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16/08/2022 1 PRINCÍPIOS DA TÉCNICA DE EXODONTIA EM ODONTOLOGIA PRINCÍPIOS DA TÉCNICA DE EXODONTIA EM ODONTOLOGIA Programa de graduação em Odontologia FACULDADE TÉCNICA CIRÚRGICA ASSÉPTICATÉCNICA CIRÚRGICA ASSÉPTICA Emprega um conjunto de procedimentos, medidas ou meios para eliminar a contaminação do campo operatório por microrganismos do meio ambiente ou instrumental. ► Assepsia: tentativa de evitar levar microrganismos às feridas criadas pela cirurgia (ex.: campo e instrumental cirúrgico esterilizado, luvas esterelizadas) ► Antissepsia: técnicas para diminuir microbiota residente (indígena) e remove microbiota transitória. Substâncias que podem prevenir a multiplicação de microorganismos (degermantes, clorexidina) MATERIAIS E INSTRUMENTAIS CIRÚRGICOS MATERIAIS E INSTRUMENTAIS CIRÚRGICOS ►PROFISSIONAL: EPI: • Calça comprida e sapato fechado • Capote esterilizado descartável ou de tecido esterilizável. • Luvas cirúrgicas estéreis descartáveis • Máscara e gorro (descartável ou esterilizáveis) • Óculos de proteção • Face Shilde • Pró pé MATERIAIS E INSTRUMENTAIS CIRÚRGICOS MATERIAIS E INSTRUMENTAIS CIRÚRGICOS ► MESA: Campo cirúrgico estéril (descartável ou esterilizável): Para a mesa cirúrgica, mesa de apoio e para colocar em cima do campo cirúrgico fenestrado do paciente (opcional), protetor para o refletor, mangueiras dos sugadores e canetas de alta e baixa (peça reta) MATERIAIS E INSTRUMENTAIS CIRÚRGICOS MATERIAIS E INSTRUMENTAIS CIRÚRGICOS PACIENTE: •Campo cirúrgico fenestrado, •Touca (em especial se o paciente tiver cabelo grande) ht t ps ://www.asseptico.com.br MATERIAIS E INSTRUMENTAIS CIRÚRGICOS MATERIAIS E INSTRUMENTAIS CIRÚRGICOS ► Sugador estéril descartável ou ponta de aspiração (ponta de sugador de metal, esterelizável) ► Caneta de alta, Micromotor e peça reta ► Brocas cirúrgicas: brocas esféricas 6, 8,10 (osteotomia), 703, 702 (peça reta), Zekrya (odontosecção), 703, 702, 701(alta) ► Pinça Backhaus: para prender o campo cirúrgico 16/08/2022 2 MATERIAIS E INSTRUMENTAIS CIRÚRGICOS MATERIAIS E INSTRUMENTAIS CIRÚRGICOS ► Pinça clínica: porta algodão e para pegar o anestésico e colocar na carpule ► Gaze estéril: para fazer assepsia; auxilia na hemostasia e no campo de visão (“limpar o sangue para enxergar”); pós cirurgia do paciente ► Pinça Foester (para antissepsia): segura a gaze/algodão com clorexidina 2% para fazer assepsia extraoral ► Cuba de metal: soro fisiológico esterelizado ► Seringa 20mL descartável: irrigar o soro ► Copo descartável (de café): para paciente bochechar com clorexidina 0,12% MATERIAIS E INSTRUMENTAIS CIRÚRGICOS MATERIAIS E INSTRUMENTAIS CIRÚRGICOS ► Afastador de Minnesota ou de Austin: afasta a mucosa para melhor visualização ► Seringa (carpule - esterelizada), agulha (esterelizada) e tubetes anestésicos: anestesia local ► Cabo de bisturi n°3 ► Lâmina de bisturi: 10, 11, 12, 15 c MATERIAIS E INSTRUMENTAIS CIRÚRGICOS MATERIAIS E INSTRUMENTAIS CIRÚRGICOS ► Sindesmótomo: usado para separar a gengiva do dente, sendo usado após a anestesia. ► Descolador de periósteo n. 9 de Molt: destacar/separar o periósteo após incisão ► Alavanca apical reta: luxar e extrair dentes (301 e 304) ► Alavanca reta de Seldin: luxar e extrair dentes – promove um apoio e firmeza maior ► Alavanca angulada (bandeirinha) de Seldin (direita e esquerda): adequada para extração de dentes posteriores MATERIAIS E INSTRUMENTAIS CIRÚRGICOS MATERIAIS E INSTRUMENTAIS CIRÚRGICOS Forcéps: diversos tipos: SUPERIORES: 1. 150 – Pré a pré-molares superiores 2. 18R – Molares superiores D 3. 18L – Molares superiores E 4. 65– remanescentes/restos radiculares superiores INFERIORES: 5. 151 – Pré a pré-molares inferiores ou restos radiculares inferiores 6. 16 – Molares inferiores (D e E) – adapta na furca 7. 17 – Molares inferiores (D e E) – adapta na cervical (coroa pouco destruída) 8. 69 - remanescentes/restos radiculares inferiores e superiores 8. 1. 2. 3. 4. 5. 6. 7. 16 MATERIAIS E INSTRUMENTAIS CIRÚRGICOS MATERIAIS E INSTRUMENTAIS CIRÚRGICOS Forcéps: 16 MATERIAIS E INSTRUMENTAIS CIRÚRGICOS MATERIAIS E INSTRUMENTAIS CIRÚRGICOS ► Pinça hemostática curva (Kelly): se necessário, pinçar um vaso, divulsionar tecido, pegar fragmentos ► Pinça de Allis, pinça de Adson ou dente de rato: para segurar o tecido mole. ► Cureta periapical: raspar o alvéolo após a exodontia, curetar cápsula cística ou outra lesão. 16/08/2022 3 MATERIAIS E INSTRUMENTAIS CIRÚRGICOS MATERIAIS E INSTRUMENTAIS CIRÚRGICOS ► Pinça goiva (osteótomo): removem partículas/espículas ósseas ► Lima para osso: para diminuir espículas ósseas ► Porta-agulhas (Mathieu ou Mayo Hegar), ► Fio de sutura: seda, nylon, poliéster, algodão, absorvível (4.0, 5.0, 6.0) ► Tesoura para sutura, PREPARO DA MESA CIRÚGICAPREPARO DA MESA CIRÚGICA ► A montagem da mesa cirúrgica deve obedecer à ordem dos procedimentos: 1. Antissepsia e Assepsia Anestesia 2. Diérese/Incisão (corte) 3. Diérese/Divulsão (separação) 4. Exérese (remoção) e/ou punção, 5. Hemostasia 6. Síntese. ht t ps ://www.ident .com.br/dr.bruno_salgueiro/caso-clinico/26896-exodont ia-18-e-48 PREPARO DO PACIENTEPREPARO DO PACIENTE Antes da cirurgia, pedir que o paciente escove os dentes, lave as mãos. • Em consultório: bochecho com clorexidina 0,12%; gazes estéreis presas a uma pinça Collin ou Allys, molha na solução de clorexidina 2% - (extrabucal), e passa na boca e no tecido próximo. 1. ANTISSEPSIA PREPARO DO PACIENTEPREPARO DO PACIENTE De extrema importância para evitar contaminação no campo cirúrgico, em especial, no paciente A. Assepsia: campo cirúrgico fenestrado e touca (em especial se o paciente tiver cabelo grande) • ↓ contaminação bacteriana para o paciente. 1. ANTISSEPSIA PREPARO DA EQUIPE CIRÚRGICAPREPARO DA EQUIPE CIRÚRGICA Preparação da equipe cirúrgica: Lavagem criteriosa das mãos (escovação) e vestimenta cirúrgica completa: calça, calçado fechado, capote de mangas longas (esterilizado – tecido ou descartável), gorro, máscara, óculos de proteção e luvas cirúrgicas estéreis Abra a torneira e molhe as mãos sem encostar na pia Na palma da mão, aplique quantidade de sabonete/anti-séptico para cobrir todas as superfícies das mãos Ensaboe as palmas das mãos friccionando- as entre si. http://www.tecnicoemenfermagem.net.br/higiene-das-maos/ MEDIDA DE PRECAUÇÃO (IMPRENSCIDÍVEL/PRINCIPAL) LAVAGEM DAS MÃOS 16/08/2022 4 Esfregue o dorso dos dedos de uma mão com a palma da outra mão, segurando os dedos com movimentos de vai-e-vem. Repita com a outra mão Esfregue em movimento rotatório o polegar direito com a mão esquerda. Repita com a outra mão Esfregue a palma da mão direita contra o dorso da esquerda entrelaçando os dedos, friccionando os espaços interdigitais. Repita com a outra mão. http://www.tecnicoemenfermagem.net.br/higiene-das-maos/ MEDIDA DE PRECAUÇÃO (IMPRENSCIDÍVEL/PRINCIPAL) LAVAGEM DAS MÃOS Seque as mãos com papel-toalha descartável, iniciando pelas mãos e depois punhos. Enxague as mãos retirando os resíduos de sabonete. Evite contato com a pia Esfregue em movimentos circulares o punho esquerdo com a palma da mão direita. Repita com a outra mão Friccione em movimentos circulares a polpa das digitais e unhas da mão direita na palma da mão esquerda (fechada em concha), repita com a outra mão http://www.tecnicoemenfermagem.net.br/higiene-das-maos/ MEDIDA DE PRECAUÇÃO (IMPRENSCIDÍVEL/PRINCIPAL) LAVAGEM DAS MÃOS LAVAGEM DAS MÃOS- CIRURGIA http://www.anvisa.gov.br/hotsite/higienizacao_maos/tecnicas.htm LAVAGEM DAS MÃOS- CIRURGIA LAVAGEM DAS MÃOS- CIRURGIA ht t ps ://www.slideshare.net/adrianamercia1/exodont ia-s imples 16/08/2022 5 1. MANOBRA DE DIÉRESE 2. MANOBRA DE EXÉRESE 3. MANOBRA DE HEMOSTASIA 4. MANOBRA DE SÍNTESE: MANOBRAS FUNDAMENTAIS EM CIRURGIA: CONCEITO E TIPOS MANOBRAS FUNDAMENTAIS EM CIRURGIA: CONCEITO E TIPOS MANOBRAS FUNDAMENTAIS EM CIRURGIA: CONCEITO E TIPOS MANOBRAS FUNDAMENTAIS EM CIRURGIA:CONCEITO E TIPOS • Extrações de dentes inferiores: o plano oclusal inferior do paciente deve estar paralelo ao solo na altura do cotovelo do cirurgião. • Extrações de dentes superiores: o plano oclusal superior do paciente de ter um ângulo de 45° em relação ao solo na altura do ombro do operador. • O operador deve permanecer preferencialmente em pé, para obter melhor proveito das mecânicas dos instrumentais cirúrgicos (fórceps/elevadores), adaptando sua posição em relação ao paciente de acordo com o dente a ser avulsionado. MANOBRAS DE DIÉRESE MANOBRAS DE DIÉRESE A. Incisão: •Utilizar lâmina no tamanho adequado e afiada – evitar dilacerar o tecido. •Bisturi perpendicular à superfície epitelial para facilitar a adequação das bordas durante a sutura. •Movimento firme e contínuo – evita quantidade de tecido danificado. •Evitar secção de estruturas vitais durante a incisão, como grandes vasos e nervos. Romper ou interromper a integridade tecidual através de incisão e/ou divulsão (separação dos tecidos dos planos mais profundos por meio de instrumentos especiais). MANOBRAS DE DIÉRESE MANOBRAS DE DIÉRESE A.Incisão: • Deve ter amplitude para permitir melhor visibilidade no campo operatório e menor trauma no tecido afastado (divulsionado). MANOBRAS DE DIÉRESE MANOBRAS DE DIÉRESE A. Incisão: • Deve ter a base ampla e maior que a altura do retalho – irrigação do tecido O ideal seria: X= 2Y • Maximiza o suprimento e aporte sanguíneo Não respeitando isso: • Necrose tecidual • Inflamação exarcebada, • Entrada de microrganismos, • Atraso da reparação tecidual. MANOBRAS DE DIÉRESEMANOBRAS DE DIÉRESE B. Divulsão: atinge planos anatômicos mais profundos, separando os tecidos por meio de instrumentos especiais: tesouras rombas, destacador de periósteo, pinça Kelly A divulsão inicia-se na porção angulada da incisão: • Descolador de periósteo, ou ainda, tesoura romba e pinça de dissecção. • As tesouras: introduzidas fechadas na intimidade dos tecidos e retiradas abertas. 16/08/2022 6 MANOBRAS DE EXÉRESE: MANOBRAS DE EXÉRESE: Avulsão: retirada total ou parcial de um órgão utilizando força mecânica. Representada em odontologia pela avulsão dentária, é praticada com o uso de fórceps e alavancas. • FÓRCEPS (primeira técnica) MANOBRAS DE EXÉRESE: MANOBRAS DE EXÉRESE: Pressão- apical: inserção da ponta ativa para dentro do espaço do ligamento periodontal Vestíbulo-palatino/lingual: expansão • FÓRCEPS MANOBRAS DE EXÉRESE: MANOBRAS DE EXÉRESE: Rotacional: expansão interna no alvéolo dentário – caninos Tração: remove o dente do alvéolo – parte final da avulsão • FÓRCEPS MANOBRAS DE EXÉRESE: MANOBRAS DE EXÉRESE: Alavanca: pequena força se torna um grande movimento – elevadores Cunha: ponta ativa do instrumento toma lugar do dente fazendo o movimento de cunha (dirigida para baixo, forçando dente para fora) –fórceps ou elevadores • ELEVADORES/ALAVANCAS – segunda técnica (movimentos): MANOBRAS DE EXÉRESE: MANOBRAS DE EXÉRESE: Roda eixo: elevadores apoiados entre osso sadio e dente a ser removido – movimento de rotação ao longo eixo da haste • ELEVADORES/ALAVANCAS (movimentos): MANOBRAS DE EXÉRESE: MANOBRAS DE EXÉRESE: A resistência à avulsão pode ser reduzida: pela osteotomia e/ou odontosecção 16/08/2022 7 MANOBRAS DE EXÉRESE: MANOBRAS DE EXÉRESE: Odontosecção: realizada quando não for possível retirar o dente por inteiro na avulsão (anatomia dentária, posição, barreira física). Utiliza-se alta rotação e brocas diamantadas ou laminadas, separa as raízes, diminuindo assim a resistência do dente no alvéolo. MANOBRAS DE EXÉRESE: MANOBRAS DE EXÉRESE: Remoção de fragmentos: ex.: raiz fraturada A D C B MANOBRAS DE EXÉRESE: MANOBRAS DE EXÉRESE: Manobras cirúrgicas fundamentais pelas quais retiramos uma porção ou o todo de um órgão. Osteotomia - terceira técnica: remoção do tecido ósseo para diagnóstico ou ter acesso cirúrgico. Pode ser praticada por meio de cinzéis (com ou sem auxílio do martelo); osteótomos (pinças); pinça goiva; limas para osso e instrumentos rotatórios - brocas ósseas. MANOBRAS DE EXÉRESE: MANOBRAS DE EXÉRESE: Curetagem: realizada com o uso de curetas para remover quaisquer fragmentos estranhos presentes no campo operatório. Remoção de espículas ósseas Irrigar o alvéolo com soro estéril MANOBRAS DE HEMOSTASIAMANOBRAS DE HEMOSTASIA • Tamponamento: temporária. Realizada no trans e pós operatório. (gaze) • Digital – compressão: gaze 5-10minutos no local sangrante • Substâncias vasoconstritoras: adrenalina diminui o fluxo sanguíneo Cessamento de hemorragia – manobras para prevenir, coibir ou deter sangramentos: MANOBRAS DE HEMOSTASIAMANOBRAS DE HEMOSTASIA • Pinçagem/pinçamento: pinçar o vaso. Temporária, pode ser associada a ligadura ou eletrocoagulação: Se isolada, 8-10min - pinça hemostáticas (Kelly), • Ligadura: definitiva para grandes vasos, oblitera a luz do vaso por sutura/nó ao redor do vaso com fio de sutura não reabsorvível • Termo ou eletrocoagulação: definitiva para pequenos vasos com saída constantes de sangue (bisturi elétrico) 16/08/2022 8 MANOBRAS DE HEMOSTASIAMANOBRAS DE HEMOSTASIA MANOBRAS DE HEMOSTASIAMANOBRAS DE HEMOSTASIA • Cimento cirúrgico: material protetor que pode ser aplicado aplicado sobre feridas devido a manobras cirúrgicas periodontais, mantendo a adaptação dos retalhos e osso adjacente, promovendo maior conforto e comodidade ao paciente na situação de pós-operatório. MANOBRAS DE SÍNTESEMANOBRAS DE SÍNTESE • Favorecem a imobilização dos tecidos, criam condições para a estabilização do coágulo - fundamental para a cicatrização. • Ideal: ser asséptica e atraumática. • Realizadas para reposicionar as estruturas anatômicas que foram rompidas ou interrompidas durante o ato cirúrgico. MANOBRAS DE SÍNTESEMANOBRAS DE SÍNTESE • Tensão exercida pelos fios de sutura deve ser suficiente para manter o retalho em posição, sem mobilidade, mas não deverá ser excessiva, pois causará redução da microcirculação regional, o que pode acarretar necrose tecidual (não pode ficar isquêmico) • Através da sutura, as bordas cruentas dos retalhos devem ser reposicionadas e os tecidos homólogos devem ser unidos plano a plano, para que a cicatrização seja bem sucedida. MANOBRAS DE SÍNTESEMANOBRAS DE SÍNTESE Instrumentos de síntese: • Porta agulhas: A apreensão correta do instrumento deve ser feita com os dedos polegar e anelar posicionados nos anéis do cabo, e o dedo indicador deve ficar posicionado ao longo do comprimento do instrumento para firmá-lo e direcioná-lo. • Agulha de sutura: geralmente pequena, formato de meio círculo ou 3/8. Por ser curva, a agulha permite ser passada por espaços pequenos com o giro do punho. Suas pontas são cortantes, para atravessar o periósteo facilmente, o que inspira cuidados, pois isso pode lesionar os tecidos próximos ao caminho da agulha. MANOBRAS DE SÍNTESEMANOBRAS DE SÍNTESE • Fio de sutura: normalmente vendidos fixados à agulha. • Não reabsorvíveis: fios de seda, nylon, vinil, poliéster e algodão. • Reabsorvíveis: tecidos de intestino (categut- ovelhas ou bovinos ; 3-5 dias se for simples; 7-10dias se for cromado) ou de polímeros sintéticos trançados (ácido poliglicólico ou polilático - Vicryl). 16/08/2022 9 MANOBRAS DE SÍNTESEMANOBRAS DE SÍNTESE Simples Em “X” Contínua simples Contínua Festonada MANOBRAS DE SÍNTESEMANOBRAS DE SÍNTESE • Tesouras: normalmente tem pontas curtas, pois sua única finalidade é a de cortar suturas. • A tesoura mais comum é a de Dean, com cabos levemente curvados e bordas serrilhadas, que facilitam o corte do fio de sutura. Apresentam cabos longos e argolas para o polegar e o dedo anelar. Deve-se segurar da mesma maneira que o porta-agulhas. RESÍDUOSRESÍDUOS • Após qualquer cirurgia, os materiais contaminados devem ser descartados de maneira adequada. • Os acidentes mais comuns ocorrem com materiais perfurocortantes infectados. RESÍDUOSRESÍDUOS • Esses acidentes podem ser prevenidos pelo correto manuseio para descarte de agulha elâminas de bisturi com o auxílio de uma pinça hemostática ou porta-agulhas, e através do uso de recipientes rígidos para descarte, bem identificados, desenvolvidos especialmente para objetos cortantes contaminados. • Os materiais contaminados não perfurantes devem ser descartados em sacos plásticos adequadamente identificados, devendo ser recolhidos por companhia de recolhimento de lixo adequado (lixo hospitalar). Livro didático “Santos, Valdirene Alves dos; Silveira, Fernando Ricardo Xavier da. Fundamentos de propedêutica cirúrgica I Londrina : Editora e Distribuidora Educacional S.A., 2016. 216 p. Teixeira, LMS; Reher, P; Reher, VGS. Anatomia aplicada a odontologia. 2ª edição – Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2013 Livro didático “Santos, Valdirene Alves dos; Silveira, Fernando Ricardo Xavier da. Fundamentos de propedêutica cirúrgica I Londrina : Editora e Distribuidora Educacional S.A., 2016. 216 p. Teixeira, LMS; Reher, P; Reher, VGS. Anatomia aplicada a odontologia. 2ª edição – Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2013 REFERÊNCIASREFERÊNCIAS Anatomia Anatomia 16/08/2022 10 Casos Clínicos!Casos Clínicos! Casos Clínicos!Casos Clínicos! Casos Clínicos!Casos Clínicos! Casos Clínicos!Casos Clínicos! Casos Clínicos!Casos Clínicos! Casos Clínicos!Casos Clínicos! 16/08/2022 11 Casos Clínicos!Casos Clínicos! Casos Clínicos!Casos Clínicos! Casos Clínicos!Casos Clínicos! Casos Clínicos!Casos Clínicos! Casos Clínicos!Casos Clínicos! Casos Clínicos!Casos Clínicos! 16/08/2022 12 Casos Clínicos!Casos Clínicos! Casos Clínicos!Casos Clínicos! Casos Clínicos!Casos Clínicos! Casos Clínicos!Casos Clínicos! Casos Clínicos!Casos Clínicos! Casos Clínicos!Casos Clínicos! 16/08/2022 13 Casos Clínicos!Casos Clínicos! Casos Clínicos!Casos Clínicos! CuriosidadesCuriosidades CuriosidadesCuriosidades CuriosidadesCuriosidades CuriosidadesCuriosidades 16/08/2022 14 CuriosidadesCuriosidades CuriosidadesCuriosidades CuriosidadesCuriosidades CuriosidadesCuriosidades L-PRF - Leucocyte-Platelet Rich Fibrin CuriosidadesCuriosidades DENTÍSTICA RESTAURADORADENTÍSTICA RESTAURADORA 16/08/2022 15 Preparos DentáriosPreparos Dentários Parede de Esmalte sem sustentação Parede de Esmalte sem sustentação Preparos conservadoresPreparos conservadores 16/08/2022 16 Isolamento AbsolutoIsolamento Absoluto Grampos de Isolamento Grampos de Isolamento AdesãoAdesão 16/08/2022 17 Remoção do excesso de água com papel absorvente Remoção do excesso de água com papel absorvente ADESIVOSADESIVOS SISTEMAS : • Multicomponentes • Monocomponente • Autocondicionante 16/08/2022 18 ADESIVOS : Multicomponentes ADESIVOS : Multicomponentes ADESIVOS : Multicomponentes ADESIVOS : Multicomponentes ADESIVOS : Monocomponente ADESIVOS : Monocomponente ADESIVOS : Monocomponente ADESIVOS : Monocomponente ADESIVOS : Autocondicionador ADESIVOS : Autocondicionador ADESIVOS : Autocondicionador ADESIVOS : Autocondicionador 16/08/2022 19 ADESIVOS : Autocondicionador ADESIVOS : Autocondicionador ADESIVOS : Autocondicionador ADESIVOS : Autocondicionador Falhas e sensibilidade técnica Falhas e sensibilidade técnica Tempo de condicionamento da dentina prolongado - produz maior faixa desmineralizada e dificulta a penetração do Primer. Secagem excessiva após o condicionamento produz um colapso das fibras colágenas da dentina. O tempo de atuação dos componentes não podem ser encurtados por motivo de pressa. A dentina jovem alcança valores de adesão mais altos que na dentina mais velha e esclerosada ou cariada. RESINA COMPOSTARESINA COMPOSTA RESINA COMPOSTARESINA COMPOSTA RESINA COMPOSTARESINA COMPOSTA 16/08/2022 20 RESINA COMPOSTARESINA COMPOSTA Casos ClínicosCasos Clínicos Caso Clinico 1Caso Clinico 1 https://blog.suryadental.com.br/restauracao-dos-dentes-anteriores-superiores-com-resina- composta/ Caso Clinico 1Caso Clinico 1 https://blog.suryadental.com.br/restauracao-dos-dentes-anteriores-superiores-com-resina- composta/ 16/08/2022 21 Caso Clinico 1Caso Clinico 1 https://blog.suryadental.com.br/restauracao-dos-dentes-anteriores-superiores-com-resina- composta/ Caso Clinico 1Caso Clinico 1 https://blog.suryadental.com.br/restauracao-dos-dentes-anteriores-superiores-com-resina- composta/ Caso Clinico 1Caso Clinico 1 https://blog.suryadental.com.br/restauracao-dos-dentes-anteriores-superiores-com-resina- composta/ Caso Clinico 1Caso Clinico 1 https://blog.suryadental.com.br/restauracao-dos-dentes-anteriores-superiores-com-resina- composta/ Caso Clinico 1Caso Clinico 1 https://blog.suryadental.com.br/restauracao-dos-dentes-anteriores-superiores-com-resina- composta/ Caso Clinico 1Caso Clinico 1 https://blog.suryadental.com.br/restauracao-dos-dentes-anteriores-superiores-com-resina- composta/ 16/08/2022 22 Caso Clinico 1Caso Clinico 1 https://blog.suryadental.com.br/restauracao-dos-dentes-anteriores-superiores-com-resina- composta/ Caso Clinico 1Caso Clinico 1 https://blog.suryadental.com.br/restauracao-dos-dentes-anteriores-superiores-com-resina- composta/ Caso Clinico 1Caso Clinico 1 https://blog.suryadental.com.br/restauracao-dos-dentes-anteriores-superiores-com-resina- composta/ Caso Clinico 2Caso Clinico 2 http://revodonto.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0004- 52762016000300016 Caso Clinico 2Caso Clinico 2 http://revodonto.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0004- 52762016000300016 Caso Clinico 2Caso Clinico 2 http://revodonto.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0004- 52762016000300016 16/08/2022 23 Caso Clinico 2Caso Clinico 2 http://revodonto.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0004- 52762016000300016 Caso Clinico 2Caso Clinico 2 http://revodonto.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0004- 52762016000300016 Caso Clinico 2Caso Clinico 2 http://revodonto.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0004- 52762016000300016 Caso Clinico 2Caso Clinico 2 http://revodonto.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0004- 52762016000300016 Caso Clinico 2Caso Clinico 2 http://revodonto.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0004- 52762016000300016 Caso Clinico 2Caso Clinico 2 http://revodonto.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0004- 52762016000300016 16/08/2022 24 Caso Clinico 2Caso Clinico 2 http://revodonto.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0004- 52762016000300016 Caso Clinico 2Caso Clinico 2 http://revodonto.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0004- 52762016000300016 Caso Clinico 2Caso Clinico 2 http://revodonto.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0004- 52762016000300016 Caso Clinico 2Caso Clinico 2 http://revodonto.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0004- 52762016000300016 Caso Clinico 3Caso Clinico 3 Caso Clinico 3Caso Clinico 3 16/08/2022 25 CIV Caso Clinico 3Caso Clinico 3 CIV Caso Clinico 3Caso Clinico 3 Caso Clinico 3Caso Clinico 3 PROTEÇÃO COMPLEXO DENTINO-PULPAR PROTEÇÃO COMPLEXO DENTINO-PULPAR Com exposição PROTEÇÃO COMPLEXO DENTINO-PULPAR Quais materiais são mais indicados para a proteção pulpar? Isso vai depender da condição pulpar, da profundidade do preparo cavitário, da idade do paciente, fatores já citados, e das características químicas e biomecânicas dos materiais disponíveis. 16/08/2022 26 Requisitos para os materiais protetores do complexo dentinho-pulpar • Atividade antimicrobiana: para agir na dentina afetada que será mantida na cavidade, a fim de que ela possa ser remineralizada. • Biocompatibilidade. • Bioatividade: promove e auxilia a regeneração tecidual. Requisitos para os materiais protetores do complexo dentinho-pulpar • Adesão. • Isolamento térmico e elétrico. • Capacidade de promover vedamento (marginal e tubular): impedir a entrada de microrganismos na interface dente/material de proteção. Requisitos para os materiais protetores do complexo dentinho-pulpar • Resistência mecânica adequada. • CETL semelhanteao da dentina. • Módulo de elasticidade semelhante ao da dentina. • Compatibilidade com o material restaurador e, se possível, estabelecer união com este. • Insolubilidade. PROTEÇÃO COMPLEXO DENTINO-PULPAR Não existe, até o momento, um material para a proteção dentino-pulpar que preencha todos esses requisitos. Em última análise, devemos conhecer as propriedades de cada material disponível para que, de posse das observações feitas em cada cavidade a ser restaurada, sejamos capazes de relacioná-los, a fim de que possamos decidir qual material indicar e como utilizá-lo corretamente. Verniz cavitário: Solução de resinas em solvente orgânico. O solvente evapora deixando uma fina película de resina. Tem ação bacteriostática, compatibilidade biológica, vedamento temporário, isolamento elétrico e alta solubilidade. Atualmente, é pouco utilizado, exceto quando não existir a possibilidade de utilizar um material mais eficiente, como os sistemas adesivos. Inserção na cavidade: aplicador descartável do tipo pincel ou escova. Verniz cavitário: 16/08/2022 27 Cimento de hidróxido de cálcio (Ca(OH)2): Produto com pH alcalino (12,5), portanto altamente bactericida e bacteriostático, estimula ação reparadora da polpa, apresenta alta solubilidade e baixa resistência. Utilizado nas regiões de maior profundidade nas quais se observa a polpa por transparência. Cimento de hidróxido de cálcio (Ca(OH)2): Seu pH alcalino fornece condições para que a polpa forme dentina, já que no organismo só é possível a produção de osso e dentina em meio de alta alcalinidade. Pode se apresentar em forma de pó – pró-análise (PA) -, que pode ser aplicado diretamente, ou em forma de pasta com água destilada; na forma de cimento de ativação química; Cimento de hidróxido de cálcio (Ca(OH)2): Cimento de hidróxido de cálcio (Ca(OH)2): Forma de inserção. Cimento de hidróxido de cálcio (Ca(OH)2): Em casos de exposição pulpar, é aplicado na forma de uma pasta de pó PA com água destilada ou diretamente sobre a polpa, promove necrose por coagulação superficial, estimula a formação de carbonato de cálcio que se organiza em núcleos de calcificação distrófica, estimulando a diferenciação das células e culminando com a formação de barreira mineralizada (dentina reparadora, mais densa). Cimento de hidróxido de cálcio (Ca(OH)2): 16/08/2022 28 Cimentos de ionômero de vidro: Possuem como propriedades principais a adesividade relativa ao remanescente, a liberação de flúor, CETL semelhante ao da dentina, resiliência, resistência mecânica e menor potencial de irritação do complexo-pulpar. Cimentos de ionômero de vidro: Utilizamos esse material quando temos a necessidade principal de repor a estrutura dentinária perdida, já que o cimento de ionômero de vidro é o material que possui as características mais semelhantes às da dentina. Cimentos de ionômero de vidro: Técnica de manipulação: utilizar a proporção indicada pelo fabricante, aglutinação com espátula rígida e bloco de espatulação ou espátula plástica e placa de vidro. Inserção na cavidade: pode ser com seringa apropriada (Centrix) para facilitar a aplicação, ou utilizar espátula plástica de inserção. Cimentos de ionômero de vidro: Cimentos de ionômero de vidro: Cimentos de ionômero de vidro: 16/08/2022 29 Agregado de trióxido mineral (MTA): É um material biocompatível, que favorece a formação de barreira mineralizada ou dentina reparadora, como o hidróxido de cálcio, possui elevada resistência mecânica e pode ser utilizado em superfícies úmidas, diferentemente dos cimentos de hidróxido de cálcio. Seu inconveniente é o alto custo. Agregado de trióxido mineral (MTA):