃO DO PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA? Atenção ao INFO 746 (29/08/22). A multirreincidência específica somada ao fato de o acusado estar em prisão domiciliar durante as reiterações criminosas são circunstâncias que inviabilizam a aplicação do princípio da insignificância. HC 123.108/MG = aplicação do princípio da insignificância envolve um juízo amplo (conglobante), que vai além da simples aferição do resultado material da conduta, abrangendo também a reincidência ou contumácia do agente, elementos que, embora não determinantes, devem ser considerados. A reincidência não impede, por si só, que se reconheça a insignificância penal da conduta à luz dos elementos do caso concreto, mas pode ser um dos elementos que justificam a tipicidade material da conduta. Em regra, NÃO. Mas há julgado do STJ permitindo excepcionalmente (19/05/22): Baixado por M. Isabely (isamisaki250@gmail.com) lOMoARcPSD|31287645 A multirreincidência específica, via de regra, afasta a aplicação do princípio da insignificância no crime de furto. Entretanto, em casos excepcionais, nos quais é reduzidíssimo o grau de reprovabilidade da conduta, tem esta Corte Superior admitido a incidência do referido princípio, ainda que existentes outras condenações. (AgRg no AREsp 1899839/MG, Rel. Ministro OLINDO MENEZES (DESEMBARGADOR CONVOCADO DO TRF 1ª REGIÃO), Rel. p/ Acórdão Ministra LAURITA VAZ, SEXTA TURMA, julgado em 19/04/2022, DJe 19/05/2022). #SELIGA: É possível a aplicação ao réu reincidente quando o crime anterior tutelava bem jurídico distinto de patrimônio, é o que o STF chamou de TEORIA DA REITERAÇÃO (REPETIÇÃO) NÃO CUMULATIVA DE CONDUTAS DE GÊNEROS DISTINTOS (TERMO DE PROVA). - TURMA HC 114.723, MG. AGENTE COMETE: CRIME A I I I CRIME B I I I CRIME C FURTO (INCIDE O PRINCÍPIO AQUI) Possibilidade de aplicar o regime inicial aberto ao condenado por furto, mesmo ele sendo reincidente, desde que seja insignificante o bem subtraído. STF. 1ª Turma. HC 135164/MT; INFO 938. STF reconheceu que o valor econômico do bem furtado era muito pequeno, mas, como o réu era reincidente, em vez de absolvê-lo aplicando o princípio da insignificância, o Tribunal utilizou esse reconhecimento para conceder a pena restritiva de direitos. STF. 1ª Turma. HC 137217/MG; INFO 913. DISCURSIVA - JUSTIFICATIVAS A FAVOR da aplicação da insignificância ao reincidente: se a natureza jurídica é de causa de exclusão de tipicidade, deve ser analisado o FATO e não os atributos do agente, sob pena de se utilizar o direito penal do autor. O fato não poderia ser típico para uma pessoa e atípico para outra. Ou é típico ou não é. O momento de analisar as condições pessoais do agente é apenas em eventual e futura fixação de pena. CONTRA a aplicação da insignificância ao reincidente: Se o agente é infrator contumaz, com personalidade voltada a práticas delitivas, fazer uso da insignificância seria incentivá-lo ao contínuo descumprimento da norma, fazendo do crime um meio de vida. O valor de um bem, isoladamente, até poderia ser insignificante, mas o “todo” não seria e isso caracterizaria reprovabilidade e ofensividade. O intuito do princípio não é legitimar esse tipo de conduta, mas afastar do campo de incidência do direito penal, desvios mínimos e isolados. II - INSIGNIFICÂNCIA x FURTO QUALIFICADO STF/STJ: Via de regra, entendem não ser possível a aplicação do princípio da insignificância no furto qualificado, pois falta o requisito do reduzido grau de reprovabilidade do comportamento. No entanto, recentemente, o Plenário do STF analisou a questão e entendeu que não há como fixar tese sobre isso, que também deve ser analisado caso a caso. (STF-HC 123108/MG). Recente, o STJ entendeu pela aplicação do referido princípio, à luz da análise do caso concreto: Em regra, não se aplica o princípio da insignificância ao furto qualificado, salvo quando presentes circunstâncias excepcionais que recomendam a medida. STJ. 5ª Turma. HC 553872-SP, Rel. Min. Reynaldo Soares da Fonseca, julgado em 11/02/2020 (Info 665). III - INSIGNIFICÂNCIA x BENS JURÍDICOS DIFUSOS/COLETIVOS Em regra, se o bem jurídico é difuso ou coletivo, os tribunais superiores vêm entendendo pela NÃO APLICAÇÃO DO PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA, pois se estaria atingindo a coletividade e, portanto, não caberia a insignificância da lesão. Normalmente os crimes contra bens jurídicos Baixado por M. Isabely (isamisaki250@gmail.com) lOMoARcPSD|31287645 https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=doutrina-1-resumo difusos/coletivos são crimes de perigo abstrato, motivo pelo qual, de “perigo presumido” pelo legislador. Resumão posterior dos princípios do DP Princípio da exclusiva proteção do bem jurídico: veda a preocupação do Direito Penal com a mera intenção do agente, que não externaliza em sua conduta os seus pensamentos, suas cogitações pessoais. Princípio da intervenção penal mínima: busca restringir o âmbito de atuação do Direito Penal às situações realmente relevantes, em que a ação do Estado seja necessária e outros ramos do Direito não sejam capazes de dar solução adequada ao conflito. Baixado por M. Isabely (isamisaki250@gmail.com) lOMoARcPSD|31287645 CADERNO DE QUESTÕES PRÓPRIO I - 2021 – NC UFPR – PCPR – Delegado de Polícia - Se uma conduta não representa uma ofensa relevante ao bem jurídico contemplado no tipo penal, entende- se que ela é materialmente atípica em razão do princípio da insignificância. Um exemplo de situação que poderia ser abrangida pelo princípio seria a subtração de um pacote de batatas de um supermercado. São requisitos estabelecidos pela jurisprudência do Supremo Tribunal Federal para a incidência do princípio da insignificância, EXCETO: a) mínima ofensividade da conduta do agente. b) nenhuma periculosidade social da ação. c) reduzido grau de reprovabilidade do comportamento. d) inexpressividade da lesão jurídica provocada. e) ausência de interesse da vítima na persecução penal. GABARITO I – E Baixado por M. Isabely (isamisaki250@gmail.com) lOMoARcPSD|31287645 https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=doutrina-1-resumo II – III – IV – V – Baixado por M. Isabely (isamisaki250@gmail.com) lOMoARcPSD|31287645