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TORACOTOMIA · Toracotomia: c/ incisão do tórax. · Toracocentese: sutura da parede abdominal pela linha média. · Toracostomia: comunicação com o meio exterior (dreno). · Toracorrafia: síntese do tórax. INDICAÇÕES: · P/ abordar o esôfago torácico, coração e grandes vasos, traqueia, pulmão, pleura e lesão da parede torácica diafragmática (hérnias). TÉCNICAS DE TORACOTOMIA: · As vias de acesso a cavidade torácica, são: intercostal, intercostal com resseção da costela, esternotomia mediana e trans-esternal. · Considerações: quando acessada a cavidade torácica, ocorrerá perda de pressão negativa no interior do tórax, com isso o anestesista deverá assumir a ventilação do paciente, evitando o colabamento pulmonar. TORACOTMIA INTERCOSTAL: · É a abordagem de eleição. Tendo como vantagem ser menos traumática e como desvantagem o acesso restrito. · Tem exposição definida do tórax (lado). · Se faz com auxílio de radiografia/TC/RM. · Tem adequando acesso a estruturas imediatas. Limitado acesso a estruturas distais. · Amplia em 33% com resseção da costela. INSTRUMENTAL CIRURGICO: · Mat de diérese, hemostasia e síntese. · Afastador auto estático de Finochietto e de Weitlaner. · Drenos. TÉCNICA DE TORACOTOMIA INTERCOSTAL: 1. Incisão de pele com bisturi. 2. Incisão de subcutâneo com bisturi. 3. Incisão da musculatura com tesoura de metzembaum (grande dorsal, serrátil ventral, escaleno, intercostal externo e interno). 4. Hemostasia plano a plano. 5. Proteger arco costal c/ compressas umedecidas. 6. Colocar afastador. 7. Acessar órgão alvo. 8. Toracorrafia: sutura intercostal interrompida (fio absorvível sintético monofilamentoso #2, #1 e #0). 9. Restabelecer pressão negativa. 10. Toracorrafia: - Musculo: fio absorvivel sintético monofilamentoso, nº 2-0, 3-0. Sultan ou contínua simples. - Subcutâneo: fio absorvivel sintético monofilamentoso, nº 2-0, 3-0 ou 4-0. Conitua simples ou zig-zag. - Pele: fio sintético inabsorvivel monofilamentoso, nº 3-0, 4-0 ou 5-0. Isolada simples ou wolff. TÉCNICA DE REPOSIÇÃO DA PRESSÃO NEGATIVA: · Hiperinsuflação pulmonar (aplica-se o último ponto de sutura sem fechar o nó; expiração máx sustentada- fecha o último nó; drenagem parcial do pneumotórax- reabsorção lenta do ar residual). · Toracocentese (precisará de escalpe, seringa de 20ml e torneira de 3 vias; faz assepsia, entre o 6º, 7º ou 8º espaço intercostal; faz a punção perpendicular á parede do tórax- 90ºC; após entrar, direcionar p/ 45ºC). · Toracostomia (colocação do dreno- dreno é posto no 8º espaço intercostal e sai pelo 10º; é realizada incisão na pele no 10º; c/ pinça hemostática é feito um túnel pelo subcutâneo até o 8º; adentra a parede muscular do 8º intercostal c/ a pinça hemostática; traciona o dreno com a pinça; após direcionar ponta do dreno p/ o esterno; fixar dreno com sutura em sapatilha de chinesa; rem ove o dreno em 2 dias). - Sist de selo d’água. - Sist de sucção contínua. REGRAS DA TORACOSTOMIA: · A incisão de pele p/ colocar o dreno deve ser 2 espaços caudais ao local da incisão da toracotomia. · A introdução do dreno na musculatura intercostal deve ser de no mínimo 1 espeço intercostal caudal ao local da incisão da toracotomia. · Nunca o dreno deverá penetrar na linha de incisão da toracotomia. · Nunca o local da introdução do dreno na pele deve ser o mesmo da introdução da musculatura na parede muscular. TORACOSTOMIA · Dispositivos p/ drenagem: sistemas de selo d’água ou de sucção contínua. TORACOTOMIA POR ESTERNOTOMIA MEDIANA: · A vantagem é a adequada visualização bilateral da cavidade. Complicações são semelhantes a intercostal. Tem menor desconforto do que a intercostal e as desvantagens são por ser mais traumática, mais demorada e mais trabalhosa. · As complicações são pneumotórax, efusão pleural, deiscencia da sutura, dor, hipercapnia e óbito. RESUMINDO: · Dar preferência ao acesso intercostal. · Contar os espaços intercostais. · Manter o paciente ventilando no transoperatório. · Realizar a sutura circuncostal. · Restabelecer a pressão negativa. · Jamais omitir analgesia com opióide.