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EXAMES DE IMAGEM DO TÓRAX INTRODUÇÃO • Posicionamento: distância entre 1,80 e 2,0 metros entre chassi e filme. • Avaliar: Inspiração (9-10 costelas posteriores; mal inspirada simula cardiomegalia + congestão), alinhamento (clavícula equidistante à traqueia). • Caso não haja D-E escrito no exame, avaliar posicionamento da bolha gástrica (sempre lado esquerdo). • Penetração: mais branco (pouco penetrado) ou mais preto (muito penetrado, visualização de todas as vértebras, parece “enfisema”). Controlado pela máquina. • Movimentos respiratórios: → Inspiração: ocorre aumento do diâmetro lateral e rebaixamento do diafragma. Deve-se contar até 9-11 costela. Posteriormente é mais retificada. → Expiração: ocorre diminuição do diâmetro lateral e ascensão do diafragma, destaca aprisionamentos aéreos. PRINCIPAIS INCIDÊNCIAS • POSTEROANTERIOR (PA): todo o tórax visível, desde a constrição da via aérea (laringe) aos seios costofrênicos → Posicionamento: sem rotações, bordas mediais das clavículas equidistantes da apófise espinhosa T3, bordos mediais das escápulas não devem estar sobrepostos ao pulmão → Penetração dos raios: corpos vertebrais individuais até a carina traqueal → Expansibilidade adequada: 6-7 arcos costais anteriores e 9-11 posteriores (retificados) • PERFIL ESQUERDO: todo o pulmão visível. Auxilia a localização da alteração do PA. → Posicionamento: elevar braços do campo para não somar imagens, margens superiores dos arcos costais D e E devem estar superpostos, deve-se visualizar os vasos retrocardíacos • LAURELL: decúbito lateral (D/E) com raios horizontais (DP ≥ 1 cm é puncionável via toracocentese). Sempre o decúbito deve ser para o lado com derrame. Porém, se suspeita de pneumotórax, decúbito contralateral. Pneumologia | Lara Mattar | Medicina UFR ÍNDICE CARDIOTORÁCICO - Quanto maior a distância do órgão do filme, maior a magnificação. Por isso, o limite superior do ICT em AP > PA. DIVISÃO DO MEDIASTINO • Superior / Inferior: T5 • Anterior: borda posterior do esterno à borda anterior do coração • Médio: borda anterior à borda posterior do coração • Posterior: a partir da borda posterior do coração • ANTEROPOSTERIOR (AP) • ÁPICO LORDÓTICO • OBLÍQUIO MEDIDAS NORMAIS RX E TC DE TÓRAX Traqueia Diâmetro (homens) ➝ 13 a 27 mm Diâmetro (mulheres) ➝ 10 a 23 mm Artérias pulmonares Tronco pulmonar (TC) ➝ 30 mm Artéria interlobar D (RX) ➝ 16 mm homens e 15 mulheres Obs: ramo interlobar > limite: indício sobrecarga território vasc. pulm. Hilos pulmonares Hilo E ~ 1-2 cm mais alto que D Coração (índice cardiotorácico) Limite superior (PA) ➝ 50% Limite superior (AP) ➝ 55% (+ longe do filme, + magnificação) Diafragma Hemicúpula D ~ 1-3 cm mais alta que E AVALIAÇÃO DO RAIO X • Partes moles: subcutânea, mama, região cervical, abdome superior (extra caixa torácica) • Partes ósseas: coluna, costelas, esterno, clavícula, ombro. Obs: fratura de esterno é mais bem vista no perfil • Coração: tamanho, morfologia • Aorta e artérias pulmonares: anomalias congênitas e aneurismas • Mediastino: alargamento, pneumomediastino, massas • Hilos: morfologia e divisões (vasos pulmonares e brônquios) • Parênquima pulmonar: nódulos, consolidações, hiperinsuflação • Pleura: espessamento, pneumotórax, DP (altera seio costofrênico) • Diafragma: altura, morfologia, estudo comparativo. Cúpula diafragmática direita mais alta devido fígado • Seios costofrênicos: verificar se estão livres, em casos duvidosos realizar decúbito lateral DICAS • Lobo médio é mais anterior (paracardíaco), e LID é mais posterior. No PA é mais difícil delimitar. • Quando avaliar em perfil esquerdo, o lobo superior é anterior e o inferior é posterior. • Coluna vai ficando mais preta inferiormente no perfil. TOMOGRAFIA DE TÓRAX • Em casos selecionados, não é exame de rotina. Tabagistas > 15 anos de exposição devem realizar anualmente, com baixa dosagem de radiação, como rastreio de neoplasia pulmonar. • Pode ser com (avaliação de uma lesão específica) ou sem contraste (rotina). • Angiotomografia arterial de tórax (mesmo contraste, mas com injeção especial em bomba): suspeita de TEP. ULTRASSOM DE TÓRAX • Bom para avaliar líquidos, como derrame pleural. • FAST para demarcação de líquidos para drenagem, biópsia pulmonar guiada. RESSONÂNCIA MAGNÉTICA • Não é exame bom para avaliação pulmonar. • Ideal apenas para avaliação mediastinal e de neoplasias que invadem mediastino. CINTILOGRAFIA PULMONAR V/Q • Avaliação do TEP crônico PADRÕES RADIOLÓGICOS DE IMAGEM • ATELECTASIA: Redução parcial ou completa da insuflação pulmonar. Deslocamento das fissuras interlobares; Elevação de cúpula, desvio do mediastino, hiperinsuflação do pulmão remanescente. Mecanismos: obstrução brônquica, compressão pulmonar, retração passiva, falta de surfactante ou cicatrização. Fica branco. → Lobo superior direito: sinal do S de Golden → Lobo médio: borramento da borda cardíaca do lado direito e densidade triangular no perfil → Lobo inferior direito: alteração contorno cardíaco lado D, obliteração diafragma, art. Interlobar não visível → Lobo superior esquerdo: sinal de Luftsichel (foice de ar) → Lobo inferior esquerdo: densidade triangular atrás da área cardíaca, perda de concavidade cardíaca • ATELECTASIA x DERRAME PLEURAL: • Observar lado para onde desviam as estruturas. → 1) Atelectasia: estruturas desviam para lado com opacidade. o Formato triangular, bem delimitado → 2) Derrame pleural: estruturas desviam para lado contrário da opacidade. o Obliteração dos seios costofrênicos o Parábola de líquido não respeita cisuras • PADRÃO RETICULAR x RETICULONODULAR: • CONSOLIDAÇÃO: Opacidade homogênea. Geralmente contornos mal-definidos, pode ter broncograma aéreo. Avaliar localização (focal ou dispersa). Perfil facilita visualização. Limitada por cisuras (diferente derrame pleural). • Causas: PNM, hemorragia alveolar, aspiração, SARA, adenocarcinoma, linfoma. • NÓDULO PULMONAR: Opacidade focal arredondada de até 3 cm, homo ou heterogêneos, bordas regulares ou não (mais sugestivo de malignidade). Quanto à densidade: pode ser de partes moles, calcificado ou vidro fosco. Calcificação pode ser central, difusa, periférica ou em pipoca. • MASSA PULMONAR: • PNEUMOTÓRAX: → 1) Reticular: opacidades lineares que lembram rede. → 2) Reticulonodular: opacidades lineares cominando rede e micronódulos. → 1) Broncograma aéreo: opacidade difusa com brônquios cheios de ar (preto) no meio da consolidação → 2) Sinal da coluna: em consolidações em lobos inferiores a coluna aparece mais. → Demanda 2 incidências para topografar. → Nódulo: até 3 cm → Massa: > 3 cm → Imagem de difícil visualização em PA (borramento espicular triangular em borda paracardíaca D) mas claramente vista em perfil. → Sempre descrever localização, contornos e densidade. • HIPERINSUFLAÇÃO PULMONAR: • CONGESTÃO PULMONAR: • TEP: • ABCESSO PULMONAR: • Atentar para ausência de trama vascular • Classificação (comparação com hemitórax): → Grau I: < 30% → Grau II: 30 - 50% → Grau III: > 50% → Grau IV: hipertensivo - Risco de PCR! o DX Clínico: hipertimpanismo difuso em dispneia súbita - Toracocentese de alívio para expansão pulmonar → Sinal do seio/sulco profundo: em decúbito dorsal, a zona mais elevada aparente é a costolateral inferior, e o ar tende a ir pra cima, preenchendo esse local. O seio costofrênico também se torna mais profundo. → PA: Aumento da distância entre arcos costais, que ficam mais retificados posteriormente. → Perfil: Aumento da borda esternal e campo cardíaco, diafragma desce e retifica-se. → Linhas “B” de Kerley: linhas que fazem 90º com a região lateral. Indicam um ingurgutamento do sistema vascular e/ou linfático devido congestão. → Cefalizaçãode trama → Índice cardiotorácico aumentado → Opacidades centrais, mal definidas, bilaterais e simétricas → Corcova de Hampton: margem triangular com a base voltada para região distal (pleural). • BRONQUIECTASIAS: • BOLHA ENFISEMATOSA: • CAVIDADE/ESCAVAÇÃO: Espaço que contém gás, com (nível hidroaéreo = abcesso) ou sem conteúdo (sequelar). Avaliar espessura da parede (> 1 cm pode ser neoplasia). Causas: TB, infecções, fúngicas (Aspergiloma = pós TB), neoplasia, Wegener. → Fatores predisponentes: alcoolismo, aspirações. → Aspirações tendem a se direcionar para lado direito, devido verticalização da árvore traqueobrônquica. → Lesões com conteúdo de ar e líquido, espessamento de parede (inflamação). → Múltiplas dilatações de vias aéreas. → Dedos de luva: preenchimento por secreção. → Compressão de estruturas vizinhas. • ENFISEMA: Áreas de baixa atenuação sem paredes visíveis. Destruição dos alvéolos, hiperinsuflação pulmonar. Inversão da trama (mais evidente superiormente). Pode ser: bolhoso, parasseptal, centrolobular e panlobular. IMPORTANTE ➢ Sinal da Silhueta: borramento das margens cardíacas. o Margem cardíaca à direita: lobo médio do pulmão direito. o Margem cardíaca à esquerda: língula do pulmão esquerdo. o Margem do diafragma à direita: lobo inferior do pulmão direito. o Margem do diafragma à esquerda: lobo inferior do pulmão esquerdo. ➢ Sinal da perda do gradiente da coluna: o normal é a coluna ir ficando mais transparente inferiormente, uma vez que as bases pulmonares são mais largas (mais ar) e contém menos partes moles. Não é específico, pode ser uma consolidação, uma metástase óssea, etc. ➢ Sinal da asa de morcego/borboleta: opacidades concentradas na região peri-hilar, que reduzem até a periferia. Típica de ICC. SINAIS DE HIPERINSUFLAÇÃO PULMONAR: → Inversão da trama vascular → Retificação e rebaixamento da cúpula diafragmática (perfil) → Aumento espaço retroesternal e retrocardíaco (perfil) → Aumento dos espaços intercostais → Aumento do diâmetro anteroposterior (em tonel) → Coração em formato de gota, na linha média introdução principais Incidências Índice cardiotorácico DIVISÃO DO MEDIASTINO Avaliação do raio x dicas Tomografia de tórax Ultrassom de tórax Ressonância magnética Cintilografia pulmonar v/q importante