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Conceito Direito Penal

Resumo de Direito Penal II: define o conceito, apresenta aspectos formal, material e sociológico, enumera características do Direito Penal (ciência, cultural, normativa, valorativa, finalista, sancionatória, fragmentária), trata do objeto de proteção e cita Luiz Regis Prado.

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Isa Misaki

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A Studocu não é patrocinada ou endossada por nenhuma faculdade ou universidade
Doutrina 1 - Resumo
Direito penal II (Escola de Direito do Rio de Janeiro)
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Doutrina 1 - Resumo
Direito penal II (Escola de Direito do Rio de Janeiro)
Baixado por M. Isabely (isamisaki250@gmail.com)
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DIREITO PENAL
CONCEITO DE DIREITO PENAL
Conjunto de normas que objetiva definir os crimes, proibindo ou impondo condutas, sob a ameaça
de imposição de pena ou medida de segurança, e a criar normas de aplicação geral. É ramo do
Direito Público. 
#CAIEMPROVA: Diz-se que a pena é a 1ª via do direito penal, a medida de segurança é a 2ª e a
reparação do dano é a 3ª.
O Estado é o titular do direito de punir e por isso sempre figura como sujeito passivo das infrações
penais, ainda que de forma mediata.
AINDA SOBRE:
 Aspecto Formal:● o direito penal é um conjunto de normas que qualifica certos comportamentos
humanos como infrações penais, define os seus agentes e fixa as sanções as lhe serem aplicadas.
 Aspecto Material:● o Direito Penal se refere a comportamentos considerados altamente
reprováveis ou danosos ao organismo social, afetando bens jurídicos indispensáveis à própria
conservação e progresso da sociedade.
 Aspecto Sociológico:● o direito penal é mais um instrumento do controle social de
comportamentos desviados, visando a assegurar a necessária disciplina social. Em suma, sob
aspecto dinâmico, o Direito Penal é mais um instrumento de controle social visando assegurar a
necessária disciplina para a harmônica convivência dos membros da sociedade (TJ/PR).
CARACTERÍSTICAS DO DIREITO PENAL
I – Ciência: suas regras estão contidas em normas e princípios que, por sua vez, formam a
dogmática jurídico-penal;
II – Cultural: o Direito Penal é uma ciência do “dever ser”, ao contrário das ciências naturais, que
cultuam o “ser”;
III – Normativa: estudo da lei penal (Direito positivo);
IV – Valorativa: sua aplicação não está pautada em regras matemáticas de certo ou errado, mas
sim em uma escala de valores que são sopesados (ficar em equilíbrio, calcular) a partir de critérios
e princípios próprios do Direito Penal. Dessa forma, esse ramo do direito valoriza hierarquicamente
as suas normas;
V – Finalista: o objetivo do direito penal é a proteção de bens jurídicos fundamentais, o que torna
a sua missão prática, e não simplesmente teórica;
VI – Sancionatória: é predominantemente sancionador porque não cria bens jurídicos, mas
acrescenta proteção penal aos bens jurídicos disciplinados por outros ramos do
Direito. No entanto, é possível que ele seja também constitutivo, quando protege interesses não
regulados por outras áreas do Direito, como o uso indevido de drogas;
VII – Fragmentária: o Direito Penal não tutela todos os valores ou interesses, mas somente os mais
importantes para a manutenção e o desenvolvimento dos indivíduos e da sociedade.
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OBJETO DE PROTEÇÃO DO DIREITO PENAL
O legislador seleciona os bens jurídicos a serem defendidos pelo Direito Penal. No entanto, NÃO se
pode falar em discricionariedade ampla e irrestrita, pois os bens jurídicos mais importantes são
tratados na Constituição que tem como missão: ORIENTAR o legislador e IMPEDIR que o legislador
viole direitos fundamentais (VISÃO GARANTISTA).
Para Luiz Regis Prado, bem jurídico é um ENTE MATERIAL ou IMATERIAL haurido (ensecado,
esgotado, esvaziado) do contexto social, de titularidade individual ou metaindividual reputado
como ESSENCIAL PARA A COEXISTÊNCIA E O DESENVOLVIMENTO DO HOMEM EM SOCIEDADE e,
por isso, jurídico-penalmente protegido.
FUNÇÕES DO DIREITO PENAL
Na atual doutrina, é dividida em duas:
I - MISSÃO MEDIATAS
A - Instrumento de Controle Social ou de preservação da paz pública;
B - Limitação ao poder de punir estatal ou Função de Garantia.
II - MISSÃO IMEDIATA
A - Funcionalismo teleológico (moderado) – Claus Roxin (PREDOMINA);
Características: Moderado, dualista, de política criminal ou racional teleológico;
A missão do Direito Penal é a proteção dos bens jurídicos mais relevantes;
Para Roxin, o Direito Penal não veio para trazer valores éticos, morais;
B - Funcionalismo sistêmico (radical) – Günter Jakobs
Características: Radical, monista e sistêmico;
A missão do Direito Penal é assegurar a vigência do sistema, protegendo o império da
norma (PROTEÇÃO DAS NORMAS PENAIS);
Assim, “o bem não deve ser representado como um objeto físico ou algo do gênero, e sim,
como norma, como expectativa garantida”
Quem viola reiterada e deliberadamente a norma = não-cidadão / inimigo = não tem
direitos.
** BIZUS ** 
JAKOBS -> PROTEÇÃO E VALIDADE DA NORMA
ROXIN -> PROTEÇÃO DOS BENS JURÍDICOS
O direito penal do inimigo é PROSPECTIVO, pune-se o inimigo pela sua periculosidade, pelo que
ele pode vir a cometer.
Jakobs trabalha com a PREVENÇÃO GERAL POSITIVA da pena, afirmando que a missão do direito
penal é assegurar a vigência da norma.
OUTRAS FUNÇÕES DO DIREITO PENAL (SEGUNDO CLEBER MASSON)
 Função criadora ou modificadora de costumes =● É uma função educativa, que visa estimular os
cidadãos a se conscientizarem e protegerem bens que ainda não foram tidos pela sociedade como
fundamentais (Ex: crimes contra o meio ambiente).
 Simbólica =● Não produz efeitos externos, mas somente na mente dos cidadãos e governantes,
sendo uma função inerente a todas as leis, não apenas ao Direito Penal. Geralmente é manifestada
pelo “direito penal do terror”, que se apresenta de duas formas:
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*Inflação legislativa (direito penal de
emergência)*
*Hipertrofia do Direito Penal*
Em que são criados tipos penais
desnecessários para dar resposta a qualquer
tipo de problema.
Aumentando desproporcional e
injustificadamente as penas em casos
pontuais, como se isso, por si só, fosse impedir
a prática do crime.
 Motivadora de comportamento conforme a norma =● a ameaça de imposição de sanções
motiva os indivíduos a se comportarem de acordo com a lei, para que não sofram suas
penalidades;
 Redução da violência estatal =● pois, embora legítima e necessária, a pena não deixa de ser uma
agressão ao indivíduo, devendo, portanto, restringir-se aos casos necessários e legais.
 Promocional de transformação social =● auxiliando em mudanças que garantirão a evolução da
comunidade.
CLASSIFICAÇÕES DO DIREITO PENAL
I - Direito Penal Fundamental (Primário): é o conjunto de normas e princípios do Direito Penal
aplicáveis genericamente,inclusive às leis penais especiais. É composto pelas normas da Parte
Geral do Código Penal e, excepcionalmente, algumas normas de amplo conteúdo previstas na
Parte Especial.
II - Direito Penal Complementar (Secundário): legislação penal extravagante;
III - Direito Penal Comum: conjunto de normas penais aplicável indistintamente a todas as pessoas
(Ex: Código Penal);
IV - Direito Penal Especial: conjunto de normas penais aplicável apenas a pessoas determinadas
que preencham certas condições legais. (Ex: o Código Penal Militar, Decreto-lei nº 201/1967 -
crimes de responsabilidade dos prefeitos);
V - Direito Penal Geral: conjunto de normas penais aplicáveis em todo o território nacional,
produzidas privativamente pela União (art. 22, I, da CF);
VI - Direito Penal Local: é o conjunto de normas penais aplicáveis somente a determinada parte do
território nacional. A existência dessas normas somente é possível se houver autorização da União
por lei complementar para que os Estados legislem sobre questões específicas de Direito Penal
(art. 22, parágrafo único, da CF);
VII - Direito Penal Objetivo: é o conjunto de leis penais em vigor;
VIII - Direito Penal Subjetivo: é o direito de punir (ius puniendi), que pertence exclusivamente ao
Estado e nasce quando uma lei penal é violada;
IX - Direito Penal Substantivo: é o direito penal material, propriamente dito. É o que consta no
Código Penal;
X - Direito Penal Adjetivo: também chamado de “formal” (grave as nomenclaturas), é o direito
processual penal.
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#SELIGA: Direito Penal de Intervenção
Abordado por Hassemer. Segundo ele, o direito penal deve se preocupar apenas com os bens
jurídicos individuais, tais como a vida, patrimônio, propriedade etc., bem como de infrações
penais que causem perigo concreto. Se o intuito da previsão da infração é proteger apenas bem
jurídico difuso, coletivo ou de natureza abstrata, não deveria ser considerada uma infração penal.
Deveria ser regulada por um sistema jurídico diverso, com sanções mais brandas que as do direito
penal, sem risco de privação da liberdade do infrator, mas aplicadas também por uma autoridade
judiciária, de forma mais célere e ampla, podendo ser até mais efetiva, para não tornar o direito
penal inócuo e simbólico. O direito de intervenção estaria acima do direito administrativo, mas
abaixo do direito penal. Há críticas acerca de tal posicionamento na doutrina, pela dúvida de
como seria a legitimidade e como atuaria o direito de intervenção, bem como se tais sanções
seriam suficientes para tutelar bens importantes que se caracterizam como coletivos, difusos ou
de natureza abstrata.
ENCICLÓPEDIA DAS CIÊNCIAS PENAIS
A doutrina não é uníssona acerca de quantas ou quais exatamente seriam elas, mas, para o nosso 
estudo, as mais importantes são a dogmática (Dogmática ≠ Dogmatismo), a criminologia (estuda o
que é - direito penal estuda o que deve ser) e a política criminal. 
DOGMÁTICA PENAL CRIMINOLOGIA POLÍTICA CRIMINAL
Tem por objetivo 
interpretar de forma 
sistemática o direito 
penal, entendendo o
sentido das normas e 
aplicando-o de forma 
lógico-racional (não 
emocional).
A criminologia, de 
acordo com Luiz Flávio 
Gomes e Antônio 
Molina, é uma ciência 
empírica (estuda o que 
é) e interdisciplinar 
(fatores econômicos, 
políticos, sociais, 
religiosos etc), a qual 
estuda o crime, a vítima, 
o criminoso e o controle 
social. Suas constatações
se dão a partir da 
observação daquilo que 
acontece na realidade 
social, na experiência.
Trabalha com estratégias e mecanismos de 
controle social da criminalidade, para que 
os bens jurídicos relevantes sejam 
protegidos. Possui a característica de 
vanguarda, pois orienta a criação e a 
reforma das leis, a partir de uma análise 
crítica acerca destas estarem ou não 
cumprindo os fins a que se
propõem, considerando dados obtidos por 
outros ramos (como a criminologia). 
Funcionam como “filtro” entre a letra fria 
da lei e a realidade social. Revela as leis que 
“pegam” e as que não. 
DIREITO PENAL X CRIMINOLOGIA X POLÍTICA CRIMINAL
DIREITO PENAL CRIMINOLOGIA POLÍTICA CRIMINAL
Ciência normativa e
valorativa, que analisa os
fatos humanos
indesejados e define quais
devem ser tipificados como
crime ou contravenção.
Ciência empírica e
interdisciplinar, que estuda o
crime, o criminoso, a vítima e
o controle social.
Trabalha as estratégias e
meios de controle social da
criminalidade.
Ocupa-se do crime enquanto
norma.
Ocupa-se do crime enquanto
fato.
Ocupa-se do crime enquanto
valor.
Ex: Define o crime de roubo.
Ex: Quais fatores contribuem
para o crime de roubo.
Ex: Estuda como diminuir os
casos de roubo.
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#VAMOSLEMBRAR: Vitimologia é o estudo da vítima em seus diversos planos. Inicialmente, a
análise era quanto às formas de contribuição da vítima para a prática dos crimes.
Modernamente, tal estudo preocupa-se também com a proteção destas no momento posterior à
prática do crime, como por exemplo com a sua reinserção na sociedade. Ex: Composição dos
danos civis (art. 74, parágrafo único, Lei 9.099/95) – TERCEIRA VIA.
SELETIVIDADE – CRIMINALIZAÇÃO PRIMÁRIA E SECUNDÁRIA (ZAFFARONI)
DEFINIÇÃO POR ZAFFARONI
O sistema penal seleciona pessoas ou ações, como também criminaliza certas pessoas segundo sua
classe e posição social. Há uma clara demonstração de que não somos todos igualmente
‘vulneráveis’ ao sistema penal, que costuma orientar-se por ‘estereótipos’ que recolhem os
caracteres dos setores marginalizados e humildes, que a criminalização gera fenômeno de rejeição
do etiquetado como também daquele que se solidariza ou contata com ele, de forma que a
segregação se mantém na sociedade livre.
Nesse contexto, o processo de criminalização pode ser dividido em dois:
I - CRIMINALIZAÇÃO PRIMÁRIA: É a elaboração e sanção das leis penais, introduzindo
formalmente no ordenamento jurídico a tipificação de determinadas condutas. Legislador escolhe
as condutas a serem incriminadas. 
II - CRIMINALIZAÇÃO SECUNDÁRIA: É a ação punitiva que recai sobre pessoas concretas. Quando
recai sobre o indivíduo a persecução penal após ser a ele atribuída a prática de um ato
primariamente criminalizado. É praticada pela Polícia e Poder Judiciário. (Seleção primária:
Abordagem pelos policiais; Seleção secundária: Inquérito, denúncia; Seleção terciária: Sistema
prisional). Aplicadores da lei penal (Juízes, promotores, delegados, policiais etc.). Labeling
approach (teoria da rotulação ou do etiquetamento): aqueles que integram a população criminosa
são estigmatizados, rotulados ou etiquetados como sujeitos contra quem normalmente se dirige o
poder punitivo estatal.
**BIZU**: III - CRIMINALIZAÇÃO TERCEÁRIA: Ocorre quando o indivíduo já está condenado por
meio de um processo judicial e dá início ao cumprimento de sua pena privativa de liberdade no
sistema prisional. O indivíduo, já individualizado e considerado como uma pessoa concreta,
conforme a criminalização secundária, passa a ser considerado, também individualmente, no plano
da EXECUÇÃO DA PENA. Há também uma influência psicológica em relação ao indivíduo preso,
considerando que ele assimila essa cultura (ou subcultura) prisional, aceitando-a como o seu
ambiente, isto é, como o local adequado para a sua inserção. Portanto, a criminalização terciária
ocorre dentro do sistema prisional.
**Persecução penal: conjunto de duas fases - O processo penal é o procedimento principal, de
caráter jurisdicional, que termina com um procedimento judicial que resolve se o cidadão acusado
deverá ser condenado ou absolvido. Atividade investigatória da polícia + ação penal promovida
peloMP.**
Além do momento da elaboração e aplicação da norma, a seletividade também vai se mostrar
presente no momento da execução da pena.
#SELIGA: DIREITO PENAL SUBTERRÂNEO E DIREITO PENAL PARALELO
SUBTERRÂNEO = Ocorre quando as instituições oficiais atuam com poder punitivo ilegal,
acarretando abuso de poder. Ex.: institucionalização de pena de morte (execução sem processo),
desaparecimentos, torturas etc.;
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PARALELO = Como o sistema penal formal do Estado não obtêm êxito em grande parte da
aplicação e exercício do poder punitivo, outras agências apropriam-se desse espaço e o exercem
de modo paralelo ao estado (criando sistemas penais paralelos). Ex.: médico que aprisiona
doentes mentais;
DIREITO PENAL DO AUTOR E DIREITO PENAL DO FATO
DIREITO PENAL DO FATO - Adotado pelo ordenamento penal brasileiro
Consiste que o direito penal deve punir condutas, ou seja, fatos, praticados pelos
indivíduos que sejam lesivas a bens jurídicos de terceiros. Pune-se o fato. Se considera
circunstâncias relacionadas ao autor, especificamente quando da análise da pena. Atrelado ao
Princípio da exteriorização ou materialização do fato, pelo qual o Estado só pode incriminar
condutas humanas voluntárias (fatos). Assim, ninguém pode ser castigado por seus pensamentos,
desejos ou meras cogitações ou estilo de vida. O princípio da exteriorização serviu para o legislador
acabar com as infrações penais que desconsideravam esse mandamento. Ex: Mendicância (art. 60
LCP – abolido).
DIREITO PENAL DO AUTOR
 Consiste na punição do indivíduo baseada em seus pensamentos, desejos e estilo de
vida, condições pessoais, do modo de ser, grau de culpabilidade (reprovabilidade), antecedentes
do autor, está interligado ao Direito Penal do Inimigo. Aqui teríamos uma inobservância do
princípio da exteriorização do fato.
#OBS: COCULPABILIDADE E COCULPABILIDADE ÀS AVESSAS (ZAFFARONI)
COCULPABILIDADE = corresponsabilidade do Estado no cometimento de determinados delitos,
praticados por cidadãos que possuem menor âmbito de autodeterminação diante das circunstâncias
do caso concreto, principalmente no que se refere a condições sociais e econômicas do agente, o que
enseja menor reprovação social, segundo o princípio da coculpabilidade, o Estado-juiz haveria de
considerar como atenuante as condições socioeconômicas do réu no momento na aplicação da
pena. **BIZU**: Segundo o STJ, a atenuante genérica do art. 66 do CP pode se valer da teoria da
coculpabilidade como embasamento, pois trata-se de previsão genérica, que permite ao magistrado
considerar qualquer fato relevante - anterior ou posterior à prática da conduta delitiva - mesmo que
não expressamente previsto em lei, para reduzir a sanção imposta ao réu (STJ, HC 411243/PE, Rel.
Min. Jorge Mussi, Quinta Turma, DJe 19/12/2017).
COCULPABILIDADE ÀS AVESSAS = defende-se a possibilidade de reprovação penal mais severa no
tocante aos crimes praticados por pessoas dotadas de elevado poder econômico, e que abusam
desta vantagem para a execução de delitos, em regra prevalecendo-se das facilidades
proporcionadas pelo livre trânsito nos centros de controle político e econômico. **BIZU**: Não
encontra respaldo legal, razão pela qual, como agravante, não pode ser aplicada.
GARANTISMO PENAL (FERRAJOLI)
CONCEITO
Para Ferrajoli é aquele conjunto de vínculos e de regras racionais impostos a todos os
poderes na tutela dos direitos de todos. O juiz não é um mero aplicador da lei, um mero executor
da vontade do legislador ordinário. Ele é, antes de tudo, o guardião de direitos fundamentais.
GARANTIAS PRIMÁRIAS E SECUNDÁRIAS 
 GARANTIAS PRIMÁRIAS – LIMITES E VÍNCULOS NORMATIVOS:● Consistem nas proibições e
obrigações, formais e substanciais, impostos na tutela dos direitos, ao exercício de qualquer poder;
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 GARANTIAS SECUNDÁRIAS – DIVERSAS FORMAS DE REPARAÇÃO:● Subsequentes às violações
das garantias primárias, diz respeito à anulabilidade dos atos inválidos e a responsabilidade pelos
atos ilícitos.
Ex: A CF prevê como garantia primária que não haverá pena de banimento. O legislador não a
observa e comina tal pena a determinado crime. Neste caso, será utilizado o controle de
constitucionalidade, previsto na própria constituição como garantia secundária, julgando o ato
nulo.
MÁXIMAS DO GARANTISMO (FOI QUESTÃO DE PROVA SUBJETIVA PCMS 2017) – SÃO 10 AXIOMAS 
 NULLA POENA SINE CRIMINE ● (Não há pena sem crime) - Princípio da retributividade ou da
consequencialidade da pena em relação ao delito: somente será possível a aplicação de pena
quando houver, efetivamente, a prática de determinada infração penal;
 NULLUM CRIMEN SINE LEGE ● (Não há crime sem lei) - Princípio da legalidade, no sentido lato
ou no sentido estrito: a infração penal deverá sempre estar expressamente prevista na lei penal;
 NULLA LEX (POENALIS) SINE NECESSITATE ● (Não há lei penal sem necessidade) - Princípio da
necessidade ou da economia do direito penal: a lei penal somente poderá proibir ou impor
determinados comportamentos, sob a ameaça de sanção, se houver absoluta necessidade de
proteger determinados bens, tidos como fundamentais ao nosso convívio em sociedade, (direito
penal mínimo);
 NULLA NECESSITAS SINE INJURIA ● (Não há lesão a bem jurídic o) - Princípio da lesividade ou
ofensividade do evento: as condutas tipificadas na lei penal devem, obrigatoriamente, ultrapassar
a sua pessoa, isto é, não poderão se restringir à sua esfera pessoal, à sua intimidade, ou ao seu
particular modo de ser, somente havendo possibilidade de proibição de comportamentos quando
estes vierem a atingir bens de terceiros;
 NULLA INJURIA SINE ACTIONE ● (Não há lesão ao bem jurídico sem ação) - Princípio da
materialidade ou da exterioridade da ação: as condutas tipificadas só podem ser exteriorizadas
mediante a ação do agente, ou omissão, quando previsto em lei;
 NULLA ACTIO SINE CULPA ● (Não há ação sem culpa) - Princípio da culpabilidade ou da
responsabilidade pessoal: somente as ações culpáveis podem ser reprovadas;
 NULLA CULPA SINE JUDICIO ● (Não há culpa sem processo) - Princípio da jurisdicionalidade no
sentido lato ou estrito: é necessário adoção de um sistema nitidamente acusatório, com a
presença de um juiz imparcial e competente para o julgamento da causa;
 NULLUM JUDICIUM SINE ACCUSATIONE ● (Não há processo sem acusação) - Princípio
acusatório ou da separação ente o juiz e a acusação: o juiz que julga não pode ser responsável
pela acusação;
 NULLA ACCUSATIO SINE PROBATIONE ● (Não há acusação sem prova) - Princípio do ônus da
prova ou da verificação: fica a cargo do acusador todo o ônus probatório, que não poderá ser
transferido para o acusado da prática de determinada infração penal;
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 NULLA ACCUSATIO SINE DEFENSIONE ● (Não há prova sem ampla defesa) - Princípio do
contraditório ou da defesa ou da falseabilidade: deve ser assegurada ao acusado a ampla defesa,
com todos os recursos a ela inerentes.
#ATENÇÃO: Em que consiste o GARANTISMO PENAL INTEGRAL?
Garantir não somente os direitos e garantias dos acusados, mas todos os direitos e deveres
previstos na Constituição. Divide-se em: 
I - Garantismo negativo: visa limitar a função punitiva do Estado, que deve ser aplicada
estritamente aos casos necessários e em medida adequada, consistindo na proibição de excesso;
(**BIZU**:irá diminuir a força do Estado, pois não pode cometer excessos);
II - Garantismo positivo: busca evitar a impunidade e garantir que os bens jurídicos relevantes à
sociedade sejam efetivamente protegidos, caracterizando-se pela proibição da proteção
insuficiente (**BIZU**: irá garantir o aumento da força, visto que se mostra insuficiente).
Quando apenas o garantismo negativo é observado, surge o chamado “GARANTISMO
HIPERBÓLICO MONOCULAR”(!!!). Hiperbólico: por ser aplicado de modo desproporcional e
exagerado. Monocular: por enxergar apenas um lado, opondo-se ao garantismo integral.
DIREITO PENAL DO INIMIGO
CONCEITO
Aquele que viola o sistema deve ser considerado e tratado como inimigo. O
delinquente,
autor de determinados crimes, não é ou não deve ser considerado como cidadão, mas como um
“cancro societário”, que deve ser extirpado (Munhoz Conde). Jakobs (1985) fomenta o Direito
Penal do inimigo para o terrorista, traficante de drogas, de armas e de seres humanos e para os
membros de organizações criminosas transnacionais (vide Lei 12.850/2013 - Define organização
criminosa e dispõe sobre a investigação criminal, os meios de obtenção da prova etc.). Nem todo
criminoso é inimigo, apenas uma parcela reduzida de criminosos é que entra neste rol.
CARACTERÍSTICAS DO DIREITO PENAL DO INIMIGO
 Antecipação da punibilidade com a tipificação de atos preparatórios: ● O legislador é
impaciente, não aguarda o início da execução para punir o agente;
 ● Criação de tipo de mera conduta. (Ex: violação de domicílio, ato obsceno). Temos aí mais um
resquício de direito penal do inimigo no Brasil; 
 ● Criação de crimes de perigo abstrato, isto é, perigo presumido por lei. O Brasil tem leis com
crimes de perigo abstrato (Ex: Lei de Drogas);
 É um direito penal ● prospectivo e não retrospectivo, na medida em que se pune o inimigo pelo
que
ele poderá fazer, em razão do perigo que representa;
 O inimigo não é visto como um sujeito de direitos, pois perdeu seu status de cidadão;●
 Pune-se o inimigo pela sua ● periculosidade e não pela sua culpabilidade;
 As garantias processuais aplicadas ao inimigo são ● relativizadas ou até mesmo suprimidas;
 Flexibilização do Princípio da Legalidade:● é a descrição vaga dos crimes e das penas;
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 Desproporcionalidade das penas;●
**BIZU**
I - Tem como finalidade a eliminação de perigos;
II - Baseia-se na periculosidade do agente;
III - efetua uma ampla antecipação da punibilidade, punindo atos preparatórios;
IV - As penas são severas;
V - Aplica-se uma legislação diferenciada, com enfoque combativo;
VI - Utiliza-se, principalmente, de medidas de segurança;
VII - garantias processuais penais são suprimidas.
#ATENÇÃO: O Direito Penal do inimigo também é conhecido como a “terceira velocidade do
Direito Penal”. Isto porque se aplica a pena de prisão e por ser extremamente célere, já que
suprime direitos e garantias.
VELOCIDADES DO DIREITO PENAL – POR JESÚS-MARIA SILVA SÁNCHEZ
Segundo Cleber Masson (2017, p. 111), contém dois grandes blocos, distintos, de ilícitos:
I - Das infrações penais às quais são cominadas penas de prisão (direito penal nuclear);
II - Daqueles que se vinculam aos gêneros diversos de sanções penais (direito penal periférico)”.
 PRIMEIRA VELOCIDADE:● Direito Penal “da prisão”, aplicando-se penas privativas de liberdade
como resposta aos crimes praticados, com a rígida observância das garantias constitucionais e
processuais. Delitos graves. CPP.
 SEGUNDA VELOCIDADE:● Direito penal reparador. São aplicadas aqui penas alternativas à prisão,
como restritivas de direitos ou pecuniárias, de forma mais rápida, sendo admissível, para tanto,
uma flexibilização proporcional dos princípios e regras processuais. Delitos de menor gravidade.
Lei 9.099/95. (QUESTÃO DE PROVA SUBJETIVA PCES 2019)
 TERCEIRA VELOCIDADE:● Novamente temos aqui a prisão por excelência. Contudo, difere-se da
primeira por permitir a flexibilização e até a supressão de determinadas garantias. Delitos de
maior gravidade. Direto penal do inimigo. Também poderiam constituir exemplos a Lei de Crimes
Hediondos e a Lei de Organizações Criminosas na legislação pátria.
 QUARTA VELOCIDADE (NEOPUNITIVISMO):● Ligada ao direito internacional. É o processamento
e julgamento pelo TPI de chefes de Estado que violarem tratados e convenções internacionais de
tutela de Direitos Humanos e praticarem crimes de lesa-humanidade, de modo que, por esta
razão, se tornarão réus perante o referido tribunal e terão, dentro do contexto, suas garantias
penais e processuais penais diminuídas (Ex: Sadam Husseim). Alto nível de seletividade.
 QUINTA VELOCIDADE:● hodiernamente (hoje em dia, atualmente), já se fala em Direito Penal de
quinta velocidade, que trata de uma sociedade com maior assiduidade do controle policial, o
Estado com a presença maciça de policiais na rua, no cenário onde o Direito Penal tem o escopo de
responsabilizar os autores, diante da agressividade presente em nossa sociedade de relações
complexas e, muitas vezes, (in)compreensíveis. #PERTINÊNCIATEMÁTICA!
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FONTES DO DIREITO PENAL – (FOI QUESTÃO DE PROVA ORAL PCMG 2018)
São as formas pelas quais o direito penal é criado e, posteriormente, manifestado.
I - FONTE MATERIAL: Diz respeito à criação do Direito Penal. Via de regra, é a União, art.22, I, da
CF/88, pois “compete privativamente à União legislar sobre direito civil, comercial, penal,
processual, eleitoral, agrário, marítimo, aeronáutico, espacial e do trabalho”.
#ATENÇÃO: Podemos ter uma lei complementar (art. 22, parágrafo único, CF/88) autorizando o
estado a legislar sobre questões específicas de direito penal. É chamada DELEGAÇÃO EM PRETO –
pois essa lei complementar não pode delegar genericamente. Têm que ser pontos
específicos/questões específicas.
MEDIDA PROVISÓRIA PODE VERSAR SOBRE DIREITO PENAL?
Não. A EC 32/01 inseriu dispositivo expresso na CF/88 vedando a edição de medida provisória
versando sobre direito penal. Até 2001 não existia vedação expressa. O próprio STF, antes dessa EC
32, apreciou o RE 254.818/PR – 2000, especificando que MP não poderia versar sobre direito
penal, exceto se favorável ao réu.
Segundo explica o autor Cleber Masson, "É vedada a edição de medidas provisórias sobre matéria
relativa a Direito Penal (CF, art. 62, § 1.º, I, alínea b), seja ela prejudicial ou mesmo favorável ao réu.
Nada obstante, o STF historicamente firmou jurisprudência no sentido de que as medidas provisórias
podem ser utilizadas na esfera penal, desde que benéficas ao agente". (MASSON, Cleber. Direito
Penal. Parte Geral. Volume 1. 13ª edição).
II – FONTE FORMAL: Diz respeito à aplicação do Direito Penal.
DOUTRINA CLÁSSICA DOUTRINA MODERNA
IMEDIATA
 Lei (Princípio da reserva legal - estamos●
falando em lei ordinária).
IMEDIATA
 Lei●
 CF●
 Tratados Internacionais de Direitos●
Humanos
 Jurisprudência●
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 Princípios●
 Atos administrativos●
**A única fonte formal que pode criar tipos
penais e culminar penas é a lei (reserva
legal)** Restante é fonte não-incriminadora.
MEDIATAS
 Costumes●
 Princípios gerais do Direito●
 *Alguns colocam administrativos.●
MEDIATAS
 Doutrina●
FONTE INFORMAL
 Costumes●
*LEI - É o único instrumento normativo capaz de criar infração penal e cominar sanção penal (única
fonte formal imediata incriminadora).
*CONSTITUIÇÃO FEDERAL – Não cria infração penal e não comina sanção penal (nem pena, nem
medida de segurança). A CF não pode criar crime e nem alterar pena, pois o seu processo de
alteração é super rígido e incompatível com as necessidadesdo direito penal.
A CF fixa alguns patamares dos quais a intervenção penal não se pode reduzir. “mandados
constitucionais de criminalização” (patamares mínimos): 
Art.5º, XLI, CF – a lei punirá qualquer discriminação atentatória dos direitos e liberdades
fundamentais.
Art. 5º, XLII, CF – a prática do racismo constitui crime inafiançável e imprescritível, sujeito à pena
de reclusão, nos termos da lei. (Observe que o constituinte disse que quem vai criar o crime de
racismo é a lei, mas quando esse crime for criado, a lei deve puni-lo com, no mínimo, reclusão,
qualquer que seja a pena).
Art.5º, XLIII, CF – a lei considerará crimes inafiançáveis e insuscetíveis de graça ou anistia a prática
da tortura, o tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins, o terrorismo e os definidos como crimes
hediondos, por eles respondendo os mandantes, os executores e os que, podendo evitá-los, se
omitirem;
Pergunta de Concurso: Existe mandado constitucional de criminalização implícito ou tácito?
Sustenta a maioria que sim, decorrente do nosso sistema jurídico de proteção dos direitos
humanos. (Ex: A CF, ao garantir o direito à vida, está, implicitamente, determinando a
criminalização do homicídio - se todos têm direito à vida, não se pode permitir que o homicídio
não seja crime).
*TRATADOS INTERNACIONAIS DE DIREITOS HUMANOS (TIDH)
Podem ostentar 02 status:
I - Se recepcionados com quórum de emenda constitucional – maioria qualificada (3/5, total de
membros, dois turnos, nas duas casas), têm status/força de emenda – (rito especial do art. 5, §3,
CF);
II - Se recepcionado com quórum comum – maioria simples ou relativa (mais da metade dos
PRESENTES), terá status/força infraconstitucional, porém norma supralegal (HC 90.172 de SP e
no RE 466.343).
#ATENÇÃO: Os tratados internacionais podem ser classificados como fonte do direito penal apenas
quando incorporados ao direito interno.
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https://stf.jusbrasil.com.br/jurisprudencia/14716540/recurso-extraordinario-re-466343-sp
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*JURISPRUDÊNCIA
Não cria crime; não comina pena. Mas, na prática, às vezes, a jurisprudência cria o direito penal.
Pode ter caráter vinculante. Um exemplo disso é o caso do crime continuado, em que a
jurisprudência define o que são condições de tempo e lugar para fim de definição da continuidade
delitiva. A condição de tempo é de 30 dias de intervalo entre as infrações; a condição de lugar
também é definida pela jurisprudência. Súmulas vinculantes também são fontes do direito penal.
*PRINCÍPIOS
Não criam crime nem cominam pena. Mas vários são os julgados absolvendo ou reduzindo pena
com base em princípios. Ex: Princípio da Insignificância – causa de atipicidade material.
*ATOS ADMINISTRATIVOS
Fonte formal imediata quando complementam norma penal em branco. Ex: Lei de drogas é
complementada por uma Portaria da ANVISA.
*DOUTRINA
Para alguns autores, a doutrina não é fonte do direito penal por não ter força cogente, ou seja, não
ser revestida de obrigatoriedade.
*COSTUMES
Costume é a repetição de um comportamento (elemento objetivo) em face da crença na sua
obrigatoriedade (elemento subjetivo); é ≠ de hábito que tem como repetição de comportamento
(elemento objetivo), mas sem crença de obrigatoriedade. NÃO CRIA CRIME, NÃO COMINA PENA.
Qual a função dos costumes no direito penal?
De acordo com Nilo Batista e Zaffaroni têm uma função integrativa ou integradora. desempenham a
função de integrar a atribuição de sentidos de determinadas expressões do tipo penal, em especial
os elementos normativos do tipo. (Ex: Art. 233, CPP – crime de ato obsceno).
ESPÉCIES DE COSTUMES
I - Costume secundum legem (costume interpretativo): função de auxiliar o intérprete a entender
o conteúdo da lei. Depende do ambiente em que o ato foi praticado e dos costumes locais para
que ele seja assim considerado ou não. Ex: ato obsceno.
II - Costume contra legem (costume negativo): chamado de DESUETUDO. É aquele que contraria
uma lei, mas não a revoga. Ex.: Venda de CDs piratas.
III - Costume praeter legem (costume integrativo): usado para suprir as lacunas da lei. É válido,
mas só pode ser usado no campo das normas penais não incriminadoras e apenas para favorecer o
agente. Ex.: a circuncisão em meninos de determinadas religiões não é considerada crime.
#SELIGA: Existe costume abolicionista?
1ª Corrente: Admite-se o costume abolicionista, aplicado nos casos em que a infração penal não
mais contraria o interesse social. Ex. Para esta corrente, o jogo do bicho não é mais contravenção
penal.
2ª Corrente: Diz que não existe costume abolicionista. Quando o fato já não é mais indesejado
pela
sociedade, o juiz não deve aplicar a lei. Para esta corrente, o jogo do bicho permanece
formalmente típico, porém não aplicável, sem eficácia social (não tem tipicidade material).
3ª Corrente (PREVALECE): Entende que não existe costume abolicionista. Enquanto não revogada
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por outra lei, a norma tem plena eficácia. Ex: Jogo do bicho continua tipificado como contravenção
penal, sendo aplicável no caso concreto.
PRINCÍPIOS DO DIREITO PENAL **
São valores fundamentais que inspiram a criação e a manutenção do sistema jurídico. No penal,
tem função de orientar a atuação do legislador na elaboração da legislação penal e do operador do
direito em sua aplicação. A função dos princípios é limitar o poder de punir do Estado.
PRINCÍPIOS RELACIONADOS COM A MISSÃO FUNDAMENTAL DO DIREITO PENAL 
 Princípio da Exclusiva Proteção de Bens Jurídicos;
Princípio da Intervenção Mínima;
Princípio da Insignificância ou da Bagatela.
PRINCÍPIO DA EXCLUSIVA PROTEÇÃO DE BENS JURÍDICOS
O princípio da proteção aos bens jurídicos defende que o direito penal deve servir apenas para
proteger bens jurídicos relevantes, bens jurídicos indispensáveis ao convívio em sociedade.
O QUE É BEM JURÍDICO?
 ROXIN● – bem jurídico será a relação real da pessoa com um valor concreto, reconhecido pela
comunidade.
 LUIS GRECO● – bem jurídico são dados fundamentais para a realização pessoal dos indivíduos ou
para a subsistência do sistema social nos limites da ordem constitucional.
Desse modo, para conceituar bem jurídico, é imprescindível levar 2 pontos em consideração:
1) Fundamento do bem jurídico: o conceito de bem jurídico tem que ter como ponto central,
como fundamento, a importância do bem àquela pessoa. Tem que ser um bem de
grande importância, fundamental, de modo que a existência dessa pessoa ou seu bem-estar
estejam ameaçados sem a criminalização daquela conduta.
2) Titularidade do bem jurídico: É importante saber quem é o titular desse bem jurídico. Para
quem o BJ tem essa importância fundamental?
PRINCÍPIO DA INTERVENÇÃO MÍNIMA
*ORIGEM HISTÓRICA: Declaração dos direitos do homem e do cidadão (1789). No art. 8º desse
diploma, temos a imposição de que o direito penal deve estabelecer penas estrita e
evidentemente necessárias.
*INTRODUÇÃO: O direito penal em um Estado Democrático de Direito atua como última
ratio/última razão/última saída. Isso porque o direito penal só deve atuar quando os outros ramos
do direito já tenham fracassado na tentativa de solucionar aquele conflito. O direito penal é o
último grau de proteção jurídica. Nem tudo o que é ilícito caracteriza um ilícito penal, porém, todo
ilícito penal será também ilícito perante as demais searas do direito. Trata-se de um princípio um
implícito na CF/88.
*DESTINATÁRIOS DE FINALIDADE
São dois:
 Legislador (no plano abstrato);●
 Aplicador do direito (no plano concreto).●
*FINALIDADE DO PRINCÍPIO DA INTERVENÇÃO MÍNIMA
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https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=doutrina-1-resumoReforço ao princípio da reserva legal, posto que não é suficiente que tenha lei prevendo aquela
conduta como criminosa, é necessário ainda que a intervenção penal cominada pela lei seja
efetivamente necessária.
Para Rogério Sanches: “o princípio da intervenção mínima tem duas faces: orienta quando e onde
o direito penal deve intervir (neocriminalização); por outro lado, também orienta quando e onde o
direito penal deve deixar de intervir (abolitio criminis) – fenômeno em que o legislador resolve não
mais incriminar determinada conduta, retirando do ordenamento jurídico-penal a infração que a
previa”.
Do princípio da intervenção mínima decorrem 2 outros princípios:
** FRAGMENTARIEDADE ** 
O direito penal é fragmentário pois é visto como um sistema descontínuo de ilicitudes. Não pode e
nem tem como criminalizar todas a condutas existentes, mesmo que sejam ilícitos do direito. A
fragmentariedade prevê que somente devem ser tutelados pelo direito penal os casos de relevante
lesão ou perigo de lesão aos bens jurídicos fundamentais para a manutenção e o progresso do ser
humano e da sociedade. Deve ser utilizado no plano ABSTRATO – ATIVIDADE LEGISLATIVA.
#SELIGA: EM QUE CONSISTE A FRAGMENTARIEDADE ÀS AVESSAS?
Situações em que o direito penal perde o interesse em uma determinada conduta, inicialmente tida
por criminosa, por entendê-la desnecessária, com a evolução da sociedade e modificação de seus
valores, ocorrendo a abolitio criminis, sem prejuízo de sua tutela pelos demais ramos do direito. É um
juízo negativo, o crime existia e deixa de existir. (Ex.: Adultério, que era crime tipificado no art. 240 do
CP e deixou de ser em 2005, quando a Lei nº 11.106 revogou o tipo penal).
** SUBSIDIARIEDADE ** 
A subsidiariedade é corolário (afirmação de verdade já demonstrada) da intervenção mínima e
está ligada à autonomia do Direito Penal. A intervenção penal fica condicionada ao fracasso dos
demais ramos do direito, funcionando como um soldado de reserva. Direciona-se ao aplicador do
direito, no plano concreto, devendo ser aplicado apenas quando todos os demais ramos se
revelarem impotentes. O crime já existe, mas precisamos saber se a aplicação da lei penal é
necessária no caso concreto.
Conceitos atrelados à subsidiariedade:
⦁ ROXIN – direito penal seria o remédio sancionador extremo. Ou seja: o direito penal só deve
atuar
após os outros ramos do direito.
⦁ MUÑOZ CONDE – é aplicável unicamente quando fracassam as demais barreiras protetoras do
bem jurídico pré-dispostas por outros ramos do direito.
STJ (HC 197.601/RJ) - Dentre os princípios constitucionais implícitos figura o da subsidiariedade, por
meio do qual a intervenção penal somente é admissível quando os demais ramos do direito não
conseguem bem equacionar os conflitos sociais.
CONFLITO APARENTE DE NORMAS: Ocorre quando duas normas aparentam incidir sobre o mesmo
fato. Ele é dito aparente, pois na verdade não existe conflito algum. Existem princípios, capazes de
solucionar os conflitos aparentes de normas penais:
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I – SUBSIDIARIEDADE: uma norma menos grave (subsidiária), que descreve um crime autônomo, e
uma norma mais grave (primária), que descreve uma segunda conduta e que prevalecerá sobre
aquela.
II – ESPECIALIDADE: dois tipos penais, um específico e um genérico. Pela regra da especialidade,
prevalecerá o tipo penal específico!
III – CONSUNÇÃO: diretamente relacionado com a absorção de um delito por outro. Existe uma
relação de fins e meios (um delito é o meio para que se chegue ao outro) ou mesmo de
necessidade (um crime é uma fase para o outro).
IV – ALTERNATIVIDADE: tipo penal chamado de misto alternativo (cuja conduta possui várias
formas,
ou seja, vários verbos (mesmo praticando vários núcleos, responde por um só crime).
PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA OU BAGATELA (FOI QUESTÃO DE PROVA PCMS 2017)
*CONCEITO E ORIGEM
O referido princípio não encontra previsão na legislação, mas pacificamente admitido pela
Jurisprudência do STF e do STJ. SURGE NO DIREITO ROMANO! Incorporado na década de 1970 por
Roxin. O princípio da Insignificância decorre da fragmentariedade, de modo que o Direito Penal só
vai intervir nos casos de relevante lesão, quando for indispensável para a proteção de determinado
bem jurídico, e quando não houver como proteger o bem jurídico como os outros ramos do
direito.
O princípio da insignificância traduz a ideia de que não há crime quando a conduta praticada pelo
agente é insignificante, não é capaz de ofender ou colocar em perigo o bem jurídico tutelado pela
norma penal.
*FINALIDADE
STF reconhece como finalidade = “interpretação restritiva da lei penal”, deve diminuir a
intervenção penal.
*NATUREZA JURÍDICA 
Causa de Exclusão da tipicidade (atipicidade) material. Ou seja: torna o fato atípico por ausência de
tipicidade material.
#SELIGA:
TIPICIDADE PENAL: tipicidade formal + tipicidade material.
TIPICIDADE FORMAL: juízo de adequação do fato à norma (analisa se o fato praticado na vida real, se
amolda, se encaixa ao modelo de crime descrito na lei penal). Ex.: Sujeito subtrai um iogurte de um
hipermercado. Como subtraiu coisa alheia móvel, o fato se adequa ao tipo penal de furto.
TIPICIDADE MATERIAL: é a lesão ou perigo de lesão ao bem jurídico protegido. No exemplo acima, em
que pese tenha havido a tipicidade formal, o ato praticado não foi capaz de causar lesão relevante ao
bem protegido, vez que o valor de um iogurte não faria a menor diferença no patrimônio de um
hipermercado, não havendo, portanto, tipicidade material.
A inexistência de tipicidade material afasta a própria tipicidade, tornando o fato atípico. Aqui entra o
denominado princípio da insignificância. 
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VALOR INSIGNIFICANTE ≠ PEQUENO VALOR!! 
STF tem aceitado para valor insignificante = 10% do SM variando para mais ou menos;
E, para pequeno valor, para privilégio = até 1 SM integral.
JURISPRUDÊNCIA: É inviável a aplicação do princípio da insignificância ao furto praticado 
quando, para além do valor da res furtiva exceder o limite de 10% do valor do salário- mínimo 
vigente à época dos fatos, o acusado é multirreincidente, ostentando diversas condenações 
anteriores por crimes contra o patrimônio. Processo sob segredo de justiça. Rel. Ministro Jorge
Mussi, Quinta Turma, por unanimidade, julgado em 14/11/2022, DJe 22/11/2022.
*MNEMÔNICO DE PARAMETROS DE APLICAÇÃO DO PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA - STF
Mínima ofensividade da conduta;
Ausência de periculosidade social da ação;
Reduzidíssimo grau de reprovabilidade do comportamento;
Inexpressividade da lesão ao bem jurídico.
Em regra (raras exceções): O STF não tem aplicado o princípio da insignificância nos crimes de
perigo abstrato (tráfico de drogas, porte ilegal de arma de fogo) e crimes pluriofensivos (moeda
falsa). 
*CAUSÍDICAS IMPORTANTES SOBRE O PRINCÍPIO
I - PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA x AGENTE REINCIDENTE
Em regra, o STF e o STJ afastam a aplicação do princípio da insignificância aos acusados
reincidentes
ou de habitualidade delitiva comprovada. Porém, a reincidência não impede, por si só, que o juiz
da causa reconheça a insignificância penal da conduta, à luz dos elementos do caso concreto. (STF.
Plenário. HC 123108/MG, HC 123533/SP e HC 123734/MG, Rel. Min. Roberto Barroso, julgados em
3/8/2015; STJ. 5ª Turma EDcl-AgRg-AREsp 1.631.639- SP, Rel. Min. Ribeiro Dantas, julgado em
19/05/2020).
Obs.: Ao criminoso habitual, tanto o STF como o STJ, costumam negar a aplicação.
INFO 575, STJ = Em regra, não se aplica o princípio da insignificância para o agente que
praticou descaminho se ficar demonstrada a sua reiteraçãocriminosa (criminoso habitual).
Exceção: o julgador poderá aplicar o referido princípio se, analisando as peculiaridades do
caso concreto, entender que a medida é socialmente recomendável.
Assim, de acordo com o caso concreto, é possível sim aplicar a insignificância mesmo para réus
Reincidentes: (INFO 722, STJ; INFO 911, STF; INFO 973, STF; INFO 966, STF)
#SELIGA: E AO MULTIRREINCIDENTE, É POSSÍVEL APLICAÇÃO DO PRINCÍPIO DA
INSIGNIFICÂNCIA?
Atenção ao INFO 746 (29/08/22). A multirreincidência específica somada ao fato de o acusado
estar em prisão domiciliar durante as reiterações criminosas são circunstâncias que inviabilizam a
aplicação do princípio da insignificância.
HC 123.108/MG = aplicação do princípio da insignificância envolve um juízo amplo (conglobante),
que vai além da simples aferição do resultado material da conduta, abrangendo também a
reincidência ou contumácia do agente, elementos que, embora não determinantes, devem ser
considerados. A reincidência não impede, por si só, que se reconheça a insignificância penal da
conduta à luz dos elementos do caso concreto, mas pode ser um dos elementos que justificam a
tipicidade material da conduta.
Em regra, NÃO. Mas há julgado do STJ permitindo excepcionalmente (19/05/22):
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A multirreincidência específica, via de regra, afasta a aplicação do princípio da insignificância no
crime de furto. Entretanto, em casos excepcionais, nos quais é reduzidíssimo o grau de
reprovabilidade da conduta, tem esta Corte Superior admitido a incidência do referido princípio,
ainda que existentes outras condenações. (AgRg no AREsp 1899839/MG, Rel. Ministro OLINDO
MENEZES (DESEMBARGADOR CONVOCADO DO TRF 1ª REGIÃO), Rel. p/ Acórdão Ministra LAURITA
VAZ, SEXTA TURMA, julgado em 19/04/2022, DJe 19/05/2022).
#SELIGA: É possível a aplicação ao réu reincidente quando o crime anterior tutelava bem jurídico
distinto de patrimônio, é o que o STF chamou de TEORIA DA REITERAÇÃO (REPETIÇÃO) NÃO
CUMULATIVA DE CONDUTAS DE GÊNEROS DISTINTOS (TERMO DE PROVA). - TURMA HC 114.723,
MG.
AGENTE COMETE: CRIME A I I I CRIME B I I I CRIME C FURTO (INCIDE O PRINCÍPIO AQUI)
Possibilidade de aplicar o regime inicial aberto ao condenado por furto, mesmo ele sendo
reincidente, desde que seja insignificante o bem subtraído. STF. 1ª Turma. HC 135164/MT; INFO
938.
STF reconheceu que o valor econômico do bem furtado era muito pequeno, mas, como o réu era
reincidente, em vez de absolvê-lo aplicando o princípio da insignificância, o Tribunal utilizou esse
reconhecimento para conceder a pena restritiva de direitos. STF. 1ª Turma. HC 137217/MG; INFO
913.
DISCURSIVA - JUSTIFICATIVAS
A FAVOR da aplicação da insignificância ao reincidente: se a natureza jurídica é de causa de
exclusão de tipicidade, deve ser analisado o FATO e não os atributos do agente, sob pena de se
utilizar o direito penal do autor. O fato não poderia ser típico para uma pessoa e atípico para outra.
Ou é típico ou não é. O momento de analisar as condições pessoais do agente é apenas em
eventual e futura fixação de pena.
CONTRA a aplicação da insignificância ao reincidente: Se o agente é infrator contumaz, com
personalidade voltada a práticas delitivas, fazer uso da insignificância seria incentivá-lo ao contínuo
descumprimento da norma, fazendo do crime um meio de vida. O valor de um bem, isoladamente,
até poderia ser insignificante, mas o “todo” não seria e isso caracterizaria reprovabilidade e
ofensividade. O intuito do princípio não é legitimar esse tipo de conduta, mas afastar do campo de
incidência do direito penal, desvios mínimos e isolados.
II - INSIGNIFICÂNCIA x FURTO QUALIFICADO
STF/STJ: Via de regra, entendem não ser possível a aplicação do princípio da insignificância no
furto
qualificado, pois falta o requisito do reduzido grau de reprovabilidade do comportamento. No
entanto, recentemente, o Plenário do STF analisou a questão e entendeu que não há como fixar
tese sobre isso, que também deve ser analisado caso a caso. (STF-HC 123108/MG).
Recente, o STJ entendeu pela aplicação do referido princípio, à luz da análise do caso concreto: Em
regra, não se aplica o princípio da insignificância ao furto qualificado, salvo quando presentes
circunstâncias excepcionais que recomendam a medida. STJ. 5ª Turma. HC 553872-SP, Rel. Min.
Reynaldo Soares da Fonseca, julgado em 11/02/2020 (Info 665).
III - INSIGNIFICÂNCIA x BENS JURÍDICOS DIFUSOS/COLETIVOS
Em regra, se o bem jurídico é difuso ou coletivo, os tribunais superiores vêm entendendo pela NÃO
APLICAÇÃO DO PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA, pois se estaria atingindo a coletividade e,
portanto, não caberia a insignificância da lesão. Normalmente os crimes contra bens jurídicos
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difusos/coletivos são crimes de perigo abstrato, motivo pelo qual, de “perigo presumido” pelo
legislador.
Resumão posterior dos princípios do DP
Princípio da exclusiva proteção do bem jurídico: veda a preocupação do Direito 
Penal com a mera intenção do agente, que não externaliza em sua conduta os 
seus pensamentos, suas cogitações pessoais.
Princípio da intervenção penal mínima: busca restringir o âmbito de atuação do 
Direito Penal às situações realmente relevantes, em que a ação do Estado seja 
necessária e outros ramos do Direito não sejam capazes de dar solução 
adequada ao conflito.
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CADERNO DE QUESTÕES PRÓPRIO
I - 2021 – NC UFPR – PCPR – Delegado de Polícia - Se uma conduta não representa uma ofensa
relevante ao bem jurídico contemplado no tipo penal, entende- se que ela é materialmente atípica
em razão do princípio da insignificância. Um exemplo de situação que poderia ser abrangida pelo
princípio seria a subtração de um pacote de batatas de um supermercado. São requisitos
estabelecidos pela jurisprudência do Supremo Tribunal Federal para a incidência do princípio da
insignificância, EXCETO: 
a) mínima ofensividade da conduta do agente.
b) nenhuma periculosidade social da ação.
c) reduzido grau de reprovabilidade do comportamento.
d) inexpressividade da lesão jurídica provocada.
e) ausência de interesse da vítima na persecução penal.
GABARITO
I – E
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II – 
III – 
IV – 
V – 
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